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1. CARACTERÍSTICAS GERAIS

1.1. CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS

As bactérias são organismos simples, de uma única célula, que tem o


material genético envolto por uma membrana nuclear especial. São
denominados procariotos, que incluem bactérias e arqueobactérias. É um
organismo unicelular, sem um verdadeiro núcleo celular nem organelas
membranosas. que pode ser encontrado na forma isolada ou em colônias e
pertencente ao reino monera. Apresentar formas esféricas, comumente
chamadas de cocos, cilíndricas ou bacilos e de espiral. Os cocos são redondos,
mas podem ser ovais, alongados ou achatados em uma das extremidades. Os
bacilos assemelham-se a lanças, outros têm extremidades arredondadas ou,
então, retas. Bactérias espiraladas podem ter uma ou mais espirais. Quando
têm o corpo rígido e são como vírgulas, são chamadas vibriões e espirilos
quando têm a forma de saca-rolhas.
As bactérias são divididas em Gram-negativas e Gram-positivas, de
acordo com sua estrutura química. Pode-se comprovar essa diferença através
do método de coloração de Gram.
A membrana citoplasmática, também chamada de membrana plasmática,
forma uma barreira separando o meio interno do externo, sendo vital para a
célula. A estrutura química da membrana da bactéria é composta de proteínas
(60%) imersas em uma camada de lipídios (40%) sendo os fosfolipídios os mais
importantes. Ela possui as seguintes funções: transporte de solutos, produção
de energia por transporte de elétricos e fosforilação oxidativa, biossíntese,
duplicação do DNA, e secreção. Além dos componentes citoplasmáticos, as
principais estruturas são:

• Membrana Citoplasmática: estrutura de aproximadamente 8nm de


espessura que forma uma barreira separando o meio interno do externo. É
uma dupla camada de fosfolípidos, com proteínas importantes (na
permeabilidade a nutrientes e outras substâncias, defesa, e na cadeia
respiratória e produção de energia).

• Parede Celular: é uma estrutura complexa composta por peptidoglicanos,


polímeros de carboidratos ligados a proteínas como a mureína, com funções
protetoras. A parede celular é o alvo de muitos antibióticos. Ela contém em
algumas espécies infecciosas a endotóxina lipopolissacarídeo (LPS) uma
substância que leva a reação excessiva do sistema imunitário, podendo
causar choque séptico.

• A cápsula é restrita a uma camada que fica ligada a parede celular como um
revestimento externo de extensão limitada e estrutura definida. A camada,
encontrada, sobretudo nas arqueobactérias, é composta de proteínas ou
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glicoproteínas ligadas à parede. Parece ser responsável pela sustentação da


célula em bactérias que não possuem um peptideoglicano verdadeiro.

• Nucleóide: não é um verdadeiro núcleo, já que não está delimitado do resto


da célula por membrana lípidica própria. O nucleóide consiste em uma única
grande molécula de DNA com proteínas associadas. O seu tamanho varia de
espécie para espécie.

• Flagelos: Confere movimento à célula, composta de um filamento protéico


chamado de flagelina. Os flagelos são classificados em monotríquios,
anfitríqueos, peritríquios, lofotríquios de acordo com sua localização na
bactéria. Nem todas as bactérias possuem flagelos.

• Pili: são microfibrilas protéicas que se estendem da parede celular em


muitas espécies Gram-negativas. Têm funções de ancoramento da bactéria
ao seu meio e são importantes na patogênese. Um tipo especial de pilus é o
pilus sexual, estrutura oca que serve para ligar duas bactérias, de modo a
trocarem plasmídeos.

• Plasmídeos: são pequenas moléculas circulares de DNA que coexistem com


o nucleóide. São comumente trocadas na "reprodução sexual" entre
bactérias. Os plasmídeos têm genes, incluindo frequentemente aqueles que
protegem a célula contra os antibióticos

1.2. CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS

Os vírus são parasitas intracelulares são agentes infecciosos acelulares,


que não possuem uma organização tão complexa quanto à de células, tendo
de fato uma estrutura bastante simples causadores de doenças em humanos,
animais ou plantas. Em humanos, são responsáveis por uma série de infecções
benignas, como gripes e verrugas, assim como podem ser causa de doenças
graves, como poliomielite, câncer e AIDS. Na forma extracelular, o vírus é uma
partícula submicroscópica, conhecida como virion ou partícula viral. Quando o
vírus penetra na célula hospedeira, inicia-se o estado intracelular, ocorrendo à
replicação viral. São os menores agentes infecciosos e possuem apenas um
tipo de ácido nucléico (DNA ou RNA), circundado por um envelope protéico,
denominado cápside ou capsídeo.
As partículas virais estão envolvidas na transferência do material
genético entre as células e na codificação de informações para sua
propagação. O genoma viral possui todas as informações necessárias para o
empacotamento do genoma, a liberação de uma célula, a sobrevivência em um
novo hospedeiro, a ligação, penetração e iniciação de um novo ciclo de
replicação. Os bacteriófagos são vírus que infectam bactérias. Na sua estrutura
possuem cabeça, cauda e fibras da cauda, que ancoram o bacteriófago na
célula hospedeira.
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É necessário dispor de informações sobre a estrutura dos vírus para sua


classificação e o estabelecimento de relações entre a estrutura e a função das
proteínas virais. Morfologicamente, os vírus podem se classificados em
icosaédricos, helicoidais e de estrutura complexa, sem simetria definida.
Quanto à composição química dos vírus, eles possuem proteínas virais, ácido
nucléico viral, envoltórios de lipídios e glicoproteínas virais.
Alguns agentes infecciosos apresentam algumas características gerais
dos vírus, mas por outro lado são estruturalmente mais simples. Duas dessas
entidades são as que assumem maior importância atualmente: viróides e
príons. Viróides são moléculas pequenas de RNA fita simples, circular, sem
nenhuma forma de capsídeo. Ele é completamente dependente das funções
celulares para sua replicação. Príons são constituídos apenas de um tipo de
proteína e não contém ácido nucléico. Causam doenças neurodegenerativas,
fatais, de progressão lenta.

1.3. CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS FUNGOS

Os fungos apresentam um conjunto de características que permitem sua


diferenciação das plantas: não sintetizam pigmentos fotossintéticos, não têm
celulose na parede celular, exceto alguns fungos aquáticos, e não armazena
amido como substância de reserva.
São organismos eucarióticos, e todas as células que os compõem
possuem pelo menos um núcleo e uma membrana nuclear, retículo
endoplasmático, mitocôndrias e aparelho secretor. Sendo dimórficos, podem
assumir a forma de leveduras mononucleares ou multinucleares, como os
fungos filamentosos ou bolores e os cogumelos (fungos macroscópicos). Sua
dispersão na natureza é feita por várias vias: animais, homem, insetos, água e,
principalmente, pelo ar atmosférico, através dos ventos. Possuem em sua
estrutura:
• Organelas Citoplasmáticas: ribossomos, mitocôndrias, retículo
endoplasmático, aparelho de Golgi, lomassomos.

• Membrana Citoplasmática: Atua como uma barreira semipermeável, no


transporte ativo e passivo dos materiais, para dentro e para fora da célula,
sendo constituída de uma porção hidrofóbica e uma porção hidrofílica,
apolar e polar, respectivamente.

• Núcleo: Apresenta características típicas de uma célula eucariótica. Possui


tamanho reduzido e uma menor quantidade de DNA. Contém histonas, que
são proteínas básicas, associadas ao DNA cromossomal.

• Parede Celular: mantém a homeostase da célula fúngica. É responsável pela


sua fixação às células hospedeiras, e libera antígenos que estimulam a
produção de anticorpos. É constituída de carboidratos, polissacarídeos,
lipídios e glicoproteínas.
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2. REPLICAÇÂO E GENÉTICA

2.1. REPLICAÇÂO E GENÉTICA DAS BACTÉRIAS

O produto de alterações no seu material genético de todo organismo


vivo é o componente principal do processo de evolução biológica. Estas
informações estão contidas em moléculas de DNA e RNA. A unidade de
replicação do DNA é o replicon, que contém um sítio origem capaz de
replicação autônoma.

A replicação tem origem no gene Ori C, onde as fitas de DNA se separam.


As proteínas de replicação formam um complexo chamado primossomo. Há
duas forquilhas em cromossomos circulares que se replicam em forma
bidirecional. A replicação do DNA é semiconservativa, isto é, uma fita do DNA
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parental é conservada durante o processo de replicação, enquanto a fita


complementar é sintetizada novamente.

A molécula de DNA geralmente é de dupla fita circular, altamente


empacotado e dobrado para se manter dentro da célula. Seu empacotamento
está em torno do eixo central formando uma estrutura conhecida por
supercoiled (superenrolada), que favorece a união de certas enzimas
replicativas, como as DNA girases e as topoisomerases.

Os elementos celulares implicados na Genética Bacteriana são:


Cromossomo Bacteriano, Plasmídios, Pili F e Ribossomos. A síntese de DNA em
uma fita é descontínua, enquanto que na outra é contínua. Ambas as fitas são
sintetizadas em sentido 5’→3’, mas a fita que está sendo sintetizada em
sentido 3’→5’o faz em fragmentos conhecidos como fragmentos de Okasaki, os
quais são unidos por um ligase.

As bactérias se reproduzem “sexualmente” por conjugação (transferência


do material genético duma bactéria para outra) e, a seguir, continuam o seu
ciclo de reprodução assexuada. A forma mais importante de reprodução –
porque pode ter a forma de “produção em massa” - é a assexuada, por fissão
binária ou simples divisão celular, em que uma célula replica o seu material
genético e se divide em duas células-filhas, com as mesmas características da
célula-mãe (a menos que ocorra algum erro na replicação, acarretando assim
em uma mutação-alteração aleatória do código genético), com o
desenvolvimento de uma parede celular transversal.

As mutações podem ser variações fenotípicas ou genotípicas, que


alteram sua seqüência de nucleotídeos, e se classificam em pontuais
(puntiformes), por inserção, por deleção ou por transposição. variações
genéticas durante este processo, através da transdução (transferência de
material genético de um virus ou de outra bactéria através de um vírus, como
os bacteriófagos) ou por recombinação e mutação.

As maneiras que podem ocorrer à mutação são:


- Espontâneas: erros de transcrição e influência ambientais. Ocorrências
raras (109 por geração para um gene em particular);
- Induzidas: raios X, superóxidos e outros;
- Pontos quentes: áreas do DNA sensíveis a mutação;
- Mutações pontuais/revertentes/supressora.

A transferência gênica entre bactérias pode ser por:


- Transformação: O DNA livre no meio é tomado pela célula, resultando em
alterações genotípicas.
- Transdução: O DNA bacteriano é transferido entre células mediado por um
vírus. Pode ser generalizada – qualquer gene pode ser transduzido- ou
especializada – genes bacterianos localizados próximos ao sítio de inserção do
DNA viral.
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- Conjugação: Mecanismo de transferência de informações gênicas que requer


contato entre as células.
- Utilização de plasmídios: Dividida em quatro etapas: união específica doador-
receptor (contato efetivo), preparação para a transferência do DNA
(mobilização), transferência do DNA e formação do Plasmídeo funcional
replicativo no receptor.

2.2. REPLICAÇÂO E GENÉTICA DOS VÍRUS

Os vírus multiplicam-se apenas em células vivas. A célula hospedeira


deve fornecer a energia e a maquinaria de síntese, bem como os precursores
de baixo peso molecular para síntese de proteínas e ácidos nucléicos virais.
Possuem um genoma que varia de 4 até 200 genes. São sujeitos a mutações,
recombinações e regulações gênicas. As mudanças genéticas nos vírus podem
ser por mutação ou replicação. As variações por mutação podem ocorrer por
três mecanismos, sendo que os dois primeiros mecanismos atuam em todos os
vírus:
1) efeitos mutagênicos físicos (luz UV e raios-X),
2) comportamento natural dos ácidos nucléicos e
3) através da falha das enzimas no momento da replicação viral.

Como ocorre a multiplicação viral:


1) Adsorção: Os vírus ligam-se a superfície celular através de receptores
específicos ou não.
2) Endocitose: Ocorre logo após a ligação do vírus na membrana celular,
através de invaginações em volta da partícula viral.
3) Desnudação: Há a remoção do envelope protéico pela ação de
enzimas existentes nos lisossomos. Liberação do ácido nucléico viral.
4) Transcrição: Síntese de RNAm através da utilização de mecanismos
biossintéticos celulares. Possui duas fases: precoce - transcrição das
polimerases virais e tardia - transcrição das proteínas estruturais. A tradução
acontece após a síntese, quando o RNAm liga-se aos ribossomos celulares que
sintetizam as proteínas virais. Esse processo pode ser no núcleo para vírus DNA
ou no citoplasma para vírus RNA.
5) Replicação, montagem e liberação: Processo onde o genoma viral da
origem a novos genomas acoplados à proteína viral. Alguns vírus DNA
replicam-se no núcleo celular. Vírus RNA multiplicam-se no citoplasma, salvo os
retrovírus. Entre replicação e montagem tem a maturação. Após a maturação,
o ácido nucléico é unido às proteínas estruturais. Em vírus envelopado a
montagem termina quando ele é liberado para o meio. Nenhuma proteína
celular é adicionada ao virion. Os vírus são liberados através de brotamento
pela membrana plasmática. Há a lise celular.

Algumas cepas são sujeitas a reversões. As mutações em cepas vacinais


são a principal ferramenta no desenvolvimento de vacinas atenuadas. As
variações por recombinação (assortment) ocorrem quando dois vírus de cepas
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diferentes infectam a mesma célula e há interação entre os genes. Existem


dois mecanismos de recombinação:
1) Assortment independente: Ocorre em vírus com o genoma
segmentado. Vírus que segmentam seu genoma durante a multiplicação. São
rearranjados aleatoriamente. Entre vírus de mamíferos podem gerar uma nova
cepa viral.
2) Ligação Incompleta: Ocorre entre genes do mesmo genoma, são
chamados de genes
ligados. Em vírus DNA ocorre através da quebra e remontagem. Em vírus RNA
ocorre como cópia e troca pela polimerase.

2.3. REPLICAÇÂO E GENÉTICA DOS FUNGOS

Os fungos se desenvolvem em meios especiais de cultivo formando


colônias de dois tipos: leveduriformes e filamentosas. As colônias filamentosas,
características dos bolores, podem ser algodonosas, aveludadas, pulverulentas,
com os mais variados tipos de pigmentação. Esses organismos são constituídos
fundamentalmente por elementos multicelulares, em forma de tubos - as hifas
– que podem ser contínuas não-septadas ou (cenocíticas) ou septadas.

Ao conjunto de hifas dá-se o nome de micélio. O micélio que se


desenvolve no interior do substrato, funcionando também como elemento de
sustentação e de absorção dos nutrientes, é chamado micélio vegetativo, esse
micélio vegetativo dos fungos filamentosos pode diferenciar-se em
determinados pontos e formar o micélio reprodutivo, onde são formados os
esporos, também formados de propágulos, e que podem ter origem sexuada ou
assexuada

As colônias filamentosas, características dos bolores, podem ser


algodonosas, aveludadas, pulverulentas, com os mais variados tipos de
pigmentação. Esses organismos são constituídos fundamentalmente por
elementos multicelulares, em forma de tubos - as hifas – que podem ser
contínuas não-septadas ou (cenocíticas) ou septadas.

Os esporos sexuais são produzidos pela união de um núcleo haplóide de


uma célula doadora para uma receptora, formando um núcleo zigoto diplóide,
e com posterior meiose para formação de núcleos haplóides, que podem ser
recombinantes genéticos. Após meiose, formam-se quatro a oito esporos no
interior de um asco, os ascoporos. Após meiose, formam-se geralmente quatro
esporos sobre a superfície de um basídio, em forma de clava, os basidiosporos.

Os esporos assexuais são produzidos por mitose e subseqüente divisão


celular. Os principais tipos de esporos assexuais são os conídios e os
esporangiosporos. Os conídios são uni ou multicelulares não fechados em
bolsa, produzidos em cadeia na extremidade do conidióforo. Os
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esporangiosporos formam-se dentro de uma bolsa (esporângio) na extremidade


de uma hifa aérea (esporangióforo).

3. DIAGNÓSTICO

3.1. BACTÉRIAS

Com o isolamento bacteriano em meios nutritivos e seletivos, podem ser


feitas as provas sorológicas e bioquímicas como diagnóstico. A sorologia
consiste na detecção de anticorpos específicos. Permite um diagnóstico rápido
e específico. Já os exames bioquímicos fundamentam-se em pesquisa de
enzimas estruturais, importantes no metabolismo do microorganismo; em
pesquisa de produtos metabólicos e catabólicos e na sensibilidade a diversos
compostos.

A coloração de Gram é a mais útil no laboratório de microbiologia. É o


método de coloração diferencial mais utilizado em exames diretos ao
microscópio de amostras clinicas e de colônias bacterianas devido ao seu largo
espectro de coloração. Pela coloração de Gram dividem-se as bactérias em dois
grandes grupos: Gram-positivas e Gram-negativas. Os primeiros retêm o
corante cristal violeta devido ao aumento na quantidade de ácido teicóico e
diminuição da permeabilidade da parede celular aos solventes orgânicos, por
conterem menos lipídeos na parede células. Em bactérias Gram-negativas, que
permitem a descoloração, observa-se a perda do cristal violeta, corando-se
com o corante de fundo.

O diagnóstico das infecções bacterianas pode ser realizado por diversos


procedimentos. O diagnóstico de certeza é realizado pelo isolamento e pela
identificação do agente bacteriano a partir de materiais clínicos colhidos
adequadamente do sítio de infecção, conhecido normalmente como exame
bacteriológico ou cultura.
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3.2. DIAGNÓSTICO DE VÍRUS

O diagnóstico de vírus pode ser dividido em dois métodos: o diagnóstico


viral e o diagnóstico sorológico. O isolamento do vírus é o método tradicional
que oferece melhores resultados. Porém, tem como inconveniente obrigar o
uso de grande variedade de sistemas celulares e de só fornecer resultados
depois de um período de tempo relativamente longo. Faz-se o isolamento,
normalmente, em culturas celulares primárias, culturas celulares diplóides e
culturas de linhagens contínuas, heteroplóides, que podem ser subcultivadas
indefinidamente.

A sorologia envolve a pesquisa de anticorpos do tipo IgM e IgG, no soro


de pacientes, servindo para o diagnóstico de infecções primárias e
secundárias. Essa detecção de anticorpos podem ser por ELISA,
imunofluorescência indireta e direta, teste de neutralização, teste de fixação do
complemento e teste da hematoaglutinação, sendo estes três últimos pouco
utilizados devido à dificuldade de execução.

O diagnóstico por sorologia pode ser utilizado para o diagnóstico de


infecção aguda ou para a determinação do estado imune a vírus específicos.
Os testes sorológicos em geral identificam IgG no soro do paciente. Pode-se
ainda identificar uma infecção aguda pela pesquisa de anticorpos IgM que, em
geral, só estão presentes em infecções recentes. Várias técnicas podem ser
empregadas, e as mais utilizadas são: fixação do complemento, inibição da
hemaglutinação e da hemadsorção, neutralização, gel-eletroforese, hemólise
radial, ensaio imunoenzimático, radioimunoensaio e pesquisa de IgM.

O diagnóstico viral serve para elucidar processos patológicos com


sintomas e sinais confundíveis, diferenciar a fase da doença, diagnosticar
doença congênita, avaliar prognóstico de doença, avaliar eficácia da
terapêutica e suspensão da mesma, avaliar a imunidade específica adquirida
ou induzida.

3.2. DIAGNÓSTICO DE FUNGOS

Os fungos patogênicos são diagnosticados inicialmente pela sua


morfologia através de microscopia óptica, pois é uma forma de identificação
rápida e sensível permitindo sua identificação em muitas ocasiões. O cultivo
em meio Agar Sabouraund suprido por diversos antibióticos é demorado,
levando algumas semanas até meses para se obter a forma filamentosa
infectante. O exame microscópico direto do material clínico é técnica de baixo
custo, eficaz e reprodutível, exigindo, porém, profissional técnico bem treinado.
As preparações, nesse caso, não são duradouras.
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A simplicidade da preparação da microscopia, onde se utiliza o KOH a


10% a 20%, acrescido de tinta Parker 51 (Nankim) permanente, na proporção
de 2:1 e aquecimento discreto, faz com que esse método seja de grande valia
para observação da maioria dos fungos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

TRABULSI, L.R.;ALTERTHUM, F. Microbiologia. 5. ed. São Paulo: Atheneu, 2008.


760 p.

JAWETZ, E.; MELNICK, J.; ADELBERG, E. Microbiologia Médica. 22. ed. Rio de
Janeiro: McGraw-Hill, 2005. 653 p.

Slides preparados pelo professor Weber Batista.