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TEMA 1 - BIOLOGIA E ECOLOGIA DE ESPÉCIES INVASORAS

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Ecologia do género Acacia nos ecossistemas dunares portugueses

H. Marchante 1 , F. Campelo 2 & H. Freitas 2

1 Escola Superior Agrária de Coimbra e-mail: hmarchante@hotmail.com 2 Departamento de Botânica Universidade de Coimbra

Sumário

Os ecossistemas costeiros são muito sensíveis não só à perturbação, por factores antropogénicos mas também por factores naturais. Assim, enquanto noutros ecossistemas as espécies vegetais tornam-se invasoras em consequência das perturbações induzidas pelas actividades humanas, nos sistemas dunares as espécies podem tornar-se invasoras sem ocorrer prévia perturbação pelo Homem.

Várias espécies de Acacia são hoje consideradas invasoras do sistema dunar português, sendo

longifolia um exemplo. O presente estudo tem por objectivo o conhecimento da biologia e ecologia de Acacia neste ecossistema, contribuindo para a avaliação do impacto que esta invasão está a causar. Ao longo de toda a costa seleccionaram-se locais de amostragem nos quais se estabeleceram parcelas permanentes, as quais estão a ser periodicamente analisadas. Em todas as parcelas foram realizados inventários florísticos sazonais, e nas parcelas onde está presente o género Acacia, identific ou-se a espécie de Acacia presente, o número de indivíduos deste género e a respectiva fenologia. O número de espécies presente nas parcelas e o número de espécies dos diferentes tipos fisionómicos de Raunkiaer foram comparados entre parcelas com e sem Acacia , para os três sítios, e para as duas estações já estudadas.

Acacia

Palavras chave : Acacia, biodiversidade, ecossistema dunar

Title: Acacia ecology on portuguese dune systems

Abstract

Coastal areas are extremely vulnerable to natural and anthropogenic disturbances. In general, species become invasive due to human activities, however, in this particular ecosystem, invasion can occur without previous human pressure. Invasions by several Acacia species (e.g. Acacia longifolia) have become a common occurrence in the Portuguese coast. The present study aims to investigate the biology and autoecology of Acacia, evaluate the impact of this exotic invasive species in the ecosystem and develop methods for its control. It will be then possible to achieve a better management and protection of coastal ecosystems. Along the portuguese coast, areas were selected and invaded and not invaded plots were randomly marked. For all plots species inventories were performed seasonally. Only for invaded plots, Acacia species were identified, specimens counted and their phenology studied. Total number of species and Raunkier’s phisionomic types were compared between invaded and not invaded plots.

Key words: Acacia, dune ecosystem, biodiversity.

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Introdução

O trabalho apresentado faz parte de um projecto mais abrangente, com o qual se pretende contribuir para um maior conhecimento do comportamento invasor do género Acacia e avaliar o seu impacto nas espécies nativas e nos ecossistemas dunares portugueses. Espera-se, assim, contribuir para colmatar a grave lacuna de informação científica e escassez de trabalhos realizados em Portugal sobre a biologia deste género invasor e apresentar algumas propostas de controlo e prevenção, coerentes com a autoecologia e biologia (ciclo de vida, efeitos alelopáticos, potencialidade do banco de sementes,…) das espécies de Acacia, invasoras do ecossistema em estudo. A necessidade da aplicação destas medidas de controlo, a par do elevado número de endemismos presentes em alguns dos locais invadidos, nomeadamente na costa vicentina (Alves et al., 1998), vem reforçar a importância do estabelecimento de áreas prioritárias, assim como o carácter urgente deste tipo de estudo na perspectiva de conservação deste ecossistema. De facto, estudos realizados noutros países (Haber, 1996), referem que um elevado número de espécies exóticas representa uma importante ameaça à sobrevivência de algumas espécies protegidas.

Espécies vegetais exóticas e invasoras Heywood (in Lonsdale, 1999) refere que a invasão de comunidades naturais por espécies vegetais exóticas constitui uma das ameaças mais sérias à biodiversidade. Neste contexto entende-se como planta invasora aquela que se expande naturalmente (sem a intervenção directa do Homem) em habitats naturais e semi- naturais, provocando alterações significativas na composição, estrutura ou processos do ecossistema (Cronk, 1995). Algumas espécies exóticas invasoras causam a extinção de espécies nativas (Lodge, 1993) constituindo uma séria, e potencialmente duradoura, ameaça para os habitats naturais e semi- naturais (Coblentz in Cronk, 1995). A substituição de um ecossistema nativo diversificado por comunidades monoespecíficas de espécies exóticas, promove um grave desiquilíbrio do ecossistema (Smith, 1998), podendo alterar os processos ecológicos (Haber, 1996). Habitats que suportam uma grande variedade de espécies vegetais, originam as condições necessárias para uma grande variedade de vida animal (Haber, 1996).

Invasão dos sistemas dunares portugueses Os ecossistemas costeiros são muito sensíveis à perturbação, tanto por factores naturais como antropogénicos (Hanson, 1993). Assim, enquanto que em outros ecossistemas, as espécies vegetais se tornam invasoras em consequência das perturbações induzidas pelas actividades humanas, nos sistemas dunares as espécies podem tornar-se invasoras sem prévia perturbação pelo Homem. Em Portugal, os sistemas dunares ocupam cerca de 670 Km da linha de costa, devendo-se a sua enorme importância ao facto de actuarem como primeira barreira física eficaz contra o avanço do mar. Os sistemas dunares que ainda permanecem intactos são os menos afectados pela erosão (Carter, 1988), sendo caracterizados pela diversidade de espécies vegetais autóctones, as quais têm capacidade de retenção de areia e formação de dunas (Reis, 1998). Ao longo do litoral português e visando a sua estabilização, tem-se por vezes recorrido ao uso de espécies exóticas, que embora

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fixem as areias, têm vindo a invadir os sistemas dunares substituindo as espécies autóctones e ameaçando o equilíbrio das comunidades vegetais nativas. Percorrendo-se a costa verifica-se que Acacia é um dos géneros exóticos com maior representatividade, sendo já responsável pela cobertura de extensas áreas (obs. pessoal).

Em climas mediterrânicos (semelhantes àqueles de onde são originárias estas espécies) as condições existentes podem tornar os ecossistemas mais susceptíveis à invasão por espécies de Acacia introduzidas (Milton, 1980).

A espécie Acacia longifolia, dominante nos locais em estudo, é oriunda do SE da Austrália. É

considerada naturalizada nas dunas do litoral português, onde foi introduzida no passado como fixadora de areias e onde tem actualmente um comportamento invasor (Castroviejo et al, 1998). Acacia longifolia apresenta uma elevada produção de sementes que podem permanecer viáveis no solo, por longos períodos de tempo, sendo a germinação estimulada pelas altas temperaturas associadas à ocorrência de incêndios (Milton, 1981).

O presente trabalho e parte inicial do projecto, refere-se ao impacto deste género exótico invasor

nos níveis de diversidade florística, presente em três locais de estudo na costa portuguesa, sendo monitorizadas zonas de duna primária e interduna, num período de tempo correspondente às estações de Inverno 98/99 e Primavera 99. Os dados foram recolhidos de forma a avaliar se a presença de Acacia, altera a diversidade de espécies vegetais nativas, confirmando, ou não, a hipótese de que o seu estabelecimento reduz a diversidade florística do sistema. Foi também analizada a influência da invasão nos diferentes tipos fisionómicos das espécies presentes neste sistema.

Materiais e métodos:

Escolheram-se três locais de estudo localizados na região centro-norte do litoral português: Reserva Natural das Dunas de S.Jacinto, praia do Palheirão e zona norte da praia de Quiaios (Fig.1).

S.J. P Q
S.J.
P
Q

Figura 1 - Locais de estudo. S.J. - S.Jacinto; P. - Palheirão; Q.- Quiaios.

Nas Dunas de S.Jacinto a plantação de Acacia, efectuada nos finais do séc. XIX, teve por objectivo a estabilização das areias (Neto, 1993), observando-se hoje o seu alastramento a muitas áreas distintas das inicialmente plantadas

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Em cada um dos locais foram seleccionadas, aleatoriamente, doze áreas (seis com Acacia e seis sem Acacia) onde foram instaladas parcelas permanentes, de 5 x 5 metros, situadas na duna primária e na interduna. As parcelas foram acompanhadas ao longo de duas estações, (Inverno 1998/99 e Primavera 1999), estando ainda a decorrer o acompanhamento ao longo das estações das outras estações.

Realizaram-se inventários florísticos das espécies presentes em cada uma das parcelas, sendo estas identificadas de acordo com a Nova Flora de Portugal (Franco, 1971; Franco, 1984; Franco & Rocha Afonso, 1994; Franco & Rocha Afonso, 1998). Posteriormente, as espécies foram agrupadas de acordo com os tipos fisionómicos de Raunkiaer (terófitos, hemicriptófitos, caméfitos, fanerófitos e geófitos).

No tratamento estatístico foi feita a análise dos dados (teste Mann-Whitney "one tailed" (Zar, 1996)) comparando-se: a) o número de espécies presentes nas parcelas com e sem Acacia; e b) o número de espécies dos diferentes tipos fisionómicos em parcelas com e sem Acacia. As análises foram realizadas para os três sítios, e para as duas estações já estudadas

Resultados e discussão

- Espécie de Acacia identificada

Ao longo da costa arenosa portuguesa (considerando a duna primária e interduna da sucessão dunar) Acacia longifolia (Andrews)Willd. é a espécie invasora lenhosa com maior representatividade, tendo sido a espécie (deste género) encontrada mais próxima do mar. Outras espécies deste género foram também localizadas, nos sistemas dunares, mas em locais espacialmente mais recuados ( ex.:

Acacia saligna (Labill.)H.L.Wendl., Acacia dealbata Link., Acacia melanoxylon R.Br. in W.T Aiton).

O período de floração de Acacia longifolia foi observado desde Janeiro/Fevereiro até Março/Abril, tendo-se verificado a sobreposição da floração com a frutificação (inclusivamente no mesmo espécime) durante o período final da floração

- Influência de Acacia longifolia na diversidade da vegetação

Número de espécies por parcela vs. presença de invasão

As espécies, com excepção de Acacia longifolia, foram quantificadas para cada parcela e colocou- se a seguinte hipótese nula: H 0 : O número de espécies presente em parcelas sem Acacia é inferior (ou igual) ao número de espécies presente em parcelas com Acacia. Verificou-se que a hipótese nula foi rejeitada, ou seja, o número de espécies é significativamente superior nas parcelas sem Acacia, para os sítios Palheirão (p=0,0206) e S.jacinto (p=0,0325) no Inverno e para os três sítios estudados, Palheirão (p=0,0011), Quiaios (0,0366) e S.Jacinto (p=0,0206), na Primavera.

Verifica-se, no entanto, uma tendência para esta diferença no caso de Quiaios no Inverno (fig.2), apesar de não se encontrarem ainda diferenças significativas. É obvia a menor diversidade de espécies nas parcelas com Acacia em relação às sem Acacia

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Através da comparação das estações, pode observar-se um aumento das espécies na Primavera, com especial importância no Palheirão e em Quiaios, principalmente nas parcelas sem Acacia.

O facto de não se verificarem diferenças significativas em Quiaios, na estação de Inverno, poderá ser talvez explicado pela existência de outros tipos de pressões (nomeadamente perturbação humana) a que estão que estão sujeitas as parcelas. Estes resultados podem no entanto estar a ser influenciados pelo tempo relativame nte curto de monitorização.

S.Jacinto - Inverno

18 16 14 12 10 * 8 6 4 2 0 com Acacia sem Acacia
18
16
14
12
10
*
8
6
4
2
0
com Acacia
sem Acacia
nº de espécies

S,Jacinto - Primavera

18 16 14 12 * 10 8 6 4 2 0 com Acacia sem Acacia
18
16
14
12
*
10
8
6
4
2
0
com Acacia
sem Acacia
nº de espécies

Palheirão - Inverno

18 16 14 12 * 10 8 6 4 2 0 com Acacia sem Acacia
18
16
14
12
*
10
8
6
4
2
0
com Acacia
sem Acacia
nº de espécies

Palheirão - Primavera

18 16 14 ** 12 10 8 6 4 2 0 com Acacia sem Acacia
18
16
14
**
12
10
8
6
4
2
0
com Acacia
sem Acacia
nº de espécies

Quiaios - Inverno

18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 com Acacia sem Acacia nº
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
com Acacia
sem Acacia
nº de espécies

Quiaios - Primavera

18 * 16 14 12 10 8 6 4 2 0 com Acacia sem Acacia
18
*
16
14
12
10
8
6
4
2
0
com Acacia
sem Acacia
nº de espécies

Figura 2 - Invasão por Acacia longifolia versus número de espécies vegetais. * P < 0,05; ** P < 0,01; ***P < 0,001

- Tipos fisionómicos vs presença de invasão

Dividiram-se as espécies pelos tipos fisionómicos de Raunkiaer, e aplicou-se novamente o teste Mann-Whitney "one tailed"(Zar, 1996) para comparar a quantidade de espécies de cada tipo fisionómico, entre parcelas invadidas e não invadidas. Colocou-se como hipótese nula: H 0 : O número de espécies, de cada tipo fisionómico, inferior (ou igual) em parcelas sem Acacia é. Verificou-se que o número de espécies em parcelas sem Acacia é significativamente superior (Fig.3) para os terófitos - S.Jacinto (p=0,0325) e Palheirão (p=0,0043) na Primavera - e para os hemicriptófitos - Palheirão (p=0,0022), Quiaios (p=0,0240) e S.jacinto (p=0,0465) no Inverno; Palheirão (p=0,0206) e Quiaios (p=0,01529) na Primavera. Para os restantes tipos fisionómicos não se observaram quaisquer diferenças significativas. Isto pode ser explicado por os terófitos e os hemicriptófitos serem espécies que necessitam de luz para a germinação, a qual está a ser diminuída pelo efeito de sombra provocado por Acacia.

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S.Jacinto - Inverno

8 6 4 2 0 nº de espécies
8
6
4
2
0
nº de espécies
T H C F G Quiaios - Inverno 8 6 * 4 2 0 T
T
H
C
F
G
Quiaios - Inverno
8
6
*
4
2
0
T
H
C
F
G
Palheirão - Primavera
8
6
*
**
4
2
0
T
H
C
F
G
nº de espécies
nº de espécies

Palheirão - Inverno

8 6 4 ** 2 0 T H C F G S.Jacinto - Primavera 8
8
6
4
**
2
0
T
H
C
F
G
S.Jacinto - Primavera
8
6
4
*
2
0
T
H
C
F
G
Quiaios - Primavera
8
6
*
4
2
0
T
H
C
F
G
nº de espécies
nº de espécies
nº de espécies

Figura 3 - Invasão por Acacia longifolia versus o número de espécies pertencentes a cada tipo fisionómico de Raunkier. T- terófito; H-hemicriptófito; C - caméfito; F - fanerófito; G - geófito. A branco - ausência de Acacia. A preto - presença de Acacia . * P < 0,05; ** P < 0,01; ***P < 0,001.

Conclusões

Acacia longifolia é a espécie deste género exótico mais frequente, nas áreas em estudo, ameaçando

as

espécies características do ecossistema dunar português.

O

número de espécies vegetais sofre um decréscimo com a presença de Acacia apesar de nalguns

casos este decréscimo não ser significativo. As diferentes perturbações existentes nos três sítios de estudo, assim como o própria longevidade do processo de invasão podem ser responsáveis pelas diferentes respostas dos sistemas.

Há uma forte tendência para apontar os terófitos e os hemicriptófitos como os tipos fisionómicos mais susceptíveis à invasão por Acacia longifolia.

Agradecimentos

A todas as pessoas que de alguma forma contribuíram para este trabalho, com um especial obrigado

à ajuda na bioestatística.

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