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23 a Edição A Consagração Moderna: Construção da Forma (Anos 50/60) Museu do Estado do
23 a Edição A Consagração Moderna: Construção da Forma (Anos 50/60) Museu do Estado do
23 a Edição A Consagração Moderna: Construção da Forma (Anos 50/60) Museu do Estado do
23 a Edição A Consagração Moderna: Construção da Forma (Anos 50/60) Museu do Estado do

23 a Edição

A Consagração Moderna: Construção da Forma (Anos 50/60)

Museu do Estado do Pará Galeria da Residência

Fundação Romulo Maiorana

Belém-PA

Outubro 2004

Há anos o trabalho da Fundação Romulo Maiorana deixou de ser somente montar exposições de

Há anos o trabalho da Fundação Romulo Maiorana deixou de ser somente montar exposições de arte. Mais do que isso, vem se constituindo em um processo contínuo e no pensamento constante na nossa função de educar a partir da arte. Não estamos sozinhos nessa empreitada. Ao longo da nossa história, temos encontrado parceiros importantes que ajudam a construir os caminhos para que possamos fazer da arte uma forma de com- preensão da nossa realidade. São pesquisadores, críticos, artistas, instituições e empresas que acreditam nesse trabalho.

É com alegria que apresentamos a exposição deste ano, que completa um ciclo de três anos de pesquisa em torno de um dos períodos mais ricos da produção brasileira, o modernismo, e traz ao público paraense trinta obras de artistas fundamentais da nossa história, dentro da curadoria “A Consagração Moderna: Construção da Forma (Anos 50/60)”, mais uma vez assinada por Marcus Lontra.

Agradecemos ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, responsável pela Coleção João Sattamini, que nos cedeu as obras para esta exposição. Sabemos que a Coleção Sattamini é um dos acervos mais significativos que temos hoje no Brasil quanto se trata da arte brasileira produzida entre os anos 50 e 90 e do trabalho que significa fazer com que essas peças viajem pelo Brasil. Também agradecemos àqueles que, mais do que parceiros, já se tornaram amigos, e que vêm contribuindo para a realização dos nossos projetos: Companhia Vale do Rio Doce, Supermercados e Supercenter Nazaré, Rede Celpa e Unimed Belém.

Este salão é dedicado ao nosso querido amigo Benedicto Mello, que ajudou a fazer a história das artes plásticas neste Estado e cujo amor pela pintura o levou ao extremo. Ficam as saudades.

Lucidéa Maiorana.

Presidente

plásticas neste Estado e cujo amor pela pintura o levou ao extremo. Ficam as saudades. Lucidéa
A Fundação Romulo Maiorana chega ao seu 23º Salão Arte Pará atendendo ao seu público

A Fundação Romulo Maiorana chega ao seu 23º Salão Arte Pará atendendo ao

seu público com o desenvolvimento de um serviço cultural e educacional importante ao nosso Estado. Sua função e seu objetivo foram esses desde o início, mas sentimos que tomamos força e consciência para finalmente chamar o salão de “Projeto Arte Pará”. Não

pelos seus anos ininterruptos de realização, mas sim pelas respostas que recebemos e conquistas que tivemos ao longo desses anos.

Pensamento e a intenção de avançar são o que traduz o trabalho que temos para que o salão aconteça. Hoje temos mais um projeto de arte e educação do que um salão. O Arte Pará olha, pesquisa e vai atrás do passado para poder contar histórias e ensinar através da plástica. Assim é que viajamos com Marcus Lontra na curadoria que conti- nua o olhar sobre o modernismo nas décadas de 50 e 60. Também olha para dentro e investiga o interior do Pará com a curadoria de Emanuel Franco, descobrindo artistas até então desconhecidos, num projeto consciente e responsável.

A fundação trabalha com idéias, projetos que podem ou não dar certo. Essa é a

realidade de uma instituição que lida com arte, que inspira e provoca sentimentos reais ou imaginários. Ao ter a idéia de pesquisar o interior do Estado, o desconhecido autor e o seu sentimento, confiou esse trabalho ao incansável Emanuel Franco que, a cada cidade onde ia, com seu jeito entusiasmado, leve e investigativo de alma, conseguiu realizar um trabalho maravilhoso de curador e antropólogo. Este Arte Pará é dedicado a você, Emanuel, que aceitou mais um desafio de uma fundação que planeja, acredita e transforma um sonho em realidade.

Obrigada.

Roberta Maiorana

Diretora Fundação Romulo Maiorana

que planeja, acredita e transforma um sonho em realidade. Obrigada. Roberta Maiorana Diretora Fundação Romulo Maiorana
Todos os anos transformo este texto, quem sabe exatamente o mesmo, em outras palavras, imagens,

Todos os anos transformo este texto, quem sabe exatamente o mesmo, em outras palavras, imagens, metáforas para dizer o que todos devem dizer, ou deveriam.

O Arte Pará é a vitória da sensibilidade contra o descaso, do bem fazer contra a inércia, da inteligência contra o obscurantismo. Sem nenhum favor.

Herança do pai, Romulo, estimulada pela mãe, Déa, a Roberta vem dirigindo a fundação com toda competência e além: paixão sem limite. O Arte Pará é fruto, talvez o mais doce, da permanente missão de fecundar a Terra com a semente da própria Terra, sem descurar o necessário choque “genético” de outros tempos e lugares, mas tendo sempre o Pará e os seus artistas como objetivo cultural maior, agora e sempre.

Abre-se o salão, outra vez com engenho e arte, avalizado pelo ofício dos seus abnegados guardiões, as bênçãos de Nazaré e aprovação dos homens de boa vontade. Assim seja louvado, para sempre seja louvado.

Paulo Chaves Fernandes

Secretário executivo de Cultura

de boa vontade. Assim seja louvado, para sempre seja louvado. Paulo Chaves Fernandes Secretário executivo de

Sumário

Comissão de Seleção Comissão de Premiação

8

8

Edgar Santana Garça Jr.

Ismael Ferreira dos Santos (In memorian)

59

60

 

Anastácio dos Santos Dias

62

Museu do Estado do Pará

9

Amadeu Gonçalves de Sá

62

Artes Plásticas

A Consagração Moderna: Construção da Forma

(Anos 50/60)

Um olhar sobre a história

Amilcar de Castro Athos Bulcão

Celso Renato de Lima Dionísio Del Santo

9

14

10

12

18

16

Rui Valente

Francisco de Paulo Maués Paes Raimundo Rodrigues dos Santos

Elias Corrêa do Mar Ronaldo Guedes

Jackson Rodrigues Gibson

Manuel Raimundo Sozinho Miranda

Osvaldo Leonel da Silva

63

63

64

65

65

66

67

Edson Nonato Amora de Melo

67

66

Eduardo Sued

20

Arcangelo Ianelli

22

Mostra Competitiva

68

Ione Saldanha

24

Artes Plásticas

70

Joaquim Tenreiro

26

Grande Prêmio

Lygia Clark

28

Segundo Prêmio

71

Lothar Charoux

30

Prêmios Aquisição

72

Milton Dacosta

32

Selecionados 74

Abraham Palatnik

34

Farnese de Andrade Flavio-Shiró 38 Samson Flexor Tomie Ohtake Iberê Camargo

40

42

44

36

Galeria da Residência

Mostra Competitiva Fotografia

A fotografia no gerúndio da contemporaneidade

85

84

Ivan Serpa

46

Grande Prêmio

87

Frans Krajcberg

48

Segundo Prêmio

88

Wega Nery

50

Prêmios Aquisição

89

Rubem Ludolf

52

Selecionados 92

Rubem Valentim

54

 

Endereços

108

Construção do Imaginário Ribeirinho

56

Fichas técnicas

110

Rio afora, leito adentro

57

Agradecimentos

111

Edgar Santana Garça

58

Patrocinadores 112

Dídimo Ferreira Lúcio Alves Chagas

58

59

Apoios

112

Edgar Santana Garça 58 Patrocinadores 112 Dídimo Ferreira Lúcio Alves Chagas 58 59 Apoios 112 7
Comissão de Seleção O curador Tadeu Chiarelli, o artista plástico Miguel Rio Branco, a pesquisadora

Comissão de Seleção

O curador Tadeu Chiarelli, o artista plástico Miguel Rio Branco, a pesquisadora em arte Mariza Mokarzel, o arquiteto e pesquisador Cristovão Duarte e o curador Marcus Lontra.

e pesquisador Cristovão Duarte e o curador Marcus Lontra. Comissão de Premiação Cristovão Duarte, Mariza Mokarzel

Comissão de Premiação

Cristovão Duarte, Mariza Mokarzel e Marcus Lontra

Cristovão Duarte e o curador Marcus Lontra. Comissão de Premiação Cristovão Duarte, Mariza Mokarzel e Marcus

Detalhe da Obra de Celso Renato de Lima

Museu do Estado do Pará

Artes Plásticas

A Consagração Moderna: Construção da Forma (Anos 50/60)

Curadoria de Marcus de Lontra Costa

Pará Artes Plásticas A Consagração Moderna: Construção da Forma (Anos 50/60) Curadoria de Marcus de Lontra

Um olhar sobre a história

A mostra “A Consagração Moderna: Construção da Forma - Anos 50/60” reúne

uma seleção de obras-primas de uma das mais importantes coleções de arte brasileira, a coleção João Sattamini, que se encontra sob a guarda e a responsabilidade do Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Segundo os princípios estabelecidos pela curadoria de se fazer, em Belém, um levantamento expressivo de vários momentos do modernismo, desta vez o público terá acesso a pinturas e esculturas que dialogam com a produção e

o pensamento estético de um dos mais ricos períodos da história da arte no mundo e, em especial, no Brasil.

O modernismo que se inicia no princípio do século, com o advento do cubismo,

e se desenvolve nos anos seguintes como estratégia de ação de um mundo em processo

crescente de industrialização, cria novos desafios para o objeto de arte. O modernismo responde a essa nova e crescente realidade com a valorização dos elementos fundadores da obra, em busca da Verdade como estratégia de valorização da Forma e apostando na Utopia como justificativa teórica para se preparar a Arte para um futuro mais justo e mais democrático.

Ao mesmo tempo, artistas inquietos estabeleciam uma espécie de articulação inteligente sobre a função e o papel da arte nos tempos modernos, criando desafios e provocando a inteligência e a sensibilidade ainda comprometidas com certos princípios que caracterizam a arte do século XIX. Os movimentos estéticos de caráter abstrato que se afirmaram na década de 20 cedem lugar a algumas manifestações passadistas em função do advento dos movimentos totalitários de direita que acabaram por provocar a eclosão da 2ª Guerra Mundial. Os anos 50 marcam, portanto, a retomada da inteligência, dos caminhos originais que o modernismo se propõe a perseguir: é nesse momento em que

a ação modernista se organiza e os movimentos estéticos buscam a sua consagração.

é nesse momento em que a ação modernista se organiza e os movimentos estéticos buscam a

No Brasil, os anos 50 marcam a presença dos dois maiores líderes políticos que o Brasil produziu. Na primeira metade da década, o totalitário ditador Vargas retorna ao poder e se afirma como o homem de seu tempo, comprometido com o presente, adotando políticas nacionalistas de forte impacto na economia e na sociedade brasileira. Na última metade da década, surge Juscelino Kubitschek, que lança as bases de um país “condenado ao moderno”. O seu governo, marcado pela audácia, arrojo e dinamismo, se define pela filosofia moderna e Brasília se transforma na jóia maior do movimento modernista em sua escala monumental e apoteótica.

É a época dos movimentos concretistas e neoconcretistas, da bossa nova, do cinema novo e de tantas manifestações artísticas que ainda hoje marcam a cena brasileira. Os movimentos abstratos de caráter geométrico ou informal marcaram esse momento de consagração da forma. De um lado, a identificação da geometria como projeto, como

construção, como metáfora de um país a ser formado; de outro, a vocação expressionista,

a diferença, a tensão do homem diante do mundo, diante da desigualdade social e da luxúria da paisagem.

Aqui, na nossa terra, nesse país enorme e assustador que nos amedronta e fascina,

a arte há de ser assim, projeto e desafio, construção e conservação. A arte dos anos 50 e

dos primeiros anos da década de 60 dedicou-se a estabelecer uma síntese entre o espírito internacional e a realidade nacional: as obras que surgem nesse período são, antes de tudo, agentes de uma batalha, ícones de uma luta ainda a ser vencida. Trazê-las a Belém, portal da Amazônia, assume a metáfora sensível de trazer a criatura ao seu berço. Muito mais do que pinturas e esculturas de grande valor, elas são ícones de nossa nacionalidade, objetos regidos pelam coragem e pela ousadia, retratos do que temos de melhor, fluidos perfumados e eternos de nossa presença nessa terra, nesse canto, ou recanto, onde nos irmanamos e identificamos as mesmas experiências, os mesmos valores.

Marcus de Lontra Costa

Rio de Janeiro, setembro de 2004.

e identificamos as mesmas experiências, os mesmos valores. Marcus de Lontra Costa Rio de Janeiro, setembro

Amilcar de Castro

Paraisópolis - MG, 1920 / Belo Horizonte - MG, 2002

Foi aluno de

Guignard e Franz Weissmann. Começou a carreira trabalhando com o desenho, mas logo partiu para o tridimensional. Foi um dos artistas que assinaram o Manifesto Neoconcreto em 1959. Foi professor de composição e escultura da Escola Guignard e lecionou na Fa- culdade de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais até o início da década de 90, quando passou a se dedicar somente à produção artística. Em suas últimas esculturas,

deixa as figuras geométricas regulares que caracterizaram um período de sua produção. Suas obras dialogam com a paisagem, num exemplo de geometria mais humana.

Escultor, gravador, desenhista, diagramador, cenógrafo e professor.

S/título, s/data, ferro, 81,5 x 80 x 41 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

diagramador, cenógrafo e professor. S/título , s/data, ferro, 81,5 x 80 x 41 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Athos Bulcão

Rio de Janeiro - RJ, 1918

Deixou a medicina para se dedicar à pintura. Fez parte do Grupo Dissidente, for- mado por jovens artistas que se recusavam a fazer parte da Escola de Belas Artes. Fez sua primeira individual a convite de Oscar Niemeyer e estagiou no ateliê de Cândido Portinari. Trabalhou com artes gráficas e, durante toda a carreira, trabalhou em parceria com vários arquitetos, deixando suas obras em alguns dos principais edifícios modernos brasileiros. Em seus azulejos, destacam-se a modulação e o grafismo criados com habilidade a partir

Sua obra se notabiliza pelo equilíbrio na relação entre arte e

arquitetura, trabalhando com as peculiaridades oferecidas pelo espaço projetado, assim

como com as relações desse espaço com a paisagem e com a natureza.

das formas geométricas.

Máscara , 1981 acrílica, durepox, aglomerado e caixa de madeira 41,5 x 39,7 x 7,5 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

, 1981 acrílica, durepox, aglomerado e caixa de madeira 41,5 x 39,7 x 7,5 cm Coleção

Celso Renato de Lima

Rio de Janeiro - RJ, 1919 / Belo Horizonte - MG, 1992

Celso aprendeu a pintar com o pai, Renato Augusto de Lima. Trabalhou por vinte anos como advogado, mantendo as artes plásticas como atividade paralela. Tem impor- tante papel na arte mineira de meados dos anos 70 até sua morte. É considerado, junto

um dos mais singulares artistas em diálogo com a tradição cons-

nos primeiros anos da década de

60, é marcado pela influência da abstração informal. Mas são especialmente as pinturas

trutiva em Minas Gerais.

a Amilcar de Castro,

O início da sua produção,

abstrato-geométricas realizadas em pranchas de concretagem, tapumes e tábuas velhas de construção que inscreveram o nome de Celso Renato no panorama da arte brasileira.

o nome de Celso Renato no panorama da arte brasileira. Sem título , déc.80 óleo sobre

Sem título, déc.80 óleo sobre tela 71,5 x 91,5 x 4cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Dionísio Del Santo

Colatina - ES, 1925 / Vitória - ES, 1999

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista autodidata, foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte como o autor da melhor exposição de gravura de 1975. Entre as exposições que participou, destacam-se a 9ª Bienal Internacional de São Paulo (1967),

onde ganhou prêmio aquisição, o Salão Nacional

na Arte, no MAM/RJ (1977),

e Tradição e Ruptura: Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, na Fundação Bienal de São

Paulo (1984/1985). Sobre as obras de Del Santo, o crítico Walter Zanini diz: “Quase à maneira de um puzzle, ele arma mundos fantasiosos valendo-se de formas geométricas distribuídas com precisão no espaço. Fundem-se a elas equilibradas dosagens de cor contrastante”.

Rio de Janeiro

(1968), com

de Arte Moderna do

prêmio Isenção do Júri,

Projeto Construtivo

Linear cubo (vibrações em P&B), 1976 óleo sobre cordão e tela calada em madeira 78 x 78 x 4 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

em P&B) , 1976 óleo sobre cordão e tela calada em madeira 78 x 78 x

Eduardo Sued

Rio de Janeiro - RJ, 1925

Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se em engenharia em 1948. Estu- dou desenho e pintura com Henrique Boese e trabalhou como desenhista no escritório do

arquiteto Oscar Niemeyer. No início dos anos 50, viaja a Paris, onde entra em contato com as obras de Picasso, Miró, Matisse e Braque. De volta ao Rio de Janeiro, estuda gravura com Iberê Camargo. Desvinculado de movimentos, permanece alheio aos debates entre concretos e neoconcretos nos anos 50 e às discussões sobre a nova figuração na década

uma breve etapa figurativa,

seguinte,

mas logo se encaminha para a abstração geométrica. Nos anos 70, conquista um domínio da linguagem construtivista, desenvolvendo sua obra a partir da reflexão acerca de Piet

Mondrian e da Escola Bauhaus.

atuando isoladamente. Sua carreira artística tem

Sem título, 1986 óleo sobre tela 200 x 105 x 4 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Sua carreira artística tem Sem título , 1986 óleo sobre tela 200 x 105 x 4

Arcangelo Ianelli

São Paulo - SP, 1922

no desenho como autodidata. Depois estudou perspectiva na As-

sociação Paulista de Belas Artes e pintura com Colette Pujol. Ainda na década de 40, freqüentou o ateliê de Waldemar da Costa ao lado de Charoux, Fiaminghi e Maria Leon- tina. Na década de 50, fez parte do Grupo Guanabara, com Manabu Mabe. Participou de importantes exposições no Brasil e no exterior, como o Salão Nacional de Arte Moderna (1951) e o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea. Realizou individuais no Peru, Itália,

60, voltou-se para a pintura

abstrata.

“a pintura de Ianelli não se entrega,

Alemanha, França, Estados Unidos e

Ianelli

iniciou

Equador.

Nos anos

Na opinião do crítico Frederico Morais,

nunca, num primeiro contato. Exige contemplação demorada, quase amorosa, a fim de que aquilo que está no fundo (da tela, do ser) venha ao primeiro plano, deixando no

espectador uma sensação de calma e de bem-estar espiritual.”

uma sensação de calma e de bem-estar espiritual.” Grafismo em branco nº 2 , 1969 óleo

Grafismo em branco nº 2, 1969 óleo sobre tela 242,5 x 172 x 4,5 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Ione Saldanha

Alegrete - RS, 1919 / Rio de Janeiro - RJ, 2001

Pintora e escultora. Começa seus estudos no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo,

no Rio de Janeiro, em

ao Brasil, participa, com destaque de exposições importantes, como a divisão moderna do Salão Nacional de Belas Artes e a Bienal Internacional de São Paulo. A partir de 1968, adota suportes diversos, como ripas, bambus e bobinas de madeira para cabos elétricos. Mesmo se mantendo à margem do movimento neoconcretista, Ione se aproxima dessa experiência criativa. Ao longo dos anos 60, sua pintura se desloca da tela para os obje- tos. Suas fachadas se transformam em ripas soltas no espaço. Considerada pelos críticos como uma das grandes coloristas da arte brasileira, Ione integra a liberdade de suas cores

à paisagem do dia-a-dia.

De volta

1948, e continua seu aprendizado em Paris e Florença.

Sem título, sem data acrílica sobre bambu 165 x 17 Æ cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Sem título, sem data acrílica sobre bambu 120 x 14,5 Æcm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Sattamini/MAC-Niterói Sem título , sem data acrílica sobre bambu 120 x 14,5 Æcm Coleção Sattamini/MAC-Niterói 24

Joaquim Tenreiro

Melo - Portugal, 1906 / Itapira - SP, 1992

aos dois anos de idade, quando sua

família fixa residência em Niterói, Rio de Janeiro. Retorna várias vezes a Portugal, onde tem as primeiras aulas de pintura, e volta definitivamente ao Brasil em 1928. Filho e neto

de marceneiros, aprende a trabalhar com a madeira ainda na infância e se torna projetista de móveis. Trabalha para lojas importantes e ganha destaque como designer especial- mente a partir de uma parceria com o arquiteto Oscar Niemeyer. Em meados dos anos 40, inaugura sua própria loja, que se transforma numa das galerias de arte pioneiras do país: a primeira a expor Volpi e promover Oswaldo Goeldi, Portinari, Bonadei, Bruno Giorgi, Ivan Serpa e Lívio Abramo, entre outros. Participou, na década de 30, do Núcleo Bernadelli, ao lado de pintores como José Pancetti e Milton Dacosta. No final da década de 60, passou a se dedicar principalmente à escultura, com uma produção que alia as ca- racterísticas modernas do despojamento e simplicidade ao uso de materiais brasileiros.

Pintor, escultor e designer. Chega ao

Brasil

Jacarandá - óleo vermelho, 1975 madeira, 73,5 x 77 x 10,5 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

. Chega ao Brasil Jacarandá - óleo vermelho , 1975 madeira, 73,5 x 77 x 10,5

Lygia Clark

Belo Horizonte - MG, 1920 / Rio de Janeiro - RJ, 1988

Pintora e escultora. No final na década de 40, chega ao Rio de Janeiro, onde estuda

com Burle Marx. Entre 1950 e 1952, vive em

Fernand Léger,

liderado

Lygia Pape, Aluísio Carvão, Décio

Vieira e Franz Weissmann, entre outros. É uma das fundadoras do Grupo Neoconcreto.

da pintura aos objetos tridimensionais,

com trabalhos como a

à exploração sensorial e para a chamada body art, em trabalhos

como A Casa é o Corpo, do mesmo ano. Para a pesquisadora de arte Maria Alice Milliet, Lygia Clark é, entre os artistas vinculados ao concretismo, a que melhor compreende as

relações espaciais do plano. Sua poética caminha no sentido da não-representação e da superação do suporte.

Passa, gradativamente, série Bichos, de 1968,

por Ivan Serpa e formado ainda por Hélio Oiticica,

Arpad Szenes e Isaac

Paris, onde estuda com

Dobrinsky.

De volta ao

Brasil, integra o Grupo Frente,

Superfície modulada nº 5, sem data duco sobre madeira 116 x 72 x 1 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Grupo Frente, Superfície modulada nº 5 , sem data duco sobre madeira 116 x 72 x

Lothar Charoux

Viena - Áustria, 1912 / São Paulo - SP, 1987

Pintor, desenhista e professor. Chega ao Brasil em 1928, fixando-se em São Paulo, depois de ter iniciado seus estudos artísticos com o tio escultor Siegfried Charoux, ainda

Na década de 30, passa pelo Liceu de Artes e Ofícios e torna-se aluno de

Waldemar da Costa na década seguinte. Posteriormente, torna-se professor de desenho no

mesmo liceu e no Senai. É um dos fundadores do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar

1963, participa da

criação de outro grupo, a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, ao lado de Fiaminghi e Luiz Sacilotto. Eleito melhor desenhista em 1972 pela Associação Paulista de Críticos de Arte, Charoux é considerado um artista absolutamente fiel às questões formais

lançadas pelo movimento concretista nos anos 50.

Cordeiro,

na Áustria.

Geraldo de Barros e Anatol Wladyslaw, entre outros. Em

Sem título, s/data acrílica sobre tela 102 x 37 x 3,5 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

entre outros. Em Sem título , s/data acrílica sobre tela 102 x 37 x 3,5 cm

Milton Dacosta

Niterói - RJ, 1915 / Rio de Janeiro - RJ, 1988

Inicia estudos de desenho e pintura em

1929 com o alemão August Hantv. Depois do fechamento da Escola Nacional de Belas

Artes por conta da Revolução de 30,

Bustamante Sá e Ado Ma-

lagoli, entre outros, criam o

ganho no Salão Nacional de Belas Artes de 1944, viaja a Nova Iorque, onde estuda na

Núcleo Bernardelli. Com o prêmio de viagem ao exterior

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador.

Dacosta, Edson Motta,

Artist’s League of America. Depois segue para Lisboa e, após passar por vários países,

É onde conhece

fixa-se em Paris para estudar na Académie de La Grande Chaumière.

Picasso e freqüenta os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Volta ao Brasil em

1947 e nos anos seguintes desenvolve uma obra de cunho construtivista, até voltar ao

figurativo com a série de gravuras coloridas em metal “Vênus”, nos anos 60, que trouxe-

ram notoriedade à sua obra.

nos anos 60, que trouxe- ram notoriedade à sua obra. Encontro I , 1961 óleo sobre

Encontro I, 1961 óleo sobre tela 87 x 107 x 5 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Abraham Palatnik

Natal - RN, 1928

Pintor, desenhista e também considerado como um dos pioneiros da arte cinética no mundo. Filho de judeus russos, passou a infância e a juventude em Tel Aviv, Israel, onde estudou mecânica na Escola Técnica Montefiori e também freqüentou os ateliês do pintor Haaron Avni e do escultor Sternshus e foi aluno de estética de Shor. Também

estudou no Instituto Municipal de Arte de Tel Aviv antes de voltar ao Brasil, em

Nesse período, conhece o trabalho de arte desenvolvido pela doutora Nise da Silveira no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, contato que, junto às discussões conceituais com o crítico Mário Pedrosa, fundamentam a ruptura que viria a imprimir em sua obra. Em 1949, inicia estudos no campo da luz e do movimento e, dois anos depois, expõe seu primeiro aparelho cinecromático na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. É recusado pelo júri nacional por não se enquadrar em nenhuma categoria, mas

1948.

recebe menção honrosa do júri internacional. Integrou o Grupo Frente, aproximando-se da poética visual dos concretos e neoconcretos. O rigor matemático é uma constante em sua produção, atuando como importante recurso de ordenação do espaço. Suas obras integram coleções particulares e de importantes museus europeus e norte-americanos.

e de importantes museus europeus e norte-americanos. Sem título , 1965 construção em madeira laminada 132

Sem título, 1965 construção em madeira laminada 132 x 121 x 2 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Farnese de Andrade

Araguari - MG, 1926 / Rio de Janeiro - RJ, 1996

Estuda desenho com Guignard na Escola do Parque antes de mudar-se para o Rio de Janeiro em 1848 para tratar uma tuberculose pulmonar. Até 1960, trabalha como ilustrador para diversas revistas e jornais, como o Suplemento Literário do Diário de Notícias, Correio da Manhã, O Cruzeiro e Manchete. Em 1959, passa a freqüentar o Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde estuda as técnicas da gravura em metal

com Johnny Friedlaender. Em

as matrizes para suas gravuras abstratas,

materiais descartados,

coletados

com formas regulares e cores fortes. Aos poucos, também incorpora peças adquiridas em antiquários e depósitos de materiais usados, assim como fotografias antigas e resina de poliéster. Seus temas mais constantes são relacionados à noção de vida, fecundação, germinação, nascimento e morte, indicada pela fragmentação dos corpos.

1964, começa a criar obras com

Daí saem

nas praias e

nos aterros.

Barriga, coração, memórias, 1976/82 madeira (gamela), foto resinada, ex-voto 85 x 58 x 35 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

memórias , 1976/82 madeira (gamela), foto resinada, ex-voto 85 x 58 x 35 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Flavio-Shiró

Sapporo - Japão, 1928

Pintor, gravador, desenhista e cenógrafo. Chega ao Brasil em 1932 e fixa-se com

a família na colônia japonesa de Tomé-Açu (PA). Já em

São Paulo, na década de 40,

estuda na Escola Profissional

Santa Helena,

onde conhece Volpi, Francisco Rebolo, Mario Zanini e Manoel Martins. Depois, integra

o Grupo Seibi e o Grupo 15. Com bolsa de estudos, viaja a Paris, onde permanece de

1953 a 1983. Na volta ao Brasil, participa do Grupo Austral (Movimento Phases) de São Paulo. Para o crítico Georges Boudaille, Flavio-Shiró “atinge por um estilo que se poderia

qualificar de realismo lírico não figurativo. Não é a paisagem que se encontra nas raízes de cada uma das suas composições, mas a lembrança global da natureza brasileira, com sua vegetação, sua fauna e sempre uma presença humana consciente de sua impotência diante dos fenômenos da vida, mas espectadora vigilante, pronta a lhe interpretar o valor sugestivo, simbólico e poético.”

Marcelo Grassmann

Getúlio Vargas, onde torna-se amigo de Octávio Araújo,

e Luiz

Sacilotto.

Nessa época,

freqüenta o Grupo

Hiver, 1965 óleo sobre tela 192 x 112 x 5 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Nessa época, freqüenta o Grupo Hiver , 1965 óleo sobre tela 192 x 112 x 5

Samson Flexor

Romênia, 1907 / São Paulo - SP, 1971

Pintor, desenhista, muralista e professor, Flexor estudou pintura na Académie Roya-

1922. Dois anos depois, segue

para Paris, onde estudou, entre outros, com Lucien Simon. Foi lá onde fez sua primeira

individual na Galeria Campagne Première, aos 20 anos.

1933, Flexor passa a executar, depois disso,

pinturas murais de temática religiosa. A participação na resistência à ocupação nazista o

obrigou a deixar Paris em 1940, período em que suas pinturas tornam-se sombrias e em que inicia estudos expressionistas e cubistas sobre a Paixão de Cristo.

Em 1948, muda-se definitivamente para o Brasil, fixando-se em São Paulo. O artista foi um dos introdutores do abstracionismo no Brasil. Sua obra é variada e independente, indo da figuração cubista à abstração geométrica, sem deixar de lado a pintura de temá- tica religiosa e os retratos.

le des Beaux-Arts,

na Bélgica, para onde mudou-se em

Judeu convertido ao catolicismo em

Geométrico, 1957 óleo sobre tela 133 x 100 x 3 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

convertido ao catolicismo em Geométrico , 1957 óleo sobre tela 133 x 100 x 3 cm

Tomie Ohtake

Kyoto - Japão, 1913

Chegou ao Brasil em 1936 e naturalizou-se brasileira em 1967. Iniciou-se nas artes plásticas na década de 50 e, nos anos seguintes, participou de diversas bienais e salões, sendo premiada na maioria deles. Participou das bienais de Veneza, Tóquio e Kyoto, Ha- vana e Cuenca. Suas obras integram acervos de importantes museus no Brasil e exterior, como o Museu de Arte de São Paulo, Museu Nacional de Belas Artes, e as coleções The National Museum of the Women in the Arts e Art Museum of the Americas, ambas em Washington DC. A pintura tem sido sua expressão mais constante, mas a artista também vem trabalhando com gravura, painéis murais, cenografias e escultura. Com uma obra

de caráter abstrato calcada no interesse pela geometria,

livre, Tomie fez da cor um veículo essencial para seu discurso poético.

mas com a suavidade da mão

para seu discurso poético. mas com a suavidade da mão Pintura , 1963 óleo sobre tela

Pintura , 1963 óleo sobre tela 137,2 x 87,2 x 4 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Iberê Camargo

Restinga Seca - RS, 1914 / Porto Alegre - RS, 1994

Pintor, gravador e desenhista, começou a estudar pintura ainda no Sul, onde freqüen- tou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. Em 1942, muda-se para o Rio de Janeiro, onde freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes e, decepcionado, acaba abandonando o curso para estudar com Guignard, fundando em seguida o Grupo Guignard. Sempre combativo, organizou, com Djanira e Milton Dacosta, o Salão Preto e Branco e o Salão Miniatura, os dois em protesto às altas taxas de importação de material artístico.

Iberê Camargo sabe que em arte as melhores realizações

“Camargo sempre virou as costas para a arte

oficial e toda tentativa nesse sentido morreu em embrião

vezes mesmo vulcânica, como uma lava cuja torrente chega até nós.”

ultrapassam o raciocínio dedutivo e diz:

sua pintura é virulenta, às

Para Pierre Courthion,

(

)

Estrutura de Carretéis I, 1963 óleo sobre tela 64,3 x 102,5 x 3 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Courthion, ( ) Estrutura de Carretéis I , 1963 óleo sobre tela 64,3 x 102,5 x

Ivan Serpa

Rio de Janeiro - RJ, 1923 / Rio de Janeiro - RJ, 1973

Pintor, gravador e desenhista, Ivan Serpa foi o líder do Grupo Frente, que reuniu Franz Weissmann, Lygia Clark, Aluísio Carvão, Hélio Oiticica, Décio Vieira e Lygia Pape entre 1954 e 1956. Desde o final dos anos 40, dedicou-se não só ao fazer, mas ao ensino da arte. Fez parte da equipe de educação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,

onde tornou-se, segundo o crítico Reynaldo Roels,

“a alma dos cursos da instituição”.

Também foi um dos fundadores do Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. A obra de Ivan Serpa, desde o início de sua carreira, oscila entre o figurativismo e a arte concre-

ta. Sobre ele, Walter Zanini disse que nenhum pintor brasileiro conheceu, neste século, variações e rupturas de conteúdo e forma tão radicais.

variações e rupturas de conteúdo e forma tão radicais. Sem título (Fase Negra) , 1964 óleo

Sem título (Fase Negra), 1964 óleo sobre tela 3.128,5 x 103 x 4 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Frans Krajcberg

Kozienice - Polônia, 1921

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo, Krajcberg chegou ao Brasil em 1948, depois

de perder toda a família no Holocausto, e naturalizou-se brasileiro em

1957. Tinha es-

tudado artes em Leningrado e, após a guerra, freqüentou a Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde foi aluno de Willy Baumeister. Depois de passar por São Paulo, fixou-se no Paraná, onde se isolou no meio da floresta para pintar. Mas suas primeiras esculturas

com troncos de árvores mortas só surgiriam por volta de 1964, quando ele se instalou em Cata Branca, Minas Gerais, depois de anos entre Paris, Ibiza e Rio de Janeiro. Vencedor do Prêmio Multicultural Estadão em 1998, o artista fez várias viagens para a Amazônia e para o Pantanal, documentando os desmatamentos e recolhendo materiais para suas

obras, como raízes e troncos calcinados.

Na opinião do crítico Roberto Pontual, Frans

Krajcberg encontra no meio natural sua única raiz: “um estrangeiro em todo canto, salvo

onde faz da matéria da paisagem a matéria da sua linguagem.”

faz da matéria da paisagem a matéria da sua linguagem.” Sem título , déc.80 pigmento natural

Sem título, déc.80 pigmento natural sobre caules de palmeira

322 x 40 x 47 cm

Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Sem título, déc.80 pigmento natural sobre caules de palmeira

303 x 44 x 48 cm

Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Wega Nery

Corumbá - MT, 1912

Wega Nery sempre teve paixão pela escrita e pela pintura. Começou publicando suas poesias na revista carioca O Malho e, incentivada pelo marido, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo. Mas escolheu definitivamente a pintura quando o crítico e tradutor Sérgio Milliet lhe disse que seus desenhos diziam mais. Nos anos 50, aperfeiçoa seus estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Sa- mson Flexor. Integra-se ao Grupo Guanabara e ao Atelier-Abstração liderado por Flexor, participando de exposições dos dois grupos, além de salões, como a Bienal Internacional de São Paulo, onde foi eleita a melhor desenhista nacional em 1957. No comentário de Léo Gilson Ribeiro, “a pintura de Wega está curiosamente isolada da pintura brasileira do seu tempo. Recusando-se todos os rótulos e inovações técnicas, ela é fiel a uma visão interior. Porque os quadros de Wega são comparáveis a abalos sísmicos, a explosões no espaço, à formação de novas galáxias.”

explosões no espaço, à formação de novas galáxias.” Escalada azul , 1976 óleo sobre tela 122

Escalada azul, 1976 óleo sobre tela 122 x 132 x 3 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Rubem Ludolf

Maceió - AL, 1932

Pintor, arquiteto e paisagista, Ludolf formou-se pela Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil em 1955, mesmo período em que teve aulas com Ivan Serpa e tomou parte no Grupo Frente. Entre as exposições de que participou, destacam-se a Bienal Internacional de São Paulo (de 1955 a 1973), a Exposição Nacional de Arte Concreta do MAM/SP e o Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro, do qual participou em várias edições entre 1956 e 1972.

o crítico de arte Mário Pedrosa diz que: “apesar de os

artistas concretos do Rio de Janeiro logo terem se desvinculado da ortodoxia do Grupo

Ludolf manteve-se fiel aos

Ruptura de São

princípios teóricos que nortearam o manifesto paulista. Sua obra seguiu regularmente as questões das estruturas seriadas, dos efeitos ópticos orientados pela visão gestáltica do espaço, da cor programada. Para Rubem Ludolf, a superfície do quadro funciona como um campo de forças onde os elementos, dispostos dinamicamente, se atraem em jogos

de ambivalências visuais.”

Sobra a obra de

Ludolf,

Paulo, criando o

movimento neoconcreto,

Azul, 1963 óleo sobre tela 101 x 74 x 3 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Paulo, criando o movimento neoconcreto, Azul , 1963 óleo sobre tela 101 x 74 x 3

Rubem Valentim

Salvador - BA, 1922 / São Paulo - SP, 1991

Escultor, pintor, gravador e professor, começa como pintor autodidata e, entre 1946 e 1947, participa do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, junto a Mário Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros. Suas obras evocam os signos de uma simbologia mágica retirados dos cultos negros e tradições populares da Bahia. O próprio Valentim definiu seu trabalho e seus anseios: “Minha arte tem um sentido monumental intrínseco.

Vem do rito, da festa. Busca as raízes e poderia reencontrá-las

no espaço, como uma

espécie de ressocialização da arte, pertencendo ao povo. É a mesma monumentalidade dos totens, ponto de referência de toda a tribo. Meus relevos e objetos pedem fundal- mentalmente o espaço. Gostaria de integrá-los em espaços urbanísticos, arquitetônicos,

paisagísticos.”

espaços urbanísticos, arquitetônicos, paisagísticos.” Pintura 28 , 1965/66 têmpera sobre tela 102 x 75 x 3

Pintura 28, 1965/66 têmpera sobre tela 102 x 75 x 3 cm Coleção Sattamini/MAC-Niterói

Museu do Estado do Pará

Artes Plásticas

Construção do Imaginário Ribeirinho

Curadoria de Emanuel Franco

Museu do Estado do Pará Artes Plásticas Construção do Imaginário Ribeirinho Curadoria de Emanuel Franco 56

Rio afora, leito adentro

O rio percorre a imagem das ocorrências e transborda, leito adentro, carregando

em seu bojo um turbilhão de signos imaginários.

Cobras-grandes, matintas, iaras, curupiras e mães-do-rio, vindos dos brasis dos vieiras e das amazonas alexandrinas, tomam fôlego na argila, na cortiça do mangue, na casca do muricizeiro, no sabugo dos miritis, na tala do guarumã. Modelados, tecidos, talhados, cravados ou, simplesmente, marcados pelo tempo - trópico e úmido -, tomam formas de gente e de assombração.

Os dançarinos de carimbó do Báda, as máscaras de papier mâcher do Lúcio, do Dídimo, do Edgar; as boiúnas do Elias do Mar; os cascos do Jota; os miritis do Amadeu, do Manuel; os pássaros de madeira do Piauí do Abel; os índios do Chico Paes; os paneiros incomuns do Anastácio; os animais de balata do Osvaldo Leonel; os bichos-troncos do falecido Ismael, do R.Rodrigues; os anjos taperebazeiros do Ronaldo; os bastões pintados do Rui; e os recortes da infância da bola de seringa, das panelas de barro e das tartarugas de gurijuba.

Esse percurso, rio afora, compõe-se de um conjunto de recortes ingênuos e autênti- cos, estruturados em parceria com o organismo sedimentado pela região. A cada núcleo de intenções percorrido, vinha a expectativa de encontrar uma intimidade por trás do peculiar, escondida entre os lençóis de barro, os mantos de serragens, os chãos de asso- alhos, os jiraus de águas cristalinas. Alfarrábios escondidos em trouxas de redes.

Encontramos raridades. Deslocamentos “eirónianos”. Doses de fermentos que dilatam os olhos de qualquer investigador de surpresas e de um iniciante connaisseur. Nesse transcurso, parecia nascer novo rumo de expedições pelas veias transbordantes desse verdevagomundo do meu caro Benedicto.

De abril a setembro, percorremos dezoito municípios paraenses, banhados por rios ou entrecortados por eles, do Marajó ao Baixo Amazonas, ora em companhia das lentes inquietas do Raimundo Paccó, ora ao lado do olhar sutil do Fernando Araújo, ou na boa companhia do Aureliano.

Entramos, sem constrangimento, no universo criativo de cada nosso artista, pro- curando obter sua representatividade no espaço projetado, não esquecendo da unidade expositiva, poética e valorização do objeto transportado.

À Roberta, Daniela e Marcus Lontra, vai um assovio, rio adentro, porque foram

eles que abriram caminhos para essa ilharga da imaginação.

Emanuel Franco

caminhos para essa ilharga da imaginação. Emanuel Franco 57 Bolas de látex produzidas na comunidade de
caminhos para essa ilharga da imaginação. Emanuel Franco 57 Bolas de látex produzidas na comunidade de

57

Bolas de látex produzidas na comunidade de Surucuá, Santarém-PA.

Dídimo Ferreira Máscaras carnavalescas em papier mâcher , com formas de gente e animais, são

Dídimo Ferreira

Máscaras carnavalescas em papier mâcher, com formas de gente e animais, são produzidas pelo artista em Óbidos.

Edgar Santana Garça

Os cabeções dos bois de máscaras de São Caetano de Odivelas são o universo da produção do artista.

Garça Os cabeções dos bois de máscaras de São Caetano de Odivelas são o universo da
Garça Os cabeções dos bois de máscaras de São Caetano de Odivelas são o universo da
Garça Os cabeções dos bois de máscaras de São Caetano de Odivelas são o universo da
Lúcio Alves Chagas A tradição dos mascarados e cabeçu- dos do Boi Tinga e Boi

Lúcio Alves Chagas

A tradição dos mascarados e cabeçu- dos do Boi Tinga e Boi Faceiro estão presentes na obra do Lúcio Chagas em São Caetano de Odivelas.

na obra do Lúcio Chagas em São Caetano de Odivelas. Edgar Santana Garça Jr. Acompanha o
na obra do Lúcio Chagas em São Caetano de Odivelas. Edgar Santana Garça Jr. Acompanha o

Edgar Santana Garça Jr.

Acompanha o pai no ofício de construir máscaras para os cordões juninos de São Cae- tano de Odivelas.

Garça Jr. Acompanha o pai no ofício de construir máscaras para os cordões juninos de São
Ismael Ferreira dos Santos (In memorian) O “Preá” fazia suas esculturas em toras de madeira,

Ismael Ferreira dos Santos (In memorian)

O “Preá” fazia suas esculturas em toras de madeira, aproveitando os recortes naturais para criar formas de gente e animais, em São Caetano de Odivelas. Faleceu em setem- bro de 2004.

os recortes naturais para criar formas de gente e animais, em São Caetano de Odivelas. Faleceu
As tartarugas de gurijuba são os ossos da cabeça da gurijuba, peixe da costa do

As tartarugas de gurijuba são os ossos da cabeça da gurijuba, peixe da costa do Pará que, na interpretação dos pescadores da Zona do Salgado paraense, têm forma de quelônio.

da Zona do Salgado paraense, têm forma de quelônio. Panelas de cerâmica produzidas pela comunidade de

Panelas de cerâmica produzidas pela comunidade de Lago Grande, em Santarém-PA

paraense, têm forma de quelônio. Panelas de cerâmica produzidas pela comunidade de Lago Grande, em Santarém-PA
Anastácio dos Santos Dias O “Nenê” tece paneiros com formas e dimensões variadas, com talas

Anastácio dos Santos Dias

O “Nenê” tece paneiros com formas e dimensões variadas, com talas das palmeiras do Rio Mojuim, em São Caetano de Odivelas.

das palmeiras do Rio Mojuim, em São Caetano de Odivelas. Amadeu Gonçalves de Sá Os brinquedos
das palmeiras do Rio Mojuim, em São Caetano de Odivelas. Amadeu Gonçalves de Sá Os brinquedos

Amadeu Gonçalves de Sá

Os brinquedos de miriti, vendidos no período do Círio de Nazaré, são construídos na região de Abaetetu- ba. Amadeu de Sá faz parte da co- munidade de artesãos que produz esses brinquedos.

na região de Abaetetu- ba. Amadeu de Sá faz parte da co- munidade de artesãos que

Rui Valente

Produz no ateliê Pinta Cuia, em Monte Alegre, fabricando peças va- riadas. Entre elas, bastões coloridos de madeira.

va- riadas. Entre elas, bastões coloridos de madeira. Francisco de Paulo Maués Paes Chico Paes é
va- riadas. Entre elas, bastões coloridos de madeira. Francisco de Paulo Maués Paes Chico Paes é

Francisco de Paulo Maués Paes

Chico Paes é escultor e trabalha com entalhes em madeira. Seu universo de produção é o imaginário da região de Abaetetuba.

é escultor e trabalha com entalhes em madeira. Seu universo de produção é o imaginário da
Raimundo Rodrigues dos Santos Mora na Praia do Pesqueiro, no Marajó. Trabalha com esculturas, aproveitando

Raimundo Rodrigues dos Santos

Mora na Praia do Pesqueiro, no Marajó. Trabalha com esculturas, aproveitando as raízes da região.

Trabalha com esculturas, aproveitando as raízes da região. Manuel Abel Sacramento Constrói em madeira suas minia-
Trabalha com esculturas, aproveitando as raízes da região. Manuel Abel Sacramento Constrói em madeira suas minia-

Manuel Abel Sacramento Constrói em madeira suas minia- turas coloridas de pássaros. Filho de Cametá, reside e trabalha em Belém.

Ronaldo Guedes Usa a casca do taperebazeiro para criar seus anjos, mitos e animais de
Ronaldo Guedes Usa a casca do taperebazeiro para criar seus anjos, mitos e animais de

Ronaldo Guedes

Usa a casca do taperebazeiro para criar seus anjos, mitos e animais de Soure (Marajó).

para criar seus anjos, mitos e animais de Soure (Marajó). Elias Corrêa do Mar Os animais,

Elias Corrêa do Mar

Os animais, cobras e pássaros do Elias são feitos de raízes, troncos e cipós das matas da vila de Cajú (Curuçá) e representam as espécies da região.

são feitos de raízes, troncos e cipós das matas da vila de Cajú (Curuçá) e representam

Jackson Rodrigues Gibson

O “Jota” trabalha com cerâmica e madeira. Seu ateliê fica no Paracuri, distrito de Icoaraci, área tradicional de produção de réplicas de cerâmicas mara- joaras e tapajônicas.

de réplicas de cerâmicas mara- joaras e tapajônicas. Manuel Raimundo Sozinho Miranda Faz parte do grupo
de réplicas de cerâmicas mara- joaras e tapajônicas. Manuel Raimundo Sozinho Miranda Faz parte do grupo
de réplicas de cerâmicas mara- joaras e tapajônicas. Manuel Raimundo Sozinho Miranda Faz parte do grupo

Manuel Raimundo Sozinho Miranda

Faz parte do grupo de artesãos que produz brinquedos de miriti em Abaetetuba.

Manuel Raimundo Sozinho Miranda Faz parte do grupo de artesãos que produz brinquedos de miriti em

Osvaldo Leonel da Silva

Usa a balata para produzir suas miniaturas de animais, retratando espécies variadas da fauna amazôni- ca em Monte Alegre.

espécies variadas da fauna amazôni- ca em Monte Alegre. Edson Nonato Amora de Melo “Báda” produz

Edson Nonato Amora de Melo

“Báda” produz esculturas em cerâ- mica que retratam os dançarinos, músicos e instrumentos do carimbó de Marapanim.

produz esculturas em cerâ- mica que retratam os dançarinos, músicos e instrumentos do carimbó de Marapanim.
produz esculturas em cerâ- mica que retratam os dançarinos, músicos e instrumentos do carimbó de Marapanim.

Mostra Competitiva

Artes Plásticas

Mostra Competitiva Artes Plásticas 68

O Salão Arte Pará 2004 insere-se em um tempo em que estão presentes a hetero-

geneidade e um acelerado processo de informação que encurta distâncias e eletronica- mente simula uma aparente aproximação entre cidades e países que não compartilham de uma mesma situação econômica, nem dos privilégios decorrentes dessa diferença. Nesse campo de tensões e incertezas, inscreve-se um salão que se amplia, trazendo uma presença cada vez maior de outros Estados e uma competição que passa a exigir um enfrentamento com proposições que não são restritivas a territórios geográficos, mas se deparam com concepções mais específicas à arte.

No momento, convive-se com um hibridismo que aponta em direção a uma necessi- dade de se rever o próprio formato do salão, em que as divisões em categorias restringem a pluralidade contemporânea, a inter-relação de linguagens. Vídeos, pinturas, gravuras, desenhos, fotografias, instalações, ao mesmo tempo em que podem se apresentar com suas especificidades, também podem se deixar contaminar por um processo no qual os signos se intercomunicam formando uma trama híbrida de enunciados diversos.

O papel desempenhado por aqueles que julgam os trabalhos em salões é de legitimar

aquilo que em um determinado momento histórico está se conceituando como arte. Assim, articulam seus pensamentos e, a partir deles, estabelecem escolhas, realizam seleções. Na verdade, são visões pontuais que provêm de um grupo que nem sempre apresenta consenso, mas que no caso do Arte Pará, mesmo em suas diferenças, se manteve unido no propósito de mostrar o que de melhor foi enviado ao salão.

Concordo com Michael Archer quando afirma que ao se examinar a arte atual haverá o confronto com uma desconcertante diversidade de propostas que conduz a um espaço de incertezas. Para Archer, “não parece haver mais nenhum material particular que desfrute do privilégio de ser imediatamente reconhecível como material da arte: a arte recente tem utilizado não apenas tinta, metal, pedra, mas também ar, luz, som, palavras, pessoas, comida e muitas outras coisas”.

A flexibilidade de materiais, no entanto, por mais incertezas que possa provocar,

não significa um descuido com a produção. O precário pode estar no material utilizado, não na obra em si, que necessita de um conceito convincente, de um tratamento que demonstre uma trajetória, uma reflexão fundamentada, uma habilidade especial para revelar subjetividades ou uma percepção crítica do mundo.

Detalhe da Obra de Acácio Sobral

Mariza Mokarzel

Belém, setembro de 2004.

ou uma percepção crítica do mundo. Detalhe da Obra de Acácio Sobral Mariza Mokarzel Belém, setembro

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Grande Prêmio de Artes Plásticas

Grande Prêmio de Artes Plásticas Acácio Sobral - PA Vídeo-instalação; Correspondências (do espinho/ da vida/ da

Acácio Sobral - PA

Vídeo-instalação; Correspondências (do espinho/ da vida/ da arte)

Prêmio de Artes Plásticas Acácio Sobral - PA Vídeo-instalação; Correspondências (do espinho/ da vida/ da arte)

2º Prêmio

2º Prêmio Jucira Araújo - BA Parafina; Série Temparasiedade I, II e III 150 x 300

Jucira Araújo - BA

Parafina; Série Temparasiedade I, II e III 150 x 300 cm; 50 x 200 cm; 90 x 90 cm

2º Prêmio Jucira Araújo - BA Parafina; Série Temparasiedade I, II e III 150 x 300

PRÊMIO AQUISIÇÃO

PRÊMIO AQUISIÇÃO Cláudia Sperb - RS Xilogravura; Jardim da serpente 180 x 90 cm; 160 x
PRÊMIO AQUISIÇÃO Cláudia Sperb - RS Xilogravura; Jardim da serpente 180 x 90 cm; 160 x

Cláudia Sperb - RS

Xilogravura; Jardim da serpente 180 x 90 cm; 160 x 30 cm

RS Xilogravura; Jardim da serpente 180 x 90 cm; 160 x 30 cm Jean Carlos Ribeiro
RS Xilogravura; Jardim da serpente 180 x 90 cm; 160 x 30 cm Jean Carlos Ribeiro

Jean Carlos Ribeiro - PA

Gravura em metal; S/título I e II 45 x 55; 46,5 x 46x5 cm

PRÊMIO AQUISIÇÃO

PRÊMIO AQUISIÇÃO Elieni Tenório - PA Mista s/duratex; S/título I e III 110 x 84; 110
PRÊMIO AQUISIÇÃO Elieni Tenório - PA Mista s/duratex; S/título I e III 110 x 84; 110

Elieni Tenório - PA

Mista s/duratex; S/título I e III 110 x 84; 110 x 84 cm

PRÊMIO AQUISIÇÃO Elieni Tenório - PA Mista s/duratex; S/título I e III 110 x 84; 110

ARTISTAS SELECIONADOS

ARTISTAS SELECIONADOS Andréa Feijó - PA Instalação; Jogo dos sete erros 110 x 110 cm Carla

Andréa Feijó - PA

Instalação; Jogo dos sete erros 110 x 110 cm

Feijó - PA Instalação; Jogo dos sete erros 110 x 110 cm Carla Beltrão - PA

Carla Beltrão - PA

Desenho/gravura; Vista área “B” 94 x 73 cm

- PA Instalação; Jogo dos sete erros 110 x 110 cm Carla Beltrão - PA Desenho/gravura;

ARTISTAS SELECIONADOS

ARTISTAS SELECIONADOS César Brandão - MG Instalação; Um desenho de giz na tempestade (detalhe) Danielle Fonseca

César Brandão - MG

Instalação; Um desenho de giz na tempestade (detalhe)

- MG Instalação; Um desenho de giz na tempestade (detalhe) Danielle Fonseca - PA Pintura; Silêncio

Danielle Fonseca - PA

Pintura; Silêncio - presença 60 x 60 cm

Instalação; Um desenho de giz na tempestade (detalhe) Danielle Fonseca - PA Pintura; Silêncio - presença

ARTISTAS SELECIONADOS

ARTISTAS SELECIONADOS Francisco José Maringelli - SP Gravura em relevo (xilogravura) ; A dádiva da consolação

Francisco José Maringelli - SP

Gravura em relevo (xilogravura) ; A dádiva da consolação 24 x 23,8 cm

(xilogravura) ; A dádiva da consolação 24 x 23,8 cm Izer Campos - PA Escultura em

Izer Campos - PA

Escultura em madeira; Caminhos em construção, Quando confesso é mutante, Quando penso é circular 58 x 46 cm; 140 x 80 cm; 100 x 80 cm

Caminhos em construção, Quando confesso é mutante, Quando penso é circular 58 x 46 cm; 140

ARTISTAS SELECIONADOS

ARTISTAS SELECIONADOS João Carlos Torres da Silva (Jocatos) - PA Gravura /instalação; Made in gravura 250

João Carlos Torres da Silva (Jocatos) - PA

Gravura /instalação; Made in gravura 250 x 300 x 200 cm

- PA Gravura /instalação; Made in gravura 250 x 300 x 200 cm Lúcia Gomes -

Lúcia Gomes - PA

Instalação; Feminino 600 x 600 cm

- PA Gravura /instalação; Made in gravura 250 x 300 x 200 cm Lúcia Gomes -

ARTISTAS SELECIONADOS

ARTISTAS SELECIONADOS Márcio Monteiro - RJ Ponta seca e pigmentos s/papel; S/título 77 x 113 cm

Márcio Monteiro - RJ

Ponta seca e pigmentos s/papel; S/título 77 x 113 cm

- RJ Ponta seca e pigmentos s/papel; S/título 77 x 113 cm Maria Barreto Lynch -

Maria Barreto Lynch - RJ

Óleo s/tela; Sonda 140 x 110 cm

- RJ Ponta seca e pigmentos s/papel; S/título 77 x 113 cm Maria Barreto Lynch -

ARTISTAS SELECIONADOS

ARTISTAS SELECIONADOS Maria José Vieira Beltrão da Silva - PA Objeto/desenho; Linhas e pontos das ruas

Maria José Vieira Beltrão da Silva - PA

Objeto/desenho; Linhas e pontos das ruas dos Pariquis

43 x 36 cm

Linhas e pontos das ruas dos Pariquis 43 x 36 cm Marinaldo Santos - PA Mista

Marinaldo Santos - PA

Mista s/alumínio; S/título

25 x 50 cm

Linhas e pontos das ruas dos Pariquis 43 x 36 cm Marinaldo Santos - PA Mista

ARTISTAS SELECIONADOS

ARTISTAS SELECIONADOS Newman Schutze - SP Nanquim s/papel; S/titulo 70 x 55 cm Osvaldo Carvalho -

Newman Schutze - SP

Nanquim s/papel; S/titulo

70 x 55 cm

Newman Schutze - SP Nanquim s/papel; S/titulo 70 x 55 cm Osvaldo Carvalho - RJ Vinil
Newman Schutze - SP Nanquim s/papel; S/titulo 70 x 55 cm Osvaldo Carvalho - RJ Vinil

Osvaldo Carvalho - RJ

Vinil s/papel vegetal; Sala, 2 quartos (1 suíte) com varanda I

66 x 96 cm

ARTISTAS SELECIONADOS

ARTISTAS SELECIONADOS Paula Trope - RJ Vídeo instalação; Murmúrio Renato Jorge Valle - PE Gravura digital;

Paula Trope - RJ

Vídeo instalação; Murmúrio

SELECIONADOS Paula Trope - RJ Vídeo instalação; Murmúrio Renato Jorge Valle - PE Gravura digital; Cristos

Renato Jorge Valle - PE

Gravura digital; Cristos anônimos IV 42,6 x 28,3 cm

Trope - RJ Vídeo instalação; Murmúrio Renato Jorge Valle - PE Gravura digital; Cristos anônimos IV

ARTISTAS SELECIONADOS

ARTISTAS SELECIONADOS Roberto Mercury - SP Mista, Fractal I 115,4 x 118,8 cm San Chris Santos

Roberto Mercury - SP

Mista, Fractal I 115,4 x 118,8 cm

Roberto Mercury - SP Mista, Fractal I 115,4 x 118,8 cm San Chris Santos - PA
Roberto Mercury - SP Mista, Fractal I 115,4 x 118,8 cm San Chris Santos - PA

San Chris Santos - PA

Mista s/papel vegetal; A 4a forma do estado

inventário do tempo (detalhe)

298 x 110 x 300 cm

ARTISTAS SELECIONADOS

ARTISTAS SELECIONADOS Vânia Sommermeyer - RS Instalação; S/título 1000 x 1000 cm 83

Vânia Sommermeyer - RS

Instalação; S/título 1000 x 1000 cm

ARTISTAS SELECIONADOS Vânia Sommermeyer - RS Instalação; S/título 1000 x 1000 cm 83

Galeria da Residência Mostra Competitiva

Fotografia

Galeria da Residência Mostra Competitiva Fotografia 84

A fotografia no gerúndio da contemporaneidade

Contam-nos que, diante da invenção da fotografia, século e meio atrás, o pintor francês Paul Delaroche teria declarado: “a partir de hoje, a pintura está morta!”. E não nos parece difícil imaginar o seu espanto, bem como o de seus contemporâneos, ao testemunhar os resultados obtidos através da câmara obscura, reproduzindo o existente com uma fidelidade capaz de fazer corar qualquer pintor acadêmico, por mais virtuoso que fosse no domínio de sua técnica.

Os impactos produzidos pela fotografia sobre a pintura foram consideráveis, não apenas induzindo, como também legitimando, a busca de novos caminhos. A técnica da fotografia, no entanto, não se apresentava como fato isolado, mas como parte de um

amplo processo de transformação que, impulsionado pela industrialização, já anunciava

o advento da arte moderna.

O impressionismo, contemporâneo mesmo do surgimento da fotografia, foi o primeiro sinal evidente desta mudança de rumos na pintura. Rompendo com a pintura acadêmica, os impressionistas trataram de representar um mundo sensível, contaminado pelo movimento (que dissolvia os contornos) e pela variação da luz (com nuances inusitadas), só ao alcance do gesto pictórico e dos recursos cromáticos da palheta dos pintores. Enquanto a fotografia parecia imobilizar a cena focalizada, a pintura liberava o continuum do movimento da ação, revelando um mundo em perpétua transformação. Assim, a pintura refutava o vaticínio apressado de Delaroche, ajustando-se aos novos tempos.

Muitos outros tempos se seguiram, não cabendo aqui detalhá-los. O certo é que pintura e fotografia, reconciliadas pela arte moderna, desenvolveram caminhos próprios.

Nessa trajetória, a fotografia afirmou sua individualidade e autonomia como obra de arte.

A “imobilidade viva” do registro fotográfico que, no dizer de Roland Barthes, reproduz

mecanicamente até o infinito aquilo que nunca mais poderá repetir-se existencialmente, foi sempre uma de suas marcas distintivas mais profundas. Uma existência habitada pela ausência, como um lembrete da mortalidade do homem.

Detalhe da foto de Paulo Schmidt

Uma existência habitada pela ausência, como um lembrete da mortalidade do homem. Detalhe da foto de

Por sua natureza específica, a fotografia retém a temporalidade da ação eternamente suspensa entre um antes e um depois. O instante congelado, contendo simultaneamente “o que já foi” e “o que será”, nos remete ontologicamente para o “ato de ser”: registro poético do ser da imagem. Aqui, o tempo da ação aparece conjugado sempre no modo infinitivo que é o tempo, por excelência, da fotografia.

Não obstante a moderna e, portanto, recente instituição de um corpus teórico próprio da fotografia, percebe-se na produção fotográfica atual uma tendência ao rompi- mento daqueles compromissos conceituais. Num movimento inverso ao da pintura do final do século XIX, que se afirmou por contraste ao (ilusório) “realismo analógico” do registro fotográfico, a fotografia contemporânea parece disposta a se deixar “contaminar” pela pintura (processos de mútua hibridação), até o ponto de não se poder mais falar na fotografia como um meio de características específicas.

Entre os fatores que contribuíram para essa mudança de orientação encontra-se, certamente, o surgimento dos processos digitais na criação imagética, permitindo, através da manipulação da imagem, que o trabalho do fotógrafo se estenda para além do instante

irrepetível da foto. A fotografia perde, assim, a sua condição de atrelamento ao referente

e

ao contigente da cena fotografada, através da qual, ainda segundo Barthes, afirmava-se

o

seu compromisso (antes inexorável) de fidelidade com a presença, mais do que com

a

representação.

A constatação de que as fronteiras estabelecidas entre a fotografia e a pintura, assim como aquelas antes existentes entre a pintura e as artes plásticas em geral, parecem estar se atenuando encontra-se, em larga medida, confirmada pelos trabalhos de fotografia apresentados no Arte Pará 2004.

Ao que tudo indica, a fotografia contemporânea aprendeu com a pintura a conjugar

o tempo da ação no gerúndio

Cristovão Fernandes Duarte

Arquiteto e urbanista, superintendente regional do Iphan/MinC no Pará e no Amapá e professor de Estética e História da Arte (Unama)

superintendente regional do Iphan/MinC no Pará e no Amapá e professor de Estética e História da

Grande Prêmio

Grande Prêmio Paulo Schmidt - MG Instalação; Ars amatoria 90 x 150 cm 87

Paulo Schmidt - MG

Instalação; Ars amatoria 90 x 150 cm

Grande Prêmio Paulo Schmidt - MG Instalação; Ars amatoria 90 x 150 cm 87

2º Prêmio

2º Prêmio Heleno Bernardi - RJ Fotografia; Scapulate II 120 x 154 cm 88
2º Prêmio Heleno Bernardi - RJ Fotografia; Scapulate II 120 x 154 cm 88

Heleno Bernardi - RJ

Fotografia; Scapulate II 120 x 154 cm

PRÊMIO AQUISIÇÃO Alberto Bitar - PA Fotografia; Série Ausência 30 x 20 cm; 30 x

PRÊMIO AQUISIÇÃO

PRÊMIO AQUISIÇÃO Alberto Bitar - PA Fotografia; Série Ausência 30 x 20 cm; 30 x 45

Alberto Bitar - PA

Fotografia; Série Ausência 30 x 20 cm; 30 x 45 cm

Bitar - PA Fotografia; Série Ausência 30 x 20 cm; 30 x 45 cm Ding Musa

Ding Musa - SP

Foto Digital; Narrativa 3 56 x 128 cm

Bitar - PA Fotografia; Série Ausência 30 x 20 cm; 30 x 45 cm Ding Musa

PRÊMIO AQUISIÇÃO

PRÊMIO AQUISIÇÃO Dirceu Maués - PA Fotografia pinhole; S/título 65 x 150 cm Francisco Moreira da

Dirceu Maués - PA

Fotografia pinhole; S/título 65 x 150 cm

Dirceu Maués - PA Fotografia pinhole; S/título 65 x 150 cm Francisco Moreira da Costa -
Dirceu Maués - PA Fotografia pinhole; S/título 65 x 150 cm Francisco Moreira da Costa -

Francisco Moreira da Costa - RJ

Daguerreotipia; Balaios 24 x 27 cm

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Adriana Ferla - SP Fotografia; Atemporal 23 x 280 cm Alexandre Monteiro - RJ

Adriana Ferla - SP

Fotografia; Atemporal 23 x 280 cm

Adriana Ferla - SP Fotografia; Atemporal 23 x 280 cm Alexandre Monteiro - RJ Fotografia; Série

Alexandre Monteiro - RJ

Fotografia; Série Suprematistas 110 x 80 cm

Ferla - SP Fotografia; Atemporal 23 x 280 cm Alexandre Monteiro - RJ Fotografia; Série Suprematistas

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Amanda Melo - PE Mista; Notícias de Isolamento (detalhe) dimensões variadas André Burian -
FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Amanda Melo - PE Mista; Notícias de Isolamento (detalhe) dimensões variadas André Burian -

Amanda Melo - PE

Mista; Notícias de Isolamento (detalhe) dimensões variadas

- PE Mista; Notícias de Isolamento (detalhe) dimensões variadas André Burian - MG Fotografia; Pessoa 100
- PE Mista; Notícias de Isolamento (detalhe) dimensões variadas André Burian - MG Fotografia; Pessoa 100

André Burian - MG

Fotografia; Pessoa 100 x 75 cm

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Cláudia Barbisan - RS Vídeo; Jardim do Éden Cláudia Tavares - RJ Fotografia; Um

Cláudia Barbisan - RS

Vídeo; Jardim do Éden

SELECIONADOS Cláudia Barbisan - RS Vídeo; Jardim do Éden Cláudia Tavares - RJ Fotografia; Um depois

Cláudia Tavares - RJ

Fotografia; Um depois do outro 120 x 100 cm

Cláudia Barbisan - RS Vídeo; Jardim do Éden Cláudia Tavares - RJ Fotografia; Um depois do

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Christina Meirelles - SP Fotografia s/ PVC; Serra Azul 60 x 100 cm Eduardo

Christina Meirelles - SP

Fotografia s/ PVC; Serra Azul 60 x 100 cm

Meirelles - SP Fotografia s/ PVC; Serra Azul 60 x 100 cm Eduardo Srur e Fernando

Eduardo Srur e Fernando Huck - SP

Vídeo; Atentado, 2004

Meirelles - SP Fotografia s/ PVC; Serra Azul 60 x 100 cm Eduardo Srur e Fernando

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Fábio Okamoto - SP Fotografia; S/título 70 x 100 cm Fernanda Assumpção - SP

Fábio Okamoto - SP

Fotografia; S/título

70 x 100 cm

Fábio Okamoto - SP Fotografia; S/título 70 x 100 cm Fernanda Assumpção - SP Foto digital;

Fernanda Assumpção - SP

Foto digital; Quando a visão não basta

45 x 450 cm

- SP Fotografia; S/título 70 x 100 cm Fernanda Assumpção - SP Foto digital; Quando a

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Frederico Dalton - RJ Fotografia; Passe (capoeirista e banho) 75 x 50 cm Guy
FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Frederico Dalton - RJ Fotografia; Passe (capoeirista e banho) 75 x 50 cm Guy

Frederico Dalton - RJ

Fotografia; Passe (capoeirista e banho) 75 x 50 cm

Frederico Dalton - RJ Fotografia; Passe (capoeirista e banho) 75 x 50 cm Guy Veloso -

Guy Veloso - PA

Fotografia; S/título

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Júlio César Martins - MG Foto plotada; Equação (detalhe) dimensões variáveis Julieta

Júlio César Martins - MG

Foto plotada; Equação (detalhe) dimensões variáveis

- MG Foto plotada; Equação (detalhe) dimensões variáveis Julieta Roitman - RJ Fotografia; Território 21 x

Julieta Roitman - RJ

Fotografia; Território 21 x 150 cm

- MG Foto plotada; Equação (detalhe) dimensões variáveis Julieta Roitman - RJ Fotografia; Território 21 x

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Hirosuke Kitamura - BA Fotografia; Tao daqui III 80 x 80 cm Lauren Marinho

Hirosuke Kitamura - BA

Fotografia; Tao daqui III

80 x 80 cm

Hirosuke Kitamura - BA Fotografia; Tao daqui III 80 x 80 cm Lauren Marinho - MG
Hirosuke Kitamura - BA Fotografia; Tao daqui III 80 x 80 cm Lauren Marinho - MG

Lauren Marinho - MG

Fotografia; Objeto pulsante II

57 x 48 cm

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Lizângela Torres - RS Fotografia; Silêncio! Silêncio! Não há banda. Não há orquestra 20

Lizângela Torres - RS

Fotografia; Silêncio! Silêncio! Não há banda. Não há orquestra 20 x 120 cm

é ilusão

Silêncio! Não há banda. Não há orquestra 20 x 120 cm é ilusão Léo Tafuri -

Léo Tafuri - MG

Vídeo; Tempo enganador

Silêncio! Não há banda. Não há orquestra 20 x 120 cm é ilusão Léo Tafuri -

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Mariano Klautau Filho - PA Fotografia; Hope I 20 x 60 cm Manoel Neto

Mariano Klautau Filho - PA

Fotografia; Hope I 20 x 60 cm

Mariano Klautau Filho - PA Fotografia; Hope I 20 x 60 cm Manoel Neto - PA

Manoel Neto - PA

Fotografia; Vitória e sombra 42 x 47 x 1,2 cm

Klautau Filho - PA Fotografia; Hope I 20 x 60 cm Manoel Neto - PA Fotografia;

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS André Vaz, Paulo Almeida e PP Condurú Vídeo; Gênese (yanomami - andujar) Renan Cepeda
FOTÓGRAFOS SELECIONADOS André Vaz, Paulo Almeida e PP Condurú Vídeo; Gênese (yanomami - andujar) Renan Cepeda
FOTÓGRAFOS SELECIONADOS André Vaz, Paulo Almeida e PP Condurú Vídeo; Gênese (yanomami - andujar) Renan Cepeda

André Vaz, Paulo Almeida e PP Condurú

Vídeo; Gênese (yanomami - andujar)

Almeida e PP Condurú Vídeo; Gênese (yanomami - andujar) Renan Cepeda - RJ Instalação; Pichações (detalhe)

Renan Cepeda - RJ

Instalação; Pichações (detalhe) 20 x 20 x 9 cm

PP Condurú Vídeo; Gênese (yanomami - andujar) Renan Cepeda - RJ Instalação; Pichações (detalhe) 20 x

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Renato Chalu - PA Fotografia; Traslado 45 x 30 cm Regina Stella - SP

Renato Chalu - PA

Fotografia; Traslado 45 x 30 cm

Renato Chalu - PA Fotografia; Traslado 45 x 30 cm Regina Stella - SP Polaroid ampliada

Regina Stella - SP

Polaroid ampliada em papel fotográfico; Sussurros 21 x 29,8 cm

PA Fotografia; Traslado 45 x 30 cm Regina Stella - SP Polaroid ampliada em papel fotográfico;

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS

FOTÓGRAFOS SELECIONADOS Rita Meireles - SP Vídeo; Paisagem em agosto Rodrigo Athie Ribeiro - RJ Cromo

Rita Meireles - SP

Vídeo; Paisagem em agosto

SELECIONADOS Rita Meireles - SP Vídeo; Paisagem em agosto Rodrigo Athie Ribeiro - RJ Cromo ampliado

Rodrigo Athie Ribeiro - RJ

Cromo ampliado em papel; Informação caótica II 75 x 50 cm

SP Vídeo; Paisagem em agosto Rodrigo Athie Ribeiro - RJ Cromo ampliado em papel; Informação caótica

ARTISTAS SELECIONADOS

Andréa Feijó

Instalação; Jogo dos 7 erros Rua dos Pariquis, 3180, apto 601 Cremação, Belém - PA Tel: (91) 9146-0054

Carla Beltrão

Desenho/gravura; Vista área “A”, Vista área “B”, Vista área “C” Travessa Enéas Pinheiro, 32 Sacramenta, Belém - PA Tel: (91) 8823-1019

César Brandão

Instalação; Um desenho de giz na tem- pestade R. Capitão Arnaldo de Carvalho Jardim Glória, Juiz de Fora - MG Tel: (32) 3213-3278

Cláudia Sperb

Xilogravura; Jardim da serpente, S/título Heller, 555/201 Centro, Novo Hamburgo - RS Tel: (51) 5952853 / 9959-6622

Danielle Fonseca

Pintura; Silêncio – presença, O tao piano, O intervalo entre Travessa 14 de Março, 663 Umarizal, Belém - PA Tel: (91) 9177-3641

Elieni Tenório

Mista s/duratex; S/título I, II e III Conj. Ipuan, rua A, casa 38 Marambaia, Belém - PA Tel: (91) 231-5515 / 8142-8502

Francisco José Maringelli

Gravura em relevo (xilogravura); Fiéis es- cudeiros, A dádiva da consolação, Priva- do de música, camuflado de hieróglifos Rua Dr. Ernani da Gama Corrêa, 420 Jd. Butantã, São Paulo - SP Tel: (11) 3721-8286 / 8124-0360

Izer Campos

Escultura em madeira; Quando penso é circular; Quando confesso é mutante, Caminhos em construção. CxP: 58, CEP: 68740-970, Castanhal - PA Tel: 091-37251114 / 9631-6005

Jean Carlos Ribeiro

Gravura em metal; S/título I, II e III Conj. Cidade Nova 8, WE-40A, 271 Coqueiro, Ananindeua - PA Tel: (91) 263-1074 / 8801-7585

João Carlos Torres da Silva - Jocatos.

Gravura /instalação; Made in gravura Trav. Dr. Liberato de Castro, 405 Guamá, Belém - PA Tel: (91) 229-9078 / 9986-6820

Jucira Araújo

Parafina; Série Temparasiedade I, II e III R. Jogo do Carneiro, s/n Saúde, Salvador - Bahia Tel: (21) 2274-1670 / 9977-1049

Lúcia Gomes

Instalação; Feminino Passarela Principal, s/n Três Irmãos, Laranjal do Jari - PA

ARTISTAS SELECIONADOS

Márcio Monteiro

Ponta seca e pigmentos s/papel; S/título I, II e III Rua Belisário Augusto, 100/402 Icaraí, Niterói - RJ Tel: (21) 2610-4719

Maria Barreto Lynch

Óleo s/tela; Indo para, Muito além, Sonda Rua Inglês de Sousa, 274 Jardim Botânico, Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2274-1670 / 9977-1049

Maria José Vieira Beltrão da Silva

Objeto/desenho; Linhas e pontos das ruas dos Mundurucus, Linhas e pontos das ruas dos Pariquis Travessa Enéas Pinheiro, 32 Sacramenta, Belém - PA

Marinaldo Santos

Mista s/alumínio; S/título I, II e III Belém - PA Tel: (91) 8112-4228

Newman Schutze

Nanquim s/papel; S/título I, II e III

Av. Dr. Altino Arantes, 1000, apto 34

V. Clementino, São Paulo - SP

Tel: (11) 5589-8102 / 9794-8582

Osvaldo Carvalho

Vinil s/papel vegetal; Sala, 2 quartos (1 suíte) com varanda I, II e III

R. Clotilde de Oliveira Rodrigues, 45/402

Fonseca, Niterói - RJ Tel: (21) 2625-5956 / 9143-6039

Paula Trope

Vídeo instalação; Murmúrio R. Pacheco Leão, 1556, ap. 301 Jardim Botânico, Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2259-8273/ 9453-4008

Renato Jorge Valle.

Gravura digital; Cristos anônimos IV, V e

VI

Rua Amaro Bezerra, 568, ap. 402 Derby, Recife - PE

Tel: (91) 3222-7017 / 9987-8820

Roberto Mercury

Mista; Fractal I, II e III Rua Araras, 53 Taquaral, Campinas – SP Tel: (19) 91570509

San Chris Santos

Mista s/papel vegetal; A 4a forma do esta-

do

Tv. Vileta, 688, ed. Parati, apto 107 Pedreira, Belém - PA Tel: (91) 233-1875 / 9114-6293

Vânia Sommermeyer

Instalação; S/título Rua 25 de julho, 246/901 Rio Branco, Novo Hamburgo - RS Tel: (51) 5938438 / 9989-1088

inventário do tempo I, II e III

ARTISTAS SELECIONADOS

Adriana Ferla

Fotografia; Atemporal 1,2,3,4,5,6,7,8 e 9, Atemporal (composição) Rua Dr. Carlos Norberto Souza Aranha, 145 Alto de Pinheiros, São Paulo - SP Tel:(11) 3023-0105/ 3023-6528/

96222281

Alberto Bitar

Fotografia; Série Ausência I, II e III Av. Serzedelo Corrêa, 322, ap. 301 Nazaré, Belém - PA Tel: (91) 242-0726/ 9603-9540

Alexandre Monteiro

Fotografia; Série Suprematistas I, II e III

R. Corrêa Dutra, 47, ap. 801

Flamengo, Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2512-2098/ 9124-4998

Amanda Melo

Mista; Notícias de Isolamento

R. Dr. Josá Mariano, 361

Jardim Atlântico, Olinda - PE Tel: (81) 3431-0302

André Burian

Fotografia; Cruz, Pessoa e Coca-cola

R. Manoel Teixeira Sales, 271

Mangabeiras, Belo Horizonte - MG Tel: (31) 3221-7169/ 9198-6797

André Vaz, Paulo Almeida e PP Condurú

Vídeo; Gênese (yanomami - andujar)

R. Veiga Cabral, 1182

Batista Campos, Belém - PA Tel: (91) 9114-4295

Christina Meirelles

Fotografia s/ PVC; Vista alegre, Santa Rita e Serra Azul

R. Padre João Manoel, 1178, ap. 1º A

Cerqueira César, São Paulo - SP Tel: (11) 3081-4992/ 8339-9590

Cláudia Barbisan

Vídeo; Jardim do Éden Rua da República, 503, ap. 701 Cidade baixa, Porto Alegre - RS Tel: (51) 32867156/ 98446659

Cláudia Tavares

Fotografia;Procurando Baldessari I e II, Um depois do outro

R. Alice, 1658, ap. 301

Laranjeiras, Rio Janeiro - RJ Tel: (21) 2557-1341/ 9301-5958

Ding Musa

Foto Digital; Narrativa I, II e III

R. Húngara, 462

São Paulo - SP Tel: (11) 3868-1668/ 9297-0200

Dirceu Maués

Fotografia pinhole; S/título I, II e III TV. Mariz e Barros, 3066, ap. 302-A Marco, Belém - PA Tel: (91) 246-8162 / 8112-7731

Eduardo Srur e Fernando Huck

Vídeo; Atentado, 2004

R. Honória, 696, 8º andar

Pinheiros, São Paulo - SP Tel: (11) 3032-8493/ 8224-0551

Fábio Okamoto

Fotografia; S/título I, II e III

R. Ferreira de Araújo, 936, ap. 22

Pinheiros, São Paulo - SP Tel: (11) 3814-1219/ 9515-4796

Fernanda Assumpção

Foto digital; Quando a visão não basta, Intervalo e Delta T1

R. Umburanas, 729

Alto de Pinheiros, São Paulo - SP Tel: (11) 3022-3388/ 8122-8883

Francisco Moreira da Costa

Daguerreotipia; Bananas, Candeeiros e Balaios

R. Miguel Gustavo, 90, ap. 204

Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2234-7387/ 9706-3595

Frederico Dalton

Fotografia; Passe (bombeiros e choro), Passe (policiais e meditação), Passe (capo- eirista e banho) Rua Cândido Mendes, 98/1203 Glória, Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 9601-7018

ARTISTAS SELECIONADOS

Guy Veloso

Fotografia; S/título I, II e III Av. Nazaré, 620, ap. 201 Nazaré, Belém - PA Tel: (91) 222-4565 / 9112-4306

Júlio César Martins

Fotografia; Genealogia, Equação, Arquea- logia acaso

R. Boa Esperança, 436, ap. 201

Sion, Belo Horizonte - MG Tel: (31) 3225-5253/ 8899-5253

Julieta Roitman

Fotografia; Território

R. Senador Euzébio, 14, ap. 603

Flamengo, Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2552-3527/ 9335-0111

Heleno Bernardi

Fotografia; Scapulate II, V e VI

R. Marquês de Olinda, 61, bloco B, ap.

104

Botafogo, Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2543-8138/ 9925-9483

Hirosuke Kitamura

Fotografia; Tao daqui I, II e III

R. Aracaju, 101, ed. Maria Amélia, ap. 01

Barra Avenida, Salvador - BA Tel: (21) 235-6815

Lauren Marinho

Fotografia P/B; Objeto pulsante I, II e III

R. Eng. Caldas, 518

Boa Vista, Belo Horizonte - MG

Tel: (31) 3485-6082/ 99491338/ (65) 549-

4200

Lizângela Torres

Fotografia; Um olhar lutando para emer- gir das trevas, uma espécie de nascimen-

to, Silêncio! Silêncio! Não há banda. Não

há orquestra

Av. Guaíba, 268 Ipanema, Porto Alegre - RS Tel: (51) 3263-3800/ 9903-3545

é ilusão, Série Operação I

Léo Tafuri

Vídeo; Tempo enganador

R. Prof. Antônio Aleixo, 330, ap. 301

Lourdes, Belo Horizonte - MG Tel: (31) 3337-0015/ 9209-6335

Mariano Klautau Filho

Fotografia; Hope I, II e III Tv. Padre Prudêncio, 334 Campina, Belém - PA Tel: (91) 242-5124/ 9989-9521

Manoel Neto

Fotografia; Vitória e luz, Vitória e sombra, Régia e luz Av. Duque de Caxias, 160, apto 104 Fátima, Belém - PA Tel: (91) 228-0606 / 8116-2871

Paulo Schmidt

Instalação; Ars amatoria

R. Gururi, 70, ap. 02

Santa Luzia, Belo Horizonte - MG Tel: (31) 3581-8391/ 9967-1492

Renan Cepeda

Instalação; Pichações

R. Monte Alegre, 470

Santa Teresa, Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2508-8900

Renato Chalu

Fotografia; Traslado, Intermundio, Espectro Av. Marquês de Herval, 881, ap. 103 Pedreira, Belém - PA Tel: (91) 266-3822/ 8115-9052

Regina Stella

Polaroid ampliada em papel fotográfico; Sussurros I, II e III

R. Mateus Grou, 398, ap. 114

Pinheiros, São Paulo - SP Tel: (11) 3083-0414/ 9231-1346

Rita Meireles

Vídeo; Paisagem em agosto

R. Bárbara Heliodora, 353, ap. 62

Pompéia, São Paulo - SP Tel: (11) 3875-5191/ 9655-9634

Rodrigo Athie Ribeiro

Cromo ampliado em papel; Informação caótica I, II e III Rua Aires Saldanha, 114, ap. 202 Copacabana, Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 9417-2740

SALA “CONSTRUÇÕES DO IMAGINÁRIO RIBEIRINHO” ENDEREÇOS DOS ARTISTAS

Amadeu Gonçalves de Sá

Rua Jairlândia, 212, Aldodoal, Abaetetuba –PA CEP: 68.440-000 Tel: (091) 375515840 / 91680346

Anastácio dos Santos Dias (Nenê)

Rua Magalhães Barata ,41, Pepeuá, São Caetano de Odivelas – PA CEP: 68.775-000

Dídimo Augusto Ferreira.

Trav. Mendonça Furtado,185, Centro, Óbidos - PA CEP: 68.250 -000 Tel: (093) 547 18 30

Edgar Santana Garça e Edgar San- tana Garça Júnior.

Tv. Benjamin Constant, 60, São Caetano de Odivelas –PA CEP: 68.775 - 000 Tel: (091) 9992 27 70

Edson Nonato Amoras de Melo (Báda)

Av. Rio Branco, 48, Centro, Marapanim – PA CEP: 68.760 - 000 Tel: (091) 3723 12 06 Elias Corrêa do Mar Rod. Castanhal/ Marapanim, distrito de Cajú, Curuçá - PA CEP: 68.125 - 000

Francisco de Paula Maués Paes (Chico Paes)

Rua Siqueira Mendes,2124, Casa B, Aba- etetuba- PA CEP: 68.440 - 000 Tel: ( 091) 3751 50 53

Ismael Ferreira dos Santos

(contato da família) Rua Aluízio Chaves, 74, Pepeuá, São Caetano de Odivelas – PA CEP: 68.775- 000 Tel: (091) 3767 1117

Manoel Abel Sacramento

Trav. Humaitá, 140, Pedreira, Belém - PA CEP: 66.083 - 000

Jackson Rodrigues Gibson (Jota)

Trav.Soledade , Passagem Espírito Santo, 21, Paracuri, distrito de Icoaraci, Belém – PA CEP: 68.810 - 070 Tel: (091) 247 66 07 / 9635 27 07

Manuel Raimundo Sozinho Miranda

Rua Siqueira Mendes, 776, Aldodoal, Abaetetuba- PA CEP: 68.440 - 000

Raimundo Rodrigues dos Santos

Praia do Pesqueiro, Soure – PA CEP: 68.870-000

Lúcio Alves Chagas

Rua São Benedito,16, São Caetano de Odivelas- PA CEP: 68.775 - 000 Tel: (091) 3767 1541

Osvaldo Leonel da Silva

Rua Pinto Martins, 432, Serra Ocidental, Monte Alegre – PA CEP: 68.220-000 Tel: ( 093) 5331408

Rui Valente

Rua Siqueira Lins,199, Ateliê Pinta Cuia, Turú, Monte Alegre - PA CEP: 68.220 - 000

Ronaldo Guedes.

Trav. 23, entre 12a Rua e 13a Rua – Sou- re –Pará CEP: 68 870 - 000 Tel: (091) 96113893

Lucidéa Maiorana Presidente Roberta Maiorana Diretora Daniela Oliveira Assessora Geral Ana Cristina Prata Assessora da

Lucidéa Maiorana Presidente

Roberta Maiorana Diretora

Daniela Oliveira

Assessora Geral

Ana Cristina Prata Assessora da Diretoria

Jorge Martins Gerente de Exposições

Renaldo Paiva da Silva Supervisor de Galeria

Fundação Romulo Maiorana

Av. 25 de Setembro, 2473 - Marco - CEP: 66093-000 Fones: (91) 216-1142 / 216-1125 - Fax: 216-1125 E-mail: fundrm@oliberal.com.br Telegramas: Jornal O LIBERAL, Cx. Postal 487 Belém-Pará-Brasil Website: www.frmaiorana.org.br

Salão Arte Pará 2004 Catálogo Coordenação Geral Projeto Gráfico Roberta Maiorana Luciano e Daniela

Salão Arte Pará 2004

Catálogo

Coordenação Geral

Projeto Gráfico

Roberta Maiorana

Luciano e Daniela Oliveira

Daniela Oliveira

 

Digitação

Assistente de Coordenação

Ezequiel Noronha Jr.

Ana Cristina Prata

Curadoria Geral “A Consagração Moderna:

Construção da forma - Anos 50/60”

Marcus de Lontra Costa

Seleção de Poemas

João Carlos Pereira

Projeto de Montagem

Marcus de Lontra Costa Roberta Maiorana

Coordenação de Montagem

Antônio Sérgio de Oliveira Rodrigues Juba Mello Jorge Martins Renaldo Silva Valéria Cabral

Curadoria Sala “Construções do Imaginário Ribeirinho”

Emanuel Franco

Coordenação de Montagem

Emanuel Franco

Roberta Maiorana

Montagem

Marta Freitas de Oliveira Manoel Pacheco de Lima

Estagiários de Arquitetura

Camila Furtado e Silva Ísis Kerber Laércio Silva Coelho Priscila Costa Farias Roberta Nazaré Lima dos Santos Thaís Carvalho Paulo.

Design de plotagens

Ezequiel Noronha Jr. Fernando Sette Câmara Mário Pontes (estagiário)

Museologia

Márcia Muller Museu de Arte Contemporânea de Niterói

Assessoria de Comunicação e Pesquisa

Fabrício de Paula Gomes

Apoio

Aureliano Ferreira Lins Sheila Paixão

Plotagens

I.Studio Print

Logomarca

Mendes Publicidade

Coordenação Editorial

Aline Monteiro

Biografias dos Convidados

Fabrício de Paula Gomes (fonte: Instituto Itaú Cultural)

Edição e Execução das Fotos

Fotos das Comissões Seleção - Fernando Araújo Premiação - Cristino Martins

Sala “A Consagração Moderna:

Construção da forma - Anos 50/60” Renato Chalu Pacheco Fernando Araújo Vicente Mello Paulinho Muniz Mário Grisolli

Sala “Construções do Imaginário Ribeirinho” Raimundo Paccó Fernando Araújo Walda Marques

Reprodução obras selecionadas Renato Chalu Fernando Araújo

Editoração Eletrônica

Nonato Moreira

Tratamento de Imagens

Nonato Moreira

Gidalti Jr.

Fotolitos

Nikkei Design

Impressão

Gráfica

A Fundação Romulo Maiorana agradece

Luciano Oliveira - Oswaldo e Rose Mendes - Ronaldo Salame

MAC - Museu de Arte Contemporânea de Niterói João Sattamini Dôra Silveira Márcia Muller Angélica Pimenta

Luiz Guilherme Vergara

Secretaria Executiva de Cultura Paulo Chaves Fernandes Rosângela Britto Tadeu Lobato Eva Pereira

Lúcio Maués Equipe técnica do MEP

Secretaria Executiva de Obras Públicas Dr. Olímpio Yugo Ohnishi Sylvia Regina Reis

Setrans-Bel Mário Martins Serafim Corrêa Luiz e Carmem Peixoto

Gilberto Massoud Emanuel Franco Affonso Galindo Ana e Jorge Silva

João Carlos Pereira Lucy Teixeira Walda Marques Juliana Oliveira

Miguel Rio Branco Tadeu Chiarelli Mariza Mokarzel Marcus Lontra

Cristovão Duarte

Artistas participantes da exposição “Construções do Imaginário Ribeirinho”, comunidades ribeirinhas envolvidas na curadoria, equipe de montagem e estagiários de arquitetura.

A todos os colegas das ORM que contribuiram para a realização deste salão.

Patrocinadores

Supermercados Nazaré

Como uma empresa genuinamente paraense, gerida por paraenses, o grupo Nazaré

se sente impulsionado a incentivar o desenvolvimento da arte em nosso Estado. Este é

o oitavo ano consecutivo que a rede de supermercados e Supercenter Nazaré se une

à Fundação Romulo Maiorana neste evento que tem revelado grandes artistas locais.

Profissionais talentosos que trazem um olhar paraense sobre o mundo à nossa volta e precisam de um incentivo para continuar se desenvolvendo.

Unimed Belém

Poder apoiar o Arte Pará 2004 representa, para a Unimed Belém, uma forma natural de valorizar todo evento cultural que possa trazer benefício para o homem e para a socie- dade. A Unimed Belém mantém uma longa tradição de envolvimento com a cultura, com o esporte, com o ser humano. Como investimento, acreditamos que a arte gera bem-estar e conduz ao aprimoramento de valores e instituições.

CVRD

Para a Companhia Vale do Rio Doce, arte é matéria-prima para a construção do ser humano. Por pensar assim e por acreditar profundamente no talento dos paraenses, é que a Vale está patrocinando o Arte Pará, um dos mais importantes eventos culturais do Estado. O Arte Pará revela talentos, sim. Mas faz muito mais que isso. Ele democratiza o acesso à cultura, deixando o mundo da arte próximo das pessoas. Esse é o maior legado do Arte Pará. Uma obra que a Vale se orgulha de assinar.

Rede Celpa

Solidificar a base cultural e artística do Estado do Pará para projeção nacional, elaborar projetos sócio-culturais voltados para a comunidade e fomentar a produção de cultura

e da arte são tópicos prioritários da Celpa. Prova de que a excelência da qualidade de

nossos serviços vai muito além do que a distribuição de energia elétrica. Considerando

a magnitude do Salão Arte Pará, mormente no que se refere à sua importância para as

artes plásticas do nosso Estado, a Celpa sente-se honrada em patrocinar um evento probo, de importância histórica para nossa arte e para a vanguarda de nosso desenvolvimento cultural. Ganham os produtores do evento pela seriedade e responsabilidade aplicadas; ganham os artistas pela vitrine e valorização de seus trabalhos; ganha a sociedade por mais uma opção de qualidade, no que tange à informação, cultura e principalmente ao orgulho de ser paraense.

cultura e principalmente ao orgulho de ser paraense. Apoio Secretaria Executiva de Cultura • Secretaria
cultura e principalmente ao orgulho de ser paraense. Apoio Secretaria Executiva de Cultura • Secretaria
cultura e principalmente ao orgulho de ser paraense. Apoio Secretaria Executiva de Cultura • Secretaria

Apoio

cultura e principalmente ao orgulho de ser paraense. Apoio Secretaria Executiva de Cultura • Secretaria Executiva
cultura e principalmente ao orgulho de ser paraense. Apoio Secretaria Executiva de Cultura • Secretaria Executiva

Secretaria Executiva de Cultura Secretaria Executiva de Obras Públicas

Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém Mendes Publicidade Imagem Produções