Pedagogia e didática: duas ciências independentes

A Pedagogia e a Didática são ciências particulares autônomas? É a Didática um ramo da Pedagogia, ou suas inter-relações são parte do próprio materialismo-dialético? Qual é, não a hipotética, mas a verdadeira relação entre Educação e Ensino? Essas e muitas outras interrogantes serão respondidas sucintamente neste trabalho, que a sua vez é uma síntese de uma obra maior, que levou mais de 10 anos de pesquisas: Pedagogia e Didática: duas ciências autônomas. Reflete-se sobre as origens, as categorias, leis, princípios e métodos de pesquisas de cada uma destas ciências. Conclui-se com uma valoração prática da importância desta distinção. PALVRAS CHAVES: Pedagogia, Didática, Educação, Ensino, Instrução.

1. INTRODUÇÃO
Até hoje, primeira década do século XXI, em muitos países, a Pedagogia é questionada como ciência independente, e a Didática é considerada, no melhor dos casos, como uma disciplina ou ramo dela. Por que essa situação, ainda, persiste ao longo dos tempos? Será que tem a ver com a consideração histórica de confundir os termos de educação vs instrução, educação vs ensino e instrução vs ensino? Alguém se refere à Física ou à Química como ramos ou disciplinas matemáticas? É possível o desenvolvimento de estudos e pesquisas na Física ou na Química sem o auxilio da matemática? Não obstante, dessa dependência, os cientistas, professores, pesquisadores, não consideram uma a disciplina ou o ramo da outra. È claro que a ciência não tem fronteiras, nem divisões; é o consenso dos estudiosos, pesquisadores, cientistas que a dividem para poder aprofundar no complexo mundo científico-tecnológico. Essa taxonomia é necessária, não há dúvida disso. Mas, por que uma consideração funciona para uns e não para outros? Esse breve questionamento, utilizando essas perguntas retóricas, tem a finalidade de provocar uma reflexão sobre a constante referência da Didática como disciplina da Pedagogia, quando a relação entre ambas muitas vezes é forçada, ambígua e artificial. Para dar respostas, ou ao menos tentar satisfazer aos leitores com reflexões adequadas sobre o assunto, este trabalho abordará, em primeiro lugar, as origens da Pedagogia e da Didática. Podendo perceber que ainda com aspectos comuns, elas não têm a mesma origem, como ciências particulares. A Pedagogia surge como ciência particular, a partir do século XIX, enquanto, a Didática esperaria mais um século. A seguir, se procura desvendar o porquê dessa "quase" obrigatória relação direta entre a Pedagogia e a Didática. Uma forma encontrada é analisar as tergiversações a partir dos conceitos educação, ensino e instrução. O objetivo

fundamental aqui é considerar a diferença entre educação e ensino e valorar a falsa unidade entre educação e instrução. Para poder aprofundar nas diferenças, se aborda, por um lado, a Pedagogia, seu objeto de estudo, seu sistema de conhecimentos científicos: expressados, fundamentalmente em categorias, leis e princípios, e os principais métodos de pesquisa, que sustentam a cientificidade desses conhecimentos. Logo a seguir, faz-se o mesmo com a Didática, abordando-se seu objeto de estudo, sistema de conhecimentos científicos, métodos de pesquisa e se conclui com as Considerações Finais, destacando-se a importância prática da necessária independência destas ciências.

2. ORIGENS DA PEDAGOGIA E DA DIDÁTICA
Diferente da Pedagogia que tem seu reconhecimento como ciência particular a partir do século XIX, a Didática em muitos países, ainda não é reconhecida como ciência independente. É considerada, erroneamente, uma disciplina técnica da Pedagogia, ou como ramo desta. Não obstante, felizmente, são muitas as comunidades científicas que a partir do século XX, deram luz verde à Didática como ciência particular. A seguir uma breve referência às origens destas duas ciências em questão. Origem da Pedagogia A Pedagogia, como ciência, tem uma longa história. Os seus primeiros estudos e aportes emergiram, com a origem e o desenvolvimento da própria civilização. Como também aconteceu com outras ciências, a Pedagogia viu seus primeiros grandes estudos nas obras dos clássicos da antiguidade: Platão (427-347), Aristóteles (384-322), entre outros. Seu surgimento sustenta-se a partir da definição de seu objeto de estudo: a educação. O progresso da educação não poderia se fundamentar só com experiências do dia-a-dia e conjecturas dos pensadores. Era necessário o surgimento de uma ciência que desse a esse objeto de estudo, uma sustentação científico-tecnológico. As obras de Comenius, Rousseau, Kant, Hegel, Herbart, Chernichevski, Pestalozzi, Diesterweg e Ushinski, entre outros intelectuais, ajudaram à independência da Pedagogia como ciência particular. Os clássicos do Materialismo-Histórico e Dialético, Marx e Engels, elaboraram os fundamentos que permitiram sustentar a cientificidade desta. Dessa forma, aos poucos, a Pedagogia vai-se diferenciando, como resultado de um longo período e processo histórico, da Teologia e da Filosofia. A seguir uma citação da interessante obra Pedagogia de um coletivo de autores alemães que sintetiza a origem da ciência da educação, e confirmam assim, de forma sucinta, que a Pedagogia surgiu como ciência particular a partir do século XIX.

A Pedagogia tem uma longa história. Surge como ciência no momento dela ser um reflexo da manifestação social objetiva da educação. Na Antigüidade, ela tem sido encerrada em complexas apreciações sobre o mundo e o homem (Por exemplo, em Aristóteles). No Feudalismo e no Capitalismo, a Pedagogia vai-se diferenciando paulatinamente, em correspondência com a necessidade social, da Teologia e da Filosofia. No século XVI e no século XVII, nasce o primeiro sistema pedagógico como resultado da divisão, do até então estreito vínculo entre a Teologia e a Filosofia. Esta é a expressão e o resultado da luta da burguesia florescente contra o Feudalismo. Não obstante, a Pedagogia continua sua relação com a filosofia, como por exemplos: Rousseau, Kant, Hegel, Herbart e Chernichevski, ela se erige cada vez mais, como uma ciência independente, nos séculos XVIII e XIX, aproximadamente com Pestalozzi, Diesterweg e Ushinski, entre outros. (NEUNER,G. et al, 1981, p. 100). Origem da Didática Ainda que nas obras dos filósofos da antiguidade existam referências às formas que deveriam ser seguidas no ensino na escola, com grandes contribuições ao Desenho Curricular (currículo) como parte importante da Didática, é com a obra "Didática Magna" do eminente checo João Amós Comênio, que surge a Didática, como uma incipiente área de conhecimento. Não obstante, o termo tinha sido utilizado, anteriormente, pelo alemão Wolfgang Ratke, que foi o primeiro quem abordou as duas partes da Didática: Desenho Curricular ou Currículo e a Dinâmica do Ensino, quando, segundo Sandino Hoff, Universidade do Contestado, explicitou: Em seus princípios teóricos, captados do período de trabalho em Cöthen, Ratke fez distinção entre "ensinos" e "arte de ensinar": os primeiros incluem conteúdos extraídos de uma totalidade enciclopedicamente organizada de conhecimentos, e a segunda, de uma teoria que configura o processo pedagógico. Em outros termos, os "ensinos" são compostos com base na estrutura global das ciências e da filosofia; e a arte de ensinar relaciona-se com normas e métodos extraídos das idéias de harmonia entre a fé, a natureza e as línguas. (HOFF, S. 2007, p.147) Voltando ao assunto da origem da Didática, se tem que no século XIX, Herbart, intentando criar todo um sistema científico da educação, colocou a didática dentro da Pedagogia, como teoria da instrução. Pode ser que a partir daqui, a Didática sempre seja vista como isso, uma disciplina da Pedagogia. Outro aspecto que poderia ter influenciado sobre o assunto foi a utilização ambígua dos termos: Educação, Instrução e Ensino, para denotar uma mesma realidade ou fenômeno. Já no século XX, a Didática passou por muitos questionamentos, como também tinha acontecido, anteriormente, com a Biologia, a Física, a Química, e outras ciências no século XIX. É importante destacar que toda ciência, independentemente do seu objeto de estudo: seja da natureza, da sociedade ou do pensamento, passa por esses períodos críticos, onde sua estrutura conceitual fica comprometida e duvidosa. Ás vezes, novos descobrimentos ou novas teorias

estremecem a base ou fundamentação teórica de uma determinada ciência. Voltando ao assunto da origem, é a partir deste século XX, que começa o tratamento da Didática, como uma ciência particular. Depois desses períodos de crises, a Didática dá um salto qualitativo no seu desenvolvimento. Como ciência particular, com autonomia científica, está neste momento do século XXI, dando esse salto significativo com grandes aportes à sociedade. Claro que, como toda ciência, enriqueceu seus fundamentos, categorias, conceitos, leis, corolários e princípios a partir da contribuição de cientistas de outras áreas de conhecimento. Mas não existem dúvidas que a Didática já tem sua autonomia.

1. CONCEITOS DE EDUCAÇÃO, ENSINO E INSTRUÇÃO.
Uma das problemáticas neste campo de conhecimento é a ambigüidade da terminologia. Claro que ciência não é como os neopositivistas consideraram, "colocar na língua científica o conhecimento popular". Não obstante, o sistema de conhecimento de qualquer ciência está determinado pelas categorias e os termos que descrevem e fundamentam a estrutura base de seu objeto de estudo. E tudo isso se logra com uma adequada utilização da língua científica, em especial sua terminologia. Uma das complexidades tanto para a Pedagogia, como para a Didática são seus respectivos objetos de estudo, pois qualquer leigo se acha no "direito" de "dissertar" sobre educação ou ensino. Por exemplo. Quem fala sobre Física Quântica? Ou sobre Biologia Molecular? Não é suficiente saber contar para ser matemático! Este fato leva a que existam trabalhos, "resultados de pesquisas" que no conteúdo deles têm uma mistura de conhecimentos acientíficos e anticientíficos que pouco ajudam na prática social e no desenvolvimento destas ciências. Um exemplo neste contexto é o posicionamento do ilustre Jean Piaget que segundo um dos seus discípulo, Gadotti,M (1988, p. 64) considerava que Quando a maioria dos institutos de ciências, hoje, ainda se mantêm fechados em pequenas capelas, fechados num linguajar hermético, Piaget sempre concebeu o estudo científico como uma interseção de disciplinas. Não se pode fazer Psicologia sem a física, sem a Matemática, sem as Ciências Sociais. Aliás, o sucesso das teorias de Piaget sobre desenvolvimento da inteligência nas crianças deve-se, em grande parte, à rigorosa fundamentação físico-matemática e bioquímica. Ele sempre soube escolher, nesse sentido, os

pois cada palavra mencionada expressa um conceito distinto. No caso da Pedagogia. é depositar em cada homem toda a obra da humanidade vivida. a educação do ser humano deve responder às necessidades de seu destino e ás leis de sua natureza. Perguntaram num programa de Radio Suisse Romande. Preferiu optar pelo estudo da inteligência. Limitava-se a dizer que não havia pesquisado esse campo do saber. em um fenômeno social historicamente condicionado e com um marcado . na língua científica deve considerar-se que aquele profissional de referência. Para José Martí. mas não na língua científica. Já para a Didática referiria melhor os termos de aluno. Respondeu que não tinha tempo para tratar da inteligência e da afetividade ao mesmo tempo. imagine o que acontece quando o assunto em questão é o próprio objeto de estudo? Então. Era um homem que sabia ouvir. ensino e instrução não são sinônimos. Outro exemplo poderia ser o fato que o professor não tem "didática". Émile Durkheim a considerava a preparação para a vida. considerando que na língua científica não se admite a sinonímia. tem domínio dos aspectos ou dimensões didáticas necessárias que conformam essa competência. Piaget não gostava de responder a perguntas sobre educação. aluno. alguém diz: -"Esse professor tem uma boa didática". que educação. é preparar o ser humano para a vida. por que não investigara a afetividade. O que é educação? Desde a época de Platão. Isso implica que o ser humano se educa durante toda a vida. estudante e discentes. Para Pestalozzi. Quando no dia-a-dia. Para ele era dar ao corpo e a alma toda beleza e perfeição que seja possível. cientificamente "falando". seriam importantes termos dentro do campo de estudo e pesquisa. o que o docente pode e deve ter é competência didática. Segundo o ICCP (1988) se entende por educação o conjunto de influências que exerce a sociedade sobre o indivíduo. A educação consiste. criança. ante todo. aprendiz. o termo educação foi centro dos debates. estudante. escolar. Já pensou que educando. A língua científica deve ser objetiva. são a mesma coisa? Ao final não são sinônimos? Sim. Essas palavras são sinônimas na utilização do dia-a-dia. Se importante é a adequada utilização da terminologia de uma ciência. discente. educando e escolar.melhores pesquisadores das áreas. não deve permitir ambigüidades. se pode dizer. e assim por diante.

Aqui só se esta definindo a categoria geral e eterna.23) Deve-se analisar que a educação. mas que uma definição o mais precisa possível. e muitos conceitos mais. já referida em outras definições e que só se logra a através de convicções fortes e bem definidas de acordo com esses padrões. 1988). (ICCP. por tanto pode ser planejada. a educação constitui um elo essencial no sucessivo desenvolvimento dessa sociedade. pois transmite a cultura de um contexto de forma global. política e econômica. É um fenômeno cultural. visando entregá-lo segundo seus padrões sociais. Para uns. Ainda seguindo a linha de pensamento de J. políticos. ou conjunto de influências. Educação é processo. ou preparação. É resultado que expressa ou manifesta uma cultura. a ponto de não conceber progresso histórico-social sem sua presença. o que é educação? A definição a seguir não pretende ser exaustiva. a Educação é uma atividade social. (MARTINS. como fato sócio-histórico. V (apud. a caracterização deste objeto de estudo e pesquisa da Pedagogia. e seus interesses. mais que processo. É ao mesmo tempo. Também. e outras. ICCP.caráter classista. É um processo que se preocupa com a formação do homem em sua plenitude. Busca a integração dos membros de uma sociedade ao modelo social vigente. Mas.31) Segundo Lênin. conservadora e inovadora. nem focalizada nessa palavra desde a perspectiva da lingüística textual. pois está constituída por ações e operações que devem ser executadas no tempo e no espaço concreto. Através da educação se garantirá a transmissão de experiências de uma geração à outra. se concorda que: A educação tem os seguintes caracteres: o o o o o o o É fato histórico. onde claramente. é uma atividade. que se manifesta de diversas formas e que seu sistema de ações e operações exercem influências na . p. Por isso é tão importante. econômicos. Como toda atividade tem orientação. para outros é categoria. o significado sempre estará dependendo de seu contexto. mais que conjunto de influências. a educação é uma categoria geral e eterna. É processo. J. busca a transformação da sociedade em beneficio de seus membros. 1988. Simultaneamente. ou fenômeno social. Martins. pois é parte inerente da sociedade desde seu surgimento. Para Martins. p. Portanto. Reconhece-se aqui a necessária preparação para a vida. pois se realiza no tempo. 1990. Direciona o educando para a autoconsciência. como objeto de estudo e pesquisa da Pedagogia.J (1990) a educação é um processo de ação da sociedade sobre o educando.

resultado dessas atividades de gestão educativa. onde: O homem independente. se deve também trabalhar. Por isso. como fenômeno inerente à sociedade. um dos meios importante para influir na construção desse novo ser. sejam introduzidos e generalizados como forma ideal para orientar. (MARTINS. O que é ensino? Antes de entrar-se na definição do objeto de estudo e pesquisa da Didática. é orientação.J 1990. O processo pedagógico. 22) Resumindo. desde a óptica como ser social deve ser Desenvolvido simultaneamente nos planos. planos. p. Um homem munido de uma cultura que lhe permita conhecer. intelectuais e emocionais. e que a complexidade dos fenômenos sociais e a quantidade de cultura emanada de muitas gerações. compreender e refletir sobre o mundo. Por outro lado. lembre-se das palavras de J. está constituída por esses aspectos. Por outro lado. Neste último aspecto vale destacar que o ser humano que se pretende construir. que tem consciência clara de suas possibilidades e limitações. seja capaz de atuar de forma eficaz e eficiente nessa realidade. surge o processo pedagógico. e projetos. físico e intelectual. p. nessas influências que exerce a sociedade e o estado na formação humana do ser individual. Pois como atividade.J 1990. sabe-se que o ser humano se realiza culturalmente em tempo e espaço.formação de convicções para o desenvolvimento humano do ser social e do ser individual. Por isso. 22) Isso significa que a educação pode ser direcionada. . p. considerando a expressão social que deve refletir na consciência de cada pessoa. precisam ser otimizadas no tempo. a educação. que não deve confundir-se com o processo docente. executar e controlar o trabalho educativo. Os programas. que conhecendo suas capacidades físicas. surge a partir das mudanças sofridas pela sociedade e com o objetivo de construir determinado protótipo de ser humano. significou a ciência de ensinar". é através do adequado planejamento educacional. 23) quando expressou que "desde seu surgimento a palavra didática. ou com o processo educativo. e em busca de seu aperfeiçoamento social e individual. com educação. é processo e expressão de uma cultura sócio-política. como aspecto consciente dentro do planejamento educacional. e senhor de uma visão crítica da realidade. mas não isolado. Martins (1990. Pode ser questionado o termo ciência. (MARTINS.

referindo-se ao processo de instrução que procura atingir a superação dos discentes e o segundo caso ao treinamento. as "capacidades duradouras e aplicáveis". Se um determinado professor realiza uma atividade que não gere uma "aprendizagem" objetivada. 31) define "o ensino como o processo de organização da atividade cognoscitiva" processo que se manifesta de uma forma bilateral: a aprendizagem. Guyau. termo ou uma simples palavra. substitua o objeto: ensino. aprendizado e aprendizagem. 75) o ensino é "um processo bilateral de ensino e aprendizagem". Por isso. como formas de manifestar-se. Não se deve esquecer que na época que se utiliza o termo. Daí.M. Mas. salvando a analogia. essa atividade não pode ser denominada de ensino. qualquer homem não é pai. J apud. p. concretamente.P. neste conceito a menção de "um sólido sistema de conhecimento". 1976." Destaca-se. é porque esse ser humano masculino. Considerando estas idéias. No primeiro caso. só aquele que gerou um descendente. como objeto e não o ensino como categoria. O termo "art" era utilizado para as atividades das atuais e reconhecidas áreas das ciências sociais. J. ainda hoje. senão fazer dele o homem que não existia. p. Algo parecido. S. o ensino. como mínimo um filho. que seja axiomático explicitar que não existe ensino sem "aprendizagem". e por outro lado. uma unidade dialética. tem. Segundo Baranov.mas a idéia fica clara que o objeto é o ensino. Portanto. como assimilação do material estudado ou atividade do aluno. 14) . G. et al (1989. é questionada a utilização do termo: ensino. Quando alguém denomina um homem de pai. ciência era só as áreas de conhecimentos da natureza. como forma de desenvolver as capacidades. Seu posicionamento sempre foi muito claro. utilizando o termo de pai com a significação de pai biológico. este processo na realidade objetiva. para designar um ser humano masculino que gerou um descendente dele. seria interessante refletir com as palavras de J." (GUYAU. p. p. et al (1981. como objeto de estudo e pesquisa da Didática. quando estabeleciam entre ensino e aprendizagem. Para Neuner. Portanto. então por que. quando diz que "educar a um homem não é ensinar alguma coisa que não sabia. pois ela é inerente ao ensino. não esta sendo utilizada desde a perspectiva terminológica que distinguiria semanticamente os termos: aprendência. A palavra aprendizagem neste contexto. sucede com a palavra ensino. fica claro que não é preciso a utilização da composição léxica "ensino-aprendizagem" para destacar a importância da "aprendizagem" neste processo. e o ensino como direção deste processo ou atividade do professor. Por tanto. por um lado. se não é lógico utilizar a palavra composta pai-filho. ISÓIS. de Ensino. na implementação do ensino se dão a instrução e o treinamento. substituindo-o por ensino-aprendizagem? Seria interessante considerar a seguinte analogia que ajudará a entender o ensino. 254) "a linha fundamental do processo de ensino é a transmissão e apropriação de um sólido sistema de conhecimentos e capacidades duradouras e aplicáveis. também é ilógico supor que a palavra composta "ensinoaprendizagem". é uma atividade direcionada por docentes à formação qualificada dos discentes. Diferenciando Educação. O ICCP (1988.

hábitos. Por tanto. e com a preparação para as atividades profissional. como manifestação concreta do ensino. com a formação de interesses cognoscitivos e talentos. Ou também. p. através da instrução pode-se desenvolver a educação. acumulados pela humanidade". A instrução não é inerente à educação. mas bem. não é diretamente um aspecto da educação. A instrução. Como se colocou na introdução deste trabalho é possível que uma das causas pela qual a Didática seja considerada uma disciplina da Pedagogia consiste na falsa concepção de que a educação leva implícita dentro de si o processo de ensino. também valora a instrução com essa mesma perspectiva profissionalizante quando expressa que: O conceito expressa o resultado da assimilação de conhecimentos. et al. não existiriam analfabetos. pessoas já formadas. A instrução pressupõe determinado nível de preparação do individuo para sua participação numa ou outra esfera da atividade social. como se expresso anteriormente que na língua científica não admite a sinonímia. o conceito de instrução valorado pelos alemães Neuner. e habilidades. nem existe uma denominada lei de unidade da instrução e a educação. é uma ação didática que desenvolve o intelecto e a criatividade dos seres humanos com conhecimentos e habilidades que os prepara para desenvolver atividades sócio-culturais. se passa a delimitar sua concepção neste trabalho. S. Educação. É muito mais preciso. Segundo Baranov. (1989. G.P. com a significação de ministrar e assimilar conhecimentos e habilidades. p. (ICCP. deve ser considerado como um elemento que aperfeiçoa o processo educativo. se caracteriza pelo nível de desenvolvimento do intelecto e das capacidades criadoras do homem. Se estes autores estiveram certos. Nesta perspectiva nota-se a coincidência com o próprio termo de educação. na maioria das vezes.O que é instrução? Este é um termo que tem sido utilizado indistintamente para se referir ao que se define como educação. 32) Portanto. 1988. 112) enfatizando que na literatura pedagógica o conceito de instrução se emprega. Suma-se a essa ambigüidade do termo. Mas como o objetivo não é fazer a história das denotações desta palavra. Isso traz consigo um grande dilema. o fato de erros de tradução de um idioma a outro. Ensino e Instrução designam realidades diferentes. A instrução. desde a óptica deste trabalho. o que é diferente. a instrução não forma parte do conceito de educação. et al. O ICCP (1988). e também tem sido empregado com a denotação dada aqui de ensino. A Educação se centra na formação . (1981. com uma boa educação. sem alguma instrução. não existiriam pessoas bem instruídas. 22) "a instrução constitui o aspecto da educação que compreende o sistema de valores científicos culturais. más educadas. p.

nessa ordem. não é a definição de uma simples palavra. Por isso. 1.do ser humano. (LIBÂNEO. se mencionará alguns métodos empregados nas pesquisas pedagógicas. isto é. essa mesma palavra pode ser uma categoria. Já a Instrução é uma forma de manifestar se o ensino. são os três requisitos básicos que a comunidade científica exige para determinar se uma determinada área de conhecimento é uma ciência particular autônoma. uma mesma palavra utilizada em diferentes campos do saber expressa diferentes noções. Objeto de estudo e pesquisa da Pedagogia Para N. onde se focaliza os aspectos de conhecimentos e saberes da realidade objetiva e subjetiva. leis e princípios. mas não o define. uma forma de avançar em áreas priorizadas. não tem verdadeiramente. J. fronteiras entre as ciências particulares. enquanto o Ensino reflete o processo de otimização da aprendizagem. Ainda. especificamente na construção da personalidade. ISÒIS.1999. que será utilizada como lexemas em outras ciências. PEDAGOGIA: OBJETO DE ESTUDO. o sistema de conhecimentos científicos e os métodos. enquanto em outra. do ato educativo. Essa divisão existe pelas limitações do ser humano em poder abarcar grandes campos do saber. Por último. em uma ciência. 1976). utilizados em outra. e em outra pode ser o próprio objeto de estudo. sinteticamente. a definição do objeto de estudo da Pedagogia. senão a delimitação conceitual dessa megacategoria.A. essa palavra pode ser um simples lexema para possibilitar a comunicação científica. 25) . as contribuições de uma ciência. então. Portanto sempre existirão termos de uma ciência. por essa inter-relação dialética que existem entre elas. como atividade universal. O objeto de estudo. o objeto de estudo da Pedagogia é a educação como fenômeno social. Neste item se abordará os aspectos que demonstram a cientificidade da Pedagogia. da pratica educativa concreta que se realiza na sociedade como uns dos ingredientes básicos da configuração da atividade humana. Ainda. Pois. sempre serão bem-vindas em outras. p. e também. a qual ajuda na formação do ser humano. se sustentará. o campo do conhecimento que se ocupa do estudo sistemático da educação. Depois da definição do objeto. Konstantinov (apud. formando parte das palavras chaves dessa área de conhecimento: terminologia. Em outra ciência. essa mesma palavra pode ser um termo. através de suas categorias gerais. aqui se tratará sobre o objeto de estudo e de pesquisa que não deve ser objeto de outra ciência. C. José C. Mas antes de referir-se a esses aspectos é bom considerar que a ciência. neste item. SISTEMA DE CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS E MÉTODOS DE PESQUISA. Libâneo é muito mais explicito e direto quando expressa que: Pedagogia é. o sistema de conhecimento científico que fundamenta a Pedagogia como ciência particular. J.

Considerar a Educação como atividade. 25) Segundo Libâneo. a comunidade e a convicção. Essa parte que se refere é a que se denomina educação escolar. A Pedagogia é. (LIBÂNEO. a Pedagogia ainda continua tendo o sentido de metodologia. sistêmica e sistemática. Escola A escola. a família. cumpre distinguir diferentes manifestações e modalidades de prática educativa tais como a educação informal. onde os diversos processos e os diversos contextos sejam também áreas fronteiriças com outras ciências. Com isso. com as leis e os princípios. não formal e formal. na política. implicará que nela se dêem as orientações. da independência cognoscitiva e da autonomia da Pedagogia como ciência particular. exercem influências na formação de convicções para um desenvolvimento humano.o campo educativo é bastante vasto. de organização do ensino". se sustenta com as categorias gerais. Essa estrutura base. pelo reconhecimento oficial. porque a educação ocorre na família. que se manifesta de diversas formas e que seu sistema de ações e operações. p. nos meios de comunicação.1999. A escola. quem governa.. Esta Educação.. a ciência que tem como objeto de estudo e pesquisa a Educação. ao contrário do que se pensa e se divulgou por muito tempo. Neste ponto. ISÒIS. 1976). São categorias: a escola. Libâneo é novamente convincente: . J. na fábrica. só pode realizar uma parte da educação. em boa parte. J. de muitos educadores. no trabalho. em muitos paises. Sistema de conhecimentos científicos: categorias da Pedagogia Toda ciência tem seu sistema de conhecimento científico que constitui a estrutura base para.Portanto fica claro que o objeto de estudo da Pedagogia é a educação. p. Isso acontece por ser a escola o elo essencial do estado. consciente do papel do ser social e do ser individual. Os principais pilares de toda ciência são as categorias gerais dela. os processos. na rua. vista como atividade sócio-cultural. a partir daí.126) "na mentalidade. interagir entre si. política e econômica. A escola representa quem tem o poder. J (1999. Daí que o objeto seja amplo. não é . Essas novas contribuições podem ser de uma mesma ciência. ao dizer de E. como resultado da atividade científica.Krieck (apud. A Pedagogia tem quatro categorias gerais que devem. entre outras muitas coisas que são inerentes à atividade. ou de outras a fins. C. erguer toda uma produção de novos conhecimentos. os dilemas enfrentados. que também colaboram na construção da estrutura sistêmica. os resultados. sem dúvida alguma. dialeticamente. Isto explica. ao longo dos anos.

pensar que a escola substitui à família na configuração educativa de seus membros. Fauna local. mas nunca substitui à família. A comunidade pode subdividir-se em duas: a comunidade externa. Entre esses aspectos estão: y y y y y y Habitantes residentes. e sem dúvida alguma. tem uma natureza social. hospitais. Família A família desde uma perspectiva sociológica é vista como a cédula da sociedade. à medida que a organização das sociedades foi se tornando mais complexa. conhecidos dos discentes matriculados. Neste trabalho é vista como um sistema de seres vivos inter-relacionados que habitam um mesmo lugar. que implicará todo contexto que abrange a influencia de uma escola ou várias escolas. é o núcleo básico que o estado tem para poder influenciar na educação da sociedade. político e econômico onde a escola ou as escolas estão instaladas. amigos. rádio local ou comunitária. Isso significa o espaço sócio-cultural. . pouco estudada pedagogicamente.inerente à educação. Essa comunidade será vista através da relação de uma escola com os familiares. ao longo da história. pois é inerente à educação. o núcleo básico da educação. clínicas. Ela. Devem-se destacar com significativa importância os elementos que conformam determinada comunidade. Cultura local. p. fábricas. mas se consagrou como privilégios dos que ostentam o poder. Portanto. a família é responsável pela educação de seus membros. na formação de novas gerações de seres humanos. desde a perspectiva pedagógica. comunitária e familiar. Geografia local. é a concretização da sociedade. É um erro histórico. a tecnologia mais avançada e as aquisições culturais mais vastas e sistematizadas. que estejam dentro do contexto comunitário. R. etc. a escola surgiu como instituição social. 12) A escola como instituição social. como estrutura físicas. como a educação. (HAYDT. Essa relação da escola com a comunidade implica necessariamente outras relações com instituições. Comunidade Esta categoria. e deve ter um papel cada vez mais preponderante nos processos educativos. Portanto. A escola poderia. Isso é independentemente do sistema sócio-político governando. A outra é a comunidade interna. História local. 1997. a escola. comunitária e familiar. é o núcleo fundamental. Flora local.

uma segunda lei que refere à autonomia educativa e sua influência diversificada. através da relação comunidade. para configurar o tipo de comunidade a se construir. Essa relação cíclica estabelece sua forma de concretizar-se. sentimento. se é através das convicções que o sujeito se humaniza. Sistema de conhecimentos científicos: leis pedagógicas A lei. respectivamente. convicção é a certeza adquirida por fatos ou razões. Quando essas relações são estimuladas e controladas conscientemente. com a intervenção de todos os envolvidos. onde cada um. Daí que a convicção seja uma categoria essencial e determinante de uma educação real. por sua vez. família e comunidade. deveria influir na comunidade.C (1995). Quando não se tem convicção de algo. constante e necessária entre os fenômenos dentro do objeto de estudo e pesquisa de uma determinada ciência. enquanto a educação determinará o tipo de sociedade que se constrói. Esta concepção é um corolário da primeira lei pedagógica: relação dinâmico-participativa entre o estado. para que essa lei se cumpra. e o objetivo da educação sempre refere à formação da personalidade. Daí que seja considera uma unidade dialética tripartida. não é filosofando que a mesma se forma.Existe uma unidade indissolúvel entre estas três categorias: escola. nesta lei. ideologia. Essa unidade permite a construção social dos sujeitos. refere aos componentes básicos desta lei. objetiva e verdadeira. Convicção Ainda que a filosofia estude a convicção. Não ver essas relações. e então a família. para determinar o tipo de família que deveria ter. essa personalidade deve estar convicta de seus atos e pensamentos. a educação e a sociedade. ICCP (1988). Constrói-se uma convicção quando.Lei da relação dinâmico-participativa entre o estado. a partir da educação. Por isso. a educação e a sociedade. não incidir nessas relações é uma das grandes causas do fracasso educacional. qualidade do caráter. só pelo instinto. o estado determinará o tipo de educação que se aplicará. escola e família. educação e sociedade. A escola deveria desenvolver um profundo trabalho educativo com as famílias. resulta na construção de convicções bem definidas e duradouras. é considerada a relação básica. parte da sociedade que determina o tipo de estado a se formar. entre outros. Sendo assim. . No caso especifico das leis pedagógicas se estabelecem essas relações.. e atitude. nela se dão os elementos que a conformam: valor. 1. ou se manifestam através das relações de causas e efeitos dos processos educacionais e dos processos educativos. Só se forma uma convicção. como resultado do processo educativo de uma determinada sociedade. Ainda existem trabalhos que abordam esta temática. A dinâmica. de três leis gerais que referem à relação entre estado. desde a perspectiva científica. genericamente falando. Então. é a comunidade quem deve determinar o tipo de escola que deseja ter no seu contexto. ante esse algo se atua intuitivamente. Alvarez. e uma terceira que refere às condições socioculturais e genética sobre o desenvolvimento social e individual. aqui se enfatiza a presencia na Pedagogia. neste contexto. formas da conduta segundo o temperamento.

Para isso. Para a existência de uma convicção. El Nino. O desenvolvimento humano. através da escola. nos meios de comunicação. a formação de convicções. que se logra uma educação consciente. Pois. Pior ainda. Lei das condições sócio-culturais e genéticas sobre o desenvolvimento social e individual. no bar. se desenvolve não só na escola. Esta é a principal causa do grande problema social que existe nos paises que não consideram esta importante lei. entre muitas outras respostas. na igreja. integral e dinâmico-participativa. a família. esta é a primeira lei pedagógica. ainda preservando sua autonomia educativa e suas influências diversificadas. . dependerá das condições sócio-culturais. É necessário seguir bem de perto o desenvolvimento dessa inter-relação. o resultado educativo é. se devem observar quais são as influências que melhor configuram uma determinada pessoa. uma influência pode ter resultados diferentes. Para desenvolver uma educação consciente. educação artística & estética e educação intelectual & criativa. E a sociedade? Será que já se está aproximando sua resposta? Será tão enérgica que conduza a sua própria autodestruição? 2. educação ético & laboral. educação moral & axiológica. que à sua vez deverá considerar os aspectos genéticos para modificar ou transformar esse contexto social e cultural. 3. Pois. Pois. no contexto escolar. caberia ao estado. na rua. na fábrica. são as poucas perspectivas que têm esses paises para resolver essas inúmeras situações sociais de calamidade. devem-se observar os princípios e corolários desta segunda lei. Já existe uma resposta bem enérgica da natureza aos erros do ser humano às constantes violações das leis da natureza: Suname. preparar a família nos conhecimentos sobre os diversos tipos de educação que existem. Lei da autonomia educativa e suas influências diversificadas na formação da consciência. por natureza. é responsabilizada com a educação de seus membros. Dentro das influências que se devem observar e propiciar estão: educação física & mental. Neste sentido. É importante que sempre que seja possível estejam presentes pessoas observadoras dessas influências para verificar os efeitos em cada educando. As influências na construção do ser humano se manifestam em diversos contextos e em diversas modalidades. Desertificação. geralmente. e é também. a primeira a ser violentada. um caos. que está interligada à primeira e à terceira. A educação. Quando não se observam os aspectos que configuram a regularidade desta lei. Não é só com a pretendida educação intelectual através do processo de "ensino-aprendizagem". segundo a diversidade do público alvo. sem aplicação conseqüente desta lei não será possível reverter essas situações. ou uma determinada comunidade. Esta lei se relaciona com a primeira. é fundamental criar as condições sócio-culturais que beneficiem a formação de convicções. naturalmente. contudo. educação política & ideológica. geralmente. expressado na sociedade ou nos indivíduos. mas também no lar. e outros lugares.Infelizmente. Precisa-se da chamada "escola da vida". de uma forma prática. se deve ter consciência do fato ou da razão em questão.

a influência do homem sobre a natureza. quando a escola.que permita as vias adequadas para melhor configurar uma nova sociedade. Segundo ICCP (1988) estes princípios têm sua base nas leis do materialismo-dialético e histórico. Deve-se estabelecer um balanço entre os interesses sociais e os interesses individuais. 9. menos egoístas. família e comunidade como via natural de formar convicções. com variadas infra-estruturas e respeitando seu contexto meio ambientalista. não-formal e formal. mais respeitosa com as diversidades e com os interesses de seus membros. exerça sua influência maior nas famílias e nas comunidades. a relação da educação com a prática social e a função do coletivo na formação das qualidades da personalidade. Papel diretor da escola na relação tripartida. Respeito ao indivíduo na formação do ser social. Unidade indissolúvel entre escola. Sistema de conhecimentos científicos: princípios pedagógicos O princípio científico é uma doutrina que emerge de uma ou várias leis. Instruir e treinar. Relação entre as modalidades de educação: informal. educação moral & axiológica. educação artística & estética e educação intelectual & criativa. 8. otimizam a formação de convicções. 2. Determinação das condições sócio-culturais e de relações econômicas na formação da personalidade. mas não a determinam. Só se logrará. 6. Relação das influências diversificadas com a tipologia educacional: educação física & mental. Vinculação. projetos de escolas melhores desenhadas arquitetonicamente. e pensando sempre no aperfeiçoamento da sociedade por encima dos interesses individuais. sem violência. essa sociedade deverá ser. 4. . Caráter dominante dos grupos e coletivos sobre os indivíduos. educação ético & laboral. 3. Os princípios pedagógicos orientam a definição dos objetivos educativos que a sua vez determinam o conteúdo e a forma (direção) da educação de uma sociedade. da formação de convicções com a vida. o meio social e o trabalho. Também. Daí a importância cardinal de que os projetos pedagógicos das escolas incluam. cada dia. como gestora da tríade. 7. A teoria sobre educação permite uma estruturação de um sistema de princípios como resultado de pesquisas de diversas ciências e em especial da Pedagogia. São idéias verificadas cientificamente a partir do papel da prática na formação da personalidade. 5. com indivíduos cada vez mais humanos. 1. educação política & ideológica. independentemente da participação das famílias e das representações comunitárias.

Método abstrato: a abstração é um método mediante o qual se destaca a propriedade ou relação das coisas e fenômenos desde a perspectiva subjetiva. não determina a formação de uma convicção. também conhecida como. a relação filosófica do geral e o particular entre estes dois termos. Os métodos mais usados são: y y y Método analítico: a análise é um procedimento teórico mediante o qual um todo complexo se descompõe nas suas diversas partes ou elementos. método científico é a forma racional ordenada. já no contexto escolar.10. Existem três técnicas deste método: fonte bibliográfica. formas de atuação científica. procedimento forma a técnica e esta técnica forma o método. e passos com marcado nível de probabilidades de verificação científica para atingir um objetivo definido. se expõem métodos e técnicas de pesquisa desde as perspectivas práticas e das teóricas que se empregam com sucesso na Pedagogia. intuitivas. escritas no momento da pesquisa ou já recolhida com anterioridade. que estabelece o caminho. sob controle. Método sintético: a síntese estabelece mentalmente a união entre as partes previamente analisadas e possibilita descobrir as relações essenciais e características gerais entre elas. Considerando as técnicas segundo este sentido específico. fatos e fenômenos educacionais. Métodos de Pesquisa Pedagógica Neste contexto. A sondagem. Influências subliminares. procedimentos. O conhecimento. já no laboratório. já que possibilitam as condições para ir além das características superficiais da realidade objetiva. Consiste no registro sistemático. A seguir. objetiva e social de desenvolver uma atividade. é o método onde a informação requerida procura-se através da respostas a perguntas orais. Os métodos teóricos cumprem uma função epistemológica importante. Os métodos teóricos permitem revelar as relações essenciais do objeto de pesquisa. Ambos são procedimentos. a relação que existe entre os fenômenos educacionais. . a experimentação e a sondagem (levantamento). com a finalidade de observar. Os métodos práticos que mais se aplicam são: a observação. Sua diferenciação consiste na abrangência do método. levantamento. As formas concretas de realizar as ações do método científico constituem-se nas técnicas científicas desse método. O experimento é o método onde se cria uma situação. a relação existente entre método científico e técnica científica parece clara. 11. A observação é o método de recopilação de informação educacional primária mediante a percepção direta dos elementos do objeto estudado ou pesquisado. questionário e entrevista. as operações concretizar-se-ão nos passos que dão lugar ao procedimento. só serão dominadas por convicção. através de técnicas. Ficando a relação de implicação de passos forma o procedimento. Também permitem explicar os fatos e aprofundar nas relações essenciais e qualidades dos processos. por si só. válido e confiável de comportamentos ou condutas manifestas. além disso. não observáveis diretamente. Por outro lado. já na sociedade ou natureza. Sua natureza é a mesma.

que permitirá se situar dentro do contexto didático. das partes. a partir de fatos particulares. Método sistêmico: procura revelar o sistema existente. no pensamento. ou como o conhecimento. As definições abstratas conduzem à reprodução do concreto por médio do pensamento. não diretamente. Por que se pode afirmar categoricamente que a Didática é uma ciência particular? Será que ela tem seu próprio objeto de estudo? Existe nesse objeto. tributa conhecimentos científicos à tecnologia. a partir da estrutura e as funções de seus componentes. se passa a proposições gerais. expressado na grande produção de conhecimentos científicos que existem no ensino. A Didática. Dessa forma se obtém base teórica sólida. Método modelativo: a modelação opera em forma teórica e prática com o objeto. A Didática não é uma tecnologia. que escrevem sobre o objeto da Didática como a práxis pedagógica ou como o normativo das atividades escolares. Estabelece os aspectos distintivos e os aspectos similares para os objetos comparados. facilitando o entendimento de sua estrutura base. Método indutivo: A indução é um procedimento mediante o qual. aonde se vão seguindo determinados padrões ou princípios comuns a dois ou mais elementos. mas nela existe uma tecnologia didática. Método histórico: este se vincula ao conhecimento das distintas etapas dos objetos em sua sucessão cronológica. Também têm outros que consideram a Didática como o estudo da teoria geral da instrução. é conhecimento mais profundo e de maior conteúdo essencial. naquele método. Existe no procedimento deste método uma estrita relação entre a realidade educacional e o modelo ideado para substituir. DIDÁTICA: OBJETO DE ESTUDO. É o estudo diacrônico dos fenômenos educacionais. Método comparativo: consiste. que atende a essa demanda. essa realidade. como toda ciência particular. ou como a arte de ensinar.y y y y y y y Método concreto: é a síntese de muitos conceitos e por conseguinte. na pesquisa. SISTEMA DE CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS E MÉTODOS DE PESQUISA. geralmente autodidatas. ambos são momentos do conhecimento dialético da realidade condicionado entre si. A seguir se explicita uma série de aspectos que fazem da Didática uma ciência particular. e bem sustentada. ou como o processo docente- . ou como o processo de ensino-aprendizagem. toda uma estrutura base organizada com conhecimentos científicos que a sustentem como tal? Existem métodos e técnicas com um alto teor científico que fundamente e verifique os resultados das pesquisas nesta área com suficiente credibilidade para toda uma comunidade científica? Objeto de estudo e pesquisa da Didática Ainda existem autores. O concreto. com autonomia. 1. mas através de um sistema auxiliar. Este método sempre está unido ao processo mental dedução. e que através da interface recria outros produtos e serviços a serem aplicados no contexto social. Método dedutivo: A dedução é um procedimento que se apóia nas asseverações generalizadoras a partir das quais se realizam demonstrações ou inferências particulares.

"A docência é uma prática educativa. como categorias didáticas. Dentro da estrutura de cada categoria geral existem outras categorias menores. ficam na responsabilidade da Dinâmica do Ensino. senão categorias elementares da aula. denominada Desenho Curricular. suas leis e seus princípios que a sustentam. pois forma parte da ação docência. As respostas ao como ensinar. forma e meio). entre muitas outras concepções. pois como cédula fundamental do processo de ensino se configura a partir de uma determinada unidade de tempo. Esta ciência tem suas próprias categorias. avaliação entre outros elementos do processo de ensino. é fundamental explicitar os aspectos que conformam a estrutura base desta ciência particular. relações familiares. por ex. Ainda elas sejam tratadas como categorias. com seus componentes."(I ENCUP. Aprendência: interação entre ensinante e aprendente que permite ao aprendente ser autor de seu próprio desempenho. existe uma importante inter-relação entre elas. As respostas. é lógico que se reflita sobre o que e como se deve ensinar. num marco delimitado de espaço. processo extra-docente e processo docenteeducativo. provocando mudança no aprendente produzido . se o objeto de estudo e pesquisa da Didática é o ensino. a consecução dos princípios didáticos. Não obstante. existe um consenso. o docente e o discente. também conhecida. As três categorias gerais da Didática são: a docência. mas que não configuram totalmente dentro da docência: processo extra-escolar. Isso fundamenta a dialética da dinâmica do processo ensinante.2007). com ativa participação dos docentes e discentes. Muitos manuais de Didática abordam o objetivo. meio. Pois elas não são categorias gerais. o ensino. Sua aplicação prática deverá permitir. que a sua vez forma parte da atividade ensino. e a aprendência. Docência: ação estruturada na concretização do processo de ensino. conteúdo. É o processo mediante o qual volitivamente se leva à cognição. poderiam ser mais bem denominadas como componentes didáticos da aula. tática (método. Portanto. método. a outra parte em que se divide esta ciência. Não deve confundir-se com outros processos que acontecem na escola. são estudadas e pesquisadas pela parte da Didática. Sistema de conhecimentos científicos: categorias da Didática Depois de delimitar o objeto de estudo e pesquisa da Didática. como currículo. É celular. e se o ensino é entendido como atividade direcionada por docente na formação qualificada dos discentes.educativo. a aula. Seus componentes básicos são o processo docente. ao que ensinar. Aula: operação docente celular aonde se concretiza o desenho curricular e a dinâmica do ensino. mas nem toda prática educativa é docência. desde sua origem: a Didática estuda o ensino. Sobre o ensino existe toda uma estrutura sistemática e sistematizada de conhecimentos científicos que permitem a independência dela. e controle (avaliação). Formam parte da estrutura de uma aula os seguintes componentes: objetivo. conteúdo. simplesmente. É uma operação docente. Naturalmente.

Para o sucesso do processo docente devem-se conhecer as principais contradições dicotômicas. cultura universal-currículo. A complexidade do processo de ensino reside. quando se concretizem. ensinante-aprendente. fundamentalmente. ou sem um controle da consecução do objetivo proposto. essa atividade não pode ser reconhecida como aula. por si só. A lei. teoria-prática. ou sem um meio que expresse as condições sócioculturais que permita a aplicação dos métodos selecionados. e considerada como o reflexo do essencial na dinâmica didática. ou sem um conteúdo que refere a esse objetivo. formação-qualificação. grupoindivíduo. O ensino. ou sem métodos determinados pelo conteúdo. p. discentedocente. que na verdade constituem princípios ou corolários destas que se mencionam aqui. 3. não são inerentes entre si. mas constituem a forma ideal de aperfeiçoar o processo. todos os processos básicos do ensino: instrução. e que no currículo. uma atividade sem objetivo definido. . Para que uma determinada ação seja considerada com tal. uma das características que permitem diferenciar esta atividade. assim como pelas contradições fundamentais que possibilitam sua concreção". reiteradas e relativamente constantes da realidade objetiva. 185) "o ensino é um processo complexo e contraditório regido por leis objetivas.Lei da aula como núcleo da atividade docente. São componentes da aprendência o desempenho.Lei da otimização educativa do ensino. ação ou operação desenvolvida pelo professor. organizada e planejada. instrução-superação. Tem vários autores que consideram uma grande amálgama de leis. Sistema de conhecimentos científicos: leis didáticas Segundo o ICCP (1988. autoria e aprendizado. das muitas outras atividades que realiza o ser humano. ou sem recursos didáticos configurando o conteúdo selecionado. treinamento-capacitação... entre elas: ensinar-aprender. Daí que surge o processo docente-educativo.. material-racional. neste contexto segue a linha desses autores. sempre estejam colocados os aspectos pedagógicos necessários para configurar as convicções que conformam parte do modelo de personalidade que se deseja construir. não constitui uma aula. Pois não existe uma unidade dialética entre essas atividades. como atividade preparada. permite a otimização do processo educativo.Lei das contradições dicotômicas internas do processo docente. treinamento e formação qualificada. deve permitir que os componentes que a conformam interajam possibilitando o cumprimento de seus princípios didáticos. pelas suas contradições internas. Por tanto. adequadamente. Qualquer atividade. É precisamente essa. Isto será possível. 1.pelo aprendizado. onde se expressam as relações mais gerais necessárias. 2.

. Converter os grupos em coletivos. Deve ser sistêmico e. (aprender a aprender). apoiado na realidade objetiva. Como também acontecem com as categorias e as leis.. e sim para todos os membros do grupo. como mínimo. as habilidades. 6.A aula. artístico ou científico. Não se deve dinamizar a aula para um discente. maiores serão as possibilidades de sucesso da docência. e vice-versa: deve unir os interesses do grupo e os de cada um de seus membros. Entre maior coesão entre os componentes da aula.Princípio da acessibilidade: constitui a exigência de que o conteúdo do ensino seja compreensível e possível de acordo com as características individuais do discente. Sistema de conhecimentos científicos: princípios didáticos Os princípios didáticos constituem os fundamentos essências no planejamento didático e em seu desenvolvimento. como critério da verdade. conhecimentos previamente estruturados e planejados. diversos autores consideram uma grande variedade de princípios que. É a base para selecionar os meios de ensino. 5. como núcleo da atividade docente. 4. Deve permitir o atendimento diferenciado. Sem o cumprimento deles uma determinada ação desenvolvida pelo docente perde a consideração de ser uma aula.. interiorizá-los. 3. convergem nestes sete principais princípios didáticos. Este consiste na necessidade de vincular os fatos reais. 7. guardálos na memória e utilizá-los a longo prazo. atribuir tarefas e avaliar aprendizagens.Princípio da metacognição: é o que diz respeito ao caráter consciente e à atividade independente dos discentes. os hábitos e os valores.Princípio da solidez dos conteúdos: consiste no trabalho sistemático e consciente durante o processo docente.. disciplinas ou temas de qualquer etapa docente deve abordar.Princípio da otimização docente: inter-relação dos processos mentais. no qual o discente deve assimilar os conhecimentos. com a finalidade de lograr os objetivos propostos nas tarefas planejadas. Consiste em conhecer o nível intelectual e acadêmico do alvo do ensino ou da media do grupo para o planejamento didático seja objetivo... concretos. 1. . de maneira que o discente os integre como parte de um todo: transdisciplinaridade. deve possibilitar o cumprimento dos princípios didáticos. de certa forma.Princípio holístico do currículo: cada uma das matérias. através da direção de um docente que viabilize estratégias e táticas para condicionar o aprendizado.. com as abstrações e generalizações. 2.Princípio da tecno-cientificidade: consiste em que todo conteúdo do ensino deve ter um caráter tecnológico.Princípio da vinculação do individual com o coletivo. como reflexo dessa realidade deve ficar vinculado à prática social. observando as características individuais. através de operações planejadas que levem à cognição: apropriação dos conteúdos pelos discentes.

formas de atuação científica. a principal diferença está nas técnicas desses métodos. Nesta técnica não se utiliza a comparação entre os grupos de controle e o grupo experimental. um mesmo método. é a sondagem. já no laboratório. A seguir. O terceiro e último método prático é muito utilizado nas pesquisas didáticas. Sua diferenciação consiste na abrangência do método. Uma das grandes dificuldades das pesquisas didáticas está na inadequada utilização dos métodos teóricos. levantamento. Essa inadequada utilização. entre eles. através da observação de aulas. a experimentação e a sondagem (levantamento). A natureza do método e da técnica é a mesma: ambos são procedimentos. para as pesquisas didáticas. Os métodos práticos com maior freqüência de uso na Didática. na sociedade ou natureza. em alguns casos. ordenada e objetiva que estabelece o caminho. com diversas técnicas. ainda que não supere o primeiro. principalmente. Existem três técnicas deste método prático: sondagem por fonte bibliográfica. também conhecido como. Centra-se mais no controle de variáveis semânticas ou significativas do próprio campo de ação da pesquisa. é o experimento. onde se desenvolvem atividades sem os estreitos controles das variáveis. válido e confiável de comportamentos ou condutas manifestadas nas aulas metodológicas: instrutivas. demonstrativas e abertas. são: a observação.Métodos de pesquisas didáticas Nas pesquisas didáticas. como acontecem nas ciências sociais. com a finalidade de observar. desde as perspectivas práticas e das teóricas que se empregam com sucesso na Didática. uma grande diferença. as denominadas Visitas Técnicas. através de técnicas com marcado nível de probabilidades de verificação científica para atingir o objetivo definido. enquanto a técnica refere ao particular. Outra técnica deste mesmo método é a experimentação. A seguir se expõem métodos e técnicas de pesquisa. também cria uma série de questionamentos . que refere ao geral. escritas no momento da pesquisa ou já recolhida com anterioridade. questionário e entrevista. sob controle. se tem. A observação é o método de recopilação de informação docente mediante a percepção direta. como uma técnica de observar os elementos do campo de ação do objeto estudado ou pesquisado. Por isso. o método científico é a forma racional. Outro método prático. no contexto escolar. deixando-se de fazer uma maior contribuição à ciência. A prática experimental é o método onde se cria uma situação. Outra técnica específica da Observação Didática consiste no registro sistemático. As vias para realizar as ações do método da pesquisas científicas constituem-se nas técnicas desse método. a relação que existe entre os fenômenos que configuram o objeto estudado. menos utilizado que o anterior. se expõem métodos e técnicas de pesquisas desde as perspectivas práticas e teóricas que se empregam com sucesso na Didática. A sondagem é o método onde a informação requerida procura-se através das respostas a perguntas orais. Mas existe. Os métodos que se empregam na Pedagogia e em outras ciências particulares são muito parecidos.

e seu desenvolvimento fica comprometido. estudam e pesquisam o objeto delas. ainda neste século XXI. CONSIDERAÇÕES FINAIS E IMPORTÂNCIA PRÁTICA DA DISTINÇÃO Referente às origens destas ciências particulares analisadas neste trabalho pode se concluir que a Pedagogia surgiu primeiro que a Didática. Para isso. o sistêmico e o comparativo. p. diretrizes. No caso da Didática. R (1997. . pois possibilitam ir além das características fenomênicas ou superficiais da realidade. Também permitem explicar os fatos e aprofundar nas relações essenciais e qualidades dos processos. não estabelecem normas. a educação. o resultado divulgado como um novo conhecimento científico entrará no processo de interface. e talvez por isso. em alguns paises. o modelativo. Elas. ou quaisquer outras considerações ao respeito. 2. sendo uma atividade sócio-cultural. Independentemente da necessária aplicação de resultados científicos e tecnológicos.12) expressa que "enquanto a educação pode se processar tanto de forma sistemática. o dedutivo. através da participação da família e a comunidade na gestão educacional. complementando os objetivos instrutivos das disciplinas com os objetivos educativos. Esses resultados na prática social provocarão uma inquestionável melhoria ao processo de construção do ser humano (formação da personalidade). Por isso Haydt. possibilitará fazer um melhor planejamento. Não deve existir uma unidade forçada entre educação e ensino. igualmente à Didática. política e econômica. o abstrato. o campo de ação. um melhor trabalho educativo. É "lutar" para que o desenho curricular seja concebido transdisciplinarmente. não observáveis diretamente ou a simples olhares. Reconhecer as diferenças entre educação e ensino. como qualquer outra ciência particular. e de fato. surgiu no final do século XX. através dos processos de introdução e generalização dos resultados científico-tecnológicos. o histórico. é significativo ressaltar que a Pedagogia. É propiciar no planejamento educacional e no planejamento didático. institucionalmente. a escola deve assumir maior autonomia. fatos e fenômenos docentes. só a expensas dos trabalhos e esforços individuais de cientistas didáticos. o sintético. o concreto. a possibilidade de educar ensinando e de ensinar educando. Os métodos mais usados são: o analítico. Por outro lado. Daí que não receba o apoio governamental. onde a escola exerça seu papel mediador. Os métodos teóricos didáticos cumprem uma função epistemológica importante. para converter esse novo saber. pode e deve ser desenvolvida através da inter-relação entre escola. família e comunidade. sem tomar a responsabilidade e obrigatoriedade que tem a família sobre a educação de seus membros. A Pedagogia nasce no século XIX e teve seu grande desenvolvimento no século XX. no caso da Didática. não é considerada como tal. e dentro desse objeto. no caso da Pedagogia e ao processo docente. o indutivo. Logo. que corresponde aos problemas científicos que solucionam através da atividade investigativa. já que permitem revelar as relações essenciais do ensino.e dúvidas da cientificidade dos resultados. esses métodos são muito importantes. norma ou diretriz que será aplicado na prática. Não obstante. num produto ou serviço.

devem ser inseridos no processo docente. como lei ou princípio. sua inserção social. Por isso. e sim aquelas que se têm considerado mais relevantes e que. se a escola permite a participação dinâmico-participativa da família e a comunidade na sua gestão didático-pedagógica. aspectos de cidadania. não existe uma unidade. Portanto. e pensará e dará maior valor aos aspectos do coletivo. de qualquer forma. da nossa função social como educadores. educação ambiental. Estará construindo um ser humano superior em todos os sentidos sociais. Neste sentido. desde bem cedo na escola. tais como etiqueta. Se a escola cria as condições sócio-culturais. tomando em consideração as condições genéticas dos educandos. menos agressivo. e si uma "relação necessária" ao dizer de J. se entendermos que a escola deve se preocupar com a formação integral. 92). J. moral. . correspondem à aprendizagem das disciplinas ou matérias tradicionais. de relação interpessoal e de inserção social. Araújo. então. suas relações interpessoais. afetivas. 2002. Os conteúdos de aprendizagem: instrumentos de explicitação das intenções educativas Os conteúdos de aprendizagem não se reduzem unicamente às contribuições das disciplinas ou matérias tradicionais. o papel atribuído ao ensino tem priorizado as capacidades cognitivas. p. essa escola estará construindo um ser humano convencido de seu papel protagônico na sociedade. legislação. educação no trânsito. Na atualidade. ter um conhecimento rigoroso da tarefa do educador implica também saber identificar os fatores que incidem sobre o crescimento dos alunos. Mas. o ensino é uma ação deliberada e organizada" Para que exista educação no processo de ensino se deve desenhar um currículo que inclua os aspectos educativos desejados. será um ser humano menos egoísta. portanto. consideraremos. Serão conteúdos de aprendizagem todos aqueles que possibilitem o desenvolvimento das capacidades motoras. também que a escola deverá se ocupar das demais capacidades. menos individualista.como assistemática. incide em maior ou menor grau na formação dos alunos. entre muitos outros. por menor que seja. (ARAUJO. entre educação e ensino. O que fazemos em aula. A FUNCÃO SOCIAL DO ENSINO E A CONCEPCÃO SOBRE OS PROCESSOS DE APRENDIZAGEM: INSTRUMENTOS DE ANÁLISE Até hoje. seu equilíbrio pessoal. ética. mas nem todas. O segundo passo consistirá em aceitar ou não o papel que podemos ter neste crescimento e avaliar se a nossa intervenção é coerente com a idéia que temos da função da escola e.

nos permitam dar uma resposta adequada às necessidades pessoais de todos e cada um de nossos alunos. procedimentais ou atitudinais. e os princípios se referem às mudanças que se produzem num fato. COLL (1986) agrupa os conteúdos em conceituais. Certamente. O ensino está repleto de conteúdos factuais. objeto ou situação em relação a outros fatos. objetos ou símbolos que têm características comuns. o que corresponde respectivamente às perguntas "o que se deve saber?". Assim as perguntas para definir os conteúdos se resumiriam nas definições de saber.Das diferentes formas de classificar a diversidade de conteúdos. Processos de Aprendizagem Segundo o autor os processos de aprendizagem se subdividem em vários segmentos. Os conceitos se referem ao conjunto de fatos. a maioria dos conteúdos dos exames deveria enfocar . a conquista de um território. Aprendizagem dos conceitos e princípios são termos abstratos. Mas o fato de que não devemos desistir de buscar meios ou formas de intervenção que. ³o que se deve saber fazer?" e "como se deve ser?". que se necessita de um pouco "saber fazer" e que não é muito necessário "ser". situações e fenômenos concretos e singulares: a idade de uma pessoa. que reúne uma série de princípios que permitem compreender a complexidade dos processos de ensino/aprendizagem e que se articulam em torno da atividade intelectual. Aprendizado dos conteúdos segundo sua tipologia é a diferenciação dos conteúdos de aprendizagem segundo uma determinada tipologia que nos serve para identificar com mais precisão as intenções educativas. É difícil conhecer os diferentes graus de conhecimento de cada menino ou menina. saber que ajuda requerem e estabelecer a avaliação apropriada para cada um deles a fim de que se sintam estimulados a se esforçar em seu trabalho. cada vez mais. . objetos ou situações e que normalmente descrevem relações de causa-efeito. saber fazer e ser. acontecimentos. a saber: concepção construtivista da aprendizagem. Aprendizagem dos conteúdos factuais se entende pelo conhecimento dos fatos. identificar o desafio de que necessitam.acima de tudo é preciso "saber".

inclui entre outras coisas a regras. em primeiro lugar. os conteúdos que se trabalham. Repetição do conteúdo aprendido 4. calcular. Exposição do Conceito algoritmo 4. as técnicas. Avaliação UNIDADE 2 1. quer dizer. Generalização 5. observar. as estratégias. Busca de Soluções 3. Ler. AS SEQÜÊNCIAS DIDÁTICAS E AS SEQÜÊNCIAS DO CONTEÚDO Segundo o autor. Aplicação . UNIDADE 1 1. as destrezas ou habilidades.é um conjunto de ações ordenadas e com um fim. Apresentação situação problemática 2. Um primeiro olhar nos exemplos propostos servirá para examinar se cada um deles pretende alcançar os mesmos objetivos.Aprendizagem dos conteúdos procedimentais . Aprendizagem dos conteúdos atitudinais engloba uma série de conteúdos que por sua vez podemos agrupar em valores. mas sim fazer avaliações tendenciosas sobre as formas de ensinar. que não pretende ilustrar nenhuma tendência específica. os métodos. Comunicação da lição 2. a fim de julgar se são os mais apropriados para a consecução dos objetivos. desenhar. dirigidas para a reação de um objetivo. os procedimentos . Prova ou Exame 5. Assim. atitudes e normas. para a análise das seqüências deve-se examinar. Estudo Individual 3.

Conclusões 5. Apresentação situação problemática 2. Prova ou Exame 8. Avaliação UNIDADE 3 1. Problemas ou questões 3. Prova ou Exame 8. Exercitação 7. Busca de informação 6. Comparação pontos de vista 4. Exercícios de memorização . Generalização 6. Elaboração de conclusões 7. Generalização 8. Apresentação situação problemática 2. Diálogo professores/alunos 3. Avaliação UNIDADE 4 1. Respostas intuitivas ou suposições e 4. Exercícios de memorização 7.6. Fontes de Informação 5.

nota-se que os conteúdos são fundamentalmente conceituais. Prova ou Exame 10. Permite prestar uma atenção notável às características diferenciais dos alunos. fundamentalmente. Na unidade 3 se pretende que os alunos cheguem a conhecer determinados conteúdos de caráter conceitual. procedimentais e atitudinais. facilmente se corre o risco de dar por bom o discurso do professor e . como tampouco serve quem não é capaz de aprender um sistema de exposição simples. Na unidade 4 vemos que em praticamente todas as atividades que formam a seqüência aparecem conteúdos conceituais. atuando constantemente e utilizando uma série de técnicas e habilidades: diálogo. etc. Sua fragilidade consiste em que. pois considera que uma das funções primordiais do ensino é a seletiva. sempre que se introduza um maior número de intercâmbios que favoreça o deslocamento do protagonismo para os alunos. trabalho em pequenos grupos. entrevistas. dificilmente se pode atender aos princípios de uma aprendizagem significativa e que leve em conta a diversidade se não se incluem outras atividades que ofereçam mais informação acerca dos processos que os alunos seguem. pesquisa. debate. Na unidade 2. elaboração de questionários.9. Já na unidade 2. sintagma nominal ou velocidade. neste caso os de fração. Neste caso. os alunos controlam o ritmo da seqüência. Esta seqüência goza de um certo desprestígio.diálogo e debate. Avaliação Ao se observar a unidade 1. o autor conclui que na unidade 1. que permitam adequar a intervenção a esses acontecimentos. trabalho de campo. De certo modo se diz: não apenas não serve quem não sabe. Fazendo uma análise da concepção construtivista e a atenção à diversidade que cada unidade propõe. Para sua compreensão se utiliza uma série de técnicas e procedimentos . nota-se que os conteúdos são fundamentalmente procedimentais no que se refere ao uso do algoritmo e conceituais quanto à compreensão dos conceitos associados. nota-se que esta seqüência satisfaz de maneira adequada muitas das condições que fazem com que a aprendizagem possa ser o mais significativa possível. A técnica expositiva dificilmente pode tratar outra coisa que não seja os conteúdos conceituais.

E fácil cair na tentação e acreditar que todos e cada um dos meninos e meninas participam numa autêntica construção pessoal de significados. pelo fato de seguir um esquema centrado na construção sistemática dos conceitos e oferecer um grau notável de participação dos alunos. a fim de que as aprendizagens sejam as mais significativas. especialmente nos processos iniciais. A seqüência 4. ou que se converta num instrumento da revisão que o aluno faz do processo que seguiu. será responsabilidade do tipo de provas de avaliação conseguir que a aprendizagem seja mais ou menos profunda. o passo seguinte consiste em relacioná-Ios com o conhecimento que se tem sobre os processos subjacentes à aprendizagem dos diferentes tipos de conteúdo. já que pode modificar por completo a valoração da seqüência. satisfaz em grande parte. comparada com os demais. Assim.as respostas de alguns alunos como supostos representantes do pensamento da maioria. O caráter reprodutivo dos fatos implica exercícios de repetição verbal. Para que estas razões sejam acertadas. E finalmente. segundo o autor. as atividades básicas para as seqüenciais de conteúdos factuais terão que ser aquelas que têm exercícios de repetição. os professores deverão ter uma consciência clara a respeito do sentido de cada fase. Repetir tantas vezes quanto seja necessário até que se consiga a automatização da informação. que se reduza à simples exposição das conclusões e generalizações. Ensinar conteúdos factuais Os fatos se aprendem mediante atividades de cópia mais ou menos literais. o que logicamente lhe permite satisfazer a totalidade dos condicionantes. é crucial o papel que se atribui à avaliação. A seqüência 3. As carências são conseqüência da dificuldade para manter o controle do processo individual de cada aluno. as condições que possibilitam que as aprendizagens sejam as mais significativas possíveis. é a que apresenta uma maior variedade de atividades. . Assim. com o fim de integrá-los nas estruturas do conhecimento. O ensino segundo as características tipológicas dos conteúdos Uma vez identificadas às seqüências de conteúdo. na memória. possíveis.

requerem uma compreensão do significado e. que provoquem uma atividade mensal. portanto. em que eles poderão ir assumindo. y para que a ação educativa resulte no maior benefício possível. das diferentes ações que formam os procedimentos. O ensino de conteúdos procedimentais exige que os alunos tenham a oportunidade de levar a cabo realizações . y a seqüência deve contemplar atividades que apresentem os modelos de desenvolvimento do conteúdo de aprendizagem.Ensinar conceitos e princípios Como os conceitos e princípios são temas abstratos. a direção e a responsabilidade da execução. de forma progressiva. que apresentem uma visão completa das diferentes teses. Neste tipo de conteúdo são totalmente necessárias as diferentes condições estabelecidas anteriormente sobre a significância na aprendizagem: atividades que possibilitem o reconhecimento dos conhecimentos prévios. é necessário que as atividades de ensino se ajustem ao máximo a uma seqüência clara com uma ordem de atividades que siga um processo gradual. que sejam adequadas ao nível de desenvolvimento. y Atividades de trabalho independente. a fim de que o conteúdo possa ser aprendido junto com a capacidade de poder utilizá-lo convenientemente. a estratégia mais apropriada. Assim. y são necessárias atividades com ajudas de diferente grau e prática guiada. o dado mais relevante é determinado pela necessidade de realizar exercícios suficientes e progressivos. o controle. conduzindo os alunos através de um processo de prática guiada. que assegurem a significância e a funcionalidade. as técnicas ou estratégias. Ensinar conteúdos procedimentais Neste caso. depois da apresentação do modelo. um processo de elaboração pessoal. Modelos onde se possa ver todo o processo. será a de proporcionar ajudas ao longo das diferentes ações. As seqüências dos conteúdos procedimentais deverão conter atividades com algumas condições determinadas: y as atividades devem partir de situações significativas e funcionais. passos ou ações que os compõem.

y Adaptar o caráter dos conteúdos atitudinais às necessidades e situações reais dos alunos. sobretudo das relações pessoais que cada um estabelece com o objeto de atitude ou valor. As atividades são o meio para mobilizar a trama das comunicações que se pode estabelecer em classe. y Fomentar a autonomia moral de cada aluno. os afetivos e condutuais. os alunos e os conteúdos de aprendizagem. O papel e o sentido que pode ter o valor solidariedade. O PAPEL DOS PROFESSORES E DOS ALUNOS As seqüências didáticas. não se aprende apenas com o conhecimento do que cada uma destas idéias represente. a fim de promover o debate e a reflexão sobre os valores que decorrem das diferentes atuações ou pontos de vida. y Aproveitar os conflitos que apareçam nestas vivências ou na dinâmica da aula. y Introduzir processos de reflexão crítica para que as normas sociais de convivências integrem as próprias normas. Ensinar conteúdos atitudinais O fato de que o componente afetivo atue de forma determinante em sua aprendizagem. como conjunto de atividades. mas que por si mesmas não determinam o que constitui a chave de todo ensino: as relações que se estabelecem entre os professores. dado que os pensamentos. os sentimentos e o comportamento de uma pessoa não dependem só do socialmente estabelecido. nos oferece uma série de oportunidades comunicativas. as relações que ali se estabelecem definem os diferentes papéis dos professores e dos alunos. junto com os campos cognitivos. AS RELACÕES INTERATIVAS EM SALA DE AULA. mas. ou o respeito às minorias. fazem com que as atividades de ensino destes conteúdos sejam muito mais complexas que as dos outros tipos de conteúdo. .independentes. em que possam mostrar sua competência no domínio do conteúdo aprendido. As atividades de ensino necessárias têm que abarcar. y Favorecer modelos das atitudes que se queiram desenvolver.

. Do conjunto de relações interativas necessárias para facilitar a aprendizagem se deduz uma série de funções dos professores. participação e construção. c) ajudá-los a encontrar sentido no que estão fazendo para que conheçam o que têm que fazer. por parte do aprendiz. de representações pessoais sobre o conteúdo objeto de aprendizagem. no processo de construção do aluno. possibilitando que aprendam a aprender. i) potencializar progressivamente a autonomia dos alunos na definição de objetivos. para os progressos que experimenta e para enfrentar os obstáculos com os quais depara. e) oferecer ajudas adequadas. sintam que podem fazê-lo e que é interessante fazê-lo. Portanto. Cada pessoa terá um resultado diferente. realizações. f) promover atividade mental auto-estruturante que permita estabelecer o máximo de relações com o novo conteúdo. tanto no início das atividades como durante sua realização.Ensinar envolve estabelecer uma série de relações que devem conduzir à elaboração. os professores podem utilizar na estruturação das intenções educacionais uma diversidade de estratégias. ações. d) estabelecer metas ao alcance dos alunos para que possam ser superadas com o esforço e a ajuda necessários. b) contar com as contribuições e os conhecimentos dos alunos. controle. g) estabelecer um ambiente e determinadas relações presididos pelo respeito mútuo e pelo sentimento de confiança. que tem como ponto de partida o próprio planejamento. que podem ser caracterizadas da seguinte maneira: a) planejar a atuação docente de uma maneira suficientemente flexível para permitir a adaptação às necessidades dos alunos em todo o processo de ensino/aprendizagem. atribuindo-lhe significado no maior grau possível e fomentando os processos de meta-cognição que lhe permitam assegurar o controle pessoal sobre os próprios conhecimentos. que promovam a auto-estima e autoconceito. h) promover canais de comunicação que regulem os processos de negociação.

se ajustem às necessidades dos alunos que temos em frente. de desenvolvimento. São. os princípios da concepção construtivista do ensino e da aprendizagem escolar proporcionam alguns parâmetros que permitem orientar a ação didática e que de maneira específica. Ensinar é difícil e não dá para esperar que a explicação das variáveis que intervêm possa ser feita por um discurso simplista.j) avaliar os alunos conforme suas capacidades e seus esforços. também. também. nível. social e esportivo. conhecimentos. ajudam a caracterizar as interações educativas que estruturam a vida de uma classe. os critérios que se utilizaram para estabelecer estes agrupamentos como homogeneidade ou a heterogeneidade dos mesmos em relação a considerações de sexo. nos levem a incentiválos. poder trabalhar desde este marco implica uma atitude construtivista . A ORGANIZAÇÃO SOCIAL DA CLASSE As diferenças mais características das diversas formas de agrupamentos estão determinadas por seu âmbito de intervenção: grupo/escola e grupo/classe. Deve-se precisar. em grande parte. uma distribuição de papéis e responsabilidades e um diferente grau de participação na gestão. Não se deve perder de vista que. Que todos façam parte do que temos que ensinar na escola não se deduz tanto de uma exigência burocrática de administração educacional. O resultado da análise destes parâmetros apresenta um marco complexo. mas da necessidade de educar de modo íntegro as pessoas. a ver seus aspectos positivos.baseada no conhecimento e na reflexão -. que contribui para que nossas intervenções. que configuram determinadas relações interpessoais. São instrumentos ou ferramentas formativas de todo o grupo/escola as atividades vinculadas à gestão da escola. incentivando o processo de auto-avaliação das competências como meio para favorecer as estratégias de controle da própria atividade. . atividades gerais da escola. e avaliá-los conforme seus esforços e a atuar como o apoio de que necessitam para seguir adiante. interna e externa. talvez de forma intuitiva em grande parte. Segundo o autor. as atividades de caráter cultural.

Esta distribuição comporta uma dificuldade organizativa. Organização da classe em equipes fixas A forma habitual de organização da classe em equipes fixas consiste em distribuir os meninos e meninas em grupos de cinco a oito alunos. realizar provas. mas que deve ser superada. a aprendizagem entre iguais. durante um período de tempo que oscila entre um trimestre e todo um ano. O conhecimento dos processos de ensino nos mostra que nos grupos homogêneos. Distribuição da escola em grupos/classe móveis ou flexíveis Esta configuração é bastante habitual em escolas que trabalham mediante créditos com conteúdos ou materiais opcionais.. Nas escolas que têm que formar mais de um grupo/classe por série.Distribuição da escola em grupos/classes fixos O agrupamento de 20 a 40 (ou mais) de meninos e meninas em idade similar é a maneira mais convencional de organizar grupos de alunos. Os professores ou os alunos se dirigem ao grupo em geral. Esta é a fórmula. evidentemente ações de atendimento aos alunos individualmente. recebimento de ajuda de colegas que sabem mais. concluindo-se. modelos. se nos detemos nas vantagens que supõe. tomar nota. que os grupos heterogêneos são mais convenientes. introduzindo. uma das dúvidas mais freqüentes que se coloca é a conveniência ou não de agrupá-los conforme os níveis de desenvolvimento ou de conhecimento. As equipes são mais reduzidas e sua duração é mais curta na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental do que no ensino médio. através de exposições. não possibilita o aparecimento de conflitos cognitivos. seja escutar. debates. . fazer exercícios. Segundo este sistema. esta é a forma mais habitual de organizar as atividades de aula. cada aluno pertence a tantos grupos quantas matérias ou atividades diferentes configurem seu percurso ou itinerário escolar. Organização da classe em grande grupo Historicamente. etc. ou fazê-Io heterogeneamente. e nos quais cada um dos componentes desempenha determinados cargos e determinada funções. Nestas atividades todo o grupo faz o mesmo ao mesmo tempo. é a mais simples e a que goza de mais tradição. demonstrações.

porque a aprendizagem. já que proporciona aos alunos um grupo afetivamente mais acessível. por suas dimensões. no momento em que ele é realizado. uma apropriação pessoal. nos tipos de conteúdos que se trabalham e em seu grau de adaptação às características pessoais de cada aluno. não existe continuidade de equipes. As equipes fixas oferecem numerosas oportunidades para trabalhar importantes conteúdos atitudinais. Os motivos que justificam os grupos móveis são diversos. Seja qual for a corrente pedagógica. É o caso dos "cantos" na educação infantil ou das oficinas ou dos trabalhos de pesquisa em níveis superiores. permite as relações pessoais e a integração de todos os meninos e meninas. portanto. nas propostas educativas sempre esteve presente o trabalho individual. A segunda é de convivência. O termo equipe móvel ou grupo flexível implica o conjunto de dois ou mais alunos com a finalidade de desenvolver uma tarefa determinada. embora o principal seja a necessidade de atender às características diferenciais da aprendizagem. uma questão individual. Sua vida se limita à tarefa e. assim como aceitação das diferenças. Os grupos fixos favorecem aos alunos. As diferenças são encontradas no papel que se atribui a este trabalho. Organização da classe em equipes móveis ou flexíveis. A primeira é organizativa e deve favorecer as funções de controle e gestão da classe. Sua estrutura também é apropriada para a criação de situações que promovam o debate e os correspondentes conflitos cognitivos e ainda facilita a compreensão dos conceitos e procedimentos complexos. A duração destes agrupamentos se limita ao período de tempo de realização da tarefa em questão.As funções fundamentais das equipes fixas são duas. Trabalho individual Consiste nas atividades que cada menino ou menina realiza por si só e é a forma de trabalho que a maioria de seqüências de ensino/aprendizagem propõe num ou outro momento. . O objetivo consiste em formar grupos em que possam estabelecer relações de amizade e colaboração. é em última instância. numa organização de conteúdos por áreas ou matérias.

Distribuição do tempo e do espaço As formas de utilizar o espaço e o tempo são duas variáveis que têm uma influência crucial na determinação das diferentes formas de intervenção pedagógica.Um dos meios. Finalmente. as aulas. Os prédios grandes com centenas de alunos são radicalmente contrários a propostas educativas encaminhadas para o desenvolvimento não apenas cognitivo dos alunos. O papel do espaço A estrutura física das escolas. Quanto ao número de alunos por classe é limitado. situadas uma junto à outra e unidas mediante corredores. A distribuição horária em frações homogêneas exerce uma forte pressão sobre as possibilidades de atuação na aula. Os contratos de trabalhos A função básica dos contratos de trabalho consiste em facilitar a tarefa dos professores ao propor a cada aluno as atividades de aprendizagem apropriadas a suas possibilidades e a seus interesses. periodicamente ocorre uma reunião entre professor/aluno com o propósito de revisar o trabalho feito e combinar a nova tarefa. A distribuição do tempo não é o menos importante. sempre e quando se possa manter a ordem. geralmente uma ou duas semanas. já que os períodos de uma hora determinam o que é que se tem que fazer e não o contrário. A estruturação horária em períodos rígidos é o resultado lógico de uma escola fundamentalmente transmissora. os espaços de que dispõem e como são utilizados correspondem a uma idéia muito clara do que deve ser o ensino. Uma escola tem que ser um conjunto de unidades espaciais. Há atividades e conteúdos que merecem uma . Recebe o nome de contrato porque cada aluno estabelece um acordo com o professor sobre as atividades que deve realizar durante um período de tempo determinado. nota-se que uma escola seletiva e uniformizadora não têm nada que ver com as de outra cujo objetivo seja a formação integral das pessoas. O tempo é um fator intocável. é o denominado por Freinet de "contrato de trabalho". especialmente útil no andamento do trabalho individual. No interior das unidades um conjunto de carteiras alinhadas de frente para o quadro-negro e para a mesa do professor. quanto às dimensões das escolas.

Seu método está baseado na comprovação do fato de que às pessoas interessa. o planejamento necessário não impede que. Os conteúdos escolares são apresentados por matérias independentes umas das outras. Métodos globalizados Os métodos globalizados nascem quando o aluno se transforma no protagonista do ensino. estabelecemos três graus de relações disciplinares: y A multidisciplinaridade é a organização de conteúdos mais tradicional. que pode ir desde a simples comunicação de idéias até a integração recíproca dos conceitos fundamentais e da teoria do conhecimento. relataremos quatro dos métodos citados: y Centros de interesse de Decroly. quando se produz um deslocamento do fio condutor da educação das matérias ou disciplinas como articuladoras do ensino para o aluno e. associação e expressão integram diferentes áreas de conhecimento. Estas necessidades implicarão um conhecimento do meio e das formas de reagir nele. Ao fazer uma síntese integradora e ao mesmo tempo esquemática. e por sua vigência atual. por razões históricas. assim. sobretudo satisfazer as próprias necessidades naturais. Segundo o autor. partindo de um núcleo temático motivado para o aluno e seguindo o processo de observação. A ORGANIZAÇÃO DOS CONTEÚDOS A organização dos conteúdos na escola deu lugar a diversas formas de relação e colaboração entre as diferentes disciplinas. y Interdisciplinaridade é a interação entre duas ou mais disciplinas. interesses e motivações. os quais. para suas capacidades.dedicação muito mais prolongada. . y A transdisciplinaridade é o grau máximo de relações entre as disciplinas. apesar das dificuldades se estabeleça um horário que pode variar conforme as atividades previstas no transcurso da semana. existem diversos métodos que podem ser considerados globalizados. quer dizer. portanto. supondo uma integração global dentro de um sistema totalizador.

). tem que se elaborar um dossiê como resultado de uma pesquisa pessoal ou em equipe. com o fim de conhecer um tema. seja a própria realidade. apesar das diferenças. Se as finalidades do ensino estão voltadas para o conhecimento e a atuação para a vida. um jornal. têm a possibilidade de elaborar um projeto em comum e de execução. Para o MCE pesquisar na escola significa escolher. A pesquisa será o processo natural de aprendizagem na medida em que está relacionada com o ambiente ou interesse da criança. em que. que basicamente consiste na elaboração e produção de algum objeto ou montagem (uma máquina. uma horta escolar. etc. Ao contrário. y Projeto de trabalhos globais. Segundo o autor. então parece lógico que o objeto de estudo deve ser o eixo estruturador das aprendizagens. o objetivo básico desses métodos consiste em conhecer a realidade e saber se desenvolver nela. sentindo-se protagonistas em todo o processo e estimulando a iniciativa responsável de cada um no seio do grupo. que busca que meninos e meninas construam o conhecimento através da seqüência do método científico (problema. . Segundo o autor. hipótese. O papel que se atribui ao ensino é o denominador comum que justifica o caráter globalizador. É imprescindível não cometer o erro simplista de acreditar que o conhecimento isolado de técnicas e saberes é suficiente para dar resposta aos problemas da vida social e profissional futura. responde à própria essência do que se pretende alcançar com a educação obrigatória. a organização dos conteúdos não é um tema menor. um audiovisual. favorecendo ou obstaculizando esta construção. uma decisão secundária ou um problema de escolha estritamente técnico. Deste modo. à análise que se realize dos fatores e das variáveis que intervêm. experimentação). y Estudo do meio do MCE (Movimento de Cooperazione Educativa de Itália). ao protagonismo que se atribui ao aluno como sujeito ativo na construção do conhecimento. O meio social a que pertencem sempre é muito mais complexo do que os enunciados definidos pelas disciplinas ou matérias. relacionar os elementos descobertos e analisar problemas precedentes.y Método de Projetos de Kilpatrick. ordenar. um viveiro. Esse método designa a atividade espontânea e coordenada de um grupo de alunos que se dedicam metodicamente à execução de um trabalho globalizado e escolhido livremente por eles mesmos.

conseqüentes com certas finalidades que apontam para a formação de cidadãos e cidadãs que compreendam e participem numa realidade complexa. já que fazem parte da bagagem que determina o que somos. ou de caráter sociológico ou psicopedagógico. Se a realidade. Pelo contrário. em nenhum caso supõe a rejeição das disciplinas e dos conteúdos escolares. tanto no planejamento como na intervenção direta no processo de ensino/aprendizagem e em sua avaliação. . outros a planejamento. relacionados com todo o sistema educativo. compreensão e participação social. OS MATERIAIS CURRICULARES E OUTROS RECURSOS DlDÁTICOS O papel dos materiais curriculares Os materiais curriculares ou materiais de desenvolvimento curricular são aqueles instrumentos que proporcionam ao educador referências e critérios para tomar decisões. segundo nossa opinião. é o nexo comum dos métodos globalizadores. Conclui-se que os métodos globalizadores dão resposta à necessidade de que as aprendizagens sejam o mais significativa possível e. Esta característica é a que os torna suscetíveis de contribuir de forma valiosa para o crescimento pessoal. que não deixa de lado nenhuma das capacidades que a educação deve atender. outros de decisões no âmbito geral da escola.Também fica claro que se inclinar por um enfoque globalizador como instrumento de ajuda para a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos numa perspectiva global. para alcançar sua característica de instrumento de análise. o que sabemos e o que sabemos fazer. também o é a necessidade de criar as condições que permitam que o aluno esteja motivado para a aprendizagem e que seja capaz de compreender e aplicar os conhecimentos adquiridos. etc. como objeto de estudo. Os materiais curriculares podem ser classificados em: y Os diferentes âmbitos de intervenção dos professores permite observar a existência de materiais que se referem a aspectos muito gerais. que tem que ir além dos limites estreitos do conhecimento enciclopédico. implica atribuir-Ihes seu verdadeiro e fundamental lugar no ensino. ao mesmo tempo.

divulgar. y Dada a sua condição de produto estão mediatizados por uma infinidade de interesses. cadernos de exercícios. fichas ou programas de computador. fichas. informática. programas audiovisuais. aos materiais curriculares. Blocos. y Conforme os conteúdos e a maneira de organizá-los. encontramos materiais com pretensões integradoras e globalizadores que tentam abarcar conteúdos de diferentes matérias. ortografia. pois impedem que participem do processo de aprendizagem. mas o número um. As críticas ao livro didático e. y As opções postuladas são transmitidas de forma dogmática.y A intencionalidade ou função que terão os materiais curriculares com diferentes finalidades: orientar. tais como: livros. y Não respeitam a forma nem o ritmo de aprendizagem. por extensão. y Apesar da grande quantidade de informação não podem oferecer toda a informação necessária para garantir a comparação. nunca suficientemente valorizado. sem possibilidades de questionamentos. y Fomentam técnicas didáticas baseadas na memorização mecânica. exemplificar. y Impedem o desenvolvimento das propostas mais próximas. As críticas referentes aos conteúdos dos livros didáticos giram em torno dos seguintes aspectos: y A maioria dos livros didáticos trata os conteúdos de forma unidirecional. y Não favorecem a comparação entre a realidade e os ensinos escolares. y Fomentam a atitude passiva dos alunos. . desenho. slides. Outros: livros. mapas. guiar. etc. e outros com enfoque claramente disciplinares. ilustrar. y Quanto ao suporte. vídeo. considera-se o quadro-negro. propor.

assim sendo é muito adequado o uso de filmes ou gravações em vídeo. São conteúdos que comportam movimentos no tempo e no espaço. o que permite que os professores possam conhecer a situação de cada um deles em seu processo de aprendizagem Projeção estática As imagens estáticas sejam do retroprojetor ou dos slides.Segundo o autor esta revisão das críticas aos livros didáticos permite observar suas limitações e orientar os professores na determinação das características dos materiais curriculares para os alunos. cada um dos quais abarca algumas funções específicas. à possibilidade de estabelecer um diálogo mais ou menos aberto entre programa e aluno. configurada por diferentes materiais. A combinação da informática e do vídeo. CDI ou CD-ROM. isto é. expressando o que entendem em cada momento. Suporte Papel (descartável e não-descartável) Os materiais descartáveis oferecem a vantagem de que os alunos devem trabalhá-los individualmente ou em grupo. são úteis como suporte para as exposições dos professores e úteis como complemento esclarecedor de muitas idéias que se querem comunicar. mas a avaliação de uma resposta global. Suporte multimídia Os avanços tecnológicos permitem dispor ainda de instrumentos com novas utilidades e capacidades. mudanças e transformações. Suporte de Informática Sua contribuição mais importante se refere à retroatividade. O objetivo não deve ser a busca de um livrotexto alternativo. . Imagem em Movimento Muitos dos conteúdos trabalhados em aula se referem a processos. Os materiais curriculares para a aprendizagem dos conteúdos procedimentais terão que oferecer exercícios concretos e repetitivos. Os programas de computador podem exercer uma função inestimável como suporte para qualquer trabalho de simulação de processos complexos. com o uso do disc-laser.

Uma proposta de materiais curriculares para a escola Dada as características diferenciadas dos contextos educativos. as definições mais habituais remetem a um todo indiferenciado. b) materiais para a busca de informação. Assim. todo projeto global terá que observar para cada área ou etapa o seguinte: a) guias didáticos dos professores. é o que se denomina avaliação reguladora. será necessário oferecer aos professores um grande número de materiais. mas nas possibilidades pessoais de cada um dos alunos. postas pelos diferentes tipos de conteúdos e das estratégias de aprendizagem. evidentemente aquelas necessárias para chegar a serem bons profissionais. O objetivo do ensino não centra sua atenção em certos parâmetros finalistas para todos. Final Integradora De acordo com o desenvolvimento do plano previsto e conforme a resposta dos alunos às propostas. d) propostas de unidades didáticas. O conhecimento de como cada aluno aprende ao longo do processo de ensino/aprendizagem. haverá que ser introduzidas atividades novas que comportem desafios mais adequados e ajudas mais contingentes. O problema não está em como conseguir que o máximo de alunos tenham acesso à universidade. Avaliação Formativa: Inicial. para se adaptar às novas necessidades que se colocam. Reguladora. AVALIAÇÃO Hoje. . dos diversos ritmos de aprendizagem dos alunos. que inclui processos individuais e grupais. Avaliação final são os resultados obtidos e os conhecimentos adquiridos. c) materiais seqüenciados e progressivos para o tratamento de conteúdos basicamente procedimentais. mas em como conseguir desenvolver ao máximo todas as suas capacidades.

fazer pesquisa. As atividades mais adequadas para conhecer o grau de compreensão dos conteúdos conceituais implicam na observação do uso de cada um dos conceitos em diversas situações e nos casos em que os alunos os utilizam em suas explicações espontâneas. Conteúdo da avaliação: avaliação dos conteúdos conforme sua tipologia Os conteúdos de aprendizagem no processo de ensino. cada uma das atividades ou tarefa que o configura são referenciais funcionais para avaliar e acompanhar os avanços dos alunos. trabalhar em equipe. nas visitas. E para melhorar a qualidade de ensino é preciso conhecer e poder avaliar a intervenção pedagógica dos professores. as dificuldades e obstáculos em sua aprendizagem só podem ser as que proponham situações em que se utilizem os conteúdos procedimentais. A informação do conhecimento dos processos e os resultados da aprendizagem No momento da avaliação final. o que se espera é que o aluno tenha conhecimento dos fatos (uma data. As atividades adequadas para conhecer o grau de domínio. mas na dificuldade da aquisição deste conhecimento. uma capital). Conhecer até que ponto sabem dialogar. Na avaliação dos conteúdos factuais. Uma forma de avaliar será a observação sistemática de opiniões. de forma que a ação avaliadora observe simultaneamente os processos individuais e os grupais. mas que isso não seja uma verbalização mecânica. e que a enumeração dos fatos não implique no desconhecimento dos conceitos a ele associados. recreio.Por que avaliar? O aperfeiçoamento da prática educativa é o objetivo básico de todo educador. O problema da avaliação dos conteúdos atitudinais não está na dificuldade de expressão do conhecimento que os alunos podem ter. especialmente quando tem implicações na promoção. é habitual que em muitas escolas se produzam discussões entre os componentes da equipe docente: deve se aprovar aquele aluno? . nas manifestações dentro e fora de aula. etc. nos passeios. debater.

y Finalmente. y a escola. Como qualquer outra variável metodológica. tem que dispor de todos os dados necessários para este objetivo. seria lógico que permitissem a interpretação do caminho seguido pelos alunos. conforme modelos tão complexos como complexa é a tarefa educativa. as características da avaliação dependem das finalidades que atribuímos ao ensino: y professores e professoras têm que dispor de todos os dados que permitam conhecer em todo momento que atividades cada aluno necessita para sua formação. conforme suas possibilidades. a fim de obter o máximo rendimento de suas possibilidades: y ao longo das diferentes etapas de ensino obrigatório temos que diferenciar entre o processo que cada aluno segue e os resultados ou competências que vai adquirindo. e o que estes resultados representam em relação aos objetivos gerais para todo o grupo.Tem que se avaliar os processos que cada aluno segue. y diferenciar entre as demandas da administração e as necessidades de avaliação que temos na escola. em nossa responsabilidade profissional. a equipe docente. a fim de garantir a continuidade e a coerência no percurso do aluno. y a informação que os familiares do aluno recebem também tem uma incidência educativa e deve ser tratada como tal. . portanto. y o aluno necessita de incentivos e estímulos. y diferenciar entre o que representam os resultados obtidos de acordo com os objetivos gerais para cada aluno. a administração educacional é gerida por educadores. y na análise e avaliação da aprendizagem é indispensável diferenciar os conteúdos que são de natureza diferente e não situá-los num mesmo indicador.

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