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HELOISA REGINA LOBATO SANTOS MILENA ANDREZA SILVA NASCIMENTO

DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS E O CONTEXTO DA ESCOLA INCLUSIVA
DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS PORTADORAS DE
NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS E O
CONTEXTO DA ESCOLA INCLUSIVA

Belém – Pará

Universidade da Amazônia – UNAMA

2001

DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS E O CONTEXTO DA ESCOLA INCLUSIVA

HELOISA REGINA LOBATO SANTOS MILENA ANDREZA SILVA NASCIMENTO

REGINA LOBATO SANTOS MILENA ANDREZA SILVA NASCIMENTO Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Curso de

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Curso de Pedagogia do Centro de Ciências Humanas e Educação da UNAMA, como requisito para obtenção do grau de Pedagogia, habilitação em Supervisão Escolar, orientado pelo professor Elias Leopoldo Serique.

Belém – Pará

Universidade da Amazônia – UNAMA

2001

Educar é um ato que engrandece o homem, transformando-o em um ser consciente e capaz.

Educar é um ato que engrandece o homem, transformando-o em um ser consciente e capaz.

NÚBIA

Dedicamos este trabalho a Deus pela força que nos deu ao longo desses quatro anos.

Dedicamos este trabalho a Deus pela força que nos deu ao longo desses quatro anos. Aos nossos familiares pela grandiosa contribuição em momentos de aflição. A tantas, muitas e diferentes pessoas que contribuíram de maneira significativa para a realização desse trabalho. A todos os professores do curso que contribuíram para o nosso compromisso com a sociedade humana. E por fim, ao nosso Orientador Elias Serique que sempre esteve disposto a ajudar na efetivação deste.

Agradeço a Deus pela força e coragem que me transmite para que eu realize meus
Agradeço a Deus pela força e coragem
que me transmite para que eu realize meus
objetivos. A seguir, aos meus pais pelo amor,
apoio, compreensão e humildade com que me
ensinaram a lutar pelos meus ideais.
Ao meu marido Alexandre e meu filho
Pedro Henrique, por estarem presentes em
minha vida, proporcionando-me grandes
momentos de felicidade.
A minha amiga e companheira Milena,
que caminhou e percorreu todos esses anos
comigo.
Heloisa Regina Lobato Santos

“Porque Deus é quem dá o crescimento (1COR 3:7)

”.

Portanto, agradeço: A Deus, presença constante em minha vida.Nos momentos mais difíceis, Ele estava e
Portanto, agradeço:
A Deus, presença constante em minha
vida.Nos momentos mais difíceis, Ele estava e
está sempre ao meu lado, assim como na
efetivação deste trabalho. Obrigada Senhor!
Ao meu marido Osmar e a minha filha
Yasmin, fontes inesgotáveis de amor, carinho
e motivação - Vocês são a razão da minha
vida! E em especial a minha filha Ana Beatriz
(in memorian), que comigo esteve durante
quase todo este ano, mas preferiu não
permanecer entre nós. Te Amo Bia!
Aos meus familiares e amigos, que
mais do que nunca, compreenderam
minhas ausências e os meus atrasos. Aos
companheiros de curso, que tanto me
apoiaram nas horas difíceis. Valeu Gente!

Em especial, a minha amiga Heloisa que me proporcionou a alegria de realizarmos juntas este trabalho. Te amo amiga!

Milena Andreza Nascimento.

RESUMO: O estudo realizado teve como objetivo analisar e conhecer os portadores de necessidades especiais

RESUMO:

O estudo realizado teve como objetivo analisar e conhecer os portadores de necessidades especiais mostrando
O estudo realizado teve como objetivo analisar e conhecer os portadores de
necessidades especiais mostrando como é trabalhado a educação especial para
estes portadores, suas características, níveis de deficiência e seu contexto na
escola inclusiva.
Foi abordada a necessidade de uma ação educativa comprometida com a
cidadania e com a formação de uma sociedade mais democrática e menos
excludente. A grande necessidade de conscientização da sociedade em relação
aos direitos desses portadores, para que a sociedade exerça o processo de
inclusão.
Portanto, a escola inclusiva é uma tendência internacional neste final de
século. Mas, para que o processo de inclusão desses portadores de necessidades
especiais possa realmente acontecer é preciso que envolva, toda a comunidade
em um trabalho único, incentivado pela escola, pelo governo e por entidades não
governamentais, pois só assim poderemos eliminar os preconceitos e entraves
que abordam o desenvolvimento da cidadania.

SUMÁRIO

SUMÁRIO Trata-se de uma ocasião privilegiada, reunindo o pensamento e a ação de uma pessoa, ou

Trata-se de uma ocasião privilegiada, reunindo o pensamento e a ação de uma pessoa, ou de um grupo, no esforço de elaborar o conhecimento de aspectos da realidade que deverão servir para a composição de soluções propostas aos seus problemas.

LUDKE.

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO REVISÃO TEÓRICA CÁPITULO I: Contexto Histórico 1.1 – Contexto Histórico da Educação 1.2 – Contexto

REVISÃO TEÓRICA

CÁPITULO I: Contexto Histórico

1.1 – Contexto Histórico da Educação

1.2 – Contexto Histórico da Educação Especial

1.3 – Contexto Histórico da Educação Especial no Brasil

1.4 – Contexto Histórico da Educação Especial no Pará

1.5 – Salamanca, e as Novas Idéias Sobre Educação Especial

11

15

16

17

22

26

29

33

1.6 – O Desenvolvimento de Portadores com Necessidades Especiais na

Perspectiva de Vygotsky

37

CÁPÍTULO II – Desenvolvimento Mental: Um Paralelo com a Deficiência

42

2.2 – Classificação

2.2 – Classificação 44 2.3 – A Família e o Contexto Social 48 CÁPÍTULO III –

44

2.3 – A Família e o Contexto Social

48

CÁPÍTULO III – Contexto da Escola Inclusiva

50

3.1 – Conceitualização

51

3.2 - Inclusão no Ensino Regular e o Desenvolvimento de Alunos Portadoras

53

de deficiência Mental

3.3 – Processo de Integração de alunos Portadores de Deficiência Mental 55

3.4 - Capacitação do Docente que Atua na Escola Inclusiva

58

CONSIDERAÇÕES FINAIS

62

BIBLIOGRAFIA

64

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO O primeiro motivo para crescer é à busca do aperfeiçoamento contínuo. C.K. PRAHALAD

O primeiro motivo para crescer é à busca do aperfeiçoamento contínuo.

C.K. PRAHALAD

Do ponto de vista de alguns autores, a educação especial é definida como uma

modalidade de ensino que apresenta um conjunto de recursos e serviços educacionais,

voltados a atender e servir de apoio aos portadores de necessidades educativas especiais,

garantindo-lhes educação. No entanto, ao verificar o contexto da educação especial,

observa-se que o portador de necessidades especiais, desde os primórdios, não era aceito

regular, garantindo quando necessário serviço
regular,
garantindo
quando
necessário
serviço

perante a sociedade, recebendo uma educação à margem do sistema educacional dito

“normal”.

Atualmente, vive-se um período de integração social visando atingir o

princípio de educação para todos, de acordo com a nova lei de diretrizes e bases

da educação (LDB): Lei n° 9394/96 de 20/12/96.”O atendimento educacional aos

portadores de necessidades educacionais especiais será feito em classes comuns

de

ensino

apoio

de

especializado”.Portanto, o direito à Educação Especial segundo Fonseca (1987),

trata-se de um aspecto de justiça e não de privilégio. Assim, aos educandos,

portadores de necessidades especiais, deverá ser resgatado o direito e acesso a

uma escola que, ao pretender ser democrática, deverá garantir um ensino de

qualidade para todos, independente de suas diferenças.

Sedimentando na crença que a escola é um espaço de intervenção pedagógica que

contempla a diversidade e a individualidade de seus alunos, foi aprovada pela conferência

mundial sobre necessidades educacionais especiais, a Declaração de Salamanca, que

apresenta como princípio a integração e o reconhecimento das necessidades desses

portadores. Porém, como foi citada, a escola deve incluir todos, reconhecer as diferenças e

promover a aprendizagem que atenda as necessidades de cada um, pois a Educação

Especial tem como proposta primordial, garantir aos portadores de necessidades especiais o

direito assegurado na Constituição Federal. Segundo Mazzotta (1992):

de ordem econômico-social, que de certa
de
ordem
econômico-social,
que
de
certa

forma

“A finalidade da Educação Especial é oferecer atendimento especializado aos educandos portadores de deficiência, respeitando as necessidades e diferenças de cada criança, com o objetivo de proporcionar o desenvolvimento global desses alunos, em seus aspectos:

cognitivo, afetivos, psicomotor, lingüístico e social, tornando possível não só o reconhecimento de suas potencialidades como sua integração na sociedade (p.102)”.

Na realidade, a Educação Especial não deve ser vista fora da educação

regular, pois analisando a questão de forma contextual, vê-se a educação como

sendo uma não preocupação por parte dos órgãos governamentais.

de

Ressalta-se que as problemáticas existentes na Educação Especial advêm

implicam

problemas

consideravelmente no rendimento, ou seja, no ensino e aprendizagem de crianças

portadoras de necessidades educacionais especiais.

O presente estudo através de pesquisas bibliográficas pretende mostrar de

maneira especifica, a questão da Educação Especial, toda a sua estrutura, e sua

real importância no contexto educacional e o desenvolvimento de

crianças

portadoras de necessidades educativas especiais e o seu contexto na escola

inclusiva.

Este trabalho abrangerá os seguintes tópicos: o contexto da Educação

Especial

no

mundo,

no

Brasil

e

no

Pará,

a

inclusão

de

portadores

com

os seguintes tópicos: o contexto da Educação Especial no mundo, no Brasil e no Pará, a

necessidades

educacionais

especiais

e

a

declaração

de

Salamanca,

a

conceitualização de deficiência mental, envolvendo o desenvolvimento mental de

crianças, relacionando com os fatores que ocasionam os distúrbios e como se

caracterizam tais crianças; enfatizará a importância da família e o contexto social.

Pretende-se

também

identificar

fatores

de

reeducação,

conhecer

quais

as

adaptações necessárias para receber as crianças e finalizará com o contexto da

escola inclusiva.

REVISÃO TEÓRICA

REVISÃO TEÓRICA O homem não se realiza com a satisfação de suas necessidades e sim com

O homem não se realiza com a satisfação de

suas necessidades e sim com a concretização

de seus desejos.

THION CHI

CÁPITULO I - UM POUCO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

CÁPITULO I - UM POUCO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO Ninguém escapa da educação, seja ela de

Ninguém escapa da educação, seja ela de modo formal ou informal, o indivíduo é educado para exercer seu papel no contexto social. Dessa maneira o processo educativo não leva em consideração as diferenças, sejam de ordem social, étnica ou biofísica – psíquica que o indivíduo apresenta.

(BRANDÃO, 1995).

Para

Para iniciar 1.1- HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA este trabalho, será de suma importância descrever as conquistas

iniciar

1.1- HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

este

trabalho,

será

de

suma

importância

descrever

as

conquistas na área da educação. Assim, tem-se que resgatar como se deu a

Educação no Brasil; desde seus primórdios, para compreender a atua situação.

desde seus primórdios, para compreender a atua situação. Na época do Brasil Colônia, inexistia uma educação

Na época do Brasil Colônia, inexistia uma educação voltada para o

conhecimento crítico, ou seja, a educação era baseada nos dogmas da igreja

católica. A obediência aos valores e costumes da igreja era transmitida pelos

padres jesuítas, assim como seu caráter era, o fortalecimento da hegemonia da

igreja pela fé.

Na época do Império, apesar da inexistência de um sistema educacional,

sabe-se que houve uma certa preocupação com o conhecimento educacional

intelectual. Então, criaram-se meios para implantar em todo território nacional,

escolas públicas para atender a população pobre, que não tem acesso a escola, já

que esta tinha um caráter elitisante portanto destinada para a burguesia continuar

manipulando todo o sistema econômico. Mas com a expansão do capitalismo,

houve uma necessidade de ampliar a área econômica e social do nosso país, bem

como a relação à expansão educacional.

A educação, a par do crescimento da demanda em potencial, ocorre com o

crescimento da demanda efetiva. Esse crescimento acabou por pressionar o

sistema educacional existente, demonstrando deficiências profundas e contidas,

sobre tudo pelo inexpressivo número de escolas e pelo baixo rendimento do

sistema escolar. Daí a necessidade de melhoria na educação como um todo. A

reforma de Benjamim Constant (1820-1892), que introduziu os estudos das

ciências, também dividiu o ensino primário em dois graus: entre sete a treze anos,

e de treze a quinze anos, completando assim, o currículo elementar. Além de

expandir o ensino superior para garantir a eficácia técnica, política e social.

Benjamim Constant concedeu a equiparação das escolas estaduais e

de forma atropelada, sem uma política nacional de
de
forma
atropelada,
sem
uma
política
nacional
de

federais e promoveu a modernização do ensino de elite. A reforma de Rocha Vaz,

a última desse período, tinha como objetivo a valorização da educação popular.

Essas reformas unificaram e restringiram o acesso à educação para a comunidade

carente, beneficiando a classe dominante. A reforma Francisco Campos criou o

Ministério de Educação, a organização do ensino superior no Brasil e o regime

universitário; organizou o ensino comercial e consolidou a disposição sobre a

organização do ensino secundário.

Junto com este panorama histórico temos a inevitável expansão do sistema

escolar,

educação,

evidenciando o crescimento da distribuição de oportunidades nacionais de forma

insatisfatória, tanto pela qualidade, como pela quantidade, obedecendo às normas

da instabilidade própria de uma sociedade heterogênea, profundamente marcada

por uma cultura academicista e aristocrática.

O ensino secundário foi organizado durante a reforma do Decreto de Lei n°

18.890 de 18 de abril de 1931, o qual trouxe uma situação completamente nova

para

a escola

secundária;

a reforma

Francisco

Campos

teve

o mérito

de

estabelecer o currículo seriado, a freqüência obrigatória, dois ciclos, sendo um

fundamental e outro complementar, e a exigência de habilitação para o egresso ao

Ensino

Superior.

a

reforma

secundária

ficou

dividida

em

dois

ciclos:

fundamental, de cinco anos e o complementar, de doze anos. Desse modo, o

curso secundário tinha como objetivo uma formação de elite, abrangendo uma

política educacional legítima à ditadura e toda repressão que trazia consigo e que

à ditadura e toda repressão que trazia consigo e que fazia refletir nos movimentos estudantis em

fazia refletir nos movimentos estudantis em geral. Apesar dos aspectos positivos

na organização do ensino técnico profissional, a maior falha encontrada foi em

relação à falta de flexibilidade entre vários ramos do ensino secundário. Na

reforma Francisco Campos, surgiu a primeira Universidade Brasileira de São

Paulo, começando também novas ideologias em torno da educação. Finalmente, a

educação começava a ser assegurada e tida como bem comum a todos. Pelo

menos é o que garantia a Constituição de 46, que reconhecia e aprovava novas

reformas que tinham como objetivo principal descentralizar a escola e ampliar a

educação para que todos pudessem ter acesso a uma educação de qualidade.

Todavia, essas reformas buscavam atingir a democracia educacional visando a

importância de sua participação para o crescimento e o desenvolvimento social do

nosso país.

O movimento renovador achou que era papel do Estado assumir o controle

da educação gratuita e obrigatória. Daí observa-se que a luta ideológica estava

também mesclada com os aspectos políticos e econômicos. O perigo apresentado

pela gratuidade do ensino consistia não só no esvaziamento das escolas privadas,

como também no risco de extensão escolarizada a todas as camadas, com as

ameaças para os privilégios até então assegurados aos burgueses. Assim, a velha

aristocracia tomou partido se posicionando contra os movimentos renovadores,

um favorecimento à iniciativa privada na educação, querendo desobrigar o Estado dessa função. Igualmente, lado

um favorecimento à iniciativa privada na educação, querendo desobrigar o Estado

dessa função. Igualmente, lado a Constituição de 46 previa uma autonomia aos

conselhos tanto Federais como Estaduais, no que concerne a distribuição de

recursos em benefícios.

Então, nos anos 80 começava uma crise nos cofres públicos prejudicando

as reformas anteriores e criando várias entidades que passaram a lutar por

liberação de verbas a fim de garantir uma educação eficiente capaz de preparar o

indivíduo para o mercado de trabalho.

Desse modo, em 1982 foram aprovadas novas reformas voltadas para a

qualificação do ensino público e para romper com o sistema imposto pelos

governos militares.

E assim, o Ensino Público passou a ser visto com mais seriedade pelos

governantes. Em 1991, foi verificado pelo Fórum Nacional e Defesa das Escolas

Públicas,

alguns

princípios

importantes,

tais

como:

gratuidade,

laicidade,

democratização para todos os níveis, qualidade e recursos financeiros.

Em

1994,

tive-se

a

recuperação

da

credibilidade,

a

valorização

dos

profissionais da educação, promoção por mérito e desempenho profissional (como

oportunidade de atualização e aperfeiçoamento), no entanto, ficou só no discurso

teórico, assim como outros programas sendo um deles, o Programa Nacional de

Alfabetização e Cidadania.

Em todo mundo, marginalidades, expectativa
Em
todo
mundo,
marginalidades,
expectativa

de

Por conseguinte, as reformas educacionais passaram a fazer parte da

nossa realidade, mas infelizmente, o acesso à educação para todos ainda não e

uma realidade para “todos”, e em vista disto, vivi-se em uma sociedade desigual e

muitas vezes desumana, onde a população mais carente não tem acesso à saúde,

educação, cultura e lazer como prevê a Lei. Constantemente assiste-se pela TV o

grande número de evasão escolar onde crianças deixam a escola para servir de

mão-de-obra escrava e barata. É esta sociedade que se diz tão “moderna” mas na

realidade é arcaica no que diz respeito à garantia dos direitos aos serviços

públicos. Conforme cita o Vice-Presidente Marco Marciel, na Convenção Nacional

do PFL em 9 de novembro de 1995:

miséria,

vida

estão cada vez mais associadas à falta

de educação. Esta é a face negra que faz

do

emprego

e

que

faz

da

competitividade,

entre

nós,

uma

conseqüência

marginal

de

nossas

carências na educação (p.33).

1.2 - HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL A partir da inserção do homem no contexto social,

1.2 - HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

A partir da inserção do homem no contexto social, que por se apresentar

inacabado será modelado pelo processo educativo, como meio de promoção de

sua integração à sociedade. Logo, o processo educativo está presente na vida do

indivíduo, nas mais variadas circunstâncias e diversos modos que proporcione sua

relação dialética com a sociedade. Sendo assim Brandão afirma que:

consistem em prestar assistência às crianças
consistem
em
prestar
assistência
às
crianças

Ninguém escapa da educação, seja de modo formal ou informal, o indivíduo é educado para exercer o seu papel no contexto social. Dessa maneira o processo educativo não leva em consideração as diferenças sejam de ordem social étnica ou bio-física- psíquica que o indivíduo apresenta. (Brandão, 1995, p.34).

Pode-se dizer que a Educação Especial é uma forma enriquecida da

Educação Geral, pois possui as mesmas finalidades e objetivos. Sendo assim, tais

de

objetivos

portadoras

necessidades educacionais especiais, preparando-as para a vida e integrando-as

à comunidade, a fim de que se tornem pessoas úteis e produtivas à sociedade.

Na antiguidade, a postura de Platão e Aristóteles era de que os portadores

de deficiência física, mental, ou psicossocial eram possuídos por forças estranhas

ou atingidos por dons sobrenaturais, portanto, os mesmos tornavam-se uma

classe excluída pela sociedade, e assim, recebiam o veredicto de que deveriam

estudos fizeram surgir preocupações que se expandiu para
estudos
fizeram
surgir
preocupações
que
se
expandiu
para

morrer o mais cedo possível.

Na Idade Média, devido à influência da igreja, deficientes eram alvo de

sentimentos de caridade e carregados de crença sobrenatural ou purgação de

pecados. No final da idade medieval foram surgindo os primeiros atendimentos

assistenciais. Com passar dos tempos a abordagem da deficiência foi se ligando a

uma linha terapêutica, marcada pela hegemonia das ciências medicas e para

médicos.

Os primeiros estudos e experiências surgiram na Idade Moderna. Esses

estudos tinham um caráter científico, embora fosse dado um enfoque patológico;

tais

o

campo

educacional, onde se buscou outra forma de abordagens para o atendimento de

pessoas portadoras de deficiência física, mental ou psicossocial. A evolução das

ciências que estudam o homem, como as ciências sociais e a própria medicina em

muito contribuíram.

No

século

XVI,

Cardano

e

Paracelso

começaram

a

interpretar

os

comportamentos dos deficientes, passando estes a terem cuidados e assistência

que antes não tinham.

Com relação ao campo do naturalismo humanista (século XVIII), quando o

homem começou a ser visto como naturalmente “bom”, apesar de ainda ser forte à

visão

médica,

os

profissionais

que

cuidavam

das

pessoas

portadoras

de

deficiência, eram mais os médicos do que os professores.

No início do século XIX, sob a influência de Itaral e Pestallozi, as crianças

XIX, sob a influência de Itaral e Pestallozi, as crianças deficientes passaram a ser mantidas em

deficientes passaram a ser mantidas em lares com o objetivo de curá-las através

de educação e de bons tratos. A partir desses lares foram sendo criadas

Instituições para as crianças que não conseguiam se reintegrar na sociedade, com

a esperança de protegê-las das dificuldades encontradas em seu meio. Foi no

século XIX, que Longdon Down explicou a Síndrome denominada pelo seu nome

(comumente conhecida como mongolismo), como se essa Síndrome fosse uma

volta a estágios inferiores da evolução humana. Na mesma época, Kallikak achou

que o portador de deficiência mental era uma ameaça para a sociedade porque

procriava muito e seus filhos poderiam ser deficientes também, criminosos ou anti-

sociais. A conseqüência dessa atitude foi o isolamento dessas pessoas portadoras

de deficiência e a proibição de se casarem ou terem filhos.

Com a Idade Contemporânea, começou-se a dar mais força ao aspecto

educacional como direito aos portadores de deficiência. De início eram atendidos

só em instituições destinadas para esse fim, continuando assim a segregação, e

só mais tarde iniciou-se o processo da integração no ensino regular.

Em países mais desenvolvidos a segregação da pessoa portadora de

deficiência estava sendo superada com um o trabalho interessante. Tratava-se do

atendimento

de

estimulação

precoce

no

próprio

domicílio

da

pessoa.

Este

atendimento dirige-se à clientela de 0 a 3 anos de idade. Após esse processo de

estimulação realizado por um profissional especializado, a pessoa é inserida em

uma escola de ensino do sistema regular e recebe acompanhamento de um

de ensino do sistema regular e recebe acompanhamento de um professor especializado sem que tenha que

professor especializado sem que tenha que ser segregado em uma instituição de

Educação Especial.

No Brasil, apesar da primeira iniciativa no atendimento da pessoa portadora

de deficiência mental ter ocorrido em meados do século XIV, foi só a partir de

1950-1960 que seus direitos começaram a ser alvo de preocupação, criaram-se

associações de pais e sociedades como APAE’S, Pestallozzi e outras associações

ligadas às áreas específicas da excepcionalidade.

1.3 – A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL A educação especial brasileira teve o

1.3 – A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL

A educação especial brasileira teve o seu início inspirada por experiências

européias e americanas. Da Europa, basicamente o modelo de internatos ou de

escolas especiais. Já a influência americana, trouxe as classes especiais na

comum e os movimentos organizados por pais de A
comum
e
os
movimentos
organizados
por
pais
de
A

escola

portadores

de

deficiência.

Por volta do século XIX educadores brasileiros interessados no atendimento

de portadores de deficiência (cego, mudo e surdos) deram início a organizações

voltadas a atender tal público.

De início tais organizações caracterizam-se como iniciativas oficiais e

particulares isoladas partindo do interesse de educadores pelo atendimento

educacional aos portadores tais deficiências.

evolução da educação especial no Brasil apresenta-se em dois períodos

marcados pela natureza e abrangência de ações voltadas a desenvolver a

educação aos portadores de deficiência.

O primeiro período (1854 a 1956) foi marcado por iniciativas oficiais e

particulares isoladas. A primeira instituição inaugurada para atender os portadores

de necessidades educativas especiais foi inaugurada por Dom Pedro I, no Rio de

Janeiro “Instituição dos Meninos Cegos”. Posteriormente, outros estabelecimentos

foram inaugurados, com o objetivo pedagógico ou médico-pedagogico e com

oficinas.

O segundo

período

(1957

a

1993)

o

atendimento

educacional

aos

deficientes foi assumido a nível nacional pelo governo federal. Neste segundo

período ficou evidenciada a ação governamental no fim dos anos cinqüenta

instituindo

campanhas

específicas

para

o

atendimento

aos

portadores

de

especial no período de 1957 a 1993, tentou-se Tal análise demonstrou tamanha incoerência entre os
especial
no
período
de
1957
a
1993,
tentou-se
Tal
análise
demonstrou
tamanha
incoerência
entre
os
análise
seqüencial
dos
textos
legais,
planos
educacionais

e

deficiência. Sendo apenas este o período que a educação especial surgiu na

política educacional brasileira.

a

Com a analise dos textos legais e os planos educacionais significativos para

e

educação

identificar

compreender os princípios e propostas oficiais relativos a política de educação

especial.

princípios

definidos nos textos legais e as propostas consubstanciadas nos planos oficiais,

evidenciando-se a ausência de uma política nacional de educação especial.

A

os

documentos oficiais revelam a permanência das mesmas posições filosóficas e

políticas sobre formas diferenciadas pelos dirigentes.

Segundo Mazzota (1992), o Conselho Federal de Educação entende, que a

educação especial é uma linha de escolarização enquanto que o MEC a interpreta

como “linha de atendimento assistencial e terapêutico” ao invés de educacional

escolar.

Todas as decisões e ações atribuídas à educação especial pelo Ministério

da Educação (MEC), possui um sentido clínico terapêutico caracterizando-se o

atendimento educacional aos portadores de deficiência, apenas como preventiva e

corretiva. No entanto, após 1990 surgem indicadores em busca de preparação à

educação especial como modalidade de ensino. Assim explica Mazzota (1992):

A Educação Especial não deve ser entendida como simples instancia preparadora para o ensino comum; embora se deseja que o maior número de alunos possa dele beneficiar-se (p.60).

o maior número de alunos possa dele beneficiar-se (p.60). Constata-se que nas Diretrizes e Normas Federais

Constata-se que nas Diretrizes e Normas Federais para a educação

especial continuaram presentes os sentidos assumidos como alternativas de

trabalho com os portadores de necessidades educativas especiais confundindo-se

com o sentido de atendimento educacional escolar. Entretanto é preciso salientar

que as principais propostas para a educação especial prevêem um processo

integrante de serviços de habilitação e reabilitação ou educação escolar.

1.4 – A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO PARÁ A origem da Educação Especial no

1.4 – A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO PARÁ

A origem da Educação Especial no Pará teve seu início com as primeiras,

escolas criadas na década de 50, que atendiam crianças portadoras de cegueira,

surdez e retardo mental.

isto, o governo que já
isto,
o
governo
que já

Com

havia tomado uma ação no campo da

deficiência visual, começou a enviar ao Rio de Janeiro, em 1953, pessoas para se

especializarem no Instituto Benjamim Constant (Instituição pioneira na educação

de cegos). Firmado o Decreto n° 1300 de 07 de dezembro de 1953, criou-se a

primeira Escola de Cegos do Pará, que logo após 1955 chamou-se Instituto Lauro

Sodré. Em 1956, através da Lei n° 1400, a escola passou a ser chamada Escola

Álvares de Azevedo, em homenagem ao primeiro cego brasileiro alfabetizado na

França através do método do Braille.

Em 1960, o governo mais uma vez ampliou sua ação para o âmbito da

educação na área da surdez, criando uma escola de educação para surdos

chamada Professor Astério de Campos.

Como visto, no âmbito do poder público houve grande empenho na área da

educação para portadores de necessidades educativas especiais, apesar da

iniciativa privada também manifestar sua contribuição, tendo isto ocorrido apenas

em 1956, com o Curso Pestallozze do Pará, que em 1960 transformou-se em

Fundação Pestallozze do Pará. Em 1962, surgiu

uma

entidade de

caráter

filantrópico que tinha como objetivo o bem-estar da criança excepcional. Esta,

surgiu com o esforço e união de pais e amigos de deficientes mentais, que,

portanto chamou-se de APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais)

que teve como influência maior à educação norte-americana no campo da

educação especial.

A Secretaria de Educação do Pará em 1971 formou a Assessoria de

O

especial. Esta foi transformada em Centro de Especial (DEES) em 1989, que no qual integrou
especial.
Esta
foi
transformada
em
Centro
de
Especial
(DEES)
em
1989,
que
no
qual
integrou
a

Departamento

Educação de excepcionais, para trabalhar no serviço de educação nas áreas de

deficiência mental, auditiva e visual. Logo após, surgiu o Centro de Educação

Especial (CEDESP), que se tornou pela Lei n° 4398 de 14 de junho de 1972, o

órgão responsável pela operacionalização da política do governo, na área de

de

educação

Educação

estrutura

organizacional da Secretaria do Estado da Educação, como um Departamento

ligado à Diretoria de Ensino.

Departamento de Educação Especial teve como concepção que não

havia diferença de natureza filosófica entre ensino especial e regular, mas sim de

estratégias de ação, já que sua clientela consiste em portadores de necessidades

educativas especiais que deveriam ser consideradas e respeitadas para que

ocorresse a aprendizagem.

Observa-se, portanto que, a Educação Especial no Pará, surgiu para

atender de forma assistencial e educacional as crianças cujas anormalidades

eram entendidas como prejudiciais ou impeditivas para o ensino regular. Sob a

ótica da legislação educacional, a Lei 4024/61, contempla a educação especial em

alguns de seus artigos, constituindo assim um marco na historia dessa educação.

Em seu artigo 88 estabelece-se que a “educação de excepcionais deve, no que for

possível enquadrar-se ao sistema geral de educação, a fim de integrá-los na

comunidade”.

Mas, a educação especial recebeu um tratamento mais significativo na Lei

auditivos, 05 para portador de conduta típica (autista), 1
auditivos,
05
para
portador
de
conduta
típica
(autista),
1

9394/96, se comparado com a posição que desfrutou na Lei 4024/61, com apenas

dois artigos (88 e 89) e com pouca definição de diretrizes, e na Lei 5692/71, com o

artigo 9°, que não tinha delimitação precisa do que seria o tratamento especial

para os portadores de necessidades especiais.

Sendo assim, a partir da legitimação da educação especial na LDB

9394/96, a mesma oferece a garantia de participação do indivíduo portador de

necessidades especiais ao processo educativo em nossa sociedade, o que

fornece a oportunidade de minimizar o processo de exclusão e discriminação que

tais indivíduos sofrem na sociedade em decorrência de suas “diferenças”.

E desta forma, hoje a estruturação e distribuição da rede pública de ensino

para atendimento do portador de necessidades educativas especiais no Pará, esta

distribuída da seguinte maneira: 29 escolas para deficientes cognitivos, 11 para

deficientes

para

deficientes visuais e 1 para outras habilidades (superdotados).

Neste contexto de distribuição da rede pública escolar para portador de

necessidades especiais, vale ressaltar que a inclusão do mesmo está sendo

realizada em escolas através de projetos experimentais.

Portanto, a educação especial no Pará, contempla a participação social do

indivíduo atendido por esta modalidade de ensino e integração à sociedade.

SALAMANCA, E AS IDÉIAS SOBRE EDUCAÇÃO ESPECIAL.

SALAMANCA, E AS IDÉIAS SOBRE EDUCAÇÃO ESPECIAL. Ela promoveu uma plataforma que afirma o princípio e

Ela promoveu uma plataforma que afirma o princípio e a discussão de prática de garantia da inclusão das crianças, com necessidades educacionais nestas iniciativas e a tomada de seus lugares de direito numa sociedade de aprendizagem. (UNESCO, 1994).

Reuniram-se em Salamanca, Espanha em julho de 1994, mais de trezentos

representantes de noventa e dois governos e de vinte e cinco organizações

internacionais. Um número significativo de participantes;

Nações

Unidas,

organismos

especializados,

além

de

representantes

das

outras

organizações

governamentais e não-governamentais com o objetivo de promover a educação

não-governamentais com o objetivo de promover a educação para todos, favorecendo o enfoque da educação integradora,

para todos, favorecendo o enfoque da educação integradora, em busca da real

capacitação das escolas e visando atender todos os indivíduos, sobretudo os que

têm necessidades educativas especiais

A

Declaração de Salamanca que é a nova linha de ação para a educação

especial foi aprovada com o principal objetivo de integrar adolescentes, crianças e

adultos com necessidades educativas especiais em escolas comuns de ensino,

lhes dando-lhes oportunidade para um melhor desenvolvimento.

Acredita-se que os serviços educativos especiais são os problemas que

afetam igualmente todos os países do norte e sul e que não devem desenvolver-

se isoladamente, mas, partir de uma estratégia global da educação; esses países

devem contribuir para uma nova política social e econômica que garanta uma

melhor educação para todos.

A Declaração de Salamanca é resultado de um consenso mundial sobre os

futuros rumos dos serviços educacionais especiais, apresentando-se como um

desafio para os interessados em tornar a educação realmente para “todos”, e em

especial para os mais desfavorecidos e necessitados.

O princípio fundamental desta linha de ação é de que as escolas devem

acolher todas as crianças, independente de suas condições físicas, intelectuais,

sociais, emocionais, lingüísticas ou outras. Tais condições acarretam grandes

desafios ao sistema escolar, o qual, precisa encontrar maneiras de educar com

êxito todas as crianças, inclusive as portadoras de deficiências graves.

As

escolas

integradoras

defrontam-se

com

grandes

desafios

de

uma educação envolvida com a incentivação do de qualquer deficiência. A pedagogia adotada pelas que
uma
educação
envolvida
com
a
incentivação
do
de
qualquer
deficiência.
A
pedagogia
adotada
pelas
que
todas
as
diferenças
humanas
são
normais
e
de

desenvolver uma pedagogia centralizada no desenvolvimento da criança, sendo

esta capaz de educar com sucesso meninos e meninas, principalmente em

dos

oportunizar

potencial

portadores

escolas

integradoras é uma pedagogia equilibrada que beneficia todas as crianças, e parte

do

que

a

princípio

aprendizagem deve, ajustar-se às necessidades de cada um.

Acredita-se que a pedagogia centralizada na criança é positiva para todos

os alunos e conseqüentemente para toda sociedade.

A pedagogia centralizada na criança contribui para evitar o desperdício de recursos e a frustração de esperança, conseqüência freqüente da má qualidade do ensino e da mentalidade do que “o que é bom para um é bom para todos”. (UNESCO, 1994, p.18).

Nas

escolas

integradoras,

as

crianças

com

necessidades

educativas

especiais devem receber todo o apoio adicional necessário para garantir uma

educação eficaz.

necessidades educativas especiais devem receber todo o apoio adicional necessário para garantir uma educação eficaz.

O DESENVOLVIMENTO DE PORTADORES COM NECESSIDADES

ESPECIAIS NA PERSPECTIVA DE VYGOTSKY

COM NECESSIDADES ESPECIAIS NA PERSPECTIVA DE VYGOTSKY Na educação especial, o importante é conhecer como o

Na educação especial, o importante é conhecer como o aluno se desenvolve,

como ele interage com o mundo;

como organiza seus sistemas de compensações; as trocas; as mediações que auxiliam sua aprendizagem; a participação ou exclusão da vida social (

(Vygotsky apud Monteiro, 1998)

) (

A partir de 1924, em Moscou, Vygotsky iniciou sua investigação sobre o

desenvolvimento do portador de deficiência (portador de necessidades especiais).

Focalizou sua pesquisa em como se dava o desenvolvimento dos portadores de

necessidades a partir dos pressupostos gerais que orientavam a sua concepção

e especiais interagem constituindo os sujeitos o desenvolvimento de suas capacidades integrais,
e
especiais
interagem
constituindo
os
sujeitos
o
desenvolvimento
de
suas
capacidades
integrais,

do desenvolvimento de pessoas consideradas normais.

Partindo desses pressupostos ele destacou somente aspectos qualitativos

desses indivíduos, que fizeram com que os portadores de necessidades, fossem

não simplesmente menos desenvolvidos em determinados aspectos, mas sujeito

que se desenvolvessem de uma outra maneira. Tal análise possibilitou uma

compreensão dialética do desenvolvimento, na qual os aspectos tidos como

normais

de

portadores

necessidades especiais.

Vygotsky apud Monteiro (1989) em seus estudos centrou sua atenção nas

habilidades que tais crianças possuíam, habilidades estas que poderiam formar

bases

para

mostrando

interesse mais pela força do que por suas falhas, rejeitando as descrições

quantitativas por ser instrumentos com visão incompleta ou unidimensional sobre

a criança. Preferiu, então, confiar nas descrições qualitativas da organização de

seus comportamentos.Para Vygotsky apud Monteiro (1989), desde os primeiros

anos de vida, a criança que apresenta uma deficiência, ocupa uma certa posição

social especial. Em que sua relação com o mundo ocorre de maneira diferente das

crianças normais. Geralmente atribuí-se uma série de qualidades negativas a

pessoa portadora de deficiência e fala-se muito sobre as dificuldades de seus

desempenhos, por pouco se conhece das suas particularidades positivas.

Desse modo, homogeneíza-se suas características, falando muito de suas

falhas esquecendo de falar sobre as características positivas que as constituem

como pessoa.

educação especial, o importante é conhecer como o
educação
especial,
o
importante
é
conhecer
como
o

Na

É impossível apoiar-se no que falta a sua criança, naquilo que ela não é. Torna-se necessário ter uma idéia, ainda que seja vaga, sobre o que ela possui, sobre o que ela é. (Vygotsky apud Monteiro, 1989, p.102).

aluno

se

desenvolve, ou seja, enfatiza não a deficiência em si mesma, não o que falta,

porém como se apresenta o processo de desenvolvimento; como ele interage com

o mundo: como organiza seus sistemas de compreensão; as trocas; as mediações

que auxiliam na sua aprendizagem; a participação ou exclusão da vida social; a

sua história de vida.

Deve-se reconhecer que a deficiência possui uma dupla influência no

desenvolvimento, se por um lado atua como limitação, criando

obstáculos,

prejuízos e dificuldades, por outro serve como estímulo para o desenvolvimento

das vidas de adaptação, canais de compreensão.

Quando se limita a oportunidade de integração do portador de necessidade

especial em relação ao seu contexto social interfere em seu desenvolvimento. A

sua exclusão do meio social lhe traz complicações de um desenvolvimento social

insuficiente, com considerável prejuízo na aprendizagem e no desenvolvimento.

A escola, por sua vez, é um espaço interativo por excelência, possuindo

papel no desenvolvimento, oportunizando a integração como são desenvolvidas as propostas educacionais O
papel
no
desenvolvimento,
oportunizando
a
integração
como
são
desenvolvidas
as
propostas
educacionais
O

social,

grande

impulsionando a aprendizagem, criando zonas de desenvolvimento proximal,

propiciando as compensações às necessidades especiais, tornando-se necessário

entender

aos

voltadas

portadores de necessidades especiais, pois:

aprendizado é uma das principais fontes

da criança em idade escolar, e é também uma poderosa força que direciona o

seu desenvolvimento, determinando o destino de todo o seu desenvolvimento mental. (Vygotsky apud Monteiro, 1989, p.74).

Uma das preocupações de Vygotsky foi analisar as práticas institucionais

da educação especial, pois reconhecia o grande papel da aprendizagem escolar

no desenvolvimento das crianças com necessidades especiais. Ele criticou a

prática de isolamento das propostas da escola especial. Por encerrar o aluno com

necessidades

especiais

criando

um

oportunidades, acomodando-se.

mundo

pequeno

estreitando

as

suas

Para

Vygotsky

apud

Monteiro

(1989),

em

lugar

de

restringir

o

desenvolvimento dessas crianças, isolando-as, dificultando a sua educação e

reduzindo muito a sua aprendizagem, torna-se indispensável romper com o

caráter

filantrópico

assistencialista,

necessitando

seguir

os

propósitos

de

Vygotsky apud Monteiro (1989), as atividades
Vygotsky
apud
Monteiro
(1989),
as
atividades

educação para todos.

Suas críticas voltaram-se também às práticas pedagógicas que ainda hoje

são utilizadas em muitas Instituições de educação especial em que ocorre o

isolamento, ao treinamento dos órgãos do sentido e do movimento dos alunos em

atividades artificiais e sem fundamentos.

Segundo

devem

ser

interessantes e que possuam sentido para o desenvolvimento e vida do aluno.

Assim, a educação da criança com necessidades especiais, precisa estar voltada

para o desenvolvimento das funções que lhe ajude a superar suas dificuldades,

formando uma concepção de mundo e, a partir dela, a aquisição de conhecimento

fundamentais para o entendimento das suas relações com vida.

CÁPITULO II – DESENVOLVIMENTO MENTAL: UM PARALELO

COM A DEFICIÊNCIA

– DESENVOLVIMENTO MENTAL: UM PARALELO COM A DEFICIÊNCIA Crianças com características que levam a serem

Crianças com características que levam

a serem consideradas excepcionais

freqüentemente trazem problemas para

os responsáveis por sua educação. A

excepcionalidade pode acarretar obstáculos que emergem de própria fonte onde a criança vive seus primeiros contatos, à família são talvez os mais significativos como empecilhos ao seu pleno desenvolvimento.

(FLEMING, 1978).

2.1 – CONCEITUALIZAÇÃO: O deficiente mental é aquele indivíduo que possui limitações no seu desenvolvimento

2.1 – CONCEITUALIZAÇÃO:

O deficiente mental é aquele indivíduo que possui limitações no seu

desenvolvimento intelectual e psicomotor, ou seja, necessita de uma orientação

educacional que adapte aos seus padrões o uso de metodologia diferenciada.

Do ponto de vista clínico, os deficientes mentais apresentam diminuição do rendimento intelectual,
Do
ponto
de
vista
clínico,
os
deficientes
mentais
apresentam
diminuição
do
rendimento
intelectual,
associada
aos
diferentes
alterações orgânicas e na aparência física.
rigorosa para chegar a um diagnóstico definitivo.
Assim,
devido
às
diversas
limitações
clínica,
esse
indivíduo

desfrutar

de

uma

orientação

pedagógica

que

seja

capaz

níveis

de

uma

de

transtornos sensoriais, pespectivos-motores, de linguagem, do controle emocional,

de adaptações em relação ao meio ambiente e, dependendo da etimologia,

Os problemas de desenvolvimento tais como: psicomotores e de linguagem

e em alguns casos a deficiência é tão óbvia que pode chegar rápido a uma

identificação, porém em outras, deve-se fazer uma investigação e avaliação

deverá

as

suprir

necessidades de ensino.

2.2 – CLASSIFICAÇÃO: Do ponto de vista educacional a deficiência mental classifica-se em: ! Leve;

2.2 – CLASSIFICAÇÃO:

Do ponto de vista educacional a deficiência mental classifica-se em:

! Leve;

! Moderada;

deficiência mental classifica-se em: ! Leve; ! Moderada; ! Severa; ! Profunda. 2.2.1 – DEFICIÊNCIA MENTAL

! Severa;

! Profunda.

2.2.1 – DEFICIÊNCIA MENTAL LEVE:

A característica principal desse portador é a capacidade de resolver

determinados tipos de situações problemas. Os seus portadores podem chegar a

um desenvolvimento intelectual emocional comparável ao da idade mental de

doze a treze anos. Eles apresentam uma deficiência discreta na área sensório-

motora e dificuldade para se adaptar a situações novas. Em certos ambientes em

que as exigências sócio-culturais são menores, sua deficiência mental pode até

passar desapercebida.

Em termos de escolaridade pode atingir a 7ª série do ensino médio. De

acordo com as etapas de Piaget, ultrapassam o nível das operações abstratas.

Isto quer dizer que podem manejar o pensamento abstrato complexo como, por

exemplo,

compreender

a

leitura

de

um

artigo

sobre

um

tema

de

seu

conhecimento. Apesar de possuírem capacidade para a aprendizagem, esta se dá

muito lentamente e requer programas escolares especiais com metodologias

apropriadas.

De forma geral, o portador de deficiência mental leve demonstra aptidão

para convivência social e atividades vocacionais, conforme o grau de autonomia

portadores de deficiência mental moderada podem
portadores
de
deficiência
mental
moderada
podem

que puder atingir.

2.2.2 – DEFICIÊNCIA MENTAL MODERADA:

Os

alcançar

um

desenvolvimento intelectual e emocional comparável ao da idade mental de seis a

sete anos.

Como possuem condições de adquirir autonomia, aprendem a se vestir e

alimentar-se sem ajuda, a controlar os esfíncteres, a cultivar hábitos de higiene

pessoal e a realizar tarefas da vida diária, como ordenar seus brinquedos e

arrumar a mesa. Apresentam um bom desenvolvimento motor e o domínio da fala.

Embora precisem de vigilância moderada, é possível ensinar-lhes ofícios como

carpintaria, costura, culinária. Esses indivíduos adaptam-se à vida familiar e

comunitária.

A escolaridade, nesses casos, pode chegar à equivalência da 2ª à 4ª série

do ensino fundamental. Segundo as etapas de Piaget, eles ultrapassam o nível

pré-conceitual e adquirem rudimentos de operações concretas. No entanto, como

assimilam num ritmo mais lento, necessitam de programas escolares especiais

com professores capacitados. Os indivíduos portadores de deficiência mental

moderada são aqueles considerados treináveis e incluem a maioria das pessoas

com Síndrome de Down.

2.2.3 – DEFICIÊNCIA MENTAL SEVERA:

simples). Esse indivíduo tem capacidade de adquirir de alimentação, vestimenta e higiene, como o
simples).
Esse
indivíduo
tem
capacidade
de
adquirir
de
alimentação,
vestimenta
e
higiene,
como
o

A criança portadora dessa deficiência tem um desenvolvimento intelectual

emocional comparável ao da idade mental de no máximo dois anos.

Quando não possui problemas motores de causa orgânica e recebe uma

estimulação adequada, consegue chegar a uma evolução que permite a marcha e

a motricidade grosseira (manipulação de objetos como talheres e copos, execução

de

hábitos

dos

tarefas

elementares

controle

esfíncteres, e para estabelecer vias de comunicação simples, inclusive a verbal,

embora de forma limitada. Mesmo sendo extremamente dependente, é possível

capacitá-lo a adquirir alguns costumes que lhe garantam uma certa autonomia.

A possibilidade de aprendizagem escolar é nula tudo o que se espera dessa

criança, nesse sentido, é que saiba nomear algumas partes do corpo. O deficiente

mental severo se enquadra entre os indivíduos chamados dependentes.

2.2.4 – DEFICIÊNCIA MENTAL PROFUNDA:

Os

portadores

dessa

deficiência

podem

atingir

um

desenvolvimento

intelectual

e

emocional

comparável

ao

da

idade

de

um

ano.

Apresentam

possibilidades

muito

restritas

no

campo

sensório-motor,

se

bem

pode

ser

estimulado um melhor funcionamento nesta área, sobretudo no que diz respeito à

deficientes não conseguem configurar em sua totalidade rotineiro, para preservar sua escassa estabilidade
deficientes
não
conseguem
configurar
em
sua
totalidade
rotineiro,
para
preservar
sua
escassa
estabilidade

marcha e a capacidade de apreensão manual.

Esses

uma

consciência de si mesmos, vivenciando uma situação de total dependência do

adulto para atendê-los em suas necessidades. A sua relação com o meio é pobre.

E, como sua capacidade de adaptação é mínima nula, eles costumam manifestar

sérios problemas quando há mudanças significativas no mundo que os rodeia.

Existe uma necessidade marcante de segurança em um meio ambiente

e

A

estável

emocional.

deficiência mental profunda representa o que se pode chamar de “vida com apoio,

não autônoma”.

2.3 - A FAMÍLIA E O CONTEXTO SOCIAL A atuação da família é imprescindível, no

2.3 - A FAMÍLIA E O CONTEXTO SOCIAL

A atuação da família é imprescindível, no sentido de auxiliar a criança para

que ela possa formular seu autoconceito. A participação dos pais assim como de

toda a família deverá ser precoce e permanente.

dos seus filhos, mesmo sem possuírem formação
dos
seus
filhos,
mesmo
sem
possuírem
formação

Desde o início, é preciso dar ao deficiente uma chance de conhecer o

mundo no qual ele vive, isto lhe dará um sentimento de segurança.

Em inúmeros estudos que se tem abordado acerca da importância do papel

dos pais com relação ao deficiente, os estudos são ricos e sugestivos mas a

implementação concreta e objetiva de medidas preventivas e indispensáveis está

muito longe de ser abordada.

Em muitos e variadíssimos casos, os pais conhecem profundamente as

técnico-

necessidades

pedagógica, melhores do que muitos técnicos sem competência.

A família precisa ser paciente esclarecida, para enfrentar o problema com

tenacidade, ao invés de ficar perdendo tempo supondo um erro de diagnóstico

médico. O que ela deve fazer é não abandonar os outros filhos para compensar o

deficiente no grupo, com os irmãos normais, porque está convivência ajuda a

recuperação do deficiente, principalmente se os irmãos forem mais novos.

O processo de integração do deficiente mental deve ser realizado com a

participação da família, principalmente na fase da estimulação precoce onde os

professores ensinam aos pais atividades que devem ser realizadas no lar, como

continuação do trabalho de estimulação precoce.

ensinam aos pais atividades que devem ser realizadas no lar, como continuação do trabalho de estimulação

CÁPITULO III – CONTEXTO DA ESCOLA INCLUSIVA

CÁPITULO III – CONTEXTO DA ESCOLA INCLUSIVA Visão sem ação não passa de um sonho. Ação

Visão sem ação não passa de um sonho. Ação sem visão é só um passa tempo. Visão com ação pode mudar o mundo. Joel Barcker

3.1 – CONCEITUALIZAÇÃO Ultimamente a inclusão escolar tem se mostrado como um grande desafio, pois

3.1 – CONCEITUALIZAÇÃO

Ultimamente a inclusão escolar tem se mostrado como um grande desafio,

pois busca adequar a escola comum para que a mesma inclua alunos com

necessidades educacionais especiais. Nessas escolas os alunos devem receber

sem qualquer tipo de exclusão todo apoio e incentivo adicional necessário para

garantir uma educação eficaz.

de alunos com necessidades educacionais especiais, a
de
alunos
com
necessidades
educacionais
especiais,
a

Para atender e proporcionar um bom desenvolvimento para um número

significativo

escola

inclusiva precisará reformular políticas claras e decisivas de integração, um

adequado planejamento educacional, mudanças na escolarização, programas de

estudos e serviço de apoio compromissados ao programa de orientação e

formação do docente de forma adequada.

Para SASSAKI (1997), a inclusão escolar baseia-se em princípios como;

aceitação das diferenças, valorização da diversidade humana, propondo um único

serviço de sistema educacional de qualidade para todos os seus alunos com ou

sem deficiência.

A adoção de sistemas mais flexíveis e adaptáveis, capazes de levar em

consideração as diferentes necessidades dos alunos, contribuirá para o êxito no

ensino e na integração.

Para o autor a escola comum torna-se inclusiva quando a mesma se

reestrutura

para

atender

a

diversidade

do

novo

alunado

em

termos

de

necessidades especiais, como também em termos de estilos e habilidades de

aprendizagem dos alunos. Essas mudanças conduzem a uma reforma do ensino

necessário para melhorar a qualidade e o aproveitamento escolar por parte de

todos os alunos.

As escolas devem ser preparadas para receber a pessoa com “deficiência”,

qualquer indivíduo diferente entre si e com diversas
qualquer
indivíduo
diferente
entre
si
e
com
diversas

tanto ao que se refere ao ambiente físico, através da remoção das barreiras

ambientais, como no que se refere às atitudes dos envolvidos. Simplesmente, é

importante respeitar, na medida exata, os seus limites, sem deixar de ao mesmo

tempo reconhecer, estimular e valorizar as suas capacidades, lhe respeitando

e

como

dificuldades

potencialidades. “A inclusão escolar é um processo pelo qual a escola se adapta

para poder incluir, em seus sistemas, pessoas com necessidades especiais”.

(Sassaki, 1997).

A integração dos alunos com necessidades especiais nas classes comuns é

possível, bastando, para isso, que haja uma adequada formação de professores,

sensibilização da comunidade escolar e, se necessário, o apoio da sala de

recursos.

3.2 - INCLUSÃO NO ENSINO REGULAR E O DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA MENTAL.

3.2 - INCLUSÃO NO ENSINO REGULAR E O DESENVOLVIMENTO

DE CRIANÇAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA MENTAL.

Primeiramente, as escolas precisam elaborar um projeto pedagógico que

especifique

como

será

desenvolvido

o

processo

educacional

dos

alunos

portadores de necessidades de deficiência mental.

Esta operação deve se estender também ao corpo técnico docente, uma

A atuação de uma equipe de apoio é fundamental para se
A atuação de uma equipe de apoio é fundamental para
se

vez que sem a colaboração do professor da classe comum, é muito difícil,

conseguir a total integração do aluno com déficit cognitivo. Isto implica certamente

no aperfeiçoamento e na renovação pedagógica dos professores.

obter a

integração deste aluno na escola comum. Esta equipe, entre outras, exercerá as

funções de avaliar o processo pedagógico integrativo bem como assessorar

pedagogicamente o professor da classe comum e atender individualmente os

alunos.

O professor do ensino especial deve orientar-se no sentido de atender cada

aluno, de acordo com suas necessidades especiais, proporcionando, ao mesmo

tempo condições do próprio educando executar todo tipo de trabalho possível.

Quanto menos tarefas forem feitas pelo aluno, mais este se desenvolverá.

Quanto mais apoio for dado para o desenvolvimento das habilidades dessas

crianças, mais estas se sentirão seguras e de melhor forma se integrarão na

classe regular.

As tarefas realizadas pelo professor na classe devem ser das mais fáceis

as mais dificultosas, fazendo com que o professor conheça a potencialidade de

cada aluno, observando seus pontos fortes e fracos e estudando assim as

diferenças individuais da turma.

É de extrema importância uma avaliação constante do material utilizado na

uma avaliação constante do material utilizado na sala de aula e da postura do professor frente

sala de aula e da postura do professor frente ao processo ensino aprendizagem,

pois nota-se ainda muitos excepcionais que se desenvolvem em níveis bem baixo

do que suas reais capacidades físicas, emocional e mental, porque alguns

educadores dessa área não estão capacitados o suficiente para lidar com uma

turma especial e com isso, acabam por subestimar a inteligência da criança,

limitando-a e segregando-a cada vez mais.

È importante enfatizar, que nem todos os portadores de necessidades

mentais são inclusos nas escolas. Os alunos com graves comprometimentos são

mantidos nas classes especiais e quem define o grau de comprometimento da

criança é o próprio professor e o próprio diretor da instituição em conjunto com os

pais da mesma.

A escola inclusiva deve ser preparada. E o primeiro passo é capacitar todos

os seus funcionários, como professores, orientadores, serventes e outros. É de

fundamental

importância

sensibilizar

os

pais,

sobre

tudo

os

que

não

são

portadores de necessidades especiais, pois todos devem desempenhar um papel

ativo no processo de inclusão.

Pode-se dizer que quanto mais a criança interage com diferentes situações

mais

se

adquire

o

conhecimento.

Com

isso,

é

correto

afirmarmos

que

a

segregação é prejudicial tanto para as crianças de deficiência mental quanto para

as crianças que não apresentam deficiência.

A segregação prejudica a todos, pois impede que as crianças das escolas

regulares tenham oportunidade de conhecer a vida humana com todas as suas

as crianças das escolas regulares tenham oportunidade de conhecer a vida humana com todas as suas

dimensões e desafios.

3.3 - PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DE ALUNOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA MENTAL O deficiente mental caracteriza-se

3.3 - PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DE ALUNOS PORTADORES

DE DEFICIÊNCIA MENTAL

O

deficiente

mental

caracteriza-se

por

registrar

um

funcionamento

intelectual

geral

significativamente

baixo

da

média,

oriundo

do

período

do

desenvolvimento, concomitante com limitações associadas a duas demais áreas

de

adaptativas ou capacidades do indivíduo em Os Os
adaptativas
ou
capacidades
do
indivíduo
em
Os
Os

condutas

responder

adequadamente as demandas da sociedade.

profissionais que não trabalhar com este aluno geralmente fazem parte

do corpo técnico pedagógico, mas também recebem auxílio de outros serviços

quando necessário.

profissionais da instituição especializada trabalham juntamente com os

profissionais da escola regular, pois eles também prestam assistência não só aos

alunos, mas também aos professores. Este atendimento ocorre na maior parte,

duas vezes por semana, e são trabalhados de forma individual com cada aluno e

não com todos de uma só vez, pois cada aluno tem suas diferenças pessoais.

Este atendimento se dá também na Educação Infantil chegando nas

crianças de 0 a 6 anos, considerando este o grande avanço da Educação

Especial.

O acompanhamento às escolas regulares perante os alunos, assegura

também, condições para o desenvolvimento ao mercado de trabalho, pois como

todos sabem é competitivo, e para isso faz-se

necessário

que aconteçam

adequações para os que possuem um déficit cognitivo muito elevado. Isto é feito

visando a integração dessas pessoas menos tímidas, e igualitárias na sociedade,

sem desprezo, nem preconceito, pois como consta na Lei Federal “A educação é

um direito de todos”.

na sociedade, sem desprezo, nem preconceito, pois como consta na Lei Federal “ A educação é
3.4 - CAPACITAÇÃO DO DOCENTE QUE ATUA NA ESCOLA INCLUSIVA. Algumas organizações como as APAE

3.4 - CAPACITAÇÃO DO DOCENTE QUE ATUA NA ESCOLA

INCLUSIVA.

Algumas organizações como as APAE e Pestallozze, qualificam seus

profissionais com cursos que ocorrem nos períodos de julho e janeiro. Esses

cursos de atualização englobam todos os profissionais das instituições, desde os

serviços

gerais

até

a

direção,

na

intenção

de

aperfeiçoar

e

qualificar

os

a direção, na intenção de aperfeiçoar e qualificar os profissionais que atuam junto à educação com

profissionais que atuam junto à educação com os portadores de deficiência

mental.

Os profissionais que atuam no atendimento a portadores de necessidades

especiais deverão ser capacitados para atender de forma integral e adequada os

alunos, sobretudo em classes comuns do ensino regular. Neste caso o sistema

educacional brasileiro, oferece formação tanto de docentes como de técnicos,

para atuar na educação especial,

que pode ocorrer no ensino fundamental e

também no ensino superior.

No primeiro caso, encontram-se as escolas normais da rede governamental

ou instituições particulares de educação. A formação pode-se realizar em cursos

de três anos, habilitando professores para atuar nas quatro primeiras séries do

ensino fundamental, acrescido de mais um ano de especificação, para atuar nas

quintas e sextas séries.

No segundo caso, observa-se que poucos estabelecimentos de ensino

superior oferecem cursos de graduação que formam docentes e técnicos nessa

área.

Quando a escola regular recebe o primeiro aluno portador de necessidades

especiais, a primeira atitude a ser tomada pelo diretor é entrar em contanto com a

Secretaria de Educação Estadual ou Municipal para que esta realize um estudo do

caso e verifique se é possível que a criança seja remanejada para uma escola

recebem um curso de no mínimo 80 horas, oferecido
recebem um
curso de no mínimo 80 horas, oferecido

próxima que já esteja capacitada a acolher alunos portadores de necessidades

especiais. Caso não seja possível acolher, enviar ao MEC uma solicitação para

providenciar um curso de capacitação. È oferecido pelo MEC uma fita de vídeo,

um livro sobre deficiência mental, somando a isso, os professores escolhidos para

a

pela

capacitação

Secretaria de Educação.

O currículo da escola é direcionado a partir do contexto apresentado na sua

finalidade, como a instituição é voltada ao atendimento das necessidades do

portador de necessidade educativa especial, o programa do Ensino Fundamental

é trabalhado de acordo com as necessidades do aluno que consiste no ensino da

Língua Portuguesa, Matemática, História e Geografia, atividades relativas a vida

diária.

No caso da Língua Portuguesa é trabalhada de acordo com o contexto

apresentado

no

cotidiano

da

escola,

através

de

conversas

informais,

brincadeiras ou em forma de dramatização.

das

Entende-se que de acordo com o momento é possibilitada a conversação

estimulando o dialogo, o que permite desenvolver o conteúdo de ensino. Os temas

transversais também são objetos do planejamento, visto que no dia a dia do aluno

estes são trabalhados de maneira informal, no contato direto que é proporcionado

pelas rodinhas de brincadeiras.

aluno estes são trabalhados de maneira informal, no contato direto que é proporcionado pelas rodinhas de

CONSIDERAÇÕES FINAIS

CONSIDERAÇÕES FINAIS Se uma pessoa pode colocar cinco coisas em qualquer parte do mundo, ela é

Se uma

pessoa

pode

colocar

cinco

coisas em qualquer parte do mundo,

ela

é

um

respondeu:

ser

humano.

E

Confúcio

respeito,

generosidade,

sinceridade, perseverança e bondade.

Confúcio ( 1993. p. 19)

CONSIDERAÇÕES FINAIS: A história da Educação Especial desenvolveu-se em um grande contexto educacional marcado por

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A história da Educação Especial desenvolveu-se em um grande contexto

educacional marcado por grandes transformações políticas, sociais e econômicas.

Constata-se em primeira instância que a Educação Especial é um assunto

cujas perspectivas ainda estão crescendo lentamente, porém já é um campo muito

estão crescendo lentamente, porém já é um campo muito discutido por profissionais que atuam na área

discutido por profissionais que atuam na área educacional. É preciso que haja

esclarecimentos por partes de órgãos competentes, que se referem à Educação

Especial, para que não seja um campo obscuro e de difícil acesso.

O

atendimento a crianças portadoras de qualquer tipo de deficiência deverá

ter início o mais cedo possível, isto claro, com a participação dos pais, que é

fundamental, como igualmente, sua integração dinâmica com os profissionais,

educadores e o meio em que vive. O empenho e o carinho representam o primeiro

passo para uma pessoa diferente que veio ao mundo. Sem apoio doméstico não

há alto - estima e os obstáculos podem parecer insuperáveis.

Pouco a pouco, graças as Ong’s, como a sociedade Pestallozze, a AACD

(Associação de Assistência a Crianças Defeituosas) e as APAE’S (Associação de

Pais e Amigos dos Excepcionais), a questão da deficiência foi saindo do âmbito da

saúde. Afinal, deficiência não é doença para o âmbito da educação.

Para

a

integração

deste

indivíduo

em

uma

sociedade

significa

a

modificação da mesma como pré-requisito para as pessoas com necessidades

especiais, mais especificamente o portador de necessidades mentais, buscar o

seu desenvolvimento e exercer sua cidadania. Desta forma, observa-se que a

Educação Especial é voltada para as diferenças individuais.

Apesar de todo um trabalho desenvolvido para os deficientes, que no caso

e menos excludente. Há uma grande
e
menos
excludente.
uma
grande

refere-se a Educação Especial, a rede regular de ensino não está estruturada

adequadamente para atender estes alunos, e por isso constata-se várias crianças

sem atendimento apropriado.

Mas apesar disto, já houve grande avanço. No entanto, muita coisa precisa

ser feita em prol da Educação Especial. É preciso conscientizar a sociedade para

o fato de que o deficiente deve usufruir o direito de cidadania em sua plenitude,

não devendo discriminá-lo e sim estimular a desenvolver suas potencialidades,

para que possa integrar-se à sociedade e inserir-se no mercado de trabalho de

acordo com suas aptidões. Mas para que isto aconteça, é necessária uma ação

educativa comprometida com a cidadania e com a formação de uma sociedade

mais

de

democrática

necessidade

conscientização da sociedade em relação aos direitos desses portadores, para

que a mesma exerça, portanto, um processo de inclusão.

BIBLIOGRAFIA: BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é Educação. São Paulo: Brasiliense,1995. FONSENCA, Vitor da.

BIBLIOGRAFIA:

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é Educação. São Paulo: Brasiliense,1995.

FONSENCA, Vitor da. Educação Especial. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma Sociedade
Romeu
Kazumi.
Inclusão:
Construindo
uma
Sociedade

SILVA, Eurides Brito. A Educação Básica Pós LDB. São Paulo: Pioneira, 1998.

MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Fundamentos de Educação Especial. São

Paulo: Pioneira, 1992.

MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Educação Especial no Brasil: Historia e

Políticas Públicas. São Paulo: Cortez, 1992.

SALAMANCA. A Declaração de Salamanca sobre Princípios: Política e Prática

em Educação Especial. Salamanca, Conferência Mundial sobre Necessidades

em Educação Especial, 1994.

SASSAKI,

Todos.São Paulo: WVA,1997.

para

MONTEIRO, Mariângela Silva. Vygotsky um Século Depois. São Paulo: Artes

Médicas, 1989.