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Calculo´

Calculo´

com func¸oes˜

II

de uma variavel´

2009/10

Virg´ınia Santos

Departamento de Matematica´

com func¸oes˜ II de uma variavel´ 2009/10 Virg´ınia Santos Departamento de Matematica´ Universidade de Aveiro

Universidade de Aveiro

Conteudo´

1 Transformada de Laplace

 

1

1.1 Definic¸ao˜

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1

1.2 Propriedades da Transformada de Laplace

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7

1.3 Transformada de Laplace Inversa .

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17

1.4 Soluc¸oes˜

dos exerc´ıcios propostos

 

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24

2 Equac¸oes˜

Diferenciais

27

Introduc¸ao˜

2.1 .

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27

2.2 e terminologia .

Definic¸oes˜

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29

2.3 Integrac¸ao˜

de Equac¸oes˜

Diferenciais de 1 a Ordem .

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36

2.3.1 de Variaveis´

Equac¸oes˜

Separaveis´

 

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36

2.3.2 Diferenciais Homogeneas´

Equac¸oes˜

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42

2.4 Equac¸oes˜

Diferenciais Lineares de ordem n

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46

2.4.1 Determinac¸ao˜

da Soluc¸ao˜

Geral de uma Equac¸ao˜

Geral de uma Equac¸ao˜

Diferencial Linear Homogenea´

49

2.4.2 Determinac¸ao˜

da Soluc¸ao˜

Diferencial Linear Completa

.

58

2.4.3 Resoluc¸ao˜

de Problemas de Cauchy Usando Transformadas de Laplace

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82

2.5 Diferenciais nao˜

Equac¸oes˜

 

Lineares de Ordem n > 1.

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87

2.6 dos exerc´ıcios propostos

Soluc¸oes˜

 

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95

3 Series´

Numericas´

3.1 Definic¸oes˜

3.2 Criterios´

e propriedades .

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de convergenciaˆ

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103

103

118

3.2.1 Criterios´

de convergenciaˆ

para series´

de termos nao˜

negativos

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118

3.2.2 Convergenciaˆ

.

simples e absoluta . .

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3.3 Series´

3.4 Soluc¸oes˜

alternadas

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dos exerc´ıcios propostos

4 Sucessoes˜

e Series´

de Func¸oes˜

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132

143

154

157

4.1 Sucessoes˜

de Func¸oes˜

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157

4.1.1

Convergenciaˆ

de Sucessoes˜

de Func¸oes˜

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157

4.2 de Func¸oes˜

Series´

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170

4.3 Propriedades da Convergenciaˆ

Uniforme .

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180

 

i

´

CONTE UDO

4.4 de Potenciasˆ

Series´

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192

4.4.1

Convergenciaˆ

Uniforme de uma Serie´

de Potenciasˆ

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213

4.4.2

Serie´

de Taylor e Serie´

de Mac-Laurin .

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220

4.5 de Fourier

Series´

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234

4.5.1

Introduc¸ao˜

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234

4.5.2

Series´

Trigonometricas´

de Fourier

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236

4.5.3

Uma abordagem ao estudo da convergenciaˆ

de uma serie´

de Fourier

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261

4.6 Soluc¸oes˜

dos exerc´ıcios propostos

 

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271

 

ii

Cap´ıtulo 1

Transformada de Laplace

Neste cap´ıtulo vamos definir a transformada de Laplace de uma func¸ao˜ cujo dom´ınio contem´ R

e que,

para todo o b R + , e´ integravel´ no intervalo [0, b]. Como veremos, nem sempre existe a transformada de

Laplace de uma func¸ao˜ satisfazendo as condic¸oes˜ indicadas, mas e´ poss´ıvel estabelecer uma condic¸ao˜ su-

ficiente para a existenciaˆ daquela transformada. Apresentaremos algumas propriedades da transformada

de Laplace que sao˜ uteis´ nas aplicac¸oes˜ e definiremos a transformada de Laplace inversa.

+

0

1.1

Definic¸ao˜

Definic¸ao˜ 1.1. Seja f uma func¸ao˜ cujo dom´ınio contem´ R

b R + .

+

0

e integravel´

no intervalo [0, b], para todo o

+ f(t)e st dt, onde s R 1 .

0

Chama-se integral de Laplace de f ao integral improprio´

A existenciaˆ

do integral de Laplace depende da func¸ao˜

f bem como do parametroˆ

s. Assim, fixada a

func¸ao˜

Exemplo 1.2. Consideremos a func¸ao˜

f , o integral de Laplace de f e´ uma func¸ao˜

de s.

f definida por f (t) = 1, para todo o t R.

Para s

= 0 temos

+

0

f(t)e st dt = + e st dt .

0

Para estudar este integral vamos estudar o limite

b+ 1 s e sb + 1 s = lim

lim

b+

e sb +1

s

=

se

se

s

1

  +

s > 0

s < 0

Consequentemente, se s > 0 o integral improprio´

considerado e´ convergente e se s < 0 e´ divergente.

Para s = 0 temos

+

0

f(t)e 0t dt = + 1dt

0

e, uma vez que

b+ b

lim

0

1dt =

b+ b = +,

lim

1 Em estudos mais avanc¸ados da transformada de Laplace s pode ser um parametroˆ fazer basta considerar s real.

complexo, mas para o estudo que vamos

1

Transformada de Laplace

1.1. Definic¸ao˜

o integral improprio´

que se obtem´

para s = 0 e´ divergente.

Consequentemente, o integral de Laplace da func¸ao˜

Podemos entao˜

definir a func¸ao˜

considerada existe e e´ finito se e so´ se s > 0.

F :

R +

−→

s −→

R

F(s) = + f(t)e st dt = 1

s

0

que habitualmente se designa transformada de Laplace da func¸ao˜

f .

Formalizando, temos a seguinte definic¸ao:˜

Definic¸ao˜

1.3. Seja f uma func¸ao˜

cujo dom´ınio contem´

R

+

0

e integravel´

em [0, b], para todo o b R + .

Chama-se transformada de Laplace de f e representa-se por L { f } ou L { f (t)} a` func¸ao˜

definida

pelo seu integral de Laplace nos pontos em que este integral e´ convergente, isto e,´

L {f} :

S

s −→

−→

R

L {f}(s) = + f(t)e st dt

0

onde S representa o conjunto dos valores de s R para os quais o integral de Laplace de f e´ convergente.

+ e integraveis´ em [0, b],

Seja T o conjunto das func¸oes˜

reais de variavel´

real cujo dom´ınio contem´

R

0

para todo o b R + . A aplicac¸ao˜ L que a cada func¸ao˜ f T faz corresponder a sua transformada de

Laplace L { f }, sempre que esta transformada exista, chama-se transformac¸ao˜ de Laplace.

No que se segue, para simplificar a notac¸ao,˜

vamos escrever

L {f} = + f(t)e st dt

0

em vez de

L { f }(s) = + f(t)e st dt ,

0

ou

L {f(t)} = + f(t)e st dt

0

Exemplo 1.4.

1. Tendo em atenc¸ao˜

em vez de

o Exemplo 1.2 temos

L {1} = 1

s ,

L { f (t)}(s) = + f(t)e st dt .

0

para s > 0.

2. Seja f a func¸ao˜

definida em [0, +[ por

f(t) =

 

 

1

se

t

[0, +[\{1, 3}

2

se

t

= 1

0

se

t = 3

e vamos determinar, caso exista, a sua transformada de Laplace, L { f }.

Para o efeito temos de estudar, em func¸ao˜

de s R, a natureza do integral improprio´

2

+ f(t)e st dt.

0

Transformada de Laplace

1.1. Definic¸ao˜

Para s = 0 obtemos o integral improprio´

+ f (t) dt.

0

Para estudar a natureza deste integral

b+ b

0

improprio´ temos de estudar o limite lim

f (t)dt . Uma vez que, para todo o b > 3, a

func¸ao˜ f difere da func¸ao˜ constante igual a 1 em apenas um numero´ finito de pontos, temos

b

0

f (t)dt = b 1dt = b,

0

pelo que

b+ b

lim

0

f (t)dt = b+lim b = +

e, portanto, o integral improprio´

Se s

que se obtem´

para s = 0 e´ divergente.

= 0 temos que, para todo o b > 3, a func¸ao˜

g definida por g(t) = f (t) e st difere da func¸ao˜

definida por h(t) = e st em apenas um numero´

finito de pontos. Consequentemente,

b

0

f(t)e st dt = b e st dt = 1 s e sb + 1

s

0

e, portanto,

b+ b

lim

0

f(t)e st dt = lim

b+ 1 s e sb + 1 s =

se

se

1

  +

s

s > 0

s < 0

h

+ f(t)e st dt e´ convergente para s > 0 e

0

Consequentemente, sendo s

e´ divergente para s < 0.

Atendendo a` Definic¸ao˜

= 0, o integral improprio´

1

1.3, temos L { f (t)} = s , para s > 0.

3. Consideremos a func¸ao˜

f definida por f (t) = t, para todo o t R e vamos determinar L { f }. Para

o efeito temos de estudar, em func¸ao˜

de s R, a natureza do integral improprio´

+

0

f(t)e st dt = + t e st dt .

0

Para s = 0 obtemos o integral improprio´

+ t dt. Para estudar a natureza deste integral improprio´

0

b+ b

0

temos de estudar o limite lim

t dt . Uma vez que

b+ b

lim

0

t dt =

lim

b+

b

2

2

= +,

o integral improprio´

que se obtem´

para s = 0 e´ divergente.

Suponha-se s

= 0. Para estudar a natureza do integral improprio´

b+ b

0

limite lim

t

e st dt .

+ t e st dt temos de estudar o

0

3

Transformada de Laplace

1.1. Definic¸ao˜

Uma vez que, para todo o b > 0,

b

0

temos

t e st dt =

t

s

e st b

0 + 1 s b

0

e st dt = b

s

e sb 1

s

2

e st b

0

=

b

s

e sb 1

s

2 e sb +

b+ b

lim

0

t e st dt

=

=

=

=

b+ b

lim

s

e sb 1

e − sb − 1

s

2

2

e sb + 1

s

b+ e sb b

lim

s

+ 1

s

2 + 1 2

s

b+ sb 1

lim

s 2 e sb

+ 1 2

s

1

s 2

+

se

se

s > 0

s < 0

1

s 2 ,

Consequentemente, sendo s

divergente para s < 0.

Utilizando a Definic¸ao˜

= 0, o integral improprio´

1.3 temos

L {t} = 1

s 2 ,

para s > 0.

+ t e st dt e´ convergente para s > 0 e e´

0

4. Consideremos a func¸ao˜

f definida por f (t) = e at , para todo o t R, com a constante, e vamos

de s R, a natureza do integral

determinar L { f (t)}. Para o efeito temos de estudar, em func¸ao˜

improprio´

+

0

e at e st dt = +

0

e (as)t dt .

Como vimos anteriormente este integral integral improprio´

converge se e so´ se

e tem o valor

Podemos entao˜

para s > a.

as < 0 ⇐⇒ s > a

1

1

as =

concluir que a transformada de Laplace da func¸ao˜

sa .

L

{e at } =

1

sa ,

considerada e´

5. Consideremos a func¸ao˜ f definida por f (t) = cos(at), para todo o t R, com a constante, e vamos

determinar L { f (t)}. Para o efeito temos de estudar, em func¸ao˜ de s R, a natureza do integral

improprio´ + cos(at) e st dt.

0

4

Transformada de Laplace

1.1. Definic¸ao˜

Para s = 0 obtemos o integral improprio´

+

0

cos(at) dt

que e´ divergente qualquer que seja a R.

Suponha-se s

= 0. Para estudar a natureza do integral improprio´

+

0

cos(at) e st dt

temos de estudar o limite

b+ b

lim

0

cos(at) e st dt .

Atendendo a que, para todo o b > 0,

b

0

cos(at) e st dt =

e +a 2 (a sen (at) s cos(at)) b =

st

s

2

0

sb

e +a 2 (a sen (ab) s cos(ab)) +

s

2

obtemos o limite

b+

lim

e

sb

+a 2 (a sen (ab) s cos(ab)) +

s

2

s 2 +a 2 .

s

Uma vez que este limite nao˜

s

existe se s < 0 e toma o valor s 2 +a 2 se s > 0, temos

L {cos(at)} =

s

s 2 +a 2 ,

s

s 2 +a 2

para s > 0.

6. A func¸ao˜

f definida por f (t) = e t 2 , para todo o t R, nao˜

admite transformada de Laplace, ja´ que

o seu integral de Laplace e´ divergente, para todo o s R.

De facto, sendo s R, temos

+

0

e t 2 e st dt = +

0

e t 2 st dt ,

e

uma vez que,

e

o integral improprio´

lim

t+

e t 2 st

t 2

= +

+ t 2 dt e´ divergente, conclu´ımos, pelo Criterio´

0

sagem ao Limite, que o integral improprio´

+ e t 2 st dt e´ divergente.

0

de Comparac¸ao˜

O teorema que apresentamos a seguir estabelece uma condic¸ao˜

formada de Laplace de uma func¸ao.˜

suficiente para a existenciaˆ

Teorema 1.5. Seja f uma func¸ao˜

cujo dom´ınio contem´

R

+

0

. Se

por Pas-

da trans-

5

Transformada de Laplace

1.1. Definic¸ao˜

i) f e´ seccionalmente cont´ınua em R

+

0

2 ;

ii)

existem a R, M > 0 e K > 0 tais que, para todo o t K, | f (t)| ≤ M e at ;

entao˜

L { f (t)} existe para s > a.

Demonstrac¸ao:˜ Seja b R + , arbitrario.´ Como, por hipotese,´ f e´ seccionalmente cont´ınua em R

temos que f e´ seccionalmente cont´ınua em [0, b] e, portanto, f e´ integravel´ em [0, b]. Como o produto

de duas func¸oes˜ integraveis´ e´ uma func¸ao˜ integravel,´ temos que, para todo o s R, a func¸ao˜ g dada por

g(t) = f(t)e st e´ integravel´

em [0, b], para todo o b R + e, portanto, o integral + f(t)e st dt e´ um

integral improprio´

Vamos mostrar que, para todo o s > a, o integral improprio´ de primeira especie´ + f(t)e st dt

convergente.

+

0

0

de primeira especie.´

0

Atendendo a` hipotese´ temos, para todo o t K,

f(t)e st = |f(t)|e st Me st e at .

(1.1)

Seja s > a. Entao˜

o integral improprio´

+ e st e at dt e´ convergente e, pelas propriedades dos in-

0

tegrais improprios,´

tem-se que o integral improprio´

+

K

Me st e at dt e´ convergente. A desigualdade

(1.1) e o Criterio´ de Comparac¸ao˜ permitem entao˜ concluir que o integral improprio´ K f(t)e st dt

absolutamente convergente, logo convergente. Consequentemente, o integral improprio´

+

+

0

f(t)e st dt

e´ tambem´

convergente, como se pretendia.

− s t dt e´ tambem´ convergente, como se pretendia. Exemplo 1.6. Consideremos a func¸ao˜ f

Exemplo 1.6. Consideremos a func¸ao˜ f definida em R por f (t) = e βt cos(αt), onde α e β sao˜ cons-

tantes reais nao˜

e, portanto, seccionalmente

cont´ınua em [0, b], para todo o b R + .

nulas.

Como f e´ cont´ınua em R

+

0

temos que f e´ seccionalmente cont´ınua em R

+

0

Por outro lado, para todo o t R, temos

|f(t)| = e βt | cos(αt)| ≤ e βt .

(1.2)

2 Seja f uma func¸ao˜

real de dom´ınio D f e D D f . Dizemos que f seccionalmente cont´ınua em D se f e´ cont´ınua em D

f(x)

excepto possivelmente num numero´

finito de pontos a 1 < a 2 <

< a n de D e, para cada i ∈ {1, 2,

, n}, f (a

+

i

) =

lim

xa

+

i

e f(a

i

f (x) sao˜

Resulta imediatamente da definic¸ao˜

) =

lim

xa

i

ambos finitos.

que:

i) se