A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO SOBRE RADIOPROTEÇÃO PELOS PROFISSONAIS DA RADIOLOGIA

Marcelo Costa Seares* e Carlos Alexsandro Ferreira* * CEFET/SC Núcleo de Tecnologia Clínica, Florianópolis, Brasil. e-mail: seares@pop.com.br
sorlacc@hotmail.com Resumo: Devido à grande importância da radio proteção nos serviços de radiologia, o presente artigo busca revisar a literatura sobre efeitos biológicos da radiação ionizante, comentando seus primeiros relatos, o surgimento da radio biologia e os efeitos biológicos propriamente ditos. Abordará a necessidade de proteção radiológica e seus princípios fundamentais, como também as formas de radio proteção que são comuns nos serviços de Raios-x diagnósticos, Medicina Nuclear, Radioterapia e Odontologia. Por fim, buscará concluir que é de extrema importância o conhecimento pleno da radio proteção pelos profissionais da área radiológica, para que se possam realizar os procedimentos de forma correta, em benefício da sociedade, sem riscos à saúde do público, paciente, meio ambiente e do próprio profissional de radiologia. 1 Introdução Para os profissionais que atuam na área de radiologia médica, é de extrema importância o conhecimento sobre radioproteção. Pacientes, público em geral, meio ambiente e o próprio profissional de radiologia estão sujeitos aos riscos inerentes à radiação ionizante. Para tanto, buscou-se revisar a literatura específica e referenciar pontos essenciais para alcançar o objetivo do presente artigo. Historicamente sabe-se que logo após Wilhelm Conrad Röntgen descobrir os raios-x, em 8 de novembro de 1895, os raios-x foram utilizados também por fotógrafos, até surgirem os seus primeiros efeitos danosos e verificar-se a necessidade de estudos mais profundos sobre os raios de Röntgen. A radiobiologia surgiu para estudar aqueles efeitos, desmistificando e trazendo à luz da ciência os efeitos determinísticos, estocásticos e o risco fetal. A partir desse conhecimento fez-se necessário criar princípios de proteção radiológica. Já os princípios de radioproteção fornecem diretrizes básicas para as atividades operacionais que utilizam radiação ionizante. São eles: Justificativa, Otimização e Limitação da dose, todos baseados no princípio fundamental conhecido como ALARA acrômio para As Low As reasonable Achievable, que significa: tão baixo quanto possivelmente exeqüível. Em consonância com esses princípios, desenvolveramse formas de radioproteção baseadas no Tempo de exposição, Distância da fonte de radiação e Blindagem com a finalidade de reduzir ao máximo os efeitos deletérios da radiação. 2 Efeitos biológicos da radiação 2.1 Histórico Em 1895, descobriram-se os raios-X e em 1896, a radioatividade natural. Logo em seguida, ficou evidente que tecidos biológicos eram afetados de maneira danosa pelas radiações ionizantes. Inicialmente, observaram-se danos na pele das mãos dos médicos radiologistas e queda de cabelo de pacientes irradiados. O primeiro relato associando a exposição às radiações à indução de câncer foi publicado em 1902. Logo em seguida, foi descoberto que a irradiação do tecido germinativo de plantas e animais resultava em efeitos nos descendentes. Entretanto, também foram detectados precocemente os benefícios do uso da radiação no diagnóstico e no tratamento médico (cura de tumores). Evidenciou-se a importância do estudo dos efeitos biológicos das radiações ionizantes, a fim de minimizar os seus efeitos prejudiciais no homem e em outras espécies e maximizar os benefícios do seu uso. 2.2 Radiobiologia Após estudos realizados, verificou-se que moléculas importantes, como o DNA, poderiam ser danificadas pela produção de íons (radicais livres) e deposição da energia. Além disso, foi constatado que a quantidade do dano biológico produzido depende da energia total depositada, ou seja, a dose de radiação. Os efeitos das radiações são descritos através dos estudos de radiobiologia, em que são estabelecidas relações de dose / efeito. Considerando-se que as funções metabólicas ocorrem no citoplasma e as informações genéticas são encontradas no núcleo das células, as radiações podem induzir a quebra da molécula do DNA, ou causar um dano em uma seção dessa molécula, do qual resultará um dano somático no próprio indivíduo ou genético nos seus descendentes. A molécula de DNA carrega o código necessário para o metabolismo celular, o qual é exatamente duplicado quando a célula se divide. Freqüentemente o dano causado pela radiação é reparado pelas próprias células, que apresentam sistemas de reparo específicos,

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aparecem os efeitos clínicos. sem maiores conseqüências para o organismo. quando isso não ocorre. Em tecidos com alta taxa de divisão celular. há três alternativas: . 2002. Esse tipo de efeito geralmente resulta na morte celular”. “A imediata relação “causa e efeito”. 2001. Geralmente tumores originam-se de uma única célula. tecido muscular e células hepáticas. pode levar. A severidade do dano é proporcional à dose. à perda de “genes supressores de tumores”. assim como da natureza da radiação. danos vasculares). pode ocorrer a morte celular. 63). a mudança do código genético (mutação) de células germinativas pode afetar gerações futuras. que estão envolvidas na reprodução humana. medula óssea e células germinativas. entre a exposição de um organismo a uma alta dose de radiação ionizante e os sintomas atribuídos à perda das funções de um tecido biológico.incapacidade de reprodução ou . 2. Em tecidos constituídos principalmente por células nervosas. ósseas. podem causar efeitos somáticos e hereditários. os danos ao DNA muitas vezes impedem a reposição do tecido lesado. as principais fontes de informação no homem vêm de estudos sobre os efeitos: colaterais da radioterapia. o esperma e os tecidos linfáticos são mais sensíveis do que o tecido nervoso. Outros efeitos determinísticos têm limiares de dose superiores a 0. o tipo indireto. definida como a perda da capacidade reprodutiva. Para efeitos determinísticos. São usadas ainda informações obtidas a partir de estudos com microorganismos. que determinam as características das células. a deleção de pequenas regiões ou perda de fragmentos cromossômicos. . do órgão irradiado e do efeito clínico. Entretanto. devido à alteração das seqüências gênicas responsáveis pelo controle da multiplicação celular normal. como os tecidos de revestimento. A magnitude do limiar depende da taxa de dose. e por causa disso. a partir do limiar. O efeito é clinicamente observável apenas quando a dose da radiação é acima deste limiar. Nestes tecidos os efeitos determinísticos são observados menos freqüentemente e aparecem mais tardiamente.5 Gy. os efeitos na pele são: eritema (de 3 a 5 Gy). apresentando efeitos precoces.5 Gy (50 rad) o efeito da radiação é chamado determinístico ou mais comumente. mas continua funcionando até tentar se dividir. Por exemplo. não ocorre com doses inferiores a 1 Gy. nos radiologistas pioneiros. e de células somáticas. Os efeitos determinísticos apresentam um limiar de dose. sua natureza e severidade também dependem destes fatores. Ao menos que a dose de radiação seja muito alta. Os seres humanos são constituídos de células germinativas. Estes tecidos são os mais afetados apos irradiações agudas. das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki e de graves acidentes nucleares. que são as fases mais sensíveis às radiações. Quando células são submetidas a elevadas taxas de radiação.2 Efeitos determinísticos Na maioria dos órgãos e tecidos do corpo há um processo continuo de perda e substituição de células. A radiação aumenta a destruição celular. A divisão das células reprodutivas é referida como meiose e a mitose representa a divisão de células somáticas. por exemplo.121). a medula óssea. A probabilidade de ocorrência (números de indivíduos afetados) aumenta rapidamente com doses crescentes. um só evento pode ser suficiente. efeitos neurológicos.5Gy.modificação celular permanente. Quando o dano provocado pela exposição à radiação é grande e atinge um tecido vital. a maioria das células não morre imediatamente. Os estágios dessa divisão incluem a pró-fase e a metáfase. mais comumente. descamação úmida (20 Gy) e necrose (50Gy). O limiar é diferente entre diferentes indivíduos devido à diferença de sensibilidade entre os mesmos. portanto. as divisões celulares são pouco freqüentes e algumas lesões no genoma podem ocorrer sem maiores conseqüências.morte celular. O intervalo para o aparecimento dos sintomas. não estocástico. (Dimenstein et al. mas esta pode ser fisiologicamente compensada por um aumento na taxa de reposição. células isoladas crescidas in vitro ou animais. os efeitos deletérios das radiações são estocásticos. com valores de dose menores do que 0. o individuo pode morrer. Por outro lado. A transformação celular é a primeira de uma série de etapas que pode levar a formação de um câncer. O dano ao DNA de uma única célula pode gerar uma célula transformada que mantém preservada a capacidade de reprodução. Alguns efeitos são de natureza funcional e podem ser reversíveis (distúrbios glandulares. Uma única alteração em uma base. A morte após exposições agudas. quando há a formação de radicais livres que ionizam o citoplasma e afetam o DNA. Quando a redução do numero de células impede a função normal do órgão ou tecido. Há uma probabilidade pequena de que esta célula desenvolva uma condição maligna (câncer). p. portanto.mediados por enzimas. acima do limiar. p.3 Efeitos estocásticos Para baixas taxas de exposição. Assim. “Para doses maiores do que 0. tecidos diferenciados apresentam menor grau de recuperação quando seriamente danificados. para diferentes tipos de lesão. As células com hipóxia são mais sensíveis à radiação e. até que 100% das pessoas expostas apresentem os efeitos. As unidades hereditárias (genes) são segmentos da molécula de DNA. 2. os efeitos estocásticos das radiações ionizantes 2 . O mecanismo de interação da radiação com a célula pode ser de dois tipos: do tipo direto no DNA ou. caracterizam o que se chama de “efeitos determinísticos”” (BIRAL.

analisando-se em detalhe o que se pretende fazer e como será feito. A proteção radiológica é otimizada quando as exposições empregam a menor dose possível de radiação. e pode surgir em poucos anos. Otimização e Limitação de dose. O feto é mais vulnerável a indução de anomalias congênitas pela radiação durante o primeiro trimestre.1 Princípio da justificativa Onde houver atividade com exposição à radiação ionizante. O maior efeito após 150 dias é o aumento do risco de malignidades infantis. Para doses maiores do que 100mGy aumenta o risco de malformação congênita.2 Principio da otimização Toda exposição deve manter o nível mais baixo possível de radiação ionizante. isso ocorre para 70 a 150 dias. apesar de indicarem valores de limitação da dose. pois a multiplicação celular é mais intensa. A indução do câncer pela radiação verificada em um individuo exposto é chamada efeito somático. 3.01 (Diretrizes Básicas de Radio proteção). Fazem parte de documentos internacionais nos quais são estabelecidos conceitos atuais de proteção radiológica. No Brasil. São cumulativos. É proibida a exposição que não possa ser justificada. O resultado mais provável da exposição à radiação durante os dez primeiros dias pós-concepção é a morte uterina prematura. O tempo de latência para indução do câncer e maior para tumores sólidos do que para leucemia. O princípio da limitação da dose não se aplica aos pacientes. 2. esse princípio aplica-se de modo que todo exame radiológico deve ser justificado individualmente. o risco de leucemia pode ser aumentado em mais de 40%. considerando-se a proteção dos trabalhadores. Nessa análise deve-se estabelecer medidas de proteção necessárias para alcançar o nível de exposição menor possível. 3. Os princípios básicos da proteção radiológica estabelecem condições necessárias para que as atividades operacionais que utilizam radiações ionizantes sejam adotadas em benefício da sociedade. O risco de anormalidades congênitas é baixo quando a exposição é menor do que 1mGy. Os efeitos estocásticos como a carcinogênese e danos genéticos são os mais importantes. O limite individual de dose para o trabalhador da área de radiações ionizantes é 50 mSv/ano e para o público em geral é de 1mSv/ano. O risco de câncer é maior para crianças que para adultos. De acordo com a Publicação nº. de 1997. as diretrizes básicas referentes à proteção radiológica estão relacionadas na norma do CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) NE-3. avaliando a necessidade da exposição e as características particulares do indivíduo envolvido. A microcefalia induzida pela radiação é o efeito mais provável. Para minimizar a probabilidade de ocorrência de efeitos estocásticos. levando-se em conta o principio do ALARA – acrômio para As Low As reasonable Achievable. treinamento ou outros fins que contrariem o princípio da justificativa.25% por Sievert (Sv) para a exposição de corpo inteiro. que significa: tão baixo quanto possivelmente exeqüível. Esses princípios são Justificativa.3 Princípio da limitação da dose As doses de radiação não devem ser superiores aos limites estabelecidos pelas normas de radio proteção de cada país. Os tecidos mais susceptíveis a indução de malignidades são a medula óssea. Para doses maiores do que 1mGy recebidas pelo feto no segundo ou terceiro trimestre da gravidez.4 Risco fetal O risco fetal para mulheres grávidas expostas a radiação depende do período da gestação em que ocorreu a exposição. do paciente e do meio ambiente. as gônadas e os tecidos linfáticos. 3 . 26. deve-se justificá-la. o tecido mamário. Quanto maior a dose. Considera-se que. Nesse caso considera-se a possibilidades de interrupção de gravidez. estabelecem o princípio fundamental conhecido como ALARA. A indução de câncer de tireóide pela radiação é mais freqüente para mulheres e crianças do que para homens. a mucosa do trato gastrintestinal. do público. pois se considera que possíveis danos causados pelo emprego de radiações ionizantes sejam ultrapassados. No caso de retardo mental e de crescimento. em muito. 3. Deve-se planejar rigorosamente as atividades com radiação ionizante. Do ponto de vista médico. o risco de que a radiação possa induzir um câncer fatal foi estimado em 1.não apresentam limiar de dose. sem que haja perda na qualidade da imagem. mais especificamente de 20 a 40 dias após a concepção. Qualquer dose de radiação. quando o número de células do embrião é pequeno. quando a exposição ocorre no período gestacional de 50 a 70 dias após a concepção. pode resultar em efeito estocástico. a proteção radiológica deve ser empregada de tal forma que a dose de radiação seja mais baixa possível. maior a probabilidade de ocorrência. pelo benefício proporcionado. da Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP). e a radiação pode induzir tantos tumores benignos quanto malignos. Esse princípio aplica-se para limitação de dose nos trabalhadores ocupacionalmente expostos à radiação ionizante para o público em geral. 3 Proteção radiológica As normas de proteção radiológica. mesmo muito pequena. incluindo a exposição às radiações ionizantes com o objetivo único de demonstração. levando-se em conta os benefícios advindos. a probabilidade de efeito é maior.

Radiações ionizantes para médicos físicos e leigos. A intensidade de radiação é proporcional ao inverso do quadrado da distância entre o ponto e a fonte.3 Blindagem 4.35 g/cm3.32% da radiação para uma fixa de 70 kVp e 3. Mascarenhas. 4. São constituídos com lâminas de chumbo ou serem flexíveis. tipo concreto (vazado ou não). 4. São Paulo: Editora SENAC. Florianópolis: Insular: 2002. distância da fonte. Aos profissionais que os utilizam por longos períodos. O peso desses aventais pode variar de 2. As diretrizes básicas relacionadas à radio proteção encontram-se na norma NE03. O protetor de gônadas deve ser usado em 4 .3.1 Tempo de exposição A redução do tempo de exposição ao mínimo necessário. 2001. O chumbo (Pb) é o elemento mais empregado como barreira de proteção em função da sua densidade (11. Dentre eles pode-se citar: óculos Pb.01 do CENEN. As formas de se reduzir a possível exposição dos trabalhadores são: Tempo. HORNOS.3.4 Blindagem das áreas As barreiras de proteção radiológica devem ser calculadas inicialmente para a exposição primária do feixe de radiação. A utilização de saiotes plumbíferos em pacientes submetidos aos raios-x é uma forma barata e eficaz de proteção.4 Formas de radioproteção A proteção radiológica dos trabalhadores ocupacionalmente expostos à radiação ionizante (Raiosx diagnósticos. para uma determinada técnica de exames. menor a intensidade do feixe. Aventais de 0. Distância e Blindagem.0 kg. A escolha do uso da massa baritada com relação ao lençol de chumbo está em geral relacionada à minimização de custo. 5 Considerações finais A radio proteção tem a finalidade precípua de fornecer condições seguras para atividades que envolvam radiações ionizantes. Antônio Renato. A espessura dos aventais de proteção pode variar de 0.2 Distância da fonte Quanto mais distante da fonte de radiação.25 a 0. feito em 1902.2% para 100 kVp. o rodízio dos técnicos durante os procedimentos de radiografia em leito de UTI é uma forma de limitar-se a exposição dos técnicos aos raios-x. [2] DIMENSTEIN. Atualmente a legislação preconiza que o dosímetro individual seja utilizado por cima do avental de chumbo. reforçando conceitos e pressupostos científicos. Radioterapia e Odontologia) é essencial para minimizar o surgimento de efeitos deletérios das radiações.5 a 7. Dosímetro TLD. quando confeccionados em borracha enriquecida com chumbo. Manual de proteção radiológica aplicada ao radiodiagnóstico. 4. Condições básicas de segurança devem ser observadas no exercício profissional.2 g/cm3. sugere-se que os aventais sejam dotados de um cinto para redistribuir o peso. para que não ocorra interferência no exame. geometria do feixe e fator de ocupação das áreas acima e abaixo da sala de raios-x. 4. o concreto de 2. Yvone M. Este artigo foi elaborado para revisar conhecimentos. Avental de Pb e Saiote de Pb.5 mm de chumbo.35 b/cm3) e elevado número atômico (Z=82). Propõese o seu aprofundamento através de revisão de normas e diretrizes relacionadas à radio proteção estabelecidas pela Vigilância Sanitária e CNEN.2 Blindagem para pacientes A proteção dos pacientes através do uso de acessórios é obrigatória.5 mm equivalentes de Pb são altamente eficientes para baixas energias e permitem passar apenas 0. visto que determinados assuntos deixaram de ser abordados no presente artigo. O chumbo possui densidade 11. O presente artigo revisou as primeiras observações até o primeiro relato histórico.3.1Blindagem individual Os equipamentos de proteção individual (EPI) são obrigatórios nos serviços de radiologia conforme as normas da Vigilância Sanitária. Cabe ao profissional ter conhecimento pleno do assunto. é a maneira mais prática para se reduzir a exposição à radiação ionizante. passando pelas descobertas realizadas pela radio biologia: os efeitos deletérios das radiações. de radiação espalhada e da radiação de fuga. Protetor de tireóide. dependendo da espessura da laje. Pisos e tetos em concreto podem ser considerados como blindagens. 4. Renato. sobre os efeitos biológicos das radiações. No gerenciamento de um serviço de radiologia. Medicina Nuclear. em função de necessidade de proteção radiológica. pacientes em idade reprodutiva. Referências [1] BIRAL. As salas de raios-x devem ser blindadas com chumbo ou equivalente em barita. se a linha das gônadas não estiver próxima do campo primário de irradiação. Baseado nessas descobertas fez-se necessário elaborar princípios de proteção radiológica e desenvolver formas de radio proteção aplicáveis na rotina dos serviços de radiologia.

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