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PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Resolução do Conselho de Ministros n.o 96/97 A Assembleia Municipal de Cascais aprovou, em 30 de Julho e em 25 de Novembro de 1996, o seu Plano Director Municipal. Na sequência desta aprovação, a Câmara Municipal respectiva iniciou o processo de ratificação daquele instrumento de planeamento, conforme dispõe o n.o 5 do artigo 16.o do Decreto-Lei n.o 69/90, de 2 de Março. Foram cumpridas todas as formalidades exigidas pelo Decreto-Lei n.o 69/90, de 2 de Março, com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.o 211/92, de 8 de Outubro, designadamente no que se refere ao inquérito público. Verifica-se a conformidade do Plano Director Municipal de Cascais com as demais disposições legais e regulamentares em vigor, com excepção: Dos artigos 6.o-A e 6.o-B do Regulamento do Plano, em virtude de se tratar de matéria respeitante à estrutura e relacionamento dos órgãos autárquicos; Da alteração da área definida como prioritária para a conservação da natureza no Regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais, aprovado pelo Decreto Regulamentar n.o 9/94, de 11 de Março, sita na Malveira da Serra, a sul e poente da EN 247, para área com a categoria de espaço urbanizável de baixa densidade, por violação do artigo 21.o do Regulamento do Plano de Ordenamento e do n.o 3 do artigo 3.o do Decreto-Lei n.o 151/95, de 24 de Junho. De notar que as cedências somente são obrigatórias em matéria de licenciamento de loteamentos e não de construções, pelo que, no tocante ao disposto no n.o 1 do artigo 25.o do Regulamento, apenas é legalmente exigível o disposto no capítulo V. De salientar que a remissão feita no n.o 2 do artigo 23.o do Regulamento deverá ser entendida como sendo para o artigo 97.o e que a remissão do anexo II do Regulamento será antes efectuada para o n.o 2 do artigo 88.o-A. Na aplicação prática do Plano há ainda a considerar as servidões e restrições de utilidade pública, constantes da planta de condicionantes, a qual, embora não seja publicada, constitui elemento fundamental do Plano. O Plano Director Municipal de Cascais foi objecto de parecer favorável da comissão técnica que, nos termos da legislação em vigor, acompanhou a elaboração daquele Plano. Este parecer favorável está consubstanciado no relatório final daquela comissão, subscrito por todos os representantes dos serviços da administração central que a compõem. Considerando o disposto no Decreto-Lei n.o 69/90, de 2 de Março, alterado pelo Decreto-Lei n.o 211/92, de 8 de Outubro: Assim: Nos termos da alínea g) do artigo 202.o da Constituição, o Conselho de Ministros resolveu: 1 — Ratificar o Plano Director Municipal de Cascais. 2 — Excluir de ratificação os artigos 6.o-A e 6.o-B do Regulamento e a área classificada como «categoria

de espaço urbanizável de baixa densidade», localizada na Malveira da Serra, a sul e poente da EN 247, assinalada na planta de ordenamento, anexa à presente resolução Presidência do Conselho de Ministros, 15 de Maio de 1997. — O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.
REGULAMENTO DO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DE CASCAIS

CAPÍTULO I Disposições gerais
Artigo 1.o Âmbito 1 — O presente diploma consagra o Plano Director Municipal do concelho de Cascais, adiante designado por PDM-Cascais. 2 — As actuações com incidência, directa ou indirecta, na ocupação, uso ou transformação do solo a praticar ou a desenvolver por qualquer entidade na área territorial do município de Cascais regem-se pelo disposto no presente diploma, sem prejuízo do disposto em regime específico. 3 — O PDM-Cascais abrange todo o território municipal constante da carta de ordenamento, à escala de 1:10 000, anexa ao presente diploma. Igualmente anexa ao presente diploma e dele fazendo parte integrante é a carta de condicionantes, à escala de 1:10 000, e abrangendo todo o território municipal. 4 — Os originais das cartas referidas no número anterior, bem como o relatório a que alude o artigo 11.o, n.o 1, alínea a), do Decreto-Lei n.o 69/90, de 2 de Março, ficam arquivados na Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, na Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo e na Câmara Municipal de Cascais, bem como este Regulamento. 5 — São particularmente relevantes os elementos complementares do PDM-Cascais: o relatório, onde, designadamente, se descrevem as actuações estratégicas municipais, a planta de enquadramento, o dossier e cartas das unidades operativas de planeamento e gestão, a carta arqueológica, a carta de delimitação dos núcleos urbanos históricos, a carta de situação dos equipamentos, a carta do sistema viário existente e programado e a carta dos elementos naturais e de paisagem. Artigo 2.o Definições 1 — Para efeitos deste diploma, entende-se por: a) Espaços urbanos os caracterizados pelo elevado nível de infra-estruturação e população, onde o solo se destina predominantemente a edificação; b) Espaços urbanizáveis os caracterizados por poderem vir a adquirir as características dos espaços urbanos e geralmente designados por áreas de expansão; c) Espaços industriais os destinados a actividades transformadoras, armazenagem e serviços próprios, apresentando elevado nível de infra-estruturação ou por infra-estruturar, e que podem igualmente comportar estruturas de alojamento hoteleiro e similar, estruturas de lazer e de apoio desses espaços e ainda terciário específico de suporte às actividades; d) Espaços de indústrias extractivas os destinados a actividades de extracção de recursos do subsolo, incluindo as áreas destinadas a controlar o impacte sobre os espaços envolventes; e) Espaços agrícolas os que abrangem as áreas com características adequadas à actividade agrícola ou que as possam vir a adquirir, que igualmente se caracterizam por constituírem solos particularmente importantes na composição e estruturação da paisagem. Os espaços agrícolas abrangem áreas com diversos níveis de protecção, correspondendo às especificidades da composição da Reserva Agrícola Nacional e das determinações que derivam do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e do processo de planeamento do PDM-Cascais; f) Espaços florestais os caracterizados pela dominância do uso florestal ou que a venham a adquirir e nos quais é desejável uma cobertura florestal dominante de produção ou ornamental ou de defesa e composição da paisagem; g) Espaços de protecção e enquadramento os caracterizados por constituírem áreas nas quais se privilegiam os valores

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h)

i) j)

l)

m)

referentes à compartimentação e reestruturação paisagística, de satisfação de procuras urbanas decisivas no amortecimento do processo urbano e de reforço dos espaços agrícolas, florestais, cultural e natural; Espaços de equipamento os que correspondem a áreas afectas ou a afectar a estabelecimentos de carácter público, cooperativo, mutualista ou privado e destinados a satisfazer procuras e necessidades da população só realizáveis por instalações de carácter singular ou específico; Espaços-canais os que correspondem a corredores activados ou a activar por infra-estruturas e que têm efeito de barreira física dos espaços que os marginam; Espaços cultural e natural os espaços nos quais se privilegiam a protecção e valorização dos recursos naturais ou culturais e a salvaguarda dos valores paisagísticos, arqueológicos, arquitectónicos e urbanísticos que, pela sua especificidade patrimonial, merecem relevância. Os espaços cultural e natural abrangem áreas com diversos níveis de protecção e valorização, correspondendo às especificidades da composição da Reserva Ecológica Nacional, das determinações estratégicas do município e das determinações emergentes do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais; Espaços de desenvolvimento estratégico os espaços caracterizados por poderem vir a adquirir as características de espaços urbanos, urbanizáveis ou outros, mas cuja implementação obedece a prévia elaboração e aprovação de plano de pormenor, com excepção do espaço de desenvolvimento e valorização da orla marítima urbana Cascais-São João e São João-Carcavelos, a qual está a ser objecto de plano especial de ordenamento do território, de acordo com a legislação aplicável; Espaços de áreas preferenciais para turismo e recreio os espaços que, inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais, integram as zonas que apresentam aptidão preferencial para a implantação de equipamentos turísticos, maioritariamente de ocupação hoteleira, de recreio e de lazer.

minações do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e à decorrência do processo de planeamento municipal, e ainda compreendem as categorias dos imóveis classificados e em vias de classificação e dos sítios arqueológicos. 3 — Para efeitos deste diploma, consideram-se ainda as definições seguintes: a) Área de intervenção de plano: é a área que é objecto de plano de urbanização ou de plano de pormenor; b) Superfície ou área de pavimento: para os edifícios construídos ou a construir, quaisquer que sejam os fins a que se destinem, é a soma das superfícies brutas de todos os pisos (incluindo as caixas de escadas e de elevadores) acima ou abaixo do solo, com exclusão dos terraços descobertos, parqueamentos em caves, galerias exteriores públicas, arruamentos ou espaços livres de uso público cobertos pela edificação, zonas de sótão não habitáveis, arrecadações afectas às diversas fracções de utilização do edifício e áreas técnicas abaixo ou acima do solo; c) Área líquida de loteamento ou de operação urbanística: é a superfície de solo destinado ao uso privado, susceptível de construção após uma operação de loteamento ou de operação urbanística; integra os lotes privados edificáveis, não incluindo, portanto, os espaços livres públicos, arruamentos, áreas de estacionamento público, áreas de equipamentos e áreas verdes; d) Índice de utilização bruto: é a relação estabelecida entre a superfície máxima de pavimento e a superfície total do solo. Quando as áreas de intervenção de um plano ou de um loteamento sejam delimitadas por arruamentos, o seu limite, para efeitos de cálculo do índice de utilização bruto, é o limite da área sujeita a plano ou loteamento, com excepção das áreas já afectas a arruamentos marginais existentes. O índice de utilização bruto aplica-se às áreas de equipamentos, espaços verdes e públicos e rede viária incluídos na área de intervenção; e) Índice de utilização líquido: é a relação estabelecida entre a superfície máxima de pavimento e a área líquida do loteamento ou a superfície de uma parcela ou lote; f) Índice de ocupação, ou percentagem de ocupação do solo: é igual ao quociente da superfície de implantação total pela área total do prédio, parcela ou lote, considerando para efeitos de cálculo a projecção horizontal dos edifícios delimitada pelo perímetro dos pisos mais salientes, excluindo varandas ou platibandas; g) Índice de construção: é a relação máxima entre a área bruta de construção ou superfície bruta de pavimentos e a área do terreno objecto da operação urbanística. Exceptuam-se, para efeitos do cálculo do índice de construção, as áreas das varandas, terraços, compartimentos de áreas técnicas e de serviços de higiene (recolha de lixos) e áreas de parqueamento coberto, sempre que estas se situem abaixo da cota de soleira; h) Densidade habitacional bruta: é a relação entre o número de fogos e a área total do terreno objecto da operação urbanística; i) Densidade populacional bruta: é a relação entre o número de habitantes e a área total do terreno objecto da operação urbanística. Para efeitos de cálculo deste parâmetro urbanístico deve considerar-se a composição média da família por fogo reportada ao concelho de Cascais e ao Censo da População de 1991; j) Percentagem de impermeabilização do lote: é a relação estabelecida entre a área total de implantação dos edifícios, dos sistemas viários e de lazer com pavimentos impermeabilizados e a área de terreno que serve de base à operação urbanística; l) Coeficiente volumétrico: é a relação estabelecida entre o volume total construído e a área de terreno que serve de suporte à operação edificatória ou urbanística; m) Índice de cobertura arbórea potencial: é a relação estabelecida entre a área de mata proposta no projecto de arranjos exteriores e a área do terreno. Para efeitos de cálculo deste parâmetro, a área da mata é a área das copas das árvores com diâmetro superior a 7 m, atingida a sua maior pujança para as condições edafoclimáticas locais, considerando um mínimo de duas árvores por cada 100 m2 de terreno; n) Índice de permeabilidade: é a relação estabelecida entre a zona verde e a área total do terreno, sendo a área de zona verde a área não impermeabilizada, ou seja, a diferença entre a área total do terreno e a soma das áreas de implantação dos edifícios, dos pavimentos impermeabilizados e de equipamentos de recreio;

2 — Para efeitos deste diploma, entende-se ainda por: a) Categorias de espaços urbanos de baixa, média e alta densidade os espaços que, inseridos na classe de espaços urbanos, correspondem a áreas com níveis de infra-estruturação e densidades populacionais que sublinham diversidades específicas; b) Categorias de espaços urbanizáveis de baixa, média e alta densidade os espaços que, inseridos na classe de espaços urbanizáveis, correspondem a áreas que podem vir a adquirir níveis de infra-estruturação e densidades populacionais que sublinham diversidades específicas; c) Categorias de espaços de desenvolvimento singular os espaços que, inseridos na classe de espaços urbanizáveis, correspondem a desenvolvimentos de singularidades relevantes e a espaços já envolvidos em desenvolvimentos particularizados e específicos; d) Categorias de espaços de desenvolvimento turístico os espaços que, inseridos na classe de espaços urbanizáveis, correspondem a áreas de potencial turístico que, pelas suas características e localização estratégica no contexto municipal, metropolitano, regional ou nacional, se revestem de especial importância para o desenvolvimento do sector; e) Categorias de espaços urbanos históricos os espaços que, inseridos na classe de espaços urbanos, correspondem a áreas de povoamento e edificações singulares, tradutores dos desenvolvimentos iniciais dos aglomerados e que sublinham memórias culturais de grande significado na determinação das identidades morfológicas locais; f) Categorias de espaços industriais existentes e de espaços industriais propostos os espaços que, inseridos na classe de espaços industriais, correspondem a áreas industriais existentes e a novos desenvolvimentos de oferta de áreas para o estabelecimento de actividade ou emprego industrial, terciário ou similar; g) Categorias de espaços agrícolas os espaços que, inseridos na classe de espaços agrícolas, se classificam em quatro níveis de uso — de nível 1, de nível 2, de nível 3 e de nível 4 —, correspondendo a graus de protecção e valorização diversos face ao regime da Reserva Agrícola Nacional, às determinações do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e às determinações decorrentes do processo de planeamento municipal; h) Categorias de espaços cultural e natural os espaços que, inseridos na classe de espaços cultural e natural, se classificam em dois níveis de uso — de nível 1 e de nível 2 —, correspondendo a graus de protecção e valorização diversos face ao instituto da Reserva Agrícola Nacional, às deter-

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o) Cércea: é a dimensão vertical da construção, contada a partir do ponto da cota média do terreno no alinhamento da fachada até à linha superior do beirado ou platibanda ou guarda do terraço; p) Moda da cércea, ou valor modal: é a cércea que apresenta maior frequência num conjunto edificado, correspondente, portanto, à cércea dos edifícios que somem maior extensão de fachadas nesse conjunto; q) Índice de construção médio de quarteirão: é a relação estabelecida entre o total das superfícies de pavimento construídas no quarteirão e a área total do quarteirão, delimitada ao eixo das vias que o delimitam; r) Altura da fachada: é a dimensão vertical da frontaria (plano de frente) do edifício, medida do plano horizontal da soleira até à beirada (à cornija, ou até ao capeamento da guarda, se existir e não for fechada). Se o edifício possuir um corpo avançado face ao alinhamento e que defina a cota de soleira, a altura da fachada é medida no plano vertical estabelecido no corte médio da edificação paralelo ao alinhamento; s) Alinhamento: é a linha definida pelas autoridades municipais que limita a parcela ou lote de arruamento público. A cota de soleira é a cota de nível da soleira da porta da entrada principal do edifício ou do corpo do edifício ou parte distinta do edifício, quando dotados de acesso independente a partir do exterior; t) Altura total da construção: é a dimensão vertical da construção, contada a partir do ponto de cota média do terreno no alinhamento da fachada até ao ponto mais alto da construção, com excepção das chaminés, antenas de televisão, pára-raios e similares. Artigo 3.o Objectivos do Plano 1 — Objectivos estratégicos: a) Instituição do sistema municipal de planeamento; b) Elaboração dos planos gerais de circulação e gestão da via pública; c) Prosseguir a reestruturação e requalificação da rede ferroviária no concelho de Cascais; d) Conduzir os planos municipais de intervenção na floresta; e) Elaboração dos planos municipais de ordenamento do território das unidades operativas de planeamento e gestão; f) Iniciar e prosseguir uma política sistemática de instruir programas de investimento direccionados à reabilitação do património cultural edificado; g) Programação e implementação da rede geral de equipamentos; h) Consecução do acordo geral de adesão ao programa especial de realojamento; i) Institucionalização do conselho coordenador de infra-estruturas básicas; j) Implementação do plano estratégico para a área do turismo. 2 — Outros objectivos. — Constituem ainda objectivos do PDM-Cascais: a) A aplicação das disposições legais e regulamentares vigentes e dos princípios gerais de disciplina urbanística e de ordenamento do território e salvaguarda e valorização do património natural e cultural; b) A articulação com planos, programas e projectos de âmbito municipal ou supramunicipal; c) A compatibilização da protecção e valorização das áreas agrícolas ou de expressão rústica, florestais, culturais e naturais, com os espaços destinados predominantemente ao exercício de actividades para fins residenciais, industriais e de serviços; d) Definir e estabelecer os princípios e regras para a ocupação, uso e transformação do solo; e) Apoiar a definição e implementação de políticas de desenvolvimento económico e social que garantam a progressiva inserção do concelho de Cascais no quadro de indicadores exigíveis pela sociedade urbana em contexto metropolitano e de consideração e reforço das especificidades locais instrutoras e construtoras da identidade local; f) Apoiar a determinação das carências habitacionais, enquadrando as orientações e soluções adequadas no âmbito da política de habitação em meio municipal e metropolitano; g) Compatibilizar as diversas intervenções sectoriais, desenvolvendo e pormenorizando regras e directivas estabelecidas a nível supramunicipal, auxiliar o estabelecimento de orientações nos processos de planeamento municipal e produzir as orientações adequadas às intenções de investimento da sociedade;

h) Fornecer indicadores para o planeamento, designadamente para a elaboração de outros planos municipais ou de planos de carácter supramunicipal; i) Promover a reabilitação e qualificação urbanística dos tecidos urbanos objecto de crescimento desqualificado ou de génese ilegal; j) Servir de enquadramento referencial à elaboração dos planos de actividades do município, de enquadramento de referência do município no quadro da Área Metropolitana de Lisboa e de enquadramento de referência à articulação com os níveis nacional e da União Europeia. Artigo 4.o Revisão O PDM-Cascais deverá ser revisto no prazo de 10 anos. Artigo 5.o Valor e aplicação das normas do PDM-Cascais O disposto no presente diploma vincula todas as entidades públicas e privadas, designadamente os órgãos e serviços da administração central, regional e local com competências para elaborar, aprovar, ratificar e executar planos, programas ou projectos e adaptar medidas com incidência na ocupação, uso ou transformação do uso do solo, exceptuando o disposto em regimes específicos ou o que venha a ser estabelecido em planos regionais de ordenamento do território. Artigo 6.o Dever de compatibilização dos planos municipais de ordenamento do território 1 — Os planos municipais de ordenamento do território a elaborar desenvolvem e pormenorizam as regras e directivas constantes do PDM-Cascais, devendo o regime de ocupação, uso e transformação do solo a estabelecer nesses planos ser compatível com o regime definido neste diploma. 2 — Os planos municipais de ordenamento do território a elaborar para as áreas territoriais que se inscrevam no Parque Natural de Sintra-Cascais devem estabelecer desenvolvimentos compatíveis com o regime definido no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais. 3 — Os planos municipais de ordenamento do território a elaborar para as áreas territoriais que se inscrevam na área de protecção costeira definida no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira para o troço Cidadela-São Julião da Barra devem considerar o definido neste plano especial de ordenamento do território. Artigo 6.o-A Conselho coordenador de infra-estruturas básicas As actuações estratégicas de implementação do PDM-Cascais obrigam a que seja institucionalizado, a curto prazo, o conselho coordenador de infra-estruturas básicas. Artigo 6.o-B Controlo da ocupação e expansão urbana O desenvolvimento sustentável do município de Cascais obriga à implementação de medidas cautelares de controlo da ocupação e expansão urbana do seu território. Assim, a Câmara deverá apresentar semestralmente à Assembleia Municipal a quantificação dos novos fogos licenciados durante esse período.

CAPÍTULO II Das servidões administrativas, restrições de utilidade pública e outros condicionamentos
SECÇÃO I Das disposições gerais
Artigo 7.o Do uso do solo nas áreas sujeitas a servidões administrativas Nas áreas sujeitas a servidões administrativas, as alterações ao uso do solo implicam a audição de outras entidades não municipais com competências específicas previstas no diploma instituidor da servidão administrativa em causa.

e do Despacho n. urbanizáveis. dos Decretos-Leis n. canalizações. c) Os projectos de obras ou projectos de arborização na proximidade de marcos geodésicos não podem ser licenciados sem prévia autorização do Instituto Português de Cartografia e Cadastro.1 — Os condicionamentos a respeitar constam do Decreto-Lei n. .o 14/77. de 8 de Outubro de 1949.o 90/84. em função da visibilidade que deve ser assegurada ao sinal construído e entre os diversos sinais. 3.o 1/92. e da Portaria n. de 11 de Outubro de 1944. — Os condicionamentos constam do Decreto-Lei n.o 34 021. c) Consideram-se que aqueles afastamentos devem ser calculados por forma que uma linha traçada a partir de qualquer ponto das estremas sul.o do Decreto Regulamentar n. instalações sanitárias e industriais com efluentes poluentes. do Decreto Regulamentar n. medida para cada lado do traçado das condutas de água. do PDM-Cascais. 251/87. Decretos-Leis n. Decreto Regulamentar n. — Os condicionamentos são os que constam do Decreto-Lei n. de 24 de Julho. e dos Decretos-Leis n. d. 40 388. e em perímetro de protecção à distância. restrições de utilidade pública e outros condicionamentos encontram-se.o 1/92. num raio de 20 m em torno da captação.o 393/85. execução de escavações. são obrigados a consentir na sua ocupação e trânsito. com duração mínima e com boa técnica.N. Não devem realizar-se regas com águas negras nem existir sumidouros de águas negras. e Decreto-Lei n. medida para cada lado do traçado das condutas distribuidoras de água. b) Os proprietários. de 26 de Abril. A extensão das zonas de protecção é determinada caso a caso.o 7 do artigo 41.o DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2973 Da representação gráfica As áreas de servidão administrativa. alterado pelo Decreto-Lei n.1 — Relativamente às distâncias dos condutores das linhas eléctricas de alta tensão aos edifícios deverá ser observado o disposto no artigo 29. industriais ou de desenvolvimento estratégico é interdita a plantação de árvores ao longo de uma faixa de 10 m.os 37 575. 44 220. de 22 de Outubro. que produzam o ensombramento desses recintos. medida para cada lado do traçado das condutas de adução ou adução-distribuição de água. a largura da faixa pode ser. os seguintes: a) É interdita a construção ao longo de uma faixa de 10 m. designadamente: a) Os marcos geodésicos ou de triangulação cadastral têm zonas de protecção que abrangem uma área em redor do sinal com o raio mínimo de 15 m. e 99/91. de 19 de Setembro de 1979. matadouros.o 43 335. podem ainda ser definidas zonas de protecção mais amplas nos regulamentos de planos municipais de ordenamento do território quando. não devem ainda existir nitreiras. Em alguns casos. 6 — Condicionamentos decorrentes da protecção dos furos de captação de água. designadamente. ou dos terrenos a que esses dêem acesso. desvio de águas superficiais e subterrâneas e vias de comunicação enquanto durarem esses trabalhos.a série. fossas e sumidouros de águas negras. Na estrema norte do terreno escolar aquele ângulo poderá ser de 45o. estábulos. Decreto Regulamentar n. justificadamente. em regra. de 2 de Março. b) Os proprietários ou usufrutuários dos terrenos situados dentro da zona de protecção não podem fazer plantações. nascente e poente do terreno escolar formando uma linha de 35o com o plano horizontal que passa nesse ponto não encontre quaisquer obstáculos. 3 — Condicionamentos a respeitar relativamente às redes de energia eléctrica. construções e outras obras ou trabalhos que impeçam a visibilidade das direcções constantes das minutas de triangulação. Decreto-Lei n. b) Nos perímetros de protecção à distância a camada aquífera de captação não deve estar sujeita a outras captações. de 18 de Novembro de 1932. designadamente: a) Nas áreas imediatamente envolventes dos recintos escolares existentes ou que venham a ser concretizados durante a vigência do PDM-Cascais não devem existir obstáculos volumosos. A menos que providos de esgoto distante ou tratamento completo. onde especial atenção deve ser dada ao desenvolvimento radicular das espécies arbóreas propostas. de 19 de Novembro de 1960. sempre que graficamente possível. 4 — Condicionamentos a respeitar relativamente aos marcos geodésicos.2 — No município de Cascais deverá ser também respeitado o clausulado do contrato de concessão de distribuição de energia eléctrica em baixa tensão no concelho de Cascais.o 46/86. de 3 de Março de 1962. possuidores de terrenos em que tenham de se realizar estudos.o 21 875.o 139 — 19-6-1997 Artigo 8. outorgado pela Câmara Municipal de Cascais à EDP/LTE — Electricidade de Lisboa e Vale do Tejo. caso a caso. de 30 de Outubro. de 8 de Maio de 1946.o 26 852. culturas adubadas. b) É interdita a execução de construções ao longo de uma faixa de 1 m. à escala de 1:10 000. b) É interdito erigir qualquer construção cujo afastamento a um recinto escolar seja inferior a uma vez e meia a altura da construção e nunca inferior a 12 m.o 37 do Ministério da Administração Interna. de 21 de Novembro de 1955. de 30 de Julho de 1936. e 246/92.o Condicionamentos decorrentes da protecção de infra-estruturas e equipamentos 1 — Condicionamentos a respeitar relativamente à protecção da rede de esgotos: 1. 2 — Condicionamentos aplicáveis à rede de distribuição de águas: 2. a qualquer título. as obras deverão ser efectuadas de forma que os colectores fiquem completamente estanques e sejam visitáveis. podendo conter uma zona non aedificandi e uma zona de construção condicionada.os 328/90. estrumadas ou regadas. de 11 de Outubro de 1945. exceptuando o n. revogado pelo Decreto-Lei n. naturais ou edificados. No interior do perímetro das classes de espaços designadas. representadas na carta de condicionantes. — Os condicionamentos constam da seguinte legislação a observar: Decreto-Lei n.o 143/82. existentes ou a executar.o. de 19 de Agosto de 1941.1 — Os condicionamentos são. de 18 de Fevereiro (Regulamento de Segurança de Linhas Eléctricas de Alta Tensão).os 37 837. assentamento de tubagens e acessórios. de 4 de Abril. dos projectos paisagísticos. e 31 467. 2. de 5 de Junho (altera o Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas). currais. publicado no Diário da República.o 11 388. se considere que os afastamentos aqui determinados não são suficientes para garantir um enquadramento arquitectónico adequado a uma conveniente integração urbanística. ampliada em plano municipal de ordenamento do território. num raio de 100 m em torno da captação: a) Nos perímetros de protecção próxima não devem existir depressões não revestidas onde se possam acumular águas. Decreto-Lei n.os 34 993.o 131/87. 5 — Condicionamentos a respeitar relativamente a edifícios escolares. de 18 de Fevereiro (Regulamento de Segurança de Linhas Eléctricas de Alta Tensão). de 14 de Maio. para abastecimento público aplicam-se em perímetro de protecção próxima. de 17 de Março (Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas). e 180/91. de 14 de Outubro. — Os condicionamentos da protecção a captações subterrâneas. pesquisas ou trabalhos de saneamento. de 24 de Maio de 1950. de 9 de Outubro (Regulamento de Segurança das Instalações Eléctricas de Parques de Campismo e Marinas). c) No perímetro exterior das áreas classificadas como classes de espaços urbanos. a largura da faixa onde é interdita a plantação de árvores decorre da apreciação. designadamente.1) As zonas de protecção abrangem. SECÇÃO II Das disposições específicas Artigo 9. de 18 de Fevereiro. 3. estudos e pesquisas. da Lei n. realizados sem interrupção. caixas ou caleiras subterrâneas de esgoto não devidamente tratado. 89/90. alterado pelos Decretos-Leis n. de 26 de Dezembro (Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em Baixa Tensão). designadamente: a) É interdito construir qualquer edificação sobre colectores de redes de esgotos públicos ou particulares. habitações e instalações industriais.o 103-C/89. Nos casos em que não seja possível outra solução. arrendatários ou. de 16 de Março.o 446/76. uma faixa com 50 m de largura a contar dos limites do recinto escolar. d) Para além das distâncias mínimas referidas nas alíneas b) e c).

da Portaria n. IC 16 (em projecto e construção). EN 9. 3. 4 — Fazem igualmente parte da rede municipal no município de Cascais outras estradas ou lanços de estradas e outros caminhos ou lanços de caminhos ainda não classificados. homologado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil. EM 587. 2 — As áreas que. assinaladas de acordo com o prescrito no respectivo regime legal. 2. EN 247-7 e EN 247-8. CM 1340. conservação.o 93/90. Artigo 11. nos termos do Decreto Regulamentar n. do Decreto n. EN 6-8. nos termos da Portaria o n. CM 1334. de 13 de Outubro. CM 1333. e existe um maciço de plátanos classificado próximo da localidade de Caparide (Diário do Governo. 4. — Os condicionamentos e servidões são os que constam no Decreto-Lei o n.o 2078. lixeiras. com base no Decreto-Lei n. CM 1335. e do Decreto n. desde que não impliquem a construção de edifícios.o 41 299. ao Hospital de Sant’Ana e ao Hospital Ortopédico de José de Almeida. referidos ao Hospital Distrital de Cascais. de 16 de Outubro de 1989 e de 29 de Novembro de 1989. mediante parecer favorável do Instituto da Água. nos termos do Decreto Regulamentar n. EM 595. destruir o revestimento vegetal ou alterar relevo natural e instalar vazadouros. CM 1342. referidas ao Centro de Medicina Física e de Reabilitação de Alcoitão.o 22 591. da Ordem do Exército. de 11 de Julho de 1955. Artigo 14. de 23 de Março de 1967. à medida que se concretize a sua desclassificação serão integradas na rede municipal de estradas. EN 247. CM 1326.o 4. 4. referidos ao Estabelecimento Prisional de Tires e a parte do Estabelecimento Prisional do Linhó. e ainda a albufeira do rio da Mula.2 — Nas zonas adjacentes a aprovação de planos municipais de ordenamento do território e de contratos de urbanização.o 9/94. EM 589. de 20 de Janeiro. EM 590-1. do Decreto-Lei n. 2.o Condicionamentos decorrentes de áreas instáveis sob o ponto de vista geomorfológico As áreas instáveis. EN 9-1. CM 1341. do Decreto n. EM 590. de 7 de Novembro. de 26 de Setembro. CM 1331. 10 — Condicionamentos a respeitar relativamente a equipamentos de estabelecimentos prisionais. EM 592. CM 1330.o 40 801. 3 — A rede municipal de estradas no município de Cascais é constituída pelas estradas municipais EM 579. e Decretos-Leis n. e 79/95.o 139/88. 309/87.o 139 — 19-6-1997 7 — Condicionamentos a respeitar relativamente a edifícios ou instalações hospitalares.a série. 136/93.o 178. CM 1336. consoante as águas sejam ou não sujeitas às influências das marés. de 11 de Março. e 13/94. que ficarão sujeitas ao regime do Decreto-Lei n. de 22 de Outubro de 1964.o 2/88. aplicam-se as restrições à alteração do uso do solo após incêndio florestal. EM 584. — É interdito implantar edifícios ou realizar obras susceptíveis de constituir obstrução à livre passagem das águas. desobstrução e limpeza. EN 247-6. referido ao Posto de Comando do Grupo de Contrabombardeamento do Norte e Ramal de Serventia ou Posto de Observação do Grupo Norte.os 468/71. 2 — Quando a margem tiver a natureza de praia em extensão superior à estabelecida no n. alterado pelos Decretos-Leis n. de 4 de Fevereiro. CM 1337. se inscrevam dentro dos limites estabelecidos do Parque Natural de Sintra-Cascais ficam sujeitas ao regime específico traduzido nos respectivos Regulamento e Plano de Ordenamento.o 360/77. de 15 de Janeiro.3 — Nos terrenos privados localizados em leitos ou margens a realização de quaisquer obras. EM 586.2974 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. de 3 de Julho de 1968. de 5 de Novembro. 594/73. EM 597-1 e EM 597-2. de 5 de Novembro. 468/71. 2 — No município de Cascais estão submetidos ao regime florestal parcial. 50 m ou 30 m.1 — A rede municipal de estradas no município de Cascais é ainda constituída pelos caminhos municipais CM 1325. — Os condicionamentos constam da Lei n. de 19 de Março. sob o ponto de vista geomorfológico. de 6 de Fevereiro. referido à Laje/Reduto Gomes Freire.o Das servidões rodoviárias 1 — Os condicionamentos e servidões da rede rodoviária são os que constam na Lei n.o Condicionamentos resultantes da protecção do solo para fins agrícolas e servidões e restrições de utilidade pública florestais 1 — Consideram-se integradas na Reserva Agrícola Nacional (RAN) todas as áreas como tal identificadas na carta de condicionantes.a série. a variante à EN 249-4 e a variante à EN 6-7. 46/94 e 47/94. CM 1329. EM 597. Artigo 12. de 1 de Setembro (Regulamento de Estradas e Caminhos Municipais). EN 249-4.1 — Nas zonas adjacentes às margens ameaçadas pelas cheias poderão ser autorizadas: a) A implantação de estruturas indispensáveis à realização de obras de correcção hidráulica. das publicações no Diário da República.a série.o 54/91. de 23 de Maio de 1968. EN 247-5. 4 — Zonas adjacentes às margens ameaçadas pelas cheias. de 20 de Abril. EM 586-1. está dependente de parecer vinculativo do Ins- tituto da Água quando estejam dentro do limite da maior cheia conhecida ou de uma faixa de 100 m para cada linha da margem do curso de água quando se desconheça aquele limite. dependendo de parecer favorável do Instituto da Água. pelas seguintes margens: 1.o 129.o 89/90. bem como o licenciamento de operações de loteamentos urbanos ou de quaisquer obras ou edificações.o 2110. 2. EM 588-2. mediante parecer favorável do Instituto da Água. parques para sucata ou quaisquer outros depósitos de materiais. sendo constituídos. EM 588. de 30 de Maio de 1899. a margem estende-se até onde o terreno apresentar tal natureza. de 1 de Junho.o Condicionamentos do domínio público hídrico 1 — O domínio público hídrico (DPH) e o domínio público marítimo (DPM) na área do concelho são os definidos pelo Decreto-Lei o n. AE 5). de 22 de Maio de 1965) e um pinheiro manso monumental na Urbanização de Areias de São João (Diário da República. na Parede/Carcavelos. — Os condicionamentos constam das portarias publicadas no Diário da República. designadamente.1 — As estradas EN 6-5. 349/88. permanentes ou temporárias. CM 1343 e CM 1344. 11 — Servidões à exploração de águas minerais naturais. Os proprietários devem cumprir as obrigações que a lei estabelece no que respeita à execução de obras hidráulicas. 2. 380/85. Artigo 10. com a largura de 50 m a partir da linha que delimita o leito e margens de águas navegáveis ou flutuáveis.a série. de 16 de Outubro de 1956. por Decreto de 4 de Janeiro de 1929.o 1. 3 — A ocupação ou utilização dos terrenos situados no DPH é feita em conformidade com o estatuído nos Decretos-Leis n. 316/90. EM 594.o 45 986. não podem ser ocupadas com qualquer tipo de construção sem prévio estudo geotécnico e geológico. vedação e acesso a propriedades marginais sujeito a licenciamentos das entidades competentes. EM 593. b) A instalação de equipamentos de lazer. CM 1332. do Decreto n. CM 1339. — Devem ser respeitados os condicionamentos estabelecidos no Decreto-Lei n. c) A instalação de edifícios. de 16 de Março. CM 1328. de 19 de Agosto de 1949.o 2037. EM 588-3. embora integradas na REN. 5 — Estão sujeitas a medidas e protecções específicas as margens e zonas adjacentes da ribeira das Vinhas. de 23 de Janeiro. CM 1327. de 7 de Agosto. com traçados indicativos e cuja consecução obriga à tramitação legal decorrente dos regimes da REN e da RAN sempre que existam sobreposições . os baldios da serra de Sintra. EN 6-7. n. de 8 de Agosto. 2 — A rede nacional complementar no município de Cascais é constituída pelo IC 15 (vulgo auto-estrada Lisboa-Cascais. de 22 de Fevereiro. de 26 de Fevereiro. EM 579-2.o 48 398.1 — Margens das águas do mar.o 45/86. do Decreto n. EM 585. alterada pelo Decreto-Lei n. Artigo 13. 5 — Constituem ainda parte do sistema viário principal do concelho de Cascais as estradas determinadas em programação no processo de planeamento do Plano Director Municipal (PDM).os 213/92.o Condicionamentos ecológicos 1 — Consideram-se integradas na Reserva Ecológica Nacional (REN) todas as áreas como tal identificadas na carta de condicionantes. fica sujeita ao parecer vinculativo das autoridades com jurisdição na área. de 3 de Agosto de 1990). EM 588-1. de 26 de Setembro. 8 — Condicionamentos a respeitar relativamente a faróis. e 45/94. 2. e da ribeira da Laje. 9 — Condicionamentos a respeitar relativamente a equipamentos de defesa nacional e áreas militares. referido ao Forte Velho de Santo António da Barra.o 48 464. EN 6. de 28 de Setembro de 1957. referido à Bateria de Alcabideche. EM 589-1. CM 1338. de 19 de Agosto de 1961. de 12 de Outubro. publicados no Decreto Regulamentar n. ou que venham a revelar-se instáveis. de 22 de Abril. — Os condicionamentos constam da Portaria o n. sujeitas a escorregamentos e outras alterações geológicas. 12/92. e na Lei n. que constituam complemento indispensável de outros já existentes e devidamente licenciados ou que se encontrem previstos em planos municipais de ordenamento do território. n.os 13/71.1. 89/87. EM 596. Lei n. de 6 de Maio de 1963 e de 15 de Junho de 1963. nomeadamente de correcção. 4. referido à Bateria da Parede. estando qualquer obra.

o Das restrições relativas aos interfaces modais de transportes 1 — Nos espaços destinados à construção ou reordenamento de interfaces ou de centros de coordenação de transportes/estações centrais de camionagem só são admitidos os usos necessários ao cumprimento das funções dessas instalações.o Das servidões relativas aos sistemas de abastecimento de gás As servidões de passagens de gás. Artigo 19. encontram-se classificados os seguintes imóveis: 3.1 — Imóveis de interesse público. E. P. na ponta da praia do Abano. b) É interdita a plantação de árvores ou arbustos numa faixa de 5 m para cada lado do eixo longitudinal do gasoduto.o 38 382. de 9 de Fevereiro. mesmo provisória. de 10 de Setembro.o 316/94. embora de importância secundária. de 2 de Março.o 38 888.os 232/90. respectivamente. de 16 de Junho. Artigo 20.o 39 780. Artigo 17. nomeadamente no que respeita à dependência de pareceres favoráveis dos Caminhos de Ferro Portugueses.o 13/94. e que correspondem à via longitudinal norte.o Das servidões ferroviárias As servidões relativas a rede de infra-estruturas ferroviárias. tendo em conta o disposto no Decreto-Lei n. b) Com estudo prévio da estrada aprovado pela Câmara Municipal de Cascais.o 9/94. a servidão non aedificandi é definida pelo espaço-canal delimitado a 12 m para cada lado da linha da berma executada ou da aresta superior do talude de escavação executado ou da aresta inferior do talude de aterro executado. c) Com projecto de execução da estrada aprovado pela Câmara Municipal de Cascais. pelos Decretos-Leis n.o 374/89. de 11 de Junho de 1939. pela Lei n. pelo Decreto-Lei n. imóveis de interesse público (IIP) e imóveis em vias de classificação (IVC). de 25 de Outubro. 5.N. de 9 de Junho. a componente modal ferroviária e ou a componente transporte público rodoviário. com as alterações introduzidas pelo Decreto n. de 12 de Maio. e 289/93. e da Direcção-Geral de Transportes Terrestres. os condicionamentos decorrentes da instalação do Parque Natural de Sintra-Cascais e. de 26 de Setembro de 1968. de 21 de Agosto.o Dos condicionamentos decorrentes do Parque Natural de Sintra-Cascais Devem ser particularmente observados e respeitados nos procedimentos de planeamento e administração urbanística municipais e nas iniciativas públicas. de 4 de Agosto. aprovado no respectivo projecto de execução. bem como as respectivas zonas de protecção ou zonas especiais de protecção. desde que estes assegurem uma melhor integração urbana destes espaços. existentes ou previstas.o 48 594. e 106-F/92. implicam restrições para os terrenos em que são localizadas. alterado pelo Decreto-Lei n. e do Decreto-Lei n. de 24 de Dezembro. de 24 de Abril.o Das servidões referentes à indústria extractiva 1 — As servidões à exploração de massas minerais estão definidas nos Decretos-Leis n.1 — As servidões às estradas mencionadas no número anterior são estabelecidas conforme: a) Na ausência de estudo prévio da estrada aprovado pela Câmara Municipal de Cascais. sua reparação ou renovação não poderá exceder os 36 m de largura. de 11 de Março. 2 — A eventual exploração de indústria extractiva sujeita-se ainda às determinações do Regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais (Decreto Regulamentar n. assim como por aqueles que vierem a ser constituídos com base em projectos aprovados. sempre que as instalações em causa integrem. e pelo Decreto-Lei n. 3 — No âmbito do respectivo quadro regulador deverão submeter-se a parecer da Direcção-Geral de Transportes Terrestres. de 22 de Abril. as servidões poderão vir a ser ajustadas nas condições que os planos municipais de ordenamento do território venham a estabelecer. 24/90. e 156/81. de 1 de Junho.o 28 468. de 7 de Agosto de 1951. estão sujeitas ao respectivo quadro regulador. da aresta superior do talude de escavação ou da aresta inferior do talude de aterro.o 1 e ainda nos acessos aos mesmos.o 2032.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2975 com estas áreas. numa faixa de 10 m para cada lado do eixo longitudinal do gasoduto. — O Forte de Santo António da Barra (Forte Velho). 3 — No concelho de Cascais. de 1 de Junho. pela Lei n. à via longitudinal sul — troços da via de cintura da área metropolitana de Lisboa margem norte.o Das servidões relativas a aeródromos A instalação existente no município de Cascais é o aeródromo de Tires. d) O eixo dos gasodutos deve ser assinalado no terreno pelas formas estabelecidas no regulamento de segurança.os 116-B/76. d) Em situação de obra em curso. e na Portaria n.o 205/88. a servidão non aedificandi é definida pelo espaço-canal de 20 m para cada linha da berma. com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n. Aquela legislação abrange igualmente os imóveis classificados como valores concelhios (VC). elaborados por arquitecto paisagista.os 106-H/92. de 6 de Julho (Lei do Património Cultural). que constam do Decreto-Lei n. de 23 de Janeiro. designadamente: a) São objecto de licenciamento pela entidade definida na lei todas as explorações de indústrias extractivas que se encontram em actividade ou venham a constituir-se. e) A ocupação temporária dos terrenos para depósitos de materiais e equipamentos necessários à colocação de gasodutos. que deverão ser precedidas de plano de pormenor. urbanizáveis e industriais e espaços de desenvolvimento estratégico. de 9 de Agosto. privadas ou de parceria. o Forte do Guincho. Artigo 21. com as alterações introduzidas pela Portaria n. com o pedido de licenciamento. numa faixa sobre as tubagens..o 269/78.o 9/94. de 16 de Julho.o 20 985.o 69/90.o 195/79. na freguesia do Estoril. Artigo 15. às circulares a São João e São Pedro.o 13/85. b) É obrigatória a apresentação e aprovação de planos de recuperação paisagística. de 7 de Março de 1932. cuja servidão está definida pelo Decreto Regulamentar o n. respectivos nós viários programados e outras estradas que. a via de acesso ao aeroporto secundário da área metropolitana de Lisboa. os projectos em curso ou previstos relativos a interfaces rodo-ferroviários. são as estabelecidas no Decreto-Lei n. entre o mar e a estrada marginal a nascente de São João do Estoril. pelo Decreto-Lei n. 2 — As intervenções nos espaços referidos no n. nos Decretos-Leis n. a servidão non aedificandi é definida pelo espaço-canal delimitado a 50 m para cada lado do eixo proposto da via e traçado na carta de ordenamento do PDM-Cascais. de 29 de Agosto de 1952 (Regulamento Geral de Edificações Urbanas). podendo conter esta última zonas non aedificandi. Artigo 18. publicados no Decreto Regulamentar n. alterado pelos Decretos-Leis n. de 11 de Março). nos termos definidos no Decreto-Lei n.os 166/74. designadamente: a) O terreno não poderá ser arado nem cavado a uma profundidade superior a 50 cm numa faixa de 2 m para cada lado do eixo longitudinal do gasoduto. pelos Decretos-Leis n. de 15 de Janeiro. pelo Decreto-Lei n. de 13 de Janeiro. 6 — Quando as estradas percorrem solos classificados na carta de ordenamento do PDM-Cascais como classes de espaços urbanos. traduzem espaços-canais precisos na carta de ordenamento do PDM-Cascais.o 5/91. c) É interdita a construção de qualquer tipo. Artigo 16. de 16 de Março. o Forte . com as necessárias adaptações. de 21 de Agosto de 1954. a servidão non aedificandi é definida pelo espaço-canal delimitado a 30 m para cada lado do eixo proposto no estudo prévio.os 89/90 e 90/90. designadamente. na freguesia de Alcabideche. pela Portaria n. 2 — A legislação descrita no número anterior abrange os imóveis classificados como monumentos nacionais (MN). e 274-A/93.o 11/94. e que poderão vir a merecer melhores definições em planos municipais de ordenamento do território. de 15 de Fevereiro de 1938. no que respeita à componente rodoviária. os fixados pelo Regulamento e respectivo Plano de Ordenamento.o Dos condicionamentos decorrentes do regime de protecção ao património edificado 1 — A protecção do património edificado é regulada pelo Decreto n.o 784/81. bem como de outros usos compatíveis com o funcionamento das mesmas.

Largo de 5 de Outubro.3 — Na fase de instrução do processo de classificação de um imóvel. o Hospital de Santana. inseridas na classe de espaços agrícolas consideram-se as categorias de espaço agrícola de nível 1. de 2 de Março. freguesia do Estoril (despacho de homologação a 21 de Março de 1984 e projecto de decreto a 31 de Outubro de 1994). inseridas na classe de espaços urbanizáveis consideram-se as categorias de espaços urbanizáveis de baixa densidade. as grutas de Alapraia. na Rua de Latino Coelho.1 — Os imóveis ou conjuntos em vias de classificação. de espaços urbanizáveis de média densidade. o Casal de Monserrate.o 13/85. o marégrafo de Cascais. o Forte da Nossa Senhora da Conceição.o e 23. 2 — O ordenamento identificado na referida carta de ordenamento não prejudica a existência actual — prévia a este diploma — de pequenas áreas que. espaços urbanizáveis. 6. a villa romana de Miroiços-Manique. a gruta do Poço Velho. 2 — Inseridas na classe de espaços urbanos consideram-se as categorias de espaços urbanos históricos.5 — Os imóveis em vias de classificação descritos nos n. uso ou transformação do solo consideram-se no PDM-Cascais as seguintes classes de espaços: espaços urbanos. a Capela e Fontanário do Livramento. restaurados ou transformados sem autorização expressa do IPPAR. enquanto esta não for estabelecida. 2. bem como as dos imóveis em vias de classificação. sem prejuízo do disposto no artigo 98. o Forte de Santa Marta. a 30 m da parte este da fortaleza sobre a baía de Cascais. Livramento. após parecer dos Serviços de Cultura da Câmara Municipal de Cascais. de acordo com o grafismo próprio consignado na legenda respectiva. na freguesia de São Domingos de Rana.o da Lei n.os 3 e 4 deste artigo. de nível 3 e de nível 4. o Forte de São Teodósio ou São Pedro. na freguesia do Estoril (despacho de homologação a 6 de Setembro de 1984 e projecto de decreto a 4 de Fevereiro de 1993). de nível 2. ao abrigo do n. de 1 de Junho). na freguesia de Alcabideche (Decreto-Lei n. 6. o Palácio dos Condes de Castro Guimarães. na freguesia de Cascais (Decreto-Lei n. a villa romana de Outeiro de Polima. Cascais. a Cortina de Atiradores.o da Lei n. espaços florestais. de espaços urbanos de média densidade e de espaços urbanos de alta densidade. em frente ao Palácio dos Duques de Palmela. na freguesia de Cascais (Decreto-Lei n. na freguesia do Estoril. a Bateria Alta. na Rua do Engenheiro A. as bases da muralha. por despacho do IPPAR. Artigo 23. freguesia do Estoril (Decreto n. na freguesia de Cascais. demolidos. a Estação Luso-Romana de Casais Velhos. espaços agrícolas. pela sua natureza. na freguesia de São Domingos de Rana (Decreto-Lei n. freguesia do Estoril (despacho de homologação a 26 de Fevereiro de 1987 e projecto de decreto a 23 de Novembro de 1993). de espaços urbanizáveis de alta densidade.2 — Imóveis de valor concelhio. na freguesia de Parede (início do processo em 28 de Novembro de 1991). de 25 de Setembro). o Forte da Crismina. na freguesia de Cascais (Decreto-Lei n. 6 — Os imóveis e conjuntos classificados como monumento nacional ou imóvel de interesse público dispõem sempre de uma zona especial de protecção e. Cascais. fronteiro à duna grande de Oitavos. Estrada Nacional n.o 47 508. a Vigia do Facho. antigos Paços do Concelho de Cascais. 3. na freguesia de Estoril (início do processo em 9 de Junho de 1992). José J. na freguesia de Cascais. a Cidadela de Cascais. a Casa de São Cristóvão. em Alcoitão. de 1 de Junho).o 13/85. de 6 de Julho. Estoril. freguesia de Carcavelos (início do processo a 20 de Maio de 1994). na freguesia de Cascais. assegurando que as categorias de espaço ou subcategorias consequentes às classes e categorias determinadas no PDM-Cascais sejam compatíveis e concordantes com o uso dominante definido na carta de ordenamento do PDM-Cascais.o 69/90.6 — Os valores constituídos de interesse cultural ou patrimonial que venham a ser eventualmente objecto de propostas de classificação.o 45/93. de 21 de Dezembro). de 6 de Julho. que ligava os dois baluartes na praia da Ribeira. o cemitério visigótico de Alcoitão. bem como os constantes da carta arqueológica produzida no processo de planeamento do PDM-Cascais com acompanhamento do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico (IPPAR) e constituindo elemento anexo ao PDM-Cascais nos termos do Decreto-Lei n. uso e transformação do solo SECÇÃO I Do ordenamento Artigo 22. 4 — No concelho de Cascais encontram-se em vias de classificação os seguintes imóveis. na freguesia de Alcabideche (início do processo em 11 de Janeiro de 1991). na Rua de Fernando Tomás. no passeio de Maria Pia. na Rua de Olivença.o 26-A/92. dos imóveis classificados e em vias de classificação e dos sítios arqueológicos. freguesia de Cascais (início do processo a 25 de Julho de 1994). 8.o 13/85. de 20 de Março de 1945). 3. de nível 2. 5 — No concelho de Cascais devem ser protegidos e preservados os sítios e estações arqueológicas classificados ou em vias de classificação constantes dos n. a Quinta Nova ou Quinta de Santo António ou Quinta dos Ingleses. CAPÍTULO III Da ocupação. Alapraia. . espaços de desenvolvimento estratégico. espaços industriais. freguesia de Cascais (início do processo a 21 de Fevereiro de 1995).o 2 deste artigo: Imóveis em vias de classificação.o deste diploma. expropriados. Almeida. dispõem de uma zona de protecção de 50 m contados a partir dos seus limites exteriores. designadamente o disposto no seu artigo 14. na freguesia de Cascais. na freguesia de Cascais. bem como aplicar com maior rigor cartográfico a delimitação do ordenamento. na praia da Ribeira ou do Peixe. incluindo a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a torre fortificada de Cascais. espaços de protecção e enquadramento. Carcavelos. de 6 de Julho. Monte Estoril. na freguesia de Cascais.2 — As zonas de protecção ou zonas especiais de protecção aos imóveis ou conjuntos classificados como monumento nacional ou imóvel de interesse público. na freguesia do Estoril. espaços de equipamento. enquanto não merecerem classificação e protecção específicas. na freguesia de Cascais. em Areia. em frente da pedra da nau entre Santa Marta e a Boca do Inferno. 30 de Novembro). na Quinta dos Sete Ventos. entre a Ponta do Salmodo e o Clube Naval de Cascais. — Os dois moinhos de Alcabideche. espaços cultural e natural. na margem direita da antiga ribeira da Cadaveira. a villa romana de Freiria. na Rua de Alfredo da Silva.o 1 do artigo 18. Largo do Livramento. Parede. ficam sujeitas a licenciamento municipal. os terrenos ou edifícios localizados na respectiva zona de protecção não podem ser alienados. espaços de indústrias extractivas. 6. os troços da antiga muralha do castelo da vila de Cascais.2976 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. freguesia de Carcavelos (despacho de homologação a 18 de Maio de 1990). Pedro Sousa. os projectos de construção ou reconstrução só poderão ser subscritos por arquitectos. a Capela da Nossa Senhora da Nazaré.o 735/74. sobre os quais se aplicam as determinações do n. 6.os 3 e 4 ficam sujeitos às disposições gerais constantes da Lei n.o 34 452. na freguesia de Cascais. o Forte da Nossa Senhora da Guia. na freguesia de São Domingos de Rana (Decreto n. ficam sujeitos às seguintes normas: as construções ou alterações do uso do solo na área envolvente do imóvel ou da construção. na freguesia de Cascais.o Identificação dos espaços 1 — A identificação dos espaços referidos no número anterior é a constante da carta de ordenamento a que se refere o artigo 1. a Quinta do Barão. na freguesia de Cascais. entre a praia da Conceição e os Almagreiros. espaços-canais. inseridas na classe de espaços industriais consideram-se as categorias de espaço industrial existente e de espaço industrial proposto.o 139 — 19-6-1997 de Oitavos. a villa romana do Alto da Cidreira.o 28/84. entre o Farol da Guia e a Laje do Ramil. entre o mar e o lado poente do Hotel do Guincho. dispõem de uma zona de protecção de 50 m contados a partir dos seus limites exteriores. Estoril. espaços de áreas preferenciais de turismo e recreio. no Largo das Grutas. na freguesia de Cascais. até 50 m contados a partir dos seus limites exteriores. de espaços de desenvolvimento singular e de espaços de desenvolvimento turístico. a sul da praia de água doce entre a estrada marginal e o mar. entre o princípio da Rua de Marques Leal Pancada. fronteira à Boca do Inferno. 34.o 5 e Rua do Dr. na freguesia de Cascais. são servidões administrativas que estão sujeitas às prescrições dos artigos 17. na freguesia de Cascais. na Avenida do Rei Humberto II de Itália.o Os espaços 1 — Para efeitos da ocupação.o 26-A/92. inseridas na classe de espaços cultural e natural consideram-se as categorias de espaço cultural e natural de nível 1.o 6. 2.4 — Nas zonas de protecção de imóveis classificados. 15. — Edifício na Avenida das Acácias. na foz da ribeira dos Mochos. de 24 de Janeiro de 1967).o 3 — Cabe aos planos municipais de ordenamento do território identificar e classificar tais áreas. de espaços urbanos de baixa densidade. na margem esquerda da antiga ribeira da Cadaveira. Carcavelos. entre a Rua das Grutas e a Rua de Francisco de Paula e Oliveira. 1-A. Monte Estoril. o Forte de São João. o edifício das cavalariças de Santos Jorge. Avenida do General Eduardo Galhardo. o Forte Novo. não pertençam ao espaço em que estão incluídas. 6. na freguesia de São Domingos de Rana. na freguesia de Alcabideche. na Avenida Marginal e Avenida de Vasco da Gama.

os 2 e 3. em estado de abandono ou sem uso específico relevante situadas no interior dos aglomerados urbanos devem prioritariamente destinar-se à satisfação de carências dotacionais da rede de equipamentos colectivos. bem como a todas as actuações de edificabilidade. a construção de novos edifícios pode efectuar-se em lotes destacados ou em parcelas cuja dimensão permita o seu loteamento urbano. disciplina prescrita no Decreto-Lei n.1 do artigo 94. designadamente no que se refere ao património arquitectónico. de 11 de Março.o Obras de construção. 2 — São permitidas obras de beneficiação. 6 — Nos terrenos livres em espaços urbanos. d) Reabilitação de espaços industriais degradados. 4 — Nas áreas inseridas na categoria de espaços urbanos de baixa densidade é recomendada a elaboração de planos de pormenor que ajustem os condicionamentos definidos no número anterior. 4. observar as dotações em parqueamento definidas no capítulo V. permitindo-se um acréscimo até 20 % do índice de utilização líquido existente nos edifícios constantes do catálogo ou inventário do património arquitectónico — anexo I a este Regulamento — ou que dele venham a constar por decisão da Câmara Municipal. nomeadamente do quarteirão onde se inserem.o 26/96.o e delimitados na carta de ordenamento — divididos nas categorias de espaço urbano histórico. não é permitida a construção em cave nem qualquer tipo de obstáculos à drenagem das águas. histórico ou cultural. g) Definição criteriosa das subunidades operativas de planeamento e gestão. a ampliação. 3 — É permitida a mudança do uso habitacional ou a construção de novos edifícios.o 25/92. os índices de utilização líquidos definidos na alínea c) do n. de espaço urbano de baixa densidade. de alterações ou ampliações de edifícios existentes. observando as características específicas de cada área. as zonas onde será admissível a mudança do uso habitacional para uso terciário e comércio. geminadas ou em banda).3 — Nos espaços urbanos os licenciamentos a ocorrerem nos espaços urbanos históricos — classificados como categoria de espaço — devem respeitar os princípios e condicionamentos definidos no capítulo IV deste Regulamento. ratificado pela Lei n. respeitando os parâmetros urbanísticos determinados para as respectivas categorias. .o 139 — 19-6-1997 SECÇÃO II DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2977 Regime de administração urbanística dos espaços Artigo 24. qualificadas e indiferenciadas no Plano de Ordenamento referido. 4.4 — Nos aglomerados urbanos inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais e classificados no respectivo Plano de Ordenamento e Regulamento como áreas de ambiente urbano qualificado os licenciamentos devem respeitar ainda os condicionamentos definidos no Decreto Regulamentar n.o: a) Devem ser garantidas as características morfológicas dominantes. no troço da rua entre duas transversais ou no troço da rua que apresenta características morfologicamente homogéneas. de 1 de Agosto. b) Cumprimento do disposto nos capítulos V e VI deste Regulamento. ou em legislação específica que venha a ser publicada.1) Nas situações em que não exista uma envolvente construída com características bem definidas. nomeadamente. de 31 de Agosto. c) Respeito pelas características e especificidades dos aglomerados que confiram identidade própria aos centros (sectores específicos ou na sua expressão global). de 29 de Novembro.o 1 do artigo 2. outros fins. observando também os parâmetros de quarteirões fronteiros. a reconversão ou a beneficiação de edifícios existentes em parcelas já destacadas e os usos ficam sujeitos à verificação dos seguintes condicionamentos. atribuindo-lhes. e demais legislação aplicável. tenham expressão territorial na classe de espaços urbanos devem destinar-se preferencialmente à estrutura verde primária e secundária da área urbana ou a afectações de equipamentos ou redes públicas. a.5 — As dotações em superfícies de parqueamento devem respeitar as normas estabelecidas no capítulo V. e 334/95.1 — As operações de loteamento urbano.o Espaços urbanos 1 — Os espaços urbanos a que se refere a alínea a) do n. sem que seja ultrapassada a cércea máxima admitida para a categoria de espaço onde se insere a unidade industrial ou de armazenagem. f) Criação de espaços verdes de dimensão adequada e preenchidos por estruturas de equipamento destinadas ao lazer recreativo e passivo. 5 — Nos espaços urbanos. para além do estipulado nos n.o 1 deste artigo e o índice de construção médio referido ao quarteirão onde se insere. nomeadamente leitos e margens.1) do n. SUBSECÇÃO I Categoria de espaços urbanos de baixa densidade Artigo 25. e estabeleçam formas distintas de habitar que se não reconhecem nas soluções tradicionais conhecidas (as moradias isoladas. a sujeitar a planos de pormenor e onde se objectivem traçados qualificados de desenho urbano. reconversão e ampliação que se destinem (ou não) à intensificação do uso habitacional. incluindo os edificáveis. estão sujeitos a parecer favorável do Parque Natural de Sintra-Cascais os planos de urbanização e planos de pormenor que se venham a elaborar nas áreas classificadas como de ambiente urbano. decorrendo as despesas por conta dos respectivos proprietários ou usufrutuários. e) Manutenção e valorização das linhas de água. 2 — Cabe aos respectivos instrumentos de planeamento previstos no Decreto-Lei n. altura máxima de fachada de 9 m e percentagem de ocupação de parcela de 40 %. Do mesmo modo são permitidas obras de remodelação. obras de qualquer natureza. e sem prejuízo do cumprimento das dotações em parqueamento definidas no capítulo V deste Regulamento. reabilitação.2 — A existência ou programação de edifícios industriais ou de armazenagem deve observar as compatibilidades definidas no Decreto Regulamentar n. designadamente as formas de habitar condominiais. se necessário mediante intervenção dos serviços municipais. definir as melhorias na sua estrutura interna. devem.o 69/90. observando a altura máxima de fachada correspondente ao estabelecido na alínea a. b) As áreas livres. 7 — Nas áreas inseridas na classe de espaços urbanos e que se reportem a áreas urbanas de génese ilegal os índices e parâmetros urbanísticos de referência são os dos espaços ou lotes já construídos. 4. De igual modo. e eventualmente para a satisfação de carências habitacionais ou de serviços. requalificação e valorização. de funcionamento dos sistemas de circulação e parqueamento e rede de verdes secundária.o 25/93. e Decretos-Leis n.o 448/91.N. ou seja. geminadas e em banda ou agrupadas).os 2 e 2. devendo qualquer intervenção nas construções existentes reduzir ou eliminar tais obstáculos. designadamente obras singulares ou operações de loteamentos. excepto as iniciativas que ocorrerem no interior dos espaços urbanos históricos e que terão como referência o disposto no capítulo IV deste Regulamento. por princípio. estabelecendo. 4 — Nos espaços urbanos. reconversão. 3 — As áreas inscritas na RAN ou na REN ou sujeitas a servidões administrativas e restrições de utilidade pública e que. concordantes com os regimes definidos na RAN e na REN. inscrevendo estas áreas na dotação de espaços verdes de desenvolvimento linear em cunhas verdes.5 m. paisagístico. 4. de espaço urbano de média densidade e de espaço urbano de alta densidade — são constituídos pelas malhas urbanas existentes. planos e regulamentos 1 — A construção de novos edifícios. nomeadamente as áreas médias dos lotes e parâmetros urbanísticos do quarteirão onde se inserem e as tipologias arquitectónicas (moradias isoladas. tendo em conta os seguintes objectivos: a) Recuperação. para terciário ou equipamentos colectivos. renovação ou reconversão dos sectores urbanos degradados. por forma a obter composições urbanas e ambientais conformes às exigências da sociedade. de 2 de Março. porventura. se necessário. e as determinações estabelecidas no capítulo VI (Das cedências e compensações) deste Regulamento. assim como a cércea deve decorrer do valor modal das cérceas da frente edificada do lado do arruamento onde se integra o novo edifício. 4.os 302/94. devem ser adaptados os parâmetros urbanísticos aplicáveis aos loteamentos. é obrigatória a manutenção de boas condições de higiene e salubridade. nas áreas incluídas nas zonas sujeitas a inundações ou que venham a ser incluídas nestas áreas em consequência de estudos específicos desenvolvidos pela Administração Pública. alterado pela Lei n. de 17 de Agosto. nas parcelas cujo dimensionamento suporte o novo uso e respeitando as dotações de parqueamento definidas no capítulo V deste Regulamento.o 5 deste artigo e uma altura máxima de fachada igual a 7. de 28 de Dezembro. respeitar os valores ou enquadramentos arquitectónicos e paisagísticos relevantes e as características dominantes da malha urbana envolvente. usos.o 9/94. de 19 de Dezembro. sem prejuízo do disposto nos n.

d) Altura máxima de fachada. deve decorrer do estabelecido na alínea a) do n. salvo nos casos em que a Câmara Municipal considerar não oferecerem adequadas condições de salubridade e segurança ou que daí resultem incompatibilidades entre usos. c) O índice de utilização líquido máximo: Lotes com área igual ou inferior a 150 m2 — 1. Artigo 27. pode admitir-se uma profundidade de empena de dimensão que não exceda os 15 m. é de 15 m.80.1 — A alteração de uso prevista no número anterior. se forem diferentes as profundidades das empenas dos edifícios confinantes e a profundidade de um ou de ambos for inferior a 15 m. sem prejuízo do disposto nos n. fica dependente de parecer prévio favorável deste Instituto. b) A possibilidade de adaptação do edifício ao novo uso terá de ser concordante com as condições previstas no capítulo IV deste Regulamento.1 do artigo 94. exceptuam-se os estabelecimentos hoteleiros relativamente aos quais a Direcção-Geral do Turismo admita outros usos. c) É admitida a construção de sótão ou de um piso recuado para fins habitacionais ou arrecadações. f) A profundidade máxima das empenas. nunca inferiores a 500 m2. por forma a não comprometer as características arquitectónicas que determinaram a sua inventariação. h) É interdita a utilização dos logradouros para fins diversos dos previstos no Regulamento Geral das Edificações Urbanas. pode admitir-se uma profundidade de empena superior àquele valor.5 m acima da cércea e planos a 45o pelas linhas superiores de todas as fachadas do edifício. Artigo 29.os 2 e 2. a áreas técnicas.2978 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. d) Por razões estéticas e de integração no conjunto dos edifícios existentes. os edifícios destinados a equipamentos colectivos (privados ou públicos). 2 — Nos casos referidos no número anterior pode ser localizado equipamento que contribua para a qualificação do ambiente urbano e para o enquadramento e vitalização daqueles atravessamentos.60. com o máximo de 15 m.o do Regulamento Geral das Edificações Urbanas. desde que fiquem asseguradas as boas condições de exposição solar e ventilação dos espaços habitáveis do novo edifício e dos edifícios confinantes.o 1 deste artigo ou de 7. e os estabelecimentos hospitalares. afectos uns e outros às diversas unidades de utilização dos edifícios.00. a Câmara Municipal pode impor ou aceitar o alinhamento de pisos e outros elementos construtivos e arquitectónicos com os edifícios envolventes. b) O índice de ocupação máximo de 35 %.o: a) É autorizado o nivelamento da cércea pela moda das cérceas (valor de observação mais frequente) da frente edificada do lado do arruamento onde se integra o novo edifício. e) A Câmara pode determinar uma dimensão média de lote resultante da operação de loteamento que observe a dimensão média dominante nas malhas urbanas existentes na unidade operativa de planeamento e gestão onde se inscreva a operação de loteamento. desde que não ultrapasse o que decorre da aplicação do artigo 59. Artigo 28. excepto para os usos previstos no capítulo V deste Regulamento. se forem diferentes as profundidades das empenas dos edifícios confinantes e a profundidade de um ou de ambos for superior a 15 m.os 2 e 2. em lotes já destacados. onde a manipulação de materiais justifique a instalação de serviços em cave. laboratórios e instituições de investigação. Lotes com área superior a 150 m2 e igual ou inferior a 500 m2 — 0. 2 — As operações de loteamento referidas no número anterior têm de respeitar cumulativamente as seguintes regras. g) Quando existam edifícios confinantes. que sejam objecto de operações de loteamento.o Usos 1 — Na construção de novos edifícios. 3 — Nos arruamentos onde seja dominante ou tendencialmente verificado o uso de terciário. 2. desde que fiquem asseguradas as boas condições de exposição solar e ventilação dos espaços habitáveis do novo edifício e dos edifícios confinantes. desde que salvaguardado o disposto no capítulo V deste Regulamento.o Interior dos quarteirões 1 — Nos edifícios ou conjuntos que tenham frente para duas ruas opostas pode ser autorizado o atravessamento pedonal do quarteirão. desde que a sua altura não exceda em qualquer caso e no ponto máximo 3. e ainda considerado o índice de utilização existente no quarteirão. quando não existam edifícios confinantes. arrecadações ou casas-fortes. a serviços de lazer. e) As caves destinam-se exclusivamente a dotações de parqueamento. 2 — Em edifícios existentes não é permitida a alteração do uso habitacional para o uso terciário ou para equipamento colectivo. no troço de rua entre duas transversais ou no troço de uma rua que apresenta características morfológicas homogéneas. .o 2. ampliação. constante do anexo I a este Regulamento.1 do artigo 94. Exceptuam-se as situações previstas em planos de pormenor e designadamente os edifícios de referência. os novos edifícios podem destinar-se exclusivamente a funções terciárias.o: a) O índice de utilização bruto máximo de 0. o acto projectual do novo edifício deve garantir a concordância das empenas do novo edifício com as empenas dos edifícios confinantes.1 do artigo 94. b) No caso previsto na alínea anterior. os edifícios destinados a equipamento turístico. arquivos. que pode ter ocupação de terciário. os edifícios industriais e os edifícios de habitação unifamiliar. quando se trate de edifícios sujeitos à jurisdição do IPPAR. b) Em edifícios existentes é permitida a alteração do uso terciário para o uso habitacional.5 m sempre que não for determinável o valor modal. com excepção do piso térreo. a profundidade das empenas será igual à desses edifícios.o: a) Devem ser integrados os equipamentos colectivos e espaços verdes públicos definidos pela Câmara Municipal e nos termos do capítulo VI deste Regulamento. a altura máxima de fachada do novo edifício não pode em qualquer caso exceder os 16 m.o Loteamentos 1 — Só são permitidas operações de loteamento não integradas em plano de pormenor quando se verifiquem as seguintes condições cumulativas: a) A parcela a lotear confine com arruamento existente.o 139 — 19-6-1997 5 — Nas parcelas. e após vistoria dos serviços municipais para a verificação das boas condições de exposição solar aos logradouros confinantes e a preservação de espécies arbóreas de interesse relevante para o ambiente urbano. De qualquer modo.50. sem prejuízo de elementos singulares de concepção e composição arquitectónica. salvo se se verificarem as seguintes condições: a) Tratar-se de edifícios identificados como sendo de interesse no catálogo ou inventário do património arquitectónico. sem prejuízo do disposto nos n.o Obras de construção As obras de construção ficam sujeitas aos seguintes condicionamentos. sem prejuízo do disposto nos n. Lotes com área superior a 1000 m2 — 0. SUBSECÇÃO II Categoria de espaços urbanos de média densidade Artigo 26.os 2 e 2.50. b) As novas construções dêem continuidade aos planos de fachada e às características morfológicas das malhas urbanas em que se integram. Lotes com área superior a 500 m2 e igual ou inferior a 1000 m2 — 0. sem prejuízo das superfícies exigidas para estacionamento privativo do edifício. reconversão e beneficiação dos edifícios existentes. os parâmetros urbanísticos a respeitar são. indústria compatível e equipamentos colectivos desde que tenha acesso independente da habitação e as excepções do n. os usos ficam sujeitos à verificação dos seguintes condicionamentos: a) As obras de construção e ampliação só podem ser destinadas a uso habitacional.

nomeadamente reservatórios e redes de adução e distribuição de água. ampliação.o e ainda: a) Índice de utilização bruto máximo: 1.o Interior dos quarteirões As condições são as estabelecidas no artigo 28. Artigo 30.o Dos planos de pormenor As alterações de edificabilidade e dos usos não previstas nos artigos anteriores ficam dependentes de prévia aprovação de planos de pormenor.o: a) O índice de utilização bruto máximo é de 1. reconversão. sem prejuízo do disposto no n. d) Devem ser tomadas como referência as cérceas dominantes das zonas envolventes. que não podem exceder 25 m de altura de fachada. de forma particular.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2979 b) O índice de utilização bruto máximo é de 1 m2 por cada metro quadrado do terreno sujeito a loteamento. b) Ajustamento a escalas mais bem adequadas dos perímetros urbanos. por não disporem de infra-estruturas de saneamento básico e de equipamentos nem a sua realização estar programada pela Câmara Municipal de Cascais. c) Constituição de zonas de amortização do processo urbano sobre a paisagem natural ou de expressão rústica envolvente.o Obras de construção As obras de construção ficam sujeitas aos condicionamentos do artigo 27.5 m2 por cada metro quadrado de terreno sujeito a loteamento. Artigo 33. salvo os edifícios de referência. por forma a não serem introduzidas descontinuidades bruscas nas alturas e volumetrias das malhas urbanas. média e alta densidade de uso dominante residencial. h) Obtenção de desenhos urbanos de condução pública. e) Manutenção. complemento ou reforço de equipamentos e de redes primárias de saneamento básico.o Loteamentos 1 — Só são permitidas operações de loteamento não integradas em plano de pormenor nas condições cumulativas estabelecidas nas alíneas a) e b) do n.o Usos Na construção de novos edifícios. c) Índice de utilização bruto máximo: 1. d) Devem ser estabelecidas concordâncias com as empenas de edifícios existentes. incorporam as categorias de espaços de desenvolvimento singular. designadamente obras singulares ou operações de loteamentos. SECÇÃO III Espaços urbanizáveis Artigo 36.o. incoerente e de expressão urbanística suburbanizada e desqualificada. com cérceas máximas de 22 m. beneficiação de edifícios existentes em lotes já destacados.o 69/90.o 2 do artigo 29.N. de desenvolvimento turístico e urbanizáveis de baixa. que se têm de conformar com as seguintes condições: a) Área mínima de intervenção do plano de pormenor: 1 ha. e) e f) do artigo 30. estações locais de tratamento de efluentes. com manutenção do uso habitacional como dominante. sem prejuízo do disposto na alínea seguinte e considerado o índice de utilização do quarteirão onde se insere. 2 — As operações de loteamento referidas no número anterior têm de se conformar com as regras definidas nas alíneas a). em que a altura máxima de fachada do novo edifício não pode em qualquer caso exceder os 22 m. consideração adequada e valorização das linhas de água.o-A Das condições gerais e específicas das iniciativas As condições gerais e específicas de iniciativas que traduzam intervenções nesta categoria de espaço estão determinadas no capítulo IV deste Regulamento e. b).o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais. tendo em vista os seguintes objectivos: a) Contenção do alastramento urbano desordenado.o Delimitação e caracterização 1 — Os espaços urbanizáveis. ficam sujeitos às seguintes condições: a) O licenciamento de loteamentos e de obras de construções fica condicionado à existência. nos artigos inscritos na sua secção IV. nos termos do artigo 27.o. com alturas máximas de fachadas de 16 m. g) Desenho e qualificação séria dos traçados do sistema viário de âmbito secundário face à emergência da articulação com os traçados intra e interurbanos de expressão concelhia e melhorias da articulação intermunicipal e metropolitana. por forma a não serem introduzidas descontinuidades bruscas nas alturas e volumetrias das malhas urbanas. indutores à qualificação urbana e redutores das expressões de periferia suburbanizadas e de reduzido conforto estético-ambiental. e que se traduzam em referências de valorização do concelho de Cascais.5. a que se refere a alínea b) do n.o e ainda. incorporando os défices dos espaços urbanos envolventes quando da programação dos equipamentos. que se têm de conformar com as condições estabelecidas nas alíneas a). d) Garantir a satisfação global das dotações em equipamentos para toda a área territorial urbanizável. f) São aplicáveis aos logradouros as condições já estabelecidas no artigo 27. d) e e) do n. de 2 de Março — os planos de urbanização e os planos de pormenor —.o 1 do artigo 2. sem prejuízo do disposto na alínea seguinte e considerado o índice de utilização do quarteirão onde se insere. b) A altura máxima de fachada dos edifícios é de 22 m.o Dos planos de pormenor As alterações de edificabilidade e dos usos não previstas nos artigos anteriores ficam dependentes de prévia aprovação dos planos de por- . c) A altura máxima de fachada dos edifícios é de 16 m. SUBSECÇÃO IV Categoria de espaços urbanos históricos Artigo 35. definir a sua estruturação urbanística.o. que não podem exceder os 19 m. 2 — Cabe aos respectivos instrumentos de planeamento previstos no Decreto-Lei n. b) Podem ser considerados usos diversos nas proporções que vierem a merecer a concordância da Câmara Municipal de Cascais. Artigo 35. e) Devem ser satisfeitas as condições dos capítulos V e VI deste Regulamento. b) Devem ser tomadas como referências as cérceas dominantes das zonas envolventes.o 1 do artigo 29. 3 — Os espaços urbanizáveis. complemento ou reforço de equipamentos e das redes primárias de saneamento básico nestes espaços depende da programação dos investimentos necessários em função das necessidades de expansão e crescimento urbanos consideradas pela Câmara Municipal de Cascais. designadamente leitos e margens. bem como a todas as actuações de edificabilidade.o Artigo 32. sem prejuízo do disposto no n. emissários e redes colectoras de esgotos. f) Criação de espaços verdes.o Artigo 34.o SUBSECÇÃO III menor. de recreio e de lazer em dimensão adequada que permita a resolução de défices nos espaços urbanos envolventes. Categoria de espaços urbanos de alta densidade Artigo 31. excepto quanto ao disposto na sua alínea b).o 2 do artigo 94.o 2 do artigo 94. b) A realização. salvo os edifícios de referência.o e nas condições do número seguinte. os usos ficam sujeitos à verificação dos condicionamentos estabelecidos no artigo 26. e) Cumprir as determinações dos capítulos V e VI deste Regulamento.

silêncio e bem-estar desejáveis nos espaços de desenvolvimento turístico. b) Densidade habitacional bruta máxima: 60 fogos/ha. 4 — Nos espaços urbanizáveis são aplicáveis as condições estabelecidas nos capítulos V e VI deste Regulamento.1 do artigo 94. pelas suas características e localização estratégica no contexto metropolitano.o do Decreto-Lei n. nos termos do Decreto-Lei n. b) Não acautelem condições de segurança e comodidade para a circulação de pessoas e bens. respeitar os índices e parâmetros urbanísticos do número anterior. sempre que o edifício singular corresponda às excepções previstas no Regulamento Geral das Edificações Urbanas. respeitar os índices e parâmetros urbanísticos definidos no número anterior. sem prejuízo do disposto nos n.o do Decreto-Lei n. Artigo 42. desinseridos ou revelem aspectos negativos para a actividade turística. e em conformidade com o disposto no artigo 63. 2 — Admitem-se os edifícios singulares em parcelas de dimensão diversa. d) O licenciamento das operações de loteamento ou de obras de construção só pode fazer-se após a execução das obras de equipamentos e de infra-estruturas definidas pela Câmara Municipal de Cascais ou da realização de contratos de urbanização entre a Câmara Municipal de Cascais e os promotores que estabeleçam as condições da sua execução. SUBSECÇÃO III Categoria de espaços urbanizáveis de alta densidade Artigo 41. 2 — Admitem-se os edifícios singulares em parcelas de dimensão diversa. 2 — Admitem-se os edifícios singulares em parcelas de dimensão diversa. em qualquer tipo de forma de agrupação ou condominial. d) Altura máxima de fachada: 16 m. admitindo-se outros usos nas proporções a definir pela Câmara Municipal de Cascais. SUBSECÇÃO IV SUBSECÇÃO I Categoria de espaços urbanizáveis de baixa densidade Artigo 37. e de forma a assegurar a conveniente integração urbana. paisagísticas e do meio ambiente. mesmo quando ocorra em urbanizações conjuntas de habitação livre e habitação social. 2 — Nestes espaços não devem ser previstas nem autorizadas acções ou empreendimentos que pela sua natureza. dimensão ou características: a) Causem degradação das condições naturais.o: a) Índice de utilização bruto: superior a 0. e devem ser considerados os parâmetros urbanísticos definidos para as categorias de espaços onde se inserem.40 e inferior ou igual a 0.1 do artigo 94. Edificabilidade e loteamentos 1 — Os projectos de loteamento e de edifícios em terrenos inseridos nesta categoria devem respeitar os seguintes índices e parâmetros urbanísticos. o município poderá determinar a elaboração e a aprovação de um plano de pormenor que preceda a concessão do licenciamento do edifício ou edifícios requeridos. sem prejuízo do disposto nos n. tendo sempre em conta as reais necessidades de expansão e crescimento urbano. SUBSECÇÃO II Categoria de espaços urbanizáveis de média densidade Artigo 39. e suas alterações.os 2 e 2. exceptuada a alínea c). admitindo-se outros usos nas proporções a definir pela Câmara Municipal de Cascais. de 20 de Novembro. . admitindo-se outros usos nas proporções a definir pela Câmara Municipal de Cascais.80 e inferior ou igual a 1. Densidade habitacional bruta máxima: 25 fogos/ha. e respectivas alterações. de 29 de Novembro.o Usos As áreas inseridas nestes espaços destinam-se preferencialmente ao uso de habitação colectiva. sempre que o edifício singular corresponda às excepções previstas no Regulamento Geral das Edificações Urbanas. sem prejuízo do disposto nos n. exceptuada a alínea c). 3 — Nas áreas exclusivamente afectas a construção para execução de programas de habitação social admite-se o não cumprimento do valor da densidade habitacional bruta máxima definido na alínea b). sempre que o edifício singular corresponda às excepções previstas no Regulamento Geral das Edificações Urbanas. conforto e segurança. De qualquer modo.o Edificabilidade e loteamentos 1 — Os projectos de loteamento e de edificação em parcelas abrangidas por estas áreas devem respeitar os seguintes índices e parâmetros urbanísticos.o: a) Índice de utilização bruto: superior a 0. de qualquer modo.1 do artigo 94. bem como no artigo 13.o: a) b) c) d) Índice de utilização bruto: inferior ou igual a 0.40. c) Impliquem tráfego rodoviário incompatível com as condições de conforto.o Usos As áreas inseridas nestes espaços destinam-se preferencialmente ao uso de habitação colectiva.o 139 — 19-6-1997 c) A realização. de armazenagem ou afins. com manutenção do uso habitacional como dominante. e reveste-se de especial importância para o desenvolvimento da actividade turística.o 448/91. Categoria de espaços de desenvolvimento turístico Artigo 43. desde que compatíveis com o uso habitacional.o Edificabilidade e loteamentos 1 — Os projectos de loteamentos e de edifícios em terrenos inseridos nestas categorias devem respeitar os seguintes índices e parâmetros urbanísticos.o N.o Delimitação e caracterização 1 — A categoria de espaços de desenvolvimento turístico inscreve-se na classe de espaços urbanizáveis que está delimitada na carta de ordenamento do PDM-Cascais e corresponde a áreas de potencial turístico. 5 — Nos espaços urbanizáveis são admitidos os usos industriais. com manutenção do uso habitacional como dominante.os 2 e 2.2980 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B Artigo 40. 6 — Os licenciamentos a ocorrer em espaços urbanizáveis e inscritos nos perímetros dos aglomerados classificados como áreas de ambiente urbano qualificado no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e respectivo Regulamento devem respeitar os condicionamentos resultantes daquele instrumento urbanístico. c) Área mínima dos lotes ou parcelas: 250 m2.os 2 e 2. c) Área mínima dos lotes ou parcelas: 250 m2. de 17 de Agosto. devendo. de qualquer modo. só aplicável à construção social. Artigo 38. devendo.80. com manutenção do uso habitacional como dominante. b) Densidade habitacional bruta máxima: 75 fogos/ha. respeitar os índices e parâmetros urbanísticos do número anterior. de qualquer modo. complemento ou reforço de equipamentos e das redes primárias de saneamento básico pode ser programada pela Câmara Municipal de Cascais quando os promotores de iniciativas de urbanizações ou projectos nestes espaços suportarem os encargos das redes primárias necessárias ao funcionamento dos respectivos empreendimentos. d) Sejam inadequados.5 m. devendo. Área mínima dos lotes ou parcelas: 300 m2. Altura máxima de fachada: 7.o Usos As áreas inseridas nestes espaços destinam-se preferencialmente ao uso de habitação de tipologia unifamiliar. d) Altura máxima de fachada: 22 m. exceptuada a alínea c).o 25/93.o 445/91.

de orientação norte-sul. 2.5 m. os elementos de interesse patrimonial ou construídos existentes e evitar alterar formas de relevo preexistentes à intervenção urbanística. 3 — O licenciamento dos empreendimentos nos espaços delimitados de desenvolvimento turístico deve ocorrer nos termos do Decreto-Lei n.1 — Espaço do empreendimento turístico e residencial da Quinta da Marinha (Guia. aldeamentos turísticos afectando cerca de 24 ha.22 ha e um club house afectando uma área aproximada de 0. 4 — O licenciamento dos empreendimentos turísticos. A. 434/88.40 ha.o Delimitação e caracterização 1 — A categoria de espaços de desenvolvimento singular inscreve-se na classe de espaços urbanizáveis que está especificamente delimitada na carta de ordenamento do PDM-Cascais e corresponde a espaços destinados a desenvolvimentos de singularidade relevante e ainda a espaços já envolvidos em desenvolvimentos específicos e particularizados. com alturas máximas de fachada de 6. com programação de moradias unifamiliares afectando uma área de cerca de 16. de prudência acrescida no que se refere à impermeabilização dos solos. O empreendimento deve respeitar o previsto nos capítulos II. 2.20 ha e com alturas máximas de fachada da ordem dos 10 m. no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER). isto é. b) Os núcleos de edifícios não devam agrupar-se formando ou indiciando a formação de contínuos urbanos. As alturas máximas de fachada são de 7 m. exceptuando a unidade hoteleira. e afectando uma área de terreno da ordem dos 1.1 — Não são permitidas quaisquer actividades industriais e de armazenagem ou outras que.N. o edifício não deverá ultrapassar os 9. cuja altura máxima de fachada é de 12 m. com programação de moradias unifamiliares afectando cerca de 20 ha.40 ha de terreno.o 8/89. com excepção da unidade hoteleira. uma unidade hoteleira com altura máxima de fachada de 10 m.70 ha. à valorização do sistema ambiental configurado pela ribeira de Bicesse e envolvendo áreas da RAN e da REN. de 8 de Agosto.4.o 251/89. ladeada por faixas afectas à REN e à RAN.15. cuja altura máxima pode atingir os 2 m.). afectando uma área da ordem dos 0. exceptuando as vedações de estrema da propriedade.5. o previsto nos capítulos II. de 27 de Abril. S. parte dos quais já construídos e com alturas máximas de fachada da ordem dos 10 m. A nascente da ribeira de Bicesse deste espaço de estruturação urbanística desenvolver-se-ão os edifícios de condomínio habitacional e a poente daquela ribeira localizar-se-ão os edifícios de terciário. Os parâmetros urbanísticos obtêm como referência de respeito os estabelecidos neste Regulamento para a categoria de espaços urbanos de alta densidade e exclusivamente nos termos definidos no protocolo celebrado. em si mesmos. V e VI deste Regulamento e as determinações da carta de condicionantes do PDM-Cascais. uma instalação comercial ou turística com altura máxima de fachada da ordem dos 10 m e afectando uma área de terreno da ordem dos 0. de 21 de Novembro.80 ha e com alturas máximas de fachadas de 7. 2. entre a Câmara Municipal de Cas- . à preservação e valorização do sistema de verdes existentes. onde existe construído um campo de golfe com cerca de 34 ha. de algum modo. — Constitui uma área territorial situada a poente de Cascais. 3.o 162/89. f) Devem ser adoptadas soluções na concepção e execução das redes de infra-estruturação básica que reduzam os impactes desfavoráveis ao meio ambiente.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2981 e) Constituam ou ameaçam constituir-se em factores de desequilíbrio da actividade que se deseja como claramente dominante.70 ha. A altura máxima das vedações dos lotes é de 1 m (com 0. uma unidade hoteleira afectando uma área de cerca de 4. está sujeito ao regime de cedências e compensações definido no capítulo VI deste Regulamento. à estruturação urbanística de actividades residenciais em forma condominial e de actividades terciárias.5 m e afectando uma área de terreno da ordem dos 11 ha (a maioria já construídos).2 — Espaço do empreendimento turístico e residencial da Euronova Norte.3 — Nos empreendimentos hoteleiros a situar nos terrenos não inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais a dimensão da parcela não está sujeita a qualquer constrangimento e o índice de construção resultará da aplicação do Regulamento Geral das Edificações Urbanas com o valor máximo de 1. com profundidade máxima de empenas de 20 m. e 235/91. de 8 de Agosto. da passagem inferior ao caminho de ferro e à objectivação de operação urbanística de actividade residencial. de 30 de Setembro. a turística. e da Portaria n. V e VI deste Regulamento e as determinações da carta de condicionantes do PDM-Cascais e do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais. os actos projectuais. 2 — Nestes espaços os usos e os parâmetros urbanísticos e condicionamentos ou indicações de algum modo relevantes são definidos nos números seguintes e particularizados ao seu desenvolvimento específico. com uma área bruta de construção da ordem dos 181 589 m2. alterado pelos Decretos-Leis n.o 6-8 e a nascente pela ribeira das Marianas. As alturas máximas de fachadas reportam-se a 6. SUBSECÇÃO V Categoria de espaços de desenvolvimento singular Artigo 44. d) Os empreendimentos turísticos e os núcleos que os substanciam devem revestir elevada qualidade. e programados apartamentos turísticos envolvendo 4.89 ha. com lotes com área média de 1500 m2 e afectando uma área de terreno da ordem dos 30 ha (a maioria já construídos). do Decreto-Lei n. afectando uma área de terreno da ordem dos 3. nomeadamente nas vertentes arquitectónicas e de integração ambiental. equipamento turístico/hoteleiro e de recreio.5 — Espaço de estruturação urbanística do Bairro das Marianas. áreas residenciais para moradias unifamiliares com alturas máximas de fachadas de 7. 2.4 — Espaço de estruturação urbanística do Alto dos Gaios. garantindo as dotações de parqueamento estabelecidas no capítulo V deste Regulamento. 2. aldeamentos turísticos para 520 camas. à implementação do sistema viário de articulação urbana. e ainda uma área da ordem dos 12 ha destinada a sistemas viários e verdes de enquadramento e remates de áreas residenciais. uma unidade hoteleira afectando 1 ha e actividade agro-pecuária e equipamentos colectivos afectando uma área de cerca de 7. devem produzir elementos singulares ou de referência que contribuam para a valorização cénica da área territorial onde se integram.064. 3. um estabelecimento de restauração afectando uma área de 1. com alturas máximas de fachada de 13 m e respeitando as disposições dos capítulos II. deve estruturar-se como espaço de recreio e de lazer. marginada a norte pela EN n. O empreendimento respeitará o índice bruto de construção da ordem de 0. actualmente ocupada por barracas e onde será promovida uma operação urbanística de reestruturação dirigida à valorização ambiental das margens do subsistema hídrico.5 m de altura máxima de fachada. 3.2 — Se o empreendimento se traduzir numa afirmação singular — uma unidade hoteleira —. V e VI deste Regulamento e as determinações da carta de condicionantes do PDM-Cascais. — Constitui uma área territorial da ordem dos 94 ha. O empreendimento deve respeitar o previsto nos capítulos II.1 — De qualquer modo. — Constitui uma área territorial junto ao nó de Bicesse da AE 5. — Constitui uma área territorial com cerca de 75 ha. delimitada a norte pela AE 5 e dirigida à estruturação de troços do traçado da via longitudinal sul. a ribeira. V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes do PDM-Cascais. com uma área bruta de construção total da ordem dos 48 408 m2. os núcleos previstos nos empreendimentos a desenvolver nestes espaços devem respeitar os seguintes princípios: a) As edificações não podem afectar áreas integradas na RAN e na REN. equipamento de serviços de apoio a residências. do Decreto Regulamentar n.80 ha.5 m.os 149/88. 2. de 27 de Junho. de 21 de Março.194. c) A densidade populacional líquida. com a possibilidade de se constituir espaços condominiais dos respectivos empreendimentos. no caso daqueles que se traduzam numa operação de loteamento de um ou mais prédios. particular atenção aos modos de sinalética e mobiliários urbanos. e) Devem as soluções formais de desenho ou morfológicas respeitar criteriosamente os elementos de valorização cénica. reportando-se a um índice de construção global da ordem de 0.5 m. reportando-se a um índice de construção global igual a 0. Os parâmetros urbanísticos são os estabelecidos para as categorias de espaços urbanos de média densidade. Ao centro.5 m opacos).3 — Espaço do empreendimento turístico e residencial da Euronova Sul. com cerca de 98 ha. a relação entre o número de habitantes previstos e a área de terreno afecta a edificações da operação urbanística não pode exceder os 40 hab. iluminação urbana e ambiental e pavimentos pedonais e aos actos projectuais de construção da paisagem. disporá de uma parcela ou lote com dimensão mínima de 1 ha e não deverá ultrapassar o índice de construção bruto da ordem de 0.40 ha./ha e os restantes parâmetros urbanísticos devem considerar os estabelecidos para as categorias de espaços urbanizáveis de baixa densidade. possam causar inconvenientes ao repouso e lazer dos utentes. que se reporta a 12 m.o 328/86. — Constitui uma área territorial situada a nascente da Parede e a poente de Carcavelos. para 500 camas.

o do anexo ao Decreto-Lei n. 2. de 11 de Março (Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais). V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes e observada uma área non aedificandi de 50 m à estrada marginal. A operação urbanística respeitará o disposto dos capítulos II. e o Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa. campo de saltos. de 2 de Março.o 302/90. — Constitui uma área territorial delimitada pela Rua de Melo e Sousa e a Rua de São Tomé e Príncipe. onde está programada a construção do edifício para sede social do Grupo Estoril-Sol e considerará os parâmetros urbanísticos das categorias de espaços urbanos de média e alta densidade. que podem vir a adquirir as características das classes de espaços urbanos. A estruturação objectiva a operação de extinção do segundo maior bairro de barracas existente no concelho (Bairro das Tainhas). nos termos definidos no Decreto-Lei n. considerada como área de intervenção específica no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e onde se encontram programadas actividades multiuso. a nascente pela EN 247-5 e a sul pelo aglomerado de Tires. parque de recreio.o 94 a 8 fogos. e a variante viária a São Pedro e configura um interface rodo-ferroviário em cooperação com o Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa. onde estão programadas actividades decorrentes da ratificação parcial do Plano de Pormenor de Mação.o Delimitação e caracterização 1 — A classe de espaços de desenvolvimento estratégico a que se refere a alínea l) do n. bem como a programação das actividades multiuso compatíveis com os regimes da RAN e da REN. com três pisos e cave. 2.10 — Espaço de reestruturação urbanística a poente do Casino do Estoril. os Caminhos de Ferro Portugueses. 2.o 14 do artigo 4. a poente pela EM 597. picadeiro coberto e cavalariças. corresponde a espaços destinados a desenvolvimentos de singularidade relevante e que correspondem a objectivos estratégicos da administração municipal. com respeito pela continuidade a estabelecer com a moradia geminada onde se situa a actual sede. A. V e VI deste Regulamento e da carta de condicionantes do PDM-Cascais e ainda o respeito pelo disposto no n. — Integra a área territorial do aglomerado urbano da Ribeira da Penha Longa e considera os objectivos estratégicos de valorização.16 — Espaço de reestruturação urbanística da Ribeira da Penha Longa.11 — Espaço de estabelecimento do empreendimento do Clube D.. Este programa de investimentos visa a obtenção de uma plataforma aeroportuária que garanta o exercício complementar ao aeroporto internacional de Lisboa.o 23 a 44 fogos. sobretudo de lazer. com uma área total de construção prevista de 39 320 m2. de 28 de Março. 2. A operação urbanística. designadamente piscinas. — Constitui uma área territorial envolvente da estação ferroviária de São João do Estoril. e assegura o cumprimento dos regimes definidos nos capítulos II.o 302/90. A. com alturas máximas de fachada de 21 m. respeitando os parâmetros urbanísticos estabelecidos para a categoria de espaços urbanizáveis de baixa densidade. a concretização do Programa Geral de Regularização da Ribeira das Vinhas. V e VI deste Regulamento e as determinações decorrentes da carta de condicionantes do PDM-Cascais. constituindo um projecto urbano de referência em parceria com a iniciativa privada. P.o do anexo ao Decreto-Lei n. Constituirá um projecto urbano de referência acompanhado pela entidade Parque Natural de Sintra-Cascais.o está especificamente delimitada na carta de ordenamento do PDM-Cascais. pontualizados com edifícios de referência e respeitando o disposto nos capítulos II. . Estas disposições finais não se aplicam no espaço de valorização da orla marítima urbana de Cascais. com três pisos e cave.o 14 do artigo 4. situada a norte e sul do caminho de ferro. 2. de 28 de Setembro. considera a reestruturação dos espaços do domínio ferroviário dirigidos para a requalificação da estação terminal. centro de ténis.12 — Espaço de estabelecimento urbanístico da Quinta da Bicuda. em condomínio privado. visando a consecução do aeroporto secundário da área metropolitana de Lisboa e considera os parâmetros e condicionantes do Plano Director do Aeródromo e respectivas servidões e a carta de condicionantes do PDM-Cascais.o 9/94.9 — Espaço de desenvolvimento e reestruturacção urbanística do aeródromo de Tires. 2. 24 a 93 e 95 a 99 a habitação unifamiliar. publicado pela Portaria n. um parque urbano central de dimensão relevante. e onde se programam investimentos de progressiva valorização e qualificação inseridos em plano director específico. 2.o 139 — 19-6-1997 cais. traduz um índice médio de construção de 0. — Constitui uma área territorial envolvente da estação ferroviária terminal de Cascais.15 — Espaço de estruturação urbanística de articulação São Pedro-Parede. o reordenamento das funções rodoviárias integradas nas relações intermodais e a valorização do passeio marginal e objectiva a reestruturação viária entre a estrada marginal e a 1.o 665/93. de um complexo de ténis e o estabelecimento de um aldeamento turístico com 230 habitações turísticas. situada a norte e sul do caminho de ferro. e o Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa. — Constitui uma área territorial situada a nascente da Quinta da Marinha e a poente da Urbanização da Guia. traduzindo uma operação urbanística em parcelas designadas por A a O e onde se prevê a implementação de habitações unifamiliares. de parcerias com a iniciativa pública.2982 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. as determinações dos capítulos II.8 — Espaço de reestruturação urbanística da estação ferroviária de São João e área envolvente. os lotes n.o 14 do artigo 4. em Tires. de 28 de Setembro.. com cerca de 47 ha. e GRISA. destinando-se o lote n. com cerca de 20 ha.13 — Espaço de estruturação urbanística da zona sul da Guia. Os parâmetros urbanísticos a respeitar são os determinados para as categorias de espaços urbanos de baixa e média densidade.6 — Espaço de estruturação urbanística da Quinta do Patiño.14 — Espaço de estruturação urbanística de Mação. onde a área total de construção prevista é da ordem dos 73 311 m2 em 99 lotes. e o lote n. considerará os parâmetros urbanísticos das categorias de espaços urbanos de média densidade e os regimes estabelecidos nos capítulos II. onde estão programadas as actividades decorrentes do plano de pormenor aprovado pela Assembleia Municipal de Cascais em 15 de Março de 1993 e considera o estabelecimento de zonas habitacionais unifamiliares e empreendimentos turísticos. — Constitui uma área territorial onde se situa o aeródromo municipal de Cascais.o 174/94. A. considerará os parâmetros urbanísticos da categoria de espaços urbanos de alta densidade e as determinações decorrentes da carta de condicionantes do PDM-Cascais e dos capítulos II. — Constitui uma área territorial situada frente ao mar. Objectiva um projecto urbano de referência. V e VI deste Regulamento e ainda o respeito pelo disposto no n.o 1 a integrar o palácio existente com uso polivalente. a norte pelo prolongamento da Rua de Pêro de Alenquer e a nascente pela Avenida de Nossa Senhora do Rosário.a circular de Cascais. — Constitui uma área territorial situada a sul de Alcoitão. — Constitui uma área territorial limitada a norte pela AE 5 e respectiva faixa de protecção. com enquadramento em operação PER. no Estoril. de 14 de Julho. da administração central. urbanizáveis ou de outras desde que a sua implementação seja precedida da elaboração e ratificação de plano de pormenor. Considera a programação de actividades multiuso de reforço à centralidade de Cascais. Carlos.o 69/90.o do anexo ao Decreto-Lei n.17 — Espaço de estruturação urbanística do complexo do Clube Estoril-Praia. Constituirá um projecto urbano de referência dirigido à satisfação de procuras urbanas nas actividades de formação e lazer desportivo e respeitará os parâmetros urbanísticos estabelecidos para a classe de espaços de equipamentos e as determinações dos capítulos II.7 — Espaço de reestruturação urbanística da área envolvente à estação ferroviária de Cascais. o qual se regerá pela legislação aplicável. e considerará as determinações decorrentes do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais.. considera a programação da reestruturação dos espaços do domínio ferroviário e dirigidos à requalificação e valorização da estação e da articulação intermodal e a programação de actividades multiuso. limitada a sul pela estrada marginal e a norte pelo tecido urbano existente no Murtal. V e VI deste Regulamento e ainda no respeito pelo disposto no n. S. P.16. — Constitui uma área territorial situada a poente da Parede e a nascente de São Pedro do Estoril. corresponde a um desenvolvimento urbanístico singular e de relevância específica. qualificação e requalificação urbanística.2 e cérceas dominantes de dois pisos e máxima de três pisos.o 1 do artigo 2. em parceria com a iniciativa privada. limitada a sul pela EN 247. privada ou cooperativa. SECÇÃO III Espaços de desenvolvimento estratégico Artigo 45. os Caminhos de Ferro Portugueses. 2. Santo.os 2 a 22. 2. 2. — Constitui uma área territorial a poente do aglomerado da Areia. com um índice médio de construção de 0. delimitada a norte e poente pela variante à EN 247-5. 2. E. com dois pisos e cave. 2. acordado com o Instituto Nacional da Água e o Ministério do Ambiente. Os parâmetros e condicionamentos são os estabelecidos na Portaria n. V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes do PDM-Cascais. o lote n. em configuração de gaveto. S.o 302/90. de parceria com a iniciativa privada. — Constitui uma área territorial situada no vale da Amoreira onde se encontra já edificado o campo de futebol do Estoril-Praia e considera a programação de actividades multiuso compatíveis com os regimes da RAN e da REN. V e VI deste Regulamento e as constantes no Decreto Regulamentar n. de um aparthotel. de 28 de Setembro. E.

SECÇÃO IV Espaços industriais Artigo 46. a ser objecto da elaboração do plano de ordenamento de orla costeira. — Constitui uma área territorial delimitada a sul pelo Estabelecimento Prisional de Tires e o Bairro de 16 de Novembro. . os parâmetros urbanísticos a observar são os seguintes. Observará as determinações dos capítulos II. de forma a garantir a adequação às procuras industriais modernas ou de âmbito terciário. tendo em vista os seguintes objectivos: a) Obter um desenho urbano-industrial indutor de qualificação acrescida destes espaços. o estabelecimento do nó viário de articulação entre a via longitudinal sul e a via programada pela Junta Autónoma de Estradas.1 — Espaço de reestruturação urbanística e valorização patrimonial da área envolvente a villa romana de Freiria. salvo em instalações especiais devidamente justificadas. delimitada a norte pelo CM 1338.4 — Espaço de estruturação urbanística para o estabelecimento de uma unidade hospitalar e de ensino universitário. delimitada a norte pelo colégio privado St. E. — Constitui uma área territorial situada em Carcavelos.2 — Espaço de desenvolvimento e valorização da orla marítima urbana Cascais-São João e São João-Carcavelos. e garantir tratamentos adequados de efluentes industriais. d) Objectivar programas de melhoria ambiental. com promoção de investimentos específicos dirigidos ao acrescento de valor da Costa do Sol. enquadramento de actos projectuais de arquitectura singulares e de afirmação de autoria. qualificação e requalificação da frente de praias urbanas. índices e parâmetros urbanísticos 1 — Os espaços industriais a que se refere a alínea c) do n. desde que o seu número não exceda um terço do número total de lotes a configurar na operação de loteamento ou de plano. alturas máximas de fachada de 12 m e percentagem máxima de ocupação do solo de 40 %. designadamente rede viária e de abastecimento energético. — Constitui uma área territorial limitada a nascente pela variante de articulação da AE 5 com a estrada marginal. que articula Abóboda a Polima. — Constitui uma área territorial envolvente das minas da villa romana de Freiria.N. a norte pelo caminho de ferro. Nesta área serão consideradas as determinações decorrentes da carta de condicionantes do PDM-Cascais.5. valorizar as linhas de água e um parcelamento diverso por forma a permitir o estabelecimento de pequenas e médias unidades para as novas iniciativas. na sua vertente urbanística. Dominics. Observará as determinações dos capítulos II. sem prejuízo do disposto no n. sistemas de equipamentos urbanos (mobiliário. diminuição e eliminação do ruído. 2. V e VI deste Regulamento. a reabilitação do conjunto edificado da Quinta do Barão e os remates urbanos de fecho das malhas existentes.o 1 artigo 2. a manutenção de faixas livres de construção na frente da estrada marginal de pelo menos 50 m. admitindo-se no entanto uma área mínima de lote de 500 m2. designadamente o reforço da qualidade do ar. e configura um empreendimento residencial e multiuso. P. a sul pelo espaço envolvente do aglomerado do Arneiro Norte e a poente por espaço de protecção e enquadramento. promovido pela administração central em articulação com a Câmara Municipal de Cascais. a nascente por espaço abrangido pela RAN. bem como a carta de condicionantes do PDM-Cascais. O processo de elaboração do plano de ordenamento da orla costeira considerará as determinações decorrentes da carta de condicionantes do PDM-Cascais. sujeito ao índice de construção máximo bruto de 0. V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes do PDM-Cascais. que reforce a eficiência económica dos tecidos industriais. correspondendo a objectivos estratégicos de valorização.6 — Espaço de estabelecimento terciário do Arneiro. no estabelecimento do parque urbano linear compatível com a preservação da REN e da RAN. as indicações de carácter programático e condicionamentos de algum modo determinantes da sua expressão na elaboração dos planos de pormenor são definidos nos números seguintes e particularizados ao seu desenvolvimento específico.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2983 2 — Nestes espaços. delimitada a norte pela AE 5.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são constituídos pelas áreas sujeitas e a sujeitar a actividades transformadoras. definir a sua estruturação e reestruturação. A reestruturação urbanística visa o estabelecimento do interface modal rodo-ferroviário de Carcavelos. 2. a nascente pelo limite do concelho de Cascais e a sul e poente pelos perímetros urbanos envolventes. delimitada a norte pela programada via longitudinal sul. e a carta de condicionantes do PDM. V e VI deste Regulamento. designadamente traduzidos em equipamentos de apoio ao usufruto das praias. 2. passeios marítimos de contemplação e recreio passivo e preservação do espaço hídrico costeiro. designadamente obras singulares ou operações de loteamentos. Nestes espaços aplica-se igualmente o disposto nos capítulos II. V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes do PDM-Cascais. a altura total das construção não deverá ultrapassar os 9 m. — Constitui uma área territorial situada junto ao nó de Carcavelos da AE 5. e às actuações de edificabilidade. a poente pela área industrial da Abóboda e a sul pelo aglomerado de Outeiro de Polima e considera a viabilização de um troço da variante à EM 584 e a operação de reabilitação e valorização da área tendo como objectivos estratégicos a valorização cénica do conjunto arqueológico e o ordenamento das áreas urbanas de génese ilegal existentes na envolvência. enquadramento paisagístico das falésias. Os parâmetros urbanísticos são os estabelecidos para a categoria de espaço urbanizável de média densidade e ou para a classe de espaços de equipamentos. V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes do PDM-Cascais. a sul e poente pela via existente e a nascente pelos espaços envolventes do aglomerado do Arneiro.o 2 do artigo 94. A estruturação urbanística objectiva a localização de um hospital e de ensino universitário e um empreendimento residencial complementar e assegura a viabilização da operação PER em protocolo a estabelecer em parceria com a iniciativa privada. equipamentos de apoio ao recreio náutico. A estruturação urbanística dirige-se ao estabelecimento de actividades residenciais e de actividades terciárias. 2. sinaléctica e iluminação urbana ambiental). o estabelecimento de um parque urbano de dimensão relevante e estruturador e a valorização e a preservação do conjunto edificado da Quinta dos Ingleses. c) Garantir uma compartimentação de categorias de uso com particular atenção às estruturas verdes e de lazer exigíveis para reforçar a eficiência social dos tecidos industriais.o 69/90. A estruturação urbanística visa o estabelecimento da via programada pela Junta Autónoma de Estradas e de articulação entre o nó de Carcavelos na AE 5 e a estrada marginal. paradigma da área metropolitana de Lisboa. b) Garantir um traçado de redes de infra-estruturas. A reestruturação urbanística dirige-se ao estabelecimento de espaços de actividades terciárias. de expressão de lazer. 2. — Constitui uma área territorial situada junto ao nó de Carcavelos da AE 5. e compreenderá as determinações que vierem a ser estabelecidas pelo IPPAR. e) Objectivar programas de reconversão industrial. 2. a salvaguarda das áreas condicionadas. a sul pela estrada marginal e a poente pela Avenida de Jorge V. 3 — Nos espaços industriais. Dominics. previstos no Decreto-Lei n. respeitando os parâmetros urbanísticos dos espaços urbanizáveis de baixa densidade. de 2 de Março — os planos de urbanização e planos de pormenor —. o parque de material circulante dos Caminhos de Ferro Portugueses. Os parâmetros urbanísticos serão os que vierem a ser estabelecidos no plano de pormenor que desenvolva as opções de ordenamento. recreio e cultura.o Delimitação dos instrumentos de planeamento. 2. designadamente. consolidação de fundo do passeio marítimo existente e prolongamento do passeio marítimo (vulgo paredão) entre a praia da Azarujinha e Carcavelos. a norte pela via longitudinal norte e a nascente com a variante à EN 249-4. 2 — Cabe aos respectivos instrumentos de planeamento.7 — Espaço de estruturação urbanística da área envolvente a St. a poente pela área sujeita ao aeródromo de Tires. classificada como imóvel de interesse público.5 — Espaço de estruturação urbanística da Quinta do Barão. — Constitui uma área territorial situada entre a estrada marginal e o mar.o: a) A dimensão dos lotes não poderá ser inferior a 2000 m2. garantindo-se. respeitando as determinações dos capítulos II.3 — Espaço de reestruturação urbanística de Carcavelos Sul.. de armazenagem e serviços complementares e supletivos da actividade económica. sujeita aos parâmetros urbanísticos estabelecidos para as categorias de espaços urbanos de média densidade e respeitará as determinações dos capítulos II. nas categorias de espaços industriais existentes e espaços industriais propostos.

publicado pelo Decreto Regulamentar n. Espaços agrícolas de nível 4 — 0. que correspondem aos solos integrados na RAN. sem prejuízo do disposto quanto à RAN. hotelaria e terciário diverso e as determinações dos capítulos II e VI deste Regulamento. desde que compatível com o uso do solo e justificável por razões de enquadramento paisagístico. exceptuando as disposições nos números seguintes. 3 — Nos espaços agrícolas de nível 1. O ócio da população e as actividades lúdicas e culturais. b) Percentagem de ocupação do solo máxima: Espaços agrícolas de nível 2 — 0.78. cumprindo os parâmetros urbanísticos definidos nas alíneas a) e b) do n. Espaços agrícolas de nível 4 — 2. de 17 de Agosto. nem a área total de construção ser superior a 500 m2. 4 — A localização dos estabelecimentos industriais deve obedecer ao determinado no artigo 4. passivo. destinados à formação profissional. e constituem espaços de expressão rústica relevantes na composição da paisagem concelhia.2 — Nestas categorias de espaços industriais é ainda admissível a existência de edifícios destinados ao exercício de actividades de terciário.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são constituídos por áreas com depósitos ou massas minerais susceptíveis de serem objecto de actividades extractivas.2984 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. As explorações mineiras eventualmente propostas. de 14 de Junho. com um mínimo de afectação de 20 % da superfície bruta afecta à operação urbanística. 3 e 4 podem ser instalados equipamentos de investigação e desenvolvimento. Espaços agrícolas de nível 3 — 2. b) A defesa e manutenção do meio natural e suas espécies que impliquem a sua conservação e sua melhoria e a formação de reservas naturais.1 — Nestes espaços podem igualmente ser instalados equipamentos de turismo e recreio desde que se respeitem os seguintes índices: altura máxima de fachada — 7.2 — Nos terrenos inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais observam-se as disposições constantes dos respectivos Plano de Ordenamento e Regulamento e o licenciamento de actividades é precedido de parecer favorável da entidade Parque Natural de Sintra-Cascais. desporto. 4 — Nos espaços agrícolas de nível 2. correspondendo a graus de protecção e valorização diversos face ao regime da RAN.o 3. Espaços agrícolas de nível 4 — 0. desafectações devem respeitar os estabelecidos para a categoria de espaços agrícolas de nível 2.40. a horticultura e a floricultura. a exploração de madeira. percentagem de impermeabilização do lote máxima de 80 %.o do Regulamento do Exercício da Actividade Industrial (REAI). Espaços agrícolas de nível 3 — 0.04. classificação. a criação e guarda de animais em regime livre ou de estábulo.1 — Nestas categorias de espaços industriais é: a) Interdita a construção de novos edifícios destinados a habitação e ampliações dos existentes. O campismo. Os usos ligados à manutenção dos serviços públicos. a percentagem de ocupação do solo de 20 % e o índice de construção bruto de 0. 3. a altura máxima de fachada é de 15 m e a superfície permeável da parcela deve ser da ordem dos 25 %.50. 2 — Estes espaços ficam sujeitos ao uso que vier a ser aprovado no âmbito do plano de recuperação paisagístico a elaborar segundo a legislação em vigor. de nível 2. saúde. 3. Espaços agrícolas de nível 3 — 0. prevenção e segurança com as edificações observando a altura máxima de fachada de 8 m.o 1 do artigo 2. SECÇÃO V Espaços para indústrias extractivas Artigo 47. tendo especialmente em vista a produção de bens alimentares. uma sólida existência de estrutura verde secundária.o Delimitação. espaços agrícolas de nível 3 — 0.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são constituídos pelos solos com capacidade.86.55. f) Os usos que forem declarados de utilidade pública.o Delimitação. 7 — Nos espaços agrícolas de nível 2. 9 — São usos permitidos nos espaços agrícolas. a caça e a pesca.1. as culturas experimentais ou especiais. 8 — Nos espaços agrícolas são considerados usos característicos. SECÇÃO VI Espaços agrícolas Artigo 48. caso esta se constitua sob a forma de loteamento ou forma de gestão condominial. 2 — Os espaços agrícolas são classificados em quatro níveis de uso: de nível 1.025.o 25/93. afastamento mínimo da construção ao limite do lote de 5 m. nos loteamentos industriais. será aplicado o seguinte índice de cobertura arbórea potencial: espaços agrícolas de nível 2 — 0. d) Número de pisos acima do solo: Espaços agrícolas de nível 2 — 2. exceptuando-se as residências para vigilantes. c) Exigível. isto é. 7. das superfícies verdes interiores a cada lote ou parcela. às determinações do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e às determinações decorrentes do processo de planeamento municipal.o 139 — 19-6-1997 b) Em relação a cada lote ou parcela estabelecem-se os seguintes condicionamentos: coeficiente volumétrico de 5 m3/m2 de área de terreno do lote. e índice de construção bruto — 0. os seguintes: a) A agricultura exclusiva em sequeiro ou regadio.1. das infra-estruturas e das instalações de serviço de apoio às mesmas. com estruturas de verde e de lazer afectando 30 % do terreno objecto da operação urbanística. Espaços agrícolas de nível 3 — 5000 m2. de nível 3 e de nível 4. 7. percentagem de ocupação do solo de 50 % da área total do terreno. uso e transformação do solo ficam sujeitos aos seguintes parâmetros: a) Superfície mínima de parcela de terreno para construção: Espaços agrícolas de nível 2 — 10 000 m2. 3. Espaços agrícolas de nível 3 — 0. com alturas máximas de fachada de 9 m.2. em instalações adequadas para este fim. armazenagem.30. sem prejuízo do disposto quanto à RAN e das limitações que derivam da actividade específica definidas em legislação sectorial aplicável: a) b) c) d) e) As actividades de produção agro-pecuária. De qualquer modo. e) Índice de permeabilidade: Espaços agrícolas de nível 2 — 0. e espaços agrícolas de nível 4 — 0. b) Admissível a existência de edifícios destinados a alojamento hoteleiro e de restauração.o 1 do artigo 2. os usos e parâmetros urbanísticos a observar caso se obtenham . c) Índice de construção máximo: Espaços agrícolas de nível 2 — 0.5 m.o 196/89. existente ou potencial. Em edifícios singulares a construir em parcelas já destacadas. educação e formação profissional. 5 — Para além do disposto no número anterior. caracterização e usos 1 — Os espaços para indústrias extractivas a que se refere a alínea d) do n. e uma integração paisagística adequada à edificação ou edificações. índices e parâmetros urbanísticos e usos 1 — Os espaços agrícolas a que se refere a alínea e) do n. Espaços agrícolas de nível 4 — 0. são permitidas as actividades e desafectações definidas no Decreto-Lei n. ou destinados ao exercício do lazer recreativo. 6 — A superfície de terreno impermeabilizado não poderá ultrapassar os 1300 m2.04. Espaços agrícolas de nível 4 — 2000 m2. percentagem de ocupação do solo — 15 %. podendo concorrer para aquela afectação a componente de verde privado. de uso agrícola.87. a criação de espécies piscícolas.3 — Nestes espaços são de observar as determinações estabelecidas no capítulo V e que digam respeito às actividades industriais. com alturas máximas de fachada de 12 m.025. salvo se existirem construções geminadas. de nível 3 e de nível 4 a ocupação.

o 2 do artigo 94. usos e parâmetros urbanísticos 1 — Os espaços de protecção e enquadramento a que se refere a alínea g) do n.1 ou 0. de 20 de Abril.o Delimitação. 3 — Nestes espaços são permitidas intervenções de promoção pública e privada que se destinem especialmente a oferecer estruturas de verde secundário destinadas ao recreio.o 1 do artigo 2. educação. mutualista. deve promover a elaboração dos planos especiais das áreas florestais. 2 — Nestas áreas são admissíveis os modelos de exploração compatíveis (as actividades agrícola.o deste Regulamento. nos termos do Decreto-Lei n. pelo processo de planeamento induzido por loteamentos de expressão significativa ou através de programas municipais sectoriais. designadamente.o: a) Garantir uma superfície de terreno a destinar a áreas verdes ou áreas permeáveis num valor próximo de 25 % da superfície total do terreno ou parcela.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B SECÇÃO IX Espaços de equipamentos Artigo 51. de 13 de Outubro.5 m. e pelas áreas que. salvo o disposto no número seguinte.o Delimitação. actividades de apoio ao tráfego rodoviário. caracterização.o 93/90.o 2985 10 — Os usos característicos e os usos permitidos definidos nos números anteriores que venham a ser propostos nas áreas inseridas no Parque Natural de Sintra-Cascais observam o disposto naquele Plano de Ordenamento e respectivo Regulamento e o seu licenciamento é precedido de parecer favorável da entidade Parque Natural de Sintra-Cascais. 2 — Nestes espaços não podem ser autorizadas nem previstas acções que destruam os elementos de valorização cénica ou alterem as formas de relevo existentes. salvo nas áreas territoriais sujeitas à jurisdição específica do Parque Natural de Sintra-Cascais. sem prejuízo do disposto no n. e desde que conformados a actos projectuais adequados. ampliações ou obras novas que se conformem complementarmente ou supletivamente com os usos existentes no edifício e ou na parcela e sujeitas às seguintes condições. reconstrução. de prevenção e segurança. e são dimensionadas tendo como referência as normas definidas pelas entidades com jurisdição em função da matéria. 3 — Nestes espaços as alterações de uso só são admissíveis mediante a prévia aprovação e ratificação de plano de pormenor.o 69/90. de 0.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são as áreas afectas ou que o venham a estar a estabelecimentos de carácter público. 5 — As iniciativas descritas no n. designadamente as de realização inconveniente nos espaços urbanos e urbanizáveis. tendo especialmente em vista a defesa contra os riscos de erosão que estes comportam. caracterização e usos 1 — Os espaços cultural e natural a que se refere a alínea j) do n. mediante parecer favorável do Parque Natural de Sintra-Cascais (quando ocorram nas áreas territoriais integradas no Parque). e ao disposto no artigo 21. 3. arquitectónicos e urbanísticos que pela sua especificidade patrimonial merecem relevância. usos e parâmetros urbanísticos SECÇÃO VII Espaços florestais Artigo 49. 1 — Os espaços de equipamentos a que se refere a alínea h) do n.o 3 devem conformar-se com os seguintes parâmetros urbanísticos: a) Dimensão mínima da parcela: 2 ha. órgãos de sistemas de prestação de serviços públicos. onde as actividades permitidas devem respeitar o Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e respectivo Regulamento. 2 — As servidões e restrições de utilidade pública dos espaços destinados a equipamentos escolares. c) Respeitar as dotações de parqueamento definidas no capítulo V deste Regulamento. SECÇÃO VIII Espaços de protecção e enquadramento Artigo 50. saúde. das determinações estratégicas do município e das emergentes do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais. silvícola e pastoril) e mais adequados à protecção dos solos. 7 — Os espaços de protecção e enquadramento inseridos nas unidades operativas de planeamento e gestão cujo uso dominante é urbano devem destinar-se exclusivamente a estrutura verde equipada secundária. arqueológicos. de 2 de Março. actividades de satisfação de procuras da população urbana. ou da direcção regional do ambiente .35. no respeito dos condicionalismos e legislação que os regula. caracterização.os 316/90. de defesa nacional.o 1 do artigo 2. de 12 de Outubro. SECÇÃO X Espaços cultural e natural Artigo 52. onde. cooperativo ou privado. de satisfação de procuras urbanas. às determinações do processo de planeamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e à decorrência do processo de planeamento municipal (as categorias de espaços cultural e natural de nível 1 e de nível 2) e em outras duas categorias de uso — de imóveis classificados e em vias de classificação e dos sítios arqueológicos. bem como a recuperação do fundo de fertilidade dos mesmos.1 — Nos espaços cultural e natural de nível 1 e de nível 2 são permitidas as seguintes actividades.o 1 do artigo 2. c) Altura máxima de fachada: a referência de 7. de estabelecimentos prisionais e de outros edifícios públicos são as determinadas na legislação que lhes respeite. Delimitação. 4 — Os espaços de protecção e enquadramento imediatamente confinantes com os espaços urbanos ou urbanizáveis poderão passar à categoria de espaços urbanizáveis de média densidade desde que se destinem predominantemente à realização do Programa Especial de Realojamento (PER). de 19 de Março. nomeadamente publicadas pelo Gabinete de Estudos do Ministério do Planeamento e Administração do Território (1990) e pelo Gabinete de Estudos do Ministério da Educação (1990). 3 — As actividades que ocorram nos espaços cultural e natural de nível 1 estão sujeitas ao regime do Decreto-Lei n. b) Respeitar um índice de utilização líquido máximo da ordem de 1. 6 — Os órgãos de sistemas de prestação de serviços públicos podem estabelecer-se em qualquer dimensão de parcela. a salvaguarda de valores paisagísticos. usos e parâmetros urbanísticos 1 — Os espaços florestais a que se refere a alínea f) do n.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são constituídos por áreas destinadas predominantemente ao fomento. e 79/95.o 1 do artigo 2.N. caracterização. Os espaços cultural e natural abrangem áreas com diversos níveis de protecção e valorização correspondendo às especificidades de composição da REN. oferecendo recursos panorâmicos dignos de protecção ou carecendo de protecção. 2 — Os espaços cultural e natural são classificados em categorias de uso correspondendo a níveis de protecção e valorização diversos face ao instituto da REN. em articulação com a administração central.o Delimitação. quando se tratem de equipamentos de interesse público. b) Índice de construção: relação entre a área bruta de construção e a área total do terreno. alterado pelos Decretos-Leis n. 213/92. com cobertura florestal ou progressivamente a implementar. devem ser programados os caminhos corta-fogo com continuidades a assegurar nas áreas envolventes aos espaços florestais. e que se destinem a satisfazer procuras e necessidades da população só realizáveis por instalações de carácter singular ou específico. 5 — A programação e a localização de equipamentos de nível local são definidas nos planos de urbanização e de pormenor. exploração e conservação das espécies florestais e outros recursos a elas associados.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são os espaços nos quais se privilegiam a protecção e valorização dos recursos naturais e culturais e a salvaguarda dos valores paisagísticos. e constituem áreas de compartimentação paisagística. 4 — Nos edifícios existentes ou nas parcelas inseridas nestes espaços são admissíveis as operações de reabilitação. de saúde. estruturas destinadas a investigação e desenvolvimento. se destinam a fazer parte da composição paisagística concelhia.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são as áreas nas quais se privilegiam a protecção dos recursos naturais ou culturais. 3 — O município de Cascais.

quando possível. não devem ser irradicadas ou transformadas desnecessariamente por motivos de aparente maior rentabilidade económica. salvaguardando-se as decorrentes de uma normal actividade de exploração agrícola ou florestal e situações de emergência resultantes da necessária utilização de veículos de combate a incêndios florestais.) ou de outras espécies exóticas. a instalação de depósitos de ferro-velho e a prática de campismo fora dos locais para tal destinados.o 139 — 19-6-1997 e recursos naturais (quando ocorram nas áreas territoriais não integradas no Parque e definidas como de nível 1): a) A investigação científica. de recreio e lazer. 21.o.o Da protecção e valorização do património histórico 1 — As presentes normas e as que o processo de planeamento municipal venha a desenvolver instruem a protecção e valorização do património histórico segundo princípios afirmativos: a) A protecção do património histórico não deve limitar-se ao meio ambiente natural e a conjuntos ou elementos edificados. por relevância de manutenção e enriquecimento do tecido social. f) A introdução de quaisquer actividades agrícolas não tradicionais. 5. b) A monitorização do estudo do ambiente natural.). 2 — A protecção e valorização do património histórico formula-se: a) Por intermédio das condições gerais de protecção e valorização contidas na legislação em vigor.o Delimitação. são os espaços nos quais se privilegiam a protecção a corredores activados por infra-estruturas e que têm efeito de barreira física dos espaços que os marginam. instalar novas explorações para extracção de inertes e transmitir licenças de exploração. designadamente a SECÇÃO XI Espaços-canais Artigo 53. d) A realização de loteamentos urbanos. k) As actividades que venham a ser permitidas no âmbito de programas estratégicos de valorização e requalificação conduzidos pela administração central e local. social e cultural. CAPÍTULO IV Das condições gerais e específicas de protecção e valorização do património histórico SECÇÃO I Princípios para a protecção do património histórico Artigo 55. 4 — Nas áreas territoriais afectas a recursos arqueológicos. d) Outras actividades de conservação da natureza. 19. lançar efluentes. b) A introdução de espécies invasoras ou infestantes. 20. detritos. caracterização e usos 1 — Os espaços de áreas preferenciais para turismo e recreio a que se refere a alínea m) do n. inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais. desenvolvida a operação de valorização do sítio arqueológico. Uma generalizada e descontrolada substituição de edifícios e consumo desregrado de elementos naturais supõem frequentemente um desperdício económico. e) A recolha de amostras de materiais geológicos. j) A instalação de actividades de piscicultura. restaurantes e balneários. 3.o. só deve ocorrer no âmbito e regime que venham a ser determinados pelos planos de ordenamento da orla costeira. salvaguardando-se as actividades agrícolas e florestais com interesse comprovado.2986 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. este venha a merecer o estabelecimento de actividades compatíveis ao exercício do lazer e cujos actos projectuais tenham conformidade adequada. devem concordar com os parâmetros urbanísticos estabelecidos para a classe ou categoria de espaço envolvente. integram as zonas que apresentam aptidão preferencial para a implantação de equipamentos turísticos. podem realizar-se as actividades específicas do domínio da prática arqueológica e valorização. bem como o corte ou destruição do revestimento vegetal natural ou alteração das camadas de solo arável. i) A abertura de circuitos de prática equestre.o.o Delimitação.o 9/94. quaisquer movimentos de terra. g) A instalação de explorações zootécnicas de tipo industrial. c) A introdução de novos povoamentos de eucaliptos (Eucaliptos s. de forma a permitir a necessária adequação e transformação dos usos de actividades e a garantir a vitalidade dos tecidos urbanos e outros e para atender às necessárias considerações evolutivas quando conformes com o conhecimento já adquirido.o 1 do artigo 2. o ailanto (Aillantus altissima) e o pitosporo (Pittosporum undulatum). h) A instalação de equipamentos de recreio. nomeadamente a acácia (Acacia s.2 — A instalação de apoios de praia. ainda que balizada por estas referências. de 11 de Março. bem como passeios a cavalo fora dos trilhos definidos em circuitos para esse fim. sociais e económicos de carácter natural ou produto da cultura e que constituem a identidade dos cidadãos e dos sítios. p. sem prejuízo dos valores patrimoniais em presença.o e 22.1 — É admitido que. desde que obtido o parecer favorável do Parque Natural de Sintra-Cascais e do IPPAR. bem como alterações às existentes. Artigo 56. integradas nos espaços cultural e natural. 4. O parecer favorável do Parque Natural de Sintra-Cascais é exigível quando a área sujeita a actividades de arqueologia esteja estabelecida no interior do Parque. à excepção dos estritamente necessários às obras de interesse público. industriais. b) A protecção do património histórico deve conjugar-se com critérios de suficiente flexibilidade e ajustamento. caracterização e usos 1 — Os espaços-canais a que se refere a alínea i) do n. j) Qualquer forma de publicidade. h) A circulação com qualquer veículo fora das estradas e caminhos existentes. 2 — Nestes espaços as condições para o estabelecimento de actividades e usos são as determinadas no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais. 5 — Nos espaços cultural e natural de nível 1 e de nível 2 inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais são interditas as seguintes actividades: a) A realização de cortes rasos de arvoredo. incluindo a sonora. ouvido o Parque Natural de Sintra-Cascais. SECÇÃO XII Espaços de áreas preferenciais para turismo e recreio Artigo 54. p. lixos ou sucatas.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais .1 — Nos espaços cultural e natural de nível 1 e de nível 2 não inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais são interditas as actividades designadas nas alíneas d) a j) do número anterior. mas. e) O vazamento de entulhos. g) A abertura de novas vias de comunicação ou acesso. i) A prática de desportos motorizados e raids hípicos.o 1 do artigo 2. f) A instalação de estufas. espécies vegetais e animais. o chorão marítimo (Carbobrotus edulis e Carbobrotus acinaciformis).o Património histórico Entende-se por património histórico o conjunto de bens culturais. designadamente referidas nos artigos 4.o do Decreto Regulamentar n. c) A educação ambiental numa perspectiva de apoio à gestão sustentada dos recursos. deve considerar: A protecção e valorização das actividades tradicionais que. maioritariamente de ocupação hoteleira.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são os espaços que. 2 — As actuações nestes espaços devem respeitar as correspondentes servidões administrativas e restrições de utilidade pública definidas no capítulo II deste Regulamento e. nomeadamente esplanadas. salvo os autorizados pelo Instituto Florestal. instalar indústrias.

quer por recurso aos serviços municipais. 4 e 5. 5 — São estabelecidos três níveis de protecção referentes às áreas com vestígios arqueológicos.o 11/87. 2 — Na área do concelho de Cascais. do solo. Por intermédio das condições específicas que venham a estar contidas nos catálogos ou inventários municipais de protecção e valorização a elaborar ou elaborados no processo de planeamento e decisão municipal. 4 — No caso de obras ou trabalhos em curso. exceptuando aquelas que pelo seu especial interesse científico. a fim de serem tomadas as providências convenientes. níveis e normas de protecção do património arqueológico Artigo 63. ouvido o IPPAR. de 14 de Junho (Reserva Agrícola Nacional). quando forem encontrados testemunhos arqueológicos. deste Regulamento qualquer pretensão de intervenção está condicionada a parecer do IPPAR. de 7 de Abril).os 3. SECÇÃO II Protecção de elementos naturais e de paisagem Artigo 59.o. universidades ou associações cívicas de objecto específico. desde que concordantes com os objectivos destas. Artigo 57. à excepção dos bens classificados ou em vias de classificação. Artigo 61. 213/92. aqueles devem ser de imediato suspensos até determinação em contrário da Câmara Municipal de Cascais. que por sua vez informará.o Da elaboração do inventário ou catálogo Para além da catalogação que ocorrerá justificadamente nos processos de planeamento de competência municipal.os 316/90. de 6 de Julho. de 6 de Julho) e a Lei de Bases do Ambiente (Lei n. por proposta da Câmara Municipal a aprovar pela Assembleia Municipal.o 11/87. incluindo os sítios classificados ou em vias de classificação.o 1. do subsolo e do ar. sondagens ou escavações.o Actos e figuras de planeamento para a protecção e valorização Os actos e figuras de planeamento cujo objecto seja a protecção e valorização do património histórico e as regras específicas que necessariamente derivam daqueles podem desenvolver as determinações expressas neste Regulamento. b) Património arqueológico e arquitectónico. 3 — Em áreas onde se presuma a existência de bens arqueológicos é obrigatória a execução de trabalhos prévios de prospecção. as determinações do Decreto-Lei n. de 20 de Abril (Reserva Ecológica Nacional). artístico ou excepcional estado de conservação sejam incluídas no nível 3. SECÇÃO III Protecção e valorização do património arqueológico e arquitectónico Artigo 62. sendo obrigatório o acompanhamento de técnicos de arqueologia em quaisquer trabalhos nesses locais. de 12 de Outubro. c) Nível 3 — pertencem a este nível as áreas com vestígios que possuam especial interesse científico. de 7 de Abril) e o Plano de Ordenamento do Parque Natural Sintra-Cascais.o 93/90. jardins e elementos singulares de interesse relevante. sem prejuízo de comunicação ao IPPAR. as determinações do Decreto-Lei n. parcial ou total.o 196/89. Artigo 60. 3 — O catálogo-inventário municipal do património arquitectónico. jazigos paleontológicos. parcial ou total. a saber: a) Nível 1 — pertencem a este nível as áreas com vestígios arqueológicos cuja localização é simplesmente conjecturável e de verificação a estabelecer por via da obrigatoriedade de realização de sondagens ou escavações. conforme o artigo 40. designadamente a Lei de Bases do Ambiente (Lei n. Artigo 58. que constitui o anexo I ao presente Regulamento. de 6 de Julho. pode ser actualizado a todo o tempo.o Das condições gerais e níveis de protecção quanto ao património arqueológico 1 — Nos sítios e estações arqueológicas referidos no artigo 21. projectos ou autuações específicas que venham a ser desenvolvidas por iniciativa pública. entendíveis como reservas arqueológicas.o Condições de uso e de protecção dos elementos naturais e de paisagem Aos elementos catalogados aplicam-se as determinações da legislação em vigor. SUBSECÇÃO I Condições gerais de protecção e valorização.o Catálogos-inventários municipais de protecção e valorização As condições de protecção e valorização são estabelecidas pelas presentes normas e progressivamente pela elaboração sistemática de inventariação e catalogação a produzir no processo de planeamento e decisão municipal ou supramunicipal.o da Lei n. e que abranja pelo menos um conjunto de quatro catálogos-inventários: a) Elementos naturais e de paisagem. da legislação enquadradora do uso da água. e 79/95. Por intermédio das condições particulares contidas em documentos a elaborar no quadro de planos municipais de ordenamento do território e planos de salvaguarda.o 13/85.N. constitui preocupação do município proceder sistematicamente à construção progressiva e acrescentada do catálogo. Por intermédio de programas. quer em cooperação com entidades da administração central.o. o IPPAR. Por intermédio das normas deste Regulamento. quem tiver encontrado ou encontrar em terreno público ou particular e no leito ou subsolo de águas interiores ou territoriais quaisquer testemunhos arqueológicos fica obrigado a dar imediato conhecimento à Câmara Municipal. geomorfológicos e hidrológicos que progressivamente venham a identificar-se no catálogo dos elementos naturais e de paisagem e em actos e figuras de planeamento de competência municipal ou supramunicipal. de acordo com o artigo 41. As áreas a catalogar no nível 3 são protegidas de destruição.o Âmbito da protecção e valorização As normas aplicam-se sobre o conjunto das estações arqueológicas que venham a figurar no catálogo ou e na carta arqueológica produzida no processo PDM-Cascais e a publicar pelo município e sobre o conjunto de edifícios que venham a figurar no catálogo-inventário do património arqueológico e arquitectónico cuja protecção e valorização é de relevante interesse municipal e sobre todos os imóveis já classificados ou em vias de classificação nos termos da legislação aplicável. privada ou em parceria e concordantes com o enquadramento legislativo em vigor.1 — A Câmara Municipal de Cascais assegurará a salvaguarda desses testemunhos. nomeadamente recorrendo aos técnicos de arqueologia dos serviços municipais. b) Nível 2 — pertencem a este nível todas as áreas onde comprovadamente existam vestígios arqueológicos. artístico ou excepcional estado de conservação. d) Espaços urbanos históricos. n. 4. as determinações ocorrentes no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais. e as que venham a ser determinadas em planos municipais de ordenamento do território. Decretos-Leis n. de imediato.o Âmbito da protecção e valorização As normas aplicam-se ao conjunto de paisagem.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2987 b) c) d) e) Lei do Património Cultural Português (Lei n. n.o 13/85. alterado pelos . As áreas a catalogar no nível 2 são protegidas de destruição. elementos geológicos. como condição ao licenciamento de quaisquer obras. de 13 de Outubro.o 13/85. de 19 de Março. da Lei n. c) Parques.

o e 38.o 448/91. com a limitação de não alterarem a articulação formal do edifício com o exterior. é obrigatória a emissão de relatório subscrito pelo Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Cascais ou pelos serviços municipais que substituam o Departamento referido. determina as condições de uso da área preferencialmente a destinar a equipamentos de turismo. do local e da envolvente.o Condições de execução de obras O regime estabelecido na legislação geral é complementado com as seguintes determinações: a) Nas obras de restauro os elementos arquitectónicos e materiais empregues devem adequar-se aos que apresenta ou apresentava o edifício antes de realizadas intervenções de menor interesse.o 13/85. a Câmara Municipal de Cascais. f) Obras de reconstrução.o Documentação para a solicitação do licenciamento Na instrução dos pedidos de licenciamento para actuações na totalidade do edifício e nas actuações parciais cuja envergadura o requeiram. devem ser juntos os elementos requeridos do artigo 15. se forem também de resultado positivo. 3 — Se os resultados histórico-arqueológicos obtidos não justificarem acrescido nível de protecção e valorização. de 29 de Novembro.o da Lei n. Artigo 66. sob pareceres dos serviços municipais da área funcional da cultura e do urbanismo e do IPPAR. Neste caso.o Níveis de protecção quanto ao património arquitectónico Estabelecem-se dois níveis de protecção para os bens inscritos nos catálogos-inventários municipais de protecção e valorização que não se encontram classificados ou em vias de classificação: a) Nível 1.o 139 — 19-6-1997 1 — Perante qualquer solicitação de licenciamento de obras ou simples pedido de informação prévia no quadro do Decreto-Lei n. são permitidas. prospecções e ou escavações. com a redacção dada pelo Decreto-Lei n. e do Decreto-Lei n. segundo o seu interesse. a delimitação da área onde se inscrevem os vestígios e a área envolvente deve ser fixada nos termos dos artigos 21. de 15 de Outubro. a Câmara Municipal de Cascais pronuncia-se sobre a pretensão do administrado.o Normas para o nível 1 Nos edifícios catalogados neste nível de protecção.o Regime de usos N. e que pressuponha o desejo de desenvolver actuações que afectem o subsolo. lazer.o 445/91. Obras de adaptação. de 20 de Novembro.o Normas para o nível 2 SUBSECÇÃO II Níveis e normas de protecção do património arquitectónico Artigo 67. procede-se à realização das operações de exploração e prospecção arqueológica e.o 250/94.o Normas para o nível 2 1 — Perante qualquer solicitação de licenciamento de obras ou pedido de informação prévia nos termos da legislação em vigor é aplicável o disposto no artigo anterior.o do Decreto-Lei n. preservando as suas características arquitectónicas. com as respectivas alterações. 3 — Se o relatório não considerar necessária a realização de operações de prospecção ou. actual e a cores.o e 26. Artigo 70. 4 — Se o relatório for positivo quanto à existência de vestígios arqueológicos. a área objecto dos trabalhos passa imediatamente e de forma automática a ser considerada como de nível 2 ou de nível 3. que protege as características do edifício definidoras da sua presença na envolvente.o 13/85. e) Obras de demolição.2988 Artigo 64. . observando a legislação de licenciamentos em vigor. efectuadas estas. Em ambos os níveis de protecção deverá atender-se aos princípios e premissas de definição de património histórico e. A pretensão do administrado deve ser objecto de deliberação desfavorável da Câmara Municipal de Cascais nos termos definidos na legislação em vigor. b) Nível 2. 2 — Conforme os resultados histórico-arqueológicos obtidos durante as escavações e as sondagens. Obras de conservação. Artigo 72. que protege os edifícios na sua totalidade. progressivamente. 2 — O relatório é produzido com base em sondagens. de 20 de Novembro. sendo apenas permitidos os usos concordantes com o exercício da investigação científica. planos de salvaguarda. c) Nas obras de adaptação deve manter-se o aspecto exterior do edifício. forma e ocupação do espaço e todos os elementos que contribuem para o singuralizar como membro integrante do património arquitectónico. de 6 de Julho. De igual modo. em parte ou na totalidade do edifício. as estações e vestígios em questão podem eventualmente passar ao nível 3 de protecção e valorização.o Da protecção da parcela ou lote Em ambos os níveis de protecção a protecção do edifício estende-se à totalidade da parcela ou lote onde se encontra.o 445/91. educação e cultura. preservando os seus elementos arquitectónicos que definam a sua forma de articulação com o exterior. e sempre que existam referências a dados arqueológicos deve ser previamente submetido a parecer vinculativo do IPPAR. Artigo 71. b) Nas obras de conservação não podem ser alterados os elementos de projecto e desenho do edifício. que não suponham alterações de fachadas. a Câmara Municipal de Cascais obriga-se aos procedimentos legais que conduzem ao estabelecimento de servidão non aedificandi sobre a área da estação ou vestígios e área envolvente. deverá atender-se ao regime e condições de uso que venham a ser determinados em planos municipais de ordenamento do território. e documentação fotográfica. SUBSECÇÃO III Condições de tramitação das obras quanto ao património arquitectónico Artigo 73. salvaguardando-se os acrescentos que possuam interesse para o faseamento histórico do imóvel ou interesse artístico em si mesmo. sendo excluída a possibilidade de efectuar destaques ou acções de desagregação da parcela. Nos edifícios catalogados neste nível de protecção são permitidas as obras referidas no artigo anterior e também as obras de reestruturação. de 6 de Julho. conforme os artigos 37. quando se trate do derrube de elementos acrescentados à construção original ou exigidas pela execução de obras permitidas.o Normas para o nível 3 Atendendo ao carácter específico e inalienável das estações e vestígios arqueológicos inseridos no nível 3. as seguintes actuações: a) b) c) d) Obras de restauro. programas ou projectos específicos coordenados pela administração local. está sob regime de protecção a arborização e jardinagem eventualmente existente e sobre estes deve qualquer intervenção ser sujeita a licenciamento municipal. Obras de reforma exterior.o Normas para o nível 1 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B Artigo 68.o da Lei n. forem de resultado negativo. quando se trate de edifícios desaparecidos ou corpos de edificação que interesse recuperar e esteja comprovada a sua preexistência e a reconstrução não signifique prejuízo. Artigo 65. Artigo 69.

c) Construção de caves para estacionamento e áreas técnicas sob o terreno livre dos lotes ou sob as ampliações. utilizando-se para o efeito a seguinte fórmula: hm=S (H×L)/S (L) (em metros) sendo: hm=altura da fachada do novo edifício.o Demolições 1 — A demolição para substituição dos edifícios existentes só será autorizada nos seguintes casos: a) Em caso de ruína iminente comprovada por vistoria municipal. reformas exteriores e obras novas. 3 — O licenciamento de obras de demolição deve ainda observar o disposto no artigo 50. adaptação.o Alterações e ampliações 1 — São permitidas as seguintes alterações e ampliações dos edifícios existentes. formas de agregação. Artigo 75. conservação da fachada principal e de elementos estruturais ou decorativos de valor inquestionável ou que constituam contributo para a caracterização do conjunto onde se inserem. claramente inconvenientes para a imagem actual e modernização do espaço urbano histórico. durante o processo de elaboração de planos municipais de ordenamento do território sujeitos a ratificação e consequentes ao PDM. H=altura da fachada dos edifícios existentes L=largura da fachada dos edifícios existentes. e) A dotação de parqueamentos deverá observar as determinações do capítulo V deste Regulamento. 2 — Nos casos referidos nas alíneas d) e e) do número anterior. sem nunca ultrapassar a de maior profundidade. b) Nas praças ou largos. 2 — Os espaços sujeitos a estas regras são identificados na carta de ordenamento do PDM-Cascais.o 250/94. salvo em casos em que existam planos aprovados que prevejam novos alinhamentos.o Âmbito da protecção 1 — As regras estabelecidas nesta secção do Regulamento são as aplicadas para a categoria de espaços urbanos históricos. ou ainda quando se verificar uma reabilitação profunda dos edifícios condicionada à possibilidade de integração arquitectónica da entrada e a inexistência de vestígios arqueológicos cuja Normas ou regras de protecção e valorização Artigo 76. c) Quando se trate de edifícios com instalações industriais e ou armazéns abandonados ou obsoletos. desde que fiquem asseguradas as boas condições de exposição. que o novo edifício tenha uma profundidade de empena diferente. . d) A distância referida no número anterior será determinada a partir do prolongamento do alinhamento dos edifícios da rua principal. seja garantida a sua estabilidade e as condições de segurança de todos os seus elementos e seja garantida a estabilidade dos edifícios ou arruamentos confinantes: a) Reabilitação dos edifícios.o 445/91. não decorrentes da demolição de preexistências. a altura máxima de fachada admitida na rua principal pode ser prolongada para a rua adjacente segundo a maior das seguintes distâncias: a profundidade do edifício ou uma vez e meia a largura da rua adjacente. fundamentadamente. b) Quando o edifício for considerado de manutenção inconveniente. poderá ser estabelecido outro enquadramento de níveis de protecção e valorização. as novas intervenções devem conduzir ao reforço e valorização da actividade global do espaço urbano histórico considerado. a profundidade máxima das empenas é de 15 m. fica sujeita aos seguintes condicionamentos: a) A altura e o número de pisos determinam-se conforme o estabelecido no n. tipologias construídas.o Imagem global O nível de protecção determina que seja preservada e valorizada a imagem global construída. devendo garantir a transição para a altura média das fachadas dessa rua. 3 — A construção de novos edifícios. d) Se forem diferentes as profundidades das empenas dos edifícios confinantes e a profundidade de um ou de ambos for superior a 15 m e apenas nos casos onde visivelmente as fachadas de tardoz dos edifícios confinantes tenham tendência para a manutenção.o Obras permitidas São permitidas nos espaços urbanos históricos obras de demolição. Artigo 80.o-A do Decreto-Lei n. alterações e ampliações. poderá admitir-se. Artigo 81. a profundidade de empena do edifício variará de modo a obter-se a concordância de empenas. c) Nas esquinas.o Novas construções 1 — A construção de novos edifícios consequentes à demolição de edifícios existentes fica sujeita aos seguintes condicionamentos: a) Manutenção dos alinhamentos dos planos das fachadas sobre a via pública. não podendo exceder 15 m. de 20 de Novembro. com demolição interior. reconstrução. Artigo 77. e) Se forem diferentes as profundidades das empenas dos edifícios confinantes e a profundidade de um ou de ambos for inferior a 15 m e nos casos onde visivelmente as fachadas de tardoz dos edifícios confinantes tenham tendência para a manutenção.o 1. conservação. desde que. poderá admitir-se. que o novo edifício tenha uma profundidade superior àquele valor.o Níveis de protecção Estabelece-se um único nível de protecção e valorização na consideração de que. S =somatório dos produtos. S=somatório das larguras. total ou parcialmente. restauro. 2 — A demolição deve suceder ao licenciamento da nova construção salvo no caso disposto na alínea a) do número anterior ou quando a situação dos edifícios existentes ponha em causa a segurança de pessoas e bens. Artigo 78. sejam efectuadas obras de recuperação e restauro de todo o edifício. Artigo 79. de forma a garantir a permanência e enriquecimento progressivo das suas características morfológicas (estrutura urbana. b) Aproveitamento do sótão para fins habitacionais ou complementares da habitação. simultaneamente.o 139 — 19-6-1997 SECÇÃO IV DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2989 Condições para a protecção e valorização dos espaços urbanos históricos Artigo 74. materiais e cores. a altura máxima de fachada não poderá ultrapassar a altura média das fachadas dos edifícios neles existentes. na redacção dada pelo Decreto-Lei n. de 15 de Outubro. desde que não sejam alteradas as características essenciais das coberturas. ritmos e dimensão de vão). insolação e ventilação dos espaços habitáveis. assim designados por traduzirem referências de identidade histórica do concelho. perante a apresentação de elementos elucidativos da pretensão. SUBSECÇÃO I b) A altura e o número de pisos decorre do nivelamento da cércea determinada pela média das alturas das fachadas da frente edificada do lado do arruamento onde se integra o novo edifício no troço de rua entre duas transversais.N. c) Quando não existam edifícios confinantes.o Regime de usos O regime de usos deve corresponder à preocupação de compatibilização exigível com os usos residenciais e de actividades existentes. fundamentadamente.

12.5 m. arborizações ou construções destinadas a instalações sanitárias. b) Poderão dispor-se de garagens sob a rasante dos espaços livres desde que a sua edificação não afecte mais de 75 % da superfície total do espaço livre.o 1182/92. 4 — O parqueamento em espaços livres é autorizado nas seguintes condições: a) O parqueamento sobre o solo dos espaços livres de lotes ou interior de quarteirões não deverá afectar mais de 40 % do total da superfície do espaço livre. quando destinada a dotá-los de instalações sanitárias e ou cozinhas.o N. excepcionalmente. Industriais ligeiros — 5. n. de exploração condominial ou cooperativa. de desenvolvimento estratégico ou industrial deverá afectar-se uma área para vias e parqueamento correspondente a. de serviços terciários e equipamentos) são efectuadas as seguintes quantificações mínimas das necessidades de parqueamento. 3 — A abertura ou rasgamento de vãos deve adequar-se à tipologia arquitectónica do edifício.5 m.o 1. devendo os compartimentos a construir cumprir as determinações do Regulamento Geral das Edificações Urbanas. equipamentos de jardim. mediante alguma das soluções seguintes: a) Na própria parcela. 2 — São autorizadas ainda construções destinadas a uma contribuição para a consolidação e ou recomposição das fachadas a tardoz e ainda as actuações que constituam valorização patrimonial do edifício ou conjunto. urbanizável. 3 — A pavimentação dos logradouros está sujeita a licenciamento municipal que visa sobretudo garantir um adequado grau de permeabilidade do solo.1 — É aplicável aos edifícios existentes onde venham a efectuar-se alterações de uso ou alteração da intensidade do uso o disposto no presente capítulo. SECÇÃO II Parqueamentos e garagens nos edifícios — condições específicas Artigo 87. 2 — O cálculo das áreas por lugar de parqueamento obedece às seguintes condições: a) Veículos ligeiros: uma área bruta de construção de 20 m2 por lugar de parqueamento em estrutura edificada (enterrada ou não). equipamentos de jardim ou espécies arbóreas. de exploração privada. a construção de caves só será autorizada desde que sejam respeitadas e garantidas as condições de segurança do edifício e se verifique a não existência de áreas ajardinadas.5 % da área total sujeita a plano ou à operação de loteamento e nunca inferior aos valores equivalentes estabelecidos na Portaria n. 3. devendo as garagens dispor de sistema eficaz de depuração de gorduras antes do lançamento dos efluentes na rede pública de saneamento. seja em espaço livre. alínea a). 3 — Entende-se por garagem o espaço edificado destinado ao estacionamento ou parqueamento de veículos. 4 — Todos os logradouros e quintais devem ser conservados limpos de forma a assegurar condições de higiene e salubridade e desobstruídos de construções insalubres. industrial. Artigo 86. em regime de condomínio ou cooperativo. 4 — O uso de portas metálicas enroláveis não é permitido. Artigo 82. 2 — São interditas montras salientes das paredes exteriores.o Quantificação das dotações 1 — Em planos de urbanização. .o Dotação de parqueamento 1 — Todos os edifícios e instalações disporão preferencialmente do espaço para que neles se estabeleça o parqueamento de veículos dos seus utentes. TIR — 14 m×3. 6 — Na prevenção e segurança. 3 — A Câmara Municipal. planos de pormenor e operações de loteamento a realizar em classes de espaço urbano. exceptuando as actuações de ajardinamento.1 — As garagens podem ser privadas. 4 — As dotações de parqueamento definidas neste Regulamento constituem referência nas operações de programas especiais de realojamento (PER).2990 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B salvaguarda justifique o processo de classificação. a ocupação e uso das garagens deverá obedecer às determinações da legislação específica publicada. 2 — É permitida a ampliação do número de pisos existentes desde que essa ampliação seja concordante com o estabelecido no artigo 25.7 m×2. Artigo 83. CAPÍTULO V Dos parqueamentos SECÇÃO I Parqueamentos e garagens nos edifícios — condições gerais Artigo 84.5 m×1. públicas. em edifícios localizados ou a localizar no interior dos espaços urbanos históricos.o Logradouros 1 — É interdita a ocupação dos logradouros com construções. c) Em edifícios exclusivos (silos). Automóveis — 5 m×2. Nestes casos. sem a obrigatoriedade de executar obras de recuperação e restauro de todo o edifício. Industriais pesados — 9 m×3 m. pelo menos. 2 — A previsão de lugares de parqueamento nos edifícios e instalações é independente da existência de garagens privadas comerciais e de parqueamentos públicos. b) Nas edificações autorizadas sob os espaços livres das parcelas ou lotes. excepto nos casos tecnicamente justificáveis. 3. sem prejuízo da expressão da arquitectura enquanto serviço público e contemporâneo. ou em ambos: b) Num espaço comum edificado ou livre (e neste caso estabelecer-se-á a servidão e ónus correspondente).o.2 — Os acessos às garagens situar-se-ão por forma a garantir o mínimo de perturbação ao tráfego local existente (ou a existir).5 m.5 m. cozinhas ou pequenas ampliações de serviços indispensáveis a uma sã habitabilidade e desde que a sua inserção no interior dos respectivos fogos não seja possível. seja em espaço edificado. Nas restantes situações. Poderá autorizar-se a utilização como garagens de locais nas seguintes condições: a) Nos pisos em rés-do-chão ou em cave dos edifícios. de forma a adequarem-se à expressão arquitectónica das edificações em que se integram e contribuírem para a sua valorização estética. 3 — É permitida a ampliação ou alteração dos edifícios existentes.o 139 — 19-6-1997 Soluções para a dotação de parqueamento A dotação de parqueamento deve fazer-se preferencialmente em espaços privados.o Da utilização comercial 1 — Deve ser dada especial atenção aos projectos de instalação de superfícies de comércio. Artigo 85. nos programas destinados à construção de habitação social ou nas actuações de legalização das áreas urbanas de génese ilegal (AUGI).o Lugar de parqueamento 1 — Entende-se por lugar de parqueamento uma porção de solo plano com as seguintes dimensões mínimas. de exploração pública. de 22 de Dezembro. 2 — Em função do uso dominante nos espaços edificados ou a edificar (residencial. poderá deliberar no sentido de libertar da obrigação de cumprimento da dotação em parqueamento nos usos de instalações que se localizem em edifícios existentes que não contem com a provisão adequada de lugares de parqueamento ou. b) Veículos pesados: uma área bruta de construção de 75 m2 por lugar de parqueamento à superfície e de 130 m2 por lugar de parqueamento em estrutura edificada (enterrada ou não). 3. 5 — Na utilização das garagens só se permitem os usos de lavagem de veículos. após parecer emitido pelos serviços encarregados da gestão da via pública. segundo o tipo de veículo que se preveja: Veículos de duas rodas — 2. as portas de enrolar não podem ter caixas de recolha à vista e têm de ser pintadas em cores adequadas com o restante edifício. de âmbito rodoviário ou pedonal.

A capacidade de parqueamento no próprio lote do empreendimento e nas vias que constituem a sua envolvente imediata.o 25/92. de 29 de Novembro. devam integrar o domínio público municipal.o 26/96. elementos que permitam avaliar: A acessibilidade local em relação ao transporte individual. alterado pelo Decreto-Lei n. na redacção que lhe foi dada pela Lei n. c) A Câmara Municipal tenha previsto equipamentos noutras áreas ou considere não se justificar a localização na área do loteamento. são obrigatórias as seguintes dotações mínimas: a) Nos equipamentos em que possa pressupor-se concentração de pessoas é obrigatória a consideração de dois lugares de parqueamento por cada 25 utentes da capacidade de uso do equipamento.o 83/95. b) Quando a sua superfície útil for superior a 500 m2 e inferior a 2500 m2. aos hipermercados de área bruta inferior ou igual a 4000 m2. de 26 de Abril. 2. no interior do lote. designadamente arruamentos viários e pedonais. Decreto-Lei n. A capacidade das vias envolventes. 2. 2.o 258/92. é obrigatória a apresentação de um estudo de tráfego nos termos estabelecidos na alínea c) do n. — Para as instalações de equipamentos colectivos.o Cedências As parcelas de terreno para espaços verdes públicos e de utilização colectiva. equivalente a cinco lugares de parqueamento para veículos ligeiros por cada 100 m2 de área útil de vendas e mais um lugar de parqueamento para veículos pesados por cada 500 m2 de área bruta de construção destinada ao armazenamento de produtos. c) Os centros comerciais. b) Para além da área necessária ao parqueamento de veículos ligeiros. designadamente de natureza escolar (básica.1 — Edifícios para habitação. no interior do lote. no interior do lote. b) Quando a área do lote for superior a 1000 m2 a área de parqueamento obrigatória.o 344/95. c) Nos equipamentos educativos que se disponham em edifícios exclusivos. por ratificação.o-A Dimensionamento 1 — O dimensionamento das parcelas relativas a parqueamentos é o definido no capítulo V deste Regulamento. a determinar em função da dimensão e localização da unidade hoteleira. a área de parqueamento será equivalente a três lugares de parqueamento por cada 100 m2 de área útil. 2. c) Nos espaços urbanizáveis é obrigatória uma área mínima de parqueamento de um lugar para o parqueamento de veículos pesados por cada 70 quartos. no interior do lote.5 lugares de parqueamento por cada 100 m2 de área útil. no interior do lote. b) A inclusão de espaços verdes e de utilização colectiva ou para equipamentos colectivos isolados ponha em causa a morfologia da zona ou características urbanísticas e ambientais a preservar. para além da aplicação dos índices de parqueamento estabelecidos na alínea anterior.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2991 2. de 31 de Agosto. a área para o parqueamento automóvel. no interior do lote. b) Nos equipamentos de saúde com hospitalização. designadamente.o 448/91. cuja dimensão será definida por estudo específico a apresentar pela promotora. deverão corresponder a dois lugares de parqueamento por cada cinco quartos. — Para salas de espectáculo. 2 — Os parâmetros de cedências relativos a espaços verdes e de utilização colectiva e espaços para equipamentos colectivos são os constantes do quadro do anexo II deste Regulamento. d) Em todas as situações previstas nas alíneas anteriores e independentemente de dar cumprimento ao estabelecido no Decreto-Lei n. nunca podendo ser inferior à estabelecida no número anterior. Igual dotação é obrigatória para as oficinas de reparação de veículos. para efeitos de cálculo das necessidades de parqueamento. os centros de bricollage ou os centros que concentram vendas de produtos específicos e singulares são comparáveis. no interior do lote. é obrigatória a consideração de um lugar de parqueamento para autocarro por cada 250 alunos.o 2. no interior do lote. a área de parqueamento equivalente será de 2. c) Em qualquer dos casos deverá ser prevista.N. no interior do lote. são cedidos gratuitamente à Câmara Municipal pelo proprietário e demais titulares de direitos reais sobre o prédio a lotear. de acordo com a operação de loteamento. pelo menos um lugar de parqueamento por cada cinco camas. de 20 de Novembro. excepto para tipologias de fogos igual ou superior a T3.5 lugares por fogo. as áreas a reservar para parqueamento.3 — Indústrias e armazéns: a) Nos edifícios destinados à indústria e armazéns é obrigatória a existência de uma área de parqueamento para pessoal e vigilantes. as áreas de parqueamento obrigatórias são equivalentes a dois lugares de parqueamento por cada 25 lugares de utentes sentados no interior do lote. em número a determinar em função do tipo de indústria ou armazenagem a instalar. é obrigatória a apresentação à Câmara Municipal de Cascais do estudo de tráfego contendo. desportiva e de âmbito hospitalar.o do Decreto-Lei n. nos termos legais em vigor. infra-estruturas. 2. será de três lugares por cada 100 m2 de área bruta de construção. equivalente a um lugar de parqueamento por cada 200 m2 de área coberta total de pavimentos.4 — Estabelecimentos hoteleiros: a) Nos edifícios destinados a estabelecimentos hoteleiros. b) Nos hipermercados com área bruta de construção superior a 4000 m2 e nos edifícios destinados a comércio grossista de superfícies idênticas é obrigatória a existência de áreas de parqueamento. de 28 de Dezembro). a área necessária ao parqueamento de veículos pesados. os grandes armazéns. deverá ainda ser prevista no interior do lote uma área para parqueamento de veículos pesados de passageiros. secundária e universitária). no interior do lote. caso em que cada área de estacionamento será correspondente a 2. do dimensionamento e das compensações Artigo 88. — São obrigatórias as seguintes áreas de parqueamento no interior do lote: a) Quando a sua superfície útil for inferior ou igual a 500 m2. Artigo 88.5 lugares de parqueamento por fogo. do parqueamento necessário para recolha do seu parque de veículos. c) Para superfícies de comércio com uma área coberta total de pavimento igual ou superior a 2500 m2. a área para o parqueamento automóvel.9 — Nos locais destinados a escolas de condução é obrigatória a consideração.8 — Equipamentos colectivos.7 — Salas de espectáculo. no interior do lote. no interior do lote. 3 — A Câmara Municipal pode considerar não se justificar a aplicação total ou parcial dos parâmetros definidos no quadro referido no número anterior nas seguintes situações: a) A área onde se integra o loteamento estar já adequadamente servida de espaços verdes públicos e de utilização colectiva e de equipamentos colectivos. será de cinco lugares de parqueamento por cada 100 m2 de área bruta de construção.6 — Hipermercados e edifícios destinados a comércio grossista: a) Nos hipermercados com área bruta de construção superior a 2500 m2 e inferior ou igual a 4000 m2 é obrigatória a existência de uma área de parqueamento. CAPÍTULO VI Das cedências.5 — Edifícios e áreas destinados a comércio retalhista.2 — Edifícios destinados a escritórios e serviços: a) Quando a superfície útil total for inferior ou igual a 500 m2. 2. e equipamentos públicos que. 2. no interior do lote. que dele faz parte integrante. De qualquer modo. no respeito pelo artigo 16. do Decreto-Lei n. e Lei n.o 344/95.5 do presente artigo. — Parqueamento automóvel de 1. O funcionamento das operações de carga e descarga. de 28 de Dezembro. de 1 de Agosto (alteração. será equivalente a um lugar de parqueamento por cada 100 m2 de área coberta total de pavimentos. 2. deverá proceder-se à definição das condições de acessibilidade e da capacidade de parqueamento. . b) Quando a superfície útil total for superior a 500 m2.

o 69/90. ou áreas de equipamentos colectivos.o do Decreto-Lei n. 2 — O valor das compensações é aplicado sobre a diferença positiva que se verificar entre as áreas a ceder ao município previstas no projecto de loteamento e as que deviam resultar da aplicação do quadro referido no n. nos seguintes elementos e estudos: a) Identificação da ocupação e avaliação da superfície de pavimento afectada aos diversos usos da respectiva área de intervenção. revogado pela Lei n. b) Na realização de operações urbanísticas associadas à promoção do Programa Especial de Realojamento ou de programas de habitação social. constituindo um instrumento integrado de gestão urbanística. nomeadamente: a) Os incentivos e penalizações a estabelecer nos diversos usos nas diferentes classes e categorias de espaços definidos no PDM-Cascais. áreas integradas em classe de espaço de desenvolvimento estratégico. de 28 de Dezembro. de 31 de Agosto. no conjunto do concelho. em função do equilíbrio urbanístico e social pretendido para a área territorial do concelho em que se integram. qualificação e valorização do ambiente urbano são definidos incentivos a iniciativas que para a Câmara Municipal configurem relevante interesse. 3 — Os planos de urbanização e de pormenor terão de se adequar às condições de aplicação dos regimes de cedências e compensações previstas no artigo 16. áreas industriais.o 26/96. aditado pelo Decreto-Lei n.o 344/95.o Metodologia de articulação O município de Cascais deve promover as alterações a todas as posturas municipais em vigor e por forma a fazê-las adequar às determinações do PDM-Cascais. o respectivo dimensionamento é o constante nos artigos anteriores. com a redacção dada pela Lei n. b) Programa para as áreas comerciais integrando as orientações e critérios a fornecer pelo serviço municipal competente em matéria de abastecimento. e Lei n. nos termos definidos em regulamento aprovado pela Assembleia Municipal. de 20 de Novembro. de 29 de Novembro. do Decreto-Lei n.o Processo de incentivos 1 — Com vista à concretização dos objectivos gerais do PDM-Cascais e da concretização de políticas de melhoria.o 250/94. e os equipamentos tenham natureza privada. por forma a justificarem a regulamentação das percentagens de pavimento a atribuir aos diversos usos estabelecidos em função das categorias de espaços que integram a área de intervenção.o 2.o Regulamentos Os regulamentos que venham a ser produzidos no processo de planeamento e decisão municipais e dirigidos a áreas territoriais específicas.o Infra-estruturas privadas e equipamentos privados Nas operações de loteamento em que os espaços verdes públicos e de utilização colectiva. cooperativa e qualificação e reestruturação de áreas urbanas de génese ilegal. 4 — São dispensadas para contabilização como área de cedência as áreas verdes com menos de 200 m2 ou com largura igual ou menor que 2 m integradas nos arruamentos públicos. áreas verdes ou de utilização colectiva.o 2 do artigo anterior e das regras constantes do capítulo V. c) Identificação das actividades de riscos. por forma a estabelecer condicionamentos e medidas de segurança relativamente aos usos incompatíveis com as categorias de espaços. Artigo 89. quando se verifique qualquer das seguintes situações: a) O terreno a lotear esteja servido. d) Avaliação dos elementos e conjuntos edificados com interesse patrimonial e que justifique a sua inserção no catálogo de protecção ao património arquitectónico. espaços urbanos históricos. c) A inter-relação dos critérios e valores a aplicar ao regime de compensações. de 28 de Dezembro). os quais terão em consideração. de 2 de Março. b) O terreno esteja servido de espaços verdes públicos ou espaços de utilização colectiva ou quando a Câmara Municipal considerar não se justificar a inclusão destes no loteamento. devem adequar-se aos parâmetros urbanísticos e às medidas determinadas no âmbito do PDM-Cascais e. d) Nos empreendimentos ou edifícios onde se operem iniciativas de redução de consumo energético. de 26 de Julho. Decreto-Lei n. Artigo 90.o Planos 1 — Os planos de urbanização e os planos de pormenor devem ser elaborados e aprovados nos termos do Decreto-Lei n.o Compensações 1 — O proprietário ou demais titulares de direitos reais sobre o terreno a lotear ficam obrigados a pagar à Câmara Municipal uma compensação em numerário ou em espécie. e ratificados sempre que alterem disposições do Plano Director Municipal. quando for caso disso. Artigo 92. total ou parcialmente. 2 — Os planos de urbanização e os planos de pormenor devem fundamentar as suas propostas.o 448/91. por ratificação.o-A do Decreto-Lei n. designadamente: a) No estímulo à transferência de actividades de indústria ou de armazenagem nocivas existentes em meio urbano para as áreas industriais existentes ou propostas no PDM-Cascais.o 211/92. as infra-estruturas. designadamente. devem observar o disposto no artigo 68. 3 — As compensações são as resultantes da aplicação de critérios de cálculo estabelecidos em regulamento aprovado pela Assembleia Municipal.o 25/92. de 8 de Outubro. b) Os valores diferenciais do solo. de 15 de Outubro. para a área do loteamento. com a taxa pela realização de infra-estruturas urbanísticas.o 445/91. com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n. . designadamente áreas de génese ilegal. e a correcção da sua incidência no mercado imobiliário e na localização dos diversos usos previstos no Plano Director Municipal.2992 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. designadamente arruamentos viários e pedonais. c) O terreno esteja servido de equipamentos colectivos ou a Câmara Municipal considerar não se justificar a inclusão destes no loteamento. g) Integração de estudos de circulação e estacionamento realizados pelos serviços competentes da Câmara Municipal. definindo a respectiva localização e reconversão de equipamentos existentes. CAPÍTULO VIII Articulação do PDM-Cascais e incentivos SECÇÃO I Articulação Artigo 93.o 139 — 19-6-1997 d) Quando os planos de urbanização ou de pormenor não prevejam. excepto o seu n.o 22/96. por arruamentos viários e pedonais ou por áreas de estacionamento público. e) Nas actuações de edificabilidade destinadas a produzir processos de reabilitação de edifícios patrimoniais considerados CAPÍTULO VII Dos planos de urbanização e de pormenor e dos regulamentos Artigo 91. c) Na realização de equipamentos colectivos de interesse estratégico da administração central ou local. designadamente consequentes a actos projectuais de arquitectura solar passiva. de 1 de Agosto (alteração.o 344/95. e) Integração dos sistemas de vistas e respectivos elementos fundamentais ao reforço da identidade e valorização do concelho. SECÇÃO II Incentivos Artigo 94. f) Programa de equipamentos colectivos tendo em consideração as orientações e critérios fornecidos pelos serviços da Câmara Municipal.

. . . . . 4. . . . . . . . . 3 — Dada a especificidade do município de Cascais e a necessidade de assegurar competitividade ao sector. . . 4. . . . . . da Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo. . . Cabo Raso.o 3 do artigo 9. . . . . . . . . . . . . . 30. . . . . . . . . . . . . . . . Largo de São Vicente. Casa saloia . Monte Estoril . . . . . . . . é criado um grupo de trabalho composto por representantes da entidade coordenadora do licenciamento. . . . . Cascais . Monte Estoril . . . . . . . . Monte Estoril . . . . 24. . .o Entrada em vigor O presente diploma entra em vigor no dia da sua publicação. . . . . . . . . . . . Carcavelos . Estoril . . . . . Monte Estoril . . . Atrozela . . . . . . . . . . . . . 1. Casa da rainha D. Estoril . . . . . . . . . . . . 2. . Artigo 98. Estoril . . . . com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n. . . . 6 e 6-A. . . . 2 — A legalização de estabelecimentos industriais observará as disposições do Decreto Regulamentar n. Estoril . . . . . . . . . . . . Monte Estoril . . . . . . Rua de Vitorino Vaz.o 2 do artigo 26. . . . . . . . . . Antigo hospital . . . . . . . . . . . . por incúria ou abandono. . . . . Quatro moradias no Monte Estoril . . . . . Pensão Real . . . Avenida das Acácias. . . de 8 de Outubro. . . Avenida de Sabóia. . . . Forte de São Brás . . . . . . . . . . Casa Dr. . . as novas edificações terão uma redução de 20 % em relação aos parâmetros urbanísticos das construções preexistentes. Avenida Marginal e Rua do Parque. . .o Designação Freguesia Lugar Localização Azenha da Atrozela . . . . . . . . . . . . . . . . . . Quinta de Rana . . . . . . . . Casa Abamonte e seus anexos . Monte Estoril . de 2 de Março. . Estoril . . . . . . . — Largo de São Vicente. . . 1-A. . . . . . . Estoril . . . . . . . . . .o Da alteração e suspensão As disposições do PDM-Cascais podem ser alteradas ou suspensas nos termos estabelecidos no Decreto-Lei n. . . . . 3. . . Alcabideche . . . . . . . . . . . . Rua do Pinheiro. . . . . . . . . . . . . . 2 — O incentivo traduz-se em admitir um acréscimo até 20 % aos parâmetros urbanísticos que configuram índices de construção ou de utilização nas operações de edificabilidade de obras singulares ou de operações de loteamentos. . . . . . . . Casa de Abreu Valente . . . Monte Estoril . . . . Casal Saloio . . Alcabideche Estoril . 8. Alcabideche Alcabideche Alcabideche Cascais . as determinações respectivas passam a ser as estabelecidas no novo diploma instituidor. . . Carcavelos Alcabideche São Domingos de Rana. . . . . Casa de Silva Gomes . . .o 87/89. . — Rua do Pinheiro.o e na alínea g) do n. . . . . . . . . . . . Rua do Calhariz. Rua do Calhariz. . . . . . 1. . . . . . . . . Casa do mestre Frederico Ribeiro . . . . . . .o 1 do artigo 13. . . Casa do filho do conde Moser . Casal de Porto Covo . . . . . Fortes e torres de defesa . . . . . . Alcabideche Estoril . . 9. Monte Estoril . . . . 2. . . . . . . . Quinta do Porto Covo. . Casa do Monte Palmela . . . Casa de Victor Shalk . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 798. . . . . . . . . . .o Dos diplomas citados no Regulamento Caso os diplomas referidos neste Regulamento venham a ser eventualmente substituídos. . . . 6. Estoril . . . . . . . . . . . . . . . .o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B Artigo 96. . .o Classificação de ilegalidade 2993 em inventário municipal. . Estrada da Alagoa. . . . . . . . . . . . São Julião da Barra. . . . . . . . . . . .N. . . . . Monte Estoril . . . Palácio do Duque de Palmela . . Rua de Nice. . . . . . . . . . . . . . . . de edifícios de interesse arquitectónico singular e nas actuações de reabilitação (com ou sem ampliação) de edifícios degradados em meio urbano.o 247 (vulgo Estrada de Manique). . . . . 8 e 10. . . Cascais . . . . . Alcabideche . . .o Da legalização de construções existentes 1 — Para efeitos de análise e decisão de processos de licenciamento referentes à legalização de construções e de estabelecimentos já existentes à data de entrada em vigor do Plano Director Municipal e integrados ou não em perímetros urbanos e que se situem em classes de espaço não concordantes com o uso da construção ou estabelecimento existente. . . . . . . . . . Estoril . . . Quinta da Alagoa . . Estoril . . . . . . . . O licenciamento de obras em violação do PDM-Cascais constitui ilegalidade grave para efeitos do disposto na alínea c) do n. . . . . . . . . ANEXO I Catálogo-inventário municipal do património arquitectónico Listagem anexa à alínea a) do n. . . . . . . . . . . . . . . . . Avenida das Acácias. . . . . . . . . . . . . . . . . de 9 de Setembro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . da direcção regional do ambiente e recursos naturais. . . . . . . . . . . . . . . . Monte Estoril . Manique de Baixo Rana . . . . . . . . . Monte Estoril . Avenida das Acácias. . . . . . . . Estrada Nacional n. CAPÍTULO IX Disposições finais SECÇÃO I Das disposições finais Artigo 95. . . . . . . . 4. . . no todo ou em parte. . . . . . — Manique . . . . . Avenida de Sabóia. . . . . . . . . os edifícios constantes (ou que venham a constar por decisão da Câmara) do catálogo ou inventário do património arquitectónico se tornem de impossível recuperação ou sejam demolidos sem autorização da Câmara. . . . Rua de Macau. . . . . . . . de 17 de Agosto.o 69/90. . . . . . . . . . . Estoril . . Artigo 99. . . . Alameda da Duquesa de Palmela. . Rua do Calhariz. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Manuel Duarte . . . . . . . . . . . . . . . Rua de Trouville. Três casas saloias . . . . . . . . . Instituto de Maria Auxiliadora . Quinta de Manique ou Quinta do Marquês das Minas . . . . . . . . . . . . . . . 1. . . . . . .o da Lei n. . . e Rua do Pinheiro. . . . . . . . . — — Alcabideche . Monte Estoril . . Casa de Montsalvat . . é admitida a alteração de uso de unidades hoteleiras construídas e devidamente licenciadas. . . . . . . . . . . . Estrada de Rana. . . . . . . . . . . . . . Hotel Miramar . . . . . . . . . .1 — Quando. . . . . . . . Estoril . . . . . . . . . . Maria Pia (vila Maria Pia) . . . . . Estoril . . . . . . . . . — Alcabideche Estoril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . por um representante da entidade Parque Natural de Sintra-Cascais (sempre que a construção ou estabelecimento ocorra no Parque) e por um representante da Câmara Municipal de Cascais. . 3. .o 1 e no n. . . . . . . Monte Estoril . . . . . . Casal de Nossa Senhora da Assunção . . . . . . . . . . Estoril . . . . . . . . Monte Estoril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Correia e Rua do Conde-Barão. Rua de J. 5 e 7. . . . . . . . . . .o 25/93. . . 2.o 211/92. . . . . . . . . . . . . . Artigo 97. . . . . . . . . . . . depois de prévia aprovação pela Câmara Municipal de Cascais e considerando os pressupostos da aprovação inicial. . . . . . . . . . .

. . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . .. . Vila Tânger . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Rebelva . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . .. . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . Vivenda Malvina . . . . . . . . . . . . Avenida de Sabóia. . . . . . . . . . . . . . . . 1. ... . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . Solar dos Falcões . . Alcabideche Cascais Estoril Estoril Estoril Estoril Estoril Estoril Estoril Cascais . Monte Estoril . . . . . .. . . . Convento de Nossa Senhora da Piedade (Casas Velhas da Gandarinha). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Alcoitão . . . . . . . .o 139 — 19-6-1997 Freguesia Lugar Localização Quinta de São Martinho . . . . 2. . . . .. . . . . . . . . . . Monte Estoril . Vivenda Lakximi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Monte Estoril . . . . .. . . . esquerdo. . . . Cascais . . . .. . . . . . . . . 34. . Avenida do Rei Humberto de Itália. . . . . . . 1. . . . . .. . Industrial/armazenagem . . .o 3 do artigo 88. e Avenida do Faial. . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Avenida de Sanfre. . . . . . 1146-B. . . . . . . . . . . . . . . . . . Monte Estoril . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . Monte Estoril . . . . . . . . . . Núcleo rural da Rebelva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Travessa da Palmeira. . . .. . . . . . Sítio de Pisão de Baixo . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . Vila Aduar e anexos . . . . . . Pisão . . . . . . Quinta do Patiño . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. Avenida de Sanfre. . . . . . . . . . . . . . 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Avenida de Sabóia. . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . Monte Estoril . . . . . . . . . . . . . . . Ribeira da Penha Longa. . . . . . . . . . . . . . . . . . Vivenda Laura . . . . . . . . . . . . . . . Avenida do Faial. . . . . Cascais . . . . — — — — — Alcabideche Carcavelos Alcabideche Alcabideche Alcabideche ANEXO II Parâmetros de cedências referidos no n. .. Quinta do Pisão de Cima . . . . . . . . Terciário . . Sítio da Ribeira da Penha Longa . . . . . . . . .. . . Villa Estephania . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pisão . . . . . . . . .. . . . . . Alcabideche . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Rua do Calhariz. . . . . . . . . .o Parâmetros de cedências por cada 100 m2 de superfície de pavimento construída Espaços verdes e de utilização colectiva (metros quadrados) Espaços para equipamentos colectivos (metros quadrados) Usos Habitacional . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . Monte Estoril . . .. . . . . . . . .2994 Designação DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. . Rua do Jardim. . . . . 20 25 20 30 25 10 . . . . . . Rua de João Pires Correia e Largo de São Martinho. . . Torre de São Patrício . . . .

N.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2995 .

o 139 — 19-6-1997 .2996 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N.

o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2997 .N.

2998 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N.o 139 — 19-6-1997 .

de 12 de Outubro.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2999 Resolução do Conselho de Ministros n. de 10 de Julho. será meramente opinativo.o do Regulamento. em virtude de condicionar o exercício da competência conferida pela alínea c) do n.o 2 do artigo 4. nos termos da legislação em vigor. Do disposto no n.o do Regulamento deve ser articulado com o disposto no diploma que estabelece o regime jurídico dos loteamentos urbanos e das obras de urbanização.o 69/90. o seu Plano Director Municipal. a Câmara Municipal respectiva iniciou o processo de ratificação daquele instrumento de planeamento.o do Decreto-Lei n. Verifica-se a conformidade do Plano Director Municipal de Tavira com as disposições legais e regulamentares em vigor. de 12 de Outubro. e demais legislação complementar. . constantes da planta actualizada de condicionantes.o 97/97 A Assembleia Municipal de Tavira aprovou.o 213/92.N.o 213/92. Cumpre referir que todos os planos de urbanização e de pormenor referidos no articulado do Regulamento como planos de execução do presente Plano Director Municipal carecem de ratificação nos termos do Decreto-Lei n. Importa ainda mencionar que a localização dos parques de sucata a que se refere o artigo 57.o 93/90. de 8 de Outubro. embora não seja publicada. em 21 de Junho de 1996 e em 29 de Novembro de 1996. ficam sujeitas ao regime de fomento hidroagrícola instituído pelo Decreto-Lei n.o 69/90. designadamente no que se refere ao inquérito público. com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n. de 2 de Março.o 3 do artigo 45.o do Regulamento do Plano. constantes da planta de condicionantes. acompanhou a elaboração daquele Plano. a qual. na medida em que não está previsto na lei.o 117/94. não podendo ser-lhe atribuído carácter vinculativo.o do Decreto-Lei n. de 19 de Março. Foram cumpridas todas as formalidades exigidas pelo Decreto-Lei n. o qual estabelece que as cedências de áreas são apenas as que decorrerem da operação de loteamento em causa. É de sublinhar que as áreas beneficiadas pelo aproveitamento hidroagrícola do Sotavento Algarvio (AHSA).o 5 do artigo 16. constitui elemento fundamental do Plano. com excepção: Do disposto nos artigos 36. sempre que não cumprirem as regras constantes do Plano que visam executar. conforme dispõe o n.o do Decreto-Lei n. de 2 de Março. De notar que o parecer da Direcção Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais previsto no n. Na sequência destas aprovações.o 69/90. É também de mencionar que o disposto do artigo 14. de 19 de Março. com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.o do Regulamento. na redacção introduzida pelo Decreto-Lei n.o 93/90.o 211/92. de 3 de Maio. O Plano Director Municipal de Tavira foi objecto de parecer favorável da comissão técnica que.o e 41.o 262/82. Na aplicação prática do Plano há também a considerar as servidões e restrições de utilidade pública. quando se trate de novas construções em solos da Reserva Ecológica Nacional.o do Regulamento deverá respeitar o disposto no Decreto-Lei n. por violar o disposto no artigo 4. de 2 de Março.o 6 do artigo 35.

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