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CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO FISIOTERAPIA OBSTÉTRICA E UROLÓGICA PROF. MSc. MALLISON VASCONCELOS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO FISIOTERAPIA OBSTÉTRICA E UROLÓGICA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO FISIOTERAPIA OBSTÉTRICA E UROLÓGICA PROF. MSc. MALLISON VASCONCELOS

PROF. MSc. MALLISON VASCONCELOS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO FISIOTERAPIA OBSTÉTRICA E UROLÓGICA PROF. MSc. MALLISON VASCONCELOS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO FISIOTERAPIA OBSTÉTRICA E UROLÓGICA PROF. MSc. MALLISON VASCONCELOS
O assoalho pélvico ou diafragma pélvico é formado pelas fibras musculares do levantador do ânus,

O assoalho pélvico ou diafragma pélvico é formado pelas fibras musculares do levantador do ânus, coccígeo e tecido conjuntivo associado que abrange a área abaixo da pelve.

Wikipédia,2007

O períneo é a região do tronco abaixo do diafragma pélvico que recobre a abertura inferior da pelve ou saída da pelve. Divide-se em:

• Trigono urogenital

• Trigono anal

Moore,2000

inferior da pelve ou saída da pelve. Divide-se em: • Trigono urogenital • Trigono anal M
Trígono Urogenital Trígono Anal
Trígono Urogenital
Trígono Anal
Aparelho de sustentação Aparelho de suspensão Aparelho de contenção Diafragmas Fáscia musculares

Aparelho de sustentação

Aparelho de suspensão

Aparelho de contenção

sustentação Aparelho de suspensão Aparelho de contenção Diafragmas Fáscia musculares endopélvica

Diafragmas

Fáscia

musculares

endopélvica

Ligamentos e

fáscias

Aparelho de suspensão Aparelho de contenção Diafragmas Fáscia musculares endopélvica Ligamentos e fáscias
Aparelho de suspensão Aparelho de contenção Diafragmas Fáscia musculares endopélvica Ligamentos e fáscias
Distingue-se em dois diafragmas: Diafragma Pélvico Diafragma Urogenital Os músculos estão dispostos em três planos:

Distingue-se em dois diafragmas:

Diafragma Pélvico Diafragma Urogenital

Os músculos estão dispostos em três planos:

Superficial
Superficial
Médio
Médio
Profundo
Profundo
Diafragma urogenital !!!! NO TRÍGONO UROGENITAL: • MÚSCULOS: ISQUIOCAVERNOSO E BULBOESPONJOSO • MÚSCULOS:

Diafragma urogenital

!!!!

NO TRÍGONO UROGENITAL:

MÚSCULOS: ISQUIOCAVERNOSO E BULBOESPONJOSO

MÚSCULOS: TRANSVERSO SUPERFICIAL DO PERÍNEO E CONSTRICTOR DA VULVA

NO TRÍGONO ANAL:

MÚSCULO ESFINCTER EXTERNO DO ÂNUS

Moore,2000

SUPERFICIAL DO PERÍNEO E CONSTRICTOR DA VULVA NO TRÍGONO ANAL: • MÚSCULO ESFINCTER EXTERNO DO ÂNUS
Diafragma urogenital !!!! • MÚSCULO TRANSVERSO PROFUNDO DO PERÍNEO • MÚSCULO ESFÍNCTER DA URETRA •
Diafragma urogenital !!!! • MÚSCULO TRANSVERSO PROFUNDO DO PERÍNEO • MÚSCULO ESFÍNCTER DA URETRA •

Diafragma urogenital

!!!!

MÚSCULO TRANSVERSO PROFUNDO DO PERÍNEO

MÚSCULO ESFÍNCTER DA URETRA

MÚSCULO COMPRESSOR DA URETRA

Moore,2000

BARBER, M.D. Contemporary views on female pelvic anatomy. Cleveland Clinic Journal Of Medicine Volume 72,

BARBER, M.D. Contemporary views on female pelvic anatomy. Cleveland Clinic Journal Of Medicine Volume 72, Supplement 4 December 2005

Diafragma pélvico !!!! MÚSCULO LEVANTADOR DO ÂNUS: • COMPLEXO PUBOVISCERAL - FORMADO PELOS MÚSCULOS PUBOVAGINAL,

Diafragma pélvico

!!!!

MÚSCULO LEVANTADOR DO ÂNUS:

COMPLEXO PUBOVISCERAL - FORMADO PELOS MÚSCULOS PUBOVAGINAL, PUBOPERINEAL E PUBOANAL

MÚSCULO PUBORRETAL

MÚSCULO ILIOCOCCÍGEO

MÚSCULO COCCÍGEO

Moore,2000

Função dos diafragmas: • Papel de esfíncter periuretral • Inibição nervosa • Transmissão de pressões

Função dos diafragmas:

Papel de esfíncter periuretral

Inibição nervosa

Transmissão de pressões

Papel na estática pélvica

Função sexual

Papel na esfera anorretal

Papel durante o parto

Groose & Sengler,2002

pélvica • Função sexual • Papel na esfera anorretal • Papel durante o parto Groose &
Características histológicas: • Fibras musculares tipo I (60-70%) • Fibras musculares tipo II (30-40%) (Gilpin

Características histológicas:

Fibras musculares tipo I (60-70%)

Fibras musculares tipo II (30-40%)

(Gilpin et al,1989; Koebl et al,1989 ; Fischer et al,1992.)

INERVAÇÃO • Origina-se do plexo sacral NERVO SACRAL (S3-S4) - Músculos do diafragma urogenital NERVO

INERVAÇÃO Origina-se do plexo sacral

NERVO SACRAL (S3-S4)

- Músculos do diafragma urogenital NERVO PUDENDO (S2-S4)

- Músculos do diafragma urogenital

- Músculo esfincter externo do ânus

OUTROS SEGMENTOS:

- Nervo do m. obturador interno (L 5 ,S 1 ,S 2 )

- Ramos ventrais de S 1 e S 2 para o m. piriforme

FUNÇÃO VÉSICO-ESFINCTERIANA DOS RAMOS SACRAIS NA ATIVIDADE Respostas frente a estimulação elétrica: S2 –

FUNÇÃO

VÉSICO-ESFINCTERIANA

DOS

RAMOS

SACRAIS

NA

ATIVIDADE

Respostas frente a estimulação elétrica:

S2 – predominantemente sobre o detrusor S1 e S2 – apresentam influência significativa no fechamento do esfíncter estriado S3 – tem sua responsabilidade sobre o detrusor e o esfíncter

– tem sua responsabilidade sobre o detrusor e o esfíncter A estimulação simultânea dos nervos sacrais

A estimulação simultânea dos nervos sacrais resultam em diferentes efeitos agregados entre o detrusor e o esfíncter, contudo os efeitos sobre o fechamento do último são mais aparentes que a contração do detrusor.

Mendonza e cols,2002

IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA ARTERIAL - Artéria pudenda interna (ramo da ilíaca interna) VENOSA - Veias ilíacas

IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA

ARTERIAL

- Artéria pudenda interna (ramo da ilíaca interna)

VENOSA

- Veias ilíacas internas

LINFÁTICA

- Linfonodos pélvicos

- Linfonodos inguinais

• Característica da contração dos músculos do assoalho pélvico : - vetor de força -

• Característica da contração dos músculos do assoalho pélvico : - vetor de força -
• Característica da contração dos músculos do assoalho pélvico : - vetor de força -
• Característica da contração dos músculos do assoalho pélvico : - vetor de força -

Característica da contração dos músculos do assoalho pélvico :

- vetor de força - co-ativação

Equilíbrio abdomino- pélvico

Efeitos da posição da pelve

(Sapsford et al,1998; Lee,2001)

Diagrama ilustrando a continuidade entre as cavidades abdominal e pélvica Moore,2005
Diagrama ilustrando a continuidade entre as cavidades abdominal e pélvica Moore,2005

Diagrama ilustrando a continuidade entre as cavidades abdominal e pélvica

Moore,2005

Orientação da pelve na posição ortostática. Observar a disposição do trígono urogenital na horizontal enquanto
Orientação da pelve na posição ortostática. Observar a disposição do trígono urogenital na horizontal enquanto

Orientação da pelve na posição ortostática. Observar a disposição do trígono urogenital na horizontal enquanto a EIAS e a tuberosidade esquiátrica estão perpendicular ao solo.

BARBER, M.D. Contemporary views on female pelvic anatomy. Cleveland Clinic Journal Of Medicine Volume 72, Supplement 4 December 2005

Estabilidade pélvica: Períneo e retos anteriores mantém a pelve no sentido do enrolamento durante a

Estabilidade pélvica: Períneo e retos anteriores mantém a pelve no sentido do enrolamento durante a tração dos flexores do quadril, cuja ação inversa bascularia para frente

(Piret & Beziérs,2001.)

O trabalho do períneo fecha o triangulo formado pelo coccíx e pelos dois ísquios.
O trabalho do períneo fecha o triangulo formado pelo coccíx e pelos dois ísquios.

(Piret & Beziérs,2001.)

r u i m bem coordenada Alargamento dos espinhais durante o trabalho do períneo. O

ruim

bem coordenada

Alargamento dos espinhais durante o trabalho do períneo. O movimento das asas ilíacas orienta a inserção dos espinhais para o plano frontal

(Piret & Beziérs,2001.)

a a) Trabalho do períneo; aproximação dos ísquios; b tração do cóccix em direção ao
a
a) Trabalho do períneo; aproximação dos ísquios;
b
tração do cóccix em direção ao púbis
b) Trabalho do períneo se prolonga no dos retos do
abdômen

(Piret & Beziérs,2001.)

Termo utilizado para descrever os tecidos que contém colágeno, proteoglicanos e algumas vezes, fibras elásticas.

Termo utilizado para descrever os tecidos que contém colágeno, proteoglicanos e algumas vezes, fibras elásticas. Fáscia – tecido fibromuscular responsável por suspender e dar estabilidade aos órgãos e conectá- los aos músculos.

Amaro et al,2005

FÁSCIA PÉLVICA Fáscia do obturador interno Fáscia do piriforme Fáscia diafragmática (levator ani) FÁSCIA

FÁSCIA PÉLVICA Fáscia do obturador interno Fáscia do piriforme Fáscia diafragmática (levator ani) FÁSCIA ENDOPÉLVICA Porção visceral (peritônio) Ligamentos de suporte

(Moore,2000.)

A fáscia pélvica divide-se em: FÁSCIA VISCERAL DA PELVE Envolve as vísceras, formando falsas cápsulas

A fáscia pélvica divide-se em:

FÁSCIA VISCERAL DA PELVE

Envolve as vísceras, formando falsas cápsulas para elas. Une as vísceras pélvicas entre si e a fáscia parietal.

FÁSCIA PARIETAL DA PELVE

Reveste a cavidade pélvica até os ramos isquiopúbicos. Envolve os grandes vasos pélvicos, recobre as superfícies dos músculos pélvicos, espessa-se para formar ligamentos

(Moore,2000.)

vasos pélvicos, recobre as superfícies dos músculos pélvicos, espessa-se para formar ligamentos (Moore,2000.)
Fáscia endopélvica Mecanismo de suporte para as vísceras pélvicas, recebe várias denominações de acordo com

Fáscia endopélvica

Mecanismo de suporte para as vísceras pélvicas, recebe várias denominações de acordo com os órgãos que recobre.

Composta de colágeno, elastina, proteoglicanos, fibras musculares lisas

(Moore,2000.)

com os órgãos que recobre. Composta de colágeno, elastina, proteoglicanos, fibras musculares lisas (Moore,2000.)
Snell, Clinical Anatomy for Medical Students, Fig. 14, p. 302

Snell, Clinical Anatomy for Medical Students, Fig. 14, p. 302

Snell, Clinical Anatomy for Medical Students, Fig. 14, p. 302
NÍVEIS ANATOMO-FUNCIONAIS DE DeLANCEY Classificação das estruturas do tecido conjuntivo que circundam a vagina em

NÍVEIS ANATOMO-FUNCIONAIS DE DeLANCEY

Classificação das estruturas do tecido conjuntivo que circundam a vagina em três níveis:

NÍVEL 1- apical

NÍVEL 2 – vagina média

NÍVEL 3 – vagina distal

(DeLancey,1998.)

BARBER, M.D. Contemporary views on female pelvic anatomy. Cleveland Clinic Journal Of Medicine Volume 72,

BARBER, M.D. Contemporary views on female pelvic anatomy. Cleveland Clinic Journal Of Medicine Volume 72, Supplement 4 December 2005

De LANCEY,J. Estructural support of the urethra as it relates to stress urinary incontinence: the

De LANCEY,J. Estructural support of the urethra as it relates to stress urinary incontinence:

the hammock hypothesis Am J.Obst Gynecol 170:(6),1713-23,1994.

BARBER, M.D. Contemporary views on female pelvic anatomy. Cleveland Clinic Journal Of Medicine Volume 72,

BARBER, M.D. Contemporary views on female pelvic anatomy. Cleveland Clinic Journal Of Medicine Volume 72, Supplement 4 December 2005

TEORIAS DA CONTINÊNCIA • Séc. XIX – A continência era mantida pelo comprimento normal da

TEORIAS DA CONTINÊNCIA • Séc. XIX – A continência era mantida pelo comprimento normal da
TEORIAS DA CONTINÊNCIA • Séc. XIX – A continência era mantida pelo comprimento normal da

TEORIAS DA CONTINÊNCIA

Séc. XIX – A continência era mantida pelo comprimento normal da uretra Bonney ( 1923) – Suporte da parede vaginal anterior era responsável pela sustentação uretral Jeffcoate (1946) – Descida da JUV como mecanismo resonsável pelas perdas aos esforços Jeffcoate (1952) – A continência era mantida pelo ângulo uretrovesical posterior

Ângulo uretro vesical em repouso o ângulo mede 90º mantendo a continência. Durante a micção

Ângulo uretro vesical em repouso o ângulo mede 90º mantendo a continência. Durante a micção este ângulo pode chegara 180º .

TEORIA DA TRANSMISSÃO DE PRESSÕES Teoriza que a continência é mantida pela igual transmissão do

TEORIA DA TRANSMISSÃO DE PRESSÕES

Teoriza que a continência é mantida pela igual transmissão do aumento da pressão intra- abdominal à bexiga e uretra-proximal. Isso requer que a junção uretro-vesical (JUV) permaneça na sua posição original (intra-abdominal). Se a JUV tornar-se hipermóvel, o colo vesical pode descer de sua posição intra-abdominal e impedir a igual transmissão de pressão resultando em perdas aos esforços.

(Ehorning,1961.)

Teoria de Ehorning – A continência é possível quando o colo vesical encontra-se no interior

Teoria de Ehorning – A continência é possível quando o colo vesical encontra-se no interior da cavidade abdominal, por cima da linha pontilhada que passa pela borda inferior da sínfise pubiana

(Amaro et al,2005.)

Pressão intra-abdominal

Assoalho pélvico normal
Assoalho
pélvico
normal

Pressão intra-abdominal

pélvico fraco
pélvico
fraco

Assoalho

Teoria de Ehorning – Papel do assoalho pélvico na transmissão das pressões

TEORIA DE HAMMOCK (DeLANCEY) Sugere que os tecidos que sustentam a uretra provêem uma rede

TEORIA DE HAMMOCK (DeLANCEY)

Sugere que os tecidos que sustentam a uretra provêem uma rede de sustentação (hammock) que a comprime e a mantém fechada quando a pressão intra-abdominal aumenta. O suporte uretral consiste na fáscia pubocervical e vagina que estão ligadas lateralmente ao osso pélvico pelo ATFP e levantador do ânus. Quando esta rede está com defeito a JUV torna-se hipermóvel e a uretra permanece aberta quando a pressão intra-abdominal aumenta levando a perda ao esforço.

DeLancey JO. Structural support of the urethra as it relates to stress urinary incontinence: the hammock hypothesis. Am J Obstet Gynecol. 1994;170:1713-1720.

A fáscia pubocervical age como uma rede bexiga útero
A fáscia pubocervical age como uma rede
bexiga
útero

púbis

Mecanismo da perda urinária aos esforços de acordo com a teoria do hammock
Mecanismo da perda urinária aos esforços de acordo com a teoria do hammock

Mecanismo da perda urinária aos esforços de acordo com a teoria do hammock

Prolapso do colovesical sobre a parede anterior. A porção distal da rede foi rompida.

bexiga útero
bexiga
útero

púbis

Papel da tensão do tecido conjuntivo no controle periférico - Analogia do trampolim -Mecanismo central

Papel da tensão do tecido conjuntivo no controle periférico - Analogia do trampolim

-Mecanismo central (C) – córtex cerebral através do centro de micção -Mecanismo periférico –funcionamento do complexo músculo elástico e dos ligamentos de suspensão

(Amaro et al,2005.)

(Amaro et al,2005.)

(Amaro et al,2005.)

CTX- córtex SC – medula Legenda N – terminações nervosas do colo vesical Linhas cheias

CTX- córtex

SC – medula

Legenda N – terminações nervosas do colo vesical Linhas cheias – “O” – reflexo de micção ( “ O a “ – nervos aferentes, “Oe” nervos eferentes que se dividem para detrursor (“Od”), uretra (“Ou) e musculatura pélvica ( “Om”) .

Linhas pontilhadas – “C” – reflexo de continência

Om e Cm – caminho neural para musculatura pélvica, respectivamente para relaxamento e contração Fonte – Petrus e Ulmsten in Int. Urogynecol 1999

SM – esfincter uretral estriado

TEORIA INTEGRAL Leva em conta todos os elementos anatômicos associados a sustentação vaginal, propondo um

TEORIA INTEGRAL

Leva em conta todos os elementos anatômicos associados a sustentação vaginal, propondo um modelo funcional segundo as linhas de força A vagina teria uma dupla função envolvendo a continência: mediar as diferentes contrações dos mm do períneo e conceder suporte aos receptores de pressão situados na uretra proximal e trígono (área de elasticidade crítica).

(Petros & Ulmsen,1990.)

de pressão situados na uretra proximal e trígono (área de elasticidade crítica). (Petros & Ulmsen,1990.)
TEORIA INTEGRAL Primeiro mecanismo: A coordenação voluntária do esfíncter uretral estriado e mm pubococcígeo que

TEORIA INTEGRAL

Primeiro mecanismo:

A coordenação voluntária do esfíncter uretral estriado e mm pubococcígeo que funciona como um “tensor da vagina”. A ação destes músculos facilitariam a coaptação uretral

como um “tensor da vagina”. A ação destes músculos facilitariam a coaptação uretral (Petros & Ulmsen,1990.)

(Petros & Ulmsen,1990.)

TEORIA INTEGRAL Segundo mecanismo: Consiste no fechamento do colo vesical que fica normalmente sobre uma

TEORIA INTEGRAL

Segundo mecanismo:

Consiste no fechamento do colo vesical que fica normalmente sobre uma parede vaginal tensionada pelo mm pubovaginal cuja contração imobiliza a uretra, os ligamentos pubo-uretrais agem como ponto de apoio. Para um bom funcionamento deste mecanismo deve haver integridade dos ligamentos pubo-uretrais, útero- sacros e contração isométrica do EAE.

(Petros & Ulmsen,1990.)

TEORIA INTEGRAL Terceiro mecanismo: Mediado pela ação de outros grupos musculares (mm voluntários que podem

TEORIA INTEGRAL

Terceiro mecanismo:

Mediado pela ação de outros grupos musculares (mm voluntários que podem ser trabalhados na reeducação. Ex. pubovaginal- media o inicio da micção de acordo com a teoria). Estes músculos realizam uma contração anterior do hammock vaginal sub-uretral que além de fazer a coaptação uretral mas garantir um suporte aos receptores responsáveis pela imperiosidade miccional.

(Petros & Ulmsen,1990.)

uretral mas garantir um suporte aos receptores responsáveis pela imperiosidade miccional. (Petros & Ulmsen,1990.)
TEORIA INTEGRAL- CLASSIFICAÇÃO DOS DEFEITOS • Defeito do suporte uretral (hammock) • Síndrome da vagina

TEORIA INTEGRAL- CLASSIFICAÇÃO DOS DEFEITOS

Defeito do suporte uretral (hammock)

Síndrome da vagina fixa ou retração cicatricial da vagina

Distensão dos ligamentos pubouretrais

Distensão dos ligamentos uterossacros e do suporte do ápice vaginal

Lesões da inserção vaginal do músculo PC

Lesões dos mm estriados do assoalho pélvico

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(Petros & Ulmsen,1990.)

A B- Síndrome da vagina fixa ou retração cicatricial da vagina C - Distensão dos

A

B- Síndrome da vagina fixa ou retração cicatricial da vagina

C - Distensão dos ligamentos pubouretrais

D- Distensão dos ligamentos uterossacros e do suporte do ápice vaginal

E- Lesões da inserção vaginal do músculo PC

F- Lesões dos mm estriados do assoalho pélvico

-Defeito do suporte uretral (hammock)

%%%% %%%% CONCEITO As disfunções do assoalho pélvico envolvem a queda (prolapso) da bexiga, reto

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%%%% %%%% CONCEITO As disfunções do assoalho pélvico envolvem a queda (prolapso) da bexiga, reto ou

CONCEITO As disfunções do assoalho pélvico envolvem a queda (prolapso) da bexiga, reto ou útero causada pela fraqueza ou lesão dos ligamentos, tecido conjuntivo e músculos da pélvis.

Fatores associados

tecido conjuntivo e músculos da pélvis. Fatores associados Lesões traumáticas ou iatrogênicas idade F a t

Lesões

traumáticas

ou

iatrogênicas

idade

Fatores

funcionais

(Manual Merk,2006)

Suprimento

nervoso

inadequado

Suporte

hormonal

deficiente

%%%% %%%% SARCOPENIA Sarcopenia não é uma doença, mas apropriadamente refere-se ao declínio universal, involuntário

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%%%% %%%% SARCOPENIA Sarcopenia não é uma doença, mas apropriadamente refere-se ao declínio universal, involuntário

SARCOPENIA

Sarcopenia não é uma doença, mas apropriadamente refere-se ao declínio universal, involuntário da massa magra corporal que ocorre com a idade primariamente devido a perda de massa muscular.

(Roubenoff & Castañeda, 2001)

JAMA (286):10, September 12, 2001

Lexell et al. J. Neurol. Sci. 84:275, 1988.

Lexell et al. J. Neurol. Sci. 84:275, 1988.

Lexell et al. J. Neurol. Sci. 84:275, 1988.

Lexell et al. J. Neurol. Sci. 84:275, 1988.

Fibras musculares FOG motor unit Unidade motora FOG Axônio e ramos Unidade motora SO SO
Fibras musculares
FOG motor unit
Unidade motora FOG
Axônio e ramos
Unidade motora SO
SO motor unit
Neurônio
motor
FG motor unit
Unidade motora
FG
Medula espinhal

Organização normal de uma unidade motora

Perda de motoneurônios e fibras musculares relacionada com a idade Unidade motora Resultados: Algumas unidades
Perda de motoneurônios e fibras musculares
relacionada com a idade
Unidade motora
Resultados:
Algumas unidades
motoras são perdidas.
Perda de massa
Poucas unidades
motoras
Unidade motoras
com mais fibras
Mais fibras tipo l
fibers/Poucas fibras
tipo II
Fibras musculares
X
Axônio e ramos
Neurônio
motor
X
Medula espinhal
Morte de neurônios FS
deixando as
fibras musculares órfãs
Algumas são adotadas
por motoneurônios SO
KOELB, H et al. Morphologic and functional aspects of pelvic floor muscles in patients with
KOELB, H et al. Morphologic and functional aspects of pelvic
floor muscles in patients with pelvic relaxatiom and genuine
stress incontinence Obst Gynecol 74:(5),789-795,1989.
KOELB, H et al. Morphologic and functional aspects of pelvic floor muscles in patients with
KOELB, H et al. Morphologic and functional
aspects of pelvic floor muscles in patients with
pelvic relaxatiom and genuine stress
incontinence Obst Gynecol 74:(5),789-
795,1989.
Tissue sample(actomyosin ATPase after preincubation at pH 4.3) of a woman with pelvic relaxation and

Tissue sample(actomyosin ATPase after preincubation at pH 4.3) of a woman with pelvic relaxation and genuine stress incontinence, showing polygonal type I (black) and type II (gray) muscle fibers and narrow endomysial clefts (arrows) . Magnification: calibration

bar=250µm.

KOELB, H et al. Morphologic and functional aspects of pelvic floor muscles in patients with pelvic relaxatiom and genuine stress incontinence Obst Gynecol 74:(5),789-

795,1989.

Tissue sample(actomyosin ATPase after preincubation at pH 4.3) of a woman with pelvic relaxation and

Tissue sample(actomyosin ATPase after preincubation at pH 4.3) of a woman with pelvic relaxation and genuine stress incontinence, showing small and rounded muscle fibers (small arrows) and wide endomysial clefts containing conective tissue (C) smooth muscle (S) and fat cells (F) . Magnification: calibration bar=500µm.

KOELB, H et al. Morphologic and functional aspects of pelvic floor muscles in patients with pelvic relaxatiom and genuine stress incontinence Obst Gynecol 74:(5),789-

795,1989.

%%%% %%%% ASPECTOS HISTOLÓGICOS A proteína p27Kip1 (inibidora da quinase ciclina dependente) desempenha um papel

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%%%% %%%% ASPECTOS HISTOLÓGICOS A proteína p27Kip1 (inibidora da quinase ciclina dependente) desempenha um papel

ASPECTOS HISTOLÓGICOS

A proteína p27Kip1 (inibidora da quinase ciclina dependente) desempenha um papel importante na regulação da diferenciação celular do músculo esquelético. Uma expressão regular desta proteína protege o músculo de sofrer apoptose enquanto que sua hiper expressão eleva o aparecimento de proteínas pro-apoptóticas.

(Poliak et al,1994; Katayose et al, 1997, Fujieda et al,1999; Chu & Lim, 2000)

et al, 1997, Fujieda et al,1999; Chu & Lim, 2000) A expressão da p27 aumentam proporcionalmente

A expressão da p27 aumentam proporcionalmente à idade em mulheres sintomáticas com diminuição em algumas fibras musculares

(Bulkoviski et al,2001)

Quantitative evaluation of p27 expression (materials and methods) and comparison of the mean age in

Quantitative evaluation of p27 expression (materials and methods) and comparison of the mean age in asymptomaticand symptomatic patients (S). ***, P < 0.0001.

BULKOVSKI et al. Abnormal expression of p27kip1 protein in levator ani muscle of aging women with pelvic floor disorders – a relationship to the cellular differentiation and degeneration, BMC Clinical

Pathology,1:4,2001

Type II fast- (A) and type I slow twitch fibers (B), and p27 expression (C)

Type

II

fast-

(A) and

type I slow twitch

fibers

(B),

and

p27

expression

(C)

in

levator

ani

muscle

of

an

asymptomatic

patient (age 38). A) Fast twitch fibers (f,

dark color) alternate with slow twitch fibers

(s).

staining of slow twitch fibers. C) Protein

shows

B)

Parallel

section

to

(A)

p27

is

strongly

expressed

in plasma

membrane

and

adjacent

nuclei

(arrowheads).

 

Note a lack of cytoplasmic staining.

BULKOVSKI et al. Abnormal expression of p27kip1 protein in levator ani muscle of aging women with pelvic floor disorders – a relationship to the cellular differentiation and degeneration, BMC Clinical

Pathology,1:4,2001

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%%%% %%%% ASPECTOS HISTOLÓGICOS • Mulheres sintomáticas na pré e perimenopausa mostraram hipertrofia de fibras

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%%%% %%%% ASPECTOS HISTOLÓGICOS • Mulheres sintomáticas na pré e perimenopausa mostraram hipertrofia de fibras

ASPECTOS HISTOLÓGICOS

Mulheres sintomáticas na pré e perimenopausa mostraram hipertrofia de fibras musculares,que estavam associadas auma variável expressão citoplasmática de p27 indo de nenhuma a moderada.

Mulheres na pós menopausa mostraram diminuição do tamanho de em algumas fibras acompanhadas pela expressão forte de p27 as quais mostraram aspectos vacuolizados e aumento do componente estromal.

As mudanças hormonais acompanhadas na menopausa sugerem que uma diminuição da produção de esteróides ovarianos podem contribuir para as mudanças degenerativas do levantador do ânus

(Bulkoviski et al,2001)

BULKOVSKI et al. Abnormal expression of p27kip1 protein in levator ani muscle of aging women

BULKOVSKI et al. Abnormal expression of p27kip1 protein in levator ani muscle of aging women with pelvic floor disorders – a relationship to the cellular differentiation and degeneration, BMC Clinical Pathology,1:4,2001

%%%% %%%% INFLUÊNCIA HORMONAL • Há expressão de receptores estrogênicos (alfa) e de progesterona nos

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%%%% %%%% INFLUÊNCIA HORMONAL • Há expressão de receptores estrogênicos (alfa) e de progesterona nos fibroblastos

INFLUÊNCIA HORMONAL

Há expressão de receptores estrogênicos (alfa) e de progesterona nos fibroblastos do tecido conjuntivo de sustentação da pelve em modelos animais (Otto et al,2002) O estrógeno tem importante papel na inibição da degradação da matriz protéica sintetizada pelos fibroblastos

(Moalli et al,2002)

Não foi observado expressão de receptores de estrógeno alfa no m.

elevador do ânus (Santoro et al,1996; Bernstein,1997)

As fibras do m. elevador do ânus apresentam expressão nuclear de receptores androgênicos e de progesterona (Santoro et al,1996)

A expressão de proteínas variantes de LHr no compartimento do assoalho pélvico sugere que altos níveis de LH na pós menopausa pode contribuir para o relaxamento pélvico e desordens do assoalho

pélvico (PFD) (Bulkovski,2003)

LHR immunoreactivity and resident macrophages in the female pelvic floor. A ) Vaginal smooth muscle

LHR immunoreactivity and resident macrophages in the female pelvic floor. A) Vaginal smooth muscle (Vag SM): cytoplasmic (full arrowhead) and nuclear LHR immunoreactivity (white arrowhead). B) Vaginal connective tissue (Vag ct): fibroblast type cells (white arrowhead), rounded mesenchymal cells (full arrowhead) and vessels (red arrowhead). C) Vaginal epithelium (Vag

Ep): basal (stem) cells (b), parabasal cells (full arrowhead) and intermediate cells (yellow and green arrowheads). Superficial layer (middle inset): nuclear staining (red arrowhead) and diminution of staining in the surface cells (white arrowhead). D) Levator ani fascia (LF): principal cells (fibroblasts; white arrowhead) and rounded mesenchymal cells (full arrowhead). E) Levator

ani muscle (see also F for detail): mesenchymal cells among muscle fibers (full arrowhead) and muscle cell nuclei (white arrowheads). CD68 staining in vaginal connective tissue (G), levator fascia (H) and levator muscle (I). Insets indicated as ctr show control staining. No hematoxylin counterstain except panels G–I. Bar in I for all panels except E

(Bukovski et al. Multiple luteinizing hormone receptor (LHR) protein variants, interspecies reactivity of anti-LHR mAb clone 3B5, subcellular localization of LHR in human placenta, pelvic floor and brain, and possible role for LHR in the development of abnormal pregnancy, pelvic floor disorders and Alzheimer's disease,BMC Reprod Biol

End,2003)

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