Concurso T?cnico M?

dio de Defensoria

Concurso Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro 2010
Técnico Médio de Defensoria

Agosto - 2010

Módulo 01
Conhecimentos Básicos

2010

Língua Portuguesa

Sumário
Leitura e compreensão de textos de diferentes gêneros e domínios discursivos..........................................Error: Reference source not found

2010

Variação regional, variação social e registros de usos.........................26

Funções da linguagem.........................................................................32

............. descrição............. argumentação e injunção........................2010 Modos de organização do texto: narração..38 ................... exposição..

......Coerência e coesão textual..............43 ...............................................

...................................2010 Pontuação gramatical e expressiva.......53 .............

.......Elementos mórficos e processos de formação de palavras....71 ........

83 ...............2010 Emprego das diferentes classes de palavra...........................

..................196 ..................Período simples: funções sintáticas................

..........................239 ............2010 Concordância nominal e verbal.....................

................Regência nominal e verbal.............244 .....................................

...........252 .........2010 Emprego do acento grave...............................................

....................................................Sintaxe de colocação.............257 .........

............. denotação e conotação...... comportamento sintático das orações e relações lógico-discursivas marcadas pelos conectores...289 .... hiperônimos............... antônimos...........2010 Período composto: processos sintáticos de estruturação............ parônimos. polissemia...............267 Sinônimos... homônimos...... hipônimos.................

.................302 ................................................Figuras de linguagem.........

........ ortoepia e prosódia...2010 Ortografia.......................................307 ..........

.

Os concursos públicos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo.2010 Leitura e compreensão de textos de diferentes gêneros e domínios discursivos Interpretar um texto significa produzir sentidos com base em um código lingüístico. o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica. ou seja. requer-se o desenvolvimento de um trabalho cognitivo complexo. abrangendo aspectos lingüísticos. autor e texto. ativa seus conhecimentos prévios e os aplica sobre o texto. o leitor levanta hipóteses. Nesse processo. compreender e (re)formular as idéias que estão expostas. Portanto. entre outros. localizar as pistas deixadas pelo autor e formular representações mentais sobre as informações ali contidas. Para que essa atividade seja realizada satisfatoriamente. conhecimento prévio. é da sua competência decodificar o texto. O processo de interpretação de texto depende de uma intensa interação entre leitor. além de . faz inferências. textuais. na tentativa de compreendê-lo. No que diz respeito ao leitor.

Torna-se. o chamado sentido verdadeiro. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. assim. estabelece-se. Os textos literários exploram bastante as construções de base conotativa. numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete.necessitar de um bom conhecimento. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. depende do contexto. Além disso. Já o uso conotativo das palavras é a atribuição de um sentido figurado. O Sentido das Palavras O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários. uma nova relação entre significante e significado. numa determinada construção frasal. para sua compreensão. Sendo assim. fantasioso e que. . real.

ponto final. Durante a interpretação propriamente dita. por exemplo. ponto de vista. Desta leitura. deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa.. há limites. que é uma palavra com muitos significados. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. a fim de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. cabe destacar palavras-chave. A preocupação deve ser a captação da essência do texto. passagens importantes. No caso de textos literários. Neste caso. Este tipo de procedimento aguça a memória visual. e sim ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e esclareçam o sentido. não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto. favorecendo o entendimento.. Técnicas para Interpretar Basicamente. extraem-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. a palavra ponto: ponto de ônibus. embora a interpretação seja subjetiva. bem como usar uma palavra para resumir a idéia central de cada parágrafo.2010 Ainda temos a polissemia. como. Não se pode desconsiderar que. é preciso conhecer a ligação .

Se não houver esta visão global dos momentos literários e dos escritores. trabalha-se isto é. o com que o conceito do "mais ao responde melhor questionamento proposto. A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. adequado". Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. Muitas vezes. outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. errada. Aqui não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor. que fazem diferença na escolha adequada. exceto. uma resposta pode estar certa para responder à pergunta. Nunca deixe de retornar ser ao texto. em interpretação. . certas vezes. de mesmo tempo.daquele texto com outras formas de cultura. respectivamente etc. a interpretação pode ficar comprometida. que A aparentemente pareça perda descontextualização de palavras ou frases. mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra alternativa mais completa. Por isso. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não. são também um recurso para instaurar a dúvida no candidato.

2010 Leia a frase anterior e a posterior para ter idéia do sentido global proposto pelo autor. desta maneira a resposta será mais consciente e segura. .

aparentemente um processo de criação de palavras para termos específicos. tais como o tempo. variação social e registros de usos A variação das formas da linguagem sistemática e coerentemente. Esta pode variar de acordo com alguns fatores. Uma nação apresenta diversos traços de identificação. são exemplos dessas variações: • dialetos (variação diatópica?). o idioma é um termo intermediário na distinção . isto é. o espaço. variações faladas por comunidades geograficamente definidas. Alguns escritores de sociolingüística usam o termo leto. e um deles é a língua.Variação regional. o nível cultural e a situação em que um indivíduo se manifesta verbalmente. O conceito Variedade é um conceito maior do que estilo de prosa ou estilo de linguagem.

um sinônimo para linguagem num sentido mais geral). idioletos e socioletos podem ser distingüidos não apenas por seu vocabulário. portanto. isto é.2010 dialeto-linguagem e é usado para se referir ao sistema comunicativo estudado (que poderia ser chamado tanto de um dialeto ou uma linguagem) quando sua condição em relação a esta distinção é irrelevante (sendo. uma variação particular a uma certa pessoa • registros profissões (ou diátipos). um idioleto adotado por uma casa • Variações como dialetos. isto é. isto é. • socioletos. o vocabulário especializado e/ou a gramática de certas atividades ou • etnoletos. padronizada em função da comunicação pública e da educação • idioletos. mas também por diferenças na gramática. variações faladas por comunidades socialmente definidas • linguagem padrão ou norma padrão. . na fonologia e na versificação. para um grupo étnico ecoletos.

Certos registros profissionais. mostram uma variação na gramática da linguagem padrão. como o modo subjuntivo. Espécies de variação . estilo. jornalistas ou advogados ingleses freqüentemente usam modos gramaticais.Por exemplo. que não são mais usados com freqüência por outros falantes. Muitos registros são simplesmente um conjunto especializado de termos (veja jargão). o sotaque de palavras tonais nas línguas escandinavas tem forma diferente em muitos dialetos. portanto. Coloquialismos e expressões idiomáticas geralmente são limitadas como variações do léxico. Por exemplo. É uma questão de definição se gíria e calão podem ser considerados como incluídos no conceito de variação ou de estilo. Um outro exemplo é como palavras estrangeiras em diferentes socioletos variam em seu grau de adaptação à fonologia básica da linguagem. e de. como o chamado legalês.

Variação geográfica Trata das diferentes formas de pronúncia. que acabam por definir os padrões lingüísticos utilizados na região de sua influência. . A forma antiga permanece ainda entre as gerações mais velhas. Dentro de uma comunidade formam-se comunidades linguísticas menores em torno de centros polarizadores . pode ser identificada ao se comparar dois estados de uma língua. regiões. política e economia. O processo de mudança é gradual: uma variante inicialmente utilizada por um grupo restrito de falantes passa a ser adotada por indivíduos socioeconomicamente mais expressivos. período em que as duas variantes convivem.2010 Variação histórica Acontece ao longo de um determinado período de tempo. e finalmente consagra-se pelo uso na modalidade escrita. nem sempre coincidindo. As mudanças podem ser de grafia ou de significado. As diferenças lingüísticas entre as regiões são graduais. vocabulário e estrutura sintática mais entre ampla. porém com o tempo a nova variante torna-se normal na fala.

é possível identificar dois limites extremos de estilo: o informal. o grau de educação. o grau de intimidade. o uso de certas variantes pode indicar qual o nível sócioeconômico de uma pessoa. como poderia acontecer na variação regional. A variação social não compromete a compreensão entre indivíduos. e há a possibilidade de alguém oriundo de um grupo menos favorecido atingir o padrão de maior prestígio. o tipo de assunto tratado e quem são os receptores. profissional. utilizado em conversações que não são do dia-a-dia e cujo conteúdo é mais elaborado e complexo. Variação estilística Considera um mesmo indivíduo em diferentes circunstâncias de comunicação: se está em um ambiente familiar. e o formal. Não se deve confundir o estilo formal e informal com língua escrita e falada. a idade e o gênero.Variação social Agrupa alguns fatores de diversidade:o nível sócio- econômico. em que o grau de reflexão é máximo. determinado pelo meio social onde vive um indivíduo. Sem levar em conta as graduações intermediárias. utilizado nas conversações imediatas do cotidiano. quando há um mínimo de reflexão do indivíduo sobre as normas lingüísticas. pois os dois estilos ocorrem em .

Bibliografia CAMACHO.2010 ambas as formas de comunicação. . Observa-se que o meio rural. havendo um inter-relacionamento entre elas: uma variante geográfica pode ser vista como uma variante social. 29-41. preserva variantes antigas. (1988). A variação lingüística. In: Subsídios à proposta curricular de Língua Portuguesa para o 1º e 2º graus. por ser menos influenciado pelas mudanças da sociedade. considerando-se a migração entre regiões do país. R. p. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. O conhecimento do padrão de prestígio pode ser fator de mobilidade social para um indivíduo pertencente a uma classe menos favorecida. As diferentes modalidades de variação lingüística não existem isoladamente.

quanto dos pronomes. Por exemplo: “É bonito ser amigo.Funções da linguagem São recursos de ênfase que actuam segundo a intenção do produtor da mensagem. tanto das formas verbais. as memórias. A presença de interjeições. Função emotiva ou expressiva Esta função ocorre quando se destaca o locutor (ou emissor). ou seja. sentimentos e emoções do emissor. Um texto pode apresentar mais de uma função enfatizada. são os textos líricos. a poesia lírica e as cartas de amor. as autobiografias. cada qual abordando um diferente elemento da comunicação. A mensagem centra-se nas opiniões. mas confesso é tão difícil aprender! “ - . que exemplificam melhor essa função. A idéia de destaque do locutor dá-se pelo emprego da 1ª pessoa do singular. Os textos que expressam o estado de alma do locutor. sendo um texto completamente subjetivo e pessoal. pontuação com reticências e pontos de exclamação também evidenciam a função emotiva ou expressiva da linguagem.

denotativa. direta. A ênfase é dada ao conteúdo. usa-se a 3ª pessoa do singular. A função referencial também é conhecida como cognitiva ou denotativa. conteúdo informacional. O emissor procura fornecer informações da realidade. objetividade e precisão. Fernando Pessoa Função referencial ou denotativa A mensagem é centrada no referente. Os textos que servem como exemplo dessa função da linguagem são os jornalísticos. • • • • . Geralmente.2010 Poema do amigo aprendiz. às informações. de forma objetiva. os científicos e outros de cunho apenas informativo. uso da 3ª pessoa do singular (ele/ela). no assunto (contexto relacionado a emissor e receptor). sem a opinião pessoal. Características neutralidade do emissor. ou seja.

dentre outros. Como a mensagem centra-se no outro. isto é. vós/vocês). nos discursos políticos. horóscopos e textos de auto-ajuda.. Exemplo:"Fique antenado com seu tempo. ou seja. ou chamar sua atenção. e ganhe dicas surpreendentes!" Função fática O canal é posto em destaque. verificar a "ponte" de comunicação e certificar-se sobre o contato estabelecido. certo?.Função apelativa ou conotativa A mensagem é centrada no receptor e organiza-se de forma a influenciá-lo. aparece comumente nos textos publicitários. "Compre já. Como essa função é a mais persuasiva de todas.. há um uso explícito de argumentos que fazem parte do universo do mesmo. ou seja. O interesse do emissor é emitir e simplesmente testar ou chamar a atenção para o canal. no interlocutor. são um exemplo bem comum para se evidenciar "Contato entre emissor e receptor" . de forma a prolongá-lo. ahã. Os cacoetes de linguagem como alô. Geralmente. o canal que dá suporte à mensagem. né?. usa-se a 2ª pessoa do discurso (tu/você.". vocativos e formas verbais ou expressões no imperativo.

quando se faz necessária a criação de uma nova palavra para exprimir o sentido e alcançar o efeito desejado. jogos de imagem ou de idéias.2010 Função poética É aquela que põe em evidência a forma da mensagem. como o Neologismo . Quando a mensagem é elaborada de forma inovadora e imprevista. Características Subjetividade. provérbios. que se preocupa mais em "como dizer" do que com "o que dizer". valorizando as palavras e suas combinações. chamando a atenção para o modo como foi organizada. Nessa função pode-se observar o intensivo uso de figuras de linguagem. É explorada na poesia e em textos publicitários. A mensagem é posta em destaque. ditos populares e linguagem cotidiana. músicas. ou seja. Há um interesse pela mensagem através do arranjo e da estética. utilizando combinações sonoras e rítmicas. O foco recai sobre o trabalho e a construção da mensagem. temos a manifestação da função poética da linguagem. Essa função aparece comumente em textos publicitários. • . Essa função é capaz de despertar no leitor prazer estético e surpresa.

Drummond escreve um poema sobre como escrever poemas. eu pouco.• figuras de linguagem. • Função Metalinguística Caracterizada pela preocupação com o código. Deixam-se enlaçar. brincadeiras com o código. Os dicionários e as gramáticas são repositórios de metalinguagem Exemplos: “Lutar com palavras é a luta mais vã. teria poder de encantá-las. Se o fosse. apareço e tento apanhar algumas para meu sustento num dia de vida. ou seja. Algumas. Pode ser definida como a linguagem que fala da própria linguagem. São muitas. Entanto lutamos mal rompe a manhã. A linguagem (o código) torna-se objeto de análise do próprio texto. a criação literária fala sobre si mesma. tão fortes como o javali. Ou seja. . descreve o ato de falar ou escrever. Mas lúcido e frio.” Carlos Drummond de Andrade Nesse poema. Não me julgo louco. tontas à carícia e súbito fogem e não há ameaça e nem há sevícia que as traga de novo ao centro da praça.

ele demonstra o ato de fazer cartuns e como são feitos. .2010 Um outro exemplo é quando um cartunista descreve o modo como ele faz seus desenhos em um próprio cartum.

As tipologias existentes são: descrição. Numa abordagem mais abstrata. narração. injunção e diálogo. argumentação e injunção Modos de organização ou tipologia textual é a forma como um texto se apresenta. Refere-se a objetos do mundo real. Descrição – tipo de texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar.Modos de organização do texto: narração. pois tem o marrom. fictício ou não. Há uma relação de anterioridade e . Narração – modalidade textual em que se conta um fato. que ocorreu num determinado tempo e lugar. Exemplo: "A árvore é grande. o vermelho das flores e até um ninho de passarinhos". dissertação. com tronco grosso e galhos longos. É cheia de cores. exposição. envolvendo certos personagens. um animal ou um objeto. uma pessoa. descrição. exposição. pode-se até descrever sensações ou sentimentos. por sua função caracterizadora. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo. o verde.

por motivo de familiarização ou até mesmo por próprio capricho). Estamos cercados de narrações desde que nos contam histórias infantis como Chapeuzinho Vermelho ou Bela Adormecida. deve ser concluído com um parágrafo que responda ao primeiro parágrafo. . podendo tratar de temas. até as picantes piadas do cotidiano. de forma a não permitir a meio da leitura que o leitor os faça.2010 posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. – mal podia esperar". Deve também conter contraargumentos. lembrava-se claramente da promessa do seu avô – Amanhã. O texto argumentativo deve possuir uma clareza na transmissão de idéias (concisão). com argumentos convincentes e verdadeiros. ou simplesmente com a idéia-chave da opinião. depois o desenvolvimento deve referir a opinião da pessoa que o escreve. Argumentação – tem como objetivo levar um indivíduo ou grupo a aderir a determinada tese (defendida pelo argumentador. Por fim. É constituído por um primeiro parágrafo curto. situações ou assuntos variados. iremos pescar no riacho da fazenda. e com exemplos que exemplifique uma confiabilidade e persuasão. que deixa a idéia clara. Exemplo: "O garoto acordou cedo naquele dia.

A argumentação surgiu em 427 a. objetiva e impessoal. Apesar do processo geralmente ser preparado Bancas por empresas a especializadas (denominada Organizadoras). reflete. Faz uso de linguagem clara..". Era denominada Retórica. A maioria dos verbos está empregada no presente do indicativo. expõe idéias. Exemplo: "Concurso público é um processo seletivo que tem por objetivo avaliar candidatos concorrentes a um cargo efetivo de uma entidade governamental de uma nação. avalia. responsabilidade da avaliação dos serviços cabe às áreas de Recursos Humanos legalmente designados.apresenta informações sobre assuntos. Argumentar é a arte de convencer e persuadir. explica. Exposição . conclusão. Sua estrutura básica é formada por: idéia principal.C. A dimensão discursiva do trabalho filosófico. desenvolvimento. na Grécia Antiga. avalia os argumentos e verifica se esses argumentos são bons tendo em conta o que defendemos ou contestamos. .

".2010 Injunção . empregados modo imperativo. em para sua predizer acontecimento no e comportamentos. que deverá utilizar caneta esferográfica de tinta preta.indica como realizar uma ação. fabricada em material transparente.4 O candidato deverá transcrever as respostas das provas objetivas para a folha de respostas. Exemplo: " 7. Diálogo . Pode conter marcas da linguagem oral. O preenchimento da folha de respostas será de inteira responsabilidade do candidato. Os maioria. e proceder em conformidade com as demais instruções específicas contidas neste edital e na folha de respostas. como pausas e retomadas. Em hipótese alguma haverá substituição da folha de respostas por erro do candidato. Exemplo: . Há também o uso do futuro do presente. Utiliza linguagem objetiva e simples. É também verbos utilizado são. aconselha.materializa o intercâmbio entre personagens.4. que será o único documento válido para a correção das provas.

" ." – Você estudou?– Sim. – Aprendeu alguma coisa? – Não.

idéias. já que nele há a permanência de elementos constantes no seu desenvolvimento. Um texto coerente tem unidade. hipônimos. hiperônimos etc.2010 Coerência e coesão textual COERÊNCIA Dos trabalhos que desenvolvem os aspectos da coerência dos textos. Isto fica evidente na utilização de recursos lingüísticos específicos como pronomes. Repetição: Diz respeito à necessária retomada de elementos no decorrer do discurso. Um texto que trate a cada passo de assuntos diferentes sem um explícito ponto comum não tem continuidade. repetição de palavras. Os processos coesivos de continuidade só se podem dar com elementos expressos na . sinônimos. Partindo da noção de textualidade Charolles apresentada por a Beaugrande coerência e Dressier. Um texto coerente apresenta continuidade semântica na retomada de conceitos. uma também entende como propriedade ideativa do texto e enumera as quatro metaregras que um texto coerente deve apresentar: 1. o de Charolles (1978) é freqüentemente citados em estudos descritivos e aplicados.

ou com mais de um referente possível. Não pode afirmar A e o contrário de A . percebe-se a progressão pela soma das idéias novas às que são já tratadas. costuma-se encontrar significantes que não condizem com . torna o texto mal-formado. Não-contradição: Um texto precisa respeitar princípios lógicos elementares. Suas ocorrências não podem se contradizer. 2. sim. mas não deve limitar-se a isso. Os acréscimos semânticos fazem o sentido de o texto progredir.superfície textual. no uso do vocabulário. um elemento coesivo sem referente expresso. Deve. devem ser compatíveis entre si e com o mundo a que se referem. Há muitos recursos capazes de conferir sequenciação a um texto. Progressão: O texto deve retomar seus elementos conceituais e formais. 3. No plano da coerência. Em redações escolares. Esta nãocontradição expressa-se nos elementos lingüísticos. já que o mundo textual tem que ser compatível com o mundo que representa. apresentar novas informações a propósito dos elementos mencionados. por exemplo.

deve ser capaz de representar uma ação entre interlocutores. Relação: Um texto articulado coerentemente possui relações estabelecidas. e essas têm a ver umas com as outras.2010 os significados pretendidos. entre si. em que os componentes significação. COESÃO Um texto. dentro de um padrão particular de estabelecem. mas. A relação em um texto refere-se à forma como seus conceitos se encadeiam. isto é. como se organizam. por parte do emissor. do vocabulário a que recorreu. relações de . que papeis exercem uns em relação aos outros. está longe de ser um mero conjunto aleatório de elementos isolados. As relações entre os fatos têm que estar presentes e ser pertinentes. entre suas informações. deve apresentar-se como uma totalidade semântica. sim. Isso resulta do desconhecimento. Essa unidade deve revestir-se de um valor intersubjetivo e pragmático. firmemente. ser uma unidade semântica não basta para que um tal. Contudo. 4. seja oral ou escrito.

A capacidade de um texto possuir um valor intersubjetivo e pragmático está no nível argumentativo das produções lingüísticas. e ocorrem quando a interpretação de um elemento no discurso depende da interpretação de outro elemento. Deve-se ter em mente que a coesão não é condição necessária nem suficiente para a existência do texto. (Pécora. a coesão envolve todos os componentes do sistema léxico-gramatical. Podemos encontrar textualidade em textos que não apresentam recursos coesivos. mas a sua totalidade semântica decorre de valores internos à estrutura de um texto e se chama coesão textual. Os processos de coesão textual são eminentemente semânticos. Embora seja uma relação semântica. e outra através do léxico. 47) Assim. em contrapartida a coesão . p. há formas de coesão realizadas através da gramática. 1987.produção. Portanto. estudar os elementos coesivos de um texto nada mais é que avaliar os componentes textuais cuja significação depende de outros dentro do mesmo texto ou no mesmo contexto situacional.

– exofórica Paulo e José são advogados. seja uma oração inteira. seja este outro uma palavra. Segundo Halliday & Hasan. Para Halliday & Hasan. Eles se formaram na PUC. há cinco diferentes mecanismos de coesão: 1. – endofórica 2.2010 não é suficiente para que um texto tenha textualidade. mas eu não penso assim. Referência: Elementos referenciais são os que não podem ser interpretados por si próprios. a distinção entre referência e . mas têm que ser relacionados a outros elementos no discurso para serem compreendidos. Substituição: Colocação de um item no lugar de outro no texto. Há dois tipos de referência: a situacional (exofórica) feita a algum elemento da situação e a textual (endofórica) Ex: Você não se arrependerá de ler este anúncio. O professor acha que os alunos estão preparados. Ex: Pedro comprou um carro e José também.

Realizase através de conectores como e. um sintagma. Conjunção: Este tipo de coesão permite estabelecer relações sintática a novos sujeitos ou novas significativas entre elementos e palavras do texto. na ocorrência desta. está em que. 4. de uma palavra. depois etc. Essa omissão torna o texto conciso e elegante. mas eu preferi uma verde. É a omissão de um item. Ex: – Você aceita um chá? Com ou sem açúcar? Suprime o “chá” e “açúcar”. É a omissão intencional de um termo facilmente identificável pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase.substituição. ou uma frase. mas.) 3. Ex: Pedro comprou uma camisa vermelha. (há alteração de uma camisa vermelha para uma camisa verde. há uma readaptação especificações. Há elementos meramente continuativos: agora (abre um novo . Elipse: É uma supressão de uma palavra facilmente subentendida.

hipônimos. Ex: 1-O Presidente foi ao cinema ver Tropa de elite.2010 estágio na comunicação. O moleque parecia assustado. ou sinônimos. 6. ou heterônimos. um novo ponto de argumentação. Colocação: Uso de termos pertencentes a um mesmo campo semântico. bem (significa "eu sei de que trata a questão e vou dar uma resposta") 5. Ele levou a esposa. 3-Assisti ontem a um documentário sobre papagaios mergulhadores. Esses pássaros podem nadar a razoáveis profundidades. ou atitude tomada ou considerada pelo falante). 2-Vi ontem um menino de rua correndo pelo asfalto. . pronomes. Coesão lexical: Obtida através de dois mecanismos: repetição de um mesmo item lexical.

respectivamente ) –1-Ele era tão bom. O referente. referente tanto pode ser um nome.Ex: Houve um grande acidente na estrada. o meu marido! (catáfora) – 2-O homem subiu as escadas correndo. (anáfora). estabelece a existência de duas modalidades de coesão: 1. que pode aparecer depois ou antes do primeiro (catáfora e anáfora. um fragmento de oração. (oração) Perto da estação havia uma pequena estalagem. Koch. Isso o aborrecia profundamente. um sintagma. ou todo um enunciado. A forma retomada pelo elemento coesivo chama-se necessita referente. Lá em cima ele bateu furiosamente à uma porta. Lá reuniam-se os trabalhadores da ferrovia. Dezenas de ambulâncias transportaram os feridos para o hospital mais próximo.– coesão referencial: Existe coesão entre dois elementos de um texto. as . chama-se cuja forma interpretação remissiva. tomando por base os mecanismos coesivos na construção do texto.(sintagma nominal) No quintal. exige a consideração do outro. uma oração. quando um deles para ser interpretado semanticamente. Ex: A mulher criticava duramente todas as suas decisões. do O elemento.

Os elementos que marcam a coesão sequencial são chamados relatores e podem estabelecer uma série de . − pronomes relativos – É esta a árvore à cuja sombra sentam-se os viajantes.(enunciado) Elementos de várias categorias diferentes podem servir de formas remissivas: − pronomes possessivos – Joana vendeu a casa. estabelecendo relações semânticas e/ou pragmáticas à medida que faz o texto progredir. – advérbios – Antônio acha que a desonestidade não compensa. 2. Essa hipótese se confirma pelo grande número de OVNIs avistados. O prédio vizinho estava em construção. ela não quis ficar lá. mas nem todos pensam assim. Depois que seus pais morreram.2010 crianças brincavam. Os carros passavam buzinando. Tudo isso tirava-me a concentração. – coesão sequencial: Conjunto de procedimentos linguísticos que relacionam o que foi dito ao que vai ser dito. − nomes ou grupos nominais – Imagina-se que existam outros planetas habitados.

relações: a) implicação entre um antecedente e um consequente: se etc. E mais as relações estabelecidas por outras conjunções coordenadas e subordinadas.. g) extensão.. d) justificativa. mas. amplificação: aliás. b) restrição. como etc. h) correção: isto é. . explicação do ato de fala: pois etc. bem como. no entanto etc c) soma de argumentos a favor de uma conclusão: e. e) introdução de exemplificação ou especificação: seja. contraste: ainda que. oposição. também etc. também etc.seja. ou melhor etc. f) alternativa (disjunção ): ou etc.

São eles: Ponto (. pelo uso de um conjunto sistematizado de sinais gráficos e não gráficos. Exemplo: Ele foi ao médico e levou uma injeção[[. Marca uma pausa absoluta. Exemplo: "Eu te amo.). Sr. indicando que o sentido está completo..]] O ponto é um sinal de pontuação que serve para indicar o final de uma frase. ..2010 Pontuação gramatical e expressiva Pontuação é o recurso que permite expressar na língua escrita um espectro de matizes rítmicas e melódicas características da língua falada. Também usado nas abreviaturas (Dr. Sinais Existem alguns sinais básicos de pontuação." Também é usado nas abreviaturas.) — Usa-se no final do período. Exa.

nem sempre correspondente às pausas (mais arbitrárias) do texto falado. as orações relativas. nem. Deve-se evitar o uso desnecessário da vírgula. = Quando. É usada como marca de separação para: o aposto. falava em voz alta. ria e roía as unhas. todavia. contudo. e gesticulava.) — Marca uma pequena pausa no texto escrito. Exemplo: Andava pelos cantos. o atributo. É usado no final das frases declarativas ou imperativas. Representa também a pausa máxima da voz. as orações subordinadas e as adversativas introduzidas por mas. . entretanto e porém.Exemplos: Qnd. Vírgula (. ela não deve ser esquecida quando obrigatória. as orações coordenadas assindéticas não ligadas por conjunções. os elementos de um sintagma não ligados pelas conjunções e. as orações intercaladas. o vocativo. ou. Por outro lado. pois ela dificulta a leitura do texto.

distribuiu as tarefas" .ERRADO Entre os termos da oração separar termos coordenados da mesma função e .2010 Tem como função indicar uma pausa e separar membros constituintes de uma frase. do dente foi dolorosa" .ERRADO Não pode haver vírgula entre o verbo e seus complementos: "Os alunos refizeram. todos os textos" . ligou? Erros quando a ordem é direta Não pode haver vírgula entre sujeito e predicado: "O supervisor. Pedro.ERRADO Não pode haver vírgula entre o nome e o complemento nominal ou adjunto adnominal: "A extração. meu namorado. Emprega-se vírgula: Para isolar aposto e vocativo: Ex: Maria.

continuativas e conclusivas do adjunto adverbial ou aposto (menos o especificativo) da conjunção indicar. elipse do verbo (Ele virá hoje.assindéticos. torna-se dispensável o uso da vírgula) do complemento pleonástico antecipado indicar intercalações: de expressões explicativas. ainda que sejam repetidos Observação: havendo e entre os dois últimos termos. às vezes. eu. amanhã) Em período composto para separar as orações coordenadas assindéticas (sem conectivos) . suprime-se a vírgula separar vocativos e o nome do lugar nas datas indicar inversões: do adjunto adverbial (se o adjunto for de pequena extensão.

É bom saber que não se pode usar vírgula depois do mas e que. quando porém..... todavia... no entanto e entretanto iniciarem a frase. poderão ou não ser seguidos de vírgula..quer.. ora.. não podia.. Essas últimas conjunções sempre terão uma vírgula antes e outra depois quando estiverem intercaladas no período para separar as coordenadas sindéticas alternativas em que haja as conjunções ou...seja para separar as coordenadas sindéticas conclusivas (logo.. quando os sujeitos das duas orações forem diferentes Observação:ver os casos específicos do e para separar as coordenadas adversativas.. pois. contudo. quer.: Não era alfabetizado.. seja.2010 para separar as orações coordenadas sindéticas. pois. ter carta de habilitação para separar as coordenadas sindéticas explicativas (Não fale assim porque estamos ouvindo você) para separar as adverbiais reduzidas e as adverbiais . O pois com valor conclusivo (= portanto) sempre deve vir entre vírgulas Ex.ou. portanto).ora.

. exceto se estiverem ligados pela conjunção e: Ex.: O João. e chora.antepostas ou intercaladas na principal para separar as orações consecutivas isolar as subordinadas adjetivas explicativas.: Comprei um livro e um caderno / Fui ao supermercado e à farmácia usa-se quando vier em polissíndeto Ex. resolvei o problema / O aluno que estuda. Podem terminar por vírgula em casos de ter certa extensão ou quando os verbos se sucedem. que tinha o passo firme. o Antônio. Entretanto nunca devem começar por vírgula. (O rapaz. As restritivas. e resmunga. a vírgula separa elementos com a mesma função sintática. a Maria e o Joaquim foram passear. aprende) Vírgula antes do e não se emprega nas enumerações do tipo das seguintes: Ex.: E fala. e pede socorro. geralmente não se separam por vírgula.

: Responderam à mãe. Ponto e vírgula (. Representa uma pausa mais longa que a . Na frase 1 diz que Maria.2010 pode-se usar a vírgula se os sujeitos forem diferentes Ex. Observe: José. cabe o emprego de vírgula Ex.: Eles explicam seus pontos de vista. e a imprensa deturpa-os. José Maria e o cãozinho Laura foram passear. e não foram repreendidos (adversidade) Mudança de sentido Uma vírgula fora do lugar já muda completamente o sentido da frase. se o e assumir outros valores que não o aditivo. que indica que o sentido da frase será complementado. já na segunda diz que José Maria saiu sozinho com o Sweetie para passear. José e o Sweetie foram passear.) — Sinal intermediário entre o ponto e a vírgula. Maria e o cãozinho Sweetie foram passear.

vírgula e mais breve que o ponto. poucos conseguem. É usado em frases constituídas por várias orações. no entanto menor que a do ponto. afinal. Emprego do ponto e vírgula O ponto-e-vírgula marca uma pausa mais longa que a da vírgula. como substituição da vírgula na separação da oração coordenada adversativa da oração principal. por exemplo): Muitos se esforçam. Separar orações coordenadas que sejam quebradas no seu interior por vírgula. para marcar pausa maior entre as orações: Não esperava outra coisa. Frisar o sentido adversativo antes da conjunção. eu já havia sido avisado. algumas das quais já contêm uma ou mais vírgulas. Separar orações coordenadas que se contrabalanço em força expressiva (formando antítese. também para separar frases subordinadas dependentes de uma subordinante. E é empregado para: Separar as partes de um período. .

b) a persistente inflação. que dificultem a compreensão e respiração: Os jogadores de futebol olímpico reclamaram com razão das constantes críticas do técnico. Separar itens de uma enumeração (em leis. portarias. porém o teimoso técnico ficou completamente indiferente aos apelos dos atletas. decretos. outros descansam. Separar orações com certa extensão. trigonometria. Separar diversos itens: a) a alta de desemprego no país.2010 Uns trabalham. . álgebra. c) a recessão econômica. regulamentos etc.): A Matemática se divide em: geometria.

ou uma síntese do que se acabou de dizer. uma enumeração (separada do texto contínuo). desta vez você venceu. ou um esclarecimento. comunicam que se aproxima um enunciado. ou uma enumeração. Em matemática os dois pontos são utilizados como símbolo da divisão. um esclarecimento ou uma síntese. O sinal dois pontos se usa de duas maneiras: Primeiro usamos quando mudamos o foco do assunto como ilustrado no exemplo abaixo: Após parar de correr. Veja nos exemplos: . Dois pontos (:) — Marcam uma pausa para anunciar uma citação. Correspondem a uma pausa breve da linguagem oral e a uma entoação descendente (ao contrário da entoação ascendente da pergunta). Os dois pontos (:) são um sinal de pontuação. Anunciam: ou uma citação. Indicam um prenúncio.financeira. Também é usado para mostrar itens de uma justaposição. ele concordou: – Tudo bem. uma fala.

No segundo caso. depois da qual o sentido será completado. surpresa e estados de espírito. a seqüência virá em maiúscula -..2010 Quando um navio está prestes a afundar. indicando que o sentido da oração ficou incompleto. o que acarreta o uso normal de minúscula para continuar a oração. Exemplos: Ah. Foi então que Manoel retornou. o capitão.. emoções. No primeiro caso.. mas com um discurso .. como era verde o meu jardim. entram no bote salva-vidas primeiro: crianças. Reticências (…) — Podem marcar uma interrupção de pensamento. Conclusão: após corrermos tanto.uma vez que a oração foi fechada com um sentido vago proposital e outra será iniciada à parte. como numa longa pausa dentro da mesma oração. eles venceram. Não se fazem mais daqueles. idosos. adultos e por último. Ponto de interrogação (?) — Usa-se no final de uma frase interrogativa direta e indica uma pergunta. Ponto de exclamação (!) — Usa-se no final de qualquer frase que exprime sentimentos. ironia. ou uma introdução de suspense. dor. há continuidade do pensamento anterior.

Origem da reticência O verbo latino tacere significava "calar". o sentido do que não se diz e. omissão de algo que podia ser escrito. na escrita. por parte de quem exprime esse conteúdo. Em nossa língua. no início ou no meio de uma frase. A palavra reticência provém do latim reticere (calar alguma coisa). é lida como etecétera. formada mediante tacere precedida do prefixo "re-".bastante diferente! As reticências são. uma figura retórica que consiste em deixar incompleta uma frase. à sequência de três pontos (sinal gráfico: …) no fim. reticência. às vezes. e deu lugar ao verbo francês taire. que neste caso tem o sentido de retrair-se para dentro. derivam-se de tacere palavras como tácito e taciturno. no entanto. dando a entender. que provém do latim: . No contexto. A utilização deste género de pontuação indica um pensamento ou ideia que ficou por terminar e que transmite. A troca de "a" para "i" na passagem de tacere a reticere chama-se apofonia e ocorre com freqüência nas raízes latinas empregadas em línguas romances. permanecer em silêncio. mas que não o é. muito mais. além de reticência.

(…) Lá ele joga futebol. Lá ele joga futebol. Exemplos No início de uma frase …O garoto escova os dentes e vai para o colégio. No fim de uma frase Fulano acorda às sete da manhã para ir a escola. Parênteses ( ( ) ) — Marcam uma observação ou informação acessória intercalada no texto. No meio de uma frase Fulano acorda às sete da manhã para ir à escola. O garoto escova os dentes e vai para o colégio… Queria saber o que ele lhe falara… Aspas (“ ”) — Usam-se para delimitar citações. .2010 et cætera = e algo mais. para referir títulos de obras. para realçar uma palavra ou expressão.

Meia‐risca (–) — Separa extremidades de intervalos. Também usado para substituir os parênteses. Colchetes ([]) — utilizados na linguagem científica.: (110) Parágrafo — Constitui cada uma das secções de frases de um escrito. para distinguir cada um dos interlocutores.Travessão (—) — Marca: o início e o fim das falas em um diálogo. Asterisco (*) — empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação). um pouco além do ponto em que começam as outras linhas. Ex. as orações intercaladas. as sínteses no final de um texto. Barra (/) — aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas. Hífen (−) — usado para ligar elementos de palavras compostas e para unir pronomes átonos a verbos ( menor do que a Meia−Risca ) Exemplo: guarda-roupa O hífen é um sinal de pontuação usado para ligar os . começa por letra maiúscula.

Serve igualmente para fazer a translineação de palavras. separar uma palavra em duas partes (ca‐/sa. e expressiva. temos a pontuação gramatical pontuação gramatical.2010 elementos de palavras compostas (couve‐flor. Contudo. há quem defenda que. letras (A–Z) ou outras. Pontuação expressiva Na comunicação oral. compa‐/nheiro). ex‐presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofereceram‐me. vê‐ lo‐ei). devemos realizar pausas. deve ser usada a meia-risca. neste último caso. isto é. O hífen costuma ser também usado para unir os valores extremos de uma série. Apesar de não podermos inspirar em todas as vírgulas e sinais gráficos. como números (1–10). Nem sempre a pontuação expressiva segue a . Na comunicação oral a pontuação é orientada pela sensibilidade e à inteligência onde a duração das pausas está ligada expressão e intenção do falante. no fim de uma linha. indicando ausência de intervalos na enumeração. por ser graficamente mais elegante.

( . pois está associada ao diálogo.No entanto a pontuação gramatical deve ser respeitada para maior enriquecimento da modulação da voz. ( ? ) ( ! ) . ( ) . ) . A voz fica em suspense.parágrafo .) . manter o contato visual com os ouvintes e deglutir.geralmente a voz desce ( : ) . continua igual. pois vem uma citação.destacam uma ou mais palavras que são pronunciadas com entonação diferente. ( .pode subir ou descer dependendo da expressão.a voz não desce. ( . ou uma explicação. renovar o ar.a voz desce pois o sentido está completo ( . ) .exige mudança no tom da voz.travessão . ) .geralmente a voz se eleva ( ..demostram insuficiência de palavras. . A pontuação gramatical serve para modular a voz. ) .. uma enumeração.

A palavra de valor se destaca porque nela incidem de maneira particular o acento intensivo. Exemplo: 1. uma inflexão mais marcante da voz. e as vezes. uma pausa que a ela se segue. o que se queira colocar em ênfase seja .muda a inflexão do diálogo. então diremos: Deus fez O MUNDO/ em seis dias e no sétimo descansou. A palavra de valor é precisamente aquela que marca a emoção ou a intenção da pessoa que fala ou que lê. Se o que queremos colocar em ênfase é a idéia do criador. diremos: DEUS/ fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou.2010 ( " ) . Mas se o que se quer em relevo é a idéia da criação. Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou. Pode ser porém que. A pontuação expressiva é ligada às palavras de valor.

o fato de ter sido criado em seis dias: Deus fez o mundo EM SEIS DIAS/ e no sétimo descansou. talvez se queira assinalar que. em certo momento. Finalmente. também Deus descansou: Deus fez o mundo em seis dias e no SÉTIMO/ descansou .

Vogal temática. Desinência. Afixo. RADICAL O significado básico da palavra está contido nesse elemento. Vogais e consoantes de ligação. Tema. chamadas de elementos mórficos.2010 Elementos mórficos e processos de formação de palavras A palavra é subdivida em partes menores. . Exemplo: gatinho – gat + inho Infelizmente – in + feliz + mente ELEMENTOS MÓRFICOS Os elementos mórficos são: Radical.

. OBSERVAÇÃO: Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática. Exemplo: cantar. VOGAL TEMÁTICA Tem como função preparar o radical para ser acrescido pelas desinências e também indicar a conjugação a que o verbo pertence. Exemplo: parto (radical + desinência) TEMA É o radical com a presença da vogal temática.a ele são acrescentados outros elementos. canta. Exemplo: pedra. Exemplo: choro. vender. pedrinha. pedreiro. partir.

g » desinência nominal de gênero d. DESINÊNCIAS NOMINAIS – indicam o gênero e número. As desinências de gênero são a e o.g/d.n.n.n.2010 DESINÊNCIAS São elementos que indicam as flexões que os nomes e os verbos podem apresentar. São subdivididas em: DESINÊNCIAS NOMINAIS e DESINÊNCIAS VERBAIS.n » desinência nominal de número . as desinências de número são o s para o plural e o singular não tem desinência própria.n.n d. Exemplo: gat o Radical desinência nominal de gênero Gat o s Radical d.

DESINÊNCIAS VERBAIS – indicam o modo.p » desinência número-pessoal AFIXOS São elementos que se juntam aos radicais para formação de novas palavras.n. . Os afixos podem ser: PREFIXOS – quando colocado antes do radical.n. Inviável.m. número. SUFIXOS – quando colocado depois do radical Exemplo: Pedrada. pessoa e tempo dos verbos.t /d.t » desinência modo-temporal d.p v.t » vogal temática d.m.t/ d. Exemplo: cant á va mos Radical v.

. cafeicultura. para facilitar a pronúncia de certas palavras. Exemplo: pedra. paz. PALAVRAS DERIVADAS – palavras que são formadas a partir de outras já existentes.2010 Infelizmente VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO São elementos que são inseridos entre os morfemas (elementos mórficos). em geral. Exemplo: silvícola. casa. etc. ou seja. por motivos de eufonia. paulada. PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS Inicialmente observemos alguns conceitos sobre palavras primitivas e derivadas e palavras simples e compostas: PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são formadas a partir de outras.

pedra. DERIVAÇÃO É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são formadas a partir de outras que já existem (primitivas). ferreiro (derivada de ferro). guarda-chuva. Exemplo: pé-de-moleque. Exemplo: cidade. PALAVRAS COMPOSTAS . casa. .são palavras que apresentam dois ou mais radicais. pernilongo. Sufixal. Parassintética. Na língua portuguesa existem dois processos de formação de novas palavras: derivação e composição. Podem ocorrer das seguintes maneiras: Prefixal. PALAVRAS SIMPLES – são aquelas que possuem apenas um radical.Exemplo: pedrada (derivada de pedra).

Apo- Afastamento Abs ter Apo geu . Vejamos alguns prefixos latinos e gregos mais utilizados: PREFIXO PREFIXO SIGNIFICADO LATINO GREGO EXEMPLOS PREF. LATINO PREF. Exemplo: desfazer. Imprópria. abs.2010 Regressiva. inútil. PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical. GREGO Ab-.

Exemplo: carrinho. Vejamos alguns sufixos latinos e alguns gregos: SUFIXO LATINO -ada -eria -ável EXEMPLO SUFIXO GREGO Paulada -ia Selvageri -ismo a Amável -ose EXEMPLO Geologia Catolicis mo Micose . livraria.AmbiBiExSupra AnfidiExEpi- Duplicidade Dois Para fora Acima de Ambí guo Bí pede Ex ternar Supra citar Anfí bio Dí grafo Êx odo Epi táfio SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um sufixo a um radical.

Para verificar tal derivação basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. (do verbo atrasar) O debate foi longo. mesmo com a retirada do prefixo ou do sufixo.processo de derivação em que são formados substantivos a partir de verbos. (do verbo debater) IMPRÓPRIA . REGRESSIVA .processo de derivação que consiste na mudança de classe gramatical da palavra sem que sua forma se altere. Exemplo: anoitecer. ela terá sido formada por derivação prefixal e sufixal. Para que ocorra a parassíntese é necessários que o prefixo e o sufixo juntem-se ao radical ao mesmo tempo. OBSERVAÇÃO : Existem palavras que apresentam prefixo e sufixo. então ela foi formada por derivação parassintética. Exemplo: Ninguém justificou o atraso.2010 PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical. Caso a palavra continue a ter sentido. pernoitar. mas não são formadas por parassíntese. Se a palavra deixar de ter sentido. .

A composição pode ocorrer de duas formas: JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO. Exemplo: planalto (plano + alto) Além da derivação e da composição existem outros tipos de formação de palavras que são hibridismo. Exemplo: girassol (gira + sol). pé-de-moleque (pé + de + moleque) AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia. . JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma forma como eram antes da composição.Exemplo: O jantar estava ótimo COMPOSIÇÃO É o processo pelo qual a palavra é formada pela junção de dois ou mais radicais. abreviação e onomatopéia.

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ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO É a forma reduzida apresentada por algumas palavras: Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto

(motocicleta). HIBRIDISMO É a formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes. Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim), burocracia (buro – francês + cracia – grego). ONOMATOPÉIA Consiste na criação de palavras através da tentativa de imitar vozes ou sons da natureza. Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!. A estrutura das palavras contém o radical (elemento estrutural básico), afixos (elementos que se juntam ao radical para formação de novas palavras – PREFIXO e

SUFIXO), as desinências (nominais – indicam gênero e número e verbais – indicam pessoa, modo, tempo e número dos verbos), a vogal temática (que indicam a conjugação do verbo – a, e, i) e o tema que é a junção do radical com a vogal temática. Já no processo de formação das palavras temos a derivação, subdividida em prefixal, sufixal, parassíntese, regressiva e imprópria e a composição que se subdivide em justaposição e aglutinação. Além desses dois processos temos o hibridismo, a onomatopéia e a abreviação como processos secundários na formação das palavras.

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Emprego das diferentes classes de palavra

As palavras podem ser de dois tipos quanto à sua flexão: variáveis ou invariáveis. Palavra variável é aquela que pode alterar a sua forma. Palavra invariável é aquela que tem forma fixa. Dentre as formas variáveis e invariáveis, existem dez classes gramaticais, a saber: Classes principais: são a base do idioma e formam o núcleo das orações, a saber: Substantivos - Classe de palavras variáveis com que se designam e nomeiam os seres em geral. Verbos - Classe de palavras de forma variável que exprimem o que se passa, isto é, um acontecimento representado no tempo. Indicam ação, fato, estado ou fenômeno. Toda palavra que se pode conjugar. Satélites: servem para exprimir atributos das classes

principais, a saber:

Artigos

-

Classe

de

palavras

que

acompanham

os

substantivos, determinando-os. Adjetivos - Classe de palavras que indicam as qualidades, origem e estado do ser. O adjetivo é essencialmente um modificador do substantivo. Numerais - Classe de palavras quantitativas. Indica-nos uma quantidade exata de pessoas ou coisas, ou o lugar que elas ocupam numa série. Pronomes - Classe de palavras com função de substituir o nome, ou ser; como também de substituir a sua referência. Servem para representar um substantivo e para o acompanhar determinando-lhe a extensão do significado. Advérbios - Classe de palavras invariáveis indicadoras de circunstâncias diversas; é fundamentalmente um modificador do verbo, podendo também modificar um adjetivo, outro advérbio ou uma oração inteira. Conectivos: Servem para estruturar a sintaxe de uma oração, a saber: Preposições - Classe de palavras invariáveis que ligam outras duas subordinando a segunda à primeira palavra.

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Conjunções - Classe de palavras invariáveis que ligam outras duas palavras ou duas orações. Interjeições -Classe de palavras invariáveis usadas para substituir frases de significado emotivo ou sentimental

Vamos ver cada um separadamente: Substantivo é toda a palavra que é determinada por um artigo, pronome ou numeral, ou modificada por um adjetivo. De acordo com a gramática portuguesa, um substantivo dá nome aos seres em geral e pode variar em gênero, número e grau. Para transformar uma palavra de outra classe gramatical em um substantivo, basta precedê-lo de um artigo, pronome ou numeral. Exemplo: "O não é uma palavra dura". Artigos sempre precedem palavras substantivadas, mas substantivos (que são substantivos em sua essência) não precisam necessariamente ser precedidos por artigos. Classificação Quanto à formação

Quanto à existência de radical, o substantivo pode ser classificado em: Primitivo: palavras que não derivam de outras. Ex: flor,pedra,jardim,leite,goiaba,ferro,cobre,uva,maçã,metal Derivado: vem de outra palavra existente na língua. O substantivo primitivo) que dá é origem ao derivado (substantivo radical. denominado

Ex:floricultura,pedreira,motorista,jardineiro,livraria. Quanto ao número de radicais, pode ser classificado em: Simples: tem apenas um radical. Ex: água, couve, sol Composto: tem dois ou mais radicais. Ex: água-de-cheiro, couve-flor, girassol, lança-perfume. Quanto ao tipo Quando se referir a especificação dos seres, pode ser classificado em: Concreto: designa seres que existem ou que podem existir por si só. Ex: casa, cadeira. Também podem ser concretos os substantivos que nomeiam

A biblioteca discrimina o gênero dos livros e os acomoda em prateleiras. mas uma pilha de livros desordenada não é uma biblioteca. mascara. Ariane. Próprio: denota um elemento individual que tenha um nome próprio dentro de um conjunto. Yasmim. Brasil. No entanto. pizza. ou seja. Ex: justiça. amor.2010 divindades (Deus. Ex: lobo. um ser sem diferenciar dos outros do mesmo conjunto. Ex: Jeferson. vale ressaltar que não se trata necessariamente de quaisquer seres daquela espécie. Coletivo: um substantivo coletivo designa um nome singular dado a um conjunto de seres. pois. etc. existentes ou não são sempre considerados como seres com vida própria. Abstrato: designa ideias ou conceitos. . Fusca . Rio de Janeiro. sendo grafado sempre com letra maiúscula. Comum: denomina um conjunto de seres de maneira geral. duende). anjos. cuja existência está vinculada a alguém ou a alguma outra coisa. Alguns exemplos: Uma biblioteca é um conjunto de livros. Bruna. almas) e seres fantásticos (fada. trabalho.

os instrumentistas estão executando a mesma peça musical ao mesmo tempo. Na turma. traidor . Em uma orquestra ou banda. não se tem uma turma. Exemplos: menino . mas se juntarem num mesmo alojamento os estudantes de várias carreiras e várias universidades numa sala. Flexão do substantivo Quanto ao gênero Os substantivos flexionam-se nos gêneros masculino e feminino e quanto às formas. aluno . Substantivos heterônimos: apresentam radicais distintos e dispensam artigo ou flexão para indicar gênero. mas nem todo conjunto de músicos ou instrumentistas pode ser classificado como uma orquestra ou banda.Uma orquestra ou banda é um conjunto de instrumentistas. os estudantes assistem simultaneamente à mesma aula.menina. Uma turma é um conjunto de estudantes. apresentam duas formas uma para o feminino e outra para o . podem ser: Substantivos biformes: apresentam duas formas originadas do mesmo radical. ou seja.traidora.aluna.

cabra. o indivíduo (não existem formas como "crianço".episcopisa. "a indivíduo"). Ex: elétron/ elétrons. povo/ povos. Substantivos uniformes: apresentam a mesma forma para os dois gêneros. Comuns de dois gêneros: o gênero é indicado pelo artigo precedente. bispo . Os substantivos simples. "indivídua". cárie/ cáries. Quanto ao número Os substantivos apresentam singular e plural.2010 masculino. Sobrecomuns: invariáveis no artigo precedente. a . Exemplos: o dentista. sexo do e são invariáveis no artigo precedente. acrescentase à terminação em n. caixa/ caixas. Exemplos: a criança. Exemplos: arlequim . Exemplos: a onça macho . arcebispo arquiepiscopisa. para a animais distinção ou do plantas.o jacaré fêmea. o jacaré macho . a dentista.a onça fêmea. bode . vogal ou ditongo o s. para formar o plural. podendo ser classificados em: Epicenos: macho e referem-se fêmea. acrescentando as palavras animal. a foca macho .a foca fêmea. nem "o criança". Ovelha Carneiro.colombina.

Os substantivos compostos flexionam-se da seguinte forma quando ligados por hífen: se os elementos são ligados por preposição. por ões. somente os elementos originariamente substantivos. só o primeiro varia (mulas-sem-cabeça). ães. ou ãos. Quanto ao grau Os substantivos possuem três graus. ol. el. guardas-noturnos. o aumentativo. r. ex- . "mol" (mols). só o segundo elemento varia (tico-ticos. "cônsul" (cônsules). trocam o l por is. nos demais casos. terminação em il. se os elementos são formados por palavras repetidas ou por onomatopéia. terminações em al. bem-amados. terminações em x são invariáveis. "gol" (gols). ul. o diminutivo e o normal que são formados por dois amores-perfeitos. as terminações em s. com as seguintes exceções: "mal" (males). é trocado o l por is (quando oxítono) ou o il por eis (quando paroxítono).terminação em ão. alunos). adjetivos e numerais variam (couves-flores. por es. pingue-pongues). e z.

cão/cãozinho/canzarrão. o desprezo ou um sentido pejorativo (no aumentativo sintético: gentalha. homem/homenzinho/homenzarrão. bigode/bigodinho/bigodaço. beiçorra). . gato/gatinho/gatão. vidro/vidrinho/vidraça. livreco). Sintético: modifica o substantivo através de sufixos que podem representar além de aumento ou diminuição. casa/casebre/casarão.2010 processos: Analítico: o substantivo é modificado por adjetivos que indicam sua proporção (rato grande. Exemplos de diminutivos e aumentativos sintéticos: sapato/sapatinho/sapatão. o afeto ou sentido pejorativo (no diminutivo sintético: filhinho. gato pequeno).

muro/mureta/muralha. É o verbo que determina o tipo do predicado. Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. O verbo pode designar ação. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma. papel/papelzinho/papelão lápis/lapisinha/lapisão. estado ou fenômeno da natureza. sendo a outra o substantivo. Classificação Os verbos admitem vários tipos de classificação. nominal ou verbo-nominal. rocha/rochinha/rochedo.boca/boquinha/bocarra. que pode ser predicado verbal. que englobam aspectos tanto semânticos quanto morfológicos. pedra/pedregulho/pedrona. .

sendo este complemento chamado de objeto direto.2010 Podem ser divididos da seguinte forma: Quanto à semântica Verbos transitivos: Designam ações voluntárias. e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa. causadas por um ou mais indivíduos. existir. Podem ser transitivos diretos que não possuem sentido completo. Exemplos: andar. haver (no sentido de existência) etc. Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos. anoitecer. voar etc. não têm sujeito nem objeto na oração. amar etc. nevar. Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e. vender. exigindo um ou mais objetos na ação. Exemplos: chover. portanto.logo ele necessita de um complemento. Todo verbo impessoal é também intransitivo. escrever.comer. Exemplos: dar. Verbos de ligação: São os verbos que não designam . fazer. Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias.E verbo transitivo indireto-Que também não possui sentido completo e necessita de um objeto indireto. nadar.que necessariamente exigem uma preposição antes do objeto.

tornar-se. Quanto à conjugação Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar. Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir.. continuar.ações. apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo. transpor. etc.. supor. Verbos da segunda conjugação: são os verbos terminados em er: receber. O verbo anômalo pôr (único com o tema em o). colorir.). conter. etc. poder etc. viver. virar etc. com seus compostos (compor. cortar. cair. vender. permanecer. Exemplos: amar. fugir. à sua realizada puseste). também é considerado conjugação da já segunda antes conjugação (Ex: devido fizeste. estar. etc. Exemplos: ser. partir. depor. andar. antepor. etc Quanto à morfologia Verbos regulares: Flexionam sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem. ficar. relatar. Verbos irregulares: Sofrem algumas modificações em . decorrente de sua antiga forma latina poer. iludir. parecer.

2010 relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem. "ele iu". Exemplo: precaver . sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. medir ("eu resfolgo". Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou mais formas conjugadas. O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo. caber. e não "eu io". "eu meço". "eu caibo". Verbos anômalos: Verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence. cheio.traze/traz. e não "eu resfolego". "eu cabo". ter ("eu vou". fixar . "eu sou". ser. "ele foi". "eu tivesse". "tu és". Exemplos: encher . "tu sês".enchido. Exemplos: ir.fixado.faze/faz. fixo. "ele tia". "eu tesse"). Exemplos: resfolegar. "eu sejo". "ele tinha". Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. Flexão Os verbos têm as seguintes categorias de flexão: .não existe a forma "precavenha".dize/diz. "eu medo").

Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação. Ex : Os alunos resolveram todas questões. Reflexiva : O sujeito faz e também recebe a ação. passiva (analítica ou sintética). gerúndio e particípio). futuro do presente. . Ex : Todas questões foram resolvidas pelos alunos. alem das formas nominais (infinitivo. Ex: Ana se cortou ou se machucou. Voz: ativa. Modo: indicativo. Ele sempre fica na frente da frase. pretérito perfeito.subjuntivo e imperativo. Tempo: presente.Ele sempre fica no final da frase.Número: singular e plural. pretérito mais-que-perfeito. Passiva : O sujeito recebe a ação. terceira (mensagem). reflexiva. Pessoa: primeira (transmissor). segunda (receptor). pretérito imperfeito. futuro do pretérito.

Tempo O tempo é usado para indicar quando ocorreu a ação a qual o verbo se refere. Pretérito imperfeito .Indica ordem e pedido (conjuga tu!). tempo.Indica certeza (ele conjuga).2010 Modo verbal é uma classificação dada à um verbo. Subjuntivo . que apresenta diferenças e diversas formas de um mesmo verbo. pessoa e número. Modo Modo é a forma como o verbo é apresentado.Indica um passado que é usado de . Pretérito perfeito .Indica um passado inacabado (eu conjugava). Presente .Indica possibilidade ou incerteza (ele quer que eu conjugue).Indica o fato no momento em que se fala (ele conjuga). Indicativo . Imperativo . Verbos possuem um modo.

(nós conseguimos) .(tu consegues) Ele/Ela . Eu e nós pertecem à primeira. tu e vós à segunda e ele/ela.(eu consigo) Tu .Indica um futuro que ocorre no passado (ele conjugaria)-uma coisa que poderia ter acontecido.Indica um fato passado em relação a outro (ele conjugara) Futuro do presente .Indica um fato que irá acontecer no futuro (eu conjugarei) Futuro do pretérito . Pessoa Pessoa é a quem se refere o verbo.todas as formas (eu conjuguei) Pretérito mais-que-perfeito . Eu . eles/elas à terceira.(ele consegue) Nós .

Se são uma ou mais de uma. Nós iremos amanhã.2010 Vós . Plural. Ela está em casa.(eles conseguem) Número Indica a quantidade de pessoas. . é característica do Modo Indicativo.Indica mais de uma pessoa (eles estão) Modos verbais As flexões de Modo determinam as diversas atitudes da pessoa que fala com relação ao fato enunciado. que acontece ou que acontecerá. Assim: uma atitude que expressa certeza com relação ao fato que aconteceu. Singular.Indica uma pessoa (eu estou).(vós conseguis) Eles/Elas . Exemplos: Ele trabalhou ontem.

uma atitude que revela uma incerteza. um conselho. um pedido. uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. Entretanto.… uma atitude que expressa uma ordem. as possibilidades de se localizar um processo no . Exemplo: Faça isto. podemos expressar um facto basicamente de três maneiras diferentes: No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. agora! Com relação ao Tempo. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala.… Quando eu partir. Exemplos: Se eu trabalhasse. uma dúvida ou uma hipótese é característica do Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo). No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala.

um processo anterior ao momento em que se fala. positiva. mas que durou um tempo no passado. um fato habitual.diário. O aluno lê um poema. Pretérito Imperfeito Expressa o passado inacabado. Posso afirmar que meus valores mudaram. certa.2010 tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. Por isto. Um aluno dorme. chama- . a Língua Portuguesa oferece-nos Modos as e seguintes Tempos: possibilidades para combinarmos Modo Indicativo Expressa certeza absolutamente apresentando o fato de uma maneira real. Presente do Indicativo Expressa o fato no momento em que se fala. ou ainda. Neste contexto.

pois não se refere a um conceito situado perfeitamente num contexto de passado. permanente ou habitual. "Glória usava no peito um broche com um medalhão de duas faces.… um fato simultâneo em relação a outro no passado. As Três Marias). um fato passado. eu me lembro… ela dormia" Numa rede encostada molemente (Castro Alves. mas de incerta localização no tempo: Era uma vez. Emprega-se assinalar: um fato passado contínuo. o pretérito imperfeito do Indicativo para . "Uma noite. Ela vendia flores o Pedro é belmiro." (Raquel de Queirós.se este tempo verbal de pretérito imperfeito. Eles vendiam sempre fiado. Adormecida). ou casual.

I-Juca-Pirama). leu-lhe o artigo em que advertia o partido da conveniência de não ceder às perfídias do poder.2010 indicando a simultaneidade de ambos os fatos: Eu lia quando ela chegou. Dos vis Aimorés." (Augusto Gil. concluído. . Posso afirmar que meus valores mudaram. serras. Luar de Janeiro) "Andei Lidei Vaguei longe cruas pelas terras." (Gonçalves Dias." (poema de Quincas Borba). Pretérito Perfeito Indica um fato já ocorrido. referindo-se a um fato que se situa perfeitamente no passado. "Nessa mesma noite. guerras. Daí o nome: Pretérito Perfeito. Emprega-se o Pretérito Perfeito do Indicativo para assinalar: um fato já ocorrido ou concluído: "Trocaram beijos ao luar tranqüilo.

Exemplos simples: de usos do pretérito mais-que-perfeito . Banzo). O pretérito mais-que-perfeito aparece nas formas simples e composta.caio) Pretérito Mais-Que-Perfeito Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito para assinalar um fato passado em relação a outro também no passado (o passado do passado. sendo que a primeira costuma aparecer em discursos mais formais e a segunda. Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. é usado para indicar uma ação que se prolonga até ao momento presente. Poema em Linha Reta . Na forma composta. saiu ao meio da trilha e detonou."Apanhou o rifle. algo que aconteceu antes de outro fato também passado). que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas." (Fernando Pessoa."(Coelho Neto. através da locução verbal. na fala coloquial. "Eu. na qual se usa o particípio. Tenho estudado todas as noites.

alcançara-o dela mesma… com uma pequena dedicatória cerimoniosa. Exemplo: "Até meus bisnetos nascerem. O Sertão e o Mundo) Te dou meu coração. mas anterior a outro fato futuro. Assinala um fato posterior ao tempo atual. ela já tinha saído. no arraial de São Gonçalo da Ponte. deixando dela somente os pilares de alvenaria." (Machado de Assis." (Gustavo Barroso.2010 Ele comprou o apartamento com o dinheiro do carro que vendera. Relíquias de Casa) Morava. eu terei me aposentado". Tinha chovido muito naquela noite. "Levava comigo um retrato de Maria Cora. quisera dar o mundo Exemplos de usos do pretérito mais composto: Quando eu cheguei. cuja ponte o rio levara. Futuro do presente composto Este tempo só existe na forma composta. que perfeito ..

Se eleito. Exemplos de futuro composto: Ele vai fazer (fará) compras e vai voltar (voltará) em breve. se. Dona Flor e Seus Dois Maridos) "A qual escolherei. lutarei pelos menores carentes. Eu não sei distinguir esta daquela?" (Alvarenga Peixoto. "… era Vadinho. jamais outro virá tão íntimo das estrelas. herói indiscutível."Lucas será padre .… " (Jorge Amado. dos dados e das prostitutas. Futuro do Pretérito / Condicional Emprega-se o futuro do pretérito para assinalar: . neste estado. Jôninha e Nice).diz sua mãe" Futuro do Presente Emprega-se o futuro do presente para assinalar uma ação que ocorrerá no futuro relativamente ao momento em que se fala.

"Ia levar homens para o quarto. Como era boa de cama." (Clarice Lispector. Talvez eles façam tudo aquilo que nós pedimos. Talvez ele saiba sobre o que está falando. Minha mãe de saudades morreria. . mas duvidoso ou incerto. pagar-lhe-iam muito bem. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. Se Eu Morresse Amanhã).2010 Um fato futuro em relação a outro no passado "Se eu morresse amanhã. incerto. A Via-Crúcis do Corpo) Uma ironia ou um pedido de cortesia: Daria para fazer silêncio! Poderia fazer o favor de sair!? Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo) Revela um fato duvidoso. Presente Emprega-se o presente do subjuntivo para assinalar: um fato presente. (Álvares Azevedo.

mas posterior e dependente de outra ação passada." (Fernando Pessoa. Tabacaria Álvaro de Campos) pretérito imperfeito do subjuntivo para . Se choro… p'ra bebe que o meu pranto ó a areia Deus ardente.uma hipótese ou uma condição numa ação passada. "Talvez a lágrima subisse do coração à pupila…" (Coelho Neto. Sertão) "Como fizesse bom tempo.um fato futuro. como se estivesse para morrer. como se soubesse a verdade. clemente! talvez… meu pranto. Não descubras no chão… (Castro Alves. as senhoras combinaram em tomar o café na chácara." (Aluísio Azevedo. um desejo ou uma vontade Espero que eles façam o serviço corretamente. Estou hoje vencido. Vozes d'África) Espero que tragam-me o dinheiro Pretérito Imperfeito Emprega-se o assinalar: . mas duvidoso ou incerto Talvez eles venham amanhã. Casa de Pensão) "Estou hoje vencido.

pode se referir ao passado. que teria uma certa consequência. poderia ter ajudado.2010 . . que não se verifica na realidade. Se ele estivesse aqui ontem. mas condicional a outra ação também futura.uma condição contrafactual. Se ele estivesse aqui agora. Futuro Emprega-se o futuro do subjuntivo para assinalar uma possibilidade a ser concluída em relação a um fato no futuro. poderia ajudar. ao presente ou ao futuro. presente ou futura. Se ele estiver lá amanhã. Quando os sinos badalarem nove horas. Se ele viesse amanhã. poderia ajudar. ou seja. Quando eu voltar. saberei o que fazer. certamente ela também estará. voltarei para casa. Também pode indicar uma condição incerta. uma ação vindoura.

Se ela tiver chegado a tempo ontem. pararão de falar mal dele. terá sido ótimo Ao final das provas. se ele tiver sido aprovado. ou num tempo passado em relação a um tempo futuro.Futuro Composto Emprega-se para exprimir uma possibilidade incerta. Pretérito Perfeito Emprega o passado com relação a um futuro certo. haver) mais o particípio do verbo principal Tem valor semelhante ao Imperfeito do subjuntivo Ex: Eu teria caminhado todos os dias desse ano. Caso eu tenha sido escolhido. ficarei muito feliz. Eu teria viajado se não tivesse chovido . Pretérito Mais-que-Perfeito Composto Formado pelo imperfeito do subjuntivo do verbo auxiliar (ter. num tempo passado. se não tivesse trabalhado tanto.

Uma atitude que expressa uma ordem. um pedido. Exemplo: Faça isto. pois não podemos mandar em nós mesmos. agora! Com relação ao Tempo. Este modo verbal não possui a primeira pessoa do singular (eu). É formado por afirmativo e negativo. aprenderia é diferente de Se eu tivesse estudado.2010 Obs: Perceba que todas as frases remetem a ação para o passado. A frase Se eu estudasse. . um conselho. teria aprendido Imperativo Exprime uma atitude de solicitação. uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. mando. podemos expressar um fato basicamente de três maneiras diferentes: No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala. No futuro: significa que o facto ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala.

Exemplos: "Eu estou falando contigo…". "Eles estão indo para a escola. a língua portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos modos e tempo Exemplo Parcele sua compra! Faça sua tarefa! Lave a louça! Escove os dentes! Compre aqui e ganhe um brinde! Gerúndio Uma ação que está acontecendo.Entretanto.". "Estou pondo novas informações neste artigo". "endo" e "indo" (no caso do verbo pôr e seus derivados. No português. . Neste contexto. é terminado por "ando". terminado em "ondo"). as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. "Nós estamos correndo em círculos!".

2010 Voz verbal. Essa relação pode ser de atividade. Thiago e Maria se casaram. As vozes verbais são: Voz reflexiva: indica que a ação expressa pelo verbo é praticada e recebida pelo sujeito. em linguística. O garoto magoou-se. passividade ou ambas. é como se denomina a flexão verbal que denota a forma segundo a qual o sujeito se relaciona com o verbo e com os complementos verbais. Voz reflexiva recíproca: quando há um sujeito composto e o verbo indica que um elemento do sujeito pratica ação sobre o outro. mutuamente. Voz é a categoria verbal da qual se marca a relação entre o verbo e seu sujeito. Voz ativa: é como se denomina a flexão verbal que indica que o sujeito pratica ou participa da ação denotada pelo .

Maria Joana quebrou a janela de dona Télia. Verbos auxiliares. são uma . A torcida aplaudiu os jogadores. Alugam-se casas. Voz passiva: indica que a ação expressa pelo verbo é recebida pelo sujeito Voz passiva sintética ou pronominal: formada por verbo transitivo direto na 3ª pessoa + se (pronome apassivador ou particula apassivadora) + sujeito paciente e sempre vai estar acompanhado pelo pronome apassivador SE. em gramática e em linguística. Voz passiva analítica:formada pelos verbos ser ou estar + participio do verbo principal + agente da passiva As casas são alugadas pelo corretor. Compram-se carros velhos. Não possui verbo ser nem pronome "se".verbo.dá destaque é quem pratica a ação(agente).

ou seja. número. indica uma ação momentânea. os verbos ter. haver. indica pretérito mais-que-perfeito. Os verbos auxiliares podem classificar-se em: Verbos auxiliares de tempo Um verbo auxiliar de tempo forma tempos verbais com o verbo principal denominados tempos compostos. indica uma ação começado no passado que ainda continua. etc. pessoa. Verbos ter e haver Os verbos ter e haver no presente do indicativo. Na língua portuguesa. ir e andar são verbos auxiliares de tempo. ser. ao verbo principal. acompanhado de um verbo no particípio. acrescem informações sobre tempo. Os verbos ter e haver no pretérito imperfeito do indicativo. acompanhado de verbo no gerúndio. estar.2010 classe de verbos que fornecem informação semântica adicional ao verbo principal. acompanhado de um verbo no particípio. que pode ou não se estender ao . Verbo estar O verbo estar.

).. acompanhado de um verbo no infinitivo.futuro. indica uma ação planejada no passado. acompanhado de um verbo no infinitivo. O verbo ir no pretérito imperfeito do indicativo. . indica futuro do presente. mas não realizada. possibilidade. também chamado simplesmente verbo modal. São exemplos os verbos dever. indica uma ação passada que se estende até o presente. poder. "eu não quero pagar o jantar". acompanhado de verbo no gerúndio. Verbos auxiliares modais Um verbo auxiliar modal. necessitar. Por ex. probabilidade. dever. querer. necessidade etc. Verbo andar O verbo andar. Verbo ir O verbo ir no presente do indicativo. forma com o verbo principal locuções verbais com valor modal (de desejo. "o avião deve partir às 8 horas".

Por exemplo. Os verbos começar. Verbo regular é aquele que não sofre alteração em seu radical e cujas desinências são as mesmas do paradigma ou modelo de conjugação. Ex: Conjugação do verbo regular "mandar" no presente do indicativo Eu mando Tu mandas Ele manda Nós mandamos Vós mandais . estar. pôr.: "eu não comecei a trabalhar".2010 Verbos auxiliares aspectuais Um verbo auxiliar aspectual ou aspectivo acrescenta ao significado do verbo principal noções de como a ação se processa. continuar são verbos que podem ser usados como aspectuais. "ele está a comer/comendo".

basta conjugá-lo no presente e no pretérito perfeito do indicativo.pude 2) Não é considerada irregularidade a alteração gráfica do radical de certos verbos para conservação da regularidade fônica. Verbos irregulares são verbos que sofrem alterações em seu radical ou em suas desinências. Ex: . afastando-se do modelo a que pertencem.fiz trago . 1) para verificar se um verbo sofre alterações.trouxe posso .Eles mandam Percebe-se que o radical não se altera nesta e em outras conjugações sendo assim considerado verbo regular. Ex: faço .

2010

embarcar - embarco fingir - finjo Exemplo de conjugação do verbo "dar" Modo Indicativo - Presente Eu dou Tu dás Ele dá Nós damos Vós dais Eles dão Percebe-se que há alteração do radical, afastando-se do original "dar" durante a conjugação, sendo considerado verbo irregular. Também os verbos " dar " e " saber " são irregulares.

Modelos de conjugação dos verbos Os verbos na língua portuguesa possuem vários tipos de conjugação. Existem três regulares e cinqüenta e sete variações destas conjugações. Da primeira conjugação, os verbos irregulares são: dar, estar e todos terminados em -ear. As principais conjugações são as seguintes: Conjugações Primeira Conjugação: pertencem a esta conjugação os verbos cujo infinitivo termina em ar. Vogal temática a. Ex: cantar, falar, pensar, brincar, parolar etc. Segunda Conjugação: pertencem a esta conjugação os verbos cujo infinitivo termina em er. Vogal temática e. Ex: vender, ler, correr etc.

2010

Terceira Conjugação: pertencem a esta conjugação os verbos cujo infinitivo termina em ir. Vogal temática i. Ex: partir, dormir, pedir etc. Quarta Conjugação*: pertencem a esta conjugação os verbos cujo infinitivo termina em or. Vogal temática o. Ex: pôr, transpor, impor, supor etc. Observações O verbo pôr e seus compostos (repor, depor, compor, impor, etc) pertencem à segunda conjugação, porque pôr originase da forma latina ponere (vogal temática e) Há também as outras conjugações, mas estas incluem grupos menores de verbo e são as chamadas exceções na conjugação de verbos, entre elas: ser, estar, haver e muitos outros. Modelos de conjugação Primeira conjugação

Pretéri Pretér Pretérit to Prono Radi Prese ito me cal nte to o ito MaisPerfei Imperfe Queo EU TU ELE NÓS VÓS ELES am am am am am am o as a ei aste ou ava avas ava ara aras ara arei arás ará aria arias aria Futur Futuro o do do ito Prese Pretér

Perfeit nte

amos amos ais am astes aram

ávamos áramos aremos aríamo s áveis áreis areis aríeis avam aram arão ariam

Subjuntivo

Imperativo

Infinitivo Pessoal

Prono Radi Prese Pretér Futu Afirmat Negat me cal nte ito ro ivo ivo

2010

EU TU ELE NÓS VÓS ELES

am am am am am am

e es e emos eis em

asse

ar es e emos eis em

ar ares ar armos ardes arem

asses ares a asse ar e emos

ássem armo os s

ásseis ardes ai assem arem em

Infiniti vo oal ar Segunda conjugação Indicativo ando impess dio

Particí Gerún pio passad o ado

Prono Radi Prese Pretér Pretérit Pretéri Futur Futuro me cal nte ito to o ito to Queo do do Perfei Imperfe MaisPrese Pretér

Perfeit o EU TU ELE NÓS VÓS ELES vend o vend es vend e i este eu ia ias ia íamos íeis iam era eras era

nte erei erás erá

ito eria erias eria

vend emos emos vend eis vend em estes eram

êramos eremos eríamo s êreis ereis eríeis eram erão eriam

Subjuntivo

Imperativo

Infinitivo Pessoal

Prono Radi Prese Pretér Futu Afirmat Negat me EU TU ELE NÓS cal nte ito esse ro er as a ivo ivo er eres er

vend a vend as vend a

esses eres e esse er a

vend amos êssem ermo amos

amos ermos

2010 os VÓS ELES vend ais vend am s ais am erdes erem êsseis erdes ei essem erem am Infiniti vo oal er Terceira conjugação Indicativo endo impess dio Particí Gerún pio passad o ido Pretéri Pretér Pretérit to Prono Radi Prese ito me cal nte to o ito MaisPerfei Imperfe Queo EU TU part o part es i iste ia ias ira iras irei irás iria irias Futur Futuro o do do ito Prese Pretér Perfeit nte .

ELE NÓS VÓS ELES part e part imos part is part em iu imos istes iram ia íamos íeis iam ira irá iria iríamos iríeis iriam íramos iremos íreis iram ireis irão Subjuntivo Imperativo Infinitivo Pessoal Prono Radi Prese Pretér Futu Afirmat Negat me EU TU ELE NÓS VÓS ELES cal nte ito isse isses isse íssemo s ro ir ires ir e a as a amos ais am ivo ivo ir ires ir irmos irdes irem part a part as part a part amos part ais part am irmos amos ísseis irdes i issem irem am .

As três formas são: Infinitivo: indica a ação propriamente dita.2010 Infiniti vo oal ir indo impess dio Particí Gerún pio passad o ido Formas nominais do verbo São três as formas nominais do verbo. sem situá-la no tempo. recebem o nome de formas nominais. Por serem tomadas como nomes (substantivos. adjetivos e advérbios). perdendo desta maneira algumas das características principais dos verbos. que não apresentam flexão de tempo e modo. desempenhando função semelhante a substantivo.O .

É melhor estudarmos agora.finalizado. Contradições: (escrevido-errado). Exemplo Ler. Pode ser usado em tempos verbais compostos ou sozinho. Gerúndio: indica uma ação em andamento.vivido. O infinitivo pode apresentar algumas vezes flexão em pessoa.ido. (infinitivo pessoal.. com sujeito nós implícito).. sonhar. Exemplo:acabado. O particípio é reconhecido pelas terminações ado. um processo verbal ainda não finalizado. (infinitivo impessoal) Particípio: advérbio.escrito coberto(cobrido-errado). adquirindo uma função parecida com a de um adjetivo ou .infinitivo é o nome do verbo. falar. feito(fazido-errado). constituindo assim duas formas possíveis: o infinitivo pessoal e o infinitivo impessoal. Viver aqui é muito bom. dormir. quando adquire uma função de advérbio. indica uma ação já acabada. É preciso aumentar o número de verbetes. finalizada.

. Exemplo: andando. comendo. (gerúndio sozinho com função de advérbio). No português o supino é usado com a preposição para mais um verbo.termo regente .:ela entristeceu-se|nom-ela ficou triste Regência verbal A sintaxe de regência é a relação sintática de dependência que se estabalece entre o verbo .2010 Estou finalizando os exemplos deste verbete. supino é uma forma verbo-nominal usada em alguns idiomas. rindo.e o seu complemento . (tempo composto) Fazendo teu trabalho antecipadamente. não terás preocupações.com a presença ou não de preposição. O gerúndio é reconhecido pela terminação ndo. EX. Supino: Em gramática.termo regido .

Ex.: Vou ao dentista. 4. Ex. ocorre a regência verbal. Ex. Quando o termo regente é um verbo. anteriores os que completam regidos a ou dos chamam-se subordinados. Ex. adjetivo ou advérbio).: Ele mora em São Paulo. 2.: As crianças obedecem aos pais. Na regência verbal. Quando o termo regente é um nome (substantivo. ele é obrigatoriamente proposicionado. Na regência nominal. quando exigem a presença de outro chamam-se regentes significação ou subordinantes./ O aluno desobedeceu ao . ocorre a regência nominal. 1.Os termos. o termo regido pode ser ou não preposicionado.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em. 3.Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a./ Cheguei a Belo Horizonte./ Maria reside em Santa Catarina.: Joana namora Antônio.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em.Namorar – não se usa com preposição.

inspirar. Ex. é transitivo indireto e necessita do uso da preposição (A). Exemplos: . Aspirar quando tem o sentido de sorver. Ele aspirou toda a poeira. 5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com. Todos nós aspiramos essa poeira.: Simpatizo com Lúcio. tragar. Quando tem o sentido de pretender./ Antipatizo com meu professor de História. é transitivo direto e exige complemento sem o uso de preposição. desejar. trasitivos indiretos e intransitivos. almejar. Verbos Na regência verbal os verbos podem ser: Transitivos diretos.2010 professor.

Obs. O candidato a deputado aspirava a um mensalão. não se admite a substituição da preposição (A) por lhe ou lhes.:Quando o verbo aspirar for transitivo indireto.) Obedecer Obedecer é um verbo transitivo indireto e necessita do uso da preposição (A). ele pode ser usado na voz passiva. a eles. Obs:Mesmo sendo verbo transitivo indireto. a ela ou a elas). Deverá-se usar em seu lugar (a ele. Exemplo: Bernado namora Tina. (em vez de: Bernardo namora com Tina. Namorar O verbo namorar é transitivo direto e não necessita do uso de preposição. .O jogador aspirava a uma falta.

Exemplo: Ele veria muitos filmes em cartazes. Ver O verbo VER é transitivo direto.2010 -A fila não foi obedecida. E pode ser transitivo indireto quando tem o significado de invocar e deve ser usado com a preposição por. podendo ser tanto transitivo direto como . Com o sentido de apelidar ele pode ou não necessitar de preposição. fazer vir. Chamar Esse verbo pode ser transitivo direto quando significa convocar. e não necessita de preposição. por isso não necessita de preposição. Exemplo: Ela chamou minha atenção. -Ele chamava por seus poderes.

Assistir O verbo em questão pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. sozinhos. podendo constituir. que não precisam de um complemento. Estes são [verbos] que possuem sentido pleno. Verbos intransitivos Caso o verbo não requeira objeto. Predicação verbal A predicação verbal trata do modo pelo qual os verbos formam o predicado. se eles exigem ou não complemento e qual tipo de complemento que necessitam. .indireto. ele é denominado verbo intransitivo. completo. o predicado. por outras palavras. O navio afundou. Exemplos: Ele morreu.

caso contrário não possui sentido pleno. O verbo transitivo. existem alguns casos onde podem conter algumas informações a mais. ele precisa de um complemento. alguns complementos para enriquecer a oração. se retirarmos o complemento. O verbo cair não precisa de complemento algum para que se possa entender a idéia da oração. Exemplos: Eu preciso de um lápis. Neste último caso.2010 Porém. Por exemplo: Uma criança caiu logo depois dela. Mas os verbos intransitivos nunca podem ter objeto. é o verbo que não se constitui por si só. ao Trata-se do sem complemento direto que liga-se predicado preposição e do complemento indireto que se liga ao predicado com preposição. porém foram utilizados sim. ficamos . a expressão "logo depois dela" será classificada como adjunto adverbial de tempo. Verbos transitivos Verbos transitivos são aqueles em que a ação "transita" ou passa do verbo para outro elemento. apenas com o propósito de enriquecer a oração. Neste exemplo.

logo a resposta completa fornece-nos o transitivo. Eu gosto de costeletas. obtemos o transitivo. ou seja. Por outro lado. Surge-nos então a seguinte pergunta: Precisa de quê? Se respondermos: Precisa de um lápis. vem sem a . Quando esse complemento vem acompanhado de uma preposição. necessita de um complemento. quando não tem a preposição e depois tem a preposição é objeto direto e indireto. quando o complemento preposição. O meu pai comprou uma bicicleta E quando a oração tem as duas formas verbais. Ofereceram o cargo ao deputado.apenas com: Eu preciso. ele é chamado de objeto direto: Eu ganhei dois presentes. O verbo precisar não faz sentido sozinho. ele é chamado de objeto indireto: Eu gosto de leite com chocolate.

andar. O passarinho estava triste pela manhã. ou seus equivalentes citados acima. continuar. mas sim o adjetivo que atribui uma característica (qualidade. Exemplo: Os canteiros estavam floridos Em orações desse tipo podem aparecer os verbos de ligação ser. viver. o predicado é verbal e o núcleo do predicado é o verbo. o substantivo "passarinho" é o núcleo do sujeito e "estava triste" um predicado nominal. parecer. encontrar. Quando o verbo indica uma ação. Pela simples função de ligar uma característica ao sujeito da oração os verbos de ligação têm esse nome. condição. estar. ficar. tornar-se. e o núcleo do predicado não é o verbo. . estar. já que "estava" é um verbo de ligação.2010 Verbos de ligação Tratando-se de verbos de ligação. Nesse caso. etc. Os verbos de ligação são: ser. vozes de animais ou fenômenos da natureza. achar. o predicado é nominal e o núcleo do predicado é a característica desse predicado. estado) ao sujeito. permanecer.

adiciona-se uma preposição ao objeto direto. Ele ama a Deus . o objeto é dito direto.Asas é o objeto direto do verbo possuir. . Quando há necessidade de preposição. . Um jeito de diferenciá-lo de sujeito é o seguinte: .Complemento verbal Os complementos verbais completam o sentido dos verbos transitivos.a Deus é um objeto direto preposicionado. Gosto de escrever. Estes complementos podem ligar-se ao verbo através de uma preposição ou sem o auxílio dela. o objeto é dito indireto. Alguns verbos podem aceitar ao mesmo tempo um objeto direto e outro indireto. Neste caso o objeto direto é dito preposicionado. Em alguns casos. Exemplos Aviões possuem asas. Neguei tudo aos impostores. quando ela não é necessária. Observe que o verbo amar não exige a preposição.de escrever é objeto indireto do verbo gostar.tudo é objeto direto e aos impostores é objeto indireto do verbo negar. por questões de estilo. .

Perceba o verbo depois.Perguntamos: nós amamos quem? A resposta é 'o cabelo da Juliana Goes'. Exemplos Vós admirais os companheiros.Perceba que o verbo vem primeiro. por causa da ordem. que é o objeto direto. O objeto direto liga-se ao verbo sem o auxílio de uma preposição. Indica o paciente. o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação. Vós admirais o quê? A resposta é 'os companheiros'. "João" . "O que João come?" .Perguntamos. Identificamos o Objeto direto quando perguntamos ao verbo: "quem" ou "o quê". Objeto direto Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido de um verbo transitivo direto.Objeto. que . Nós amamos o cabelo da Juliana Goes.Sujeito. . . "Maçã" . por causa da ordem.2010 "João come maçã" "Quem come maçã?" .

Objeto direto preposicionado Há casos. que é o objeto direto. Ivano ama Hortência.Perguntamos: Maria vendia o que? A resposta é 'doces'. que. que é o objeto direto. Nesses casos temos o chamado objeto direto preposicionado. no entanto. de antecedente claro. por pronome átono e substantivo coordenados.é o objeto direto da oração. . -Esta construção se faz da contração de termos como: Vós tomais "parte" do vinho O objeto direto é obrigatoriamente preposicionado quando expresso: por pronome pessoal oblíquo tônico. . pelo pronome relativo "quem". Maria vendia doces. . que um verbo transitivo direto aparece seguido de preposição. por sua vez. precede o objeto direto.Perguntamos: Ivano ama quem? A resposta é 'Hortência'. Ex: Vós tomais do vinho.

(Fernanda obedece a quem? Resposta: aos pais. A resposta será o Objeto indireto.) Mariana obedeceu a sua avó(Mariana obedeceu a quem? . Quero abraçar-lhe meu amigo Exemplos Fernanda obedece aos pais. Exemplo: O dono da casa deu-se o prazer de uma torta. Objeto indireto reflexivo O objeto indireto reflexivo é o objeto indireto que indica a reflexão da ação do sujeito. Objeto Indireto. Identificamos o Objeto indireto. quando perguntamos ao verbo: "a quem" ou "a quê".2010 Objeto indireto O objeto indireto é o termo da oração que completa um verbo transitivo indireto. sendo obrigatoriamente precedido de preposição.

indicam seres determinados. . as). Falei com o médico. Objeto Indireto. Objeto Indireto. Já encontramos os livros perdidos. Objeto Indireto. uma .) Artigo Artigos são palavras que precedem os substantivos para determiná-los ou indeterminá-los. uns. de modo geral. conhecidos da pessoa que fala ou escreve.) Maria obedeceu a sua tia (Maria obedeceu a quem? Resposta: a sua tia. umas) indicam os seres de modo vago.) Pedro obedeceu a Henrique(Pedro obedeceu a quem? Resposta: a Henrique. impreciso.Resposta: a sua avó. Os artigos indefinidos (um. Os artigos definidos (o. a. Objeto Indireto.(João respeita a quem? Resposta: aos pais. os.) João respeita aos pais.

== . dos. nos. numa. nuns. pelas (preposição "per") Comitativo: co. duns. Uns garotos faziam barulho na rua. na. dumas (preposição "de") Locativo: num. das (preposição "de") Locativo: no. duma. pela. cos. formando os seguintes casos: Genitivo: do. aos. pelos.2010 Uma pessoa lhe telefonou. coa. às (preposição "a") Ablativo: pelo. da. coas (preposição "com") Algumas preposições também se ligam aos artigos indefinidos: Genitivo: dum. Os artigos definidos são "declináveis" (não é uma declinação verdadeira). à. podendo se combinar com algumas preposições. nas (preposição "em") Dativo: ao. numas (preposição "em") as observaçoes sobre alguns empregos dos artigos.

É facultativo (opcional) o uso do artigo com os pronomes possessivos: Sua intenção era das melhores. O homem é mortal.1. 4. no singular. O artigo definido. 3. pode indicar toda a espécie: A águia enxerga das alturas. O Antônio é bom pedreiro. o Amazonas. os Andes. Os nomes próprios podem vir com artigo: Os Oliveiras vêm jantar conosco. Santa Catarina. Goiás. O artigo indefinido pode realçar (dar intensidade a) uma idéia: . A sua intenção era das melhores. 5. Muitos nomes próprios de lugares admitem o artigo. 2. outros não: a Bahia.

como jamais se viu! 6. (ambas = as duas) Não se emprega o artigo 1. Com a palavra casa e terra não especificada: Venho de casa. A palavra todo(a) pode variar do sentido. total) Toda casa deve ter segurança. 7. quando isso aconteceu. Não estavam em casa. (inteira. dar idéia de aproximação: Eu devia ter uns quinze anos. completa. O indefinido pode. qualquer) 8.2010 Ele falava com uma segurança que impressionava a todos! Era uma euforia. se vier ou não acompanhada de artigo: Toda a casa ficou alagada. também. Passei em casa. . (cada. Com o numeral ambos (ambas) usa-se o artigo: Ambas as partes chegaram a um acordo. uma festa.

2. peixinho é. espeto de pau. Tempo é dinheiro. Casa de ferreiro. Os marinheiros permaneceram em terra. 3. Estivemos na casa do meu amigo. Porém: Venho da casa do meu amigo. Estivemos na casa de parentes. Depois do pronome relativo cujo não se usa artigo: Visitei um artista cujos quadros são famosos.Vou para casa. Estive na terra da minha avó. Os provérbios em geral dispensam o artigo: Filho de peixe. .

relacionando-se a ela. Assim: Assisti ao filme cujo título me parecia estranho. Ex: "Lucas é um apresentador de TV" e "O Lucas é meu amigo desde a quarta série". cujas). Não se usa artigo também antes da palavra "casa" quando entendida como o próprio lar. transforma-a em substantivo Adjetivo é uma palavra que caracteriza um substantivo . cujos. Deste modo: Estou em casa. diante de qualquer palavra. O artigo. Muitas vezes. Em alguns casos. não se usa artigo depois da palavra "cujo" e suas derivações (cuja. Estou na casa de uma amiga. De acordo com a gramática normativa do português. é comum a omissão dos artigos nas manchetes e títulos de artigos e notícias. estas categorias criadas pelas gramáticas para tentar normatizar/descrever as línguas não dão conta de explicar todos os fenômenos lingüísticos possíveis. o artigo pode indicar também certa familiaridade. na linguagem jornalística.2010 Observe que.

os adjetivos contribuem para a organização do mundo em que vivemos. distinguimos uma fruta azeda de uma doce. por exemplo. Classificação dos adjetivos Quanto à semântica A classificação semântica dos adjetivos pode variar de . aos adjetivos e a outros advérbios. número e grau. Eles também estão ligados a nossa forma de ver o mundo: o que pode ser bom para uns pode ser mau para outros. Sua função gramatical pode ser comparada com a do advérbio em relação aos verbos.atribuindo-lhe qualidade. Exemplos: borboletas azuis céu cinza sandálias sujas Da mesma forma que os substantivos. Flexionam-se em gênero. Assim. estado ou modo de ser.

etc. etc. morno. Adjetivos gentílicos: brasileiro. ruim. Qualidade: bom. feio. Proporção: grande. bonito.2010 acordo com o tipo de característica que exprimem. americano. enorme. etc. azul. Forma: quadrado. Temperatura: quente. médio. triangular. mineiro. os adjetivos podem ser classificados em: . Alguns exemplos: Cor: verde. amarelo. Intensidade: forte. etc. fraco. etc. moderado. Defeito: mau. frio.vermelho. etc. amável. nanico.minusculo etc. paulista. etc. agradável. redondo. horrível. gelado. pequeno.gigante. carioca. Quanto à formação Com relação à formação das palavras.

Derivado: Apresenta afixos e provém de outra palavra. em geral. e serve de base para a formação de outras palavras. a nacionalidade do ser : Menino iraquiano(do país Iraque). Amansado é derivado de manso(prefixo a. etc. Flexão de Gênero . Exemplos: Triste é primitivo de tristeza.Primitivo: Não provém de outra palavra. Pátrio:É aquele que mostra a origem. Gaivota africana(do continente África). Simples: É constituído de um só elemento: surdo. mudo. Flexão de adjetivos Os adjetivos podem sofrer três tipos de flexão: por gênero.+ manso + sufixo -ado). Exemplos: Integral é derivado de íntegro (íntegro + sufixo -al). substantivos abstratos. por número e por grau. Negro é primitivo de negritude. Uniforme alviverde(alvi + verde). Composto: É aquele que é constituído de mais de um elemento: Plantão médico-cirúrgico.

Adjetivos uniformes: Apresentam uma única forma para os dois gêneros (masculino e feminino). Entretanto. Flexão de Número O adjetivo flexiona-se no plural de acordo com as regras existentes para o substantivo. Exemplo: o homem burguês (masculino)/a mulher burguesa (feminino) Em geral.2010 Os adjetivos podem ser divididos em dois grupos em relação ao gênero. Exemplo: criativo (masculino)/criativa (feminino). só o último . judia). pode haver exceções. Exemplos: empregado competente (masculino)/empregada competente (feminino) Adjetivos biformes: Apresentam duas formas para os dois gêneros (masculino e feminino). para formar o feminino. como no caso dos masculinos terminados em -eu. como regra geral. que podem fazer o feminino em -eia (europeu. os adjetivos levam a vogal -a no final do adjetivo e para formar o masculino eles levam a vogal -o no final do adjetivo. Nos adjetivos compostos. européia) ou em -ia (judeu.

só o último elemento vai para o plural Exemplos: lente côncavo-convexas . Não há variação de número nem de gênero para os seguintes casos: adjetivos compostos com nome de cor + substantivo: olhos verde-mar adjetivo azul-marinho: calças azul-marinho locuções adjetivas formadas pela expressão cor + de + substantivo: chapéus cor-de-rosa os substantivos empregados em função adjetivas quando está implicita a idéia de cor: sapatos cinza Regras para flexão de número para adjetivos compostos Nos adjetivos compostos.elemento vai para o plural. que faz o plural surdos-mudos. Exemplo: poemas herói-comicos Há exceção para o adjetivo surdo-mudo.

grau normal e o grau superlativo admitem absoluto. olho verde-água / olhos verde-água Flexão de Grau A única flexão de grau propriamente dita dos adjetivos é entre o facílimo... o grau é indicado não por flexões... .. tão.melhor. bom . Exemplo: Esse é bom.. São distintos os seguintes graus: Comparativo de igualdade: Usa-se para expressar que um ser tem um grau de igualdade a outro ser. negro ..... Pode ser determinado pelas locuções: tanto. Exemplos: grande . Por .2010 Nos adjetivos cores. você fez melhor).nigérrimo. fácil Algumas palavras ainda comparativo.atualíssimo. eles ficam invariáveis quando o último elemento for um substantivo Exemplos: papel azul-turquesa/papéis azul-turquesa. aquele é melhor ≠ Ele fez bem. mas por advérbios.. e outras variações.quanto.do mesmo jeito que..quanto. o grau Exemplos: atual . Nos demais casos.melhor (não confundir com o advérbio bem ...assim como. pequeno menor. .maior.

exemplo: "Fulano é tão alegre quanto sicrano"..que ou mais. Comparativo de inferioridade: Usa-se para expressar que um ser têm um grau de inferioridade a outro ser..que ou menos. Pode ser determinado pelas locuções: mais. sem compará-lo com outros da mesma espécie. “Seremos tolerantíssimos”.. Exemplo: “Trata-se de um artista originalíssimo”.. ... Superlativo relativo de superioridade: Exprime uma vantagem de um ser entre os demais da mesma espécie.do que. Exemplo: "José é menos alegre que Pedro". Exemplo: "José é o mais alto de todos". Superlativo absoluto (sintético): É expresso com a participação de sufixos. Exemplo: "José é mais alegre que Pedro". O mais comum é –íssimo. Superlativo absoluto (analítico): Exprime um aumento de intensidade sobre o substantivo determinado pelo adjetivo..do que. Exemplo: "José é muito alto".. Pode ser determinado pelas locuções: menos. Comparativo de superioridade: Usa-se para expressar que um ser têm um grau de superioridade a outro ser.

Exemplo: "José é o menos alto de todos". Elas são usualmente formadas por: uma preposição e um advérbio uma preposição e um substantivo Exemplos: Conselho da mãe = Conselho materno Dor de estômago = Dor estomacal Período da tarde = Período vespertino Numeral Numeral é uma palavra variável que indica a quantidade exata de seres ou a posição que o ser ocupa.2010 Superlativo relativo de inferioridade: Exprime uma desvantagem de um ser entre os demais da mesma espécie. Locução adjetiva Locução adjetiva é a reunião de duas ou mais palavras com função de adjetivo. .

são variáveis em gênero. ou até designam a abstração das quantidades: os números em si mesmos. coletivo. partitivo ou romanos. fracionário. Exemplo : Dois mais dois é igual a quatro Numerais coletivos Os numerais coletivos são aquelas palavras que designam uma quantidade específica de um conjunto de seres ou objetos. são invariáveis em gênero. bilhões etc. ordinal. . São termos variáveis em número e invariáveis em gênero. Os numerais cardinais primeiro. Os numerais que indicam milhões. Numerais cardinais Os numerais cardinais são aqueles que utilizam os números naturais para a contagem de objetos. multiplicativo . Valem por adjetivos ou substantivos. segundo (e todos os números terminados por estas unidades). assim como as centenas contadas a partir de duzentos.Tipos de numerais Os numerais podem ser classificados como cardinal.

par(es). Exemplo: Recebeu o seu primeiro presente agora mesmo.). Yasmin está completando seu "primeiro" . centena(s). Exemplo: aniversário. década(s). milheiro(s). Exemplos: Às vezes. milhar(es).2010 Exemplos: dúzia(s). Arrecadou-se o triplo dos impostos relativos ao ano passado. Numerais ordinais Os numerais ordinais são aqueles que indicam a ordenação ou a sucessão numérica de seres e objetos. Numerais multiplicativos Os numerais multiplicativos são aqueles que indicam uma quantidade equivalente a uma multiplicação (uma duplicação. grosa(s). dezena(s). as palavras possuem duplo sentido. uma triplicação etc.

M(1000) . C (100). não deve se confundir com fracionários. Exemplo: terço.V (5). Numerais romanos Os numerais romanos são usados para marcar o século muitas vezes em relógios e outros.L(50).D (500). quinto Numerais partitivos Os numerais partitivos são aqueles que passam idéia de partir. são 7 símbolos que representam os números romanos: I (1). fração.X (10).Numerais fracionários Os números fracionários são aqueles que passam a idéia de parte de algo. Exemplo: meio.

ou seja. Todavia. de acordo com a coesão textual. são palavras cujo significado é apenas categorial. o pronome adquire sua classe de acordo com sua função na frase. zão. Assim. no que são semelhantes aos numerais. dentro o pronome ou atua na frase remetendo a algo dela. um pronome é uma única palavra (ou raramente uma forma mais longa) que funciona como um sintagma nominal completo. caracteriza-o como dêixis. dêixis quer dizer apontar para. representar nenhuma extralinguística. diminutivos. Essencialmente. inho. ou adjuntos. A semântica caracteriza o pronome por indicar algo. pois se formos observar. pois seu significado na frase ocorre de acordo com a situação ou outras palavras do contexto. em seu exterior. o pronome não aceita sufixos aumentativos.2010 Pronome Os pronomes constituem sem a classe de palavras matéria categoremáticas. e superlativos tais como ão. A análise de um pronome em isolado não permitiria identificar nele um significado léxico dentro de si mesmo. íssimo. ao contrário dessas classes de palavras. e por isto os pronomes são substantivos. etc. adjetivos. .

mas já não o sou . um pronome com dêixis situacional aponta para um elemento que está presente para o(s) falante(s). Fui professora durante minha juventude. Dêixis Anafórica: Um pronome com dêixis anafórica aponta para um elemento que foi dito ao longo da frase. Todos estes tipos indicam a condição do pronome em relação aos falantes do discurso. e que pode ser encontrado através de coesão textual. que estaria presente apenas na enunciação. de acordo com essa ideia de referência. Dêixis Ad Oculos: O dêixis ad Oculos é situacional.apontando e se referindo a outros elementos do contexto. pois apontam para algo que apenas durante o enunciado seria possível conhecer. discurso. dêixis catafórica. O pronome (dêixis) divide-se primeiramente em três tipos. dêixis ad oculos. É óbvio que isto é melhor que aquilo! Na frase sugerida como exemplo. os pronomes substantivos isto e aquilo não se referem aparentemente a qualquer substantivo em específico. situação. dêixis anafórica.

seria um quarto tipo especial intitulado como Dêixis em Fantasma. Embora tenha valor dentro de uma consideração psicológica. uma ação que é enunciada apenas após a aparição do pronome. ou mesmo que não presente dentro dele. libertarei o Brasil do domínio português. Na frase sugerida como exemplo. o pronome demonstrativo O remete no caso à profissão de professor do sujeito da frase. A dêixis em fantasma aconteceria em uma conversa hipotética em que o falante transporta o ouvinte a um cenário de fantasia e no qual usa pronomes para apresentar ao ouvinte os supostos elementos ali dispostos. Na frase sugerida como exemplo. Brugmann e que se encaixaria no primeiro e no terceiro tipo de dêixis.2010 agora. já citada anteriormente. que é alvo da ação verbal. Farei-o. Dêixis em Fantasma: Há um quarto tipo de dêixis estabelecido por K. Dêixis Catafórica: A dêixis catafórica aponta para um elemento que ainda não foi citado no discurso. o pronome demonstrativo O . normativamente não há diferença . faz referência ao ato de libertar o Brasil.

interrogativos. ti. e localiza este elemento (objetosubstantivo) dentro do enunciado. e relativo. indefinidos (incluindo nesta classificação também o artigo indefinido de acordo com o o caso). ele faz referência a um elemento que não foi citado. vós. nós. é mais prático ter a Dêixis em Fantasma encaixada nas outras duas categorias. Quando ele faz referência a um elemento que surge explícito no enunciado. É ainda de acordo com a semântica que os pronomes classificam-se em vários tipos: pessoais. elas Pronome substantivo e pronome adjetivo Como já foi observado. é um pronome adjetivo ou adjunto. possessivos. e é encaixado no lugar dele. Pronome Possessivo . quando porém. si.real. um pronome aponta para algum elemento do enunciado. Alguns pronomes são:mim. ela. então caracteriza-se como pronome substantivo ou absoluto. ele. demonstrativos (incluindo nesta classificação também o artigo definido de acordo com o o caso). eles.

concordando com o possuidor. concordando com a coisa possuída. . e em pessoa. Flexionam-se em gênero e número. c. Singu lar Fem Mas Fem . atribuindo-lhes a posse de alguma coisa. Pronomes possessives Pess oa Singular Plural Ma sc.2010 São aqueles que se referem às três pessoas do discurso. 1ª meu min meu minh ha tua s as 2ª 3ª Plura l teu teus tuas seus suas seu sua 1ª noss noss noss noss o a os as 2ª voss voss voss vossa o a os seus s suas 3ª seu sua .

ele tem função ADJETIVA ou de ADJUNTO. . Pronome Possessivo Substantivo Quando um pronome possessivo faz referência a um substantivo que não foi sequer enunciado. O MEU casaco é melhor que o Joaquim Marmelo. ele acaba cumprindo o papel desse substantivo ausente dentro da frase. quando o pronome possessivo é empregado ele pode estar se referindo a um objeto que já foi citado e que por isso não precisa ser repetido. e é portanto um pronome possessivo substantivo ou também chamado pronome possessivo absoluto. o pronome possessivo atribui posse à alguma das pessoas do discurso.Pronome Possessivo Adjetivo Como já foi observado. ou a um objeto que sequer foi citado. já citado. atribuindo sua posse a um sujeito. Quando o pronome possessivo faz referência a um substantivo já citado. Os dois pronomes estão adjetivando o substantivo casaco.

Os invariáveis não se alteram com desinências para ter concordância verbal. serão sempre: Pronomes Indefinidos Substantivos Algo. Pronomes Indefinidos Adjetivos (Variáveis) Os variáveis são aqueles que se alteraram para concordar com seu contexto. Os dois pronomes estão referindo à posse de algo que não foi citado na frase e estão em lugar dele. alguém. Um pronome indefinido pode ser variável ou invariável. tudo. quem. Pronome Indefinido São aqueles que se referem a substantivos de modo vago. indeterminada. nada. ou em quantidade. impreciso ou genérico.2010 O MEU é melhor que o TEU. outrem. mais. Pronomes Indefinidos Substantivos (Invariáveis) . ninguém. menos. São pronomes indefinidos aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo. . cada. e terão função adjetiva.

e ainda o de transpositor de oração. . um. muito. ou seja. algum. o pronome relativo pode apresentar dois diferentes papéis gramaticais. pouco." A primeira ocorrência da palavra ‘certos’ é realmente um pronome indefinido adjetivo variável. certa. qualquer. outro. bem como sua classificação. Afora isto. nenhum. uma. tanto. outra. é o único que não é variável. toda. tanta. porém a segunda ocorrência é um adjetivo em estado puro. esse com dêixis anafórica. nenhuma. um pronome de retorno que está apontando para algo que já foi citado. Nota: A disposição das palavras no enunciado muda o sentido do texto. cada Nota: Cada: embora seja pronome indefinido adjetivo. pouca. quaisquer. para um elemento anterior. alguma. muita. "Certos objetos chegam na hora certa. Pronome Relativo O pronome relativo é em geral um pronome de dêixis anafórica. certo.Pronomes Indefinidos Adjetivos Todo.

cujo. quanto. quantas. o qual. e quando isto ocorre uma delas fará adjetivação se tornando adjunto adnominal daquilo apontado. cujas. cuja. Nota: Quem funciona como pronome relativo quando aponta para elementos citados. Eles são wikipedistas [que] trabalham em artigos novos. a qual ficou incompleta. os quais. (pronome relativo a qual) Ela me mostrou uma página de usuário que estava em branco! (pronome relativo que) Pronomes Relativos qual. onde A) Transpositor de Oração Pronome Relativo Que: O transpositor pronome relativo que age fazendo a ligação de duas orações independentes uma da outra. Eles são wikipedistas + Os wikipedistas trabalham em artigos novos. Que. e é precedido de preposição. Ele foi o wikipedista de quem mais se falou.2010 Bloquearam a página para edição. cujos. quantos. a qual. as quais. .

Pronome Interrogativo Os pronomes interrogativos que. senhor administrador? Que editaste? Qual administrador editou? Qual foi feito? Quantos eram? Quantos artigos editou? Quem fez este serviço? Quem: Em linhas gerais faz referência a indivíduos. Quem editou este artigo? Que bloqueio. e é um pronome substantivo. . qual consistem quanto e em pronomes com relativos (quem. variações) referência a pessoas e coisas. e são utilizados em perguntas diretas ou indiretas.

perde de imediato seu caráter de pronome. como foi mostrado. Nota: O que: é uma forma enfatizada de Que. e é pronome adjetivo. tem valor pronominal quando empregadas em certos contextos. selecionar.2010 Que: Em linhas gerais faz referência a indivíduos e coisas. MUITAS outras palavras. . e é um pronome substantivo e adjetivo. porque alguns pronomes variam de classificação de acordo com sua posição na frase. quando empregado sem valor demonstrativo. e antecedendo um substantivo explicito ou oculto. e é considerado artigo definido. Nota: Quem também pode ser caracterizado como pronome relativo indefinido de uso absoluto. e não obstante isto. Atenção! O uso de classificação pronominal requer muita atenção. O pronome O. não citadas acima. Qual: Em linhas gerais busca fazer uma diferenciação. ou indicador de seleção como no quarto exemplo. Há muitos erros comuns no que tange à classificação pronominal.

são meras PREPOSIÇÕES. as que surgem atrelados a vários pronomes como os relativos. Muito já fiz. Exemplos: longe - . (adjunto adverbial). a. de lugar e de modo são flexionados. Ele sabia muito sobre a wikipedia. A única flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios é a de grau. os. fora de tal situação em geral são artigos definidos. Nunca modificam um substantivo. sendo que os demais são todos invariáveis. É a palavra invariável que indica as circunstâncias em que ocorre a ação verbal. que surgem muitas vezes precedidos deles. Os pronomes indefinidos quantitativos podem ser frequentemente confundidos com adjuntos adverbiais. a saber: Superlativo: aumenta a intensidade. (pronome) Advérbio Advérbio é a classe gramatical das palavras que modificam um verbo ou um adjetivo ou um outro advérbio.[1] Apenas os advérbios de quantidade.O.

(absoluto e relativo).devagarinho. Os advérbios "bem" e "mal" admitem ainda o grau comparativo "melhor" e "pior". de dúvida. etc.2010 longíssimo. de modo. de negação. de intensidade e de afirmação. [3] A Norma Gramatical Brasileira reconhece sete grupos de advérbios: de lugar. devagar . . pouco . respectivamente. existe o de grau comparativo e (de o igualdade. Diminutivo: diminui a intensidade. mas sim. inferioridade) grau superlativo de superioridade. representadas por advérbios de intensidade como "mais". etc. inconstitucionalmente inconstitucionalissimamente. de superioridade. Existem também as formas analíticas de representar o grau. Exemplos: perto pertinho. Nesse caso. de tempo. etc. que não são flexionadas. "muito".pouquíssimo. pouco . Classificação dos advérbios Os advérbios da língua portuguesa são classificados conforme a circunstância que expressam.pouquinho.

negação e tempo . advérbio a substantivo. . intensidade . verbo a substantivo. conformidade . circunstâncias dos advérbios . substantivo a verbo. medida . Junto com as posposições e as raríssimas circumposições. companhia . Preposição Preposição é uma conjunção invariável que liga dois elementos da oração. instrumento . Isso significa que a preposição é o termo que liga substantivo a substantivo. preço e etc. peso . modo . Só não pode ligar verbo a verbo: o termo que liga dois verbos (e suas orações) é a conjunção. lugar . etc.Adjunto Adverbial Na classificação específica do adjunto adverbial . as preposições formam o grupo das adposições. condição . finalidade . adjetivo a substantivo. distância . subordinando o segundo ao primeiro. matéria . além dos adjuntos afirmação causa. o número dúvida de . fim . exclusão . pode haver na oração adjuntos adverbiais de : assunto . limitação . Desse modo . meio . origem . o número de circunstâncias adverbiais é bem de maior que . concessão . inclusão .

Portanto são preposições. "ao" liga "assistiram" a "filme".". o colégio.. regido. Preposições Essenciais Aquelas que só funcionam como preposição. O restante é preposição. após. .2010 Exemplo: "Os alunos do colégio assistiram ao filme de Walter Salles comovidos". em "Os alunos do colégio. são elas: a. Portanto. teremos: os alunos = elemento regente. Walter Salles e a qualidade dos alunos comovidos. teremos como elementos da oração os alunos. o colégio = elemento regido. "de" liga "filme" a "Walter Salles".. Observe: "do" liga "alunos" a "colégio". contei um segredo a ele ante. o filme. O termo que antecede a preposição é denominado regente e o termo que a sucede. até. o verbo assistir.

sem. entre. para. sob. por. perante. per. lutamos contra todas as adversidades de. contra. . em.com. trás. sobre. desde.

conforme. como. exceto. Mas existe a contração de algumas palavras.2010 da (de+a). salvo. mas são provenientes de outras classes gramaticais. a preposição para reduz-se frequentemente pra fazer tudo com frequenci por serto de tudo em tao d paratrocar o antes pelo depois Preposições Acidentais Aquelas que passaram a ser preposições. . afora. como: durante. Observação: Na linguagem informal. menos.

Conversamos muito durante a viagem." qual a função do 'que'? Preposição ou conjunção? Locução prepositiva As locuções prepositivas são duas ou mais palavras que funcionam solidariamente como preposições.. Exemplos: Agimos conforme a atitude deles." e "ela tem ´´que ´´chegar cedo na escola. a segunda palavra do conjunto por si só é uma preposição. Sempre que há uma locução prepositiva. Existe uma infinidade de locuções prepositivas. ela tem ´´que ´´chegar cedo na escola Nas frases "Ele terá que fazer o trabalho. segue alguns exemplos: "graças a".. Obtiveram como resposta um bilhete. Ele terá que fazer o trabalho. "para .que.

antes de. quando a preposição sofre redução. nem com o pronome "ele(s)". à (a + a) Observação: Não se deve contrair a preposição "de" com o artigo que inicia o sujeito de um verbo. Contração Junção de algumas preposições com outras palavras.2010 com". "em frente a". "perto de". entre outras. As locuções prepositivas têm sempre como último componente uma preposição. do (de + o). "em cima de". para com. "ela(s)". além de. "a respeito de". apesar de. à maneira de. à procura de. Portanto a frase deve ser "Isso não . "por entre". acerca de. depois de. junto de. "em vez de". em vez de. junto a dois verbos. à distância de. através de. de acordo com. "de acordo com". em cima de. "por cima de". a par de. pois professor funciona como sujeito do verbo querer. Por exemplo. a fim de. "dentro de". "junto de". quando estes funcionarem como sujeito de um verbo. Ex. "apesar de". neste (em + este). à busca de. a frase "Isso não depende do professor querer" está errada.

porém. pois. mas. As conjunções são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática. Teria que ter a classe das preposições! Conjunção Conjunção é uma das dez classes de palavras definidas pela gramática. quando. seja. embora. logo. que. .depende de o professor querer" ou "Isso não depende de ele querer". conforme. Quando duas ou mais palavras exercem função de conjunção dá-se-lhes o nome de locução conjuntiva. apesar de. nem. a fim de que. todavia. porque. São exemplos de conjunções: portanto. São exemplos de locuções conjuntivas: à medida que. Se conectarem orações ou termos pertencentes a um mesmo nível sintático. contudo. como. estabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de simples coordenação. entretanto. quer. ora. As conjunções são classificadas de acordo a relação de dependência sintática dos termos que ligam. e.

nem. porque. Coordenativas As conjunções coordenativas são conhecidas por: Aditivas ou Copulativas Indicam uma relação de soma. ora. A maioria delas são na verdade locuções conjuntivas (mais de uma palavra com a função de conjunção) ou palavras de outras classes gramaticais que às vezes exercem a função de conjunção em um período. quanto (depois de tanto) etc. São elas: e. todavia. mas. porém. mas também. ou. As conjunções ditas "essenciais" (isto é. Quando conectam duas orações que apresentem diferentes níveis sintáticos. portanto. são chamadas de conjunções subordinativas. contudo. adição. porquanto. como também. Exemplos: . se. ou seja. palavras que funcionam somente como conjunção) são as seguintes: e. uma oração é um membro sintático da outra.2010 são ditas conjunções coordenativas. Apesar de ser uma classe de palavras com muitas classificações. nem. entretanto. apesar e como. pois. são poucas as conjunções propriamente ditas existentes.

seja por incompatibilidade dos termos ligados ou por equivalência dos mesmos. ora.quer. Alternativas ou Disjuntivas Como o seu nome indica. porém. Não estivemos lá nem nos interessamos por saber de nada. ou eu. no entanto. até nesse momento. São elas: ou. contudo. Explicativas . você tenta até o fim e. todavia. Ex:O carro bateu. Adversativas Indicam uma relação de oposição bem como de contraste ou compensação entre as unidades ligadas. entretanto.: Ou ela. Ex.Desesperada. São elas: mas. seja etc. já. você vai lembrar de mim.ja que. mas ninguém se feriu. expressam uma relação de alternância. não obstante etc.

esta oração pode execer funções diversas. Conclusivas Indicam relação de conclusão. então. estava. Subordinativas As conjunções subordinativas ligam uma oração de nível sintático inferior (oração subordinada) a uma de nível sintático superior (oração principal). porque. portanto. logo. correspondendo um tipo específico de conjunção para cada uma delas. ex: Ele não entra porque está sem tempo.[1][2] Ex:Ele bateu o carro.2010 Expressam a relação de explicação. pois. embriagado. Uma vez que uma oração é um membro sintático de outra. São elas: que. razão ou motivo. Integrantes . São elas: pois (posposta ao verbo). porquanto. pois (anteposta ao verbo).

objeto indireto.) Não sei se existe ou se dói. Exemplo: Afirmo que sou estudante. complemento nominal (nos três últimos casos pode haver uma preposição anteposta a conjunção) de outra oração. objeto direto. se. (Afirmo isto. "isto" ou "aquilo".que. Introduzem uma oração (chamada de substantiva) que pode funcionar como sujeito. Quando o verbo exprime uma certeza. agente da passiva. Não sei se existe ou se dói.) . (Não sei isto. Afirmo que sou estudante. usa-se que. predicativo. Espero que você não demore. As conjunções subordinativas integrantes são que e se. OBS: Uma forma de identificar o se e o que como conjunções integrantes é substituí-los por "isso". quando não. aposto. usa-se se.

Como o frio era grande. como. visto que. bem como. como.2010 Espero que você não demore. uma vez que. como se. que. entre outros. aproximou-se das labaredas. . Como o calor estivesse forte. (tanto) quanto. (Espero isto. etc. assim como. (mais/menos/maior/menor/melhor/pior) do que. visto como. Comparativa que. porquanto. (tal) qual. Inicia uma oração subordinada denotadora de causa. por isso que. que nem (dependendo da frase.) As adverbiais podem ser classificadas de acordo com o valor semântico que possuem. Dona Luísa fora para lá porque estava só. Causal porque. pusemo-nos a andar pelo Passeio Público. já que. pois que. pois. pode expressar semelhança ou grau de superioridade).

Era mais alta que baixa. se bem que. Nesse instante. ainda que. O bigode do seu Leocádio era amarelo.Iniciam uma oração que contém o segundo membro de uma comparação. mas incapaz de impedi-la. mesmo que. Indica COMPARAÇÃO entre dois membros. bem que. que.em que. apesar de que. Inicia uma oração subordinada em que se admite um fato contrário à ação proposta pela oração principal.e. O menino está tão confuso quanto o irmão. posto que. conquanto. Pedro se levantou como se tivesse levado uma chicotada. Concessiva embora. espesso e arrepiado que nem vassoura usada. etc. nem que. .

a não ser que. como. Conformativa conforme. salvo se. receosa de revelar sua comoção.. Consultava-se. etc.2010 Pouco demorei. dado que. embora as pernas não ajudem. se fosse menos político. Condicional se. etc. sem que. contanto que. conquanto muitos fossem os agrados. É todo graça. Iniciam uma oração subordinada em que se indica uma hipótese ou uma condição necessária para que seja realizado ou não o fato principal. caso. Seria mais poeta. segundo. consoante. quando. desde que. a menos que. Inicia uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de um pensamento com o da oração . caso se levantasse.

cada qual como o merece. de maneira que. tanto. (Machado de Assis) Consecutiva que (combinada com uma das palavras tal. presentes ou latentes na oração anterior). Tal foi a conclusão de Aires. segundo se lê no Memorial. Falou tanto na reunião que ficou rouco Tamanho o labor que sentiu sede Era tal a vitória que transbordou lágrimas de emoção . de forma que. de sorte que Iniciam uma oração na qual se indica a consequência do que foi declarado na anterior. tão ou tamanho. Cristo nasceu para todos. de modo que. Soube que tivera uma emoção tão grande que Deus quase a levou.principal.

Chegue mais cedo a fim de que possamos conversar. quanto menos … (menos). a fim de que. quanto menos … (mais). que Iniciam uma oração subordinada que indica a finalidade da oração principal Aqui vai o livro para que o leia. quanto menos … (tanto mais) Iniciam uma oração subordinada em que se menciona um . quanto mais … (mais). quanto mais (tanto mais). Proporcional à medida que. à proporção que.2010 As palavras são todas de tal modo ou tamanho Final para que. quanto mais … (menos). Fiz-lhe sinal que se calasse. quanto mais … (tanto menos). enquanto. ao passo que. quanto menos … (tanto menos). porque [para que].

etc. não te demoras. cada vez que. logo que. desde que. Implicou comigo assim que me viu. O preço do leite aumenta à proporção que esse alimento falta no mercado. .fato realizado ou para realizar-se simultaneamente com o da oração principal. quando vens. que [= desde que]. Tudo isso vou escrevendo enquanto entramos no Ano Novo. até que. antes que. sempre que. depois que. mal. Iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo Custas a vir e. Temporal quando. todas as vezes que. apenas. Ao passo que nos elevávamos. assim que. elevava-se igualmente o dia nos ares.

o "que" somente será conjunção coordenativa aditiva. para classificar uma conjunção ou locução conjuntiva. ora me trata mal." "Gosto de comer chocolate.")." "Marcelo pediu que trouxéssemos bebidas para a festa." Quando a banda deu seu acorde final. sem mudar o sentido do período. se for substituível pela conjunção típica "e". . portanto deverá ser aprovado. Assim é que. cada categoria tem uma conjunção típica.") e muito raramente é sucedida por um ponto (". Em geral. os organizadores deram início aos jogos.2010 Observações gerais Uma conjunção é na maioria das vezes precedida ou sucedida por uma vírgula (". Seguem alguns exemplos de frases com as conjunções marcadas em negrito: "Aquele é um bom aluno." "João subiu e desceu a escada. é preciso que ela seja substituível. Por exemplo. pela conjunção típica. mas sei que me faz mal." "Meu pai ora me trata bem.

" "Dize-me com quem andas.) O uso da conjunção "pois" pode a ser classificada em: . que eu te direi quem és. a conjunção será coordenativa explicativa: "Fecha a janela. As adversativas.Veja o exemplo: "Dize-me com quem andas. podem aparecer deslocadas. exceto "ou". (Qual é a coisa que não sei? Se morre de amor. cujo primeiro elemento pode ficar subentendido. porque faz frio. A diferença entre as conjunções coordenativas explicativas e as subordinativas causais é o verbo: se este estiver no imperativo. exceto "mas". e eu te direi quem és. Neste caso." As conjunções alternativas caracterizam-se pela repetição. Veja o exemplo: Não sei se morre de amor. formulada com o verbo da oração anterior." O "que" e o "se" serão integrantes se a oração por eles iniciada responder à pergunta "Qual é a coisa que…?". a substituição pelo tipo (conjunção típica) só é possível se forem devolvidas ao início da oração.

viva!. ah!. quando a preposição estiver antes do verbo. olá!. viva!. Causal. quando a preposição puder ser substituída por "uma vez que". As interjeições podem ser classificados de acordo com o sentimento que traduzem. Interjeição As interjeições são palavras invariáveis que exprimem estados emocionais. que bom! Saudação: oi!. salve!. gol!. eh! .2010 Explicativa. ou mais abragentemente: sensações e estados de espírito. servem como auxiliador expressivo para o interlocutor. adeus!. oh!. alô! . Conclusiva. ou mesmo. Segue alguns exemplos para cada emoção: Alegria: oba!. já que permite a ele a adoção de um comportamento que pode dispensar estruturas linguísticas mais elaboradas. quando a preposição estiver depois do verbo. uhu!.

uau!. diabo!. uf!. horra!. arre! Animação. firme!.Alívio: ufa!.terror: credo!. chi!. eh! Medo. queira deus!. olá!. hem!. oh!. apelo: alô!. pudera! Dor: ai! ui! Espanto. surpresa. puxa!. oh!. vamos!. eia! Aprovação. avante!. raios!. ui! Outros exemplos que não representam emoções: Ordem: silêncio! alto! basta! chega! quietos! Derivados do inglês: yes! ok! . socorro!. uh!. ainda bem!. céus!. estímulo: coragem!. admiração: ah!. caramba!. ih!. chamamento. oxalá!. psiu!. viva!. putz!. ué!. nossa! (francês: oh lala) Impaciência: hum!. muito bem! Desejo: tomara!. aplauso: bravo!. gente!. bis!. puxa!. uai!. ei!. ah!. cruzes! uh!. pô! Invocação.

vamos! g) apelo: alô!. pst!. adiante!.2010 Os principais tipos de interjeição são aqueles que exprimem: a) afogentamento: arreda! . parabéns! i) agradecimento: graças a Deus!. hei!. olé!. avante!.sai! . psiu!. avante!. bravo!. fiufiu!.passa! . hup!. alto lá!. isso!. eia!. upa!. apoiado!. obrigado!. . agradecido! j) chamamento: Alô!.rua! -toca! . cuidado!. viva!. olha!. olá!. obrigada!.fora! . olá!. eia! c) advertência: alerta!. olá!. coragem!. também! f) animação: coragem!.xô pra lá! b) alegria ou admiração: oh!. Fogo! d) admiração: puxa! e) alívio: ufa!. muito bem!. socorro! k) estímulo: ânimo!. hurra!. ah!. bem!. eia!. arre!. calma!. ó! h) aplauso: bis!. eta!.roda! .xô! .

vamos! l) desculpa: perdão! m) desejo: oh!. viva!. tomara!. olá! s) espanto: uai!. caramba!. ô. toca!. queira Deus!. n) despedida: adeus!. puxa!. xi!. pudera!. adeus!. tchau! o) dor: ai!. ora viva!. ui!. hum!. v) saudade: ah!. força!. bai-bai!. opa!. ai de mim! p) dúvida: hum! Hem! q) cessação: basta!. ué!. oxalá!. nossa!. barbaridade!.firme!. para! r) invocação: alô!. quem me dera!. poxa!. olá!. oh! . hi!. raios! u) saudação: ave!. oh!. terremoto!. t) impaciência: arre!. salve!. ali!. até logo!. upa!. quê!. Virgem!. ih!. barrabás!.

caracterizando-se como uma estrutura à parte.2010 w) silêncio: psiu!. fogo!. se Deus quiser! Macacos me mordam! A interjeição é considerada palavra-frase. uh!. psit! x) suspensão: alto!. que medo!. Jesus!. silêncio!. Não desempenha função sintática. Quando a interjeição é expressa por mais de um vocábulo. caluda!. ui!. recebe o nome de locução interjetiva. puxa vida!. alto lá! y) terror: credo!. barbaridade! z) interrogação: hei!… A compreensão de uma interjeição depende da análise do contexto em que ela aparece. Ora bolas!. cruz credo!. cruzes!. . psiu! (bem demorado). valha-me Deus!.

não tendo reconhecido o contributo fundamental de Frege. Algumas delas podem ser vistas abaixo: Sintaxe de período simples: • Sujeito . No século XIX a filologia dedicou-se sobretudo à investigação nas áreas da fonologia e morfologia. Os primeiros passos da tradição européia no estudo da sintaxe foram dados pelos antigos gregos. Deste trabalho fundador. tendo em vista especificar a sua estrutura interna e funcionamento.Período simples: funções sintáticas A sintaxe é o ramo da linguística que estuda os processos generativos ou combinatórios das frases das línguas naturais. começando com Aristóteles. bem como a sintaxe formal. propondo uma divisão da frase em função e argumento. que só em meados do século XX foi verdadeiramente apreciado. que foi o primeiro a dividir a frase em sujeitos e predicados. Um segundo contributo fundamental deve-se a Frege que critica a análise aristotélica. deriva toda a lógica formal contemporânea. Há várias funções sintáticas.

responsável por realizar ou sofrer uma .Em análise sintática. o sujeito é um dos termos essenciais da oração.2010 • Predicado Verbo de ligação Complemento nominal Verbo intransitivo Verbo transitivo direto Verbo transitivo indireto Verbo transitivo direto e indireto Objeto direto Aposto Objeto indireto Predicativo do sujeito Predicativo do objeto • • • • • • • • • • • Sujeito .

. . Nós vamos ao teatro. o sujeito rege a terminação verbal em número e pessoa e é marcado pelo caso reto quando são usados os pronomes pessoais. frequentemente o sujeito da voz ativa é o constituinte da oração que designa o ser que pratica a ação e o da voz passiva é o que sofre suas consequências. Para os verbos que denotam ação.Os pássaros voam. vamos é uma forma do verbo "ir" da primeira pessoa do plural que concorda com o sujeito nós. O menino brinca. • . Segundo Bechara. Exemplos • O pássaro voa. Sob outra tradição.ação ou estado. "É o termo da oração que indica a pessoa ou a coisa de que afirmamos ou negamos uma ação ou qualidade".Os meninos brincam. As regras de regência do sujeito sobre o verbo são denominadas concordância verbal. Em português. toda oração pode ser dividida em dois constituintes principais: o sujeito e o predicado. Segundo uma tradição iniciada por Aristóteles. o sujeito (psicológico) é o constituinte do qual se diz alguma coisa. Na frase.

o livro é o sujeito da frase. "Maçã" . por causa da ordem. Logo. o menino é o sujeito da frase.Sujeito.o sujeito simples tem um núcleo. "O que João come?" .Perceba o predicado vem depois. .Perceba que o verbo vem primeiro. • "O menino brinca. Um jeito de diferenciá-lo de objeto é o seguinte: • "João come maçã" "Quem come maçã?" . O livro é bom." O que é que é bom? O livro. • • "João" .Os livros são bons. . • "O livro é bom." Quem é que brinca? O menino. • Didaticamente. esta resposta será o sujeito.Objeto. por causa da ordem.2010 • Pedro saiu cedo. Logo.Os jovens saíram. • • . fazemos uma pergunta para o verbo: Quem é que? ou Que é que? ― e teremos a resposta.

composto. Aumentar o número de características a ele atribuídas não o torna composto.Lembre-se: Sempre que te pedirem para indicar o sujeito é só fazer uma perguntinha básica: "Quem?" e você terá o sujeito na resposta. segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). Tipos de sujeito O sujeito pode ser. desinencial ou implícito e inexistente. Exemplos de sujeito simples (o sujeito está em itálico): Obs: o verbo concorda com o sujeito. Portanto a empresa é o sujeito. classificado em simples. Por exemplo: "A empresa fornecia comida aos trabalhadores". indeterminado. Agora façamos a pergunta . temos o que se convencionou chamar de oração sem sujeito. .A empresa. seja ele anteposto ou posposto. Nesse último caso. Sujeito simples É o sujeito que tem apenas um núcleo representativo."Quem fornecia comida aos trabalhadores?" .

A pequena criança parecia feliz com seu novo • brinquedo. Saiu Bruno e Paulo. • Note que. • O sujeito também pode vir depois do verbo: • Saíram Bruno e Paulo. • Paula e Carla fizeram compras no sábado. Paulo e o amigo Bruno sairam para almoçar.2010 • Maria é uma garota bonita. escrito na oração. • • Sujeito composto É aquele que apresenta mais de um núcleo representativo. o verbo "saiu" concorda com o . • João é astuto. no segundo caso. A bola é azul. Eu sou uma garota doce.

desinencial. oculto ou elíptico Sujeito desinencial é aquele que não vem expresso na oração. leia sempre! (sujeito oculto: "você"Leia "você" sempre) • Querido candidato. mais próximo a ele. fico feliz com seu sucesso! (sujeito oculto "eu" ."eu" fico feliz com seu sucesso) . Quem bateu a porta? Perguntaste mesmo isso a professora? Obs: Não confundir Vocativo (expressão de • • chamamento) com sujeito. Ex: • Querido aluno. chamase concordância atrativa. • Fechei a porta. mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo. Isso é permitido apenas quando o sujeito composto está posposto ao verbo. Sujeito subentendido. implícito.sujeito "Bruno".

Obs. por questões técnico-formais e linguisticogramaticais. coloca-se entre parênteses da seguinte forma: (Nós)= sujeito simples desinencial. elíptico ou implícito não equivale a classificar o sujeito. para indicar o sujeito simples subentendido na forma verbal. para indicar que o sujeito se encontra elíptico usa a forma pronominal reta equivalente à pessoa verbal entre parênteses. Entretanto. são apenas três: simples. No mais. E na frase Perguntaste mesmo isso ao professor?.: As classificações do sujeito.2010 Apesar do sujeito não estar expresso. que pode passar a ideia de elipse do sujeito ou sua indeterminação. pois o sujeito simples está explícito e é o pronome interrogativo Quem. . a classificação Sujeito Oculto foi abolida. mas somente determinar a forma como o sujeito simples se apresenta dentro da estrutura sintática. na estrutura sintática: "Choramos todos os dias". pode ser identificado na oração: Fechei a porta Eu. situação na qual. passando a denominar-se Sujeito Simples Desinencial. cuidado para não criar confusão com a segunda frase. Assim. uma vez que se pode determiná-lo através dos morfemas lexicais terminativos das formas verbais. o identificado é Tu. em Língua Portuguesa. composto e indeterminado. Dar o nome de Sujeito desinencial.

Podemos dizer que o sujeito é indeterminado quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada. • • • • b. • Dizem que eles não vão bem. O verbo se encontra na 3ª pessoa do plural. Estão chamando o rapaz Falam de tudo e de todos. mais a partícula se. . Aparecerá a ação. mas não há como dizer quem a pratica ou praticou. Com um Verbo Transitivo Indireto. ou por se desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse no seu conhecimento.Sujeito indeterminado Sujeito indeterminado é o que não se nomeia ou por não se querer ou por não se saber fazê-lo. Falaram por aí Disseram que ele morreu. somente na terceira pessoa do singular. Há três maneiras de identificar um sujeito indeterminado: a.

(Quem vende. compra alguma coisa → verbo transitivo direto) • Vende-se casa. a partícula "se" exerce a função de partícula apassivadora e a frase se encontra na voz passiva sintética. (Quem necessita. pois não se pode dizer quem precisa ou quem necessita. teremos: • Carros são comprados (sujeito: "Carros"). precisa de alguma coisa → verbo transitivo indireto) • Necessita-se de amigos.2010 • Precisa-se de livros. (Quem compra. Casa é vendida (sujeito: "Casa"). (Quem precisa. vende alguma coisa → verbo transitivo direto) Não se caracteriza sujeito indeterminado. necessita de alguma coisa → verbo transitivo indireto) A palavra se é um índice de indeterminação do sujeito. • . pois nos casos de VTD. Cuidado! Caso você encontre frases com Verbo Transitivo Direto: • Compram-se carros. Transpondo as frases para a voz passiva analítica.

c. • Orações sem sujeito. trovejar. Aqui se dorme muito bem. índice de indeterminação do sujeito. da classificação do sujeito. tais como anoitecer. Com os verbos que indicam fenômenos da natureza. ou este é nulo. nevar. • Vive-se feliz. mais a palavra se. Com um Verbo Intransitivo. relampejar. A língua desconhece a existência de sujeito de tais verbos. • . aqui. mas da oração enquanto estrutura linguística desprovida de sujeito. chover. somente na terceira pessoa do singular. ventar • Trovejou muito. Há verbos que não têm sujeito. formalmente. sobretudo os seguintes: 1. sujeito inexistente Observação: Dar o nome de Oração sem sujeito' (OSS) não se constitui. Neva no sul do país. Uma oração é sem sujeito quando o verbo está na terceira pessoa do singular. escurecer.

Com os verbos fazer. haver e estar indicando tempo. Há homens no mar. • • 2.2010 • Anoitece tarde no verão. Ventou bastante ontem em Vila Velha no Espirito Santo. • • . • Ainda há amigos. Faz calor terrível no verão. Há bons livros na livraria. Chove muito no Amazonas. Há gente ali. significando existir ou acontecer. Faz dez anos que não o vejo. Haverá aulas amanhã. Com o verbo haver. • Está quente esta noite. Houve um grave incidente no meu apartamento. • • • • • 3.

Foi em janeiro. É tarde. a qual é própria de substantivos. vir e passar indicando tempo. Era uma vez. • • • 5. • Observação importante: existem advérbios que exercem claramente a função sintática de sujeito. • Já passa de um ano…. Com os verbos ir. • Amanhã é feriado nacional. • Era em Londres.• Está na hora do recreio. (O dia de amanhã…) Aqui já é Vitória (Este lugar…) Hoje é dia de festa. 4. (O dia de hoje…) • • . Já passa das cinco horas. Com o verbo ser indicando tempo.

Ele sempre concorda em número e pessoa com o sujeito. o verbo do predicado fica na forma impessoal. Há verbos que expressam ação (chamados de significativos). virtude. (Esta hora…) Predicado . O núcleo do predicado pode ser um verbo significativo.2010 • Agora já é noite avançada. dote.: "Seu trabalho tem uma ligação muito forte com a psicanálise. Aquilo que numa preposição se enuncia acerca do sujeito. São eles: . Quando é um caso de oração sem sujeito. O que é predicado? É tudo aquilo que se informa sobre o sujeito e é estruturado em torno de um verbo. 3ª pessoa do singular. Significado de predicado: qualidade. é tudo aquilo que se diz ou o que se declara sobre o sujeito. prenda. Ex. característica. um nome ou ambos.o predicado é um dos termos essenciais da oração.

Tipos de Predicado O predicado pode ser subdividido em Predicado nominal. Predicado Verbal Possui um verbo significativo. O predicado verbal não pode ser retirado. também denominado de verbo de ação. verbal ou verbo-nominal (também escrito verbonominal). . ou seja: verbo que exprime acção.• Verbo transitivo direto Verbo transitivo indireto Verbo transitivo direto e indireto Verbo intransitivo • • • Há verbos que expressam estado e que são chamados de verbos de ligação. • O ministro do Sítio anunciará um pacote de reajuste de impostos.porque faz falta na frase. que possuem as mesmas características para um predicado nominal).

de predicativo do sujeito. denominado. baseando-se em justificativas infundadas. sintaticamente. normalmente. Caso fosse "foi" do verbo "ser".: "João foi um aluno esperto") Predicado Nominal Possui por núcleo um sintagma nominal (substantivo ou. também chamado de verbo nãosignificativo (uma vez que não expressa acção) ou de verbo relacional. Ex. • Franco-Dousha é o mais novo fórum lingüístico da atualidade. Portanto. (Nota-se que na última o verbo "foi" está relacionado ao verbo "ir" e não ao verbo "ser".2010 • O professor de informática bloqueou o acesso dos alunos ao msn. . • João foi à Escola de carro. • O acesso à internet banda larga está cada vez mais ao alcance da classe média urbana. o sujeito efetuou uma acção. ele assumiria o papel de verbo de ligação. Integra esse termo da oração um verbo de ligação. adjetivo). • Bush invadiu o Iraque.

verbo intransitivo). e um predicativo do sujeito (alegres). Estrutura do Predicado Verbo-Nominal O predicado verbo-nominal pode ser formado de: 1 . que indica uma ação praticada pelo sujeito. Estavam alegres. Veja: Os alunos saíram da aula.• Estou com uma Vontade louca de comer bombom! Chico está doente. • • Predicado Verbo Nominal Os alunos saíram da aula alegres. O predicado é verbo-nominal porque seus núcleos são um verbo (saíram . É importante observar que o predicado dessa oração poderia ser desdobrado em dois outros.Verbo Intransitivo(não transita entre substantivos) + Predicativo do Sujeito . que indica o estado do sujeito no momento em que se desenvolve o processo verbal. um verbal e um nominal. Carlos Drummond de Andrade é um poeta notável.

basta passar a oração para voz passiva. Veja: Voz Ativa: As mulheres julgam os homens insensíveis. Verbo Significativo Predicativo do Objeto .2010 Por Exemplo: Joana partiu contente. Sujeito Verbo Transitivo Objeto Direto Predicativo do Objeto 3 . Sujeito Verbo Transitivo Predicativo do Sujeito Objeto Direto Saiba que: Para perceber como os verbos participam da relação entre o objeto direto e seu predicativo.Verbo Transitivo + Predicativo do Sujeito + Objeto Por Exemplo: Os alunos cantaram emocionados aquela canção.Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Objeto Por Exemplo: A despedida deixou a mãe aflita. Sujeito Verbo Significativo Objeto Direto Predicativo do Objeto Voz Passiva: Os homens são julgados insensíveis pelas mulheres. Sujeito Verbo Intransitivo Predicativo do Sujeito 2 .

Isso implica dizer que a noção de predicado só se mostra importante para a caracterização das palavras em termos sintáticos. o segmento lingüístico onde se estabelece a concordância verbal com outro termo essencial da oração – o sujeito. Por exemplo: Todos o chamam de irresponsável. vem precedido de preposição. Ocorre predicativo do objeto indireto com o verbo chamar. Essa relação se evidencia quando passamos a oração para a voz passiva. sintaticamente. portanto.) O papel do Predicado na Gramática Assim como o sujeito. de definir o predicado como "aquilo que se diz do sujeito" como o faz gramática tradicional.O verbo julgar relaciona o complemento (os homens) com o predicativo (insensíveis). mas. Assim. Chamou-lhe ingrato. estabelecer a importância do fenômeno da concordância . (Chamou a ele ingrato. fruto de uma análise sintática. Nesse sentido. o predicado revela-se. sim. por isso. o predicado é um segmento extraído da estrutura interna das orações sendo. Observação: o predicativo do objeto normalmente se refere ao objeto direto. Não se trata.

prova disso é a existência da Oração sem Sujeito (OSS) constituída apenas de predicado. um termo essencial da oração. o mesmo não se pode afirmar quanto ao sujeito que. de fato não o é. verdadeiramente. embora seja classificado pela NGB (Nomenclatura Gramatical Brasileira) como termo essencial.2010 entre esses dois termos oracionais. Imperioso frisar: ainda que. Verbos de ligação • Ser Estar Continuar Andar Parecer • • • • .o sujeito e o predicativo. uma vez que não há oração que não o possua. e faz a ligação entre dois termos . somente o predicado seja. na realidade.Verbo de ligação (ou cópula) é aquele verbo que não indica ação. Verbo de Ligação .

. que completa o sentido de . que completa o sentido de um nome.. Complemento nominal é a parte paciente. classificada como "subordinada substantiva completiva nominal".adjetivo).) é um complemento nominal. Outros exemplos: "Faz tempo que não tenho notícia de Joaquim" "Sou favorável à sua promoção". O complemento nominal pode ser até uma oração. etc.e favorável . da escola. podendo ser representada.• Permanecer Ficar • verbo de ligação liga o sujeito ao predicado Complemento nominal. da família. porque completa o sentido de um nome (à disposição). referente a substantivo. é um termo integrante. em análise sintática. Os termos assinalados completam o sentido de nomes (notícia substantivo . "Tenho esperança de que seus planos dêem certo". da Justiça." A pergunta inevitável é: de que? ou de quem ? A resposta (da empresa. adjetivo e advérbio. Exemplo: "Dimi ficou à disposição.

por outras palavras. e "das dívidas" é o complemento nominal. advérbio ou expressão ou oração. a preposição "de"). Repare que esse tipo de oração é sempre introduzido por uma preposição. as "dívidas" estão sendo o ALVO do pagamento. Ex. se eles exigem ou não complemento e qual tipo de . devemos saber que o termo preposicionado para ser complemento nominal terá que estar ligado a um substantivo abstrato que seja o receptor. A oração subordinada completa o sentido do substantivo esperança. o complemento nominal completa o sentido da frase. o alvo da ação. clara ou subentendida (no exemplo. O complemento nominal pode ser substantivo. E também.2010 um substantivo. Predicado Verbal .A predicação verbal trata do modo pelo qual os verbos formam o predicado. pois precisa de algo para existir. Como o próprio nome já diz. adjetivo. No exemplo dado acima "pagamento" é um substantivo abstrato.: " Está difícil o pagamento das dívidas " das dívidas completa o sentido da frase. pois as "dívidas" é o agente receptor/alvo da ação. adjetivo ou advérbio da oração subordinante: "Tenho esperança de que ele venha". para finalizar.

Neste último caso. se retirarmos o complemento. Exemplos: • Eu preciso de um lápis. Quando esse complemento vem acompanhado de uma preposição. ao Trata-se do sem complemento direto que liga-se predicado preposição e do complemento indireto que se liga ao predicado com preposição. . Caso contrário não possui sentido pleno. O verbo precisar não faz sentido sozinho.complemento que necessitam. O verbo transitivo é o verbo que não se constitui por si só. ele precisa de um complemento. Surge-nos então a seguinte pergunta: Precisa de quê? Se respondermos: Precisa de um lápis. logo a resposta completa fornece-nos o transitivo. necessita de um complemento. ele é chamado de objeto indireto: • Eu gosto de leite com chocolate. Verbos transitivos Verbos transitivos são aqueles em que a ação "transita" ou passa do verbo para outro elemento. obtemos o transitivo. ficamos apenas com: Eu preciso.

etc. encontrar. Verbos de ligação Tratando-se de verbos de ligação. • Ofereceram o cargo ao deputado. o predicado é nominal e o núcleo do predicado é a característica desse predicado. permanecer. achar. continuar. tornar-se. ficar. quando o complemento preposição. Quando o verbo indica uma ação. vozes de animais ou fenômenos da natureza. ele é chamado de objeto direto: • Eu ganhei dois presentes. o predicado é verbal e o núcleo do predicado é o verbo. estar. andar. vem sem a Por outro lado. parecer. Os verbos de ligação são: ser. O meu pai comprou uma bicicleta • E quando a oração tem as duas formas verbais. ou seja. viver. quando não tem a preposição e depois tem a preposição é objeto direto e indireto. Exemplo: .2010 • Dona Maria saiu do trabalho.

condição. Definem-se os verbos tradicionalmente como as palavras que indicam ação. Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. sendo a outra o substantivo. • O passarinho estava triste pela manhã. nominal ou verbo-nominal. É o verbo que determina o tipo do predicado. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma. e o núcleo do predicado não é o verbo. estado ou fenômeno da natureza. estar. ou seus equivalentes citados acima. Podem . estado) ao sujeito.• Os canteiros estavam floridos Em orações desse tipo podem aparecer os verbos de ligação ser. que pode ser predicado verbal. O verbo pode designar ação. estado ou fenômeno da natureza. o substantivo "passarinho" é o núcleo do sujeito e "estava triste" um predicado nominal. mas sim o adjetivo que atribui uma característica (qualidade. Pela simples função de ligar uma característica ao sujeito da oração os verbos de ligação têm esse nome. já que "estava" é um verbo de ligação. Nesse caso.

• Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias. anoitecer. nadar. haver (no sentido de existência) etc. Ou ainda transitivo direto e indireto. portanto. • Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos. Exemplos: chover.2010 ser divididos das seguintes formas e verbos não são apenas ações. • Verbos de ligação: São os verbos que não . são também usado para ligar o sujeito do predicativo: Quanto à semântica • Verbos transitivos: Designam ações voluntárias. ou transitivo indireto. exigindo um ou mais objetos na ação.Podendo ser transitivo direto. quando não exigir preposição depois do verbo. causadas por um ou mais indivíduos. não têm sujeito nem objeto na oração. existir. voar etc. Exemplos: andar. quando exigir preposição depois do verbo. e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa. nevar. Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e.

decorrente de sua forma do português arcaico poer. andar. fugir. ficar. antepor. Quanto à conjugação • Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar. . vinda do latina ponere. apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo. O verbo anômalo pôr (único com o tema em o).designam ações.. etc.. virar etc. parecer. supor. depor. com seus compostos (compor. cair. • Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir. etc. poder etc. iludir. cortar. relatar. também é considerado da segunda conjugação devido à sua conjugação já antes realizada (Ex: fizeste. abrir . • Verbos da segunda conjugação: são os verbos terminados em er: receber.). continuar. puseste). viver. Exemplos: ser. conter. permanecer. estar. tornar-se. transpor. etc.

"eu cabo".2010 Quanto à morfologia • Verbos regulares: Flexiona sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem. caber. "eu meço". • Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou . Exemplos: resfolegar. medir ("eu resfolgo". O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo. "ele tinha". ser. "eu tesse"). "eu sou". e não "eu io". "ele iu". Exemplos: ir. "eu tivesse". "eu sejo". "tu sês". "tu és". tendo modificações no radical e nas terminações. • Verbos irregulares: Sofrem modificações em relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem. sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. o Verbos anômalos: Entre os irregulares se destacam os anômalos. "eu medo"). etc. partir. "ele foi". ter ("eu vou". vender. "eu caibo". e não "eu resfolego". São verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence. "ele tia". Exemplos: amar.

mais formas conjugadas. Exemplo: precaver - não existe a forma "precavenha".

Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. Exemplos: encher - enchido, cheio; fixar - fixado, fixo; fazer faz, faça; dizer - diz, diga; trazer - traz, traga.

Flexão Os verbos têm as seguintes categorias de flexão:

Número: singular e plural. Pessoa: primeira (transmissor), segunda

(receptor), terceira (mensagem).

Modo: indicativo,subjuntivo e imperativo, alem das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio).

Tempo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.

Voz:

ativa,

passiva

(analítica

ou

sintética),

reflexiva.

2010

Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação. Ele sempre fica na frente da frase. Ex : Os alunos resolveram todas questões. Passiva : O sujeito recebe a ação.Ele sempre fica no final da frase. Ex : Todas questões foram resolvidas pelos alunos. Reflexiva : O sujeito faz e também recebe a ação. Ex: Ana se cortou ou se machucou.

Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido de um verbo transitivo direto. O objeto direto liga-se ao verbo sem o auxílio de uma preposição. Indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação. Identificamos o Objeto direto quando perguntamos ao verbo: "quem" ou "o quê". Exemplos

Vós admirais os companheiros. - Perguntamos, Vós

admirais o quê? A resposta é 'os companheiros', que é o objeto direto.

Nós amamos o cabelo da Juliana Goes. - Perguntamos: nós amamos quem? A resposta é 'o cabelo da Juliana Goes', que é o objeto direto da oração.

Maria vendia doces. - Perguntamos: Maria vendia o quê? A resposta é 'doces', que é o objeto direto.

Ivano ama Hortência. - Perguntamos: Ivano ama quem? A resposta é 'Hortência', que é o objeto direto.

Objeto direto preposicionado Há casos, no entanto, que um verbo transitivo direto aparece seguido de preposição, que, por sua vez, precede o objeto direto. Nesses casos temos o chamado objeto direto preposicionado.

Ex: Vós tomais do vinho. -Esta construção se faz da contração de termos como: Vós tomais "parte" do vinho

O objeto direto é obrigatoriamente preposicionado quando expresso:

por pronome pessoal oblíquo tônico;

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pelo pronome relativo "quem", de antecedente claro; por pronome átono e substantivo coordenados.

Objeto indireto O objeto indireto é o termo da oração que completa um verbo transitivo indireto, sendo obrigatoriamente precedido de preposição. Identificamos o Objeto indireto, quando perguntamos ao verbo: "a quem" ou "a quê". A resposta será o Objeto indireto. Objeto indireto reflexivo O objeto indireto reflexivo é o objeto indireto que indica a reflexão da ação do sujeito. Exemplo:

O dono da casa deu-se o prazer de uma torta. Quero abraçar-lhe meu amigo

Exemplos

Fernanda

obedece

aos

pais.(Fernanda

obedece

a

quem? Resposta: aos pais, Objeto Indireto.)

Mariana obedeceu a sua avó(Mariana obedeceu a quem? Resposta: a sua avó, Objeto Indireto.)

Maria obedeceu a sua tia (Maria obedeceu a quem? Resposta: a sua tia, Objeto Indireto.)

João respeita aos pais.(João respeita a quem? Resposta: aos pais, Objeto Indireto.)

Pedro obedeceu a Henrique(Pedro obedeceu a quem? Resposta: a Henrique, Objeto Indireto.)

Aposto é um termo acessório da oração que se liga a um substantivo, tal como o adjunto adnominal, mas que, no entanto sempre aparecerá com a função de explicá-lo, aparecendo de forma isolada, ora entre vírgulas, ora separado por uma única vírgula no início ou no final de uma oração ou ainda por dois pontos. Existem sete tipos de aposto: O aposto explicativo, o aposto

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enumerativo, o aposto especificativo, o aposto distributivo, aposto oracional, aposto comparativo e o aposto recapitulativo (resumidor). Na norma culta é permitido utilizar qualquer um dos apostos também entre parênteses ou entre dois travessões e outros tipos de adjunto. Aposto explicativo É aquele que explica o termo do estudado. É acompanhado por vírgulas. Exemplo:

Hagar, o terrível. A menina que encontramos, Helena, estava triste. A morte, angústia de quem vive

jeiel Aposto enumerativo É aquele utilizado para enumerar dados relacionados ao termo fundamental. Exemplo:

Sergio possui 4 filhas: Carol, Stefanie, Janaína e

A cidade de São Paulo é muito famosa. há uma ideia de igualdade de termos.Vitória. • Tenho três amigos: José. Geralmente. Não é acompanhado de vírgulas. Aposto especificativo É aquele que especifica o termo a que se refere. no entanto. utilizado com ponto e vírgula. No aposto especificativo. ou seja. Aposto distributivo É aquele que distribui as informações de termos separadamente. o que não ocorre em As ruas de São Paulo (paulistanas). "A cidade" = "São Paulo". . • Observe. Exemplo: • A melhor praia de Salvador é a de São Tomé. Antônio e Marcos. a diferença entre As ruas de São Paulo (Adjunto adnominal) e A cidade de São Paulo (Aposto especificativo).

. • Aposto Recapitulativo (resumidor) É o aposto que recapitula toda a oração. nada o impediu de cumprir sua missão. acordar de noite. e aquele. tudo exige paciência. Exemplo: • Trocar fraldas. Exemplo: • Desejo uma única coisa: que plantem novas árvores.2010 Exemplo: • Henrique e Núbia moram no mesmo país. amamentar. na cidade de Lisboa. limpar o nariz. chuva. • Vento. está na cidade do Porto. Aposto oracional É o aposto que possui um verbo. neve. Ele me disse apenas isso: a nossa sociedade acabou.

de que isso vai acabar bem. Exemplos • "Tenho certeza. rapazes!" "Rogério. venha cá." "Ide lá. que tem como função chamar alguém ou alguma coisa personificada. pois não se liga ao verbo nem ao nome. é sempre uma ameaça à estabilidade econômica do país. Não faz parte do sujeito nem do predicado. • A inflação. amigos. A função do vocativo é chamar ou interpelar o elemento a que se está dirigindo.Geralmente entre vírgulas. o vocativo é um termo de natureza exclamativa. Vocativo Dentro da sintaxe. É o único termo isolado dentro da oração. É marcado por sinal de pontuação e admite anteposição de interjeição de chamamento.Aposto Comparativo É o aposto que compara. que parece um monstro devorador dos salários." • • .

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"Sylvie, vamos logo!" "Ana, saia daí!" "Francesco,olhe aqui!" "Deus, tenha piedade de nós!"

Predicativo do Sujeito Na Gramática, Predicativo é o termo da oração que atribui uma característica, uma propriedade, um estado ao sujeito. Alguns verbos não têm (ou perdem, em certos contextos) uma significação definida, no sentido de que não exprimem ações ou processos suscetíveis de serem atribuídos a algo. Tais verbos contêm um significado puramente gramatical. Limitam-se a transmitir a idéia em referência a um estado permanente (parecer), (ser), um de estado estado transitório (ficar, vir) e (estar), outras permanência de estado (continuar), aparência de estado mudança semelhantes. Desse modo, estes verbos necessitam de um complemento

especial que atribua ao predicado um verdadeiro sentido, que permite exprimir efetivamente um estado ou qualidade atribuíveis ao sujeito. "Ser" é o único verbo que é usado quase exclusivamente como copulativo. Praticamente, só na linguagem filosófica é utilizado como verbo intransitivo, assumindo o significado de "existir" (O ser é; o não ser não é.). No entanto, vários verbos significativos podem assumir valor copulativo, como é o caso dos já referidos estar, ficar, andar, permanecer, continuar, parecer, vir. Predicativo do sujeito é, portanto, o nome ou expressão equivalente que se associa a um verbo copulativo para lhe atribuir sentido. É o termo que indica uma qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto direto ou do objeto indireto. No predicado nominal sempre existe predicativo do sujeito. No predicado verbo-nominal, sempre existe predicativo do sujeito ou do objeto direto o do objeto indireto. Exemplos:

Ele está triste. Predicativo do sujeito: triste.

Os alunos são inteligentes.

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Predicativo do sujeito: inteligentes.

O trem está quebrado. Predicativo do sujeito: quebrado.

Nomeei José o meu secretário. Predicativo do objeto direto: o meu secretário.

Chamei-o de ladrão. Predicativo do objeto direto: ladrão.

O predicativo pode ser:

a) do sujeito; b) do objeto direto; c) do objeto indireto.

Notas 1. no predicado nominal, o predicativo é o termo mais importante no que se refere ao predicado; 2. com o verbo chamar pode aparecer um predicativo referente ao objeto indireto e ao objeto direto;

3. só existe predicativo do objeto indireto com o verbo chamar; 4. o predicativo do objeto direto ou do objeto indireto "pode" aparecer precedido de preposição; 5. quando não houver possibilidade de se encontrar um predicativo em orações onde aparecem verbos de ligação, estes verbos passam a ter um conteúdo significativo e constituirão predicados verbais; 6. o predicado é o termo da oração que atribui uma característica, uma propriedade, um estado ao sujeito; indica uma qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto direto ou objeto indireto; 7. só existe predicativo do objeto direto e indireto no verbo falar. Outros exemplos

O

menino

é

inteligente

---

predicativo

do

sujeito :inteligente.

António Guterres é primeiro-ministro.

Esquematicamente, temos:

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Oração (Ântonio Guterres é primeiro-ministro) Sujeito + Predicado nominal (Ântonio Guterres + é primeiro-ministro)

Sujeito + Verbo copulativo + Predicativo do sujeito (Ântonio Guterres + é + 'primeiro-ministro)

Representação do predicativo do sujeito — O predicativo do sujeito pode ser representado por um nome ou sintagma nominal, como no exemplo acima, ou

por um adjetivo: O Miguel é inteligente. por um pronome: A minha casa é 'aquela. por um numeral: As partes do corpo humano são três. por um advérbio: Estou bem. por uma oração completa: Amar é saber pedir perdão. Oração com predicativo: (Para mim, é falta de fé.)

Predicativo do objeto O predicativo do objeto é o elemento do predicado que se refere ao objeto. Exemplo:

Os adultos consideram as crianças sapecas

No exemplo acima, as crianças sapecas é o objeto direto e sapecas é o predicativo do objeto (pois elas são sapecas)

2010 Concordância nominal e verbal Concordância Nominal A Concordância e Nominal seus quanto é o ao acordo gênero entre o nome ou (substantivo) numeral. Exemplo: Eu não sou mais um na multidão capitalista. O pronome possessivo “minha” está no gênero feminino e concorda com o substantivo. pronome. de acordo com a análise da oração. . o termo “na” é a junção da preposição “em” com o artigo “a” e. adjetivo) (masculino feminino) e o número (plural ou singular). portanto. O adjetivo (singular). o qual é núcleo do sujeito “Minha casa”. ao mesmo tempo em que o adjetivo “capitalista” também faz referência ao substantivo e concorda em gênero (feminino) e número Vejamos mais exemplos: Minha casa é extraordinária. concorda com o substantivo feminino multidão. Temos o substantivo “casa”. modificadores (artigo. Observe que.

Então temos por regra geral da concordância nominal que os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem concordar com o mesmo em gênero . já que “dois” e “fortes” estão no gênero masculino e no plural. com análise bem detalhada: Dois cavalos fortes venceram a competição. o substantivo “cavalos” está no masculino e no plural e a concordância dos modificadores está correta.“extraordinária”. Primeiro. de acordo com a norma culta. o qual é predicativo do sujeito (trata-se de uma oração com complemento conectado ao sujeito por um verbo de ligação). Observe que o numeral “dois” está no plural porque indica uma quantidade maior do que “um”. Nesse caso. Esses termos que fazem relação com o substantivo na concordância nominal devem. Para finalizar. veremos mais um exemplo. Os termos modificadores do substantivo “cavalos” são: o numeral “Dois” e o adjetivo “fortes”. concordar em gênero e número com o mesmo. verificamos qual é o substantivo da oração acima: cavalos. também concorda com o substantivo “casa” em gênero (feminino) e número (singular).

Importante: Localize na oração o substantivo primeiramente. Após a constatação do substantivo. (correta) O sujeito “eles” está na 3ª pessoa do plural e exige um verbo no plural. . Eles estão muito bem. observe o seu gênero e o número. Observe: 1. Essa constatação deixa a primeira oração incorreta e a segunda correta. como foi feito no último exemplo. para que a linguagem seja clara e a escrita esteja de acordo com as normas vigentes da gramática. (incorreta) 2. Eles está muito bem.2010 e número. Concordância Verbal O verbo de uma oração deve concordar em número e pessoa com o sujeito. Os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem estar em concordância de gênero e número com o nome (substantivo).

devemos observar quem é o sujeito da frase. podendo ser simples. Vejamos: 1.Primeiramente. o qual concorda em pessoa (3ª pessoa) e número (singular) com o verbo “é”. portanto. Já na segunda temos um período formado por duas orações: “Eu disse” que “eles foram à minha casa ontem”. Lembre-se que período é a frase que possui uma ou mais orações. Temos na primeira oração um sujeito simples “Ela”. o verbo estará no plural. bem como analisar se ele é simples ou se é composto. portanto. Eu disse que eles foram à minha casa ontem. bem como “eles” e o verbo “foram” (3ª pessoa do plural). a concordância será mais direta. ou então composto quando possuir mais de um verbo. Joana e Mariana saíram logo pela manhã. Sujeito simples é aquele que possui um só núcleo e. 2. Vejamos: 1. “Eu” está em concordância em pessoa e número com o verbo “disse” (1ª pessoa do singular). Ela é minha melhor amiga. . quando possui um verbo. Sujeito composto é aquele que possui mais de um núcleo e.

Cachorros e gatos são animais muito obedientes. O mesmo acontece na segunda oração: o sujeito composto “cachorros e gatos” é substituído pelo pronome “eles”. como na oração em análise: saíram. exige um verbo que concorde em número e pessoa.2010 2. Na primeira oração o sujeito é composto de dois núcleos (Joana e Mariana). . logo. que substituído por um pronome ficará no plural: Joana e Mariana = Elas. O pronome “elas” pertence à terceira pessoa do plural. o qual concorda com o verbo são em pessoa (3ª) e número (plural).

e o seu complemento . ocorre a regência verbal. Quando o termo regente é um verbo. .termo regente . quando exigem a presença de outro chamam-se regentes significação ou subordinantes.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em.: Vou ao dentista. ele é obrigatoriamente proposicionado. Os termos. 1. ocorre a regência nominal.termo regido ./ Cheguei a Belo Horizonte. Na regência verbal.Regência nominal e verbal Regênica Verbal A sintaxe de regência é a relação sintática de dependência que se estabalece entre o verbo . anteriores os que completam regidos a ou dos chamam-se subordinados.com a presença ou não de preposição. Quando o termo regente é um nome (substantivo. adjetivo ou advérbio). Na regência nominal. o termo regido pode ser ou não preposicionado. Ex.

/ Maria reside em Santa Catarina.: Simpatizo com Lúcio. tragar. Ex./ O aluno desobedeceu ao professor.: As crianças obedecem aos pais.: Joana namora Antônio.Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a. é transitivo direto e exige complemento sem o uso de preposição. Verbos Na regência verbal os verbos podem ser: Transitivos diretos./ Antipatizo com meu professor de História. trasitivos indiretos e intransitivos.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em. inspirar. Ex.2010 2. Ex. 3. Ex. . 5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com.Namorar – não se usa com preposição. 4.: Ele mora em São Paulo. Aspirar quando tem o sentido de sorver.

:Quando o verbo aspirar for transitivo indireto. a ela ou a elas). Todos nós aspiramos essa poeira. Namorar O verbo namorar é transitivo direto e não necessita do uso de preposição. Exemplo: Bernado namora Tina.) . é transitivo indireto e necessita do uso da preposição (A). Deverá-se usar em seu lugar (a ele.Ele aspirou toda a poeira. Obs. Exemplos: O jogador aspirava a uma falta. (em vez de: Bernardo namora com Tina. almejar. desejar. O candidato a deputado aspirava a um mensalão. não se admite a substituição da preposição (A) por lhe ou lhes. Quando tem o sentido de pretender. a eles.

Chamar Esse verbo pode ser transitivo direto quando significa convocar. Obs:Mesmo sendo verbo transitivo indireto. por isso não necessita de preposição. fazer vir. Ver O verbo VER é transitivo direto. ele pode ser usado na voz passiva. e não necessita de preposição.2010 Obedecer Obedecer é um verbo transitivo indireto e necessita do uso da preposição (A). -A fila não foi obedecida. . Exemplo: Ela chamou minha atenção. Exemplo: Ele veria muitos filmes em cartazes.

-Ele chamava por seus poderes. Conhecer o regime de um verbo significa. adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. nesses casos. No estudo da regência nominal.E pode ser transitivo indireto quando tem o significado de invocar e deve ser usado com a preposição por. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. Assistir O verbo em questão pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. . é preciso levar em conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Com o sentido de apelidar ele pode ou não necessitar de preposição. indireto. podendo ser tanto transitivo direto como Regência Nominal Regência Nominal é o nome da relação existente entre um nome (substantivo.

em. Substantivos Admiração por Aversão para.2010 conhecer o regime dos nomes cognatos. para. Dúvida acerca de. Observe-os atentamente e procure. por Atentado contra Bacharel em a. Doutor em Obediência a . com. Medo a. Devoção a. de por a. Obediente a algo/ a alguém. sempre que possível. por sobre Horror a Proeminência sobre a. Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição "a". Veja: Obedecer a algo/ a alguém. Ojeriza a. associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.

com. Escasso de Essencial a. com Entendido em Afável com Agradável a Alheio a. Fanático por com. para Ávido de Benéfico a Capaz de. de Passível de Preferível a Prejudicial a Prestes a Propício a Próximo a Relacionado com . Impaciência com para Respeito a. por Hábil em de. de Análogo a Ansioso por Apto a. para Favorável a Generoso com Grato a. para com. para Equivalente a Parco em. por Adjetivos Acessível a Diferente de Necessário a Nocivo a Paralelo a Acostumado a. para Fácil de para.Capacidade de.

Idêntico a Relativo a Satisfeito com. relativamente a. paralelamente a. por Semelhante a Sensível a Sito em Suspeito de Vazio de Impróprio para Indeciso em Insensível a Liberal com Natural de Advérbios Longe de Perto de Obs. .: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a.2010 Compatível com Contemporâneo de Contíguo a Contrário a Curioso de. de. por Descontente com Desejoso de Habituado a a. em. relativa a.

há a fusão de dois fonemas vocálicos idênticos e seguidos em um só. veer (português arcaico) > ver ((em português)). a crase é o nome que se dá à contração da preposição "a" com: artigo feminino "a" ou "as". "aqueloutro"(s) e "aqueloutra" (s). seer (português arcaico) > ser ((em português)). o "a" dos pronomes "aquele"(s). Em português. A crase O termo crase significa fusão. "aquilo". "aquela"(s). . junção. Neste caso.Emprego do acento grave Crase é um dos metaplasmos por supressão de fonemas a que as palavras podem estar sujeitas à medida que uma língua evolui. noo (português arcaico) > nó ((em português)). Exemplos: door (português arcaico) > dor ((em português)).

Acentua-se a preposição a quando. o a torna-se ao. oposto de bordo) só ocorre crase quando vier acompanhada de um modificador . . As palavras terra e casa são casos especiais de crase. Chegamos cedo à casa de meu pai. Já com a palavra terra (chão firme. A preposição "a" antes da palavra casa (lar) só recebe o acento grave quando vier acompanhada de um modificador. que indica ter havido crase de dois aa é o acento grave. substituindo-se a palavra feminina por uma masculina. Exemplos: Chegamos cedo a casa (coloquialmente.2010 o "a" do pronome relativo "a qual" e "as quais" o "a" do pronome demonstrativo "a" ou "as". enquanto que com a palavra terra (terra natal ou planeta) sempre ocorre crase. "em casa"). O sinal que indica a fusão.da mesma maneira que existe a expressão "a bordo". caso contrário não ocorre a crase. Observação geral de Crase: Sempre haverá crase quando a oração se refere a alguém ou a alguma coisa.

"filé à Chatô" (à moda de Chatô)". O pronome aquele (e variações) e também aquilo e aqueloutro (e variações) podem receber acento grave no a inicial. Exemplos: Pedro viajou à Região Nordeste: com crase. etc. Os jangadeiros chegaram à terra procurada.Os jangadeiros voltaram a terra. com a substituição. aplique-se uma das regras de verificação: 1) substitui-se a preposição a por outra preposição. como em "arroz à grega" (à maneira grega). Regras de verificação Para saber se a crase é aplicável. o artigo definido a permanecer. "à maneira (de)". se. como em ou para. A contração "à" pode surgir também com a elipse de expressões como "à moda (de)". se deve ser usada a contração à (com acento grave) em vez da preposição a (sem acento). porque equivale . Ele voltou à terra dos avós. ou seja. então a crase é aplicável. desde que haja um verbo ou um nome relativo que peça a preposição a.

sem crase porque equivale a O autor dedicou o livro para sua esposa 2) troca-se o complemento nominal. for necessário o uso da contração ao. com a troca. sem crase.Prestou relevantes serviços ao povo .2010 a Pedro viajou para a Região Nordeste O autor dedicou o livro a sua esposa.Chegarei daqui a um minuto . antes de verbos. Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas. após "a".não aparece a contração ao. porque ao se trocar o complemento . da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas (dia a dia). se.aparece a contração ao. da palavra casa quando tem significado do próprio lar. com crase. Exemplos: Prestou relevantes serviços à comunidade. de um substantivo feminino para um substantivo masculino. de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino. Chegarei daqui a uma hora. de pronomes pessoais. então a crase é aplicável. porque ao se trocar o complemento . Crase facultativa .

2) Antes de pronome possessivo feminino: Dirija-se à (a) sua fazenda. .A crase é facultativa nos seguintes casos: 1) Antes de nome próprio feminino: Refiro-me à (a) Renata. 3) Depois da preposição até: Dirija-se até à (a) porta.

O pronome pessoal oblíquo átono. Embora na linguagem falada a colocação dos pronomes não seja rigorosamente seguida. em relação ao verbo pode aparecer em três posições: • Antes do verbo (próclise). Depois do verbo (ênclise). São três as posições relativas do pronome em relação ao verbo: 1. algumas normas devem ser observadas. ênclise e mesóclise são fenômenos do português que se caracterizam pelo fato de nenhuma palavra ocorrer entre os pronomes oblíquos átonos e o verbo. sobretudo na linguagem escrita.2010 Sintaxe de colocação Colocação pronominal é a parte da gramática que trata da correta colocação dos pronomes oblíquos átonos na frase. Próclise pronome + verbo . • • Próclise. No meio do verbo (mesóclise).

...Exemplos: .. .. .observa-me.... .observar-me-á. ... ... .observar-me-ia........me observará. 3..me observou.... Mesóclise início do verbo + pronome + terminação verbal Exemplos: ...observou-me...... .me observaria...me observando. Ênclise verbo + pronome Exemplos: .. 2.me observa....

2010 Todas as conjugações verbais permitem próclise e. Somente os tempos Futuro e Futuro do Pretérito permitem mesóclise. Formas Verbais e Posições Clíticas Permitidas Particípi o Próclise permite não permite não permite Fut. denomina-se próclise a colocação dos pronomes oblíquos átonos antes do verbo. permitem também ênclise. . dirá. com exceção do particípio e dos tempos Futuro [fará. veria]. diria. do Demais Futuro Pretérito Formas permite não permite permite permite permite não permite Ênclise Mesóclis e permite permite não permite Próclise Em gramática. verá] e Futuro do Pretérito [faria.

depois de uma vírgula.Proibição • Não deve ser usada no início de oração ou período. • Nos infinitivos há uma tendência à ênclise.: Se soubesse. o uso próclise é generalizado no Brasil. Apesar disso. não continuaria a lê-lo. Existem determinadas palavras da língua que são . se faz justiça com as próprias mãos. por exemplo.: *Se faz justiça com as próprias mãos naquele lugar. de modo que na fala popular é comum o uso inclusive no início de oração. Ex. faz-se justiça com as próprias mãos. mas também é possível a próclise.: *Naquele lugar. Ex. Correção: Naquele lugar. • Note que uma oração pode iniciar-se a meio de uma frase. Ex. A ênclise só é mesmo rigor quando o pronome tem a forma o (principalmente no feminino a) e o infinitivo vem regido da preposição a.

Uso Quando há antes do verbo: • palavra negativa Ex.: Alguém me perguntou as horas.: Quanto se pode pegar? • pronome indefinido Ex.: Não se deve jogar lixo no rio.: Quem me busca a esta hora tardia? Por que te assustas a cada vez? . esses pronomes devem ficar em posição proclítica com relação ao verbo que complementam.2010 consideradas "atratores" dos pronomes pessoais oblíquos átonos pois. nos enunciados em que elas ocorrem. • pronome relativo Ex. • pronome interrogativo ou advérbio interrogativo Ex.

Como a julgariam os pais se conhecessem a vida dela? • conjunção subordinativa. bem como nas orações que exprimem desejo (optativas) Ex.: Ela descuidadosamente se machucou.: Que o vento te leve os meus recados de saudade. o uso da próclise ou da ênclise será facultativo. Que Deus o abençoe! Bons olhos o vejam! Se o verbo estiver no infinitivo impessoal e ocorrer uma dessas palavras antes do verbo. Que é que desejas te mande do Rio? (conjunção oculta) • advérbio Ex. mesmo quando oculta na oração subordinada Ex.: Quero que te cuides. • orações iniciadas por palavras exclamativas. • qualquer um dos casos citados acima atrai .

Ênclise Em gramática.: "Eu me garanto" e "Eu garanto-me" estão corretos. Quando o verbo está no infinitivo impessoal.[1] Ex. É usada principalmente nos casos: 1. 3. denomina-se ênclise a colocação dos pronomes oblíquos átonos depois do verbo. Quando o verbo está no gerúndio (sem a preposição em) . 2. Quando o verbo inicia a oração (a não ser sob licença poética.2010 obrigatoriamente o pronome. não se devem iniciar orações com pronomes oblíquos). Caso Facultativo Após pronomes pessoais do caso reto não é obrigatória a próclise. 4. Quando o verbo está no imperativo afirmativo.

e o verbo é mantido inalterado. os pronomes o. o verbo perde sua última letra e a nova forma deverá ser re-acentuada de acordo com as regras de acentuação da língua. a. ou seja. õe ou ão. nos. "comes-o" torna-se "come-lo" (não há mudança de acentuação). s ou z. • • • "Vou comer-o" torna-se "vou comê-lo". as assumem as formas lo. la. os.Não deve ser usada quando o verbo está no futuro do presente ou no futuro do pretérito. "faz-os" torna-se "fá-los". na. os. Neste caso é utilizada a mesóclise. Nesse caso. Os pronomes oblíquos átonos o. las quando estão ligados a verbos terminados em r. Por exemplo: • "peguem-os" torna-se "peguem-nos". a. • . sons nasais. "põe-as" torna-se "põe-nas". Por exemplo: • "tirar-a" torna-se "tirá-la". No caso de verbos terminados em m. nas. as assumem as formas no. los.

o verbo auxiliar foi assimilado como desinência do verbo principal.2010 Observação: Em linguagem coloquial. Com a evolução da língua. antes do verbo. mas manteve-se a possibilidade de deixar o pronome em posição mesoclítica. Utiliza-se quando o verbo está no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo e não há. palavra que justifique o uso da próclise. que no latim era formado pelo verbo principal no infinitivo e pelo verbo habere (haver) no presente. era possível colocar o pronome entre os dois verbos. se o tivesse visto na ocasião. Ou seja: . Ex. Mesóclise Denomina-se mesóclise a colocação do pronome oblíquo átono no meio do verbo. Este tipo de construção não é adequada em linguagem formal. é comum utilizar o pronome reto em substituição ao pronome oblíquo Por exemplo: "peguem eles!". Sendo o futuro analítico uma forma composta.: Tê-lo-ia perguntado a(o) meu pai. no Brasil. A construção da mesóclise é possível graças à origem do futuro sintético (formado por apenas uma palavra): o futuro analítico.

• Ter hei => terei Ter hás => terás Ter há => terá Ter hemos => teremos Ter heis => tereis Ter hão => terão • • • • • .

comportamento sintático das orações e relações lógico-discursivas marcadas pelos conectores Sintaxe de período composto: .2010 Período composto: processos sintáticos de estruturação.

• Orações coordenadas .

Chegou. dormi. As formas Sindéticas são clasificadas em 5 partes. almoçou. Ex: Fomos para casa e comemos frutas. deitou. Chegou.2010 • Orações subordinadas Orações Coordenadas são as orações do periodo composto. Assindéticas São as orações que não são introduzidas por conjunção. devem sempre ser separadas por vírgulas. • • As Orações Coordenadas são divididas em 2 grupos os Sindéticos e os Assindéticos. brinquei. Sindéticas São elas as frases que possuem conjunção. dormiu. Devido ao fato de não virem introduzidas por conjunções.Se os verbos de um periodo composto forem idependentes chamaremos o período de Coordenadas. . Por exemplo: Cheguei. foi à escola.

mas não estudei.Oração coordenada sindética aditiva Oração coordenada sindética Adversativa Oração-->Possui obrigatóriamente o verbo Coordenadas->Verbos independentes Sindética-->Possui conjução Adversativa--> Ideia de oposição Ex: Fui à escola.Oração coordenada assindética "mas também fui À padaria" .Oração coordenada sindética aditiva Oração-->Possui obrigatoriamente o verbo Coordenadas->Verbos independentes Sindética-->Possui conjução Adtiva->Ideia de soma Ex:Fui ao mercado mas também fui à padaria "fui ao mercado" . "fui a escola"--> Oração coordenada assindética "mas não estudei"-->oração coordenada sindética adversativa Oração coordenada sindética alternativa Oração-->Possui obrigatóriamente o verbo Coordenadas->Verbos independentes Sindética-->Possui conjução Alternativa--> Ideia de opção .

"Todo homem chora" -->Periodo composto simples absoluto "Sou homem"-->Oração coordenada assindética "logo choro" .2010 Ex:Ou você come ou você fala "Ou você come ou você fala"-->Oração coordenada assindética alternativa Oração coordenada sindética explicativa Oração-->Possui obrigatóriamente o verbo Coordenadas->Verbos independentes Sindética-->Possui conjução Explicativa--> Ideia de explicação Ex:Não fui ao cinema porque estava sem dinheiro "Não fui ao cimena" --> Oração coordenada assindética "Porque estava sem dinheiro" --> Oração coordenada sindética explicativa Oração coordenada sindética conclusiva Oração-->Possui obrigatóriamente o verbo Coordenadas->Verbos independentes Sindética-->Possui conjução Conclusiva--> Ideia de conclusão Ex:Todo homem chora.Sou homem. logo choro.

.-->Oração coordenada sindética conclusiva • As orações coordenadas sindéticas são introduzidas por uma conjução chamada de coordenativa.

• Exemplo: Aguardo que você chegue. • . chamada oração principal e que pede complemento.2010 • Oração subordinada é a que exerce uma função sintática em relação a uma outra oração.

• Dependendo da função sintática que exercem. portanto. esta oração exerce função sintática do objeto direto. A oração "que você chegue" está completando o sentido do verbo transitivo direto "aguardo".• Temos aí duas orações: "Aguardo" e "que você chegue". Adjetivas ou Adverbiais. Orações subordinadas substantivas . as orações subordinadas pode ser classificadas em: Substantivas.

objeto direto. iniciam por conjunções integrantes (que e se).2010 São aquelas que exercem sentido dentro dos substantivos (sujeito. objeto indireto. aposto. complemento nominal e predicativo). Na oração subordinada substantiva a oração subordinada pode ser: .

S.S. É provável que ele chegue ainda hoje. (O que é provável?).): exercem função de sujeito do verbo da oração principal.S.• Subjetiva (O. .

2010 • Objetiva Direta (O.S.D. (Quem deseja. Desejo que todos venham. alguma coisa). .): exercem função de objeto direto (não possui preposição). deseja algo.S.O.

): exercem função de objeto indireto (possui preposição obrigatória.S.• Objetiva Indireta (O. DE alguma coisa ou DE alguem) .necessita DE algo. que vem depois de um VERBO).O.I. Necessitamos de que todos nos ajudem. (Quem necessita.S.

.P.): exercem função de predicativo.2010 • Predicativas (O. Meu desejo era [verbo de ligação] que me dessem uma camisa.S.S.

N.S.): exercem função de complemento nominal de um nome da oração principal. Tenho esperança de que ela ainda volte.C. .• Completivas Nominais (O.S.

(É preciso:oracao principal). Veja os exemplos: Precisamos de que venha para a aula. disso ou nisso.2010 • Apositivas (O.S.A.(A menina quis:oracoa principal).S.OBJETO DIRETA). = Quero isso. Ou seja. todas as orações subordinadas substantivas podem ser trocadas por isso. (Disso: completiva nominal ou objetiva indireta) Quero que venha para a guerra.(Que o grupo melhore:O. Orações subordinadas 1º=subjetivas:É preciso que o grupo melhore.S. (Isso: subjetiva.): nem todas as apositivas têm dois pontos (:)ou ponto e virgula (.(Que eu comprasse soverte:O. .S. = Precisamos disso.S. (Nisso: completiva nominal ou objetiva indireta).S.) no meio da oração mas exercem função de aposto do mesmo jeito. objetiva direta.SUBJETIVA). Desejote uma coisa: que sejas muito feliz. 2º=objeto direta:A menina quis que eu comprasse sorvete. = Fiquei pensando nisso. predicativa) Fiquei pensando que valia a pena.

4º=objeto indireta:A mulher precisa de que alguem a ajude.(Tenho vontade:oracoa principal).S.APOSITIVA).(De que alguem a ajude:O.S.(Toda a familia tem o mesmo objetivo:oracao principal).(De que aconteca algo inesperado:O.S.(A verdade é:oracao principal).(Que eu passe no vestibular:O.S. 6º=apositiva:Toda a familia tem o mesmo objetivo:que eu passe no vestibular.(Que voce não virá:O. (A mulher precisa:oracao principal).S.S. 5º=completiva nominal:Tenho vontade de que aconteca algo inesperado.COMPLETIVA NOMINAL).3º=predicativa:A verdade é que voce não virá.S.S.OBJETO DIRETA).PREDICATIVA). Orações Subordinadas Adverbiais .

• Concessivas: indica uma concessão entre as orações. uma vez que. visto que.2010 São introduzidas por conjunção subordinativa (exceto a conjunção integrante) e funcionam como adjunto adverbial da oração principal. conquanto. como que. Ex: Embora chova. do que. posto que. como. assim como. Ex: Já que está chovendo vamos dormir. a menos que. Principais conjunções: que. Ex: Essa mulher fala como um papagaio. Dividem-se em: • Causais: exprimem a causa do fato que ocorreu na oração principal. se bem que. (tanto) quanto. como:> • Comparativas: representam o segundo termo de uma comparação. vou à praia. Principais conjunções:embora. já que. mesmo que. Iniciadas. por mais . Ex 2 : A menina chorou porque apanhou da mãe Principais conjunções: porque. ainda que. principalmente.

• Conformativas: exprimem acordo. de sorte que. não irei à praia. Principais conjunções: se. tão.Ex: "fiz isso para que me perdoassem". contando que. de modo que. que fiquei rouco. • Finais: exprimem finalidade. salvo se. Ex: Se chover. segundo. Principais conjunções:como. Ex: Falei tanto. exceto. a menos que. concordância de um fato com o outro. • Condicionais: expressa uma condição. . sem que. consoante. • Consecutivas: traduzem a conseqüência ou o efeito do que se declara na oração principal. indica uma finalidade. tamanho).que. conforme. Ex: Todos estudam para que possam vencer. Ex: Cada um colhe conforme semeia. caso. tanto. Principais conjunções: que (precedida de tal. desde.

até que. depois que.mais. Orações Subordinadas Reduzidas As orações subordinadas podem aparecer sob a forma de orações reduzidas. que apresentam as seguintes características: . a fim de que. quanto mais. Principais conjunções: quando. antes que. ao passo que. enquanto. assim que. mal.. apenas. sentou-se no sofá. que. Ex: O trânsito piorava à medida que a chuva aumentava.. logo que. quanto mais.2010 Principais conjunções: para que.. • Proporcionais: expressa proporção entre as orações. Principais conjunções: à medida que. • Temporais: indicam circunstância de tempo Ex: Logo que chegou. à proporção que.

Particípio ou Infinitivo). .• Verbo em uma das formas nominais (Gerúndio.

São classificadas em: • Reduzida de Infinitivo: Meu desejo era viajar para a Grécia. • Reduzida de Particípio: Apresentado o resultado.2010 • Não são introduzidas por conectivos (Conjunções Subordinativas ou Pronomes Relativos). Atenção . todos discordarão. DICA: esse tipo de oração pode ser substituído pelos pronomes demonstrativos. • Reduzida de Gerúndio: Encontrei as crianças brincando no jardim.

(não: A maneira dele trabalhar não é satisfatória.) • Os pronomes pessoais oblíquos mim e ti não devem ser usados como sujeito das orações reduzidas de infinitivo.Foi difícil para mim fazer isto.) .A maneira de ele trabalhar não é satisfatória. . No lugar deles. devem ser usados os pronomes pessoais retos eu e tu. (não: Foi difícil para eu fazer isto.• O sujeito das orações reduzidas de Infinitivo não deve ser contraído com a Preposição de. .

A criança ficou contente com o presente. homônimos. O faturista corrigiu o erro da nota fiscal. antônimos. parônimos. . Antônimos São palavras que apresentam significados opostos. contrários. hiperônimos. Eles ficaram alegres com a notícia. hipônimos.2010 Sinônimos. polissemia. Exemplo: O faturista retificou o erro da nota fiscal. denotação e conotação Sinônimos São palavras que possuem significados iguais ou semelhantes.

Cinco jurados condenaram e apenas dois absolveram o réu. Exemplo: Eles foram caçar. pois já está virando anarquia. mas ainda não retornaram. Homônimos São palavras que apresentam a mesma pronúncia ou grafia. matar) Vão cassar o mandato daquele deputado. (cassar – ato ou efeito de anular) Os homônimos podem ser: Homônimos homógrafos. (caçar – prender. mas significados diferentes.Exemplo: Precisamos colocar ordem nessa baderna. .

Homônimos perfeitos.2010 Homônimos homófonos. Homônimos homógrafos São palavras iguais na grafia e diferentes na pronúncia. Exemplos: Almoço (ô) – substantivo Almoço (ó) – verbo Jogo (ô) – substantivo Jogo (ó) – verbo Para – preposição Pára – verbo .

Exemplos: Cela – quarto de prisão Sela – arreio Coser – costurar Cozer – cozinhar Concerto – espetáculo musical Conserto – ato ou efeito de consertar Homônimos perfeitos São palavras que possuem a mesma pronúncia e mesma grafia.Homônimos homófonos São palavras que possuem o mesmo som e grafia diferente. Exemplos: Cedo – verbo .

Exemplos: Emergir – vir à tona Imergir – afundar Infringir – desobedecer Infligir – aplicar .2010 Cedo – advérbio de tempo Sela – verbo selar Sela – arreio Leve – verbo levar Leve – pouco peso Parônimos São palavras que possuem significados diferentes e apresentam pronúncia e escrita parecidas.

divisão . Cerrar – fechar Serrar – cortar Cessão – ato de ceder Sessão – reunião Secção/seção . presente do indicativo) Banco – assento com encosto Banco – estabelecimento que realiza transações financeiras. banco Aço – metal Asso – verbo (1ª pessoa do singular.Relação de alguns homônimos Acender – pôr fogo Ascender – subir Acento – sinal gráfico Assento – tampo de cadeira.

2010 Cesto . padecer Espiar – espionar. chefe de tribo ou soberano Concerto – sessão musical Conserto – reparo. ato ou efeito de consertar Coser – costurar Cozer – cozinhar Expiar – sofrer. enlevado Estrato – tipo de nuvem . observar Estático – imóvel Extático – posto em êxtase.cesta pequena Sexto – numeral ordinal Cheque – ordem de pagamento Xeque – lance no jogo de xadrez Xeque – entre os árabes.

fragmento. inserido Chácara – pequena propriedade campestre Xácara – narrativa popular Relação de parônimos Absolver – perdoar Absorver – sorver Acostumar – habituar-se Costumar – ter por costume Acurado – feito com cuidado Apurado – refinado Afear – tornar feio . resumo Incerto – indeterminado.Extrato – trecho. impreciso Inserto – introduzido.

ampliar Eminente – alto. excelente Iminente – que ameaça acontecer Emergir – sair de onde estava mergulhado . retardar Delatar – denunciar Dilatar – estender.2010 Afiar – amolar Amoral – indiferente à moral Imoral – contra a moral. devasso Cavaleiro – que anda a cavalo Cavalheiro – homem educado Comprimento – extensão Cumprimento – saudação Deferir – atender Diferir – adiar. elevado.

perda do poder aquisitivo Infração – violação Ótico – relativo ao ouvido Óptico – relativo à visão Peão – homem que anda a pé .Imergir – mergulhar Emigrar – deixar um país Imigrar – entrar num país Estádio – praça de esporte Estágio – aprendizado Flagrante – evidente Fragrante – perfumado Incidente – circunstância acidental Acidente – desastre Inflação – aumento geral de preços.

2010 Pião – brinquedo Plaga – região. (importante) O piloto sofreu um grave acidente (trágico) Ele comprou uma nova linha telefônica. Exemplo: Estou com uma dor terrível na minha cabeça. país Praga – maldição Pleito – disputa eleitoral Preito – homenagem POLISSEMIA É o fato de uma palavra ter mais de uma significação. (chefe) Graves razões fizeram-me contratar esse advogado. (parte do corpo) Ele é o cabeça do projeto. (contato ou conexão .

.telefônica) Nós conseguimos traçar a linha corretamente. (sentido figurado) Sempre tomo uísque com gelo. Exemplo: A torneira estava pingando muito. usual. Exemplo: Janine tem um coração de gelo. (traço contínuo duma só dimensão) DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO As palavras podem ser usadas no sentido próprio ou figurado. (sentido próprio) DENOTAÇÃO É uso da palavra com seu sentido original.

Exemplo: Ele tem um coração de manteiga. CONOTAÇÃO É o uso da palavra diferente do seu sentido original. É um verdadeiro mar de emoções essa música.2010 O sol brilhava intensamente hoje. .

Figuras de linguagem .

2010 Figuras de linguagem são estratégias que o escritor pode aplicar no texto para conseguir um efeito determinado na interpretação do leitor. São formas de expressão mais localizadas em comparação às funções da linguagem. fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas. que são características globais do texto. Por exemplo: O único sentido oculto das coisas É elas não terem sentido oculto nenhum. É muito usada no dia-a-dia das pessoas. Podem relacionar-se com aspectos semânticos. .

: Já estou cheio de me sentir vazio.ou a palavra apropriada não ser de uso comum." Catacrese É a figura de linguagem que consiste na utilização de uma palavra ou expressão que não descreve com exatidão o que se quer expressar. • Ex. No paradoxo. as ideias aparentam ser contraditórias.: Não deixe de colocar dois dentes de alho na comida.Tentei dizer mais de um milhão de vezes! (Exemplo de hipérbole) Figuras de linguagem mais usadas Antítese e Paradoxo Paradoxo é a aproximação de ideias contrárias. Na explicação do professor Paulo Hernandes fica evidente a diferença entre estas duas figuras de linguagem frequentemente confundidas: "Como podemos ver. • Ex. .: Aquela criança tem um olhar tão doce. mas é adotada por não haver outra palavra apropriada . • Ex. • Ex. na antítese. ama. Sinestesia Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes.: Ele não odeia. Antítese consiste na exposição de palavras contrárias. apresentam-se ideias contrárias em oposição. mas podem ter explicação que transcende os limites da expressão verbal.

lê o autor. dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. opondo-se assim.: "Rios te correrão dos olhos. se chorares!" Metonímia ou Transnominação É a figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro. (Ninguém. • Ex.: O Amor queima como o fogo. • Ex.) . Hipérbole ou Auxese É a figura de linguagem que consiste no exagero.2010 Comparação Como o próprio nome diz. • Ex. Expressões disfêmicas são freqüentemente usadas para criar situações de humor. • Ex.: Eu sou um poço de dor e estupidez. sarcásticas ou chulas para fazer referência a um determinado tema. Disfemismo ou Cacofemismo É uma figura de estilo (figura de linguagem) que consiste em empregar deliberadamente termos ou expressões depreciativas. mas as obras dele em geral. ao eufemismo.: Lemos Machado de Assis por interesse. coisa ou pessoa. • Ex. essa figura de linguagem é uma comparação feita entre dois termos com o uso de um conectivo.: Comer capim pela raiz. Metáfora É uma comparação feita entre dois termos sem o uso de um conectivo. Definição básica: Figura retórica que consiste no emprego de uma palavra por outra que a recorda. na verdade.

: Visitamos a cidade-luz.: Ele é o rei dos animais. (Leão) Ex. : A excelente Dr.: O Sol amanheceu triste e escondido. Perífrase Consiste no emprego de palavras para indicar o ser através de algumas de suas características ou qualidades. • Ex.: Você faltou com a verdade (Em lugar de mentiu). • Ex. Ironia Sugestão pela entonação e pelo contexto de algo contrario que pensamos. • • Ex. • Exemplo. • Ex. . geralmente com intenção sarcástica.Personificação ou Prosopopeia É uma figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos. (Paris) Ironia Consiste em apresentar um termo em sentido oposto. Eufemismo Consiste em suavizar um contexto.: Meu irmão é um santinho (malcriado). Inácia mestra na arte de judiar de crianças.

o homem preocupou-se em representar visualmente os sons da fala.2010 Ortografia. a língua falada alterna-se muito mais rapidamente que a escrita. a fixação da língua falada faz-se não só através da escrita. A escrita. . utilizavase de desenhos e outros sinais. surgiu a escrita. Ao transformar a mensagem falada em mensagem escrita. Hoje. podem surgir problemas. Com o tempo. pode-se criar uma diferença considerável entre uma e outra. na maior parte das línguas. ortoepia e prosódia Ortografia é a parte da gramática que trata da escrita correta das palavras. com o decorrer do tempo. Dois desses problemas: nem sempre a grafia (letra) é capaz de representar com exatidão a pronúncia (fonema). Esses sinais são as letras. divide as palavras em fonemas e estabelece sinais capazes de representar cada um deles. Desde épocas muito remotas. Para isso. mas também através de discos e fitas magnéticas. de modo que.

.

V. de modo geral. O. L. Y.A separação das sílabas de um vocábulo se faz. S. e não pelos elementos constituídos . E. O. F. B. Q. R. H. F. U. C. Ex: byroniano (de Byron). J. X. G. E. Z. T. W.26 letras A. W e Y no alfabeto. Q. R. P. X. K. em abreviaturas e como símbolos de alguns termos técnicos de uso internacional. G. B. M. T. A inserção dessas letras nada muda. SEPARAÇÃO DE SÍLABAS: O que diz a Regra Antiga: 1 . V. I. P. K (potássio). U. J. pela silabação. Z Inclusão das letras K. N. D. Novo Acordo . I. L. S. já que seu emprego continua restrito à grafia de nomes derivados de nomes próprios estrangeiros.2010 O ALFABETO: 1943 – 23 letras A. D. M. H. km (quilômetro). N. C.

dar-mor -nos -lhe 3 . de três consoantes + uma consoante = felds-pa-to. tran-as-tlân-ti-co. 2 . pa-ís. B – os dígrafos (rr. sc. ex-ceto. sa-ú-de. des-cer. Ex: altar.segundo a etimologia.No caso de haver hífen.Separam-se: A – os hiatos: co-or-de-nar.perdoai. ss. a partição se dá onde está o hífen – que se repete na linha seguinte. C – os encontros consonantais disjuntos: de uma consoante + uma consoante = op-tar. . de duas consoantes + duas consoantes = pers-cru-tar. Ex: bi-sa-vô. xc): car-ro. de uma consoante + duas consoantes = es-tre-la. pas-sar.

Não se separam: A – os ditongos: pai-as-gem. á-gua. bru-ma. gu): fe-char.Tem-se por antiestético deixam uma só letra numa das linhas. O texto do Novo Acordo exemplifica algumas regras para a separação silábica. E – o m e o n diacríticos de nasalisação: âm-bar. lh. Convém que se evitem seprações como: e-levar Graja-ú sa-í Já o Novo Acordo estabelece que a divisão silábica faz-ze em regra por soletração: a-ba-de. qu. de-sa-pa-re-cer. D – os grupos consonantais: bra-vo. psi-co-lo-gia. nh. 5 . . sin-to. B – os tritongos: sa-guão. ganhar. guai-ar.2010 4 . sem atender necessariamente aos elementos constitutivos de natureza etimológica: bi-sa-vô. goi-a-ba. C – os dígrafos (ch. de-si-guais. A partição da palavra no fim da linha implica o emprego do hífen. que-ro. pa-lha-ço. gui-o.

Da mesma maneira que as combinações gu. ambíguo. Separam-se no interior da palavra as sucessões de duas consoantes que não constituem propriamente grupos e as sucessões de m ou n. desenganar. lh. cadei-ra. se esse ocorrer no final da linha. Nunca se separam vogais consecutivas pertencentes a ditongos decrescentes: ai-roso. ab-soluto. Na separação de palavras que apresentam hífen. Os dígrafos gu e qu não se separam da vogal ou ditongo imediato: ne-gue. em que a separação silábica é feita. com base na . qu em que o u se pronuncia: á-gua. a-pro-var. nh: ran-cho. pe-quei. Mantendo o princípio já utilizado no sistema de 1943. sacristães. de-cla-rar. de modo geral. am-bição. lo-quaz. vi-zi-nha. e uma consoante: ab-dicar. com valor de nasalidade. op-tar. de-cre-to e nem se separam os dígrafos ch.Não se separam as sucessões de duas consoantes que constituem grupos perfeitos: nu-bla-do. ma-lha. deve-se repetir o hífen na linha imediata: couve-/-flor. insti-tui. amá-/-lo.

pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre: pronúncia correta. alcova. se nela fossem incluídas as vogais consecutivas pertencentes também a ditongos crescentes e tritongos. crosta . timbre fechado (ê. o texto do Novo Acordo nada altera quanto à divisão silábica das palavras. alcova.2010 soletração e não nos elementos que constituem a palavra. ô): omolete. a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos. segundo a etimologia. Alguns exemplos: a. A regra das vogais consecutivas pertencentes a ditongos decrescentes poderia ser mais completa. A ortoépia está relacionada com: a perfeita emissão das vogais. ó): omelete. timbre aberto (é. Ortoépia Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos. crosta pronúncia errada. Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia.

omitir fonemas: .b.

pronunciar a crase: ou buginganga . cabeçalho/ cabeçário.2010 cantar/ canta. abóbora/abóbra.prostrar/ c. freada/ freiada.bandeja/ bandeija d. muçulmano/ mulçumano f.nasalização de vogais: sobrancelha/ sombrancelha. bueiro/ boeiro e. mendigo/ mendingo.troca de posição de um ou mais fonemas: caderneta/ cardeneta. prostar. amor/amo.substituição de fonemas: cutia/cotia. trabalhar/trabalha.acréscimo de fonemas: reivindicar/revindicar pneu/peneu. bicarbonato/ bicabornato. bugiganga/ bungiganga g.

/ A aula iria acabar àas cinco h.A aula iria acabar às cinco horas.ligar as palavras na frase de forma incorreta: horas .

Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que freqüentemente geram dúvidas quanto à prosódia: 1) oxítonas: cateter. erudito. ureter. ônix. hangar. exemplo de ligação incorreta: A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco Prosódia A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta. caracteres. 3) proparoxítonas: aeródromo. ibero. pudico. alcoólatra. avito.2010 correta: horas. âmago. elétrodo. Cister. refém. novel. rubrica. condor. 2) paroxítonas: avaro. A aula/ iria acabar/ às cinco horas. Nobel. recém. poliglota. sutil. barbárie. . álibi.ciclope.antídoto. tulipa. cartomancia. mister. ruim. gratuito. negus.

Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto. oscilante. Outras assumem significados diferentes. mesmo na língua culta. quadrúmano. de acordo a acentuação: Exemplo: valido/ válido Vivido /Vívido .lêvedo. vermífugo. Exemplos: acrobata e acróbata / crisântemo e crisantemo/ Oceânia e Oceania/ réptil e reptil/ xerox e xérox e outras. zéfiro. protótipo.FIM - .

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