I

.o TOLEDO DF ENSINO
aro, já que há de se
a efeitos de cálculo
e jurisdicional da
e Janeiro: Forense,
constitucionalidade
rasileiro. Revista da
-eilo Constitucional
,182-183.
Do Controle da
tucional e o controle
da cidadania
técnicas de decisc7o:
'ucionalidade sem a
ileiro. Cadernos de
) Paulo, v. 1, n° 3, ps.
ionalidade no direito
itucional e Ciência
4, outubro-dezembro
:1 constitucionalidade
lbunais, São Paulo, n°
mstitucional positivo.
. 459.
MODIFICAÇÃO DA PETIÇÃO INICIAL
GelSOIl Amaro de Souza
I'ro!,esso/" de Direitu Processual Ci\'ill1a Faculdade de Direito
de Presidente Prudente-SI' (/TE). Procurador Aposentado do Estado
e Ac/vugado militante.
I - EMENDA DA PETIÇÃO INICIAL
A petiçào inicial pode ser emendada antes ou depois de
ocorrida a citação do réu. Entretanto, é de se ressalvar que, o
alcance desta modificação depende da atual posição do processo.
A emenda. antes da citação. terá um alcance e se após a citação o
alcance será outro. mais restrito.
2 - ANTES DA CITAÇÃO
Antes da citação, o autor poderá aditar o pedido, correndo à sua
conta as custas acrescidas em razão dessa iniciativa (art. 294,
CPC.)
Esta norma está com a nova redação dada peja Lei n° 8.718/93,
que antes dizia que quando o autor omitisse, na petição inicial,
algum pedido, SOmente através de outra ação poderia fazê-lo.
A intenção do legislador foi simplificar. pois, se ainda não
houve citação, não aperfeiçoou a relação processual e por isso,
nada obsta a emenda da inicial. Entretato, disse apenas que o autor
Revista do Instituto de Pesquisas e Estudos, n. 17, abr./jul. 1997
268 REVISTA JURíDICA - INSTITUiÇÃO TOI.EI)O DE ENSINO
poderá aditar o pedido. Parece-nos que a lei disse menos do que
pretendia. Não é crível que o legislador quisesse apenas referir-se
ao pedido e não às partes e à causa de pedir. Além do mais, está
autorizando incluir novos pedidos ou apenas aditar (alterar) aquele
já feito? Pensamos que a intenção do legislador foi autorizar a
inclusão de pedido novo e não simplesmente alterar aquele já
feito.
A seguir, uma interpretação pelo método histórico, é de se
concluir que antes do aperfeiçoamento da relação processual é
possível a alteração de quaisquer dos elementos identificadores da
ação que são o pedido, as partes e a causa de pedir.
3-APÓSA CITAÇÃO
A situação muda quando a citação já foi realizada. Neste caso,
incide a norma do art. 264, do CPC, que exige a anuência do réu
para que ocorra a modificação do pedido e da causa de pedir.
Todavia, restringe esta modificação. Admite-se a modificação
apenas do pedido e da causa de pedir, devendo ser mantidas as
mesmas partes, ressalvadas tão-somente as substituições
permitidas por lei (arts. 41/43, CPC). Em relação ao pedido e à
causa de pedir a regra do art. 264, CPC permite a modificação
com diminuição (retirada de algum pedido ou causa de pedir) ou
aumento com inclusão de algum pedido novo ou causa de pedir
nova. Com relação às partes, somente permite as substituições
previstas em lei e não a exc1usão (de quem está no processo) ou
inclusão de pessoas ainda não constantes do processo.
Nota-se que a norma é restritiva. Somente permite a
modificação das partes, ocorrentes as hipóteses dos arts. 41/43, do
CPC. Entre estas hipóteses, prevalecem as substituições
necessárias (art. 43, CPC). As substituições voluntárias somente
podem ocorrer estando de acordo a parte contrária (art. 42, § 1°,
CPC).
Pergunta-se: por que o legislador impôs esta restricão? A
resposta parece-nos intuitiva. Uma vez ocorrida a citação, forma-
GELSON AMARO DE S(
se ou aperfeiçoa-s
Ao pretender-se r
deve buscar a co
concordar ou não
disposição do réu,
Por outro lado,
está no poder de d
sobre interesse alhl
nos autos.
Ao se falar em
incluir alguém que
dispor em relação a
Enquanto a quesl
o réu, este poderá c
no processo, o réu n
poder de disposição
quais o réu não pode;:
Esta é a razão da
que expressamente
salvo as substituiçõe.
Por fim, uma últiJ
que proíbe a alteraç
saneamento (art. 331,
haverá modificação, 4
partes.
I
.o TO[.mO DE ENSINO
lisse menos do que
se apenas referir-se
Além do mais, está
litar (alterar) aquele
ldor foi autorizar a
te alterar aquele já
histórico, é de se
elação processual é
)S identificadores da
edir.
Neste caso,
ge a anuência do réu
: da causa de pedir.
te-se a modificação
:ndo ser mantidas as
as substituições
ao pedido e à
:rmite a modificação
lU causa de pedir) ou
tO ou causa de pedir
nite as substituições
está no processo) ou
)rocesso.
Somente permite a
;es dos arts. 41/43, do
m as substituições
; voluntárias somente
mtrária (art. 42, § 1°,
ôs esta restricão? A
Tida a citação, forma-
GELSON AMARO DE SOUZA 269
se ou aperfeiçoa-se a relação processual entre as partes originárias.
Ao pretender-se modificar o pedido e a causa de pedir, o autor
deve buscar a concordância do réu. O réu por sua vez poderá
concordar ou não com esta alteração. Como isto fica no poder de
disposição do réu, ele escolhe o que melhor lhe convier.
Por outro lado, a alteração da ação em relação às partes não
está no poder de disposição do réu e por isso ele não pode dispor
sobre interesse alheio, que é do terceiro que ainda não se encontra
nos autos.
Ao se falar em alteração das partes, necessariamente há de
incluir alguém que não participa do processo e o réu não pode
dispor em relação ao interesse alheio.
Enquanto a questão estiver entre causa de pedir e pedido contra
o réu, este poderá dispor. Mas, em relação à inclusão de terceiro
no processo, o réu não pode dispor. Esta inclusão está fora de seu
poder de disposição, pois envolve interesses de terceiro sobre os
quais o réu não pode dispor.
Esta é a razão da restrição da parte final do art. 264, do CPC
que expressamente impõe, ... mantendo-se as mesmas partes,
salvo as substituições permitidas por lei.
Por fim, uma última restrição encontra-se no parágrafo único,
que proíbe a alteração do pedido e da causa de pedir após o
saneamento (art. 331, CPC). Após o saneamento do processo não
haverá modificação, de nada adiantando eventual acordo entre as
partes.

Admite-se a modificação apenas do pedido e da causa de pedir. Com relação às partes. § 1°. As substituições voluntárias somente podem ocorrer estando de acordo a parte contrária (art. ocorrentes as hipóteses dos arts. prevalecem as substituições necessárias (art. CPC).INSTITUiÇÃO TOI. 42. restringe esta modificação.EI)O DE ENSINO poderá aditar o pedido. Neste caso. CPC permite a modificação com diminuição (retirada de algum pedido ou causa de pedir) ou aumento com inclusão de algum pedido novo ou causa de pedir nova.268 REVISTA JURíDICA . 264. 41/43. forma- . Em relação ao pedido e à causa de pedir a regra do art. incide a norma do art. Nota-se que a norma é restritiva. do CPC. uma interpretação pelo método histórico. somente permite as substituições previstas em lei e não a exc1usão (de quem está no processo) ou inclusão de pessoas ainda não constantes do processo. 264. 3-APÓSA CITAÇÃO A situação muda quando a citação já foi realizada. Entre estas hipóteses. Além do mais. Somente permite a modificação das partes. está autorizando incluir novos pedidos ou apenas aditar (alterar) aquele já feito? Pensamos que a intenção do legislador foi autorizar a inclusão de pedido novo e não simplesmente alterar aquele já feito. 41/43. as partes e a causa de pedir. Parece-nos que a lei disse menos do que pretendia. Pergunta-se: por que o legislador impôs esta restricão? A resposta parece-nos intuitiva. Não é crível que o legislador quisesse apenas referir-se ao pedido e não às partes e à causa de pedir. que exige a anuência do réu para que ocorra a modificação do pedido e da causa de pedir. 43. A seguir. ressalvadas tão-somente as substituições permitidas por lei (arts. Uma vez ocorrida a citação. CPC). do CPC. Todavia. é de se concluir que antes do aperfeiçoamento da relação processual é possível a alteração de quaisquer dos elementos identificadores da ação que são o pedido. devendo ser mantidas as mesmas partes. CPC).

uma última restrição encontra-se no parágrafo único. Mas. o autor deve buscar a concordância do réu. Após o saneamento do processo não haverá modificação. Enquanto a questão estiver entre causa de pedir e pedido contra o réu. do CPC que expressamente impõe. CPC). Como isto fica no poder de disposição do réu. pois envolve interesses de terceiro sobre os quais o réu não pode dispor. mantendo-se as mesmas partes. Por outro lado.. de nada adiantando eventual acordo entre as partes. Por fim. necessariamente há de incluir alguém que não participa do processo e o réu não pode dispor em relação ao interesse alheio. Ao pretender-se modificar o pedido e a causa de pedir. 264. ele escolhe o que melhor lhe convier.. que proíbe a alteração do pedido e da causa de pedir após o saneamento (art.GELSON AMARO DE SOUZA 269 se ou aperfeiçoa-se a relação processual entre as partes originárias. em relação à inclusão de terceiro no processo. 331. este poderá dispor. salvo as substituições permitidas por lei. Ao se falar em alteração das partes. . . o réu não pode dispor. Esta inclusão está fora de seu poder de disposição. a alteração da ação em relação às partes não está no poder de disposição do réu e por isso ele não pode dispor sobre interesse alheio. O réu por sua vez poderá concordar ou não com esta alteração. Esta é a razão da restrição da parte final do art. que é do terceiro que ainda não se encontra nos autos.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful