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Experimento 2: Preparação de Soluções Químicas

1. Objetivo

Preparar soluções de concentração conhecida.

2. Introdução

A maioria dos métodos de análise química passa pelo preparo de soluções. Portanto, é importante conhecer os diversos modos de expressar a concentração das soluções, fazer os cálculos necessários para o seu preparo e saber trabalhar adequadamente na balança analítica e com as vidrarias utilizadas no preparo de uma solução. Definimos dispersão como a mistura entre duas ou mais substâncias. Uma dispersão é constituída de duas porções, dispersante e disperso. Dispersante: É a porção da dispersão em maior quantidade Disperso: É a porção da dispersão em menor quantidade. Uma dispersão será chamada solução, quando disperso possuir um diâmetro médio inferior a 1nm. 1 nm (Nanômetro) = 10 9 m (metros). 2.1. Classificação das dispersões

Quando ao tamanho médio das partículas dispersas:

- Solução verdadeira ou Solução: x < 1 nm Ex: água e sal, água e açúcar, água e álcool

- Solução coloidal: 1 < x < 100 nm. Ex: gelatina, goma de tacaca, tinta.

- Solução Grosseira ou Suspensão x > 100 nm Ex: água e areia, Quanto a concentração:

a) Diluída : é quando se tem pouco soluto em relação ao solvente (M = 0,1 n / )

b) Concentrada: É quando se tem muito soluto em relação ao solvente. Quanto a saturação:

a) Insaturada: Contém menos soluto que o estabelecido pelo coeficiente de solubilidade.

b) Saturada: Contém quantidade de soluto igual ao estipulado pelo coeficiente de solubilidade. b.1) Saturada sem corpo de fundo: sem deposição de soluto no fundo do recipiente. b.2) Saturada com copo de fundo: com deposição de soluto no fundo do recipiente.

c) Supersaturada: Contém quantidade de soluto no fundo do recipiente

Solução é uma mistura homogênea com pelo menos um tipo de substância (soluto) dissolvida em outra (solvente).

Soluto: É aquele que se encontra em menor quantidade Solvente: É aquele que se encontra em maior quantidade.

uma solução pode ser feita entre:

Um gás em gás

Um gás em líquido Um líquido em líquido Um sólido em líquido Um sólido em sólido Um líquido em gás Líquido em sólido Sólido em gás

Exemplo:

Ar refrigerantes CO 2 + líquido água O 2 + H 2 O álcool sal de cozinha em água aço ferro + carbono ouro 18 quilates: 18 partes de Au e 6 partes de Ag latão cobre + zinco bronze cobre + estanho

2.2. As diferentes maneiras de expressar concentração

Concentração comum(C) É a relação entre a massa de soluto ( em grama ) e o volume da solução (em litro)

C =

massa de soluto

volume da solução

( g /

l

)

Molaridade ou concentração Molar (M) É a razão entre o nº de mols de soluto o volume da solução em (litro).

M =

quantidade de matéria (n)

( mol /

volume da solução

l

)

Titulo- (T) = É a razão entre massa de soluto e massa de solução.

τ =

massa do soluto (m

1 )

massa da solução(m

2 )

Fração molar (x) = É a relação entre o nº de mols de soluto ou solvente e o nº de solução

x =

numero de mols do soluto (n

1

)

numero de mols da solução(n

2 )

Normalidade (N) = É a razão entre o nº de equivalentes de soluto e o volume da solução (em litro)

N

numero de equivalentes - grama do soluto(Eq )

=

volume da solução(V )

(

/

mol litro

)

Densidade de uma solução é dada pela razão entre as massa da solução e volume da mesma.

d =

massa da solução (m

2

)

volume da solução (V)

(

/

g l

)

Diluição: Consiste em reduzir a concentração de uma solução pela adição de solvente puro na solução.

C 1 .V 1 = C f . V f 2.3. Solubilidade

É a quantidade máxima de uma substância capaz de se dissolver em uma quantidade fixa de solvente,

a uma certa pressão e temperatura. Ao atingir a solubilidade entre o soluto/solvente, o excesso de soluto não se dissolverá. No caso do solvente ser um líquido, o excesso de soluto (sólido) se depositará no fundo do recipiente. Se o solvente for um sólido, o soluto (sólido) formará um aglomerado do material.

2.4. Compostos solúveis e poucos solúveis:

N 1 .V 1 = N f .V f

M 1 .V 1 = M f .V f

1 - todos os ácidos inorgânicos são solúveis.

2 - todos os compostos dos metais grupos IA são solúveis. Exceção: alguns compostos de Li.

3 - todos os nitratos (NO 3 - ) são solúveis.

4 - a maioria dos acetatos (CH 3 COO - ) são solúveis.

5 - a maioria dos sulfatos (SO 4 2- ) são solúveis. Exceções: CaSO 4 , SrSO 4 , BaSO 4 , PbSO 4 , Ag 2 SO 4 e Hg 2 SO 4 são pouco solúveis.

6 - a maioria dos Haletos comuns (sais contendo íon halogênio negativo) são solúveis. Exceções:

AgCl, AgBr, AgI, MgF 2 , CaF 2 , SrF 2 e BaF 2 .

7

- A maioria dos carbonatos (CO 3 2- ), cromatos (CrO 4 2- ), fosfatos (PO 4 3- ) são pouco solúveis.

8

- A maioria dos hidróxidos (OH - ) são pouco solúveis. Exceções: NaOH, KOH, Sr(OH) 2 E Ba(OH) 2

O

uso popularizou várias formas de expressar a concentração das soluções, dependendo da grandeza

utilizada para medir o soluto e a solução (soluto + solvente). Os químicos atualmente preferem a relação entre a quantidade de matéria (mol) do soluto e o volume

(L) da solução, portanto, mol.L -1 , conhecida também por concentração molar ou molaridade.

3. Parte Experimental

3.1. Material e Reagentes:

balança analitica béquer de 100 ml, balão volumétrico de 50,0 ml proveta de 10 ml bastão de vidro Carbonato de sódio: NaCO 3

Acetato de sódio: CH 3 COONa Iodeto de Potássio: KI Cloreto de Prata: AgCl Cloreto de amônio: NH 4 Cl Cloreto de sódio: NaCl Sulfato de Cobre (CuSO 4 ) Sulfato de Zinco (ZnSO 4 ) Sulfato de Níquel (Ni SO 4 ) Sulfato de Chumbo (Pb SO 4 ) Ácido clorídrico HCl, d=1,19 g/cm 3 a 25°C e verificar no frasco a % em massa Ácido acético glacial: CH 3 COOH, d=1,05 g/cm 3 a 25°C e verificar no frasco a % em massa Hidróxido de amônio: NH 4 OH, d=0,90 g/cm 3 a 25°C e verificar no frasco a % em massa Hidróxido de sódio: NaOH (lentilhas) 3.2. Procedimento Experimental

Quando o soluto for um sólido:

1.

Pesar a massa do reagente escolhido suficiente para preparar 50,0 ml de solução 1 molar.

2.

Dissolver essa massa em aproximadamente 20 ml de água destilada ou deionizada em um béquer de 50,0 ml (se for necessário para facilitar a dissolução aquecer a água), agitar com bastão de vidro até dissolução total. Se a solução foi aquecida deixar esfriar.

3.

Transferir o volume para um balão volumétrico de 50,0 ml.

4.

Lavar internamente o béquer usando a pisseta com pequenos jatos de água e transferir o volume de água para o balão volumétrico. Continuar esta operação até completar o volume do balão volumétrico. Agitar o balão para homogeneizar a solução. Quando o soluto for um líquido:

1.

Colocar em um balão volumetrico de 50,0 ml, cerca de 20 ml de água destilada.

2.

Pipetar o volume da solução concentrada (que você calculou antecipadamente) e transferir diretamente para o balão volumétrico, deixando a solução escorrer pelas paredes do balão.

3.

Completar o volume com água destilada até a marca de 50 ml.

4.

Agitar o balão volumétrico para homogeneizar a solução.

3.3.

Diluição de soluções

1.

Pipete 5,0 ml da solução 1 molar para um balão volumétrico de 50,0 ml

2.

complete o volume com água destilada, até a marca de 50,0 ml. Agite o balão volumétrico.

3.

Repita este procedimento para todas as outras soluções preparadas.

4.

Pipete agora 5,0 ml da solução recém diluída e transfira para outro balão volumétrico de 50,0 ml

5.

Complete o volume com água destilada até a marca de 50 ml. Agitar o balão volumétrico.

6.

Repita este procedimento para as outras soluções preparadas.

7.

Reserve as soluções preparadas para serem usadas no próximo experimento.

3.4.

Utilização de equipamento – A Balança analítica

Um procedimento comum em laboratório é a medida de massa. Muitas análises químicas baseiam-se na determinação exata da massa de uma amostra, ou de uma substancia sólida obtida da amostra (análise gravimétrica), ou na medida do volume de uma solução padrão cuidadosamente preparada (que contém massa exatamente conhecida de soluto) que reage com a amostra (análise tritimétrica). O peso de um determinado objeto é a resultante da atuação da força de atração gravitacional, que é exercida sobre ele:

w = m.g onde w é o peso do objeto, m a massa do objeto e g a aceleração devida a gravidade. Como a atração gravitacional sofre variações sobre a superfície da terra, tais como as variações de altitude e latitude, o peso de um objeto também é variável, enquanto a sua massa é constante. É costume empregar o termo “peso” no lugar de massa, e é neste sentido que o termo peso é empregado em análises químicas. Atualmente o instrumento de medida de massa padrão é a balança eletrônica, que proporciona comodidade às pesadas, maior independência em relação a falhas mecânicas e menor sensibilidade em relação as vibrações. As balanças eletrônicas operam pela aplicação de uma força eletromagnética de restauração ao suporte no qual o prato está fixo. Assim, quando um objeto for colocado sobre o prato da balança, o deslocamento do suporte é anulado pela ação desta força. A maioria das balanças incorpora uma

tara, que permite o desconto automático do peso de qualquer recipiente utilizado para conter a amostra, de modo que quando se coloca a amostra a ser pesada no recipiente a balança registra apenas o valor da massa que vai sendo adicionado a amostra. Massa de referência:

Para trabalhos científicos, o padrão fundamental de massa é o quilograma internacional, que é a massa de um cilindro de liga platina-irídio feito em 1887 e depositado no Bureau International des Poids et des Mesúres, em Paris. Mas a unidade de massa que é quase universalmente utilizada é a grama, que corresponde a milésima parte do quilograma padrão.

3.4.1. Cuidados necessários ao usar a balança

Qualquer que seja o modelo de balança utilizado, é sempre necessária a devida atenção à maneira correta de utilização. Os cuidados listados a seguir aplicam-se especialmente às balanças eletrônicas:

Nunca exceder a carga máxima da balança. Verifique sempre a carga máxima da balança que você está utilizando. Manter a balança limpa. Antes e após o uso, a balança deve ser delicadamente limpa para remover o pó ou outras substâncias com um pano macio e que não solte felpas, ou com um pincel macio. Este procedimento deve ser feito com o equipamento desligado. Nunca pegar com os dedos os objetos a serem pesados, usar uma pinça ou um papel seco e limpo.

Deixar que o objeto a ser pesado atinja a temperatura da balança antes da pesagem. Case tenha que pesar um material que tenha sido aquecido, deixe que esfrie cerca de 30 minutos antes de proceder a pesagem. Este tempo é estimado e depende do tamanho do objeto e da temperatura a que foi aquecido. Nunca colocar as amostras diretamente sobre o prato da balança. As substâncias devem ser pesadas em recipientes apropriados, como por exemplo: pesa filtros, pequenos béqueres ou erlenmeyers ou vidros de relógio. Nunca deixe nada sobre o prato da balança, uma vez terminada a pesagem remover imediatamente qualquer substância que tenha sido derramada. Evite expor a balança a atmosfera corrosiva. Não deixe aparelhagem aglomerada sobre a bancada. Se algum equipamento ou vidraria não estiver sendo usado, deve ser colocado no armário em seu respectivo lugar. O processo de pesagem inclui os seguintes cuidados:

1. Com o aparelho desligado, limpar o prato da balança

2. Ligar a balança na tomada, certificando-se antes que a voltagem da rede é a voltagem correta para a balança!

3. Ligar a balança e aguar estabilização da leitura. Você vai ler 0,00 no mostrador digital.

4. Proceder a “tara” do instrumento (zeragem). Colocar sobre o prato o recipiente que conterá a amostra a

ser pesada. Pressionar o botão correspondente a “tara”e esperar aparecer 0,00 no mostrador digital. Adicionar ao recipiente, com cuidado, o volume de reagente previamente calculado a ser pesado. Anotar o valor obtido, retirar o recipiente do prato da balança, “zerar”novamente a balança e caso não vá mais usa-la desligar e guardar o equipamento.

4.

Referências Bibliográficas

1.

Moore, W.,J.; “Físico-Química”, Ed. Edgar Blucher, 4 a . Ed. Vol.2. São Paulo, 1976.

2.

Vogel, A.; “Análise Química Quantitativa”; Ed. Guanabara-Koogan, 5 a . Ed., São Paulo, 1989

3.

Ohweiller, O.A.; “Química Analítica Quantitativa”, Ed. Livros Técnicos e Científicos, v.1 e 3, São Paulo, 1974.

5.

Questionário

1.

O que é uma dispersão? E o dispersante? E o disperso? como se classificam as dispersões? Cite exemplos.

2.

Como se classificam as soluções? Explique e exemplifique cada caso.

3.

O que é a concentração de uma solução? Quais as várias maneiras de exprimi-las? Exemplifique cada uma.

4.

Como podemos encontrar a quantidade de matéria de uma substância? E o número de equivalentes (ácidos, bases, sais)? Dê exemplos.

5.

O que é molaridade? E fração molar? Qual a razão entre a fração molar do solvente e do soluto?