UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Escola Politécnica Departamento de Engenharia Mecânica Pós-graduação em Engenharia de Segurança

Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho

CEEST
2007
Daniella de Oliveira Lima Francisco Afonso da Costa Júnior Nilton Bacelar Neto

ANÁLISE DE EXPOSIÇÃO A RISCOS DOS FRENTISTAS EM POSTOS REVENDEDORES DE COMBUSTIVEIS NA CIDADE DE SALVADOR
Salvador 2008

Daniella de Oliveira Lima Francisco Afonso da Costa Júnior Nilton Bacelar Neto

ANÁLISE DE EXPOSIÇÃO A RISCOS DOS FRENTISTAS EM POSTOS REVENDEDORES DE COMBUSTIVEIS NA CIDADE DE SALVADOR
Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho – CEEST, Escola Politécnica, Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para obtenção do grau de Especialista. Orientador: Prof. Aurinésio Calheira Barbosa Co-orientador: Prof. Antônio Ribeiro

Salvador

FICHA DE AVALIAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

2008 Titulo da monografia: ANÁLISE DE EXPOSIÇÃO A RISCOS

DOS FRENTISTAS EM POSTOS REVENDEDORES DE COMBUSTIVEIS NA CIDADE DE SALVADOR
Autores: Daniella de Oliveira Lima Francisco Afonso da Costa Júnior Nilton Bacelar Neto

Nome do Orientador: Aurinésio Calheira Barbosa Nome do Co-orientador: Antônio Ribeiro

Declaração do Professor Orientador / Avaliador:

Comentários e Observações:

Conceito:

Local e data: Salvador, 14 de Maio de 2008 ________________________ Assinatura

Também aos professores e funcionários desta instituição. Estamos felizes na conclusão de mais esta etapa que nos exigiu perseverança. dinamizando sua capacidade produtiva com mais qualidade e condições salubres. E aos familiares pelo tempo abdicado.AGRADECIMENTOS Somos gratos primeiramente a Deus por esta oportunidade de agregar e compartilhar conhecimentos que nos deram condições de sermos profissionais que zelam pela segurança do trabalho das pessoas. porém muito valorizado atualmente. . disciplina e interesse. que nos atendem com toda disposição sempre que solicitados. incentivo e apoio incondicional. e nos deu a oportunidade do contato com um universo desconhecido.

RESUMO O presente trabalho tem por objetivo a análise dos riscos aos quais estão expostos os frentistas em três postos de revenda de combustíveis localizados na cidade de Salvador, especificamente os riscos químicos, físicos e de acidentes. O estudo compreende uma análise bibliográfica sobre o tema, buscando-se identificar junto à literatura os principais fatores que interferem na saúde dos frentistas, como ruído, calor, umidade, contato com combustíveis e outros produtos químicos, condições de higiene nas instalações internas e externas, pressão em relação ao tempo para realização da atividade, além da atividade apresentar risco permanente de acidente, os pontos de maior exposição toxicológica aos quais estes profissionais estão ambientalmente expostos e seus efeitos nocivos à saúde. Observa-se que muitos riscos são inerentes à própria atividade, porém alguns são causados pelos próprios funcionários ou pela desatenção dos proprietários de postos e até mesmo pelos clientes. Após análise constata-se a necessidade de implantação de um programa contínuo de treinamento visando eliminar algumas situações encontradas e adaptar a cultura de segurança com a utilização de equipamentos de proteção individual e coletiva.

Palavras-chave: Frentista, Postos de Combustível, Segurança.

ABSTRACT

The present academic study has an objective to analyze the risk that employees of a gas station are exposed, those gas station are located in the city of Salvador – Bahia – Brazil, specifically the chemical, physical, biological and ergonomic risks. The study understands a bibliographical analysis on the theme, seeking to identify with literature the main factors that affect the health of employees, like noise, heat, humidity, contact with fuels and other chemical products, hygiene conditions in the internal and external facilities, pressure in relation to the time for accomplishment of the activities, besides the activity to present permanent risk of accident, the points of larger toxicological exhibition to the which these professionals are exposed and its noxious effects to the health. It is observed that many risks are inherent to the activity, even so some are caused by the own employees or the owners and even for the customers. After analysis is clear the need of a continuous program of training in order to eliminate some situations found and to adapt safety's culture with the use of equipments of individual and collective protection.

Key Words: Gas Station workers, Gas Stations, Safety.

LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Pirâmide de Bird ........................................................................................... 28 Figura 2 - Classificação dos riscos ocupacionais de acordo com a sua natureza ........ 33 Figura 3 – Áreas classificadas em zonas de atmosferas explosivas .................... ........ 36 Figura 4 – Exemplo de formação de atmosferas explosivas ................................. ........ 37 Figura 5 – Atmosfera explosiva gasosa................................................................. ........ 38

......................................................................... ................. ...... 73 Gráfico 6 – Relação percentual de frentistas que sabem que na atividade laboral mantêm contato com agentes químicos prejudiciais à saúde ............................... ... 73 Gráfico 7 – Relação percentual de frentistas que sabem o que é um EPI ............................ 60 Gráfico 2 – Caracterização do questionário gerente/frentista .................................. 74 Gráfico 9 – Relação percentual de frentistas que receberam treinamento para ações de emergência .......... 71 Gráfico 5 – Relação percentual de reconhecimento pelos frentistas dos riscos dos produtos que manuseiam ..................................... 75 ............................................. ............................... ..... ........................ 74 Gráfico 8 – Relação percentual de frentistas que receberam treinamento para uso do EPI .LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Caracterização do questionário SINPOSBA ...... .......................................................... ..................................... 61 Gráfico 3 ................. 62 Gráfico 4 – Áreas utilizadas pelos postos estudados ................................................................................ .....................Distribuição percentual dos postos revendedores de combustíveis por bandeira em Salvador................................................................... ...

................................. no comércio a varejo de combustíveis – 2004 a 2006 ....................................... 52 Tabela 4: Características do posto A .. 62 Tabela 15 – Distribuição dos trabalhadores formais no comércio varejista de combustíveis segundo gênero...................... 54 Tabela 7: Características do posto B ................ ......... ................ 49 Tabela 2: Quantidade de acidentes do trabalho no Brasil.............................. 51 Tabela 3: Quantidade de acidentes do trabalho na Bahia............ ................ ...................................................... ............ .......... 61 Tabela 14: Número de postos por bandeira em Salvador ... ......................................... 56 Tabela 9: Volume comercializado no posto B no mês de março/2008 ................................ ............................................................................. .. 64 .......... ........... gasolina e óleo diesel .............LISTA DE TABELAS Tabela 1: Limites de Tolerância do álcool....................... 56 Tabela 10: Características do posto C . 53 Tabela 5: Características de reservação dos combustíveis do posto A ............... ...... 58 Tabela 13 – Comparativo requisitos legais/boas práticas nos postos ............... 57 Tabela 11: Características de reservação dos combustíveis do posto C ....... ............................... ........................ .......................................................... 55 Tabela 8: Características de reservação dos combustíveis do posto B .................. 54 Tabela 6: Volume comercializado no posto A no mês de março/2008 .... por regiões – 2005....... ....... no comércio a varejo de combustíveis – 2004 a 2006 . 58 Tabela 12: Volume comercializado no Posto C no mês de março/2008 .................................

Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura DIEESE – Departamento intersindical de Estatística e Estudos Econômicos DORT – Doença Ocupacional Relativa ao Trabalho EPI – Equipamento de Proteção Individual FORUMAT – Forum de Proteção ao Meio Ambiente do trabalho no Estado da Bahia FUNDACENTRO – Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho GNV – Gás Natural Veicular IARC – International Agency to Research on Cancer IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ISR – Instalação de Sistema Retalhista LER – Lesão por Esforço Repetitivo LT – Limite de Tolerância MEC – Ministério da Educação e Cultura MPS – Ministério da Previdência Social MPT – Ministério Público do Trabalho MTE – Ministério do Trabalho e Emprego NBR – Normas Técnicas Brasileiras NR – Norma Regulamentadora .LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ACGIH – American Conference of Governmental Industrial Hygienists ANP – Agênica Nacional do Petróleo CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho CBO – Classificação Brasileira de Ocupação CID – Classificação Internacional de Doenças CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CLT – Consolidação das Leis do Trabalho CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas CNPBz – Comissão Nacional Permanente do Benzeno CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente CRA – Centro de Recursos Ambientais CREA .

Threshold Limit Value-Short-Term Exposure Limit TLV-TWA .Threshold Limit Value-Time-Weighted Average .OIT – Organização Internacional do Trabalho OSHAS – Ocupational Safety and Health Assessment Serie (Série de Avaliação da Segurança e Saúde do Trabalho) PA – Posto de Abastecimento PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PF – Posto Flutuante PPRA – Programa de Prevenção de Risco Ambiental PR – Posto Revendedor PRC .Posto de Revenda de Combustíveis PVC – Poli Cloreto de Vinila RAIS – Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho RMS – Região Metropolitana de Salvador SASC – Sistema de Armazemanento Subterrâneo de Combustíveis SESMT – Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho SINPOSBA – Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Bahia SM – Salário Mínimo SST – Segurança e Saúde do Trabalho TLV-STEL .

.

incidentes e desvios Condições inseguras e atos inseguros Perigos e riscos Riscos Ambientais Agentes de Riscos Físicos Riscos Ergonômicos Riscos Químicos Áreas Classificadas CAPÍTULO 2 COMBUSTÍVEIS MANUSEADOS EM POSTOS DE REVENDA AÇÕES EM EMERGÊNCIA Medidas de Combate a Incêndio Proteção ao Meio Abiente Manuseio e Armazenamento 14 14 15 15 15 15 16 16 17 17 18 18 18 21 25 25 30 31 33 32 35 35 35 39 41 44 44 46 47 CARACTERIZAÇÃO DOS POSTOS DE REVENDA DE COMBUSTÍVEIS 39 .3.1 2.3.4.1 1.4.1 1.4 2.4.2.3 FUNDAMENTOS TEÓRICOS DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE E SEGURANÇA DO BRASIL LEGISLAÇÃO E SST SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL Acidentes.2 1.3.2 2.2.3.4.2 1. 1.SUMÁRIO INTRODUÇÃO TEMA OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos PROBLEMA HIPÓTESES JUSTIFICATIVA METODOLOGIA Estratégia de Pesquisa CAPÍTULO 1 1. 2.1 2.3 1.2 2.2 1.3.2.3.1 1.3 1.3 1.3.4 1.3.

3 3.3.3 Controle de Exposição e Proteção Pessoal EFEITOS NA SAÚDE DOS TRABALHADORES FRENTISTAS EM POSTOS DE COMBUSTÍVEIS CAPÍTULO 3 48 50 53 53 53 59 66 66 70 72 76 78 78 83 85 90 3.4 4.4 2.2 3.3 3.1 3.1.2 AVALIAÇÃO DOS RISCOS À SAÚDE E SEGURANÇA DOS FRENTISTAS CARACTERIZAÇÃO DAS EMPRESAS COLETA DE DADOS RESULTADOS OBTIDOS DO QUESTIONÁRIO Questionário aplicado do SINPOSBA Questionários aplicados aos Gerentes dos Postos de Combustíveis Questionários aplicados aos frentistas Análise Preliminar de Perigo CAPÍTULO 4 CONCLUSÃO RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIAS APÊNDICE . 4.2.1 3.2.3. 3.3.3.2 3.

INTRODUÇÃO O presente trabalho pontua dados referentes à saúde e segurança do trabalho em postos de revenda de combustíveis na sociedade brasileira. Capítulo 2: Análise das condições de trabalho em postos de combustíveis com dados nacionais e fazendo uma referência aos postos baianos e da cidade de Salvador. Capítulo 4: Conclusão e recomendações TEMA Segurança e Saúde do Trabalho. Será analisado o surgimento de leis e normas quanto à saúde e segurança do trabalho no posto de serviço. ações preventivas e corretivas. 14 . O Capítulo 3 refere-se à coleta e análise de dados obtidos através das entrevistas e pesquisas nos postos estudados e entidades que interfiram diretamente na rotina laboral dos frentistas. sua aplicabilidade. na busca de melhores condições de trabalho do frentista. ressaltando a importância da realização da análise de risco. O presente estudo se apresenta organizado nos capítulos abaixo discriminados: Capítulo 1: Será feita uma abordagem teórica do tema escolhido e a legislação pertinente a este tema. no tocante especial aos postos na cidade de Salvador. considerando a função do frentista.

• Propor sugestões para uma melhor adequação ambiental do posto de trabalho do frentista. Analisar a aplicabilidade das normas vigentes quanto à saúde e segurança do trabalho aplicado atualmente na função dos frentistas. tomandose como base uma amostra de três estabelecimentos de revenda. considerando redução de riscos ocupacionais. saúde e segurança dos frentistas em postos revendedores de combustíveis de Salvador. • Identificar e analisar riscos de exposição PROBLEMA Existe relação entre as reclamações mais comuns relatadas por trabalhadores frentistas de três postos revendedores de combustíveis pesquisados em Salvador e os riscos existentes no desenvolvimento de suas atividades? 15 . diminuição de faltas ao trabalho.OBJETIVOS Geral O objetivo deste estudo consiste na análise das condições de trabalho. melhoria da satisfação e ganho de produtividade. Específicos • • Identificar inconformidades no exercício do trabalho do frentista.

calor. condições de higiene inadequadas das instalações internas e externas. pressão em relação ao tempo para realização da atividade. repetitividade e postura dos membros superiores. JUSTIFICATIVA Nos postos de revenda de combustíveis. umidade. emprego da força. uso de ferramentas manuais inadequadas. • Os postos estudados obedecem apenas à legislação vigente. além da atividade apresentar risco permanente de acidente. não aplicando uma cultura de gestão em saúde e segurança do trabalho. demonstrando não haver consciência de que praticando uma política prevencionista. os trabalhadores frentistas estão potencialmente expostos a agentes de risco ocupacional: ruído. em sua rotina laboral. não havendo qualquer preocupação com a saúde. • Os postos estudados não obedecem à legislação vigente. contato com combustíveis e outros produtos químicos. estaria aumentando sua produtividade garantido a segurança e bem estar do trabalhador.HIPÓTESES • Os postos estudados obedecem à legislação vigente e aplica a cultura de gestão em saúde e segurança do trabalho e boas práticas implantadas. porém não aplicam nem incentivam a cultura de gestão em saúde e segurança do trabalho. segurança e bem estar do frentista.SST do frentista 16 . A ausência de uma legislação específica que discrimine detalhadamente os pontos questionáveis quanto a questão da Segurança e Saúde no Trabalho . demonstrando uma preocupação com a produtividade e o bem estar do frentista.

revistas técnicas. de mesma bandeira. A escolha dos 3 postos foi realizada. buscando estabelecer um comparativo entre diferentes estabelecimentos que trabalherem com a mesma bandeira. METODOLOGIA Estratégia de pesquisa Serão consideradas.dificulta os órgãos fiscalizadores na gestão desta cultura e no envolvimento dos proprietários e do poder público nesta questão. 17 . analisando a cultura de SST no oficio do frentista. Avaliação dados obtidos. para expor a diferentes realidades na rotina de trabalho do frentista e as diferentes formas de aplicação da SST nos postos de revenda. informações referentes a três postos de combustíveis. cumprimento das condições mínimas na realização segura deste serviço. As questões abordadas referem-se à cultura e aplicabilidade da SST. • • Análise de risco. sendo operacional ou ambiental. Foram analisadas as respostas dos gerentes dos referidos postos. artigos acadêmicos e internet. • Levantamento de dados referentes à cultura de SST em três postos de revenda de combustíveis através de questionário. neste estudo. Na realização do estudo foram realizados os seguintes procedimentos: • • Revisão bibliográfica em livros. Elaboração e aplicação de entrevista e questionário visando compor uma base estruturada de dados de modo a gerar inferências e propor melhorias da gestão de Segurança e Saúde do Trabalho. do sindicato dos frentistas e destes profissionais em sua rotina laboral. comprometimento da gerência nesta cultura.

Naquele período as condições de trabalho poderiam ser classificadas como subumanas. 2006 apud Engels.1 DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE E SEGURANÇA NO BRASIL Ao longo dos tempos a segurança e saúde no trabalho têm despertado crescente preocupação nas sociedades. quando um dique erguido no leito de um rio rompeu e matou sessenta escravos que trabalhavam na extração de pedras preciosas. intensificando-se na Revolução Industrial. sendo adotadas medidas de proteção sobre situações de trabalho penosas ou mais sujeitas a riscos graves (formação das corporações do trabalho nos países europeus).CAPÍTULO 1 1 FUNDAMENTOS TEÓRICOS 1. 18 . onde o número de acidentes de trabalho cresceu consideravelmente. com o advento do Taylorismo. apareceram as primeiras noções de higiene e segurança do trabalho (Freitas e Suett. (REVISTA PROTEÇÃO. 1985). Em meados do século XIX verificou-se uma maior consciência sobre os efeitos das más condições de trabalho. O Brasil teve seu primeiro grande acidente de trabalho oficialmente registrado ocorrido em 1765 no estado de Minas Gerais. considerando o ambiente sem higiene. insalubre e perigoso. a partir da metade do século XVIII. No início do século XX. 2007). quando surgiram novos riscos para os trabalhadores.

como a organização de trabalhadores livres na Bahia em 1791. originárias da primeira entidade de defesa dos trabalhadores do Brasil: o Quilombo dos Palmares. Segundo a Revista Proteção (2007). Ainda segundo a Revista Proteção (2007) foram observadas algumas ocorrências históricas referente à preocupação ambiental e com o bem estar do trabalho. (REVISTA PROTEÇÃO. desde que a inabilitação não excedesse três meses contínuos. o Código Comercial que determinava que o trabalhador. em 1713. em 1850. No governo de D. bem como. Este código é tido como a primeira norma de proteção social do trabalhador. ações estas que refletem diretamente na produção e que criação e evolução de uma legislação focada na SST: 19 . Nesta mesma época foi criada no Rio de Janeiro por diversas categorias a União Operária. a iniciativa de um índio Manuel que. 2007).Outras manifestações que ocorreram podem ser relatadas. que formaram cooperativas. organizou uma mobilização reivindicando a fixação da jornada de trabalho e o repouso semanal. com o intuito de promover uma condição de trabalho livre e digna. Pedro II surgiram instituições assistenciais para proteger e dar apoio a trabalhadores incapacitados. envolvido em acidente sem culpa e que ficasse impedido de trabalhar. como a Caixa de Pensão dos Carpinteiros. teria direito aos seus vencimentos normalmente. foi promulgado.

reivindicando melhores condições de trabalho. visando verificar as condições de trabalho das crianças nas fábricas. por imposição das condições ambientais. oficinas e garagens. − Em 1918 o estado de São Paulo promulgou seu Código Sanitário estabelecendo normas de segurança para trabalhadores de usinas. 20 . − Em 1934 cria-se o cargo de inspetor médico do trabalho. − A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT foi criada em 1943 e dedicava o Capítulo V às questões de saúde e segurança do trabalho. instituindo a Inspeção do Trabalho. − O governo do presidente Prudente de Morais (1894-898) estabelece como meta o incentivo ao parque industrial brasileiro e a promoção de melhores condições de trabalho. foi preciso construir o moderno hospital de Candelária.− Em 1891 foi publicado o Decreto 1. com 636 fábricas instaladas no país e cerca de 54 mil empregados. em plena selva Amazônica. No mesmo ano o Legislativo Federal aprovou a Lei Sobre Acidentes do Trabalho.313 pelo Marechal Deodoro da Fonseca. primeira instituição do mundo com o objetivo de atender trabalhadores. primeira lei de proteção do trabalhador. as péssimas condições de trabalho motivaram diversos movimentos e greves. − Na construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré (1907-1912). − Em 1919 o seguro contra acidentes foi instituído bem como a definição das conseqüências para indenização – Lei da Teoria do Risco Profissional. − No final do século XIX o médico Osvaldo Cruz elabora um dos primeiros trabalhos médicos sobre saúde pública e ocupacional no país. principalmente por parte dos imigrantes. − No início da República.

− No ano de 1972 foi instituída a obrigatoriedade de se instalar serviços médicos nas empresas. embora não sendo o ideal. passaram a ser mais rápidas. inciso XIII.SESMT na CLT. O inciso XXVIII institui ao trabalhador o direito ao seguro contra acidentes a cargo do empregador.214 do Ministério do Trabalho instituiu as Normas Regulamentadoras – NR. Segundo a Constituição Federal de 1988. álcool e outras substâncias tóxicas. decretos. as atualizações da legislação. foram criadas leis.CIPA. em 1978. resoluções e normas para proteção. estabelece como a jornada de trabalho máxima 8 horas diária e 44 horas semanais. Com as publicações das NR’s. 2007) Um importante marco na história do Brasil foi a publicação da Constituição Federal de 1988. sem excluir a indenização quando comprovado 21 . (ANP. o artigo 7º. − A portaria 3. que trouxe relevantes avanços para os trabalhadores. como também o monitoramento da qualidade do solo e dos recursos hídricos nas áreas de influência dos postos de combustíveis.2 LEGISLAÇÃO E SST: Tendo em vista a poluição ambiental provocada por combustíveis derivados de petróleo.− Em 1944 foi criada a nova lei de Acidentes do Trabalho e regulamentação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . − Em 1967 foi feita a inclusão do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho . 1.

004 que classifica o óleo lubrificante usado como “Resíduo classe – I”. Segundo Marques e outros (2004). 22 . por apresentar toxidade. o controle dos impactos ambientais referentes à poluição causada por postos de combustíveis é normatizada. baseando-se em um extenso amparo legal. perigoso.179/99. Assim. pela Norma Brasileira .847/99 e exercida por postos revendedores que tenham registro de revendedor varejista expedido pela ANP. regulamentada pelo Decreto 3.dolo ou culpa pela ocorrência. as empresas se viram obrigadas a seguir alguns padrões e ainda hoje buscam se adequar às novas regras que lhes foram impostas. órgãos de normatização técnica vêm se manifestando a este tipo de atividade. elaborada pela ANP: “A revenda de combustíveis é uma atividade de utilidade pública. conforme os termos da Portaria ANP nº 116. modificada pela Resolução nº 15. De acordo com a Revista Proteção (2007). de 05/07/2000. de 14/05/2007. Esses dentre outros aspectos trazem questões relativas aos direitos e deveres dos trabalhadores.605/98. regulamentada pela Lei 9. no tocante à tomada de precauções cabíveis. A contaminação ambiental é considerada crime ambiental pela Lei Federal 9. Citando a Cartilha de Procedimentos para Revendedores de Combustíveis. Considerando o cenário nacional.NBR 10. como a Associação Brasileira de Normas Técnicas. a Constituição Federal de 1988 incluiu capítulo exclusivo sobre a proteção ao meio ambiente como forma de garantir qualidade de vida à população. O objetivo destas leis é atribuir responsabilidades aos empreendimentos potencialmente impactantes.

quanto ao armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis em postos de revenda veicular (serviço). jaquetado. NBR13785 – Posto de serviço . NBR13788 – Proteção catódica para SASC em posto de serviço. de parede simples ou dupla.Sistema de drenagem oleosa. NBR13787 – Controle de estoque dos sistemas de armazenamento subterrâneo de combustíveis .Seleção de equipamentos e sistemas para instalações subterrâneas de combustíveis. NBR5244 NB 370 – Determinação da resistência relativa de isolantes sólidos à ruptura causada por descargas superficiais. NBR13784 – Detecção de vazamento em postos de serviço. NBR13781 – Posto de serviço – Manuseio e instalação de tanque subterrâneo de combustíveis. NBR14605 – Posto de serviço . para armazenamento de líquidos em postos de revenda e abastecimento.SASC nos postos de serviço.Sistemas de proteção externa para tanque atmosférico subterrâneo em aço-carbono. NBR13782 – Posto de serviço .Construção de tanque atmosférico de parede dupla.Outras normas da ABNT consideradas no licenciamento ambiental em postos de revenda de combustíveis são: NBR13312 – Refere à construção de tanques subterrâneos em aço carbono. NBR13786 – Posto de serviço . 23 . NBR13783 – Instalação hidráulica de tanque atmosférico subterrâneo em postos de serviço. NBR13212 – Refere à construção de tanques subterrâneos em resina termofixa reforçada com fibras de vidro.

3ºC (noventa e três graus e três décimos de graus centígrados). NBR14867 – Posto de serviço . Marques e outros (2004).Poço de monitoramento para detecção de vazamento.Instalações elétricas. de tanque subterrâneo instalado. Além destas normas.NBR14606 – Postos de serviço . a NR16 menciona que operações de transporte de inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos. que se referem à SST em postos de combustíveis. em quaisquer recipiente ou à 24 . considera combustível todo aquele que possua ponto de fulgor igual ou superior a 70ºC (setenta graus centígrados) e inferior a 93.Remoção e destinação de tanques subterrâneos usados. Com referência ao transporte de cargas perigosas. ABNT ISO/IEC GUIA22 – Critérios gerais para a declaração de conformidade pelo fornecedor.Entrada em espaço confinado.Tubulação não-metálica. NBR14632 – Postos de serviço . A NR 16. ABNT ISO/IEC GUIA7 – Diretrizes para elaboração de normas adequadas ao uso em avaliação de conformidade. existem também citações nas Normas Brasileiras.Procedimentos para recuperação. NBR14623 – Posto de serviço . com resinas termofixas reforçadas com fibra de vidro. NBR14973 – Posto de serviço .Tubos metálicos flexíveis.Requisitos gerais para operação e reconhecimento. NBR14639 – Posto de serviço . NBR14722 – Posto de serviço . ABNT ISO/IEC GUIA58 – Sistemas de credenciamento de laboratórios de calibração e ensaios . por exemplo.

visto apenas por esse ângulo. ambientais ou materiais. Entretanto. ocasionando danos pessoais. não é adequado. incidentes e desvios Segundo Benite (2004). o conceito de acidente.: “ a permanência em área de risco gera direito ao adicional de periculosidade. não sendo necessário para a configuração da periculosidade que o empregado opere a bomba e labore diretamente na movimentação de combustíveis. 3.granel. (MARQUES E OUTROS.” 1. a palavra “acidente” expressa uma idéia de algo que acontece de forma repentina. estão em condições de periculosidade. 2004) Citando o Anexo 2 da NR 16 da Portaria n. até o limite de duzentos litros para os inflamáveis líquidos e cento e trinta e cinco quilos para os inflamáveis gasosos liquefeitos. pois gera dificuldades no campo da sua prevenção em função de admitir as idéias incorretas seguintes: acidentes ocorrem por acaso. contidas nos tanques de consumo próprio dos veículos. 25 . Vale ressaltar que as quantidades de inflamáveis. não serão consideradas para efeito desta Norma.3.3 SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL 1. os acidentes necessariamente resultam em danos pessoais. bastando para a caracterização do trabalho em ambiente perigoso que o trabalhador opere ou trabalhe em área de risco. as conseqüências ocorrem imediatamente após o evento.1 Acidentes.214/78 do MTb. excluindo o transporte em pequenas quantidades.

A definição de acidente dada pela Lei nº 8. ou ainda “qualquer acontecimento. apresentadas a seguir. da capacidade para o trabalho. é a seguinte: Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art.280/01 e da Occupational Health and Safety Assessement Series .OHSAS 18002:2000. as definições de acidentes que se aplicam melhor. 11 desta Lei. basta se reportar às doenças ocupacionais que são consideradas acidentes e normalmente levam um tempo de latência até que as conseqüências se tornem visíveis. sofrimento ou morte”. não levando em consideração os danos materiais e ambientais e os transtornos que geram.213 de 24 de junho de 2004 que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências. ocorrência”. perda. Do ponto de vista legal os acidentes são tidos apenas como eventos que ocasionam danos pessoais. Para isso. fortuito. permanente ou temporária. o que representa um erro. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução. Pelo ponto de vista prevencionista. acidente é “acontecimento casual. que envolva dano. Essa definição trás a idéia de que um acidente tanto pode ser casual como não. são a da NBR 14. 26 . inesperado. lesão. A análise feita dessa forma não contempla nenhuma relação de temporalidade entre o evento e suas conseqüências.Segundo Houaiss (2001). desagradável ou infeliz.

Em estudos realizados no período de 1959 a 1966. (PASSOS.2). existiam 100 lesões não incapacitantes e 500 acidentes com danos à propriedade. dano ou outra perda”. de que resulte ou possa resultar lesão pessoal” (NBR 14. W. doença.4). Os registros dos incidentes são de uma relevância muito grande para as organizações identificarem suas deficiências e estabelecerem as devidas medidas de controle. O termo incidente" inclui "quaseacidente" (OHSAS 18002. lesão. Um incidente em que não ocorre doença. 2001. Muitos estudos buscaram estabelecer uma relação entre os quase-acidentes e os acidentes. relacionada com o exercício do trabalho. 2000. instantânea ou não. A teoria de que os incidentes também poderiam causar danos à propriedade foi introduzida por H. Citando a OHSAS 18002:2000. a partir de 1931. Heinrich. p.280. Incidente é: “Evento que deu origem a um acidente ou que tinha o potencial de levar a um acidente”.O acidente de trabalho é definido como “Ocorrência imprevista e indesejável. Após esse. outros estudiosos puderam aprofundar nessas pesquisas. Outro termo que merece atenção é o “incidente”. acidente é: “Evento não-planejado que resulta em morte. 2004). permitindo eliminar ou reduzir a probabilidade de que se tornem acidentes reais em uma situação futura (BENITE. chegou à conclusão de que para cada uma lesão incapacitante. dano ou outra perda também é chamado de "quase-acidente". lesão. p. 27 . o engenheiro Frank Bird Jr. 2003).

1996. Entretanto. a realidade é ainda mais grave. havia 10 acidentes com lesões leves.000 operários que trabalharam mais de 3 bilhões de horas durante o período de exposição e chegou a seguinte proporção: 1:10:30:600. com um total de 1. Bird ainda ampliou o seu referencial de estudo analisando acidentes ocorridos em 297 empresas. 1985).750. Figura 1 – Pirâmide de Bird 1 10 30 600 Fonte: Adaptado de Passos apud TAVARES. através da publicação do Anuário Estatístico da Previdência Social de 2006 revelou as ocorrências de acidentes ocorridos no Brasil no período de 1970 a 2006. Para cada acidente com lesão incapacitante. 30 acidentes com danos à propriedade e 600 acidentes sem lesão ou danos visíveis (quase-acidentes). 28 . 1996 e DE CiCCO & FANTAZZINI.Segundo Passos (2003 apud TAVARES. sabe-se que os números oficiais não abragem a totalidade dos acontecimentos ocorridos no país. LESÃO SÉRIA OU INCAPACITANTE LESÕES DE MENOR GRAVIDADE INCAPACITANTE) (NÃO ACIDENTES COM DANO AO PATRIMÔNIO INCIDENTES QUE NÃO APRESENTEM LESÕES OU DANOS O Ministério da Previdência Social – MPS (2007). Os dados mostram redução nesses números ao longo das décadas englobadas no levantamento. Estes dados podem ser melhor compreendidos observando-se a figura 1.

lesões no ombro (M75) com 16. 3.9% e traumatismo superficial do punho e da mão (S60) com 5. Pode-se observar que a média anual dos acidentes da década de 70 era de 1.7% do total. A relevância dessa assertiva é a 29 . 1. fratura ao nível do punho ou da mão (S62) com 6. contra 503. ocasionará o acidente.2 Condições inseguras e atos inseguros Conforme BENITE (2004) a causa de acidentes é aquele fator que se não for removido do processo em tempo. os óbitos diminuíram de 2.717. o que representa uma redução de 1. Nas doenças do trabalho os CID mais incidentes foram sinovite e tenossinovite (M65) com 21. Observando-se os mesmos dados para o período de 2000 a 2006. Segundo o MPS (2007).680 acidentes.1% do total.2% e Dorsalgia (M54) com 7.766 para 2.566 acidentes.401 acidentes/100 mil trabalhadores. temos 423. 9 óbitos/100 mil trabalhadores ou 68 /10 mil acidentes.77%. 30 óbitos/100 mil trabalhadores ou 23/10 mil acidentes.A análise dos dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social (MPS) permite observar que houve um incremento no número de acidentes ocorridos entre 2005 e 2006.696 acidentes/100 mil trabalhadores.604 óbitos.575.3. Embora o número total de acidentes tenha aumento no período. ou ainda. significando também dados médios anuais de 13. ou seja. 1.830 óbitos.7%. dentre os 50 códigos Internacionais de doenças – CID’s com maior incidência nos acidentes de trabalho registrados.84%. Isso significa um aumento de 0.648 acidentes. MPS (2007). 2.890 em 2006.6%. os de maior participação foram ferimento do punho e da mão (S61)com 13. Em 2005 foram 499.

para os trabalhadores o fato de uma condição ser insegura impute responsabilidade às empresas. Apesar de serem conceitos relativamente simples. Esse termo pode ainda ser classificado como ato inseguro em três tipos: • Consciente . ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe ao perigo de acidentar-se.quando o trabalhador desconhece o perigo ao qual se expõe. por exemplo. segundo Samuel Gonçalves. 2004) Do ponto de vista da segurança do trabalho. mas sim provocados e suscetíveis de prevenção. 30 . já que são elas as responsáveis por promover seus ambientes de trabalho (BENITE. 1994) apresenta os termos “atos inseguros” e “condições inseguras” como sendo as duas causas fundamentais dos acidentes. expondo-se ao risco explosão. quando um torneiro mecânico deixa de usar óculos de proteção para realizar suas atividades. por exemplo. mas algo mais forte o leva a praticar uma ação insegura. desde que se conheçam e eliminem em tempo suas causas. Antonio Xavier e João Kovaleski (2005 apud ZOCCHIO. • Inconsciente . por exemplo. ele sabe que está se expondo ao perigo.o trabalhador pode conhecer ou desconhecer o perigo a que se expõe. ou seja. existe uma relevante dificuldade para se utilizar as expressões “condições inseguras” e “ atos inseguros”.quando há conhecimento do ato pelo trabalhador. BENITE (2004 apud BRAUER. • Circunstancial . um frentista que se utiliza de um celular para iluminar o interior de um tanque de combustível. 2002). pois se para as organizações é mais prático colocar o homem como o responsável pelos acidentes.de que os acidentes não são inevitáveis e não aparecem por acaso.

XAVIER E KOVALESKI. (GONÇALVES. tentativa de evitar algum prejuízo à empresa. ou mesmo fazer algo errado por pressão da chefia.tentativa de salvar alguém de uma situação perigosa. O termo “risco” também tem definição dada pelo OHSAS 18002 como sendo: “combinação da probabilidade de ocorrência e da(s) conseqüência(s) de um determinado evento perigoso”. e muitos outros. Outra definição é “medida da capacidade que um perigo tem de se transformar em um acidente”. 31 . 2005). dano à propriedade. instalações ou ao meio ambiente”. como trabalhar em uma obra de contenção de taludes muito íngreme sem uso de equipamentos de segurança adequados.3 Perigos e riscos Segundo a OHSAS 18002 a definição de “perigo” é “fonte ou situação com potencial para provocar danos em termos de lesão. Explicar o porquê desses atos é entrar no campo complexo da psicologia humana. Pode-se definir o “perigo” também como: “característica de uma atividade ou de uma substância (risco químico) que expressa sua condição de causar algum tipo de dano às pessoas. dano ao meio ambiente do local de trabalho. utilizar balancins em pinturas de fachadas de prédios sem uso de cinto de segurança. Diversos atos inseguros podem ser facilmente exemplificados.3. 1. Proteger o trabalhador com medidas adequadas é a meta da segurança do trabalho. doença. O ato inseguro é fato cotidiano da segurança do trabalho. ou uma combinação destes”.

1.1. com tráfego intenso de veículos.4. os agentes físicos são definidos como: 32 . do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . pois há um risco elevado de acidentes. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho.Os termos risco e perigo podem ser confundidos. Por exemplo: pode ser perigoso trafegar por uma rodovia extremamente movimentada. os agentes físicos. através da antecipação. são considerados riscos ambientais. 1. O programa de prevenção de riscos ambientais é tratado na NR-9.3.1 Agentes de riscos físicos Citando o item 9. Risco caracteriza o perigo. 1. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados.3. é um adjetivo deste.PPRA. A Norma Regulamentadora “estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação.4 Riscos ambientais De acordo com a NR-9. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais”. concentração ou intensidade e tempo de exposição são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. reconhecimento.5. químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que em função de sua natureza. O perigo pode ter um risco alto ou baixo.

radiações ionizantes. temperaturas extremas. tais como: ruído. Figura 2 .html (2006) 33 .com/sinais/mapaderisco.Classificação dos riscos ocupacionais de acordo com a sua natureza. bem como o infra-som e o ultra-som”. vibrações.areaseg. radiações ionizantes.“as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores. 2006) os agentes são classificados em cinco grandes grupos. pressões anormais. de acordo com a sua natureza e a padronização das cores (vide figura 2). Fonte: Freitas e Suett adaptado de http://www. Segundo Freitas e Suett (2006 apud Ministério do Trabalho e Emprego-MTE.

poeiras. 2005). ideal entre o homem e o seu trabalho. e cujos resultados se medem em termos de eficiência humana e bem-estar no trabalho". biológicos ergonômicos ou de acidentes. químicos. 1. ex. postura inadequada. correlacionando-os com seus agentes causadores.2 Riscos ergonômicos A Organização Internacional do Trabalho – OIT define a ergonomia como “A aplicação das ciências biológicas humanas em conjunto com os recursos e técnicas da engenharia para alcançar o ajustamento mútuo. Esta divisão também pode ser apresentada por cores. situação de estresse. Conforme a Fiocruz (2005) os Riscos ergonômicos podem ser definidos como os fatores que podem afetar a integridade física ou mental do trabalhador. levantamento de peso. controle rígido de produtividade. A ergonomia é uma ciência relativamente nova e está voltada para estudo das relações entre o homem e seu ambiente de trabalho. trabalhos em período noturno. Diversos são os riscos ergonômicos aos quais podem estar expostos os trabalhadores.A figura 2 apresenta a classificação de riscos dividindo-os por grupos que variam de I a V. 34 . que remetem À estes grupos. proporcionando-lhe desconforto ou doença. Ainda segundo a Fiocruz (2008) os riscos ergonômicos podem ainda ocasionar problemas como distúrbios psicológicos e fisiológicos e provocar graves danos à saúde do trabalhador porque produzem alterações no organismo e no estado emocional. (FIOCRUZ. tais como: esforço físico. podendo ser eles físicos.3. esforços físicos intensos e outros.4.: ruídos. jornada de trabalho prolongada. imposição de rotina intensa. monotonia e repetitividade.

sob condições atmosféricas. etc.3. modernização de máquinas e equipamentos. cansaço físico. melhores condições no local de trabalho. ferramentas adequadas.4. de substâncias inflamáveis na forma de gás. alteração no ritmo de trabalho. Além desses. dores musculares. conforto físico e psíquico por meio de: melhoria no processo de trabalho. melhoria no relacionamento entre as pessoas. Doenças Ocupacionais Relacionadas ao Trabalho . vapor. provenientes do manuseio direto ou indireto dos produtos ou pelo armazenamento. (FIOCRUZ. são considerados riscos químicos os relativos a incêndios e explosões. inclusive os provenientes de eletricidade estática. doenças do aparelho digestivo (gastrite e úlcera). névoa ou 35 . A análise ergonômica é ferramenta importante para evitar que estes riscos comprometam as atividades e a saúde do trabalhador. problemas de coluna.comprometendo sua produtividade. notadamente. tensão. taquicardia. alteração do sono.3 Riscos Químicos São considerados como riscos químicos. saúde e segurança.DORT. os presentes nas atividades realizadas em postos revendedores de combustíveis. postura adequada.5 Áreas classificadas Segundo a NBR 60079-10/2006 atmosferas explosivas são misturas com ar. entre outras. ansiedade.3. 1. neste trabalho. 2008) 1. hipertensão arterial. tais como: Lesão por Esforço Repetitivo – LER. diabetes. pois pode promover a implementação de ajuste entre as condições de trabalho e o homem sob os aspectos de praticidade. doenças nervosas.

conforme a figura 3 Figura 3 – Áreas classificadas em zonas de atmosferas explosivas Fonte: Netto. A classificação das áreas são divididas em zonas que variam de acordo com o grau de risco.poeira. inicia-se uma combustão auto-sustentada através da mistura remanescente. após ignição. na qual. Baldessar e Luca apud ESSO (1996) 36 .

p. em postos de abastecimento de combustíveis. São. que. como exemplificado na figura 4 (VAZ 2005. assim têm-se aquelas em que se manipulam gases. vapores ou névoas inflamáveis e aquelas em que se manipulam poeiras combustíveis. produtos intermédios. produtos finais e resíduos do processo de trabalho quotidiano.A figura 3 apresenta a classificação das áreas das zonas de atmosferas explosivas conforme sua localização. Como substâncias inflamáveis se contam diversas matérias-primas.22) a natureza das substâncias tratadas é que vai definir a classificação das zonas nas áreas com este tipo de atmosfera. emanam vapores.22). p. propiciando a formação de atmosfera explosiva. classificadas em função da freqüência e da duração da 37 . podem ocorrer riscos de explosão. no seu processo de descarregamento ou vazamento. ainda. Segundo Vaz (2005. Figura 4 – Exemplo de formação de atmosferas explosivas Fonte: Vaz (2005) A figura 4 apresenta reservatórios e dutos contendo líquidos e gases inflamáveis. Em todas as empresas ou comércios onde são utilizadas ou comercializadas substâncias inflamáveis.

presença de atmosferas explosivas. As providências de segurança em áreas classificadas, ou a envergadura das medidas a tomar, resulta da classificação que a seguir se apresenta:

Zona 0: Área onde existe continuamente, durante longos períodos de tempo, ou frequentemente, uma atmosfera explosiva constituída por uma mistura com o ar de substâncias inflamáveis, sob a forma de gás, vapor ou névoa.

Zona 1: Área onde é provável, em condições normais de funcionamento, a formação ocasional de uma atmosfera explosiva constituída por uma mistura com o ar de substâncias inflamáveis, sob a forma de gás, vapor ou névoa.

Zona 2: Área onde não é provável, em condições normais de funcionamento, a formação de uma atmosfera explosiva constituída por uma mistura com o ar de substâncias inflamáveis, sob a forma de gás, vapor ou névoa, ou onde, caso se verifique, essa formação seja de curta duração.
Figura 5 – Atmosfera explosiva gasosa

Fonte: Vaz (2005)

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A figura 5 exemplifica outros possíveis locais que apresentam atmosfera explosivas como tanques, esferas e zonas de carregamento de caminhões tanque. As zonas mais escuras são as que apresentam maior nível de risco de explosão.

CAPÍTULO 2

2. CARACTERIZAÇÃO DOS POSTOS REVENDEDORES DE COMBUSTÍVEIS

De acordo com a RESOLUÇÃO Nº 2986 DE 28 DE JUNHO DE 2002, o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, em sua resolução n° 273/2000, classifica os empreendimentos de comércio varejista de combustíveis líquidos derivados de petróleo, álcool carburante, gás natural veicular e óleos lubrificantes conforme discriminação abaixo:

• Posto Revendedor – PR: Instalação onde se exerça a atividade de revenda varejista de combustíveis líquidos derivados de petróleo, álcool combustível e outros combustíveis automotivos, dispondo de equipamentos e sistemas para

armazenamento de combustíveis automotivos e equipamentos medidores;

• Posto de Abastecimento – PA: Instalação que possua equipamentos e sistemas para o armazenamento de combustível automotivo, com registrador de volume apropriado para o abastecimento de equipamentos móveis, veículos automotores terrestres, aeronaves, embarcações ou locomotivas; e cujos produtos sejam destinados exclusivamente ao uso do detentor das instalações ou de grupos fechados de pessoas físicas ou jurídicas, previamente identificadas e associadas em formas de empresas, cooperativas, condomínios, clubes ou assemelhados;

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• Instalação de Sistema Retalhista – ISR: Instalação com sistema de tanques para o armazenamento de óleo diesel, óleo combustível, querosene iluminante, destinada a exercício da atividade de Transportador Revendedor Retalhista;

• Posto Flutuante – PF: Toda embarcação sem propulsão empregada para o armazenamento, distribuição e comércio de combustíveis que opera em local fixo e determinado;

A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT define o empreendimento como Posto de Serviço, porém, através da NBR 13.786/97 classifica os empreendimentos em classes. A classe é definida pela análise do ambiente no entorno do posto de serviço, num raio de 100 m a partir do seu perímetro. Alguns fatores influenciam no surgimento crescente de postos de combustíveis. Um ponto importante é o crescente consumo proporcionalmente vinculado ao crescimento das frotas automobilísticas. E paralelo a este crescimento, também se popularizou o uso de carros com duas modalidades de combustíveis (bi-combustível), um aumento no consumo de álcool, além do óleo diesel, à gasolina e o surgimento do Gás Natural Veicular - GNV. Além dos combustíveis anteriormente mencionados, a unidade de revenda de combustíveis também manipulam outros resíduos potencialmente tóxicos, tais como óleos lubrificantes e aditivos, resíduos de lavagem, que podem contaminar a rede de esgotamento sanitário urbana e o lençol freático.

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As medidas de primeiros socorros em caso de inalação devem ser: remover a vítima para local arejado. álcool etílico anidrido combustível e benzeno. hidrocarbonetos olefínicos.1 Combustíveis manuseados em postos de revenda As informações relacionadas aos combustíveis abaixo discriminados foram extraídas das Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos – FISPQ da Petrobrás Distribuidora e encontram-se no site da ANP. 41 . Em caso de contato com a pele. lavar com água em abundância sob um chuveiro de emergência por no mínimo 30 minutos. álcool e ingredientes ou impurezas que contribuem para o perigo. administrar oxigênio a uma vazão de 10 a 15 litros/ minuto.2. aplicar respiração artificial. Gasolina: É um líquido inflamável composta basicamente por hidrocarbonetos. hidrocarbonetos aromáticos. constando também do anexo. Contato com os olhos. se a vítima não estiver respirando. se a vítima estiver respirando. Procurar assistência médica imediatamente. deve-se manter sempre as pálpebras abertas lavar com água em abundância por pelo menos 30 minutos. levando o rótulo do produto sempre que possível. mas com dificuldade. retirar imediatamente as roupas e sapatos contaminados. dentre elas: Hidrocarbonetos saturados.

com compostos que contribuem para o perigo. em caso de inalação. lavar o local com água em abundância. compostos nitrogenados(impurezas).5% p/p. procurar assistência médica imediatamente com o rótulo do produto. procurar assistência médica imediatamente. hidrocarbonetos aromáticos (10-40% v/v). no mínimo por 20mininutos. deve-se remover a vítima para local arejado. Óleo diesel: É um hidrocarboneto líquido inflamável. aplicar respiração artificial. 42 . administrar oxigênio a uma vazão de 10 à 15 litros/minuto. compostos oxigenados(impurezas) e aditivos. no mínimo durante 20 minutos. são eles: hidrocarbonetos parafinicos.Em caso de ingestão. preferencialmente por chuveiro de emergência. mas com dificuldade. deve lavar os mesmos com água em abundância. caso esteja respirando. enxofre máx:0. Em caso de contato com os olhos. se a vítima estiver consciente lavar sua boca com água limpa em abundância e fazê-la ingerir azeite de oliva ou outro óleo vegetal. Em ambos os casos de contato com a gasolina. após os primeiros socorros citados anteriormente. em hipótese alguma provocar vômito. caso a vítima nas esteja respirando. As medidas de primeiros socorros. hidrocarbonetos naftênicos. procurar assistência médica imediatamente. deve-se retirar imediatamente roupas e sapatos contaminados. levando se possível o rótulo do produto. mantendo as pálpebras separadas. Em caso de contato com a pele.

2 – 7. Contato com os olhos. levando o rótulo do produto sempre que possível. Se a vítima estiver consciente.0 à 8. incolor com odor característico. se a vítima não estiver respirando.0 e composto basicamente de Etanol (92. pode ser encontrado no mercado também como álcool hidratado. lavar com água em abundância sob um chuveiro de emergência por no mínimo 30 minutos.8% p/p) e água (6.4% p/p). aplicar respiração artificial. retirar imediatamente as roupas e sapatos contaminados. não se deve provocar vômito. Ingestão. As medidas de primeiros socorros em caso de inalação de álcool devem ser: remover a vítima pra local arejado. se a vítima estiver respirando. em seguida procurar assistência médica imediatamente levando o rótulo do produto. Em caso de contato com a pele. 43 . se a vítima estiver consciente lavar sua boca com água limpa em abundância.Considerando a ingestão. Procurar assistência médica imediatamente. em hipótese alguma provocar vômito. lavar a sua boca com água limpa em abundância e fazê-la ingerir água. Álcool Etílico Hidratado: É um líquido inflamável. mas com dificuldade. mantendo sempre as pálpebras abertas lavar com água em abundância por pelo menos 30 minutos.6 – 93. pH:6. administrar oxigênio a uma vazão de 10 a 15 litros/ minuto.

1. Contato com a pele: Provoca irritação e ressecamento da parte exposta. As informações disponíveis a respeito deste combustível ainda são escassas e pouco detalhadas. sonolência e lassidão. após os primeiros socorros citados anteriormente. Embora considerando o crescente consumo do Gás Natural veicular – GNV.Causa dor de cabeça. procurar assistência médica imediatamente. absorvido em altas doses pode provocar torpor. levando se possível o rótulo do produto. podendo alterar o comportamento do indivíduo. com sensação de ardência e causa tonteiras. Contato com os olhos: Irritação com congestão da conjuntiva. causa dor de cabeça. sonolência e lassidão. podendo alterar o comportamento do indivíduo. absorvido em altas doses pode provocar torpor. com sensação de ardência e causa tonteiras. O álcool provoca irritação das vias aéreas superiores. poucos postos na região metropolitana de Salvador o estão comercializando.Em ambos os casos de contato com o álcool. Inalação: Provoca irritação das vias aéreas superiores. alucinações visuais e embriaguez.2. 2.AÇÕES EM EMERGÊNCIA 2.Medidas de combate a incêndio 44 .2. alucinações visuais e embriaguez. Desta forma o combustível GNV não será citado no trabalho.

se isso puder ser feito sem exposição ao perigo assegurando sempre que há uma caminho de escape do fogo. os métodos de extinção apropriados são. dióxido de carbono (CO2) e areia podem ser utilizados em pequenos os de incêndio. No caso do combustível óleo diesel. dióxido de carbono (CO2). com neblina de água os recipientes que tiverem expostos ao fogo e remover os recipientes da área do incêndio se isso puder ser feito sem risco. Existem também os métodos especiais que são resfriamento. Para combate a incêndio com álcool. pó químico e dióxido de carbono(CO2). aplicação de espuma para álcool. neblina d’água. Em hipótese alguma aplicar jato de água diretamente sobre o fogo e o uso de HALON deve ser evitado por razões ambientais. pó químico. assegurando que a água não espalhe o produto. os meios de extinção apropriados para combate a incêndio deve ser utilizado espuma para hidrocarbonetos. com neblina de água os 45 . Os bombeiros devem usar equipamento de proteção individual. remover os recipientes da área sinistrada. Existem também os métodos especiais que são resfriamento.Quanto ao combustível gasolina. Existe também os métodos especiais. em ambientes fechados usar equipamentos de resgate com suprimento de ar. os métodos de extinção apropriados são. aplicação de espuma para hidrocarbonetos. pó químico. composto de roupa de aproximação (nomex) e em ambientes fechados equipamentos de resgate com suprimento de ar. onde resfria-se tanques e containers expostos ao fogo com água.

de forma a evitar contaminação. Em hipótese alguma aplicar jato de água diretamente sobre o fogo e o uso de HALON deve ser evitado por razões ambientais. composto de roupa de aproximação (nomex) e em ambientes fechados equipamentos de resgate com suprimento de ar. prevenir a entrada do produto em drenos. 46 .2. utilizar neblina d’água para reduzir os vapores. lagos ou mar. fossos. No caso da manipulação do álcool.recipientes que tiverem expostos ao fogo e remover os recipientes da área do incêndio se isso puder ser feito sem risco. de forma a evitar contaminação. fossos. Os bombeiros devem usar equipamento de proteção individual. terra ou material de controle de derrame adequado. não sendo permitido dispersar com água. lembrando que isso não evitará ignição em locais fechados deve-se utilizar contenção adequada para os vasos de armazenamento. rios. prevenir a entrada do produto em drenos. lagos ou mar. rios. pode-se permitir a evaporação ou colocar em recipiente selado e identificado para posterior descarte.Proteção ao meio ambiente Quanto ao vazamento da gasolina em postos de revenda. deve-se utilizar contenção adequada para os vasos de armazenamento. 2. - Pequenos derramamentos: Absorver ou conter o produto com areia.2.

pode-se permitir a evaporação ou colocar em recipiente selado e identificado para posterior descarte. Em grandes derramamentos com álcool. Caso contrário. estocar em local adequado com bacia de contenção para reter o produto. localize os tanques longe de calor. terra ou material de controle de derrame adequado. Caso contrário trate como pequeno derrame. Armazenamento: em caso de gasolina. a disposição final desse material deverá ser acompanhada por especialista e de acordo com legislação ambiental vigente.Considerando álcool. trate como pequeno derrame.2.Grandes derramamentos: Deve ser transferido para um tanque identificado e selado para posterior recuperação ou descarte. .Manuseio e armazenamento: Manuseio: Para um manuseio seguro do combustível. deve ser transferido para um tanque identificado e selado para posterior recuperação ou descarte. contatar órgão ambiental local.3. de acordo com a deve-se prover ventilação local exaustora onde os processos assim exigirem e todos os elementos condutores do sistema em contato com o produto devem ser aterrados eletricamente. 2. não sendo permitido dispersar com água. em caso de pequenos derramamentos deve-se absorver ou conter o produto com areia. Em caso de manutenções usar ferramentas anti-faiscantes e manipular respeitando as normas de segurança e higiene industrial.. no caso de vazamento ou contaminação de águas superficiais. mananciais ou solo. fontes de ignição e 47 .

2. 2.Controle de Exposição e Proteção Pessoal: 48 . ácido permangânico. Para revestimento: tinta epóxi amina exposta curada. perclorato e oxidantes em geral. O alumínio pode também ser utilizado para aplicações que não tenham risco de fogo. sempre identificar os vasos que contenham o produto. peróxido de hidrogênio. ligas de cobre(ferrosas e não ferrosas). nitrato de prata.4. hipoclorito de cálcio. No caso do alcool. com permeabilidade permitida pela ABNTNBR-7505-1. distribuição e preparação tais como: cobre. zinco.“teflon”). equipamentos de manuseio. ácido nítrico. ligas de zinco. aço inoxidável. o mesmo é incompatível com. Não é permitido o uso de materiais para construção dos tanques. anidrido crômico. viton B e PTFE (politetrafluoretileno. nitrato de mercúrio. Os produtos nunca devem ser armazenado em edificações ocupadas por pessoas. cloreto de acetila.locais bem ventilados em caso de vazamento. viton A. matérias sintéticos devem ser evitados. recomenda-se o uso de matérias construtivo dos vasos: aço carbono. Para a manipulação com gasolina. vibra de vidro e plásticos. para uso em selos e gaxetas de bombas fibra de asbestos comprimida. pentaflureto de bromo.

ACGIH TLV/TWA . FISPQ . de maneira que seja garantido que a concentração dos vapores fique inferior ao limite de tolerância.975 TLV/TWA EUA.480 exposição 3214/78. ACGIH 1000 TLV/TWA 300 EUA.975 TLV/TWA Valor limite EUA. conforme tabela 1 a seguir.480 3214/78. gasolina e óleo diesel Substância Parâmetro de controle Regulamentação Limite de tolerância (mg/m³) (ppm) Grau de insalubridade GASOLINA COMUM Limite de exposição ocupacional Valor limite Gasolina Valor limite Média Média ponderada ponderada (48h/semana)= Portaria MTb (48h/semana) 1. Tabela 1 – Limites de Tolerância do álcool.Deve-se manipular a gasolina e o álcool com ventilação local exaustora ou ventilação geral diluidora. em baixas concentrações.219 máximo . ACGIH 1000 - Fonte: BR.219 máximo . NR 15 – = 780 Anexo 11 L T – Valor L T – Valor máximo – 1. usar equipamento de respiração autônomo ou conjunto de ar mandado. NR 15 – = 780 ocupacional Anexo 11 L T – Valor L T – Valor máximo – 1. Em altas concentrações.Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Considerando o combustível gasolina: Proteção respiratória: Recomenda-se. ACGIH TLV/STEL 500 ÓLEO DIESEL EUA.5 - Etanol - Névoa de óleo Valor limite Etanol ÁLCOOL ETÍLICO HIDRATADO E COMBUSTÍVEL Média Média ponderada ponderada (48h/semana)= Limite de Portaria MTb (48h/semana) 1. usar respirador com filtro químico para vapores orgânicos. 49 .

recomenda-se o uso de óculos de segurança. Proteção dos olhos: Quando realizar atividades que possa ocorrer projeções ou respingos. Separar roupas de trabalho das roupas comuns. beber ou fumar ao manusear produtos químicos. evitar contato com a pele e roupas. recomenda-se o uso de óculos de segurança contra respingos - Precauções especiais: Garantir chuveiros de emergência e lavadores de olhos disponíveis nos locais onde haja manipulação do produto. Medidas de higiene: Não comer. beber ou fumar ao manusear produtos químicos. evitar contato com a pele e roupas. - Proteção dos olhos: Quando da realização de atividades que possa ocorrer projeções ou respingos.3 EFEITOS NA SAÚDE DOS TRABALHADORES FRENTISTAS EM POSTOS DE COMBUSTÍVEIS 50 . - Medidas de higiene: Não comer.PVC em atividades de contato direto com o produto. usar respirador com filtro químico para vapores orgânicos. 2. usar equipamento de respiração autônomo ou conjunto de ar mandado. Em altas concentrações. Separar roupas de trabalho das roupas comuns. Proteção das mãos: Luvas de PVC em atividades de contato direto com o produto. Precauções especiais: Garantir chuveiros de emergência e lavadores de olhos disponíveis nos locais onde haja manipulação do produto. Na manipulação do álcool: Proteção respiratória: Recomenda-se em baixas concentrações.- Proteção das mãos: Uso de luvas e avental de Poli Cloreto de Vinila .

no comércio a varejo de combustíveis – 2004 a 2006 CNAE 4731 QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO REGISTRADOS Motivo Típico Trajeto Doença do Trabalho 2004 2005 2006 2004 2005 2006 2004 2005 2006 2004 2005 2006 1. pelo CNAE.CBO do Ministério do Trabalho e Emprego e pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas . CAT 51 . O trabalhador do segmento de venda a varejo de combustíveis. realizada em postos de combustíveis. Segundo o código CBO o frentista classifica-se com o número 7212.CNAE do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. divisão 47. os acidentes ocorridos no Brasil e na Bahia nesse segmento de atividade econômica. a venda a varejo de gás natural de petróleo para veículos automotores. a venda a varejo de combustíveis para barcos de pequeno porte e a venda a varejo de álcool carburante e tem como grau de risco 3. Essa classe compreende a venda a varejo de combustíveis e lubrificantes para veículos.O anuário estatístico previdenciário detém dados de acidentes especificados pela Classificação Brasileira de Ocupações . está classificado na seção G.001 981 553 583 624 94 96 80 Total Fonte: Adaptado de DATRAPREV. grupo 473 e classe 4731-8 – comércio a varejo de combustíveis. Segundo o anuário estatístico da Previdência Social.680 1.629 1.685 982 1.15. estão apresentados nas tabelas 1 e 2 seguintes: Tabela 2: Quantidade de acidentes do trabalho no Brasil.

58% do total. destacam-se os acidentes de trajeto e por último. os acidentes típicos prevaleceram sobre os demais. Em 2004 estes acidentes representaram 60.Tabela 3: Quantidade de acidentes do trabalho na Bahia. com variação entre 62. representando 58. mantendo características idênticas às apresentadas a nível nacional.96% a 65% do total dos acidentes registrados. No ano de 2005 houve um decréscimo e representou 59.22% do total de acidentes naquele ano. ficou evidenciado que os acidentes típicos foram os que tiveram maior peso em relação aos valores totais de ocorrências. 52 . CAT Conforme representado na tabela 1. serão mostrados a seguir os resultados obtidos dos estudos. Para um melhor entendimento do panorama apresentado anteriormente. Desta forma observa-se que a análise da SST é algo mensurado e acompanhado. pode-se observar que em relação à quantidade geral de acidentes computados. visando fundamentar as hipóteses levantadas neste trabalho. no comércio a varejo de combustíveis – 2004 a 2006 CNAE 4731 QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO REGISTRADOS Total Motivo Típico Trajeto Doença do Trabalho 2004 2005 2006 2004 2005 2006 2004 2005 2006 2004 2005 2006 54 50 55 34 25 36 17 15 12 3 10 7 Fonte: Adaptado de DATRAPREV. Decréscimo este que se manteve em 2006. as doenças do trabalho. Em referência ao Estado da Bahia. conforme apresentado na tabela 2. nos três períodos pesquisados. Em segundo lugar. mas que objetiva sempre a redução dos acidentes e prevenção ambiental. Em seguida vieram os acidentes de trajeto e as doenças ocupacionais. para todos os anos.28% do total.

Eles exercem as atividades de revenda varejista de combustíveis (gasolina.1 CARACTERIZAÇÃO DAS EMPRESAS Os postos revendedores de combustíveis – PRC escolhidos para este estudo estão localizados na Região Metropolitana de Salvador. localiza-se no centro novo de Salvador. Eles trabalham em regime de oito horas diárias divididos em três turnos de trabalho. troca de óleo lubrificante. zona de alto fluxo. vestiários e escritórios Coleta seletiva Área livre Tanques subterrâneos para combustíveis FONTE: Próprio Autor (2008) Combustíveis líquidos GNV 7. Nas oito horas laborais incluem-se uma hora de repouso. O posto apresenta as características discriminadas de acordo com a tabela 3: Tabela 4: Características do posto A Área Total do Terreno Pista de Abastecimento Lavagem Troca de Óleo Loja de Conveniência. Conta atualmente com trinta e sete funcionários e mais trinta e três alunos em treinamento para frentistas.500 m2 1000 m2 800 m2 80 m2 80 m2 145 m2 07 53 . calibração de pneus e loja de conveniências. em pontos de boa fluência de tráfego e funcionam em regime 24 horas.CAPÍTULO 3 3. AVALIAÇÃO DOS RISCOS À SAÚDE E SEGURANÇA DO FRENTISTA 3. lavagem de veículos. POSTO A: Em funcionamento desde 2003. álcool e óleo diesel).

71 O piso das pistas de abastecimento e descarregamento de combustível. da área de troca de óleo e da área livre restante é de concreto e da loja de conveniência é de revestimento cerâmico. ao redor da pista de abastecimento. conforme tabela 4: Tabela 5: Características de reservação dos combustíveis do posto A Qtde Capacidade (L) 02 30.000 Percentagem(%) 29.05 3.000 30. e também na área de lavagem. uma média de consumo segundo a tabela 5: Tabela 6: Volume comercializado no posto A no mês de março/2008 Combustível Gasolina Comum Gasolina Supra Aditivada Gasolina Podium Alcool Hidratado Diesel Comum Extra Biosiesel GNV Fonte: Próprio Autor (2008) Litragem 290. sob a projeção da cobertura.000 180.000 01 15.09 17.000 01 30.000 FONTE: Próprio Autor (2008) Combustível Gasolina Comum Gasolina Supra Aditivada Gasolina Podium Alcool Hidratado Diesel Comum Extra Biosiesel Bicos 08 08 02 08 02 02 Da vendagem do Posto A..55 27.89 3.000 15.000 01 15.61 17.000 01 15. Estas canaletas tem a função de convergir os efluentes para uma 54 . O Posto A possui canaletas de contenção ao redor da área de descarga de combustíveis.Os tanques do Posto A possuem parede dupla para armazenamento dos combustíveis e o posto conta ainda com quinze bombas de abastecimento.10 1.000 01 30.000 400.000 40. da área de lavagem de veículos. cada uma com dois bicos. foi registrado no mês de março/2008.

com a bandeira em questão está desde meados de 2007. O posto apresenta as características discriminadas de acordo com a tabela 6: Tabela 7: Características do posto B Área Total do Terreno Pista de Abastecimento Lavagem Troca de Óleo Loja de Conveniência.CRA. por favor. divididos em três turnos de trabalho. vestiários e escritórios Coleta seletiva Área livre Tanques subterrâneos para combustíveis FONTE: Próprio Autor (2008) Combustíveis líquidos GNV 2. Desta forma. sendo que. Localiza-se no Bairro de São Marcos. Não consta horário para repouso. desligue o celular.caixa separadora de água e óleo. e conta atualmente com oito funcionários e mais dez frentistas. POSTO B: Em funcionamento desde 1989. por favor. desligue o motor. O Posto A está registrado junto à Agência Nacional do Petróleo e possui licença ambiental junto ao Centro de Recursos Ambientais .300 m2 200 m2 Não consta 30 m2 40 m2 80 m2 06 55 . Os respiros dos tanques estão localizados próximo á área de descarga. distribuídos entre novos e antigos. Todas as ilhas estão sinalizadas com placas de advertência contendo as seguintes informações: não fume. Eles trabalham em regime de oito horas diárias. o profissional aproveita a redução do movimento para realizar suas pausas laborais.

O Posto B possui canaletas de contenção ao redor da pista de abastecimento. conforme tabela 7: Tabela 8: Características de reservação dos combustíveis do posto B Tanques Capacidade (L) 01 30. foi registrada no mês de março. facilitando que pessoas possam contaminá-la.000 01 15. da área de lavagem de veículos e da área livre restante é de concreto.000 40. Os respiros dos tanques estão localizados próximo á área de descarga.000 01 30.Os tanques do Posto B possuem parede dupla para armazenamento dos combustíveis e o posto conta ainda com três bombas de abastecimento.000 FONTE: Próprio Autor (2008) Combustível Gasolina Comum Gasolina Pódium Gasolina Supra Aditivada Alcool Hidratado Diesel Comum Extra Biosiesel Bicos 02 01 02 02 01 01 Da vendagem do Posto B. o da loja de conveniência é de revestimento cerâmico.000 60. muito embora a mesma apresente-se protegida apenas por grades. uma média de consumo segundo a tabela 8: Tabela 9: Volume comercializado no posto B no mês de março/2008 Combustível Gasolina Comum e Aditivada Alcool Hidratado Diesel Comum e Extra Biodíesel FONTE: Próprio Autor (2008) Litragem 150. da área de troca de óleo.000 01 30. cada uma com três bicos. sob a projeção da cobertura e também na área de lavagem.000 Percentagem(%) 60 24 16 O piso das pistas de abastecimento e descarregamento de combustível. 56 .000 01 15. Estas canaletas convergem os efluentes para uma caixa separadora de água e óleo.000 01 15.

vestiários e escritórios Coleta seletiva Área livre Tanques subterrâneos para combustíveis FONTE: Próprio Autor (2008) Combustíveis líquidos GNV 2. por favor. O posto apresenta as características discriminadas de acordo com a tabela 9: Tabela 10: Características do posto C Área Total do Terreno Pista de Abastecimento Lavagem Troca de Óleo Loja de Conveniência. POSTO C: Em funcionamento desde 1988. Eles trabalham em regime de oito horas diárias divididos em três turnos de trabalho. Não consta horário para repouso. zona de alto tráfego da RMS. cada uma com dois bicos. desligue o celular. Desta forma.Todas as ilhas estão sinalizadas com placas de advertência contendo as seguintes informações: não fume. porém em mudança de direção. conforme tabela 10: 57 . o profissional aproveita a redução do movimento para realizar suas pausas laborais.CRA.300 m2 200m2 Não consta 20 m2 20 m2 50 m2 06 Os tanques do Posto C possuem parede dupla para armazenamento dos combustíveis e o posto conta ainda com dezesseis bombas de abastecimento. Localiza-se na Av. O Posto B está registrado junto à Agência Nacional do Petróleo e possui licença ambiental junto ao Centro de Recursos Ambientais . mas mantendo a mesma bandeira. Luiz Viana Filho. Conta atualmente com dezoito funcionários e mais quinze frentistas.

O Posto C possui canaletas de contenção ao redor da pista de abastecimento. desligue o celular.00 O piso das pistas de abastecimento e descarregamento de combustível.000 01 30. uma média de consumo segundo a tabela 11: Tabela 12: Volume comercializado no Posto C no mês de março/2008 Combustível Gasolina Comum e Aditivada Alcool Hidratado Diesel Comum e Extra Biodíesel FONTE: Próprio Autor (2008) Litragem 70. 58 .000 50.000 01 15. da área de lavagem de veículos e da área livre restante é de concreto. o da loja de conveniência é de revestimento cerâmico. foi registrada no mês de março.75 31.000 01 15. Todas as ilhas estão sinalizadas com placas de advertência contendo as seguintes informações: não fume.000 01 15. Os respiros dos tanques estão localizados próximo á área de descarga. sob a projeção da cobertura e também na área de lavagem.Tabela 11: Características de reservação dos combustíveis do posto C Tanques Capacidade (L) 01 30.000 01 30.000 Percentagem(%) 43.25 25.000 40. da área de troca de óleo.000 FONTE: Próprio Autor (2008) Combustível Gasolina Comum Gasolina Pódium Gasolina Supra Aditivada Alcool Hidratado Diesel Comum Extra Biosiesel Bicos 01 01 01 01 01 01 Da vendagem do Posto C. Estas canaletas convergem os efluentes para uma caixa separadora de água e óleo. por favor.

como atropelamentos. estando sujeito a ruído.CRA. Centro/Mercês. Sendo que. No SINPOSBA foi realizada entrevistas com base em questionário que continham 13 questões. O contato com combustíveis. visando estabelecer uma análise dos riscos expostos e das políticas de SST dos mesmos. Para a fundamentação do estudo. Conjunto 101. entretanto.O Posto C está registrado junto à Agência Nacional do Petróleo e possui licença ambiental junto ao Centro de Recursos Ambientais . contato com combustíveis e outros produtos químicos ou mesmo ao risco de acidentes. incêndios e explosões. buscou-se levantar informações. Na Bahia o sindicato que atende à esta classe é o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado da Bahia – SINPOSBA. configura-se como o principal risco à saúde destes profissionais. nº 941.2 COLETA DOS DADOS O frentista é o trabalhador do posto de revenda de combustíveis que mais se encontra exposto a riscos referentes à funcionalidade do posto. através de aplicação de entrevistas e questionários investigativos junto ao SINPOSBA. de modo a tecer um perfil comparativo entre os profissionais em questão. 3. à gerência e a profissionais dos três postos escolhidos. nestas questões foram analisadas a postura do sindicato junto aos profissionais quanto À 59 . sendo 08 questões objetivas e 05 questões subjetivas. calor. foi criado no dia 16 de novembro de 1991 e está sediado à Avenida Sete de Setembro.

biológicos. ao uso de EPI. foram realizadas entrevistas onde foram aplicados questionários contendo 29 perguntas. ergonômicos e de acidentes. à existência de riscos físicos. voltadas à estrutura e atividades da empresa.As questões se apresentavam obedecendo estatística do gráfico 1: Gráfico 1 – Caracterização do questionário SINPOSBA 6 5 4 3 2 1 0 Não se aplica Requisitos legais Boas práticas FONTE: Próprio Autor (2008) Para os gerentes de Postos de combustíveis. Para os frentistas foram aplicados questionários contendo 31 perguntas relacionadas às suas tarefas cotidianas. com a questão da saúde do trabalhador e da segurança geral do posto e das pessoas que possam estar envolvidas na área de abrangência da organização. preocupação com a preservação do meio ambiente. das atividades desenvolvidas. buscando-se se fazer uma caracterização geral da organização. às questões de treinamentos e à SST 60 .fiscalização da atuação destes profissionais e averiguação quanto à salubridade e cultua de SST nos postos de trabalho. químicos.

Após a análise dos dados coletados. os resultados apresentados foram os seguintes: Tabela 13 – Comparativo requisitos legais/boas práticas nos postos Programa de SST Implantação de PCMSO. ASO E PPRA Treinamento de SST Ações emergenciais Uso e treinamento de EPI FONTE: Próprio Autor (2008) 66% dos postos pesquisados têm indícios de política de SST 66% dos postos elaboram o PCMSO 100% dos postos elaboram o ASO 66% dos postos possuem PPRA Apenas 33% dos postos implementam treinamento de seus funcionários Em 33% dos postos pesquisados existem planos de ações emergenciais elaborados Não existe uso sistemático de EPI nos estabelecimentos pesquisados. Apenas em 33% dos postos foi verificado que os funcionários usam EPI De acordo com a ANP.Gráfico 2 – Caracterização do questionário gerente/frentista 30 25 20 15 10 5 0 Não se aplica Requisitos legais Boas práticas FONTE: Próprio Autor (2008) Os questionários acima descritos encontram-se no apêndice do estudo. O gráfico 3 e tabela 13 apresentadas a seguir mostram a distribuição percentual dos postos revendedores de combustíveis em Salvador e seus quantitativos. 61 . Salvador hoje conta com 316 postos de revenda de combustíveis.

2. BR 15.Distribuição percentual dos postos revendedores de combustíveis por bandeira em Salvador.62% ESSO CBPI CHEVRON ALE FONTE: ANP (2007) Tabela 14: Número de postos por bandeira em Salvador Bandeira BR SHELL BANDEIRA BRANCA SATELITE ESSO CBPI CHEVRON ALE Total FONTE: ANP (2007) Número de postos 108 62 46 3 35 50 11 1 316 Segundo o SINPOSBA.18% SHELL BANDEIRA BRANCA SATELITE 11.32% 34.Gráfico 3 .56% 19. junto à ANP.48% 0.08% 0. cerca de 70% dos trabalhadores de postos de combustíveis são sindicalizados. 62 . Na Bahia existem registrados. sendo que em aproximadamente 2000 desses postos os funcionários são filiados ao sindicato.856 PRC. Este representa um percentual elevado.82% 3.95% 14.

. desse total 40.72% na Bahia e em Salvador o valor expressivo de 28.707 trabalhadores frentistas na Bahia. em seu estudo intitulado “Subsídios para as Negociações dos Trabalhadores em Postos de Revenda de Combustíveis” é descrito um panorama do setor de combustíveis a nível regional. 1. ocorreu incremento 3.880 são mulheres.707 na Bahia.608 na Região Metropolitana de Salvador – RMS. as mulheres que trabalham como frentistas são geralmente mais jovens. em termos de percentuais e de quantitativos. Em relação ao ano de 2004.1% do total da RMS. Esse número representa cerca de 16% do total da força de trabalho na categoria. A seguir são apresentados os principais resultados levantados pela pesquisa: . Ainda procurando estabelecer uma relação do gênero. ou seja. a proporção dos trabalhadores por gênero e por regiões. pode-se perceber que as trabalhadoras estão enquadradas em uma faixa etária menor do que os homens.Segundo o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (2007). 2.893 encontram-se na capital baiana. representando 81.470 trabalhadores formais no setor do comércio varejista de combustíveis no Brasil.088 localizados nas região Nordeste. de 2. 11. Destes.Existiam em 2005 aproximadamente 241.02% no número de trabalhadores no Brasil. 3.40%.Predominantemente os trabalhadores do sexo masculino são maioria nesse segmento do comércio. 63 . A tabela 14 apresentada a seguir mostra. proporcionalmente do que os trabalhadores do sexo masculino. Do total de 11.

com 2% e 24%.1% 18. de 18 a 24 anos e de 25 a 29 anos ficam em segundo e terceiro lugares. já as duas faixas mais jovens. por regiões – 2005 Região Brasil Nordeste Bahia RMS Salvador FONTE: RAIS/ MTE/ DIEESE Masculino 81.9% 16. Outros 34% daqueles recebiam entre 1.14%. mas em todas as demais regiões. respectivamente.No Brasil. . A faixa de 40 a 49 anos representa apenas 15% dos funcionários de postos de combustíveis. quase a metade dos empregados desse setor no ano de 2005 estavam inseridos na faixa salarial de 2 e 3 salários mínimos (48%).Na Bahia as mulheres que trabalham nesse segmento ganham menos do que os homens e a proporção de mulheres que ganham até um 1. representam apenas 6% dos empregados desse comércio no Estado da Bahia.1% Total 241.9% 84. já que 58% desses trabalhadores ganhavam entre 1.893 . A participação de trabalhadores em faixas maiores é pequena.088 11. 64 . As pessoas com mais de 50 anos.Tabela 15 – Distribuição dos trabalhadores formais no comércio varejista de combustíveis segundo gênero.5 e 2 SM. com um percentual de 30%. A Bahia apresentava uma situação pior do que a nacional.1% 15.470 40.5 SM é maior do que a de homens nessa mesma faixa salarial. Na região metropolitana 51.5 e 2 salários mínimos . não só na Bahia.SM.707 3. .22% dos empregados estão dentro dessa faixa salarial e em Salvador 58.1% 83.5% 16.A distribuição dos trabalhadores do segmento segundo as faixas de idade indica como principal faixa etária a compreendida entre 30 e 39 anos.5% 83.608 2. Especificamente na Bahia esse percentual é de 32%.9% Feminino 18.9% 81.

maior do que o do ano anterior que era de 37%. Já as mulheres trabalhadoras se apresentam mais qualificadas. não considera as horas extras. os trabalhadores do comércio varejista de combustíveis são contratados para jornada diária de 8 horas em média. 65 . .Os dados levantados no estudo do DIEESE (2007). constatou-se que cerca de 10% dos trabalhadores em todos os níveis geográficos verificados não permanecem no emprego mais do que 3 meses.Em sua quase totalidade.Em relação à permanência no emprego. Na realidade a jornada tende a ser maior. cerca de 61% delas possuem 2º grau completo na Bahia. Em 2005 foi verificado que o grau de escolaridade dos frentistas do Estado da Bahia era de 41% para pessoas com 2º grau completo.. A proporção dos que saem do emprego até um ano é de 1/3 e metade não fica por mais de 2 anos. Na Bahia. portanto. comprovaram que está havendo um crescente aumento pela exigência do aumento do grau de escolaridade para funcionários de postos de combustíveis. o estudo do DIEESE considerou a hora contratada e não a jornada efetiva. . Entretanto. apenas uma pequena parcela dos trabalhadores de postos de combustíveis (4%) permanecem nos seus empregos por mais de 10 anos.

3.1 Questionário aplicados no SINPOSBA Os números resultantes da aplicação do questionário do SINPOSBA não são absolutos.3 RESULTADOS OBTIDOS DOS QUESTIONÁRIOS 3. São feitas entrevistas com os trabalhadores. O número total de trabalhadores ligados ao sindicado.525 (dois mil. Foi informado que existe sim um acompanhamento da representação sindical nos estabelecimentos. 66 . quinhentos e vinte e cinco) frentistas sindicalizados na RMS e 2. buscando-se diagnosticar queixas. baseado nessas informações e nos dados do estudo realizado pelo DIEESE (2007). as quantidades de causas trabalhistas envolvendo frentistas e a quantidade de trabalhadores sindicalizados desse segmento que foram afastados do trabalho no mesmo período. indicam que existem hoje aproximadamente 2. não perdem a sua validade.3. Embora não sejam dados precisos. Quanto às ações do sindicato em relação ao tipo de fiscalização que realizam nos postos de combustíveis. São observadas as instalações sanitárias disponíveis. estes últimos com base no ano de 2005. 70% dos frentistas dos postos de Salvador encontram-se atualmente sindicalizados.025 (dois mil e vinte cinco) na capital. O sindicato foi questionado ainda a respeito do número de acidentes registrados em 2007 com seus filiados. com a respectiva causa e o número de pessoas que se aposentaram no ano anterior. baseiam-se em estimativas do sindicato. mas não dispunham das informações. Segundo as informações obtidas.

Conforme dito. gasolina aditivada e outros produtos.Quando são encontradas irregularidades. O Posto 67 . esse normalmente não se dispõe a abdicar do seu horário de descanso para tomar cursos. Outro problema enfrentado é a falta de interesse do próprio trabalhador. Ainda em relação a treinamento. notadamente através da conscientização por meios de seminários e audiências públicas. é que segundo o sindicato. são mantidos contados com o representante no intuito de se obter as correções. O SINPOSBA informou que não tem como cobrar e fiscalizar a realização de treinamento dos funcionários dos PRC já que não existe um amparo legal para essa questão. a não ser quando é forçado pelo proprietário do posto ao qual está vinculado.MEC. Geralmente esse trabalhador age na base do empirismo e carrega consigo os vícios e erros ao longo de sua carreira. os profissionais formados naquela instituição são mais conscientizados e treinados. Outra questão levantada. principalmente buscando um programa mínimo de formação. O estabelecimento de um programa mínimo para a formação do frentista enfrenta a dificuldade de se materializar junto ao órgão governamental responsável que é o Ministério da Educação e Cultura . estão previstas para o ano de 2008 oficinas sobre os riscos de exposição ao benzeno. Geralmente o treinamento que é oferecido a esse pessoal se restringe ao atendimento ao público ou à venda de óleos. A representação sindical informou que tem buscado implementar treinamento junto a seus filiados. nem sempre o trabalhador que passa pelo Posto Escola é aproveitado pelo mercado de trabalho.

alguns empresários desse segmento. principalmente à exposição ao Benzeno. é a relacionada aos riscos químicos. automaticamente passará a ser mais exigente em outros estabelecimentos. Muitas vezes os trabalhadores saem do posto e os outros que os substituem não são treinados para desenvolverem as atribuições de abastecimento de gás veicular. para o estabelecimento trabalhar com o GNV é necessário ter registro no Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia – CREA. Esse trabalhador. O registro do CREA é tirado para um grupo genérico de trabalhadores e das instalações. os abusos são mais freqüentes. onde a fiscalização é mais difícil. banheiros mais apropriados. aumentam a carga de trabalho do frentista.Escola Salvador oferece algumas condições que pode “mau acostumar” a pessoa. armários para guarda de objetos pessoais e estarem submetidos plano anual de treinamento. iniciativas têm sido tomadas pela entidade no sentido de diminuir a exposição ao benzeno dos trabalhadores em postos de combustíveis. o uso de EPI. com o aumento da concorrência e o incremento do número de veículos. Outra queixa do sindicato se refere a alguns postos que comercializam Gás Natural Veicular – GNV. para serem mais competitivos. Para o SINPOSBA a maior preocupação existente hoje em relação às atividades do frentista. Ocorrem casos de não cumprimento de convenções coletivas e jornada de trabalho de até 24 horas. como melhores noções de segurança. Segundo as informações. 68 . só permitem férias com dois anos de trabalho e em postos do interior. Para a representação dos trabalhadores. Segundo o sindicato. Há uma reivindicação do SINPOSBA para que todos os trabalhadores sejam treinados e que exista a o registro documental do treinamento.

autoriza a presença de até 1% de benzeno na gasolina comum.O Benzeno é um produto reconhecidamente cancerígeno. de 27 de dezembro de 2001. o FORUMAT é composto por diversos outros órgãos federais e estaduais e entidades de classe. higiene e segurança do trabalho. representado pela sua Procuradora Regional do Trabalho. Além do MPT. Essas comissões elaboraram propostas que geraram um relatório do 4º Encontro de Grupos de 69 . da Internacional Agency for Research on Cancer (IARC). A coordenação desse fórum está atualmente a cargo do Ministério Público do Trabalho . A associação de trabalhadores tem freqüentado e opinado nas reuniões do Fórum de Proteção ao Meio Ambiente do Trabalho do Estado da Bahia – FORUMAT. recebimento e formulação de denúncias. O FORUMAT é uma instância para debate. ele faz parte do grupo 1. Cabe ressaltar que a ANP. dentre outras. realizada na Bahia. O Benzeno ao ser inalado pelos trabalhadores pode causar alterações hematológicas como leucopenia que é a diminuição do número dos glóbulos brancos no sangue.MPT.CNPBz de dezembro de 2007. O SINPOSBA tem atuado também a nível das Comissões Regionais Tripartites do Benzeno. com o intuito de levar à discussão a questão da exposição dos frentistas ao benzeno existente na gasolina. O último encontro ocorreu no âmbito da reunião da Comissão Nacional Permanente do Benzeno . podendo levar ao benzenismo com conseqüências fatais. encaminhamento de providências aos órgãos competentes e outras medidas tendentes à defesa desse meio ambiente quando ocorrem agressões a este ou às normas de saúde. por meio de sua Portaria nº 309.

. .Trabalhos e Comissões Regionais Tripartites do Benzeno. As áreas disponíveis em cada um dos postos são as indicadas no gráfico seguinte: 70 .Priorizar a discussão da redução do benzeno na gasolina e da proibição de outros usos da gasolina. viabilizada através de solicitação da CNPBz à direção da Fundação Jorge Duprat de Medicina e Segurança do Trabalho . .2 Questionários aplicados aos Gerentes dos Postos de Combustíveis Neste tópico serão apresentados os resultados das entrevistas com os respectivos questionários aplicados aos gerentes dos postos de combustíveis. dentre as quais se referem especificamente aos trabalhadores frentistas os seguintes tópicos: .Realizar seminário sobre risco de exposição ocupacional (exemplo: posto de gasolina).organizar uma página na internet onde estejam catalogados assuntos técnicos. .criar dia de prevenção à exposição ao benzeno. 3. Todos os postos pesquisados possuem licenciamento ambiental e são registrados junto à ANP.criar subgrupo na CNPBz para complementação do Acordo e legislação (Acordo e Legislação sobre o Benzeno) específica para o comércio de combustíveis.FUNDACENTRO.3.

os estabelecimentos geridos por eles procuram implementar uma política de SST e estão voltados para a gestão do processo de aperfeiçoamento profissional.Gráfico 4 – Áreas utilizadas pelos postos estudados Área de abastecimento C 150 1500 200 2300 1800 Área de ocupação Posto B A 7500 Área m² FONTE: Próprio Autor (2008) Para os gerentes dos postos. de um modo geral. como fazer a separação do óleo da água e dispor adequadamente os resíduos sólidos. possuindo os certificados da ISO 9000 e da ISO 14000 e a OSHAS 18000. ficou evidente que o posto A apresenta um padrão de muito boa qualidade. entretanto procuram implementar algumas boas práticas em relação ao meio ambiente. 71 . do meio ambiente e da saúde e segurança do trabalho implantados. que indica existirem os sistemas de gestão da qualidade. entretanto ambos deixam a desejar quando o assunto é a SST. com política clara voltada para o sistema de gestão integrada – SGI. com exceção o do posto C. Para a equipe. Os postos B e C não possuem nenhum tipo de certificação. que não fez questão de mascarar as suas deficiências.

através do gráfico 5.3. As informações coletadas foram sintetizadas e destacados os itens mais relevantes e pertinentes ao tema em estudo.3.3 Questionários aplicados aos frentistas A partir da interpretação dos questionários aplicados aos frentistas. de forma resumida. podem-se observar algumas peculiaridades. óleo diesel. tais como: O funcionário conhece os riscos dos produtos que manuseia? Na função tem contato físico a agentes químicos? (gasolina. alcool. Os gráficos 5 a 10 seguintes apresentam. 72 . a estatística observada para os sete tópicos abordados do questionário. Entretanto. há ainda um percentual de 13% que desconhecem aqueles riscos. que 87% dos frentistas entrevistados responderam afirmativamente quando interrogados se conheciam os riscos dos produtos que manuseavam.) O funcionário sabe o que é um EPI? O funcionário recebeu EPI? O funcionário recebeu treinamento para utilização de EPI’s? O funcionário recebeu treinamento para ações de emergência? E O funcionário sabe como proceder em casos de contato/contaminação com os produtos? Pode-se observar. querosene etc.

Gráfico 5 – Relação percentual de reconhecimento pelos frentistas dos riscos dos produtos que manuseiam 13% SIM NÃO 87% FONTE: Próprio Autor Ficou comprovado no horizonte de entrevistados que apenas 50% dos frentistas sabem que mantêm contato com produtos químicos prejudiciais a saúde devido às suas atividades laborais. Gráfico 6 – Relação percentual de frentistas que sabem que na atividade laboral mantêm contato com agentes químicos prejudiciais à saúde SIM 50% 50% NÃO FONTE: Próprio Autor 73 .

ou mesmo. entretanto. acredita-se ser mais a ineficácia do treinamento. embora 75% dessas pessoas tenham sido treinadas para uso dos equipamentos e 100% tenham recebido os equipamentos apontados pela empresa.As entrevistas ainda revelaram que a metade dos frentistas desconhece o que é um EPI. Isso parece ser algo contraditório. Gráfico 7 – Relação percentual de frentistas que sabem o que é um EPI SIM 50% 50% NÃO FONTE: Próprio Autor (2008) Gráfico 8 – Relação percentual de frentistas que receberam treinamento para uso do EPI 25% SIM NÃO 75% FONTE: Próprio Autor 74 . a inexistência de um programa continuado de aperfeiçoamento dos trabalhadores.

Gráfico 9 – Relação percentual de frentistas que receberam treinamento para ações de emergência 13% SIM NÃO 87% FONTE: Próprio Autor 75 . pode-se inferir que um percentual elevado de trabalhadores recebeu treinamento para ações de emergência. a totalidade desses se acha capaz de proceder de forma adequada em caso de acidente com contaminação por meio de produto químico. agir corretamente seja ligar para um serviço de emergência. para alguns. 87% dos entrevistados.Do total de pesquisados por meio dos questionários. ou seja. mesmo que. sendo que.

sendo que o Posto A foi o que mais se destacou positivamente. que podem ser ocasionados por eventos indesejáveis.Preliminary Hazard Analysis) é uma técnica que teve origem no programa de segurança militar do Departamento de Defesa dos EUA. esta técnica pode ser utilizada em instalações. pode-se concluir que os três postos analisados possuem oportunidades de melhoria. bem como as observações e recomendações pertinentes aos perigos identificados. como. nas etapas de projeto ou mesmo em unidades já em operação. A Análise preliminar do perigo (APP) deve focalizar todos os eventos perigosos cujas falhas tenham origem na instalação em análise. nesse caso. Na APP devem ser identificados os perigos.4 Análise Preliminar de Perigo A Análise Preliminar de Perigos (PHA . a realização de uma revisão dos aspectos de segurança existentes.3. de instrumentos e de materiais. 2008). 2008). por exemplo. devendo os resultados ser apresentados em planilha padronizada (CETESB. pois podemos evidenciar itens importantes das recomendações da APP. como erros humanos. na fase inicial de desenvolvimento. Segundo a Cetesb (2008). os efeitos (conseqüências) e as categorias de severidade correspondentes. contemplando tanto as falhas intrínsecas de equipamentos. A partir da APP.3. certificado de treinamento dos frentistas relacionados ao descarregamento 76 . (CETESB. as causas. existência de procedimento escrito de descarregamento do caminhão de combustível. permitindo. Trata-se de uma técnica estruturada que tem por objetivo identificar os perigos presentes numa instalação.

que. plano de manutenção preventiva das bombas de abastecimento. desconhecimento por parte dos trabalhadores dos riscos a que estão expostos. Apesar do posto possuir a tecnologia de bicos anti-gofamento. Na terceira colocação ficou o posto C. porém não era confiável devido a falta de manutenção preventiva dos mesmos. Foi constatado que este posto possuía bicos de abastecimento com tecnologia anti-gofamento. uma vez que ficavam com o rosto próximo ao tanque do veículo para saber o momento de parar o abastecimento. treinamento prático de combate a incêndio. o perímetro do pátio de abastecimento não encontravase completamente cercado pela calha. junto aos frentistas. os trabalhadores não tinham conhecimento para realizar a atividade de abastecimento com segurança. ficou evidenciada a falta de treinamento dos frentistas no que diz respeito a emergências químicas. expondo o restante da área ao risco de contaminação e explosão pelo resíduo possivelmente derramado na área de abastecimento. que. 77 . Observou-se a maior exposição aos vapores de combustível. Mesmo possuindo calhas contra derrames de combustíveis. emergências químicas. apesar de possuir procedimento escrito de descarregamento do caminhão de combustível. o conhecimento da atividade. primeiros socorros.de caminhões. Em segundo lugar ficou o Posto B. primeiros socorros e combate a incêndios. nem o certificado de treinamento. mesmo possuindo instalações recém reformadas. não se evidenciou. Constatou-se também que o posto possuía o laudo da empresa que faz o teste de estanqueidade dentro do prazo (1 ano).

e alguns profissionais treinados pelo Posto A. como o chefe de pista. Havia frentistas que trabalhavam no posto desde a antiga bandeira. O Posto B. tais como limpeza. refeitório e banheiro para funcionários. Vale ressaltar que os três postos utilizam a mesma bandeira. que tem como uma de suas diretrizes. Fazendo-se uma análise do cotidiano dos três postos durante as visitas realizadas. Porém. coleta seletiva. ou mesmo de uma avaliação do conhecimento assimilado nos treinamentos oferecidos aos funcionários dos postos de combustíveis. Saúde e Meio Ambiente (SSMA). a falta de uma fiscalização mais efetiva. capacitação essa disponibilizada pela própria distribuidora. apresentou PPRA e PCMSO conforme solicitado pela ANP.1 CONCLUSÃO O que ficou evidente é que o Posto B ensaia aplicar a cultura de SST por estar atrelado aos princípios da bandeira ao qual está vinculado. exigir programas de capacitação e treinamento profissional dos funcionários de seus parceiros comerciais. considerando que é a sua imagem que está exposta. apresentou os índices ideais de qualidade e gestão da Segurança. foram observadas as seguintes características: 78 . tendo em vista sua recente mudança de bandeira. na condição de ser um posto escola. distribuição e treinamento no uso de EPI’s e na promoção da cultura de SST. ocasiona uma série de deficiências. O Posto A.CAPÍTULO 4 4.

- O Posto B apresenta local confinado para análise do combustível a ser recebido pelo posto e. das substâncias armazenadas e do operário. Esta ação provoca stress. sem uma identificação. porém não estavam inseridos quanto a cultura de SST (conhecimento dos EPI’s. - Nos postos B e C não foi relatada pelos frentistas a existência de pausa laboral nos turnos de trabalho. - Os frentistas do Posto B informaram que recebiam treinamento semestral ou sempre que era admitido um novo profissional. neste mesmo ambiente. estando passível de contaminação e intoxicação. não estava envolvendo totalmente a área de abastecimento do Posto B. havia diversos produtos químicos sem identificação. sendo passível de acumular esta substância na pista e colocar. além da inalação continua dos gases provenientes dos combustíveis. noções de segurança em emergência. como o próprio cliente sob risco de explosão. quando descarregamento de combustível.- Foi observado.). podendo gerar acidentes em frentistas e transeuntes. etc. - Ainda neste descarregamento. que o chefe de pista do Posto B operava sem o uso dos EPI’s adequados (luva. etc). podendo ocorrer contaminação do combustível. não só o operador. - A canaleta. As pausas para descanso e almoço estão condicionadas à movimentação dos clientes. roupa com tecido apropriado. sendo que o mesmo deveria ser vedado para evitar possibilidade de contaminação. que tem como objetivo contornar a área de abastecimento para escoar a mistura água/óleo. fadiga muscular por movimentos repetitivos. - No posto B as caixas para armazenamento da mistura água/óleo estavam protegidas apenas por grelhas. 79 . o chefe de pista do Posto B portava óculos impróprios para o serviço de aferição da análise do combustível.

- No Posto A é exigido a escolaridade mínima de 2º grau completo. - As políticas de segurança aplicadas nos Postos B e C. em casos extremos. nos atendimentos aos clientes e na habilidade de resolver possíveis problemas na ausência do chefe de pista. succionada a mistura do óleo e a água encaminhada à rede pública de esgoto. No Posto B o nível de escolaridade dos frentistas é 2º grau completo e o chefe de pista tem 3º grau incompleto. papeis. e a mistura água/óleo coletada é feita a decantação. porém o óleo usado encontrava-se 80 . em caso de incêndio são apenas paliativas. etc. que são coletados pelo sistema de coleta da RMS. É mais facilitada com a cooperação da gerência do Posto e com o senso crítico do profissional. Isto facilita a compreensão do frentista nos treinamentos nas ações de SST. No Posto A os resíduos são segregados em uma área anexa ao posto e realizada coleta seletiva dos resíduos orgânicos. resíduos potencialmente recicláveis ( garrafas plásticas. No Posto C a escolaridade varia de 1º grau ao 2º grau completo. O Posto A possui convênio com uma firma prestadora de serviço na área de saúde para realizar os primeiros socorros e encaminhamento ao hospital do acidentado. o óleo usado é coletado pela CETREL – Empresa de Proteção Ambiental S.) são coletados por uma cooperativa. Esse processo também é compartilhado pelo Posto B. - O ofício do frentista requer aplicação de treinamentos que contam com o conhecimento da substância química manuseada no decorrer do serviço e a conscientização da política de SST. em situação de emergência. O chefe de pista é quem fica responsável por encaminhar ao pronto socorro mais próximo o acidentado em caso de alguma emergência e reutilizar a flanela usada em caso de enxágüe de algum vazamento de combustível. tais como em caso de emergência acionar o Serviço Ambulatorial Médico de Urgência – SAMU.A.

os frentistas dos Postos B e C já trabalhavam na área a mais de cinco anos e informaram já estarem acostumados com o contato e cheiro dos combustíveis manuseados. pois o mesmo implica em ônus para o mesma. demonstrando um desconhecimento a respeito do efeito medicinal do leite. considerando que a presença dos frentistas são facultativas e os treinamentos não têem um escore de avaliação. A 81 .armazenado em tonéis em estado de ferrugem avançada e o gerente tem dificuldade em realizar seu descarte. O SINPOSBA promove alguns cursos. Em todos os três postos havia a divisão de banheiros masculino e feminino. visto que se apresentam de forma generalizada em relação a postos de combustíveis. Exceto os frentistas do Posto A. Os funcionários não manifestaram queixas laborais. O Posto A possui refeitório e banheiro exclusivos para os funcionários. observase uma ausência de profissionais pela própria falta de interesse. justificando que tal consumo aliviaria os efeitos toxicológicos provocados pelos combustíveis. porém. O sindicato tem dificuldade na fiscalização da aplicação das leis e normas. em especial com referência ao frentista. No Posto C o banheiro utilizado pelos funcionário é o mesmo dos clientes do posto. A quantidade de profissionais por estabelecimento de revenda é pequeno em relação ao universo de postos na RMS. Os trabalhadores geralmente não estão dispostos a trocarem seus horários de descanso por cursos. O sindicato informa fazer visitas periódicas. existe excesso de carga de trabalho. Todos os três postos fazem exames admissional. não estando com a limpeza e instalações ideais. porém os responsáveis pelos postos informaram que esta freqüência seria semestral ou anual. Outro aspecto é a falta de parceria com os postos na questão desses treinamentos. demissional e anual tipo ASO. Também o sindicato incentiva o consumo de leite por parte dos frentistas. já no Posto B o frentista utiliza o banheiro em anexo.

seja na questão de conscientizarão. estimula as boas práticas no cotidiano e proporcionam boas condições de trabalho para os alunos em formação. segurança e meio ambiente. O SINPOSBA tem a fiscalização dos postos dificultada por não ter embasamento legal para realizá-la. mas apenas o posto A pratica a cultura de SSMA de forma concreta. pode-se concluir que todos os postos obedecem à legislação vigente. Necessitam incorporar a cultura da saúde. para os demais profissionais e instrutores.ausência de avaliação do conteúdo de aprendizagem inviabiliza verificar se o funcionário assimilou o conteúdo O SINPOSBA informa não ter uma relação direta com a maioria dos postos para agir em parceria no treinamento e controle das atividades de risco. Com base no anteriormente exposto. não tem poder de órgão fiscalizador. Ficou latente que os Postos A e B tem uma boa margem para implementação de melhorias. ou seja. de modo agirem na direção da proteção ao meio ambiente e preservação da saúde dos seus funcionários. treinamento e das boas práticas no dia-adia. 82 .

2 RECOMENDAÇÕES Considerando os dados coletados no estudo proposto. visando contribuir para a realização mais segura do ofício do frentista. Treinamento para conscientização de 100% dos frentistas dos riscos dos produtos que manuseiam. Que possa ser feita uma parceria entre o DRT e o SINPOSBA no intuito de agilizar a fiscalização e implementação das Normas junto aos postos revendedores de combustíveis. PCMSO. descarregamento. a importância da aplicação do PPRA. Regulamentação da pausa laboral. contribuindo para a disseminação da cultura de SSMA. Que os postos estabeleçam um plano anual de treinamento que englobe a difusão da importância em se praticar a cultura do SSMA para o bem da organização. Sinalização e delimitação das áreas de risco. dos trabalhadores e da preservação ambiental. testes de combustíveis e abastecimento. bem como o estudo de um espaço com as instalações ideais para que o frentista possa descansar ou fazer refeições neste e do 83 . sugere-se as seguinte medidas: Que as bandeiras aos quais os postos estão vinculados possam fiscalizar os estabelecimentos parceiros. O treinamentos dos responsáveis pelo descarregamento dos combustíveis e sua fiscalização periódica. Jamais designar funcionário sem o devido treinamento e sem equipamentos adequados para recebimento. Observação das recomendações técnicas no momento de realizar a coleta de amostras e os testes de qualidade.4. conhecimento do uso correto do EPI. E que esse treinamento esclareça para gerentes e frentistas.

Manter sempre disponível material de primeiros socorros disponível e realização de treinamento dos operadores para prestação de socorro em uma situação de emergência e estabelecimento de plano de fuga. dotados de dois compartimentos para não misturar a roupa de trabalho com as demais. com armários apropriados. programar treinamento específico para os frentistas que lidam com o produto para que possam realizar a tarefa com segurança e conhecimento de causa. instruir os frentistas sobre a tecnologia de bicos anti-gofamento. considerando que os trabalhadores estão fazendo o uso do equipamento de forma inadequada. No Posto B. Prover os postos de combustíveis com a quantidade adequada e suficiente de extintores. e. construído também de instalações sanitárias ideais e condições adequadas para vestiários. Nos estabelecimentos que comercializam GNV. expondo-se mais aos gases emanados. No Posto C.momento. providenciar que as calhas contra derrames de combustíveis fechem todo perímetro do pátio de abastecimento. com isso. 84 .

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3 Quais as compensações do frentista em relação ao risco exposto? ________________________________________________________________________________ 3.1 Quantidade de postos cujos funcionários são filiados ao sindicato (por bandeira): Bahia __________________________ Salvador: _______________________________ 2.4 Quantidade de causas trabalhistas envolvendo frentistas em postos de combustíveis em 2007 (por bandeira): ______________________________________________________________________________ 2.APÊNDICE ___________________________________________________________________ APÊNDICE A . como? ________________________________________________________________________________ 3.: _________________________ Função: ______________________ _________________________________________________________________________________ 2.4 O Sindicato tem alguma parceria com órgão de apoio à questão da segurança do trabalho? Qual? Como é feita esta parceira? ________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ 90 . DADOS DA INSTUIÇÃO: 1.:_______________________________________ 1.1 Nome da Instituição:_____________________________________________________________ 1.5 Quantidade de frentistas sindicalizados afastados ou aposentados em 2007 (por bandeira) e suas respectivas causas de afastamento: ______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 3. ESTATÍSTICAS: 2.2 End. capacitação ou reunião periódica com os frentistas? Quando e como é feita? ________________________________________________________________________________ 3.ROTEIRO DE ENTREVISTA – SINDICATO Data: ____ / _____ / _____ 1.2 Frentistas sindicalizados: Bahia __________________________ Salvador: _______________________________ 2.2 Como o sindicato cobra ou fiscaliza o treinamento e capacitação do frentista nos postos de combustíveis? Existe algum tipo de acompanhamento? Exigência de atestado de treinamento por parte da empresa? ________________________________________________________________________________ 3. AÇÕES: 3.2 O sindicato propõe algum treinamento.1 O sindicato realiza algum tipo de fiscalização nos postos de combustíveis ?Caso sim.3 Estatísticas de acidentes registrados em 2007 (por bandeira): Sem vítimas: ____________________ Com vítimas:_____________________________ 2.3 Entrevistado: ________________________________ Tel.

com definição de pontuação mínima? 91 .PCMSO? Foi realizado exames Periódicos nos funcionários. foram treinados no processo de integração? Existe um plano de treinamanto de tarefas críticas por posto de trabalho e por área? A empresa treina e capacita seu pessoal nas normas e procedimentos específicos.ASO? Existe local destinado a descarte de materiais contaminados com produto? O funcionário sabe como proceder. dermatocitoses) O funcionário conhece os riscos dos produtos que manuseia? Na função tem contato físico a agentes químicos? (gasolina. DADOS PESSOAIS DO EMPREGADOR: Nome: D. óleo diesel. alcool. em seu posto de serviço? O funcionário já presenciou algum acidente dos citados anteriormente?Caso positivo.: O posto possui licenciamento ambiental? □Sim □Não □N/A Está registrado junto à ANP? □Sim □Não □N/A Qual a área disponível para abastecimento? _______________ QUESTIONÁRIO . querosene etc) O funcionário sabe o que é um EPI? O funcionário recebeu EPI? O funcionário recebeu treinamento para utilização de EPI’s? Faz uso de EPI’s? Quais? O funcionário recebeu treinamento para ações de emergência? O funcionário realiza exames periódicos? O trabalhador trabalha em regime noturno? Se sim qual regime de revezamento?___________ O funcionário sabe como proceder em casos de contato/contaminação com os produtos? Foi realizado Programa de Controle Médico e Saúde ocupacional . efetivos e terceirizados. Sexo: End. em caso de derramamento. contato com produto e etc.SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO EM POSTOS DE COMBUSTÍVEIS ITEM PERGUNTAS SIM NÃO N. Nasc. DADOS DA EMPRESA: Nome: Número de funcionários: Qual o ano de instalação do __________ posto?_________ Quantos frentistas: Qual a área total onde está __________ instalado o posto?________ Frentistas em regime noturno? □Sim □Não □N/A End.) GESTÃO DO PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL Existe um gestor designado para desenvolver e administrar todo o programa de treinamento global da Empresa? As lideranças de áreas priorizam as necessidades de formação e treinamentos para o seu pessoal? Foi elaborado um planejamento global anual de formação/treinamento e do profissional? A integração de novos funcionários prevê a apresentação do sistema de gestão SST da empresa? Todos os funcionários.: Escolaridade: 2.A POLÍTICA DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 Houve algum tipo de efeito em razão dos uso dos EPI’s(lesãoes.APÊNDICE B . em caso de incêndio em seu posto de serviço? Foi realizado Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA? O funcionário sabe como proceder. qual foi a medida tomada? O funcionário conhece o procedimento de descarregamento? O funcionário registra os incidentes? (derramamentos.ROTEIRO DE ENTREVISTA – POSTO DE COMBUSTÍVEL/ FRENTISTA 1. calos. avaliando retenção de conhecimento? O funcionário conhece o programa de treinamento para o seu posto de trabalho? O funcionário é avaliado após os treinamentos.

em Termos percentuais de cada produto? Gasolina:____% Álcool:____% Diesel:____% Existem postos de monitoramento de águas subterrâneas? O posto realiza teste de estanqueidade? O posto possui canaletas de contenção ao redor da área de descarga? O Posto realiza treinamento de saúde e segurança com os funcionários? Qual o destino do líquido coletado nas canaletas? Existe local destinado a descarte de materiais contaminados com produto? Existe as sinalizações de emergência? Existe o procedimento para descarregamento? Existe plano de emergência.30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 Existe uma temporalidade mínima para reciclagem dos treinamentos? Existem equipes organizadas e formadas por trabalhadores da empresa para combate a emergência? Existe uma sistemática de avaliação da necessidade de treinamento mínimo para todos os funcionários da Empresa/Organização contemplando: Uso de EPI? Uso de extintores (Prática)? Primeiros Socorros? Organização a emergência? Educação Ambiental ? Ergonomia ? HISTÓRICO DO TRABALHADOR Empregos anteriores em postos de combustíveis Houve algum acidente laboral? Se sim. vazamento? Existe plano de emergência para acidentes com funcionários? Existe convênio com empresa de emergência química? A empresa tem alguma certificação (sistemas de Qualidade)? Se possível. quantos:__________ O posto de trabalho consta de instalações sanitárias? Se a resposta anterior for sim. incêndio. citar as certificações: 92 . está em nível satisfatório de manutenção e higiene? Empregos anteriores fora postos de combustíveis Quando saiu da ultima empresa foi apontado algum sintoma ocupacional? O empregado realiza as refeições regularmente? O empregado apresenta problemas de ordem respiratória? Qual? O empregado possui partes do corpo em contato com agentes químicos? CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA Quais as atividades exercidas pelo posto: □ Gasolina □ Álcool □óleo diesel □calibragem de pneus Qual o volume comercializado médio mensal.

APÊNDICE C . 93 .Posto B.Descarregamento do caminhão de combustível – Posto B.DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Foto 1 . Foto 2 – Local onde é feita a análise do combustível antes de ser descarregado .

Foto 4 – Refeitório para os frentistas .DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Foto 3 – Calha de contenção deficiente .Posto B.Posto A. 94 .

Foto 5 – Ponto de monitoramento de vazamento dos tanques subterrâneos . Foto 6 – Vista das ilhas de abastecimento .Posto A.Posto A. 95 .

. ferver. geração de vapores inflamáveis de limpeza com solventes etc.). .Deve-se atentar e alertar todas as pessoas próximas ao espaço confinado que não estejam envolvidas no trabalho. ausência ou presença de produtos químicos com concentração igual ou inferior aos limites mínimos aceitáveis (Nível de Ação).0 %. e. equipe de resgate e uma adequada descontaminação do tanque.Perigo de aprisionamento. taxa de exposição para radiação ionizante dentro dos limites aceitáveis. etc.Presença de produtos químicos e/ou resíduos. soprar (com ar e/ou vapor d’água). medo. Caso haja a necessidade do trabalhador fazer alguma verificação visual no tanque de combustível (espaço confinado). vaporizar. possui meios limitados e/ou restritos para a entrada e saída. sendo necessário o acompanhamento por pessoa capacitada e treinada para acesso a espaço confinado que não necessariamente tem que ser um funcionário contratado do posto.Geração de atmosfera tóxica/explosiva durante a execução do serviço (exemplos: geração de fumos metálicos durante atividades de solda. . sentimento de insegurança. limite de explosividade (LIE) igual a zero. Boas Práticas Especiais de Trabalho . Essa ação passa a ser considerada quando alguma parte do corpo do trabalhador ultrapassa o plano de acesso de uma abertura do espaço confinado. exposição ao calor abaixo dos limites estabelecidos na legislação local em vigor e ausência de pós em suspensão.Presença de atmosfera inflamável ou tóxica. não foi projetado para a ocupação contínua do trabalhador. possui no mínimo mais uma das seguintes características: . e. exaurir.). .Nunca operar ferramentas ou equipamentos pneumáticos dentro do espaço confinado utilizando Nitrogênio. Ar de instrumento ou outros gases inertes. . .Deficiência (< 20. e. 96 . Espaço Confinado Seguro – é aquele em que a atmosfera foi testada e foi constatada concentração de Oxigênio entre 20. Entrar em Espaço Confinado – Ação pela qual as pessoas ingressam através de uma abertura para o interior de um espaço confinado.Perigo de afogamento.5 % e 23. será necessário que o mesmo esteja equipado com respirador adequado para evitar intoxicação com o combustível.Ventilação deficiente. etc. Qualquer outra atividade que necessite adentrar no tanque de armazenamento deve ser realizada por uma empresa especializada. . Descontaminação .é o processo operacional de limpeza do local para remover ou reduzir a níveis aceitáveis as substâncias que possam trazer risco à saúde. .5%) ou excesso (> 23. lavar com água quente e com água fria.Possibilidade de alteração do estado emocional do executante (claustofobia. Para uso de ferramentas pneumáticas o ar deve ser fornecido por um compressor dedicado.APÊNDICE D – Espaço confinado É todo local ou equipamento que é largo o suficiente e configurado de tal forma que permite ao trabalhador acessá-lo com o corpo. Pode consistir em drenar.0%) de Oxigênio.

6.. abril/94 do MTE 97 .1.Os equipamentos movidos a bateria utilizados para a comunicação dentro do espaço confinado devem ser intrinsecamente seguros.Norma regulamentadora nº 18 do MTE – condições e meio ambientede trabalho na industriada construção 6.NBR 14787 Espaço confinado 6.2. REFERÊNCIAS: 6.3 Instrução Normativa nº 1.

Escola Politécnica. Autorizamos a reprodução [parcial ou total] deste trabalho para fins de comutação bibliográfica. A. Universidade Federal da Bahia. da C .137 f. F. Daniella de Oliveira Lima Francisco Afonso da Costa Júnior Nilton Bacelar Neto 139 . Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho – CEEST. NETO..il.LIMA. Salvador. D de O.B. Salvador. 2008. N. Análise de Exposição a riscos dos frentistas em Postos Revendedores de Combustíveis na cidade de Salvador. 14 de Maio de 2008. JÚNIOR.

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