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O quadro clínico não apresenta nenhum sinal ou sintoma característico.

Observa-
se, normalmente, comprometimento do estado geral, febre baixa vespertina com
sudorese, inapetência e emagrecimento. Quando a doença atinge os pulmões, o
indivíduo pode apresentar dor torácica e tosse produtiva, acompanhada ou não de
escarros hemoptóicos. A tosse produtiva é o sintoma mais freqüente. Nas crianças
também é comum o comprometimento ganglionar mediastínico e cervical (forma
primária), que se caracteriza por lesões bipolares: parênquima e gânglios. Em
cerca de 85% dos casos, a tuberculose atinge os pulmões, podendo, entretanto,
se localizar em outras partes do organismo: rins, ossos e meninges, dentre outras,
em função das quais se expressará clinicamente. Uma das formas mais graves é
a tuberculose miliar, decorrente de disseminação hematogênica com
acometimento sistêmico, quadro tóxico infeccioso importante e grande risco de
meningite. Os pulmões se apresentam difusamente ocupados por pequenas
lesões. Os demais órgãos também podem ser acometidos por lesões idênticas.

Complicações

Dependendo da extensão das lesões pulmonares, várias seqüelas


podem permanecer, apesar da cura bacteriológica, resultantes da
destruição do parênquima pulmonar e da arquitetura brônquica. As
mais importantes, clinicamente, são:

• distúrbio ventilatório obstrutivo e/ou restritivo;


• infecções respiratórias de repetição;
• formação de bronquiectasias;
• hemoptise;
• atelectasias; e
• empiemas.

(http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/outras_doencas/aspectos_tuberculose.asp)

DIAGNÓSTICO CLÍNICO

Denomina-se caso de tuberculose todo indivíduo que tem seu diagnóstico confirmado
por baciloscopia direta ou cultura, e ainda aquele em que o médico, com base em
dados clínico-epidemiológicos e no resultado de outros exames complementares
inespecíficos, firma o diagnóstico.

A tuberculose pulmonar é a forma mais freqüente de apresentação, porém,


especialmente em indivíduos imunodeprimidos, podem-se observar as formas extra-
pulmonares (tuberculose pleural, ganglionar, meningoencefálica, intestinal, urinária e
disseminada ou miliar). Nos pacientes com suspeita de tuberculose extra-pulmonar, é
importante a investigação de contato prévio com bacilíferos, antecedentes de
tratamento tuberculostático, imunização com BCG, lesões pulmonares cicatriciais ou
ativas, prova tuberculínica e imunodepressão.
Os critérios clínicos para suspeição de tuberculose são:

• Evolução clínica insidiosa;


• Tosse seca ou produtiva com duração superior a quatro semanas;
• Febre baixa e, geralmente, vespertina;
• Sudorese noturna;
• Perda ponderal significativa;
• Alterações pulmonares de segmentos superiores e posteriores, evidenciadas
pela ausculta e radiografia de tórax;
• Dor pleurítica em indivíduos menores de 45 anos;
• Derrame pleural moderado e, geralmente, unilateral, acompanhado ou não de
lesões parenquimatosas;
• Aumento de volume de cadeia ganglionar, geralmente, única, cervical e indolor;
• Disúria, polaciúria e dor lombar persistentes, associadas a bacteriúria estéril ou
hematúria isolada;
• Comprometimento meníngeo insidioso, seguido de alterações comportamentais
e convulsões;
• Quadro diarréico persistente, sem resposta aos tratamentos convencionais.

(http://www.fmt.am.gov.br/manual/tuberculose.htm)