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Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais

Felix, Nelson (1954) Outros Nomes: Nelson Felix, Nélson Félix, Nelson Tavares Felix de Oliveira

Biografia Nelson Tavares Felix de Oliveira (Rio de Janeiro RJ 1954). Escultor, desenhista, professor. Inicia estudos de pintura com Ivan Serpa (1923 - 1973) em 1971. Forma-se em arquitetura em 1977. Dedica-se inicialmente ao desenho e, posteriormente, à escultura. Em 1989, recebe bolsa do Ministério da Cultura da França, por exposição ocorrida na Galeria Charles Sablon, em Paris. Recebe, em 1991, a bolsa Vitae de Artes Plásticas. A partir da década de 1990, realiza esculturas de mármore com base em órgãos ou aspectos do corpo humano. Em 1994, é artista residente na Curtin University, em Perth, e no Karratha College, em Karratha, ambas na Austrália. Também nessa data idealiza as Mesas, esculturas em granito, nas quais faz referências às interações entre a natureza e os objetos culturais. Ao retornar ao Brasil, realiza, em 1995, com Luiz Felipe Sá, o vídeo O Oco, sobre sua produção artística. Sua obra é analisada nas publicações Nelson Felix, com texto de Rodrigo Naves, pela editora Cosac & Naify, em 1998; Nelson Felix, com textos de Glória Ferreira, Nelson Brissac e Sônia Salzstein, pela editora Casa da Palavra, em 2001; e Trilogias: Conversas entre Nelson Felix e Glória Ferreira, pela editora Pinakotheke, em 2005.

Comentário Crítico No início da carreira, Nelson Felix realiza desenhos carregados de matéria, obtidos pela pressão contínua do grafite sobre o papel, que antecipam suas esculturas. Elas são monolitos de grafite, nos quais são inseridos pequenos diamantes. O artista busca assim estabelecer relações entre a matéria opaca e a transparente, sendo que ambas, o grafite e o diamante, são formadas pelo mesmo elemento, o carbono.

Em trabalhos posteriores, Felix explora formas e relações por meio de organismos animais e vegetais. Em Grande Budha (1985), garras de metal são introduzidas no tronco de uma árvore à medida que ela cresce. O procedimento, de inegável aparência agressiva, permite que seja acentuado o processo de crescimento da árvore, que normalmente passaria despercebido. Constrangido por uma força não natural, o tronco da árvore oferece uma imagem do que ocorre quando se pretende controlar um elemento da natureza.

Na exposição Mesas (1995), realizada na Galeria Luisa Strina, em São Paulo, são reunidas seis mesas talhadas em granito, que, de móveis cotidianos, assumem outro caráter, aproximando-se da aparência de altares. Sobre elas, são depositados moldes realizados com base em seu corpo, nos quais são imersas, em azeite, glândulas endócrinas fundidas em ferro. Uma dessas mesas, muito pesada, é suspensa no teto de forma a roçar levemente as plantas dormideiras - que se fecham ao menor contato -, colocadas no solo. A obra faz referência a um estado de iminente transformação e à interações entre a natureza e os objetos culturais. Nelson Felix reforça a sensação de estranheza em suas obras com a reunião de elementos familiares e outros não usuais. Tanto em Grande Budha quanto em Mesas Mesas, o artista leva à extrema radicalidade a percepção da forma aberta no espaço. Já em Lajes Lajes (1997), apresentada na exposição Arte Cidade: a cidade e suas histórias, o deslocamento de três lajes de uma construção no centro de São Paulo cria outro ritmo no espaço arquitetônico, explorando relações entre equilíbrio e instabilidade. A consciência da

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totalidade do espaço é assim também trabalhada em relação à arquitetura.

Felix produz volumes esculpidos em mármore, que à primeira vista se assemelham a composições abstratas e têm por modelo glândulas ou órgãos do corpo humano, inspirando-se em manuais de medicina. O hiperdimensionamento das formas orgânicas e sua aparência expressiva lhes conferem um caráter de estranheza. O modelo natural passa a integrar o mundo das imagens, adquirindo uma dimensão plástica e revelando aspectos míticos ou simbólicos.

Toda a produção do artista tem, portanto, um caráter orgânico. Na opinião do historiador da arte Rodrigo Naves, a obra de Felix pode ser percebida em dois planos, um estritamente formal, que se apresenta aos olhos do observador, e outro sugerido, ao qual não se tem acesso diretamente. A articulação dessas duas dimensões, em constante tensão, confere ao trabalho de Nelson Felix sua particularidade diante da produção contemporânea.

Nascimento

1954 - Rio de Janeiro RJ - 13 de março

Cronologia

Escultor, desenhista, artista visual, professor, arquiteto

1971 - No Rio de Janeiro, estuda pintura com Ivan Serpa (1923 - 1973)

1972/1977 - Estuda arquitetura na Universidade Santa Úrsula, onde tem aula com a artista Lygia Pape (1927-2004)

1975 - Viaja pela América do Sul: Bolívia, Peru, Argentina e Paraguai

1976 - Viaja pela América Latina: Amazônia, Guianas, Mar do Caribe e Venezuela, onde

vive em uma comunidadeespiritual nos Andes

1976 - 2º Prêmio no I Salão nacional Universitário de Artes Plásticas, Funarte, Rio de

Janeiro

1977

- Viaja às três Guianas, Panamá, Nicarágua, Guatemala, Venezuela e México

1978

- Realiza trabalhos com o pintor Fernando Barata e o poeta Flávio Nascimento

1979

- Integra com mais seis artistas, o Grupo Configuração

1979

- 2º Prêmio no III Salão Carioca de Arte, MEC, Rio de Janeiro

1980

- Viaja à Venezuela

1980/1981 - Vive em Florianópolis

1981 - Volta a viver no Rio de Janeiro

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1981

- Viaja ao norte da África e Europa

1982

- Começa a lecionar na Universidade Santa Úrsula

1984

- Viaja para o Chile, Aregntina e Peru

1984

- Muda-se para Nova Friburgo, Rio de Janeiro

1988

- Viaja para Nova York, Estados Unidos

1989

- Prêmio APCA - melhor exposição de desenho de 1988

1989

- Recebe bolsa do Ministério da Cultura da França, em Paris

1989

- Volta a residir temporariamente na Venezuela e retorna a Nova York

1991

- Recebe Bolsa Vitae de Artes

1994

- Residencia artística na Austrália

1994

- Prêmio APCA - melhor exposição de escultura em 1993

1994

- Viaja pelo Sudeste Asiático

1995

- Volta a moarar no Rio de Janeiro e realiza com Luiz Felipe Sá o vídeo O Oco, sobre

o conjunto de sua produção artística, para a série de vídeo RioArte - Arte Contemporânea, prefeitura da cidade do Rio de Janeiro

1996 - Prêmio Sol de Prata pelo vídeo O Oco, no 22º Festival Internacional de Cinema, TV

e Vídeo de Clermont-Ferrand, França

1996 - Prêmio Bravo Brasil-TVA na 23ª Bienal Internacional de São Paulo, melhor artista

brasileiro da mostra

1998

- Prêmio Brasília de Artes Pal´sticas, MAB

1998

- Lançamento do livro Nelson Felix da Editora Cosac & Naify, com texto de Rodrigo

Naves

1999

- Prêmio Estadão, sesc Pompéia, São Paulo

2002

- Lançamento do livro Nelson Felix da Editora Casa da Palavra, com textos de Nelson

Brissac, Glória Ferreira e Sônia Salzstein

2002

- Prêmio Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro

2002

- Residência artística na UERJ, Rio de Janeiro

2005

- Lançamento do livro Trilogias de Nelson Felix, editora Pinakotheke

Exposições Individuais

1980

- Rio de Janeiro RJ - Primeira individual, na Galeria Jean Boghici

1980

- São Paulo SP - Individual, na Galeria Luisa Strina

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1983

- Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Paulo Klabin

1984

- São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte

1986

- Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Saramenha

1988

- Rio de Janeiro RJ - Nelson Felix: esculturas e desenhos, na Galeria Saramenha

1988

- São Paulo SP - Nelson Felix: esculturas e desenhos, na Galeria Luisa Strina

1989

- Paris (França) - Individual, na Galeria Charles Sablon - recebe bolsa do Ministério da

Cultura da França

1990

- Nova Friburgo RJ - Individual, no Porão das Artes, na Secretaria de Cultura

1990

- São Paulo SP - Individual, na Galeria Luisa Strina

1993

- Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Paulo Fernandes

1993

- Rio de Janeiro RJ - Individual, no MNBA

1993

- São Paulo SP - Individual, na Galeria Luisa Strina

1993

- São Paulo SP - Individual, no Masp

1994

- Perth (Austrália) - Individual, no Perth Institute of Art

1995

- São Paulo SP - Individual, na Galeria Luisa Strina

1995

- São Paulo SP - Individual, na Galeria Millan

1996

- Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Paulo Fernandes

1996

- Rio de Janeiro RJ - Individual, na Funarte

1996

- São Paulo SP - Nelson Felix: desenhos, na Galeria OX

1997

- Brasília DF - Individual, na Referência Galeria de Arte

1997

- Brasília DF - Individual, no Espaço Cultural 508 Sul

1998

- Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Paulo Fernandes

1998

- São Paulo SP - Individual, na Galeria Luisa Strina

1998

- São Paulo SP - Individual, no MuBE

2001

- Rio de Janeiro RJ - Baladas, na H.A.P Galeria

2003

- Rio de Janeiro RJ - Nelson Félix: esculturas e desenhos, na Galeria H.A.P

2004

- São Paulo SP - Vazio Sexo, na Marília Razuk Galeria de Arte

Acervos

Banco Real - São Paulo SP

Banco Suiço-Brasileiro - São Paulo SP

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Fonde National d'Art Coontemporain - França

FUNARTE - Rio de Janeiro RJ

Instituto Itaú Cultural - São Paulo SP

Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC - Niterói - Niterói RJ

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ - Rio de Janeiro RJ

Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP - São Paulo SP

Museu Nacional de Belas Artes - MNBA - Rio de Janeiro RJ

Nynex Corporation - Nova York, Estados Unidos

Fontes de Pesquisa

BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 23. , 1996, São Paulo. Catálogo das salas especiais. Organização e Coordenação Nelson Aguilar. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1996.

BRISSAC, Nelson, FERREIRA, Glória e SALZSTEIN, Sônia. Nelson Felix. Rio de Janeiro : Casa da Palavra, 2001.

FELIX, Nelson. Nelson Felix. Texto Rodrigo Naves. São Paulo: Cosac & Naify, 1998.

FELIX, Nelson e FERREIRA, Glória (orgs.). Trilogias de Nelson Felix. Rio de Janeiro :

Pinakotheke, 2005.

IMAGINE: o planeta saúda o cometa. Fortaleza: Arte Galeria, 1986.

NA PONTA do lápis. Apresentação Maria do Carmo Secco. Rio de Janeiro: Galeria de Arte UFF, 1986. [16] p.

PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos:arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Prefácio Gilberto Chateaubriand; apresentação M. F. do Nascimento Brito. Rio de Janeiro: JB, 1987.

Exposições Coletivas

1976

- Rio de Janeiro RJ - 11º Salão de Maio, na SBBA - menção honrosa

1976

- Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Universitário de Artes Plásticas, na Funarte - 2º prêmio

1978

- Rio de Janeiro RJ - Desenho 78, no Hotel Copacabana Palace

1978

- São Paulo SP - Artistas Cariocas, na Fundação Bienal

1979

- Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

1979

- Rio de Janeiro RJ - 3º Salão Carioca de Arte, no Palácio da Cultura - premiado

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1980

- Belo Horizonte MG - Grupo Configuração, no Palácio das Artes

1980

- Brasília DF - Grupo Configuração, na Fundação Cultural do Distrito Federal

1980

- Curitiba PR - Grupo Configuração, na Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão

1981

- Rio de Janeiro RJ - Do Moderno ao Contemporâneo: Coleção Gilberto

Chateaubriand, no MAM/RJ

1982 - Lisboa (Portugal) - Do Moderno ao Contemporâneo: Coleção Gilberto

Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

1983

- Curitiba PR - 5ª Mostra do Desenho Brasileiro, no Teatro Guaíra

1983

- Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

1984

- Niterói RJ - 12 Desenhistas Brasileiros: um traço em comum, na Galeria de Artes

UFF

1984

- Rio de Janeiro RJ - Como Vai Você, Geração 80?, na EAV/Parque Lage

1984

- São Paulo SP - 15º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1984

- São Paulo SP - Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte

brasileira, no MAM/SP

1985 - Califórnia (Estados Unidos) - Brazil 10: works on paper, na Sonoma State University

Art Gallery

1985

- Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

1985

- Rio de Janeiro RJ - Brasil Desenho, na Funarte

1985

- Rio de Janeiro RJ - Velha Mania: desenho brasileiro, na EAV/Parque Lage

1985

- São Paulo SP - 26 Artistas, na Galeria Paulo Klabin

1985

- São Paulo SP - Brasil Desenho, no CCSP

1985

- Vitória ES - 3 Foragidos, na Ufes. Galeria de Arte e Pesquisa

1986

- Fortaleza CE - Imagine: o planeta saúda o cometa, na Arte Galeria

1986

- Los Angeles (Estados Unidos) - 1 st Los Angeles International Art Fair

1986

- Niterói RJ - Na Ponta do Lápis, na Galeria de Arte da UFF

1986

- Nuremberg (Alemanha) - 3ª Trienal de Desenho, no Germansches National Museum

1986

- Porto Alegre RS - Caminhos do Desenho Brasileiro, no Margs

1986

- Viena (Áustria) - 3ª Trienal de Desenho, no Gurlitt Museum

1986

- Linz (Áustria) - 3ª Trienal de Desenho, na Neue Galerie der Stadt Linz

1987

- Los Angeles (Estados Unidos) - 2 nd Los Angeles International Art Fair

1987

- Nova York (Estados Unidos) - Coletiva, na Scott Hanson Gallery e Eliane Benson

Gallery

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1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no

MAM/RJ

1988

- Paris (França) - Avant-Première, na Galerie Charles Sablon

1989

- Rio de Janeiro RJ - Rio Hoje, no MAM/RJ

1990

- Colônia (Alemanha) - 24ª Cologne Art Fair, no Stand Galeria Luisa Strina

1990

- Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria do Ibeu Copacabana

1991

- Basiléia (Suíça) - Basel Fair, no Stand Galeria Luisa Strina

1991

- Caracas (Venezuela) - Brasil: la nueva generación, na Fundación Museo de Bellas

Artes

1991

- Paris (França) - Blancs Dominantes, na Galerie Charles Sablon

1992

- Niterói RJ - 1ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial

1992

- Paris (França) - 33 Esculturas Latino-Americanas, no Centro Cultural Mexicano

1993

- Brasília DF - 2º Fórum Brasília de Artes Visuais

1993

- Brasília DF - Um Olhar sobre Joseph Beuys, na Fundação Athos Bulcão

1993

- Niterói RJ - 2ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no MAC/Niterói

1993

- Rio de Janeiro RJ - Brasil, 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA

1993

- Rio de Janeiro RJ - Direitos Humanos: pintando a solução, no MNBA

1993

- Rio de Janeiro RJ - Emblemas do Corpo: o nu na arte moderna brasileira, no CCBB

1993

- São Paulo SP - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateubriand, na

Galeria de Arte do Sesi

1994 - Rio de Janeiro RJ - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateubriand,

no MAM/RJ

1996 - Niterói RJ - Arte Contemporânea Brasileira na Coleção João Sattamini, no

MAC/Niterói

1996

- Rio de Janeiro RJ - Coleção Carioca, no Espaço Cultural dos Correios

1996

- Rio de Janeiro RJ - Mesas/Mensae, na Funarte. Centro Nacional de Folclore e

Cultura Popular

1996

- Rio de Janeiro RJ - Muito Antes Pelo Contrário, na Galeria Paulo Fernandes

1996

- São Paulo SP - 23ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - Prêmio

Bravo Brasil TVA, ao melhor artista brasileiro da mostra

1996

- São Paulo SP - Desenhos, no Espaço Ox

1997

- Curitiba PR - Coletiva de Abertura - Casa da Imagem

1997

- São Paulo SP - Arte Cidade: a cidade e suas histórias, na Estação da Luz, nas

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Indústrias Matarazzo e no Moinho Central

1998

- Belo Horizonte MG - Escultura Brasileira Contemporânea, no MAP

1998

- Brasília DF - Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no MAB/DF

1998

- Maracaibo (Venezuela) - 3ª Bienal do Barro de América, no Centro de Arte de

Maracaibo Lia Bermúdez

1998

- Niterói RJ - Espelho da Bienal, no MAC/Niterói

1998

- Ribeirão Preto, SP - As Dimensões da Arte Contemporânea, no Museu de Arte de

Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi

1998

- São Paulo SP - 3ª Bienal do Barro de América, no Memorial da América Latina

1998

- São Paulo SP - Fronteiras, no Itaú Cultural

1998

- São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto

Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp

1998- Niterói RJ - Espelho da Bienal, no MAC/Niterói

1999

- Belo Horizonte MG - Da Pintura e da Escultura, na Celma Albuquerque Galeria de

Arte

1999

- Porto Alegre RS - 2ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, no Margs, no Espaço

Usina Gasômetro e no Espaço Armazém do Cais do Porto (antigo DEPREC)

1999

- São Paulo SP - Mostra Rio Gravura. Impressões Contemporâneas, no Paço Imperial

1999

- São Paulo SP - Território Expandido, no Sesc Pompéia

2000

- Lisboa (Portugal) - Século 20: arte do Brasil, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

2000

- Niterói RJ - Coleção Sattamini: dos materiais às diferenças internas, no MAC/Niterói

2000

- São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal

2000

- São Paulo SP - Fim de Milênio: os anos 90 no MAM, no MAM/SP

2001

- Rio de Janeiro RJ - O Espírito de Nossa Época, no MAM/RJ

2001

- São Paulo SP - O Espírito de Nossa Época, no MAM/SP

2002

- Belo Horizonte MG - Antonio Dias e Nelson Felix, na Celma Albuquerque Galeria

de Arte

2002

- Brasília DF - Fragmentos a Seu Ímã, no Espaço Cultural Contemporâneo Venâncio

2002

- Fortaleza CE - Ceará Redescobre o Brasil, no Centro Dragão do Mar de Arte e

Cultura

2002

- Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som do Rock Pop Brasil, no Paço Imperial

2002

- Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial

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2002

- Rio de Janeiro RJ - 10ª Universidarte, na Galeria Maria Martins Universidarte

2002

- São Paulo SP - 4º Artecidadezonaleste, no Sesc Belenzinho

2002

- São Paulo SP - Infláveis, no Sesc Belenzinho

2002

- São Paulo SP - Insólitos, no MAM/SP

2002

- São Paulo SP - Mapa do Agora: arte brasileira recente na Coleção João Sattamini do

Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Instituto Tomie Ohtake

2003

- São Paulo SP - 2080, no MAM/SP

2003

- São Paulo SP - Meus Amigos, no MAM/SP

2003

- São Paulo SP - Tomie Ohtake na Trama Espiritual da Arte Brasileira, no Instituto

Tomie Ohtake

2003

- Vila Velha ES - O Sal da Terra, no Museu Vale do Rio Doce

2004

- Rio de Janeiro RJ - Tomie Ohtake na Trama Espiritual da Arte Brasileira, no MNBA

2004

- São Paulo SP - Arte Contemporânea no Ateliê de Iberê Camargo, no Centro

Universitário Maria Antonia

2004 - São Paulo SP - Fotografia e Escultura no Acervo do MAM - 1995 a 2004, no

MAM/SP

Textos críticos

"Depois de rápido aprendizado com Ivan Serpa em 1971 (

),

ainda que nesse período

jamais tivesse abandonado a prática do desenho, seu instrumento básico, preferiu esperar até

1980 para apresentá-lo de maneira mais volumosa e conseqüente numa primeira individual.

Desde então, esses desenhos conservaram um caráter de comentário sintético, de redução da figura humana e dos objetos a um mínimo de indícios, bem como de economia constante no plano cromático. Os pretos predominam, provocando uma sensação de feltro a sustentar a violência dos choques da memória, convocada a transitar de novo com as suas histórias nunca completas e claras. Agrada-lhe também exercitar formatos inusitados de suporte, gosto que talvez seja uma parte da explicação para os objetos e as esculturas, de borracha e metal, com que passou a trabalhar nos últimos tempos. Sempre recorrendo à estranheza, matriz do mágico".

Roberto Pontual

PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: JB, 1987.

"Toda a produção de Nelson Felix tem uma feição orgânica inequívoca. O artista lança mão de formas tiradas do corpo humano, usa por vezes seres vivos em suas obras (plantas, animais, etc.) e mesmo o caráter das relações que estabelece tem muito de troca de energia, de movimento vital. Com isso sua obra tende a existir praticamente em dois planos: um estritamente formal, que se entrega plenamente aos olhos do observador, e outro sugerido, ao qual não temos acesso direito e que possui uma vida misteriosa e intensa. Será a precisão

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na articulação dessas duas dimensões que conferirá ao trabalho não só uma particularidade em meio à produção contemporânea como principalmente um teor crítico distante das inúmeras mitologias intimistas dos nossos dias".

Rodrigo Naves

NAVES, Rodrigo. O espírito da coisa. In: FELIX, Nelson. Nelson Felix. Texto Rodrigo Naves. São Paulo: Cosac & Naify, 1998. p. 14.

Depoimentos

"Eu tenho um método: não anotar, não desenhar. Se você está envolvido mentalmente com

o trabalho, ele vai ficando na cabeça, você vai elaborando o tempo inteiro. Quando eu fui

morar na montanha aconteceu uma coisa interessante. Eu fiquei cinco anos sem luz, e isso me trouxe uma certa disciplina. Eu desenhava muito naquela época, e quando chegava uma

determinada hora eu tinha de parar porque não tinha mais luz. Então eu acendia a lareira e ficava pensando no que eu ia fazer no dia seguinte: amanhã eu tenho de ver a placa de chumbo, fazer isso, fazer aquilo. No dia seguinte, eu estava muito certo do meu primeiro ato, imediatamente, meu pensamento descia para a mão, e eu começava a pensar com a mão

e com a cabeça ao mesmo tempo. Já o processo da escultura é diferente. Ele está totalmente na cabeça, sempre, ele nunca desce para a mão, quando desce para a mão - é um ato de fazer, tem de ser assim".

Nelson Felix

FELIX, Nelson. Nelson Felix. Texto Rodrigo Naves. São Paulo: Cosac & Naify, 1998. p. 43.

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