2011

APOSTILA DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DO MÓDULO PROF. ORLEANS MARTINS

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]

PROGRAMA
1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional; Legislação Tributária; Tributos – federais, estaduais e municipais; Princípios Constitucionais Tributários; Elementos Fundamentais do Tributo; Obrigação Tributária; Imunidades e Isenção Tributária; Regulamento do Imposto de Renda; Responsabilidade do Contador; Contabilidade Tributária; Planejamento Tributário. 2. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA PIS/PASEP e COFINS; ICMS; IPI; ISS. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO IRPJ; CSLL; Regimes de Tributação do IRPJ e CSLL. 4. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Simples Nacional. 5. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) Contabilização do ICMS em empresas em regime normal de apuração. 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) Breve descrição do tributo; Descrição dos eventos relacionados ao tributo; Contabilização dos eventos. 7. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS Aquisição de matéria prima; Aquisição de embalagens; Consumo de matéria prima e material de embalagem na produção; Folha de pagamento. 8. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO CSLL; IRPJ. 9. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638/07; O pronunciamento CPC 32.

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1. 1.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional

Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complementam-se, desde longa data, acompanhando a natural evolução das diversas sociedades. Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade, existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Entre essas, destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. A Contabilidade, por sua vez, é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. No exercício de suas funções, claro está que o contador deve obedecer, além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade, também à legislação tributária concernente à correta apuração, registro, divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e, principalmente, sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. Justifica-se, portanto, a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária, devido à grande influência nas rotinas das organizações. 1.2. Legislação Tributária

É oportuno, de início, transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária, conforme o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966: “Art. 96. A expressão 'legislação tributária' compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes." A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tributário Nacional, não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos, mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados entre União, Estados e Municípios, o que atualmente vem comprometendo uma razoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. 1.2.1. Leis, tratados, convenções internacionais e decretos De acordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional: "Somente a lei pode estabelecer: I. II. III. IV. V. VI. A instituição de tributos, ou a sua extinção; A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3 Q do art. 52, e do seu sujeito passivo; A fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nelas definidas; As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 º Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

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instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. ou seja. III. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo. As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. a que a lei atribua eficácia normativa. Ufir). inexistindo o pagamento in natura ou in labore. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. A destinação legal do produto da sua arrecadação. sendo irrelevantes para qualificá-Ia: I. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. de serviços públicos específicos e divisíveis. As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. • Em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores (ORTN. determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei." 1. II. A denominação e demais características formais adotadas pela lei. os Estados. a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos. o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. 100. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. Tributos . São normas complementares das leis. • Compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. • Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. de CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Art. • Que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo.Conceitos e Espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória. BTN. • Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas. • Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte. 98. como ao impacto causado no contribuinte. Seção III Normas complementares Art. Já os impostos representam. Art. o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: • Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. 99. II. OTN.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 2 º Não constitui majoração de tributo. Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. Orleans Martins 4 . tanto no que se refere ao montante arrecadado. e serão observados pela que lhes sobrevenha. que não constitua sanção por ato ilícito. o Distrito Federal e os Municípios. Os convênios que entre si celebrem a União. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • Prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos.3. assim. As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. • Instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força de lei estabelecer essa obrigação. IV.

Princípios Constitucionais Tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas. Assim. • Grandes fortunas.4. câmbio e seguro. são subdivididas em contribuições ao INSS. ressalvadas as exceções legais. Orleans Martins 5 . Algumas sugestões primam pela radicalidade. aos Estados. entre os diversos níveis de governo. Contribuição ao PIS/Pasep. e simplificando o processo de arrecadação. ao Distrito Federal e aos Municípios: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Propriedade territorial rural. o consumo e a propriedade. reduzindo a quantidade de tributos. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. corno é o caso do imposto único. chegando ao patamar no ano 2000 de 32. consequentemente. de produtos nacionais ou nacionalizados. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor. embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos. Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. mais racionais. por ato oneroso. Com a edição da Constituição Federal de 1988. como para direcionar o comportamento da economia. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. para o exterior. é vedado à União. Tributos Federais.5. • Produtos industrializados. 1. que. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. a tributação sobre a renda. • Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.34% do Produto Interno Bruto (PIB). • Exportação. Contribuição Sindical. • Rendas e proventos de qualquer natureza. de outro. de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais. • Transmissão intervivos. vemos hoje urna situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor. sem contar as possibilidades de ocorrência de sonegação. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. segundo a Constituição Federal. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promoveram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas. Outras. 1. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas. Tais princípios. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. As contribuições sociais instituídas têm corno base os lucros das sociedades. Estaduais e Municipais A Constituição em vigor assim distribui. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (COFINS). ou seja. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. • Propriedades de veículos automotores. são vistos a seguir. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] fato. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: • Importação de produtos estrangeiros. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. com isso. ou relativas a títulos ou valores imobiliários. Atualmente. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • Propriedades predial e territorial urbana. • Operações de crédito. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. • Serviços de qualquer natureza. que passa por urna revisão de texto constitucional.

e no art. Cobrar tributos: a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatividade tributária). estabelece o princípio da capacidade econômica do contribuinte.6. por mera definição. 152. bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em benefício ou prejuízo da economia da União. b) O objeto. "Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da legalidade). 150. aparece o princípio da autoridade tributária. o recebimento do preço de um bem em um contrato. Princípio da competência Previsto no art. 145. por meio de uma relação jurídica. 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] I. 145. o pagamento de prêmio em um concurso. portanto. Princípio da capacidade contributiva O art. II. que. dos Estados ou dos Municípios. é objetiva quando leva em conta manifestações objetivas de riqueza do contribuinte (bens imóveis. c) O fato gerador. 151. Orleans Martins 6 . em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como. não podendo criar distinções em relação aos Estados. aos Municípios e ao Distrito Federal. é importante destacar que nasce uma obrigação quando.signos presuntivos de capacidade tributária ou riqueza). § 6Q. Princípio da autoridade tributária No art. encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) A lei. não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição Princípio da uniformidade geográfica Nos termos do art. Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma. inciso I. a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos.2. É considerada subjetiva quando se refere à condição pessoal do contribuinte (capacidade econômica real). a tributação da União deverá ser uniforme em todo o território nacional. seria a possibilidade econômica de pagar tributos. conforme se depreende do art. 145. determinada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto). por exemplo. 151. b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador). ao Estado ou ao Município. e são justificadas as prerrogativas da administração tributária. visando à procedência e ao destino dos bens. proíbe a manipulação de alíquotas. que. . Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. títulos etc. Princípio da não discriminação tributária O art. inciso III. por meio de sua Casa Legislativa." III. § 2º. Obrigação tributária Inicialmente.1.6. Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. § 1 º. exercitarão as competências tributárias. Assim. § 1 º. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou junção por eles exercida. as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. da Constituição Federal o exercício da competência tributária é dado à União. 1. Elementos Fundamentais do Tributo 1.). títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária).6. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). em um sistema jurídico. Alíquota É o percentual definido em lei que. Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o Imposto de Renda. Essa prática já foi atestada. art. as quais.5. aplicado sobre a base de cálculo. 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A lei A lei é o principal elemento da obrigação. pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a escrituração de livros fiscais. as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares. têm força de Lei. a partir de um texto fundamental (Constituição). Obrigação Tributária 1. em pelo menos duas ocasiões. da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). Uma vez constituído o crédito tributário. 142).4. Basicamente. a apresentação de declarações de rendimentos. Assim como a base de cálculo. 1. conceitua-se como "o fato" que gera a obrigação de pagar o tributo. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. o preenchimento de formulários etc. 1. e não houve maioria absoluta. deve ser definida em lei complementar. que define e formaliza o crédito tributário.6.7. formas diferentes de expressão. Para a exigência. perdendo eficácia após 45 dias de sua edição. as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). A base de cálculo. na forma da legislação aplicável. a depender de sua relação com o fato gerador da obrigação. a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade. da anterioridade e da irretroatividade. O sujeito passivo. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir. por exemplo. pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos). da obrigação principal. estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei).1. é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza. enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional. vedada a reedição após esse prazo. por pessoas físicas ou jurídicas. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência. Orleans Martins 7 . determina o montante do tributo a ser recolhido. O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. conforme definido no Regulamento do Imposto de Renda. mister se faz o respectivo lançamento. conforme a Constituição Federal.7. Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). como. assume. em concreto. Sujeito passivo Denomina-se sujeito passivo o devedor da obrigação tributária. Contudo. que consiste. pode ser classificado como contribuinte ou responsável. com base na ocorrência do fato gerador. na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN. segundo as determinações legais.6. De forma mais simples.

se devido. que consiste na incidência do tributo em apenas um dos elos da cadeia produtiva. pelos tributos devidos por estes. tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado. No caso em que haja infração de natureza criminal. Embora o contribuinte seja o comerciante. levando o contribuinte a recolher mais do que seria pago no sistema normal. perante eles. e combustíveis. Respondem solidariamente: • Os pais. no caso da impossibilidade de cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. escrivães e demais serventuários de ofício. 1. seja pelo número reduzido de contribuintes. produtos farmacêuticos.7. pelos tributos devidos pelos filhos menores. Tributação monofásica Para o governo se ver livre desses questionamentos. que podem ser de vários tipos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário. tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributação. Que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação. não sendo o contribuinte. a responsabilidade é de ordem pessoal e intransferível. no caso de atraso por tributos declarados ou erros não intencionais.2. surgiu a figura da tributação monofásica. • Os tutores e curadores.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o fato gerador. o transportador. Responsável é aquele a quem. seja pelo montante elevado de tributos. 128 a 135 do CTN) aquelas ações que envolvem dolo. • Os administradores de bens de terceiros. num elo seguinte da cadeia produtiva. os arts. • O inventariante. que pode ser superior ao valor final da venda. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou. 128 a 135 do CTN preveem a possibilidade de transferência a terceiros dos débitos fiscais. providenciando seu recolhimento aos cofres públicos. Em relação a infrações fiscais. antecipar a arrecadação de tributos e/ou evitar a sonegação fiscal. a legislação encarrega o empregador (responsável) de reter do empregado (contribuinte) o valor do imposto. Que o terceiro tenha participado do ato caracterizado como fato gerador do tributo. No caso do ICMS. O contribuinte do ICMS é o comerciante ou o industrial que promove a saída de mercadoria de seu estabelecimento. Apesar de a substituição tributária ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo. Solidariedade em relação à obrigação tributária A responsabilidade pelos tributos pode ser atribuída de forma solidária a terceiros. da indústria de medicamentos. com o objetivo de simplificar a fiscalização. Substituição tributária Uma outra modalidade de contribuinte responsável é a figura do substituto tributário. no caso de liquidação de sociedade de pessoas. O empregado que recebe salário é o contribuinte do imposto de renda. em função de seu ofício. Crimes tributários São considerados crimes contra a ordem tributária (arts. A responsabilidade atribuída a terceiros pelo CTN só se aplica aos tributos e penalidades de caráter moratório. o transportador de mercadorias desacompanhadas dos documentos fiscais legalmente exigíveis toma-se responsável pelo pagamento deste imposto. por não portar o documento fiscal. e pressupõe duas condições: I. No caso do imposto de renda sobre salários. tintas e vernizes. e II. e • Os sócios.7. má-fé e intenção. como é o caso. que é o contribuinte responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente. pelos tributos devidos pelo espólio. 1. toma-se responsável. ou tenha indevidamente se omitido. no entanto. Orleans Martins 8 . normalmente naquele em que a fiscalização pode ser mais eficaz. a lei estabelece a obrigação de pagar o tributo.3. • O síndico e o comissário. São exemplos de produtos em que ocorre a substituição tributária: automóveis e autopeças. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. por exemplo. cigarros e bebidas. • Os tabeliães.

No caso em que o contribuinte antecipa o tributo sem prévio exame da autoridade. O lançamento direto ou de ofício. independentemente de qualquer colaboração do sujeito passivo. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).6.7. desde que não lançados ainda de outra forma. 1. Vale destacar que. O Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) é um exemplo de tributo lançado por declaração. e que a suspensão é sempre temporária. processo judicial). da cobrança do crédito tributário (depósito judicial. no todo ou em parte.5. recurso administrativo. extinção e exclusão do crédito tributário Suspensão Uma vez lançado o crédito tributário. A suspensão corresponde ao impedimento temporário de exigir o crédito tributário. Lançamento A materialização do crédito é denominada lançamento. é feito por iniciativa da autoridade administrativa. Na modalidade de lançamento por declaração. diz-se que o lançamento se dá por homologação. para materializar o seu direito. ele pode ser suspenso. Suspensão. É o caso do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU). CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.7. o Estado constitui um crédito tributário.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. mesmo suspensa a obrigação principal. Mesmo os tributos não lançados normalmente por esta modalidade podem ser lançados de ofício. Orleans Martins 9 .7. 1. parcelamento) ou por iniciativa do sujeito passivo de discutir a validade. Crédito tributário Como vimos. O lançamento pode se dar de várias formas: de ofício. por declaração ou por homologação. durante o prazo da moratória ou do julgamento do recurso administrativo ou processo judicial. Com a concretização do fato gerador da obrigação tributária. o contribuinte ou um terceiro presta informações à autoridade fiscal para que possa ser estabelecido o valor do tributo. o Estado possui o direito de exigir o objeto da obrigação tributária. não há dispensa das obrigações acessórias. por iniciativa do próprio poder público (moratória. e só depois tem seus cálculos verificados.4. extinto ou excluído.

• Transação .retirada. mas com concessão de prazo adicional. pelo sujeito ativo. em outras espécies de ação judicial .depósito judicial efetuado pelo sujeito passivo diante de recusa de recebimento.repactuação da dívida fiscal. de depósito judicial constituído em seu favor. a obrigação tributária também deixa de existir. • É concedido. quando ocorre: • Prescrição . Orleans Martins 10 . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A obrigação é quitada pelo contribuinte de várias formas. na forma e condições estabelecidas em lei.efetuado pelo contribuinte que pretende discutir judicialmente a cobrança do crédito tributário.quando ocorreu o lançamento. o pagamento precede o lançamento. • Concessão de medida liminar em mandado de segurança .semelhantemente ao que ocorre com mandados de segurança. por lei.quando o contribuinte aproveita créditos anteriores junto ao fisco para fazer um "encontro de contas". mas que terá de ocorrer mediante previsão em lei.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] As modalidades de suspensão são previstas no art.término de processo no âmbito do Poder Judiciário. A extinção ocorre basicamente em quatro situações: • A obrigação é quitada pelo contribuinte. 151 do CTN: • Moratória . • Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada. com decisão pró-contribuinte. • A cobrança é considerada indevida. mas o sujeito ativo perdeu o direito de ação de cobrar o crédito tributário já constituído em função de não ter tomado nenhuma iniciativa dentro do prazo legal. • Lançamento por homologação.no lançamento por homologação. em que se faz a cobrança de tributos já vencidos sem dispensa dos encargos. juros de mora e correção monetária. A medida liminar suspende a cobrança do crédito tributário enquanto se discute o direito que está sendo questionado judicialmente. • Reclamações e recursos administrativos . a extinção se dá após a constatação de que o imposto pago corresponde ao montante homologado. com decisão pró-contribuinte. desrespeitando direito líquido e certo do contribuinte. • Compensação com outros tributos de mesma espécie .acordo de concessão mútua entre os sujeitos ativo e passivo. Neste caso.término de processo no âmbito interno da administração pública. • Parcelamento . Extinção A extinção corresponde ao término do direito do sujeito ativo de cobrar a obrigação tributária.ocorrem por meio de consulta (quando ainda não houve notificação por parte da autoridade administrativa) ou de recurso (quando já houve notificação). • Dação em pagamento em bens imóveis. • Consignação em pagamento . São situações em que ocorre extinção em razão de a cobrança do tributo ser considerada indevida: • Decisão administrativa irreformável . de imposto pago antecipadamente . Pode ocorrer por: • Pagamento em dinheiro do exato valor devido. Depois de extinto o crédito tributário. sem cobrança de multa. A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. • Conversão de depósito em renda . • Depósito judicial . perdão total ou parcial do crédito vencido. em outros tipos de ação judicial também pode ocorrer por determinação judicial a suspensão do crédito tributário até o julgamento final da ação. • A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial.concessão pelo sujeito ativo de um prazo maior para pagamento integral do crédito tributário.o mandado de segurança é a ação judicial cabível na hipótese de a autoridade pública agir com ilegalidade ou abuso de direito. podendo ser condicional e exigir garantias. • Decisão judicial transitada em julgado .

não permitindo que a autoridade administrativa efetue o lançamento. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos. Exclusão A exclusão do crédito tributário corresponde à renúncia do direito do sujeito ativo de exigir o crédito tributário. A anistia refere-se somente à dispensa das penalidades pecuniárias pelo não recolhimento do tributo. sendo caso. em função de condições a ela peculiares e. com o propósito de estimular o seu desenvolvimento por meio da atração de investimentos privados. limitandose a um tributo determinado ou região específica ou ainda ao atendimento de determinadas condições. sindicatos dos trabalhadores. os tributos a que se aplica e. a entidade tributante (União. que não se confundem com imunidade. Quando a extinção do crédito tributário é concedida por lei: • Remissão .quando não ocorreu o lançamento dentro do prazo legalmente estabelecido. podendo ser de caráter geral ou específico. configurando-se como uma concessão de benefício em favor do sujeito passivo. A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos: • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. Enquanto que a imunidade determina uma proibição para a instituição de impostos. para que se possa livrar. o prazo de sua duração. no caso da isenção. mas opta por conceder o benefício de não tributar um determinado contribuinte ou uma determinada situação. 1.2. a imunidade. Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa. A isenção é concedida por lei. Orleans Martins 11 . muitas vezes. • Imunidade judicial. Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: • Imunidade diplomática. • Imunidade parlamentar. 1.8. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos. ou seja. ou para que se livre de qualquer obrigação. que continua sendo devido. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. jornais.8.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Decadência . a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto. a renda ou os serviços. Estados ou Municípios) tem o poder de tributar.8. que somente pode ser concedido por lei. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros.1.corresponde ao perdão total ou parcial do crédito principal vencido. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. uns dos outros . desde que não haja ato ilícito.não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado. periódicos e papel destinado à impressão destes. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa. • Imunidade tributária. Estabelece o CTN que a isenção estará sempre atrelada a uma lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão. Imunidade e Isenção Tributária 1. Ocorre por isenção ou anistia.

.. Os serviços são: (a) proteção à família... à infância. segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas.." CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. d) Prestar.... à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc. Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade. Partido político.. o ginásio de desportos... à adolescência e à velhice.. É a igreja... Templo de qualquer culto.. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução..9.... inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco. 4... 2.. transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas...Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social... Nesse sentido.... e Entidade sindical de trabalhadores. 5. IV.. 1.. as formalidades determinadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas..... Orleans Martins 12 ........ Principais casos de imunidade e isenção tributária do Imposto de Renda 1.. desde que não empregada para fins econômicos.. É aprovado pelo Presidente da República. não apenas o de caráter estritamente didático. toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular..... O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas. à maternidade...... artes e ciências........Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino... Instituição de assistência social....Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso... o museu.. inciso IV..... sem intuitos lucrativos.. O Regulamento é organizado por assuntos. 3.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1........ o ateliê de pintura ou escultura...8.. na manutenção de seus objetivos institucionais... o convento e os anexos. b) Aplicar integralmente os recursos no Brasil....... às repartições lançadoras do imposto.Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns. e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art.. mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral.. III . Compete privativamente ao Presidente da República: .......... V ... Para todos os efeitos.. (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes. Sancionar..... São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) Não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado... II ....... promulgar e jazer publicar as leis.. o que facilita a consulta sobre determinado item.. o centro de pesquisa..... corno o laboratório.. cuja redação é a seguinte: "Art. sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública. as academias de letras.... pertencente à comunidade religiosa. a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades..... 84..Instituição de assistência social É a entidade sem fins lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social.... Instituição de educação sem finalidades lucrativas..... I ... com fins políticos e sociais. IV .. c) Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão......3.. 84..

ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária em nosso país representa. por culpa ou dolo. Nesse ambiente. 1. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que causar no exercício profissional. tendenciosas ou preparadas de má-fé. para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. Da mesma forma. Contabilidade Tributária 1. Portanto.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1.11.11. mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. Nesses casos. como concessões de créditos e financiamentos. com ou sem má-fé. seja qual for o setor de atividade. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária.1. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem. mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira. podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana. • Autoridades fiscais. Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas como: • Apuração com exatidão do resultado tributável . Responsabilidades do Contador A carga tributária no Brasil é extremamente elevada. ou grupo de em12resas. tendo em vista que induzem a determinados atos. entre outros. Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. tanto sobre a pessoa jurídica como sobre a pessoa física. • Acionistas não controladores. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. Os empresários e executivos já estão cientes.2. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularidades na escrituração contábil e fiscal. Orleans Martins 13 . Portanto. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. ou em desacordo com as normas e os princípios fundamentais de contabilidade. na média dos últimos cinco anos. • Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa. • Sindicatos e funcionários que participam dos resultados. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tributos vigentes. com diversas Leis. citam-se: • Instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos. em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade. há mais de duas décadas.de determinado exercício fiscal. 1. Caracteriza-se como ato criminoso. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.ou do lucro real . além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na interpretação ou na aplicação no dia-a-dia das normas tributárias. Isso porque. Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa.10. mais de 32% do Produto Interno Bruto (PIE). Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acarretam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impostos e demais tributos. Regulamentos e Normas constantemente alteradas. para todos os efeitos legais e judiciais. decisões de investimentos. caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas. • Fornecedores. com base na legislação pertinente. podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado. eles podem causar prejuízos a terceiros. • Investidores do mercado de capitais. adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias. Além da elevada carga tributária.11. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa.

as empresas necessitam. departamentos) ou das empresas controladas e coligadas. Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de novos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias. correta e oportunamente. Orleans Martins 14 . a Contabilidade Tributária tem a responsabilidade de informar. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais. ao mesmo tempo. como parte integrante do sistema de informações da empresa. é o planejamento tributário. principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI. proteger seu patrimônio. Escrituração e controle Escrituração fiscal das atividades do dia-a-dia da empresa e dos livros fiscais Apuração dos tributos a recolher. o local de instalação da fábrica. Escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares. cada vez mais. de um planejamento tributário criterioso e criativo. Por exemplo. para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher.12. pois. o contador tem principalmente nas atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial. Preenchimento de guias de recolhimento. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Enquanto isso não ocorre.12. para que possam racionalizar seus custos tributários. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios. • Todas as situações em que for possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. pode significar menor carga tributária. visando padronizar procedimentos Planejamento tributário Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos Orientação fiscal para as demais unidades da empresa (filiais. Orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. 1. preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar Controle sobre os prazos para os recolhimentos Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exercício social. Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. • • • • • • • 1. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. um dos mais significativos instrumentos de que dispõem as empresas. Orientação. Sem dúvida. departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas. • Todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos. • • • • As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro a seguir. fábricas. em todo o mundo globalizado. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos. conforme os princípios fundamentais de contabilidade Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher Planejamento Tributário Orientação Orientação. em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. informando o Setor Financeiro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhimento. tais como: • Todas as operações em que for possível o crédito tributário.1. fábricas.

3. Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca: "Costuma-se. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada. de um comportamento técnico-funcional. sem infringir a legislação. as que com certeza lhe forem mais satisfatórias.ICMS e IPI. Cotejando as várias opções legais. assim. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários. adotado no universo dos negócios. a que resulte no menor imposto a pagar. entre as opções legais disponíveis. simulação. o contador precisa. denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. Com esse procedimento. Orleans Martins 15 . Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa. Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário. em última análise.2." Borges. para que. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva. corno fraude. Contudo. o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. por sua vez." Dessa maneira. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é. então. mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte.consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. menciona que "a natureza ou essência do Planejamento Fiscal . Sonegar. principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal.12. sempre que possível. antes da ocorrência do fato gerador. 1. a economia de impostos. gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para cobertura de gastos que não estavam previstos. total ou parcialmente. entre duas ou mais opções lícitas. 1. a partir desses cenários. para tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos resultados da empresa. para deixar de recolher o tributo devido.ou Tributário . que visa excluir. • Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas operações comerciais. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial. torna-se claro o entendimento de que o planejamento tributário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação. o contribuinte tem a vantagem de adotar. Trata-se. Trata-se do conceito de tax saving.12. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros. de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios. a economia tributária. O objeto do planejamento tributário é. então. • Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação. dissimulação etc. dos efeitos jurídicos. • Conhecer todas as situações em que é possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo. bastante praticado pelos norte-americanos. Planejar é escolher. Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos. projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. objetivando a economia de impostos. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido. é utilizar meios ilegais. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário. sem dúvida. Para alcançar êxito nessa atividade. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. com profundidade: • Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário.. Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar. após o fato gerador ter ocorrido. devido a urna possível insuficiência de caixa. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar. o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal. por sua vez.

da titularidade de certa quantia. Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). é a situação descrita em lei que. inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias Faturamento mensal (receitas auferidas pela pessoa jurídica. deixa de ser titular dessa mesma quantia. Um só evento. determina a transferência jurídica. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA Diversos são os tributos que incidem sobre a receita das empresas. Num planejamento tributário estratégico.PIS Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Contribuições sociais União Fiscal Auferir receita Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Fato gerador é a obrigação tributária principal. uma única indústria que. que tem como objetivo o pagamento do tributo. b) Atividades de industrialização estão sujeitas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!). de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. COFINS. evitando perdas desnecessárias para a organização. Programa de Integração Social (PIS). Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). a venda de um produto industrializado. em favor do Estado. Alguns atingem a maior parte das empresas e das receitas por elas obtidas. é o fato gerador e não a natureza jurídica da empresa. é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer. PIS/PASEP e COFINS O PIS/PASEP e a COFINS são contribuições sociais com funções fiscais. procurando atender às possíveis formas da legislação fiscal. Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário. 2. como.1. o sujeito que praticou o ato previsto em lei. como. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos. mas não de outras. Em outros casos. independentemente de sua denominação ou classificação contábil) para as pessoas jurídicas em geral CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. independentemente da denominação contábil por estas recebida. a que vale. uma vez ocorrida. ou seja. normalmente. além de fabricar e vender um determinado produto. Nesse mesmo momento. concretamente localizada no tempo e no espaço. de arrecadação. 3. Incidem sobre as receitas auferidas por todas as entidades. alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir. por exemplo: a) Atividades de comercialização estão sujeitas à incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). pode gerar a obrigação de pagar vários tributos simultaneamente: PIS. ou encontrou-se na situação de fato. Quadro-Resumo Tributos Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Programa de Integração Social . independentemente do setor de atividade. o tributo incide. 2. ao ICMS e ao ISS. c) Atividades de prestação de serviços estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). como é o caso das contribuições para: 1. Orleans Martins 16 . 2. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. nesse caso. a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva. também preste serviços de assistência técnica estará sujeita ao IPI. Da mesma forma. por exemplo. IPI e ICMS. sobre as receitas de determinadas atividades.

Importação d = alíquota da COFINS . aluguéis pagos a pessoa jurídica. as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta. o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa.Na importação de bens: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISIMPORTAÇÃO = c x (VA x X) Onde. b) No regime de incidência não cumulativa. A lógica de tributação do PIS/PASEP e da COFINS A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/PASEP e COFINS pode se dar de duas formas: a) No regime de incidência cumulativa. arrendamento. exceto quando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!) for específica: I . Para a maioria dos casos.Importação) serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas.1. além das informações a respeito das receitas auferidas pela empresa. ajustada por algumas exclusões permitidas na legislação. 2. alguns produtos. 1 º. = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP.6% no regime de incidência não cumulativa Por homologação Página da Receita Federal: <www. pois a empresa tem o direito de creditar a si própria o montante da alíquota aplicada sobre compras de mercadorias ou insumos para a produção.receita. que deverão assim ser calculados: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.fazenda.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] PIS/PASEP: 0.1. as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa. aluguel e energia elétrica.1.gov. além de algumas despesas como depreciação.2. e as despesas e custos com energia elétrica.65% no regime de incidência cumulativa 1. No entanto. mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda. os valores a serem pagos relativamente à Contribuição para o PIS/PASEP . em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções. conforme art. insumos utilizados na produção de produtos ou serviços. elas estarão sujeitas ao pagamento de PIS e COFINS. depreciação e amortização. Regime de incidência não cumulativo A opção pelo regime de incidência não cumulativo implica na necessidade de informações adicionais. Orleans Martins 17 . condicionada à escolha do regime de tributação de Imposto de Renda escolhido. para fins de apuração da contribuição devida. de 22 de novembro de 2005. reversões de provisões).Importação e = alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Na hipótese das empresas realizarem a importação de serviços. bem como para algumas receitas em especial. dentro das condições estabelecidas na legislação. abatimentos.65% no regime de incidência não cumulativa COFINS: 3% no regime de incidência cumulativa 7. a legislação estabelece a adoção obrigatória do regime cumulativo para alguns setores de atividade econômica.Importação e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS .br> Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. Implicações dos PIS/COFINS nas transações de importação de mercadorias e serviços De acordo com Instrução Normativa SRF nº 572.

de 18 de outubro de 2004. antes da publicação desta Instrução Normativa. o art. terá direito a restituição da diferença de valores. PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x Y + W x Q) = • • • • • • • × × = × × Q = Quantidade do produto importada na unidade de medida compatível com a alíquota específica do IPI. Portanto. creditado. ou redução de suas respectivas bases de cálculo. o § 2º define que nos casos de imunidade. e nº 10. com a redação dada pela Lei nº 10.Importação e da COFINS . deve-se informar o valor zero para a alíquota correspondente de cada tributo e.485. não compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do II β = alíquota específica do IPI c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . nos casos de redução.Importação e da COFINS.Na importação de serviços: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISlMPORTAÇÃO = c x (VA x. conforme o § 3º.684. redução das alíquotas dos respectivos tributos. que seria devido caso não houvesse imunidade. entregue. 2º define que na hipótese de a alíquota do IPI ser específica. empregado ou remetido para o exterior. o art. • Aplicação dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais.X) Onde. No entanto. antes da retenção do Imposto de Renda c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . = • • • • V = o valor pago.Importação d = alíquota da COFINS . de 3 de julho de 2002. o valor correspondente a qualquer deles. de 30 de maio de 2002.637. isenção ou da suspensão do IPI vinculado à importação de que trata o inciso III do § 1 º deste artigo.Importação f = alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Para as empresas que realizarem a importação de mercadorias que tenha a incidência de alíquota específica.826.Importação d = alíquota da COFINS . 4º define que se o contribuinte comprovar recolhimento de valores a maior que o devido da Contribuição para o PIS/PASEP . de 30 de dezembro de 2002.Importação. Destaca-se que se aplica também o disposto no caput nas hipóteses de: • Imunidade. • Suspensão do pagamento do IPI vinculado à importação de que tratam as Leis nº 9. de 20 de outubro de 2005. nº 10. isenção ou redução.Importação e da COFINS .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] II . isenção ou redução do ICMS. Esclareça-se que.Importação e = alíquota do ICMS Destaca-se também que nas operações que incorram nas hipóteses de imunidade ou de isenção ou redução do 11 ou do IPI. o valor do ICMS diferido compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . ou ainda de redução das alíquotas ou da base de cálculo do tributo. 3º.Importação. de 23 de agosto de 1999. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. definidas pelo art. deve ser informada a alíquota real empregada na operação. nos termos da Instrução Normativa SRF nº 460. os valores a serem pagos serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas: COFINSIMPÓRTAÇÃO = d x (VA x Y + W x Q) Onde. Orleans Martins 18 . na hipótese de deferimento do pagamento do ICMS.Importação em razão da utilização das fórmulas constantes da Instrução Normativa RFB nº 571.

ou o preço do serviço respectivo. inclusive o fornecimento de alimentação. os importadores ou arrematantes dos bens ou beneficiários dos serviços listados nos itens VI a VIII do quadro Fato Gerador. ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior Cada Estado regulamenta. VII .asp> < http://www.2. a recepção. de petróleo. Em alguns casos. de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial. prestação de serviços interestaduais e intermunicipais. VI . decorrente de operações interestaduais. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. IV . ICMS O ICMS é um imposto de competência dos Estados.fazenda.br/confaz> Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Aqueles (pessoas físicas ou jurídicas) que.gov. Variáveis em função do tipo de bem ou serviço e também do domicílio do vendedor e comprador. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. na operação de arrendamento mercantil. III . que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias.a venda do bem ao arrendatário. ainda que iniciados no exterior.a entrada. destacamos os fatos geradores previstos pelo Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo: I . no âmbito de sua jurisdição.o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. realizam operações de circulação de mercadorias ou prestam serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou serviços de comunicação.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços: (a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios.prestação onerosa de serviços de comunicação. II . I . A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disponibiliza link para as demais secretarias nos endereços: <http://www. ou a este debitadas. bem como os descontos condicionais a este concedidos. II . a transmissão. a emissão. por qualquer meio. Na base de cálculo se incluem as despesas recebidas do adquirente. a Secretaria da Fazenda fixa um valor mínimo para a operação. por qualquer via. por indicação expressa de lei complementar.entrada de mercadoria ou bem. Orleans Martins 19 . mas não se incluem os descontos incondicionais. como regra geral. A base de cálculo do ICMS. bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. qualquer que seja a sua finalidade. porque evidentemente não integram estes no valor da operação. a retransmissão. (b) compreendidos na competência tributária dos Municípios. importados do exterior por pessoa física ou jurídica.gov. no território paulista.Mesmo sem habitual idade.fazenda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS Imposto Estados e Distrito Federal Predominantemente fiscal Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.br/links/faz65. V .prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. A título de exemplo.sp. o fato gerador do ICMS. VIII . é o valor da operação relativa à circulação da mercadoria. e de energia elétrica. mas que. Na legislação específica de cada Estado.operação relativa à circulação de mercadorias. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. inclusive a geração. Várias Secretarias de Fazenda estaduais disponibilizam a legislação em seus sites na Internet. Por homologação. e serviços de comunicação.

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. se vendida para empresas situadas em outros Estados das regiões Sudeste ou Sul.00 dos R$ 100. um melhor controle da arrecadação. MG. Essa é uma das principais razões do alto grau de complexidade operacional desse tributo. dentre outras questões. tendendo a aplicar alíquotas menores aos produtos considerados necessários. e destacará na nota fiscal que R$ 17. visando atrair investimentos para o seu território. O problema é que as mercadorias circulam não apenas dentro dos limites territoriais de um único Estado. Esse procedimento provoca a divisão do tributo gerado pela circulação de bens e serviços interestaduais. a alíquota incide sobre o preço do bem ou serviço. Orleans Martins 20 . que consiste na prática de alíquotas diferenciadas e/ou concessão de benefícios fiscais por determinados Estados. e outra função protecionista. muitas vezes.00.48% dos R$ 83. Norte. Ao realizar uma operação sujeita à incidência de ICMS. deverá somar ao preço cobrado o imposto incidente nas operações subsequentes. de competência estadual. que onera os produtos de acordo com sua utilidade. por conta dos demais elos da cadeia. o vendedor cobrará do comprador R$ 100. SC. buscando. a lógica primária do imposto é preservada. que correspondem à receita líquida (R$ 100. o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS. funcionando no sistema de débitos e créditos.00 cobrados referem-se ao imposto. O fato de o ICMS ser um tributo de competência estadual implica em que cada Estado tenha a sua legislação própria relativa ao tributo. que tem duas funções extrafiscais: uma função reguladora. IPI O IPI é um imposto de competência da União.3. sendo que. qual seja: o imposto é calculado com base em um suposto valor final de venda do bem. Em síntese: Imposto ICMS ICMS ICMS Alíquota 18% 12% 7% Tipo de transação Destino Origem São Paulo São Paulo Tipo Venda interna Venda interestadual Venda interestadual São Paulo RS. que aumenta ou reduz alíquotas visando incentivar ou desestimular a produção de alguns produtos. Assim. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. entre Estados comprador e vendedor.1. seria tributada à alíquota de 18% (operações internas. relativo ao imposto pago em sua aquisição. A lógica de tributação do ICMS O ICMS é um imposto não cumulativo.R$17. se destinada a consumidor final dentro do próprio Estado. os Estados criaram a figura da substituição tributária. RJ São Paulo Centro-Oeste. No entanto. seria tributada a 12% e.2. PR. Nordeste e ES Na operação seguinte. ou seja. para o desenvolvimento de determinada atividade ou região. e maiores aos considerados supérfluos. os R$ 17. Por exemplo. Em relação às alíquotas. destaca-se que as alíquotas do ICMS podem sofrer variações em relação aos produtos e serviços e regiões. Observe que esta metodologia de cálculo implica em uma alíquota real maior do que a nominal. No caso de substituição tributária. os Estados de origem e de destino possuem alíquotas e obrigações acessórias diferentes. mas considera-se que integra o próprio preço. uma mesma mercadoria vendida por um distribuidor situado na cidade de São Paulo. referente ao bem. 17% para a maioria dos bens na maioria dos Estados). Ao adquirir bens ou serviços tributados pelo ICMS. a Constituição Federal permite que o IPI tenha sua alíquota majorada pelo Poder Executivo. esse fato favorece o que se denomina "guerra fiscal". observadas as condições estabelecidas em lei. atribui-se a um determinado elo da cadeia a responsabilidade de antecipar os recolhimentos que ocorreriam nas transações subsequentes. se vendida a empresas situadas nas regiões Centro-Oeste. Neste tipo de situação.00 cobrados de imposto correspondem a 20. se vendida para empresas situadas dentro do próprio Estado. Além disso. Nordeste e Espírito Santo. e também reduz a anterioridade para 90 dias.00 . O ICMS é um imposto "por dentro". isto é. passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. seria aplicável a alíquota de 17%. Norte. se um bem é vendido ao preço de R$ 100. 2. o contribuinte adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco.00). Em alguns casos.00. Tendo em vista esta função extrafiscal.00 e é tributado a 17%. 7%.

mas isto não ocorre necessariamente. Aparentemente este procedimento é semelhante a tributar o valor agregado no processo de industrialização. • Montagem . exceto apenas para transporte. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. e passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. Nos tributos não cumulativos. Em se tratando de produto leiloado. porém a maioria das alíquotas está abaixo de 20%.a saída de produto do estabelecimento industrial. ou sendo omissos os documentos respectivos. A alíquota aplicável em cada caso é obtida na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados . tais como: • Transformação .TIPI. • Acondicionamento ou reacondicionamento . considerados como tais tanto os produtos produzidos no país quanto os importados do exterior. o industrial ou a quem a lei o equiparar. no caso de produtos apreendidos pelo fisco ou abandonados pelo importador. No caso de ad vaIorem. Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. ao vender produtos industrializados. o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão. o preço da respectiva arrematação. Alguns produtos estão sujeitos a alíquotas específicas e outros a ad valorem.o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. Orleans Martins 21 . Em linhas gerais. utilização. sofre a incidência de IPI.63%.3. Após efetuar o processo industrial. a indústria adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade.modifica funcionamento. Não tendo valor a operação. Ao adquirir insumos tributados pelo IPI.1.reunião que resulte em nova unidade. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Imposto sobre Produtos Industrializados . A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída dos produtos industrializados do estabelecimento do contribuinte. É possível baixar o Regulamento do IPI (RIPI) e a tabela de alíquotas (TIPI). relativo ao imposto pago na aquisição do insumo. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. Veja também a seção Perguntas e Respostas. A legislação estabelece o que se considera produto industrializado e o que não é considerado industrialização. acabamento ou aparência. I . a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte.altera apresentação pela colocação de embalagem. as alíquotas vão de zero até 365. A lógica de tributação do IPI O IPI é um imposto não cumulativo.receita. e • Renovação ou recondicionamento . • Beneficiamento . obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TlPI). nacionais e estrangeiros. II .produto deteriorado ou inutilizado em condições de utilização. Por homologação Na página da Receita Federal «www.obtenção de espécie nova.br». ou equiparado a industrial. que os forneça aos industriais ou aos a estes equiparados.gov.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IPI incide sobre os produtos industrializados. pois eventuais diferenças de alíquotas ou isenções nas fases precedentes alteram a carga tributária final.fazenda. ou a sua arrematação em leilão.IPI Imposto União Extrafiscal O imposto incide sobre produtos industrializados. o montante devido resulta da diferença entre o imposto devido na operação posterior e o exigido na anterior. funcionando de maneira semelhante à do ICMS. O contribuinte do IPI é o importador ou a quem a lei o equiparar.

• Vigilância e segurança. 2. portanto. muitas empresas prestadoras de serviços transferiram suas matrizes para cidades vizinhas às grandes metrópoles. quando o prestador e o adquirente dos serviços estavam em Municípios diferentes. referente ao preço do produto mais IPI. Lei Complementar nº116. decoração e jardinagem. ou seja. o valor destes materiais não deve compor a base de cálculo do ISS. • Serviços de limpeza. nas quais a alíquota de ISS era mais baixa. o Município a quem é devido o imposto) é o do estabelecimento prestador dos serviços ou. é necessário consultar a legislação específica A íntegra da Lei Complementar nº 116/03. entre os quais se destacam: • Importação de serviços. e é somada ao valor do produto. Em 2004. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes Imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) Imposto Municípios e Distrito Federal Predominantemente fiscal Prestação de serviços informados na lista constante em lei complementar (atualmente.4. havia muita controvérsia quanto ao local da prestação do serviço. Orleans Martins 22 . de fornecer recursos financeiros para o Município. cessão de mão de obra e empreitada. na sua falta. Tem função predominantemente fiscal. No entanto. A LC 116/03 estabeleceu que o local da prestação de serviços (e. o vendedor cobrará do comprador R$ 105. ISS O ISS é um imposto de competência dos Municípios e do Distrito Federal. Para alguns serviços. Assim. o IPI é um imposto "por fora". a alíquota incide sobre o preço do produto. Anteriormente à Lei Complementar nº 116/03.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Em relação ao preço do produto.gov. segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional.00.br>) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. obedecidas as regras determinadas na Lei Complementar nº 116/03 e pela Constituição Federal O contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador que presta o serviço tributável O preço cobrado pelos serviços A Constituição Federal estabelece uma alíquota mínima de 2% e a Lei Complementar nº 116/03 determina uma alíquota máxima de 5%. conforme o caso. os Municípios têm a faculdade de reduzir a alíquota mínima Por homologação Quando o prestador de serviço está localizado em um determinado município e o serviço é prestado em outro município. bem como qualquer outra lei federal. Em alguns casos em que a legislação especifica a tributação pelo ICMS dos materiais fornecidos pelo prestador de serviços. Outra observação importante é que o ISS e o ICMS não podem incidir sobre a mesma operação. o ISS foi responsável por 42% da receita tributária consolidada de todos os Municípios brasileiros.senado. pode ser encontrada na página do 5enado Federal (<www. a lei complementar esclarece em cada caso qual Município tem direito ao imposto Para cada Município. Embora de competência dos Municípios.00 e é tributado a 5%. • Alguns serviços ligados à construção civil. de 31 de julho de 2003) O fato gerador desse imposto é o descrito em lei ordinária do Município. para alguns serviços a Lei Complementar nº 116/03 determina que o ISS deve ser pago em favor do Município onde o serviço foi prestado ou está localizado o tomado r. se um produto é vendido ao preço de R$ 100. a incidência do ISS está limitada à lista dos serviços que podem ser objeto de tributação. ou seja. o local de domicílio do prestador de serviços. definida em lei complementar. Na esteira desta discussão.

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2.4.1. A lógica de tributação do ISS

O ISS é um imposto cumulativo, ou seja, o ISS cobrado em operações anteriores não é compensado nas operações posteriores. Por exemplo, se um hotel contrata uma lavanderia para lavar toda a roupa de cama, mesa e banho, sobre o valor dos serviços prestados pela lavanderia ao hotel incide ISS, o qual é embutido no preço. O hotel, por sua vez, ao prestar serviços de hospedagem aos seus clientes, também terá que pagar ISS, sem direito à compensação do ISS pago no preço dos serviços de lavanderia que comprou. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO

Incidem sobre o lucro das empresas dois tributos: o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IR incide tanto sobre a renda das pessoas como das empresas (pessoas jurídicas). Quando se trata do IR relativo às pessoas jurídicas, é costume usar a sigla IRPJ. A base de cálculo dos dois tributos é o lucro, na forma definida na legislação. Uma vez que cada tributo tem a sua legislação específica, o valor em reais da base de cálculo de cada um dos dois tributos pode ser diferente. Segundo a legislação do IRPJ, o lucro tributável pode ser apurado de três formas, ou regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. O contribuinte pode optar em qual modalidade de apuração quer ser tributado, observadas algumas restrições ligadas à atividade realizada ou ao volume de receitas - no caso do Lucro Real ou Presumido -, e de eventos justificadores do tratamento excepcional no caso do Lucro Arbitrado. O Lucro Real corresponde ao lucro apurado pela contabilidade, ajustado por adições exigidas e exclusões e compensações permitidas pela legislação. O Lucro Presumido corresponde ao lucro calculado pela aplicação, ao valor do faturamento, de um percentual de margem de lucro determinado na legislação, ou seja, o lucro não é apurado pelo encontro entre receitas e despesas do período, mas sim presumido. Corresponde a um processo de apuração simplificada da base de cálculo do imposto. O Lucro Arbitrado é apurado de forma semelhante ao presumido, com acréscimo de 20%, quando a receita é conhecida, ou por parâmetros técnicos, em situações especiais em que não é possível determinar o montante do faturamento. A opção pelo regime de tributação do IRPJ não traz consequências apenas para este tributo, mas condiciona também a base de cálculo da CSLL (com base no lucro contábil ajustado, lucro presumido ou lucro arbitrado), PIS/PASEP e COFINS (na forma cumulativa ou não cumulativa). 3.1. IRPJ

O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é um imposto direto, de natureza basicamente fiscal, ou seja, arrecadatória, de competência da União, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica o jurídica de renda. O IR atinge tanto pessoas físicas (IRPF) quanto pessoas jurídicas (IRPJ). No caso das pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro, que pode ser calculado de formas alternativas apontadas na legislação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR Imposto União Fiscal É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Pessoas físicas e jurídicas A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Pessoas físicas: 15% e 27,5%, em tabela progressiva Pessoas jurídicas: 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela de lucro que exceder a R$ 20.000,00 mensais.

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Lançamento Por homologação Sobre alguns pagamentos a pessoas físicas ou jurídicas, a pessoa jurídica que efetuou pagamento deve atuar como contribuinte responsável, efetuando a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, e posterior recolhimento. O imposto retido, na maioria dos casos, é compensável na apuração do imposto devido pelo contribuinte que sofreu a retenção. Alguns exemplos de rendimentos sujeitos à retenção, e alíquotas respectivas: • Rendimentos do trabalho: 15% e 27,5% conforme tabela progressiva mensal • Rendimentos de capital: fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral de 15% a 22,5% conforme o prazo da aplicação. • Fundos de curto prazo - 20% ou 22,5% conforme o prazo. Fundos de ações: 15% • Prêmios e sorteios pagos em dinheiro: 30% • Remuneração de serviços de propaganda: 1,5% • Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: 1,5% Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>). É possível baixar o Regulamento do Imposto de Renda, programas para preenchimento das declarações e cálculo de tributos em atraso, dentre outras funcionalidades. Veja também a seção Perguntas e Respostas.

Outras considerações

Onde pesquisar mais detalhes 3.1.1.

A lógica de tributação do IRPJ

O IRPJ é calculado mediante aplicação da alíquota ao lucro tributável, apurado nas modalidades Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. Sobre o lucro que exceder a R$ 20.000,00 no mês, é devido ainda um adicional de 10%. O contribuinte do IRPJ pode optar em apurar o imposto em períodos trimestrais ou anuais, sendo que este último condiciona o contribuinte a apurar o lucro tributável pela modalidade Lucro Real. Optando pela apuração trimestral, o contribuinte deverá pagar o imposto de uma só vez ou em até três parcelas, com base no valor efetivamente apurado. Já se optar pela apuração anual, o contribuinte está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ, que serão compensadas com o IRPJ devido, calculado na Declaração de Ajuste. O valor da antecipação, por sua vez, pode ser calculado de acordo com as regras do Lucro Real, ou basear-se em uma estimativa de lucro, efetuada a partir do faturamento da empresa. Qualquer que seja a modalidade de apuração escolhida, o contribuinte pode descontar, no momento do pagamento, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que tenha sido retido por ocasião de recebimento de rendimentos. 3.2. CSLL

A criação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) amparou-se no art. 195 da Constituição Federal, que trata das contribuições para o custeio da seguridade social. A CSLL é uma contribuição social, de competência da União, incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas, incluídos nesse grupo aqueles que são equiparados à pessoa jurídica para fins de tributação do Imposto de Renda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquota Lançamento Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Contribuição Social. União Fiscal O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que Ihes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Resultado apurado pela contabilidade, ajustado conforme determinações legais, resultado presumido ou arbitrado. 9% Por homologação

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Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes 3.2.1. Por ser uma contribuição social, este tributo está sujeito à anterioridade de 90 dias. Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>)

A lógica de tributação da CSLL

A lógica de tributação da CSLL segue a do IRPJ. As opções de regime de tributação são semelhantes, ou seja, existe a possibilidade de apurar a base de cálculo da CSLL a partir do resultado contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações descritas na legislação, ou com base em Resultado Presumido ou Arbitrado. Embora semelhantes na forma de apuração, as bases de cálculo do IRPJ ou CSLL não são necessariamente iguais. Existem diferenças quanto aos ajustes (adições, exclusões e compensações) feitas ao lucro contábil para apuração do Lucro Real (IRPJ) ou do Resultado Ajustado (CSLL), bem como nos percentuais aplicáveis ao faturamento para determinação do Resultado Presumido ou Arbitrado. A CSLL é calculada mediante aplicação da alíquota ao resultado tributável, apurado nas modalidades Resultado Ajustado, Resultado Presumido ou Resultado Arbitrado. A apuração e o recolhimento da CSLL estão atrelados à escolha de regime de tributação do IRPJ, e seguem o mesmo modelo de antecipações mensais, caso a empresa tenha optado pela apuração anual. 3.3. Regimes de tributação do IRPJ e CSLL

Conforme explicamos ao descrever a lógica de tributação do IRPJ, o que muda na apuração dos tributos na modalidade de lucro real, presumido ou arbitrado é a metodologia de apuração da base de cálculo, e não a metodologia de cálculo do imposto. Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, apurado de acordo com a legislação societária e ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Qualquer empresa pode optar pela tributação pelo lucro real, mas algumas são obrigadas a utilizar esta modalidade, em função de características relacionadas a tamanho e tipo de atividade desenvolvida. Lucro Presumido consiste em uma modalidade mais simplificada de apuração em relação ao lucro real, na qual o lucro é estimado (presumido) pela aplicação de um percentual sobre a receita bruta obtida pelo contribuinte. O percentual representa, portanto, a suposta margem de lucro que a empresa obteve no período. O percentual é estabelecido em legislação, e tem variações em função do porte e atividade da empresa. Lucro Arbitrado também consiste na aplicação de percentual sobre a receita bruta, e diferencia-se do lucro presumido por ser aplicado, em geral, por iniciativa da autoridade fiscal, quando diante de situações tais como enquadramento indevido no lucro presumido, ausência ou vícios na escrituração contábil, dentre outras. Os percentuais para estimativa do lucro são os mesmos do lucro presumido acrescidos em 20%. O contribuinte também pode optar pelo lucro arbitrado, o que só se justifica em situações-limite, uma vez que esta opção é sempre pior do que a tributação pelo lucro presumido. A escolha da modalidade de tributação do IRPJ condiciona os regimes de tributação da CSLL, e regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS, a saber: Regime de tributação do IRPJ Lucro presumido Lucro Real Lucro Arbitrado Regime de tributação da CSLL Resultado presumido Resultado contábil ajustado Resultado arbitrado Regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS Incidência cumulativa Incidência não cumulativa PIS/COFINS cumulativa

A opção pelo regime de tributação é feita no início de cada ano, no momento do primeiro recolhimento e vale para todo o exercício financeiro. A opção condicionada de diversos tributos e o fato de que é realizada antes da ocorrência dos fatos geradores torna necessário realizar projeções de resultado, considerando o efeito conjunto de todos os tributos nos diversos itens (faturamento, aquisição de insumos ou mercadorias, gastos com energia elétrica etc.) que compõem o resultado projetado, de forma a poder determinar a opção que minimiza o gasto tributário de uma determinada empresa.

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• Benefício fiscal . receitas e outros valores não tributáveis inclusos no lucro líquido . são adicionados ao lucro contábil: • Custos e despesas considerados indedutíveis pela legislação do IRPJ . devem ser acrescidos ao cálculo do lucro real. ou impondo algumas condições para que algumas dessas despesas reduzam o lucro contábil e. ser excluído para fins de apuração do lucro real. quando se referirem a receitas tributáveis. já que não foram incluídos no resultado do exercício. e que será tratado no capítulo seguinte. Quando se referir à provisão considerada indedutível no passado. não admitindo algumas despesas. que é a apuração do SIMPLES NACIONAL. PIS. e que atingiram condições de dedutibilidade . um sistema de tributação nacional que consiste no pagamento unificado de IRPJ. portanto. devendo. Como exemplo de despesas indedutíveis. aumentando a base de cálculo do IR. Estes valores são controlados na parte B do LALUR. • Valores excluídos do lucro real de períodos anteriores. o fisco determina como condição que tenha sido iniciada medida de cobrança judicial para que a perda seja considerada dedutível). por exemplo.no período em que foi efetuado o registro contábil.1. 3.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Existe ainda uma quarta opção. rendimentos. • Reversão de provisão não dedutível de período anterior . O Lucro Real é calculado a partir do lucro contábil? apurado pela empresa e escriturado em seus livros contábeis. Um exemplo de despesa submetida a algumas condições para que seja considerada dedutível é a constituição de provisão para perdas em créditos de clientes.Lucro Real CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o lucro contábil.como. o valor anteriormente provisionado atingiu os requisitos para ser considerado dedutível (por exemplo: para alguns créditos de liquidação duvidosa. a provisão foi considerada não dedutível e adicionada ao lucro real. ajustado por adições. factorings e empresas que usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do IR são alguns exemplos de contribuintes obrigados a apurar o IRPJ devido utilizando o Lucro Real como base de cálculo. COFINS. dividendos recebidos de outras empresas e resultado positivo de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. Exclusões Para fins de apuração do lucro real. • Provisões consideradas indedutíveis em período-base anterior. podendo incluir também ICMS e ISS. CSLL.os ajustes e resultados anteriores. efetuados a crédito da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. portanto. que consiste em depreciar um bem em período inferior à depreciação contábil. Adições Para fins de apuração do lucro real. por conseguinte. IRPJ O Regulamento do Imposto de Renda estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de apuração pelo Lucro Real Empresas que excedam um determinado limite de receita total. a base de cálculo do IRPJ.caso da depreciação incentivada.a reversão de provisão é contabilizada como receita aumentando. instituições financeiras.o fisco se reserva o direito de impor limites à apuração do lucro por parte do contribuinte. Em período seguinte. exceto as de natureza compensatória e CSLL (a respeito desta última. mas não afetou o resultado contábil. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. sua reversão em contrapartida também não será tributável. como forma de benefício fiscal caso da depreciação incentivada deduzida em períodos anteriores e realização do lucro inflacionário. veja a nota de rodapé 3 deste capítulo).3. INSS Patronal e IPI (se for contribuinte do IP!). são excluídos do lucro contábil: • Resultados. Regime de Tributação . Orleans Martins 26 . • Receitas tributáveis não incluídas no resultado contábil . podemos citar as multas por infração à legislação.

controlados na parte B do LALUR. Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora Adição Adição 13. 5. Comissões condicionadas ao recebimento do cliente 12. Orleans Martins 27 . LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR) LISTA DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES PARA APURAÇÃO DE IRPJ E CSLL 1 . Seguro de vida de sócios ou acionistas Prejuízo por desfalque. Lucros distribuídos disfarçadamente 11. Investimentos em atividades audiovisuais 25. Perdas incorridas no mercado de renda variável que excederem os ganhos no período de apuração Perdas incorridas em operações day-trade no período de apuração (renda fixa ou variável) Participações e gratificações a administradores e dirigentes IRPJ Adição Adição CSLL 3. que devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de Exclusão origem. Ajustes credores de exercícios anteriores 2. Juros sobre o patrimônio líquido. coligadas e controladas) Adição Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO (portanto. sucursais. A legislação estabelece limitações para compensação destes prejuízos. Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa 23. Alimentação de empregados quando não fornecida indistinta mente a todos 14. apurados conforme a sistemática do lucro real) obtidos em períodos anteriores. que não residam no país 21. Excesso relativo aos preços de transferências (transfer price) arbitrados Adição mediante ajustes pelos métodos admitidos pela legislação Lucros disponibilizados no exterior (filiais. Ganho na desapropriação para reforma agrária Adição Adição Adição Adição CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 7. 6. 20.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Compensações Para fins de apuração do lucro real. Perdas em operações no exterior exceto hedge (adição somente em dezembro) Adição Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. ficam salvas as de natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência de Adição pagamento de tributo). 24. apropriação indébita ou furto praticado por sócios ou acionistas. excedentes ao limite admitido. 19. equivalência patrimonial 16. Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da legislação 18. Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 10. Remuneração de diretores de S. Adição Adição Adição Exclusão Adição 9. são compensados prejuízos fiscais (isto é. 4. 17.A. Lucro inflacionário realizado 22. Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza não tributária. Apresenta-se uma lista de transações que são dedutíveis para fins de cálculo de IRPJ e CSL. Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela equivalência patrimonial Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado pela 15. 8.

que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 Custos ou despesas com leasing. Reversão de provisões não dedutíveis Adição Adição Exclusão Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção por empreitada ou Exclusão 32. não identificados e não individualizados os beneficiários assim como o imposto 44. vinculados ao referido plano. Adição planos de saúde. para empregados e dirigentes As contribuições não compulsórias. 50% dos empregados). Resultados positivos relativos aos atos cooperativos (exceto para cooperativas 45. Exclusão no todo ou em parte. do RIR/99). constitui receita Adição operacional. 49. Adição de renda na fonte (art. que ou serão adicionados quando efetivamente recebidos Adição Reserva especial de correção monetária do ativo permanente (equivalente à 33. Adição reavaliação) efetivada em 1991. Depreciação ou amortização acelerada incentivada Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. excederem a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. aquisição (inclusive de sociedade em conta de participação). ou apuração. que. 27. amortização e exaustão de bens relativo à diferença de correção monetária . Ganho em desapropriação com diferimento da tributação Exclusão Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Ganho na venda de ativo permanente a longo prazo com recebimento do preço. Adição imóveis. Resultado da equivalência patrimonial ou Adição 29. em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas. como pela avaliação do estoque a preço de mercado. Reserva de reavaliação realizada durante o período-base 30. As doações aos Fundos da Criança e Adolescente Adição 42. Exclusão de consumo). Alimentação de sócios. 358. Resultados negativos com atos cooperativos 47. aluguel de móveis ou imóveis.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 26. que comporá a base de cálculo no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques. Adição relacionados intrinsecamente com a atividade Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens móveis ou 36. de fornecimento de serviços. animais e extrativos destinados à venda. exceto as destinadas a custear benefícios complementares assemelhados ao da previdência social. Computados como Exclusão receita. no mínimo. Provisões não dedutíveis 31. Orleans Martins 28 . celebrados com entidades governamentais. computados em conta de resultado. qualquer título. assessores.Fapi desde 39.IPC/BTNF e parcela do custo de bem baixado a 34. acionistas e administradores Adição As contribuições não compulsórias. dirigentes. As doações em geral Adição 41. 46. após o ano calendário seguinte Exclusão 28. gerentes. para empregados e dirigentes (e ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual . As despesas com brindes Adição Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 43. exceto quando 35. e cujos ônus sejam da Adição pessoa jurídica. exceto as destinadas a custear seguros e 38. Depreciação acelerada incentivada Adição Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição Exclusão ou Adição Exclusão ou Adição A contra partida do aumento do ativo. Exclusão tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de 48. Remuneração Indireta de administradores. 40. somados. Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. que este atinja. realizada no período Encargos de depreciação. exceto quando relacionados com a atividade 37. § 3º.

pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país. adicionada em período anterior. e o valor dessa participação societária registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica. liquidada no período de apuração. Lucro de exploração correspondente a exportação incentivada 68. caso a venda não tenha sido realizada em bolsa de valores. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial ativa. Exclusão Adição Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Adição Exclusão 65. Garantias 72. quando a opção for pelo regime de caixa. Exclusão Exclusão 60. Lucro de exploração negativo (atividade rural) 66. Contingências 71. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 50. Adição 54. 56. licenças. 62. metrologia. Exclusão Exclusão 59. quando a opção for pelo regime de caixa. 55. homologações e suas formas correlatas. Adição Exclusão Exclusão Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 58. As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos. máquinas e equipamentos. Perda de equivalência patrimonial 70. 63. A parcela correspondente à diferença entre o valor de integralização de capital. sistemas e pessoal. Prejuízo na venda de ações em tesouraria 53. Lucro da exploração correspondente a atividade rural 69. processos. O valor total da variação cambial ativa. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. Royalties e assistência técnica não dedutíveis 67. contabilizada pelo regime de competência. de participação societária de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e integralização. Exaustão Incentivada 51. contabilizada pelo regime de competência. na forma da lei. 64. não tenha sido efetuada por meio de leilão público. aplicáveis a produtos. normalização técnica e avaliação da conformidade. Lucro inflacionário diferido Receitas ou rendimentos incluídos na apuração do lucro líquido que não são 73. Exclusão Exclusão 61. resultante da incorporação ao patrimônio de outra pessoa jurídica. admitidos pela legislação do imposto de renda Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. no período de apuração em que concluída sua utilização. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial passiva. com divulgação do respectivo edital. com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. excluída em período anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração. durante 3 dias no período de um mês. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente. 57. procedimentos de autorização de registros. Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento pelo próprio vendedor do bem Prejuízo na alienação de participações não integrantes do ativo permanente. Orleans Martins 29 . O valor total da variação cambial passiva. Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação no capital registrados pelo valor de mercado Total dos custos e despesas vinculados às receitas da atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Total das receitas próprias vinculadas a atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Ajuste por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo PL Exclusão Adição Adição 52. ou onde esta não existir. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real.

00 . LALUR Os ajustes mencionados são realizados.000.00 (-) Despesas administrativas . são escriturados os ajustes ao lucro e é transcrita a demonstração do lucro real. recebidos a título de devolução de participação no capital social de outra sociedade.000.00 = Lucro antes do IRPJ e CSLL Adição Adição Exclusão R$ 1. Ao final do capítulo será apresentado um exemplo mais completo.100. um lucro de R$ 400. controlada.2006 ITENS R$ RECEITA DA VENDA DE MERCADORIAS E SERVIÇOS Venda de mercadorias 1.600.000.com.00 (+) Resultado da equivalência patrimonial 20.00 400.40.portaltributario.100. mas nem todos são realizados em ambas as bases de cálculo. apenas para permitir a comparação entre os regimes de tributação. Diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos 76.000. por exemplo. Da mesma forma que na apuração do lucro real. sócio. que houverem sido computadas no resultado sem observância dos limites previstos na legislação.000.00 500.1º TRIMESTRE . pelo regime de tributação pelo resultado ajustado.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. O LALUR é composto de duas partes: na parte A. CSLL Quanto ao cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido. separadamente. inclusive com escrituração do LALUR e registros contábeis. Exemplo de cálculo O exemplo apresentado a seguir é bastante simplificado.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Perdas decorrentes de créditos não liquidados.00 . ao qual são realizadas adições.000.com. em livro específico. Orleans Martins 30 . coligada ou interligada.000. amortizações e exaustões incentivadas.000. controlador. titular ou administrador da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau. Perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora.portaldeauditoria.00 (-) Impostos incidentes s/vendas = Receita líquida operacional (-) Custo das mercadorias e serviços vendidos = Lucro bruto (-) Despesas com vendas . Fontes: Receita Federal do Brasil Portal de auditoria: <www. as depreciações. que afetam apenas a base de cálculo do IRPJ.00 assim discriminado: DRE DO PERÍODO . depreciação acelerada incentivada e provisões momentaneamente não dedutíveis.00 . tais como prejuízos a compensar. na parte B.500.130.br>.000. ou com pessoa física que seja acionista 75.000. como.00 (+) Receitas financeiras 50. o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). o ponto de partida é o lucro contábil.00 Venda de serviços 500. exclusões e compensações previstas pela legislação. são lançados os valores que afetarão o lucro real de períodos futuros.br>. Uma empresa obteve. no primeiro trimestre do ano.000.000. a base de cálculo muito se assemelha à apuração IRPJ pelo lucro real.000. Boa parte dos ajustes coincidem.000. que afetam apenas a base de cálculo da contribuição social. que tenha sido creditada ao resultado. Portal tributário: <www. e as parcelas não realizadas de lucros em contratos de empreitada com órgãos públicos.00 1.000. 74.400.

00 R$ 34.000.2. o ponto de partida é o lucro contábil após computada a CSLL. • Soma de receitas computadas integralmente como lucro. para consumo.00 R$ 89.000.15% x R$ 382.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.00).000. tais como IPI.00 Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial (R$ 20. No cálculo da receita bruta.00 Lucro Presumido (IRPJ)/Resultado Presumido (CSLL) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. inclusive do adicional.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Dentre as despesas administrativas. R$ 2. descontos incondicionais e vendas canceladas. combustível derivado de petróleo. A base de cálculo da CSLL é.000.000.000. álcool etílico carburante e gás natural Prestação de serviços: a) exclusivamente prestação de serviços: faturamento anual até R$ 120. Calculando o Lucro Real: Lucro Antes do IRPJ e CSLL Mais: Adições Despesas Indedutíveis CSLL Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial Base de Cálculo da CSLL O IRPJ devido é: Alíquota normal.00) Base de Cálculo da CSLL R$ 382.R$ 34.10% x (R$ 382.000.380.00 (R$ 400.00 = 34.00 R$ 32.000. IRPJ Poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido as pessoas jurídicas cuja receita bruta total. industrial. Para apuração da base de cálculo do IRPJ (Lucro Real).00 b) exclusivamente superior a R$ 120. algumas deduções são permitidas.000. ou seja. Também para a CSLL o somatório de despesas indedutíveis da base de cálculo é igual a R$ 2.00) R$ 382. no ano calendário anterior. O Lucro Presumido é apurado mediante: • Aplicação do percentual correspondente ao tipo de atividade sobre a receita bruta auferida para aquela atividade no período.000. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x 382. Tabela: Percentuais de presunção.200. tais corno ganhos de capital e receitas financeiras. transporte de carga e serviços hospitalares Revendas.00 Mais: Adições Despesas Indedutíveis R$ 2.000. R$ 365.620.00 . portanto: Lucro Antes do IRPJ e CSLL R$ 400. tiver sido igual ou inferior a 48 milhões de reais ou ao limite proporcional de R$ 4 milhões multiplicados pelo número de meses de atividades no ano.R$ 60.00 Adicional.6% 16% 32% 16% R$ 57.300.3.000.620.000.00 R$ 2.500.00. não impede o exercício da opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido. O fato de a pessoa jurídica não ter efetuado o pagamento do imposto no prazo legal ou ter efetuado com insuficiência.00 anuais e demais serviços não exclusivamente c) transporte (exceto carga) % de Presunção 8% 1. Orleans Martins 31 .000.380.00.00) Total IRPJ devido 3.380.00 .00 referem-se a despesas não dedutíveis conforme a legislação do IRPJ. Atividade Comercial.00 (R$ 20.00 R$ 365.000.000.

apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x R$ 330. na forma da lei. retornamos à demonstração de resultados do primeiro trimestre de 2006.00 330. locação ou cessão de bens imóveis.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CSLL Na apuração da base de cálculo da CSLL com base no resultado presumido.00 12% Serviços 500.00 Adicional.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.00 8% Serviços 500.000.00) Total IRPJ devido No cálculo da CSLL.00 50.00 R$ 23.3.000. que pode arbitrar o resultado para o cálculo do imposto e da contribuição social. também ocorre a aplicação de percentuais sobre a receita bruta.000.00 50. Tabela: Receita bruta no trimestre.00 = R$ 29. Atividade Pessoas jurídicas em geral Prestação de serviços. Lucro Arbitrado (IRPJ)/Resultado Arbitrado (CSLL) O Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco.00 R$ 66.000.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.000. administração. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal. intermediação de negócios.500.3.000.15% x R$ 290. exceto hospitalares.00 160.00.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido O IRPJ devido é: Alíquota normal.000. APURAÇÃO . e calcula-se um lucro estimado.000.000. obrigado à tributação com base no Lucro Real. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais ou fiscais. para fins de tributação. quando: • O contribuinte. A escrituração revelar evidentes indícios de fraude ou contiver erros ou deficiências que a tomem imprestável para: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. em função da receita bruta.00 160.000.000.700.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido R$ 43. móveis e direitos de qualquer natureza. Exemplo de cálculo Considerando o mesmo exemplo utilizado para demonstração do cálculo do IRPJ/CSLL com base no lucro real.000.00 120.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1. APURAÇÃO .00 .000. teríamos: Tabela: Receita bruta no trimestre.00 % de Presunção 12% 32% 80. ou seja. Orleans Martins 32 .500. 3. devidos no período no decorrer do ano calendário pelas pessoas jurídicas. mas os percentuais são diferentes dos adotados para apuração do lucro presumido: Tabela: Percentuais de presunção.00 290.10% x CR$ 290.000.000. Na apuração do lucro presumido. O lucro arbitrado pode ser aplicado nas situações em que a escrituração contábil e fiscal do contribuinte for desclassificada por parte da autoridade fiscal.000. na página 31.000.000.000. e factoring. ignora-se o lucro contábil apurado.R$ 60.

Tabela: Percentuais por atividades. arts. • Ganhos de capital. o Determinar o Lucro Real. O comissário ou representante de pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comi tente residente ou domiciliado no exterior. Atividades Atividades em geral (RIR/1999. O contribuinte optar indevidamente pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido. bancos e assemelhados Factoring Suspensão/redução do IR A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com base no Lucro Real. Orleans Martins 33 . sobre a receita bruta auferida mensalmente. 3. 518) Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto transporte de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração. calculado com base no lucro real do período em curso. inclusive bancária. variáveis conforme o tipo de atividade explorada.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] o Identificar a efetiva movimentação financeira. IRPJ e CSLL pelo Lucro Real Anual . das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade. se houver.4.Recolhimento por Estimativa As empresas tributadas pelo Lucro Real. inclusive bancária. acrescidos em 20%.por ocasião da entrega da DIPJ. O contribuinte não mantiver. os lançamentos efetuados no livro-diário. apenas nos casos em que for possível apurar a sua receita bruta. deverão recolher mensalmente antecipações de IRPJ e CSLL com base em lucro estimado ou Lucro Real apurado em balancete de suspensão/redução. locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Instituições financeiras. em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. Este "encontro de contas" acontece por ocasião da entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas . que optaram pela apuração anual.60% 16% 8% 32% 8% 32% 32% 16% 32% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. inclusive adicional. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. Os percentuais aplicáveis para apuração do Lucro Arbitrado são os mesmos do Lucro Presumido. art. O lucro estimado para servir de base ao cálculo à antecipação do IRPJ e CSLL consiste na soma das seguintes parcelas (RIR/1999.3. por conta ou subconta. desde que demonstre. e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença. 223 e 225): • Valor resultante da aplicação dos percentuais fixados na lei. nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação financeira. Percentuais 8% 1. • • • • Autoarbitramento É possível ao contribuinte autoarbitrar a base de cálculo do IRPJ e CSLL. através de balanços ou balancetes mensais. conforme tabela de percentuais a seguir. O contribuinte não apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial ou fiscal ou o livro-caixa. o livro-razão ou fichas para resumir e totalizar.

00 23.00 1.700.450.200.00 Jul. cujo detalhe mês a mês encontra-se na tabela a seguir. Maio Jun.00 21. Out.00 600. Abr.000.00) 5.800.00 35.00 1.000.00 600.00 16.60 18.000.00) 5.60 501. Jul.00 756.600.00 1.000.000.600.00 3.00 5. Para apuração do valor devido de IRPJ e CSLL. Nov.00 1.500.00 1.000. Nesta empresa.600.40 410.800.00 5.800. Set.840. não tendo obtido no período ganhos de capital e outras receitas não compreendidas na atividade.00 2.900.440.000.00 40.00 18.026.00 3.048.00 720.00 1.596.00 60.00 Meses A partir do Lucro Real/Base de cálculo da CSLL acumulado ao final de cada mês.300. Out.950.00 6.40 524. Fev. Dez.000.00 11.00 194.550. Ago.000. Nov.400.00 432.00 200.00 1. Mar.00 3.760. os ajustes são .00) (2.200.000.00 648.80 22. com aplicação das alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL. Dez.400.120.00 2. 8.00 240.900. Set.00 2.00 70.00 100. Os valores mensais e acumulados no ano do resultado contábil e ajustes (adições menos exclusões) encontram-se demonstrados a seguir.900.400.00 8.160.00 496.00 1.600.500. 22.00 3.00 912.000.1512 (D) x 0. Fev. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Fev.300.000. Nov.00 216.00 70.000.000.000. a empresa precisa acompanhar os ajustes (adições e exclusões).200.700. Para tanto.00 1.500.mesmos para apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.00 500. Jul.00 612.00 70.500.00 16. Ago.00 248.000.00 1.00 9.00 14.00 216. 45.00 40.00 11.00 (4.000.00 480.00 5.368.000. Mar.520.00.00 7.00 11.00 5. Mar.400.00 756. Abr. considere uma empresa comercial com faturamento de R$ 480.00 7.000.00) 4.550.00 4. Out.800.000.400.00 1.00 19.12 x (A) (F) = (C) + (E) (B) x 0.700.08 x (A) (D)=0.100.000.00 300.00 27.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para uma demonstração de como se faz o cálculo.00 20.00 840.00 8.000.00 46.000.00 2.000.00 1.00 51.80 1.00 3.000.000.00 486.00 Jan. Abr.600.00 2.00 456.00 (200.680.00 9.400.00 100.09 45.050.700.80 1.00 5.000.00 O IRPJ e CSLL estimados em função do faturamento mensal são: Meses Faturamento Base cálculo IRPJ IRPJ Base cálculo CSLL IRPJ + CSLL no mês Estimativa Estimativa CSLL Estimativa Estimativa (C) = (E) = (A) (B) = 0.00 50.640.00 15.00 2.00 51.080.00 550.00 264.000.000.00 700.000.00 15.760.600.80 60.00 6.00 237.300.00 1.000.00 (3.00 552.00 70.00 540. é necessário acompanhar o lucro tributável acumulado mês a mês.00 100. calcula-se os valores devidos de IRPJ e CSLL.00 14.00 7.00 4.40 23.000.500.00 1.00 7.00 18.00 300. Ago.00 840. Meses Faturamento no mês Jan.00 17.00 400.800.900.00 180.100.00 200.00 4.162.000.00 Ajustes Lucro Real / (Adições menos Exclusões) Base de cálculo CSLL Acumulado no ano No mês Acumulado no ano Acumulado no ano 8. além de apurar o resultado contábil.00) (5. Set. Maio Jun.000.850.200. Orleans Martins 34 .00 1.600.600.00 24. Dez.00 19.00 2.00 162.596.00 342.400.40 46.00 150.00 39.00 2.00 2. Resultado contábil No mês Jan.00 2.600.00 20. Maio Jun.00 276.

00 Dez.480.680.00 Em janeiro.00).00 19.00 em janeiro.256. 4.R$1. 3.00 3.710.550.00 = R$ 456.754.00 11. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.680.500. 19.00 (R$ 1.00 630.00 4.285.850.160.00 1.440.40 423. 4.500.560.00 6.00 1. a melhor alternativa é transcrever para o LALUR o balancete que justifica a redução do valor da antecipação dos tributos para R$ 414.00 1.00).800. considerando-se o menor desembolso possível. e o IRPJ e CSLL devidos com base no lucro real apurado no mês era R$ 2.00 912.048. Como já recolheu até fevereiro R$ 1.00 estimativa 1.000.00 9.000.00 4.00 9.026.00 1.00 3.00 4.00 2.000. ou no efetivamente devido (balancete de suspensão/redução).000.00 900.00 1.150. Caso a empresa não obtivesse mais lucro nem faturamento durante o ano.596. novos prejuízos reduziram ainda mais o tributo devido no ano.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Lucro Real IRPJ devido Base de cálculo acumulado até o acumulado até o CSLL acumulada até Meses mês mês o mês (A) (B) = A* 0.00 6.00 Ago.650.00 O montante a ser recolhido mensalmente a título de antecipação pode basear-se no valor estimado.00 redução 414. 9.00 342.368.440.00 Fev.640.160. que passou a ser de R$ 240.430.312.R$ 1.00 Out.560.026.000.00 Abr.00 39.050.00 para R$ 6.048.480. 27.00 414.050.160.00 1.000. 1.368.00 2.305.80 1.00 456.00 1.00 1.00 1.440.350.00 2.00 1.000. 9.00 estimativa 1.00 Jul.00 Maio 11.00 2.160.60 1. Em fevereiro.000. Como já foram recolhidos R$ 1.00 1.00 1.175.026. IRPJ + CSLL Recolhimento com Recolhimento devidos base em balancete Recolhimento Opção IRPJ + CSLL a Meses acumulado até acumulado no de suspensão/ por estimativa escolhida recolher o mês anterior ano redução Jan.890. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 1.080.00 240. comprovando essa situação com levantamento de balancete que justifica a suspensão do recolhimento de antecipações de IRPJ e CSLL.680.40 524. 4.000.000. teria que recolher por ocasião da entrega da declaração de ajuste a diferença entre tributo devido e tributo antecipado. 17.00 Mar.00 6.026.00 1.80 estimativa 1.00 1.440.00 Jun.00 1.00 1.60 Ago.80 Jul. que é o montante que iguala tributos devidos e antecipados.00 1.026. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 456.00.480.00 2.00 Mar.592. A tabela a seguir evidencia a melhor opção de recolhimento da antecipação a cada mês.00 3.00 4.00 540.00 Abr.00 1. 5.00 Fev. apurado com base no lucro real/base de cálculo da CSLL.026.00 17.000.00 2.755.080. efetuando recolhimento da antecipação com base em estimativa a empresa recolheria mais tributo do que o devido relativo ao ano CR$ 1. 6. A opção é conjunta para IRPJ e CSLL.20 501.00 Out.00 5.000.360. o lucro real acumulado no ano caiu de R$ 9.00 (R$ 2. 1.640.026. 6.596.00 240. 240. 1. tornando mais atraente o recolhimento por estimativa.160. 7.40 410.00 Jun.00.00 + R$ 1.00 7.00 3. de R$ 1. Orleans Martins 35 .000. Em decorrência do registro de prejuízo contábil no mês.480.850.000.440.60 Nov.360.00.680.000.00 21.162.000.00 1.00 19. e o IRPJ e CSLL devidos no ano passou a ser de R$ 1.00 CSLL devida acumulada até o IRPJ + CSLL mês (O) = (C)*0. Em março.00 960.026.925.482.00 3.00 Set.80 redução 423.00 4.00 990.00 estimativa 912.000.00.00 1.00 1.00 14.680.000.00 suspensão 0.040. 39.40 suspensão 0.256.440.440.500.09 (E) = (B) + (O) 810.530.00 4.00 Nov. 14.00 2.40 suspensão 0.15 (C) Jan.680.256.968.00 estimativa 1.134.000.00 2.00. 19.00 redução 240. 2.00 Set.510.596. Assim.040.00 90. 21.60 estimativa 501.000.000.00 150.00 5.500.162.00 4.00).00 Maio 2.000.00 2.00.00.00 Dez.00 1.00 .00 4.00 27.00 . a empresa fica autorizada a não proceder a recolhimento de antecipação.

Note que o ponto fundamental para que o direito legal de compensação se torne efetivamente um direito para a empresa tributada pelo Lucro Real é a existência de resultados tributáveis no futuro.estadual).5.716. de 14/12/2006 (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas).360. Com o Simples Nacional. Esse direito de redução futura das bases de cálculo de IRPJ e CSLL constitui-se em um ativo para a empresa que apurou o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) desde que existam perspectivas de lucros futuros. Definição ampla de Micro e Pequena Empresa: a definição ampla está atrelada ao valor Receita Bruta de Vendas que uma empresa obtém durante o ano fiscal.400. na declaração de ajuste a empresa deverá recolher a diferença de R$ 1. Ativos e passivos fiscais diferidos Na apuração do IRPJ e CSLL devidos. Uma vez que o tributo devido no ano é de R$ 9.000.00.440. Atentos a este fato. como a apuração de prejuízo fiscal/base de cálculo negativa e ajustes temporários ao lucro. através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) uma vez por mês. a estimativa tornou-se novamente mais atrativa. do ponto de vista de administração dos recursos financeiros. 3. estadual e municipal) de uma única vez.1. quando permitido. setembro e outubro.00. os quais eram considerados no sistema simplificado. existem alguns eventos que geram direitos de compensação futura ou postergação de pagamento de tributo. Nos meses de maio. Em novembro e dezembro.644. o recolhimento por estimativa mostrou-se mais interessante.municipal) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias . Pequena Empresa: vendas anuais acima de R$ 240. há uma simplificação no recolhimento e na burocracia administrativa da gestão de tributos das empresas enquadradas. As empresas que se enquadrarem no regime simplificado recolhem oito impostos das três esferas (federal. Portanto.3. junho e julho.00 (R$ 9. mês a mês (e nesse caso a nossa empresa encerraria o ano tendo recolhido R$ 9.R$ 7. parece-nos estranho que a empresa não opte por postergar o pagamento dos tributos.00 (redução). Orleans Martins 36 .00.00). diversos órgãos que emitem normas contábeis. como o Conselho Federal de Contabilidade. Utilizando as alternativas descritas. SISTEMAS DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Um tributo que resume diversos outros: SIMPLES Nacional Simples Nacional é o nome dado ao novo tratamento tributário para microempresas e empresas de pequeno porte instituído pela Lei Complementar nº 123. Uma vez que até março haviam sido recolhidos R$ 1.00 até R$ 2. e não precisaria fazer recolhimento complementar na declaração de ajuste). Nada impede que a empresa recolha antecipações com base no valor apurado pelo lucro real. ensejando o registro de Ativos e Passivos Fiscais Diferidos. O Simples abrange o ISS (Imposto sobre Serviços .360. quando a empresa beneficiou-se da possibilidade de reduzir ou suspender o recolhimento das antecipações de IRPJ e CSLL.00.644. o processo de abrangência ficou automatizado.360.00.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IRPJ e CSLL devidos no ano com base no lucro real acumulado até abril foi de R$ 1.000. 4. situação que se inverteu em agosto.000. No entanto.00. a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil. expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada em estudos técnicos de viabilidade que permitam a realização deste ativo fiscal.680. só é necessário recolher um complemento de R$ 240. pois permitia efetuar um recolhimento inferior ao devido com base no lucro real. anterior ao Simples Nacional. somente mediante convênio do Município e do Estado com o governo federal. Microempresa: receitas brutas anuais até R$ 240. Prejuízo fiscal (IRPJ) e base de cálculo negativa (CSLL) As empresas tributadas com base no Lucro Real têm direito de compensar e períodos futuros o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) calculado com base na legislação específica do IRPJ (CSLL).00.00. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. estabelecem que a constituição do ativo fiscal diferido deve estar atrelada à possibilidade de utilização destes valores nos próximos períodos. a empresa deverá apresentar histórico de rentabilidade. Assim. Vale ressaltar que o recolhimento da antecipação por estimativa é uma faculdade que é concedida às empresas. 4. a empresa recolheria até dezembro R$ 7.

construtoras. as empresas que obtiveram receita bruta anual até R$ 240. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. instituições financeiras. financeiras pelo BACEN. Orleans Martins 37 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Obs. individualmente ou em conjunto. o que evidencia uma preocupação em relação à participação de um acionista pessoa física.sociedades de cujo capital participe estrangeiro residente no exterior ou outra pessoa jurídica. Sigla do Tributo IRPJ CSLL IPI PIS COFINS ICMS ISS INSS Patronal Municipal Estadual Federal X X X X X X X X A inscrição no SIMPLES Nacional também dispensa a pessoa jurídica do pagamento das contribuições instituídas pela União. mas na essência econômica é um grupo que não pode ter as vantagens tributárias da lei. uma empresa que participa em diversas outras empresas não tem perfil de empresa pequena para a lei.000. como. para uma empresa que começou a operar em 1 Q de março. por exemplo: seguradoras que são supervisionadas pela SUSEP. pois mesmo tendo receita bruta na faixa permitida. não podem optar.000.00 no ano anterior e. geralmente. A lei permite que um sócio tenha participação em uma outra empresa. como. bem como as relativas ao salário-educação e à Contribuição Sindical Patronal.00 e R$ 2. estão entre as empresas que não podem optar pelo SIMPLES. • Forma de organização social . As sociedades por ações. As alíquotas aplicáveis variam por faixa de faturamento e atividade. o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia. deverá ser considerada a proporcionalidade. participa em outras empresas que podem ter suas receitas brutas acima.000. empresas organizadas na forma de sociedade por ações estão impedidas. imobiliárias e prestadoras de serviços típicos de profissões regulamentadas. por exemplo. sua forma jurídica poderia até se enquadrar.400. excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. Isto tira a possibilidade de um grupo de empresas fazer uso da lei. na condição de Empresa de Pequeno Porte (EPP). • Limite máximo de faturamento . ou seja. na condição de Microempresa (ME). com algumas exceções. Pode-se verificar que as exceções que a lei trata estão atreladas a negócios que não têm natureza comercial ou industrial e sim a serviços de natureza financeira. são empresas de porte naturalmente maior e que podem buscar recursos no mercado acionário (negociadas em bolsa e supervisionadas pela CVM). • Origem do capital social . mas que a receita bruta de todas as empresas não ultrapasse o valor máximo. ao SEBRAE e seus congêneres.: em caso da empresa começar a operar durante o ano. como as destinadas ao SESC. os valores máximos da receita bruta para micro e pequena empresa serão respectivamente R$ 200.por exemplo. Por exemplo. ao SESI.as empresas que exercem determinadas atividades. a lei exige que se somem as receitas totais e não apenas a proporção de participação do sócio que detém outras participações. A base de cálculo do SIMPLES Nacional é a receita bruta. empresas cuja receita bruta anual atingiu o limite máximo de R$ 2. do limite imposto. dentre outros. ao SENAI. Independentemente do percentual de participação.00. No quadro abaixo está a relação de tributos e suas respectivas esferas que fazem parte do regime simplificado nacional. A lei tem a preocupação de dar vantagem para a empresa que realmente é pequena. A possibilidade de optar pelo SIMPLES Nacional está condicionada ao atendimento de uma série de condições relacionadas a: • Tipo de atividade econômica desenvolvida . em que geralmente dependem de um capital maior para suas operações como também têm regulação específica. e constam no anexo da Lei nº 123/06.só poderão optar pelo SIMPLES.000.000. entendida como tal o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria. ao SENAC.00. Por exemplo.

que varia de alíquota por total das respectivas receitas. Tal comitê está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem a seguinte estrutura normatizada em lei: Secretaria-Executiva do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN/SE) A Secretaria-Executiva tem por finalidade prestar apoio institucional e técnico-administrativo necessários ao desempenho das competências do CGSN.1. chamado de Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. de línguas estrangeiras. desportivas. ou seja. locação de bens e móveis). de natação e escolas de esportes. academias de atividades físicas. A lei trata as receitas por "atividades". bem como a de locação de bens móveis e outras que não relacionadas como vetadas na Lei Complementar nº 123/06 Receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária Receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior. Orleans Martins 38 . estadual e municipal) terá seus respectivos representantes em um comitê que irá gerir e normatizar os aspectos tributários do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. a empresa deve considerar o tipo de atividade e a receita bruta acumulada no ano. cursos técnicos e gerenciais. corno também qual a faixa de alíquota em que se enquadra. 4. artes. inclusive as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto na lei complementar Construção de imóveis e obras de engenharia em geral. há a necessidade de segregação. administração e locação de imóveis de terceiros.1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Como é administrado o SIMPLES Nacional entre as três esferas? Cada esfera (federal. Devem ser separados os seguintes tipos de receitas: Tipos de receitas (por atividade) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias Receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte Receitas decorrentes da prestação de serviços. Sua apuração deve ser efetuada após a empresa ter todos os dados mensais sobre suas receitas brutas. ela é aplicada ao valor do faturamento obtido no mês. de capoeira. Urna vez encontrada a alíquota. produção cultural e artística e produção cinematográfica e de artes cênicas Cumulativamente. manutenção e atualização de páginas • • • • • • • CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. empresas montadoras de estandes para feiras. existe um tipo de tabela. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação. inclusive jogos eletrônicos. A lógica de tributação e cálculo do SIMPLES Nacional A apuração do tributo devido pelo SIMPLES Nacional ocorre mediante aplicação da alíquota devida ao valor da receita bruta mensal auferida pela empresa. planejamento. de ioga e de artes marciais. academias de dança. elaboração de programas de computadores. Para encontrar a alíquota devida. comércio serviços. escolas livres. pois urna empresa que presta serviço e revende mercadorias não poderia aplicar a mesma alíquota para a atividade serviços e de revenda respectivamente. confecção. consultando a tabela correspondente (indústria. o que faz sentido. desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante. inclusive sob a forma de subempreitada. Para cada tipo de receita.

Tal fator gera uma limitação na cadeia de valor de grandes distribuidores que não podem se creditar destes impostos. • Posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho". das trabalhistas foram dispensadas as seguintes exigências: • Afixação de quadro de trabalho em suas dependências. na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor. como limite. conforme descrito pelo art. § 1 º. • Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço. Desse modo. Obrigações trabalhistas Da mesma maneira que a simplificação em relação às obrigações acessórias. Obrigações acessórias O SIMPLES Nacional traz uma grande simplificação em relação às obrigações acessórias exigidas pelo Fisco. foi a solução encontrada para o impasse do art. 23. que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] eletrônicas. Orleans Martins 39 . pode-se perceber que tal regime de tributação tem uma certa rigidez quanto a planejamento de cadeia de suprimentos no tocante a impostos. • Anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro. Créditos As empresas que estão enquadradas no SIMPLES Nacional não geram crédito de impostos (PIS. • Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária. 23 que impedia o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas que optaram pelo SIMPLES Nacional.impostos não cumulativos) para as empresas compradoras ou clientes. pois não permite que a empresa enquadrada possa se utilizar de créditos relativos a impostos. escritórios de serviços contábeis. o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo SIMPLES Nacional em relação a essas aquisições. desde que destinadas a comercialização ou industrialização e observado. e a micro ou pequena empresa poderá abater este valor do ISS que deve conforme o respectivo anexo. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. sujeitas ao regime não cumulativo de PIS/COFINS. ICMS . • Entregar declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados ou tomados de terceiros. serviço de vigilância.esta lei permite que seja retido na fonte o valor do ISS no Município onde a micro ou pequena empresa estiver prestando o serviço. Mas permitir ao tomador de serviço ou o comprador. a empresa enquadrada no SIMPLES Nacional deverá: • Fazer declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. limpeza ou conservação • Transporte municipal e interestadual de passageiros. • Empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. Retenções de ISS Retenções de ISS pelas micro e pequenas empresas (relação de serviços conforme art. da Lei Complementar nº 123/06. proibia que empresas tributadas pelo lucro real. Desta maneira. • Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. 6º da Lei Complementar nº 116/03) . observados prazo e modelos aprovados pelo Comitê Gestor. que foi alterado pela Lei Complementar nº 128/08. aproveitassem o crédito destas contribuições ao adquirir produtos e serviços de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional. de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. a partir da publicação pela Receita Federal de um Ato Declaratório Interpretativo (nº 15). pois a diferença na receita líquida é um percentual considerável. COFINS. Além de manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos. as pessoas jurídicas não optantes pelo SIMPLES Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo SIMPLES Nacional. A alíquota segue a tabela da legislação da localidade ou Município. IPI. Além disso. desde que realizados em estabelecimento do optante.

01 a 960.54% 7.800.000. • Apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).560.00 De 840.00 De 480.32% 11.282.000.00% 5.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O que foi mantido como obrigatório: • Anotações na carteira de trabalho e previdência social.320.000.000.00 R$ 3.01 a 840.000.000.000. • Imposto devido = R$ 60. enquanto não prescreverem essas obrigações.000.00 x 5.00 De 240.040.00.01 a 360. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.01 a 240. • Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP).47% 6.000. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de agosto seria: D . Nos meses de agosto e setembro.00 De 1.36% 8.000.00 De 1.28% 8.00 Note que a mudança de faixa faz com que a empresa aplique a nova alíquota sobre o valor do faturamento no mês sem distinção entre a parcela que teoricamente ainda estaria dentro do limite anterior de faturamento. 4.01 a 1.000.000.03% 9. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de setembro seria: D .000. A tabela para comércio é o Anexo de alíquotas vigente para empresas comerciais: Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota Até 120.Impostos e contribuições incidentes s!Vendas/SIMPLES (Resultado) C .04% 10.84% 7.00 De 1.00 De 360.00 De 720.23% 11.000.080.800.000.00 De 1.000.680. até julho de 2007.95% 10.00 (receita bruta acumulada efetiva).000.000.000.080.00 4.000.01 a 1.000.440.01 a 1.000.920.320.45% 9.12% 9.000.560.200.000.000.00 De 120.000.000. o valor do imposto devido seria: • Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$160.1.000.00 De 960.47%.01 a 1. optante pelo SIMPLES Nacional na condição de ME.00 De 1.000. • Imposto devido = R$ 10.000.282. receita bruta acumulada de R$ 100.32% No mês de agosto.60% 8.01 a 600.SIMPLES a Recolher (Passivo) R$ 547. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.000.13% 10. Cálculo e contabilização do SIMPLES Nacional .Impostos e contribuições incidentes s/Vendas SIMPLES (Resultado) C .000.00 respectivamente.47%.00 x 5.000.01 a 1.00 De 1.01 a 1.000.01 a 2.00 De 1.01 a 480.000.00 e R$ 10. obteve.200.00. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.47% = R$ 547. auferiu receita de R$ 60.000.680.01 a 1.000.01 a 720.00 De 1.00.000.exemplo prático A empresa comercial A.SIMPLES a Recolher (Passivo) No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.47% = R$ 3.01 a 1.23% 10.440.000.00 De 600.2.00. Orleans Martins 40 .000.920.

• Receita bruta de serviços empresa X: zero.360.000. serviços e comércio. Vamos ver por quê: • Receita bruta de comércio empresa X: R$ 1. fez com que a empresa A tenha pago R$ 3. • Receita bruta de comércio empresa Y: R$ 600. que faturasse os mesmos R$ 70. uma vez que a empresa faturou R$ 100.00 que é o valor limite máximo de receita bruta para o enquadramento ao regime do SIMPLES Nacional.00. enquanto que a empresa B pagou R$ 3.00 x 9. há a possibilidade de uma empresa enquadrada no regime simplificado (EPP) ter dois tipos diferentes de receita bruta.00. com as mesmas características da empresa A e faturamento até julho também de R$ 100. se a empresa tivesse um tipo de receita. como.000. Porém.200.00.000. • Total empresa X = R$ 119.000.200. Imposto devido = R$ 10. para o ICMS e ISS havia necessidade de que a respectiva esfera CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.78% = 58.000.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] No mês de agosto.000.200.000.95% = R$ 119. X e Y.000. que tem uma diversificação maior da natureza de suas receitas.400.000.00.00 x 9.00 em setembro).00. temos que considerar o limite total de receita bruta de modo a totalizar tais valores.682. Apuração do imposto simples para empresa X: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 1.00 Apuração do imposto simples para empresa Y: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 600.000. • Total empresa Y = R$ 108. As duas empresas. Por exemplo.00 de imposto. sendo que ambas faturaram no total R$ 70.00 com um total de receitas brutas anuais no valor de R$ 2. cada receita alcançando um total de R$ 1. acabaria pagando um valor a maior do que se tivesse mais de um tipo. Veja que.00. • Imposto devido = R$ 60.47%. R$ 10.28% = R$ 49.000. No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170. Veja que o imposto para negócio. mas apuraram o valor de seu imposto simples diferentemente.00 nos dois meses considerados no exemplo.00 até julho.000. Para melhor compreender os efeitos desta regra estabelecida pelo fisco para apuração do tributo devido.680. que tinha a abrangência automática dos mesmos impostos abrangidos pelo SIMPLES Nacional (da esfera federal) quando do enquadramento da empresa.00.000.400. só que em ordem inversa (ou seja.680.00.00. somando-se os meses de agosto e setembro. • Receita bruta de serviços empresa Y: R$ 600.00 x 4% = R$ 3.00 x 4% = R$ 400. Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 4%. Orleans Martins 41 . tendo que sujeitar toda a receita do mês (R$ 60. tiveram um total de receitas brutas iguais. O fato de uma empresa ter mudado de faixa no mês de agosto.00 em agosto e R$ 60.000. Convênios anteriores: antes do SIMPLES Nacional havia o SIMPLES.00. considere o caso da empresa B.000. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.00) à alíquota de 5.00.47%. a empresa comercial X tem um tipo de receita e a empresa Y tem receitas originárias de revenda (comercial) e de serviços. Apuração com mais de um tipo de receita bruta Pelo fato da apuração e cálculo do Imposto Simplificado nacional levar em consideração o tipo de receita.000.00 x 8. quando parte destas vendas ainda estaria no limite anterior. tende a ter um valor menor de imposto a pagar devido à sistemática da apuração que a lei codificou. enquanto a outra só mudou de faixa em setembro. A empresa comercial B.000.00 no bimestre agosto/setembro.000. Evidentemente. apuraria os seguintes valores: Em • • • agosto: Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$ 110.400.00.829. por exemplo.00. a empresa passou do patamar de tributação de 4% para 5.47%.282. • Valor da receita bruta de serviços x alíquota conforme a Tabela (Anexo IV): R$ 600.

quando o destinatário for contribuinte do imposto.na hipótese da alínea "a" do inciso anterior. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. aprovada pela maioria absoluta de seus membros.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. 5. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. VI . inciso 11: Art. VIII . mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros. VII . de 1993). III . IX .será não cumulativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. 155. b) a alíquota interna. interestaduais e de exportação. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. quando o destinatário não for contribuinte dele. estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações.incidirá também: a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. sob competência tributária dos Estados e do Distrito Federal. assim como sobre o serviço prestado no exterior. g. estadual (ICMS) e municipal (ISS) está sendo tratada em lei. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços.a isenção ou não incidência. assegurada a manutenção e o aproveitamento CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Com o SIMPLES Nacional. 155. bem ou serviço. X . de 2001) b) sobre o valor total da operação. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II . IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte e Comunicação (lCMS).é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas.poderá ser seletivo. Ainda segundo a Constituição Federal: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. aderisse ao sistema de modo que se fizesse um convênio aceitando que o imposto que esta tributa possa estar incluso na alíquota única do imposto simplificado. mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros. caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. nos termos do disposto no inciso XII. II . nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. estadual e/ou municipal.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. IV . adotar-se-á: a) a alíquota interestadual.resolução do Senado Federal. o que deixa a empresa menos refém de sua respectiva jurisdição tributária local. de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores. I . ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. V .salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. as alíquotas internas. De acordo com o art. tal unificação de impostos federais. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] local.não incidirá: a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior. qualquer que seja a sua finalidade. Orleans Martins 42 . é um imposto previsto na Constituição Federal. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria.

de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados. IV .2001) IV . b) compreendidos na competência tributária dos municípios. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. c) sobre o ouro. art.02. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. IX .2002.no fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos municípios. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. b) dispor sobre substituição tributária.2003) XI .2003) b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. de 19. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior. a.na transmissão de propriedade de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado. no território paulista. c) disciplinar o regime de compensação do imposto.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. d) fixar.na entrada. mas que. incluídos os serviços que lhe sejam inerentes. e) excluir da incidência do imposto. VI . a qualquer título.não compreenderá. IV.001/01.na entrada. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. bebidas e outras mercadorias qualquer estabelecimento. ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular. h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá urna única vez.12. (Redação dada ao inciso IV pelo inciso II do art. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. Orleans Martins 43 . em sua base de cálculo. de estabelecimento de contribuinte. o montante do imposto sobre produtos industrializados. DOE 05.12.na transmissão de propriedade de mercadoria ou de título que a represente. hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. efeitos a partir de 22. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. para fins de legislação base). nas hipóteses definidas no art. em estabelecimento de contribuinte. f) prever casos de manutenção de crédito. mercadoria ou serviço.529 de 04. VIII . 2º.02.cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes.374/89. b. de 2001) i) fixar a base de cálculo. de 19. indicação expressa de lei complementar. V . de serviços e de mercadorias. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. de modo que o montante do imposto a integre também na importação do exterior de bem. ocorre o fato gerador do ICMS: Art. observado o disposto no § 1º (Lei 6. VII .no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. 2º [ . incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. § 5º. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. qualquer que seja a sua finalidade. em licitação promovida pelo Poder Público. inclusive lubrificantes.no fornecimento de alimentação. ] I . quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente.na aquisição. art. e energia elétrica. configure fato gerador dos dois impostos. na redação da Lei 11.12. quando a operação. isenções. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. 1º.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. 153. VIII). de 2001) De acordo com a legislação vigente (será considerado o Regulamento do ICMS do estado de São Paulo. de mercadoria oriunda de outro Estado destinada a uso ou consumo ou ao ativo permanente. 1 º do Decreto nº 46. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável. g) regular a forma corno..na saída de mercadoria. II . mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. nas exportações para o exterior. III . de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outro Estado.2002.. XII .

12. caso o serviço seja prestado mediante pagamento em ficha. § 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador: 1. art. 1º. XV .02.2002) a) à vista do comprovante de recolhimento do imposto ou do comprovante de exoneração do pagamento. 1 º do Decreto 46. na redação da Lei 10. se tal pagamento se fizer em momento anterior. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço.2003. IV): (Redação dada ao § 1 º pelo inciso 11 do art. também. tendo transitado pelo estabelecimento transmitente. 2. após o desembaraço aduaneiro. o título jurídico pelo qual o bem. DOE 06. sobre a ulterior transmissão de propriedade de mercadoria que. após o desembaraço aduaneiro. DOE 05. § 2º Na hipótese do inciso XII. e de outros documentos previstos na legislação. transmissão. repetição e ampliação de comunicação de qualquer natureza. se a entrega da mercadoria ou bem importados do exterior ocorrer antes da formalização do desembaraço aduaneiro. emissão. após o desembaraço aduaneiro. oportunidade em que o contribuinte deverá comprovar.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] X . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. na operação de arrendamento mercantil. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. § 3º O imposto incide. 4. a natureza jurídica das operações de que resultem as situações previstas neste artigo.12. salvo disposição em contrário prevista na legislação.626 de 05.por ocasião da venda do bem arrendado. XIV .529 de 04. § 1º Na hipótese do inciso IV (Lei 6. art. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará (Convênio ICMS .2002. 3.2001) 1. recepção. 1 º do Decreto nº 47.na utilização. pelo depositário. 2º. 2º.2002.no ato final do transporte iniciado no exterior.02.2003. salvo disposição em contrário prevista na legislação.no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.143/02): (Redação dada ao item 2 pelo inciso I do art. e § 6º. 2. por contribuinte. XII . retransmissão. considera-se ocorrido o fato gerador quando do fornecimento ou disponibilidade desses instrumentos pelo prestador. efeitos a partir de 22. b) se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. saída ou consumida no estabelecimento. ainda que por débito em conta corrente ou meio eletrônico de dados. pelo destinatário. a validade jurídica do ato praticado. de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto.619/00. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro.02. ou por qualquer outro instrumento liberatório do serviço. acrescentado pela Lei 11.374/89. deste tenha saído sem pagamento do imposto em decorrência de operações não tributadas. XI . § 1 º Na hipótese do inciso Iv. § 1º. tiver estado na posse do respectivo titular.na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio. a entrega pelo depositário. 5. salvo disposição em contrário prevista na legislação. tiver estado na posse do prestador. cartão ou assemelhados. Orleans Martins 44 . se for o caso. inclusive na geração. art. XIII .no recebimento. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. a entrega.0001/2001. 11. efeitos a partir de 19. por qualquer via. utilizado para a prestação do serviço. a entrega pelo depositário. ou quando do seu pagamento. considera-se ocorrido o fato gerador no momento da entrega. o pagamento do imposto.02. 3. salvo disposição em contrário. o título jurídico pelo qual a mercadoria. de serviço prestado ou iniciado no exterior.

com. mercadorias. dentre outros.br/img/_publicacao/13710/181. O ICMS é caracterizado como um dos principais impostos.200. afinal.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D .800. haja vista que o ICMS é um imposto recuperável.000. visando-se apurar. O mesmo procedimento deve ser aplicado a todas as aquisições que resultem em recuperação do ICMS. Aquisição de matérias-primas Quando da aquisição de matérias-primas. com os respectivos registros contábeis das operações. produtos.00 ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 1. quando das operações corriqueiras. relativos apenas às operações realizadas por ele mesmo.ICMS a Recuperar C . realizadas com a aquisição e comercialização de matérias-primas.Estoque de Matérias-primas C .00 Dessa forma.00 Lançamento contábil . a aproximadamente 20% do total de tributos arrecadados por todas as esferas de governo (Fonte: IBPT. relativas ao ICMS. entre outros. pois o produto de sua arrecadação corresponde. Por ter natureza não cumulativa. gerando lançamentos contábeis de média complexidade. Orleans Martins 45 . que serão posteriormente utilizados em sua atividade-fim. Sempre que ocorrido o fato gerador do ICMS. Dentre as suas características. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. apresentando especificidades quanto às formas de arrecadação. Por esse regime. têm-se operações nas quais deverá haver o respectivo lançamento contábil. as indústrias possuem o direito de recuperar o crédito do ICMS destacado na Nota Fiscal. <http://www. para as indústrias. o custo de aquisição efetivo da matéria-prima corresponde a R$ 8.200.00. com o registro de créditos e débitos de imposto.Fornecedores R$ 8. pelo valor de R$ 10.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 5º Nas hipóteses dos incisos VI e XIv. as empresas devem apurar o saldo a pagar ou a recuperar do imposto.Fornecedores R$ 1. é um dos tributos que apresenta maior número de eventos econômicos. Serão expostos. a obrigação do contribuinte consistirá. nas fases subsequentes. b) Regime de Substituição Tributária .Pela aquisição de matérias-primas (valor líquido): D . sendo que. a saber: a) Regime Normal de Apuração .800. como a aquisição de materiais secundários de produção e material de embalagem. para constituir seus estoques. compensando os referidos créditos com os débitos oriundos da venda de produtos e mercadorias.1. o saldo a pagar ou a recuperar do tributo. A seguir. no dia a dia das empresas. serão apresentados os eventos. Evento: aquisição de matérias-primas. conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). em pagar o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual.regime pelo qual o ICMS é recolhido na fonte em determinada fase de sua circulação.regime de apuração pelo qual a empresa realiza o aproveitamento dos créditos provenientes da aquisição de matérias-primas destinadas à produção e de mercadorias destinadas à revenda. 5. pois o mesmo já foi recolhido pelo contribuinte eleito como substituto tributário. há diversos eventos econômicos que podem ocorrer.pdf>). as formas de contabilização mais comuns.ibpt. ao final do mês. não há débito ou créditos de imposto. ao final. Contabilização do ICMS de empresas em regime normal de apuração Quando a empresa está sujeita ao regime normal de tributação. nos tópicos seguintes. o ICMS possui basicamente duas formas de apuração.

embora a operação de compra de mercadorias seja a mesma. A seguir.Fornecedores R$ 120. em virtude da legislação específica do Estado. Orleans Martins 46 .000.ICMS a Recuperar C .Compra de Mercadorias C . pelo valor de R$ 1.Pela aquisição de mercadorias: D .Estoque de Mercadorias .Produto X (pelo valor líquido) C .000.00.Contas a Pagar R$ 12. possuindo um tratamento distinto. por exemplo.ICMS a Recuperar C .00 Evento: aquisição de mercadorias para revenda. devoluções de compras.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aquisição de mercadorias para revenda Da mesma forma que as empresas industriais. as empresas comerciais. como não há o destaque do ICMS. quando da realização de transporte intermunicipal.000. proveniente de aquisição de mercadorias.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. no curso das atividades normais.00 Verifica-se que. mas no interior do mesmo Estado a operação de transporte de cargas não tem o destaque do ICMS. Nesse caso. Evento: aquisição de mercadorias para revenda. Destaca-se que. pelo valor de R$ 1. salvo situações específicas vedadas em lei.Pela aquisição de mercadorias (valor líquido): D .00 D . têm-se registros contábeis distintos.Produto X C . por intermédio do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC). Todas essas operações podem ser tributadas pelo ICMS. em alguns estados.ICMS si Compras R$ 120. realiza o pagamento do transporte. como aquisição de frete.00 Lançamento contábil .00 Lançamento contábil . recebimento de bonificação de mercadorias. diversas operações. Além das operações de aquisição de mercadorias.Estoque de Mercadorias . a empresa adquirente poderá se creditar do ICMS destacado no CTRC. juntamente com as operações de compra de mercadorias.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . como. com tributação pelo ICMS Quando uma empresa adquire mercadorias e. de acordo com o tipo de inventário adotado pela empresa.Fornecedores R$ 880.ICMS a Recuperar C . as empresas podem realizar. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% (Inventário Permanente) D . veremos os lançamentos relativos a cada um dos sistemas de registro de estoques. devoluções de vendas.00 (Inventário periódico) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. quando as empresas aderem a determinada tributação simplificada. também possuem o direito de se creditar do imposto. As empresas comerciais podem efetuar o registro contábil de seus estoques por intermédio de dois sistemas: o sistema de registro permanente de estoques (inventário permanente) e o sistema de registro periódico (também conhecido como inventário periódico). de acordo com o sistema de inventário adotado pela empresa. entre outras. juntamente com essas mercadorias.Contas a Pagar R$ 88.00 (Inventário permanente) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. Aquisição de fretes em operações de compra de mercadorias.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . não há a possibilidade de aproveitamento do crédito do ICMS correspondente. quando adquirem mercadorias para revenda.Fornecedores R$ 1. bem como o custo de aquisição da mercadoria. Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100.

ICMS s/ Vendas C . Operações de venda de mercadorias As empresas adquirem mercadorias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100. ao qual a empresa deverá realizar a apuração do mesmo.00 Pelo ICMS incidente sobre as vendas: D .Contas a Pagar D . debitados no Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRV).00 Pela venda de mercadorias: D . se na operação de transporte de cargas ocorrer incidência do ICMS. por motivos diversos.00 R$ 12.00 D . com incidência do ICMS pela alíquota de 12% . ocasionalmente podem ficar responsáveis pelo pagamento dos fretes incidentes sobre as vendas. de acordo com o sistema de inventário. Quando isso ocorre. proveniente de aquisição de mercadorias.00 Corno se pode observar. a empresa responsável pelo pagamento terá o direito de recuperar os referidos créditos de ICMS.00 ICMS incidente na operação: R$ 18.600. deverá ser realizada uma contabilização diferenciada. ou então a crédito da conta Caixa.Venda de Mercadorias R$ 20.Inventário Periódico D .000. ocorre o débito do ICMS. Evento: venda de mercadorias a vista/a prazo. o frete incidente sobre compras integra o custo da mercadoria vendida.600. Evento: responsabilidade pelo pagamento do frete. obtendo uma margem de lucro.00 De acordo com os princípios de custo.000. no valor de R$ 150. nas operações a prazo. a operação de contratação de fretes pode ser contabilizada. corno não conformidade com o pedido ou mercadoria deteriorada. bem como proporcionar um retorno ao capital investido pelo sócio ou acionista. eventualmente ocorrem situações onde o fornecedor de determinada mercadoria recebe de seu cliente a mercadoria em devolução. nas operações a vista. tendo como objetivo cobrir todas as despesas e custos. Orleans Martins 47 .ICMS de Fretes s/ Vendas R$ 150.Fretes sobre Vendas C . compensando-se os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. Operações de devoluções de compras de mercadorias No curso normal das atividades empresariais.Fornecedores/Contas a Pagar/Caixa D . Dessa forma. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Quando da realização de operações de venda de mercadorias.Caixa/Duplicatas a Receber C . deduzindo-se os impostos recuperáveis incidentes sobre o mesmo. na conta Fornecedores (por opção do contador/empresa) ou contas a pagar. com a finalidade de posteriormente realizar a venda das mesmas.00 R$ 18.ICMS a Recolher Fretes sobre vendas de mercadorias As empresas.00 R$ 3.ICMS si Fretes R$ 100.ICMS a Recuperar C .ICMS a Recuperar C . quando vendem mercadorias.00 ICMS incidente sobre a venda: R$ 3. por R$ 20.Frete sobre Compras C . em operação de venda de mercadorias ou produtos.00.

recebendo créditos apenas quando do encerramento para apuração do Resultado do Exercício.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . Outro fator a ser considerado é a natureza da conta. uma conta redutora da conta devolução de vendas. cria-se uma conta redutora. Na saída por ocasião de urna devolução. Quando ocorre essa situação. nesse caso.00 Corno se pode observar pelos registros acima. ocasionando o que comum ente é chamado de devolução de mercadorias de clientes. quando da aquisição de mercadorias.ICMS a Recolher R$ 5.000.Devoluções de Compras D . Operações de devoluções de vendas de mercadorias Da mesma forma que as empresas podem devolver mercadorias aos seus fornecedores. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Nesse caso específico.00 R$ 600.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .Estoque de Mercadorias D . ou ainda vendas canceladas. caso elas sejam operações tributadas pelo ICMS.00 R$ 600.Devolução de Vendas C . Evento: devolução de vendas de mercadorias. a empresa possui o direito de creditar-se do ICMS correspondente. no momento da negociação: abatimento do valor da mercadoria devolvida nas duplicatas a pagar (fornecedores). Orleans Martins 48 . no caso de devolução de vendas o tratamento seria o mesmo.Duplicatas a Receber/Caixa D .000.00 (Inventário permanente) ICMS destacado no valor de R$ 600. por ocasião da venda de mercadorias.00 Observe-se que. no valor de R$ 500.00 (Inventário periódico) ICMS destacado no valor de R$ 600. correspondente a despesas. o valor debitado por ocasião da devolução de vendas será aquele correspondente ao valor total da nota fiscal.00 Evento: devolução de compras mercadorias. independe o tipo de inventário adotado pela empresa. constituição de um direito (créditos a receber). além de realizar a devolução das mercadorias.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . destacando-se os efeitos tributários das operações de devoluções de mercadorias. por ocasião da devolução de compras.00 D . Dessa forma. tem natureza Devedora. toma-se necessário o registro correspondente do imposto incidente sobre as referidas operações. é a venda de mercadorias. usualmente.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Nessas situações.ICMS sobre Devolução de Vendas R$ 500. de acordo com as condições comerciais estabelecidas. contabiliza-se o ICMS sobre devolução de compras separadamente. no valor de R$ 5.00 ICMS incidente sobre a devolução de R$ 60. Entendemos tratar-se de uma técnica mais adequada. do que a contabilização diretamente na conta ICMS sobre vendas. em determinadas situações os clientes das empresas também podem efetuar essa operação.ICMS s/ Devolução de Compras C .00 R$ 60. denominada "ICMS sobre devolução de vendas".000. Evento: devolução de compras mercadorias. no valor de R$ 5.ICMS a Recolher R$ 4. Adota-se. As contas de resultado. Isso decorre da necessidade de informação por parte dos usuários da contabilidade.ICMS a Recuperar C . há reflexos no ICMS que foi debitado. pois a operação a ser considerada.400.00 D . restituição em dinheiro do valor correspondente às mercadorias devolvidas (caixa) ou ainda. no caso em questão. ocorrerá o débito correspondente. Há três opções na conta devedora.00 D . que poderá ser utilizado quando a empresa vier a realizar novas compras junto ao seu fornecedor. Da mesma forma que. para fins tributários.

a empresa consignatária deverá emitir uma nota fiscal de devolução simbólica para o consignador. que detém a posse das mercadorias. o fato gerador do ICMS.Receita de Bonificação de Mercadorias D . ou ainda. A empresa que fornece as mercadorias em bonificação deve tratá-Ias como vendas normais. Se a mercadoria circulou da empresa A para a empresa B. quando tributadas. gerando uma margem de lucro maior para o vendedor. A diferença existente entre uma compra e venda comum reside no fato de que. na operação de consignação. mas não a propriedade.000. No entanto.00. mas não serem de sua propriedade. Orleans Martins 49 .00 e o preço de venda da empresa Beta S. em regime de consignação para a empresa Beta S. Note-se.00 D . entre duas empresas comerciais. de uma operação de consignação de mercadorias. tem o direito de recuperar o ICMS incidente sobre as mercadorias recebidas em bonificação. sendo que este emitirá. nesse caso.00 (Inventário Periódico) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. R$ 3. que não são de sua propriedade. A. Entretanto. no valor de R$ 3. a empresa que recebe as bonificações. no que diz respeito ao ICMS.Estoque de Mercadorias C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Recebimento de bonificação de mercadorias É prática costumeira. que havia vendido 30 unidades. devendo haver o respectivo débito de ICMS. ao valor unitário de R$ 100. pois quando da venda das mercadorias. Quando ocorre a comunicação da venda. quando do lançamento de um novo produto. para aqueles clientes que realizam compras em grande quantidade.Receita de Bonificação de Mercadorias R$ 2. A comunicou à empresa Gama S. pode ocorrer uma operação denominada consignação de mercadorias. em 2 de janeiro de 20xO. para que outra empresa (consignatária) realize a venda das referidas mercadorias. se essas forem tributadas. até a empresa consignatária realizar a venda para terceiros.640.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Essa operação consiste no envio.000. A foi de R$ 2.Mercadorias Recebidas em Bonificação C . uma nota de venda de mercadorias (para simples faturamento).00 D . ocorreu o fato gerado do ICMS.00 Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. para a empresa Gama S. A No dia 31 de janeiro de 20xO. e o crédito do ICMS.ICMS a Recuperar C .00. A empresa Gama S. para a empresa que efetuou a remessa em consignação.ICMS s/ Mercadorias Recebidas em Bonificação Operações de consignação de mercadorias Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela empresa. a mercadoria continua de propriedade do consignador. A remeteu.000. O ICMS incidente sobre todas as operações é de 12%. A. seja total ou parcialmente. a empresa consignatária efetua a devolução das vendas.00 R$ 360. quotidianamente. pois foram enviadas a outra empresa em consignação. não tendo qualquer benefício específico. a existência de conceitos distintos: há mercadorias que podem estar fisicamente no estoque da empresa. Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. 100 unidades da mercadoria Y. via de regra.00 (Inventário Permanente) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. era de R$ 600.000.000. para a empresa que recebeu as mercadorias em consignação. Caso não ocorra a venda das mercadorias. a empresa Beta S. a utilização do recurso de bonificação de mercadorias. no valor de R$ 3.ICMS a Recuperar C . pela empresa vendedora (denominada consignadora). O custo das unidades. no comércio. pois não possuíram custos de aquisição. segue abaixo um exemplo prático. bem como há a possibilidade de inexistência de mercadorias na empresa. então. essas serão tributadas normalmente.00 R$ 360. Visando esclarecer essas questões. ocorre por ocasião da circulação das mercadorias.Receita de Bonificação de Mercadorias D .

Diz o referido artigo: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. nesse regime. uma vez que. de 1993. em que.00 R$ 100. fretes e outros.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) R$ 100.ICMS si Mercadorias Recebidas em Consignação R$ 12. pneus. do que por aquele que recebe o produto em substituição tributária. Um dos tributos que mais se utiliza do recurso da denominada Substituição Tributária é o ICMS. o contribuinte torna-se responsável pelo cálculo.1. por intermédio do § 7º do art.00 Valor de venda varejo . recebimento em bonificação ou consignação de mercadorias.000. não há qualquer compensação do imposto pago nas operações anteriores.Mercadorias em Consignação (estoque em poder de terceiros) C . da possibilidade de atribuição. O tratamento contábil da substituição tributária deve ser observado com muito mais cuidado pelo substituto (aquele que vende o produto com substituição tributária). ele deverá observar a segregação entre o tributo devido nas próprias operações do tributo retido por substituição tributária.200. Contabilização do ICMS para empresas em regime de Substituição Tributária A figura da substituição tributária teve seu ápice com a introdução. Para fins de exemplificar. nas operações de produtos adquiridos pelo regime de tributação pela substituição tributária. venda.00 D .ICMS a Recuperar C .Mercadorias Recebidas em Consignação (contas de compensação) C . conforme será observado no tópico a seguir.substituído: R$ 15.000. 150 da Constituição Federal.00 ICMS das operações subsequentes: R$ 600. Já para o substituto. caso não se realize o fato gerador presumido. retenção e recolhimento do ICMS sobre duas ou mais operações da cadeia produtiva.000.1.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) C .00 R$ 12.000. temos a seguinte operação de um produto vendido por substituição tributária: Valor de venda pelo substituto: R$ 10. em um regime conhecido como Substituição Tributária. tintas.Estoque de Mercadorias R$ 60. contudo.ICMS si Mercadorias em Consignação C .00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Há situações. devolução. por meio da Emenda Constitucional nº 3. relativo às operações de aquisição. automóveis etc. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. das operações subsequentes.ICMS a Recolher D . além da operação envolver o ICMS incidente sobre as denominadas "operações próprias".600. a outro sujeito passivo.000. Orleans Martins 50 . 5.00 ICMS das operações próprias: R$ 1.000.000. basta o comerciante substituído agregar todos os custos pagos pelo produto como custos de comercialização e/ou produção. quando da ocorrência de fato gerador do ICMS. em produtos como combustíveis.Consignação de Mercadorias (contas de compensação) Evento: recebimento de mercadorias em consignação D .00 Como se pode observar. Todo o tributo já foi todo retido e recolhido nas operações anteriores. deve ocorrer o registro dos fatos contábeis relativos às denominadas operações próprias.00 D .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: remessa de mercadorias em consignação D . cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. As operações ocorridas sob esse regime devem ser objeto de contabilização distinta.00 Valor total da Nota Fiscal: R$ 10. Esse fato decorre de que. em todas as operações anteriormente relacionadas. de fatos tributários posteriores.

00 (-) ICMS s/ Vendas (1.Inventário Periódico D . não havendo qualquer possibilidade de creditarnento do ICMS das operações anteriores.ICMS a Recolher R$ 1.00 Evento: contabilização do ICMS por substituição tributária D . Entretanto.00 Evento: aquisição de produto pelo substituído .00) . Vamos a um exemplo.600.1.00 (600.600. Dessa forma. de acordo com determinado fator.Duplicatas a Receber/Caixa (Cliente Alfa) C . embora integrante do faturamento da empresa. dessa operação. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. . quando realizam operações de aquisição de ativo fixo. dessa forma.. em razão das operações posteriores realizadas pelo contribuinte substituído..Fornecedores/Caixa R$ 10.ICMS s/ Vendas C .600.Compras de Mercadorias C . às empresas.Fornecedores/Caixa R$ 10..00 Verifica-se. O fator deverá ser igual ao produto entre 1/48 (um quarenta e oito avos) com a relação entre a soma das saídas e prestações tributadas e o total das saídas e prestações escrituradas no mês. a operação é bem simples. A parte inicial da Demonstração do Resultado do Exercício. destinado às suas atividades. No exemplo em questão. deverá ocorrer nos 48 meses seguintes à aquisição do imobilizado.2.ICMS .Inventário Permanente D . destinado à manutenção das atividades da empresa. de acordo com a legislação vigente. pois o valor corresponde ao ICMS a ser recolhido pelo substituto.Substituição Tributária a Recolher Evento: contabilização do ICMS .00 Quando da realização da venda. não constitui um elemento de sua Receita Operacional Bruta. Aproveitamento de créditos de ICMS sobre venda de Ativos Imobilizados e a contabilidade As empresas sujeitas à tributação do ICMS. Orleans Martins 51 . a recuperação imediata de todo o ICMS incidente em uma operação de aquisição de ativo imobilizado.Faturamento Bruto R$ 10. Já para o contribuinte substituído. que o ICMS por substituição tributária. pelo contribuinte substituído. os lançamentos seriam os seguintes: Evento: aquisição de produto pelo substituído .. seja pelo regime normal.operações próprias D . Basta contabilizar o valor efetivamente pago como estoque.. possuem o direito de recuperar o ICMS sobre essa aquisição. em virtude do imposto já ter sido recolhido nas fases anteriores... para melhor compreensão: Exemplo de cálculo do FATOR a ser utilizado no cálculo do aproveitamento do ICMS incidente sobre aquisição de ativo permanente.. Esse processo de recuperação.00) (-) ICMS Substituição Tributária Receita Operacional Bruta 10.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda de produto com substituição tributária D .200. ficaria assim expressa: Faturamento Bruto 10.Estoques C . seja pelo regime de substituição tributária.ICMS por Substituição Tributária C .00 R$ 600.200. não é permitida pela legislação vigente.000. a aquisição de um ativo imobilizado é considerada uma operação de longo prazo. ao contrário do ICMS incidente sobre as operações mensais da empresa. não é realizado qualquer débito de imposto.600. 5.

00 --650. venda e cancelamento de créditos decorrentes de operações com ativo imobilizado.00 Nesse caso em questão.000. o saldo de créditos do ICMS sobre aquisição de determinado ativo.Data operação: 20..00 9.Máquinas e Equipamentos C .00 R$ 52. sendo que o saldo restante.000. o fator a ser multiplicado pelo ICMS incidente sobre aquisição de ativo imobilizado seria 0. como já vimos anteriormente.0159313. ou seja. que não for aproveitado.000.00 em operações tributadas.200.00. 13 meses a R$ 150. A. Ao final dos 48 meses. então.202 CFOP 6. 1. para as empresas que promovem saídas não tributadas.00 ICMS 12.59313% do valor total do ICMS. O fator para utilização.00 R$ 7.000.950. deverá ser calculado da seguinte forma: FATOR = 1/48 * (650.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 1.00/850. e uma parcela que será utilizada após o término do exercício social subsequente. caso a empresa possuísse créditos de ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado.000. que resultam em um montante de R$ 1.000.000.12.000.00 500. será realizado em um prazo previsto de 48 meses.00 --281.950. a serem aproveitados no curto prazo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A empresa ALFA S. para um total de saídas no valor de R$ 850.000.00 BC 100.0159313 Neste mês em questão. que é inerente à aplicação do fator.00 50.000.000.00. Aquisição de ativo imobilizado Evento: aquisição de ativo imobilizado tributado pelo ICMS a vista Bem: Máquina Empacotadora .00) FATOR = 0.00. Orleans Martins 52 .00 200. não poderá ser aproveitada nos meses subsequentes.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Dessa forma. Caso a empresa apresentasse somente saídas tributadas.949 Totais Valor Contábil 100. Então.00 será aproveitado no longo prazo. ao final do mês de janeiro de 20xO.02083333 * (0. o percentual a ser utilizado seria de 2.000.800. teve as seguintes operações registradas em seu Livro de Registro de Saídas: CFOP 5.000.00 50. Meses nos quais irão ser creditados os valores do ICMS: De dezembro de 20x0 a dezembro de 20x1 = 13 meses Após dezembro de 20x1 = 35 meses Têm-se. A seguir. Os lançamentos correspondentes seriam os seguintes: Evento: apropriação do ICMS incidente sobre aquisição de bem do Ativo Imobilizado D .000. No exemplo em questão: R$ 7.00 850.00 Outras 200. A diferença do ICMS não aproveitado. a empresa teve um total de R$ 650.000.ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) C . deve ser realizada a segregação entre o ICMS a ser aproveitado no curto prazo (ativo circulante) e a parcela a ser aproveitada no longo prazo (ativo não circulante).00 > parcela máxima mensal do ICMS a ser aproveitada. deverá ser cancelado.000.20x0 Valor do bem adquirido: ICMS incidente sobre a aquisição: D . O ICMS incidente sobre as operações de aquisição de imobilizado.200. serão abordados todos os eventos provenientes de situações envolvendo aquisição.00 500. no valor de R$ 5. teremos uma parcela do ICMS a ser aproveitado que será utilizado no exercício social imediatamente posterior.250.000. deduzido dos impostos recuperáveis incidentes sobre a operação.00 60.102 CFOP 5.083333%.00 O custo de aquisição do veículo será representado pelo valor de aquisição do bem.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 60.102 CFOP 6.00/48 = R$ 150.000.000.76470588) FATOR = 0.

250. Dessa forma.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 455.00 Após os referidos lançamentos.00 R$ 5. mensalmente. a possibilidade de recuperação do ICMS na aquisição do Ativo Imobilizado existe. o fator de aproveitamento do ICMS seria 0. Serão analisadas. Máquinas e Equipamentos.ICMS a Recuperar C . podendo ocorrer variações no valor a ser aproveitado. O lançamento contábil correspondente a essa operação seria: Evento: aproveitamento mensal do ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado D . são aproveitados créditos em percentual inferior a 1/48. perdendo as suas características intrínsecas de ativo. em um saldo de créditos. devendo ser provisionado pelo seu total. ou por ocasião da venda do ativo imobilizado.00 0. a empresa poderá aproveitar o crédito do ICMS.00 D . a partir do primeiro mês de aquisição. Cancelamento de crédito do ICMS sobre ativo imobilizado não utilizado Ao final do período de 48 meses.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) R$ 120. Embora haja uma parcela que. Evento: alienação de ativo imobilizado. deduzido dos impostos recuperáveis. possa não ser aproveitada. Utilizando-se o exemplo anterior. após 24 meses de aquisição Custo contábil do bem: Depreciação acumulada do bem: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . não utilizados.00 R$ 900. não utilizados. Evento: cancelamento do ICMS sobre ativo imobilizado.Ativo não Circulante: R$ 26. antes do término desse prazo. Ele é creditado diretamente na apuração do ICMS. Orleans Martins 53 . vamos considerar que. resultado. à razão de 1/48. Em relação ao ativo imobilizado adquirido: Valor total do ICMS a recuperar: Fator: Valor do ICMS a recuperar no primeiro mês: R$ 7.200.000. ao final de 48 meses. pois devem receber tratamento contábil distinto. no primeiro mês.400.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Não Circulante) C .00 Importante é ressaltar que o aproveitamento do crédito do ICMS sobre aquisição de ativo imobilizado não ocorre juntamente com os créditos provenientes da aquisição de mercadorias.00 A apuração do fator de aproveitamento do crédito do ICMS sobre ativo imobilizado ocorrerá mensalmente. proveniente de saldo remanescente.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 5.Outras despesas operacionais (ICMS si Ativo Imobilizado Não Utilizado) C . Aproveitamento mensal de ICMS incidente sobre ativo imobilizado Após a aquisição. os créditos remanescentes.00 R$ 900.Ativo Circulante: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . pois não é permitida pela legislação a sua utilização.00 Verifica-se a apropriação do saldo do ICMS sobre ativo imobilizado como despesa. ao final de 48 meses: R$ 3. A primeira situação decorre do fato de a empresa promover saídas não tributadas. no Livro de Registro de Entradas. teríamos uma situação onde o custo de aquisição do imobilizado será representado pelo valor de aquisição. uma vez que tais valores não poderão ser recuperados no futuro. ao final dos 48 meses previstos para aproveitamento Situação: Valor total do ICMS sobre ativo imobilizado: Saldo remanescente. proporcionalmente às saídas tributadas.00 R$ 455.0166667.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] D .280. a seguir. com saldo de créditos de ICMS a recuperar Operação: Venda de Ativo Imobilizado. as duas situações anteriormente descritas. a empresa em questão teve 80% de suas saídas tributadas.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. de acordo com o percentual de saídas tributadas em relação às saídas totais. devem ser cancelados. Dessa forma.0166667 R$ 120.

02.17 e 16.20.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .18. 7.Máquinas e Equipamentos Evento: lançamento da depreciação acumulada do bem D .896/2009: a) Subitens 3.Depreciação Acumulada .13.04. 7.01.280.09). pelos agenciamentos. 7. 7. no Ativo Circulante D . b) Subitens 7.11.8 aIO. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. bem como nos subitens 7.15.02.06. o saldo do ICMS. 18. 7. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo.Ativo Circulante Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.09. 7. com ou sem estabelecimento fixo.10. b) De conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados. 11.Máquinas e Equipamentos C . IV. 4 a 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) .14.05 e 17.03. 6.00 Observe-se que.03 e 12. 1 Q da Lei nº 13. 7.00 R$ 5. 13 a 15. 7.04.00 R$ R$ 900. e condomínios edifícios residenciais ou comerciais.Ativo Não Circulante R$ 900. corretagens ou intermediações de seguro. 7.01 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo por prestadores de serviços estabelecidos fora do Município de São Paulo.00 R$ 26.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda do bem do ativo imobilizado D . 7. remessa ou entrega de correspondências.07. especificamente.19. 7.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar .1. 7.400. quando tomarem ou intermediarem serviços de coleta. bens ou valores. Instituições financeiras.04). executados por prestadores de serviços que emitam nota fiscal ou outro documento fiscal equivalente autorizado por outro município ou pelo Distrito Federal. III. não aproveitado em virtude da alienação do bem.Município de São Paulo Breve descrição do tributo Fato gerador Constitui fato gerador do Imposto sobre Serviços (lSS) no município de São Paulo a prestação.08.05 e 17.12. c) Itens 1. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços listados no art. II. 19 e 21 a 40. no item em questão. 11. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) Dos quais resultem remunerações ou comissões. por pessoa física ou jurídica. prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. Tomadores ou intermediários de serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar. 7.13. 1Q do Decreto nº 50. 7. objetos.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . a prestação dos serviços constantes da relação do art.701/2003. 6. 3 (exceto o subitem 3. 7.09 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo. inclusive imunes ou isentas. Pessoas jurídicas. 17 (exceto os subitens 17. deverá integrar o custo do bem vendido. 7. 7. Orleans Martins 54 . documentos.05. Sociedades seguradoras. não inscritos no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios. no Ativo Não Circulante D . 17. São responsáveis pela retenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e compreendem fatos geradores passíveis para talos serviços prestados nas condições que seguem: I. de serviço não compreendido na competência da União ou dos Estados e. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. por elas pagas a seus agentes.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . 2.

o momento de incidência/retenção do ISSQN ocorre quando do recebimento/pagamento do serviço prestado. Também. movimentação de mercadorias. Sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual e convênios ou de outros planos de saúde. Sujeito ativo Decorrente desse Imposto. bancos de sangue. deve ser considerada. de pele. Momento de incidência/retenção/recolhimento Fundamentado o fato gerador. qual seja. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. entre outros). IX. Hospitais e prontos-socorros. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo: a) tinturaria e lavanderia. no caso dos serviços prestados pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo SIMPLES Nacional. por elas pagas a seus agentes. pelos agenciamentos. objetos. quando tomarem ou intermediarem os serviços de coleta. Sujeito passivo O contribuinte de fato consiste do prestador de serviços. de patologia. VI. ambulatórios. b) de hospitais. de eletricidade médica. bens ou valores. Orleans Martins 55 . VIII. sendo o tomador do serviço caracterizado como o contribuinte responsável pela retenção e recolhimento do tributo. remessa ou entrega de correspondências. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. bens ou valores. corretagens ou intermediações de planos ou convênios. serviços acessórios. de inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos seguráveis. serviços de apoio aeroportuários. Tal alíquota deve ser destacada pelo prestador de serviço em documento fiscal fornecido à fonte pagadora.01. b) coleta. então. recibo de profissional autônomo. quando tomarem ou intermediarem os serviços aeroportuários. corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] c) De regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros. laboratórios de análises. documentos. a alíquota prevista nos Anexos III. remessa ou entrega de correspondências. de olhos. os responsáveis tributários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto. gozar de isenção ou gozar de imunidade. Empresas administradoras de aeroportos e de terminais rodoviários. em relação aos serviços tomados ou intermediados de prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo e nos enquadramentos que seguem. tem-se como sujeito ativo o Município de São Paulo. utilização de aeroporto. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. movimentação de passageiros. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. objetos. capatazia. documentos. V. comprovado via declaração cadastral (profissional autônomo). Entretanto. prestados dentro do território do Município de São Paulo. o mês de emissão do documento fiscal (nota fiscal de serviço. para cálculo do imposto a ser retido na fonte. por elas pagas a seus agentes. clínicas. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. Ao tomador do serviço. quando tomarem ou intermediarem serviços dos quais resultem remunerações ou comissões. logística e congêneres. prontos-socorros. tratado na Lei Complementar Federal nº 123/2006. Sociedades de capitalização. Empresas de aviação. IV ou V da Lei Complementar nº 123/2006 considerando-se a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP estiver sujeita no mês anterior ao da prestação dos serviços.2009. pelos agenciamentos. compete o recolhimento do valor retido na fonte no dia 10 ou dia útil posterior do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. armazenagem de qualquer natureza. a partir de 01. VII. casas de saúde e de recuperação. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) dos quais resultem remunerações ou comissões. movimentação de aeronaves. de sêmen e congêneres. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo.

000. com retenção do ISS pelo tomador do serviço. no curso irregular da obediência à legislação vigente.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .5% a 5% segundo normatização pela Portaria SF nº 014/2004 aos serviços nela expressos.Despesas com ISS (redutora da receita) C . limitada a 20%. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. sem dedução. 6.Disponibilidades C .00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 D . Apurada a base de cálculo. os eventos relacionados ao tributo compreendem a(o): • Incidência do fato gerador. implicando no seguinte acréscimo legal sobre o valor do principal devido e não recolhido no prazo estipulado pela legislação vigente: (I) multa moratória de 0.Serviços Prestados por Terceiros C .00 • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento.ISS a Recolher . 1º do Decreto nº 50. Orleans Martins 56 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aspecto geográfico A retenção é aplicável aos sujeitos passivos prestadores dos serviços listados no art.00.Serviços de Terceiros a Pagar D . D . com exceção de descontos e abatimentos concedidos independentemente de condição.3. quando do recebimento do serviço prestado. 6.Disponibilidades R$ 50. a receita bruta a ele correspondente.33% por dia de atraso. Base de cálculo e alíquotas A base de cálculo do ISSQN compreende o preço do serviço prestado. o ISS constitui-se numa despesa que deve ser assim contabilizada: • Recebimento de serviços prestados no valor de R$ 1. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. R$ 950. Contabilização dos eventos Para o prestador de serviço.00 R$ 950.2. Para o tomador do serviço. isto é. • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento.00 D . ocorre o seguinte evento relacionado ao tributo: • Recebimento de serviços prestados com retenção do ISS pelo tomador do serviço. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.Receita de Serviços Para o tomador do serviço.ISS a Recolher .Serviços Prestados por Terceiros R 50. compreende: • Incidência do fato gerador.896/2009. Descrição dos eventos relacionados ao tributo Para o prestador de serviço. no prazo estabelecido pela legislação. Para o tomador do serviço. com retenção do ISS de 5% pelo tomador do serviço: R$ 50. os eventos atrelados ao tributo consistem dos que seguem: • Pagamento em atraso de ISS retido na fonte. no curso regular da obediência à legislação vigente.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C . aplicam-se alíquotas de 2.Receita de Serviços D .

00 25. a empresa adquiriu uma propriedade.Despesa de Multa com Caráter Compensatório C . IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS O CASO DA CIA. A posição patrimonial da Cia. que serão comercializadas no território nacional. Atenas possui um limite de crédito junto ao Banco "X".Serviços Prestados por Terceiros Valores hipotéticos.000.000.00 Capital Social 40. A empresa iniciou suas atividades no final de 2006. era a apresentada no quadro da página seguinte. onde construiu suas instalações industriais com o objetivo de acondicionamento das bebidas importadas. A Cia. tais como: vodca.000. • Decreto nº 50. • Portaria SF nº 14/2004. apenas para exemplificar o lançamento contábil. fora do prazo estabelecido pela legislação.00 150. denominado "conta empresarial".00 555.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para o tomador do serviço.896/2009.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C .000.Serviços Prestados por Terceiros • Pagamento do respectivo valor de ISS com acréscimo legal fora do prazo de recolhimento.ISS a Recolher . C . A Cia.000.000.000. Atenas. Fontes • Lei nº 13.00 15.000.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C .ISS a Recolher .000.00 285.Lojas (comercialização) Equipamentos e utensílios Veículos (-) Depreciação Acumuladas Total BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 PASSIVO 290.000.Disponibilidades D . vinho e uísque.00 555. situada na zona rural.000. D . 7.000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Serviços de Terceiros a Pagar D .00 555. em 31/12/2006.000. industrialização (acondicionamento) e comercialização de bebidas.701/2003.00 Passivo Não Circulante 265.00 Patrimônio Líquido 35. ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos conta Movimento Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações industriais (produção) Imóvel . D . ATENAS A Cia. que funciona de forma semelhante ao cheque especial de pessoa física. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. Atenas é uma empresa que atua no ramo de importação. Os valores deverão respeitar a legislação vigente no município onde ocorrer o fato gerador.00 265.ISS a Recolher .Escritório (sede) Imóveis . a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. compreende: • Incidência do fato gerador.00 Total 31/12/2006 555. Orleans Martins 57 .000.Serviços Prestados por Terceiros • Provisão do acréscimo legal referente à multa moratória. No ano de 2006. Atenas foi constituída com o objetivo de importar bebidas e recondicioná-las para a comercialização no mercado brasileiro.00 Passivo Circulante 5.

000. Quando não há o valor do seguro ou o frete internacional.052. nessa transação. no valor de R$ 1. Insurance and Freight (Custo. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).00 1.78 Vinho Seco Fino 300 1. posteriormente.60. a empresa realizou a importação de bebidas a serem acondicionadas e.052.361. O percentual a ser cobrado de imposto (alíquota) fica a cargo do órgão regulador.777.573. fretes e seguros). As importações das bebidas. A base de cálculo do II é o Valor CIF . representam.78 O valor da aquisição (compra) dos tonéis de bebidas totalizou U$ 1.1. multiplicada pela alíquota incidente. os quais também devem integrar o custo de aquisição da bebida em tonéis: D . em reais. Os cálculos dos tributos incidentes nesta operação iniciaram-se pelo Imposto de Importação.00 Vodca 20 Uísques 2208.33 Total 750 Obs.04 uvas. mostos de 22. através do SISCOMEX.863.30. que estipula e/ou modifica o percentual aplicável. excluídos os da posição 20. foram: Tabela: Volume de bebidas importadas.46 importação de insumos (bebidas). geralmente em moeda estrangeira. As alíquotas são as seguintes: Cod TEC Descrição Aliq % 2208.555. Imposto de Importação Na apuração do Imposto de Importação. R$ 2. em operações com importação de mercadorias e serviços. convertido pela taxa de câmbio do dia.1. em recipientes de capacidade 2208. para o exercício.56 472.Bancos conta Movimento/Banco "X" Na impostos: • • • • R$ 10.1. ocorre a incidência dos seguintes Imposto de Importação (II). pode variar de acordo com a natureza/tipo de produto e/ou serviço.: Cada tonel de bebida tem capacidade de 100 litros. a Receita Federal.Cost. Orleans Martins 58 .22 403.Fornecedores (Passivo) R$ 2. a base de cálculo é formada pela soma dos custos de importação (matéria-prima.361.09 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Seguro e Frete internacional). em volume. comercializadas.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . a serem acondicionados. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool. PIS e COFINS importação. Os custos referentes ao frete das mercadorias adquiridas. com 120 dias de prazo para o pagamento.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . foram de responsabilidade do importador (FOB . Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual ou de Comunicação (ICMS). superior a 50% vol.78. O registro contábil da aquisição de matéria-prima. a prazo. será: D .30 Com um teor alcoólico.Free on Board).89 Uísque 200 2. mais o valor do frete e seguro internacional.Tonéis Preço por Tonel U$ Vodka Ballaloc 250 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. Produto (tonel) QTOE .. Atenas contratou ambos por U$ 5.222. irá arbitrar um valor para o frete e o seguro internacional para se chegar ao preço CIF que é a base de cálculo do II.261. A composição do CIF deverá ser o valor FOB da fatura comercial.777. que.10 12 superior ou igual a 50 litros Vinhos de uvas frescas. 7.188.172. Deve-se observar que a alíquota.12 Uma vez que seguro e frete corriam por sua conta. a Cia.12.017.172. Total U$ 297. e. Aquisição de matéria-prima No dia 2 de janeiro de 2007.89.75.

57 A seguir.622.129.547.00 10.00 26.89 1.26 20 20 O valor do Imposto de Importação.387.26 e o registro se faz a débito da conta de estoque: Contabilização D . • CIF em dólar = 1.744.10. Produtos (tonel) Valor ClF da Importação (MP) R$ Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 522.744.10 Tipo champanha (champagne) 2204.46 355.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2204.178.75 • Valor CIF em reais 2. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Contabilização D .50 9. conforme demonstrado a seguir: Tabela: Valor das compras (estoque de matérias-primas).Estoquei Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .620. Tabela: Apuração do Imposto de Importação.90 85.744.444.361.080.Estoque/ Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . a empresa pagou as seguintes taxas aduaneiras. Taxa aduaneira Sobre as mercadorias importadas.90 Outros Adotando-se as alíquotas conforme TEC.863.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.50 Taxas aduaneiras 6. dos impostos não recuperáveis e taxas aduaneiras. distribuindo-se proporcionalmente o valor do seguro e frete.Bancos conta Movimentol Banco "X" (Ativo) R$ 26.39 166. representa R$ 355.753.10.754.641.50 R$ 355. portanto.78 + 5.062.22 830.025.86 2.67 • Taxa do dólar ou moeda estrangeira negociada 1. Contas Preço da matéria-prima adquirida (bebida em tonéis) Fretes e Seguros Imposto de Importação Taxas aduaneiras Valor total dos Estoques R$ 2.387. Orleans Martins 59 .777.052.744.1.26 O valor dos estoques.12 10. nesta operação.622.062. é representado pela soma dos custos das matérias-primas adquiridas mais o valor do frete e seguros.49 709.2.57 Alíquota do II Total Imposto de Importação a recolher Valor CIF x 5% 20% 12% 20% 104.50 2.97 355.26 26.261.687.10 Vinhos espumantes e vinhos espumosos 2204.170. que define os imposto de importação por mercadoria.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.172. demonstramos o cálculo do Imposto de Importação por tipo de bebida adquirida. de forma a apurar a base de cálculo e o imposto devido.739.387.

as operações de importações realizadas sofrem incidência do respectivo imposto. utilizaram-se as alíquotas descritas na TIPI. Orleans Martins 60 . Atenas. obtido de cevada maltada 40 60 30 Descrição Aliq % 60 Tabela: Apuração do IPI.359.83 2. em volume.006.710.024. Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto sobre Operações de Crédito.10 Com um teor alcoólico. Ex 01 .1.93 241. R$ 1.60. acrescido do imposto de importação. ocorre fato gerador do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação.35 Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação Para os produtos importados pela Cia.775. devido à importação dos tonéis de bebidas. após desembaraço.IOF e despesas aduaneiras.30.003.974.Vinhos da madeira.Destilado alcoólico chamado uísque de malte (malt whisky) com teor alcoólico em volume superior a 54% e inferior a 70%.3. de forma que o registro contábil fica: Contabilização D . Produtos (tonel) Base de Cálculo Alíquota (IPI ) Total do IPI si e a matéria-prima Total c/ IPI Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 633.00 Vodca 22. Cod TIPI 2208. Imposto sobre Produtos Industrializados Para os produtos importados pela Cia. pois. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool.33 1.444.469.69 1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por isso é que se divide por 1 menos a alíquota do ICMS.Alíquota do ICMS) Veja que a base de cálculo do ICMS é feita como se o valor da sua respectiva alíquota entrasse "por dentro". conforme regulamento do ICMS . superior a 50% vol. além dos encargos efetivamente pagos pelo importador.89 804.61 1.04 Vinhos de uvas frescas. por determinação legal.35 1.16 3. A lógica de tributação do ICMS na IMPORTAÇÃO O valor da operação (mercadoria mais serviços) ou importação. Base de cálculo do ICMS A composição da base de cálculo é assim formada: (Valor CIF + 11 + IPI + IOC + IOF + Despesas Aduaneiras)j(l. Atenas.486. pela importação de mercadoria. Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários .050.82 1. A composição da base de cálculo é feita da seguinte forma: A lógica de tributação do IPI na IMPORTAÇÃO Base de cálculo do IPI dos produtos importados: é o valor que serviu de base de cálculo do Imposto de Importação (Valor CIF).RIPI.09. mostos de uvas.296.33 60% 30% 40% 380. em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Ex 01 .754.384.IPI a Recuperar (Ativo) C .4. a empresa enquadra-se como contribuinte de fato do IPI.08 402.296.204.045.024.201. Base de cálculo do IPI = valor CIF + valor do II Para este caso. incluindo o Imposto de Importação.68 O valor do IPI a ser pago pela empresa poderá ser recuperado em operações posteriores.409.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7..RICMS.014.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7. do porto e de xerez 2208.1. conforme regulamento do IPI . excluídos os da posição 20.

045.25) 1.352.479. entendese que integram o valor aduaneiro. que consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira.89 25% 469. associados ao transporte da mercadoria importada.486. Assim.879.156.Aduana) realizar o controle.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Na importação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS.350.050. A composição da base de cálculo é assim formada: Tabela: Apuração do ICMS.16 1. e. de 22 de novembro de 2005.314.ICMS a Recuperar (Ativo) C . PIS e COFINS Importação R$ 1. Orleans Martins 61 . A fórmula padrão para apuração da base de cálculo é a seguinte: Base de Cálculo do PIS e COFINS: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x X) O Valor Aduaneiro representa toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro.828.014. Para as empresas que estão sob o regime de tributação não cumulativo de PIS e COFINS. à descarga e ao manuseio.Importação e = alíquota do ICMS CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ou seja. não agregarão ao custo dos estoques. o que não acontece nas operações de compra realizadas no país. Cálculo de X: = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. até a chegada aos locais.204.409.72 3.393. • Os gastos relativos à carga.350.5.Importação d = alíquota da COFINS . o ICMS a ser pago na importação será recuperado nas operações posteriores: Contabilização D .82 1.606.23 A apuração do PIS e COFINS incidentes de transações de importação devem orientar-se pela instrução normativa da Receita Federal do Brasil nº 572.1. onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro. independentemente do método de valoração utilizado: • O custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado.25 25% 348. que dispõe sobre o cálculo das referidas contribuições.625. já que não poderão compensar com os valores de saída. mas para as empresas que estão sob o regime cumulativo (lucro presumido e simples) deverão considerar tais valores como custo das compras.156.400. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Base de cálculo colocando Base de cálculo Alíquota Total Imposto de ICMS o ICMS “por dentro" (MP + IPI) recuperar ICMS = (3) x 25% (3) = (2) / (1-0.23 Da mesma forma que ocorre com o IPI.119. Cabe ao poder público (Receita Federal do Brasil .68 4.76 25% 338.401.90 1. tais valores podem ser compensados.56 1.94 1.469.Bancos conta Movimento! Banco "x" (Ativo) 7. • O custo do seguro da mercadoria durante as operações.69 1.359.

300.167. Taxas Produtos MP+ Frete e IPI* ICMS* Importação Aduaneiras Seguro (1) (1) (1) Vodca 522.26 26.37 Aliq.49 104. Os valores por produto estão descritos na tabela abaixo.72 Seco Fino Total 2.795.39 9.439.50 1.687.00 402.63 522.18% 0.57 355. tem-se as seguintes bases de cálculo e a apuração dos respectivos tributos: Tabela: Apuração do PIS e COFINS Importação Produtos Vodca 8allaloc Uísque Vinho Seco Fino Total VA (CIF) X Base cálculo Pis/ Cofins 944.42% 100.452. Orleans Martins 62 .3% Uísque 47.56 Vinho 830.753.178.201.90 6.67.622.86 166.7% 58.235. Atenas: Tabela: Composição do gasto total com aquisição de matéria-prima. Imp.65% 7.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Cálculo dos parâmetros para apuração do PIS e da COFINS Importação: = = .062.28 Expostos todos os tributos incidentes sobre aquisição de matéria-prima importada.011.387.452.384.32 88.86 1.862. % % % × = 1. (*) Imposto a recuperar.300.01 268.35 1.28 7.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) Contabilização da COFINS D .534.35% (1) Custo.22 1.129.129.744.300.156.50 58. PIS* COFINS* TOTAL 15.350.024. representa uma média de 58.753.28 268. % % .50 108. considerando apenas transações de importação.062.545.620.57 Contabilização do PIS D .534.37% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.296.587.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) R$ 268.287.000.061.97 10.062.93 338.22 19.7190 Assim.64 23.60% Total de COFINS 71.68% 23.350.287.675. ×[ .30 108.63 4.533.312.PIS a recuperar(Ativo) C .08 348.170.710.828.167.14 71. equivalente a R$ 2.641.72 2. PIS Total de PIS Aliq COFINS 1.7% 52. a carga tributária da empresa.427.20 23.18% 5. Tabela: Carga tributária por produtos.8072 ×[ % = 1.01 2. A tabela a seguir demonstra a composição do gasto total da Cia.3% Vinho Seco Fino 41.57) corresponde a 41.63 R$ 58.22 85.64 88.50 380.6367 % % ] = .09 3.22 1.739.65% 1.534. % % . % % % ×[ . quando somados os tributos que a empresa teve que pagar.547.4% em relação ao valor total da transação.30 1.14 19.401.119. % % × × % % × % × % × % ] % ] = 1.545.64 830.161.60% 7.94 Ballaloc Uísque 709.63% Carga Tributária 63.81 709.00% No entanto.81 1.39 58.025.3% Média 41.53% 20.32 1.65% 15.501.06 1. observa-se que o valor pago pela Cia. Atenas pela aquisição da matéria-prima propriamente dita (US$ 1.587.49 1.7% 58.080.622.60% 7.952.COFINS a recuperar(Ativo) C .795.23 % 41.65% do total gasto com a aquisição.675. incluindo frete e seguros.33 469.739.00 241. Produtos Custo da Matéria-prima Vodca Ballaloc 36.622.65% 1.

000 .59 1. tanto pela legislação do IPI quanto do ICMS. Valor da Matéria-Prima Valor do Custo dos produtos Impostos a Creditar (8) + Tributos (A) importados (A) . O valor do PIS e COFINS a recuperar é calculado aplicando o valor da fatura de Embalagens menos o IPI (receita bruta) multiplicado pela alíquota respectiva.60% = 17.000 Uísque 3.alíquota de 7.696.20 2.952.400.000 Vinho Seco Fino 2. Compra de Embalagens . Produtos Preço Unitário R$ Total de Garrafas Vodca Ballaloc 2.00 Somando-se ao preço cobrado pelas embalagens o IPI incidente sobre as compras.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000 .IPI a Recuperar (Ativo) D .22.65% COFINS .81 805.960.400.89 804.75 30.00 246. menos os impostos recuperáveis.481.003.696. posteriormente.00 Esta transação de aquisição de insumos. PIS e COFINS pagos. Atenas adquiriu bebidas em tonéis para serem acondicionadas e.48 633.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Parte dos tributos.974. Considerando que a Cia.33 697.507. PIS = (246.39 4.004.IPI . a Cia.500.501.22. Os demais tributos (ICMS.057. o que se encontra evidenciado na tabela a seguir.2.024. a nota fiscal da compra totalizou R$ 246.alíquota de 18% PIS/PASEP .00 224. Tabela: Compra de embalagens.536.400) x 7.95 20. também foi adquirido material de embalagens. no entanto.00 82.50 25.754.65% = 3.00 R$ 17.00 D .775.00 22.862.400. ICMS. Atenas adquiriu embalagens no mercado nacional.320. ou seja.439.024. Produtos Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 7.235.Fornecedores (Passivo) R$ 162.00 79.400.00 R$ 246.alíquota 1.000.Valor total da NF ICMS .024.006.400.312.500.00 3.61 1.000. irá compensar com o imposto devido incidente nas operações de vendas os valores de IPI.22 1.400) x 1.COFINS a Recuperar (Ativo) C .00 17.00. que será utilizado no processo de acondicionamento.ICMS a Recuperar (Ativo) D .Estoque/Material de Embalagem (Ativo) D .00 R$ 22.696.000 Total 75.00 40.00 R$ 3. pode ser recuperada.444. Tabela: Quantidade e preço de aquisição das embalagens.Valor das embalagens sem IPI .83 2.061.56 2.000.(8) 1. Para a realização do acondicionamento das bebidas importadas. Orleans Martins 63 . possibilita que a empresa credite (recupere) o valor dos tributos pagos no momento da venda (comercialização) de seus produtos.00 COFINS = (246. comercializadas.alíquota de 10% (destacada na nota fiscal) .33 Aquisição de embalagens A Cia.887. PIS/PASEP e COFINS) estão embutidos no preço das embalagens. Atenas irá recuperar.011.000 Total (R$) 62. Tabela: Custo de aquisição da matéria-prima importada.320.PIS a Recuperar (Ativo) D . o custo do estoque é representado pelo total do gasto com a aquisição.6% R$ 224.00 R$ 40.

027. D .56 22.027.Salários a pagar (Passivo) C . ocorreram pagamentos de saláriofamília e salário-maternidade.57 até 654. Além da folha de pagamento.Estoques/Matéria-Prima (Ativo) R$ 2.754.INSS a recolher (Passivo) R$ 26. conforme portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS).50 20.00 2. temos: Folha de Pagamento Salários Brutos Mais: Salário-família Salário-maternidade Menos: INSS funcionários IR retido na fonte Salários Líquidos Contabilização do custo com mão de obra Registrando a folha de pagamento do pessoal encarregado da produção: Pelo salário e descontos dos empregados encarregados da produção: D . Em janeiro de 2007.00 R$ 19. todo o estoque de matéria-prima e de material de embalagem foi utilizado na produção.68 0. cujo ônus financeiro é da empresa.gov.Estoques/Custos de Produção/Salários (Ativo) C .00.400. consulte o site do MPAS: <http://www.Estoques/Custos de Produção/Matéria-Prima (Ativo) C . Consumo de matéria-prima e material de embalagem na produção Durante o mês de janeiro de 2007.400.74 Acima de 654.00 26. a empresa terá que desembolsar R$ 157.376.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Voltamos a ressaltar que PIS/PASEP e COFINS estão sendo lançados em conta de ativo porque a nossa empresa exemplo é tributada pelo regime não cumulativo.3.50 R$ 4.444.00 4.50 R$ 2.00 157.50 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.33 D .996.00 7.Estoques/Custos de Produção/Material de Embalagem (Ativo) C . a tabela de faixas salariais e valores de salário-família eram (para consulta do valor atualizado.34 De 435.br/>): Critérios p/ Cálculo do Salário-Família Remuneração (R$) Salário-Família (R$) Até 435. Fazem jus a salário-maternidade as empregadas em gozo de licençamaternidade por nascimento ou adoção de filho. 7. ATENAS A Cia. Folha de pagamento da ClA. o valor de PIS e COFINS embutidos na NF de compra compõe o custo de aquisição do estoque.R retido na fonte a pagar (Passivo) C .00 Nem todos os empregados fazem jus a salário-família.Estoque/ Material de Embalagem (Ativo) R$ 162.67 15.400. Uma funcionária encontra-se em licençamaternidade.00 no mês de janeiro.mpas.40. Somando-se os empregados que fazem jus a salário-família. Orleans Martins 64 . e fazem jus ao salário-família os empregados que percebem até uma determinada faixa salarial. e faz jus a um salário de R$ 716. No regime cumulativo. Atenas possui 24 funcionários na área de produção da empresa.960. cujos salários brutos somaram R$ 26.4.869. Resumindo os valores a receber e descontos.376.40 716.

70% 812.80 FGTS 8.80 Pelo FGTS incidente sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .00 INSS Empresa 27. SESI. a empresa realiza a contabilização da provisão de décimo-terceiro salário.). incidem FGTS. e também os encargos trabalhistas (INSS empresa e FGTS) sobre o valor das provisões. Orleans Martins 65 . SEBRAE. Alíquotas Produção Salários Brutos 26. Transações Alíquotas R$ Provisão de Férias + 1/3 de férias 2.00 Total 6.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.33 INSS Empresa 27.312.112. contribuição previdenciária e contribuições a terceiros (SESC.Estoques/Custo de Produção/INSS (Ativo) C .70% 7.40 A empresa está obrigada ao pagamento de tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho.40 FGTS 8% 176.FGTS a recolher (Passivo) 7.00 INSS Empresa 27.INSS a Recolher (Passivo) R$ 7.200.00 Da mesma forma que em relação à folha de pagamento. reduzindo-os do montante a recolher ao INSS: D .4.2. INCRA etc. As contribuições a terceiros são recolhidas juntamente com as devidas ao INSS.933.1.Estoques/Custos de Produção/ Férias (Ativo) C .7%. mas tem o direito de recuperar estes valores.00% 2.67 Provisão de 13º 2.933. Tabela: Encargos sociais sobre remuneração a empregados da produção.59 Pelas provisões de férias e adicional de férias relativas ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . o registro dos encargos sociais incidentes sobre a remuneração paga ao pessoal encarregado da produção impacta o custo da produção.00 Em observância ao regime de competência.312. que repassa às demais entidades.Salários a pagar (Passivo) 7. férias e adicional de férias (1/3).70% 609. Sobre a remuneração de empregados.Estoques/ Custos de Produção/ FGTS (Ativo) C . Provisões trabalhistas R$ 2.4.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pelo salário-família e salário-maternidade dos empregados encarregados da produção: A empresa paga salário-família e salário-maternidade.400.Provisões Trabalhistas/Provisão para Férias (Passivo) R$ 2. Tabela: Provisões e encargos sobre 13º e férias do pessoal da produção. Encargos sociais (INSS e FGTS) R$ 873. O somatório das contribuições incidentes sobre remuneração de empregados a serem recolhidas ao INSS totalizou 27.991.53 FGTS 8% 234. A tabela seguir apresenta o resumo" dos valores a serem registrados.112. Pelos encargos devidos ao INSS incidentes sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .INSS a recolher (Passivo) C .

Estoques/Custos de Produção/ Décimo terceiro Salário (Ativo) C .67 obra): Pela provisão de FGTS incidente sobre 13Q salário do pessoal encarregado da produção (mão de D .Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C . encargos e provisões. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Sobre o lucro auferido pela Cia. Atenas.790.53 FGTS 234.00 Somando-se salários. a 162% dos salários brutos (R$ 26. Se compararmos este montante com o salário líquido que os empregados irão receber (R$ 19.00 Provisão de férias 2.400.400.200.112. o que lhe permite recolher as antecipações do IRPJ e CSLL mensalmente por estimativa' ou com base em balancete de suspensão/redução.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 176.Provisões Trabalhistas /Provisão INSS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 609.40 Pela provisão de FGTS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .40 FGTS 176.73 8.73.53 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre 13º salário do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .200.00 Total 42.67 Provisão de 132 Salário 2.790.50 sem contar o salário-família e maternidade) o custo total com mão de obra corresponde a 214% do salário líquido.80 FGTS 2.33 INSS Empresa 812. Assim. Orleans Martins 66 . adota a tributação pelo Lucro Real anual.00 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . o custo total com mão de obra da empresa somou R$ 42.Provisões Trabalhistas/ Provisão 13º Salário (Passivo) R$ 2.00).Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C . conforme discriminado a seguir. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 INSS Empresa 7. é necessário que se faça mensalmente o cálculo do tributo devido com base no Lucro Real (IRPJ) e Resultado Ajustado (CSLL).312.996.933.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ Férias (Passivo) R$ 234. Salários + encargos de pessoal da produção = Custo total com mão de obra Custo total com mão de obra Salários Brutos 26. há a incidência dos seguintes tributos: • Imposto de Renda Pessoa Jurídica e • Contribuição Social Sobre o Lucro.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C . neste caso. O custo total com mão de obra corresponde. A Cia.Provisões Trabalhistas/Provisão INSS s/ Férias (Passivo) R$ 812.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pela provisão do 13º salário relativo ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .00 INSS Empresa 609.

689. Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas.Provisão para CSLL (Resultado) C .525.2.072. com a finalidade de custear os benefícios da seguridade social do país. ajustado pelas adições.0% 486.900. 8.593.00) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. I). o que. no valor de R$ 8. em 15 de dezembro de 1988.105.420.33 4.947.00 5.420.342. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais.000.998.CSLL a pagar (Passivo) R$ 486.00 (5.80 O valor da despesa com CSLL no período é R$ 417.000. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária. mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação específica em vigor. foi considerada indedutível.00 8.000. IRPJ .947.00 x 9% = R$ 35. O ponto de partida no cálculo é o resultado parcial de R$ 4.Ativo Diferido CSLL (Ativo Realizável a Longo Prazo) C .405. uma parcela das despesas administrativas e de vendas.000.541.497. portanto: Tabela: Apuração da CSLL. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível. no caso do IRPJ. Lucro antes do IR e CSLL Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Exclusões Base de Cálculo para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota CSLL devida no Período Contabilização Pela CSLL devida no período: D .86 (R$ 453.66 .R$ 35. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido .947.00) (209.105.80 D .680.998. por não contar com documentação adequada. tal como definida no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal de 1988 (art.220.00) 12.752. Foi instituído pela Lei nº 7.00 (4.00 399.1. é o lucro após computada a CSLL. 195.420.80).497.87 407.00.CSLL A contribuição social é um tributo incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas. A base de cálculo e o valor da CSLL devida no período são.87 9.Provisão para CSLL (Resultado) R$ 35.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 8. ao qual serão feitos os ajustes determinados pela legislação. No período.87 apurado conforme demonstração do resultado do exercício. Orleans Martins 67 .Imposto de Renda Pessoa Jurídica O lucro real é o lucro líquido do período de apuração.33 Pela CSLL incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Ativo Diferido) Ativo Diferido CSLL = R$ 399. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação.000. Transcrevemos a seguir a demonstração do resultado antes do IRPJ: Demonstração de Resultado Mensal Faturamento Bruto IPI Receita Bruta de Vendas Impostos incidentes sobre vendas PIS 17.

no valor de R$ 8.54 No período.105.105.00.000.80.420.59 1.828.00 5.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] (OFINS ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas de Vendas Despesas Financeiras Despesas Administrativas Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro Antes do IRPJ e CSLL CSLL Lucro Antes do IRPJ (963.381.998.00 8.002) IRPJ devido no Período Contabilização Pelo IRPJ devido no período: D .00 O diferimento de impostos segue o regime de competência.351.000.653. deverá ser considerada quando da realização financeira de tal despesa.561.07 (518.405.93) 5.IRPJ a Pagar (Passivo) R$ 1.947.000. portanto: Tabela: Apuração do IRPJ.538.525. tal diferimento não deverá ser efetuado.33 4.Ativo Diferido IRPJ (Ativo) C . Orleans Martins 68 .87 810.511.88 538. porém a dedutibilidade.405.998. despesas administrativas e de vendas.680.00 x 25% = R$ 35. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.420.87 407.381.105. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.000.433.87 . D .100.47 Pelo IRPJ incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Registro de Ativo Diferido) Ativo Diferido IRPJ = R$ 399.608.20) (91.87 486. para efeito de IRPJ e CSLL. sem sua respectiva contabilização.75) IRPJ Alíquota Adicional (10% x (5.59) 4.683.337.497.855.00) (3.00 (2. pois na contabilidade foram consideradas despesas.Provisão IRPJ (Resultado) R$ 99.998.00) 8.Provisão para IRPJ (Resultado) C . Caso a sua realização seja colocada em dúvida. foram consideradas despesas indedutíveis. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.170.349.41 ) (75.349.87 4.525.552.039. O Lucro Real e o valor do IRPJ devida no período são.47 4.00 399. Lucro antes do Imposto de Renda Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Exclusões Lucro Real (Base de cálculo do IRPJ) IRPJ Alíquota Normal (15% x 5.420.452.20.546.

o Banco Central do Brasil. da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. após a consolidação das mudanças no plano contábil.e consequentemente.Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais.638. portanto. Assim. e as demais que estão por vir. Fazem parte também. • APIMEC NACIONAL . a Medida Provisória 449. A ideia era a seguinte: as empresas fariam os seus registros contábeis conforme os critérios aceitos pela legislação tributária. que foi criado por um resolução do Conselho Federal de Contabilidade e que é formado por seis entidades: • ABRASCA . que congrega os profissionais da área de contabilidade.1. convertida na Lei 11. em um livro à parte.1.Regime Tributário de Transição. a Receita Federal do Brasil e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). E o que isso tem a ver com a questão tributária? Tudo. Orleans Martins 69 . foi criado o que passou a ser chamado de "LALUC . pode-se dizer de forma simplificada. muitos dos critérios para avaliação de ativos e passivos . revogou o parágrafo que criava o LALUC e garantiu a neutralidade tributária criando o RTT . uma vez que o modelo de contabilidade que está sendo implementado é aderente ao modelo internacional delineado pelo IASB .Associação Brasileira das Companhias Abertas. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As autoridades tributárias baseiam-se nos números contábeis (aos quais alguns ajustes são feitos) para tributar as empresas. uma vez que a lei traz em seu texto a possibilidade de normas adicionais. emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários. que efetuou alguns ajustes na Lei nº 11.638/07 veio atender a questões que já vinham sendo discutidas pelos contabilistas brasileiros há cerca de duas décadas. as autoridades fiscais deverão ajustar a legislação fiscal à nova configuração contábil. • FIPECAFI . Mudando-se os critérios contábeis. que representa o mercado de títulos e valores imobiliários. que representa os analistas de mercado. apuração de resultados . Atuariais e Financeiras.638/07 A contabilidade brasileira encontra-se num processo de convergência aos padrões internacionais contábeis. tornando obrigatória a partir de 2010. A expectativa presente é que. Conscientes do problema que seria gerado. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.International Pinancial Reporting Standards.638 preocuparam-se em garantir que os novos critérios contábeis não afetariam a base de cálculo dos tributos. em referência ao "LALUR Livro de Apuração do Lucro Real".Bolsa de Valores de São Paulo.International Accounting Standards Board. 9.Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS). a base de cálculo dos tributos. em seguida.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 9. Regime Tributário de Transição Em linhas gerais. e. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Um grande passo concreto dado nessa direção foi a criação do CPC (o Comitê de Pronunciamentos Contábeis).1. as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. representa a academia. este regime oferece às empresas contribuintes maior segurança jurídica no momento da apuração das bases de cálculo do tributos federais.638. em especial daqueles incidentes sobre o lucro.638. 9. A publicação da Lei 11.941. existente na legislação do Imposto de Renda. composto por um conjunto de normas orientativas: IFRS . será optativo apenas nos anos de 2008 e 2009. como convidados permanentes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). inclusive para a apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado. de 4 de dezembro de 2008. em dezembro de 2007. • CFC . para fins de tributação. de 27 de maio de 2009.Livro de Apuração do Lucro Contábil".mudaram. que representa as companhias abertas. que coordena e congrega os auditores independentes. O RTT. que é uma entidade ligada à Universidade de São Paulo e que. • BOVESPA . os elaboradores da Lei nº 11. • IBRACON . fariam os ajustes necessários a atender aos novos critérios contábeis trazidos pela Lei nº 11. Posteriormente. Cabe destacar que a neutralidade fiscal! proposta pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para empresas optantes do regime do lucro real vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis. através da emissão de uma lei específica. Com as alterações introduzidas pela Lei nº 11. "congelou" os métodos e critérios contábeis.Conselho Federal de Contabilidade. seria afetada.

2. recomenda-se avaliar as especificidades de cada empresa.1. • Empresas que operam com contratos de arrendamento mercantil (leasing): para fins contábeis. que estabelece que. considerando os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007). referente ao ano calendário de 2008.941/09 fica estabelecido que a sua adoção para fins de apuração do IRPJ implicará na adoção automática para os demais tributos federais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). 9. considerando os critérios contábeis aplicáveis à legislação tributária. CSL. CSLL e. que regulamentou o RTT.404/76. Dentre as hipóteses em que a opção pelo RTT pode ser uma alternativa para a manutenção da carga tributária: • Empresas que possuem incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento: como tais subvenções passam a ser contabilizadas no resultado do exercício. com a finalidade de reverter o efeito da utilização de métodos e critérios contábeis diferentes daqueles vigentes em 31 de dezembro de 2007.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Às empresas optantes do RTT segundo o art. a dedutibilidade da amortização com base no critério vigente em 31/12/2007. Lembrando que. Assim. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 949/09. alguns destes contratos deverão ser considerados como uma operação de compra e venda a prazo. o bem estará sujeito à depreciação. Para garantir a neutralidade. • Empresas que estão amortizando ágio justificado por rentabilidade futura (após incorporação): considerando que as novas práticas determinam que este ativo diferido não será mais amortizado. o parágrafo único do art. as empresas optantes poderão continuar realizando as apurações do IRPJ e da CSLL com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007. a empresa optante poderá efetuar as adições e exclusões inerentes às diferenças de critério contábil diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). estabelece que. Subvenções para investimento As transações relacionadas a subvenções para investimento é disciplinada pelo artigo 18 da Lei nº 11. De acordo com as instruções do RTT. O art. cabe destacar que as empresas que não optaram pelo RTT não terão a neutralidade assegurada. Destaca-se também que as companhias abertas e outras que fizerem a opção deverão aplicar as normas emitidas pela CVM. ao menos para 2008 e 2009. Orleans Martins 70 . resultando em apropriação de despesas relativas a estes contratos num período de tempo superior. 9. 16 da Lei nº 11.941/09 deixa claro que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelos demais órgãos reguladores que visem alinhar a legislação específica com os padrões internacionais contábeis também não poderão alterar a base de cálculo do IRPJ. as empresas devem fazer um ajuste global do lucro líquido societário (ou seja. as pessoas jurídicas que fizerem opção pelo REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO deverão realizar os ajustes específicos no lucro líquido do período. PIS e COFINS. recebem isenção ou redução de impostos.941/09. em partidas dobradas. Portanto. a não tributação pelo IRPJ. Além disso. Empresas tributadas pelo lucro presumido e real A Lei nº 11. 17 da Lei nº 11. O detalhamento deste ajuste global será objeto do FCONT (Controle Fiscal Contábil de Transição). 21 da Lei nº 11.1. No entanto. a opção pelo RTT parece assegurar. para fins de aplicação do RTT. no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR).2. Possam existir situações em que adesão ao RTT poderá ser menos complexa. inclusive o PIS e a COFINS somente ocorre se a PJ optar pelo RTT.638/07. para apuração da base de cálculo do imposto. definido como uma escrituração das contas patrimoniais e de resultado. 941/09 estabelece que as pessoas jurídicas deverão primeiramente apurar o resultado do exercício de acordo com as disposições da Lei nº 6. poderão ser realizados outros ajustes no LALUR (adição. a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. para empresas optantes da sistemática do lucro presumido. exclusão e compensação) de valores prescritos ou/e autorizados pela legislação tributária. A formalização da opção ocorreu no momento da entrega da DIPJ.COFINS. no LALUR. conforme os novos métodos e critérios contábeis) para o lucro líquido para fins tributários (ou seja. com as modificações introduzidas pela Lei nº 11.941/09 será também aplicável para a apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). mas sim submetido ao teste de recuperação. Portanto. que serão concedidas como estímulo à implantação ou/e expansão de empreendimentos econômicos.1. normalmente com taxas que levam em conta a vida útil efetiva.

ou • Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios. esses valores poderão ser excluídos do LALUR. as companhias abertas e outras poderão. nos 5 (cinco) anos anteriores à data de doação ou subvenção. Entretanto. sendo necessária a avaliação do efeito do teste de recuperação Passará a registrar a depreciação dedutível do bem ativado e encargos financeiros do passivo registrado Mesmos efeitos da opção. mediante redução do capital social nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures corno prêmio. não aproveita fiscal mente. No entanto. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. destaca-se que as empresas deveriam identificar que ajustes podem e são aplicáveis às demonstrações contábeis. mediante redução do capital social. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 (Benefício via LALUR) Dedutibilidade da contra prestação paga assegurada. os gestores terão condições de realizar urna avaliação mais precisa e decidir sobre a viabilidade da opção ou não ao RTT. excluir o valor do prêmio de emissão nas debêntures do LALUR para fins de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL e da base de cálculo do PIS e da COFINS. A partir desta avaliação sobre os reflexos fiscais que podem decorrer dos respectivos ajustes. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 Se a taxa for aumentada. as empresas optantes do regime tributário transitório deverão reconhecer o prêmio recebido em conta do resultado pelo regime de competência. A lógica subjacente refere-se ao fato de que não se devem onerar benefícios fiscais cedidos pelo próprio Poder Público.alteração de vida útil econômica Opção pelo RTI Dedutibilidade da amortização assegurada. é exigido que as subvenções para investimentos e as doações recebidas do Poder Público deverão ser mantidas em conta de reserva de lucros.404/76.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Destaca-se também que as doações realizadas pelo Poder Público deverão ser registradas em conta do resultado pelo regime de competência. desde que esse valor seja mantido em urna reserva de lucro específica. para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo do PIS e da COFINS posteriormente. com posterior capitalização do valor da doação ou subvenção. Entretanto. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. posteriormente. ou • Integração à base dos dividendos obrigatórios. Transações contábeis que provocam efeitos tributários em função da opção da RTT Dentre as orientações e recomendações em relação ao RTT. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. o valor do prêmio na emissão de debêntures será tributado caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. Esta nova regra assegura a não tributação das subvenções para investimentos.2. conforme refere o art. De acordo com as orientações constantes das normas expedidas pela CVM. se considerarmos que não ocorre mudança de critério contábil. Orleans Martins 71 .1. os valores das subvenções para investimento e doações recebidas do Poder Público serão tributadas caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. 9. mediante redução do capital social. 9. mediante redução do capital social. Na tabela a seguir. Descrição Ágio fundamentado por rentabilidade futura (após incorporação) Arrendamento mercantil Leasing Depreciação .1. enquanto mantidas em reservas e não disponibilizadas aos sócios. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na emissão de debêntures. com posterior capitalização do valor do prêmio. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de debêntures. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. somente revisão de estimativa da vida útil CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. apresentam-se algumas transações que poderão provocar efeitos tributários em função da opção do RTT. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. 195-A da Lei nº 6. Sendo que.1.3. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. Ágio na emissão de debêntures No caso de haver ágio na emissão de debêntures. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. será necessária a comprovação para atendimento inclusive do Fisco NÃO Opção Em princípio.

qual seja. As diferenças temporárias podem ser tanto: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A questão principal do CPC 32 são as consequências fiscais atuais e futuras da futura recuperação do valor contábil de ativos (por venda ou uso). Ajustes a valor presente de contas a receber e a pagar Os ajustes aumentarão ou reduzirão o lucro tributável. e. pois reduziria os efeitos impostos pela MP 448. • Lucro tributável é o lucro para um período. PIS e COFINS Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR (cinco anos) Tratamento de provisão temporariamente indedutível Diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 11.Income Taxes O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou. Pois têm-se observado diversas discussões que destacam que estas medidas instituídas restringem alguns dos direitos das empresas. que teve como finalidade a neutralidade fiscal. sobre o qual os tributos sobre o lucro são recuperáveis.1. da apresentação dos tributos sobre o lucro nas demonstrações contábeis e da divulgação das informações relacionadas aos tributos sobre o lucro. O pronunciamento também trata de reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos e créditos fiscais não usados. que pareciam perfeitamente estabelecidos. Orleans Martins 72 . 9. O Pronunciamento CPC 32 Tributos sobre o lucro . • Ativo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro recuperável em período futuro relacionado a: a) Diferenças temporárias dedutíveis. • Passivo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 emissão de ações Dedutibilidade ocorrerá pelo critério Ativo diferido . Cita-se como exemplo vedação da compensação dos valores de IRPJ e CSLL devidos por estimativa. Em relação às opções de tributação do IPRJ e CSLL. que veda a compensação das estimativas de IRPJ e CSL1. sobre o qual os tributos sobre o lucro são devidos. Algumas definições importantes utilizadas pelo pronunciamento são: • Resultado contábil é o lucro ou prejuízo para um período antes da dedução dos tributos sobre o lucro.despesas pré. em 17 de julho de 2009.2. o pronunciamento do CPC reproduz . b) Compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados. cabe destaque para a apuração com base no lucro real trimestral.IAS 12 . não inferior a cinco anos (art. • Tributo corrente é o valor do tributo devido (ou recuperável) sobre o lucro tributável (ou prejuízo fiscal) do período.o IAS 12 . operacionais recuperação. da futura liquidação de passivos. conforme o caso Será tributado para fins de IRPJ.638/07 e das medidas instituídas pela Lei 11. que é a norma internacional.Income Taxes. Como tem ocorrido em relação a outros assuntos contábeis. 327 do RIR) (adição temporária) Teste de recuperação Tratamento de provisão (lmpairment) temporariamente indedutível Fonte: Terco Grant Throrntton (2009). CSLL. que pode ser uma alternativa viável. não obteve-se o consenso esperado. • Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço e sua base fiscal. • Despesa tributária (receita tributária) é o valor total incluído na determinação do lucro ou prejuízo para o período relacionado com o tributo sobre o lucro corrente ou diferido.vigente em 1/12/2007.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados no LALUR (adição/exclusão) Reserva para subvenção na Não tributação assegurada. que prescreve o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro. o pronunciamento CPC 32. • Prejuízo fiscal é o prejuízo para um período. que já estão sendo questionadas judicialmente pelos contribuintes.exceto em relação a pequenas adaptações para tornar a tradução melhor compreensível . determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. 9. 941/09. e das transações e eventos no período atual reconhecidas nas demonstrações contábeis.2. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. c) Compensação futura de créditos fiscais não utilizados.

não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). Diferença temporária dedutível. Orleans Martins 73 . a qual é a diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. conforme o CPC 32/IAS 12: Em relação aos ativos: O pronunciamento torna obrigatório o reconhecimento de passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis. Já para o reconhecimento de ativos fiscais diferidos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Diferença temporária tributável. • • As figuras a seguir ilustram de forma gráfica o tratamento prescrito para registro de ativos e passivos fiscais diferidos. ou • Reconhecimento inicial de ativo ou passivo em uma transação que: não é uma combinação de negócios. exceto quando o passivo fiscal diferido advenha de: • Reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). além das mesmas exceções relacionadas para os passivos fiscais diferidos. Base fiscal de ativo ou passivo é o valor atribuído àquele ativo ou passivo para fins fiscais. A figura a seguir ilustra o modelo de decisão para o reconhecimento de ativos e passivos fiscais diferidos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. e no momento da transação. ou. o CPC destaca que tais ativos só deverão ser reconhecidos na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada. a qual é a diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado.

Orleans Martins 74 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

São Paulo: Atlas. Contabilidade Tributária. ORLEANS SILVA MARTINS Doutorando e Mestre em Ciências Contábeis pela UnB Email: orleansmartins@yahoo. VICECONTI. Contabilidade Tributária na Prática. Marilete Bezerra. 3. rev. 11. Paulo E.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FABRETTI. São Paulo: Saraiva. GALLO. atual. 2007.com. Contabilidade Tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. Carlos Alberto. 2010. São Paulo: IOB – Thonsom. REZENDE. Orleans Martins 75 . 2010. Mauro Fernando. Contabilidade Tributária. ed. ALENCAR. Francisco Coutinho.com CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. São Paulo: Fase Editora. São Paulo: Atlas.blogspot. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CHAVES. GOMES. Renato. Curso Prático de Imposto de Renda: pessoa jurídica e tributos conexos. Érica Gadêlha. Luciano Gomes dos. ed. MUNIZ. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com as respostas. OLIVEIRA. 13. Barros. 2010. 9. 2010. José Hernandez. Luís Martins de. PEREIRA. 2007. Amaury José. São Paulo: Atlas. SANTOS. e ampl. PEREIRA. Legislações específicas (leis. Imposto de Renda Pessoa Jurídica para Contadores. 2009. Sidney Ferro. 2009. São Paulo: Atlas. ed.br Web site: informacaocontabil. OLIVEIRA. Láudio Camargo. São Paulo: Atlas. Manual de Contabilização de Tributos e Contribuições Sociais. Carlos Alberto. ed. PEREZ JÚNIOR. Roberta Carvalho de. Gustavo Pedro de. decretos e normas). REIS. CHIEREGATO. Silvério das. V. Cleônimo dos Santos. NEVES.

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