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I

Produtos Químicos

Recomendações da Indústria Automobilística Brasileira sobre Ficha de Informações de Segurança, Rótulo de Segurança, Rótulo de Risco e Ficha de Emergência

de Segurança, Rótulo de Risco e Ficha de Emergência Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos

Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores

2ª Edição - Abril/2002

II

Produtos Químicos: Recomendações da Indústria Automobilística Brasileira sobre Ficha de Informações de Segurança, Rótulo de Segurança, Rótulo de Risco e Ficha de Emergência

é uma publicação da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA).

Avenida Indianópolis, 496 - São Paulo SP - Brasil - 04062-900 Telefax (55 11) 5051-4044 - Site: www.anfavea.com.br - E-mail: anfavea@anfavea.com.br

Nota dos Editores

Primeira edição: Março/2000 (disponível apenas em versão eletrônica - site da Anfavea). Esta é a segunda edição (Abril/2002), disponível também em versão eletrônica - site da Anfavea.

Permitida a reprodução. Agradece-se citar a fonte.

Apresentação

III

Apresentação

Agir com responsabilidade social e promover o desenvolvimento sustentado são valores fundamentais da indústria contemporânea. De tais princípios decorre que preservar a saúde e o meio ambiente é considerado pela indústria automobilística como parte integrante de suas atividades.

No que diz respeito aos riscos químicos, preservar a saúde depende, fundamentalmente, de obter e divulgar informações seguras, treinar colaboradores e orientar usuários e intervenientes.

O conhecimento dos riscos e das práticas seguras de prevenção e correção é essencial para evitar a exposição nociva e proporcionar o adequado controle de situações de emergência. Tal conhecimento, entretanto, nem sempre é disponível; por vezes, é oferecido de forma incompleta ou é de difícil entendimento.

Motivada por essas preocupações, e com o objetivo de contribuir para a padronização e divulgação das informações sobre produtos químicos, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) patrocina e estimula, desde 1999, os esforços do Grupo de Trabalho de Informações de Segurança de Produtos Químicos, formado por experientes profissionais de saúde ocupacional e ambiental, representantes de nossas empresas associadas. Esse Grupo, no desenvolvimento de seus estudos, convenceu-se da necessidade de preparar trabalho prático a respeito da matéria, buscando identificar a melhor experiência internacional, com estrita observância das normas legais.

Um primeiro documento sobre o tema veio à luz em março de 2000. Desde então, tem sido aplicado por empresas da indústria automobilística brasileira, com significativos ganhos de qualidade e presteza no fornecimento da documentação de produtos químicos.

Tem-se, nesta oportunidade, a primeira revisão do trabalho, com sua atualização e ampliação. A expectativa da Anfavea é de que seja contribuição útil a todos os que se dedicam à saúde e preservação ambiental, nos campos empresarial e do trabalho.

Se este trabalho vier a colaborar para a melhora da preservação da saúde e do meio ambiente, terá cumprido seu propósito. Razão pela qual a Anfavea, desde logo, agradece toda crítica e sugestão, que serão consideradas nas sucessivas atualizações deste trabalho, que se pretende periódico.

Célio de Freitas Batalha

IV

Nota explicativa

Aplicação

Estas Recomendações se aplicam a todos os produtos químicos, em suas diversas apresentações, puros, misturados, fracionados, reembalados, a granel, amostras e outros, utilizados no processo industrial.

Outras fontes

Estas Recomendações não pretendem esgotar o assunto, nem dispensam a observância da legislação. Além disso, este trabalho não inclui as normas de rotulagem que não se referem a segurança, como, por exemplo, as do direito do consumidor e as que dizem respeito a pesos e medidas.

Característica

Estas Recomendações não são documento legal, não substituem regulamentações e não são fonte única ou privilegiada de informação. Foram elaboradas de boa-fé, com fundamento no conhecimento técnico, científico e legal disponível sobre a matéria.

Siglas e abreviaturas

O

critério utilizado por este trabalho, regra geral,

é,

na primeira entrada da sigla ou abreviatura,

entre parênteses, precedê-la da denominação por extenso. A seguir, utiliza-se apenas a sigla.

Nota explicativa

V

Estrutura

Esta publicação está assim estruturada:

No capítulo 1, são apresentados conceitos gerais sobre a matéria, examina-se produto perigoso e são arrolados os benefícios do tratamento harmonizado do tema.

A

Ficha de Informações de Segurança de

Produto Químico é objeto do capítulo 2, que examina suas 16 seções.

O capítulo 3 é dedicado ao Rótulo de Segurança de Produto Químico, com apresentação de seu conteúdo.

O Rótulo de Risco de Produto Perigoso, referente a transporte, é objeto do

capítulo4.

A

Ficha de Emergência de Produto Perigoso,

referente a transporte, é examinada no

capítulo5.

A

data deste trabalho, sua versão anterior

e

periodicidade são apresentadas no

capítulo6.

O capítulo 7 é dedicado a documentos, com o objetivo de reunir, num só volume, material sobre manuseio, transporte, armazenamento, guarda, utilização e disposição final do produto químico.

Concluindo o trabalho, são postos à disposição do leitor glossário de termos técnicos, abreviaturas e siglas utilizadas, referências bibliográficas e a nominata dos membros do Grupo de Trabalho responsável por esta publicação.

VI

Sumário

Sumário

VII

Apresentação

 

III

Nota Explicativa

V

1. Conceitos gerais

1

1.1 Introdução

1

1.2 Objetivos

2

1.3 Legislação

3

1.4 Responsabilidades

5

1.5 Benefícios da harmonização

5

1.6 Produto perigoso

6

1.7 Aplicações

7

2. Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

9

2.1 Fim a que se destina

9

2.2 Elaboração

9

2.3 Seções - Apresentação geral

12

2.3.1

Seção 1 - Identificação do produto e da empresa

13

2.3.2

Seção 2 - Composição e informações sobre os ingredientes

13

2.3.3

Seção 3 - Identificação de perigos

14

2.3.4

Seção 4 - Medidas de primeiros socorros

15

2.3.5

Seção 5 - Medidas de combate a incêndio

17

2.3.6

Seção 6 - Medidas de controle para derramamento ou vazamento

19

2.3.7

Seção 7 - Manuseio e armazenamento

20

2.3.8

Seção 8 - Controle de exposição e proteção individual

22

2.3.9

Seção 9 - Propriedades físico-químicas

24

2.3.10

Seção 10 - Estabilidade e reatividade

26

2.3.11

Seção 11 - Informações toxicológicas

27

2.3.12

Seção 12 - Informações ecológicas

28

2.3.13

Seção 13 - Considerações sobre tratamento e disposição

28

2.3.14

Seção 14 - Informações sobre transporte

29

2.3.15

Seção 15 - Regulamentações

33

2.3.16

Seção 16 - Outras informações

33

3. Rótulo de Segurança de Produto Químico

35

3.1 Considerações gerais sobre rotulagem

35

3.2 Fim a que se destina

36

3.3 Elaboração

37

3.4 Materiais que contêm chumbo

42

VIII

Sumário

4. Rótulo de Risco de Produto Perigoso (referente a transporte)

43

4.1 Fim a que se destina

43

4.2 Elaboração

43

4.3 Conteúdo mínimo

44

5. Ficha de Emergência de Produto Perigoso (referente a transporte)

47

5.1 Caracterização

47

5.2 Elaboração

49

5.3 Exceções

51

6. Atualização deste trabalho

53

7. Apêndice

55

7.1

Frases de Risco

55

7.2

Combinações de Frases de Risco

57

7.3

Frases de Segurança

60

7.4

Combinações de Frases de Segurança

62

7.5

Âmbito e aplicação de Frases de Segurança

63

7.6

Incompatibilidade química no transporte terrestre de produtos perigosos

73

7.7

Símbolos e identificações de perigo da Comunidade Européia (CE)

74

7.8

Rótulos de Risco de Produto Perigoso (referentes a transporte)

75

7.9

Substâncias perigosas - Sinalização, símbolos e rotulagem - Transcrição parcial da Norma regulamentadora (NR) 26/78 sobre sinalização de segurança – Ministério do Trabalho e Emprego

76

7.10

Sistema padrão para identificação de inflamabilidade de materiais - National Fire Protection Agency (NFPA) – Agência Nacional de Proteção Contra o Fogo – Estados Unidos

77

7.11

Modelo de Ficha de Emergência de Produto Perigoso (referente a transporte)

80

7.12

Modelo de Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

82

7.13

Consultas na Internet

92

Glossário de termos técnicos

95

Siglas, convenções e abreviaturas

99

Referências bibliográficas

103

Grupo de Trabalho

107

Créditos

108

1. Conceitos gerais

1.1 Introdução

Produtos químicos agem em favor da saúde, aumentam a expectativa e a qualidade de vida, incrementam a produção agrícola e industrial e ampliam as oportunidades econômicas: as substâncias químicas são 10% do comércio mundial, em valores.

Das 17 milhões de substâncias conhecidas, cerca de 100 mil são de uso difundido. A indústria química é, dessa forma, atividade essencial à economia contemporânea.

Entretanto, produtos químicos podem exercer impacto negativo sobre a saúde e o meio ambiente, quando não são adotados os cuidados devidos, da elaboração ao consumo. Por todo o mundo, há registro de graves acidentes e falhas nos sistemas de segurança.

Diante disso, aqueles que produzem, distribuem, importam, armazenam, embarcam, transportam, utilizam ou descartam produtos químicos, ou de

Capítulo 1

Conceitos gerais

1

qualquer forma são intervenientes nesse processo, assumem a condição de responsáveis e devem garantir que tais produtos atendam aos melhores padrões de segurança, guardem nenhum ou mínimo impacto sobre a saúde e o meio ambiente e sejam manuseados com a devida cautela. Em conseqüência, esses agentes devem ser responsabilizados quando não cumpram com seus deveres ou deixem de prestar garantias.

Tal processo de segurança, ou gerenciamento de produtos químicos, envolve múltiplos aspectos e diz respeito à indústria, aos governos, ao setor agrícola, aos trabalhadores, aos institutos de pesquisa, à universidade e à sociedade de forma geral.

O gerenciamento de produtos químicos exige o prévio conhecimento de seu fluxo, a preocupação de eliminar ou reduzir riscos e a prevenção e o combate de impactos adversos, em todos os estágios de seu ciclo de vida.

Modelo de gerenciamento de produtos químicos

ciclo de vida. Modelo de gerenciamento de produtos químicos Adaptado de Key Elements of a National
ciclo de vida. Modelo de gerenciamento de produtos químicos Adaptado de Key Elements of a National
ciclo de vida. Modelo de gerenciamento de produtos químicos Adaptado de Key Elements of a National
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ciclo de vida. Modelo de gerenciamento de produtos químicos Adaptado de Key Elements of a National
ciclo de vida. Modelo de gerenciamento de produtos químicos Adaptado de Key Elements of a National

Adaptado de Key Elements of a National Programme for Chemicals Management and Safety - International Programme on Chemical Safety (IPCS) – Chaves para um Programa Nacional de Gerenciamento de Segurança Química - Programa Internacional de Segurança Química - Genebra, 1998.

Programa Nacional de Gerenciamento de Segurança Química - Programa Internacional de Segurança Química - Genebra, 1998.

2

Capítulo 1

Conceitos gerais

O manuseio seguro de produtos químicos é um dos maiores desafios da indústria. Inúmeros esforços têm sido empreendidos, em todo o mundo, para padronizar e divulgar informações sobre riscos e procedimentos de utilização desses produtos.

A indústria automobilística, na qualidade de usuária de produtos químicos, está integrada a esse esforço. Este trabalho é uma contribuição da Anfavea a esse propósito de divulgação de informações e harmonização de práticas.

As principais fontes de informação sobre produtos químicos, na prática diária, são:

• Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico (FISPQ), ou Material Safety Data Sheet (MSDS)

Dirigida a profissionais das áreas de saúde, segurança e meio ambiente, deve identificar as características do produto e recomendar metodologias seguras de uso. A FISPQ inclui as informações do Rótulo de Segurança e da Ficha de Emergência.

• Rótulo de Segurança

É, na maioria dos casos, a primeira e talvez única fonte de informação do usuário. Deve por isso ser sucinto, claro e objetivo, assegurando que informações mínimas necessárias estejam disponíveis ao administrador, transportador, usuário, bombeiro e socorrista em atendimento de emergência.

• Ficha de Emergência

Segundo a legislação brasileira, é aplicada ao transporte de produtos perigosos. Deve fornecer orientação que colabore para a redução de conseqüências de eventual acidente. Deve propor também ações preventivas em segunda instância. Ao acompanhar o transporte do produto, deve ser um guia rápido e eficaz para uma situação de emergência.

um guia rápido e eficaz para uma situação de emergência. FISPQ, Rótulo de Segurança e Ficha

FISPQ, Rótulo de Segurança e Ficha de Emergência são os mais eficientes meios de informação para garantir segurança no uso, armazenagem, transporte e disposição final de produtos químicos.

!! CONHECER PARA PREVENIR

!!

CONHECER PARA PREVENIR

 
   

• Para prevenir ou controlar um risco químico, é preciso conhecê-lo.

• O fabricante é responsável pela informação do risco químico.

• O usuário deve ser treinado e estar atento.

As técnicas de logística devem garantir que o fluxo de informações acompanhe todo o trajeto do produto químico. Além disso, é recomendável que as informações precedam o produto, de forma a assegurar que o usuário conheça, antecipadamente, as práticas seguras, e possa adotá-las com eficácia no transporte, recebimento earmazenagem.

1.2 Objetivos

Este trabalho tem os seguintes principais objetivos:

• Apresentar os aspectos técnicos gerais para a elaboração da FISPQ, do Rótulo de Segurança e da Ficha de Emergência, propondo, também, critérios mínimos e metodologia para a confecção da FISPQ;

• Propor harmonização dos critérios de elaboração desses documentos, com base na legislação e observadas também as tendências técnicas, científicas e legais sobre a matéria;

• Contribuir para a manutenção da segurança e saúde daqueles que manuseiam, armazenam, transportam e descartam produtos químicos, com respeito à sociedade e ao meio ambiente;

• Colaborar para o desenvolvimento da consciência de prevenção na utilização de produtos químicos.

1.3 Legislação

O adequado manuseio e a correta identificação

dos produtos químicos são preocupação mundial.

O Encontro Internacional sobre Meio Ambiente e

Desenvolvimento, realizado no Rio de Janeiro em 1992, entre outras conclusões, recomendou sistema mundial harmonizado de classificação de produtos químicos, e sua rotulagem compatível, com utilização de fichas de dados sobre segurança de materiais e símbolos de fácil compreensão 1 .

A conclusão dos trabalhos de classificação

harmonizada e de rotulagem das substâncias químicas, em âmbito mundial, está prevista para 2003, devendo entrar em vigor em 2008. O Brasil é signatário dessas medidas.

A iniciativa de harmonização mundial é do Fórum

Inter-Governamental de Segurança Química, instituído pela Conferência de 1992.

A necessidade de harmonizar mundialmente a

classificação das substâncias químicas também foi identificada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), sediada em Genebra.

A hipótese foi tratada em Conferência da OIT

realizada em 1989, quando foi proposta a Convenção 170, que dispõe sobre a segurança de produtos químicos no trabalho. A Convenção 170 foi firmada em Genebra em 1990 e adotada no Brasil pelo Decreto legislativo 67/95, do Senado.

De modo geral, a Conferência de 1992 e a OIT reconhecem que a harmonização mundial da classificação e rotulagem de produtos químicos contribuirá para a proteção da saúde e do meio ambiente, facilitando, ainda, os fluxos internacionais de comércio.

O desenvolvimento desse programa vem sendo

realizado pelo Grupo de Coordenação para a Harmonização de Sistemas de Classificação de

Capítulo 1

Conceitos gerais

3

Produtos Químicos (CG-HCCS), do Inter- Organization Programme for the Sound Management of Chemicals (IOMC) - Programa Internacional de Gerenciamento de Produtos Químicos.

O sistema harmonizado será prático e coerente

padrão mundial para a comunicação de riscos químicos nos postos e sistemas de trabalho, sendo útil, ainda, aos consumidores.

A legislação sobre produtos químicos de cada país

será certamente afetada pelo sistema mundial harmonizado de classificação e rotulagem, visando à convergência internacional.

Em conclusão, a harmonização pretende garantir

a coerência internacional das informações destinadas a cada público, usuário ou

interveniente, auxiliar na compreensão das informações, simplificar, sem perda de conteúdo,

a elaboração das informações e aumentar a

segurança no manuseio e gerenciamento do fluxo de produtos químicos.

Os trabalhos de harmonização vêm sendo desenvolvidos pelas seguintes instituições:

• Organization for Economic Cooperation Development (OECD) - Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que cuida dos aspectos relativos aos riscos à saúde e ao meio ambiente;

• United Nations Committee of Experts on Transport of Danger Goods (UNCETDG) - Comitê de Especialistas de Transporte de Produtos Perigosos - Organização das Nações Unidas

(ONU) e OIT, que tratam dos aspectos relativos

a

riscos físicos;

• OIT coordena também os trabalhos

A

referentes à comunicação de risco 2 .

1 Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Rio de Janeiro, 1992 (ECO 92). A Conferência, da qual participaram 170 países, aprovou a Agenda 21 (desenvolvimento sustentável). Seu capítulo 19 diz respeito à segurança química.

2 Sites na Internet para consulta e acompanhamento desses trabalhos: OIT/ILO - www.ilo.org/publi/english/protection/safework/ghs; OECD - www.oecd/org/ehs/class; UNCETDG - www.unce.org/trans/danger.htm.

www.ilo.org/publi/english/protection/safework/ghs; OECD - www.oecd/org/ehs/class; UNCETDG - www.unce.org/trans/danger.htm.

4

Capítulo 1

Conceitos gerais

Estando em andamento esses trabalhos de harmonização internacional, há no cenário externo três sistemas principais de classificação e rotulagem de produtos químicos. São os da União Européia 3 , Estados Unidos e Canadá.

No Brasil, há as seguintes principais fontes legais sobre a matéria:

• Controle ambiental - Normas federais, estaduais e municipais

Norma federal:

- Lei 9.605/88, que dispõe sobre crimes ambientais.

• Transporte terrestre de cargas perigosas

Normas federais:

- Decreto 96.044/98;

- Portarias 291/88, 204/97, 409/97 e 101/98, do Ministério dos Transportes.

Normas do município de São Paulo:

- Lei 11.368/93;

- Decretos 36.857/97, 37.391/98 e 37.425/98.

• Transporte aéreo de cargas perigosas

Normas, subscritas pelo Brasil, da

International Air Transport Association (IATA)

- Associação Internacional de Transporte Aéreo -Canadá.

• Legislação trabalhista

Normas federais:

- Decreto 2.657/98, que promulgou a Convenção 170/90 e a Recomendação 177/90, da OIT, aprovadas pelo Decreto legislativo 67/95, do Senado.

- AConvenção 170/90 e a Recomendação 177/90 tratam de segurança no uso de produtos químicos no ambiente de trabalho.

- Norma regulamentadora 26/78, do Ministério do Trabalho e Emprego, sobre sinalização de segurança nos locais de trabalho.

- Portaria 3.214/78, do Ministério do Trabalho e Emprego, que dispõe sobre Normas regulamentadoras de segurança

e medicina do trabalho.

- Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - Norma regulamentadora 7/78, do Ministério do Trabalho e Emprego.

- Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - Norma regulamentadora 9/78, do Ministério do Trabalho e Emprego.

- Atividades e operações insalubres - Norma regulamentadora 15/78, do Ministério do Trabalho e Emprego.

- Programa de Proteção Respiratória - Instrução normativa 1/94, da Secretaria de Segurança

e Saúde do Ministério do Trabalho e Emprego.

• Relações de consumo

Norma federal:

- Lei de Defesa do Consumidor, 8.078/90.

!!

CUMPRIMENTO DAS NORMAS TRABALHISTAS

8.078/90. !! CUMPRIMENTO DAS NORMAS TRABALHISTAS • Para observância das normas trabalhistas sobre saúde e

• Para observância das normas trabalhistas sobre saúde e segurança são fundamentais: a correta identificação do produto químico e a exata indicação de seus riscos associados.

1.4 Responsabilidades

De acordo com a legislação brasileira, as responsabilidades mínimas pelo produto químico estão assim distribuídas:

Do fabricante

• Classificar o produto com base no conhecimento de sua composição e com respeito às exigências legais;

• Fornecer informações sobre saúde, segurança, transporte e meio ambiente na FISPQ, Rótulo de Segurança e Ficha de Emergência.

Do importador

• Assumir, no Brasil, deveres e obrigações do fabricante. Dessa forma, deve fornecer as informações referentes ao produto químico, em português e nos idiomas dos países de trânsito.

Do distribuidor

• Assegurar que os produtos químicos tenham as fontes de informação exigidas (FISPQ, Rótulo de Segurança e Ficha de Emergência), garantindo o fluxo de informação de risco por toda a cadeia de intervenientes e usuários;

• Emitir a Ficha de Emergência, na qualidade de expedidor ou embarcador do produto.

Do empregador

• Cuidar de que o produto químico tenha as informações exigidas (FISPQ, Rótulo de Segurança e Ficha de Emergência), de acordo com as normas legais. Na ausência dessas informações, deve exigi-las do fornecedor do produto;

• Seguir as informações que constam da FISPQ, Rótulo de Segurança e Ficha de Emergência, e estimular os usuários e intervenientes a conhecer e seguir esses documentos;

• Realizar programas de treinamento para seus colaboradores sobre manuseio seguro de produtos químicos.

Capítulo 1

Conceitos gerais

5

Do usuário

• Seguir as informações contidas na FISPQ, Rótulo de Segurança e Ficha de Emergência;

• Utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) adequados e adotar práticas seguras.

!! VALOR AGREGADO • As adequações a nova legislação devem ser vistas como valor agregado
!!
VALOR AGREGADO
As adequações a nova legislação
devem ser vistas como valor agregado
do produto e do processo.

1.5 Benefícios da harmonização

Este trabalho recomenda o tratamento harmonizado do fluxo dos produtos químicos e suas informações, observadas as normas legais e as melhores práticas mundiais, por fabricantes, distribuidores, importadores, transportadores, intervenientes e usuários.

São apresentados os seguintes benefícios do tratamento harmonizado:

• Segurança na utilização do produto químico:

- Conhecimento de suas características e riscos;

- Consistência das fontes de informação sobre gerenciamento de riscos e controle da saúde ocupacional.

• Presteza e eficácia no atendimento de emergência.

• Cumprimento das normas legais:

- Atendimento das normas de transporte pelas empresas que assumem o papel de expedidoras ou embarcadoras do produto químico;

- Acompanhamento das tendências normativas nacionais e internacionais, permitindo, dessa forma, melhor planejamento empresarial;

- Respeito às normas trabalhistas e ambientais.

permitindo, dessa forma, melhor planejamento empresarial; - Respeito às normas trabalhistas e ambientais.

6

Capítulo 1

Conceitos gerais

• Aumento da qualidade e da produtividade:

- Competição justa e compreensão exata da matéria por todos os agentes, que resultam das informações padronizadas e da correta declaração dos componentes de risco;

- Realização de programas consistentes de contenção e redução de custos;

- Transparência e qualidade do apoio técnico;

- Uso adequado do produto químico;

- Reconhecimento da empresa como agente do desenvolvimento sustentado, comprometida com a segurança do trabalho e o bem-estar da comunidade.

• Acesso imediato à informação e seu correto entendimento:

- Disponibilidade da informação por órgãos públicos e outros interessados;

- Compreensão da identificação e entendimento dos riscos.

• Procedimentos adequados para a aprovação de produtos químicos.

• Contribuição relevante para:

- O direito à informação do usuário;

- A melhora da qualidade de vida;

- A preservação da saúde e do meio ambiente;

- O desenvolvimento econômico sustentado.

1.6 Produto perigoso

Há várias classificações de produto perigoso. Para este trabalho, todo produto químico deve ser considerado potencialmente perigoso para a saúde, para o meio ambiente ou para ambos.

Produtos perigosos para a saúde são denominados carcinogênicos (podem provocar câncer), corrosivos (podem desgastar ou modificar), irritantes (podem causar irritações), tóxicos (podem causar envenenamento), teratogênicos (podem causar deformações na reprodução), mutagênicos (podem provocar mutações), sensibilizantes (podem provocar reações

alérgicas).

São também produtos perigosos à saúde, de forma geral, todos aqueles que podem provocar efeitos danosos a determinadas partes do organismo.

A propósito, a Norma regulamentadora 26/78, do Ministério do Trabalho e Emprego, sobre sinalização de segurança nos locais de trabalho, assim define produto perigoso:

Considera-se substância perigosa todo material que seja, isoladamente ou não, corrosivo, tóxico, radioativo, oxidante e que, durante o seu manejo, armazenamento, processamento, embalagem e transporte, possa conduzir a efeitos prejudiciais sobre trabalhadores, equipamentos e ambiente de trabalho.

As principais referências normativas sobre substâncias e produtos perigosos são:

• Transporte rodoviário - Portaria 204/97, do Ministério dos Transportes;

• Transporte aéreo – Normas da IATA;

• Transporte marítimo – Normas do International Maritime Dangerous Goods Code (IMDG Code) – Código de Transporte Marítimo de Produtos Perigosos – International Maritime Organization (IMO) – Organização Marítima Internacional – Londres;

• Substâncias com limites de tolerância (LT) 4 - Normas regulamentadoras 7/78, 9/78 e 15/78, do Ministério do Trabalho e Emprego, e limites de exposição estabelecidos pela American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH) – Conferência Governamental Norte-Americana de Higienistas Industriais;

• Produtos combustíveis inflamáveis - Normas regulamentadoras 16/78 e 20/78, do Ministério do Trabalho e Emprego;

• Resíduos sólidos – Classificação - Norma NBR 10.004/87, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

1.7 Aplicações

Estas recomendações se aplicam aos produtos químicos que são direta ou indiretamente fornecidos à indústria automobilística brasileira.

Os principais documentos e suas aplicações são:

FISPQ 5

A Ficha aplica-se a:

• Todos os produtos químicos “não-dimensionais”, isto é, aqueles que não possuem forma definida sem estar num recipiente, por exemplo, fluidos, gases, pós e pastas (semi-sólidos) como adesivos e graxas;

• Todos os “artigos”, ou seja, manufaturados, fluidos ou partes, em havendo risco no processo a que se destinem.

PRODUTOS QUÍMICOS

!!

risco no processo a que se destinem. PRODUTOS QUÍMICOS !! • Líquidos, gases, pastas, sólidos particulados

• Líquidos, gases, pastas, sólidos particulados e aerossóis.

• Produtos que geram fumaça, fumo, pó, poeira, vapor e outros, no armazenamento, manuseio, uso ou descarte.

• Produtos que necessitam de procedimentos de ventilação.

• Produtos que devem ser manuseados com EPI.

Capítulo 1

Conceitos gerais

7

• Produtos armazenados em cilindro sob pressão ou em container.

• Produtos que emitam radiação e, por isso, requerem cuidados especiais.

Rótulo de Segurança

O Rótulo de Segurança aplica-se a:

• Produtos químicos “não-dimensionais”, independentemente da quantidade, volume ou embalagem em que vêm apresentados, incluindo também as formas pó, líquida, gasosa e, em alguns casos, a granel;

• “Artigos”, em havendo risco no processo a que se destinem;

• Embalagens de produtos, internas e externas, e a qualquer outro protetor de embalagem;

• Amostras de produtos, com diferentes critérios de requisitos mínimos.

Ficha de Emergência

A Ficha de Emergência aplica-se a todos os produtos perigosos, o que inclui os produtos químicos “não-dimensionais” e “artigos”.

8

8

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

2. Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

2.1 Fim a que se destina

A FISPQ tem por objetivo fornecer informações

sobre prevenção de danos à saúde e ao meio ambiente, no manuseio, armazenamento,

transporte, utilização, processamento e disposição final do produto químico.

Caso a prevenção venha a falhar, e ocorra acidente, a FISPQ deve servir de orientação segura para as ações necessárias ao controle da emergência. Dessa forma, é de suma importância que suas informações sejam verídicas, completas

e atuais.

Adiversidade e complexidade das situações que

podem ocorrer no trabalho, os múltiplos públicos

a que a Ficha se destina e a veloz evolução do

conhecimento técnico e científico fazem com que

a elaboração da FISPQ seja tarefa árdua; em

conseqüência, há ocorrência de Fichas incompletas ou incorretas, que comprometem o planejamento de programas de controle de riscos químicos no trabalho, o atendimento médico do trabalhador exposto, a proteção ambiental e o transporte adequado do produto.

Por deficiência da Ficha, trabalhador intoxicado pode não ser adequada e prontamente atendido em ambulatório ou pronto-socorro.

Tal complexidade, não deve, entretanto, desestimular o responsável pela elaboração da Ficha. Há experiência e conhecimento acumulados sobre a matéria, em particular nos Estados Unidos e na União Européia, que auxiliam na correta preparação da FISPQ.

A esse propósito, a Convenção 170/90, da OIT, da

qual o Brasil é signatário, e as normas norte- americanas do American National Standard Institute (ANSI) - Instituto Nacional Americano de Padronização reúnem completo conhecimento sobre a matéria.

!!

FISPQ: DOCUMENTO PÚBLICO

sobre a matéria. !! FISPQ: DOCUMENTO PÚBLICO • A FISPQ deve ser prontamente fornecida, sempre que

• A FISPQ deve ser prontamente fornecida, sempre que solicitada, a instituições, serviços e usuários interessados.

• É documento público, e suas informações são imprescindíveis ao treinamento profissional.

• A FISPQ deve ser imediatamente atualizada em razão de alteração da legislação aplicável ao produto químico ou mudança de sua formulação.

2.2 Elaboração

Públicos

O profissional responsável pela elaboração ou revisão da FISPQ deve considerar as diversas qualificações dos públicos aos quais ela se destina.

AFISPQ é utilizada por trabalhadores, empregadores, profissionais das áreas de saúde (médicos, enfermeiros), de higiene e segurança do trabalho, de meio ambiente, membros de brigadas de incêndio, bombeiros, socorristas e outras pessoas que não estão envolvidas com o processo de produção.

A primeira leitura da Ficha pode ocorrer em situação de emergência, caso em que pessoa não treinada necessita de informações para decidir sobre prontas medidas a adotar.

de emergência, caso em que pessoa não treinada necessita de informações para decidir sobre prontas medidas

9

10

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

Redação

Diante dessa diversidade de públicos, a redação da Ficha deve ser a mais clara e objetiva possível, para que possa ser entendida por leigos, sem perda de conteúdo técnico. Em algumas Seções da Ficha, como medidas de primeiros socorros, notas devem ser elaboradas para públicos específicos, como, por exemplo, “Informações para o médico”, utilizando-se, nesse caso, expressões técnicas apropriadas. Notas dessa natureza podem ser inseridas, nos tópicos próprios, para profissionais de higiene e segurança do trabalho, toxicologia e meio ambiente. A escolha rigorosa das palavras e expressões e a estrutura adequada das sentenças facilitam, certamente, a leitura e compreensão da Ficha. Sugere-se, portanto:

• Usar frases curtas e diretas;

• Utilizar a voz ativa (sujeito-verbo-complemento);

• Adotar palavras simples e de uso corrente, evitando perda ou dispersão de conteúdo;

• Apresentar a matéria em itens ou artigos, se a expressão enumera vários eventos;

• Evitar abreviatura e siglas. Se indispensável, incluir o texto completo a que se refere a abreviatura ou sigla imediatamente antes de sua primeira utilização. Por exemplo, Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico (FISPQ). Se for o caso, explicar o conceito da expressão na Seção 16 da Ficha, destinada a informações complementares;

• Adotar preferencialmente as frases de Risco (Frases R) e de Segurança (Frases S). Ver essas frases no Apêndice, 7.1 a 7.5, deste trabalho. O uso reiterado das mesmas frases para iguais situações de risco ou prevenção facilita sua memorização e compreensão;

• Utilizar caracteres (fonte, corpo e cor) de ampla legibilidade, levando em conta o uso de cópias ou transmissão por fax ou correio eletrônico. Este trabalho recomenda a fonte arial, corpo 12:

Fonte arial, corpo 12

recomenda a fonte arial, corpo 12: Fonte arial, corpo 12 Ficha de Informações de Segurança de

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico (FISPQ).

Forma e conteúdo

Todas as Seções da FISPQ devem ser preenchidas. Na ausência de informações, o motivo deve ser mencionado.

Cada Seção contém subtítulos, que são preenchidos ou não em razão do critério adotado.

Cada página da Ficha deve incluir no cabeçalho o nome do produto que consta no Rótulo de Segurança. As páginas devem ser numeradas. O sistema de numeração das páginas deve indicar seu número total ou, ao menos, indicar qual é a última página. As páginas devem ser datadas. Devem ser indicadas as datas de elaboração e das revisões.

A FISPQ deve adequar-se à tendência mundial de

harmonização, que segue os padrões da norma

ISO 11.014-1/94; essa norma dá flexibilidade para

a adoção de diversos sistemas de edição, impressão e transmissão de textos.

A Ficha é composta de 16 Seções. Adiante são

comentados os objetivos, critérios e conteúdo de

cada Seção e apresentados seus principais subtítulos.

Seções e subtítulos

A preservação da seqüência proposta para as

Seções garante que as informações necessárias

sejam apresentadas e facilita a consulta. É obrigatório, também, seguir os títulos e a numeração indicados.

Subtítulos

Cada Seção pode conter vários subtítulos, aos quais são atribuídos critérios que os consideram, segundo o conteúdo, Obrigatórios, sempre presentes; Justificados, presentes, e registrada a eventual ausência de informação; e Aplicáveis, que são facultativos.

Os subtítulos dispensam numeração. É permitida

a inclusão de qualquer outro subtítulo pertinente.

A terminologia apresentada para os subtítulos

é recomendada, não sendo, portanto,

obrigatória.

Outras informações podem ser acrescentadas sob o subtítulo “Informações adicionais” ou “Dados específicos”.

Subtítulos - Critérios para definir a necessidade das informações

Para cada subtítulo, são indicados neste trabalho os critérios que informam da necessidade de incluir as informações e, ainda, a obrigatoriedade de justificar sua ausência.

Os critérios são:

OBRIGATÓRIO (O): As informações são obrigatórias e devem ser apresentadas em todos os casos. Não são aceitas expressões como “Não Aplicável”, “Não Relevante” ou assemelhadas.

JUSTIFICADO (J): A ausência de informação deve

ser justificada, com expressão apropriada: “Não Aplicável”, “Não Relevante” ou assemelhada.

A falta de informação, ainda que justificada, não

permite entretanto a supressão do subtítulo

APLICÁVEL (A): As informações devem ser fornecidas se aplicáveis.

O subtítulo deve ser suprimido se não há

informação.

Em resumo, para os subtítulos da FISPQ:

O- Obrigatório: subtítulo e informação obrigatórios.

J - Justificado: subtítulo mantido e eventual ausência de informação justificada.

A- Aplicável: se a informação não é aplicável, o subtítulo deve ser suprimido.

Ver, no Apêndice, 7.12, modelo da FISPQ com as abreviaturas O, J ou A à esquerda de cada subtítulo da Ficha.

Cuidados

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

11

Cuidados devem ser adotados na redação da FISPQ, para garantir a clareza, suficiência e eficiência das informações.

O redator da elaboração ou revisão da Ficha

deve assegurar-se de que as informações a registrar estão corretas, considerado o estado técnico-científico. Para tanto, deve buscar informações em Fichas de fornecedores, bibliografia, testes e ensaios. Ao final, ponderará as informações com a metodologia adequada e seu conhecimento e experiência profissionais. A bibliografia utilizada deve ser mantida para consulta.

Nenhum campo das Seções da Ficha deve ser deixado sem preenchimento. As expressões “Não Disponível”, “Não Aplicável” ou assemelhadas devem ser utilizadas se e somente se expressem o estado técnico-científico da matéria, e os critérios para definir a obrigatoriedade das informações - O, J e A - assim o permitam.

A cada revisão, deve-se registrar na Seção 16 -

Outras informações, que Seção ou seções da Ficha

foi (foram) alterada(s) em relação à versão

anterior, ou adotada outra forma de indicar modificações, como, por exemplo, símbolo para cada linha alterada, com indicação da respectiva legenda.

Apenas na Seção 16 da Ficha - Outras informações, é permitida a ausência de dados.

É dispensável referir na FISPQ todas as

fontes de informação utilizadas, embora, reitere-se, devam ser guardadas para consulta.

referir na FISPQ todas as fontes de informação utilizadas, embora, reitere-se, devam ser guardadas para consulta.

12

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

2.3 Seções

Apresentação geral

A FISPQ é constituída de 16 Seções, dispostas na ordem a seguir e respeitados os títulos indicados.

Seções

1

Identificação do produto e da empresa

2

Composição e informações sobre os ingredientes

3

Identificação de perigos

4

Medidas de primeiros socorros

5

Medidas de combate a incêndio

6

Medidas de controle para derramamento ou vazamento

7

Manuseio e armazenamento

8

Controle de exposição e proteção individual

9

Propriedades físico-químicas

10

Estabilidade e reatividade

11

Informações toxicológicas

12

Informações ecológicas

13

Considerações sobre tratamento e disposição

14

Informações sobre transporte

15

Regulamentações

16

Outras informações

15 Regulamentações 16 Outras informações   !! TÍTULOS ALTERADOS   • Os títulos
 

!!

TÍTULOS ALTERADOS

  • Os títulos das Seções 5, 6 e 13 foram alterados depois da primeira
 

• Os títulos das Seções 5, 6 e 13 foram alterados depois da primeira edição deste trabalho (março de 2000).

• Títulos anteriores, que não devem ser utilizados a partir de 28/1/02:

Seção 5 - Medidas de prevenção e combate a incêndio;

Seção 6 - Medidas para derramamento ou vazamento;

Seção 13 - Considerações sobre tratamento e disposição (descarte).

2.3.1 SEÇÃO 1 Identificação do produto e da empresa

Objetivos

Vincular com clareza o produto à Ficha (para cada produto deve haver uma única Ficha).

Indicar meios de obtenção de informações adicionais e contatos para situações e atendimento de emergência.

Conteúdo

• Nome comercial do produto (Obrigatório - O), idêntico ao do Rótulo de Segurança e aos que constam nos demais documentos da empresa.

• Código do produto (Aplicável - A).

É opcional. Pode ser criado pela empresa para

organizar e identificar a Ficha.

• Aplicação do produto (Aplicável - A). Relacionar os principais usos do produto.

• Nome, endereço e telefone do fabricante, distribuidor ou importador do produto (Obrigatório - O).

• Telefone de atendimento a emergência (Aplicável - A).

A linha telefônica indicada deve situar-se no

Brasil e as informações devem ser fornecidas em português. Outros meios de comunicação,

como fax e correio eletrônico, não substituem

o telefone. Deve ser indicado também telefone para obter atualizações da Ficha.

• Outros contatos em caso de emergência (Aplicável - A). Informar telefones dos principais serviços públicos habilitados a prestar informações ou atendimento a vítimas.

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

13

2.3.2 SEÇÃO 2 Composição e informações sobre os ingredientes

Objetivo

Informar os componentes individuais do produto e suas porcentagens médias.

Conteúdo

Declarar se o produto é mistura ou substância pura (Obrigatório - O): “Este produto químico é uma substância” ou “Este produto químico é um preparado”.

Descrição da composição

• Substância

- Nome químico ou genérico (Obrigatório-O).

- Sinônimos (Justificado-J) - pelo menos um sinônimo.

- Número do Chemical Abstract Service Registry (CAS) 6 - Serviço de Registro de Substâncias Químicas (Aplicável - A).

- Ingredientes que contribuem para o risco (Justificado - J), acompanhado do número CAS (Aplicável - A).

• Mistura

- Natureza química (Justificado - J).

- Componentes de risco ou impurezas que contribuem para o risco, quando definidos (Justificado - J).

- Nome químico ou genérico (Justificado - J).

- Concentração ou faixa de concentração (Justificado - J).

- Classificação e rotulagem dos componentes ou impurezas também podem ser fornecidas (Aplicável - A). Referir o sistema de classificação adotado.

6 O CAS, centro mundial de pesquisa de informações químicas, sediado nos Estados Unidos, dispõe de registro de patentes e literatura científica e técnica. O CAS publica o Chemical Abstracts – Substâncias Químicas, dispõe de publicações da área de química e serviços em CD-ROM, mantém o Chemical Registry System – Sistema de Registro Químico de mais de 16 milhões de substâncias e dispõe de banco de dados em tempo real pelo STN International Network STN Easy. O banco de dados é pago por consulta e número de respostas fornecidas. Seu endereço é http://stneasy.cas.org. O número CAS pode ser obtido gratuitamente em vários bancos de dados. O Merck Index é um desses bancos. De registrar ainda que há número CAS para todas as substâncias ou misturas químicas conhecidas, ou que tenham suas propriedades químicas conhecidas, de água a misturas de derivados de petróleo.

químicas conhecidas, ou que tenham suas propriedades químicas conhecidas, de água a misturas de derivados de

14

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

• Ingredientes ativos e componentes significantes

- O fabricante deve listar os ingredientes ativos e componentes significantes regulamentados por legislação. Recomenda- se apresentar toda a composição do produto, os componentes não perigosos inclusive.

- Misturas complexas reconhecidas como substâncias simples podem ser apresentadas como substâncias simples (por exemplo, isoparafinas, xilol).

- Fornecedores de produtos protegidos por segredo industrial devem fornecer a natureza química do produto e informações de risco à saúde.

• Faixas de concentração Devem ser declaradas as faixas de concentração de todas as substâncias que:

- São apresentadas em qualquer concentração e classificadas como “Muito tóxicas”, “Tóxicas”, “Carcinogênicas”, “Mutagênicas” ou “Tóxicas para a reprodução”;

- São apresentadas em concentração acima de 1% e classificadas como “Nocivas”, “Corrosivas”, “Irritantes” ou “Sensibilizantes”.

• Hidrocarbonetos derivados de petróleo Para hidrocarbonetos derivados de petróleo, deve-se indicar a faixa de destilação e teor máximo de aromáticos em porcentagem (V/V - V = Volume) e de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos pelo método IP 346.

aromáticos policíclicos pelo método IP 346. 2.3.3 SEÇÃO 3 Identificação de perigos Objetivos Esta

2.3.3 SEÇÃO 3

Identificação de perigos

Objetivos

Esta Seção deve apresentar resumo claro dos riscos mais importantes e dos efeitos do produto à saúde e ao meio ambiente, seus riscos físicos e químicos e, se apropriado, riscos específicos e os principais sintomas decorrentes do contato com o produto, apresentados para cada via de exposição.

Sintomas decorrentes de superexposição ou de exposição aguda ou crônica devem ser descritos em pormenores, para permitir seu reconhecimento. Essas informações devem ser compatíveis com as indicadas no Rótulo de Segurança. Não é recomendado utilizar os termos “Atóxico”, “Não Nocivo”, “Não Tóxico”, “Inócuo”, “Não Prejudicial” ou assemelhados.

Conteúdo

Doenças e riscos de morte por exposição a certos produtos podem ser prevenidos, com atenção aos riscos potenciais.

Efeitos crônicos são particularmente danosos, porque pode não ocorrer desconforto na presença do produto, mas serão observados danos na exposição em longo prazo. Alguns produtos afetam particularmente certos órgãos do corpo. Esses órgãos devem ser indicados: coração, rim, fígado, pulmão, outros.

Principais perigos (Justificado - J)

• À saúde (Aplicável - A):

- Efeitos agudos da exposição por inalação, contato ou absorção por pele e olhos, e ingestão.

- Efeitos subagudos crônicos e em longo prazo da exposição por inalação, contato ou absorção por pele e olhos, e ingestão.

- Principais sinais e sintomas.

- Agravamento de condições pré-existentes.

- Se o material é carcinogênico, tal efeito deve ser declarado.

!! SISTEMA REFERIDO • O sistema de classificação do produto quanto aos perigos à saúde
!!
SISTEMA REFERIDO
• O sistema de classificação do produto
quanto aos perigos à saúde deve ser
referido.

• Físicos e químicos (Aplicável - A).

• Ao meio ambiente (Aplicável - A):

- Informar se o produto afeta flora ou fauna (biota);

- Esclarecer se o produto é de fácil lixiviação, isto é, se é facilmente removível em solução química pela ação de filtrar o efluente por meio de um solo.

• Específicos (Justificado - J).

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

15

2.3.4 SEÇÃO 4 Medidas de primeiros socorros

Objetivos

Oferecer informações de fácil entendimento ao leigo, para a tomada de ações e precauções antes da chegada do socorro médico, para cada tipo de contato ou via de introdução do produto no corpo humano.

Prestar informações complementares ao médico e aos profissionais da saúde, que auxiliem no tratamento da vítima.

Conteúdo

Medidas recomendadas para primeiros socorros, por tipo de contato ou via de introdução (Aplicável - A). As medidas devem ser dispostas em subtítulos aplicáveis a cada via ou tipo de contato:

- Inalação;

- Contato com a pele;

- Contato com os olhos;

- Ingestão.

Considerar os efeitos tóxicos que foram referidos na Seção 3 - Identificação de perigos.

Utilizar expressões simples e frases curtas.

Dar preferência a expressões padronizadas, para facilitar a memorização. As medidas propostas devem ser facilmente compreensíveis por pessoas leigas ou não treinadas.

Informar se há necessidade de socorro médico imediato.

facilmente compreensíveis por pessoas leigas ou não treinadas. Informar se há necessidade de socorro médico imediato.

16

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

Exemplos

- Para gases e vapores tóxicos Inalação: Remover a vítima para local arejado. Mantê-la deitada, em repouso. Aplicar respiração boca-a-boca, se necessário. Providenciar socorro médico imediato.

- Para líquidos e corrosivos Ingestão: Não provocar vômito. Se a vítima estiver consciente, dar água em grande quantidade. Providenciar socorro médico imediato.

- Outroscasos Estar atento para iniciar manobras de reanimação cardíaca e respiratória, se necessárias. Antes de iniciar procedimentos de primeiros socorros, remover a vítima para local com atmosfera livre do produto. Não dar líquidos a pessoa inconsciente.

Medidas a evitar (Aplicável - A).

Antídotos 7 (Aplicável - A). Caso antídotos ou adsorventes 8 devam ser aplicados por leigos, registrar a necessidade de tê-los à disposição e oferecer informações pormenorizadas sobre seu uso. Ter claro que o caso de aplicação de antídoto por pessoa leiga ou não treinada é raro (um exemplo é o nitrito de amila para intoxicações por cianeto). Evitar a indicação de antídotos de eficiência não comprovada cientificamente, e de demulcentes 9 , como leite e clara de ovos.

Informações para o médico (Aplicável - A). De uso exclusivo do médico, em atendimento de emergência. Anotar, em expressão técnica, informações sobre o curso da intoxicação, aguda e crônica, principais recursos de diagnóstico e tratamento e antídotos disponíveis.

Essas informações devem complementar as fornecidas na Seção 3 - Identificação de perigos.

Ainda neste campo, remeter à Seção 1 - Identificação do produto e da empresa, na qual deve constar telefone de emergência para obter orientações complementares.

Exemplos

- Para carbamatos: Inibidor reversível de colinesterase. Administrar atropina por via endovenosa até obter sinais evidentes de atropinização.

- Dispor de medidas de apoio às funções vitais, especialmente de assistência ventilatória.

Se apropriado, citar ainda informações para a proteção dos prestadores de primeiros socorros (Aplicável - A).

7 Contraveneno, remédio dado contra veneno (cf. “Aurélio, Novo Dicionário da Língua Portuguesa”).

8 Substância que adsorve. Adsorver: realizar adsorção de uma substância. Adsorção: fixação das moléculas de uma substância (o adsorvato) na superfície de outra (o adsorvente), cf. “Aurélio”, obra citada.

9 Ou emolientes, substâncias que amolecem ou abrandam uma inflamação (cf. ”Aurélio”, obra citada).

obra citada. 9 Ou emolientes, substâncias que amolecem ou abrandam uma inflamação (cf. ”Aurélio”, obra citada).

2.3.5 SEÇÃO 5 Medidas de combate a incêndio

Objetivos

Proporcionar informações aos trabalhadores e ao pessoal treinado para combate a incêndio sobre as propriedades de inflamabilidade e explosividade do produto.

Descrever os agentes extintores, os procedimentos adequados de combate ao fogo e os EPI’s necessários aos bombeiros e ao pessoal da brigada.

Fornecer orientações específicas para prevenção de incêndios e explosão durante o armazenamento e transporte do produto.

Conteúdo

Propriedades físico-químicas do produto. As seguintes informações devem estar nesta Seção:

- Incompatibilidades químicas que podem provocar incêndio ou explosão (por exemplo, oxigênio e graxas);

- Reações com produtos químicos que formem gases explosivos;

- Possibilidade de explosão em poeiras ou pós em suspensão;

- Necessidade de aterramento;

- Possibilidade de liberação de vapores inflamáveis;

- Reatividade que pode causar incêndio ou explosão;

- Sensibilidade a pressões elevadas;

- Orientações específicas sobre prevenção de incêndio ou explosão durante o armazenamento, que considerem as características da embalagem do produto.

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

17

!! INFLAMABILIDADE E

!!

INFLAMABILIDADE E

 

EXPLOSIVIDADE

   

As propriedades do produto referentes à inflamabilidade e explosividade, a seguir, devem constar da Seção 9 - Propriedades físico-químicas:

 

- Ponto de fulgor (o método deve ser declarado);

- Ponto de ebulição;

- Temperatura de auto-ignição;

- Limites inferior e superior de explosividade;

- Sensibilidade a impactos;

- Sensibilidade a cargas estáticas;

- Densidade;

- Densidade de vapor.

Unidades de medida devem ser expressas segundo o sistema internacional de unidades de medida, do qual o Brasil é signatário. Opcionalmente, podem ser também apresentadas unidades de medida equivalentes. Por exemplo, ponto de fulgor 50ºC (112ºF), em que a medida ºF é facultativa, e ºC, obrigatória.

Características físico-químicas expressas por indicadores numéricos e suas condições de mensuração, como as de temperatura e pressão, devem ser obrigatoriamente mencionadas. O método deve ser referido.

Exemplos

- Ponto de fulgor: 12ºC (vaso fechado) pelo métodoASTM D-93.

- Ponto de fulgor: 6ºC (vaso aberto) pelo métodoASTM D-92.

Perigos específicos (Aplicável - A). Para produtos nocivos por termodegradação 10 , relacionar as substâncias danosas resultantes da queima do produto, como, por exemplo, monóxido de carbono (CO), óxidos nitrosos (No x ).

18

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

Métodos apropriados para extinção de incêndio (Justificado - J).

• Relacionar os agentes extintores recomendados (Aplicável – A);

• Indicar incompatibilidade do material com agentes de extinção (Aplicável - A).

Exemplos

- Métodos de extinção: Utilizar dióxido de carbono e pó químico seco.

- Incompatibilidade: Não utilizar água (pode causar reações violentas).

Métodos específicos de combate ao fogo (Aplicável - A).

• Informar orientações genéricas para obter o controle e a extinção de incêndio com base nas características do produto.

Exemplo

- Evacuar a área e combater o fogo a uma distância segura. Resfriar os cilindros próximos ao fogo. Utilizar diques para conter a água usada no combate ao incêndio.

EPI para combate ao fogo (Aplicável - A).

• Registrar os equipamentos necessários à segurança dos bombeiros e do pessoal da brigada, com referência às dimensões e localização do incêndio (ao ar livre, em ambiente fechado);

• Orientar sobre o tipo de EPI a ser utilizado em fuga.

• Orientar sobre o tipo de EPI a ser utilizado em fuga. Exemplos - Utilizar equipamento

Exemplos

- Utilizar equipamento autônomo de ar respirável (mínimo de 7 litros) de pressão positiva, com cilindro resistente a produtos químicos, e máscara facial com visor único de ampla visão, confeccionada em policarbonato à prova de estilhaços e respingos químicos.

- Usar luvas antichama.

- Utilizar capa 7/8 antichama: Camada externa em nomex-III aramid resistente ao calor, produtos químicos e abrasão, e repelente à água, camada intermediária laminada em filme de teflon com microporos respiráveis como barreira contra umidade, camada interna em tecido à base de nomex/kevlar e aramide como isolação térmica.

- Usar botas com biqueiras e palmilhas de aço, antichama e não condutivas, resistentes a produtos químicos.

- Utilizar capuz ou balaclava em malha nomex.

- Usarcapacete.

Citar os meios de extinção contra-indicados (Aplicável - A).

Informar os métodos especiais de combate a incêndio (Aplicável - A).

2.3.6 SEÇÃO 6 Medidas de controle para derramamento ou vazamento

Objetivo

Fornecer informações para prevenir e tornar mínimos os danos à saúde e ao meio ambiente, em caso de derramamento ou vazamento. As informações deste campo são dirigidas às pessoas envolvidas com a identificação e contenção inicial do derramamento ou vazamento, e também aos profissionais treinados em controle ambiental.

Conteúdo

Contenção e descontaminação (Obrigatório - O). Informar as principais medidas adequadas à contenção e descontaminação.

Precauções pessoais (Justificado - J).

• Enfatizar a necessidade de uso dos EPI’s mencionados na Seção 8 - Controle de exposição e proteção individual, para prevenir danos em caso de inalação e contato com a pele, mucosa e olhos;

• Informar sobre remoção de fontes de ignição, controle de pós e poeiras, e possíveis situações ou materiais incompatíveis.

Precauções ambientais (Justificado - J).

• Informar técnicas de controle de poluição do ar, solo e água e sistemas de alarme (Aplicável - A).

Métodos de limpeza (Obrigatório - O).

• Descrever os métodos de recuperação, neutralização e disposição (Aplicável - A), este último se diverso dos constantes da Seção 13 - Considerações sobre tratamento e disposição;

• Informar sobre absorventes, diluidores, barreiras, diques e outros instrumentos (Aplicável - A).

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

19

Prevenção de perigos secundários (Aplicável - A). Informar sobre outros procedimentos de emergência complementares à contenção e descontaminação:

• Delimitar e isolar a área, informar a ocorrência ao órgão público competente, impedir o acesso de pessoas e evitar fontes de ignição;

• Descrever regulamentações locais aplicáveis.

competente, impedir o acesso de pessoas e evitar fontes de ignição; • Descrever regulamentações locais aplicáveis.

20

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

2.3.7 SEÇÃO 7 Manuseio e armazenamento

Objetivo

Descrever recomendações e medidas técnicas preventivas de segurança para o manuseio e armazenagem de produtos químicos, contribuindo para reduzir o potencial de risco.

Conteúdo

Manuseio (Justificado - J). Descrever:

• Medidas técnicas apropriadas (Justificado - J);

• Prevenção da exposição do trabalhador (Aplicável - A) - indicar EPI’s necessários ao manuseio;

• Prevenção de incêndio ou explosão (Aplicável - A);

• Precauções para o manuseio seguro do produto químico (Justificado - J), indicando a necessidade de ventilação local ou geral diluidora ou exaustora da área, e medidas preventivas, no caso de formação de poeiras ou névoas;

• Orientações para o manuseio seguro (Justificado - J), com indicações de materiais incompatíveis e recipientes apropriados para transbordo.

Exemplos

- Os tambores devem ser aterrados (ligados à terra) durante a transferência do produto.

- Utilizar em área bem ventilada.

- Não reutilizar esta embalagem.

Armazenamento (Justificado - J). Indicar:

• Medidas técnicas apropriadas (Justificado - J);

• Condições adequadas de armazenamento 11 (Justificado - J):

- Instalações para manter a integridade do material armazenado;

- Variáveis ambientais (pressão, temperatura, umidade, luminosidade, eletricidade estática, lâmpadas à prova de explosão e vibração);

- Limites de armazenamento, altura e quantidade máxima de empilhamento;

- Condições de armazenagem e incompatibilidades a evitar (Aplicável - A).

Aos cuidados indicados nas condições adequadas de armazenagem, acrescentar a separação de produtos com base nos critérios de incompatibilidade.

! ! INCOMPATIBILIDADE QUÍMICA

!!

INCOMPATIBILIDADE QUÍMICA

 
   

• A norma de incompatibilidade química entre substâncias e produtos aplicada ao transporte pode ser também utilizada como referência para o armazenamento. Trata-se da norma 14.619/00, que dispõe sobre transporte de produtos perigosos - incompatibilidade química, da ABNT.

• Produtos quimicamente incompatíveis para fins de transporte são dois ou mais produtos que, se vierem a ser transportados numa mesma unidade, no caso de contato entre si, por vazamento, ruptura da embalagem ou outra causa, poderão apresentar alterações de suas características físico-químicas, potencializando o risco de provocar explosão, desprendimento de chamas ou calor, formação de compostos, misturas, vapores ou gases perigosos.

• Segundo a norma da ABNT, é proibido o transporte de produtos perigosos com alimentos, medicamentos ou produtos destinados ao consumo humano e animal e, ainda, com embalagens desses produtos.

• Os critérios de incompatibilidade por classe e subclasse estão expressos na norma da ABNT em duas tabelas.

A tabela A1 é a de explosivos (classe 1).

A tabela A3 é a das demais classes, exceção

feita à de radioativos (classe 7) que tem

regras de transportes elaboradas pelo Ministério de Minas e Energia.

A

tabela A3 encontra-se no Apêndice, 7.6,

deste trabalho. Os critérios de incompatibilidade se aplicam também à combinação dos riscos primários e secundários ou subsidiários dos produtos.

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

21

Exercíciosobreincompatibilidadequímica

Níquel carbolina e Xileno Níquel carbolina:

NúmeroONU1259

Classe de risco primário - 6.1 (tóxico, grupo de embalagem 1) Risco subsidiário - classe 3 (inflamável)

Xileno:

NúmeroONU1307

Classe de risco primário - 3 (inflamável) Risco subsidiário - não apresenta

Poder-se-ia pressupor que são produtos compatíveis, porque o risco primário do Xileno é idêntico ao risco secundário ou subsidiário do Niquel carbolina. Entretanto, são, na verdade, produtos incompatíveis, porque devem ser consideradas todas as relações de risco principal e subsidiário dos produtos.

Em conclusão. Por serem incompatíveis quimicamente, tais produtos não devem ser transportados na mesma unidade. Da mesma forma, adotada igual incompatibilidade para armazenamento, deve ser observado que não entrem em contato entre si. Não necessariamente devem ser armazenados em áreas isoladas e totalmente independentes, entretanto, devem ser adotadas medidas de separação e contenção.

Embora não exista obrigatoriedade de adotar, para o armazenamento, o critério de incompatibilidade para transporte, este é muito útil, e deve no mínimo servir de orientação e precaução.

de incompatibilidade para transporte, este é muito útil, e deve no mínimo servir de orientação e

22

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

• Sinalização de perigo (Aplicável - A).

- Orientar sobre sinalizações de perigos, verticais (por exemplo, placas) e horizontais (ao nível do chão) nos locais de armazenamento.

• Materiais para embalagem (Justificado - J).

- Informar sobre materiais recomendados (Justificado - J) e inadequados (Aplicável - A).

Exemplos

- Produto oxidante, não utilizar embalagens de ferro.

- Não utilizar embalagens plásticas.

embalagens de ferro. - Não utilizar embalagens plásticas. 2.3.8 SEÇÃO 8 Controle de exposição e proteção

2.3.8 SEÇÃO 8 Controle de exposição e proteção individual

Objetivos

Oferecer a trabalhadores, empregadores e profissionais de segurança e higiene do trabalho informações sobre controle da exposição, com indicação de medidas de proteção individual e coletiva.

Indicar parâmetros úteis à avaliação ambiental e monitoramento biológico da exposição.

Conteúdo

Medidas de proteção coletiva (Aplicável - A). Informar as principais medidas de engenharia adequadas ao controle dos agentes nocivos, como, por exemplo, ventilação local exaustora, enclausuramento do processo e outras condições especiais. Ressaltar que medidas de proteção coletiva, segundo a legislação, não podem ser substituídas por EPI: Normas regulamentadoras 6/78 e 9/78, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Indicar, também, se é caso de projeto próprio para as medidas de engenharia recomendadas.

Exemplo

- Para manipulação de produtos tóxicos voláteis em laboratório: Manusear em capela dotada de sistema de ventilação exaustora adequadamente projetado.

EPI (Justificado - J). Indicar os EPI’s necessários para tornar mínima a exposição que não venha a ser controlada por medidas coletivas. Registrar tipos, características e materiais dos EPI’s indicados.

Especificar recomendações sobre (Aplicável - A):

• Proteção respiratória - máscara contra gases e vapores e tipos de filtro;

• Proteção das mãos - luvas e creme protetor;

• Proteção dos olhos - protetor facial, óculos e máscara;

• Proteção da pele e do corpo - avental, roupa especial e calçado;

• Higiene pessoal.

Exemplo

- Para manuseio de soda cáustica em escamas:

Utilizar óculos panorâmicos de segurança, de policarbonato, luvas de PVC cano médio e avental impermeável.

Parâmetros de controle (Aplicável - A). Registrar, neste campo, em expressão apropriada, informações adicionais para os profissionais do Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), relativas a:

• Limites de exposição ocupacional

Norma brasileira

Norma norte-americana

NR 15 12

ACGIH

Limites de tolerância (LT) para a jornada de trabalho

TWA, média ponderada

Limites para

STEL

curta exposição

Valor teto

Ceiling

Segundo a NR 9 13 , para limites de tolerância de determinada substância, na ausência destes na norma brasileira, deve ser utilizado o padrão norte-americano (ACGIH).

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

23

Exemplo

Limite de Tolerância do n-hexano

Norma brasileira

Norma norte-americana

NR 15

ACGIH

Não refere

50 ppm

(partes por milhão) Referir o valor de 50 ppm e citar a fonte (ACGIH).

• Indicadores biológicos de exposição - Registrar limites máximos de acordo com a legislação brasileira (Norma regulamentadora 7/78, do Ministério do Trabalho e Emprego) e normas do exterior (Estados Unidos, UE).

• Procedimentos recomendados para monitoramento - métodos de coleta e análise - Considerar, para tais informações, o produto, substância pura ou os componentes de mistura especificados na Seção 2 - Composição e informações sobre os ingredientes.

12 Norma regulamentadora 15/78 e alterações posteriores, Ministério do Trabalho e Emprego.

13 Norma regulamentadora 9/78 e alterações posteriores, Ministério do Trabalho e Emprego.

do Trabalho e Emprego. 1 3 Norma regulamentadora 9/78 e alterações posteriores, Ministério do Trabalho e

24

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

2.3.9 SEÇÃO 9 Propriedades físico-químicas

Objetivo

Identificar as propriedades físico-químicas que caracterizam o produto. Essas informações são valiosas para determinar os procedimentos corretos de manuseio da substância.

conteúdo

As seguintes informações devem estar nesta

Seção:

Aparência do produto (Obrigatório - O):

• Estado físico (Obrigatório - O);

• Forma de apresentação, por exemplo, aerossol 14 (Aplicável - A);

• Cor (Obrigatório - O);

• Odor (Justificado - J).

Exemplo

- Ácido clorídrico (HCl): líquido claro a ligeiramente amarelado, com odor pungente e penetrante.

pH

O pH indica a concentração de íons hidrogênio

numa solução. É uma expressão numérica numa escala de 0 a 14, que representa a acidez ou alcalinidade de um produto, sendo 7 o valor correspondente à neutralidade.

O pH é um dos indicadores da característica

corrosiva do produto. O valor do pH pode variar

segundo a diluição do produto.

(Justificado - J).

Exemplo

- HCl - pH: solução a 0,2% apresenta pH de aproximadamente 2.

Temperaturas específicas ou faixas de temperatura nas quais ocorrem mudanças de estado físico (Justificado - J). Registrar:

• Ponto de ebulição ou faixa de destilação

(Aplicável - A) - temperatura ou faixa na qual

o líquido se transforma em vapor, a uma dada pressão, normalmente a 760 mm de Hg (mercúrio).

Exemplo

- HCl - ponto de ebulição: aproximadamente 110 ºC a 760 mm de Hg.

• Ponto de fusão ou congelamento (Aplicável - A) - temperatura na qual os cristais de uma substância pura estão em equilíbrio com a fase líquida, à pressão atmosférica.

Exemplo

- HCl - ponto de congelamento:

aproximadamente 20 ºC.

• Temperatura de decomposição (Aplicável - A) -

é a em que ocorre decomposição e a substância se transforma em outros elementos ou em outra substância.

• Ponto de fulgor (Justificado - J) - temperatura mínima de um líquido na qual é gerada uma quantidade de vapor suficiente que, na presença de uma fonte de ignição (centelha), pode inflamar-se, sem, no entanto, manter a combustão, por insuficiência dos vapores gerados.

O ponto de fulgor pode ser determinado pelo método do vaso fechado ou do vaso aberto. A unidade de medida deste parâmetro físico- químico é a de temperatura, dada em graus Celsius (ºC). Deve ser declarado o método utilizado:ASTM-D92,ASTM-D93, outro.

Limites de explosividade (Justificado - J). Informar:

• Limite de explosividade inferior (LEI);

• Limite de explosividade superior (LES).

Os limites de explosividade são as concentrações mínimas e máximas de um gás ou vapor no ar entre as quais ocorre explosão ou propagação da chama, se está presente fonte de ignição. Limites de explosividade são também chamados de limites de inflamabilidade.

Pressão de vapor (Aplicável - A).

É a pressão exercida na superfície de um

líquido pelo vapor saturado desse mesmo líquido em um recipiente fechado.

Exemplo

- HCl - Pressão de vapor:

aproximadamente

11 mm Hg a 20 ºC.

Solubilidade (Justificado - J). Expressa a porcentagem de um material, em peso, que irá dissolver-se em um dado solvente à temperatura ambiente. O solvente deve ser referido.

Exemplo

- HCl - Solubilidade em água: completamente solúvel.

Densidade ou peso específico (Justificado - J).

É a massa do material por unidade de volume a

uma determinada temperatura.

Exemplo

- HCl - Densidade: 1,09 g/cm3 a 1,15 g/cm3 a

20 ºC.

Viscosidade (Aplicável - A).

É a tendência de um fluido a resistir ao

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

25

escoamento, sem considerar sua densidade.

Taxa de evaporação (Aplicável - A).

É a taxa de evaporação do produto em relação

ao acetato de butila, que é igual a 100, a uma dada temperatura.

Coeficiente de partição octanol/água (Aplicável - A). Também conhecido como coeficiente de distribuição água/óleo, é a razão dos produtos entre “óleo” e “água”, quando estão em contato. Em termos técnicos, é denominado coeficiente de partição octanol-água (o teste de laboratório para determinar o coeficiente é feito com n-octanol).

Outras características somente são aplicáveis (A) a certos materiais.

É dispensável registrar a ausência das seguintes

propriedades, se os dados não são disponíveis ou

não são aplicáveis:

- Calor específico;

- Tamanho de partículas;

- Ponto de amolecimento;

- Densidade aparente;

- Porcentagem de voláteis;

- Concentração de vapor saturado (se citada, incluir as temperaturas de referência);

- Peso molecular;

- Radioatividade;

- Compostos orgânicos voláteis (VOC).

!!

OUTRAS CARACTERÍSTICAS

orgânicos voláteis (VOC). !! OUTRAS CARACTERÍSTICAS • Outras características ou propriedades não

• Outras características ou propriedades não relacionadas podem ser apresentadas, se aplicáveis (A) aos materiais. Utilizar as unidades de medida do sistema internacional, com referência para cada uma das propriedades.

aos materiais. Utilizar as unidades de medida do sistema internacional, com referência para cada uma das

26

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

2.3.10 SEÇÃO 10 Estabilidade e reatividade

Objetivos

Referir produtos e circunstâncias que podem ser perigosos em combinação com o produto apresentado.

Indicar incompatibilidades químicas, condições a evitar, decomposição e estabilidade do produto. Por exemplo, hipoclorito de sódio misturado com amônia libera gás cloreto de hidrogênio, tóxico e irritante.

Conteúdo

O armazenamento e manuseio do produto químico são realizados com mais segurança quando se sabe como pode reagir em mudanças de temperatura ou em contato com outros materiais. Diante disso, esta Seção deve informar:

Estabilidade do produto químico (Justificado - J). Mencionar se o produto é estável ou requer cuidados especiais.

Reações perigosas (Justificado - J). Indicar a condição na qual o produto é instável ou pode reagir perigosamente, decompondo-se ou polimerizando-se 15 , podendo provocar incêndio, explosão ou formação de outros produtos perigosos.

Condições a evitar (Aplicável - A). Referir as condições que devem ser evitadas, como temperaturas altas ou baixas, pressão, luz, choques, atrito, envelhecimento, umidade, outras.

Materiais a evitar (Aplicável - A).

Citar as substâncias incompatíveis com as quais o produto pode reagir de forma violenta ou explosiva, se houver contato. Essas substâncias podem ser água, ar, ácidos, bases, agentes oxidantes, outras.

Produtos de decomposição perigosa (Justificado - J). Decomposição perigosa que pode ser esperada, como, por exemplo, monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO 2 ).

Aditivos essenciais (Aplicável - A). Indicar a necessidade de uso de aditivos que, ao atuarem como estabilizadores ou inibidores, podem reduzir ou eliminar reações perigosas.

2.3.11 SEÇÃO 11 Informações toxicológicas

Objetivo

Fornecer informações de ensaios e testes de toxicidade aguda e crônica do produto ou de seus componentes. Informar também especificamente sobre carcinogenicidade, teratogenicidade, efeitos em reprodução, embriogenicidade, neurotoxicidade, mutagenicidade e efeitos sensibilizantes, para o correto entendimento dos riscos da exposição ao produto químico.

Conteúdo

As informações desta Seção são destinadas principalmente aos profissionais do SESMT. Por isso, deve conter descrição concisa, mas clara e completa, dos vários efeitos toxicológicos do produto.

Devem ser incluídas informações que permitam determinar se outras condições de saúde podem agravar-se. As informações devem ser específicas, citando doenças ou condições que podem agravar-se pela exposição aguda ou crônica ao produto. Referir:

• Toxicidade aguda 16 (Justificado - J):

- Inalação (Aplicável - A);

- Contato com a pele (Aplicável - A);

- Contato com os olhos (Aplicável - A);

- Ingestão (Aplicável - A).

• Efeitos locais (Justificado - J).

• Sensibilização (Aplicável - A).

• Toxicidade crônica (Aplicável - A).

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

27

• Efeitos específicos (Aplicável - A):

- Mutagênicos;

- Carcinogênicos;

- Teratogênicos;

- Outros.

• Efeitos aditivos e de potenciação (Aplicável - A).

!!

MITO: PRODUTOSQUÍMICOS“ATÓXICOS”

- A). !! MITO: PRODUTOSQUÍMICOS“ATÓXICOS” • Segundo a definição de toxicidade, não há produtos

• Segundo a definição de toxicidade, não há produtos químicos “atóxicos”. Essa expressão carece de fundamento técnico, apesar de seu freqüente uso para designar que o produto oferece menor risco, em relação a outro de igual aplicação. Razão pela qual este trabalho não recomenda, no seu âmbito, os termos “Atóxico”, “Não Nocivo” e outros assemelhados que reflitam ou pretendam inferir a noção de “atoxicidade”, ou seja, de ausência de risco.

28

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

2.3.12 SEÇÃO 12 Informações ecológicas

Objetivo

Oferecer informações que permitam avaliar o impacto do produto no meio ambiente (seus efeitos no ar, água, solo, recursos naturais, flora, fauna e suas interações). Alertar ainda sobre os riscos que o produto apresenta para os ecossistemas.

Conteúdo

Além dos dados do produto, é recomendável citar os valores limites, se conhecidos. Informar particularmente sobre:

Ecotoxicidade (Justificado - J). Relacionar resultados de estudos conclusivos sobre concentrações no meio ambiente e toxicidade para animais e vegetais. Referir a toxicidade para microorganismos não- patogênicos.

Persistência no meio ambiente e degradabilidade (Aplicável - A). Referir a persistência e degradação no ambiente.

Bioacumulação (Aplicável - A).

Mobilidade (Aplicável - A).

Exemplos

- Nocivo aos organismos aquáticos.

- Pode provocar a longo prazo efeitos nocivos ao ambiente aquático.

a longo prazo efeitos nocivos ao ambiente aquático. 2.3.13 SEÇÃO 13 Considerações sobre tratamento e

2.3.13 SEÇÃO 13 Considerações sobre tratamento e disposição

Objetivo

Prover informações aos profissionais da área ambiental sobre o tratamento de resíduos e informar sobre condutas que devem ser adotadas

a respeito de embalagens, materiais contaminados

e os utilizados na contenção do derramamento ou vazamento.

Conteúdo

Disposição final (Justificado - J).

Informar:

• Métodos adequados de disposição final (tratamento, reciclagem, outros) do material;

• Particularidades do produto que imponham limitações aos métodos indicados de disposição final;

• Resíduos gerados, líquidos ou sólidos, e que tratamentos devem ser adotados.

Embalagens contaminadas (Justificado - J).

Informar:

• Disposição final de recipientes e embalagens, com descrição de seu material, e se requerem tratamento para descarte;

• Tratamento de embalagem, e métodos de sua descontaminação, limpeza e disposição final. !! REFERIR
• Tratamento de embalagem, e métodos de sua
descontaminação, limpeza e disposição
final.
!!
REFERIR LEGISLAÇÃO
Citar a legislação federal aplicável e
referir-se também às regulamentações
locais (estadual, municipal) sobre
tratamento e disposição final de resíduos.

Exemplos

- Não jogar os resíduos no esgoto, porque são líquidos extrema ou facilmente inflamáveis, que não se misturam com água.

- Não descartar este produto e seu recipiente antes de neutralizá-los.

- Eliminar este produto e seu recipiente, enviando-os para local autorizado de coleta de resíduos perigosos ou especiais.

2.3.14 SEÇÃO 14 Informações sobre transporte

Objetivos

Declarar se o produto é ou não classificado como perigoso para qualquer meio de transporte, nacional ou internacional.

Identificar a classificação dos produtos perigosos para transporte.

Fornecer informações complementares, aplicáveis a cada tipo de transporte, para embalar, rotular e identificar os produtos classificados como perigosos para transporte.

Conteúdo

Esta Seção deve fornecer códigos e classificações do produto de acordo com a legislação nacional e internacional de transporte (Obrigatório - O).

• Transporte terrestre (Aplicável - A). Considerar a legislação nacional, Regulamento do Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos (RTPP), e do Mercosul 17 , Acordo de Alcance Parcial para Facilitação do Transporte de Produtos Perigosos (APFTPP).

• Transporte marítimo (Aplicável - A). Considerar a norma internacional, do IMDG. Os dados devem ser fornecidos em inglês.

• Transporte aéreo (Aplicável - A). Considerar a legislação internacional, Dangerous Goods Regulation - Regulamento de Produtos Perigosos, da IATA. Os dados devem ser

!! fornecidos em inglês. TRANSPORTESFERROVIÁRIOEFLUVIAL • Os transportes ferroviário e fluvial não são
!!
fornecidos em inglês.
TRANSPORTESFERROVIÁRIOEFLUVIAL
Os transportes ferroviário e fluvial não
são tratados nesta publicação.

É responsabilidade do fabricante ou importador

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

29

classificar o produto de acordo com as regulamentações legais.

Classes de risco para classificação do produto

Classe 1

Explosivos

Classe 2

Gases, com as seguintes

subclasses:

Subclasse 2.1 Gases inflamáveis

Subclasse2.2

Gases não inflamáveis e não tóxicos

Subclasse2.3 Gasestóxicos

Classe 3

Classe 4

Líquidos inflamáveis

Esta classe compreende:

Subclasse4.1

Sólidos inflamáveis

Subclasse4.2

Substâncias sujeitas a

Subclasse 4.3

combustão espontânea Substâncias que, em contato com água, emitem gases inflamáveis

Classe 5

Esta classe compreende:

Subclasse5.1

Substâncias oxidantes

Subclasse5.2

Peróxidos orgânicos

Classe 6

Esta classe compreende:

Subclasse6.1

Substâncias tóxicas

Subclasse6.2

(venenosas) Substâncias infectantes

Classe 7

Materiais radioativos

Classe 8

Corrosivos

Classe

9

Substâncias perigosas diversas

Classificar o produto com análise das características e tipo de risco que apresenta, segundo os critérios de classificação das oito primeiras classes. Os riscos associados à classe 9 são aqueles que, embora não possam ser

30

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

classificados em nenhuma das oito primeiras classes, ainda assim são perigosos para transporte.

Exemplo

- Alumínio fundido é classificado como produto perigoso

NúmeroONU:3257

Classe de risco: 9 Nome apropriado para embarque: Líquido a

temperatura elevada, N.E. (alumínio fundido

a 900ºC).

N.E. significa Não Especificado. Quando esta expressão aparece no nome apropriado para embarque, deve ser seguida do nome da substância que torna o produto perigoso, entre parênteses. Em caso de denominação múltipla, dois nomes são suficientes.

A classificação do produto deve considerar as

propriedades de risco de cada classe e seguir

a prioridade de classificação. Se necessário, deve-se utilizar a tabela de precedência de risco, segundo a Portaria 204/97, do Ministério dos Transportes.

Critérios recomendados para classificação de substâncias puras Procurar na relação de produtos perigosos da portaria 204/97 o produto ou substância pelo nome ou sinônimo;

Verificar se o produto ou substância cumpre com o risco da classe e apresenta as características listadas.

Exemplo

- Xileno

NúmeroONU:1090

!!

!!

Classe de risco: 3 Nome apropriado para embarque: Xileno

 

NOME E CLASSE DO PRODUTO DEVEMCOINCIDIR

Xileno   NOME E CLASSE DO PRODUTO DEVEMCOINCIDIR • Se o nome apropriado para embarque e

• Se o nome apropriado para embarque e a classe de risco do produto não conferem, o produto não pode ser descrito por essa classificação.

Produtos listados pelo nome genérico A relação de produtos perigosos contém nomes para materiais, produtos ou artigos específicos, como, por exemplo, tinta, bateria, extintor de incêndio.

Se o material, produto ou artigo consta da relação da Portaria 204/97 e apresenta a classe de risco referida, essa será sua classificação correta.

Exemplo

- Extintor de incêndio

NúmeroONU:1044

Classe de risco: 2.2 Nome apropriado para embarque: Extintor de incêndio

Critérios recomendados para classificação de misturas Deve-se determinar se o produto tem a característica das classes de risco, seguindo-se as definições da legislação. Para certos materiais, a única forma de classificação é por meio de testes de laboratório.

Procurar o nome genérico mais específico e enquadrá-lo em uma classe de risco que represente com fidelidade o perigo inerente ao produto.

Se utilizado nome genérico, deve-se também especificar a substância que torna o produto perigoso.

Exemplos

- Mistura de dois produtos perigosos: Xileno e Tolueno

NúmeroONU:1993

Classe de risco: 3 Nome apropriado para embarque: Líquido inflamável, N.E. (Xileno, Tolueno)

- Mistura de produto perigoso com não perigoso (Álcool furfurílico e Água)

NúmeroONU:2874

Classe de risco: 6.1

Nome apropriado para embarque: Álcool furfurílico, mistura

!! CLASSIFICAÇÃO INCORRETA*

!!

CLASSIFICAÇÃO INCORRETA*

 

Álcool furfurílico e Água

   

Número ONU: 2810 Classe de risco: 6.1 Nome apropriado para embarque: Líquido tóxico, N.E. (Álcool furfurílico, Água).

 

* A classificação correta está no exemplo acima.

Informações para a FISPQ

Produtos não regulamentados para transporte

É obrigatória a declaração, nesta Seção, de que o produto não é regulamentado para transporte, se esse for o caso.

Recomenda-se como obrigatória a classificação para o transporte rodoviário no Brasil (RTPP). A classificação para as regulamentações internacionais pode ser declarada como não conhecida ou não determinada. A declaração de que a classificação internacional não é conhecida deve ser clara, para não ser confundida com o fato de que o produto não é regulamentado para transporte.

A legislação para o transporte aéreo internacional é aplicada também ao transporte

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

31

aéreo realizado no Brasil.

A classificação para os transportes aéreo e marítimo deve ser fornecida pelo fabricante, quando solicitada.

Exemplos de preenchimento da seção 14 da FISPQ - produto não perigoso para transporte

Seção 14 - Informações sobre transporte Rodoviário - Brasil e Mercosul (RTPP, APFTPP): Este produto não é classificado como produto perigoso. Aéreo (IATA) e Marítimo (IMDG): Este produto não é regulamentado pela legislação internacional.

Seção 14 - Informações sobre transporte Rodoviário - Brasil e Mercosul (RTPP e APFTPP): Este produto não é regulamentado pela legislação. Aéreo (IATA) e Marítimo (IMDG):

Classificação segundo as legislações internacionais – Não Disponível.

A declaração de que o produto não é classificado como perigoso para transporte não é obrigatória e nem deve constar do Rótulo de Segurança. Como se verá adiante, o Rótulo de Segurança deve conter informações úteis para a tomada de ações imediatas ou preventivas.

Produtos regulamentados para transporte Devem ser prestadas as informações a seguir, de acordo com a legislação do transporte terrestre, marítimo e aéreo.

• Transporte rodoviário (RTPP, APFTPP):

Nome apropriado para embarque Número ONU Classe e subclasse de risco Risco subsidiário Número de risco Grupo de embalagem (GE) Quantidade isenta Provisõesespeciais

e subclasse de risco Risco subsidiário Número de risco Grupo de embalagem (GE) Quantidade isenta Provisõesespeciais

32

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

!!

LOCAL DO NOME APROPRIADO PARA EMBARQUE

Produto Químico !! LOCAL DO NOME APROPRIADO PARA EMBARQUE • O nome apropriado para embarque deve

• O nome apropriado para embarque deve obrigatoriamente constar do Rótulo de Segurança, de preferência próximo ao Rótulo de Risco e ao número ONU.

Transportes internacionais

• Aéreo (IATA):

- Proper shipping name (Nome apropriado para embarque)

- UN number (Número ONU)

- Hazard class and division (Classe de risco e subclasse)

- Packing group -PG (Grupo de embalagem -GE)

- Subsidiary risk (Risco subsidiário)

- IATA packing instruction (Instruções de embalagem - IATA)

- Exception (Exceção)

- Coment (Comentário)

• Marítimo (IMDG):

- UN number (Número ONU)

- Proper shipping name (Nome apropriado para embarque)

- Hazard class and division (Classe de risco e subclasse)

- MP- Marine pollutant (Poluente marítimo)

- IMDG code page (Número da página que contém as instruções para embalagem)

- EMSnumber(NúmeroEMS)EMS:

Emergency Schedules Number - Número da Guia de Atendimento a Emergência

- MFAGnumber(NúmeroMFAG)MFAG:

Medical First Aid Guide - Guia de Primeiros Socorros Médicos

- Packing group -PG (Grupo de embalagem -GE) !! VEÍCULOS • O veículo automotor é
- Packing group -PG (Grupo de embalagem
-GE)
!!
VEÍCULOS
• O veículo automotor é produto perigoso
para o transporte aéreo.
NúmeroONU:3166
Nome apropriado para embarque:

Vehicle (flammable liquid powered)

Classe:9

Instruções de embalagem IATA: 900

Exemplosdepreenchimentodaseção14daFISPQ-

produtoperigosoparatransporte

Seção 14 - Informações sobre transporte

Rodoviário - Brasil e Mercosul (RTPP,APFTPP):

Nome apropriado para embarque: Sódio

ONU:1428

Risco subsidiário: NãoAplicável Número de risco: X423 GE:I Quantidade isenta: 5 kg

Classe:4.3

Aéreo (IATA):

Proper shipping name: sodium UN 1428 Class: 4.3 Subsidiary risk: No Exception: Cargo aircraft only Packing instrution: 412

Marítimo (IMDG):

Proper shipping name: sodium

UN 1428

PG:I IMDG code page: 4360

EMS:4.3-01

MFAG: 705 Marine pollutant: No

Class: 4.3

PG: I

Seção 14 - Informações sobre transporte

Rodoviário - Brasil e Mercosul (RTPP,APFTPP):

Nome apropriado para embarque: Sódio

ONU: 1428

Risco subsidiário: NãoAplicável Número de risco: X423 GE:I Quantidade isenta: 5 kg

Aéreo (IATA) e Marítimo (IMDG):

Classe: 4.3

Classificação segundo as legislações internacionais: Não Disponível

2.3.15 SEÇÃO 15 Regulamentações

Objetivo

Informar sobre leis, regulamentos e referências nacionais e internacionais de saúde, segurança, controle ambiental e transporte aplicáveis ao produto químico e a seus componentes.

Conteúdo

Referir normas legais e estudos citados nas Seções anteriores (Aplicável - A).

Normas:

• Origem (internacional, federal, estadual, municipal), nome do órgão ou entidade regulamentadora, documento, data de emissão ou publicação, outros;

• Específicas de comércio exterior (importação e exportação).

Pesquisas ou estudos realizados ou em andamento.

!!

DADOS PARA O RÓTULO

DE SEGURANÇA

ou em andamento. !! DADOS PARA O RÓTULO DE SEGURANÇA • Esta Seção pode indicar as

• Esta Seção pode indicar as informações ou simbologia que devem ser apresentadas no Rótulo de Segurança de Produto Químico (ver Rótulo de Segurança no Capítulo 3).

Exemplos

- Canadá - Workplace Hazardous Materials Information System (WHMIS) - Sistema de Informações de Materiais Perigosos no Ambiente de Trabalho - Controle de produto perigoso, classe B2, D2 (www.ccohs.ca/).

- Brasil - Considerado insalubre no grau máximo, segundo a Norma regulamentadora 15/78, do Ministério do Trabalho e Emprego. (Brasil - Regulamento do Transporte Rodoviário

Capítulo 2 Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

33

de Produtos Perigosos - Ministério dos Transportes - 1988.)

Informar regulamentações específicas de saúde e segurança (Aplicável - A).

2.3.16 SEÇÃO 16 Outras informações

Objetivo

Fornecer informações adicionais relevantes e esclarecedoras para a saúde, segurança e controle ambiental.

Conteúdo

Informar:

• Revisões da FISPQ, seus números e datas;

• Fabricantes do produto;

• Treinamentos específicos;

• Dificuldades técnicas para obtenção de informações;

• Abreviaturas utilizadas (por exemplo, ND: Não Disponível);

• Limitações de uso do produto;

• Tipos de embalagem e quantidades em que o produto é comercializado;

• Literatura e pesquisa;

• Outras informações adicionais julgadas relevantes;

Exemplos

- Informações atualizadas em dia/mês/ano, sob número

- CL 50 - Concentração letal em 50% da população testada.

• Prestar declaração de veracidade;

• Datar e assinar o documento.

letal em 50% da população testada. • Prestar declaração de veracidade; • Datar e assinar o

34

34

Capítulo 3 Rótulo de Segurança de Produto Químico

35

3. Rótulo de Segurança de Produto Químico

3.1 Considerações gerais sobre rotulagem

Rótulo, rotular e rotulagem designam, respectivamente, impresso que é posto em embalagens ou recipientes e que lhes indica o conteúdo, aplicar rótulos ou etiquetas e a ação de rotular (cf. “Aurélio”, obra citada).

O rótulo pode ser qualquer marca, sinal, aviso,

estampa, pintura, símbolo, convenção, adesivo,

etiqueta ou invólucro.

Toda embalagem exige rótulo. Desde 1976, produtos farmacêuticos e domissanitários (desinfetantes) devem ser rotulados, segundo a legislação federal. Em 1978, foi aprovada a Norma regulamentadora 26, do Ministério do Trabalho e Emprego, que determina a aplicação de rótulo preventivo em produtos perigosos. Em 1989, a exigência do rótulo foi estendida aos produtos agrotóxicos e, em 1990, com a entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor, a obrigação de rotular produtos foi praticamente generalizada. Ainda recentemente, em 2001, decreto federal determinou limites mínimos para a rotulagem de alimentos embalados que contenham ingredientes geneticamente modificados (“transgênicos”).

Rótulos e símbolos são de diversas categorias e finalidades. Entre os principais, podem ser citados símbolos de manuseio, símbolos de risco, rótulos de segurança, rótulos de risco, identificação de embalagens homologadas e painéis de segurança.

Símbolo

de manuseio

Utilizado para

transporte ou

armazenamento

de cargas.

Utilizado para transporte ou armazenamento de cargas. Não agitar - Frágil Facesuperior nesta direção

Não agitar - Frágil

Facesuperior

nesta direção

Símbolo de risco

Pictograma quadrado com fundo laranja, indica perigo para a saúde ou meio ambiente.

laranja, indica perigo para a saúde ou meio ambiente. Perigoso para o meio ambiente Oxidante Rótulo

Perigoso para o meio ambiente

a saúde ou meio ambiente. Perigoso para o meio ambiente Oxidante Rótulo de segurança Conjunto das

Oxidante

Rótulo de segurança

Conjunto das informações disponíveis na embalagem do produto químico.

ITAPOX Nome comercial do pro Nomeapropriado Material relacionado a paraembarque Rótulo de segurança Rótulo de
ITAPOX Nome comercial do pro
Nomeapropriado
Material relacionado a
paraembarque
Rótulo de
segurança
Rótulo
de risco
EMPRESA LTDA.
RUA CENTRAL, 1200
S O PAULO - SP
Informações de
risco, primeiros
UN 1263
socorros,
quantidade,
data de
Nomeeendereço
Número UN
validade etc.
do expedidor

36

Capítulo 3 Rótulo de Segurança de Produto Químico

Rótulo de risco

Pictograma em forma de losango que representa a classe de risco dos materiais classificados como perigosos para transporte.

dos materiais classificados como perigosos para transporte. Identificação de embalagens homologadas UN/ 4G/ 1 2 X/

Identificação de embalagens homologadas

para transporte. Identificação de embalagens homologadas UN/ 4G/ 1 2 X/ 2 5 / 34 Demonstra

UN/ 4G/

1

2

X/

2 5 /

34

Demonstra o tipo de embalagem que pode ser utilizado para o produto, de acordo com sua classificação para transporte.

S/

9 5 /

56

D/ OW 123

7

8

1 Símbolo UN, muitas vezes dentro

de um círculo (

123 7 8 1 Símbolo UN, muitas vezes dentro de um círculo ( ). 2 Código

).

2 Código de embalagem. Na ilustração, caixa de papelão.

3 Letra para o desempenho da embalagem.

4 Massa bruta máxima admitida em kg.

5 Código para o estado da mercadoria (S = sólido).

6 Ano de construção/fabricação.

7 Código do país de aprovação.

8 Identificação do fabricante.

Painel de segurança

8 Identificação do fabricante. Painel de segurança Placa de cor laranja que contém o número de

Placa de cor laranja que contém o número de risco do produto e seu número UN. É utilizada para identificar externamente nos caminhões a carga transportada. O Painel de Segurança não é requerido nas embalagens.

Rótulo de risco Painel de segurança
Rótulo de risco
Painel de segurança

3.2. Fim a que se destina

O Rótulo de Segurança de Produto Químico, ou

Rótulo de Segurança, é o conjunto das informações disponíveis na embalagem do produto químico. Classifica-se em primário e secundário.

O primário é o presente na embalagem original. O

secundário é o das embalagens transitórias ou de

transferência interna ou externa do agente econômico que manufatura, processa ou utiliza o produto.

O Rótulo de Segurança aplica-se a:

Produtos químicos “não dimensionais”, independentemente da quantidade, volume, embalagem ou forma de apresentação — pó, líquido, gás, a granel, outros;

“Artigos”, se há previsibilidade de risco no processo a que se destinam;

Embalagens,internas e externas, e também a qualquer tipo protetor de embalagem;

Amostras de produto químico, com diferentes critérios de requisitos mínimos.

O

Rótulo de Segurança deve conter o número ONU

do produto e seu nome apropriado para embarque.

A finalidade do Rótulo de Segurança, fonte primária de informação para o usuário, é prestar informações relevantes sobre o produto, de forma breve e precisa, redigidas em termos simples e de fácil compreensão, permitindo conhecer prontamente o produto e os meios seguros de seu uso, armazenamento, transporte e descarte.

O fabricante ou expedidor é responsável pela

embalagem, classificação e rotulagem de segurança do produto. O objetivo da classificação é identificar as propriedades físico-químicas significantes, toxicológicas e ecotóxicas das substâncias e misturas cujo uso e manuseio, em condições normais, podem oferecer risco.

O Rótulo de Segurança deve destacar as

propriedades perigosas do produto final no caso de misturas de duas ou mais substâncias químicas, com propriedades que variem, em tipo ou grau, em relação aos componentes isoladamente considerados.

O risco à saúde, proveniente da exposição aguda,

repetida ou prolongada do produto, resulta das propriedades Tóxico, Muito Tóxico, Nocivo, Corrosivo, Irritante,Agente Cancerígeno, Agente Sensibilizante.

O perigo de explosão ou fogo é expresso pelas

propriedades Explosivo, Oxidante, Extremamente Inflamável, Altamente Inflamável, Inflamável. As propriedades de risco para o meio ambiente são registradas pelas expressões Tóxico para Organismos Vivos, Persistência no Meio Ambiente, Bioacumulação.

Capítulo 3 Rótulo de Segurança de Produto Químico

37

3.3 Elaboração

Na elaboração do Rótulo de Segurança, deve ser observada a Norma regulamentadora 26/ 78, sobre sinalização de segurança nos locais de trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, que, embora trate o tema em termos genéricos, é similar ao padrão norte- americano 2129.1, do American National Standard Institute (ANSI) – Instituto Nacional Americano de Padronização.

Dessa forma, os critérios da norma norte- americana podem auxiliar na elaboração do Rótulo de Segurança.

Sua redação deve ser estritamente objetiva, de modo a evitar riscos resultantes de uso, manuseio, armazenamento, transporte e disposição final do produto químico.

Características físicas

Durabilidade

O Rótulo de Segurança não deve ser

facilmente removível ou descolável da embalagem. Deve, além disso, ser adequado a condições severas de armazenamento e manuseio, e resistente a intempéries e ao produto que rotula.

!! CUIDADO COM A TINTA • A tinta de impressão do Rótulo de Segurança deve
!!
CUIDADO COM A TINTA
A tinta de impressão do Rótulo de
Segurança deve ser resistente à ação do
produto.
Posição

O Rótulo de Segurança deve estar na vista

principal da embalagem. Em embalagem cilíndrica, o conjunto de informações do Rótulo

de Segurança deve estar no mesmo campo visual;

caso necessário, pode ser repetido no lado oposto

da embalagem.

No caso de tambores de 200 litros, pode ocorrer a necessidade de o Rótulo de Segurança ser afixado na lateral da embalagem e também na sua parte superior. Nesse caso, o usuário deve solicitar essa providência ao fabricante, esclarecendo seus critérios de armazenagem e manuseio.

caso, o usuário deve solicitar essa providência ao fabricante, esclarecendo seus critérios de armazenagem e manuseio.

38

Capítulo 3 Rótulo de Segurança de Produto Químico

Forma Em geral, o Rótulo de Segurança não tem forma pré-estabelecida; são usuais rótulos retangulares ou quadrados.

Idioma, redação e unidades de medida O Rótulo de Segurança é composto de informações escritas e símbolos. O Rótulo de Segurança deve ser redigido em português. Adicionalmente, podem ser utilizados outros idiomas, desde que concomitantemente com o português.

Para unidades de medida, seguir o sistema internacional, adotado pelo Brasil, e exigido pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro). Outras unidades podem ser utilizadas a título de informações adicionais.

Exemplos

- Para comprimento: metro (m)

- Para massa: quilograma (kg)

- Para temperatura: grau Celsius (ºC)

Conteúdo

Identificação do produto químico e de seu fornecedor.

Informar:

• Nome comercial (trade name) do produto, igual ao encontrado na FISPQ e na Ficha de Emergência.

• Nome técnico do produto, que especifique sua natureza.

Exemplo

- Ácido corrosivo, composto de Chumbo, Cetona etc. Referência legal: norma 26/78, do Ministério do Trabalho e Emprego. O solvente acetona pertence à classe de cetonas. Cetonas são altamente reativas. Substâncias químicas inflamáveis que têm efeitos similares são irritantes para olhos, nariz e garganta e, em altas concentrações, causamnarcose 18 .

• Nome apropriado do produto para embarque, segundo a classificação de material perigoso para fins de transporte. De preferência, inserir o nome apropriado para embarque próximo ao seunúmeroONU.

• Número ONU, conforme classificação de material perigoso para fins de transporte.

• Nome, endereço, identidade fiscal (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ, Secretaria da Receita Federal, Ministério da Fazenda) e telefone do fabricante. Se há distribuidor ou importador, também deve ser citado e qualificado.

• Telefone de emergência, para contato “24 horas”, com atendimento por pessoa capacitada a fornecer informações técnicas do produto.

Exemplo

- ChemexCO,endereço, Estados Unidos - fabricante Quimex Ltda., endereço, Brasil, telefone X - importador Telefone de emergência “24 horas” - Brasil - (55)

• Número do Conselho Regional de Química (CRQ) ou do Conselho Regional de Farmácia (CRF) da empresa ou do responsável técnico do produto.

!! RESPONSÁVEL TÉCNICO

!!

RESPONSÁVEL TÉCNICO

 
   

• Para produtos químicos em geral, é exigido o número do CRQ da empresa ou do responsável técnico.

• Para produtos domissanitários, é exigido, nas embalagens e impressos, o nome e o número de registro do CRQ ou do CRF do responsável técnico, de acordo com a Resolução normativa 133/92, do Conselho Federal de Química (CFQ).

Composição química

Componentesperigosos

Informar que o produto é perigoso ou contém um ou mais componentes perigosos. Para misturas, indicar suas substâncias e registrar as faixas de concentração daquelas que:

• Apresentem qualquer concentração e sejam Muito Tóxicas, Tóxicas, Carcinogênicas, Mutagênicas ou Teratogênicas;

• Estejam em concentração acima de 1% e sejam Nocivas, Corrosivas, Irritantes ou Sensibilizantes.

!! FAIXAS DE CONCENTRAÇÃO

!!

FAIXAS DE CONCENTRAÇÃO

 
   

Intervalos podem ser utilizados para indicar a concentração de componentes perigosos. Essas faixas devem respeitar a seguinte orientação:

 

Em porcentagem (%)

 

De 0,1 a 1,0

De 10 a 30

De 0,5 a 1,5

De 15 a 40

De 1 a 5

De 30 a 60

De 3 a 7

De 40 a 70

De 7 a 13

De 60 a 100

Capítulo 3 Rótulo de Segurança de Produto Químico

39

Classe química

A classe química se aplica ao grupo de substâncias que apresentam componentes similares na sua estrutura e, por conseqüência, têm algumas propriedades químicas similares.

Deve ser apresentada com clareza, por seu nome técnico ou por sua especificação.

O conhecimento da família química auxilia na compreensão dos tipos de reações, dos efeitos à saúde humana, dos antídotos e dos produtos de decomposição.

Número CAS

Além de apresentar o nome e a concentração dos componentes perigosos presentes no produto, deve também ser indicado seu número CAS.

Indicação de perigo Frases de Risco

As Frases de Risco ou Frases R informam os riscos referentes ao manuseio, armazenamento, transporte e disposição final do produto, habituais ou previsíveis. Ver adiante, no Apêndice, 7.1 e 7.2, a relação das Frases R.

ExemplosdeFrasesR

- Extremamente inflamável. (R 12)

- Pode causar câncer. (R 45)

- Tóxico para a fauna. (R 55)

Informar, ainda, riscos que estão associados ao manuseio, uso ou mau uso do produto, e perigos ao meio ambiente.

Símbolos de risco

Os símbolos de risco são utilizados segundo os critérios de classificação da Comunidade Européia (CE). Para Rótulos de Segurança, são relevantes a classificação das substâncias químicas e seu significado.

São dez símbolos, utilizados com seus respectivos textos de identificação de perigo. Ver adiante, no Apêndice 7.7, os símbolos e suas respectivas identificações.

textos de identificação de perigo. Ver adiante, no Apêndice 7.7, os símbolos e suas respectivas identificações.

40

Capítulo 3 Rótulo de Segurança de Produto Químico

Os símbolos de risco são:

E

Para explosivos. Substâncias, misturas sólidas, líquidas, pastosas ou gelatinosas que, mesmo na ausência de oxigênio no ar, podem reagir de forma exotérmica, isto é, com liberação de calor, e rápida formação de gases. Sob o efeito de calor e em caso de confinamento parcial, podem explodir.

O

Paraoxidantesecomburentes(que alimentam a combustão). Substâncias ou misturas que, em contato com outras, em geral inflamáveis, produzem reação exotérmica (calor externo).

F+

Paraextremamenteinflamáveis. Substâncias ou misturas líquidas que tenham ponto de fulgor 19 inferior a 0ºC e ponto de ebulição 20 inferior ou igual a 35ºC.

F

Parafacilmenteinflamáveis.Substâncias ou misturas que podem aquecer-se e inflamar-se ao ar à temperatura ambiente, sem interferência de qualquer tipo de energia, e substâncias ou misturas gasosas que, a temperatura e pressão normais, sejam inflamáveis ao ar. Também compreende sólidos ou misturas sólidas que podem inflamar-se facilmente, depois de breve contato com fonte de ignição, e que continuam a queima depois de retirada a fonte de ignição; líquidos com ponto de fulgor inferior a 21 ºC que, em contato com água ou ar úmido, desprendam gases extremamente inflamáveis em quantidades perigosas; substâncias que, no estado gasoso, são inflamáveis ao ar à pressão normal; e as que, em contato com água e ar úmido, desenvolvem gases inflamáveis em quantidades perigosas. Compreende também inflamáveis, substâncias que, no estado líquido, apresentam ponto de fulgor igual ou superior a 21 ºC e inferior a 55 ºC.

T+

Para muito tóxicos. Substâncias ou misturas que, por inalação, ingestão ou penetração cutânea, ainda que em pequena quantidade, podem provocar a morte ou efeitos agudos ou crônicos.

T

Para tóxicos. Substâncias ou misturas que, por inalação, ingestão ou invasão cutânea, ainda que em pequena quantidade, podem provocar a morte ou efeitos agudos ou crônicos.

Xn

Para nocivos. Substâncias ou misturas que, por inalação, ingestão ou penetração cutânea, podem provocar a morte ou efeitos agudos ou crônicos. Nesta categoria classificam-se as substâncias sensibilizantes.

C

Para corrosivos. Substâncias ou misturas que, por contato, podem exercer ação destrutiva dos tecidos.

Xi

Para irritantes. Substâncias ou misturas não corrosivas que podem provocar reação inflamatória na pele ou mucosa, por contato breve, prolongado ou repetido.

N

Para produtos perigosos ao meio ambiente. Substâncias ou misturas que apresentam ou podem representar perigo imediato ou mediato para um ou mais elementos do meio ambiente.

!! SÍMBOLO E TEXTO DE RISCO • Os símbolos de perigo devem ser associados aos
!!
SÍMBOLO E TEXTO DE RISCO
Os símbolos de perigo devem ser
associados aos textos que identificam o
tipo de risco. Ver os símbolos de perigo e
os rótulos de risco no Apêndice, 7.7 e 7.8.

19 Ver item 2.3.9.

20 Ver item 2.3.9.

os símbolos de perigo e os rótulos de risco no Apêndice, 7.7 e 7.8. 1 9

Palavras de advertência

As palavras de advertência que designam o grau de risco, segundo a Norma regulamentadora 26/78, do Ministério do Trabalho e Emprego, são:

PERIGO! Diz respeito a substâncias que apresentam alto risco. O efeito nocivo é causado imediatamente pelo contato com o produto em quantidade suficiente.

CUIDADO! Diz respeito a substâncias que apresentam médio risco. O efeito nocivo é observável pelo contato com o produto em quantidade suficiente.

ATENÇÃO! Refere-se a substâncias que apresentam leve risco. O contato com o produto, em grande quantidade, durante longo período de tempo, permite observar o efeito nocivo.

!!

VENENO

de tempo, permite observar o efeito nocivo. !! VENENO • O termo VENENO , embora não

• O termo VENENO, embora não seja palavra de advertência, segundo a Norma regulamentadora 26/78, é inscrito no Rótulo de Segurança para fornecer essa informação específica de toxicidade. É aplicável a produtos que, em contato com qualquer parte do corpo, permitem observar esse efeito danoso.

• Se a dose letal DL 50 ou a concentração letal CL 50 de um determinado produto for menor que 50 mg/kg, por qualquer via de exposição, recomenda-se que a expressão PERIGO! venha associada à palavra

VENENO. “PERIGO:VENENO!”

Há outros critérios de classificação e identificação de riscos, que não são objeto destas Recomendações. Podem ser citados o National Fire Protection Agency (NFPA) - Agência Nacional de Proteção Contra o Fogo - Estados Unidos, e o Hazardous Materials Identification System (HMIS) - Sistema de

Capítulo 3 Rótulo de Segurança de Produto Químico

41

Informação de Materiais Perigosos - Estados Unidos.

!!

RISCOS NA QUEIMA

Materiais Perigosos - Estados Unidos. !! RISCOS NA QUEIMA • O sistema de classificação da NFPA

• O sistema de classificação da NFPA tem por objetivo identificar os riscos associados ao produto. É utilizado na indústria química, que reúne grande quantidade e diversidade de produtos. Exige programa de treinamento específico.

Medidas preventivas

Frases de Segurança As Frases de Segurança ou Frases S (ver no Apêndice, 7.3 a 7.5) têm por finalidade esclarecer outras medidas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados. Também fornecem informações ou indicam procedimentos para uso habitual ou manuseio seguro do produto.

Exemplos

- Manter afastado de qualquer chama ou fonte de faísca - Não fumar. (S 16)

- Não respirar as poeiras. (S 22)

- Manter afastado de calor. (S 15)

Primeiros Socorros

São medidas que podem ser tomadas antes da chegada do médico. Devem informar ações dos primeiros momentos depois da exposição ao produto, de forma específica para cada via de exposição: oral (ingestão), dérmica, respiratória (inalação), e conter informações para o médico, em caso de acidente, como, por exemplo, esclarecimentos sobre antídotos.

Instruções especiais em caso de incêndio, derramamento, vazamento e descarte Informar:

• Procedimentos básicos apropriados de combate a incêndio;

• Meios adequados de extinção do fogo,

Informar: • Procedimentos básicos apropriados de combate a incêndio; • Meios adequados de extinção do fogo,

42

Capítulo 3 Rótulo de Segurança de Produto Químico

como, por exemplo, pó químico, neblina de água;

• Procedimentos para derramamento, vazamento e disposição final.

Medidas de manuseio e armazenagem Informar:

• Condições de armazenamento para evitar danos à embalagem, como, por exemplo, limites de empilhamento;

• Condições ambientais do armazenamento para evitar danos ao produto, como, por exemplo, temperatura, umidade, proteção ao sol;

• Incompatibilidade do produto, reações perigosas e evaporação ou decomposição durante o armazenamento.

Identificação do lote, data de fabricação e data de validade Indicar data de fabricação, data de validade e número do lote, observando exigências do Código de Defesa do Consumidor 21 .

REFERÊNCIAÀFISPQ

Estas Recomendações sugerem que conste do Rótulo de Segurança expressão que remeta à FISPQ, indicando que outras informações sobre o produto podem ser obtidas na Ficha.

Exemplos

- Ler a Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico (FISPQ) antes de usar este produto.

- Outras informações sobre este produto podem ser obtidas na FISPQ.

3.4 Materiais que contêm chumbo

O produto químico que contém chumbo na concentração superior a 0,25% p/p (peso/peso) deve apresentar uma das seguintes informações no Rótulo de Segurança:

• Embalagens de até 125ml - Atenção. Contém chumbo.

• Demais embalagens -Atenção. Contém chumbo. Não usar para pintura de objetos que podem ser mastigados ou sugados por crianças.

Capítulo 4 Rótulo de Risco de Produto Perigoso

4. Rótulo de Risco de Produto Perigoso (referente a transporte)

4.1 Fim a que se destina

O Rótulo de Risco de Produto Perigoso, ou

Rótulo de Risco, aplica-se aos produtos classificados como perigosos para transporte.

Apresenta a descrição do risco, classificado em primário e secundário.

O Rótulo de Risco pode estar contido no

Rótulo de Segurança (conjunto das informações disponíveis na embalagem do produto químico - ver Capítulo 3).

O Rótulo de Risco é utilizado na embalagem

do produto para:

• Permitir a imediata identificação dos riscos que apresenta;

• Mediante os símbolos de manuseio, informar sobre os cuidados básicos no manuseio e estiva, isto é, a movimentação de carga nos meios de transporte.

O Rótulo de Risco é caracterizado por cor, símbolo, classe de risco e tipo de perigo. O tipo de perigo é apresentado na forma de texto. Ver adiante, no Apêndice, 7.8, os Rótulos de Risco.

!! CUIDADOS A ADOTAR

!!

CUIDADOS A ADOTAR

 
   

• Para que o Rótulo de Risco cumpra com sua finalidade de identificar prontamente o perigo representado pelo produto, é indispensável que sua cor, símbolo, número e dimensão estejam de acordo com o texto legal.

• O Rótulo de Risco deve suportar intempéries sem sofrer deterioração ou mudança de cor.

• O Rótulo de Risco deve ser afixado sobre superfície de cor contrastante com a dele, para garantir sua completa visibilidade.

• As normas internacionais não exigem texto no Rótulo de Risco. O texto é exigido pela legislação brasileira.

Riscos subsidiários Os Rótulos de Risco indicativos de riscos subsidiários não têm o número da classe de risco.

riscos subsidiários não têm o número da classe de risco. 4.2 Elaboração O Rótulo de Risco

4.2 Elaboração

O Rótulo de Risco tem a forma de um quadrado,

apoiado sobre um de seus vértices (losango), com

dimensões mínimas de 100 mm por 100 mm (identificação de embalagens).

Apresenta uma linha da mesma cor do símbolo, a 5 mm da borda e paralela a seu perímetro. Sua dimensão total, portanto, é de 10 cm, incluindo a borda.

mm da borda e paralela a seu perímetro. Sua dimensão total, portanto, é de 10 cm,

Risco principal

43

44

Capítulo 4 Rótulo de Risco de Produto Perigoso

Cores

As cores do Rótulo de Risco pretendem indicar o perigo à distância. São elas, com seus respectivos significados:

Alaranjada - Para produtos explosivos.

Branca - Para produtos tóxicos ou infectantes (contaminantes).

Vermelha - Para substâncias inflamáveis, símbolo inteiramente vermelho; para sólidos inflamáveis, listras vermelhas e brancas; para produtos sólidos passíveis de combustão espontânea, a metade superior do rótulo é branca, a metade inferior, vermelha.

Amarela - Para produtos que liberam oxigênio.

Verde - Para produtos gasosos não inflamáveis.

Amarela e Branca - Para produtos radioativos (que apresentam radioatividade, propriedade de emissão espontânea de partículas ou radiação eletromagnética, cf. “Aurélio”, obra citada).

Branca e Preta - Para produtos corrosivos.

Branca e listras Brancas e Pretas - Aplicadas a produtos perigosos diversos.

Outras cores

Símbolos, textos e números são em geral apresentados na cor preta.

Casos particulares

- Riscos da classe 8 (corrosivos) - texto e número da classe devem ser apresentados na cor branca;

- Rótulos de Risco com fundo totalmente vermelho ou verde - a cor preta pode ser substituída pela branca.

Pequenos rótulos

Rótulos de Risco de dimensões inferiores podem ser utilizados em embalagens que não comportem rótulos convencionais, ou seja, de dimensão de 100 mm por 100 mm.

convencionais, ou seja, de dimensão de 100 mm por 100 mm. Cilindros Cilindros para produtos da

Cilindros

Cilindros para produtos da classe 2 (gases) podem, em função de sua forma, orientação e mecanismos de fixação para transporte, ter Rótulos de Risco de dimensões reduzidas, de modo a permitir sua afixação na parte não cilíndrica (parte superior do cilindro).

Botijões de GLP

Para botijões e cilindros de gás liquefeito de petróleo (GLP) é dispensada a identificação da embalagem, de acordo com a Portaria 204/97 do Ministério dos Transportes: “Os botijões e os cilindros de GLP estão isentos da aposição de Rótulo de Risco (número ONU 1075)”.

!! PERIGOSO PARA TRANSPORTE • É facultativa a declaração no Rótulo de Risco de que
!!
PERIGOSO PARA TRANSPORTE
É facultativa a declaração no Rótulo de
Risco de que o produto não é classificado
como perigoso para fins de transporte.

4.3. Conteúdo mínimo

A rotulagem de produto químico deve minimamente conter:

• Identificação do expedidor (nome e endereço);

• Data de fabricação e prazo de validade do produto;

• Redação objetiva e simples, em português;

• Informações primárias sobre manuseio, armazenamento e ações de emergência, em cumprimento à Norma 26/78, do Ministério do Trabalho e Emprego;

• ExpressãoqueremetaàFISPQ;

• Identificação do produto como perigoso para fins de transporte, com indicação do nome apropriado para embarque, número ONU, risco principal, risco subsidiário e símbolos de manuseio, quando aplicáveis.

Em resumo, a rotulagem de risco de produto químico deve conter informação certa, na quantidade certa, na hora certa. Não mais, nem menos. O mínimo necessário deve estar no Rótulo de Segurança, e as informações completas, na FISPQ.

!! “DIAMANTE DE HOMMEL”

!!

“DIAMANTE DE HOMMEL”

 
   

• Estas Recomendações não utilizam a classificação da National Fire Protection Agency (NFPA) – Agência Nacional de Proteção Contra o Fogo – Estados Unidos, conhecida como “Diamante de Hommel”.

• Ver no Apêndice, 7.10, resumo da norma da NFPA.

• Se utilizado o “Diamante de Hommel”, deve ser de forma tal que sua dimensão não comprometa as demais informações, nem seja maior que o Rótulo de Risco.

Capítulo 4 Rótulo de Risco de Produto Perigoso

as demais informações, nem seja maior que o Rótulo de Risco. Capítulo 4 Rótulo de Risco

45

46

46

Capítulo 5 Ficha de Emergência de Produto Perigoso

5. Ficha de Emergência de Produto Perigoso (referente a transporte)

5.1 Caracterização

Objetivo

A Ficha de Emergência de Produto Perigoso,

ou Ficha de Emergência, tem por objetivo fornecer informações sobre os principais

riscos do produto e as providências que devem ser tomadas em caso de acidente.

É documento obrigatório no Brasil para o

transporte rodoviário de materiais e resíduos perigosos. Também no caso de comércio exterior, o trânsito do produto no País deve ser acompanhado da Ficha de Emergência. As informações devem estar em português e espanhol para o trânsito no Mercosul.

Conteúdo

A Ficha de Emergência deve conter informações

sobre:

• Natureza do risco do produto;

• Medidas de emergência em caso de:

Normas legais aplicáveis

A Ficha de Emergência é regida por duas normas, a saber:

• Norma NBR 7.503/00, da ABNT, que trata das características e dimensões da Ficha de Emergência para o transporte de produtos perigosos;

• Norma NBR 8.285/00, da ABNT, sobre preenchimento da Ficha de Emergência no transporte de produtos perigosos.

- Contato com o produto,

- Incêndio,

- Vazamento por ruptura ou deterioração de embalagens ou tanques,

- Comprometimento do meio ambiente;

• Contato em caso de emergência (telefone no Brasil de instituição habilitada a fornecer informações sobre o produto).

em caso de emergência (telefone no Brasil de instituição habilitada a fornecer informações sobre o produto).

47

48

Capítulo 5 Ficha de Emergência de Produto Perigoso

Modelo da Ficha de Emergência

250

(Campos)

A

Int.

A/B

B

Int.

B/C

C

Dimensões em milímetros

Expedidor: Número de risco: Número da ONU: Telefone: Classe ou subclasse de risco: Descrição da
Expedidor:
Número de risco:
Número da ONU:
Telefone:
Classe ou subclasse de risco:
Descrição da classe
ou subclasse de risco:
da ONU: Telefone: Classe ou subclasse de risco: Descrição da classe ou subclasse de risco: 5

5

188

5

Fonte:ABNT.

Campos da Ficha de Emergência

Segundo a norma NBR 7.503/00, da ABNT, a Ficha de Emergência é constituída de cinco áreas, a saber:

Áreas

A - Identificação do expedidor e do produto.

Intermediária entre as áreas A e B - Aspecto do produto e EPI.

B - Identificação dos riscos do transporte do

produto em caso de acidente.

Intermediária entre as áreas B e C - Título:

“Em caso de acidente”.

C - Providências a tomar em caso de acidente.

5.2 Elaboração

Para compor corretamente a Ficha de Emergência, é necessário caracterizar o produto e seus riscos no transporte e informar as providências a adotar em caso de acidente.

Área A - Identificação do expedidor e do produto

• Caracterização do expedidor (nome, endereço, telefone, outros).

• Caracterização do produto:

- Número de risco;

- Número da ONU;

- Classe e subclasse de risco;

- Descrição da classe e subclasse de risco;

- Nome apropriado para embarque; - Nome comercial (facultativo).

Área intermediária entre os campos A e B

• Aspecto do produto - estado físico (sólido, líquido, gasoso), cor e odor.

• EPI a ser utilizado em atendimento de emergência, como, por exemplo, luvas de PVC, botas de borracha.

Capítulo 5 Ficha de Emergência de Produto Perigoso

49

Área B - Identificação dos riscos do transporte do produto

• Título - “Riscos”;

• Fogo - descrever os perigos que o produto pode apresentar se exposto ao fogo e calor;

• Saúde - descrever os danos que o produto pode ocasionar à saúde;

• Meio ambiente - descrever os efeitos do contato do produto com flora, fauna e mananciais de água.

Área intermediária entre os campos B e C

• Título – “Em caso de acidente”.

Área C - Providências a tomar em caso de acidente

• Vazamento - ações em caso de vazamento ou despejo;

• Fogo - ações em caso de incêndio;

• Poluição - ações em caso de contato do produto com o meio ambiente. Informar também sobre órgãos públicos que devem ser avisados;

• Em relação a pessoas - ações em caso de inalação, ingestão ou contato do produto com olhos, pele, outros;

• Para o médico - informações para os profissionais da saúde;

• Fabricante ou importador - informar nome do fabricante ou importador do produto .

Guarda da Ficha de Emergência

A Ficha de Emergência deve ser mantida no Envelope para Transporte de Produtos Perigosos, documento que registra instruções e recomendações em caso de acidente. Do Envelope deve constar telefone para caso de emergência.

A descrição do Envelope e instruções para sua elaboração constam da norma NBR 7.504/99, da ABNT.

de emergência. A descrição do Envelope e instruções para sua elaboração constam da norma NBR 7.504/99,

50

Capítulo 5 Ficha de Emergência de Produto Perigoso

Mercosul e transporte internacional aéreo e marítimo

No Mercosul e no transporte internacional aéreo e marítimo são exigidas mais informações que as solicitadas pela Ficha de Emergência. Para atender a essas outras exigências, recomenda-se utilizar a FISPQ, em sua Seção 14 - Informações sobre transporte; nesse campo, declarar a classificação do produto, com os respectivos números e orientações.

Entre as informações da Ficha de Emergência merecem destaque o nome apropriado para embarque do produto e seu número de risco.

Nome apropriado para embarque

É a designação que melhor descreve o produto,

entre as apresentadas na relação de produtos perigosos para fins de transporte da Portaria 204/97, do Ministério dos Transportes.

Adesignação deve ser idêntica à que consta nessa Portaria, e sujeitar-se aos critérios exigidos pela norma.

Para a designação do produto, pode também cumulativamente ser utilizado seu nome comercial, além do nome técnico.

O nome comercial do produto é informação

facultativa, que não substitui o nome apropriado para embarque.

Exemplo

- Nome apropriado para embarque: Tinta. Nome comercial: Plastex.

Número de risco

O número de risco designa o tipo e a intensidade

do perigo do produto. É formado por até quatro dígitos. O primeiro dígito, se aplicável, é a letra “X”. Ele informa que a substância reage perigosamente com água. Os demais três dígitos do número de risco são algarismos. A repetição de um algarismo informa, em geral, o aumento da intensidade de um risco específico.

em geral, o aumento da intensidade de um risco específico. Os algarismos que compõem o número

Os algarismos que compõem o número de risco são os seguintes, com seus respectivos significados:

2 Emissão de gás devido à pressão ou reação química.

3 Inflamabilidade de líquidos (vapores) e gases, ou líquidos sujeitos a auto-aquecimento.

4 Inflamabilidade de sólidos, ou sólidos sujeitos a auto-aquecimento.

5 Efeito oxidante (favorece incêndio).

6 Toxicidade.

7 Radioatividade.

8 Corrosividade.

9 Risco de violenta reação espontânea.

Critérios para adoção do número de risco

Se o risco associado a uma substância pode ser adequadamente indicado por um único algarismo, este é seguido de zero.

Todo produto deve ter seu grau de risco determinado. Para certos produtos, esse grau é determinado na coluna 5 da relação de produtos perigosos da Portaria 204/97, do Ministério dos Transportes.

O fabricante do produto é responsável pela indicação do número de risco, se este não constar da relação legal.

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NÚMEROS ESPECIAIS DE RISCO

! ! NÚMEROS ESPECIAIS DE RISCO • Há números de risco com significado expresso, como, por

• Há números de risco com significado expresso, como, por exemplo:

- 333 - líquido pirofórico (inflamável);

- 44 - sólido inflamável, que a uma temperatura elevada se encontra em estado fundido.

• Consultar a lista dos números de risco na Portaria 204/97, do Ministério dos Transportes, capítulo 4.2.

Exemplosdenúmerosderisco

- Hidróxido de sódio, solução: número de risco 80, consta da relação de produtos perigosos. Adesivos, contendo líquido inflamável: o número de risco deve ser determinado, pois não consta da relação de produtos perigosos. O número de risco depende da formulação do adesivo, podendo ser 30, 33 ou 333. Para ser 333, deve ter a característica de pirofórico (inflamável).

!! AUTOR DA FICHA DE EMERGÊNCIA • É responsabilidade do fabricante, importador ou expedidor emitir
!!
AUTOR DA FICHA DE EMERGÊNCIA
• É responsabilidade do fabricante,
importador ou expedidor emitir a Ficha de
Emergência.