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Desenho de Caldeiraria

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Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco Presidente Jorge Wicks Côrte Real Departamento Regional do SENAI de Pernambuco Diretor Regional Antônio Carlos Maranhão de Aguiar Diretor Técnico Uaci Edvaldo Matias Diretor Administrativo e Financeiro Heinz Dieter Loges Ficha catalográfica 532.852 S474r SENAI. DR. PE. Desenho de caldeiraria . Recife, SENAI.PE/DITEC/DET, 2001. 73 p.il. 1. DESENHO DE CALDEIRARIA 2. DESENHO I. Título
Direitos autorais de propriedade exclusiva do SENAI. Proibida a reprodução parcial ou total, fora do Sistema, sem a expressa autorização do seu Departamento Regional.

SENAI - Departamento Regional de Pernambuco Rua Frei Cassimiro, 88 - Santo Amaro 50l00-260 - Recife - PE Tel.: (081) 3416-9300 Fax: (081) 3222-3837

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SUMÁRIO

Introdução Planificação de Sólido, Geométrico e Curvas Desenho Linear Geométrico Normas e Convenções Redução Concêntrica de Duto Redondo para Redondo Transição de Duto Quadrado para Redondo Fabricação de Duto Isometria (Perspectiva) Higiene e Segurança do Trabalho Bibliografia

5 6 14 25 31 32 33 50 53 73

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o desenho de caldeiraria é parte integrante desse processo. com conhecimento teórico e prático atualizado. desenho técnico e desenho de caldeiraria. Para isso. possibilitando um melhor desempenho das funções.SENAI-PE INTRODUÇÃO O desenvolvimento tecnológico predominante em todos os segmentos da sociedade vem buscando a participação de profissionais competentes para o desempenho de suas funções. abordando informações referentes a desenho geométrico. comercial e industrial necessita estar preparado para participar desse mercado competitivo. Além dos conhecimentos específicos na área. 5 . Foi pensando nessa necessidade que selecionamos. adaptamos e organizamos conteúdos para a construção de material instrucional direcionado a esse tipo de profissional. que contemplam a prática da refrigeração. O técnico em refrigeração domiciliar. uma bibliografia específica foi consultada.

As linhas contínuas representam os contornos e as linhas tracejadas representam os lugares das dobras dos modelos. Linhas Ângulos Triângulos 6 . As planificações são feitas com linhas contínuas e com linhas tracejadas.SENAI-PE PLANIFICAÇÃO DE SÓLIDO GEOMÉTRICO E CURVAS A planificação é um tipo de representação em que todas as superfícies de um modelo são desenhadas sobre um plano.

SENAI-PE Quadriláteros Polígonos Regulares Circulo e Circunferência 7 .

8 .SENAI-PE 1) Traçar a mediatriz do segmento AB. 2) Dividir o segmento BA em 5 partes iguais.

9 . 4) Traçar a reta N paralela a reta M passando por R.SENAI-PE 3) Traçar perpendiculares ao segmento AB.

SENAI-PE 5) Traçar a bissetriz do ângulo α. 6) Traçar a bissetriz do ângulo α desconhecendo-se o vértice. 10 .

11 . 8) Construir o quadrado A B C D.SENAI-PE 7) Traçar o triângulo equilátero A B C e suas mediatrizes. dado o lado AB.

E. D. 10) Dividir a circunferência em 3 e 6 partes iguais. 12 .SENAI-PE 9) Construir o retângulo B. C.

13 .SENAI-PE 11) Dividir a circunferência em 4 e 8 partes iguais. 12) Dividir a circunferência em 5 partes iguais.

56. Este total AB é igual a circunferência retificada. perpendicularmente um ao outro e mais os diâmetros 703 e 105 também um perpendicular ao outro. 14 . dividindo-o em 7 partes iguais. Processo II: Trace-se o diâmetro A7. 23. 34. sobre uma reta qualquer AX leve-se três vezes o tamanho do diâmetro. isto é. dividindo assim a circunferência em 8 partes iguais. 78 iguais às partes em que se dividiu a circunferência e ter-se-á esta retificada pela reta AB.SENAI-PE DESENHO LINEAR GEOMÉTRICO Retificar uma Circunferência dada Para retificar uma circunferência procede-se da seguinte forma: Processo I Tracem-se os dois diâmetros 602 e 804. 67. Sobre uma reta AX e a partir de A marquem-se as medidas 12. 45. A7 e mais uma sétima parte em que se dividiu o mesmo diâmetro.

A reta AF será a quarta parte da retificação pedida. 15 . dos seus extremos A e B e com o raio igual ao raio do círculo OA. determinam-se os pontos C e D. a qual se faz levando sobre AX quatro vezes AF.SENAI-PE Processo III: Tome-se seguidamente sobre uma reta qualquer o dobro da corda CD (ligando os raios que limitam o quadrante CD). de C ou de D como centro e raio CE descreva-se um arco que corte a circunferência em F. Nota: Este processo é chamado regra de Mascheroni. mais o dobro da corda AB. o total AE é igual a circunferência retificada. Processo IV: Traçado o diâmetro AB. depois com o raio AD e centros em A e depois em B tracem-se dois arcos que se cruzam em E. terço da circunferência.

tracem-se as retas XY e DZ. a partir de D. perpendiculares um ao outro. marquem-se a partir de C sobre a reta AX. Processo VI: Trace-se o diâmetro GB perpendicular à reta indefinida AX que é tangente à circunferência no ponto B. tem-se assim o ponto C na reta AX. CB por exemplo.00006 do raio. ligue-se F a E e ter-se-á assim retificada a meia circunferência dada. em três partes iguais e levem-se sobre a reta DZ. descreva-se o arco OI. ligue-se I a B e trace-se a reta OC perpendicular ao meio de IB. 16 . numa circunferência de 5 metros de raio. isto é. Nota: A diferença não chega a 0. 1-2. ligue-se F a G e temse a medida proximamente igual a meia circunferência. de O trace-se a reta OE. 2F. paralelas uma à outra e perpendiculares ao diâmetro CD. do circulo.00003m.SENAI-PE Processo V: Traçados os diâmetros AB e CD. três partes iguais ao raio OB da circunferência e tem-se C1. e ter-se-á DF. três vezes a medida igual ao raio OD. o erro em meia circunferência é aproximadamente de 0. divida-se um quadrante qualquer. com centro em B e raio BO.

Assim. o dobro desta medida é igual à circunferência retificada. a semicircunferência é igual a três raios e mais uma sétima parte. 17 .SENAI-PE Processo VII: Trace-se o raio AC. a relação da circunferência para o diâmetro é igual a 22 vezes um sétimo do diâmetro. dividindo-o em sete partes iguais. AC aplicada sobre uma reta é igual a três raios e uma sua sétima parte.

AM é a retificação do arco AB dado. CDN é igual a três vezes o tamanho do raio. prolongue-se o diâmetro AC e marquese DC igual a ¾ do raio da circunferência.SENAI-PE Processo VIII: Desenhada a circunferência dada. pois. o dobro de CDN é igual à circunferência retificada. ligue-se D a B e prolongue-se até encontrar M na reta MA perpendicular à extremidade A do diâmetro AC. prolongue-se OA até C que encontrará a reta CDN perpendicular ao raio DO e paralela à corda AB. assim. tracese o diâmetro que passe por DO perpendicular a AB. procede-se da seguinte forma: Seja o arco AB dado para ser retificado. em seguida. 18 . trace-se AB igual ao raio. Retificar um Arco menor que um Quadrante Para retificar um arco menor que um quadrante.

pode-se considerar qualquer outro prisma reto de base diferente. O desenvolvimento total do paralelepípedo retângulo é dado por quatro retângulos correspondentes às dimensões das faces laterais e das outras duas iguais à base. faz-se todas as faces como se fossem diedros.SENAI-PE Cubo e Paralelepípedo Problema Representação Solução Traçar o desenvolvimento total do cubo ou do hexaedro. 19 . ou prisma quadrangular retângulo. Traçar o desenvolvimento total do paralelepípedo retângulo. O desenvolvimento total do cubo é dado por seis quadrados todos iguais às faces do sólido. Em lugar do desenvolvimento do paralelepípedo retângulo. Na recomposição do sólido.

DE. trace-se o hexágono. BC. FG. começando por um ponto de arco. trace-se as cordas consecutivas AB. O com A e G. o desenvolvimento total de uma pirâmide é formado por Solução tantos triângulos quantas sejam as faces laterais da pirâmide e por um polígono igual à base.SENAI-PE Pirâmide Problema Traçar o desenvolvimento de uma pirâmide reta de base hexagonal. Assim. traça-se um arco de centro O e raio igual ao ângulo lateral da pirâmide. EF. iguais aos lados da base e sobre um desses. CD. ligando pois. 20 . Representação Em geral.

Observe-se que as faces laterais são trapézios iguais.SENAI-PE Tronco de Pirâmide Problema Traçar o desenvolvimento de um tronco de pirâmide triangular com bases paralelas. porque trataSolução se de tronco de pirâmide regular de bases paralelas. traça-se dois arcos QE1 e PA1. que representam a base do poliedro dado. Com centro em O e raios OQ e OP iguais respectivamente a O1E e O1A. A partir dos pontos P e Q fazem-se três cordas consecutivas iguais ao comprimento dos respectivos lados das duas bases. E sobre as duas cordas correspondentes constroem-se os triângulos eqüiláteros. Representação Desenvolvimento do tronco de pirâmide regular reta tendo base triangular. Liga-se O com Q e com P. 21 .

22 . que representa a superfície lateral e por dois círculos iguais que constituem as bases.14 D. Representação Observe-se em primeiro lugar que o desenvolvimento do cilindro reto Solução é dado por um retângulo. Ao retângulo assim construído acrescente-se. A altura do retângulo é igual à do cilindro e o seu comprimento é igual à circunferência da base do mesmo cilindro. tangente às bases do lado externo. são assinaladas sobre os comprimentos AB e CD. construa-se um retângulo ABCD cujas medidas dos lados AB e CD sejam iguais ao comprimento da circunferência C = 3. a qual dividida em um dado número de partes iguais (o que torna mais fácil) por exemplo em 13 partes.SENAI-PE Desenvolvimento do Cilindro Problema Traçar o desenvolvimento do cilindro reto. Assim. dois círculos de base.

por exemplo em 16 pequenos arcos e marque-se sobre esse arco A’ B’. obtendo-se o setor circular que representa o desenvolvimento da superfície lateral do cone. divida-se pois a circunferência de base C = 2 X 3. 23 . Representação Com centro em O e raio igual ao apótema AO do cone.SENAI-PE Desenvolvimento do Cone Problema Traçar o desenvolvimento do cone reto. ao qual se junta a base de raio R para ter o desenvolvimento da superfície total do cone.14 X R em um certo número de partes iguais. una-se os extremos A1 e B1 do arco com O. trace-se Solução um arco.

ligando A1 com C1 e B1 com D1. obtém-se o setor de coroa circular que representa o desenvolvimento da superfície lateral do tronco de cone. a outra é chamada tronco de cone. Problema _______ (1) Cortando-se um cone circular reto com um plano paralelo a base dividimo-lo em duas partes: uma das quais é um outro cone.SENAI-PE Desenvolvimento do Tronco de Cone Traçar o desenvolvimento do tronco de cone de bases paralelas (1). Divida-se então as duas circunferências de base em um certo número de partes iguais. Faça-se o mesmo com o arco menor C1 D1. Juntando a esta os dois círculos da base. O círculo da secção que forma o tronco de cone e a base do cone original (círculo maior) é chamada do tronco de cone. Resolução Para obter-se o desenvolvimento lateral do tronco de cone. obtém-se o desenvolvimento da superfície total do tronco de cone. trace-se respectivamente os arcos A1 B1 e C1 D1. faz-se centro em O1 Solução com raio O1 A1 e O1C1. 24 . por exemplo em oito partes cada uma. e marque-se sobre o arco A1 B1 oito partes iguais pelas quais foi dividida a circunferência de base maior.

Cada formato se obtém pela bipartição do anterior. 25 . sistemas de representação. O número 8 é referente a Desenho Técnico A NB-8R trata dos assuntos como: legendas. segundo uma linha paralela ao menor lado do retângulo bipartido. A norma brasileira de Desenho Técnico é a NB-8R. . Formatos derivados do formato básico: . escalas.SENAI-PE NORMAS E CONVENÇÕES São normas determinadas pela ABNT que procuram unificar os diversos elementos do Desenho Técnico de modo a facilitar a execução (uso). convenções de traços.Retângulo de 841mm x 1189mm com área de 1m2 2. cotas. Formato básico A0: . a consulta (leitura) e a classificação.Os formatos são geometricamente semelhantes entre si. linhas e formato do papel Formato do Papel 1.

720 880 x 1.: 210 mm x 297 mm ou A4 3.682 841 x 1.682 x 2.189 594 x 841 420 x 594 297 x 420 210 x 297 148 x 210 105 x 148 Margem “m” mm 20 15 10 10 10 10 5 5 5 Folha não cortada (medida mínima) mm 1. Tabela Formato Série A 4 A0 2 A0 A0 A1 A2 A3 A4 A5 A6 Linha de corte mm 1. .As áreas dos formatos derivados são múltiplas e submúltiplas da área do formato básico (1m2).SENAI-PE . . Ex.230 x 1.230 625 x 880 450 x 625 330 x 450 240 x 330 165 x 240 120 x 165 4.378 1. A4 A3 A3 26 .189 x 1.Cada formato é representado pelas dimensões de seus lados em milímetro ou pelo respectivo símbolo.420 1. Podem ser usados formatos compostos obtidos pela conjugação de formatos iguais ou consecutivos.720 x 2.Os lados de um formato qualquer guardam entre si a mesma razão que existe entre o lado de um quadrado e sua diagonal.

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No lado vertical esquerdo, recomenda-se uma margem de 25 mm, no caso de arquivamento do desenho em classificados. Formato segundo a ASA Formato Linha de Corte pol. 1 8–½ 2 11 x 17 3 17 x 22 4 22 x 34 5 25 – ½ x 44 6 34 x 55 Linhas As linhas utilizadas em desenho técnico são: grossa, média e fina. Margem pol. ½ ½ ½ ½ ½ ½

Quando necessário podem ser utilizados outros tipos de linhas. Recorrer a representação de arestas e contornos invisíveis (tracejado) apenas nos casos de maior clareza do desenho. 27

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Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações:

Exemplo:

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Escala A escala do desenho deve, obrigatoriamente, ser indicada na legenda. Constando na mesma folha desenhos em escalas diferentes, estas devem ser indicadas tanto na legenda como junto aos desenhos a que correspondem. As escalas recomendadas, além da natural (1:1), são:

Para Redução 1 : 2,5 1 : 100 1:5 1 : 200 1 : 10 1 : 500 1 : 20 1 : 1000

Para Ampliação 2:1 100 : 1 5:1 200 : 1 10 : 1 500 : 1 20 : 1 1000 : 1

Caligrafia Técnica

Legenda A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos, A3, A2, A1 e A0, ou ao longo da largura da folha de desenho no formato A4.

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Titulo do desenho. Exemplo: 1. Datas e assinaturas dos responsáveis pela execução. quantidade. Escala. denominação. 5. Número do desenho.SENAI-PE Legendas Industriais As legendas nos desenhos industriais variam de acordo com as necessidades internas de cada empresa. verificação e aprovação. mas deverá conter obrigatoriamente: Nome da repartição. 4. 30 . 3. Número da peça. 2. firma ou empresa. 6. material e dimensões em bruto.

SENAI-PE REDUÇÃO REDONDO CONCÊNTRICA DE DUTO REDONDO PARA Redução Concêntrica é um diâmetro menor concentrada nas linhas de eixo de simetria em relação ao diâmetro maior. 31 .

32 .SENAI-PE TRANSIÇÃO DE DUTO QUADRADO PARA REDONDO É o desenvolvimento de uma chapa de quadrado para redondo.

05 pol.315 pol. corrigindo este erro do projeto pela remoção do excesso da parte interna. Canos metálicos Canos padronizados de aço ou de ferro forjado até 12 pol. Com a mesma bitola nominal. aquele do cano de peso padrão. o diâmetro externo de um cano de 1 pol. que diferem um tanto dos diâmetros internos reais. em que P é a pressão e S a tensão permissível. O projetista calcula o valor exato requerido para a espessura da parede.SENAI-PE FABRICAÇÃO DE DUTO Considerações Gerais sobre Canalizações O conhecimento sobre canos e suas conexões é necessário não apenas para fazer os desenhos correspondentes. B31. para dadas condições e escolhe entre os valores tabelados aquele que mais se aproxima dos valores calculados. destinados a receber canos para linhas de alimentação de líquidos ou gases. para evitar a modificação do tamanho das conexões. o cano é identificado pelo seu diâmetro nominal 33 . American Standard Code for Pressure Piping (ANSI.587 pol. em todos os três pesos é de 1. Assim. No sistema ANSI.10 – 1959. é 1. porque. o acréscimo de espessura para os tipos extrapesados e extrapesado duplo é feito no interior. mas porque. Os antigos fabricantes de canos fabricavam os tamanhos menores com paredes muito grossas. o do duplo (XX) é 0.000 X (P/S).951 pol. os canos são usados como materiais de construção. Também é essencial o conhecimento sobre as roscas feitas em canos. O diâmetro interno de um cano padrão de 1 pol. dá um meio de especificar a espessura. Valores recomendados para S podem ser obtidos em ASME Boiler Code. A norma ANSI em B36.. (300mm) de diâmetro são designados por seus diâmetros internos nominais. todos os três possuem o mesmo diâmetro externo. para se executar os desenhos de máquinas. São de uso corrente três pesos de canos: o padrão. muitas vezes. por meio de uma série de números tabelados que indicam os valores aproximados da expressão 1. o de um cano extrapesado é 0.. freqüentemente torna-se necessário representar e especificar furos roscados. etc.1). o extrapesado e o extrapesado duplo.

Tubulações Tubulações de metal flexível sem costura são usadas para o transporte de vapor. cobre. Os maiores comprimentos encontrados no comércio são de 5 metros. a classe L é o tipo duro e pesado. Os canos de chumbo ou com partes compostas de chumbo são usados nos trabalhos químicos. e a classe O é o tipo duro e leve. como cano hidráulico. Os canos de latão. aço inoxidável e alumínio têm os mesmos diâmetros nominais dos canos de ferro. A classe K é o tipo duro e extrapesado. motores diesel. mais longos são feitos sob encomenda. etc.onde existe vibração. etc. e O. em quatro pesos conhecidos como classes K. para transporte de água fria e quente. M. tais como locomotivas.. Todos os tubos de caldeiras. de qualquer diâmetro. são designados por seus diâmetros externos. Todos os canos de diâmetro superior a 12 pol. gases e líquidos em todos os tipos de equipamento. prensas hidráulicas. Canos de ferro fundido são usados para transporte de água e de gás nos condutos principais subterrâneos e nos esgotos de edifícios. L. Tubos de caldeiras de todos os tamanhos são conhecidos por seus diâmetros externos. Os detalhes encontramse nos catálogos dos fabricantes. A maioria das instalações sanitárias de pequenas linhas domésticas. Há dois pesos padrões: regular e extraforte. em edifícios e indústrias. Muitos outros tipos de canos são de uso mais ou menos geral e conhecidos por suas marcas comerciais. a classe M é o tipo duro padrão (médio). canos API (American Petroleum Institute).. ou pelo diâmetro nominal e peso por unidade de comprimento.SENAI-PE e espessura da parede. A tubulação de cobre se encontra em diâmetros nominais de 1/8 a 12 pol. são designados pelo diâmetro externo e especificados por este diâmetro e pela espessura do metal. 34 . tubos para revestimento de poços. ou as saídas não estão alinhadas ou quando existem partes móveis. mas alguns têm as paredes mais delgadas. empregam canos de cobre com conexões ligadas por solda.

A borracha seran também é usada para revestir canos metálicos. Em (b) está ilustrado um flange roscado. baixo limite térmico (65oC) em serviço contínuo e baixos limites de pressão. contraindose e expandindo-se mais do que este (cerca de 5 vezes). Também. quando necessário. Juntas para canos Os canos podem ser unidos por métodos que dependem do material e das exigências do serviço. asbesto. esta junta é facilmente desmontada para limpeza ou conserto. polietileno e estireno. latão ou bronze são normalmente roscados e aparafusados numa luva (ou numa conexão–união) como mostra abaixo a figura (a). Canos plásticos Uma vez que os canos plásticos não sofrem corrosão e têm uma elevada resistência a um grande grupo de produtos químicos industriais. estas juntas são parafusadas no conjunto. Quando um cano soldado deve ser desmontado periodicamente. chumbo e outros mais. Destes. é antimagnético e antignição. o cloreto polivinílico (pvc) é o mais largamente empregado. usam-se juntas flangeadas (d). cobre. resiste à intempérie e pode ser dobrado com facilidade. em sua seção mecânica. O catálogo mecânico da American Society of Mechanical Engineers. relaciona os fabricantes que mantêm à disposição catálogos e informações especiais. é leve (50% do peso do alumínio). aço. não resiste a todos os solventes e exige mais suportes que o aço. O catálogo da American Society of Mechanical Engineers. ferro forjado. relaciona os fabricantes. Suas principais limitações são o custo mais elevado (compensado pelo custo mais baixo de instalação). Os materiais plásticos básicos são cloreto polivinílico. Canos de aço. são usados extensivamente em lugar dos canos metálicos. Os canos metálicos revestidos com plástico têm a vantagem de combinar a resistência do metal com a resistência química do plástico. não comunica cheiro nem gosto ao material contido. Os canos de ferro 35 . por roscamento. fibras. além de ser montado por cimentação com solvente ou. Ele não suporta combustão. nos mais pesados. latão. bronze de alumínio. alumínio.SENAI-PE Os tubos são feitos de uma grande variedade de materiais – vidro. de Nova Iorque. Em (c) é mostrada uma junta soldada permanente. tem baixa resistência ao fluxo.

e podem ser usados com pressões relativamente altas. 36 . Tanto o de alargamento como o de alargamento invertido podem ser desmontados sem sério dano à junta. As figuras a seguir ilustram três métodos comuns de ligação. como em (e). Juntas para tubos Os tubos são empregados para ligar pequenos componentes nos serviços de líquidos e gases. calafetada e chumbada. Juntas para canos.SENAI-PE fundido não podem ser soldados ou roscados de maneira satisfatória. A junta para compressão é usada para pressões mais baixas e quando não se espera desmontá-la e montá-la novamente. usa-se uma junta de ponta e bolsa. Estas são usadas para tubulação metálica. Estas são usadas para canos metálicos. Juntas para tubos. assim.

37 . Com canos de ferro fundido usam-se conexões do mesmo material do tipo ponta e bolsa (figura). Para fins especiais. Com canos de cobre usam-se conexões que serão ligadas por solda fraca. Conexões de topo a serem ligadas com solda autógena.SENAI-PE Conexões para canos As conexões para canos são os componentes usados para ligar e compor os sistemas de canos. Conexões roscadas Com os canos de aço usam-se conexões de aço. que são unidas com solda de topo (figura). As conexões de ferro fundido ou ferro maleável são geralmente usadas para canos de ferro forjado roscados. usa-se latão e outras ligas (figura).

as conexões flangeadas são recomendadas para todos os sistemas que exijam canos com mais de 4 polegadas (100mm) de diâmetro. Os cotovelos (joelhos) são usados para modificar a direção de um encanamento. Os três ligam três canos e as cruzetas. tanto de 90o como de 45o. Para fechar um sistema de canalização. eliminando assim uma junta se for usado numa conexão. mas as duas extremidades tem roscas para canos de diferentes diâmetros. Usam-se principalmente para ligação de linhas pequenas. As seções retas dos canos têm até 6m de comprimento e são conectadas por luvas. O joelho roscado macho-fêmea tem rosca macho numa extremidade. roscados na parte interna. Os canos também são conectados por aparafusamento a flanges de ferro fundido e prendendo os flanges entre si por parafusos. A menos que as pressões sejam muito baixas. embora seja preferível uma união. Os ípsilons são feitos tendo uma terceira abertura em ângulo de 45o ou 60o com a parte reta. quatro. A redução é semelhante à luva. 38 .SENAI-PE Conexões para serem ligadas com solda fraca. Uma luva à direita tem roscas direitas em ambas as extremidades. que são cilindros curtos. algumas vezes se usa uma luva com roscas à esquerda e à direita.

obriga-se a se manterem juntas. diz-se que a conexão é um niple simples. enquanto que a gaxeta D garante a vedação da junta. Um bujão é usado para fechar uma abertura numa conexão. Se as partes roscadas se encontram. As uniões também são feitas com juntas esmerilhadas ou com juntas metálicas especiais. pois permite um fluxo reto. (600mm). usadas para os canos de grandes diâmetros. C. Uniões roscadas e conexões com uniões. Uma bucha é utilizada para reduzir o tamanho de uma abertura.SENAI-PE Os niples são peças curtas de cano roscadas em ambas as pontas. Na figura abaixo. As uniões são usadas para reunir sistemas de canalização e para conectar canos que precisem ser desmontados de vez em quando. se houver uma curta porção não roscada. tem-se um niple duplo (ou curto). duas das quais A e B. e (e) é uma válvula de 39 . Usam-se para fechar um sistema de cano Válvulas e registros A figura a seguir mostra alguns tipos de válvulas usadas em canalizações: (a) é um registro de gaveta para água e outros líquidos. em lugar das gaxetas. são mostradas várias formas de uniões roscadas e de conexões com uniões. A união roscada compõe-se de três peças. (c) é uma válvula de retenção com esfera. (b) é um registro macho. A terceira peça. O tampão é usado para fechar a extremidade de um cano. que pode ser aberto e fechado com um quarto de volta. são roscadas firmemente nas extremidades dos canos a serem conectados. Os comprimentos dos niples longos extralongos alcançam até 24 pol.

é aconselhável fornecer também a especificação “número do fabricante . que permite o fluxo num sentido. por exemplo: válvula globo de corpo de ferro montagem em latão. Para líquidos pesados é preferível a válvula de retenção com esfera. usada para estrangular uma corrente de fluido. mas que não veda o vapor.. Quando uma conexão une canos de mais de um diâmetro. de 1 pol. a dimensão da abertura maior é dada em primeiro lugar. Válvulas. O termo “macho” deve seguir ao diâmetro da abertura. Os desenhos em corte mostram sua construção Especificação das conexões As conexões são especificadas pelo diâmetro nominal do cano. Se for necessário um tipo particular de válvula. 40 .. usado. por exemplo: joelho de ferro maleável de 2 pol. (f) é um registro borboleta. (d) é uma válvula globo. seguida do tamanho da extremidade oposta da parte reta. apenas como elemento de regulagem ou retenção de fluxo. nesse caso. tê de latão de 1 ½ pol. A figura abaixo mostra a ordem de especificação de reduções. que é aberto e fechado com um quarto de volta. material e tipo. por exemplo: tê de ferro maleável de 2 X 1 (macho) X ¾ . se se desejar uma rosca externa. As válvulas são designadas por seu diâmetro nominal.SENAI-PE retenção com portinhola. material e nome. ou similar”.

ou quando uma conexão deve ajustar-se a um furo cônico. como Padrão Briggs) ilustrada abaixo. o cano é roscado nas duas extremidades para tal fim. tem o comprimento real de E = 0. Esta rosca (originada em 1882.80 D + 6. A norma ANSI fornece dois tipos de roscas de canos.SENAI-PE Ordem de especificação dos orifícios das conexões de redução Roscas de canos Quando se usam conexões roscadas.8) P. A ação de “cunha” da conicidade produz um vedamento estanque 41 . Rosca cônica (gás) segundo a norma americana. O tipo normal emprega uma rosca interna e outra externa cônicas. cônica e cilíndrica.

medida no diâmetro. a não ser que se especifique diferentemente. usa-se uma rosca cônica externa com uma cilíndrica. Os diâmetros reais variam para os diferentes tipos de juntas. o círculo interrompido deverá ser o diâmetro externo real do cano especificado. conexões para canalizações de combustível e para óleo. juntas mecânicas de conexão frouxa.SENAI-PE As roscas são abertas com uma conicidade de 1/16 pol. tipo 5. (b) método simplificado.. com exceção dos seguintes cinco tipos de juntas: tipo 1. Não precisa ser indicada. eles poderão ser obtidos nos boletins do ANSI. Quando for necessário. As roscas dos canos são representadas pelos mesmos símbolos convencionais usados para as roscas de parafusos. Presume-se que todas as roscas sejam cônicas. juntas mecânicas de conexão frouxa para união de mangueira e tubos flexíveis. com porcas de fixação. fixando assim a distância que um cano penetra na conexão e assegurando uma junta estanque. Na vista em planta (c). Tanto nas roscas cilíndricas quanto cônicas. (c) furo cônico para cano. tipo 4. desde que os materiais sejam suficientemente dúcteis para permitir que as roscas se ajustem entre si. As roscas cônicas são recomendadas pelo ANSI para todos os usos. A conicidade é tão pequena que só é percebida quando exagerada. Para estas juntas podem ser usadas roscas cilíndricas dos canos. o número de filetes por polegadas é o mesmo. Na prática diária. por polegada. juntas estanques à pressão para uniões de encanamentos. tipo 3. a menos que se deseje chamar atenção para ela. juntas mecânicas de conexão livre para montagem. Métodos convencionais de desenhar rosca de canos (a) método regular. 42 . juntas estanques à pressão para graxeiras. tipo 2. como na figura abaixo.

ou numa lista de materiais. ¾ . As cotas das roscas cônicas (NPT) dadas pelo ANSI encontram-se no apêndice. Na figura a seguir observa-se um exemplo de esquema em escala.SENAI-PE Especificação das roscas As roscas dos canos são especificadas dando-se o diâmetro nominal do cano.14NPT. As cotas de outras roscas são dadas no ANSI B2. por exemplo. São usados os seguintes símbolos ANSI: NPT = rosca cônica (gás) NPTF = rosca cônica (vedamento a seco) NPS = rosca cilíndrica (reta) NPSC = rosca cilíndrica em uniões NPSI = rosca cilíndrica interna intermediária (vedamento a seco) NPSF = rosca cilíndrica interna (vedamento a seco) NPSM = rosca cilíndrica para juntas mecânicas NPSL = rosca cilíndrica para contraporcas NPSH = rosca cilíndrica para uniões de tubos flexíveis e bocais NPTR = rosca cônica para conexões de peitoris Exemplos: ½ . Desenhos das canalizações São usados dois sistemas gerais: 1. 43 . para então serem enviadas ao local de montagem. Canos menores também podem ser detalhados desse modo.14NPT 2 ½ .1 e nos catálogos dos fabricantes. 59/64 Broca. As conexões podem ser especificadas no desenho. Diagramático Os esquemas em escala são usados principalmente para canos grandes (em geral flangeados).8NPTR A especificação para um furo cônico (rosca de cano) deve incluir o diâmetro da broca da tarraxa. como nos trabalhos com caldeiras e em usinas geradoras. Esquema em escala 2. número de filetes de rosca por polegada e a letra-símbolo padrão para designar o tipo de rosca. quando as peças são cortadas e roscadas. em que os comprimentos são críticos e especialmente quando a canalização não é cortada e montada na própria obra.

as conexões são representadas por símbolos e as linhas de canalizações são representadas por uma linha única. etc. Nos desenhos em escala reduzida. Desenho diagramático de uma canalização. usa-se o sistema diagramático.. tais como as plantas arquitetônicas. conforme mostra a figura abaixo. De acordo com este sistema. Os canos e conexões são desenhados a partir de especificações dimensionais. 44 .SENAI-PE Desenho em escala de uma canalização. ou em esboços. As conexões são indicadas por símbolos padronizados. esquemas de fábricas. . qualquer que seja o diâmetro do cano.

45 . (e) perspectiva paralela. Para representar as canalizações.. O código padrão para água quente. Métodos diagramáticos: (a) ortográfico. é em projeção ortográfica. etc. (b). entretanto. fica mais claro representar toda a canalização em um único plano e fazer apenas uma “vista desenvolvida”. vapor. A representação em (c). A linha única deverá ser desenhada mais grossa do que as outras linhas do desenho. (b) desenvolvido. são identificadas por símbolos codificados das linhas. isoladas ou em combinação com desenhos ortográficos ou desenvolvidos. em geral. é dado no final desse capítulo. água fria. A disposição das vistas. usam-se com freqüência perspectivas isométricas e cavaleiras. Certas vezes. é traçada em perspectiva cavaleira.SENAI-PE Quando as canalizações transportam diferentes líquidos ou diferentes estados de um líquido. como vemos em (a) na figura abaixo.

SENAI-PE Cotagem de um desenho de canalizações As cotas sobre um desenho de canalizações são principalmente de locação. a distância deve ser calculada usando-se as dimensões totais das conexões e levando em conta o desconto no comprimento das penetrações das roscas dos canos. colunas. Os pendurais e suportes para canos encontram-se à disposição em quase todos os tamanhos e para todo tipo de instalação. e nunca por linhas de cotas no desenho. Pendurais e suportes para canos Canos pequenos e tubulação leve em pedaços curtos podem ser apoiados por meio de ligações a várias máquinas ou a conexões. etc. Ao se fazer um desenho de uma canalização. de acordo com o ANSI B31. Um anel fendido (a) é usado junto com uma haste roscada ligada à própria construção. é preciso tomar cuidado para localizar as válvulas em pontos onde sejam facilmente acessíveis e tenham espaço amplo para movimento das manoplas de acionamento. As conexões são especificadas por notas. exige contraventos transversais. em todos os sistemas de canalização.1 O código para canalização sob pressão. O dispositivo de travamento assegura a modificação no ajuste devido à vibração e assegura a devida passagem da linha. paredes. conforme está demonstradas nas figuras. Na figura abaixo são apresentados alguns pendurais e suportes usados correntemente. Usam-se braçadeiras de vários tipos para fixar os canos a postes. tetos. 46 . guias e suportes. tanto nos diagramas de uma linha como nos desenhos em escala com linha dupla. As válvulas e conexões são locadas por medidas até seus centros e são deixadas folgas para as uniões dos canos. Os diâmetros dos canos deverão ser especificados por notas. dando os diâmetros nominais. Notas bem completas fazem parte essencial de todos os desenhos e esboços de canalizações. desenho em escala de uma canalização e desenho diagramático de uma canalização. Quando for necessário dimensionar o comprimento real de um pedaço de cano. sendo todas feitas em relação às linhas centrais.

Pendurais e suportes de canos 47 .SENAI-PE Uma braçadeira de parafuso duplo. A braçadeira de viga I. bem como pendurados nela. cujos dois tipos são mostrados em (c). em sua parte horizontal. A cantoneira de aço ou “mão francesa” (d) pode ser aparafusada a uma parede e os canos apoiados sobre ela. é apropriada para fixar flanges cuja largura varie de 2 a 6 ½ pol. mostrada em (b). São mostrados três tipos para condições de apoio variáveis. O arco de segurança ou presilha (e) pode ser usado para canos pequenos. O pendural de mola variável (g) pode ser obtido em diferentes tamanhos e disposições. este tipo é usado quando o cano deve ficar rente ao teto ou à parede. destina-se ao serviço em que se torne desejável o dispositivo de fixação por fora da cobertura da canalização. Os rolos para canos (f) são projetados para suportar a canalização de modo que possa ter lugar o movimento longitudinal resultante de expansão e contração.

SENAI-PE Norma ANSI para Símbolos Gráficos de canalizações e Aquecimento 48 .

SENAI-PE Símbolos para Canalizações e Aquecimento 49 .

SENAI-PE ISOMETRIA (PERSPECTIVA) É a imagem determinada a partir do ponto de fuga. Perspectiva Exata 50 .

Isométrica e Bimétrica 51 .SENAI-PE Perspectiva Cavaleira.

SENAI-PE Perspectivas de Circunferências 52 .

I. Art. que serão de uso obrigatório por parte dos empregados”. 53 .P. ninguém usa E. a observação das mesmas. Evidentemente. conseqüentemente. É necessário que os empresários se conscientizem de que proteger o trabalhador não é apenas um dever de humanidade mas a defesa do seu próprio patrimônio. máscaras. capacetes. calçados e roupas especiais e outros. se não houver motivação visando a conscientização do empregador e do empregado. O homem.I. naturalmente. por prazer ou esporte. assim define o equipamento individual de proteção: É todo meio ou dispositivo de uso pessoal. Apesar da excelência de nossa legislação. caberá à empresa fornecer gratuitamente equipamentos de proteção individual tais como óculos. é. De nada valerão as leis. O uso do E. especialmente o tato e a visão. ligadas a problemas pessoais até os mais complexos.P. 165 DLT modificado pelo Decreto-lei 229 de 28-02-67: “Quando as medidas de ordem geral não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. nem sempre é cumprida e fiscalizada no seu cumprimento e aplicação. de 30-12-60. destinado a preservar a incolumidade do empregado no exercício de suas funções (Art. esta nem sempre é aplicada. luvas.SENAI-PE HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO Proteção Individual A portaria 319. Os fatores que determinam tal rejeição têm sua origem em situações consideradas as mais simples. uma educação orientada a fim de valorizar as normas de segurança e. 1º). rejeita o uso de qualquer peça que venha tolher a sua liberdade de movimentos e deformar a plena utilização dos seus sentidos. em verdade incômodo e só deve ser exigido quando as medidas de ordem geral não possam ser efetuadas. cintos de segurança.

P. iluminação. escavações. Muitas vezes o operário deixa de usar o equipamento por ignorar como deva fazê-lo e porque deve usá-lo. deixariam de ser adquiridos e fornecidos. Não basta tê-los para satisfazer a Lei.I. e a fiscalização. instalações elétricas. estamos obrigados por lei à verificação da possibilidade de eliminação dos riscos. distribuídos e usados criteriosamente.I. refeitórios.I.P. túneis e pedreiras.P. instalações sanitárias. bebedouros. por vezes grandes. A variedade dos equipamentos é enorme e. Exclusivamente o técnico em higiene e segurança deve escolher o E. incêndio.SENAI-PE Os E. atividades insalubres ou com substâncias perigosas. através de providências generalizadas. Antes de ser fornecido o E. combustíveis. resíduos. Nossa legislação é previdente embora sua aplicação pouco eficiente. mesmo para um tipo idêntico. O treinamento é uma fase importante no processo de utilização do E. reconhecendo. Se na prática sempre ocorresse o atendimento legal. trabalhos a céu aberto. higiene pessoal. 162 determina que: “Nenhum estabelecimento industrial poderá iniciar a sua atividade sem haverem sido previamente inspecionadas e aprovadas as respectivas instalações pela autoridade competente em matéria de segurança e higiene”.P. etc. Tais medidas prioritárias dizem respeito ao exame médico pré-admissional.P. instalações de máquinas e equipamentos.P. vestiários. avaliando e controlando os fatores ambientais. transportes de todo tipo. ruído e vibrações. ventilação. trabalhos sob ar comprimido. guardados. inflamáveis e explosivos. construções.I.I.I. pois o art. muitos E. pequenas porém importantes filigranas na especificação podem alterar a adequação de uso ao risco que se deseja anular. devem ser adquiridos. como também não é suficiente ter o melhor equipamento se não se ensina ao homem o seu uso correto. Os preços não são baixos e as quantidades necessárias. além de parte de higiene propriamente dita. pois somente ele é capaz de indicar o equipamento adequado. no sentido de orientar o usuário é indispensável como complementação do treinamento. 54 . caldeiras e fornos. podem fazer a administração da empresa recuar ao primeiro pedido. radiações ionizantes. Indicação do E.

conhecer o ritmo de trabalho e produção. Podem ser classificados quanto a: 1 . poeira e aerodispersóides. que obrigam uma especificação exata para o uso indicado.I. água. Aconselha-se para perfeita indicação do E. classificar os E. O mesmo se verifica quanto às máscaras. pisos.I. necessários. calor.tipo de agressor. o qual antes de fazer a indicação do E.P. Os óculos possuem vários tamanhos. frio. atrito constante. 55 . o método de trabalho e a formação do trabalhador. redutores.parte do corpo a proteger.SENAI-PE A NB-122 da Associação Brasileira de Normas Técnicas relaciona 35 tipos de luvas. conforme o tipo de equipamento a proteger. Um extintor de incêndio tem indicações precisas. padronizar. 2 . analisar o tempo de exposição ao risco.Tipo de agressor Impacto de objetos que caem. 1 . Como se vê não é assunto para mero curioso e sim de técnico. produtos químicos e tudo mais que possa agredir a higidez e integridade do trabalhador.necessidade de uso. Classificação dos E. necessita ter sob seu controle o conhecimento dos riscos. alturas. 3 .P. proteções laterais. 4 . tipos de lentes. luminosidade.tipo de risco a evitar. hastes fixas ou não.P.I.P. pontes diferentes.: 1º 2º 3º 4º 5º conhecer o tipo de agressor ou agressores.I. eletricidade. calor irradiado. formato. umidade.

P. em última instância. lança-se mão de um equipamento de proteção. De que valerá enluvar-se um operário. a fim de que o homem possa trabalhar desarmado. 3º Proteção supletiva – é aquela usada em determinado momento de falta ou falha da medida principal ou usual.. quando todas as outras formas de proteção foram tentadas. luvas em conjunto com transportadores de material escoriante. se a proteção da máquina não existe ou não está no lugar? De que serve um capacete. a falta de medidas materiais de segurança do equipamento ou do ambiente são condições inseguras. Portanto. sistema. não raro. os escafandros e equipamentos de mergulhadores. porém.Necessidade de uso: 1º Proteção principal – é o equipamento indispensável e único capaz de proteger o homem na função. se o piso é defeituoso e passagem obrigatória do trabalhador? A falta do uso do E. abrasivo ou cortante. face. quando se poderia evitá-lo.P. 2º Proteção complementar – é a proteção individual usada em conjunto com outros meios de ordem geral tais como piso antideslizante. devem os responsáveis pela segurança de qualquer fábrica.I.I. aparelho ou órgão do corpo a proteger teremos os E. os macacões de amianto ou aluminizados. para crânio. A própria lei preconiza as correções de ordem geral. 3 . aparelho respiratório. é um ato inseguro. Como exemplo: as máscaras dos soldadores. preferindo-se outras medidas. Entretanto. abdômen etc. segundo a própria lei. 56 .P.P. Por exemplo: o uso de máscara com filtro para gases tóxicos. pois o E. Devemos ter muito cuidado para não transformar uma proteção supletiva em principal. sapato antiderrapante. olhos. membros inferiores e superiores. enquanto se corrige um vazamento e as medidas gerais não funcionam.SENAI-PE 2 . isolando-se os riscos.I. tórax. não é uma vedete da segurança e só é eficaz quando outras medidas de ordem geral não oferecerem proteção total ao trabalhador.Parte do corpo a proteger Segundo a parte do corpo.I. envidar esforços para utilizar os E.

No que diz respeito à sua utilização. Seleção A seleção do equipamento de proteção individual se impõe por duas razões: a) segurança real. Por outro lado. O artigo 166 do 57 . Portanto. O treinamento é uma fase importante no processo de utilização do E. O E. ele deve ser de tal forma construído e tratado. b) conforto. Logicamente.I. devem ser os mais confortáveis possíveis. Além disso.P. única. b) seleção do tipo adequado. é indispensável como complementação do treinamento.P. que não venha a falhar durante o seu uso. os dirigentes não podem pensar apenas em termos de obrigação legal. em razão da natural recusa do homem em usá-lo e por questões de produtividade.SENAI-PE Também não é suficiente ter o melhor equipamento.P. não se pode negligenciar na escolha de um bom equipamento. se não se ensina o homem a usá-lo bem. O homem está em primeiro lugar na ordem das coisas. por ignorar como deva fazê-lo e porque deve usá-lo. Em matéria de segurança. a fiscalização. os E. três fatores devem ser considerados: a) determinar a necessidade do uso. c) uso correto do equipamento. deve ser considerado: a) como medida complementar a uma medida de proteção coletiva contra acidentes e doenças. quando em ocorrência de emergência em que o tempo de exposição é curto. se o equipamento tem por objetivo proteger o indivíduo contra os riscos de acidentes. Resumindo o que acabamos de expor podemos dizer que: 1. no sentido de orientar o usuário. Muitas vezes o operário deixa de usar o equipamento. Não basta comprar equipamentos para satisfazer a lei.I. 2.I. c) como medida de proteção. b) como medida normal de proteção quando o tempo de exposição for curto.

são as peças fundamentais de segurança oferecida pelo capacete. Egydio Regis – Refinaria Presidente Bernardes). facilitará em muito a compra do E. * (Adaptado do trabalho do Prof. Proteção de ouvido Protetores auriculares – tipo concha e tampão obturador. Para tal. comprando equipamentos das firmas que apresentem os respectivos certificados a que se refere o artigo 166 acima citado. Outros equipamentos são usados para proteger a cabeça de riscos específicos tais como: gorros. oferecendo proteção contra ruídos menos intensos.SENAI-PE referido Decreto-lei 229. plugueando o ouvido. variando de indústria para indústria.P. é preciso que os homens de segurança fiscalizem o cumprimento do dispositivo legal. Ressalte-se que a coroa e a carneira. capuzes. Com aba ou tipo jóquei. O segundo é usado internamente. com abas ou sem abas. Quanto aos tipos de material com que é fabricado o capacete e ao modelo.I. Relacionaremos a seguir aqueles que nos parecem mais usados. fica a critério dos homens de segurança selecioná-los de acordo com a necessidade de trabalho. sem abas laterais. Proteção da cabeça Capacete – de alumínio. de acordo com o tipo de atividade. cobrindo toda a orelha e é indicado para ruídos mais intensos. se cumprido à risca. fibra ou material plástico. Tipos mais comuns* Vários são os tipos e modelos de equipamentos existentes nos mais diversos centros industriais do mundo. 58 . etc. O primeiro é de uso externo.

couro. energia elétrica. São revestidos de alumínio polido e seu visor é de plástico ou vidro verde. com exceção dos que envolvem intensidade luminosa e respingos de produtos químicos. e de armações inteiramente fechadas. avental de lona para trabalhos secos. abrasões e queimaduras provocados pelo contato direto com materiais cortantes. etc. Há protetores que combinam duas proteções: contra raios luminosos e contra raios caloríficos. nº 18 de 1968 – 2ª edição. paletós e roupas que podem variar em modelos e tipos: avental de roupa para soldador. avental de plástico para manuseio de ácidos ou outros produtos químicos corrosivos..SENAI-PE Proteção dos olhos e do rosto Óculos – Vários são os empregados. Protetores faciais . O maior problema no uso de óculos consiste no embaçamento das lentes. usados para diversos trabalhos. Para esses trabalhos são usados modelos especiais com lentes verdes filtrantes para o caso de raios luminosos. asbesto. etc.Viseiras que cobrem a parte frontal do rosto ou elmos que protegem parte da cabeça e todo o rosto incluindo as partes laterais. Segurança do Trabalho. avental de asbestos para trabalhos quentes. São também muito usados os protetores de tela metálica. abrasivos ou corrosivos. Os mais comuns são aqueles dotados de lentes claras endurecidas. poderão ser conseguidas na excelente publicação do SESI: Equipamento de Proteção Pessoal – Luvas – Coleção SESI. Para evitar esse incômodo. que visam evitar cortes. Proteção das mãos e braços Para a proteção das mãos contra as mais diversas agressividades do trabalho podem ser usadas luvas de lonas. Alguns para uso geral e outros para usos específicos. Proteção do tronco Utiliza-se aventais. 59 . Informações mais detalhadas sobre luvas. para proteção contra respingos. borracha. plástico. usa-se um líquido ou cera antiembaçante. roupa completa de pvc. pano.

Proteção dos pés e das pernas Existem vários tipos de sapatos. Proteção contra gases e vapores e os tipos mistos. por intermédio de filtros de algodão. tendo em vista a função vital que representa a respiração para o homem. Trata-se de ação puramente mecânica. Nenhuma ação contra gases ou vapores. papel. de metal ou de fibra. 60 . botas e perneiras para essa finalidade. podendo ser de cano curto ou longo até a virilha. Proteção respiratória Este tipo de proteção constitui praticamente um capítulo à parte. Pode-se dividir a proteção respiratória. Botas de borracha ou de pvc – para trabalhos úmidos ou em contato com produtos químicos (ácidos. em duas classes: 1. de plástico. estão relacionados os chamados respiradores contra pó e os filtros contra neblinas. quanto ao risco. esponja de borracha. podendo ser destacados os seguintes: Sapato de segurança – para trabalhos pesados dotados de biqueira de aço ou fibra de vidro. feltro. alcalinos). Proteção contra aerodispersóides e sólidos. Perneiras – de couro. etc. Consideramos a mais importante e a mais difícil das proteções. No primeiro caso.SENAI-PE - macacões de pano. 2. de mangas compridas e capuz para trabalhos no interior de equipamentos de processamento.

consiste na duração útil do mesmo. como número médio. O filtro purifica o ar aspirado. Em vista disso a condição prévia para a sua eficiência. não há um tempo previsto para a duração eficiente de um filtro químico. A garantia de que a atmosfera reúne as condições necessárias. pois essa condição depende de uma série de fatores. Os filtros respiratórios não são aparelhos de proteção universal. Essa 61 . 1 .Máscara de filtros químicos Este tipo de máscara utiliza a ação de filtros respiratórios. A rigor. como o aumento repentino da concentração do gás. somente existe ao ar livre ou em locais perfeitamente ventilados. O limite percentual da concentração de gases para utilização de filtros. um filtro pode durar minutos ou horas. consiste em que o ar a ser purificado contenha cerca de 17% de oxigênio.Máscara autônoma. sem um prévio controle. aplicáveis em qualquer emergência de gases tóxicos. com suprimento de oxigênio ou ar comprimido. o ar filtrado não deve conter porcentagem tóxica superior à capacidade purificadora do filtro.Máscara de filtros químicos.SENAI-PE A proteção contra gases e vapores é efetuada com o emprego de máscaras especiais que se classificam em três tipos fundamentais: 1 . ainda que seja sumamente variável. Assim. 2 . impedindo sua passagem pela ação tamisadora e absorção ou tornando-os quimicamente inofensivos. para cujas eventualidades empregamse os aparelhos autônomos. Além disso. indicativas dos tipos de gás ou vapor para os quais são fabricados. Os filtros geralmente se diferenciam pelas suas cores e letras. por exemplo. Em muitos casos.Máscara de ar injetado. os venenos respiráveis apresentam-se ao mesmo tempo em forma de gases ou vapores e de substâncias sólidas flutuantes. 3 . motivo pelo qual os filtros a serem empregados devem ser dotados de combinação dos elementos de absorção dos filtros contra gás e de um filtro contra poeiras. mas não produz oxigênio. é calculado em 2% em volume de ar. Outro cuidado que deve ser observado no uso de filtros. os quais têm a finalidade de purificar o ar ambiente mediante a eliminação de eventuais venenos. segundo os diferentes tipos de filtros e as características do gás venenoso.

SENAI-PE combinação existe e são vários os modelos de filtros que apresentam as duas possibilidades. 62 . 2 . Os aparelhos autônomos são indicados especialmente para emergências. Passo importante no uso da máscara contra gazes. Não há restrições quanto ao local.Máscara de ar injetado Aquela cuja fonte de alimentação é o ar atmosférico captado por um compressor ou ventoinha manual e levado ao homem por meio de mangueira. São encontrados cilindros de 1 (um) a 7 (sete) litros de capacidade física. há uma preferência acentuada pela de ar comprimido. é a perfeita aderência da peça facial ao rosto. por razões várias. cobrindo todo o rosto ou apenas a metade. proporcionando completa hermeticidade. tornando o aparelho mais leve sem diminuir o tempo útil de duração. Há vantagens e desvantagens de uma máscara em relação à outra. Assim o indivíduo equipado penetra num determinado ambiente. em cilindros ou garrafas metálicas portáteis. na utilização desses aparelhos. encerrando o nariz. O oxigênio puro (pureza máxima) possibilita o emprego de cilindros menores. especialmente nos períodos de uso prolongado do aparelho autônomo. A experiência nos tem demonstrado que o ar atmosférico comprimido. principalmente de ordem econômica. fechado e recebe o ar do lado externo da atmosfera livre. Entretanto. 3 . do ar atmosférico livre. oferece maior conforto respiratório. Essa reserva ou suprimento é armazenado. ou quanto ao ar ambiente. sob pressão. variando a sua capacidade. é denominado autônomo. Os filtros são adaptados em peças faciais que podem ser inteiriças. especialmente as de filtro.Máscara autônoma Todo aparelho que contém um suprimento próprio de ar atmosférico ou de oxigênio comprimido. modernamente. portanto. a boca e o queixo. independente.

Uma das condições fundamentais do emprego dessas máscaras é manter a fonte de suprimento afastada da área perigosa. uma regra já pode ser estabelecida: as máscaras de ar injetado. Nesses séculos de evolução surgiram muitos riscos novos e outros desapareceram. que a evolução e as blindagens 63 . Filtros apropriados devem ser usados para purificar o ar. penetrando o homem em seu interior e ficando a fonte de alimentação no lado externo. mormente as de ventoinha manual. depois do carvão. o motor de combustão interna. somente poderão ser usadas quando o risco estiver enclausurado. é constante e os tipos de proteção oferecidos pelas firmas especializadas surgem diariamente. Usado com cabo especial de nylon ou de manila. Cuidado especial deve ser dado à qualidade do ar proveniente de compressor. excesso de água e até mesmo contaminação de CO. Por isso. nasce a mecanização.I. a eletricidade. que o captam nas proximidades da área perigosa.de lona trançada. Da introdução do vapor como força motriz. as radiações e a energia nuclear.P. É ponto pacífico. tem trazido mudanças na natureza dos riscos. Tipo de risco a evitar O problema dos E. os inúmeros produtos químicos. A evolução que o trabalho do homem vem sofrendo. portátil. tendo em vista a possibilidade de infiltração de óleo. a fim de evitar a captação de ar contaminado. numa variedade considerável. atualmente.SENAI-PE Estão incluídos neste tipo as chamadas máscaras de ar fresco de ventoinha manual. algumas vezes anulando-os e. Cinto com travessão . as máscaras de ar de linha etc. cuja locação depende de um rigoroso exame da situação da atmosfera. Diversos: Cinto de Segurança Tipo alpinista . também.é o tipo usado para equilibrar o trabalhador e evitar sua queda. nos trabalhos em postes. por vezes criando outros. para trabalhos gerais em lugares altos desprotegidos.

O importante é. A direção que se imprime aos programas de segurança é norteada pelos princípios adotados pela administração. esquecer-se de alguma coisa. seleção e instrução dos empregados não só quanto á produção. sentir-se por demais seguro. requer total apoio da administração da empresa. durante a fase de formação profissional. De acordo com o porte da empresa.P.I. além das normais. responsável pela prevenção de acidentes. quanto á segurança. o calçado antideslizante pode ser inadequado e os próprios E. Em qualquer tempo pode um trabalhador vir a distrair-se. incutir-se no educando a noção básica de que deve proteger a sua integridade física. predispondo-se assim ao acidente. integrá-las nos processos de trabalho da empresa e estimular a participação de todos os elementos desta na tarefa de evitar os acidentes. Está nas mãos do empregador – que detém o poder de comando – traçar normas de prevenção.SENAI-PE podem retirar-se. sobre as quais não recaia a exigência de organização de CIPA é essencial que haja um elemento de preferência com função hierárquica superior. aquisição de material de proteção individual. Segurança e Higiene do Trabalho nas Empresas A previsão de acidente compreendida em sua finalidade educativa e de tratamento técnico dos problemas de segurança. 64 . podem estar sendo usado de modo incorreto. procurando utilizar-se dos melhores meios disponíveis. Pequenas empresas Em pequenas empresas. variará a organização de segurança. fiscalização da ordem e do asseio dos locais de trabalho. de outras atribuições será incumbido esse responsável. perder a concentração. Tais atribuições serão: solução dos problemas de segurança. natureza de atividade e número de empregados. mas também. Na empresa.

serviço especializado em segurança. que não têm CIPAs instaladas. Estes serviços estão em relação com: Serviço médico da empresa – para exame médico pré-admissional que encaminhará o empregado para a função adequada ao seu físico. nos termos da Portaria 3237 de 27/07/72. onde não há uma verdadeira 65 . o espírito de empresa e o espírito prevencionista ainda não fazem parte de muitas organizações industriais. Exame médico periódico para profilaxia e manutenção das condições de higidez dos empregados. conseqüentemente. nas quais haja obrigatoriedade. higiene e medicina do trabalho. Elaboração de regulamentos internos com meios de efetivar o cumprimento das normas de segurança. na prevenção dos acidentes do trabalho e. Infelizmente. CIPA e o Serviço de Segurança e Higiene do trabalho. A obrigatoriedade de manutenção destes serviços nos estabelecimentos é vinculada à exposição. ainda não foi amplamente reconhecida entre nós. mas estas se limitam apenas a atender a requisitos legal. ao risco e ao número total de empregados. quer por trabalhadores. Treinamento – um entrosamento perfeito deve existir com esse serviço para se conseguir que os trabalhadores apliquem a forma correta de fazer as suas tarefas com segurança. sem nenhuma motivação por parte da gerência da empresa e com o total desinteresse dos empregados. Empresa de Porte Médio Nas empresas de porte médio. Há inúmeras empresas com mais de 100 trabalhadores. qualificações e aptidões.SENAI-PE - prescrição de medidas de segurança adequadas ao tipo de serviço executado. quer por empregadores. no bem estar do trabalhador. Serviço de Pessoal – a seleção rigorosa no processo de admissão de pessoal para encaminhamento à função adequada. Manutenção – é praticamente a base da estrutura de segurança. e outras existem que possuem CIPAs. - - - É indispensável uma coordenação perfeita entre a direção da empresa. A extraordinária importância das CIPAs.

o maior progresso da indústria. nas grandes ou médias indústrias. em que o sentimento de solidariedade humana nem sempre consegue sobrepor-se à insensatez. O resultado disso são os agressividade e insolência. as incompreensões. pelo alheamento choques. A Organização Internacional do Trabalho. se dedicou uma atenção crescente ao elemento humano como causa dos acidentes. proporcionando. A implantação da CIPA. constitui um imperativo para sua maior prosperidade. possa humanizar essa coletividade e torná-la tão compreensiva quanto eficiente. em meio das suas atribuições. Uma coletividade. em favor das quais a Prevenção de Acidentes é bastante proveitosa e econômica. 66 . normalmente heterogênea. de ambientes intoleráveis acidentes. gerando irritação. assim. quer no campo doutrinário. mais se robustece e acentua a atividade de uma CIPA devidamente organizada e prestigiada por efetivo apoio das indústrias. Quer no campo prático. através de reuniões e palestras. e comprovou-se que esse fator é mais complexo e mais importante que qualquer outro. educando seus companheiros de trabalho no uso adequado dos dispositivos de proteção. criadoras nos locais do trabalho e de clima propício a e a fadiga adicional que provocam.SENAI-PE compreensão de que a prevenção de acidentes e o bem estar social do trabalhador concorrem para uma maior produtividade por parte dos trabalhadores. afirma que nos últimos anos. discutindo e aplicando os conhecimentos adquiridos. em sua publicação Aumento da Produtividade nas Indústrias Manufatureiras. vaidade e ambição. carece consequentemente de uma CIPA que. envenenadoras das relações humanas.

As solicitações e recomendações da CIPA devem ter. para que o trabalho de uma CIPA seja coroado de êxito. são necessárias determinadas providências que somente poderão ser executadas com plena aquiescência do empregador. Em nossa opinião. representantes da empresa e dos empregados. com o fim de prevenir os acidentes do trabalho. Os seus membros devem ser escolhidos entre os mais interessados e humanos da direção e entre os mais interessados e humanos da direção e entre os mais dedicados dos trabalhadores. atividades afins e reuniões de CIPAs de outras empresas. participação de membros das CIPAs em congressos. estudo e realização imediata das sugestões que impliquem em despesas. é imprescindível que a empresa lhes dê todo o apoio para a consecução de seus objetivos. o apoio do empregador o fator primordial no sucesso das atividades de uma CIPA. de tal maneira que os trabalhadores aprendam a confiar nela e acatar as suas recomendações. aluguel de filmes e aquisição de literatura especializada. O apoio da direção às atividades das CIPAs pode se dar por: seleção de elementos capazes para comporem a CIPA. uma CIPA só pode ser bem sucedida se a direção da empresa acreditar no seu trabalho e apoiá-la moral e materialmente. para sugerir medidas e colaborar com a CIPA. e) convites a técnicos em assuntos de prevenção de acidentes. f) facilitação de lugares para a afixação de cartazes. bem como de sua aquisição. Isso porque. fornecimento de local e material adequado a reuniões. o mais rápido atendimento.SENAI-PE É sem dúvida. a) b) c) d) 67 . privando-se a empresa durante algumas horas da atividade rotineira desses elementos para que eles possam realmente se dedicar à tarefa de prevenção de acidentes. por parte da Diretoria. Reunidos em uma só mesa de trabalho.

158 e seus itens e 164 e seus parágrafos da Consolidação das Leis do Trabalho.589. de 29 de novembro de 1968 Expede instruções para a organização e o funcionamento de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e dá outras providências. de 11 de dezembro de 1964.SENAI-PE Portaria nº 32.Comércio armazenador). de representantes de empregadores e empregados. de 1º de maio de 1943. 13 da Lei nº 4. com a nova redação introduzida pelo art. à Confederação Nacional do Comércio (1º grupo – Comércio atacadista e 4º grupo . no uso das atribuições que lhe confere o art. conforme o disposto no art. que possuam 100 (cem) ou mais empregados.será constituída.452. do Regimento do DNSHT. segurança e higiene do trabalho. Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs nas Empresas. relativos à segurança e higiene do trabalho. Considerando que o Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho é o órgão de orientação e fiscalização da legislação e dos assuntos em geral. bem como do estudo de todos os problemas e aspectos inerentes à medicina e à engenharia do trabalho. 5º do Decreto – Lei nº 229. à Confederação dos Trabalhadores Marítimos. aprovado pelo Decreto número 56. 68 . ficam obrigadas a organizar Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPA – com a finalidade de cuidar de prevenção de acidentes. O Diretor – Geral do Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho. item I. de 28 de fevereiro de 1967. aprovada pelo Decreto-lei nº 5. Artigo 1º As empresas vinculadas à Confederação Nacional das Indústrias. 11.263. de 6 de maio de 1965. Resolve: Expedir as Instruções para a organização e o funcionamento de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs. Artigo 2º A CIPA . estabelece que compete a este Departamento expedir normas referentes ao capítulo V daquela Consolidação. em número igual. Fluviais e Aéreos e à Confederação Nacional dos Transportes Terrestre. Considerando que os arts.

SENAI-PE Artigo 3º Os representantes de empregadores serão designados pela administração da empresa. quando houver o médico. engenheiro e assistente social. disciplina. uma CIPA. Artigo 4º Os representantes de empregados serão eleitos pelos mesmos. Quando houver departamentos em localidades diferentes. inteligência. O mandato dos membros da CIPA será de um ano. incluindo o gerente e. ou se mostrarem desinteressados pela função. Parágrafo único . o engenheiro e o assistente social. outros representantes que possuam qualificação e interessados nos problemas atinentes à CIPA. sendo substituídos os que faltarem por três vezes consecutivas sem justificativa. assiduidade ao trabalho. espírito prevencionista e de observação. em cada um.No caso de não existir médico. a empresa organizará. para substituí-los. A administração designará um quinto membro para presidente da CIPA e um secretário. Serão designados um suplente para representante do empregador e um suplente para representante de empregados. cujo efetivo atinja a 100 (cem) empregados. A administração indicará os substitutos eventuais do presidente e do secretário. de preferência dentre os pertencentes aos setores de maior risco de acidentes e que mais se destacarem pela capacidade de liderança construtiva. Artigo 5º Artigo 6º Artigo 7º 69 . em número não inferior a 4 (quatro). em número não inferior a 4 (quatro). serão designados.

palestras e projeção de filmes sobre prevenção de acidentes. à D. g) Cooperar para o cumprimento dos regulamentos e instruções de caráter oficial ou internas. d) Promover o interesse do pessoal para as questões de prevenção de acidentes. i) Realizar reuniões. instruções. periodicamente.R. j) Propor a concessão de prêmios aos que se distinguirem pelas sugestões sobre assuntos de atribuições da CIPA. as instalações da empresa. segurança e higiene do trabalho. o uso de equipamentos de proteção e o emprego de dispositivos de segurança. segurança e higiene do trabalho. verificando o cumprimento das determinações legais e o estado de conservação dos equipamentos de proteção e dispositivos de segurança. segurança e higiene do trabalho. c) Inspecionar. a documentação referente às suas atividades.T. mensalmente. segurança e higiene do trabalho. avisos e outros meios de propaganda educativa referentes à prevenção de acidentes. notadamente no que se refere à ação educativa. f) Propor a aplicação de medidas de ação disciplinar aos que infrigirem regulamentos e regras de segurança. segurança e higiene do trabalho julgadas necessárias. propondo medidas de prevenção de acidentes. combate ao fogo e primeiros socorros.SENAI-PE Das atribuições Artigo 8º As CIPAs terão normalmente as seguintes atribuições: a) Investigar as circunstâncias e as causas dos acidentes. m) Remeter. e) Instruir equipes encarregadas do serviço de prevenção de incêndio. b) Submeter ao empregador recomendações. 70 . h) Promover a divulgação de regulamentos. l) Analisar os acidentes ocorridos e as estatísticas que deverão constar de atas das reuniões. relativos à prevenção de acidentes.

redigir e transcrever atas. g) Representantes dos empregados – Comunicar à CIPA e. concedendo a seus representantes facilidades para o desempenho das respectivas atribuições. segurança e higiene do trabalho. para esse fim designados.SENAI-PE Dos representantes Artigo 9º Os representantes da CIPA terão as seguintes atribuições: a) Presidente . diretamente ao encarregado. b) Dar imediato cumprimento às recomendações aprovadas pela CIPA. preencher quadro de estatística de acidentes (Modelo B).proceder ao levantamento das necessidades de segurança do trabalho. c) Gerente . Do empregador Artigo 10º Compete ao empregador: a) Dar integral apoio à CIPA. apresentando sugestões para evitar a repetição. das recomendações aprovadas nas reuniões. colhendo os dados e informações necessárias ao esclarecimento de suas causas. distribuir o material de propaganda educativa e outros relativos à prevenção de acidentes. investigar as causas dos acidentes. f) Assistente Social – pesquisar as causas sociais que por ventura tenham relação com o acidente ocorrido. em caso de urgência. quando. e) Médico – acompanhar os casos de acidentes e doenças do trabalho. Dos empregados 71 . providenciar o envio à Delegacia Regional do Trabalho de cópias de atas. encaminhando à administração as recomendações aprovadas e acompanhar sua execução. fichas de análise de acidentes (Modelo A) e quadro de estatística de acidentes (Modelo B).representar a administração da empresa junto à CIPA. encarregar-se da correspondência. b) Secretário . estudar e projetar a execução. zelar pelas condições de higiene dos locais de trabalho. quando cabível. visando a prevenção de acidentes.dirigir e orientar os trabalhos. d) Engenheiro . as necessidades e falhas observadas que possam ocasionar acidentes.

Das sessões Artigo 15º A título de uniformidade geral. ordens. obrigatoriamente. d) Análise do quadro de estatística de acidentes. b) Verificação do andamento das recomendações aprovadas. o equipamento de proteção individual. por escrito. e) Apresentação dos assuntos gerais relacionados com a prevenção de acidentes. f) Encerramento. Artigo 13º A CIPA deverá se reunir uma vez por mês. extraordinariamente. visando a prevenção de acidentes. b) Usar. Das reuniões Artigo 12º O aviso de convocação para a reunião da CIPA deverá ser feito com antecedência mínima de oito dias e enviado. g) Assinatura da ata pelos representantes da CIPA. com a presença do mestre ou encarregado do setor de ocorrência. regras e regulamentos de prevenção de acidentes. a cada um dos representantes. segurança e higiene do trabalho.SENAI-PE Artigo 11º Compete aos empregados: a) Obedecer às normas. os trabalhos das sessões da CIPA deverão obedecer à seguinte ordem: a) Leitura da ata da sessão anterior. intoxicações e doenças do trabalho. segurança e higiene do trabalho. 72 . Artigo 14º Em caso de acidente grave. c) Exame dos casos de acidentes. c) Apresentar sugestões para a melhoria das condições de segurança e higiene dos locais de trabalho. com a análise das causas e providências a serem tomadas a respeito. em local apropriado e em horário normal de trabalho da empresa. a CIPA se reunirá.

Alexander. Rio de Janeiro. 73 . 1989. São Paulo. Editora Globo S/A. GIONGO. Ed. 1970. Desenho técnico fundamental. SCHMIDTT. 1977. 1970. São Paulo. José de Arruda. Desenhista de máquinas. Desenho mecânico. São Paulo. Desenho geométrico.Ministério da Educação e Cultura. 1983. Companhia Editora Nacional. 1967.. São Paulo. Affonso Rocha. Desenho técnico e tecnologia gráfica. Escola Prot – Tec. PROVENZA. SENAI Departamento Nacional. Livraria Nobel S/A.SENAI-PE BIBLIOGRAFIA PENTEADO. BAPTISTA. MEC . Thomas E. Editora Pedagógica e Universitária Ltda. Rio de Janeiro. Higiene e segurança do trabalho. FRENCH. revisada. Curso de desenho geométrico. Rio de Janeiro. 1975. Hilton.

74 . Teixeira Editoração Divisão de Educação e Tecnologia – DET.SENAI-PE Elaboração Israel Gomes Coutinho Diagramação Anna Daniella C.

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