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MÓDULO III – UNIDADE CURRICULAR GEODÉSIA Página pessoal: www.vector.agr.br/rovane Email: rovane@ifsc.edu.br 13

MÓDULO III UNIDADE CURRICULAR GEODÉSIA

Página pessoal: www.vector.agr.br/rovane Email: rovane@ifsc.edu.br

13 GEODÉSIA O termo Geodésia, em grego Geo = terra, désia = 'divisões' ou 'eu divido', foi usado, pela primeira

vez, por Aristóteles (384-322 a.C.), e pode significar tanto 'divisões (geográficas) da terra' como também o ato de 'dividir a terra' (por exemplo entre proprietários). A Geodésia é uma Engenharia e, ao mesmo tempo, um ramo das Geociências. Ela trata, global e parcialmente, do levantamento e da representação da forma e da superfície da terra com as suas feições naturais e artificiais. A Geodésia é a ciência da medição e

representação da superfície da Terra

Na visão de Torge (1991), a Geodésia pode ser dividida em três grupos: Geodésia Global, Geodésia Local e levantamentos no plano topográfico(Topografia). A Geodésia Global é responsável pela determinação da figura da Terra e do seu campo gravitacional externo. A Geodésia local estabelece as bases para determinação da superfície e campo gravitacional de uma região da terra, um país, por exemplo. Neste caso implanta-se um grande número de pontos de controle formando as redes geodésicas e gravimétricas que servirão de base para os levantamentos no plano topográfico. Os levantamentos no plano topográfico (item 5.1.1.6) são responsáveis pelo detalhamento do terreno inclusive cadastro e levantamentos para engenharia. Alguns autores classificam a Topografia como Geodésia Inferior.

Helmert (1880)

13.1 REDES DE REFERÊNCIA

Uma Rede de Referência Geodésica consiste em um conjunto de pontos materializados através de marcos, com coordenadas planimétricas e/ou altimétricas, referenciadas a uma única origem, o Sistema Geodésico Brasileiro SGB, implementado, administrado e mantido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), possibilitando a amarração de plantas e mapas e suas atualizações a uma mesma referência. É como ter-se pontos distribuídos sob a forma de malha, em rede, formando um sistema de coordenadas. É a materialização de uma rede de coordenadas.

13.3 ELEMENTOS GEODÉSICOS

13.3.1 Superfície Topográfica superfície do terreno com seus vales, fundo do mar e montanhas sobre a qual as medidas são executadas

do mar e montanhas sobre a qual as medidas são executadas Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
13.3.2 Geoide – vocábulo que significa o formato geométrico da Terra. Considerado como a superfície

13.3.2 Geoide vocábulo que significa o formato geométrico da Terra. Considerado como a superfície de nível de altitude igual a zero e coincidente com o nível médio dos mares; referência para as altitudes. Como os movimentos e composição da terra são muito variáveis, ocorrem deformações no geoide impedindo que o geoide seja determinado matematicamente. As ondulações da figura ao lado estão exageradas, pois o raio da terra é próximo de 6370km e as ondulações do geoide são de apenas algumas dezenas de metros. Globalmente falando, as ondulações são muito pequenas, mas para o posicionamento de um ponto é muito grande.

mas para o posicionamento de um ponto é muito grande. 13.3.3 Gravimetria – é um método

13.3.3 Gravimetria é um método da geodésia física para determinar os níveis do campo gravitacional da Terra e, com isto, determinar o geoide. O Geoide pode ser determinado com precisão de poucos centímetros, através de medições gravimétricas de pontos bem distribuídos sobre a Terra. A densidade de pontos é muitíssimo importante para a determinação do geoide.

é muitíssimo importante para a determinação do geoide. 13.3.4 Elipsoide de revolução – superfície

13.3.4 Elipsoide de revolução superfície matemática 3D adotada como referência para o cálculo de posições, distâncias, direções e outros elementos geométricos da mensuração. É formada a partir da rotação de uma elipse, usando como eixo de rotação o seu semi-eixo menor.

b a
b
a
b a a
b
a
a

a = semi-eixo maior;

b = semi-eixo menor;

f = a/(a-b) = achatamento

O Elipsoide pode ser definido por 2 dos 3

parâmetros. A forma mais comum é utilizar o “a” e o “f”.

Se ajusta ao Geoide com uma aproximação de

primeira ordem, ou seja não existe forma matemática

que se aproxime tanto quanto o elipsoide.

O elipsoide de revolução no Brasil difere do

geoide em até ± 35 metros.

revolução no Brasil difere do geoide em até ± 35 metros. Sup. Terrestre Elipsoide Geoide Material

Sup. Terrestre

Elipsoide

Geoide

13.3.5 Datum Horizontal Geoide Elipsoide 1 Elipsoide 2 Para um bom ajuste, cada país ou

13.3.5 Datum Horizontal

Geoide Elipsoide 1 Elipsoide 2
Geoide
Elipsoide 1
Elipsoide 2

Para um bom ajuste, cada país ou região adotou um

elipsoide de referência diferente e que melhor ajustou às suas dimensões. Ao utilizar um elipsoide numa determinada posição, cria-se uma nova superfície, ou seja, um novo Datum. Para a Definição de um Datum é necessário conter 3 elementos:

-

-

-

1984)

Contém a forma e tamanho de um Elipsoide

Contém a posição do elipsoide relativa ao geoide Topocêntrico: vértice na superfície terrestre que serve para a amarração do elipsoide ao geoide Geocêntrico: amarrado ao centro de massa da terra

Contém os parâmetros de conversão para o Datum Internacional WGS-84 (World Geodetic System of

Delta X, Delta Y, Delta Z

Rotação e escala

O referencial planimétrico ou Datum Horizontal Oficial no Brasil é o SIRGAS-2000 (Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas de 2000) e até 2014 poderá ser utilizado o SAD-69 (South

American Datum of 1969).

     

Raio

         

Datum

Elipsoide

Tipo

Equatorial

semi-eixo

maior a

Raio Polar

semi-eixo

menor b

f

ΔX

ΔY

ΔZ

Córrego Alegre

Hayford

Topocêntrico

6378388

6356912,00000

1/297

-205,57

+168,77

-4,12

SAD69/1996

UGGI-67

Topocêntrico

6378160

6356774,71920

1/298,25

-66,87

+4,37

-38,52

SAD69/2005

UGGI-67

Topocêntrico

6378160

6356774,71920

1/298,25

-67,35

+3,88

-38,22

WGS84(G1150)

WGS84

Geocêntrico

6378137

6356752,31425

1/298,257223563

0,00

0,00

0,00

SIRGAS2000

GRS80

Geocêntrico

6378137

6356752,31414

1/298,257222101

0,00

0,00

0.00

Astro Chuá

Hayford

Topocêntrico

6378388

6356912,00000

1/297

-143,87

243,37

-33,52

13.4 SISTEMAS GEODÉSICOS

13.4.1 Coordenadas Terrestres

13.4.1.1 Cartesianas Geocêntricas

A Superfície de referência para as Coordenadas Cartesianas é o Elipsoide . As Projeções X,
A Superfície de referência para as Coordenadas Cartesianas é o Elipsoide . As Projeções X,
A Superfície de referência para as Coordenadas Cartesianas é o Elipsoide . As Projeções X,

A Superfície de referência para as Coordenadas Cartesianas é o Elipsoide.

As Projeções X, Y e Z possuem origem no centro do Datum.

Este sistema de coordenadas é o sistema de origem para os cálculos geodésicos.

O plano X,Y coincide com o Equador. O eixo Z coincide com o eixo da Terra. O eixo X passa no meridiano

de Greenwich.

13.4.1.2 Geodésicas A superfície de referência para as Coordenadas Geodésicas é o Elipsoide. É um sistema de projeção esférico, definindo um ponto a partir de 2 ângulos de referência:

Latitude ( F) e Longitude ( l) .

A Latitude é um ângulo medido a partir do equador até a normal do ponto (direção que passa pelo ponto perpendicular ao elipsoide). Além da dimensão angular, deve ser especificado o hemisfério, se N ou S, ou ainda através dos sinais positivo e negativo, respectivamente.

através dos sinais positivo e negativo, respectivamente. Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
São as coordenadas Geodésicas que o GPS irá nos informar. Como podemos perceber, os ângulos
São as coordenadas Geodésicas que o GPS irá nos informar. Como podemos perceber, os ângulos

São as coordenadas Geodésicas que o GPS irá nos informar. Como podemos perceber, os ângulos são a partir de um datum. Portanto SE MUDARMOS O DATUM, MUDAREMOS AS COORDENADAS do mesmo ponto.

O DATUM , MUDAREMOS AS COORDENADAS do mesmo ponto. O IBGE disponibiliza o software ProGRID para

O IBGE disponibiliza o software ProGRID para efetuar as Transformações entre coordenadas geodésicas e geocêntricas, assim como a conversão entre os Data SIRGAS2000, SAD69-Rede Clássica, SAD69-96 e SAD69/2005. A limitação do programa é de não permitir inclusão de novo Datum e efetuar cálculos somente dentro da fronteira do Brasil. Anteriormente o IBGE disponibilizava o TCGeo, que faz somente as transformações entre os Data Sirgas2000 e SAD69/2005. Temos o TCGeo disponível no site do Curso. No Progrid, temos designações diferentes para os Data utilizados no Brasil:

NOME USUAL

NOME PROGRID

SAD69 (original)

SAD69 Rede Clássica

SAD69/1996

SAD69/96 Rede Clássica

SAD69/2005

SAD69 Técnica Doppler ou GPS

Vários softwares fazem estas transformações, porém deve-se observar se os parâmetros são fielmente os informados pelo IBGE, que constam na tabela do item 13.3.5.

13.4.1.3 Geográficas ou Astronômicas A superfície de referência para as Coordenadas Geográficas é o Geoide

13.4.1.3 Geográficas ou Astronômicas A superfície de referência para as Coordenadas Geográficas é o Geoide. É um sistema de projeção esférico, definindo um ponto a partir de 2 ângulos de referência: Latitude ( F) e Longitude ( l) .

A Latitude é um ângulo medido a partir do equador até a vertical do ponto (direção que passa pelo ponto perpendicular ao geoide). Além da dimensão angular, deve ser especificado o hemisfério, se N ou S, ou ainda através dos sinais positivo e negativo, respectivamente. As coordenadas Geográficas são determinadas Astronomicamente, não sendo possível determinar com precisão através de métodos de medição com equipamentos topográficos. Como o geoide não é matematicamente definido, não podemos Transformar coordenadas geodésicas em geográficas e nem coordenadas cartesianas em geográficas.

geográficas e nem coordenadas cartesianas em geográficas. P Sup. Topog. Geoide Elipsoide Desvio de Vertical
P Sup. Topog. Geoide Elipsoide Desvio de Vertical Vertical Normal do lugar
P
Sup. Topog.
Geoide
Elipsoide
Desvio de Vertical
Vertical
Normal
do lugar
13.4.1.4 Plano Topográfico Horizontal A superfície de referência é um plano horizontal (paralelo geoide) formado
13.4.1.4 Plano Topográfico Horizontal A superfície de referência é um plano horizontal (paralelo geoide) formado
13.4.1.4 Plano Topográfico Horizontal A superfície de referência é um plano horizontal (paralelo geoide) formado
13.4.1.4 Plano Topográfico Horizontal A superfície de referência é um plano horizontal (paralelo geoide) formado

13.4.1.4 Plano Topográfico Horizontal

A superfície de referência é um plano horizontal (paralelo geoide) formado a partir do ponto de

partida do levantamento com coordenadas arbitrárias. Coincide com o plano horizontal definido pelo

equipamento. A orientação do sistema de coordenadas pode ser qualquer Norte.

do sistema de coordenadas pode ser qualquer Norte. 13.4.1.5 Plano Topográfico Local A superfície de

13.4.1.5 Plano Topográfico Local

A superfície de referência é um plano horizontal (paralelo geoide) formado a partir do ponto de

partida do levantamento que deve estar Georreferenciado. Coincide com o plano horizontal definido pelo equipamento. A orientação do sistema de coordenadas deve ser o Norte Verdadeiro (Geográfico)

Exercício 1 Transforme as coordenadas para Geodésicas em SIRGAS2000 a) f =32º21’45,02861”S b) f
Exercício 1 Transforme as coordenadas para Geodésicas em SIRGAS2000 a) f =32º21’45,02861”S b) f

Exercício 1 Transforme as coordenadas para Geodésicas em SIRGAS2000

a)

f=32º21’45,02861”S

b)

f=2º46’52,66219”N

c)

l=52º50’11,52973”W

l=62º11’47,00271”W

Datum=SAD-69/2005

Datum=SAD-69/2005

d)

f=17º01’21,00521”S

e)

f=21º3307,67299”S

l=61º4307,50541”W

l=57º1112,29051”W

Datum=SAD-69

Datum=SAD-69

Data do lev.=set/2004

Data do lev.=jan/1992

X= 5102280,237 Y= -3773284,034 Z= -637935,221

Datum=SIRGAS2000

Exercício 2 Transforme as coordenadas para Cartesianas em SIRGAS2000

a) f=16°49'51,83526"S

l= 42°05'38,9220 "W

Datum=SAD-69/2005

b) X= 3958357,575 Y= -4987441,612 Z= 369911,128

Datum=SAD-69/2005

13.4.2 Redução de distâncias Plano Topográfico
13.4.2 Redução de distâncias
Plano Topográfico
Geoide
Geoide
13.4.2 Redução de distâncias Plano Topográfico Geoide Elipsoide Sistema Plano-retangular As Distâncias na
Elipsoide
Elipsoide

Sistema

Plano-retangular

Topográfico Geoide Elipsoide Sistema Plano-retangular As Distâncias na Topografia são medidas de forma inclinada
Topográfico Geoide Elipsoide Sistema Plano-retangular As Distâncias na Topografia são medidas de forma inclinada

As Distâncias na Topografia são medidas de forma inclinada (DI) com um Medidor Eletrônico de Distância (Estação Total ou Distanciômetro) e calculada na Horizontal (DH) com o ângulo vertical lido da

visada. Pode também ser medido diretamente sobre o plano Topográfico (DH) utilizando uma trena. Após

visada. Pode também ser medido diretamente sobre o plano Topográfico (DH) utilizando uma trena. Após se obter a Distância Horizontal (DH), temos que rebatê-la sobre o Geoide (Dn) e em seguida sobre o Elipsoide (De) para que todas as distâncias fiquem num mesmo referencial.

para que todas as distâncias fiquem num mesmo referencial. Sendo, Dn  DH . fr Fr

Sendo,

Dn DH . fr

Fr 1

H

Rm

Fr= Fator de Redução da Distância Horizontal H= altitude em que a distância foi medida

De Dn Dn

1,027.

3

.10

15

Rm= raio médio da terra (6370000m)

Quando o ponto for apenas irradiado, a altitude (H) deve ser da estação. Se for uma poligonal, a altitude deve ser a média entre os 2 vértices, pois a DH medida ascendente é menor que a medida descendente. Para distâncias menores que 5km, poderemos fazer De=Dn, pois a mudança é desprezível (0,1mm). Somente com 10km medido é que teremos 1mm na transformação de Dn para De.

A projeção das distâncias sobre o elipsoide é necessária para cálculos geodésicos. Devemos utilizar os cálculos geodésicos em 2 situações:

- Georreferenciamento: quando necessitarmos de pontos georreferenciados.

- Grandes desníveis: mesmo quando não houver a necessidade do georreferenciamento, mas na

extensão do levantamento tivermos grandes desníveis, devemos fazer uso da geodésia. Quando a área possuir grandes desníveis, estaremos utilizando vários planos topográficos locais em altitudes diferentes e portanto estaremos utilizando várias superfícies de referência. Com isso, as poligonais não possuem bom fechamento, em virtude de estarem em projeções diferentes. O que caracterizará os grandes desníveis será a precisão desejada para os pontos, pois a diferença de projeção, não pode ser maior que a precisão requerida para o levantamento.

Exercício 3

a) Calcule a distância elipsoidal do alinhamento R-T, com os dados abaixo:

DH RT =745,092 H R =395,032 H T =632,924

b) Calcule as distâncias elipsoidais da poligonal abaixo

D C B A
D
C
B
A

DH AB =1000,000 H A = 21,092

DH BC =1000,000 DH CD =1000,000

H B = 28,128

H C = 1074,280

H D =1033,117

c) Calcule a distância elipsoidal do alinhamento M1-M2, com os dados abaixo: DH M 1

c) Calcule a distância elipsoidal do alinhamento M1-M2, com os dados abaixo:

DH M1-M2 =78,077

H M1 =120,045

H M2 =98,321

d) Você irá executar um levantamento onde o contratante especificou que o fechamento das poligonais devem ser de 1:30000. Numa região montanhosa, uma poligonal terá um desnível de 450m partindo do nível do mar e perímetro previsto de 3km. O levantamento não precisa ser georreferenciado. Será necessário reduzir as distâncias ao elipsoide? Demonstre pelos cálculos.

e) Calcule a distância horizontal do alinhamento V2-V3, com os dados abaixo:

De V2-V3 =1245,028 H m =439,332

13.4.3 Sistemas de Projeções Cartográficas

13.4.3.1 Tipos de Projeção Projeção Cartográfica é a técnica de projetar a superfície da Terra, admitida como esférica ou elipsóidica, em um plano. A projeção cartográfica é definida por um Modelo da Superfície Terrestre (Datum) e pelo plano de projeção. O problema da cartografia consiste na tentativa de representar a superfície terrestre, modelada como esfera ou elipsoide, no plano. Esses modelos são superfícies não-desenvolvíveis, ou seja, não é possível sua perfeita planificação. Portanto, qualquer sistema projetivo apresenta distorções de formas, de áreas, de ângulos ou de distâncias. O tipo de projeção adotado em um mapa deve ser aquele que melhor conservar propriedades de interesse do usuário.

que melhor conservar propriedades de interesse do usuário. Projeção Plana Projeção Cônica Projeção Cilíndrica

Projeção Plana

propriedades de interesse do usuário. Projeção Plana Projeção Cônica Projeção Cilíndrica Material
propriedades de interesse do usuário. Projeção Plana Projeção Cônica Projeção Cilíndrica Material

Projeção Cônica

interesse do usuário. Projeção Plana Projeção Cônica Projeção Cilíndrica Material Disponível em
interesse do usuário. Projeção Plana Projeção Cônica Projeção Cilíndrica Material Disponível em

Projeção Cilíndrica

Projeção Plana Projeção Cônica Projeção Cilíndrica Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
De acordo com o tipo de projeção, classificamos elas em: - Eqüidistante : sem deformações

De acordo com o tipo de projeção, classificamos elas em:

- Eqüidistante: sem deformações lineares em uma ou algumas direções

- Equivalente (eqüiárea): sem deformações de área (dentro de certos limites)

- Conforme (ortomórfica): sem deformações de ângulos (dentro de certos limites)

- Afilática: não conserva propriedades, mas minimiza as deformações em conjunto

13.4.3.2 Sistemas de Projeção TM (Transversa de Mercator)

13.4.3.2.1 Generalidades

Gerhard Kremer Mercátor (1512-1594) matemático e cartógrafo belga, é o autor das projeções TM, atualmente considerado o pai da Cartografia Moderna. Foi o introdutor do uso de projeção cilíndrica e também da confecção de mapas para navegação. Somente em 1950 foi adotado a formatação do sistema como é hoje. Vários sistemas de projeções, como o Gauss (1822), Gauss Krüger (1920) e Gauss Tardi foram desenvolvidos com base em estudos de Mercator. Recomendado pela União Geodésica e Geofísica Internacional.

13.4.3.2.2 Características

Ocorre deformação apenas nas distâncias (projeção Conforme) e conseqüentemente nas áreas. Os ângulos se deformam tão pouco que cartograficamente são desprezíveis.

Projeção Transversa
Projeção Transversa
cartograficamente são desprezíveis. Projeção Transversa Fuso utilizado na projeção Material Disponível em

Fuso utilizado na projeção

Projeção Transversa Fuso utilizado na projeção Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
Projeção Transversa Fuso utilizado na projeção Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
13.4.3.2.3 Fator de Escala Para fazer a projeção das distâncias elipsoidais sobre o cilindro, utilizamos
13.4.3.2.3 Fator de Escala Para fazer a projeção das distâncias elipsoidais sobre o cilindro, utilizamos
13.4.3.2.3 Fator de Escala
Para fazer a projeção das distâncias elipsoidais sobre o cilindro, utilizamos um fator de escala
denominado K.
K>1
K<1
K>1
K0
De
K=1
K=1
DTM
Cilindro Secante
DTM
De
Elipsoide
K 
D TM
D
 D . K
e
D TM
e
MC 177ºW FUSO 1 EQUADOR A f = 10ºS l=175ºW
MC
177ºW
FUSO 1
EQUADOR
A
f = 10ºS
l=175ºW
MC 171ºW FUSO 2 EQUADOR B f = 10ºS l=169ºW
MC
171ºW
FUSO 2
EQUADOR
B
f = 10ºS
l=169ºW

N A = N B E A =E B K A =K B

O Fator K pode ser calculado pela seguinte equação:

K

K

0

1
1

cosφ .sen λ

m

m

MC

2

Sendo, f m : a latitude média entre os pontos

l m : a longitude média entre os pontos

Uma possibilidade também é calcular o fator K dos dois pontos e calcular o K médio do alinhamento. Portanto, para projetarmos a DH para o Plano TM, teremos que executar os seguintes passos:

DH

Fr

o Plano TM, teremos que executar os seguintes passos: DH Fr Dn De=Dn (5km) De K

Dn

De=Dn (5km)

Deque executar os seguintes passos: DH Fr Dn De=Dn (5km) K D T M Para facilitar

K

que executar os seguintes passos: DH Fr Dn De=Dn (5km) De K D T M Para

D TM

Para facilitar os cálculos, podemos calcular um Fator que junta o Fr e o K. Chamaremos de Kr. Kr=K.Fr

DH Fr De=Dn (5km) K Dn De Kr D T M =DH.K R D T

DH

Fr De=Dn (5km) K Dn De
Fr
De=Dn (5km)
K
Dn
De

Kr

D TM =DH.K R

D TM

No site http://agrimensura.florianopolis.ifsc.edu.br tem disponível uma planilha eletrônica para o cálculo do K. Perceba que para calcular o fator K, é necessário ter as coordenadas do ponto. Mas para ter as

coordenadas do ponto você precisa do K. Portanto matematicamente é impossível a solução. Para resolver

o problema, a solução é calcular a coordenada utilizando a DH na qual denominamos “Pseudo UTM” ou

“Falsa UTM”. Como a falsa UTM estará próxima da UTM correta, o K será o mesmo. Portanto de posse da coordenada “Pseudo UTM”, transformamos ela pra geodésica para então calcular o K.

13.4.3.2.4 Orientação do Sistema

Norte Verdadeiro ou Geográfico: Direção ao Pólo Norte Físico da Terra. Não podemos considerar as direções ao Norte Verdadeiro como sendo paralelo em qualquer ponto do sistema. Norte Geodésico: Direção ao Pólo Norte do Datum. O Datum sendo geocêntrico, o Norte Geodésico é igual ao Norte Verdadeiro. Não podemos considerar as direções ao Norte Geodésico como sendo paralelo em qualquer ponto do sistema. Norte Magnético: Direção ao Pólo Norte Magnético, pólo este que concentra um enorme campo magnético

e atrai as bússolas indicando sua direção. Não podemos considerar as direções ao Norte Magnético como sendo paralelo em qualquer ponto do sistema. Norte de Quadrícula: Norte utilizado no sistema TM, pois é paralelo quem qualquer lugar do fuso.

NG NG NM NM POLO NORTE GEOGRÁFICO POLO NORTE GEOGRÁFICO POLO NORTE MAGNÉTICO POLO NORTE
NG
NG
NM
NM
POLO NORTE GEOGRÁFICO
POLO NORTE GEOGRÁFICO
POLO NORTE MAGNÉTICO
POLO NORTE MAGNÉTICO
NQ
NQ

O ângulo formado a partir do Norte Verdadeiro até o Norte Magnético chama-se Declinação Magnética. A Declinação Magnética varia com a posição geográfica e com a data. O Norte magnético está em constante mutação. Ao realizar qualquer medição com bússola, é conveniente que fique registrado a data da medição, para que em uma data futura possa se atualizar esta direção que não é estática. Geodesicamente as direções ao Norte verdadeiro não são paralelas entre si. Elas convergem para um ponto da superfície (Pólo Norte). Para que possamos gerar um sistema de coordenadas Plano Retangular, precisamos de uma direção norte de referência que seja paralelo em qualquer ponto da projeção. Este norte próprio dos sistemas TM é denominado Norte de Quadrícula.

O ângulo formado a partir do Norte Verdadeiro até o Norte de Quadrícula chama-se Convergência

O ângulo formado a partir do Norte Verdadeiro até o Norte de Quadrícula chama-se Convergência Meridiana (c).

Para o cálculo da Convergência Meridiana, podemos utilizar a fórmula abaixo. É uma aproximação que normalmente fica na ordem do segundo.

c =Δλ senϕ

Δλ=λ-MC

disponível uma planilha eletrônica para o cálculo da convergência.

No site

eletrônica para o cálculo da convergência. No site MC 177ºW FUSO 1 EQUADOR A f =
MC 177ºW FUSO 1 EQUADOR A f = 10ºS l=175ºW
MC
177ºW
FUSO 1
EQUADOR
A
f = 10ºS
l=175ºW
MC 171ºW FUSO 2 EQUADOR B f = 10ºS l=169ºW
MC
171ºW
FUSO 2
EQUADOR
B
f = 10ºS
l=169ºW

N A = N B E A =E B

c A =c B

onde:

c= convergência meridiana ϕ= latitude do ponto λ= longitude do ponto

Sabendo a Convergência Meridiana (c) e a Declinação Magnética (d), podemos aplicar as fórmulas abaixo para calcular os azimutes:

AZV=AZQ+c

AZM=AZV-d

A declinação magnética pode ser calculada usando o software gratuito DMAG 2010 desenvolvido por Luiz Ricardo Mattos. Este software pode ser baixado do site http://agrimensura.florianopolis.ifsc.edu.br.

Sabemos que uma boa bússola, nos dá uma precisão de alguns graus. Portanto o cálculo do AZV nunca deve ser feito partindo-se do AZM medido com bússola.

13.4.3.3 UTM (Universal Transversa de Mercator)

O sistema de projeção UTM é o sistema mais utilizado para a confecção de mapas. É o recomendado pela UGGI (União de Geodésia e Geofísica Internacional). Sua amplitude é de 6º de longitude, formando um conjunto de 60 fusos UTM no recobrimento terrestre total. Os Fusos são numerados a partir do Anti-meridiano de Greenwich (longitude -180º) e de oeste para leste.

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15

No Brasil temos o fuso 18 passando pela ponta do Acre até o fuso 25

No Brasil temos o fuso 18 passando pela ponta do Acre até o fuso 25 passando por Fernando de Noronha.

do Acre até o fuso 25 passando por Fernando de Noronha. Apenas os estados de SC,

Apenas os estados de SC, ES, SE e CE estão totalmente dentro de um único fuso. Cada Fuso é mapeado separadamente no Hemisfério Sul e no Hemisfério Norte. Em casos de áreas abrangidas por 2 fusos tem-se 2 soluções:

1) trabalhar como 2 mapeamentos distintos, caso a área seja muito grande, pois os fusos mapeados não são contíguos. 2) extrapolar o fuso em até 30' na tentativa de abranger toda a área, que no Equador 30’ equivalem a aproximadamente 55km. Os limites de atuação dos fusos na latitude são 80ºS e 80ºN. Além destes limites a UTM não é indicada, devido a repetições das áreas mapeadas nos fusos.

Para calcular o fuso em função da longitude de um ponto qualquer, utilize a equação

Para calcular o MC em função da longitude de um ponto qualquer, utilize a equação

F

int    6  

 31

MC

int    6  

.6

3

Para calcular o MC em função do fuso, utilize a equação MC ( F 31).63

A função inté o inteiro de um número. Por exemplo, inteiro de 3,46 é 3. Muita atenção nos números negativos, pois o inteiro de -7,93 é -8 e não -7.

Exercício 4 Calcule o Fuso e o MC do sistema de projeção UTM, dos pontos
Exercício 4 Calcule o Fuso e o MC do sistema de projeção UTM, dos pontos

Exercício 4 Calcule o Fuso e o MC do sistema de projeção UTM, dos pontos abaixo:

a) F= 8º31’45,09274”S

b) F= 3º0403,12840N

c) F= 27º0651,32663”S e l= 49º5955,10003E

e l= 72º05’40,93481”W

e l= 62º2930,45621”W

Exercício 5

Calcule a distância UTM com os dados abaixo.

a)

DHR-J=1000,000

b)

DHA-N=367,243

c)

DHB1-B2=639,022

HR=734,082

Hm=634,077

HB1=87,189

HJ=784,992

Fm= 8º31’45,09274”S

H B2=95,022

K=0,99972303

lm= 72º05’40,93481”W

Fm= 4º4200,71103”S lm= 38º4417,68972”W

Exercício 6 Converta as coordenadas abaixo para a projeção UTM no datum SIRGAS2000.

a)

F= 29º41’33,09517”S l= 52º03’57,31990”W datum SIRGAS2000

b)

F= 1º28’12,43812”N l= 61º47’30,08819”W datum SAD69/2005

c)

F= 17º53’05,11587”S l= 39º3554,18233”W datum SAD69/2005

d)

N= 8734128,0201

 

E=

323248,8235

MC= 51°W datum SAD69/2005

Converta as coordenadas UTM abaixo para geodésicas no datum SAD69/2005.

e) N= 9097240,2108

E=

MC= 45°W Hemisfério= sul datum SIRGAS2000

274614,1834

f) N= 390598,9241 E= 523948,5774 Fuso= 20 Hemisfério= norte datum SAD69/2005

Exercício 7 a) Num Relatório de rastreamento GPS, as coordenadas informadas foram as seguintes: Ponto

Exercício 7

a) Num Relatório de rastreamento GPS, as coordenadas informadas foram as seguintes:

Ponto

N

E

H

 

1 7099655,1440

746208,8812

297,698

2 7099811,5336

746302,3029

310,153

Sistema de Projeção UTM Datum SAD69/2005 Hemisfério Sul Fuso 21

Com a estação total, o topógrafo mediu DH=182,108. Ele afirma que a diferença foi de 6cm e considera muito grande. Calcule a diferença entre a medição da Estação Total X GPS.

b) Calcule a distância UTM e a distância horizontal do alinhamento 5-6.

 

Ponto

F

l

H

5

29º53’15,56001”S

56º45’29,72331”W

109,550

6

29º5216,88230”S

56º4600,63207”W

170,153

Exercício 8

 

DATUM SAD69/2005

a) Calcule o Azimute Verdadeiro e o Magnético para a data de 22/09/2008, com os dados abaixo:

AZQ= 26°11’38”

c= -0°37’21”

d= +4°56’23” (para 22/09/2008)

b) Calcule o Azimute Verdadeiro, Azimute Magnético para o dia 23/07/2007 e Azimute de Quadrícula, de A-B e de B-A.

PONTO

N UTM

E UTM

A 7.094.879,8723

385.197,5611

B 7.095.041,2367

384.545,4330

Sirgas2000, Fuso 20, Hemisfério Sul

c) Calcule o Azimute Verdadeiro, Azimute Magnético para o dia 10/03/2009 e Azimute de Quadrícula, de 11-13 e de 13-11. F 11 = 27º35’42,56115”S F 13 = 27º35’52,65978”S Datum: Sirgas2000 l 11 = 49º05’31,44016”W l 13 = 49º04’54,76176”W

d) Calcule as coordenadas UTM do ponto 108, utilizando os dados do exercício anterior.

H11=56,821

13 108 279°53’17” 11 DH=277,439
13
108
279°53’17”
11
DH=277,439

DICA: como a distância é pequena, para fins práticos, utilize o K da estação, pois a variação em relação ao K médio será desprezível.

e) Calcule o Azimute Verdadeiro, Azimute Magnético para o dia 27/12/2008 e Azimute de Quadrícula, de MJ e de JM. F M = 30º21’03,47718”S F J = 30º26’48,40450”S Datum: Sirgas2000 l M = 54º04’51,00915”W l J = 54º13’22,88019”W

13.4.3.4 RTM (Regional Transversa de Mercator)

Sistema pouco utilizado no Brasil

Sua amplitude é de 2º, formando um conjunto de 180 fusos RTM no recobrimento terrestre total

Cada Fuso é mapeado separadamente no Hemisfério Sul e no Hemisfério Norte

Bordo do Fuso

Bordo do Fuso

Bordo do Fuso

Bordo do Fuso

Bordo do Fuso Bordo do Fuso Bordo do Fuso Bordo do Fuso • Os Fusos são

Os Fusos são numerados a partir do Anti-meridiano de Greenwich (longitude -180º) e de oeste para leste

Em Santa Catarina temos o fuso 64 passando pelo Extremo Oeste até o fuso 66 passando pelo Litoral

Em casos de áreas abrangidas por 2 fusos tem-se 2 soluções:

1) trabalhar como 2 mapeamentos distintos, caso a área seja muito grande, pois os fusos mapeados não são contíguos

2) extrapolar o fuso em até 10' na tentativa de abranger toda a área, que no Equador 10’ equivalem a aproximadamente 18km;

Os limites de atuação dos fusos na latitude são 80ºS e 80ºN. Além destes limites a RTM não é indicada.

80ºS e 80ºN. Além destes limites a RTM não é indicada. Para calcular o fuso em

Para calcular o fuso em função da longitude de um ponto qualquer, utilize a equação

Para calcular o MC em função da longitude de um ponto qualquer, utilize a equação

int    2    91 int  

2   .2

1

F

MC

Para calcular o MC em função do fuso, utilize a equação MC ( F 91).21

MC MC

K>1

K>1

Equador

Equador

K~1,000152

K~1,000152

K=1

K=1

1 1

Equador Equador K~1,000152 K~1,000152 K=1 K=1 1 1 2º 2º K<1 K<1 K<1 K<1 K>1
Equador Equador K~1,000152 K~1,000152 K=1 K=1 1 1 2º 2º K<1 K<1 K<1 K<1 K>1
Equador Equador K~1,000152 K~1,000152 K=1 K=1 1 1 2º 2º K<1 K<1 K<1 K<1 K>1
Equador Equador K~1,000152 K~1,000152 K=1 K=1 1 1 2º 2º K<1 K<1 K<1 K<1 K>1
Equador Equador K~1,000152 K~1,000152 K=1 K=1 1 1 2º 2º K<1 K<1 K<1 K<1 K>1
Equador Equador K~1,000152 K~1,000152 K=1 K=1 1 1 2º 2º K<1 K<1 K<1 K<1 K>1
Equador Equador K~1,000152 K~1,000152 K=1 K=1 1 1 2º 2º K<1 K<1 K<1 K<1 K>1
2º 2º K<1 K<1 K<1 K<1 K>1 K>1 Y=0m Y=0m X=400.000m X=400.000m
K<1
K<1
K<1
K<1
K>1
K>1
Y=0m
Y=0m
X=400.000m
X=400.000m

Ko=0,999995

Ko=0,999995

K=1

K=1

º º

Y=5.000.000m

Y=5.000.000m

1 1

º º

Exercício 9 a) Calcule o Fuso e o MC do sistema de projeção RTM, dos

Exercício 9

a) Calcule o Fuso e o MC do sistema de projeção RTM, dos pontos abaixo:

I) F= 8º31’45,09274”S

II) F= 3º04’03,12840”N

III) F= 27º06’51,32663”S e l= 49º59’55,10003”E

e l= 72º05’40,93481”W

e l= 62º29’30,45621”W

b) Calcule o Fator K e a convergência meridiana UTM e RTM:

I) F= 20º1348,79918”S e l= 54º2103,41009”W

II) F= 3º1711,40117S

e l= 54º21’03,41009”W

c) Calcule as distâncias RTM e UTM com os dados:

F m = 23º3906,62097”S

l m = 45º4039,82661”W

DH= 437,831

13.4.3.5 LTM (Local Transversa de Mercator)

H m = 640,821

Sistema utilizado no Brasil para projetos

Sua amplitude é de 1º, formando um conjunto de 360 fusos LTM no recobrimento terrestre total

Cada Fuso é mapeado separadamente no Hemisfério Sul e no Hemisfério Norte

Os Fusos são numerados a partir do Anti-meridiano de Greenwich (longitude -180º) e de oeste para leste

Em Santa Catarina temos o fuso 127 passando pelo Extremo Oeste até o fuso 132 passando pelo Litoral

Em casos de áreas abrangidas por 2 fusos tem-se 2 soluções:

1) trabalhar como 2 mapeamentos distintos, caso a área seja muito grande, pois os fusos mapeados não são contíguos

2) extrapolar o fuso em até 5' na tentativa de abranger toda a área, que no Equador 5’ equivalem a aproximadamente 9km;

Os limites de atuação dos fusos na latitude são 80ºS e 80ºN. Além destes limites a LTM não é indicada.

80ºS e 80ºN. Além destes limites a LTM não é indicada. Para calcular o fuso em

Para calcular o fuso em função da longitude de um ponto qualquer, utilize a equação F int()181

Para calcular o MC em função da longitude de um ponto qualquer, utilize a equação MC int()30'

Para calcular o MC em função do fuso, utilize a equação MC ( F 181)30'

Bordo do Fuso Bordo do Fuso Bordo do Fuso Bordo do Fuso Exercício 10 MC

Bordo do Fuso

Bordo do Fuso

Bordo do Fuso

Bordo do Fuso

Exercício 10

MC MC

K>1

K>1

Equador

Equador

K~1,000037

K~1,000037

K=1

K=1

30 ’ 30 ’

30

30

30 ’ 30 ’
30 ’ 30 ’
30 ’ 30 ’
30 ’ 30 ’
30 ’ 30 ’
1 1 º º K<1 K<1 K<1 K<1 K>1 K>1 Y=0m Y=0m X=200.000m X=200.000m
1 1
º º
K<1
K<1
K<1
K<1
K>1
K>1
Y=0m
Y=0m
X=200.000m
X=200.000m

Ko=0,999995

Ko=0,999995

K=1

K=1

30

30

Y=5.000.000m

Y=5.000.000m

a) Calcule o Fuso e o MC do sistema de projeção LTM, dos pontos abaixo:

I) F= 8º31’45,09274”S

II) F= 3º04’03,12840”N

III) F= 27º06’51,32663”S e l= 49º59’55,10003”E

e l= 72º05’40,93481”W

e l= 62º29’30,45621”W

b) Calcule o Fator K e a convergência meridiana LTM:

I) F= 20º13’48,79918”S e l= 54º21’03,41009”W

II) F= 3º1711,40117S

e l= 54º21’03,41009”W

c) Calcule as coordenadas LTM do ponto 40, utilizando os dados abaixo:

Estação

Ponto Visado

Ang. Horizontal

 

DH

 

E20

E19

20°11’19”

---

DATUM: SIRGAS2000

 
 

40

78°20’31”

195,033

 

Ponto

 

Latitude

Longitude

H

X

LTM

Y

LTM

E19

20°52’11,10887”S

55°56’23,60669”W

728,459

154224,7151

2691292,5841

E20

20°52’19,71405”S

55°56’19,65523”W

741,290

154339,6578

2691028,2452

MC=55°30’W

13.4.4 Transformação de Coordenadas

TRANSFORMAÇÃO DE TM PTL

a) Definir um ponto de origem com coordenadas TM (não precisa estar materializado)

b) Calcular os AZQ e D TM do ponto origem para os demais pontos

c) Arbitrar coordenadas de partida no PTL para o ponto de origem

d) Converter as D TM em DH, do ponto origem para os demais pontos

e) Converter os AZQ em AZV, do ponto origem para os demais pontos

f) Calcular as coordenadas no PTL dos pontos

TRANSFORMAÇÃO DE PLANO TOPOGRÁFICO (QUALQUER)  TM a) Definir um ponto de origem (O) no

TRANSFORMAÇÃO DE PLANO TOPOGRÁFICO (QUALQUER) TM

a) Definir um ponto de origem (O) no PT que possua coordenadas TM

b) Definir um ponto de referência (R) no PT que possua coordenadas TM

c) Calcular DH e AZ do ponto origem (O) para os demais pontos, inclusive para o ponto de referência

(R)

d)

Converter DH para D TM do ponto Origem para os demais pontos

e)

Calcular AZQ O-R

f)

Calcular a Rotação (ROT), fazendo ROT= AZQ O-R - AZ O-R

g)

Calcular os AZQ, fazendo AZQ=AZ+ROT

h)

Calcular as coordenadas TM dos pontos

13.4.5

Legislação Vigente

A

legislação no Brasil ainda é muito pobre em relação à legislação dos sistemas de projeção

utilizados.

A

NBR14166 especifica que se deve utilizar o PTL como referência. Já o INCRA, define como

sendo o sistema UTM. O IBGE utiliza para a cartografia sistemática nacional, a projeção UTM. Cada órgão acaba por definir, ao seu critério, o sistema de projeção que acha mais conveniente,

assim como (infelizmente) também o datum.

13.5 ALTIMETRIA

Como vimos em módulos anteriores, Datum Vertical é uma Superfície de referência para as altitudes. As altitudes podem ser do tipo Ortométrica ou Geométrica:

13.5.1 Altitude Ortométrica (ou Altitude Geoidal):

São as altitudes referenciadas ao geoide (nível médio do mar). Cada região ou país banhado por um oceano pesquisa em sua costa lugares onde a variação de

marés é mínima. Nestes locais são instalados instrumentos que medem a variação das marés, denominados Marégrafos. Um destes marégrafos é escolhido como referência denominado de Datum de Controle Vertical.

O referencial altimétrico ou Datum Vertical Oficial é o Datum Imbituba definido por observações

maregráficas tomadas na baía de Imbituba, no litoral do Estado de Santa Catarina, entre os anos de 1949 e

1957. Caso Particular: Datum Porto de Santana, que é referência para o Estado do Amapá, tomado entre os anos de 1957 e 1958. As Referências de Nível são transportadas a partir de Nivelamentos geométricos e trigonométricos.

a partir de Nivelamentos geométricos e trigonométricos. 13.5.2 Altitude Geométrica (ou Altitude Elipsoidal): São

13.5.2 Altitude Geométrica (ou Altitude Elipsoidal):

São as altitudes referenciadas ao elipsoide (calculadas geometricamente). Obtido a partir de sistemas de posicionamentos via satélite

Mudando de Datum, mudaremos de altitude geométrica. 13.5.3 Mapa Geoidal O Mapa Geoidal apresenta as
Mudando de Datum, mudaremos de altitude geométrica. 13.5.3 Mapa Geoidal O Mapa Geoidal apresenta as

Mudando de Datum, mudaremos de altitude geométrica.

Mudando de Datum, mudaremos de altitude geométrica. 13.5.3 Mapa Geoidal O Mapa Geoidal apresenta as ondulações

13.5.3 Mapa Geoidal

O Mapa Geoidal apresenta as ondulações geoidais (N), também conhecidas como alturas geoidais.

Ondulações geoidais são as distâncias a partir do Elipsoide até o Geoide.

são as distâncias a partir do Elipsoide até o Geoide. O IBGE publica o mapa geiodal,

O IBGE publica o mapa geiodal, mas possui escala muito pequena para fazer uma interpolação

segura.

Para a obtenção de N, utilizamos softwares para interpolação. No Brasil, o software oficial utilizado
Para a obtenção de N, utilizamos softwares para interpolação. No Brasil, o software oficial utilizado

Para a obtenção de N, utilizamos softwares para interpolação. No Brasil, o software oficial utilizado para fazer esta conversão é o Mapgeo 2010, disponibilizado pelo IBGE. Mas no Brasil o modelo ainda não tem grande precisão. Em testes comparativos do modelo geoidal com pontos implantados por GNSS e nivelados, podemos identificar algumas discrepâncias conforme podemos ver no cartograma a seguir:

Podemos ver no cartograma que temos discrepâncias de até ±1m em pontos isolados no Brasil.
Podemos ver no cartograma que temos discrepâncias de até ±1m em pontos isolados no Brasil.

Podemos ver no cartograma que temos discrepâncias de até ±1m em pontos isolados no Brasil. Na versão anterior (Mapgeo2004) o erro máximo era de 2m. Nesta versão não temos a precisão absoluta e relativa informada, mas fazendo uma análise estatística, 61% do território nacional possui erro menor que 20cm e 91% possui erro menor que 40cm. Enquanto não temos confirmação, a título de segurança, continuaremos utilizando as precisões publicadas no Mapgeo2004 que eram:

Absoluta: ±500mm Relativa: ±10mm/km

13.5.4 Conversão de Altitudes Existem 2 métodos para conversão de altitude geométrica em ortométrica: Absoluto
13.5.4 Conversão de Altitudes Existem 2 métodos para conversão de altitude geométrica em ortométrica: Absoluto

13.5.4 Conversão de Altitudes

Existem 2 métodos para conversão de altitude geométrica em ortométrica: Absoluto e Relativo.

Método Absoluto

em ortométrica: Absoluto e Relativo. Método Absoluto h=H+N , ou H=h – N H: altitude ortométrica

h=H+N, ou H=hN

H: altitude ortométrica (geoidal) h: altitude geométrica (elipsoidal) N: ondulação geoidal, ou altura geoidal ou ainda distância geoidal Para encontrar o valor da ondulação Geoidal, utilizaremos o software Mapgeo2010. Como vimos, adotaremos que a ondulação obtida terá a precisão de ±500mm, porém existem alguns locais que podemos encontrar até 1,00m de erro. Para diferenciar a ondulação calculada da obtida pelo Mapgeo, chamaremos a ondulação do Mapgeo de “n” (minúsculo). Portanto a equação no método absoluto ficará assim:

H P =h P n P

sendo

Lembre-se das propagações dos erros para cada cálculo efetuado.

Método Relativo Como vimos este método permite alcançarmos a precisão de ±10mm/km. Para isso precisamos ter um RN rastreado com GNSS, ou nivelado um marco que foi implantado com GNSS.

N RN =h RN -H RN D N=n P -n R N sendo que o
N RN =h RN -H RN D N=n P -n R N sendo que o

N RN =h RN -H RN

N RN =h RN -H RN D N=n P -n R N sendo que o D

D N=n P -n RN

sendo que o DN terá uma precisão de 1cm/km.

-n R N sendo que o D N terá uma precisão de 1cm/km. D N(mapgeo)= D

D N(mapgeo)=D N(real)

Podemos fazer esta igualdade, pois consideramos que o Geoide definido pelo Mapgeo é paralelo ao Geoide Real.

o Geoide definido pelo Mapgeo é paralelo ao Geoide Real. N P =N R N +

N

P =N RN +D N

H P = h P -N P

Lembre-se das propagações dos erros para cada cálculo efetuado.

Exercício 11 a) Calcular as altitudes ortométricas e as precisões solicitadas de acordo com os

Exercício 11

a) Calcular as altitudes ortométricas e as precisões solicitadas de acordo com os dados abaixo, utilizando o método absoluto:

I) F T3 = 15°2117,0844”S

l T3 = 59°0038,45889”W

h T3 = 1215,421 ± 7mm Datum: SIRGAS2000

II) F J6 = 33°5224,07633”S

l J6 = 50°0925,07812”W

h J6 = 623,853 ± 23,2mm Datum: SAD69/2005

b) Calcular as altitudes ortométricas e suas precisões com os dados abaixo, utilizando o método relativo:

I) F P1 = 27°03’23,02459”S

l P1 = 72°1156,23378”W

h P1 = 812,070 ± 32mm F P2 = 26°5318,05992”S

l P2 = 72°1320,72460”W

h P2 = 806,822 ± 5,3mm H P2 = 810,632 ± 9mm Datum: SAD69/2005

II) NUTM B45 = 6941453,691 EUTM B45 = 747430,263

h

B45 =5,099± 2,3mm

H

B45 =4,588± 5,4mm

NUTM B46 = 6941909,7812

EUTM B46 = 747338,9277 h B46 =14,233 ± 2,8mm Datum: SIRGAS2000 MC: 51°W Hemisfério: Sul

c) Calcular as altitudes ortométricas e as precisões solicitadas de acordo com os dados, utilizando a técnica mais precisa.

I)

IV)

F RN = 20°10’08,41179”S

l RN = 56°23’34,77081”W

h RN = 348,221 ± 12mm Datum: SIRGAS2000 H RN = 338,181 ± 6mm F P = 20°08’06,30997”S

l P = 56°19’50,84766”W

h P = 220,408 ± 7mm Datum: SIRGAS2000 H P = ?

II) RN SAT 91501 Ponto SAT 91860 Obs: o SAT91501 equivale ao RN2009C

III) NUTM B = 9466773,2340 EUTM B = 588230,1276 h B = 103,210 ± 18mm H B = 103,670 ± 2mm NUTM G = 9518864,201 EUTM G = 587072,432 h G = 67,255 ± 7mm Datum: SAD69/2005 Fuso: 21 Hemisfério: Sul H G = ?

Para um levantamento planialtimétrico, foi implantado o marco B17 com os dados abaixo extraídos do relatório GPS. Com o propósito de calcular a altitude ortométrica de B17, foi rastreado o RN2005D, com os dados abaixo também informados. Os dados apresentados no relatório estão em SIRGAS2000.

PONTO

Latitude

Longitude

h

Rms V

B17

27°38'3.54261"S

48°39'09.90771"W

39,005

±8,3mm

RN2005D

   

2,728

±27,2mm

13.6 GNSS GNSS é o acrônimo de Global Navigation Satellite Systems (Sistema Global de Navegação por Sátelite), que engloba todos os sistemas de posicionamento por satélite.

13.6.1 Tipos Atualmente, temos operando:

GPS: Desenvolvido e mantido pelos departamento de defesa dos Estados Unidos.

GLONASS: Desenvolvido e mantido pelo Ministério de Defesa Federal Russo. Em atual reestruturação. Estão em

GLONASS: Desenvolvido e mantido pelo Ministério de Defesa Federal Russo. Em atual reestruturação. Estão em desenvolvimento:

GALILEO: Sistema europeu de navegação por satélite. BEIDOU: também conhecido como COMPASS, é o sistema de posicionamento Chinês.

13.6.1.1 GPS

13.6.1.1.1 Introdução

A geodésia sempre se utilizou de ângulos e distâncias para resolver seus problemas e implantar

pontos geodésicos de referência. Com o surgimento dos satélites artificiais, começou o desenvolvimento de métodos para a utilização

deles como pontos espaciais geodésicos de referência.

O primeiro sistema de satélites colocado a disposição no meio civil foi o TRANSIT em 1967.

Necessitava várias semanas de rastreamento para a determinação de 1 ponto. Este sistema foi usado pelo

IBGE até 1991.

Com a criação do sistema NAVSTAR GPS (Navigation Satellite with Time and Ranging) em 1973, que permitiu alcançar melhores precisões num menor tempo de rastreamento. Usado pelo IBGE a partir de 1991 e até 2004 implantados mais de 1400 vértices.

O sistema NAVSTAR GPS foi desenvolvido e mantido pelo Departamento de Defesa Norte

Americano, inicialmente para navegação com propósitos militares.

O sistema GPS consiste de 30 satélites distribuídos em 6 planos de órbita cada um com 55º com o

plano do Equador.

A alltitude aproximada de sua órbita é de 20200km.

12h siderais de período espacial (4’ a menos por dia).

O tempo máximo que um satélite fica acima do horizonte é de 5h.

máximo que um satélite fica acima do horizonte é de 5h. Imagem LandSat a uma altitude

Imagem LandSat a uma altitude de 20200km com Florianópolis ao Centro

a uma altitude de 20200km com Florianópolis ao Centro Rede Implantada com método Clássico na década

Rede Implantada com método Clássico na década de 40 (triangulação)

Rede de Triangulação na região de Florianópolis 13.6.1.1.2 Estrutura do Sistema Segmento Espacial É constituído
Rede de Triangulação na região de Florianópolis 13.6.1.1.2 Estrutura do Sistema Segmento Espacial É constituído

Rede de Triangulação na região de Florianópolis

13.6.1.1.2 Estrutura do Sistema

Segmento Espacial É constituído pelos satélites GPS, com as seguintes funções:

manter uma escala de tempo bastante precisa ( 4 relógios atômicos 2 césio e 2 rubídio)

emitir sinais eletromagnéticos ultra-estáveis em duas freqüências

Receber, armazenar e processar informações provenientes do segmento de controle

efetuar manobras orbitais

Transmitir mensagens ao solo:

as efemérides do próprio satélite

Almanaque (efemérides de todos os satélites)

Sincronização do relógio do receptor

parâmetros atmosféricos

outros dados relevantes sobre o sistema em geral.

Segmento de Controle É constituído por 1 Estação Master e 4 Estações de Monitoramento

Estação Master

Registra os sinais GPS a seu alcance

Recebe dados das 4 Estações de Monitoramento

Processa os dados e os transmite para as estações de monitoramento

Envia dados para os SV’s a seu alcance;

Estações de Monitoramento

o

Registram os sinais GPS a seu alcance

o

Enviam e recebem dados da Estação Master

o

Enviam dados para os SV’s.

da Estação Master o Enviam dados para os SV’s. Segmento do Usuário Compreende o conjunto de

Segmento do Usuário Compreende o conjunto de usuários civis e militares do sistema GPS, incluindo:

 Receptores  Algoritmos  Softwares Sistema Completo Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e

Receptores

Algoritmos

Softwares

Sistema Completo

Receptores  Algoritmos  Softwares Sistema Completo Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
Receptores  Algoritmos  Softwares Sistema Completo Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
13.6.1.1.3 Estrutura dos Sinais O sinal GPS é composto de ondas eletromagnéticas em duas freqüências.

13.6.1.1.3 Estrutura dos Sinais

O sinal GPS é composto de ondas eletromagnéticas em duas

freqüências.

- Duas freqüências portadoras

L1 - 1575,42 MHz – λ=19,05cm (λ=c/f)

L2 - 1227,60 MHz – λ=24,45cm (λ=c/f);

- Dois códigos

- 1227,60 MHz – λ =24,45cm ( λ =c/f); - Dois códigos  C/A (Clear Access):

C/A (Clear Access): Código civil, dura 1ms, L1

P (Precise Code): Código militar, dura 7dias, criptografado para evitar sabotagem (AS - Anti- Spoofing) criando o código Y, L1 e L2

- Mensagem

São codificadas e acrescidas aos códigos C/A e P.

 São codificadas e acrescidas aos códigos C/A e P. 13.6.1.1.4 Matemática do Posicionamento Imaginemos que

13.6.1.1.4 Matemática do Posicionamento

Imaginemos que utilizando técnicas específicas (veremos adiante quais são), podemos obter a distância entre o satélite e o receptor. Como temos o almanaque, podemos obter as coordenadas de qualquer satélite em qualquer momento. Portanto, como o satélite possui coordenadas e temos a distância entre o satélite e o receptor, o receptor pode estar em qualquer ponto da superfície de uma esfera. Sabemos que a interseção de 4 esferas gera um único ponto, desde que saibamos as coordenadas dos centros e os raios delas. Veja nas ilustrações a seguir como a interseção se comporta.

Interseção de 2 esferas 2 Pontos Resultantes da Interseção Círculo Resultante da Interseção Interseção de
Interseção de 2 esferas 2 Pontos Resultantes da Interseção Círculo Resultante da Interseção Interseção de

Interseção de 2 esferas

Interseção de 2 esferas 2 Pontos Resultantes da Interseção Círculo Resultante da Interseção Interseção de 4

2 Pontos Resultantes da Interseção

de 2 esferas 2 Pontos Resultantes da Interseção Círculo Resultante da Interseção Interseção de 4

Círculo Resultante da Interseção

da Interseção Círculo Resultante da Interseção Interseção de 4 esferas Interseção de 3 esferas 1 Ponto

Interseção de 4 esferas

Resultante da Interseção Interseção de 4 esferas Interseção de 3 esferas 1 Ponto Resultante da Interseção

Interseção de 3 esferas

Interseção de 4 esferas Interseção de 3 esferas 1 Ponto Resultante da Interseção Trazendo este conceito

1 Ponto Resultante da Interseção

Trazendo este conceito matemático para o GPS, o ponto a ser conhecido é o receptor, os 4 centros das esferas coordenados são os satélites, e os raios são as distâncias entre o receptor e os satélites. Perceba que o uso de 3 satélites, gera 2 pontos. Teoricamente precisaríamos da 4ª esfera para definir um ponto, mas se considerarmos que o receptor estará próximo a superfície terrestre, mesmo que em grandes altitudes, um dos dois pontos estará muito próximo à terra e outro muito longe. Isso é válido pelo fato da distância do receptor até o satélite ser muito grande e que todos os satélites estão acima do horizonte. Podemos então utilizar o próprio elipsoide como sendo a 4ª esfera. Portanto, podemos definir as coordenadas do receptor até mesmo com apenas 3 satélites, geometricamente falando, mas a precisão piora muito.

13.6.1.1.5 Tipos de Medida

13.6.1.1.5.1 Código C/A Baseando-se no Movimento Retilíneo Uniforme, poderemos obter a distância sabendo apenas o tempo, pois a velocidade de uma onda eletromagnética é a velocidade da luz. Portanto a equação D=v.t é válida. Considerando que v=c~300000km/s , portanto teremos D=c.t. Para descobrirmos o t, teremos que gerar no receptor o mesmo código gerado no satélite e então comparar o horário que ele foi gerado com o horário que ele chegou. Desta forma, descobrimos o tempo de trânsito do sinal do satélite até o receptor.

o tempo de trânsito do sinal do satélite até o receptor. Obs: O tempo mostrado na

Obs: O tempo mostrado na figura é meramente ilustrativo, pois o tempo do sinal chegar no receptor é bem menos que 1s

Para que este tempo esteja correto, é necessário que o relógio do receptor e do satélite estejam sincronizados, mas sabemos que isso é impossível, pois o relógio do receptor não é atômico e mesmo se fosse, teríamos ainda uma pequena diferença em função do tempo de sincronização dos relógios.

Portanto, o tempo tem aí um erro ( et ) e a equação passa a

Portanto, o tempo tem aí um erro (et) e a equação passa a ser D=c.(t+et). Como sabemos que o tempo está errado, não poderemos chamá-la de Distância e sim de Pseudo-distância (falsa distância). A equação passa a figurar PD=c.t+c.et, ou ainda PD=D+c.et.

Analiticamente sabemos que a distância tridimensional entre 2 pontos é

sabemos que a distância tridimensional entre 2 pontos é 2 2 2 D   X

2

2

2

D   X  Y  Z

,que representa exatamente a equação da esfera. Portanto a equação fica da seguinte forma.

PD

1

Portanto a equação fica da seguinte forma. PD  1  X 1  X R

X

1

X

R

2

Y

1

Y

R

2

Z

1

Z

R

2

c et

.

sendo, PD 1 : Pseudo-distância do receptor para o satélite 1, calculada pelo tempo medido (X 1 Y 1 Z 1 ) : Coordenadas do satélite 1 obtidas pelas efemérides (X R Y R Z R ) : Coordenadas do receptor que desejamos

Temos portanto 1 equação e 4 incógnitas (X R Y R Z R e et), matematicamente impossível de se calcular. Precisamos então incluir mais satélites para gerar mais equações, desde que seja num mesmo instante para o erro do tempo ser o mesmo para os demais satélites.

X 1  X   Y 1  Y   Z  Z
X 1
X
Y 1
Y
Z
 Z
 2
2
2
 c et
.
1
R
R
1
R
PD PD  
PD 
X
X
Y
Z
2
Y
2
 Z  c et
2
.
2
2
R
2
R
2
R
PD 
X X
Y
2
Y
2
Z
 Z  c et
2
.
3
3
R
3
R
3
R
X
X
Y
Y
Z
2
2
 Z  c et
2
.
4
4
R
4
R
4
R

Utilizando 4 satélites num mesmo instante, poderemos saber o valor de et e as Coordenadas do receptor. Por esse motivo é fundamental que se tenha no mínimo 4 satélites. Com mais de 4 satélites poderemos calcular várias posições utilizando as combinações possíveis e aumentando a precisão. Com 5 satélites, fazendo a análise combinatória, teremos 5 coordenadas num único instante. Com 7 satélites teremos 210 coordenadas.Ou seja, quanto mais satélites, maior será a precisão. Em função do erro das efemérides, falta de sincronismo dos relógios dos satélites, ionosfera e outras variáveis do sistema, a posição acaba por ter a precisão de ±15m com 95% de confiabilidade (2 s).

13.6.1.1.5.2 Fase da Portadora Vimos que utilizando o Código C/A, obrigatoriamente precisaremos utilizar o tempo
13.6.1.1.5.2 Fase da Portadora Vimos que utilizando o Código C/A, obrigatoriamente precisaremos utilizar o tempo
13.6.1.1.5.2 Fase da Portadora
Vimos que utilizando o Código C/A, obrigatoriamente precisaremos
utilizar o tempo para o cálculo das distâncias entre os satélites e o receptor. O
método de medição da fase da portadora visa calcular estas distâncias sem o
uso do tempo, eliminando assim uma grande fonte de erros.
Chamamos de Fase da
portadora quando um ciclo
é fracionado.
D
1
 Fp  Fc  n .
1
1
D
2
D
 
3
  Fp Fp   Fc Fc   n n   b a . .
3 2
3 2
Onde,
D 1 : Distância do satélite ao receptor no t1
Fp 1 : Fase de Partida no satélite no t1
Fc 1 : Fase de Chegada no receptor no t1
n : número de ciclos
a : número de ciclos acrescidos em n no t2
b : número de ciclos acrescidos em n no t3

n nas equações é chamado de Ambiguidade Inteira.

As Fases são possíveis medir, pois a equação senoidal Y=senX permitirá calcular o valor de X, desde que o receptor tenha sensor para a medição desta fase. a e b também é possível ser determinado, desde que entre os tempos t1, t2 e t3, o receptor conte o número de ciclos que se passaram.

Portanto, fica como variável em cada equação a distância D e número de ciclos acrescidos em n no t2. Como n é constante em todas as equações, variando a D, teremos sempre uma incógnita a mais que

o número de equações. Sendo matematicamente impossível resolver as equações. Devemos fazer uso da

estatística. Para se resolver estatisticamente de forma confiável, é necessária uma grande amostragem que acaba por ser improdutivo e até impossível. Por esse motivo, faz-se uso de técnicas chamadas de Simples Diferença de Fase (2 receptores e 1 satélite), Dupla Diferença de Fase (2 receptores e 2 satélites) e Tripla Diferença de Fase (2 receptores e 2 satélites em 2 tempos), onde geometricamente se elimina incógnitas e produz requisitos que n deve atender. Com isso é possível resolver as ambiguidades em questão de minutos para distâncias curtas e poucas horas para distâncias longas. Quanto mais satélites, mais rápido será a resolução das ambiguidades. Quando temos a resolução da ambiguidade inteira de forma segura e confiável para todos os satélites, chamamos esta solução de FIXA. Quando conseguimos resolver as ambiguidades inteiras somente para alguns satélites, chamamos esta solução de PARCIAL. Quando não conseguimos resolver as ambiguidades inteiras para nenhum dos satélites estatisticamente de forma confiável, mas conseguimos eliminar muitas das possibilidades dela, chamamos esta solução de FLUTUANTE. A solução flutuante não possui a confiabilidade da solução fixa e da parcial, mas é muito superior à medição com código C/A.

Como devemos utilizar obrigatoriamente 2 receptores, conseguimos eliminar vários erros que ocorrem simultaneamente e podemos obter a precisão de poucos milímetros nas distância entre o satélite

e o receptor com 95% de confiabilidade (2 s), desde que a solução seja fixa.

Atualmente os receptores permitem uma alta performance para resolver as ambiguidades, em relação ao tempo necessário para montar as equações. A tabela a seguir é um exemplo de tempos necessários para resolver as ambiguidades inteiras.

DISTÂNCIA TEMPO SOLUÇÃO BASE-ROVER L1 L1/L2 ESPERADA < 5 Km 20 ’ 10 ’ FIXA

DISTÂNCIA

TEMPO

SOLUÇÃO

BASE-ROVER

L1

L1/L2

ESPERADA

< 5 Km

20

10

FIXA

< 10 Km

30’

15

FIXA

< 20 Km

1h

30’

FIXA

< 30 Km

1h30’

45’

FIXA

< 50 Km

2h

1h

FIXA

< 100 Km

-

2h

FIXA

> 100 Km

-

4h

FLUTUANTE

Esta tabela é empírica e considerando excelentes condições de rastreamento. Normalmente classifica-se as condições em 4 categorias:

Excelente: Não existem obstáculos acima de 15º. Aplicar os tempos da tabela. Boa: Existem poucos obstáculos acima de 15° e são bem distribuídos. Acrescer 50% nos tempos da tabela. Ruim: muitos obstáculos acima de 15º ou poucos obstáculos mal distribuídos. Dobrar o tempo de rastreamento sugerido na tabela. É interessante realizar planejamento em software específico. Péssima: condições de rastreio não são ideais. Utilizar rastreios GNSS somente em último caso, correndo grande risco de não obter a precisão nominal do equipamento. É Fundamental realizar planejamento em software específico. Deve-se consultar o fabricante para aplicação segura desta tabela.

Acima de 50km de distância, o equipamento de monofreqüência não é recomendado. Veremos mais

a frente o motivo.

13.6.1.1.6 Tipos de Posicionamento

13.6.1.1.6.1 Autônomo (ou absoluto)

O Posicionamento autônomo é quando utilizamos apenas um receptor independente. Desta forma todos os erros provenientes do sistema incidem diretamente sobre o receptor não sendo possível eliminar nenhum dos erros. Como a resolução das ambiguidades inteiras é impossível quando utilizamos apenas 1 receptor, este tipo de posicionamento é usado apenas com

o

receptor, este tipo de posicionamento é usado apenas com o código C/A. Muito utilizado para Navegação,

código C/A. Muito utilizado para Navegação, pois a precisão fica em torno de ±15m com 95% de confiabilidade.

13.6.1.1.6.2 Diferencial (ou relativo)

O Posicionamento Diferencial consiste no uso de 2 receptores medindo simultaneamente os mesmos satélites, onde os erros gerados num receptor serão os mesmos erros gerados no outro receptor num mesmo instante.

mesmos erros gerados no outro receptor num mesmo instante. Conhecendo-se as coordenadas do ponto BASE, podemos

Conhecendo-se as coordenadas do ponto BASE, podemos calcular as coordenadas do ROVER. Erros comuns aos 2 receptores são eliminados. Com isso, definimos um vetor bastante preciso, depende apenas se foi utilizado fase (+/-3mm) ou código C/A (+/-1m).

13.6.1.1.7 Tipos de Processamento 13.6.1.1.7.1 Pós-processado Consiste em executar o levantamento em campo e depois

13.6.1.1.7 Tipos de Processamento

13.6.1.1.7.1 Pós-processado

Consiste em executar o levantamento em campo e depois executar o processamento.

Vantagens

Desvantagens

- Coleta de dados brutos (código e/ou fase)

- Tempo de processamento - Falta de Controle dos Dados

- Tratamento dos Dados (Ajustamento de Redes)

- Independe de comunicação entre base e rover

 
- Independe de comunicação entre base e rover   13.6.1.1.7.2 Processamento em Tempo Real Consiste em

13.6.1.1.7.2 Processamento em Tempo Real

Consiste em processar os dados instantaneamente, juntamente com a coleta dos dados.

Vantagens

Desvantagens

- Coleta de dados finais (N, E, H)

- Impossibilidade de tratamento (ajustamento de redes)

- Locação

- Preço Alto

- Tempo de processamento

- Controle dos Dados em Campo

- Tempo de processamento - Controle dos Dados em Campo Os dados da base devem ser
- Tempo de processamento - Controle dos Dados em Campo Os dados da base devem ser

Os dados da base devem ser transmitidos imediatamente para o rover para permitir que o computador de mão faça o processamento instantaneamente. A transmissão pode ser feita por rádio UHF, VHF, via satélite, celular, wi-fi e até mesmo por internet.

Quando o processamento em tempo real é realizado usando fase da portadora, chamamos este processo

Quando o processamento em tempo real é realizado usando fase da portadora, chamamos este processo de RTK (Real Time Kinematic Cinemático em tempo real). Quando usamos o código C/A, denominamos DGPS (Diferencial GPS).

13.6.1.1.8

Ângulo de Máscara

 

É

o

ângulo

formado

a

partir

do

  É o ângulo formado a partir do horizonte que restringe o uso dos satélites dentro
  É o ângulo formado a partir do horizonte que restringe o uso dos satélites dentro

horizonte que restringe o uso dos satélites

dentro desta faixa. Os fabricantes recomendam o uso do ângulo de 15º.

Em campo é comum o uso de ângulo de máscara de apenas 5°, pois permite em casos críticos, reduzir o ângulo de máscara para que tenhamos um tempo maior de rastreamento de um determinado satélite. O ângulo de máscara é possível ser alterado para pós- processamento.

13.6.1.1.9 Sistema de Referencia do GPS

 

GPS

SGB

Conversão

Datum Horizontal

WGS84

SIRGAS2000/SAD69

Matemática

Sistema de Coordenadas

Cartesianas

Geodésicas/UTM

Matemática

Altitude

Geométrica

Ortométrica

Mapa geoidal

Datum Vertical

WGS84

Imbituba

Mapa Geoidal

13.6.1.1.10 Geometria dos Satélites

A geometria dos satélites tem grande influência sobre a precisão no posicionamento. Para representar esta geometria, são utilizado índices chamados DOP (Diluition of Precision). Estes Índices indicam a diluição da precisão dos dados coletados. Eles variam de 0 a 100. A melhor disposição espacial é um satélite no zênite e outros igualmente espaçados.

é um satélite no zênite e outros igualmente espaçados. São vários os índices de DOP: GDOP

São vários os índices de DOP:

GDOP Geometria (já em desuso) PDOP Posição 3D HDOP Horizontal VDOP Vertical TDOP Tempo (pouco uso) Nos equipamentos destinados a navegação, o DOP é representado pelo EPE (Erro de Posição Estimado) e é dado em metros. Este valor apenas representa a geometria dos satélites e está longe de realmente representar o erro no posicionamento, devido às inúmeras variáveis do sistema. Para Mapeamento um DOP usual é menor que 6 e para Geodésia/Topografia o usual é menor que

2.

13.6.1.1.11

Principais erros no Posicionamento GPS

Disponibilidade Seletiva S/A (Selective Availability) A S/A é a Degradação do Código C/A imposta pelo DoD:

- Até 02/05/2000: precisão de ±100m com 95% de confiabilidade

- Após 02/05/2000 precisão de ±15m com 95% de confiabilidade Segundo decreto assinado em 02/05/2000

- Após 02/05/2000 precisão de ±15m com 95% de confiabilidade Segundo decreto assinado em 02/05/2000 por Bill Clinton, a S/A deveria se eliminada, mas existem Rumores que ainda existe uma S/A de cerca de ±10m.

existem Rumores que ainda existe uma S/A de cerca de ±10m. Multi-caminhamento É a reflexão provocada

Multi-caminhamento É a reflexão provocada por superfícies próximas das antenas. Muitos receptores identificam o multi- caminhamento pela deformação do sinal e eliminam automaticamente o satélite, ou seja, não conseguem recuperar o sinal refletido. Prédios, casas, muros, postes, e outros obstáculos sólidos, merecem atenção, principalmente quando tiverem superfície lisa. Caso a antena não tenha plano de terra interno ou adaptado, deve-se ter o cuidado especialmente em lâminas d’água ou pisos cerâmicos e cimentados

em lâminas d’água ou pisos cerâmicos e cimentados Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
em lâminas d’água ou pisos cerâmicos e cimentados Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
em lâminas d’água ou pisos cerâmicos e cimentados Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
Ionosfera A ionosfera compreende a camada de 200Km entre as altitudes 50km e 250km. Principalmente

Ionosfera

A ionosfera compreende a camada de 200Km entre as altitudes 50km e 250km. Principalmente com a incidência solar, a Ionosfera carrega-se negativamente as suas partículas, provocando atrasos ou adiantos nos sinais

distância entre os

receptores, maior será o atraso ou o adianto diferencial dos sinais. A Ionosfera interfere diferentemente em freqüências diferentes, ou seja, atua diferente em L1 e L2, portanto, se utilizarmos um receptor de dupla freqüência, podemos detectar quais são os atrasos ou adiantos ocorridos. Em virtude disso, o uso de receptores de monofreqüência tem limite de distância em 50km.

Quanto

maior

a

tem limite de distância em 50km. Quanto maior a   ABSOLUTO RELATIVO RELATIVO ORIGEM DO ERRO
 

ABSOLUTO

RELATIVO

RELATIVO

ORIGEM DO ERRO

CÓDIGO C/A

CÓDIGO C/A

FASE

Relógio Satélite

1m

0m

0m

Efemérides Satélite

1m

0m

0m

S/A

10m

0m

0m

Troposfera

1m

0m

0m

Ionosfera

10m

0m

0m

Ruído na Pseudo-Dist.

1m

1m

0m

Ruído no Receptor

1m

1m

5mm

Multicaminhamento

0,5m

0,5m

0m

RMS

15m

1,0m

3mm

RMS*PDOP=2

30m

2,0m

6mm

13.6.1.1.12 Métodos de Levantamento 13.6.1.1.12.1 Método Estático para transporte de coordenadas. O receptor fica

13.6.1.1.12 Métodos de Levantamento

13.6.1.1.12.1 Método Estático

Métodos de Levantamento 13.6.1.1.12.1 Método Estático para transporte de coordenadas. O receptor fica estático

para

transporte de coordenadas.

O receptor fica estático rastreando os satélites durante longo tempo. Varia de 15 minutos a muitas horas, dependendo do tipo de receptor e da distância entre os 2 receptores. Utilizando o código C/A, para cada época medida, é determinada uma coordenada e então é feita uma média e pode chegar a precisão de ±30cm. Utilizando a Fase da Portadora, o tempo deve ser suficiente para resolver as ambigüidades estatisticamente de forma confiável e desta forma pode chegar a poucos milímetros de precisão.

um

ajustamento em rede, conhecendo os erros

cometidos no rastreamento dos vetores.

Método

pós-processado

utilizado

Neste

método

é

possível

fazer

pós-processado utilizado Neste método é possível fazer 13.6.1.1.12.2 Método Cinemático Stop-and-go Método

13.6.1.1.12.2 Método Cinemático Stop-and-go

Método utilizado para levantamento topográfico ou mapeamento. É necessário pelo menos 5 satélites para o uso desta técnica. O receptor fica pouco tempo sobre o ponto medido apenas para compor uma média. Com Código C/A: O receptor trabalha OTF (on the fly) e assim que ele sintonizar pelo menos 5 satélites já é possível iniciar a medição de um ponto. Com Código C/A, suavizado com fase: O receptor também trabalha OTF, mas quanto mais tempo ficar rastreando os mesmos satélites, maior será a precisão, pois tentará resolver as ambigüidades. A precisão pode variar de 50cm a 10cm. Com Fase da Portadora: O receptor necessita inicializar. Inicializar significa resolver as ambigüidades para então iniciar o levantamento. A inicialização é feita no 1º ponto do levantamento (mais demorado) ou sobre

um ponto já conhecido (menos demorado). Fica-se o tempo necessário para resolver as ambigüidades e

um ponto já conhecido (menos demorado). Fica-se o tempo necessário para resolver as ambigüidades e então o valor de n é aplicado para os demais pontos (desde que não haja perda de ciclos). Alguns receptores permitem fazer a inicialização OTF, mas enquanto não passar o tempo necessário para a resolução das ambigüidades, não poderá haver perda de ciclos. Toda vez que se perder um ciclo, é necessário inicializar novamente. Com o sistema de correção em tempo real (RTK) a inicialização ocorre em poucos segundos.

13.6.1.1.12.3 Método Cinemático Contínuo

O método cinemático consiste em definir um parâmetro para coleta de dados em função do tempo ou em função da distância percorrida. Utilizado para mapear elementos contínuos como cultivos, limite de vegetação, estradas, rios, etc. Elementos contínuos que necessite maior precisão (poucos centímetros) não devemos utilizar este métodos pela deficiência na verticalidade da antena e na grande variação da altura da antena.

13.6.1.1.14 Tipos de Receptores

13.6.1.1.14.1 Navegação

13.6.1.1.14 Tipos de Receptores 13.6.1.1.14.1 Navegação 13.6.1.1.14.2 GIS 13.6.1.1.14.3 Mapeamento Material
13.6.1.1.14 Tipos de Receptores 13.6.1.1.14.1 Navegação 13.6.1.1.14.2 GIS 13.6.1.1.14.3 Mapeamento Material

13.6.1.1.14.2 GIS

de Receptores 13.6.1.1.14.1 Navegação 13.6.1.1.14.2 GIS 13.6.1.1.14.3 Mapeamento Material Disponível em
de Receptores 13.6.1.1.14.1 Navegação 13.6.1.1.14.2 GIS 13.6.1.1.14.3 Mapeamento Material Disponível em
de Receptores 13.6.1.1.14.1 Navegação 13.6.1.1.14.2 GIS 13.6.1.1.14.3 Mapeamento Material Disponível em

13.6.1.1.14.3 Mapeamento

Navegação 13.6.1.1.14.2 GIS 13.6.1.1.14.3 Mapeamento Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
Navegação 13.6.1.1.14.2 GIS 13.6.1.1.14.3 Mapeamento Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
Navegação 13.6.1.1.14.2 GIS 13.6.1.1.14.3 Mapeamento Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
13.6.1.1.14.4 Geodésico Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e

13.6.1.1.14.4 Geodésico

13.6.1.1.14.4 Geodésico Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
13.6.1.1.14.4 Geodésico Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e
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13.6.1.1.14.5 Características dos Receptores GIS GIS Mapeam. Mapeam. Geodésico Geodésico Equipamento Navegação

13.6.1.1.14.5 Características dos Receptores

GIS GIS Mapeam. Mapeam. Geodésico Geodésico Equipamento Navegação (C/A) (fase) (fase) (DGPS) Estático
GIS
GIS
Mapeam.
Mapeam.
Geodésico
Geodésico
Equipamento
Navegação
(C/A)
(fase)
(fase)
(DGPS)
Estático
Geodésico
Stop and Go
(RTK)
Tipo de Posicionamento
Absoluto
Relativo
Relativo
Relativo
Relativo
Relativo
Relativo
Relativo
Pós-
Pós-
Processamento
Tempo Real
Pós- Process.
Tempo Real
Pós- Process.
Pós- Process.
Tempo Real
Process.
Process.
Tipo de Medição
C/A
C/A
C/A+Fase
C/A+Fase
C/A
Fase
Fase
Fase
L1
L1
---
Frequência
L1
L1
L1
L1
L1
L1/L2
L1/L2
L1/L2
Armazenamento
Coord.
C/A
C/A+Fase
C/A+Fase
Coord.
Fase
Fase
Coord.
Controlador / Coletor
Precisão
Não
Não
Não
Sim
Sim
Não
Sim
Sim
15mm+1ppm
15mm+1ppm
---
15m
5m
3m
0,1
1m
Stop and
go
10mm+1ppm
10mm+1ppm
20mm+1ppm
20
20
---
Máx. Linha Base Stop and Go (Km)
---
---
---
15
500
30
30
30
---
5mm+1ppm
5mm+1ppm
---
Precisão Estático
---
3m
1m
1cm
---
3mm+1ppm
3mm+1ppm
3mm+1ppm
---
50 50
---
Máx. Linha Base Estático (Km)
---
---
300
15
---
Não existe
Não existe
Não existe
25000(2)
35000(2)
---
Preço (R$) março/2011
400 (1)
8000 (1)
15000(1)
16000(1)
33000(1)
40000(2)
50000(2)
100000(2)

Material Disponível em www.vector.agr.br/rovane e http://agrimensura.florianopolis.ifsc.edu.br - versão 16/8/2011

44

13.6.1.2 Glonass O Sistema de Posicionamento Glonass (GLObal NAvigation Satellite System), é um sistema 100%

13.6.1.2 Glonass

O Sistema de Posicionamento Glonass (GLObal NAvigation Satellite System), é um sistema 100%

Russo e assim como o GPS foi desenvolvido para fins militares.

Controlado pelo Ministério de Defesa Federal Russo

Altitude de 19100km

Projeto de 24 satélites em 3 planos orbitais

Inclinação de 65º do Plano Orbital em relação ao Equador

Período Espacial de 11h15min

Atualmente disponíveis 19 satélites em operação

Totalmente integrado com o GPS

Satélites novos com vida útil de 7 anos (os anteriores tinham apenas 3 anos)

Cada lançamento pode por em órbita até 6 satélites

Previsão de 25 satélites em 2012

Existem receptores no mercado que rastreiam GPS+GLONASS, melhorando o número de satélites, diminuindo o DOP, consequentemente reduzindo o tempo para resolução das ambiguidades.

13.6.1.3 Galileo

O Sistema de Posicionamento Galileu ainda não está operante e já foi adiado o início de sua

operação inúmeras vezes.

Sistema 100% Civil

Implantado pela Comunidade Europeia com participação de vários outros países (14 nações ao todo)

Lançamento do 1º satélite em 2005

Os primeiros sinais de testes iniciaram em 2006

Lançamento do 2º satélite em 2008

Início previsto da Operação: 2014

Constelação de 30 satélites (3 reservas)

3 órbitas com inclinação de 56º com o equador

Altitude de 23222km

Período de 14h04min.

Boa Cobertura mesmo em latitudes altas

Grande número de estações terrestres (30) e Centros de Assistência Locais e Regionais.

Sinal:

 
 

o

L1 1575,42Mhz

o

L5 1176,45MHz

Precisões Previstas com aumentos (EGNOS):

 

o

horizontal= 4m

o

Vertical= 7,7m

acordado que será compatível com GPS e GLONASS

Mais informação em :

www.europa.eu.int/comm/dgs/energy_transport/galileo/intro/future_en.htm

13.6.4 Levantamento com GNSS

13.6.4.1 Método Estático

O Planejamento de campo para as atividades são fundamentais para o êxito em campo. É

necessário que na visita de campo, verifiquemos as condições de rastreio e a classifiquemos como excelente, boa, ruim e péssima, para então definirmos o tempo de rastreio de cada vetor. Lembre-se que iremos sempre rastrear vetores e não pontos, porém os vetores são formados por pontos. Portanto, a condição de rastreio de um vetor será a pior condição entre os pontos que o determina. Se um ponto do vetor a condição é excelente, mas o outro pontoa condição é ruim, a condição do vetor será

ruim. Não esqueça de utilizar softwares de planejamento de rastreamento GNSS quando a condição de

ruim. Não esqueça de utilizar softwares de planejamento de rastreamento GNSS quando a condição de um determinado vetor for ruim. Em campo então deve-se rastrear simultaneamento 2 pontos para que o processamento seja possível. No escritório os passos abaixo são necessários, independente do software:

1-

Criar uma obra, arquivo ou trabalho

2-

Configuração da obra (tolerâncias, datum, sistema de projeção, fuso horário, etc)

3-

Importação dos dados medidos

4-

Digitação dos dados anotados em campo da ocupação (altura da antena, tipo da antena, nome dos pontos, etc)

5-

Definir o(s) ponto (s) base(s)

- Definir controle (horizontal, vertical ou os 2 casos)

- Digitar coordenadas

- Digitar precisões

6-

Revisar os passos 4 e 5

7-

Eliminar vetores desnecessários

8-

Processar vetores

9-

Analisar vetores

10- Se necessário, tratar os dados (ângulo de máscara, eliminar satélites, etc) e retornar ao passo 8

11- Ajustar os pontos 12- Analisar as precisões dos pontos 13- Se necessário, eliminar vetores de uma rede que eventualmente possam estar piorando a geometria da rede 14- Gerar relatórios

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS Exercício 1 a) 32°21'46,81992"S e 52°50'13,49301"W b)

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS Exercício 1

a)

32°21'46,81992"S e 52°50'13,49301"W

b)

2°46'51,47252"N e 62°11'48,87298"W

c)

05°46'43,99688"S e 36°29'02,39443"W

d)

17°01'22,5551315"S e 61°43'09,3885829"W

e)

21°33'09,1909"S e 57°11'13,97052"W

Exercício 2

 

a)

4531338,117; -4093594,114; -1834991,122

b)

3958290,225; -4987437,732; 369872,908

Exercício 3

 

a)

745,032 b) 999,996; 999,913; 999,835

c) 78,076

d)

De=2999,894; redução=0,106; erro relativo 1:28319; Será necessário reduzir as distâncias ao elipsoide, pois só a redução já produz um erro relativo de

e) 1245,114

1:28319.

Exercício 4

a)

F=18 e MC=75ºW

b)

F=20 e MC=63ºW

c)

F=39 e MC=51ºE

Exercício 5

 

a)

999,604

b)

367,522

c)

638,764

Exercício 6

a) N=6714809,2180; E=396875,7789; F=22; hemisfério=sul; SIRGAS2000

b) N=162491,9876; E=634363,0912; F=20; hemisfério=norte; SIRGAS2000

c) N=8022410,2187; E=436571,7845; F=24; hemisfério=sul; SIRGAS2000

d) N=8734086,1416 ; E=323198,5580; F=22; hemisfério=sul; SIRGAS2000

e) 8º09'41,13386"S 47º02'42,82819"W

f) 03°32'01,63945"N e 62°47'03,74718"W

Exercício 7

a) 6mm

Exercício 8

b)

D UTM =1987,291 e DH=1988,117

a) AZV=25°34’17” , AZM=20°3754

b) AZQ AB = 283°53'54", AZQ BA = 103°53'54", c A =0°30'31” , AZV AB =284°24'25", c B =0°30'42AZV BA =104°24'36", d A = -16°01'00” , AZM AB =300°25'25" , d B = -16°00'46e AZM BA =120°25'22"

c) AZQ 11-13 =108º0335”, AZQ 13-11 =288º0335”, c 11 =-0°53'03” , AZV 11-13 =107º1032”, c 13 =-0°53'20AZV 13-11 =287º1015”, d 11 = -17°48'13” , AZM 11-13 =124º5846, d 13 =-17°48'32e AZM 13-11 =304º5848

d) K=1,00003541752; Fr=0,999991079; Kr=1,000026496; D UTM =277,446; AZQ=27°56’52”; N=6946435,3630; E=688439,2698

e) AZQ MJ =233º34’55”, AZQ JM =53º34’55”, c M =-1°28'34” , AZV MJ =232º06’21”, c J =-1°24'29AZV JM =52º10’26”, d M = -2°47'05, AZM MJ =234º5326” , d J =-2°47'33” e AZM JM =54º5759

Exercício 9

a)

 

I) F=54 e MC=73ºW

II)

F=59 e MC=63ºW

III)

F=115 e MC=49ºE

b)

 

I) K UTM = 1,00054130253, c UTM = -0°54'57,7'', K RTM = 1,00005149294, c RTM = -0°13'28,0''

II) K UTM = 1,00066582817, c UTM = -0°09'06,7'', K RTM = 1,00005895521, c RTM = -0°02'14,0''

c)

K RTM =1,000053701; K UTM =0,999658678; D RTM =437,810, D UTM = 437,638

 

Exercício 10

a)

 

I) F=108 e MC=72º30’W

II) F=118 e MC=62º30’W

III) F=230 e MC=49º30’E

b)

 

I) K LTM = 0,99999797918, c LTM = -0°03'05,5''

II)

K LTM = 0,99999837267, c LTM = -0°00'30,8''

c)

AZQ E20-E19 =336°29’57”; AZ QE20-40 =34°39’08”; D LTM =195,014; K=1,00002060327; X 40 =154450,5425; Y 40 =2691188,6670

Exercício 11 a)   I) 1202,731 ± 507mm II) 626,783 ± 523,2mm b)   I)

Exercício 11

a)

 

I)

1202,731 ± 507mm

II)

626,783 ± 523,2mm

b)

 

I)

816,570 ± 234,1mm

II)

13,723 ± 15,2mm