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CSEG AUTOMATION TREINAMENTO EM LINUX

Treinamento em Linux

Modo Básico

Samba-Server-3.0.4

SAMBA INTEGRAÇÃO COM REDE WINDOWS MODO BÁSICO


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.CSEG AUTOMATION TREINAMENTO EM LINUX

Samba Integração com Rede Windows


Modo Básico

Por: Francisco Ângelo - AlFran Tecnologia (www.alfran.com.br)

Primeira Edição

Publicado 31/10/2007

Copyright © 2007 .CSEG AUTOMATION - (www.cseg.eng.br)

Todos os direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido, completo ou em
partes, sem prévia permissão por escrito do .CSEG AUTOMATION.

Linux é uma marca registrada e concedida por Linus Torvalds, seu criador e cedente.
Microsoft Windows são marcas registradas da Microsoft Corparation. SAMBA é um
produto da Samba Foundation Software. As suas referencias e citações, dentro dos
documentos a seguir se apresentam como breves citações de formas abstratas e genéricas
com fim educativo e didático sem qualquer espécie de exploração, apelo ou finalidade
comercial.

SAMBA INTEGRAÇÃO COM REDE WINDOWS MODO BÁSICO


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Índice

Capítulo 1
Introdução.................................................3

Capítulo 2
Protocolo SMB..............................................4

Capítulo 3
Instalando Linux modo Servidor.............................5
Instalando e Atualizando Pacotes...........................7

Capítulo 4
Instalando o SAMBA ........................................8
Configurando o Servidor SAMBA ............................10

Capítulo 5
Compartilhamento..........................................12
Montando Volumes .........................................13
Segurança.................................................14

Capítulo 6
Usuários e Grupos.........................................20
Iniciando o SAMBA.........................................22
Arquivos de log...........................................24

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Introdução História do Samba

O Samba é o menino prodígio de Andrew Tridgell, que atualmente coordena o seu


desenvolvimento. Este projeto começou em 1991 quando Andrew criou um programa
servidor de arquivos para sua rede local que suportava um protocolo DEC da Digital
Pathworks. Apesar de não saber na época este protocolo seria o SMB. Algum tempo depois
de começar a distribuir seu servidor sob o nome de SMB server descobriu-se que este
nome já pertencia ao produto de outra empresa foi quando ele tentou o seguinte no Unix

# grep -i 's.*m.*b' /usr/dict/words

e a resposta foi :

# salmonberry samba sawtimber scramble

daí o nome Samba

O Samba é um software do Linux que possibilita compartilhamento entre máquinas


linux e windows, além de possibilitar o controle de compartilhamento através de validação de
usuários. Na verdade o que o SAMBA faz é enganar as máquinas windows fazendo-as
pensarem que o servidor de arquivos SAMBA é um servidor Windows NT .
O Samba é uma criação de Andrew Tridgell. Ele precisava montar um espaço em
disco em seu PC para um servidor Unix. Esse PC rodava o sistema operacional DOS
inicialmente foi utilizado o sistema de arquivos NFS (Network File System) para o acesso.
Porém, um aplicativo precisava de suporte ao protocolo NetBIOS (não suportado pelo
NFS). A solução encontrada por Tridgell não foi tão simples:

Ele escreveu um sniffer (pequeno programa para captura de tráfego de dados em


rede) que permitisse analisar o tráfego de dados gerado pelo protocolo NetBIOS, fez
engenharia reversa no protocolo SMB (Server Message Block) e o implementou no Unix.
Isso fez com que o servidor Unix aparecesse como um servidor de arquivos WindowsNT
em seu PC com Windows.

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O que é o SMB

Protoloco SMB (Server Message Block). Vários sistemas operacionais, incluindo


Windows e OS/2, usam o SMB, o Samba permite que servidores Unix entrem em cena já
que estarão se comunicando com o mesmo protocolo de rede. Para o Microsoft Windows.
Portanto uma máquina rodando um servidor Samba pode ficar mascarado em uma rede
Microsoft oferecendo os seguintes serviços:

• compartilhamento de um ou mais sistema de arquivos (filesystems);


• compartilhamento de impressoras tanto no servidor como no cliente;
• assistir clientes na navegação do ambiente de rede;
• autenticação de clientes logando em domínios Windows;
• prover ou assistir com a resolução de servidores de nome WINS
(name server resolution);

Protocolo SMB

O samba implementou o protocolo SMB sobre TCP para compartilhamento de


arquivos e o UPD para navegação. SMB pode também ser executado sobre outros
protocolos de transporte tipo: (IPX e NetBEUI).

O protocolo SMB trabalha com 3 tipos de pacotes são eles:

1ª UPD/137 Î Resolução de nomes e registros de trafego.


2ª UDP/138 Î Navegação e anúncio de trafico.
3ª TCP/139 Î Compartilhamento de arquivos.

O samba trabalha com os chamados de serviços os (daemons) São eles:

smbd
Permite o compartilhamento de arquivos e impressoras em uma rede SMB e autenticação e
autorização para clientes SMB.

nmbd
Procura pelo Windows Internet Name Service (WINS) e o assiste na navegação

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Instalação do Linux modo Servidor

Distribuição Adotada neste Treinamento será:


Debian 3.1 Sarge.

1 ªIniciando o boot a partir do CD de instalação do Debian.

2ª Selecionado o tipo de boot


(expert26).

3ª Selecionado o idioma de instalação


(Português Brasil).

4ª Selecionado o pais ou região


(Brasil).

5ª Selecionado um layout de Teclado


(Teclado estilo PC).

6ª Detectando e montando CD-ROM.


(Processo automático).

7ª Carregando módulos do CD-ROM.


(Processo automático).

8ª Detectando placa de REDE.


(Processo automático).

9ª Configurando placa de REDE.


Opções de configuração: Modo = DHCP ou Modo = Manual.
(Modo = Configuração manual)

10ª Detectando HARDWARE.


(Processo automático).

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11ª Particionando DISCO (H.D).

(Editar manualmente Tabela de Partições)


(Sistema de Arquivos: Ext3)
/boot Î 16 MB Î Sistema de arquivos Ext3
/swap Î 1024 MB Î Sistema de arquivos Swap
/ Î 10 Gb Î Sistema de arquivos Ext3
/home Î 30 Gb Î Sistema de arquivos Ext3

12ª Instalando SISTEMA BASICO


(kernel e módulos).

13ª Selecionando Kernel a ser instalado


(Kernel-image-2.6.8.2-686).

14ª Instalando o GRUB no disco rígido


(instalar no MBR).

15ª Finalizar a instalação


(Gerando arquivos no disco).

16ª Reiniciando o SERVIDOR


(Reset).

17ª Pré-configuração de idioma


(Processo automático).

18ª Configurar o fuso-horário


(GMT).

19ª Configurar usuários e senhas


(senha do root).

20ª Definir o nome do SERVIDOR.


(Servidor-x).

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21ª Configurando o apt.


(atualização de segurança).

22ª Selecionar e instalar pacotes.


(Instalação manual).

23ª Pós configurar parâmetros relacionados ao idioma.


(Parâmetros configurados automaticamente)

24ª Finalizar a configuração do Sistema Básico.


(Sistema Instalado).

Instalando Pacotes

Após a instalação padrão do linux é necessário instalar e atualizar alguns pacotes.

Configurando apt:

#cd /etc/apt/
# vi /etc/apt/sources.list

Acrescentar a linha abaixo:

deb ftp://ftp.br.debian.org/debian stable main mon-free contrib

Salvar (Esc+wq)

Atualizando apt:

# apt-get update

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Instalando pacotes:

# apt-get install rcconf


# apt-get install ssh
# apt-get install mc
# apt-get install iptraf

Após a atualização e instalação dos pacotes acima reiniciar o servidor.

# init 6

ou

# shutdown –r now

Instalando o SAMBA

A instalação do samba é bem simples e sem segredos.

# apt-get install samba


# apt-get install smbclient
# apt-get install smbfs

• Samba Î (Aplicativo principal do samba)


• smb-clients Î (Utilitário para montagem de volumes etc)
• smbfs Î (Modulo necessário em alguns subsistemas ex: Gnome etc)
• samba-swat (opcional)
• samba-doc (opcional)

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Após a instalação do Samba, são disponibilizados os seguintes componentes

smbd Î O servidor samba.


nmbd Î O servidor de Nomes NetBios.
smbclient Î Cliente SMB para sistemas Unix.
smbpasswd Î Permite alterar senhas (encriptadas) de usuários smb.
smbprint Î Cliente para envio de impressão para sistemas Linux.
smbstatus Î Apresenta a situação atual das conexões SMB no Host.
testparm Î Verifica as configurações do arquivo smb.conf.
testprns Î Verifica a comunicação via rede com as impressoras.
.

Configurando Servidor SAMBA: O Samba é gerênciado através de um arquivo de


configuração o smb.conf

No formato similar ao arquivo WINDOWS.INI, Com uma enorme quantidade de


opções muito bem documentadas.

Esse arquivo acompanha todas as configurações do samba, para o Linux. Neste


arquivo podemos criar compartilhamentos de discos e impressoras. Abaixo exemplo do
smb.conf

Editando o arquivo de configuração do samba

# cd /etc/samba

#mcedit smb.conf

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======================== Sessão Global ======================


[global] Î Sessão
comment = Servidor Cseg Î Comentário para Host na rede
workgroup = linux Î Nome do Grupo ou Domínio
security = user Î Tipo de autenticação (Share / User / Domain e Server)
server string = Servidor Î Identificação na rede
smb passwd file = /etc/smbpasswd Î Arquivo de senha
log level = 1 Î Nível do log (vai de 0 á 3) onde 0 é desabilitado
log file = /var/log/samba/%m.log Î Cominho do arquivo de log do samba
max log size = 500 Î Tamanho maximo dos arquivos de log
read raw = yes Î Permite ler arquivos grandes em uma única requisição
write raw = yes Î Permite gravar arquivos grandes em uma única requisição
oplocks = yes Î Permite ao cliente fazer cachê de arquivos localmente
max xmit = 65535 Î Tamanho do bloco de dados a ser gravado de uma vez
dead time = 15 Î Tempo de espera
getwd cachê = yes Î Armazena em cachê o caminho do diretório corrente
interfaces = eth0 Î Placa de rede na qual vai aceitar conexões
hosts allow = 127.0.0.1 192.168.1.0/24 Î Classes de Rede acesso permitido
hosts deny = 192.168.*/24 Î Classes de Rede com acesso negado
socket options = TCP_NODELY SO_RCVBUF=8192 SO_SNDBUF=8192 Î A opção
socket options: TCP_NODELAY faz com que o servidor envie pacotes para a rede,
mantendo assim o tempo de resposta do servidor baixo. SO_RCVBUF=8192 e
SO_SNDBUF=8192: oferece o reinicio para um valor de buffer mais alto que o do
sistema operacional.
local master = no Î Informa se o Servidor será o Máster Browser da rede local
preferred máster = no Î Força ao samba atuar como Controlador de Domínio
domain máster = no Î Informa se o Servidor será o Controlador de Domínio
domain logons = no Î Usado para validar logins na rede Windows
wins support = no Î Permite ao Samba ser o Servidor Wins da rede
netbios name = cseg Î Nome da maquina
encrypt passwords = yes Î (Ativa Criptografia)
os level = 65 Î Valor para eleição de controlador de Domínio
keep alive = 20 Î Verifica o estado dos hosts (ativos ou não) na rede
name resolve order = hosts lmhosts wins bcast Î Ordem para pesquisa de nomes
guest account = nobody Î Aceita conexões sem senha
map to guest = never Î Os logins inválidos do windows funcionem como guest
password level = 0 Î Numero de caracteres para senhas
max connections = 10 Î Numero maximo de conexões simultâneas
smb passwd file = /etc/smbpasswd Î arquivo de senha
null passwords = no Î Define a permissão para contas de usuários sem senha
unix charset = iso8859-1 Î Define tipo de acentuação padrão
display charset = cp850 Î Define o código de paginação para acentuação

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======================== Sessão Lixeira ======================

recycle:exclude = *.tmp *.temp *.o .obj ~$ Î Extenções que não serão salvas
recycle:keeptree = True Î Default
recycle:touch = True Î Ativa opção para criar arquivos tmp
recycle:versions = True Î Default
recycle:noversios = .doc|.xls|.ppt Î Define tipo de arquivo a ser salvo pela lixeira
recycle:repository = /home/lixeira/smba/%U Î Diretório da Lixeira
recylcle:maxsize = 1000000000 Î Define o tamanho do diretório da lixeira 1Gb
create mask = 0777 Î Define tipo de permissões para os arquivos da lixeira
directory mask = 0777 Î Define tipo de permissões para os diretórios da lixeira
vfs objects = recycle Î Padrão de armazenamento da lixeira

================== Sessão de Compartilhamentos ================

[Minha_Pasta] Î Nome do compartilhamento


comment = Diretório Particular Î Descrição do compartilhamento
path = /home/%u Î Caminho do compartilhamento no servidor
public = yes Î Define o tipo de acesso
browseable = yes Î Define se o compartilhamento será visto na rede
writeable = yes Î Define permissão de gravação no compartilhamento

[Netlogon] Î Nome do compartilhamento


comment = Diretorio de Scripts de login Î Descrição do compartilhamento
path /home Î Caminho do compartilhamento no servidor
browseable = no Î Define se o compartilhamento será visto na rede
public = no Î Define o tipo de acesso
writeable = no Î Define permissão de gravação no compartilhamento

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[Diretoria] Î Nome do compartilhamento


comment = Diretorio da Diretoria Î Descrição do compartilhamento
path = /home/diretoria/ Î Caminho do compartilhamento no servidor
public = yes Î Define o tipo de acesso
browseable = yes Î Define se o compartilhamento será visto na rede
writeable = yes Î Define permissão de gravação no compartilhamento
valid users = @diretor,admin Î Lista de usuarios que tem acesso ao compartilhamento
write list = @diretor,admin Î Lista de usuarios que tem permissão para gravação
force create mode = 0777 Î Força o tipo de permissão para cada arquivo criado.
force directory mode = 0777 Î Força o tipo de permissão para cada diretório criado

[Sistema] Î Nome do compartilhamento


comment = Diretorio do Sistema Î Descrição do compartilhamento
path = /home/sistema Î Caminho do compartilhamento no servidor
public = yes Î Define o tipo de acesso
browseable = yes Î Define se o compartilhamento será visto na rede
writable = yes Î Define permissão de gravação no compartilhamento
force create mode = 0777 Î Força o tipo de permissão para cada arquivo criado
force directory mode = 0777 Î Força o tipo de permissão para cada diretório criado

[Publico] Î Nome do compartilhamento


comment = Diretorio Publico Î Descrição do compartilhamento
path = /home/publico Î Caminho do compartilhamento no servidor
public = yes Î Define o tipo de acesso
browseable = yes Î Define se o compartilhamento será visto na rede
writable = yes Î Define permissão de gravação no compartilhamento
force create mode = 0777 Î Força o tipo de permissão para cada arquivo criado
force directory mode = 0777 Î Força o tipo de permissão para cada diretório criado

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Montando Volumes

Você pode ter a necessidade de acessar um volume de uma máquina Windows® a


partir do seu Servidor Linux. Fazer isto não só é possível como é muito simples.

O processo deve ser feito através da linha de comando. Imagine que você queira
montar o disco C: da máquina estacao1, que foi compartilhado com o nome C, em seu
diretório /mnt/c no Servidor Linux.

# smbmount //estacao1/c /mnt/c Î Para montar o volume

# umount /mnt/c Î Para desmontar o volume

Observe que em alguns casos (você está montando um volume de um servidor


Windows® NT/XP ou 2000, por exemplo) será necessário que você informe um usuário e
uma senha para poder utilizarem o comando smbmount

# smbmount //estacao1/c /mnt/estacao1 -o username=usuario,password=minhasenha

# smbclient //meuservidor/diretório Î Listar o conteúdo do diretório

Outra opção:
Normalmente, o Linux exige a montagem explícita dos volumes. Entretanto, tal
montagem obriga a digitação de uma linha de comando muito longa e nenhum usuário
gostaria de ter que digitá-la cada vez que entrasse no sistema.

ex.: # smbmount //estacao1/c /mnt/estacao1 -o username=usuario,password=minhasenha

É possível configurar o sistema para que faça a montagem automática na inicialização do


servidor através do arquivo /etc/fstab.

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Segurança

Alerta de segurança
Identificação: A20030317
Referências/fontes: www.samba.org
Severidade: Média

Vulnerabilidades de segurança do software Samba

I. Descrição

O Samba é um software utilizado em ambiente Unix / Linux para disponibilizar


acesso em rede a sistemas Windows, implementando os serviços SMB/CIFS.

II. Resolução
Foi disponibilizada recentemente uma nova versão do software, que corrige
vulnerabilidades de segurança.

III. Impacto

Possibilidade de acesso de super-utilizador nos sistemas vulneráveis

Parâmetros de segurança no smb.conf

I. Parâmetro opcional, pode-se incluir essas linhas para uma maior segurança.

hosts allow = 127.0.0.1 192.168.1.0/24 192.168.2.0/24 192.168.3.0/24


hosts deny = 192.168.*/24

II. Nível de segurança de operação do Samba

security = (user / share / domain / server)

III. Usando senhas criptografadas

encrypt passwords = yes

IV. Definindo o arquivo de armazenamento das senhas

smb passwd file = /etc/smbpasswd

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Usuários e Grupos

Usuário
Como no Linux o SAMBA foi concebido para que várias pessoas pudessem utilizar
os mesmos recursos presentes em uma única máquina, surgiu o conceito de usuário
para diferenciar o que cada pessoa estivesse fazendo e quais recursos ela estivesse
ocupando. O usuário é a identificação da pessoa que irá utilizar o sistema.

A identificação do usuário é feita por um “número de identificação” ou ID, que é a


atribuído ao usuário durante a criação de sua conta no sistema.

Com a finalidade de garantir a integridade do trabalho de cada usuário, impedindo


que um usuário altere o trabalho outro.

Grupo
O Linux também possui o conceito de “grupo”. Um grupo é como o próprio nome diz,
um agrupamento de vários usuários que devem compartilhar de algumas
características em comum como, por exemplo:

• Permissões de acesso a arquivos e diretórios

• Permissões de acesso a dispossivitos do sistema

• Permissões de leitura e gravação em arquivos e diretórios.

• Permissões para criação e remoção de arquivos e diretórios.

O Linux foi desenvolvido desde o começo para trabalhar em rede. Por isso, ele
possui suporte a usuários e grupos, que garantem uma organização e segurança ao
sistema.

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Para você administrar o servidor SAMBA é essencial que você saiba administrar
grupos e usuários no Linux., e os passos para isso você ira ver a seguir:
Antes de você começar a criar os usuários e grupos, você deve entender algumas
coisas que são padrão em todas as distribuições Linux.

Grupo Î Grupo, a qual o usuário pertencerá.

Grupos suplementares Î O usuário também pode pertencer a outros grupos.

Diretório HOME Î Por padrão o linux cria seus usuários no diretório /home/

Interpretador de comandos (opc.) Î Por o padrão é usado o (/bin/bash).

ID do usuário (opc.) Î Cada usuário no Linux tem um ID que será atribuído.

Para criar grupos no Linux utilizamos os seguintes comandos:

# groupadd grupo Î Criar o grupo

Algumas opções do comando groupadd

• -g Î ID do grupo (identificação do grupo)

• -h Î Mostra um menu de ajuda

Para criar usuários no Linux utilizamos os seguintes comandos:

# useradd usuário Î Usuário Criando no Linux

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Algumas opções do comando useradd

• -b Î --base-dir diretório base do usuário ou diretório home

• -e, Î --expiredate Define data para contar expirar

• -g Î grupo principal do o usuário

• -m Î cria diretório home do usuário

• -G Î Grupo adicional a qual o usuário pertencera

• -h Î Mostra um menu de ajuda

Criando usuário ex:

# useradd diretor –g cseg –m Î Com esse comando ele vai criar o usuário diretor
que pertencera ao grupo cseg o e diretório home dele vai ser “/home/diretor/”.

Para deletarmos um usuário no Linux utilizamos o seguinte comando:

#userdel usuário Î Usuário apagado no Linux mais seu diretório home não

Algumas opções do comando userdel

• -r Î Apago o usuário e seu diretório home

• -h Î Mostra um menu de ajuda

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Deletando usuário

# userdel –r diretor Î Com esse comando ele vai deletar o usuário diretor o seu
diretório home “/home/diretor/”.

Criando usuário no SAMBA

# smbpasswd –a usuário Î Usuário será criado no samba

# smbpasswd –x usuário Î Usuário será deletado no samba

Algumas opções do comando smbpasswd

• -a Î Cria o usuário no samba

• -d Î Desabilita o usuário no samba

• -e Î Habilita o usuário no samba

• -x Î Deleta o usuário no samba

• -h Î Mostra um menu de ajuda

• -n Î Muda senha do usuário

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Iniciando o SAMBA

Para que o seu servidor SAMBA possa funcionar, o serviço smbd deve ser
inicializado.

Iniciar o SAMBA:

# invoke-rc.d samba start

Parar o SAMBA:

#invoke-rc.d samba stop

Recarregar o SAMBA:

#invoke-rc.d samba reload

Restartar o SAMBA:

#invoke-rc.d samba restart

Outro item importante é configurar o SAMBA para iniciar automaticamente sempre


que o seu servidor linux for iniciado ou ligado. Para isso devemos usar um software.

rcconf Î Debian Run Level Configuration tool

# rcconf Î Ele abrirá uma janela e marcamos o quatro [ ] “samba”.

Com isso sempre que você ligar seu servidor Linux ele irar iniciar o SAMBA
automaticamente.

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Arquivos de log

De acordo com as configuração do arquivo smb.conf, os logs serão armazenados em


/var/log/samba/, então este diretório deverá ser criado manualmente. O arquivo de
log do smbd será log.smbd, o do nmbd será log.nmbd e para cada máquina cliente
será criado um arquivo no formato log.hostname. O tamanho máximo destes
arquivos será 2 MB, quando este limite for excedido o arquivo atual será renomeado
com a extensão ".old", e será criado um novo arquivo. Se já houver outro ".old", este
será excluído.

Primeiramente o importante quando ocorrer algum problema é pedir socorro aos logs
do Samba, pois certamente a resposta estará lá através dos parâmetros:

No smb.conf encrotraremos os seguintes parâmetros:

Sessão [Global]

log level = 1 Î Nível do log (vai de 0 á 3) onde 0 é desabilitado

log file = /var/log/samba/%m.log Î Cominho do arquivo de log do samba

Desta forma podemos ter o controle da situação, podendo analisar


/var/log/samba/log.%m que pode ser configurado de várias formas utilizando o
mecanismo de variáveis de substituição e ainda se necessário for, poderá aumentar
o nível dos logos através do parâmetro log level.

Então basta utilizar os recursos do Linux para analisar os Logs, uma dica seria:

# tail -f /var/log/samba/nome_ do_ arquivo.log

O importante aqui é utilizar todo o conhecimento em Linux para analisar os Logs


envolvidos e assim resolver os problemas.

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