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Ministério da Educação

Departamento de Avaliação Prospectiva e Planeamento

AS TECNOLOGIAS
DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO:
UTILIZAÇÃO PELOS PROFESSORES
JACINTA PAIVA

Lisboa, 2002

Ministério da Educaçao
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

AS TECNOLOGIAS
DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO:
UTILIZAÇÃO PELOS PROFESSORES

Documento elaborado por:


- Jacinta Paiva

Biblioteca Nacional - Catalogação na Publicação

Paiva, Jacinta

As Tecnologias de Informação e
Comunicação: Utilização pelos
Professores
ISBN

CDU

AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO
E COMUNICAÇÃO: UTILIZAÇÃO PELOS PROFESSORES
Colecção: Tecnologias da Informação e da Comunicação
1.ª Edição: de 2002
Tiragem: 2500 exemplares
ISBN
Depósito legal n.º
Capa: Francisco V. da Silva
Arranjo gráfico: Agostinho Lima
Execução Gráfica:

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

Índice

1 NOTA PRÉVIA...................................................................................................... 5

2 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 6

3 VANTAGENS DO USO DAS TIC NO ENSINO ...................................................... 7

3.1 USO DAS TIC NAS ESCOLAS PORTUGUESAS: ALGUNS NÚMEROS...... 9

3.2 NECESSIDADE DE UM ESTUDO ..............................................................12

4 ESTUDO REALIZADO ......................................................................................... 13

4.1 DESCRIÇÃO DO ESTUDO.......................................................................13

4.2 RESULTADOS ............................................................................................16

5 CONCLUSÕES MAIS IMPORTANTES ................................................................. 21

6 MUDANÇAS E PERSPECTIVAS PARA O USO DAS TIC NA ESCOLA ................. 47

7 ANEXO – QUESTIONÁRIO USADO NO ESTUDO............................................... 51

8 BIBLIOGRAFIA................................................................................................... 58

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

1 Nota prévia

A presente publicação é da responsabilidade do Programa


Nónio Século XXI, sedeado no Departamento de Avaliação
Prospectiva e Planeamento (DAPP) do Ministério da Educação (ME),
e surge na sequência de anteriores publicações, resultantes de
outros levantamentos estatísticos sobre as tecnologias de
informação e comunicação (TIC) nas escolas básicas e secundárias
e em estabelecimentos de ensino superior que formam para a
docência.

Todas estas publicações têm em comum um objectivo de


base: conhecer a realidade das TIC em Portugal e as respectivas
envolvências, para melhor implementar estratégias e planos de
acção que conduzam a uma Escola cada vez mais em sintonia
com as realidades do nosso tempo. As referidas publicações estão
disponíveis em:
http://www.dapp.min-edu.pt/nonio/docum/document.htm

O presente trabalho só foi possível graças ao apoio


institucional e logístico do Programa Nónio Século XXI – DAPP, em
particular do seu director, Dr. António Fazendeiro e da
coordenadora da equipa Nónio, Dra. Ida Brandão. Fundamental foi,
também, a colaboração da Direcção de Serviços de Estatística e
da Direcção de Estudos e Planeamento do DAPP. Igualmente
importante foi o apoio do Centro de Competência Softciências e
do Grupo de Ensino e História das Ciências do Centro de Física
Computacional da Universidade de Coimbra, nas pessoas dos
Professores Doutores Jaime Carvalho e Silva, João Paiva e Carlos
Fiolhais. A todas estas instituições e pessoas o nosso agradecimento.

Este estudo só deu frutos devido à colaboração dos 19337


professores que, a nível nacional, responderam ao nosso repto e
preencheram o questionário, que lhe serviu de base. A todos esses
professores o nosso obrigado também. Com o seu contributo
poderemos construir uma Escola cada vez melhor e mais adaptada
às novas realidades do processo de ensino e aprendizagem, que se
prendem com a necessidade de incremento do uso das TIC.

A coordenadora do estudo
Jacinta Paiva

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

2 Introdução

Em Portugal, muitos passos foram dados, nos últimos anos, quer


no apetrechamento das escolas em hardware, quer na formação
em TIC dos nossos professores. Temos, porém, a noção do longo
caminho que há ainda a percorrer para que a integração das TIC
seja verdadeiramente transversal nos currículos e feita de forma
sistemática e planeada, em vez de pontual e espontânea.

Partimos do princípio que o uso das TIC em contexto educativo


é hoje uma mais valia para os professores delas entusiastas, em
comparação com aqueles que ainda lhes resistem. É, por isso,
necessário conhecer o que sentem e praticam os professores
relativamente às TIC no ensino. Este é o grande objectivo deste
trabalho. Pretendemos conhecer de forma quantificada como os
professores portugueses usam (ou não usam) as TIC em benefício
próprio e, principalmente, dos seus alunos.

Abordaremos, de forma sucinta, as vantagens do uso das TIC


no ensino em geral.

Apresentamos os procedimentos que tivemos em conta para


lançar o estudo de campo baseado num questionário preenchido
por professores. A descrição do estudo será breve, deixando lugar
privilegiado aos resultados e às principais conclusões.

As análises e conclusões aqui apresentadas referem-se ao ano


lectivo de 2001/2002 e correspondem às respostas de 19337
professores de uma amostra de 26707 professores de 2499 escolas
de todas as tipologias e de todos os níveis de ensino à excepção do
superior, das redes pública e privada, de Portugal Continental. Note-
se a excelente taxa de resposta obtida neste estudo: 72,4% para os
professores e 74,2% para as escolas. Estes números revelam, sem
dúvida, o empenho dos professores na resposta ao questionário que
lhes foi apresentado.

Para esta publicação seleccionámos as tabelas e gráficos


mais representativos dos resultados e das principais conclusões.
Visámos permitir, à comunidade educativa em geral, uma leitura
acessível deste documento, centrada no essencial.
A descrição e os resultados pormenorizados de todo o
trabalho desenvolvido, podem ser consultados em:
http://www.dapp.min-edu.pt/nonio/docum/document.htm

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

Relativamente às TIC e à sua implementação nas escolas,


deixamos uma nota final. Não basta achar que algo é bom: é
preciso teorizar, passar à prática e, mais ainda, é necessário medir,
avaliar. Só avaliando podemos seleccionar as melhores ferramentas
e metodologias e promover o progresso. (PERRATON, 2000).

Estamos convictos de que este trabalho, ao revelar de forma


objectiva o panorama actual da utilização das TIC por parte dos
professores, poderá contribuir para uma mais eficaz e abrangente
utilização da “nova máquina” ao serviço do Homem. É de notar, a
este propósito, a pertinência extrema da anterior publicação
(NÓNIO, 2002), que revela um exaustivo e cuidado trabalho de
pensar o ensino e as TIC de uma forma integrada, envolvendo todos
os intervenientes no processo educativo.

3 Vantagens do uso das TIC no ensino

O objectivo desta secção não é o de fazer uma reflexão


aprofundada do uso das TIC nas escolas. Esta problemática, aliás,
tende, em certo sentido, a esgotar-se, porquanto o computador e
as TIC estão inexoravelmente presentes no nosso quotidiano e nas
nossas actividades e são, regra geral, sinónimo de qualidade de
vida.

Uma escola que não recorra, ou melhor, que não integre os


novos meios informáticos, corre o risco de se tornar obsoleta. Como
diz Adell (ADELL,1997): “As tecnologias de informação e
comunicação não são mais uma ferramenta didáctica ao serviço
dos professores e alunos... elas são e estão no mundo onde crescem
os jovens que ensinamos...”.

Neste estudo, ao falarmos de TIC no ensino, estamos a


considerar duas vertentes:
– O contexto pessoal, isto é, a forma como professores e
alunos usam o computador como pessoas individuais e não
ligadas pela relação pedagógica.

– O contexto educativo, disciplinar ou não, em que há


interacção directa do professor com os alunos e com a
“máquina”. Aqui se inclui, igualmente, a relação
pedagógica professor/aluno fora da sala de aula, que

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

pode ocorrer nos mais variados contextos, incluindo


comunicação electrónica com a família dos alunos.
No contexto pessoal, as vantagens dos computadores
prendem-se com o ganho de tempo na execução de tarefas
rotineiras (tais como preparar testes, elaborar fichas, realizar
trabalhos de casa, fazer pesquisas, tratar dados, fotografia digital e
imagem, trocar informação via e-mail, etc.), bem como com a
possibilidade de formação a distância, participação em trabalhos e
experiências conjuntas à escala nacional e internacional, etc.

No contexto educativo, são de referir, entre outras vantagens,


a interacção diferenciada que o professor pode estabelecer com
os seus alunos quando recorre a software específico, a pesquisa on-
line dirigida, a possibilidade de comunicação por e-mail para tirar
dúvidas, enviar ficheiros, conversar com os encarregados de
educação, etc.

Enumeramos na Tabela I algumas aplicações das TIC no ensino


e algumas actividades que, com elas, os alunos podem realizar. Na
Tabela II apresentamos possíveis contextos educativos de utilização
das aplicações TIC e respectivas actividades, a desenvolver na
escola.

Aplicações das TIC Actividades realizadas


Processador de texto (Word, Produção e edição de informação
Publisher, etc.)
Programas gráficos / de desenho Produção de informação em forma
gráfica / Actividades artísticas
Folha de cálculo (Excel, SPSS, Organização e gestão de informação
etc.)
Multimédia / CD-ROM Consulta e pesquisa de informação
E-mail Comunicação e intercâmbio em rede
Internet (www) Consulta e pesquisa de informação
Software pedagógico Simulações / Jogos
Software de aquisição de dados Recolha e tratamento de dados em
ciências

Tabela I – Algumas aplicações das TIC e respectivas actividades a desenvolver com


os alunos.

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Contextos de utilização das TIC


Disciplinar
Trabalho de projecto / Área-escola
Apoio pedagógico
Apoio a alunos com necessidades
educativas especiais
Clubes / Núcleos
Trabalhos de casa
Aulas laboratoriais

Tabela II – Alguns contextos educativos do uso das aplicações TIC na escola.

É indiscutível a quantidade e diversidade de outras aplicações,


actividades e contextos do uso das TIC em situação escolar. Não
obstante o entusiasmo que é geralmente depositado no uso
pedagógico das TIC, convém dizer que elas não são, por si só, o
elixir para a construção da “nova escola”, mas apenas uma
importante variável entre as múltiplas envolvidas.

3.1 Uso das TIC nas escolas portuguesas: alguns números

Do parecer nº 2/98 do Conselho Nacional de Educação, sobre


a Sociedade de Informação na Escola, transcrevemos “A longo
prazo, as tecnologias da informação modificarão o papel do
pedagogo sem, contudo, atingir a sua centralidade e
essencialidade como conceptualizador de mensagens ou tutor de
pessoas. Será pelos professores e em torno dos professores, que
lenta e seguramente as TIC irão modificar, de forma visível e sensível,
os métodos de ensino praticados na escola...”. Ressalta que seria
ingénuo pensar que o uso em massa das TIC, nas nossas escolas, era
óbvio, imediato e de frutos espectaculares.

De facto, todos conhecemos, ou pelo menos intuímos, os


benefícios da sociedade de informação. Mas as barreiras para o
uso das TIC em contexto educativo são ainda muitas. Podemos
agrupá-las em duas classes: uma que se prende com o parque
informático das escolas e outra que tem a ver com os
constrangimentos do(s) agente(s) educativo(s). Ambas são passíveis
de constituir álibis perfeitos para tudo continuar “como dantes”, não
obstante assistirmos a um substancial apetrechamento em
equipamento informático das nossas escolas (NÓNIO, 2001).

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

Em relação à primeira dificuldade, centrada no hardware, a


maioria das escolas do país tem um razoável número de
computadores e periféricos ou está em vias disso, excepção feita
aos jardins-de-infância. No caso das escolas do 1º ciclo, que
dependem das autarquias, em termos de instalações e
manutenção dos equipamentos, o processo está em marcha, pois a
maior parte dos protocolos (por exemplo com: o Ministério da
Ciência e Tecnologia, as autarquias, os estabelecimentos do ensino
superior), foi executada no sentido do apetrechamento das escolas
com pelo menos um computador e ligação à Internet. Os jardins-
de-infância não estão cobertos, de momento, por nenhuma
medida sistemática e generalizada de apetrechamento em
hardware, não se prevendo quando tal acontecerá.

Mas a quantidade de meios nada nos diz sobre o que se faz


com eles, do que está a mudar na Escola e nas práticas lectivas. É
então preciso ir acompanhando o processo para que ele não seja
só burocrático, ficando pelos números, mas chegue àqueles que
urge beneficiar: os alunos, pela promoção dos professores.

Passemos em revista alguns dados sobre recursos informáticos


nas escolas de ensino não superior de Portugal Continental (Tabela
III, abaixo)

Total Natureza
Público Privado
Valor % Valor %
Alunos 1.710.036 1.400.86 81,9 309.175 18,1
1
Docentes 173.421 147.502 85,1 25.919 14,9
Pessoal não docente 80.863 56.032 69,3 24.831 30,7
Estabelecimentos de educação e 16.355 13.849 84,7 2.506 15,3
ensino
Computadores 77.083 59.684 77,4 17.399 22,6
Computadores com ligação à 40.956 30.676 74,9 10.280 25,1
Internet

Tabela III - Número e distribuição percentual de alunos, docentes, pessoal não


docente, estabelecimentos de ensino (do pré-escolar ao secundário),
computadores e computadores com ligação à Internet, segundo a natureza dos
estabelecimentos de ensino (DAPP, Ano Escolar 2001/2002, valores provisórios).

Saliente-se que o acesso à Internet cresceu


exponencialmente nos últimos anos. Excluindo o ensino pré-escolar
metade dos computadores existentes nas escolas estão ligados à
Internet.

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

As redes locais também funcionam em mais de metade das


escolas portuguesas.

Quanto ao número total de computadores por aluno, com e


sem ligação à Internet veja-se a Tabela IV e o Gráfico 1.

Número de alunos
por computador por computador
( c/ Internet )
Total 22 42
Público 23 46
Pré-escolar 100 442
1.º Ciclo 33 59
2-º, 3.º Ciclos e secundário 19 38
Escolas profissionais 5 8
Privado 18 30
2.º, 3.º Ciclos e secundário (público e 19 38
privado)

Tabela IV - Número de alunos por computador e por computador com ligação à


Internet em estabelecimentos de ensino de Portugal Continental (DAPP, Ano
Escolar 2001/2002, valores provisórios).

500
442

400

300

200 ,

10 0
100
46 59
42 33 38 38
22 23 19 18 3 0 9
5 8
0
Total Públ i co (Total ) Pr é-escol ar 1.º Ci cl o 2º, 3.º Ci cl os e Escol as Pr i vado (Total ) 2.º, 3.º Ci cl os e
(Públ i co) (Públ i co) secundár i o pr of i ssi onai s secundár i o
(Públ i co) (Públ i co) (Públ i co e
Pr i vado)

por comput ador por computador ( c/ Internet )

Gráfico 1 – Número de alunos por computador em estabelecimentos de ensino


não superior (DAPP, dados provisórios de 2001/2002).

O rácio de computadores por aluno (Gráfico 1) tem vindo a


aumentar (em 2000 o rácio no 1º ciclo estimava-se em cerca de 56
alunos por computador e em 2001 de 33 alunos por computador;
em 2000, o rácio no 2º, 3º ciclos e ensino secundário, estimava-se

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

em cerca de 23 alunos por computador contra 19 alunos por


computador em 2001) e prevê-se que atinja valores de padrão
europeu (1 computador por 10 alunos), de forma generalizada, nos
próximos anos. Também outro tipo de periféricos se começa a
radicar em definitivo nas escolas.

É certo que os jardins-de-infância estão ainda longe deste


objectivo mas, por outro lado, há já um número razoável de escolas
com um excelente parque informático.

Um bom apetrechamento informático é inequivocamente


importante. Os valores apresentados são, pois, interessantes e
encorajadores. No entanto, como sabem os que estão no terreno,
ter não significa usar ou usar da melhor maneira. Exploraremos mais
esta ideia ao longo deste estudo.

3.2 Necessidade de um estudo

Para definir estratégias e estabelecer metas, é, portanto,


imprescindível conhecer o que fazemos com os equipamentos
existentes.

Independentemente de quaisquer enquadramentos sobre


teorias educativas, modelos sócio-políticos ou visões da escola,
nunca é de mais enfatizar a inevitabilidade do uso das TIC em
contexto educativo.

Usar as TIC na escola coloca em jogo dois intervenientes


principais, para além da “máquina”: o professor e o aluno (não
esquecendo os encarregados de educação e toda a envolvência
social). É de todos que depende o sucesso da missão educativa!

O que pensam, como fazem e que expectativas têm os nossos


professores e alunos são realidades não estudadas em larga escala
em Portugal. É uma dessas vertentes que este trabalho faz emergir,
a dos professores. A realidade dos alunos pretende-se que seja
objecto de um estudo a levar a cabo no próximo ano lectivo.

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

4 Estudo realizado

4.1 Descrição do estudo

O presente estudo tem por base um instrumento de notação


que visou conhecer a realidade subjacente à utilização das TIC nos
contextos pessoal e educativo pelo universo dos professores
portugueses de todos os níveis de ensino à excepção do superior. O
estudo foi feito por amostragem, uma vez que se trata de uma
população numerosa. Os dados foram recolhidos no decorrer do
ano lectivo de 2001/2002.

Descrevem-se seguidamente os principais objectivos tidos em


conta na estruturação e implementação do estudo:

– Conhecer qualitativa e quantitativamente o equipamento


informático de que os professores dispõem a título pessoal.

– Conhecer, de forma quantitativa, o uso do computador


pessoal feito pelo professor para realizar variadas tarefas,
especialmente as que se relacionam, de perto, com a sua
actividade docente.

– Inferir o modo como é feita a formação de professores


para o uso das TIC.

– Relacionar os objectivos anteriores com variáveis como:


sexo, idade, situação profissional, formação inicial, níveis
leccionados.

– Quantificar e tipificar os professores que usam as TIC na sua


prática lectiva.

– Qualificar e quantificar o uso e os formatos das TIC em


contexto educativo quer disciplinar quer transdisciplinar.

– Inferir das razões que levam à eventual não utilização das


TIC em contexto educativo.

– Inferir da qualidade do uso das TIC em contexto educativo.

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

– Reconhecer os aspectos das TIC nos quais os professores


sentem maiores necessidades de formação.

– Inferir as possibilidades de incrementar o uso dessas


tecnologias em contexto educativo.

– Generalizar os resultados à totalidade do universo.

– Definir ou redefinir outros objectivos para estudos


complementares a este.

Definidos que foram os objectivos passámos à formulação das


questões a incluir no questionário (ver anexo, pág. 51). Este começa
com um conjunto de questões de carácter geral tais como: sexo,
idade, situação profissional, formação inicial, níveis leccionados e
grupo disciplinar. Seguem-se as questões de carácter específico.

A explicitação dos conceitos subjacentes à formulação das


questões e suas modalidades de resposta, pode consultar-se em
http://www.dapp.min-edu.pt/nonio/docum/document.htm, (Anexo
2). De referir que o questionário foi impresso em papel verde com o
objectivo de ser facilmente identificável pelos professores.

O universo donde partimos e para o qual pretendemos


generalizar conclusões é o conjunto de todos os professores de
Portugal Continental, de todos os níveis de ensino, à excepção do
superior, colocados em estabelecimentos das redes pública e
privada, no ano lectivo de 2001/2002.

Ao universo das escolas em Portugal Continental associámos o


Índice de Desenvolvimento Social (IDS)1 respeitante ao concelho de
localização de cada escola de forma a tornar a amostra
representativa do país. O universo dos professores fica então
definido por tipologia de escola e por IDS como consta da Tabela V.

1 IDS é um índice de desenvolvimento composto pelos seguintes índices: esperança


de vida à nascença, nível educacional e conforto e saneamento. É definido por
concelho e apresenta quatro graus. Os diferentes graus de IDS para Portugal
continental encontram-se representados no cartograma 1 (Anexo 3), em:
http://www.dapp.minedu.pt/nonio/docum/document.htm,

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

Tipologi Nº de Nº de IDS1 % IDS2 % IDS3 % IDS4 %


a escolas/ docentes no no no no
tipologia / uni uni uni un
do tipologia ver ver ver iv
universo do so so so ers
universo o
JI 5683 11920 477 4 2622 22 5126 43 3814 32
EB1 8343 31963 1598 5 7671 24 13424 42 9589 30
EB1,2 7 259 0 0 80 31 114 44 65 25
EB1/JI 32 440 0 0 0 0 334 76 106 24
EB2 30 1310 92 7 314 24 590 45 328 25
EB2,3 596 45108 1353 3 7668 17 19396 43 17141 38
EB23/ES 82 6396 1023 16 2686 42 1727 27 895 14
EB3 4 160 0 0 0 0 62 39 98 61
EBI 48 2506 200 8 551 22 1253 50 476 19
EBI/JI 20 1125 34 3 281 25 191 17 630 56
EBM 365 800 112 14 352 44 328 41 16 2
EP 203 6486 389 6 1686 26 2140 33 2335 36
ES 66 8171 163 2 1307 16 2370 29 4331 53
ES/EB3 324 38434 769 2 6149 16 14989 39 16527 43
ESA 3 412 0 0 0 0 0 0 412 10
0
OUTRO 357 14267 285 2 1712 12 4137 29 8132 57
Total 16463 169757 6496 4 33083 19 66183 39 64894 38

Tabela V – Distribuição do universo dos professores/tipologia de escola/IDS (dados


do DAPP relativos a 2001/2002).

As referências da coluna da esquerda, na Tabela V, correspondem a designações


de escolas conforme o(s) nível(eis) de ensino nelas leccionados e, usam em
associação as seguintes letras que significam, respectivamente:
E – Escola;
B – Básica;
JI – Jardim-de-infância;
S – Secundária;
I – Integrada;
M – Mediatizada;
P – Profissional;
A – Artística.
Os números 1, 2 e 3 correspondem respectivamente a: 1º, 2º e 3º ciclos do Ensino
Básico.

Daqui extraímos a amostra com que trabalhámos: 26707


professores, distribuídos por 2499 escolas das diferentes tipologias e
dos diferentes níveis de IDS. O desenho final da amostra consta da
Tabela VI, a seguir.

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

Tipologia Nº de escolas Nº de IDS1 % IDS2 % IDS3 % IDS4 %


da amostra docentes a
inquirir
JI 863 1788 73 4 385 22 761 43 569 32
EB1 1251 4794 226 5 1127 24 2016 42 1426 30
EB1,2 4 39 0 0 12 31 17 44 10 25
EB1/JI 5 66 0 0 0 0 50 76 16 24
EB2 5 197 13 7 47 24 88 45 48 25
EB2,3 92 6766 180 3 1143 17 2883 43 2559 38
EB2,3/ES 13 959 153 16 404 42 263 27 139 14
EB3 2 24 0 0 0 0 9 39 15 61
EBI 7 376 30 8 84 22 190 50 72 19
EBI/JI 5 169 5 3 42 25 28 17 94 56
EBM 53 120 16 14 53 44 49 41 2 2
EP 35 973 55 6 251 26 317 33 351 36
ES 13 1226 18 2 196 16 361 29 650 53
ES/EB3 52 5765 113 2 908 16 2238 39 2507 43
ESA 1 62 0 0 0 0 0 0 62 100
OUTRO 98 2140 37 2 258 12 628 29 1217 57
Total 2499 25464** 919 4 4910 19 9898 39 9737 38

Tabela VI – Amostra final: distribuição do número de professores a inquirir por


tipologia de escola / IDS.

** Número corrigido para 26707 professores

Enviou-se, pelo correio, um pacote postal dirigido ao órgão de


gestão de cada uma das escolas ou sedes de agrupamento de
escolas da amostra. Cada envelope postal continha: questionários
numerados em número suficiente para os docentes da(s) escola(s)
a quem se dirigia, uma carta de apresentação onde constavam os
objectivos e os fundamentos do questionário bem como o prazo
limite de devolução dos mesmos depois de preenchidos pelos
professores da escola e/ou escola-sede e um envelope RSF
endereçado.

A recolha de informação decorreu formalmente no período


decorrido entre o dia 6 de Novembro de 2001 (data de expedição
dos questionários) e o dia 14 de Abril de 2002.

4.2 Resultados

Dos 26707 questionários enviados aos professores de 2499


escolas de todos os graus de ensino à excepção do ensino superior,

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

recebemos 19337 questionários - 72,4% da amostra, provenientes de


1855 escolas - 74,2% da amostra de escolas.

A partir dos resultados por questão2 caracterizámos a nossa


amostra como segue:

1. A amostra revelou-se maioritariamente do sexo feminino,


com 76,3% das respostas.

2. A faixa etária mais representada é a dos 36-45 anos (34%),


seguida de perto da dos 26-35 anos (31,5%), pelo que
65,5% dos inquiridos estão entre os 26 e 45 anos. Com 18-25
anos temos 7,7% e com mais de 56 anos 4%.

3. Os professores são em grande maioria profissionalizados –


89%.

4. Mais de metade adquiriu a sua formação inicial no ensino


superior universitário – 58%.

5. A distribuição dos professores por níveis de ensino é a


seguinte:
ƒ Pré-escolar – 7%
ƒ 1º ciclo – 22%
ƒ 2º ciclo – 18%
ƒ 3ºciclo/Sec – 53%.

Para a parte da amostra relativa ao 2º ciclo (18% do total) a


área disciplinar mais representada é a das Línguas/Humanidades
(35%) seguida quase em paralelo (22%) das áreas Educação
Visual/Educação Tecnológica (EV/ET), Ciências e Outros. Na parte
da amostra correspondente ao 3º ciclo/Sec (53% do total da
amostra), a maior representatividade vai para as Ciências (41%),
seguida das Línguas (28%). As Humanidades e a Informática
contribuem com 10% e 4% respectivamente.

2 Todos os gráficos e tabelas de frequência por questão que geraram a


caracterização aqui apresentada podem ser consultados mais pormenorizada-
mente em: http://www.dapp.min-edu.pt/nonio/docum/document.htm - item 2.3.2,
“Resultados por questão”.

17
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

6. A maioria dos professores tem equipamento informático


em casa:
ƒ Computador 3 – 88%
ƒ Impressora – 83%
ƒ Equipamento de ligação à Internet4 – 57%
ƒ Scanner – 43%
ƒ Gravador CD – 27%
ƒ DVD – 14%.

7. A iniciação à informática fez-se, para 49% dos inquiridos,


por auto-formação seguindo-se a ajuda de amigo ou
familiar (38%) e só em 3º lugar referem a frequência de
acções de formação ligadas ao Ministério da Educação
(32%). Para acções de formação não ligadas ao ME
obteve-se 18%.

8. No total, cerca de metade dos professores (50%)


frequentou acções de formação contínua em informática
(ligadas ou não ao ME). Destes a maioria afirma terem sido
positivas (62%), ou mesmo muito positivas (19,6%). As
acções frequentadas foram maioritariamente de âmbito
generalista (83%) e apenas 10% foram de âmbito
específico disciplinar e só 6% realizaram acções de âmbito
generalista e específico da sua disciplina.

9. 91% dos professores usam computador. Destes 11,6% usam-


no raramente, 34,5% só processam texto e 52,7% usam-no
para realizar múltiplas tarefas.

10. Cerca de metade dos professores (48%) diz que passa


entre 0 a 3 h por semana ao computador, 23% passam 3 a
5 h, 16% passam entre 5 a 10h e apenas 13% passam mais
de 10h por semana5.

3 A percentagem de computadores na população portuguesa em geral era de 27%


em 2000 (INE, 2001) e em 2001 esta percentagem subiu para 39% (MATA, 2002).

4 A percentagem de equipamentos de ligação à Internet na população portuguesa


em geral era de 22% em 2000 (INE, 2001) e em 2001 subiu para 30% (MATA, 2002).

5 Dos 27% de portugueses que tinham computador em 2000, 58% faziam dele uma
utilização média diária inferior a uma hora (INE, 2001).

18
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

11. Mais de metade dos professores usa a Internet (65%).


Destes a maioria (74%) fá-lo em casa e 45% na escola.

12. 44% dos inquiridos utilizam o e-mail. Destes 81% usam-no


para comunicar com amigos, 40% com
colegas/professores, 10% com alunos e 8% com a escola
(órgãos de gestão e serviços administrativos, etc.).

13. A maioria usa o computador para preparar aulas (81%).


94% destes usam-no para preparar fichas/testes, 54% para
pesquisar na Internet sobre a sua disciplina e, 20% para
fazer apresentações.

14. A maioria (74%) não utiliza o computador com os seus


alunos em sala de aula, em clubes ou em aulas de apoio.

15. Apenas 19% dos professores dizem ter utilizado o


computador com os seus alunos mais de quatro vezes, no
ano de 2001.

16. As aplicações das TIC mais usadas com alunos são:


ƒ Processador de texto – 32%
ƒ Internet – 23%
ƒ CD-ROM – 18% .

17. As actividades mais realizadas pelos alunos quando usam


as aplicações TIC são:
ƒ Consulta e pesquisa de informação – 28%
ƒ Produção e edição de informação – 26%
ƒ Actividades recreativas/jogos – 17%
ƒ Organização e gestão da informação – 10%.

18. Os contextos de utilização das aplicações TIC mais


representados são:
ƒ Disciplinar – 32%
ƒ Trabalho de Projecto/Área-Escola – 22,2%
ƒ Clubes/Núcleos – 8,6%.

19
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

19. Atitude dos professores face ao uso das TIC em contexto


educativo:
ƒ 78% consideram que as TIC os ajudam a encontrar
mais e melhor informação para a sua prática lectiva.
ƒ 65% consideram que as TIC tornam mais fáceis as suas
rotinas de professor.
ƒ Cerca de metade (51%) diz ter recebido formação em
TIC e conhece as suas potencialidades, mas por outro
lado 68% consideram que estas lhes exigem novas
competências na sala de aula.
ƒ 47% dizem que encontram informação na Internet
para a sua disciplina.
ƒ 62% reconhecem que as TIC tornam as aulas mais
motivadoras para os alunos, 52% que as TIC encorajam
os alunos a trabalhar em colaboração e 72% que
ajudam os alunos a adquirir conhecimentos novos e
efectivos.
ƒ 49% dos professores consideram que, em muitos casos,
os alunos dominam melhor o computador do que eles.
ƒ As opiniões dividem-se no que respeita ao facto de
não conhecerem a fundo as vantagens pedagógicas
do uso das TIC nas suas aulas: 40% dizem não
conhecer e 38% dizem conhecer. Mas mais de metade
(55%) diz estar motivado para usar as TIC com os
alunos.
ƒ As opiniões voltam a dividir-se no que respeita às
condições disponíveis na escola para usar os
computadores: 42% acham que existem e 37% acham
que não existem. Contudo, a maioria (64%) considera
que a escola tem uma atitude positiva quanto ao uso
das TIC.

20. Dos inquiridos apenas 14% dizem nada saber sobre as TIC e
98% consideram que necessitam de mais formação,
nomeadamente em:
ƒ Software pedagógico – 46%
ƒ Programas Gráficos/Desenho – 40%
ƒ Internet – 36%

20
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

ƒ Folha de cálculo – 32%


ƒ Processador de texto – 18%.

21. Os maiores obstáculos, na escola, para a integração das


TIC são:
ƒ Falta de meios técnicos (computadores/sala, etc.) –
43%
ƒ Falta de recursos humanos – 29%
ƒ Falta de formação específica para a integração das
TIC junto dos alunos – 20%
ƒ Falta de motivação dos professores – 10%
ƒ Falta de software e recursos digitais apropriados – 7%.

5 Conclusões mais importantes

Muitas ilações podem ser retiradas deste estudo. As questões


em relação às quais procurámos conclusões foram as seguintes:

– Como utiliza o professor as TIC, a nível pessoal?

– Como utiliza o professor as TIC na preparação da sua


actividade docente?

– Como utiliza o professor as TIC directamente com os


alunos?

– Que dificuldades, constrangimentos e expectativas têm os


professores no contexto da utilização pedagógica das TIC.

Estabelecemos 12 conclusões principais, remetendo para a


versão integral deste trabalho as análises mais pormenorizadas6.
Seguem-se as referidas conclusões:

6 Remetemos em particular para os itens 2.3.4 e 2.3.5 do documento, já referido e


disponível em: http://www.dapp.min-edu.pt/nonio/docum/document.htm

21
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

1. A amostra estudada apresenta as seguintes características:

1.1. É maioritariamente feminina (Gráfico 2).


% 100

80
76

60

40

20 24

0
Masculino Feminino

Gráfico 2 – Distribuição dos professores da amostra pela variável sexo.

1.2. A faixa etária dos 18 aos 35 anos está mais


representada no terceiro ciclo e secundário do que
nos outros níveis de ensino. No primeiro ciclo a
população docente está mais concentrada na faixa
etária dos 46 aos 55 anos (Gráfico 3)

Gráfico 3 – Distribuição dos professores da amostra por idade e por níveis


de ensino.

22
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

1.3. Os professores são na sua grande maioria


profissionalizados (89%) (Gráfico 4) e mais de
metade fez a sua formação inicial no ensino superior
universitário (58%) (Gráfico 5).

% 100

89
80

60

40

20

0 7 5
Profissionalizado Em estágio
N. profissionalizado

Gráfico 4 – Distribuição dos professores da amostra por situação


profissional.

% 100

80

60
58

40

20 22
20

0
E.Sup.Universitário Outra situação
I.Politécnico-ESE

Gráfico 5 – Distribuição dos professores da amostra pela formação inicial.

23
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

2. A grande maioria dos professores (88%) possui computador


pessoal e bastantes periféricos, sendo residual a
percentagem de professores que têm computador e dele
não fazem uso (Gráficos 6 e 7).

% 100

88
80 83

60
57

40 43

27
20
14
12
0
Não tem comp. Impressora Scanner Gravador CD´s
Computador Equip.lig.Net DVD

Gráfico 6 – Equipamento informático pessoal dos professores da amostra.

Horas / Semana

% 100 + de 10 h
23
5-10 h
16
80 3-5 h
23 75
0-3 h
60
0h
23

40

21
20

11
0
Sim Não

Gráfico 7 – Questão “Tem computador pessoal?” em função do número de


horas/semana de trabalho com computador.

3. 91% dos professores usam o computador como ferramenta


pessoal de trabalho e, destes, 53% usam-no bastante para
realizar múltiplas tarefas. 16% dos professores despendem
entre 5 a 10 h de trabalho semanal com o computador,
13% mais de 10 h semanais de utilização e os restantes
menos de 3 horas semanais (Gráfico 8). É curioso comparar
estes dados com os dados do INE (2001) referidos na
página 18 (nota 5) que sugerem que dos 27% de
portugueses que tinham computador (um em cada

24
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

quatro), 58% faziam dele uma utilização média diária


inferior a uma hora.

% 100

80

60

40
35

20 23
16
13 13
0
0h 3-5 h + de 10 h
0-3 h 5-10 h

Gráfico 8 – Distribuição dos professores da amostra pelo número de horas


semanais de utilização do computador para tarefas pessoais.

4. A utilização do computador para fins pessoais depende da


idade, do sexo e dos níveis leccionados.

4.1. Os homens usam mais o computador para realizar


múltiplas tarefas (Gráfico 9).

% 100 Uso bastante o


70 42
computador

80 Uso computador
apenas para
nom
processar texto
60 nom
36 Raramente uso
o computador
40
Não trabalho com
19 o computador
20 12 nom

6 10
0
Masculino Feminino

Gráfico 9 – Distribuição da forma como os professores da amostra usam o


computador por género.

25
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

4.2. São os professores mais jovens que usam o


computador pessoal para realizar múltiplas tarefas
(Gráfico 10).

% 100
78 61 45 32 25
Uso bastante o

computador

80
. só par
Uso comp.
33 processar texto
33
60 Raramente uso
37
computador

40 18
30 Não trabalho
18 com o computado

20 17
25
11 17
6
0 7

18-25 26-35 36-45 46-55 + de 56

Gráfico 10 – Distribuição da forma como os professores da amostra usam o


computador por idade.

4.3. São os professores do terceiro ciclo e secundário


que mais usam o computador para fins pessoais
(Gráfico 11).

% 100 Uso bastante o


27 32 47 59
computador
80
Uso comp. só par
33 processar texto
31
60
Raramente uso
32
computador
40
22 32
19 Não trabalho
Com o computador
20
19 12
17
0 9
Pré-escolar 2º ciclo
1º ciclo 3º ciclo+Sec

Gráfico 11 – Distribuição da forma como os professores da amostra usam o


computador por níveis de ensino.

26
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

4.4. São os professores estagiários que mais utilizam o


computador para realizar múltiplas tarefas (Gráfico
12).

% 100 Uso bastante o


46 67 82
computador

80
Uso o computador só

para processar texto


60
Raramente uso o
34
computador
40
Não trabalho com o
21
computador
20 12
15
7
9
0
Profissionalizado N. profissionalizado Em estágio

Gráfico 12 – Distribuição da forma como os professores da amostra usam o


computador por situação profissional.

4.5. São os professores com formação universitária que


mais usam o computador para fins pessoais e para
realizar múltiplas tarefas (Gráfico 13).

% 100 Uso bastante o


56 48 31
computador

80
Uso o computador só

30 para processar texto


60
Raramente uso o
30
computador
40 33
20
Não trabalho com

computador
20 13
19
6
8
0
E. Sup. Univ. I.Politécnico Outra situação

Gráfico 13 – Distribuição da forma como os professores da amostra usam o


computador por formação inicial.

27
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

5. A Internet e o e-mail são bastante usados pelos professores


(65% a Internet e 44% o e-mail) (Gráficos 14 e 15).

% 100

80

60

48
40
35
29
20

8
0
Não usa Internet Sim, em casa Sim, na Escola Sim, noutros locais

Gráfico 14 – Modo como os professores da amostra usam a Internet .

% 100

80

60
56

40
36

20
18
15

0
Não usa Com Com Com Com Outras
e-mail alunos amigos colegas a escola situações

Gráfico 15 – Modo como os professores da amostra usam o e-mail.

28
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

5.1. A Internet é mais usada por professores do sexo


masculino (Gráfico 16).

Feminino
42,5%

Masculino
57,5%

Gráfico 16 – Utilização da Internet pelos professores da amostra, em função


do género.

5.2. A Internet é usada com frequência para preparar


aulas, principalmente no 3º ciclo e no ensino
secundário (Gráfico 17).

% 100 6 6 Outra situação


19 8
8 12
19 Power Point
80 26
8 30
14 Pesquisas na Net
44
60
20 48 Elaboração de
48
fichas e/ou testes
40
40
Não uso computador
20 24 para preparar aulas

11
0
Pré-escolar 1º ciclo 2º ciclo 3º ciclo+Sec

Gráfico 17 – Distribuição da utilização do computador para preparar aulas


por níveis de ensino.

29
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

5.3. Há uma forte utilização doméstica da Internet: dos


65% de professores que a usa, 74% fá-lo em casa e
45% na escola.

5.4. O e-mail é usado por 44% dos professores da


amostra e destes com grande prevalência por
professores do sexo masculino (Gráfico 18).

% 100 Outras situações


18 9
Com a escola
12
80
18 25 Com colegas

60 Com amigos
32

50 Com alunos
40
Não usa email

20 23

0
Masculino Feminino

Gráfico 18 – Distribuição da forma como os professores da amostra


comunicam por e-mail pelo género.

5.5. Os professores usam muitíssimo pouco o e-mail com


os alunos (apenas 9,7% dos 44% dos professores que
usa e-mail o faz) sendo de 40% a percentagem de
utilizadores de e-mail entre colegas e só de 8% para
comunicação com a escola.

6. Os professores usam bastante o computador na


preparação de aulas (81%), excepção feita aos do ensino
pré-escolar. Esta utilização incide, em particular, na
elaboração de fichas ou testes e na pesquisa na Internet
de assuntos relacionados com a disciplina.

30
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

6.1. A utilização de programas de apresentação como o


Power Point é escassa (16%). Este valor inclui os
professores de informática (Gráfico 19).

Gráfico 19 – Distribuição das finalidades com que os professores da amostra


usam o computador para preparar aulas.

7. A auto-formação ainda é a maior fatia do modo como é


feita a iniciação ao uso das TIC (49%) (Gráfico 20).

Gráfico 20 – Distribuição da forma como os professores da amostra fizeram


a sua iniciação na informática.

31
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

7.1. A auto-formação está relacionada com utilizações,


em quantidade e qualidade, do computador, no
ensino (Gráficos 21, 22, 23 e 24).
Utilização do computador para realizar
múltiplas tarefas

Gráfico 21- Utilização do computador para realizar múltiplas tarefas versus


auto-formação.

% 100

80

60
60
Uso da Internet

40
40

20

0
não sim

Gráfico 22 – Uso da Internet versus auto-formação.

32
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

% 100

80
Uso do e-mail

60 64

40
36

20

0
não sim

Gráfico 23 – Uso do e-mail versus auto-formação.

% 100

80
preparação de fichas e/ou testes
Utilização de computadores na

60
57

40 43

20

0
não sim

Gráfico 24 - Uso do computador na preparação de fichas e/ou testes


versus auto-formação.

33
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

7.2. Quem mais recorre às acções de formação do ME


são os professores do 1º ciclo (Gráfico 25).

Pré-escolar
3º ciclo+Sec
20,1%
25,7%

1º ciclo
2º ciclo
29,8%
24,5%

Gráfico 25 – Distribuição, por níveis de ensino, dos professores da amostra


que fizeram acções de formação ligadas ao Ministério da Educação.

7.3. Regra geral, os professores que frequentaram


acções de formação sobre computadores fazem
delas um balanço positivo. Destes, a maioria afirma
terem sido positivas (62%), ou mesmo muito positivas
(19,6%).

7.4. Parece haver poucas acções de formação em


âmbitos específicos das respectivas disciplinas. De
facto e para os 52% dos professores da amostra que
realizaram acções de formação, as acções
frequentadas foram maioritariamente de âmbito
generalista (83%): apenas 10% foram de âmbito
específico disciplinar e 6% de âmbito generalista e
específico da sua disciplina.

34
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

8. 26% dos professores usam o computador com os seus


alunos, dentro e fora da sala de aula.

8.1. Destes 26%, são os professores do 1º ciclo (42%) os


que mais utilizam o computador em contexto
educativo, seguidos dos do 3º ciclo/secundário com
24% (Gráfico 26).

%% 100

80

60

40 42

20 24
17
15

0
Pré-escolar 1º ciclo 2º ciclo 3º ciclo+Sec

Gráfico 26 – Distribuição dos professores da amostra que utilizam o


computador em contexto educativo por níveis leccionados.

8.2. O Gráfico 27, adiante, resulta de uma análise


multivariada (análise factorial) entre diferentes
questões. Este tipo de análise produz gráficos de
natureza qualitativa que permitem estabelecer
relações entre variáveis. Tais relações são
particularmente interessantes num estudo deste
género, no qual, para além da quantificação, é
importante também a relação das variáveis entre si.

35
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

Quando associamos as respostas dadas às questões:


“Utiliza o computador com alunos em actividades
lectivas?”, “Quantas horas por semana trabalha
pessoalmente com o computador?” e “Usa
bastante o computador para realizar múltiplas
tarefas?”, com os níveis leccionados, podemos
estabelecer algumas relações entre estas variáveis7.
Inferimos, por exemplo, que um baixo número de
horas de trabalho com o computador está
relacionado com a não realização de múltiplas
tarefas.
Também o sim a “Usa bastante o computador para
realizar múltiplas tarefas?” está mais relacionado
com os professores que leccionam 3º ciclo e ensino
secundário (3/S) do que com os de qualquer outro
nível de ensino (Gráfico 27).

“Utiliza o
computador com
alunos em
actividades
lectivas?”
“Quantas horas por
semana trabalha
pessoalmente com
o computador?”
“Usa bastante o
computador para
realizar múltiplas
tarefas?” e
“Níveis de ensino
leccionados”.

Gráfico 27 – Relação entra as variáveis:

7
Estes gráficos têm uma interpretação baseada na relação de proximidade entre
marcas (marcas coloridas relativas às diferentes variáveis em jogo).

36
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

8.3. Os professores do sexo masculino utilizam


ligeiramente mais o computador em contexto
educativo (Gráfico 28).
% 100

80

60

40

32

20 24

0
Masculino Feminino

Gráfico 28 – Distribuição do uso do computador, em interacção directa


com os alunos em função do género.

8.4. A idade parece não ser factor determinante na


utilização do computador em contexto educativo,
excepção feita aos professores com idades
superiores a 56 anos.

8.5. Há uma ligeira predominância do uso do


computador em contexto educativo por professores
estagiários e não profissionalizados (Gráfico 29).
% 100

80

60

40

33
31
20 25

0
Profissionalizado N. profissionalizado Em estágio

Gráfico 29 – Distribuição da uso do computador, em interacção directa


com os alunos em função da variável situação profissional.

37
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

8.6. Os professores que mais usam o computador em


contexto educativo são os que tiveram auto-
formação ou frequentaram acções de formação
(Gráfico 30).
Utilize o computador em interacção
directa com os alunos

Gráfico 30 – Distribuição do uso do computador, em interacção directa


com os alunos em função do modo de iniciação à informática.

9. As aplicações, actividades e contextos do uso das TIC


podem dizer muito sobre a qualidade da utilização em
contexto educativo e a preparação do professor para essa
utilização.

9.1. As aplicações TIC mais utilizadas em todos os níveis


de ensino (menos no pré-escolar, onde prepondera
o software de processamento de imagem) são o
processador de texto e a Internet, seguidas do
software pedagógico (Gráfico 31).

% 100 6 Outra aplicação


14 13
25 13
Software aquisição dados laboratoriais
80 14 22
21 Software pedagógico

16 Internet
60 20
16
14 e-mail
15
40 25 Multimédia/CD-ROM
10 9
35
30 9 Folha de cálculo
20 23
18 Prog.gráficos/desenho

0 Processador de texto
Pré-escolar 1º ciclo 2º ciclo 3º ciclo+Sec

Gráfico 31 – Distribuição dos tipos de aplicações informáticas usadas pelos


alunos em contexto educativo por níveis de ensino.

38
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

9.2. Os tipos de actividades realizadas relacionam-se


com as aplicações TIC e são a consulta e pesquisa
de informação, a produção e edição de
informação e as actividades recreativas/jogos
(Gráfico 32).

% 100
6 Outra actividade
13
31 16 10
Recreativa/jogos
62
80 8
Recolha/Trat. dados
9 13
Organiz. informação
60 6 33 32
21 Consulta / Pesquisa

40 Comunicação em rede

31 6 Prod. de informação
28
20 25
7
13
0
Pré-esc. 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo+Sec

Gráfico 32 – Distribuição dos tipos de actividades realizadas pelos alunos


quando usam TIC em contexto educativo por níveis de ensino.

9.3. Os contextos onde mais se utilizam as aplicações TIC


referidas são, o disciplinar e o trabalho de projecto
seguidos dos clubes e núcleos (Gráfico 33).

% 100 6 Outro contexto


16
18 15 13
Clubes/Núcleos
80 16
8
16 7 Apoio a alunos com NEE
26
60 36 31
25 APA

40 45 Trabalho de projecto/Área-escola

33 33 Disciplinar
20
20

10
0
Pré-escolar 1º ciclo 2º ciclo 3º ciclo+Sec

Gráfico 33 – Distribuição dos contextos escolares de utilização das TIC pelos


alunos por níveis de ensino.

39
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

10. Os professores, quase sem excepção, manifestam


vontades e necessidades de formação, mais ou menos
distribuídas por todas as aplicações informáticas, para
todos os níveis de ensino e para todas as idades, de uma
forma equitativa (Gráficos 34 e 35).

Internet

e-mail

Pré-esc. 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo+Sec

Gráfico 34 – Distribuição das necessidades de formação em TIC por níveis


de ensino.

Internet

e-mail

Gráfico 35 - Distribuição das necessidades de formação em TIC pela idade.

40
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

11. Os professores referem, em geral, atitudes mais positivas do


que negativas face às TIC (Gráficos 36 e 37).

11.1. 94% dos professores da amostra gostariam de saber


mais sobre o uso das TIC em contexto educativo.

11.2. 78% acham que as TIC os ajudam na sua prática


lectiva.

Gráfico 36 – Atitudes positivas face às TIC.

11.3. 68% dos professores sentem que o uso das TIC lhes
exige novas competências e, muitos deles, revelam
conhecer mal as vantagens das TIC em contexto
educativo.

41
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

11.4. 49% dos professores entendem que os alunos


dominam melhor os computadores do que eles
próprios.

Gráfico 37 - Atitudes negativas face às TIC.

11.5. Os professores do sexo feminino tendem a ter mais


atitudes negativas face às TIC (Gráfico 38).

Gráfico 38 – Distribuição das atitudes negativas face às TIC pelo género.

42
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

11.6. Para a maioria dos professores (43%), o obstáculo


mais forte à implementação das TIC no contexto
educativo é a falta de meios técnicos. 29% dos
professores apontam a falta de recursos humanos
como obstáculo maior para a implementação das
TIC.

12. Qualidade da utilização.

12.1. Este estudo possui a virtude de ter inquirido muitos


professores e, como tal, obtido números
generalizáveis e fiáveis. Mas, ficam por avaliar
muitas nuances sobre a qualidade da utilização das
TIC em contexto educativo, por parte dos
professores.

12.2. Como vimos atrás, os professores do primeiro ciclo


(nível de ensino que mais usa o computador em
contexto educativo) e pré-escolar apresentam
baixas utilizações do computador a nível pessoal e
para preparação de aulas. Estas relações não se
podem no entanto deduzir do gráfico 39, abaixo.
Porém, dele se infere, a relação dos professores do
3º C/S com as múltiplas utilizações pessoais do
computador, a elaboração de fichas e testes e a
posse de computador pessoal.

Usa computador
com alunos em
actividades lectivas?
Elabora fichas e testes
no computador?
Usa bastante o
computador?
Tem computador?
Níveis de ensino
leccionados.

Gráfico 39 - Análise multivariada das variáveis:

43
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

Estas 12 conclusões expressam alguns aspectos importantes,


sendo de realçar, no nosso ponto de vista, algumas preocupações
mas, também, algumas notas de optimismo. Assim:

É verdade que se utiliza pouco o computador em contexto


educativo e que há indícios de que a sua utilização não seja a mais
sistemática, planificada e pedagogicamente cuidada.

– No ensino pré-escolar utiliza-se muito pouco as TIC em


contexto educativo podendo tal facto dever-se à limitação
do parque informático.

– Nos 2º e 3º ciclos e ensino secundário era desejável que o


uso do computador, em contexto educativo, fosse mais
frequente. Se descontarmos os professores de informática, a
percentagem de professores destes níveis rondará os 20%.

– Poderá dizer-se que um esforço de formação significativo


faria inflectir a situação. Atente-se no facto dos professores
do primeiro ciclo serem os que mais acções de formação
do ME realizam (gráfico 25) e, em simultâneo, os que mais
utilizam o computador em contexto educativo. Porém, essa
formação não leva estes professores a uma maior utilização
pessoal, a um maior número de horas de utilização e à
franca utilização do computador para preparar aulas. Por
outro lado, os professores que se iniciaram na informática
por auto-formação, tipicamente mais jovens, utilizam o
computador com mais frequência e qualidade.

44
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

Desconhece tudo que


se relaciona com as
TIC?
Teve auto-formação?
Frequentou acções
de formação do
Ministério da
Educação?
Usa o computador
com os alunos em
contexto educativo?
Níveis de ensino
leccionados?.

Gráfico 40 - Análise multivariada das variáveis:

Do gráfico 40 infere-se que a auto-formação em informática se


aplica mais ao terceiro ciclo e ao secundário, cujos professores são,
como vimos, quem mais usa o computador para preparar as suas
actividades lectivas, quem faz dele um uso pessoal diversificado e
quem mais horas trabalha, com ele, por semana. De salientar que a
relação entre a frequência de acções de formação em TIC
promovidas pelo Ministério da Educação e a leccionação do
primeiro ciclo, não é evidente a partir da análise do gráfico 40.

– A não realização de acções de formação do ME, em TIC,


está relacionada preferencialmente com os professores do
2º ciclo. Era importante, a este propósito, reflectir sobre as
modalidades de formação existentes para os diferentes
níveis de ensino, nesta área. Igualmente de ponderar seriam
as motivações para a realização destas acções por parte
dos professores, o seu âmbito e cobertura.

– A relação entre o “sim” ao desconhecimento das TIC e os


diferentes níveis de ensino é difícil de concluir a partir deste
gráfico, havendo uma aparente proximidade desta
variável, com o ensino pré-escolar.

– Embora os professores usem, com alguma frequência, os


computadores e, em particular a Internet, é muito fraco o

45
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

uso de e-mail com alunos (apenas 10% em 44% da amostra).


Ou seja, pode adivinhar-se uma utilização do computador
ainda descentrada do aluno e da sua família.

– Como notas positivas, enaltecemos, em particular, a


excelente taxa de resposta a este questionário. Com efeito,
mais de 70% dos professores responderam o que, de alguma
forma, revela interesse pelo assunto. O grande uso das TIC
por parte dos professores mais novos e, em particular, dos
professores estagiários é, também, um sinal de confiança. A
utilização quase generalizada, pelos professores, das
modernas ferramentas de comunicação, Internet e e-mail é,
também, um bom indicador. A utilização intensa de
computadores no primeiro ciclo é, também, uma nota
positiva, em consonância com o razoável parque
informático naquele nível de ensino. São igualmente
encorajadoras as atitudes dos professores em relação a
alguns aspectos das TIC no ensino: a maioria dos professores
enfrenta positivamente estes desafios (Gráfico 26) e
reconhece a necessidade de formação e apoio para a sua
promoção na utilização das TIC. Esta predisposição positiva
face às novas tecnologias é condição fundamental de
aquisição de competências básicas em TIC e de mudanças
reais no terreno escolar.

Muitas destas conclusões poderão ser reforçadas com


questionários mais pormenorizados e/ou entrevistas para uma
amostra mais reduzida de professores.

Percebemos que a utilização das TIC não se limita às questões


de natureza educativa, mas ultrapassa-as na dinâmica da
sociedade e na organização do Estado. Trata-se de uma
problemática transversal que não se limita a números, seja de
computadores, de utilização ou mesmo de acções de formação. A
mudança da situação é um imperativo nacional e europeu.

Sabemos que a existência de um bom parque informático na


escola não implica a sua utilização discernida e sistemática.
Verificamos que uma formação acrescida não implica
obrigatoriamente muita qualidade na utilização das TIC. Estas ideias
são corroboradas por outros estudos e documentos,
particularmente o manual “Estratégias para a Acção – As TIC na
Educação” (NÓNIO, 2002).

46
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

6. Mudanças e perspectivas para o uso das TIC


na Escola

Pensamos que se devem manter alguns “padrões clássicos” de


educação, que passam pela manutenção de aulas com questões,
pela elaboração de testes, de trabalhos de casa, pelo uso de
manuais escolares, mas tudo isso conjugado com o uso sistemático
do computador.

Não se trata de criar tudo de novo à custa das TIC, mas de


inovar as formas de concretizar os objectivos estabelecidos. As aulas
continuarão a ser de pergunta/resposta mas quem responde às
dúvidas é o aluno com a ajuda da Internet, os trabalhos de casa
poderão ser reforçados individualmente quando enviados e
corrigidos por e-mail, as dúvidas poderão ser “tiradas” à hora
marcada com apoio complementar à distância: a relação
professor/aluno pode ser reforçada quando a família do aluno
comunica com o professor por e-mail.

Abrem-se portas à concretização de um manancial de


procedimentos que um professor “clássico” conhecia mas que, sem
recurso às TIC, dificilmente conseguiria gerir e rentabilizar com
proveito próprio e dos seus alunos. A formação dos professores no
domínio das TIC, como é notório, revela-se como uma autêntica
urgência. Ainda que não seja certo que mais oportunidades de
formação correspondam a maior entusiasmo dos professores, há
que oferecer um vasto e variado conjunto de acções de formação
de qualidade no domínio das TIC a toda a comunidade de
professores. Como sugere Atinkson, para termos professores
empenhados e despertos, devemos incluir, no seu programa de
formação, as novas tecnologias, em dois sentidos: no sentido de
valorizar as pedagogias clássicas e no sentido de os fazer entender
que as TIC não são antagonistas dos métodos tradicionais, mas
antes os dois se interpotenciam (ATINKSON, 1997).

Poderemos ser acusados de centrar quase em exclusivo no


professor a melhor ou pior implementação das TIC na Escola. Seria
simplista fazê-lo e, a este propósito, citamos Lawson e Comber que
consideram o problema da inclusão das TIC nos currículos
dependente, para além do professor, de três factores: da existência

47
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

de coordenadores de TIC na Escola e do seu papel; da atitude da


gestão das escolas face à prioridade dada às TIC em detrimento de
outras áreas e, finalmente, da infra-estrutura informática da própria
escola (LAWSON & COMBER, 1999).

Resumimos também, segundo Wild um conjunto de


dificuldades que podem levar ao não uso das TIC em contexto
educativo e que nos parece, no caso da escola portuguesa,
aplicável e actual (WILD, 1996).

1 – Falta de oportunidades para usar os computadores


regularmente, criando uma continuidade pedagogicamente
benéfica.

2 – O facto de muitos alunos de estratos sócio-económicos


baixos não possuírem computador. Este dado é relevante em
Portugal pois, se repararmos nos números (citados em 3, página 19)
sobre a percentagem de computadores na população portuguesa
em geral, esta era de 39% em 2001 (MATA, 2002).

3 – Recursos informáticos escassos na escola (em Portugal, é o


caso do ensino pré-escolar).

4 – Stress do professor.

5 – Falta de segurança e confiança para usar as TIC.

6 – Falta de conhecimento sobre o verdadeiro impacto do uso


das TIC em contexto educativo.

7 – Poucas experiências com TIC na formação de professores


quer inicial quer durante a actividade (WILD, 1996).

A formação de professores é uma área muito sensível e


“cúmplice” da problemática deste estudo. São os próprios
propósitos do Estado português, em coerência com as políticas
europeias, que enfatizam este aspecto. De novo do parecer nº2 /98
do Conselho Nacional de Educação, sobre a Sociedade de
Informação, afirma, a este propósito: “...A preparação dos
professores para o uso apropriado das TIC (Tecnologias de
Informação e Comunicação) no processo pedagógico assume
assim a maior importância e urgência. Importa eliminar o paradoxo
de o grupo profissional responsável pela preparação da juventude

48
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

de hoje para o século XXI resistir à tecnologia do século XXI. Tal


resulta, em grande parte, de não terem os professores recebido o
treino adequado para integrar estas tecnologias no ensino.”

A International Society for Technology in Education (ISTE)


recomendava em 1992 que todos os professores deveriam estar ou
ser preparados nas seguintes áreas:

a) Conceitos e operações básicas em informática. Os


professores deveriam usar o computador e periféricos,
saber gerar e manipular dados, etc.

b) Uso de tecnologia aos níveis pessoal e profissional. Os


professores deveriam usar as novas tecnologias para
comunicar, colaborar, fazer pesquisas e resolver problemas.

c) Aplicação das novas tecnologias em contexto educativo.


Os professores deveriam usar computadores e TIC para
apoiar a instrução na sua área e no seu nível (CZERNIAK, C.
et al. 1999).

Para atingir metas como estas, ou similares, são necessárias


reformas que nem sempre surtem os resultados desejados. Estas
situações acontecem porque, regra geral, as reformas são
realizadas de cima para baixo, não tendo em conta, na maior parte
dos casos, determinados factores tais como o que esperam e em
que acreditam os professores acerca do uso das TIC nas escolas. Se
partirmos do ponto de vista do sujeito em quem se vai operar a
mudança então, esta, tornar-se-á efectiva (CZERNIAK, C. et al.
1999).

Estamos absolutamente em sintonia com esta forma de


encarar a formação de professores e talvez a devamos pensar mais
na perspectiva de “um bolo de necessidades específicas”: da
escola, dos alunos e dos professores. Teremos, com certeza, maiores
probabilidades de sucesso, pois partimos de baixo para cima, do
aluno concreto, do professor concreto, da escola concreta, para
introduzir as mudanças possíveis nessa matéria-prima específica.

Cornu e Marzin vão mais longe e preconizam uma mudança


mais radical: que as TIC sejam incluídas verdadeiramente no ensino
dos alunos universitários (e não apenas na componente didáctica
dos cursos) para se tornarem ainda mais efectivas. Desta forma os

49
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

futuros professores reproduziriam, na sua maneira de ensinar, a


forma como foram ensinados (CORNU e MARZIN, 1999).

Este aspecto revela-se importante pois, se os professores não


são informados, não contactam e não experimentam as
potencialidades das TIC, dificilmente se irão sentir atraídos por este
mundo. Este aspecto leva-nos a preconizar uma formação em TIC
conjugada uma formação científica na área disciplinar, ou seja um
“dois em um”. Nada melhor do que aprender a tecnologia com
exemplos de situações conhecidas da prática lectiva de cada
professor.

É hoje um facto que noções como continuidade, estabilidade,


estratégia de longo prazo e abrangência das medidas, são
essenciais a projectos que envolvam a introdução das TIC na
Escola. A realidade das TIC assim pensada já está presente no novo
ensino e na aprendizagem. A prová-lo referimos novamente o
documento “Estratégias para a acção - As TIC na educação”
(NÓNIO, 2002) que deve, a este propósito, merecer uma leitura
atenta.

50
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

7. Anexo – Questionário usado no estudo

QUESTIONÁRIO
As questões que se seguem são de resposta confidencial. Destinam-se a um estudo a nível
nacional sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no ensino. Este
estudo é realizado pelo Departamento de Avaliação Prospectiva e Planeamento do Ministério da
Educação, em colaboração com o Centro de Competência Nónio - Softciências, numa
perspectiva de prestar melhor apoio às escolas. A informação recolhida visa igualmente
responder a uma necessidade de dados desta natureza para a União Europeia.
Agradecemos desde já a sua colaboração! (tempo típico de preenchimento: ± 7 minutos)

A - Sexo:

1 : Masculino 2 : Feminino

B - Idade:

1 : 18-25 2 : 26-35 3 : 36-45 4 : 46-55 5 : + de 56

C - Situação profissional:

1 : Profissionalizado 2 : Não profissionalizado 3 : Em profissionalização

D - A sua formação inicial foi feita:

1 : No Ensino Superior Universitário

2 : Num Instituto Politécnico (Escola Superior de Educação)

3 : Outra situação

51
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

Nesta como noutras questões pode escolher mais do que uma opção

E - No presente ano lectivo lecciona níveis de:

1 : Não tenho componente lectiva (continue a responder a partir daqui reportando-se ao último
ano em que deu aulas e preencha, inclusive, na linha abaixo, os níveis que então
leccionou)

2 : Pré-escolar 3 : 1º ciclo

4 : 2º ciclo 5 : 3º ciclo ou equivalente 6 : Secundário ou equivalente

F - Código do Grupo disciplinar que lecciona (use um número da tabela abaixo, por
favor): __________

42 Pré-escolar 3º ciclo + secundário 24 Filosofia 38 Educação


Física
43 1º ciclo 11 Matemática 25 Geografia 39 Informática
44 Outro (escolas 12 Mecanotecnia 26 Biologia e 40 Música
profissionais, etc.) Geologia
2º ciclo 13 Electrotecnia 27 Mecanotecnia 41 Espanhol
1 Português e Estudos 14 Construção Civil 28 Electrotecnia
Sociais-História
2 Português e Francês 15 Física-Química 29 Secretariado
3 Português, Inglês e 16 30 Artes dos Tecidos
Química-Física
Alemão
4 Matemática e Ciências 17 Artes Visuais 31 Const. Civil e
da Natureza Madeiras
5 Educação Visual 18 Contabilidade e 32 Artes Gráficas
Administração
6 Educação Musical 19 Economia 33 Equipamento
7 Trabalhos Manuais 20 Português, Latim e Grego 34 Têxtil
masculinos
8 Trabalhos Manuais 21 Francês e Português 35 Horto-floricultura
femininos
9 Educação Física 22 Inglês e Alemão 36 Produção Vegetal
10 Educação Moral e 23 História 37 Ind. Al. Zoo
Religiosa

52
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

G - Características do seu equipamento informático pessoal:

1 : Não tenho computador 4 : Equipamento de ligação à Internet

2 : Computador 5 : Scanner

3 : Impressora 6 : DVD 7 : Gravador de CD’s

H - Como se fez a sua iniciação no mundo da informática?


1 : Ainda não se fez 5 : Tenho formação superior em informática ou afim

2 : Auto-formação 6 : Acções de formação ligadas ao Ministério da Educação

3 : Apoio de familiar/amigo(a) 7 : Outras acções de formação não contempladas em 6

4 : Durante o curso superior 8 : De outra forma

I - Se realizou acção(ões) de formação em informática que balanço faz dessa(s)


acção(ões) tendo em conta os efeitos que tiveram no uso das Tecnologias de
Informação e Comunicação (TIC) junto dos seus alunos?
1 : Não realizei nenhuma acção de formação em informática

2 : Muito positivo 3 : Positivo 4 : Pouco positivo 5 :Nada positivo

J - De que âmbito foi a maioria das acções de formação em informática que realizou?
1 : Não realizei nenhuma acção de formação em informática
2 : De âmbito generalista 3 : De âmbito específico da(s) minha(s) disciplina(s)

K - Como definiria a sua relação com o computador?


1 : Não trabalho com o computador

2 : Raramente uso o computador

3 : Uso o computador apenas para processar texto

4 : Uso bastante o computador para realizar múltiplas tarefas

5 : Outra situação

53
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

L - Quantas horas por semana passa ao computador:


1 : Zero horas 2 : De 0h a 3h 3 : De 3h a 5h 4 : De 5h a 10h 5 : Mais de 10h

M - Usa a Internet?
1 : Não 2 : Sim, em casa 3 : Sim, na escola 4 : Sim, noutros locais

N - Com quem comunica por e-mail?


1 : Não uso e-mail 4 : Com colegas professores (por razões profissionais)

2 : Com alunos 5 : Com a escola (órgão de gestão, serviços administrativos, etc.)

3 : Com amigos 6 : Outros

O - Na preparação das suas aulas com que fins usa o computador?


1 : Não uso o computador para preparar as minhas aulas

2 : Elaboração de fichas e/ou testes

3 : Pesquisas na Internet de assuntos da minha disciplina

4 : Apresentações audiovisuais (Power Point, etc.)

5 : Outra situação

P - Utiliza o computador em interacção directa com os alunos, no decorrer das suas


aulas e no âmbito da(s) disciplina(s) que lecciona?
1 : Sim 2 : Não

Q - Utiliza o computador em interacção directa com os alunos, fora do âmbito da


disciplina que lecciona (clubes, projectos, aulas de apoio, etc.)?
1 : Sim 2 : Não

R - No ano lectivo passado, quantas vezes usou o computador com os seus alunos?
1 : Zero 2 : Uma 3 : Duas 4 : Três 5 : Quatro ou mais 6 : Sempre

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

S - Indique que tipo(s) de aplicação(ões) informática(s) usa em interacção directa


com os seus alunos?
1 : Nenhuma 2 : Processador de texto (Word, Publisher, etc.)
3 : Programas gráficos/de desenho 4 : Folha de cálculo (Excel, SPSS, etc.)

5 : Multimédia/CD-ROM 6 : E-mail

7 : Internet 8 : Software pedagógico

9 : Software de aquisição de dados laboratoriais 10 : Outra

T - Indique o(s) tipo(s) de actividade que realiza com os seus alunos quando estes
utilizam as aplicações informáticas que referiu em S?
1 : Nenhuma 5 : Organização e gestão de informação

2 : Produção e edição de informação 6 : Recolha e tratamento de dados em ciências

3 : Comunicação e intercâmbio em rede 7 : Recreativa/jogos

4 : Consulta e pesquisa de informação 8 : Outra

U - Indique o(s) contexto(s) de utilização com os seus alunos das aplicações


informáticas que citou em S:

1 : Nenhum 2 : Disciplinar

3 : Trabalho projecto/Área-escola 4 : Apoio pedagógico acrescido

5 : Apoio a alunos com necessidades educativas especiais

6 : Clubes/Núcleos 7 : Outro

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

V - Quer use ou não as Tecnologias de Informação e Comunicação em contexto


educativo dentro ou fora do âmbito disciplinar, assinale, para as afirmações abaixo,
uma cruz (X) em “sim” ou “não”, consoante concorde ou discorde. Deixe em branco
as alternativas sobre as quais não tem opinião:

Afirmações Con- Dis-


cordo cordo
(Sim) (Não)
1 Gostaria de saber mais acerca das TIC (Tecnologias de Informação e
Comunicação).
2 Os computadores assustam-me!
3 As TIC ajudam-me a encontrar mais e melhor informação para a minha
prática lectiva.
4 Ao utilizar as TIC nas minhas aulas torno-as mais motivantes para os alunos.
5 Uso as TIC em meu benefício, mas não sei como ensinar os meus alunos a
usá-las.
6 Manuseio a informação muito melhor porque uso as TIC.
7 Acho que as TIC tornam mais fáceis as minhas rotinas de professor(a).
8 Penso que as TIC ajudam os meus alunos a adquirir conhecimentos novos e
efectivos.
9 Nunca recebi formação na área TIC e desconheço as potencialidades de que
disponho.
10 O uso das TIC, na sala de aula, exige-me novas competências como
professor(a).
11 Sinto-me apoiado(a) para usar as TIC.
12 Encontro pouca informação na Internet para a minha disciplina.
13 As TIC encorajam os meus alunos a trabalhar em colaboração.
14 A minha escola não dispõe de condições para usar o computador em
contexto educativo.
15 A minha escola tem uma atitude positiva relativamente ao uso das TIC.
16 Os meus alunos, em muitos casos, dominam os computadores melhor do
que eu.
17 Não me sinto motivado(a) para usar as TIC com os meus alunos.
18 Não conheço a fundo as vantagens pedagógicas do uso das TIC com os
meus alunos.

W - Pensando nas TIC ao serviço do ensino e aprendizagem, em que áreas necessita


de mais formação (indique, no máximo, três áreas)?
1 : Desconheço tudo o que se relaciona com as TIC 5 : Multimédia/CD-ROM

2 : Processador de texto (Word, Publisher, etc.) 6 : E-mail

3 : Programas gráficos/de desenho 7 : Internet

4 : Folha de cálculo (Excel, SPSS, etc.) 8 : Software pedagógico

9 : Software de aquisição de dados laboratoriais 10 : Não preciso de mais formação

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As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

X - No seu entender qual é, para a escola, o obstáculo mais difícil de ultrapassar no


que respeita a uma real integração das TIC no ensino e aprendizagem? (indique um e
um só)
1 : Falta de meios técnicos (computadores, salas, etc.)

2 : Falta de recursos humanos específicos para apoio do professor face às suas dúvidas de
informática (por exemplo, a existência de um técnico de informática ao serviço dos
professores).

3 : Falta de formação específica para a integração das TIC junto dos alunos

4 : Falta de software e recursos digitais apropriados

5 : Falta de motivação dos professores

6 : Outro

FIM
Ficamos-lhe gratos. Para observações/comentários enviar mensagem para jacinta@netcabo.pt.

57
As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos Professores

8. Bibliografia

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