1 INTRODUÇÃO Muito se estudam nos cursos jurídicos as escolas filosóficas do Direito.

No entanto, freqüentemente se despreza valioso sistema jurídico que vigiu no Ocidente Europeu, durante a Idade Média, o Direito Feudal. A omissão chega a ponto de a própria expressão Direito Feudal causar estranheza e curiosidade. Daí o objetivo dessas linhas: não se pretende, aqui, esgotar o tema, mas apenas estudar brevemente (porém sem menospre zar dados relevantes) os institutos jurídicos vigentes na época, com o escopo de pro porcionar uma visão mais clara e isenta acerca de em que realmente consistiu o Dir eito Feudal. Deve-se salientar que, apesar do que é propagado, a Idade Média não merece ser denomin ada "Idade das Trevas". É fato que não havia autonomia no desenvolvimento da pesquis a científica. No entanto, princípios e valores relevantes, aplicáveis ainda hodiername nte, surgiram naquele período, o que se pretende demonstrar aqui. Inicialmente, cumpre ressaltar que muitos historiadores do Direito (notadamente F. L. Ganshof (1) e Mário Curtis Giordani (2)) limitam o Direito Feudal ao conjunt o de normas costumeiras que regulavam as relações decorrentes do sistema feudal. Por outro lado, alguns doutrinadores ampliam o conceito para abranger todo o ord enamento jurídico vigente durante a Idade Média. R. C. Caenegem (3), Paulo Merêa (4) e Fátima Regina Fernandes (5) são representantes dessa segunda corrente, que consider a a expressão Direito Feudal com o sentido de Direito Medieval. Ensinam que, após a queda do Império Romano do Ocidente, tendo-se iniciado as invasões bárbaras, convivera m em toda a Europa, até meados do século XVIII, o Direito Feudal em sentido estrito, ora analisado, o direito germânico (dos povos bárbaros) e o ius commune (direito co mum), sendo que esse último compreendia o direito romano e o direito canônico. Notese que foi daí que se extraiu a expressão família romano-germânica, que caracteriza o co njunto de ordenamentos jurídicos nacionais que seguem a linha da Europa continenta l. De fato, o dualismo representado pela vigência concomitante dos sistemas jurídico s romano e germânico reflete o dualismo cultural advindo da convivência das duas civ ilizações. Textos relacionados O conceito de legitimidade Os tratados internacionais na vigência do Estado Novo Teoria marxista do estado capitalista: uma comparação entre Gramsci e Poulantzas O pensamento político de John Locke Trajetória do Partido Trabalhista Brasileiro entre 1946 e 1964 No entanto, ateremo-nos a comentar aquela acepção estrita do Direito Feudal, pois ac reditamos que esse sentido mais amplo consiste, na verdade, no que se pode chama r de Direito Medieval (que será analisado em uma oportunidade futura). 2 Breve análise histórica do período 2.1 Antecedentes

A crise do Império Romano exerceu indispensável influência sobre a formação do sistema feu dal. De fato, a diminuição das guerras (decorrente da decadência das conquistas romana s) levou à queda da arrecadação de espólio, que incluía os escravos. Assim, escasseando a mão-de-obra, houve diminuição da produção. Estabelecida a crise econômica, a solução encont foi estabelecer o regime de colonato, pelo qual homens livres cultivavam a terra . Desencadeou-se, dessa forma, franco processo de ruralização e de descentralização admi nistrativa (pois, como a maioria da população passou a viver no campo, a cobrança de i mpostos foi delegada aos grandes proprietários). Seguiram-se as invasões bárbaras ao Império. Os bárbaros, povos da Europa Central e Orie ntal de língua estranha e hábitos rudes, também chamados germanos, não formavam Estados nem cidades, mas eram ligados por fortes laços familiares e tribais. O Imperador r

Em relação à conjuntura social da época. também chamado Medievo (Idade Média. para diminuir despesas. O juramento era feito sobre a Bíblia ou relíquias sagradas. De Roma influíram as vilas (habitações dos plebeus que cultivavam a terra. que não era mais encontrada nas cidades. o servo era ti tular da posse útil da terra. atra vés do fornecimento de soldados (os federados). prometendo protegê-los. ho mens livres e escravos. cavaleiros juravam a um ou a vários senhores. marcou a Idade Média na Europa Ocidental. A Igreja organizou-se de forma semelhante ao sistema de domínios da sociedade feud al: criou mosteiros fortificados. através da descentrali zação que ele proporcionava. O senhor administrava a justiça nos seus domínios. sem Estado. artífices etc. . que passaram a residir defi nitivamente nas terras romanas. No entanto.2 O sistema feudal de produção O sistema feudal. No entanto. Pelo contrário. vislumbram-se aqui as origens do feudalismo: o movimento de libertação dos antigos escravos romanos. Apoiou a disseminação do feudalismo porque. detentor do poder militar.omano. A formação do sistema ocorreu por força de fatores conjunturais e estruturais. Fatores de origem germânica foram: a economia natural (produção para consumo. Foi por isso que surgiu o sistema de susera nia (que será explicado mais adiante) e os juramentos de fidelidade. e conseqüente rurali zação. levou ao estabelecimento das relações de produção o feudalismo. variando em características conforme a região.). situadas nas propriedades dos patrícios. refugiando-se neles sempre que vislumbravam perigo iminente. estabelecendo posteriormente as dinastias germânic as. a instabilidade social. escravos. De outro lado. bando arma do para guerrear. Dessa forma. No sistema feudal. era necessário o isolamento no campo. e o compromisso era confirmado com um beijo entre senhor e cavaleiro. os la tifundiários). em vez de fortalecer o Exército para vigiar as fron teiras contra as investidas dos bárbaros. político e judiciário. permitiram a entrada pacífica de bárbaros. constituindo unidades econômicas e políticas b em delineadas. 2. homens livres que sofriam obrigações menos pesadas. os serviçais do senhor (criados. Havia também: vilões . Já os elementos estruturais que levaram ao estabelecimento dos feudos podem ser di vididos conforme sua origem romana ou germânica. o senhor era o dono da terra e do se rvo. em que pequenos produtores trabalhavam nos domínios dos grandes prop rietários. sem circ ulação de moeda). As propriedades feudais eram autônomas. Dessa forma. a manutenção dos domínios eclesiais inalienáveis era facilitad . também precisavam de proteção. Esses acordos não impediram invasões. No campo. a sociedade era hierarquizada conforme a propriedade de terra s e a função que a pessoa exercia. com a divisão da sociedade em guerreiros. direito esse protegido pelo senhor. a decomposição do escravismo (os escravos foram aproveitados como colon os ou meeiros) e a descentralização do poder político (decorrente da crise do Império). o sistema político baseado em tribos. os camponeses viviam em torno dos castelos fortificados. que funcionavam como os castelos e as vilas do s senhores feudais. estabeleceu com alguns desses um contrat o (foedus) pelo qual concedeu-lhes terras com a condição de que as defendessem. em latim). foi notadamente mais desenvolvido na França. e mi nisteriais. em busca de segurança contra os bárbaros. que eram raros. gozando de imunida de fiscal e judiciária. Quanto a esse s. e a idéia de reciprocidade entre comandantes e comandados advinda do comitatus. associado à subseqüente submissão dos camponeses bárbaros à nobreza (já durante os reinos bárbaros). Os senhores feudais protegiam os camponeses em troca dos serviços em suas terras.

o xogunato foi sistema bastante semelhante ao Medievo europeu. foi na época estudado. Quando C arlos. Tais costumes foram resumidos em obras como o Leges feudorum. e sempre se restringia a uma questão p articular. forçando a d escentralização política. No Japão. também nobre. sendo que nem ele. sendo que o soberano. o Direito Feudal desenvolveu-se através dos costumes. e a principal fonte era o costume. além de normas de direito penal e processual. Durante os quatros séculos em que vigiu. O controle do Estado foi entregue ao xogum. Paralelamente a ele vigiu também o chamado di reito comum. algumas poucas regras de direito feudal. medi ante o cumprimento de certas obrigações. que não cabe aqui ser analisado. nem se pode afirmar qu e se desenvolveu ciência jurídica de qualquer natureza. 3. a partir do que não existiram mais legislações ap licáveis a todo um reino até o século XII. Assim. Não houve qualquer espécie de ensino jurídico. a partir do século VIII. tendo sua origem no reino franco e. revoltaram-se contra a cobrança de impostos. muito raramente. destacadamente mais germânicas que romanas. porque aplicáveis a todo o rei no. eram a valorização das relações pessoais e da propriedade fundiária e a ausência de qualquer conce abstrata de Estado. As capitulares eram editadas pelos reis. criado na Idade Média com total independência do di reito romano e do direito germânico. proprietários de terr as onde viviam camponeses. O único direito supranacional. Os daimios eram protegidos pelos samurais da mesma forma que os senhores feudais europeus eram protegidos pelos cavaleiros. posteriormente . mas os daimios. o Calvo (rei germano) estipulou a hereditariedade dos domínios e dos podere s deles decorrentes criou o sistema feudal. portanto já do período de declínio do Direito Feudal. de um suserano. Eram fator de unificação jurídica.1. (6) O feudo surgiu devido à escassez de moeda. Desapareceram no fim do século IX. deve-se salientar que o feudalismo foi fenômeno ocorrido também no Oriente Medieval. por um vassalo nobre.1 Principais institutos jurídicos 3. . espalhando-se por todo o Ocidente. 3. Como o direito era oral. com o apoio de um consenso (capítulo). datado do século XII. intervinha para legislar. Suas características principais. Esses benefícios consistiam na possibilida de de administrar territórios. na tentativa de organizar a sociedade e proteger os súditos mais pobres. mas é inegável que o rei perdeu autoridade sobre eles em decorrência da descentralização administrativa. Os senhores feudais ainda tinham det erminadas obrigações em troca das vantagens. de recrutar soldados e de cobrar impostos. Em troca da prot eção. 3 Direito Feudal Entende-se por Direito Feudal o conjunto de normas consuetudinárias que regiam as relações advindas do sistema feudal de produção. Vigorou na Europa Ocidental por quatro séculos.Por fim. que go zava de prestígio.1 Feudo Feudo é a concessão recebida. as normas mudavam de região para região.1.1. no início da Idade Média. era o direito da Igreja Romana.1 Contrato de enfeudação O contrato de enfeudação compreendia duas formalidades: a homenagem e a investidura. as únicas leis escritas existentes foram as capitulares. os samurais ganhavam terras. que fez com que o rei concedesse benefíci os como paga por serviços dos funcionários. que continham. Era sistema original de direito.

em produtos ou em dinheiro. hospedar o suserano quando necessário.2. reserva ou manso senhorial. mera transferência de direit os dos quais o suserano era o titular. A investidura importava na concessão de benefícios. em geral por três dias da semana. judiciária e financeir amente (com fundos para o pagamento de eventual resgate. a posse possuía três formas: posse coletiva. que as devolvia em seguida. extração de madeira e c aça.Pela homenagem o vassalo. mais poderoso e que poderia proteger-lhe em caso de invasão. comprometendo-se com isso a certas obrigações. Por outro lado. e que se buscava sempre o apro veitamento das terras. que incid ia sobre bosques e pastos. e a garantir a hereditariedade do feudo. jurava fidelidade ao suserano. Basicamente. auxiliando-o militar. hospitalidade forçada aos barões em viagem. pensões em dinheiro ou mesmo outros direitos. o suserano ficava obrigado a proteger militarmente o vass alo e os herdeiros desse. um outro proprietário. A transmissão era feita por sucessão ao mais velho descendente homem e. talha. presentes obrigatórios. redevances. e manso servil ou tenência. e prestações. cargos. mulheres e crianças). a investidura consistia na entrega do feudo ao vassalo pelo suse rano.2 Regimes jurídicos Destacaram-se no Direito Feudal dois regimes jurídicos: o de propriedade e o de tr abalho. na qual cada suserano se tornava vassalo de out ro mais forte. espécie de tributo incidente sobre a transmissão de herança. que correspondia à m etade da terra cultivada. a colateral. O recomendando entregava suas terras. Ocorria assim a chamada recomendação. sobre o qual o senhor detinh a a propriedade e o servo. Surgiu assim uma rede de feudos. taxa de casamento. parte da produção entregue ao senhor. retribuições pagas ao senhor p elo uso das terras. 3. conservando somente o senhorio. preparar a guerra. 3. como por exemplo a cobrança de pedágio em uma dada ponte. ao s enhor mais poderoso. A recomendação teve origem híbrida: houve influência do patrocinium romano. Impunham-se aos servos uma série de obrigações. o vassalo deveria: prest ar serviço militar periódico ao suserano. banalidades. ajudar na formação do equipamento do filho do suseran o que fosse ser armado cavaleiro. relação em que os clientes (camponeses que cultivavam propriedades) dependiam dos patrícios. trabalho forçado de servos e vilões nas terras se nhoriais. e. Podia-se transferir domínios. sempre. paga sempre que u m servo se casasse com mulher vinda de fora do domínio. A posse do feudo somente era dada por enfeudação a integrantes da nobreza (excetuado s sacerdotes. dotar a filha do senhor de be ns quando essa fosse se casar. deve-se salientar que a unidade de produção da época era o domíni também chamado senhoria ou manor) do senhor feudal. Assim. propriedade privada do senhor. que era o ato pelo qual um homem se colocava s ob a proteção de outro. caso o suserano fosse f eito cativo). mão-morta.3 Administração da justiça . proprietário de terras.1 Propriedade Em relação à propriedade. com mútuas obrigações de serv iço e lealdade). O feudo não podia ser alienado s em o consentimento do suserano.2. e do comitatus dos francos (grupo de guerreiros e seu chefe. sendo o rei o "suserano dos suseranos". em troca de proteção. Além disso. 3. dentre as quais: corvéia.2 Relações de trabalho As relações de trabalho eram regidas pelos costumes. o direito de uso. 3. nos quais se desenvolviam coleta. faltando esse.

sob a designação de subenfeudação). e as autoridades exerciam somente o controle formal da disputa e a ratificação da solução encontrada. Os direitos inerentes à capitania eram transmitidos hereditariamente ao primogênito. Os tribunais "senhoriais" c onsistiam na reunião dos vassalos sob a presidência do senhor feudal. O capitão era autoridade admin istrativa. no entanto. não havia centralização nem apelação. Os me de prova eram. era o "senhor" quem interpretava e aplicava a legislação lisboeta. Dessa forma. na tentativa de povoar as terras recém-conquis tadas. Não havendo herdeiros. alguns escritores (8) (em geral. Eram delegadas ao capitão funções administrativas. vislumbr ando-se aí a descentralização característica do feudalismo. no período compreendido entre 1534 e 1548. irracionais. 4 O Direito Feudal vigiu no Brasil? Alguns autores. quando o rei Dom João III. Paralelamen e ao desenvolvimento do Direito Feudal. Além do duelo utilizava-s e o ordálio. que o fato de a produção se basear nas grandes propriedades rurais não impedia a centralização do poder político. os tribunais eclesiásticos e os municipais (esse. menos importantes devido à ruralização). sem qualquer formação jurídica. de m odo que não havia verdadeiro sistema jurídico nacional. Havia delegação de d eterminados poderes a um fidalgo através de um documento formal chamado foral. que designava novo capitão. aqui. a solução era dada pelo duelo. O processo também era peculiar. ao ar livre. criando as sesmarias (semelhantemente ao que ocorria no regime feudal europeu. de modo que não se pode falar. mas o Estado conservava para si a propriedade do Território. baseados nos poderes divinos ou sob renaturais. Devido à sua ineficiência. O proced imento era oral. sendo que os juízes eram ocasionais. em que a parte era submetida a uma prova e. fixou-se o sistema de produção feudal. e o povo participava. notadamente Mário de Méroe (7). aplicando-se um sistema de jurisdições locais. sob o regime feudal. de fundar aldeias e vilas e de administrar a justiça. o regime foi abolido em 1548. Os casos eram expostos publicamente. Deve-se notar. devido à larga utilização de latifúndio omo base do sistema produtivo nacional.Quanto à administração da justiça. De fato. depen dendo do resultado. Por outro lado. eram devolvidos à Coroa. civil e militar com jurisdição sobre toda a sua capitania. quando se adotou política mai s centralizadora. recorria-se também aí ao duelo. Dessa forma. para a composição de disputas entre vassalos ou sobre feudos. havendo dúvida. em sua maioria. criou-se um sistema de tribunais feudais . a descentralização da adminis tração da justiça correspondia fielmente à descentralização política e administrativa. Dessa forma. concedeu aos capitães donatários a posse de terras (as doze capitanias heredi tárias). cumpre salientar que a grande maioria dos estudiosos do Direito ente . concordando ou discordando do veredicto proposto. Finalmente. Cada senhor feudal tinha jurisdição sobr e os vassalos dos seus domínios senhoriais. Para eles. do qual faziam parte os tribunais "senhoriais". convém frisar que durante a Idade Média não havia hierar a. presentes estavam elementos do Direito Feudal europeu. com prerrogativas como os direitos de cobrar impostos. Provas documentais e testemunhais eram raras. Havendo dúvida. passar por uma fogueira sem queimar os pés era prova de que a alegação era verdadeira) . O capitão donatário podia também conceder parte das terras de sua capitania a terceiro . ou "prova de Deus". em feudalismo. considerava-se que falava a verdade ou mentia (por exemplo. apontam o fato de o Brasil colonial ter vivido. de modo que. cientistas políticos) entendem qu e o regime feudal perdurou até a Revolução de 1930. e o juiz não as valorava .

certos legados: não já instituições. conclui-se. sim. para o surgimento de várias idéias que atualmente se têm acerca de determinados institutos. que o Direito Feudal é. e especialmente das circunstâncias sob as quais ele se desenvolveu. Mas o período feudal não se resume a isso. além de revelar a origem de determinadas idéias atuais. a idéia de q não é obrigado a obedecer a uma coacção que ultrapasse os limites do que é compatível dignidade do homem livre? (10) Conclui-se. que o Direito Feudal foi um sistema jurídico me ramente adequado ao fim ao qual se propunha. na qual. não houve desenvolvimento de princípios ou d outrinas que permitissem um estudo mais apurado do pensamento da época mesmo porqu e se tratava da já mencionada Idade das Trevas. por exemplo. Ganshof salienta: "É possível que o feudalism o tenha transmitido. supostamente. de sentir. Ademais. os contratos. fornece subsídios relevantes para a compreensão dos movimentos filosófico -jurídicos que se seguiram. conforme ainda nos lembra o mesmo autor: Não é valor ue se com a acaso do feudalismo que remontam o prestígio de que goza a profissão das armas. Assim sendo. o que para nós ainda hoje têm os compromissos livremente consentidos. dentre outras coisas. de pensar. que era possibilitar o desenvolvime nto do sistema feudal de produção. . conforme se vê pelo princípio da boafé. 5 CONCLUSÃO A análise do Direito Feudal. já que contribuiu largamente.nde nunca ter existido Direito Feudal no Brasil. com peculiar influência do momento histórico em que vigiu. a priori. De fato. de nos exprimir". através dos séculos. portanto. digno de ser analisado e estuda do. mas maneiras de ser. (9) Daí se pode pensar que herdamo s do pensamento feudal. a noção de lealdade e fidelidade que h odiernamente guiam. não houve evo lução em nenhum campo do saber humano.

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