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NOV 1983

NBR 5176

ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

Segurança de aparelhos eletrônicos e aparelhos associados para uso doméstico em geral, ligados a um sistema elétrico

Sede:

       

Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR Endereço Telegráfico:

       

NORMATÉCNICA

       
 

Procedimento

     

Copyright © 1983, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/

Origem: ABNT - 03:103.02-001/1982 CB-03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade CE-03:103.02 - Comissão de Estudo de Receptores de Televisão Esta Norma substitui a NBR 5176 Esta Norma foi baseada nas IEC 65/76 e "Amendment Nº 1"

Palavra-chave: Segurança de aparelhos eletrônicos

48 páginas

Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

SUMÁRIO

 

1

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Objetivo

aos seus usuários proteção contra choques elétricos, efeitos de temperatura excessiva, efeitos de radiações

Documentos complementares

ionizantes, efeitos de uma implosão, incêndio e insta-

bilidade.

Definições

4

     

5

6

7

8

9

Condições gerais para ensaio Marcação e indicações

Aquecimento sob condições normais de operação

1.2 Esta Norma é aplicável aos aparelhos destinados a

Radiações ionizantes

serem ligados a um sistema elétrico de alimentação, seja

direta ou indiretamente, previstos para uso doméstico ou

Aquecimento em temperatura ambiente elevada

para uso geral similar em locais não sujeitos a goteiras e

Risco de choques elétricos sob condições normais de

respingos, abaixo relacionados:

10

11

12

13

14

15

16

17

operação Requisitos da isolação

a)

aparelhos receptores de som e imagem;

Condições de falha

     

Resistência mecânica

b)

amplificadores;

 

Elementos diretamente ligados ao sistema elétrico

c)

   

Componentes de segurança

transdutor-carga e transdutor-fonte independentes

Dispositivos de terminação

 

(ver 3.14 e 3.15);

Cabos flexíveis externos

d)

   

Fixações mecânicas e ligações elétricas

aparelhos acionados a motor, que incluam um ou

18 Resistência mecânica de cinescópios e proteção contra efeitos de implosão

 

vários dos aparelhos acima mencionados, ou que apenas possam ser utilizados em combinação com um ou mais deles, como fonógrafos, gravadores

19

20

Estabilidade mecânica

 

Resistência ao fogo de receptores de televisão

 

de fita magnética e projetores de filmes sonoros;

ANEXO A - Requisitos de segurança para equipamento eletrônico à prova de respingos alimentados pelo sistema elétrico ANEXO B - Figuras

e)

outros aparelhos, obviamente destinados a serem usados em combinação com os acima menciona- dos, como amplificadores para antena, aparelhos de alimentação e dispositivos de controle remoto

1 Objetivo

   

com fios;.

 

f) eliminadores de bateria.

1.1 Esta Norma estabelece as regras de segurança e prescreve métodos de ensaio aplicáveis a aparelhos ele- trônicos e aparelhos associados para uso doméstico ou geral, ligados a um sistema elétrico, visando a assegurar

Nota: Requisitos de segurança relativos a aparelhos eletrônicos à prova de pingos acham-se no Anexo A.

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1.3 Esta Norma é aplicável a aparelhos destinados a

serem utilizados em altitudes até 2000 m. Para aparelhos destinados ao uso em climas tropicais, são aplicadas regras especiais, conforme mencionado nas cláusulas correspondentes.

1.4 Esta Norma não é aplicável a aparelhos projetados

para uma tensão nominal de alimentação superior a:

NBR 6817 - Ensaios de ambiente e de resistência mecânica para componentes e equipamentos ele- trônicos - Parte II: Ensaio B - Calor seco - Método de ensaio

NBR 8150 - Cinescópio - Determinação das caracte- rísticas de emissão de radiação ionizante - Método de ensaio

a) 433 V (valor eficaz) entre fases para uso de apa- relhos de alimentação trifásica;

b) 250 V (valor eficaz) em todos os outros casos.

IEC 85 - Recomendations for the classifications of materials of the insulation of electrical machinery and apparatus in relation to their thermal stability in service

1.5 Esta Norma trata apenas de segurança e não de outras características dos aparelhos. Aplica-se a aparelhos construídos de forma a assegurar a proteção adequada contra choques elétricos, através de seu aterramento ou outro método especial de isolação.

IEC 127 - Cartridge fuse-links for miniature fuses

IEC 130-2 - Connectors for frequencies below 3 MHz

- Part 2 - Connectors for radio receivers and associated sound equipment

1.6 Requisitos gerais: os aparelhos, objeto desta Norma,

devem ser projetados e construídos de maneira a não apresentarem qualquer perigo, seja durante seus usos normais seja na ocorrência de defeitos, tendo em vista particularmente:

a) proteção pessoal contra choque elétrico;

IEC 130-8 - Connectors for frequencies below 3 MHz - Part 8 - Concentric connectors for audio circuits in radio receivers

IEC 130-9 - Connectors for frequencies below 3 MHz

- Part 9 - Circular connectors for radio and associated sound equipment

connectors for radio and associated sound equipment IEC 167 - Methods of test for the determination

IEC 167 - Methods of test for the determination of the insulation resistance of solid insulating materials

b) proteção pessoal contra os efeitos de temperatura excessiva;

IEC 169-2 - Radio-frequency connectors - Part 2 - Coaxial unmatched connector

c) proteção pessoal contra os efeitos de radiações ionizantes;

IEC 169-3 - Radio-frequency connectors - Part 3 - Two-pin connector for twin balanced aerial feeders

d) proteção pessoal contra os efeitos de implosão;

e) proteção contra fogo;

f) proteção pessoal contra os efeitos de instabilidade mecânica e de partes móveis.

IEC 173 - Colours of the cores of flexible cables and cords

IEC 227 - Polyvinyl chloride insulated cables of rated voltages up to and including 450/750 V

Em geral, a verificação é feita sob condições normais de operação e sob condições de falha, conforme especifi- cado em 4.2 e 4.3, executando-se todos os ensaios indi- cados.

IEC 245 - Rubber insulated flexible cables and cords with circular conductors and a rated voltage not exceeding 750 V

2 Documentos complementares

Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

NBR 5089 - Materiais-base revestidos de metal para circuitos - Determinação das características - Método de ensaio

NBR 5291 - Ensaios de ambiente e de resistência mecânica para componentes e equipamentos eletrô- nicos - Parte II: Ensaio calor úmido prolongado - Mé- todo de ensaio

NBR 5295 - Ensaios de ambiente e de resistência mecânica para componentes e equipamentos eletrônicos - Parte II: Ensaio FC - Vibração senoidal - Método de ensaio

NBR 5453 - Sinais e símbolos literais para eletricidade - Simbologia

IEC 260 - Test enclosures of non-injection type for constant relative humidity

ISO R 306-1968 - Plastics - Determination of the Vicat softening temperature of thermoplastics, and Edition

IEC 317 - Specifications for particular types of winding wires

3 Definições

Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.42.

3.1 Ensaios de tipo do produto

Conjunto de ensaios a serem efetuados sobre um número de amostras representativas do produto, a fim de verificar se um determinado fabricante pode ser considerado apto a fabricá-lo de acordo com a norma vigente.

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3.2 Manualmente

3.12 Eliminador de bateria

Operação em questão que não exige o uso de uma ferramenta, moeda ou qualquer outro objeto.

Aparelho destinado a ser utilizado em lugar da bateria de um aparelho eletrônico.

3.3 Parte acessível

Área que pode ser tocada pelo dedo-de-prova padrão.

Nota: Qualquer região acessível de uma parte não condutora é considerada como estando coberta de uma camada condutora (4.3.1).

3.13 Dispositivo de controle remoto

Dispositivo destinado a acionar um aparelho à distância, seja mecanicamente, eletricamente ou por irradiação.

3.14 Transdutor-fonte

3.4 Área viva

Área com a qual um contato pode provocar um choque elétrico apreciável (9.1.1).

3.5 Distância de escoamento no ar

Distância mais curta, medida no ar sobre a superfície do isolante, entre partes condutoras.

Aparelho destinado a converter energia de um sinal não elétrico em energia elétrica. Exemplos: microfone, cabeça reprodutora de gravação magnética, fonocaptores.

3.15 Transdutor-carga

Aparelho destinado a converter energia de um sinal elé- trico em outra forma de energia. Exemplos: alto-falantes, cabeça gravadora de discos, cinescópios.

3.6 Distância de separação no ar

3.16 Aparelho portátil

Mínima distância medida no ar entre duas partes condutoras.

Aparelho projetado especialmente para ser transportado manualmente com facilidade, cuja massa deve ser infe- rior a 15 kg.

3.7 Sistema elétrico

Qualquer fonte de alimentação com tensão de trabalho

3.17 3.18
3.17
3.18

Dispositivos de terminais para conexão externa

maior que 34 V (pico) que não é utilizada exclusivamente para alimentação dos equipamentos especificados em

Parte de um aparelho através da qual é feita a conexão a condutores externos ou a outros aparelhos; ela pode conter vários terminais.

1.1.

3.8

Tensão nominal do sistema elétrico

Tensão do sistema elétrico (tensão entre fases no caso de sistema trifásico) para o qual o fabricante projetou o aparelho.

Terminal de aterramento de segurança

Terminal ao qual são conectadas partes que devem ser aterradas por motivos de segurança.

3.9 Parte diretamente ligada ao sistema elétrico

3.19 Terminal de aterramento funcional

Parte de um aparelho que está eletricamente ligada ao sistema elétrico, de tal maneira que uma ligação entre esta parte e um dos pólos do sistema de alimentação causa nessa ligação uma corrente igual ou superior a 9 A. Especifica-se corrente de 9 A por ser a mínima corrente de ruptura de um fusível de 6 A. Em ensaios para deter- minar quais partes estão diretamente ligadas ao sistema elétrico, os fusíveis do aparelho não devem ser curto- circuitados.

3.10 Parte condutivamente ligada ao sistema elétrico

Parte de um aparelho que está ligada eletricamente ao sistema elétrico, de tal maneira que, ligando-se uma re- sistência de 2000 entre essa parte e um dos pólos do sistema elétrico, obtém-se através dessa resistência uma corrente elétrica superior a 0,7 mA (valor de pico), não estando o aparelho ligado à terra.

3.11 Aparelho de alimentação

Aparelho que recebe a energia do sistema elétrico e a distribui para um ou mais aparelhos.

Terminal ao qual são conectadas partes que necessitem de aterramento por motivos que não visam segurança.

3.20 Disjuntor térmico

Dispositivo que, durante condições anormais de funcio- namento de um aparelho eletrodoméstico, limita a ele- vação de temperatura do aparelho ou de uma ou mais de suas partes pela abertura automática do circuito ou pela redução de corrente; é construído de modo que seu ajuste de disparo não possa ser modificado pelo usuário.

3.21 Interruptor de segurança

Dispositivo destinado a interromper a alimentação de um aparelho quando uma cobertura é retirada.

3.22 Aparelho de consumo variável

Aparelho cujo consumo pode variar mais de 15% devido a variações nas características do sinal de entrada ou nas impedâncias de carga do circuito de saída.

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3.23 Impedância nominal de carga (do circuito de saída

de um aparelho de consumo variável)

Resistência especificada pelo fabricante, que deve ser ligada aos terminais de saída.

3.30 Impedância nominal de entrada de um alto-falante

Impedância especificada pelo fabricante do alto-falante, na freqüência de 1000 Hz, salvo especificação em con- trário do fabricante.

3.24 Tensão mínima de entrada para potência nominal

de saída limitada pela temperatura (de um aparelho de consumo variável)

Tensão que deve ser aplicada a um dado conjunto de terminais de entrada, para se obter a potência de saída nominal, limitada pela temperatura. A curva de resposta

deve ser plana, se for regulável, e o aparelho deve estar ajustado para máxima sensibilidade. As medidas serão

a 1000 Hz, salvo especificação em contrário do fabricante.

3.31 Potência nominal de entrada de um alto-falante

Potência máxima especificada pelo fabricante, que pode ser fornecida ao alto-falante, na freqüência de 1000 Hz, salvo especificação em contrário do fabricante. Geralmen- te, a potência nominal de entrada não pode ser fornecida continuamente ao alto-falante. Esta potência surge apenas em curtos períodos, como, por exemplo, em picos de mo- dulação.

3.32 Circuito impresso

3.25 Tensão mínima de entrada para potência nominal

de saída (de um aparelho de consumo variável)

Constituído de uma base de material isolante, de uma determinada dimensão, contendo todos os furos e, pelo menos, uma pista condutora.

3.33 Pista condutora

Configuração formada por um material condutor elétrico de um circuito impresso.

Tensão que deve ser aplicada a um dado conjunto de terminais de entrada para se obter a potência nominal de

saída. A curva de resposta deve ser plana, se for regulável,

e o aparelho deve estar ajustado para máxima sensi-

bilidade. As medições serão efetuadas a 1000 Hz, salvo especificação em contrário do fabricante.

3.34 3.35
3.34
3.35

Isolação básica

3.26 Potência nominal de saída limitada pela temperatura (de um aparelho de consumo variável)

Isolação aplicada às partes vivas de um aparelho eletrodoméstico, para assegurar o mínimo de proteção contra choques elétricos.

Potência especificada pelo fabricante que este aparelho pode fornecer continuamente à impedância nominal de carga, sem exceder a temperatura máxima permissível em qualquer ponto do aparelho, estando a freqüência do sinal dentro da faixa especificada pelo fabricante.

Isolação suplementar

Isolação adicional e distinta, aplicada sobre a isolação básica, para proporcionar proteção contra choques elé- tricos na ocorrência de falha de isolação básica.

Nota: Para certas faixas de freqüência, é possível que o aparelho possa fornecer continuamente uma potência de saída maior que a potência nominal de saída limitada pela temperatura.

3.36 Isolação dupla

3.27 Tensão nominal de saída (de um aparelho de

consumo variável)

Isolação que compreende a isolação básica e a isolação suplementar.

Tensão em um dado conjunto de terminais de saída que corresponde à potência nominal de saída.

3.37 Isolação reforçada

3.28 Potência nominal de saída (de um aparelho de

consumo variável)

Potência dissipada na impedância de carga, sendo essa potência e sua correspondente distorção especificadas pelo fabricante, na freqüência de 1000 Hz, salvo especi- ficação em contrário do fabricante. Geralmente um apa- relho de consumo variável não pode fornecer continua- mente a potência de saída nominal. Esta potência ocorre apenas em pequenos períodos, como, por exemplo, em picos de modulação.

3.29 Tensão nominal de entrada de um alto-falante

Máxima tensão especificada pelo fabricante, que pode ser fornecida ao alto-falante, na freqüência de 1000 Hz, salvo especificação em contrário do fabricante.

Sistema de isolação única, aplicada às partes vivas de um aparelho eletrodoméstico, que assegura um grau de proteção contra choques elétricos equivalente ao da isolação dupla, nas condições especificadas nesta Norma.

3.38 Aparelho classe I

Aparelho eletrodoméstico no qual a proteção contra cho- ques elétricos não depende exclusivamente da isolação básica, mas inclui precauções adicionais de segurança, como a ligação das partes condutoras acessíveis ao condutor de aterramento da instalação elétrica, de tal modo que estas partes condutoras não se tornem vivas no caso de falha da isolação básica.

Nota: Tais aparelhos podem ter partes pertinentes à construção classe II.

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3.39 Aparelho classe II

4.1.4 Salvo especificações em contrário:

Aparelho eletrodoméstico no qual a proteção contra cho- ques elétricos não depende exclusivamente da isolação básica, mas inclui precauções adicionais de segurança, como isolação dupla ou isolação reforçada, sem previsão para aterramento ou outras precauções que dependam das condições da instalação.

3.40 Chave de rede multipolar

Chave cuja função é desconectar todas as partes do aparelho, exceto aquelas indicadas em 15.6.1, de todos os pólos do sistema elétrico.

a) formas de onda são substancialmente senoidais;

b) medidas de tensões e correntes são levadas a efeito com instrumentos que não afetem apreciavelmente os valores a serem medidos.

4.2 Condições normais de operação

Consideram-se condições normais de operação a mais desfavorável combinação das condições descritas em 4.2.1 a 4.2.9.

3.41 Chave de rede unipolar

Chave cuja função é desconectar todas as partes do aparelho, exceto aquelas indicadas em 15.6.1, de um polo do sistema elétrico.

3.42 Chave funcional

Arranjo de chaves, que não seja a chave de rede multi- polar ou unipolar, colocado em qualquer parte do circuito do aparelho, o qual pode interromper a função prevista, como som ou imagem.

4.2.1 Qualquer posição normal de uso do aparelho, não

sendo impedida a ventilação natural. Isto será obtido co- locando-se o aparelho em um suporte horizontal, tendo dimensões não menores que as da base do aparelho e deixando um vão de não menos de 5 cm de profundidade, atrás do aparelho. Os ensaios nos aparelhos destinados

a fazerem parte de uma montagem não fornecida pelo

fabricante do aparelho devem ser levados a efeito, con- forme as instruções de uso fornecidas pelo fabricante,

especialmente aquelas que tratam da ventilação adequa- da do aparelho.

4.2.2 Uma tensão de alimentação de 0,9 vez ou 1,1 vez,

qualquer tensão nominal de alimentação para a qual é ajustado o aparelho. Qualquer freqüência nominal da tensão de alimentação. Alimentação por corrente contí- nua, ou por corrente alternada para os aparelhos previstos para estes dois tipos de alimentação.

4 Condições gerais para ensaio

4.1 Condições para os ensaios

4.1.1

4.2.3 4.2.4
4.2.3
4.2.4

Os ensaios relacionados nesta Norma são ensaios

de tipo.

4.1.2

Qualquer posição dos controles que sejam acessíveis

Todos os ensaios são efetuados em um mesmo

ao usuário para ajuste manual, com exceção dos adapta- dores de tensão enquadrados em 14.8. Qualquer dispo- sitivo de controle remoto, ligado ou não.

aparelho, na ordem das seções, tanto quanto possível.

4.1.3

Salvo especificações em contrário, os ensaios são

feitos sob condições normais de operação, temperatura ambiente compreendida na faixa de 15°C a 45°C, umidade relativa de 45% a 90% e pressão atmosférica de 86 kPa a 106 kPa (1) . Apenas para ensaio de julga- mento, são aceitas as três condições atmosféricas pa- drões da Tabela 1; é recomendado que apenas uma de- las seja usada em qualquer aplicação particular.

Qualquer terminal de terra, se existir, ligado ou não

à terra e qualquer pólo da fonte de alimentação isolada, usada durante os ensaios, ligado à terra.

4.2.5 O aparelho, sendo ou não usado em recepção ou

reprodução.

Tabela 1 - Condições atmosféricas padrões

 

a

 

bc

 

Temperatura(°C)

(23 ± 2)

 

(27 ± 2)

(40 ± 2)

Umidade relativa (%)

(50 ± 5)

(65 ± 5)

(85 ± 5)

860 mbar a 1060 mbar

 

Pressão atmosférica

(650 mm Hg a 800 mm Hg)

 

(1) 1 bar = 10 5 Pa. 1 mm Hg = 133, 322 368 4 Pa.

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4.2.6 Além disso, para aparelhos de consumo variável:

mento especificadas são distâncias reais mínimas, le- vando-se em conta tolerâncias de montagem e dos com- ponentes. A seção 4.3.3 fornece as indicações necessá- rias para a determinação das distâncias de separação no ar e escoamento, envolvendo fios esmaltados. Na de- terminação das distâncias de separação no ar e escoa- mento entre partes acessíveis e partes vivas, quando da utilização do dedo padrão de ensaio, qualquer área aces- sível constituída da parte não condutora é considerada como sendo coberta por uma camada condutora (ver Fi- gura 1, como exemplo). As tensões mencionadas na Ta- bela 2 são determinadas com o aparelho ligado à tensão nominal do sistema elétrico e após o mesmo ter alcançado o seu regime estacionário. As distâncias de separação no ar e escoamento são medidas com condutores e conec- tores em suas posições normais. Entre condutores não condutivamente ligados no sistema elétrico, os quais estão no circuito impresso cumprindo com os requisitos de força de retirada e aderência especificados na NBR 5089, os requisitos para distâncias de separação no ar e escoamento são modificados. As dimensões da Tabela 2 são substituídas pelos valores calculados pela fórmula:

Log d = 0,78 log

^

V

300

, com um mínimo de 0,5 mm

a) os terminais de cada circuito de entrada, curto- circuitados ou não;

b) o aparelho operado de maneira a fornecer a potên- cia nominal de saída à impedância nominal de carga;

c) se a potência de saída limitada pela temperatura estiver indicada no aparelho, o aparelho operado de maneira tal a fornecer a potência nominal de saída limitada pela temperatura à impedância nominal de carga;

d) a impedância nominal de carga de qualquer cuito de saída ligado ou não.

cir-

Nota: As condições de teste acima devem ser mantidas durante o menor tempo necessário para se efetuar as medidas relevantes.

4.2.7 Para aparelhos acionados a motor, as condições de

carga devem estar de acordo com as instruções de uso dadas pelo fabricante ou podem ser aquelas assumidas razoavelmente, se forem menos favoráveis. Quando se testam aparelhos acionados a motor, as outras partes do aparelho permanecem ligadas.

4.2.8

Onde: ^ V
Onde:
^
V

Os eliminadores de bateria conectados ou não à

carga indicada pelo fabricante.

4.2.9

Eliminadores de bateria tendo dimensões de uma

bateria normalizada, ou de um conjunto de tais baterias, serão ensaiados em um compartimento de baterias de concepção mais desfavorável. Eliminadores de bateria previstos para serem utilizados dentro de um determinado aparelho devem ser ensaiados no aparelho conforme instruções do fabricante.

4.3 Condições de falha

Entende-se por funcionamento sob condições de falha, em adição às condições normais de operação mencio- nadas em 4.2, cada uma das condições de 4.3.1 a 4.3.14, aplicadas em seqüência, e, associadas a ela, todas as outras condições de falha que são conseqüências lógi- cas. O exame do aparelho e de seu esquema elétrico ge- ralmente mostra quais condições de falha podem ser apli- cadas ao aparelho. Estas condições são aplicadas em seqüência e na ordem que for mais conveniente.

d = distância, em mm

= valor de pico, em V

Estas distâncias podem ser obtidas através da Figura 13. Redução nas distâncias de separação no ar e escoamen- to é permitida somente quando for levado em conside- ração o sobreaquecimento (ver 11.2). Os valores reduzi- dos acima aplicam-se aos próprios condutores, mas não aos componentes montados nem às conexões soldadas correspondentes. No cálculo da distância, são ignoradas as coberturas de verniz ou substâncias equivalentes so- bre o circuito impresso.

4.3.2 Curto-circuito através de (ou, se for o caso, interrup- ção de):

4.3.1 Curto-circuito através da distância de separação e

escoamento no ar

a) espaçamento intereletródico em válvulas, incluindo cinescópios;

Se uma distância de separação consistir em duas ou mais aberturas no ar em série, separadas por partes condu- toras, qualquer abertura de menos de 1 mm é ignorada no cômputo total da distância, a menos que a distância total, requerida na Tabela 2, seja menor que 1 mm. Entre- tanto, aberturas individuais menores que 0,5 mm são igno- radas. Isto não implica que os requisitos dimensionais para isolação, especificados em 9.3.7 e 9.3.8, possam ser ignorados. Se uma barreira isolante consistir em duas partes separadas por uma fenda capilar, deve-se levar em consideração o caminho ao longo desta fenda para determinação da distância de escoamento e da distância de separação. As distâncias de separação no ar e escoa-

b) filamentos e aquecedores em válvulas;

c) isolação entre filamento e catodo de válvulas;

d) dispositivos semicondutores;

e) interrupção de filamentos em lâmpadas indica- doras.

Algumas válvulas são construídas de tal modo que um curto-circuito entre certos eletrodos é bastante improvável ou mesmo impossível. Nestes casos, durante o ensaio, não é necessário colocar estes eletrodos em curto- circuito.

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Distância mínima de separação no ar e escoamento, em mm

Tabela 2 - Distância mínima de separação no ar e escoamento em função do valor de pico da tensão

no ar e escoamento em função do valor de pico da tensão 34 V correspondentes a
no ar e escoamento em função do valor de pico da tensão 34 V correspondentes a

34 V correspondentes a 0,6 mm

Valor de pico da tensão em Volts

Nota: Para partes condutivamente ligadas ao sistema elétrico com tensões na faixa de 220 V - 250 V (valor eficaz), as dimensões são iguais àquelas correspondentes a 354 V de pico. Para tensões acima de 4000 V de pico, teste de voltagem é utilizado para determinar se as distâncias de separação no ar e escoamento devem ser curto-circuitadas ou não (ver 10.3). A tensão através da isolação básica é determinada pelo curto-circuito da isolação suplementar e vice-versa. Os gráficos da Tabela 2 são definidos pelo seguinte:

Curva A:

Curva B:

354 V correspondentes a 3,0 mm

34 V correspondentes a 1,2 mm

354 V correspondentes a 6,0 mm

Sob certas condições estas distâncias podem ser reduzidas como mencionado em 4.3.3 e 9.3.5.

4.3.3 Curto-circuito através de isolação consistindo em

cobertura de verniz, esmalte ou tecido

Tais coberturas são ignoradas no cômputo das distâncias de escoamento ou separação especificadas na Tabe- la 2. Entretanto, se a isolação do fio for de esmalte e re- sistir ao ensaio prescrito para a classe II da IEC 317 se- ção 13, pode-se considerá-la como contribuindo com 1 mm, para as distâncias de escoamento e de separação no ar. Este item não implica a necessidade de se curto- circuitar isolações entre espiras de enrolamentos ou ca- pas isolantes.

4.3.4 Curto-circuito através de capacitores variáveis com

dielétrico de ar e capacitores eletrolíticos.

4.3.5 Curto-circuito através de partes isolantes que pos-

sam infringir os requisitos referentes à proteção contra

choque elétrico ou sobreaquecimento, com exceção das partes isolantes que estão de acordo com os requisitos de 10.3.

4.3.6 Curto-circuito ou desconexão, aquele que for o mais

desfavorável, de capacitares, resistores ou indutores, que venham a infringir os requisitos com respeito à proteção contra choque elétrico ou sobreaquecimento, a não ser que eles estejam de acordo com os requisitos do Capítu- lo 14, e no caso de desconexão de resistores deve-se obedecer também a 11.2. A fim de determinar quais as partes isolantes e os componentes (mencionados em 4.3.5 e 4.3.6) cujo curto-circuito ou interrupção venha a infringir os requisitos referentes à proteção contra choque elétrico ou aquecimento, o aparelho é examinado e seu esquema elétrico estudado.

4.3.7 Afrouxamento de um quarto de volta em parafusos

não lacrados ou dispositivos similares que sejam usados

para fixar tampas sobre partes vivas.

4.3.8 Interrupção da ventilação forçada.

4.3.9 A ligação da impedância de carga mais desfavorável

aos seus terminais de saída, incluindo curto-circuito, para aparelhos de consumo variável e fontes de alimentação.

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4.3.10

de:

Bloqueio de partes móveis de aparelhos providos

O

controle é efetuado por inspeção. É permitido marcar

 

os

aparelhos classe II com o símbolo consistindo em dois

a) motores que possuam um torque com rotor travado

b) motores com partida manual;

quadrados(

quadrados(

).Este símbolo deve ser localizado obvia-

menor que o torque a plena carga;

mente em um lugar onde constem informações técnicas ou similares para não confundir com a marca registrada ou nome do fabricante.

c) motores com partes móveis que possam ser blo- queadas por falhas mecânicas ou manuseio do aparelho, se tal falha ou manuseio for provável.

5.3 Sistema de elétrico (rede de alimentação)

O aparelho deve ser marcado com as seguintes informa-

ções:

a)

b)

c)

4.3.11 Operação contínua de motores, de enrolamentos

de relés ou dispositivos similares destinados a operação intermitente ou por curto espaço de tempo, se a operação contínua puder ocorrer acidentalmente.

tipo de alimentação:

- somente CA, com o símbolo

- somente CC, com o símbolo

4.3.12 Curto-circuito de capacitores de enrolamentos au-

xiliares de motores, exceto capacitores que se auto-re-

cuperam (por exemplo: capacitores de papel metalizado).

ou

----

tensão nominal de alimentação (ou faixas de tensões) que pode ser aplicada sem utilizar um comutador de tensão;

aparelhos que podem ser comutados para diversas tensões nominais de alimentação devem ser construídos de tal modo que a indicação de tensão para a qual o aparelho está ajustado seja visível, no aparelho, quando pronto para o uso. Se o aparelho for construído de tal modo que o usuário possa alterar o ajuste de tensão, esta ação deve mudar também a indicação. Se o aparelho possuir mais de um comutador de tensão, deve aparecer claramente se todos os comutadores devem ser ajustados à mesma tensão;

4.3.13 Operação de um eliminador de bateria conectado

à carga mais desfavorável, inclusive ligação em curto- circuito.

4.3.14 Conexão simultânea a tipos alternativos de alimen-

tação previstos pelo projeto, a menos que tal operação seja impedida por construção.

5 Marcação e indicações

5.1

d)
d)

Generalidades

aparelho deve ser marcado de acordo com 5.2, 5.3,

O

5.4, 5.6 e 5.7. As marcas e indicações devem ser:

a) facilmente discerníveis no aparelho, quando pron- to para o uso, de tal maneira que seja impossível qualquer confusão;

b) indeléveis e legíveis.

freqüência nominal de alimentação (ou faixa nominal de freqüências) em Hertz se a segurança depender do uso da freqüência de alimentação correta;

A marcação e as indicações não devem desaparecer

quando esfregadas levemente com um pedaço de pano embebido em álcool etílico ou benzina, e também com

água. A indicação deve ser colocada de preferência no exterior do aparelho, excluindo a parte inferior. Entretanto, a indicação pode ser colocada em outro local que permita fácil acesso manual, isto é, sob uma cobertura ou sob o prato de toca-discos facilmente removível ou no exterior da parte inferior de aparelhos pequenos, leves, desde que a localização da indicação seja dada nas instruções de uso. Símbolos literais para grandezas e unidades devem estar de acordo com a NBR 5453. Símbolos grá- ficos devem estar de acordo com as normas brasileiras de simbologia. Porta-fusíveis devem ser marcados de acordo com 14.5.2. Chaves de rede devem ser marcadas

de

acordo com 14.6.6. O controle é efetuado por inspeção.

5.2

Identificação

O aparelho deve ser identificado por:

a) nome do fabricante ou marca registrada;

b) nome ou número do modelo;

c) outras identificações exigidas por lei.

e) se existir uma tomada para fornecer alimentação a outros aparelhos, a tensão (se diferente da ten- são de alimentação) e a potência ou corrente podem ser consumidas.

O controle é feito por inspeção.

5.4 Dispositivos terminais

Os dispositivos terminais devem ser marcados com os seguintes símbolos:

a) terminal para aterramento de segurança, se houver algum:

.
.

b) dispositivos terminais que são vivos sob condições normais de operação, com exceção do terminal para alimentação pelo sistema elétrico e soquetes de alimentação: . A flecha deve apontar para o dispositivo terminal. Este símbolo deve ser usado somente para indicar a existência de terminais vivos e não pode ser utilizado para indicar terminais não vivos com a finalidade de evitar requisitos de isolação mais rígidos. A verificação é feita por ins-

NBR 5176/1983

9

     

5.7

Identificação na documentação

 

peção; a marcação do aterramento de segurança não precisa ser necessariamente distinguível pela parte externa (ver 15.2).

Com o propósito de informação, será útil:

Se na documentação de serviço do fabricante, por exem- plo no esquema elétrico ou lista de componentes, um símbolo for utilizado para indicar que um determinado componente deve ser substituído somente por outro espe-

 

a)

marcar aparelhos que podem ser utilizados tanto em CA como em CC com o símbolo:

cificado nesta documentação, por motivos de segurança, o seguinte símbolo deve ser usado: . Este símbolo não deve ser colocado nos componentes ou no painel

 

b)

dar o consumo ou corrente máxima;

impresso. A verificação é feita por inspeção.

 

c)

marcar cada terminal de entrada de um alto-falante independente com duas das seguintes informa-

6 Radiações ionizantes

 
   

ções:

O

aparelho deve ser construído de tal forma que ofereça

         

ao usuário proteção contra radiações ionizantes (ver

   

-

a tensão nominal de entrada ou a faixa de tensões nominais de entrada;

NBR 8150).

 
   

-

a impedância nominal de entrada ou a faixa de impedância de entrada;

7 Aquecimento sob condições normais de operação

   

-

a potência nominal de entrada;

7.1 Em uso normal, nenhuma parte do aparelho deve atingir uma temperatura perigosa. O controle é feito me-

 

d)

dar, tendo em vista o ensaio de aparelhos de con- sumo variável, o seguinte:

dindo-se a temperatura em condições normais de ope- ração após ter sido atingido o regime estacionário. Em geral, assume-se que se tenha atingido um regime esta-

   

-

potência nominal de saída;

cionário após 4 h de operação. Entretanto, para aparelhos

   

-

potência nominal de saída limitada pela tem-

de consumo variável, a impedância nominal de carga é ligada e o aparelho é posto em funcionamento, usando-

     

peratura;

se

o sinal padrão descrito em 6.5 de maneira que forneça:

   

-

impedância nominal de carga, ou tensões nomi- nais de saída, de todos os circuitos de saída;

 

a)

a potência nominal de saída limitada pela tempe- ratura, se especificada pelo fabricante;

   

-

tensão nominal de entrada para a potência nominal de saída;

 

b)

um oitavo da potência de saída.

 
         

As temperaturas são determinadas:

 
   

-

tensão mínima de entrada para a potência no- minal de saída limitada pela temperatura;

 

a)

no caso de enrolamentos, pelo método de medida de resistência;

   

-

faixa de freqüência de sinal de entrada para o qual o aparelho foi projetado.

 

b)

em outros casos, por qualquer método adequado.

5.5

Consumo de potência

Se a potência consumida for indicada, o consumo real do aparelho não deve exceder o valor marcado além de 10%. A verificação é feita por meio de um ensaio sob condições normais de funcionamento, porém com o aparelho ligado à sua tensão de alimentação nominal.

Deve-se cuidar para que durante a medida das resistên- cias dos enrolamentos, a influência de circuitos ou cargas ligadas a estes enrolamentos seja desprezível. Os acrés- cimos de temperatura não devem exceder os valores da coluna I da Tabela 3.

No caso de aparelhos de consumo variável, a potência nominal de saída é aplicada à impedância de carga nominal, usando-se um sinal padrão obtido de um gerador de ruído branco. O sinal é aplicado ao aparelho a ser ensaiado através de um duplo filtro passa-baixa RC com uma constante de tempo C-250 µs a um duplo filtro passa- altas RC com uma constante de tempo ζ = 5 ms (ver Figuras 2-a) e 2-b)). O equipamento de medição da saída deve ter freqüência e forma de onda independentes. Se for apropriado, pode-se usar este sinal para modular uma onda quadrada.

Materiais isolantes que estejam servindo de suporte

para peças em ligação condutiva com o sistema elétrico devem ser resistentes ao calor, se, em uso normal, estas peças forem percorridas por correntes maiores do que 0,5 A e se forem passíveis de aquecimento excessivo de- vido a um contato imperfeito. A verificação é feita sub- metendo-se o material isolante ao ensaio especificado na alínea a) de (F) na Tabela 3. A temperatura de amo- lecimento do material isolante deve ser de pelo menos 150°C. Nos casos onde dois grupos de condutores, cada um suportado por partes isolantes, e que possam ser rigi- damente conectados ou presos juntos (por exemplo: por plugue e soquete), apenas uma das partes isolantes ne-

7.2

contatos de chaves e de adaptadores de voltagem, para-

5.6

Eliminador de bateria

Se um eliminador de bateria for projetado para ser utiliza- do exclusivamente na parte externa do aparelho, deve haver uma indicação clara desta restrição. A verificação é feita por inspeção. A marcação por meio de um símbolo acha-se em estudo.

cessita satisfazer o ensaio. Se uma das partes isolantes é fixa ao aparelho, esta deve satisfazer ao ensaio. Exemplos de partes que podem em uso dissipar calor apreciável:

fusos de conexões para contato elétrico e suporte de fusíveis.

10

NBR 5176/1983

Tabela 3 - Acréscimos permissíveis de temperatura

Acréscimo permitido de temperatura (°C) Climas temperados Climas tropicais Partes do aparelho Condições
Acréscimo permitido de temperatura (°C)
Climas temperados
Climas tropicais
Partes do aparelho
Condições
Funcionamento
Condições
Funcionamento
normais de
com defeito
normais de
com defeito
operação
operação
I
II
I
II
Partes externas
Partes metálicas: botões, alças, etc.
30
65
20
55
Gabinetes (A)
40
65
30
55
Partes não metálicas: botões, alças, etc. (B)
50
65
40
55
Gabinetes (A), (B)
60
65
50
55
Interior de madeira
60
90
50
80
Gabinetes de material isolante
(C)
(C)
(C)
(C)
Enrolamento (D)
Fios isolados com algodão, seda,
etc. não impregnados
55
75
45
65
Fios isolados com algodão, seda,
etc. impregnados
70
100
60
90
Fios esmaltados óleo-resinosos
70
135
60
125
Fios esmaltados com resina de
polivinil-formaldeído ou poliuretano
85
150
75
140
Núcleo laminado
Como para os enrolamentos correspondentes
Cabos de alimentação e fiação:
- Isolados com cloreto de polivinila
comum (H) :
- não sob esforço mecânico
60
100
50
90
- sob esforço mecânico
45
100
35
90
- Isolados com borracha natural
45
100
35
90
Outros isolantes (D), (G) exceto termoplásticos
Papel não impregnado
55
70
45
60
Papelão não impregnado
60
80
50
70
Algodão impregnado, seda, papel e
tecido, resinas de uréia
70
90
60
80
Laminados colados com resinas de
fenol-formaldeído, peças moldadas em
resinas de fenol-formaldeído com
enchimentos de celulose
85
110
75
100
Peças moldadas em resina
fenol-formaldeído com impedimentos
minerais
95
130
85
120
/continua

NBR 5176/1983

11

/continuação

           
         

Acréscimo permitido de temperatura (°C)

 
       

Climas temperados

Climas tropicais

 
   

Partes do aparelho

         
       

Condições

Funcionamento

Condições

Funcionamento

       

normais de

com defeito

normais de

com defeito

 
       

operação

 

operação

   
       

I

II

I

II

 
 

Laminados colados com resinas epóxi

120

150

110

140

 
 

Borracha natural

 

45

100

35

90

 
 

Materiais termoplásticos (E)

   

(F)

   

Nota: Os valores dos acréscimos de temperatura são baseados em uma temperatura ambiente máxima de 35°C para climas tem- perados e de 45°C para climas tropicais, porém as medições são efetuadas em condições normais de operação.

(A)

Para superfícies onde nenhuma dimensão excede 5 cm e que provavelmente não serão tocadas em uso normal, acréscimos de temperatura de até 65°C (55°C em climas tropicais) são permitidos em condições normais de operação.

(B)

Se estes acréscimos de temperatura forem superiores àqueles permitidos pela classe de materiais isolantes, a natureza do material será o fator determinante.

(C)

Os acréscimos permissíveis de temperatura para os gabinetes de material isolante são os indicados para os materiais correspondentes.

(D)

Para fins desta Norma, as elevações de temperatura permissíveis são baseadas nas recomendações da IEC Publicação 85 (Recomendações para classificação de materiais para isolação de máquinas elétricas e aparelhos em relação à sua estabilidade térmica em funcionamento). Os materiais mencionados acima são apresentados só como exemplos. Se forem usados outros materiais além daqueles relacionados na IEC Publicação 85, as máximas temperaturas não devem exceder aquelas que se com- provam como satisfatórias.

(E)

Borrachas naturais e sintéticas não são consideradas materiais termoplásticos.

     

(F)

Devido à grande variedade de materiais termoplásticos existentes não é possível predeterminar os acréscimos de temperatura. O seguinte método será utilizado, até que se tenham dados a respeito:

 

a) a temperatura de amolecimento do material é determinada em uma amostra em separado, de acordo com as prescrições da recomendação ISO R-306 com as seguintes modificações:

 

-

profundidade de penetração de 0,1 mm;

         
 

-

a carga total de 10N (1 kgf) é aplicada antes do retorno ao valor zero do comparador ou do registro da leitura inicial;

 
 

b) as temperaturas limites a serem consideradas para determinar os acréscimos de temperatura são:

   
   

- sob condições normais de operação, uma temperatura de 10°C abaixo da temperatura de amolecimento obtida conforme alínea a);

   

- em funcionamento com defeito, a própria temperatura de amolecimento.

     

(G)

A Tabela não se aplica a materiais usados na construção de resistores.

     

(H)

A possibilidade de aumentar os valores para fios e cabos isolados com cloreto de polivinila resistente ao calor está sendo considerada.

12

NBR 5176/1983

8 Aquecimento em temperatura ambiente elevada

8.1 Resistência ao calor sem forças externas

9 Risco de choques elétricos sob condições normais de operação

9.1 Verificações externas

O

aparelho deve ser suficientemente resistente ao calor.

O

controle é feito sob condições normais de operação,

9.1.1 Generalidades

entretanto:

a) a temperatura ambiente é compreendida entre 35°C e 40°C para climas temperados e 45°C e 50°C para climas tropicais;

b) para aparelhos de consumo variável, as condições de 8.1 a) e b) são aplicáveis.

A

duração deste teste é de 4 h. A câmara de ensaio, com

o

aparelho no seu interior, tem sua temperatura elevada

Partes acessíveis e terminais para antena e terra não devem ser vivos. Como não há ainda acordo sobre um padrão para conectores que devem ser usados nas ligações externas de um aparelho que esteja dentro do âmbito desta Norma, os para o circuito de áudio de um amplificador para ligar toca-discos e gravadores de fita de baixa freqüência não devem ser vivos. Os terminais previstos em um amplificador para a conexão de um mi- crofone, um alto-falante independente ou fones de ouvi- do não devem estar ligados condutivamente ao sistema elétrico de alimentação. Outros terminais externos não devem ser vivos, à exceção de:

ao valor mencionado e é mantida nesta temperatura du- rante o ensaio. Depois do ensaio, o aparelho não deve apresentar dano dentro do critério desta Norma. A tem- peratura atingida durante o ensaio, compostos de veda- ção e impregnação não devem se tornar fluidos a ponto de tornar insuficiente a proteção contra choque elétrico

acidental. Os componentes que durante o ensaio apresen- tarem defeito devido ao fato de estarem a uma tempe- ratura ambiente de 45°C ou 35°C, conforme o caso, po- derão ser substituídos, contanto que seu defeito não afete

a

segurança. Se um componente for muito sensível ao

a) terminais marcados com o símbolo indicado em

5.4-b);

b) terminais previstos para a conexão do aparelho ao sistema elétrico de alimentação;

c) tomadas para a alimentação de outros aparelhos.

50
50

Além disto, para eliminadores de bateria, os terminais que serão ligados a um aparelho projetado para ser alimentado por bateria não devem ser perigosos ao serem

calor, é recomendado que se efetue o ensaio a uma tem- peratura mais próxima possível de 45°C ou 35°C, con- forme o caso. Se a atuação prematura de um dispositivo de limitação de temperatura impedir a realização do en- saio, este deve ser curto-circuitado.

8.2

tocados. Para determinar se uma parte é acessível (ver 3.3), utiliza-se o dedo articulado de ensaio, conforme a Figura 3-a) ou o dedo rígido de ensaio, conforme a Figura 3-b); estes são aplicados em todos os pontos possíveis e, em caso de dúvida, com uma forma máxima de

Resistência ao calor com forças externas

N (5 kgf), do modo indicado em 8.2. O ensaio é efetuado

em todas as superfícies externas, inclusive a parte infe- rior do aparelho. Para evidenciar um contato do dedo de ensaio com partes condutoras, recomenda-se utilizar um instrumento para se obter uma indicação elétrica do contato, operando com tensão de aproximadamente

40 V. Para determinar se uma parte ou terminal acessível

é uma área viva, as seguintes medições são efetuadas entre duas partes ou terminais quaisquer, e também entre qualquer parte ou terminal e cada um dos pólos do sistema elétrico de alimentação usado durante o ensaio. As descargas são medidas para a terra, imediatamente depois da interrupção da alimentação, com o aparelho ligado à terra. A parte ou terminal de um dispositivo de conexão externa não é uma área viva, se:

O

tente a forças externas em temperaturas elevadas. O con-

trole é feito através dos ensaios seguintes, na máxima temperatura que cada parte da caixa atingir durante o ensaio descrito em 8.1. Por meio de um dedo rígido de ensaio (Figura 3-b)) com uma força de 50 N (5 kgf) dirigida para dentro e aplicada durante 10 s, a diferentes pontos da superfície incluindo coberturas têxteis para alto- falantes. Por meio de um gancho de ensaio (Figura 4) com uma força de 20 N (2 kgf) dirigida para fora e aplicada durante 10 s, a todos os pontos em que isto for possível.

O aparelho não precisa estar ligado ao sistema elétrico

gabinete do aparelho deve ser suficientemente resis-

de alimentação durante estes ensaios. Durante os ensaios, as distâncias entre partes metálicas acessíveis

e áreas vivas não devem ser menores do que as indicadas na Tabela 2 ou que os valores indicados em 9.3.5, se for ocaso. Áreas vivas não devem tornar-se acessíveis e co- berturas têxteis não devem tocá-las. Depois dos ensaios,

o aparelho não deve apresentar dano, segundo critério

desta Norma. A força será exercida pela ponta do dedo de ensaio, para evitar efeito de cunha ou de alavanca. Por exemplo, um dedo rígido de ensaio pode aplicar uma força, conforme descrito acima, em torno de qualquer abertura, ou em qualquer ponto onde uma deformação possa causar uma abertura, e ao mesmo tempo um dedo de ensaio provido de juntas (Figura 3-a)) será aplicado sem força para determinar se partes vivas se tornam acessíveis.

a)

do

terminal da antena e/ou terminal terra, a corrente

medida através de uma resistência não indutiva de 2000 não exceder 0,7 mA (de pico) CA ou

2

mA CC e, além disso, para os terminais de antena,

quantidade de eletricidade descarregada não deve exceder 4,5 µC;

a

b)

de qualquer outra parte ou terminal, a corrente medida através de uma resistência não indutiva de 50000 não exceder 0,7 mA (de pico) CA ou

2 mA CC e ainda mais:

- para tensões entre 34V (pico), a capacidade não deve exceder 0,1 µF;

NBR 5176/1983

13

- para tensões entre 450V (pico) e 15 kV (pico) a quantidade de eletricidade descarregada não deve exceder 45 µC;

- para tensões acima de 15 kV (pico), a energia da descarga não deve exceder 350 mJ.

Para freqüência acima de 1 kHz, o limite de 0,7 mA (pico) será multiplicado pelo valor da freqüência em kHz, sem, contudo, exceder 70 mA (pico). Os valores indicados para as capacitâncias são valores nominais. A corrente má- xima de 0,7 mA (pico), embora segura, está dentro dos li- mites de percepção de algumas pessoas. Sob determi-

nadas condições, particularmente nas regiões tropicais, um valor limite de conforto, de 0,3 mA (pico) poderá ser usado. O ensaio efetuado na seção (b) estabelece que

se a tensão for superior a 34 V (pico) CA ou 100 volts CC,

a impedância da fonte é tal que a corrente medida através

de uma resistência de 50000 não será superior a 0,7 mA (pico) CA ou a 2 mA CC.

9.1.5 Acesso a controles para pré-ajustes

Se um orifício dá acesso a controles de pré-ajustes e está marcado como tal sobre a superfície externa, e se o ajuste deste controle requer o uso de uma chave de fenda ou outra ferramenta, o ajuste deste controle não deve envolver risco de choque. A verificação é feita inserindo-se através do furo o pino metálico de ensaio descrito em 9.1.3. O pino de ensaio será aplicado em todas as posições e, em caso de dúvida, com uma força de 10 N (1 kgf). O pino não deverá tornar-se vivo.

9.1.6 Ajuste da tensão de alimentação

A comutação manual da tensão ou da natureza da alimen-

tação não deve envolver riscos de choque elétrico. A ve- rificação é feita pela aplicação de ensaios de 9.1.1.

9.2 Ensaios após a remoção de tampas de proteção de

acesso previsto ao usuário

9.1.2 Eixos de comado

Áreas vivas dos eixos de comando devem estar adequa- damente protegidas. A verificação é feita por meio de uma corrente de metal sem fim, com 2 mm de diâmetro, constituída de pequenos elos, suspensa livremente. Não deve ser possível (do exterior do aparelho) fazer-se um contato elétrico da corrente metálica com os eixos e seus parafusos de fixação. Um exemplo do tipo de corrente de ensaio usado é mostrado na Figura 5.

Áreas que ficam expostas após remoção manual de cober- turas não devem ser vivas. A verificação é feita pela apli- cação dos ensaios de 9.1.1, exceto que as descargas são medidas 2 s após a interrupção da fonte de energia.

9.3 Requisitos de construção

9.3.1 a)
9.3.1
a)

A isolação de áreas vivas não deve ser feita com

materiais higroscópios, como madeira não impregnada, papel e materiais fibrosos similares. A verificação é feita por inspeção e, em caso de dúvida, pelo seguinte ensaio:

9.1.3 Abertura para ventilação

Furos de ventilação ou outros furos sobre áreas vivas de- vem ser protegidos de tal modo que um corpo estranho (por exemplo, um colar) introduzido dentro do aparelho não faça contato com qualquer área viva. O controle é feito pela inserção através dos furos de um pino de teste metálico com diâmetro de 4 mm e um comprimento de 100 mm. O pino de teste é suspenso livremente, sendo a sua penetração limitada ao seu comprimento. O pino de teste não deverá tornar-se vivo.

9.1.4 Dispositivo para conexão externa

uma amostra do material, conforme definido no Artigo 9 da Publicação 167 da IEC, é submetida ao ensaio descrito na NBR 5291 (temperatura: (40 ± 2)°C, umidade relativa:

90% a 95%), com duração de:

7 dias (168 h) para aparelhos destinados a países tropicais;

b) 4 dias (96 h) para os demais aparelhos.

Após este ensaio, a amostra deve ser aprovada no ensaio de 10.3 desta Norma. Se necessário, o ensaio será efe- tuado em diversas amostras.

O

uso de plugue de um único pólo ou de um fio nu para

9.3.2

O aparelho deve ser construído de tal maneira que

se

fazer ligações com dispositivos para conexão externa

não haja risco de choque elétrico proveniente de partes

à terra, à antena, aos transdutores de carga ou trans- dutores geradores, com exceção daqueles assinalados com o símbolo de 5.4-b), não devem envolver riscos de choques elétricos. A verificação é feita pelo seguinte ensaio:

acessíveis ou daquelas partes tornadas acessíveis pela remoção manual de uma cobertura. Entretanto, partes internas de um compartimento de baterias que se tornem acessíveis ao se trocar as baterias, com ou sem o uso de ferramentas, devem ser isoladas de áreas vivas pelo me-

 

a) dentro de 25 mm medidos a partir de cada contato do dispositivo de conexão externa será aplicado um pino de ensaio de acordo com a Figura 6, em todas as posições possíveis e em caso de dúvida

nos por uma isolação básica. A exigência acima será cumprida, satisfazendo-se os requisitos de 9.3.3 e 9.3.4. Contatos inacessíveis de dispositivos terminais são considerados partes acessíveis, a não ser que sejam mar- cados com o símbolo de 5.4-b) ou previstos para conectar

com uma força de 10 N (1 kgf);

aparelho à rede elétrica ou fornecer energia a outros aparelhos.

o

b) os contatos são ensaiados com um fio nu com diâ- metro igual a 1 mm e um comprimento de 100 mm;

c) o pino de teste ou o fio não deve tornar-se vivo (ver

15.1.2).

9.3.3 Para aparelhos classe I, as partes metálicas aces-

síveis , exceto aquelas partes do aparelho que pertencem à classe II (ver 3.38), devem ser separadas das áreas vivas por isolação básica, atendendo aos requisitos de 9.3.4-a). Estes requisitos não se aplicam a isolações que

14

NBR 5176/1983

mesmo curto-circuitadas não causam perigo de choque. Por exemplo, se uma extremidade de um enrolamento secundário de um transformador isolador estiver ligada a uma parte metálica acessível, a outra extremidade não precisa satisfazer a nenhum requisito especial de isolação em relação à mesma parte metálica acessível. Os aparelhos classe I devem ser providos de um terminal ou contato de aterramento de segurança, ao qual as partes metálicas acessíveis devem ser confiavelmente ligadas, exceto aquelas isoladas das áreas vivas através de uma isolação, de acordo com os requisitos de 9.3.4, ou aquelas que estão livres de se tornarem vivas através de uma parte metálica conectada confiavelmente ao terminal de aterramento. Exemplos de parte metálica são: uma blin- dagem metálica entre os isolamentos primários e secun- dários de um transformador (ver 14.3.2), um chassi me- tálico, etc.

9.3.4 Para aparelhos classe II as partes acessíveis devem ser isoladas das áreas vivas ou por dupla isolação, espe- cificada em a), ou por isolação reforçada especificada em b). Estes requisitos não se aplicam a isolações que, mesmo curto-circuitadas, não causam perigo de choque. Por exemplo, se uma extremidade de um enrolamento secundário de um transformador isolador estiver ligada a uma parte metálica acessível, a outra extremidade não precisa satisfazer a nenhum requisito especial de isolação em relação à mesma parte metálica acessível. Um com- ponente que atenda aos requisitos de 14.1 ou 14.3 pode fornecer isolação suplementar, dupla ou reforçada. A isolação básica ou a isolação suplementar pode, cada uma, ser obtida através de um capacitor que atenda aos requisitos de 14.2. A isolação dupla ou reforçada pode ser obtida através de um capacitor que atenda aos requi- sitos de 14.2, se for empregado um processo apropriado e confiável para verificar a contínua e uniforme obediência às especificações apropriadas durante sua produção. Como alternativa, são requeridos dois capacitores do mes- mo valor nominal, em série, e que atendam aos requisitos de 14.2:

a) se partes acessíveis estão separadas de áreas vivas através de isolação básica e suplementar, deve-se aplicar a seguinte regra:

- cada uma destas isolações deve atender aos requisitos do Capítulo 10 e aos requisitos das distâncias de separação do ar e escoamento como especificado em 9.3.5;

- isolações internas que não satisfazem os requi- sitos de 9.3.6, 9.3.7 ou 9.3.8 são desprezadas nas medidas das distâncias de escoamento e de separação do ar;

- invólucros de madeira que não satisfazem os re- quisitos de 9.3.1 são permitidos como isolação suplementar, se resistirem ao teste de rigidez dielétrica de 10.3 após o tratamento de umidade de 10.2;

b) se partes acessíveis são separadas de áreas vivas através de isolação reforçada, deve-se aplicar a seguinte regra:

- a isolação deve atender aos requisitos do Capítu- lo 10. Além disto, deve atender aos requisitos de distâncias de separação no ar e escoamento es- pecificados em 9.3.5;

- isolações internas que não satisfazem os requi- sitos de 9.3.6, 9.3.7 ou 9.3.8, são desprezadas nas medidas das distâncias de separação no ar e de escoamento.

9.3.5 Distâncias de separação no ar e escoamento não devem ser menores do que os valores indicados na Tabe-

la 2, exceto que eles poderão ser reduzidos de 1 mm se

todas as três condições seguintes forem satisfeitas:

a) elas não estão entre partes metálicas acessíveis de um invólucro e áreas vivas, se forças externas, como as esperadas em uso normal, incluindo trans- porte, puderem reduzi-las;

b) elas são mantidas por construções rígidas;

c) suas propriedades de isolação não correm o risco de serem afetadas significativamente por qualquer deposição de poeira.

As mínimas distâncias de separação no ar e escoamento não devem ser reduzidas abaixo de dois terços dos

valores dados pelas curvas da Tabela 2, depois de levar em conta toda redução permitida para fios esmaltados,

acordo com 4.3.3, com um mínimo de 0,5 mm para iso-

de 1 e
de
1
e

lação básica e suplementar, e com um mínimo de

mm para isolação reforçada. O controle é feito por

inspeção e medição. As distâncias de separação no ar e

escoamento são medidas durante a aplicação de uma

força de 2 N em qualquer área viva (incluindo fios vivos)

a qualquer parte interna ligada a partes acessíveis (in- cluindo fios conectados a elas) e ao mesmo tempo uma força de 50 N, por meio do dedo rígido de teste, sendo aplicada a qualquer ponto externo do invólucro.

9.3.6 Camadas isolantes sobre áreas vivas ou na super- fície interna de partes metálicas acessíveis ou em qual- quer outra parte metálica são consideradas satisfatórias se resistirem aos três testes seguintes, na ordem dada. Tais camadas podem ser usadas como isolação refor- çada, desde que não sejam submetidas a fadigas mecâ- nicas ou térmicas indevidas.

9.3.6.1 Envelhecimento

A parte revestida é submetida ao ensaio descrito na

NBR 6817 a uma temperatura de (70 ± 2)°C e durante

7 dias (168 h). Após este ensaio, deixa-se resfriar até a temperatura ambiente e um exame visual não deverá re- velar nenhum deslocamento nem encolhimento do reves- timento em relação ao material-base.

9.3.6.2 Impacto

A parte revestida é agora submetida a uma temperatura

de (-10 ± 2)°C durante 4 h. Com o revestimento isolante mantido nesta temperatura, por meio do martelo de mola descrito na Figura 8, aplica-se um impacto, em todo ponto da superfície, capaz de apresentar um enfraquecimento. Após este ensaio a camada não deve ser danificada; em particular, não deve apresentar trincas visíveis a olho nu.

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9.3.6.3 Resistência aos arranhões

c) a isolação reforçada deve ter uma espessura de pelo menos 2 mm. Permitem-se isolações mais fi- nas, desde que elas estejam submetidas a fadigas mecânicas ou térmicas indevidas, tenham uma es- pessura de pelo menos 0,4 mm e possam suportar

o teste de rigidez dielétrica especificado em 10.3.

Estes requisitos não se aplicam a transformadores que estejam de acordo com 14.3.2.

9.3.9 A construção do aparelho deve ser tal que previna o curto-circuito da isolação entre áreas vivas e partes metálicas acessíveis ou partes a elas conectadas devido ao afrouxamento acidental de fios, parafusos, etc. Este requisito é considerado satisfatório se o parelho suportar os ensaios do Capítulo 12.

9.3.10 A construção do aparelho deve ser tal que mesmo que qualquer ponta de fio fique solta, as distâncias de separação no ar e escoamento não fiquem abaixo dos valores especificados em 9.3.5 pela movimentação natu- ral da ponta do fio solto; este requisito pode ser satisfeito se o risco de pontas de fios se soltarem for evitado. O controle é feito por inspeção e medição. Pode-se evitar que as pontas dos fios não fiquem soltas, por exemplo, por um dos métodos seguintes:

a)

as pontas dos cabos são presas mecanicamente aos terminais antes da soldagem;

A área à mais elevada temperatura alcançada nas con-

dições normais de operação é submetida a um ensaio de arranhões. Os arranhões são feitos por meio de um pino de aço temperado, tendo sua extremidade a forma de um cone com ângulo de 40°. O ápice do cone deve ser arredondado, com raio de (0,25 ± 0,02)mm. Os arranhões serão produzidos pelo deslocamento do pino ao longo da superfície a uma velocidade de cerca de 20 mm/s, conforme indicado na Figura 12. O esforço aplicado ao pino será tal que a força exercida ao longo de seu eixo será de (10 ± 0,5)N. Os arranhões serão distanciados em no mínimo 5 mm e situados a pelo menos 5 mm do bordo da amostra. Após este ensaio, o revestimento não deve se soltar nem estar perfurado e deve satisfazer ao en- saio de rigidez dielétrica de 10.3, no qual a tensão de ensaio será aplicada entre o material de base e uma fo- lha metálica posta em contato com o revestimento iso- lante. Os ensaios podem ser feitos sobre uma amostra separada da parte revestida. Outros ensaios, mais seve- ros, necessários para os revestimentos isolantes de faces externas de peças metálicas, acham-se presentemente em estudo.

9.3.7 A isolação de fios vivos ou de fios ligados a partes

metálicas acessíveis é considerada satisfatória se estiver

de acordo com os requisitos de 9.3.7.1 a 9.3.7.5.

b) c)
b)
c)

9.3.7.1 A

isolação deve ter uma espessura de pelo menos

0,4 mm, se for de cloreto de polivinila. Outros materiais são permitidos, com a condição de que resistam ao ensaio de rigidez dielétrica especificado em 10.3.

9.3.7.2

os fios são enrolados juntos, de uma maneira con- fiável;

os fios são justapostos por meio de fitas isolantes, capas isolantes ou similares, formando um cabo.

Quando os fios usados estão condutivamente liga-

dos ao sistema elétrico, em aparelhos classe II, somente dupla isolação é permitida entre o condutor e partes aces-

síveis.

Supõe-se que não mais de uma conexão se solta ao mesmo tempo. Permite-se um contato acidental entre pontas soltas de fios vivos e partes do envoltório feito de materiais similares aos listados em 9.3.1.

9.3.7.3 Para dupla isolação, tanto a isolação básica quanto

a isolação suplementar devem ter uma espessura de pelo

menos 0,4 mm.

10 Requisitos da isolação

9.3.7.4 O ensaio de tensão de 10.3 é aplicado entre o

condutor e uma folha metálica enrolada firmemente ao redor da isolação do fio, sobre um comprimento de 10 cm.

9.3.7.5 No caso de de capas de proteção, o teste de 10.3 é

aplicado entre uma folha metálica inserida dentro da capa

e uma folha metálica enrolada fortemente ao redor da capa, sobre um comprimento de 10 cm.

9.3.8 Outras isolações, além das mencionadas em 9.3.6 e

9.3.7, são consideradas satisfatórias se estiverem de acor- do com as seguintes condições:

a)

a

isolação básica e a isolação suplementar devem,

cada uma, resistir ao teste de rigidez dielétrica especificado em 10.3, a menos que a espessura da isolação seja de pelo menos 0,4 mm;

b)

para isolação dupla, tanto a isolação básica como

isolação suplementar devem ter uma espessura de pelo menos 0,4 mm;

a

10.1 Sobretensões

Isolações, em particular aquelas dos transformadores, entre partes acessíveis e áreas vivas devem ser capazes de suportar sobretensões provenientes de transitórios. A verificação é feita pelos seguintes ensaios:

Isolação entre:

- terminais de antena e terminais do sistema elétrico;

- terminais de antena e qualquer outro terminal não identificado com o símbolo de 5.4-b) são submetidos a 50 descargas, à cadência máxima de 12 descargas por minuto, provenientes de um capacitor de 1 nF carregado a 10 kV, em um cir- cuito de ensaio conforme a Figura 7-a).

Após o ensaio, a resistência de isolação, medida com uma tensão de 500 V, não deverá ser inferior a 2 M.

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10.2 Prova de umidade

10.3 Resistência de isolação e rigidez dielétrica

A segurança do aparelho não deve se deteriorar sob ação da umidade, à qual ele poderá ser submetido em funcio- namento normal. A verificação é feita pela execução do ensaio a seguir mencionado, seguida dos ensaios de 10.3. Entradas para cabos, se existirem, são deixadas abertas. Se existirem aberturas opcionais, uma delas deve ser aberta. Componentes elétricos, coberturas, e outras partes que possam ser retiradas manualmente são removidas e submetidas, se necessário, simultaneamen- te com o conjunto principal ao ensaio de umidade. O en- saio de umidade é efetuado de acordo com a NBR 5291 (temperatura: (40 ± 2)°C, umidade relativa: 90% a 95%). Aparelhos destinados a países não tropicais são ensaiados em um ambiente úmido contendo ar com umidade relativa entre 91% e 95%. A temperatura t do ar em qualquer parte do ambiente onde o aparelho estiver colocado é mantida a (30 ± 2)°C. Antes de ser colocado na câmara de umidade o aparelho é levado a uma temperatura compreendida entre t e (t ± 4)°C. O aparelho é mantido na câmara durante 5 dias (120 h) ou 2 dias (48 h) para países não tropicais. Na maioria dos casos, o aparelho pode ser levado à temperatura especi- ficada, mantendo-o nesta temperatura durante pelo menos 4 h antes do ensaio de umidade. Alguns métodos de obtenção da porcentagem de umidade relativa es- pecificada acham-se descritos na IEC 260. O ar interior da câmara deve circular e a câmara deve ser projetada de forma que névoa ou condensação de água não se precipite sobre o aparelho. Após este ensaio, o aparelho não deve apresentar danos no sentido desta Norma.

A isolação deve ser adequada. A verificação é feita pelos ensaios seguintes e, se não houver nada em contrário, imediatamente após o tratamento de umidade, de acordo com 10.1. As isolações mencionadas na Tabela 4 devem ser verificadas quanto a:

a) resistência de isolação com 500 VCC;

b) rigidez dielétrica como segue:

- isolações submetidas a tensões CC (mais quaIquer ondulação) são testadas com uma tensão CC. Isolações submetidas a tensões CA são testadas com uma tensão CA na freqüência do sistema elétrico. Recomendam-se testes com tensões CC nos casos onde podem ocorrer efeito corona, ionizações, efeito de carga ou similares. As tensões de teste são aplicadas durante 1 min. A medida da resistência de isolação e o ensaio de rigidez dielétrica são executados em uma câmara de umidade ou em um ambiente no qual o aparelho foi levado à temperatura especificada após serem recolocadas as partes que foram removidas. O aparelho estará dentro dos requi- sitos se a resistência de isolação medida após 1 min não for menor do que os valores da Tabe- la 4, não devendo ocorrer centelhamento ou ruptura durante o ensaio de rigidez dielétrica. No teste de invólucros de material isolante, uma folha metálica é pressionada firmemente contra partes acessíveis.

Nota: Para aparelhos com requisitos à prova de pingos ver Anexo A. Tabela 4 -
Nota: Para aparelhos com requisitos à prova de pingos ver
Anexo A.
Tabela 4 - Resistência de isolação e rigidez dielétrica
Resistência
Tensão de ensaio
CA (pico) ou CC
Isolação
de isolação
1 - Entre os pólos do circuito diretamente
ligados ao sistema elétrico
2
MΩ
2 Û + 1410 V
2 - Entre partes separadas por isolação básica
ou por isolação suplementar
2
MΩ
curva A
(ver Figura 15)
3 - Entre partes separadas por isolação reforçada
4
MΩ
curva B
(ver Figura 15)

Notas: a) A tensão Û é o valor do maior pico que ocorre através da isolação sob condições normais e de falha, estando o aparelho à tensão nominal. A tensão através da isolação básica é determinada com a isolação suplementar curto-circuitada e vice- versa.

b) Com respeito a tensões de rede de 220 V a 250 V (eficaz), as tensões de ensaio são: 2 120 V de pico para isolações básicas e suplementar e 4240 V de pico para isolação reforçada.

c) As curvas A e B da Figura 15 são definidas pelos pontos da Tabela 4-a).

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Tabela 4-a) - Tensão de ensaio em função de tensão de operação

requisitos desta Norma, o aparelho não é considerado insatisfatório, mas o componente em questão deve obe- decer aos requisitos do Capítulo 14. Se, durante os en- saios, uma das isolações mencionadas na Tabela 4 é submetida a uma tensão que excede a tensão que ocorre sob condições normais de funcionamento e se o aumento desta tensão tem por efeito aumentar a tensão de ensaio prevista em 10.3, esta isolação deve satisfazer a um en- saio de rigidez dielétrica na tensão que for mais elevada, exceto se o aumento da tensão for devido à colocação em curto-circuito ou desligamento de um resistor, ca- pacitor ou indutor, obedecendo às exigências do Capítu- lo 14. É recomendável identificar antecipadamente todas as partes componentes que serão ensaiadas com uma tensão mais elevada, de modo a evitar mais do que um ensaio de umidade.

Tensão de operação (pico)

Tensão de ensaio (pico)

 

Curva A

Curva B

34

V

707 V

1410 V

354 V

4240 V

1410 V

3980 V

10

kV

15

kV

15 kV

50

kV

75

kV

75 kV

 

11.2 Aquecimento

Nota: Entre condutores do circuito impresso, descrito em 4.3.1, a tensão de ensaio CA é 3 Û, com um mínimo de 707 V de pico.

Áreas metálicas acessíveis podem ser ligadas eletrica-

mente durante o ensaio de rigidez dielétrica. Um ins- trumento para efetuar o ensaio de rigidez dielétrica é des- crito na Figura 14. O ensaio não é feito na isolação cujo circuito não cause nenhum perigo de choque. Por exem- plo, no caso de uma terminação de um enrolamento se- cundário de um transformador isolador estar ligada a uma parte metálica acessível, a outra terminação do mesmo enrolamento não precisa ter requisitos especiais de iso- lação com respeito à mesma parte metálica acessível. Resistores, capacitores e indutores, de acordo com os requisitos do Capítulo 14, ligados em paralelo com a iso- lação a ser testada, são desligados. Os terminais de con- tato das tomadas que fornecem energia do sistema elé- trico a outros aparelhos e terminais marcados com o símbolo de acordo com 5.4-b), não devem ser submetidos aos ensaios mencionados em 2 e 3 da Tabela 4. No caso de enrolamentos de transformador através dos quais cir- cula uma corrente na freqüência nominal do sistema elé- trico e que não estão ligados a um dispositivo terminal, o ensaio de rigidez dielétrica pode não ser possível, porque um terminal do enrolamento pode estar ligado ao núcleo,

a um enrolamento adjacente ou algo semelhante. A iso-

lação é ensaiada, ligando-se os enrolamentos em questão por 1 min a uma tensão AC de valor e freqüência igual, respectivamente, ao dobro do valor de tensão e freqüência

aplicada às condições normais de operação. O ensaio é efetuado na temperatura atingida depois de 4 h de fun- cionamento nas condições normais de operação.

11 Condições de falha (ver 4.3)

11.1 Risco de choques elétricos

Quando o aparelho estiver funcionando sob condições de falha, nenhuma parte dele deve atingir temperaturas, nem liberar gases inflamáveis, em níveis tais que haja perigo de incêndio no aparelho ou ao redor dele. A veri- ficação é feita submetendo-se o aparelho a um ensaio de aquecimento sob condições defeituosas. A elevação de temperatura não deve exceder os valores dados na colu- na 2 da Tabela 3. Entretanto, uma maior elevação de temperatura é admissível para enrolamentos nos quais, se houver uma falha de isolação, esta não infrinja os re- quisitos relativos à proteção contra choques elétricos, desde que, quando a temperatura atingir um estado de equilíbrio, não se liberem gases inflamáveis. Se a tem-

í brio, n ã o se liberem gases inflam á veis. Se a tem- peratura for

peratura for limitada pela operação de dispositivos tér- micos, fusíveis ou de resistores-fusíveis, as temperaturas serão medidas 2 min após o funcionamento do dispositivo. Se um dispositivo limitador de temperatura não funciona, as temperaturas são medidas após ter sido atingido um estado de equilíbrio, porém não depois de mais de 4 h de funcionamento do aparelho. Caso a temperatura seja li- mitada por fusíveis, o seguinte ensaio suplementar será realizado em caso de dúvida. O fusível é curto-circuitado durante o ensaio, medindo-se a corrente que por ele passa no caso de avaria em questão. A seguir, o aparelho é co- locado em funcionamento durante um período corres- pondente ao tempo máximo de fusão do fusível consi- derado, de acordo com a recomendação IEC 127, para a corrente acima medida. As temperaturas são medidas 2 min após o final do período de funcionamento. Durante

a determinação da corrente que passa pelo fusível, deve-

se levar em conta que esta corrente pode variar em função do tempo. Ela deve, portanto, ser medida o mais cedo poss