O QUE É SÍNDROME DO IMPACTO?

SÍNDROME CAUSADA PELO DESGASTE DO MANGUITO ROTADOR (CONJUNTO DE TENDÕES) POR CONTA DE ATRITO COM O ACRÔMIO, UM DOS OSSOS DO OMBRO. O IMPACTO PROVOCA INFLAMAÇÕES NO TENDÃO (TENDINITE) OU NA BURSA (BURSITE). SINTOMAS FORTES DORES NO OMBRO. ESTÃO MAIS VULNERÁVEIS À SÍNDROME DO IMPACTO PROFISSIONAIS QUE REALIZAM REPETIDOS MOVIMENTOS COM O BRAÇO ACIMA DO OMBRO: PROFESSORES, JOGADORES DE VÔLEI, DONAS DE CASAS E CARREGADORES, POR EXEMPLO. COMPLICAÇÕES QUANDO NÃO TRATADA ADEQUADAMENTE E A TEMPO, A SÍNDROME DO IMPACTO PODE PERDER BOA PARTE DA AMPLITUDE DE MOVIMENTOS DO OMBRO. PREVENÇÃO EVITAR MOVIMENTOS EXCESSIVAMENTE REPETITIVOS. TRATAMENTO MEDICAÇÃO A BASE DE ANTIINFLAMATÓRIOS E ANALGÉSICOS E, EM ALGUNS CASOS, FISIOTERAPIA. CASO MAIS GRAVES EXIGEM INFILTRAÇÕES ATENÇÃO ESTAS SÃO INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O ASSUNTO, DESCRITAS EM LITERATURA MÉDICA OU POR MÉDICOS ESPECIALIZADOS. ESTE TEXTO NÃO DEVE SER USADO PARA QUALQUER TIPO DE DIAGNÓSTICO OU AUTOMEDICAÇÃO. EM CASO DE QUALQUER SUSPEITA, PROCURE IMEDIATAMENTE SEU MÉDICO

A síndrome do impacto é semelhante a umaler/dort, que pode ser causada pelo excesso de movimentos com o ombro em abdução maior do que 90º de amplitude ou por um trauma. Por isso não devemos dizer que asíndrome do impacto é uma patologia específica, e sim uma denominação geral de algumas lesões no ombro, como por exemplo as tendinites, as bursites, além de outras. A síndrome do impacto evolui em três estágios anátomo-patológicos relacionados com os grupos etários em que incide. O primeiro acomete jovens em torno de 20 anos de idade, principalmente esportistas que fazem movimentos repetitivos e vigorosos de abdução e flexão do braço acima de 90º. É caracterizado por edema, hemorragia e bursa. O segundo estágio, que atinge pessoas com até 40 anos de idade, é caracterizado por tendinite e fibrose do manguito rotador (principalmente do supraespinhoso) bursite subacromial,esta quase sempre secundária ao processo patológico dos tendões). Acredita-se que a maior incidência de casos no músculo supraespinhoso seja devido a sua maior exposição ao impacto e sua precária vascularização. O terceiro estágio atinge indivíduos acima de 40 anos, é caracterizado pelo aparecimento de osteófitos no acrômio, articulação acrômio-clavicular e tubérculo maior do úmero, bem como, por ruptura do manguito rotador. Existem 3 tipos de localização da síndrome: O primeiro chama-se posterior, mais benigno, deve-se a lesão do supra espinhoso e ou redondo menor, evolui bem com o tratamento conservador. O segundo ou anterior, também benigno, deve-se a lesão do tendão do músculo subescapular. O terceiro, o superior é o mais resistente ao tratamento conservador, deve-se a lesão do tendão do supraespinhoso.

do tendão do supra-espinhoso. sempre salientarmos a importância de atividade física constante e bem realizada. Por . sinal da queda do braço e comunicação entre a articulação do ombro e a bolsa subdeltoídea. acentuada fraqueza de abdução ou incapacidade de mante-lo em 90 graus contra a gravidade ou uma pequena resistência. são fator etiológico importante no desencadeamento da dor por microtraumas de repetição contra o arco coracoacromial. ocorre um impacto entre o acrômio e os tendões do manguito rotador. o fator que desencadeia o processo é a compressão exercida pelo coracoacromial sobre o manguito rotador. A causa anatômica mais freqüente do impacto é a diminuição do espaço subacromial e tem relação com a anatomia do acrômio. enquanto. A dor pode ser originada de uma inflamação da bursa (bursite) que cobre o manguito rotador ou uma inflamação dos tendões do próprio manguito (tendinite). em pacientes mais idosos estes microtraumas podem ocorrer devido enfraquecimento muscular global. o formato do acrômio não é a determinante principal na instalação da doença. Resulta de uma pressão na musculatura e tendões do ombro (manguito rotador). Quando o braço é elevado. A dor persistente por uma hora ou mais após atividade intensiva geralmente sugere tendinite do supraespinhoso ou rotura parcial do manguito rotador. mais precisamente. Em alguns pacientes a hipovascularidade e degeneração tendinosa do manguito dos rotadores e. O movimento desarmônico força a cabeça do úmero e os tendões do manguito que a recobrem contra o arco coracoacromial (constituído do acrômio e o ligamento córaco-acromial). Funcionalmente. em pacientes mais jovens. os achados constantes são: movimentos passivos irrestritos atrofia seletiva dos músculos que surgem dentro de 2 semanas após a ruptura . No entanto.Em todos os tipos. Isto pode causar dor e limitação de movimentos. mas os autores chamam também a atenção para a participação da articulação acrômioclavicular na fisiopatologia da síndrome do tipo superior. Daí um dos motivos de nós. Nos casos de laceração do manguitorotador. Fonte: Jenner Randam SINDROME DO IMPACTO NO OMBRO A síndrome do impacto é uma das causas mais comuns de dores no ombro em adultos. profissionais da saúde. isso ocorre principalmente devido a desequilíbrios funcionais causados por contraturas capsulares localizadas. exercida por parte da escápula quando o braço é elevado acima de 90º (aproximadamente a altura dos ombros).

Algumas vezes. Atletas jovens do tênis. Fatores de risco / prevenção A síndrome do impacto é comum tanto em atletas jovens como em pessoas da meia idade. para vestir-se e pentear o cabelo. Pode ser necessário um exame de radiografia. vôlei. ocorre perda de força e de movimentos. Também o são aqueles que utilizam as mãos acima da cabeça e em atividades repetitivas. o que irá aumentar o impacto sobre o manguito rotador. Normalmente os pacientes não procuram tratamento nas fases iniciais. Estes podem mostrar líquidos ou inflamação da bursa e do manguito rotador. como ultrassonografia e ressonância magnética (RM). Dificuldade de colocar o braço atrás do corpo. pode ajudar a confirmar o diagnóstico. independente do membro mais utilizado. Também pode haver dor ao se abaixar o braço após este estar elevado. da natação e basquetebol são particularmente vulneráveis. o ombro pode estar com dor intensa. Pode haver dor e rigidez na elevação do braço. Atletas do tênis. chamada de “túnel do supra-espinal”. Uma incidência especial. Sintomas Os sintomas iniciais podem ser leves. peteca.isso os termos “tendinites” e “ bursites” comumente são utilizados como sinônimos da síndrome do impacto. o ortopedista avalia os sintomas e o exame físico do ombro. Entretanto o diagnóstico é eminentemente clínico. algumas vezes pode mostrar um pequeno esporão sob o acrômio. A síndrome do impacto normalmente causa dor e inchaço na parte frontal do ombro. Em casos avançados. Até uma ruptura parcial do manguito pode aparecer na RM realizada com contraste. A dor também pode ser resultado de um pequeno trauma ou até mesmo sem causa aparente. Pode haver dor súbita ao levantar o braço. Pode haver dor que vai da parte frontal até a lateral do braço. Diagnóstico Para o diagnóstico da síndrome do impacto. Com o progresso da doença. patologia secundária e complicadora da cura da doença. com uma taxa de acerto bem superior a exames complementares quando a avaliação é realizada por médico experiente e atento. Podem ser necessários outros exames. Nas bursites agudas. Dor noturna. · · · · · Deve-se estar atento às dores leves que estão presentes tanto na atividade quanto no repouso. Os exames serão solicitados em caso de dúvidas ou lesões associadas. vôlei e peteca podem sentir dor no saque ou nos golpes altos. um teste com injeção de anestésico local na bursa. Todos os movimentos podem estar limitados e doloridos. Algumas outras patologias são importantes diagnósticos diferenciais (doenças que confundem os sintomas . Pode acometer tanto o lado direito quanto o esquerdo. a perda de movimento pode progredir para um “ombro congelado”.

O tratamento pode levar várias semanas ou meses. Antiinflamatórios normalmente são prescritos para aliviar os sintomas e em casos agudos (com pouco tempo de início. através de repouso. normalmente 3-4 semanas) até curar a doença. Síndrome do Impacto Alexandre Garcia Acadêmico de Fisioterapia da UDESC 1 . 3. uma vez que o tratamento é longo e são sempre necessárias mudanças nas atividades esportivas ou de trabalho prévias do paciente. A acupuntura pode auxiliar no controle dos sintomas dolorosos. Artrite gleno-umeral Tendinite biciptal Hérnias discais da coluna cervical Capsulite adesiva (sobretudo nos estágios iniciais) Ruptura do manguito Fibromialgia Um exame clínico bem realizado é capaz de diferenciá-los para o tratamento adequado. Muitos pacientes melhoram gradualmente e retornam às suas atividades normais. 6. Opções de Tratamento O tratamento inicial é conservador (significa não-cirúrgico).Conceito .com síndrome do impacto) como: 1. Exercícios de alongamentos para melhorar a mobilidade em ombros rígidos também podem ajudar. 2. e poucas vezes acaba sendo indicado. 5. O tratamento cirúrgico é um tratamento de exceção. uma vez que tenha sido obtida a “cura”. Muitos pacientes se beneficiam com a infiltração de corticóide com anestésicos locais. Orientações sobre como realizar os movimentos corretamente nos esportes e trabalhos são fundamentais. Também pode ser recomendada uma reabilitação na fisioterapia. evitando atividades com os braços elevados acima da altura dos ombros. 4. A cirurgia pode ser por forma aberta (com incisões) ou artroscópica (por perfurações). A palavra chave do tratamento é paciência. pergunte ao seu médico.

isto porque seus movimentos induzem ao impacto. A causa do impacto pode ser devido a diversos fatores. zona semelhante foi encontrada no tendão do infraespinhoso.) também estão sujeitos à síndrome do impacto. fraqueza da musculatura da bainha rotatória (por isso tamanha importância a esses músculos). 1998). 2 . pois diminui ainda mais o espaço de vascularização que já é pequeno.A síndrome do impacto é geralmente a condição dolorosa em que os tecidos moles do espaço subacromial (bursa. e se o úmero estiver rotado internamente. é chamado de intervalo do impacto. desde o tendão do supraespinhoso. o impacto será contra o ligamento coracoacromial.etc. articulação acromioclavicular) (Rossi. tendão do bíceps) são cronicamente induzidos entre a cabeça do úmero e o arco coracoacromial (acrômio anterior. Todos podem estar sujeitos a impactos de repetição entre a tuberosidade maior e o acromio. E qualquer estrutura ali presente pode ser acometida. Sendo assim. Se através de microtraumas de repetição o tendão do supraespinhoso. consequentemente o espaço subacromial se tornará mais restrito. Caracteriza-se por dor à elevação do membro superior em rotação interna entre 70 e 120 graus.. impacto das estruturas supra-umerais contra a superfície anterior do acrômio. arremessadores. 1998). ou o ligamento coracoclavicular se o úmero estiver em rotação interna e abduzido acima dos 80 graus. além de ser uma área propícia às inflamações. A síndrome do impacto é uma das maiores causas de dor e disfunção. pintores. porém este grupo de músculo. se o úmero estiver em rotação externa ou neutra. o tendão bicipital ou qualquer estrutura ali presente. instabilidade articular do ombro. que consequentemente corresponde para o local mais comum de inflamação. também é uma área em que fica menos vascularizada ainda quando o braço está abduzido. 2000). os cuidados com esta importante área. tais como variantes anatômicas. sofre de uma hipovascularização. qualquer condição que induza à uma diminuição deste espaço pode causar lesão. a cabeça longa do bíceps. . traumas. Atividades ocupacionais e esportivas que requeiram o uso repetitivo do braço acima da cabeça (carpinteiros. uma vez que estão todos esforçando o ombro em graus de maior tensão muscular do grupo do manguito rotador (importante estabilizador) e de menor espaço subacromial (90 a 120°).. Outro agravante desta área é em relação ao arco de elevação do ombro que segundo Brotzman (1996). nadadores. devido ao impacto da inserção umeral do manguito rotador contra a borda ântero-inferior do terço anterior do acrômio (Valenzuela. é anterior e não lateral. A síndrome do impacto pode resultar de compressões extrínsecas ou de perda de competência da bainha rotatória. segundo estudos. tendões da bainha rotatória. Este espaço é muito estreito e o fica mais estreito ainda quando o braço é abduzido. fica evidente a fragilidade e a grande probabilidade de ocorrer uma inflamação neste local.escaladores. (Fongemie et al. e sabendo que entre 70 e 120 graus de elevação glenoumeral a tuberosidade maior do úmero avança sobre o teto formado pelo acrômio e ligamento coracoacromial. ligamento coracoacromial. isso na abdução. aumentando assim. se tornarem inflamados e edemasiados. Neste caso o manguito é em suma muito exigido. logo. a bursa subacromial. a bursa subacromial até a articulação acromiocalvicular. O espaço entre a parte inferior do acrômio e a parte superior da cabeça umeral. resultando assim.Etiologia A síndrome do impacto resulta de microtraumas de repetições aos tecidos que estão no espaço umerocoracoacromial. mais precisamente perto da inserção do tendão do supraespinhoso.

tendão espessado após cirurgia ou trauma.Classificação .acrômio tipo I (plano) .acrômio tipo III (ganchoso) – 26-40% da população De acordo com estudos. degeneração na superfície com esporão. Processo coracóide – Anomalia congênita e forma anormal após cirurgia ou trauma. formação degenerativa do esporão.segundo Neer apud Brotzman (1996) A sídrome do impacto é classificada segundo Neer apud Brotzman (1996) em três estágios: Estágio I – Envolve edema e hemorragia no tendão do supraespinhoso e bursa e atinge uma população com idade menor que 25 anos Estágio II – Envolve fibrose e tendinite atingindo uma população de faixa etária entre 25-40 anos. paralisia ou mobilidade limitada do serrátil anterior Articulação acromioclavicular – Anormalidade congênita.Fatores estruturais que contribuem para a síndrome do impacto Escápula – Posição anormal devido a cifose torácica. má união em uma fratura. movimento anormal do trapézio. Manguito Rotador – Perda do mecanismo depressor da cabeça do úmero ocasionado por radiculopatia em C5 e C6. superfície superior irregular devido rupturas total ou parcial. o choque interno é incidente nos acrômios do tipo II e III.acrômio tipo II (curvo) – 40-45% da população . Espessamento do tendão por deposição de cálcio.17-32% da população . e por ruptura da cabeça longa do bíceps. . ou supra-escapular ou axial. calcificação do ligamento coracoacromial secundário a um trauma. 4 . variante morfológica como: . Ligamentos – Frouxidão ligamentar.3 . Úmero – Aumento da proeminência por tuberosidade maior devido a anomalia congênita ou má união Acrômio – Acrômio não fundido. este estágio pode facilmente evoluir para o estágio III se não tratado corretamente Estágio III – Envolve ruptura parcial ou total do manguito rotador e normalmente atinge indivíduos maiores do que 40 anos de idade. paralisia do nervo subescapular.

especialmente em pacientes mais velhos. os diagnósticos devem ser detalhados e baseados em histórias clínicas. a assimetria. com distúrbio de sono freqüente. Já o impacto secundário a dor também apresenta-se desta maneira. ou insidioso. particularmente quando o paciente posiciona-se sobre o ombro. A dor.FISIOTERAPIA 5. seguido de uma lesão. escápula alada. A seguir deve-se inspecionar o pescoço e o cotovelo para excluir a possibilidade da dor ser referida de outras regiões do corpo. O exame físico também deve incluir a palpação das articulações. atrofia muscular. ou pela instabilidade funcional da escapulotorácica. e .Neer também dividiu a síndrome do impacto conforme o mecanismo de lesão. distinguindo-os em primário e secundário. deformidades do ombro como o arredondamento do mesmo que ocorre com o deslocamento anterior.(Cavallo e Speer. Um completo exame físico inclui a inspeção e palpação. fraqueza e perda de movimento são os sintomas mais comuns relatados (Forgemie et al. O início dos sintomas pode ser agudo.1 . Primário – Choque puramente mecânico e a instabilidade da articulação glenoumeral não está presente. cicatrizes. A dor é exacerbada pelas atividades com as mãos acima da cabeça. Uma queixa freqüente é a dor noturna. 1998). taxação de grau de movimento e testes provocativos para síndrome do impacto e para diferenciar de ser uma síndrome primária ou secundária. onde nenhuma lesão específica ocorre. a dor é exacerbada com atividades com que envolvam as mãos acima da cabeça e ou presente pela noite (paciente não consegue dormir sobre o ombro devido a dor). 5 . O impacto primário.MÃO DOMINANTE – ATIVIDADE ESPORTIVA E OU PROFISSIONAL QUE EXERCE – QUESTÕES SOBRE OS SINTOMAS SENTIDOS – RELAÇÃO HISTÓRIA/DIAGNÓSTICO. Secundário – Refere-se à diminuição do espaço subacromial causado pela instabilidade da articulação glenoumeral onde frequentemente é dado pela fraqueza da mecânica do manguito rotador e do tendão do bíceps. Após a história clínica parte-se para o exame físico propriamente dito.Exame Como na maioria dos problemas médicos. mas é mais freqüente com atividade de arremesso com a elevação do ombro e menos sintomática à noite. Deve-se observar ainda a presença ou não de edema. A história se inicia com: IDADE . geralmente. 1998).

Pode-se também pedir para o paciente abaixar lentamente o braço. Indica tenossinovite da cabeça longa do bíceps. porém com abdução horizontal passiva. indica tendinite ou até mesmo ruptura completa do tendão do supraespinhoso. Teste de Jobe . plano de escápula. a deve-se distinguir de fraqueza do manguito devido a dor associada. Teste de queda do braço – Paciente eleva o braço até 90° e é feito pelo examinador uma discreta pressão sobre o braço. Na avaliação do manguito rotador deve-se observar fraqueza associada a dor caracteristico de síndrome do impacto por acometimento do manguito. Teste do bíceps (speed) – Paciente com o ombro fletido a 90° e rodado externamente. A dor é um sinal de impacto subacromial ou ruptura do manguito rotador.Ombros abduzidos a 90° e. Indica Síndrome do impacto com tendinite do infraespinhal. Teste do impacto de Neer – Paciente sentado ou em pé. Teste da queda do braço. 5. A dor indica impacto subacromial ou ruptura dos tendões da bainha rotatória. ou fraqueza. Examinador sustenta pelo cotovelo e roda internamente. A fraqueza indica déficit de força do supraespinhoso. são executados os testes irritativos que associados aos exames de história. se ele não conseguir e o braço cair abruptamente ou se referir dor. Teste do bíceps (speed). O examinador força a nível do punho no sentido da extensão do ombro. Os testes especiais incluem o Teste do impacto de Neer. Teste de Ludington. Teste de Yergason. Teste de Neer-Hawkins. Teste do subescapular de Gerber. Teste de Hawkins – Ombro abduzido a 90° e cotovelo fletido a 90°. não conseguindo manter o braço erguido. . Teste do sinal do sulco.2 TESTES Para finalizar o exame físico. ou seja. Examinador postado atrás do paciente com uma mão sobre a porção superior da escápula e outra ao nível do cotovelo. Eleva-se o braço do paciente passivamente com o braço totalmente pronado e a escápula devem estar estabilizadas. Teste de Neer-Hawkins – Mesmo que anterior. Teste de Hawkins. Teste de Jobe. Examinador força ao nível dos cotovelos no sentido da adução.sempre comparando o ombro afetado com o outro e observar a presença de dor associada. Devese também mensurar o grau de amplitude de movimento de ambos os ombros para fins comparativos. Teste de relocação. não conseguir executar um movimento de manguito devido a dor em outra estrutura como a bursa por exemplo. indicam problemas mais específicos.

O examinador solicita supinação ativa do paciente contra resistência e ao mesmo tempo faz rotação externa passiva do ombro. o examinador repete a manobra. Em geral os . A maioria dos autores recomenda continuar o tratamento por no mínimo 6 meses. há provavelmente ruptura da cabeça longa do bíceps. O tratamento conservador das desordens do manguito rotador costuma dar bons resultados na maioria dos pacientes. há lesão da cabeça longa do bíceps.TRATAMENTO A imobilização nunca é usada porque a capsulite adesiva pode resultar de uma imobilização. Solicita-se contração do bíceps.Teste de Yergason – Paciente com ombro em posição neutra e cotovelo em flexão de 90°. no estágio I. ombro abduzido a 90° em máxima rotação externa e cotovelo fletido a 90°. Em caso de dor. Muitas roturas de manguito rotador são tão grandes que não podem ser reparadas sem que mude uma quantia desordenada de tensão no reparo. Pacientes. deslocando a cabeça umeral posteriormente. em presença de fraqueza ou ventre palpável distalmente. Teste de Relocação . Se houver um sulco. mais do que isso indica instabilidade inferior. geralmente têm bons resultados. A reparação do dano tecidual tem sido feito com tecido adjacente (tendão do bíceps ou do subescapular) Enfim. Indicações para tratamento cirúrgico em desordens do manguito rotador só é feita com ruptura completa. Teste de Ludington – Paciente com as mãos no topo da cabeça. O examinador com a mão no cotovelo exerce uma tração caudal e com a outra mão examina a região subacromial. Teste do subescapular de Gerber – O paciente coloca o dorso da mão ao nível de L5 e procura ativamente afastá-la das costas com uma leve pressão do examinador contra o movimento exercido. de até 1 cm é normal.Paciente em Decúbito dorsal. instabilidade anterior discreta e alguns casos ruptura do manguito rotador. ou deslocamento. caso isso não ocorra é recomendado uma avaliação artroscópica. se a dor desaparecer o teste é positivo. A incapacidade de execução deste movimento indica grave lesão do subescapular. 6 . podendo levar a uma bursectomia. Se houver dor. Indica tenossinovite e/ou subluxação da cabeça longa do bíceps. Teste do sinal do sulco – Paciente sentado com o braço aduzido junto ao tronco. Indica impacto posterior do supraespinhal. espessamento dos tendões e em um indivíduo ativo seguido de uma falha do tratamento conservador. Sobre os pacientes com espessamento de tendão pode-se esperar melhora significativa com atendimento não operatório. a intervenção tanto clínica quanto cirúrgica em pacientes com síndrome do impacto é ampla e deve ser muito bem questionado por todo o corpo clínico que trata o paciente.

J. A. Saint Louis: Mosby. & SPEER. L. Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. . BUSS. . K. B. J. BIBLIOGRAFIA BROTZMAN. Aula ministrada durante o curso de fisioterapia nas patologias do ombro. N. . F. . Management of shoulder impingement and rotator cuff tears. S. J. Anatomia e movimento humano: estrutura e função 3° ed. Clinical Orthopedic Rehabilitation. Shoulder instability and impingement in throwing athletes. São Paulo: Manole. etc. . S. limitação de ADM. E. 5. R. . D. LEHMKUHL. 1999 PALASTANGA. L. C. São Paulo: Manole. YOKOCHI. M. Fisiomaster .. Porto alegre. J. Medicine & Science in Sport & Exercice 1998 FONGEMIE. 1996 CAVALLO. W. 2000 .SOAMES.ed. L. 2000 ROHEN. Fisioterapia na Síndrome do impacto do ombro. FIELD. L. São Paulo: Manole. E. JOHNSTON. . WEISS. European journal of radiology 1998 SMITH. K. Shoulder impingement syndromes. C.pacientes nos estágios menos avançados apresentam uma melhor evolução e resolve-se o caso com apenas o tratamento conservador para os sintomas de dor. D. . ANATOMIA HUMANA – Atlas Fotográfico de Anatomia Sistêmica e Regional 3°ed. S. P.No entanto isto não é uma regra e vários destes pacientes acabam tendo que se submeter a um ato cirúrgico. R. Guia Clínico de avaliação ortopédica São Paulo: Manole. ROLNICK.. BELL. American Family Physican 1998 LONDON. 1997 VALENZUELA NETO. D .Centro avançado de fisioterapia Ltda. K. J. D. 1992 ROSSI.

descrita em 1927 só foi entendida e estadiada em 1983 por Neer. acompanhadas de medidas fisioterápicas como a "roda de ombro".(1). Desde 1983. periartrite etc. Em algumas pessoas existem certas altercações anatômicas na grande tuberosidade ou no arco córacoacromial. que com o passar do tempo acabam levando a um processo crônico irritativo. que causam problemas de afastamento do trabalho e de queixas que afetam a qualidade de vida das pessoas. José Knoplich Segundo as estatísticas o ombro é a terceira articulação mais importante em relação às patologias osteomusculares. durante o movimento de elevação do braço. frente ao freqüente insucesso dessas medidas. antes dessa nova concepção em repetidas infiltrações ora no tendão.Síndrome do Impacto do Ombro Prof. e 7. que se traduz clinicamente por dor na região antero lateral do ombro. encontraram um índice de prevalência de 5. na fase aguda. Consiste no choque da grande tuberosidade do úmero. As estruturas do manguito rotador. em primeiro lugar estão as afecções da coluna. Dr. Essa síndrome é confundida com a "bursite" e outros designações. sem qualquer fundamentação científica. pelo ligamento córaco-acromial e pela articulação acrômio clavicular. 2. a cabeça longa do bíceps e a bursa subacromial são continuamente comprimidos pela porção anterior e inferior (terço anterior) do acrômio. 21% no pescoço e 20% nos ombros. foi descrita uma alteração anatômica que causa uma síndrome específica que para ser resolvida deve-se em muitos casos recorrer à cirurgia.. Os autores concluem que o trabalho intenso com o ombro. 30% responderam que tiveram dor na coluna. na ativa. através de radiografias com posicionamento especial do membro superior e ombro que permite uma correta avaliação do quadro fisiopatólogico e até ergonômico da articulação. Com a dificuldade de definir os quadros clínicos nas diversas afeções específicas dessa região. esta . Síndrome do Impacto Frost e colaborador analisam o risco da síndrome do impacto em 1. a grande tuberosidade do úmero e a porção ântero-inferior do acrômio junto com o ligamento córaco-acromial. De 1. Existem pois uma série de fatores ligados a patologia do ombro resultantes de degenerações. a parte final do tendão do supra-espinhal. em segundo o joelho e em terceiro o ombro.18) entre os trabalhadores já aposentados. na articulação gleno-umeral ou na bolsa subacromial. têm como base apenas a descrição dos sintomas. ombro congelado e tendinite do bíceps. denominada de área crítica.5 milhões de consultas realizadas durante o período de 1995-1996 nos Estados Unidos. comprimida) entre duas estruturas rígidas. mas que correspondia a 28. visitas de pós operatório. na Inglaterra sobre as dores que sentiram nas articulações na última semana. 5. é espremida (apertada. em pessoas anteriormente sem queixas (3) A síndrome do impacto. As queixas crônicas do ombro que são incluídas nessas denominações genéricas são: a síndrome do impacto. As razões mais freqüentes das consultas foram queixas sobre joelhos. Neer(1) também delineou as normas para seu tratamento e diagnóstico. a dor e a incapacidade funcional do ombro mas não caracterizam o verdadeiro problema ou suas causas.94 to 21. tendinite. sendo que em inglês é designada de "impingement syndrome". acumula traumatismos com o passar dos anos que aumentam os riscos de surgir a síndrome do impacto. 2.591 trabalhadores que usavam o ombro intensamente no seu trabalho de açougueiro num período de 1986 a 1993. Termos. traumatismos e atritos causados pelo trabalho e o esporte que são rotulados como sendo "bursite" do ombro. infecções. calcificação. assim como o clínico e até o ortopedista e o reumatologista tinham uma resignação. bursite.26) entre os que estavam trabalhando.09 a 12. É a síndrome do impacto. O paciente. problemas de coluna e do ombro. como Duplay. O tratamento dessa síndrome consistia.3% foram ao consultório do ortopedista.546 pessoas que responderam a um questionário. Dentre os 20.90 (95% CI. o conjunto dos distúrbios do ombro passam a receber o nome genérico de bursites.5 milhões de aposentados por invalidez nos Estados Unidos. Quando alguém eleva o braço acima da cabeça. tendão do supra-espinhal e a cabeça longa do bíceps de encontro ao arco córaco-acromial. Introdução De 38. que é pouco conhecida.3% de todos os acidentados. no movimento de elevação do braço.27(95% intervalo de confiança (IC).

41.força diminuída com dor já há lesão do manguito rotador. na terceira fase. evitando-se o traumatismo e fazendo exercícios de resistência nos nadadores pré-adolescentes. que consiste na elevação passiva do braço em rotação interna. Três radiologistas independentes reviram as ressonâncias que apresentavam na grande tuberosidade umeral imagens de espessamento cortical. Huang e colaboradores radiologistas americanos (4) estudaram em 108 ombros de pacientes sintomáticos com diagnóstico de portadores de doenças do manguito rotador do ombro.(7) O grupo de ombro do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da . chamada de "túnel do supra-espinhal". Classifica-se o formato do acrômio em três tipos. Os autores concluem que essas três alterações encontradas na grande tuberosidade não estão associadas a doenças do manguito rotador tendo um valor preditivo baixo de 14 a 48%. relacionando principalmente os dois últimos tipos com a gênese da síndrome do impacto. fase 2 -força normal com dor e fase 3. Diagnóstico por imagens Radiograficamente. devido a enorme quantidade de vezes que realizam o movimento com o ombro causando uma tendinite do manguito. podem ser utilizadas uma pneumoartrografia de ombro. curvo e "em gancho". Os autores procuraram correlacionar as imagens das alterações da grande tuberosidade da radiografia simples se tinham correspondência na ressonância magnética com lesões do manguito. A incidência de Neer. em que o doente deve referir dor. e a "manobra de Jobe". ultra-sonografia ou ressonância nuclear magnética. uma reconstrução capsulolabral anterior. que provavelmente surge por tração do ligamento córaco-acromial ao longo do tempo. segurando os braços em 90 graus de elevação e rotação interna. Tratamento cirúrgico A tentativa de resolver a síndrome do impacto pela artroscopia não teve muito sucesso(6). A curto e longo prazo esses procedimentos são de pequeno sucesso em nadadores de elite. mas vários autores admitem que deve haver uma concomitante instabilidade gleno umeral que deve participar do processo devido a um desequilíbrio muscular da região(5). plano. As dores na face anterior do ombro em nadadores tem sido diagnosticado como síndrome do impacto. ou seja. identifica-se o chamado "esporâo do acrômio". O acordo intra observacional dos três radiologistas foi de fraca a média concordância com valores Kapa variando de 0. surge edema e hemorragia do tendão. além da dor. feita com o paciente exercendo força contra a pressão do examinador. na segunda fase. não invasiva e bastante precisa. A prevenção é ainda a melhor conduta. já aparece a fibrose do tendão.06 a 0 . surge uma disfunção progressiva. Grande número de relatos na literatura tem confirmado a eficácia da acromioplastia ântero-inferior no tratamento da síndrome do impacto. a mais freqüente é o chamado esporâo ântero-inferior do acrômio. As manobras propedêuticas mais importantes para o diagnóstico são a "manobra de Neer" ou "teste do impacto". barata. Etiologia Dentre as causas da síndrome do impacto. e mostra bem o formato do acrômio. é feita como um perfil de escápula. persistindo à noite. Nesses casos deve ser feito reabilitação funcional intensa e se não resolver deve-se fazer uma descompressão cirúrgica sub acromial e se as dores persistirem deve-se fazer. ou seja. pode-se avaliar o arco córaco-acromial através de duas incidências. o excesso de acrômio ântero-inferior.entidade é chamada de "síndrome do impacto". esclerose subcortical e lesões semelhantes a cistos. Sinais clínicos Clinicamente. a síndrome do impacto se caracteriza por ser evolutiva e foi dividido em três fases: na primeira.força normal sem dor. com a ampola inclinada 30 graus no sentido caudal. de rotura do tendão do manguito rotador. além de estimular o equilíbrio muscular em volta das articulações gleno umeral e escapulo torácica. A ultra-sonografia por ser prática. com a ampola inclinada de 15 a 25 graus no sentido caudal. com a dor manifestando-se durante e após a atividade física. é o exame mais adequado para o diagnóstico. Esse teste pode ter três resultados: fase 1. uma tendinite aguda cuja dor aparece apenas durante a atividade física. Na avaliação do estado dos tendões do manguito rotador. descritas: A primeira é chamada de céfalo-caudal e é feita com uma incidência simples antero posterior de ombro.

SL. ântero-inferior e o túnel do supra-espinhal. não importando o aspecto radiográfico como parâmetro indicativo de ressecção.Occup . Rev. No grupo B com 23 pacientes. dor nessa articulação e não apresentem sinais radiográficos de artrose. Referências Bibliográficas 1. porém sem melhora. Bras. sendo 28 homens e 107 mulheres (proporção de 4 para 1). de julho de 1987 a junho de 1991. Todos os pacientes foram avaliados no pré-operatório com radiografias simples. regular em cinco e mau em três. por uma técnica cirúrgica acurada e um acompanhamento cuidadoso no pós-operatório precoce. do grupo C com prognóstico reservado. quatro foram bons.1983. um regular. pois com o tempo a lesão do manguito pode se agravar e. com sutura (grupo B) e debridamento do manguito rotador(grupo C). Em 12 ombros. 1992 3-Frost P. a que se mostrou mais precisa (88% contra 66%). o índice de bons resultados diminuir. Síndrome do Impacto: Tratamento cirúrgico. Os primeiros 30 casos foram operados utilizando-se a via de acesso ântero-lateral com abertura em "L" do deltóide anterior e sua ressutura. porque. foi avaliado no pré-operatório através de uma pneumoartrografia ou de uma ultra-sonografia. divulsão lateral e reinserção do músculo ao acrôrnio anterior com pontos transósseos. deve ser cuidadosamente avaliada nos pacientes jovens (perigo maior de desinserção do deltóide) e nunca ser feita em pacientes em que foi debridado o manguito rotador. conseqüentemente. mau em um caso e dois pacientes não retomaram ao controle. C. Andersen JH. No grupo A. Todos os pacientes foram submetidos a tratamento clínico fisioterápico. O estado do manguito rotador. (que foi ressecada como tempo complementar à cirurgia) apenas nos pacientes que apresentem especificamente dor nessa articulação ao exame clínico pré-operatório. sendo esta última. com o diagnóstico da síndrome do impacto. prévio à cirurgia. Vários autores demonstraram que a forma do acrômio realmente tem importância na gênese da síndrome do impacto. para se determinar o tipo e o formato do acrômio através de duas incidências.Checchia. 2) A desinserção pós-operatória do deltóide pode ser evitada. O membro não dominante foi operado 32 vezes (23%). Cecchia e colaborador (2) encontraram nesses pacientes: dois acrômios tipo 1. Os autores fizeram 11 (8%) ressecções de "os acromiale" e 42 (30%) do extremo distal da clavícula. A idade média foi de 50 anos (variando de 19 a 72). Ortop. de três a seis meses. 4) A ressecção associada da extremidade distal da clavícula deve ser feita apenas nos pacientes que tenham especificamente. Impingement lesions. 0rthop. 86 acrômios tipo 2 e 36 acrômios tipo 3. o que da maior segurança no pós-operatório imediato e uma firme fixação do tendão ao acrômio após a cicatrização. Os restantes 109 casos foram abordados pela modificação da via de acesso. 5) A cirurgia da acromioplastia ântero-inferior.D. quatro maus resultados e três pacientes não retornaram ao controle.Santa Casa de São Paulo. P. com soltura mais lateral do deltóide. Clin.Santos. ele se constitui no último obstáculo à ascensão da cabeça do úmero.S. mesmo assim. em quase todos os pacientes.26: 65-70. a cirurgia não deve ser protelada. ressecção do ligamento córaco-acromial e a sutura de eventual lesão do manguito rotador é um procedimento eficaz e de eleição para o tratamento da síndrome do impacto. "Os acramiale" e outras anomalias foram encontrados em quatro ombros. Shoulder impingement syndrome in relation to shoulder intensive work. o resultado foi bom em 34 ombros. 1992. operaram 139 ombros (135 pacientes). foram divididos baseados no estado do manguito rotador visto no ato cirúrgico em três grandes grupos: sem sutura (grupo A). em 20 o resultado foi bom. 3) A recidiva da dor pré-operatória geralmente se deve a uma res-secção insuficiente do acrômio e pode ser minimizada com diagnóstico preciso e manobras intra-operatórias. Em 73 ombros com média de seguimento de 18 meses. Apenas 18 ombros (13%) apresentavam calcificações visíveis aos raios-X. Concluem os autores que: 1) Na falha do tratamento clínico por três a seis meses. tendão a tendão.173: 70-79 2. nesses casos.Neer. com 42 ombros. associada ou não à lesão do manguito rotador.

Flatow EL. Copyright © 2000 eHealth Latin America Sindrome de Impacto no Ombro O que é a síndrome de impacto? O nome síndrome descreve em medicina um conjunto de sinais e sintomas presentes numa patologia que envolve vários órgãos ou regiões. ligamento coraco acromial e processo coracóide. Esse impacto é chamado de impacto externo. 1999 May. AJR Am J Roentgenol. O exame clínico com as provas de Neer e Hawkins em geral são positivas. Flinkkila T.Orthopedics.120(5-6):290-3. principalmente quando deitam sobre o ombro doente. porém. Early recovery of isometric shoulder muscle strength after open acromioplasty in stage II impingement syndrome. músculos. Como é feito o diagnóstico da síndrome de impacto do ombro? . Pollock RG.Hyvonen P. comumente ocorre depois de um pequeno trauma. No caso da síndrome de impacto do ombro. 5-Bak K. Nontraumatic glenohumeral instability and coracoacromial impingement in swimmers. 1999 Jul. Inicialmente o tendão inflama e surge uma tendinite. Temos também o impacto interno que ocorre entre a mesma região do úmero e a borda superior da glenóide ( osso da junta do ombro onde a cabeça do úmero de articula).Environ Med. Quando levantamos o braço contraímos vários músculos sinergicamente .56(7):494-8. Rubin DA.Connor PM. Bigliani LU. Greater tuberosity changes as revealed by radiography: lack of clinical usefulness in patients with rotator cuff disease. O arco coraco acromial é formado pelo acrômio. 7. principalmente o supra espinal. Quais estruturas são lesadas na síndrome de impacto ? As estruturas que mais sofrem na síndrome de impacto são os tendões do manguito rotador. A rutura do tendões na síndrome de impacto pode ocorrer expontaneamente. a patologia esta restrita ao ombro porém envolve tendões. sem tratamento. Em estágios mais avançados lesa a cartilagem articular ou seja pode atirgir todas as estruturas ao redor do ombro. não é o osso e sim as estruturas que estão entre os ossos ou seja os tendões e a bursa. cápsula. alguns pacientes também reclamam de dor noturna. Quando a força de elevação do músculo deltóide não é adequadamente balanceado pelos tendões no manguito rotador surge uma resultante de ascenção da cabeça do úmero que colide contra o arco coraco acromial. Arch Orthop Trauma Surg. Quais as causas da síndrome de impacto? A síndrome de impacto é causado por um imbalanço muscular no ombro. com o passar dos meses e dos anos.6(3):132-44 6. em geral não há dor durante o repouso. Yamaguchi K. 2000 . Como ocorre a síndrome de Impacto? A síndrome de impacto ocorre quando a região supero lateral do úmero colide contra alguma região do arco coraco acromial. Caso a doença evolua surgem as microrupturas e o tendão arrebenta. 4-Huang LF. Jalovaara P. Britton CA.Esses músculos devem estar balanceados para que a resultante do movimento não produza atrito ou impacto em nenhuma direção. bursa. o tendão mostra alterações crônicas de espessamento e degeneração que caracterizam a tendinose.172(5):1381-8. 2000. Na Sindrome de Imapcto o que colide. na verdade. Comparison of arthroscopic and open revision decompression for failed anterior acromioplasty. Leppilahti J. Quais os sintomas da síndrome de impacto? A síndrome de impacto provoca dor durante os movimentos do ombro.23(6):549-54. Scand J Med Sci Sports 1996 Jun.

em 1834 (ANDREWS. por Monro (MOREIRA. Em fases mais avançadas quando o paciente exibe lesões tendinosas ( tendinose ou ruptura do tendão) podemos indicar a a cirurgia. Principalmente nos pacientes que não responderam ao tratamento fisioterapico e também naqueles com ruptura do tendão afim de reinseri-los no osso. Em geral isso é conseguido através do reforço dos musculos do manguito rotador . Porém.1 Delimitação do problema Em 1972. infra espinal e redondo menor). prejudicando seriamente a qualidade de vida do paciente (BARBIERI et al. REIS. a síndrome é caracterizada principalmente por dor. interferindo nas atividades cotidianas. CARVALHO. O exame de ultrassom também mostra as lesões. hoje esta é considerada consensualmente como a afecção mais freqüente da cintura escapular. Os exames complementares ajudam na determinação da extensão das lesões. Como é feita a cirurgia para tratamento do síndrome de impacto? Hoje em dia preferimos a cirurgia artroscopica com a reinserção dos tendões lesados e desbridamento dos osteófitos. CARVALHO. bem como as propostas terapêuticas e cirúrgicas (MOREIRA. 1998).. WILK. Alline Oliveira da Silva Fisioterapeuta graduada pela Universidade Tiradentes (Aracaju-SE) Pós-graduanda em Correção Postural pela EMSP (Salvador . porém. Mesmo havendo divergência de datas. interferindo no sono. principalmente dos rotadores internos e externos ( subscapular. em repouso. O..). 1994).O. a qual acomete principalmente mulheres entre a quarta e quinta décadas e é eventualmente bilateral (BARBIERI et al. Neer individualizou a patologia Síndrome do Impacto no Ombro (S.BA) I INTRODUÇÃO 1. O exame de radiografia simples pode mostrar algumas alterações ósseas com osteofitos e esporões e esclerose na região da grande tuberosidade e na região antero inferior do acrômio. 1996). foi em 1788. tendão da cabeça longa do bíceps e bursa subacromial) no espaço subacromial (COELHO. Como é feito o tratamento da síndrome de impacto? A chave do tratamento da síndrome de impacto é o reestabelecimento do equilíbrio muscular do ombro. Portanto. quanto às conseqüências da S. descrevendo sua fisiopatologia e quadro clínico em seus diferentes estágios. Efeitos da Cinesioterapia na Síndrome do Impacto do Ombro Dra. Outras medidas fisioterápicas podem ser necessárias como por exemplo o alongamento da cápsula posterior. embora alguns autores defendam que a primeira ruptura do manguito tenha sido descrita por Smith. e contínua.. 1995).I. o . o exame com padrão ouro para diagnóstico das lesões na síndrome de impacto é o exame de ressonância. aos esforços. 1996). A dor ocorre em várias situações: à noite. I. 1995).O diagnóstico da síndrome de impacto é clínico. que a primeira ruptura do manguito rotador foi descrita. Tratando-se de uma patologia que envolve a compressão de estruturas periarticulares (manguito rotador.

podendo evitar o tratamento cirúrgico. 1. através das técnicas cinesioterápicas promovendo um equilíbrio entre as forças do manguito rotador e deltóide.I. vestir-se. Aumentar ou manter a amplitude de movimento do ombro. se estes pacientes não forem submetidos ao tratamento fisioterapêutico precoce. Um paciente portador de S. diminuindo o impacto do supra-espinhoso e bursa subacromial contra o acrômio. acarretando em custos elevados para a previdência. diminuindo custos. como por exemplo aposentadoria precoce. estender roupas. Portanto.3 Objetivos 1. incluindo lazer. que ser encaminhado a uma aposentadoria precoce. comer.. esta pesquisa implicará em grande contribuição para a comunidade científica. Elaborar um protocolo de tratamento.I. evitando recidivas e proporcionando uma melhor qualidade de vida. tendo. impossibilitado de realizar algumas atividades essenciais da vida diária. em pessoas incapazes de realizar suas funções. o qual será aplicado com os pacientes. .3.2 Específicos Elaborar um protocolo de avaliação.O. Além disso. o qual é invasivo. possibilitando uma melhor coaptação articular entre a cabeça umeral e cavidade glenóide. quer seja abrindo caminho para novas pesquisas. Promover equilíbrio entre as forças exercidas pelos músculos do manguito rotador e deltóide. O grande fator responsável pela grande incidência dessa patologia nos últimos anos é o uso demasiado do membro superior para as atividades da vida diária. onde conseqüentemente poderá haver um grande número de indivíduos afastados das atividades ocupacionais. por ser uma fonte de estudo para a instituição. A fisioterapia terá um papel fundamental na volta deste paciente a um estado prépatologia. acelerando a recuperação. na maioria dos casos. ou após diagnóstico imediato. Avaliar os eventos semiológicos da Síndrome do Impacto do Ombro através da avaliação prévia.paciente estará impedido de realizar tarefas relacionadas ao trabalho e atividades da vida diária. as quais exigem a elevação deste. o qual será aplicado com todos os pacientes da pesquisa. ficará. 1. tornando esta síndrome uma das mais incidentes nos consultórios ortopédicos perdendo apenas para a dor lombar.2 Justificativa Dos eventos semiológicos da S. 1. Promover alívio do quadro álgico. gerando em alguns casos. quer seja com seus resultados. tais como: pentear-se. em muitos casos.3. etc. poderá implicar após alguns anos. a dor é o fator mais agravante. complicações cirúrgicas ou pós-cirúrgicas.O.1 Gerais Verificar os efeitos terapêuticos da cinética articular no desarranjo biomecânico na Síndrome do Impacto do Ombro.

reintegrando-o as suas atividades funcionais. Analisar através da goniometria o ganho de amplitude de movimento do ombro. 1. não proporcionando ganho de amplitude de movimento e reequilíbrio muscular nesta articulação. Protocolar os achados clínicos. proporcionando ganho de amplitude de movimento e reequilíbrio muscular nesta articulação.Proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente. .4 Hipóteses H0: A cinesioterapia é capaz de controlar a sintomatologia álgica da Síndrome do Impacto do Ombro. H1: A cinesioterapia é capaz de controlar a sintomatologia álgica da Síndrome do Impacto do Ombro. Analisar através da fotometria comparativa o ganho de amplitude de movimento de ombro Promover ganho de força muscular.

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