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INFORMATIVO

CONVOCATÓRIA
De acordo com os estatutos do MPI — Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente, convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Associação, que se realizará Sábado, dia 24 de Março, pelas 16:00 horas, no Casal do Sol, sito no Olho Polido, freguesia de Outeiro da Cabeça, concelho de Torres Vedras, com a seguinte ordem de trabalhos: 1 - Votação do Relatório e Contas do ano 2011 2 - Adesão ao Movimento Slow Food 3- Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2012. 4 - Outros assuntos de interesse para a associação Não havendo número legal de associados para a Assembleia funcionar, fica desde já marcada uma segunda convocação para meia hora depois, funcionando com qualquer número de associados. Vilar, 20 de Janeiro de 2012 O Presidente da Assembleia-Geral

BOLETIM

CONVÍVIO DE SÓCIOS E AMIGOS
Após a Assembleia-geral, pelas 19.00, vamos fazer um convívio entre todos os sócios participantes e aberto à participação de não sócios que se quiserem juntar a nós. TRAGA ALGO PARA COMER E PARTILHAR!

OFICINA DAS ERVAS COMESTÍVEIS
Domingo, 26 de Fevereiro, 10 h Na sede da Associação DRM Avenal Inscrições: mpicambiente@gmail.com, 262 771 060 Mais informação no site do MPI www.mpica.info

Editorial
Caros associados, O ano 2012 é referenciado por muitos como um ano de viragem, de profundas mudanças. Há basicamente dois motivos pelos quais podemos mudar: por consciência ou por necessidade. Também diz o ditado que “A necessidade aguça o engenho”. Nesta edição abordamos visões alternativas e desafiantes face a momentos de crise, que espero vos possam inspirar! Uma coisa pelo menos é certa, a passividade nunca resolveu problemas, por isso mais do que nunca é preciso “arregaçar as mangas”, reunir esforços, cooperar, ser criativo, … e sobretudo “ser a mudança que queremos ver no mundo” como disse Gandhi. Que os acontecimentos deste ano 2012 aproximem mais as pessoas, pois só assim conseguiremos resolver muitos dos problemas da nossa sociedade A Presidente da Direcção Alexandra Azevedo

Nesta edição:
Balanço da oficina de propagação de árvores SEED SAVERS INSPIRAM EM PORTUGAL Várias visões da crise Não ao parque eólico no Montejunto Breves Espaço Jovem Atento
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Ano 8, N.º 25
Fevereiro de 2012

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“A PROPAGAÇÃO POR SEMENTE DE ÁRVORES E ARBUSTOS NATIVOS”
Realizou-se no dia 27 de Novembro a oficina “A Propagação por Semente de Árvores e Arbustos Nativos”, numa organização do CRASM – Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto, um projecto da Quercus em parceria com a Junta de Freguesia de Vilar (Cadaval), no âmbito da Rede CREIAS Oeste, contando assim com o apoio de várias organizações: MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente, Lourambi e Real XXI. O sol radioso que brilhou nesse dia tornou a saída de campo ainda mais agradável. O bom estado de conservação da Mata do Furadouro (Serra de Montejunto) constituiu um regalo para os participantes. Do eco-almoço servido na sede da Associação Cultural e Social da Tojeira e preparado previamente por voluntários do CRASM e do MPI, podemos destacar a saborosa e original tarte de medronhos, mas não faltou o bom pão (pão de bolota, trança de alecrim), boa bebida (de flor de sabugueiro e de roseira brava) e os bons ingredientes biológicos.

BALANÇO DAS ÚLTIMAS ACTIVIDADES

No período da tarde foi apresentado um enquadramento da floresta autóctone, nomeadamente a biogeografia, funções ecológicas, ameaças e espécies da flora mais representativas, seguindo-se um pequeno intervalo para se proceder à libertação de uma águia de asa redonda reabilitada no CRASM. Momento emocionante e inesperado pelos participantes! Prosseguiu-se com as técnicas de propagação por semente. Muitas espécies não exigem procedimentos especiais, mas noutras é necessário preparar as sementes para se conservarem até ao momento adequado da sementeira (como extrair as sementes através de maceração nos frutos com polpa) e/ou aplicar técnicas para quebrar a dormência das sementes (a escarificação ou a incisão do tegumento (revestimento da semente), a estratificação, tratamento com água fria ou quente) e eliminar os inibidores da germinação.

Ao abordar espécie a espécie foi realizada a sementeira em tabuleiros de alvéolos de algumas das espécies.

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SEED SAVERS AUSTRALIANOS INSPIRAM HORTELÕES E AGRICULTORES DE PORTUGAL A DEFENDER AS SEMENTES LIVRES
A Digressão pelas Sementes (Seed Savers Tour) decorreu de 4 a 13 de Novembro numa organização da Campanha europeia pelas Sementes Livres, da qual o MPI é parceiro, e teve a participação de Michel e Jude Fanton, dos Seed Savers da Austrália, produtores do filme “As Nossa Sementes” e com uma experiência de 25 anos na preservação e troca de sementes de variedades tradicionais. Durante 10 dias partilharam conhecimentos, experiências e histórias sobre sementes e horticultura com mais de 400 horticultores, permacultores e aspirantes, em eventos no Algarve, Alentejo, Lisboa e Coimbra, nomeadamente a projecção do seu filme, oficinas práticas e um curso de iniciação à permacultura. A experiência de Michel e Jude Fanton demonstra que a preservação de sementes locais, para além dos benefícios para a biodiversidade agrícola, oferece também vantagens de ordem económica e prática para os horticultores: elimina a necessidade de comprar sementes novas todos os anos e evita o recurso a fertilizantes e pesticidas, uma vez que se trata de sementes adaptadas às condições locais. Mas a principal mensagem deixada pelos Seed Savers em Portugal é que recolher e preservar sementes é fácil e acessível a qualquer pessoa: num simples passeio pela horta, jardim ou bosque podemos recolher uma grande variedade de sementes, bastando estar atento, como é o caso dos Seed Savers, que andam sempre com sementes nos bolsos. Segundo Michel Fanton: "É preciso salvar o agricultor ainda antes de salvar a semente". O agricultor tradicional está em extinção, por isso, mais do que tentar conservar variedades raras em jardins ou bancos de germoplasma, devemos focar em retomar em grande escala a agricultura de pequena escala. É essencial semear, colher e voltar a semear, partilhando livremente as nossas sementes juntamente com os conhecimentos agrícolas, culturais e gastronómicos que lhes estão associados. “O melhor banco de sementes continua a ser a própria terra”, afirma Michel Fanton. Com as sementes tradicionais ameaçadas de extinção sob pressão da indústria agro-química e a conivência dos órgãos internacionais e governos dos países da OCDE, mais do que nunca hortelões, hortelãs, agricultores e agricultoras são chamados a retomar a prática milenar de preservar a semente. Nas palavras de Michel Fanton "Guardar a semente deve voltar a ser tão natural como respirar"!

Da esquerda para a direita: Artur Varges, Jude Fanton, Michel Fanton e Alexandra Azevedo

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CRISE – VÁRIAS VISÕES E ABORDAGENS
A crise, segundo "Einstein"
Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado". Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la." Albert Einstein

"A natureza tem a solução"

Publicamos um excerto da entrevista a Satish Kumar, professor no Schumacher College, no Sul de Inglaterra, e director da revista Ressurgence esteve na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para falar do livro Small is Beautiful, de E. F. Shumacher, tem 75 anos e viajou de comboio de Londres até Lisboa para dizer que temos de ir mais devagar para chegar mais longe. Inspira-se na Natureza e nas palavras de Mahatma Ghandi e Martin Luther King. Acredita que a solução para a crise no mundo está no respeito pela Natureza, no amor e na confiança. Caminhou 13 mil quilómetros, sem dinheiro, numa das maiores peregrinações de sempre pela paz mundial. - Quantas vezes já o chamaram naif ou irrealista? - Muitas, muitas vezes. Políticos, presidentes de empresas, estudiosos, até jornalistas... (risos). Dizem-me que as minhas palavras são impossíveis e que sou demasiado inocente e idealista. Mas a minha resposta é: o que têm feito os realistas? O mundo tem sido governado por eles e hoje temos crise económica, crise ambiental, guerras no Afeganistão, Iraque e Líbia, pobreza. O nosso realismo não é sustentável. Pusemos um preço em tudo. A floresta tem preço, os rios, a terra, tudo se tornou uma mercadoria. Talvez tenha chegado a altura de os idealistas fazerem alguma coisa. Esta é a minha resposta. Se sou idealista, não faz mal. A sustentabilidade exige um bocadinho de idealismo, de inocência. - Então qual a resposta de um idealista à crise actual? - Esta não é uma crise económica, é uma crise do dinheiro. E o dinheiro é apenas uma ideia, um número no computador. Os realistas criaram este problema artificial e estão preocupados com a crise, voam pelo mundo, vão a Bruxelas, reúnem-se com banqueiros. Mas a terra continua a produzir alimentos, as oliveiras a dar azeite, as vacas a dar leite e os seres humanos não perderam as suas capacidades. Eu diria, regressemos à Natureza. A Natureza tem a solução, dá-nos tudo o que precisamos, alimentos, roupas, casas, sapatos, amor, poesia, arte. - Como se põe essa ideia nas mãos dos líderes políticos? - Por exemplo, Portugal devia ter mais dos seus próprios alimentos, roupas, sapatos, mobília, tecnologia. A globalização da economia é um problema. Estamos a importar tantos produtos da China... Tudo isso se traduz em combustíveis fósseis para o transporte, com efeitos no clima. Além do mais, estamos a chegar a um pico do petróleo. Quando se esgotar o que faremos? A economia local deveria ser a verdadeira economia; a economia global seria como a fina cobertura de açúcar em cima de um bolo, com entre dez a 20% da economia. - Mas em muitos casos é mais barato importar... - Sim, mais barato em termos de dinheiro, mas não em termos de Ambiente porque não adicionamos todos os custos…. O dinheiro é útil, claro, mas é só isso. - Parece uma ideia difícil de concretizar. Por onde começar?

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- Mudando a forma de pensar. Podemos imprimir notas, criar dinheiro criando mais dívida. Mas se poluirmos os nossos rios e envenenarmos as nossas terras, não os podemos substituir. - Quando tinha quatro ou cinco anos, a sua mãe disse-lhe para começar a andar e aprender com a Natureza. Para nós será demasiado tarde? - Tal como a minha mãe me ensinou a andar na Natureza, gostaria que o mesmo acontecesse na nossa sociedade. Devemos educar as nossas crianças no amor pela Natureza, aprendendo na Natureza e não sobre a Natureza, com livros e computadores. Gostaria de ver os pais a levar os filhos para a Natureza e a deixá-los subir às árvores, escalar montanhas e nadar nos rios. Para as crianças não é tarde de mais, estão prontas para isso. Talvez para os adultos seja tarde, até porque têm medo da Natureza. Mas até eles podem descobrir que passariam a estar mais inspirados, teriam mais poesia, música e arte. A nossa sociedade está a tornar-se demasiado banal e prosaica. ... Neste momento, a Humanidade está em guerra com a Natureza, estamos a destruí-la. E seremos perdedores se vencermos. A menos que façamos a paz com a Natureza não poderá haver paz na Humanidade. - O que mais o preocupa? - A minha maior preocupação é que a Humanidade não acorde a tempo de resolver os desafios. Talvez estejamos demasiado obcecados com os nossos padrões de vida, com a dívida, o dinheiro. A sociedade industrial tem lutado pelo crescimento económico a todo o custo. Mas também tenho esperança na Humanidade, num despertar de consciências. Cada vez mais jovens me dizem que temos de cuidar da Terra e que o crescimento económico não é suficiente, precisamos de bem estar. Se as pessoas não estão bem, de que serve o crescimento económico? É um bom começo. Até porque há abundância na Natureza. Quantas azeitonas dá uma oliveira? De uma única semente, lançada à terra centenas de anos antes, obtemos milhões de azeitonas. Isso é a abundância e generosidade da Natureza. … - De que precisamos para ser felizes? - Aprender uma única palavra: celebração. Temos de celebrar a vida, a Natureza, a abundância humana. As pessoas não são felizes porque não têm tempo para celebrar. Estão sempre ocupadas, vivem demasiado depressa. Os maridos não têm tempo para as mulheres e as mulheres não têm tempo para os maridos. Os pais não têm tempo para os filhos. As pessoas não têm tempo para celebrar a Natureza. É preciso abrandar para chegar mais longe, apreciar o que temos em vez de o ignorar e querer mais. Temos muita roupa no armário, mas ignoramo-la e vamos comprar mais. O mundo tem o suficiente para as necessidades das pessoas, mas não para a sua ganância, disse Mahatma Ghandi. O universo é um grande presente para nós todos. ————————————————————————————————————————————Eis algumas imagens da consciência antecipatória do mundo: - Promover formas de economia social tais como cooperativas, economia solidária, sistemas de entreajuda e de troca de tempo e de trabalho. - Definir uma nova geração de direitos fundamentais: os direitos da natureza, os direitos humanos à água, à terra, à biodiversidade e a consequente consagração de novos bens comuns insusceptíveis de serem privatizados - Interditar a especulação financeira sobre a terra e os produtos alimentares a fim de evitar a concentração de terra e a subida artificial dos preços dos alimentos. - Transformar a soberania alimentar em eixo de políticas agrárias para que os países deixem de ser, na medida do possível, dependentes da importação de alimentos. - Tributar de forma agravada alguns produtos agrícolas que viajam mais de 1000 km entre o produtor e o consumidor, criando com a arrecadação um fundo para apoiar o desenvolvimento local dos países menos desenvolvidos. - Proibir o patenteamento de saberes tradicionais e reduzir drasticamente a vigência de direitos de propriedade intelectual na área dos produtos farmacêuticos e agrícolas. - Aproveitar ao máximo as potencialidades democráticas da revolução digital. Dir-se-á que são utópicas ou eivadas de romantismo. Sem dúvida, mas uma ideia inovadora é sempre utópica antes de se transformar em realidade.
(Fonte: Revista “Visão”, 6 de Junho de 2011, com base no livro "Outro mundo é possível" de Boaventura Sousa Santos)

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NA

NÃO AO PARQUE EÓLICO SERRA DE MONTEJUNTO

Várias associações (QUERCUS - ESPELEO CLUBE TORRES VEDRAS - ALAMBI/Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer - ALT/Associação Leonel Trindade/Sociedade de História Natural - AEP/Associação de Escoteiros de Portugal/Grupo 129 Torres Vedras - ADDPCTV/ Associação para a Defesa do Património de Torres Vedras), e que o MPI apoia, mobilizaram-se contra a instalação do Parque eólico do Cercal (concelho de 17 aerogeradores e respectivos acessos, bem como a construção de uma linha eléctrica a 60 Paisagem Protegida da Serra de Montejunto e Sítio de Importância Comunitária da Rede por considerarem que constituirá um grave atentado à conservação dos valores naturais e da paisagem e do património cultural naquela que é uma ilha ecológica da região Oeste.

do Cadaval) kV, em plena Natura 2000, à salvaguarda

Embora todos reconheçam a importância das energias renováveis, nomeadamente a eólica, devem ser preservadas algumas áreas para a sua instalação, visto que há sempre alguns impactos negativos, como é o caso de áreas de paisagem protegida. Há fundados receios que o Parque Eólico do Cercal afecte significativamente uma comunidade de morcegos existente num abrigo de importância nacional (1.ª prioridade de conservação), onde ocorrem várias espécies ameaçadas, sendo que três possuem o estatuto de “Criticamente Em Perigo” de extinção: o Morcego-deferradura-mourisco, o Morcego-de-ferradura-mediterrânico e o Morcego-rato-pequeno; habitats naturais e seminaturais e espécies da flora protegidos por legislação nacional e comunitária; diversas espécies ameaçadas da avifauna, nomeadamente a Águia de Bonelli, espécie “Em Perigo” de extinção; e existem evidências que o Castro de Rocha Forte – Monumento Nacional – será destruído; Está disponível uma petição em: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=MTJ2011. No domingo dia 15 de Janeiro houve uma acção de protesto junto ao Centro de Interpretação ambiental em que foram colocadas faixas e distribuídas t-shirts e autocolantes.

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BREVES
AÇORES LIVRE DE ORGANISMOS
GENETICAMENTE MODIFICADOS DA

2012: ANO INTERNACIONAL ENERGIA SUSTENTÁVEL PARA TODOS

Seguindo o exemplo da região autónoma da Madeira, o governo regional dos Açores decidiu declarar o arquipélago como zona livre do cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM). Quem não gostou desta notícia foi a Embaixada Americana em Lisboa, a qual pressionou a Ministra da Agricultura, a Assembleia Legislativa e o Governo Regional dos Açores no final de 2011 para que não seja criada a zona livre de transgénicos já anunciada pelo executivo regional. A Plataforma Transgénicos Fora emitiu comunicado a condenar este lóbi oficial a favor dos interesses privados de algumas empresas americanas e apelou ao governo açoriano para que avance de imediato para a concretização da zona livre no arquipélago.

Mais de 1,4 mil milhões de pessoas, em todo o mundo, não têm acesso à electricidade e, por isso, possuem péssimas condições de vida. Para tentar mudar essa realidade, a ONU proclamou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos. O anúncio faz parte de uma iniciativa maior – também baptizada de Energia Sustentável para Todos (Sustainable Energy for All, em inglês) –, comandada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que até ao ano de 2030 pretende alcançar três grandes objectivos: assegurar que todos tenham acesso a serviços modernos de energia; reduzir em 40% a intensidade energética global; e, aumentar em 30% o uso de energias renováveis em todo o mundo.
(Fonte: 07.07.2011) http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1501480,

DESFLORESTAÇÃO DA AMAZÓNIA COM QUÍMICOS

Uma área do tamanho de 180 campos de futebol na floresta da Amazónia acaba de ser devastada por químicos tóxicos pulverizados por avião, uma nova forma mais silenciosa e grave de desmatação, revelaram as autoridades brasileiras. Quatro toneladas de veneno, prestes a ser utilizadas, foram apreendidas noutro local. Depois de o avião lançar os químicos tóxicos sobre a floresta, as árvores ficam esbranquiçadas, o solo e os lençóis freáticos contaminados e os animais e insectos acabam por morrer. No prazo de uma semana, todas as folhas das árvores caem e ficam apenas os troncos. As árvores com valor comercial são, então, derrubadas por madeireiros. O terreno depois é limpo com queimadas, para criar pastos para o gado. O responsável pelo crime ambiental ainda não foi identificado.

ABUTRE PRETO VOLTA A NIDIFICAR EM PORTUGAL O Abutre-preto extinguiu-se como nidificante em Portugal no início da década de 70, devido á perseguição que foi alvo e ao uso de venenos. Quarenta anos depois a espécie voltou a nidificar em Portugal com sucesso em 2010, apenas num único local, no Tejo Internacional. Este ano a colónia mantêm-se com três casais, sendo que apenas em dois deles foi possível confirmar a sua nidificação. Os abutres estão a nidificar numa zona de caça, provando que e possível compatibilizar a Caça com a Conservação da Natureza, quando a lei e as boas práticas de gestão cinegética são aplicadas. Como medidas para a protecção da espécie está ser realizada a vigilância por satélite de 3 abutres, para se conhecer melhor a ecologia da espécie; acções contra o uso ilegal de venenos através Projecto LIFE- Inovação contra envenenamentos e a disponibilizar regularmente alimento em dois Alimentadores de Abutres.
(Fonte: Comunicado Quercus – núcleo de Castelo Branco, 19/10/ 2011)

espaço

Jovem Atento
Reciclar em último lugar!
Ao dizer “Reciclar em último lugar” vocês pensam: “Mas que raio?! Anda todo o mundo a dizer para nós reciclarmos e esta miúda também, e agora reciclar está em último lugar?” Pois eu digo-vos já porquê. Por acaso já ouviram falar na política dos 3 erres? Reduzir, Reutilizar, Reciclar. É isso mesmo. Já puderam verificar que reciclar está mesmo em último lugar, mas daqui a pouco vão perceber que não é só na posição que se nota isso. A reciclagem é muito importante mas mais importante ainda é reduzir e reutilizar. Em muitas das técnicas de redução também se verifica que acaba por haver reutilização por isso vou falar das duas coisas ao mesmo tempo. Para quem está a ouvir isto pela primeira vez e não faz a mínima ideia como é estão aqui algumas dicas: - Sempre que se for às compras levar o tradicional saco de pano, pois é muito resistente e evita rasgar -se como acontece com os sacos de plástico e por isso pode-se utilizar vezes e mais vezes. Reduz sacos de plástico e reutiliza sacos de pano. - Sempre que possível comprar produtos sem estarem embalados assim como, os legumes e frutas. Reduz embalagens alimentares. - Usar fraldas de pano. As fraldas descartáveis consomem pasta de papel e plásticos, podem demorar 500 anos a decompor, ocupam espaço nos aterros sanitários, são potencialmente portadoras de micróbios e para além disso tudo são mais caras. Reduz fraldas descartáveis que como puderam ver são muito prejudiciais e reutiliza fraldas de pano. - Poupar papel. Imprimir ou fotocopiar usando frente e verso da folha, usar para rascunho os espaços em branco das folhas velhas, reutilizar envelopes, etc. Reduz papel e reutiliza-o também. - Existem garrafas onde diz que quando você acabar com o conteúdo da garrafa e entregar de novo à loja lhe dão dinheiro porque se pensarmos bem quando compramos as garrafas não só pagamos os líquidos como as embalagens também! Essas embalagens que entregamos depois vão ser lavadas e usadas novamente. Chamam-se a isto garrafas com depósito e é aconselhável que faças como digo aqui. Reduz garrafas de vidro e reutiliza-as também. - Nos restaurantes, cafés e bares, pedir os refrigerantes, cervejas e água em garrafas reutilizáveis. Reduz garrafas de vidro e reutiliza-as também. - O resto imagina tu! Há muita coisa no dia-a-dia que se pode reduzir e reutilizar. Reutiliza por exemplo um pacote onde havia café para pôr no leite e faz dele um porta-lápis. Tens imaginação? Então está entregue! E só depois de ter reduzido o lixo e reutilizado as coisas é que vai passar à última coisa: a reciclagem. Só mais uma coisa: nunca pensar que como podemos fazer muito pouco mais vale não fazer nada! Essa é das piores coisas que se pode pensar, pois se todos pensarmos assim é que ficamos bem arranjados! Actualmente produzimos cerca de 1,3 kg de lixo por dia. Se 10 % da população portuguesa reduzir 100 g no lixo que produz, serão produzidas menos 36 mil toneladas de lixo por ano! É só para veres a dimensão da “coisa” se todos nós fizermos alguma coisa... Laura Azevedo Varges, Dezembro de 2007