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MÓDULO DE REVISÃO UECE

LÍNGUA PORTUGUESA

PROFESSOR FÁBIO COELHO

Com base no quadrinho que segue, responda às questões 1 e

2.

no quadrinho que segue, responda às questões 1 e 2 . www.diariodonordeste.globo.com. Acesso em: 25 jul.

www.diariodonordeste.globo.com. Acesso em: 25 jul. 2009.

1.

Na situação retratada pelo quadrinho, a resposta do interrogado:

a) tem por objetivo despistar o delegado, cuja intenção

 

é descobrir se o interlocutor mantém bom relacionamento com a família.

 

b) possibilita que o delegado atinja seu objetivo, ou seja, descobrir se também houve furto de confecções femininas.

c) comprova que a comunicação se realiza com sucesso, pois o interlocutor percebe a verdadeira pretensão do delegado.

d) surpreende e causa humor, devido ao fato de ele interpretar equivocadamente a pergunta que o delegado lhe faz.

2.

Pode-se subentender da fala do interrogado:

 

a) Ele sentia alguma frustração por ter sido a única pessoa beneficiada com a infração que praticara havia algumas horas.

b) Se houvesse peças femininas na loja, ele provavelmente teria pegado pelo menos uma, para a esposa ou para a filha.

c) Mesmo em situações consideradas de risco, ele costumava pensar primeiro nos familiares que em si

 

mesmo.

 

d)

Ele só assaltara a loja porque estava certo de que existiam confecções para pessoas de ambos os sexos.

As questões 3, 4, 5 e 6 referem-se ao fragmento textual abaixo.

 

PRÓLOGO

 

No princípio era o pântano, com valas de agrião

 

e

rãs coaxantes. Hoje é o parque do Anhangabaú, todo

ele relvado, com ruas de asfalto, [

]

a Eva de

Brecheret, a estátua de um adolescente nu que corre −

5

mais coisas. Autos voam pela via central, e cruzam-se pedestres em todas as direções. Lindo parque, civilizadíssimo. Atravessando-o certa tarde, vi formar-se ali um bolo de gente, rumo ao qual vinha vindo um polícia

e

10

apressado.

 

Fagocitose, pensei. A rua é a artéria; os passantes, o sangue. O desordeiro, o bêbado, o gatuno são os micróbios maléficos, perturbadores do ritmo circulatório. O soldado da polícia é o glóbulo branco

15

− o fagócito de Metchennikoff. Está de ordinário parado no seu posto, circunvagando olhares atentos. Mal se congestiona o tráfego pela ação antissocial do desordeiro, o fagócito move-se, caminha, corre, cai a fundo sobre o mau elemento e arrasta-o para o xadrez.

20

Foi assim naquele dia. [ ] Alguém perturbara a paz do jardim, e em redor desse rebelde logo se juntou um grupo de glóbulos vermelhos, vulgo passantes. E lá se vinha o fagócito

25

fardado restabelecer a harmonia universal.

 

LOBATO, Monteiro. O fisco (Conto de Natal). In:

 

Negrinha.

 

São Paulo: Globo, 2008. p. 63-64.

3.

Conotativamente, o narrador estabelece um paralelo entre funções da célula denominada fagócito e funções

do soldado, tendo em vista que é tarefa de um policial:

a) garantir que, principalmente à tarde, os frequentadores de parques circulem com certa tranquilidade.

b) controlar os transeuntes, evitando que, ao caminharem por artérias que se cruzam, atrapalhem o tráfego.

c) manter a ordem pública, protegendo o organismo social contra elementos que lhe são nocivos.

d) deter pessoas que descumpram suas ordens, pois insubordinação constitui um desacato à autoridade.

4.

[

]

vi formar-se ali um bolo de gente [

]

(linhas 8 e 9)

O

segmento

textual

em

destaque está reescrito

corretamente, mantendo-se a informação original, na

opção:

 

a) vi formar-se, na avenida central, um bolo de gente.

b) vi formar-se, no lindo parque, um bolo de gente.

c) próximo ao jardim, vi formar-se um bolo de gente.

d) nas ruas de asfalto, vi formar-se um bolo de gente.

5.

 
 

Leia o período abaixo. Mal se congestiona o tráfego [ [ ].

Nesse período, o conector Mal exprime noção de:

],

o fagócito move-se

a) tempo e admitiria, em seu lugar, a locução conjuntiva logo que.

b) tempo e seria correto substituí-lo pela locução conjuntiva visto que.

c) modo e é antônimo do advérbio bem.

 

d) modo e é homônimo do adjetivo mau.

 

6.

Corresponde

a

uma

forma

desenvolvida

da

oração

reduzida Atravessando-o certa tarde [

]

(linha 8):

a) Certa tarde, a ponto de atravessá-lo.

b) Quando ia atravessá-lo, certa tarde.

c) Certa tarde, enquanto o atravessava.

d) Conquanto o atravessasse, certa tarde.

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Para responder às questões 7, 8, 9 e 10, baseie-se no fragmento de texto a seguir.

De quando em quando [os meninos] se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da

5

janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais [Fabiano e sinhá Vitória]. Não era propriamente conversa: eram frases soltas, espaçadas,

10

com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens sucediam-se,

15

deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.

RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2008. p. 63-64.

7. Admitindo-se que se pode dividir esse fragmento textual em dois momentos, é correto afirmar que, no segundo, o narrador se detém em informar o leitor sobre a:

a) incapacidade que os pais tinham de prestar atenção às palavras dos filhos.

b) curiosidade que os meninos tinham de saber sobre qual assunto os pais conversavam durante toda a noite.

c) impossibilidade que os meninos tinham de pegar no sono, pois Fabiano e sinhá Vitória falavam muito alto.

d) dificuldade que Fabiano e sinhá Vitória tinham para lidar com a linguagem.

8. Na linhas 12 e 13, o narrador refere-se a discurso ambíguo. Esse discurso é, muito frequentemente, constituído de frases elaboradas de tal modo que o leitor pode associar determinado pronome a mais de um antecedente. Constitui um exemplo disso:

a) Nem todo leitor decifra com facilidade a mensagem contida numa charge, pois é preciso que ele tenha conhecimento prévio do fato que a originou.

b) Diz-se que, em linguagem, a ausência também é presença.

c) O rapaz recortou o artigo do jornal que lhe interessava e o arquivou.

d) Manchete, jornalisticamente falando, é o título considerado, pela redação do jornal, como o de maior importância entre as notícias que a edição traz.

9. Tanto na linha 1 como na linha 8, os colchetes são empregados:

a) pelo narrador do romance, em vez de vírgulas, para assegurar que o leitor entenda, com facilidade, as informações que lhe são transmitidas.

b) pelo autor da transcrição, para intercalar, com suas próprias palavras, informação que torna o fragmento mais compreensível para o leitor.

c) pelo autor da obra, em vez de travessões, para deixar suficientemente claro quem é o agente da ação de mexer-se e o da ação de ouvir.

d) pelo digitador da editora, para reintroduzir informação que o revisor, provavelmente buscando a concisão, excluiu da versão original.

10. Assim

nas três situações que o fragmento

apresenta (linhas 6, 7, 10, 11, 12 e 13), o acento grave também está usado adequadamente na opção:

a) A loja onde Rogério trabalha só abre de terça à sábado.

b) A viagem à bordo de uma lancha foi muito cansativa.

c) O automóvel que Valéria comprou é movido à álcool.

d) O requerimento é semelhante àquele que foi indeferido.

como

As questões 11 e 12 têm como referência o seguinte poema do livro Horto (publicado em 1900), de Auta de Souza:

CAMINHO DO SERTÃO

A meu irmão João Câncio

Tão longe a casa! Nem sequer alcanço Vê-la através da mata. Nos caminhos A sombra desce; e, sem achar descanso, Vamos nós dois, meu pobre irmão, sozinhos!

É noite já. Como em feliz remanso, Dormem as aves nos pequenos ninhos

Vamos mais devagar

de manso e manso,

Para não assustar os passarinhos.

Brilham estrelas. Todo o céu parece Rezar de joelhos a chorosa prece Que a noite ensina ao desespero e à dor

Ao longe, a lua vem dourando a treva Turíbulo imenso para Deus eleva O incenso agreste da jurema em flor.

SOUZA, Auta de. Caminho do sertão. In:

Horto,

outros poemas e ressonâncias: obras reunidas. Natal:

EDUFRN, 2009. p. 98.

11. Em contraposição à solidão, ao desespero e à dor que o

eu-lírico

projeta

no

poema, o segundo quarteto

acentua:

a) a harmonia da natureza.

b) o esplendor da mata.

c) o mistério da noite.

d) a grandeza do firmamento.

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PROFESSOR HEMERSON VERAS

Texto.

LÓGICA DA VINGANÇA

No nosso cotidiano, estamos tão envolvidos com a violência, que tendemos a acreditar que o mundo nunca foi tão violento como agora: pelo que nos contam nossos pais e outras pessoas mais velhas, há dez, vinte ou trinta anos,

a vida era mais segura, certos valores eram mais respeitados

e cada coisa parecia ter o seu lugar. Essa percepção pode ser correta, mas precisamos pensar nas diversas dimensões em que pode ser interpretada. Se ampliarmos o tempo histórico, por exemplo, ela poderá se mostrar incorreta. Em um dos volumes da coleção História da vida privada, Michel Rouché afirma, em seu artigo sobre a criminalidade na Alta Idade Média (por volta do século VI), que, se fôssemos comparar o número de assassinatos que ocorriam naquele período, proporcionalmente à população mundial de então, com o dos dias atuais, veríamos que antes eles eram bem mais comuns do que são agora. Segundo esse autor, naquela época, cada qual via a justiça em sua própria vontade, e o ato de matar não era reprovado era até visto como sinal de virilidade: a agressividade era uma característica cultivada pelos homens, fazia parte de sua educação. O autor afirma, ainda, que torturas e assassinatos, bastante comuns naqueles tempos, ocorriam em grande parte por vingança: Cometido um assassinato, a linhagem da vítima tinha o imperioso dever religioso de vingar essa morte, fosse no culpado, fosse num membro da parentela. Realizada a vingança e assassinado o culpado da primeira morte, a mesma lógica passava a valer para parentes deste, que deveriam vingá-lo, criando assim uma interminável cadeia de vinganças, que podia estender-se por várias gerações.

A. Buoro/F. Schilling/H. Singer/M. Soares.

12. O autor citado no texto diz que os assassinatos eram bem mais comuns na época antiga do que agora, mas isto só pode ser afirmado:

a) porque naquela época não havia estatísticas de registro de crimes.

b) levando-se em consideração a proporção populacional das duas épocas.

c) porque hoje não é mais aceita a lógica da vingança.

d) se acreditarmos no que nos dizem os mais velhos.

e) considerando-se que a população antiga era mais violenta que a atual.

13. Segundo esse autor

;

segundo, nesse caso, é:

o vocábulo correspondente a

a)

para.

 

b)

quando.

c)

conforme.

d)

se.

e)

embora.

 

14. o

ato de matar não era reprovado

equivalente a:

a)

o ato de matar não tinha aprovação.

b)

merecia reprovação o ato de matar.

c)

o ato de matar não era aprovado.

 

d)

sofria reprovação o ato de matar.

e)

não havia reprovação para o ato de matar.

15. O segmento estamos tão envolvidos equivale a temos

tanto envolvimento; o item em que essa equivalência é dada de forma incorreta é:

a) a vida era mais segura tinha mais segurança.

b) valores eram mais respeitados tinha mais respeitabilidade.

c) eles eram bem mais comunicativos tinham mais comunidade.

d) o ato de matar não era reprovado não tinha reprovação.

e) a violência era mais intensa tinha mais intensidade.

16. Vingança corresponde ao adjetivo vingativo, assim como:

a) violência corresponde a violento.

b) morte corresponde a mortandade.

c) tempo corresponde a tempestade.

d) religião corresponde a religiosidade.

e) parente corresponde a parentela.

17. interminável cadeia de vinganças interminável corresponde a:

uma

; o adjetivo

a) que não há termos que a descrevem.

b) que não sofre penas ou sanções.

c) que não tem fim.

d) que já terminou há algum tempo.

e) que só terminará no futuro.

18. Deduz-se do texto que:

a) a violência está presente em todas as épocas.

b) a vingança era legal antigamente.

c) antigamente a vida era menos segura.

d) devemos fazer justiça com as próprias mãos.

e) antigamente não havia leis contra a violência.

19. O uso de aspas, em alguns segmentos do texto, indica que:

a) devem ser lidos com mais atenção.

b) são reproduções do texto de outro autor.

c) foram traduzidos de outra língua.

d) correspondem a textos antigos.

e) mostram o mais importante do conteúdo.

20. No nosso cotidiano caso, corresponde a:

;

o vocábulo cotidiano, nesse

a) mundo atual.

b) atividade profissional.

c) relações familiares.

d) nas notícias dos jornais.

e) dia-a-dia.

21. Quando no texto se usa a forma da primeira pessoa do plural, em No nosso cotidiano, estamos tão envolvidos

com a violência

a) todos os cidadãos do Rio de Janeiro.

b) cidadãos que foram vítimas da violência.

c) vítimas do trânsito.

d) ele mesmo e aos leitores, em geral.

e) cidadãos de hoje e de antigamente.

,

isto se refere a:

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PROFESSOR PAULO LOBÃO

mais

complexo, e ainda assim comum, do que as relações de poder. Entre as diversas faces do poder, entre os múltiplos braços que, a partir dele, estendem-se sobre nós como uma teia, encontra-se o discurso da autoridade.

Este é o tema desta prova Autoridade e Poder. Falamos

deles porque é impossível esquecê-los, independentemente do

Nada

mais

antigo

e

também

atual

nada

tempo ou do lugar

nas engrenagens das instituições

nas

esquinas da memória sempre estarão lá.

nos meandros da linguagem

eles

Com base no texto abaixo, responda às questões de números 01 a 05.

 

O LÍDER

 

O

sono do líder é agitado. A mulher sacode-o

 

até

acordá-lo do pesadelo. Estremunhado, ele se

levanta, bebe um gole de água. Diante do espelho refaz uma expressão de homem de meia-idade, alisa

5

os

cabelos das têmporas, volta a se deitar. Adormece

e a agitação recomeça. Não, não!debate-se ele com

a garganta seca.

 

O

líder se assusta enquanto dorme. O povo

 

ameaça o líder? Não, pois se líder é aquele que guia o

10

povo exatamente porque aderiu ao povo. O povo ameaça o líder? Não, pois se o povo escolheu o líder.

O

povo ameaça o líder? Não, pois o líder cuida do

povo. O povo ameaça o líder? Sim, o povo ameaça o líder do povo. O líder

15

revolve-se na cama. De noite ele tem medo. Mas o pesadelo é um pesadelo sem história. De noite, de olhos fechados, vê caras quietas, uma cara atrás da outra. E nenhuma expressão nas caras. É só este o pesadelo, apenas isso. Mas cada noite, mal adormece,

20

mais caras quietas vão se reunindo às outras, como na

fotografia de uma multidão em silêncio. Por quem é este silêncio? Pelo líder. É uma sucessão de caras iguais como na repetição monótona de um rosto só. Nas caras não há senão a inexpressão.

25

A

inexpressão ampliada como em fotografia

ampliada. Um painel e cada vez com maior número

de

caras iguais. É só isso. Mas o líder se cobre de suor

diante da visão inócua de milhares de olhos vazios

que

não pestanejam. Durante o dia o discurso do líder

30

é

cada vez mais longo, ele adia cada vez mais o

instante da chave de ouro. Ultimamente ataca, denuncia, denuncia, denuncia, esbraveja e quando, em apoteose, termina, vai para o banheiro, fecha a porta e, uma vez sozinho, encosta-se à porta fechada,

35

enxuga a testa molhada com o lenço. Mas tem sido inútil. De noite é sempre maior o número silencioso. Cada noite as caras aproximam-se um pouco mais.

Cada noite ainda um pouco mais. Até que ele já lhes sente o calor do hálito. As caras inexpressivas

40

respiram o líder acorda num grito. Tenta explicar à

mulher: sonhei que

contar. Sonhou que era um líder de pessoas vivas.

sonhei que

Mas não tem o que

LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo: Siciliano, 1992.

1. Esse texto de Clarice Lispector nos leva à reflexão sobre a responsabilidade e a tensão inerentes ao papel do líder. Tal reflexão é desencadeada pela inquietação e pelo medo do personagem principal. O desconhecimento das origens desses sentimentos que afligem o líder evidencia-se na seguinte passagem:

a) Não, pois se o povo escolheu o líder.(. 11)

b) Mas o pesadelo é um pesadelo sem história.(. 15 - 16)

c) Durante o dia o discurso do líder é cada vez mais longo,(. 29 - 30)

d) Até que ele já lhes sente o calor do hálito.(. 38 - 39)

2. No segundo parágrafo do texto, há uma pergunta que se repete O povo ameaça o líder? Essa pergunta é respondida por uma série de negativas, que culminam, contudo, em uma resposta afirmativa, no início do terceiro parágrafo Sim, o povo ameaça o líder do povo. (. 14)

Todavia, esse jogo entre opostos não constitui

contradição. A justificativa que valida essa estrutura de argumentação está descrita em:

a) as negativas são falsas, porque se baseiam em fatos irrelevantes.

b) a afirmativa é inverossímil, porque se reforça por uma repetição.

c) as negativas são possíveis, pois se vinculam a condições.

d) a afirmativa é falaciosa, pois se estrutura em ironia.

3. O texto clariceano nos conta uma história de caráter

universal. Uma das estratégias para alcançar esse efeito de universalidade está relacionada com a seguinte característica do texto:

a) ausência de foco narrativo.

b) exploração das sequencias descritivas.

c) indeterminação do contexto espacial.

d) especificação das circunstâncias temporais.

4. É uma sucessão de caras iguais como na repetição monótona de um rosto só. Nas caras não há senão a inexpressão. (. 22 - 24)

Embora não marcada linguisticamente, há uma relação semântica clara entre os dois períodos apontados acima. Essa relação pode ser explicitada pelo emprego do conectivo indicado em:

a) mas.

b) quando.

c) embora.

d) porque.

5. Sonhou que era um líder de pessoas vivas. (. 41 - 42)

Em relação ao sentimento do líder, a interpretação que melhor se aplica ao fragmento apresentado é:

a) temia o fim de sua autoridade.

b) planejava a divisão de seu poder.

c) adiava a cobrança de seus deveres.

d) desejava a morte de seus liderados.

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Com base no texto abaixo, responda às questões de números 6 a 10.

BALADA DO REI DAS SEREIAS

5

O rei atirou

Seu anel ao mar

E disse às sereias:

Ide-o lá buscar,

Que se o não trouxerdes, Virareis espuma Das ondas do mar!

Foram as sereias, Não tardou, voltaram

10

Com o perdido anel. Maldito o capricho De rei tão cruel!

O

rei atirou

15

Grãos de arroz ao mar

E disse às sereias:

Ide-os lá buscar,

Que se os não trouxerdes,

Virareis espuma

20

Das ondas do mar!

Foram as sereias Não tardou, voltaram, Não faltava um grão. Maldito o capricho

25

Do mau coração!

O

rei atirou

Sua filha ao mar

E disse às sereias:

Ide-a lá buscar,

30

Que se a não trouxerdes, Virareis espuma Das ondas do mar!

Foram as sereias Quem as viu voltar?

35

Não voltaram nunca! Viraram espuma Das ondas do mar.

BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1974

6. Balada do rei das sereias, Manuel Bandeira faz uso

Em

de

diferentes inversões sintáticas. O verso que não

contém inversão sintática encontra-se transcrito em:

a) ―– Ide-o lá buscar,(v. 4)

b) Que se o não trouxerdes,(v. 5)

c) Foram as sereias,(v. 8)

d) Sua filha ao mar (v. 26)

7. Notam-se, no texto, escolhas linguísticas que visam à caracterização do autoritarismo do rei.

A construção linguística que não visa a essa

caracterização e o fragmento no qual é utilizada estão apresentados na seguinte alternativa:

a) verbo atirar, que acentua a violência da ação – ―O rei atirou(v. 1)

b) pronome seu, que expressa sentido de posse – ―Seu anel ao mar(v. 2)

c) adjetivo maldito, que revela a crueldade do comando – ―Maldito o capricho(v. 23)

d) imperativo ide, que indica a prescrição de ordem – ―– Ide-a lá buscar,(v. 28)

8. Entre os traços estilísticos presentes no poema, destaca-se o emprego da pontuação em desacordo com as prescrições propostas pela norma culta. A passagem do texto modificada para atender aos padrões de pontuação da norma culta está presente em:

a) Seu anel ao mar, (v. 2)

b) Que, se o não trouxerdes, (v. 5)

c) Não tardou voltaram, (v. 9)

d) Ide-os, lá, buscar (v. 16)

9. Que se o não trouxerdes, Virareis espuma Das ondas do mar! (v. 5 - 7)

No que se refere ao modo como as ações de trazer e virar se relacionam, pode-se afirmar que a segunda ação ocorrerá na seguinte circunstância:

a) em virtude da não realização da primeira.

b) juntamente com a finalização da primeira.

c) antes da não concretização da primeira.

d) depois da verificação da primeira.

10. Considerando-se as implicações relativas ao abuso de poder que se podem depreender do texto de Manuel Bandeira, o desfecho do poema permite concluir que o rei não previu a hipótese de:

a) ser atendido pelas ondas do mar.

b) ficar comovido pelo sacrifício das sereias.

c) ser contestado pela ação de seus subordinados.

d) ficar surpreso com a fraqueza de seus comandados.

PROFESSORA MARIA GORDIANO

Observe o poema abaixo. Nele, Carlos Drummond de Andrade reescreve a famosa Canção do Exíliode Gonçalves Dias, na qual o poeta romântico idealiza a terra natal distante:

NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO

A Josué Montello

Um sabiá na palmeira, longe. Estas aves cantam um outro canto.

O céu cintila

sobre flores úmidas. Vozes na mata, e o maior amor.

Só, na noite, seria feliz:

um sabiá, na palmeira, longe.

Onde é tudo belo

e fantástico,

só, na noite, seria feliz. (Um sabiá, na palmeira, longe.)

Ainda um grito de vida e voltar para onde é tudo belo

e fantástico:

a palmeira, o sabiá, o longe.

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1. Além de expatriação, a palavra exílio significa também lugar longínquoe isolamento do convívio social, representada no texto pelas palavras:

a) sabiá/ palmeira.

b) palmeira/ sabiá.

c) longe /só.

d) só / o longe.

2. Ao caracterizar o local para onde quer voltar como um lugar onde é tudo belo / e fantástico, o eu lírico imagina-o como fora do comum, ideal, pródigo no que se refere aos aspectos positivos ligados à Natureza (O céu cintila) e à emotividade (maior amor). Eleva-o, pois, a um nível mítico ou arquetípico, cujo caráter ideal e inalcançável é resumido na expressão:

a) um outro canto.

b) na palmeira, longe.

c) longe

d)

o longe

3. A ideia de exílio como lugar longínquoestá presente no termo longe, que aparece no poema , respectivamente, como:

a) advérbio /substantivo

b) substantivo/advérbio

c) advérbio/ adjetivo

d) substantivo/ adjetivo

4. Já o sentido de isolamento do convívio socialse

encontra

no

termo

(estrofes

3

e

4), cuja

morfossintaxe é

 

a) substantivo/ sujeito

 

b) advérbio/ adjunto adverbial de companhia

 

c) adjetivo/

adjunto

adnominal do

sujeito

indeterminado

d) adjetivo/predicativo do sujeito

5. Os excertos abaixo foram extraídos de uma etiqueta de roupa. Marque a opção que não apresenta erro quanto ao emprego da vírgula.

a) Para a secagem, as peças confeccionadas em cores claras e escuras, devem ser estendidas sempre com as cores claras para cima para evitar manchas.

b) Cuidado com produtos como esmalte, água oxigenada, acetona, tintura para cabelo, produtos para o rosto entre outros, pois, podem manchar as peças.

c) Produtos à base de cloro como água sanitária e água de lavadeira, atacam o corante desbotando o tecido.

d) Na lavagem, não misturar peças de cor clara com as de cor escura.

Texto I

Profissão de fé. ( Invejo o ourives Quando escrevo:

Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto-relevo

)

Faz de uma flor. Imito-o. E, pois, nem de Carrara A pedra firo:

O alvo cristal, a pedra rara, O ônix prefiro. Por isso, corre, por servir-me, Sobre o papel A pena, como em prata firme Corre o cinzel.

) ( Torce, aprimora, alteia, lima A frase; e, enfim, No verso de ouro engasta a rima Como um rubim. Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito Do ourives, saia da oficina Sem um defeito.

(

)

Porque o escrever tanta perícia, Tanta requer,

Que ofício tal

nem há notícia

De outro qualquer.

Olavo Bilac. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, s/d. Fragmento.

Texto II

Escrever é um ato que exige empenho Muitas pessoas acreditam que aqueles que redigem com desenvoltura executam essa tarefa como quem respira, sem a menor dificuldade, sem o menor esforço. Não é assim. Escrever é uma das atividades mais complexas que o ser humano pode realizar. Faz rigorosas exigências à memória e ao raciocínio. A agilidade mental é imprescindível para que todos os aspectos envolvidos na escrita sejam articulados, coordenados, harmonizados de forma que o texto seja bem sucedido. Conhecimentos de natureza diversa são acessados para que o texto tome forma. É necessário que o redator utilize simultaneamente seus conhecimentos relativos ao assunto que quer tratar, ao gênero adequado, à situação em que o texto é produzido, aos possíveis leitores, à língua e suas possibilidades estilísticas. Portanto, escrever não é fácil e, principalmente, escrever é incompatível com a preguiça. A tarefa pode ir ficando paulatinamente mais fácil para profissionais que escrevem muito, todos os dias, mas mesmo esses testemunham que escrever é um trabalho exigente, cansativo e, muitas vezes, frustrante. Sempre queremos um texto ainda melhor do que o que chegamos a produzir e poucas vezes conseguimos manter na linguagem escrita todas as sutilezas da percepção original acerca de um fato ou um pensamento. O que admiramos na literatura é justamente essa especificidade, essa possibilidade de expandir pela palavra escrita emoções, pensamentos, sensações, significados, que nós, leigos, não conseguimos traduzir com propriedade.

Lucília H. do Carmo Garcez. Técnica de redação o que é preciso saber para bem escrever. São Paulo: Martins Fontes, 2001. Fragmento.

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6. Os dois textos apresentados anteriormente, quanto à temática que desenvolvem, podem ser considerados:

a) convergentes, mesmo tendo em conta que o texto II assume uma perspectiva puramente linguística, desconsiderando os fatores presentes na situação em

que ocorre a atividade verbal.

b) paradoxais, pois, enquanto o texto I explora o minucioso cuidado do ofício de fazer poesia, o texto

II explora a ideia de que escrever com desenvoltura

dispensa tenacidade e pertinácia.

c) análogos, embora o eixo das semelhanças entre eles se restrinja à forma de sua superfície e, assim, as perspectivas com que os temas são abordados se distanciem essencialmente.

d) centrados na mesma questão, embora, no texto I,

sobressaia a analogia, o cuidado com a forma e a inversão na ordem das palavras, conforme os padrões do gênero e da filiação literária do autor.

7. Correlacionando os dois textos, quanto a aspectos de seu conteúdo e de sua organização, podemos concluir que:

a)

enquanto, para o poeta, a escrita requer perícia, e perfeição, para o outro autor, a desenvolturana tarefa de escrever é privativa dos profissionais da escrita.

b)

o

trecho do poema: torce, aprimora, alteia, lima a

frasepoderia encontrar uma justificativa, no texto

II, em Sempre queremos um texto ainda melhor do que o que chegamos a produzir.

c)

se Escrever é uma das atividades mais complexas que o ser humano pode realizar, para o poeta, escrever tem a simplicidade de quem desenha uma flor.

d)

nos dois textos, a visão do poeta e a do escritor comum, sobre o resultado de seus ofícios, coincidem enquanto ambos creem ser possível alcançar o sucesso pleno e a forma perfeita.

8. Explorando aspectos morfossintáticos de ocorrências dos textos I e II, podemos afirmar que:

a) em: escrever é incompatível com a preguiça, o prefixo que aparece na palavra sublinhada equivale, em sentido, ao que aparece na palavra injetável.

b) na primeira estrofe do poema, o pronome eleretoma a referência anterior feita a o amor.

c) em Imito-o, o pronome oretoma a referência anterior feita a o ourives.

d) a palavra penatem, no texto 1, um duplo sentido, embora prevaleça o sentido simbólico do árduo esforço de quem escreve.

9. O uso do pronome nósno parágrafo final do texto 2 constitui uma indicação de que:

a)

o texto se dirige a um público desconhecido, imprevisível e heterogêneo.

b)

existe no texto mais de um interlocutor no comando

da

interação.

c)

o

autor se sente inserido no grupo de seus possíveis

 

leitores.

d)

aquele que está com a palavra não assume a responsabilidade do que diz.

10. As palavras que ocorrem em um texto têm sempre uma

função determinada. Leia os trechos abaixo, transcritos do texto 2, e analise a função que é indicada para as expressões sublinhadas.

a) O que admiramos na literatura é justamente essa especificidade. Sempre queremos um texto ainda melhor do que o que chegamos a produzir.Termo que exprime um estado de dúvida, de incerteza.

b) Não é assim. Termo que retoma, que supõe uma informação previamente dada.

c) A agilidade mental é imprescindível para que todos os aspectos envolvidos na escrita sejam articulados. Expressão conectora que expressa ideia de causalidade.

d) Portanto, escrever não é fácil. Palavra de ligação que denota um sentido de concessão.

PROFESSOR SÉRGIO ROSA

1. Helena tinha os predicados próprios a captar a confiança e a afeição da família. Era dócil, afável, inteligente. Não eram estes, contudo, nem ainda a beleza, os seus dotes por excelência eficazes. O que a tornava superior e lhe dava probabilidade de triunfo, era a arte de acomodar-se às circunstâncias do momento e a toda casta de espíritos, arte preciosa, que faz hábeis os homens e estimáveis as mulheres. Helena praticava de livros ou de alfinetes, de bailes ou de arranjos de casa, com igual interesse e gosto, frívola com os frívolos, grave com os que o eram, atenciosa e ouvida, sem entono nem vulgaridade. Havia nela a jovialidade da menina e a compostura da mulher feita, um acordo de virtudes domésticas e maneiras elegantes.

2. Marque a opção que constitui a melhor paráfrase da frase: arte preciosa, que faz hábeis os homens e estimáveis as mulheres.(linhas 7-8)

a) A arte preciosa faz-se estimável e hábil às mulheres e aos homens.

b) Com mulheres estimáveis e homens hábeis, a arte

faz-se preciosa.

c) As mulheres fazem estimáveis os homens hábeis, com a arte preciosa.

d) Com a arte preciosa, as mulheres fazem-se estimáveis e os homens, hábeis.

3. Observe:

Causa: aquilo ou aquele que determina um acontecimento. Explicação: justificação, esclarecimento. Com base nisso, marque a opção em que a segunda oração apresenta uma explicação do que foi dito na primeira.

a) Ela sabia acomodar-se às circunstâncias, porque era frívola com os frívolos.

b) Ela tornava-se superior, porque sabia adaptar-se às circunstâncias.

c) Helena captava a confiança da família, porque era afável.

d) Ela era aceita de todos, porque possuía muitas qualidades.

MÓDULO DE REVISÃO UECE

Texto

 

Fora dessa regra não se pode formar sobre dois

homens o mesmo juízo. (

)

Mancebo! para te levar à verdade já te lancei duas vezes no caminho do erro. Erraste acreditando no mal, erraste acreditando no bem, que te mostraram tuas duas lunetas, que exageraram o mal e o bem, ostentando cada uma o exclusivismo falaz do seu encantamento especial. Erraste pelo exclusivismo; porque o exclusivismo é o absurdo do absoluto no homem. Erraste pela exageração; porque exagerar é mentir.

5

MACEDO, Joaquim Manoel de. A luneta mágica. São Paulo: Ática, 2001.

10

4. Assinale a alternativa em que o termo sublinhado tem o mesmo significado de falaz.

 

a) A felicidade do ser humano parece fugaz.

b) O individualismo das pessoas é transitório.

c) É enganoso achar que o homem sincero é feliz.

15

d) Parece ingênuo achar que todos nascem felizes.

5. A Assinale a alternativa que apresenta corretamente os

antecedentes dos relativos grifados no fragmento abaixo. Horrorizado da aranha, desviei dela a minha luneta mágica e em movimento de repulsão levei-a até uma das extremidades do telhado, onde encontrei metade do corpo de um rato que 1 me olhava esperto, e com ar que 2 me pareceu de zombaria. Senti vivo desejo de estudar o rato e fixei-o com a minha luneta; mas o tratante somente me deixou exposto durante minuto e meio, e fugiu-me, deixando-me ouvir certo ruído que 3 me pareceu verdadeira risada de rato.

20

25

 

que 1

que 2

que 3

a) um rato

ar

o rato

b) um rato

ar

certo ruído

30

c) um rato

ar

vivo desejo

d) uma aranha

esperto

vivo desejo

6. Na frase: Pressionado pelos militares, em 45, Getúlio teve que marcar eleições para a presidência da República e pôde indicar um candidato, os elementos grifados têm, respectivamente, o valor de:

35

 

a) probabilidade capacidade

 

b) habilidade probabilidade

c) imposição obrigação

d) interesse desejo

7. Em discurso indireto, a frase Getúlio Vargas faz

40

 

parte da minha vida, disse Mattos. (linha 8) assume a forma:

a) Mattos disse que Getúlio Vargas fez parte de sua vida.

b) Mattos disse que Getúlio Vargas fazia parte de sua vida.

45

c) Mattos disse que Getúlio Vargas fizera parte de sua vida.

d) Mattos disse que Getúlio Vargas teria feito parte da vida dele.

e) Mattos disse que Getúlio Vargas tinha feito parte da vida dele.

O BEATO ROMANO

Saí dali zonzo. Tinha sido fácil demais. Meu Deus, eu que pensava ir encontrar uma fera encontrei o quê? Um chefe de bando, um comandante, uma sinhá governando a sua senzala?

Ela mandou que o João Rufo me arranjasse

uma rede. Jogaram no chão a trouxa que eu trazia e o João Rufo disse:

Tome os seus molambos!

Mas falou quase como se fosse uma prosa,

uma brincadeira. Via-se que não estava seguro a meu respeito; no começo me tratou com pouco caso, arrogante, mas agora parecia desconfiado. Não sei se engoliu a história do Beato Romano; eu

não tinha chegado ali com roupa de beato, mas de

calça e blusa, como um homem qualquer. E a espingardinha velha não era de cabra de respeito, a faca só servia pra picar fumo. Que é que eu vinha fazer para a Dona Moura, se não era um guerreiro?

E João Rufo chegou a me fazer essas

perguntas, enquanto eu atava as cordas da minha rede. Pequena e ruim, por sinal. Me deram também um prato com pirão de peixe cozido, e um taco de

rapadura.

Eu ainda pedi ao homem notícias do meu cavalo.

Se não morrer de tão estropiado que está, vai

engordar solto. Ainda tem por aí muita capoeira com pasto.

Na rede, onde eu caí, não devia parecer um

adormecido, mas um defunto em caminho da cova.

Só de ceroulas, sem camisa, o calor tão forte

Queria pensar, mas morria de cansado. Deus do céu, o que iria pela cabeça da Dona? Lembrar, ela

lembrou, disso eu tenho certeza

dúvida é outra: que é que ela vai fazer de mim? Não

sei se acreditou na minha história e se a aceita. Quem sabe me mata?

Mas,

por outro lado, para que ela vai me querer vivo? Que serventia eu posso ter, nesta praça de guerra?

Talvez ela ainda mande os cabras me darem um aperto. E pode ser que eu aguente. Afinal, mesmo debaixo de confissão, não posso dizer nada que interesse à Dona. Nada. Toda a minha tragédia se passou depois que ela foi embora. Na gente com

quem eu andei e ando, ela nunca ouviu nem falar.

Gente sem poder

Deus do céu, creio que, pelo menos por agora, eu já

posso dormir.

Mas a minha

Ora, se quisesse me matar já tinha feito

Sem dinheiro

Sem força

QUEIROZ, Rachel de. Memorial de Maria Moura. 7 ed. São Paulo, Siciliano, 1992. p. 15-16.

MÓDULO DE REVISÃO UECE

8. Considerando-se o texto, é incorreta a assertiva:

a) No trecho Me deram também um prato com pirão…‖ (linhas 21 e 22), a colocação do pronome no início do período, embora reproduza a fala brasileira, deve ser considerada imprópria,

provavelmente decorrente de um cochilo da autora.

b) O diminutivo espingardinha(linha 16) não traduz,

a rigor, o tamanho da arma, mas o estado em que se

encontrava e a significação afetiva que tinha para o

seu dono.

c) O tratamento sinhá(linha 4) era dispensado pelos escravos a sua senhora.

d) Em ―… um taco de rapadura(linhas 22 e 23), a palavra grifada pode ser substituída por naco.

9. O fragmento textual Tinha sido fácil demais(linha 1) refere-se:

a)

um fato de que o leitor só conhecerá lendo a obra por inteiro.

a

b)

a

um personagem que aparece no contexto anterior.

c)

ao encontro com Dona Moura.

d)

ao fato de Romano ter conseguido convencer Dona Moura de sua beatice.

10. Trocando-se a expressão ―…era um guerreiro?‖ (linha 18) por guerrear, a expressão se não deve transformar-se em senão e corresponde a:

a)

mas sim.

b)

a

não ser.

c)

do contrário.

d)

mas antes.

11. último

O

período do texto permite inferir que a

convicção final do narrador é a de que:

a) não havia mais motivos de preocupação.

b) o seu poder de convencimento tinha funcionado satisfatoriamente.

c) estava a salvo, por não ter sido reconhecido.

d) continuava correndo risco.

12. Em uma das opções, os substantivos pratoe pirão(linha 22) integram uma construção linguística que se constitui um exemplo de metonímia.

a) Havia pirão no prato.

b) Pirão no prato, fineza de trato.

c) Venha que o pirão já está no prato.

d) Comi um prato de pirão.

13. No quarto parágrafo, o ponto-e-vírgula:

a) marca separação de paralelismos.

b) separa orações coordenadas longas.

c) acentua o sentido conclusivo da oração que se lhe segue.

d) isola orações adjetivas explicativas.

14. Na oração Saí dali zonzo(linha 1), o termo grifado:

a) exerce a função de adjunto adverbial de modo.

b) por ser acessório, nada tem a ver com o sujeito de saí.

c) tem a função de predicativo do sujeito de saí.

d) integra uma oração cujo predicado é verbal.

15. Sobre o trecho ―… que é que ela vai fazer de mim?‖ (linha 34), é correto afirmar-se que:

a)

primeiro que é pronome interrogativo e o segundo, integrante da expressão expletiva é que.

o

b)

o

segundo que é pronome relativo.

c)

o primeiro que corresponde a que coisae o segundo é um pronome interrogativo que aparece no interior do período.

d)

primeiro que tem a função de sujeito da oração e o segundo não tem função sintática.

o

16.

A propósito do verbo lembrar(linha 32), não se cometeu infração quanto à regência:

a) O beato Romano lembrava a um defunto morto.

b) Não me lembro uma história como a do beato Romano.

c) João Rufo lembrou o beato Romano que o cavalo estava no pasto.

17.

Em ―… eu tinha chegado…‖ (linhas 13-14), a forma verbal composta corresponde a chegara e expressa uma ação:

a) situada vagamente no passado.

 

b) já concluída, mas cujos efeitos permanecem no presente.

c) que ocorria no momento em que se deu ou se dava outra.

d) passada e anterior a outra igualmente passada.

18.

O acento indicativo de crase do trecho ―… interesse a Dona(linha 43) fica mantido obrigatoriamente, se a palavra grifada for trocada por:

a) ela.

b) Maria moura.

c) minha senhora.

d) senhorita.

19.

Sobre a autora de Memorial de Maria Moura, é falso o que se afirma em:

a) Na sua obra, os aspectos social e psicológico coexistem, embora o primeiro se sobreponha ao segundo.

b) Sua obra, engajada e esquerdizante, caracterizou-se pela denúncia social.

c) Estreou na literatura como o romance O Quinze.

d) Por abordar o flagelo da seca, tal como fez Graciliano Ramos, em Vidas Secas, Rachel de Queiroz, em O Quinze, fez da morte, do suicídio e do homicídio a tônica do romance.

 

PROFESSOR TOM DANTAS

 

As questões de número apresentado abaixo.

1

a 4 baseiam-se

no texto

Quando se fala em seca na Amazônia ou nos furacões no Sul dos Estados Unidos, a primeira coisa que vem à cabeça é o aquecimento global. A terra está de fato ficando mais quente, mas, segundo os especialistas, é impossível demonstrar um vínculo causal entre esse aquecimento e fenômenos particulares, como os furacões e a seca. O que os cientistas já sabem, no entanto, é que os dois fenômenos tiveram a mesma origem: o aquecimento da água no norte do Oceano Atlântico. Ao lado do aquecimento, o desmatamento também contribuiu para a seca. Onde há floresta, a maior parte da água da chuva é interceptada pela copa da árvore. A água evapora rapidamente e causa mais chuva. Em áreas desmatadas, com o solo pobre em matérias orgânicas, essa água escorre para os rios, indo para longe. Assim as duas causas podem se encontrar em um ponto comum: ao sequestrargás carbono, a floresta contribui para conter o efeito estufa e, com ele, o aquecimento global.

Lourival SantAnna. O estado de São Paulo, A13, 16/10/2005

MÓDULO DE REVISÃO UECE

1.

Ao lado do aquecimento, o desmatamento também

contribui para a seca. (início do 2º parágrafo)

O

segmento grifado acima está corretamente

substituído, sem alteração do sentido original, em:

a)

Assim como o aquecimento

b)

Desde que haja o aquecimento

c)

Contanto que ocorra o aquecimento

d)

Enquanto houver o aquecimento

2.

ao sequestrargás carbono, a floresta contribui

conter o efeito estufa

(final do texto)

para

A oração reduzida denota, considerando-se o contexto:

a) Condição.

 

b) Finalidade.

c) Temporalidade.

d) Consequência.

3.

Está

incorreta a forma verbal grifada na frase:

 

a) A copa das árvores retém a maior parte da água das chuvas, causando mais chuvas em toda a região.

b) Cientistas obteram evidências da origem comum, da seca na Amazônia e dos furacões nos Estados Unidos.

c) Os especialistas em estudos sobre o clima não vêem relação direta entre aquecimento global e a seca.

d) A hipótese mais discutida, no momento, é a de que o desmatamento contribua para a ocorrência de seca.

4.

A concordância está correta na frase:

a) O nível dos rios na região amazônica chegaram a seus índices mais baixos, em século de medições regulares.

b) Tornar-se-á cada vez mais comum, à medida que a Terra se aquece, catástrofes naturais, como furacões.

c) Os rios, na região amazônica, significa tudo, quer dizer, fornece alimento e transporte aos habitantes.

d) Uma das propostas que visam inibir o desmatamento é a de que os moradores recebam incentivos financeiros alternativos.

As questões de números 5 a 10 referem-se ao texto que segue.

A ARTE DE IMITAR A NATUREZA

Dada a complexidade do mundo à nossa volta, não é nada surpreendente que os cientistas usem simplificações aparentemente bastante drásticas no estudo dos fenômenos naturais. Por exemplo, se quisermos estudar a órbita da Lua em torno da Terra, é irrelevante incluirmos em nossa descrição que a terra, montanhas, oceanos e atmosfera, ou que a Lua é decorada com crateras de todos os tamanhos. Basta sabermos a massa da Terra, a da Lua e a distância entre os dois objetos celestes. Uma folha balançando ao vento, o vai-e-vem de uma criança num balanço, o sino soando a passagem das horas, todos esses, sistemaspodem ser modelados, com maior ou menor precisão, pelo movimento de um pêndulo sujeito a uma força externa. No caso da folha, a força externa vem do vento, no da criança, nos empurrões de seu pai e, no do sino, do padre puxando a corda. Numa primeira aproximação, o modelo matemático que descreve o movimento desses sistemas é essencialmente o mesmo. Por intermédio de uma descrição matemática dos fenômenos, os físicos revelam a belíssima unidade que existe na Natureza. Modelos imitam a Natureza, recriando suas sutilezas de forma compreensível.

Descrever o comportamento de sistemas complexos mediante uma formulação simples é um dos ingredientes fundamentais no trabalho de um cientista. E também um de seus maiores desafios. Existe um equilíbrio delicado entre simplificar demais, ignorando alguma informação fundamental sobre o comportamento do sistema em questão, e incluir detalhes irrelevantes que irão apenas complicar desnecessariamente seu estudo.

(Marcelo Gleiser. Retalhos cósmicos)

5. De acordo com o texto, a busca da simplificação, quando se trata de descrever sistemas presentes no mundo natural,

a) deve ser evitada, uma vez que o comportamento dos sistemas é muito complexo.

b) é altamente desejável, devendo constituir uma preocupação do trabalho científico.

c) é imprescindível, mesmo quando inclua vários detalhes sem importância.

d) é irrelevante, pois a descrição do modelo matemático acaba sendo complexa.

6. Considere as seguintes afirmações:

I. Os movimentos da folha ao vento, da criança balançando e do sino soando são produzidos por diferentes forças externas e por isso devem ser descritos por diferentes modelos matemáticos.

II. O título do texto faz referência à capacidade que têm

os físicos de produzirem seus modelos baseados na observação da Natureza.

III. Descrições aparentemente irrelevantes como a da superfície lunar tornam-se essenciais para a compreensão da órbita da Lua em torno da Terra.

Em relação ao texto, está correto somente o que se afirma em:

a) I

b) II

c) III

d) II e III

7. Na frase: Dada a complexidade do mundo à nossa volta

), (

da expressão sublinhada na frase:

a) Conquanto ainda chovesse, decidimos fazer o passeio.

o elemento sublinhado tem sentido equivalente ao

b) Uma vez aceita a teoria, será preciso demonstrá-la.

c) Em razão da dificuldade financeira, abandonamos o projeto.

d) A despeito da resistência do plenário, o projeto foi vetado.

8. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão do texto em:

a) aparentemente drásticas = à primeira vista radicais.

b) é irrelevante incluirmos = é incomensurável adotarmos.

c) com maior ou menos precisão = na medida da necessidade.

d) recriando suas sutilezas = retificando os pequenos detalhes.

MÓDULO DE REVISÃO UECE

9.

No caso da folha, a força externa vem do vento, no da criança, dos empurrões de seu pai e, no do sino, do

padre puxando a corda.Atentando-se para construção da frase acima, é correta a seguinte afirmação:

a) A redação é confusa, por causa da supressão de palavras essenciais.

b) A pontuação é falha, sendo desnecessárias as vírgulas depois de folha e do sino.

c) A frase ganhou bastante objetividade com a indeterminação do sujeito.

d) Evitou-se corretamente a desnecessária repetição de caso e de a força externa.

10.

O equilíbrio delicado a que se refere o autor no último período do texto refere-se à operação de:

a)

rejeitar duas alternativas ao mesmo tempo.

b)

hierarquizar duas providências.

c)

intensificar a tensão entre teses opostas.

d)

suprimir o antagonismo entre duas opções.

PROFESSOR WELL MORAIS

O RACISMO ESTÁ DENTRO DE VOCÊ

O

racismo é burrice

Mas o mais burro não é o racista

É

o que pensa que o racismo não existe

O

pior cego é o que não quer ver

5

E

o racismo está dentro de você

Porque o racista na verdade é um tremendo babaca Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca

E desde sempre não pára pra pensar

Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar

10

E de pai pra filho o racismo passa

Em forma de piadas que teriam bem mais graça

Se não fossem o retrato da nossa ignorância

Transmitindo a discriminação desde a infância

15

E o que as crianças aprendem brincando

É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando

Qualquer tipo de racismo não se justifica Ninguém explica Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo [que é uma herança cultural

Gabriel, o Pensador. Lavagem cerebral. Rio de Janeiro, 1993.

1.

A respeito do texto, só não é verdade:

a) O racismo é um conceito que se transmite de uma geração para outra.

b) Para alguns, o racismo não existe.

c) O conceito de racismo é transmitido às crianças no contexto familiar.

d) A propagação do racismo dá-se de forma acintosa, isto é, não dissimulada.

2.

Depreendemos do texto em relação ao racista:

a) A narração de um fato que o envolve.

b) A sua descrição psicológica com intenção argumentativa.

c) A sua descrição física com intenção de formular conceitos.

d) A argumentação com a intenção de produzir uma imagem física.

3. A função da linguagem predominante no trecho

Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com

esse lixo

,

linha 18, é a:

a) fática.

c) metalinguística.

b) apelativa.

d) referencial.

4. discriminação, linha 13, e descriminação são palavras parônimas. A relação semântica está bem indicada na opção:

a) conserto concerto homônimas homófonas

b) inapto inepto sinônimas

c) manga (fruta) manga (verbo) antônimas

d) retificar ratificar homônimas heterofônicas

5.

Relacione:

 

(a)

pensa que o racismo não existe

,

linha 3

(b)

Que assimila os preconceitos

,

linha 7

 

(c)

nos conceitos que a sociedade insiste em lhe

 

ensinar

,

linha 9

 

(d)

é nada mais nada menos do que a estupidez linha 15

,

[

] conjunção integrante

 

[

] conjunção comparativa

[

] pronome relativo sujeito

[

] pronome relativo objeto direto

 

É correta a sequência:

 

a) d a b c

 

c)

d a c b

 

b) c d b a

d)

a d b c

6.

O pior cego é oque não quer ver., linha 4. A análise morfológica e sintática do termo destacado está correta em:

a) pronome oblíquo objeto direto

 

b) pronome oblíquo predicativo do sujeito

 

c) pronome relativo predicativo do objeto

d) pronome demonstrativo predicativo do sujeito

 

7.

O afinal das palavras abaixo só é desinência de gênero em:

a) fraca (linha 7)

 

b) racista (linha 2)

 

c) graça (linha 11)

d) infância (linha 13)

Leia.

 

A ARTE DE SER FELIZ

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era numa época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros, e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

MÓDULO DE REVISÃO UECE

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante da janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles.

Vocabulário:

Estiagem = tempo em que não chove Aspersão = molhar de leve com água ou outro líquido Rega = ato de regar, colocar água para umedecer Lope de Vega = famoso poeta espanhol ( 1532 1635 ), autor de mais de 2000 peças de teatro

8. Para a autora, a Arte de ser feliz consiste em:

a) observar o que está diante da janela.

b) achar que tudo está certo, no seu lugar.

c) encontrar a felicidade nas pequenas coisas.

d) saber apreciar a natureza.

9. As pequenas coisas são causa de felicidade para a autora porque ela:

a) observa cuidadosamente tudo o que vê.

b) encontra beleza e harmonia nas pequenas coisas.

c) gosta de olhar o que está diante da janela.

d) não olha o mundo com alegria.

10. O objetivo do homem ao jogar água sobre as plantas era:

a) iludir-se com a ideia de que as plantas não morreriam.

b) esperar que as plantas pudessem brotar e florescer.

c) tentar manter a vida das plantas até que chegasse a época da chuva.

d) ficar indiferente aos seres que o rodeavam, não ligar para as plantas.

11. O que quer dizer aprender a olhar? Quem aprendeu a olhar sabe:

a) observar pequenas coisas.

b) descobrir o que há diante de sua janela.

c) encontrar felicidade nas pequenas coisas.

d) prestar atenção no que acontecerá à sua volta.

12. A autora parece dar razão aos que dizem que:

a) essas coisas não existem.

b) a felicidade só existe para algumas pessoas.

c) é preciso aprender a olhar, para poder ver as coisas assim.

d) a felicidade, nas pequenas coisas, não existe.

13 - Marque V para o que for verdadeiro e F para o que for falso conforme os ensinamentos da gramática padrão:

(

(

(

(

) obedecem à mesma regra de acentuação gráfica:

extraordinário incêndio.

) os prefixos de desumano e antediluviano apresentam significação equivalente a dos elementos iniciais de impessoal e predeterminado como também de disforme e ultrapassado.

) as palavras estão corretamente classificadas quanto ao seu processo de formação em: ataque derivação regressiva/fornalha derivação por sufixação.

) a frase Faz muito calor no Rio o ano inteiro.tem um tipo de sujeito que se classifica do mesmo modo que a frase: Devia haver mais interesse pela boa formação profissional.

(

) as orações Os pobres necessitam de ajudae Sejamos úteis à sociedadeapresentam complemento nominal.

(

) a função sintática do termo em negrito: A aldeia era povoada de indígenas.é objeto indireto.

(

) Em É impossível que comunicassem sobre políticaa segunda oração é subordinada substantiva subjetiva.

Preenche corretamente os parênteses:

a) V F V V F V F

b) F F V F F V F

c) V F V V F F V

d) F V F V F V V

Leia.

A VINGANÇA DO BOÊMIO

O poeta Laurindo Rabelo descurava de tal forma

do seu vestuário, que as famílias mais íntimas e que mais o admiravam sentiam constrangimento em

convidá-lo para as suas festas.

5 Certa dona de casa, incitada pelos filhos para que o contemplasse com um convite para as suas reuniões mundanas, objetou um dia:

Agora, não. Esperem que ele tenha roupa, que eu convido.

10 Assim que o poeta exibiu um terno novo, a

matrona cumpriu o que prometera; mandou-lhe um convite, logo aceito.

O sarau começou, porém sem o boêmio. Quando

já estavam cansados de esperar, bate alguém à porta.

15 Todos correram para receber o retardatário. E foi uma decepção. Quem chegava era um carregador, trazendo

em um tabuleiro a roupa nova do poeta, e este bilhete:

Aí vai o Laurindo.

Humberto de Campos.

14. A única afirmação confirmada pelo texto é:

a) O poeta era tão mal-apessoado, que todos o amavam sem restrições.

b) O poeta era admirado por muitas famílias e, por isso

mesmo, causava-lhes constrangimento.

c) Os mais moços não se perturbavam com as roupas do poeta; o que lhes valia era a essência do homem.

d) As mães tinham, sem objeção, prazer de convidar o poeta.

15. Observe as assertivas:

I. A exemplo do emprego na linha 14, a palavra cansadosestá em sentido conotativo, também em Já estamos cansados de lutar pela paz.

II. As palavras constrangimento(linha 3), correram(linha 15) e contemplasse(linha 6), contêm dígrafo.

III. Em exibiu(linha 10), o x tem valor fonético de z igualmente a inexorável

Est (ão) correta (s):

a) Somente a I.

b)

c) Somente II e III.

d) Todas estão corretas.

Somente I e II.

MÓDULO DE REVISÃO UECE

PROFESSOR SOUSA NUNES

Leia o texto e responda às questões 1, 2, 3 e 4.

POESIA MATEMÁTICA

Às folhas tantas do livro matemático, um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável

e viu-a do ápice à base:

uma figura ímpar; olhos rombóides, boca trapezoide, corpo retangular, seios esferoides. Fez da sua uma vida paralela à dela, até que se encontraram no infinito. ―Quem és tu?‖ – indagou ele em ânsia radical. ―Sou a soma dos quadrados dos catetos. Mas pode me chamar de Hipotenusa.‖ E de falarem descobriram que eram (o que em aritmética corresponde a almas irmãs) primos entre si. E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz numa sexta potenciação traçando, ao sabor do momento e da paixão, retas, curvas, círculos e linhas senoidais nos jardins da quarta dimensão. Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas e os exegetas do Universo Finito. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. E enfim resolveram se casar, constituir um lar, mais que um lar, um perpendicular. Convidaram para padrinhos

o Polígono e a Bissetriz.

E fizeram planos e equações e diagramas para o futuro, sonhando com uma felicidade integral e diferencial. E se casaram e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos. E foram felizes até aquele dia em que tudo vira afinal monotonia.

Foi então que surgiu o Máximo Divisor Comum, frequentador de círculos concêntricos viciosos. Ofereceu-lhe, a ela, uma grandeza absoluta e reduziu-a a um denominador comum. Ele, Quociente, percebeu

que com ela não formava mais um todo, uma unidade. Era um triângulo, tanto chamado amoroso. Desse problema ela era uma fração a mais ordinária. Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade e tudo que era espúrio passou a ser moralidade, como, aliás, em qualquer sociedade.

Millôr Fernandes

1.

Os olhos da amante eram:

 

a)

a)

b)

c)

d)

2.

No

campo

semântico a palavra perpendicular

representa:

 

a) a instabilidade familiar.

b) a traição conjugal.

c) a retidão e a segurança da vida em comum.

d) o amor materno.

 

3.

Escandalizando os exegetas do Universo Finito e os ortodoxos euclidianos, os dois apaixonados mostraram que seu amor era:

a)

formal.

 

b)

tradicional.

c)

convencional.

d)

anticonvencional.

4.

―[

]

um Quociente apaixonou-se [

]

por uma Incógnita

[

]‖.

Ajustou-se bem o nome da amada em face do (a):

a)

aspecto misterioso do amor que caracterizaria a mulher.

b)

condição humilhante a que foi relegado o pobre apaixonado.

c)

tom lastimoso e lamuriento com que o amor lhe foi declarado.

d)

caráter secreto do amor que por ela nutria o Quociente.

Leia o texto.

 
 

―Boião de leite Que a noite leva com mãos de treva, pra não sei quem beber. E que, embora levado Muito devagarinho, Vai derramando pingos brancos Pelo caminho‖.

Cassiano Ricardo. Poesias completas. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1957. p. 135.

5.

O poema de Cassiano Ricardo foi apresentado sem o título, pois, por tratar-se de um texto metafórico, os sentidos das palavras do texto poético seriam facilmente depreendidos por meio da relação de significação que se

estabeleceria entre o título e os versos. Considerando-se os efeitos de sentido da metáfora, pode-se afirmar que o título do poema é:

a) ―Vaso bojudo‖.

b) ―Noite escura‖.

c) ―O leiteiro‖.

d) ―Lua cheia‖.

MÓDULO DE REVISÃO UECE

6. A coesão textual pressupõe o uso apropriado de conectivos, os quais assumem importância particular

para estabelecer relações semânticas e lógicas entre os vários segmentos de um texto. Nos períodos compostos apresentados abaixo, apenas um apresenta-se bem estruturado, com o emprego de conector adequado. Assinale-o.

a) ―Em São Paulo já não chove há mais de dois meses, apesar de que já se pense em racionamento de água e energia elétrica‖.

b) ―Se estas indústrias são poluentes, devem abandonar a cidade, para que as boas condições de vida sejam preservadas‖.

c) ―As pessoas caminham pelas ruas, despreocupadas, como se não existisse perigo algum, mas o policial continua folgadamente tomando o seu café no bar.‖.

d) ―Talvez seja adiado o jogo entre Botafogo e Flamengo, pois o estado do gramado do Maracanã não é dos piores‖.

Leia o texto.

ASTRÔNOMOS E ASTRÓLOGOS MANTÊM DIVERGÊNCIA

Astrônomos e astrólogos nem sempre se deram bem, apesar de ambos buscarem a base de suas especulações no mesmo objeto: os astros que povoam o Universo. Os primeiros realizam seus trabalhos sustentados pela Ciência, o que já não se pode dizer com respeito aos cultores da Astrologia. As rixas voltam a aparecer no momento em que o cometa Halley atrai as atenções em sua passagem pela Terra, que ocorre apenas a cada 76 anos. Para alguns astrólogos, o cometa é uma espécie de ―esperma do Universo‖, pois supõe-se que a vida na Terra, por exemplo, surgiu após um choque do planeta com um destes astros. Este ano o Halley vem, segundo eles, desestabilizar ―couraças energéticas‖ que envolvem a Terra e o ser humano em particular, impostas pelo ―ditador‖ Sol.

7. Do texto não foi citada a fonte para que não fosse revelado, por ela, o tipo de discurso que ele contém.

A partir do conjunto de características que definem os diferentes tipos de discurso, pode-se afirmar que ―Astrônomos e astrólogos mantêm divergências‖ apresenta um discurso:

a) científico, pois aborda a temática ―astronomia‖ e ―astrologia‖.

b) poético, pois as expressões que mostram a linguagem da astrologia são metafóricas, faltando ao texto o rigor da linguagem científica.

c) jornalístico, pois o texto trata objetivamente, inclusive com recursos de discurso direto, da divergência de pontos de vista entre astrônomos e astrólogos a respeito da passagem do cometa Halley.

d) humorístico, pois a expressão ―esperma do Universo‖ carrega uma conotação de sarcasmo, pois leva a imaginar o choque dos astros como uma imensa cópula cósmica.

Leia o texto.

O SENÃO DO LIVRO

Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem

Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis.

8. Considerando esse trecho de Memórias Póstumas de Brás Cubas, assinale a alternativa que apresenta uma das características da prosa machadiana.

a) o fato de o narrador dirigir-se ao leitor coloca em relevo o pessimismo do autor em relação ao ser humano, apresentando-o como perverso e egoísta.

b) a atitude do narrador revela o distanciamento do autor com os problemas de seu tempo.

c) ao considerar a opinião do leitor, o narrador mostra

o respeito que tem por ele, analisando o

comportamento do homem e sua miséria.

d) o narrador interrompe a obra para conversar com o leitor, trocar ideias, comentar a própria narrativa, apontando para as próprias características desse romance.

9. No capítulo ―Ao Leitor‖, Brás Cubas (de Memórias

Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis) classifica sua narrativa como ―obra de finado‖. Tal classificação se justifica caso se leve em conta que:

a) o personagem principal termina sendo ministro; o

adjetivo ―finado‖ fica por conta da ironia do autor.

b) o personagem-narrador, no presente da narrativa, já

não faz parte do mundo dos vivos.

c) dona Plácida, personagem fundamental do livro, tinha verdadeira obsessão pela morte.

d) a narrativa se desenvolve através da ação de personagens, todos mortos.

10. Considere os seguintes trechos de A hora da estrela:

Embora a moça anônima da história seja tão antiga que podia ser uma figura bíblica. Ela era subterrânea e nunca tinha tido floração. Minto: ela era capim. Se a moça soubesse que minha alegria também vem de minha mais profunda tristeza e que a tristeza era uma alegria falhada. Sim, ela era alegrezinha dentro de sua neurose. Neurose de guerra.

Neles predominam,

figuras de linguagem:

a) inversão e hipérbole.

b) pleonasmo e oximoro.

c) metáfora e paradoxo.

d) metonímia e metáfora.

respectivamente,

as

seguintes

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Professor Fábio Coelho

 

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Professor Hemerson Veras

 

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Professor Lobão

 

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Professora Maria Gordiano

 

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Professor Sérgio Rosa

 

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Professor Tom Dantas

 

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Professor Well Morais

 

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Professor Sousa Nunes

 

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