COMPLEXO ESCOLAR PRIVADO JERUZA
CURSO TÉCNICO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA
Kélsia da Silva
Joana Henriques
Mariano Neto
Emília Chimbumba
Prazeres Mabango
Filisbina Gaspar
Marcelina Francisco
Cristina Manuel
Elisabeth Inês
LUANDA, 2024
COMPLEXO ESCOLAR PRIVADO JERUZA
CURSO TÉCNICO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA
Kélsia da Silva
Joana Henriques
Mariano Neto
Emília Chimbumba
Prazeres Mabango
Filisbina Gaspar
Marcelina Francisco
Cristina Manuel
Elisabeth Inês
Trabalho em grupo na cadeira de T.T.C, com
a orientação do professor Peso Alfredo com
grupo nº 2, na turma A.
LUANDA, 2024
DEDICATÓRIA
Dedicamos este trabalho aos nossos pais pelo apoio incondicional, ao Complexo
Escolar Privado Jeruza pelas experiências que tem nos proporcionados, ao Mário
Filipe, pela organização dos conteúdos, e especialmente a nós mesmos pela força de
vontade.
ÍNDICE
INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 5
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................. 6
Indústria cinematográfica ................................................................................................. 6
Produção Cinematográfica ............................................................................................... 6
PRÉ-PRODUÇÃO .......................................................................................................... 6
Família por trás das câmeras ............................................................................................ 6
Primeiros passos ............................................................................................................... 6
Sinopse, argumento e escaleta .......................................................................................... 7
Financiamento para fazer um filme .................................................................................. 7
Leis de incentivo ............................................................................................................... 7
Financiamento privado ..................................................................................................... 8
O papel inicial de diretores e produtores .......................................................................... 8
Decupagem ....................................................................................................................... 8
Storyboards ....................................................................................................................... 8
Pesquisa ............................................................................................................................ 9
PRODUÇÃO ................................................................................................................... 9
Cenários ............................................................................................................................ 9
Efeitos especiais ............................................................................................................... 9
Composição ...................................................................................................................... 9
Iluminação e filmagem ................................................................................................... 10
Liderança ........................................................................................................................ 10
CINEMA E AUDIOVISUAL ...................................................................................... 11
PÓS-PRODUÇÃO ........................................................................................................ 11
Colorização ..................................................................................................................... 11
Edição de som ................................................................................................................. 11
Efeitos visuais ................................................................................................................. 11
Montagem ....................................................................................................................... 11
DISTRIBUIÇÃO .......................................................................................................... 12
Festivais .......................................................................................................................... 12
Questões burocráticas ..................................................................................................... 12
CONCLUSÃO............................................................................................................... 13
BIBLIOGRÁFIAS ........................................................................................................ 14
INTRODUÇÃO
O presente trabalho é orientado na disciplina de T.C.C no complexo escolar privado Jeruza,
Departamento do curso técnico de Comunicação Social pelo professor Peso Alfredo. O
trabalho visa na busca e obtenção de conhecimentos relacionados a produção
cinematográfica.
Produção é o ato de produzir, mas também o resultado deste ato, e portanto o volume do
que se produz, a capacidade de produzir e mesmo o próprio produto. Cinema (do grego:
κίνημα; "movimento", e γράφειν, graphein; "registrar"), conhecido também como Sétima
Arte . O cinema existe graças à invenção do cinematógrafo, inventado pelos Irmãos
Lumière no fim do século XIX. Em 28 de dezembro de 1895, na cave do Grand Café, em
Paris, os dois engenhosos irmãos realizaram a primeira exibição pública e paga da arte do
cinema: uma série de dez filmes, com duração de 40 a 50 segundos cada (os primeiros
rolos de película tinham apenas quinze metros de comprimento).
A produção cinematográfica é um processo complexo que envolve diversas etapas, desde
a elaboração do roteiro ( pré-produção, produção) até a pós-produção. Neste trabalho,
vamos abordar questões como, fases da produção cinematográfica que envolve a pré-
produção, produção e pós-produção, Sinopse, argumento e escaleta, financiamentos,
distribuição, liderança, questões burocráticas entre outros assuntos.
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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Indústria cinematográfica
A Indústria Cinematográfica refere-se ao conjunto de atividades econômicas e criativas
que envolvem a produção, distribuição e exibição de filmes e conteúdos audiovisuais.
Este setor abrange desde a concepção de roteiros até a projeção de filmes em cinemas,
passando pela produção, edição e marketing.
A Indústria Cinematográfica é um dos pilares da cultura moderna, influenciando a
sociedade e as tendências culturais em todo o mundo. A história da Indústria
Cinematográfica remonta ao final do século XIX, com a invenção do cinematógrafo e as
primeiras exibições de filmes.
Produção Cinematográfica
A produção cinematográfica envolve diversas etapas, desde a pré-produção, que inclui o
desenvolvimento do roteiro e a escolha do elenco, até a pós-produção, que envolve a
edição e a finalização do filme. Essa fase é essencial para garantir que a visão criativa do
diretor seja traduzida em um produto final coeso e atraente para o público. A produção
também requer uma equipe diversificada, incluindo diretores, produtores, roteiristas,
cinegrafistas e técnicos de som.
PRÉ-PRODUÇÃO
Filmes são o ápice do uso da imagem com funções narrativas. Eles despertam o glamour
do Oscar e podem arrecadar bilhões de dólares em bilheteria pelo mundo.
Filmes precisam de três etapas: pré-produção, produção e pós-produção. No entanto, a
transição do ambiente de internet para a televisão ou para as salas de cinema traz uma
série de detalhes novos a serem considerados.
Família por trás das câmeras
Alguns produtores comentam sobre como filmes podem lembrar casamentos. Apesar de
a equipe de trabalho não se relacionar para sempre, o projeto pode levar anos para sair do
papel e alcançar o público.
Seja a partir da ideia de um produtor ou cliente, seja a partir da mente do roteirista, filmes
exigem uma quantidade de trabalho enorme. Por esse motivo, o bom relacionamento é
imprescindível.
Primeiros passos
Algumas coisas diferentes podem acontecer já no início da produção de um filme. Uma
obra adaptada, por exemplo, requer a aquisição dos direitos de adaptação da obra original.
É comum que essa demanda venha de um produtor que, apaixonado pela obra, compra os
direitos e em seguida busca a equipe de profissionais de audiovisual para realizar o filme,
começando por diretor e roteirista.
Mesmo em ideias originais, é importante entender que nem sempre o roteirista é a pessoa
que concebeu a história. A ideia ou o argumento podem vir do diretor, do produtor, de
outras figuras, ou do próprio roteirista. Mas o que distingue a pessoa com a função do
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roteiro é a escrita desse documento que dá cara ao projeto e permite que o filme saia da
linha de largada.
Chegar no roteiro, no entanto, requer muito trabalho. É comum que muitos tratamentos
de um roteiro sejam feitos antes do início das filmagens. Antes mesmo dessa etapa, é
preciso desenvolver sinopse, argumento, escaleta, perfis de personagens.
Sinopse, argumento e escaleta
A sinopse pode ser de diferentes tipos. O público está acostumado àquelas descrições
breves sobre o tema de um filme ou seu personagem principal, mas que evitam spoilers.
Essas descrições, comuns nos sites de cinema, são sinopses de marketing, para a
publicidade do filme.
Os roteiristas são responsáveis por outro tipo de sinopse, a sinopse de projeto. Ela pode
ter uma, três ou até cinco páginas, e serve para a participação em concursos, editais ou
mesmo para buscar financiamento para o filme. Na sinopse de projeto, a história completa
do filme deve ser contada. Quem investe em um filme não pode ter medo de spoilers.
Alguns editais e concursos pedem um argumento em vez de sinopse. O argumento é a
etapa seguinte no desenvolvimento de um projeto. Ele pode variar muito, tendo cinco
páginas em alguns casos e mais de cinquenta em outras. Seu papel é contar a história do
filme em formato de prosa, apenas com as ações, sem os diálogos.
Já a escaleta, importante nos longas, mas especialmente requisitada nas séries, é a divisão
de cenas do filme. Determina o local e o período do dia em que a cena ocorre, além de
conter uma descrição da cena, que pode ser pequena ou mais longa. A escaleta é uma
importante ferramenta para o roteirista compreender o fluxo da narrativa.
Financiamento para fazer um filme
A apresentação da história para empresas produtoras em potencial e possíveis
financiadores, como uma distribuidora, depende de um caminho sólido demonstrado
nessas etapas. Outra questão é que a maioria das pessoas não têm tempo de ler as 100
páginas de um roteiro para decidir se vão apostar em uma história.
Leis de incentivo
Em Angola, a produção cinematográfica é incentivada por meio de várias leis e medidas
do Instituto Angolano do Cinema e do Audiovisual (IACA)1. A Lei n.º 7/12, também
conhecida como Lei do Cinema e do Audiovisual, estabelece as bases para o apoio e
desenvolvimento do setor. Algumas das principais medidas de incentivo incluem:
• Financiamento Estatal: O Estado assegura o financiamento das medidas de
incentivo e da atribuição de apoios para o desenvolvimento da arte
cinematográfica e do setor audiovisual.
• Apoio de Operadores de Televisão e Distribuidores: Além do financiamento
estatal, operadores de televisão, distribuidores de produção cinematográfica e
audiovisual, e operadores de serviços audiovisuais também contribuem para o
financiamento.
• Elegibilidade e Viabilidade Econômica: As modalidades de financiamento e a
elegibilidade dos beneficiários são baseadas em princípios de igualdade de
oportunidades, imparcialidade, viabilidade econômica e pertinência cultural.
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Essas medidas visam promover a produção cinematográfica nacional e garantir que o
nome de Angola seja promovido de forma eficaz.
Financiamento privado
Existem também os modelos de financiamento completamente privados. O exemplo mais
famoso vem do marketing. É o marketing indireto, também conhecido como “product
placement”. Os filmes da franquia 007 são famosos por adquirirem milhões de dólares
com os produtos exibidos no entorno do agente secreto mais famoso do mundo. No caso
das séries de TV, os canais ou plataformas assumem um importante papel aprovando
inúmeras etapas do projeto e provendo outras fontes de financiamento com receitas
próprias, caso da Netflix e da Amazon.
Outras opções como o “branded content”, também associado a marcas, vêm
crescendo. Crowdfundings e Matchfundings, mais conhecidos como financiamento
coletivo, possibilitam que curtas e videoclipes de bandas independentes se tornem
realidade. O futuro próximo ainda traz possibilidades para artistas junto à tecnologia de
blockchain.
Nas animações e histórias de super-heróis, o licenciamento de produtos pode ser a
principal fonte de arrecadação. Toda essa movimentação de editais, leis, canais,
distribuidores e modelos privados é envolvida em projetos desde a pré-produção. É nessa
fase que o dinheiro entra para sustentar toda a cadeia de produção de um filme. Por isso,
o cronograma e o orçamento, responsabilidade dos produtores-executivos do filme, são
tão importantes.
O papel inicial de diretores e produtores
No lado artístico, muito trabalho ainda precisa ser feito junto ao roteiro para que a pré-
produção termine. Nessa etapa, o diretor e o produtor fazem a análise do roteiro. A análise
do produtor é técnica: considera todas as locações, objetos do filme, efeitos necessários,
pensando no orçamento e no tempo de produção. Já o diretor faz uma análise artística e,
a partir dela, é responsável pela decupagem.
Decupagem
A decupagem é o planejamento estético do filme pelo diretor, feito sobre o roteiro. Na
leitura, o diretor começa a pensar nas imagens que quer criar para contar aquela história
e traduz seus desejo na decupagem.
É comum que, nesse processo, um novo roteiro seja elaborado, incluindo indicações
técnicas sobre movimentos de câmera, planos desejados para cada cena e quais lentes
devem ser usadas. O diretor também define nessa etapa o que precisa que outros
departamentos façam: fotografia, arte, figurino, maquiagem, som...
Storyboards
Muitos diretores trabalham com uma etapa além na decupagem, a criação de storyboards.
São desenhos das cenas, dos planos pensados, para ajudar a visualização da história antes
da filmagem. Algumas produções podem contar com storyboards de forma bastante
extensa, mesmo sem serem animações. Mad Max – A Estrada da Fúria, por exemplo, tem
um roteiro completamente baseado em storyboards. A descrição puramente textual da
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ação desenfreada que atravessa o filme seria tão difícil de entender que George Miller e
sua equipe priorizaram os storyboards para conceber a história.
Pesquisa
No caso de documentários, outra palavra-chave que surge é a pesquisa. Quem serão os
entrevistados? Quais perguntas? Quais imagens de arquivo usar? Todas essas respostas
dependem de uma pesquisa detalhada que não só deve encontrar informações preciosas,
mas ajudar os realizadores a enxergar a narrativa a ser contada através da união de todos
esses elementos.
PRODUÇÃO
É curioso que a parte mais esperada e famosa de um filme seja, geralmente, a menor. As
filmagens são cansativas, exigentes, mas costumam demorar semanas, o que é pouco em
comparação aos meses ou anos de pré-produção e pós-produção.
Essa noção de tempo é importante para a compreensão do trabalho necessário na etapa
anterior. A produção pode envolver centenas de profissionais, locações em diferentes
países, uma fortuna em equipamentos. Para evitar prejuízos, tudo isso precisa estar
planejado nos mínimos detalhes. Esse planejamento demora.
Ainda assim, curtas-metragens podem ter uma produção de apenas 1 dia, feita com poucos
recursos e pessoas, no que é chamado de “guerrilha”. Artisticamente, filmes podem ter
produções completamente diferentes dependendo do objetivo estético.
Cenários
A direção de arte se preocupa com tudo o que vemos na cena como público, que não seja
o elenco. O figurino, a maquiagem e o cabelo estão relacionados ao elenco. A direção de
arte pensa em todo o resto. Como preencher os cenários? Quais objetos precisam ser
usados na cena? Precisam ser comprados, alugados, construídos? É um trabalho que não
se destaca especialmente na percepção do público durante um filme, mas que faz toda a
diferença no mergulho no universo da história, na experiência subjetiva. Filmes de
Christopher Nolan também têm cenários elaborados, mas se destacam por seus efeitos
especiais afiados.
Efeitos especiais
Efeitos especiais são aqueles realizados no set de filmagem, filmados pela câmera e que
interagem com o elenco. Esses efeitos acabam exigindo grandes produções e ensaios. É
o caso da famosa cena de luta no corredor do filme A Origem. O corredor giratório foi de
fato construído e os atores realizaram a coreografia de luta nesse cenário incrível.
Filmes de super-heróis são muito mais dependentes dos efeitos visuais, adicionados na
pós-produção, como a computação gráfica. Nesses casos, é comum que as produções
sejam feitas em estúdios com paredes enormes de Chroma-Key, a famosa tela verde.
Comerciais publicitários também fazem bastante uso dessa técnica.
Composição
Um aspecto da produção que também se destaca no trabalho de alguns diretores é a
composição. Clássicos como Cidadão Kane ou os filmes de Sergio Leone dão aulas de
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posicionamento de cada personagem e objeto na mise-en-scène, a expressão que engloba
tudo que vemos através da câmera em um quadro.
O trabalho sobre a mise-en-scène é papel do diretor, mas é impossível não destacar a
fotografia aqui. O diretor de fotografia é o especialista no trabalho de luz e câmera. Sua
expertise é tão importante que é comum diretor e diretor de fotografia trocarem ideias
ainda no processo de decupagem e storyboards.
Iluminação e filmagem
Uma das maiores necessidades de qualquer produção é a luz. A direção de fotografia
cuida de toda a iluminação do set de filmagem para garantir o efeito narrativo desejado e
também é o departamento responsável pela câmera.
Grandes produções podem contar com um operador de câmera, outro operador para
câmeras ou lentes específicas como a steadicam, além de técnicos de iluminação e de
câmera, como o foquista. Todos esses trabalhos são supervisionados pelo diretor de
fotografia, que em produções menores costuma ser quem coloca a mão na massa fazendo
a filmagem.
No caso de comerciais publicitários, uma técnica bastante comum e que precisa da
atenção da direção de fotografia é o uso de slow motion. Sabe aqueles produtos voando e
nos dando água na boca? Ainda que essa possa parecer uma preocupação da montagem,
a fotografia precisa pensar no tipo de câmera e na capacidade de gravação apropriadas
para que o efeito desejado do slow motion seja alcançado.
Liderança
Um detalhe que distancia os longas de séries de televisão é a liderança do projeto. Em
filmes, quem manda no projeto artístico é sempre o diretor. A famosa frase de Glauber
Rocha, “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, ilustra a cultura do movimento
brasileiro Cinema Novo, que estabeleceu o diretor no centro da produção do cinema
nacional. Por algumas décadas, muitas produções sequer contavam com a presença de um
roteirista.
Já nas séries de televisão, é comum que diferentes episódios sejam dirigidos por
diferentes pessoas. Como a importância maior está na garantia do arco da história ao
longo de uma ou mais temporadas, o papel da liderança pode ficar com o produtor-
executivo da série ou com outra figura cada vez mais conhecida: o showrunner.
O showrunner atua desde a pré-produção como o grande líder de uma série. É
necessariamente um roteirista, com a função de comandar a sala de roteiro, um ambiente
onde um grupo de roteiristas e até consultores técnicos criam as muitas histórias que
compõem a temporada. O showrunner tem o papel de aprovar tudo que é escrito ali.
Além do papel na sala, o showrunner ainda atua como produtor, contratando diretores,
elenco e fazendo outras funções na pré-produção que não caberiam a um roteirista em um
filme.
O showrunner não é uma realidade em todas as séries. Em muitas delas, produtores-
executivos assumem a liderança. Nesse caso, a relação com o roteirista chefe da sala de
roteiro é essencial.
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No Brasil, uma figura mais antiga que o showrunner se destaca pela importância de seu
papel em todo o processo de produção, desde a concepção da história: é o autor de novela.
Pelo mesmo motivo – a continuidade dos arcos da história – a novela evoluiu com uma
lógica diferente do cinema brasileiro.
CINEMA E AUDIOVISUAL
PÓS-PRODUÇÃO
Na pós-produção estão muitas funções menos conhecidas no mercado brasileiro, como
a correção de cor, a trilha sonora e outras atividades técnicas que fazem total diferença no
resultado final de um filme.
Colorização
A correção de cor e a colorização são uma das etapas que definem aquele visual que nos
acostumamos a enxergar como típico do cinema. Filmes de ação costumam contar com o
forte contraste entre azul e laranja (céu e terra). Pense em qualquer filme da
franquia Transformers ou o próprio Mad Max – A Estrada da Fúria. Wes Anderson é
famoso por, entre outros motivos, “pintar” seus filmes com cores pastéis.
A colorização pode criar uma série de significados nos filmes. Em Matrix, por exemplo,
todas as cenas no mundo real tem um tom azulado, enquanto as cenas no mundo virtual
da matrix tem um tom esverdeado. Sem dizer uma palavra, o filme nos localiza no
ambiente que deseja e não sentimos estranhamento.
Edição de som
Na pós-produção também está um grande trabalho de edição de som, tratamento de áudio
e inclusão de trilha sonora. Efeitos sonoros famosíssimos do cinema são criados nessa
etapa, como o inconfundível som do sabre de luz. Muitos desses efeitos são criados
fisicamente por profissionais em estúdios próprios, com uma série de ferramentas.
No caso das trilhas sonoras, compositores podem contar até com orquestras para criar
seus efeitos. Quem não lembra das trilhas imponentes de John Williams ou Hans Zimmer?
Mas músicas com direito livre de uso e bibliotecas de sons também podem ajudar um
curta-metragem a ter uma trilha sonora apropriada.
Efeitos visuais
Alguns filmes, como é o caso recente das sequências de super-heróis, contam com grande
trabalho de equipes de efeitos visuais. As equipes de computação gráfica podem chegar
ao ponto de serem responsáveis por criar coreografias de cenas de ação, indo além de
apenas reproduzir um desejo do diretor.
Montagem
A etapa da pós-produção tem a liderança do diretor, mas o montador se torna uma figura
central. Seu papel vai além da edição dos clipes ao concatenar todas as tarefas separadas
dessa fase. Alguém precisa unir efeitos visuais, efeitos sonoros, trilha sonora, correção de
cor e colorização e ainda garantir a unidade narrativa da história. Muitos significados
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podem ser criados na montagem apenas com a escolha de uma sequência de planos ou a
seleção de uma das tomadas de uma atuação.
É nessa fase que alguns filmes passam pelo terror de precisar de uma refilmagem. Nas
exibições com audiência de teste ou para os próprios executivos de um estúdio, se o
resultado não for o esperado, o prejuízo pode se tornar gigantesco.
DISTRIBUIÇÃO
Enquanto os canais são os grandes responsáveis pela distribuição das séries de televisão, o
cinema funciona de outra forma. Normalmente, a produção assina um contrato com uma
empresa distribuidora, que leva os filmes para as salas de exibição e, posteriormente, para
as plataformas online e canais de televisão.
Grandes produções hollywoodianas chegam a contar com divisões de distribuição, onde
uma empresa é responsável pelo filme no mercado norte-americano e outra o distribui no
mercado global.
Festivais
A relação com a distribuidora não serve só para a exibição do filme ao grande público. Os
produtores têm grande responsabilidade em acompanhar e promover o filme, junto com
os distribuidores, para festivais de premiação. Os festivais são tão importantes para o
sucesso de um filme que o calendário das premiações é fator decisivo na escolha da data
de lançamento de muitas produções.
Essa lógica influencia até produções menores, de baixo orçamento. A exibição de um
longa-metragem ou mesmo de um curta de baixo orçamento em festivais pode servir de
apresentação do filme para distribuidoras procurando novas obras. Mostras se tornam
importantes aliadas para obras que dependem do boca a boca, sendo a porta de entrada de
muitos profissionais no mercado.
Questões burocráticas
A etapa de distribuição traz de volta muitas obrigações burocráticas, como o registro das
obras e a prestação de contas para filmes que contam com verbas de editais ou leis de
incentivo. O licenciamento de músicas de propriedade privada utilizadas pode gerar ainda
mais contratos.
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CONCLUSÃO
Depois de várias abordagens do tema em causa, Concluimos que produção
cinematográfica é o processo de fazer um filme, de uma ideia inicial de história ou escrita
do roteiro, filmagem, edição e finalmente distribuição para um público. Tipicamente isso
envolve um grande número de pessoas e o processo pode demorar de meses a anos para
ser completado.
Concluimos também que produzir um filme não é para os fracos de coração. Aqui vão
algumas dificuldades e facilidades:
Dificuldades
Financiamento: Conseguir recursos financeiros é um dos maiores obstáculos.
Infraestrutura: Equipamentos e locais adequados são muitas vezes limitados
Mão de obra qualificada: Profissionais experientes podem ser escassos.
Regulamentação: A burocracia pode atrasar projetos.
Facilidades
Tecnologia digital: Facilitou e barateou a produção e edição.
Redes sociais: Proporcionam plataformas acessíveis para promoção e distribuição.
Iniciativas de apoio: Governos e instituições culturais frequentemente têm programas de
incentivo.
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BIBLIOGRÁFIAS
[Link]
[Link]
Como fazer um filme? Conheça as etapas da produção para cinema. ([Link])
Produção para Cinema: O Guia Definitivo - InC | Instituto de Cinema |
Produção cinematográfica – Wikipédia, a enciclopédia livre ([Link])
Indústria Cinematográfica: Definição E Impactos ([Link])
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