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CONDUTORES ELÉTRICOS

Bibliografia

Instalações Elétricas Julio Niskier

NBR 5410 - 2004 Catálogos de Fornecedores

Fatec Mogi Mirim - Prof. Oswaldo Luiz Walter

1

Considerações Básicas

Condutor elétrico é um corpo constituído de

material bom condutor, destinado à transmissão da corrente elétrica.

Fio é um condutor sólido, maciço, de seção

circular, com ou sem isolamento.

Cabo é um conjunto de fios encordoados, não

isolados entre si. Externamente pode ser isolado

ou não, conforme o uso à que se destina. Para uma mesma capacidade de corrente, é mais

flexível que um fio.

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Considerações básicas - continuação

Isolação de um cabo ou fio é o revestimento

feito com material isolante , cuja finalidade é impedir fugas de corrente para terra ou para

outra fase.

Cobertura é um segundo revestimento, aplicado sobre a isolação, cuja finalidade é

proteger o material isolante mecanicamente.

Cabo ou fio nu, é aquele que não possui

nenhum isolamento.

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Considerações básicas - continuação

Cabo unipolar é formado por um condutor de

fios trançados , com cobertura isolante protetora.

Cabo multipolar é formado por dois ou mais

condutores de fios trançados, cada um isolado

entre si, e o conjunto protegido por uma camada protetora de cobertura comum.

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Seção Nominal

A seção nominal de um fio ou cabo é a área da

seção transversal do fio ou da soma das seções dos fios componentes de um cabo.

A seção do condutor não inclui a isolação e a

cobertura.

Os condutores elétricos são especificados por

sua seção em mm², segundo escala padronizada, série métrica da IEC.

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Material

Em instalações residenciais só podem ser

empregados condutores de cobre, exceto os condutores de aterramento e proteção.

Em instalações comerciais é permitido o

emprego de condutores de alumínio, com

seções iguais ou superiores a 50mm².

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Material - continuação

Em instalações industriais podem ser

utilizados condutores de alumínio, desde que sejam obedecidas simultaneamente as

seguintes condições:

Seção nominal condutores ≥ 16 mm²

Potencia instalada ≥ 50 KW

Profissionais qualificados

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Seções mínimas dos condutores

Tipo de instalação

Isolação

Circuito para

Seção mínima condutor (mm²)

Instalações fixas

Cabos Isolados

Iluminação

1,5 Cu 16 Al

Instalações fixas

Cabos Isolados

Força

2,5 Cu 16 AL

Instalações fixas

Cabos Isolados

Sinalização-Controle

0,5 Cu

Instalações fixas

Condutores Nus

Força

10 Cu 16 Al

Instalações fixas

Condutores Nus

Sinalização-Controle

4 Cu

Cabos flexíveis

Cabos Isolados

P/Equipto Específico

Cfe espec. equipto

Cabos flexíveis

Cabos Isolados

Outra Aplicação

0,75 Cu

Cabos flexíveis

Cabos Isolados

Extra Baixa Tensão

0,75 Cu

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Seção do condutor neutro em relação

ao condutor fase

O condutor Neutro deve possuir a mesma

seção que os condutores fase nos seguintes casos:

Em circuitos monofásicos e circuitos com duas

fases e neutro, qualquer que seja a seção.

Em circuitos trifásicos, quando a seção do condutor fase for inferior ou igual a 25mm², em cobre ou alumínio.

Em circuitos trifásicos quando for prevista a

presença de harmônicos, qualquer que seja a seção.

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Seção do condutor neutro

Seções do Condutor Fase (mm²)

Seção mínima do condutor neutro (mm²)

S ≤ 25

S (mesma seção do condutor fase)

35

25

50

25

70

35

95

50

120

70

150

70

185

95

240

120

300

150

400

185

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Comportamento da isolação quando

submetida à ação do fogo

Propagadores de Chama entram em

combustão sob a ação direta da chama e a mantém mesmo após a retirada da chama.

Etilenopropileno (EPR) e polietileno reticulado

(XLPE).

Não propagadores de chama removida a

chama ativadora a combustão cessa. Cloreto de polivinila (PVC) e o neoprene.

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Comportamento da isolação

continuação

Resistentes à chama mesmo em caso de

exposição prolongada a chama não se propaga ao longo do material isolante do cabo.

Resistentes ao fogo são materiais especiais

incombustíveis, que permitem o

funcionamento do circuito elétrico, mesmo em presença de um incêndio. São usados em

circuitos de segurança e sinalização de emergência.

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Dimensionamento dos condutores

O condutor deve ser capaz de permitir, sem

excessivo aquecimento e com uma queda de tensão pré determinada a passagem da

corrente elétrica prevista. Além disso, os

condutores devem ser compatíveis com a

capacidade dos dispositivos de proteção

contra sobrecarga e curto circuito.

Este último item será tratado em capítulo

específico.

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Cálculo da corrente prevista

I = P/ V.√3.cosφ para circuitos trifásicos

Ou

I = P/V.cosφ para circuitos monofásicos

Sendo

I = corrente em amperes (A)

P= potencia em watts (W)

V= tensão em volts (v)

Cosφ = fator de potencia

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Escolha do condutor segundo o

critério do aquecimento

Os fatores que devem ser considerados são:

Tipo de isolação e cobertura do condutor

N⁰ de condutores efetivamente percorridos pela corrente

A maneira de instalar os cabos

A proximidade de outros condutores e cabos

A temperatura ambiente ou a do solo

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Tipo de isolação

Temperaturas admissíveis no condutor supondo a temperatura ambiente de 30⁰C

Tipo de isolação

Temperatura de operação

Temperatura de sobrecarga

Temperatura de curto circuito

PVC cloreto de polivinila

70⁰C

100⁰C

160⁰C

PET - polietileno

70⁰C

90⁰C

150⁰C

XLPE polietileno reticulado

90⁰C

130⁰C

250⁰C

EPR borracha etileno propileno

90⁰C

130⁰C

250⁰C

Para efeitos de isolação considerar sempre a tensão de pico Vp = Vrms.√2

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Exemplo de condutores - Prysmian

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Exemplo de condutores - FICAP

Exemplo de condutores - FICAP Fatec Mogi Mirim - Prof. Oswaldo Luiz Walter 18

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Número de condutores a considerar

2 condutores carregados (fase neutro ou fase

fase)

3 condutores carregados:

2 fases e neutro

3 fases

3 fases e neutro supondo sistema equilibrado

4 condutores carregados ( 3 fases e neutro)

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Maneira segundo a qual o cabo será

instalado

Tabela da NBR 5410 tipos de linhas elétricas que conforme o tipo de instalação fornece uma letra de referencia à utilizar para verificar a capacidade de corrente do condutor.

Exemplo: cabo multipolar em eletroduto de

seção circular embutido em alvenaria = referência B2

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Bitola do condutor supondo uma

temperatura ambiente de 30⁰C

Se a temperatura máxima ambiente for de

30⁰C escolhemos a bitola do condutor usando a tabela “Capacidade de Condução de

Corrente”.

Devemos considerar se os condutores são de

cobre ou de alumínio, se são dois ou três

condutores e qual a maneira de instalar (letra de referência) .

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Fatores de Correção

Correção de temperatura se a temperatura

ambiente (ou do solo) for diferente daquela para a qual as tabelas foram estabelecidas

aplica-se o fator k₁ .

Agrupamento de condutores quando forem

mais de 3 condutores carregados aplica-se o

fator k₂.

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Fatores de correção para temperaturas ambientes

diferentes de 30⁰C - k₁

Temp. ⁰ C

PVC

XLPE ou EPR

Temp.⁰ C

PVC

XLPE ou EPR

10

1,22

1,15

50

0,71

0,82

15

1,17

1,12

55

0,61

0,76

20

1,12

1,08

60

0,50

0,71

25

1,06

1,04

65

-

0,65

35

0,94

0,96

70

-

0,58

40

0,87

0,91

75

-

0,50

45

0,79

0,87

80

-

0,41

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Fatores de correção para temperaturas

do solo diferentes de 20⁰C - k₁

Temp.⁰C

PVC

EPR ou XLPE

Temp.⁰C

PVC

EPR ou XLPE

10

1,10

1,07

50

0,63

0,76

15

1,05

1,04

55

0,55

0,71

25

0,95

0,96

60

0,45

0,65

30

0,89

0,93

65

-

0,60

35

0,84

0,89

70

-

0,53

40

0,77

0,85

75

-

0,46

45

0,71

0,80

80

-

0,38

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Fatores de correção de agrupamento

k₂

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25

Fatores de Correção

continuação

A corrente prevista I é corrigida:

I’ = I /(k₁.k₂)

O valor obtido I’ é utilizado nas tabelas de capacidade de corrente para se obter o condutor

Sendo I = corrente prevista calculada (A)

I’ = corrente corrigida(A)

K₁ = fator de correção de temperatura

K₂ = fator de correção de agrupamento de

condutores.

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Nota: quando um dos fatores não for aplicável, o

Walter

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Agrupamentos de eletrodutos

Em instalações comerciais e industriais de grande porte são necessários outros fatores de correção relacionados com a quantidade de eletrodutos, bandejas, e disposições, mas

que não serão considerados neste capítulo.

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Queda de Tensão

Uma vez escolhido o condutor pelo critério do

aquecimento P = I²R (capacidade de corrente) precisamos agora verificar qual será a queda

de tensão produzida no mesmo quando esta

corrente circular :ΔV=I.R.

Como a resistência do condutor R=ρ(L/S) esta

verificação é principalmente importante para distâncias longas .

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Quedas de Tensão permitidas

Instalações alimentadas à partir da rede de

alta tensão: 7%

Instalações alimentadas em baixa tensão:

Iluminação e tomadas 5%

Outros usos 5%

Para qualquer dos dois casos a queda de

tensão à partir do quadro terminal até o

dispositivo ou equipamento consumidor

deverá ser no máximo de 4% .

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Cálculo da queda de tensão

Conhecendo-se:

Material do condutor ( Cu ou Al)

Material do eletroduto (magnético ou não magnético)

Corrente prevista I (A)

Fator de Potencia cosφ

Queda de tensão admissível em porcentagem

(%)

Comprimento do circuito l (km)

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Cálculo da queda de tensão

continuação

Calcula-se : ΔV = (%) . ( V)

A queda de tensão unitária (volt/ampere)x km será = ΔV/(I.L)

Na tabela de queda de tensão unitária, com este valor obtém-se a seção nominal do

condutor.

O condutor escolhido deverá atender aos dois

critérios (capacidade de corrente e queda de

tensão)

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Quedas de tensão unitária Condutores isolados com

PVC em eletroduto ou calha fechada

unitária – Condutores isolados com PVC em eletroduto ou calha fechada Fatec Mogi Mirim - Prof.

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