Unidade I - A Educação na Sociedade do Conhecimento Unidade 1 - A Educação na Sociedade do Conhecimento

Introdução O modelo tradicional de ensino, no qual o professor é o centro do processo educativo, detentor e transmissor de conhecimentos, e o aluno, um sujeito passivo, mero receptor de informações, não tem mais espaço na chamada Sociedade do Conhecimento. O crescimento acelerado das tecnologias da informação e comunicação (TIC), adicionado às novas demandas sociais exigidas na formação e capacitação das pessoas, têm levado educadores e outros estudiosos da área a repensar as concepções e práticas pedagógicas adotadas no nosso sistema educacional. Como neste estudo vamos tratar da necessidade de mudanças de paradigmas na Educação, íncluídos os papéis do professor e do aluno, será importante você analisar a letra da música “Estudo Errado”, composição de Gabriel, O Pensador.

Clique em "Para ouvir" para ter acesso à composição “Estudo Errado”. Para ouvir

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Eu tô aqui Pra quê? Será que é pra aprender? Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer? Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever A professora já tá de marcação porque sempre me pega Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!" Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde Ou quem sabe aumentar minha mesada Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?) Não. De mulher pelada A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!) A rua é perigosa então eu vejo televisão (Tá lá mais um corpo estendido no chão) Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação - Ué não te ensinaram? - Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..

Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio (Vai pro colégio!!) Então eu fui relendo tudo até a prova começar Voltei louco pra contar: Manhê! Tirei um dez na prova Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova Decorei toda lição Não errei nenhuma questão Não aprendi nada de bom Mas tirei dez (boa filhão!) Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi Decoreba: esse é o método de ensino Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos Desse jeito até história fica chato Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente E sei que o estudo é uma coisa boa O problema é que sem motivação a gente enjoa O sistema bota um monte de abobrinha no programa Mas pra aprender a ser um ingonorante (...) Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama (Ah, deixa eu dormir) Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste - O que é corrupção? Pra que serve um deputado? Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso! Ou que a minhoca é hermafrodita Ou sobre a tênia solitária. Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...) Vamos fugir dessa jaula! "Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?) Não. A aula Matei a aula porque num dava Eu não agüentava mais E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam (Esse num é o valor que um aluno merecia!) Íííh... Sujô (Hein?) O inspetor! (Acabou a farra, já pra sala do coordenador!) Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar E me disseram que a escola era meu segundo lar E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre! Então eu vou passar de ano Não tenho outra saída Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida

Discutindo e ensinando os problemas atuais E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais Com matérias das quais eles não lembram mais nada E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada

Refrão

Encarem as crianças com mais seriedade Pois na escola é onde formamos nossa personalidade Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração, e a indiferença são sócios Quem devia lucrar só é prejudicado Assim vocês vão criar uma geração de revoltados Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...

Juquinha você tá falando demais assim eu vou ter que lhe deixar sem recreio! Mas é só a verdade professora! Eu sei, mas colabora se não eu perco o meu emprego.

Você prestou atenção à letra? Qual a mensagem do compositor? Você concorda com o posicionamento dele?

Mais adiante vamos relacionar alguns pontos do conteúdo com aspectos abordados na canção.

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Transformações na concepção educacional
Acompanhamos na sociedade industrial o destaque dado ao capital físico, considerado variável-chave do crescimento econômico. Hoje, percebemos a ênfase no capital humano ou intelectual. A

abordagem do capital humano procura transmitir a idéia de que investir nos indivíduos, por meio da Educação e do treino, gera retorno às organizações, na forma de uma melhor produtividade, desenvolvimento de habilidades e maior criatividade. Essa nova sociedade em constante formação, que tem por base o capital humano, é chamada de Sociedade do Conhecimento. Nela, a tecnologia tem gerado muitos impactos, tendo como conseqüências modificações no mundo do trabalho, maior conscientização da cidadania e economia baseada no conhecimento, que é a tônica do século XXI, o século da era digital.

Informações adicionais Capital físico pode ser entendido como um estoque de equipamentos e estruturas utilizados na produção de bens e

serviços. A teoria do Capital Humano foi desenvolvida, na década de 60, pelos economistas Theodore Schultz e Gary Becker, que, em 1992, receberam o Prêmio Nobel. Segundo a teoria, o progresso de um país é alavancado pelo investimento em pessoas.

Percebe-se, nessa sociedade, a valorização do conhecimento e, conseqüentemente, a ênfase na Educação como um dos maiores recursos de que as pessoas, organizações e nações dispõem para enfrentar as transformações do mundo contemporâneo.

Mas, como a Educação pode interferir no mundo do trabalho? Há mudanças no perfil do profissional da era digital?

Página 4 Claro que há! Hoje, a condição para o sucesso profissional é manter os conhecimentos sempre atualizados, ter capacidade de utilizar os recursos tecnológicos disponíveis, desenvolver habilidades de pensamento de ordem superior (análise, síntese e avaliação), ser capaz de buscar, organizar, selecionar e aplicar informações, saber tomar decisões e resolver problemas. Também é importante ter flexibilidade para mudanças, disposição para aprender de forma continuada ao longo da vida e disposição para trabalhar em grupo de forma colaborativa, na busca de objetivos comuns.

Voltando à música “Estudo Errado”, você acha que o modelo educacional ali apresentado desenvolve capacidades e habilidades exigidas na atualidade? Por que?

A utilização de recursos tecnológicos no cenário educacional tem ocasionado uma reavaliação nos modos de pensar e praticar a Educação. Vimos até agora, que a Educação é o elemento-chave na construção de uma sociedade baseada na informação, no conhecimento e no aprendizado. Nessa sociedade, em crescente transformação, fica clara a necessidade de mudanças nos paradigmas educacionais. Precisa ser repensado o papel do aluno, do professor, da avaliação, dos currículos e da sala de aula, de forma a adequar a Educação às demandas contemporâneas: formar sujeitos ativos, aptos a solucionar problemas, com autonomia para buscar novos conhecimentos de forma continuada. A Educação não é apenas o processo de construção da capacidade cognitiva de um indivíduo, mas um processo que deve visar a sua formação plena, construindo e recuperando valores morais, sociais, científicos e éticos, como respeito pela diversidade, igualdade, tolerância, respeito pela liberdade, criatividade, emoção e preocupação com os problemas do planeta, por exemplo. Como educadores, precisamos estar presentes na vida dos educandos de forma construtiva, emancipadora e solidária, formando sujeitos com iniciativa e compromissados. Mas, como formar sujeitos assim? De acordo com a abordagem de Jacques Delors no Relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, os educadores precisam adquirir novas competências e habilidades para ajudar os alunos a aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser – aprendizagens fundamentais na sociedade contemporânea. Página 5 Vamos conhecer o significado dessas aprendizagens? v Aprender a conhecer: exercitar a atenção, a memória e o pensamento. Adquirir os instrumentos da compreensão e da capacidade de discernimento. Despertar a curiosidade intelectual e o senso crítico. Construir as bases que permitirão ao indivíduo continuar aprendendo ao longo de toda a vida. Aprender a aprender.

v Aprender a fazer: aprender a colocar em prática os conhecimentos adquiridos. Solucionar problemas. Habilitar-se a ingressar no mundo do trabalho moderno e competitivo, tendo como foco a formação técnica e profissional, o comportamento social, a aptidão para o trabalho em equipe e a capacidade de tomar iniciativa. v Aprender a conviver:aprender a viver juntos, desenvolvendo o conhecimento do outro, de modo a permitir a realização de projetos comuns e gestão de conflitos. Compreender a si mesmo e ao outro. Valorizar o saber social. Interagir. Cuidar de si, do outro e do lugar em que se vive. Valorizar as diferenças e manter a paz. v Aprender a ser: aprender a agir com autonomia, solidariedade e responsabilidade. Desenvolver-se integralmente – espírito, corpo inteligência e sensibilidade. Elaborar pensamentos autônomos e críticos. Formular os seus próprios juízos de valor. Exercitar a liberdade de pensamento, discernimento, sentimento e imaginação, para desenvolver os seus talentos e permanecer, tanto quanto possível, dono do seu próprio destino.

Leitura complementar...
O relatório da referida Comissão é o resultado de um processo mundial de consulta e análise durante um período de três anos. Faz uma abordagem prospectiva e analisa a situação atual da Educação. Apresenta os novos paradigmas e metas da Educação para o próximo milênio. Caso queira se aprofundar no tema, leia a íntegra do relatório “Educação um tesouro a descobrir" (clique no título).

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Sabemos que a prática educativa focada no acúmulo de conhecimentos, na memorização de fatos e procedimentos, como mostrados na música “Estudo Errado”, não é mais valorizada na Sociedade do Conhecimento ou da Informação. Precisamos sim, estar aptos para construir e reconstruir conhecimentos significativos, nesse mundo em permanente e acelerada mudança. Essa construção e reconstrução de conhecimentos são para Moraes o aprender a aprender, que “se manifesta pela capacidade de refletir, analisar e tomar consciência do que sabe, dispor-se a mudar os próprios conceitos, buscar novas informações, substituir velhas verdades por teorias transitórias, adquirir os novos conhecimentos que vêm sendo requeridos pelas alterações existentes no mundo, resultantes da rápida evolução das tecnologias da informação e não apenas o acumular conhecimentos” (2003:64). Concluímos, na certeza de que estamos na transição de uma educação centrada no professor e baseada na transmissão de conteúdos para uma educação centrada no sujeito, que estimula os processos coletivos de construção do conhecimento e proporciona ambientes favoráveis a aprendizagem significativa (MORAES, 2003).

Assista ao vídeo: O tutor na docência online

que é obtida por meio dos dados. Ele está dentro das pessoas e por isso é complexo e imprevisível. críticos. para poderem solucionar problemas e adquirir competências que ajudem a acessar as informações disponíveis por meio das novas tecnologias e transformá-las em conhecimento.Página 7 Distinção entre informação e conhecimento Dissemos que os indivíduos precisam ser criativos. Mas o que é informação? E conhecimento? Como distinguir um do outro? A informação é uma associação de dados. percebemos que o conhecimento deriva da informação. Quando informo o índice de analfabetismo da sociedade brasileira passo uma informação. De acordo com Davenport e Prusak “o conhecimento pode ser comparado a um sistema vivo. está demonstrando conhecimento de uma área. que cresce e se modifica à medida que interage com o meio ambiente”(1998:6). . Já o conhecimento é fruto do esforço intelectual de processamento de uma informação. O conhecimento é difícil de ser entendido em termos lógicos. com vistas à elevação do padrão de trabalho no país. independentes e autônomos. Interpretando o esquema acima. Dado –► informação – ► conhecimento O processo cognitivo opera a transformação desses elementos. Quando um cidadão conclui que precisamos aperfeiçoar a educação brasileira.

não mais instrutor de regras. Xavier (2005) nos alerta para o fato de que os aprendizes desta nova geração estão raciocinando e agindo de modo surpreendente. A soberania e a autonomia dos países dependem nitidamente do conhecimento. v articulador do saber. Pode ser transmitido formal e facilmente entre os indivíduos. percebemos suas influências no comportamento e pensamento dos jovens. 2000). é considerado muito importante porque se apresenta em forma de ação. Na atualidade. Estudos sistematizados no Livro Verde do Programa Sociedade da Informação mostram que o conhecimento tornou-se um dos principais fatores. habilidades e atitudes. o professor consciente dessa realidade virtual já entendeu que precisa ser: v pesquisador. pois eles têm ampliado a capacidade de: v apreender. emoções. v gestor de aprendizagens. verbais. v explorar e contemplar as formas de arquitetura escolhida para apresentar as idéias materializadas em discursos hipertextuais. v checar on-line a veracidade das afirmações apresentadas e refutar com base em dados disponíveis na rede. no mundo. da educação e do desenvolvimento científico-tecnológico ( TAKAHASHI. sistema de valores. Conhecimento explícito: é aquele que é exteriorizado e compartilhado. celulares e computadores com acesso à internet. já que envolve crenças pessoais. não mais fornecedor único do conhecimento. habilidades. criação de emprego qualificado e de propagação do bem-estar. mediação e expressão de sentidos. intuições. quais podem auxiliar o processo ensinoaprendizagem? Você já vivenciou alguma delas? Que outras novas tecnologias podem ser utilizadas na educação? E os educadores? Quais os novos comportamentos demandados tantas tecnologias? Página 9 Ainda atentos aos dizeres de Xavier (2005). Dentre as tecnologias apresentadas.Que outros exemplos ilustram a diferença entre informação e conhecimento? De que forma a instituição em que você trabalha se relaciona com o conhecimento? Diversos autores afirmam que há dois tipos de conhecimento: o tácito e o explícito: Conhecimento tácito: é aquele que está confinado no indivíduo. a fim de exercitar a crítica a posicionamentos e não simplesmente acolher de tudo o que se diz na internet como verdades incontestáveis. Página 8 Com tantos recursos tecnológicos disponíveis. não mais repetidor de informação. visuais e sonoros. gerenciar e compartilhar os novos conhecimentos aprendidos com os parceiros de suas comunidades virtuais. de agregação de valor. diante de . entre outros equipamentos digitais. é intangível. de superação de desigualdades. Verificamos que a utilização de vídeo-games. já que os meios informáticos permitem acesso a múltiplas possibilidades de interação. É o conhecimento pessoal incorporado à experiência individual. têm gerado o desenvolvimento de novas competências. insights.

vamos reiterar as palavras de Belluzzo (2005) que resume afirmando que o sistema aducacional está em constante provocação em relação aos novos requisitos exigidos pela sociedade: criatividade. pela incorporação de novos comportamentos a diferentes situações. que pode se dar por meio da experiência do aluno com o ambiente. ao processamento. Boa sorte! Unidade II . A aprendizagem se caracteriza. Para concluir. ainda há um pouco de preconceito e falta de informação quanto aos seus resultados. ao longo da vida. surge a questão: será que a tecnologia vai tomar o lugar da Humanidade? Aprofunde seus conhecimentos lendo o artigo Tecnologia com alma (clique no título). como uma modalidade de ensino mais democrática e capaz de promover aprendizagem significativa. há necessidade de transferir e adaptar os conhecimentos adquiridos às novas situações. elaboração e estruturação da informação para a geração do conhecimento. Integram os alunos num ambiente global e enriquecedor. Portanto. sem deixar de respeitar a individualidade de cada um. com os colegas ou pode ser originada por meio de leituras ou de simulações. A interseção da Educação com a Tecnologia tem despertado o interesse pelo desenvolvimento de novas concepções educacionais e crescente demanda pela Educação a Distância (EAD). não mais avaliador de informações empacotadas a serem assimiladas e reproduzidas pelo aluno..A Educação a Distância Já sabemos que a Educação é um processo de humanização e capacitação. Na próxima unidade. aprofundaremos os conhecimentos acerca do tema. a preparação para responder a tais exigências cria para a Educação um desafio importante: o desenvolvimento de um intelecto habituado ao pensdamento crético.v consultor que sugere. Diz Comassetto (2004) que as novas TICs quando utilizadas no contexto educacional promovem um ensino mais dinâmico e socializador. à aprendizagem autônoma. ainda. evidenciados a partir da integração entre a parte informativa (conteúdos) e a formativa (valores). aplicação e disseminação da informação. v motivador da “aprendizagem pela descoberta”. da professora Andrea Ramal. habilidades e competências. Essa capacitação se concretiza pela aprendizagem de novos valores. sendo implementada por inúmeras Instituições de Ensino Superior (IES). em síntese. Apesar dessa modalidade educacional estar em processo de expansão. Além disso. Leitura complementar. não mais chefe autoritário que manda. Clique em "Avaliações" (lateral esquerda da página) e em "Autoavaliação da Unidade I do Módulo I". AUTOAVALIAÇÃO DA UNIDADE I DO MÓDULO I. .. Com o avanço do universo virtual.A Educação a Distância Unidade 2 . públicas e privadas.

Moore e Kearsley. É uma forma industrializada de ensinar e aprender”.Vimos que a educação a distância (EAD) tem sido definida como modalidade de ensino utilizada para promover oportunidades educacionais a grandes contingentes de alunos em diferentes espaços geográficos a partir de noções de flexibilidade. ao mesmo tempo. 1996. técnicas instrucionais especiais. na Noruega. “Educação a Distância é o aprendizado planejado que normalmente ocorre em lugar diverso do professor e como conseqüência requer técnicas especiais de planejamento de curso.. na educação da população adulta. Essa análise é relevante para que você esteja apto a criar a sua própria conceituação. onde ambos demonstram interesse pela comunicação inter e transpessoal. métodos especiais de comunicação. assim. 1995. o que inclui o ensino superior regular e toda a grande e variada demanda de formação contínua gerada pela obsolescência acelerada da tecnologia e do conhecimento. enquanto esses materiais durarem. A expressão "educação a distância" passou a ser utilizada a partir da mudança em 1982 que o Conselho Internacional para a Educação por Correspondência (ICCE) sofreu para se tornar Conselho Internacional para a Educação a Distância (ICDE). “Educação/Ensino a Distância é um método racional de partilhar conhecimento. eletrônicos ou outros. 1999.” Belloni. ele se beneficia da interação com os seus tutores e pares. porém. que promovem a mediação entre alunos e tutores. É reconhecido pela UNESCO e tem como principal objetivo promover cooperação e entendimentos interculturais para a aprendizagem on-line e flexível. Holmberg. ritmo individual. habilidades e atitudes. você poderá conferir os diferentes conceitos de Educação a Distância de cinco autores. caracterizando. mas assumindo funções de crescente importância. especialmente no ensino pós-secundário.. 2001. especialmente para o propósito de reproduzir materiais técnicos de alta qualidade. Peters. tanto quanto pelo uso extensivo de meios de comunicação. “Educação a Distância é essencialmente auto-estudo. ao contrário. bem como estrutura organizacional e administrativa específica”. ou seja. necessários não apenas para atender a demandas e/ou grupos específicos. Informações adicionais. Essa prática educativa é viabilizada pelas TICs. . por exemplo — ocorre entre o estudante. Observe as diversificadas abordagens. O Conselho Internacional para a Educação a Distância (ICDE) foi fundado em 1938 e tem sua sede em Oslo. uma conversação indireta a respeito da materia de estudo. através da aplicaçãoda divisão do trabalho e de princípios organizacionais. autonomia e qualidade pedagógica. inclusão. portanto. estimulando os estudantes a discutirem os conteúdos entre eles mesmos. um certo tipo de conversação com trânsito em dois sentidos — mensagem escrita e uso do telefone. Dessa forma. “A EAD tende doravante a se tornar cada vez mais um elemento regular dos sistemas educativos. Realiza-se. disponibiliza materiais instrucionais e propicia o uso de uma linguagem dialógica. os tutores e os outros membros do curso. Esclarece. os quais tornam possível instruir um grande número de estudantes. a denominada "conversação didática guiada". que o estudante não está só. Página 3 Como definir Educação a Distância? A seguir. Este Conselho edita um boletim e oferece uma conferência internacional a cada três anos.

em extrato. do Decreto 5. de 20 de dezembro de 1996.394. Art. P.LEI 9610. para registro de diplomas relativos a cursos de educação a distância. v a educação a distância será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União. pelo INEP. 6 inciso IV. Essa portaria indica a necessidade de contratação de profissionais de EAD com formação para tal e obriga as instituições a oferecer curso de capacitação.PORTARIA Nº 1. Consolida a legislação dos direitos autorais para os desenvolvedores de disciplinas on-line. dinâmico para que o aluno se sinta motivado na leitura. 5. SEÇÃO 1. O foco da EAD é na aprendizagem do aluno.graduação stricto sensu (mestrado e doutorado). de 20 de dezembro de 1996. que o que caracteriza a EAD é a possibilidade de oferecer ao aluno uma experiência de auto-estudo de forma que. 2.. O aluno se exercita e vivencia experiências que permitem o desenvolvimento da competência de solucionar problemas e situações novas. DE 7 DE NOVEMBRO DE 2007 (DOU Nº 215.DECRETO Nº 5. O material didático deve ser claro. 80. progressivamente. de tal maneira que a comunicação entre o professor e o aluno possa se realizar mediante textos impressos. por meios eletrônicos.PORTARIA 4059. então. mecânicos ou por outras técnicas”. Aprova. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. v o ensino a distância desenvolve-se em todos os níveis e modalidades de ensino e de educação continuada.LDB nº 9394. A linguagem dos textos deverá seguir a linha dialógica. Assim ele estará cada vez mais apto a se engajar em um ambiente no mercado de trabalho contemporâneo.622. em seu artigo 30. 80 da Lei no 9. Quais os dispositivos legais que ancoram a prática da EAD? 1. 12). Esse decreto. dos instrumentos de avaliação para o credenciamento de instituições de educação superior e seus pólos de apoio presencial. de 19/02/1998. no Título VIII: Das Disposições Gerais que são as seguintes: v o Poder Público deve incentivar o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância. v caberá à União regulamentar requisitos para realização de exames. interessante. nos termos do art. indica que as instituições credenciadas para a oferta de EAD poderão solicitar autorização para oferecer os ensinos fundamental e médio a distância. Regulamenta o art. aos conteudistas e especialistas de áreas temáticas o direito à regularização de . 3. ele possa exercitar a sua autonomia. DE 19 DE DEZEMBRO DE 2005. assim.047. 8/11/2007. para a modalidade de educação a distância.As determinações sobre a EAD estão previstas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação . o que é a Educação a Distância? Que tal construir sua própria definição? Página 4 Vemos. Keegan Na sua opinião. Autoriza as instituições de Ensino Superior a introduzir nos cursos reconhecidos a oferta de 20% das disciplinas na modalidade semipresencial. Garantindo.“O ensino a distância é o tipo de método de instrução em que as condutas docentes acontecem à parte das discentes.773/2006. de 10/12/2004. as diretrizes para a elaboração. O capítulo V desse decreto se dirige a cursos de pós. 4.

o primeiro registro de EAD se deu em 1923. foram criadas as TVs Educativas pelo Poder Público. oferecendo aos alunos desse grau de formação o acesso ao conhecimento em diferentes instituições e organizações. no UNIVIR do RJ e na Univ. nos Estados Unidos. página 6 Dez anos depois. sob a responsabilidade do prof. ofereceu o curso Madureza Ginasial. Na década de 80. houve uso intensivo de teleconferência (cursos via satélite) em programas de capacitação a distância. com recurso da mídia impressa. o Instituto Universal Brasileiro capacitou profissionais de diferentes áreas. Ricesu e Univir. que consolida informações sobre eventos. via telecursos. em 1990. uma série de programas de TV para professores em serviço. apresenta um código de ética para as instituições que oferecem a modalidade e publica artigos de seus consultores sobre temas relacionados à EAD. Caleb Philips. indicando que a televisão teria uma penetração grande na formação da sociedade brasileira. e também o curso de Moral e Civismo. está presente em todas as unidades federativas. fazer uma breve viagem através da sua história. em parceria com o MEC. cursos supletivos foram oferecidos. Página 5 Breve histórico da Educação a Distância Você sabe quando surgiu a EAD? Embora pareça recente no ambiente educativo no Brasil. O primeiro registro da EAD que se tem notícia foi através de um anúncio no jornal Gazeta de Boston. através do oferecimento do Programa de Aperfeiçoamento do Magistério a distância.suas produções textuais. Em 1965. naquela década. a Universidade Católica de Brasília criou o Centro de Educação a . houve utilização da Internet nas Instituições de Ensino Superior. Isso serviu para complementar a modalidade presencial. com programas de 15 minutos. por meio da mídia impressa. que publicou uma propaganda de curso de Taquigrafia por correspondência. Conhecemos algumas concepções de EAD e a legislação que lhe dá suporte. Em 1970. de SP. Nessa década. em 1728. desde o século XVIII. Fato que também ocorreu na UFSC. houve oferta de programas emergenciais para formação de exercício do magistério de primeiro e segundo graus. Em 1980 foi criada a Associação Brasileira de Tecnologia Educacional. Em 1995. Federal de SP que apresentou cursos nas áreas de Biologia Molecular e Genética nos cursos regulares de Graduação na área de saúde. com aulas de várias disciplinas escolares. A Fundação Roquete Pinto promoveu. foram criados os consórcios de instituições que ofereciam cursos a distância: Unirede. Cederj. O projeto Minerva. Na década de 40. Vamos. no mundo há registros de iniciativas de Educação a Distância. por fundações sem fins lucrativos. Já no Brasil. Foi criada a Associação Brasileira de Educação a Distância. agora. e Federal de Pernambuco favoreceram o acesso a conteúdos virtuais para alunos dos cursos regulares de graduação. nos níveis elementar e médio. Nesse mesmo ano. por iniciativa da Rádio Roquete Pinto no ensino de cidadania aos ouvintes. as universidades Anhembi Morumbi. Em 1995.

Registrou-se um aumento de 473%.Educação a Distância Online . havia 29 cursos autorizados pelo MEC.682 5. 321 outros cursos foram autorizados. um ano depois. Vianney. segundo o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância da ABED.642 207.359 40. Assista ao vídeo: "Tutoria de EAD .elearning página 7 Gráfico apresentado pelo prof. Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Cursos 10 16 46 52 107 189 349 Matrículas 1. Em 1999.911 59.206 .714 49. Em 2005. Em 2003. sobre a evolução da EAD no Ensino Superior do Brasil em relação a cursos e matrículas. Alguns dados podem confirmar o envolvimento das instituições na EAD. foi formalizado o credenciamento oficial de instituições universitárias para atuar em EAD.Distância. houve 56 novos cursos e. Essa legitimação abriu definitivamente o espaço para a modalidade no Ensino Superior brasileiro.611 114. um milhão e trezentas mil pessoas estudaram a distância no Brasil. em 2004.

De acordo com Silva (2003:11). a nossa experiência nacional: foi criada a Universidade Aberta do Brasil em parceria com MEC. foram atendidos 10 mil alunos. o rádio e a TV. leia a entrevista do professor Moran. Os calendários apresentam o cronograma para entrega de atividades. cabendo aos alunos a organização e arquivo desses materiais. isto é.” Leitura complementar. com 87 pólos em 17 estados. a partir desse momento iremos caracterizar essa modalidade de ensino-aprendizagem de maneira que você possa compreender como ela se operacionaliza. Hoje 1% dos estudantes universitários. atitudes. de sociabilidade.). não mais no ensino. cresce a demanda pela EAD on-line. como o material impresso. Ciberespaço é a denominação dada a esse novo espaço virtual de comunicação.. isto é. de informação. modalidade educacional que utiliza as tecnologias digitais. de conhecimento e de Educação. utiliza a EaD. página 8 Educação on-line Dentre os diversos meios utilizados na Educação a Distância. como novo modo de produção. inglesa. Vinte e cinco universidades estiveram envolvidas. mas na informação digitalizada como nova infra-estrutura básica. O foco está na aprendizagem. Os conteúdos passaram a ficar expostos. Para aprofundamento. A revolução no ensino alcançou um patamar imprevisível de adesão. práticas. para a pesquisa e para a exercitação.” v demanda da Sociedade da Informação. “do novo contexto socioeconômico-tecnológico engendrado a partir do início da década de 1980. Surgiu em 1969. em Portugal surge a Universidade Aberta. Em 2006. Importante observar que a educação on-line obrigou professores e alunos a mudanças em seus desempenhos dentro do processo ensino-aprendizagem. modos de pensamento e valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço (. localizada em Lisboa. de organização. Até aqui você pôde apreciar o significado da EAD. Atualmente.. Em 1988. A Educação Corporativa também tem se beneficiado exponencialmente dessa modalidade na capacitação de seus funcionários em serviço. O tempo de dedicação ao estudo passa a ser administrado pelo próprio aluno. “do conjunto imbricado de técnicas.. em todo o globo. sendo do aluno a responsabilidade para o estudo. a pioneira foi a Open University. especialmente a Internet. das quais 18 federais e 7 estaduais. que ofereceu cursos de graduação e pós-graduação em diferentes áreas. enfim. atende um universo de 180 mil alunos. “As Múltiplas Formas de Aprender”. Dilvo Ristoff No caso das universidades abertas.Fonte: Censo 2006 – INEP Prof. em decorrência da necessidade de oferecer oportunidades a setores da população adulta que não teve acesso à educação formal em idade escolar. oferecendo o curso de Administração. a EAD on-line é: v exigência da cibercultura. sendo hoje considerada uma referência na área de EAD. Inicialmente. de acordo com a sua disponibilidade e maturidade . cuja característica geral não está mais na centralidade da produção fabril ou da mídia de massa..

Segundo pesquisas. Desenvolvimento da maturidade acadêmica. Vejamos alguns princípios da EAD on-line: ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü Disponibilidade de diferentes materiais instrucionais. até então. Isso tem sido enfatizado como uma das causas de alto grau de evasão em cursos a distância. por meio da qual aluno e professores trocam experiências. . ensinam-se mutuamente e trocam experiências profissionais e pessoais em profundidade. Ø Uso da comunicação bidirecional. os chats. Materiais que apresentam conteúdos devem ser auto-instrutivos. Ele passou a indicar caminhos. Promoção da democratização do saber. Indiscutivelmente a modalidade on-line proporciona aproximação entre os alunos de um curso. vamos elencar uma série de vantagens dessa modalidade de ensino: Ø Oportunidade de formação e capacitação para portadores de dificuldades de locomoção. por exemplo: os fóruns.acadêmica. juntos. Qual a sua opinião sobre associada a pouca autonomia do aluno? página 9 a causa da evasão estar Por meio da tecnologia foi possível aproximar o professor e o aluno. os seminários e conferências virtuais. O professor on-line também foi induzido a rever suas práticas docentes. acostumado a produzir a partir de cobranças do professor. Ø Favorece a educação continuada. como. a ser entrevistado e a entrevistar. interatividade entre agentes de ensino e aprendizagem. utilizando as diferentes estratégias de interação. uma vez armazenados no interior das plataformas de ensino. independente da presença do professor ou de um material impresso específico. Comunicação bidirecional. Ø O aluno percebe o respeito ao seu ritmo individual de aprendizagem e cria sua própria autonomia nos estudos. possibilitam o acesso do aluno a qualquer momento. já que a aprendizagem é centrada no aluno. os alunos constroem conhecimentos. Adquirindo um papel muito mais de facilitador do processo de aquisição de conhecimento do que de provedor de informações. A necessidade de constante atualização profissional e a facilidade de não-deslocamento para assistir aulas têm favorecido o oferecimento de cursos nessa modalidade de ensino. Ainda percebemos uma resistência a esse novo perfil de aluno. a produzir em co-autoria com seus alunos. Desenvolvimento da autonomia do aluno. Respeito à disponibilidade e ritmo de cada aluno. Aprendizagem compartilhada. favorece a atividade colaborativa. Facilidade de acesso aos conteúdos. Ø Economia em relação ao deslocamento do aluno até a sala de aula tradicional. Assistência constante da tutoria. Foram criados mecanismos para facilitar a comunicação bidirecional. em que. cerca de 40% dos alunos abandonam seus cursos nessa modalidade. Agora. Ø Os conteúdos. facilitando o intercâmbio de experiências.

página 10 Alguns opositores da modalidade a distância alegam que poucos encontros presenciais não permitem a exacerbação da afetividade entre os componentes dos cursos. Afirmamos. com o objetivo de melhoria constante dessa prática educativa. A qualidade está intrinsecamente ligada à colaboração. Palloff e Pratt (2004) afirmam que já é uma realidade a realização de cursos virtuais interativos de alta qualidade. também. Os elementos essenciais desses cursos envolvem aspectos relacionados à eficácia do aluno. cultural e social daqueles que podem contar com essa modalidade de ensinoaprendizagem. que a cada dia mais e mais estudos e pesquisas têm sido desenvolvidos nessa área. Quais as outras vantagens da educação on-line? Você consegue encontrar algumas desvantagens modalidade de ensino? para o uso dessa AUTOAVALIAÇÃO DA UNIDADE II DO MÓDULO I . à presença constante do facilitador e à formação de uma comunidade de aprendizagem Concluímos com a certeza de que não há como negar a imensa contribuição da EAD à inclusão acadêmica. Boa .Clique em "Avaliações" (lateral esquerda da página) e em "Autoavaliação da Unidade II do Módulo I". Outros afirmam que há necessidade de um rigoroso planejamento a longo prazo acerca das atividades pedagógicas nessa modalidade de ensino. desenho do curso. atuação do facilitador e suporte ao aluno.

não apenas. Ø Retroalimentar o sistema de avaliação que controla o processo ensino-aprendizagem Você teria outros significados para o papel do tutor? Que outros objetivos poderiam ser acrescentados? Página 2 Em todas essas instituições. web instrucionais. programadores visuais. O tutor na EAD representa a figura do mestre. Por exemplo.Tutor: Concepções e atribuições Unidade I – Tutor Concepções e atribuições Etimológica e originalmente a palavra tutor significava guia. web designers. o tutor assume mais ou menos as mesmas funções. Para Neder (2000) a tutoria exerce função de orientação acadêmica. o tutor estimula os alunos além de contribuir para o desenvolvimento da capacidade de organização das atividades acadêmicas e de auto-aprendizagem. Hoje é sinônimo de orientador acadêmico. Ao pesquisar diferentes percepções de tutoria pode-se perceber certa unidade na definição de objetivos da atividade. Ø Remediar as dificuldades acadêmicas dos alunos. O tutor faz parte de uma ampla equipe educativa composta por profissionais de informática. o que tutelava.sorte! Unidade I . ORIENTAR E APOIAR. A primeira delas é aquela em que o aluno e tutor dialogam em tempo real. ACOMPANHAR. especialistas de conteúdos e pedagogos. Na Universidade Aberta da Venezuela o tutor tem como objetivo: Ø Ajudar o estudante a fazer uso apropriado dos meios e estratégias instrucionais disponíveis no seu contexto particular de aprendizagem. Segundo Litwin (2001) o bom tutor deve promover a realização de atividades e apoiar sua resolução e. deve oferecer fontes de informação e levar o aluno a compreendê-las. mediador e assume o papel daqueles que se dedicam a acompanhar o processo de aprendizagem humana. defendendo-os.EAD. Uma compreensão profunda do aluno só se concretiza quando o tutor segue as ações de GUIAR. A comunicação entre tutoria e corpo discente se faz em duas modalidades: síncronas e assíncronas. indicar a resposta correta. aquele que protegia. com ampla experiência em Educação a Distância . chat/sala virtual ou . auxiliando-os e encaminhando-os à certificação. orientador de trilhas. via-telefone. Essa equipe tem um trabalho mais de suporte enquanto que o tutor deve assumir o papel de “representante legal” dos alunos. facilitador. na Open University Inglesa são estes os objetivos da tutoria: Ø Assegurar que o estudante compreenda as idéias e argumentos apresentados nas unidades e programas de curso. como se pôde perceber. pois durante o processo de acompanhamento.

trata-se de fazer aprender.. fora do horário comercial. pois caso contrário ele poderá contribuir para a desmotivação do aluno e conseqüente evasão do curso. Leitura complementar. Unidade I página 3 O tutor deve estar atento a duas dimensões no seu desempenho profissional. na gestão e na regulação das situações de aprendizagem. a aceitação do repúdio. com os colegas e consigo próprio. Vamos verificar. Conhecemos algumas concepções e atribuições que devem ser desenvolvidas pela tutoria em cursos a distância. interesses e necessidades. o uso do correio eletrônico. Isto poderá incluir atividades em feriados. na espreita de uma réplica que precisará ser acolhida pelo interlocutor com todo o esmero com que foi expressa. Unidade I página 4 Perfil do Tutor . na interação com a tutoria. estilos de aprendizagem. Enganam-se os que pretendem dialogar apenas falando e ouvindo.. alunos com diferentes aptidões. Caso o tutor não se sinta seguro para orientar o aluno ele precisa pesquisar a informação de modo a não criar um espaço de tempo muito grande entre a dúvida e a resposta. Caso tenha interesse. etc. No diálogo estão previstas as críticas. mesmo estando distante fisicamente. o questionamento. leia o texto complementar "Mudanças profundas e contraditórias". concentrando-se na criação. O diálogo é uma troca de idéias respeitosa e permissiva à inclusão delas. uma vez que os alunos têm a liberdade de fazer os cursos dentro do seu tempo livre. A tutoria assíncrona é a que prevê um espaço de tempo entre os interlocutores.videoconferência. Para Peters (2001) a conversação é o caminho para a elaboração do conhecimento e o compromisso com esse deve ser a tônica de todo o tipo de diálogo. domingos. qual o perfil desejável para o exercício dessa atividade educativa. os acréscimos. Uma das melhores observações acerca da importância do papel do tutor em um ambiente de ensino virtual foi a de Perrenoud (2000) quando diz: “Mais do que ensinar. O bom tutor precisa dominar do planejamento à avaliação perpassando o acompanhamento de alunos diversos. O aluno aprende a se auto-avaliar e compreender seus pontos fracos e fortes na aquisição de novos conhecimentos. por exemplo. a reflexão e o esclarecimento da dúvida. A conversação no ensino se concretiza pelo conteúdo expresso em um material didático baseado no diálogo. fórum ou correspondência. do professor Moran. a saber: Em relação ao tempo – ele deverá ter a habilidade de aproveitar a disponibilidade do aluno. Em relação ao aluno virtual – quando tem uma dúvida ele precisa sentir segurança no tutor. adiante. O diálogo prevê o uso de uma argumentação objetiva. O tutor tem muitas responsabilidades no desempenho de suas atividades. em tom de defesa de um posicionamento.” O construtivismo pedagógico parte do pressuposto que só ensina quem se permite aprender.

desde o início de um curso ou de uma disciplina na EAD. até então. mas pelo prazer de aceitar esses desafios. o tutor precisa demonstrar que está acompanhando a entrega dos trabalhos avaliativos. já que pode assumir diferentes perfis: 1234567Como estimulador de participação Estimulador da participação Avaliador da aprendizagem Controlador da entrega de tarefas Orientador acadêmico Mediador do conhecimento Facilitador das relações interpessoais Reforçador de talento . Alguns alunos se tornam autônomos com mais rapidez que outros. Como controlador das tarefas de um curso virtual. no caso dele perceber o não-domínio do aluno em áreas básicas e substantivas à construção do conhecimento. indicar fontes de pesquisa. Ele deverá apresentar a relevância do estudo dos conteúdos do curso. não somente por obrigação. as competências que serão observadas e os pesos de cada tarefa.O tutor na modalidade a distância precisa ser multitalentoso. Agindo assim. testes eletrônicos. que estão sendo pouco utilizadas na modalidade virtual. Como facilitador das relações interpessoais. podemos indicar alguns procedimentos: estímulo à tomada de decisões. a atuação do tutor não se restringe a indicar fontes de consulta e aprofundamento de estudo em determinada área temática. para sugerir recomendações ou solicitar que uma tarefa seja refeita o tutor vai adquirindo ao longo de sua experiência como orientador da aprendizagem. Eles resistem à exposição de posicionamentos nos fóruns e se essa resistência não for contornada pode levar o aluno à evasão. Partimos da premissa que o orientador acadêmico é aquele que problematiza um tema e induz à busca do pronunciamento pessoal do aluno. o tutor tem como função apresentar os critérios de validação do desempenho do aluno. Como orientador acadêmico. o aluno ficará convencido de que o esforço vai gerar benefícios e o diferencial para ele no mercado de trabalho. Costumamos sugerir que o material instrumental e complementar esteja acessível ao aluno desde a apresentação do curso. Embora haja um certo padrão nas atividades avaliativas como: fóruns. assim. por vezes o tutor se depara com alunos que não se adaptam com facilidade à nova modalidade de ensino. provocação de criação de alternativas para problemas. cabe ao tutor a tarefa de sugerir recomendações. mas também será importante apresentar desafios nessas tarefas de forma que o aluno cumpra. fazer observações acerca do uso adequado da linguagem padrão e da produção textual seja nos fóruns públicos ou nos trabalhos individualizados. Como avaliador da aprendizagem. O aluno precisa se perceber como co-autor do processo de aquisição de conhecimento. O tutor pode sugerir avaliações diversificadas. deixando para o tutor apenas a função de seu coadjuvante. há outras estratégias que vamos estudar mais adiante. O aluno. o tutor precisa administrar os conflitos que possam surgir .Unidad I página 5 Como mediador do conhecimento . estímulo à pesquisa individual e organização de agenda de estudo. Alguns alunos não desenvolveram. está ancorada por teorias e que ele é capaz de propor e aplicar um conhecimento na solução de situações vivenciais. Para esse tipo de problema que a tutoria enfrenta. A sensibilidade para propor ou impor limites. Importante observar que o que mais representa significado para um aluno é perceber que a sua argumentação é sólida. o hábito do estudo independente. indução à criatividade. estudos de caso e provas presenciais. se torna mais seguro e preparado para as atividades que serão mensuradas.

. que está contido no livro de Marco Silva. Conhecimento e prática da informática. A partir do conhecimento desses domínios o tutor terá mais clareza ao elogiar o desempenho de um aluno e. Competências técnicas: Domínio do idioma nacional falado e escrito. que se encontra nas referências deste módulo. planejamento e avaliação pedagógica. · Orientação sobre a análise de uma realidade a partir de múltiplas perspectivas de reflexão. Concepção de comunicação como a circulação de saber entre os agentes educativos (professores e alunos). Será ele que indicará os itens necessários ao estabelecimento de um clima propício para o intercâmbio ético e a troca de vivências harmônicas. Domínio de uma base conceitual sobre a sua prática. O tutor precisa sempre contribuir para o fortalecimento das comunidades de aprendizagem. Concepção da aprendizagem humana como troca de experiências entre pessoas com diferentes pré-requisitos de conteúdo. de forma a possibilitar a exacerbação de talentos. gravação e transporte de documentos. o tutor precisa conhecer o perfil psico-pedagógico de seus alunos. Domínio de diferentes mídias e das Tecnologias de Informação e Comunicação. o ambiente de trabalho.por ocasião dos debates e confrontos de posicionamentos. Sobre este tema. produção de textos. valores educativos e suas raízes histórico-filosóficas. Organização. a partir da necessidade do trabalho em equipe. dos projetos interativos e das tarefas colaborativas. A informalidade gera aproximações e estas podem se tornar fundamentais para o desenvolvimento do processo colaborativo na EAD. Domínio do processo de desenvolvimento de pessoas. arquivos. Como reforçador de talentos. os objetivos da instituição. O saber conviver é valorizado no mercado de trabalho hoje. apresentando a plataforma virtual. apreciando o que poderá esperar de cada aluno e exigir o máximo de expressão potencial de deles. do planejamento cooperativo. Análise de experiências significativas para os alunos. de habilidades e destrezas. pois o ser humano se move por meio dos estímulos positivos que desencadeiam a segurança pessoal e elevam o seu autoconceito positivo. premissas. O tutor pode criar salas de bate-papo informal como estratégia de interação. os princípios da organização dos conteúdos. o perfil do público-alvo e a necessária dedicação horária. reforçar sua auto-estima. Quais competências são imprescindíveis para um tutor? Unidade I página 6 Competências De maneira a desenvolver a competência na tutoria algumas instituições educativas propõem treinamento a seus tutores antes do desempenho das funções. conseqüentemente. Vamos listar algumas competências imprescindíveis a um tutor que acabam favorecendo um perfil ideal de tutoria. os recursos disponíveis. indicamos a leitura do artigo da prof. Para desempenhar tantas atividades é necessária a aquisição de determinadas competências. gráficos. “Monitoria online em EAD – o caso LED/UFSC”. Carolina Paz. Palloff (2002) indica o uso de ambientes informais para o estreitamento das relações. isto é. O progresso dos alunos também merece destaque e elogio. Domínio das finalidades. pesquisa e planilhas de Excel. Competências pessoais: Comunicabilidade. necessidades e potencialidades. É necessário criar mecanismos onde os alunos possam expor os seus interesses.

enfatizamos as palavras de Pierre Levy (2002) “(.. o tutor desempenha importante função no desenvolvimento da aprendizagem dos alunos.Clique em "Avaliações" (lateral esquerda da página) e em "Autoavaliação da unidade I do Módulo II".Aluno Caracterização Um projeto de educação a distância de qualidade deve ser inteiramente centrado no aluno. Como educadores precisamos fazer as seguintes indagações: Quem são os nossos .Aluno: Caracterização Unidade 2 . Seus diversos perfis demonstram a complexidade de sua atuação pedagógica. Crença na dinâmica humana em seus aspectos educacional e interpessoal.. AUTOAVALIAÇÃO DA UNIDADE I DO MÓDULO II . A distinção fundamental entre o professor tradicional e o tutor contemporâneo é que o primeiro ensinava conteúdos novos e o segundo ensina o aluno a adquirir conhecimento." Ao final dessa unidade. valorizando o trabalho da parceria cognitiva (. Boa sorte! Unidade II . interpretações alternativas. indicar aprofundamentos e para fazer comentários que levem ao aprimoramento de competências profissionais. Unidade I página 7 Para finalizar. Clareza na expressão verbal (oral ou escrita). Informalidade na construção de relações amistosas. como você pode perceber. Leitura complementar. em diferentes culturas.) o professor hoje é aquele que imprime a direção que leva à apropriação do conhecimento. sendo necessário o aperfeiçoamento de competências técnicas e pessoais para a efetivação de um trabalho educacional de qualidade. Facilidade para elogiar e reforçar interpretações inovadoras e alcances dos alunos.Empatia (transportar-se para o universo do outro). que se dá na interação. "Leia a entrevista" do professor Wilson Azevedo sobre a capacitação de educadores para atuarem como animadores da inteligência coletiva em comunidades virtuais... Iniciativa para oferecer respostas rápidas..)”.. Facilidade para sugerir revisões.

Saber trabalhar com os outros. Dilvo Ristoff Unidade II página 2 Outros estudos revelam que o perfil do aluno da EAD está relacionado à categoria de curso que realiza. Acatar os padrões mínimos exigidos pelo curso. Possuir mente aberta para compartilhar experiências pessoais. publicadas pelo Illinois Online NetworK. Estar disposto a dedicar uma quantidade significativa de tempo aos estudos. profissionais e educacionais e aplicá-las em suas vidas. Ter capacidade de solucionar problemas quando aparecerem (ausências. Saber se expressar por meio da escrita. Saber gerenciar o seu tempo.alunos? De que eles precisam? Portanto. Ser automotivado e autodisciplinado. que criam o perfil do aluno virtual de sucesso: Ter acesso e saber usar a tecnologia empregada no curso. Prof. suas motivações. Vianney apresentou no Seminário Internacional Educação no Século XXI gráfico que mostra o perfil sócio-econômico dos alunos de EAD no Ensino Superior do Brasil. PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO DE ALUNOS Critérios Percentual de alunos casados Alunos com 2 ou mais filhos Cor da pele branca Renda familiar até 3 salários mínimos Renda familiar acima de 10 salários mínimos Trabalha e ajuda a sustentar a família É a principal renda da família Pai com Ensino Médio ou Superior Mãe com Ensino Médio ou Superior 39 23 18 24 19 7 51 54 EAD 52 44 49 43 13 Presencial 19 11 68 26 25 Fonte: Censo 2006 – INEP. torna-se indispensável conhecer seu perfil. frustrações). seus interesses e seus estilos de aprendizagem. O prof. Geralmente. Palloff e Pratt (2004) reproduziram uma lista de qualidades. . Ser ou passar a ser pessoa que pensa criticamente Desenvolver capacidade de reflexo e acreditar que a aprendizagem de alta qualidade pode ser alcançada com o ensino a distância. em cursos abertos nos quais o aluno tem como objetivo atualizar e aprimorar seus conhecimentos em busca de melhores oportunidades no mercado de trabalho. o aluno tem mais idade e maturidade.

v aprendem melhor experimentalmente. ü Desejo de trabalhar colaborativamente. Não basta apenas desenvolver determinadas competências para se ter sucesso no ambiente virtual. de autoria de Malcolm Knowles (1980). ü Dedicação de um determinado número de horas ao estudo. Princípios da Andragogia. principalmente na educação a distância. ü Flexibilidade para seguir com o grupo. os alunos de cursos on-line precisam assumir algumas responsabilidades: ü Abertura para se mostrar. ü Manutenção das atividades em dia. v Processo de aprendizado. v Competências metacognitivas. ü Integração nas discussões e em outras atividades de aprendizagem. v concebem a aprendizagem como resolução de problemas. v Reações assíncronas. É importante que se crie um ambiente de ensino onde o aluno tenha autonomia para caminhar na construção de seus conhecimentos. estão trazendo maiores contribuições no trabalho com alunos adultos. ü Prontidão para dar e receber feedback . v aprendem melhor quando o tópico possui valor imediato. Unidade II página 4 Fundamentos da Andragogia O público-alvo adulto que compõe a EAD traz consigo uma bagagem de conhecimentos e experiências relevantes para o seu processo de aprendizagem. v Feedback virtual. v Auto-suficiência. você se encaixa nesse perfil? Que outras competências. v Comunicação virtual. v Autoconfiança.Como aluno de um curso na modalidade a distância. v Auto-avaliação. aplique suas experiências apreendidas e assim sinta-se motivado para a aprendizagem. . enumera as competências necessárias para um aluno bem-sucedido no ambiente de e-Learning: v Autoconhecimento. Os adultos: v necessitam de saber o motivo pelo qual devem realizar certas aprendizagens. v Competências de colaboração. habilidades e atitudes você considera necessário desenvolver? Unidade II página 3 Publicação de Birch (2002) no e-Learning Brasil News.

Informações adicionais. que ele entendeu seu significado e a adotou como a mais adequada para expressar a "arte e ciência de ajudar adultos a aprenderem". em outras palavras. Foi então. os assuntos devem ser discutidos e vivenciados. O processo de aprendizagem implica a aquisição incondicional e total desses três elementos. significa comunicar-se. suas crenças. v A práxis educacional do adulto é baseada na reflexão e ação. tanto para reforçar influenciar as atitudes dos outros. o ambiente de aprendizagem com pessoas adultas é permeado de liberdade e incentivo para cada indivíduo falar de suas experiências. v O processo de aprendizagem do adulto se desenvolve na seguinte ordem: Sensibilização (motivação) – Pesquisa (estudo) – Discussão (esclarecimento) – Experimentação (prática) – Conclusão (convergência) – Compartilhamento (sedimentação). num clima de liberdade e pró-ação. opiniões. quanto de ouvir. idéias. que. Malcolm Knowles conta que desde 1950 tentou formular a Teoria de Aprendizagem de Adultos. Portanto. Oliveira (1999) sistematiza 14 princípios norteadores da Andragogia: v O adulto é dotado de consciência crítica e consciência ingênua. Por isso numa conversa. os aprendizes adultos devem ser estimulados a desenvolver sua habilidade tanto de falar. quando participava de um Workshop de Verão na Universidade de Boston teve contato com a palavra Andragogia. no entanto só em 1960.. Em seu livro “The Adult Learner:Neglected Species”. para que não se caia no erro do aprendiz tornar-se verbalista – que sabe refletir. Portanto.. Unidade II página 5 v A negociação com o adulto sobre seu interesse em participar de uma atividade de aprendizagem é chave para sua motivação. v Compartilhar experiências é fundamental para o adulto. v O foco das atividades educacionais de adulto é na aprendizagem e jamais no ensino. v O adulto é o agente de sua aprendizagem e por isso é ele quem deve decidir sobre o que aprender. v O diálogo é a essência do relacionamento educacional entre adultos. v O adulto é responsável pelo processo de comunicação. ele deve tomar a iniciativa para o esclarecimento. como para v A relação educacional de adulto é baseada na interação entre facilitador e aprendiz. v A motivação do adulto para a aprendizagem está diretamente relacionada às chances que ele tem de partilhar com sua história de vida. compreensão e conclusões. quando alguém não entende algum aspecto exposto. onde ambos aprendem entre si. mas não é . Sua postura pró-ativa ou reativa tem direta relação com seu tipo de consciência predominante. v Aprender significa adquirir: Conhecimento – Habilidade – Atitude (CHA). quer seja ele o emissor ou o receptor da mensagem. conseqüentemente.

a finalidade de obter êxito e progredir em termos escolares A aprendizagem é encarada como um processo de Orientação da Aprendizagem conhecimento sobre um determinado tema. é a experiência do professor . com isso. Isto significa que é dominante a lógica centrada nos conteúdos. Os adultos estão dispostos a iniciar um processo de aprendizagem desde que compreendam a sua utilidade para melhor afrontar problemas reais da sua vida pessoal e profissional.. Nos adultos a aprendizagem é orientada para a resolução de problemas e tarefas com que se confrontam na sua vida quotidiana (o que desaconselha uma lógica centrada nos conteúdos) Os adultos são sensíveis a estímulos da natureza externa (notas.). escrito pelas professoras Maria José Carvas Pedro e Maria de Fátima Abud Olivieri . vO professor tradicional prejudica o desenvolvimento do adulto. ou seja. sem antes refletir nos prós e contras. Leia o texto “Gestão de Pessoas na Educação”.capaz de colocar em prática. . Leitura complementar. etc. reforçando. Em numerosas situações de formação. MODELO ANDRAGÓGICO Os adultos são portadores de uma experiência que os distingue das crianças e dos jovens. Unidade II página 6 Goecks (2003) apresenta um quadro comparativo entre a Pedagogia e a Andragogia. ao colocá-lo num plano inferior de dependência. e não nos problemas A motivação para a Motivação aprendizagem é fundamentalmente resultado de estímulos externos ao sujeito. seu indesejável comportamento reativo próprio da fase infantil. mas são os fatores de ordem interna que Papel da Experiência A disposição para aprender aquilo que o professor ensina tem como fundamento critérios e Vontade de aprender objetivos internos à lógica escolar. ou ativista – que se apressa a executar. PREMISSAS MODELO PEDAGÓGICO A experiência daquele que aprende é considerada de pouca utilidade. O que é importante. pelo contrário. são os próprios adultos com a sua experiência que constituem o recurso mais rico para as suas próprias aprendizagens.. v A experiência é o livro do aprendiz adulto.

Ø Interpessoal: habilidade para entender o outro Ø Intrapessoal: habilidade para entender a si mesmo. auto-estima. Apresentam. qualidade de vida. é importante compreender os modos pelos quais os educandos pensam e aprendem. Modelos de processamento de informação – como a informação é recebida e processada. Modelos de interação social – questões de gênero e contexto social. Ø Espacial/Visual: sensiblidade à forma. espaço.como é o caso das classificações escolares e das apreciações do professor motivam o adulto para a aprendizagem (satisfação. categoriza os estilos de aprendizagem em oito diferentes tipos: Ø Verbal/Lingüística: habilidade no uso da linguagem oral ou escrita. etc. Gardner (1983). a estrutura e as relações de aprendizagem afetam a percepção. Ø Corporal/cinestética: habilidade para expressar idéias e sentimentos com o corpo. § Modelos de preferência instrucional e ambiental – como o som. Unidade II página 7 Estilos de Aprendizagem Muitas teorias têm sido desenvolvidas nos campos da Educação e da Psicologia para explicar como as pessoas pensam e aprendem. Ø Musical: sensiblidade ao ritmo.) Além de conhecer os princípios que norteiam a aprendizagem do aluno adulto. Palloff e Pratt (2004) apresentam quatro categorizações ou modelos desenvolvidos por Claxton e Murrell sobre os estilos de aprendizagem: § § § Modelos de personalidade – características da personalidade dando forma à nossa orientação no mundo. Unidade II página 8 ESTILOS TÉCNICAS . Ø Lógica-Matemática: capacidade de raciocínio e de uso de números. Ø Naturalística: capacidade de reconhecer. categorizar e descrever certas características da natureza. técnicas instrucionais relativas a cada estilo de aprendizagem. a luz. ao tom e à melodia. ainda. cor. que podem ser utilizadas na EAD. com a teoria das inteligências múltiplias.

Estudos de caso. Materiais escritos: livros-textos e recursos da internet. De que forma os alunos podem desenvolver atividades colaborativas em ambientes on-line? . No intuito de promover aquisição de conhecimentos. vídeos. que na Sociedade do Conhecimento é papel do professor educar o aluno para a autonomia. PowerPoint. trabalhar de forma colaborativa. Atividades colaborativas e em grupo. na atualidade. Smyser (1993) apresenta o conceito de aprendizagem colaborativa como a aquisição de conhecimento que se dá no momento em que os alunos participam ativamente no processo de aprendizagem. Simulações. Recursos gráficos da Internet. Estudos de caso. mapas. para que aprenda em grupo a compartilhar idéias. realizar pesquisas em conjunto (MORAN. conseqüentemente. como parceiros entre si e com o professor. Como estimular a aprendizagem colaborativa entre alunos no ambiente virtual? Unidade II página 9 Aprendizagem colaborativa Vimos no Módulo I. Sumário. utilizando as mais diversas ferramentas e técnicas instrucionais. As novas tecnologias fornecem ferramentas que ajudam o ensinar e o aprender compartilhados. facilita o processo de aprendizagem promovendo a construção e produção de conhecimentos. 2006). Na companhia do outro aprendo a compartilhar. Laboratórios virtuais. afirma Vygotsky (1991). Audioconferência. Atividades colaborativas. Cooperação e autonomia devem caminhar juntas. os cursos ou disciplinas on-line devem atender os diversos estilos de aprendizagem dos alunos. verificamos que o espaço virtual proporciona um ambiente propício à interação e colaboração entre alunos e professores e. Aprendizagem baseada em problemas. aprendo e ensino ao mesmo tempo. e também. resultado da ação coletiva e da sinergia de competências. Laboratórios virtuais. Atividades colaborativas e de grupo. Fórum de discussões. Fórum de discussões. torna-se imprescindível. Estudos de caso. Pesquisa de campo. Meirinhos e Osório (2006) complementam o conceito ao afirmarem que a colaboração estabelece relações humanas e apresenta-se como um processo facilitador para a criação de comunidades e como um meio de partilha e construção de conhecimento dentro dessa comunidade. participar de projetos em parceria. educar para a cooperação. Conceitos abstratos. Levando-se em consideração essas abordagens. diagramas e gráficos.Visual-verbal Visual não-verbal ou visual-espacial Auditivo-verbal ou verbal-lingüístico Tátil-cinestésico ou corporal-cinestésico Lógico-matemático Interpessoal-relacional Intrapessoal-relacional PowerPoint ou Whiteboard. A partir daí sou capaz de agir de forma autônoma e emancipada. Videoconferência. Arquivos de áudio em streaming. Apresentação e discussão de projetos. para que encontre o seu próprio ritmo de aprendizagem. Além disso. Simulações.

Para Palloff e Pratt (2005). por sua vez. A atividade colaborativa pode desenvolver o sentimento de comunidade que. nas comunidades on-line. Assista ao vídeo: "Tutor on-line " Unidade II página 10 As atividades colaborativas podem ser: ü ü Convergentes – quando buscam o consenso no grupo. Divergentes – quando permitem diferentes posicionamentos e concepções. há um relacionamento cíclico entre colaboração e construção e evolução da comunidade. Cientes da importância de se estimular a aprendizagem colaborativa. pode criar condições favoráveis à colaboração. os tutores devem procurar utilizar instrumentos de construção coletiva de conhecimento e promover atividades que envolvam a cooperação e .

sob a supervisão de um tutor. apud NOVA. Os alunos podem aprender de forma colaborativa desde que sejam: v Criadas condições para que os alunos se familiarizem a trabalhar de forma cooperativa. v Oferecidas fontes de pesquisa diferenciadas.Estratégias de ensino e aprendizagem on-line Unidade 1 . v Devolvidos para o grupo o processo de avaliação das tarefas e desempenho coletivo. você aprendeu sobre o que é esperado de um aluno participativo e como ele deve atuar num curso virtual. v Promovidas avaliações periódicas para sondar a percepção dos alunos no desdobramento das tarefas. Juntos. AUTOAVALIAÇÃO DA UNIDADE II DO MÓDULO II . de forma que a colaboração se faça presente.Clique em "Avaliações" (lateral esquerda da página) e em "Autoavaliação da unidade II do Módulo II". v Criadas normas de procedimentos para tarefas colaborativas. a virtual e semipresencial ou bimodal. a distância ou bimodal – toda a aprendizagem é mediada por instrumentos e signos e o papel do mediador é fundamental para o desenvolvimento de novas funções cognitivas. v Formados grupos não demasiadamente heterogêneos para evitar o distanciamento entre os alunos. Vimos ainda que os alunos apresentam diferentes formas de aquisição de conhecimentos e o tutor. “E ainda. os alunos de um curso podem formar uma comunidade para troca de conhecimentos e vivências. 2002:63) . sociais e afetivas”.participação efetiva dos alunos.Estratégias de ensino e aprendizagem on-line Modelos de tutoria A literatura nos apresenta três modalidades de tutoria: a presencial. (VIGOTSKY. atento a isso. v Solicitados relatórios periódicos. Boa sorte! Unidade I . v Divididas as responsabilidades no grupo. v Criadas normas de procedimentos para tarefas colaborativas. ALVES. v Propostas de ativades que apresentem desafios para o enfrentamento de situações reais. v Definido cronograma com o grupo. independentemente dos ambientes de aprendizagem – presencial. Você já utilizou ferramentas em ambientes on-line para trabalhos colaborativos? Qual foi a sua percepção? Houve uma maior aprendizagem com a troca de conhecimentos entre os colegas? Nesta unidade. pode construir estratégias para facilitar o desenvolvimento e aprendizagem desses.

Dinamizam as relações entre os alunos. Se você vivenciou alguma experiência em EAD. já que não será possível conquistar a confiança e familiaridade com os alunos pessoalmente. 20% das disciplinas de cursos de graduação reconhecidos. que regulamenta o artigo 80 da LDB 9394/96 Caso tenha interesse em conhecer a íntegra do Decreto nº 2494. autorizou as instituições de ensino superior a ofertarem. de 1998. módulos ou unidades de ensinoaprendizagem centrados na auto-aprendizagem e com a mediação de recursos didáticos organizados em diferentes suportes de informação que utilizem tecnologias de comunicação remota. qual desses tipos de tutoria foi adotado no curso? Você se sentiu plenamente atendido? A atuação da tutoria foi importante para a sua aprendizagem? Unidade I página 3 .Considera-se tutoria presencial o momento de contato do aluno diretamente com o seu tutor para dirimir dúvidas e demais orientações acerca de um determinado projeto educacional. caracteriza-se a modalidade semipresencial como quaisquer atividades didáticas. de 1998. de dezembro de 2004. Tutores centrais – são aqueles que trabalham alinhados com os valores institucionais. Isto significa que um quinto das grades curriculares poderá ser oferecida na modalidade on-line. se caracteriza pelo atendimento virtual e presencial. também chamada de bimodal. A tutoria semipresencial. uma exigência do MEC. cidades ou municípios. poderá haver diferentes tipos de tutores: Tutores locais ou regionais – atendem nos pólos espalhados por diferentes estados. dos locais onde se encontram os conteúdos temáticos. Unidade I página 2 Dependendo do projeto de curso adotado pela instituição que promove a EAD. elaboram e corrigem as atividades avaliativas. Esta tutoria deverá ser esmerada. 1º § 1º Para fins desta Portaria. há um encontro de apresentação da metodologia. A tutoria virtual tem sido utilizada em cursos a distância para capacitação e alinhamento profissional nas organizações que estão distribuídas em diferentes localidades. tiram as dúvidas e fazem o acompanhamento totalmente a distância. Conforme vimos na Unidade 2. Tutores virtuais – são os professores que orientam os alunos. Eles tanto podem estar disponíveis totalmente a distância como podem aparecer em determinados pólos nos encontros presenciais agendados. a partir do Decreto nº 2494. No final da disciplina os alunos novamente comparecem para a prova presencial.059. além de sanar as dúvidas dos alunos. na modalidade a distância. Os encontros presenciais são utilizados para a dinamização do conteúdo e das relações interpessoais. respondem dúvidas de conteúdos e participam de chats com os alunos. participam das capacitações dos demais tutores locais e mantêm com toda a rede tutorial um contato estreito de forma a manter o padrão da prática pedagógica estabelecida nos projetos de curso. Tutores especialistas em determinados temas – atualizam o material didático. Art. participam dos encontros presenciais e mantêm contacto direto com outros tutores do sistema central dos cursos. Clique aqui. indicam definição de termos. dos critérios de avaliação e das tarefas que serão mensuradas. no início. Geralmente. alternadamente. da ferramenta virtual a ser utilizada. a Portaria Ministerial nº 4.

O aluno vivenciado neste paradigma se torna consciente de seu papel construtor da História de sua comunidade e de seu país.. de modo que o aluno possa construir seu próprio conhecimento. Vamos nos deter um pouco nesse último fator. a selecionar. a cognição.” Kamii e Devries. o pensamento. com a finalidade de formular a pergunta precisa. compreende um fato. especialistas. o construtivismo centra a sua ação no aluno. Quais são os pressupostos do construtivismo? Ø A teoria deve ser apresentada simultaneamente com a prática. Essa teoria tem servido de ancoragem para a estruturação de cursos on-line. a linguagem. coordenadores. então. monitores). 1991. A motivação é o impulso que move as nossas ações. cooperação. o afeto. para essa teoria. O construtivismo se preocupa com a maneira como nasce e se desenvolve o conhecimento no ser humano. Ø O ambiente pedagógico deve ser rico em instrumentos didáticos levando em conta os diversos estilos de aprendizagem. no momento exato.. A aprendizagem. O aluno estará. Ø A Educação deve promover a interação e a mutualidade entre as pessoas. A educação tradicional centrava a sua ação no professor. o nosso comportamento social. O que está por detrás da motivação humana? Você já observou que quando estamos interessados por algum . Unidade I página 4 Estratégias motivacionais e facilitadoras da interação Importante iniciarmos abordando que há fatores psicológicos importantes que favorecem o desenvolvimento do indivíduo: a emoção. É para ele que convergem as ações pedagógicas de toda uma comunidade educativa (professores. navegar pela historicidade até a compreensão dos novos rituais da contemporaneidade. Ele parte da premissa que a inteligência é uma habilidade adquirida.Construtivismo e linguagem dialógica O construtivismo se constitui numa tendência pedagógica contemporânea que se preocupa com o interacionismo entre o sujeito que aprende e o objeto de estudo. Ele parte da dialogicidade em que se baseiam os comportamentos portadores de autonomia. a criar. apto a criticar. Informações adicionais. só se realiza quando o aluno constrói um conhecimento. daí a necessidade de uma imersão em seus pressupostos e rituais. exercitada e visa transformar o sujeito até o ponto da auto-superação. acompanha uma experiência e aplica uma informação em seu universo relacional. relaciona suas causas e conseqüências. Ø O conhecimento deve gerar transformação na pessoa e no ambiente. isto é. O construtivismo é a integração do pensar (racionalismo) mais o fazer (empirismo). a fazer. a propor. Aprender aqui com o sentido de conhecer e compreender o mundo em que vivemos. “O trabalho do professor consiste em averiguar o que é que o aluno já sabe e como raciocina. O professor construtivista precisa se apresentar como um estimulador da participação do aluno e do envolvimento do aluno com o ato de aprender. liberdade e respeito pelo outro. diferente disto. a imaginação e a motivação.

As expectativas que os indivíduos carregam e a chance de serem alcançadas são proporcionais ao grau de satisfação destes no estudo e no trabalho. o homem interage com seu semelhante e a responsabilidade de um com o outro eclode. de Michael G. A intenção depende diretamente da percepção que o homem tem das coisas. Unidade I página 5 Ao longo das últimas décadas. As bases desta teoria estão em Maslow (1954). enquanto que a estrutura é uma medida de resposta de um programa às necessidades individuais do aluno. o respeito à diversidade." Alguns procedimentos são facilitadores da interação dos alunos em comunidades de aprendizagem: ü Criação de um ambiente confiável. ü Manutenção de um clima de respeito entre os componentes da comunidade. destaques e reconhecimento social. O diálogo está relacionado com a capacidade de comunicação entre o professor e o aluno. A teoria das intenções e expectativas explora a visão prospectiva do indivíduo sobre o resultado de determinada tarefa organizacional. sociais.tema. Essa teoria parte da premissa de que. Sem interação não é possível a comunicação entre os indivíduos. Os grupos devem manter um código de condutas e postagens virtuais. por meio de comissões. quando o indivíduo tem uma intenção. esta é capaz de mobilizar seu comportamento para a ação. como. ü Definição de um responsável por agregar as pessoas e conduzir o rumo das discussões. Interação indica aproximação de pessoas. somente o diálogo é capaz de aproximar e integrar em profundidade duas pessoas. de segurança. seja pelo espaço físico. Motta (1998) confirma quando diz que a melhor maneira de se manter um comportamento é pelo uso do reforço contínuo. acreditar nele e levá-lo ao término. Agora vamos tratar da interação. Daí a necessidade de o profissional docente ater-se ao projeto institucional. gratificações. focamos a nossa atenção neste objeto de aprendizagem? As teorias da motivação prevêem três vertentes no direcionamento do comportamento humano no trabalho: teoria das necessidades. seja pela sintonia em termos de interesse temático. o homem precisa traçar metas para viabilizar um projeto que se coloque como significativo para ele. "a distância transacional é uma função de duas variáveis: diálogo e estrutura. que analisa o homem como ser inacabado em busca de necessidades constantes: necessidades fisiológicas. teoria das intenções e expectativas e teoria dos estímulos externos ou aprendizado social. . Estímulos e reforços são elementos populares ao trabalho porque mobilizam as energias do trabalhador que passa a apresentar comportamentos na esperança de continuar a receber estes incentivos. Dentre elas temos a Teoria da Distância Transaccional. de estima e reputação e auto-realização. No diálogo. prêmios. A teoria das necessidades enfatiza as condições internas e externas do indivíduo como forma de direcionar o comportamento humano no trabalho. Um objetivo a ser concretizado é o primeiro passo para esta teoria. por exemplo. A teoria dos estímulos externos ou aprendizado social procura definir fatores ambientais que influenciam o comportamento do trabalhador. de formação acadêmica ou troca de experiências. Aqui. as teorias sobre Educação a Distância têm evoluido. no uso do vocabulário e imagens. onde as pessoas tenham informações sobre as demais e que estejam claros os objetivos destas pessoas ao participarem de uma comunidade. Moore "Clique aqui para ler" Segundo o autor.

1 . os alunos precisarão ter um conhecimento básico anterior para poderem utilizar essa estratégia. Poderá estar relacionado a fato real ou não. Existe também a possibilidade de se aceitar que os alunos descrevam situações reais que estão . uma instituição. Os professores levavam processos verdadeiros para serem debatidos em sala. Unidade I página 6 Vamos abordar agora alguns exemplos de estratégias pedagógicas de motivação e interação. análise documental e/ou pesquisa bibliográfica. A aprendizagem se dá por meio da discussão coletiva e da descoberta de alternativas de solução. O estudo de caso não deve ser confundido com o Método de caso que surgiu em 1908 na Universidade de Harward dentro do curso de Direito. que está relacionada ao ambiente do aluno. Esse método baseia-se numa experiência real vivida em determinada empresa e que envolve fatos. vinculada à prática ou ação profissional e depende de pré-requisitos. Economia. Como adotar o estudo de caso em cursos on-line? Essa atividade deverá ser realizada em grupo. Educação e Medicina. Um caso parte do mau funcionamento de um organismo. Por meio dele o aluno pode compreender com maior facilidade um fenômeno de sua própria realidade. portanto não há somente uma resposta certa. Psicologia.ü Estabelecimento de uma plataforma de interatividade que viabilize a comunicação bidirecional entre emissor e receptor.Estudo de Caso O estudo de caso é uma estratégia pedagógica importante para o aluno exercitar a aplicação do conhecimento e aprender a resolver problemas. Marketing e Política de Negócios. não foi bem conduzido ou gerou resultados negativos. um poder. valores e opiniões associados às decisões de executivos. Ciência Política.. Os alunos fazem uma análise lógica de alternativas. Unidade I página 7 O estudo de caso tem como meta contribuir para aumentar o entendimento de fenômenos sociais complexos e seu resultado é a geração de aprendizagem significativa. Isto significa que o professor poderá criar uma situação de simulação para ser solucionada. um sistema. Portanto. Pode ter caráter exploratório – levantamento de hipóteses para outros estudos ou caráter descritivo – por meio da associação de variáveis ou explanatório – explicação dos fatos. A formação de uma comunidade virtual e a contribuição para uma atividade colaborativa são premissas do uso do estudo de caso em cursos virtuais. uma pessoa. Os casos são apresentados com informações incompletas. Mas o que é um caso a ser estudado? Um caso é uma manifestação de que algo não vai bem. Informações adicionais. Sociologia. isto é. Algumas estratégias de pesquisa podem estar envolvidas num estudo de caso: entrevistas. Seu uso é freqüente em cursos de Administração. daí a necessidade de ser investigado. Os casos reais visam ensinar os alunos a lidar com situações comuns a determinadas áreas profissionais..

Daí para a confecção das tarefas do curso tudo ficou mais fácil. Existem algumas características próprias a esta concepção de aprendizagem: . 2. mas da interação indissociável que eles estabelecem. Após conseguir tabular as respostas. Como envolver os alunos na formação de uma comunidade virtual? 1. da participação em fóruns e da construção coletiva.Situação-problema Ela vem sendo utilizada como elemento favorecedor da inteligência coletiva. Unidade I página 8 Vamos contextualizar a aplicação de um estudo de caso? Por exemplo. deveria fazer para envolver todos os alunos na construção coletiva do conhecimento oferecido pelo curso? Essa estratégia pedagógica se chama role-playing. 3. restringia-se às tarefas individualizadas. através de um questionário virtual. Desta forma toda a equipe educativa estará envolvida na atividade. 4. A partir desta iniciativa os alunos começaram a se procurar e a parte pedagógica ficou afetada positivamente a partir da interação entre estes alunos. O especialista do curso poderá abrir essa alternativa para aqueles alunos que queiram sugerir temas para casos. tutor. divisão dos alunos por zonas geográficas de moradia. informais e educativas nas turmas. compreender o modo como o objeto é construído“ (PIAGET. signos dos alunos. conseqüentemente. divulgou esses dados e perguntou durante um fórum o que os alunos achavam que ele. 1972:4). Ele iria sondar diretamente com os alunos. O estudo de caso é uma atividade coletiva. com a permissão e adesão de todos. o porquê do desinteresse por uma contribuição compartilhada. áreas de formação. Ela permite a aproximação do sujeito com seu meio. transformar o objeto e compreender o processo dessa transformação e.ocorrendo e que este tema se transforme em Estudo de Caso. faixa etária. Conclusão: a solução do problema surgiu do próprio grupo e o tutor agiu apenas como facilitador e dinamizador das relações interpessoais. gerando certa interdependência entre ambos. O tutor interessado nesta investigação passou a levantar as prioridades e estabeleceu a iniciativa n. Como é possível distribuir notas para alunos componentes de um Estudo de Caso? Unidade I página 9 2 . “Conhecer é modificar. A aprendizagem baseada em problemas foi concebida a partir da teoria interacionista que concebe a aprendizagem a partir da construção coletiva. em um determinado curso virtual o tutor observou que a maior parte dos alunos não estava participando ativamente das atividades colaborativas. O foco principal de investigação era levantar os motivos dos alunos estarem se esquivando da formação de grupo. 1. Foram muitas as recomendações dos alunos e a primeira e mais importante que o tutor adotou foi dirigir-se para a formação de grupos. utilizou a divulgação de fotos. Para o autor a interação não parte nem do sujeito nem do objeto. do especialista ou da Coordenação Pedagógica. tornou pública a pesquisa. A condução do estudo de caso no interior dos cursos estará a cargo do coordenador do grupo que poderá solicitar o apoio da tutoria. auxiliando os alunos na tarefa de familiarização com os colegas: levantando aniversários. significa que o professor devolve o problema para o aluno resolver uma dificuldade gerada pelo próprio aluno.

Poderá também utilizar a dramatização como elemento de simulação de uma realidade. . etc. a escola cumpre sua missão final. 3. na investigação das causas e conseqüências deste problema para. O professor poderá fazer uso de jogos e materiais pedagógicos que promovam o desafio e a descoberta. levantar as alternativas de solução. Para esse autor a necessidade conduz a um comportamento educativo.1. metodologia.Pedagogia de Projetos Essa estratégia trouxe grande contribuição ao processo ensino-aprendizagem. sensibilizando os alunos a uma imersão na pesquisa. ele acompanha o desenvolvimento das ações de seu o controle do cumprimento de prazos nas diferentes etapas do projeto. a partir daí.O ponto de partida na determinação do tema da situação-problema é o interesse do aluno e sua prontidão.As regras e decisões são compartilhadas entre professores e alunos. 2. pois como um trabalho coletivo. Kilpatrick. levantar dúvidas. os grupos que desenvolverão os trabalhos. instigar-se pela curiosidade de novos fatos esclarecedores.O aluno é o agente do processo e o professor seu orientador da aprendizagem. Há uma aproximação entre conhecimento e sociedade. publicado pela Revista Colabora. atingir e beneficiar a comunidade em suas amplas vertentes. promovendo no aluno o ato de também questionar. deve propor situaçõesproblema. mais do que afirmações definitivas. 5ª) Desenvolvimento dos projetos – Levantamento de hipóteses de trabalho e busca de estratégias. Os alunos apresentam relatórios parciais de suas ações. fornecendo subsídios aos professores na condução da gestão educativa. já que a socialização é imperiosa para esta estratégia que privilegia a ação coletiva. cria-se o planejamento do trabalho na busca de hipóteses. Quais são as etapas da Pedagogia de Projetos? 1ª) Planejamento – o professor levanta as necessidades dos seus alunos e os objetivos educacionais. como acontece semelhantemente ao Estudo de Caso. 2ª) Tema do projeto – o professor indica um tema a partir de uma situação concreta a resolver. 5. em 1918 criou essa estratégia pedagógica na Universidade de Colúmbia. Define.A realidade do aluno serve como ponto de partida e de chegada do currículo. o professor levanta as dúvidas e inquietações dos alunos como ponto de partida. Mais do que técnica de ensino a Pedagogia de Projetos é uma estratégia integradora de alunos. Neste contexto. Um exemplo da implementação dessa estratégia no Ensino Superior está acontecendo no curso de Pedagogia da UNISINOS. 4. 2001. O professor animador-orientador da atividade. ela obriga os alunos a uma ação compartilhada. ultrapassar os limites da sala de aula para adentrar. intervindo em sua realidade/contexto em busca do aprimoramento. Partindo sempre dos conhecimentos prévios dos alunos. O professor construtivista faz sempre muitas perguntas. na implantação e na validação de um projeto pedagógico o aluno tem a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento de uma ação estratégica eficaz. o problema a ser investigado. Assim os alunos aplicam o conhecimento adquirido pelas leituras e exercícios de determinadas áreas temáticas. seguidor de Dewey. O professor aqui é somente interventor. Somente ao final é comunicado o resultado aos demais grupos. conforme relato de Eliane Schlemmer. a seguir. Conseqüentemente. induzindo o aluno a viver uma situação nova. No planejamento.A escolha do tema é feita pelos dois personagens principais do lócus escolar – professor e alunos. porém flagrantemente possível e real. Unidade I página 10 3 . 3ª) Fontes de pesquisa – o professor sugere os materiais e os procedimentos de pesquisa sempre em colaboração com os alunos. 4ª) Definição dos grupos – o professor explica que a atividade deverá ser coletiva e que os alunos precisarão se organizar em equipes. volume 1.

Boa sorte! Unidade II . b) Potencializar comunicação interativa síncrona (em tempo real) e assíncrona (a qualquer tempo). logo a aprendizagem”. canais de comunicação síncronos e assíncronos. Variam nos formatos e custos. 2003:223) define um ambiente virtual como um “espaço fecundo de significação onde seres humanos e objetos técnicos interagem. comunicação e aprendizagem. além de oferecer diferentes modelos de acompanhamento. faz com que sua prática se destaque positivamente. Apesar desses ambientes apresentarem recursos comuns. texto. ambiente simples de fácil acesso e transparência nas informações. navegabilidade. . integração de vários suportes midiáticos. Nesta unidade. ou AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem. e sim as concepções pedagógicas adotadas: currículo. potencializando assim a construção de conhecimentos. multimídia. d) Criar ambiências para avaliação formativa. Dentre as ferramentas de interatividade. gráficos. e) Disponibilizar e incentivar conexões lúdicas. 7ª) Avaliação – neste momento os alunos explicitam como se sentiram. tanto dos alunos como dos tutores. onde a tomada de decisões seja uma prática constante para a (re)significação processual das autorias e co-autorias. conexões com o mesmo documento. 2003:225) ainda enfatiza algumas funcionalidades essenciais nos ambientes de ensino-aprendizagem virtuais: a) Intertextualidade. o que os diferencia não é a tecnologia propriamente dita. tanto entre alunos. como se avaliam e como avaliam os demais. c) Criar atividades de pesquisa que estimulem a construção do conhecimento a partir de situações-problema. Santos (apud SILVA. onde os saberes sejam construídos num processo comunicativo de negociações. a partir da concretização do processo ensino-aprendizagem.6ª) Divulgação dos projetos – o professor define quando haverá apresentação entre os grupos de forma que sejam compartilhados todos os projetos dos diferentes grupos. permitem a produção de conteúdos. Geralmente.Rotina da Tutoria Unidade 2 – Rotina da tutoria Recursos do ambiente virtual Edméa Santos (apud SILVA. multivocalidade. Esses ambientes têm recebido algumas nomenclaturas como LMS. integração de várias linguagens: sons. Muitos são os ambientes de ensino-aprendizagem disponíveis no mercado. agregar multiplicidade de pontos de vista. conexões com outros sites ou documentos. participação e interação. quanto com o material de ensino. mixagem. intratextualidade. observamos que o tutor que consegue utilizar as várias estratégias de motivação. gerenciamento de banco de dados e controle de todas as informações disponibilizadas. deixando para o professor a tarefa de consolidar estas informações. artísticas e navegações fluidas. mapas.Clique em "Avaliações" (lateral esquerda da página) e em "Autoavaliação da Unidade I do Módulo III". Learning Management System – Sistema de Gerenciamento da Aprendizagem. imagens dinâmicas e estáticas. AUTOAVALIAÇÃO DA UNIDADE I DO MÓDULO III .

Enquetes – Pesquisa na qual as pessoas respondem uma pergunta escolhendo uma dentre algumas alternativas pré-definidas. Cabe ao tutor a indicação e estimulação aos alunos da exploração dos recursos que se encontram disponíveis. 2 – Exploração dos recursos. Unidade II página 2 Blogs – são interfaces digitais fáceis de ser criadas onde é possível disponibilizar textos. a respeitar a diversidade e disponível para atender e sanar dúvidas gerando segurança e confiança na relação bidirecional nova que está estabelecendo. FAQ – lista com respostas de perguntas freqüentes. No entanto. quais têm promovido uma maior aprendizagem? Unidade II página 3 Procedimentos para a atividade de tutoria Sabemos que não há receitas estruturadas para a tutoria. 1 – O tutor como criador de ambiente permissivo à aprendizagem. Dentre os recursos da plataforma que você está utilizando. preparado para acolher. Os ambientes de ensino oferecem diferentes recursos pedagógicos. o tutor deve apresentar-se ao grupo como alguém receptivo à função tutorial. de público-alvo. ambientar os alunos nesse novo meio. Glossário – Vocabulário de uso específico utilizado para elucidar o significado de termos pouco usados. ainda.podemos citar: Chat – permite comunicação em tempo real todos-todos ou reservada. Lista de discussão – tem quase as mesmas características do fórum. um-um. É necessário que haja certa flexibilidade para atender às diferenças individuais dos alunos de diferentes públicos. será relevante determinar alguns procedimentos tutoriais indispensáveis a qualquer tipo de curso. Precisa. Estimular a apresentação individual e coletar informações sobre as expectativas de cada um. Bibliotecas – são espaços que disponibilizam informação cujos conteúdos estão originalmente em forma eletrônica. Fórum – permite o registro e a comunicação assíncrona entre todos os atores do processo ensino-aprendizagem. imagens. formando comunidades. No início dos cursos os alunos deverão ser familiarizados sobre existência desses instrumentos facilitadores da aprendizagem. Proporciona a criação de temas para discussão e troca de conhecimentos. no entanto as mensagens são socializadas no formato de correio eletrônico. levando em consideração que todo ato educativo deve ter caráter intencional. de mídia e de ambiente de ensino. . É uma espécie de diário on-line. No início da disciplina ou curso. sons a qualquer tempo e interagir com os outros. técnicos ou restritos.

O melhor meio de comunicação é o endereço eletrônico pessoal. O tutor deve apresentar seus posicionamentos no final de cada debate de modo a consolidar as informações postadas. para evitar o abandono.Avaliação formativa.3 . O tutor animador apresenta comportamento pró-ativo. tanto em relação à qualidade de sua performance discente quanto em termos quantitativos. Unidade II página 4 8. Há alunos que não participam das atividades e precisam ser estimulados individualmente. mais do que tudo. O tutor deve revisar os conteúdos que os alunos apresentem dificuldades. 4 . O tutor que sabe reconhecer os talentos de seus alunos costuma destacar positivamente aqueles que apresentam pontualidade na entrega dos trabalhos. Semanalmente envia reportagens interessantes relativas ao tema gerador das disciplinas. O tutor também pode utilizar determinadas competências dos alunos para o desempenho de determinados papéis no curso: líder. Leitura complementar.Animação da comunidade. intimista e preocupado acaba gerando o envolvimento do receptor. demonstram atitudes de interação com os demais colegas e constroem produções textuais relevantes.Avaliação.Atenção com a realização das atividades. 9 – Feedback aos alunos.Fechamento das discussões. O tutor sinalizador do desempenho dos alunos informa com freqüência como o aluno está sendo avaliado. O tutor que no ato da avaliação da aprendizagem consegue alertar os alunos para a incorreção e para uma retomada em busca do acerto com ética. fazendo da alegria um componente do ambiente de aprendizagem. Mantém o bom humor do grupo. gosta do contato com o aluno e demonstra satisfação na troca de experiências. Nunca esperar a terceira tarefa por fazer. 10. (Verifique). O tutor deve estar atento ao momento de chegar até esse aluno. Indicamos para aprofundamento no tema o relato da experiência de um Programa de acompanhamento de tutoria on-line. indicando também outras fontes de pesquisa para enriquecimento do processo de aprendizagem e estímulo à permanência no curso..é necessário estar cônscio do temperamento do aluno para que seja bem recebida a recomendação. demonstrando o interesse por seus trabalhos e fazendo apreciações sobre os mesmos. etc.Reforço ao desempenho positivo. 5 . utilizando novas estratégias de aprendizagem. . 7. 6.. seja pelo correio eletrônico ou diretamente nos fóruns. questionador. O tutor presente responde diariamente aos alunos. São os que requerem atenção especial e diferenciada. O discurso dialógico. com responsabilidade e com compromisso. facilitador da comunicação interpessoal. Para se chamar a atenção de alguém com sentido construtivo é preciso muita habilidade e.Estimulação da participação.

Reproduzimos. ALUNOS ACESSOS Qualidade Participação nos Fóruns Atividades Avaliativas Mais de 2x Fórum Diário semana Menos de 2x semana 1 2 3 1 2 3 Nomes E Legenda: E=excelente B=bom I=insuficiente B I E B I Que tipo de planilha você usaria neste curso. ü Deveriam indicar novas fontes de informação além dos livros e materiais contidos nas referências bibliográficas. documentários. onde são arquivadas informações dos contatos e produções dos alunos todos os dias. Planilha para registros de dados sobre as atividades avaliativas. ü Deveriam sugerir novas interpretações a determinados fatos. ainda. mas que se referiam aos conteúdos da disciplina. Verifique um exemplo de planilha para acompanhamento das atividades avaliativas dos alunos. ü Os tutores deveriam sempre chamar a atenção dos alunos para conclusões não justificadas ou com argumentações incompletas. etc. ü Os tutores deveriam sugerir comparação entre as produções anteriores e atuais dos alunos. por fim. aspectos da entrevista do prof.Esses dez itens devem fazer parte do arsenal de atividades diárias. Promovendo a problematização dos temas. Esse registro poderá ser feito por meio de diferentes recursos: Diário. questionamentos acerca da ferramenta. caso fosse tutor? Unidade II página 6 Exemplos de práticas eficazes Como exemplo de orientações tutorial. Francisco Botelho diretor da Diretoria de Tecnologia Educacional da Universidade Católica de Brasília. ü Estes tutores deveriam chamar a atenção dos alunos sobre fatos não incluídos no texto-base. observações que os alunos fazem ao curso. os tutores deveriam promover as habilidades dos alunos pessoais e profissionais. o aluno acaba dominando a forma de tutoria. Unidade III página 5 Registro de atividades Uma atividade tutorial só se configura se houver registro das ocorrências. Relatório de registros das dúvidas dos alunos. Assim. destacamos o Programa Progestão do Fundescola do MEC que bem conduziu seus tutores na posição de avaliadores de alunos. Solicitando que os alunos refaçam uma tarefa utilizando novas abordagens ou outros vieses. Filmes. concedida em 2005 sobre as melhores práticas de um tutor no ambiente virtual: . prevendo o que pode esperar daquele profissional. dos exercícios que apresentaram maior ou menor dificuldade. ü E. relatórios de pesquisa e entrevistas faziam parte deste arsenal alternativo de informações. facilitando assim a percepção da auto-criticidade. termos que geraram dubiedade de interpretações.

. -Usar o humor como forma de incentivo. -desenvolver atividades colaborativas que incentivem a reflexão. Acompanhar as tarefas dos alunos. animador no sentido de estar sempre motivando o aluno a participar dos processos interativos. a pesquisar. -disponibilizar diretrizes para o desenvolvimento do pensamento crítico e para os alunos darem e receberem feedback. -Oferecer atividades variadas para atender aos diferentes estilos de aprendizagem. Dar feedbacks que sejam consistentes. -incentivar os alunos a contatar o professor e o grupo quando for necessário. -designar pessoal de apoio aos alunos. incorporá-las ao curso. Unidade II página 7 Foco no aluno virtual Entender quem são nossos alunos Entender como os alunos aprendem Ter consciência das questões que afetam as vidas dos alunos e sua aprendizagem e de como eles as trazem para a sala de aula Entender o que os alunos virtuais precisam para dar apoio a sua aprendizagem Entender como ajudar os alunos virtuais em seu desenvolvimento como participantes reflexivos. a aprender a aprender. Avaliar a produção do aluno e estimular o aluno a continuar a produzir. -incentivar os alunos a contextualizar os conteúdos de acordo com suas experiências. Para finalizar. -Respeitar diferentes estilos de aprendizagem. a realizar tarefas. -Criar um espaço social no curso. que façam com que o seu aluno precise buscar a produção do conhecimento a partir das informações que ele já tem. apresentamos na página seguinte as melhores práticas no ensino on-line. Ser um mediador da aprendizagem no sentido dele ser um problematizador dos conteúdos. -solicitar feedback constante. Encontrar um meio de envolver os alunos virtuais na elaboração do curso e na avaliação. pois isso é também uma forma de mostrar cuidado. uma forma de mostrar respeito à opinião do aluno. -oferecer suporte técnico 24h. -responder às sugestões e se puder. -avaliar as habilidades técnicas dos alunos antes de iniciar o curso on-line. -Disponibilizar várias opções de trabalhos para escolha dos alunos. -realizar auto-avaliações durante o andamento do curso. -proporcionar treinamento técnico para o acesso fácil ao curso. -solicitar no início do curso que os alunos enviem seus objetivos de aprendizagem e a forma que pretendem alcançá-los. -incorporar resultados das avaliações dos alunos no curso. segundo Palloff&Pratt (2004:157-158). -Saber lidar com as questões referentes ao trabalho com estilos de aprendizagem on-line. -desenvolver e oferecer programa amplo de serviços ao aluno. Melhores práticas da instituição e do professor -Solicitar no início do curso que os alunos se apresentem para conhecê-los como pessoas. tornando-o caloroso e convidativo. dele saber criar situações que façam com que o aluno pesquise. -Humanizar o site do curso. busca autônoma do conhecimento. é uma forma de mostrar carinho. -ter ciência do impacto do isolamento do aluno em sua aprendizagem e procurar flexibilizar.Ser um grande animador do processo de aprendizagem.

tais como cartas aos próximos alunos.Respeitar os direitos dos alunos como aprendizes e seu papel no processo de aprendizagem. com o objetivo de intervir sobre uma dada realidade e modificá-la. -desenvolver o curso com metodologia para o ensinoaprendizagem on-line. -disponibilizar feedback imediato. de fato. honestos. bem como para determinar o grau dessas modificações em cada um deles” (p. ambiente educativo. Segundo Carvalho (2000). seus objetivos e seus sonhos. -respeitar a privacidade do aluno.8). ocorreram modificações nos alunos. flexíveis e respeitosos.. não um episódio isolado.Fundamentação Unidade 1 – Fundamentação Significado O termo avaliação é oriundo do latim a-valere que significa dar valor a algo. -capacitar os alunos a se responsabilizarem por seu processo de aprendizagem. -ser criativo no desenvolvimento de tarefas que desenvolvam a colaboração e reflexão. Boa sorte! Unidade I . -desenvolver cursos que tenham conteúdo relevante sejam interativos. objetivos. -considerar as contribuições como propriedade intelectual dos alunos.. um processo sistemático de coleta de evidência com o fim de determinar se. cumulativo e sistêmico. -estar atento ao afastamento dos alunos e procurar trazê-los de volta ao curso.Clique em "Avaliações" (lateral esquerda da página) e em "Autoavaliação da Unidade II do Módulo III". ou seja. mais do que qualquer outra coisa. estejam presentes na experiência de aprendizagem. de forma que os alunos se envolvam com o processo de aprendizagem e progridam suavemente na direção de suas metas. Entender como desenvolver cursos ou programas sem deixar de dar atenção à melhora contínua da qualidade. Unidade I página 2 . AUTOAVALIAÇÃO DA UNIDADE II DO MÓDULO III . grupo. Isso significa que são aspectos centrais da avaliação: processo sistemático. verificação na ocorrência de modificações no aluno de acordo com os objetivos do ensino definidos. programas educacionais. avaliação deve ter como processo inerente o “controle da qualidade” do ensino. que os capacitem para o futuro e. -lembrar que há pessoas do outro lado da linha que precisam que seus professores sejam abertos. materiais instrucionais. Na prática pedagógica avaliar é sinônimo de atribuir um valor positivo ou negativo aos diversos comportamentos de um aluno. etc. Bloom (1971) e seus colaboradores definem avaliação da aprendizagem como “. que respondam aos pedidos e às questões dos alunos. reunião de várias informações. avaliação educacional é o processo pelo qual se emite um julgamento de valor sobre determinadas características dos alunos. continuado. checagem em que medida as modificações ocorreram.

Vamos verificar quais são os critérios de avaliação? Assista ao vídeo: "Avaliação em EaD" Unidade I página 3 Critérios A literatura e a prática educativa consideram cinco critérios ou condições para que a avaliação . uma prática de “registro de resultados acerca do desempenho do aluno em um determinado período” ou “uma prática de provas finais e atribuição de graus classificatórios”. quando avalia. expectativas e também a partir das determinações do contexto (institucional). sendo que muitas vezes nem ele próprio tem muita clareza ou mesmo sabe explicitar esses dados considerados na avaliação dos alunos. Para que a avaliação faça sentido ao seu propósito. A avaliação envolve necessariamente uma ação que promova a melhoria do processo ensinoaprendizagem. Para Gimeno (1995). Segundo Hoffmann (2004:25). o professor necessita estar atento a alguns critérios. o professor o faz a partir de suas concepções. seus valores. Por meio dela podemos perceber o impacto do processo de aprendizagem no comportamento do aluno.No entanto temos observado que a realidade se apresenta de forma diferente. “avaliação na escola vem sendo um ato penoso de julgamento de resultados”.

o sentido e a finalidade da avaliação? Vamos avançar ao próximo tópico para responder essa questão. Essa pessoa pode querer utilizar um pequeno pincel ou uma espátula para esse fim. é preciso. esse atributo está associado a itens de teste ou prova objetiva. de acordo com Zacharias. separar alunos possuidores de uma dada qualidade (conhecimentos e habilidades) de outros que não as possuem. em amostras iguais. O melhor instrumento para esse fim seria o rolo de pintura. produza resultados positivos: ü ü ü ü ü Validade Confiabilidade Objetividade Praticidade Variedade Validade é a condição que confere a uma avaliação a capacidade de aferir o que ela pretende aferir. Confiabilidade é a propriedade que um procedimento ou instrumento de avaliação tem de: Produzir resultados estáveis ao longo do tempo. perguntar: Para que avaliar? Para conhecer melhor o aluno Para julgar a aprendizagem Para julgar globalmente o resultado de um . como a de múltipla escolha. é razoável o que a avaliação requer que os alunos realizem? O tempo para realização da atividade é adequado? A última condição. a variedade. evidenciar unidade interna. É muito comum haver discrepância entre o que se avalia e o que se pretende avaliar. os resultados dos alunos em relação a escores deve ter um grau de proximidade. no entanto. primeiro. se um teste for aplicado em momentos diferenciados (cronológico). Dizemos que um instrumento de avaliação tem objetividade se ao ser submetido a diferentes avaliadores. ou seja. então. isto é. Se a avaliação contribuir para o desenvolvimento das capacidades dos alunos. imagine que alguém vá pintar uma casa. em um elemento que melhora a aprendizagem do aluno e a qualidade do ensino Qual deveria ser. esses não são os instrumentos válidos para o propósito de pintar toda uma casa.alcance êxito. produzir o mesmo resultado. ou seja. os resultados apresentados não deverão ser discrepantes. pode-se dizer que ela se converte em uma ferramenta pedagógica. caso seja confiável. A praticidade pretende responder a questão: a avaliação é exeqüível? Isto é. Por exemplo. por exemplo. mostrando que o teste aferiu os mesmos conteúdos e objetivos. significa empregar diversos meios e instrumentos de avaliação de modo a atender à multiplicidade de estilos preferenciais de respostas dos alunos. Geralmente. Unidade I página 4 Finalidades Para definir as finalidades da avaliação.

nos quais a turma demonstrou deficiência.Toda atividade pedagógica é intencional.. decidiu... O teste mostrou que a maior parte da turma interpretava erroneamente os conceitos de criatividade e motivação intrínseca...Você já teve alguma vivência em curso virtual? ( ) sim ( ) não 2-Caso ( afirmativo.Para Paulo Freire.O que significa ser tutor de um curso virtual? 7.. 3. o fórum de discussão para revisar os conteúdos...... Na oitava semana de aulas... do intercâmbio de experiências e da aprendizagem compartilhada. a professora aplicou outro teste..Você 9... de que forma participou? ) aluno ( ) conteudista ( ) tutor Descreva essa experiência.... sem valer nota. vamos verificar o seguinte relato: Professora Sonia. então. disponibilizar aos alunos um teste......Você tem formação na área educacional ou alguma vivência como educador? 5- Qual o seu julgamento em relação a educação a distância como estratégia de ensino e de formação? 6.. docente há vários semestres da disciplina Psicologia da Aprendizagem. Ao analisar os resultados a professora verificou que mais da metade da turma conceituava “aprendizagem”.. focado nas unidades trabalhadas.. Ela aproveitou....... depois de ter trabalhado três unidades do programa.. antes de apresentar o conteúdo.... .... equivocadamente........ orientado para avaliar os conceitos de Psicologia.... A professora resolveu suplementar a instrução desses tópicos com alguns textos e explicações adicionais... Educação e aprendizagem.. Preocupada.Quais as suas expectativas em relação ao curso (objetivos e conteúdos)? 4.Podemos dizer que as finalidades da avaliação podem ser: v Diagnóstica v Somativa v Formatiiva Como demonstração....... percebeu que os alunos vinham apresentando deficiências em alguns conceitos. o diálogo amoroso no ambiente educacional transforma o aluno e desenvolve a sua autonomia. veja um modelo de avaliação disgnóstica que poderia ser utilizada neste curso: 1. Qual a sua opinião? Unidade I página 5 10- Antes de estudarmos esses conceitos.. Explique esta afirmação...... A construção do conhecimento na EAD se faz por meio da troca.. seja como aluno ou como tutor? Quais foram? 8. pré-requisitos de sua disciplina... Você planeja ser um tutor com qual perfil? ( ) mais formal ( ) mais informal já utilizou alguma plataforma de ensino....

ü Fontes ou recursos complementares fornecidos pelo tutor. identifica e exemplifica erros. ü Fontes consultadas e a freqüência das consultas.Na semana seguinte. a formativa traz um maior benefício à aprendizagem. Não teve efeito de nota e serviu para verificar se os alunos tinham os conhecimentos prévios sobre o que iria ser ensinado. Já o exercício aplicado na nona semana. você saberia identificar as finalidades da avaliação? O primeiro teste aplicado exemplifica uma avaliação diagnóstica. tem ocorrido por meio de duas modalidades: presencial ou a distância. tema que tem sido objeto de muito estudo. ü Nível de utilização dos recursos disponíveis no curso e sua adequada utilização. baseada em avaliar através do monitoramento das ações dos alunos. .494. segundo procedimentos e critérios definidos no projeto autorizado”. O professor para verificar como o aluno chegou aos resultados esperados. de acordo com o planejamento. Unidade I página 6 Vamos nos ater à avaliação realizada a distância. pesquisados e utilizados pelo aluno. exemplifica a avaliação somativa. de responsabilidade da instituição credenciada para ministrar o curso. O teste administrado na oitava semana de aula permitiu ao professor verificar o andamento da instrução e. Dentre os três tipos de avaliação. em cursos a distância. de 1998. Baseado no relato da professora Sonia. através dos trabalhos e provas realizados. no ambiente on-line. A avaliação. sugere interpretações quanto às estratégias e atitudes dos alunos e alimenta diretamente a ação pedagógica” (1999:68). uma avaliação formativa “dá informações. ü Estilo de trabalho: uso de fontes complementares de informação versus uso do material dado pelo professor. como o resultado mostrou algumas incompreensões em determinados conceitos. usando a análise das interações dos alunos nas ferramentas de comunicação e dos acessos ao ambiente (histórico da navegação nas páginas e recursos do curso). com objetivo de avaliar o resultado e lançar uma nota. ü Regularidade dos contatos do aluno com o professor: somente em datas próximas à entrega dos trabalhos ou contatos regulares. De acordo com Perrenoud. já que sua finalidade é avaliar continuamente o aluno ao longo de seu processo de ensinoaprendizagem. em seu artigo 7 regulamenta esse tema “A avaliação do rendimento do aprendiz para fins de promoção. a professora aplicou um exercício que cobria as três primeiras unidades e representava 20% da menção dos alunos. tomar medidas corretivas. precisa coletar e analisar: ü Caminhos percorridos pelo aluno no material didático. Essa avaliação é denominada avaliação formativa. baseada em medir desempenho acadêmico através de testes objetivos com gabarito ou mecanismo de autocorreção pelo sistema computacional. Segundo Santos (2006:264). certificação ou diplomação. realizar-se-á no processo por meio de exames presenciais. com apoio de recursos tecnológicos. 2. Vimos que o Decreto 2. ü Participação nas reuniões de grupo. a avaliação de alunos on-line parece seguir duas correntes: 1. ü Contribuição do aluno nas atividades que envolvam cooperação.

. leia o texto da professora Gilda Campos “Avaliação em cursos online”.. Caso queira aprofundar seus conhecimento s no tema.Leitura complementar..

Unidade I página 8 1 . Cabe a nós. É uma abreviação de weblog ou registro eletrônico. Freqüentemente são utilizadas avaliações por meio de exercícios de múltipla escolha ou. progressivamente.Blog O termo blog começou a ser utilizado em 1997 pelo americano Jorn Barger. uma das coleções mais pertinentes de um autor” (apud SILVA. São utilizados como instrumentos de expressão pessoal e de escrita colaborativa.Portfólio Edméa Santos afirma que “o Portfólio não é o acúmulo de uma produção aleatória. No Brasil. O portfólio é organizado pelo próprio aluno. a cada dia. inicialmente. Na Educação. educadores. Isso garante tanto ao aluno como ao professor o acompanhamento conjunto do progresso da aprendizagem (VILLAS BOAS. utilizado na educação on-line. facilita os processos de auto-avaliação. nos objetivos educacionais do curso. o portfólio eletrônico tem sido. Unidade I página 10 2 . Dentre os diversos instrumentos ou procedimentos de avaliação on-line estudaremos: Portfólio Blog Fórum Não podemos nos esquecer que quaisquer que sejam os instrumentos a serem utilizados. no entanto continuam mantendo as tradicionais abordagens avaliativas. conforme vimos na Unidade 1. Avaliar o aluno na educação on-line tem sido um desafio. Pode ser definido como uma página na internet que registra as entradas de usuários e permite a utilização de links e comentários. além de apresentar um caráter dinâmico e de interação possibilitados pela facilidade de acesso e de atualização. no máximo. exercícios dissertativos. Avaliar com o uso do portfólio significa quebrar alguns paradigmas. já que permite que os alunos participem da formulação dos objetivos de suas aprendizagens. originalidade e criatividade individual. estimula o processo de enriquecimento conceitual e construção de conhecimento continuado. na maioria das vezes. é. que vai registrando sistematicamente evidências de sua aprendizagem. A utilização de blog como meio facilitador do processo ensino-aprendizagem tem crescido na área educacional. que muitos professores têm se esforçado para utilizar novas práticas pedagógicas em seu cotidiano educativo. De . definidos. Promove o desenvolvimento do pensamento reflexivo. capacidades fundamentais da Sociedade Contemporânea. explorar o grande potencial que a modalidade virtual tem a nos oferecer. seu uso inicial como instrumento alternativo de avaliação da aprendizagem foi nos Estados Unidos. eles devem ser pertinentes às condutas ou comportamentos esperados dos alunos. 2006:318). 2004).Vamos conhecer que instrumentos de avaliação estão sendo utilizados em cursos on-line? Unidade I página 7 Instrumentos Verificamos. bem como avaliem seus próprios progressos. nos anos 90. Além disso.

Dessa forma é possível utilizá-lo como instrumento específico de avaliação de aprendizagem. Uma das grandes vantagens do fórum é que. Boa sorte! Unidade II . professores e seus pares (CARVALHO e PORTO.Fórum de discussão Atualmente. Segundo Guba e Lincoln (1989) ela perpassou quatro gerações: . A avaliação exige um esforço humano para julgar. pois nele é possível o diálogo entre todos os participantes do processo de ensino e aprendizagem. 2005). Por meio do fórum. o que também possibilita ao aluno a reavaliação de sua aprendizagem nas diferentes etapas do seu desenvolvimento a partir da interação com tutores. alunos e professores interagem através de registros escritos. A avaliação envolve necessariamente uma ação que promova a melhoria do processo ensinoaprendizagem. o fórum é considerado como o principal instrumento de ensino e de avaliação da aprendizagem na educação on-line. é necessário que todos os atores do processo educativo conheçam. que implica uma reflexão crítica sobre a prática. Uma mensagem enviada ao fórum pode ser lida e relida por seus interlocutores e respondida depois de vários dias. no sentido de captar seus avanços. ser o vetor de um modelo de ensino-aprendizagem no qual a construção coletiva de significados representa um novo fazer educativo”. 2006:336) “. bem como suas dificuldades. não exige a participação simultânea de todos os alunos. Além disso. para um melhor uso desse recurso. É a ferramenta de comunicação mais importante num curso virtual. que estimulam a prática da redação e a fixação dos conteúdos. AUTOAVALIAÇÃO DA UNIDADE I DO MÓDULO IV - Clique em "Avaliações" (lateral esquerda da página) e em "Autoavaliação da unidade I do Módulo IV".Operacionalização Unidade 2 – Operacionalização Avaliação da aprendizagem Como vimos na unidade anterior.acordo com Oliveira (apud Silva. a avaliação é uma coleta sistemática de informações sobre o processo educativo de uma instituição e tem como objetivo central indicar procedimentos que aumentem a eficiência da prática pedagógica. que podem ser revistos a qualquer tempo. criticar e propor alternativas. O registro da participação dos alunos no fórum permite ao professor identificar o desenvolvimento das capacidades cognitivas dos alunos. Este conceito mais complexo de avaliação pode ser observado nas palavras de Vasconcellos (1992: 43): “processo abrangente da existência humana. por utilizar-se de um sistema de comunicação assíncrono. suas dificuldades e possibilitar a tomada de decisão sobre o que fazer para superar os obstáculos”. Se o blog for incorporado ao modelo pedagógico proposto no curso. os alunos são levados à discussão e reflexão crítica dos assuntos estudados. já que reproduz o ambiente típico de sala de aula.. Unidade I página 12 3 . suas resistências.. transforma-se num instrumento válido de avaliação formativa. aceitem e pratiquem determinadas regras de comportamento e comunicação. No entanto. onde alunos e tutores formam uma comunidade destinada a viabilizar o processo ensino-aprendizagem.

pelo caráter orientador que permite a promoção do aluno.a primeira que se limitava apenas à mensuração. quando alunos com diferentes experiências intercambiam informações e vivências. Desta forma o aluno poderá ter noção de seu desempenho. nessa modalidade. ao final da disciplina. deve ser claro desde a inserção do aluno no curso. políticos e culturais. é fruto de seu estudo individual e da aprendizagem cooperativa. Essa última foi uma constante na década de 90 no Brasil. calcular sua média e fazer previsões acerca da aprovação. principalmente. onde precisa rever conteúdos. a terceira que incluía o julgamento de valor a partir de um padrão de referência. Deve. O aluno deve ser informado continuamente sobre os pontos onde obteve êxito. A avaliação precisa ocorrer em diferentes momentos com o objetivo de orientar o aluno ao longo das etapas e ajudá-lo a superar as dificuldades que possam ocorrer durante o curso. deve levar em consideração: § o acesso aos conteúdos e leituras § a qualidade nas postagens § a participação qualitativa nos fóruns de discussão § as atitudes de comprometimento com a disciplina e com a instituição § a colaboração com os colegas § o domínio de conteúdo § o cumprimento de prazos Unidade II página 3 O conhecimento do aluno. como vimos na Unidade 4. isto é. deve ser funcional a partir da definição de propósitos e estratégias e. para aprofundar seus conhecimentos no tema. Uma forma de controlar a participação dos alunos pode ser feita por meio de planilhas que devem ficar disponíveis para os alunos ao longo do curso ou da disciplina. no qual a equipe pedagógica coleta informações continuadas sobre a performance dos alunos no decorrer de um curso. ser harmonioso e coerente com os princípios filosóficos da instituição. onde necessita aprofundar o conhecimento e quais atividades deverá refazer. a quarta que era organizada a partir de uma negociação envolvendo aspectos sociais. Leia o texto “Avaliação formativa em ambientes de EaD”. O processo de avaliação na educação on-line deve utilizar procedimentos diferenciados como: ü ü ü ü ü ü ü exercícios de auto-avaliação tarefas colaborativas entrevistas pesquisas provas eletrônicas debates sobre temas específicos resolução de problemas A avaliação do desempenho de alunos. . Unidade II página 2 O processo avaliativo deve se caracterizar pela diversidade de procedimentos. pelo caráter sistemático e não episódico. a segunda que descrevia resultados. A avaliação de aprendizagem é um momento privilegiado do processo educativo. portanto. pelo caráter estimulador da adesão do aluno.

isto é. data. como foi a performance do aluno no desenvolvimento do curso: suas dúvidas. interesse pelo tema. pesquisas feitas. indicar caminhos alternativos mais eficazes do que os usuais. troca de experiências. A avaliação é um processo dinâmico já que gera novos comportamentos tanto de professores quanto de alunos. em relação à complexidade. Ao receber uma avaliação o aluno responderá com uma tomada de posição.Um processo de avaliação. número de respostas a exercícios e testes. hora e frequência de participação na disciplina. interesse pela fala do outro. questões levantadas. Utilizar um instrumento de auto-avaliação de maneira a checar se o aluno emite com criticidade uma apreciação de sua própria performance no curso. clareza nas postagens e correção na escrita. De maneira gradual. sugestões apresentadas para o aprimoramento do curso e trabalhos apresentados dentro de um padrão de qualidade. experiências vividas. número de postagens. O aluno precisa perceber onde errou e onde buscar meios para aprimorar o seu conhecimento. quais os avanços e dificuldades encontradas. suporte tutorial. Criar uma planilha de acompanhamento da participação do aluno em relação a: número de acessos a conteúdos da disciplina. Por meio da avaliação podemos perceber o impacto do processo de aprendizagem no comportamento do aluno. se foi capaz de gerar mudanças comportamentais significativas em relação à forma de se dedicar aos estudos e ao amadurecimento vital. tempo de realização das atividades. aprofundamento requerido através de busca de informações. domínio de conteúdo. Unidade II página 4 Desempenho da Tutoria Para atingir este número de indicadores de excelência é importante a utilização de algumas estratégias de avaliação: Ø Ø Ø Ø Ø No interior dos textos colocar questões que possibilitem ao aluno refletir sobre determinados temas sem a obrigação de exporem os seus posicionamentos. A avaliação de um aluno e seu desempenho não são suficientes para a abordagem construtivista. coalizões feitas com os colegas. Fazer análise das postagens dos alunos a seus colegas e professores em relação ao nexo frasal. prevê a análise dos resultados e a compreensão do processo de aquisição individual de conhecimento. seja elogiosa ou crítica. interatividade com colegas e especialistas. cumprimento de prazos. fontes de referência e uma avaliação do impacto da disciplina na realidade de cada aluno. apresentar exercícios no final de cada . o processo de avaliação deverá servir de subsídio para uma análise mais profunda da adequação dos conteúdos. E mais do que isto a avaliação deve ter caráter prescritivo. isto é. número de participação em debates. isto é. A avaliação só se torna significativa quando indica trajetórias e alternativas para um aperfeiçoamento da prática pedagógica. número de vezes em que voltou aos conteúdos para correção e revisão dos exercícios. precisamos avaliar competências humanas para ajustá-las a comportamentos mais oportunos e adequados a cada situação. além disso. ferramenta. visto como uma intervenção construtivista e transformadora. A avaliação deve sempre servir para indicar como a aprendizagem e a aquisição de conhecimento estão se processando. Não basta avaliarmos conteúdos e conhecimentos.

se buscam apoio para dirimir dúvidas com os colegas. Unidade II página 5 O processo de avaliação num programa de EaD deve ser contínuo e dinâmico e de caráter predominantemente formativo. desafios e resolução de problemas práticos que requeiram a integração em pequenos grupos. Analisar o estilo de aprendizagem dos alunos. até então utilizada. Incluir a autoavaliação como estratégia de avaliação final. se preferem o estudo coletivo ou individualiza do.Clique em "Avaliações" (lateral esquerda da página) e em "Autoavaliação da unidade II do Módulo IV". não deixando para o final o apontamento de necessidades específicas. o grau de dificuldade das tarefas e a dificuldade de navegação na plataforma. tais como: Identificar e avaliar as dificuldades e necessidades dos alunos. Ele poderá indicar para a tutoria como está se sentindo no curso. O tutor necessita fazer um levantamento das dúvidas que apareceram no interior dos cursos e das disciplinas. tutores ou professores externos ao programa. Submeter-se à avaliação dos alunos de forma a perceber os indicadores positivos e negativos de seu desempenho. se necessitam de aprofundamento nas questões relativas ao tema. como por exemplo: o grau de complexidade dos conteúdos. Oferecer espaço para o aluno constantemente informar se teve dúvidas e necessidades não-sanadas. designers instrucionais e demais profissionais envolvidos no programa. Boa sorte! Unidade II página 6 Autoavaliação . Incentivar a participação e propor atividades de reflexão e auto-avaliação. o que espera do suporte tutorial. O registro e a análise dessas dúvidas deverá gerar uma tomada de decisão acerca de ajustes na prática pedagógica. o que deveria ser evitado.Ø Ø Ø unidade com gabaritos de acesso imediato. Avaliar se as competências de auto-aprendizagem (autonomia) estão sendo exercitadas. preferencialmente ao final de cada aula e não deixar para o final da disciplina o encaminhamento de sugestões. de maneira a auxiliar o aluno a alcançar progresivamente os seus objetivos de aprendizagem. seus horários mais freqüentes de estudo. Esta questão é colocada com o objetivo de propiciar um caráter preventivo de atendimento ao aluno. Estimular a participação dos alunos por meio de competições. Vamos conhecer um pouco mais sobre auto-avaliação na página seguinte? Antes de prosseguir faça a AUTOAVALIAÇÃO DA UNIDADE II DO MÓDULO IV . Realizar avaliações de sínteses (que incluam a contribuição individual ou coletiva dos alunos). O tutor tem como responsabilidade observar alguns pontos importantes de maneira a promover a avaliação de desempenho durante e ao final do curso. o que tem sido positivo. conteudistas. Manter uma visão processual do crescimento dos alunos durante o curso. Avaliar as atividades desenvolvidas pelos alunos buscando o apoio de uma equipe de profissionais: coordenadores pedagógicos. Oferecer periodicamente diferentes estratégias de avaliação da aprendizagem tornando sistemático o estudo do aluno e de forma que ele possa perceber a avaliação como elemento integrante do processo ensino-aprendizagem.

utiliza-se a autoavaliação como recurso para exercitar o pensamento crítico do aluno em relação ao seu desempenho acadêmico e social. com vistas ao aperfeiçoamento acadêmico. em nenhuma hipótese. habilidade de cooperação e cumprimento de prazo na entrega das tarefas. Devolve-se para ele o controle sobre a própria aprendizagem. a aprendizagem deve ser um processo pessoal de construção ativa de significados em que o aluno se torne responsável pela escolha do percurso a seguir. como recurso de desenvolvimento de habilidades. Como nem todas as pessoas se encontram com prontidão para promoverem um julgamento de valor em relação aos próprios comportamentos. assumindo a função de avaliador de si próprio. dos objetivos do curso. decisão”. Baird (1990) reforça esta noção em: “Para ser efetiva. procedimentos. Eles precisam ser informados dos pontos a observar. já que desvela para o aluno a sua consciência dos avanços. Verificamos que alguns itens são fundamentais na avaliação de desempenho de alunos na Educação on-line. Podemos concluir que a autoavaliação é uma estratégia favorecedora da avaliação de desempenho de tutores e alunos e deve utilizada como parte integrante de um processo de validação de performance educativa.Clique em "Avaliações" (lateral esquerda da página) e em "Avaliação Final". conceberem o recurso como punitivo ou disciplinador. dos recursos que foram colocados à sua disposição e dos critérios de validação. estudo do material didático. Chegou o momento de você fazer a AVALIAÇÃO FINAL . como: qualidade da participaçãonas atividades síncronas e assíncronas. Outra vantagem da autoavaliação é que ela se constitui numa estratégia pedagógica importante. Boa sorte! .Partindo da premissa de que a aprendizagem é um processo pessoal de construção ativa de significados. Autoavaliar significa ressaltar os pontos positivos demonstrados e os pontos que necessitarão de um aprimoramento. Não devem. limites e necessidades. A autoavaliação induz o aluno a se posicionar frente a uma abordagem teórica ou prática. assim como das estratégias. Esse exercício leva o aluno a confrontar o seu desempenho em relação aos demais colegas e em relação a seus próprios comportamentos iniciais. Uma das vantagens de utilizarmos a autoavaliação. sugere-se que os alunos sejam preparados com antecedência para a aplicação desse instrumento. está no fato de que ela favorece a autonomia do aluno e devolve a ele a responsabilidade sobre a sua aquisição de conhecimento.

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