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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com REGIME JURÍDICO -

Projeto UTI 60 Horas 2011.1

Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho

matheuscarvalho@hotmail.com

Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com REGIME JURÍDICO - Confere Prerrogativas ( Princípio da

REGIME JURÍDICO

- Confere Prerrogativas (Princípio da Supremacia do Interesse

Público sobre o Particular) e Restrições (Perece. da Indisponibilidade do Interesse Público) - São os SUPERPRINCÍPIOS, dos quais decorrem os outros princípios.

desburocratizar.

Perfeita: Completa, Satisfatória.

Rentável: ótima, máxima com menor custo.

Rápida:

Dinamismo,

Celeridade,

descongestionar

e

Outros Princípios da Administração Pública:

-

Garrido Falla: Denomina tal circunstância de “o Binômio do direito

administrativo” (prerrogativas e sujeições). Maria Sylvia chama de “Bipolaridade do direito administrativo”.

Princípios

Decorrentes

desses

02

Princípios

(SUB-PRINCÍPIOS)

Art. 37, caput, da CF/88: Princípios Constitucionais da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.

Princípio da Finalidade Pública:

Finalidade Pública Geral: Até que se prove o
Finalidade
Pública
Geral:
Até
que
se
prove
o

que

atuação administrativa seja sempre voltada à coletividade, ao interesse público, nunca para atender interesses particulares.

impõe

atuação

devem atingir fins específicos. Se este ato é praticado para atingir

Finalidade Pública Específica: determinados atos

   Súm. 346, STF : “A
Súm.
346,
STF
:
“A

lei, todas as suas atividades estão subordinadas aos comandos legais. Diferentemente da Legalidade no âmbito dos particulares, onde o que não está proibido está permitido (art.5°, inc.II, CF), pela Legalidade Administrativa, o administrado só atuará com prévia autorização legal, sem a qual a Administração não pode agir.

LEGALIDADE: A adm. Pública só pode atuar conforme a

outro fim que não seja o seu fim específico, estará ferindo o princípio da finalidade pública (Desvio específico de finalidade).

Princípio da Presunção de Legitimidade ou Veracidade dos Atos Administrativos:

contrário os atos da

Pública tem que agir objetivamente em prol da coletividade. Os atos

IMPESSOALIDADE (§ 1°, art.37, CF): A Administração

 poderão conter nomes de  ilegalidade 
poderão
conter
nomes
de
ilegalidade

Administração são legais e legítimos (presunção relativa, juris tantum). Sua ilegalidade terá que ser provada, e até que se prove os atos serão válidos.

de pessoalidade são vedados, a atividade da administrativa é da Administração e a ela são imputadas todas as condutas dos agentes públicos. Teoria do Servidor (ou agente público de fato).

publicidades

da

adm.

Princípio da Auto-tutela (constitucional):

- As

administradores ou gestores, serão meramente informativas,

educativas ou de orientação social.

não

A Administração tem prerrogativa de controlar

sua própria atuação para corrigir seus próprios atos. PODERÁ anular

Administração

Pública

o ato que ela mesma praticou, quando o ato estiver eivado de

pode

declarar a nulidade de seus próprios atos.”

de pode declarar a nulidade d e seus próprios atos.”  proba, a moralidade administrativa seria

proba, a moralidade administrativa seria um conjunto de regras extraídas da boa e útil disciplina interna da adm., conjunto de valores que fixam um padrão de condutas que deve ser observado pela Administração no sentido de que ela atue com retidão de caráter, ética, honestidade, decência, lealdade, boa-fé.

MORALIDADE: Maurice Hauriou, 1927: noção de adm.

A Administração PODERÁ invalidar seus próprios

atos eivados de ilegalidade (dos quais não se originam direitos) e

revogar atos por motivos de conveniência e oportunidade.

: ”A Administração pode anular seus próprios atos,

quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos, ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”.

Súm.473, STF

-

com a Lei, essas atuações têm que ser conduzidas com Lealdade, Ética e Probidade.

Não basta que as atividades da Administração estejam de acordo

moralidade administrativa dos agentes públicos.

Art.5°, inc.LXXIII da CF/88

Ação popular para controlar a

Em todos esses casos de Invalidação e

Revogação, o Poder Judiciário poderá ser provocado e deverá apreciar os atos de invalidação e os de revogação. No entanto, a apreciação judicial restringe-se a aspectos formais, não havendo controle de mérito, pois não se pode apreciar a conveniência e oportunidade da revogação. Daí o caráter de não definitividade do autocontrole da Administração, que não faz coisa julgada.

PUBLICIDADE: Transparência no exercício da atividade

administrativa.

- Exceções: Assuntos que tratem da segurança nacional; certos

interesses sociais, ou de foro íntimo (privacidade, intimidade).

EFICIÊNCIA: Introduzido pela EC 19/98, antes já era

princípio infraconstitucional. A atuação da Administração deve ser:

Federal: “A Administração DEVE ANULAR seus próprios atos, quando

Processo Administrativo

Lei 9784/99, art.53

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Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com eivados de vícios de legalidade e PODE REVOGÁ-LOS por

eivados de vícios de legalidade e PODE REVOGÁ-LOS por motivos de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos”.

Princípio da Motivação:

PODER

VINCULADO:

vinculados.

competência

vinculada

expedir

atos

- Hely Lopes: Poder que a ordem jurídica confere à Administração

 Em regra, a Administração deve enunciar as razões que a levaram a expedir determinado
 Em regra, a Administração deve enunciar as
razões que a levaram a expedir determinado ato. Inc. IX e X, do
Estatuto da Magistratura: As decisões administrativas no exercício
de função atípica do judiciário devem ser fundamentadas.
para expedir atos de sua competência, cujos elementos e requisitos
já vêm previamente estabelecidos por Lei. Confere à Administração
uma competência para expedir Atos Vinculados ou Regrados, no
âmbito dos quais a Administração não goza de nenhuma liberdade
administrativa, devendo expedi-los sem ponderações.
Entende-se por Motivo a razão de fato ou de
direito que autorizou ou determinou a prático de um ato. Já a
Motivação se trata da Exigência de explicitação, de enunciação dos
motivos.
- Obs.: Alguns autores (Maria Sylvia) negam a autonomia desse
Poder, sob o argumento de que ele só impõe sujeições e limitações à
Administração, que não terá liberdade na prática do ato.
1. PODER DISCRICIONÁRIO:
Exceções
ao
Princípio
da
Motivação:
A
Exoneração ad nutum, que se refere àquela aplicável aos ocupantes
de cargo em comissão, prescinde de motivação. Entretanto, se a
Administração motivar ato que poderia não ser motivado, estará
vinculada aos motivos que explicitou. Os motivos vinculam todo o
ato, e se não forem respeitados, o ato poderá ser apreciado pelo
Judiciário (Teoria dos Motivos Determinantes). Ex. agente
destituído por improbidade, esta deverá ser provada.
- A Ordem jurídica confere à Administração Pública, na expedição de
determinados atos, a possibilidade de se valer do juízo de
conveniência e oportunidade na escolha do Objeto e na avaliação
dos Motivos do ato praticado.
- Concede à Administração certo espaço, com possibilidade de
ponderações e escolhas na prática do ato. Pode deliberar a respeito
Princípio
da
Proporcionalidade
Ampla
ou
da
Razoabilidade (STF)
do Motivo e do Objeto do ato, quando a Lei deixar alguns dos
elementos para prática de um ato para que a Administração atue de
forma mais livre, com possibilidade de tomada de mais de uma
decisão.
Os meios adotados pela Administração, voltados
a
atingir determinados fins, devem se apresentar como:
Competência
Sempre decorrente de lei, ato vinculado.
Finalidade
Sempre vinculada.
a)
Adequados: deve lograr com sucesso a
Forma
Quando prescrita em Lei, será vinculada.
realização do fim.
Motivo e Objeto
Elementos
deixados
à
discricionariedade
b)
Necessários: entre os diversos meios
administrativa.
igualmente adequados, a Administração tem que optar pelo meio
que menos restrinja o direito do administrado.
- Entretanto, a Administração deve adotar, dentre os vários motivos
c)
Proporcionais, em Sentido Estrito
(elemento da proporcionalidade ampla): a Administração deve
promover ponderação entre vantagens e desvantagens entre meio e
o fim, de modo que haja mais vantagens que desvantagens, sob
e objetos possíveis, o mais benéfico. Nunca poderá escolher
qualquer objeto ou motivo. É uma liberdade relativa, condicionada.
pena de desproporcionalidade do ato.
- Obs.: O Judiciário pode fazer o controle de mérito, não de forma
ampla, mas dentro do contexto dos princípios constitucionais.
PODERES ADMINISTRATIVOS:
PODER DE POLÍCIA
-
Conjunto de medidas, meios ou instrumentos dos quais se valem
os sujeitos da Administração Pública como necessários ao
desempenho de suas próprias atividades administrativas.
- São Poderes Instrumentais utilizados como meios para satisfação
do interesse público, enquanto dever da administração, sem os
quais a mesma não atuaria, eles são inerentes à Administração
Pública, nascem com ela (Poder-Dever). São Poderes Jurídicos,
criados pelo Direito.
- Conceito Estrito: O Poder de Polícia é toda atividade administrativa
exercida pelas entidades, órgãos e agentes da Administração Pública
para limitar e condicionar o exercício das liberdades individuais e o
uso, gozo e disposição da propriedade, visando adequá-los e
conformá-los aos interesses públicos e bem-estar geral da
coletividade. É um Poder de Polícia Administrativo.
- É poder jurídico, mera atividade administrativa (Ex. interdição de
fábrica poluente).

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Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com  Objeto do P. de Polícia : Um bem, direito ou

Objeto do P. de Polícia: Um bem, direito ou atividade

-

ATOS

ADMINISTRATIVOS

(espécie

do

gênero

‘Ato

da

exercida pelo particular, serão limitados pelo Poder de polícia da Administração que, entretanto, não poderá abolir os direitos do administrados, apenas limita-los de modo que não ponham a coletividade em risco.

Administração’).

 

Conceito: É um ato

jurídico¹ por meio

do qual

o

Estado,

ou

quem

lhe

faça

as

vezes²,

exprime

uma

declaração

unilateral de vontade, no exercício de suas Prerrogativas Públicas, consistentes em providências jurídicas complementares da Lei³, a título de lhe dar execução, sujeitas ao controle de legitimidade pelo Judiciário, no desempenho de atividades essencialmente administrativas da gestão dos interesses coletivos.

Atributos e Qualidades dos Atos Administrativos:

Presunção de Legitimidade, juris tantum: o ato

administrativo presume-se editado de acordo com as normas e princípios gerais de Direito. Decorre da Legalidade Ampla. O ato vigora enquanto não afastado.

Presunção de Veracidade, relativa: ao conteúdo

do ato e aos fatos que o compõe, corresponde à verdade de fato Fé Pública.

Imperatividade: não é atributo de todo ato, e

sim dos atos que encerram obrigações para os administrados. O administrado fica constituído em uma obrigação, ainda que contra sua vontade. Coercitividade dos atos administrativos, decorrentes da

imperatividade: só poderá haver resistência judicial ao ato, enquanto isso não ocorrer, o particular estará a ele obrigado. Os atos negociais, que apenas permitem certas atividades ao administrado, não possuem esse atributo.

a

obrigação imposta ao administrado seja cumprida, sob pena de a administração se valer de meios indiretos de coação. Ex. Multa.

exigir

que

Auto-Executoriedade: Esse atributo tem que vir

expresso em lei, salvo se não for possível outra solução no caso concreto. A administração se vale de meios direitos de coação para execução do ato. Ex. demolição de obra.

Elementos e Requisitos dos Atos Administrativos: A

Doutrina Majoritária aponta cinco elementos, com base na Lei de Ação Popular 4717/65, art.2°, a falta de um dos requisitos torna o ato inválido (anulável, podendo ser sanado). Diogo Gasparini e Celso Antônio incluem mais dois elementos (conteúdo e causa).

Competência/Sujeito: Conjunto de atribuições

definidas por Lei, conferida aos órgãos e agentes públicos para, em

nome do Estado, exprimir a declaração de vontade do mesmo através dos atos administrativos. Decorre sempre da Lei, é sempre Vinculada, portanto, mesmo quando o ato é discricionário, sem o qual o ato é inválido.

Motivo: Razão de fato ou de direito que ensejam a atuação do Estado.

manifestada

gerais ou abstratos, individuais ou concretos; de prevenção ou fiscalização.

particulares. Portanto, se um particular detivesse o Poder de Polícia haveria um desrespeito ao Princípio da Igualdade. Daí porque, a

Delegação: O Poder de Polícia pressupõe prerrogativas a

doutrina entende que esse Poder é indelegável aos particulares. Exceção: Capitães de navios e aeronaves; entidades da Administração indireta; agências reguladoras; concessionários, permissionários, delegatários, também o possuem, mas de forma mais restrita. Obs. Apenas quanto aos atos e atividades materiais

que precedem (colocação

efetiva demolição de uma casa) o Poder de Polícia podem ser

delegados.

sanções prevêem o resultado útil do Poder de Polícia. Ex.

Sanções: Devem vim previstas expressamente em Lei. As

Interdições, apreensões, demolições, multas.

ATOS ADMINISTRATIVOS

CONCEITO DE ATOS DA ADMINISTRAÇÃO:

- Atos jurídicos, ou não, por meio dos quais a Administração emite uma declaração de vontade para executar a lei aos casos concretos e fazer prevalecer o interesse público sobre os interesses particulares, no desempenho das suas atividades.

CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS DA ADMINISTRAÇÃO (CELSO ANTÔNIO):

-Atos Jurídicos Regidos pelo Direito Privado: a Relação Jurídica é horizontal, há igualdade entre os contratantes (administração x particular), a administração não se vale da sua supremacia.

Atos Materiais = FATO ADMINISTRATIVO. Não são atos jurídicos, apenas realizam, executam uma atividade do Estado. (Ex. construção de uma estrada, pavimentação).

- Atos Políticos ou de Governo: São de natureza jurídica, editados pelo Estado no exercício de função política de soberania. Ex. sanção do presidente a um projeto de lei.

Manifestação: É uma atividade administrativa através de atos com destinatários indeterminados,  
Manifestação:
É
uma
atividade
administrativa
através
de
atos
com
destinatários
indeterminados,
de fotossensores) e que sucedem
(a
Exigibilidade:
capacidade

de

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 Finalidade : Ato Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho

Finalidade:

Ato

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que

foge

da

sua

Finalidade

DREVOGAÇÃO;

Causa

que foge da sua Finalidade D  REVOGAÇÃO ; Causa de extinção ou supressão do ato

de

extinção

ou

supressão

do

ato

específica prevista em Lei, mesmo que atenda a uma outra finalidade benéfica ao interesse público,
específica prevista em Lei, mesmo que atenda a uma outra
finalidade benéfica ao interesse público, estará incorrendo em
desvio de finalidade ou desvio de poder, e será Inválido. A Finalidade
Específica de cada ato está sempre prevista em Lei, é sempre
elemento vinculado, mesmo que ato seja discricionário. Ex. Ato de
remoção, a finalidade específica é uma melhor prestação do serviço
público. Obs Não pode existir ato administrativo Inominado.
administrativo válido e de seus efeitos, por razões de conveniência e
oportunidade.
1. Sujeito Ativo da Revogação: Só a própria Administração, no
Forma: É o revestimento do Ato Administrativo.
É,
em regra, escrito e no idioma nacional, a forma está prescrita em
âmbito de cada Poder da República. Não é possível a revogação
judicial de um ato administrativo. Os outros Poderes poderão
revogar seus próprios atos administrativos. Obs.: O Judiciário não
poderá revogar ato administrativo no exercício de sua função típica,
que é a função jurisdicional, já que não pode adentrar no mérito
administrativo.
Lei, (requisito vinculado). Exceções à forma prescrita em Lei: quando
a
lei se omitir a respeito da forma, está será livre, poderá ser oral,
através de gestos, placas (ex: sinais de trânsito).
2.
Objeto da Revogação: Só o Ato Válido poderá ser revogado.
Apesar de válido, o ato torna-se inconveniente à Administração.
*Obs: diferencia-se de Formalidade  não é elemento de todo ato
administrativo, é uma solenidade especial para prática de
determinados dos atos que a exigem. O não cumprimento da
formalidade torna o ato irregular, já o vício de forma gera nulidade.
Ex. Regulamento (o Decreto é ato administrativo que serve como
formalidade para eficácia do regulamento).
3.
Fundamento: Existência de uma competência discricionária para
rever
a
conveniência
e
oportunidade
dos
atos
anteriormente
editados.
4. Limites (atos irrevogáveis são a exceção):
-
Atos
Vinculados
são
irrevogáveis:
Ex.
Revoga-se
uma
autorização, nunca uma licença.
Motivo: Razão de fato ou de direito que autoriza
-
Atos que já Exauriram seus Efeitos (atos Consumados).
ou determina a prática do ato por parte da Administração (Ex.
Demissão  o motivo é a razão que levou a Administração a
praticar o ato). O motivo será elemento Vinculado quando o Ato for
-
Atos fontes de Direitos Adquiridos: Nem Emenda Constitucional
Vinculado; Será Discricionário quando o Ato assim o for (ocorre
quando a lei não elenca o motivo, deixando que a administração o
pondere).
pode revogá-los. Obs: STF: Não há Direito Adquiridos a Regime
Jurídico. Súm. 473: Poder de Autotutela da Administração. A
Administração pode revogar seus próprios atos, respeitado o dir.
adquirido.
-Atos Meramente Enunciativos: Ex. Certidão Negativa de Débito.
*Obs:
Diferencia-se
de
Motivação
(Princípio
Constitucional,
é
a
5.
Motivos da Revogação: Juízo de Conveniência e Oportunidade. O
exigência da Administração em revelar, manifestar os motivos do
ato) Teoria dos Motivos Determinantes: O motivo revelado pela
Administração para a prática do ato deve ser seguido estritamente,
sob pena de invalidade do ato. Os motivos determinam e
condicionam a validade do ato.
ato deixa de ser conveniente e oportuno.
6.
Efeitos da Revogação: Ex-Nunc. Impede a produção dos efeitos
futuros do ato, permanecendo os efeitos pretéritos.
E INVALIDAÇÃO : vício na origem.
Objeto/Conteúdo:
É
o
próprio
conteúdo,
disposição jurídica do ato (o que o ato dispõe juridicamente). É a
própria essência do ato, a própria administração vai escolher qual o
1.
Conceito:
Causa
de
Extinção
ou
supressão de Ato Administrativo Inválido ou Viciado, por razões
seu objeto. É elemento discricionário, quando o ato for
discricionário, ou vinculado, quando o ato assim o for. Ex. Remoção
(o objeto é a própria remoção).
exclusivamente de Legalidade ou Legitimidade.
2.
Sujeito Ativo: Administração Pública
a)
Retirada do Ato anterior por outro ato posterior:
(Poder de Auto-tutela, Controle Interno) e o Judiciário (controle
externo judicial, quando provocado por terceiros). Só o Judiciário
pode Invalidar atos de todos os Poderes.
A CASSAÇÃO: a ilegalidade é superveniente à edição do ato.
 

3.

Objeto: Ato Viciado, Ilegal, contrário

BCADUCIDADE: incompatibilidade do ato anteriormente editado que antes não existia.

ao Direito.

4.

Motivos:

Ilegalidade,

Ilegitimidade

CCONTRAPOSIÇÃO/DERRUBADA : Edição de novo ato contrário, (ex. demissão).

do Ato.

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com 5. atinjam pessoas

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Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho

matheuscarvalho@hotmail.com

Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com 5. atinjam pessoas indeterminadas, para atos restritivos dos

5.

atinjam pessoas indeterminadas, para atos restritivos dos Direitos dos administrados. Para os terceiros de Boa-fé e para os Atos ampliativos dos Direitos do administrado: A Invalidação terá efeito Ex-Nunc.

Efeitos: Ex-Tunc para os atos que

Descentralização:

Por Outorga: O Poder Público transfere a titularidade

mais a execução do serviço. Só pode ser feita através de lei e para as

Pessoas Jurídicas de Direito Público da Administração Indireta.

6.

Prazo Decadencial: A Administração

Delegação: Transfere somente a execução do serviço,

Pública tem 05 anos para declarar a Invalidação do Ato. Passados os

o

Poder Público mantém a titularidade. Pode ser feita a qualquer um

05 anos, a Administração não poderá mais invalida-la  Convalidação Temporal. Obs. Ação Judicial p/
05 anos, a Administração não poderá mais invalida-la 
Convalidação Temporal. Obs. Ação Judicial p/ Anulação de Ato
Administrativo: Prazo Prescricional de 05 anos.
(Administração Direta, Indireta, particulares). Pode ser feita por:
a)
Lei
(Legal):
quando
for
para
Pessoas
7.
Espécies
de
Invalidação
(Lei
Jurídicas de Direito Privado da Administração Indireta (Empresas
Públicas, Sociedade de Economia Mista).
9784/99, art.55):
b)
Contrato (contratual): quando a delegação
-
Nulidade (atos nulos):
for para particulares (concessionárias, permissionárias, organizações
sociais e todos que prestem atividade administrativa).
Não podem ser reeditados,
não são convalidáveis;
15.2.1 - ÓRGÃO PÚBLICO:
Quando
o
Vício
atingir a
finalidade, o motivo ou o objeto, o ato será nulo, não convalidável,
-
Núcleo especializado de competências que servem para prestação
não reeditável.
Podem ser Convertidos:
Mudança de categoria de um ato, quando sai de uma categoria na
qual o ato era nulo, para uma outra onde o ato seja válido, também
tem efeito retroativo. Diferencia-se de convalidar (reeditar o mesmo
ato sem o vício que o contamina, com efeitos retroativos).
de atividade administrativa. Não pode celebrar contrato. Não têm
Personalidade Jurídica, por isso não tem aptidão para ser sujeito de
direitos e obrigações. Mas pode ir a juízo, desde que preenchida 02
condições (ir em busca de prerrogativas funcionais, sempre como
sujeito ativo). Tem CNPJ. É possível a existência de órgão público na
Administração direta e na indireta (Lei 9784/99).
Pode haver conversão de
atos nulos com vício de conteúdo e objeto. (Nomeação de servidor
para cargo sem concurso público, pode ser convertido em nomeação
para cargo de confiança).
15.3- ADMINISTRAÇÃO INDIRETA:
-
Possuem Personalidade Jurídica Própria: tem aptidão para ser
-
Anulabilidade (Atos Anuláveis):
sujeito de direitos e obrigações, é responsável pelos próprios atos e
os de seus agentes. Não existe relação de hierarquia entre
Administração Direta e Indireta.
Podem ser convalidados,
racionalmente reeditados. Obs. Doutrinadores defendem que,
quando houver possibilidade de convalidação, a Administração está
obrigada a Convalidar o ato, apesar de a Lei 9784/99 tratar a
convalidação como faculdade da administração.
-
Patrimônio e Recursos Próprios, autonomia técnica, financeira
(decide como vai aplicar o dinheiro), administrativa. Só não tem
autonomia, nem capacidade legislativa. Obs. No máximo poderá
regular, complementar, disciplinar o que está previsto em lei.
Quando houver vício na
competência: desde que o ato seja ratificado pela autoridade
competente, Confirmado, haverá a convalidação.
 Formas de Controle:
Quando houver vício na
 Interno:
feito
pela
própria
entidade
da
forma: reedita-se o ato com a forma prescrita em lei.
Administração Indireta.
OBS. GERAL: Os ATOS
INVÁLIDOS NÃO GERAM DIREITO ADQUIRIDO.
Exterior: Poder Legislativo (CPI´s e TCU); Poder

ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

11. Formas de Prestação da Atividade Administrativa:

15.1- DESCONCENTRAÇÃO: Atividade distribuída dentro do próprio núcleo, da própria Pessoa Jurídica. Há Hierarquia, Subordinação.

Judiciário; pelos cidadãos, através da Ação Popular; Pelo Poder Executivo (supervisão Ministerial, dirigentes escolhidos pelo

Ministério, receitas e despesas fiscalizadas, finalidades predeterminadas).

AUTARQUIAS

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com  Conceito:

Projeto UTI 60 Horas 2011.1

Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho

matheuscarvalho@hotmail.com

Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com  Conceito: Pessoa Jurídica de Direito Público que

Conceito: Pessoa Jurídica de Direito Público que serve

para prestação de atividades típicas do Estado, com autonomia administrativa, técnica e financeira, mas sem capacidade legislativa. São criadas e extintas por lei ordinária específica.

Finalidade vinculada à finalidade para a qual a Lei a

criou. Não são criadas para visar o Lucro.

b)

Autarquia ou Fundação Pública e o Poder Público. Serve para dar mais autonomia ou recurso público. Ex: Autarquia A Contrato de gestão Agencia Executiva A.

Contrato de Gestão: Celebrado entra uma

c)

O título de Agência Executiva é temporário,

 AUTARQUIAS DE REGIME ESPECIAL  Surgiram para conceituar as findo o contrato de gestão,
AUTARQUIAS DE REGIME ESPECIAL
Surgiram para conceituar as
findo o contrato de gestão, o ente que se tornou agência executiva
temporariamente voltará a ser autarquia ou fundação pública. Ex. de
ag.executiva: INMETRO.
Universidades Públicas, que têm mais autonomia e liberdade.
Reitor: Tem prazo certo de mandato, só sairá depois da expiração
desse. São escolhidos por eleição. Não é cargo de livre nomeação,
nem de livre exoneração.
d)
Liberdade
Específica
(só
para
agências
executivas): Art.24, par.único, Lei 8666/93: Dispensa de Licitação.
Regra Geral:
OBS. Banco Central: É autarquia
comum, mas seu Presidente é nomeado pelo Presidente após prévia
aprovação do Senado.
AValor de até 10% do Convite (até R$150.000, se obras ou
serviços de engenharia; até R$80.000 para os outros serviços);
AGÊNCIAS
REGULADORAS
Blicitação dispensada (R$15.000 ou R$8.000).
(Espécie)
e)
Dispensa para as Agências Executivas: 20%
1.
Finalidade: Regular,
Fiscalizar, Disciplinar, Normatizar determinadas atividades. Não é
atividade nova, antes era exercida diretamente pelo Estado.
2.
Capacidade Legislativa:
Não a tem, não podendo, de tal sorte, legislar. Têm o papel de
complementar as leis, com normas técnicas específicas de sua
atuação.
do Valor do Convite, ou seja, quando o valor da licitação for até
R$30.000 ou R$16.000, a agência executiva estará dispensada de
licitação. Essa dispensa vale também para: Sociedades de Economia
Mista, Empresas Públicas e Consórcios Públicos. Só vale para as
Autarquias e fundações públicas, quando qualificadas como agência
executiva.
FUNDAÇÃO PÚBLICA
3.
Regime
Especial:
Têm
São instituídas e constituídas pelo Poder Público,
mais
autonomia,
Liberdade
normativa,
liberdade
econômica
e
financeira.
fazendo parte da Administração. Obs.: Quando forem constituídas
pela iniciativa privada, não serão Fundação Pública.
4.
Nomeação
de
FUNDAÇÃO PÚBLICA de DIREITO PÚBLICO:
Dirigentes: Presidente nomeia com prévia aprovação do Senado. É
investidura ou nomeação especial, porque depende de prévia
aprovação do Senado.
a)
Natureza Jurídica: Regime de Dir. Público. É
uma espécie de autarquia e faz parte da Fazenda Pública. Tem todos
os privilégios e obrigações de uma autarquia. Obs. Quando o
5.
Mandato com Prazo
concurso falar de Fundação Pública, será a de Direito Público.
certo e determinado: A Lei de criação de cada Autarquia de regime
especial irá determinar o prazo do mandato (máximo. de 04 anos).
Obs. Já há Projeto de Lei querendo uniformizar o prazo: 04 anos
para todas.
FUNDAÇÃO PÚBLICA de DIREITO PRIVADO (fundações
governamentais)
a)
Natureza
Jurídica:
Regime
de
Direito
6.
Vedação (Quarentena):
Privado,
derrogado
parcialmente
por
algumas
normas
de
Quando o dirigente sai do cargo, deve ficar 04 meses ou 01 ano (a
depender da lei da autarquia especial) sem poder atuar na área de
dir.público.
atuação da Agência Reguladora.
b)
Foro Competente (foro privativo): Justiça
AGÊNCIA EXECUTIVA:
Federal ou Vara da Fazenda Pública.
a)
São Autarquias ou Fundações Públicas que
c)
Privilégio
Processual:
Não
tem
prazo

precisam ser modernizadas, e para isso fazem um planejamento

para reestruturação.

especial, porque não faz parte da Fazenda Pública.

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com d) Ordinária; Lei

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matheuscarvalho@hotmail.com

Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com d) Ordinária; Lei Complementar deve determinar a finalidade

d)

Ordinária; Lei Complementar deve determinar a finalidade das fundações públicas de dir.privado.

Lei

Tem

sua

Criação

autorizada

por

OBS: Celso Antonio entende que não há

essa divisão. Segundo ele, quando se fala em Fundação Pública,

e)

todas elas são de Direito Público.

16. Direito de Propriedade:

Só é atingido pelo Estado em caráter excepcional, quando previsto na Constituição Federal de 1988 ou em Lei, só aí será possível a intervenção do Estado na propriedade. Mas, de Regra, não há intervenção.

EMPRESAS ESTATAIS  Empresas Públicas  Sociedade de Economia Mista  É o direito de
EMPRESAS ESTATAIS  Empresas Públicas
 Sociedade de Economia Mista
É o direito de gozar, dispor, usar, usufruir, reaver.
Tem caráter: Absoluto, Perpétuo e Exclusivo.
EMPRESAS PÚBLICAS:
a)
Pessoa Jurídica de Direito Privado; Podem
prestar serviço público ou explorar atividade econômica; sua criação
Obs.:Na intervenção ora será atingido seu caráter
perpétuo, ora o absoluto, ora o caráter exclusivo. Na intervenção do
Estado o proprietário não perderá a propriedade, salvo na
desapropriação, onde há a transferência da propriedade.
autorizada por lei.
17. Fundamentos para a Intervenção (motivos):
b)
Têm capital exclusivamente público: Pode
ser capital de vários entes da federação. Entretanto, não poderá
Supremacia do Interesse Público. Prática de
haver capital de uma Sociedade de Economia Mista investido na
Empresa Pública, do contrário ela perderá esse status.
ilegalidade, art.243 da CF: Desapropriação Expropriatória,
Confiscatória, em virtude de plantação de psicotrópicos proibidos na
propriedade. É uma pena.
c)
Tem
livre
Constituição:
Pode
ser
constituída por qualquer atividade empresarial.
18. Poder de Polícia:
d)
Têm Foro Privativo: Justiça Federal ou Vara
da Fazenda Pública.
Maioria da Doutrina: Poder de Polícia está sempre
 SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA:
presente na limitação administrativa. Alguns doutrinadores
entendem que só na Desapropriação não está presente o Poder de
Polícia.
a) Pessoa Jurídica de Direito Privado; Podem prestar serviço
público ou explorar atividade econômica; Criação autorizada por lei.
19. LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA:
b)
Têm Capital Misto: O Capital do Ente Público deve ser a
 Atuação
geral
e
abstrata
do
Poder
Público.
O
maioria do capital votante. Devem ser constituídas,
proprietário é indeterminado. Regra Geral: Não há indenização.
obrigatoriamente, como Sociedades Anônimas.
 Finalidade:
Busca
do
bem-estar
social,
que
será
c) Não têm foro privativo: São julgadas na Justiça Estadual.
d) FINALIDADES:
buscado através do Poder de Polícia, quando a propriedade do
particular será restringida p/ satisfazer o interesse coletivo. Atinge o
caráter absoluto da propriedade, já que restringe a liberdade do
proprietário.
A Prestar Serviço Público: Quando forem prestadoras de serviço
público, haverá prevalência do Dir.Público sobre o Dir.Privado.
 Efeitos:
‘Ex
nunc’,
para
o
futuro,
não
atingindo
situações já formadas.
B Explorar Atividade Econômica: Quando forem exploradoras de
atividade econômica, haverá prevalência do regime de Dir.Privado,
com alguma influencia do Dir.Público. obs: Art.173, CF (Hipóteses
em que o Estado pode Explorar Atividade Econômica):
20. SERVIDÃO ADMINISTRATIVA:
 Utilização do patrimônio do particular pelo Estado

1. Quando for necessário aos imperativos da Segurança Nacional.

2. Quando houver interesse coletivo, conforme o definido em lei.

INTERVENÇÃO NA PROPRIEDADE

para prestar serviço público. Regra: É individual, concreta e com proprietário determinado.

o

Dominante, e a propriedade do particular á o Serviente. Há a dominação do serviço público sobre um bem.

Relação

de

Dominação:

O

Serviço

Público

é

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com  Obs. # Da

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matheuscarvalho@hotmail.com

Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com  Obs. # Da Servidão no Direito Civil, onde há a

Obs. # Da Servidão no Direito Civil, onde há a

dominação de um bem sobre outro bem.

Indenização: Só se houver dano efetivo.

Obs. Jurisprudência: Fios de alta tensão impedem o

exercício da propriedade, portanto não há servidão neste caso, e sim Desapropriação indireta.

através da Reversão, com direito ou não à indenização. Não é desapropriação.

Para alguns doutrinadores não há ocupação

temporária na situação trazida por Maria Sylvia, e sim, ocupação decorrente do contrato (cláusula exorbitante). Mesmo que não esteja no contrato, ainda assim, não será ocupação temporária.

21. REQUISIÇÃO (Art.5º, Inc. XXV, Constituição Federal de 1988): 23. TOMBAMENTO (Decreto Lei 25/37): 
21. REQUISIÇÃO (Art.5º, Inc. XXV, Constituição Federal de 1988):
23.
TOMBAMENTO (Decreto Lei 25/37):
 Ocorrerá quando há iminente perigo, o Poder Público
poderá requisitar o patrimônio do particular pelo Tempo que for
necessário, até que cesse o iminente perigo. Obs. É possível a
Conservação
do
Patrimônio
Histórico,
Cultural,
Artístico e Paisagístico.
requisição tanto em tempo de paz, como em tempo de guerra.
Objeto
Tanto
bens
móveis,
como
os
imóveis,
Indenização: Só se houver dano ao patrimônio do
inclusive os Bens Públicos.
particular. Obs: Há a possibilidade de reintegração do patrimônio na
via judicial, se o Poder Público não devolvê-lo.
O
Tombamento
atinge
o
Caráter
Absoluto
da
Propriedade.
Objeto: Pode recair sobre bens Móveis ou Imóveis.
Atinge o caráter exclusivo da propriedade. Obs: Quando tratar-se de
bens fungíveis, ainda que o dono deixe de ser dono, haverá
requisição. Ex. Estado requisita roupas e frangos de uma fábrica.
Há corrente minoritária, liderada por José dos S.C.
Filho sustentando que só é possível haver tombamento de bem
público quando guardada uma hierarquia, do mesmo modo que na
Sempre que houver bens fungíveis, e tratar-se de
desapropriação. Ex A união pode tombar bens dos Estados e
Municípios, os Estados podem tombar bens dos Municípios.
iminente perigo, haverá requisição, e não desapropriação, já que o
poder público pode devolver objetos iguais.
Competência para Tombar:
22.
OCUPAÇÃO TEMPORÁRIA:
Patrimônio de Interesse Nacional  União
Patrimônio de Interesse Regional  Estado
Hipóteses mais comuns:
Patrimônio de Interesse Local  Município.
Uso do Patrimônio não edificado ao lado da obra
Obs. Pode haver tombamento de Bem da União por
pública para guardar os materiais da obra.
um Município, porque o que importa é o interesse, não a hierarquia,
Para Evitar desapropriação desnecessária: quando o
diferentemente da desapropriação.
Poder Público ocupa o imóvel para pesquisa de minérios e
arqueologia, em havendo minérios ou objetos arqueológicos o poder
público desapropria a área.
Obs.
Bem
Público
Tombado
Inalienabilidade
Absoluta.
Normalmente,
os
bens
públicos
são
relativamente
inalienáveis.
Indenização: Se houver Dano  Indenização Ulterior.
Obrigações Positivas do Patrimônio tombado:
Natureza Jurídica: Há divergência na doutrina.
Dever de Conservação do bem pelo Dono.
Maria
Sylvia:
Ocupação
prevista
na
Lei
8666/93,
decorrente de Contrato Administrativo: Se o particular descumpre o
contrato administrativo  Processo Administrativo 
Administração extingue o contrato, rescinde-o (ato administrativo).
Obs. Se o dono não tiver condições econômicas de
conservar o bem, deverá comunicar à entidade que o tombou para
que ela tome as devidas providências. Toda e qualquer conservação

Durante o processo administrativo a Administração assume a prestação do serviço que era prestado pela empresa por contrato administrativo, utilizando-se dos bens da empresa que são necessários à prestação do serviço. Maria Sylvia entende que há ocupação temporária nestes casos. Ao final do Processo a Administração poderá devolver os bens à empresa, ou adquiri-los

tem que ter Autorização do Instituto próprio.

Obs. O proprietário que faz conservação sem

autorização: destruição do patrimônio, crime do art.165 do CP. A

União tem preferência na compra do imóvel tombado, se o particular quiser vendê-lo.

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com  Obs . Poderá

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matheuscarvalho@hotmail.com

Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com  Obs . Poderá haver tombamento total ou parcial: O

Obs. Poderá haver tombamento total ou parcial: O

Tombamento pode ser feito só da fachada do imóvel; quando o tombamento for sobre todo o imóvel, poderá ser hipótese de desapropriação indireta.

Obrigações Negativas:

desapropriados. Exceção: Vedada a Desapropriação aos Direitos da Personalidade. Direitos autorais, direito á imagem, alimentos, direito à vida, não podem ser desapropriados.

ser

Regra

Geral:

Todos

os

bens

podem

CompetênciaRegra Geral - Todos os entes, a

 Não danificar, Não destruir o patrimônio tombado; impossibilidade de retirá-lo do país, exceto por
 Não danificar, Não destruir o patrimônio tombado;
impossibilidade de retirá-lo do país, exceto por curto espaço de
tempo.
depender da órbita de interesse. Para Bens Públicos, respeita-se a
hierarquia  União desapropria de Estados e Municípios; Estado
desapropria dos Municípios. Obs. Defeito na competência: Vício na
competência.
O vizinho ao patrimônio tombado não pode colocar
9.1.
DESAPROPRIAÇÃO COMUM ou ORDINÁRIA
cartazes, ou qualquer outro instrumento que prejudica a visibilidade
do patrimônio tombado.
Por Necessidade e Utilidade Pública (D.Lei 3365/41)
 Obrigação de tolerar, suportar a fiscalização.
 Rol taxativo. O Dec. Lei não distingue necessidade de utilidade
pública, entretanto, a doutrina faz essa distinção: Necessidade há
quando a situação exija urgência; Utilidade há quando não há
 Procedimento do Tombamento:
urgência.
 Tombamento
Provisório:
Enquanto
estiver
em
Por
Interesse
Social
(Dec.Lei
4132/62)
Rol
andamento o procedimento administrativo de tombamento. Depois
de julgado o processo, o tombamento tornar-se-á Definitivo.
Taxativo.
Obs  Art.5º, inc.XXIV da Constituição Federal de
Tombamento
Voluntário:
Acontece
a
pedido
do
1988 justifica essas duas modalidades.
proprietário.
Competência: Todos os entes podem, a depender da
Tombamento
Compulsório:
A
Administração
órbita de interesses. Obs. Não há vício de competência.
determina.
Indenização: Prévia, Justa e em Dinheiro.
Obs. o Tombamento não depende do registro na
escritura do imóvel, basta o registro no Livro do Tombo, depois
disso ele será válido. Entretanto, se o Estado não registra o
Tombamento na escritura do imóvel, não terá a preferência numa
eventual venda do imóvel.
Objeto:
Qualquer
bem
pode
ser
objeto
de
Desapropriação Ordinária, exceto nos casos previstos no Dec.Lei.
Obs. Só cai na via judicial em algumas circunstâncias.
9.2.
DESAPROPRIAÇÃO SANCIONATÓRIA
Indenização: O Tombamento, por si só, não gera
direito à indenização. Poderá haver indenização dentro do
Tombamento, se constituída uma obrigação de fazer, se houver
dano.
Tem natureza de penalidade, de sanção.
1ª Hipótese: Decorre do Descumprimento da Função
Social da Propriedade:
24.
DESAPROPRIAÇÃO
a)
Reforma Agrária (LC 76/93 e Art.191 da
Única forma de intervenção em que o Estado toma o
direito de propriedade do antigo proprietário.
CF):
-
Proprietário não cumpre função social da propriedade. Obs. O
É forma de aquisição originária da propriedade, não
Poder Público pode fazer reforma agrária mesmo sem natureza de

há vínculo, nem relação jurídica com o antigo proprietário, a vontade dele não interessa.

Objeto Bens Móveis e Imóveis, inclusive os Bens

Públicos. Defeito no Objeto: Vício no Objeto. Ex. Município desapropria bem da União.

penalidade, c/ fundamento no interesse social.

- Competência Só a União. Neste caso pode haver vício de competência.

- Objeto Só sobre bens imóveis rurais.

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com - Indenização 

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matheuscarvalho@hotmail.com

Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com - Indenização  TDA´s (Títulos da Dívida Agrária,

- IndenizaçãoTDA´s (Títulos da Dívida Agrária, resgatáveis em até

20 anos), indenizam a terra nua. As benfeitorias têm que ser pagas em dinheiro.

Acontece quando o Poder Público não observa

formalidades necessárias, simplesmente entra no Bem. Ex. servidão e tombamento disfarçados. É chamado de “esbulho administrativo”.

-Vedação

à

Desapropriação

Sancionatória

Propriedades

Ex. quando o particular nada mais pode fazer em sua

pequenas ou médias, que seja a única do particular e que seja produtiva.

propriedade.

9.4. NOÇÕES COMUNS A TODAS AS MODALIDADES

b)

Município, Lei 10257/01 (Estatuto da Cidade).

Plano Diretor: Lei que organiza o  Desapropriação é possível totalmente na via administrativa, o
Plano
Diretor:
Lei
que
organiza
o
Desapropriação é possível totalmente na via
administrativa, o que não ocorrerá, apenas, se o particular não
aceitar o valor da desapropriação ou se o proprietário for
desconhecido.
PROCESSO ADMINISTRATIVO DA DESAPROPRIAÇÃO:
a)
Fase Declaratória:
-
Poder Público declara a desapropriação via Decreto Expropriatório
emitido sempre pelo Chefe do Executivo.
-
Exceção Poder Legislativo: Através de Lei de Efeitos concretos,
que é lei com cara de ato administrativo, já que produz efeitos
concretos e individuais. O Legislativo pode declará-la, mas não a
executa.
-
Obs.
Concessionárias
e
Permissionárias
também
podem
desapropriar, mas somente a partir da Fase Executiva, nunca na Fase
Declaratória.
b)
Fase Executiva:
Hipótese:
Desapropriação
Expropriatória
-
O Poder Público vai efetivamente entrar no Bem.
-
Condição para fase executiva para entrar no bem, o poder
público deve pagar o valor. Se o particular não aceita o valor,
necessária a via judicial.
-
O que Deve Constar no Decreto Expropriatório:
Plantação
de Psicotrópicos
1.
Demonstração do Interesse público na Desapropriação,
determinada a sua Destinação (Ex. Escola, Hospital, Estrada). Obs. Se
Outros bens de valor econômico que
o Poder Público mudar a destinação da desapropriação, esse
fenômeno é chamado de Tredestinação. Tal fato é possível, desde
que se mantenha o interesse público.

2. Descrição do Bem c/ todas as benfeitorias. Obs. Após o

Dec. Expropriatório só serão indenizadas as benfeitorias necessárias

Quando há desobediência ao plano diretor, fere-se a função social da propriedade.

-

- CompetênciaMunicípios e DF.

- ObjetoBens Imóveis Urbanos.

IndenizaçãoTDP (títulos da dívida pública, resgatáveis em até 10 anos).

-

-

que este proceda à edificação (01 ano para o projeto e mais 02 para a construção) ou ao parcelamento da propriedade. Se não edificada ou parcelada: IPTU com alíquota progressiva (até 15% por ano). Se não cumprir as obrigações Desapropriação Sancionatória, aplicada em último caso.

ProcedimentoNotificação do proprietário, pela prefeitura, para

Obs. Desapropriação instituída pelo CC/02, não diz respeito à Desapropriação do Direito Público.

-

(confiscatória, expropriação).

Pode haver expropriação apenas da área onde houve plantação ilegal.

-

- Hipóteses:

a)

Proibidos. Destinará a área desapropriada para o assentamento de colonos.

b)

sejam utilizados para o tráfico. A Destinação do bem expropriado será para a implementação da investigação do crime ou ajuda às casas de recuperação de viciados.

Indenização: Não há. Daí ser chamada de expropriação, espécie de desapropriação sancionatória.

-

e

as úteis autorizadas.

-

Competência: União.

c)

Prazo de Caducidade do Processo Administrativo:

9.3. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA:

-

Prazo de tolerância entre a declaração, em decreto expropriatório,

e

a execução da expropriação.

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com - Necessidade ou

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matheuscarvalho@hotmail.com

Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com - Necessidade ou Utilidade Pública: 05 anos . Se neste

- Necessidade ou Utilidade Pública: 05 anos. Se neste período, o

poder público não pagar a indenização e ainda não entrou no bem, só poderá repetir o Decreto expropriatório 01 ano depois. (período de carência).

- Desapropriação por Interesse Social: 02 anos. Neste caso, não há a possibilidade de repetição do decreto expropriatório.

- Dec.Lei 3365/41, Art.15-A (objeto de ADIN): Determinou a

suspensão da parte que determinava os juros compensatórios de até 06%. Atualmente o valor dos juros compensatórios é de 12% ao ano. Essa ADIN fez valer novamente a Súmula 618 do STF, que determinava os juros compensatórios de 12% a partir do depósito até a sentença.

d) Ação Judicial de Desapropriação: Só será - Juros Moratórios Art.15-B, Dec.Lei 3365/41: Para recompor
d)
Ação Judicial de Desapropriação: Só será
- Juros Moratórios Art.15-B, Dec.Lei 3365/41: Para recompor
perdas relativas ao atraso no pagamento.
obrigatória em 02 circunstancias:
-
Quando o proprietário é desconhecido, ou há dúvida quanto ao
proprietário.
SERVIÇOS PÚBLICOS
-
Quando
o
proprietário
não
está
de
acordo
c/
o
valor
da
indenização.
Uma das atividades Administrativas prestadas pelo Estado, ou por
seus delegados, para satisfazer as necessidades, comodidades e
meras conveniências dos administrados.
-
A Ação de desapropriação é de procedimento especial. Não pode
-
São aquelas atividades Administrativas de natureza pública, criadas
discutir
outra
coisa
senão
o
valor
e
eventuais
nulidades
do
procedimento
expropriatório.
Qualquer
outra
discussão
será
possível em ação própria.
por Lei, prestadas direta ou indiretamente pelo Estado, para atender
concretamente as necessidades ou meras comodidades da
coletividade e dos administrados, ou simples conveniências da
-
Antecipação da Prova Pericial: Diferentemente do que ocorre nos
própria Administração, sujeitas a um Regime Jurídico ora
outros procedimentos, onde a prova pericial não é feita no inicio do
processo, na Ação de Desapropriação o juiz já determina a realização
da perícia no início do processo.
integralmente público,
privado.
ora parcialmente
público
e parcialmente
-
OBS. Excluem-se as Atividades Legislativas e Jurisdicionais.
Incidente de Imissão Provisória na Posse (diferente de imissão na
posse)  É incidente na ação de desapropriação, que serve para
antecipar a entrada do poder público no bem, antes do julgamento
final da ação.
-
 Prestação do Serviço Público:
Direta: O próprio Estado, através dos seus órgãos públicos, prestará
o
serviço público de forma centralizada. (Forma Desconcentrada:
-
Requisitos para concessão da Imissão:
quando mais de 01 órgão presta o serviço. Forma Concentrada: se
apenas 01 órgão o presta).
1. Urgência da situação;
2. Depósito do Valor da Indenização Valor estipulado pelo
Indireta (Descentralização):
Poder Público. Obs. A Jurisprudência vem entendendo que se o valor
depositado for irrisório, o juiz poderá determinar a complementação
do valor.
Outorga:
por
meio
de
Lei,
é
uma
descentralização
funcional
(Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas e Sociedades de
Economia Mista).
-
O Proprietário poderá levantar até 80% do valor depositado pelo
Poder Público. Ex. Imissão Provisória (01/01/04)----------------
Delegação:
É
feita
contratualmente
(Concessionárias,
PPP´s
e
Sent.Final (01/01/05)
100.000 depositados
Decisão Judicial: 200.000
80.000 levantados pelo particular
Permissão) ou por ato unilateral, precário e discricionário da
Administração (Autorização e permissão, em alguns casos).
(+ 100.000)
Obs. Em relação aos 100.000 que a decisão judicial estabeleceu a
mais, esses serão cobrados da Administração por meio de
precatório.
Obs. Todas estas Prestadoras de Serviço Público (Pessoas Jurídicas
de Dir. público e privado) responderão objetivamente perante atos
lesivos que seus agentes causem a terceiros.
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS

- Juros CompensatóriosIncidirão sobre a diferença entre o valor

justiça

levantado

pelo

particular

e

o

valor

determinado

pela

1.

CONCEITO:

(120.000), e durante o período entre 01/01/04 e 01/01/05.

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com - É uma espécie

Projeto UTI 60 Horas 2011.1

Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho

matheuscarvalho@hotmail.com

Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com - É uma espécie de contrato, um vínculo jurídico em que

- É uma espécie de contrato, um vínculo jurídico em que os sujeitos

ativo e passivo comprometem-se a uma prestação visando Criar, Extinguir ou Modificar Direitos na consecução do interesse público, seguindo o Regime Público. 2. FORMALIDADES:

a) Contrato Escrito. ExceçãoPoderá ser verbal

- Valor da Garantia: Até 05% do valor do contrato. Até 10% quando

o contrato for de grande vulto, alta complexidade e causar riscos financeiros à Administração.

(art.57 da Lei 8.666/93):

Duração

do

Contrato

Administrativo

quando a lei autorizar. Art.60, Lei 8666/93 (Contratos Verbais): -  Contratos com valor até
quando a lei autorizar. Art.60, Lei 8666/93 (Contratos Verbais):
-
 Contratos com valor até 4 mil reais.
Prazo sempre determinado (art.57, §3º). A duração máxima será
compatível com a disponibilidade do crédito orçamentário: 12
meses (lei orçamentária anual).
 Contrato de pronta entrega.
 Contrato de pronto pagam.
- Exceções (prazo maior que 12 meses):
b)
Licitação Prévia/ Procedimento (art.26):
I)
Quando o objeto do contrato
-
Se a licitação for inexigível ou dispensada será necessário utilizar-se
do procedimento do art.26.
estiver previsto no Plano Plurianual (PPP, art.166, CF): Prazo
máximo do contrato administrativo será de 04 anos.
I)
Prestação
Contínua:
Se
em
razão do prazo o preço for melhor, nos casos de prestação contínua,
-
O Instrumento do contrato será Obrigatório quando o valor for o
o prazo máximo do contrato será de 60 meses.
da Tomada ou da Concorrência, mesmo que seja caso de dispensa
ou inexigibilidade.
- Obs.
Art.57
Admite-se uma prorrogação (60 meses + 60 meses)
-
Poderá o Instrumento de Contrato ser Facultativo quando o valor
for correspondente a Convite e quando for possível realiza-lo de
outra maneira.
em caráter excepcional, mediante fundamentação e autorização da
autoridade superior.
II)
Aluguel
de
equipamentos
e
c)
Forma do Ato Administrativo.
programas de informática: Prazo máximo de 48 meses.
Segundo a doutrina moderna, a forma do ato administrativo é
vinculada; Podendo ser discricionária, se a Lei Autorizar.
-
III)
Contratos
de
Concessão
ou
d)
Publicação (art.61, § único):
-
É Feita com o resumo, com o extrato do contrato. A Publicação não
pode ultrapassar o prazo de 20 dias ou até o 5º dia do mês
subseqüente à assinatura do contrato (o que acontecer primeiro).
Permissão de Serviço Público: Podem ter prazos diferenciados, de
acordo com a lei que cuidar do serviço delegado, a lei que cuida do
serviço dará o prazo máximo do contrato de concessão ou
permissão.
b) CLÁUSULAS EXORBITANTES (Art.58):
-
É Condição de Eficácia do Contrato, ou seja, antes da publicação o
contrato já é válido, mas é ineficaz, não produz efeitos.
Desigualdade entre as partes no contrato, que é válida no contrato
administrativo.
-
3.
CLÁUSULAS DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS:
Alteração
Unilateral
do
Contrato
(art.65):
a)
Cláusulas Necessárias: Quando ausentes 
Contrato Nulo, Ilegal.
-
Se a alteração é feita bilateralmente, não há cláusula exorbitante.
Só a administração pode alterar unilateralmente o contrato.
Garantia (art.55 e 56 da Lei 8.666/93)
Extinção Unilateral do Contrato:

- A Administração deve exigir a garantia, em virtude da indisponibilidade do interesse público.

- Se quem quer extinguir o contrato é o contratado, só poderá fazê- lo na via judicial, se a Administração não aceitar extinguir administrativamente.

-

É o contratado que deve decidir qual será a forma da garantia,

dentro das alternativas elencadas pela lei: Títulos da dívida pública; Caução em dinheiro; Seguro-Garantia (contrato de garantia de outro contrato); Fiança Bancária (garantia fidejussória).

01ª Hipótese

Conclusão do Objeto

:

 

02ª Hipótese

Advento do Termo Final do contrato (prazo final)

:

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Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com  03ª Hipótese : Rescisão I) Consenso

03ª Hipótese

: Rescisão

I)

Consenso

entre

as

Partes:

Rescisão Amigável.

 

II)

Revisão

Administrativa:

A

administração rescinde unilateralmente o contrato, extinguindo-o. Hipóteses:

-Obs. Para aplicação da penalidade de declaração de inidoneidade da empresa, o contratado deve ter praticado conduta que seja tipificada também como crime.

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO

CONCEITO:

• Razões de Interesse Público: Necessidade de Indenização para o particular. - Obrigação que tem
Razões de Interesse Público:
Necessidade de Indenização para o particular.
- Obrigação que tem o Estado de reparar os danos causados a
terceiros em razão de comportamentos lícitos e ilícitos ou atividades
materiais.
Descumprimento de Cláusula
Contratual: O Contratado deverá indenizar a administração.
2.0
- EVOLUÇÃO HISTÓRICA:
Rescisão Judicial.
2.1 Teoria da Irresponsabilidade do Estado (“The King can do not
wrong”)
04ª Hipótese
: Extinção de Pleno de Direito: Por circunstancias
alheias à vontade. Ex. falência.
2.2
Teoria da Responsabilidade de Direito Privado:
05ª Hipótese
: Anulação: O contrato já nasce ilegal.
c)
Fiscalização do Contrato Administrativo:
- O Estado respondia desde que se demonstrasse a culpa
individualizada do seu agente, ou seja, a Responsabilidade do Estado
era idêntica à Responsabilidade do Direito Privado.
-
A
administração
pode
até
intervir
na
empresa
em
situações
2.3
 Teoria da Responsabilidade de Direito Público:
excepcionais.
-
Surge com o caso “Blanc”, na França, no fim de século 19.
d)
Aplicação
de
Penalidades
pela
Inadimplência
de
Contratado (art.87, Lei 8.666):
A)
Teoria da Culpa Administrativa, ou Culpa do Serviço ou Culpa
Anônima:
I)
Advertência;
II)
Multa;
III)
Suspensão
do
Direito
de
Contratar com Poder Público, por, no máximo, 02 anos;
-
Obs. No caso de suspensão o contratado estará impedido de
- Pregava uma Responsabilidade Subjetiva distinta da
Responsabilidade subjetiva do Direito Privado, na medida em que
exigia que se provasse uma Culpa Especial do Estado, e não mais
uma culpa individualizada do seu agente, a culpa não era mais
atribuída ao agente pública, e sim uma culpa relacionada ao serviço,
que seria a Culpa Administrativa, Anônima.
contratar apenas com o Ente que aplicou a penalidade.
Paul
Duez:
Haverá
Culpa
Administrativa
quando
(“Faute
du
-
Obs. Para aplicação de uma dessas 03 penalidades será feita de
Service”):
forma discricionária pelo administrador, não há um rol de hipóteses
para aplicação de cada uma dessas penalidades.
O serviço não funcionou.
O Serviço funcionou mal.
IV)
Declaração de Inidoneidade da
O Serviço funcionou de forma retardada,
Empresa pelo prazo máximo de 02 anos: A Empresa deixa de ser
idônea e fica impedida de contratar com todos os entes da
administração. Diferencia-se da Suspensão, que é restrita ao ente
com o qual a contratada fez o contrato.
não célere.
B) Teoria do Risco Administrativo:

- Obs. Para empresa voltar a ser idônea tem que ser reabilitada, para

que isso ocorra devem ser preenchidos alguns requisitos: Passar o prazo da declaração de inidoneidade; A contratada deve indenizar os prejuízos causados à administração (requisitos cumulativos).

- A Atividade do Estado, potencialmente, pode produzir riscos aos

administrados. Obs. A Teoria da Culpa Administrativa defende que só haveria responsabilidade por atos ilícitos praticados pelo Estado.

- Haveria, então, uma Responsabilidade Objetiva, lastreada apenas em um nexo de causalidade entre a atuação do Estado e o dano

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Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com ocorrido, sem a necessidade do elemento culpa, mesmo que o

ocorrido, sem a necessidade do elemento culpa, mesmo que o dano seja produzido por Atividade Lícita do Estado.

2.4Responsabilidade do Estado no Brasil:

No Brasil a Teoria da Irresponsabilidade do

Estado nunca foi adotada. A Constituição de 1824 adotou a Teoria da Culpa Administrativa, na qual a Responsabilidade do Estado só existiria quando prova a culpa deste.

- Constituição de 1824

Constituição

-

Administrativo, com a Responsabilidade Objetiva do Estado.

Constituição Federal de 1988

-

Administrativo e a da Culpa Administrativa.

3.0-Responsabilidade do Estado por Atos Comissivos:

3.1Teoria do Risco Administrativo:

- O Estado sempre responderá objetivamente por seus atos comissivos, lícitos ou ilícitos, jurídicos ou materiais.

-

Comportamento Lícito:

Estado. Ex. Decreto expedido por chefe do executivo;

do Estado.

-

Comportamento Ilícito:

formalidades legais.

Jurídico: Ex. Auto de apreensão de mercadoria sem as

carcerário.

Material: Ex. Tortura de um preso por um agente

4.0- Responsabilidade do Estado por suas Omissões:

STF
STF

-

da Culpa Administrativa.

A Responsabilidade do Estado é Subjetiva, fundada na Teoria

Responsabilidade objetiva pelas situações em que há CUSTÓDIA.

LEI N. 8.112/90 - REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS

1) Regime jurídico dos servidores públicos

1.1) Histórico

Antes de 1988 havia a coexistência de

regimes. Em uma mesma repartição pública havia pessoas submetidas a regimes jurídicos diferentes. Existiam ainda os denominados “extranumerários” (sem regime).

O art. 39 da CF/1988, com redação original,

passou a prever um regime jurídico funcional único para a Administração Pública direta, autárquica e fundacional. A CF/1988 não obrigava o estabelecimento de regime jurídico estatutário ou celetista. Era necessário apenas que o regime funcional fosse único. Estava eliminado o problema da coexistência de regimes jurídicos funcionais.

Em 1998, a EC 19/1998, dentre outras coisas, alterou a redação da cabeça do art. 39. A partir de então, a regra que obrigava o regime jurídico único foi extraída do texto constitucional. Os entes federados puderam, desde então, a instituírem mais de um regime funcional. Colocava-se fim à obrigatoriedade do regime jurídico único. A lei 9.986/2000 foi o primeiro ato normativo a tentar criar um quadro de empregos públicos (autarquias especiais). Pela medida cautelar deferida na ADI 2.135, a eficácia original do caput do art. 39 foi restaurada. A regra da EC 19/1998, que deu nova redação ao art. 39, padeceria de uma inconstitucionalidade formal, por afronta ao sistema bicameral. A essa decisão foi conferida eficácia ex nunc. Hoje, vigora a obrigatoriedade de regime jurídico único, salvo as exceções contempladas na própria Constituição.

Artigos 2º e 3º: Servidor é quem ocupa cargo público. E cargo público é o conjunto de atribuições entregues a um servidor? Em âmbito federal o servidor público, em âmbito federal, é o ocupante de cargo público. Art. 3º, parágrafo único:

Os cargos públicos são acessíveis a todos os brasileiros (regra de acessibilidade). A Constituição não permite a diferenciação entre brasileiros natos e naturalizados, salvo as exceções expressamente nela previstas (art. 13, parágrafo 3º, da

assim como aos

estrangeiros, na forma da lei. O texto original da CF não admitia a ocupação, por estrangeiro, de cargo, emprego ou função. Essa regra acabou sendo excepcionada em 1996, antes do advento da EC 19/1998, pelo art. 207, parágrafo 1º, da CF/1988 (EC 11/1996), permitia a admissão de estrangeiros nas entidades de ensino federais. Em 1998 essa regra foi estendida a outros cargos, na forma

da lei. Na forma da lei, segundo o STJ, significa dizer que o dispositivo constitucional tem eficácia limitada (RMS/STJ 16.923). Os cargos “são criados por lei”. A criação de cargos públicos gera repercussão de ordem orçamentária. Em geral, pelo princípio do paralelismo de formas, um ato somente pode ser extinto por outro da mesma natureza. Todavia, por decreto, poderá

de 1946  consagra-se a Teoria do Risco  Adotou as duas teorias, a do
de
1946
consagra-se
a
Teoria
do
Risco
 Adotou as duas teorias, a do Risco
1.2) Introdução (Lei 8.112/90)
CF/1988).
O art. 37, I, da CF/1988:

Jurídico: Produzido em razão de atividade jurídica do

Material: Produzido em razão de atividade material

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com o Presidente da

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Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com o Presidente da República extinguir funções ou cargos,

o Presidente da República extinguir funções ou cargos, quando

vagos (art. 84, VI, “b”), se provido, por lei (art. 84, XXV).

vencimento pago pelos cofres públicos

É do conceito de cargo a sua remuneração. O trabalho gratuito

no âmbito da Administração Pública é permitido, nos termos da lei (art. 4º), e.g., Lei 9.608/1998.

“ para provimento em caráter efetivo ou

em comissão”. Em ambos os casos o servidor é estatutário.

”.

a.1) Concurso

São fases do provimento:

Para cargos públicos efetivos o concurso será sempre de provas ou de provas e títulos, nunca só de títulos. Existe algum direito decorrente da aprovação

em concurso?

a.2) Nomeação É considerada forma Parágrafo 1º: as atribuições do cargo podem provimento. O O
a.2) Nomeação
É
considerada
forma
Parágrafo 1º: as atribuições do cargo podem
provimento.
O
O
posse (súmula 16 do STF);
a.3) Posse
O
a.4) Exercício

A

ascensão

Súmula 685.

e

a

transferência

Classicamente, é difundida a idéia de que a aprovação em concurso gera apenas expectativa de direito. Todavia, há decisões proferidas tanto pelo STF como pelo STJ em sentido diferente. Esses precedentes reconhecem o direito à nomeação até o número de vagas previstas no edital, ou seja, o anúncio de vagas gera o direito subjetivo de nomeação dos aprovados (STF/RMS 23.657). A praxe administrativa do “cadastro de reservas” surgiu para contornar essa imposição. Pacífico é que a aprovação do candidato dá a ele o direito de ver assegurada a ordem classificatória da aprovação (súmula 15 do STF). A súmula 15 combate o que o professor chama de preterição direta (alguém da mesma lista). O STJ decidiu que o candidato aprovado prefere a outra pessoa contratada emergencialmente ou nomeada em caráter precário (STJ/RMS 18.105). O professor considera esse entendimento uma forma de se evitar a preterição indireta.

originária

de

provimento se dá com a nomeação e a

investidura com a posse (artigos 7º e 8º). Uma vez nomeado o candidato para o cargo X, este, desde já será considerado provido, ou seja, preenchido, dentro do prazo de que dispõe o nomeado para tomar posse.

candidato uma vez nomeado terá direito à

para tomar posse. candidato uma vez nomeado terá direito à 1.4) Requisitos para a investidura em

1.4) Requisitos para a investidura em cargo público (art. 5º)

justificar a exigência de outros requisitos. Para isso deve esse requisito estar previsto em lei (aspecto formal). Súmula 686 do STF:

por lei se pode sujeitar ao exame psicotécnico a habilitação de

candidato a cargo público. Além disso, deve-se observar o requisito

teleológico, ou seja, a exigência deve guardar compatibilidade lógica com as atribuições do cargo (aspecto material). Súmula 683 do STF:

o

limite de idade para a inscrição e concurso público só é legítima

quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.

1.5) Provimento e vacância

1.5.1 Formas de provimento (art. 8º)

Provimento é o preenchimento do cargo. Forma originária de provimento: nomeação. Forma derivada de provimento: promoção, readaptação, reversão, reaproveitamento, reintegração e recondução.

são

inconstitucionais.

A) Nomeação

candidato terá o prazo improrrogável de 30

dias para a sua posse, momento em que se tornará servidor, assumindo os direitos e deveres inerentes ao cargo, sendo, nesse momento, que se dá a investidura;

O servidor terá o prazo de 15 dias para entrar

no exercício do cargo.

A inobservância do prazo de 30 para a posse

torna sem efeito o ato de nomeação (art. 13). O candidato não será exonerado porque ainda não é considerado servidor. Se o servidor não entrar em exercício no prazo de 15 dias o servidor será exonerado.

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com Estabilidade

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Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com Estabilidade Conceito: é uma garantia dos servidores
Estabilidade Conceito: é uma garantia dos servidores públicos que significa limites ao seu desligamento. O
Estabilidade
Conceito: é uma garantia dos servidores
públicos que significa limites ao seu desligamento. O estável
somente perderá o cargo, se não for por vontade própria, em quatro
situações (art. 41, parágrafo 1º, da CF/1988):
2º-A).
◊em virtude de sentença judicial transitada
C)
Reversão
em julgado (decisão judicial que concretize regra que preveja essa
possibilidade, e.g., art. 92 do CP, ato de improbidade etc.). Deve o
comando de desligamento estar contido no dispositivo da sentença.
A
doutrina aponta como exceção a essa regra o caso art. 1º,
parágrafo 5º da Lei 9.455/96 (lei de tortura);
◊mediante processo administrativo em que
lhe seja assegurada a ampla defesa;
◊mediante procedimento de avaliação
periódica de desempenho, na forma de lei complementar,
assegurada a ampla defesa (essa lei complementar ainda não
existe);
-
-
vago).
◊art. 169, parágrafo 4º: para adequação a
patamar inferior ao limite prudencial para gastos com pessoal.
D)
Reintegração (art. 28)
Requisitos:
◊ quem ocupar um cargo efetivo tendo nele
ingresso por concurso público. Essa advertência é relevante para
evitar que aquele que ingresse em cargo efeito sem concurso
público obtenha a estabilidade;
prazo: 03 anos;
◊a partir de 1998 surge, em nível
constitucional, um requisito novo, que é o estágio probatório. Antes
E)
Recondução
de
1998 os requisitos eram os seguintes: 02 anos (requisito na CF) e
estágio probatório (requisito infralegal). Antes de 1998, a ausência
da
avaliação não impedia a aquisição da estabilidade, pois não ser
avaliado era considerado ser aprovado no estágio probatório
(aprovação tácita). A partir de 1998 a avaliação tornou-se
obrigatória. Enquanto não avaliado o servidor não adquire a
estabilidade. A lei 8.112/90 foi alterada pela MP 431, de 14 de maio
de 2008. Esse normativo deu nova redação ao art. 20 para fixar o
prazo de 36 meses para a duração do estágio de probatório.
Adaptou-se a lei à nova realidade constitucional.
F)
Aproveitamento
29/08/2008
Vitaliciedade
Conceito: é um limite ao desligamento do
servidor público. O vitalício apenas pode perder o cargo por
sentença judicial transitada em julgado, resultante de um processo
especialmente intentado para fim de desligá-lo. Prazo: 02 anos, a
exceção de alguns cargos, e.g., desembargador, conselheiros de
tribunal de contas etc.

Pode um servidor exercer um cargo sem estar nele definitivamente investido? Sim. Servidor que exerce as funções em caráter excedente inerentes a cargo para o qual deveria ser readaptado, mas que não se encontra vago (art. 24, parágrafo

Trata-se da reversão da aposentadoria do servidor inativo, que retorna à atividade. Existem dois casos de reversão:

Art. 25, I: retorno do servidor aposentado

por invalidez permanente pela cessação da causa da aposentação;

Art. 25, II: retorno do servidor aposentado

voluntariamente no interesse da administração (requisitos:

aposentação voluntária, estabilidade quando na atividade, aposentadoria ocorrida há menos de 05 anos, existência de cargo

Retorno do servidor público ao cargo de origem decorrente da anulação da sua demissão. O servidor reintegrado tem direito à indenização decorrente do período em que permaneceu sem receber vencimento. O servidor retorna da condição funcional como se nunca tivesse saído, e.g., gozando, inclusive, de promoções. Art. 41, parágrafo 2º, da CF/1988.

É o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado decorrente: da inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; reintegração do anterior ocupante.

Observação: o STF e o STJ já reconheceram a figura da recondução voluntária (STF/MS 24.543 e MS 22.933 e STJ/ MS 8.339). Recondução voluntária é a possibilidade de o servidor retornar ao seu cargo de origem no qual já era estável até que seja estabilizado em outro cargo.

O aproveitamento sempre vem junto da disponibilidade. O modo de provimento é o aproveitamento. O não estável, com a extinção do cargo, deixa de ser servidor público. O estável será colocado em disponibilidade, com direito à remuneração proporcional ao tempo de serviço, até que sejam aproveitados. Ou seja, extinto o cargo os servidores estáveis serão colocados em disponibilidade, com proventos proporcionais, até que a Administração Pública encontre um outro cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado para que tais servidores sejam aproveitados.

B) Readaptação (art. 24)

1.5.2 Formas de vacância

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com A) Exoneração

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Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com A) Exoneração Desligamento não-punitivo. B) Demissão

A) Exoneração

Desligamento não-punitivo.

B) Demissão

◊a Constituição Federal traz mais uma hipótese no art. 38, III que cuida do caso de servidor investido no cargo eletivo de Vereador. Para que a acumulação seja possível faz-se necessária a observância de duas condições:

◊limite do teto ou subteto remuneratório definido na CF/1988; ◊compatibilidade de horários; ◊a jornada semanal total não pode extrapolar 60 horas.

Desligamento punitivo.

total não pode extrapolar 60 horas. Desligamento punitivo. b)Exceções: Questões Pode um servidor público acumular

b)Exceções:

Questões

Pode um servidor público acumular um

emprego privado?

Em tese pode, pois não há uma regra geral

que proíba o servidor público de exercer função de natureza privada. Todavia, há preceitos que criam restrições, e.g., proibição de exercer cargo de gerência, proibição de prática de atos de comércio etc. O art. 117, XVIII diz que ao servidor é proibido o exercício de cargos incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. As proibições podem estar na lei que regulamenta o regime do servidor ou na lei que regulamenta a profissão de natureza privada, e.g., estatuto da OAB.

Um servidor aposentado pode cumular os

seus proventos com a remuneração de um cargo, emprego ou função pública?

Até 1996 a interpretação do STF era a de que não havia restrições. A EC 20/1998 deu nova redação ao art. 37, parágrafo 10º.

A regra que o servidor aposentado não pode acumular proventos com a remuneração de cargo, emprego ou função pública.

Excepcionalmente, o servidor aposentado poderá acumular o seu provento com a remuneração de um cargo em comissão, com o subsídio de um mandato eletivo ou com a remuneração de um cargo que seja acumulável com o que era ocupado quando em atividade estava o servidor aposentado. iii) Pode o servidor cumular duas aposentadorias do regime próprio de previdência (art. 40) Em regra não. Excepcionalmente poderá haver a cumulação, desde que observado teto remuneratório, dos proventos decorrentes de cargos acumuláveis na atividade.

i)

ii)

1.6.4 Responsabilidade do servidor público (art. 125)

As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se entre si (incomunicabilidade das instâncias). A regra geral é que o resultado de um processo em uma instância não repercute no resultado de outro de instância diversa. A exceção vem prevista no art. 126 do estatuto.

C)

Promoção e readaptação

São formas simultâneas de provimento e vacância.

D)

Aposentadoria e falecimento

Formas naturais de vacância.

E)

Posse em outro cargo inacumulável

Para se ocupar outro cargo o servidor deve pedir a vacância no cargo anteriormente ocupado na forma do art. 33, VIII (e não exoneração) para preservar o seu direito de se reconduzir ao cargo caso seja reprovado no estágio probatório no novo cargo.

1.6) Sistema remuneratório

Como contraprestação pelo trabalho que presta à Administração Pública o servidor recebe, em regra, remuneração. Esta é composta pelo vencimento e pelas vantagens pecuniárias. Os agentes políticos percebem subsídio. O subsídio é pago em parcela única.

1.6) Regime disciplinar

O regime disciplinar cuida de regras de comportamento do servidor público bem como das penas decorrentes da sua inobservância.

1.6.1 Deveres dos servidores públicos (art. 116)

1.6.2 Proibições (art. 117)

1.6.3 Acumulações indevidas de cargos, empregos ou funções públicas (art. 118)

Art. 37, XVI e XVII, da CF/1988:

a)

funções públicas.

Regra geral: não é possível a acumulação de cargos, empregos ou

◊dois cargos de professores;

◊1 cargo de professor com 1 cargo técnico (que exige um curso superior qualquer) ou científico (aquele que exige um curso superior

específico);

dois cargos da área da saúde com profissão regulamentada;

I) Penas administrativas aplicáveis aos servidores públicos (art. 127)

i) Advertência (art. 129)

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Projeto UTI 60 Horas 2011.1 Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com É um ato praticado

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É um ato praticado por escrito que acaba

É um ato praticado por escrito que acaba - Inassiduidade habitual (faltar ao serviço restando

- Inassiduidade habitual (faltar ao serviço

restando registrado no assento funcional do servidor. A advertência será aplicada no caso de violação
restando registrado no assento funcional do servidor.
A advertência será aplicada no caso de
violação das proibições constantes do art. 117, I a VIII e XIX ou de
inobservância dos deveres funcionais previstos no art. 116.
injustificadamente pelo prazo de 60 interpoladamente nos últimos
12 meses).
- Improbidade administrativa. O STF, ao
ii) Suspensão (art. 130)
Pelo período de até 90 dias o servidor será
afastado de suas atribuições com total prejuízo da sua condição
funcional (sem remuneração, sem contar tempo de serviço etc.).
A suspensão poderá ser convertida em multa
julgar o RMS 24.699 [ler a primeira parte desse julgado sobre
diferença entre discricionariedade administrativa e conceito jurídico
indeterminado], disse que o servidor não pode ser demitido sem que
haja sentença em processo judicial que o tenha condenado pela
prática de ato de improbidade (incongruência com o caso de crime
contra a AP).
(art. 130, parágrafo 2º), ou seja, no período da punição o servidor
receberá apenas 50% da sua remuneração.
Casos que justificam a aplicação da pena de
iv)
Cassação de aposentadoria e disponibilidade
É
a ruptura do vínculo pecuniário que o
servidor aposentado ou em disponibilidade tem com a AP.
suspensão:
Casos (art. 134):
- Reincidência
de
falta
punida
com
a
advertência;
- Inativo que, na atividade, houver praticado
fato punível com demissão.
-
contemplados no art. 117, XVII e XVIII.
Violação
dos
deveres
funcionais
servidor que aproveitado não entre em
exercício no prazo legal (art. 32).
-
v)
Destituição do cargo em comissão ou da função de
Observações:
confiança
a) A advertência e a suspensão são penas que
não implicar o rompimento do vínculo do servidor com a
Administração Pública.
b)
O
art.
131
traz
a
possibilidade
de
reabilitação administrativa (decurso de 3 anos para a advertência e 5
Em se constatando a falta punível com
demissão ou suspensão praticada pelo servidor deverá este ser
destituído do cargo em comissão ou da função comissionada. Na
prática o servidor acaba pedindo exoneração. Se se verificar a
prática da falta a exoneração deverá ser convertida em destituição.
anos para a suspensão).
1.6.5
Prescrição da pretensão punitiva disciplinar da AP (art. 142)
iii)
Demissão (art. 136)
É o desligamento do servidor. Além de a
Advertência: 180 dias
Suspensão: 02 anos
demissão ocasionar o desligamento do servidor, outros efeitos são
previstos pela lei, e.g., indisponibilidade de bens e o ressarcimento
ao erário.
Demais penas (desligamento): 05 anos
O
prazo de prescrição começa a correr da
A demissão incompatibiliza o servidor para
nova investidura em caro público federal pelo prazo de 5 anos (art.
137).
data em que o fato se tornou conhecido (parágrafo 1º).
Os prazos de prescrição previstos no Código
Penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas como crime
(parágrafo 2º).
Não poderão o ex-servidor retornar ao
serviço público por violação ao art. 132, I, IV, VIII, X e XI. Parcela da
doutrina entende que essa regra seria inconstitucional, pois a
CF/1988 veda a aplicação de pena de caráter perpétuo (debate
orbter dictium em julgamento no STF). Não há posicionamento
firmado no STF.
A
abertura de sindicância ou de processo
administrativo disciplinar interrompe o prazo prescricional
(parágrafos 3º e 4º). O término do PAD ou da sindicância enseja o
reinício do prazo de prescrição. A lei não trata da prescrição dentro
Casos (art. 132):
- Ter o agente cometido crime contra a
Administração Pública. A Administração Pública pode demitir o
servidor pela prática de crime contra a Administração Pública
mesmo antes do trânsito em julgado da sentença penal
condenatória. O STF usa o argumento da independência das
instâncias, embora tenha, por algum tempo, oscilado no seu
posicionamento.
do PAD (prescrição intercorrente). O prazo do PAD deveria durar no
máximo 140 dias (60 + 60 + 20). Em função disso a jurisprudência
tem considerado que instaurado o PAD o prazo prescricional
permanece interrompido pelo prazo máximo de 140 dias, quando
então será ele (o prazo prescricional) reiniciado (“regra do 140” -
STF/MS 22.728).
1.6.6 Apuração da infração disciplinar

- Abandono de cargo (ausência intencional

por mais de 30 dias, nos termos do art. 138).

Conhecimento do fato (de ofício ou por denúncia contendo a identificação do denunciante sob pena de nulidade do PAD). A denuncia apócrifa não pode fundamentar a instauração do PAD, mas esse pode ser iniciado de ofício pela autoridade administrativa.

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Direito Administrativo Prof. Matheus Carvalho

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Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com ◊ A apuração pode ocorrer através da abertura de

A apuração pode ocorrer através da abertura de sindicância ou pela instauração diretamente de PAD.

Da sindicância poderá resultar três conseqüências:

- arquivamento;

das sociedades de economia mista e das fundações públicas de direito privado não são considerados públicos. C.A.B.M. inclui os bens das estatais prestadoras de serviço público e das concessionárias de serviço público.

- contraditório; - instauração do PAD (obrigatório para a aplicação de pena mais grave). advertência
-
contraditório;
- instauração do PAD (obrigatório para a aplicação de pena mais
grave).
advertência
ou
suspensão
por
até
30
dias,
assegurado
o
2) Classificação
2.1) Quanto à destinação ou afetação
Observação:
◊ Bem de uso comum (art. 99, I)
Se a infração for de acumulação indevida de cargos o processo
seguirá o rito do art. 133.
Se a infração for de abandono de cargo ou de inassiduidade
habitual o processo seguirá o rito do art. 140.
São aqueles bens públicos afetados à
utilização sem restrições, desde que observada a sua destinação
normal.
PAD (art. 148 a 173):
A cobrança de quantia em dinheiro para a
utilização do bem não descaracteriza a natureza do bem de uso
comum, e.g., rodovia com cobrança de pedágio, parque etc. (art.
103). O bem não se transforma em bem de uso especial.
1.
Instauração: corresponde ao momento em que se publica
o ato que designa a comissão (art. 149).
◊ Bens de uso especial
2.
Inquérito administrativo: núcleo essencial do processo.
2.1
Instrução probatória.
Entre essa etapa e a próxima existe a
indiciação, em que é especificada a infração que será apurada.
2.2
Defesa escrita.
2.3
Relatório final conclusivo.
3.
Julgamento
Se a autoridade for incompetente
para
a
aplicação da sanção deverá remeter o processo à autoridade
competente.
Observação importante: Art. 156: é assegurado ao servidor o direito
de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de
procurador. O STJ entendia que a ausência de defesa prévia
invalidaria o PAD (proposição 343 da súmula de jurisprudência do
STJ: é obrigatória a presença de advogado em todas as fases do
processo administrativo disciplinar). A AP deveria designar defensor
dativo para o servidor. Em sentido contrário manifestou-se o STF
através da súmula vinculante 05 que diz: A falta de defesa técnica
por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a
Constituição.
BENS PÚBLICOS
1) Conceito
O CCB/2002, no art. 98, define como públicos
os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno
(art. 41).
◦ Bens administrativos: aqueles afetados à
função administrativa (“número da afetação” é o nome que se dá à
placa anexada aos bens).
Os bens administrativos podem sofrer
restrições de várias espécies, e.g., vestimentas inapropriadas,
horários de visitação etc.
◦ Bens dotados de uma restrição
extraordinária, e.g., ruas interditadas para reformas.
◦ Bens públicos utilizados por terceiros com
“privatividade”: bens utilizados por particulares como se deles fosse
e.g., bancas em feiras públicas. A autorização de uso é um ato
administrativo unilateral, discricionário e precário, pelo qual o poder
público transfere o direito de uso a terceiros, e.g., parque de
diversões na praça etc. A permissão de uso é um ato negocial,
unilateral, discricionário, precário e precedido de processo
licitatório, pelo qual o poder público transfere o direito de uso a
terceiros. A cessão de uso é a transferência do direito de uso de bem
público a outro órgão ou entidade pública ou socialmente relevante,
e.g., cessão de sala do Município para a utilização pelo Estado como
cadeia pública. A concessão de uso é um contrato administrativo
dotado de caráter estável pelo qual o poder público transfere o
direito de uso de um bem a particulares. Há ainda a concessão de
uso especial para fins de moradia (MP 2220/2001), a concessão
florestal (Lei 11.284/2006) e a concessão de direito real de uso (art.
7º do Decreto-lei 271), e.g., distrito industrial. A enfiteuse de bem
público.
São pessoas jurídicas de direito público
interno: a União, os Estados, o DF, os Municípios, as autarquias, as
associações públicas, as demais entidades de direito público criadas
por lei. Nos termos do estatuto civil, os bens das empresas públicas,
Questão: pode o Poder Público realizar contrato de locação ou de
arrendamento?
1ª corrente: seria proibido.

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Prof. Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com 2ª corrente (majoritária): a AP também pode se valer

2ª corrente (majoritária): a AP também pode

se valer desses instrumentos típicos do direito privado. Decreto-lei 9.760/46 e Lei 9.636/98 (bens públicos federais). A própria legislação

prevê o arrendamento. Em todo caso a contratação deve ocorrer conforme a lei 8.666/93.

devolutas. Isso durou até 1988, pois a proibição passou a ter status constitucional (art. 183, parágrafo 3º e art. 191, parágrafo único da CF/1988). A mesma regra é trazida pelo art. 102 do CC/2002.

3.3 Impenhorabilidade

◊ Bens dominicais ou dominiais É o bem público não afetado a nenhuma finalidade pública.
◊ Bens dominicais ou dominiais
É o bem público não afetado a nenhuma
finalidade pública. Integram o patrimônio disponível da AP. Trata-se
de bens não-afetados.
3) Principais características
Os bens públicos não pode ser objeto de
penhora por dois motivos: i) porque a execução contra a AP se dá
através da sistemática do art. 100, da CF/1988 e art. 730 e seguintes
do CPC; e ii) porque pelo princípio da continuidade os serviços
públicos não podem sofrer interrupção.
Os bens particulares afetados à prestação de
serviços públicos, segundo jurisprudência do STF e do STJ, não
podem ser penhorados.
O STF entendeu que a lei pode agregar a
bens de entidades privadas a característica de bem público (RE
3.1
Inalienabilidade
20.906):
Os bens públicos não podem ser alienados. A
inalienabilidade diz respeito aos bens de uso comum e os bens de
uso especial (art. 100 do CC).
● Aquisição de bens públicos.
Existem formas de aquisição típicas de direito
privado. A AP pode adquirir bens através de institutos de direito
privado, e.g., compra, doação. A AP pode adquirir bem por
usucapião.
Também existem institutos de direito público
pelos quais a AP adquirem os seus bens e.g., desapropriação.
A aquisição também pode se dar por
imposição legal, e.g., áreas de preservação permanente, unidades
naturais de preservação ambiental, registros de loteamentos (art.
22, da Lei 6.766/79), direito de preempção (art. 25 da Lei
10.257/2001), confisco etc.
● Alienação de bens públicos.
Regra legal: art. 17 e art. 23 da Lei 8.666/93.
Essa norma se refere tanto aos institutos de direito privado e.g.,
permuta, venda, doação, dação em pagamento etc., como às formas
de alienação de direito público. Bens móveis: modalidade de
licitação será o leilão. Imóveis: regra geral, por concorrência, salvo
aqueles adquiridos judicialmente por dação em pagamento.
EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. EMPRESA
BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS. IMPENHORABILIDADE DE
SEUS BENS, RENDAS E SERVIÇOS. RECEPÇÃO DO ARTIGO 12 DO
DECRETO-LEI Nº 509/69. EXECUÇÃO. OBSERVÂNCIA DO REGIME DE
PRECATÓRIO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 100 DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. 1. À empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, pessoa
jurídica equiparada à Fazenda Pública, é aplicável o privilégio da
impenhorabilidade de seus bens, rendas e serviços. Recepção do
artigo 12 do Decreto-lei nº 509/69 e não-incidência da restrição
contida no artigo 173, § 1º, da Constituição Federal, que submete a
empresa pública, a sociedade de economia mista e outras entidades
que explorem atividade econômica ao regime próprio das empresas
privadas, inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. 2.
Empresa pública que não exerce atividade econômica e presta
serviço público da competência da União Federal e por ela mantido.
Execução. Observância ao regime de precatório, sob pena de
vulneração do disposto no artigo 100 da Constituição Federal.
Recurso extraordinário conhecido e provido.
3.4 Não-oneração
Os bens públicos inalienáveis não podem ser
objeto de direito real de garantia – penhor, anticrese ou hipoteca.
3.2
Imprescritibilidade
Os bens públicos são insuscetíveis de
usucapião. Essa vedação existe desde o CC/1916.
Súmula 340 do STF: “Desde a vigência do
código civil [1916, vez ser a súmula da década de 60], os bens
dominicais como os demais bens públicos não podem ser adquiridos
pela usucapião”.

A Lei 6.969/81 passou a dizer que as terras

devolutas poderiam ser usucapidas. Esta lei teria revogado o CC/1916. Entre 1981 e 1988 era possível a usucapião de terras

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