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ANÁLISE NUTRICIONAL DE DIETAS PUBLICADAS EM REVISTAS NÃO CIENTÍFICAS DESTINADAS AO PÚBLICO FEMININO NUTRITIONAL

ANÁLISE NUTRICIONAL DE DIETAS PUBLICADAS EM REVISTAS NÃO CIENTÍFICAS DESTINADAS AO PÚBLICO FEMININO

NUTRITIONAL ANALYSIS-DIETS PUBLISHED IN NON-SCIENTIFIC MAGAZINES FOR WOMEN

CRISTINA QUEIROZ PACHECO Graduanda em Nutrição pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste-MG E-mail: cristinanutricionista@gmail.com

MARA APARECIDA MAGALHÃES DE OLIVEIRA Graduanda em Nutrição pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste-MG E-mail: mara.magalhaes@uol.com.br

ADRIANA PEREIRA MEDINA STRACIERI Docente do curso de Nutrição do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste- MG E-mail: adrianamedina@oi.com.br

RESUMO

O objetivo deste trabalho foi realizar análise quantitativa das dietas propostas por revistas não

científicas, destinadas ao público feminino. Analisou-se 30 revistas adquiridas na cidade de

Ipatinga-MG, em maio e junho de 2008. O software AVANUTRI® versão 3.1.1. foi utilizado para a análise nutricional, sendo considerado para carboidratos, lipídeos e fibras, os valores propostos pelas IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Para

as proteínas, foram considerados os valores propostos por Fausto e para os micronutrientes,

consideraram-se as Dietary Reference Intakes (DRIs). Observou-se que 46,70% das dietas apresentavam valores calóricos inferiores a 1200 Kcal/dia e 53,30%, iguais ou superiores. Quanto às proteínas, 93% eram hiperprotéicas e para os carboidratos, 53% adequadas. Na análise dos lipídeos, 50% apresentavam-se hipolipídicas e, 77% dietas possuíam valores adequados para o colesterol. Para gorduras saturadas, 57% dietas apresentaram valores inferiores a 7% do valor calórico total (VCT), para gorduras monoinsaturadas, 93% dietas, apresentaram valores menores que 20% do VCT. A gordura poliinsaturada revelou valores inferiores a 10% do VCT em 100% dietas. Para as fibras, 97% das dietas estavam inadequadas. Na análise do cálcio, ferro, vitamina C e sódio, 90%, 47%, 20% e 97%, foram consideradas inadequadas, respectivamente.

Palavras-chave: dietas, revistas não científicas, análise nutricional.

ABSTRACT The aim of this article was to do a quantitative analysis of diets proposed by non-scientific magazines for women. An analysis of 30 magazines purchased in Ipatinga in May and June (2008) was developed. For analysis, software AVANUTRI ® , version 3.1.1. was used. For the

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carbohydrates, lipids and fibers, the values of IV Brazilian Guidelines on Dyslipidemia and Prevention of

carbohydrates, lipids and fibers, the values of IV Brazilian Guidelines on Dyslipidemia and Prevention of Arteriosclerosis were considered. For the proteins, the values of Fausto were considered and for micronutrients the Dietary Reference Intakes (DRI’s) were considered. The 46, 70% diets were lower than 1200 kcal/day and 53, 30% were the same or higher. About the proteins, 93 % were high-protein and for the carbohydrates 53% were appropriate. And the lipids analysis, 50 % diets were low-lipid and 77% the diets showed adequates values of cholesterol. The saturated fats, 57 % the diets were lowers than 7% of the total calorie value (VCT), for the monounsaturated fats, 93% the diets showed lowers values than 20 % of the VCT. The polyunsaturated fat, showed lowers values than 10% of VCT in 100% of the diets. For the fibers, 97% the diets were unproper. About calcium, iron, vitamin C and sodium, 90%, 47%, 20% and 97% respectively, were considered unproper.

Key words: diets, non-scientific magazines, nutritional analysis.

INTRODUÇÃO

A nutrição é considerada um aspecto importante na vida do indivíduo, pois bons

hábitos alimentares com quantidades ideais na ingestão de alimentos podem significar corpo e

mente saudáveis (LOBO et al., 2005). Neste contexto, a dieta é considerada uma grande

aliada para a prevenção e controle de várias doenças (QUEIRÓS et al., 2007).

A composição química dos alimentos fornece dados sobre a relação entre alimentos e

saúde. Fontes de calorias e nutrientes são dados de vital importância, que podem ser utilizados

para recomendações nutricionais e também por políticas de saúde públicas e epidemiológicas

(SCAGLIUSI; JÚNIOR, 2003).

Segundo Souza (2005), percebe-se atualmente uma preocupação incessante com a

saúde da população. Reportagens sobre alimentação vêm sendo veiculadas pela mídia

impressa enfatizando a saúde como, por exemplo, os cuidados na prevenção e tratamento das

doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), sem, no entanto, desconsiderar a beleza do

corpo.

A disponibilidade de dietas da moda citadas nas revistas não científicas visando o

emagrecimento rápido é cada vez maior e a adesão a estas é grande a princípio. No entanto

estas dietas tornam-se falíveis, pois não levam em consideração o cotidiano das pessoas e

tampouco seus hábitos alimentares (MAHAN; ESCOTT-STUMP, 2005).

As revistas femininas são escritas para mulheres de várias classes sociais,

independente de situação conjugal, profissional, mães ou não e algumas outras categorias.

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Considerando a construção da mulher enquanto leitora, alguns textos dirigidos a este público tratam de

Considerando a construção da mulher enquanto leitora, alguns textos dirigidos a este público tratam de beleza, culinária e alguns romances (RAMOS; KLEIN, 2005).

A importância dos cuidados com o corpo, relacionados à busca pela saúde, são

abordadas de forma insistente pelas revistas femininas conotando o tempo todo entre a saúde

e a estética, sugerindo que, para ser saudável, é necessário estar em forma (PIRES; MÓL,

2006).

Desta forma, a mídia pode inclusive, contribuir elevando a incidência de doenças como os transtornos alimentares (SOUTO; FERRO-BUCHER, 2006; SAIKALI et al., 2004).

É importante observar, conforme Brasil (2008), que para um plano alimentar saudável,

deve se considerar o suprimento das necessidades de cada nutriente de acordo com as Dietary

Reference Intakes (DRIs). As DRIs podem ser usadas para planejar dietas, definir rotulagem e planejar programas de orientação nutricional (COZZOLINO; COLI, 2001).

A Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) defende que a ingestão de

energia e nutrientes, deve atender as necessidades fisiológicas de quase todos os indivíduos de uma população sadia e as causas para desencadear a desnutrição crônica ou a obesidade ou as duas simultaneamente, podem estar relacionadas com a carência ou o excesso de qualquer um dos macronutrientes (FELTRIN et al., 2003). Assim, o objetivo deste trabalho, foi realizar análise nutricional de forma quantitativa, das dietas publicadas em revistas brasileiras não científicas dirigidas ao público feminino.

MATERIAIS E MÉTODOS

Para realização do trabalho foram analisadas 30 revistas pertencentes a duas editoras e

publicadas entre os meses maio e junho de 2008. Foram adquiridas as revistas que estavam disponíveis nas bancas de revistas no município de Ipatinga, MG. O critério de exclusão foi a ausência de cardápio nas dietas sugeridas. Foram incluídas as revistas que possuíam preço de até R$ 2,99 (dois reais e noventa e nove centavos).

A análise quantitativa das dietas foi realizada por meio do software AVANUTRI ®

versão 3.1.1. considerando-se, para cada dieta, a média dos cardápios sugeridos pelas revistas.

Os seguintes nutrientes foram analisados: calorias, carboidratos, proteínas, lipídeos, fibras, cálcio, ferro, vitamina C e sódio sendo a média realizada pelo programa Microsoft Office Excel versão 2007. Os alimentos mais comuns citados nas revistas foram mensurados através

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de uma tabela de registro de alimentos. A partir desta tabela, obteve-se a frequência dos

de uma tabela de registro de alimentos. A partir desta tabela, obteve-se a frequência dos principais alimentos sugeridos nos cardápios. Conforme Lima et al. (2006) e o Consenso Latino Americano de Obesidade (1998), dietas com valor calórico menor que 1200 kcal, não suprem as necessidades mínimas, principalmente de ferro e cálcio. Portanto, para fins de discussão, nesta pesquisa, foram considerados os valores calóricos inferiores a 1200 kcal/dia e valores iguais ou superiores a 1200 kcal/dia. A avaliação de carboidratos, lipídeos e fibras foi realizada de acordo com os valores propostos pela IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2007). Para os carboidratos, foram considerados valores menores que 50% como insuficientes, de 50% a 60% adequados e maiores que 60% excessivos. Os lipídios foram considerados inferiores aos recomendados quando os valores se apresentavam menores que 25%, adequados quando estavam entre 25% e 35% e excessivos quando estavam superiores a 35%. Já para as fibras, considerou-se adequado os valores de 25 a 30gr. As proteínas foram analisadas conforme os valores propostos por Fausto (2003) sendo que valores menores que 10% foram considerados insuficientes, valores entre 10% e 15% adequados e, aqueles maiores que 15%, excessivos. Considerando que a osteoporose é uma doença importante, pois traz graves danos à saúde e a população feminina é mais propensa a esta patologia devido à menopausa, pela diminuição de estrógenos (LANZILLOTTI et al., 2003), o estudo sobre a disponibilidade de cálcio em dietas torna-se importante. De acordo com Umbelino e Rossi (2006), é preciso considerar que algumas mulheres podem desenvolver anemia, devido algumas delas, terem um ciclo menstrual irregular, e considerando a biodisponibilidade deste mineral e sua interação com a vitamina C, que auxilia na absorção do ferro, optou-se por estudar estes micronutrientes. No caso do sódio, é importante destacá-lo, uma vez que, de acordo com Teodósio et al. (2004), as mulheres são propensas a desenvolverem a síndrome plurimetabólica, e desta forma, o agravamento da saúde, já que o excesso de peso é um dos fatores de risco para o desenvolvimento desta patologia. Para avaliação dos micronutrientes, os valores encontrados foram comparados com a Dietary Reference Intakes (DRIs), utilizando-se inicialmente, a Recommended Dietary Allowances (RDA) considerando a faixa etária entre 19 e 50 anos e o sexo feminino. A RDA é considerada, de acordo com Chaud e Marchioni (2004), como o nível de ingestão diária que

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visa atender às necessidades de um dado nutriente para 97% a 98% dos indivíduos saudáveis

visa atender às necessidades de um dado nutriente para 97% a 98% dos indivíduos saudáveis do mesmo sexo, estágio de vida e gênero. Segundo Moreira et al. (2008), a RDA é indicada para o planejamento de dieta individual, e estabelecida para servir de meta de ingestão diária do nutriente para indivíduos. Anderson et al. (1988) salientam que a RDA, é expressa em nutrientes e não em alimentos específicos e que deve ser fornecida por uma ampla seleção de alimentos. Quando não se obteve valores da RDA, utilizou-se a Adequate Intake (AI) que é a estimativa da ingestão de nutrientes para grupo de pessoas sadias e que a priori se consideraria adequado (PADOVANI et al., 2006). Como cuidado ético, os nomes das revistas analisadas, bem como das editoras, foram omitidos nesta pesquisa.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os alimentos com maior frequência nos cardápios propostos foram tomate, arroz branco, alface e feijão, citados 35, 33, 30 e 27 vezes, respectivamente. De acordo com Sichieri et al. (2003), uma Pesquisa sobre Padrões de Vida (PPV) da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada entre março de 1996 e março de 1997, nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, constatou que os alimentos mais consumidos por esta população são o arroz, feijão, vegetais folhosos e frutas. A dieta do arroz com feijão é tradicional na população brasileira e vários fatores tais como, o tamanho do domicílio, variáveis sócio-econômicas, estado civil e raça interferem nos padrões de consumo destes alimentos. Metri et al. (2003) observaram que o arroz e o feijão representam os principais produtos da cesta básica. Santos et al. (2005) ressaltam a importância do consumo do feijão juntamente com o arroz, pois estes fornecem aminoácidos que se complementam, como lisina, treonina, metionina e triptofano. Fantini et al. (2008) sugerem que os peptídeos liberados durante a digestão no estômago podem aumentar a solubilidade de ferro não heme melhorando sua absorção. Essas propriedades são atribuídas aos aminoácidos, principalmente a cisteína encontrada no arroz branco cozido. O valor calórico médio das dietas prescritas foi de 1.328,93 kcal±710,17 kcal. Dentre as dietas, 14 encontraram-se com valores calóricos abaixo de 1200 Kcal/dia e 16, com valores iguais ou superiores a 1200 kcal/dia. Lima et al. (2006) analisando a elaboração de cardápios

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de baixo valor calórico, defende que dietas com valor calórico inferior a 1200 kcal são

de baixo valor calórico, defende que dietas com valor calórico inferior a 1200 kcal são insuficientes para atender as necessidades mínimas, principalmente de alguns micronutrientes. De acordo com o Consenso Latino Americano de Obesidade (1998), dietas com valores energéticos baixos ou muito baixos, são prescritas somente em casos especiais, como antes de cirurgias e, com o devido acompanhamento profissional. O consenso ressalta que, uma dieta deve ser sempre individual e programada para originar um déficit de 500 a 1000 kcal/dia, com o objetivo de reduzir o peso em 2 a 4 kg por mês, no caso de pacientes obesos. Para uma ingestão energética equilibrada, deve-se levar em consideração a taxa de metabolismo basal (TMB), e como estas dietas não são calculadas individualmente, pode-se considerá-las inadequadas, uma vez que estas podem não atender às necessidades energéticas do indivíduo, podendo gerar riscos à saúde de quem as pratica. Observou-se que as revistas sugeriam algumas frequências para obtenção de perda de peso (Tabela 1). Entretanto nota-se que curtos períodos são insuficientes para uma perda de peso saudável, podendo gerar riscos à saúde humana. Klack e Carvalho (2008) verificaram que perda de peso por dietas muito restritivas são inadequadas do ponto de vista científico, por promoverem menor perda de tecido adiposo e maior perda de águas e eletrólitos. A intervenção que considera perda de peso em curto período de tempo é considerada inadequada e insuficiente, pois pode não atingir o sucesso na manutenção do peso. Somente a perda de peso lenta e gradual, baseada em reeducação alimentar, pode reduzir a gordura corporal e mínima perda de massa magra, levando ao sucesso do tratamento.

Tabela 1 - Período para perda de peso sugeridos em dietas de revistas não cientificas.

7 dias

15 dias

30 dias

Acima 30 dias

Sem período

n

%

n

%

n

%

n

%

N

%

6

20

2

7

11

37

2

7

9

30

Fonte: Dados da pesquisa.

Considerando a composição de macronutrientes dos cardápios, as dietas apresentaram inadequação quanto à distribuição de proteínas, carboidratos, lipídeos e fibras (Tabela 2). Apesar de a maioria das dietas terem os valores de carboidratos dentro das recomendações, observou-se um número considerável de dietas com valores de adequação inferiores aos recomendados.

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Tabela 2 - Análise dos macronutrientes em dietas de revistas não científicas. Macronutrientes Adequado Insuficiente

Tabela 2 - Análise dos macronutrientes em dietas de revistas não científicas.

Macronutrientes

Adequado

Insuficiente

Excessivo

 

n

%

n

%

n

%

Carboidratos (50 – 60%)*

16

53

10

34

04

13

Proteína (10 – 15%)**

02

7

0

-

28

93

Lipídeos (25 - 35%)*

11

37

15

50

04

13

Fibras (25 – 30gr)*

01

03

29

97

0

0

Fontes: *IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2007). **FAUSTO (2003)

Lima et al. (2006) afirmam que os carboidratos são considerados os principais fornecedores de energia para o organismo. Deve-se observar a seleção do tipo de carboidrato, pois pesquisas revelam que o consumo de carboidratos complexos possui efeito benéfico para a redução do peso. Fiore et al. (2007), ao estudar o perfil de indivíduos com diferentes níveis de sobrepeso, observaram uma redução de peso significativa em indivíduos que receberam dietas com maior volume de carboidratos complexos, quando comparado com indivíduos que receberam dietas com energia derivada de carboidratos simples. De acordo com Bressan et al. (2007), o carboidrato possui efeito sacietógeno maior do que os lipídeos, ou seja, alimentos com maior índice glicêmico (IG) têm mais efeito na saciedade do que os de baixo IG, devido a maiores concentrações de glicose. Em relação às proteínas, notou-se que a maioria são hiperprotéicas e apenas duas dietas mostraram ser adequadas. Este dado é preocupante, pois as proteínas são nutrientes indispensáveis para a manutenção dos tecidos e para o metabolismo. No entanto, o excesso deste nutriente pode causar várias patologias tais como aterosclerose, câncer, doenças renais e osteoporose. Com relação ainda ao consumo excessivo de proteínas, este acarreta também o aumento do consumo de gorduras saturadas e de colesterol já que dietas hiperprotéicas geralmente são provenientes do consumo alimentar de gordura animal como, por exemplo, carnes vermelhas (CORREIA; TOULSON, 2003). A elevada ingestão de proteínas de origem animal contribui para a hipercalciúria, pois ocasiona maior reabsorção óssea e menor reabsorção tubular renal de cálcio. Pode também ocorrer, devido ao aumento da taxa de filtração glomerular e da sobrecarga ácida proveniente do metabolismo de aminoácidos sulfurados, metionina e cistina que se encontram presentes em maior quantidade nas proteínas de origem animal (CARVALHO, 2003).

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Os lipídeos também mostraram grande variação, sendo que a maioria das dietas apresentou-se hipolipídica. O

Os lipídeos também mostraram grande variação, sendo que a maioria das dietas apresentou-se hipolipídica. O excesso de gorduras, segundo Fiore et al. (2007), é um fator de risco para o desenvolvimento de dislipidemias e doenças cardíacas. No entanto, segundo Peluzio e Leite (2003), dietas hipolipídicas são preocupantes, uma vez que podem influenciar na absorção das vitaminas lipossolúveis. Nota-se que em relação às fibras, os resultados demonstraram que a maioria estava inadequada e apenas uma dieta encontrava-se adequada. Steemburgo et al. (2007) afirmam que o consumo de alimentos ricos em fibras está associado com uma redução de risco cardiovascular. As fibras atuam também na redução dos níveis glicêmicos e lipídicos associados à diminuição de hiperinsulinemia. Quanto às fibras solúveis, estas podem ter um efeito moderado na redução da pressão arterial. O alto consumo de fibras acarreta menores riscos para o desenvolvimento da obesidade (FIORE et al., 2007). Os alimentos ricos em fibras são aliados nas dietas de redução de peso, uma vez que podem reduzir a ingestão energética, pois requerem maior mastigação levando mais tempo para ser consumido o que parece aumentar a saciedade (PEDROSO, 2003). Considerando ainda os lipídeos, observam-se variações nos valores de colesterol e nos ácidos graxos saturados, monoinsaturados e poliinsaturados (Tabela 3) nas dietas estudadas.

Tabela 3 - Análise dos lipídeos em dietas de revistas não científicas.

Nutriente

Adequado

Excessivo

 

N

%

n

%

Colesterol (200mg) Saturados (<7%) Monoinsaturado (< 20%) Poliinsaturado (< 10%)

23

77

07

23

17

57

12

43

28

93

02

7

30

100

0

0

Fontes: IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2007).

Nota-se que a maioria dos resultados de colesterol encontra-se com valores dentro do recomendado, pois apresentam níveis menores que 200mg/dia. Entretanto, um número considerável de dietas estava com valores superiores ao recomendado. O colesterol está envolvido na síntese de vitamina D, hormônios esteróides, metabolismo de ácidos biliares e a ingestão adequada favorecem a homeostase (FRANCO; MANFROI, 2005). O excesso de colesterol por sua vez, é nocivo à saúde, pois pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares (PELUZIO; LEITE, 2003).

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Com relação às gorduras saturadas, a maioria das dietas apresentou valores inferiores a 7% do

Com relação às gorduras saturadas, a maioria das dietas apresentou valores inferiores a

7% do Valor Calórico Total (VCT), entretanto um número significativo da amostra

apresentou valores superiores ao recomendado. A gordura saturada eleva o colesterol no

plasma, por induzir a diminuição dos receptores hepáticos de lipoproteína de baixa densidade

(LDL), portanto o alto consumo alimentar pode levar ao risco de desenvolvimento de doenças

cardiovasculares (LOTTENBERG, 2008).

Quanto às gorduras monoinsaturadas, percebe-se que a maioria apresentou valores

inferiores a 20% do VCT e as gorduras poliinsaturadas, todas as dietas apresentaram valores

inferiores a 10% do VCT. A gordura monoinsaturada como, por exemplo, a do azeite de

oliva, pode ser benéfica para a memória por conter antioxidantes e compostos fenólicos,

prevenindo também doenças cardiovasculares. Os ácidos graxos poliinsaturados são aliados

na prevenção de doenças cardiovasculares, tendo uma ação na redução da gordura pós

prandial. O ácido graxo ômega 3 tem efeito favorável na redução dos triglicerídeos

plasmáticos (FILISETTI et al., 2003).

Quanto aos micronutrientes (Tabela 4), percebe-se que em relação ao mineral cálcio,

valores preocupantes, uma vez que a maioria apresentou valores inferiores aos estabelecidos

pelas DRIs.

Tabela 4 - Análise dos Micronutrientes em dietas de revistas não científicas.

Micronutrientes

Adequado

Insuficiente

 

n

%

n

%

Cálcio (1000mg) * Ferro (18mg) ** Vitamina C (75mg)*** Sódio (2400mg) ****

03

10

27

90

16

53

14

47

24

80

06

20

01

3

29

97

Fontes: * AI (1997); ** RDA (2001); *** RDA (2000); **** AI (2004)

Os minerais são elementos inorgânicos amplamente distribuídos na natureza e que

possuem funções metabólicas que abrangem ativação, controle, transporte e regulação

(LOBO; TRAMONTE, 2004). As funções do cálcio, segundo Teixeira Neto (2003), estão

diretamente relacionadas com a formação de ossos e dentes, participando também do

crescimento. Freitas e Carvalho (2006) observam que existe associação entre privação

alimentar e que a perda óssea que ocorre em pacientes de baixo peso, está ligada à

deterioração do colágeno formador da matriz orgânica dos ossos. Podem também ocorrer

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alterações menstruais, devido aos distúrbios hormonais, verificados em indivíduos com baixa ingestão alimentar. Além

alterações menstruais, devido aos distúrbios hormonais, verificados em indivíduos com baixa ingestão alimentar. Além disto, pode estar também presente a osteoporose, que é representada por um distúrbio osteometabólico, caracterizado por diminuição da densidade mineral óssea (DMO), com deterioração da microestrutura óssea, levando a fragilidade esquelética e ao risco de fraturas. Para o mineral ferro, 14 dietas estavam menores que o recomendado e 16 estavam com valores dentro o recomendado. Segundo Netto et al. (2007), a deficiência de ferro tem se apresentado como problema nutricional frequente com incidência em vários países independente da classe social, econômica ou faixa etária. Pode-se dizer que este está envolvido com o processo de respiração celular, pois é requerido para o transporte de oxigênio e dióxido de carbono. Considerando o percentual de absorção do ferro, a sua biodisponibilidade e perdas de cerca de 0,5mg/dia devido ao fluxo menstrual, Umbelino e Rossi (2006) relatam que é preciso uma ingestão diária de 18mg deste mineral. Desta forma, uma ingestão de ferro adequada, é importante em todas as faixas etárias e sexo, e principalmente, nas mulheres durante o período da vida reprodutiva. Considerando a análise da vitamina C, a maioria apresentou resultados dentro dos recomendados. A vitamina C (ácido ascórbico) é um nutriente solúvel em água e de suma importância para o organismo humano, pois atua na prevenção contra os efeitos prejudiciais dos oxidantes (QUEIROZ et al., 2008). Exerce também, conforme Mahan e Escott-Stump (2005), funções metabólicas, como co-fator enzimático, e por atuar na promoção da atividade imunológica. Além disto, Fantini et al. (2008) defendem que a ingestão de vitamina C nas refeições, ajuda a aumentar a absorção do ferro da dieta. Observa-se que para o sódio, quase todas as amostras apresentaram valores inferiores ao recomendado. No entanto, a ingestão das quantidades reais de sal irá depender da forma de preparo e do sal de adição utilizado pela pessoa que irá seguir a dieta, podendo ser os resultados de sódio superiores, já que não é indicada nas dietas a quantidade de sal que deve ser ingerido. Porém, dentre as funções principais do sódio, está a regulação do volume plasmático, atuando na condução dos impulsos elétricos e na contração muscular (PEDROSO, 2003), assim é importante observar as quantidades ideais da ingestão deste mineral afim de que se possa evitar possíveis complicações associadas pelo excesso ou carência deste nutriente.

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CONCLUSÃO As inadequações de micro e macronutrientes observadas em algumas das dietas de revistas publicadas

CONCLUSÃO

As inadequações de micro e macronutrientes observadas em algumas das dietas de

revistas publicadas em revistas não científicas, analisadas neste trabalho, reforçam a idéia de

que esta prática compromete o estado nutricional do indivíduo.

Observa-se também que estas dietas não levam em consideração as necessidades

nutricionais individuais e por isto podem representar risco às pessoas que se dispõem a segui-

las, especialmente em grupos nutricionalmente vulneráveis, como gestantes, nutrizes, crianças

e adolescentes e em pacientes com fatores de risco para o desenvolvimento de Transtornos

Alimentares.

É importante salientar que ações de educação alimentar e nutricional devem ser

realizadas com a população geral, no sentido de esclarecer sobre os riscos associados à prática

de dietas sem a devida assistência de um profissional nutricionista.

AGRADECIMENTO

Agradecemos à professora Pollyanna Costa Cardoso pela preciosa colaboração no

desenvolvimento da pesquisa.

REFERÊNCIAS

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<http://www.scielo.org.ve/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0004- 06222007000100005&lng=es&nrm=iso>. Acesso em: 24 out. 2008.

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Recebido em: 11/11/2008 Revisado em: 17/04/2009 Aprovado em: 08/06/2009

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