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F. U. CAVALEIROS DE ARUANDA

F. U. CAVALEIROS DE ARUANDA TENDA DO CABOCLO TUPINAMBÁ – Salvador-BA APOSTILA 1 LINHAS DE TRABALHO
F. U. CAVALEIROS DE ARUANDA TENDA DO CABOCLO TUPINAMBÁ – Salvador-BA APOSTILA 1 LINHAS DE TRABALHO

TENDA DO CABOCLO TUPINAMBÁ – Salvador-BA

APOSTILA 1

LINHAS DE TRABALHO NA UMBANDA

Na umbanda, nós não incorporamos Orixás e sim os falangeiros dos Orixás, pois os orixás para nós umbandista são energia, vibração, magneto e força vibratória. Os orixás que atuam na umbanda são: OXALÁ, OGUM, XANGÔ, OXUM, IEMANJÁ, OXÓSSI, OMOLU, NANÃ OSSÂIM E OXUMARÊ. Não devem ser confundidos com Povo da Linha do Oriente nem tão pouco com as Falanges de Caboclos, Pretos Velhos, Exus e Pomba Giras e a Falange da Ibeijeda, que não são Orixás. Orixá não é santo, não foi pessoa, nunca viveu, nunca encarnou e nunca veio a terra. Só tem um caso específico que é de Oxalá. Ele é o principal Orixá, é Deus Todo Poderoso e está sincretizado com Nosso Senhor Jesus cristo, dada a sua potencialidade mediúnica divina é considerado Orixá apesar de ter sido mortal (aparentemente) ter tido um corpo, ter encarnado. Portanto podemos dizer que as linhas de umbanda são basicamente as vibrações originais que são sete: Oxalá, Ogum, Iemanjá, Oxossi, Xangô, Oriente e Omolu. Algumas dessas vibrações básicas se desdobram, originando outras vibrações: Na linha de Iemanjá enquadramos a vibração de Oxum: na de Oxossi a de Ossâim; na de Xangô a de Iansã; na do oriente a de Oxumarê, e na de Omolu a de Nanã e a falange dos Pretos Velhos e Pretas Velhas. No total temos então 21 vibrações que são: As de Oxalá, Ogum, Xangô Puro , Xangô do oriente, Oxóssi, Linha do Oriente, Omolu, Iemanjá, Oxum, Iansã, Ossâim, Nanã, Oxumarê, Falanges dos Exus , Falange das Pombas Giras, falanges dos Pretos Velhos e Pretas Velhas, falange das Caboclas, falanges dos Caboclos, Anjo da Guarda e vibração Humana.

CARACTERISTAS DOS ORIXÁS

OXALÁ – É o Senhor Supremo e único orixá de umbanda que teve forma humana.

OGUM - É o Orixá que nos dá forças vitais, calor e energia.

XANGÔ – É o Orixá da justiça

IANSÃ – É a Rainha do tempo do vento e das tempestades

OXÓSSI – É o Orixá das matas

OSSAÂIM – É o Orixá das ervas

OMOLU – É o Orixá da saúde, vibrando especialmente sobre médicos, enfermeiros, casas de saúde, hospitais e cemitérios.

NANÃ – É o Orixá que prepara a passagem espiritual, o desencarne. Sua vibração é idêntica à de Omolu.

IEMANJÁ – É a Rainha do Mar

OXUM - É a mãe das águas doces, da fertilidade, do ouro.

OXUMARÊ – Corresponde a vibração do arco-íris.

SICRETISMO RELIGIOSO

Na umbanda sabemos que existe o sincrestismo religioso que é a correspondência entre a

vibração (o orixá) e os santos da Igreja católica. Essa correspondência varia um pouco existindo algumas diferenças entre Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Por isso o que importa

é a vibração e não sincrestismo, o mesmo teve origem com a chegada dos escravos no Brasil

quando vieram da África trouxeram os fundamentos dos orixás e queriam preparar os ímãs para atrair as vibrações. Eles tinham vontade de firmar seus assentamentos, mas a tendência dos senhores de engenho para a religião católica não permitia. Para evitar o choque já que eram proíbidos de cultuar seus orixás armaram um artifício e que conservamos até hoje nos

terreiros de umbanda. Eles fizeram um altar com todos os santos católicos em cima e , embaixo dele, cobertos, colocaram todos os assentamentos. Quando os senhores passavam e viam seus escravos em frente ao altar, pensavam que eles estavam professando a religião católica mas, na verdade, eles estavam puxando as vibrações dos assentamentos.

ENTIDADES DA UMBANDA / FALANGES DA UMBANDA

falange é um agrupamento de mais de 400 mil espíritos que atuam em um determinado plano espiritual ou seja em uma determinada faixa de vibração. Essas Entidades são os EGUNS Espíritos que tiveram várias encarnações, que nasceram, viveram com corpo na terra e desencarnaram, passando para um plano espiritual. Conforme seu grau de evolução espiritual, esses espíritos são levados para fazer parte de uma falange a fim atuarem, aprenderem e evoluírem espiritualmente. Cada Falange recebe o nome de seu chefe e cada espírito dentro dessa falange, o chamado falangeiro recebe esse mesmo nome. Por exemplo, a Falange do caboclo Cobra Coral é formada por aproximadamente 400 mil espíritos que trabalham sob o comando desse caboclo; é por isso que vemos em vários terreiros diversas entidades com esse

nome. Com a evolução os espíritos passam de uma faixa vibratoria para outra faixa vibratória

e muda de falange Ex: Um exu começa em vibração bem terra-terra e recebe o nome de uma

falange de exus. À medida que vai conseguindo uma evolução espiritual, ele passa a pertencer

à falange do Caboclo Cobra Coral e a partir daí passa a ser uma falangeiro do Cobra Coral e

perderá sua primitiva denominação de Exu ou representar um preto velho. As falanges dos Caboclos e das Caboclas penetram em todas as setes linhas de Umbanda e podendo vir nas vibrações de todos os Orixás Ex: existem Caboclos que vêm na Vibração de Ogum, Oxóssi, Omolu, e Xangô; caboclas que vêm na vibração de Iemanjá, Nanã, Oxum, e Iansã; e ainda entidades que vêm na vibração do Oriente. Exus e Pomba-giras também podem trabalhar dentro de todas as vibrações, o mesmo acontecendo com a Ibejada. Somente a Falange de dos

Pretos Velhos, que constitui o Povo da Linha das Almas, trabalha exclusivamente sob a orientação direta de Omolu. As falanges não se agrupam conforme as raças e os costumes da vida terrena, mas de acordo com o grau de evolução espiritual.

As Entidades evoluídas espiritualmente que vêem trabalhar nas giras nós chamamos de guias e protetores. Estes espíritos usam uma roupagem fluídica para que possam se manifestar em terreiros. Essa roupagem fluídica e simbólica é fundamental e estes deverão abrir mão de sua individualidade, ou seja, abrir mão de seu nome, do seu EU, de sua identidade enquanto um ser para ser um falangeiro. O nome ENTIDADE é dado a todos os espírtos que estão numa faixa de vibração astral boa para o trabalho na umbanda.

Os Pretos Velhos

Quando se fala em preto-velho, estamos falando de uma grande linha, ou seja, uma grande faixa vibratória onde espíritos afins se “encaixam” para cumprirem sua missão.

Esses espíritos foram ex-escravos e negros africanos mas, também há trabalhadores nesta linha e são vários que não foram escravos nem negros africanos, que por afinidade escolheram a Umbanda para cumprirem sua missão. Seus trabalhos são de ajuda àqueles que estão em dificuldade material ou emocional, sendo que, este trabalho se desenvolve mas para o lado emocional e físico das pessoas que os procuram. Sua paciência em escutar os

problemas e aflições dos consulentes, fazem deles as entidades mais procuradas na umbanda

e são chamados de Vovôs e Vovós. O termo “Velho”, “Vovô” e “Vovó” é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó, subentendemos que essa pessoa já tenha vivido muito mais tempo por isso ter aprendido a ter paciência, compreensão, menos ansiedade para a vida.

Os Pretos Velhos usam cachimbos para limpeza espiritual, jogando sua fumaça sobre a pessoa que esta recebendo o passe e limpando a aura de larvas astrais e energias negativas.A grande característica dessa linha é o conselho. É devido a esse fator que carinhosamente dissemos que são os “Psicólogos da Umbanda”. Não necessitam de muitos artifícios para trabalhar, apenas contar com a atenção e a concentração do seu médium durante a consulta. Usam cachimbo, lenços, toalhas e fumo de rolo e cigarro de palha. Sua forma de incorporação é compacta, à vibração começa com um “peso” nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão. Se locomovem apenas quando para saudações necessárias:

(atabaque, gongá e Mãe no Santo) depois sentam, praticam sua caridade. A dança dos pretos- velhos é muito sutíl, apenas com movimentos dos ombros ou quando sentados, com as pernas. Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas. Sua maneira carregada de falar

é para dar idéia de antiguidade. Cada médium possui uma coroa diferente, isso determina as diferenças entre os Preto-Velhos. ADOREI AS ALMAS!!!!!

OS CABOCLOS

A palavra Caboclo significa mestiço de branco com o índio e na percepção umbandista, refere-

se aos indígenas que em épocas remotas habitaram diversas partes do planeta. Embora tenha surgido algumas manifestações nos meados dos séculos XIX foi no Brasil que esses espíritos indígenas de diferentes regiões geográficas encontraram a oportunidade de evoluírem cada vez mais. Encontramos nas falanges dos caboclos os índios, que habitam em nosso país e também os que viveram nos Estados Unidos da América do Norte, os astecas e maias da América Central, os incas do peru e demais indígenas que povoaram a América do Sul. Eles omitem detalhes referentes às suas vidas quando encarnados por isso quando um humilde caboclo se apresenta a nós pode ter sido um chefe de grande porte ou feiticeiro praticante de uma alquimia que nada fica devendo à química moderna. Trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros, nos ensinando a amar ao próximo e a natureza e têm como missão principal o ensinamento e encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue. Usam em seus trabalhos ervas, que são passadas para banhos de limpeza e chás para a parte física, ajudam na vida material com trabalhos de magia positiva, que limpam a nossa áurea e proporcionam uma energia de força que irá nos auxiliar para conseguirmos o objetivo que desejamos. Através da sua simplicidade passam credibilidade e confiança a todos que os procuram, seus pontos riscados, grafia sagrada, traduzem a mais forte magia que existe atualmente e é através desses pontos que são feitas limpezas e evocações de elementais e vibrações dos Orixás para diversos fins. Costumam usar pembas imantadas na energia de cada Orixá, velas, essências, flores, ervas, frutas, charutos e incenso. Todo esse material será disposto em uma madeira no ponto riscado, para que esse direcione o trabalho. Antigamente existia uma concepção que todo caboclo seria Oxossi é um erro pensar assim pois todos os caboclos possuem diferentes vibrações originais podendo apresentar-se sob a vibração de Ogum, Xangô, Oxossi ou Omolu.

Quando colocamos algum ímã, como pôr exemplo espigas de milho cozidas com mel, esta comida não é para o Caboclo comer, espíritos não precisam comer, o alimento que esta ali é depositado, serve como troca de energia espiritual, isto é, a energia que emana daquela comida é transmutada e utilizada para o trabalho de magia a favor do consulente, da mesma forma o charuto que a entidade esta fumando é usado para limpeza, através da fumaça e das orações que estas entidades fazem no momento da limpeza. A maior prática da caridade se dá principalmente com a manipulação. Quando falamos em manipulação, estamos nos referindo desde preparo de remédios feitos com ervas, emplastos, compressas e banhos em geral até manipulação física, como por exemplo, rezar “espinhela caída”. Como são espíritos da mata propriamente dita, todos recebem forte influência energética do orixá Oxossi. São considerados os químicos das matas. Pela facilidade de locomoção, todo o seu trabalho é feito em pé se deslocando sem ficar parado. OKÊ CABOCLO!!!!!

OS EXUS E POMBA-GIRAS

São espíritos que já encarnaram na terra. Na sua maioria, tiveram vida difícil como mulheres da vida; boêmios; dançarinas de cabaré, médicos, advogados, padres perteceram a diversas camada sociais. Não devem ser confundidos com espíritos pertubadores ou os infelizes qiumbas que se encontram mergulhados na mais profunda negatividade. São entidades em evolução, nossos amigos dão-nos alento e proteção quando necessitamos de apoio espiritual e mesmo material, seu trabalho é dirigido, principalmente a defesa dos seus médiuns e a defesa do terreiro, são muito procurados para resolver os problemas da vida sentimental e material.Trabalham com velas, pembas, charutos, cigarros, punhais em seus pontos riscados. Quando falam que vão ajudar certamente o farão.

Esses espíritos optaram por prosseguir sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando nos terreiros de Umbanda. São muito amigos, quando tratados com respeito e carinho, e ao mesmo tempo desconfiados gostam de ser presenteados e sempre lembrados.

Apesar das imagens de Exus, fazerem referência ao “Diabo” (herança do Sincretismo religioso), eles não devem ser associados à prática do “Mal”, pois como estão querendo evoluir todos estão direcionados a prática sempre do bem. Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: A abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos perturbadores durante a gira ou obrigações eles não trabalham somente durante a “gira de Exus” dando consultas, onde resolvem problemas de emprego, pessoal, demanda e etc… de seus consulentes. Mas também durante as outras giras (Caboclos, Preto-velhos, Crianças ), protegendo o terreiro e os médiuns, para que a caridade possa ser praticada. Os Exus estão divididos em 3 grandes linhas: Cemitério, Encruzilhada e Estrada.

Exú é a Polícia de Choque da Umbanda, é quem cobra na hora e também é quem tem maior ligação com os seres encarnados. LAROIÊ EXU, GIRA GIRÊ POMBA GIRA!!!!

AS CRIANÇAS-IBEJIS, OU IBEJADA

A palavra Ibeji que dizer gêmeos. Forma-se a partir de duas entidades distintas que coo- existem, respeitando o princípio básico da dualidade. Por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e brota: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc. São entidades de grande atuação, força e elevação espiritual. Sendo respeitada pelos caboclos, pretos velhos, exus e pomba-giras.

Muitos pensam nas crianças da Umbanda como se fossem espíritos que morreram quando ainda eram crianças. Todavia isto não é verdade, pois mesmo que tivessem desencarnado em sua última jornada quando ainda eram crianças, não podemos esquecer que esses espíritos já encarnaram outras vezes. A simbologia de serem crianças, e assim chegarem aos terreiros é pela simplicidade e pureza de toda a criança.

Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho. São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. Elas também têm funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás. Os Ibejis, engloba-se no plano número 1 da Umbanda, através do qual têm acesso aos planos positivos, por mérito e evolução, conseguidos através do trabalho. ONIBEIJADA !!!!!

OS BOIADEIROS

São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil. Estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas giras, sessões de encorporação na Umbanda. São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que

os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra. Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos) por isso a sua grande função é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Uma das giras mais antigas dentro da umbanda, é a de boiadeiros.

OS CIGANOS

Ciganos na Umbanda, são espiritos desencarnados homens e mulheres que pertenceram ao povo cigano. São de uma linha de trabalhos espirituais que busca seu espaço próprio, pela força que demonstram em termos de caridade e serviços a humanidade. Seus préstimos são valiosas contribuições no campo do bem-estar pessoal e social, saúde, equilíbrio físico, mental e espiritual.Há pouco tempo ganharam força dentro dos rituais da Umbanda. No começo eram confundidos com entidades que vinham na linha dos Exus, tal confusão se dava por algumas ciganas se apresentarem como Cigana das Almas, Cigana do Cruzeiro, Cigana da Estrada ou nomes semelhantes a esses utilizados por Exus e Pombas-Gira. Também se apresentam em cultos Kardecistas e em outros específicos à natureza e todos os seus elementos, por terem herdado de seu povo, o amor incondicional à proteção da natureza. Encontraram na Umbanda um lugar quase ideal para suas práticas por uma necessidade lógica de trabalho e caridade.

Passaram a se identificar com os toques dos atabaques, com os pontos cantados em sua homenagem e com algumas das oferendas que são entregues às outras entidades cultuadas pela Umbanda portanto, foi a maneira mais rápida de se adaptarem a estes cultos e é por isso que hoje é onde mais se identificam e se apresentam. Seus fundamentos são simples, não possuindo assentamentos ou ferramentas para centralização da força espiritual. São cultuados em geral com imagens bem simples, com taças com vinho ou com água, doces finos e frutas solares, trabalham com as energias do Oriente, cristais, incensos, pedras energéticas, com as cores, com os quatro sagrados elementos da natureza e se utilizam exclusivamente de magia branca natural, como banhos e chás elaborados exclusivamente com ervas. Diferentemente do que pensamos e aprendemos, raramente são incorporadas, preferindo trabalhar encostadas e são entidades que devem ser cultuadas na direita, pois quando há necessidade de realizarem qualquer trabalho na esquerda, são elas que se incumbem de comandar as entidades ciganas que trabalham para este fim, por isso, não precisam de assentamentos. Tudo fica evidenciado que são entidades que trabalham exclusivamente para o bem. Santa Sarah Kali é sua orientadora para o bom andamento das missões espirituais ela é tida como orientadora espiritual e não como patrona ou imagem de algum sincretismo.

Os ciganos em geral, tem seus rituais especificos e cultuam muito a natureza, os astros e ancestrais. Trabalham para o progresso financeiro, causas amorosas e cura de doenças espitiruais. As incorporações acontecem geralmente em linha própria, mas nada impede que eles possam trabalhar na linha de Exú. SALVE O POVO CIGANO!!

POVO DO ORIENTE

Os Orientais na umbanda são entidades do Povo do Oriente, ligados às curas e às ciências, que se manifestam em seus médiuns auxiliando no tratamento médico e espiritual, com seu profundo conhecimento destas artes. Se manifestam tanto na Umbanda, como em centros espíritas. A linha do Oriente é uma linha específica de CURA. Seu nome não significa que todas as entidades que nela trabalham tenham tido encarnações como orientais, mas refere- se à vibração de cura. Nela pode ser enquadrados os espíritos que, quando encarnados, tiveram diversas nacionalidades. É claro que os povos orientais, por serem muito antigos, como é o caso dos indianos, egípicios, sumérios e outros mais, são partes importantes da vibração, pois já evoluíram e já estão dentro dessa filosofia de cura. Não existe falanges

dentro dessa linha. Normalmente as entidades nem gostam de dar nomes: elas trabalham por meio dos médiuns, dentro de uma incorporação. A linha do Oriente por ser tão sútil entra para ajudar alguém doente, sem que o leigo o perceba ou sinta em outros casos, isto é a entidade da Linha do Oriente baixa na vibração e se desdobra: é o caso, por exemplo, de um grande lama do Tibet que pode apresentar-se dentro da umbanda sob a forma de um caboclo. Os grandes falangeiros das outras vibrações, geralmente, são entidades orientais atuando em um desdobramento. Não dão consulta, falam o estreitamente necessário, ou seja são de pouca conversa, usando todo o tempo para meditação, cura, ajuda, não perdem tempo com futilidaes ou conversas bobas, por isso certas pessoas acharem que eles são fechados, ou até mesmo frio com alguns insinuam. Não são guias de consultas. Quando precisam passar algum recado, o fazem em frases curtas. Trabalham nesta linha: Médicos, farmacêuticos, Enfermeiros, pajés, Rezadeiras, religiosos (monges, freiras, padres etc.) SALVE O POVO DO ORIENTE!!!

Marinheiros

Marinheiros são entidades geralmente associadas aos marujos, que em vida empreendiam viagens pelos mares, enfrentando toda sorte de infortúnios. Trabalham na linha das águas, na linha de Yemanjá, a mãe universal na Umbanda, a rainha dos mares e Oxum. Dão consultas, passes, trabalhos de descarrego,

Ótimos guias para desmanche de feitiçaria, os marinheiros trazem com seu jeito alegre a dispersão de fluidos oriundos do baixo astral. Apesar de seu modo cambaleante, estão mantendo o equilíbrio, destruindo assim as ondas vibratórias densas que emanam de entidades maléficas, tratando todos os guias e consulentes de mano, são entidades irmanadas no auxilio mútuo ao próximo . Muito diferente do que imaginamos, estes irmãos do astral não são e não estão embriagados. Como muitos se mostram, na realidade sua forma de balanço é uma maneira de liberar suas ondas energéticas se utilizando do próprio médium. AÊ MARUJO!!

BAIANOS

Baianos formam uma corrente de entidades com oportunidade de trabalho na umbanda. São muito ativos, despachados e descontraídos têm sua forma de trabalhar nas qualidades de Iansã, por serem movimentados e irriquietos. Conseguem trazer para gira as sete linhas da umbanda. SALVE OS BAIANOS!!!

Almeida, Paulo Newton de

Umbanda, a caminho da luz, Paulo Newton de Almeida 1ª Ed. Rio de Janeiro Pallas

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