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PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Resolução do Conselho de Ministros n.o 96/97 A Assembleia Municipal de Cascais aprovou, em 30 de Julho e em 25 de Novembro de 1996, o seu Plano Director Municipal. Na sequência desta aprovação, a Câmara Municipal respectiva iniciou o processo de ratificação daquele instrumento de planeamento, conforme dispõe o n.o 5 do artigo 16.o do Decreto-Lei n.o 69/90, de 2 de Março. Foram cumpridas todas as formalidades exigidas pelo Decreto-Lei n.o 69/90, de 2 de Março, com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.o 211/92, de 8 de Outubro, designadamente no que se refere ao inquérito público. Verifica-se a conformidade do Plano Director Municipal de Cascais com as demais disposições legais e regulamentares em vigor, com excepção: Dos artigos 6.o-A e 6.o-B do Regulamento do Plano, em virtude de se tratar de matéria respeitante à estrutura e relacionamento dos órgãos autárquicos; Da alteração da área definida como prioritária para a conservação da natureza no Regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais, aprovado pelo Decreto Regulamentar n.o 9/94, de 11 de Março, sita na Malveira da Serra, a sul e poente da EN 247, para área com a categoria de espaço urbanizável de baixa densidade, por violação do artigo 21.o do Regulamento do Plano de Ordenamento e do n.o 3 do artigo 3.o do Decreto-Lei n.o 151/95, de 24 de Junho. De notar que as cedências somente são obrigatórias em matéria de licenciamento de loteamentos e não de construções, pelo que, no tocante ao disposto no n.o 1 do artigo 25.o do Regulamento, apenas é legalmente exigível o disposto no capítulo V. De salientar que a remissão feita no n.o 2 do artigo 23.o do Regulamento deverá ser entendida como sendo para o artigo 97.o e que a remissão do anexo II do Regulamento será antes efectuada para o n.o 2 do artigo 88.o-A. Na aplicação prática do Plano há ainda a considerar as servidões e restrições de utilidade pública, constantes da planta de condicionantes, a qual, embora não seja publicada, constitui elemento fundamental do Plano. O Plano Director Municipal de Cascais foi objecto de parecer favorável da comissão técnica que, nos termos da legislação em vigor, acompanhou a elaboração daquele Plano. Este parecer favorável está consubstanciado no relatório final daquela comissão, subscrito por todos os representantes dos serviços da administração central que a compõem. Considerando o disposto no Decreto-Lei n.o 69/90, de 2 de Março, alterado pelo Decreto-Lei n.o 211/92, de 8 de Outubro: Assim: Nos termos da alínea g) do artigo 202.o da Constituição, o Conselho de Ministros resolveu: 1 — Ratificar o Plano Director Municipal de Cascais. 2 — Excluir de ratificação os artigos 6.o-A e 6.o-B do Regulamento e a área classificada como «categoria

de espaço urbanizável de baixa densidade», localizada na Malveira da Serra, a sul e poente da EN 247, assinalada na planta de ordenamento, anexa à presente resolução Presidência do Conselho de Ministros, 15 de Maio de 1997. — O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.
REGULAMENTO DO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DE CASCAIS

CAPÍTULO I Disposições gerais
Artigo 1.o Âmbito 1 — O presente diploma consagra o Plano Director Municipal do concelho de Cascais, adiante designado por PDM-Cascais. 2 — As actuações com incidência, directa ou indirecta, na ocupação, uso ou transformação do solo a praticar ou a desenvolver por qualquer entidade na área territorial do município de Cascais regem-se pelo disposto no presente diploma, sem prejuízo do disposto em regime específico. 3 — O PDM-Cascais abrange todo o território municipal constante da carta de ordenamento, à escala de 1:10 000, anexa ao presente diploma. Igualmente anexa ao presente diploma e dele fazendo parte integrante é a carta de condicionantes, à escala de 1:10 000, e abrangendo todo o território municipal. 4 — Os originais das cartas referidas no número anterior, bem como o relatório a que alude o artigo 11.o, n.o 1, alínea a), do Decreto-Lei n.o 69/90, de 2 de Março, ficam arquivados na Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, na Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo e na Câmara Municipal de Cascais, bem como este Regulamento. 5 — São particularmente relevantes os elementos complementares do PDM-Cascais: o relatório, onde, designadamente, se descrevem as actuações estratégicas municipais, a planta de enquadramento, o dossier e cartas das unidades operativas de planeamento e gestão, a carta arqueológica, a carta de delimitação dos núcleos urbanos históricos, a carta de situação dos equipamentos, a carta do sistema viário existente e programado e a carta dos elementos naturais e de paisagem. Artigo 2.o Definições 1 — Para efeitos deste diploma, entende-se por: a) Espaços urbanos os caracterizados pelo elevado nível de infra-estruturação e população, onde o solo se destina predominantemente a edificação; b) Espaços urbanizáveis os caracterizados por poderem vir a adquirir as características dos espaços urbanos e geralmente designados por áreas de expansão; c) Espaços industriais os destinados a actividades transformadoras, armazenagem e serviços próprios, apresentando elevado nível de infra-estruturação ou por infra-estruturar, e que podem igualmente comportar estruturas de alojamento hoteleiro e similar, estruturas de lazer e de apoio desses espaços e ainda terciário específico de suporte às actividades; d) Espaços de indústrias extractivas os destinados a actividades de extracção de recursos do subsolo, incluindo as áreas destinadas a controlar o impacte sobre os espaços envolventes; e) Espaços agrícolas os que abrangem as áreas com características adequadas à actividade agrícola ou que as possam vir a adquirir, que igualmente se caracterizam por constituírem solos particularmente importantes na composição e estruturação da paisagem. Os espaços agrícolas abrangem áreas com diversos níveis de protecção, correspondendo às especificidades da composição da Reserva Agrícola Nacional e das determinações que derivam do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e do processo de planeamento do PDM-Cascais; f) Espaços florestais os caracterizados pela dominância do uso florestal ou que a venham a adquirir e nos quais é desejável uma cobertura florestal dominante de produção ou ornamental ou de defesa e composição da paisagem; g) Espaços de protecção e enquadramento os caracterizados por constituírem áreas nas quais se privilegiam os valores

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h)

i) j)

l)

m)

referentes à compartimentação e reestruturação paisagística, de satisfação de procuras urbanas decisivas no amortecimento do processo urbano e de reforço dos espaços agrícolas, florestais, cultural e natural; Espaços de equipamento os que correspondem a áreas afectas ou a afectar a estabelecimentos de carácter público, cooperativo, mutualista ou privado e destinados a satisfazer procuras e necessidades da população só realizáveis por instalações de carácter singular ou específico; Espaços-canais os que correspondem a corredores activados ou a activar por infra-estruturas e que têm efeito de barreira física dos espaços que os marginam; Espaços cultural e natural os espaços nos quais se privilegiam a protecção e valorização dos recursos naturais ou culturais e a salvaguarda dos valores paisagísticos, arqueológicos, arquitectónicos e urbanísticos que, pela sua especificidade patrimonial, merecem relevância. Os espaços cultural e natural abrangem áreas com diversos níveis de protecção e valorização, correspondendo às especificidades da composição da Reserva Ecológica Nacional, das determinações estratégicas do município e das determinações emergentes do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais; Espaços de desenvolvimento estratégico os espaços caracterizados por poderem vir a adquirir as características de espaços urbanos, urbanizáveis ou outros, mas cuja implementação obedece a prévia elaboração e aprovação de plano de pormenor, com excepção do espaço de desenvolvimento e valorização da orla marítima urbana Cascais-São João e São João-Carcavelos, a qual está a ser objecto de plano especial de ordenamento do território, de acordo com a legislação aplicável; Espaços de áreas preferenciais para turismo e recreio os espaços que, inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais, integram as zonas que apresentam aptidão preferencial para a implantação de equipamentos turísticos, maioritariamente de ocupação hoteleira, de recreio e de lazer.

minações do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e à decorrência do processo de planeamento municipal, e ainda compreendem as categorias dos imóveis classificados e em vias de classificação e dos sítios arqueológicos. 3 — Para efeitos deste diploma, consideram-se ainda as definições seguintes: a) Área de intervenção de plano: é a área que é objecto de plano de urbanização ou de plano de pormenor; b) Superfície ou área de pavimento: para os edifícios construídos ou a construir, quaisquer que sejam os fins a que se destinem, é a soma das superfícies brutas de todos os pisos (incluindo as caixas de escadas e de elevadores) acima ou abaixo do solo, com exclusão dos terraços descobertos, parqueamentos em caves, galerias exteriores públicas, arruamentos ou espaços livres de uso público cobertos pela edificação, zonas de sótão não habitáveis, arrecadações afectas às diversas fracções de utilização do edifício e áreas técnicas abaixo ou acima do solo; c) Área líquida de loteamento ou de operação urbanística: é a superfície de solo destinado ao uso privado, susceptível de construção após uma operação de loteamento ou de operação urbanística; integra os lotes privados edificáveis, não incluindo, portanto, os espaços livres públicos, arruamentos, áreas de estacionamento público, áreas de equipamentos e áreas verdes; d) Índice de utilização bruto: é a relação estabelecida entre a superfície máxima de pavimento e a superfície total do solo. Quando as áreas de intervenção de um plano ou de um loteamento sejam delimitadas por arruamentos, o seu limite, para efeitos de cálculo do índice de utilização bruto, é o limite da área sujeita a plano ou loteamento, com excepção das áreas já afectas a arruamentos marginais existentes. O índice de utilização bruto aplica-se às áreas de equipamentos, espaços verdes e públicos e rede viária incluídos na área de intervenção; e) Índice de utilização líquido: é a relação estabelecida entre a superfície máxima de pavimento e a área líquida do loteamento ou a superfície de uma parcela ou lote; f) Índice de ocupação, ou percentagem de ocupação do solo: é igual ao quociente da superfície de implantação total pela área total do prédio, parcela ou lote, considerando para efeitos de cálculo a projecção horizontal dos edifícios delimitada pelo perímetro dos pisos mais salientes, excluindo varandas ou platibandas; g) Índice de construção: é a relação máxima entre a área bruta de construção ou superfície bruta de pavimentos e a área do terreno objecto da operação urbanística. Exceptuam-se, para efeitos do cálculo do índice de construção, as áreas das varandas, terraços, compartimentos de áreas técnicas e de serviços de higiene (recolha de lixos) e áreas de parqueamento coberto, sempre que estas se situem abaixo da cota de soleira; h) Densidade habitacional bruta: é a relação entre o número de fogos e a área total do terreno objecto da operação urbanística; i) Densidade populacional bruta: é a relação entre o número de habitantes e a área total do terreno objecto da operação urbanística. Para efeitos de cálculo deste parâmetro urbanístico deve considerar-se a composição média da família por fogo reportada ao concelho de Cascais e ao Censo da População de 1991; j) Percentagem de impermeabilização do lote: é a relação estabelecida entre a área total de implantação dos edifícios, dos sistemas viários e de lazer com pavimentos impermeabilizados e a área de terreno que serve de base à operação urbanística; l) Coeficiente volumétrico: é a relação estabelecida entre o volume total construído e a área de terreno que serve de suporte à operação edificatória ou urbanística; m) Índice de cobertura arbórea potencial: é a relação estabelecida entre a área de mata proposta no projecto de arranjos exteriores e a área do terreno. Para efeitos de cálculo deste parâmetro, a área da mata é a área das copas das árvores com diâmetro superior a 7 m, atingida a sua maior pujança para as condições edafoclimáticas locais, considerando um mínimo de duas árvores por cada 100 m2 de terreno; n) Índice de permeabilidade: é a relação estabelecida entre a zona verde e a área total do terreno, sendo a área de zona verde a área não impermeabilizada, ou seja, a diferença entre a área total do terreno e a soma das áreas de implantação dos edifícios, dos pavimentos impermeabilizados e de equipamentos de recreio;

2 — Para efeitos deste diploma, entende-se ainda por: a) Categorias de espaços urbanos de baixa, média e alta densidade os espaços que, inseridos na classe de espaços urbanos, correspondem a áreas com níveis de infra-estruturação e densidades populacionais que sublinham diversidades específicas; b) Categorias de espaços urbanizáveis de baixa, média e alta densidade os espaços que, inseridos na classe de espaços urbanizáveis, correspondem a áreas que podem vir a adquirir níveis de infra-estruturação e densidades populacionais que sublinham diversidades específicas; c) Categorias de espaços de desenvolvimento singular os espaços que, inseridos na classe de espaços urbanizáveis, correspondem a desenvolvimentos de singularidades relevantes e a espaços já envolvidos em desenvolvimentos particularizados e específicos; d) Categorias de espaços de desenvolvimento turístico os espaços que, inseridos na classe de espaços urbanizáveis, correspondem a áreas de potencial turístico que, pelas suas características e localização estratégica no contexto municipal, metropolitano, regional ou nacional, se revestem de especial importância para o desenvolvimento do sector; e) Categorias de espaços urbanos históricos os espaços que, inseridos na classe de espaços urbanos, correspondem a áreas de povoamento e edificações singulares, tradutores dos desenvolvimentos iniciais dos aglomerados e que sublinham memórias culturais de grande significado na determinação das identidades morfológicas locais; f) Categorias de espaços industriais existentes e de espaços industriais propostos os espaços que, inseridos na classe de espaços industriais, correspondem a áreas industriais existentes e a novos desenvolvimentos de oferta de áreas para o estabelecimento de actividade ou emprego industrial, terciário ou similar; g) Categorias de espaços agrícolas os espaços que, inseridos na classe de espaços agrícolas, se classificam em quatro níveis de uso — de nível 1, de nível 2, de nível 3 e de nível 4 —, correspondendo a graus de protecção e valorização diversos face ao regime da Reserva Agrícola Nacional, às determinações do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e às determinações decorrentes do processo de planeamento municipal; h) Categorias de espaços cultural e natural os espaços que, inseridos na classe de espaços cultural e natural, se classificam em dois níveis de uso — de nível 1 e de nível 2 —, correspondendo a graus de protecção e valorização diversos face ao instituto da Reserva Agrícola Nacional, às deter-

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o) Cércea: é a dimensão vertical da construção, contada a partir do ponto da cota média do terreno no alinhamento da fachada até à linha superior do beirado ou platibanda ou guarda do terraço; p) Moda da cércea, ou valor modal: é a cércea que apresenta maior frequência num conjunto edificado, correspondente, portanto, à cércea dos edifícios que somem maior extensão de fachadas nesse conjunto; q) Índice de construção médio de quarteirão: é a relação estabelecida entre o total das superfícies de pavimento construídas no quarteirão e a área total do quarteirão, delimitada ao eixo das vias que o delimitam; r) Altura da fachada: é a dimensão vertical da frontaria (plano de frente) do edifício, medida do plano horizontal da soleira até à beirada (à cornija, ou até ao capeamento da guarda, se existir e não for fechada). Se o edifício possuir um corpo avançado face ao alinhamento e que defina a cota de soleira, a altura da fachada é medida no plano vertical estabelecido no corte médio da edificação paralelo ao alinhamento; s) Alinhamento: é a linha definida pelas autoridades municipais que limita a parcela ou lote de arruamento público. A cota de soleira é a cota de nível da soleira da porta da entrada principal do edifício ou do corpo do edifício ou parte distinta do edifício, quando dotados de acesso independente a partir do exterior; t) Altura total da construção: é a dimensão vertical da construção, contada a partir do ponto de cota média do terreno no alinhamento da fachada até ao ponto mais alto da construção, com excepção das chaminés, antenas de televisão, pára-raios e similares. Artigo 3.o Objectivos do Plano 1 — Objectivos estratégicos: a) Instituição do sistema municipal de planeamento; b) Elaboração dos planos gerais de circulação e gestão da via pública; c) Prosseguir a reestruturação e requalificação da rede ferroviária no concelho de Cascais; d) Conduzir os planos municipais de intervenção na floresta; e) Elaboração dos planos municipais de ordenamento do território das unidades operativas de planeamento e gestão; f) Iniciar e prosseguir uma política sistemática de instruir programas de investimento direccionados à reabilitação do património cultural edificado; g) Programação e implementação da rede geral de equipamentos; h) Consecução do acordo geral de adesão ao programa especial de realojamento; i) Institucionalização do conselho coordenador de infra-estruturas básicas; j) Implementação do plano estratégico para a área do turismo. 2 — Outros objectivos. — Constituem ainda objectivos do PDM-Cascais: a) A aplicação das disposições legais e regulamentares vigentes e dos princípios gerais de disciplina urbanística e de ordenamento do território e salvaguarda e valorização do património natural e cultural; b) A articulação com planos, programas e projectos de âmbito municipal ou supramunicipal; c) A compatibilização da protecção e valorização das áreas agrícolas ou de expressão rústica, florestais, culturais e naturais, com os espaços destinados predominantemente ao exercício de actividades para fins residenciais, industriais e de serviços; d) Definir e estabelecer os princípios e regras para a ocupação, uso e transformação do solo; e) Apoiar a definição e implementação de políticas de desenvolvimento económico e social que garantam a progressiva inserção do concelho de Cascais no quadro de indicadores exigíveis pela sociedade urbana em contexto metropolitano e de consideração e reforço das especificidades locais instrutoras e construtoras da identidade local; f) Apoiar a determinação das carências habitacionais, enquadrando as orientações e soluções adequadas no âmbito da política de habitação em meio municipal e metropolitano; g) Compatibilizar as diversas intervenções sectoriais, desenvolvendo e pormenorizando regras e directivas estabelecidas a nível supramunicipal, auxiliar o estabelecimento de orientações nos processos de planeamento municipal e produzir as orientações adequadas às intenções de investimento da sociedade;

h) Fornecer indicadores para o planeamento, designadamente para a elaboração de outros planos municipais ou de planos de carácter supramunicipal; i) Promover a reabilitação e qualificação urbanística dos tecidos urbanos objecto de crescimento desqualificado ou de génese ilegal; j) Servir de enquadramento referencial à elaboração dos planos de actividades do município, de enquadramento de referência do município no quadro da Área Metropolitana de Lisboa e de enquadramento de referência à articulação com os níveis nacional e da União Europeia. Artigo 4.o Revisão O PDM-Cascais deverá ser revisto no prazo de 10 anos. Artigo 5.o Valor e aplicação das normas do PDM-Cascais O disposto no presente diploma vincula todas as entidades públicas e privadas, designadamente os órgãos e serviços da administração central, regional e local com competências para elaborar, aprovar, ratificar e executar planos, programas ou projectos e adaptar medidas com incidência na ocupação, uso ou transformação do uso do solo, exceptuando o disposto em regimes específicos ou o que venha a ser estabelecido em planos regionais de ordenamento do território. Artigo 6.o Dever de compatibilização dos planos municipais de ordenamento do território 1 — Os planos municipais de ordenamento do território a elaborar desenvolvem e pormenorizam as regras e directivas constantes do PDM-Cascais, devendo o regime de ocupação, uso e transformação do solo a estabelecer nesses planos ser compatível com o regime definido neste diploma. 2 — Os planos municipais de ordenamento do território a elaborar para as áreas territoriais que se inscrevam no Parque Natural de Sintra-Cascais devem estabelecer desenvolvimentos compatíveis com o regime definido no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais. 3 — Os planos municipais de ordenamento do território a elaborar para as áreas territoriais que se inscrevam na área de protecção costeira definida no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira para o troço Cidadela-São Julião da Barra devem considerar o definido neste plano especial de ordenamento do território. Artigo 6.o-A Conselho coordenador de infra-estruturas básicas As actuações estratégicas de implementação do PDM-Cascais obrigam a que seja institucionalizado, a curto prazo, o conselho coordenador de infra-estruturas básicas. Artigo 6.o-B Controlo da ocupação e expansão urbana O desenvolvimento sustentável do município de Cascais obriga à implementação de medidas cautelares de controlo da ocupação e expansão urbana do seu território. Assim, a Câmara deverá apresentar semestralmente à Assembleia Municipal a quantificação dos novos fogos licenciados durante esse período.

CAPÍTULO II Das servidões administrativas, restrições de utilidade pública e outros condicionamentos
SECÇÃO I Das disposições gerais
Artigo 7.o Do uso do solo nas áreas sujeitas a servidões administrativas Nas áreas sujeitas a servidões administrativas, as alterações ao uso do solo implicam a audição de outras entidades não municipais com competências específicas previstas no diploma instituidor da servidão administrativa em causa.

1 — Relativamente às distâncias dos condutores das linhas eléctricas de alta tensão aos edifícios deverá ser observado o disposto no artigo 29. e 99/91. são obrigados a consentir na sua ocupação e trânsito. 2. Não devem realizar-se regas com águas negras nem existir sumidouros de águas negras.a série.o DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2973 Da representação gráfica As áreas de servidão administrativa.os 37 575. e Decreto-Lei n.o 90/84. d. nascente e poente do terreno escolar formando uma linha de 35o com o plano horizontal que passa nesse ponto não encontre quaisquer obstáculos. urbanizáveis.o 393/85. industriais ou de desenvolvimento estratégico é interdita a plantação de árvores ao longo de uma faixa de 10 m. de 26 de Abril.o do Decreto Regulamentar n. de 14 de Outubro. a largura da faixa pode ser. 4 — Condicionamentos a respeitar relativamente aos marcos geodésicos. arrendatários ou. habitações e instalações industriais. existentes ou a executar. podendo conter uma zona non aedificandi e uma zona de construção condicionada.o. ampliada em plano municipal de ordenamento do território. Decreto-Lei n. realizados sem interrupção. num raio de 100 m em torno da captação: a) Nos perímetros de protecção próxima não devem existir depressões não revestidas onde se possam acumular águas.o 14/77. exceptuando o n. de 19 de Agosto de 1941. os seguintes: a) É interdita a construção ao longo de uma faixa de 10 m. ou dos terrenos a que esses dêem acesso. 2 — Condicionamentos aplicáveis à rede de distribuição de águas: 2. de 5 de Junho (altera o Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas). para abastecimento público aplicam-se em perímetro de protecção próxima. se considere que os afastamentos aqui determinados não são suficientes para garantir um enquadramento arquitectónico adequado a uma conveniente integração urbanística. naturais ou edificados. e em perímetro de protecção à distância.os 328/90. representadas na carta de condicionantes.o 43 335. de 14 de Maio. b) Os proprietários. de 3 de Março de 1962. outorgado pela Câmara Municipal de Cascais à EDP/LTE — Electricidade de Lisboa e Vale do Tejo. e da Portaria n. 44 220. não devem ainda existir nitreiras. matadouros. justificadamente. designadamente: a) É interdito construir qualquer edificação sobre colectores de redes de esgotos públicos ou particulares. caso a caso. dos Decretos-Leis n. — Os condicionamentos constam do Decreto-Lei n. alterado pelo Decreto-Lei n. Em alguns casos. culturas adubadas.1) As zonas de protecção abrangem. assentamento de tubagens e acessórios. de 18 de Fevereiro (Regulamento de Segurança de Linhas Eléctricas de Alta Tensão). de 16 de Março.o 7 do artigo 41. de 8 de Maio de 1946.1 — Os condicionamentos a respeitar constam do Decreto-Lei n. de 4 de Abril. b) Nos perímetros de protecção à distância a camada aquífera de captação não deve estar sujeita a outras captações. Decreto Regulamentar n.os 34 993. publicado no Diário da República. dos projectos paisagísticos. Decreto Regulamentar n. designadamente: a) Os marcos geodésicos ou de triangulação cadastral têm zonas de protecção que abrangem uma área em redor do sinal com o raio mínimo de 15 m. alterado pelos Decretos-Leis n. de 30 de Julho de 1936.o 46/86. instalações sanitárias e industriais com efluentes poluentes. à escala de 1:10 000. fossas e sumidouros de águas negras. c) No perímetro exterior das áreas classificadas como classes de espaços urbanos. da Lei n. medida para cada lado do traçado das condutas de adução ou adução-distribuição de água. 3.N. estrumadas ou regadas. num raio de 20 m em torno da captação.o Condicionamentos decorrentes da protecção de infra-estruturas e equipamentos 1 — Condicionamentos a respeitar relativamente à protecção da rede de esgotos: 1. e 246/92. de 11 de Outubro de 1944.o 34 021. 251/87. e dos Decretos-Leis n. de 9 de Outubro (Regulamento de Segurança das Instalações Eléctricas de Parques de Campismo e Marinas). estudos e pesquisas. de 19 de Novembro de 1960.o 103-C/89. de 19 de Setembro de 1979. em regra.2 — No município de Cascais deverá ser também respeitado o clausulado do contrato de concessão de distribuição de energia eléctrica em baixa tensão no concelho de Cascais. — Os condicionamentos são os que constam do Decreto-Lei n. A extensão das zonas de protecção é determinada caso a caso. . de 11 de Outubro de 1945. execução de escavações. designadamente. 3. podem ainda ser definidas zonas de protecção mais amplas nos regulamentos de planos municipais de ordenamento do território quando. — Os condicionamentos da protecção a captações subterrâneas. c) Consideram-se que aqueles afastamentos devem ser calculados por forma que uma linha traçada a partir de qualquer ponto das estremas sul.o 446/76.o 1/92. 6 — Condicionamentos decorrentes da protecção dos furos de captação de água.o 21 875. — Os condicionamentos constam da seguinte legislação a observar: Decreto-Lei n. a largura da faixa onde é interdita a plantação de árvores decorre da apreciação.o 143/82.o 37 do Ministério da Administração Interna. que produzam o ensombramento desses recintos. de 30 de Outubro. de 22 de Outubro. do Decreto Regulamentar n. construções e outras obras ou trabalhos que impeçam a visibilidade das direcções constantes das minutas de triangulação.o 26 852. b) É interdito erigir qualquer construção cujo afastamento a um recinto escolar seja inferior a uma vez e meia a altura da construção e nunca inferior a 12 m. de 18 de Fevereiro (Regulamento de Segurança de Linhas Eléctricas de Alta Tensão). e 180/91. sempre que graficamente possível. A menos que providos de esgoto distante ou tratamento completo. possuidores de terrenos em que tenham de se realizar estudos. currais. pesquisas ou trabalhos de saneamento. Nos casos em que não seja possível outra solução. de 26 de Dezembro (Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em Baixa Tensão).os 37 837. d) Para além das distâncias mínimas referidas nas alíneas b) e c). medida para cada lado do traçado das condutas distribuidoras de água. 5 — Condicionamentos a respeitar relativamente a edifícios escolares. canalizações. Decreto-Lei n.o 131/87. No interior do perímetro das classes de espaços designadas. onde especial atenção deve ser dada ao desenvolvimento radicular das espécies arbóreas propostas. 40 388. revogado pelo Decreto-Lei n. de 18 de Fevereiro. designadamente: a) Nas áreas imediatamente envolventes dos recintos escolares existentes ou que venham a ser concretizados durante a vigência do PDM-Cascais não devem existir obstáculos volumosos. de 2 de Março. as obras deverão ser efectuadas de forma que os colectores fiquem completamente estanques e sejam visitáveis.1 — Os condicionamentos são. de 8 de Outubro de 1949. a qualquer título. c) Os projectos de obras ou projectos de arborização na proximidade de marcos geodésicos não podem ser licenciados sem prévia autorização do Instituto Português de Cartografia e Cadastro. estábulos. e 31 467. 3 — Condicionamentos a respeitar relativamente às redes de energia eléctrica. medida para cada lado do traçado das condutas de água. restrições de utilidade pública e outros condicionamentos encontram-se. e do Despacho n. uma faixa com 50 m de largura a contar dos limites do recinto escolar. SECÇÃO II Das disposições específicas Artigo 9. Na estrema norte do terreno escolar aquele ângulo poderá ser de 45o. b) Os proprietários ou usufrutuários dos terrenos situados dentro da zona de protecção não podem fazer plantações.o 11 388. desvio de águas superficiais e subterrâneas e vias de comunicação enquanto durarem esses trabalhos. do PDM-Cascais. em função da visibilidade que deve ser assegurada ao sinal construído e entre os diversos sinais. de 17 de Março (Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas). b) É interdita a execução de construções ao longo de uma faixa de 1 m. Decretos-Leis n. caixas ou caleiras subterrâneas de esgoto não devidamente tratado.o 139 — 19-6-1997 Artigo 8. de 24 de Julho. de 24 de Maio de 1950. designadamente. 89/90. de 18 de Novembro de 1932. com duração mínima e com boa técnica.o 1/92. de 21 de Novembro de 1955.

2 — A rede nacional complementar no município de Cascais é constituída pelo IC 15 (vulgo auto-estrada Lisboa-Cascais. desde que não impliquem a construção de edifícios. do Decreto-Lei n.o Condicionamentos resultantes da protecção do solo para fins agrícolas e servidões e restrições de utilidade pública florestais 1 — Consideram-se integradas na Reserva Agrícola Nacional (RAN) todas as áreas como tal identificadas na carta de condicionantes. de 1 de Junho. EM 587. EM 588-2. Artigo 10. com traçados indicativos e cuja consecução obriga à tramitação legal decorrente dos regimes da REN e da RAN sempre que existam sobreposições . — Devem ser respeitados os condicionamentos estabelecidos no Decreto-Lei n. embora integradas na REN. EM 594. estando qualquer obra.o 40 801. CM 1343 e CM 1344. 2.1.o 2110.1 — Nas zonas adjacentes às margens ameaçadas pelas cheias poderão ser autorizadas: a) A implantação de estruturas indispensáveis à realização de obras de correcção hidráulica. consoante as águas sejam ou não sujeitas às influências das marés. CM 1341. 4. 2. mediante parecer favorável do Instituto da Água. não podem ser ocupadas com qualquer tipo de construção sem prévio estudo geotécnico e geológico. destruir o revestimento vegetal ou alterar relevo natural e instalar vazadouros. 5 — Estão sujeitas a medidas e protecções específicas as margens e zonas adjacentes da ribeira das Vinhas. de 20 de Janeiro. 594/73.1 — A rede municipal de estradas no município de Cascais é ainda constituída pelos caminhos municipais CM 1325. — Os condicionamentos e servidões são os que constam no Decreto-Lei o n. n. conservação. EM 589. de 16 de Outubro de 1989 e de 29 de Novembro de 1989. sujeitas a escorregamentos e outras alterações geológicas. de 22 de Fevereiro. de 4 de Fevereiro.3 — Nos terrenos privados localizados em leitos ou margens a realização de quaisquer obras.o 139/88.o Condicionamentos do domínio público hídrico 1 — O domínio público hídrico (DPH) e o domínio público marítimo (DPM) na área do concelho são os definidos pelo Decreto-Lei o n. Artigo 13. EM 588-3.o 45/86. 46/94 e 47/94. 8 — Condicionamentos a respeitar relativamente a faróis. de 22 de Maio de 1965) e um pinheiro manso monumental na Urbanização de Areias de São João (Diário da República. à medida que se concretize a sua desclassificação serão integradas na rede municipal de estradas. de 23 de Janeiro. 12/92. e 13/94. de 7 de Agosto. de 26 de Setembro. CM 1339.o 89/90. EM 597-1 e EM 597-2. EM 597. na Parede/Carcavelos. de 3 de Agosto de 1990). e do Decreto n. 10 — Condicionamentos a respeitar relativamente a equipamentos de estabelecimentos prisionais. aplicam-se as restrições à alteração do uso do solo após incêndio florestal. IC 16 (em projecto e construção). Lei n. de 11 de Julho de 1955. referido à Laje/Reduto Gomes Freire. EM 589-1. CM 1330. CM 1327. 3. 4 — Zonas adjacentes às margens ameaçadas pelas cheias. e na Lei n. de 1 de Setembro (Regulamento de Estradas e Caminhos Municipais). 50 m ou 30 m. está dependente de parecer vinculativo do Ins- tituto da Água quando estejam dentro do limite da maior cheia conhecida ou de uma faixa de 100 m para cada linha da margem do curso de água quando se desconheça aquele limite. e 79/95. CM 1335. Os proprietários devem cumprir as obrigações que a lei estabelece no que respeita à execução de obras hidráulicas. EM 584.a série. EM 585. EN 6-7. por Decreto de 4 de Janeiro de 1929.o 48 398. CM 1336. de 6 de Fevereiro. com base no Decreto-Lei n. e 45/94. ou que venham a revelar-se instáveis. de 5 de Novembro. 349/88. que ficarão sujeitas ao regime do Decreto-Lei n. e ainda a albufeira do rio da Mula. 4 — Fazem igualmente parte da rede municipal no município de Cascais outras estradas ou lanços de estradas e outros caminhos ou lanços de caminhos ainda não classificados. de 15 de Janeiro. 5 — Constituem ainda parte do sistema viário principal do concelho de Cascais as estradas determinadas em programação no processo de planeamento do Plano Director Municipal (PDM). de 30 de Maio de 1899. de 13 de Outubro. do Decreto n. CM 1326. 4. CM 1337. 89/87.1 — Margens das águas do mar. 2.os 13/71. do Decreto n. de 28 de Setembro de 1957. de 6 de Maio de 1963 e de 15 de Junho de 1963. os baldios da serra de Sintra. — Os condicionamentos constam das portarias publicadas no Diário da República. EM 596. EM 590. CM 1329. parques para sucata ou quaisquer outros depósitos de materiais. 2 — No município de Cascais estão submetidos ao regime florestal parcial. de 7 de Novembro. referidos ao Hospital Distrital de Cascais.o 2037. EM 593. que constituam complemento indispensável de outros já existentes e devidamente licenciados ou que se encontrem previstos em planos municipais de ordenamento do território. fica sujeita ao parecer vinculativo das autoridades com jurisdição na área.o 139 — 19-6-1997 7 — Condicionamentos a respeitar relativamente a edifícios ou instalações hospitalares. EM 590-1. de 20 de Abril. das publicações no Diário da República.o Condicionamentos decorrentes de áreas instáveis sob o ponto de vista geomorfológico As áreas instáveis. de 19 de Março.a série. de 16 de Março. se inscrevam dentro dos limites estabelecidos do Parque Natural de Sintra-Cascais ficam sujeitas ao regime específico traduzido nos respectivos Regulamento e Plano de Ordenamento. 2 — Quando a margem tiver a natureza de praia em extensão superior à estabelecida no n. EM 595. CM 1342.1 — As estradas EN 6-5. permanentes ou temporárias. CM 1334. nomeadamente de correcção. — É interdito implantar edifícios ou realizar obras susceptíveis de constituir obstrução à livre passagem das águas. e existe um maciço de plátanos classificado próximo da localidade de Caparide (Diário do Governo.o 2/88. EN 247-7 e EN 247-8. — Os condicionamentos constam da Lei n. 2. designadamente.o Condicionamentos ecológicos 1 — Consideram-se integradas na Reserva Ecológica Nacional (REN) todas as áreas como tal identificadas na carta de condicionantes. mediante parecer favorável do Instituto da Água. da Portaria n. homologado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil. de 22 de Outubro de 1964. 316/90. referidas ao Centro de Medicina Física e de Reabilitação de Alcoitão. da Ordem do Exército. nos termos do Decreto Regulamentar n. nos termos do Decreto Regulamentar n. 468/71. do Decreto n. Artigo 14.o 4. EN 249-4.o 45 986. CM 1328. EM 588-1. de 16 de Outubro de 1956.o 54/91. de 19 de Agosto de 1949. EN 247-5. alterada pelo Decreto-Lei n. e Decretos-Leis n. sendo constituídos. EN 6-8. EN 6. de 23 de Maio de 1968.o 48 464. 2. Artigo 12. 3 — A ocupação ou utilização dos terrenos situados no DPH é feita em conformidade com o estatuído nos Decretos-Leis n.2 — Nas zonas adjacentes a aprovação de planos municipais de ordenamento do território e de contratos de urbanização.o 129. sob o ponto de vista geomorfológico. EM 579-2.o 22 591. ao Hospital de Sant’Ana e ao Hospital Ortopédico de José de Almeida. referido à Bateria da Parede. lixeiras.2974 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N.o 1. referido ao Forte Velho de Santo António da Barra.os 468/71. assinaladas de acordo com o prescrito no respectivo regime legal. 2 — As áreas que. EM 586. nos termos da Portaria o n. desobstrução e limpeza.o 93/90. EN 9.o 9/94. CM 1332. referidos ao Estabelecimento Prisional de Tires e a parte do Estabelecimento Prisional do Linhó. com a largura de 50 m a partir da linha que delimita o leito e margens de águas navegáveis ou flutuáveis. de 22 de Abril. — Os condicionamentos constam da Portaria o n. CM 1340.o Das servidões rodoviárias 1 — Os condicionamentos e servidões da rede rodoviária são os que constam na Lei n. CM 1333.o 41 299. de 26 de Fevereiro.o 2078. dependendo de parecer favorável do Instituto da Água. de 3 de Julho de 1968. de 26 de Setembro. 136/93. 4. CM 1331. 3 — A rede municipal de estradas no município de Cascais é constituída pelas estradas municipais EM 579. EN 247. 9 — Condicionamentos a respeitar relativamente a equipamentos de defesa nacional e áreas militares. CM 1338. a variante à EN 249-4 e a variante à EN 6-7. vedação e acesso a propriedades marginais sujeito a licenciamentos das entidades competentes. e da ribeira da Laje. de 5 de Novembro.a série.os 213/92. EM 592. bem como o licenciamento de operações de loteamentos urbanos ou de quaisquer obras ou edificações. 11 — Servidões à exploração de águas minerais naturais. 380/85. n. AE 5). de 19 de Agosto de 1961. b) A instalação de equipamentos de lazer. EM 588. c) A instalação de edifícios.a série. EM 586-1. de 23 de Março de 1967. Artigo 11. a margem estende-se até onde o terreno apresentar tal natureza. de 12 de Outubro. pelas seguintes margens: 1.o 178. 309/87. do Decreto n. de 11 de Março. referido à Bateria de Alcabideche. alterado pelos Decretos-Leis n. de 8 de Agosto. EN 9-1. EN 247-6. referido ao Posto de Comando do Grupo de Contrabombardeamento do Norte e Ramal de Serventia ou Posto de Observação do Grupo Norte.o 360/77. publicados no Decreto Regulamentar n.

designadamente. 6 — Quando as estradas percorrem solos classificados na carta de ordenamento do PDM-Cascais como classes de espaços urbanos. que constam do Decreto-Lei n. embora de importância secundária. pela Lei n.o 5/91. e 289/93. pelo Decreto-Lei n. elaborados por arquitecto paisagista.o 39 780.1 — Imóveis de interesse público. nomeadamente no que respeita à dependência de pareceres favoráveis dos Caminhos de Ferro Portugueses. 3 — No âmbito do respectivo quadro regulador deverão submeter-se a parecer da Direcção-Geral de Transportes Terrestres. de 9 de Agosto. de 16 de Março. encontram-se classificados os seguintes imóveis: 3. podendo conter esta última zonas non aedificandi. de 12 de Maio. Artigo 21. a servidão non aedificandi é definida pelo espaço-canal delimitado a 30 m para cada lado do eixo proposto no estudo prévio. de 9 de Junho.N.o 195/79. sua reparação ou renovação não poderá exceder os 36 m de largura.o 9/94. mesmo provisória.o Dos condicionamentos decorrentes do Parque Natural de Sintra-Cascais Devem ser particularmente observados e respeitados nos procedimentos de planeamento e administração urbanística municipais e nas iniciativas públicas. na freguesia de Alcabideche. de 23 de Janeiro. de 22 de Abril. de 7 de Agosto de 1951. na ponta da praia do Abano. da aresta superior do talude de escavação ou da aresta inferior do talude de aterro. os projectos em curso ou previstos relativos a interfaces rodo-ferroviários. de 10 de Setembro.o Das servidões ferroviárias As servidões relativas a rede de infra-estruturas ferroviárias.o 20 985. e na Portaria n. na freguesia do Estoril. estão sujeitas ao respectivo quadro regulador. de 2 de Março. a via de acesso ao aeroporto secundário da área metropolitana de Lisboa. de 11 de Março). de 16 de Julho. assim como por aqueles que vierem a ser constituídos com base em projectos aprovados.os 106-H/92.o 2032.o 269/78. de 15 de Janeiro.o 9/94. com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2975 com estas áreas.o 48 594. imóveis de interesse público (IIP) e imóveis em vias de classificação (IVC).o 11/94. pela Portaria n. no que respeita à componente rodoviária. c) Com projecto de execução da estrada aprovado pela Câmara Municipal de Cascais. com as alterações introduzidas pelo Decreto n. e 274-A/93. pelos Decretos-Leis n. b) É interdita a plantação de árvores ou arbustos numa faixa de 5 m para cada lado do eixo longitudinal do gasoduto. com o pedido de licenciamento.os 89/90 e 90/90. de 7 de Março de 1932. aprovado no respectivo projecto de execução. com as necessárias adaptações. existentes ou previstas. de 16 de Junho. bem como as respectivas zonas de protecção ou zonas especiais de protecção. e que correspondem à via longitudinal norte.o 784/81. de 29 de Agosto de 1952 (Regulamento Geral de Edificações Urbanas). a servidão non aedificandi é definida pelo espaço-canal delimitado a 12 m para cada lado da linha da berma executada ou da aresta superior do talude de escavação executado ou da aresta inferior do talude de aterro executado. à via longitudinal sul — troços da via de cintura da área metropolitana de Lisboa margem norte. numa faixa de 10 m para cada lado do eixo longitudinal do gasoduto. às circulares a São João e São Pedro.o 205/88. implicam restrições para os terrenos em que são localizadas. 2 — As intervenções nos espaços referidos no n. e da Direcção-Geral de Transportes Terrestres. 5. de 1 de Junho. o Forte do Guincho. pelo Decreto-Lei n.o 13/85. a componente modal ferroviária e ou a componente transporte público rodoviário. privadas ou de parceria. entre o mar e a estrada marginal a nascente de São João do Estoril. e pelo Decreto-Lei n. Artigo 20. tendo em conta o disposto no Decreto-Lei n.o Das restrições relativas aos interfaces modais de transportes 1 — Nos espaços destinados à construção ou reordenamento de interfaces ou de centros de coordenação de transportes/estações centrais de camionagem só são admitidos os usos necessários ao cumprimento das funções dessas instalações. b) É obrigatória a apresentação e aprovação de planos de recuperação paisagística. traduzem espaços-canais precisos na carta de ordenamento do PDM-Cascais. bem como de outros usos compatíveis com o funcionamento das mesmas. 24/90.o Das servidões relativas aos sistemas de abastecimento de gás As servidões de passagens de gás. publicados no Decreto Regulamentar n. pela Lei n. os fixados pelo Regulamento e respectivo Plano de Ordenamento. de 9 de Fevereiro. 3 — No concelho de Cascais.o 13/94. o Forte .os 166/74. desde que estes assegurem uma melhor integração urbana destes espaços. e 106-F/92. urbanizáveis e industriais e espaços de desenvolvimento estratégico.o Dos condicionamentos decorrentes do regime de protecção ao património edificado 1 — A protecção do património edificado é regulada pelo Decreto n. de 4 de Agosto. numa faixa sobre as tubagens. de 11 de Março. de 25 de Outubro. de 24 de Dezembro. sempre que as instalações em causa integrem. são as estabelecidas no Decreto-Lei n.os 232/90. E. Artigo 15. alterado pelo Decreto-Lei n. b) Com estudo prévio da estrada aprovado pela Câmara Municipal de Cascais. cuja servidão está definida pelo Decreto Regulamentar o n. os condicionamentos decorrentes da instalação do Parque Natural de Sintra-Cascais e.os 116-B/76.1 — As servidões às estradas mencionadas no número anterior são estabelecidas conforme: a) Na ausência de estudo prévio da estrada aprovado pela Câmara Municipal de Cascais.o 69/90. a servidão non aedificandi é definida pelo espaço-canal de 20 m para cada linha da berma. 2 — A legislação descrita no número anterior abrange os imóveis classificados como monumentos nacionais (MN). de 26 de Setembro de 1968. de 15 de Fevereiro de 1938. a servidão non aedificandi é definida pelo espaço-canal delimitado a 50 m para cada lado do eixo proposto da via e traçado na carta de ordenamento do PDM-Cascais. respectivos nós viários programados e outras estradas que.o Das servidões relativas a aeródromos A instalação existente no município de Cascais é o aeródromo de Tires. de 13 de Janeiro. pelo Decreto-Lei n.o 316/94. as servidões poderão vir a ser ajustadas nas condições que os planos municipais de ordenamento do território venham a estabelecer. e) A ocupação temporária dos terrenos para depósitos de materiais e equipamentos necessários à colocação de gasodutos. Artigo 17.o Das servidões referentes à indústria extractiva 1 — As servidões à exploração de massas minerais estão definidas nos Decretos-Leis n. de 21 de Agosto de 1954.o 38 382. com as alterações introduzidas pela Portaria n. nos Decretos-Leis n. que deverão ser precedidas de plano de pormenor. c) É interdita a construção de qualquer tipo. alterado pelos Decretos-Leis n. Aquela legislação abrange igualmente os imóveis classificados como valores concelhios (VC).o 1 e ainda nos acessos aos mesmos. P. 2 — A eventual exploração de indústria extractiva sujeita-se ainda às determinações do Regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais (Decreto Regulamentar n. d) Em situação de obra em curso. de 21 de Agosto. Artigo 19. e 156/81. pelos Decretos-Leis n.o 374/89. nos termos definidos no Decreto-Lei n. designadamente: a) O terreno não poderá ser arado nem cavado a uma profundidade superior a 50 cm numa faixa de 2 m para cada lado do eixo longitudinal do gasoduto.. de 1 de Junho.o 28 468. respectivamente. d) O eixo dos gasodutos deve ser assinalado no terreno pelas formas estabelecidas no regulamento de segurança. Artigo 16. e do Decreto-Lei n. Artigo 18.o 38 888. de 6 de Julho (Lei do Património Cultural). designadamente: a) São objecto de licenciamento pela entidade definida na lei todas as explorações de indústrias extractivas que se encontram em actividade ou venham a constituir-se. e que poderão vir a merecer melhores definições em planos municipais de ordenamento do território. — O Forte de Santo António da Barra (Forte Velho). de 24 de Abril. de 11 de Junho de 1939.

dos imóveis classificados e em vias de classificação e dos sítios arqueológicos. na freguesia de Cascais. demolidos. Livramento. inseridas na classe de espaços industriais consideram-se as categorias de espaço industrial existente e de espaço industrial proposto. são servidões administrativas que estão sujeitas às prescrições dos artigos 17. os troços da antiga muralha do castelo da vila de Cascais. entre o Farol da Guia e a Laje do Ramil. inseridas na classe de espaços urbanizáveis consideram-se as categorias de espaços urbanizáveis de baixa densidade. sobre os quais se aplicam as determinações do n. na freguesia de Cascais. Alapraia. Parede. o Forte da Crismina. enquanto não merecerem classificação e protecção específicas. o edifício das cavalariças de Santos Jorge. 6. na Rua de Olivença. após parecer dos Serviços de Cultura da Câmara Municipal de Cascais. 2 — Inseridas na classe de espaços urbanos consideram-se as categorias de espaços urbanos históricos.o 6. Artigo 23. o Forte da Nossa Senhora da Conceição. até 50 m contados a partir dos seus limites exteriores. pela sua natureza.o 139 — 19-6-1997 de Oitavos. no passeio de Maria Pia. na margem direita da antiga ribeira da Cadaveira. a Vigia do Facho. Largo de 5 de Outubro. na Rua de Alfredo da Silva. na Rua de Fernando Tomás.o 69/90.o 13/85. a Estação Luso-Romana de Casais Velhos. espaços-canais. freguesia de Carcavelos (despacho de homologação a 18 de Maio de 1990). a villa romana de Freiria. o marégrafo de Cascais. de espaços urbanizáveis de alta densidade. José J.os 3 e 4 deste artigo. de 21 de Dezembro). — Edifício na Avenida das Acácias. bem como as dos imóveis em vias de classificação. na freguesia de Cascais. de nível 3 e de nível 4. as grutas de Alapraia. 34. Estoril. espaços de áreas preferenciais de turismo e recreio. na foz da ribeira dos Mochos. 3. a Cidadela de Cascais. na praia da Ribeira ou do Peixe.o Identificação dos espaços 1 — A identificação dos espaços referidos no número anterior é a constante da carta de ordenamento a que se refere o artigo 1. bem como aplicar com maior rigor cartográfico a delimitação do ordenamento. freguesia do Estoril (despacho de homologação a 26 de Fevereiro de 1987 e projecto de decreto a 23 de Novembro de 1993). fronteira à Boca do Inferno. a villa romana de Miroiços-Manique. as bases da muralha. na freguesia de Cascais. na freguesia de Cascais (Decreto-Lei n. o Forte de Santa Marta. entre o princípio da Rua de Marques Leal Pancada. 8.o 28/84. a Quinta Nova ou Quinta de Santo António ou Quinta dos Ingleses. Carcavelos. sem prejuízo do disposto no artigo 98. enquanto esta não for estabelecida. espaços industriais.2 — As zonas de protecção ou zonas especiais de protecção aos imóveis ou conjuntos classificados como monumento nacional ou imóvel de interesse público. na freguesia de São Domingos de Rana (Decreto-Lei n. freguesia de Cascais (início do processo a 25 de Julho de 1994).o da Lei n. de acordo com o grafismo próprio consignado na legenda respectiva. Estrada Nacional n. na freguesia de Cascais (Decreto-Lei n. na freguesia de São Domingos de Rana. na freguesia de São Domingos de Rana (Decreto n. a Capela da Nossa Senhora da Nazaré. incluindo a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a torre fortificada de Cascais.2 — Imóveis de valor concelhio. antigos Paços do Concelho de Cascais. o Palácio dos Condes de Castro Guimarães. dispõem de uma zona de protecção de 50 m contados a partir dos seus limites exteriores. a villa romana do Alto da Cidreira. ficam sujeitas a licenciamento municipal. de espaços de desenvolvimento singular e de espaços de desenvolvimento turístico. 2. espaços de indústrias extractivas. de espaços urbanos de baixa densidade. 2 — O ordenamento identificado na referida carta de ordenamento não prejudica a existência actual — prévia a este diploma — de pequenas áreas que.o da Lei n. na freguesia de Estoril (início do processo em 9 de Junho de 1992). na freguesia de Alcabideche. o Forte de São Teodósio ou São Pedro.o 45/93. na freguesia de Cascais (Decreto-Lei n.6 — Os valores constituídos de interesse cultural ou patrimonial que venham a ser eventualmente objecto de propostas de classificação. entre a praia da Conceição e os Almagreiros. de 1 de Junho). Largo do Livramento. que ligava os dois baluartes na praia da Ribeira. Avenida do General Eduardo Galhardo. de 20 de Março de 1945). freguesia de Cascais (início do processo a 21 de Fevereiro de 1995). restaurados ou transformados sem autorização expressa do IPPAR. a sul da praia de água doce entre a estrada marginal e o mar. o Forte de São João. na freguesia de Cascais. a gruta do Poço Velho.2976 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N.o deste diploma. CAPÍTULO III Da ocupação. 6 — Os imóveis e conjuntos classificados como monumento nacional ou imóvel de interesse público dispõem sempre de uma zona especial de protecção e. 6. o Hospital de Santana. de 6 de Julho. de 1 de Junho). entre a Rua das Grutas e a Rua de Francisco de Paula e Oliveira. na freguesia de Alcabideche (Decreto-Lei n. de 25 de Setembro). 15. o Forte da Nossa Senhora da Guia. ao abrigo do n. Cascais. inseridas na classe de espaços cultural e natural consideram-se as categorias de espaço cultural e natural de nível 1. na freguesia do Estoril. 2. freguesia de Carcavelos (início do processo a 20 de Maio de 1994). freguesia do Estoril (despacho de homologação a 21 de Março de 1984 e projecto de decreto a 31 de Outubro de 1994). 6. Monte Estoril. designadamente o disposto no seu artigo 14.o 13/85. o Forte Novo. espaços urbanizáveis.o 3 — Cabe aos planos municipais de ordenamento do território identificar e classificar tais áreas. o Casal de Monserrate. espaços cultural e natural. espaços de equipamento. espaços de protecção e enquadramento. na freguesia do Estoril. na freguesia de Parede (início do processo em 28 de Novembro de 1991). o cemitério visigótico de Alcoitão.o 1 do artigo 18. a Quinta do Barão. 30 de Novembro). uso ou transformação do solo consideram-se no PDM-Cascais as seguintes classes de espaços: espaços urbanos. 1-A. a villa romana de Outeiro de Polima. de 6 de Julho. espaços de desenvolvimento estratégico. espaços agrícolas. espaços florestais. uso e transformação do solo SECÇÃO I Do ordenamento Artigo 22. bem como os constantes da carta arqueológica produzida no processo de planeamento do PDM-Cascais com acompanhamento do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico (IPPAR) e constituindo elemento anexo ao PDM-Cascais nos termos do Decreto-Lei n. ficam sujeitos às seguintes normas: as construções ou alterações do uso do solo na área envolvente do imóvel ou da construção. na freguesia de Cascais. Monte Estoril. 3.5 — Os imóveis em vias de classificação descritos nos n. 6. a 30 m da parte este da fortaleza sobre a baía de Cascais. assegurando que as categorias de espaço ou subcategorias consequentes às classes e categorias determinadas no PDM-Cascais sejam compatíveis e concordantes com o uso dominante definido na carta de ordenamento do PDM-Cascais. Pedro Sousa. na Rua de Latino Coelho. a Casa de São Cristóvão. expropriados. na Quinta dos Sete Ventos. de espaços urbanos de média densidade e de espaços urbanos de alta densidade. na freguesia de Cascais.1 — Os imóveis ou conjuntos em vias de classificação. Almeida.o e 23.o 47 508. na freguesia de Cascais. — Os dois moinhos de Alcabideche. na freguesia de Cascais. entre o mar e o lado poente do Hotel do Guincho.o 34 452.o 2 deste artigo: Imóveis em vias de classificação.o 26-A/92. por despacho do IPPAR. freguesia do Estoril (Decreto n.o Os espaços 1 — Para efeitos da ocupação. na freguesia de Cascais. na Rua do Engenheiro A. de nível 2. de espaços urbanizáveis de média densidade. inseridas na classe de espaços agrícolas consideram-se as categorias de espaço agrícola de nível 1. a Capela e Fontanário do Livramento. na freguesia de São Domingos de Rana. em frente da pedra da nau entre Santa Marta e a Boca do Inferno. 6. os terrenos ou edifícios localizados na respectiva zona de protecção não podem ser alienados.4 — Nas zonas de protecção de imóveis classificados. a Cortina de Atiradores. em Alcoitão. a Bateria Alta.3 — Na fase de instrução do processo de classificação de um imóvel. 4 — No concelho de Cascais encontram-se em vias de classificação os seguintes imóveis. na freguesia de Cascais.o 13/85.o 735/74. na Avenida Marginal e Avenida de Vasco da Gama. não pertençam ao espaço em que estão incluídas. Carcavelos. na Avenida do Rei Humberto II de Itália. no Largo das Grutas.o 26-A/92. de nível 2. 5 — No concelho de Cascais devem ser protegidos e preservados os sítios e estações arqueológicas classificados ou em vias de classificação constantes dos n. de 24 de Janeiro de 1967). Cascais. de 2 de Março. em frente ao Palácio dos Duques de Palmela. de 6 de Julho. Estoril. em Areia. os projectos de construção ou reconstrução só poderão ser subscritos por arquitectos. . na freguesia do Estoril (despacho de homologação a 6 de Setembro de 1984 e projecto de decreto a 4 de Fevereiro de 1993). na freguesia de Cascais.o 5 e Rua do Dr. dispõem de uma zona de protecção de 50 m contados a partir dos seus limites exteriores. fronteiro à duna grande de Oitavos. na freguesia de Cascais. entre a Ponta do Salmodo e o Clube Naval de Cascais.os 3 e 4 ficam sujeitos às disposições gerais constantes da Lei n. na margem esquerda da antiga ribeira da Cadaveira. na freguesia de Alcabideche (início do processo em 11 de Janeiro de 1991).

nas áreas incluídas nas zonas sujeitas a inundações ou que venham a ser incluídas nestas áreas em consequência de estudos específicos desenvolvidos pela Administração Pública.1 — As operações de loteamento urbano.1) do n. 7 — Nas áreas inseridas na classe de espaços urbanos e que se reportem a áreas urbanas de génese ilegal os índices e parâmetros urbanísticos de referência são os dos espaços ou lotes já construídos. 4 — Nas áreas inseridas na categoria de espaços urbanos de baixa densidade é recomendada a elaboração de planos de pormenor que ajustem os condicionamentos definidos no número anterior. de funcionamento dos sistemas de circulação e parqueamento e rede de verdes secundária.4 — Nos aglomerados urbanos inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais e classificados no respectivo Plano de Ordenamento e Regulamento como áreas de ambiente urbano qualificado os licenciamentos devem respeitar ainda os condicionamentos definidos no Decreto Regulamentar n. 4.o 69/90. requalificação e valorização. a sujeitar a planos de pormenor e onde se objectivem traçados qualificados de desenho urbano. se necessário mediante intervenção dos serviços municipais. tendo em conta os seguintes objectivos: a) Recuperação. concordantes com os regimes definidos na RAN e na REN. a ampliação. designadamente obras singulares ou operações de loteamentos. reconversão. de 19 de Dezembro. 4.o 25/93. e as determinações estabelecidas no capítulo VI (Das cedências e compensações) deste Regulamento. e demais legislação aplicável.os 2 e 3. estabelecendo.5 m. para além do estipulado nos n. estão sujeitos a parecer favorável do Parque Natural de Sintra-Cascais os planos de urbanização e planos de pormenor que se venham a elaborar nas áreas classificadas como de ambiente urbano.N. g) Definição criteriosa das subunidades operativas de planeamento e gestão. designadamente as formas de habitar condominiais.os 302/94. a reconversão ou a beneficiação de edifícios existentes em parcelas já destacadas e os usos ficam sujeitos à verificação dos seguintes condicionamentos. alterado pela Lei n. histórico ou cultural. Do mesmo modo são permitidas obras de remodelação. inscrevendo estas áreas na dotação de espaços verdes de desenvolvimento linear em cunhas verdes. De igual modo. observando também os parâmetros de quarteirões fronteiros. geminadas ou em banda). de 31 de Agosto. os índices de utilização líquidos definidos na alínea c) do n.o 448/91. de 11 de Março. e eventualmente para a satisfação de carências habitacionais ou de serviços. de 2 de Março. tenham expressão territorial na classe de espaços urbanos devem destinar-se preferencialmente à estrutura verde primária e secundária da área urbana ou a afectações de equipamentos ou redes públicas.o 9/94. outros fins. nomeadamente as áreas médias dos lotes e parâmetros urbanísticos do quarteirão onde se inserem e as tipologias arquitectónicas (moradias isoladas. sem que seja ultrapassada a cércea máxima admitida para a categoria de espaço onde se insere a unidade industrial ou de armazenagem.1) Nas situações em que não exista uma envolvente construída com características bem definidas. por princípio. d) Reabilitação de espaços industriais degradados. nas parcelas cujo dimensionamento suporte o novo uso e respeitando as dotações de parqueamento definidas no capítulo V deste Regulamento. e estabeleçam formas distintas de habitar que se não reconhecem nas soluções tradicionais conhecidas (as moradias isoladas. de 17 de Agosto. excepto as iniciativas que ocorrerem no interior dos espaços urbanos históricos e que terão como referência o disposto no capítulo IV deste Regulamento.3 — Nos espaços urbanos os licenciamentos a ocorrerem nos espaços urbanos históricos — classificados como categoria de espaço — devem respeitar os princípios e condicionamentos definidos no capítulo IV deste Regulamento. nomeadamente do quarteirão onde se inserem. renovação ou reconversão dos sectores urbanos degradados. no troço da rua entre duas transversais ou no troço da rua que apresenta características morfologicamente homogéneas. 4 — Nos espaços urbanos. 3 — As áreas inscritas na RAN ou na REN ou sujeitas a servidões administrativas e restrições de utilidade pública e que. qualificadas e indiferenciadas no Plano de Ordenamento referido. não é permitida a construção em cave nem qualquer tipo de obstáculos à drenagem das águas. de 1 de Agosto. b) As áreas livres. planos e regulamentos 1 — A construção de novos edifícios. de espaço urbano de média densidade e de espaço urbano de alta densidade — são constituídos pelas malhas urbanas existentes.1 do artigo 94.o 26/96. e Decretos-Leis n.o Espaços urbanos 1 — Os espaços urbanos a que se refere a alínea a) do n. nomeadamente leitos e margens.os 2 e 2. usos. e sem prejuízo do cumprimento das dotações em parqueamento definidas no capítulo V deste Regulamento. de 29 de Novembro.o: a) Devem ser garantidas as características morfológicas dominantes. bem como a todas as actuações de edificabilidade. incluindo os edificáveis. decorrendo as despesas por conta dos respectivos proprietários ou usufrutuários. f) Criação de espaços verdes de dimensão adequada e preenchidos por estruturas de equipamento destinadas ao lazer recreativo e passivo. devem. atribuindo-lhes. 4.o 1 do artigo 2. as zonas onde será admissível a mudança do uso habitacional para uso terciário e comércio. sem prejuízo do disposto nos n. c) Respeito pelas características e especificidades dos aglomerados que confiram identidade própria aos centros (sectores específicos ou na sua expressão global). . designadamente no que se refere ao património arquitectónico. reconversão e ampliação que se destinem (ou não) à intensificação do uso habitacional. 5 — Nos espaços urbanos. devendo qualquer intervenção nas construções existentes reduzir ou eliminar tais obstáculos. obras de qualquer natureza.5 — As dotações em superfícies de parqueamento devem respeitar as normas estabelecidas no capítulo V. 2 — São permitidas obras de beneficiação. observando a altura máxima de fachada correspondente ao estabelecido na alínea a. e) Manutenção e valorização das linhas de água. paisagístico.o 25/92. observar as dotações em parqueamento definidas no capítulo V. altura máxima de fachada de 9 m e percentagem de ocupação de parcela de 40 %. 4.o Obras de construção. SUBSECÇÃO I Categoria de espaços urbanos de baixa densidade Artigo 25. a construção de novos edifícios pode efectuar-se em lotes destacados ou em parcelas cuja dimensão permita o seu loteamento urbano.2 — A existência ou programação de edifícios industriais ou de armazenagem deve observar as compatibilidades definidas no Decreto Regulamentar n. de espaço urbano de baixa densidade. em estado de abandono ou sem uso específico relevante situadas no interior dos aglomerados urbanos devem prioritariamente destinar-se à satisfação de carências dotacionais da rede de equipamentos colectivos. devem ser adaptados os parâmetros urbanísticos aplicáveis aos loteamentos. 4.o e delimitados na carta de ordenamento — divididos nas categorias de espaço urbano histórico. ou em legislação específica que venha a ser publicada. de alterações ou ampliações de edifícios existentes. observando as características específicas de cada área. 2 — Cabe aos respectivos instrumentos de planeamento previstos no Decreto-Lei n. por forma a obter composições urbanas e ambientais conformes às exigências da sociedade. para terciário ou equipamentos colectivos. ratificado pela Lei n. ou seja.o 139 — 19-6-1997 SECÇÃO II DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2977 Regime de administração urbanística dos espaços Artigo 24. definir as melhorias na sua estrutura interna. respeitando os parâmetros urbanísticos determinados para as respectivas categorias. respeitar os valores ou enquadramentos arquitectónicos e paisagísticos relevantes e as características dominantes da malha urbana envolvente. se necessário. permitindo-se um acréscimo até 20 % do índice de utilização líquido existente nos edifícios constantes do catálogo ou inventário do património arquitectónico — anexo I a este Regulamento — ou que dele venham a constar por decisão da Câmara Municipal. b) Cumprimento do disposto nos capítulos V e VI deste Regulamento. e 334/95. reabilitação. geminadas e em banda ou agrupadas). 6 — Nos terrenos livres em espaços urbanos.o 1 deste artigo e o índice de construção médio referido ao quarteirão onde se insere. porventura. disciplina prescrita no Decreto-Lei n. de 28 de Dezembro. nomeadamente. assim como a cércea deve decorrer do valor modal das cérceas da frente edificada do lado do arruamento onde se integra o novo edifício. a.o 5 deste artigo e uma altura máxima de fachada igual a 7. 3 — É permitida a mudança do uso habitacional ou a construção de novos edifícios. é obrigatória a manutenção de boas condições de higiene e salubridade.

o 2. no troço de rua entre duas transversais ou no troço de uma rua que apresenta características morfológicas homogéneas. sem prejuízo de elementos singulares de concepção e composição arquitectónica. De qualquer modo. e ainda considerado o índice de utilização existente no quarteirão. os edifícios destinados a equipamento turístico. os parâmetros urbanísticos a respeitar são. fica dependente de parecer prévio favorável deste Instituto. sem prejuízo das superfícies exigidas para estacionamento privativo do edifício. g) Quando existam edifícios confinantes.o: a) O índice de utilização bruto máximo de 0. os usos ficam sujeitos à verificação dos seguintes condicionamentos: a) As obras de construção e ampliação só podem ser destinadas a uso habitacional. a altura máxima de fachada do novo edifício não pode em qualquer caso exceder os 16 m. onde a manipulação de materiais justifique a instalação de serviços em cave. a serviços de lazer.2978 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. que pode ter ocupação de terciário. quando não existam edifícios confinantes. e) As caves destinam-se exclusivamente a dotações de parqueamento. pode admitir-se uma profundidade de empena superior àquele valor.os 2 e 2. Lotes com área superior a 1000 m2 — 0. com o máximo de 15 m. a áreas técnicas. c) É admitida a construção de sótão ou de um piso recuado para fins habitacionais ou arrecadações. Lotes com área superior a 500 m2 e igual ou inferior a 1000 m2 — 0. desde que salvaguardado o disposto no capítulo V deste Regulamento. desde que não ultrapasse o que decorre da aplicação do artigo 59.1 do artigo 94. se forem diferentes as profundidades das empenas dos edifícios confinantes e a profundidade de um ou de ambos for superior a 15 m.o 139 — 19-6-1997 5 — Nas parcelas.1 do artigo 94. a Câmara Municipal pode impor ou aceitar o alinhamento de pisos e outros elementos construtivos e arquitectónicos com os edifícios envolventes. é de 15 m.os 2 e 2. Artigo 27. f) A profundidade máxima das empenas.50. Lotes com área superior a 150 m2 e igual ou inferior a 500 m2 — 0.o Interior dos quarteirões 1 — Nos edifícios ou conjuntos que tenham frente para duas ruas opostas pode ser autorizado o atravessamento pedonal do quarteirão.o Usos 1 — Na construção de novos edifícios. nunca inferiores a 500 m2. desde que fiquem asseguradas as boas condições de exposição solar e ventilação dos espaços habitáveis do novo edifício e dos edifícios confinantes. laboratórios e instituições de investigação. 2 — Em edifícios existentes não é permitida a alteração do uso habitacional para o uso terciário ou para equipamento colectivo.o: a) Devem ser integrados os equipamentos colectivos e espaços verdes públicos definidos pela Câmara Municipal e nos termos do capítulo VI deste Regulamento.o 1 deste artigo ou de 7.50.00. desde que fiquem asseguradas as boas condições de exposição solar e ventilação dos espaços habitáveis do novo edifício e dos edifícios confinantes. excepto para os usos previstos no capítulo V deste Regulamento. os edifícios destinados a equipamentos colectivos (privados ou públicos).5 m sempre que não for determinável o valor modal. b) A possibilidade de adaptação do edifício ao novo uso terá de ser concordante com as condições previstas no capítulo IV deste Regulamento. desde que a sua altura não exceda em qualquer caso e no ponto máximo 3. o acto projectual do novo edifício deve garantir a concordância das empenas do novo edifício com as empenas dos edifícios confinantes. arquivos. sem prejuízo do disposto nos n. afectos uns e outros às diversas unidades de utilização dos edifícios.o: a) É autorizado o nivelamento da cércea pela moda das cérceas (valor de observação mais frequente) da frente edificada do lado do arruamento onde se integra o novo edifício. b) As novas construções dêem continuidade aos planos de fachada e às características morfológicas das malhas urbanas em que se integram. e após vistoria dos serviços municipais para a verificação das boas condições de exposição solar aos logradouros confinantes e a preservação de espécies arbóreas de interesse relevante para o ambiente urbano. 2. quando se trate de edifícios sujeitos à jurisdição do IPPAR. reconversão e beneficiação dos edifícios existentes. e) A Câmara pode determinar uma dimensão média de lote resultante da operação de loteamento que observe a dimensão média dominante nas malhas urbanas existentes na unidade operativa de planeamento e gestão onde se inscreva a operação de loteamento. c) O índice de utilização líquido máximo: Lotes com área igual ou inferior a 150 m2 — 1. d) Altura máxima de fachada. salvo se se verificarem as seguintes condições: a) Tratar-se de edifícios identificados como sendo de interesse no catálogo ou inventário do património arquitectónico.1 — A alteração de uso prevista no número anterior. em lotes já destacados. 2 — As operações de loteamento referidas no número anterior têm de respeitar cumulativamente as seguintes regras. Exceptuam-se as situações previstas em planos de pormenor e designadamente os edifícios de referência.1 do artigo 94.o do Regulamento Geral das Edificações Urbanas. constante do anexo I a este Regulamento. 2 — Nos casos referidos no número anterior pode ser localizado equipamento que contribua para a qualificação do ambiente urbano e para o enquadramento e vitalização daqueles atravessamentos. d) Por razões estéticas e de integração no conjunto dos edifícios existentes. Artigo 28. h) É interdita a utilização dos logradouros para fins diversos dos previstos no Regulamento Geral das Edificações Urbanas. 3 — Nos arruamentos onde seja dominante ou tendencialmente verificado o uso de terciário. b) No caso previsto na alínea anterior. Artigo 29.o Obras de construção As obras de construção ficam sujeitas aos seguintes condicionamentos. os edifícios industriais e os edifícios de habitação unifamiliar. SUBSECÇÃO II Categoria de espaços urbanos de média densidade Artigo 26.80. a profundidade das empenas será igual à desses edifícios. .60. b) O índice de ocupação máximo de 35 %. sem prejuízo do disposto nos n.o Loteamentos 1 — Só são permitidas operações de loteamento não integradas em plano de pormenor quando se verifiquem as seguintes condições cumulativas: a) A parcela a lotear confine com arruamento existente.5 m acima da cércea e planos a 45o pelas linhas superiores de todas as fachadas do edifício. e os estabelecimentos hospitalares. ampliação. pode admitir-se uma profundidade de empena de dimensão que não exceda os 15 m. arrecadações ou casas-fortes. b) Em edifícios existentes é permitida a alteração do uso terciário para o uso habitacional. que sejam objecto de operações de loteamento. sem prejuízo do disposto nos n.os 2 e 2. por forma a não comprometer as características arquitectónicas que determinaram a sua inventariação. deve decorrer do estabelecido na alínea a) do n. com excepção do piso térreo. indústria compatível e equipamentos colectivos desde que tenha acesso independente da habitação e as excepções do n. exceptuam-se os estabelecimentos hoteleiros relativamente aos quais a Direcção-Geral do Turismo admita outros usos. se forem diferentes as profundidades das empenas dos edifícios confinantes e a profundidade de um ou de ambos for inferior a 15 m. os novos edifícios podem destinar-se exclusivamente a funções terciárias. salvo nos casos em que a Câmara Municipal considerar não oferecerem adequadas condições de salubridade e segurança ou que daí resultem incompatibilidades entre usos.

d) Devem ser tomadas como referência as cérceas dominantes das zonas envolventes. b) Ajustamento a escalas mais bem adequadas dos perímetros urbanos. complemento ou reforço de equipamentos e de redes primárias de saneamento básico. ampliação. reconversão.o Obras de construção As obras de construção ficam sujeitas aos condicionamentos do artigo 27.o Artigo 34. d) e e) do n. com manutenção do uso habitacional como dominante. e) Cumprir as determinações dos capítulos V e VI deste Regulamento.o Dos planos de pormenor As alterações de edificabilidade e dos usos não previstas nos artigos anteriores ficam dependentes de prévia aprovação de planos de pormenor. tendo em vista os seguintes objectivos: a) Contenção do alastramento urbano desordenado. 3 — Os espaços urbanizáveis.o e ainda.5. definir a sua estruturação urbanística. beneficiação de edifícios existentes em lotes já destacados. ficam sujeitos às seguintes condições: a) O licenciamento de loteamentos e de obras de construções fica condicionado à existência. c) Índice de utilização bruto máximo: 1. por forma a não serem introduzidas descontinuidades bruscas nas alturas e volumetrias das malhas urbanas.o Loteamentos 1 — Só são permitidas operações de loteamento não integradas em plano de pormenor nas condições cumulativas estabelecidas nas alíneas a) e b) do n. d) Garantir a satisfação global das dotações em equipamentos para toda a área territorial urbanizável. Categoria de espaços urbanos de alta densidade Artigo 31. 2 — As operações de loteamento referidas no número anterior têm de se conformar com as regras definidas nas alíneas a). complemento ou reforço de equipamentos e das redes primárias de saneamento básico nestes espaços depende da programação dos investimentos necessários em função das necessidades de expansão e crescimento urbanos consideradas pela Câmara Municipal de Cascais.o 2 do artigo 94. de forma particular. bem como a todas as actuações de edificabilidade.o: a) O índice de utilização bruto máximo é de 1. salvo os edifícios de referência. g) Desenho e qualificação séria dos traçados do sistema viário de âmbito secundário face à emergência da articulação com os traçados intra e interurbanos de expressão concelhia e melhorias da articulação intermunicipal e metropolitana. Artigo 30. excepto quanto ao disposto na sua alínea b). nos artigos inscritos na sua secção IV.o 1 do artigo 2. c) Constituição de zonas de amortização do processo urbano sobre a paisagem natural ou de expressão rústica envolvente.o Usos Na construção de novos edifícios. SUBSECÇÃO IV Categoria de espaços urbanos históricos Artigo 35. d) Devem ser estabelecidas concordâncias com as empenas de edifícios existentes. nos termos do artigo 27.o Delimitação e caracterização 1 — Os espaços urbanizáveis. nomeadamente reservatórios e redes de adução e distribuição de água.o Dos planos de pormenor As alterações de edificabilidade e dos usos não previstas nos artigos anteriores ficam dependentes de prévia aprovação dos planos de por- .o 69/90. com cérceas máximas de 22 m. designadamente leitos e margens. b) Devem ser tomadas como referências as cérceas dominantes das zonas envolventes.5 m2 por cada metro quadrado de terreno sujeito a loteamento. que se têm de conformar com as condições estabelecidas nas alíneas a). que não podem exceder 25 m de altura de fachada.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2979 b) O índice de utilização bruto máximo é de 1 m2 por cada metro quadrado do terreno sujeito a loteamento. que se têm de conformar com as seguintes condições: a) Área mínima de intervenção do plano de pormenor: 1 ha.N.o Artigo 32. c) A altura máxima de fachada dos edifícios é de 16 m. 2 — Cabe aos respectivos instrumentos de planeamento previstos no Decreto-Lei n. incorporando os défices dos espaços urbanos envolventes quando da programação dos equipamentos. média e alta densidade de uso dominante residencial. os usos ficam sujeitos à verificação dos condicionamentos estabelecidos no artigo 26.o-A Das condições gerais e específicas das iniciativas As condições gerais e específicas de iniciativas que traduzam intervenções nesta categoria de espaço estão determinadas no capítulo IV deste Regulamento e. Artigo 35. sem prejuízo do disposto na alínea seguinte e considerado o índice de utilização do quarteirão onde se insere. que não podem exceder os 19 m. SECÇÃO III Espaços urbanizáveis Artigo 36.o. consideração adequada e valorização das linhas de água. sem prejuízo do disposto no n. b) A altura máxima de fachada dos edifícios é de 22 m.o 2 do artigo 94. de desenvolvimento turístico e urbanizáveis de baixa. e que se traduzam em referências de valorização do concelho de Cascais. b).o. por forma a não serem introduzidas descontinuidades bruscas nas alturas e volumetrias das malhas urbanas. e) Manutenção. e) e f) do artigo 30. emissários e redes colectoras de esgotos. salvo os edifícios de referência.o 2 do artigo 29. por não disporem de infra-estruturas de saneamento básico e de equipamentos nem a sua realização estar programada pela Câmara Municipal de Cascais.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais. a que se refere a alínea b) do n.o SUBSECÇÃO III menor. designadamente obras singulares ou operações de loteamentos. sem prejuízo do disposto na alínea seguinte e considerado o índice de utilização do quarteirão onde se insere. b) Podem ser considerados usos diversos nas proporções que vierem a merecer a concordância da Câmara Municipal de Cascais. e) Devem ser satisfeitas as condições dos capítulos V e VI deste Regulamento. Artigo 33. estações locais de tratamento de efluentes. de recreio e de lazer em dimensão adequada que permita a resolução de défices nos espaços urbanos envolventes. em que a altura máxima de fachada do novo edifício não pode em qualquer caso exceder os 22 m. h) Obtenção de desenhos urbanos de condução pública. com alturas máximas de fachadas de 16 m. sem prejuízo do disposto no n. incorporam as categorias de espaços de desenvolvimento singular.o 1 do artigo 29.o Interior dos quarteirões As condições são as estabelecidas no artigo 28.o. indutores à qualificação urbana e redutores das expressões de periferia suburbanizadas e de reduzido conforto estético-ambiental. b) A realização. f) São aplicáveis aos logradouros as condições já estabelecidas no artigo 27.o e nas condições do número seguinte.o e ainda: a) Índice de utilização bruto máximo: 1. f) Criação de espaços verdes. incoerente e de expressão urbanística suburbanizada e desqualificada. de 2 de Março — os planos de urbanização e os planos de pormenor —.

respeitar os índices e parâmetros urbanísticos do número anterior. c) Impliquem tráfego rodoviário incompatível com as condições de conforto. sem prejuízo do disposto nos n.o: a) Índice de utilização bruto: superior a 0. e de forma a assegurar a conveniente integração urbana. de 17 de Agosto. devendo.80 e inferior ou igual a 1.1 do artigo 94. tendo sempre em conta as reais necessidades de expansão e crescimento urbano. b) Não acautelem condições de segurança e comodidade para a circulação de pessoas e bens.o 139 — 19-6-1997 c) A realização. Artigo 42.o Usos As áreas inseridas nestes espaços destinam-se preferencialmente ao uso de habitação colectiva. só aplicável à construção social. b) Densidade habitacional bruta máxima: 75 fogos/ha.o Usos As áreas inseridas nestes espaços destinam-se preferencialmente ao uso de habitação colectiva. 2 — Admitem-se os edifícios singulares em parcelas de dimensão diversa. c) Área mínima dos lotes ou parcelas: 250 m2.o: a) Índice de utilização bruto: superior a 0. d) Altura máxima de fachada: 16 m. sempre que o edifício singular corresponda às excepções previstas no Regulamento Geral das Edificações Urbanas. admitindo-se outros usos nas proporções a definir pela Câmara Municipal de Cascais. Edificabilidade e loteamentos 1 — Os projectos de loteamento e de edifícios em terrenos inseridos nesta categoria devem respeitar os seguintes índices e parâmetros urbanísticos.1 do artigo 94.40 e inferior ou igual a 0. admitindo-se outros usos nas proporções a definir pela Câmara Municipal de Cascais. com manutenção do uso habitacional como dominante.o do Decreto-Lei n. conforto e segurança. mesmo quando ocorra em urbanizações conjuntas de habitação livre e habitação social. nos termos do Decreto-Lei n. c) Área mínima dos lotes ou parcelas: 250 m2. dimensão ou características: a) Causem degradação das condições naturais. de qualquer modo. de 29 de Novembro. silêncio e bem-estar desejáveis nos espaços de desenvolvimento turístico. e em conformidade com o disposto no artigo 63. Categoria de espaços de desenvolvimento turístico Artigo 43. de armazenagem ou afins.80. em qualquer tipo de forma de agrupação ou condominial. sem prejuízo do disposto nos n. e devem ser considerados os parâmetros urbanísticos definidos para as categorias de espaços onde se inserem.o do Decreto-Lei n. Área mínima dos lotes ou parcelas: 300 m2. 2 — Admitem-se os edifícios singulares em parcelas de dimensão diversa. b) Densidade habitacional bruta máxima: 60 fogos/ha.os 2 e 2.2980 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B Artigo 40. exceptuada a alínea c). De qualquer modo.o N.o 448/91.o Edificabilidade e loteamentos 1 — Os projectos de loteamentos e de edifícios em terrenos inseridos nestas categorias devem respeitar os seguintes índices e parâmetros urbanísticos.5 m. respeitar os índices e parâmetros urbanísticos do número anterior. 4 — Nos espaços urbanizáveis são aplicáveis as condições estabelecidas nos capítulos V e VI deste Regulamento.o Usos As áreas inseridas nestes espaços destinam-se preferencialmente ao uso de habitação de tipologia unifamiliar. Altura máxima de fachada: 7. admitindo-se outros usos nas proporções a definir pela Câmara Municipal de Cascais.o Edificabilidade e loteamentos 1 — Os projectos de loteamento e de edificação em parcelas abrangidas por estas áreas devem respeitar os seguintes índices e parâmetros urbanísticos.os 2 e 2. e reveste-se de especial importância para o desenvolvimento da actividade turística. e respectivas alterações. 2 — Nestes espaços não devem ser previstas nem autorizadas acções ou empreendimentos que pela sua natureza. complemento ou reforço de equipamentos e das redes primárias de saneamento básico pode ser programada pela Câmara Municipal de Cascais quando os promotores de iniciativas de urbanizações ou projectos nestes espaços suportarem os encargos das redes primárias necessárias ao funcionamento dos respectivos empreendimentos. exceptuada a alínea c).o Delimitação e caracterização 1 — A categoria de espaços de desenvolvimento turístico inscreve-se na classe de espaços urbanizáveis que está delimitada na carta de ordenamento do PDM-Cascais e corresponde a áreas de potencial turístico. d) Altura máxima de fachada: 22 m. Densidade habitacional bruta máxima: 25 fogos/ha. sempre que o edifício singular corresponda às excepções previstas no Regulamento Geral das Edificações Urbanas.40. com manutenção do uso habitacional como dominante. respeitar os índices e parâmetros urbanísticos definidos no número anterior. bem como no artigo 13. SUBSECÇÃO III Categoria de espaços urbanizáveis de alta densidade Artigo 41. de 20 de Novembro. 2 — Admitem-se os edifícios singulares em parcelas de dimensão diversa.1 do artigo 94. . devendo.o 445/91.o 25/93. d) Sejam inadequados. desinseridos ou revelem aspectos negativos para a actividade turística. SUBSECÇÃO IV SUBSECÇÃO I Categoria de espaços urbanizáveis de baixa densidade Artigo 37. paisagísticas e do meio ambiente. 6 — Os licenciamentos a ocorrer em espaços urbanizáveis e inscritos nos perímetros dos aglomerados classificados como áreas de ambiente urbano qualificado no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e respectivo Regulamento devem respeitar os condicionamentos resultantes daquele instrumento urbanístico. de qualquer modo. e suas alterações. 3 — Nas áreas exclusivamente afectas a construção para execução de programas de habitação social admite-se o não cumprimento do valor da densidade habitacional bruta máxima definido na alínea b).o: a) b) c) d) Índice de utilização bruto: inferior ou igual a 0. 5 — Nos espaços urbanizáveis são admitidos os usos industriais. SUBSECÇÃO II Categoria de espaços urbanizáveis de média densidade Artigo 39. pelas suas características e localização estratégica no contexto metropolitano. devendo. desde que compatíveis com o uso habitacional. sem prejuízo do disposto nos n.os 2 e 2. com manutenção do uso habitacional como dominante. Artigo 38. o município poderá determinar a elaboração e a aprovação de um plano de pormenor que preceda a concessão do licenciamento do edifício ou edifícios requeridos. exceptuada a alínea c). sempre que o edifício singular corresponda às excepções previstas no Regulamento Geral das Edificações Urbanas. d) O licenciamento das operações de loteamento ou de obras de construção só pode fazer-se após a execução das obras de equipamentos e de infra-estruturas definidas pela Câmara Municipal de Cascais ou da realização de contratos de urbanização entre a Câmara Municipal de Cascais e os promotores que estabeleçam as condições da sua execução. de qualquer modo.

de 27 de Abril. equipamento turístico/hoteleiro e de recreio. reportando-se a um índice de construção global da ordem de 0.4. A.70 ha. e programados apartamentos turísticos envolvendo 4. e) Devem as soluções formais de desenho ou morfológicas respeitar criteriosamente os elementos de valorização cénica. alterado pelos Decretos-Leis n.os 149/88. b) Os núcleos de edifícios não devam agrupar-se formando ou indiciando a formação de contínuos urbanos. de 8 de Agosto.1 — Não são permitidas quaisquer actividades industriais e de armazenagem ou outras que.89 ha. 3. reportando-se a um índice de construção global igual a 0. que se reporta a 12 m.4 — Espaço de estruturação urbanística do Alto dos Gaios.5 m e afectando uma área de terreno da ordem dos 11 ha (a maioria já construídos). SUBSECÇÃO V Categoria de espaços de desenvolvimento singular Artigo 44. e ainda uma área da ordem dos 12 ha destinada a sistemas viários e verdes de enquadramento e remates de áreas residenciais. da passagem inferior ao caminho de ferro e à objectivação de operação urbanística de actividade residencial. para 500 camas. à implementação do sistema viário de articulação urbana. de 30 de Setembro. uma unidade hoteleira afectando 1 ha e actividade agro-pecuária e equipamentos colectivos afectando uma área de cerca de 7. Os parâmetros urbanísticos são os estabelecidos para as categorias de espaços urbanos de média densidade. equipamento de serviços de apoio a residências.o 162/89.064.5 m. áreas residenciais para moradias unifamiliares com alturas máximas de fachadas de 7. com uma área bruta de construção da ordem dos 181 589 m2. O empreendimento deve respeitar o previsto nos capítulos II. actualmente ocupada por barracas e onde será promovida uma operação urbanística de reestruturação dirigida à valorização ambiental das margens do subsistema hídrico. S.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2981 e) Constituam ou ameaçam constituir-se em factores de desequilíbrio da actividade que se deseja como claramente dominante.70 ha. marginada a norte pela EN n. entre a Câmara Municipal de Cas- . — Constitui uma área territorial situada a nascente da Parede e a poente de Carcavelos. V e VI deste Regulamento e as determinações da carta de condicionantes do PDM-Cascais. à preservação e valorização do sistema de verdes existentes. d) Os empreendimentos turísticos e os núcleos que os substanciam devem revestir elevada qualidade. 2. e da Portaria n. do Decreto Regulamentar n. com lotes com área média de 1500 m2 e afectando uma área de terreno da ordem dos 30 ha (a maioria já construídos).o 8/89. V e VI deste Regulamento e as determinações da carta de condicionantes do PDM-Cascais. nomeadamente nas vertentes arquitectónicas e de integração ambiental. f) Devem ser adoptadas soluções na concepção e execução das redes de infra-estruturação básica que reduzam os impactes desfavoráveis ao meio ambiente.80 ha.22 ha e um club house afectando uma área aproximada de 0. As alturas máximas de fachadas reportam-se a 6. os núcleos previstos nos empreendimentos a desenvolver nestes espaços devem respeitar os seguintes princípios: a) As edificações não podem afectar áreas integradas na RAN e na REN. uma unidade hoteleira afectando uma área de cerca de 4. V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes do PDM-Cascais. exceptuando a unidade hoteleira.). O empreendimento deve respeitar o previsto nos capítulos II. de 21 de Março.2 — Se o empreendimento se traduzir numa afirmação singular — uma unidade hoteleira —.1 — De qualquer modo. As alturas máximas de fachada são de 7 m. 434/88.5 m. 3. com a possibilidade de se constituir espaços condominiais dos respectivos empreendimentos. Os parâmetros urbanísticos obtêm como referência de respeito os estabelecidos neste Regulamento para a categoria de espaços urbanos de alta densidade e exclusivamente nos termos definidos no protocolo celebrado. de prudência acrescida no que se refere à impermeabilização dos solos.3 — Espaço do empreendimento turístico e residencial da Euronova Sul.1 — Espaço do empreendimento turístico e residencial da Quinta da Marinha (Guia. em si mesmos. com profundidade máxima de empenas de 20 m.o 6-8 e a nascente pela ribeira das Marianas. c) A densidade populacional líquida. com excepção da unidade hoteleira./ha e os restantes parâmetros urbanísticos devem considerar os estabelecidos para as categorias de espaços urbanizáveis de baixa densidade. cuja altura máxima pode atingir os 2 m. garantindo as dotações de parqueamento estabelecidas no capítulo V deste Regulamento. delimitada a norte pela AE 5 e dirigida à estruturação de troços do traçado da via longitudinal sul. 2. — Constitui uma área territorial com cerca de 75 ha.15. disporá de uma parcela ou lote com dimensão mínima de 1 ha e não deverá ultrapassar o índice de construção bruto da ordem de 0. Ao centro. — Constitui uma área territorial situada a poente de Cascais. de 21 de Novembro. 3. deve estruturar-se como espaço de recreio e de lazer. iluminação urbana e ambiental e pavimentos pedonais e aos actos projectuais de construção da paisagem. afectando uma área da ordem dos 0. exceptuando as vedações de estrema da propriedade. aldeamentos turísticos para 520 camas. 4 — O licenciamento dos empreendimentos turísticos. com alturas máximas de fachada de 13 m e respeitando as disposições dos capítulos II. os actos projectuais.2 — Espaço do empreendimento turístico e residencial da Euronova Norte.N.5. ladeada por faixas afectas à REN e à RAN. 2. A nascente da ribeira de Bicesse deste espaço de estruturação urbanística desenvolver-se-ão os edifícios de condomínio habitacional e a poente daquela ribeira localizar-se-ão os edifícios de terciário. está sujeito ao regime de cedências e compensações definido no capítulo VI deste Regulamento.o 328/86. com uma área bruta de construção total da ordem dos 48 408 m2.20 ha e com alturas máximas de fachada da ordem dos 10 m. do Decreto-Lei n. com programação de moradias unifamiliares afectando cerca de 20 ha.o Delimitação e caracterização 1 — A categoria de espaços de desenvolvimento singular inscreve-se na classe de espaços urbanizáveis que está especificamente delimitada na carta de ordenamento do PDM-Cascais e corresponde a espaços destinados a desenvolvimentos de singularidade relevante e ainda a espaços já envolvidos em desenvolvimentos específicos e particularizados. no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER). 2. 3 — O licenciamento dos empreendimentos nos espaços delimitados de desenvolvimento turístico deve ocorrer nos termos do Decreto-Lei n. onde existe construído um campo de golfe com cerca de 34 ha. de 27 de Junho.3 — Nos empreendimentos hoteleiros a situar nos terrenos não inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais a dimensão da parcela não está sujeita a qualquer constrangimento e o índice de construção resultará da aplicação do Regulamento Geral das Edificações Urbanas com o valor máximo de 1. e 235/91.194.5 — Espaço de estruturação urbanística do Bairro das Marianas. a ribeira. e afectando uma área de terreno da ordem dos 1. com cerca de 98 ha. a relação entre o número de habitantes previstos e a área de terreno afecta a edificações da operação urbanística não pode exceder os 40 hab. o previsto nos capítulos II.5 m. possam causar inconvenientes ao repouso e lazer dos utentes. — Constitui uma área territorial junto ao nó de Bicesse da AE 5. à valorização do sistema ambiental configurado pela ribeira de Bicesse e envolvendo áreas da RAN e da REN. uma unidade hoteleira com altura máxima de fachada de 10 m. 2 — Nestes espaços os usos e os parâmetros urbanísticos e condicionamentos ou indicações de algum modo relevantes são definidos nos números seguintes e particularizados ao seu desenvolvimento específico. aldeamentos turísticos afectando cerca de 24 ha. a turística. no caso daqueles que se traduzam numa operação de loteamento de um ou mais prédios. O empreendimento respeitará o índice bruto de construção da ordem de 0.40 ha de terreno. o edifício não deverá ultrapassar os 9. de orientação norte-sul. 2. um estabelecimento de restauração afectando uma área de 1. — Constitui uma área territorial da ordem dos 94 ha. parte dos quais já construídos e com alturas máximas de fachada da ordem dos 10 m. 2.o 251/89. os elementos de interesse patrimonial ou construídos existentes e evitar alterar formas de relevo preexistentes à intervenção urbanística.40 ha.40 ha.80 ha e com alturas máximas de fachadas de 7. de algum modo. com programação de moradias unifamiliares afectando uma área de cerca de 16. particular atenção aos modos de sinalética e mobiliários urbanos. à estruturação urbanística de actividades residenciais em forma condominial e de actividades terciárias. isto é.5 m de altura máxima de fachada. afectando uma área de terreno da ordem dos 3. com alturas máximas de fachada de 6. A altura máxima das vedações dos lotes é de 1 m (com 0. devem produzir elementos singulares ou de referência que contribuam para a valorização cénica da área territorial onde se integram. V e VI deste Regulamento e as determinações da carta de condicionantes do PDM-Cascais e do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais. de 8 de Agosto. cuja altura máxima de fachada é de 12 m.5 m opacos). uma instalação comercial ou turística com altura máxima de fachada da ordem dos 10 m e afectando uma área de terreno da ordem dos 0.

o 665/93. bem como a programação das actividades multiuso compatíveis com os regimes da RAN e da REN. com uma área total de construção prevista de 39 320 m2. em configuração de gaveto. centro de ténis. 24 a 93 e 95 a 99 a habitação unifamiliar. campo de saltos. — Constitui uma área territorial a poente do aglomerado da Areia.16 — Espaço de reestruturação urbanística da Ribeira da Penha Longa. o reordenamento das funções rodoviárias integradas nas relações intermodais e a valorização do passeio marginal e objectiva a reestruturação viária entre a estrada marginal e a 1. V e VI deste Regulamento e da carta de condicionantes do PDM-Cascais e ainda o respeito pelo disposto no n. V e VI deste Regulamento e ainda no respeito pelo disposto no n.o 1 do artigo 2. considerada como área de intervenção específica no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e onde se encontram programadas actividades multiuso. nos termos definidos no Decreto-Lei n. 2.o 174/94.16. Objectiva um projecto urbano de referência. designadamente piscinas. 2. limitada a sul pela estrada marginal e a norte pelo tecido urbano existente no Murtal. a concretização do Programa Geral de Regularização da Ribeira das Vinhas. corresponde a espaços destinados a desenvolvimentos de singularidade relevante e que correspondem a objectivos estratégicos da administração municipal.7 — Espaço de reestruturação urbanística da área envolvente à estação ferroviária de Cascais.o 302/90. e assegura o cumprimento dos regimes definidos nos capítulos II. com três pisos e cave. Os parâmetros e condicionamentos são os estabelecidos na Portaria n.14 — Espaço de estruturação urbanística de Mação. — Constitui uma área territorial situada no vale da Amoreira onde se encontra já edificado o campo de futebol do Estoril-Praia e considera a programação de actividades multiuso compatíveis com os regimes da RAN e da REN. de 28 de Setembro. com alturas máximas de fachada de 21 m.o 302/90.o está especificamente delimitada na carta de ordenamento do PDM-Cascais. a norte pelo prolongamento da Rua de Pêro de Alenquer e a nascente pela Avenida de Nossa Senhora do Rosário. Constituirá um projecto urbano de referência acompanhado pela entidade Parque Natural de Sintra-Cascais. em Tires. — Constitui uma área territorial situada a poente da Parede e a nascente de São Pedro do Estoril. limitada a sul pela EN 247.10 — Espaço de reestruturação urbanística a poente do Casino do Estoril. de 28 de Setembro. V e VI deste Regulamento e ainda o respeito pelo disposto no n. constituindo um projecto urbano de referência em parceria com a iniciativa privada. S. publicado pela Portaria n. P. considerará os parâmetros urbanísticos das categorias de espaços urbanos de média densidade e os regimes estabelecidos nos capítulos II. em condomínio privado.2 e cérceas dominantes de dois pisos e máxima de três pisos. onde está programada a construção do edifício para sede social do Grupo Estoril-Sol e considerará os parâmetros urbanísticos das categorias de espaços urbanos de média e alta densidade. considera a reestruturação dos espaços do domínio ferroviário dirigidos para a requalificação da estação terminal. V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes do PDM-Cascais. e o Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa. Carlos. de 11 de Março (Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais).o 1 a integrar o palácio existente com uso polivalente. um parque urbano central de dimensão relevante. de 28 de Setembro.11 — Espaço de estabelecimento do empreendimento do Clube D. privada ou cooperativa. corresponde a um desenvolvimento urbanístico singular e de relevância específica. 2. P. considerará os parâmetros urbanísticos da categoria de espaços urbanos de alta densidade e as determinações decorrentes da carta de condicionantes do PDM-Cascais e dos capítulos II. sobretudo de lazer. destinando-se o lote n. e o Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa. em parceria com a iniciativa privada. onde estão programadas actividades decorrentes da ratificação parcial do Plano de Pormenor de Mação.o 9/94. Este programa de investimentos visa a obtenção de uma plataforma aeroportuária que garanta o exercício complementar ao aeroporto internacional de Lisboa.o 94 a 8 fogos. traduz um índice médio de construção de 0. situada a norte e sul do caminho de ferro. 2. E. e considerará as determinações decorrentes do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais.9 — Espaço de desenvolvimento e reestruturacção urbanística do aeródromo de Tires. a nascente pela EN 247-5 e a sul pelo aglomerado de Tires. Estas disposições finais não se aplicam no espaço de valorização da orla marítima urbana de Cascais. Santo.o do anexo ao Decreto-Lei n. SECÇÃO III Espaços de desenvolvimento estratégico Artigo 45. de um aparthotel.o do anexo ao Decreto-Lei n. de 14 de Julho. de parcerias com a iniciativa pública.o 302/90. parque de recreio. com respeito pela continuidade a estabelecer com a moradia geminada onde se situa a actual sede. com dois pisos e cave. 2.13 — Espaço de estruturação urbanística da zona sul da Guia. A. onde estão programadas as actividades decorrentes do plano de pormenor aprovado pela Assembleia Municipal de Cascais em 15 de Março de 1993 e considera o estabelecimento de zonas habitacionais unifamiliares e empreendimentos turísticos. A estruturação objectiva a operação de extinção do segundo maior bairro de barracas existente no concelho (Bairro das Tainhas).6 — Espaço de estruturação urbanística da Quinta do Patiño. . — Constitui uma área territorial situada a nascente da Quinta da Marinha e a poente da Urbanização da Guia. V e VI deste Regulamento e as determinações decorrentes da carta de condicionantes do PDM-Cascais. e onde se programam investimentos de progressiva valorização e qualificação inseridos em plano director específico. a poente pela EM 597. que podem vir a adquirir as características das classes de espaços urbanos. e a variante viária a São Pedro e configura um interface rodo-ferroviário em cooperação com o Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa. com enquadramento em operação PER.o Delimitação e caracterização 1 — A classe de espaços de desenvolvimento estratégico a que se refere a alínea l) do n. e GRISA. da administração central.o 14 do artigo 4.17 — Espaço de estruturação urbanística do complexo do Clube Estoril-Praia.a circular de Cascais. picadeiro coberto e cavalariças. Constituirá um projecto urbano de referência dirigido à satisfação de procuras urbanas nas actividades de formação e lazer desportivo e respeitará os parâmetros urbanísticos estabelecidos para a classe de espaços de equipamentos e as determinações dos capítulos II. A operação urbanística respeitará o disposto dos capítulos II. os lotes n. Os parâmetros urbanísticos a respeitar são os determinados para as categorias de espaços urbanos de baixa e média densidade. — Constitui uma área territorial situada a sul de Alcoitão. o qual se regerá pela legislação aplicável. A. com cerca de 47 ha. 2. pontualizados com edifícios de referência e respeitando o disposto nos capítulos II. de 28 de Março. os Caminhos de Ferro Portugueses.o 14 do artigo 4. com três pisos e cave. visando a consecução do aeroporto secundário da área metropolitana de Lisboa e considera os parâmetros e condicionantes do Plano Director do Aeródromo e respectivas servidões e a carta de condicionantes do PDM-Cascais. 2. A. S. urbanizáveis ou de outras desde que a sua implementação seja precedida da elaboração e ratificação de plano de pormenor. 2. Considera a programação de actividades multiuso de reforço à centralidade de Cascais. acordado com o Instituto Nacional da Água e o Ministério do Ambiente. 2. considera a programação da reestruturação dos espaços do domínio ferroviário e dirigidos à requalificação e valorização da estação e da articulação intermodal e a programação de actividades multiuso. 2. delimitada a norte e poente pela variante à EN 247-5. com cerca de 20 ha. qualificação e requalificação urbanística. E.o 23 a 44 fogos. V e VI deste Regulamento e as constantes no Decreto Regulamentar n..o 14 do artigo 4.15 — Espaço de estruturação urbanística de articulação São Pedro-Parede. o lote n.o 139 — 19-6-1997 cais. de 2 de Março. 2.12 — Espaço de estabelecimento urbanístico da Quinta da Bicuda..8 — Espaço de reestruturação urbanística da estação ferroviária de São João e área envolvente. de parceria com a iniciativa privada.. de um complexo de ténis e o estabelecimento de um aldeamento turístico com 230 habitações turísticas. 2. — Constitui uma área territorial envolvente da estação ferroviária de São João do Estoril. — Constitui uma área territorial situada frente ao mar.2982 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. — Constitui uma área territorial onde se situa o aeródromo municipal de Cascais. com um índice médio de construção de 0. V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes e observada uma área non aedificandi de 50 m à estrada marginal. situada a norte e sul do caminho de ferro. — Constitui uma área territorial envolvente da estação ferroviária terminal de Cascais.o do anexo ao Decreto-Lei n. — Integra a área territorial do aglomerado urbano da Ribeira da Penha Longa e considera os objectivos estratégicos de valorização. respeitando os parâmetros urbanísticos estabelecidos para a categoria de espaços urbanizáveis de baixa densidade.o 69/90.os 2 a 22. — Constitui uma área territorial limitada a norte pela AE 5 e respectiva faixa de protecção. as determinações dos capítulos II. onde a área total de construção prevista é da ordem dos 73 311 m2 em 99 lotes. os Caminhos de Ferro Portugueses. — Constitui uma área territorial delimitada pela Rua de Melo e Sousa e a Rua de São Tomé e Príncipe. e o lote n. traduzindo uma operação urbanística em parcelas designadas por A a O e onde se prevê a implementação de habitações unifamiliares. A operação urbanística. no Estoril.

P. a norte pela via longitudinal norte e a nascente com a variante à EN 249-4. A reestruturação urbanística visa o estabelecimento do interface modal rodo-ferroviário de Carcavelos. Observará as determinações dos capítulos II. equipamentos de apoio ao recreio náutico. sinaléctica e iluminação urbana ambiental). 2 — Cabe aos respectivos instrumentos de planeamento. a nascente por espaço abrangido pela RAN. e garantir tratamentos adequados de efluentes industriais. Os parâmetros urbanísticos são os estabelecidos para a categoria de espaço urbanizável de média densidade e ou para a classe de espaços de equipamentos. e configura um empreendimento residencial e multiuso. na sua vertente urbanística. respeitando as determinações dos capítulos II.. a reabilitação do conjunto edificado da Quinta do Barão e os remates urbanos de fecho das malhas existentes. correspondendo a objectivos estratégicos de valorização. admitindo-se no entanto uma área mínima de lote de 500 m2. — Constitui uma área territorial delimitada a sul pelo Estabelecimento Prisional de Tires e o Bairro de 16 de Novembro. designadamente traduzidos em equipamentos de apoio ao usufruto das praias. paradigma da área metropolitana de Lisboa. o estabelecimento do nó viário de articulação entre a via longitudinal sul e a via programada pela Junta Autónoma de Estradas. o parque de material circulante dos Caminhos de Ferro Portugueses. valorizar as linhas de água e um parcelamento diverso por forma a permitir o estabelecimento de pequenas e médias unidades para as novas iniciativas. designadamente obras singulares ou operações de loteamentos. passeios marítimos de contemplação e recreio passivo e preservação do espaço hídrico costeiro. delimitada a norte pela programada via longitudinal sul. a ser objecto da elaboração do plano de ordenamento de orla costeira. de expressão de lazer. recreio e cultura.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são constituídos pelas áreas sujeitas e a sujeitar a actividades transformadoras. nas categorias de espaços industriais existentes e espaços industriais propostos. Nesta área serão consideradas as determinações decorrentes da carta de condicionantes do PDM-Cascais. enquadramento paisagístico das falésias. a manutenção de faixas livres de construção na frente da estrada marginal de pelo menos 50 m. qualificação e requalificação da frente de praias urbanas. V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes do PDM-Cascais. a salvaguarda das áreas condicionadas.6 — Espaço de estabelecimento terciário do Arneiro.5. e às actuações de edificabilidade. — Constitui uma área territorial limitada a nascente pela variante de articulação da AE 5 com a estrada marginal. 3 — Nos espaços industriais. enquadramento de actos projectuais de arquitectura singulares e de afirmação de autoria. previstos no Decreto-Lei n. 2. — Constitui uma área territorial situada entre a estrada marginal e o mar. delimitada a norte pela AE 5. V e VI deste Regulamento. no estabelecimento do parque urbano linear compatível com a preservação da REN e da RAN. c) Garantir uma compartimentação de categorias de uso com particular atenção às estruturas verdes e de lazer exigíveis para reforçar a eficiência social dos tecidos industriais. delimitada a norte pelo CM 1338. 2. bem como a carta de condicionantes do PDM-Cascais. de forma a garantir a adequação às procuras industriais modernas ou de âmbito terciário. índices e parâmetros urbanísticos 1 — Os espaços industriais a que se refere a alínea c) do n.o: a) A dimensão dos lotes não poderá ser inferior a 2000 m2. — Constitui uma área territorial situada junto ao nó de Carcavelos da AE 5. e compreenderá as determinações que vierem a ser estabelecidas pelo IPPAR.1 — Espaço de reestruturação urbanística e valorização patrimonial da área envolvente a villa romana de Freiria. alturas máximas de fachada de 12 m e percentagem máxima de ocupação do solo de 40 %. V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes do PDM-Cascais. definir a sua estruturação e reestruturação.2 — Espaço de desenvolvimento e valorização da orla marítima urbana Cascais-São João e São João-Carcavelos. a altura total das construção não deverá ultrapassar os 9 m. 2. sujeita aos parâmetros urbanísticos estabelecidos para as categorias de espaços urbanos de média densidade e respeitará as determinações dos capítulos II. consolidação de fundo do passeio marítimo existente e prolongamento do passeio marítimo (vulgo paredão) entre a praia da Azarujinha e Carcavelos. com promoção de investimentos específicos dirigidos ao acrescento de valor da Costa do Sol. o estabelecimento de um parque urbano de dimensão relevante e estruturador e a valorização e a preservação do conjunto edificado da Quinta dos Ingleses. E. SECÇÃO IV Espaços industriais Artigo 46.o 2 do artigo 94.N. designadamente rede viária e de abastecimento energético. e) Objectivar programas de reconversão industrial. classificada como imóvel de interesse público. de 2 de Março — os planos de urbanização e planos de pormenor —. tendo em vista os seguintes objectivos: a) Obter um desenho urbano-industrial indutor de qualificação acrescida destes espaços. O processo de elaboração do plano de ordenamento da orla costeira considerará as determinações decorrentes da carta de condicionantes do PDM-Cascais. — Constitui uma área territorial situada junto ao nó de Carcavelos da AE 5. promovido pela administração central em articulação com a Câmara Municipal de Cascais.o Delimitação dos instrumentos de planeamento. diminuição e eliminação do ruído. designadamente o reforço da qualidade do ar. respeitando os parâmetros urbanísticos dos espaços urbanizáveis de baixa densidade. A estruturação urbanística dirige-se ao estabelecimento de actividades residenciais e de actividades terciárias. b) Garantir um traçado de redes de infra-estruturas. as indicações de carácter programático e condicionamentos de algum modo determinantes da sua expressão na elaboração dos planos de pormenor são definidos nos números seguintes e particularizados ao seu desenvolvimento específico. que articula Abóboda a Polima.3 — Espaço de reestruturação urbanística de Carcavelos Sul. a poente pela área industrial da Abóboda e a sul pelo aglomerado de Outeiro de Polima e considera a viabilização de um troço da variante à EM 584 e a operação de reabilitação e valorização da área tendo como objectivos estratégicos a valorização cénica do conjunto arqueológico e o ordenamento das áreas urbanas de génese ilegal existentes na envolvência. — Constitui uma área territorial situada em Carcavelos. Observará as determinações dos capítulos II.o 69/90. de armazenagem e serviços complementares e supletivos da actividade económica. Dominics. delimitada a norte pelo colégio privado St. 2. — Constitui uma área territorial envolvente das minas da villa romana de Freiria. 2.5 — Espaço de estruturação urbanística da Quinta do Barão. que reforce a eficiência económica dos tecidos industriais. 2. Nestes espaços aplica-se igualmente o disposto nos capítulos II. sistemas de equipamentos urbanos (mobiliário. Os parâmetros urbanísticos serão os que vierem a ser estabelecidos no plano de pormenor que desenvolva as opções de ordenamento. a sul e poente pela via existente e a nascente pelos espaços envolventes do aglomerado do Arneiro. V e VI deste Regulamento e a carta de condicionantes do PDM-Cascais.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2983 2 — Nestes espaços. Dominics. a nascente pelo limite do concelho de Cascais e a sul e poente pelos perímetros urbanos envolventes.o 1 artigo 2.7 — Espaço de estruturação urbanística da área envolvente a St.4 — Espaço de estruturação urbanística para o estabelecimento de uma unidade hospitalar e de ensino universitário. A estruturação urbanística visa o estabelecimento da via programada pela Junta Autónoma de Estradas e de articulação entre o nó de Carcavelos na AE 5 e a estrada marginal. d) Objectivar programas de melhoria ambiental. os parâmetros urbanísticos a observar são os seguintes. a sul pela estrada marginal e a poente pela Avenida de Jorge V. A reestruturação urbanística dirige-se ao estabelecimento de espaços de actividades terciárias. designadamente. a norte pelo caminho de ferro. a poente pela área sujeita ao aeródromo de Tires. sujeito ao índice de construção máximo bruto de 0. sem prejuízo do disposto no n. garantindo-se. . salvo em instalações especiais devidamente justificadas. V e VI deste Regulamento. e a carta de condicionantes do PDM. desde que o seu número não exceda um terço do número total de lotes a configurar na operação de loteamento ou de plano. 2. A estruturação urbanística objectiva a localização de um hospital e de ensino universitário e um empreendimento residencial complementar e assegura a viabilização da operação PER em protocolo a estabelecer em parceria com a iniciativa privada. a sul pelo espaço envolvente do aglomerado do Arneiro Norte e a poente por espaço de protecção e enquadramento.

1.o Delimitação. com estruturas de verde e de lazer afectando 30 % do terreno objecto da operação urbanística.1. das infra-estruturas e das instalações de serviço de apoio às mesmas. 3. c) Índice de construção máximo: Espaços agrícolas de nível 2 — 0. de 17 de Agosto. educação e formação profissional. percentagem de ocupação do solo — 15 %. a criação de espécies piscícolas. cumprindo os parâmetros urbanísticos definidos nas alíneas a) e b) do n.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são constituídos pelos solos com capacidade. salvo se existirem construções geminadas. 4 — Nos espaços agrícolas de nível 2.2 — Nos terrenos inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais observam-se as disposições constantes dos respectivos Plano de Ordenamento e Regulamento e o licenciamento de actividades é precedido de parecer favorável da entidade Parque Natural de Sintra-Cascais. f) Os usos que forem declarados de utilidade pública. Espaços agrícolas de nível 3 — 5000 m2. de uso agrícola. 7 — Nos espaços agrícolas de nível 2.o 196/89. exceptuando as disposições nos números seguintes.o 1 do artigo 2. passivo. SECÇÃO VI Espaços agrícolas Artigo 48. Espaços agrícolas de nível 4 — 2. Em edifícios singulares a construir em parcelas já destacadas. tendo especialmente em vista a produção de bens alimentares.2 — Nestas categorias de espaços industriais é ainda admissível a existência de edifícios destinados ao exercício de actividades de terciário. As explorações mineiras eventualmente propostas. caso esta se constitua sob a forma de loteamento ou forma de gestão condominial. desafectações devem respeitar os estabelecidos para a categoria de espaços agrícolas de nível 2. destinados à formação profissional.1 — Nestas categorias de espaços industriais é: a) Interdita a construção de novos edifícios destinados a habitação e ampliações dos existentes. podendo concorrer para aquela afectação a componente de verde privado. O campismo. as culturas experimentais ou especiais.025.1 — Nestes espaços podem igualmente ser instalados equipamentos de turismo e recreio desde que se respeitem os seguintes índices: altura máxima de fachada — 7. 4 — A localização dos estabelecimentos industriais deve obedecer ao determinado no artigo 4. de 14 de Junho. a altura máxima de fachada é de 15 m e a superfície permeável da parcela deve ser da ordem dos 25 %. 2 — Estes espaços ficam sujeitos ao uso que vier a ser aprovado no âmbito do plano de recuperação paisagístico a elaborar segundo a legislação em vigor. Espaços agrícolas de nível 3 — 0. são permitidas as actividades e desafectações definidas no Decreto-Lei n. a criação e guarda de animais em regime livre ou de estábulo.40. saúde. O ócio da população e as actividades lúdicas e culturais. Espaços agrícolas de nível 3 — 0. desporto. 3. a horticultura e a floricultura. percentagem de impermeabilização do lote máxima de 80 %. 3 e 4 podem ser instalados equipamentos de investigação e desenvolvimento.o 3. existente ou potencial. de nível 3 e de nível 4. exceptuando-se as residências para vigilantes.o 25/93. caracterização e usos 1 — Os espaços para indústrias extractivas a que se refere a alínea d) do n.86. com um mínimo de afectação de 20 % da superfície bruta afecta à operação urbanística. afastamento mínimo da construção ao limite do lote de 5 m. 3 — Nos espaços agrícolas de nível 1. os seguintes: a) A agricultura exclusiva em sequeiro ou regadio. e espaços agrícolas de nível 4 — 0. ou destinados ao exercício do lazer recreativo. uso e transformação do solo ficam sujeitos aos seguintes parâmetros: a) Superfície mínima de parcela de terreno para construção: Espaços agrícolas de nível 2 — 10 000 m2. 6 — A superfície de terreno impermeabilizado não poderá ultrapassar os 1300 m2.3 — Nestes espaços são de observar as determinações estabelecidas no capítulo V e que digam respeito às actividades industriais.04. com alturas máximas de fachada de 12 m.04. de nível 3 e de nível 4 a ocupação. correspondendo a graus de protecção e valorização diversos face ao regime da RAN. a percentagem de ocupação do solo de 20 % e o índice de construção bruto de 0.o 139 — 19-6-1997 b) Em relação a cada lote ou parcela estabelecem-se os seguintes condicionamentos: coeficiente volumétrico de 5 m3/m2 de área de terreno do lote. nos loteamentos industriais. das superfícies verdes interiores a cada lote ou parcela.o Delimitação.o 1 do artigo 2. 9 — São usos permitidos nos espaços agrícolas. prevenção e segurança com as edificações observando a altura máxima de fachada de 8 m. b) Admissível a existência de edifícios destinados a alojamento hoteleiro e de restauração. Espaços agrícolas de nível 3 — 0. que correspondem aos solos integrados na RAN. 2 — Os espaços agrícolas são classificados em quatro níveis de uso: de nível 1. Espaços agrícolas de nível 4 — 2000 m2. armazenagem. a caça e a pesca. e) Índice de permeabilidade: Espaços agrícolas de nível 2 — 0. b) Percentagem de ocupação do solo máxima: Espaços agrícolas de nível 2 — 0. b) A defesa e manutenção do meio natural e suas espécies que impliquem a sua conservação e sua melhoria e a formação de reservas naturais. será aplicado o seguinte índice de cobertura arbórea potencial: espaços agrícolas de nível 2 — 0. uma sólida existência de estrutura verde secundária.78. publicado pelo Decreto Regulamentar n. e constituem espaços de expressão rústica relevantes na composição da paisagem concelhia. e uma integração paisagística adequada à edificação ou edificações.55. d) Número de pisos acima do solo: Espaços agrícolas de nível 2 — 2. Espaços agrícolas de nível 3 — 2. desde que compatível com o uso do solo e justificável por razões de enquadramento paisagístico. classificação. em instalações adequadas para este fim. 7.o do Regulamento do Exercício da Actividade Industrial (REAI). 7.30. Espaços agrícolas de nível 4 — 0. os usos e parâmetros urbanísticos a observar caso se obtenham . 3. 8 — Nos espaços agrícolas são considerados usos característicos. com alturas máximas de fachada de 9 m. isto é. espaços agrícolas de nível 3 — 0. percentagem de ocupação do solo de 50 % da área total do terreno.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são constituídos por áreas com depósitos ou massas minerais susceptíveis de serem objecto de actividades extractivas. de nível 2. hotelaria e terciário diverso e as determinações dos capítulos II e VI deste Regulamento. 5 — Para além do disposto no número anterior. e índice de construção bruto — 0.2984 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N.025.5 m.50. índices e parâmetros urbanísticos e usos 1 — Os espaços agrícolas a que se refere a alínea e) do n. De qualquer modo. c) Exigível.2. Os usos ligados à manutenção dos serviços públicos.87. às determinações do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e às determinações decorrentes do processo de planeamento municipal. Espaços agrícolas de nível 4 — 0. sem prejuízo do disposto quanto à RAN e das limitações que derivam da actividade específica definidas em legislação sectorial aplicável: a) b) c) d) e) As actividades de produção agro-pecuária. SECÇÃO V Espaços para indústrias extractivas Artigo 47. a exploração de madeira. nem a área total de construção ser superior a 500 m2. sem prejuízo do disposto quanto à RAN. Espaços agrícolas de nível 4 — 0.

reconstrução. devem ser programados os caminhos corta-fogo com continuidades a assegurar nas áreas envolventes aos espaços florestais. e que se destinem a satisfazer procuras e necessidades da população só realizáveis por instalações de carácter singular ou específico. 2 — Os espaços cultural e natural são classificados em categorias de uso correspondendo a níveis de protecção e valorização diversos face ao instituto da REN. tendo especialmente em vista a defesa contra os riscos de erosão que estes comportam. mutualista. arqueológicos. 2 — Nestes espaços não podem ser autorizadas nem previstas acções que destruam os elementos de valorização cénica ou alterem as formas de relevo existentes.o 1 do artigo 2. designadamente. mediante parecer favorável do Parque Natural de Sintra-Cascais (quando ocorram nas áreas territoriais integradas no Parque). 5 — As iniciativas descritas no n. de 19 de Março. com cobertura florestal ou progressivamente a implementar. cooperativo ou privado.o Delimitação. saúde. salvo o disposto no número seguinte. quando se tratem de equipamentos de interesse público.o Delimitação.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são as áreas nas quais se privilegiam a protecção dos recursos naturais ou culturais. de satisfação de procuras urbanas. de 2 de Março. 3 — Nestes espaços são permitidas intervenções de promoção pública e privada que se destinem especialmente a oferecer estruturas de verde secundário destinadas ao recreio.35. 4 — Nos edifícios existentes ou nas parcelas inseridas nestes espaços são admissíveis as operações de reabilitação. no respeito dos condicionalismos e legislação que os regula. exploração e conservação das espécies florestais e outros recursos a elas associados.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são os espaços nos quais se privilegiam a protecção e valorização dos recursos naturais e culturais e a salvaguarda dos valores paisagísticos. ou da direcção regional do ambiente . a salvaguarda de valores paisagísticos. onde. ampliações ou obras novas que se conformem complementarmente ou supletivamente com os usos existentes no edifício e ou na parcela e sujeitas às seguintes condições. e 79/95. 4 — Os espaços de protecção e enquadramento imediatamente confinantes com os espaços urbanos ou urbanizáveis poderão passar à categoria de espaços urbanizáveis de média densidade desde que se destinem predominantemente à realização do Programa Especial de Realojamento (PER). caracterização. 3 — O município de Cascais. de 12 de Outubro. usos e parâmetros urbanísticos 1 — Os espaços de protecção e enquadramento a que se refere a alínea g) do n. de saúde. 3 — Nestes espaços as alterações de uso só são admissíveis mediante a prévia aprovação e ratificação de plano de pormenor. oferecendo recursos panorâmicos dignos de protecção ou carecendo de protecção.o 69/90. actividades de apoio ao tráfego rodoviário. de 20 de Abril. Os espaços cultural e natural abrangem áreas com diversos níveis de protecção e valorização correspondendo às especificidades de composição da REN.os 316/90. usos e parâmetros urbanísticos 1 — Os espaços florestais a que se refere a alínea f) do n. SECÇÃO X Espaços cultural e natural Artigo 52. de prevenção e segurança. Delimitação. nomeadamente publicadas pelo Gabinete de Estudos do Ministério do Planeamento e Administração do Território (1990) e pelo Gabinete de Estudos do Ministério da Educação (1990).o 1 do artigo 2. nos termos do Decreto-Lei n.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B SECÇÃO IX Espaços de equipamentos Artigo 51. onde as actividades permitidas devem respeitar o Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e respectivo Regulamento. sem prejuízo do disposto no n. caracterização. pelo processo de planeamento induzido por loteamentos de expressão significativa ou através de programas municipais sectoriais.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são constituídos por áreas destinadas predominantemente ao fomento.o deste Regulamento. e constituem áreas de compartimentação paisagística. e ao disposto no artigo 21. 7 — Os espaços de protecção e enquadramento inseridos nas unidades operativas de planeamento e gestão cujo uso dominante é urbano devem destinar-se exclusivamente a estrutura verde equipada secundária. caracterização. silvícola e pastoril) e mais adequados à protecção dos solos. de estabelecimentos prisionais e de outros edifícios públicos são as determinadas na legislação que lhes respeite. de defesa nacional. actividades de satisfação de procuras da população urbana. 5 — A programação e a localização de equipamentos de nível local são definidas nos planos de urbanização e de pormenor.N.o 1 do artigo 2.1 ou 0.o 93/90. salvo nas áreas territoriais sujeitas à jurisdição específica do Parque Natural de Sintra-Cascais. SECÇÃO VIII Espaços de protecção e enquadramento Artigo 50. de 13 de Outubro. usos e parâmetros urbanísticos SECÇÃO VII Espaços florestais Artigo 49. às determinações do processo de planeamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e à decorrência do processo de planeamento municipal (as categorias de espaços cultural e natural de nível 1 e de nível 2) e em outras duas categorias de uso — de imóveis classificados e em vias de classificação e dos sítios arqueológicos. c) Respeitar as dotações de parqueamento definidas no capítulo V deste Regulamento. órgãos de sistemas de prestação de serviços públicos. em articulação com a administração central. b) Índice de construção: relação entre a área bruta de construção e a área total do terreno. educação.o 1 do artigo 2.o 2985 10 — Os usos característicos e os usos permitidos definidos nos números anteriores que venham a ser propostos nas áreas inseridas no Parque Natural de Sintra-Cascais observam o disposto naquele Plano de Ordenamento e respectivo Regulamento e o seu licenciamento é precedido de parecer favorável da entidade Parque Natural de Sintra-Cascais. bem como a recuperação do fundo de fertilidade dos mesmos. designadamente as de realização inconveniente nos espaços urbanos e urbanizáveis.o Delimitação. 213/92.o 2 do artigo 94. 1 — Os espaços de equipamentos a que se refere a alínea h) do n. se destinam a fazer parte da composição paisagística concelhia. 3. e pelas áreas que. 2 — Nestas áreas são admissíveis os modelos de exploração compatíveis (as actividades agrícola. 3 — As actividades que ocorram nos espaços cultural e natural de nível 1 estão sujeitas ao regime do Decreto-Lei n.o 3 devem conformar-se com os seguintes parâmetros urbanísticos: a) Dimensão mínima da parcela: 2 ha.1 — Nos espaços cultural e natural de nível 1 e de nível 2 são permitidas as seguintes actividades. e desde que conformados a actos projectuais adequados. das determinações estratégicas do município e das emergentes do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais. 6 — Os órgãos de sistemas de prestação de serviços públicos podem estabelecer-se em qualquer dimensão de parcela. deve promover a elaboração dos planos especiais das áreas florestais. e são dimensionadas tendo como referência as normas definidas pelas entidades com jurisdição em função da matéria. caracterização e usos 1 — Os espaços cultural e natural a que se refere a alínea j) do n. de 0. b) Respeitar um índice de utilização líquido máximo da ordem de 1. c) Altura máxima de fachada: a referência de 7.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são as áreas afectas ou que o venham a estar a estabelecimentos de carácter público. estruturas destinadas a investigação e desenvolvimento. arquitectónicos e urbanísticos que pela sua especificidade patrimonial merecem relevância.o: a) Garantir uma superfície de terreno a destinar a áreas verdes ou áreas permeáveis num valor próximo de 25 % da superfície total do terreno ou parcela. alterado pelos Decretos-Leis n.5 m. 2 — As servidões e restrições de utilidade pública dos espaços destinados a equipamentos escolares.

nomeadamente a acácia (Acacia s. podem realizar-se as actividades específicas do domínio da prática arqueológica e valorização. quaisquer movimentos de terra. devem concordar com os parâmetros urbanísticos estabelecidos para a classe ou categoria de espaço envolvente. maioritariamente de ocupação hoteleira. Uma generalizada e descontrolada substituição de edifícios e consumo desregrado de elementos naturais supõem frequentemente um desperdício económico. designadamente referidas nos artigos 4.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais são os espaços que. caracterização e usos 1 — Os espaços-canais a que se refere a alínea i) do n. de forma a permitir a necessária adequação e transformação dos usos de actividades e a garantir a vitalidade dos tecidos urbanos e outros e para atender às necessárias considerações evolutivas quando conformes com o conhecimento já adquirido.2 — A instalação de apoios de praia. h) A instalação de equipamentos de recreio. lixos ou sucatas. detritos. CAPÍTULO IV Das condições gerais e específicas de protecção e valorização do património histórico SECÇÃO I Princípios para a protecção do património histórico Artigo 55.o. bem como alterações às existentes. g) A instalação de explorações zootécnicas de tipo industrial. lançar efluentes. 20. sem prejuízo dos valores patrimoniais em presença. desenvolvida a operação de valorização do sítio arqueológico. b) A introdução de espécies invasoras ou infestantes.o 9/94. de 11 de Março. 21. bem como passeios a cavalo fora dos trilhos definidos em circuitos para esse fim.o e 22. espécies vegetais e animais. salvaguardando-se as decorrentes de uma normal actividade de exploração agrícola ou florestal e situações de emergência resultantes da necessária utilização de veículos de combate a incêndios florestais. b) A monitorização do estudo do ambiente natural. c) A introdução de novos povoamentos de eucaliptos (Eucaliptos s.). ainda que balizada por estas referências.) ou de outras espécies exóticas.1 — É admitido que. a instalação de depósitos de ferro-velho e a prática de campismo fora dos locais para tal destinados. h) A circulação com qualquer veículo fora das estradas e caminhos existentes.o do Decreto Regulamentar n. f) A introdução de quaisquer actividades agrícolas não tradicionais. b) A protecção do património histórico deve conjugar-se com critérios de suficiente flexibilidade e ajustamento. designadamente a SECÇÃO XI Espaços-canais Artigo 53. são os espaços nos quais se privilegiam a protecção a corredores activados por infra-estruturas e que têm efeito de barreira física dos espaços que os marginam.o Da protecção e valorização do património histórico 1 — As presentes normas e as que o processo de planeamento municipal venha a desenvolver instruem a protecção e valorização do património histórico segundo princípios afirmativos: a) A protecção do património histórico não deve limitar-se ao meio ambiente natural e a conjuntos ou elementos edificados. Artigo 56. d) A realização de loteamentos urbanos. g) A abertura de novas vias de comunicação ou acesso. caracterização e usos 1 — Os espaços de áreas preferenciais para turismo e recreio a que se refere a alínea m) do n. social e cultural. k) As actividades que venham a ser permitidas no âmbito de programas estratégicos de valorização e requalificação conduzidos pela administração central e local. à excepção dos estritamente necessários às obras de interesse público.o Património histórico Entende-se por património histórico o conjunto de bens culturais. restaurantes e balneários. de recreio e lazer. instalar novas explorações para extracção de inertes e transmitir licenças de exploração. instalar indústrias. 2 — Nestes espaços as condições para o estabelecimento de actividades e usos são as determinadas no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais. e) O vazamento de entulhos. d) Outras actividades de conservação da natureza. j) A instalação de actividades de piscicultura.o 1 do artigo 2. salvaguardando-se as actividades agrícolas e florestais com interesse comprovado. nomeadamente esplanadas.o Delimitação. salvo os autorizados pelo Instituto Florestal. por relevância de manutenção e enriquecimento do tecido social.o 139 — 19-6-1997 e recursos naturais (quando ocorram nas áreas territoriais não integradas no Parque e definidas como de nível 1): a) A investigação científica. 5. o chorão marítimo (Carbobrotus edulis e Carbobrotus acinaciformis).o 1 do artigo 2. integram as zonas que apresentam aptidão preferencial para a implantação de equipamentos turísticos. 19. incluindo a sonora. 2 — As actuações nestes espaços devem respeitar as correspondentes servidões administrativas e restrições de utilidade pública definidas no capítulo II deste Regulamento e. p. mas. 2 — A protecção e valorização do património histórico formula-se: a) Por intermédio das condições gerais de protecção e valorização contidas na legislação em vigor.2986 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. desde que obtido o parecer favorável do Parque Natural de Sintra-Cascais e do IPPAR. bem como o corte ou destruição do revestimento vegetal natural ou alteração das camadas de solo arável. não devem ser irradicadas ou transformadas desnecessariamente por motivos de aparente maior rentabilidade económica. 4. quando possível. O parecer favorável do Parque Natural de Sintra-Cascais é exigível quando a área sujeita a actividades de arqueologia esteja estabelecida no interior do Parque. i) A prática de desportos motorizados e raids hípicos. c) A educação ambiental numa perspectiva de apoio à gestão sustentada dos recursos. ouvido o Parque Natural de Sintra-Cascais. 4 — Nas áreas territoriais afectas a recursos arqueológicos. só deve ocorrer no âmbito e regime que venham a ser determinados pelos planos de ordenamento da orla costeira. o ailanto (Aillantus altissima) e o pitosporo (Pittosporum undulatum). sociais e económicos de carácter natural ou produto da cultura e que constituem a identidade dos cidadãos e dos sítios.o.o.o Delimitação. i) A abertura de circuitos de prática equestre. 3. integradas nos espaços cultural e natural. e) A recolha de amostras de materiais geológicos. p.1 — Nos espaços cultural e natural de nível 1 e de nível 2 não inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais são interditas as actividades designadas nas alíneas d) a j) do número anterior.o e delimitados na carta de ordenamento do PDM-Cascais . 5 — Nos espaços cultural e natural de nível 1 e de nível 2 inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais são interditas as seguintes actividades: a) A realização de cortes rasos de arvoredo. inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais. j) Qualquer forma de publicidade. f) A instalação de estufas. SECÇÃO XII Espaços de áreas preferenciais para turismo e recreio Artigo 54. deve considerar: A protecção e valorização das actividades tradicionais que. industriais. este venha a merecer o estabelecimento de actividades compatíveis ao exercício do lazer e cujos actos projectuais tenham conformidade adequada.

o.o Âmbito da protecção e valorização As normas aplicam-se sobre o conjunto das estações arqueológicas que venham a figurar no catálogo ou e na carta arqueológica produzida no processo PDM-Cascais e a publicar pelo município e sobre o conjunto de edifícios que venham a figurar no catálogo-inventário do património arqueológico e arquitectónico cuja protecção e valorização é de relevante interesse municipal e sobre todos os imóveis já classificados ou em vias de classificação nos termos da legislação aplicável. da Lei n. conforme o artigo 40. artístico ou excepcional estado de conservação. geomorfológicos e hidrológicos que progressivamente venham a identificar-se no catálogo dos elementos naturais e de paisagem e em actos e figuras de planeamento de competência municipal ou supramunicipal. projectos ou autuações específicas que venham a ser desenvolvidas por iniciativa pública. d) Espaços urbanos históricos. pode ser actualizado a todo o tempo. 3 — Em áreas onde se presuma a existência de bens arqueológicos é obrigatória a execução de trabalhos prévios de prospecção. de 7 de Abril) e o Plano de Ordenamento do Parque Natural Sintra-Cascais. incluindo os sítios classificados ou em vias de classificação. deste Regulamento qualquer pretensão de intervenção está condicionada a parecer do IPPAR. a saber: a) Nível 1 — pertencem a este nível as áreas com vestígios arqueológicos cuja localização é simplesmente conjecturável e de verificação a estabelecer por via da obrigatoriedade de realização de sondagens ou escavações. elementos geológicos. exceptuando aquelas que pelo seu especial interesse científico. quem tiver encontrado ou encontrar em terreno público ou particular e no leito ou subsolo de águas interiores ou territoriais quaisquer testemunhos arqueológicos fica obrigado a dar imediato conhecimento à Câmara Municipal. quer em cooperação com entidades da administração central. de acordo com o artigo 41. SECÇÃO II Protecção de elementos naturais e de paisagem Artigo 59.o 13/85. 4 e 5. SUBSECÇÃO I Condições gerais de protecção e valorização. sendo obrigatório o acompanhamento de técnicos de arqueologia em quaisquer trabalhos nesses locais. de 14 de Junho (Reserva Agrícola Nacional). artístico ou excepcional estado de conservação sejam incluídas no nível 3. de imediato.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2987 b) c) d) e) Lei do Património Cultural Português (Lei n. c) Parques. entendíveis como reservas arqueológicas.o 13/85.o Da elaboração do inventário ou catálogo Para além da catalogação que ocorrerá justificadamente nos processos de planeamento de competência municipal. Artigo 60. alterado pelos . Artigo 57. níveis e normas de protecção do património arqueológico Artigo 63. as determinações do Decreto-Lei n. 4. b) Património arqueológico e arquitectónico. n. por proposta da Câmara Municipal a aprovar pela Assembleia Municipal.o. As áreas a catalogar no nível 2 são protegidas de destruição. nomeadamente recorrendo aos técnicos de arqueologia dos serviços municipais.o Âmbito da protecção e valorização As normas aplicam-se ao conjunto de paisagem.o da Lei n.N. As áreas a catalogar no nível 3 são protegidas de destruição. parcial ou total. 2 — Na área do concelho de Cascais. a fim de serem tomadas as providências convenientes. de 6 de Julho. à excepção dos bens classificados ou em vias de classificação.o 11/87. jardins e elementos singulares de interesse relevante. do solo.o 93/90. que constitui o anexo I ao presente Regulamento.os 316/90. quer por recurso aos serviços municipais. Por intermédio das normas deste Regulamento.o 196/89. Por intermédio das condições particulares contidas em documentos a elaborar no quadro de planos municipais de ordenamento do território e planos de salvaguarda. 4 — No caso de obras ou trabalhos em curso. parcial ou total. ouvido o IPPAR. 3 — O catálogo-inventário municipal do património arquitectónico. desde que concordantes com os objectivos destas. n. jazigos paleontológicos. sem prejuízo de comunicação ao IPPAR. do subsolo e do ar. designadamente a Lei de Bases do Ambiente (Lei n. de 20 de Abril (Reserva Ecológica Nacional). que por sua vez informará. Decretos-Leis n. Por intermédio das condições específicas que venham a estar contidas nos catálogos ou inventários municipais de protecção e valorização a elaborar ou elaborados no processo de planeamento e decisão municipal. Por intermédio de programas. 5 — São estabelecidos três níveis de protecção referentes às áreas com vestígios arqueológicos. c) Nível 3 — pertencem a este nível as áreas com vestígios que possuam especial interesse científico. Artigo 61. constitui preocupação do município proceder sistematicamente à construção progressiva e acrescentada do catálogo. universidades ou associações cívicas de objecto específico. as determinações do Decreto-Lei n. e que abranja pelo menos um conjunto de quatro catálogos-inventários: a) Elementos naturais e de paisagem. privada ou em parceria e concordantes com o enquadramento legislativo em vigor. aqueles devem ser de imediato suspensos até determinação em contrário da Câmara Municipal de Cascais.o 1. quando forem encontrados testemunhos arqueológicos. como condição ao licenciamento de quaisquer obras.1 — A Câmara Municipal de Cascais assegurará a salvaguarda desses testemunhos.o Catálogos-inventários municipais de protecção e valorização As condições de protecção e valorização são estabelecidas pelas presentes normas e progressivamente pela elaboração sistemática de inventariação e catalogação a produzir no processo de planeamento e decisão municipal ou supramunicipal. de 7 de Abril). as determinações ocorrentes no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais.o 13/85. sondagens ou escavações. de 12 de Outubro. Artigo 58. de 13 de Outubro.o 11/87. de 19 de Março. 213/92. de 6 de Julho. b) Nível 2 — pertencem a este nível todas as áreas onde comprovadamente existam vestígios arqueológicos. e as que venham a ser determinadas em planos municipais de ordenamento do território.os 3.o Actos e figuras de planeamento para a protecção e valorização Os actos e figuras de planeamento cujo objecto seja a protecção e valorização do património histórico e as regras específicas que necessariamente derivam daqueles podem desenvolver as determinações expressas neste Regulamento. e 79/95. de 6 de Julho) e a Lei de Bases do Ambiente (Lei n. SECÇÃO III Protecção e valorização do património arqueológico e arquitectónico Artigo 62.o Das condições gerais e níveis de protecção quanto ao património arqueológico 1 — Nos sítios e estações arqueológicas referidos no artigo 21. da legislação enquadradora do uso da água.o Condições de uso e de protecção dos elementos naturais e de paisagem Aos elementos catalogados aplicam-se as determinações da legislação em vigor. o IPPAR.

a delimitação da área onde se inscrevem os vestígios e a área envolvente deve ser fixada nos termos dos artigos 21. 3 — Se os resultados histórico-arqueológicos obtidos não justificarem acrescido nível de protecção e valorização. Artigo 66. preservando as suas características arquitectónicas.o e 38. e documentação fotográfica.o 448/91. se forem também de resultado positivo. que protege as características do edifício definidoras da sua presença na envolvente.o da Lei n. e) Obras de demolição.o 445/91. programas ou projectos específicos coordenados pela administração local. devem ser juntos os elementos requeridos do artigo 15.o 445/91. Artigo 70.o 250/94. e sempre que existam referências a dados arqueológicos deve ser previamente submetido a parecer vinculativo do IPPAR. observando a legislação de licenciamentos em vigor. as estações e vestígios em questão podem eventualmente passar ao nível 3 de protecção e valorização.o 139 — 19-6-1997 1 — Perante qualquer solicitação de licenciamento de obras ou simples pedido de informação prévia no quadro do Decreto-Lei n. procede-se à realização das operações de exploração e prospecção arqueológica e. Obras de reforma exterior.o Da protecção da parcela ou lote Em ambos os níveis de protecção a protecção do edifício estende-se à totalidade da parcela ou lote onde se encontra. De igual modo. e que pressuponha o desejo de desenvolver actuações que afectem o subsolo. Obras de conservação. c) Nas obras de adaptação deve manter-se o aspecto exterior do edifício. salvaguardando-se os acrescentos que possuam interesse para o faseamento histórico do imóvel ou interesse artístico em si mesmo. . quando se trate do derrube de elementos acrescentados à construção original ou exigidas pela execução de obras permitidas. e do Decreto-Lei n. que protege os edifícios na sua totalidade. que não suponham alterações de fachadas. é obrigatória a emissão de relatório subscrito pelo Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Cascais ou pelos serviços municipais que substituam o Departamento referido. está sob regime de protecção a arborização e jardinagem eventualmente existente e sobre estes deve qualquer intervenção ser sujeita a licenciamento municipal. actual e a cores.2988 Artigo 64.o Normas para o nível 1 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B Artigo 68. forem de resultado negativo.o 13/85. planos de salvaguarda.o Normas para o nível 1 Nos edifícios catalogados neste nível de protecção. conforme os artigos 37.o Normas para o nível 3 Atendendo ao carácter específico e inalienável das estações e vestígios arqueológicos inseridos no nível 3.o e 26. a Câmara Municipal de Cascais obriga-se aos procedimentos legais que conduzem ao estabelecimento de servidão non aedificandi sobre a área da estação ou vestígios e área envolvente. Artigo 69.o do Decreto-Lei n. com a limitação de não alterarem a articulação formal do edifício com o exterior.o Documentação para a solicitação do licenciamento Na instrução dos pedidos de licenciamento para actuações na totalidade do edifício e nas actuações parciais cuja envergadura o requeiram. A pretensão do administrado deve ser objecto de deliberação desfavorável da Câmara Municipal de Cascais nos termos definidos na legislação em vigor.o Normas para o nível 2 SUBSECÇÃO II Níveis e normas de protecção do património arquitectónico Artigo 67.o da Lei n. forma e ocupação do espaço e todos os elementos que contribuem para o singuralizar como membro integrante do património arquitectónico. as seguintes actuações: a) b) c) d) Obras de restauro. com a redacção dada pelo Decreto-Lei n. de 6 de Julho. 2 — O relatório é produzido com base em sondagens. lazer.o 13/85. Artigo 65. b) Nível 2. sendo excluída a possibilidade de efectuar destaques ou acções de desagregação da parcela. determina as condições de uso da área preferencialmente a destinar a equipamentos de turismo. são permitidas. de 20 de Novembro. segundo o seu interesse.o Regime de usos N. 3 — Se o relatório não considerar necessária a realização de operações de prospecção ou. 4 — Se o relatório for positivo quanto à existência de vestígios arqueológicos.o Condições de execução de obras O regime estabelecido na legislação geral é complementado com as seguintes determinações: a) Nas obras de restauro os elementos arquitectónicos e materiais empregues devem adequar-se aos que apresenta ou apresentava o edifício antes de realizadas intervenções de menor interesse. Nos edifícios catalogados neste nível de protecção são permitidas as obras referidas no artigo anterior e também as obras de reestruturação. de 6 de Julho. deverá atender-se ao regime e condições de uso que venham a ser determinados em planos municipais de ordenamento do território. com as respectivas alterações. b) Nas obras de conservação não podem ser alterados os elementos de projecto e desenho do edifício. a área objecto dos trabalhos passa imediatamente e de forma automática a ser considerada como de nível 2 ou de nível 3. de 15 de Outubro. f) Obras de reconstrução. sob pareceres dos serviços municipais da área funcional da cultura e do urbanismo e do IPPAR. Obras de adaptação. de 20 de Novembro. Artigo 72. preservando os seus elementos arquitectónicos que definam a sua forma de articulação com o exterior. do local e da envolvente. em parte ou na totalidade do edifício. educação e cultura.o Normas para o nível 2 1 — Perante qualquer solicitação de licenciamento de obras ou pedido de informação prévia nos termos da legislação em vigor é aplicável o disposto no artigo anterior. quando se trate de edifícios desaparecidos ou corpos de edificação que interesse recuperar e esteja comprovada a sua preexistência e a reconstrução não signifique prejuízo. Artigo 71. 2 — Conforme os resultados histórico-arqueológicos obtidos durante as escavações e as sondagens. prospecções e ou escavações.o Níveis de protecção quanto ao património arquitectónico Estabelecem-se dois níveis de protecção para os bens inscritos nos catálogos-inventários municipais de protecção e valorização que não se encontram classificados ou em vias de classificação: a) Nível 1. Em ambos os níveis de protecção deverá atender-se aos princípios e premissas de definição de património histórico e. de 29 de Novembro. a Câmara Municipal de Cascais. efectuadas estas. sendo apenas permitidos os usos concordantes com o exercício da investigação científica. Neste caso. progressivamente. a Câmara Municipal de Cascais pronuncia-se sobre a pretensão do administrado. SUBSECÇÃO III Condições de tramitação das obras quanto ao património arquitectónico Artigo 73.

e) A dotação de parqueamentos deverá observar as determinações do capítulo V deste Regulamento. utilizando-se para o efeito a seguinte fórmula: hm=S (H×L)/S (L) (em metros) sendo: hm=altura da fachada do novo edifício. com demolição interior. Artigo 79. reformas exteriores e obras novas. Artigo 80. claramente inconvenientes para a imagem actual e modernização do espaço urbano histórico. fica sujeita aos seguintes condicionamentos: a) A altura e o número de pisos determinam-se conforme o estabelecido no n.o Regime de usos O regime de usos deve corresponder à preocupação de compatibilização exigível com os usos residenciais e de actividades existentes. a profundidade máxima das empenas é de 15 m. poderá ser estabelecido outro enquadramento de níveis de protecção e valorização. 2 — Os espaços sujeitos a estas regras são identificados na carta de ordenamento do PDM-Cascais. c) Quando não existam edifícios confinantes. 2 — A demolição deve suceder ao licenciamento da nova construção salvo no caso disposto na alínea a) do número anterior ou quando a situação dos edifícios existentes ponha em causa a segurança de pessoas e bens. H=altura da fachada dos edifícios existentes L=largura da fachada dos edifícios existentes.o 250/94. b) Nas praças ou largos. salvo em casos em que existam planos aprovados que prevejam novos alinhamentos.o Obras permitidas São permitidas nos espaços urbanos históricos obras de demolição. materiais e cores. total ou parcialmente. restauro. que o novo edifício tenha uma profundidade de empena diferente. que o novo edifício tenha uma profundidade superior àquele valor. sem nunca ultrapassar a de maior profundidade. poderá admitir-se.o Níveis de protecção Estabelece-se um único nível de protecção e valorização na consideração de que. conservação da fachada principal e de elementos estruturais ou decorativos de valor inquestionável ou que constituam contributo para a caracterização do conjunto onde se inserem. a altura máxima de fachada admitida na rua principal pode ser prolongada para a rua adjacente segundo a maior das seguintes distâncias: a profundidade do edifício ou uma vez e meia a largura da rua adjacente. b) Quando o edifício for considerado de manutenção inconveniente. Artigo 77. desde que. na redacção dada pelo Decreto-Lei n. desde que não sejam alteradas as características essenciais das coberturas. Artigo 75. 2 — Nos casos referidos nas alíneas d) e e) do número anterior. de 15 de Outubro. alterações e ampliações.o 139 — 19-6-1997 SECÇÃO IV DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2989 Condições para a protecção e valorização dos espaços urbanos históricos Artigo 74. de 20 de Novembro. fundamentadamente. ou ainda quando se verificar uma reabilitação profunda dos edifícios condicionada à possibilidade de integração arquitectónica da entrada e a inexistência de vestígios arqueológicos cuja Normas ou regras de protecção e valorização Artigo 76. não decorrentes da demolição de preexistências. S =somatório dos produtos. a profundidade de empena do edifício variará de modo a obter-se a concordância de empenas. de forma a garantir a permanência e enriquecimento progressivo das suas características morfológicas (estrutura urbana. c) Nas esquinas.N. Artigo 81. assim designados por traduzirem referências de identidade histórica do concelho. c) Quando se trate de edifícios com instalações industriais e ou armazéns abandonados ou obsoletos.o Demolições 1 — A demolição para substituição dos edifícios existentes só será autorizada nos seguintes casos: a) Em caso de ruína iminente comprovada por vistoria municipal. d) A distância referida no número anterior será determinada a partir do prolongamento do alinhamento dos edifícios da rua principal. d) Se forem diferentes as profundidades das empenas dos edifícios confinantes e a profundidade de um ou de ambos for superior a 15 m e apenas nos casos onde visivelmente as fachadas de tardoz dos edifícios confinantes tenham tendência para a manutenção.o Alterações e ampliações 1 — São permitidas as seguintes alterações e ampliações dos edifícios existentes. c) Construção de caves para estacionamento e áreas técnicas sob o terreno livre dos lotes ou sob as ampliações. perante a apresentação de elementos elucidativos da pretensão. .o Imagem global O nível de protecção determina que seja preservada e valorizada a imagem global construída. ritmos e dimensão de vão). Artigo 78. simultaneamente. S=somatório das larguras. não podendo exceder 15 m. desde que fiquem asseguradas as boas condições de exposição.o Âmbito da protecção 1 — As regras estabelecidas nesta secção do Regulamento são as aplicadas para a categoria de espaços urbanos históricos. formas de agregação. sejam efectuadas obras de recuperação e restauro de todo o edifício. poderá admitir-se. durante o processo de elaboração de planos municipais de ordenamento do território sujeitos a ratificação e consequentes ao PDM.o 445/91.o-A do Decreto-Lei n. e) Se forem diferentes as profundidades das empenas dos edifícios confinantes e a profundidade de um ou de ambos for inferior a 15 m e nos casos onde visivelmente as fachadas de tardoz dos edifícios confinantes tenham tendência para a manutenção. fundamentadamente.o Novas construções 1 — A construção de novos edifícios consequentes à demolição de edifícios existentes fica sujeita aos seguintes condicionamentos: a) Manutenção dos alinhamentos dos planos das fachadas sobre a via pública. tipologias construídas. SUBSECÇÃO I b) A altura e o número de pisos decorre do nivelamento da cércea determinada pela média das alturas das fachadas da frente edificada do lado do arruamento onde se integra o novo edifício no troço de rua entre duas transversais. adaptação. insolação e ventilação dos espaços habitáveis. as novas intervenções devem conduzir ao reforço e valorização da actividade global do espaço urbano histórico considerado. conservação.o 1. devendo garantir a transição para a altura média das fachadas dessa rua. 3 — O licenciamento de obras de demolição deve ainda observar o disposto no artigo 50. seja garantida a sua estabilidade e as condições de segurança de todos os seus elementos e seja garantida a estabilidade dos edifícios ou arruamentos confinantes: a) Reabilitação dos edifícios. b) Aproveitamento do sótão para fins habitacionais ou complementares da habitação. reconstrução. 3 — A construção de novos edifícios. a altura máxima de fachada não poderá ultrapassar a altura média das fachadas dos edifícios neles existentes.

o 139 — 19-6-1997 Soluções para a dotação de parqueamento A dotação de parqueamento deve fazer-se preferencialmente em espaços privados. Artigo 85. Industriais ligeiros — 5. Artigo 86. Artigo 82. poderá deliberar no sentido de libertar da obrigação de cumprimento da dotação em parqueamento nos usos de instalações que se localizem em edifícios existentes que não contem com a provisão adequada de lugares de parqueamento ou. SECÇÃO II Parqueamentos e garagens nos edifícios — condições específicas Artigo 87. . 5 — Na utilização das garagens só se permitem os usos de lavagem de veículos. Industriais pesados — 9 m×3 m. 2 — É permitida a ampliação do número de pisos existentes desde que essa ampliação seja concordante com o estabelecido no artigo 25.5 m. 3 — Entende-se por garagem o espaço edificado destinado ao estacionamento ou parqueamento de veículos. Nestes casos.o Logradouros 1 — É interdita a ocupação dos logradouros com construções. a construção de caves só será autorizada desde que sejam respeitadas e garantidas as condições de segurança do edifício e se verifique a não existência de áreas ajardinadas. b) Nas edificações autorizadas sob os espaços livres das parcelas ou lotes. nos programas destinados à construção de habitação social ou nas actuações de legalização das áreas urbanas de génese ilegal (AUGI). de exploração condominial ou cooperativa. quando destinada a dotá-los de instalações sanitárias e ou cozinhas. 3 — A abertura ou rasgamento de vãos deve adequar-se à tipologia arquitectónica do edifício. de âmbito rodoviário ou pedonal. públicas. após parecer emitido pelos serviços encarregados da gestão da via pública. 2 — Em função do uso dominante nos espaços edificados ou a edificar (residencial. de serviços terciários e equipamentos) são efectuadas as seguintes quantificações mínimas das necessidades de parqueamento.7 m×2. c) Em edifícios exclusivos (silos). segundo o tipo de veículo que se preveja: Veículos de duas rodas — 2. CAPÍTULO V Dos parqueamentos SECÇÃO I Parqueamentos e garagens nos edifícios — condições gerais Artigo 84. TIR — 14 m×3.o. de 22 de Dezembro. 3 — A pavimentação dos logradouros está sujeita a licenciamento municipal que visa sobretudo garantir um adequado grau de permeabilidade do solo.o N. b) Poderão dispor-se de garagens sob a rasante dos espaços livres desde que a sua edificação não afecte mais de 75 % da superfície total do espaço livre.o 1182/92. ou em ambos: b) Num espaço comum edificado ou livre (e neste caso estabelecer-se-á a servidão e ónus correspondente).5 m×1.5 % da área total sujeita a plano ou à operação de loteamento e nunca inferior aos valores equivalentes estabelecidos na Portaria n. 12. Artigo 83. sem a obrigatoriedade de executar obras de recuperação e restauro de todo o edifício. equipamentos de jardim. exceptuando as actuações de ajardinamento. devendo as garagens dispor de sistema eficaz de depuração de gorduras antes do lançamento dos efluentes na rede pública de saneamento. 3.2 — Os acessos às garagens situar-se-ão por forma a garantir o mínimo de perturbação ao tráfego local existente (ou a existir). alínea a). sem prejuízo da expressão da arquitectura enquanto serviço público e contemporâneo. de forma a adequarem-se à expressão arquitectónica das edificações em que se integram e contribuírem para a sua valorização estética. seja em espaço edificado.o Lugar de parqueamento 1 — Entende-se por lugar de parqueamento uma porção de solo plano com as seguintes dimensões mínimas.o Dotação de parqueamento 1 — Todos os edifícios e instalações disporão preferencialmente do espaço para que neles se estabeleça o parqueamento de veículos dos seus utentes. 2 — São autorizadas ainda construções destinadas a uma contribuição para a consolidação e ou recomposição das fachadas a tardoz e ainda as actuações que constituam valorização patrimonial do edifício ou conjunto. arborizações ou construções destinadas a instalações sanitárias. de desenvolvimento estratégico ou industrial deverá afectar-se uma área para vias e parqueamento correspondente a. excepto nos casos tecnicamente justificáveis. 2 — São interditas montras salientes das paredes exteriores. 4 — O uso de portas metálicas enroláveis não é permitido. 3. de exploração pública.5 m. 3.o 1. excepcionalmente. equipamentos de jardim ou espécies arbóreas.1 — As garagens podem ser privadas. b) Veículos pesados: uma área bruta de construção de 75 m2 por lugar de parqueamento à superfície e de 130 m2 por lugar de parqueamento em estrutura edificada (enterrada ou não). as portas de enrolar não podem ter caixas de recolha à vista e têm de ser pintadas em cores adequadas com o restante edifício. Nas restantes situações.5 m. urbanizável. 4 — As dotações de parqueamento definidas neste Regulamento constituem referência nas operações de programas especiais de realojamento (PER). em regime de condomínio ou cooperativo. em edifícios localizados ou a localizar no interior dos espaços urbanos históricos. planos de pormenor e operações de loteamento a realizar em classes de espaço urbano. 6 — Na prevenção e segurança. 2 — A previsão de lugares de parqueamento nos edifícios e instalações é independente da existência de garagens privadas comerciais e de parqueamentos públicos. n. 4 — Todos os logradouros e quintais devem ser conservados limpos de forma a assegurar condições de higiene e salubridade e desobstruídos de construções insalubres. a ocupação e uso das garagens deverá obedecer às determinações da legislação específica publicada. 3 — É permitida a ampliação ou alteração dos edifícios existentes. de exploração privada. Automóveis — 5 m×2. cozinhas ou pequenas ampliações de serviços indispensáveis a uma sã habitabilidade e desde que a sua inserção no interior dos respectivos fogos não seja possível. mediante alguma das soluções seguintes: a) Na própria parcela. devendo os compartimentos a construir cumprir as determinações do Regulamento Geral das Edificações Urbanas.1 — É aplicável aos edifícios existentes onde venham a efectuar-se alterações de uso ou alteração da intensidade do uso o disposto no presente capítulo.2990 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B salvaguarda justifique o processo de classificação. pelo menos.o Quantificação das dotações 1 — Em planos de urbanização. 4 — O parqueamento em espaços livres é autorizado nas seguintes condições: a) O parqueamento sobre o solo dos espaços livres de lotes ou interior de quarteirões não deverá afectar mais de 40 % do total da superfície do espaço livre.5 m. industrial. Poderá autorizar-se a utilização como garagens de locais nas seguintes condições: a) Nos pisos em rés-do-chão ou em cave dos edifícios. 3 — A Câmara Municipal. 2 — O cálculo das áreas por lugar de parqueamento obedece às seguintes condições: a) Veículos ligeiros: uma área bruta de construção de 20 m2 por lugar de parqueamento em estrutura edificada (enterrada ou não).o Da utilização comercial 1 — Deve ser dada especial atenção aos projectos de instalação de superfícies de comércio. seja em espaço livre.

no interior do lote. Decreto-Lei n. de 29 de Novembro.5 lugares de parqueamento por cada 100 m2 de área útil. equivalente a um lugar de parqueamento por cada 200 m2 de área coberta total de pavimentos. do parqueamento necessário para recolha do seu parque de veículos. será equivalente a um lugar de parqueamento por cada 100 m2 de área coberta total de pavimentos.5 lugares por fogo. caso em que cada área de estacionamento será correspondente a 2. excepto para tipologias de fogos igual ou superior a T3. devam integrar o domínio público municipal. b) Quando a superfície útil total for superior a 500 m2.o 344/95. no interior do lote. são cedidos gratuitamente à Câmara Municipal pelo proprietário e demais titulares de direitos reais sobre o prédio a lotear. a determinar em função da dimensão e localização da unidade hoteleira. de 20 de Novembro. em número a determinar em função do tipo de indústria ou armazenagem a instalar. equivalente a cinco lugares de parqueamento para veículos ligeiros por cada 100 m2 de área útil de vendas e mais um lugar de parqueamento para veículos pesados por cada 500 m2 de área bruta de construção destinada ao armazenamento de produtos. do dimensionamento e das compensações Artigo 88.5 do presente artigo. para além da aplicação dos índices de parqueamento estabelecidos na alínea anterior. no interior do lote.N. 2 — Os parâmetros de cedências relativos a espaços verdes e de utilização colectiva e espaços para equipamentos colectivos são os constantes do quadro do anexo II deste Regulamento. c) Para superfícies de comércio com uma área coberta total de pavimento igual ou superior a 2500 m2. b) A inclusão de espaços verdes e de utilização colectiva ou para equipamentos colectivos isolados ponha em causa a morfologia da zona ou características urbanísticas e ambientais a preservar. é obrigatória a consideração de um lugar de parqueamento para autocarro por cada 250 alunos.o-A Dimensionamento 1 — O dimensionamento das parcelas relativas a parqueamentos é o definido no capítulo V deste Regulamento. — Parqueamento automóvel de 1.3 — Indústrias e armazéns: a) Nos edifícios destinados à indústria e armazéns é obrigatória a existência de uma área de parqueamento para pessoal e vigilantes. c) Os centros comerciais. c) A Câmara Municipal tenha previsto equipamentos noutras áreas ou considere não se justificar a localização na área do loteamento. as áreas a reservar para parqueamento. no interior do lote. b) Nos equipamentos de saúde com hospitalização.4 — Estabelecimentos hoteleiros: a) Nos edifícios destinados a estabelecimentos hoteleiros. no interior do lote.7 — Salas de espectáculo. as áreas de parqueamento obrigatórias são equivalentes a dois lugares de parqueamento por cada 25 lugares de utentes sentados no interior do lote. de 31 de Agosto.8 — Equipamentos colectivos. aos hipermercados de área bruta inferior ou igual a 4000 m2.6 — Hipermercados e edifícios destinados a comércio grossista: a) Nos hipermercados com área bruta de construção superior a 2500 m2 e inferior ou igual a 4000 m2 é obrigatória a existência de uma área de parqueamento. 2. será de três lugares por cada 100 m2 de área bruta de construção. no interior do lote. a área para o parqueamento automóvel. 2.o 448/91. nunca podendo ser inferior à estabelecida no número anterior.9 — Nos locais destinados a escolas de condução é obrigatória a consideração. b) Para além da área necessária ao parqueamento de veículos ligeiros. no interior do lote. de 26 de Abril. designadamente.5 lugares de parqueamento por fogo. que dele faz parte integrante. d) Em todas as situações previstas nas alíneas anteriores e independentemente de dar cumprimento ao estabelecido no Decreto-Lei n. designadamente arruamentos viários e pedonais. — Para as instalações de equipamentos colectivos. cuja dimensão será definida por estudo específico a apresentar pela promotora. são obrigatórias as seguintes dotações mínimas: a) Nos equipamentos em que possa pressupor-se concentração de pessoas é obrigatória a consideração de dois lugares de parqueamento por cada 25 utentes da capacidade de uso do equipamento. secundária e universitária).o do Decreto-Lei n.o 344/95. elementos que permitam avaliar: A acessibilidade local em relação ao transporte individual. é obrigatória a apresentação à Câmara Municipal de Cascais do estudo de tráfego contendo. no interior do lote. do Decreto-Lei n.o 258/92. a área necessária ao parqueamento de veículos pesados. b) Quando a área do lote for superior a 1000 m2 a área de parqueamento obrigatória. de acordo com a operação de loteamento. 2. Igual dotação é obrigatória para as oficinas de reparação de veículos. 2. por ratificação. designadamente de natureza escolar (básica. O funcionamento das operações de carga e descarga. 2.o 83/95.1 — Edifícios para habitação. a área de parqueamento equivalente será de 2. no interior do lote. c) Nos equipamentos educativos que se disponham em edifícios exclusivos. nos termos legais em vigor. a área de parqueamento será equivalente a três lugares de parqueamento por cada 100 m2 de área útil. deverão corresponder a dois lugares de parqueamento por cada cinco quartos.o Cedências As parcelas de terreno para espaços verdes públicos e de utilização colectiva. — São obrigatórias as seguintes áreas de parqueamento no interior do lote: a) Quando a sua superfície útil for inferior ou igual a 500 m2. a área para o parqueamento automóvel. b) Quando a sua superfície útil for superior a 500 m2 e inferior a 2500 m2.5 — Edifícios e áreas destinados a comércio retalhista. A capacidade de parqueamento no próprio lote do empreendimento e nas vias que constituem a sua envolvente imediata.2 — Edifícios destinados a escritórios e serviços: a) Quando a superfície útil total for inferior ou igual a 500 m2. na redacção que lhe foi dada pela Lei n. A capacidade das vias envolventes. e Lei n.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2991 2. — Para salas de espectáculo. no interior do lote. alterado pelo Decreto-Lei n. é obrigatória a apresentação de um estudo de tráfego nos termos estabelecidos na alínea c) do n. c) Em qualquer dos casos deverá ser prevista. deverá proceder-se à definição das condições de acessibilidade e da capacidade de parqueamento. e equipamentos públicos que. 2. 2. 2. no respeito pelo artigo 16. de 28 de Dezembro. os centros de bricollage ou os centros que concentram vendas de produtos específicos e singulares são comparáveis. será de cinco lugares de parqueamento por cada 100 m2 de área bruta de construção.o 25/92. b) Nos hipermercados com área bruta de construção superior a 4000 m2 e nos edifícios destinados a comércio grossista de superfícies idênticas é obrigatória a existência de áreas de parqueamento. no interior do lote.o 2. de 1 de Agosto (alteração. os grandes armazéns. no interior do lote. de 28 de Dezembro). infra-estruturas. pelo menos um lugar de parqueamento por cada cinco camas. c) Nos espaços urbanizáveis é obrigatória uma área mínima de parqueamento de um lugar para o parqueamento de veículos pesados por cada 70 quartos. 3 — A Câmara Municipal pode considerar não se justificar a aplicação total ou parcial dos parâmetros definidos no quadro referido no número anterior nas seguintes situações: a) A área onde se integra o loteamento estar já adequadamente servida de espaços verdes públicos e de utilização colectiva e de equipamentos colectivos. Artigo 88. desportiva e de âmbito hospitalar. no interior do lote.o 26/96. CAPÍTULO VI Das cedências. De qualquer modo. para efeitos de cálculo das necessidades de parqueamento. . deverá ainda ser prevista no interior do lote uma área para parqueamento de veículos pesados de passageiros.

o Infra-estruturas privadas e equipamentos privados Nas operações de loteamento em que os espaços verdes públicos e de utilização colectiva. b) Na realização de operações urbanísticas associadas à promoção do Programa Especial de Realojamento ou de programas de habitação social. total ou parcialmente.o-A do Decreto-Lei n. por forma a justificarem a regulamentação das percentagens de pavimento a atribuir aos diversos usos estabelecidos em função das categorias de espaços que integram a área de intervenção. d) Avaliação dos elementos e conjuntos edificados com interesse patrimonial e que justifique a sua inserção no catálogo de protecção ao património arquitectónico. SECÇÃO II Incentivos Artigo 94. 2 — Os planos de urbanização e os planos de pormenor devem fundamentar as suas propostas. 3 — Os planos de urbanização e de pormenor terão de se adequar às condições de aplicação dos regimes de cedências e compensações previstas no artigo 16. no conjunto do concelho. ou áreas de equipamentos colectivos. excepto o seu n. devem adequar-se aos parâmetros urbanísticos e às medidas determinadas no âmbito do PDM-Cascais e. 3 — As compensações são as resultantes da aplicação de critérios de cálculo estabelecidos em regulamento aprovado pela Assembleia Municipal. cooperativa e qualificação e reestruturação de áreas urbanas de génese ilegal.o 250/94.o 344/95.o 344/95.o 448/91. e ratificados sempre que alterem disposições do Plano Director Municipal.o 69/90. designadamente arruamentos viários e pedonais. Artigo 92. e os equipamentos tenham natureza privada. CAPÍTULO VIII Articulação do PDM-Cascais e incentivos SECÇÃO I Articulação Artigo 93. aditado pelo Decreto-Lei n.o 25/92. f) Programa de equipamentos colectivos tendo em consideração as orientações e critérios fornecidos pelos serviços da Câmara Municipal. designadamente: a) No estímulo à transferência de actividades de indústria ou de armazenagem nocivas existentes em meio urbano para as áreas industriais existentes ou propostas no PDM-Cascais. de 29 de Novembro. b) Os valores diferenciais do solo.o do Decreto-Lei n. por forma a estabelecer condicionamentos e medidas de segurança relativamente aos usos incompatíveis com as categorias de espaços. por arruamentos viários e pedonais ou por áreas de estacionamento público. c) A inter-relação dos critérios e valores a aplicar ao regime de compensações. para a área do loteamento. devem observar o disposto no artigo 68. b) O terreno esteja servido de espaços verdes públicos ou espaços de utilização colectiva ou quando a Câmara Municipal considerar não se justificar a inclusão destes no loteamento. quando for caso disso. designadamente.o 2 do artigo anterior e das regras constantes do capítulo V. áreas verdes ou de utilização colectiva.o 26/96.2992 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N.o Regulamentos Os regulamentos que venham a ser produzidos no processo de planeamento e decisão municipais e dirigidos a áreas territoriais específicas. Artigo 89.o 2. em função do equilíbrio urbanístico e social pretendido para a área territorial do concelho em que se integram. de 1 de Agosto (alteração. de 15 de Outubro. e Lei n. com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n. com a redacção dada pela Lei n. d) Nos empreendimentos ou edifícios onde se operem iniciativas de redução de consumo energético. Decreto-Lei n. constituindo um instrumento integrado de gestão urbanística. as infra-estruturas. de 2 de Março.o Compensações 1 — O proprietário ou demais titulares de direitos reais sobre o terreno a lotear ficam obrigados a pagar à Câmara Municipal uma compensação em numerário ou em espécie.o 139 — 19-6-1997 d) Quando os planos de urbanização ou de pormenor não prevejam. e a correcção da sua incidência no mercado imobiliário e na localização dos diversos usos previstos no Plano Director Municipal. de 31 de Agosto. de 8 de Outubro.o Metodologia de articulação O município de Cascais deve promover as alterações a todas as posturas municipais em vigor e por forma a fazê-las adequar às determinações do PDM-Cascais. c) O terreno esteja servido de equipamentos colectivos ou a Câmara Municipal considerar não se justificar a inclusão destes no loteamento. os quais terão em consideração. de 20 de Novembro. c) Na realização de equipamentos colectivos de interesse estratégico da administração central ou local. b) Programa para as áreas comerciais integrando as orientações e critérios a fornecer pelo serviço municipal competente em matéria de abastecimento. quando se verifique qualquer das seguintes situações: a) O terreno a lotear esteja servido. nos termos definidos em regulamento aprovado pela Assembleia Municipal. e) Integração dos sistemas de vistas e respectivos elementos fundamentais ao reforço da identidade e valorização do concelho. e) Nas actuações de edificabilidade destinadas a produzir processos de reabilitação de edifícios patrimoniais considerados CAPÍTULO VII Dos planos de urbanização e de pormenor e dos regulamentos Artigo 91. nos seguintes elementos e estudos: a) Identificação da ocupação e avaliação da superfície de pavimento afectada aos diversos usos da respectiva área de intervenção. áreas integradas em classe de espaço de desenvolvimento estratégico. revogado pela Lei n. c) Identificação das actividades de riscos.o 445/91. por ratificação.o Planos 1 — Os planos de urbanização e os planos de pormenor devem ser elaborados e aprovados nos termos do Decreto-Lei n. de 26 de Julho.o 211/92. com a taxa pela realização de infra-estruturas urbanísticas. do Decreto-Lei n. designadamente áreas de génese ilegal. nomeadamente: a) Os incentivos e penalizações a estabelecer nos diversos usos nas diferentes classes e categorias de espaços definidos no PDM-Cascais. 2 — O valor das compensações é aplicado sobre a diferença positiva que se verificar entre as áreas a ceder ao município previstas no projecto de loteamento e as que deviam resultar da aplicação do quadro referido no n.o Processo de incentivos 1 — Com vista à concretização dos objectivos gerais do PDM-Cascais e da concretização de políticas de melhoria. qualificação e valorização do ambiente urbano são definidos incentivos a iniciativas que para a Câmara Municipal configurem relevante interesse. definindo a respectiva localização e reconversão de equipamentos existentes. . áreas industriais. de 28 de Dezembro. o respectivo dimensionamento é o constante nos artigos anteriores. Artigo 90. 4 — São dispensadas para contabilização como área de cedência as áreas verdes com menos de 200 m2 ou com largura igual ou menor que 2 m integradas nos arruamentos públicos.o 22/96. g) Integração de estudos de circulação e estacionamento realizados pelos serviços competentes da Câmara Municipal. de 28 de Dezembro). designadamente consequentes a actos projectuais de arquitectura solar passiva. espaços urbanos históricos.

. . . . . . . . . Manuel Duarte . . . . é admitida a alteração de uso de unidades hoteleiras construídas e devidamente licenciadas. 1. . . . . Estrada da Alagoa. . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Casa da rainha D. 3. . .o Da legalização de construções existentes 1 — Para efeitos de análise e decisão de processos de licenciamento referentes à legalização de construções e de estabelecimentos já existentes à data de entrada em vigor do Plano Director Municipal e integrados ou não em perímetros urbanos e que se situem em classes de espaço não concordantes com o uso da construção ou estabelecimento existente. . .o Da alteração e suspensão As disposições do PDM-Cascais podem ser alteradas ou suspensas nos termos estabelecidos no Decreto-Lei n. . . . . Monte Estoril . . . . . . . . . . . . . . . . . . Estoril . 3 — Dada a especificidade do município de Cascais e a necessidade de assegurar competitividade ao sector. . . . . os edifícios constantes (ou que venham a constar por decisão da Câmara) do catálogo ou inventário do património arquitectónico se tornem de impossível recuperação ou sejam demolidos sem autorização da Câmara. . . . . . 4. . . . . . . . Artigo 98.o 1 do artigo 13. . . Artigo 99. . . . . . . . . de 2 de Março. . . . Alcabideche Alcabideche Alcabideche Cascais . . . . . . Rua do Pinheiro. . Monte Estoril . . . . . . . . . . . . . . . da direcção regional do ambiente e recursos naturais. . — Alcabideche Estoril . . . . . Antigo hospital . . . Quinta de Manique ou Quinta do Marquês das Minas . . . Casal de Nossa Senhora da Assunção . . . . Carcavelos . . . . . . . . . . . . . . . . Casa Dr. Pensão Real . . .o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B Artigo 96. . Rua de Trouville. . . . . . . . . . . . as determinações respectivas passam a ser as estabelecidas no novo diploma instituidor. . . . . . Cascais . . de 17 de Agosto. . . . . . . Alcabideche . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fortes e torres de defesa . . . Carcavelos Alcabideche São Domingos de Rana. . . . . . . . . . . . . . . Rua do Calhariz. . . . . . . . . . . . . . . . . . Avenida de Sabóia. . . . . Estrada de Rana. . . . . . no todo ou em parte. . Casa de Silva Gomes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Avenida das Acácias. Atrozela . . . . . . . . . . Alcabideche Estoril . . . . . . . . . . . . . . .o 1 e no n. . . . Estoril . . . . . Avenida de Sabóia. . . . . . . . . CAPÍTULO IX Disposições finais SECÇÃO I Das disposições finais Artigo 95. . . . . 6 e 6-A. . . . Monte Estoril . . . Monte Estoril .o Designação Freguesia Lugar Localização Azenha da Atrozela . com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n. . Rua de Macau. . . . . . . . . . . Casa de Montsalvat . . . . . . . . . . . Monte Estoril . . . . . depois de prévia aprovação pela Câmara Municipal de Cascais e considerando os pressupostos da aprovação inicial. . . . . . Avenida das Acácias. . . . . . 30. . . — — Alcabideche .o 69/90. 4. . . . .o e na alínea g) do n. . . . . . . 9. . . Estoril . Monte Estoril . . . . . . . . . . Monte Estoril . . Rua de J. . Rua do Calhariz. . . . . Três casas saloias . 5 e 7. . . . Quatro moradias no Monte Estoril . . . . . . . . . . . . . . . Estoril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Avenida Marginal e Rua do Parque. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de 9 de Setembro. . São Julião da Barra. . . . . . . . .o 211/92. . . Estoril . . . . . . . . . . . Estoril . de 8 de Outubro. . . . . . . Monte Estoril . . . . . Quinta da Alagoa . . . . . . . .1 — Quando. . . . . . . . . . . . . . . . .o 3 do artigo 9. . . . . . 798. as novas edificações terão uma redução de 20 % em relação aos parâmetros urbanísticos das construções preexistentes. . . . Quinta de Rana . . Hotel Miramar . Alcabideche Estoril . Monte Estoril . . . . . . . . .o 247 (vulgo Estrada de Manique). Estoril . . . . Monte Estoril . . . . . . . Correia e Rua do Conde-Barão. .o Entrada em vigor O presente diploma entra em vigor no dia da sua publicação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cascais . . . . .N. . . Manique de Baixo Rana . . Casa de Abreu Valente . . . . . . . . . . . Estoril . . 1-A. .o Classificação de ilegalidade 2993 em inventário municipal. Forte de São Brás . . . Largo de São Vicente. . . 2. . . . e Rua do Pinheiro. . Estoril . . . . Monte Estoril . . . . da Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo. . . . . . . . . . Rua de Nice. . . . . . . . . . . Quinta do Porto Covo. . . . . . . . . . . . . . — Manique . . . . . . Monte Estoril . . . . Alameda da Duquesa de Palmela. . Artigo 97. . . é criado um grupo de trabalho composto por representantes da entidade coordenadora do licenciamento. Casa do Monte Palmela . . . . . Casal Saloio . Rua de Vitorino Vaz. . O licenciamento de obras em violação do PDM-Cascais constitui ilegalidade grave para efeitos do disposto na alínea c) do n. .o Dos diplomas citados no Regulamento Caso os diplomas referidos neste Regulamento venham a ser eventualmente substituídos. . Casa Abamonte e seus anexos . . . 2. . . 3. . . . 8. . . . . . 4. . . . Casa do filho do conde Moser . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Avenida das Acácias. . . . . . . . . . . . . . Instituto de Maria Auxiliadora . . . . Estoril . . . . . . Estoril . . 1. 1. . . . . . . . . Casa do mestre Frederico Ribeiro . . . 2 — A legalização de estabelecimentos industriais observará as disposições do Decreto Regulamentar n. . . . . . . . . . . . . . .o da Lei n. . . . . . . Estrada Nacional n. . . . . . Estoril . . . . 2 — O incentivo traduz-se em admitir um acréscimo até 20 % aos parâmetros urbanísticos que configuram índices de construção ou de utilização nas operações de edificabilidade de obras singulares ou de operações de loteamentos. por incúria ou abandono. . . Estoril . . . . . . . . . . . . . . Palácio do Duque de Palmela . . . . . . . . . . . Maria Pia (vila Maria Pia) . . . . . . . . . . . . .o 87/89. . por um representante da entidade Parque Natural de Sintra-Cascais (sempre que a construção ou estabelecimento ocorra no Parque) e por um representante da Câmara Municipal de Cascais. . . . . . . . . . . de edifícios de interesse arquitectónico singular e nas actuações de reabilitação (com ou sem ampliação) de edifícios degradados em meio urbano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24. . . . . . Casa de Victor Shalk . . . . . . . . . . . . . . . . ANEXO I Catálogo-inventário municipal do património arquitectónico Listagem anexa à alínea a) do n. . . . . . . . . . . Alcabideche . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .o 25/93. . . . . — Rua do Pinheiro. . . . . . . . . . . . — Largo de São Vicente. . Monte Estoril . . . . . . . . . . . Rua do Calhariz. Casa saloia . . . . . . Casal de Porto Covo . . . . . . . . . . . . . . Cabo Raso. . Monte Estoril . 6. . . . . . . .o 2 do artigo 26. . 8 e 10.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cascais . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... . . Vivenda Lakximi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . 1. .. . . . . . . . Monte Estoril .. . .. Industrial/armazenagem . . . . . . . . . . . Vivenda Malvina . . . . . . 2. . .o 3 do artigo 88. . . Quinta do Patiño . . . . Avenida de Sanfre. . . . . . . . . . . . . . .o 139 — 19-6-1997 Freguesia Lugar Localização Quinta de São Martinho . . . .. . . . . . .. . . 1. . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sítio de Pisão de Baixo . . . . . . . . . . . . . . . . . Sítio da Ribeira da Penha Longa . . . . . . . . . . . .. . ... . . . .2994 Designação DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N. . . . . . . . 3. Rebelva . . . . . . Monte Estoril . . . . . . . . . . . . . . . Terciário . . . . . . . . . . . . . . .. . . .. . . . . . . . Travessa da Palmeira. . . . . Pisão . . . . . e Avenida do Faial. . 20 25 20 30 25 10 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pisão . . . 34. . . Avenida do Faial. Quinta do Pisão de Cima . . . . . . . . Ribeira da Penha Longa. . Monte Estoril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Rua de João Pires Correia e Largo de São Martinho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Villa Estephania . . Rua do Calhariz. . . . . . . . . .. . . .. . . . . . . . . . . . . . . Avenida de Sanfre. . . . . . . . . Avenida de Sabóia. . . esquerdo. . . . . . . . . . . . . Vila Tânger . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .o Parâmetros de cedências por cada 100 m2 de superfície de pavimento construída Espaços verdes e de utilização colectiva (metros quadrados) Espaços para equipamentos colectivos (metros quadrados) Usos Habitacional .. Vila Aduar e anexos . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Núcleo rural da Rebelva . . Monte Estoril . . . . . . . . . . . . . . . . . 1. . Avenida do Rei Humberto de Itália. . . . . . Vivenda Laura . . . Convento de Nossa Senhora da Piedade (Casas Velhas da Gandarinha). .. . . . . . . Monte Estoril . . . . . . . . . . . . . . . . . Rua do Jardim. . . . . .. 1146-B. Monte Estoril . . . . . . . . . . Monte Estoril . . . . . . Torre de São Patrício . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . Cascais . . . — — — — — Alcabideche Carcavelos Alcabideche Alcabideche Alcabideche ANEXO II Parâmetros de cedências referidos no n. . . . . . . . . .. . . Alcoitão . . . . . . Alcabideche . .. . . . . . . . . . . . . . Solar dos Falcões . . . Alcabideche Cascais Estoril Estoril Estoril Estoril Estoril Estoril Estoril Cascais . . . . . . . . . . . . Avenida de Sabóia. . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2995 .N.

o 139 — 19-6-1997 .2996 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N.

o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2997 .N.

o 139 — 19-6-1997 .2998 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N.

Cumpre referir que todos os planos de urbanização e de pormenor referidos no articulado do Regulamento como planos de execução do presente Plano Director Municipal carecem de ratificação nos termos do Decreto-Lei n. não podendo ser-lhe atribuído carácter vinculativo. . o qual estabelece que as cedências de áreas são apenas as que decorrerem da operação de loteamento em causa.o 3 do artigo 45. nos termos da legislação em vigor. designadamente no que se refere ao inquérito público. por violar o disposto no artigo 4.o 262/82.o 2 do artigo 4. de 3 de Maio. com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.o do Regulamento deve ser articulado com o disposto no diploma que estabelece o regime jurídico dos loteamentos urbanos e das obras de urbanização. Verifica-se a conformidade do Plano Director Municipal de Tavira com as disposições legais e regulamentares em vigor. Na sequência destas aprovações. acompanhou a elaboração daquele Plano. será meramente opinativo.o 97/97 A Assembleia Municipal de Tavira aprovou.o e 41. de 12 de Outubro.o do Decreto-Lei n. embora não seja publicada. Importa ainda mencionar que a localização dos parques de sucata a que se refere o artigo 57. O Plano Director Municipal de Tavira foi objecto de parecer favorável da comissão técnica que. com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.o do Regulamento do Plano.o 211/92. a qual.o 5 do artigo 16.o 93/90. Foram cumpridas todas as formalidades exigidas pelo Decreto-Lei n. e demais legislação complementar. com excepção: Do disposto nos artigos 36.o 117/94.o do Regulamento. constantes da planta de condicionantes.N. sempre que não cumprirem as regras constantes do Plano que visam executar.o 69/90. Na aplicação prática do Plano há também a considerar as servidões e restrições de utilidade pública. É de sublinhar que as áreas beneficiadas pelo aproveitamento hidroagrícola do Sotavento Algarvio (AHSA). o seu Plano Director Municipal. De notar que o parecer da Direcção Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais previsto no n.o 69/90. quando se trate de novas construções em solos da Reserva Ecológica Nacional.o 139 — 19-6-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 2999 Resolução do Conselho de Ministros n. conforme dispõe o n. em virtude de condicionar o exercício da competência conferida pela alínea c) do n. de 19 de Março. constantes da planta actualizada de condicionantes. É também de mencionar que o disposto do artigo 14. de 19 de Março.o do Regulamento. de 10 de Julho. ficam sujeitas ao regime de fomento hidroagrícola instituído pelo Decreto-Lei n. de 8 de Outubro.o 213/92. constitui elemento fundamental do Plano. de 12 de Outubro.o do Decreto-Lei n. a Câmara Municipal respectiva iniciou o processo de ratificação daquele instrumento de planeamento. de 2 de Março. na medida em que não está previsto na lei. na redacção introduzida pelo Decreto-Lei n.o 69/90.o do Decreto-Lei n. Do disposto no n.o do Regulamento deverá respeitar o disposto no Decreto-Lei n.o 6 do artigo 35.o 213/92.o 93/90. de 2 de Março. em 21 de Junho de 1996 e em 29 de Novembro de 1996. de 2 de Março.

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