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OBJETIVOS E METAS PARA O VEÍCULO UFPBAJA IMENSURÁVEL

Pedro Vítor Guedes de Araújo Gerente Administrativo Administração

Equipe UFPBaja

Copyright © 2009 Universidade Federal da Paraíba

RESUMO

Este documento contêm a listagem ilustrada dos pré requisitos e características que devem ser atingidos no desenvolvimento do projeto UFPBaja Imensurável 2010.

INTRODUÇÃO

As especificações presentes neste documento foram determinadas pelos coordenadores e gerentes da equipe UFPBaja após analise de características dos veículos anteriores da equipe, produtos comerciais de aplicação equivalente a um SAE Baja e veículos de outras equipes que alcançaram posições de destaque nas ultimas edições das competições. Foram levadas em consideração ainda planilhas de avaliação das antigas provas estáticas e o conteúdo da apresentação de projeto de equipes que atingiram elevada pontuação bem como diretrizes recomendadas em bibliografia da aera de desenvolvimento de produtos.

A. METAS GERAIS

Os itens abaixo se aplicam ao veículo de maneira geral, em todos os subsistemas. Os indicies quantitativos tem como base o veículo UFPBaja Indubitável 2009.

1. Redução de massa total em 20%. (Indubitável:

179kg)

2. Aumento da velocidade final aos 100m em 20%.

(Indubitável: 46km/h)

3. Melhorar o desempenho em piso irregular.

4. Redução da massa não suspensa.

5. Abandono de componentes de baixo desempenho.

(componentes automotivos, adaptações)

1

6. Melhora no conforto do operador.

7. Finalização do projeto virtual e matemático antes da fase de fabricação.

8. Implementação do sistema de instrumentação

9. O veículo deve superar os índices de desempenho

da média dos cinco primeiros colocados na última competição nacional

10. Aumento de confiabilidade do protótipo.

11. Soldas bem feiras em cordões contínuos e de boa

aparência, sem cordões sobrepostos, sem soldas

desnecessárias.

12. Soldas,

orelhas,

olhais

e

componentes

bem

acabados, simétricos e sem rebarba.

13. Evitar peças em cisalhamento/balanço.

14. Orelhas e suportes posicionados paralelamente as

resultantes das forças aplicadas pelos componentes.

15. Bom acesso para manutenção de componentes.

16. Simplicidade de montagem.

17. Sempre que não entrar em conflito com os demais

requisitos usar montagens modulares.

18. Ordem de montagem não truncada. (evitar que

componentes diversos tenham que ser retirados para manutenção de outro item sem relação com os demais)

19. Uso

de

parafusos

e

fixadores

(mesmo tipo, rosca e tamanho)

padronizados.

20. Todos os componentes devem ser pintados ou

quimicamente tratados contra corrosão. (incluindo espaçadores, buchas e fixadores)

21. Componentes

fáceis

de

fabricar,

com

poucos

processos. (soldagem, dobragem e ajustagem)

22. Usar

padronizados.

buchas,

mancais,

coxins,

terminais,

etc.

B. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1.CHASSIS

1.1

Curso de suspensão dianteira de, no mínimo,

200mm.

1.2

Curso

de

suspensão

traseira

de

no

mínimo

150mm.

1.3

Bitola dianteira entre 1100 e 1300mm.

 

1.4

Bitola traseira entre 900 e 1200mm.

1.5

Raio de curva inferior a 2,5 metros.

1.6

Tendência a sobre-esterço.

 

1.7

Giro do volante entre 90 e 120°.

1.8

Direção com torque auto alinhante.

1.9

Atender ackerman em todo o esterçamento.

 

1.10 Variar a convergência no máximo 1° durante o

curso de suspensão.

1.11 Variação de cambagem adequada à rolagem do

veículo.

1.12 Ajuste de pré-carga preciso.

1.13 Uso de pneus de máximo 21” de diâmetro.

1.14 Ponto de reboque posicionado adequadamente.

2. SUSPENSÃO E DIREÇÃO

2. 1 Dimensionamento/conceito adequado de coluna e braços de direção.

2.2 Fácil remoção de terminais e caixa.

2.3 Bandejas integras. (Vide figuras 01 a 04):

e caixa. 2.3 Bandejas integras. (Vide figuras 01 a 04): Figura 1 - Exemplo de bandeja

Figura 1 - Exemplo de bandeja com terminais rotulares estruturalmente não integra (polígono)

terminais rotulares estruturalmente não integra (polígono) Figura 2 - Exemplo de bandeja com terminais rotulares

Figura 2 - Exemplo de bandeja com terminais rotulares estruturalmente integra (triangulo)

com terminais rotulares estruturalmente integra (triangulo) Figura 3 - Bandeja estruturalmente ineficiente (dobra) 2

Figura 3 - Bandeja estruturalmente ineficiente (dobra)

2

Figura 4 - Bandeja estruturalmente eficiente 2.4 Orelhas das bandejas posicionadas paralelamente as resultantes das

Figura 4 - Bandeja estruturalmente eficiente

2.4 Orelhas das bandejas posicionadas paralelamente as resultantes das forças aplicadas pelos componentes. (vide figuras 5 e 6)

forças aplicadas pelos componentes. (vide figuras 5 e 6) Figura 5 - Orelha de Amortecedor da

Figura 5 - Orelha de Amortecedor da Bandeja posicionada de maneira estruturalmente ineficiente

Bandeja posicionada de maneira estruturalmente ineficiente Figura 6 - Orelha de amortecedor da Bandeja posicionada de

Figura 6 - Orelha de amortecedor da Bandeja posicionada de maneira estruturalmente ineficiente

3

2.5 Uso de componentes que dispensem lubrificação

2.6 Uso de Pneus, rodas, molas e amortecedores

iguais nas 4 rodas.

2.7 Amortecedores molas de fácil remoção.

e acabado e simétricos.

2.8

Buchas

bases

do

sistema

de

direção

bem

2.9 Terminais rotulares com rosca não submetidos

flexão. (vide figuras 7 e 8)

com rosca não submetidos flexão. (vide figuras 7 e 8) Figura 7 – Pivô estruturalmente eficiente:

Figura 7 – Pivô estruturalmente eficiente: Bandeja submetida à flexão sem rosca em cisalhamento

Bandeja submetida à flexão sem rosca em cisalhamento F Figura 8 - Pivô estruturalmente ineficiente: Bandeja

F

Figura 8 - Pivô estruturalmente ineficiente: Bandeja submetida à flexão com junta esférica com rosca em cisalhamento

2.10 Peças de suspensão simétricas que sirvam para os ambos os lados.

2.11 Ter ajuste de cáster, cambagem e convergência.

2.12 Ter ajustes sem desmontagem (vide figura 9)

Figura 9 - Exemplos de sistemas de ajuste sem desmontagem 2.13 Evitar uso excessivo de

Figura 9 - Exemplos de sistemas de ajuste sem desmontagem

2.13

Evitar uso excessivo de terminais.

 

2.14

Montantes, cubos, mancais usinados.

2.15

Terminais

rotulares

sofrendo

apenas

forças

radiais.

2.16

Batedores

positivos

robustos

e

sem

causar

esforços excessivos onde são fixados.

2.17 Fixação da caixa de direção/sistema adequados.

3. ESTRUTURA

3.1 O veículo deve apresentar mancal do volante

conceitualmente adequado e bem apoiado.

3.2 Pedais

precisos,

adequados aos esforços.

graduais

e

conceitualmente

3.3 Corda de partida para o piloto acionar o motor fixada com roldanas fixadas adequadamente na estrutura.

3.4 Evitar

figura 10)

peças

em

cisalhamento/balanço.

(vide

4

Evitar figura 10) peças em cisalhamento/balanço. (vide 4 Figura 10 - Elemento estrutural em balanço 3.5

Figura 10 - Elemento estrutural em balanço

3.5 Orelhas posicionadas nos nós e paralelamente as resultantes das forças. (vide figuras 11 e 12)

as resultantes das forças. (vide figuras 11 e 12) Figura 11 - Orelha de posicionada de

Figura 11 - Orelha de posicionada de maneira estruturalmente eficiente

- Orelha de posicionada de maneira estruturalmente eficiente Figura 12 - Orelha demasiadamente longa e posicionada

Figura 12 - Orelha demasiadamente longa e posicionada de maneira estruturalmente ineficiente.

3.6 Usar pouca diversidade de materiais na gaiola.

3.7 Fixação do cinto robusta, sem causar torção no

elemento no qual é fixada e paralelo a chapa olhal do cinto,

posicionado de forma que toda a parte de tecido do cinto fique a frente da parede corta-fogo.

3.8 Fixação e pedais bem acabados, sem rebarbas,

simétricos e bem pintados.

flexional

adequadas, pontos de suspensão localizados nos nós, esforços bem distribuídos, ausência de elementos em cisalhamentos/balanço, uso de dobras em detrimento a soldas. (Vide figuras 13 e 14)

3.9 Estrutura

com

rigidezes

torcional

e

figuras 13 e 14) 3.9 Estrutura com rigidezes torcional e Figura 13 -- Orelhas fora dos

Figura 13 -- Orelhas fora dos nós, em balanço e demasiadamente longas.

Orelhas fora dos nós, em balanço e demasiadamente longas. Figura 14 - Estrutura com orelhas posicionadas

Figura 14 - Estrutura com orelhas posicionadas de maneira estruturalmente eficiente

3.11 Estrutura fluida, de desenho limpo, com o menor número possível de elementos, com dobras de raio de por volta de 5”, fechando triangulo, sem elementos em balanço/ mal apoiados, cargas bem distribuídas, pontos de suspensão localizados nos nós.(vide figuras 15 e 16)

de suspensão localizados nos nós.(vide figuras 15 e 16) Figura 15 - Estrutura de desenho truncado

Figura 15 - Estrutura de desenho truncado em excessivo número de planos

Estrutura de desenho truncado em excessivo número de planos Figura 16 - Estrutura fluida e em

Figura 16 - Estrutura fluida e em poucos planos

3.12

Tanque

bem

instalado

e

mangueiras

presas

adequadamente.

 

3.13

Calha

do

tanque

que

não

dificulte

o

abastecimento.

4. POWERTRAIN

4.1 Uso de CVT com curva adequada.

4.2 Bases de motor, câmbio e redutores adequados

aos esforços, bem apoiados e fixados.

3.10 Usar suportes padronizados. (mesmo tipo de

4.3

Tampa do sistema retrátil de partida facilmente

perfil, chapa, barra)

retirável.

5

4.4 Presença da vareta de óleo e de forma acessível.

4.5 Espaço para troca da vela sem desmonte.

4.6 Filtro de ar facilmente acessível. (porca borboleta

para retirada do filtro)

6.2 Presença de instrumentação como: odômetro, velocímetro, tacômetro, termômetro de óleo e relógio e indicador de relação de marcha.

6.3 LED para botoeiras acionadas.

6.4 LED para níveis de óleo, fluido de freio, nível de

4.7

Governador do motor com capa de fácil e rápida

combustível.

remoção.

 

6.5 Conexões elétricas padronizadas e isoladas.

4.8

Proteção contra lama para o filtro de ar.

 

6.6 Fiação elétrica bem protegida, organizada e sem

4.9

Proteção da CVT e demais sistemas rotativos de

emendas improvisadas. (vide figura 17).

fácil e rápida remoção.

4.10 Fácil verificação do nível de óleo da caixa de

engrenagens. (se aplicável)

 

4.11

Fácil substituição da redução fixa.

 

4.12

Ajuste de corrente sem desmonte. (se aplicável)

 

4.13

Tanque

posicionado

de

forma

a

facilitar

o

acesso.

 
 

4.14

Tanque

bem

instalado

e

mangueiras

presas

adequadamente.

 

5.

FREIO

5.1

Freio deve travar as 4 rodas e manter o carro

parado quando acelerado.

5.2

Fixações

conceitualmente

pinças/cilindros/acionadores.

adequada

de

5.3

Discos

de

freio

com

indicador

de

espessura

mínima.

5.4

Reservatório de freio acessível e visível.

 

5.5

Pastilhas

de

freio

visíveis,

com

risco

para

checagem de desgaste.

5.6 Pinças de freio com substituição de pastilhas sem

desmonte.

5.7

Chaves da luz de freio do freio de fácil acesso.

5.8

Pinças de freio e cilindro mestre bem acabados e

pintados.

6. ELETRO-ELETRONICA

6.1 Chaves gerais acessíveis para trocas e limpeza e

com tampa para sistema interno vedado e removível.

6

e com tampa para sistema interno vedado e removível. 6 Figura 17 - Fiação fixada e

Figura 17 - Fiação fixada e organizada em conduíte e acessível a manutenção

6.7 Instrumentos bem instalados, bem distribuídos e

bem diagramados.

7. MISCELANEOS

7.1 Pintura lisa e brilhante.

7.2 Capa do banco a prova d’água, sem rugas e com

costuras bem feitas.

7.3 Capa dos tubex a prova d’água, bem acabadas e

removíveis.

7.4 Revestimentos dos acionadores a prova d’água e

bem acabados.

7.5

removíveis.

Carenagens,

painéis

e

cobertura

superior

7.6 Assoalho removível, sem rebarbas e com pintura

ou revestimento resistente ao atrito dos pés do piloto.

7.7 Carenagem bem acabada, sem trincas, arestas ou

rebarbas, com gráficos chamativos, adesivos simétricos e de

boa aparência.

7.8 Bandeira, flâmula e esfera de proteção da antena

bem fixadas e removíveis.

7.9 Antena flexível resistente a fadiga, removível e

resistente à capotagem do veiculo.

C. ORIGINALIDADE

O Veículo deve apresentar alguma solução inovadora nos seguintes sistemas:

1. Suspensão

2. Direção

3. PowerTrain

4. Freio

5. Linhas de combustível

6. Cockpit/Acionamentos

7. Sistema eletro-eletrônico

8. Acabamento

D. ENFATIZAÇÃO DOS APECTOS DO VEÍCULO

Devem ser elaborados banners com diagramação padronizada contendo a exemplificação das características listadas anteriormente pertinentes a cada tópico abaixo:

1. Apresentar uma de seqüência de produção em

massa automatizada enfocando a adequação do projeto e esquematizar de forma clara e sucinta cada aspecto que

contribua para rapidez de manufatura.

2. Exibir os aspectos de integridade estrutural na

construção dos elementos estruturais de todos os subsistemas conceitualmente, matematicamente ou analiticamente pelo método dos elementos finitos.

3. Listar as características do veiculo que contribuem

para a sua facilidade de manutenção.

4. Evidenciar as principais características estéticas e

de cuidado no acabamento do veículo que possam contribuir para a conquista de maior número de possíveis compradores do produto.

5. Demonstrar opções de variação estética do veículo.

(gráficos, cores, matérias de revestimentos, opcionais)

6. As soluções inovadoras aplicadas ao veiculo devem

ser explicadas de maneira clara e sucinta apresentando uma

breve comparação com sistemas tradicionais e as vantagens da sua utilização.

CONCLUSÃO

As demandas descritas neste documento se somam as exigências do regulamento da competição e somente devem ser descumpridas caso a característica conflitante determine melhora de desempenho do protótipo ou por motivos de força maior. Estas condições devem ser devidamente justificadas nos relatórios.

Este guia é destinado à orientação qualitativa sendo uma maneira de avaliar se o projeto atendeu superficialmente as exigências. Não deve ser utilizado como parâmetro para dimensionamento. Análises matemáticas e virtuais devem dirigir as decisões de projeto bem como a viabilidade ambiental, financeira e a infra- estrutura disponível para a equipe, seja na UFPB, nos seus parceiros e fornecedores.

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