\LEI ORGÂNICA DO MUNICIPÍO DE TERESINA - Atualizada até a Emenda nº 19/2011. TÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL Art.

1º O Município de Teresina, sede da capital do Estado do Piauí, pessoa jurídica de direito público interno, com autonomia política, administrativa e financeira, é organizado e regido pela Lei Orgânica, na forma da Constituição Federal e da Constituição Estadual. Art. 2º A soberania popular será exercida, nos termos da lei, mediante: I - sufrágio universal para a escolha dos representantes políticos; II - iniciativa popular no processo legislativo; III - participação popular nas decisões do Município; IV - ação fiscalizadora da administração pública. Art. 3º O Município terá como símbolos a Bandeira, o Hino e o Brasão, instituídos em lei. Art. 4º O território do Município é aquele definido em lei estadual, conforme os preceitos da Constituição do Estado. § 1º A sede do Município dá-lhe o nome e tem a categoria de cidade. § 2º O território do Município poderá ser dividido em administrações regionais, criadas, organizadas e suprimidas por lei, observadas as disposições das Constituições Federal e Estadual e o disposto nesta Lei Orgânica. Art. 5º O Patrimônio do Município é constituído pelos bens móveis e imóveis, direitos e ações que, a qualquer título, pertençam-lhe. Parágrafo Único - O Município tem direito à participação no resultado das explorações de petróleo, de gás natural, de recursos hídricos, para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais existentes no seu território bem como na compensação financeira por essa exploração. Art. 6º O Município reger-se-á nas relações jurídicas e nas atividades políticoadministrativas, pelos seguintes princípios: I - a cidadania; II - a dignidade da pessoa humana; III - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; IV - o pluralismo político; V - o respeito ao estado de direito; VI - a moralidade e a transparência dos atos administrativos. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011, publicada no DOM nº 1.428, de 25/nov/2011)

Art. 7º São objetivos fundamentais do Município: I - o desenvolvimento integral, potencializando seus recursos humanos e naturais; II - a constituição de uma sociedade livre e justa; III - a melhoria da qualidade de vida da população e a redução das desigualdades sociais; IV - o estímulo ao espírito comunitário e ao exercício da cidadania; V - a promoção do bem de todos, sem distinção de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação; VI - a preservação das condições ambientais adequadas à qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. TÍTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS E COLETIVOS Art. 8º O Município garantirá, no seu território e nos limites de sua competência, aos brasileiros e estrangeiros residentes no País, a imediata e plena efetividade dos direitos e garantias individuais e coletivos mencionados nas Constituições Federal e Estadual, bem como daqueles constantes dos tratados e convenções internacionais firmados pela República Federativa do Brasil. Art. 9º Ninguém será discriminado ou privilegiado em razão de nascimento, etnia, raça, cor, sexo, deficiência física ou mental, idade, estado civil, orientação sexual, convicção religiosa, política ou filosófica, trabalho rural ou urbano, condição social, ou por ter cumprido pena. Parágrafo Único - O Município estabelecerá na lei, dentro do âmbito de sua competência, sanções de natureza administrativa para quem descumprir o disposto neste artigo. Art. 10. São assegurados a todos, independentemente do pagamento de taxas: I - o direito de tomar conhecimento de informações a seu respeito, que constarem nos registros ou cadastros de órgãos municipais; II - o direito de petição e representação aos Poderes Públicos Municipais em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso do poder; III - a obtenção de certidões em repartições públicas municipais para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. Parágrafo Único - Ninguém será prejudicado ou, de qualquer forma, discriminado pelo fato de litigar com órgão municipal, no âmbito administrativo ou judicial. Art. 11. O Município atuará, em cooperação com a União e o Estado, visando coibir a exigência de atestado de esterilização e de teste de gravidez como condição para admissão ou permanência no trabalho. TÍTULO III DA COMPETÊNCIA MUNICIPAL

CAPÍTULO I DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA Art. 12. Ao Município compete prover a tudo quanto diga respeito ao seu peculiar interesse e ao bem-estar de sua população, cabendo-lhe, privativamente, as seguintes atribuições: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - fixar, fiscalizar e cobrar: a) tarifas, preços e taxas dos serviços públicos; b) tarifas dos serviços de táxi e mototáxi; c) horário de funcionamento dos estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços; d) as datas de feriados municipais; e) os limites das zonas de silêncio e de trânsito em condições especiais bem como sinalizadas. III - dispor sobre depósito e venda de animais e mercadorias apreendidos em decorrência de transgressão da legislação municipal; IV - organizar o quadro e estabelecer o regime jurídico dos seus servidores; V - estabelecer servidão administrativa necessária à realização de seus serviços; VI - prover o adequado ordenamento territorial de sua zona urbana e núcleos habitacionais rurais, mediante planejamento e controle do uso, parcelamento e ocupação do solo; VII - elaborar e executar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano; VIII - conceder licença para: a) localização, instalação e funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços; b) afixação de cartazes, letreiros, anúncios, faixas, emblemas e utilização de altofalantes, para fins de publicidade e propaganda; c) exercício de comércio eventual ou ambulante; d) realização de jogos, espetáculos e divertimentos públicos, observadas as prescrições legais; e) prestação dos serviços de táxis e mototáxis. IX - fiscalizar, nos locais de venda, o peso, as medidas e as condições sanitárias dos gêneros alimentícios; X - executar obras de: a) abertura, pavimentação e conservação de vias; b) drenagem pluvial; c) construção e conservação de parques, jardins, hortos florestais e estradas, bem como de sinalização e fiscalização do tráfego de veículos; d) edificação e conservação de prédios públicos municipais. XI - dispor sobre registro, vacinação e capturas de animais; XII - estabelecer e impor penalidade por infração de suas leis e regulamentos;

XIX . especialmente no perímetro urbano. entre outros. à higiene.dispor sobre a organização da administração municipal direta e indireta. d) cemitérios e serviços funerários. XXVII .XIII . determinar o itinerário e os pontos de paradas dos transportes coletivos.integrar consórcio com outros Municípios para solução de problemas comuns. XXII . . em condições de insalubridade e as que apresentem as irregularidades previstas na legislação específica. bem como aplicar suas rendas e realizar operações de crédito. XVII . XXI . XXVI . b) abastecimento de água e esgotos sanitários. XVIII . os seguintes serviços: a) transporte coletivo urbano e intramunicipal. inclusive autárquica e fundacional.interditar edificações em ruína. XVI . XIV .organizar e manter os serviços de fiscalização necessários ao exercício de seu poder de polícia administrativa. assim como aquisição de novos bens e aceitação de legados e doação.instituir e arrecadar os tributos de sua competência. XXV . utilização e alienação de seus bens. os programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental. XXVIII .cassar licença concedida pelo Município ao exercício de atividade ou ao funcionamento de estabelecimento que tornarem prejudiciais à saúde. c) mercados. observada a legislação estadual.assegurar a expedição de certidões requeridas às repartições administrativas municipais.criar. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. organizar e suprimir distritos. ao sossego. fazendo cessar a atividade ou determinar o fechamento do estabelecimento.organizar e prestar diretamente ou sob regime de concessão ou permissão.organizar os serviços de mototaxistas no Município. e) iluminação pública.elaborar as leis referentes ao plano plurianual. XXIV .dispor sobre a denominação. coleta domiciliar e destinação final do lixo.regulamentar a utilização dos logradouros públicos e.manter. XX . f) limpeza pública.prover sobre a limpeza das vias e logradouros públicos. feiras e matadouros locais. à segurança ou aos bons costumes. numeração e emplacamento de logradouros públicos. XXIII . para defesa de direitos e esclarecimento de situações. estabelecendo os prazos de atendimento. remoção e destino do lixo domiciliar e de outros resíduos de qualquer natureza.dispor sobre administração. às diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual. bem como fazer demolir construções que ameacem a segurança individual ou coletiva. XV .

XX . IV . das leis.estimular a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar. artístico ou cultural. XIX . VIII .zelar pela guarda das constituições.executar programas de alimentação escolar.manter a fiscalização sanitária dos estabelecimentos hoteleiros e de vendas de produtos alimentícios bem como das habitações. XVI .prestar serviços de atendimento à saúde da população. XIV .prestar assistência nas emergências médico-hospitalares de pronto-socorro. a destruição e a descaracterização de obras de arte e dos outros bens de valor histórico. V . quando for o caso. artístico. XVIII .proteger os documentos.combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização. da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência.planejar seu desenvolvimento econômico e social. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. por seus próprios serviços ou mediante convênio com instituição especializada. as florestas e a fauna. XII . VI .promover programas de construção de moradias e a melhoria de condições habitacionais e de saneamento básico. à educação e à ciência. das instituições democráticas e pela conservação do patrimônio público.proporcionar os meios de acesso à cultura. Ao Município compete em comum com o Estado e a União: I . XIII . IX . XVII . XV .manter. cultural e turístico. II .promover a recreação e o lazer.registrar.impedir a evasão. as obras e os bens de valor histórico.preservar os parques.cuidar da saúde e assistência pública. XI . os programas de educação infantil e de ensino fundamental. acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de recursos hídricos e minerais em seu território.promover a prevenção e extinção de incêndio e a segurança pública. CAPÍTULO III . 13.proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. III . X . em articulação com as demais áreas do governo. os monumentos.estabelecer e implementar política de educação para a segurança no trânsito.CAPÍTULO II DA COMPETÊNCIA COMUM Art. VII . as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos. promovendo a integração social dos setores desfavorecidos.

ressalvada. propaganda político-partidária com fins estranhos à administração. de modo a ser mantida a unidade de diretrizes e evitada a duplicação de esforços. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. procurará articular-se com os órgãos estaduais e federais competentes. II . na forma da lei. relações de dependência ou aliança. 16. Parágrafo Único . São Poderes do Município. CAPÍTULO IV DAS VEDAÇÕES Art.estabelecer cultos religiosos ou igrejas. III . § 2º O cidadão investido na função de um dos Poderes não poderá exercer a de outro simultaneamente. Parágrafo Único . quer pela imprensa escrita.subvencionar ou auxiliar. rádio. informativo ou de orientação social. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles. visando adaptá-las à realidade local. a colaboração de interesse público. quando for o caso. TÍTULO IV DOS PODERES MUNICIPAIS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.DA COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR Art. ao exercer suas competências concorrentes e suplementares.O Município.recusar fé aos documentos públicos.A publicidade dos atos. programas. de qualquer modo. com recursos pertencentes aos cofres públicos. § 1º É vedada aos Poderes Municipais a delegação recíproca de atribuições. Ao Município compete suplementar a legislação federal e a estadual no que couber e naquilo que disser respeito ao seu peculiar interesse. independentes e harmônicos entre si. ou com seus representantes. Ao Município é vedado: I . subvencioná-los. dela não podendo constar nomes. televisão. 15. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. obras. o Executivo e o Legislativo. 14. salvo nos casos previstos nesta Lei Orgânica. CAPÍTULO II DO PODER LEGISLATIVO SEÇÃO I DA CÂMARA MUNICIPAL . serviço de alto-falante ou qualquer outro meio de comunicação.

o mais idoso dentre os Vereadores presentes assumirá a Presidência da Casa. composta por Vereadores eleitos para cada legislatura dentre os cidadãos maiores de dezoito anos. § 2º O cálculo da proporcionalidade tomará por base o resultado dos dados estatísticos da população do Município de Teresina. § 2º Os demais Vereadores tomarão posse. no exercício de direitos políticos. salvo motivo justo aceito pela Câmara Municipal. de 27/set/2011. de 30/set/201) SEÇÃO II DA POSSE DOS VEREADORES Art. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 18/2011. 19. ou outro que venha a substituí-lo. SEÇÃO III DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL Art. legislar sobre as matérias de competência do Município. publicada no DOM nº 1. inciso IV. sob pena de responsabilidade. divulgados oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . com a sanção do Prefeito. Parágrafo Único . nos termos do Regimento Interno. obedecido ao repasse constitucional. § 1º Na falta de Vereador reeleito. da Constituição Federal de 1988. em horário a ser definido pela Mesa Diretora. independentemente de haver aumento da população. Art. O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal. independentemente do número de Vereadores presentes.IBGE. que deverá ser repetida quando do término do mandato. e sob a presidência do Vereador reeleito mais idoso.420. § 3º A Câmara Municipal deverá oficializar ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí TRE/PI qualquer alteração em sua composição. A Câmara Municipal de Teresina é composta de 29 (vinte e nove) Vereadores. § 4º O Vereador que não tomar posse na sessão prevista neste artigo deverá fazê-lo no prazo de 15 (quinze) dias. no que se refere ao seguinte: . § 1º É expressamente vedada a alteração do número de vereadores para a mesma legislatura. pelo voto direto e secreto. Cabe à Câmara Municipal. A posse dos Vereadores para cada legislatura dar-se-á no dia 1º do mês de janeiro do ano subsequente ao das eleições. nos termos do artigo 29.Art. a serem transcritas em livro próprio e resumidas em ata. 20. em Sessão Solene de instalação. 17. cabendo ao Presidente e aos Vereadores prestarem compromisso.Cada legislatura terá a duração de 04 (quatro) anos. no prazo de 15 (quinze) dias da data de sua publicação. em obediência ao princípio da anterioridade. correspondendo cada ano a um período de sessão legislativa. § 3º Os Vereadores desincompatibilizar-se-ão para a posse e apresentarão declaração de bens. número que poderá ser alterado com observância ao critério da proporcionalidade em relação à população deste Município. alínea "k". 18.

XI .à organização e prestação de serviços públicos. promovendo a integração social dos setores desfavorecidos.à obtenção e concessão de empréstimos e operações de crédito. as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos do Município. II . tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar. bairros e vias públicas. l) ao registro. inclusive suplementando a legislação federal e a estadual. ao melhoramento das condições habitacionais e de saneamento básico. VIII .I . VI . notadamente no que concerne: a) à saúde.ao orçamento anual. bem como sua concessão e permissão.à criação. à educação e à ciência.assuntos de interesse local. como os monumentos.ao ordenamento. m) ao estabelecimento e implantação de política de educação para o trânsito.à denominação e alteração dos nomes de prédios e logradouros públicos. ao acompanhamento e fiscalização das concessões de pesquisa e exploração dos recursos hídricos e minerais em seu território.à aquisição de bens imóveis. ao parcelamento. plurianual e diretrizes orçamentárias. à organização e supressão de Administrações Regionais. ao uso e à ocupação do solo urbano. V .à concessão de auxílios e subvenções. às obras e outros bens de valor histórico. . IV . mediante a concessão administrativa ou de direito real. artístico e cultural do Município. j) ao combate às causas da pobreza e aos fatores de marginalização. atendida às normas fixadas em lei complementar federal. i) à promoção de programas de construção de moradias.à concessão de direito real de uso dos bens municipais. n) à cooperação com a União e o Estado.ao Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e legislação urbanística. d) aos meios de acesso à cultura.à criação. exceto quando se tratar de doação sem encargos. b) à proteção de documentos. transformação e extinção de cargos ou empregos e funções na administração direta e indireta do Município. VII . IX . p) a políticas públicas do Município. o) ao uso e armazenamento dos agrotóxicos. à assistência pública. assim como a fixação de sua remuneração e respectivos reajustes. XIII . à destruição e descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico. X . c) ao impedimento da evasão. III . observadas a legislação estadual e esta Lei Orgânica. bem como a autorização de aberturas de créditos suplementares e especiais. artístico e cultural.à alienação e uso de bens imóveis. g) à criação de distritos industriais. h) ao fomento de produção agropecuária e à organização do abastecimento alimentar. à proteção e garantia às pessoas portadoras de deficiência. bem como sobre a forma e os meios de pagamento. f) ao incentivo à indústria e ao comércio. e) à proteção ao meio ambiente e ao combate à poluição. seus componentes e afins. XII .

.428. II .ao estabelecimento de normas gerais para a fixação do valor das taxas e preços dos serviços municipais. de 25/nov/2011) III . 21. de 25/nov/2011) b) dos Vereadores. de 25/nov/2011) c) dos Presidentes e Diretores de Empresas Públicas.ao regime jurídico dos servidores. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011.à instituição e à arrecadação dos tributos de sua competência. XVI . do art. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. e apreciar o relatório sobre a execução dos planos de Governo.428. Autarquias e Fundações do Município. Autarquias e Fundações do Município. as contas quando não prestadas pela Mesa da Câmara Municipal e pelo Prefeito. observando o inciso V. XV . encargos não previstos na lei orçamentária. d) dos Administradores Regionais e Assessores Especiais. Art. XIX . da Constituição Federal e o disposto nesta Lei Orgânica. anualmente. do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais.à criação. a qualquer título no todo ou em parte. bem como à autorização de isenções e anistias fiscais ou remissão de dívidas. e) dos Diretores do Poder Legislativo Municipal. XXI . da Constituição Federal e o disposto nesta Lei Orgânica. publicada no DOM nº 1. 29. observando o inciso VI.à autorização ou à aprovação de convênios.elaborar e aprovar seu Regimento Interno. bem como destituí-la na forma desta Lei Orgânica e do seu Regimento Interno. realizado ou aumentado.ao processo de tombamento de bens e sobre o uso e a ocupação das áreas envoltórias de bens tombados ou em processo de tombamento.exercer. quando não apresentadas à Câmara dentro do prazo de 60 (sessenta) dias após a abertura da sessão legislativa. acordos ou contratos de que resultem para o Município.fixar a remuneração: a) do Prefeito. as seguintes atribuições: I . entre outras.tomar e julgar. a fiscalização financeira.às ações ou capital que tenha o Município subscrito. V . operacional e patrimonial dos órgãos da administração direta.eleger sua Mesa Diretora. à definição de estrutura e das competências de órgãos da administração pública. XX . São da competência privativa da Câmara Municipal.à delimitação de perímetro urbano. orçamentária. das Empresas Públicas.XIV . IV . publicada no DOM nº 1. XVIII . 29. do art. adquirido. XVII .às leis complementares à Lei Orgânica e suas alterações. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. XXII . com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado.428. publicada no DOM nº 1.

criar comissões especiais de inquérito para a apuração de determinado fato que se inclua na competência da Câmara Municipal. resoluções e decisões. dentro de 15 dias. sobre assuntos referentes à administração. por igual período. o Vice-Prefeito e os Secretários Municipais ocupantes de cargos da administração indireta e fundacional.dar posse ao Prefeito e Vice-Prefeito. transformação ou extinção de cargos. XIII . diretamente.mudar temporariamente sua sede. XI . XIX . poder de polícia.fiscalizar e controlar.autorizar o Prefeito. conhecer de sua renúncia e afastá-los definitivamente do cargo. XVI . bem como dos resultados aferidos pelas comissões processantes e de inquérito. pela prática de crime contra a Administração Pública.dispor sobre sua organização. que o Prefeito se ausente. VII . XII .VI . em colegiado. criação. e a iniciativa de lei para a fixação da respectiva remuneração. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. mediante decreto legislativo aprovado pela maioria de dois terços de seus membros. incluídos os da administração indireta. Vice-Prefeito e aos Vereadores para o afastamento do cargo. prorrogáveis por igual período.sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa. ou por abuso de autoridade de que tiver conhecimento.representar ao Procurador Geral de Justiça. VIII . XIV . mediante aprovação de 2/3 (dois terços) de seus membros contra o Prefeito. quando o deslocamento for ao exterior. o prazo para que os responsáveis pelos órgãos da . indireta para prestar. Autarquia ou Fundação Pública. por voto secreto e maioria absoluta. XV . Presidentes ou Diretores de Empresa. prestado relevantes serviços ao Município. empregos e funções de seus serviços.convocar os Secretários Municipais ou ocupantes de cargos da administração direta. quando o período exceder a 15 (quinze) dias.decidir sobre a perda de mandato de Vereador. inclusive para fora do país. por maioria de 2/3 (dois terços) de seus integrantes. X . justificadamente.conceder licença ao Prefeito. a ausentar-se do Município.dar publicidade de seus atos.solicitar informações ao Prefeito Municipal. de classes ou de trabalhadores do Município. pessoalmente. informações sobre a matéria de sua competência. Em caso de recesso parlamentar. XVII . funcionamento. XVIII . reconhecidamente. ouvindo o Plenário. nos termos previstos em lei. permitir. IX . requerida por um terço dos Vereadores.prestar. nas hipóteses previstas nesta Lei Orgânica. conforme dispuser a lei.conceder título honorífico e outras honrarias a cidadãos que tenham. XX . aos Secretários. os atos do Poder Executivo. desde que solicitado e devidamente justificado. ocorrendo a situação aqui prevista. § 1º É fixado em 15 (quinze) dias. ou por qualquer período. as informações solicitadas por entidades representativas da população. caberá à Mesa Diretora. podendo prorrogar o prazo.

para Deputados Estaduais. da Constituição Federal de 1988. de 25/nov/2011) § 3º A Câmara Municipal deliberará. ficarão impedidos de perceber. § 2º O não atendimento ao prazo estipulado no § 1º deste artigo. 29. de 25/nov/2011) § 1º Os subsídios dos Vereadores fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal serão na razão de. na forma desta Lei Orgânica. 21. pensões ou outra forma remuneratória. pág. com observância ao disposto no art. obrigará o Presidente da Câmara Municipal a requerer ao Poder Judiciário o cumprimento das normas contidas na presente Lei. 37. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17-A/2011. no que exceder ao do Prefeito. da Constituição Federal. 75% (setenta e cinco por cento) daqueles estabelecidos. publicada no DOM nº 1. 22. inciso X. bem como a prestação de informações falsas. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. não podendo ultrapassar o montante de 5% (cinco por cento) da receita do Município. respeitando-se a previsão orçamentária e os limites constitucionais com a folha de pagamento de pessoal. sem justa causa. por meio de decreto legislativo.43. de que trata o § 4º do artigo 39.428.428. prestem esclarecimento e encaminhem os documentos requisitados pela Câmara Municipal. autárquica e fundacional do Município. em parcela única. mediante resolução. de 17/nov/2011) SEÇÃO V DA ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA . publicada no DOM nº 1. do art. sobre assuntos de sua economia interna e nos demais casos de sua competência privativa. em espécie. 23. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. no máximo. sempre na mesma data e sem distinção de índice. publicada no DOM nº 1. 21. conforme previsão contida no art. obedecido ao disposto no parágrafo único. assegurada a revisão geral anual.428. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011.421.administração direta e indireta do Município atendam convocação. SEÇÃO IV DO SUBSÍDIO DOS AGENTES POLÍTICOS Art. da Lei Complementar nº 101/2000 (LRF). de 25/nov/2011) Art. da Constituição Federal. têm direito à percepção de décimo terceiro subsídio. publicado no DOM nº 1. incisos VI e VII. da Lei Complementar nº 101/2000 (LRF). de 25/nov/2011) § 2º A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. salvo quanto ao disposto no parágrafo único. do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais serão fixados a qualquer tempo pela Câmara Municipal. § 3º Os agentes políticos do Município. no último ano da legislatura para a subsequente. bem como proventos. publicada no DOM nº 1. recebidos cumulativamente ou não. funções e empregos públicos da administração direta. do art.428. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. Os subsídios dos Vereadores serão fixados pela Câmara Municipal. Os subsídios do Prefeito.

Art. publicada no DOM nº 1.375. publicada no DOM nº 1. que se substituirão nessa ordem. sendo vedada a reeleição para o mesmo cargo no segundo biênio da legislatura vigente. da qual participarão somente os dois candidatos mais votados. em sessão solene. de 10/dez/2010) II . 24. de 25/nov/2011) § 3º O Regimento Interno da Câmara Municipal de Teresina disporá sobre o processo de substituição de membro da Mesa.375. de 10/dez/2010) § 6º No caso de haver segundo turno para eleição da Mesa Diretora. de 10/dez/2010) Art.375. . elegerão os componentes da Mesa que serão automaticamente empossados. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. uma segunda eleição. de 10/dez/2010) § 7º A posse dos eleitos para a Mesa Diretora. 24. publicada no DOM nº 1. pág. Primeiro Vice-Presidente. no limite máximo de uma hora da divulgação do resultado. 24. pelo voto da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. ainda sob a presidência do mais idoso dentre os reeleitos. ou ineficiente no desempenho de suas atribuições.428. Primeiro Secretário. de acordo com a legislação em vigor. na sede do Poder Legislativo Municipal. § 2º Caberá ao Regimento Interno da Câmara Municipal dispor sobre a eleição da Mesa Diretora.375. devendo ser proclamado eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. pág. realizar-se-á. até que seja eleita a Mesa Diretora. 24.qualquer componente da Mesa poderá perder o cargo para o qual foi eleito. far-se-á imediatamente após a última sessão ordinária da primeira parte da legislatura. relativa ao segundo biênio. omisso. pág. havendo maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. Quarto Secretário e de dois suplentes.428. Segundo Secretário. o Vereador mais idoso que presidiu a sessão solene de posse permanecerá na presidência e convocará sessões diárias. far-se-á. publicada no DOM nº 1. 24. publicada no DOM nº 1. como prevê o parágrafo anterior. excetuando-se o de Presidente. de 10/dez/2010) § 5º Havendo mais de dois candidatos ao cargo de Presidente e nenhum tiver atingido maioria absoluta de votos. 25. se faltoso. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17/2010. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17/2010. no primeiro dia útil de janeiro do terceiro ano de cada legislatura. Terceiro Secretário. 24. Imediatamente. os Vereadores reunir-se-ão. publicada no DOM nº 1. A Mesa Diretora da Câmara Municipal se compõe de Presidente. publicada no DOM nº 1. Segundo Vice-Presidente. em caso de perda ou renúncia ao mandato.375. respeitado o direito ao contraditório e a ampla defesa. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17/2010.a Mesa Diretora será eleita para um mandato de 02 (dois) anos. de 25/nov/2011) § 4º A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. após a posse. pág. as chapas poderão substituir formalmente os candidatos nos cargos. § 1º Inexistindo número legal. para o segundo biênio. observando o seguinte: I . (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17/2010. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 17/2010. ou dentre os Vereadores presentes e. pág.

para fins de incorporação aos balancetes do Município. quando houver autorização legislativa.A Mesa da Câmara decide pelo voto da maioria de seus membros. independente de convocação.apresentar projetos de lei dispondo sobre a autorização para abertura de créditos adicionais.declarar a perda de mandato de Vereador.devolver à Prefeitura Municipal. VI . quando o prazo será antecipado para 15 (quinze) de janeiro. a proposta parcial do orçamento da Câmara Municipal para ser incluída na proposta geral do Município. em sessão legislativa.propor ao Plenário projetos de resolução que criem. assegurada ampla defesa nos termos do Regimento Interno. V . em sua sede.enviar até o dia 10 (dez) do mês subsequente. Compete à Mesa Diretora da Câmara Municipal. os balancetes financeiros e de suas despesas orçamentárias relativas a cada mês. empregos e funções da Câmara Municipal.solicitar ao Prefeito. a representação proporcional dos partidos. . VIII . através de sua Procuradoria Jurídica. 27. IV . é assegurada. A Câmara Municipal de Teresina reunir-se-á anualmente. 26. VII .§ 1º Na constituição da Mesa. quando os recursos a serem utilizados forem provenientes da anulação de dotação da Câmara. salvo nos fins de mandato. a abertura de créditos adicionais para a Câmara.elaborar e encaminhar ao Prefeito Municipal. o saldo existente. até o dia 31 (trinta e um) de agosto. além de outras atribuições estabelecidas no Regimento Interno: I . 42 desta Lei Orgânica. as contas do exercício anterior. tanto quanto possível. II . III . SEÇÃO VII DAS REUNIÕES Art. no último dia do ano. até o primeiro dia de março. nos casos previstos nos incisos III e VII do art. SEÇÃO VI DAS ATRIBUIÇÕES DA MESA DIRETORA Art.defender judicial ou extrajudicialmente as prerrogativas institucionais da Câmara Municipal. salvo nos casos previstos nesta Lei Orgânica e em seu Regimento Interno. de ofício ou por provocação de qualquer dos membros da Câmara Municipal. IX .enviar ao Prefeito Municipal. § 2º Na ausência dos membros da Mesa. Parágrafo Único . após aprovação pelo Plenário. de 1º de fevereiro a 15 de julho e de 1º de agosto a 20 de dezembro. transformem ou extingam cargos. o Vereador mais idoso assumirá a Presidência da Câmara Municipal.

Considerar-se-á presente à sessão o Vereador que assinar o livro de ata e as folhas de presença. ressalvados os casos previstos nesta Lei Orgânica e no Regimento Interno do Poder Legislativo Municipal. obedecida à ordem sucessória. de 25/nov/2011) § 2º Os dias de segunda e sexta-feira serão reservados à realização das reuniões das comissões. e participar das votações. conforme dispuser o seu Regimento Interno. § 3º A Câmara Municipal reunir-se-á em sessões ordinárias. no horário das 11:00 às 13:00 horas. até o início da ordem do dia. A convocação extraordinária da Câmara Municipal. secretas.428. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. 28. § 5º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. 29. as sessões poderão ser realizadas em outro local. As sessões serão abertas. far-se-á: . publicada no DOM nº 1. publicada no DOM nº 1. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. 30. ou. quarta e quinta-feira. A discussão e a votação da matéria constante da ordem do dia só poderão ser efetuadas com a presença da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. publicada no DOM nº 1. de 25/nov/2011) Parágrafo Único . comemorativas.A aprovação da matéria colocada em discussão dependerá do voto favorável da maioria simples dos Vereadores. § 2º As sessões solenes e especiais poderão ser realizadas fora do recinto da Câmara Municipal. somente possível no período de recesso. por decisão do Presidente da Câmara Municipal. As sessões da Câmara Municipal deverão ser realizadas em recinto destinado ao seu funcionamento. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. Art. solenes.§ 1º As sessões ordinárias ocorrerão nos dias de terça. na sua ausência. especiais e itinerantes.428. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. 31. Art. extraordinárias. tomada pela maioria absoluta de seus membros. 32. As sessões da Câmara Municipal serão públicas. de 25/nov/2011) Art. Art. § 1º Comprovada a impossibilidade de acesso àquele recinto ou causa que impeça sua utilização.428. sessões especiais e audiências públicas. publicada no DOM nº 1. § 3º As sessões itinerantes serão realizadas em locais previamente autorizados pelo Plenário da Câmara Municipal. podendo ser prorrogado os trabalhos legislativos. pelo Presidente da Câmara Municipal. Parágrafo Único . de 25/nov/2011) § 4º As sessões realizadas sem a observância das disposições contidas nesta Lei considerar-se-ão nulas. Art.428. salvo deliberação em contrário. quando ocorrer motivo relevante de preservação do decoro parlamentar. com a presença mínima de 1/3 (um terço) de seus membros. mediante anuência do Plenário. por outro membro da Mesa.

pelo Prefeito Municipal. Art. quando atenderem à convocação das sessões legislativas extraordinárias. palavras e votos. por comunicação escrita aos Vereadores e fixando-se o período da sessão. quando este a entender necessária. plenamente justificada. § 2º Após devidamente protocolados. onde deverão ser apreciados e votados com um mínimo de 07 (sete) dias de antecedência da data que será designada para a ratificação da maioria simples dos Vereadores. As sessões especiais destinam-se à realização de exposições e debates sobre assuntos de interesse público. no mínimo.I . nos termos da Constituição Federal. II e III do art. resguardada a percepção de seu subsídio normal. destina-se à apreciação de matéria relevante. com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas. § 4º A convocação extraordinária da Câmara Municipal. As sessões solenes realizar-se-ão para: I . § 1º As solicitações. a ratificação da maioria absoluta do colegiado. § 3º Os casos considerados de grande repercussão de interesse social. os motivos que ensejam a realização das mesmas. a Câmara Municipal deliberará somente sobre a matéria para a qual foi convocada.pelo Presidente da Câmara Municipal. § 3º Os Vereadores não perceberão subsídio. III . visando à realização de sessões especiais ou audiências públicas. a metade mais 01 (um) de seus membros. II . não serão submetidos ao prazo do parágrafo anterior. bastando. de forma objetiva e concisa. 32. que necessitem de determinada urgência. III . ou seja. § 1º Na sessão legislativa extraordinária. Art.comemoração de datas e eventos. no exercício do mandato e na circunscrição do Município. II . os requerimentos a que se refere o parágrafo anterior serão encaminhados ao Plenário. 35.homenagem a entidades ou personalidades.a requerimento da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. Os Vereadores gozam de inviolabilidade por suas opiniões.posse do Prefeito. por autoridades de outras áreas administrativas ou por representantes de entidades legalmente constituídas. serão apresentadas e protocoladas na sede da Câmara Municipal. Vice-Prefeito e Vereadores. SEÇÃO VIII DOS VEREADORES SUBSEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. mediante requerimento escrito e devidamente assinado por. 34. § 2º As sessões legislativas extraordinárias serão convocadas pelo Presidente da Câmara. . 33. na situação prevista nos incisos I. para análise e consequente aprovação da solicitação. 1/3 (um terço) do Colegiado de Vereadores contendo.

b) patrocinar causas em que seja interessado qualquer dos órgãos a que se refere a alínea "a" do inciso I. Perderá o mandato o Vereador: I . inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum nos órgãos constantes da alínea anterior. à terça parte das sessões ordinárias da Câmara Municipal. SUBSEÇÃO II DAS INCOMPATIBILIDADES Art. 36. II . III . Autarquia ou Fundação Pública.cujo procedimento for considerado incompatível com o decoro parlamentar. Art. o Vereador terá livre acesso às repartições públicas municipais.que perder ou tiver suspenso os direitos políticos. 38. Os Vereadores não serão obrigados a testemunhar perante a Câmara Municipal sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato.que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior. empresa pública. dentro do prazo estabelecido nesta Lei Orgânica. salvo quando obedeça a cláusulas uniformes. V . à verificação e consulta de documentos oficiais.que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. Os Vereadores não poderão: I . Art. VI . 39. o abuso das prerrogativas asseguradas aos Vereadores ou a percepção. c) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. VII .No exercício de seu mandato. VIII . salvo em caso de licença ou de missão oficial autorizada. IV . salvo o cargo de Secretário. função ou emprego remunerado. 37.que a Justiça Eleitoral o decretar nos casos previstos na Constituição Federal. de vantagens individuais. além dos casos definidos no Regimento Interno.que deixar de tomar posse. Presidente ou Diretor de Empresa. em cada sessão legislativa. Art.que deixar de comparecer.Parágrafo Único . sem motivo justificado.desde a posse: a) ser proprietários. podendo diligenciar pessoalmente junto aos órgãos da administração direta e indireta e devendo ser atendido pelos respectivos responsáveis. por estes. autarquia.desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público. É incompatível com o decoro parlamentar. sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. nem sobre as pessoas que lhe confiaram ou delas receberam informações. controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato celebrado com o Município ou nela exerçam função remunerada. II . b) aceitar ou exercer cargo.que utilizar o mandato para a prática de atos de corrupção ou de improbidade .

a perda do mandato será decidida pela Câmara Municipal. Secretário ou Ministro de Estado. SUBSEÇÃO III DAS LICENÇAS Art. § 2º Nos casos dos incisos I e II. mediante provocação da Mesa ou de partido político representado na Câmara.para tratar de interesse particular. ou qualquer cargo. § 3º Nos casos dos incisos III. de caráter temporário e de interesse do Município.428. assim. Diretor de Empresa ou Autarquia Pública Municipal. o subsídio será opcional e não cumulativo. III . V. assegurada ampla defesa. por sessão legislativa. de ofício ou mediante provocação de qualquer Vereador ou de partido político representado na Câmara Municipal. do Presidente.428. por laudo pericial de junta médica oficial. desde que o período de licença não seja inferior a 30 (trinta) dias. se superior a este período e.por motivo de doença pessoal ou de cônjuge. por licença gestante. assegurada ampla defesa. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. bem como os encargos sociais relativos a tal diferença. § 2º Se a investidura for no cargo de Secretário Municipal. O Vereador poderá se licenciar: I . quando ocorrer falecimento ou renúncia por escrito do Vereador. 40.para assumir cargo de Secretário Municipal. devidamente comprovada por atestado médico pelo período de até 15 (quinze) dias. será declarada a vacância pelo Presidente da Câmara. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. § 1º O Vereador licenciado nos termos do inciso I fará jus à sua remuneração. ainda. § 3º Havendo a opção pelo subsídio de Vereador. VI. como se no exercício pleno do mandato. publicada no DOM nº 1. o Vereador licenciado não poderá reassumir antes que se tenha escoado o prazo de sua licença e não perceberá subsídio. do 2º ou 3º escalão do Poder Executivo Federal. § 4º No caso do inciso II deste artigo. de 25/nov/2011) IV . por voto aberto e maioria absoluta. caberá à Câmara tão somente arcar com o pagamento da eventual diferença entre o subsídio do Vereador e a remuneração do cargo para o qual foi nomeado. na forma do parágrafo anterior. ascendentes ou descendentes diretos. de 25/nov/2011) II . VII e VIII. em prazo não superior a 60 (sessenta) dias. Secretário de Estado ou qualquer cargo do 2º ou 3º escalão dos Governos Estadual ou Federal. publicada no DOM nº 1. nem superior a 60 (sessenta) dias por sessão legislativa. . fazendo o Vereador jus ao seu subsídio. sem direito ao subsídio. nos demais casos.administrativa. § 5º A licença prevista no inciso III depende de aprovação do Plenário e.por afastamento para o desempenho de missão cultural ou política. a perda de mandato será declarada pela Mesa da Câmara Municipal. de livre nomeação e exoneração. § 1º Extingue-se o mandato e. IV.

§ 1º O Suplente convocado deverá tomar posse dentro do prazo de 15 (quinze) dias.428. § 3º Nos casos dos incisos I e III do artigo anterior. projetos de resolução. projetos de decreto legislativo e outros expedientes. Presidente ou Diretor de Empresa.SUBSEÇÃO IV DA CONVOCAÇÃO DO SUPLENTE DE VEREADOR Art. § 5º Enquanto a vaga a que se refere o parágrafo anterior não for preenchida. de 25/nov/2011) § 4º Ocorrendo vaga e não havendo Suplente. § 2º Não perderá a condição de Suplente aquele que comunicar. 41. Autarquia ou Fundação Pública para prestar informações sobre assuntos inerentes às suas atribuições. o Suplente somente será convocado quando o afastamento for superior a 60 (sessenta) dias. assumirá.realizar audiências públicas com entidades legalmente constituídas. sob pena de ser considerado renunciante. devendo afastarse logo que o titular retornar. Autarquia ou Fundação Pública. para o período em questão. Presidente ou Diretor de Empresa Pública. 42. SEÇÃO IX DAS COMISSÕES Art. far-se-á convocação do Suplente de Vereador pelo Presidente da Câmara Municipal. constituídas na forma e com atribuições definidas no Regime Interno ou no ato de que resultar a sua criação. § 1º Em cada Comissão. III . cabe: I . licença ou investidura no cargo de Secretário. II . o Presidente da Câmara Municipal comunicará o fato. situação que lhe fará retornar à condição de suplente.convocar Secretários Municipais. salvo se for convocado para exercer cargo na administração pública. que não assumirá o cargo do Vereador licenciado ou afastado. em razão da matéria de sua competência. será assegurada tanto quanto possível a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da Câmara Municipal. § 6º O suplente de vereador que assumir o mandato no caso de afastamento do titular gozará das prerrogativas inerentes ao cargo. calcularse-á o quórum em função dos Vereadores remanescentes. salvo motivo justo aceito pela Câmara Municipal. publicada no DOM nº 1. dentro de 48 (quarenta e oito) horas ao Tribunal Regional Eleitoral e far-se-á a eleição se faltarem mais de 15 (quinze) meses para o término do mandato. A Câmara Municipal terá Comissões Permanentes e Especiais. No caso de vaga. quando solicitados.oferecer parecer sobre projetos de lei. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. § 2º Às Comissões Permanentes. depois de transcorrido o período. por escrito. o Suplente subsequente. .

onde se fizer necessário. Art.apreciar programas de obras e planos públicos e sobre eles emitir parecer. III .Os membros das Comissões Parlamentares de Inquérito. reclamações. Entidades representativas da comunidade poderão encaminhar. § 2º As Comissões de Estudo serão constituídas por tempo determinado e tratarão de matéria de natureza político-administrativa de interesse do Município. poderão. para apuração de fato especifico. serão criadas pela Câmara Municipal. 45. As Comissões Parlamentares de Inquérito.Comissões Processantes. de 25/nov/2011) Art. a quem caberá deferir ou indeferir a implementação do opinativo nos seus trabalhos. em conjunto ou isoladamente: I . § 1º As Comissões Solenes ou de Representação serão constituídas por tempo determinado. II .solicitar ao Plenário a prorrogação de prazo.Comissões de Estudo.Comissões Solenes ou de Representação. que será encaminhado. bem como a sua posterior execução. Parágrafo Único . sugestões acerca de proposições que se encontrem em estudos nas Comissões. 43. realizando os atos que lhes competirem. ao Presidente da Câmara Municipal. através de ato do Presidente da Câmara Municipal.proceder vistorias e levantamentos nas repartições públicas municipais da administração direta. autarquias e fundações. IV . por prazo determinado. além de outros previstos no Regimento Interno. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. As Comissões encerrarão seus trabalhos com apresentação de relatório circunstanciado. onde terão assegurado livre ingresso e permanência.Comissões Parlamentares de Inquérito. por escrito. ao Presidente da Câmara Municipal para que este: . em 10 (dez) dias. representações ou queixa de pessoa física ou jurídica contra atos ou omissões das autoridades públicas.receber petições. Art. V .solicitar depoimento de autoridade constituída ou de qualquer cidadão.requisitar dos responsáveis pela guarda e conservação dos documentos a sua apresentação e prestação de esclarecimentos necessários. publicada no DOM nº 1. III .O Presidente da Câmara Municipal encaminhará as sugestões ao presidente da respectiva Comissão. VI . podendo convocar pessoas a depor.428. Parágrafo Único .IV . que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. IV . no interesse da investigação. As Comissões Especiais são: I . VII . 46. Art. II . 44. mediante requerimento de 1/3 (um terço) de seus membros.fazerem-se presentes.acompanhar junto à Prefeitura Municipal a elaboração da proposta orçamentária.

49.428.do Prefeito Municipal. A Lei Orgânica Municipal poderá ser emendada. IV . II . II . em 05 (cinco) dias. § 3º A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência do Estado de Sítio. publicada no DOM nº 1.decretos legislativos. mediante proposta: I . V . dentre outras: I . no órgão oficial do Município e. quando se tratar de fato relativo ao poder executivo. III .emendas à Lei Orgânica Municipal. Art. sendo o caso. IV . Uso e Parcelamento do Solo. com o respectivo número de ordem. Estado de Defesa ou de Intervenção no Município. § 2º A emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa da Câmara.a) dê ciência imediata ao Plenário. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011.leis complementares. ao Ministério Público cópia de inteiro teor. em 05 (cinco) dias. Art.Código de Obras e Edificações. e aprovada por 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara Municipal. de 25/nov/2011) § 1º A proposta de emenda e de reforma à Lei Orgânica do Município será votada em 02 (dois) turnos. 48. a publicação das suas conclusões. III . II . . SEÇÃO X DO PROCESSO LEGISLATIVO Art.Código Tributário Municipal. d) providencie. no mínimo dos Vereadores. quando se tratar de Comissão de Inquérito e concluir pela existência de infração ou de fato apurável por iniciativa daquele órgão. c) encaminhe.leis ordinárias.Código de Zoneamento. cópia de inteiro teor ao Prefeito. b) remeta.de 1/3 (um terço). com a transcrição do despacho de encaminhamento ao Ministério Público. com interstício de 10 (dez) dias.resoluções. III . em 05 (cinco) dias. São leis complementares. 47.da população. O Processo Legislativo Municipal compreende a elaboração de: I . através da subscrição de 5% (cinco por cento) do eleitorado do Município.Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano.

§ 1º Se. VI .Lei de Organização Administrativa. 53. A iniciativa popular de Projeto de Lei de interesse específico do Município. às Comissões permanentes da Câmara. publicada no DOM nº 1. § 2º O prazo disposto no parágrafo anterior não flui nos períodos de recesso da Câmara Municipal. as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual. A iniciativa das leis cabe ao Vereador. § 4º Na apresentação do projeto. aumento de vencimentos ou vantagens dos servidores do Poder Executivo. IV .As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.criação. bastando que definam a pretensão dos proponentes. III . c) endereço do eleitor. Art. empregos ou funções públicas. Art.o plano plurianual de investimentos. estruturação e atribuições dos órgãos da administração direta ou indireta. Art. § 3º O Presidente da Câmara Municipal. Parágrafo Único . preenchidas as condições de admissibilidade prevista nesta lei. O Prefeito poderá solicitar urgência para apreciação de projeto de sua iniciativa. sobrestando-se a deliberação a qualquer outra matéria. não poderá negar seguimentos ao projeto.428. devendo encaminhá-lo às comissões competentes.Lei de Organização dos Servidores Públicos do Município. Art. satisfeitas as seguintes exigências: a) assinatura do eleitor. os subscritores poderão indicar até 02 (dois) representantes que farão a defesa oral do projeto perante o Plenário. de 25/nov/2011) II .Código de Posturas. de suas administrações regionais ou de bairros dependerá de manifestação de.o regime jurídico dos servidores do Município. quando de sua discussão pelo prazo de 15 (quinze) minutos. § 1º Os projetos de lei de iniciativa popular serão apresentados à Câmara Municipal. a proposição será incluída na ordem do dia. § 2º Os projetos de lei de iniciativa popular poderão ser redigidos sem observância da técnica legislativa. Art. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. 5% (cinco por cento) do eleitorado interessado. 54. 51.V . 52. sessão e zona eleitoral. a Câmara Municipal não se manifestar em até 30 (trinta) dias. nem se aplica aos projetos de codificação. VII . Não será admitido aumento das despesas previstas nos projetos: . São de iniciativa exclusiva do Prefeito as leis que disponham sobre: I .criação de cargos. no caso deste artigo. ao Prefeito Municipal e aos cidadãos. 50. b) número. pelo menos.

§ 7º Se a Lei não for promulgada dentro de 48 (quarenta oito) horas pelo Prefeito. Art. dos membros da Câmara Municipal. vetá-lo-á.I . não dependendo de sanção ou veto do Prefeito Municipal. Art. II . 55. A matéria constante de projetos de lei rejeitados somente poderá constituir objeto de novo projeto na mesma sessão legislativa mediante proposta de maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. Art. na forma do art. enviará o texto ao Prefeito que. II . inciso ou alínea. dentro de 30 (trinta) dias. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. o Presidente da Câmara Municipal. o prazo estabelecido no parágrafo anterior. ressalvado o disposto na parte final do inciso II deste artigo. ao Presidente da Câmara Municipal. A resolução destina-se a regular matéria de natureza político-administrativa da Câmara Municipal. o Presidente da Câmara Municipal a promulgá-lo-á e. § 6º Rejeitado o veto. neste caso. sobrestadas as demais proposições até sua votação final. É de competência exclusiva da Mesa da Câmara a iniciativa das leis que disponham sobre: I . ressalvados.de iniciativa exclusiva do Prefeito Municipal. inciso X. não será admitida emenda que aumente a despesa prevista. aquiescendo. § 3º O veto parcial somente abrangerá o texto integral de artigo. os projetos de leis orçamentárias. caberá ao Vice-Presidente fazê-lo. nos casos dos §§ 1º e 6º. 57. e comunicará os motivos do veto. podendo ser rejeitado apenas pelo voto da maioria absoluta dos Vereadores. sancioná-lo-á. III . § 1º Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias.autorização para abertura de créditos suplementares ou especiais. a contar de seu recebimento. em escrutínio aberto. ilegal ou contrário a esta Lei Orgânica ou ao interesse do público. Aprovado o Projeto de Lei. total ou parcialmente. parágrafo. III . § 5º Esgotado.organização dos serviços administrativos da Câmara Municipal. contados da data do recebimento.sobre organização dos serviços administrativos da Câmara Municipal. § 2º Se o Prefeito considerar o projeto em todo ou em parte inconstitucional. mediante anulação parcial ou total de dotação da Câmara Municipal.de iniciativa popular. será o projeto enviado ao Prefeito. de sua competência exclusiva. dentro de 48 (quarenta e oito) horas. . se assinada por 2/3 (dois terços).Nos projetos de competência exclusiva da Mesa da Câmara Municipal. 56. Art. o silêncio do Prefeito implicará sanção. Parágrafo Único . para promulgação. no prazo de 15 (quinze) dias úteis. 37. § 4º O veto será apreciado pela Câmara Municipal em sessão plenária. se este não o fizer em igual prazo. o veto será incluído na ordem do dia da sessão imediata. sem deliberação. da Constituição Federal. 58. no mínimo.fixação ou alteração da remuneração dos servidores da Câmara. contados da data do seu recebimento. no prazo de 10 (dez) dias úteis.

Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito. que serão de competência exclusiva da Mesa Diretora. não dependendo de sanção ou veto do Prefeito Municipal. . § 4º O Vice-Prefeito. se esta não estiver reunida. constando em ata o seu resumo. será chamado ao exercício do cargo de Prefeito o Presidente da Câmara Municipal. Art. como Presidente da Câmara. que deverão ser submetidas ao Plenário. ou vacância dos respectivos cargos. a Constituição Estadual e a Lei Orgânica do Município. b) administrativas. executivas e administrativas. 62. a Chefia do Poder Executivo. Art. auxiliará o Prefeito sempre que por ele for convocado para missões especiais e substituí-lo-á nos casos de licença ou vacância do cargo. CAPÍTULO III DO PODER EXECUTIVO SEÇÃO I DO PREFEITO MUNICIPAL Art. o Prefeito ou o Vice-Prefeito. por eleição direta. ensejando a eleição de outro membro para ocupar. renunciará à sua função de dirigente do Legislativo. Parágrafo Único . § 2º Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito. ocasião em que prestarão o compromisso de defender e cumprir a Constituição Federal. da legitimidade e da legalidade. na falta ou impedimento deste. O processo legislativo das resoluções e dos decretos legislativos far-se-á conforme o determinado no Regimento Interno da Câmara Municipal. O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse no dia 1º de janeiro do ano subsequente à eleição. Art. observar as leis. 60. observado o disposto nesta Lei Orgânica. Art.O Presidente da Câmara recusando-se. salvo motivo devidamente comprovado e aceito pela Câmara Municipal. 63. O Prefeito e o Vice-Prefeito serão eleitos simultaneamente para cada legislatura. promover o bem geral dos munícipes e exercer o cargo sob inspiração da democracia. 64. não tiver assumido. § 1º Se até o dia 15 (quinze) de janeiro.As resoluções se dividirão em: a) normativas. o Presidente da Câmara Municipal. O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito. Art. além de outras atribuições que lhe forem conferidas pela legislação. assumirá o Vice-Prefeito e. 59. 61. a assumir o cargo de prefeito. § 3º No ato da posse e ao término do mandato. em sufrágio universal e secreto.Parágrafo Único . com funções políticas. O Decreto Legislativo destina-se a regular matéria de competência da Câmara Municipal que produza efeitos externos. o cargo será declarado vago. que será transcrita em livro próprio. o Prefeito e o Vice-Prefeito farão declaração pública de seus bens. dentre brasileiros maiores de 21 (vinte um) anos e no exercício de seus direitos políticos. perante autoridade judiciária competente. em sessão solene da Câmara Municipal ou. por qualquer motivo.

Parágrafo Único . São infrações de natureza político-administrativa do Prefeito Municipal as previstas em lei federal.ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo.O Prefeito será julgado pela prática de infrações políticoadministrativas perante a Câmara Municipal. fundações ou empresas concessionárias de serviço público municipal. a eleição para ambos será feita pela Câmara Municipal. o contido no art. desde a posse. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. 38 da Constituição Federal. 67. III .patrocinar causas em que sejam interessadas as entidades mencionadas no inciso I deste artigo.428. SEÇÃO II DAS PROIBIÇÕES Art. publicada no DOM nº 1. nesta hipótese.aceitar ou exercer cargo. 66. Art. Parágrafo Único .(Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. Será declarado vago pela Câmara Municipal o cargo de Prefeito quando: I . no prazo de 15 (quinze) dias.infringir as normas dos arts.ser proprietários.fixar residência fora do Município. IV . § 2º Em qualquer dos casos.ocorrer falecimento. 65. emprego ou função remunerada. VI . sem motivo justo aceito pela Câmara Municipal. os eleitos deverão completar o período de seus antecessores. 66 e 67 desta Lei Orgânica. II . renúncia ou condenação por crime funcional ou eleitoral. Vagos os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito. controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato celebrado com o Município ou nela exerçam função remunerada. aplicando-se. 30 (trinta) dias depois de aberta a última vaga. Art. II .O Prefeito será julgado pela prática de crime de responsabilidade perante o Tribunal de Justiça do Estado. empresas públicas.firmar ou manter contrato com o Município ou com suas autarquias. de 25/nov/2011) Art. far-se-á eleição 90 (noventa) dias depois de aberta a última vaga. inclusive os de que seja ad nutum nas entidades referidas no inciso anterior. § 1º Ocorrendo a vacância nos cargos no último ano de mandato. sob pena de perda de mandato: I . O Prefeito e o Vice-Prefeito não poderão. V . . III . ressalvada a posse em virtude de concurso público.deixar de tomar posse. na forma da lei. 68.

expondo a situação do Município e solicitando as providências que julgar necessárias.iniciar o processo legislativo. Parágrafo Único . as contas referentes ao exercício anterior. vetar. 69. V . 165. nos termos do art. SEÇÃO IV DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO Art.enviar à Câmara Municipal projeto de lei do Plano Plurianual de Investimentos.sancionar. 71. § 9º. de acordo com a lei. . na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica. X . dirigir e defender os interesses do Município. por ocasião da abertura da sessão legislativa. quando comprovada a utilidade pública. na forma da lei. dentro do prazo legal. Compete privativamente ao Prefeito: I . projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento Anual do Município previstos nesta lei. da Constituição Federal. IV . III . II . O Prefeito poderá licenciar-se. Empresa Pública e Fundações.prover e extinguir cargos.No caso deste artigo.A renúncia ao mandato de Prefeito e Vice-Prefeito será feita em documento assinado pelo próprio renunciante. SEÇÃO III DA LICENÇA DO PREFEITO Art.decretar desapropriação de bens. Ao Prefeito compete dar cumprimento às deliberações da Câmara Municipal.exercer a direção superior da Administração Pública Municipal. na forma da lei. IX . quando impossibilitado de exercer o cargo. empregos e funções públicas municipais.remeter mensagem e plano de governo à Câmara Municipal. auxiliado pelos Secretários Municipais. nos termos da lei.representar o Município em juízo e fora dele. o Prefeito licenciado fará jus à sua remuneração integral. Parágrafo Único .perder ou tiver suspensos os direitos políticos.dispor sobre a organização e o funcionamento da administração municipal. a necessidade e interesse social. todas as medidas administrativas e de utilidade pública. VII .IV .prestar anualmente à Câmara Municipal. 70. VI . adotar. Art. reconhecida a firma e dirigida à Câmara Municipal. sem exceder às verbas orçamentárias. Presidentes ou Diretores de Autarquia. promulgar e fazer publicar as leis aprovadas pela Câmara Municipal e expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. por motivo de doença devidamente comprovada. VIII .

bem como relevá-las. dentro das disponibilidades orçamentárias ou dos créditos autorizados pela Câmara Municipal.fazer publicar os atos oficiais.nomear e exonerar Secretários Municipais. nos termos constantes no art. XXIV . 20. a pedido. XIX . conceder ou autorizar o uso de bens municipais. no prazo legal. os recursos correspondentes às suas dotações orçamentárias.prestar à Câmara Municipal. . XXIX .celebrar convênios com entidades públicas ou privadas para a realização de objetivos de interesses do Município.permitir ou autorizar a execução de serviços públicos por terceiros. e incisos V e VII desta Lei Orgânica. autorizando as despesas e os pagamentos. caput. XII . a sede da Prefeitura.expedir decretos.decidir sobre os requerimentos. de 25/nov/2011) XXVII . quando impostas irregularmente. na forma da lei. face à complexidade da matéria ou à dificuldade de obtenção dos dados solicitados. XXX . XXIII . dentro de 15 (quinze) dias. XV . XVI . XXV .convocar extraordinariamente a Câmara. podendo o prazo ser prorrogado.dar denominação a prédios próprios municipais. obedecida a legislação específica. tarifas e preços.decretar calamidade pública.entregar à Câmara Municipal.permitir.transferir. XIV . temporária ou definitivamente. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. as vias e logradouros públicos. obedecidas às normas urbanísticas aplicáveis.XI . quando ocorrerem fatos que a justifiquem. bem como a guarda e aplicação da receita. XXVIII . até 30 (trinta) dias após o encerramento de cada bimestre. conforme critérios estabelecidos na legislação municipal.aplicar as multas previstas na legislação e nos contratos ou convênios. publicada no DOM nº 1.oficializar. XVIII . XVII .encaminhar aos órgãos competentes os planos de aplicação e as prestações de contas exigidas em lei. portarias e outros atos administrativos.428. as informações solicitadas.superintender a arrecadação dos tributos. XIII . bem como daqueles explorados pelo próprio Município. XXI . por prazo determinado. XX . Presidentes ou Diretores de Empresa Pública.solicitar o auxílio das forças policiais para garantir o cumprimento de seus atos. reclamações ou representações que lhe forem dirigidas. Autarquias e Fundações do Município. XXII .fixar as tarifas dos serviços públicos concedidos e permitidos. mediante denominação aprovada pela Câmara Municipal.publicar. nos termos desta Lei Orgânica. XXVI . relatórios resumidos da execução orçamentária.

comparecer à Câmara Municipal.os Presidentes e Diretores de Empresa Pública. no prazo máximo de 10 (dez) dias. XXXV .prover os serviços e obras da administração pública. de acordo com a lei. XLII . II . XLIII . com toda a documentação comprobatória da despesa da administração direta. . São auxiliares diretos do Prefeito: I . XXXVIII .encaminhar à Câmara Municipal e ao Tribunal de Contas. Autarquia e Fundações do Município. por sua própria iniciativa. § 1º O Prefeito Municipal poderá delegar as atribuições previstas nos incisos XI. conforme parágrafo anterior. autarquias e fundações municipais. XXXVI .os Secretários Municipais. nos limites das respectivas verbas orçamentárias e do plano de distribuição. até o 30o (trigésimo) dia de cada mês. avocar a si a competência delegada. nos termos da lei. certidões solicitadas à Prefeitura por qualquer interessado. XXII.organizar e dirigir. XLI . prêmios e subvenções. XXXIX . arruamento e zoneamento urbano ou para fins urbanos.estabelecer a divisão administrativa do Município.abrir créditos especiais e suplementares. os serviços relativos às terras do Município.adotar providências para a conservação e salvaguarda do patrimônio municipal.providenciar sobre a administração dos bens do Município e sua alienação. XXXII . XXXIV . aprovados pela Câmara Municipal. mediante prévia autorização da Câmara Municipal.contrair empréstimos e realizar operações de crédito. XXXIII . XL .XXXI . deste artigo.praticar ato de interesse do Município que não esteja reservado à competência da Câmara Municipal. § 2º O Prefeito Municipal poderá. empresas públicas. na forma da lei.determinar que sejam expedidas. XXXVII . para prestar os esclarecimentos que julgar necessários sobre o andamento da administração municipal. após a respectiva autorização legislativa. XXIV e XLII. 72. segundo seu único critério. a qualquer momento. XVIII. balancete do mês anterior.conceder auxílios. SEÇÃO V DOS AUXILIARES DO PREFEITO MUNICIPAL Art.aprovar projetos de edificação e loteamento.

o que há por executar e pagar. 74.medidas necessárias à regularização das contas municipais no Tribunal de Contas do Estado. para permitir que a nova Administração decida quanto à conveniência de lhes dar prosseguimento. informações atualizadas sobre: I . para prestação de informações e esclarecimentos oficiais.recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e das contribuições previdenciárias. II . Art.III . em até 30 (trinta) dias antes da posse e. para publicação imediata. A Lei estabelecerá as atribuições dos auxiliares diretos do Prefeito. sempre que convocados pela Casa. quantidade e órgãos que se encontram lotados e se estão em exercício. V .situação dos servidores do Município.transferências a serem recebidas da União e do Estado por força de mandamento constitucional ou de convênios. Parágrafo Único . 73. II . informando sobre o que foi realizado e pago. VIII . definindolhes a competência.dívidas do Município.projetos de lei de iniciativa do Poder Executivo em curso na Câmara Municipal. IV . dentro do prazo de 15 (quinze) dias.estado dos contratos de obras e serviços em execução ou apenas formalizados. deveres e responsabilidades. VI . com os prazos respectivos. SEÇÃO VI DA TRANSIÇÃO ADMINISTRATIVA Art. por credor. TÍTULO V DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL .situação dos contratos com concessionários e permissionários de serviços públicos. III . informando sobre a capacidade de a Administração Municipal realizar operações de crédito de qualquer natureza. acelerar seu andamento ou retirá-los. VII . inclusive das dívidas a longo prazo e encargos decorrentes de operações de crédito. O Prefeito Municipal entregará ao sucessor. IX .Além das atribuições fixadas em lei.expedir instruções para a boa execução das leis.prestações de contas de convênios celebrados com organismos da União e do Estado. bem como do recebimento de subvenções ou auxílios. compete aos auxiliares diretos do Prefeito: I .subscrever atos e regulamentos referentes aos órgãos sob sua direção. decretos e regulamentos. relatório da situação da administração municipal que conterá.comparecer à Câmara Municipal.os Administradores Regionais. III . entre outras. com as datas dos respectivos vencimentos.

é aplicável o limite estabelecido no art. à remuneração dos Procuradores do Município. VIII .as funções de confiança exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo e os cargos em comissão. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio do Prefeito. indireta de qualquer dos Poderes do Município.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos.CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 37. as compras e as alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. III . do Chefe do Poder Executivo Municipal. dos Vereadores e dos Secretários Municipais somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. XI. ao seguinte: I . . impessoalidade. XI . IV . aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego na carreira. VII .os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. assegurada a revisão geral anual. moralidade. mantidas as condições efetivas da proposta.ressalvados os casos especificados na legislação. as obras. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. de 25/nov/2011) IX . os serviços. observada a iniciativa privativa em cada caso. da Constituição Federal. nos termos da Constituição Federal. dos membros dos Poderes Executivo e Legislativo do Município. funções e empregos públicos da administração direta. sempre na mesma data e sem distinção de índices. em espécie. A administração pública direta.é garantido ao servidor público municipal o direito à livre associação sindical. VI . não poderão exceder o subsídio mensal. in fine.a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. do Vice-Prefeito. X . destinam-se apenas às atribuições de direção.é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. a qual permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. 75. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. eficiência e. II . chefia e assessoramento. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos e as pensões ou outra espécie remuneratória. V .os cargos. indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. publicada no DOM nº 1.428. XII . autárquica e fundações. condições e percentuais mínimos previstos em lei. percebidos cumulativamente ou não. também. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. atenderá aos princípios de legalidade. publicidade. nos termos da lei.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos municipais são irredutíveis.

informativo ou de orientação social. A administração fazendária do Município e seus Auditores Fiscais terão. serviços e campanhas dos órgãos públicos. c) a de 02 (dois) cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. regulando especialmente: I . externa e interna. nos termos do art. nessa qualidade. programas. § 6º É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. publicada no DOM nº 1. empregos ou funções públicas. § 1º A publicidade dos atos. de 25/nov/2011) § 2º A administração municipal destinará. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. sem prejuízo da ação penal cabível. 76. § 4º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. para a realização de atividades de administração tributária. emprego ou função pública. cargo privativo de portador de nível superior. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. § 3º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. anualmente. causarem a terceiros. 167. ressalvados os cargos acumuláveis na forma da Constituição Federal e os cargos eletivos. em qualquer caso. nos termos dos arts. observando. o disposto no inciso VIII. Art. ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. excluídos os gastos com inativos e pensões. e . deverão ter caráter educativo. na forma e gradação previstas em lei.é vedada a acumulação remunerada de cargos. com a remuneração de cargo. prestadoras de serviços públicos. 37. II . obras. servidor ou não. b) a de 01 (um) cargo professor com outro. IV. a perda da função pública. § 2º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. § 5º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado. responderão pelos danos que seus agentes. deste artigo. técnico ou científico. que causem prejuízos ao erário público. 37. inciso XXII. da Constituição Federal. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. inclusive os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.XIII . dentro de suas áreas de competência e jurisdição.o acesso dos usuários. da Constituição Federal. com profissões regulamentadas. 40. da qualidade dos serviços. na forma da lei. assegurando aos seus ocupantes que desempenham à atividade uma remuneração que promova o incremento da receita do Município. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.428. precedência sobre os demais setores administrativos. da Constituição Federal. observando o disposto no art. asseguradas a manutenção de serviço de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. dela não podendo constar nomes.as reclamações relativas à prestação de serviços públicos em geral. exceto quando houver compatibilidade de horários. Carreiras e Salários e exercem a atividade de administração tributária. e: a) a de 02 (dois) cargos de professor. XXII. nunca menos de um quarto da receita anual resultante de impostos. independentemente dos demais servidores. § 1º A carreira do Auditor Fiscal. é disciplinada em Plano de Cargos.

VI .investido no mandato de Prefeito. por motivo de doença que o impossibilite de continuar desempenhando as atividades próprias do seu cargo ou função. 78. sempre na mesma data. no âmbito dos Poderes Municipais. XVI. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. não havendo compatibilidade. da Constituição Federal. III e 153. VIII. ressalvados os casos previstos na legislação federal. IV .a proibição da conversão de férias ou licenças em dinheiro. V . da Constituição Federal. observados os limites máximos e. 7º. em espécie.a proibição da vinculação ou equiparação de vencimentos para efeito de remuneração do pessoal do serviço público. I.aplicação aos servidores públicos municipais do disposto no art. XVII. Art. II . sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. além do disposto nesta Lei Orgânica. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo e. autárquica e fundações.tratando-se de mandato eletivo federal. III . XII. ficará afastado de seu cargo. será aplicada a norma do inciso anterior. será afastado do cargo. XXII. XXIII e XXX.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. Ao servidor público da administração direta. estadual ou distrital.fixação. os preceitos estabelecidos nos artigos 150. sob o mesmo título ou idêntico fundamento. exceto para promoção por merecimento. XV. emprego ou função. VII. VI. . cuja remuneração observará.para efeito de benefício previdenciário. A lei reservará percentual de cargos e empregos públicos para as pessoas com deficiência e definirá os critérios de sua admissão. XVIII. no exercício de mandato eletivo. emprego ou função.irredutibilidade de vencimentos dos servidores públicos.167. IV. por lei. no caso de afastamento. perceberá as vantagens de seu cargo. Art.o direito de o servidor municipal ser readaptado à função compatível com sua capacidade de trabalho. IV.428. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. VIII . havendo compatibilidade de horários.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. II. IX. 153. 77.a vigência. aplicam-se as seguintes disposições: I . pelo Prefeito. ressalvado o disposto nesta Lei Orgânica. 79. § 2º. a administração de pessoal do Município observará: I . emprego ou função. IV . publicada no DOM nº 1.investido no mandato de Vereador. da revisão geral da remuneração dos servidores públicos. III . a qualquer título. XIII. VII . II . (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. XIX. Sem prejuízo do disposto neste capítulo. V . de 25/nov/2011) Art. XX. os valores remuneratórios percebidos. da Constituição Federal. do limite máximo e da relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos.

o Sindicato dos Servidores Municipais.A normatização dos cargos no Poder Legislativo Municipal dar-se-á na forma do art.a convocação. as associações e as entidades de classe das áreas específicas terão direito de fiscalização da realização dos concursos públicos. que fixará sua denominação. uma única vez. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas neste artigo. § 1º A não observância do disposto nos incisos I e II implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. As disposições de servidores públicos dos Poderes Executivo e Legislativo Municipais ocorrerão sempre com ônus para o órgão requisitante. para preenchimento de cargos e empregos na Administração Municipal. 81. Art. autarquias ou fundações mantidas pelo Poder Público. § 2º Os conselhos profissionais. 38 da Constituição Federal. salvo nos casos previstos em leis específicas ou aqueles decorrentes de Convênios. com prioridade sobre novos concursados. emprego ou função pública municipal é inamovível de ofício pelo tempo de duração de seu mandato. deverão estar abertas por. Art. Parágrafo Único . aplica-se o disposto no art. padrão de vencimentos. ressalvadas as nomeações para cargos em comissão. pelo menos. Lei Complementar estabelecerá o regime jurídico único dos servidores . 83. Somente por lei específica poderão ser criadas empresas públicas. § 3º É vedada a exigência de limite máximo de idade para a participação em concurso público. Art. Ao servidor público em exercício de mandato eletivo. de livre nomeação e exoneração.Depende de autorização legislativa. 21.o prazo de validade do concurso público será de até 02 (dois anos). 80. Art. Parágrafo Único . A investidura no cargo. inciso VII. II . condições de provimento e indicará os recursos pelos quais serão pagos seus ocupantes. para assumir cargo ou emprego na carreira daquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos. 85. por igual período. 84. sociedade de economia mista. durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. declarados em lei. 15 (quinze) dias após a publicação do edital respectivo. em cada caso.Art. inclusive com acesso às provas corrigidas. CAPÍTULO II DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS Art. Os cargos públicos da Administração Direta e Indireta do Município serão criados por lei. assim como participação de qualquer delas em empresa privada. nos termos da lei. emprego ou função pública dar-se-á na forma seguinte: I . prorrogável.a investidura em cargo ou emprego público municipal depende de aprovação prévia em concurso de provas ou de provas e títulos. III . desta Lei. § 4º As inscrições para concurso público. Parágrafo Único . 82.O Vereador ocupante de cargo.

O Município instituirá comissão de política de administração e remuneração de pessoal. 7º. indireta e fundações isonomia de vencimento e vantagens para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo e Legislativo. XVIII.valorização e dignificação social e funcional do servidor público por profissionalização e aperfeiçoamento. IV. § 3º O Prefeito e o Presidente da Câmara Municipal. XIX. das fundações e da Câmara Municipal e os seus respectivos planos de carreira. VIII. § 4º O Município proporcionará aos servidores oportunidades adequadas de crescimento profissional. XXII e XXX da Constituição Federal. XIII.institucionalização do sistema de mérito para a ascensão funcional. ao nível de escolaridade exigido para seu desempenho compatível com o mercado de trabalho do Município para a função respectiva.os requisitos para a investidura. Art. para isso. assegurarão que. das autarquias. 50% (cinquenta por cento) sejam ocupados por servidores de carreira dos respectivos Poderes. § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargos públicos o disposto no art. XVI.a natureza. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. XII. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. respeitados os princípios estabelecidos nesta Lei Orgânica. . VII. § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: I . pelo menos.remuneração adequada à complexidade e à responsabilidade das tarefas. III . II . facultada. § 5º Os programas mencionados no parágrafo anterior terão caráter permanente e poderão ser mantidos mediante convênios do Município com instituições especializadas. aperfeiçoamento e reciclagem. § 2º O Município manterá Escola de Governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. através de programas de formação de mão de obra. § 1º A Lei Complementar referida no caput deste artigo far-se-á com os seguintes objetivos: I .municipais da administração direta. IX. bem como proporcionalidade de carga horária e especificidades previstas na lei. ao proverem os cargos em comissão. XVII. III . § 6º Fica assegurada a participação paritária de representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais na comissão de elaboração do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local do trabalho. II . XX. integrada por servidores designados pelos Poderes Executivo e Legislativo. XV.as peculiaridades dos cargos. § 2º Fica assegurada aos servidores do Município da administração direta. 86.

no exercício de serviços de vigilância. ou outro dispositivo equivalente estabelecido pelo Conselho Nacional de Educação . Aos professores da rede municipal de ensino. a percepção de gratificação de risco de morte. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. O Município garantirá proteção à servidora pública gestante. 37. 91. Parágrafo Único . § 6º Lei Municipal disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia por despesas correntes em cada órgão. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade. nem será assegurada à servidora pública permanência na nova atividade. obedecido. 93. X e XI. 90. quando do gozo das férias anuais remuneradas que ocorrerem a partir do mês de fevereiro de cada ano. Art. § 4º O Membro de Poder. quando cessada a gestação. Art. da qual ficará afastada temporariamente.Deste direito não resultará qualquer ônus posterior ao Município. 88. 87. verba de representação ou outra espécie remuneratória. O Município assegurará aos seus servidores e dependentes econômicos. Art. § 5º Lei Municipal estabelecerá a relação entre a maior e a menor remuneração dos cargos e empregos públicos. conforme a lei dispuser. abono. mantida a percepção integral do vencimento e vantagens da remuneração do cargo ou função que estiver ocupando na data em que entrar em gozo esse benefício. de produtividade. realizando trabalho diverso que não lhe seja nocivo.428. reaparelhamento e racionalização do serviço público. 89. licença especial de 03 (três) meses. 94. em qualquer caso. autarquia e fundação. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. quando a natureza do cargo o exigir. quer diurno ou noturno. publicada no DOM nº 1. quando em atividade prejudicial à sua saúde e à do nascituro. Art. Art. da Constituição Federal. 92. Art. Fica assegurado aos servidores públicos municipais salário-família correspondente a 5% (cinco por cento) do salário-mínimo. Fica assegurada ao servidor público. Será concedida ao servidor público municipal. Art. adicional. inclusive das autarquias e fundações. Fica assegurado ao servidor público municipal o pagamento antecipado de 50% (cinquenta por cento) do décimo-terceiro salário. de desenvolvimento. de 25/nov/2011) Art. O Servidor Público Municipal terá direito à remuneração mensal na forma da legislação vigente. . prêmio. licença remunerada aos servidores que fizerem opção na forma da legislação. 95. modernização. serviço de atendimento médico. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011.podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão. o disposto no art. fica assegurada a observância do disposto no Plano de Carreira e Remuneração do Magistério Público. de treinamento. odontológico e de assistência social. O Município concederá. Art.CNE. Parágrafo Único . o detentor de mandato eletivo e os Secretários Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. na forma da Lei Municipal.Os serviços referidos neste artigo são extensivos aos aposentados e pensionistas.

III . 96. Art. O servidor público municipal será aposentado: I . § 3º O tempo de servidor público federal. será ele reintegrado e o eventual ocupante da vaga. Ao servidor público municipal. quando mulher. quando mulher. especificadas em lei e proporcionais nos demais casos. 99. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade. com proventos integrais. hipótese em que os diversos sistemas de previdência social compensar-se-ão financeiramente. c) aos 30 (trinta) anos de serviço. O Município instituirá comissão de política de administração e remuneração de pessoal. publicada no DOM nº 1. § 2º A lei disporá sobre a aposentadoria em cargos ou empregos temporários. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. § 1º A lei poderá estabelecer exceções ao disposto no inciso III. titular de cargo efetivo. aos 60 (sessenta) anos. contagiosa ou incurável. quando homem e. estadual ou municipal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e de disponibilidade. aos 70 (setenta) anos de idade. sendo vedados a instituição de abonos. § 4º Para efeito de aposentadoria. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão de servidor estável. gratificações. b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério. quando mulher. é assegurada a estabilidade ao completar três anos de efetivo exercício. aos 25 (vinte e cinco) anos.Lei Municipal instituirá a forma de correção salarial a ser aplicada a todos os servidores públicos. reconduzido ao cargo de origem. adicionais ou vantagens pecuniárias por decreto ou ato administrativo. "a" e "c". Art. aproveitado por outro ou posto em disponibilidade. com proventos integrais.compulsoriamente.428. A lei fixará os vencimentos dos servidores públicos municipais. quando mulher. quando homem e. 97. quando decorrente de acidente em serviço. aos 25 (vinte e cinco) anos. sendo-lhe assegurada ampla defesa.(Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. . Art. de 25/nov/2011) Parágrafo Único . sem direito à indenização. quando homem e. no caso de exercício de atividades consideradas penosas. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo com sentença judicial transitada em julgado ou mediante procedimento administrativo. insalubres ou perigosas. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. aos 30 (trinta) anos. integrada por servidores designados pelos respectivos poderes. o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada. é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada. moléstia profissional ou doença grave. com proventos integrais. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. rural ou urbana.por invalidez permanente. II . 98.voluntariamente: a) aos 35 (trinta e cinco anos) de serviço. Art. quando homem e. mediante acesso por concurso público.

subordinação das aplicações das reservas técnicas e fundos previdenciários garantidos de benefícios mínimos. a critérios técnicos e atuariais estabelecidos e aplicáveis. devidamente adequados de segurança. liquidez e rentabilidade. IV . ativos ou inativos. mesmo quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se tiver dada a aposentadoria. do orçamento dos órgãos municipais dos Poderes Executivo e Legislativo e da contribuição compulsória dos servidores ativos. dentre outros. no caso de morte por acidente de trabalho. Os serviços públicos pertinentes à Previdência Municipal serão prestados através do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Teresina . São beneficiários do Regime Próprio de Previdência Social do Município as pessoas físicas classificadas como segurados e dependentes. com estrita observância.Para a consecução de suas finalidades. V . VII . § 5º Os proventos da aposentadoria serão revistos. tendo em vista a natureza dos benefícios. Lei de iniciativa do Prefeito Municipal disporá sobre concessão de pensão especial aos dependentes do servidor municipal. a autonomia administrativa e financeira do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Teresina . § 6º O benefício de pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido.inviabilidade de criação. Art.IPMT. diversificação. III . 102. 101. 100. na mesma proporção e data. VI . sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade. majoração ou extensão de qualquer benefício sem a correspondente fonte de custeio total. observado o disposto no parágrafo anterior. . inativos e dos pensionistas.segundo critérios estabelecidos na legislação federal. II . será resguardada. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade.universalidade de participação nos planos previdenciários.IPMT. com a participação de servidores ativos e inativos dos Poderes Legislativo e Executivo do Município.irredutibilidade do valor dos benefícios. na forma da lei.valor mensal das aposentadorias e pensões não inferior ao salário-mínimo vigente no País. e obedecerá aos seguintes princípios estabelecidos por lei: I . § 1º São segurados obrigatórios do Regime Próprio de Previdência Social do Município os servidores públicos ocupantes de cargos efetivos. CAPÍTULO III DO REGIME PREVIDENCIÁRIO DO MUNICÍPIO Art. Parágrafo Único .caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa. até o limite estabelecido em lei.custeio da previdência social dos servidores públicos municipais mediante recursos provenientes. mediante contribuição. Art.

§ 2º São beneficiários do Regime Próprio de Previdência Social do Município na condição de dependentes do segurado: I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido; II - os pais; III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido. Art. 103. A previdência e a assistência social do Município têm por finalidade assegurar a seus beneficiários os meios indispensáveis de manutenção por motivo de idade avançada, incapacidade, tempo de serviço, encargos familiares, prisão, morte ou desaparecimento daqueles de quem dependiam economicamente, bem como a prestação de serviços que visam à proteção de sua saúde e concorram para o seu bem-estar. CAPÍTULO IV DOS ATOS MUNICIPAIS Art. 104. A publicação das leis e dos atos municipais far-se-á no Diário Oficial do Município. § 1º A publicação, pela imprensa, de atos não normativos poderá ser resumida. § 2º A escolha do órgão de imprensa particular para divulgação dos atos municipais será feita por meio de licitação em que se levarão em conta, além dos preços, as circunstâncias de periodicidade, tiragem e distribuição. § 3º Nenhum ato produzirá efeito antes de sua publicação. Art. 105. A formalização dos atos administrativos de competência do Prefeito far-se-á: I - mediante decreto, numerado em ordem cronológica, quando se tratar de: a) regulamentação da lei; b) criação ou extinção de gratificações, quando autorizadas em lei; c) aberturas de créditos especiais e suplementares, até o limite autorizado pela Lei Orçamentária; d) declaração de utilidade pública ou de interesse social para efeito de desapropriação ou de servidão administrativa; e) criação, alteração e extinção de órgãos da Prefeitura, quando autorizadas por lei; f) definição da competência dos órgãos e das atribuições dos servidores da Prefeitura, não privativas da lei; g) aprovação de regulamento e regimentos dos órgãos da administração direta; h) aprovação dos estatutos dos órgãos da administração descentralizada; i) fixação e alteração dos preços dos serviços prestados pelo Município e aprovação dos preços dos serviços concedidos ou autorizados; j) permissão para a exploração de serviços públicos e uso de bens municipais; l) aprovação de planos de trabalho dos órgãos da Administração direta; m) criação, extinção, declaração ou modificação de direitos dos administrados, não privativos de lei; n) medidas executórias do plano diretor; o) estabelecimento de normas de efeitos externos não privativos de leis;

II - mediante portaria, quando se tratar: a) provimento e vacância de cargos públicos e demais atos de efeito individual relativos aos servidores municipais; b) lotação e relotação nos quadros de pessoal; c) criação de comissões e designação de seus membros; d) instituição e dissolução de grupos de trabalho; e) autorização para contratação e dispensa de servidores por prazo determinado; f) abertura de sindicância e processos administrativos e aplicação de penalidades; g) outros atos que, por sua natureza ou finalidade, não sejam objeto de lei ou decreto. § 1º Poderão ser delegados os atos constantes do item II deste artigo. § 2º Embora publicados, os Decretos sem número ou que não obedeçam à ordem cronológica serão nulos. Art. 106. Os contratos, convênios e consórcios firmados pelo Prefeito, Presidente da Câmara Municipal ou por outro agente público em nome do município deverão ser publicados na íntegra ou em extrato no Diário Oficial do Município. Art. 107. A Prefeitura e a Câmara Municipal serão obrigadas a fornecer a qualquer interessado, no prazo máximo de 15 (quinze) dias, certidões dos atos, contratos, convênios, consórcios e decisões, desde que requeridos para fins de direito determinado, sob pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar sua expedição. CAPÍTULO V DA ADMINISTRAÇÃO DOS BENS PATRIMONIAIS Art. 108. Compete ao Prefeito Municipal a administração dos bens municipais, respeitada a competência da Câmara quanto aos seus servidores. Art. 109. Os bens móveis do Município deverão ser cadastrados, com a identificação e classificação pela natureza, destinação, valor e servidor responsável. § 1º Os bens imóveis serão classificados em livro próprio, com os dados referentes ao registro em cartório. § 2º Anualmente, será feito o inventário dos móveis e imóveis do Município. Art. 110. A alienação de bens municipais far-se-á de conformidade com a legislação pertinente. Art. 111. A afetação e a desafetação de bens municipais dependerão de lei. Parágrafo Único - As áreas transferidas ao Município em decorrência da aprovação de loteamento serão consideradas bens dominiais enquanto não se efetivarem benfeitorias que lhes deem outra destinação, e não poderão ser inferiores a 20% (vinte por cento) da área total do loteamento, já excluídas aquelas destinadas às avenidas e ruas. Art. 112. O uso de bens municipais por terceiros poderá ser feito mediante concessão, permissão ou autorização, conforme a exigência de interesse público. Parágrafo Único - O Município poderá ceder seus bens a outros entes públicos, inclusive os da administração indireta, desde que atendido o interesse público.

Art. 113. Nenhum servidor será dispensado, transferido, exonerado, nem será aceito o seu pedido de exoneração ou rescisão, sem que o órgão responsável pelo controle dos bens patrimoniais da Prefeitura, ou Câmara Municipal, ateste a devolução dos bens móveis do Município sob sua guarda. Art. 114. O órgão competente do Município será obrigado, independentemente de despacho de qualquer autoridade, a abrir inquérito administrativo e a propor, se for o caso, a competente ação civil e penal contra o servidor, sempre que forem apresentadas as denúncias contra o extravio ou danos de bens municipais. Art. 115. O Município, preferentemente à venda ou à doação de bens imóveis, concederá direito real de uso, mediante concorrência. Parágrafo Único - A concorrência poderá ser dispensada, quando o uso destinar-se à concessionária de serviço público, às entidades assistenciais ou verificar-se relevante interesse público na concessão, devidamente justificado. CAPÍTULO VI DAS OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS Art. 116. É de responsabilidade do Município, em conformidade com os interesses e as necessidades da população, prestar serviços públicos diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, bem como realizar obras públicas, podendo contratá-los com particulares através de processo licitatório. Art. 117. A obra ou serviço público, salvo nos casos de extrema urgência e devidamente justificados, só poderão ser realizados com a elaboração do respectivo projeto e no qual, obrigatoriamente, conste: I - relatório substanciado sobre sua conveniência e utilização para a coletividade; II - o orçamento do seu custo e a origem dos recursos financeiros para sua execução; III - os prazos para o seu início e término. Art. 118. A concessão ou a permissão de serviço público somente será efetivada, com autorização da Câmara Municipal e mediante contrato precedido de processo licitatório. § 1º Serão nulas de pleno direito as concessões e as permissões, bem como a delegação para a exploração de serviço público, feitas em desacordo com o estabelecido neste artigo. § 2º Os serviços concedidos ou permitidos ficarão sempre sujeitos à regulamentação e à fiscalização da administração municipal, cabendo ao Prefeito aprovar as respectivas tarifas ou preços. Art. 119. Os usuários estarão representados nas entidades prestadoras de serviços públicos na forma que dispuser a legislação municipal, assegurando-se-lhes a participação em decisões de: I - planos e programas de expansão dos serviços; II - revisão da base de cálculo dos custos operacionais; III - política tarifária;

O Município poderá revogar a concessão ou a permissão dos serviços que forem executados em desconformidade com o contrato ou ato pertinente. além das despesas operacionais e administrativas. de modo a manter o serviço contínuo. a obrigatoriedade mencionada neste artigo deverá constar de contrato de concessão ou permissão. Art. inclusive as hipóteses de gratuidade. tendo em vista o interesse econômico e social.nível de atendimento à população em termos de quantidade e qualidade. bem como permitir a fiscalização pelo Município. V .as condições de prorrogação. Parágrafo Único . VI . Nos contratos de concessão ou permissão de serviços públicos serão estabelecidos. 121.as regras para a remuneração do capital e para garantir o equilíbrio econômico e financeiro do contrato. computarse-ão. caducidade. o Município reprimirá qualquer forma de abuso do poder econômico. bem como previsão para expansão dos serviços. à exploração monopolística e ao aumento abusivo de lucros. Art. 124. assim como a possibilidade de cobertura dos custos por cobrança a outros agentes beneficiados pela existência dos serviços. Na concessão ou permissão de serviços públicos. em especial. inclusive apuração de danos causados a terceiro.os direitos dos usuários. Art. Parágrafo Único . Art. ainda que estipulada em contrato anterior. Art.a remuneração dos serviços prestados pelos usuários diretos. aplicação de recursos financeiros e realização de programas de trabalho. informando. as reservas para a depreciação e reposição dos equipamentos e instalações. V . 122. mediante edital ou comunicado resumido. cabendo à Câmara Municipal definir os serviços que serão remunerados. Art. 123. II . 120.IV . bem como daqueles que se revelarem manifestamente insatisfatórios ao atendimento dos usuários. inclusive em jornais da capital do Estado.Em se tratando de empresas concessionárias ou permissionárias de serviços públicos. As licitações para a concessão ou a permissão dos serviços públicos deverão ser precedidas de ampla publicidade.as normas que possam comprovar eficiência no atendimento de interesse público.mecanismos para atenção de pedidos e reclamações dos usuários. principalmente a que vise à dominação do mercado. IV .Na formação do custo dos serviços de natureza industrial.as regras para orientar a revisão periódica das bases de cálculo dos custos operacionais e da remuneração do capital. . dentre outros: I . Os preços dos serviços públicos prestados diretamente pelo município ou por órgãos de sua administração descentralizada serão fixados pelo Prefeito. 125. pelo menos uma vez por ano. As entidades prestadoras de serviços públicos serão obrigadas. sobre planos de expansão. adequado e acessível. a dar ampla divulgação de suas atividades. rescisão e reversão da concessão ou permissão. III .

na interpretação de normas administrativas e no julgamento de recursos. no âmbito de sua competência.encaminhar ao Chefe do Poder Executivo e ao Presidente da Câmara Municipal assuntos de interesse da comunidade. representações e recursos de habitantes do Município. Parágrafo Único . de órgãos consultivos constituídos por cidadãos não pertencentes ao serviço público municipal. II . § 3º A participação nos Conselhos Municipais será sempre gratuita e constituirá serviço público relevante. .propor os planos de expansão dos serviços públicos. têm por finalidade auxiliar a Administração Municipal na fixação de diretrizes. 127. Ao Município. Art. III . 129. O Município poderá consorciar-se com outros para a realização de obras ou prestação de serviços públicos de interesse comum. CAPÍTULO VII DOS CONSELHOS MUNICIPAIS Art. forma de nomeação de seus titulares. nos consórcios. III .prestar as informações que lhes forem solicitadas pelo Poder Público Municipal.elaborar o seu regimento interno. no planejamento. funcionamento. IV . ou quando houver interesse mútuo para a celebração de convênios.propor critérios para fixação das tarifas. criados por lei específica. Os Conselhos Municipais. Art. § 2º Os Conselhos Municipais possuem caráter deliberativo e composição paritária. deverá o Município: I . sem prejuízo de outras atribuições previstas nesta Lei. 126.Art. garantida a presença de representantes de órgãos públicos municipais e de entidades classistas ou populares e.O Município deverá propiciar meios para a criação. é facultado conveniar com a União ou com o Estado a prestação de serviços públicos de sua competência privativa. Aos Conselhos Municipais. quando lhes faltarem recursos técnicos ou financeiros para a execução do serviço em padrões adequados.Na celebração de convênios de que trata este artigo. II . § 1º A lei a que se refere o caput definirá suas atribuições. Parágrafo Único . 128. quando for o caso.avaliar periodicamente a prestação dos serviços públicos.pronunciar-se sobre reclamações. suplentes e duração de seus mandatos. V . encaminhando-os ao poder competente.convocar audiências públicas. cabe: I . composição. de entidades públicas estaduais ou federais e de servidores do setor de atuação do Conselho.

Art. pelo agrupamento de bairros contíguos. utilizar-se-á a linha reta. II . O Administrador Regional terá a remuneração fixada pela legislação municipal. 133. cujos extremos. II .consulta plebiscitária à população da área que constituirá a Administração Regional ou Região Administrativa Rural. 130. nas quais serão fixados os seus limites. 131. II . em Regiões Administrativas Rurais. São requisitos para a criação de Administrações Regionais ou de Regiões Administrativas Rurais: I . O Município.CAPÍTULO VIII DA DIVISÃO ADMINISTRATIVA DO MUNICÍPIO SEÇÃO I DAS ADMINISTRAÇÕES REGIONAIS E REGIÕES ADMINISTRATIVAS RURAIS Art.fora do perímetro urbano. para fins administrativos. As Administrações Regionais e Regiões Administrativas Rurais serão dirigidas por Administradores Regionais. no caso das segundas. Art. § 2º A povoação escolhida pela população da área como sede da Região Administrativa Rural dar-lhe-á o nome e terá a categoria de vila. § 3º Os procedimentos deste artigo se aplicam ao desdobramento ou remembramento de Administrações Regionais ou Regiões Administrativas Rurais. no caso das primeiras e dos habitantes da região rural.dar-se-á preferência de delimitação às linhas naturais.população nunca inferior a 10% (dez por cento) dos habitantes da região urbana do Município. em Administrações Regionais. dividir-se-á: I .Criada a Administração Regional. SEÇÃO II DO ADMINISTRADOR REGIONAL Art. . respeitando-lhes os limites.inexistindo linhas naturais. sejam facilmente identificáveis e tenham condições de fixidez. 132. Parágrafo Único . § 1º Na fixação das divisas entre as Regiões Administrativas Rurais. ficará o Prefeito Municipal autorizado a criar o respectivo cargo de Administrador. § 2º As regiões Administrativas Rurais serão criadas e organizadas por lei específica. serão observadas as seguintes normas: I . pontos naturais ou não. III .a não interrupção da continuidade territorial. facilmente identificáveis. § 1º As Administrações Regionais serão criadas e organizadas por lei específica.dentro do perímetro urbano.

II . A Ouvidoria Geral do Município. cabendo-lhe. SEÇÃO IV DA OUVIDORIA GERAL DO MUNICÍPIO Art.prestar as informações que forem solicitadas pela Câmara Municipal. VII . Art. Compete ao Administrador Regional: I . III . na defesa dos direitos e interesses individuais e coletivos. pelo menos. com. Parágrafo Único .solicitar ao Prefeito as providências necessárias à boa Administração Regional.coordenar e supervisionar os serviços públicos regionais.A Procuradoria Geral do Município de Teresina tem por Chefe o Procurador Geral do Município. na parte em que lhe couber.executar e fazer executar. dentre advogados de notório saber jurídico e reputação ilibada. impessoalidade. judicial e extrajudicialmente. observados os princípios e regras contidos nesta Lei Orgânica. 05 (cinco) anos de prática forense. o que dispuser sobre sua organização. de acordo com o que for estabelecido nas leis e regulamentos. Art. IV . nos termos da lei complementar. as leis e os demais atos emanados dos Poderes competentes. assegurado o acompanhamento da Ordem dos Advogados do Brasil. seu funcionamento. Lei complementar disporá sobre a Procuradoria Geral do Município.promover a manutenção dos bens públicos municipais localizados na Administração Regional. disciplinando as competências e o funcionamento dos órgãos que a integram. A Procuradoria Geral do Município é a instituição que representa. publicidade administrativa e também. VI . . como advocacia geral. VIII .executar outras atividades que lhe forem atribuídas pelo Prefeito Municipal e pela legislação pertinente. moralidade. contra atos e omissões da Administração Pública Municipal. economicidade. 136. 137. 138. SEÇÃO III DA PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO Art. 135. bem como estabelecerá o regime jurídico dos integrantes da carreira de Procurador do Município.prestar contas das importâncias recebidas para fazer face às despesas da Administração Regional. órgão vinculado ao Gabinete do Prefeito Municipal. de livre nomeação do Prefeito Municipal. o Município. O ingresso na Carreira de Procurador Municipal far-se-á mediante concurso público de provas e títulos. legitimidade. V .propor ao Prefeito Municipal a admissão e a dispensa dos servidores lotados na Administração Regional.Art. 134. tem como objetivo atuar na defesa dos princípios da legalidade. e suas atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.

fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias. decorrente de obras públicas. a atualização da base de cálculo dos tributos municipais. III . às atribuições e ao funcionamento da Ouvidoria Geral do Município. II . antes do término do exercício. IV . com atribuições de decidir. II . periodicamente. Art. § 2º A atualização da base de cálculo do imposto sobre serviços de qualquer natureza. por natureza ou acessão física e de direitos reais sobre imóveis. § 1º A base de cálculo do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana será atualizada anualmente.cadastramento dos contribuintes e das atividades econômicas. Lei de iniciativa do Poder Executivo criará um colegiado constituído paritariamente por servidores públicos municipais e contribuintes representantes das categorias econômicas e profissionais. cobrado de profissionais autônomos e sociedade civil de trabalho profissional.impostos sobre: a) propriedade predial e territorial urbana. por ato oneroso.contribuição de melhoria. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos específicos ou divisíveis. § 2º O cargo de Ouvidor Geral do Município é privativo de profissional com bacharelado em Direito. A administração tributária é atividade vinculada. Art. com fundamento em proposta de comissão especial da qual participarão servidores da Secretaria de Finanças. em grau de recurso. 141. a qualquer título. essencial ao Município e deverá estar dotada de recursos humanos e materiais necessários ao fiel exercício de suas atribuições. Art. 140. Compete ao Município instituir os seguintes tributos: I . definidos em lei complementar. de bens imóveis. obedecerá aos índices oficiais de atualização monetária e poderá ser realizada . as reclamações sobre questões tributárias. exceto os de garantia. c) serviços de qualquer natureza. 142. bem como cessão de direitos à sua aquisição. III . prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. à estruturação. 139. TÍTULO VI DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO CAPÍTULO I DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS Art.lançamento dos tributos.taxas. b) transmissão intervivos. principalmente no que se refere a: I . O Prefeito Municipal promoverá.§ 1º Lei complementar disporá quanto à organização.inscrição dos inadimplentes em dívida ativa e respectiva cobrança amigável ou encaminhamento para cobrança judicial. representantes da Câmara Municipal e dos contribuintes.

a ser cobrada de seus servidores. CAPÍTULO II DOS PREÇOS PÚBLICOS Art. o Município poderá cobrar preços públicos. 146. observados os seguintes critérios: I . devendo a lei que a autorize ser aprovada por maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. e independentemente do vínculo que possuir com o Município. para custeio de benefícios dos funcionários.quando a variação de custos for inferior ou igual aos índices oficiais de atualização monetária. O Município poderá instituir contribuição. Para obter o ressarcimento da prestação de serviços de natureza comercial ou industrial ou de sua atuação na organização e exploração de atividades econômicas. É de responsabilidade do órgão competente da Prefeitura Municipal a inscrição em dívida ativa dos créditos provenientes de impostos. Art. Art. Parágrafo Único . sempre que se apure que o beneficiário não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições. com prazo de pagamento fixado pela legislação ou por decisão proferida em processo regular de fiscalização. poderá ser realizada mensalmente. a atualização poderá ser feita mensalmente até esse limite. qualquer que seja seu cargo. de sistemas de previdência e assistência social. § 4º A atualização da base de cálculo das taxas de serviços levará em consideração a variação de custos dos serviços prestados ao contribuinte ou colocados à sua disposição. Art. 143. II . não cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para a sua concessão. A concessão de isenção e de anistia de tributos municipais dependerá de autorização legislativa. emprego ou função. A concessão de isenção. . responderá civil. A remissão de créditos tributários somente poderá ocorrer nos casos de calamidade pública. Art. 144. 149. Ocorrendo a decadência do direito de constituir o crédito tributário ou a prescrição de ação de cobrá-lo. contribuição de melhoria e multas de qualquer natureza decorrentes de infrações à legislação tributária. cumprindo-lhe indenizar o Município do valor dos créditos prescritos ou não lançados. ou notória pobreza do contribuinte. 145. criminal e administrativamente pela prescrição ou decadência sob a responsabilidade. taxas. ficando o percentual restante a ser atualizado por meio de lei que deverá estar em vigor antes do início do exercício subsequente. Art. Art.A autoridade municipal. aprovada por maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. abrir-se-á inquérito administrativo para apurar as responsabilidades. na forma da lei. § 3º A atualização da base de cálculo das taxas decorrentes do exercício do poder de polícia municipal obedecerá aos índices oficiais de atualização monetária e poderá ser realizada mensalmente. de anistia ou moratória não gera direitos adquiridos e será revogada de ofício. 148.mensalmente. 147.quando a variação de custos for superior aos índices.

o orçamento de investimentos das empresas em que o Município. IV . com as respectivas metas.as diretrizes orçamentárias. inclusive as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal. bem como a demissão de pessoal. II . da administração direta ou indireta. II . III .o orçamento fiscal da administração direta municipal. CAPÍTULO III DOS ORÇAMENTOS SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. II . inclusive das fundações instituídas pelo Poder Público Municipal. III . IV .diretrizes. § 2º Lei estabelecerá outros critérios para a fixação de preços públicos.§ 1º Os preços devidos pela utilização de bens e serviços municipais deverão ser fixados. § 1º O plano plurianual compreenderá: I . detenha a maioria do capital social com direito a voto.orientação para elaboração da lei orçamentária anual. quando tornados deficitários. indireta ou fundacional. inclusive de fundações instituídas e . 150.as prioridades da Administração Pública Municipal.os orçamentos anuais. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. III .alterações na legislação tributária.o orçamento das entidades de administração indireta. incluindo a despesa de capital para o exercício financeiro subsequente.autorização para concessão de vantagens ou aumento de remuneração. III . pelas unidades governamentais da administração direta. da administração direta ou indireta.gastos com a execução de programa de duração continuada. II . § 2º As diretrizes orçamentárias compreenderão: I . incluindo os seus fundos especiais. a qualquer título. direta ou indiretamente. criação de cargos ou alteração de estrutura de carreiras. § 3º O orçamento anual compreenderá: I .o orçamento da seguridade social. de modo a cobrir os custos dos respectivos serviços e serem reajustados.investimentos de execução plurianual.o plano plurianual. objetivos e metas para as ações municipais de execução plurianual. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I . abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculadas.

VI . ressalvadas as autorizações mediante créditos suplementares ou especiais. III . sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes. SEÇÃO II DAS VEDAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS Art. serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários originais ou adicionais. aprovados pela Câmara Municipal por maioria absoluta. e apreciados pela Câmara Municipal. São vedados: I .a abertura de créditos adicionais suplementares ou especiais. § 4º Os planos e programas municipais de execução anual serão elaborados em consonância com o plano plurianual e com as diretrizes orçamentárias. incluindo-se as autorizações para abertura de créditos adicionais suplementares e contratação de operações de crédito de qualquer natureza e objetivo.a inclusão de dispositivos estranhos à previsão da receita e à fixação da despesa. ressalvada a que se destine à prestação de garantia às operações de crédito por antecipação de receita.a utilização sem autorização legislativa específica. caso em que. IV . § 5º Os orçamentos previstos no § 3º deste artigo serão compatibilizados com o plano plurianual e com as diretrizes orçamentárias.mantidas pelo Poder Público Municipal.a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital. II . V . salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos 04 (quatro) meses daquele exercício.o início de programas ou projetos não incluídos no orçamento anual. sem prévia autorização legislativa. fundações e fundos especiais. reabertos nos limites de seus saldos. § 2º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender às despesas imprevisíveis e urgentes. evidenciando os programas e políticas do Poder Público Municipal.a instituição de fundos especiais de qualquer natureza. como as decorrentes de calamidade pública. 151. VIII . respectivamente. SEÇÃO III DAS EMENDAS AOS PROJETOS ORÇAMENTÁRIOS . de recursos de orçamento fiscal da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas. IX .a concessão ou utilização de créditos ilimitados. VII .a vinculação da receita de impostos a órgãos ou fundos especiais. § 1º Os créditos adicionais especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados.

incluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos. § 2º As emendas serão apresentadas à Comissão de Orçamento e Finanças.sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias. § 5º O Prefeito Municipal poderá enviar mensagem à Câmara Municipal para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo. que sobre elas emitirá parecer.examinar e emitir parecer sobre os projetos de plano plurianual. às diretrizes orçamentárias. acompanhar e fiscalizar as operações resultantes ou não da execução do orçamento. conforme o caso. nos termos da Lei Municipal. caso: I . § 1º Caberá à Comissão de Finanças. § 4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.indiquem os recursos necessários. 152. § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual e aos projetos que o modifiquem somente poderão ser aprovadas. Orçamento e Fiscalização Financeira e Ordem Econômica da Câmara Municipal: I . sem prejuízo das demais comissões criadas pela Câmara Municipal. na forma do Regimento Interno. enquanto não vigorar a lei complementar de que trata o § 9º do artigo 165 da Constituição Federal. em decorrência de veto. c) transferências tributárias para autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal. orçamento anual e sobre as contas do Município apresentadas anualmente pelo Prefeito.sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou comissões. e apreciadas. ao orçamento anual e aos créditos adicionais suplementares e especiais serão apreciados pela Câmara Municipal.Art. na forma do Regimento Interno. § 7º Aplicam-se aos projetos referidos neste artigo as demais normas relativas ao processo legislativo no que não contrariar o disposto nesta seção. poderão ser utilizados. com prévia e específica autorização legislativa. mediante abertura de créditos adicionais suplementares ou especiais. de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão enviados pelo Prefeito Municipal. diretrizes orçamentárias.examinar e emitir parecer sobre os planos e programas municipais. II . Os projetos de lei relativos ao plano plurianual. § 8º Os recursos que. III . b) serviço da dívida. pelo Plenário da Câmara Municipal. admitidos apenas os provenientes de anulação ou de transposição de despesas. II . cuja alteração será proposta. b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. . emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual. § 6º Os projetos de lei do plano plurianual. enquanto não iniciada a votação na Comissão de Orçamento e Finanças. ficarem sem despesa correspondente.

Poderá ser constituído regime de adiantamento em cada uma das unidades da administração direta.pelos créditos adicionais. Na efetivação dos empenhos sobre as dotações fixadas para cada despesa. a transferência e a transposição somente se realizarão. As receitas e as despesas orçamentárias serão movimentadas através de caixa único regularmente instituído. obrigatoriamente. transferidas e outras. das empresas públicas. representar-se-ão: I . Art. 155. durante o exercício. 153. 158. 156. que conterá as características já determinadas nas normas gerais de Direito Financeiro. será emitido o documento Nota de Empenho. o prazo de transferência dos valores arrecadados para a Conta Única do Município. nas autarquias. quando autorizados em lei específica que contenha justificativa. suplementares. Art.A Câmara Municipal poderá ter a sua própria tesouraria. O Prefeito Municipal fará publicar.SEÇÃO IV DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA Art. Parágrafo Único . mediante convênio. As alterações orçamentárias. As disponibilidades de caixa do Município e de suas atividades da administração direta. SEÇÃO VI DA ORGANIZAÇÃO CONTÁBIL .O remanejamento. Art.pelos remanejamentos. Art. especiais e extraordinários. SEÇÃO V DA GESTÃO DE TESOURARIA Art. nas fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal e na Câmara Municipal para ocorrer às despesas miúdas de pronto pagamento definidas em lei. bem como na utilização das dotações consignadas às despesas para a execução dos programas nele determinados. até 30 (trinta) dias após o encerramento de cada bimestre. das fundações. 157. Parágrafo Único . 154. não podendo ser superior a 10 (dez) dias. observado sempre o princípio do equilíbrio. Art. dos fundos especiais instituídos pelo Poder Público e da Câmara Municipal serão depositadas em instituições financeiras oficiais. para movimentação dos recursos que lhe forem liberados. § 1º As arrecadações das receitas próprias do Município e de suas entidades de administração indireta poderão ser feitas através de rede bancária privada. A execução do orçamento do Município refletir-se-á na obtenção das suas receitas próprias. 159. § 2º No convênio constará. transferências e transposições de recursos de uma categoria de programação para outra. relatório resumido da execução orçamentária. II .

. de posse dos balancetes mensais e do balanço geral do Município.o orçamento do exercício em vigor. O Prefeito e as entidades da administração indireta municipal. na organização de seu sistema administrativo e informativo e nos seus procedimentos. São sujeitos à tomada ou à prestação de contas os agentes da Administração Municipal responsáveis pelos bens e valores pertencentes ou confiados à Fazenda Pública Municipal. § 4º Rejeitadas as contas. 163. § 2º O parecer emitido pelo Tribunal de Contas do Estado sobre as contas que o Prefeito Municipal deve anualmente prestar só deixará de prevalecer por decisão de (2/3) dois terços dos membros da Câmara Municipal.os balancetes mensais. no prazo de 10 (dez) dias. objetivando a efetivação do controle externo. II .Art. 160. SEÇÃO VIII DA PRESTAÇÃO E TOMADA DE CONTAS Art. acompanhados de cópias dos comprovantes de despesas. serão estas. mediante controle externo. III .As providências dos incisos II e IV devem ser cumpridas também perante a Câmara Municipal. até o dia 10 (dez) de cada mês. A fiscalização do Município é exercida pela Câmara Municipal. Art.o balanço geral do Município. se houver decorrido 60 (sessenta) dias de sua aprovação. IV . 164. até noventa dias após o encerramento do exercício. para fins de incorporação à contabilidade central da Prefeitura. A contabilidade do Município obedecerá. Parágrafo Único . na forma da lei. as contas serão consideradas aprovadas ou rejeitadas. obrigatoriamente remetidas ao Ministério Público. até o dia 15 (quinze) de janeiro. enviarão ao Tribunal de Contas do Estado: I . Art. A Câmara Municipal terá sua própria contabilidade. para os fins de direito.A contabilidade da Câmara Municipal encaminhará as suas demonstrações. emitirá parecer prévio sobre as contas do recebimento do balanço geral. § 1º O controle externo é exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado que. Parágrafo Único . sem deliberação pela Câmara. de acordo com a conclusão do parecer do Tribunal de Contas. 161. 162. § 3º Decorrido o prazo de 60 (sessenta) dias. até 30 (trinta) dias do mês subseqüente ao vencido. SEÇÃO VII DA FISCALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA Art. e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo. aos princípios fundamentais de contabilidade e às normas estabelecidas na legislação pertinente.o plano plurianual e plano diretor.

§ 2º Os demais agentes municipais apresentarão as suas respectivas prestações de contas até o dia 15 (quinze) do mês subsequente àquele em que o valor tenha sido recebido. a partir da fixação de objetivos. 166. respeitadas as vocações. 165.eficiência na utilização dos recursos financeiros. Art.comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficiência da gestão orçamentária financeira e patrimonial nas entidades da administração municipal. apoiado nas informações contábeis com objetivos de: I . Os Poderes Executivo e Legislativo manterão. § 2º O processo de planejamento municipal considerará os aspectos técnicos e políticos. avais e garantias. diretrizes e metas. garantindo aos munícipes o acesso aos bens e serviços. II . as peculiaridades e a cultura local. um sistema de controle interno.democracia e transparência no acesso às informações disponíveis. preservando o seu patrimônio ambiental. III . TÍTULO VII DA ORDEM ECONÔMICA CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual e a execução dos programas do Governo Municipal. visando promover o desenvolvimento do Município. para a ação municipal. buscando conciliar interesses públicos e privados. O Poder Público Municipal manterá processo permanente de planejamento. ou servidor que exerça a função. bem como da aplicação de recursos públicos municipais por entidades de direito privado. .exercer o controle dos empréstimos e dos financiamentos. bem como dos direitos e haveres do Município. II . SEÇÃO IX DO CONTROLE INTERNO INTEGRADO Art. 167.§ 1º O tesoureiro do Município. propiciando que administradores e administrados participem do debate sobre os problemas locais e apresentem soluções. fica obrigado às prestações de contas até o dia 15 (quinze) do mês subsequente àquele em que o valor tenha sido recebido. natural e artificial. § 1º O desenvolvimento do Município terá por objetivo a realização plena de seu potencial econômico e a redução das desigualdades sociais. o bem-estar da população e a melhoria da prestação dos serviços públicos municipais. O planejamento municipal deverá orientar-se pelos seguintes princípios básicos: I . de forma integrada. técnicos e humanos disponíveis.

por todos os meios ao seu alcance. Art. o Poder Público .Plano Plurianual. 168. CAPÍTULO II DA POLÍTICA ECONÔMICA Art. Parágrafo Único . V . Parágrafo Único . 169. Art. planos e programas setoriais.III . Art. 172.Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. de modo que as atividades econômicas realizadas contribuam para elevar o nível de vida e o bem-estar da população. SEÇÃO II DA PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA NO PLANEJAMENTO Art.Plano de Desenvolvimento Integrado.Os programas e propostas de que trata este artigo ficarão à disposição dos representantes da sociedade civil que tenham participado das suas elaborações. A elaboração e a execução dos planos e dos programas do Poder Público Municipal obedecerão às diretrizes do Plano de Desenvolvimento Integrado e terão acompanhamento e avaliação permanentes.complementariedade e integração de políticas.Lei de Diretrizes Orçamentárias. 170. Os instrumentos de planejamento municipal mencionados no artigo anterior deverão incorporar as propostas constantes dos planos e dos programas setoriais do Município. O planejamento das atividades do Poder Público Municipal será feito por meio de elaboração e manutenção atualizadas dos seguintes instrumentos: I . V . 171. IV . bem como para a valorização do trabalho humano. para conhecimento das entidades representativas da comunidade. pelo prazo fixado no caput. O Poder Público Municipal buscará. 173. II . III . IV . a cooperação dos representantes da sociedade representativa da comunidade no Planejamento Municipal.viabilidade técnica e econômica das proposições.respeito e adequação às realidades municipal e regional.Para a consecução do disposto neste artigo. 30 (trinta) dias antes de enviá-los à Câmara Municipal. dadas as suas implicações para o desenvolvimento local. em consonância com os planos e programas estadual e federal existentes. de modo a garantir o seu êxito e assegurar sua continuidade. avaliadas a partir do interesse social e dos benefícios públicos. O Poder Público Municipal promoverá o desenvolvimento econômico do Município.Orçamento Anual. Art. O Poder Executivo publicará os programas e projetos integrantes do Plano de Desenvolvimento Integrado.

de modo que sejam efetivados: a) assistência técnica. b) crédito especializado ou subsidiado. O Poder Público Municipal promoverá e incentivará o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico. Parágrafo Único . no campo de sua competência.eliminar entraves burocráticos que possam limitar o exercício da atividade econômica.orientação e assistência jurídica. inclusive para os grupos sociais mais carentes. Art. considerando sua contribuição para a democratização de oportunidades econômicas. apoiar ou incentivar o desenvolvimento de atividades produtivas. para formar e manter a infraestrutura básica capaz de atrair.criação de órgãos. O Município.racionalizar a utilização de recursos naturais.dar tratamento diferenciado à pequena produção artesanal ou mercantil. às microempresas e às pequenas empresas locais.proteger o meio ambiente. o cooperativismo e as microempresas. V . d) serviços de suporte informativo ou de mercado. VIII . Art. VII . IV . independentemente da situação social e econômica do reclamante.A atuação do Poder Público Municipal dar-se-á no meio rural. Art. III .fomentar a livre iniciativa. no sentido de: I . X . II . 175. 178. sem prejuízo de outras iniciativas. Art. VI . III . 177.Municipal atuará de forma exclusiva ou em articulação com a União ou com o Estado e com órgãos de fomento às atividades produtivas. a realização de investimentos.atuação coordenada com a União e o Estado. 176.estimular o associativismo.proteger os direitos dos usuários dos serviços públicos e dos consumidores. 174. É de responsabilidade do Poder Público Municipal. IX . Na promoção do desenvolvimento econômico.privilegiar a geração de empregos. Art. em caráter precário e por prazo ilimitado definido em ato do .desenvolver ação direta junto à União e ao Estado. o Poder Público Municipal agirá. II . c) estímulos fiscais e financeiros. no âmbito da Prefeitura ou da Câmara Municipal para defesa do consumidor.utilizar tecnologia que absorva mão de obra. para a fixação de contingentes populacionais. O Poder Público Municipal desenvolverá esforços para proteger o consumidor através de: I . possibilitando-lhes acesso aos meios de produção e geração de renda.

despesa de escrituração dos livros fiscais estabelecidos pela legislação tributária do Município. ficando obrigadas a manter arquivada a documentação relativa aos atos e negócios que praticarem ou em que intervierem. de segurança. assim definidas em lei. Fica assegurada às microempresas ou às empresas de pequeno porte a simplificação ou a eliminação.As funções sociais da cidade devem garantir o acesso de todos os cidadãos aos bens e aos serviços urbanos. 183. de silêncio. 181. desde que não prejudiquem as normas ambientais. 180. O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. não terão seus bens. 182. a proteção do patrimônio ambiental natural e artificial e o interesse da coletividade. terá por objetivo o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e o bem-estar dos seus habitantes. Art. assegurando-lhes condições de vida e moradia compatíveis com o nível de desenvolvimento do Município. Às microempresas e às empresas de pequeno porte municipais.autorização para utilizarem modelo simplificado de notas fiscais. de trânsito e de saúde pública. cujo uso e ocupação deverão respeitar a legislação urbanística.fixar os critérios que assegurem a função social da propriedade. CAPÍTULO III DA POLÍTICA URBANA Art. Art. 184. Os portadores de deficiência física e as pessoas idosas terão prioridade para exercer o comércio eventual ou ambulante no Município. Parágrafo Único . III . Art. de procedimentos administrativos em seu relacionamento com a Administração Municipal direta ou indireta. na forma e nos prazos da lei. ou os de seus proprietários sujeitos à penhora pelo Município para pagamento de débito decorrente de sua atividade produtiva. Art. O Poder Público Municipal dispensará tratamento jurídico diferenciado à microempresa e à empresa de pequeno porte. urbanístico ou ambiental. os seguintes incentivos fiscais: I . IV .Prefeito. desde que trabalhadas exclusivamente pela família. Art. na forma definida por instrução do órgão fazendário da Prefeitura. A política urbana a ser formulada. em consonância com as políticas sociais e econômicas do Município. 179.isenção da taxa de licença para localização de estabelecimento. II . II . será o instrumento básico da política urbana a ser executada pelo Poder Público Municipal com os seguintes objetivos: I . Parágrafo Único .isenção do imposto sobre serviços.definir as áreas especiais de interesse social. no âmbito do processo de planejamento municipal. através de ato do Prefeito. para as quais será exigido aproveitamento adequado nos termos previstos na Constituição Federal. serão concedidos. permitirá às microempresas se estabelecerem na residência de seus titulares. aprovado pela Câmara Municipal.As microempresas. .

188. § 1º O Poder Público Municipal promoverá em consonância com sua política urbana. III . Art. com soluções adequadas e de baixo custo. passíveis de urbanização.fixar critérios que assegurem obras de infraestrutura capazes de viabilizar o sistema de transporte coletivo. III . o Poder Público Municipal deverá articular-se com os órgãos estaduais. § 2º A ação do Poder Público Municipal deverá orientar-se para: I . projetos comunitários e associativos de construção de habitação.utilização de tarifas sociais visando melhoria no serviço de abastecimento de água.A ação do Poder Público Municipal deverá orientar-se para: I .executar programas de educação sanitária e melhorar o nível de participação das comunidades na solução de seus problemas de saneamento. Parágrafo Único . 185. financeiros e de controle urbanístico existentes. quando couber. O Poder Público Municipal deverá manter articulação permanente com os demais Municípios de sua região.ampliar progressivamente a responsabilidade na prestação de serviços de saneamento básico. tributários. 187. promovendo programas de saneamento básico destinados a melhorar as condições sanitárias das áreas urbanas e os níveis de saúde da população. regionais e federais competentes e. § 3º Na promoção de seus programas de habitação popular.estimular e assistir. Art. regularizar e titular as áreas ocupadas por população de baixa renda. nos termos da lei.ampliar o acesso a lotes mínimos dotados de infraestrutura básica e servidos por transporte coletivo.O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano deverá ser adaptado com a participação das entidades representativas da comunidade diretamente interessadas na sua implantação. Art. O Poder Executivo promoverá a urbanização das áreas que margeiam as lagoas na zona urbana do Município. quando da implantação de equipamentos urbanos geradores de tráfego.III . II . respeitadas as disposições do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. Art. o Poder Executivo Municipal deverá utilizar os instrumentos jurídicos. . II .urbanizar. Parágrafo Único . respeitadas as diretrizes estabelecidas pela União. 186. tecnicamente. sem ônus para o Município. visando à racionalização da utilização dos recursos hídricos e das bacias hidrográficas. O Poder Público Municipal fará sua política urbana. para o abastecimento de água e esgoto sanitário. Para assegurar as funções sociais da cidade. programas de habitação destinados a melhorar as condições de moradia da população carente do Município. IV . estimular a iniciativa privada a contribuir para o aumento da oferta de moradia adequada e compatível com o poder econômico da população.executar programas de saneamento em áreas ocupadas por população de baixa renda. segundo o disposto no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano.

A permissão ou a concessão dos serviços públicos de transporte coletivo deve abranger: I . CAPÍTULO IV DOS TRANSPORTES PÚBLICOS Art.No Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano haverá. Ao Poder Público Municipal cabe organizar e prestar diretamente. na interpretação de normas e no julgamento dos recursos referentes à matéria de desenvolvimento urbano.a organização e gerência dos fundos de passe e vale-transporte.o planejamento do sistema viário e a localização dos pólos geradores de tráfego e transportes. obrigatoriamente. V . IV . o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano. X .a administração de fundos de melhoria de transportes coletivos provenientes de . Parágrafo Único . serviços públicos de transporte coletivo. em especial na interpretação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. promovendo sua integração com os demais meios de transportes. gerência e prestação direta ou indireta de transporte escolar na zona rural. fretamento e transportes especiais de passageiros. bem como o despejo de lixo.Parágrafo Único .a regulamentação e fiscalização dos serviços de transporte escolar. preservando a integridade ambiental. XI .a organização e gerência das atividades de carga e descarga em vias e locais públicos.a organização e gerência dos estacionamentos em vias e locais públicos. representação dos Conselhos Profissionais e de moradores representados através das Fundações e de Associação de Moradores. b) recuperar as áreas degradadas.a organização. VI . em consonância com a legislação pertinente. IX . além de representação de Órgãos Públicos Municipais. c) proibir edificação.a administração dos terminais rodoviários e urbanos de passageiros.a organização e gerência de transporte coletivo de passageiros por ônibus. Art. 189. 190. por lei específica. O Poder Executivo criará. VII .a organização e gerência dos serviços de táxis. III . que atuará na fixação de diretrizes. mediante procedimento licitatório. inclusive o cicloviário. II . que tenham caráter essencial.Serão obedecidas as seguintes normas para urbanização das lagoas: a) ocupar e usar as suas margens. Parágrafo Único . nestas áreas.a organização e gerência do tráfego local. águas servidas ou de esgotos domiciliares. ou sob regime de concessão ou permissão. bem como utilizá-las para lazer. VIII . obedecendo a um projeto específico aprovado pela Câmara Municipal.

mulheres grávidas ou idosos. o abatimento de 50% (cinqüenta por cento).a organização e gerência. III . 194. quando for o caso.o transporte de trabalhadores urbanos e rurais.receitas.A lei de criação do Conselho Municipal de Transportes Coletivos de Teresina obedecerá ao disposto no art. II . 195. Art. nos termos da lei. que será feito por ônibus. 191. III . em todas as linhas e horários do sistema de transporte coletivo do Município.conceder aos estudantes. na tarifa normal. Art.destinar 02 (dois) assentos para os deficientes físicos.do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Teresina. na forma da lei. Art.do Poder Executivo. aluguéis de lojas nos terminais.do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina.reservar espaço suficiente para 01 (uma) cadeira de rodas. Os serviços de transporte coletivo de passageiros serão delegados através de contrato de concessão ou de permissão mediante procedimento licitatório.do Poder Legislativo. receitas diversas.garantir a gratuidade aos maiores de sessenta e cinco anos. As empresas concessionárias e permissionárias de transporte coletivo urbano e rural do Município obrigar-se-ão a: I . com atribuição de deliberar sobre política de transportes coletivos do Município e em cuja composição está assegurada a representação: I . taxas de embarque rodoviário e outras taxas que venham a ser estabelecidas por lei. representantes de usuário e prestadores de serviços. de publicidade no sistema. O Conselho Municipal de Transportes Coletivos. V . para resolver através das federações das associações de moradores. 192. se atendidas as normas de segurança estabelecidas em lei. Parágrafo Único . Parágrafo Único . com atribuição de deliberar sobre política de transportes coletivos do Município. será assegurada compensação justa pelo capital empregado. criado por lei específica. IV .dos usuários. Art. XII . O transporte coletivo terá uma tarifa condizente com o poder aquisitivo dos usuários e com a qualidade dos serviços prestados. XIII .garantir a gratuidade para os menores de 06 (seis) anos. Art. IV .Aos concessionários e permissionários. garantidos em sua composição a presença de representantes de órgãos públicos municipais e de entidades classistas. a fim de atender usuários portadores de deficiência física. . 193. devidamente matriculados. próxima ao assento do motorista. II . V . de transporte coletivo de passageiros por via férrea. 129 desta Lei Orgânica. O Poder Executivo encaminhará ao Poder Legislativo projeto de lei criando o Conselho Municipal de Transportes Coletivos.

incentivo ao associativismo e ao cooperativismo.tipo de veículo.identidade da linha. Art. VIII . o seguinte: I . IV .normas de proteção ambiental. CAPÍTULO V DA POLÍTICA AGRÍCOLA Art. V . agropecuárias e pesqueiras. Art.frota. A política agrícola será formulada e executada no Município.apoio às atividades agroindustriais. Art. 199. III . IV . V .condições de prorrogação ou renovação.assistência técnica e extensão rural prioritária aos produtores do campo. II . 196. 198. entre outras formalidades exigidas pela legislação específica.padrões de segurança e manutenção.Será do conhecimento público a planilha de cálculo das tarifas do sistema de transporte coletivo.normas relativas ao conforto e saúde dos passageiros e operadores dos veículos. II . envolvendo produtores e trabalhadores rurais. Parágrafo Único . III .obrigações assumidas pela empresa operadora. .prazo de duração do contrato. O Poder Público Municipal estabelecerá as seguintes condições mínimas para a execução dos serviços: I . bem como. Estadual e nesta Lei Orgânica. IV . relativas à poluição sonora e atmosférica.itinerário.preços compatíveis com o custo de produção e garantia de comercialização.condições de prestação de serviço. II . III .contendo. VI . O planejamento e execução da política agrícola terão a participação efetiva do setor de produção. o acesso às informações sobre o sistema de transporte coletivo. nos termos do disposto nas Constituições Federal. VII . É assegurada a participação da comunidade organizada no planejamento e operação dos transportes.ensino de técnicas agropecuárias nas escolas do primeiro grau localizadas em regiões agrícolas. 197.horário de operação ou frequência. abrangendo ações nas seguintes áreas: I .

garantir a utilização racional dos recursos naturais. para fins de assentamento de colonos. Parágrafo Único .garantir o escoamento da produção rural. o associativismo. no mínimo 15% (quinze por cento) da receita resultante de impostos e das transferências recebidas da União e do . o armazenamento. assegurado mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução de riscos de doenças e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços destinados a sua promoção. proteção e recuperação. A Saúde é direito de todos e dever do Poder Público. Art.O Poder Municipal poderá desenvolver programas de produção de sementes e mudas. Parágrafo Único .O Poder Público construirá armazéns e silos para uso adequado por parte dos produtores do Município. o transporte.O Município aplicará. II . as terras pertencentes ao Município. prevista no art. O Poder Público Municipal utilizará assistência técnica. destinado a assegurar os direitos relativos à saúde. 205. Art. à previdência e à assistência social. 203. 201. 204. terá por base a formação de comunidades agrícolas de pequenos produtores sem terra e a exploração de unidades familiares definidas em lei. Parágrafo Único . Art. 206. anualmente. como principais instrumentos para o fomento da produção na zona rural. Ficam destinadas. SEÇÃO I DA SAÚDE Art. em convênio com entidades legalmente constituídas.Art. na zona rural. Art. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa do Poder Público e da sociedade. 202. o cooperativismo e a divulgação das oportunidades de créditos e de incentivos fiscais. 200. A execução da política agrícola.Excluem-se áreas de preservação ambiental prevista em lei. O Poder Público Municipal fomentará a prática de hortas e pomares comunitários. Parágrafo Único . 198. com prioridade para as atividades de vigilância sanitária e epidemiológica. A atuação do Poder Público Municipal na zona rural terá como principais objetivos: I .oferecer meios para assegurar ao pequeno produtor e ao trabalhador rural condições de trabalho e de mercado para os seus produtos e a melhoria do padrão de vida da família rural. TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO I DA SEGURIDADE SOCIAL Art. a extensão rural. III .

gerir. f) assistência à maternidade e à infância. Parágrafo Único .a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde. alimentação. organizar. III . controlar e avaliar as ações referentes às condições e aos ambientes de trabalho. b) vigilância sanitária. c) saúde do trabalhador. 209. programação e organização da rede regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde.fiscalizar as agressões ao meio ambiente que tenham repercussão na saúde humana. o Poder Público Municipal promoverá. 208. proteção e recuperação da saúde de todas as pessoas. II . VIII . sem preconceitos ou privilégios de qualquer natureza.a assistência à pessoa. educação. em articulação com a direção estadual. III .o acesso universal e igualitário às ações e serviços de promoção. transporte e lazer. IX .É vedado ao Poder Público Municipal cobrar do usuário pela prestação de serviços de assistência à saúde resultantes de convênios firmados com terceiros para atendimento pelo Sistema Unificado de Saúde . As ações de saúde são de relevância pública. Art. devendo sua execução ser feita através de serviços públicos ou ainda da iniciativa privada.o respeito ao meio ambiente e controle da poluição ambiental. VII . com a realização integrada das atividades preventivas. Para atingir os objetivos estabelecidos no artigo anterior. e) assistência terapêutica integral. IV .executar a política de insumos e equipamentos para a saúde. sob pena de incorrer em crime de responsabilidade. VI .planejar.executar os serviços de: a) vigilância epidemiológica. II .SUS. no âmbito do sistema de saúde: I . de acordo com os princípios da direção única do Sistema Único de Saúde. controlar.participar do planejamento.as condições dignas de trabalho. IV . moradia. Art. executar.Estado na manutenção e no desenvolvimento do ensino. São atribuições do Município. por todos os meios ao seu alcance: I . V . inclusive farmacêutica. em caráter suplementar.formar consórcios intermunicipais para desenvolver as ações e os serviços de saúde. avaliar as ações. V . saneamento. 207. Art. gerir e executar os serviços públicos de saúde.planejar e executar a política de saneamento básico em articulação com o Estado e a União. d) alimentação e nutrição.avaliar e controlar a execução de convênios e contratos celebrados pelo Município .

participação da comunidade no controle social do sistema. III .atendimento à mulher vítima de violência.distribuir gratuitamente medicamentos nos postos de saúde do Município. mediante: I . assegurando-lhes: I . X .direito à autorregulação da fertilidade.direito do cidadão de obter informações e esclarecimentos sobre assuntos pertinentes à promoção. 210. Art. segundo os seguintes critérios: a) área geográfica de abrangência. vedada qualquer forma coercitiva de indução. III . da criança.reintegração do viciado à sociedade. constituindo o Sistema Único de Saúde no âmbito do Município. de acordo com suas especificidades. atuará no combate ao tóxico.coordenação exercida pela Secretaria Municipal de Saúde. incentivo ao aleitamento e assistência clínico-ginecológica. .autorizar a instalação de serviços privados de saúde e fiscalizar seu funcionamento. na adolescência. 211. considerando a experiência de grupos ou instituições. do adolescente e do idoso. resguardando o acesso individual ao prontuário. 213. para exercer a procriação ou evitá-la. O Município. 214. Art. Art. O Poder Público Municipal promoverá ações para prevenir e controlar a mortalidade na maternidade. proteção e recuperação de sua saúde e da coletividade.programas e campanhas permanentes. Parágrafo Único . XI . parto e puerpério. IV .Os limites dos distritos sanitários referidos no inciso III constarão do Plano Diretor da Saúde e serão fixados. V . III . II . Art.construção de centros especializados para tratamento dos viciados. Art.integralidade na prestação das ações de saúde. IV . na fase adulta e na velhice. II . na infância.com entidades privadas prestadoras de serviços de saúde. As ações e os serviços de saúde realizados no Município integram uma rede regionalizada e hierarquizada. 212 O Poder Público Municipal incorporará práticas alternativas de saúde. conjuntamente com a União e o Estado. com livre decisão da mulher ou do casal. II .organização de distritos sanitários com alocação de recursos técnicos de saúde adequada à realidade epidemiológica local. O Poder Público Municipal garantirá a implantação. o acompanhamento e a fiscalização da política de assistência integral à saúde da mulher em todas as fases de sua vida.assistência à mulher em caso de aborto permitido em lei ou de sequelas de abortamento.assistência ao pré-natal. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I . e de defesa dos direitos da mulher.

II . Art. entidades representativas do setor.planejar e fiscalizar a distribuição e aplicação dos recursos públicos destinados à saúde. a partir das diretrizes emanadas da Conferência Municipal de Saúde. públicos ou privados.a proteção à maternidade. extraordinariamente. § 2º O montante das despesas de saúde não será inferior a 15% (quinze por cento) das despesas do orçamento anual do Município. d) acesso aos serviços de saúde. será financiado com os seguintes recursos: I . sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde. II .formular a política municipal de saúde. atendidas as diretrizes do Plano Municipal de Saúde. A Assistência Social será prestada a quem dela necessitar.aprovar a instalação e o funcionamento de novos serviços de saúde. promovendo-lhe a melhoria . 218.transferência da União e do Estado. no âmbito do Município. de caráter permanente e deliberativo. § 1º Os recursos destinados às ações e aos serviços de saúde no Município de Teresina constituirão o Fundo Municipal de Saúde. Lei de iniciativa do Poder Executivo criará o Conselho Municipal de Saúde. e tem por objetivos: I . 216. Art. independentemente de contribuição à seguridade social. convocada pelo Poder Executivo ou.b) adstrição de clientela. composto paritariamente por órgãos públicos. com a representação dos vários segmentos sociais. O Sistema Único de Saúde. à adolescência. III . III . que terá como atribuições: I .a integração do indivíduo ao mercado de trabalho e ao meio social. 217. à infância. e) perfil epidemiológico. conforme dispuser a lei.a reabilitação e habilitação do portador de deficiência.outras fontes. à velhice e amparo às pessoas carentes e aos portadores de necessidades especiais. f) fluxo natural das pessoas. § 3º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílio ou subvenções às instituições de saúde privadas com fins lucrativos. Art. III . c) nível de resolutividade e capacidade produtiva de serviços à disposição da população. para avaliar a situação de saúde nos níveis correspondentes. II .orçamento do Município. representantes dos beneficiários do Sistema de Saúde do Município. A Conferência Municipal de Saúde se reunirá uma vez por ano. pela Câmara Municipal ou pelo Conselho Municipal de Saúde. SEÇÃO II DA ASSISTÊNCIA SOCIAL Art. 215.

visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. na forma da lei.pluralismo de ideia e de concepção pedagógica.igualdade de condições para o acesso à escola e permanência. no ensino público municipal. IV . IV .atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade. inclusive por meio de criação de oficinas de trabalho com vistas à sua formação profissional e automanutenção. Art. transportes. 219.garantia do padrão de qualidade.ensino fundamental obrigatório. 222. Art. Parágrafo Único . a observância dos seguintes princípios: I . através de programas suplementares de material didático-escolar. com a colaboração da sociedade e a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO Art. V . 223 da Constituição Estadual. II . IV .Na formulação e desenvolvimento dos programas de assistência social.calendário escolar flexível e adequado às peculiaridades climáticas e às .oferta de ensino regular.da qualidade de vida e a integração na vida comunitária. dos recursos orçamentários do Município. O ensino ministrado nas escolas municipais será gratuito.atendimento ao educando. V .o amparo às crianças e adolescentes de rua. entre outros: I . O Município manterá. alimentação e assistência à saúde. O Poder Público Municipal assegurará. aos desempregados e aos doentes.gestão democrática do ensino. V . O Município promoverá a educação infantil e o ensino fundamental.atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência.a garantia de um salário-mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à sua própria manutenção. inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. adequado às condições do educando. VII . na promoção da educação infantil e do ensino fundamental. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. III . no ensino fundamental.garantia de prioridade de aplicação. nos termos do art. II .promoção anual de recenseamento da população escolar com a chamada dos educandos. III . preferencialmente na rede regular de ensino. o Município buscará a participação das entidades legalmente constituídas na forma da lei. Art. VI . 221. 220.

Lei de iniciativa do Poder Executivo constituirá o Conselho Municipal de Educação. III . VIII . com eliminação de estereótipos sexuais racistas e sociais dos livros didáticos. artístico e arquitetônico.condições sociais e econômicas dos alunos. Art. ao seu patrimônio histórico. O Município aplicará. sendo vedada subvenção das escolas de nível superior.oferecimento de estímulos concretos ao cultivo das ciências. 226. 224. 225. Art. observando o seguinte: I . Art. profissionais da educação. § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público ou a sua oferta irregular importa responsabilidade de autoridade competente. O Município atuará prioritariamente no ensino fundamental e infantil. artístico e ambiental. normatização.A inobservância dos dispostos neste artigo implicará crime de responsabilidade da autoridade competente. em atividades curriculares e extracurriculares. Parágrafo Único . em articulação com o Estado. IX . Art. legitimidade e competência. anualmente. O Município garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura. servidores do Município e entidades legalmente constituídas com reconhecida contribuição para a educação. divulgação e apresentação das manifestações culturais.criação. artísticas. 227. § 1º O Conselho Municipal de Educação será composto por representantes do governo municipal. § 2º Os membros do Conselho Municipal de Educação serão nomeados pelo Chefe do Poder Executivo Municipal. § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito primordial e subjetivo. O Município deverá estabelecer e implantar políticas de educação para a segurança no trânsito. como também apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.currículos escolares adequados às peculiaridades do Município. 223. em caráter permanente e deliberativo.garantia de educação igualitária. folclóricas e artesanais. controle e julgamento de recursos em relação à política educacional e funcionamento dos estabelecimentos de ensino do Município. § 1º O Município protegerá as manifestações das culturas populares. . manutenção e abertura de espaço público devidamente equipados e capazes de garantir a produção.cooperação com a União e o Estado na proteção aos locais e objetos de interesse histórico. CAPÍTULO III DA CULTURA Art. II . à sua cultura. no mínimo 25% (vinte e cinco por cento) da receita resultante de impostos e das transferências recebidas da União e do Estado na manutenção e no desenvolvimento do ensino. que atuará na formulação de diretrizes. artes e letras.

por meio de inventários. IX . na forma da lei. bem como o de documentos privados. mediante mecanismo específico. 228.acesso ao acervo das bibliotecas. para o fim a que se destina o parágrafo anterior. museus. a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem. § 7º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos na forma da lei. § 2º O Município. inclusive através de concessão de bolsas de estudo. § 3º O Poder Público Municipal manterá sistema de arquivos públicos e privados. VIII .promoção do aperfeiçoamento e valorização dos profissionais da cultura. Art.desenvolvimento de intercâmbio cultural e artístico com outros Municípios.159/91. obras e demais registros de valor artístico. § 5º Cabe à Administração Pública. ou concessão de prêmios e de bolsas. § 6º A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais. § 4º Consideram-se arquivos privados. Estados e Países. de natureza científica ou .firmar convênio de intercâmbio e cooperação financeira com entidades públicas ou privadas para a prestação de orientação e assistência na criação e manutenção de bibliotecas públicas. VI .desenvolvimento de programas culturais e apoio à instalação de casas de cultura e de bibliotecas públicas nos bairros. pesquisas. exposições e publicações para sua divulgação. 229.promover. a preservação e a divulgação do patrimônio documental de organismos públicos municipais. protegerá o seu patrimônio histórico e cultural. Art. vigilância. desde que comprovado o interesse público e social. O Município proverá o levantamento e a divulgação das manifestações culturais da memória da cidade e realizará concursos. V . bem como incentivará os proprietários de bens culturais tombados. aqueles conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas. os empreendimentos privados que se voltem à preservação e restauração do patrimônio cultural do Município.IV . mediante incentivos especiais. inclusive com acervo no sistema braile. com a finalidade de promover o recolhimento. dos valores humanos e das tradições locais. II . registros. tombamento.preservação dos documentos. A Lei estimulará. com a colaboração da sociedade civil. a fim de que sejam utilizados como fonte relevante para o apoio à Administração. É facultado ao Município: I . na forma da lei. desapropriação e outras formas de acautelamento e preservação. histórico ou científico. à cultura e ao desenvolvimento da ciência e da história do Estado. nos termos da Lei Federal nº 8. VII . na forma da lei. arquivos e congêneres. em decorrência de suas atividades. atividades e estudos de interesse local.incentivo à promoção e divulgação da história. 230. Art.

Ficam isentos do pagamento do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana os imóveis tombados pelo Município em razão de suas características históricas. os espetáculos e divertimentos públicos. jardins. culturais e paisagísticas. ciclovias. § 1º O Município. 231. II . VI . II . estimular. 232. na área de sua competência. Art. § 2º Cabe ao Município. nos projetos de conjuntos habitacionais e edifícios de apartamento. IV .o tratamento preferencial para o desporto amador. artísticas. III . formais e não formais. § 3º As praças e as quadras esportivas. para desenvolver programas de construção de centro esportivo. por meio de sua rede pública de saúde. III .a autonomia das entidades desportivas dirigentes e as associações. orientar e apoiar as práticas desportivas. notadamente. discos. quadras esportivas e campo de futebol. Parágrafo Único . em casos específicos. Compete ao Município: I . as pistas e os equipamentos esportivos municipais serão usados.elaboração e execução de programas orientados para a educação física. praça de esporte. sobretudo no âmbito escolar. III . vídeos. as piscinas.utilizar-se de terreno próprio.exigir.destinar praças. ginásio. a educação física e o lazer.a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e. cedido ou desapropriado. VII . parques. reserva de área destinada ao lazer e/ou quadra de esporte. regulamentar e fiscalizar os jogos esportivos. As práticas esportivas constituem direito de cada um.tratamento diferenciado entre o desporto profissional e o não-profissional.adaptação das áreas e aparelhos para atendimento aos portadores de deficiência física.produção de livros. V . espaços fechados e ruas para o lazer comunitário e ampliar as áreas para os pedestres.É dever do Município promover. nos projetos urbanísticos. com absoluta prioridade. propiciará exames e acompanhamento médico ao atleta integrante de quadro de entidade amadorista carente de recursos. os campos de futebol. e o lazer constitui forma de promoção social da cidadania. Art. 233. revistas que visem à divulgação de autores.a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de iniciativa do Município e às áreas a elas destinadas. CAPÍTULO IV DO DESPORTO E LAZER Art.sócioeconômica. para a do desporto comunitário. nas unidades escolares. pistas de "cooper" e similares. quanto à sua organização e funcionamento. para a . observando: I .

234. objetivando a solução de problemas comuns relativos à proteção ambiental. Art. regionais e federais competentes e. definirá zoneamento e diretrizes gerais de ocupação que assegurem a proteção dos recursos naturais. riachos. Art. III . 235. bosques.Para assegurar efetivamente esse direito. . praias fluviais e assemelhados para a recreação urbana. II . 238. com outros Municípios. 237. jardins como base física da recreação urbana. II . O Município incentivará e proporcionará meios de recreação comunitários. bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida. mediante: I . 236. em consonância com o disposto na legislação pertinente.construção de parques infantis e centros de convivência para jovens. centros de juventude e edifícios de convivência comunal.implantação de quadras de desportos e centros de lazer e cultura. Parágrafo Único . bem como sua fiscalização. controle e fiscalização das atividades públicas ou privadas. Art.construção de equipamentos de parques infantis. parques. efetivas ou potenciais causadoras de alterações significativas no meio ambiente. mediante: I . ao promover a ordenação de seu território. quando for o caso. § 2º A política urbana no Município e o seu Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano deverão contribuir para proteção do meio ambiente. O Município deverá atuar mediante planejamento. sob pena de não ser renovada a concessão ou a permissão pelo Município. § 4º As empresas concessionárias ou permissionárias de serviços públicos deverão atender rigorosamente aos dispositivos de proteção ambiental. § 3º Nas licenças de parcelamento. loteamento e ocupação do solo. para sítios de recreio.aproveitamento e adaptação de rios. § 1º O Município. como forma de promoção social. o Município exigirá o cumprimento da legislação de proteção ambiental emanada da União e do Estado. IV .reserva de espaço livres em forma de bosques. além da legislação específica do Município. O Município incentivará o lazer.reserva de espaços verdes ou livres.prática de esportes estudantis e amadores. através da fixação de diretrizes adequadas de uso e ocupação do solo urbano. o Município deverá articular-se com os órgãos estaduais. Art. O Município deverá atuar no sentido de assegurar a todos os cidadãos o direito ao meio ambiente ecologicamente saudável e equilibrado. CAPÍTULO V DO MEIO AMBIENTE Art. em forma de parques. lagoas. O Município proporcionará meios de lazer sadio e construtivo à comunidade.

Consideram-se de preservação permanente. VIII. Art. Art. as florestas nativas ou as vegetações campestres. Parágrafo Único . O Município promoverá a limpeza das vias e logradouros públicos. conforme previsto no art. os meios financeiros e estruturais. c) nas nascentes. mesmo nos chamados "olhos d`água". sendo feito sempre estudo prévio de impacto ambiental a que se dará publicidade. garantindo o amplo acesso dos interessados às informações sobre as fontes de poluição e degradação ambiental ao seu dispor. O Município assegurará a participação das entidades representativas da comunidade no planejamento e na fiscalização da proteção ambiental. O Município participará do registro. assegurando. § 6oda Constituição Estadual. A exploração. 241. Art. § 2º O Município participará do sistema integrado de gerenciamento de recursos hídricos previstos no art. 244. § 1º O Município deverá considerar as condições de riscos geológicos. para tanto. de 25/nov/2011) i) nos sítios arqueológicos. § 3º O Município deverá considerar as condições de drenagens. A exploração de jazidas supridoras de materiais para construção civil só será permitida em área previamente estabelecida pelo Município.Art. II. na forma da lei.14. seja qual for a sua situação topográfica. nos campos naturais ou artificiais. h) em altitudes superiores a 500 (quinhentos) metros. f) nas restingas. na área urbana. obedecendo às diretrizes fixadas em lei. como fixadores de dunas ou estabilizadoras de mangues. da Constituição Estadual. volume e qualidade das águas superficiais e subterrâneas. Art. 239. 23. isoladamente ou em consórcio com outros Municípios da mesma bacia hidrográfica. bem como a localização de jazidas supridoras de materiais de construção civil na área urbana. e sua respectiva área de influência. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. além de outros resíduos de qualquer natureza. da Constituição Federal e art. as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de outro qualquer curso d`água. d) no topo de morros. CAPÍTULO VI . a renovação e destinação do lixo domiciliar. montes e serras. 237. de jazidas supridoras de material para a construção civil só será permitida por processos de escavação manual. na área urbana. a que se dará publicidade. b) ao redor das lagoas. acompanhamento e fiscalização das concessões de direitos de pesquisas e exploração dos recursos minerais e hídricos em seu território. 242. publicada no DOM nº 1. O Município combaterá. para efeito desta Lei. f. 240. XI. meios financeiros e institucionais. industrial e hospitalar. lagos ou reservatórios d`água naturais ou artificiais. para tanto. Art. assegurando.428. 243. em faixa marginal. instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente e exigirá estudo prévio de impacto ambiental. e) nas encostas ou partes destas. com olhos-d`água superior a 45º. g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas. equivalentes a 100% na linha de maior declive. distribuição.

a convivência e o acesso aos bens e serviços coletivos. pág. por ação ou omissão. publicada no DOM nº 1. de 17/dez/2010) III . adolescentes e jovens. o direito à vida. pág. a sociedade e a família têm por dever amparar as pessoas idosas.376. b) avaliação da acuidade auditiva e a visual.376. com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos. à saúde. c) erradicação de cárie dentária e de doenças infecto-contagiosas.376. 52.376. à educação. garantindo-lhes o direito a melhores condições de vida. 52. pág. publicada no DOM nº 1. ao respeito.376. de 17/dez/2010) I . aos direitos fundamentais da criança. crueldade e opressão. 52. admitida à participação de entidades não governamentais e obedecendo aos seguintes preceitos: (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010. 246. Art. discriminação. O Município poderá implantar núcleos de atendimento especial para . violência. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010.assistência médica especial para crianças. à cultura. à profissionalização. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010. publicada no DOM nº 1. à dignidade.428) Art. do adolescente e do jovem. de 17/dez/2010) a) prevenção da desnutrição. DO JOVEM E DO IDOSO Art. A família. 247. o Município garantirá à criança. de 17/dez/2010) § 1º O Município promoverá programas de assistência integral à saúde e políticas públicas efetivas para criança. assegurando sua participação na comunidade. Art. DA CRIANÇA. DO ADOLESCENTE. ao lazer. 245. notadamente no que disser respeito a tóxicos e drogas afins. mediante o treinamento para o trabalho. exploração.aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na assistência materno-infantil. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. da sociedade e da família assegurar à criança. 52.a preferência na formulação e execução de políticas sociais públicas.criação de programas de atendimento especializado para as pessoas com deficiência. É dever do Município. terá especial proteção do Município. bem como de integração social do adolescente e do jovem em idêntica condição. na prestação de socorro em quaisquer circunstâncias e no atendimento em serviço de relevância pública ou órgão público. através de ações que visem a: (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010. defendendo sua dignidade e bem-estar. à alimentação. O Município. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010. base da sociedade. pág. § 2º Para assegurar o direito à proteção especial. IV . publicada no DOM nº 1. ao adolescente e ao jovem. publicada no DOM nº 1. qualquer atentado ao Poder Público. bebidas alcoólicas e fumo.DA FAMÍLIA. de 22/nov/2011. pág. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. 52. 248. publicada no DOM nº 1. com absoluta prioridade. ao adolescente e ao jovem o aquinhoamento privilegiado de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude. colocando-os a salvo de toda forma de negligência. de 17/dez/2010) § 3º Será punido. II . na forma da lei. adolescente e jovem.

IV .a valorização dos conhecimentos e experiências dos idosos. Parágrafo Único . III . com a colaboração e a participação dos clubes de serviços. da consciência de ajudar e amparar os pais na velhice. manterá programas destinados à assistência à família. 250. 52. 249. Art. visando: I . Seção do Piauí. bem como vítimas de violência familiar. adolescentes e jovens carentes. crianças abandonadas. órgão de representação judicial.376.o desenvolvimento na sociedade. esportivos. associações de bairro. com atribuições a serem definidas através de resolução. pág. escolas.a perpetuação das informações e dos conhecimentos acumulados pelos idosos. Fica criada a Procuradoria da Câmara Municipal de Teresina. 251. II . de 17/dez/2010) II . Os Secretários Municipais perceberão como subsídio máximo 60% (sessenta por cento) do subsídio pago ao Prefeito. associações assistenciais e outros. .376.A permanência nestes núcleos é de caráter temporário. publicada no DOM nº 1.acolhimento de pessoas idosas. de 17/dez/2010) Parágrafo Único .o desenvolvimento nas crianças. Art. O Município. § 2º O Município implantará programas de valorização do idoso.a orientação psicossocial às famílias de baixa renda. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010. TÍTULO IX DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Fica criado o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. nos limites de sua competência. do respeito e da solidariedade aos idosos. visando assegurar: I . a frequência e participação gratuita em todos os eventos. Ficam garantidas às pessoas com idade superior a 60 (sessenta) anos.o livre exercício do planejamento familiar. 253. III . educacionais. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 16/2010. § 1º Os programas de amparo ao idoso serão executados preferencialmente em seu lar. bem como a garantia da participação de representantes dos poderes públicos municipais.Lei disporá sobre a organização. 52. recreativos e de lazer do Município. pág. no âmbito da família e fora dele. isoladamente ou em cooperação. publicada no DOM nº 1. entidades representativas da sociedade civil. serviços e programas culturais. composição e funcionamento do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Art. nos adolescentes e nos jovens. 252. Art.a prevenção da violência. bem como da Ordem dos Advogados do Brasil.

Compete privativamente ao Presidente. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. Parágrafo Único . e disponibilizará nos sites oficiais dos Poderes Executivo e Legislativo do Município. intelectual e científico de nosso povo. em escolas e entidades representativas da comunidade. de 25/nov/2011) Art. jardins e edifícios pertencentes à Administração Pública Municipal. 260.428. inclusive vereador. Parágrafo Único . a ser regulamentada através de Resolução. de modo a garantir o exercício do direito à informação. 257. por qualquer pessoa.articulação funcional com os órgãos e entidades da administração pública. visando a mais ampla divulgação de seu conteúdo. Fica mantido o atual Conselho de Defesa do Consumidor. II . Art. sociais e à saúde. 259. II . § 1º A Assessoria Militar poderá ser feita por Policiais Militares e Civis ou outros servidores requisitados da Secretaria de Segurança Pública. § 2º As atribuições da Assessoria Militar serão definidas através de resolução da Mesa Diretora. Art. O Município mandará imprimir esta Lei Orgânica para distribuição. através de denominação de ruas. gratuitamente. Art. Fica criada a Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Teresina. em especial. Art.orientar e supervisionar o cerimonial dos atos solenes e as representações do Poder. a exercer atividades de: I . postos à disposição da Câmara Municipal. É vedada a homenagem a pessoas vivas. É vedado aos espectadores manifestarem-se agressivamente e ofensivamente sobre o que se passar no Plenário. Parágrafo Único . parques. por intermédio da Assessoria Militar da Câmara Municipal: I . cultural. em vida.promoção. o transporte e atendimento aos Vereadores e às autoridades convidadas ou recepcionadas pelo Poder.Art. exceto pelos membros do corpo de segurança. 256. avenidas. . 254. à escolha e à defesa de seus interesses econômicos. contribuíram para o progresso e formação do patrimônio artístico.A denominação de logradouros públicos deve celebrizar vultos históricos ou personalidades que. coordenação e controle da comunicação social da Câmara. publicada no DOM nº 1. praças. 258. incumbe prestar assessoramento direto e imediato à Presidência nos assuntos de comunicação social e.O Presidente poderá suspender ou encerrar a Sessão nos casos de perturbação da ordem dos trabalhos Art.promover a segurança. Parágrafo Único .À Assessoria de Imprensa. 255. objetivando ação integrada dos serviços inerentes à área de comunicação social. É expressamente proibido o porte de armas nas dependências da Câmara Municipal de Teresina. Fica criada a Assessoria Militar da Câmara Municipal de Teresina.

225 desta Lei Orgânica.932. 3º O Plano Estrutural de Teresina. Art.Edson Moura Sampaio Melo. os recursos da Câmara Municipal ser-lhe-ão entregues: I .Urbano Neiva Eulálio. 2ª Suplente .até o dia 20 (vinte) de cada mês.Eduardo Rodrigues Alves (R. Parágrafo Único .promoção de informações e comunicação oficial.Até que seja editada a lei complementar referida neste artigo.Teresa dos Santos Sousa Britto . IV . 1º Vice-Presidente . 261. 1º Suplente Maria do Rosário de Fátima Biserra Rodrigues.planejamento. 5º Não poderá ser ampliada a atual rede municipal de escolas de ensino médio. Art. reportagens. Art.Levino dos Santos Filho . 1º Secretário .Renato Pires Berger . Art. em 22 de novembro de 2011 . § 9º da Constituição Federal. os destinados ao custeio da Câmara Municipal. execução e controle dos trabalhos de cobertura jornalística das atividades da Câmara. II . enquanto não for aprovada lei complementar. 6º A estabilidade dos servidores públicos municipais obedecerá ao que preceitua o art. para eliminar o analfabetismo e universalizar o ensino fundamental. de redação e divulgação de artigos.Décio Solano Nogueira. 3º Secretário Jonas dos Santos Filho (Joninha). na forma que dispuser a lei complementar a que se refere o artigo 165. A presente Lei Orgânica revisada entra em vigor na data de sua publicação. Art. ser-lhe-ão entregues até o dia 20 (vinte) de cada mês. 19. Art. §§ 2º e 3º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição . 2º Secretário .dependendo do comportamento da receita. de 16 de agosto de 1988. 50% (cinquenta por cento) dos recursos a que se refere o art. Silva) . comentários e notícias sobre atividades do Legislativo.Edvaldo Marques Lopes.Olésio Coutinho Filho . 4º Secretário .intercâmbio de informações e de cooperação com órgãos e entidades de comunicação social do Governo Municipal.José Pessoa Leal. 4º Ficam mantidos os Conselhos Municipais de controle e aplicação das políticas públicas do Município. será Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado. Câmara Municipal de Teresina. 2º Vice-Presidente . coordenação. inclusive os créditos suplementares e especiais. os destinados às despesas de capital.Ronney Wellington Marques Lustosa. Art.Luiz Gonzaga Lobão Castelo Branco. pelo menos.José Nito de Oliveira Sousa .José Ferreira de Sousa . exceto as profissionalizantes.III . enquanto não tiverem sido atendidas todas as crianças de 07 a 14 anos.Luiz Humberto Araujo Silveira . V . o Município desenvolverá esforços. com a mobilização de todos os setores organizados da sociedade e com aplicação de. 1º Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias destinadas à Câmara Municipal. 262. Revogam-se as disposições em contrário. criados até o advento da publicação desta Lei Orgânica.Valdemir Sivirino Virgino ATO DAS DISPOSIÇÕES ORGÂNICAS TRANSITÓRIAS Art.Rodrigo Rodrigues Souza Martins . 2º Nos 10 (dez) primeiros anos da promulgação da Constituição Federal. Presidente . instituído pela Lei Municipal no 1.Ananias Falcão Carvalho .Paulo Roberto Bezerra de Oliveira .

II . situações como: I . 9º O cidadão homossexual. seguido da identificação de quem fez a denúncia. Art. publicada no DOM nº 1. intimidatória ou vexatória. poderá apresentar sua denúncia pessoalmente ou por carta. na forma da Lei o direito de sigilo. sobretaxar ou impedir hospedagem em hotéis. sem prejuízo de outras de natureza civil ou penal. Art. de ordem moral. compra. competirá à Secretaria Municipal do Trabalho Cidadania e . por qualquer meio.reclamação do ofendido.praticar atendimento selecionado que não esteja devidamente determinado em lei. empregados. sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos. 9º desta Lei Orgânica. filosófica ou psicológica.inibir ou proibir a admissão e o acesso em qualquer estabelecimento público ou privado em função da orientação sexual do profissional. internet ou fax ao órgão municipal competente e/ou Organizações Não-Governamentais que lutam pela Cidadania e Direitos Humanos. 8º A prática dos atos discriminatórios a que se refere esta lei será apurada em processo administrativo. que terá início mediante: I . ou seu preposto. garantindo-se. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. constrangedora. motéis e similares.praticar o empregador. III .preterir.submeter o cidadão ou cidadã homossexual.Federal. 7º Em conformidade com o artigo 5º da Constituição Federal e com o artigo 9º da Lei Orgânica do Município. telegrama. § 2º Recebida a denúncia. dirigentes. telex.preterir. bissexual ou transgênero de ingressar ou permanecer em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado. § 1º A denúncia deverá ser fundamentada através da descrição do fato ou ato discriminatório. V .proibir o cidadão ou cidadã homossexual. bissexual ou transgênero. VIII . permitam ou concorram para a discriminação de pessoas em virtude de orientação sexual. VI . bissexual ou transgênero a qualquer tipo de ação violenta. mencionados no art. bissexual ou transgênero. promovam.428. VII . de 25/nov/2011) Art.proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual. aquisição.Entende-se por atos discriminatórios para os efeitos desta Lei. Parágrafo Único . sobretaxar ou impedir a locação. serão aplicadas as sanções previstas em Lei. ética. bissexual ou transgênero a qualquer tipo de ação violenta como o emprego da agressão física. IX . atos de demissão direta ou indiretamente em função de orientação sexual do profissional.submeter o cidadão ou cidadã homossexual.ato ou ofício de autoridade competente. II . IV . que propaguem. arrendamento ou empréstimo de bens móveis ou imóveis de qualquer finalidade. a qualquer pessoa física ou jurídica e aos órgãos e às entidades da administração pública na jurisdição territorial do município de Teresina. por seus agentes.

num prazo de 90 (noventa) dias. em razão do caráter especial individual e a natureza de suas atribuições.suspensão do Alvará de Funcionamento por 30 (trinta) dias. IV . o Poder Público. Ao Servidor Público que incorrer em atos de que trata esta Lei serão aplicadas às penalidades cabíveis nos termos do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais. Art. que determinará as diligências cabíveis e as provas a serem produzidas. Art. Art. 13. § 1º As penas mencionadas nos incisos II. III . resultarem inócuos. uma ajuda de custo . É assegurada aos vereadores. § 2º Em caso de ação a ser praticada por pessoa física. O Município criará. os autos serão remetidos ao órgão competente. 14. 10. sendo as seguintes: I . Art. em razão do porte do estabelecimento. Art. no prazo de 10 (dez) dias contados da notificação.os mecanismos de denúncia. imediatamente oferecerá denúncia ao Ministério Público. através do órgão competente. as informações e os documentos imprescindíveis à elucidação e decisão do caso.multa nos termos da legislação tributária do Município. a quaisquer entidades públicas ou particulares. Art. Julgado o processo.advertência. III . podendo requisitar do autuado. 12. 11. na órbita de sua competência. As penalidades impostas aos que contrariarem as disposições da presente Lei serão aplicadas progressivamente. 15. 16. dos quais constarão obrigatoriamente: I . O autuado poderá apresentar defesa. Decorrido o prazo mencionado no artigo anterior. sem prejuízo dos subsídios normais. na aplicação das multas será levada em conta a capacidade econômica do estabelecimento infrator. Art. II .formas de apuração das denúncias. 17. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de atos que impeçam o exercício do direito previsto nesta Lei. III e IV deste artigo não se aplicam aos órgãos e empresas públicas. mecanismos administrativos que viabilizem a concretização desta Lei. cujos responsáveis serão punidos na forma do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais.cassação de Alvará de Licença e Funcionamento. indicando as razões de fato e de direito que fundamentaram sua impugnação e as provas que pretende produzir. II . com ou sem impugnação. Art. § 3º No caso de estabelecimentos.garantias pela ampla defesa dos infratores.SEMTCAS a lavratura do auto de infração. § 4º Os valores previstos nos incisos II e III deste artigo poderão ser elevados em até 10 (dez) vezes quando for verificado que. o autuado será intimado da decisão no prazo de 05 (cinco) dias.Assistência Social .

O benefício de que trata o caput deste artigo é assegurado aos vereadores da atual legislatura.428. de 25/nov/2011) Câmara Municipal de Teresina. (Texto alterado pela Emenda à LOM nº 19/2011. a qual poderá ser parcelada em 02 (duas) vezes. extinguindo-se para a subsequente. no final de cada ano. em 22 de novembro de 2011. a partir de 01 de janeiro de 2013. Parágrafo Único .anual destinada a custear as despesas de manutenção da sessão legislativa. sendo a primeira no início e a segunda. Silva) José Nito de Oliveira Sousa José Ferreira de Sousa Luiz Humberto Araujo Silveira (sebim) Levino dos Santos Filho Olésio Coutinho Filho Paulo Roberto Bezerra de Oliveira Renato Pires Berger Rodrigo Rodrigues Souza Martins . publicada no DOM nº 1. Edvaldo Marques Lopes Presidente Luiz Gonzaga Lobão Castelo Branco 1º Vice-Presidente Ronney Wellington Marques Lustosa 2º Vice-Presidente Edson Moura Sampaio Melo 1º Secretário Décio Solano Nogueira 2º Secretário José Pessoa Leal 3º Secretário Jonas dos Santos Filho (Joninha) 4º Secretário Urbano Neiva Eulálio 1º Suplente Maria do Rosário de Fátima Biserra Rodrigues 2ª Suplente Ananias Falcão Carvalho Eduardo Rodrigues Alves (R.

Teresa dos Santos Sousa Britto Valdemir Sivirino Virgino .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful