UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI ALINE TARRAGA DE ALMEIDA JÉSSICA MORAES SOGUMO

OS EFEITOS DA HIDROTERAPIA NO ALÍVIO DE DORES OSTEOMIOARTICULARES E NA QUALIDADE DE VIDA DURANTE A GESTAÇÃO

São Paulo 2010

ALINE TARRAGA DE ALMEIDA JÉSSICA MORAES SOGUMO

OS EFEITOS DA HIDROTERAPIA NO ALÍVIO DE DORES OSTEOMIOARTICULARES E NA QUALIDADE DE VIDA DURANTE A GESTAÇÃO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção de título de Graduação do curso de Naturologia da Universidade Anhembi Morumbi

Orientador: Prof. Me. Antonio Maria Cardozo Acosta Co orientadora: Profa. Dra. Karen Cristine Abrão

São Paulo 2010

A444

Almeida, Aline Tarraga de Os efeitos da hidroterapia no alívio de dores Osteomioarticulares e na qualidade de vida durante a gestação / Aline Tarraga de Almeida, Jéssica Moraes Sogumo. – 2010. 210f.: il.; 30cm. Orientadora: Antonio Maria Cardozo Acosta. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Naturolgia) – Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, 2010. Bibliografia: f.193. 1. Naturologia. 2. Hidroterapia. 3. Gestação. 4. Qualidade de vida. 5. Dor. I. Título. CDD 615.535

Dra. Me. Antonio Maria Cardozo Acosta Universidade Metodista de São Paulo ___________________________________ Profa. Maria Tereza Santos Araújo Universidade Anhembi Morumbi ____________________________________ Caroline Laghetto de Moura Rosa Universidade Anhembi Morumbi .ALINE TARRAGA DE ALMEIDA JÉSSICA MORAES SOGUMO OS EFEITOS DA HIDROTERAPIA NO ALÍVIO DE DORES OSTEOMIOARTICULARES E NA QUALIDADE DE VIDA DURANTE A GESTAÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção de título de Graduação do curso de Naturologia da Universidade Anhembi Morumbi Aprovado em: __________________________________ Prof.

à força. de dar à luz novas vidas.Dedicamos este trabalho a todas as mulheres. beleza e mistério que cada uma de nós guardamos. ao potencial de gestação. .

e me possibilitaram estar onde estou. a ser paciente. por todos os momentos que compartilhamos na realização deste trabalho agradeço. ser quem eu sou. onde sou aprendendo a viver com simplicidade. minha linda irmã. presença. agradeço também pelo despertar da consciência gestadora e do talento de trabalhar com mulheres gravidas. com o que é verdadeiro. descubro com você a cada dia o significado de ser sua verdadeira companheira. aprendendo um com o outro sobre o verdadeiro amor. Nicole Tarraga. trabalhando juntas fomos mais longe e aprendemos muito mais. pela oportunidade de aprender. a sonhar. força. desde o planejamento até a concretização. À minha querida ainda pequena porém grandíssima alma. preenchendo a vida de essência. por toda a sabedoria que ensinam. Por ser na escolha de sempre ser o melhor de mim. À minha super amiga Jéssica Moraes Sogumo. que sempre me estenderam. mistérios e sabedorias. profundidade. com todo meu amor. crescer e ser sempre surpreendida por sua beleza. à Ramy Arany e Ramy Shanayta. .AGRADECIMENTOS Por Aline: Imensamente à vida. por serem quem são. confiança. que sempre me ensinou com a sua simplicidade de ser criança e me ensina a cada dia a amar mais. vontade e fé. a me apaixonar. a confiar e me entregar. presente parceira na realização deste trabalho. amor e alegria. me dedicar. carinho. amor incondicional. caminhar na vida com o coração. agradeço pela paciência e compreensão nos momentos de minha ausência para a realização do trabalho. assim pude gestar e parir este trabalho na fluência. Carlos Alberto Devecchi. Jéssica Lembo Tarraga e Raul de Almeida Neto. com presença. enquanto você queria minha atenção. auxilio. pela força. agradeço por respeitar o tempo e espaço que precisei em função deste trabalho. você é uma guerreira. colo. nutrição. Aos meus queridos pais. por todo o caminho que construímos juntos. pela sua força de mesmo com tantas responsabilidades e serzinhos necessitando de você (filhos) ter ido adiante. À Tradição Tubakwaassu. por sempre me inspirar e me dar a oportunidade de ser a sua ´´irmãe``. Ao meu querido amor. direcionamento.

até o grande momento em que estamos vivendo. por todo amor e por todas as experiências que passamos juntos desde o início do namoro. que mesmo morando longe. onde todos sempre me apoiaram e me ajudaram como puderam. só sei dizer que é o maior amor que eu já senti na vida. com certeza foi pelo apoio. meus lindos filhos. sem eles não teria força de vontade. que assim como meus pais. em especial agradecer a meus queridos pais Nilda Moraes Sogumo e Mário Sogumo. educação e reflexo de pais unidos os quais amo tanto. pela ajuda na realização do mesmo. me aconselhava e dava forças para encarar meus problemas. me deram alegrias e forças com simples sorrisos e abraços.AGRADECIMENTOS Por Jéssica: Primeiramente gostaria de agradecer pela família maravilhosa que tenho. . Luara Sogumo Bremmer e Cauã Sogumo Bremmer. compreensão e paciência que teve comigo durante todo este ano. A minha super amiga e companheira de trabalho. À meus sogros Marinalva Araújo Bremmer e José Roberto Bremmer. pois tudo que faço é pensando no futuro deles. Ao meu futuro marido El Cid Roberto Bremmer. com a presença de filhos maravilhosos que nos dão forças para seguir em frente sem desanimar. conselhos. que mesmo não sabendo disso. que por diversas vezes me acalmou e me aconselhou em momentos difíceis que passei e ao Robinson Moraes Sogumo. À meus tesouros e inspirações de minha vida. pelo amor. À meus queridos irmãos. foi um prazer te conhecer e realizar este trabalho lindo com você. carinho. onde sonhos estão se realizando e planos para o futuro sendo construídos. me ajudaram cuidando dos meus filhos com muito amor e ficaram ao meu lado sempre que precisei. Fico muito grata por todo carinho. dedicação. tudo que eu consegui e sou hoje. Aline Tarraga de Almeida. onde explicar o amor que sinto por eles é impossível. paciência e esforços para que eu pudesse concluir esta fase da minha vida. Eric Moraes Sogumo.

Dra. A todos os professores que nos ensinaram e fizeram parte da formação das Naturólogas que hoje somos. Maria Tereza Santos Araújo que esteve nos acompanhando durante a realização deste trabalho. À Izabela S. a tudo que aprendemos em cada atendimento e também por nos aproximarem dos mistérios de ser mulher. com dedicação e amor possibilitando assim a realização de tantos atendimentos. nosso Orientador e Co orientadora. Valezin e Thomas Gabriel Paranhos Bosshort. . para que pudéssemos realizar os atendimento com as gestantes. aos lindos momentos que compartilhamos. por ser presente. Aos queridos e importantíssimos em toda a realização deste trabalho. pela força que deu na busca de Watsu terapeutas para trabalharem conosco. todo local e estrutura que fizeram parte do cenário de alguns anos de nossas vidas. participando como convidada de nossa banca. sempre melhorando e acrescentando muito em nosso trabalho. se entregando para que em nossos braços pudessem ser nutridas e cuidadas. À Universidade Anhembi Morumbi. À Profa. que nos receberam de coração aberto para nos orientarem e sempre estiveram dispostos a nos ajudar. e por todas as palavras de amigo. direcionando e esclarecendo dúvidas. direcionando. deste de seu projeto até o seu término. Aos nossos amigos e colegas de classe por todo o caminho de formação que trilhamos juntos. Ao Orientador Me. aprendendo. À Caroline Laghetto de Moura Rosa. mistérios da gestação. por atenderem as gestantes conosco. crescendo. que sempre nos deram força e brilho. por todos os momentos que tivemos a oportunidade de compartilhar. Karen Cristine Abrão por sua paciência com nossas dificuldades e teimosias. K.AGRADECIMENTOS Por Aline e Jéssica: A todos aqueles que direta ou indiretamente nos auxiliaram na realização deste trabalho. por sempre se dispor a ajudar. Às lindas mamães que nos possibilitaram a realização deste trabalho. Antonio Maria Cardozo Acosta por abrir as portas do seu Espaço Natu. e por aceitar ser presente. sorrindo e chorando. À Coorientadora Dra. agradecemos pelo conhecimento ensinado com amor.

Gestantes. Apesar de tratar-se de um estudo piloto. a avaliar os efeitos do Watsu® no alívio de dores osteomioarticulares. com tendência de alívio também a longo prazo e melhora da qualidade de vida no Domínio Psicológico das gestantes. . obtendo como resultados. a Escala Visual Analógica da Dor antes e após cada atendimento. Watsu®. o questionário de Qualidade de Vida – WHOQOLbref (World Health Organization – Quality of Life Test. o presente estudo permitiu concluir que a terapia Watsu® foi bem tolerada.Brief Version) da Organização Mundial de Saúde.RESUMO O presente estudo avaliou os efeitos da hidroterapia. aplicado antes de iniciar os atendimentos e ao fim das oito sessões. segura e de fácil aplicação durante a gestação. no alívio de dores osteomioarticulares e na qualidade de vida de 11 gestantes que foram submetidas a oito sessões de Watsu®. Qualidade de Vida. Para avaliar os efeitos do Watsu® na qualidade de vida. Palavras-chave: Hidroterapia. importante alívio imediato das dores osteomioarticulares nesse período. Dor. em específico da terapia Watsu®.

. Keywords: Hydrotherapy.WHOQOL-BREF (World Health Organization .ABSTRACT This study evaluated the effects of hydrotherapy in Watsu® specific therapy. Although this is a pilot study. to evaluate the effects of Watsu® in relieving musculoskeletal pain. Pregnancy.Quality of Life-Brief Test Version) from the World Health Organization. such as getting results. significant immediate relief of pain in musculoskeletal period. safe and easy to use during pregnancy. applied before the sessions start and at the end of eight sessions. To evaluate the effects of Watsu® in quality of life. the questionnaire Quality of Life . Pain. this study showed that therapy Watsu® was well tolerated. we used the Visual Analog Scale of Pain before and after each service. Quality of Life. with a tendency of relief also in the long term and improves quality of life in the Psychological Domain of pregnant women. Watsu®. in relieving musculoskeletal pain and quality of life of 11 women who underwent eight sessions of Watsu®.

.......... Voltar para a primeira posição..................146 Figura 8................................. Dança da respiração.....................................155 Figura 25.... Oferecendo com uma perna............................................................................................................ Rotação de perna de fora.............................................. Oferecendo suave...................... Rotação de perna de dentro............................................................146 Figura 7............................................ Balanço perna.............................................................................................................................................................................. Puxando o braço ao redor...........................149 Figura 13...............................150 Figura 16......147 Figura 10................................................................ Mão no ponto mestre coração............148 Figura 12.... Liberando a coluna.................................................................... Começando na parede........................................147 Figura 9.......................................................................150 Figura 15...................................................................................................................................... Cabeça no ombro oposto.............................. Balanço da respiração.................................... Primeira posição do segundo lado..........145 Figura 6........................................................................................................... Sanfona sentada.............154 Figura 24...........153 Figura 20................... Pegando a perna......................145 Figura 5..144 Figura 4................153 Figura 21... Levando a cabeça no ombro oposto..........................................151 Figura 17...........153 Figura 22..152 Figura 19.............. Vôo livre........................................................................................................................155 ..........151 Figura 18................... Antes de começar................................................. Pêndulo......................................................................... Sanfona rotativa...........................148 Figura 11....... Oferecendo com duas pernas..149 Figura 14. braços abertos......................................LISTA DE FIGURAS Figura 1..................................................................................... Sanfona... Balanço braço............... Empurrar e puxar – oito...............142 Figura 2...................................................................................................143 Figura 3..............154 Figura 23..............

..................................160 Figura 35.............................................................. Quatro na parede abraçando o peito...................157 Figura 30........... Quatro na parede abraçando a barriga.......159 Figura 34.................................................................................. Mão em abdome e coração......................................................... Ondulando a coluna.............................. Finalizando................................................................................. Alongando a coluna..............................................................158 Figura 32..... Voltando para parede.......................161 Figura 37............................................................156 Figura 28.......... Balanço esterno – sacro.............157 Figura 31...........................................................................................158 Figura 33..................................................................... Sela fechada....155 Figura 27....................................................................................................156 Figura 29.................................. Quieto.. Ninar do Hara...161 ................................................ Algas.Figura 26......................................161 Figura 36.....................

.............. risco gestacional............ Apresentação dos dados das participantes em relação às gestações e partos anteriores... idade gestacional de início............ Diferença nos escores de médios de dor antes e após cada sessão de Watsu®............LISTA DE TABELAS Tabela 1...................118 Tabela 3......135 ... filhos vivos e preferência de via de parto na gestação atual.................. Resultados da avaliação da qualidade de vida das gestantes obtidos pela utilização do WHOQOL-bref antes e após as sessões de Watsu®........................117 Tabela 2.......... doenças e medicamentos.................................... Descrição dos dados de cada participante por: idade...............................133 Tabela 4.......

..................................................................................................... Frequência dos tipos de dor relatados pelas participantes................................................................ Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 7 antes e após cada sessão de Watsu®...................127 Gráfico 9................................................129 Gráfico 11..........................128 Gráfico 10.................. Resposta da dor às sessões de Watsu® em relação ao total de sessões realizadas...........121 Gráfico 3................................................132 ................................130 Gráfico 12........... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 11 antes e após cada sessão de Watsu®.......................................................................................................126 Gráfico 8......122 Gráfico 4.................................. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 9 antes e após cada sessão de Watsu®................ Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 4 antes e após cada sessão de Watsu®.119 Gráfico 2.................................................................................... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 5 antes e após cada sessão de Watsu®.................................................................... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante10 antes e após cada sessão de Watsu®.......... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 1 antes e após cada sessão de Watsu®........................................ Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 8 antes e após cada sessão de Watsu®.......................LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1.124 Gráfico 6............................................. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 3 antes e após cada sessão de Watsu®...............123 Gráfico 5........................ Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 6 antes e após cada sessão de Watsu®...............125 Gráfico 7................................... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 2 antes e após cada sessão de Watsu®......................................131 Gráfico 13.....................................................................

...140 Gráfico 20....... antes e após as oito sessões de Watsu®........................... Percepção global da Saúde pelo WHOQOL-bref........136 Gráfico 16.. Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Psicológico antes e após as oito sessões de Watsu®................141 .............................................................. Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Meio Ambiente antes e após as oito sessões de Watsu®............................................................. Percepção global da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref...................................................................................... Escores médios de dor antes do início das sessões ao longo do tratamento com Watsu®.............. antes e após as oito sessões de Watsu®....................................134 Gráfico 15.......Gráfico 14.............................138 Gráfico 18.....................................137 Gráfico 17.... Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Físico antes e após as oito sessões de Watsu®........... Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Relações Sociais antes e após as oito sessões de Watsu®.................139 Gráfico 19..........................................

A.A.Brief Version Sistema de Informações de Nascidos Vivos World Aquatic Body Association Word Health Organization Idade Gestacional Análise de variância para medidas repetidas Desvio-Padrão . WHO IG ANOVA DP Escala Visual Analógica da Dor Organização Mundial de Saúde World Health Organization – Quality of Life Test.LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS EVA OMS WHOQOL-bref SINASC W.B.

..................41 4................................................................2 AS TRANSFORMAÇÕES DA GRAVIDEZ: ADAPTAÇÃO DO ORGANISMO MATERNO.33 3....2.....2 A qualidade de vida durante a gestação........1 A NATUROLOGIA E SUA PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA.......2..............................1.43 4....................................................................2...................................................................................2.................32 2......................2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS......4 Ovários e tubas......3 Sistema Circulatório.........43 4...............2.................................1......45 .................43 4...........................................................2.............................................. estrogênio e relaxina..............................................................................2........2.....................................................................................2............26 2 OBJETIVOS.....................................41 4...........45 4......................42 4............................................................2.................................................44 4............41 4...............2.......33 3...2...........................................39 4.....................32 3 NATUROLOGIA......SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO........................................................................................................1................4 Volume sanguíneo.........................................2............44 4...........................................................................5 Articulações............2 Sistema Endócrino......1...........................................................................................................................1 OBJETIVOS GERAIS..............1 A NATUROLOGIA NO ATENDIMENTO DE GESTANTES.40 4.................................................................43 4...............32 2................................................1..............1 ASSISTÊNCIA E APOIO: O CUIDADE E ATENÇÃO NA GRAVIDEZ E NO PARTO..........41 4..........................................................................................6 Sistema Respiratório..2................................................................................2 Colo..................1.............................5 Pressão Arterial........................................2 As modificações gerais do organismo materno.............1 Progesterona..........................................................2...................................................2.....................................37 4 GESTAÇÃO.39 4...1 As modificações locais do organismo materno........2.....2........34 3..1 Peso.....................3 Vagina.....2............1 Útero.............................................................................................................................................2..2.2.......42 4.................1.........

.............................................................................16 Sintomas Urinários.3......54 4.............................................................................................................3 Ptialismo ou sialorréia...............................2.........3.................3....55 ..................49 4........................................3..........................3..................5 Tonturas e Vertigens.................................................51 4....2. virilhas e pernas................5 OS ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA GESTAÇÃO..........46 4........45 4...............................................................9 Edema............................2.........................................................53 4............................3.......52 4............3.............53 4.................................................................55 4..............................................................................................................................3......................................................................50 4.........2 As dores em região lombar e sacral.................................3..................................................12 Sonolência e Insônia........8 Sistema Nervoso........50 4.....................................3.52 4.....................49 4............................................46 4....................7 Palpitações........................4 Obstipação........................3 SINTOMAS INCÔMODOS E DESCONFORTÁVEIS DA GESTAÇÃO................................47 4...............3...............51 4....................................55 4...............4 AS DORES OSTEOMIOARTICULARES DE ORIGEM GESTACIONAL.......................2...................17 Leucorréia............4...........................1 Náuseas e Vômitos....................50 4....................52 4........................54 4..............................15 Síndrome do túnel do carpo.....2......48 4...48 4.....4 As dores na coluna em geral..13 Cãimbras....................................................9 Sistema Musculoesquelético............................................3........49 4........................2.......8 Síndrome Dolorosa.2 Pirose.......6 Fadiga..................................................1 Os ciclos de desenvolvimento da mulher............................53 4..........................3..........................3...47 4.............5...................................................11 Hemorróidas..................................51 4...........10 Varizes.....4........................................................................52 4..................................3 As dores em região lombar e dorsal.......3..................................................................4...........4.............14 Cefaleias.....................................................3..........................................................................................3............................4.1 As dores em região abdominal baixa......................7 Sistema urogenital..................................

...............................5.....1...........5.....................................4....67 6.....................2.....4 Água Quente......2 Gelo ou Água gelada..........1...6............5...........................2 Manifestações emocionais relacionadas à mulher com o feto..........................................................................3...................62 4................................3 O terceiro trimestre.3 Aspectos emocionais das alterações da sexualidade na gestação..........6.1 O primeiro trimestre..................................1 As emoções que envolvem a aproximação do nascimento..............61 4.......................4 Memórias da infância emergidas na gestação....6............4 Ampliação do campo da consciência da mulher durante a gestação....................................................3..........5......59 4.........5..............64 5 SIMBOLISMO DA ÁGUA.68 6.1 A percepção da gravidez.....69 ........1.......60 4............................56 4.......68 6...........1 Água Fria.......5......6..................5 Vapor........57 4...5......................................................1.............66 6 HIDROTERAPIA.........59 4......2 Influências das relações familiares e sociais na mulher grávida.........2.3 Os sonhos e fantasias como meio de imunização psicológica ou conscientização da grávida.3.......60 4......67 6..................62 4...2 Memórias antigas e conflitos infantis emergidos na gravidez....................3 Água Morna (Tépida)...................................1...6......5............5.............5..6..........................................................61 4..........................5...........1 A percepção do movimento fetal e o vínculo mãe-bebê.............1..2 Representações mentais e fantasias durante a gestação...........5....2 O segundo trimestre...6..................57 4........59 4........................................................................1..........................................6.......5......1 O CAMINHO PELA ÁGUA...........................1 Gravidez um ciclo de desenvolvimento da mulher.............................5.......................................3 Autovalorização e Autopreservação da gravida....................................................2........................1...61 4.............6...............68 6..........................................................6...............1.......1.63 4...............................6...............5......................64 4................6 Características psicológicas dos três trimestres gestacionais.........................67 6..........................................5...60 4....................6............5...............6..5...63 4......5 Emoções x Complicações Obstétricas.5................................3 Situações e suas influências na mulher grávida.................61 4..............................

.....3............................................3.83 6.......75 6...............................3 A HIDROTERAPIA.....6 Fricção.........3...........1.................7 Pressão Hidrostática...................................2 Sistema Renal............83 6.....14.............................................................................................6.. Terapêuticos e Psicológicos da Hidroterapia........................76 6................3.............................14 Efeitos Fisiológicos..69 6.......78 6............82 6........................................75 6.............................................3 Sistema Musculoesquelético.....................73 6..........................3 Densidade Relativa.........................3......................................................................................................3..............................1 Movimento de fluxo.................................11 Tensão Superficial.......................3............2 HISTÓRIA DA HIDROTERAPIA........77 6............3...3.........................................9 Empuxo...........1....................................................................2 Os Efeitos Terapêuticos da Hidroterapia...........84 ................80 6.78 6...................8 Viscosidade..82 6.......1 Sistema Cardiovascular.................................................................................................79 6.5 Metacentro........................83 6...........................................................................................3......................1 A Hidroterapia no Brasil.........................75 6..........2 Coeficiente de arrasto.........................14.............................................3............76 6.....................14....................3..................74 6.......................3 Efeitos da resistência..3.........................3..................14......73 6.....14............................................4 Sistema Respiratório.............................................3........................71 6.........................................3....................................2 Hidrodinâmica x Hidrostática.......................13 Água em movimento.............................3....1.72 6....................................................13...77 6.............................14.....13..........5 Sistema Nervoso Central e Periférico..............2...................1.......4 Turbulência..............................................3......................70 6.....3.............79 6.........3.14................................................3.....3...............................78 6........4 Tecnologias para Amplificar os Princípios Físicos.............78 6........12 Termodinâmica.............1 Indicações e Contra-Indicações......................................................3............................13.......................................3............13.3...................................77 6...................................................................10 Refração...1Os Efeitos Fisiológicos da Hidroterapia......................................................1........

.........14.............2......86 6..........................101 9.....2....2 Redução da Sensibilidade a Dor e dos Espasmos Musculares............2...............................................99 9................1 MATERIAIS.......................3.....1 Critérios de exclusão..1 Relaxamento...........................6..................................................................................5 Aumento da Circulação..............................3................................................................1 Critérios de inclusão..........................2..........................3...........14.............. Estabilidade e Consciência Corporal...4..........................................3 OS EFEITOS DA ÁGUA NO CORPO.........8 Reforço da Moral e Liberdade de Movimento............................2.....2.14.....................................7 Melhora da Integração Sensório-Motora.......2..........86 6.......14....85 6....................2.....................101 9...........99 9...................................2...84 6.............4..........................................100 9..........................2......................................................................................2........................................89 7 WATSU®............................................................................102 9........3 Descrição do local..88 6..............4 Descrição e apresentação dos procedimentos..............................94 8 A LUA E A ÁGUA X CICLOS DA GESTAÇÃO E PARTO............. ciência e autorização........3.................................................1 A Influência da Hidroterapia na Gestante........1 Antes de começar.......99 9..........4................1..........84 6.......................................4 A GESTANTE NA HIDROTERAPIA....................101 9...........3Aumento da Amplitude....................................................3.2...............................88 6.1 PRECAUÇÕES...................................2...........................................3......5 Técnica de Watsu®.....93 7....2 Acompanhamento médico.......87 6..2........2..............................3...........2.....96 9 MATERIAIS E MÉTODOS..94 7...........................14.......14........................6 Melhora do Equilíbrio................................2..................................2.........................................3...........2 Seleção das voluntárias.........................4 Aumento da Força.............100 9....................85 6..............................1 Tipo de pesquisa.........14..........................99 9.91 7..................102 ...................1 Termo de consentimento livre e esclarecido...............................................2 MÉTODOS..................2.......................2...................14...................................................................................................................................99 9...............101 9.............5................2 BENEFÍCIOS DO WATSU®.

..........................2........................2.......5.104 9................2............................................................5......5..............5.................................................104 9...5.............5...25 Balanço esterno – sacro....108 9..2....................5...........2....5..............5.........26 Alongando a coluna...........................109 9...3 Dança da respiração........9 Sanfona.................12 Rotação de perna de fora...108 9...............4 Balanço da respiração.....5...........................................................107 9..103 9..............................5...5................5........2......105 9...........103 9....................5....................11 Rotação de perna de dentro.......................5...........................2.......................2.........................................................................2....................................................................5................................9...............................5.......110 ....5.......................5 Liberando a coluna.....6 Oferecendo suave............2........................................5...2 Começando na parede.......22 Oferecimento Simples............................................104 9..............28 Quieto..............................109 9.................................5..2.....2......27 Ondulando a coluna.......................102 9..............................107 9.......................19 Balanço braço e perna..........................106 9......2....................................2...................105 9...........20 Joelho ao tórax......2.....105 9.......106 9............................2..8 Oferecendo com duas pernas..........110 9......23 Empurrar e puxar – oito...........................5........7 Oferecendo com uma perna..........................15 Mão no ponto mestre coração.......................................29 Acompanhar movimento...............5..2..........103 9................................5.................................21 Voltar para a primeira posição.2....................................... braços abertos.......106 9.............................2.109 9......................................2.......................2..................................................................5...2................................2.....106 9......10 Sanfona rotativa........................................2.16 Puxando o braço ao redor.........5......24 Vôo Livre...........................................................................2.........................................................................................14 Pressionando o braço.................................5..........................................13 Perna de fora por cima.................................103 9...........................104 9...........................................................................................................................2.............2........2......105 9..................18 Cabeça no ombro oposto..........................5.................................17 Pêndulo.....................5....105 9...................108 9.......

.3.........................................3...................5.........................125 .................2......31 Quatro na parede.................6...............3...124 10......................................................5..................................112 9..............1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 5)....1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 1).......................3.................3......................................117 10...2.................3 Gestante 3................3.............................................113 9...........1........................35 Perna de dentro no ombro........3 Coleta de dados qualitativos...........112 9..............112 9.........................................115 10 RESULTADOS....................................................2............................5..3..120 10.................................1 Avaliação da Qualidade de Vida............121 10...................................121 10......................................................................3............114 9....................6....6 Descrição dos procedimentos de mensuração e análise de dados quantitativos......................4 Gestante 4....117 10..........................124 10............5......113 9..............................................................................................................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 2)..............................110 9........................................2..............................119 10.............................113 9......2 Gestante 2.....5 Gestante 5.....................1 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA...........122 10.....2...................................................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 3)..4 Análise dos dados.......................................................................122 10.............................2....9..........2.................................3...................5.......115 9.......123 10....2 CARACTERIZAÇÃO DA DOR.....2..5.......5.125 10...............5...............37 Voltar para a parede e finalizar.6.........................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 4)..3........112 9....111 9......................................................................2.....................................................................33 Tração do pescoço.................................2...............2......................................................111 9.....................30 Algas...........32 Sela Aberta....................2..............................................................2 Avaliação das Dores Osteomioarticulares....3......................................5.....34 Acompanhar os movimentos..........2........2.........................4...........................1 Gestante 1..36 Ninar do Hara.................123 10..........................3 APRESENTAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA DOR POR PARTICIPANTE..6...................

...........146 10.....................10 Gestante 10.................................................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 8).......5 Liberando a coluna................4.......................148 .......................................131 10.........................10 Sanfona rotativa..........6 SEQUÊNCIA DE WATSU® ADAPTADA PARA GESTANTES......4 EFEITO GLOBAL DO WATSU®......................................7................3.....135 10........9................................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 10)...............................3........................................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 9)... braços abertos...............................126 10.136 10..6....................126 10................130 10..........7 Gestante 7..6..............................6 Oferecendo suave................11 Gestante 11....3.2 Começando na parede..........1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 7)....................6.....1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 11).........7 Oferecendo com uma perna....6.........................................................................3...........6...147 10...............................131 10..........................................1 Antes de começar..........................................................................................142 10............................1 Avaliação do grupo quanto à resposta da dor ao tratamento.................6..........................................3.........5 QUALIDADE DE VIDA..........................................146 10.......................................................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 6)..3...............128 10..............................143 10....8...133 10.6...............................................................6 Gestante 6........145 10.......132 10.......................................................9 Gestante 9..........................11......................................10................................6........6....3..................................4 Balanço da respiração..........................9 Sanfona........................144 10......130 10.........3........................129 10...................................6....................3..................................................................1 Avaliação Individual da Percepção de Qualidade de Vida por Domínios............................8 Gestante 8........................................................................128 10................................3...145 10..................127 10..................127 10..3 Dança da respiração..............6........129 10............3...142 10.5..........................................................8 Oferecendo com duas pernas...10...............................................147 10................3.............................

..........150 10..........................6..........6.....................14 Pressionando o braço...........................149 10......................................6............................159 10........................................................................................6................................6.......................................6.......................................11 Rotação de perna de dentro................6...........................................................................................................6..155 10.180 15 ANEXOS..................................................................29 Quatro na parede...6.........................................158 10..............................................................................................6..................28 Algas...................................33 Voltar para a parede e finalizar....6.................31 Perna de dentro no ombro........6.............................................................................................152 10.......................23 Vôo livre......................190 ..........................................154 10.............18 Cabeça no ombro oposto...............13 Perna de fora por cima.....................................26 Ondulando a coluna..................................6........32 Ninar do Hara.22 Empurrar e puxar – oito......................................................156 10.........................................6.....150 10...............................................................................................................................................................................................6......6........................................................................................................17 Pêndulo..159 10...........................155 10.6.............................12 Rotação de perna de fora.....21 Voltar para a primeira posição...........................................................................................16 Puxando o braço ao redor......................................................................27 Quieto.....155 10.........................25 Alongando a coluna..........24 Balanço esterno – sacro......151 10.......171 13 REFERÊNCIAS..........15 Mão no ponto mestre coração...........30 Sela (aberta ou fechada)......................................156 10.....150 10.................................................................................6.................................................................149 10...160 10................................20 Joelho ao tórax....................................................................................................172 14 APÊNDICES......................................6......6......................6....10.....19 Balanço braço e perna...............157 10...........................157 10......6..........................................................160 11 DISCUSSÃO.................................162 12 CONCLUSÃO.........................................................149 10.......................................6........151 10.......154 10..................

Neste processo a mãe embarca numa viagem interior. Um grande contingente de gestantes não chega a realizar exames prénatais importantes e. uma experiência muito especial. Assim também é o parto. muitas mulheres ainda não recebem toda a assistência obstétrica necessária. que lhe possibilita fazer a passagem da antiga mulher para a nova mulher-mãe que nasce junto com a criança (ODENT. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). parir e ser mãe com alegria. isto é receber o mínimo em troca de toda a sua doação que é gestar e gerar a vida. Infelizmente. o que se observa nos dias de hoje é que a maioria das mulheres tem pouco tempo para se dedicar à gestação. Os 26 . para que quando este bebê nascer todo o processo vivido seja compreendido e. Nesse contexto. uma vez que a gravidez é uma fase de muitas transformações na mulher. receber toda informação. RODRIGUES 1999). decodificando-as e integrando-as dentro de si. segurança. cuidado e assistência necessária. o percentual recomendado de cesarianas é de 15%. O neocórtex é menos utilizado. No Brasil. a mulher precisa liberar um coquetel de hormônios. A experiência de gestar é muito importante na vida da mulher. esta mulher. Deve ainda. ficando o cérebro primitivo mais ativo. Esse preparo é essencial. 2007). dar a luz a um novo ser. Para parir. esteja realmente pronta para ser mãe (BALASKAS. principalmente. sentindo as transformações. parto e pós-parto. sendo necessária atenção especial para manter ou recuperar o bem-estar e prevenir dificuldades futuras para si e para seu filho (ALEXANDRE. muitas mulheres deixam de realizar o parto natural e escolhem a cesariana. saúde e amor. Além de ser o momento de reconhecer o seu potencial de criação. 2000. 2008). não recebe assistência física e psicológica para o desenvolvimento adequado da gestação. cada dia e semana de gestação precisa ser vivido com consciência.1 INTRODUÇÃO Toda mulher deve ter o direito de gestar.

2005). Sudeste e Centro-Oeste esse índice é superior a 40%. cefaleias. mamas. 1998. PEIXOTO. com 27 . MACDONALD.dados brasileiros do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC) revelam que a taxa nacional de cesarianas é de 39%. varizes. lombalgias. no sistema nervoso e osteoarticular (REZENDE. MONTENEGRO. alterações cutâneas. CUNNINGHAM. Outra profunda adaptação que a grávida vivencia. O seu psicológico. 2010). Em oposição a este cenário. REZENDE. sendo hoje “O guia pratico de assistência ao parto da OMS” uma referência para esta implantação (SILVA E DADAM. Toda a gestação é uma fase de grandes transformações na mulher. GAMA. dores. coloca a gestante em constante diálogo consigo. REZENDE. As alterações orgânicas que ocorrem na mulher grávida podem trazer sintomas incômodos e desconfortáveis que se caracterizam como náuseas e vômitos. MACDONALD. vagina. 2000. mesmo sendo 80% das gestantes de baixo risco. hemorróidas. Em todos os estados das regiões Sul. GANT. No Brasil a medicalização do parto está no auge e nem por isso as taxas de mortalidade e morbidade estão diminuindo. respiratório. ocorre no âmbito de suas emoções. pirose. GAMA. 2004). GANT et al. tonteiras e vertigens. sintomas urinários. sendo estas modificações locais em útero. são modificações de constante adaptação que se apresentam em seu organismo. transformações metabólicas. 2000. 90 e até 100% (RATTNER. NEME. sonolência e insônia. et al. As transformações físicas que ocorrem na mulher grávida. ovários e tubas. 1999. ENKIN. no âmbito físico. et al. 2000. NEME. endócrinas. 2008. emocional e social. síndrome do túnel do carpo. MONTENEGRO. 1998. modificações gerais como aumento de peso. 2010). fadiga. cãimbras. edemas. CUNNINGHAM. hemodinâmicas. constipação. instabilidade emocional. 2000. transformações no aparelho digestivo. leucorréia (REZENDE. Na maioria das maternidades privadas as taxas de cesáreas chegam a 80. 1999. vias urinárias. grupos e organizações lutam e procuram realizar a Humanização do parto. palpitações.

taquicardia. trazendo também efeitos indiretos que são resultados de impulsos comportamentais tais como o aumento de consumo de cigarros. questões como a saúde do bebê. Além disso. imaginação e fantasia sobre ser mãe. Um estado bastante comum nas gestantes é a ansiedade. 2006. Sabendo que o estado físico e emocional influencia diretamente o 28 . pode influenciar no trabalho de parto.suas relações familiares e sociais. Altos níveis de ansiedade podem ter efeitos diretos na contratilidade uterina. nesta fase de transição é comum surgirem sintomas tais como insônia. ou excesso de apetite e de peso. 2002). um pai e uma nova família. Por esse motivo. um grande processo terapêutico que envolve características regressivas da infância. com as situações que enfrenta em seu dia-a-dia. conflitos relacionados à sua sexualidade e identidade sexual. passar de ser filha para ser mãe. acompanhado de crenças e intuição que influenciam a gestação. Se foi traumático é necessário que este conteúdo seja trabalhado para uma gestação. sua postura de mãe e relação com o seu bebê (VLADIMIROVA. álcool ou medicamentos (MALDONADO. depressão pré e pós-parto. vertigens (MALDONADO. 2002). relacionada a temores com o parto e com o novo papel de mãe. estados de angústia. apatia. tudo isso lhe desencadeia uma série de emoções (PEIXOTO 2004). agitação. a mulher grávida ainda vivencia um grande tumulto emocional. tudo isso envolvido com representações mentais. quando não estiver resolvido. conteúdos que experimentou com a sua própria mãe quando criança. seu próprio nascimento. dores de estômago ou de cabeça. parto e pós-parto saudáveis. Esse estado psicológico. nasce uma mãe. 2002) Quando nasce um bebê. choro. na saúde e desenvolvimento fetal. parto. o momento do parto. suas condições de moradia e suas condições financeiras. perda de apetite e de peso. reajustamentos interpessoais e intrapsíquicos e mudança de identidade. Tudo isso traz uma necessidade de novas adaptações. MALDONADO. trazendo dificuldades para o desenvolvimento do parto natural. sobre seu bebê e a relação entre mãe e bebê.

aumento excessivo de peso. com seu conceito definido no I Fórum Conceitual de Naturologia no ano de 2009. Caracteriza-se por uma abordagem integral na área da saúde pela relação de interagência do ser humano consigo. 2000). no puerpério e até para o bebê (I FÓRUM CONCEITUAL DE NATUROLOGIA. manutenção e recuperação da saúde e da qualidade de vida. Quando a água é utilizada em temperatura aquecida. a assistência. insônia. com o objetivo de promoção. traz um efeito relaxante e sedativo. depressão durante a gestação e pósparto. azia. tanto para verificar e auxiliar no desenvolvimento saudável do feto e da gestante. cesarianas emergenciais. cãimbras. 2009). edemas. A Naturologia. desenvolvimento de psicopatologias e prejuízos na relação mãe-bebê (REZENDE. manutenção ou aumento da amplitude de movimento das articulações. o cuidado e o preparo físico e emocional são de suprema importância. etc (TEDESCO. Considerando este conceito. cada vez mais requisitada por gestantes é a Hidroterapia. reeducação dos músculos 29 . no parto. constipação. prática que visa fins terapêuticos pela utilização da água e reúne benefícios fisiológicos e psicológicos. como as dores na coluna e outras dores osteo mio articulares. a falta de assistência nestes âmbitos pode resultar em dores durante a gestação. dificuldade de amplitude de movimento. com o próximo e com o meio ambiente. sensação de bem-estar. o parto e a recuperação pós-parto. preparar o corpo para evitar incômodos que ocorrem na gestação. dores agudas no parto. Sendo assim.desenvolvimento gestacional. alívio da dor e de espasmos musculares. sendo muito utilizada no tratamento de doenças mentais. Uma prática da Naturologia que reúne benefícios físicos e emocionais. fortalecimento dos músculos enfraquecidos e aumento na tolerância aos exercícios. é um conhecimento transdisciplinar que atua em um campo igualmente transdisciplinar. como para prevenir alterações da normalidade e desequilíbrios nestes. a Naturologia pode trazer auxilio para a gestante em todas as fases da gestação. cansaço excessivo. 1998).

30 . com profissionais capacitados pela W. Traz bem-estar. 2005). realizada em piscina aquecida a aproximadamente 35ºC. traz a nutrição no despertar da memória de ser carregado e embalado. sensação do alívio do peso. leveza dos movimentos.A.( World Aquatic Body Association). muito utilizado por profissionais para trazer benefícios físicos/fisiológicos e psíquicos/emocionais (DULL. compensar a postura da gestante. através de alguns movimentos. e equilíbrio (FREITAS JÚNIOR. Dentro da hidroterapia. e tem como características o relaxamento profundo. A prática de hidroterapia em gestantes tem os seus benefícios comprovados. manutenção e melhora do equilíbrio. é o Watsu®. a melhora da qualidade de vida da futura mãe e de seu bebê. fortalecer o corpo. a prática de hidroterapia em gestantes tem como objetivos estabelecer um elo de prazer. alongar e tonificar os músculos. Essa técnica reúne todos os benefícios da hidroterapia.B.A. reequilibra as compensações posturais surgidas. intercorrências médicas. prepara a musculatura para o parto. De acordo com Gil. melhora o condicionamento cardiovascular. diminuição de edemas. mobilizar as articulações. 2001). melhora da circulação. estimulando o vínculo materno-fetal. o alongamento. Ribeiro e Quinoneiro (2007). 2000). traz relaxamento. bem-estar e afeto. que utiliza-se da flutuação e aplicação de movimentos e alongamentos do zen shiatsu. formados em cursos à parte da Universidade. É uma terapia aquática muito profunda. traz consciência para a importância da respiração. melhora de dores. encorajamento das atividades funcionais. visando a prevenção de patologias. Para Rezende (1998). coordenação e postura (CAMPION. trazer leveza corporal. desenvolvida por Harold Dull. a hidroterapia na gestação tem como objetivo tratar mulheres grávidas em um ambiente aquecido e prazeroso. diminuindo tensões físicas e emocionais.paralisados. o prazer da flutuação. uma técnica muito utilizada por Naturólogos. A turbulência da água massageia o corpo inteiro. o que alivia as dores na coluna e nas articulações.

sejam nos níveis físico. 2003). alívio de dores e desconfortos. emocional e social. O estudo realizado por Dal'Pozzo. emocionais e sociais da gestação. sendo eles incidência de dor na coluna vertebral. não determinando resultados perinatais de prematuridade e baixo peso em recém nascidos (PREVEDEL et al.O estudo de revisão bibliográfica realizado por Guimarães e Pelloso (2009). que objetivou avaliar os efeitos maternos da hidroterapia na gestação. existindo a possibilidade de aumentar as chances de um parto natural e menos doloroso. obteve resultados que mostram que a hidroterapia favorece a adaptação metabólica e cardiovascular materna durante a gestação. edema de mãos e pés. angustia e insegurança quanto a gravidez. e também fala sobre o seu efeito na melhora da qualidade de vida de mulheres grávidas. sendo a técnica do Watsu® bastante apropriada pela sua abrangência e profundidade nestes aspectos. sensação de peso e cansaço. identifica-se a necessidade de empregar práticas que reúnam benefícios em todos estes âmbitos para as gestantes. Sabendo da importância da assistência física e psíquica no período gestacional. Constatou que o alívio das dores na coluna tinha duração de horas.. O Watsu® pode ainda melhorar o vínculo materno-fetal. descreve a importância da hidroterapia na prevenção e no tratamento da lombalgia. obteve como resultados uma melhora em todos os parâmetros avaliados. Sendo assim. chegando ao alívio completo para alguns dos casos. prisão de ventre. adaptação e aceitação das transformações físicas. proporcionando-lhes bem-estar e qualidade de vida. 31 . o presente estudo propôs benefícios às gestantes. formigamento e cãimbras. Adamchuk e Tecchio (2007). estados de depressão. dias. falta de ar ou cansaço ao respirar. visando avaliar os benefícios da pratica de Watsu® durante a gestação e as possíveis mudanças no bem-estar de gestantes. Um estudo feito com 41 gestantes. sendo 22 praticantes de hidroterapia (grupo de estudo) e 19 não praticantes (grupo controle).

1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Avaliar os efeitos da hidroterapia. e no alívio de dores osteomioarticulares através da percepção da dor.1 OBJETIVOS GERAIS Promover o alívio de dores osteomioarticulares de origem gestacional e melhoras na qualidade de vida das gestantes através da aplicação da técnica de hidroterapia Watsu®. na qualidade de vida das gestantes através do questionário de Qualidade de Vida – WHOQOL-bref (World Health Organization – Quality of Life Test. 32 .Brief Version) da Organização Mundial de Saúde. aplicado na primeira e última sessão. 2. utilizando a técnica de Watsu®.2 OBJETIVOS 2. utilizando a Escala Visual Analógica da Dor antes e após cada atendimento.

tendo como base. a Indiana. manter e recuperar a saúde. musicoterapia. utilizando-se de técnicas naturais. palavra que nos remete para aquele que interage. dietas naturais. princípios sutis. WEDEKIN. Yoga.1 A NATUROLOGIA E SUA PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA A Naturologia. é um conhecimento transdisciplinar que atua em um campo igualmente transdisciplinar. O Naturólogo busca uma relação de interagência com aquele que atende. aromaterapia. geoterapia. considerando seus aspectos bio-psiquico-social-sutil e ecológico. 2008). cromoterapia e cromopuntura. promover.3 NATUROLOGIA 3. Para se buscar a assistência de um naturólogo não se faz necessária uma queixa específica. com o próximo e com o meio ambiente. DELLAGIUSTINA. hidroterapia e etc (HELLMANN. Caracteriza-se por uma abordagem integral na área da saúde pela relação de interagência do ser humano consigo. reflexologia e auriculoterapia. que participa ativamente de seu próprio tratamento. com o objetivo de promoção. o papel do naturólogo em sua relação de interagência é o de 33 . a Xamânica e a Antroposofia. e busca para este. A Naturologia aborda o ser humano de forma integral. manutenção e recuperação da saúde e da qualidade de vida. fitoterapia. arte integrativa. de interagência e a transdisciplinariedade. 2007). MARTINS. sendo o atendido o interagente. utilizando-se de condutas terapêuticas baseadas em métodos milenares como a Medicina Tradicional Chinesa. como a massoterapia. meditação. diferente da passividade que nos remete a palavra paciente e da conotação comercial da palavra cliente. com seu conceito definido no I Fórum Conceitual de Naturologia (2009). assim através desta relação de interagência o interagente passa a ser o agente transformador de si mesmo (HELLMANN. essências florais.

1 A NATUROLOGIA NO ATENDIMENTO DE GESTANTES A Naturologia. 34 . que é uma área inovadora e nova. 3. no puerpério e até para o seu bebê. trabalhando com a gestante de forma integral. nível de interdependência. comportamentos pessoais. a saúde tem seu conceito definido como ´´Um estado total de bem-estar físico. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) (1946. 1998). deixando de ver o ser unicamente em sua esfera físico-mental. mas sim agregando a esfera social e cósmica. o que está diretamente envolvido com melhora na Qualidade de Vida e que traz como consequências a prevenção e a manutenção da saúde (HELLMANN. o individuo que é atendido pela Naturologia é percebido através de uma postura que o entende e o permite entender-se como único e indivisível. 2007). HELLMANN. necessita ainda explorar a sua atuação no atendimento da mulher grávida.promover saúde. noção de responsabilidade e autonomia. os quais por sua vez descrevem aspectos da qualidade de Vida (WHO. ambiente. pois a Naturologia pode trazer auxílio para a gestante em todas as fases da gestação. psicológico. 2008).1. pg. Sendo assim. mental e social não simplesmente a ausência de doença``. social e ambiental. MARTINS. onde seis domínios estão presentes: o físico. relacionamento social. garantindo-lhe a integralidade (DELLAGIUSTINA. levando em consideração a sua proposta e o seu tempo de existência que é de aproximadamente 10 anos. respectivamente. compreender o individuo como ser cósmico. E assim vem a Naturologia. e enfatiza a valorização subjetiva que abrange dimensões de contexto cultural. no parto. com uma visão que leva ao indivíduo a noção de interconexão com os outros e com o meio.1). cuidando dos aspectos bio-psíquico-social-sutil e ecológico.

benefícios e eficácia do Naturólogo com sua proposta e ferramentas terapêuticas na gestação. humor. nos efeitos fisiológicos e psicológicos. o trabalho desenvolvido por Manhani e Pereira (2006) sugere uma abordagem pré-natal. onde observou-se que a fitoterapia pode ser utilizada por crianças de forma segura e eficaz. Na recuperação e adaptação emocional pós-parto temos um trabalho que verifica o efeito do manilúvio e pedilúvio com a combinação de floral Rescue Remedy para a ansiedade de mães com filhos hospitalizados na UTI neonatal. obtendo resultados satisfatórios ao propósito da pesquisa. suas indicações e contra indicações. e um trabalho de Ywasaki. onde verificou-se a diminuição da ansiedade em 9. auto-estima e 35 .4%. indicações e formas de administração sugerida pela literatura científica. estudo feito sobre a importância desta massagem para bebes de mães adolescentes institucionalizadas. realizado por Ortega e Nunes (2008). desde que sejam respeitadas as dosagens. abordando a importância. bebês e infância. Com bebês e crianças. houve melhora na imunidade. uma proposta de acompanhamento terapêutico de gestantes pela Naturologia. objetivou avaliar o efeito da colorpuntura sobre os enjôos até o quinto mês gestacional. mostrando que técnicas simples e de baixo custo podem trazer uma melhora significativa na qualidade de vida. o estudo de Cava e Coelho (2008).Seguem alguns trabalhos já desenvolvidos por Naturólogos no atendimento à gestação e temas relacionados. o trabalho realizado por Amano (2006) é de uma revisão bibliográfica do Yoga em gestantes. das autoras Rosa e Silva (2008). mostrando mudanças positivas nos bebês. avaliando a qualidade de vida através das técnicas da Naturologia na oncopediatria. Também foi realizada uma revisão bibliográfica sobre a Fitoterapia na Pediatria por Parlangelo (2007). Com o foco na gestação. chegando a conclusão que além do relaxamento. encontramos um trabalho sobre a Shantala. que obteve como resultado uma maior interação das mães com seus bebês. Horiuchi e Cervoni (2008). ânimo. pós-parto.

diminuição da sintomatologia da quimioterapia e do cansaço. Uma revisão bibliográfica sobre a perspectiva do Naturólogo na intervenção preventiva da obesidade infantil realizado por Maldonado e Oliva (2007), concluíram que a grande soma de causas que compreendem a obesidade infantil, envolve o modo de viver da sociedade, estilo de vida e hábitos alimentares, e que para ser conquistada uma alimentação saudável, é necessário a divulgação de informações sobre alimentação saúde, e diminuição desta doença na fase adulta. E outro trabalho sobre os efeitos da Arte Integrativa através da dança circular e dos desenhos livres em crianças com sintomas de hiperatividade por Chang, Salazar, Tavares e Leirner (2006), onde foi observado uma sutil melhora em todos os resultados colhidos, onde puderam notar que duas crianças não apresentaram mais o quadro de sintomas de hiperatividade e impulsividade. Estes são alguns de muitos outros trabalhos que ainda virão para trazer a compreensão do potencial da Naturologia. De acordo com Hellmann e Martins (2007), a Naturologia busca uma relação de interagência com aquele que atende, propondo que o interagente trabalhe sobre a sua transformação, participando ativamente do seu próprio tratamento, lhe dando meios e recursos para que ele próprio melhore a sua saúde e qualidade de vida. Assim a Naturologia no atendimento as gestantes pode auxiliar no empoderamento da mulher, algo muito importante e que vem diminuindo nos dias de hoje e que, pode ser visto pelo aumento do número de cesarianas, onde a mulher tem seu filho de forma passiva e não participativa (RATTNER; GAMA, 2010). A Naturologia vem para levar a esta mulher a autonomia dentro de suas necessidades e escolhas, possibilitando que a gestante seja ativa durante toda a sua gestação e seu parto; aquele que pode viver o seu processo inteiramente poderá com mais facilidade compreendê-lo, assimilá-lo e integrá-lo em si, e assim é para a mulher que está se tornando mãe, compreender, assimilar, aceitar e integrar a gestação em si, pode ajudar esta mulher em muitos aspectos durante a sua gestação, seu parto, sua recuperação pós-parto, vínculo e cuidados com seu filho

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(BALASKAS, 2008).

3.2 A qualidade de vida durante a gestação

Considerando que Qualidade de Vida é um termo multidimensional, que envolve fatores objetivos como também subjetivos, e que devem ser considerados o bem-estar físico tanto como o psicológico, entende-se que a assistência integral no período gestacional necessita englobar também os aspectos relativos à qualidade de vida e não se atentar apenas ao parâmetros físicos do cuidar. Entendendo o período gestacional como período normal e não patológico, possibilitará que este seja abordado de forma multidimensional e não fragmentada (CASARIN; BARBOZA; SIQUEIRA, 2010). Foi realizada por Casarin; Barboza e Siqueira (2010) uma revisão de

literatura sobre o tema da qualidade de vida na gestação, onde as autoras analisaram toda a produção cientifica existente, nacional e internacional, das diversas áreas da saúde, publicadas no período de 2003 a 2008, referente a este tema. Foram selecionados 21 trabalhos onde percebeu-se que as publicações se preocupavam com a qualidade de vida materna, do concepto na vida intra uterina, na infância e vida adulta. Assim os trabalhos foram agrupados em quatro temas, sendo para nós os temas mais relevantes: Tema 1: Relação entre qualidade de vida, dor e alterações fisiológicas na gravidez; Tema 4: Assuntos diversos relacionados a qualidade de vida na gestante. No Tema 1: Relação entre qualidade de vida, dor e alterações fisiológicas na gravidez, dentre os autores e trabalhos estudados foi identificado o quanto as alterações fisiológicas que trazem sintomas incômodos podem influenciar na qualidade de vida das gestantes, dentro destes sintomas citados por nós no Capítulo 4.3, se destacam a incontinência urinária, náuseas e vômitos, dores como dor lombar, sialorréia (CASARIN; BARBOZA; SIQUEIRA, 2010).

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No Tema 4: Assuntos diversos relacionados a qualidade de vida na gestante, dentre os assuntos abordados o mais relevante para nós é o que fala sobre a importância da identificação precoce das alterações emocionais, tais como sintomas depressivos e transtornos mentais, e a necessidade de oferecer um adequado apoio psicológico, sabendo que estas alterações podem interferir na saúde e qualidade de vida da gestante e do recém nascido (CASARIN; BARBOZA; SIQUEIRA, 2010).

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Assim aquele que dá assistência deve levar em consideração o atendimento às pacientes individuais. e outros visam mais a eficiência e economia. 2005).1 ASSISTÊNCIA E APOIO: O CUIDADE E ATENÇÃO NA GRAVIDEZ E NO PARTO Vemos que existe um grande interesse em promover a saúde materna e infantil. Sabendo que todos estes objetivos são importantes. NEILSON. Existem os que priorizam a experiência pessoal de parto de cada mulher. NEILSON. se preocupam mais com os custos de atendimento e recursos disponíveis (ENKIN. e acabam sendo esquecidos os interesses das mães e suas necessidades. reconhecendo seus costumes culturais ou familiares. suas necessidades e circunstâncias nas quais se encontra (ENKIN. NEILSON.4 GESTAÇÃO 4. NEILSON. Os problemas físicos das gestantes são tão significativos quanto os problemas sociais e psicológicos. KEIRSE. é possível compreender o motivo pelo qual a assistência durante a gestação e o parto tem diferentes recomendações. 2005). Os profissionais que dão assistência para gestantes e parturientes tem diferentes opiniões e posturas práticas dentro dos cuidados e procedimentos que realizam. e estas variações na prática também trazem aspectos como costumes culturais do local que realiza o serviço de assistência. outros visam minimizar a morbidade e mortalidade perinatais mesmo que isto signifique risco ou desconforto materno. KEIRSE. 2005). e as necessidades e circunstâncias da gestante ou parturiente e seu bebê (ENKIN. 39 . KEIRSE. cuidados pré-natais e neonatais. KEIRSE. e escolhem deixar de realizar alguns procedimentos para que esta mulher possa desfrutar de seu momento sem grandes interferências. as diferenças nas populações atendidas. e o apoio nestes diversos níveis deve fazer parte de toda a assistência a gestantes (ENKIN.

2010). que se caracterizam como adaptações neste período da vida da mulher. NEILSON. parto e pós-parto (Gama. Em muitos países desenvolvidos. Vemos no Brasil a implantação destes serviços gradualmente. parturiente e puerpéria existe e este serviço realizado é conhecido como Doula ''acompanhante de parto''. conforto físico e apoio emocional durante a gravidez. também vinculado a serviços públicos de saúde. toda gravidez é acompanhada de muitas transformações no organismo materno. bem como a adaptações fisiológicas locais (genitais) e gerais (sistêmicas) subsequentes (ENKIN. o parto e o pós-parto. Isto envolve a formação do ovo e todas as suas multiplicações celulares. KEIRSE. suporte.2005). as Doulas são mulheres que proporcionam informação. 2004). quando elementos do organismo paterno se encontram com os elementos do organismo materno e assim evoluem em simbiose e adaptação mútua. PEIXOTO. começando a possibilitar mais apoio e cuidado na gestação. e Doula pós-parto ''auxiliares de maternidade''. 4. 40 . Tais transformações se iniciam no momento da fecundação.2 AS TRANSFORMAÇÕES DA GRAVIDEZ: ADAPTAÇÃO DO ORGANISMO MATERNO Uma gravidez sem complicações é considerada um estado de saúde e não de doença. 2005. a assistência e apoio a gestante.

aumento de sua vascularização e seu volume. 1999. este tem a função de proteger o ambiente ovular (REZENDE. GANT. CUNNINGHAM.1 As modificações locais do organismo materno 4. 2000. ocorrem também alterações na vagina.2. MACDONALD. 4. MONTENEGRO. et al.2. À medida que a gravidez se desenvolve as modificações que se operam no útero vão condicionando a adaptação continua dos órgãos abdominais (REZENDE. 4. NEME. desencadeadas por fatores hormonais e vasculares.2. tamanho e posição. CUNNINGHAM.2 Colo O colo apresenta aumento da vascularização que lhe desencadeia uma coloração arroxeada. PEIXOTO.1. Para garantir espaço para o feto ocorre hipertrofia das fibras uterinas.3 Vagina Assim como as modificações locais vão ocorrendo no útero. suas glândulas secretam muco espesso que preencherá o canal cervical.1. 2004).1 Útero As modificações locais começam a ocorrer no útero onde o endométrio inicia modificações morfológicas que favorecem a nidação do ovo. alterações no pH vaginal que muitas vezes pode predispor a candidíase 41 . 1999. NEME. recebendo o nome de tampão mucoso. sua consistência é amolecida devido a embebição da gravidez. alterações em sua atividade contrátil. são alterações em sua coloração que de tonalidade habitualmente rósea se torna mais arroxeada. 2000. MONTENEGRO. MACDONALD. REZENDE.2. GANT. 1998. sua forma. 1998.1. et al.4. 2000). 2000. REZENDE.

et al. NEME.2. afrouxamento do tecido conjuntivo e hipertrofia das células musculares lisas. et al. CUNNINGHAM. 4. secreções vaginais aumentam. Ocorre nas tubas alterações musculares e conjuntivas. 1998.5 Articulações Outras modificações locais extragenitais também ocorrem. como as articulações em geral e principalmente as articulações sacroilíacas e pública que se tornam embebidas e sofrem efeito de hormônios circulantes como a relaxina. 2000. 2004). importante alteração que traz um preparo à bacia para o momento do trabalho de parto no auxilio à saída do bebê (PEIXOTO.4 Ovários e tubas As modificações locais que ocorrem em ovários e tubas decorrentes do desenvolvimento uterino modificam as suas localizações elevando-se para áreas superiores da pelve. 2000. MONTENEGRO. PEIXOTO. eventualmente ocorrem modificações em sua tonalidade (REZENDE. MACDONALD. PEIXOTO. 4. NEME. 2004). 1998. 2000. GANT. promovendo relaxamento da cintura pélvica. 2000. REZENDE. apresentam aumento da espessura da mucosa. 1999.1. CUNNINGHAM. 42 . 2000. Os ovários aumentam de tamanho devido ao aumento da vascularização e retenção hídrica. REZENDE. vasculares que trazem mudanças em sua tonalidade original. 2004). MONTENEGRO. MACDONALD. et al.2.vaginal (REZENDE. NEME. 1998. GANT. estas alterações causam um aumento do tamanho e comprimento das paredes vaginais (REZENDE.1. Há um aumento da vascularização da pele e nos músculos do períneo e da vulva. 1999. as paredes vaginais se alteram muito no preparo para a distensão que ocorrerá durante o trabalho de parto. GANT. 2000). CUNNINGHAM. MACDONALD.

5 litros correspondem ao aumento do volume sanguíneo. sendo que o mínimo de água que uma mulher grávida deve reter durante a gestação é aproximadamente 7 litros. 2000.2. 2000.2 As modificações gerais do organismo materno Dentro de muitas transformações que ocorrem na gravidez existem algumas modificações gerais.2 Sistema Endócrino 4.2. 2004). o estrogênio e a relaxina são hormônios importantes na gestação e exercem algumas ações no organismo materno.1 Progesterona.9 a 15.8Kg.2.2.2. pois 3. 2004.4. 4. sendo deste percentual uma grande parte de responsabilidade da retenção hídrica. 2005). que não são regras impostas para todas as mulheres mas que para algumas podem surgir e trazer alguns sintomas desagradáveis. CUNNINGHAM.1 Peso Estas modificações são aumento de peso em função de adaptações do organismo da gestante que pode trazer um aumento de aproximadamente 5% do peso inicial materno. et al.2. ENKIN. ao total uma gestante tem seu peso aumentado em uma média de 5. o feto e anexos ovulares podem trazer um aumento relativo de 6kg.2.2. et al. estes podem causar desconforto significativo. estrogênio e relaxina A progesterona. PEIXOTO. e os outros 3. a progesterona age na 43 . em todo seu organismo. mamas e útero. placenta e líquido amniótico (PEIXOTO. 4. por isso é muito importante a prevenção ou o alívio destes sintomas (NEME.5 litros pertencem ao feto. MACDONALD. GANT.

o estrogênio tem seu efeito no aumento do útero e dos ductos mamários. 2000. 2000. trazendo maior flexibilidade e extensibilidade. REZENDE. GANT. da perda sanguínea do parto e evita a síndrome da compressão da veia cava (hipotensão supina) (REZENDE. 1998. GANT. 2000. visando a ampliação do canal de parto (CUNNINGHAM.4 Volume sanguíneo Com o aumento do volume sanguíneo é gerado maior trabalho cardíaco (o coração tem um acréscimo no peso de até 15g) e assim se eleva o volume minuto (volume de sangue que retorna ao coração por minuto). et al. 4. pelo aumento da frequência cardíaca e aumento da força motriz (ação dos estrogênios sobre a fibra cardíaca). MACDONALD. PEIXOTO.2. a digestão se torna mais lenta e pode ser acompanhada de náusea. 2000. PEIXOTO. 1998. no primeiro trimestre de gestação aumenta de forma progressiva. NEME. 44 . CUNNINGHAM.2. et al. 1999.2.redução do tônus do músculo liso. NEME. MACDONALD. próximo ao fim gestacional chega a ser um aumento de em média 50% do volume sanguíneo. 2004). a relaxina age nos músculos e articulações. O volume minuto se mantém elevado até o fim da gestação e junto com aumento do volume sanguíneo permite uma maior irrigação sanguínea do útero sem prejuízo aos outros órgãos (REZENDE.3 Sistema Circulatório Modificações hemodinâmicas importantes ocorrem como o aumento do volume sanguíneo materno.2. PEIXOTO. GANT. 4. no segundo trimestre mais rapidamente e no terceiro trimestre mais lentamente. CUNNINGHAM. et al. e ocorrer diminuição de atividade peristáltica. 2004). este aumento faz a compensação do sangue armazenado no útero. 2004). MONTENEGRO. 1999. MACDONALD. também previne a perda óssea auxiliando o metabolismo do cálcio materno. MONTENEGRO. 2000. REZENDE.

dificulta o trajeto do ar corrente.4. MONTENEGRO. NEME. 1999. 2000. trazendo vontade frequente de urinar e devido a frouxidão muscular. Além disso. MACDONALD. 2004). 1998. em especial do assoalho pélvico. GANT. 2000.2. REZENDE. 2000. que é pressionada pelo útero. Estas alterações explicam a frequente queixa de dispnéia da gestante (REZENDE. 1998. PEIXOTO.6 Sistema Respiratório Com o aumento do volume uterino há menor mobiliade diafragmática que somada ao edema da mucosa do trato respiratório. Ocorre mudança de posição da bexiga. com tendência de retorno aos valores pré-gestacionais ao final do terceiro trimestre. NEME. 4. por compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico (REZENDE.5 Pressão Arterial No primeiro e segundo trimestres da gestação observa-se queda dos níveis pressóricos. CUNNINGHAM.2. 2004). REZENDE. et al. MONTENEGRO. GANT. Exercícios como os de Kegel podem ajudar muito no 45 . devido a embebição gravídica. a gestante tem maior suscetibilidade à hipotensão supina. 4. Também ocorre um aumento da frequência respiratória por estímulo da progesterona no centro respiratório.2. trazendo aumento de calibre dos ureteres. Pode ocorrer estase urinária e diminuição de tônus em vias excretoras.2. 2000. o fluxo plasmático renal cresce e o filtrado glomerular aumenta. CUNNINGHAM. 1999. PEIXOTO.7 Sistema urogenital Durante a gestação. na gestação pode ocorrer incontinência urinária.2.2. et al. MACDONALD.

et al. MONTENEGRO. 2000. como os processos cognitivos e emocionais. podem ser alterados durante a gravidez e que.8 Sistema Nervoso No sistema nervoso ocorrem muitas adaptações que envolvem modificações psíquicas e do sistema nervoso vegetativo. o nervo mediano que supre a mão é comumente comprimido. 12% de gestantes apresentam distúrbios comportamentais ou do humor.fortalecimento da musculatura que envolve o assoalho pélvico (REZENDE. seus pés ficam voltados para fora e começa a ter uma marcha gingada. para muitas gestantes causa pressão nos nervos. É bem evidenciada a sensação de insegurança. 2004). Existem evidências de que as atividades controladas pelo sistema nervoso central. sendo que o tempo de resposta que envolve movimentos rápidos e de equilíbrio pode ser afetados e isto pode trazer implicações quanto a segurança da gestante.2. NEME. ansiedade e funções cognitivas ligeiramente prejudicadas. 2004). 4. PEIXOTO.9 Sistema Musculoesquelético As alterações que envolvem o sistema musculoesquelético são mudanças no centro de gravidade da gestante que a fazem buscar compensação pela adaptação de sua postura. Para compensar estas mudanças a gestante aumenta a flexão anterior da coluna cervical. PEIXOTO. CUNNINGHAM. levando ao problema conhecido como síndrome do túnel do carpo. 4. Devido à protusão do abdome surge uma lordose lombar exagerada e ocorrem também mudanças em seu caminhar. 1998. MACDONALD. 1999. o que a faz andar mais curvada e com 46 . alterações emocionais. 2000. GANT. Exercícios na água podem ser importantes na prevenção e tratamento desta lesão (REZENDE.2. tendência à insônia. 1998. REZENDE.2.2. A retenção de água.

NEME. 4. 1998. principalmente nas primeiras 12 semanas de gestação. MONTENEGRO. fadiga. edemas. 47 . pirose.3. isso deixa de ocorrer nos casos de exercícios realizados em água (REZENDE. O peso das mamas também acentua esta curvatura. Alguns esportes que exigem o uso das mãos com agilidade. 2005). força e equilíbrio podem provocar na gestantes mais lesões. síndrome do túnel do carpo. GANT. et al. é importante levar a atenção para algumas consequências destas alterações que muitas vezes trazem bastante incômodo e desconforto para a gestante. sintomas urinários. NEME. 2000. A exacerbação desta postura pode trazer parestesia nas mãos. 1998. tonteiras e vertigens. et al. hemorróidas. sonolência e insônia.1 Náuseas e Vômitos As náuseas e vômitos são muito frequentes na gestação chegando até a simbolizar gravidez. A partir do segundo trimestre de gestação. REZENDE. 4. CUNNINGHAM. 2000. instabilidade emocional.3 SINTOMAS INCÔMODOS E DESCONFORTÁVEIS DA GESTAÇÃO Após estudar as mais variadas alterações que ocorrem no organismo materno que busca se adaptar a esta nova fase. et al. CUNNINGHAM. leucorréia. MACDONALD. cãimbras. trazendo complementação aos conteúdos que neste capítulo são abordados (REZENDE. 2000. cefaleias. lombalgias. 2004). 1999. REZENDE. o que pode resultar em perda de habilidade para realizar trabalhos manuais finos. GANT. PEIXOTO.abdução dos ombros. varizes. dores. constipação. palpitações. 2000. 1999. MACDONALD. ENKIN. Aparecem com mais intensidade pela manhã. MONTENEGRO. Estes sintomas se caracterizam como náuseas e vômitos. Alguns destes sintomas já foram citados no capítulo anterior. com consequente aumento da fraqueza motora.

talvez por motivos psicológicos ou bioquímicos.). refluxo gastresofagiano. MONTENEGRO. 48 . podendo trazer até insônia para a gestante. porém 5% podem evoluir a Hiperêmese gravídica. 1998. GANT. excitações sensoriais especialmente olfativas (cheiro de perfumes. Existem muitos fatores etiológicos que explicam estes sintomas. 4. et al. 1999. neste caso dormir com a cabeceira da cama levantada. et al. 2000. GANT. REZENDE. alterações do sistema gastrointestinal. cigarro. REZENDE. 1999.3 Ptialismo ou sialorréia O ptialismo ou sialorréia. MACDONALD. MACDONALD. é um sintoma muito incômodo para a gestante mesmo quando se apresenta de forma leve. 2000 ). MONTENEGRO.2 Pirose A pirose é um sintoma mais comum ao fim da gravidez. Esta saliva na maioria das vezes é rejeitada pela gestante. REZENDE.3. questões psicológicas. em suas últimas semanas. pode provocar desidratação por isso é importante prevení-la com a ingestão abundante de líquidos (REZENDE. relacionados com alterações hormonais. 2000. que é a salivação excessiva. estômago vazio etc (REZENDE. 2000 ). NEME. MONTENEGRO. assim como refeições frequentes em pequena quantidade (6 vezes ao dia) (REZENDE. ficar semi-sentada é recomendado. CUNNINGHAM.95% dos casos tem cura espontânea. 4. 1998. CUNNINGHAM. é consequente de algumas modificações no sistema gástrico. a pirose pode por vezes se acentuar em determinadas posições como decúbito. Surge em geral no inicio da gravidez e pode estar associado as náuseas.3. fritura e etc. ao refluxo do conteúdo estomacal para o esôfago e a pressão do útero sobre o estômago . 1998. NEME.

2000.5 Tonturas e Vertigens É comum que a mulher grávida apresente sintomas como tonturas e vertigens. hipoglicemia e anemia. 49 .6 Fadiga No último trimestre gestacional a gestante pode apresentar fadiga. 1999. MACDONALD.1999. 4. REZENDE.4 Obstipação A obstipação é frequente no decorrer da gravidez. prática de exercícios físicos são bastantes relevantes (REZENDE. que podem predispor a estes sintomas (REZENDE. 2000 ). REZENDE.3. NEME. NEME.3. CUNNINGHAM. também existem influências psíquicas. 1998. MACDONALD. 2000. pressão do útero no intestino que pode causar seu descolamento. sendo recomendados períodos frequentes de repouso (REZENDE. MONTENEGRO. consequentes das alterações posturais e aumento do peso. hipotensão. et al. NEME. 1999. líquidos. 4. por possuir maior labilidade neurovegetativa. et al. 2000 ). REZENDE. 1998. GANT. GANT.3. 1999. cuidados dietéticos como a ingestão de alimentos variados. CUNNINGHAM. CUNNINGHAM. Para que não se agrave e traga maiores consequências. 1998. 2000 ). decorrente da diminuição da motilidade intestinal por ação hormonal. MONTENEGRO. MACDONALD. 2000 ). et al. MONTENEGRO. 4. GANT.

MACDONALD. dorsal e sacroilíaca. onde são mais comum na região lombar. musculares. em coluna. assim o uso de tranquilizantes e a própria palavra do médico tem sido suficiente para removê-los (REZENDE.9 Edema O edema encontrado frequentemente nos membros inferiores das gestantes. 4. 2000 PEIXOTO. 1999. 4. et al. podendo abranger a virilha e as pernas. 2005).2004. na maioria das vezes não tem origem patológica e está associada a alterações da gestação como maior pressão hidrostática intracapilar. MONTENEGRO. NEME. em 30 a 40% das grávidas nos pés e tornozelos e em 5% de forma distribuída no organismo. GANT.7 Palpitações As palpitações na maioria das vezes não significam problemas.4. 2000. No capítulo a seguir estaremos abordando com maior profundidade as dores e suas relações etiológicas (REZENDE. CUNNINGHAM. 1998. 1998. NEILSON. NEME.3. aumento da permeabilidade capilar e retenção de sódio 50 . sabendo que palpitações podem ter relação com cardiopatias ou hipertireoidismo. queda da pressão oncótica.8 Síndrome Dolorosa Decorrentes das grandes adaptações nos sistemas orgânicos das gestantes surgem para algumas as dores que geralmente se encontram em região abdominal baixa. REZENDE. mas a investigação clínica cuidadosa é importante.3.3. Este sintoma muitas vezes está relacionado com as emoções da gestante. ENKIN. articulares e posturais. 2000). KEIRSE. estão relacionadas com alterações hormonais.

aumento da pressão venosa nos membros inferiores. MONTENEGRO. que estão envolvidas com temores. MACDONALD. 1999. 51 . GANT. 2000).3. MONTENEGRO. 1998). preocupações. GANT. colocando-as com as pernas elevadas após o esvaziamento das veias por alguns minutos (REZENDE. alguns supositórios e pomadas podem ajudar (REZENDE. mas em membros inferiores costumam ser acompanhadas de dor. ulceração e podem ter graves complicações. 2000. et al. 2004). trabalhos excessivos etc (REZENDE. MACDONALD. edema. et al. 4. 2000. CUNNINGHAM. PEIXOTO. MONTENEGRO. 1999.3. Medidas que podem auxiliar muito são as de suspender as pernas acima do nível do corpo sempre que se sentar ou deitar e utilizar meias elásticas de algodão. Já a insônia é mais comum em gestantes ansiosas ou neuróticas. se torna complicada para gestantes que não tem possibilidade de sono diurno. 2000). CUNNINGHAM. CUNNINGHAM. 1999. 4.11 Hemorróidas As hemorróidas tendem a se agravar durante a gravidez por conta da constipação e no pós-parto devido aos esforços para a saída do bebê.(REZENDE.3. inatividade e mau tônus muscular. MACDONALD.10 Varizes As varizes são mais comuns em multíparas (mães que tem mais de um filho) e são decorrentes da fraqueza das paredes musculares das veias. Podem ser assintomáticas.12 Sonolência e Insônia A sonolência é bastante comum na gestação e não precisa ser combatida. 4. NEME. et al. GANT.

2000).3. Baixos níveis de cálcio e fadiga das extremidades são causas importantes. inflamação. alimentos e medicamentos. 2000). MONTENEGRO. 1998. ocorrendo muitas vezes enquanto está dormindo.16 Sintomas Urinários No inicio e no final da gestação a frequência e a urgência de urinar são 52 . 1998) 4. 1998. trauma. mais assiduamente quando a grávida está deitada. seus sintomas em geral mais comuns são parestesia e dor noturna. podem estar relacionadas com tensão ou contração muscular. REZENDE.3. CUNNINGHAM.13 Cãimbras As cãimbras musculares dolorosas se apresentam em 14 a 50% das gestantes. nela ocorre a compressão do nervo mediano que traz um comprometimento da função nervosa de sensibilidade e motora da mão (REZENDE.15 Síndrome do túnel do carpo A síndrome do túnel carpiano aparece em cerca de 2. com fatores psicológicos e ter também outras origens como pressão intracraniana elevada. apresentam maior incidência nos últimos meses de gestação.3.5% das gestantes. o que a faz acordar subitamente.14 Cefaleias A dor de cabeça é uma queixa somática muito comum em mulheres e em grávidas ainda mais. 4. 2000. MACDONALD. NEME. hipertensão etc (REZENDE. nos músculos da panturrilha. GANT. 4. 1999. NEME. ingestão de cálcio e uso de compressas quentes locais são recomendados (REZENDE.3.4. et al. o repouso.

1999. 2000). MONTENEGRO. mas devido a mudança do PH vaginal em gestantes é muito frequente a inflamação. articulares e posturais (REZENDE. MACDONALD. 4. CUNNINGHAM. 2010).2004. STILLERMAN. 1999. musculares. ENKIN. REZENDE. MONTENEGRO.3.1 As dores em região abdominal baixa As dores que se apresentam na região abdominal baixa. sobre a bexiga e nas duas últimas semanas de gestação pelo peso fetal sobre o sistema urinário (REZENDE.4. CUNNINGHAM. KEIRSE. Estas dores constituem as maiores queixas da gestação e podem se intensificar no último trimestre gestacional. estão relacionadas com ganho de peso. GANT. na determinada posição em que se encontra. São decorrentes das grandes adaptações dos sistemas orgânicos. NEILSON. 4. 4. este se caracteriza como branco. também pode ser consequência de uma infecção causada por Trichomonas vaginalis ou Candida albicans.17 Leucorréia Durante a gestação é comum o aumento do corrimento vaginal. e estas requerem seus devidos tratamentos (REZENDE. mudanças do centro de gravidade. alterações hormonais. 2000 PEIXOTO. 1998.4 AS DORES OSTEOMIOARTICULARES DE ORIGEM GESTACIONAL Para algumas gestantes dores osteo-músculo-articulares podem surgir. descritas como uma 53 . et al. no primeiro trimestre decorrente da pressão exercida pelo útero. GANT.habituais. leitoso e em condições normais não produz irritação. et al. MACDONALD. MONTENEGRO. 2000. 2005. 1999). NEME.

em região pélvica. com isso a estabilidade da gestante ocorre por um trabalho adicional da 54 . 4. 1998. MONTENEGRO. podendo adquirir maior intensidade se tornando aguda. Com o grande aumento da musculatura abdominal. contrações uterinas e também gases. a dor lombar em geral é contínua e se agrava com a movimentação da coluna dorsal sobre a bacia e está em partes associada com a lordose exagerada do último trimestre gestacional. MONTENEGRO.sensação de peso no baixo-ventre. 1999). a fadiga e alterações musculares que geram espasmos dos músculos. relaxamento das articulações da bacia. o aumento da elasticidade dos ligamentos e dos discos também comprometem a estabilidade da coluna. 4. ações hormonais sobretudo da relaxina. virilhas e pernas O bloqueio de raízes nervosas induzido pela gravidez pode causar dores incomuns. lombar e das coxas.4. REZENDE. devido a embebição das articulações sacro-ilíacas. a imobilização das duas superfícies da articulação também pode ser um fator resultante da dor. distensão e cólicas intestinais (REZENDE. 1998.3 As dores em região lombar e dorsal A articulação sacroilíaca sofre um aumento de lassidão e isto pode provocar dor em um ou em ambos os lados da pelve. Geralmente não é aguda mas sim persistente.4. que geram disjunção das articulações pelvinas. REZENDE.2 As dores em região lombar e sacral. Dores nas virilhas também são comuns e. estes deixam de sustentar a coluna. 1999). devido a pressão que o útero exerce nas estruturas pélvicas e na parede abdominal. Dores em região lombar e sacral são bastante comuns no último trimestre gestacional. o que poderá estar relacionado com algum processo osteopático das vértebras (REZENDE. a tensão dos ligamentos. as dores em região sacroilíaca dificultam o caminhar e tornam penosa a mudança de postura.

5. o que é uma possível causa para esta dor. 4. imaginação e fantasia (PEIXOTO. anatômica-funcionais que ocorrem na gestação e pouquíssima atenção é dada as adaptações psicológicas. 1997).musculatura e dos ligamentos da coluna vertebral. Estes sintomas são mais frequentes ao fim do dia o que traz prejuízos ao sono. o que pode resultar em desconfortos e dores em região lombar e dorsal (PEIXOTO. aumento da lordose lombar.5 OS ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA GESTAÇÃO As pesquisas e estudos abordam maior parte das adaptações orgânicas. envolve a utilização de pensamentos. A alteração da postura durante a gestação traz um aumento da curvatura da coluna vertebral. 4. e aparecem mais no último trimestre gestacional (ENKIN. 2004 apud CURY. 2005). As alterações hormonais que trazem um afrouxamento dos ligamentos e articulações e aumento de retenção hídrica nos tecidos é outra possível causa desta dor. KEIRSE. 4.4 As dores na coluna em geral A dor nas costas é muito comum em gestantes. 2004). No entanto toda a gestação é acompanhada de um grande tumulto emocional para a mãe. até 75% das mulheres relatam esta dor em algum momento da gravidez.4. que traz características regressivas de lembranças de sua infância. NEILSON. conflitos relacionados à sua sexualidade e identidade sexual.1 Os ciclos de desenvolvimento da mulher Ampliar a compreensão dos aspectos psicológicos dos ciclos da gravidez 55 .

questões familiares. 2002). gravidez e climatério (antecede a menopausa). elas podem trazer oportunidades de amadurecimento e integração da personalidade quando a pessoa elabora soluções para superá-las de forma saudável. podendo representar perigo quando as soluções elaboradas para superá-las são doentias. ela traz adaptações que envolvem componentes psicológicos anteriores da gestação (sua história psicossexual e seu passado ginecológico-obstétrico. sua história de vida. por isso as crises vitais favorecem o desenvolvimento como ser humano. são estágios considerados como períodos de ´´crise``. vivências emocionais acumuladas. 2002).5. mobilizando a busca de novas repostas.1. O desenvolvimento da mulher é constituído por ciclos onde a adolescência (menarca). sociais. profissionais e ambientais. sendo a gravidez uma transição que faz parte do processo natural do desenvolvimento. assistência e auxílio psicológico. Assim é vista a importância de uma intervenção eficiente. 4.auxilia na formação de uma visão mais completa. desintegração e desajustamento da personalidade. se é uma gravidez na 56 . podem trazer piora como aumento da desorganização. profunda e integrada da mulher como gestante em seu todo que é a gestação (MALDONADO. assim como de suas irmãs e mãe. as crises vitais se caracterizam como períodos transitórios de desorganização de referenciais. que no momento de crise é mais rapidamente aproveitado e absorvido devido ao estado temporário de equilíbrio emocional instável ao qual a pessoa se encontra (MALDONADO.1 Gravidez um ciclo de desenvolvimento da mulher Na mulher grávida ocorre uma soma de adaptações emocionais decorrentes do desenvolvimento gestacional. características de personalidade e comportamento) e componentes atuais (vivências do momento atual da vida. onde os métodos habitualmente utilizados para a solução de problemas já não servem mais.

ou exigências que geram pressão e ansiedade. que envolvem a necessidade de reajustamento e reestruturação em diversas dimensões (PEIXOTO. sogros. filhos. que é diferente. se fixando em atividades individuais como seu trabalho. 2002). seu comportamento pode adquirir diversas posturas. A gravidez envolve a mudança de identidade. 2004. tende a questionar e classificar as atitudes da mulher como cuidadosa ou descuidada. muito interessado na gravidez sem dar atenção para a grávida. aquele que vive a gravidez com a mulher de forma atenta e afetuosa. tios. como se fosse o ´´dono da gravidez``. etc.) e dependendo da postura destes podem levar cuidado à mulher. um pai sufocante e obsessivo. mundo emocional da grávida. o pai omisso é aquele que se exclui de responsabilidades. trazida por uma nova definição de papéis.adolescência ou uma gravidez tardia. primos. pode este ser um pai participante.5. sendo seu segundo ou terceiro filho (multípara) experimenta mudança de identidade no sentido de deixar de ser mãe de um filho e se tornar mãe de dois ou três filhos. sendo seu primeiro filho (primípara). deixando toda a responsabilidade para a grávida e o obstetra. O homem também vivencia este processo de mudança de identidade. irmãos. o pai dependente exige da grávida atitudes e funções. MALDONADO. se a gravidez é normal ou de risco. se recebe assistência profissional adequada ou precária e insatisfatória) estes fatores em conjunto vem a se denominar por fatores psicológicos da gravidez ou.2 Influências das relações familiares e sociais na mulher grávida O núcleo familiar oferece grande influência para a grávida (seu companheiro. pais. além de ser filha e mulher agora passará a ser mãe. pode manifestar enfermidades com sintomas 57 . parto e cuidado ao bebê. a mulher se olha e é vista de uma nova maneira. a paternidade também traz um processo de transição no desenvolvimento emocional do homem (MALDONADO. 2002). o papel do pai é de extrema importância durante toda a gestação. 4.

2004). No âmbito socioeconômico. acidentes. 2004).3 Situações e suas influências na mulher grávida A mulher grávida também esta sujeita ao fatos comuns a todos. no trabalho a postura de seus colegas de trabalho também pode ser estressante. médico. etc (PEIXOTO. 2004).sem justificativa. ´´ Você não deve subir escadas``. isto envolve perdas financeiras. Saber da existência ou descobrir qualquer condição de risco gestacional. para ter mais atenção de sua mulher e médicos.5. 2002. é um fator que abala muito o equilíbrio psicológico da mãe (PEIXOTO. dirigente religioso. como trabalhar fora. responsabilidade no orçamento familiar. fazem parte do núcleo social da grávida e dependendo de suas posturas e aconselhamentos podem trazer extrema ansiedade para a mãe (PEIXOTO. 58 . outro fator de estresse pode ser o próprio trabalho em si. Os parentes em geral podem expressar determinadas frases que por hora podem representar atenção e cuidado. estas frases podem ser: ´´Você não pode esquecer de ir ao médico``. Os amigos. ´´Cuidado com o meu neto`` (PEIXOTO. morte de familiares. há também o pai competitivo que traz por vezes atitudes agressivas por não aceitar o seu sentimento de condição secundária (PEIXOTO. PEIXOTO. posição desconfortável. 4. exagerado esforço físico. 2004). doenças. aumentando a ansiedade maternas. 2004). carga horária excessiva. etc (MALDONADO. mas quando muito repetitivas podem se tornar pressão. como a indiferença para com a gravidez e as necessidades desta mãe. cobranças que geram desconfortos psíquicos. 2004). e que para ela podem ser grandes agravantes para a estabilidade psicológica.

5 Emoções x Complicações Obstétricas Quando existe um alto grau de ansiedade. e alguns destes envolvem mais especificamente cada trimestre (MALDONADO.5. caracterizam os três trimestres da gravidez. como por exemplo. 1997). nutrição. são sentimentos que podem surgir da mãe boa ou mãe má que teve.4 Memórias da infância emergidas na gestação As experiências vivenciadas pela mãe durante a sua própria infância.6 Características psicológicas dos três trimestres gestacionais Alguns aspectos psicológicos. 2002). proteção ou ódio. oxigenação e atividade do útero (MALDONADO. carinho. as probabilidades de complicações obstétricas na gravidez. estados depressivos da mãe durante a gravidez parecem contribuir para um significativo aumento da irritabilidade e choro do recém-nascido. crueldade e vingança. É importante saber que hormônios liberados por estados emocionais da mulher tem possibilidade de afetar o feto e desempenhar importante papel na determinação de características fisiológicas e comportamentais do recém-nascido. e tudo isto condicionará a evolução clínica da própria gravidez (PEIXOTO. 2004 apud RAPHAEL. sendo possível que estes conteúdos emocionais da gestante atuem através do sistema endócrino e hipotálamo sobre a vascularização. memórias de amor. durante a gravidez podem ressurgir com intensidade trazendo conteúdos como sentimentos que experienciou com a sua própria mãe. cuidado. 2002). 4.LEFF.4.5. 4. parto e puerpério aumentam muito.5. 59 .

1 O primeiro trimestre 4.. sintomas gastrointestinais que 60 . aceitar e desejar o bebê e o não querer. rejeição.5. que se manifesta por uma intranquilidade.´´.6. dúvidas de estar ou não grávida podem surgir mesmo com confirmação desta gravidez. Alguns componentes psicológicos considerados próprios da gravidez são a ansiedade. e etc (MALDONADO. insatisfação e incerteza diante de uma experiência desconhecida..1 A percepção da gravidez No primeiro trimestre a percepção da gravidez poderá vir através de sonhos ou ´´intuições`` antes da data em que deveria ocorrer a menstruação e de exames clínicos. Como neste trimestre o feto ainda não pode ser sentido e as alterações anatômicas são ainda pouco visíveis. 4.´´. ´´queria esperar mais um pouco´´. 1971). apreensão.. 2002). como também pode só ser descoberta no quarto ou quinto mês. alguns autores de orientação psicanalítica interpretam este fenômeno como um estado de regressão onde a mulher passa por uma identificação com o feto (MALDONADO. ou eventuais sangramentos confundidos com menstruação.6. ou por amenorréia prolongada na história ginecológica. esta última pode ser manifestada por frases como ´´logo agora que. o que ocorre ou por falta de sintonia com o corpo.. insegurança.5.1. esta confirmação também tende a ser acompanhada de uma mistura de sentimentos como alegria.5. 2002 apud Soifer. ´´começar de novo. a rejeição do bebê.1.4.2 Manifestações emocionais relacionadas à mulher com o feto Uma manifestação bastante comum do primeiro trimestre é a hipersonia onde a mulher sente mais necessidade de dormir do que o seu costume. e a ambivalência que vem do conflito entre querer.6.

envolvendo tensão emocional. que estão relacionados com alterações hormonais e bioquímicas e podem também ter origem de influências psicológicas.1 A percepção do movimento fetal e o vínculo mãe-bebê O filho é sentido como continuidade do próprio organismo materno. 2002. e se manifestar como uma rejeição do estado ao qual a mulher se encontra e não rejeição da gravidez.6. A mãe começa a ter alguns caprichos como desejos de alimentos ou objetos. 2004). 4.6. estes desejos acompanham também uma reação de defesa contra o medo que a mãe sente de malformações do seu bebê (PEIXOTO. mecanismos adaptativos.3 Autovalorização e Autopreservação da grávida Alguns sentimentos inconscientes que trazem a necessidade de autovalorização e autopreservação e podem se manifestar como sinais de hiperatividade.2. apud Colman (1961) na gravidez ocorre uma ampliação do campo da consciência.5. até o 61 .6.5. Estes sentimentos envolvem o início da gestação e podem perdurar por tempos que diferem de mulher para mulher (MALDONADO. 4.2 O segundo trimestre 4.1. um aumento da sensibilidade emocional e dos sentidos como olfato.5. 4.4 Ampliação do campo da consciência da mulher durante a gestação Para Maldonado (2002).6. diarréia e constipação.1. paladar e audição. onde a mãe quer continuar a ginástica. 2004). trazendo com estes.envolvem náuseas. ou começa a trabalhar mais do que trabalhava antes. PEIXOTO. vômitos.5. alterações do apetite.

o feto começa a se comunicar com ela através de seus variados movimentos (MALDONADO. 2002. seu filho se torna o ´´centro do mundo´´ e a mãe passa a imaginálo e idealizá-lo como o mais forte. a partir deste momento ela começa a identificar o seu filho como um ser independente que foi gerado. mais bonito. PEIXOTO.3 Aspectos emocionais das alterações da sexualidade na gestação Outras alterações que podem se manifestar desde o início da gravidez. 2002). são alterações na sexualidade. ela pode passar por ansiedade e temor de que seu bebê não esteja bem (MALDONADO. neste momento. que influenciam na formação da relação mãe-bebê (MALDONADO.momento em que a mãe começa a ter a percepção do movimento fetal. Pode se observar a ambivalência emocional que se manifesta na mãe pela interpretação dos movimentos fetais.2. 2002). na fantasia da mãe. podendo haver um aumento do desejo e da sexualidade e. 4. onde quando o feto se movimenta a mulher sente um alívio de sentir os movimentos que são sinais de vida de seu bebê.5. etc (MALDONADO. segundo 62 .5. mas que surgem com maior intensidade no segundo trimestre. e quando a mulher não consegue perceber estes movimentos. nutrido e protegido por ela.2 Representações mentais e fantasias durante a gestação A mulher faz durante a gravidez representações mentais e fantasias sobre si mesma como mãe e sobre seu futuro bebê. e isto reforça a ligação afetiva com ele. 4.6. 2002). estes sinais de vida. Através da interpretação dos movimentos fetais. nesta fase a mãe vivência uma introspecção pela qual dirige a sua energia para seu filho. mais saudável.6. 2004).2.

se sentir feia e sexualmente incapaz de atrair alguém. chegando até a um desinteresse completo.6. que traz a conotação de que a grávida é assexuada.3. Pode a grávida vivenciar a sensação de ser fecunda e estar desabrochando como mulher.5. sentir medo da irreversibilidade de seu corpo. 2002). quando algumas passam a se sentir adultas e mais femininas. se permitindo vivenciar uma sexualidade madura. e até uma mulher que se sinta ´´filha`` demais para se permitir ser mulher e mãe pode trazer a tona esta alteração em sua sexualidade (MALDONADO.Maldonado(2002). onde podem surgir sentimentos de ciúme e suspeita de infidelidade entre o casal (MALDONADO. assim como também está relacionada à atitude do homem diante destas modificações.5. Em outras situações a grávida pode entender as suas modificações corporais como deformações. 2002). o medo de fazer mal ao feto. no segundo trimestre se faz uma fase de 63 . apud Caplan(1960). sentir orgulho de seu corpo grávido e isto pode ser compartilhado pelo seu marido. ´´pura``.6. A maneira como a mulher vivencia as alterações da sexualidade está intimamente relacionada com a maneira como sente as suas modificações corporais e como se situa diante da gravidez. dentre eles a separação de maternidade e sexualidade. Existem casos em que o desejo sexual pode diminuir muito.1 As emoções que envolvem a aproximação do nascimento Seguindo este avanço gestacional. para explicar este fenômeno existem vários possíveis fatores etiológicos. 2002). gravidez As alterações na sexualidade decorrentes da gestação estão relacionadas com a mudança que ocorre na grávida da percepção de si própria. 4. algumas mulheres durante a experimentam pela primeira vez na vida o orgasmo (MALDONADO.3 O terceiro trimestre 4.

2002). a mudança de rotina após a chegada do bebê. como dor. sobre o próprio nascimento. 2004). observou maior facilidade da mulher reviver memórias antigas. o medo toma o palco das emoções. e da nova fase em sua vida. a ansiedade é mais ainda intensificada (MALDONADO. também a preocupação de ser incapaz de exercer o papel de mãe (PEIXOTO.3 Os sonhos e fantasias como meio de imunização psicológica ou conscientização da grávida Os temores comuns na gravidez estão associados a fantasias que surgem neste período e muitas vezes se expressam em sonhos e fantasias conscientes antes e após o parto.6. 2002). morte materna ou do bebê e. A mulher tende a apresentar sentimento contraditórios. O nível de ansiedade se eleva com a aproximação do parto. 2006). É comum sonhar na gravidez com o parto. Há o medo do parto e de suas consequências.3. 4. 4.tranquilidade.5.2 Memórias antigas e conflitos infantis emergidos na gravidez No final da gravidez Maldonado (2002). aquietação e felicidade e no terceiro trimestre. com o término da gravidez se aproximando e o momento do parto.5. a vontade de que seu filho nasça logo e a vontade de prolongar a gravidez para adiar a necessidade de realizar as novas adaptações que a vinda do bebê trazem (MALDONADO. sobre conflitos infantis reprimidos e esquecidos. por isso comumente se observa que a mulher pode atingir maior grau de maturidade durante a gravidez (VLADIMIROVA.3. relacionados com pais e irmãos. esta ansiedade vai aumentando a medida que a data prevista do parto vai se aproximando e se esta data é ultrapassada.6. dificuldades. as alterações de 64 . abrindo assim a possibilidade de que novas soluções sejam encontradas pela mulher. apud Caplan (1961).

de um novo homem.seu esquema corporal. A gestação e o parto trazem a gestação e o nascimento do bebê. uma mãe. o renascimento da nova mulher. é importante observar o surgimento de temas com caráter de autopunição. com o bebê. isto em nível mais profundo reflete conflitos em relação à sexualidade. um momento de transformação. 2002). 65 . eles podem mobilizar e integrar mecanismos adaptativos que ajudam a mulher a enfrentar tensões importantes do ciclo-vital feminino. Assim é a gravidez. de uma nova mulher. e o fim da gestação traz o fim da mulher anterior e o parto. 2004). suas expectativas como mãe. como o medo de morrer no parto. de ficar com sua vagina alargada para sempre. assim como o medo da mal formação do filho tende a surgir com mais intensidade em mulheres que passaram por abortos provocados. de uma família (PEIXOTO. não ter leite suficiente. um pai. como uma forma de castigo. onde a mulher que gestou e deu a luz nunca mais volta a ser a mesma. de punição (MALDONADO. no caso do parto eles podem ajudar a mulher a elaborar e se preparar psicologicamente para este momento (MALDONADO. Os sonhos são assim uma maneira de entrar em contato com estes conteúdos e trabalhá-los. 2002).

4. Como um elemento. 5. 3. deu-se no meio líquido. a fonte de toda forma de vida. ele não precisa sentir fome (o alimento já vem direto do corpo da mãe para o dele). não sente frio. porque de um 66 . uma sensação de plenitude e harmonia. a água batismal é usada com valor de sacramento. O costume de jogar moedas em fontes com a finalidade de realizar desejos. a água possui um significado ambivalente. ao nascer. 2007). em completa união com ela. enfim não sente desprazer. fome e desconforto (ACOSTA. Os banhos rituais eram utilizados em muitas culturas antigas como forma de purificação e higiene. A situação do bebê dentro da barriga da mãe é de satisfação total de suas necessidades. para lavar as culpas herdadas dos antepassados operando um renascimento a partir da água. dentro do útero. por exemplo: 1. ele se forma dentro de um indivíduo e vive durante certo tempo dentro desse outro indivíduo.5 SIMBOLISMO DA ÁGUA Ao ser analisado o processo da vida do ser humano. nem calor. No âmbito cristão. A água como fluxo primordial representa em muitos mitos da criação do mundo. deixa para trás todas as sensações de prazer e passa a enfrentar uma série de desprazeres e frustrações como: frio. verificamos que a primeira experiência que ele vive é a dois. Portanto. As significações simbólicas da relação do Homem com a água passam por várias crenças e civilizações ao longo do tempo. 2007). que é sua mãe. 2. essa relação de aconchego com sua mãe durante o período de gestação. experimentando assim. podemos dizer que o contato com a água resgata no ser humano sensações de profundo conforto aconchego e harmonia (ACOSTA. Não se pode deixar de lembrar que essa primeira experiência vivida pelo homem. Mas quando ele deixa o útero da mãe.

Uma aplicação rápida de água fria pode agir como um tônico. aliviar dores. a água exerce uma reação física e química específica no corpo e no interior dele (ACOSTA.1 O CAMINHO PELA ÁGUA O que torna o tratamento da água tão singular.1. Uma das substâncias inorgânicas mais abundantes em nosso corpo é a água. alivia a sede. 2007). é o fato de estar facilmente ao alcance de todos. 6 HIDROTERAPIA 6. temperatura (fria. 67 . com raras exceções.lado promove a vida e a torna fértil. não prejudicando a flora intestinal ou mesmo debilitando a energia dos órgãos vitais. além disso. Também interage com a natureza de cada indivíduo. diminui a dor. 2007). a água compõe a maior parte do volume das células e dos fluídos do corpo (ACOSTA. gelada e neutra) e pressão (desde a água que escorre até um jato). 2007). reduz a constipação e auxilia na eliminação das toxinas do corpo. 6. age como estimulante diurético. reativar o cérebro e até mesmo fazer com que nos sintamos mais ativos sexualmente. Dependendo da forma (líquida. quente. Em um homem adulto médio. atuando de maneira positiva. pode restaurar e tonificar o corpo e promover a saúde. A terapia pela água pode ajudar a superar uma irritação na garganta. a terapia pela água não é dolorida. gasosa ou sólida). gerar energia.1 Água Fria A água fria pode ajudar a baixar uma febre alta. a água constitui aproximadamente 60% do peso corporal. mas do outro alude ao afundamento e ao declínio (ACOSTA. enfim. auxiliar na qualidade do sono. vencer nervosismo.

pois o frio ajuda a controlar a sangria e reduzir o inchaço subsequente. 6. Uma rápida aplicação de água quente. banhos contrastantes (quentes e frios) a fim de apressar a circulação e a reação do corpo (ACOSTA. são eficazes para diminuir a dor de queimaduras simples. Uma massagem com gelo envolto em um pano pode servir de opção para ferimentos. 68 . ela pode acalmar. baixa e descongestiona o tônus do corpo e músculo.4 Água Quente A água quente pode ser utilizada internamente e externamente. 2007). Alguns de seus usos terapêuticos são: banho quente para provocar a transpiração. compressas quentes e banhos quentes nos pés e nas mãos a fim de reduzir a inflamação e dor. 2007).1. 6. 2007). o efeito integral é de completo relaxamento.1. É um excelente anestésico (ACOSTA.2 Gelo ou Água gelada O gelo ou água gelada.1. pois aumentará o fluxo sanguíneo e agirá intensificando qualquer inflamação. já uma aplicação prolongada da água quente irá excitar e ao mesmo tempo deprimir o corpo. fazendo com que o corpo se sinta mais relaxado. relaxar e aliviar o corpo em muitas outras condições. Porém. deve-se evitar a água quente.3 Água Morna (Tépida) A água morna é calmante. 2007). Em ferimentos. relaxa o corpo e quando necessária pode ser utilizada como um emético eficaz (provoca vômito) (ACOSTA. 6.enquanto uma aplicação mais demorada agirá como um depressor (ACOSTA.

porém.5 Vapor Consegue-se o vapor através da água que ferve. 2005). O ar úmido e morno dos umidificadores usados nas casas acrescenta umidade aos aposentos ressecados pelo aquecimento interno. C. 2005 e SACCHELLI.. assírios e muçulmanos usavam águas curativas com fins terapêuticos. Ainda foi a primeira civilização a reconhecer a relação entre o estado da mente e o bem-estar físico (FREITAS JUNIOR. ACCACIO E RADL. os gregos começaram a usar a água para tratamentos específicos.C. e ainda 69 . O jato quente de um vaporizador ajuda na congestão do peito. ajudando a evitar problemas da pele e acne. que por sua vez limpa o corpo a partir de seu interior.6. impedindo inflamações do sinus e hemorragias nasais. Em 500 a.2 HISTÓRIA DA HIDROTERAPIA “A palavra hidroterapia deriva das palavras gregas hydor (água) e therapeia (cura)” (CAMPION. Entre os anos de 460-375 a. 2005).C. ao mesmo tempo em que alivia problemas alérgicos veiculados pelo ar (ACOSTA. 2000). A hidroterapia é tão antiga quanto a história da humanidade. 2007). Existem documentos que revelam que em 1500 a. Os egípcios. os antigos hindus usavam a água para combater a febre (FREITAS JUNIOR. e criaram escolas de medicina próximas de muitas estações de banhos. 2007). Hipócrates usou a imersão em água quente e fria para tratar espasmos musculares e doenças das articulações. a cultura indiana construía instalações higiênicas (FREITAS JUNIOR.C. As aplicações de vapor no rosto abrem os poros. 6. não há nenhum registro do início de seu uso como modalidade terapêutica. o vapor acelera a ação da pele e cria a transpiração. antes de 2400 a.1.

um dos mais antigos do mundo sob orientação médica. os fisioterapeutas americanos começaram a ser treinados para atender seus pacientes utilizando os exercícios na água. 6. John Wesley e o dr. O reconhecimento de diversas técnicas de tratamento da hidroterapia. John Floyer escreveu um tratado em 1697 : ”Um inquérito sobre a utilização correta e o abuso dos banhos quentes . e banhos 70 . No tempo em que a entrada principal da Santa Casa era banhada pelo mar.1 A Hidroterapia no Brasil No Brasil. frios e temperados”. que realizou um trabalho sobre o uso do frio no tratamento da varíola em 1779 (CAMPION. Porém. aspirados do mar. foi o fundador do Metodismo. e era praticada em spas-terapia. com Artur Silva. somente em 1950. em 1922. E o dr. John Wesley. 2000). A hidroterapia foi levada para os Estados Unidos em 1900. Sigmund Hahn e seus filhos defenderam o uso da água para tratar úlceras de perna e coceiras (FREITAS JUNIOR. Atualmente. icterícia e paralisia (FREITAS JUNIOR. que publicou um livro de hidroterapia em 1747: “Uma forma fácil e natural de curar a maioria das doenças”. 2005). eles tinham banhos salgados. a popularidade e o valor da hidroterapia. 2000). Wright. salienta diversos estudos em aspectos diferentes da água.2. a hidroterapia científica teve seu início na Santa Casa do Rio de Janeiro. um médico alemão. Wright. que comemorou o centenário do Serviço de Fisiatria Hospitalar. 2005). é importante para introduzi-la como parte integral de todo tratamento físico e psicológico para a reabilitação total (CAMPION. Os resultados foram bem-sucedidos e comentados por ortopedistas e o método se popularizou (FREITAS JUNIOR. 2005). com banhos de água doce e salgada. como o estudo da fisiologia dos exercícios aquáticos. Os pioneiros da hidroterapia foram Sir John Floyer. Em 1700.recomendava a hidroterapia como tratamento de reumatismo.

de maneira isolada ou conjunta. são elementos físicos que promovem relaxamento. e ainda ajuda no risco de inflamação. O tipo de lesão. pois possui propriedades físicas e princípios específicos como a massa. alterar a função do corpo humano (FREITAS JUNIOR. peso. A flutuação. Possui grande valor terapêutico. 2005). para os exercícios terapêuticos realizados em piscina termo aquecida. flutuação. dos realizados na água. pressão hidrostática. a velocidade do movimento. fisiologia e biomecânica corporal” (FREITAS JUNIOR. aumentam a circulação e tolerância ao exercício (FREITAS JUNIOR. com 71 . densidade da água. refração e a viscosidade (FREITAS JUNIOR. LABRONINI. a postura ideal. Outra característica particular da água é a hidrostática. gravidade específica ou densidade relativa. que exige o planejamento de uma progressão gradual de exercícios de hidroterapia. limitação da amplitude de movimento e força que podem.3 A HIDROTERAPIA “A hidroterapia ou terapia aquática é o termo mais conhecido atualmente. Tem por finalidade a prevenção e cura das mais variadas patologias. sustentação de peso. dor. os equipamentos que serão usados em cada fase do tratamento e sua habilidade aquática determinam os tipos de exercícios que serão realizados (FREITAS JUNIOR. Sua utilização exige conhecimento das propriedades hidrodinâmicas (água em movimento) e termodinâmicas da água. Os exercícios na água também possuem seu valor na reabilitação. 6. assim como anatomia. retração. pressão hidrostática e a temperatura elevada da água. a profundidade da água. tensão superficial. ou mínima. 2005). pois não requer nenhuma. 1998).doces. 2005). com a água da cidade (CUNHA. densidade. a composição corporal do paciente. É essencial compreender a diferença dos exercícios realizados no solo. OLIVEIRA e GABBAI. espasmo muscular. 2005). 2005). diminuição da dor e tensão muscular.

resultados positivos e segurança. quando o movimento no solo pode ser doloroso e difícil.Contraturas articulares.Desvios de marcha. . 2005). .Fraqueza muscular generalizada.3. .Elevado nível de dor.Impossibilidade de sobrecarga nos membros inferiores. . 2005).Habilidades diminuídas.Baixa resistência muscular. . a hidroterapia pode ser valiosa. O movimento na água. Durante uma fase de recuperação. .Doenças transmitidas pela água (infecções da pele). 6. Existem também as contra-indicações. .Diminuição da mobilidade. oferece estímulos para a configuração adequada das fibras colágenas e o desenvolvimento da função articular saudável.1 Indicações e Contra-Indicações As indicações mais comuns são: .Resistência cardiovascular diminuída. . 72 . . sendo que qualquer pessoa com limitações ou restrição na sustentação de peso pode iniciar a partir da imersão em pequenas profundidades para que. as mais observadas são: . A sequência apropriada de movimentos podem ajudar na formação de tecido intramuscular que mais se assemelhe ao tecido mole adjacente (fase fibroblástica) (FREITAS JUNIOR.Disfunções posturais.Interação social do paciente (FREITAS JUNIOR. com o tempo possa avançar na sustentação de peso (FREITAS JUNIOR.Diminuição da flexibilidade. 2005). . .

3 Densidade Relativa Segundo Arquimedes (287 – 212 a. FREITAS JUNIOR.Incontinência urinaria e fecal. refração e tensão superficial (FREITAS JUNIOR. turbulência.Pressão arterial descontrolada. esta relação é na ordem de 1 (um). . 2005).Insuficiência cardíaca. .). E dentro da hidrostática iremos explicar o que é pressão hidrostática.Doenças sistêmicas. empuxo. viscosidade. Então um corpo com uma densidade menor que um (1) irá flutuar. e maior que um (1) irá afundar. 2005). . A hidrostática demonstra características singulares de força e resistência (FREITAS JUNIOR. Dentro da hidrodinâmica existe a densidade relativa.Baixa capacidade pulmonar vital. . 2005). metacentro e fricção (FREITAS JUNIOR. para que isso ocorra é necessário definir a densidade relativa do corpo (FREITAS JUNIOR. 2005). que possui seus princípios físicos e terapêuticos. 6.3.3.Febre acima de 38ºC.2 Hidrodinâmica x Hidrostática Hidrodinâmica significa água em movimento.Sintomas de trombose venosa profunda (FREITAS JUNIOR. 6. 2005). . C. .Epilepsias.. 73 . Na água. 2000. A densidade é definida entre a relação de massa (Kg) e volume (m³). ele sofre uma força de flutuabilidade igual ao peso do líquido que desloca (CAMPION. . quando um corpo é submerso em um líquido. Porém. 2005).

9. o fluxo de partículas prosseguirá em curvas leves e suaves. têm uma gravidade específica baixa. Fluxo Turbulento: não acontece em linhas aerodinâmicas.1. é a idade. músculos. A massa corporal magra possui a densidade específica de 1.3. seus ossos tendem a estar mais leves e suas fibras musculares diminuídas (FREITAS JUNIOR.4 Turbulência Turbulência indica redemoinhos. 2000. Quando o movimento for lento. produzirão redemoinhos. 2007). enquanto a massa corporal gorda possui a densidade de 0. os ossos e os músculos. 2000. graças à perda da massa óssea (porose).O ser humano é constituído de massa corporal conhecida como: massa corporal magra (ossos. que seguem objetos que se movimentam por meio de um líquido e é diretamente proporcional à velocidade do movimento. ACCACIO. tecido conjuntivo e órgãos) e massa corporal gorda (gordura). A densidade corporal de uma criança e de um idoso são parecidas. Outro fator que influencia a densidade relativa do corpo. FREITAS JUNIOR. 2005. RADL. reduzindo a pressão e aumentando o arrastamento do corpo (CAMPION. 2005). menor será a flutuação deste corpo (FREITAS JUNIOR. por estarem em processo de amadurecimento. SACCHELLI. 2005). FREITAS JUNIOR. e a força desses redemoinhos será dissipada. e o movimento das moléculas são rápidos e aleatórios. Se os movimentos forem rápidos. Nas crianças. diferenciando-se apenas pelo processo de formação óssea e o aparecimento das fibras musculares. quanto maior for a gordura corporal. Existem dois tipos de fluxo segundo o teorema de Reynolds: Fluxo Laminar: fluxo de linhas aerodinâmicas de moléculas em padrões uniformes e regulares (CAMPION. pois ambos apresentam uma constituição física de alto percentual de gordura. já no idoso. portanto. 2005). 6. Cria-se então um movimento de redemoinhos 74 .

(CAMPION, 2000; FREITAS JUNIOR, 2005). Ainda, segundo o teorema de Bernoulli (1700-1782), turbulência é a relação entre a pressão e a velocidade ao longo de uma linha aerodinâmica, com fluxo estável, sem atrito e com densidade constante (CAMPION, 2000; FREITAS JUNIOR, 2005).

6.3.5 Metacentro

Seu princípio é manter o equilíbrio rotacional na água. Quando um corpo fica submerso na água, esta sujeito a duas forças opostas gravidade e empuxo.

Enquanto a gravidade age no sentido para baixo, o empuxo age para cima, e se essas forças estiverem desalinhadas, haverá movimento, que será sempre de rotação, que permanece até que as duas forças estejam novamente alinhadas (CAMPION, 2000; FREITAS JUNIOR, 2005).

6.3.6 Fricção

É uma resistência causada pela textura da superfície do nosso corpo, durante movimentos realizados dentro da água (FREITAS JUNIOR, 2005).

6.3.7 Pressão Hidrostática

Segundo a lei de Pascal (1623-1662), a pressão de um fluido é exercida de forma igual em qualquer nível em uma direção horizontal, o que significa que a pressão será igual em uma profundidade constante (FREITAS JUNIOR, 2005; CAMPION, 2000). Em uma profundidade maior, a pressão também aumentará, e será sentida

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em toda a superfície corporal. Se o corpo estiver imerso a uma profundidade de 1,20m sentirá uma força de 88,9 mmHg, pressão maior que a pressão diastólica que irá auxiliar na redução de edemas de membros inferiores (FREITAS JUNIOR, 2005; CAMPION, 2000). A pressão hidrostática auxilia no retorno venoso, na redução de edemas, na estabilidade das articulações, estimula o fortalecimento da musculatura inspiratória e favorece a expiração (SACCHELLI, ACCACIO E RADL, 2007).

6.3.8 Viscosidade

É a resistência provocada pela fricção entre as moléculas de um fluido à realização de um movimento. A força necessária para a realização do movimento é proporcional ao número de moléculas movimentadas e também à velocidade na qual o exercício é executado. Quanto maior for sua viscosidade, mais resistente o líquido ficará para fluir (FREITAS JUNIOR, 2005 e SACCHELLI; ACCACIO; RADL, 2007). A viscosidade em líquidos deve-se a coesão molecular, que é considerada como a atração das moléculas entre si, e quando ocorre algum movimento do líquido, essa atração cria uma resistência ao movimento detectada como atrito (FREITAS JUNIOR, 2005).

6.3.9 Empuxo

De acordo com Arquimedes, o resultado do efeito do empuxo é a flutuação. Ele age no sentido de baixo para cima, atua resistindo ao movimento da água e é responsável pela sensação da ausência de peso na água. É uma força em sentido contrário à força da gravidade provocada pelo volume do líquido deslocado na imersão (FREITAS JUNIOR, 2005; SACCHELLI; ACCACIO; RADL, 2007).

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6.3.10 Refração

Quando a luz passa de um meio para o outro, ela encontra uma fronteira, portanto, essa luz é refletida na fronteira e a parte que passa para o outro meio pode mudar de direção, esse deslocamento, ou alteração, é chamado de refração, que é comandada pelas propriedades específicas do material, pela velocidade da luz no material e pelo ângulo de incidência do feixe luminoso. Quando a água apresenta mais resistência à velocidade da luz, a luz refletida do pé de uma pessoa imersa curva-se afastando da normal, quando ela cruza a fronteira ar-água. Então, se observarmos da borda da piscina, uma pessoa de pé com a água pela cintura parece ter o tronco e as pernas encurtados (FREITAS JUNIOR, 2005; SACCHELLI; ACCACIO; RADL, 2007).

6.3.11 Tensão Superficial

É a força por uma unidade de comprimento que atua por meio de qualquer linha em uma superfície, atraindo moléculas de superfície de água exposta. Esta resistência é pequena e percebida quando o membro está parcialmente submerso, sendo proporcional à distância do corpo em relação à superfície da água e ao tamanho da área de contato (FREITAS JUNIOR, 2005; SACCHELLI; ACCACIO; RADL, 2007).

6.3.12 Termodinâmica

Significa que a água possui a capacidade de absorver e transferir calor e sua qualidade depende disso. A água quente em hidroterapia é considerada acima de 34ºC, termo neutra entre 31ºC a 33ºC e uma água fria entre 28º e 30ºC (FREITAS JUNIOR, 2005).

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ou seja. a resistência aumenta como uma função logarítmica de velocidade e depende do tamanho e forma do objeto. 2000). quando presente (RUOTI. 78 . 2000).13. Com o aumento do fluxo turbulento. mas quando esta se move rapidamente. e. ele é submetido aos efeitos resistivos do líquido. Os principais determinantes do movimento da água são a viscosidade.3. um fluxo turbulento.3.3.1 Movimento de fluxo A água em movimento tem diversas características. essa força de arrasto é causada pela viscosidade do líquido e a turbulência. 2000). 6. pois sua resistência aumenta proporcionalmente à força aplicada. diz-se que água está em fluxo laminar ou recorrente. Esse fluxo turbulento absorve maior energia que o fluxo em correnteza. mas ainda apresenta muita resistência ao movimento. a turbulência e a velocidade (RUOTI. 6. e os trajetos saem de alinhamento. Quando se move suavemente dentro de um vaso na mesma velocidade.13 Água em movimento 6. meio útil para o fortalecimento. essa taxa é determinada pelo atrito interno do líquido. até mesmo oscilações menores.13.13. criam fluxo desigual.2 Coeficiente de arrasto Quando um objeto move-se em relação a um líquido. A viscosidade torna o ambiente aquático.3.6. embora essa resistência cai a zero instantaneamente a partir da cessação dessa força (RUOTI.3 Efeitos da resistência A água tem viscosidade intermediária entre os líquidos. Há turbulência produzida pelas áreas em torno da superfície corporal em movimento e uma força de arrasto produzida pela turbulência atrás.

13.3. 79 .4 Tecnologias para Amplificar os Princípios Físicos Muitos dos princípios físicos da água podem ser intensificados com dispositivos adicionais para se ter uma maior resposta clínica.3. mantêm-se notavelmente constante. mental e psicologicamente nossos conhecimentos e habilidades (CAMPION. Porém. p. sentimentos e outros fatores que influenciam na maneira de ser” (PEIXOTO. e sob condições padrão. mas não é somente disso que o corpo precisa. Terapêuticos e Psicológicos da Hidroterapia “Os exercícios proporcionam à gestante melhor adaptação com as alterações ocorridas. Por exemplo: a flutuabilidade pode ser aumentada por uso de flutuadores. 2000). Nosso corpo possui mecanismos próprios para regular seu próprio calor. Todos os resultados da imersão na água. com variações adequadas ao tamanho do corpo (CAMPION. bem como idade e sexo são fatores que afetam a temperatura corporal. distúrbios emocionais. são semelhantes em adultos e crianças. 2000). 2000). Uma das particularidades da água é o empuxo. Ele tem percepção. 2000). circulação e à intensidade dos exercícios. exercícios. a temperatura corporal do homem. altas ou baixas temperaturas ambientais. Simplesmente o ato de entrar na água.6. a resistência pode ser aumentada pelo uso de botas com barbatanas ou luvas e mais uma grande variabilidade de objetos usados no apoio às atividades e intensificadores dos efeitos fisiológicos através das propriedades físicas da água (RUOTI.14 Efeitos Fisiológicos. 2004. 6. 341). já nos fornece uma oportunidade de ampliar física. que alivia o estresse sobre as articulações sustentadoras de peso e permite realizar movimentos em forças gravitacionais reduzidas (CAMPION. e está relacionado à temperatura do corpo. ele não é apenas uma porção de ossos envolvidos por camadas estratificadas de músculo.

seja ela deficiente ou não. Do ponto de vista psicológico. fortalecimento dos músculos enfraquecidos.provocando pequenas oscilações em sua temperatura no decorrer do dia (CAMPION. melhoria da circulação. manutenção ou aumento da amplitude de movimentos das articulações. reeducação dos músculos paralisados.3. 6. E essa habilidade a coloca em posição de igualdade com os outros membros da família. porém a temperatura da superfície corporal é mais baixa. os significados social e psicológico que estão associados a habilidade de nadar.1 Os Efeitos Fisiológicos da Hidroterapia Para compreender melhor a fisiologia. Os efeitos terapêuticos dos exercícios realizados na água. podendo assim ter efeitos psicológicos favoráveis. sendo que a maioria de suas informações vieram por meios de disciplinas como a sociologia e a antropologia. existem muitas recomendações de atividades na água. manutenção e melhoria do equilíbrio. 2000).14. estão relacionados a: alívio da dor e espasmos musculares. são consideráveis. e isso pode ser transferido para a vida em terra (CAMPION. devido à baixa condutividade térmica dos tecidos. Do ponto de vista humanístico. precisamos entender que os seres humanos são homeotérmicos com respeito a sua temperatura central. 80 . amigos. que elevam a confiança. possui uma vantagem social. coordenação e postura (CAMPION. Recentemente. realizando exercícios que seriam impossíveis ou difíceis de realizar no solo. reconheceu-se o efeito sedativo da água quente e o valor dos programas de natação para as pessoas afetadas por doenças mentais (CAMPION. 2000). 2000). que é a mesma de órgãos e estruturas localizadas profundamente. 2000). Se uma pessoa pode nadar e participar de qualquer atividade aquática. Estando em um nível semelhante e independente na água. encorajamento das atividades funcionais.

2007). A pele também se aquece e os vasos superficiais dilatam-se aumentando o suprimento sanguíneo periférico (ACOSTA. convecção. as arteríolas se dilatam produzindo uma redução na resistência e consequentemente queda da pressão arterial. tempo de tratamento. 2003. ACCACIO. O corpo ganha calor através das áreas que estão imersas. (FREITAS JUNIOR. A perda de calor (termólise). 2005). condução e evaporação. intensidade do exercício e a condição patológica do paciente. A produção de calor (termogênese) é um fenômeno químico no qual a transformação química metabólica produz calor. é controlada pelos centros superiores (FREITAS JUNIOR. 2007). é importante o entendimento do processo de produção (termogênese) e perda (termólise) de calor. Para melhor entendimento dos mecanismos fisiológicos.especialmente em tecido adiposo (FREITAS JUNIOR. Ao entram na água aquecida. que ocorre por meio da radiação. já a comportamental. os vasos cutâneos se constringem momentaneamente. sendo que os efeitos fisiológicos da terapia em piscina aquecida irão variar de acordo com a temperatura da água. Durante a imersão. 81 . 2005). RADL. 2005). Quando o corpo é submerso em água aquecida passa por diversas adaptações fisiológicas. A fisiológica envolve o controle metabólico. vasomotor e hídrico e está diretamente relacionada com o mecanismo de ativação do hipotálamo. é um fenômeno físico. SACCHELLI. A termorregulação corporal ocorre por dois mecanismos: o fisiológico e o comportamental. causando elevação na resistência periférica e uma elevação momentânea da pressão arterial. Os responsáveis pela maioria das respostas fisiológicas gerais que afetam uma variedade de sistemas do corpo são as propriedades físicas da água em conjunto com o calor (CAROMANO. e só conseguem perder calor a partir do sangue nos vasos cutâneos e glândulas sudoríparas das regiões fora da água.

aumenta a pressão no seio carotídeo. ACCACIO. Como o rim recebe uma extensa inervação simpática.1 Sistema Cardiovascular Ao imergir na água.2 Sistema Renal As respostas fisiológicas do sistema renal estão diretamente ligadas ao sistema cardiovascular. 6.6. há perda de eletrólitos. O retorno venoso aumentado com a imersão. SACCHELLI. RADL.14. Esse aumento do volume do átrio causa uma estimulação nos barorreceptores da parede atrial. o sistema renal produzirá uma resposta simpática como mecanismo de compensação para manter a homeostase corporal.1. 2007).3. deslocará o sangue e os líquidos das extremidades inferiores e do abdome para o tórax. 2003. 2003. liberação de renina e conversão da angiotensina II. aumenta o enchimento cardíaco e o volume-contração. SACCHELLI. diminuindo a frequência cardíaca (CAROMANO. aumentam o retorno venoso e elevam a quantidade de sangue que chega ao átrio direito. e é comum a perda de sódio (natriurese). ACCACIO. RADL. Ao ocorrer a diurese. Quando a quantidade de sangue aumentada chega no átrio. 2007). 2005. juntamente com a pressão hidrostática. 82 . ocorrerá uma vasoconstrição periférica e uma bradicardia reflexa que. proporcionando mais sangue oxigenado aos músculos ativos.3. FREITAS JUNIOR. de potássio (potassiurese) e a supressão da arginina/vasopressina ADH (renina e aldosterona plasmática) (CAROMANO. Essa resposta refletirá diretamente no aumento da excreção renal de sódio e de água. elevando o débito cardíaco. estimula os barorreceptores que automaticamente informarão o sistema renal da sobrecarga atrial. 2005.1.14. O aumento do volume sanguíneo e líquido. FREITAS JUNIOR.

2007). RADL. que aumenta o volume central e comprime a cavidade torácica.3. ACCACIO. 2003. 2005. A elevação da temperatura promove aumento do metabolismo. 6.3. 2003. SACCHELLI.14. SACCHELLI. promovendo uma vasodilatação.14. aumentando a demanda de oxigênio e de dióxido de carbono.3.4 Sistema Respiratório O sistema pulmonar é profundamente afetado pela imersão no nível do tórax. resultantes da oxidação do músculo durante o esforço. FREITAS JUNIOR.1. haverá um aumento do trabalho respiratório em 60% e alteração da dinâmica respiratória. ACCACIO. aprimorando o fornecimento de oxigênio. as alterações nesse sistema são provocadas pela pressão hidrostática. Com o aumento da circulação.6. comandado pelo sistema nervoso. fazendo com que a frequência respiratória aumente proporcionalmente (CAROMANO. reduzindo assim a dor muscular (CAROMANO. estimula o centro respiratório. RADL. FREITAS JUNIOR.1. 2007). Os efeitos da vasodilatação produzidos pelo calor reduz a resistência vascular periférica. A demanda de oxigênio aumenta para obtenção de energia para a célula e o acúmulo de dióxido de carbono faz aumentar a concentração de CO2 que.3 Sistema Musculoesquelético Os músculos absorvem o calor da pele. Com isso. A circulação se torna mais eficiente e os músculos tendem a relaxar. remoção de dióxido de carbono e do ácido lático. os músculos se tornam mais ativos. 6. por sua vez.14. 2005.1.5 Sistema Nervoso Central e Periférico Os efeitos produzidos no sistema nervoso pela água aquecida é comumente 83 . favorecendo a diminuição da pressão arterial.

Essa sobrecarga sensorial.3. automaticamente os músculos se relaxam. é promovida pelas propriedades termodinâmicas. irá transmitir o calor para suas estruturas internas. 2005). com isso ocorre a informação ao sistema nervoso central que o estímulo de pressão reduziu. que por sua vez.14. A água aquecida provoca relaxamento por meio da temperatura da água e a pele da pessoa. diminuindo a ação do sistema tônico-postural. Apesar do maior número de terminais serem para a dor. 6. Outro aspecto importante é a redução das forças compressivas. na diminuição do tônus muscular 84 . que por sua vez reduzida. 2005). 12 para o calor.2. esses são os mais lentos em comunicar-se com o cérebro. hidrodinâmica e hidrostática da água (FREITAS JUNIOR. 2005).14. 25 sensores para o tato.3. os músculos responderão rapidamente a um relaxamento (FREITAS JUNIOR. pela força do empuxo. 6.2 Redução da Sensibilidade a Dor e dos Espasmos Musculares A água aquecida ajuda no alívio da dor.visto pela redução do tônus muscular.3.1 Relaxamento O relaxamento depende muito do grau de liberdade e intimidade que o paciente tem com a água. Por centímetros quadrado de pele. reduzindo a tensão muscular pelo relaxamento das fibras musculares (FREITAS JUNIOR.2 Os Efeitos Terapêuticos da Hidroterapia 6. aliviando a compressão e reduzindo as algias (FREITAS JUNIOR. dois para o frio e um número ignorado para a pressão. A sobrecarga articular está reduzida na imersão. 2005). temos 200 sensores para a dor.14. O relaxamento muscular promovido com a redução do tônus pela diminuição da sensibilidade das terminações nervosas sensitivas ocorre pela sobrecarga sensorial.2.

Este alívio da dor juntamente com o efeito da termodinâmica da água. remove os produtos imprestáveis do organismo. a percepção da dor fica enganada e bloqueada (a velocidade de condução do estímulo do calor é mais rápida do que a da dor). os estímulos sensoriais do calor estão competindo com os estímulos da dor. aliviando a dor.3.14. A água permite maior resistência ao movimento. permitindo que as articulações fiquem livres. é rapidamente codificado pelo sistema nervoso central. facilitando os movimentos proferidos pela articulação. 2005). 6. Durante a imersão. 6. e como resultado. encontrarão resistência em todas as direções 85 . em torno de 700 vezes mais do que no ar.anormal do espasmo muscular.14. viscosidade. o paciente irá perceber uma diminuição da sobrecarga corporal. O estímulo do calor. Ainda a pressão hidrostática influencia no ganho da amplitude. 2005). reduzindo edemas e liberando a articulação (FREITAS JUNIOR. auxilia na movimentação articular melhorando a produção de líquido sinovial.4 Aumento da Força O aumento da força muscular é dado pela resistência que a água produz no segmento do corpo imergido. que envia uma resposta instantânea para o local da dor.3 Aumento da Amplitude Ao imergir na água.2. aumenta o aporte de sangue circulante.2. pelo efeito da flutuação. relaxa os músculos que envolvem a articulação. As propriedades de fricção. pressão hidrostática e empuxo são as grandes responsáveis pelo trabalho de força muscular. diminuindo o reflexo de defesa e do espasmo muscular protetor provocado na articulação afetada (FREITAS JUNIOR. sendo que as partes do corpo que se encontrarem submersas. A diminuição da sobrecarga na articulação diminui a força compressiva articular.3.

2005). Estabilidade e Consciência Corporal A água estimula a consciência de movimentos das partes do corpo e proporciona meio ideal para reeducação dos músculos. A dilatação dos vasos.6 Melhora do Equilíbrio. Essas contrações estimularão os músculos a recrutar fibras para a produção de contração. A imersão cria a percepção de que o corpo está mais leve. Existem três tipos de contrações: isotônica concêntrica. isotônica excêntrica e a isométrica. tempo para reagir quando tendem a cair.(FREITAS JUNIOR. junto com os efeitos dos exercícios. aumentando a força do músculo. 6. nas articulações. sentindo esta sensação. perdem a referência espacial. os fluídos do tecido movimentam-se com facilidade nas estruturas lesionadas. 2005).5 Aumento da Circulação Depois da imersão.14.14. produzindo o efeito de vasodilatação. que por sua vez. pois na água os movimentos são mais consistentes e uniformes quando mantidos a uma velocidade constante (FREITAS JUNIOR. oferece ao paciente com pouco equilíbrio.3. aumenta o suprimento sanguíneo para os músculos. Ao produzir um 86 . melhorando a eficácia de contração muscular e fornecendo resistência ao músculo. nos músculos. a pele começa a absorver o calor da água. nos ouvidos e na visão. os captores que estão presentes na planta dos pés. o que aumenta a nutrição e ajuda a aumentar a velocidade do processo de cicatrização. O aumento da temperatura da pele é repassado às estruturas mais internas do corpo. As fibras desenvolverão sarcômeros paralelos e em séries. As propriedades da água. na pele. 2005). sendo este processo fortemente influenciado pela pressão hidrostática (FREITAS JUNIOR.2. 6.2. Assim.3. aumentará o aporte de sangue circulante na periferia.

7 Melhora da Integração Sensório-Motora Na água. OLIVEIRA. que mostrarão condições de pressão e temperatura. cujo tema foi “História da Hidroterapia”. especialmente na reabilitação de pacientes portadores de doenças neurológicas. que vão. As estimulações desses mecanorreceptores produzem informações sensoriais. porém as propriedades físicas da água (viscosidade. estando controlado pelo hipotálamo anterior e posterior. Os corpúsculos de Krause e Ruffini. 2005). 87 . Halliwick e Watsu®. promovendo assim uma melhoria no equilíbrio. Rita Helena Duarte. Labronici Acary de Souza Bulle e GABBAI. pois a pressão da água exerce uma força sobre os mecanorreceptores da pele (Meissner e Merkel). tensão superficial. Essa integração sensório-motora. Márcia Cristina Bauer. para que o organismo possa reagir frente às mudanças ocorridas. na estabilidade e na consciência corporal (FREITAS JUNIOR.3. visão e propriocepção são estimulados. possui grande valor terapêutico principalmente nas lesões de origem nervosa (FREITAS JUNIOR. fricção. a hidroterapia tem recebido grande prestígio.2. de maneira superficial ou profunda. Um artigo do ano de 1998.14. DIAS. responderão ao estímulo do frio e calor. Alberto Alain. teve como objetivo realizar uma revisão histórica evolutiva da hidroterapia como método alternativo para tratamento de pessoas com limitação física. as reações aparecem rapidamente para evitar a queda. relacionada particularmente com a introdução de métodos modernos como o Bad Ragaz. 2005). pressão hidrostática.desequilíbrio no paciente. empuxo e metacentro). 6. estimular o corpúsculo. os sentidos do tato. retardarão a queda. Notaram que atualmente. localizados também na pele. realizado por CUNHA.

2005). O bem-estar. diminui também os riscos de queda.2. psíquicas e emocionais (FREITAS JUNIOR.6. a água envolve. Durante a imersão. prevenindo inchaços e edemas. Os efeitos fisiológicos vividos pela gestante durante a terapia aquática estarão relacionados quanto à temperatura da água. a leveza dos movimentos e a sensação de alívio do peso são propósitos evidenciados durante a prática. bem estar e calma. no qual praticamente todas as mulheres passam por esta experiência em algum momento da vida. ajuda na amplitude de movimento das articulações. e com isso o medo. a água cria uma sensação de prazer. enfim.4 A GESTANTE NA HIDROTERAPIA A gravidez é um processo marcante e delicado na vida da mulher. o sangue é redistribuído. elevando a temperatura da pele que também apresenta melhora de aparência (PEIXOTO. dá soluções alternativas para 88 . promove relaxamento e ajuda a preparar o tecido conjuntivo para ser alongado. 2005).3. Desde o nascimento. Gerar uma criança envolve diversas mudanças fisiológicas. leveza. a circulação e a intensidade do exercício (FREITAS JUNIOR.8 Reforço da Moral e Liberdade de Movimento O ambiente aquático faz com que o paciente relaxe e sinta uma maior amplitude de movimento. 6. O prazer da atividade aquática proporciona ao indivíduo uma sensação de relaxamento. tornando as sensações mais agradáveis e promovendo a interação social (FREITAS JUNIOR. liberdade e experimento. protege. favorecendo o fluxo sangüíneo periférico.14. 2005). A água através de suas propriedades físicas ajuda na gestação. A hidroterapia já é bem conhecida entre as futuras mamães. 2004) As vantagens que a gestante tem ao imergir em meio líquido são surpreendentes. alimenta.

beneficiando não somente a mãe. aumentando a excreção urinária (diurese). preparar a musculatura para o parto. A redução da força gravitacional pelo empuxo junto com a pressão hidrostática. pois o sangue e os líquidos das extremidades e do abdome são desviados para o tórax. diminuir as intercorrências médicas e prevenir patologias. Os rins sofrem a ação de uma força compressiva (pressão hidrostática). elevando assim o débito cardíaco e proporcionando mais sangue oxigenado aos músculos ativos (FREITAS JUNIOR. 2004).4. Os objetivos no tratamento de uma gestante. produz na gestante um aumento dos volumes circulantes. e os músculos ativos se fortalecem pelo oxigênio e a remoção de dióxido de carbono e do ácido lático. durante a gravidez devem ser respeitadas e cuidadosamente tratadas. 1988.1 A Influência da Hidroterapia na Gestante Todas as alterações que acontecem com a gestante. PEIXOTO. reduzindo consequentemente as dores (FREITAS JUNIOR. mas também o bebê (MONTAGU. 6. 89 . estimular o vínculo materno-fetal. 2005). ACCACIO. 2007). submetida a um ambiente aquecido e prazeroso são: diminuir as tensões físicas e emocionais. RADL. com menor resistência vascular periférica. A melhora do condicionamento cardiovascular pelos exercícios e as forças exercidas pela água (empuxo e pressão hidrostática). melhorar a qualidade de vida da futura mãe e de seu bebê. melhorar o condicionamento cardiovascular.que se possa utilizá-la com a finalidade de aperfeiçoar um trabalho corporal. reequilibrar as compensações posturais surgidas e relaxamento (FREITAS JUNIOR. 2005). estimulam a gestante a controlar e fortalecer os músculos respiratórios. conscientizar a importância da respiração. O aumento do metabolismo pelo exercício e pela temperatura da água. promove uma circulação mais eficiente. 2005. SACCHELLI.

De acordo com MEIRA (2001).O efeito de relaxamento após a sessão é grande. notou que as gestantes que praticam hidroterapia tem uma gestação mais saudável. enquanto nas gestantes sedentárias. que em seu trabalho de conclusão de curso. em seu “Estudo comparativo dos benefícios da hidroterapia em gestantes praticantes e não praticantes e protocolo de atendimento”. 90 . principalmente na região lombar. sendo que estas alterações. as alterações eram moderadas ou acentuadas. respiração. temperatura da água e posições das gestantes. 2005). Ainda SILVA (2001). Esses cuidados são essenciais para assegurar uma gravidez tranquila e um parto mais consciente (FREITAS JUNIOR. sendo comum o relato das gestantes na melhora de postura. diminuição de edema dos membros inferiores. além da sensação de alívio da sobrecarga corporal e da dor. eram consideradas mínimas ou leves. fez uma pesquisa cujo tema era “Estudo comparativo das alterações posturais entre gestantes sedentárias e praticantes de hidroterapia”. concluiu que as alterações posturais analisadas na vista lateral. estavam diminuídas nas gestantes que praticaram a hidroterapia. Em todas as sessões é necessário que o profissional esteja atento às questões de intensidade do exercício. onde apenas um número reduzido apresentou sinais e sintomas mais relatados em relação as não praticantes de hidroterapia. equilíbrio.

o terapeuta flutua o paciente livremente numa piscina aquecida. pois a compreensão do Watsu®. transportou para as águas aquecidas das piscinas de Harbin Hot Springs (Califórnia). Para entender o Watsu®. 2005). nossa mente deve avaliar cada rica possibilidade de movimentação como recurso terapêutico. ACCACIO. 2001. Durante as sessões. Na filosofia e na medicina oriental. Conhecer a si implica na auto-observação e trabalhar com o outro traz a necessidade da percepção. aceitação e do amor incondicional 91 . porém. dependendo da necessidade do corpo. e a este processo. assim como do Zen Shiatsu. Harold Dull foi o criador do Watsu® em 1980. traz a observação. mas é improvável conseguir traduzir o que só a experiência pode proporcionar. Tentar explicar exatamente o que é o Watsu® é tão difícil quanto procurar entendê-lo. RADL. mais do que isso deve haver uma união das sensações com a conexão de estar com outro de coração. FREITAS JUNIOR.7 WATSU® Watsu® é uma terapia corporal aquática. 2005. SACCHELLI. e a palavra Watsu® é a combinação das palavras inglesa water (água) e do shiatsu (terapia oriental para o reequilíbrio físico e energético do corpo) (FREITAS JUNIOR. alongamentos e massagens do zen shiatsu criados por Masunaga (Japão). o silêncio e o estado de presença em que o ser torna-se mais importante do que o fazer. a mais ou menos 35ºC. Talvez a compreensão desta técnica aconteça no momento em que seja vivenciada. 2005). A saúde esta na confiança do poder de cura natural de nosso próprio corpo. em sua essência. vem do coração e não da mente. deu o nome de Watsu® ou Water-Shiatsu (DULL. se rendendo a filosofia da gentileza. O Watsu®. significa o princípio básico da saúde e o equlíbrio e manutenção da força vital. Nossa racionalidade ocidental nos conduz a essa constante busca. 2007). ao mesmo tempo realiza alongamentos e massageia os pontos de tensão muscular (FREITAS JUNOR.

sua conexão com a respiração que sustenta a vida. psicológico. Este é o mais nutridor de todos os trabalhos corporais (DULL. segurando-a. É apenas “ser” com o outro.. 2001). Essa prática de estar com alguém envolve profundamente a pessoa que realiza o Watsu®. RADL. No solo.. numa intimidade tão profunda. Muitos de seus efeitos sobre o aspecto emocional devem-se à confiança proporcionada por ele. pode levar a pessoa a um relaxamento profundo (FREITAS JUNIOR. é confiada aos braços daquele que faz o Watsu®. Quando se percebe isso.(SACCHELLI. e acontece uma ligação poderosa. esse tipo de sustentação assume um novo significado. ou entre apaixonados. É uma prática tão espiritual quanto qualquer outra forma 92 . esse é o princípio básico do zen shiatsu – o de Ser. Apenas permanece ao lado da dela. O Watsu® nos afeta nos níveis emocional. diminui o peso corporal. tampouco curar a pessoa. mas livre de qualquer exigência emocional ou de dependência. ACCACIO. dando sustentação e flutuamos com ela em qualquer fluxo em que esteja. não Fazer (DULL. pois sem ele a pessoa que recebe o Watsu® poderia afundar. espiritual e físico. 2005). uma ligação que lembra aquela existente entre uma mãe e seu filho. Na água. a sustentação passa a ser contínua. O princípio do zen shiatsu de sustentação contínua assume uma nova dimensão na água. sem qualquer necessidade ou intenção oculta. A aplicação sistêmica dessa técnica em meio aquático. 2007). A própria vida da pessoa. Uma pessoa que aplica o Watsu® chega a cada sessão sem expectativas. aumentando a sensibilidade aos movimentos e combinando a essa mesma técnica com um exercício de respiração ritmada. a que permanece num lugar enquanto a outra trabalha. e o modo como ela lida com as pessoas e a vida em geral. a confiança é estabelecida. 2001). sem a intenção de dirigir o indivíduo a uma experiência específica.. Isso afeta profundamente aqueles que recebem o Watsu® e nunca haviam tido a experiência de estar com alguém a seu lado desta forma. isso é realizado pelo uso da “mão-mãe”..

imerso na água que suavemente o levanta a cada inspiração. Precisamos também dar atenção ao pescoço do paciente. de compressão exagerada dos discos e dos nervos entre as vértebras quando a cabeça cai para trás. Isso concretiza outro princípio do zen shiatsu. isso tornará 93 . À medida que os músculos do pescoço ficam mais relaxados.1 PRECAUÇÕES Todos possuem limites. Também é importante ter conhecimento de seus próprios limites. Flua para estados de consciência aos quais a tensão acumulada ou o trauma negavam acesso. se o terapeuta sentir qualquer comportamento ou toque inadequado. e se necessário interromper a sessão se a pessoa não lhe respeitar (DULL. 2001). com um calor penetrante dissolvendo a tensão de seu corpo. e limites para o grau de proximidade ou intimidade que estas podem aceitar. bem como para um nível de Ser em que existe tal alegria. Sentir a conexão existente no Watsu®. Atinja níveis cada vez mais profundos de relaxamento à medida que seu corpo alonga de uma forma cada vez mais livre. deve deixar claro para a pessoa que esta em seus braços que isso não é aceitável. Com o nariz. paz e plenitude. 7. experienciar a unidade com as pessoas com quem jamais imaginaríamos ter uma ligação revela como somos todos um.de meditação. aumenta o perigo de hiperextensão. que a pessoa com quem trabalhamos é nosso mestre (DULL. 2001). deixe-se flutuar nos braços de alguém. que as causas daquela tensão ou trauma não possam mais sobrecarregá-lo. “A água aquecida é o meio ideal para soltar o corpo. devemos tomar o cuidado de sempre mantê-lo do lado de fora da água. Existem limites para a quantidade de pressão ou de alongamento que as pessoas podem suportar. Isso é Watsu®” (DULL. Já com os ouvidos é muito importante mantê-los dentro da água. 2001). tomando o mesmo cuidado que teríamos com um bebê recém-nascido.

alívio da dor.2 BENEFÍCIOS DO WATSU® A combinação dos efeitos mecânicos. indivíduos agitados. Independente da condição física qualquer pessoa pode receber watsu®. falta de disposição. o corpo pode se mover ou soltar-se para aliviar tensões. redução dos níveis de estresse e ansiedade.possível um melhor estado de relaxamento e aproveitamento da sensação de silêncio. insônia. porém há pessoas que se incomodam com isso. depressão. físico ou sexual. especialmente a coluna. podem relaxar. 2001). 2005). abuso de substâncias químicas (FREITAS JUNIOR. oferecendo benefícios em dores crônicas. 7. adequação do tônus. e todas as partes do corpo. agudas ou intensas. ao contrário de quando estamos deitados no chão. porque sempre existem partes que não recebem a mesma sustentação. 7. provocando um esforço desigual. aumento da circulação periférica. disfunção muscular. melhora da amplitude de movimento. 2005). diminuindo a tensão. melhora da postura. 94 . respiração mais suave. em conjunto com a água aquecida promove os seguintes efeitos terapêuticos: proteção dos músculos. conscientização corporal e liberação do estresse emocional (FREITAS JUNIOR. ansiosos e estressados. pois a água sustenta igualmente todas as partes do corpo. Enquanto um corpo está flutuando. entretanto não se pode contar que todos os músculos irão relaxar da mesma forma (DULL. enxaqueca. vítimas de abuso mental. fisiológicos e psicológicos produzidos pelo watsu®. 2001). sendo necessário a utilização de tampões de ouvido (DULL. perturbações neuromusculares.3 OS EFEITOS DA ÁGUA NO CORPO A sustentação da água irá reduzir a carga sobre os músculos posturais.

O calor da água numa sessão típica de Watsu®. Hanson. estas são mais rápidas e mais largas. Segundo Peixoto. assim podem mascarar a sensação da dor. (1988). as fibras que conduzem a sensação dolorosa tem menor condutividade que as fibras que conduzem estímulos sensoriais. na imersão em água aquecida os estímulos sensitivos competem com os estímulos da dor. resultando no bloqueio da percepção da dor da paciente. a água aquecida leva ao sistema nervoso diversas sensações térmicas que podem “distrair” a percepção da dor. Isso leva o corpo a interromper a tensão e a atividade muscular desnecessária (DULL.A água também irá reduzir a sensação de dor. 320. (2004) apud Norm. 2001). 95 . p. irá incentivar o corpo a reduzir a atividade desnecessária para diminuir a produção de calor.

a sua responsabilidade pela vida. povos ancestrais a reconheciam como Mãe. Porém. a força magnética da lua cheia era reconhecida e auxiliava o trabalho de parto por aumentar o magnetismo da mulher com a terra. Sabe-se que as fases da lua influenciam as marés. estas beberagens também seguiam a observação da lua para o seu preparo (RAMY ARANY. o entendimento das influências da Lua ao planeta Terra. pelo movimento das águas e dos ventos.8 A LUA E A ÁGUA X CICLOS DA GESTAÇÃO E PARTO Hoje a ciência compreende bem as influências da lua em nosso planeta. 2003. Quanto maior a atração da Lua exercida na Terra. já é muito antigo. gestação e o parto também seguiam a sua ciclicidade. concordam os ginecologista e obstetras (GESTANTES. a fecundação. Muitos médicos admitem que há um número maior de nascimentos nos dias de virada ou durante a fase da lua cheia. o calendário era Lunar e o tempo era contado através da continuidade dos ciclos da Lua. “Uma ligação desconhecida entre a Lua e o nascimento”. assim como o preparo da Mãe Terra para o plantio e a colheita. 2010). seus relatos dizem que o número de nascimentos nos hospitais chega a triplicar. 2006). A água também 96 . a força de comando que a Lua exercia sobre a gravidez e o nascimento eram reconhecidos e direcionados perante as suas observações (RAMY ARANY. 2006). pode também agir nas águas dos corpos do seres vivos. SIQUEIRA. 2008). maiores marés se apresentam (RYGAARD. fazendo inclusive com que programem o seu trabalho conforme o calendário lunar. que são o efeito do puxão gravitacional da Lua sobre a superfície dos oceanos. devido a fluidez e a liberdade de movimento da água. Assim como a lua age nas águas do planeta terra. da vida e observavam seus ciclos para organizarem as ações do dia-dia. e nas contrações. também eram utilizadas beberagens naturais para auxiliarem no parto. e no liquido amniótico da grávida. O tempo de gestação era contado pelo seu ciclo de nove luas. nutridora e sustentadora da gestação.

ou em algum lugar que tivesse água´´. no líquido amniótico retomamos a história da vida (ODENT. na tradição japonesa mulheres de aldeias pequenas à beira-mar. A água tem grande poder no parto. 2004). difícil e perigosa (ODENT. Janet Balaskas conta para Odent. Para os cientistas. gravuras sugerem que para algumas tribos africanas o lugar de dar à luz era perto de um rio. os elementos essenciais à vida nunca se juntariam. antes que estas recuperassem o estado normal de consciência. tornam a dilatação do colo do útero mais demorada. No livro A sacralização do nascimento. primeiro brincam na água do mar e então dão a luz na praia. como os índios do Panamá e alguns Maoris da Nova Zelândia (ODENT. que ao fim de uma longa sessão de Yoga com grávidas. Em geral as mulheres sonham em dar a luz num ambiente natural. algumas Aborígenes da Austrália. a água permanece um mistério. 97 . reduz hormônios que são secretados quando se sente frio e medo. Odent (2004) nomeia este poder de propriedades mágicas da água. tais hormônios pertencentes a família da adrenalina. ela lhes perguntou onde mais gostariam de dar a luz. a vida começou no oceano. Cada vez mais se compreende que sem a água. e estão penetrando cada vez mais profundamente nos mistérios dessa molécula milagrosa que faz a vida ser possível. 2004).exerce ações no organismo materno durante toda a gestação e no parto a água aquecida. são expressas através do olhar e do som da água (ODENT. o estágio final do trabalho de parto. muitas pessoas interessadas em estudar o parto na água tem surgido em todo o mundo. mulheres de povos ancestrais davam à luz próximas ao rio ou mar. O parto na água é conhecido em diversas culturas. e as respostas foram em comum. ´´na água. davam à luz no mar. 2004). 2004). No filme Respiração. que precede as últimas contrações é simbolizado pelo oceano com suas ondas agitadas. A água sempre foi o símbolo da mãe em todos os lugares e em todas as épocas. as emoções da mulher em trabalho de parto.

começamos a imaginar a profundidade do trabalho com água e mulheres grávidas. o quanto o atendimento de Watsu® com gestantes pode beneficiá-las durante toda a gestação e trabalho de parto.Sendo assim. 98 .

1 Tipo de pesquisa A pesquisa teve caráter experimental não controlado. baseada na aplicação da técnica de Watsu® em gestantes.2.2 Seleção das voluntárias Foram recrutadas gestantes através de divulgação em associações relacionadas à gestação. Casa Ângela (Casa de Parto da Comunidade Monte Azul) e divulgação por mídia eletrônica. 9.9 MATERIAIS E MÉTODOS 9.2. foram adotados os seguintes critérios: 99 . Para admissão ao estudo.1 MATERIAIS Piscina aquecida a 35 graus Touca (opcional) Maio ou biquine Flutuadores para membros inferiores.: 56 x 5 x 1 cm Chinelos Toalhas 9. qualitativa e quantitativa.2 MÉTODOS 9. em especial o GAMA (Grupo de Apoio a Maternidade Ativa). Med. sendo ela uma pesquisa mista.

Labirintopatia. .Idade gestacional inferior a 12 semanas de gestação. . 9.1 Critérios de inclusão Foram incluídas neste estudo gestantes com idade superior a 18 anos e idade gestacional entre 12 e 29 semanas.Doenças infecto-contagiosas transmissíveis por ar ou água. . .Traqueostomizadas. . .Cardiopatia.2.1 Critérios de exclusão Foram excluídas do estudo gestantes com risco gestacional ou contraindicações à terapia Watsu® : .Febre (temperatura axilar acima de 38º C).2. .Trabalho de parto prematuro na gestação atual. .Presença de ferimentos cutâneos abertos.Nefropatias e/ou Infecção urinária grave. .Ausência de reflexo de tosse. .2.Antecedente de trabalho de parto prematuro. .2. que apresentassem dores osteomioarticulares de início durante a gestação. .9. . .Sangramento vaginal após a 12ª semana de gestação.1. .Hipertensão arterial crônica ou pré-eclâmpsia. 100 .Antecedente de hipotensão arterial sintomática.Doenças que causem dificuldade para regular a temperatura corporal.Disfunções tireoidianas.Epilepsia. . .Incontinência fecal.

Sensibilidade a produtos químicos utilizados para higiene da piscina. 9. Após concordância na participação. sendo claramente informadas sobre os objetivos e condutas da pesquisa. .2..2. Aeroporto / Campo Belo. localizado na Rua Álvaro Nunes. 101 . seus benefícios. cientes de que poderiam se desligar da pesquisa a qualquer momento se necessário.2.2.2 Acompanhamento médico. São Paulo. assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (APÊNDICE A).4.3 Descrição do local Todos os atendimentos foram realizados na Piscina do Espaço Terapêutico Natu Saúde.4 Descrição e apresentação dos procedimentos 9. e trouxeram uma autorização por escrito dos mesmos para realizar as sessões com segurança e consentimento médico. contra-indicações e objetivos da pesquisa.1 Termo de consentimento livre e esclarecido As gestantes que se enquadrassem nos critérios de seleção foram convidadas a participar do estudo.Presença de doenças que levem a redução do tônus muscular.4. ciência e autorização Todas as gestantes informaram o médico que as acompanhava em pré-natal sobre a terapia Watsu®. 9. 9. 121 – Jd.

deixe as suas pernas afastadas para ter uma boa base. que a sessão se inicia com as costas da pessoa apoiada na parede e assim também se finaliza. dificuldade em se entregar.5. Todos os movimentos realizados na técnica do Watsu® são suaves e nenhum deles apresenta contra-indicação durante a gestação.1 Antes de começar Para que se possa realizar um atendimento de Watsu® com segurança.2.2 Começando na parede Este é o momento de explicar para quem esta sendo atendido. esteja consciente de como se sente.5 Técnica de Watsu® As gestantes selecionadas foram submetidas a oito sessões de Watsu®. 9. Toda sessão segue uma sequência de movimentos do Watsu® nível 1. desconfortos.2. Sempre lembre-a de que deve lhe avisar caso sinta incômodos. com duração de aproximadamente 50 minutos cada.2. 2001). conforme você 102 . proporcionando todos os possíveis benefícios desta terapia é necessário sempre a realização da anamnese. ou necessidade de ir ao banheiro. Neste momento inicial podemos dizer palavras como: ´´Sinta todo o seu corpo. Segue a denominação e descrição de cada movimento da sequência utilizada: 9. problemas no corpo que podem se agravar com pressões e alongamentos (DULL. uma vez por semana. devidamente adaptados às condições de cada participante. saber das condições físicas e emocionais de seu parceiro é importantíssimo. podem apresentar medo de água. em piscina aquecida a 35 graus.9.5. encontre uma posição confortável. algumas pessoas não sabem nadar.

realizando um leve deslize para a lateral de seu pé mais distante da cabeça do parceiro na expiração.2. e assim segue-se na expiração deixando que os pés deste afundem e na inspiração levantem. o antebraço esquerdo apoia o occipital e o antebraço direito apóia o sacro. 9. este movimento segue quando se encontrou um ritmo respiratório em comum com seu parceiro. e ao final de cada expiração. onde seu parceiro se encontra flutuando em nossos braços.5. entregue-se à agua. retornando na inspiração (DULL.3 Dança da respiração Este é o primeiro movimento realizado. 9. 2001).5. ao expirar fazemos um movimento com o 103 . 2001).2. 9.2.6 Oferecendo suave Viramos de frente para o nosso pé mais próximo da cabeça do parceiro.5.5 Liberando a coluna Exploramos uma alternação de movimentos com os braços que vão gradualmente serpenteando a coluna suavemente (DULL. afunde no vazio. 2001).inspirar deixe que a água a levante sem esforço. 2001). Quando estiver pronta para iniciarmos de alguns passos para frente``(DULL. Aqui o corpo de seu parceiro dança através do movimento de levantar com a inspiração e afundar com a expiração (DULL.2. 9.4 Balanço da respiração Em continuidade o afundar e levantar.5. seguindo o fluxo da nossa respiração.

fazemos movimentos circulares com o braço que apoia os joelhos. 9. na inspiração o puxamos de volta e realizamos o movimento para o outro lado (DULL.7 Oferecendo com uma perna.5. 2001).2. este movimento produz um alongamento da sua coluna (DULL.parceiro.5. os joelhos de parceiro devem ir em direção ao peito.5.2. 9. 9. o que produz um movimento circular nos quadris de quem recebe (DULL. 104 . e realizamos os mesmos movimentos do oferecendo suave (DULL. a cada expiração.2. 9. 2001).10 Sanfona rotativa Realizamos o mesmo movimento da sanfona. 2001). Após o sentamos verticalmente. 2001).9 Sanfona Ainda com os braços nos mesmos locais de apoio do movimento anterior. estendendo-o para acima de nossos pés. como se o oferecêssemos a cada expiração.5. sem sentá-la verticalmente.8 Oferecendo com duas pernas Realizamos os mesmos movimentos do oferecendo suave porém agora com o antebraço direito apoiamos os dois joelhos do parceiro (DULL. 2001). braços abertos Agora o antebraço do sacro de forma fluida e harmoniosa vai apoiar a parte de traz do joelho.2.

2001). conseguimos alcançar todo o seu braço e vamos massageá-lo seguindo a nossa respiração. quando inspiramos também mudamos o peso para nossa perna esquerda e cada vez que expiramos mudamos o peso de volta para a nossa perna direita.9.5. isto traz um balanço para o movimento (DULL. a levantamos e deslizamos nosso ombro direito por baixo dela (DULL.15 Mão no ponto mestre coração Quando massageamos todo o braço. porém agora com a perna de fora (DULL. chegamos à mão. 2001).5.5.2. 9. cada compressão acompanha nossa expiração. 9.2. 2001).5. realizamos um movimento em circulo com esta perna (DULL.11 Rotação de perna de dentro Realizamos o mesmo movimento da sanfona rotativa.13 Perna de fora por cima Com a perna de fora em nossa mão.5.14 Pressionando o braço Com a perna do parceiro em nosso ombro.12 Rotação de perna de fora Realizamos o mesmo movimento da rotação com a perna de dentro. então a seguramos 105 .2.2.2. agora com o braço apoiando somente a perna que esta mais próxima de nosso corpo. 2001). 9. até completar todo o braço. 9.

18 Cabeça no ombro oposto Quando o parceiro estiver voltado para nós.16 Puxando o braço ao redor Seguramos o punho do parceiro. 9. 2001).5. empurramos o seu joelho na direção do peito ao mesmo tempo vamos aproximando a cabeça do parceiro até que ele se mova para cima do nosso ombro oposto.5. este movimento faz com que o parceiro se incline hora para a nossa direção.2. 2001). soltamos o seu braço e seguramos a parte de trás do joelho com o nosso punho direito (DULL. a cada expiração passamos nosso peso para frente.5.5. e puxamos o seu braço para cima. 2001). pegamos a parte superior do braço esquerdo do parceiro. firmado contra o nosso pescoço (DULL. o pescoço do parceiro deve ficar confortavelmente seguro. 9.2. 9.2. A cada expiração puxamos 106 . ombro correspondente ao braço que está empurrando. hora para a direção contrária (DULL.19 Balanço braço e perna Seguramos o joelho com o nosso punho direito e com a nossa mão esquerda.com o nosso polegar pressionando o meio da palma da mão (DULL. deixando a sua cabeça deslizar para a nossa mão esquerda. e a cada inspiração passamos nosso peso para trás.17 Pêndulo Agora o parceiro está com a cabeça em nossa mão esquerda e perna em nosso punho direito.2. nos abaixamos na água. 2001). 9.

2001). 9. enquanto com a nossa mão deslizamos o braço para trás de nossas costas (DULL.5. A cada inspiração. voltando à primeira posição. 107 . movendo o seu corpo para a direita. 9.20 Joelho ao tórax Passamos a nossa mão esquerda por cima do ombro e por baixo da coxa do parceiro. 2001).2. escorregue para a curva de nosso cotovelo.5. 2001). seguramos por cima do joelho esquerdo do parceiro.2. reunimos a mão direita a esquerda e com as duas mãos.a perna do parceiro na direção do peito. direcionamos o braço do parceiro para trás de nossas costas. puxamos o braço do parceiro. movendo o seu corpo para a esquerda (DULL. Caso seja difícil manobrar o braço deste modo.21 Voltar para a primeira posição Deixamos que a cabeça do parceiro que se encontra em nosso ombro direito. que são iguais a primeira parte. realizadas no início da sessão. porém agora com a cabeça do parceiro deitada em nosso braço direito. exploramos movimentos com a perna e neste processo. seguramos esta posição por um tempo (DULL. podemos sustentar os quadris do parceiro levantando a nossa perna. pressionamos o joelho para o lado do peito na medida em que ficamos em pé nos esticando. PARTE II Realiza-se novamente a dança da respiração e o balanço da respiração.

Viramos esta mesma mão. acima do nosso pé mais próximo do pé do parceiro.2. deixamos que a cabeça escorregue para uma de nossas mãos enquanto nos viramos de frente para o centro empurrando o quadril com a outra mão para iniciar o próximo movimento (DULL. em vez de trocar as mãos embaixo do occipital. iremos segurar o braço de dentro pelo punho e puxá-lo num círculo. porém. e um passo para trás com o pé mais próximo da cabeça do parceiro.24 Vôo Livre Quando terminarmos uma virada acima do nosso pé mais próximo ao pé do parceiro.2. cruzando diretamente à sua frente. feito de um modo mais dinâmico (mais rápido). Depois do último oferecimento. deixando a palma para baixo. diminuímos o ritmo enquanto a outra mão empurra lentamente contra o quadril para virar o parceiro. cruzando nossa frente. 2001). tracionando a coluna. dando um passo para frente com o pé mais próximo do pé do parceiro. 2001).9. enquanto nossa mão se 108 .5.23 Empurrar e puxar – oito Uma das mãos puxa o occipital. segurando o occipital entre o polegar e o indicador. No final do puxão. Trocamos a mão que está embaixo da cabeça e aumentamos o ritmo para puxar do outro lado.22 Oferecimento Simples Movimento também igual ao início da sessão. Enquanto o parceiro movimenta-se. Movimentamos o ombro do parceiro por cima do nosso ombro.2. não paramos e levemente colocamos a mão que empurrou o quadril embaixo da cabeça. sustentando o occipital com aparte superior do braço.5. 9. 9. A parte do antebraço dará sustentação a parte superior das costas.5. Pode-se realizar este movimento várias vezes (DULL.

25 Balanço esterno – sacro Ainda embaixo da água. depois fazemos uma pressão contra o alto do sacro com a mão direita (DULL. 2001). 9. realizamos uma pressão suave contra o peito ao expirarmos. Mantendo contato com o peito para ter uma boa tração. Com as costas da mão direita. Suave. Com a palma para cima. procuramos um ponto de equilíbrio. 2001) 9.2. puxando para endireitar e alongar a coluna (DULL. os dedos apontando para o lado oposto. para ter um balanço amplo e para impedir que os pés atinjam o fundo (DULL.5. como um garçom segurando uma bandeja.2. levantamos o parceiro. 2001) 9. Mantendo o corpo fora da água enquanto batemos rapidamente com nossos pés no fundo da piscina.27 Ondulando a coluna Embaixo da água com o pé direito à frente e o esquerdo para trás. de modo que provoque movimentos ondulatórios na coluna do parceiro.2.estende por baixo do corpo do parceiro e a rodeia até posicionar-se sobre o centro do coração.5.26 Alongando a coluna Mantemos o occipital na mão que se encontrava no peito. É importante manter o parceiro de lado o máximo que for confortável.5. Não 109 . e o ombro o máximo possível embaixo do quadril. alongando a coluna. ritmicamente. sustentamos a parte inferior do quadril puxando o parceiro de lado. firma-se os dedos da outra mão no alto do sacro. Endireitamos este braço e puxamos o parceiro acima do nosso pé que está mais próximo da cabeça dele. Com o outro ombro bem embaixo do quadril. pressionamos firmemente contra o alto do sacro a cada inspiração.

9. sem quebrar o fluxo. desde a dança da respiração até algas. procurando achar o ponto de equilíbrio do nosso parceiro. É hora de sentir a quietude do corpo (DULL. Logo após damos continuidade com próximo movimento.5. 2001). 2001). Deixamos as ondas diminuírem.5. Realizamos a rotação para o segundo lado.29 Acompanhar movimento Permanecendo na quietude.28 Quieto Sustentamos a cabeça com a mão esquerda aberta e relaxada. e iniciamos novamente todos os movimentos que foram descritos na segunda parte. 110 . 2001). deslizamos o ombro esquerdo sob a cabeça do parceiro (DULL. tomando o devido cuidado para que nenhuma parte das costas arqueie e se estenda demais.2. seguindo qualquer movimento lento espontâneo pelo qual sentimos ser levados. com nossas mãos na cabeça e no sacro.2. 9. devemos ficar atento a qualquer tendência de movimento. Depois de ficarmos parados por um tempo. Deixando o mesmo flutuar perfeitamente imóvel em nossa frente.30 Algas Permanecemos embaixo da água para dar o maior apoio possível para o pescoço e. Quando notamos que o movimento esteja completo.2.se deve pular ou balançar.5. seguramos com as duas mãos os quadris. mantendo o apoio na cabeça e no sacro sem nenhum movimento (DULL. movimentamos lentamente o parceiro de um lado para o outro como uma alga (DULL. 2001). 9.

enquanto damos um passo para frente da parede.5.32 Sela Aberta Enquanto sustentamos a parte superior das costas com a mão direita. pegando o joelho do parceiro com a parte de trás do nosso joelho enquanto nos abaixamos dentro da água. em cima do nosso outro joelho. Logo após levamos a cabeça para o outro lado repetindo os movimentos.31 Quatro na parede Estando ainda no segundo lado. a mão esquerda passa por cima da perna de fora e seguramos a mesma. A cabeça esta deitada sobre nosso braço direito. apoiamos o pé esquerdo sobre o joelho direito ou na panturrilha. assim os joelhos do nosso parceiro ficara em cima dos nossos.5. Com a perna direita esticada. com a mão direita seguramos a cabeça puxando o tronco do parceiro para cima até a posição vertical. que ainda estava seguro por nossa mão esquerda. e a cabeça deve estar apoiada no canto superior do peito do lado direito. Os quadris do parceiro devem cair entre nossas pernas. Apoiamos nossas costas na parede e descansamos a cabeça do parceiro em nosso peito. Abaixamos nossa perna que se encontrava apoiada no nosso joelho e com isso a perna do nosso parceiro também abaixará.2. Pisamos pelo lado de dentro da perna que abaixou.2.PARTE III 9. 9. 2001). sustentando as costas com o antebraço direito (DULL. Colocamos então o outro joelho. seguramos os dois joelhos com o antebraço esquerdo. ficando do lado de dentro da nossa panturrilha direita. Onde poderemos explorar todas as partes do corpo que estarão a nossa disposição para serem massageadas. de frente para nós. sendo que nesta passagem de um lado para o outro podemos ainda realizar uma tração no 111 .

2001). 2001).2. pressionando suavemente e balançando com a respiração (DULL.2.34 Acompanhar os movimentos Estando totalmente parados.2.5.5. 2001).pescoço (DULL. iremos prestar atenção e seguir lentamente qualquer movimento ou tendência a se mover que surja do parceiro (DULL.33 Tração do pescoço Passamos a cabeça do parceiro para a mão esquerda e com as duas mãos seguramos a cabeça na nossa frente. 2001). 9. 9.2. 9. levando nossa mão direita sobre o centro do coração.5. Depois colocamos a mão no coração (DULL. 9. com o polegar num dos lados do umbigo e os outros dedos abertos do outro lado. balançando e pressionando suavemente a cada expiração.5. levantando-a para alongar o pescoço (DULL. 2001). 112 .35 Perna de dentro no ombro Passamos nossa mão direita por baixo da perna de dentro e colocamos essa perna sobre nosso ombro direito.36 Ninar do Hara Colocamos a mão direita no hara (abdome). levantando e mantendo o contato com a inspiração.

Retiramos gradualmente as duas mãos do corpo do parceiro. colocando a mão direita no coração enquanto passamos para a frente do parceiro podendo apoiar nossos joelhos contra os dele. colocamos nossa mão esquerda sobre a cabeça. trazemos os joelhos o mais perto possível do peito.6. Puxamos a perna de dentro na nossa direção enquanto abaixamos criando uma base bem ampla.6 Descrição dos procedimentos de mensuração e análise de dados quantitativos 9.2. e pegamos em suas mãos afim de mantê-las mais próxima da superfície. enquanto a perna de fora do parceiro escorrega do nosso braço direito empurrando-a para longe. Depois soltamos o pescoço gradualmente e com a nossa mão direita ainda sobre o coração.37 Voltar para a parede e finalizar Estando próximo da parede. foi utilizado o questionário de Qualidade de Vida – Versão Abreviada (WHOQOL-BREF) da Organização Mundial de Saúde (APÊNDICE B). com a palma sobre o terceiro olho e as pontas dos dedos tocando levemente o alto da cabeça. Trabalhamos o pescoço com a mão esquerda. girando de um lado para o outro lentamente. Sustentamos o pescoço e o occipital com a mão esquerda. 9.2. Ficamos em pé na água. Logo após retiramos nossas mãos e nos afastamos agradecendo o espaço (DULL. Apoiamos as costas do parceiro (ainda na vertical) contra a parede. e com a cabeça do parceiro sobre o braço esquerdo. Trata-se de 113 . sustentando abaixo do lado mais próximo do quadril com nosso joelho esquerdo.2001).1 Avaliação da Qualidade de Vida Com o intuito de avaliar os efeitos da técnica de Watsu® na qualidade de vida das gestantes.2. usamos nossa coluna ereta como um eixo. com o antebraço direito sob os dois joelhos.9.5.

O WHOQOL-bref é feito de 26 questões. diferente do WHOQOL-100 onde cada uma das 24 facetas é avaliada a partir de 4 questões. devido à necessidade de instrumentos curtos que demandem menor tempo de preenchimento. 1998). na percepção do próprio indivíduo. 1996. que também utilizou este questionário para avaliar os efeitos da atividade física na qualidade de vida de gestantes. à dor máxima. WHOQOL GROUP. insuportável. Os dados que deram origem à versão abreviada foram extraídos do teste de campo de 20 centros em 18 países diferentes. Uma análise fatorial confirmatória foi realizada para uma solução a quatro domínios. sendo assim: Zero é ausência 114 . sendo possível essa verificação através do trabalho de Abeche (2008). Este instrumento visa quantificar a dor. Assim o WHOQOL-Bref é composto por 4 domínios: Físico. Tal questionário é bastante utilizado para avaliar a qualidade de vida e tem validação quanto à sua aplicação em gestantes e puérperas. 9. na qual o zero corresponde à ausência de dor e o dez. Silva e Baciuk (2008).uma versão abreviada e traduzida para o português do WHOQOL-100. desenvolvido pelo Grupo de Qualidade de Vida da OMS. mas que preservem a sua eficácia e características psicométricas satisfatórias (OMS. Relações Sociais e Meio. e o trabalho de Abdal.2 Avaliação das Dores Osteomioarticulares Foi aplicada a Escala Visual Analógica da Dor (APÊNDICE C) antes e após cada um dos atendimentos. 1996. O questionário foi aplicado antes do primeiro atendimento e ao final da última sessão. que utilizou o WHOQOL-bref para avaliar a qualidade de vida em puérperas adolescentes. numa escala gráfica graduada. Psicológico. sendo duas questões gerais e as demais 24 representam cada uma das 24 facetas que compõe o instrumento original.ambiente (OMS. no WHOQOL-bref é avaliada por apenas uma questão. Assim.6.2. WHOQOL GROUP. 1998).

parto e pós-parto. sendo a sua utilização validada durante o período gestacional. suas experiências com a terapia Watsu® e a percepção da influência do tratamento em sua vida durante o período analisado.6. acompanhando seu declínio utilizando analgesia. e estão apresentados individualmente para cada gestante e também os dados gerais do grupo estudado. de 4 a 6. que utilizou a EVA durante o parto para a mensuração da dor. 9. de 1 a 3 a dor é classificada como leve e que não atrapalha as atividades. as pacientes foram orientadas a descrever de forma escrita. no qual a EVA é utilizada durante a gestação para mensuração da dor lombar e pélvica visando reconhecer os efeitos de um método de exercícios da melhoria destas dores. causa descontrole.6. como visto no trabalho de Abrão (2008).4 Análise dos dados Os dados quantitativos foram tabulados em planilha do software Microsof Excel para Windows® 2003. no trabalho de Alves (2008) que utilizou a EVA para a avaliação da dor pré e pós-parto normal.3 Coleta de dados qualitativos Em cada uma das sessões e ao final do tratamento. 9. no trabalho de Martins e Silva (2005). Foi realizada comparação dos escores de dor antes e após cada sessão pelo teste t para amostras pareadas e a evolução da dor ao longo das oito sessões foi avaliada utilizando-se a Análise de 115 . de 7 a 9 dor forte ou incapacitante que impede que se realize qualquer atividade e 10 dor muito forte e insuportável ou "excruciante" que. mas não as impede. Esta escala é amplamente utilizada para a mensuração da dor.2.da dor.2. além de impedir atividades. espontaneamente. dor moderada que atrapalha as atividades.

Todas estas comparações foram feitas utilizando-se o software SPSS (Statistical Package for Social Sciences) para Windows versão 17. 116 .0. Os escores de qualidade de vida no início e ao final do tratamento foram também comparados pelo teste t para amostras pareadas.Variância (ANOVA) para medidas repetidas.

1 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA A tabela 1 apresenta as características das gestantes estudadas e a tabela 2 apresenta os dados relacionados às gestações anteriores e preferência pela via de parto. idade gestacional de início. 2010. 10. com o objetivo de verificar os efeitos da terapia Watsu® no alívio de dores osteomioarticulares e na qualidade de vida durante a gestação. Gestante Idade (anos) IG de início* Doenças Medicamentos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 35 29 32 28 36 32 28 37 34 38 28 *IG: Idade gestacional 25 semanas 15 semanas 29 semanas 12 semanas 28 semanas 25 semanas 16 semanas 19 semanas 27 semanas 16 semanas 27 semanas Não Não Não Não Não Diabetes tipo 1 Não Não Não Não Artrose cervical Não Não Não Não Não Insulina Não Não Não Não Não 117 . no período de agosto a outubro de 2010. risco gestacional. Descrição dos dados de cada participante por: idade. doenças e medicamentos. Tabela 1. São Paulo.10 RESULTADOS Neste estudo foram avaliadas 11 gestantes. submetidas a oito sessões de Watsu® com duração de 50 minutos por sessão e frequência semanal.

Gestante 1 2 3 4* 5 6 7 8 9 10 11 Gestações 1 1 1 3 1 1 1 1 1 1 1 Filhos Vivos 0 0 0 2 0 0 0 0 0 0 0 Preferência da via de parto Natural Normal Normal Normal Normal Normal Natural/ Na água Natural Natural Natural/ Domiciliar/ Na água Normal/ Natural *Gestante 4: antecedente de 1 parto normal e 1 cesárea 118 .Tabela 2. 2010. São Paulo. filhos vivos e preferência de via de parto na gestação atual. Apresentação dos dados das participantes em relação às gestações e partos anteriores.

2 CARACTERIZAÇÃO DA DOR O gráfico 1 apresenta os tipos de dor relatados pelas participantes durante todo o estudo. Algumas gestantes apresentaram mais de um tipo de dor ao longo das sessões. Frequência dos tipos de dor relatados pelas participantes. Gráfico 1.10. Tipos de Dor e Frequência Dor lombar Dor em Abdome Dor Torácica Dor cervical Cefaléia Dor em Membros Cãimbra Dor Articular Tensão Muscular 0 1 8 3 3 3 2 2 1 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 119 .

independentemente do tipo de dor relatado.3 APRESENTAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA DOR POR PARTICIPANTE Os gráficos de 2 à 12 mostram a evolução da dor por paciente. inserimos relatos escritos pelas participantes a respeito da percepção dos resultados ao longo do tratamento. As linhas azuis representam o escore de dor pela Escala Visual Analógica antes da sessão e as linhas vermelhas representam os escores de dor após a mesma sessão. Observamos consistentemente que houve melhora dos níveis de dor iniciais após todas as sessões. 120 . sendo que na maioria das sessões a gestante referia pontuação zero na EVA ao final da sessão. antes e após cada uma das sessões de Watsu® realizadas. estão apontados os tipos de dor relatados em cada uma das sessões. Duas gestantes (1 e 6) queixavam-se de dores osteomioarticulares na avaliação inicial para seleção das participantes. Abaixo de cada um dos gráficos.10. Além dos gráficos. no entanto no primeiro dia de atendimento tiveram pontuação zero na EVA.

não tenho queixas...1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 1) ´´ Me senti muito bem.1.10. Em relação à dor. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 1 antes e após cada sessão de Watsu®..´´ 121 .3. Estou mais fortalecida. dorsal e lombar.1 Gestante 1 Na avaliação inicial.. Percebo maior inchaço nas mãos e pernas. a Gestante 1 apresentava queixa de dores na coluna cervical. Gestante 1 Escores de dor 10 8 6 4 4 2 Antes Após 3 0 1 0 Sessão 2 2 2 0 0 Sessão 6 3 0 Sessão 7 1 0 Sessão 8 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 0 Sessão 1 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Tipos de Dor Nenhuma dor Cãimbra Lombar Articulação Articulação Nenhuma dor Cervical Nenhuma dor 10. com diminuição das cãimbras.. Gráfico 2.3..

10.3.2 Gestante 2

Gráfico 3. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 2 antes e após cada sessão de Watsu®.
Gestante 2
10
Escores de Dor

8 6 5 4 2 1 0

5 1
Ses s ão 1( c ef a léia)

2 0
( Dor lo mba)

2 0
Ses s ão 2( c ef a léia)

3 1 0
(Dor lo mbar)

3 0
(c ef alé ia)

1 0
(c ef alé ia)

0
(Dor lo mbar)

2 0
(c ef alé ia)

4 2
( Dor lo mbar)

3 1
(c ef alé ia)

0
(nenhu ma dor )

0
Antes

Ses s ão 1( Dor lombar )

Ses s ão 3

Ses s ão 4

Ses s ão 5

Ses s ão 2

Ses s ão 3

Ses s ão 4

Ses s ão 6

Ses s ão 6

Ses s ão 7

Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Lombar Lombar Lombar Lombar Cefaléia Lombar

Tipos de Dor Cefaléia Cefaléia Cefaléia Cefaléia Nenhuma Dor Cefaléia Nenhuma Dor Nenhuma Dor

Nenhuma Dor Nenhuma Dor

10.3.2.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 2)
´´ Tive menos dores de cabeça, e também pouco senti a lombar. Tenho me sentido um pouco ansiosa e tensa, mas são questões particulares.´´

Ses s ão 8

(nenhu ma dor )

Após

122

10.3.3 Gestante 3

A Gestante 3, não realizou a última sessão pois já havia iniciado o seu trabalho de parto.

Gráfico 4. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 3 antes e após cada sessão de Watsu®.
Gestante 3
10 8
Escores de dor

6
6 5 4

5 2

5 3 2

Antes Após

2

0
0 Sessão 1

0
Sessão 2

0
Sessão 3

0
Sessão 4

0
Sessão 5

0
Sessão 6

0
Sessão 7

Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7

Tipos de Dor Lombar Lombar Lombar Lombar Lombar Lombar Lombar

10.3.3.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 3)
´´ No começo o intervalo da dor era de 3 dias, após a terceira sessão o intervalo aumentou para 7 dias.´´

123

10.3.4 Gestante 4

Gráfico 5. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 4 antes e após cada sessão de Watsu®.
Gestante 4
Escore de dor
10 8 6 4 4 2 0 0

0
(nenhu ma dor )

2 0
(Dor lo mbar)

2 0
(c ef alé ia)

2 0
(c ef alé ia)

0
(nenhu ma dor )

2 0
(Dor lo mbar)

2 0
c orpo)

3 2 0
(c ef alé ia) (nenhu ma dor )
Antes Após

(Dor lo mbar)

Ses s ão 4

Ses s ão 5

(Dor no

Ses s ão 1

Ses s ão 3

Ses s ão 2

Ses s ão 6

Ses s ão 7

Ses s ão 7

Ses s ão 7

Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6

Tipos de Dor Lombar Nenhuma dor Lombar Cefaléia Cefaléia Nenhuma dor

Sessão 7 (Dor 1) Lombar Sessão 7 (Dor 2) Corpo Sessão 7 (Dor 3) Cefaléia Sessão 8 Nenhuma dor

10.3.4.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 4)
´´ Quando comecei a praticar o Watsu, não poderia imaginar o bem que ia trazer para mim. Agora minhas semanas estão ótimas, não tenho mais dor.´´

Ses s ão 8

124

10. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 5 antes e após cada sessão de Watsu®.´´ 125 ... e no dia seguinte quase sem nenhuma queixa ou nenhuma.durmo muito bem na noite de quinta (que acontece o atendimento).3.5. Gestante 5 10 8 Escores de dor 8 6 5 4 5 4 3 3 1 0 0 Sessão 5 Antes 4 Após 4 2 1 0 Sessão 2 1 0 Sessão 6 Sessão 3 Sessão 4 0 Sessão 7 Sessão 8 0 Sessão 1 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Tipos de Dor Lombar Lombar Lombar Torácica Torácica Torácica Torácica Torácica 10.3.5 Gestante 5 Gráfico 6. O fim de semana é mais cansativo.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 5) ´´ Fico muito relaxada após o Watsu..

10.6. principalmente no dia em que faço o Watsu.3. a Gestante 6 apresentou pontuação zero na EVA em praticamente todas as sessões. durante os atendimentos subsequentes. Gestante 6 Escores de dor 10 8 6 4 2 Antes Após 0 2 0 Sessão 2 0 Sessão 3 0 Sessão 4 0 Sessão 5 0 Sessão 6 0 Sessão 7 0 Sessão 8 0 Sessão 1 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Tipos de Dor Nenhuma dor Abdominal Nenhuma dor Nenhuma dor Nenhuma dor Nenhuma dor Nenhuma dor Nenhuma dor 10.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 6) ´´ Não sinto mais as dores lombares como no inicio.6 Gestante 6 Apesar de referir dor lombar durante a primeira consulta de seleção.3. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 6 antes e após cada sessão de Watsu®. Gráfico 7.´´ 126 . fiquei mais calma e menos ansiosa e estou dormindo bem melhor. na questão emocional.

Me sinto no entanto mais ansiosa e com apetite maior..7 Gestante 7 Gráfico 8.´´ 127 .´´ ´´ Percebo que as dores melhoraram bastante.10.3. Gestante 7 Escores de dor 10 8 6 4 Antes Após 2 2 3 1 0 Sessão 2 2 0 Sessão 5 2 0 Sessão 6 2 0 Sessão 7 2 0 Sessão 8 0 0 Sessão 1 0 Sessão 3 0 Sessão 4 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Tipos de Dor Membros Membros Nenhuma dor Membros Torácica Coluna Torácica Tensão Muscular 10. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 7 antes e após cada sessão de Watsu®.7. porém não senti necessidade de tomar medicamento. logo após a sessão não sentia mais nada..1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 7) ´´ Na sessão estava me sentindo bastante dolorida e estressada. porém após a saída da academia percebi que as dores começaram a voltar e voltou aos poucos.3.

Gestante 8 Escores de dor 10 8 6 6 4 3 2 0 5 2 0 ( Dor lo mbar) 5 1 (Dor lo mbar) 6 4 2 1 (Dor lo mbar) ( Dor lo mbar) 7 4 1 (Dor c e rv ic al) (Dor lo mbar) Antes Após 2 0 (Dor lo mbar) 3 0 (Dor to rác ic a) Ses s ão 1 (Dor lo mbar) Ses s ão 3 Ses s ão 5 Ses s ão 7 Ses s ão 2 Ses s ão 6 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Ses s ão 4 Tipos de Dor Lombar Lombar Lombar Torácica Lombar Lombar Sessão 7 (Dor 1) Lombar Sessão 7 (Dor 2) Cervical Sessão 8 Lombar 10.´´ Ses s ão 7 Ses s ão 8 128 . assim como sono mais tranquilo.3. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 8 antes e após cada sessão de Watsu®.10.8. além de uma sensação geral de relaxamento e bem estar.8 Gestante 8 Gráfico 9. as dores tem sido mais constantes (na lombar) principalmente quando fico muito tempo em pé. Mas logo após o atendimento sempre sinto um alivio muito grande nessa região.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 8) ´´ Com a barriga aumentando.3.

Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 9 antes e após cada sessão de Watsu®.3.9 Gestante 9 Gráfico 10. Gestante 9 Escores de dor 10 8 6 5 4 2 2 0 6 4 0 ( Dor lo mba) 5 2 0 (Dor lo mbar) 3 0 membr os ) 3 0 (Dor lo mbar) 0 (Dor lo mbar) 0 (Dor lo mbar) 2 0 (Dor lo mbar) 0 (Dor lo mbar) Antes Após (Dor lo mbar) Ses s ão 1 Ses s ão 2 Ses s ão 3 Ses s ão 4 (Dor em Ses s ão 5 Ses s ão 6 Ses s ão 7 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Ses s ão 4 Tipos de Dor Lombar Lombar Lombar Sessão 4 (Dor 1) Lombar Sessão 4 (Dor 2) Membros Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Lombar Lombar Lombar Nenhuma dor 10. As dores praticamente sumiram e fico mais tranquila por mais tempo.10.3.´´ Ses s ão 8 129 .9.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 9) ´´ Muito melhor.

Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante10 antes e após cada sessão de Watsu®. Gestante 10 Escores de dor 10 8 6 4 3 Antes Após 3 2 0 Sessão 2 3 0 Sessão 4 3 1 1 0 Sessão 6 3 0 Sessão 7 2 0 0 Sessão 1 0 Sessão 3 0 Sessão 8 Sessão 5 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Tipos de Dor Lombar Lombar Lombar Lombar Lombar Lombar Nenhuma dor Lombar 10.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 10) ´´ Durmo profundamente na noite após a sessão e fico bem ao resto da semana. Sono tranquilo e mais profundo.´´ ´´ Praticamente ausência de dor durante toda a semana.3.10 Gestante 10 Gráfico 11.`` 130 .10.10.3.

11 Gestante 11 Gráfico 12. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 11 Gestante 11 Escores de dor 10 8 6 5 4 3 2 0 4 2 0 (Dor to rác ic a) (nenhu ma dor ) 5 1 (Dor to rác ic a) 5 0 (Dor lo mbar) 6 5 0 (Dor lo mbar) 6 2 2 0 (Dor lo mbar) 4 2 (Dor c e rv ic al) 5 3 1 0 Antes 0 (Dor to rác ic a) (Dor lo mbar) (Dor to rác ic a) (Dor to rác ic a) (Dor lo mbar) Após Ses s ão 4 Ses s ão 5 Ses s ão 6 Ses s ão 7 Ses s ão 1 Ses s ão 3 Ses s ão 4 Ses s ão 5 antes e após cada sessão de Watsu®.3. Ses s ão 2 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 (Dor1) Sessão 4 (Dor2) Sessão 5 (Dor1) Sessão 5 (Dor2) Sessão 6 (Dor1) Sessão 6 (Dor2) Sessão 6 (Dor3) Sessão 7 Sessão 8 Tipo de Dor Torácica Nenhuma dor Torácica Torácica Lombar Torácica Lombar Torácica Lombar Cervical Lombar Lombar 10.10. dormi melhor. a dor melhorou e permaneceu bem por 3 dias.11.´´ Ses s ão 6 Ses s ão 6 Ses s ão 8 131 .1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 11) ´´ Me senti muito bem.3.

em 70 (80. Resposta da dor às sessões de Watsu® em relação ao total de sessões realizadas.10. Gráfico 13. 132 .4 EFEITO GLOBAL DO WATSU® Conforme mostra o gráfico 13. em nenhuma das sessões. na comparação entre a EVA inicial e a EVA ao final do atendimento. Não houve piora ou manutenção dos mesmos escores de dor.50%) sessões houve melhor completa da dor (pontuação zero na EVA) e melhora parcial (redução dos escores na EVA) em 17 (19. observamos que. ao final das 87 (100%) sessões realizadas.50%).

Diferença nos escores de médios de dor antes e após cada sessão de Watsu®.001 0.001 0.017 0.60 ± 1.83 3. Tabela 3.4. A gestante 6 foi excluída desta análise por não apresentar dor de natureza osteomioarticular durante o período das sessões.40 ± 2.002 0.17 1.49 1.80 P** Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 <0.33 ±1. Diferença nos escores de dor antes Sessão e após as sessões Média ± Desvio-Padrão* 3.057 **p-valores para o Teste t para amostras pareadas 133 .001 0.10.00 ±1.70 ± 1.011 0.41 2.26 1.00 ± 2.30 ± 2.16 2. evidenciando efeito significativo da terapia Watsu® na redução da dor após as sessões.70 ± 1.1 Avaliação do grupo quanto à resposta da dor ao tratamento A tabela 3 apresenta os resultados do grupo quanto à evolução da dor após cada uma das sessões.07 2.006 0.

foi realizada análise de variância (ANOVA) para medidas repetidas.167). A gestante 6 também foi excluída desta análise. comparando-se os escores médios de dor antes das sessões. Escores médios de dor antes do início das sessões ao longo do tratamento com Watsu®. Conforme observa-se no gráfico 14.Para avaliação do efeito de longo prazo. 134 . não foi observada redução significativa nos escores de dor ao longo do tempo. ao longo do tempo. Análise de variância (ANOVA) para medidas repetidas (p=0. Gráfico 14.

75 84.70 43.36 ±15. Os dados são apresentados por Domínio: Físico. aferida pelo WOQOL-BREF.43 50. a média de qualidade de vida mais baixa se encontrava no âmbito físico e a média mais alta no âmbito social.19 ±10.00 0.84 76.00 50.56 35.89 ±3.33 91.91 ±14.67 0. Psicológico.77 12. houve aumento nos escores de percepção da 135 .25 93.75 19. no início do tratamento e ao final das oito sessões de Watsu®. Tabela 4.082 18.97 ±14. Relações Sociais e Meio Ambiente.50 25. ANTES DO TRATAMENTO Domínio Média ± DP* Mínimo Máximo Média ± DP Mínimo Máximo AO FINAL DO TRATAMENTO P** Físico Psicológico Relações Sociais Meio Ambiente Avaliação geral da qualidade de vida Avaliação geral da saúde 57.75 0.00 41.70 68.5 QUALIDADE DE VIDA A tabela 4 apresenta os resultados referentes à qualidade de vida.54 71.29 95.88 12.18 ±1.75 19.88 12.05 ±19.53 18.80 ±9.00 83.71 50.50 18.736 61.00 89.89 ±2.38 67.70 ±14.18 ±1.00 0.67 65.75 25.51 ±12. Resultados da avaliação da qualidade de vida das gestantes obtidos pela utilização do WHOQOL-bref antes e após as sessões de Watsu®.082 *DP: Desvio-Padrão **p-valores para o Teste t para amostras pareadas Observamos que antes das sessões de Watsu®.00 46.120 18.83 91.67 75. Após as oito sessões de Watsu®.75 69.079 0.50 18. bem como a avaliação geral da qualidade de vida e da saúde feitas pelas participantes.10.98 31.008 0.

Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Físico antes e após as oito sessões de Watsu® (Whoqol Bref) Qualidade de Vida Domínio Físico 100 80 89 79 57 61 50 46 71 71 64 46 36 64 57 64 68 57 46 57 57 75 61 82 Pontuação 60 40 20 0 Inicio Final Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que a maioria das gestantes apresentou melhora no domínio físico após as oito sessões de Watsu®. no entanto apenas o domínio psicológico apresentou diferença estatisticamente significativa entre os grupos. 10.1 Avaliação Individual da Percepção de Qualidade de Vida por Domínios Os gráficos 15 a 20 apresentam os dados de percepção da Qualidade de Vida com os resultados individuais das participantes. Gráfico 15. em relação a cada um dos domínios. 7 e 9 (Gráfico 15).qualidade de vida em todos os domínios. com exceção das gestantes 5. antes e após o tratamento com Watsu®. 136 .5.

Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Psicológico antes e após as oito sessões de Watsu®. e da gestante 7 que apresentou diminuição deste (Gráfico 16). (Whoqol Bref) Qualidade de Vida Domínio Psicológico 120 100 80 83 67 71 79 7983 67 50 7175 58 83 83 67 71 58 50 58 88 79 96 75 Inicio Final Pontuação 60 40 20 0 Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que houve uma melhora geral no domínio psicológico das gestantes após as oito sessões de Watsu®. com exceção da gestante 9 que manteve este domínio sem alterações. 137 .Gráfico 16.

para as gestantes 1. 5 e 6. 7. Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Relações Sociais antes e após as oito sessões de Watsu®. 9 e 11 após as oito sessões de Watsu®. 4. 8 e 10 este domínio se manteve sem alterações. (Whoqol Bref) Qualidade de Vida Domínio Relações Sociais 100 80 60 67 67 67 75 83 75 92 92 67 58 75 75 5050 75 83 92 75 75 75 Inicio Final Pontuação 42 40 20 0 50 Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que houve uma melhora no domínio das relações sociais das gestantes 2. 138 .Gráfico 17. houve diminuição deste (Gráfico 17). e para as gestantes 3.

Gráfico 18. 7. e 9 que apresentaram diminuição deste domínio (Gráfico 18). com exceção das gestantes 3. 139 . (Whoqol Bref) Qualidade de Vida Domínio Meio Ambiente 100 80 60 84 78 8488 94 81 75 66 50 69 56 72 5356 44 31 53 44 34 78 69 53 Inicio Final Pontuação 40 20 0 Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que houve uma melhora geral no domínio meio ambiente após as oito sessões de Watsu®. Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Meio Ambiente antes e após as oito sessões de Watsu®.

mas para as gestantes 1. antes e após as oito sessões de Watsu®. 4 e 11. a qualidade de vida se manteve para a maioria. Percepção global da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref. (Whoqol Bref) Auto Avalliação da Qualidade de Vida 30 25 25 20 Pontuação 25 19 19 1919 19 19 19 19 19 1313 19 19 19 19 1919 19 25 19 15 10 5 0 Inicio Final Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que pela percepção das participantes. 140 .Gráfico 19. houve uma melhora (Gráfico 19).

8 e 11. antes e após as oito sessões de Watsu®.Gráfico 20. houve uma melhora (Gráfico 20). Percepção global da Saúde pelo WHOQOL-bref. (Whoqol Bref) Auto Avaliação da Saúde 30 25 25 20 Pontuação 25 1919 1919 19 19 13 19 19 19 1919 19 Inicio Final 1919 19 19 19 19 19 15 10 5 0 Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que pela percepção das participantes. 141 . mas para as gestantes 4. a saúde se manteve para a maioria.

Da figura 1 à 37. caso haja escada e ela necessite de ajuda.1 Antes de começar É importante auxilar uma mulher grávida a entrar na piscina. Figura 1. não apresentamos fotos. apresentamos fotos de cada movimento realizado com as grávidas e a descrição das adaptações que foram necessárias.6 SEQUÊNCIA DE WATSU® ADAPTADA PARA GESTANTES Toda a sequência de Watsu® utilizada neste trabalho foi explicada no Capítulo Material e Métodos. 142 . é interessante utilizar os flutuadores com maior diâmetro acima dos joelhos. 10. Em movimentos repetidos e livres.6.10. Antes de começar. A utilização de flutuadores em gestantes é ótima para manter a sua lombar alongada livre de pressões e lhe passar segurança nos movimentos.

quando estiver pronta para iniciarmos. sinta o seu bebê e se permita aproveitar este momento que é de vocês.10. esteja consciente de como esta se sentindo. Começando na parede. 143 .6. de alguns passos para frente`` Figura 2.2 Começando na parede Neste momento inicial podemos dizer palavras como: ´´Sinta todo o seu corpo.

10. Dança da respiração.6. Figura 3.3 Dança da respiração Em uma gestante. nos dias frios podemos manter a sua barriga imersa para que não sinta frio. ↕ 144 .

Balanço da respiração.10. 145 .5 Liberando a coluna Figura 5.4 Balanço da respiração Figura 4. Liberando a coluna.6. ↔ 10.6.

146 . braços abertos.6.10.6. 10.6 Oferecendo suave Figura 6. Figura 7. braços abertos Sempre que realizamos um movimento de apoio do joelho cuidamos para não forçar a perna da gestante contra o seu abdome. Oferecendo com uma perna. Oferecendo suave.7 Oferecendo com uma perna.

9 Sanfona Com gestantes. realizando um movimento suave de sanfona. como se estivéssemos sentando-a de forma deitada. respeitando o limite da barriga com as pernas. apenas deixamos que a cada expiração os quadris afundem.10. 147 . 10. Sanfona.6. Oferecendo com duas pernas. abrindo e fechando.6. Figura 9.8 Oferecendo com duas pernas Figura 8.

Sanfona sentada.6. Sanfona rotativa.10 Sanfona rotativa Figura 11.Figura 10. 148 . 10.

10. na altura da articulação do cotovelo. Rotação de perna de fora.6. Rotação de perna de dentro.12 Rotação de perna de fora Figura 13. 10.6.13 Perna de fora por cima Para gestantes.10.11 Rotação de perna de dentro Figura 12.6. então mantemos a sua perna apoiada em nosso braço. 149 . esta posição dependendo do tamanho da barriga pode fazer com que a perna comprima o seu abdome.

14 Pressionando o braço Muitas vezes não será possível alcançar todo o braço da gestante. pois a sua perna não estará sobre nosso ombro.10.6.6. 150 . sendo assim massageamos até onde conseguimos alcançar. Mão no ponto mestre coração.16 Puxando o braço ao redor Figura 15. Puxando o braço ao redor. 10. 10.15 Mão no ponto mestre coração Figura 14.6.

Pêndulo. 10. e com a outra mão segurar a cabeça dela. Figura 17.17 Pêndulo Figura 16.6. levando-a ao seu ombro oposto. para levar a cabeça dela ao seu ombro oposto será necessário soltar seu joelho.6. empurra-lo para o lado esquerdo de seu corpo.10. Levando a cabeça no ombro oposto. 151 .18 Cabeça no ombro oposto Para gestante muitas vezes não será possível realizar este movimento da maneira orientada.

puxar seu braço esquerdo e também realizar alguns movimentos circulares com a sua perna segurando-a pelo flutuador. empurrando-a neste sentido até que as pernas se dobrem e você consiga acessá-las. 152 .6.Figura 18. então. 10. será possível com o nosso braço esquerdo.19 Balanço braço e perna Para gestantes. sendo assim colocamos pés dela contra a parede. se isto não a incomodar. muitas vezes não estaremos com o nosso punho direito segurando o seu joelho pois modificamos a manobra para colocar a sua cabeça em nosso ombro. Cabeça no ombro oposto. Pode ser difícil alcançar a sua perna devido ao tamanho da barriga. como também podemos realizar alongamentos puxando o seu joelho lateralmente.

Figura 19. Balanço perna. Figura 20. Balanço braço. 153 . Figura 21. Pegando a perna.

Voltar para a primeira posição.6.20 Joelho ao tórax Este movimento quando realizado em gestantes deve ser bem observado para que o alongamento da perna ocorra bem lateralmente sem gerar pressão no abdome. 10. Primeira posição do segundo lado.6.21 Voltar para a primeira posição Figura 22. 154 . PARTE II Figura 23.10. no terceiro trimestre pode gerar incômodo. quando isto ocorrer este deve ser excluído.

10. 10.6.10. 155 .24 Balanço esterno – sacro Figura 26. Empurrar e puxar – oito. Balanço esterno – sacro. Vôo livre.6.22 Empurrar e puxar – oito Figura 24.23 Vôo livre Figura 25.6.

10. Ondulando a coluna. Alongando a coluna. ↕ 156 .26 Ondulando a coluna Figura 28.25 Alongando a coluna Figura 27.6.10.6.

demostrando amor ao bebê. 157 . Algas. Figura 30.28 Algas Neste movimento podemos colocar a mão da grávida e a nossa em sua barriga. mas para algumas mulheres colocar a mão em suas barrigas pode ser muito intimo.10. Quieto.27 Quieto Figura 29. 10.6.6.

Figura 32.29 Quatro na parede Neste movimento devido ao tamanho da barriga. Pode aproveitar para colocar os braços dela sobre a própria barriga. Figura 31. 158 . Quatro na parede abraçando o peito.PARTE III 10. o que não traz nenhum problema. pode ser que as duas pernas da grávida não fiquem apoiadas sobre a sua.6. de forma a abraçar seu bebê. Quatro na parede abraçando a barriga.

Figura 33.31 Perna de dentro no ombro Não realizamos este movimento com gestantes por sua perna pressionar seu abdome. Sela fechada. 10.6. Dependendo do tamanho da barriga. 159 . coloca-la na sela aberta pode ser muito difícil. neste caso é aconselhável realizar a sela aberta.10.30 Sela (aberta ou fechada) Em algumas grávidas que se sentem enjoadas na posição sentada. seguindo do movimento do quatro na parede.6. este movimento pode ser excluído.

10. colocar as mãos dela no abdome. algumas mulheres podem sentir-se incomodadas caso um homem realize este movimento. 160 .32 Ninar do Hara Sem que a perna da gestante esteja sobre nosso ombro. 10. Ninar do Hara. e no coração.33 Voltar para a parede e finalizar Como a mulher esta grávida é interessante neste momento de finalização. Figura 34. por ser bastante intimo. realizando um gesto de amor entre mãe e bebê.6.6. podemos colocar nossa mão e até ouvido em seu abdome de forma a transmitir cuidado e amor para seu bebê.

Figura 36. Figura 37. 161 . Voltando para parede. Mão em abdome e coração. Finalizando.Figura 35.

Existem outros métodos para avaliação de dor. 2005. 2008. cãimbras e tensão muscular. não simplesmente ausência de doença´´ (WHO. Apesar de tratar-se de um estudo piloto. por reunir efeitos em todos os aspectos do ser integral. cervical. necessários para promover saúde. em especial a terapia Watsu®. A avaliação quantitativa das dores osteomioarticulares foi obtida empregandose a Escala Visual Analógica da Dor.11 DISCUSSÃO O presente estudo apresenta resultados pioneiros da utilização da terapia Watsu® no alívio de dores osteomioarticulares e na qualidade de vida durante a gestação. Além disso. As participantes apresentavam localizações variáveis de dor: na região lombar. ABRÃO. ALVES. optamos por selecionar duas variáveis quantitativas de avaliação que pudessem mostrar o benefício fisiológico. inclusive para o grupo das gestantes (MARTINS E SILVA. Nesse contexto. Obtivemos ainda uma avaliação qualitativa. pudemos observar melhora de dores osteomioarticulares e melhora da qualidade de vida no domínio psicológico após oito sessões da terapia. dores que poderiam não ser de natureza osteomioarticular e que não foram. no entanto a EVA foi a escolhida por estar amplamente validada na literatura. incluindo benefícios fisiológicos e psicológicos. por meio da percepção da qualidade de vida aferida pelo WHOQOL-bref. algumas também se queixaram de cefaléia e dor abdominal. região torácica. de acordo com a OMS. bemestar e qualidade de vida. e o benefício psicológico e de qualidade de vida. por meio dos relatos das gestantes ao longo do tratamento. O Watsu® traz uma proposta prática de tratamento integral à gestante. a Hidroterapia. 2008). cuidando de todos os aspectos do seu ser. membros e articulações. mental e social. 1998). com pequeno número de gestantes. Por estes mesmos motivos. por meio da avaliação do efeito sobre as dores. foi escolhida dentre as terapias da Naturologia para este estudo. que define a saúde como ´´Um estado total de bem-estar físico. 162 .

a estabilização observada pode ser um efeito da terapia. as dores tem sido mais constantes (na lombar) principalmente quando fico muito tempo em pé. a prática de Watsu® em gestantes promoveu alívio de dores osteomioarticulares após todas as sessões. lidar com as dores de uma mulher grávida é saber que aquele processo causador e desencadeante do estímulo da dor pode continuar e até se agravar no desenvolvimento gestacional. pudemos observar melhora completa e/ou parcial imediatamente após todas as sessões de Watsu®. assim como sono mais tranquilo. Sendo assim. não permitindo estabelecer quantitativamente a duração do efeito de cada uma das 163 . além de uma sensação geral de relaxamento e bem estar. Para todos os tipos de dor. Nessas condições. para que a percepção da dor diminua. além de trazer benefícios musculares. são resultantes de adaptações necessárias à gestação. articulares e posturais. é possível compreender como a gestante sente a intensidade da dor aumentando na medida em que a sua gestação avança: ´´ Com a barriga aumentando. Em especial. evidenciando importante melhora de curto prazo.´´ (Gestante 8) Desta maneira. as dores osteomioarticulares. Observando o relato que se segue. sensação do toque). Assim. avaliadas neste estudo. Além disso. Tem caráter contínuo e persistente. devemos considerar que as aferições foram feitas com intervalo de sete dias. apesar de não ter sido evidenciada redução na dor de longo prazo. a terapia Watsu® pode substituir estímulos dolorosos por prazerosos (calor da água.portanto. tendendo a se intensificar com o avanço da gestação. Mas logo após o atendimento sempre sinto um alivio muito grande nessa região. podendo persistir até o seu final e desaparecer somente após a recuperação e reestabelecimento completo do organismo para os níveis prévios à gestação.

Agora minhas semanas estão ótimas.sessões. 164 . Numa avaliação qualitativa.. O fim de semana é mais cansativo. conforme pode ser evidenciado pelos relatos abaixo.´´ (Gestante 5) ´´ Muito melhor.. muitas participantes relataram manutenção do efeito analgésico do Watsu® no decorrer da semana entre as sessões. após a terceira sessão o intervalo aumentou para 7 dias. As dores praticamente sumiram e fico mais tranquila por mais tempo.´´ (Gestante 4) ´´ Fico muito relaxada após o Watsu. percebemos que a prática de Watsu® promoveu benefícios adicionais como a melhora no sono para algumas gestantes. dormi melhor. a dor melhorou e permaneceu bem por 3 dias´´ (Gestante 11) Observando os relatos acima e também o próximo.durmo muito bem na noite de quinta (que acontece o atendimento). não tenho mais dor.´´ (Gestante 9) ´´ Durmo profundamente na noite após a sessão e fico bem ao resto da semana. ´´ No começo o intervalo da dor era de 3 dias. e no dia seguinte quase sem nenhuma queixa ou nenhuma.´´ (Gestante 3) ´´ Quando comecei a praticar o Watsu. não poderia imaginar o bem que ia trazer para mim.´´ (Gestante 10) ´´ Me senti muito bem.

apoio e nutrição emocional que necessitavam. planejamentos e preocupações. necessitando de todo cuidado psicológico possível. Para tanto. decidimos avaliar o seu efeito em outros aspectos que envolvem o ser como um todo. estou dormindo bem melhor. Apesar da grande dificuldade na mensuração de um conceito tão abrangente quanto a qualidade de vida. fiquei mais calma e menos ansiosa. O Watsu® lhes ofereceu o cuidado. tais resultados também poderiam atingir significância. O domínio físico e a avaliação global da qualidade de vida e da saúde apresentaram resultados próximos da significância estatística. amparo. são grandes cuidadoras. utilizando o Questionário de Qualidade de VidaVersão Breve (WHOQOL-bref) (OMS. WHOQOL GROUP. Outra possível explicação para a ausência de efeito significativo no Domínio Físico é o fato de que as adaptações e dores tendem a se agravar conforme o a gravidez evolui. optamos por este questionário por estar traduzido para o português. 1998). gestantes são mulheres se preparando para serem mães. 1996. possivelmente. Em relação aos domínios Relações Sociais e Meio Ambiente. ou seja. com o aumento do tamanho amostral. SILVA. 2008). 2008. com aplicação validada e comprovada também nas gestantes (ABECHE. A melhora no domínio psicológico pode ser explicada. principalmente no dia em que faço o Watsu. com muitas responsabilidades. uma vez que. avaliamos o efeito do Watsu® na qualidade de vida das gestantes. o efeito não 165 . fazendo com que se sintam cuidadas.´´ (Gestante 6) Para que não restringíssemos os efeitos de uma terapia tão profunda em apenas um âmbito como o físico.´´ Não sinto mais as dores lombares como no início. na questão emocional. Pudemos observar aumento nos escores médios de percepção da qualidade de vida em todos os domínios. BACIUK. sendo que. ABDAL. no entanto houve diferença estatisticamente significativa apenas para o domínio psicológico.

quer sejam frases ditas. amigos e colegas de trabalho. bem como o comportamento de indivíduos que as cercam. mostramse insatisfatórias para suprir as novas necessidades da gestante e seu filho. as relações sociais e familiares podem exercer grandes influências sobre a grávida. prisão de ventre. sem diferença estatisticamente significativa na comparação entre o resultado inicial e final. Não encontramos outros estudos que aferissem a qualidade de vida após a 166 . Adamchuk e Tecchio (2007). Os autores constataram que o alívio das dores na coluna tinha duração de horas. sensação de peso e cansaço. cujos. ou posturas tais como ausência de atenção de familiares. Isso pode estar relacionado ao pequeno tamanho amostral nesse projeto piloto e também pelo fato de que está intimamente relacionada ao cômputo global dos demais domínios. Além disso. as quais receberam dez atendimentos individuais de Watsu® e obtiveram como resultado melhora em todos os parâmetros avaliados: ocorrência de dor na coluna vertebral. há duas questões que propõem uma auto-avaliação global da qualidade de vida e da saúde dos avaliados. Os benefícios que encontramos em relação à qualidade de vida e no tratamento de dores durante a gestação com o uso do Watsu® já foram relatados em estudo realizado por Dal'Pozzo.significativo da terapia pode ser explicado pela complexidade dos seus interferentes. estados de depressão. Ao final do formulário do WHOQOL-bref. foi encontrada maior pontuação ao final do tratamento. angústia e insegurança quanto à gravidez. passam a ser observadas sob um novo prisma e muitas vezes. formigamento e cãimbras. O trabalho não descreve os métodos de avaliação de cada um destes parâmetros. não dependem apenas das gestantes. que avaliaram cinco gestantes. dias ou mesmo chegando ao alívio completo para alguns dos casos. mas sim de condições do ambiente no qual estão inseridas. O efeito da terapia nesse caso seria apenas indireto. falta de ar ou cansaço ao respirar. E as condições do meio ambiente. Em relação a essas duas questões. edema de mãos e pés.

de maneira mais específica. utilizando questionários validados e padronizados. acompanhados da interação terapeuta/ interagente. Outro estudo com Watsu®. na percepção do bebê dentro do útero. J). verificou os efeitos do Watsu® na terceira idade. com duração 60min por sessão. Estes relatos mostram o Watsu® atuando em níveis mais profundos do que os métodos de avaliação seriam capazes de mensurar. fase de muita alegria. Estes resultados ficam ainda mais evidentes pelo fato de que o grupo tratado com Watsu® apresentava escores iniciais de dor mais intensos do que o outro grupo. o que difere muito da realidade de gestantes e a fase da vida a qual se encontram. E. G. sendo que 13 pessoas receberam atendimentos com Watsu® e as outras 10 pessoas receberam uma técnica de relaxamento assistido. realizado por Acosta (2010). F. Os resultados obtidos não mostraram melhora na qualidade de vida aferida pelo WHOQOL-bref. Esses resultados foram justificados pelo fato de que o idoso se encontra em uma fase da vida na qual passa por degenerações fisiológicas. D. H. I. podem ser melhor compreendidos pelas próprias palavras das gestantes que resumem o todo de suas experiências nos anexos (A. sugerindo que a demanda por eficácia clínica foi maior para o grupo de Watsu®. na qual a ocorrência de diversos sintomas. com oito voluntários que receberam oito sessões de Watsu® realizadas uma vez por semana. Os outros efeitos apresentados pelo Watsu®. acompanhadas por doenças e desequilíbrios emocionais relacionados ao fim da vida. O trabalho realizado pela Naturóloga Machado (2007). nos diversos domínios. Sua amostra foi constituída de 23 participantes. Obteve-se como resultado efeito significativo na redução da dor de ambos os grupos pela EVA. Entre eles podemos citar a atuação do Watsu® no relaxamento. avaliou o impacto do método Watsu® sobre os sintomas de depressão e ansiedade como co-fatores da percepção da dor. dor e alterações emocionais não tem a conotação patológica ou permanente. C.terapia. B. 167 .

aumento do vínculo entre mãe e filho, promoção de bem-estar, prazer, liberdade, paz, tranquilidade, alegria e satisfação com a vida, diminuição do estresse, tensão, agitação e ansiedade, sensação de acolhimento, apoio e amparo, veículo de autoconhecimento e superação de limites, contato consigo mesma, aumento da percepção corporal e de sentimentos e proporciona um estado meditativo. Ainda, a terapia foi relatada como algo novo e mágico que possibilita ir além dos sentidos comuns de percepção. No desenvolvimento deste trabalho, não encontramos dificuldades na realização dos atendimentos ou ocorrência de eventos adversos entre as participantes. Inicialmente, esperávamos observar queda da pressão arterial relacionada à temperatura elevada da água e a labilidade pressórica da gestante, sendo que já havíamos nos preparado para lidar com esta situação, interrompendo o atendimento, monitorando a pressão arterial, posicionando a gestante em decúbito lateral esquerdo e oferecendo água com sal até o restabelecimento. Caso a participante apresentasse tais sintomas durante duas sessões consecutivas, seria excluída do estudo. No entanto, nenhuma paciente apresentou tais sintomas e nenhum procedimento foi necessário. Também não foi observada nenhuma complicação gestacional durante o período do estudo, tais como trabalho de parto prematuro ou internações por motivos clínicos. As únicas dificuldades encontradas foram a necessidade de adaptação de diversos movimentos, devido à anatomia da mulher grávida e a impossibilidade de realizar alguns movimentos que gerassem pressão na região abdominal, pois poderiam ser prejudicais para o bebê. Desta maneira, desenvolvemos adaptações para as gestantes, conforme apresentado nos resultados. As gestantes têm necessidades diferentes entre si, tanto pela fase da gestação em que se encontram, quanto por características individuais, em termos emocionais, físicos e sintomas que apresentam, assim como todos os aspectos que

168

englobam a individualidade de cada ser. Foi possível observarmos isto, pois uma participante apresentava necessidade de um tipo de alongamento que para outra causava incômodo, algumas participantes sentiam enjôo com movimentos de giro e posições que as colocavam sentadas, outras sentia falta de ar em determinada posição, outras necessitavam de mais conversa antes de iniciar a sessão, algumas choravam, outras sorriam, outras dormiam e sonhavam. Em suma, a prática causou diferentes efeitos, reações e percepções nas diferentes gestantes. Seguem alguns relatos das diversas participantes ocorridos logo após a sessão para ilustrar estas observações:

´´Fazia muito tempo que eu não me sentia assim tão bem´´

´´Será que eu sou tão boba assim? É normal chorar em toda sessão?´´

´´Eu entrei uma pessoa na água e sai outra´´

´´Eu deixei todas as dores na água´´

´´ Nossa eu entendi como está meu bebê no meu útero´´

´´Nossa eu relaxei tanto, acho que eu até sonhei´´

´´Eu gosto muito de vir aqui e receber Watsu, eu relaxo muito´´

´´Quando as sessões acabarem o que eu vou fazer da minha vida? Risadas´´

´´Esta sendo muito especial para mim``

169

´´Ai que gostoso, sinto ele mexer tanto``

Outro ponto a ser considerado é a escolha do terapeuta homem ou mulher, da maneira que for mais adequada para a mulher. Algumas gestantes tem a possibilidade de trabalhar terapeuticamente a relação com a figura masculina em sua vida com um terapeuta homem, por exemplo, naquelas que sentem falta de presença e cuidado do parceiro. Outras, porém, podem se sentir extremamente incomodadas com o fato de um homem estar próximo delas. Tudo isto deve ser observado, respeitado e acolhido pelo terapeuta que a acompanha. Desta maneira, o presente estudo contribui para a confirmação da aplicabilidade, segurança e eficácia da terapia Watsu® durante a gestação, no alívio de dores osteomioarticulares e na promoção de qualidade de vida. Trata-se de um estudo piloto e são necessárias novas pesquisas para melhor evidenciar estes e outros benefícios da terapia Watsu® durante a gestação, inclusive comparando-a a outras terapias disponíveis. Em especial, devido às restrições de tratamentos medicamentosos durante a gestação, a terapia Watsu® pode trazer maior alívio para desconfortos comuns durante o período gestacional e que são frequentemente negligenciados ou insatisfatoriamente tratados, como as dores osteomioarticulares. As adaptações de movimentos desenvolvidas durante o presente estudo estão disponíveis para a aplicação por outros profissionais, uma vez que se mostraram factíveis, seguras e bem toleradas pelas participantes. Além disso, o trabalho mostra a profundidade desta terapia que estende seus efeitos benéficos nos níveis físico e psicológico e aponta para outros benefícios como a melhora do sono e tantos outros relatados pelas participantes no presente estudo. Contribui, ainda para ampliar e aprofundar o trabalho do Naturólogo durante o período da gestação.

170

3.12 CONCLUSÃO O presente trabalho. que avaliou a eficácia de oito sessões de Watsu® no tratamento de dores osteomioarticulares e promoção da qualidade de vida durante a gestação. Promoveu melhora da qualidade de vida no Domínio Psicológico das gestantes. 171 . segura e de fácil aplicação durante a gestação. Promoveu importante alívio imediato das dores osteomioarticulares nesse período. 2. evitando o aumento das dores a longo prazo. Foi bem tolerada. permitiu concluir que a terapia Watsu®: 1.

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Termo de Consentimento Livre e Esclarecido) TCLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Os efeitos da Hidroterapia no Alívio de Dores Osteomioarticulares e na Qualidade de Vida Durante a Gestação Estamos convidando você a participar de uma pesquisa sobre a utilização do Watsu®. caso você apresente alguma doença durante as semanas de terapia. usada para melhorar dores e desconfortos durante a gestação e também melhorar a qualidade de vida global durante a gravidez. Portanto.Trabalho de parto prematuro ou contrações uterinas antes do trabalho de 180 . cuidadosamente planejada para oferecer conforto e relaxamento. Nesse estudo. Nesse caso.14 APÊNDICE(S): (APÊNDICE A – TCLE. você deverá informar os pesquisadores: . Se você aceitar participar do estudo. especialmente alguma das condições listadas abaixo. eles serão interrompidos. produzido os sintomas de “pressão baixa”. não incluiremos participantes com gestações de risco. que é um tipo de terapia na água. fará 10 sessões de Watsu®. com intervalo de uma semana entre elas e duração de aproximadamente de 50 minutos. a prática será interrompida e serão realizados cuidados para normalizar a pressão arterial. Se você sentir qualquer desconforto durante os movimentos dentro da água. Em algumas participantes mais sensíveis. tontura e náuseas. tais como mal-estar. O Watsu® é uma técnica que usa movimentos suaves dentro de piscina aquecida. em piscina aquecida a 35ºC. A prática de Watsu® é segura durante a gestação para você e para seu bebê. a temperatura alta da água pode levar a queda da pressão arterial.

. .Sangramento vaginal. Karen Cristine Abrão. Alguma consideração ou dúvida sobre a ética da pesquisa entre em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) – Rua Casa do Ator nº294.Problema na função renal ou Infecção urinária. É garantida a liberdade da retirada de consentimento a qualquer momento e deixar 181 .Labirintite. .Incontinência fecal. que poderão ser encontradas no endereço: Alameda Ribeirão Preto nº 118.Convulsões.Infecções. . sob a Orientação do Prof. . você terá acesso as profissionais responsáveis pela pesquisa. . Jéssica Moraes Sogumo.Feridas na pele. . . para o esclarecimento de eventuais dúvidas. a Sra.Pressão alta. Telefone (11) 2912-2746. alunas do curso de Naturologia da Universidade Anhembi Morumbi. .br. . Antônio Maria Cardozo Acosta e a Co orientação da Profa. Aline Tarraga de Almeida e Sra. Em qualquer etapa do estudo. Dra. Telefone (11) 3253-2378 e Rua: Baltar nº84 – Vila Califórnia.Sensibilidade a produtos químicos utilizados para higiene da piscina. 7º andar – fone (11) 3847-3033 – e-mail: pesquisa@anhembi.Febre (temperatura acima de 38º C).parto. 161 – Bela Vista.Doenças da tireóide. .Problemas no coração. As responsáveis pelo estudo são Aline Tarraga de Almeida e Jéssica Moraes Sogumo. . apt.

assim como a utilização dos dados e material coletado. sem penalidades ou prejuízo ou perda de qualquer benefício que eu possa ter adquirido ou no meu atendimento neste Serviço. antes ou durante o mesmo. Não haverá despesas pessoais para a participante em qualquer fase do estudo. apenas para a pesquisa e trabalhos na área. Concordo voluntariamente em participar deste estudo e poderei retirar o meu consentimento a qualquer momento. Aline Tarraga de Almeida e Sra. não sendo divulgado a identificação de nenhuma paciente. sem prejuízo à continuidade de seu tratamento na Instituição. Ficaram claros para mim quais são os propósitos do estudo. Também não há compensação financeira relacionada à sua participação. descrevendo o estudo “Os efeitos da Hidroterapia no Alívio de Dores Osteomioarticulares e na Qualidade de Vida Durante a Gestação”.de participar do estudo. As pesquisadoras comprometem-se a utilizar os dados e o material coletado. como fotos. Eu discuti com a Sra. As informações obtidas serão analisadas em conjunto com outros participantes. A participante terá o direito de se manter atualizada sobre os resultados que sejam do conhecimento das pesquisadoras. Jéssica Moraes Sogumo sobre a minha decisão em participar nesse estudo. seus desconfortos e riscos. as despesas ocorrerão por conta das pesquisadoras. Acredito ter sido suficientemente informada a respeito das informações que li ou que foram lidas para mim. as garantias de confidencialidade e de esclarecimentos permanentes. os procedimentos a serem realizados. como fotos. ______________________________________ Assinatura do paciente/representante legal Data 182 . Ficou claro também que minha participação é isenta de despesas. apenas para a pesquisa e trabalhos na área.

______________________________________ Assinatura da testemunha Data Para casos de participantes analfabetos. ______________________________________ Assinatura do responsável pelo estudo. semi-analfabetos ou portadores de deficiência auditiva ou visual. Aline Tarraga de Almeida _______________________________________ Assinatura do responsável pelo estudo. Declaro que obtive de forma apropriada e voluntária o Consentimento Livre e Esclarecido deste paciente ou representante legal para a participação neste estudo. Jéssica Moraes Sogumo 183 .

prazeres e preocupações. tomando como como referência as duas últimas semanas.Brasil ___________________________________________________________________________ Instruções Este questionário é sobre como você se sente a respeito de sua qualidade de vida. Marcelo Pio de Almeida Fleck Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre. aspirações. Nós estamos perguntando o que você acha de sua vida. Se você não tem certeza sobre que resposta dar em uma questão.Questionário de Qualidade de Vida – WHOQOL-bref da Organização Mundial de Saúde) WHOQOL-bref Versão em português ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA Coordenação do Grupo WHOQOL no Brasil Dr. nada Muito pouco médio muito completamente Você recebe dos outros o apoio de que necessita? 1 2 3 5 184 . Esta. saúde e outras áreas de sua vida. tenha em mente seus valores. Portanto.(APÊNDICE B . por favor. Por exemplo. poderá ser sua primeira escolha. Por favor responda a todas as questões. muitas vezes. pensando nas últimas duas semanas. você deve circular o número 4 se você recebeu "muito" apoio como abaixo. uma questão poderia ser: Muito pouco nada médio muito completamente Você recebe dos outros o apoio de que necessita? 1 2 3 4 5 Você deve circular o número que melhor corresponde ao quanto você recebe dos outros o apoio de que necessita nestas últimas duas semanas. escolha entre as alternativas a que lhe parece mais apropriada. Por favor.RS .

mais ou menos nada muito pouco bastante extremamente 3 Em que medida você acha que sua dor (física) impede você de fazer o que você precisa? O quanto você precisa de algum tratamento médico para levar sua vida diária? O quanto você aproveita a vida? Em que medida você acha que a sua vida tem sentido? O quanto você consegue se concentrar? Quão seguro(a) você se sente em sua vida diária? 1 2 3 4 5 4 1 2 3 4 5 5 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 7 1 2 3 4 5 8 1 2 3 4 5 185 . muito ruim Como você avaliaria sua qualidade de vida? Ruim nem ruim nem boa boa muito boa 1 1 2 3 4 5 muito insatisfeito Insatisfeito nem satisfeito nem insatisfeito satisfeito muito satisfeito 2 Quão satisfeito(a) você está com a sua saúde? 1 2 3 4 5 As questões seguintes são sobre o quanto você tem sentido algumas coisas nas últimas duas semanas. veja o que você acha e circule no número e lhe parece a melhor resposta. Por favor. leia cada questão.Você deve circular o número 1 se você não recebeu "nada" de apoio.

muito pouco nada médio muito completamente 10 Você tem energia suficiente para seu dia-a. nem ruim nem bom muito ruim ruim bom muito bom 15 Quão bem você é capaz de se locomover? 1 2 3 4 5 muito insatisfeito Insatisfeito nem satisfeito nem insatisfeito satisfeito Muito satisfeito 16 Quão satisfeito(a) você está com o seu sono? 1 2 3 4 5 186 . atrativos)? 1 2 3 4 5 As questões seguintes perguntam sobre quão completamente você tem sentido ou é capaz de fazer certas coisas nestas últimas duas semanas. barulho.9 Quão saudável é o seu ambiente físico (clima. poluição.dia? Você é capaz de aceitar sua aparência física? Você tem dinheiro suficiente para satisfazer suas necessidades? Quão disponíveis para você estão as informações que precisa no seu dia-a-dia? Em que medida você tem oportunidades de atividade de lazer? 1 2 3 4 5 11 1 2 3 4 5 12 1 2 3 4 5 13 1 2 3 4 5 14 1 2 3 4 5 As questões seguintes perguntam sobre quão bem ou satisfeito você se sentiu a respeito de vários aspectos de sua vida nas últimas duas semanas.

17 Quão satisfeito(a) você está com sua capacidade de desempenhar as atividades do seu dia-adia? Quão satisfeito(a) você está com sua capacidade para o trabalho? Quão satisfeito(a) você está consigo mesmo? Quão satisfeito(a) você está com suas relações pessoais (amigos. conhecidos. nunca Algumas vezes frequentemente muito frequentemente sempre 26 Com que frequência você tem sentimentos negativos tais como 1 2 3 4 5 187 . colegas)? Quão satisfeito(a) você está com sua vida sexual? Quão satisfeito(a) você está com o apoio que você recebe de seus amigos? Quão satisfeito(a) você está com as condições do local onde mora? Quão satisfeito(a) você está com o seu acesso aos serviços de saúde? Quão satisfeito(a) você está com o seu meio de transporte? 1 2 3 4 5 18 1 2 3 4 5 19 1 2 3 4 5 20 1 2 3 4 5 21 1 2 3 4 5 22 1 2 3 4 5 23 1 2 3 4 5 24 1 2 3 4 5 25 1 2 3 4 5 As questões seguintes referem-se a com que frequência você sentiu ou experimentou certas coisas nas últimas duas semanas. parentes.

........ depressão? Alguém lhe ajudou a preencher este questionário? ............................. Quanto tempo você levou para preencher este questionário? ............. Você tem algum comentário sobre o questionário? OBRIGADO PELA SUA COLABORAÇÃO 188 .... ansiedade......mau humor...................... desespero......................................

VAS) 189 .(APÊNDICE C .Escala Visual Analógica da Dor Associada) Escala visual analógica da dor associada (EVA) (Visual Analogue Scale .

Relato livre sobre a experiência da Gestante 1 190 .15 ANEXO A .

ANEXO B .Relato livre sobre a experiência da Gestante 3 191 .

ANEXO C .Relato livre sobre a experiência da Gestante 4 192 .

Relato livre sobre a experiência da Gestante 5 193 .ANEXO D .

Relato livre sobre a experiência da Gestante 6 194 .ANEXO E .

ANEXO F .Relato livre sobre a experiência da Gestante 7 195 .

Relato livre sobre a experiência da Gestante 8 196 .ANEXO G .

ANEXO H .Relato livre sobre a experiência da Gestante 9 197 .

ANEXO I .Relato livre sobre a experiência da Gestante 10 198 .

Relato livre sobre a experiência da Gestante 11 199 .ANEXO J .

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