DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS

1. INTRODUÇÃO AO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 2. FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO CDC 3. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: NORMAS DE ORDEM PÚBLICA E INTERESSE SOCIAL 4. PRINCÍPIOS CONTRATUAIS DO DIREITO DO CONSUMIDOR 5. RELAÇÃO JURÍDICA DE CONSUMO 5.1 O conceito de consumidor 6. CONCEITO DE FORNECEDOR 7. OBJETO DA RELAÇÃO DE CONSUMO: PRODUTOS E SERVIÇOS 8. RESPONSABILIDADE CIVIL NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 9. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA NO DIREITO DO CONSUMIDOR 10. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA 11. OFERTA 12. PUBLICIDADE 13. PRÁTICAS ABUSIVAS 14. COBRANÇA DE DÍVIDAS 15. BANCO DE DADOS DE FORNECEDORES 16. PROTEÇÃO CONTRATUAL 17. CLAUSULAS ABUSIVAS 18. AÇÕES COLETIVAS PARA DEFESA DE INTERESSES INDIVIDUAIS HOMOGENEOS 19. DAS AÇÕES DE RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR DE PRODUTOS E SERVIÇOS 20. Lei nº 8.078, de 11 de setembro DE 1990. 21. Decreto no 2.181, de 20 de março de 1997. 22. Decreto no 5.903, de 20 de setembro de 2006. 23. Decreto no 6.523, de 31 de julho de 2008. 24. Lei federal n.º 7.347, de 24 de julho de 1985. 25. Lei federal no 10.962, de 11 de outubro de 2004. 26. Lei Distrital no 1.418, de 11 de abril de 1997. 27. Lei Distrital no 2.547, de 12 de maio de 2000. 28. Lei Distrital no 2.656, de 28 de dezembro de 2000. 29. Lei Distrital no 2.810, de 29 de outubro de 2001. 30.Lei Distrital no 3.278, de 31 de dezembro de 2003 31. Lei Distrital no 3.683, de 13 de outubro de 2005. 32. Lei Distrital no 3.941, de 2 de janeiro de 2007. 33. Lei Distrital no 4.029, de 16 de outubro de 2007. 34. Lei Distrital no 4.083, de 4 de janeiro de 2008. 35. Lei Distrital no 4.111, de 26 de março de 2008. 36 Lei Distrital no 4.225, de 24 de outubro de 2008. 37. Lei Distrital no 4.277, de 19 de dezembro de 2008.

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38. Lei Distrital no 4.309, de 9 de fevereiro de 2009. 39. Lei Distrital no 4.311, de 9 de fevereiro de 2009.

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Profa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com

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1. INTRODUÇÃO AO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

O Código de Defesa do Consumidor surgiu de uma série de movimentos históricos de grande repercussão social e econômica. A começar pela Revolução Francesa que foi o mote para o Estado liberal, possibilitando à burguesia a ampliação de suas atividades, obstaculizada pelas dificuldades de circulação da riqueza em razão do regime absolutista até então vigente. Os ideais do Estado liberal logo se espalharam por outros países, levando consigo a ordem da não-intervenção estatal nos negócios privados permitindo-se que estes fluíssem livremente segundo as regras de mercado. O fenômeno que mais ilustra esse período foi a Revolução Industrial, onde surgiram as grandes corporações com produção mecanizada em larga escala que se valiam da exploração de uma grande massa de trabalhadores. Todavia, em razão dessa exploração em massa de trabalhadores, tornou-se necessária uma maior intervenção do Estado nas questões sociais e econômicas. No Brasil o fenômeno foi bastante semelhante. A partir de 1934, as constituições, além das regras de regência do Estado Brasileiro, passaram a dispor de forma mais detalhada sobre a ordem social e econômica. É imperioso destacar que, antes da década de 30 a maioria da população do país vivia em áreas rurais. As relações de consumo eram travadas com uma maior proximidade e pessoalidade entre consumidor e fornecedor, sendo este último, geralmente, um comerciante ou o empresário de pequeno porte; o processo de fabricação de produtos era basicamente artesanal. Todavia, a partir da década de 30 houve uma grande migração para os centros urbanos. O desenvolvimento de nossos centros urbanos, através da proliferação de indústrias e de maior oferta de serviços nas regiões metropolitanas deu origem a grandes pólos de concentração populacional, reduzindo aquela proximidade entre fornecedor e consumidor. As atividades dos pequenos comerciantes ou empresários logo foram absorvidas pelas grandes companhias que passaram a produzir produtos em série e em larga escala. A relação de consumo passou a ter maior complexidade, tornando-se impessoal e indireta. Desta feita com o crescimento do poderio econômico de grandes empresas, a sofisticação dos produtos e serviços e os riscos à saúde e à segurança que estes produtos eventualmente poderiam causar, a relação de consumo passou a representar um vínculo jurídico marcado essencialmente pelo desequilíbrio entre consumidor e fornecedor. Diante disso, a tendência foi implantar regras que abrandassem esse desequilíbrio que a norma à época, o Código Civil de 1916, não conseguia abrandar. Ao longo do século XX vários diplomas normativos foram criados, revelando a crescente preocupação do Brasil com a defesa do consumidor, embora não tratassem especificamente sobre o tema. Dentre os diplomas, pode-se destacar o Decreto 22.626/33 (lei da usura), a Lei 1.621/51 (lei dos crimes contra a economia popular), a Lei 4.137/62 (lei da repressão ao abuso do poder econômico), a Lei n.º 7.347/85 (lei da ação civil pública) e a Lei 7.492/86 (lei dos crimes contra o sistema financeiro nacional). O legislador constitucional de 1988, ciente de que as normas até então vigentes não se mostravam totalmente eficazes para eliminar as desigualdades existentes nas relações de consumo, fez inserir no texto da Carta Magna alguns dispositivos de conteúdo programático que assegurassem um tratamento mais direto ao tema.

2. FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO CDC A Constituição Federal traz referências sobre o direito do consumidor, vejamos:

Art. 5º, XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (...) V - produção e consumo (...) VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;

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A ordem econômica. 170. 5°. Todavia. mas sim visam à harmonização de seus 4 Profa. quase dois anos após a entrada em vigor da Constituição Federal.09. em atendimento às suas peculiaridades regionais. dentro de cento e vinte dias da promulgação da Constituição. ainda que o consumidor esteja plenamente informado. que refletem um acentuado intervencionismo estatal sobre a relação de consumo. desde que o consumidor suscite essa questão em juízo. fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa. as relações privadas é possível a aplicação do CDC às relações em que o Estado participe de uma relação de consumo. da Constituição Federal e art. é uma norma destinada essencialmente a regular relações privadas. Já o entendimento de que o CDC contém normas de interesse social. editarem leis específicas sobre relações de consumo. de ordem pública e interesse social. nos termos dos arts. 48 da ADCT – Atos das disposições Constitucionais Transitórias determinou que “o Congresso Nacional. as normas contidas no CDC são normas tidas como de ORDEM PÚBLICA e de INTERESSE SOCIAL. nos termos do art.) V . 170. a vontade por ele manifestada não terá qualquer valor jurídico. Diante disso. 1º do CDC assim dispõe: O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor. de modo que é possível que cada Estado. Normas de ordem pública são aquelas que são consideradas cogentes. e. O Código de Defesa do Consumidor pertence ao ramo do Direito Privado. o Congresso Nacional elaborou o CDC que foi promulgado em 11. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: NORMAS DE ORDEM PÚBLICA E INTERESSE SOCIAL O art. tanto que as cláusulas que infringem o contido no CDC podem ser declaradas nulas de ofício pelo Poder Judiciário. observados os seguintes princípios: (.. conforme os ditames da justiça social.defesa do consumidor.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art.1990. tem por fim assegurar a todos existência digna. onde sobrelevam os interesses particulares. ciente e de acordo com a inserção de uma cláusula contratual que se enquadre em alguma vedação legal e aceite abrir mão dos direitos que o CDC lhe assegura. 24.com . via de regra. ou seja. imperativas e inderrogáveis.. inciso V. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 48 de suas Disposições Transitórias. É importante destacar que o art. o Distrito Federal e os municípios utilizando-se de sua competência suplementar. por tal competência cabe à União a edição de normas gerais. elaborará código de defesa do consumidor”.  ATENÇÃO: Apesar do Direito do Consumidor regular. como fornecedor ou consumidor. mas tal fato não acarretou nenhum vício formal naquele diploma legislativo. Desta feita. É possível se concluir pelos dispositivos acima que a Constituição determina ao Estado que tome e elabore medidas necessárias à garantida da defesa do consumidor. revela que os preceitos contidos no código não buscam o acirramento de eventuais conflitos entre a classe fornecedora e a classe consumidora. inciso XXXII. 3.  TOME NOTA: a União possui competência concorrente para editar normas sobre consumo. As normas do CDC abrandam o princípio da autonomia da vontade.

4.2 Obrigatoriedade A obrigatoriedade decorre da expressão “pacta sunt servanda” – o pactuado deve ser cumprido -. o contrato se aperfeiçoa no momento em que o vendedor aceita o preço oferecido. conforme previsto no art.4 Consensualismo O princípio do consensualismo parte da premissa de que o contrato se aperfeiçoa com simples acordo de vontades (consenso) entre as partes. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. independentemente da entrega da coisa. os efeitos do contrato só se produzem em relação às partes que a ela aderirem. Tais pessoas serão consideradas consumidoras por equiparação. mas também durante as etapas que antecedem a sua celebração. eis que não são necessárias maiores formalidades para a formação dos contratos.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS respectivos interesses. nivelando os desequilíbrios e as desigualdades que normalmente caracterizam as relações jurídicas dessa natureza. relatividade e da boa-fé. Ressalte-se que. Todavia. o CDC no seu art. Assim. obrigatoriedade. É comum falar-se em responsabilidade pré-contratual e responsabilidade pós-contratual. A boa-fé deve nortear a conduta das partes não somente ao longo da execução do contrato. 4. as 5 Profa. 4. PRINCÍPIOS CONTRATUAIS DO DIREITO DO CONSUMIDOR A principal fonte do direito do consumidor foi. não interferindo na situação jurídica de terceiros. 4. como. o CDC ao mesmo tempo em que prevê diversos mecanismos de proteção ao consumidor. onde e o quê contratar). em razão do interesse social. ou não. É possível ao consumidor escolher qual contrato de adesão lhe afigure mais interessante. 4. Veja-se por exemplo que num contrato de compra e venda. sem dúvida.3 Relatividade De acordo com tal princípio. determina que o fornecedor poderá ser compelido a concretizar as vendas. também causa danos a outras pessoas que nada contrataram com a empresa de avião. onde o consumidor não tem possibilidade de discutir cláusulas. consensualismo. Ressalte-se que. De acordo com o CDC o princípio do consensualismo vigora com grande força. o contrato. Mesmo quando se está diante de contratos de adesão. também procurar garantir o desenvolvimento das atividades dos fornecedores em geral. 39. II a IX. constituindo em prática abusiva a sua recusa. que por sua vez rege-se por alguns princípios elencados tradicionalmente em cinco: autonomia da vontade. restringindo o princípio da autonomia da vontade.com . com a preservação da integridade dos bens e direitos de cada parte. de modo a proporcionar segurança ao pacto. por exemplo. devem as partes cumpri-lo fielmente. se eximir das obrigações contratadas. uma vez que celebrado o contrato. livremente.5 A boa-fé Pelo princípio da boa-fé as partes devem formar o contrato com boas intenções. deve-se atentar para o fato de que é possível a modificação ou a revisão dos contratos. 4. do fechamento do negócio de consumo.1 autonomia da vontade Tal princípio parte da premissa de que todos têm plena liberdade para contratar (estabelecer quando. é livre a este contratar ou não. em razão da existência de cláusulas abusivas ou de situações que onerem sobremaneira uma das partes do contrato. não podendo uma delas. como ocorre no caso do consumidor por equiparação. um acidente de avião em que além de causar danos aos passageiros. No entanto. visando o adequado atendimento de suas necessidades materiais e econômicas. existem situações que abrandam tal princípio. não lhe cabendo qualquer margem de liberdade para avaliar a conveniência. 17 do CDC em que se tem.

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS partes devem agir de forma correta antes. 4º do CDC e determina que o fornecedor deve dar ao consumidor pleno e prévio conhecimento acerca dos produtos e serviços que são oferecidos. produzir provas com maior facilidade. bem como todas as condições que envolvem a sua aquisição e utilização. seja em sede administrativa. Tal princípio pode ser manifestado principalmente através das campanhas educativas. estará sempre e invariavelmente em qualquer relação de consumo.2 Princípio da vulnerabilidade do consumidor Trata-se de uma das maiores premissas do direito do consumidor. busca-se a revisão do contrato ao invés de sua rescisão. a coleta de dados técnicos. a guarda. durante a execução e depois do contrato. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. a proibição de publicidade enganosa e abusiva também se insere no princípio da intervenção estatal com vistas à proteção do consumidor. Assim.3 Princípio da transparência Tal princípio está previsto no art.6.6.5 Princípio da confiança 6 Profa. 4. 4. 46 do CDC que está atrelado ao direito básico do fornecedor de ser informado de acordo com o art.6. Essa condição econômica avantajada permitirá ao fornecedor contratar bons advogados em qualquer localidade do país. 6º. mercadológicos e comerciais de seu interesse.6. pois mesmo após o seu cumprimento pode sobrar-lhe efeitos residuais. tais como a garantia do produto ou do serviço. Por tal princípio parte-se da premissa de que o consumidor é a parte mais fraca da relação de consumo. ao poder financeiro. A fragilidade do consumidor é presumida mesmo que ele seja dotado de excelente nível cultural ou de elevados conhecimentos técnicos. o entendimento que se aplica é o de que antes de se buscar a rescisão contratual em razão de tais fatos imprevistos. Atualmente. O princípio da transparência está atrelado ao dever do fornecedor de prestar informações. 4. TOME NOTA: a fragilidade técnica. Trata-se de consectário lógico do princípio da vulnerabilidade do consumidor.6 Outros princípios 4. pois é quem apresenta maiores sinais de fragilidade técnica e econômica frente ao fornecedor. O princípio da vulnerabilidade do consumidor se encontra o art.1 Princípio da preservação dos contratos É possível no decorrer da execução de um contrato sobrevirem fatos imprevisíveis que possam alterar sobremaneira as condições inicialmente pactuadas. A fragilidade do consumidor tem a ver com a sua manifesta inferioridade frente ao fornecedor no que concerne ao poder aquisitivo. evitando-se ao máximo promover-se a sua extinção.6. 4. I do CDC. deve-se buscar preservar o contrato e eliminar apenas os fatores de desequilíbrio detectados. constituindo em verdadeira presunção absoluta no sistema do CDC. 4. pelo não admite prova em contrário. Deve-se procurar ao máximo manter o contrato firmado pelas partes. III do código. 4. É extreme de dúvidas que o fornecedor sempre terá melhores condições de se defender em qualquer litígio que venha a travar com o consumidor. a fim de proporcionar ao consumidor um melhor discernimento para fazer as escolhas que efetivamente vão atender às suas necessidades de consumo. reveladora da vulnerabilidade do consumidor. De igual modo. contido no art. seja em sede judicial.4 Princípio da intervenção do Estado Por tal princípio cabe ao Estado proteger o consumidor.com . manter um nível de organização que propicie com maior eficiência.

TOME NOTA: neste exemplo. ou seja. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. ocasionando a responsabilidade do fornecedor. eventual vício no produto ou no serviço irá gerar a quebra desse princípio. Desta feita. na qualidade de destinatário final – estará enquadrado no conceito de consumidor. o amigo e a família são considerados consumidores por equiparação. 5. conforme se verá a seguir. Toda vez que uma relação de consumo se perfaz. Tais elementos devem ser analisados sob o enfoque do CDC.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Quando alguém mantém uma relação de consumo com um determinado fornecedor. todos são considerados como consumidores. intuitivo se afigura que aquele consumidor deposita confiança nas informações prestadas. entre elas houver nexo de causalidade (vínculo) capaz de obrigar uma a entregar a outra uma prestação. negociá-lo ou utilizá-lo profissionalmente – ou seja. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. objetivo e o finalístico. Se por ventura. 7 Profa. determinada pessoa resolve adquirir um produto para presentear um amigo. sem a intenção de revendê-lo. Parágrafo único. Tal vínculo decorre de lei ou de contrato. Assim. esse amigo também será consumidor na medida em que utilize o produto em proveito próprio. na segurança. O elemento objetivo tem a ver com a existência de um produto ou serviço que constitua objeto de uma relação jurídica de consumo. 5. De igual modo. Dessa forma. evidencia-se a presença da confiança que o consumidor deposita no fornecedor que fabrica e comercializa o produto. Diante disso.com .  TOME NOTA: A relação jurídica de consumo apresenta três elementos: o subjetivo. consumidor é qualquer pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza o produto ou serviço como destinatário final. sobre a qual incidirá o CDC. tanto a pessoa como seu amigo ou a família ao utilizarem-se dos produtos em proveito próprio serão todos considerados como consumidores. 2º da citada norma: Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. E o elemento finalístico significa a condição de destinatário final do consumidor que adquire ou utiliza um produto ou serviço. caracterizando-se uma como sujeito ativo e a outra como sujeito passivo. se determinada pessoa comparece a um estabelecimento e adquire um produto para a própria utilização. Se uma das partes se enquadrar no conceito de consumidor e a outra no de fornecedor. de modo que a identificação de um deles em uma dada relação jurídica pressupõe a presença do outro na mesma relação. onde toda minha família comparece para consumir a carne. RELAÇÃO JURÍDICA DE CONSUMO Relação jurídica é o vínculo que une duas ou mais pessoas. na qualidade e na eficiência do produto ou serviço adquirido. o fornecedor e o consumidor. Assim. a aplicação do CDC só se possível se de um lado figurar alguém que se enquadre no conceito de consumidor e na outra ponta situa alguém que se enquadre como fornecedor. se determinada pessoa se dirige a um supermercado e lá adquiro carne para um churrasco que efetivamente é realizado. estaremos diante de uma relação jurídica de consumo.1 O conceito de consumidor Para compreender o CDC com enfoque nas questões de concursos públicos é de extrema relevância compreender o conceito de consumidor que se encontra no art. que haja intervindo nas relações de consumo. Os conceitos de consumidor e fornecedor se interagem mutuamente. ainda que indetermináveis. O elemento subjetivo diz respeito aos partícipes dessa relação jurídica.

8 Profa. qualquer estabelecimento que explore atividades econômicas relacionadas à venda. equipara-se a consumidor. se vai estar ligada ou não à finalidade da pessoa jurídica. Por essa corrente é irrelevante perquirir qual a finalidade do ato de consumo. que haja intervindo nas relações de consumo. Nessas situações. atividades essas que. lanchonetes. todavia. tais sociedades empresárias não serão consideradas consumidoras. Dessa forma. dando-se uma interpretação ampla do termo “destinatário final”. já que não estariam revestidas a qualidade de destinatárias finais de tais produtos. Para que o consumidor seja considerado como destinatário final (encaixando-se no conceito de consumidor) o produto ou serviço não deve guardar conexão direta ou indiretamente com a atividade econômica por ele desenvolvida.com . como vimos nos exemplos acima. esta não será considerada consumidora. Por outro lado. ou uma montadora de veículos que adquire peças para serem utilizadas na linha de produção de seus veículos. basta ser destinatário final. Tratam-se das teorias maximalista e finalista. 17 do CDC assim dispõe: Para os efeitos desta Seção. procura-se atribuir o conceito de consumidor. pois a higiene de suas instalações é essencial para a manutenção de um mínimo de qualidade na elaboração de seus produtos. 2º do CDC deixou claro que consumidor pode ser pessoa física ou jurídica e no caso da pessoa jurídica para que se enquadre no conceito de consumidor é necessário que o produto ou serviço adquirido não guarde vinculação direta com a atividade-fim explorada economicamente pela pessoa jurídica. imagine um confeitaria que adquire matérias-primas para manufaturação (frutas. já que a infestação de insetos poderia acarretar inclusive a interdição de suas atividades pela Vigilância Sanitária. Por não guardar qualquer vinculação direta com a produção e montagem dos veículos. em tese podem perfeitamente ser desenvolvidas mesmo que as instalações daquela indústria permaneçam infestadas de moscas e baratas. ainda que indetermináveis. etc) não serão consumidoras ao contratar uma empresa de dedetização de seus respectivos estabelecimentos. equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS nos termos do parágrafo único do art. para se enquadrar no conceito de consumidor. fornecimento e manufaturação de alimentos (restaurantes. é possível identificar a relação entre a montadora e a empresa de dedetização como uma relação de consumo. Para se chegar a tal conclusão sobre o conceito de consumidor é imprescindível distinguir as duas teorias. entende que se a aquisição do produto ou utilização do serviço estiver ligada ao desempenho da atividade econômica da pessoa jurídica que adquire esse produto ou serviço. Já a teoria finalista ou subjetiva. se enquadraria como destinatário final aquele que retira o produto ou serviço do mercado. Quando o consumidor é pessoa física o seu enquadramento como consumidor se mostra sem maiores dificuldades. Tal teoria tem sido adotada freqüentemente pelo Superior Tribunal de Justiça em seus julgados e parte da doutrina destaca que é essa teoria aplicada pelo CDC. por não ser destinatário final. não se enquadrará como consumidor. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Desta feita. Diante disso. Imagine-se agora que a montadora de veículos contrate o serviço de dedetização para eliminar insetos em sua sede. supermercados. quanto à pessoa jurídica consumidora é necessário distinguir vários pontos relevantes. pessoa física ou jurídica. açúcar). O art.1. estiver atuando como intermediário do ciclo de produção.1 O consumidor por equiparação O art. Nesse caso.  TOME NOTA: quando o adquirente do produto. considerando como sendo a pessoa (física ou jurídica) que encerra a cadeira produtiva. não poderia ser classificada como consumidora. 5. a confeitaria ao contratar a mesma empresa de dedetização. Segundo a teoria maximalista ou objetiva. 2º que diz que a coletividade de pessoas.

na medida em que equiparam-se a consumidores. é o prestador de serviço autônomo. Por outro lado. daí 9 Profa. dentistas contadores etc. 3º do CDC: fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. universidades. experiência de mercado e conhecimentos técnicos que lhes são inerentes. nacional ou estrangeira. além de provocar mortes e ferimentos em vários passageiros. Quem se encontrar exposto às práticas comerciais pode invocar a condição de consumidor e requerer a aplicação do CDC. CONCEITO DE FORNECEDOR O conceito de fornecedor se encontra no art. com isso desenvolvendo atividade econômica de modo a auferir recursos para sua sobrevivência. os passageiros. são considerados consumidoras do serviço prestado pela empresa. transformação. Tais profissionais também se encontram submetidos às regras do CDC. clubes. não sendo necessário. como médicos. criação. 3º do CDC é fundamental que a atividade desempenhada seja em caráter profissional e contínuo. construção. Não restam dificuldades em visualizar o fornecedor pessoa jurídica que numa relação de consumo realize atividade de produção. Por fim registre-se o que consta no art. via de regra. vem a atingir pessoas e bens situados na terra. pública ou privada. eis que são vítimas do evento assim como os passageiros. basta a mera exposição da pessoa às práticas comerciais ou contratuais para que se esteja diante de um consumidor a merecer a cobertura do Código. Nesse caso. de modo que a existência daquele pressupõe a existência deste. importação. pois esses fatores normalmente propiciam grande vantagem ao fornecedor devido ao planejamento. por também terem sido atingidas pelo acidente. também poderão ter seus direitos tutelados pelo CDC. a título de exemplo de fornecedor pessoa física podemos citar o empresário individual que vende produtos ou presta serviços para pessoas que adquirem os produtos ou serviços como consumidoras finais. Nesse caso. ter firmado um contrato para isso. O profissão liberal é aquela caracterizada pelo exercício de uma atividade técnica em área de conhecimento específica sem qualquer vinculação hierárquica. exportação. Verifica-se assim que a lei estendeu a definição de consumidor a qualquer pessoa eventualmente atingida por acidente de consumo. montagem. ou seja. para que alguém se enquadre na descrição do art. Logo. o destinatário da mensagem publicitária ainda não chegou a realizar qualquer contrato como fornecedor.  TOME NOTA: em qualquer caso. Por outro lado. Para tanto. transformação. como na hipótese de uma pessoa se sentir seduzida por uma mensagem publicitária e se motivar a adquirir o produto ou serviço ofertado.  ATENÇÃO: não se esqueça que o conceito de fornecedor está necessariamente atrelado ao de consumidor. montagem. que faz de seu conhecimento o instrumento de sua sobrevivência.com . expostas às práticas nele previstas. criação. as pessoas atingidas na terra que nada convencionaram com a empresa de aviação. 29 do CDC a qualificação de alguém como consumidor pode se dar em um nível pré ou extracontratual. 29 do CDC: Para os fins deste Capítulo e do seguinte. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. mesmo que nada tenha utilizado ou adquirido do fornecedor. equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. que exercem atividades não remuneradas. Também são enquadrados como fornecedores pessoas físicas aqueles que modestamente vendem bijouterias. Um exemplo é capaz de nos fazer compreender quem são os consumidores por equiparação: imagine-se um acidente aéreo que. seja pessoa física ou jurídica. construção. mas poderá valer-se dos preceitos do CDC que tratam das práticas comerciais. Dessa forma. exportação. Nos termos do que dispõe o art. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. as pessoas que efetivamente celebraram um contrato de consumo com a empresa de aviação. a visualização de um fornecedor pessoa física talvez demonstre uma certa dificuldade. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS O citado artigo traz o que chamamos de consumidor por equiparação. doces em escolas. a proteção ao consumidor pode se dar mesmo antes da existência de um contrato. importação. Ainda é possível enquadrar como fornecedor pessoa física o profissional liberal. 6. mas que podem vir a ser. que desenvolvem atividade de produção. bem como os entes despersonalizados. A equiparação a que se refere tal artigo refere-se àqueles que não são partes em contrato de consumo.

cabendo. 34.º8. é possível responsabilizar o Estado pela má prestação do serviço da delegatária. Nesse caso. 34 do CDC: Art. Tal relação pode se dar por exemplo. São os serviços remunerados por tarifas ou preços públicos. encontra-se diretamente responsável pelo serviço a empresa delegatária de serviço público. ele o faz desinvestido de seu poder de império. se através do trabalho de divulgação da mercadoria pelo representado. Por outro lado. 3º do CDC também pode-se enquadrar como fornecedor as pessoas jurídicas de direito público pertencentes à Administração Pública. no caso o Direito Tributário (já que as taxas são espécies de tributos). independentemente da vontade do contribuinte em recolher o tributo. deve se voltar contra o representante comercial. os serviços públicos objeto do CDC podem ser prestados pela própria Administração Pública ou por delegatários de serviços públicos. Destaque-se que os serviços públicos a serem objeto do CDC são aqueles remunerados através de tarifa ou preço pública.2 A pessoa jurídica de direito público como fornecedora Nos termos do art. este último deverá honrá-la tal como se estivesse consentindo com o que fora divulgado. qual seja. 6. não havendo opção pelo contribuinte. Todavia. Explicando melhor: os serviços remunerados por taxa são disciplinados por normas de Direito Público. 34. É o que ocorre no caso dos serviços públicos de energia elétrica ou fornecimento de água. demonstrando a possibilidade de existência de uma relação de consumo entre o Estado e os particulares. de modo que a relação jurídica mantida com o usuário do serviço público assume contornos nitidamente contratuais. são serviços públicos remunerados por tarifas e que não se revelam decorrentes do Poder de império do Estado. A prestação desses serviços é feita pelo Estado sem utilizar-se da condição de superioridade. por força do disposto no art. o recolhimento é obrigatório. cujo pagamento se dá de forma coercitiva. Nesse caso. Os serviços remunerados por taxa não são suscetíveis de analise por meio do CDC. É o caso da cobrança da TLP – Taxa de Limpeza Pública que é feita independentemente da vontade do particular.1 Os representantes comerciais Os representantes comerciais quando angariarem clientes interessados em adquirir mercadorias produzidas ou comercializadas pelo representado serão juntamente com este considerados fornecedores – desde que o cliente se qualifique como consumidor.078/90 pretende abrandar.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS resultando sua manifesta supremacia frente ao consumidor – situação essa que a lei n. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Ressalte-se que se esse cliente (angariado pelo representante comercial) se enquadrar no conceito de consumidor não poderá o representado recusar-se a celebrar a contratação. portanto a incidência do CDC. É bem verdade que boa parte dos serviços públicos são delegados a particulares. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos Desta feita.com . onde o particular tem a liberdade de contratar ou não tais serviços. a cobrança das taxas de serviço se dá em razão da clara posição de superioridade do Estado em face do particular. deve-se aplicar o art. caso o representado se sinta prejudicado. 10 Profa. A cobrança das taxas é feita com base no poder de império do Estado. o que não se admite é que o representado se exima de qualquer responsabilidade pelo compromisso assumido por seu representante frente a alguém que se qualifique como fornecedor. Assim. pela prestação de serviços de energia elétrica ou de fornecimento de água. a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.  ATENÇÃO: caso o representante promova alguma oferta destinada a consumidor mesmo sem contar com a autorização expressa do representado. põem de forma subsidiária. o representante lança alguma oferta a determinado cliente. A cobrança de taxas de serviços é incompatível com os direitos assegurados ao consumidor pelo CDC. este poderá exigir que a contratação seja realizada. 6. uma vez que sendo uma relação de consumo. caso ostente a qualidade de consumidor e diante disso não caberá ao representado recusar-se a atender o pedido do cliente.

§ 1º do CDC: Produto é qualquer bem. Geralmente. não está por óbvio comerciando produtos originais. os espólios e as massas falidas. 6. vejamos: Art. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. etc. 7. mas sim em favor de terceiros. É intuitivo ao homem médio que o vendedor que expõe na rua óculos. não tendo qualquer cabimento a aplicação do CDC nesses casos. camelôs ou através de sacoleiros e ambulantes são produtos pirateados. podendo o adquirente invocar em seu favor os preceitos do CDC frente aquele que lhe vendeu a mercadoria. móvel ou imóvel. material ou imaterial. ou de remoção por força alheia. os produtos vendidos em feiras. Nesse caso. O conceito de bem móvel se encontra no Código Civil. 3º do CDC. justamente pela origem ilícita que se presume sobre tais produtos. eis que tipifica o delito de receptação em suas formas dolosa ou culposa. Dessa forma. Tais pessoas revestem por completo a condição de fornecedor. 3º do CDC. 6. Bens são coisas que são suscetíveis de apropriação e tem valor econômico.~ 7.1 conceito de produto O conceito de produto está disposto no art. 79. relógios. contrabandeados ou descaminhados. mesmo nas atividades em que não se persegue nenhum proveito econômico em benefício daqueles que as promovem. DVD’s. sacoleiros.5 Fornecedores que oferecem produtos roubados ou pirateados É muito comum a aquisição de produtos em feiras livres. frente aos clientes que adquirem seus produtos que se revestem também por completo da condição de consumidor. 11 Profa. CD’s e perfumes a preços bem abaixo do valor de mercado. Já os bens imóveis também estão definidos no Código Civil: Art. camelôs. OBJETO DA RELAÇÃO DE CONSUMO: PRODUTOS E SERVIÇOS A relação de consumo não existe sem o elemento objetivo da relação que. 3º.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS 6. onde a arrecadação com a venda é destinada à realização de objetivos filantrópicos. 82. como bazares e eventos filantrópicos.com . embora na maioria das vezes o lucro esteja presente. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio.4 O objetivo de lucro é necessário para a caracterização de alguém como fornecedor? Para a caracterização de alguém como fornecedor não é necessário o objetivo de lucro em proveito de quem exerce alguma das atividades mencionadas no art. simplesmente por que sua conduta pode ser enquadrada como criminosa. Nessa hipótese o consumidor não teria qualquer proteção do CDC. será possível vislumbrar uma relação de consumo nas vendas realizadas. é o produto ou o serviço oferecido. o adquirente de tais produtos não faz jus à proteção jurídica conferida pelo CDC. podemos citar as sociedades despersonalizadas (irregulares). no caso. ambulantes. sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. roubados.3 O ente despersonalizado como fornecedor Os entes despersonalizados também ostentam a condição de fornecedor nos termos do art. Entretanto.

realizada com o intuito lucrativo. É caso dos livros. exaurindo-se com a sua simples execução. Nessa esteira. etc. desde que adquirido ou utilizado por alguém que se qualifique como destinatário final nos termos do art. o objeto da relação de consumo envolve uma atividade a cargo do fornecedor. oferecida ao público em geral. 26 do CDC: O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I . É o caso dos alimentos.  TOME NOTA: no conceito de serviço destaca-se a situação de que o serviço deve ser fornecido no mercado de consumo.trinta dias. II . Produtos duráveis são aqueles que podem ser utilizados mais de uma vez. Nesse caso. os serviços educacionais. 2º. o serviço objeto de uma relação consumerista deve ter o caráter oneroso. automóveis. financeira. 7. disponível ao público em geral. mediante remuneração. etc. 7. o conserto de uma máquina. Serviços duráveis são aqueles que produzem efeitos após a sua execução. etc. com intuito lucrativo 12 Profa. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. material ou imaterial.3 Produtos e serviços duráveis e não duráveis Produtos não duráveis são aqueles que se extinguem ou se destroem logo no primeiro uso. 3º.2 Conceito de serviço Art. sem diminuição de sua qualidade ou da sua substância. qualquer bem.noventa dias. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. medicamentos. Bens incorpóreos (ou imateriais) são os que têm existência abstrata. mas valor econômico. 3º do CDC destaca que serviço para ser enquadrado como objeto de uma relação jurídica de consumo deve ser remunerado.  TOME NOTA: Art. ao menos vão se extinguindo gradativamente com o uso reiterado. 7. planos de saúde. como uma cirurgia plástica. ou. pode caracterizar-se como elemento objetivo de uma dada relação de consumo. de hotelaria. de crédito e securitária. como o direito autoral. em caráter habitual/profissional do fornecedor. Mercado de consumo significa que determinada relação jurídica de prestação de serviços somente se qualifica como objeto do direito do consumidor se oferecida de forma indistinta a todos os membros da comunidade. Assim. É o caso dos serviços de lavagem de automóveis. eletrodomésticos. de transporte. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis Serviços não duráveis são aqueles cujos efeitos não se estendem no tempo. caput do CDC. definindo-os da seguinte forma: Bens corpóreos (ou materiais) são os que têm existência física. § 2º do CDC: Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS O CDC também faz referência aos bens materiais e imateriais. inclusive as de natureza bancária. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.material e podem ser tangidos pelo homem.3 A remuneração dos produtos e serviços O § 2º do art. ou seja. É o que o Código Civil classifica como bens corpóreos ou incorpóreos. roupas. etc. móvel ou imóvel.com . bebidas. computadores.

ART. Isto por que. para os efeitos do Código de Defesa do Consumidor. de eventual abusividade. 7. 1. XXXII. 8. VIII. FUNCIONAMENTO E FISCALIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. MOEDA E TAXA DE JUROS. 5o. Ação direta julgada improcedente. 5. Além disso. EXIGÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR EXCLUSIVAMENTE PARA A REGULAMENTAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO. fator que irá captar clientes para o shopping. todas elas. 7. e do controle e revisão. § 2º. Se o serviço se der de forma gratuita. o Supremo Tribunal Federal. DO CDC]. do Código de Defesa do Consumidor deve ser interpretado em coerência com a Constituição. 170.4 O CDC e os bancos Sobre a aplicação do CDC aos serviços bancários. pelo Banco Central do Brasil. que é o produto oferecido pelas instituições financeiras. na medida em que tais serviços são realizados dentro de um contexto mercadológico que faz presumir a existência de uma remuneração indireta. após inúmeras controvérsias. CAPACIDADE NORMATIVA ATINENTE À CONSTITUIÇÃO. o preço do estacionamento com certeza estará embutido nos preços comercializados pelo shopping Center. NORMA-OBJETIVO. chegou à conclusão por meio da ADIN 2. V. desde a perspectiva macroeconômica. nos termos do disposto no Código Civil. consolidando a jurisprudência que há tempos vinha sendo aplicado pelo Superior Tribunal de Justiça: EMENTA: CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. 192 da Constituição do Brasil consubstancia norma-objetivo que estabelece os fins a serem perseguidos pelo sistema financeiro nacional. 6. Isto por que o dinheiro é apenas um meio de pagamento circulável na sociedade. 4º. onerosidade excessiva ou outras distorções na composição contratual da taxa de juros. § 2º.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS /especulativo por parte do fornecedor. afastando-se a exegese que submete às normas do Código de Defesa do Consumidor [Lei n. 2. de que aos bancos aplica-se o disposto no CDC. a remuneração do serviço não se deu de forma direta. 4.595/64. alcançadas pela incidência das normas veiculadas pelo Código de Defesa do Consumidor. O preceito veiculado pelo art. atividade bancária. de um shopping Center que oferece estacionamento livre aos seus freqüentadores. mas há remuneração indireta. financeira e de crédito. EXCLUÍDAS DE SUA ABRANGÊNCIA A DEFINIÇÃO DO CUSTO DAS OPERAÇÕES ATIVAS E A REMUNERAÇÃO DAS OPERAÇÕES PASSIVAS PRATICADAS NA EXPLORAÇÃO DA INTERMEDIAÇÃO DE DINHEIRO NA ECONOMIA [ART. eis que muitos doutrinadores sustentavam que o cliente do banco não seria o destinatário final do dinheiro. por cortesia ou por benemerência.com . ART. 13 Profa. Nesse caso. DA CB/88. ART. Ao Conselho Monetário Nacional incumbe a fixação. em especial na estipulação contratual das taxas de juros por elas praticadas no desempenho da intermediação de dinheiro na economia. Todavia. por exemplo. CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. 4. SUJEIÇÃO DELAS AO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. a possibilidade de estacionar o veículo sem nada pagar por isso é bastante atrativo. 3º. "Consumidor". 3. Assim. revelam apenas uma aparência de gratuidade. 192 da Constituição abrange exclusivamente a regulamentação da estrutura do sistema financeiro. o que importa em que o custo das operações ativas e a remuneração das operações passivas praticadas por instituições financeiras na exploração da intermediação de dinheiro na economia estejam excluídas da sua abrangência. 192. a relação jurídica não se enquadrará nos preceitos do CDC e sim do Código Civil. como destinatário final. 8. O preceito veiculado pelo art. É o caso. ILEGALIDADE DE RESOLUÇÕES QUE EXCEDEM ESSA MATÉRIA. 3º. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.078/90] a definição do custo das operações ativas e da remuneração das operações passivas praticadas por instituições financeiras no desempenho da intermediação de dinheiro na economia. da taxa base de juros praticável no mercado financeiro.591. SUJEIÇÃO AO CÓDIGO CIVIL. financeiros e creditícios. DA CB/88. a promoção do desenvolvimento equilibrado do País e a realização dos interesses da coletividade. DA LEI N. é imprescindível destacar que em algumas situações que envolvam a prestação de um serviço sem pagamento. o shopping estará se beneficiando economicamente dessa atividade. Todavia. As instituições financeiras estão. é toda pessoa física ou jurídica que utiliza. sem prejuízo do controle. O Banco Central do Brasil está vinculado pelo dever-poder de fiscalizar as instituições financeiras. em relação ao qual descaberia a existência de um destinatário final (salvo no caso de colecionadores de moedas). A exigência de lei complementar veiculada pelo art. DA CB/88. muita controvérsia se instaurou após o advento do código. pelo Poder Judiciário. DEVER-PODER DO BANCO CENTRAL DO BRASIL. em cada caso. ART.

6º São direitos básicos do consumidor: (. decorrentes das relações de consumo. 8. 10. mesmo que o fornecedor desconheça o vício do produto ou serviço. 23 do CDC determina que “ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade.o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam. e o importador respondem. será responsabilizado pelos danos causados. fabricação. II . Desta feita o CDC assegura a efetiva reparação dos danos causados ao consumidor em decorrência de danos patrimoniais (ao patrimônio) e morais.a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais. ou seja. o produtor. TOME NOTA: o art.com .. para a efetiva responsabilização do fornecedor. 11.) VI . fórmulas. levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. A responsabilidade civil do fornecedor é do tipo objetiva. além da constituição e fiscalização. individuais. Na responsabilidade objetiva não há que se perquirir se o fornecedor agiu mediante culpa ou dolo. para a responsabilização do fornecedor basta a existência dos seguintes requisitos: a) Dano: que pode ser sobre o patrimônio do consumidor ou sua integridade física ou moral. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.a chamada capacidade normativa de conjuntura --. tampouco cabe ao fornecedor tentar se eximir de sua responsabilidade. A produção de atos normativos pelo Conselho Monetário Nacional. consubstanciando afronta à legalidade. Tudo o quanto exceda esse desempenho não pode ser objeto de regulação por ato normativo produzido pelo Conselho Monetário Nacional. apresentação ou acondicionamento de seus produtos. o desempenho de suas atividades no plano do sistema financeiro. O Conselho Monetário Nacional é titular de capacidade normativa --. RESPONSABILIDADE CIVIL NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR O Código de Defesa do Consumidor assim determina: Art.sua apresentação. 14 Profa. isto é. Nessa esteira.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS 9. o funcionamento das instituições financeiras. é dispensada a prova da culpa do fornecedor. nacional ou estrangeiro. 12 e art. O fabricante. 18 do CDC: Art. manipulação. construção.no exercício da qual lhe incumbe regular. 8. quando não respeitem ao funcionamento das instituições financeiras.. não cabe ao consumidor provar que o fornecedor agiu com culpa ou dolo para ver ressarcido seu prejuízo. basta que o dano ao consumidor seja causado pela utilização do produto ou serviço. independentemente da existência de culpa. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto. b) nexo de causalidade: vínculo entre o dano e a utilização do produto ou serviço. coletivos e difusos. é abusiva. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. provando que não teve dolo e nem culpa no defeito ou vício do produto ou serviço.” Assim. § 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera. Tais danos podem advir do fato do produto ou vício do produto. entre as quais: I . montagem. o construtor. basta provar a existência de um dano e do nexo causal. Assim. 12.1 Distinção entre fato e vício do produto Observe o que dispõe o art. Nessa esteira.

Trata-se apenas de um problema que faz com que o produto não funcione corretamente. 12 deixa claro que a responsabilidade civil pelo fato do produto recai sobre o fabricante. a responsabilidade do comerciante é secundária. estamos diante apenas de um vício no produto. produtor.o fabricante. construtor ou importador. construtor e importador. o consumidor deve obter o ressarcimento do fabricante do produto ou do produtor ou construtor ou ainda do importador. ou seja. o produto causou uma repercussão externa. A título de exemplo: um iogurte estragado adquirido por um consumidor poderá ser classificado como defeituoso (fato do produto) ou viciado (vício do produto).a época em que foi colocado em circulação. da embalagem.12. Assim. construtor ou importador. rotulagem ou mensagem publicitária. o produto não gerou um efetivo dano ao consumidor.com . Quanto ao comerciante o art. § 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. O art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS III .2 Responsabilidade por fato do produto O art. dispõe sobre a responsabilidade civil por fato (ou defeito) do produto. um problema extra. causadora de dano ou prejuízo para o consumidor. o construtor. O vício do produto é simplesmente uma imperfeição no produto sem causar efetivos prejuízos ao consumidor. produtor. o defeito ocorrido na fabricação ou na comercialização do produto pode gerar conseqüências externas. 18 se refere à responsabilidade civil pelo VÍCIO do produto. com a indicações constantes do recipiente. podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. quando um produto se encaixar no conceito de produto defeituoso. 13. Veja-se que em decorrência de uma imperfeição no produto. 8. depois de esgotadas as possibilidades de responsabilizar o fabricante. imprudência ou imperícia). conforme vimos. causar um problema de saúde ao consumidor. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. Será defeituoso se. eis que por não ter sido consumido. este causou um prejuízo ao consumidor. assim como por aqueles decorrentes da disparidade. causando um dano maior que simplesmente o fato de estar estragado. Art. Primeiro. causando prejuízo ao consumidor. independentemente de culpa. tais como acidentes. Desta feita. ou seja. Desta feita. 18. Parágrafo único. o produtor ou o importador não puderem ser identificados. Assim.não conservar adequadamente os produtos perecíveis. deve-se buscar a reparação em face do fabricante. para que o fornecedor seja responsável pelo dano causado pelo produto não há que se exigir prova de que tenha agido com culpa (negligência.o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante. se o consumidor ao abrir a embalagem do produto verifica de plano que ele está estragado e deixa de consumilo. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. 13 assim determina: Art. Subsidiário é secundário. segundo sua participação na causação do evento danoso. E tal dispositivo destaca que a responsabilidade do fornecedor é OBJETIVA. desfalcando seu patrimônio ou atingindo algum atributo moral. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. 15 Profa. que o torna impróprio para o consumo ou que diminui o seu valor. III . II . Isto é. Por outro lado. Fato (ou defeito) do produto pressupõe uma repercussão externa. basta a demonstração do dano e do nexo de causalidade (vínculo entre o produto e o dano suportado pelo consumidor). o comerciante só será responsabilizado de forma SUBSIDIÁRIA. nos termos do artigo anterior. por estar estragado. produtor. produtor. 12 se refere à responsabilidade civil decorrente de DEFEITOS do produto e o art. quando: I . construtor ou importador. O comerciante é igualmente responsável. Não sendo isso possível em razão das causas elencadas no art. ou seja. 13. o consumidor poderá responsabilizar o comerciante. Como visto o art.

é imperioso destacar que o fortuito é dividido em fortuito interno e fortuito externo. ou seja. produtor ou importador ou quando não conservar adequadamente os produtos perecíveis. 13. a responsabilidade do fornecedor será afastada. 8. O código também não se manifestou sobre a exclusão da responsabilidade do fornecedor nas situações de caso fortuito ou força maior. que parte da doutrina entende que quando o dano decorre da má conservação de produtos perecíveis (art. em razão dos riscos da atividade. não exime do fornecedor da responsabilidade dos atos de seus prepostos (art. a jurisprudência tem levado em consideração na hora de pesar a responsabilidade do fornecedor a existência de culpa concorrente do consumidor no evento danoso. se se tratar de fortuito externo. b) provar que o defeito inexiste: o fornecedor pode vir a provar que simplesmente a informação de defeito alardeada pelo consumidor não é verdadeira. ATENÇÃO: a simples alegação de que o funcionário. caso prove que não fabricou o produto. caso reste demonstrado que o dano decorreu de uso deliberadamente incorreto que o consumidor fez do produto. sob o mesmo argumento (de que não colocou o produto no mercado). construtor. o fornecedor se exime de responsabilidade pois provou que não colocou o produto no mercado. 34 do CDC). É importante destacar. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. conforme se depreende da leitura do art. não será responsabilizado. c) provar a culpa exclusiva do consumidor ou de um terceiro: caberá o afastamento da responsabilidade do fornecedor. de modo que nesse caso. para atenuar a responsabilidade do fornecedor.1 Causas excludentes da responsabilidade do fornecedor em caso de defeito do produto O art. Já o fortuito externo é um fato imprevisível que não guarda nenhuma relação com a atividade do fornecedor. quando há uma parcela de culpa do consumidor e do fornecedor. quais sejam: a) provar que não colocou o produto no mercado: nesse caso. com base na doutrina. foi furtada e comercializada pelo meliante e demais receptadores. Desta feita. por óbvio. não existe. Ressalte-se que é possível que o fornecedor venha a se eximir da responsabilidade. O fortuito interno é um fato imprevisível ocorrido no momento da fabricação do produto ou da realização do serviço. a responsabilidade do comerciante será solidária com os demais fornecedores. Nesse caso. por fim. Todavia. apesar de conter sua marca.com . construtor. eis que o comerciante foi o responsável pelo mau acondicionamento do produto ou pela inobservância do prazo de validade.  TOME NOTA: O código do consumidor silencia quanto à culpa concorrente do consumidor. 12. o fornecedor de serviços também responde civilmente pelos danos causados aos consumidores. expondo-se dessa forma a inevitáveis riscos. Todavia.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS  TOME NOTA: O comerciante só será responsabilizado pelo fato do produto se o fabricante. o fornecedor deve ser responsabilizado. com os produtos falsificados. colocou no mercado.2. desconhecendo o vício.3 Responsabilidade civil pelo fato do serviço Assim como ocorre com o fornecedor de produtos. III) ou mesmo quando se tratar de venda de produto com validade vencida. 8. produtor ou importador não forem identificados ou quando o produto não trouxer a identificação clara do fabricante. poderá o fornecedor provar que determinada mercadoria que havia sido retirada de circulação. como ocorre. 14 do CDC: 16 Profa. Assim. § 3º elenca as situações que excluem a responsabilidade do fornecedor. por exemplo. ocorrido em momento posterior ao momento da fabricação.

será possível que o seu proprietário reclame do vício para qualquer um dos fornecedores. Todos. tais como acidentes. § 4º do CDC criou uma exceção à responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços.o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam.5 Responsabilidade por vício do produto Inicialmente. etc. para que os mesmos sejam responsabilizados. quando acaba por resultar em um dano. O vício do produto é simplesmente uma imperfeição no produto sem causar efetivos prejuízos ao consumidor. Assim. vimos que os fornecedores (exceto o comerciante) são solidariamente responsáveis pelo produto defeituoso. 14. no caso de um veículo que apresente um vício em uma de suas peças. 18: 17 Profa.a época em que foi fornecido. de acordo com o citado art. contadores. 14. que o torna impróprio para o consumo ou que diminui o seu valor. poderá optar por reclamar para a concessionária (comerciante). seja este o comerciante ou o fabricante ou qualquer outro integrante da cadeia produtiva.4 Responsabilidade do profissional liberal O art.com . a responsabilidade dos mesmos será apurada mediante verificação de culpa. Desta feita. diferentemente do fato (ou defeito) do produto. No caso de existência de vício do produto. dentistas. Assim. Neste caso. levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. inclusive o comerciante. imprudência e imperícia). independentemente da existência de culpa. de modo que o produto não apresente todas as características que normalmente são esperadas. a responsabilidade de tais profissionais é considerada SUBJETIVA. é possível reclamar a reparação contra qualquer fornecedor. 14 todos os fornecedores (originários e intermediários) são solidariamente responsáveis pelo fato do serviço. Trata-se apenas de um problema que faz com que o produto não funcione corretamente. Vício de qualidade é aquele que tira do produto as condições de fruição plena. causando prejuízo ao consumidor. o defeito ocorrido na fabricação ou na comercialização do produto pode gerar conseqüências externas. II . tornando-o impróprio ou inadequado. desfalcando seu patrimônio ou atingindo algum atributo moral. No caso do fato (ou defeito) do produto. causadora de dano ou prejuízo para o consumidor.  TOME NOTA: as concessionárias de serviço público também são responsabilizadas de forma objetiva pelos danos causados aos usuários do serviço. se for provado que tais profissionais negligenciaram na prestação do serviço. § 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.o modo de seu fornecimento. O citado artigo determina que no caso dos profissionais liberais. Fato (ou defeito) do produto pressupõe uma repercussão externa. Assim. III . caso comprove que não prestou o serviço defeituoso ao consumidor. 8. só haverá responsabilidade do profissional liberal (médico. Destaque-se o fato de que o fornecedor de serviços pode se eximir da responsabilidade.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. O fornecedor de serviços responde. eis que necessário a prova de culpa (negligencia. conforme se observa no § 6º do art. etc). ou para o fabricante ou para a montadora. ou contra todos conjuntamente. convém esclarecer novamente a diferença entre fato do produto e vício do produto. entre as quais: I . são solidariamente responsáveis Diante disso. O CDC destaca que os vícios podem ser de qualidade ou quantidade. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos § 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar. 8.

os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos. sem os aludidos vícios. 18 (. ATENÇÃO: quando o produto não apresenta nenhum vício.o abatimento proporcional do preço. aí sim terá o consumidor a possibilidade de formular uma das exigências previstas no § 1º do art. por qualquer motivo. caracterizado estará o vício de quantidade.a substituição do produto por outro da mesma espécie.o abatimento proporcional do preço. em perfeitas condições de uso. sendo oriundos em sua grande maioria do meio rural.a restituição imediata da quantia paga. quando afirma que os vícios constantes em produtos in natura devem reclamados apenas do fornecedor imediato – geralmente o comerciante. pode o consumidor exigir. a complementação do peso ou medida. alternativamente e à sua escolha: I . é possível afirmar que quando o produto se apresentar estragado. Assim. a restituição imediata da quantia paga. II . corrompido. Observe que ao dar ciência ao fornecedor do vício de qualidade do produto. para que o consumidor solicite a substituição das partes viciadas do produto também deve aguardar trintas dias após a ciência do fornecedor.complementação do peso ou medida. III .com . II . 19. monetariamente atualizada. 18 traz uma exceção à regra da responsabilidade solidária dos fornecedores do produto viciado. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que.. corrompidos. adulterados. podendo o consumidor exigir. Caso o problema não seja solucionado nesse prazo. se revelem inadequados ao fim a que se destinam Assim. arranhado. o fornecedor não é obrigado a efetuar a sua troca. avariado.os produtos deteriorados. 19 do CDC que assim destaca: Art. sempre que um produto apresentar quantidade diferente daquela indicada em seu recipiente.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 6° São impróprios ao uso e consumo: I . quebrado. de algum modo. ou a restituição imediata da quantia paga. alterados. seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente.os produtos que. com prazo de validade vencido. ao consumidor são apresentadas as seguintes opções: Art.a substituição do produto por outro da mesma espécie.. cabendo ao consumidor à sua livre escolha pleitear o abatimento proporcional do preço. resolva o problema. O vício de quantidade possui previsão no art. rotulagem ou de mensagem publicitária. II .) § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias. Os produtos in natura são aqueles que não se submeteram a nenhum processo de industrialização. Uma vez verificado o vício de qualidade no produto. É muito comum a 18 Profa. distribuição ou apresentação. 18: a substituição do produto por outro de mesma espécie. ainda. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. a substituição do produto por outro de mesma espécie sem o vício. deteriorado. rotulagem ou mensagem publicitária. ocasionando a responsabilização de qualquer um dos fornecedores. perigosos ou. marca ou modelo. IV . nocivos à vida ou à saúde. III . configurado estará o seu vício de qualidade. Ressalte-se que o § 5º do art. falsificados. No entanto. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. monetariamente atualizada. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. ou abatimento proporcional do preço. no caso de produtos perecíveis. fraudados. se assim lhe aprouver. como já visto. embalagem. 18 em caput ainda traz uma outra opção ao consumidor no caso de vício de qualidade: substituição das partes viciadas. o consumidor deverá aguardar o prazo de 30 dias para que o fornecedor. III . ou. aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação.a restituição imediata da quantia paga. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. da embalagem. O art. alternativamente e à sua escolha: I . avariados.

ou seja. Logo.noventa dias. O CDC destaca que a decadência é a perda do direito de reclamar a existência de vício e a prescrição é a perda do direito de ajuizar a competente ação indenizatória em razão do fato (ou defeito) do produto.a reexecução dos serviços. 26 do CDC dispõe que: Art. II . em razão da decadência.o abatimento proporcional do preço. monetariamente atualizada. o consumidor tem até 90 dias para reclamar a existência do vício.trinta dias. podendo o consumidor exigir. ao efetuar a venda. Em razão da constante evolução da tecnologia. 26. A título de exemplo de um serviço viciado. assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária. Importante destacar que um vício oculto pode se manifestar quando o produto já se encontra obsoleto. 20. II . Nessa esteira. 9. a restituição da quantia paga ou o abatimento proporcional do preço. confirme que é possível efetuar posteriormente trocas.a restituição imediata da quantia paga. de modo que não é obrigatório que o fornecedor proceda à sua troca. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor. o prazo decadencial iniciará no momento em que ficar evidenciado o vício. conforme se depreende da leitura do art. 20 caberá ao consumidor escolher entre a reexecução dos serviços. III . O art. não existir vício no produto. sem custo adicional e quando cabível. é impressionante a velocidade com a qual produtos mais modernos 19 Profa. caso o fornecedor. perecíveis). o consumidor tem 30 dias para reclamar ao fornecedor pela existência de vícios no caso de fornecimento de serviço ou produtos não duráveis (ou seja. impede que a parte interessada possa ver garantido esse direito. deverá aceitá-las caso o consumidor se apresente posteriormente para efetuar troca 8. ante o fato de. Nesses casos. No caso de vício oculto.6 Responsabilidade por vício do serviço A responsabilidade do fornecedor por vícios do serviço encontra-se no art. § 3º: Tratando-se de vício oculto. O CDC destaca que os vícios em questão são aqueles aparentes ou de fácil constatação. vícios facilmente perceptíveis. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. 20 do CDC: Art. como já dito. alternativamente e à sua escolha: I . o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. Se se tratar de produtos duráveis (não perecíveis).com . existe um prazo para reclamar um direito que uma vez expirado. é importante destacar que a prescrição e a decadência se referem à perda de um direito ou da possibilidade de reclamar esse direito em razão da inércia do interessado. ou seja.1 Decadência Inicialmente.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS situação em que o consumidor adquire um produto e o modelo ou o tamanho não agrade ou não seja adequado ao consumidor e este decide por efetuar a sua troca por outro produto. Após o transcurso destes prazos sem que o consumidor não tenha feito a reclamação não poderá mais fazer. No entanto. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. 26. de modo que o início da contagem dos prazos decadências (de 30 ou 90 dias) ocorrerá com a efetiva entrega do produto ou do término da execução dos serviços. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA NO DIREITO DO CONSUMIDOR 9. Como visto no art. pode-se citar o serviço de dedetização que não elimina por completo os insetos e demais pragas indesejadas. não há vício no produto. já se encontra ultrapassado. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis O dispositivo estabeleceu prazos decadenciais para que consumidor reclame sobre existência de vícios de qualidade e quantidade do produto.

ou seja. Diante disso.. após detectar a existência de vício poderá encaminhar ao fornecedor uma reclamação informando o ocorrido. 50. de maneira adequada em que consiste a mesma garantia.com . caso o fornecedor estipule uma garantia contratual de um ano para um produto durável. o CDC dispõe em seu art. Por conta dessa razão. Todavia. tais como ocorreu com os aparelhos de vídeos-cassetes que se tornaram obsoletos e ultrapassados pelos aparelhos de DVD’s. no caso de produtos e serviços duráveis o prazo será de 90 dias. a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo. o CDC dispõe de prazos decadenciais para que o consumidor possa reclamar a existência de vícios nos produtos e serviços adquiridos. Parágrafo único. não se pode esquecer que mesmo com a chegada de aparelhos mais modernos. 32 que “os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. 26 (. II . a lei prevê a garantia de 30 ou 90 dias para o consumidor reclamar vícios existentes em produtos não duráveis e de produtos e serviços duráveis. devidamente preenchido pelo fornecedor. A garantia legal e complementar somam-se.2 Garantia legal e garantia contratual Conforme visto. acompanhado de manual de instrução.. é possível que um vício só se manifeste quando o produto já se encontra ultrapassado.” 9.” E ainda destaca em seu parágrafo único que “cessadas a produção ou importação.a instauração de inquérito civil. O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer. o prazo de garantia contratual deve complementar o prazo da garantia legal. o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor. III .a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. tal prazo só começará a correr após expirado o prazo da garantia legal de90 dias. na forma da lei. levando em consideração fatores como características. Logo. de modo que só começa a contar após expirado o prazo de garantia legal. no ato do fornecimento. respectivamente. Assim. bem como a forma. A garantia contratual corresponde àquela que é concedida pelo fornecedor no prazo que entender.3 Causas obstativas da decadência O CDC dispõe no § 2º do art. o consumidor terá 1 ano e 90 dias para reclamar a existência de vício no produto. boa parte dos consumidores não acompanha tal evolução e continua por utilizar os produtos considerados “ultrapassados”. até que seja proferida uma resposta negativa. que suspendem o prazo decadencial. Neste caso. que deve ser transmitida de forma inequívoca. até seu encerramento Nesse diapasão. Vejamos: Art. o prazo decadencial permanecerá suspenso. O CDC destaca que: Art. com ilustrações Como visto a garantia contratual é complementar à garantia legal. 9. Tais prazos correspondem à garantia legal dos produtos e serviços. 20 Profa. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito. de instalação e uso do produto em linguagem didática.(Vetado). 26 situações que obstam a decadência. devendo ser-lhe entregue.qualidades e durabilidade do produto ou serviço. como já dito. Assim.) §t 2° Obstam a decadência: I . caso o consumidor. No caso de produtos não duráveis o prazo para reclamar tais vícios será de 30 dias.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS vão sendo apresentados. É comum o fabricante (ou outro fornecedor) estipular um outro prazo de garantia (geralmente um ano). ou seja. tornando seus antecessores ultrapassados.

28 do CDC: Art. conforme se depreende da leitura do art. sempre que houver abuso de direito. 27. tais como eletrodomésticos que se encontravam próximos à panela de pressão. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. Enquanto não for encerrado o inquérito civil. a responsabilização pessoal do sócio ou administrador da sociedade em determinados casos. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA Regra geral. estado de insolvência. o consumidor terá o prazo de 5 anos para ajuizar ação de reparação de danos para obtenção de indenização pelos danos morais e materiais decorrentes do fato do produto. a teoria da desconsideração da personalidade jurídica vem. iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. os sócios se utilizam dessa separação para fraudar o mercado e se isentarem de possíveis indenizações decorrentes da atividade de circulação de produtos ou prestação de serviços. infração da lei. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. em detrimento do consumidor. pode-se citar um acidente ocasionado pela explosão de uma panela de pressão em decorrência de um vício em um de seus componentes. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo. excesso de poder. há uma clara distinção entre a personalidade jurídica da sociedade e a dos sócioOcorre que em determinadas situações. 28: § 2° As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas. de modo que. trata-se de um procedimento administrativo de natureza investigatória para posterior propositura de ação civil pública. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. é possível. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. eis que a sociedade possui personalidade jurídica própria. Nessa esteira. O CDC dispõe que: Art. titularizando direitos e obrigações em nome próprio. não correrá o prazo decadencial. 10. não sendo suficiente o patrimônio da empresa para indenizar o consumidor. alcançando o patrimônio pessoal dos sócios. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. Logo.com . cabendo a reparação por danos materiais e morais em razão da explosão. houver abuso de direito.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Também suspenderá o prazo prescricional a instauração de inquérito civil. este dispõe de 5 anos para a propositura de ação judicial de ressarcimento dos danos causados. A título de exemplo. 9. Por fim o CDC destaca ainda as regras contidas nos parágrafos do art. com o intuito de evitar tais situações. Nesse caso. Dessa forma. excepcionalmente. 28. Destarte. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. poderá o juiz desconsiderar a personalidade jurídica. Tal inquérito é uma espécie de reclamação feita perante o Ministério Público. infração da lei. caso um produto ou serviço cause um dano externo ao consumidor. são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. 21 Profa. excesso de poder. todas as vezes que a personalidade jurídica da sociedade for utilizada de forma abusiva e indevida. beneficiando injustamente seus sócios e prejudicando interesses legítimos de terceiros.4 Prazo prescricional O prazo prescricional se refere ao prazo que tem o consumidor para propor ação de reparação de danos decorrentes de fato do produto ou do serviço. Assim. não se trata de responsabilidade pelo vício do produto e sim por fato do produto. de tal modo que a explosão acabou por ferir o consumidor e danificar outros bens. os sócios e administradores de uma sociedade não respondem por obrigações assumidas por esta.

no caso de sociedades coligadas entende que a responsabilidade delas será subjetiva. § 3° As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. entre outros dados. O CDC. quando se apresenta em tamanho suficiente à leitura. claras. as demais empresas poderão ser responsabilizadas. composição. quando utiliza expressões de fácil compreensão.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Por tal regra. subisidiariamente. qualidades. ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características. o consumidor de acordo com o CDC. com especificação correta de quantidade. conforme se depreende da leitura do art. quantidade. § 4° As sociedades coligadas só responderão por culpa. garantia. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. preço. OFERTA A oferta é o ponto de partida da relação de consumo. de alguma forma. ser clara. é possível a desconsideração da personalidade jurídica. apresentação ou publicidade. suficientemente precisa. quando esclarece com exatidão os dados que são indispensáveis para pautar a escolha do consumidor. Por tal regra. bem como sobre os riscos que apresentem. ser ostensiva.com . Assim. que efetivamente lhe causou dano. 22 Profa. e finalmente a oferta deve ser dar em língua portuguesa. o art. E para tanto. o consumidor pode buscar o ressarcimento não apenas do fornecedor direto. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. de modo que havendo obstáculos para o ressarcimento de seus prejuízos. com vistas a evitar quaisquer danos e aborrecimentos para o consumidor. o CDC determina que a oferta deve correta. 35): I . nos termos da oferta. É através dela que será entabulado um contrato de prestação de serviço ou fornecimento de bens entre fornecedor e consumidor. 6º São direitos básicos do consumidor: III . veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados. precisas. Toda informação ou publicidade. prazos de validade e origem. ser precisa. qualidade e preço. Tal regra decorre do princípio da vulnerabilidade do consumidor. 31 determina que: A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas.exigir o cumprimento forçado da obrigação. Dessa forma. devendo corresponder à verdade. poderá escolher entre (art. sem controlá-la. eis que a oferta integra as condições do contrato. caberá ao fornecedor mantê-la. 30 do CDC: Art. de modo que uma vez veiculada a informação. Ressalte-se que a oferta vincula o fornecedor. E caso o fornecedor deixe de cumprir as condições presentes na oferta. 11. todas as empresas que compõe um consórcio são igualmente responsáveis pelo dano causado por uma delas a um consumidor. 30.a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. Caso esse fornecedor for integrante de um grande grupo societário. São coligadas as sociedades quando uma participa com 10% ou mais do capital da outra. características. o CDC determina que: Art. composição. § 5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for.

6º São direitos básicos do consumidor: IV . propriedades. PUBLICIDADE A atividade do fornecedor ganha maior amplitude. e a perdas e danos. a publicidade se mostra o meio mais adequado e eficaz para direcionar o consumidor a consumir. se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança. Tais práticas estão previstas no art. quantidade. segurança. 32: Art. tais como aquelas em que novelas e programas consomem produtos e serviços destacando suas marcas ou ainda mensagens subliminares veiculadas com o intuito de incutir na mente do consumidor o desejo para consumir determinado produto. bastando para tanto a veiculação de informações falsas. potencialmente ofensiva ao consumidor. características. induzindo-o ao desejo pelo produto ou serviço. desempenho. Publicidade enganosa é aquela em que informação ou comunicação é inteira ou parcialmente falsa. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. ou. discriminatórias. na forma da lei. alcançando uma significativa parcela de fornecedores. Para a configuração de uma publicidade enganosa ou abusiva não é necessário que consumidor adquira o produto ou serviço. 66. 13.com . Em razão do princípio da boa-fé que lastreia as relações de consumo. é capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza. Abusiva é a publicidade discriminatória de qualquer natureza. origem. etc. preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena . qualidade. mesmo por omissão.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS II . o CDC prevê em seu at. Ressalte-se que para a caracterização de práticas abusivas 23 Profa.aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente. com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada. preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. III . Com vistas a coibir tais práticas. explore o medo. são vedadas práticas veladas de publicidade. por qualquer outro modo. O consumidor deve facilmente perceber a publicidade. caso as informações de seus produtos e serviços sejam divulgadas. Cessadas a produção ou importação. nos termos do art. Considera-se enganosa também a publicidade em que. explore o medo ou a superstição.Detenção de três meses a um ano e multa. PRÁTICAS ABUSIVAS As práticas abusivas são comportamentos irregulares praticados pelos fornecedores. 12. Para tanto. O CDC prevê a tipificação penal para aquele que veicula publicidade enganosa ou abusiva: Art. bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. IV que: Art. o fornecedor deixa de informar sobre dado essencial do produto ou serviço. Fazer afirmação falsa ou enganosa. ou omitir informação relevante sobre a natureza. 6ª. convém destacar novamente que todo produto colocado no mercado deverá ter assegurada a oferta de peças de reposição. no intuito de manipular os consumidores acaba por se utilizar de publicidade enganosa ou abusiva. Parágrafo único. o fornecedor. a publicidade deve ser prontamente entendida com tal. característica. ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. 39 do CDC que elenca um rol apenas exemplificativo das práticas abusivas. que incite a violência. Muitas vezes. a que incite à violência. monetariamente atualizada. desrespeita valores ambientais. Por fim. quantidade. Dessa forma. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.rescindir o contrato. qualidade.a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. É por meio da publicidade que o fornecedor seduz o consumidor para que este volte sua atenção para aquele produto ou para aquele serviço. durabilidade. em razão de uma omissão. 32. a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo. métodos comerciais coercitivos ou desleais.

24 Profa. 6. e. de conformidade com os usos e costumes (art. como por exemplo. 39. Nesse diapasão. conhecimento ou condição social. prática proibida em nosso ordenamento jurídico. tendo em vista sua idade. Dessa a forma. II) Considera-se abusiva a prática em que. na exata medida de suas disponibilidades de estoque. A possibilidade de limitação quantitativa só pode ocorrer quando houver justa causa para isso. Tal prática vai de encontro ao disposto no art. o CDC determina que sendo possível (havendo disponibilidade em estoque) o consumidor que deseja adquirir o produto passa a ter direito de adquiri-lo. Assim. III) O envio de produtos sem que o consumidor tenha solicitado constitui prática abusiva. sem solicitação prévia. Sempre que se verificar que o fornecedor exige vantagem manifestamente excessiva do consumidor. no caso do posto de gasolina que limita a quantidade de litros por veículo. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. eis que em razão da crise. Ainda com base neste artigo é prática abusiva a imposição de limites quantitativos pelo fornecedor. o fornecedor se recusa e vender o produto ou prestar o serviço. sem justa causa. parágrafo único do CDC dispõe que “os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor. 39. ou fornecer qualquer serviço (art. saúde. Dessa forma. já que por esta prática abusiva o fornecedor se utiliza da fraqueza ou ignorância do consumidor para empurrar-lhe produtos ou serviços. Em tal prática o fornecedor utiliza-se da vulnerabilidade do consumidor para obter vantagem. IV) Trata-se de comportamento inteiramente dissociado do conceito de boa-fé. equiparam -se às amostras grátis. 39. havendo disponibilidade em estoque ou sendo possível a prestação do serviço. ilegal se apresenta a conduta do supermercado que ao realizar uma promoção limita a venda do produto a uma determinada quantidade por cliente.com . Nesse mesmo sentido. b) recusar atendimento às demandas dos consumidores. I). c) prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor. já que deve considerar o envio do produto como uma amostra grátis. é a situação concreta que demonstrará os elementos para que reste configurada a vantagem. Trata-se do que se chama de venda casada. para impingir-lhe seus produtos ou serviços (art. o consumidor que é vítima dessa prática não é obrigado a efetuar qualquer pagamento. inexistindo obrigação de pagamento”. II do CDC que elenca como princípio básico do consumidor a liberdade de escolha. mas sem condições de uso e recusa vendê-los ao consumidor.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS não é necessário nenhum prejuízo econômico concreto a ser suportado pelo consumidor. Ressalte-se que é possível a recusa do fornecedor quando houver justa causa para isso. d) exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva (art. Não cabe ao fornecedor recusar a entrega do produto. V) O CDC não especifica que tipo de vantagem seria considerada prática abusiva nos termos deste artigo. Assim constitui prática abusiva exigência de que um determinado produto só possa ser fornecido. 39. não existe uma definição precisa do que venha a ser essa vantagem manifestamente excessiva. restará configurada a prática abusiva. sem que haja justa causa para isso. bem como. c) enviar ou entregar ao consumidor. como por exemplo. qualquer produto. a limites quantitativos (art. eis que com tal conduta o fornecedor está por compelir o consumidor a adquirir ou utilizar o produto ou serviço. Ressalte-se que basta que o fornecedor explore a ignorância ou fraqueza do consumidor para ver caracterizada a prática abusiva. 39. mesmo que a operação (venda ou contratação) não se opere. caso o consumidor adquira outro produto. o art. o fornecimento de gasolina está sofrendo um racionamento. basta o mero comportamento do fornecedor. ainda. 39. a) condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço. no caso do fornecedor que possui produtos em estoque.

principalmente em negócios que envolvam a concessão de crédito. tampouco sem a autorização do consumidor. não cabe ao fornecedor executar serviços sem prévio orçamento. Tal orçamento terá validade pelo prazo de dez dias. se normas específicas não existirem. para que o consumidor não seja surpreendido com a cobrança de valores referentes a serviços que não aprovou previamente. o fornecedor pode se recusar a vender diretamente ao consumidor. Tal fato (repasse de informações). 40). Diante disso. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes (art. 39. caberá ao fornecedor de serviço entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra. solicitando a ele que entre em contato com seu representante local. eis que tal prática já é recorrente entre as partes.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Ressalte-se por fim que não é necessário que o fornecedor venha a auferir a vantagem para restar configurada a prática abusiva basta que tal vantagem seja exigida do consumidor. se mostra abusiva a prática do fornecedor que coloca no mercado produto ou serviço que não atende às normas expedidas por tais órgãos e entidades colocando em risco a segurança do consumidor. pode-se citar a situação em que um motorista semanalmente vai às compras e deixa seu veículo no lava-jato integrado ao supermercado para procederem a lavagem. X) 25 Profa. Isto em razão do disposto no art. Nessa esteira. no mercado de consumo. Desta feita. as condições de pagamento. poderá o fornecedor iniciar o serviço. IX) Caso o consumidor demonstre o desejo de adquirir determinados bens mediante pronto pagamento. causaria constrangimento ao consumidor que poderia se sentir intimidado para exercitar seus direitos. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia. existem órgãos e entidades que expedem normas com o intuito de resguardar o cidadão dos riscos de produtos que não atendam aos padrões mínimos de segurança. diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento. i) elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços (art. VII) O CDC prevê uma série de medidas que podem ser tomadas pelo consumidor para o exercício de seus direitos. Essa é a regra.com . referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos (art. o consumidor seja recriminado por isso e passe a ser mal visto perante os fornecedores. A título de exemplo. não há a necessidade do consumidor providenciar um requerimento de autorização. bem como as datas de início e término dos serviços (art. qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou. VI) O CDC impõe como regra que. tais como ajuizamento de ações e o encaminhamento de reclamações. ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais (art. não há qualquer vedação no CDC no sentido de existir entre os fornecedores um intercambio de informações sobre a idoneidade financeira do consumidor. 39. f) repassar informação depreciativa. não cabe ao fornecedor a recusa em vendê-los diretamente para esse consumidor. Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) (art. o Código tenta impedir que. dos materiais e equipamentos a serem empregados. por exemplo) na localidade em que se encontra o consumidor. por buscar seus direitos. 39. VIII) Como já de conhecimento geral. Ressalte-se que é possível a recusa da venda direta quando o fornecedor possui um intermediador (um representante comercial. h) recusar a venda de bens ou a prestação de serviços. A exceção para a exigência do orçamento ocorrerá nos casos em que o serviço for decorrente de práticas anteriores entre fornecedor e consumidor. a execução de serviços pelo fornecedor seja precedida da elaboração de orçamento com autorização expressa do fornecedor. Todavia. e) executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor. g) colocar. O CDC determina que não cabe ao fornecedor repassar informações depreciativas desse consumidor em razão do exercício de seus direitos. Dessa forma. 39. 4º do CDC que elenca o princípio da transparência. Assim. 39. Em razão do costume já consolidado entre as partes.

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De acordo com o entendimento do CDC a elevação de preços sem justa causa pelo fornecedor constitui prática abusiva, eis que em razão do princípio da boa-fé, a relação de consumo não pode ser utilizada pelo fornecedor como meio para obtenção de vantagens que onerem o consumidor. Em diversas passagens, o CDC buscar harmonizar a relação entre fornecedor e consumidor dispensando ao consumidor uma maior proteção, com vistas a evitar o desequilíbrio da relação de consumo. Em razão disso, se afigura prática abusiva a elevação de preço dos produtos, eis que afastaria a relação de equilíbrio buscada pelo CDC. Por outro lado, em havendo justa causa é legítimo ao fornecedor a elevação de preços, tal como ocorre no caso de elevação da carga tributária de um produto, que ocasionará a elevação de preços, conseqüentemente.

j) deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério (art.39, XII). Sem a estipulação de um prazo para a fixação do cumprimento da obrigação assumida pelo fornecedor, o consumidor não terá meios de exigir o cumprimento da obrigação,pois não haver um termo (inicio) para configurar a mora. Assim, o fornecedor encontraria um campo fértil para protelar ao máximo o cumprimento de suas obrigações.

l) aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido (art. 39, XIII) O índice de reajuste a ser aplicado para as relações de consumo, deve estar previsto em lei ou contrato, de modo que não cabe ao fornecedor a aplicação de fórmula ou índice diferente do pactuado entre as parte ou daquilo que está na lei.

m) Deixar de dar cumprimento à oferta, informação ou publicidade (art. 30) O CDC dispõe em seu art. 30 que “toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.” Dessa forma, uma vez anunciada uma oferta, informação ou publicidade não poderá o fornecedor voltar atrás, retratar-se da obrigação assumida. É comum a aplicação de tal dispositivo no que se refere aos preços, condições de pagamento e prazos de entrega que uma vez anunciados de forma suficientemente precisa obrigam o fornecedor a mantê-las. E, caso o fornecedor decida não cumprir aquilo que restou anunciado, caberá ao consumidor se utilizar do art. 35 do CDC nos seguintes termos:

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha: I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade; II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente; III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos. Ressalte-se que, havendo manifesto erro na publicidade de um produto ou serviço, não estará obrigado o fornecedor a manter a publicidade, como ocorre no exemplo de um televisor custar R$ 1.000,00 e ser anunciado por R$ 10,00. Em razão do manifesto erro, não haverá obrigação para que o fornecedor mantenha esse preço.

14. COBRANÇA DE DÍVIDAS O CDC, enaltecendo o princípio da dignidade e fazendo valer o princípio da vulnerabilidade do fornecedor, determ ina que “na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.” Assim se mostra abusiva a conduta do fornecedor que efetua cobrança de dívidas por meio de ligações para o trabalho do consumidor ou cartas com identificação de aviso de cobrança, divulgação de lista aberta de devedores, dentre outras. Tal conduta possui inquestionável reprovação do CDC que prevê ainda punição criminal:

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Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer: Pena Detenção de três meses a um ano e multa

14.1 Devolução em dobro O CDC destaca em seu art. 42, parágrafo único que: Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. “O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.” Assim, caso o consumidor seja cobrado indevidamente por dívida já paga, possui o direito de ser ressarcido em dobro do que pagou, salvo se o fornecedor provar que havia razões para ignorar a existência do pagamento.

15. BANCO DE DADOS DE FORNECEDORES O CDC permite que se mantenham bancos de dados que contenham informações sobre consumidores. Geralmente, tais bancos de dados se referem a cadastros de consumidores inadimplentes, como por exemplo, o SPC – Serviço de Proteção ao Crédito, o CCF – cadastro de cheques sem fundos, dentre outros. Seja qual for o tipo de banco de dados, o consumidor terá o direito de acesso ao conteúdo de tais registros. Caso haja recurso, o consumidor pode-se utilizar de uma Habeas Data para ter acesso a tais informações pessoais. A recusa do agente responsável pelo cadastro pode, inclusive, ter repercussão criminal: Art. 72. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros, banco de dados, fichas e registros: Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa. 15. 1 Comunicação prévia à inscrição Como já dito, o CDC permite que se mantenha banco de dados de fornecedores, todavia, caberá ao órgão cadastral a obrigação de comunicar o consumidor previamente à inscrição para que o mesmo prove que pagou ou realize o pagamento. Tal exegese encontra-se no § 2º do art. 43: a abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.” Assim, quando a abertura do cadastro não ocorre a pedido do consumidor, este deverá ser avisado por escrito.

15.2 Prazo Os cadastros de devedores não poderão ultrapassar o período de 5 (cinco) anos, contados do prazo da inscrição. A entidade responsável pelo cadastro deve mantê-lo atualizado, de sorte que uma vez recebido o pagamento, deve providenciar em pouco espaço de tempo, o cancelamento do registro negativo do consumidor. Não o fazendo, além da possibilidade de responsabilização civil, haverá ainda, nos termos do CDC, responsabilização criminal: Art. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

16. PROTEÇÃO CONTRATUAL Em razão da condição de vulnerabilidade a que compete ao consumidor, o CDC prevê alguns dispositivos que servem como proteção ao consumidor. a) Informação prévia do contrato.

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O art. 46 preceitua que “os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes fo r dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.” Para a validade do contrato, o consumidor deve saber previamente das condições, antes da contratação. Uma vez que não tomou conhecimento do conteúdo do contrato, não é possível obrigar o consumidor a cumpri-lo.

16.1 Orçamento O CDC impõe como regra que, a execução de serviços pelo fornecedor seja precedida da elaboração de orçamento com autorização expressa do fornecedor. Essa é a regra. Isto em razão do disposto no art. 4º do CDC que elenca o princípio da transparência. Diante disso, caberá ao fornecedor de serviço entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços (art. 40). Tal orçamento terá validade pelo prazo de dez dias. Assim, não cabe ao fornecedor executar serviços sem prévio orçamento, tampouco sem a autorização do consumidor, para que o consumidor não seja surpreendido com a cobrança de valores referentes a serviços que não aprovou previamente. A exceção para a exigência do orçamento ocorrerá, como já vimos, nos casos em que o serviço for decorrente de práticas anteriores entre fornecedor e consumidor.

16.2 Garantia legal e garantia contratual Conforme visto, o CDC dispõe de prazos decadenciais para que o consumidor possa reclamar a existência de vícios nos produtos e serviços adquiridos. No caso de produtos não duráveis o prazo para reclamar tais vícios será de 30 dias; no caso de produtos e serviços duráveis o prazo será de 90 dias. Tais prazos correspondem à garantia legal dos produtos e serviços. Assim, a lei prevê a garantia de 30 ou 90 dias para o consumidor reclamar vícios existentes em produtos não duráveis e de produtos e serviços duráveis, respectivamente. A garantia contratual corresponde àquela que é concedida pelo fornecedor no prazo que entender. É comum o fabricante (ou outro fornecedor) estipular um outro prazo de garantia (geralmente um ano), levando em consideração fatores como características,qualidades e durabilidade do produto ou serviço. O CDC destaca que: a garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito. Como visto a garantia contratual é complementar à garantia legal, ou seja, o prazo de garantia contratual deve complementar o prazo da garantia legal, de modo que só começa a contar após expirado o prazo de garantia legal. Logo, caso o fornecedor estipule uma garantia contratual de um ano para um produto durável, tal prazo só começará a correr após expirado o prazo da garantia legal de 90 dias. Assim, o consumidor terá 1 ano e 90 dias para reclamar a existência de vício no produto.

16.3. Direito de arrependimento Dispõe o CDC em seu art. 49 que “o consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço , sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.” Dessa forma, sempre que o consumidor contratar determinado serviço ou o fornecimento de um bem fora do estabelecimento comercial poderá se retratar no prazo de 7 dias. Ressalte-se que o CDC destaca que “fora do estabelecimento comercial” pode ser entendido como a contratação efetuada, em especial, por telefone ou a domicílio. É possível incluir também contratações via email, correspondência, dentre outros locais, tidos como fora do estabelecimento comercial.

TOME NOTA: ainda que a qualidade do produto ou serviço seja indiscutível, e ainda que não apresente qualquer vício ou manifeste qualquer defeito, poderá o consumidor, dentro do prazo referido, voltar

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CLAUSULAS ABUSIVAS Cláusulas abusivas são aquelas que se apresentam claramente desfavoráveis ao consumidor que é a parte mais fraca da relação de consumo. em situações justificáveis. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Tal vedação se faz necessária para impedir qualquer forma de desequilíbrio na relação contratual pactuada entre fornecedor e consumidor. não podem ser afastadas. O que não pode haver é perda do valor para o fornecedor. abusivas. eis que violam inúmeros preceitos elencados como direitos dos consumidores. não poderá o fornecedor original se eximir das responsabilidades. O § 1º do art. a princípio.estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.estabeleçam obrigações consideradas iníquas. ser devolvida ao consumidor. Qualquer quantia paga pelo consumidor deve. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica. caso este desista do contrato. que havendo vício ou defeito no produto ou serviço prestado pelo subcontratado. 51 elenca as vantagens consideradas exageradas: § 1º Presume-se exagerada. que tal inciso destaca que se o consumidor for pessoa jurídica. Ressalte-se por fim. entre outros casos. Havendo a retratação do consumidor no prazo estipulado. 29 Profa. sejam elas quais forem. o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso. como forma de indenização pelos prejuízos causados pela desistência. Mesmo que o fornecedor venha a subcontratar terceiros para adimplir o contrato com o consumidor.ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence. III . III . caberá ao fornecedor indenizá-lo afim de reparar tais prejuízos.impossibilitem. caberá ao fornecedor efetuar a devolução dos valores eventualmente pagos. Tais cláusulas são nulas. a indenização poderá ser limitada. ou seja. Dessa forma. Sabemos que as normas do CDC são de ordem pública e portanto. 17. de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual. IV . que seja estipulado o pagamento de multas em razão da desistência. O CDC em seu art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS atrás na contratação A contagem do prazo de 7 dias contar-se-ão da data da assinatura do contrato ou do recebimento do produto ou serviço. não sendo necessário que chegue ao conhecimento do fornecedor dentro desse prazo. 51 elenca tais cláusulas: I . que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. de forma imediata e monetariamente atualizados . Tal inciso destaca uma regra geral das relações de consumo. por exemplo. VI . se afigura abusiva cláusula contratual que diminua ou até mesmo exonere a responsabilidade do fornecedor por vício no produto ou serviço. a vontade que: I . II . de modo que havendo prejuízos para o consumidor.se mostra excessivamente onerosa para o consumidor. poderá haver uma limitação da responsabilidade do fornecedor. II .com . são nulas as clausulas que prevejam a renuncia de direitos do consumidor.subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga. considerando-se a natureza e conteúdo do contrato. É abusiva a cláusula contratual que preveja.restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato. nos casos previstos neste código .transfiram responsabilidades a terceiros. É possível. não poderá transferir a esse terceiro a responsabilidade pelo produto ou serviço. Um dos princípios básicos da defesa do consumidor é o princípio da proteção integral. por se presumir que a vulnerabilidade da pessoa jurídica é menor do que se fosse pessoa física. mesmo que existam cláusulas nesse sentido. no sentido de proibir cláusulas que estipulem vantagens exageradas para o fornecedor em detrimento do consumidor. Além disso. ou até mesmo inexistente. incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade. exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. È importante destacar que a manifestação do consumidor deve se dar dentro desse prazo de 7 dias. em situações justificáveis.

XV . eis que é tida como cláusula abusiva. Antes da contratação. uma vez firmado o contrato. variar tal preço. 30 Profa. no princípio da boa-fé.deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato. XIII . uma vez firmado contrato por certo preço. XIV . VIII .estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor. É abusiva a cláusula que permita ao fornecedor alterar preço unilateralmente. As partes componentes da relação de consumo. é possível a utilização da arbitragem nas relações de consumo. embora obrigando o consumidor. VII . as condições iniciais não poderão ser alteradas unilateralmente pelo fornecedor. a tarifas de processamento ou taxas bancárias. não podendo mais desistir. Qualquer tentativa de atribuir o ônus da prova ao consumidor é nula de pleno direito. porém. Assim. XI . antes de firmar um contrato o fornecedor estabelece as suas condições para a execução do serviço ou o fornecimento do produto. em razão da presunção de sua condição de vulnerabilidade.determinem a utilização compulsória de arbitragem. Dessa forma. Qualquer cláusula que afronte o sistema de proteção ao consumidor se afigura abusiva XVI . Toda e qualquer alteração superveniente ao contrato deve ser discutida entre fornecedor e consumidor. porém com a previsão de cancelamento também para consumidor. caberá ao fornecedor contar com a concordância do consumidor para ver alteradas tais cláusulas. Ocorre que a utilização de um árbitro. o fornecedor é livre para estipular os preços de seus produtos ou serviços. O Direito do consumidor é baseado. deve ser efetivada mediante acordo entre as partes. caso o consumidor (nesse caso. o fornecedor repassa para o consumidor os custos de suas obrigações. O CDC busca com a inclusão deste inciso dar efetividade à proteção de normas ambientes nas relações de consumo.obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação. Com essa procuração o fornecedor poderia nomear um terceiro que iria concluir com ele o negócio em nome do consumidor. IX .autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato. variação do preço de maneira unilateral. não haverá abusividade se o direito de repassar custos da obrigação assumida também seja ofertado ao consumidor. Qualquer variação de preço relativa ao contrato. Tal inciso veda a utilização da chamada cláusula de mandato que ocorreria da seguinte forma: o fornecedor receber do consumidor uma procuração para agir em nome dele. Tal clausula se faz presente principalmente nas relações locatícias regidas pelo CDC. O CDC determina que tal cláusula será considerada como abusiva desde que tal direito não seja estendido ao consumidor. sem que igual direito seja conferido ao consumidor.com . quais seja. XII . após sua celebração. todavia. Não é incomum a situação em que o fornecedor obriga o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação contratual. sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor. A partir daí. é necessário estender tal direito também ao consumidor.permitam ao fornecedor.possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias. não de forma compulsória. Todavia.autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS O art. dentre outros. dentre outros. Exemplo desse tipo de situação é aquela em que o fornecedor inclui em carnês e boletos bancários valores correspondentes aos custos de sua emissão. não caberá ao consumidor a opção de desistir dele. Como já dito. Logo. não pode retirar do consumidor o direito de se socorrer do Poder Judiciário se assim entender. Dessa forma.infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais. X . não caberá a ele. Para que o direito de cancelamento do fornecedor seja válido. direta ou indiretamente. Não se esqueça que desde o momento em que o fornecedor divulga a publicidade sobre o produto ou serviço já se encontra vinculado. É possível constar no contrato cláusula que preveja o cancelamento do mesmo pelo fornecedor. Dessa forma. podem livremente estabelecer que um árbitro poderá solucionar as lides entre eles. VIII do CDC estabelece que é direito básico do consumidor a inversão do ônus da prova em seu benefício. o locatário) realize benfeitorias necessárias deverá ser indenizado por tais benfeitorias. 6º.imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor. fornecedor e consumidor. Caberá ao consumidor livremente aceitar tais condições. unilateralmente. de modo que não se afigura lícito ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato firmado com o consumidor. uma vez firmado o contrato. ou mesmo relativos.

quando de âmbito local. é competente para a causa a justiça local: . serão observadas as seguintes normas: I .a União. Para a propositura da referida ação coletiva. cujo uso ou consumo regular se revele nocivo ou perigoso à saúde pública e à incolumidade pessoal. para os danos de âmbito nacional ou regional. a condenação será genérica. II .com .no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano.a ação pode ser proposta no domicílio do autor. direta ou indireta. em nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores. Interesses individuais homogêneos são os direitos individuais cujo titular é perfeitamente identificável e cujo objeto é divisível e cindível. dispensada a autorização assemblear. sem prejuízo de ampla divulgação pelos meios de comunicação social por parte dos órgãos de defesa do consumidor. vejamos: I . as vítimas de um acidente aéreo. O direito a ser defendido nesse caso é de uma pluralidade de pessoas. DAS AÇÕES DE RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR DE PRODUTOS E SERVIÇOS Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços. foram feitas para a conservação do bem. perfeitamente identificáveis. a produção. 82 elenca os legitimados para a propositura da referida ação. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. ressalvada a competência da Justiça Federal. fixando a responsabilidade do réu pelos danos causados.no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal. estrutura. especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. Um vez proposta a ação. atuará sempre como fiscal da lei. 19. os Municípios e o Distrito Federal. fórmula ou acondicionamento de produto.as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. Se são necessárias. O art. III . Pode-se citar como exemplo. aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos casos de competência concorrente. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. II . a fim de que os interessados possam intervir no processo como litisconsortes. será publicado edital no órgão oficial.as entidades e órgãos da Administração Pública. ou a determinar a alteração na composição. IV . II . Logo.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS As benfeitorias necessárias são aquelas feitas em benefício da coisa pertencente ao fornecedor. Os legitimados acima citados poderão propor. O Ministério Público. ainda que sem personalidade jurídica.o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. 18. Os legitimados a agir na forma deste código poderão propor ação visando compelir o Poder Público competente a proibir. 31 Profa. em todo o território nacional. de modo que deverá o fornecedor indenizá-las. ação civil coletiva de responsabilidade pelos danos individualmente sofridos. os Estados. divulgação distribuição ou venda. o CDC prevê a possibilidade de propositura de ação coletiva com vistas à defesa dos interesses dessas vítimas. Em caso de procedência do pedido. eis que feitas em seu benefício. AÇÕES COLETIVAS PARA DEFESA DE INTERESSES INDIVIDUAIS HOMOGENEOS O CDC prevê a possibilidade de propositura de ações coletivas destinadas à proteção de interesse individuais e homogêneos. se não ajuizar a ação.o Ministério Público.

inclusive as de natureza bancária. sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores. durabilidade e desempenho. de 21. móvel ou imóvel. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.3. transformação. de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. DE 11 DE SETEMBRO DE 1990. Parágrafo único. 48 de suas Disposições Transitórias.educação e informação de fornecedores e consumidores. o respeito à sua dignidade. a melhoria da sua qualidade de vida. § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. 1° O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor. CAPÍTULO II Da Política Nacional de Relações de Consumo Art. importação. segurança. 170. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores. financeira. inciso V. b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas.078. inciso XXXII.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 8. ainda que indetermináveis. da Constituição Federal).ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta. III . II .com . bem como os entes despersonalizados. faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: TÍTULO I Dos Direitos do Consumidor CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. material ou imaterial. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9. § 1° Produto é qualquer bem. a proteção de seus interesses econômicos. da Constituição Federal e art. de crédito e securitária. c) pela presença do Estado no mercado de consumo. montagem. de ordem pública e interesse social. criação. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. Art. quanto aos seus direitos e deveres. pública ou privada. nacional ou estrangeira. 32 Profa. d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade.1995) I . construção.008. 170. exportação. bem como a transparência e harmonia das relações de consumo. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 5°. mediante remuneração.reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo. que desenvolvem atividade de produção. saúde e segurança. IV .harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Art. nos termos dos arts. com vistas à melhoria do mercado de consumo. que haja intervindo nas relações de consumo.

inclusive com a inversão do ônus da prova. métodos comerciais coercitivos ou desleais. a critério do juiz. composição.com .a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços. bem como sobre os riscos que apresentem. assegurada a proteção Jurídica.coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo. entre outros: I . quando. III . for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. qualidade e preço. VII . segundo as regras ordinárias de experiências.a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. 33 Profa. contará o poder público com os seguintes instrumentos. IV .a proteção da vida.racionalização e melhoria dos serviços públicos. asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS V . com especificação correta de quantidade. V . VIII . IV .(Vetado). no processo civil. II . V . administrativa e técnica aos necessitados. que possam causar prejuízos aos consumidores.criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo. no âmbito do Ministério Público. assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo. individuais.instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor. VI .a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. VI . 5° Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo.manutenção de assistência jurídica. III . VIII .incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços.a facilitação da defesa de seus direitos. coletivos e difusos. individuais.o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais. coletivos ou difusos.estudo constante das modificações do mercado de consumo. VII . IX . § 1° (Vetado). saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos. II . CAPÍTULO III Dos Direitos Básicos do Consumidor Art.a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos.criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo. integral e gratuita para o consumidor carente. Art. 6º São direitos básicos do consumidor: I . características.concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor.a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais. a seu favor. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. § 2º (Vetado).

entre as quais: I . Art. Tendo mais de um autor a ofensa. III . rádio e televisão. 7° Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário.sua apresentação. nacional ou estrangeiro. de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes. em qualquer hipótese. e o importador respondem. a União. Em se tratando de produto industrial. bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito. 8° Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores. § 3° Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores. o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito. § 2° Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa. o construtor. da legislação interna ordinária. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. 10. através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. fabricação. montagem. § 1° O fornecedor de produtos e serviços que. II . CAPÍTULO IV Da Qualidade de Produtos e Serviços. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. 11. construção. sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. obrigando-se os fornecedores. levando-se em consideração as circunstâncias relevantes.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS X . 34 Profa. Parágrafo único. Art. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. a respeito da sua nocividade ou periculosidade. deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores. Art. ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo. mediante anúncios publicitários. independentemente da existência de culpa.a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. os Estados. Parágrafo único. costumes e eqüidade. 9° O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar. tiver conhecimento da periculosidade que apresentem. Art. manipulação. fórmulas.com .a época em que foi colocado em circulação. de maneira ostensiva e adequada. O fabricante. analogia. SEÇÃO II Da Responsabilidade pelo Fato do Produto e do Serviço Art. 12. a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. às expensas do fornecedor do produto ou serviço. o produtor. (Vetado). da Prevenção e da Reparação dos Danos SEÇÃO I Da Proteção à Saúde e Segurança Art. todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo. apresentação ou acondicionamento de seus produtos. § 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera.o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam. posteriormente à sua introdução no mercado de consumo. exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto.

tendo prestado o serviço.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. embora haja colocado o produto no mercado. produtor.o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam. 13. Art. da embalagem. independentemente da existência de culpa. III . III . Para os efeitos desta Seção. § 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. 17. 14.a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. III . entre as quais: I . equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. nos termos do artigo anterior. § 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar. § 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I . assim como por aqueles decorrentes da disparidade. Parágrafo único. (Vetado). O comerciante é igualmente responsável. quando: I .a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.que.o modo de seu fornecimento. Art. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. II . Art.o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante.o fabricante. podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. o construtor. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. o construtor. II . levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. o defeito inexiste. 35 Profa. II . o defeito inexiste. 16. SEÇÃO III Da Responsabilidade por Vício do Produto e do Serviço Art.que. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. (Vetado). rotulagem ou mensagem publicitária. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços. segundo sua participação na causação do evento danoso. § 3° O fabricante. § 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa. 18. O fornecedor de serviços responde. com a indicações constantes do recipiente.com . 15. Art. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza.não conservar adequadamente os produtos perecíveis. o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar: I .que não colocou o produto no mercado. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. construtor ou importador. Art. II . o produtor ou o importador não puderem ser identificados.a época em que foi fornecido.

sem custo adicional e quando cabível. monetariamente atualizada. IV . por meio de manifestação expressa do consumidor. em razão da extensão do vício. alternativamente e à sua escolha: I .a restituição imediata da quantia paga.a substituição do produto por outro da mesma espécie. aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação. exceto quando identificado claramente seu produtor. alternativamente e à sua escolha: I . sem os aludidos vícios. sem prejuízo de eventuais perdas e danos.os produtos que. não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. corrompidos. fraudados.a substituição do produto por outro da mesma espécie. a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado. II . em perfeitas condições de uso. monetariamente atualizada. ainda. Nos contratos de adesão. pode o consumidor exigir.os produtos deteriorados. II . marca ou modelo.o abatimento proporcional do preço. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. III . § 5° No caso de fornecimento de produtos in natura. e não sendo possível a substituição do bem. assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária. da embalagem. monetariamente atualizada. 19.os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos.a reexecução dos serviços. § 2° Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior. avariados. alterados. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 36 Profa. distribuição ou apresentação. poderá haver substituição por outro de espécie. § 3° O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1° deste artigo sempre que. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor. perigosos ou. podendo o consumidor exigir. § 1° Aplica-se a este artigo o disposto no § 4° do artigo anterior. mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que. II .o abatimento proporcional do preço. adulterados. III .a restituição imediata da quantia paga. Art. por qualquer motivo. seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente. marca ou modelo diversos. 20. § 2° O fornecedor imediato será responsável quando fizer a pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não estiver aferido segundo os padrões oficiais.complementação do peso ou medida. § 4° Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1° deste artigo. § 6° São impróprios ao uso e consumo: I .com . sem prejuízo de eventuais perdas e danos. Art. se revelem inadequados ao fim a que se destinam. nocivos à vida ou à saúde. será responsável perante o consumidor o fornecedor imediato. II .DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias. sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1° deste artigo. falsificados. a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto. diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial.a restituição imediata da quantia paga. podendo o consumidor exigir. III . alternativamente e à sua escolha: I . rotulagem ou de mensagem publicitária.

§ 1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução § 2° Obstam a decadência: I . o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. 26. II . iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS III . Art. Art. 21. § 2° São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam. vedada a exoneração contratual do fornecedor. autorização em contrário do consumidor.a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos. Art. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade. até seu encerramento. serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados. que deve ser transmitida de forma inequívoca. 25. ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante. exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores.com . salvo. 24. quanto a estes últimos.noventa dias. § 1° Havendo mais de um responsável pela causação do dano. III . bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade. concessionárias. Os órgãos públicos. Art. § 1° A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados.a instauração de inquérito civil. contínuos. II . todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores. permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. quanto aos essenciais. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 22. seguros e. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite. A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso. Art. na forma prevista neste código.(Vetado). § 3° Tratando-se de vício oculto. das obrigações referidas neste artigo. Nos casos de descumprimento.o abatimento proporcional do preço. eficientes. 27. Parágrafo único. SEÇÃO IV Da Decadência e da Prescrição Art. por si ou suas empresas. total ou parcial. § 2° Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo. Art. 37 Profa. são obrigados a fornecer serviços adequados. por conta e risco do fornecedor. dos serviços. construtor ou importador e o que realizou a incorporação. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I . 23. são responsáveis solidários seu fabricante.trinta dias.

obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. CAPÍTULO V Das Práticas Comerciais SEÇÃO I Das Disposições Gerais Art. em detrimento do consumidor. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone. excesso de poder. Parágrafo único. na forma da lei. equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. § 4° As sociedades coligadas só responderão por culpa. estado de insolvência. Art. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. suficientemente precisa. de alguma forma. (Incluído pela Lei nº 11.800. ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal. bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. 38 Profa. SEÇÃO V Da Desconsideração da Personalidade Jurídica Art. § 5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for. § 3° As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. As informações de que trata este artigo. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. 33. publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial. Parágrafo único. Parágrafo único. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina. serão gravadas de forma indelével. (Incluído pela Lei nº 11. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas. 29. Art. entre outros dados. infração da lei. houver abuso de direito. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social.989. são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Parágrafo único. Toda informação ou publicidade. de 2008). O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos. a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo. composição. 28. 31.com . garantia. Para os fins deste Capítulo e do seguinte. SEÇÃO II Da Oferta Art. 30. nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. claras. quantidade. § 1° (Vetado). encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. 32. de 2009) Art. veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados. (Vetado). preço. § 2° As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas. qualidades. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. 34. prazos de validade e origem. expostas às práticas nele previstas. Cessadas a produção ou importação. Art. precisas. deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem.

explore o medo ou a superstição. 39.enviar ou entregar ao consumidor.884. ou fornecer qualquer serviço.aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente. § 2° É abusiva. SEÇÃO III Da Publicidade Art. desrespeita valores ambientais. II . a que incite à violência. ainda. em seu poder. alternativamente e à sua livre escolha: I . para informação dos legítimos interessados.rescindir o contrato. ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes. § 4° (Vetado). os dados fáticos. Parágrafo único. de conformidade com os usos e costumes. bem como. propriedades. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços.com . III .prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor. ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. VI . origem. referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos. para impingir-lhe seus produtos ou serviços. II . e a perdas e danos. o consumidor poderá.1994) I . preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva. a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço. tendo em vista sua idade. com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada. capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza. § 3° Para os efeitos deste código. O fornecedor.6. 39 Profa. 36.condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço.exigir o cumprimento forçado da obrigação. III . manterá. conhecimento ou condição social. qualquer produto. Art. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário. técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem. na exata medida de suas disponibilidades de estoque.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. 35. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina. apresentação ou publicidade. sem justa causa. VII . inteira ou parcialmente falsa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança. de 11. a limites quantitativos. 38. saúde. ou. Art. a identifique como tal. SEÇÃO IV Das Práticas Abusivas Art. mesmo por omissão. fácil e imediatamente. IV .recusar atendimento às demandas dos consumidores. na publicidade de seus produtos ou serviços.executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor.repassar informação depreciativa. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. apresentação ou publicidade. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor. características. quantidade. dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8. dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza. nos termos da oferta. e. por qualquer outro modo. monetariamente atualizada. qualidade. V . Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta. sem solicitação prévia.

O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra.1999.870. nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. § 3° O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio. dos materiais e equipamentos a serem empregados. contado de seu recebimento pelo consumidor. responderem pela restituição da quantia recebida em excesso. Art. bem como sobre as suas respectivas fontes. (Redação dada pela Lei nº 8. registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele. § 2° Uma vez aprovado pelo consumidor.1999 XII . 86.6.10.1994) X . No caso de fornecimento de produtos ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços.Dispositivo incluído pela MPV nº 1. de 2009) SEÇÃO VI Dos Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores Art. 42.com . quando da converão na Lei nº 9. transformado em inciso XIII. 40 Profa. claros.deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério.1994) XI . o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente. 42-A. bem como as datas de início e término dos serviços.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS VIII . ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais. no mercado de consumo. de 23. salvo hipótese de engano justificável. na hipótese prevista no inciso III. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor. se normas específicas não existirem. SEÇÃO V Da Cobrança de Dívidas Art. Art.elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro).(Incluído pela Lei nº 9.884. não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos. 43. 41.884. o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo. monetariamente atualizada. (Incluído pela Lei nº 8. IX .870. de 11. acrescido de correção monetária e juros legais. de 22. o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes.039. o desfazimento do negócio. os fornecedores deverão respeitar os limites oficiais sob pena de não o fazendo. Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor. de 23. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. inexistindo obrigação de pagamento. as condições de pagamento. sem prejuízo do disposto no art.1995) XIII . de 11. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia. 40. (Incluído pela Lei nº 9.1999) Parágrafo único.aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido.008. fichas. Na cobrança de débitos. qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou. O consumidor.recusar a venda de bens ou a prestação de serviços.3. Parágrafo único. deverão constar o nome. (Incluído pela Lei nº 12. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. podendo o consumidor exigir à sua escolha. o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias. terá acesso às informações existentes em cadastros. diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento. § 1º Salvo estipulação em contrário. equiparamse às amostras grátis. de 21.colocar.890-67.6.11. § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos.11. Art. verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão.

50. durante o prazo de reflexão. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito. no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço. não serão fornecidas. Art. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores. São nulas de pleno direito. 49. de instalação e uso do produto em linguagem didática. 51. Art. poderá exigir sua imediata correção. serão devolvidos. 47. O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer. devidamente preenchido pelo fornecedor. Art. registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor. no prazo de cinco dias úteis. se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo. 45. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços. § 1° É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado. sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros. CAPÍTULO VI Da Proteção Contratual SEÇÃO I Disposições Gerais Art. os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público. entre outras. bem como a forma. 84 e parágrafos. sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo. 46. com ilustrações. o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor. de maneira adequada em que consiste a mesma garantia. Art. 22 deste código.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 2° A abertura de cadastro. 44. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor. as mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo único do art. no ato do fornecimento. ensejando inclusive execução específica. recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor. § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores. os valores eventualmente pagos. comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas. 48.com . § 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor. no que couber. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. quando não solicitada por ele. ficha. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: 41 Profa. especialmente por telefone ou a domicílio. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. devendo ser-lhe entregue. monetariamente atualizados. quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores. SEÇÃO II Das Cláusulas Abusivas Art. O consumidor pode desistir do contrato. devendo divulgá-lo pública e anualmente. pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito. Parágrafo único. acompanhado de manual de instrução. § 2° Aplicam-se a este artigo. de imediato. As declarações de vontade constantes de escritos particulares. devendo o arquivista. Art. ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. Art. § 3° O consumidor. a qualquer título. Parágrafo único. nos termos do art. (Vetado).

XV .estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor. considerando-se a natureza e conteúdo do contrato. decorrer ônus excessivo a qualquer das partes. ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade. XI .ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence. IV . o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso. Art. a indenização poderá ser limitada.estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor. informá-lo prévia e adequadamente sobre: 42 Profa. após sua celebração. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada.transfiram responsabilidades a terceiros. de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual.com . III .obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação. apesar dos esforços de integração. entre outros requisitos. VI . V . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. II .possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.se mostra excessivamente onerosa para o consumidor. X . em situações justificáveis. embora obrigando o consumidor. abusivas. sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor. No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão de financiamento ao consumidor.deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato.(Vetado). II . VIII . variação do preço de maneira unilateral. nos casos previstos neste código.imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor. a vontade que: I .impossibilitem. XIII . IX . VII . XVI . 52. XII .permitam ao fornecedor. XIV . III .estabeleçam obrigações consideradas iníquas.autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato. § 3° (Vetado). sem que igual direito seja conferido ao consumidor. § 4° É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste código ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica.autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente. exceto quando de sua ausência. o fornecedor deverá.determinem a utilização compulsória de arbitragem. direta ou indiretamente. § 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato. § 1º Presume-se exagerada.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS I .restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato.infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais. entre outros casos.subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga.

54. SEÇÃO III Dos Contratos de Adesão Art.298. além da vantagem econômica auferida com a fruição.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS I . 55. § 5° (Vetado) CAPÍTULO VII Das Sanções Administrativas (Vide Lei nº 8. III . § 1° (Vetado). de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor. V . a compensação ou a restituição das parcelas quitadas. com e sem financiamento. Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações. a publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo.montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros. § 1° As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo não poderão ser superiores a dois por cento do valor da prestação. ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior. industrialização.soma total a pagar. os Estados e o Distrito Federal. permitindo sua imediata e fácil compreensão. bem como nas alienações fiduciárias em garantia. em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa.com . II . § 1° A União. em razão do inadimplemento. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. de 1993) Art. os Estados. § 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis. distribuição e consumo de produtos e serviços. terá descontada. na forma deste artigo. distribuição. os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo. no interesse da preservação da vida. 53.número e periodicidade das prestações. cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze. mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.1996) § 2º É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito. § 2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis. pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado. de 2008) § 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque. Art.(Redação dada pela Lei nº 9.8. o Distrito Federal e os Municípios fiscalizarão e controlarão a produção. total ou parcialmente.preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional.acréscimos legalmente previstos. § 3° Os contratos de que trata o caput deste artigo serão expressos em moeda corrente nacional. (Redação dada pela nº 11. § 3º (Vetado). consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que. A União. industrialização. cabendo a escolha ao consumidor. 43 Profa. de 1º. IV . da saúde. § 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato. § 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória.785. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços. baixando as normas que se fizerem necessárias. da informação e do bem-estar do consumidor. desde que a alternativa. da segurança. sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo. baixarão normas relativas à produção.656.

XII . quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço. XI . 44 Profa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.347. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa. estaduais. III . (Redação dada pela Lei nº 8. § 1° A pena de cassação da concessão será aplicada à concessionária de serviço público. 56. assegurada ampla defesa.inutilização do produto.proibição de fabricação do produto.imposição de contrapropaganda. antecedente ou incidente de procedimento administrativo. Parágrafo único. 59. sendo obrigatória a participação dos consumidores e fornecedores. inclusive por medida cautelar. de obra ou de atividade. X . IV . Art. graduada de acordo com a gravidade da infração.656. de 24 de julho de 1985.intervenção administrativa.multa.703. As penas de cassação de alvará de licença.5. § 3° Os órgãos federais. Art. VII . 58. de interdição e de suspensão temporária da atividade.interdição. § 4° Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos fornecedores para que. resguardado o segredo industrial. de suspensão do fornecimento de produto ou serviço. IX . ou para os Fundos estaduais ou municipais de proteção ao consumidor nos demais casos.revogação de concessão ou permissão de uso. prestem informações sobre questões de interesse do consumidor.com . a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor. A pena de multa. podendo ser aplicadas cumulativamente. penal e das definidas em normas específicas: I . ou índice equivalente que venha a substituí-lo. às seguintes sanções administrativas. revisão e atualização das normas referidas no § 1°. os valores cabíveis à União.cassação do registro do produto junto ao órgão competente.9.suspensão de fornecimento de produtos ou serviço. total ou parcial. bem como a de intervenção administrativa. 57. de 6. As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas. mediante procedimento administrativo. II . sob pena de desobediência.1993) Parágrafo único.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 2° (Vetado).apreensão do produto. assegurada ampla defesa. será aplicada mediante procedimento administrativo.1993) Art. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 8. de estabelecimento. serão aplicadas mediante procedimento administrativo.suspensão temporária de atividade. VIII . quando violar obrigação legal ou contratual.cassação de licença do estabelecimento ou de atividade. sem prejuízo das de natureza civil. de proibição de fabricação de produtos. de cassação do registro do produto e revogação da concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração. no âmbito de sua atribuição. de 21. V . VI . revertendo para o Fundo de que trata a Lei nº 7. As penas de apreensão. conforme o caso. quando o fornecedor reincidir na prática das infrações de maior gravidade previstas neste código e na legislação de consumo. A multa será em montante não inferior a duzentas e não superior a três milhões de vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência (Ufir). do Distrito Federal e municipais com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de consumo manterão comissões permanentes para elaboração. Art. de inutilização de produtos.

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§ 2° A pena de intervenção administrativa será aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença, a interdição ou suspensão da atividade. § 3° Pendendo ação judicial na qual se discuta a imposição de penalidade administrativa, não haverá reincidência até o trânsito em julgado da sentença. Art. 60. A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus parágrafos, sempre às expensas do infrator. § 1º A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da mesma forma, freqüência e dimensão e, preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário, de forma capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva. § 2° (Vetado) § 3° (Vetado). TÍTULO II Das Infrações Penais Art. 61. Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste código, sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes. Art. 62. (Vetado). Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. § 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. § 2° Se o crime é culposo: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado, imediatamente quando determinado pela autoridade competente, os produtos nocivos ou perigosos, na forma deste artigo. Art. 65. Executar serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente: Pena Detenção de seis meses a dois anos e multa. Parágrafo único. As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte. Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena - Detenção de três meses a um ano e multa. § 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta.

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§ 2º Se o crime é culposo; Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. Parágrafo único. (Vetado). Art. 68. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa: Parágrafo único. (Vetado). Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art. 70. Empregar na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. Art. 72. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros, banco de dados, fichas e registros: Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa. Art. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art. 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo; Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art. 75. Quem, de qualquer forma, concorrer para os crimes referidos neste código, incide as penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade, bem como o diretor, administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas. Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código: I - serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade; II - ocasionarem grave dano individual ou coletivo; III - dissimular-se a natureza ilícita do procedimento;

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IV - quando cometidos: a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente superior à da vítima; b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não; V - serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais . Art. 77. A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em dias-multa, correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena privativa da liberdade cominada ao crime. Na individualização desta multa, o juiz observará o disposto no art. 60, §1° do Código Penal. Art. 78. Além das penas privativas de liberdade e de multa, podem ser impostas, cumulativa ou alternadamente, observado odisposto nos arts. 44 a 47, do Código Penal: I - a interdição temporária de direitos; II - a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência, às expensas do condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação; III - a prestação de serviços à comunidade. Art. 79. O valor da fiança, nas infrações de que trata este código, será fixado pelo juiz, ou pela autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a substituí-lo. Parágrafo único. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser: a) reduzida até a metade do seu valor mínimo; b) aumentada pelo juiz até vinte vezes. Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistentes do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III e IV, aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida no prazo legal. TÍTULO III Da Defesa do Consumidor em Juízo CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo. Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato; II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base; III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum. Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são legitimados concorrentemente: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995) I - o Ministério Público,

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§ 2° A indenização por perdas e danos se fará sem prejuízo da multa (art. (Vetado). a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas. Nas ações coletivas de que trata este código não haverá adiantamento de custas. Art. os Estados. tais como busca e apreensão. 87. nas ações previstas nos arts. impedimento de atividade nociva. Art. direta ou indireta. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. parágrafo único deste código. 90. inclusive no que respeita ao inquérito civil. Art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS II . emolumentos. em honorários de advogados. § 2° (Vetado). salvo comprovada má-fé. especificamente IV . nem condenação da associação autora. 86. destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. de 24 de julho de 1985. Art. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer. (Vetado) Art. 89. Aplicam-se às ações previstas neste título as normas do Código de Processo Civil e da Lei n° 7. 91 e seguintes. § 1° O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. poderá o juiz determinar as medidas necessárias. Art.347. § 4° O juiz poderá.a União. 48 Profa. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano. 84. § 3° Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. § 3° (Vetado). do Código de Processo Civil). III . ainda que sem personalidade jurídica. independentemente de pedido do autor. § 1° A conversão da obrigação em perdas e danos somente será admissível se por elas optar o autor ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente. Parágrafo único. remoção de coisas e pessoas. sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos. (Vetado). honorários periciais e quaisquer outras despesas. vedada a denunciação da lide. 85. além de requisição de força policial. custas e despesas processuais. 88. dispensada a autorização assemblear. § 5° Para a tutela específica ou para a obtenção do resultado prático equivalente. 83. citado o réu. 13. (Vetado). Na hipótese do art. impor multa diária ao réu. naquilo que não contrariar suas disposições. os Municípios e o Distrito Federal. na hipótese do § 3° ou na sentença. Art. Em caso de litigância de má-fé. se for suficiente ou compatível com a obrigação. desfazimento de obra.com .as entidades e órgãos da Administração Pública. Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela. Art. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. Parágrafo único. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. 287.

82. (Vetado).° 7. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos casos de competência concorrente. Art. O Ministério Público. (Vetado). de 21. a fim de que os interessados possam intervir no processo como litisconsortes. Art. assim como pelos legitimados de que trata o art. 82. Parágrafo único. atuará sempre como fiscal da lei. CAPÍTULO III Das Ações de Responsabilidade do Fornecedor de Produtos e Serviços 49 Profa.no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal. de 24 de julho de 1985. (Vetado). 94. de acordo com o disposto nos artigos seguintes. ação civil coletiva de responsabilidade pelos danos individualmente sofridos. 99. Ressalvada a competência da Justiça Federal. 91.347. sendo promovida pelos legitimados de que trata o art. II . quando de âmbito local. Parágrafo único. Para efeito do disposto neste artigo. Art. 96.3. para os danos de âmbito nacional ou regional. estas terão preferência no pagamento. 95. Decorrido o prazo de um ano sem habilitação de interessados em número compatível com a gravidade do dano. a destinação da importância recolhida ao fundo criado pela Lei n°7.1995) Art. quando coletiva a execução. 100. 82 poderão propor. 92. no caso de execução individual. ficará sustada enquanto pendentes de decisão de segundo grau as ações de indenização pelos danos individuais. de 21. a condenação será genérica. § 2° É competente para a execução o juízo: I . abrangendo as vítimas cujas indenizações já tiveram sido fixadas em sentença de liquidação. é competente para a causa a justiça local: I . Art. A liquidação e a execução de sentença poderão ser promovidas pela vítima e seus sucessores. Parágrafo único.008. de 24 de julho de 1985 e de indenizações pelos prejuízos individuais resultantes do mesmo evento danoso. 82 promover a liquidação e execução da indenização devida. O produto da indenização devida reverterá para o fundo criado pela Lei n.3.da ação condenatória. Parágrafo único. A execução poderá ser coletiva.347. Proposta a ação. salvo na hipótese de o patrimônio do devedor ser manifestamente suficiente para responder pela integralidade das dívidas.no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano. Art. 98.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS CAPÍTULO II Das Ações Coletivas Para a Defesa de Interesses Individuais Homogêneos Art. poderão os legitimados do art. se não ajuizar a ação. 93.008. da qual deverá constar a ocorrência ou não do trânsito em julgado.com . (Redação dada pela Lei nº 9.° 7.1995) § 1° A execução coletiva far-se-á com base em certidão das sentenças de liquidação. Em caso de procedência do pedido. Em caso de concurso de créditos decorrentes de condenação prevista na Lei n. Art. Art. (Redação dada pela Lei nº 9. Art. 97. em nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores. II . fixando a responsabilidade do réu pelos danos causados. será publicado edital no órgão oficial. sem prejuízo do ajuizamento de outras execuções. Os legitimados de que trata o art.da liquidação da sentença ou da ação condenatória. sem prejuízo de ampla divulgação pelos meios de comunicação social por parte dos órgãos de defesa do consumidor.347 de 24 de julho de 1985.

ou órgão federal que venha substituí-lo. § 2° (Vetado) CAPÍTULO IV Da Coisa Julgada Art. exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas.a ação pode ser proposta no domicílio do autor. apenas no caso de procedência do pedido. Os legitimados a agir na forma deste código poderão propor ação visando compelir o Poder Público competente a proibir.erga omnes. Se o réu houver sido declarado falido. 96 a 99. nos termos do inciso anterior. na hipótese do inciso I do parágrafo único do art. § 3° Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art. em caso afirmativo. As ações coletivas. § 1° Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II não prejudicarão interesses e direitos individuais dos integrantes da coletividade. 81. com idêntico fundamento valendo-se de nova prova. 13 da Lei n° 7. § 4º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à sentença penal condenatória. II . estaduais. não induzem litispendência para as ações individuais. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. a produção. na hipótese do inciso III do parágrafo único do art. mas limitadamente ao grupo. em caso de improcedência do pedido. de 24 de julho de 1985. Integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC). categoria ou classe.ultra partes. não prejudicarão as ações de indenização por danos pessoalmente sofridos. cabendo-lhe: 50 Profa. é organismo de coordenação da política do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade. do grupo. ou a determinar a alteração na composição.erga omnes. serão observadas as seguintes normas: I .o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. propostas individualmente ou na forma prevista neste código. a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art. nos termos dos arts. III . 81. divulgação distribuição ou venda. previstas nos incisos I e II e do parágrafo único do art. Art.com . mas. O Departamento Nacional de Defesa do Consumidor. fórmula ou acondicionamento de produto. Nas ações coletivas de que trata este código.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. em todo o território nacional. 104. da Secretaria Nacional de Direito Econômico (MJ). mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais. se não for requerida sua suspensão no prazo de trinta dias. § 1° (Vetado). 16. § 2° Na hipótese prevista no inciso III. Art. a sentença fará coisa julgada: I . sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título. os interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes poderão propor ação de indenização a título individual. se procedente o pedido. estrutura. beneficiarão as vítimas e seus sucessores. 81. que poderão proceder à liquidação e à execução. 106. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços.347. Art. vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este. facultando-se. combinado com o art. cujo uso ou consumo regular se revele nocivo ou perigoso à saúde pública e à incolumidade pessoal. os órgãos federais. 103. 80 do Código de Processo Civil. Nesta hipótese. a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. 81. salvo improcedência por insuficiência de provas. categoria ou classe. o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador. quando se tratar da hipótese prevista no inciso II do parágrafo único do art. TÍTULO IV Do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor Art. II . 102. para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores. 105. hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação. 101. do Distrito Federal e municipais e as entidades privadas de defesa do consumidor.

informar. As entidades civis de consumidores e as associações de fornecedores ou sindicatos de categoria econômica podem regular. coletivos.levar ao conhecimento dos órgãos competentes as infrações de ordem administrativa que violarem os interesses difusos. Acrescente-se o seguinte inciso IV ao art. § 1° A convenção tornar-se-á obrigatória a partir do registro do instrumento no cartório de títulos e documentos. VII . TÍTULO V Da Convenção Coletiva de Consumo Art. ou individuais dos consumidores.(Vetado) XIII . abastecimento. III . IX . § 3° Não se exime de cumprir a convenção o fornecedor que se desligar da entidade em data posterior ao registro do instrumento.solicitar à polícia judiciária a instauração de inquérito policial para a apreciação de delito contra os consumidores. à quantidade. 110. IV . XII .receber.planejar. por convenção escrita. VI .desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades.a qualquer outro interesse difuso ou coletivo". Estados. 107. XI . VIII . Art. à qualidade. Parágrafo único. do Distrito Federal e Municípios. inclusive com recursos financeiros e outros programas especiais.com . § 2° A convenção somente obrigará os filiados às entidades signatárias. avaliar e encaminhar consultas. à garantia e características de produtos e serviços.representar ao Ministério Público competente para fins de adoção de medidas processuais no âmbito de suas atribuições. II .(Vetado). coordenar e executar a política nacional de proteção ao consumidor. denúncias ou sugestões apresentadas por entidades representativas ou pessoas jurídicas de direito público ou privado. nos termos da legislação vigente. 1° da Lei n° 7. 108.347.(Vetado). analisar. 109. a formação de entidades de defesa do consumidor pela população e pelos órgãos públicos estaduais e municipais.solicitar o concurso de órgãos e entidades da União. (Vetado).DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS I . quantidade e segurança de bens e serviços. de 24 de julho de 1985: "IV .prestar aos consumidores orientação permanente sobre seus direitos e garantias. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. elaborar. (Vetado). conscientizar e motivar o consumidor através dos diferentes meios de comunicação. Para a consecução de seus objetivos. propor.incentivar. X . relações de consumo que tenham por objeto estabelecer condições relativas ao preço. o Departamento Nacional de Defesa do Consumidor poderá solicitar o concurso de órgãos e entidades de notória especialização técnico-científica. 51 Profa. Art. bem como à reclamação e composição do conflito de consumo. V . bem como auxiliar a fiscalização de preços. TÍTULO VI Disposições Finais Art.

347. FERNANDO COLLOR Bernardo Cabral Zélia M. 115. coletivos e individuais. custas e despesas processuais". O § 3° do art.347. ou a qualquer outro interesse difuso ou coletivo". Art. ao patrimônio artístico. Art. emolumentos.347. 15.com . turístico e paisagístico. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União. Acrescente-se os seguintes §§ 4°.347. Cardoso de Mello Ozires Silva 52 Profa. Brasília. renumerando-se os seguintes: "Art. o seguinte dispositivo. Em caso de litigância de má-fé. a proteção ao meio ambiente.347. sem que a associação autora lhe promova a execução. Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença condenatória. O inciso II do art. mediante combinações.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art.° 7. histórico. facultada igual iniciativa aos demais legitimados". 5° da Lei n° 7. deverá fazê-lo o Ministério Público. não haverá adiantamento de custas.347. da Lei n. Art. Nas ações de que trata esta lei. de 24 de julho de 1985.STJ) Art. 11 de setembro de 1990. de 24 de julho de 1985. o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa". com a seguinte redação: “Art. 18 da Lei n° 7. salvo comprovada má-fé.inclua. Art. ao consumidor. 15 da Lei n° 7. 18. de 24 de julho de 1985.347. Acrescente-se à Lei n° 7. 5° da Lei n° 7. 116. que terá eficácia de título executivo extrajudicial". 17 da Lei n° 7. passa a ter a seguinte redação: "II . 113. 119. Art. Art. passa a ter a seguinte redação: "§ 3° Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada. 5º. 21. 114. Art. 17. (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG . de 24 de julho de 1985: "Art. passando o parágrafo único a constituir o caput. de 24 de julho de 1985. sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos”. 169° da Independência e 102° da República. Este código entrará em vigor dentro de cento e oitenta dias a contar de sua publicação. em honorários de advogado. do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei.STJ) § 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais. Suprima-se o caput do art. Dê-se a seguinte redação ao art. 17. a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas. (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG . no que for cabível. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. os dispositivos do Título III da lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor". Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos. entre suas finalidades institucionais. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano. Revogam-se as disposições em contrário. § 5. estético. honorários periciais e quaisquer outras despesas. 118. de 24 de julho de 1985: "§ 4. 5° e 6° ao art. de 24 de julho de 1985. “Art.° O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz. 111. 117. 112. passa a ter a seguinte redação: "Art. O art. nem condenação da associação autora.

estaduais. no uso da atribuição que lhe confere o art. dos Estados. DE 20 DE MARÇO DE 1997.prestar aos consumidores orientação permanente sobre seus direitos e garantias. VI . de 11 de setembro de 1990.181. da Constituição.SNDC e estabelecidas as normas gerais de aplicação das sanções administrativas. pelos cidadãos. avaliar e apurar consultas e denúncias apresentadas por entidades representativas ou pessoas jurídicas de direito público ou privado ou por consumidores individuais. IX . 1º Fica organizado o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor .planejar. elaborar. e os demais órgãos federais. de entidades com esse mesmo objetivo. penais e civis. municipais e as entidades civis de defesa do consumidor. V . inciso IV.078. nos termos da Lei nº 8. e tendo em vista o disposto na Lei nº 8. a criação de órgãos públicos estaduais e municipais de defesa do consumidor e a formação.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS DECRETO Nº 2. quantidade e segurança de produtos e serviços. de 11 de setembro de 1990. do Distrito Federal. por meio do seu Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor . para fins de adoção de medidas processuais. no âmbito de suas atribuições. 53 Profa. 3º Compete ao DPDC.incentivar. coletivos ou individuais dos consumidores.com . VII . CAPíTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR Art. do Distrito Federal e dos Municípios. DECRETA: Art.representar ao Ministério Público competente.informar. II . analisar.078. estabelece as normas gerais de aplicação das sanções administrativas previstas na Lei nº 8. propor. de 9 julho de 1993. bem como auxiliar na fiscalização de preços. IV . por intermédio dos diferentes meios de comunicação.levar ao conhecimento dos órgãos competentes as infrações de ordem administrativa que violarem os interesses difusos.receber. inclusive com recursos financeiros e outros programas especiais. cabendo-lhe: I . coordenar e executar a política nacional de proteção e defesa do consumidor. de 11 de setembro de 1990. e dá outras providências. nos termos da legislação vigente. 2º Integram o SNDC a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça SDE.solicitar o concurso de órgãos e entidades da União. a coordenação da política do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. conscientizar e motivar o consumidor. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. VIII . III . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. revoga o Decreto Nº 861.solicitar à polícia judiciária a instauração de inquérito para apuração de delito contra o consumidor. abastecimento.078. CAPíTULO II DA COMPETÊNCIA DOS ORGÃOS INTEGRANTES DO SNDC Art. Dispõe sobre a organização do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor SNDC. 84.DPDC.

retificar ou complementar o acordo firmado. III . 5º da Lei nº 7. caberá ao órgão estadual. a que se refere o art. no âmbito de sua competência.078.078. ainda: I . de que trata o art. para apuração de infração decorrente de um mesmo fato imputado ao mesmo fornecedor.078. XI .DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS X .fiscalizar as relações de consumo. VI . 5º Qualquer entidade ou órgão da Administração Pública. criado. na forma do § 6º do art. 4º No âmbito de sua jurisdição e competência. diária. determinando outras providências que se fizerem necessárias. sob pena de invalidade imediata do ato. coordenar e executar a política estadual. no âmbito de sua competência. XIV .347. no âmbito de suas respectivas competências. pela legislação complementar e por este Decreto.desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades. exercitar as atividades contidas nos incisos II a XII do art. Se instaurado mais de um processo administrativo por pessoas jurídicas de direito público distintas.provocar a Secretaria de Direito Econômico para celebrar convênios e termos de ajustamento de conduta. de 24 de julho de 1985. Art. levando sempre em consideração a competência federativa para legislar sobre a respectiva atividade econômica. Art. § 2º A qualquer tempo. desde que mais vantajoso para o consumidor. § 1º A celebração de termo de ajustamento de conduta não impede que outro. federal. as reclamações fundamentadas. propor. pelo descumprimento do ajustado. V . e remeter cópia ao DPDC. e em outras normas pertinentes à defesa do consumidor. destinado à defesa dos interesses e direitos do consumidor. na órbita de suas respectivas competências.elaborar e divulgar o cadastro nacional de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços. cláusulas que estipulem condições sobre: I . de 1985.dar atendimento aos consumidores. do Distrito Federal e municipal de proteção e defesa do consumidor. processando.elaborar e divulgar anualmente. II . XII . eventual conflito de competência será dirimido pelo DPDC. como instância de instrução e julgamento. Parágrafo único. de 1990. XIII . Art. IV . nos termos do § 6º do art. dentro das regras fixadas pela Lei nº 8. atribuição para apurar e punir infrações a este Decreto e à legislação das relações de consumo.fiscalizar e aplicar as sanções administrativas previstas na Lei nº 8. o cadastro de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços. especificamente para este fim. estadual e municipal. diante de novas informações ou se assim as circunstâncias o exigirem. o órgão subscritor poderá.com . seja lavrado por quaisquer das pessoas jurídicas de direito público integrantes do SNDC.347.obrigação do fornecedor de adequar sua conduta às exigências legais. tem. regularmente. nas suas respectivas áreas de atuação. entre outras. § 3º O compromisso de ajustamento conterá. de 1990.CNPDC. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.solicitar o concurso de órgãos e entidades de notória especialização técnico-científica para a consecução de seus objetivos. levando-se em conta os seguintes critérios: 54 Profa. de 1990. elaborar. 6º As entidades e órgãos da Administração Pública destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor poderão celebrar compromissos de ajustamento de conduta às exigências legais. 44 da Lei nº 8. 3º deste Decreto e.planejar. 5º da Lei nº 7. do Distrito Federal e municipal de proteção e defesa do consumidor.funcionar.078. no prazo ajustado II .pena pecuniária. no processo administrativo. dando-se seguimento ao procedimento administrativo eventualmente arquivado. na forma da lei.desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades. de 1990. 44 da Lei nº 8. que poderá ouvir a Comissão Nacional Permanente de Defesa do Consumidor .

078. a limites quantitativos. § 4º A celebração do compromisso de ajustamento suspenderá o curso do processo administrativo. por meio do DPDC. de 1990. pelos órgãos conveniados com a Secretaria e pelos órgãos de proteção e defesa do consumidor criados pelos Estados.exercer outras atividades correlatas. de 1990. em suas respectivas áreas de atuação e competência. Sem exclusão da responsabilidade dos órgãos que compõem o SNDC. sem justa causa.ressarcimento das despesas de investigação da infração e instrução do procedimento administrativo. 8º As entidades civis de proteção e defesa do consumidor. devidamente credenciados mediante Cédula de Identificação Fiscal. Art. III . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Distrito Federal e Municípios. b) o valor do produto ou serviço em questão. oficialmente designados. 55 Profa. legalmente constituídas. d) a situação econômica do infrator. SEÇÃO II Das Práticas Infrativas Art. que somente será arquivado após atendidas todas as condições estabelecidas no respectivo termo. admitida a delegação mediante convênio. Art. 7º Compete aos demais órgãos públicos federais.condicionar o fornecimento de produto ou serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço. III . do Distrito Federal e municipais que passarem a integrar o SNDC fiscalizar as relações de consumo. no âmbito federal. DAS PRÁTICAS INFRATIVAS E DAS PENALIDADES ADMINISTRATIVAS SEÇÃO I Da Fiscalização Art. 11. poderão: I . bem como.078.representar o consumidor em juízo. e autuar. Art. estaduais. 10. 9º A fiscalização das relações de consumo de que tratam a Lei nº 8.encaminhar denúncias aos órgãos públicos de proteção e defesa do consumidor. no âmbito de sua competência. se instaurado. c) os antecedentes do infrator. para as providências legais cabíveis. CAPíTULO III DA FISCALIZAÇÃO. pelos órgãos federais integrantes do SNDC.com . os responsáveis por práticas que violem os direitos do consumidor. A fiscalização de que trata este Decreto será efetuada por agentes fiscais. na forma da legislação. os agentes de que trata o artigo anterior responderão pelos atos que praticarem quando investidos da ação fiscalizadora. Art. 82 da Lei nº 8. 12. este Decreto e as demais normas de defesa do consumidor será exercida em todo o território nacional pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça. vinculados aos respectivos órgãos de proteção e defesa do consumidor. observado o disposto no inciso IV do art. São consideradas práticas infrativa: I .DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS a) o valor global da operação investigada. do Distrito Federal e municipal. Il . estadual.

deixar de reparar os danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projetos.exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva. práticas infrativas. II . de conformidade com os usos e costumes. em língua portuguesa.deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação ou variação de seu termo inicial a seu exclusivo critério. de 1990: I . VIII . ou quando da verificação posterior da existência do risco.enviar ou entregar ao consumidor qualquer produto ou fornecer qualquer serviço. garantia. da embalagem. tendo em vista sua idade. publicitária ou não. sem motivo justificado. qualidade.recusar atendimento às demandas dos consumidores na exata medida de sua disponibilidade de estoque e.ofertar produtos ou serviços sem as informações corretas. salvo se existir autorização em contrário do consumidor. prazos de validade e origem. condições de pagamento.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS II .colocar. claras. IV . precisa e ostensivas. ressalvada a incorreção retificada em tempo hábil ou exclusivamente atribuível ao veículo de comunicação. ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e auto consumidor. inclusive nessas duas hipóteses. 56 Profa. d) impróprio ou inadequado ao consumo a que se destina ou que lhe diminua o valor. 13. da rotulagem ou mensagem publicitária. III . ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante. c) em desacordo com as indicações constantes do recipiente. apresentação ou acondicionamento de seus produtos ou serviços. XI .078. IV . assegurado o direito de regresso do anunciante contra seu segurador ou responsável direto.deixar de reexecutar os serviços. montagem. IX . VI . ou por informações insuficientes ou inadequadas sobre a sua utilização e risco. sem custo adicional. VII . b) que acarrete riscos à saúde ou à segurança dos consumidores e sem informações ostensivas e adequadas. entre outros dados relevantes. conhecimento ou condição social. V . se normas específicas não existirem. Serão consideradas. sem prejuízo. juros. quantidade.CONMETRO. VI . sobre suas características. manipulação. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza.deixar de empregar componentes de reposição originais.prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor. atendimento à demanda dos consumidores de serviços. suficientemente precisa.recusar. ou. X . saúde. Art. construção. adequados e novos.repassar informação depreciativa referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos. quando cabível.com .deixar de comunicar à autoridade competente a periculosidade do produto ou serviço. preço.deixar de comunicar aos consumidores. ou quando da verificação posterior da existência do risco. ainda. ainda. na forma dos dispositivos da Lei nº 8. a periculosidade do produto ou serviço. sem solicitação prévia. Ill . no mercado de consumo. composição. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. por meio de anúncios publicitários. quando do lançamento dos mesmos no mercado de consumo. Normalização e Qualidade Industrial . qualquer produto ou serviço: a) em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes. do cumprimento forçado do anunciado ou do ressarcimento de perdas e danos sofridos pelo consumidor. quando do lançamento dos mesmos no mercado de consumo.deixar de cumprir a oferta.ABNT ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas . fabricação. V . para impingir-lhe seus produtos ou serviços. encargos.

por telefone ou reembolso postal.deixar de corrigir. o nome e endereço do fabricante ou do importador na embalagem. e. ou. nas ofertas ou vendas eletrônicas. 14. por escrito. características. o regime de preços tabelados.impedir.deixar de assegurar a oferta de componentes e peças de reposição. XXIII .omitir em impressos. XI . ressalvados os casos regulados em leis especiais.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS VII . Art. os acréscimos legal e contratualmente previstos. quando não solicitada por ele. X . XII . de 1990. preço e de quaisquer outros dados sobre produtos ou serviços. as correções cadastrais por ele solicitadas. recibos e précontratos concernentes às relações de consumo. capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da natureza. qualidade. bem como sobre as respectivas fontes. ficha. fixados ou controlados pelo Poder Público. diretamente a quem se dispõe a adquiri-los mediante pronto pagamento. a inexatidão de dados e cadastros. XXI . XXIV .propor ou aplicar índices ou formas de reajuste alternativos. por outro da mesma espécie. a soma total a pagar. imediata e gratuitamente. monetariamente atualizados. nunca inferior à vida útil do produto ou serviço. no caso de fornecimento de produtos e serviços. XIIII . VIII . impedir. em caso de desistência do contrato pelo consumidor.submeter o consumidor inadimplente a ridículo ou a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.deixar de comunicar ao consumidor.elaborar cadastros de consumo com dados irreais ou imprecisos. o cumprimento das declarações constantes de escritos particulares. inadequado. registro de dados pessoais e de consumo. XXII . XIX .deixar de trocar o produto impróprio. propriedade. IX . ou de restituir imediatamente a quantia paga. dificultar ou negar a desistência contratual. É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de aráter publicitário inteira ou parcialmente falsa. ou fazer abatimento proporcional do preço. caso cessadas. catálogos ou comunicações. 57 Profa.deixar de cumprir. registros de dados pessoais e de consumo. o preço do produto ou do serviço em moeda corrente nacional.com . XVIII . de manter a oferta de componentes e peças de reposição por período razoável de tempo. administrados. na publicidade e nos impressos utilizados na transação comercial. no prazo de até sete dias a contar da assinatura do contrato ou do ato de recebimento do produto ou serviço. devidamente preenchido com as informações previstas no parágrafo único do art.recusar a venda de produto ou a prestação de serviços. o montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros. quantidade. publicamente ofertados. arquivados sobre ele.deixar de entregar o termo de garantia. prévia e adequadamente. em contratos que envolvam vendas a prazo ou com cartão de crédito.078. no prazo de cinco dias úteis. com ou sem financiamento. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.impedir.impedir ou dificultar o acesso gratuito do consumidor às informações xistentes em cadastros. dificultar ou negar a devolução dos valores pagos. XV .manter cadastros e dados de consumidores com informações negativas.deixar. origem. o número e a periodicidade das prestações e. a critério do consumidor. XVII . XIV . por qualquer outro modo. congelados. enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. XX . durante o prazo de reflexão. bem como fazê-lo em desacordo com aquele que seja legal ou contratualmente permitido. em perfeitas condições de uso.deixar de comunicar. sem justa causa. com igual destaque. fichas.omitir. esmo por omissão. divergentes da proteção legal. especialmente or telefone ou a domicílio. ou de valor diminuído. XVI . sempre que a contratação ocorrer fora do estabelecimento comercial. de informar por escrito ao consumidor. devidamente corregida. quando solicitado pelo consumidor. 50 da Lei nº 8. dificultar ou negar. ao consumidor a abertura de cadastro. inclusive nas comunicações publicitárias.

interdição. inclusive de forma cautelar. VII .revogação de concessão ou permissão de uso. 17.suspensão de fornecimento de produtos ou serviços. que apurará o fato e aplicará as sanções respectivas.suspensão temporária de atividade. desrespeite valores ambientais. seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. que poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente.078. explore o medo ou a superstição. de 1990. Art. a publicidade que deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço a ser colocado à disposição dos consumidores. Ill . Nos casos de processos administrativos tramitando em mais de um Estado. e das demais normas de defesa do consumidor constituirá prática infrativa e sujeitará o fornecedor às seguintes penalidades. XII . total ou parcial. entre outras. § 3º O ônus da prova da veracidade (não-enganosidade) e da correção (não-abusividade) da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.imposição de contrapropaganda.intervenção administrativa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. o DPDC poderá avocá-los. penal e das definidas em normas específicas: I . Estando a mesma empresa sendo acionada em mais de um Estado federado pelo mesmo fato gerador de prática infrativa. sem prejuízo das de natureza cível. que envolvam interesses difusos ou coletivos. As práticas infrativas classificam-se em: I .cassação de licença do estabelecimento ou de atividade.apreensão do produto. SEÇÃO III Das Penalidades Administrativas Art. X . 18.graves: aquelas em que forem verificadas circunstâncias agravantes. Art. II . V . Art. se aproveite da deficiência de julgamento e da inexperiência da criança. a publicidade discriminatória de qualquer natureza. § 2º É abusiva.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 1º É enganosa. a autoridade máxima do sistema estadual poderá remeter o processo ao órgão coordenador do SNDC. antecedente ou incidente no processo administrativo. IX . por omissão.inutilização do produto. IV . de obra ou de atividade.leves: aquelas em que forem verificadas somente circunstâncias atenuantes. 58 Profa. 15. II . XI . que incite à violência. de estabelecimento. A inobservância das normas contidas na Lei nº 8. ouvida a Comissão Nacional Permanente de Defesa do Consumidor. ou que viole normas legais ou regulamentares de controle da publicidade. bem como as autoridades máximas dos sistemas estaduais.cassação do registro do produto junto ao órgão competente.proibição de fabricação do produto.multa. 16. VI .com . VIII .

impuser representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor. II .impossibilitar. VIII . Sujeitam-se à pena de multa os órgãos públicos que. Toda pessoa física ou jurídica que fizer ou promover publicidade enganosa ou abusiva ficará sujeita à pena de multa. 22.estabelecer obrigações consideradas iníquas ou abusivas. por si ou suas empresas concessionárias. V . técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem publicitária. VII . § 3º As penalidades previstas nos incisos III a XI deste artigo sujeitam-se a posterior confirmação pelo órgão normativo ou regulador da atividade. bancárias. b) veicular publicidade de forma que o consumidor não possa. IV . 59 Profa. A aplicação da sanção prevista no inciso II do art. fácil e imediatamente. inserir. de crédito direto ao consumidor. e especialmente quando: I . Art. § 2º A retirada de produto por parte da autoridade fiscalizadora não poderá realização da análise pericial. qualquer que seja a modalidade do contrato de consumo.transferir responsabilidades a terceiros. subtração ou remoção. VI . 19.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 1º Responderá pela prática infrativa. responsável. incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade.estabelecer inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor. seguros e. nos casos previstos na Lei nº 8. forma de pagamento ou atualização monetária.078. incidir sobre quantidade superior àquela necessária à Art. sem prejuízo da competência de outros órgãos administrativos. variação unilateral do preço. identificá-la como tal. encargos. cumulada com aquelas previstas no artigo anterior. nomeado fiel depositário. fizer circular ou utilizar-se de cláusula abusiva. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada.determinar a utilização compulsória de arbitragem. proibida a venda. utilização. § 1º Os bens apreendidos. total ou parcial. sujeitando-se às sanções administrativas previstas neste Decreto. eficientes. poupança. juros. depósito.078. inclusive nas operações securitárias. Parágrafo único. III . preposto ou empregado que responda pelo gerenciamento do negócio. § 2º As penalidades previstas neste artigo serão aplicadas pelos órgãos oficiais integrantes do SNDC. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.deixar ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato. quem por ação ou omissão lhe der causa. substituição. 18 terá lugar quando os produtos forem comercializados em desacordo com as especificações técnicas estabelecidas em legislação própria. permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento. de 1990. contínuos. na forma da legislação vigente. mútuo ou financiamento. 20. Art. a critério da autoridade. quanto aos essenciais. deixarem de fornecer serviços adequados. 21. na Lei nº 8. embora obrigando o consumidor. Art. direta ou indiretamente.permitir ao fornecedor. sem prejuízo das atribuições do órgão normativo ou regulador da atividade. de 1990. poderão ficar sob a guarda do proprietário.deixar de reembolsar ao consumidor a quantia já paga. Será aplicada multa ao fornecedor de produtos ou serviços que. nos limites de sua competência. e neste Decreto. dos referidos bens. IX . Incide também nas penas deste artigo o fornecedor que: a) deixar de organizar ou negar aos legítimos interessados os dados fáticos. exonerar ou atenuar a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou implicar renúncia ou disposição de direito do consumidor. mediante termo próprio.com . concorrer para sua prática ou dela se beneficiar. direta ou indiretamente.

DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS X . XIV .determinar. encargos e demais acréscimos.a ação do infrator não ter sido fundamental para a consecução do fato. decorrentes do inadimplemento de obrigação no seu termo.autorizar o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente. XVI .possibilitar a renúncia ao direito de indenização por benfeitorias necessárias.restringir direitos ou obrigações fundamentais à natureza do contrato. de 1º de agosto de 1996. entre outros recursos gráficos e visuais. sem que igual direito seja conferido ao consumidor. inclusive com a utilização de tipos de letra e cores diferenciados. 56 deste Decreto. inadequado. inclusive o de adesão. com a redação dada pela Lei nº 9. sem utilizar termos claros. ressalvada a cobrança judicial de perdas e danos comprovadamente sofridos. ou a restituição imediata da quantia paga. nos contratos de longa duração ou de trato sucessivo. sem prejuízo da competência de outros órgãos administrativos.078. XXII .298. em razão do inadimplemento. XVII . nos contratos de compra e venda mediante pagamento em prestações. total ou parcialmente. Art. na hipótese prevista no inciso IV do art. XIX . Parágrafo único. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. devidamente corrigido. em perfeitas condições de uso.fizer constar do contrato alguma das cláusulas abusivas a que se refere o art. 12 deste Decreto. XII .onerar excessivamente o consumidor. o cancelamento sem justa causa e motivação. em beneficio do credor que.com . 28 deste Decreto. Art. caracteres ostensivos e legíveis. de tal modo a ameaçar o seu objeto ou o equilíbrio contratual. 52 da Lei nº 8. que permitam sua imediata e fácil compreensão. ou nas alienações fiduciárias em garantia. a critério do consumidor. Consideram-se circunstâncias atenuantes: I . II . 12. o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares à espécie. de 1990. 18. oferecer ou estipular pagamento em moeda estrangeira. inclusive seguro.impedir. 25.os antecedentes do infrator. ou fazer abatimento proporcional do preço. Art. XXIII .que impeça a troca de produto impróprio. 60 Profa. II . destacando-se as cláusulas que impliquem obrigação ou limitação dos direitos contratuais do consumidor. XX . Para a imposição da pena e sua gradação. considerando-se a natureza e o conteúdo do contrato. ou de valor diminuído. XXI . inexistindo obrigação de pagamento. a perda total das prestações pagas. a pena de multa poderá ser cumulada com as demais previstas no art. mesmo que dada ao consumidor a mesma opção.elaborar contrato. XV .obrigar o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação. 24. equiparam-se às amostras grátis. XVIII . XIII .ser o infrator primário. salvo nos casos previstos em lei. pleitear a resilição do contrato e a retomada do produto alienado.cobrar multas de mora superiores a dois por cento. dificultar ou negar ao consumidor a liquidação antecipada do débito.as circunstâncias atenuantes e agravantes. Dependendo da gravidade da infração prevista nos incisos dos arts. XI . ou permitir. mediante redução proporcional dos juros. sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor. serão considerados: I . nos termos do art. 13 e deste artigo. por outro da mesma espécie.infringir normas ambientais ou possibilitar sua violação.autorizar o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato após sua celebração.anunciar. conforme o disposto no § 1º do art. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor. 23.

ter o infrator adotado as providências pertinentes para minimizar ou de imediato reparar os efeitos do ato lesivo. se entre a data da decisão administrativa definitiva e aquela da prática posterior houver decorrido período de tempo superior a cinco anos.ter a prática infrativa ocorrido em detrimento de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência física. a extensão do dano causado aos consumidores.trazer a prática infrativa conseqüências danosas à saúde ou à segurança do consumidor. cometido a prática infrativa para obter vantagens indevidas.dissimular-se a natureza ilícita do ato ou atividade. os recursos serão depositados no Fundo do respectivo Estado e. IV . faltando este. 57 da Lei nº 8. Art. 56 e caput do art. de 1990. VIII . no Fundo federal. Art. 28.ser a conduta infrativa praticada aproveitando-se o infrator de grave crise econômica ou da condição cultural. tendo conhecimento do ato lesivo. reverterá para o Fundo pertinente à pessoa jurídica de direito público que impuser a sanção.ocasionar a prática infrativa dano coletivo ou ter caráter repetitivo. 24 deste Decreto pela autoridade competente. Difusos poderá apreciar e autorizar recursos para projetos especiais de órgãos e entidades federais. 26. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. às normas de defesa do consumidor.ser o infrator reincidente. de 1985.078. e Lei nº 9. As multas arrecadadas serão destinadas ao financiamento de projetos relacionados com os objetivos da Política Nacional de Relações de Consumo. ou.078. As multas arrecadadas pela União e órgãos federais reverterão para o Fundo de Direitos Difusos de que tratam a Lei nº 7. de 21 de março de 1995. A multa de que trata o inciso I do art. por ocasião de calamidade. IX . de tomar as providências para evitar ou mitigar suas conseqüências. de qualquer natureza. 57 da Lei nº 8.deixar o infrator. II . VII .ter o infrator agido com dolo. Observado o disposto no art. VI . Consideram-se circunstâncias agravantes: I . comprovadamente. estaduais e municipais de defesa do consumidor. CAPíTULO IV DA DESTINAÇÃO DA MULTA E DA ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS Art. com a defesa dos direitos básicos do consumidor e com a modernização administrativa dos órgãos públicos de defesa do consumidor.008. após aprovação pelo respectivo Conselho Gestor. social ou econômica da vítima. Art. Parágrafo único. O Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos. gerido pelo respectivo Conselho Gestor.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS III . Art. ainda. Parágrafo único.com . Na ausência de Fundos municipais. Para efeito de reincidência. gerido pelo Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos . de 1990.CFDD. 29. Parágrafo único. respeitados os parâmetros estabelecidos no parágrafo único do art.ter o infrator. em cada unidade federativa. a vantagem auferida com o ato infrativo e a condição econômica do infrator. não prevalece a sanção anterior. Considera-se reincidência a repetição de prática infrativa.347. a pena de multa será fixada considerando-se a gravidade da prática infrativa. 27. mental ou sensorial. 30. 61 Profa. Art. 31. V . interditadas ou não. punida por decisão administrativa irrecorrível. III .

As práticas infrativas às normas de proteção e defesa do consumidor serão apuradas em processo administrativo. 32. para tanto. o Conselho Federal Gestor do FDD restituirá aos fundos dos Estados envolvidos o percentual de até oitenta por cento do valor arrecadado. na forma do disposto no § 4º do art. na forma do art. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 34. § 2º A recusa à prestação das informações ou o desrespeito às determinações e convocações dos órgãos do SNDC caracterizam desobediência. Na hipótese de multa aplicada pelo órgão coordenador do SNDC nos casos previstos pelo art. d) o dispositivo legal infringido. a indicação do seu cargo ou função e o número de sua matrícula. a quaisquer dos órgãos oficiais de proteção e defesa do consumidor. I . por escrito. de 1990. sem entrelinhas. c) a descrição do fato ou do ato constitutivo da infração. a data e a hora da lavratura. requisitar dos fornecedores informações sobre as questões investigados. resguardado o segredo industrial. 62 Profa. b) o nome. de Apreensão e o Termo de Depósito deverão ser impressos. f) a identificação do agente autuante. § 1º Antecedendo à instauração do processo administrativo. 15 deste Decreto. 35. o endereço e a qualificação do autuado. g) a designação do órgão julgador e o respectivo endereço. ou por telegrama carta. mencionando: I . 55 da Lei nº 8. Os Autos de infração. SEÇÃO II Da Reclamação Art.ato. poderá a autoridade competente abrir investigação preliminar.078. ficando a autoridade administrativa com poderes para determinar a imediata cessação da prática.reclamação. além da imposição das sanções administrativas e civis cabíveis. numerados em série e preenchidos de forma clara e precisa. de Apreensão e do Termo de Depósito Art. da autoridade competente. 33. rasuras ou emendas.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. que terá início mediante: I . III .o Auto de Infração: a) o local.lavratura de auto de infração. fac-símile ou qualquer outro meio de comunicação. 330 do Código Penal. cabendo.com . sua assinatura. e) a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de dez dias. O consumidor poderá apresentar sua reclamação pessoalmente. SEÇÃO III Dos Autos de Infração. CAPíTULO V DO PROCESSO ADMINISTRATIVO SEÇÃO I Das Disposições Gerais Art. telex.

com Aviso de Recebimento (AR) ou outro procedimento equivalente. O processo administrativo de que trata o art. Parágrafo único. para comprovação de infração. g) a identificação do agente autuante. Art. de Apreensão e o Termo de Depósito serão lavrados pelo agente autuante que houver verificado a prática infrativa. II . na forma deste Decreto. o agente competente consignará o fato no respectivo Auto. e) o local onde o produto ficará armazenado. composto de três vias. 39. obrigatoriamente. ao receber cópias dos mesmos. constitui notificação. 63 Profa. numeradas tipograficamente. sem implicar confissão. tendo os mesmos efeitos do caput deste artigo. 33 deste Decreto poderá ser instaurado mediante reclamação do interessado ou por iniciativa da própria autoridade competente. remetendo-os ao autuado por via postal. Na hipótese de a investigação preliminar não resultar em processo administrativo com base em reclamação apresentada por consumidor. deverá este ser informado sobre as razões do arquivamento pela autoridade competente. i) as proibições contidas no § 1º do art.com . Os Autos de Infração. c) a descrição e a quantidade dos produtos apreendidos. o Agente competente consignará o fato nos Autos e no Termo. 44 do presente Decreto. o endereço e a qualificação do depositário. Art. II .DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS h) a assinatura do autuado.a descrição do fato ou ato constitutivo da infração. 40. sua assinatura. deverá. § 2º Quando a verificação do defeito ou vício relativo à qualidade. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. SEÇÃO IV Da Instauração do Processo Administrativo por Ato de Autoridade Competente Art. conter: I .o Auto de Apreensão e o Termo de Depósito: a) o local. A assinatura nos Autos de Infração. a indicação do seu cargo ou função e o número de sua matrícula. para os fins do art. Os Autos de Infração. de Apreensão e o Termo de Depósito serão lavrados em impresso próprio. 38. preferencialmente no local onde foi comprovada a irregularidade. Em caso de recusa do autuado em assinar os Autos de Infração. por parte do autuado.a identificação do infrator. a data e a hora da lavratura. d) as razões e os fundamentos da apreensão. O processo administrativo. de Apreensão e o Termo de Depósito. oferta e apresentação de produtos não depender de perícia. Parágrafo único. § 1º Quando necessário. b) o nome. h) a assinatura do depositário. de Apreensão e no Termo de Depósito. 36. 37. 21 deste Decreto. os Autos serão acompanhados de laudo pericial. f) a quantidade de amostra colhida para análise. Art. Art.

indicando em sua defesa: I . Ill . II . Decorrido o prazo da impugnação. SEÇÃO V Da Notificação Art.a qualificação do impugnante. no prazo de dez dias. 64 Profa. podendo dispensar as meramente protelatórias ou irrelevantes. a natureza e gradação da pena. A autoridade competente expedirá notificação ao infrator. Art. se condenatória. contados processualmente de sua notificação. a serem apresentados no prazo estabelecido. Art. 44 deste Decreto. sendo-lhe facultado requisitar do infrator. ou divulgado.pessoalmente ao infrator. constatação preliminar da ocorrência de prática presumida. § 1º A notificação. IV . 40. § 1º A autoridade administrativa competente. na imprensa oficial ou em jornal de circulação local. II . far-se-á: I . Art. esclarecimentos ou documentos. 45. o respectivo enquadramento legal e. O infrator poderá impugnar o processo administrativo. SEÇÃO VI Da Impugnação e do Julgamento do Processo Administrativo Art. pelo prazo de dez dias.a autoridade julgadora a quem é dirigida. A decisão administrativa conterá relatório dos fatos. O processo administrativo decorrente de Auto de Infração. a contar da data de seu recebimento. será feita a notificação por edital. seu mandatário ou preposto não puder ser notificado. 42. para apresentar defesa. 43. o órgão julgador determinará as diligências cabíveis. 44. 41.a assinatura da autoridade competente.as provas que lhe dão suporte. fixando o prazo de dez dias. § 2º Quando o infrator. § 2º Julgado o processo e fixada a multa.os dispositivos legais infringidos. Art. pelo menos uma vez. 46. § 3º Em caso de provimento do recurso. será o infrator notificado para efetuar seu recolhimento no prazo de dez dias ou apresentar recurso. A autoridade administrativa poderá determinar.por carta registrada ao infrator. pessoalmente ou por via postal. a ser afixado nas dependências do órgão respectivo. IV . em lugar público. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. de ato de oficio de autoridade competente. na forma do art.as razões de fato e de direito que fundamentam a impugnação. órgãos ou entidades públicas as necessárias informações. seu mandatário ou preposto. acompanhada de cópia da inicial do processo administrativo a que se refere o art.com .DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS III . apreciará a defesa e as provas produzidas pelas partes. se houver. não estando vinculada ao relatório de sua consultoria jurídica ou órgão similar. ou de reclamação será instruído e julgado na esfera de atribuição do órgão que o tiver instaurado. com Aviso de Recebimento (AR). na forma de ato próprio. os valores recolhidos serão devolvidos ao recorrente na forma estabelecida pelo Conselho Gestor do Fundo. antes de julgar o feito. de quaisquer pessoas físicas ou jurídicas. seu mandatário ou preposto.

65 Profa. 22 deste Decreto. notadamente para o fim de aplicação do disposto no inciso IV do art. 48. pela autoridade superior. Art. no prazo de dez dias.078. as condições constantes do § 1º do art. Todos os prazos referidos nesta Seção são preclusivos. cabendo recurso ao titular da Secretaria de Direito Econômico. CAPíTULO VI DO ELENCO DE CLÁUSULAS ABUSIVAS E DO CADASTRO DE FORNECEDORES SEÇÃO I Do Elenco de Cláusulas Abusivas Art. a Secretaria de Direito Econômico divulgará. nos termos fixados nesta Seção. Parágrafo único. 60 da Lei nº 8. anualmente. Art. Das decisões da autoridade competente do órgão público que aplicou a sanção caberá recurso. contados da data da intimação da decisão. Sendo julgada insubsistente a infração. como segunda e última instância recursal. 47. Art. o processo poderá ser instruído com indicações técnico-publicitárias. mediante declaração na própria decisão. 53. o recurso será recebido. se não houver prejuízo para a defesa. SEÇÃO VIII Dos Recursos Administrativos Art. seja de ordem formal ou material. cabendo à autoridade que a declarar indicar tais atos e determinar o adequado procedimento saneador. A nulidade prejudica somente os atos posteriores ao ato declarado nulo e dele diretamente dependentes ou de que sejam conseqüência. a autoridade julgadora recorrerá à autoridade imediatamente superior. elenco complementar de cláusulas contratuais consideradas abusivas. obedecidas. 52. das quais se intimará o autuado. sem efeito suspensivo. A inobservância de forma não acarretará a nulidade do ato. 49. 50. Não sendo recolhido o valor da multa em trinta dias. SEÇÃO VII Das Nulidades Art. 55. Art. No caso de aplicação de multas. 51. Na forma do art. SEÇÃO IX Da Inscrição na Dívida Ativa Art.com . o julgamento do feito será de responsabilidade do Diretor daquele órgão. Quando a cominação prevista for a contrapropaganda. se for o caso. Parágrafo único. 51 da Lei nº 8.078. na execução da respectiva decisão. no prazo de dez dias.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. de 1990. será o débito inscrito em dívida ativa do órgão que houver aplicado a sanção. 56. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Art. de 1990. e com o objetivo de orientar o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. com efeito suspensivo. a seu superior hierárquico. A decisão é definitiva quando não mais couber recurso. Quando o processo tramitar no âmbito do DPDC. contados da data da intimação da decisão. que proferirá decisão definitiva. Não será conhecido o recurso interposto fora dos prazos e condições estabelecidos neste Decreto. para subseqüente cobrança executiva. 54.

com .reclamação fundamentada: a notícia de lesão ou ameaça a direito de consumidor analisada por órgão público de defesa do consumidor. § 2º O cadastro será divulgado anualmente. contabilidade e continuidade. 61.078. a consideração sobre a abusividade de cláusulas contratuais se dará de forma genérica e abstrata. devendo os órgãos públicos competentes assegurar sua publicidade. 60.078. Os cadastros específicos de cada órgão público de defesa do consumidor serão consolidados em cadastros gerais. de 1990. a retificação de informação inexata que nele conste. inclusive eletrônica. por decisão definitiva. Art. Art. Parágrafo único: No caso de acolhimento do pedido.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 1º Na elaboração do elenco referido no caput e posteriores inclusões. no prazo deste artigo. referentes a período superior a cinco anos. 62. § 1º O cadastro referido no caput deste artigo será publicado. contado da data da intimação da decisão definitiva. não impedindo que outras. Os cadastros de reclamações fundamentadas contra fornecedores constituem instrumento essencial de defesa e orientação dos consumidores. II . Os órgãos públicos de defesa do consumidor devem providenciar a divulgação periódica dos cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores. O consumidor ou fornecedor poderá requerer em cinco dias a contar da divulgação do cadastro e mediante petição fundamentada. CAPíTULO VII Das Disposições Gerais 66 Profa. e conterá informações objetivas. 59. § 2º O elenco de cláusulas consideradas abusivas tem natureza meramente exemplificativa. motivadamente. 57. ressalvada a hipótese de publicidade comparativa. a identificação do fornecedor e o atendimento ou não da reclamação pelo fornecedor. possam vir a ser assim consideradas pelos órgãos da Administração Pública incumbidos da defesa dos interesses e direitos protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor e legislação correlata. podendo o órgão responsável fazê-lo em período menor. a retificação ou inclusão de informação e sua divulgação. Art. SEÇÃO II Do Cadastro de Fornecedores Art. § 3º A apreciação sobre a abusividade de cláusulas contratuais. considera-se: I . § 3º Os cadastros deverão ser atualizados permanentemente. aos quais se aplica o disposto nos artigos desta Seção.cadastro: o resultado dos registros feitos pelos órgãos públicos de defesa do consumidor de todas as reclamações fundamentadas contra fornecedores. nos termos do § 1º do art. devendo a entidade responsável dar-lhe a maior publicidade possível por meio dos órgãos de comunicação. pela procedência ou improcedência do pedido. se dará de ofício ou por provocação dos legitimados referidos no art. nos termos do art. 82 da Lei nº 8. Art. obrigatoriamente. não podendo conter informações negativas sobre fornecedores. nos âmbitos federal e estadual. devendo a autoridade competente. Para os fins deste Decreto. a requerimento ou de ofício. Art. vedada a utilização abusiva ou. para fins de sua inclusão no elenco a que se refere o caput deste artigo. também. 44 da Lei nº 8. no órgão de imprensa oficial local. estranha à defesa e orientação dos consumidores. 59 deste Decreto. sempre que julgue necessário. gratuitamente. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. a autoridade competente providenciará. Os cadastros de reclamações fundamentadas contra fornecedores são considerados arquivos públicos. no prazo de dez dias úteis. 58. de 1990. sendo informações e fontes a todos acessíveis. por meio das devidas anotações. considerada procedente. claras e verdadeiras sobre o objeto da reclamação. por qualquer outro modo. bem como a inclusão de informação omitida. pronunciar-se.

3o O preço de produto ou serviço deverá ser informado discriminando-se o total à vista.962. 66. a informação verdadeira que não seja capaz de induzir o consumidor em erro. inciso IV. Art. Poderão ser lavrados Autos de Comprovação ou Constatação. 65. de 9 de julho de 1993. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Nelson A. 67. 1o Este Decreto regulamenta a Lei no 10. de 11 de outubro de 2004. previstas na Lei no 8. da Constituição. Art. a fim de estabelecer a situação real de mercado. a informação que seja exata. ficam as autoridades competentes autorizadas a requisitar o emprego de força policial.962. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 67 Profa. 84. e na Lei no 10. II .078. Com base na Lei nº 8. Fica revogado o Decreto nº 861. a informação que seja visível e indelével. de modo a garantir ao consumidor a correção. Art. clareza.correção. III . em determinado lugar e momento. e legislação complementar. Regulamenta a Lei no 10. 20 de março de 1997. no uso da atribuição que lhe confere o art.ostensividade. Em caso de impedimento à aplicação do presente Decreto. obedecido o procedimento adequado. de 11 de setembro de 1990.clareza. Art. IV . e dispõe sobre as práticas infracionais que atentam contra o direito básico do consumidor de obter informação adequada e clara sobre produtos e serviços.078. visando à fiel observância das normas de proteção e defesa do consumidor. e tendo em vista o disposto na Lei no 8. sem nenhum embaraço físico ou visual interposto. Art. precisão.078. 63. 176º da Independência e 109º da República. e sem a necessidade de qualquer interpretação ou cálculo. Brasília. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. de 11 de outubro de 2004. de 11 de setembro de 1990. DECRETA: Art. dispensando qualquer esforço na sua assimilação. de 1990. definida e que esteja física ou visualmente ligada ao produto a que se refere.903. Jobim DECRETO Nº 5. a informação que pode ser entendida de imediato e com facilidade pelo consumidor. e a Lei no 8. e V . de 11 de setembro de 1990. Art. DE 20 DE SETEMBRO DE 2006. sem abreviaturas que dificultem a sua compreensão. de 11 de outubro de 2004. ostensividade e legibilidade das informações prestadas.com .962.precisão. a Secretaria de Direito Econômico poderá expedir atos administrativos. a informação que seja de fácil percepção. 64. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. § 1o Para efeito do disposto no caput deste artigo.legibilidade.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art. 2o Os preços de produtos e serviços deverão ser informados adequadamente.078. considera-se: I .

Parágrafo único. Parágrafo único. de 2004. 4 Os preços dos produtos e serviços expostos à venda devem ficar sempre visíveis aos consumidores enquanto o estabelecimento estiver aberto ao público. Art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Parágrafo único. o o 68 Profa.o código referencial deve estar fisicamente ligado ao produto. § 1 Os leitores óticos deverão ser indicados por cartazes suspensos que informem a sua localização. § 2o A utilização da modalidade de afixação de código referencial deverá atender às seguintes exigências: I . independentemente de solicitação do consumidor ou intervenção do comerciante. 5o Na hipótese de afixação de preços de bens e serviços para o consumidor.direta ou impressa na própria embalagem. e II . No caso de outorga de crédito.o número. Art.a informação sobre as características do item deve compreender o nome. para consulta de preços pelo consumidor. Entende-se como similar qualquer meio físico que esteja unido ao produto e gere efeitos visuais equivalentes aos da etiqueta. rearranjo ou limpeza. de 2004. II . 2º da Lei nº 10. e IV . II . deve ser feito sem prejuízo das informações relativas aos preços de produtos ou serviços expostos à venda. em vitrines e no comércio em geral. 7o Na hipótese de utilização do código de barras para apreçamento. garantindo a pronta identificação pelo consumidor. A montagem. será observado o disposto no art. admitem as seguintes modalidades de afixação: I .o valor total a ser pago com financiamento.com .de código referencial. Art. e III .os juros.962. deverão ser observados os seguintes requisitos: I . equipamentos de leitura ótica em perfeito estado de funcionamento. 6o Os preços de bens e serviços para o consumidor nos estabelecimentos comerciais de que trata o inciso II do art. § 3o Na modalidade de afixação de código de barras. 2o da Lei no 10. sem a necessidade de qualquer esforço ou deslocamento de sua parte. § 1o Na afixação direta ou impressão na própria embalagem do produto. II . Art. e imediatamente perceptível ao consumidor. os fornecedores deverão disponibilizar.as informações deverão ser disponibilizadas em etiquetas com caracteres ostensivos e em cores de destaque em relação ao fundo. características e código do produto deverão estar a ele visualmente unidas. a etiqueta ou similar afixada diretamente no produto exposto à venda deverá ter sua face principal voltada ao consumidor. quantidade e demais elementos que o particularizem.as informações relativas ao preço à vista. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. periodicidade e valor das prestações.de código de barras. de que trata o inciso I do art. III . se em horário de funcionamento. a fim de garantir a pronta visualização do preço. em contraste de cores e em tamanho suficientes que permitam a pronta identificação pelo consumidor. na área de vendas. como nas hipóteses de financiamento ou parcelamento.a relação dos códigos e seus respectivos preços devem estar visualmente unidos e próximos dos produtos a que se referem. deverão ser também discriminados: I .os eventuais acréscimos e encargos que incidirem sobre o valor do financiamento ou parcelamento. ou III .962. 5o deste Decreto.

078. independentemente de solicitação do consumidor ou intervenção do comerciante.SAC. demonstrando graficamente o cumprimento da distância máxima fixada neste artigo. Brasília.informar preços apenas em parcelas.utilizar referência que deixa dúvida quanto à identificação do item ao qual se refere. Este Decreto entra em vigor noventa dias após sua publicação.atribuir preços distintos para o mesmo item. rasurados ou borrados. IV . as seguintes condutas: I . o 69 Profa. Art. Art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS § 2 Os leitores óticos deverão ser dispostos na área de vendas. os fornecedores deverão prestar as informações necessárias aos agentes fiscais mediante disponibilização de croqui da área de vendas. III . com a identificação clara e precisa da localização dos leitores óticos e a distância que os separa. desacompanhados de sua conversão em moeda corrente nacional. de 1990. para fixar normas gerais sobre o Serviço de Atendimento ao Consumidor . LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Marcio Thomaz Bastos o o o o DECRETO Nº 6. obrigando o consumidor ao cálculo do total. § 2o A relação de preços deverá ser também afixada. VII . 11. 9o Configuram infrações ao direito básico do consumidor à informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. § 3 Para efeito de fiscalização. 5o e 6o deste Decreto. V . observada a distância máxima de quinze metros entre qualquer produto e a leitora ótica mais próxima. Art. 10. 8 A modalidade de relação de preços de produtos expostos e de serviços oferecidos aos consumidores somente poderá ser empregada quando for impossível o uso das modalidades descritas nos arts. A aplicação do disposto neste Decreto dar-se-á sem prejuízo de outras normas de controle incluídas na competência de demais órgãos e entidades federais. nas entradas de restaurantes.expor informação redigida na vertical ou outro ângulo que dificulte a percepção. II .utilizar caracteres apagados.com . Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Art. sujeitando o infrator às penalidades previstas na Lei no 8. e VIII . 185o da Independência e 118o da República.expor preços com as cores das letras e do fundo idêntico ou semelhante. externamente. DE 31 DE JULHO DE 2008.informar preços em moeda estrangeira. de forma a garantir a pronta visualização do preço. considerada a distância normal de visualização do consumidor.523.utilizar letras cujo tamanho não seja uniforme ou dificulte a percepção da informação. bares. casas noturnas e similares. em caracteres de igual ou superior destaque. VI . 20 de setembro de 2006. de 11 de setembro de 1990.078. § 1 A relação de preços de produtos ou serviços expostos à venda deve ter sua face principal voltada ao consumidor. Vigência Regulamenta a Lei n 8.

da Constituição. DECRETA: Art.078. § 4o Regulamentação específica tratará do tempo máximo necessário para o contato direto com o atendente. em caráter preferencial. 6o O acesso das pessoas com deficiência auditiva ou de fala será garantido pelo SAC. e tendo em vista o disposto na Lei no 8. com vistas à observância dos direitos básicos do consumidor de obter informação adequada e clara sobre os serviços que contratar e de manter-se protegido contra práticas abusivas ou ilegais impostas no fornecimento desses serviços. Parágrafo único. o o o o 70 Profa. compreende-se por SAC o serviço de atendimento telefônico das prestadoras de serviços regulados que tenham como finalidade resolver as demandas dos consumidores sobre informação. ininterruptamente. inciso IV.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. suspensão ou cancelamento de contratos e de serviços. reclamação. Excluem-se do âmbito de aplicação deste Decreto a oferta e a contratação de produtos e serviços realizadas por telefone. a canal único que possibilite o atendimento de demanda relativa a qualquer um dos serviços oferecidos. 84. e fixa normas gerais sobre o Serviço de Atendimento ao Consumidor . bem como na página eletrônica da empresa na INTERNET. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail.com . de 11 de setembro de 1990. Parágrafo único. de 11 de setembro de 1990. 4o O SAC garantirá ao consumidor. § 1 A opção de contatar o atendimento pessoal constará de todas as subdivisões do menu eletrônico. § 2o O consumidor não terá a sua ligação finalizada pelo fornecedor antes da conclusão do atendimento. ainda que por meio de diversos números de telefone. no primeiro menu eletrônico. as opções de contato com o atendente. § 3 O acesso inicial ao atendente não será condicionado ao prévio fornecimento de dados pelo consumidor. ressalvado o disposto em normas específicas. Art. 7 O número do SAC constará de forma clara e objetiva em todos os documentos e materiais impressos entregues ao consumidor no momento da contratação do serviço e durante o seu fornecimento. será garantido ao consumidor o acesso. CAPÍTULO II DA ACESSIBILIDADE DO SERVIÇO Art. 2 Para os fins deste Decreto. facultado à empresa atribuir número telefônico específico para este fim. no uso da atribuição que lhe confere o art. 1o Este Decreto regulamenta a Lei no 8. Art. no âmbito dos fornecedores de serviços regulados pelo Poder Público federal.078. durante vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana. de reclamação e de cancelamento de contratos e serviços. CAPÍTULO I DO ÂMBITO DA APLICAÇÃO Art. quando essa opção for selecionada. 3o As ligações para o SAC serão gratuitas e o atendimento das solicitações e demandas previsto neste Decreto não deverá resultar em qualquer ônus para o consumidor. Art. No caso de empresa ou grupo empresarial que oferte serviços conjuntamente. dúvida.SAC por telefone. Art. 5o O SAC estará disponível.

eficácia. para exercer suas funções no SAC. 12. CAPÍTULO V o o o o o 71 Profa.com . o SAC garantirá a transferência imediata ao setor competente para atendimento definitivo da demanda. se por este solicitado. não será admitida a transferência da ligação. § 1 A transferência dessa ligação será efetivada em até sessenta segundos. a critério do consumidor. por correspondência ou por meio eletrônico. mantidos em sigilo e utilizados exclusivamente para os fins do atendimento. Art. no prazo máximo de setenta e duas horas. a segurança das informações e o respeito ao consumidor. durante o qual o consumidor poderá requerer acesso ao seu conteúdo. com data. Art. será informado ao consumidor e. O consumidor terá direito de acesso ao conteúdo do histórico de suas demandas. transparência. hora e objeto da demanda. Art. § 2o Nos casos de reclamação e cancelamento de serviço. § 3o É obrigatória a manutenção da gravação das chamadas efetuadas para o SAC. 15. 14. Ressalvados os casos de reclamação e de cancelamento de serviços. 10. 16. boa-fé. celeridade e cordialidade. pelo prazo mínimo de noventa dias. salvo se houver prévio consentimento do consumidor. a seu critério. Art. Será permitido o acompanhamento pelo consumidor de todas as suas demandas por meio de registro numérico. que lhe será informado no início do atendimento. eficiência. Art. quando solicitado. § 3o O sistema informatizado garantirá ao atendente o acesso ao histórico de demandas do consumidor. caso o primeiro atendente não tenha essa atribuição. Art. devendo todos os atendentes possuir atribuições para executar essas funções. em linguagem clara. É vedada a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera para o atendimento. CAPÍTULO IV DO ACOMPANHAMENTO DE DEMANDAS Art. deve ser capacitado com as habilidades técnicas e procedimentais necessárias para realizar o adequado atendimento ao consumidor. § 1 Para fins do disposto no caput. Os dados pessoais do consumidor serão preservados. 13. 8 O SAC obedecerá aos princípios da dignidade. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. § 2 O registro numérico. Art. enviado por correspondência ou por meio eletrônico. 9o O atendente. § 4 O registro eletrônico do atendimento será mantido à disposição do consumidor e do órgão ou entidade fiscalizadora por um período mínimo de dois anos após a solução da demanda. 11.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS CAPÍTULO III DA QUALIDADE DO ATENDIMENTO Art. que lhe será enviado. O sistema informatizado deve ser programado tecnicamente de modo a garantir a agilidade. É vedado solicitar a repetição da demanda do consumidor após seu registro pelo primeiro atendente. será utilizada seqüência numérica única para identificar todos os atendimentos.

a critério do consumidor. § 2 A resposta do fornecedor será clara e objetiva e deverá abordar todos os pontos da demanda do consumidor. quando necessário.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS DO PROCEDIMENTO PARA A RESOLUÇÃO DE DEMANDAS Art. § 1o O pedido de cancelamento será permitido e assegurado ao consumidor por todos os meios disponíveis para a contratação do serviço. a cobrança será suspensa imediatamente. a seu critério. e independe de seu adimplemento contratual. Art. 19. 17. Este Decreto entra em vigor em 1 de dezembro de 2008. resolvidas no prazo máximo de cinco dias úteis a contar do registro. expedirão normas complementares e específicas para execução do disposto neste Decreto.com . Art. 22. O SAC receberá e processará imediatamente o pedido de cancelamento de serviço feito pelo consumidor. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. ainda que o seu processamento técnico necessite de prazo. Art. sempre que solicitar. sem prejuízo das constantes dos regulamentos específicos dos órgãos e entidades reguladoras. de 1990. 187o da Independência e 120o da República. § 3o O comprovante do pedido de cancelamento será expedido por correspondência ou por meio eletrônico. salvo se o fornecedor indicar o instrumento por meio do qual o serviço foi contratado e comprovar que o valor é efetivamente devido.078. § 3o Quando a demanda versar sobre serviço não solicitado ou cobrança indevida. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro o o 72 Profa. ser-lhe-á enviada a comprovação pertinente por correspondência ou por meio eletrônico. Os órgãos competentes. § 2o Os efeitos do cancelamento serão imediatos à solicitação do consumidor. CAPÍTULO VI DO PEDIDO DE CANCELAMENTO DO SERVIÇO Art. Os direitos previstos neste Decreto não excluem outros. § 1o O consumidor será informado sobre a resolução de sua demanda e. Brasília. 56 da Lei no 8. 21. CAPÍTULO VII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. decorrentes de regulamentações expedidas pelos órgãos e entidades reguladores. desde que mais benéficos para o consumidor. As informações solicitadas pelo consumidor serão prestadas imediatamente e suas reclamações. 20. 31 de julho de 2008. 18. A inobservância das condutas descritas neste Decreto ensejará aplicação das sanções previstas no art.

Não será cabível ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos. os Estados. evitar o dano ao meio ambiente.com . IV .180-35. Regulamento Regulamento Regulamento Mensagem de veto O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI No 7. histórico.884. de 2007). III . histórico.448. DE 24 DE JULHO DE 1985. (Redação dada pela Lei nº 10. o Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio-ambiente. estético. Art. de 10. o Distrito Federal e os Municípios. a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil. histórico. empresa pública. (Incluído pela Medida provisória nº 2.257.a qualquer outro interesse difuso ou coletivo. ll .à ordem urbanística. de 2007).180-35.o Ministério Público. as ações de responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados: (Redação dada pela Lei nº 8. II .ao consumidor.180-35. de 11. turístico e paisagístico. de 2001) Parágrafo único. (Incluído pela Lei nº 11. turístico e paisagístico (VETADO). de 2001) VI . ao consumidor.448.a associação que. de 2007). inclusive. (Incluído pela Medida provisória nº 2.2001) Art. (Redação dada pela Lei nº 11.7. de 2007).078 de 1990) V .180-35. de 2007).448. estético.por infração da ordem econômica e da economia popular. cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa.448. objetivando. sem prejuízo da ação popular. (Incluído pela Lei nº 11.448. 1º Regem-se pelas disposições desta Lei. 3º A ação civil poderá ter por objeto a condenação em dinheiro ou o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer. ao consumidor.FGTS ou outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados. I . o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço .a Defensoria Pública. (Incluído pela Lei nº 11. V . 5 Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: (Redação dada pela Lei nº 11. 2º As ações previstas nesta Lei serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano. Parágrafo único A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. IV . (Incluído pela Medida provisória nº 2. concomitantemente: (Incluído pela Lei nº 11.347. de 2007). III – a bens e direitos de valor artístico. contribuições previdenciárias. a bens e direitos de valor artístico. (Redação dada pela Medida provisória nº 2.448. de 2007).448. (Incluído pela Lei nº 8. turístico e paisagístico (VETADO) e dá outras providências.1994) l . estético. de 2001) Art. faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. fundação ou sociedade de economia mista. 4o Poderá ser ajuizada ação cautelar para os fins desta Lei. de 2001) Art.6. (Redação dada pela Lei nº 11. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 73 Profa.a União. à ordem urbanística ou aos bens e direitos de valor artístico.ao meio-ambiente.a autarquia.

Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. sob sua presidência.448. o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa. § 2º Somente nos casos em que a lei impuser sigilo. estético. à ordem econômica. remeterão peças ao Ministério Público para as providências cabíveis.078. ministrando-lhe informações sobre fatos que constituam objeto da ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano. o retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil. promoverá o arquivamento dos autos do inquérito civil ou das peças informativas.° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União.° O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz. Art. Constitui crime. § 1º O Ministério Público. seja homologada ou rejeitada a promoção de arquivamento. inquérito civil. entre suas finalidades institucionais. § 3º Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada. § 1º O Ministério Público poderá instaurar. informações. hipótese em que a ação poderá ser proposta desacompanhada daqueles documentos. de 11. ao Conselho Superior do Ministério Público.9. mediante cominações. os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos que possam ensejar a propositura da ação civil. designará. (Incluído pela Lei nª 8. Art. fazendo-o fundamentadamente. se convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil.STJ) Art. de qualquer organismo público ou particular. sob pena de se incorrer em falta grave. § 1º Os autos do inquérito civil ou das peças de informação arquivadas serão remetidos. punido com pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos. 74 Profa. esgotadas todas as diligências. a recusa. conforme dispuser o seu Regimento.1990) (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG . poderão as associações legitimadas apresentar razões escritas ou documentos. ou requisitar. à livre concorrência ou ao patrimônio artístico. no prazo de 3 (três) dias. de 2007). certidões.com . de 11. 8º Para instruir a inicial. o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias úteis.000 (mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional .078. § 2º Até que. poderá ser negada certidão ou informação. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. ao consumidor. (Redação dada pela Lei nº 8. quando requisitados pelo Ministério Público.STJ) § 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais. exames ou perícias. § 4º Deixando o Conselho Superior de homologar a promoção de arquivamento. Art. atuará obrigatoriamente como fiscal da lei. de 1990) § 4. cabendo ao juiz requisitá-los. 9º Se o órgão do Ministério Público. mais multa de 10 (dez) a 1. Art. § 3º A promoção de arquivamento será submetida a exame e deliberação do Conselho Superior do Ministério Público. § 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes. o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias.9.9. (Incluído pela Lei nº 11. a proteção ao meio ambiente. de 11. 7º Se. desde logo. a serem fornecidas no prazo de 15 (quinze) dias. (Incluído pela Lei nª 8. do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei.078. se não intervier no processo como parte. no exercício de suas funções.1990) § 5. 6º Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá provocar a iniciativa do Ministério Público. histórico. no prazo que assinalar. 10. outro órgão do Ministério Público para o ajuizamento da ação. turístico e paisagístico.ORTN. que terá eficácia de título executivo extrajudicial.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS b) inclua. que serão juntados aos autos do inquérito ou anexados às peças de informação.1990) (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG . (Incluído pela Lei nª 8. em sessão do Conselho Superior do Ministério Público.078.

o juiz determinará o cumprimento da prestação da atividade devida ou a cessação da atividade nociva. para evitar dano irreparável à parte. 12. os dispositivos do Título III da lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor.494. de 1990) Art. 13. 13 desta Lei será regulamentado pelo Poder Executivo no prazo de 90 (noventa) dias. deverá fazê-lo o Ministério Público. 11. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer. emolumentos.078.9. Art. (Incluído pela Lei nº 12. Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença condenatória. mas será devida desde o dia em que se houver configurado o descumprimento. pela Lei nº 8. 19. de 2010) § 2o Havendo acordo ou condenação com fundamento em dano causado por ato de discriminação étnica nos termos do disposto no art. Enquanto o fundo não for regulamentado. custas e despesas processuais. Revogam-se as disposições em contrário. de 1990) Brasília. 75 Profa. nem condenação da associação autora. § 2º A multa cominada liminarmente só será exigível do réu após o trânsito em julgado da decisão favorável ao autor. sem que a associação autora lhe promova a execução. nos limites da competência territorial do órgão prolator. em honorários de advogado. 15. respectivamente.288. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 12. Poderá o juiz conceder mandado liminar. em decisão sujeita a agravo. hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação com idêntico fundamento. 22. 21.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Art.078. exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas. sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos. Art. honorários periciais e quaisquer outras despesas. ou de cominação de multa diária. sob pena de execução específica. facultada igual iniciativa aos demais legitimados. 17. da qual caberá agravo para uma das turmas julgadoras. Em caso de litigância de má-fé. Nas ações de que trata esta lei. coletivos e individuais. Art. com ou sem justificação prévia. ou dos Conselhos de Promoção de Igualdade Racial estaduais ou locais. 164º da Independência e 97º da República. Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos. (Redação dada pela Lei nº 8. não haverá adiantamento de custas. (Vide Lei nº 12. salvo comprovada má-fé. conforme definição do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. valendo-se de nova prova.1997) Art. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.288. 23. de 1990) Art.078. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos. 21. (Renumerado do art. naquilo em que não contrarie suas disposições. sendo seus recursos destinados à reconstituição dos bens lesados. de 1990) Art. Aplica-se à ação civil pública. prevista nesta Lei. no que for cabível. (Redação dada pela Lei nº 9. Art. Art. 20.078. (Incluído Lei nº 8. § 1º A requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada. em conta com correção monetária.078. em decisão fundamentada. na hipótese de extensão nacional. e para evitar grave lesão à ordem. 22. aprovado pela Lei nº 5. o dinheiro ficará depositado em estabelecimento oficial de crédito. a prestação em dinheiro reverterá diretamente ao fundo de que trata o caput e será utilizada para ações de promoção da igualdade étnica. 1 desta Lei. à saúde. 14. 18. de 1990) Art. a indenização pelo dano causado reverterá a um fundo gerido por um Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais de que participarão necessariamente o Ministério Público e representantes da comunidade. de 10. poderá o Presidente do Tribunal a que competir o conhecimento do respectivo recurso suspender a execução da liminar. a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas. de 2010) o o Art.288. independentemente de requerimento do autor. o Código de Processo Civil.com . O fundo de que trata o art. à segurança e à economia pública. de 1990) Art. se esta for suficiente ou compatível.869.078. em 24 de julho de 1985. 16. (Redação dada pela Lei nº 8. (Renumerado do Parágrafo Único com nova redação pela Lei nº 8. A sentença civil fará coisa julgada erga omnes. de 2010) (Vigência) § 1 . nas hipóteses de danos com extensão regional ou local. no prazo de 5 (cinco) dias a partir da publicação do ato. pela Lei nº 8. (Renumerado do art. de 11 de janeiro de 1973. Havendo condenação em dinheiro.

considera-se área de vendas aquela na qual os consumidores têm acesso às mercadorias e serviços oferecidos para consumo no varejo. deverão ser oferecidos equipamentos de leitura ótica para consulta de preço pelo consumidor. junto aos itens expostos. bem como dos serviços oferecidos. Art. é permitido o uso de relações de preços dos produtos expostos. Art. Parágrafo único. mediante a impressão ou afixação do preço do produto na embalagem. 6 (VETADO) Art. § 1o O regulamento desta Lei definirá. supermercados. DE 11 DE ABRIL DE 1997 (Autoria do Projeto: Deputado Rodrigo Rollemberg) 76 Profa. Art. localizados na área de vendas e em outras de fácil acesso.962. Art.418. II – em auto-serviços. DE 11 DE OUTUBRO DE 2004. com a afixação de código de barras. Art. dentre outros critérios ou fatores. hipermercados. dentro do estabelecimento. 4o Nos estabelecimentos que utilizem código de barras para apreçamento. Mensagem de veto Regulamentação Dispõe sobre a oferta e as formas de afixação de preços de produtos e serviços para o consumidor. mediante divulgação do preço à vista em caracteres legíveis. clara e acessível ao consumidor. de forma clara e legível. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS JOSÉ SARNEY Fernando Lyra LEI No 10. e em vitrines. o tipo e o tamanho do estabelecimento e a quantidade e a diversidade dos itens de bens e serviços. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos o o o o o LEI Nº 1. § 2 Para os fins desta Lei. 3o Na impossibilidade de afixação de preços conforme disposto no art. ou a afixação de código referencial. observados. 1o Esta Lei regula as condições de oferta e afixação de preços de bens e serviços para o consumidor. Nos casos de utilização de código referencial ou de barras. o comerciante deverá expor. de forma escrita. ou ainda. 5 No caso de divergência de preços para o mesmo produto entre os sistemas de informação de preços utilizados pelo estabelecimento. Brasília. 7 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 2 São admitidas as seguintes formas de afixação de preços em vendas a varejo para o consumidor: I – no comércio em geral.com . informação relativa ao preço à vista do produto. por meio de etiquetas ou similares afixados diretamente nos bens expostos à venda. o consumidor pagará o menor dentre eles. a área máxima que deverá ser atendida por cada leitora ótica. sem intervenção do comerciante. 11 de outubro de 2004. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 2º. suas características e código. mercearias ou estabelecimentos comerciais onde o consumidor tenha acesso direto ao produto. 183o da Independência e 116o da República.

hospitais públicos e privados. Art. repartições. nacionais e internacionais. bem como cartórios. concessionárias e permissionárias de serviço público do Distrito Federal. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. em atender aos usuários dos seus serviços em tempo razoável. agências bancárias. o número do telefone da Subsecretaria de Defesa do Consumidor – Procon/DF. repartições. que operam em seu território. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. ambulatórios. no máximo. eventos culturais e esportivos. 4º Revogam-se as disposições em contrário. agências bancárias. eventos culturais. das repartições e dos hospitais públicos do Distrito Federal. o tempo razoável de espera para o atendimento. em tempo razoável. Art.529. II – artigos: Art. Brasília. Parágrafo único. shows artísticos. bem como dos cartórios. em tempo razoável. Art. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. Parágrafo único. 3º Tratando-se de agências bancárias. 2º Para os efeitos desta Lei. ambulatórios. bem como cartórios. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. DE 12 DE MAIO DE 2000 (Autoria do Projeto: Deputado Wilson Lima) Altera a Lei nº 2.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Dispõe sobre a fixação do número do telefone do PROCON/DF nos estabelecimentos comerciais. que atuam em seu território. de 21 de fevereiro de 2000. 11 de abril de 1997 109º da República e 37º de Brasília CRISTOVAM BUARQUE LEI Nº 2. que Dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas.547. 1º Ficam as empresas públicas e privadas. de 21 de fevereiro de 2000. shows artísticos. empresas de transportes aéreos e terrestres. das agências bancárias e das concessionárias de serviço público. cinemas e teatros a atender aos usuários dos seus serviços. Art. 77 Profa. 2º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de quarenta e cinco dias a contar de sua publicação. concessionárias e permissionárias de serviço público do Distrito Federal. 1º Os estabelecimentos comerciais. em local visível ao público. autuação e multa. do sistema financeiro e de prestação de serviços no Distrito Federal ficam obrigados a afixar. e a seus artigos a seguinte redação: I – ementa: Dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas. empresas de transportes aéreos e terrestres. financeiros e de prestação de serviços e dá outras providências. Art.529. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. entende-se como sendo de trinta minutos. 1º Dê-se à ementa da Lei nº 2. a serem definidos no regulamento desta Lei. cinemas e teatros. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. o tempo razoável de atendimento será de: I – até vinte minutos em dias normais. A inobservância do disposto no caput acarretará aos infratores procedimentos de advertência. obrigados a atender aos usuários dos seus serviços. Excetuam-se do caput desta Lei as Unidades de Terapia Intensivas – UTIs e os Setores de Emergências dos hospitais públicos e privados. hospitais públicos e privados.com . nacionais e internacionais que atuam em seu território.

Art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS II – até trinta minutos nos dias de pagamento de pessoal. energia elétrica ou transmissão de dados. em local visível ao público. e o Decreto Federal nº 2. Art. de 1997. 9 de janeiro de 2001 DEPUTADO EDIMAR PIRENEUS Presidente 78 Profa. cartaz indicativo ou informações do tempo máximo para atendimento conforme o previsto nesta Lei. as infrações ocorridas em um mesmo dia. e o telefone do PROCON. ficam obrigadas a prestar o atendimento no prazo máximo de trinta minutos. 74 da Lei Orgânica do Distrito Federal. 3º Revogam-se as disposições em contrário. O tempo máximo de atendimento a que se refere este artigo somente poderá ser exigido se não houver interrupção no fornecimento de serviços de telefonia. Art. Art. 7º A denúncia da infração poderá ser feita pelo usuário ou por procurador com poderes especiais. a responsabilidade pelo atendimento é de seu respectivo dirigente. de conformidade com o que dispõe a Lei nº 8. Art. repartições e hospitais públicos e privados. Art. Art. 5º O não cumprimento das disposições desta Lei sujeitará o infrator às penalidades que serão estipuladas pela Subsecretaria de Defesa do Consumidor – PROCON/DF. Art.656. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 9º Revogam-se as disposições em contrário. Art. a seguinte Lei. Parágrafo único. documentos de cobrança ou similares por parte das empresas do setor público e privado para clientes residentes no Distrito Federal. Brasília. dia de vencimento de contas de concessionárias. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. nos termos do § 6º do art. 3º. para efeito de reincidência. Não se consideram. § 2º Deverá ser afixado. § 1º Para controle do prazo de atendimento desta Lei deverá ser utilizada senha ou qualquer outro instrumento que possibilite a identificação de data e horário de chegada e de atendimento final do usuário pelo estabelecimento. deverá estar impressa a data de postagem no correio ou do envio da correspondência ao interessado. se for o caso. Art. oriunda de Projeto vetado pelo Governador do Distrito Federal e mantido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal: Art. Brasília. de 11 de setembro de 1990. será imposta a penalidade correspondente. DE 28 DE DEZEMBRO DE 2000 (Autoria do Projeto: Deputado Rodrigo Rollemberg) Dispõe sobre o prazo de postagem dos boletos bancários. a quem.181. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 1º ficam desobrigados do pagamento de multas ou encargos por atraso até o limite de dez dias após o vencimento da fatura. bem como seu número. 12 de maio de 2000 112º da República e 41º de Brasília JOAQUIM DOMINGOS RORIZ LEI Nº 2. Parágrafo único. Art. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. acompanhada de provas materiais ou outro qualquer indicador. Parágrafo único. O Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal promulga. não mencionadas no art. de tributos e em véspera ou após feriados prolongados.com . 6º No caso de cartórios. 1º Ficam as empresas do setor público e privado obrigadas a postar com antecedência mínima de dez dias da data do vencimento os boletos bancários de cobrança ou similares para os clientes residentes no Distrito Federal. 4º Revogam-se as disposições em contrário. 4º As empresas e entidades sujeitas ao regime desta Lei. Na face exterior do envelope de cobrança ou do documento de pagamento. 2º Os clientes ou consumidores que receberem o documento de cobrança em prazo inferior ao estipulado no caput do art.078.

feiras de amostras. Art. a seguinte Lei. conferências.00 (trezentos reais). 74 da Lei Orgânica do Distrito Federal. DE 29 DE OUTUBRO DE 2001 (Autoria do Projeto: Deputado Wilson Lima) Dá tratamento preferencial a idosos. Art. congressos. menores de idade e aposentados.078. para o estabelecimento com faturamento anual de até R$100. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. ressaltando-se o tempo de dez minutos após o início do evento para o preenchimento das vagas.000.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 2. em local visível ao público. exposições. gestantes. 2º O não-cumprimento do disposto nesta Lei torna o infrator passível do pagamento de um salário mínimo vigente e. no caso de reincidência. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. III – multa no valor de R$1. 1º Ficam os estabelecimentos destinados ao comércio de bens e de prestação de serviços obrigados a manter exposto em local visível e de fácil acesso exemplares do Código de Proteção e Defesa do Consumidor. de 11 de setembro de 1990. 1º desta Lei. gestantes. instituído por meio da Lei federal nº 8. na reincidência.000. estabelecendo o prazo de 72 (setenta e duas) horas para o cumprimento da norma instituída. 1º Ficam reservados dez por cento dos assentos e vagas em teatros. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. shows artísticos. idosos. 3º Deverá ser afixado. DE 31 DE DEZEMBRO DE 2003 (Autoria do Projeto: Deputado Izalci Lucas) Dispõe sobre a exposição do Código de Proteção e Defesa do Consumidor nos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços no âmbito do Distrito Federal. 2º A não-observância do disposto nesta Lei implicará ao estabelecimento infrator as seguintes sanções: I – notificação. Os assentos e vagas de que trata o caput permanecerão reservados até dez minutos após o início da cerimônia ou evento. palestras. nas primeiras filas. O Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal promulga. três salários mínimos. Brasília. II – multa no valor de R$300.00 (quinhentos mil reais). Art. 79 Profa.001.810. sem prejuízo de outras sanções previstas na legislação em vigor e daquelas previstas no Código de Defesa do Consumidor. oriunda de Projeto vetado pelo Governador do Distrito Federal e mantido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal: Art. cartaz indicativo ou informações sobre a disponibilidade dessas vagas. 5º Revogam-se as disposições em contrário. ginásios poliesportivos. Art. para o estabelecimento com faturamento anual de R$100. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL.000. no Distrito Federal.com . nos termos do § 6º do art. Parágrafo único. simpósios e fóruns para as pessoas portadoras de deficiências físicas e de necessidades especiais. no caso de reincidência.00 (cem mil e um reais) a R$500. Art.278. 9 de novembro de 2001 DEPUTADO GIM ARGELLO LEI Nº 3. A exposição do Código de Proteção e Defesa do Consumidor nos estabelecimentos previstos no caput destina-se à consulta e esclarecimento de dúvidas dos consumidores sobre os seus direitos e deveres. conforme o disposto no art. Parágrafo único. deficientes físicos e portadores de necessidades especiais nos locais que menciona.00 (mil reais).00 (cem mil reais). seminários.

Parágrafo único. a obrigatoriedade de os estabelecimentos comerciais. 1º Fica instituída a obrigatoriedade de colocação de cardápios.078. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. de 11 de setembro de 1990. Art. da Lei nº 8. DE 13 DE OUTUBRO DE 2005 (Autoria do Projeto: Deputado Chico Leite) Institui a obrigatoriedade de os estabelecimentos comerciais. Os valores instituídos neste artigo serão alterados anualmente com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA . no âmbito do Distrito Federal. 80 Profa. Brasília. 2º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias.00 (cinco mil reais). oriunda de Projeto vetado pelo Governador do Distrito Federal e mantido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal: Art.00 (quinhentos mil reais). com seus respectivos preços. as concessionárias e as permissionárias de serviços públicos enviarem ao Instituto de Defesa do Consumidor – PROCON cópia das reclamações dos consumidores. se têm acompanhamento. DE 2 DE JANEIRO DE 2007 (Autoria do Projeto: Deputado Benício Tavares) Dispõe sobre a obrigatoriedade da colocação de cardápios. 26 de outubro de 2005 DEPUTADO FÁBIO BARCELLOS Presidente LEI Nº 3. 4º Revogam-se as disposições em contrário. as concessionárias e as permissionárias de serviços públicos enviarem ao Instituto de Defesa do Consumidor – PROCON cópia das reclamações dos consumidores e dá outras providências. Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.com .683. 3º A responsabilidade pela fiscalização do cumprimento desta Lei é do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal – PROCON/DF. O descumprimento deste artigo sujeita o infrator à multa prevista no art. com seus respectivos preços.000. nos termos do § 6º do art. a seguinte Lei. Parágrafo único. Art. Art. na parte externa de restaurantes e similares. Código do Consumidor. medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. a contar do respectivo protocolo. 57. em local de fácil acesso e grande visibilidade para o consumidor. Brasília. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. na parte externa de restaurantes e similares e dá outras providências. ou outro índice que venha substituí-lo. 5º Revogam-se as disposições em contrário. 1º Fica instituída. Art. no âmbito do Distrito Federal.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS IV – multa no valor de R$5. 74 da Lei Orgânica do Distrito Federal.941. o preço total e se há opção de consumo em separado. 31 de dezembro de 2003 116º da República e 44º de Brasília JOAQUIM DOMINGOS RORIZ LEI Nº 3. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. no período de cinco dias. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. Art. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. parágrafo único. no caso de reincidência.000. O Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal promulga. 2º Na elaboração dos cardápios. cada estabelecimento deverá especificar as modalidades de pratos servidos. para o estabelecimento com faturamento anual superior a R$500.

56 a 59 da Lei federal nº 8. Art. Brasília. Art.com . 4º Revogam-se as disposições em contrário. 5º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de sessenta dias. até sua interdição. DE 16 DE OUTUBRO DE 2007 (Autoria do Projeto: Deputado Aylton Gomes) Dispõe sobre a inclusão do telefone e do endereço do Procon na nota fiscal e no cupom fiscal de venda ao consumidor emitidos pelos estabelecimentos comerciais do Distrito Federal.029. Art. 3º Nos restaurantes do tipo self-service. Art. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. Quando o estabelecimento promover ofertas especiais. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL.078. Art. 2º O descumprimento do disposto nesta Lei sujeita os responsáveis pela infração às sanções previstas nos arts. 7º Revogam-se as disposições em contrário. Brasília. o cardápio e a tabela deverão especificar o preço por quilo. Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Parágrafo único. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. de 11 de setembro de 1990. 1º É obrigatória a inclusão de telefone e endereço do Procon na nota fiscal e no cupom fiscal de venda ao consumidor emitidos pelos estabelecimentos comerciais do Distrito Federal. 2 de janeiro de 2007 119º da República e 47º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA LEI Nº 4. o tipo de comida servida e o tipo e preço de pratos que podem ser consumidos separadamente. indo da advertência à aplicação de multa. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 16 de outubro de 2007 119º da República e 48º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA 81 Profa. 4º O descumprimento do disposto nesta Lei implicará sanção para os proprietários do estabelecimento comercial. as tabelas deverão especificar as vantagens para o cliente. Art.

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. 4 de janeiro de 2008 120º da República e 48º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA LEI Nº 4. Art. Art. Art. Art.083. Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. de 23 de dezembro de 1997. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. além de outras previstas na legislação vigente. no âmbito do Distrito Federal. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. DE 26 DE MARÇO DE 2008 (Autoria do Projeto: Deputado Reguffe) Dispõe sobre a proibição da cobrança de taxa de emissão do diploma de conclusão de cursos que especifica e dá outras providências.078. V – condomínios. 1º Fica vedada às instituições de ensino fundamental. DE 4 DE JANEIRO DE 2008 (Autoria do Projeto: Deputado Benício Tavares) Proíbe a cobrança de taxa por emissão de carnê ou boleto bancário pelas instituições que menciona. de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor. III – academias esportivas. 4º Revogam-se as disposições em contrário. água e telefonia. II – escolas. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. instituído pela Lei Complementar nº 50. 26 de março de 2008 120º da República e 48º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA 82 Profa. IV – clubes sociais e recreativos.111. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 2º O descumprimento do disposto no art. 1º Ficam proibidas de cobrar taxa por emissão de carnê de pagamento ou boleto bancário de cobrança as seguintes instituições: I – imobiliárias. 4º O valor arrecadado pelas multas de que trata esta Lei será revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos do Consumidor. Brasília. Brasília. 1º sujeitará o infrator a multa de mil reais por cada boleto ou carnê cobrado. 2º O Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal – PROCON-DF encarregar-se-á de fiscalizar o cumprimento desta Lei.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 4. Art. 3º O descumprimento desta Lei acarretará ao infrator a aplicação das sanções previstas na Lei federal nº 8. Art. 6º Revogam-se as disposições em contrário. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. médio e superior públicas e privadas situadas no Distrito Federal a cobrança de qualquer taxa para emissão de diploma ou certificado de conclusão de curso. VI – empresas de fornecimento de energia.com . além de sujeitá-lo às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor e na legislação penal. Art.

1º No âmbito do Distrito Federal. a declaração de próprio punho do interessado suprirá a exigência do comprovante de residência. na reincidência.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 4. 5º Revogam-se as disposições em contrário. Brasília. Para fazer a prova a que se refere o caput. 19 de dezembro de 2008 121º da República e 49º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA 83 Profa. será incluída na declaração manuscrita a ciência do autor de que a falsidade de informação o sujeitará às penas de legislação pertinente. Brasília. implicará ao infrator as seguinte penalidades: I – advertência. 3º Caberá ao órgão de proteção ao consumidor (PROCON) a fiscalização da observância da norma. Art.00 (cinqüenta mil reais). emitirá multa no valor mínimo de R$5. 2º A não-aceitação da declaração de próprio punho. ficam obrigadas a instalar em suas agências pelo menos um terminal de auto-atendimento adaptado às pessoas com deficiência visual. como prova de residência.225. teclados em sistema braile e emissão de extratos e comprovantes em sistema braile.00 (cinco mil reais) e máximo de R$50. Parágrafo único. 4º Revogam-se as disposições em contrário. para todos os fins. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Art. Parágrafo único. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. Art.com . II – multa. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. para fazer as adaptações necessárias à utilização dos terminais de auto-atendimento por pessoas com deficiência visual. Art.000. 2º As instituições bancárias terão prazo de cento e vinte dias. Parágrafo único. 24 de outubro de 2008 120º da República e 49º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA LEI Nº 4. DE 19 DE DEZEMBRO DE 2008 (Autoria do Projeto: Deputado Milton Barbosa) Determina a instalação de terminais de auto-atendimento adaptados às pessoas com deficiência visual nas instituições bancárias do Distrito Federal. 1º As instituições bancárias estabelecidas no Distrito Federal. com carteira comercial. A adaptação de que trata este artigo será feita com recursos de fonia para instrução do usuário. Art. O descumprimento do disposto neste artigo sujeitará o infrator a multa diária de cinqüenta reais. o PROCON aplicará a pena de advertência e. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. a contar da data de publicação desta Lei. Ao receber as denúncias. Parágrafo único. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL.277. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. na reincidência. DE 24 DE OUTUBRO DE 2008 (Autoria do Projeto: Deputada Eurides Brito) Estabelece normas para a comprovação de residência no âmbito do Distrito Federal. Art.000.

Parágrafo único. contado desde a entrega do produto. 18. se for o caso. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. incluindo entre outros: a) número de série. 2º. imediatamente. c) relação de peças e de componentes. Brasília. Constarão na declaração a que alude o caput os mesmos dados especificados neste artigo referentes ao fornecedor. nos termos da Lei federal nº 8. 4º Aquele que receber o produto viciado para reparo emitirá ao consumidor. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. de 1990. Art. entre outros. entre outras.com . de 1990. entregará ao consumidor. § 2º O fornecedor manterá consigo uma cópia do recibo a que alude o caput no qual constará a assinatura do consumidor. § 3º Ao consumidor que a requerer. DE 9 DE FEVEREIRO DE 2009 (Autoria do Projeto: Deputado Bispo Renato) Dispõe sobre deveres no recebimento de produtos viciados para reparos e estabelece as informações que devem ser fornecidas ao consumidor. § 1º. a serem aplicadas pelos órgãos de proteção e defesa do consumidor competentes. recibo no qual constarão. Art. 5º A inobservância do disposto nos arts. imediatamente. constará no recibo a que alude o caput declaração de recebimento do produto em nome do fornecedor que autorizou o serviço.309. V – os dados especificados no art.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 4. número no Cadastro Nacional das Pessoas Físicas – CPF. será entregue uma cópia do documento arquivado referido no parágrafo anterior. 2º desta Lei. IV – telefone. III – endereço completo. b) demais números e dados de identificação. declaração por escrito em que constem. de 1990. 9 de fevereiro de 2009 121º da República e 49º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA 84 Profa. 7º Revogam-se as disposições em contrário. Art. Art. II – a data da entrega do produto.078. Art. V – número no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas – CNPJ ou. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. § 1º Na hipótese de o produto viciado ser recebido por terceiro encarregado do reparo. 2º O fornecedor solicitado a reparar produto viciado. Art. III – o prazo estimado para o reparo do vício. as seguintes informações: I – as especificações do produto. 3º É vedado ao fornecedor que optar por receber pessoalmente o produto objeto de reparo e que atender a mais de um estabelecimento obrigar o consumidor a entregar o produto viciado em local diverso daquele onde o negócio foi realizado. II – nome de fantasia. 3º ou 4º sujeitará o infrator às sanções administrativas previstas na Lei federal nº 8. sem prejuízo das eventuais sanções civis e criminais aplicáveis à hipótese. os seguintes dados do terceiro que eleger para efetuar o reparo: I – razão ou denominação social.078. IV – a data de vencimento do prazo previsto no art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.078. da Lei federal nº 8. 1º Esta Lei regula deveres a serem observados na hipótese de entrega de produto viciado para reparo. verbalmente ou por escrito.

Parágrafo único. Art. 3º Fica vedada ao estabelecimento de ensino. de forma detalhada e com referência a cada unidade de aprendizagem do período letivo.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS LEI Nº 4. arts. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor). e não de uso individual e restrito do aluno matriculado e do qual o estudante não poderá dispor à vontade e levar consigo. Para os efeitos desta Lei. a discriminação dos quantitativos de cada item de material escolar. no mínimo.com . sob qualquer modalidade. considera-se material escolar todo aquele item de uso exclusivo e restrito ao processo didático-pedagógico e que tenha por finalidade o atendimento das necessidades individuais do educando durante a aprendizagem. da Lei federal nº 8. § 1º Constará do plano de execução. Brasília. seguido da descrição da atividade didática para a qual se destina. 2º Os estabelecimentos de ensino da rede privada deverão divulgar durante o período de matrícula a lista de material escolar necessária ao aluno. Parágrafo único. DE 9 DE FEVEREIRO DE 2009 (Autoria do Projeto: Deputado Raimundo Ribeiro) Dispõe sobre os critérios para a adoção de material pelos estabelecimentos de ensino da rede privada e dá outras providências. Art. Art. com seus respectivos objetivos e metodologia empregada. Aquele material que exceder à cota fixada neste artigo deverá ser suplementado pelo estabelecimento de ensino que o exigir. 4º A lista de material poderá sofrer alterações no decorrer do período letivo. Art. sob qualquer pretexto: I – a indicação da marca. a entrega do material deverá ser feita. 9 de fevereiro de 2009 121º da República e 49º de Brasília JOSÉ ROBERTO ARRUDA 85 Profa. § 2º Será facultado aos pais ou responsáveis do aluno optar entre fornecimento integral do material escolar no ato da matrícula ou pela entrega parcial e segundo os quantitativos de cada unidade. excetuando o uniforme. não podendo exceder a 15% (quinze por cento) do originalmente solicitado. 10 Revogam-se as disposições em contrário. a participação ou a permanência do aluno nas atividades escolares à aquisição ou ao fornecimento de livro didático ou material escolar. § 3º No caso de parcelamento.311.078. 9º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. III – a exigência de compra de material escolar no próprio estabelecimento de ensino. II – a exigência de compra de material de consumo ou de expediente de uso genérico e abrangente da instituição. 5º Fica vedada. Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 7º O descumprimento das disposições contidas nesta Lei acarretará a imposição das sanções administrativas previstas no Capítulo VII. Art. Art. 1º A adoção de material escolar pelos estabelecimentos de ensino da rede privada reger-se-á pelos critérios definidos na presente Lei. Art. acompanhada do respectivo plano de execução ou utilização dos materiais estabelecidos na referida relação. no regresso ao lar. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Art. em caso de sobra. modelo ou estabelecimento de venda do material escolar a ser consumido pelo aluno. Art. com 8 (oito) dias de antecedência do início das atividades na unidade. a cobrança de taxa de material escolar além do estipulado nos quantitativos. 6º Fica vedado condicionar o comparecimento. caso a escola tenha marca registrada. 55 a 60. 8º Os casos omissos na presente Lei serão dirimidos de acordo com as disposições contidas no Código de Defesa do Consumidor e nas demais legislações vigentes.

que sejam oferecidos pelos fornecedores para consumo pelos adquirentes. As normas de proteção do consumidor são: a) exclusivas de ordem pública.3) No que se refere ao campo de aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC). por muitos estudiosos. aquela que não é considerada “prest ação de serviços” para fins de aplicação das regras e princípios contidos no Código do Consumidor: 86 Profa. (OAB/CESPE – 2007. 3. para a confecção de códigos em seus países. tanto que. b) de ordem pública e interesse social. Pode ser equiparado a consumidor: a) a coletividade de pessoas indeterminadas b) coletividade de pessoas desde que sejam determináveis c) a coletividade de pessoas que adquirem produtos de uma mesma empresa. o produtor. b) são inderrogáveis por vontade dos interessados c) são inderrogáveis apenas para o fornecedor d) o contrato assinado pelo consumidor terá validade mesmo que contrarie seus interesses.com .Técnico Bancário . a definição de consumidor é a pessoa física que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. b) O conceito de fornecedor envolve o fabricante. d) Uma coletividade de pessoas equipara-se a consumidor. inclusive as de natureza bancária. 7. financeira. desde que os membros dessa coletividade sejam devidamente determinados e identificados e que tenham participado nas relações de consumo. de crédito e securitária. d) A coletividade de pessoas que adquirem produtos e utilizem os serviços de um mesmo fornecedor. Uma fábrica de automóveis adquiriu pneus para serem utilizados em sua linda de produção. o importador e o comerciante. c) a fábrica pode se valer do Código de Proteção e Defesa do Consumidor uma vez que estão presentes: consumidor. como fonte de referência. salvo se houver manifestação expressa do consumidor em contrário. c) O conceito de produto é definido como o conjunto de bens corpóreos. 2. criação. o construtor. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. c) apenas de ordem particular.2006 . (CESPE . (MAGISTRATURA Santa Catarina/2003) Assinale dentre as alternativas abaixo mencionadas. a) Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo.NM) O Código Brasileiro de Defesa do Consumidor (CDC) é considerado. transformação. b) a fábrica não pode se valer do Código de Proteção e Defesa do Consumidor porque não é considerada como uma consumidora. fornecedor e produto. nesse Código. pública ou privada. Logo. que desenvolve atividade de produção.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS QUESTÕES DE CONCURSOS 1. 6. material ou imaterial. Com relação a esse assunto. é correto afirmar que: a) a fábrica não pode se valer do Código de Proteção e Defesa do Consumidor uma vez que não adquiriu bem. montagem. Com base no CDC. a) O conceito de consumidor restringe-se às pessoas físicas que adquirem produtos como destinatárias finais da comercialização de bens no mercado de consumo. exportação. construção. 4. b) Produto. c) Fornecedor é a pessoa jurídica. d) a fábrica pode se valer do Código de Proteção e Defesa do Consumidor por não se tratar de serviço público. nacional ou estrangeira. d) O conceito de serviço engloba qualquer atividade oferecida no mercado de consumo. d) de ordem privada e pública. julgue os itens subseqüentes. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. é qualquer bem. nem serviços. e aquelas decorrentes das relações de caráter trabalhista. e) objetivo do CDC é a defesa dos menos favorecidos. móveis ou imóveis. 5. remunerada ou não. para efeito de consumo. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.Caixa . Vários observadores internacionais já o estudaram. importação. os quais responderão solidariamente sempre que ocorrer dano indenizável ao consumidor. marque a opção correta: a) são inderrogáveis. mediante remuneração. assinale a opção correta. móvel ou imóvel. As normas inscritas no Código de Proteção e Defesa do Consumidor são de ordem pública. o mais completo instrumento de defesa do consumidor do mundo.

Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. 11. II. (Juiz Substituto do Paraná 2010) A Lei n° 8. 87 Profa.078/1990 define os elementos que compõem a relação de consumo. b) dois consumidores. ainda que indetermináveis. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. c) a aplicação do Código de Defesa do Consumidor. b. não pode ser enquadrada no conceito de consumidor. assinale a opção incorreta com relação a esses conceitos: a) O Estado de Tocantins. de natureza e eficácia contida. (MAGISTRATURA FEDERAL 3ª REGIÃO 11º concurso) A relação jurídica de consumo. criação. 9. podemos afirmar: I. c) a coletividade também pode ser equiparada a consumidor. Segundo estas definições. quando intervier nas relações de consumo. submete-se ao Código de Defesa do Consumidor. e) Uma indústria asiática que exporta produtos para o Brasil enquadra-se no conceito de fornecedor. que desenvolvem atividade de produção. móvel ou imóvel. de eficácia relativa. d. em sentido estrito. Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. permitindo a prevalência contratual. a. tendo por objeto a aquisição de um produto ou a prestação de um serviço. Apenas as assertivas II e III estão incorretas. tendo por objeto a aquisição de um produto ou a prestação de um serviço. bem como os entes despersonalizados. pública ou privada. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. inclusive as de natureza bancaria. (MINITÉRIO PÚBLICO DE TOCANTINS/2004) Na defesa dos consumidores. um aspecto primordial é a definição do que é consumidor e fornecedor. c. material ou imaterial. mediante remuneração. d. construção. de credito e securitária e as decorrentes das relações de caráter trabalhista. tendo por objeto a aquisição de um produto ou a prestação de um serviço d) um consumidor e um fornecedor. exportação.com . b) um mesmo estabelecimento comercial pode ser fornecedor e consumidor em operações distintas. c. montagem. por ser pessoa jurídica de direito público. (OAB-MT 2006) As regras de defesa inseridas no Código do Consumidor (Lei nº 8. Em conformidade com as normas aplicáveis. é aquela que se estabelece entre: a) um consumidor e um fornecedor. importação. que haja intervindo nas relações de consumo. é subsidiária d) incide o Código de Defesa do Consumidor no tocante à limitação das taxas de juros praticadas por instituições públicas ou privadas que integrem o sistema financeiro nacional. de natureza cogente. sobre os contratos bancários: a) aplica-se o Código de Defesa do Consumidor b) não incide o Código de Defesa do Consumidor. III e IV estão corretas. de aplicação imediata permitindo a prevalência contratual.078/1990) são: a. salvo se se revestirem de natureza de leasing. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. Marque a alternativa correta. III. d) Quando uma concessionária de energia elétrica oferece um produto aos cidadãos. IV. 8. produtos e serviços respectivamente. Produto é qualquer bem. 12. em seus arts. Apenas as assertivas I. tendo por objeto a prestação de um serviço com vínculo empregatício. b. Apenas a assertiva I está correta. nacional ou estrangeira. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. transformação. elementos objetivos. 2° e 3°: elementos subjetivos. no caso.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS a) tratamento odontológico b) contratação de seguro c) empregada doméstica d) agenciamento de viagens e) fornecimento de energia elétrica. consumidor e fornecedor. c) dois fornecedores. Apenas as assertivas II e III estão corretas. financeira. (PROCURADOR DA REPÚBLICA – 19º concurso) Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça. 10.

admite-se cláusula resolutória. B) Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações. V. C) Nos contratos de adesão. a vulnerabilidade cientifica do consumidor. III. 90 (noventa dias). Marque a alternativa CORRETA: A) Somente as assertivas I. consideram-se válidas as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que. III e V estão incorretas. No sistema do CDC. o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. especialmente por telefone ou em domicílio. c. a. IV e V estão incorretas. ou subjetiva. 15. bem como nas alienações fiduciárias em garantia. é CORRETO afirmar: A) São nulas de pleno direito. entre outras situações. em razão do inadimplemento. cabendo a escolha ao fornecedor. II. d. b. D) Somente as assertivas I. Consumidor é tão somente a pessoa física que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. o consumidor apenas é o não profissional. podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. Para a corrente maximalista. (Juiz Substituto 2010 TJ/PR PUC/PR) O Código de Defesa do Consumidor (8. ou ainda a coletividade indeterminada de pessoas que adquire um produto ou contrata um serviço necessário ao desempenho de sua atividade lucrativa ou simplesmente como seu destinatário final. merece especial tutela jurídica. aquela que adquire ou utiliza um produto para uso próprio ou de sua família. assim como por aqueles decorrentes da disparidade. 88 Profa. parte mais vulnerável na relação contratual. III e V estão corretas. Sobre os contratos de consumo. Consumidor é tão somente a pessoa física destinatária de produto ou serviço necessário ao desempenho de sua atividade lucrativa. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que estabeleçam inversão do ônus da prova a favor do consumidor. Consumidor é a pessoa física ou jurídica destinatária de produto necessário ao desempenho de sua atividade lucrativa. e. (Procurador do Estado do Paraná 2007) Assinale a alternativa correta. que deve ser transmitida de forma inequívoca. IV. sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial. Obsta a decadência. a interpretação da expressão destinatário final deve ser restrita e somente o consumidor. 16. Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da compra do produto ou do início da execução dos serviços. entre outras. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. d. C) Somente as assertivas I. (Juiz Federal da 2° Região) Assinale a opção correta quanto à disciplina jurídica do CDC. com as indicações constantes do recipiente. é sempre presumida. II. a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. 30 (trinta dias). pessoa física ou jurídica. se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo.078/90) expressa que os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores. (Juiz Substituto 2010 TJ/PR PUC/PR) Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. IV e V estão corretas. no prazo de 7 (sete) dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço. 14. desde que alternativa. Consumidor é a pessoa física ou jurídica.com . c. A jurisprudência do STJ superou a discussão acerca do alcance da expressão destinatário final e consolidou a teoria maximalista como aquela que indica a melhor interpretação do conceito de consumidor. de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. B) Somente as assertivas II. ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. e. A vulnerabilidade fática é aquela em que o comprador não possui conhecimentos específicos acerca do objeto que adquire e poder ser facilmente ludibriado no momento da contratação. Em se tratando de vício oculto. Consumidor é a pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS 13. a. rotulagem ou mensagem publicitária. pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado. da embalagem. II. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I. D) O consumidor pode desistir do contrato. Segundo a doutrina finalista. b. em se tratando de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis.

c. fora do estabelecimento comercial. deverá. 15 dias. Sendo constatado que o anuncio publicitário. deverão constar o nome. c) à repetição do indébito. e. solicitou orçamento de prestação de serviços de renomado estilista para que este confeccionasse o seu vestido de noiva. o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF – ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ – do fornecedor do produto ou serviço correspondente. com relação às normas que regem as relações consumeristas. a contratual é opcional e não se somam.com . em estabelecimento comercial. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. sendo que essa dívida vem sendo cobrada reiteradamente por dois meses consecutivos. sob pena de responder civil e criminalmente. b) à repetição do indébito. ainda que deseje a substituição imediata do produto comprado. salvo disposição estabelecida em sentido diverso. (FCC/ARCED Advogado CE/2006) Segundo o Código de Defesa do Consumidor. 7 dias. (OAB MT/2005) Consumidor cobrado indevidamente tem direito: a) ao ressarcimento da quantia paga mais perdas e danos. pelo valor igual ao que pagou em excesso. 18. antes disso. é compulsória e a contratual é opcional e se somam. não correspondia à realidade. (FCC/ARCED Advogado CE 2006) O direito de arrependimento aplica-se a produtos comprados ou serviços contratados no prazo de: a. é compulsória. ao ridículo ou interfira no seu trabalho. (Defensoria Pública da União/2010) Ricardo adquiriu um carro há cerca de um mês e. c. de ameaça. a) Ricardo. assinale a opção correta. o faz mediante a cobrança via telefone ao trabalho do consumidor. exigindo que este pague por uma dívida vencida e paga. na cobrança de dívidas. a garantia legal: a. acrescido de correção monetária e juros legais. (Juiz Substituto 2010 TJ/PR PUC/PR) O fornecedor. C) Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor. quanto aos serviços prestados pelo estilista. ainda que o fornecedor demonstre o engano justificável. fora do estabelecimento comercial. acrescido de correção monetária e juros legais. este poderia ter sido alterado unilateralmente. o anuncio deveria ser considerado publicidade abusiva. conceder prazo para o fornecedor sanar o defeito. b. que o referido estilista utilizava tecidos importados e sofisticadas rendas na feitura de suas peças. 21. constrangimento físico ou moral. pois havia lido. acrescido de correção monetária e juros legais. neste período. c. 89 Profa. b. d. é INCORRETO afirmar: A) O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. 20. prestes a contrair núpcias. Com relação a essa situação hipotética. 7dias. por três vezes. em anuncio publicitário. fora ou em estabelecimento comercial. e. Sobre a cobrança de dívidas. Ainda que Cecília tenha concordado com o orçamento. (CESPE/Defensor Público AC 2006) Cecília. e a contratual são opcionais e não se somam. descanso ou lazer. a. desde que não houvesse sido iniciado o serviço. não conseguiu trancar a porta do veiculo. pelo valor igual ao dobro do que pagou em excesso. 30 dias. injustificadamente.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS 17. ele incorreria em prática considerada abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. d. 19. coação. d) à repetição do indébito por valor igual ao triplo ao que pagou em excesso. b. e a contratual são compulsórias e se somam. ao cobrar supostos débitos do consumidor. Tendo como base essa situação hipotética. e a contratual são compulsórias e não se somam. afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor. 30 dias. Se o estilista se abstivesse de estipular prazo para o término de seu serviço. O orçamento eventualmente entregue a Cecília deveria ter validade de 30 dias. B) Na cobrança de débitos. D) É vedado ao fornecedor utilizar. b) O fato de o carro ter sido vendido com defeito assegura a Ricardo direito à indenização por perdas e danos. 22. em estabelecimento comercial. o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo. julgue os itens subseqüentes. d.

24. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. de imediato. d. devendo ser-lhe entregue. mesmo quando objeto de prévia convenção. o fornecedor tem o direito de reparar o defeito. IV – A nulidade de uma cláusula contratual abusiva sempre invalida o contrato. e.078. V. b. d. 26. O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer. e. b. no prazo de sete dias a contar de sua assinatura. IV. pois seu direito caducou após 90 dias da aquisição. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento. 23. Se um consumidor adquirir produto não durável. julgue os itens a seguir. não pode mais reclamar. O consumidor pode desistir do contrato. 7 dias. 90 Profa. III. monetariamente atualizados. 27. salvo convenção. cláusula de prazo diferenciado. As declarações de vontade constantes de escritos particulares. de instalação e uso de produto em linguagem didática. d) Todas as alternativas são falsas. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito. a. pode reclamar no prazo de até 30 dias a partir do momento em que ficar evidenciado o vicio. 30 dias. com relação à decadência. ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu alcance. um vicio oculto. ou do ato de recebimento do produto ou serviço. III – A cláusula contratual que estabeleça a inversão do ônus da prova será nula de pleno direito. o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS c) O fabricante e o comerciante responderão solidariamente pelo defeito do veiculo. 25. (Defensor Público do Estado do Espírito Santo/2009) A respeito da decadência no CDC. no prazo máximo de: a. II – Os contratos que regulam as relações de consumo somente não obrigarão os consumidores se estes não tiverem a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo. a) todas as alternativas são verdadeiras. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. tornando-se seu proprietário. serão devolvidos. c) Apenas as alternativas I.com . especialmente por telefone ou em domicílio. (Promotor de Justiça GO/2004) Sobre os contratos que regulam as relações de consumo é correto afirmar: I – O Código de Defesa do Consumidor expressamente prevê a boa-fé e o equilíbrio das relações de consumo com princípios básicos das relações de consumo. c. por constituir-se em vício insanável do ato praticado. em que consiste a mesma garantia. no ato do fornecimento. estabelece I. ao dispor sobre a proteção contratual. posteriormente à aquisição. o consumidor: a. pois seu direito caduca após 30 dias da aquisição. (FCC/ARCED Advogado-CE 2006) Tratando-se de vicio oculto de um bem durável. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores. iniciando-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto. se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. II e III são verdadeiras. ensejando inclusive execução específica. o prazo decadencial iniciouse no momento em que o consumidor retirou o produto da loja. 180 dias. b) Apenas as alternativas III e IV são verdadeiras. de maneira adequada. bem como a forma. os valores eventualmente pagos. pode reclamar no prazo de até 5 anos a partir do momento em que ficar evidenciado o vicio. ou manifestação expressa do consumidor em sentido contrario. Caso um consumidor tenha adquirido um produto que apresentou. devidamente preenchido pelo fornecedor. 15 dias. recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor. 10 dias. se importar em prejuízo ao consumidor. seu direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caducará em 90 dias. não pode mais reclamar. pode reclamar no prazo de até 90 dias a partir do momento em que ficar evidenciado o vicio. (MPE-MG PROMOTOR/2010) Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8. II. sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial. acompanhado de manual de instrução. com ilustrações. c. de 11 de setembro de 1990). durante o prazo de reflexão. b. (FCC/Defensoria Pública Estado de SP 2006) Na existência de vício do produto. a qualquer título.

(E) é inexistente. desde que comprovada sua culpa ou negligência. a) O consumidor que sofrer dano físico grave por manusear objeto que tenha defeito de fabricação deve acionar o fabricante do objeto defeituoso no prazo máximo de dois anos. (CESGRANRIO/BB/2010) Maria é poupadora do Banco Ypsilon e constatou o saque de valores em sua conta poupança.3) Considerando-se a relação jurídica em face da proteção contratual ordenada pelo CDC. (D) é factível. b) Caso um cliente solicite a uma oficina mecânica um orçamento para consertar seu veículo. mesmo quando cessadas a produção ou importação desses produtos. 91 Profa. a contar da ocorrência do evento danoso. é correto afirmar que um consumidor que tenha comprado produto mediante pagamento em 10 prestações A dispõe de até 7 dias para desistir da compra realizada.2) Em um contrato de consumo. 34. afirmando que não havia sacado as referidas quantias e que. exigindo redução proporcional dos juros cobrados. (C) é integral e não há excludentes. preferencialmente mediante abatimento do valor da indenização nas prestações vincendas. c) determina a utilização compulsória de arbitragem. b) estabelece a inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor. b) é isento de responsabilidade o fornecedor que não tenha conhecimento dos vícios de qualidade por inadequação de produtos e serviços de consumo. II. tendo direito ao ressarcimento em razão da responsabilidade do Banco. por expressa disposição do Código de Defesa do Consumidor. no ato da compra. b) É lícito que certa instituição bancária condicione a celebração de contrato de conta-corrente à contratação de plano de previdência complementar. d) estabelece a remessa do nome do consumidor inadimplente para bancos de dados ou cadastros de consumidores. II. acerca do Código de Defesa do Consumidor. salvo estipulação em contrário. cotados da data em que o cliente a recebeu. III e IV estão corretas. é correto afirmar que a) a pessoa jurídica não sofre dano moral indenizável. desde que ela tenha sido efetuada no estabelecimento comercial do fornecedor. a) I. se a garantia do fornecedor contra defeitos aparentes ou ocultos que ocorram no produto adquirido será ou legal ou contratual. (CESPE/BB 2/2008) Julgue os itens seguintes. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 28. IV e V estão corretas. c) II. D deve ser imediatamente indenizado caso o produto apresente problemas. (OAB/CESPE – 2008. não é considerada abusiva a cláusula que a) transfere responsabilidades a terceiros. sob pena de prescrição. Procurou um funcionário do banco. 29. o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias. B pode escolher.com . e) Todas estão corretas. 33. 32. d) a interpretação das cláusulas contratuais deve ocorrer de forma a não favorecer nem prejudicar o consumidor. III e V estão corretas. b) I. (CESPE/ADAGRI-CE/2009) Julgue os itens a) Os importadores de produtos eletrônicos devem garantir aos consumidores a oferta das peças de reposição por período razoável de tempo.3) No tocante às relações de consumo. c) a reparação do dano moral coletivo está prevista no Código de Defesa do Consumidor. 31. (OAB/CESPE – 2007. total ou parcialmente. IV e V estão corretas. d) I. 30. para ela. a responsabilidade do Banco (A) pode ser afastada apenas na hipótese de prova de culpa exclusiva da vítima. aquilo era um defeito na prestação do serviço. Nessa situação. II. pois as instituições financeiras são isentas do cumprimento do Código de Defesa do Consumidor. III. C pode liquidar antecipadamente o débito em questão. (B) independe da existência de culpa. (CESPE/OAB/2009 3ª PROVA) Assinale a opção correta a respeito dos bancos de dados e cadastros de consumidores. (OAB/CESPE – 2007.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS Marque a opção CORRETA.

contados a partir do dia 6 de novembro de 2007. o fornecedor é legalmente dispensado do preenchimento do termo de garantia. (CESPE/OAB – 2009) Acerca da responsabilidade no Código de Defesa do Consumidor. Sobre a desconsideração da personalidade jurídica no CDC. houver abuso de direito. b) Somente poderão constar nos bancos de dados as informações negativas sobre consumidores relativas aos últimos dois anos. c) Considera-se publicidade abusiva a comunicação de caráter publicitário inteiramente falsa que induza a erro. b) O consumidor tem o direito de receber o dobro do que tenha pago em excesso.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS a) O consumidor deverá ser informado verbalmente toda vez que ocorrer alteração de cadastro. c) Os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades que prestam serviços de caráter privado. para exercer esse direito. no caso de cobrança indevida. de alguma forma. será responsável perante o consumidor o fornecedor imediato. 36. comprovar ter incidido em engano justificável. acrescido de juros e correção monetária. e. assinale a opção correta. a) É lícito que o fabricante de produtos duráveis condicione o fornecimento de seus produtos à prestação de determinados serviços. (CESPE/BB 1/2008) Sérgio contratou os serviços da JJ Construtora Ltda. (Defensoria Pública SP 2006 – FCC) Nos contratos que regulam as relações de consumo: a. (CESPE/OAB/2009 3ª PROVA) Acerca das práticas comerciais dispostas no Código de Defesa do Consumidor. 39. A obra começou no dia 6 de novembro de 2007 e terminou quinze dias depois. em detrimento do consumidor. o fornecedor fica vinculado às cláusulas. teria tido noventa dias. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. C) As sociedades consorciadas são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes do Código de Defesa do Consumidor. c. Nessa situação. comprovar não ter agido culposamente ou por engano justificável. b. relativos a seu nome. D) A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços o exime de responsabilidade. o juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. em dobro. d. D) As sociedades coligadas só responderão por dolo. b. B) As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes do Código de Defesa do Consumidor. dos valores pagos indevidamente. infração da lei. 92 Profa. A) É permitida a estipulação contratual de cláusula que impossibilite. mesmo se identificado claramente o produtor.com . obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. é CORRETO afirmar: A) Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for. 37. ficha. o engano justificável somente é causa de isenção da responsabilidade se houver culpa concorrente do consumidor. d) O consumidor. mesmo sem solicitação. desde que não a tenha solicitado. o consumidor pode validamente exercer seu direito de arrependimento em qualquer hipótese. d) O consumidor que receber produto em sua residência. deve efetuar o pagamento do respectivo preço. sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros. poderá exigir imediata correção. 40. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. e. E o fornecedor somente se exime de responsabilidade se: a. c. d. Para efetuar uma obra em uma de suas salas comerciais. comprovar não ter atuado com culpa. registro e dados pessoais e de consumo. as cláusulas não obrigam consumidores. assinale a opção correta. B) Caso o vício do produto ou do serviço não seja sanado no prazo legal. eventualmente as cláusulas contratuais podem ser interpretadas a favor do consumidor. (Magistratura SC/2002) Nos contratos consumeristas. excetuada a possibilidade de execução específica. 35. C) No caso de fornecimento de produtos in natura. Pela previsão do artigo 28 do Código de Defesa do Consumidor. 38. caso Sérgio tivesse precisado reclamar de eventuais vícios aparentes decorrentes da obra realizada. recibos e pré-contratos. excesso de poder. salvo hipótese de engano justificável. se não lhes foi dado conhecimento prévio do conteúdo. a existência de culpa concorrente do consumidor é causa de isenção da responsabilidade do fornecedor. pode o consumidor exigir o abatimento proporcional do preço. exonere ou atenue a obrigação de indenizar. o consumidor tem direito à repetição. e não devolvê-lo.

de todos. transformação. para que o consumidor seja considerado como destinatário final (encaixando-se no conceito de consumidor). letra b. Parágrafo único. 4. inclusive as de natureza bancária. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. Errado. 9. 3º é considerado consumidor. Dessa forma. pois. inclusive as de natureza bancária. mediante remuneração. são inderrogáveis. Mesmo que o consumidor ao firmar um contrato com o fornecedor renuncie a alguns de seus direitos. letra c. 2º “consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. material ou imaterial. 3º. mesmo que o consumidor aceite abrir mão de alguns de seus direitos. ou seja. inafastáveis pela vontade das partes. 12. Segundo o art. equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. letra c. a qual preceitua que. 3º. o produto ou serviço não deve guardar conexão direta ou indiretamente com a atividade econômica por ele desenvolvida.Correto. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista 6. o produto ou serviço não deve guardar conexão direta ou indiretamente com a atividade econômica por ele desenvolvida 5. § 1º produto é qualquer bem móvel ou imóvel. letra d. que desenvolvem atividade de produção. letra b. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. letra a. Nos termos do art. § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. inafastáveis.parágrafo único. criação. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. 3. financeira. os serviços de natureza trabalhista.Errado.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS GABARITO COMENTADO: 1. Se uma das partes se enquadrar no conceito de consumidor e a outra no de fornecedor. montagem.Errado. mediante remuneração. construção. financeira. letra a. 2. financeira. Nos termos do art. que haja intervindo nas relações de consumo. imperativas e inderrogáveis. Mesmo havendo vontade das partes. ainda que indetermináveis. se o Estado contrata serviços que estejam compreendidos no conceito apresentado no §2º do art. 10. entre elas houver nexo de causalidade (vínculo) capaz de obrigar uma a entregar a outra uma prestação. 14. § 1° Produto é qualquer bem. letra a. 7. letra c. estaremos diante de uma relação jurídica de consumo. 13. 3º do CDC: serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. importação.Errado. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. nacional ou estrangeira. transformação. pública ou privada. 11. bem como os entes despersonalizados. de crédito e securitária. Enquadra-se no conceito de consumidor toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. de crédito e securitária. além de ser de interesse social. Por ser norma de ordem pública. exportação. de crédito e securitária. por serem consideradas como de ordem pública. que desenvolvem atividade de produção. como já dito. A coletividade de pessoas é equiparada a consumidor. ou seja. criação. não podem ser afastadas da relação de consumo. importação. 2º. As normas de proteção ao consumidor são consideradas de ordem pública. letra d. O CDC dispõe no art. as normas do CDC. 8. De acordo com o CDC: Art. ou seja. letra b. Conforme jurisprudência pacificada do STJ. As normas do CDC são consideradas como de ordem pública. § 2º do CDC: serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. A corrente finalista continua sendo prevalente. 3º que fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. bem como os entes despersonalizados. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. ainda que indeterminável. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. as normas de proteção ao consumidor são de ordem pública. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. exportação. letra a. móvel ou imóvel. 93 Profa. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. tal renuncia não deve ser acatada. montagem. O CDC tem como objetivo a proteção e defesa do consumidor. Por ter adquirido produtos que serão destinados a sua atividade comercial. são aquelas que são consideradas cogentes.em casos excepcionais o STJ aplica a corrente maximalista. no ordenamento jurídico brasileiro. a fábrica não se inclui no conceito de consumidor em razão da adoção. aplicam-se aos bancos as normas contidas no CDC. letra b. da teoria finalista. mediante remuneração. nos termos do art. inclusive as de natureza bancária. material ou imaterial. tal acordo não teria efeito por que o CDC contém normas cogentes (imperativas). Nos termos do art.com . Não se enquadra no conceito de serviço regido pelo CDC. nacional ou estrangeira. pública ou privada. Art.” O conceito de consumidor previsto no CDC se utiliza da teoria finalista que entende que. construção. para que o consumidor seja considerado como destinatário final (encaixando-se no conceito de consumidor). ainda que indetermináveis.

25. Por fim. o consumidor tem 7 dias para exercer seu direito de arrependimento da contratação feita fora do estabelecimento comercial. após a reclamação expressa do consumidor. que deve ser transmitida de forma inequívoca. O CDC prevê a possibilidade de reparação de danos morais. 52 que lhe garante a redução proporcional dos juros e demais encargos. Havendo a estipulação de uma garantia contratual. nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. 39 do CDC. O caso em questão se refere à responsabilidade do comerciante pelo vício do produto.Correto. 42). 20. É o disposto no parágrafo único do art. No caso de vício oculto o prazo decadencial só se inicia momento em que o defeito ficar evidenciado. O CDC prevê causas obstativas da decadência. a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. não estará obrigado a cumpri-lo. que suspendem o prazo decadencial. letra b. 50). que assegura o direito à repetição (devolução) do valor pago em excesso em dobro. letra c. ou seja. Em se tratando de responsabilidade por vício do produto. 94 Profa. Errado. 31. apenas a clausula abusiva será declarada nula. 17. Correto. ela será complementar à garantia legal. letra c. O consumidor tem até 30 dias para reclamar os vícios constantes em produtos ou serviços não duráveis e no que se refere a produtos duráveis o consumidor tem 90 dias para reclamar. não sendo ilegal que tais bancos de dados se refiram a cadastro de consumidores inadimplentes. 22. 29. A garantia legal é obrigatória para qualquer relação de consumo. (§ 3º art. tal direito lhe é assegurado pelo § 2º do art. O CDC prevê o direito de arrependimento para o consumidor que contrate serviços ou o fornecimento de produtos fora do estabelecimento no prazo de até 7 dias da assinatura do contrato ou do recebimento do produto (Art.Errado. Caso o consumidor pretenda saldar seu débito antes do prazo estipulado. nos termos do art. Os itens encontram no arts. o consumidor poderá optar. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. Todavia. 21. 49). § 1º do CDC. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 26) 16. o CDC determina que o prazo decadencial para reclamar será de 90 dias a partir do momento em que o vício ficar evidenciado. 18. No caso de produto durável com vício oculto. Nos termos do art. nula é cláusua que inverte o ônus da prova em desfavor do consumidor. 27. São princípios básicos da relação de consumo: boa-fé e equilíbrio. 27 do CDC. Errado. 28. o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. Nos termos do art. Tais prazos decadenciais iniciam-se a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços (art. 30. 19. Caso o consumidor não tenha prévio conhecimento do conteúdo do contrato. letra b. nos termos do art. para a inclusão de qualquer informação para o cadastro é necessário comunicação prévia ao consumidor. 23. entre outras alternativas. pela substituição do produto por outro. 49 do CDC. O anuncio publicitário que contem informações que não correspondem à realidade é considerado enganoso e não abusivo. Segundo o CDC o orçamento tem validade por 10 dias. quais sejam. e a instauração de inquérito civil. Nos contratos decorrentes das relações de consumo.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS 15. Errado. 24. letra d. 26. letra c. Contrato que contenha clausula contratual abusiva não será todo considerado nulo. letra e. letra c. letra c. sob pena de decadência. É prática abusiva a conduta do fornecedor de deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério. tratando-se de vício oculto. já a garantia contratual (aquela livremente estipulada pelo fornecedor é opcional. Se assim ocorrer. letra d. até seu encerramento. O CDC autoriza a criação de bancos de dados de consumidores. o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. letra c. acrescido de correção monetária e juros legais. após fazer a reclamação o consumidor deve aguardar 30 dias para a resposta do fornecedor e caso este não solucione o problema. letra a. além da correção monetária e dos juros. Em se tratando de vício do produto. Em se tratando de produto não durável o prazo decadencial para reclamar os vícios é de 30 dias. Dentre elas encontra-se a regra de que a cobrança de dívidas não pode dar mediante sua exposição a ridículo. o fornecedor tem o prazo de 30 dias para solucionar o problema. o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes. 46 a 50 do CDC. 18. somando-se os dois prazos de garantia (art. salvo hipótese de engano justificável (art. 42. letra d. 26). letra a. uma vez aprovado pelo consumidor. contados da data da efetiva entrega do produto. O CDC dispõe de normas que protegem o consumidor. As ações tendentes a reparação de danos decorrentes de fato (ou defeito) do produto prescreve em 5 anos.Correto.com . todos os fornecedores (inclusive o comerciante) são solidariamente responsáveis.

A responsabilidade civil em razão de fato ou vício do produto é objetiva. Errado.43. 18. 95 Profa. § 3º quando o consumidor encontrar inexatidão nos seus dados cadastrais poderá exigir a sua imediata correção. de alguma forma. 42. parágrafo único). o § 5º do art. No caso de cobrança indevida. Suzele Veloso suzele_veloso@hotmail. 40. não sendo necessário perquirir a existência ou não de culpa do fornecedor. II . 28 as hipóteses em eu será desconsiderada a personalidade jurídica da sociedade para responsabilizar seus sócios por eventuais danos causados ao consumidor. § 1º) 39. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. 26. Correto. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. 42. letra b. O CDC elenca no art. 32. III . letra c. 28 prevê que “também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for.DIREITO DO CONSUMIDOR fácil PARA CONCURSOS É considerada pratica abusiva a “venda casada”. Nos termos do art. onde o fornecedor condiciona o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço. 33. crescido de juros e correção monetária. Todavia. letra c. excesso de poder. exceto no caso de engano justificável (art. Nos termos do art. É o que conta no art.o abatimento proporcional do preço. 39. parágrafo único.a substituição do produto por outro da mesma espécie. letra b. 37. pode o consumidor exigir.a restituição imediata da quantia paga. O prazo decadencial para reclamar vícios aparentes inicia com o término da execução do serviço e não na data de seu inicio (art. letra b. letra a. 36.não estará obrigado a cumpri-lo. Nos termos do art. infração da lei. alternativamente e à sua escolha: I . § 1º do CDC: § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias. sem justa causa. Caso o consumidor não tenha conhecimento do conteúdo do contrato. I). bem como.com . a limites quantitativos (art. monetariamente atualizada. o consumidor tem direito à repetição do indébito (devolução do dinheiro) em dobro. 34. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. em perfeitas condições de uso. Assim a desconsideração da personalidade jurídica ocorrerá nos casos de abuso de direito. Se o fornecedor comprova que se enganou de forma justificável se exime da devolução em dobro do valor indevidamente cobrado. 35. letra d.” 38.

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