Biota Neotrop., vol. 9, no.

2

Os Répteis do Município de São Paulo: diversidade e ecologia da fauna pretérita e atual
Otavio Augusto Vuolo Marques1, Donizete Neves Pereira1,3, Fausto Erritto Barbo1,4, Valdir José Germano2 & Ricardo Jannini Sawaya1 Laboratório Especial de Ecologia e Evolução, Instituto Butantan, Av. Dr. Vital Brasil, 1500, CEP 05503-900, São Paulo, SP, Brasil 2 Laboratório de Herpetologia, Instituto Butantan, Av. Dr. Vital Brasil, 1500, CEP 05503-900, São Paulo, SP, Brasil 3 Programa de Pós Graduação Interunidades em Biotecnologia, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade de São Paulo – USP. Av. Prof. Lineu Prestes, 1730. Ed. ICB-IV, Ala Norte, sala 3, Cidade Universitária, CEP 05508-900, São Paulo, SP, Brasil 4 Programa de Pós Graduação em Biologia Animal, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Rua Cristóvão Colombo, 2265, CEP 15054-000, CEP 15054-000, São José do Rio Preto, SP, Brasil 5 Autor para correspondência: Otavio Augusto Vuolo Marques, e-mail: otaviomarques@butantan.gov.br MARQUES, O.A.V., PEREIRA, D.N., BARBO F.E., GERMANO, V.J. & SAWAYA, R.J. Reptiles in São Paulo municipality: diversity and ecology of the past and present fauna. Biota Neotrop., 9(2): http://www. biotaneotropica.org.br/v9n2/en/abstract?article+bn02309022009. Abstract: The reptile fauna in the municipality of São Paulo is well sampled due to intensive collection in the last 100 years. In the present work we provide a checklist of reptile species in São Paulo municipality based on preserved specimens in scientific collections. The reptile fauna was also characterized by three ecological parameters: habitat use, substrate use, and diet. We recorded a total of 97 reptile species (two turtles, one crocodilian, 19 lizards, seven amphisbaenians, and 68 snakes). Approximately 70% of the lizards and 40% of the snakes are typical of forest habitats of the Serra do Mar mountain range. Other squamates are typical of open formations that occur mainly on inland Cerrado habitats. All turtles and the crocodilian are associated to riparian habitats. Approximately 63% of the lizards are predominantly terrestrial, and the remaining species are arboreal. Most species of snakes are terrestrial (38%) or subterranean/criptozoic (25%) whereas a smaller proportion are arboreal (18%) or aquatic (9%). Lizards feed upon arthropods. Almost 50% of the snake species are specialized or feed mainly upon anuran amphibians. Other important items consumed by snakes are mammals (24%), lizards (18%), subterranean vertebrates (10%), and invertebrates (earthworms, mollusks and arthropods; 15%). A total of 51 reptile species have not been recorded for the last six years. Probably many of these species are extinct in the region due the intense local urbanization and habitat loss. The survey of species collected in São Paulo municipality and received in the Instituto Butantan in recent years allowed the identification of 10 lizards at least 42 snake species already occurring in the region. The high species richness of the original fauna seems related to the geographic location of the municipality, in a contact zone between forested areas of the Atlantic Forest (ombrophilous forest) and open formations (savannas, high-altitude grassland). Thus, the original habitat composition probably allowed sympatry among different species pools typical of both open and forested formations. The extant snake fauna recorded in the last three years indicates a higher loss of the species in open formations when compared to the forested areas. Keywords: reptiles, diversity, municipality of São Paulo, richness, ecological tendency.
1

MARQUES, O.A.V., PEREIRA, D.N., BARBO F.E., GERMANO, V.J. & SAWAYA, R.J. Os Répteis do Município de São Paulo: diversidade e ecologia da fauna pretérita e atual. Biota Neotrop., 9(2): http://www. biotaneotropica.org.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009. Resumo: O Município de São Paulo é uma área bem amostrada em relação à fauna de répteis devido à coleta intensiva feita pela população local nos últimos 100 anos. Neste trabalho consultamos registros e examinamos exemplares de coleções científicas para elaborar uma lista das espécies da região. A fauna de répteis também foi caracterizada em relação a três parâmetros ecológicos: uso do ambiente, uso de substrato e hábitos alimentares. Registramos um total de 97 espécies de répteis (dois quelônios, um crocodiliano, 19 lagartos, sete anfisbenídeos e 68 serpentes). Aproximadamente 70% da fauna de lagartos e 40% das serpentes é composta por espécies típicas de ambientes florestais e ocorrem na Serra do Mar. Outros squamata são característicos de formações abertas e são encontrados, sobretudo nas formações abertas de Cerrado do interior paulista. Todas tartarugas e o crodiliano

http://www.biotaneotropica.org.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009

http://www.biotaneotropica.org.br

incluindo a utilização de ambiente (área florestal e/ou aberta) e dos recursos associados incluindo o uso de substrato e a dieta. onde os registros de procedência podiam ser facilmente confundidos (q.org. apresentamos a abundância relativa das serpentes registradas no município entre 2003 e 2006. Biota Neotrop. vol. permitem caracterizar a riqueza de espécies de uma região. Palavras-chave: répteis. Outros itens alimentares importantes são mamíferos (24%). a região deveria permitir originalmente a ocorrência concomitante de muitas espécies de áreas florestais e abertas. Introdução A América do Sul apresenta grande diversidade de ambientes e abriga uma das herpetofaunas mais ricas do mundo. Alguns trabalhos listam os répteis de determinada localidade. o Município de São Paulo certamente é uma das localidades mais bem amostradas. tendências ecológicas. riqueza. 1991). portanto. tamanho de fragmentos. considerando o tamanho desse continente.g.br Métodos Uma quantidade significativa dos espécimes de répteis coletados desde o início do século passado no Município de São Paulo foi tombada nas coleções do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP) e do Instituto Butantan (IBSP).br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 . uma vez que é o único grupo que pode ser considerado bem amostrado nos últimos anos em função do Instituto Butantan. Ao longo de três anos (agosto de 2003 e julho de 2006) todos exemplares coletados dentro do limite do Município de São Paulo e recebidos pelo IBSP foram tombados na coleção herpetológica denominada MSP. vinculada no momento ao laboratório de Herpetologia do IBSP. grau de preservação de vegetação. 2008. Após esse procedimento. Este trabalho faz parte de uma série de estudos que estão sendo desenvolvidos sobre a fauna de répteis da área urbana do Município de São Paulo.b. Porém. Sawaya et al. de outros pesquisadores e da literatura (e. Sawaya et al. Nessa região. não permitem uma boa avaliação da diversidade de espécies.biotaneotropica. Rodrigues 1990. Strüssmann & Sazima 1993. Esses dados são fundamentais para detectar quais espécies de répteis ainda ocorrem em uma região perturbada como o Município de São Paulo e quais são as prováveis necessidades ecológicas de cada espécie (q. 2004. no. porém estudos sobre a diversidade de répteis de uma dada localidade ainda são escassos. com registro na literatura para localidade de Rio Pequeno. A fauna de serpentes atual registrada ao longo dos últimos três anos indica que houve uma perda maior da biodiversidade de espécies de formações abertas em relação àquelas de formações florestais. Tais informações são essenciais para avaliar as condições locais que permitem a ocorrência desses répteis na região (e. O. Quase 50% das espécies de serpentes alimentam-se exclusivamente ou predominantemente de anfíbios anuros. porém a coleta intensiva de material testemunho pela população local iniciou-se há cerca de 100 anos. et al. moluscos e artrópodes.. muitos estudos conduzidos nesta região devem representar subamostragens das espécies que lá ocorrem (q. Comparamos as tendências ecológicas (uso de ambiente. Município de São Paulo. incluindo a porção sudeste (Sazima & Haddad 1992. vertebrados subterrâneos (10%) e invertebrados (minhocas.. Nosso objetivo é listar as espécies de répteis registradas no Município de São Paulo ao longo dos últimos 100 anos e caracterizar as tendências ecológicas desta fauna.. campos de altitude).g.140 Marques. Sazima & Haddad 1992. Martins 1991. também outros argumentos em Rhodin et al.biotaneotropica. Além disso. Área de estudo O Município de São Paulo (Figura 1) apresenta área total de 62. Um exemplo foi o cágado Mesoclemmys hogei.950 ha (57. apresentava um mosaico de áreas florestais de Mata Atlântica e formações naturais abertas (cerrados. dos quais 35. O levantamento de espécies coletadas no Município de São Paulo e recebidas pelo Instituto Butantan em anos recentes permitiu identificar pelo menos 42 espécies de serpentes e 10 lagartos que ainda ocorrem na região. que. foram utilizadas informações prévias obtidas pelos autores deste trabalho.org. Sazima & Abe 1991. substrato e dieta) da fauna de répteis atual (2003-2006) e pretérita (últimos 100 anos).7%) correspondem a áreas urbahttp://www.v. A elevada riqueza desta fauna pretérita parece ser decorrente da localização geográfica do município. Barbo 2008a. Além disso.A. Registros de répteis na região remontam do século XVI (ver Papavero & Teixeira 2007). Desse modo. que recebe grande quantidade desses animais da população de todo o município. Cunha & Nascimento 1978). 1. Provavelmente muitas dessas espécies já estão extintas na região em função da intensa urbanização e perda de hábitats. a fauna de serpentes continua sendo bem muito amostrada atualmente em função da presença do Instituto Butantan na cidade de São Paulo. Excluímos registros de coleção e/ou da literatura com registro único para o Município de São Paulo e com distribuição conhecida distante dessa localidade (>400 km). 15%). recursos disponíveis). 2 estão associados a corpos da água. desde que envolvam grande esforço de coleta. A maior parte das espécies de serpentes é terrícola (38%) ou subterrânea/criptozóica (25%). Vários trabalhos abordando a história natural e ecologia de répteis de uma dada localidade foram feitos no Brasil (e. no passado. este exemplar foi obtido no serpentário do Instituto Butantan. resultados prévios em Puorto et al. Aproximadamente 63% dos lagartos são predominantemente terrícolas e os demais são arborícolas.v. com ênfase em serpentes. Sazima & Manzani 1995. Incluímos espécies observadas por nós dentro do limite do Município de São Paulo. Um total de 51 espécies não tem sido registrado ao longo dos últimos seis anos no município. Esses estudos pretendem disponibilizar dados sobre distribuição e história natural das espécies no município (cf. Para elaborar a lista das espécies dessa região consultamos inicialmente os registros de ambas as coleções. Estudos com esse enfoque. A comparação (usando teste qui-quadrado) foi feita considerando apenas as serpentes. França et al. lagartos (18%). 2006). Sazima & Haddad 1992. Para determinar os parâmetros ecológicos de cada espécie. Zimmerman & Rodrigues 1990. no Município de São Paulo (SMF 62530). Barbo & Sawaya 2008). 1982). Marques 1998.g. Souza 2004. Marques et al. 1994.. comentários em Vanzolini 1948 e Sazima & Haddad 1992) e. 2008). dando ênfase à caracterização taxonômica das espécies (e. Ribas & Monteiro-Filho 2002.g. http://www.V. Dixon & Soini 1977. Além disso.v. 9. Vanzolini 1948. Marques & Sazima 2004. menor parte é arborícola (18%) ou aquática (9%). Artrópodes são o item predominante na dieta de lagartos. Cada espécie foi caracterizada em relação ao bioma de ocorrência e aos seus principais atributos ecológicos.. todos os exemplares com identificação duvidosa ou questionável foram examinados para sua determinação correta. Vitt & Vangilder 1983. A suposta localidade desse espécime (holótipo) está situada à cerca de 400 km da ocorrência dos limites dos outros exemplares conhecidos da espécie. Vanzolini 1948).356 ha.

Figura 2.803 ha) na zona rural (Silva 1993).org. Duas fisionomias ainda presentes e dominantes na paisagem pretérita do Município de São Paulo: Floresta semi-decidual. south zone). south zone). O Parque Estadual do Juquery. Figure 1.biotaneotropica. apenas 16.360 ha) na zona urbana e 6.. 1970). Entre estas áreas urbanizadas e alteradas. Um dos primeiros trabalhos sobre a vegetação do Município de São Paulo (Usteri 1911) já relata a ausência de Mata Atlântica primária na região.org. com áreas de várzea e campos de altitude (Usteri 1911) (Figura 2). Two current physiognomies which were dominant in the past landscape of the municipality of São Paulo: semi deciduous forest. Acredita-se que a região apresentava uma paisagem original predominantemente florestal. em Franco da Rocha. high-altitude grassland right (Núcleo do Curucutu do Parque Estadual da Serra do Mar. campo de altitude. zona sul). left (Parque da Estadual Fontes do Ipiranga. direita (Núcleo do Curucutu do Parque Estadual da Serra do Mar. eventualmente com a presença de araucária (Araucaria angustifolia) e ocorrência de Cerrado em campos confinados a áreas com condições de solo particulares (Ab’Saber 1963. vol. no. sendo 10. dominado por Cerrado. Localization and range of the municipality of São Paulo. esquerda (Parque da Estadual Fontes do Ipiranga.1% (3. Figure 2. Vegetação Mesmo antes do descobrimento.br . não existem dados precisos sobre a vegetação original do Município de São Paulo. http://www.226 ha) são ocupados por áreas verdes. 2 Répteis do Município de São Paulo 141 nizadas e alteradas onde vive cerca de 65% da população.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 http://www. zona sul). a região do Planalto Paulistano já era um núcleo de povoamento importante ocupado por índios tupiniquins. que provavelmente já modificavam a vegetação original (Petrone 1995). 47° W 46° 45' W 46° 30' W 46° 15' W 46° W 23° 30' S 23° 45' S N O S 24° S L 10 0 10 20 km Figura 1. Localização e limites do Município de São Paulo. estimada em 10 milhões de habitantes (Prefeitura do Município de São Paulo 2002).2% (6.biotaneotropica.Biota Neotrop. 9. Porém.4% (10. 2.

TE = terrícola.biotaneotropica. et al.142 Marques. se = snakes. la = lagartos. Biota Neotrop. uso do substrato (SU = subterrâneo. mo = molusco. MA MA A F AQ AQ ar ar. ca = cecilídeos ou anfisbenídeos. Ao longo do município existem sete unidades de conservação que correspondem a 7. e dieta (ve = vegetais. Table 1. além dos campos naturais e formações de várzea. vr MA F AQ vr CE. ol = earthworms. substrate use (SU = subterranean.org. sete de anfisbenídeos e 68 de serpentes (Tabela 1). an = anuran amphibians. principal bioma em que ocorrem (CE = Cerrado e MA = Mata Atlântica) e atributos ecológicos: uso do ambiente (A = área aberta e F = área florestada). MA MA(pl) MA MA CE MA(pl) MA MA MA MA MA MA CE MA CE A. an = anfíbios anuros. vol.biotaneotropica. ca = caecilids or amphisbenids. nos Parques Estaduais do Jaraguá e da Cantareira e no Parque Municipal do Anhangüera. Répteis registrados no Município de São Paulo. mo = mollusks. O. Atualmente existem cerca de 700 fragmentos no Município de São Paulo. AR = arborícola. Ao norte. F F F F A F F F F F F F A F A AR AR AR AR AR AR TE TE TE TE TE AR TE TE TE ar ar ar ar ar ar ar ar ar ar ar ar ar ar.733 ha de áreas protegidas. Resultados Foram registradas ao longo dos últimos 100 anos no Município de São Paulo 97 espécies de répteis. vr. Bioma Quelonia CHELIDAE Acanthochelys spixii Hydromedusa tectifera Crocodila ALLIGATORIDAE *Caiman latirostris1 Lacertilia GEKONIDAE *Hemidactylus mabouia2 POLYCHRIDAE Anisolepis grilii Enyalius iheringii Enyalius perditus Polychrus acutirostris Urostrophus vautieri GYMNOPHTALMIDAE Colobodactylus taunayi Ecpleopus gaudichaudii Heterodactylus imbricatus Pantodactylus quadrilineatus Pantodactylus schreibersii Placosoma glabelum TEIIDAE *Ameiva ameiva * Tupinambis merianae TROPIDURIDAE *Tropidurus itambere Hábitat Substrato Dieta CE. com remanescentes de floresta ombrófila.V. se = serpentes. AQ = aquatic). TE = terrestrial. ar = arthropods. uma de crocodiliano. vr = vertebrados.br http://www.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 . av = aves. ma = mammals. ma = mamíferos. Os maiores maciços florestais nativos estão confinados nos limites do município. Reptiles recorded in São Paulo municipality. no. vr = vertebrates.. floresta estacional e cerrado (Prefeitura do Município de São Paulo 2002). Tabela 1. que ainda resistem ao processo de expansão urbana (Mantovani 2000) (Figura 2). indicando que originalmente havia manchas naturais deste tipo de ambiente na região. AQ = aquático).org. 9. sendo duas de quelônios. AR = arboreal. Ao sul. principalmente na Área de Proteção Ambiental (APA) de Capivari – Monos (na península do Bororé) e na margem direita da Represa Guarapiranga. and diet (ve = vegetables. A maioria (65%) possui áreas inferiores a 10 ha e poucos (3%) possuem extensão superior a 200 ha. pe = peixes. Parentheses indicate species recorded between 2003-2006 (data from reception of Instituto Butantan and personal observations of authors). ar = artrópodes.A. 19 de lagartos. the main biome of occurrence (CE = Cerrado e MA = Atlantic Forest) and ecological atributes:habitat use (A = open area e F = forested area). características de floresta ombrófila densa. abriga as APAs do Carmo e Iguatemi. av = birds. O Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (“Parque do Estado”) se destaca por estar totalmente envolvido por área urbana. apresentando-se como uma ilha de vegetação com formações significativas. ve ar http://www. la = lizards. 2 está muito próximo do limite noroeste do Município de São Paulo. O extremo leste do município. pe = fishes. se destacam as formações de floresta ombrófila densa e mata nebular. Atualmente a vegetação é constituída basicamente por fragmentos de vegetação secundária. Asteriscos indicam espécies registradas entre 2003-2006 (dados da recepção do Instituto Butantan e observação pessoal do autores). incluem significativos remanescentes de floresta ombrófila e campos de altitude (Prefeitura do Município de São Paulo 2002). ol = oligoquetos.

2 Répteis do Município de São Paulo 143 Tabela 1. ma http://www. no. la. A F F A F A A F A.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 Hábitat F A A F Substrato TE TE TE. la. vol. MA MA MA CE MA CE CE MA CE. MA(pl) CE. la. F A. ar Dieta ar ar ar ar MA CE CE CE CE CE MA CE CE MA(pl) MA A A F A A A F SU SU SU SU SU SU SU ar ar ar ar ar ar ol. F F F F F F F. F A F A SU AR SU SU SU SU SU TE AR AR AR AR TE TE TE TE TE TE SU TE AQ AQ AQ TE AQ. MA(pl) MA CE MA MA CE CE MA CE. 9. ar MA(pl) MA(pl) CE CE CE. Continuação.org. ar TE.br . pe an an an an an. Bioma ANGUIDAE Ophiodes fragilis Ophiodes striatus SCINCIDAE Mabuya dorsivittata Mabuya frenata Amphisbaenia AMPHISBAENIDAE *Amphisbaena alba *Amphisbaena dubia Amphisbaena hogei *Amphisbaena mertensi *Amphisbaena trachura Cercolophia roberti *Leposternon microcephalum Serpentes ANOMALEPIDIDAE *Liotyphlops beui TROPIDOPHIIDAE *Tropidophis paucisquamis COLUBRIDAE *Apostolepis assimilis Apostolepis dimidiata *Atractus pantostictus *Atractus reticulatus *Atractus zebrinus Boiruna maculata *Chironius bicarinatus *Chironius exoletus Chironius flavolineatus Chironius quadricarinatus Clelia plumbea *Clelia quimi Echinanthera amoena *Echinanthera cephalostriata Echinanthera cyanopleura *Echinanthera undulata Elapomorphus quinquelineatus *Erythrolamprus aesculapii Gomesophis brasiliensis *Helicops carinicaudus *Helicops modestus Liophis atraventer Liophis almadensis Liophis flavifrenatus *Liophis miliaris *Liophis jaegeri *Liophis poecilogyrus Liophis reginae *Liophis typhlus Mastigodryas bifossatus http://www.biotaneotropica.. F A. ma ma. MA MA MA MA MA MA CE..org.. TE TE AQ. TE TE TE TE TE TE ar an ca ca ol ol ol se.Biota Neotrop. ma an an an an se. MA CE CE MA CE F F A A F F F A F F A.biotaneotropica. se an an an an ca se ol pe pe an an an an. F F A.

br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 . MA CE CE. la ca an. F F A Substrato TE TE SU AR. O. an ma (pl) Encontrada exclusiva ou predominantemente na Mata Atlântica de planalto. ma mo mo an la la ol ma. AR TE.. como matas de galeria (e. av an an an an ar an an. e invertebrados (minhocas.A. vol. AR TE AR AR AQ AR.biotaneotropica. F A A F F A A F A. Continuação. nattereri Thamnodynastes hypoconia *Thamnodynastes strigatus *Tomodon dorsatus Tropidodryas serra *Tropidodryas striaticeps Uromacerina ricadinii Waglerophis merremii *Xenodon neuwiedii ELAPIDAE Micrurus decoratus *Micrurus corallinus Micrurus frontalis *Micrurus lemniscatus VIPERIDAE *Bothrops jararaca *Crotalus durissus Bioma MA(pl) CE CE CE CE. Outros itens alimentares incluem lagartos (18%). 9. 2 Tabela 1. *Oxyrhopus clathratus *Oxyrhopus guibei Phalotris mertensi Philodryas aestivus *Philodryas olfersii Philodryas mattogrossensis *Philodryas patagoniensis Phimophis guerini Pseudoboa serrana *Sibynomorphus mikanii *Sibynomorphus neuwiedii Simophis rhinostoma *Siphlophis longicaudatus Siphlophis pulcher Sordellina punctata *Spilotes pullatus *Taeniophallus affinis Taeniophallus bilineatus Taeniophallus occipitalis Taeniophallus persimilis *Tantilla melanocephala Thamnodynastes cf. Praticamente metade das serpentes alimenta-se exclusivamente ou predominantemente de anfíbios anuros e cerca de um quarto (24%) utilizam mamíferos.org.br A maior parte das serpentes possui hábitos exclusivamente terrícolas (38%). AR TE.V. AR TE. F F F F F A F F F A. no. la an.. MA(pl) MA CE MA(pl) MA MA MA MA MA CE MA CE MA CE. F F A F F F F F F A F A F A. la ma. Entre agosto de 2003 e julho de 2006 foram recebidas pelo Instituto Butantan 1370 serpentes de 37 espécies (Figura 3). TE AR. e mesmo entre as espécies mais típicas de Cerrado. Aproximadamente 60% das espécies registradas ocorrem usualmente na Mata Atlântica da Serra do Mar e as demais são registradas em áreas abertas do domínio de Cerrado no interior do estado. F A. MA MA MA MA(pl) MA CE MA MA(pl) MA CE MA MA CE Hábitat F A. As espécies mais freqüentes foram Oxyrhopus guibei (25% do número total de http://www. Entre os lagartos há espécies arborícolas (32%) e terrícolas (68%) e quase todos dependem de artrópodes para sua alimentação (ver Tabela 1). TE AR. ma la la. ma an. AR TE TE.org... F A. http://www. Sawaya et al. A maioria dos répteis registrados vive em áreas florestadas. Algumas espécies também podem ser encontradas nas duas regiões indistintamente. ma mo ma.144 Marques. geralmente em altitudes > 600 m. 1-sem espécimes testemunho em coleção. TE AR. AR AR TE TE SU SU SU SU TE TE Dieta ma. MA CE. 3-inclui vertebrados. Todas as tartarugas e o jacaré são típicos de ambientes aquáticos e possuem dieta baseada em peixes e invertebrados aquáticos. algumas vivem associadas às áreas florestadas. Biota Neotrop. 15%). moluscos e artrópodes. la an an an ca ca ca ca ma. la ma. Atractus pantostictus) (cf. mas existem relatos de exemplares nos rios Tietê e Pinheiros dentro dos limites do município. TE TE TE TE TE. as demais usam substratos subterrâneos ou sob a serapilheira (25%). TE CR CR CR CR CR TE. 2008). et al. sobre a vegetação (18%) ou vivem associadas a corpos d’água (9%). ma an. 2-espécie exótica. MA CE MA(pl) CE. vertebrados subterrâneos (10%).biotaneotropica.g. ma an.

Emon = Erythrolamprus aesculapii monozona.80. Ecep = Echinanthera cephalostriata. Spul = Spilotes pullatus. Em parte essa elevada riqueza de espécies do MSP deve-se ao fato dessa área ter sido muita bem amostrada. Cqui = Clelia quimi. Polf = Philodryas olfersii. Bjar = Bothrops jararaca. Tper = Taeniophallus persimilis. indivíduos). Taff = Taeniophallus affinis.16. p = 0. Lmil = Liophis miliaris. Haddad & Sazima 1992) ou ausência de compilação de dados. Ocla = Oxyrhopus clathratus. a fauna pretérita apresentava número de espécies de áreas abertas significativamente maior do que a atual (χ2 = 7. no. os dados sobre regiões de Mata Atlântica na baixada litorânea indicam riqueza bem menor.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 Museu de Zoologia na região desde o início do século XX certamente garantiram essa boa amostragem ao longo dos últimos 100 anos. Entretanto.org. outras áreas dentro do domínio da Mata Atlântica também foram bem amostradas e apresentam riqueza menor de espécies. A Estação Ecológica Juréia-Itatins. são semelhantes às da fauna de serpentes registrada últimos 100 anos.000 ha). devido a deficiências de amostragem (e. Ogui = Oxyrhopus guibei. possui 36 espécies de répteis registrados. Hmod = Helicops modestus. Thst = Thamnodynastes strigatus. Cqui = Clelia quimi. Ljae = Liophis jaegeri. Slon = Siphlophis longicaudatus. Cdur = Crotalus durissus.000 ha) em relação à região de Juréia-Itatins (80. Lpoe = Liophis poecilogyrus. Abundância relativa das serpentes do Município de São Paulo trazidas ao Instituto Butantan entre agosto de 2003 e julho de 2006 (N = 1372). esse número atinge cerca de 50 espécies (cf.. Portanto. mas tal diferença não foi significativa quando consideradas espécies que usam áreas florestais ou ambas as áreas (abertas/florestais) (χ2 = 3. Ppat = Philodryas patagoniensis.biotaneotropica. Mlem = Micrurus lemniscatus. 2 Répteis do Município de São Paulo 145 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 Aret Thst Mle Xneu Apan Sneu Even Eund Ecep Azeb Cexo Tpau Ogui Smik Ppat Lbeu Aass Hmo Ocla Spul Ltyp Lpoe Emo Tmel Lmil Cbic Slon Cqui Mcor Tdor Cdur Tper Ljae Bjar Polf Taff Tstr Figura 3. venustissimus. Apan = Atractus pantostictus. Tstr = Tropidodryas striaticeps. Ogui = Oxyrhopus guibei. Outras espécies relativamente comuns foram Philodryas patagoniensis (6%). Não estão disponíveis estimativas precisas da riqueza da fauna de répteis em regiões de Mata Atlântica no Planalto Paulistano. Sibynomorphus mikanii (24%) e Bothrops jararaca (13%). Azeb = Atractus zebrinus. Emon = Erythrolamprus aesculapii monozona. Mcor = Micrurus corallinus.org. Legenda: Aass = Apostolepis assimilis.Biota Neotrop. Bjar = Bothrops jararaca. Smik = Sibynomorphus mikanii. Smik = Sibynomorphus mikanii. cf. Figure 3. Cbic = Chironius bicarinatus. Tdor = Tomodon dorsatus. Tpau = Tropidophis paucisquamis. A alta riqueza de répteis do Município de São Paulo também é evidente quando consideradas somente as serpentes. 9. pois há regiões bem amostradas com material disponível nas coleções MZUSP e IBSP. Ltyp = Liophis typhlus. Xneu = Xenodon neuwiedii. Serra do Japi. p < 0.08 para áreas florestais e χ2 = 0. Ecep = Echinanthera cephalostriata. possui 80 espécies de serpentes (Marques et al. A Serra do Mar. litoral sul de São Paulo. Entretanto. Discussão O Município de São Paulo (MSP) está inserido no domínio da Mata Atlântica e a riqueza de répteis parece ser bastante elevada quando comparada a outras regiões dentro desse domínio. Lmil = Liophis miliaris. Slon = Siphlophis longicaudatus. Ltyp = Liophis typhlus.35. Taff = Taeniophallus affinis. Ocla = Oxyrhopus clathratus. Porém. Eund = Echinanthera undulata. p = 0. Lpoe = Liophis poecilogyrus. parece existir praticamente o dobro de espécies de répteis no Município de São Paulo (ca 60. Aret = Atractus reticulatus. Cexo = Chironius exoletus. Tdor = Tomodon dorsatus. Tomodon dorsatus (5%) e Liotyphlops beui (4%) (Figura 2). Even = Erythrolamprus a.37. Quando acrescentados dados de municípios nos arredores incluindo áreas de maior altitude. Lbeu = Liotyphlops beui. 2004). Relative abundance of the snakes of São Paulo municipality brought by lay people to the Instituto Butantan between August of 2003 and July of 2006 (N = 1372). Polf = Philodryas olfersii. Marques & Sazima 2004). Ppat = Philodryas patagoniensis. Sneu = Sibynomorphus neuwiedi..000 ha. Figura 4).g. Tper = Taeniophallus persimilis. Hmod = Helicops modestus. Cbic = Chironius bicarinatus. Eund = Echinanthera undulata. Mlem = Micrurus lemniscatus. ver Figura 4). Tpau = Tropidophis paucisquamis. para ambas áreas.br . Spul = Spilotes pullatus. Ljae = Liophis jaegeri. Cexo = Chironius exoletus. Apan = Atractus pantostictus. Thst = Thamnodynastes strigatus. Cdur = Crotalus durissus. Tmel = Tantilla melanocephala. Azeb = Atractus zebrinus. Hcar = Helicops carinicaudus. vol. que se estende em uma faixa desde Santa Catarina até o Rio de Janeiro. Legend: Aass = Apostolepis assimilis. Sneu = Sibynomorphus neuwiedi. Lbeu = Liotyphlops beui. Hcar = Helicops carinicaudus.01. ao passo que http://www.biotaneotropica. venustissimus. Xneu = Xenodon neuwiedii. Tmel = Tantilla melanocephala. As tendências ecológicas da fauna atual (registrada entre 2003 e 2006) em relação proporção de espécies que utilizam determinado recurso (alimento e substrato). A presença do Instituto Butantan e do http://www. Tstr = Tropidodryas striaticeps. Mcor = Micrurus corallinus. Even = Erythrolamprusa. com área de 80. Aret = Atractus reticulatus.

Portanto.. isto se deve ao fato de ter existido em boa parte do município. F). Atractus reticulatus e Sibynomorphus mikanii) e roedores (Oxyrhopus guibei e Bothrops jararaca). A fauna pretérita corresponde a lista elaborada por consulta à coleções e a atual aos animais coletados entre agosto de 2003 e julho de 2006. Crotalus durissus) podem ter invadido e colonizado algumas áreas em função das alterações ocorridas nas fisionomias nativas (cf. GO. portanto. Faria et al. terrenos baldios) (cf. a espécie mais abundante do Município de São Paulo. as demais estão associadas a fragmentos florestais (Barbo 2008a. Barbo & Sawaya 2008). mas com várias porções de fisionomias abertas permitiu a ocorrência concomitante de espécies com exigências ecológicas distintas.g. nas primeiras décadas do século passado. F F Figura 4. Zimmerman & Rodrigues 1990.g. Parque do Estado) devem apresentar uma fauna mais depauperada. Embora alguns elementos da fauna de répteis de florestas sejam suscetíveis às alterações antrópicas (q. sendo comparável inclusive com àquelas de regiões estudadas do Cerrado (e.biotaneotropica. 86 espécies em 130. campos e principalmente florestas (Usteri 1911).g.. inclusive.g. 2 40 35 30 25 20 15 10 5 0 A pretérita atual Fisionomia A. Liotyphlops beui foi a mais coletada. ao passo que áreas isoladas (e. Marques & Sazima http://www.. Chironius spp. Atractus reticulatus). Puorto et al. Chironius bicarinatus) e outras de típicas de altitudes superiores a 600 m (e.org. a heterogeneidade ambiental. em prep. 2008. Flutuações naturais da composição de répteis podem ocorrer e o curto período de amostragem da fauna atual (2003-2006) impossibilitam afirmar com segurança quais espécies devem ter desaparecido do Município de São Paulo.A. Parpinelli & Marques 2008).g. assim como quais espécies podem ser mantidas em fragmentos isolados. Atractus zebrinus. (cf. Estudos incluindo a coleta com armadilhas de interceptação e queda (“pitfall traps”) poderiam auxiliar na compreensão dessa questão. Outras serpentes e lagartos registrados no município dependem da estrutura complexa da vegetação e de recursos alimentares escassos em áreas urbanizadas (e.g. and data on extant fauna is based in snakes brought by lay people to the Instituto Butantan between August of 2003 and July of 2006.g. Number of snake species recorded in open areas (A) and forests areas (F) or in both (A. Portanto. 2005. Pseudoboa serrana. mas outras comuns em florestas semideciduais do planalto (e. Ainda existem poucos estudos do efeito da fragmentação sobre a comunidade de répteis (ver Colli 2003. Acredita-se inclusive que as espécies de áreas abertas poderiam colonizar e até expandir sua ocorrência para ambientes antrópicos.. É necessária uma avaliação mais detalhada dessas áreas para avaliar a composição e diversidade de espécies. Tropidophis paucisquamis). a fauna de répteis registrada para o Município de São Paulo inclui diversas espécies características de áreas florestais e outras típicas de áreas abertas (Barbo 2008a.g. Ainda é difundida a idéia que espécies de áreas abertas sejam em geral menos afetadas por mudanças no hábitat que aquelas vivem em áreas florestais. > 40 espécies. Parpinelli. Urostrophus vautieri). in the municipality of São Paulo. Micrurus corallinus.biotaneotropica. Além das extinções. beui seja. no MSP foram registradas aproximadamente 70 espécies (presente trabalho)...br período de 2003-2006 é grande (n = 1370) e deve refletir a riqueza atual de serpentes (q. A existência de um mosaico ambiental no Município de São Paulo com predominância de áreas florestais. 2007). Portanto. Portanto. As regiões mais preservadas e conectadas com áreas de preservação de grande extensão (e. Duas dessas serpentes (Liotyphlops beui e Sibynomorphus mikanii) parecem ser abundantes em ambientes muito alterados (e. De fato. uma parcela significativa das espécies conhecidas para a região já foi extinta localmente devido à intensa urbanização local. Liotyphlops beui. Apostolepis assimilis. Puorto et al. Provavelmente. a amostra de serpentes entre o http://www. Micrurus decoratus). um mosaico de áreas florestais (Mata Atlântica) e de formações abertas (e. A região abriga várias espécies típicas das florestas úmidas da vertente oceânica da Serra do Mar (e. Número de espécies de serpentes que ocorrem em áreas abertas (A) e florestadas (F) ou em ambas (A. Entre as serpentes subterrâneas. Barbo 2008a.. Marques et al.b) e poderiam ser classificadas como sinantrópicas. Tais atributos ecológicos (hábito noturno e dieta baseada em invertebrados ou roedores) parecem possibilitar a subsistência destas serpentes com relativo sucesso em uma área altamente urbanizada como São Paulo (cf. C. estudos futuros nos remanescentes naturais do Município de São Paulo poderão ser fundamentais para monitorar e compreender melhor como a fragmentação afeta a comunidade de répteis. são mais sensíveis e dependem de áreas preservadas com vegetação nativa (Marques & Sazima 2004). 2004). As duas mais comuns (Oxyrhopus guibei e Sibynomorphus mikanii) são freqüentemente encontradas dentro da região urbana. Sawaya 2004). há espécies noturnas. Figure 4. tenha hábito estritamente noturno e seja a mais subterrânea entre todas as espécies amostradas (cf. Barbo 2008a para estimativas de riqueza em diferentes regiões do município). Dixon & Soini 1977). Martins & Oliveira 1999. deve subamostrar espécies de hábitos subterrâneos (e. Enyalius iheringi. Dixo & Verdade 2006. O. Placosoma glabelum. Tropidodryas serra. Entretanto. MT. Mais de metade das serpentes encontradas atualmente no município pertencem a 3 espécies. The past fauna was obtained through the records in Herpetological Collections.g.) e. Região do Manso. 9. com. 1991) e a perda de 84% dos hábitats originais locais. Enyalius iheringhi.v. Entre as serpentes mais freqüentes no Município de São Paulo. Strüssmann. Serra da Cantareira e Parque do Carmo) devem permitir a existência de maior diversidade.. indicando que poucas espécies serão acrescentadas nesta lista e que praticamente metade das espécies que ocorriam originalmente na região foram extintas.g. Portanto. O Município de São Paulo está localizado no Planalto Atlântico próximo a Serra do Mar (Almeida 1964) em região originalmente recoberta por vegetação de várzea. que predam invertebrados (Liotyphlops beui. é possível que a cobra-cega L.000 ha. Há registros de espécies que ocorrem usualmente na baixada litorânea (e. O modo de coleta das serpentes. parece ser fator determinante da elevada riqueza local de espécies.b). uma vez que esse método permite amostrar de forma eficiente serpentes de hábitos subterrâneos (Martins & Oliveira 1999.. et al. vol.v.146 Marques.g. pess.g. Parque Nacional das Emas.. que inclui áreas abertas e formações vegetais distintas com altitude variável.b. A terceira (Bothrops jararaca) se restringe às áreas mais preservadas de mata nas zonas sul e norte do município e aos parques do Estado e do Carmo.g...V.org. a riqueza de espécies registradas para o Município de São Paulo é de fato bastante elevada.. Provavelmente. Silvano et al. 1991). Porém. a manutenção de fragmentos florestais é fundamental para manutenção de grande parte das espécies encontradas no município. no. 1998. outras espécies (e.. Biota Neotrop.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 . embora apresente pequeno porte.. F). Valdujo et al.) e da Amazônia (e. campos de várzea e de altitude e Cerrado) (Usteri 1911). baseado em coleta pela população local.

M. História natural dos répteis da Estação Ecológica Juréia-Itatins.V. 6(2):1-20. História Natural e Ecologia de Serpentes da Mata Atlântica.G.H.J. LAPS. de Planejamento Urbano São Paulo. Aldeamentos paulistas. Castro. Mus.E. lizards. Distribution and taxonomic status of Phrynops hogei.. PARPINELLI. PETRONE. Ferns. Herpetofauna de serrapilheira da Reserva Florestal de Morro Grande. M. In Biodiversidade do Estado de São Paulo: Síntese do conhecimento ao final do século XX (R. p. História Natural da cobra-cega Liotyphlops beui (Anomalepididae). Amazônia Central. Cadernos de Ciências da Terra. Ribeirão Preto. RHODIN. Composição Faunística. Milwakee Publ.V.. Seasonal and daily activity in the Pale-headed Blindsnake Liotyphlops beui (Serpentes: Anomalepididae) in southeastern Brazil.V. 295-296:239-246..biotaneotropica.R.B. Herpetol. MARTINS. A. 257-277. Brazil.R.E. A. ETEROVIC. 4(1):5-11. Brazil. FARIA. Ribeirão Preto. Outros estudos já detectaram que algumas espécies de serpentes são dependentes de áreas de campos (Marques et al.R. Southeastern Brazil. 16:37-45. 1998. Duleba. COLLI. 1994. Tese de Doutorado.org. CUNHA. 171-178. birds and bats in forest fragments and shade cacao plantations in two contrasting landscapes in the Atlantic forest. O. Diversidade e Distribuição das Serpentes no Município de São Paulo. 9. 1963. 1(1):25-36. central Amazonia.L. M.M. MARTINS. M. Atlas Ambiental do Município de São Paulo.br Agradecimentos Aos colegas Myriam E. M. Fase I: Diagnóstico e bases para a definição de políticas públicas para as áreas verdes no Município de São Paulo. & BAUMGARTEN. C. Avulsas. São Paulo. SP. 2006. Habitat variation and lizard diversity in a Cerrado area of Central Brazil.biotaneotropica. Cobertura Vegetal do Município de São Paulo. 12:1-71. Universidade Estadual de Campinas. E. MANTOVANI. Checklist. Snakes of the Brazilian Atlantic Forest: An Illustrated Field Guide for the Serra do Mar range. São Paulo. R. F.E. Par. Conserv. Amphisbaenians. 2002. A Fauna de São Paulo nos séculos XVI a XVIII nos textos dos cronistas.A. é provável que no passado muitas espécies do Município de São Paulo estariam restritas à manchas de áreas abertas já pouco abundantes na paisagem.G. F. 6:24-26. Estudo diagnóstico da diversidade de répteis do Estado de São Paulo. PUORTO. K. K. ed). 2006. COLLI. Campinas. Flora e Fauna (O. Souza que forneceram informações complementares sobre biologia dos répteis.Biota Neotrop. http://www. O. I. São Paulo. Tese de Doutorado. 2008.A. Calleffo.A. NOGUEIRA. Biociências.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 . Distribuição e habitat das tartarugas de água-doce (Testudines. The reptiles of the upper Amazon basin. 2008. Universidade de São Paulo. Crocodilians. DIXO. missionários e relatos maçoneiros.. 2006) e o mesmo tem sido verificado para espécies de lagartos (Nogueira et al. W... & SAZIMA. A. 2006. 32 p. R. Ecology of the colubrid snake Pseudablabes agassizii in south-eastern South America. Peru. 2004. 31(1):7-166.R. Tese de Doutorado.M. p. Acrópole. Portanto. C. Marques & W. do Meio Ambiente. Uma vez que a fauna de áreas abertas é mais sensível a alterações ambientais em relação à de áreas florestais é importante reforçar a necessidade e urgência na implementação de medidas de conservação dos campos naturais no município. Ao CNPq e FAPESP pelo apoio financeiro. Fauna and Environm. Fortaleza. F. 26(3):179-190. na Região da Estação Ecológica Juréia-Itatins. Mun. & SAZIMA. 40(2):105-112. Holos Editora. & MONTEIRO-FILHO. I.R. O. Os Répteis no Município de São Paulo: aspectos históricos. municipality of São Paulo. Chelidae) do estado do Paraná. 1991. Ciência Hoje. In Ecossistemas Brasileiros: Manejo e Conservação (V. Universidade de São Paulo. Herpetol. Holos Editora. Originalidade do sítio da cidade de São Paulo. uma vez que a maior perda de biodiversidade no município ocorreu entre as espécies associadas á áreas abertas..L. 2 Répteis do Município de São Paulo 147 2004). I.J. & SOINI. & MARQUES. Relatório Interno da Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura do Município de São Paulo. LAPORTA-FERREIRA. VALDUJO.. and snakes. Natural History of Snakes in Forests of The Manaus Region. 2005. O. In Além do Concreto: contribuições para a proteção da biodiversidade paulistana (L.J. Iquitos region. F. http://www. História natural de uma taxocenose de serpentes de mata na região de Manaus. & SAWAYA. Biodivers. 1970.G. ed). J. eds). 2005. P. O.V. 2009). 3(3):207-212. 2009.E. 1977. Austral Ecol. 2003. que abriga principalmente hábitats abertos. D. FRANÇA. Dissertação de Mestrado. Sec. Oliveira. São Paulo. PAPAVERO. A. Bajestero & M. O mosaico primário de matas e cerrados do Planalto Paulistano. & ARAÚJO.R. 1982(1):179-181.N. MARQUES.C. no estado e em todo o país. sendo os ambientes florestais verdadeiras barreiras à sua dispersão (ver Nogueira et al. Universidade Estadual Paulista. 2002. In Estação Ecológica Juréia-Itatins: Ambiente Físico. R. 1995. H. Ricardo A. J. Brazil: qualitative analysis of resource utilization. São Paulo. G. 1991. Referências Bibliográficas AB’ SÁBER. Composição. Nat. Takiya.R. 2004. Brasil. Editora da Universidade de São Paulo. & MARTINS.A. Brasil. & TEIXEIRA. 2007. C. Emílio Goeldi Publ. frogs. Hist. como campos e savanas naturais.org. MARQUES.. Malagoli. no. Herpetol. E. 16(8):2335-2357. Espécies de répteis que vivem no Cerrado estão em geral associadas a manchas de hábitat específicos. G. Ribeiro. BARBO. R. & OLIVEIRA.A.P. Claudino-Sales. F. 2000. 1982. L. R. História Natural. J. 13(76):66-67. 2006.R. NOGUEIRA. dominada por florestas (Usteri 1911). Fernanda S. & ROCHA-E-SILVA. MARTINS. Geol. I. Mus. Neotr. Biota Neotropica. AB’ SÁBER. F. São Paulo. O. M. G. Herpetol. Miguel T.R.. São Paulo.A. Murilo Rodrigues e Franco L. São Paulo. p. diversidade e conservação. P. & SAZIMA. & ABE. O. South Am. NOGUEIRA. Prefeitura do Município de São Paulo. vol. MARQUES.B. Ofídios da Amazônia X. São Paulo. os dados aqui obtidos não suportam essa visão. 2008b. Dissertação de Mestrado. D. SAWAYA. MARQUES. Biol.N. J. P. MARTINS. Nogueira et al. 234-267. Editora Instituto Socioambiental. 1999. Local richness and distribution of the lizard fauna in natural habitat mosaics of the Brazilian Cerrado. R. M.A. N. A. Diversidade e padrões de distribuição da fauna de lagartos do Cerrado. As cobras da região leste do Pará. turtles. M.S. & FRANÇA. 2005. In Atlas Ambiental do Município de São Paulo (H.. Editora EDUSP. & FRANCA. Stud.G. MITTERMEIER. Contr. Copeia. 1978. The conservation status of snakes in central Brazil. & NASCIMENTO. A.V.V. Cotia (SP).A.A. Nogueira 2006). PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. South Amer. Serpentes na selva de pedra. Whately. Sec. 34:83-96. STENDER-OLIVEIRA.. Fauna Environ. L. BARBO. Central Amazonia. The lizards of Balbina. FAPESP. a rare chelid turtle from Southeastern Brazil. MARQUES. 2008a. BARBO. Belém. F. PACIENCIA. Neotrop. DIXON. Ferrarezzi.V. eds). SP. F. 29-38. J. PARPINELLI. Estrutura de taxocenoses de lagartos em fragmentos naturais e antrópicos de Cerrado. Stud. p. RIBAS.B.F. Tais manchas hoje praticamente inexistem no município comprometendo de forma significativa a composição e a estrutura da herpetofauna nativa. Rodrigues. org). Universidade de São Paulo. Expressão Gráfica e Editora. F. DIXO. & VERDADE. II. de exemplares tombados em coleções e bibliografia. Tais espécies estão freqüentemente associadas ao domínio do Cerrado. São José do Rio Preto. 2008. M. 10(2):15-32.C.L. Mun. 1998. 6(2):78-150.V. 2007. A Frederico França e Cristiano Nogueira pelas sugestões que enriqueceram o manuscrito.

(P. São Paulo. Phillipi.J. Campinas. 425-449. 78-82. B. B. no Município de Pirassununga. 404-410.A. Leitão-Filho. 212-236. estado de São Paulo. Subsídios para Formulação de uma Política para Áreas Verdes no Município de São Paulo. SAZIMA.T. Morellato & H. L. Biol. Notas sôbre os ofídios e lagartos de Emas. I. UNICAMP. 8(3):377-400.S.S. VITT. (P. p.biotaneotropica. D. & MARTINS.D. 2004. In Ecologia e preservação de uma floresta tropical urbana: Reserva de Santa Genebra. Biota Neotropica. Amphib.R. PIMENTA. Campinas. L. manejo e função.C. I. São Paulo state.J. M. Campinas. R. SAZIMA.S. The assemblages of the Pantanal at Poconé western Brazil: faunal composition and ecology summary. DIXO. Répteis da Serra do Japi: notas sobre história natural. Rev.C. Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. In Fragmentação de Ecossistemas: Causas. VANZOLINI. Bras. FAPESP.H. M. p. Stud.SP. org). COLLI.O. 26(3):159-164. Uma revisão sobre padrões de atividade e alimentação de cágados brasileiros (Testudines. A. L. SAZIMA. MARQUES. & ABE. Fauna Environm. P.C. Rambaldi & D. ZIMMERMAN. 4(2-4):273-296.Reptil. STRÜSSMANN.F. 3(1):15-27.V. ed). & VANGILDER. Frogs. Flora der Umgebung der State São Paulo in Brasilien. eds). p. H.J.R. Brasília.O. 1992. Os lagartos da floresta Atlântica distribuição atual e pretérita e suas implicações para estudos futuros.. Habits of five Brazilian snakes with coralsnake pattern. 1991. 2008. Brazil. & HADDAD. 1995. I. p. Ed. São Paulo. Ed. 9.L. Efeitos sobre a Biodiversidade e Recomendações de Políticas Públicas (D. Morellato.L.F. G.B.. 1948. Academia de Ciências do Estado de São Paulo. O. 2 RODRIGUES.org. Tese de Doutorado. 28(33):157-168. Phyllomedusa. Universidade Estadual de Campinas. Verlag & Gustav Ficher.. 8(2):129-151. southeastern Brazil. & WIEDERHECKER. 2005.R. p. 426-454. Ecology of snake community in the northeastern Brazil. In História natural da Serra do Japi: Ecologia e preservação de uma área florestal no sudeste do Brasil. Chelidae). Neotr.org.T. 1983. SOUZA. Composition and natural history of a Cerrado snake assemblage at Itirapina. História Natural e Ecologia das Serpentes de Cerrado da Região de Itirapina . Yale University Press. In A Questão Ambiental Urbana: Cidade de São Paulo (J. USTERI. M. Fauna and Environm. New Haven. Neotr. I. SBF. A. & MANZANI. & SAZIMA.A. 1990.E. & RODRIGUES. 1993.biotaneotropica.. C. Gentry.B. 1993. R. Oliveira. SAWAYA. Anfíbios e Répteis. Biota Neotrop. MMA. 1911.. et al. F.V. O. P. Stud.A. M. Recebido em 12/09/08 Versão Reformulada recebida em 29/04/09 Publicado em 19/05/09 http://www. snakes and lizards of INPA-WWF reserves near Manaus.L.148 Marques. vol. 1990. p.br http://www. orgs). no. SILVA. including a summary of defensive tactics. SAWAYA. ed).M. Jena. As cobras que vivem numa reserva florestal urbana. SILVANO.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 .. 2004. In II Simpósio sobre ecossistemas da costa sul brasileira: Estrutura. UNICAMP. C.V. 183-200. In Four neotropical rain forest (A.

Santo Amaro (IBSP 16092. Ophiodes fragilis Cantareira (MZUSP 3707). Santo Amaro (MZUSP 76284. Mabuya frenata (MZUSP 389. Brás (MZUSP 40734). Perus (IBSP 6657). Jaraguá (IBSP 42404. Parelheiros (IBSP 50236). 28133. 56412). Santo Amaro (IBSP 16088). Pantodactylus quadrilineatus (MZUSP 2280. 6886. 25632). 10207. Bororé (MZUSP 92269. 61476). 7359). 26527. Ipiranga (MZUSP 2842). 29607. Represa do Guarapiranga (IBSP 69876). 10420). Vila Gustavo (MZUSP 88661). 36616. Crotalus durissus Bairro Teotônio Vilela (IBSP 69973). Morumbi (IBSP 27136). 59533. Bothrops jararaca (IBSP 17741). 58477. 78203. 66859). São Paulo (LAROF 342. 68356). 53826). Leposternon microcephalum (MZUSP 77011. 67170. 36618. 2865). 4391). 46653). Parque do Estado (MZUSP 92183). Atractus pantostictus (IBSP 63496. Polychrus acutirostris Butantã (MZUSP 4388. Vila Galvão (IBSP 4780). Interlagos (MZUSP 88855). Liophis almadensis (IBSP 6424. Jaraguá (IBSP 61998). 880. 4328. Cidade Tiradentes (IBSP 62996). 60694. 59766. Vila Maria (IBSP 842). 28045). 92270). Caxingui (MZUSP 3616). Ophiodes striatus (MZUSP 468. 79690). 4519). Serpentes: Apostolepis assimilis Parque São Domingos (IBSP 59332. 40754). 6691.org. Helicops carinicaudus (IBSP 57659. Butantã (MZUSP 13594). 763. 91344). 19505. Butantã (IBSP 42178). Itaquera (MZUSP 56705). 10520. List of specimens examined in collections of Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP) and Instituto Butantan (IBSP). 7355. Parelheiros (IBSP 23156. Atractus reticulatus (IBSP 62394. 36554. Bairro Ponte Lavrada (IBSP 7717). Liophis miliaris Itaim-Bibi (IBSP 18169. 8042. 29424). 64621. 29013. Mastigodryas bifossatus Bairro Cidade Jardim (IBSP 56077). Brooklin (IBSP 20718. 40751. 79685). 1946-47). Micrurus corallinus (IBSP 6970. 55740. 89140). Santo Amaro (IBSP 12915). Santo Amaro (MZUSP 60424). Jaçanã (IBSP 69260). 64495). Liophis reginae Butantã (IBSP 27639. 78204. 89663). 36624. 3141. 8436. 63638. Enyalius iheringiii (MZUSP 3140. 30023. Parelheiros (IBSP 31272). Ecpleopus gaudichaudi (MZUSP 1966). Morumbi (IBSP 18920). Tremembé (IBSP 10368). 60697). Chironius exoletus (IBSP 5580. 5200). 17203. 630. vol. 4495. 55155. Caxingui (IBSP 15666).. Santo Amaro (IBSP 63899). Santo Amaro (IBSP 4328. Santo Amaro (MZUSP 4254). Jardim Bonfiglioli (IBSP http://www. Pirituba (MZUSP 57853). Rio Pinheiros (MZUSP 40757). 77517. (IBSP 2296. 24180.biotaneotropica. 62285). 2 Répteis do Município de São Paulo 149 Apêndice 1. Horto Florestal (IBSP 46346. 36551. 46378). 7333).biotaneotropica. Liotyphlops beui Perdizes (IBSP 62944). Jaguaré (IBSP 7558). Echinanthera cyanopleura (IBSP 877. Itaim (MZUSP 10317). Pirituba (IBSP 19034). Liophis poecilogyrus (IBSP 5603. Cercolophia roberti (MZUSP 755. Água Funda (IBSP 60178). Horto Florestal (IBSP 8750. Lapa (MZUSP 42779). 10209). no. 9074. Ipiranga (MZUSP 47888). Santana (IBSP 28458). 6675. 9. 26528. Vila Indiana (IBSP 28112). 27631. Butantã (IBSP 66761). 4460. 63860). Butantã (IBSP 33020). 18854. 10208. Barro Branco (IBSP 16845). Jaguaré (MZUSP 6922). 56934). Colobodactylus taunayi (MZUSP 40083). 56640). Tupinambis merianae (MZUSP 2648. 4873. 36622.br . São Miguel Paulista (IBSP 8224). Sumaré (MZUSP 4787). Ipiranga (MZUSP 11968).br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 45926). Elapomorphus quinquelineatus (IBSP 49786). Liophis flavifrenatus Bairro Cidade Jardim (IBSP 5962). Butantã (IBSP 2744). 60159). 10036. 28104). Amphisbaena hogei (MZUSP 6633. Jardim Brasil (IBSP 56014). Horto Florestal (IBSP 3093. 33242). 2864. Echinanthera amoena (IBSP 40233). 62322). Cidade Universitária (MZUSP 36346. 69982. 36553. Vila Matilde (IBSP 56479). Erythrolamprus aesculapii Bairro Campo Grande (IBSP 7432). 561. CRIBSP Appendix 1. 64100). 78206). 16706. Anisolepis grilii (MZUSP 286. Butantã (IBSP 28103). 59414. Represa do Guarapiranga (MZUSP 3992). Brooklin (IBSP 42256). 17044. 22609). Amphisbaena trachura Pinheiros (IBSPH 444). 36620. Ipiranga (MZUSP 2863. Urostrophus vautieri (MZUSP 2549. (MCP 6884. 53727). Indianópolis (MZUSP 4550). Vila dos Remédios (IBSP 56255). Ipiranga (IBSP 11867. Cidade Universitária (IBSP 61425). 4066. 4329. Butantã (IBSP 3083. 40733). Parelheiros (IBSP 69884. 55592). Santo Amaro (Campo Limpo) (MZUSP 44693). 7329. 23723). 78202. Santo Amaro (IBSP 16223. 9575.org. Horto Florestal (IBSP 25806). Pirituba (IBSP 41712). 29608). 27132). 1322. 774. 4494. 3190. Itaquera (IBSP 30758). 87768.Biota Neotrop. (MZUSP 475. 36555). 1937. Parada de Taipas (IBSP 69981). 36621. Chironius bicarinatus (IBSP 16138. Hemidactylus mabouia (MZUSP 2755. Echinanthera undulata (IBSP 5422. Helicops modestus Freguesia do Ó (IBSP 28510). Clelia plumbea (IBSP 27285. 26678. 24585. Liophis jaegeri Itaquera (IBSP 10198. 6885. Chironius quadricarinatus Pinheiros (IBSP 822). 40753. Quelonia: Acanthochelys spixii Ipiranga (MZUSP 302). Heterodactylus imbricatus Parque Estadual da Cantareira-Núcleo Pedra Grande (MZUSP 89185. São Miguel Paulista (IBSP 27499). Butantã (MZUSP 4518). Cantareira (IBSP 69965). 4461). 36617. Alto de Pinheiros (MZUSP 52446). Santo Amaro (IBSP 16091). Boiruna maculata (IBSP 9388. 21524). 509. 45479). 67905. 11327). 6928. 1257. João XXIII (IBSP 72641). Pinheiros (IBSP 5516. 473. Santo Amaro (IBSP 1636. São Miguel Paulista (IBSP 11863). Jabaquara (MZUSP 79348). 7019. 474. Cidade Universitária (MZUSP 39474). 22785. Cidade Universitária (MZUSP 54840. Amphisbaena mertensi (MZUSP 8770. 89186). Santana (IBSP 191). Pirituba (IBSP 62942. Enyalius perditus (MZUSP 835). 490. 66997). São Miguel Paulista (IBSP 26525. 55530). 23157). 17003). Parque Estadual da Cantareira-Núcleo Pedra Grande (MZUSP 88182). Vila Galvão (IBSP 6076). 32140. Clelia quimi Butantã (IBSP 380. Santo Amaro (IBSP 32520). Taipas (MZUSP 8482). 6036. 6634. Micrurus decoratus (IBSP 6884). Heliópolis (MZUSP 36550. Ipiranga (MZUSP 2796). Itaquera (IBSP 23362). Vila Galvão (MZUSP 4493). Heliópolis (MZUSP 36615. 26526. 10249). Jaraguá (IBSP 54614. 347). Pico do Jaraguá (IBSP 63467). Santo Amaro (IBSP 24901). 28810). Rio Pequeno (MZUSP 42780). Atractus zebrinus Parelheiros – Núcleo Curucutu (IBSP 76785). Santo Amaro (IBSP 194. Liophis typhlus Bairro Guarapiranga (IBSP 58342. Interlagos (IBSP 55640). 36623. Guarapiranga (IBSP 62145). Santo Amaro (IBSP 34484. Santo Amaro (IBSP 19694). Lacertilia: Ameiva ameiva (MZUSP 89524). 62396. 36552. Represa do Guarapiranga (MZUSP 8404). 28809. Pico do Jaraguá (IBSP 62162). 57746. Vila Indiana (IBSP 33131). Guaianases (MCP 6887). 68650). Amphisbaena dubia (MZUSP 87767. Apostolepis dimidiata Cerqueira Cesar (IBSP 12745). Vila Nova Conceição (IBSP 58309). Hydromedusa tectifera (MZUSP 330. 78205. 23854. 18171). Pirituba (IBSP 60762. Pantodactylus schreibersii Alto de Pinheiros (MZUSP 40732. 36619. Echinanthera cephalostriata Jd. 4201). Parelheiros (MZUSP 91597). Lista do material examinado nas coleções do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP) e do Instituto Butantan (IBSP). Itaquera (IBSP 10206. 10199). 36625). Amphisbaenia: Amphisbaena alba (MZUSP 77582. Butantã (IBSP 1816-fornecedorhttp://www. 486. Jardim Morumbi (IBSP 21536). 62395. 79688. Alto de Pinheiros (MZUSP 90931). 78958). Caxingui (IBSP 22105). Bairro Jaceguava (IBSP 60556). Bairro do Pari (IBSP 60296). 87771. 69983). Educandário (MZUSP 4687). Tropidurus itambere (IBSPH 462468). 55135). 64071. 40752. 10582. 341. 36665). Mabuya dorsivittata (MZUSP 90002). 88894. Liophis atraventer Perdizes (IBSP 25295). 54664. Jardim Arpoador (IBSP 61961). 1350. 30312). Cidade Jardim (IBSP 25652). 480. 87769. 18170. Vila dos Remédios (IBSP 876). IBSPirapuera (IBSP 37464). 60530). São Miguel Paulista (IBSP 13818). 711. Gomesophis brasiliensis (IBSP 9648.

Serra da Cantareira (IBSP 44337). Butantã (IBSP 3250). 5519. 64221. Pirituba (IBSP 10962. 18183). 52523). Vila Jaguara (IBSP 61981). 62499). Santo Amaro (IBSP 9933). 64013). Serra da Cantareira (IBSP 25950. Vila Albertina (IBSP 57324). Butantã (IBSP 68384). Pirituba (IBSP 59989). 28312. 56454). Santo Amaro (IBSP 122. 61348. Sibynomorphus neuwiedi (IBSP 13009. 9921. 18165. Santo Amaro (IBSP 59988. 2936. 60934. 68035). O. Oxyrhopus clathratus (IBSP 50064. Philodryas aestivus (IBSP 736. Phimophis guerini (IBSP 43463).. et al. Taeniophallus occipitalis Brooklin (IBSP 17837). 21937. São Mateus (IBSP 53547). Vila Nova Conceição (IBSP 48605). Vila Progresso (IBSP 53631). Phalotris mertensi (IBSP 57340). Micrurus lemniscatus Butantã (IBSP 5824). 2760. Santo Amaro (IBSP 21938). Tremembé (IBSP 10369). Santo Amaro (IBSP 41190. 25965). Parelheiros (IBSP 59949). http://www. Água Funda (IBSP 53672. Jardim Bonfiglioli (IBSP 30947). 398. Parada de Taipas (IBSP 12873). 59357). Xenodon neuwiedii Água Funda (IBSP 24959.br http://www. Lapa (IBSP 42327). 394.A. Piqueri (IBSP 4765). Riviera Paulista (IBSP 55022). Tantilla melanocephala Bairro Catanduva (IBSP 43642). 59606. 52511). 52515. 62119). Uromacerina ricardinii Bom Retiro (IBSP 32046). 29342. 28560. 67275). 710. 61796). Santo Amaro (IBSP 22936. Thamnodynastes hypoconia Itaim (IBSP 18182. Oxyrhopus guibei (IBSP 387. Horto Florestal (IBSP 24053). 59983. Pinheiros (IBSP 18600).V. Vila dos Remédios (IBSP 10842). 45809). 59623. 16189. Pico do Jaraguá (IBSP 57705). Taeniophallus affinis Água Funda (IBSP 69610. 21687). Tropidophis paucisquamis Vila Jaguara (IBSP 74110). Parque Nova FrIBSPurgo (IBSP 43198). 2940. 53742. 25348). 43313. Parelheiros (IBSP 52467. Jaguaré (IBSP 19739). 7914. 23350.Bela Vista (IBSP 24449). 70245. Guaianases (IBSP 23284). 16090.br/v9n2/pt/abstract?article+bn02309022009 . Morumbi (IBSP 43292). 60543). Vila Carrão (IBSP 10272. Simophis rhinostoma (IBSP 168. 42179. Philodryas patagoniensis (IBSP 2680. 7536. 70246). 53752.150 Marques. Pico do Jaraguá (IBSP 31709). Parelheiros (IBSP 26868). Butantã (IBSP 3271). Thamnodynastes cf. Parque da Água Funda (IBSP 24540. Guarapiranga (IBSP 45670).biotaneotropica. Thamnodynastes strigatus Jardim Peri-Peri (IBSP 28820). Pseudoboa serrana Bº Campo Grande(IBSP 5874). Siphlophis pulcher Tucuruvi (IBSP 49849). 58729. 54511). 41262. Vila Ipojuca (IBSP 42390). 25969). Philodryas mattogrossensis Pico do Jaraguá (IBSP 58308). Santo Amaro (IBSP 59398. 2920. Jardim Martinica (IBSP 55623. 10273). 54943). Micrurus frontalis (IBSP 8822). Taeniophallus bilineatus (IBSP 190). 27813). 29182. 33201). 2 Vital Brazil filho). 44612. 52525. 2935. 25951. Jabaquara (IBSP 60156). Tropidodryas serra (IBSP 370. 26530). Pinheiros (IBSP 2921. 30384). Santo Amaro (IBSP 12304. 34290. Butantã (IBSP 393. 17948. 52530. 24541). 51863. 25964. Santana (IBSP 6083). 10588. Perus (IBSP 44660). São Miguel Paulista (IBSP 26529. 11411). 53744).org. 53557. Waglerophis merremii (IBSP 52497. 60935). Cidade Tiradentes (IBSP 68707). Sibynomorphus mikanii (IBSP 3277. 3266). Tomodon dorsatus Interlagos (IBSP 62050). Taeniophallus persimilis Cantareira (IBSP 71893). nattereri (IBSP 896). 54939. Parelheiros (IBSP 34286. Biota Neotrop. 55624). Santo Amaro (IBSP 54457). 3325. 3320. Spilotes pullatus (IBSP 2769). Jardim Shangrilá (IBSP 59421). 60573. vol. 42180. Itaquera (IBSP 29509.biotaneotropica. 22937. Horto Florestal (IBSP 52415). no. Pirituba (IBSP 11189). 5123). 20991. 734. 42914). 17942. 9. Sordellina punctata Butantã (IBSP 6791). Jardim Aeroporto (IBSP 49190). Vila Nova Conceição (IBSP 24455). 41221. 52531. Philodryas olfersii (IBSP 2756. Pirituba (IBSP 67501). 13155. Guarapiranga (IBSP 19591). Tropidodryas striaticeps (IBSP 9912. Água Fria (IBSP 57497). 16350. 52500. 57586. 16089.org. 3171. 6778. Siphlophis longicaudatus Santo Amaro (IBSP 54957). Butantã (IBSP 5122.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful