1 INTRODUÇÃO 1.

1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA

O processo de construção e desenvolvimento educacional brasileiro tem início na época do Descobrimento, com a chegada dos Padres Jesuítas ao Brasil em 1549, onde movidos pelo sentimento de propagação da fé cristã foram os primeiros educadores do Brasil. Desde então, a educação brasileira passou por várias transformações, sendo estas resultantes de diversos acontecimentos ocorridos no país, principalmente sociais, políticos, econômicos e culturais, além das contribuições e influências recebidas por alguns ícones da nossa história como, o Marquês de Pombal, D. João VI e Paulo Freire, conforme Ghiraldelli Júnior (2009). Na atual Constituição Federal do país a educação é reconhecida como sendo um direito de toda sua gente, assim como um dever do Estado, pois em seu art. 205 estabelece: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” De acordo com o art. 68 da Lei 9394/96, para financiar a educação os gestores utilizam recursos provenientes das receitas de impostos próprios da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; receitas de transferências constitucionais e outras transferências (FUNDEB); receita da contribuição social do salário-educação e de outras contribuições sociais; receitas de incentivos fiscais; e outras previstas em lei. E para verificar a correta empregabilidade desses recursos é necessário que os membros da administração pública adotem práticas que proporcionem a transparência na gestão municipal através da prestação de contas aos órgãos de controle do governo, como o SIOPE - Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação, utilizado nesta pesquisa como fonte dos dados contábeis (financeiros?OK). A Constituição Federal exige da administração pública o cumprimento dos limites constitucionais obrigatórios, quando estabelece um percentual mínimo nos dispêndios gastos com a educação, conforme descrito no texto de seu artigo 212: “A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.”

A partir de 2007 o Ministério da Educação e Cultura através do INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira criou o IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica como forma de avaliar a cada dois anos o nível de desenvolvimento da educação, no entanto, a série histórica de resultados do referido índice se inicia em 2005, a partir de onde foram estabelecidas metas bienais de qualidade a serem atingidas onde, nesse contexto o Brasil se apresenta com resultado inferior às médias dos países desenvolvidos, portanto para se igualar a esses países a meta é alcançar índice 6,0 até o ano de 2022. Já o Rio Grande do Norte, não só ficou abaixo da média nacional, como também não conseguiu alcançar o rendimento médio obtido no Nordeste brasileiro, visto que, em 2007 e 2009 essa região ficou com média estadual de 3,3 e 3,7, respectivamente, contra 3,0 e 3,5 alcançados pelo RN no ensino fundamental regular das séries iniciais das escolas da rede estadual. Por outro lado, freqüentemente, a mídia noticia escândalos de fraudes e desvios do dinheiro público envolvendo a participação de gestores ou membros da administração pública. E tais acontecimentos de repercussão no Brasil e do mundo vêm causando a insatisfação do cidadão e a falta de credibilidade naqueles que deveriam primar pelas necessidades e anseios sociais. Considerando tal cenário, e mediante utilização de dados inseridos no SIOPE, pretende-se constatar se a alocação dos recursos públicos na função educação foi realizada de maneira adequada e dentro dos limites constitucionais obrigatórios nos dez melhores e piores municípios potiguares segundo avaliação do IDEB 2007 e 2009, para as séries iniciais do Ensino Fundamental Regular. E com base nos resultados das análises, verificar em cada município pesquisado, o tipo de relação existente entre a aplicação dos recursos da educação com o índice de desenvolvimento escolar, visto que, a correta aplicação dessas finanças poderá representar para as cidades, o atendimento aos parâmetros exigidos no art. 212 da Carta Magna do país, bem como, refletir numa melhoria nos índices de avaliação municipal. Diante do exposto, surge a indagação caracterizada como o então problema de pesquisa: A distribuição dos haveres financeiros destinados à educação municipal pode influenciar nos resultados do desempenho educacional? (A aplicação do percentual exigido pela CF destinados...)

1.2 OBJETIVOS
1.2.1 Objetivo Geral

Verificar a existência de relação entre os recursos públicos aplicados na área educacional e o IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica nos municípios potiguares detentores das dez primeiras e últimas posições no ranking municipal do Estado do Rio Grande do Norte, para as séries iniciais do Ensino Fundamental Regular nos anos de 2007 e 2009. 1.2.2 Objetivos Específicos I - Analisar a legislação pertinente à educação básica e aos limites constitucionais obrigatórios, bem como a criação e implantação do IDEB; II – Pesquisar quais os municípios do Rio Grande do Norte se encontram nas dez primeiras e últimas posições na avaliação do IDEB 2007 e 2009; III - Verificar quais desses municípios aplicaram ou não o percentual mínimo exigido pela Constituição Federal nos gastos com educação nos anos de 2007 e 2009 (25% da receita de impostos e transferências vinculadas) conforme dados inseridos no sítio do SIOPE; IV - Analisar se a distribuição dos recursos aplicados na educação influencia os resultados do índice de desenvolvimento educacional nos municípios pesquisados.

1.3 JUSTIFICATIVA Tendo em vista que, os municípios do topo e da base na lista de colocações do IDEB se encontram em posições extremas, logo, separadas por diferenças numéricas significativas e, considerando, que essas cidades pertencem a uma mesma unidade federativa o Rio Grande do Norte, que o art. 212 da CF/88 estabelece limites mínimos obrigatórios nos gastos com educação, e que o repasse das verbas oriundos do FUNDEB é proporcional ao número de alunos matriculados, por que então, dentro de um mesmo cenário no Estado existem realidades educacionais tão divergentes nos âmbitos municipais? Esta pesquisa justifica-se pelo intuito de (apresentar elementos que expliquem as diferenças....) diminuir as diferenças no sistema educacional existentes entre uma cidade e

• Na área administrativa servir de guia norteador para membros da gestão municipal melhorar a formulação e implementação das políticas públicas. além de um aprofundamento nas questões que envolvem a correta distribuição dos recursos educativos em consonância com uma educação de qualidade. redes de ensino. bem como evidenciar as reduzidas pesquisas relacionadas ao tema: Gestão pública dos recursos da educação x IDEB municipal. pois de posse dos resultados obtidos será possível promover ações corretivas nos municípios de baixo rendimento escolar. quais outros motivos ocasionaram a existência de desigualdades educacionais nos municípios do Estado e a partir daí. utilizando como base de evolução educativa aquelas cidades que cumpriram os limites constitucionais obrigatórios na função educação e também alcançaram boas notas no IDEB. especificamente. fazendo também um comparativo deste com a eficiência na aplicação dos gastos com a educação em sua cidade. a pesquisa também é relevante. desta vez fazendo-se o uso de variáveis financeiras contábeis e não financeiras-contábeis para posterior atuação nas áreas tidas como prioritárias. • Na área social levar aos potiguares o conhecimento da importância em se consultar o IDEB municipal. despertar o interesse das autoridades competentes em desvendar. Sob o ponto de vista de diversas áreas. considera-se relevante este estudo pela grande importância que a contabilidade pública traz ao analisar os investimentos sociais na área educacional frente aos resultados obtidos no IDEB. porque visa à identificação do relacionamento entre os gastos públicos na educação com o IDEB municipal. Assim. promover a realização de pesquisas de campo mais amplas e aprofundadas. onde: • Na área acadêmica a intenção é estimular os estudantes de contabilidade ou cursos afins a produção de outras pesquisas na área pública abordando outros índices de avaliação. pois essas ações além de aumentar a fiscalização do contribuinte acerca da empregabilidade dos gastos públicos podem facilitar a cobrança por uma educação de qualidade. funções do governo ou outras Unidades Federativas.outra do Rio Grande do Norte. Além disso. .

pelo então Ministro de Estado em Portugal. “[. o Padre Manoel da Nóbrega e mais outros dois jesuítas. o monopólio do ensino escolar no Brasil durante um tempo razoável.” Em 1759 a Companhia de Jesus. nessa época chegaram ao Brasil nossos primeiros professores.. outros grupos de jesuítas chegaram ao Brasil e se integraram aos seus projetos educativos. todos eles. o trabalho deste religioso como educador foi pioneiro ao instituir a instrução e a catequese dos indígenas. foi expulsa do Brasil. como medida inicial de uma série de reformas em seu país e em suas colônias. Maciel e Shigunov Neto (2006) ressaltam que as reformas pombalinas foram desastrosas para o sistema educacional implantado até então no Brasil..2 REFERENCIAL TEÓRICO 2. Tais autores argumentam que a . tinham de se submeter a tal ensino. eles fundaram vários colégios com vistas à formação de religiosos. 04) sobre a missão dos jesuítas é de que. desse modo.1 HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO A educação brasileira tem início com fim do regime conhecido como capitanias hereditárias em 1549. se tornar padres. A visão de Costa e Rauber (2009 p. Durante esse tempo. Sobre Manoel da Nóbrega. Eram os únicos colégios existentes (GHIRALDELLI JÚNIOR (2009 p. Algo em torno de duzentos anos. no que concerne a “formação integral do homem cristão”: Aos jesuítas coube. como ficou conhecida a obra dos jesuítas. arrancando dela todas as riquezas possíveis. pelos Padres Jesuítas. praticamente. xx). O autor ainda faz referências sobre o plano de estudo de Nóbrega.] apesar desse interesse em “civilizar” os nativos que aqui se encontravam as prioridades da metrópole lusitana sempre foram fiscalizar e defender a colônia. Mais tarde. Marquês de Pombal. Ghiraldelli Júnior (2009) comenta que. nada em matéria de ensino teria sido realizada no Brasil Colônia. Ainda que os filhos da elite da colônia não quisessem. se não fosse por interesse das ordens religiosas em “educar” os aborígines que aqui se encontravam. E.

surgindo então à necessidade de abertura e aperfeiçoamento de escolas.destruição de uma organização educacional já consolidada e com resultados seculares da Companhia de Jesus.. entre outras conquistas. sem que ocorresse a implementação de uma nova proposta educacional que conseguisse dar conta das necessidades sociais existentes. pois D. O autor sintetiza ainda as escalas do ensino brasileiro na Colônia e no Império quando afirma que. histórico. como ponto de partida e ponto de chegada de sua prática. então rei de Portugal. criou uma série de cursos profissionalizantes em níveis médios. No que concerne a influência recebida por alguns ícones da nossa recente história à educação. 2009).) o ideário de Paulo Freire buscava uma educação comprometida com os problemas da comunidade. conhecido como o “Método ou Pedagogia Paulo Freire”. comunitário. João VI. o local onde. E complementa: (. nesse período delineia-se. pois não têm voz na sociedade. trouxe a Côrte para o Brasil. ocorreria a vida das populações marginalizadas. e no seio dessa ebulição de idéias surge Paulo Freire como o protagonista de um pensamento pedagógico novo. contudo produzem cultura. o ensino começou a se alterar mais profundamente. A comunidade permaneceu. João VI. (GHIRALDELLI JÚNIOR. Daí as teses do ensino regionalizado. de fato. Para Ghiraldelli Júnior (2009). então. o início dos anos de 1960 foi marcado por uma série de movimentos sociais. Mais tarde. em 1808. científico. 108). ligado aos costumes e a cultura do local de vida da população a ser educada. ainda que contestáveis do ponto de vista social. e a do período em que D. destaca-se aqui a figura do educador Paulo Freire como sendo um dos representantes mais significativos da história da pedagogia do Brasil e do mundo. a educação regular e mais ou menos institucional de tal época. 2009 p. . com a vinda da Côrte portuguesa para o Brasil. gradativamente.. Com o fim do Império e início da República o Brasil tornou-se palco de uma intensa urbanização. políticos e culturais. a das reformas do Marquês de Pombal. Segundo este autor o referido educador procurou se identificar com os “oprimidos”. superiores e militares tornando o ambiente parecido com o que teria de ser a Côrte (GHIRALDELLI JÚNIOR. uma política educacional estatal como fruto do fortalecimento do Estado. teve três fases: a de predomínio dos jesuítas.

. Cabendo aos estados. “definir. Lei nº 10. ainda comenta que. necessariamente. o direito a educação no Brasil é garantido por leis que regem o ensino público no país através dos artigos 205 a 214 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. do Plano Nacional de Educação.2.” Este mesmo autor. considerando a origem dos recursos e a elevada demanda nas despesas educacionais.] a elevação dos municípios à categoria de ente federado trouxe para estes diversas atribuições e competências antes pertencentes aos Estados ou ao Governo Federal sem. com prioridade. a maioria dos municípios brasileiros não consegue atender aos anseios da população a que abriga. p.A pedagogia de Paulo Freire é relevante na história da educação brasileira porque mostra uma nova alternativa na relação existente entre educadores e educandos. os municípios estabelecem os seus níveis de gastos a partir das decisões dos seus gestores e de acordo com a limitação desses recursos. a política educacional. e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB. inciso V). inciso II). Atualmente.2 AS LEIS DA EDUCAÇÃO No atual contexto. e.172/2001. da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. o ensino fundamental.. de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público” (LDB 9394/96 artigo 10. com os Municípios. transferi-lhes capacidade de obtenção de rendas para tal mister. “oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas.494/2007. 2. define aos municípios a incumbência de. as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades. permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino” (LDB 9394/96 artigo 11. Neste sentido Roque (2010. Lei nº 11. Com isso.1 Constituição Federal . 2. “[. 21) considera que. formas de colaboração na oferta do ensino fundamental. Lei nº 9394/96. com a alocação de recursos públicos oriundos da arrecadação direta dos seus tributos constitucionalmente estabelecidos e das transferências de recursos federais e estaduais.

visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. a arte e o saber. o trabalho. a alimentação.pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas. . ensinar. Neste sentido. com exclusividade. 05) abordam: A educação passava a ser vista como um direito de todos. 1988). 206. e nesse contexto Veronese e Vieira (2003. IV . III . 208. o lazer.gestão democrática do ensino público. No art. “São direitos sociais a educação. a previdência social. na forma da lei.A Constituição Federal de 1934 surgiu como sendo a primeira a implantar a gratuidade no sistema de ensino brasileiro. Do mesmo modo. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.liberdade de aprender. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I . a saúde. V . A educação está inserida em vários artigos do texto da CF/88. No art. a assistência aos desamparados. na forma da lei. A educação. inclusive àqueles que dela não tiveram acesso na idade apropriada. a moradia. devendo ser ministrada pelo Estado e pela família. as diretrizes da educação nacional.gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos. direito de todos e dever do Estado e da família. VI . Esta foi a primeira tentativa na história constitucional brasileira de se estabelecer bases concretas para a criação de um projeto educacional de longo prazo que contemplasse todo o território nacional. inciso I da CF/88 a “educação” aparece garantindo ao cidadão uma educação básica obrigatória e gratuita dos quatro aos dezessete anos. garantidos. na forma desta Constituição” (BRASIL. 205. a educação também está evidenciada nos artigos 205 e 206 que estabelecem: Art. a proteção à maternidade e à infância. caberia ao Estado traçar.igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. planos de carreira.valorização dos profissionais da educação escolar. aos das redes públicas. a segurança. e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. II . p. 6º ela é citada como um direito social garantido. pesquisar e divulgar o pensamento. Art.

As receitas e despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino serão apuradas e publicadas nos balanços do Poder Público. III . na convivência humana.2 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Em 20 de dezembro de 1996 foi promulgada a Lei nº 9. IV . nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. do Distrito Federal e dos Municípios.VII . dos princípios gerais da educação escolar às finalidades. 1996).2. dos Estados. recursos financeiros. visando uma maior proteção ao ensino público. formação e diretrizes para a carreira dos profissionais do setor (BRASIL. E para que ocorra o cumprimento desses princípios a própria Constituição Federal em seu artigo 22 inciso XXIV.” Dentro do aspecto financeiro a Lei nº 9.receita de transferências constitucionais e outras transferências. gratuito e obrigatório fornecido pelo governo. 68. VIII .3 O Plano Nacional da Educação . 2. O artigo 72 desta mesma lei determina também que: Art.394 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que dispõe sobre todos os aspectos do sistema educacional. 165 da Constituição Federal.receita de impostos próprios da União. assim como nos relatórios a que se refere o § 3º do art. nos termos de lei federal.receita do salário-educação e de outras contribuições sociais. (BRASIL.394/96. Serão recursos públicos destinados à educação os originários de: I . II . 72.2.piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública. determinou a elaboração de uma nova LDB. 1988). em seu art. 2.receita de incentivos fiscais. Em seu artigo 1º a LDB/96 determina: “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar. no trabalho.outros recursos previstos em lei. nas instituições de ensino e pesquisa. 68 estabelece: Art. V .garantia de padrão de qualidade.

. ela surgiu da pressão social produzida pelo “Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública”. determina que cabe à União. estudantes.estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto.erradicação do analfabetismo. Ao contrário.155/98. os artigos 9º e 87 da LDB/96 respectivamente. 214. estabelece a criação de um plano educacional onde a cada decênio e através de um bom acompanhamento e avaliação constante. em colaboração com os Estados.universalização do atendimento escolar. através de seu artigo 214 (com alterações sofridas pela Emenda Constitucional nº 59 de 2009). pais de alunos etc.melhoria da qualidade do ensino. consubstanciou-se no Projeto de Lei nº 4.formação para o trabalho. II .172/2001 que regulamenta o Plano Nacional da Educação – PNE. VI . E ainda que a União encaminhe o Plano ao Congresso Nacional. o Distrito Federal e os Municípios. em 10 de fevereiro de 1998.Em 09 Janeiro de 2001 foi aprovada a Lei nº. III . objetivos. Quanto ao processo de surgimento desta lei. 10. com diretrizes e metas para os dez anos posteriores. no Plano Nacional de Educação. A Constituição Federal de 1988. de duração decenal. . V . Valente e Romano (2002. metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis.promoção humanística. a elaboração do Plano. nos I e II Congressos Nacionais de Educação (CONEDS). na Câmara dos Deputados. possa ser adaptado as novas realidades educativas. etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a: I . tendo como principal objetivo a melhoria na qualidade de ensino em todo o país. O plano. Além disso. p. elaborado coletivamente por educadores. Nela são estabelecidas diretrizes. metas e prioridades para o setor educacional brasileiro. encabeçado pelo deputado Ivan Valente e subscrito por mais de 70 parlamentares e todos os líderes dos partidos de oposição da Câmara dos Deputados. 02) comentam: Essa não foi uma lei originada de um projeto que tivesse trâmite corriqueiro no parlamento federal. conhecido como PNE da Sociedade Brasileira. um ano após a publicação da citada lei. IV . em sintonia com a Declaração Mundial sobre Educação para Todos. com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes. científica e tecnológica do País. profissionais da educação. As inúmeras entidades ali presentes forçaram o governo a se mover ao darem entrada. A lei estabelecerá o plano nacional de educação. Art.

decorre da ausência de uma política que concorra com a indistinta universalização do atendimento. Lei 9. ou seja. ensino fundamental e médio.4 Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação . com valorização dos profissionais da educação. a partir da incidência de 20% sobre os impostos e transferências vinculados à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino. democratiza e assegura o acesso à Educação Básica”. 2. O FUNDEB é um fundo de natureza contábil. a participação da comunidade escolar no que se refere à elaboração desse plano.FUNDEB O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação . O FUNDEB vem preencher essa lacuna como mecanismo que incentiva. este fundo entrou em vigor no país deste 1º de janeiro de 2007 e vai até 31 de dezembro de 2020. posteriormente. A vigência do FUNDEB é de 14 anos. O mesmo surgiu da necessidade de ampliação do antigo fundo.424/96 do FUNDEF. E foi sobre esse aspecto que Coelho (2004. (Citação longa o espaço é simples.FUNDEB foi criado a partir da Emenda Constitucional Nº 53/06. p. as disponibilidades de recursos para manutenção da rede estadual e municipal de ensino ficavam vinculadas à capacidade financeira local. regulamentado pela Medida Provisória 339/06 e. alunos matriculados na educação infantil.2. a fonte é 11. torna-se possível o favorecimento da execução das ações do governo de acordo com aos anseios comuns da sociedade. enquanto que o FUNDEB alcança um número maior de matrículas por considerar a cobertura de toda a Educação Básica.Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental e de Valorização do Magistério. o FUNDEF . segundo o texto do art. formado com recursos provenientes das três esferas de governo. 48 desta lei. 126) afirmou: “O descompasso existente no atendimento dos três níveis de ensino que compõem a educação básica. sustentada por mecanismos que assegurem melhoria qualitativa do ensino oferecido. sem aspas) Antes da implantação de um fundo destinado à educação. municipal. estadual e federal. ou seja. que somente atendia os alunos vinculados no âmbito do ensino fundamental.Tendo em vista. em 20 de junho de 2007 convertida na Lei de Nº 11. portanto.494/07. Portanto aqueles que tivessem . cada gestor financiava as despesas em educação com os recursos próprios do estado ou município.

ensino médio urbano.anos iniciais do ensino fundamental urbano. como referência.creche em tempo integral.494/2007. com a ampliação da cobertura trazida com do FUNDEB em 2007. como observado por Daniel et al (2008).anos iniciais do ensino fundamental no campo. II . com a criação do fundo em 1996 e. um valor mínimo por aluno. e os que não tinham ficavam com seu sistema educacional bastante fragilizado. modalidades e etapas de ensino. considerando o atendimento aos parâmetros de ponderação estabelecidos. posteriormente. IV . 10. as distribuições dos recursos se dão em função do número de alunos matriculados. X .anos finais do ensino fundamental no campo.uma boa arrecadação conseguiam custear essas despesas. Assim. Para isso.pré-escola em tempo parcial. A distribuição proporcional de recursos dos Fundos levará em conta as seguintes diferenças entre etapas. conforme descrito no artigo 10º da referida lei 11. III . VI . o FUNDEB representa uma política de inclusão educacional que veio pra financiar toda a educação básica. visto que os repasses financeiros ficaram vinculados ao número de alunos matriculados em cada rede de ensino e não mais a capacidade financeira local. a política de inclusão educacional visa combater as desigualdades regionais e melhorar a qualidade do ensino. VIII . pois abrange da creche ao ensino médio. .pré-escola em tempo integral.ensino fundamental em tempo integral.creche em tempo parcial. busca a universalização do atendimento a partir da equalização na distribuição dos recursos do fundo. incluindo as modalidades especiais da educação (indígena e quilombola) e educação de jovens e adultos. IX. V . modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica: I . Além disso. Estes mesmos autores ainda ressaltam que. o FUNDEB fixa nacionalmente. VII . com diferenciações para os diversos níveis. isto é.anos finais do ensino fundamental urbano. Art.

modalidades e tipos de estabelecimento será resultado da multiplicação do fator de referência por um fator específico fixado entre 0.70 (setenta centésimos) e 1.30 (um inteiro e trinta centésimos). Das Fontes de Receita dos Fundos Art. XV . modalidades e tipos de estabelecimento de ensino adotará como referência o fator 1 (um) para os anos iniciais do ensino fundamental urbano. XVII .educação de jovens e adultos integrada à educação profissional de nível médio.ensino médio em tempo integral.imposto sobre transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos previsto no inciso I do caput do art. com avaliação no processo. observado o disposto no § 1º do art.educação indígena e quilombola. XIII . conforme o art. 155 da Constituição Federal.educação de jovens e adultos com avaliação no processo. 155 combinado com o inciso IV do caput do art. observando-se. XIV . § 2º A ponderação entre demais etapas. 3º da referida lei. no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal. XII . 3º Os Fundos. o regulamento disporá sobre a educação básica em tempo integral e sobre os anos iniciais e finais do ensino fundamental. § 4º O direito à educação infantil será assegurado às crianças até o término do ano letivo em que completarem 6 (seis) anos de idade. 32 desta Lei. § 3º Para os fins do disposto neste artigo. § 1º A ponderação entre diferentes etapas. As fontes dos recursos que compõem o FUNDEB são provenientes de 20% dos impostos e transferências vinculados a manutenção e desenvolvimento da educação dos Estados. .ensino médio integrado à educação profissional.ensino médio no campo.imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação previsto no inciso II do caput do art.XI . são compostos por 20% (vinte por cento) das seguintes fontes de receita: I . Distrito Federal e Municípios. 158 da Constituição Federal. 11 desta Lei. II . em qualquer hipótese. XVI . o limite previsto no art.educação especial.

de 25 de outubro de 1966. não atingir o mínimo estabelecido nacionalmente pelo MEC como referencial. 158 da Constituição Federal.FPM e prevista na alínea b do inciso I do caput do art. 157 da Constituição Federal. 159 da Constituição Federal e no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei nº 5. a título de Complementação da União. IV . “é importante destacar que serão beneficiados aqueles governos que. relativamente a imóveis situados nos Municípios.III .parcela do produto da arrecadação do imposto sobre a propriedade territorial rural. a lei 11.172.parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos industrializados devida ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal . 154 da Constituição Federal prevista no inciso II do caput do art. de 26 de dezembro de 1989. além dos 20% dos impostos e transferências vinculados. atuam com significativa participação no atendimento aos alunos da . utilizada quando o valor por aluno alcançado com a distribuição dos recursos do Fundo. bem como juros e multas eventualmente incidentes.parcela do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados devida aos Estados e ao Distrito Federal e prevista no inciso II do caput do art. prevista no inciso II do caput do art. VII . por outro. p. por um lado. 158 da Constituição Federal. 159 da Constituição Federal e no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei nº 5. Coelho (2004. VI .FPE e prevista na alínea a do inciso I do caput do art. Considerando as grandes divergências sociais e econômicas existentes nas diversas regiões do país e sendo a estratégia do MEC contribuir na equalização da distribuição de recursos da educação.receitas da dívida ativa tributária relativa aos impostos previstos neste artigo.494/07 estabelece que. contam com uma reduzida capacidade de financiamento da educação e. uma parcela de recursos federais. de 25 de outubro de 1966. VIII .parcela do produto da arrecadação do imposto que a União eventualmente instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo inciso I do caput do art. A Complementação da União está prevista na Secção II do Capítulo II da Lei do FUNDEB. V . e IX .172. 128) afirma. também compõe o FUNDEB. 155 combinado com inciso III do caput do art. A respeito dos aspectos físico-financeiros do FUNDEB às vésperas de sua implantação.imposto sobre a propriedade de veículos automotores previsto no inciso III do caput do art. 159 da Constituição Federal e na Lei Complementar no 61.parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos industrializados devida ao Fundo de Participação dos Municípios .

inclusive relativos à complementação da União recebidos nos termos do § 1o do art. A autora ainda faz referência a respeito da fundamental importância da participação financeira da União. Parágrafo único. é necessário que a destinação dos recursos do referido fundo siga o que determina o Capítulo V da lei 11.494/2007. Dessa forma.remuneração: o total de pagamentos devidos aos profissionais do magistério da educação. conforme disposto no art. . a complementação financeira da União contemplará os governos onde o valor do fundo por aluno matriculado seja inferior aquele estabelecido pelo MEC. como prevê o FUNDEB. conforme estabelecido nos §§ 2º e 3º do art. CAPÍTULO V DA UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS Art. em caráter complementar ao Fundo. 6o desta Lei. serão utilizados pelos Estados. em decorrência do efetivo exercício em cargo. mediante abertura de crédito adicional. Para os fins do disposto no caput deste artigo. 21. considerase: I . 22. Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais totais dos Fundos serão destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública.Educação Básica”. § 1o Os recursos poderão ser aplicados pelos Estados e Municípios indistintamente entre etapas. Art. modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica nos seus respectivos âmbitos de atuação prioritária.394. em ações consideradas como de manutenção e desenvolvimento do ensino para a educação básica pública. nos termos do art. Para que haja ações de manutenção e desenvolvimento da educação básica. inclusive aqueles oriundos de complementação da União. 70 da Lei nº 9. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT. no exercício financeiro em que lhes forem creditados. pela necessidade natural de se aportar recursos adicionais que alavanquem a melhoria e a universalização do atendimento na Educação Básica e minimizem os efeitos da redução de receitas dos entes governamentais “transferidores” de recursos do âmbito do Fundo. de 20 de dezembro de 1996. 211 da Constituição Federal. § 2o Até 5% (cinco por cento) dos recursos recebidos à conta dos Fundos. bem como a valorização dos profissionais da educação. Os recursos dos Fundos. pelo Distrito Federal e pelos Municípios. poderão ser utilizados no 1o (primeiro) trimestre do exercício imediatamente subseqüente.

no entanto é permitido que até 5% do montante possam ser utilizados no primeiro trimestre do exercício seguinte. nunca menos de dezoito.3 LIMITES CONSTITUCIONAIS Objetivando assegurar a universalização no atendimento do ensino fundamental e a justa remuneração dos profissionais do magistério. profissionais que oferecem suporte pedagógico direto ao exercício da docência: direção ou administração escolar. não sendo descaracterizado por eventuais afastamentos temporários previstos em lei.como garantia ou contrapartida de operações de crédito. de 20 de dezembro de 1996.394. conforme demonstrado em seu artigo 212. do total arrecadado com o fundo. esta lei estabelece que. que não impliquem rompimento da relação jurídica existente. a atual constituição brasileira estabelece um percentual mínimo para utilização dos gastos com a educação para os três entes do governo. 212. internas ou externas. inclusive os encargos sociais incidentes. o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento. inspeção. conforme o caso. contraídas pelos Estados. Art. supervisão. II . temporária ou estatutária. um mínimo de 60% (sessenta por cento) seja destinado ao pagamento dos profissionais do magistério.profissionais do magistério da educação: docentes. anualmente. ficando os outros 40% (quarenta por cento) restantes a cargo do financiamento das despesas consideradas como de manutenção e desenvolvimento da educação básica. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios que não se destinem ao financiamento de projetos.efetivo exercício: atuação efetiva no desempenho das atividades de magistério previstas no inciso II deste parágrafo associada à sua regular vinculação contratual. Sumariamente. planejamento. com o ente governamental que o remunera. II . 71 da Lei nº 9. conforme o art. quadro ou tabela de servidores do Estado.emprego ou função. Art. 2. III .no financiamento das despesas não consideradas como de manutenção e desenvolvimento da educação básica. Distrito Federal ou Município. integrantes da estrutura. e os Estados. com ônus para o empregador. 23. É vedada a utilização dos recursos dos Fundos: I . orientação educacional e coordenação pedagógica. A União aplicará. no . ações ou programas considerados como ação de manutenção e desenvolvimento do ensino para a educação básica.

bem como a dos Estados aos seus Municípios. 212 da Constituição Federal e dispositivos legais pertinentes pelos governos beneficiados. O IDEB articula duas variáveis importantes. (LDB/96 artigo 72). na manutenção e desenvolvimento do ensino. expressando em números resultados que vão de zero a dez. sendo. Para isso. o SAEB e a Prova Brasil.INEP. da receita resultante de impostos.mínimo. 165 da Constituição Federal. compreendida a proveniente de transferências. A assistência financeira da União aos Estados. (LDB/96 artigo 87 § 6º). portanto mais que um indicador estatístico. (LDB/96 artigo 73). no art. o cumprimento do disposto no art. prioritariamente. e as médias de desempenho das avaliações realizadas pelo INEP. ao Distrito Federal e aos Municípios. o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB nasceu como condutor de uma política pública pela melhoria da qualidade da educação. As receitas e despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino serão apuradas e publicadas nos balanços do Poder Público. na prestação de contas de recursos públicos. . Os órgãos fiscalizadores examinarão. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e na legislação concernente. assim como nos relatórios a que se refere o § 3º do art. pois este índice tem como objetivos ampliar as possibilidades de mobilização social em prol da educação e contribuir também com uma política pública de qualidade educacional a partir do apoio previsto pelo Ministério da Educação na redução específica das desigualdades educacionais existentes no país.4 ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – IDEB CRIAÇÃO E APLICAÇÃO De acordo com informações colhidas no sítio virtual do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira . ficam condicionadas ao cumprimento do art. o fluxo e o desempenho escolar. obtidos no Censo Escolar. 2. 212 da Constituição Federal. a cada dois anos o indicador é calculado considerando a taxa de aprovação.

em média. os alunos de uma rede de ensino. para levantamento de dados e informações relativas à educação básica. Unidade da Federação e país. que avalia de forma censitária alunos de 5º e 9º anos do ensino fundamental público em escolas que tenham no mínimo 20 alunos matriculados na série avaliada. e matemática. penalizando o IDEB. p. por meio do Censo Escolar. o município. de um estado ou do país. maior será T e (1/T) assumirá valores menores do que a unidade. De modo sintético: IDEB = (1/T ). Para o cálculo do IDEB da 4ª série calcula-se T com base no fluxo escolar dos alunos até a 4ª série (5º ano). município.Avaliação Nacional do Rendimento Escolar ou Prova Brasil. oferecendo resultados por escola.O SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica aplica bienalmente provas de língua portuguesa. e • A ANRESC . regional e federal como um todo. de um município. O princípio básico do IDEB é o de que qualidade da educação pressupõe que o aluno aprenda e passe de ano. Nota é a média da Prova Brasil para a rede de ensino. apresentando resultados a nível estadual. Nota Em que: T é o número de anos que. o Prova Brasil produz indicadores para os municípios brasileiros. de modo a viabilizar o Indicador de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). e para o cálculo do IDEB de 8ª série calcula-se T com base no fluxo da 5ª a 8ª série (6ª a 9º ano). (1/T) assume valor 1 e o IDEB equivale à nota. Quando o fluxo escolar é perfeito. quanto maior a reprovação e o abandono. no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). O desempenho é medido por meio do Prova Brasil e a aprovação. com ênfase na leitura. Alves e Bonamino (2007. . bem como procura avaliar através de questionários socioeconômicos fatores de contexto que podem estar associados ao desempenho dos alunos. voltada a resolução de problemas. levam para completar uma série. 03) destacam que: Por sua abrangência. O Censo Escolar é uma pesquisa realizada anualmente junto aos estabelecimentos de ensino. Neste sentido. Recentemente. Este sistema é composto por duas avaliações que se complementam: • A ANEB – Avaliação Nacional da Educação Básica que avalia de maneira amostral os estudantes matriculados no 5º e 9º anos do ensino fundamental e também no 3º ano do ensino médio. o INEP integrou os resultados do Prova Brasil e do Censo Escolar. transformada de modo a ser expressa por valores entre 0 e 10. o estado ou o país. Franco.

estaduais e municipais): a contenção do abandono escolar e a garantia da aprendizagem efetiva. onde a intenção foi. Trata-se de um sistema eletrônico criado para dar à sociedade acesso às informações relacionadas aos orçamentos de educação pública em cada ente federado. 2.5 SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS PÚBLICOS EM EDUCAÇÃO . com impacto em todo o sistema educacional (federal. seja nos estados. aprovado também pela Portaria n° 844 de oito de julho de 2008 do Ministério da Educação e Cultura. esse indicador permite aferir dois objetivos essenciais da política educacional em curso. o Ministério da Educação implantou o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação. 03) destacam que: Ao relacionar fluxo e aprendizagem. processamento.0 (seis). Como cada sistema deve evoluir segundo pontos de partida distintos. cujo amparo legal é dado pela Portaria do MEC N° 844 de 08/07/2008.SIOPE Para que haja uma maior transparência dos recursos públicos utilizados na área educacional. onde os municípios com desempenho aquém do esperado recebam apoio técnico e recursos financeiros. é necessário um maior esforço das escolas que já começaram com índices bem reduzidos. No ano de 2005 tem início a série histórica do IDEB. dos Estados. onde a lógica é que o Brasil atinja em 2022 IDEB igual a 6. estabelecer metas a serem alcançadas para evolução individual dos índices.Sobre os conceitos anexados pelo IDEB para o cálculo de seu indicador Gouveia. O Manual de Instruções para o Usuário do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação – SIOPE. Souza e Tavares (2009. desde que se comprometam formalmente a cumprir as metas estabelecidas. correspondente a um sistema educacional de qualidade comparável a dos países desenvolvidos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE. Na visão de Ivo e Hypolito (2008) é a partir dos resultados desse índice que o governo pretende estabelecer políticas de atendimento às necessidades detectadas. municípios ou nas escolas. Essas metas são diferenciadas para cada realidade local. a partir daí. do Distrito . p. disseminação e acesso público às informações referentes aos orçamentos de educação da União. define SIOPE como “um sistema de registro eletrônico instituído para coleta.

20). possibilitando. e desta forma alcançar os objetivos da pesquisa. a utilização pela sociedade de mais uma ferramenta no controle dos gastos na manutenção e desenvolvimento do ensino. tendo como finalidade ajudar a compreensão em termos mais amplos possíveis o processo de investigação científica aplicados à pesquisa.br. a pesquisa pode ser definida como o procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. Já na visão de Demo (1998. apud Demo 2009. APUD MATIAS-PEREIRA. 3 METODOLOGIA Segundo Matias-Pereira (2010). ou então quando a informação disponível se encontra em desordem que não se possa relacionar ao problema adequadamente. Para Gil (2009).Federal e dos Municípios. sendo requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema. “pesquisa é entendida tanto como procedimento de fabricação do conhecimento. sem prejuízo das atribuições próprias dos Poderes Legislativos e dos Tribunais de Contas”.fnde. 2010. O sistema contém os dados consolidados das receitas totais e das despesas realizadas.” . O SIOPE tem como principal objetivo a divulgação do quanto às três esferas de governo investem efetivamente em educação pública no Brasil. a metodologia é o conjunto dos métodos que cada ciência particular põe em ação. P. E também acrescenta que: “Pesquisar é o esforço desenvolvido pelo investigador para coletar informações e dados essenciais a fim de responder a uma pergunta motivadora.40). no sítio www. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE/MEC é responsável pela operacionalização do SIOPE. assim. A alimentação do sistema é realizada por agentes públicos responsável pelo fornecimento de dados em cada esfera do governo. bem como os recursos vinculados à educação organizados segundo o nível de ensino e natureza. através transmissão via internet.gov. sendo parte integrante de todo processo reconstrutivo de conhecimento.” MATIAS-PEREIRA (2007. p. que é disponibilizado por meio eletrônico. quanto como procedimento de aprendizagem (princípio científico e educativo).

Gil (2000. apud Matias-Pereira 2010. para isso foram selecionados aqueles grupos que se encontram em posições opostas no ranking municipal. é um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. Quanto à forma de abordagem do problema. então. constituído principalmente de livros. p. Quanto à classificação dos objetivos gerais.42). Para Goldenberg (1999. Menezes. 2010). A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados não requerem o uso de métodos e técnicas estatísticas (Silva. Gil (2009. apud Matias-Pereira 2010) esclarece que a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já publicado. 2005. . cidades que ficaram no topo e na base da lista de desenvolvimento educacional. mas sim com o aprofundamento da compreensão de um grupo social e de uma organização etc. apud Matias-Pereira. considera que “as pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou. o estabelecimento de relações entre variáveis”. ou seja. artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet. Devido ao grande número de municípios existentes no Estado. 72). bibliográfica e qualitativa.3. Quanto aos procedimentos técnicos utilizados. foi preciso selecionar uma amostra para ser utilizada na análise desta pesquisa.” 3. a pesquisa qualitativa é entendida como uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito. ou seja. “a pesquisa qualitativa não se preocupa com representatividade numérica. p.2 UNIVERSO E AMOSTRA A população da pesquisa é formada pelos 167 (cento e sessenta e sete) entes administrativos que compõem o quadro dos municípios do Estado do Rio Grande do Norte e que em 2007 e 2009 foram avaliados pelo IDEB.1 TIPOLOGIA DA PESQUISA Neste estudo foram adotadas as pesquisas descritiva. optou-se então por escolher cidades com diferenças numéricas bastante significativas nos resultados do IDEB.

perfazendo um total de vinte análises para cada ano pesquisado (dez primeiros e dez últimos lugares na lista de divulgação do IDEB). Em 2009 o Estado do Rio Grande do Norte já contava com um total de 5. cento e setenta e cinco) são de escolas de ensino fundamental. onde pelo censo realizado em 2010 já abrigava uma população de 3.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística abrange uma área de 52. cabe aqui fazer uma breve caracterização do Estado do Rio Grande do Norte. de acordo com os dados do IBGE mostrados na seqüência. a oeste com o estado do Ceará e ao sul com a Paraíba e tem como capital a cidade de Natal. que abriga a amostra dos municípios dessa pesquisa. Como a intenção desse estudo busca a relação entre o índice de desenvolvimento educacional com os gastos obtidos na função educação em alguns municípios potiguares.168.Conseqüentemente.818 (cinco mil. que os resultados das análises realizadas nesses dois grupos acerca da distribuição dos recursos para a educação sejam também bastante distintos. analisar se a alocação dos recursos educacionais influencia nos resultados do desenvolvimento do ensino. duzentos e vinte e três) de escolas de ensino pré-escolar.027 habitantes. incluindo as redes estadual. 3.810. oitocentos e dezoito) escolas. com isso espera-se. Segundo o IBGE . Esta Unidade Federativa é composta por 167 municípios que estão separados por quatro grandes mesorregiões que subdividem o estado em: Mesorregião do Oeste Potiguar com 62 municípios. onde destas 3. federal. Mesorregião da Central Potiguar com 37. QUADRO 1: EDUCAÇÃO BÁSICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE NÍVEL DE ENSINO REDE ADMINISTRATIVA NÚMERO DE ESCOLAS .175 (Três mil.699 km². Mesorregião do Agreste Potiguar com 43. a fim de visualizar e verificar nesses municípios as informações extraídas no SIOPE quanto ao atendimento dos limites constitucionais na função educação. Daí então.2. municipal e privada.223 (Dois mil. e a Mesorregião do Leste Potiguar 25 municípios. As cidades do RN que compõem a amostra estão inseridas no grupo das séries iniciais do ensino fundamental regular da rede municipal (4ª séries / 5º anos).1 O Estado do Rio Grande do Norte e seus municípios O Estado do Rio Grande do Norte está localizado na Região do Nordeste brasileiro. limitando-se a leste e ao norte com o Oceano Atlântico. 420 de escolas de ensino médio e 2.

com.Pré-Escolar Municipal Pré-Escolar Estadual Pré-Escolar Federal Pré-Escolar Privada Fundamental Municipal Fundamental Estadual Fundamental Federal Fundamental Privada Médio Municipal Médio Estadual Médio Federal Médio Privada FONTE: Elaborado a partir dos dados do IBGE 2009.4 LIMITAÇÕES DO MÉTODO O espaço geográfico desta pesquisa se restringe aos municípios constantes no Estado do Rio Grande do Norte e aos anos de 2007 e 2009.fnde. bem como das demonstrações contábeis para a verificação da existência de influência significativa nos anos pesquisados. através do SIOPE no https://www.br/resultado/ em consultas de resultados por estados. “Relatório de Indicadores” e no “Relatório Resumido da Execução Orçamentária . Já os dados contábeis foram obtidos no sítio virtual do FNDE.RREO .inep.uol. . 2084 620 01 470 0 286 06 128 1693 10 02 518 3.Anexo X da Lei de Responsabilidade Fiscal” nos anos de 2007 e 2009. bem como por meio da página virtual do UOL Educação em: http://educacao. de modo que os resultados obtidos não poderão ser estendidos a outras unidades da federação.inep.gov. As coletas de informações constantes nos resultados do IDEB foram realizadas através das páginas do INEP nos seguintes endereços eletrônicos: http://ideb.br. Nos dois anos pesquisados o município de Lucrécia/RN não consta na relação dos resultados do desenvolvimento escolar disponibilizados pelo INEP em seu sítio virtual.br/siope/ em Relatórios Municipais nos links “Demonstrativo da Função Educação”. municípios e escolas. “Demonstrativo FUNDEF/FUNDEB”.3 COLETA DE DADOS Para realização desta análise é necessária a coleta de informações acerca dos resultados obtidos pelo IDEB.br/ ou http://sistemasideb.gov.gov. 3.

tornando-se inviável a aplicação do método. apesar de ser atribuída ao declarante a responsabilidade na inserção correta dos dados e a correspondência entre as informações inseridas com os demonstrativos publicados pelos entes da federação. No . 164 receberam nota na avaliação do IDEB em 2007 e apenas 162 em 2009. Francisco Dantas e Paraná. as escolas que aparecem na lista mais que ficaram sem índice de desenvolvimento da educação básica em 2007 e 2009 se devem ao número de alunos participantes serem inferior a 50% do total de matriculados na devida unidade da rede municipal. pública. sugerese então o uso de outras variáveis de naturezas diversas. Pois. econômica. Diante disso. ou seja. além do município de Lucrécia esta pesquisa fica limitada no sentido de não contemplar em 2007 o IDEB de mais dois municípios do estado Jardim de Angicos e São Bento do Trairí. Pois somente um parâmetro não é suficiente para diagnosticar um sistema tão complexo como a educação pública. Diante disso. educacional e etc. Barcelona. populacional.Do total dos 167 municípios deste estado. bem como individualmente por escolas de todo Brasil. estadual e municipal. Para isso. administrativa. A metodologia desta pesquisa se limita também quanto à utilização de apenas dados financeiros para avaliar o desenvolvimento educacional de uma população. De acordo com a Nota Informativa do IDEB divulgada pelo MEC/INEP. os índices estão separados em redes privada. cultural. federal. Já no ano de 2009 mais quatro municípios deixaram de ser avaliados: Almino Afonso. esta pesquisa poderá sofrer algumas restrições devido ao fato desse sistema ser alimentado pelos municípios e ser de caráter declaratório. não há garantia quanto à fidedignidade dos dados declarados em relação aos demonstrativos contábeis. pois tal contingente não refletiria o resultado de toda a escola. torna-se indispensável complementar este estudo com à utilização de fatores não financeiros para analisar de forma mais aprofundada tal questão. como: geográfica. 4 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS Os dados correspondentes aos resultados do IDEB 2007 e 2009 divulgados pelo INEP dispõem-se em diversos grupos. No que se refere à utilização de dados contidos no SIOPE.

Nesta tabela é possível visualizar quais os dez municípios do Rio Grande do Norte alcançaram as melhores pontuações no índice de desenvolvimento educacional da rede .6 2.7 3.9 ACU ANTONIO MARTINS EXTREMOZ MARCELINO VIEIRA MESSIAS TARGINO PAU DOS FERROS POCO BRANCO SAO JOSE DE MIPIBU SAO PEDRO TRIUNFO POTIGUAR BENTO FERNANDES BOM JESUS CEARA-MIRIM ITAJA JAPI LAGOA SALGADA PARANA SANTA MARIA RAFAEL GODEIRO RIACHO DA CRUZ TIBAU SAO JOSE DO CAMPESTRE VARZEA GOV.2 3.2 2.8 2.4 JANDAIRA MAJOR SALES PARAZINHO PILOES SAO PAULO DO POTENGI SAO VICENTE BODO 3.8 3.7 3.3 2.4 3.2 3.7 FONTE: Elaborado a partir dos resultados do IDEB 2007 disponível pelo INEP.7 2.2 2.0 3.2 3.3 3.7 3.5 2.3 SERRINHA TIMBAUBA DOS BATISTAS 3.3 CAICO ENCANTO FELIPE GUERRA FRANCISCO DANTAS 3.1 FERNANDO PEDROZA JOAO DIAS 2.4 2.0 3.1 3.4 2.4 2. para este estudo foram filtrados apenas os resultados das turmas de Ensino Fundamental da rede pública municipal nas séries iniciais (4ª série ou 5º ano).1 3.1 3.2 3.7 2.5 3. MUNICÍPIO IDEB 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º 26º 27º 28º 29º 30º 31º 32º 33º 34º 35º 36º 37º 38º 39º 40º 41º 42º 43º 44º 45º 46º 47º 48º 49º 50º 51º 52º 53º 54º 55º ACARI SAO JOAO DO SABUGI TABOLEIRO GRANDE SANTANA DO SERIDO RODOLFO FERNANDES CARNAUBA DOS DANTAS 4.8 2.0 3.1 3.6 3.3 3.3 2.0 3. MUNICÍPIO IDEB CLAS.8 2.2 3.4 3.9 2.2 3.1 3.6 2. A tabela 1 apresenta as colocações do IDEB nos 164 (cento e sessenta e quatro) municípios potiguares que receberam nota na avaliação do ano de 2007 para as séries iniciais do Ensino Fundamental.8 2.7 2.2 3.5 3.8 2.0 3.8 3.3 56º 57º 58º 59º 60º 61º 62º 63º 64º 65º 66º 67º 68º 69º 70º 71º 72º 73º 74º 75º 76º 77º 78º 79º 80º 81º 82º 83º 84º 85º 86º 87º 88º 89º 90º 91º 92º 93º 94º 95º 96º 97º 98º 99º 100º 101º 102º 103º 104º 105º 106º 107º 108º 109º 110º LAGOA DE VELHOS NISIA FLORESTA PASSA E FICA SERRA NEG.3 AUGUSTO SEVERO JARDIM DE PIRANHAS JOAO CAMARA MONTE ALEGRE PEDRO VELHO PUREZA RAFAEL FERNANDES SANTANA DO MATOS SERRA DE SAO BENTO TENENTE ANANIAS TEN.7 3.1 3.9 2. TABELA 1: CLASSIFICAÇÃO DO IDEB RN POR MUNICÍPIO NAS SÉRIES INICIAIS DA REDE MUNICIPAL NO ANO DE 2007 CLAS.6 3.9 4.9 2.7 2.1 3.7 3.9 SAO RAFAEL SAO TOME 2.2 3.1 3.7 2.9 2.7 3.0 2. MUNICÍPIO IDEB CLAS.7 2.5 2.1 3.7 2.0 1.5 3.3 3.5 3.1 4.9 3.9 111º 112º 113º 114º 115º 116º 117º 118º 119º 120º 121º 122º 123º 124º 125º 126º 127º 128º 129º 130º 131º 132º 133º 134º 135º 136º 137º 138º 139º 140º 141º 142º 143º 144º 145º 146º 147º 148º 149º 150º 151º 152º 153º 154º 155º 156º 157º 158º 159º 160º 161º 162º 163º 164º IPANGUACU JUCURUTU MACAU SAO MIG.5 3.1 3.5 3.1 3.6 2.0 3.7 2.7 3.1 3.5 3.7 2.5 3.6 2.8 PARNAMIRIM IELMO MARINHO SAO JOSE DO SERIDO TANGARA APODI CRUZETA DOUTOR SEVERIANO ESPIRITO SANTO MAXARANGUAPE NATAL NOVA CRUZ PRESIDENTE JUSCELINO RIACHO DE SANTANA SAO MIGUEL TIBAU DO SUL BAIA FORMOSA EQUADOR GUAMARE JARDIM DO SERIDO LAJES SERRA DO MEL AGUA NOVA ALTO DO RODRIGUES CERRO CORA CORONEL EZEQUIEL CURRAIS NOVOS IPUEIRA JACANA JANUARIO CICCO LAJES PINTADAS PARELHAS PORTO DO MANGUE SANTA CRUZ SANTO ANTONIO SEVERIANO MELO VERA CRUZ BARCELONA CAICARA DO RIO DO VENTO 3.1 3.2 3.3 3.3 3.1 3. DO GOSTOSO 2.0 3.6 2.5 3.0 3.8 2.3 3.0 3.0 3.6 3.7 3.4 3.8 2.9 2.6 2.0 3.7 3.6 2.4 3. LAURENTINO CRUZ VENHA-VER AFONSO BEZERRA ALEXANDRIA ARES CARAUBAS CORONEL JOAO PESSOA GOIANINHA ITAU JANDUIS JUNDIA LAGOA NOVA LUIS GOMES MARTINS MONTANHAS MONTE DAS GAMELEIRAS MOSSORO RIO DO FOGO PATU PENDENCIAS SAO FERNANDO SITIO NOVO VICOSA BREJINHO CANGUARETAMA CARNAUBAIS FLORANIA GROSSOS JOSE DA PENHA LAGOA DE PEDRAS MACAIBA OURO BRANCO PORTALEGRE RUY BARBOSA SAO GONCALO AMARANTE 3.7 2. DIX-SEPT ROSADO PARAU PASSAGEM PEDRA GRANDE SAO BENTO DO NORTE TOUROS UPANEMA PEDRA PRETA UMARIZAL CAICARA DO NORTE LAGOA D'ANTA SEN.7 2.2 3.5 3.5 3.2 2.2 3.8 3.4 3.4 2.7 2.7 3.8 2.1 3.8 2.4 4.8 3.7 2.1 3.5 3.0 3.5 3.3 3.0 SEN.1 3.8 2.1 3.entanto. ELOI DE SOUZA AREIA BRANCA CAMPO REDONDO GALINHOS 3.4 3.2 3.5 3.1 2.1 3.1 3.7 3.6 3.5 3.1 2.3 2. GEORGINO AVELINO TAIPU PEDRO AVELINO RIACHUELO SAO FRANCISCO DO OESTE VILA FLOR BARAUNA FRUTUOSO GOMES SERRINHA DOS PINTOS ALMINO AFONSO ANGICOS OLHO-D'AGUA DO BORGES 2.9 2.4 3.3 2. DO NORTE 3.6 3.1 3.6 3.

Santana do Seridó.4 4.9 2.7 3. São José do Seridó e Tangará que nesta avaliação ficou com índice de 3.3 3.2 CLAS.3 3.3 3.0 3.3 sendo seguida pelos municípios de São João do Sabugi.9 2. LAURENTINO CRUZ ALEXANDRIA CAICARA DO RIO DO VENTO CAICO DOUTOR SEVERIANO GOIANINHA MAJOR SALES NATAL SAO BENTO DO TRAIRI SERRA NEGRA DO NORTE IDEB 5.7 3.municipal no ano de 2007.0 4.7 2.0 3.7 3. DIX-SEPT ROSADO JACANA JANDUIS LAGOA SALGADA MESSIAS TARGINO MONTANHAS PAU DOS FERROS SANTANA DO MATOS SAO FERNANDO SAO PAULO DO POTENGI TRIUNFO POTIGUAR BAIA FORMOSA BENTO FERNANDES BREJINHO CARNAUBAIS GROSSOS LAGOA D'ANTA LAJES PINTADAS MACAU MARTINS OLHO-D'AGUA DO BORGES PENDENCIAS PILOES PORTO DO MANGUE PUREZA RIACHUELO IDEB 3.2 4.0 3.1 4.3 3.3 3. a primeira colocada no ranking municipal do estado.9 2. Fernando Pedroza e a cidade de João Dias. Ielmo Marinho.8 2. A cidade de Acari.8.9 2. DO GOSTOSO SAO RAFAEL TIBAU DO SUL VERA CRUZ CERRO CORA FRUTUOSO GOMES GOV.8 3. Parnamirim. última colocada do estado com 1. Angicos.2 3.9 2.0 3. ELOI DE SOUZA TOUROS VILA FLOR FERNANDO PEDROZA JAPI MARCELINO VIEIRA MONTE DAS GAMELEIRAS NOVA CRUZ RIO DO FOGO PATU SAO BENTO DO NORTE IDEB 3. GEORGINO AVELINO SERRA DE SAO BENTO SERRINHA DOS PINTOS SEVERIANO MELO IPANGUACU JOAO DIAS PARAU PEDRA PRETA RUY BARBOSA SEN.0 4.0 4.5 3.8 4.8 2.0 3.6 4. Taboleiro Grande.7 .0 3. Do mesmo modo.9 2.8 2.3 3.2 4.4 3.9 3.5 3.2 3.2 4.0 4.9 2. também nas séries iniciais do Ensino Fundamental.7 3.7 de IDEB em 2007.9 2.8 2.2 3. 56º 57º 58º 59º 60º 61º 62º 63º 64º 65º 66º 67º 68º 69º 70º 71º 72º 73º 74º 75º 76º 77º 78º 79º 80º 81º 82º 83º 84º 85º 86º 87º 88º 89º 90º 91º 92º 93º 94º 95º 96º 97º MUNICÍPIO PASSA E FICA PEDRO VELHO SANTA CRUZ SANTO ANTONIO CAMPO REDONDO CORONEL JOAO PESSOA ENCANTO LAJES MAXARANGUAPE PRESIDENTE JUSCELINO SAO MIG.2 3.9 3. Rodolfo Fernandes.0 3.0 4.9 2.3 3.3 3.5 3.3 de índice obtido e ocupante do centésimo qüinquagésimo quinto lugar no desenvolvimento escolar naquele ano para o Rio Grande do Norte.4 3.2 3.2 3.8 2. Frutuoso Gomes.7 3. Olho D’água do Borges.5 4.2 3.5 4.7 2.2 3.4 3.7 CLAS.8 2.0 3.0 4.8 3.8 3.8 3. 111º 112º 113º 114º 115º 116º 117º 118º 119º 120º 121º 122º 123º 124º 125º 126º 127º 128º 129º 130º 131º 132º 133º 134º 135º 136º 137º 138º 139º 140º 141º 142º 143º 144º 145º 146º 147º 148º 149º 150º 151º 152º MUNICÍPIO VICOSA ARES JANDAIRA LAGOA DE VELHOS MONTE ALEGRE POCO BRANCO PORTALEGRE TIBAU SAO JOSE DE MIPIBU SAO JOSE DO CAMPESTRE VARZEA VENHA-VER ANGICOS AUGUSTO SEVERO CEARA-MIRIM ITAJA JOAO CAMARA JUNDIA MACAIBA SANTA MARIA SAO PEDRO SAO TOME SEN.3 4.9 2. Serrinha dos Pintos.0 3.3 3.0 3.7 2.3 5.7 3. Na tabela 2 são apresentados os resultados das colocações do IDEB nos 162 (cento e sessenta e dois) municípios potiguares avaliados com nota em 2009.3 3.7 2.2 3.3 3.4 3. percebe-se também que os índices mais baixos foram preenchidos pelas cidades de: São Francisco do Oeste com 2.1 4.0 2.8 2.7 2.7 3.0 3.9 2. Baraúna.7 3.8 3.2 3.5 4.4 3.3 4.7 2.2 3. obteve índice igual a 5.4 3.5 4. Carnaúbas dos Dantas.9 2.4 3.5 3.9 3.2 3. Almino Afonso. 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º 26º 27º 28º 29º 30º 31º 32º 33º 34º 35º 36º 37º 38º 39º 40º 41º 42º MUNICÍPIO SÃO JOÃO DO SABUGI ACARI CRUZETA SÃO JOSÉ DO SERIDÓ APODI CARNAÚBA DOS DANTAS FELIPE GUERRA SANTANA DO SERIDÓ MOSSORÓ LAGOA NOVA PARELHAS BARAUNA IELMO MARINHO PASSAGEM OURO BRANCO RIACHO DE SANTANA CANGUARETAMA PARNAMIRIM EQUADOR IPUEIRA ITAU JARDIM DO SERIDO RAFAEL FERNANDES RAFAEL GODEIRO CURRAIS NOVOS JOSE DA PENHA SAO VICENTE BODO FLORANIA GALINHOS SAO MIGUEL SERRA DO MEL TEN. seguida pelas cidades de Vila Flor.7 2. TABELA 2: CLASSIFICAÇÃO DO IDEB RN POR MUNICÍPIO NAS SÉRIES INICIAIS DA REDE MUNICIPAL NO ANO DE 2009 CLAS.4 3.9 2.4 3.4 3.3 3.0 4.0 4.2 3.3 3.2 3.8 2.9 2.8 3.1 3.

observa-se que 50% dos municípios. TABELA 3 – EVOLUÇÃO DOS MUNICÍPIOS NO IDEB 2009 MUNICÍPIO SAO FRANCISCO DO OESTE VILA FLOR BARAUNA FRUTUOSO GOMES SERRINHA DOS PINTOS ALMINO AFONSO ANGICOS OLHO-D'AGUA DO BORGES IDEB 2007 NOTA 2.2 3.2 3. Ielmo Marinho e Tangará. Carnaúba dos Dantas.6 2.3 2. Parnamirim.1 2.3 2.2 POSIÇÃO 155º 156º 157º 158º 159º 160º 161º 162º POSIÇÃO 109º 144º 12º 71º 135º 123ª 92º .7 3.3 2. não conseguiram se manter nas dez primeiras posições na avaliação de 2009.2 3.6 2.2 2. Caiçara do Norte.3 FONTE: Elaborado a partir dos resultados do IDEB 2009 disponível pelo INEP. com melhores resultados em 2007.5 3.2 3. São José do Seridó.1 3. Afonso Bezerra. Espírito Santo. pois nesse grupo nenhum daqueles que se classificaram nas posições finais do ranking permaneceu em 2009 entre os dez últimos na colocados no IDEB.5 3.3.5 2.3 2.1 IDEB 2009 NOTA 3. Parazinho. Bom Jesus.6 3. Dentre os 162 municípios constantes na tabela 2.3 2. verifica-se ainda que as cidades do Rio Grande do Norte com as classificações mais baixas do estado são preenchidos pelos municípios de: Taipu. Nessa mesma tabela.1 3.6 3. Pedro Avelino e a cidade de Riacho da Cruz que ficou na última colocação com nota igual a 2. Quando se comparam as duas avaliações realizadas pelo IDEB.1 3.43º 44º 45º 46º 47º 48º 49º 50º 51º 52º 53º 54º 55º SERRINHA TENENTE ANANIAS UPANEMA AGUA NOVA ALTO DO RODRIGUES CORONEL EZEQUIEL GUAMARE NISIA FLORESTA AREIA BRANCA CARAUBAS JANUARIO CICCO JARDIM DE PIRANHAS JUCURUTU 3. caso das cidades de: Taboleiro Grande. DO OESTE TABOLEIRO GRANDE 3.5 3.7 3.5 3.9 2.3 sendo seguida dos municípios de Acari.1 3. Sítio Novo.6 3.7. os dez a ocuparem as melhores pontuações no índice de desenvolvimento educacional da rede municipal foram: a cidade de São João do Sabugi que se destaca por alcançar a primeira colocação no ranking municipal do estado obtendo índice igual a 5.3 2.1 3. Rodolfo Fernandes.7 2.3.3 2.1 3. Felipe Guerra.1 3.1 3. Cruzeta.2 2.1 2.7 3. O mesmo não ocorreu com os aqueles que em 2007 alcançaram os piores resultados do estado.1 2.6 3.8 4.5 98º 99º 100º 101º 102º 103º 104º 105º 106º 107º 108º 109º 110º SAO GONCALO AMARANTE TANGARA TIMBAUBA DOS BATISTAS UMARIZAL ACU ANTONIO MARTINS EXTREMOZ LAGOA DE PEDRAS LUIS GOMES PEDRA GRANDE RODOLFO FERNANDES SAO FRANC.6 3. Jardim de Angicos. que recebeu índice de 2.9 3.1 153º 154º 155º 156º 157º 158º 159º 160º 161º 162º TAIPU BOM JESUS JARDIM DE ANGICOS AFONSO BEZERRA SITIO NOVO CAICARA DO NORTE ESPIRITO SANTO PARAZINHO PEDRO VELHO RIACHO DA CRUZ 2.2 3. Mossoró e Lagoa Nova que ficou em décimo lugar com índice igual a 4. Apodi. Santana do Seridó.2 2.5 2. A tabela 3 demonstra de forma mais detalhada a evolução desses municípios.

7 2.0 1. sétima colocada com 3.gov.8 2. Nela também é possível constatar de forma mais clara.8 145º 138º Esta tabela possibilita uma melhor visualização da evolução classificatória de alguns municípios. As tabelas 4 e 5 apresentam os municípios selecionados para análises dos dados nos anos de 2007 e 2009.3 2.0 3.9 3. Em contra .8 3.4 4.br/siope/.8 3. que a cidade de Baraúna foi a que mais se recuperou na segunda avaliação realizada pelo MEC/INEP. o passo seguinte foi extrair os dados inseridos nos demonstrativos da função educação destes municípios junto ao sítio do SIOPE https://www. TABELA 4: DADOS DA EDUCAÇÃO NAS AMOSTRAS DOS MUNICÍPIOS EM 2007 POSIÇÃO NO IDEB 2007 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 155º 156º 157º 158º 159º 160º 161º 162º 163º 164º ÍNDICE OBTIDO NO IDEB 2007 4.2 2. exibindo o índice obtido no ano e também o número total de matrículas realizadas na educação infantil e no ensino fundamental da rede municipal. Nesta etapa os dados foram dispostos em tabelas onde para cada ano vinte municípios foram analisados.9 4. portanto o município com maior número de matrículas na amostra pesquisada. sendo.1 4.7 163º 164º 2.3 2. 1258 630 417 264 955 921 19800 2875 764 2450 546 369 3750 517 680 402 1102 552 393 659 MUNICÍPIO ACARI SAO JOAO DO SABUGI TABOLEIRO GRANDE SANTANA DO SERIDO RODOLFO FERNANDES CARNAUBA DOS DANTAS PARNAMIRIM IELMO MARINHO SAO JOSE DO SERIDO TANGARA SAO FRANCISCO DO OESTE VILA FLOR BARAUNA FRUTUOSO GOMES SERRINHA DOS PINTOS ALMINO AFONSO ANGICOS OLHO-D'AGUA DO BORGES FERNANDO PEDROZA JOAO DIAS Como se pode visualizar na tabela 4. relativos aos exercícios de 2007 e 2009.8 3. as tabelas contêm apenas os dados daquelas cidades que ficaram entre as dez primeiras e últimas colocações no IDEB 2007 e 2009.1 2.1 2.7 NÚMERO DE MATRÍCULAS NA ED.1 2.0 1. Após a identificação dos componentes da pesquisa.2 2. pois passou do centésimo qüinquagésimo sétimo lugar em 2007 para a décima segunda posição obtida em 2009.800 (dezenove mil e oitocentos) alunos matriculados. obteve um total de 19. ou seja.2 2.8 3. a cidade de Parnamirim. E ENS.FERNANDO PEDROZA JOAO DIAS 2. INF.fnde.8 no IDEB. FUND.

A partir desse ponto são apresentados os dados financeiros acerca dos recursos aplicados na educação para cada município das amostras servindo. E ENS.5 4. DF e municípios).6 2.0 4.3 NÚMERO DE MATRICULAS NA ED.5 4.3 2. FUND. Dando seqüência a análise.3 2. trezentos e quarenta) alunos matriculados na educação infantil e no ensino fundamental.4 4. que ficou em 4º lugar e com índice igual a 4.0. Nas tabelas 6 e 7.5 2. foram inseridos também os percentuais de aplicação das receitas de impostos e transferências vinculadas à MDE (mínimo de 25% para estados.3 5. além dos valores da receita bruta realizada e das despesas liquidadas.7 2.8 4.5 4. Neste ano o menor número de alunos nas escolas ficou novamente com a cidade de Santana do Seridó. na próxima tabela são apresentados os resultados educacionais para o ano de 2009.5 4. TABELA 5: DADOS DA EDUCAÇÃO NAS AMOSTRAS DOS MUNICÍPIOS EM 2009 POSIÇÃO NO IDEB 2009 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 153º 154º 155º 156º 157º 158º 159º 160º 161º 162º ÍNDICE OBTIDO NO IDEB 2009 5.3 2. conforme . a cidade que registrou o maior número de matrículas em sua rede municipal foi Mossoró com 16.partida a cidade de Santana do Seridó.3 2. 629 1235 787 696 3289 871 962 206 16340 2879 2044 1519 647 1685 973 862 998 1238 2038 501 MUNICÍPIO SÃO JOÃO DO SABUGI ACARI CRUZETA SÃO JOSÉ DO SERIDÓ APODI CARNAÚBA DOS DANTAS FELIPE GUERRA SANTANA DO SERIDÓ MOSSORÓ LAGOA NOVA TAIPU BOM JESUS JARDIM DE ANGICOS AFONSO BEZERRA SITIO NOVO CAICARA DO NORTE ESPIRITO SANTO PARAZINHO PEDRO VELHO RIACHO DA CRUZ Nos resultados demonstrados na tabela foram observados que durante o ano de 2009. portanto.5 2. para realização dos objetivos desta pesquisa. sendo este valor ainda menor que aquele divulgado em 2007. pois esse município só conseguiu fazer o registro de 206 alunos.6 4.340 (Dezesseis mil.6 2.3 2. INF. que é a de verificar a influência dos gastos destinados à educação nos resultados do desempenho da educação municipal. apresenta-se em 2007 com apenas 264 (duzentos e sessenta e quatro) alunos matriculados em sua rede de ensino municipal.

265. ou seja.05 % 60.291.22 1.016.84 e 24. (MIN. .63% nas despesas liquidadas com Manutenção e Desenvolvimento Educacional.10 Na análise dos dados financeiros de 2007 constantes na tabela 6.505.06 % 108.45 R$ 105.93 R$ 10.683.837.730.39 1. neste caso.04 % 20.991. como também chegaram a ultrapassar este percentual em até 15.17 2.105.299.64 % 27.94 1.906.14 % POSIÇÃO NO IDEB 2007 MUNICÍPIO DESPESAS COM MDE PARA FINS DE LIMITE 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 155º 156º 157º 158º 159º 160º 161º 162º 163º 164º ACARI SAO JOAO DO SABUGI TABOLEIRO GRANDE SANTANA DO SERIDO RODOLFO FERNANDES CARNAUBA DOS DANTAS PARNAMIRIM IELMO MARINHO SAO JOSE DO SERIDO TANGARA SAO FRANCISCO DO OESTE VILA FLOR BARAUNA FRUTUOSO GOMES SERRINHA DOS PINTOS ALMINO AFONSO ANGICOS OLHO-D'AGUA DO BORGES FERNANDO PEDROZA JOAO DIAS R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 1.64 R$ 4.65 % 25.662.36 R$ 4.371.182.39 % 77.930. de acordo com a lei Nº 11. A cidade de Vila Flor não transmitiu por meio do Siope os dados de receitas e investimentos em educação desse ano.371.28 1.468.48 R$ 4.67 % 32. os municípios colocados do primeiro ao décimo lugar atenderam. portanto.97 % 34.87 1.844.74 % 40.96 R$ 4.889.68 1.18 1.00 % 128.021. 212 da CF/88.196.882.36 % 71.art.61 % 98.32 % 65.285.673.21 % 70.409.20 % 60.08 % 27.663.60 R$ 4. sem exceção.57 867.038.48 R$ 6.) PARA FINS DE LIMITE R$ 6.13 % 31.001.933.50 R$ 4.69 R$ 4.113. não foi analisada.222.135.067.243.494/2007 do FUNDEB.83 % 34.991.23 % 29.83 R$ 26.475.304.590. bem como dos percentuais do FUNDEB aplicados na remuneração dos profissionais do magistério (mínimo de 60%).+TRANSF.260.370.21 R$ 4.81 % 60.79 % 25.67 % 118.16 R$ 4. Com relação às dez últimas posições de 2007.073.297. DO MAGIST.890.02 % 68.93 R$ 6.90 1.260.209.062. conforme o caso da cidade de São João do Sabugi. visto que registraram índices percentuais de 20.86 % 69.40 % 24.413.190.25 % 25.207.560.59 1.09 % 26. TABELA 6: RECURSOS APLICADOS NA EDUCAÇÃO MUNICIPAL EM 2007 RECEITA BRUTA REALIZADA (IMP.227.14%.42 R$ 4.179.29 % 30.590.73 1.84 % 28.61 1.26 % 88. destacado na tabela.01 1.447.55 1.932. apenas os municípios de São Francisco do Oeste e de João Dias não conseguiram alcançar o percentual mínimo exigido por lei nas despesas com MDE. 25%) 25.246.149. NA MDE (MIN.592.165.327.29 R$ 4.57 % 28.707. 60%) 60.871.79 1.077.113.09 R$ 4.492.02 % 69.63% do montante da receita totalizando uma aplicação anual de 40.410.97 % % DE IMPOSTOS E TRANSF.081.179.855. aos limites estabelecidos no artigo 212 da CF/88.780.159.18 % 1.26 % 107.65 % 21.10 R$ 4.827.63 % 31.287.72 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ % DO FUNDEB NA REM.467. respectivamente.43 1. todos eles não só atingiram o mínimo de 25% da receita bruta realizada com dispêndios gastos na educação básica.15 R$ 5.528.

72 % 35.465.722.98 R$ 7.29 R$ 8.11 R$ 7.506.16 DESPESAS COM MDE PARA FINS DE LIMITE % DO FUNDEB NA REM.634.307.192.742.284.15 A análise dos dados de 2009 constatou que todos os municípios da amostra (primeiros e últimos colocados) cumpriram e ainda ultrapassaram o limite mínimo de 25% das receitas de impostos e transferências vinculadas para os gastos com educação básica. .76 R$ 2.379.845.146. 25%) 35.469.489. No entanto.011.08 R$ 5.578.42 R$ 5.18 R$ 48. (MIN.70 % 88.698.52 R$ 6.247.218.26 % 25.Na tabela 7 podem ser visualizados os dados financeiros referentes ao ano de 2009 para a análise posterior da aplicação dos recursos em educação nesses municípios.01 % 26.76 R$ 6.001.20 R$ 1.654. NA MDE (MIN.755.650.657.37 % % DE IMPOSTOS E TRANSF.67 % 31.64 % 27.94 R$1.335. trata-se da cidade conhecida por Riacho da Cruz.220.50 % 62.856.50 R$ 2.986.248.270.167.72 R$ 5.91 % 78.290.451.38 % 28.89 % 25.811.47 % 26.+TRANSF.24 R$ 1.508.020.34 % 96. TABELA 7: RECURSOS APLICADOS NA EDUCAÇÃO MUNICIPAL EM 2009 RECEITA BRUTA REALIZADA (IMP. nesta tabela há dois municípios que não foram analisados por não transmitirem por meio do Siope os dados de receitas e investimentos em educação.633.176.29 % 33. Todavia é importante ressaltar ela está entre aquelas cidades que ficaram com os menores índices da lista do IDEB.95 % 60.468.013.23 R$ 177.86 % 65.29 % 32.68 % 27.487.72 % 71.83 % 31.769.96 R$1.246. Dos vinte municípios listados no ano de 2009.331.17 % 65.18 R$1.56 % 61. 60%) 60.62 R$ 5.87 R$2.609.105. as cidades de Felipe Guerra e de Jardim de Angicos.02 R$1.759.22% das receitas vinculadas na MDE.89 R$ 1.771.78 R$21.17 % 28. que aplicou 35.411.89 R$ 5.558.314.23 % 66.22 % POSIÇÃO NO IDEB 2009 MUNICÍPIO 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 153º 154º 155º 156º 157º 158º 159º 160º 161º 162º SÃO JOÃO DO SABUGI ACARI CRUZETA SÃO JOSÉ DO SERIDÓ APODI CARNAÚBA DOS DANTAS FELIPE GUERRA SANTANA DO SERIDÓ MOSSORÓ LAGOA NOVA TAIPU BOM JESUS JARDIM DE ANGICOS AFONSO BEZERRA SITIO NOVO CAICARA DO NORTE ESPIRITO SANTO PARAZINHO PEDRO VELHO RIACHO DA CRUZ R$ 1.84 % 61.83 R$ 1.05 R$1.24 % 25.505.174.390.497.40% 26.27 % 32.494.972.211.93 R$ 7.824.49 % 67. DO MAGIST.55 % 27.603.63 % 66.572.995.064.48 R$ 5.206.291.23 R$ 6.19 % 63.78 R$ 2.92 % 79.19 % 90.84 R$ 1.645.986.93 % 76.60 R$1.078.094.62 R$ 5.) PARA FINS DE LIMITE R$ 5.094.13 R$5. existe um que se destacou por apresentar um percentual de aplicação de recursos na educação maior do que todos os outros.339. ou pior ainda a mesma alcançou a última colocação no ranking municipal do Estado do Rio Grande do Norte.940.53 R$ 5. Justamente aquele município da amostra que mais investiu em educação ficou como último colocado na avaliação do IDEB.005.

Diante dessa constatação surge a hipótese de que a correta aplicação de recursos na área educacional pode não ser um fator de influência no Índice de Desenvolvimento da Educação no âmbito da rede municipal de ensino do RN. quando são consideradas . percebeu-se que todos os municípios selecionados atenderam aos limites desta função.Índice de Desenvolvimento da Educação Básica nos municípios potiguares detentores das dez primeiras e últimas posições no ranking municipal do Estado do Rio Grande do Norte. RECOMENDAÇÕES E CONCLUSÃO Este estudo buscou encontrar respostas a indagação constituída pelo atual problema de pesquisa. 212 da CF acerca dos limites constitucionais da educação. Diante disso. além de possibilitar o acesso e a contribuição da sociedade no monitoramento em prol de uma educação de qualidade. E este índice fica ainda menor. analisando-se os dados de todas as amostras de 2007 constatou-se que apenas dois municípios. Os resultados do IDEB divulgados pelo INEP servem para direcionar as melhorias das políticas públicas na área educacional. Para que se fizesse qualquer afirmação a esse respeito. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS. concentraram-se as atenções para o grupo dos últimos colocados nos dois anos de avaliação realizados pelo IDEB. integrantes das piores notas. Contudo. o objetivo do presente estudo foi verificar a existência de relação entre os recursos públicos aplicados na área educacional e o IDEB . não tivesse conseguido atender o que determina o art. São Francisco do Oeste e João Dias. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica criado pelo MEC mede a qualidade da educação no Brasil e é um indicador estatístico de muita importância. A princípio acreditava-se que a grande maioria daqueles municípios ocupantes das últimas colocações no desenvolvimento escolar. E para o ano de 2009. onde em termos percentuais às duas cidades já citadas. pois avalia o nível de aprendizagem e aprovação nas escolas e nas redes de ensino em todo o país. que questiona se a distribuição dos haveres financeiros de 2007 e 2009 exerce influência nos resultados de desempenho educacional dos municípios potiguares. não conseguiram atingir o limite mínimo de 25% das receitas vinculadas em educação. representam apenas 10% das amostras desse grupo de vinte representantes. que não alcançaram os limites constitucionais. para as séries iniciais do Ensino Fundamental Regular nos anos de 2007 e 2009.

dentre as vinte amostras de 2009. o índice fica em 5% quando também são adicionados aos cálculos. ter sido o município que mais investiu na educação em termos de porcentagem. Frente ao reduzido número de trabalhos acerca do tema em questão e diante das grandes possibilidades de análises que ainda podem ser geradas a partir das reflexões e discussões aqui abordadas. uso de outros níveis ou redes de ensino.todas as cidades pesquisadas. observa-se que esses valores percentuais tornam-se irrelevantes. recomenda-se a ampliação desta pesquisa pela necessidade de utilização de outras metodologias. Isto é. Conclui-se então que nas amostras pesquisadas. os últimos colocados no desenvolvimento educacional. na maioria das cidades. Tal fato reforça a interpretação de que o suporte de recursos financeiros não necessariamente garante uma educação de qualidade. esta cidade ficou na última colocação no IDEB. De volta ao questionamento inicial e com base na análise realizada. no cumprimento dos limites estabelecidos pela lei. Por outro lado. ou ainda a confirmação dos resultados obtidos e hipóteses levantadas em elaborações de trabalhos futuros. uma vez que também atenderam a referida exigência legal. Outro dado interessante para a pesquisa é o fato do município de Riacho da Cruz. Ou seja. e ainda assim. não . atenderem aos limites constitucionais. A hipótese proposta por esta pesquisa é de que a partir do momento em que os entes públicos passaram a divulgar suas demonstrações em sistemas virtuais para o controle das contas públicas pelos órgãos do governo e acesso a consulta popular. formas de abordagem do tema. não significa que diretamente tenham influenciado nos bons resultados alcançados. houve uma tendência. o fato de todos os municípios que ocuparam as melhores classificações no IDEB. reunindo um total de 40 (quarenta) unidades. já que estes podem estar relacionados a outras variáveis ou conjunto de fatores que poderão estar ou não inseridos no processo de ensino-aprendizagem”. aqueles municípios mais bem colocados no desempenho educacional de 2007 e 2009. tornou-se possível a elaboração da seguinte resposta: “Não há relação de influência significativa e de caráter financeiro que justifique a obtenção de bons ou maus resultados nos IDEB’s dos municípios pesquisados. a grande eficiência no cumprimento dos limites constitucionais dos gastos com educação pelos municípios potiguares. visto que 90% dos municípios pesquisados em 2007 e 100% das amostras de 2009 atenderam aos limites exigidos na lei.

evidenciam que haja influência dessas despesas nos resultados obtidos no biênio 2007 e 2009 do IDEB. para as séries iniciais do ensino fundamental da rede municipal de ensino. .

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