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MATRÍCULA 2012

Análise dos problemas na matrícula dos alunos.

Representação Discente Grupo Universidade Crítica 2012

07 4. Matrícula do 2º semestre de 2011: Outros anos afetados pela falta de créditos e a criação do pacote de medidas emergenciais. Matrícula 2012. Levantamento da carga horária dos docentes para ver possibilidade de aumento do número de optativas. Criação de disciplinas optativas e o não cumprimento do pacote de medidas emergenciais. 13 6. P. P.Sumário Retrato da grade atual e seus vícios 1. Matrícula do 1º semestre de 2011: Problemas do 5º ano de 2011 e a flexibilização de vagas. P. P. P. 04 3. 15 2 . Reforma da grade 2007 e aumento na obrigação de cursar créditos optativos. 12 5. 03 2. P.

distribuídas pelos dez semestres de forma igualitária. a fim de repensar a já fracassada grade atual. O aspecto principal da nova grade consistia em: Segundo o decidido. visto que o estudante. equivalentes a 240 horas-aula semanais. Cerca de sessenta por cento dos 240 créditos devem ser obtidos nas disciplinas de formação fundamental (obrigatórias). o curso exigirá dos alunos ingressantes a partir de 2008 a obtenção de 240 créditos.usp. precisa cursar matérias que não 1 Dados retirados do site oficial da Faculdade de Direito. 1 (grifamos) O texto. da falta de fundamentação da grade. A formação complementar do aluno. A última mudança da grade curricular foi aprovada pela Congregação em 17 de maio de 2007. Tal mudança acarretou vários vícios. Reforma da grade 2007 e aumento na obrigação de cursar créditos optativos. para ser implementada em 2008. A gravidade da situação fez com que a Comissão de Graduação instituísse uma Subcomissão para reforma da Grade e Projeto Político-Pedagógico. que possibilitam a formação interdisciplinar. ou seja. também. Passa a ser possível. a obtenção de créditos em outras unidades da Universidade (disciplinas optativas livres). 24 horas-aula semanais. para obter o mínimo de 24 créditos. decorrentes. Além disso. já que esta não se apoiava em uma estrutura maior. garantindo-se a especialização. cada semestre deve conter. porém. que se tornam mais visíveis com o passar dos anos. O restante será agregado pelo graduando a seu histórico escolar entre disciplinas de formação complementar. segundo os interesses pessoais dos alunos. estudantes e docentes) – a grade atual demonstra graves falhas. um Projeto PolíticoPedagógico. principalmente. obrigatoriamente. sem a devida discussão entre os membros da Faculdade (funcionários.Retrato da grade atual e seus vícios 1. obterão créditos com a realização de atividades de cultura e extensão universitária ou com atividades de pesquisa. não garantiu a especialização. na turma 181.br/grade_01. Link: http://www. Por não ter sido essa estrutura pedagógica o que pautou a mudança de 2007 – rapidamente imposta pelo Diretor da época.direito. não refletiu a realidade.php 3 . João Grandino Rodas. por meio das disciplinas optativas. que embasasse a concretização da nova matriz curricular.

entre outros pontos. de 40 para 81. estruturação do corpo docente. a reforma da grade curricular da Faculdade de Direito aumentou consideravelmente o número de créditos necessários em matérias optativas para que o graduando pudesse se formar. que dê forma institucional às atividades de extensão e atividades complementares como estágio. antidemocrática. no entanto foi de 29%. que preze pela estruturação completa de uma nova matriz curricular. já que não são oferecidas matérias optativas suficientes a essa demanda. forçando-o currsar matérias não conexas à sua área de preferência. impondo uma estrutura inconsistente e. estruturação de um Núcleo de Práticas Jurídicas. a grade de 2007 gerou a demanda de um aumento de 100% do oferecimento de optativas (uma vez que os créditos necessários em optativas dobraram). Apesar do menor número de alunos em sala possibilitar aspectos pedagógicos positivos. visto que não foi amplamente discutida entre funcionários. é 4 . mas a coerência dos conteúdos curriculares com as Diretrizes Curriculares Nacionais. 2. mais do que isso. estrutura física das salas de aula e bibliotecas. com um Núcleo Docente Estruturante. No entanto. com condições de acesso às pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida. Daí a necessidade da discussão de um projeto Pedagógico e Político. estudantes e docentes. Matrícula do 1º semestre de 2011: Problemas do 5º ano de 2011 e a flexibilização de vagas. Conforme citamos.formam um eixo de especialização. [vide anexo 1 – comparativo entre grades]. a divisão de salas foi mal planejada por não observar as capacidades estruturais da Faculdade. Vemos. O aumento real. Intensificando o problema. levando a uma mudança desorganizada e irresponsável das bibliotecas. o critério hierárquico de escolha de horários. Para exemplificar. observando não só a disposição das disciplinas oferecidas. o oferecimento dessas disciplinas não acompanhou tal aumento [veja a listagem das matérias da grade anterior e da atual no anexo 1]. que a mudança da grade de 2007 ignorou a estrutura física e política da Faculdade. adotado como padrão na Faculdade. assim.

tem mais dificuldade de acomodar seu horário (o que se afigura muito mais justo do que basear a solução em um critério puramente objetivo pelo qual muitas vezes um dos docentes sequer teve oportunidade de disputar). assim como toda a gestão da Faculdade e da Universidade. naturalmente concebidas para que o aluno tenha alguma mobilidade em seu currículo acadêmico e profissional. Os efeitos desse descompasso não seriam percebidos tão cedo. uma vez que a escolha de horários é intermediada pela Assistência Acadêmica. Inclusive. nessa medida a São Francisco prejudica a si mesma como Instituição.extremamente prejudicial a alunos e docentes. para conseguir o total necessário. conceito. uma vez que o docente de hierarquia inferior muitas vezes é obrigado a dividir a sua aula em dois ou até mesmo três horários para acomodar a escolha de outro professor. na medida em que daria mais liberdade ao aluno. que acaba por se graduar com defasagem de conteúdo em relação ao que lhe deveria ter 2 A Representação Discente. hoje em dia. sendo raras as ocasiões em que é necessário um critério de desempate – que dentre outras opções pode ser o de priorizar o professor que está arcando com mais créditos naquele semestre. minou-se a expectativa de especialização em sua área de interesse. aí há de se notar o primeiro problema que se apresentava: devido às circunstâncias citadas. Porém. 5 . ao contrário do que já foi apresentado por docentes. tendo em vista o interesse da coletividade dos alunos – escolhendo horários em blocos pré-definidos – e dos outros docentes. que em todo início de semestre os professores se reúnem em uma plenária e acordam entre si os horários por meio de cessões mútuas. A nova grade eliminou o sistema de áreas no quinto ano. na medida em que se apresenta injusto e acaba por gerar os conflitos de horário observados semestre após semestre2. aspecto positivo. O exemplo da Escola Politécnica. e necessário ser dito. Igualmente tão grave. (III) o diálogo entre docentes e Departamentos. (II) a qualidade das aulas. que devido à arbitrariedade de tais escolhas têm suas opções e currículo prejudicados. Acreditamos que a escolha de horário. a cada turma que chegava aos seus últimos anos. Entendemos que tal método não prioriza as necessidades que uma Instituição de ensino deve ter: (I) a formação dos estudantes. não havendo contato entre os professores. a margem de opção na escolha de matérias optativas diminuía. prejudicando o andamento. esse contato entre docentes permite colaborações sobremaneira proveitosas na condução dos programas de suas matérias. Tal desestruturação influi direta e negativamente na formação do estudante da Faculdade de Direito. portanto. e. deve pautar-se pelo princípio democrático e participativo de todos. Porém. mostra que há outras opções possíveis. na medida em que naturalmente convergem em alguns pontos e permitem atividades interdisciplinares de grande valia para a dinâmica das aulas e formação dos alunos. característica inerente às disciplinas optativas. pois os estudantes se viam forçados a se matricular nas disciplinas com maior número de créditos. é totalmente contra o critério hierárquico. rendimento e linearidade de sua exposição. básico em qualquer Faculdade de primeira ordem [ver anexo 2 – pesquisa realizada pela RD no âmbito da Subcomissão de Reforma da Grade e Projeto Político-Pedagógico].

ao serem privados de se dedicar às suas afinidades e impossibilitados de se preparar de maneira mais profunda para sua inserção nos espaços acadêmicos. políticos. cumpriria menos créditos (14 créditos foram concedidos em razão da mudança). no primeiro semestre. Retrato da grade do 5º no primeiro semestre de 2011: Horário 18:20 19:00 19:05 19:55 20:00 20:45 20:50 21:35 21:40 22:25 22:30 23:15 DPM0 DPC05 511 13 SEGUNDA DIN051 7 DPC041 4 DES0 521 DCV05 11 DPM04 12 TERÇA DIN051 DCV05 1 13 DPC05 21 DES04 12 DTB04 17 DTB05 13 DEF05 DEF051 12 1 DTB041 8 6 . precisava necessariamente cursar disciplinas que tinham limite de vagas. e que. em tese. dentro do contexto decorrente da mudança da grade. Além disso. enfrentou um primeiro problema grave. Assim. O 5º ano. O Grupo Universidade Crítica. para o cumprimento dos 24 créditos. e mesmo assim estava sendo afetado. há insatisfação dos estudantes. apenas um número reduzido de alunos conseguiria cumprir o mínimo dos créditos no 1º semestre.sido oferecido. e os outros acumulariam um débito para o 2º e último semestre do curso. sociais e empresariais que a graduação em Direito propicia. sem a garantia de que se formariam em tempo. Atente-se ainda para o fato de que o 5º ano de 2011 era o último ano que estava na grade de transição. inclusive em parâmetros comparativos com outras faculdades de Direito. ao assumir sua primeira gestão da Representação Discente em 2011.

não apresentou grandes mudanças. até que a turma 180 enfrentasse a real possibilidade de não ter o número de créditos necessários disponíveis para se graduar.Horário 18:20 19:00 19:05 19:55 20:00 20:45 20:50 21:35 21:40 22:25 22:30 23:15 DPM DTB0 0512 511 QUARTA QUINTA DCO05 DPC05 DIN05 12 12 13 SEXTA DCO 0483 DES05 11 DPC0 511 DEF05 14 DTB0 512 DIN0 512 DPM05 20010 DTB04 16 1 13 É possível ver como as disciplinas oferecidas se acumularam na segundafeira e apenas duas disciplinas foram oferecidas na sexta-feira. Como medida emergencial. Além disso. o problema foi se acumulando. A estruturação para o segundo semestre de 2011. Embora com pouco sucesso. Assim. e não foi apenas o 5º ano o prejudicado. tal qual uma bola de neve. Agora. uma melhor estruturação da grade no semestre seguinte. o que é absolutamente inadmissível. no entanto. com o Presidente da Comissão de Graduação e buscou. havia disciplinas do mesmo departamento sendo oferecidas no mesmo horário. sendo prometido. 3. o número de vagas foi flexibilizado. alterações pontuais de horário que dessem mínimas condições aos estudantes do então 5º ano. o que invalidava a possibilidade de o aluno se especializar. Matrícula do 2º semestre de 2011: Outros anos afetados pela falta de créditos e a criação do pacote de medidas emergenciais. havia falta de 7 . junto a diversos professores. A Representação Discente entrou em contato com a Assistência Acadêmica. e o Presidente da Comissão de Graduação assumiu o compromisso de que nenhum estudante deixaria de se formar por falta de vagas. junto à Assistência Acadêmica. houve deslocamentos de horário essenciais.

História do Direito II (3 créditos) e Fundamentos de Economia para o Direito (4 créditos). 8 . Essa situação é contrária à formação multidisciplinar e integrada do saber humano. o 5º semestre não apresenta oferecimento de nenhuma optativa 3 ao passo que o 10º semestre prevê a possibilidade de 29. como a iniciação científica. de maneira muito pouco funcional. tendência e necessidade atual do currículo do egresso do ensino superior. visíveis no 2º semestre de 2011:  Tomando-se por base que um aluno deve cursar 24 créditos-aula por semestre (para cumprir 240 créditos em 10 semestres). e de extensão).disciplinas disponíveis no 2º. sendo oferecidos outros 9 (nove) em disciplinas optativas. inviabilizará que o aluno as curse a contento. 17 e 18 do anexo 3. um déficit de 300 vagas (460 alunos por ano para 160 vagas). os alunos que não conseguissem cursar o mínimo de 24 créditos acumulariam o déficit para os anos seguintes. declarada pela Universidade de São Paulo como um de seus objetivos em seu Plano de Desenvolvimento Institucional [ver pgs. o Plano de Desenvolvimento Institucional]. inicialmente. criadas emergencialmente no final de 2011. Sem grandes dificuldades. atividade cujo incentivo institucional é baixíssimo. 3 Faz-se a ressalva que dentre as 15 matérias pendentes para a aprovação no Conselho de Graduação. a saber: Psicologia Forense (2 créditos). o oferecimento de vagas. nota-se que no 4º semestre tal cálculo não é possível. Um remédio que poderia sanar tal vício seria cursar disciplinas em outras Unidades. Como todos os alunos são obrigados a cursar Economia para conseguir o mínimo de 24 créditos. há. um olhar raso pela estrutura curricular atual faz saltar aos olhos fortes inconsistências. 4º e 5º anos. concorrendo ainda com as desvalorizadas atividades de pesquisa. por período. . Citam-se os dois exemplos talvez mais claros. Logo. No entanto. 120. respectivamente. em tais disciplinas foi de. 120 e 80.Pode-se observar que. e que a saturação de créditos obrigatórios. uma vez que a possibilidade atual de aproveitamento de créditos representa apenas 5% do total necessário para se formar (12 créditos de 240. 24. Há 18 créditos de matérias obrigatórias. há previsão de optativas para o 5º semestre.

as vagas deveriam ter sido aumentadas. foram desastrosos. os alunos não se concentram simplesmente nas disciplinas dos professores menos rigorosos em suas avaliações. pelo afunilamento causado pela composição horária. ao passo que a 4 Deve-se deixar muito claro neste ponto que.É evidente que. pelos conflitos de horário gerados por uma formação não racional da grade. que. força os alunos a cumprirem o máximo de horas disponíveis. e (II) a superlotação de turmas. e o esvaziamento das salas de outros. em princípio. quer porque é faticamente impossível alocar tantas matérias no horário escolar atual. tiveram suas vagas mantidas em número restrito. as quais. frente à necessidade de serem cumpridos 81 créditos em matérias optativas. Perceba-se: 4 turmas x 100 vagas = 400 vagas por período. que têm que compor seus horários apenas em disciplinas optativas. quanto pelo não oferecimento recorrente de parte de tais matérias. sendo que. oferecendo pouca mobilidade especialmente aos alunos de quarto e de quinto ano. Além dos problemas estruturais. Ironicamente. aumentou-se o número de vagas onde não havia necessidade: a média por sala em matérias obrigatórias é de 60 a 70 alunos (contando-se as vagas para os alunos com dependência). concentrá-los nos últimos semestres vai gerar (I) a sobrecarga do aluno. O excedente de vagas nas matérias obrigatórias gerou a superlotação das salas de determinados professores4. muitas vezes se matriculando em optativas quais não têm interesse apenas pela necessidade de créditos. não sendo incomum que professores entendidos como “difíceis” tenham suas salas cheias. a grade horária continuou ilogicamente estruturada. A Representação Discente acredita inclusive que o sistema de provas é questionável enquanto critério de avaliação. como não poderiam deixar de ser. sendo exatamente onde. Os resultados. A grande maioria dos alunos opta pelos professores em função de variáveis como: horário de aula. Foram abertas 100 vagas em quase todas as turmas de obrigatórias. método e abordagem da matéria e relacionamento com os estudantes. como é proibido o conflito de horário. ao contrário do senso comum. comumente pelo único “caminho” possível de disciplinas em seu horário. Enquanto isso. que terá que cumprir de uma vez os créditos que não teve oportunidade de cursar anteriormente. não há problema de superlotação. havendo outras 9 . as medidas adotadas nas interações de matrícula para o segundo semestre de 2011 viriam a causar sérios problemas.

comprometendo o planejamento e a liberdade de condução e estruturação da disciplina5. 10 . por meio de pesquisas. De toda forma. que se veem forçados a abrir vagas em excesso. que a Representação Discente entende como direito do aluno. mas o desequilíbrio que o excesso de vagas nas matérias obrigatórias proporcionou. 5 Muitos professores haviam planejado seminários que tiveram sua execução seriamente prejudicada pelo grande número de alunos inscritos. porque a infraestrutura da São Francisco não comportaria tal situação. debates. como podemos observar em outras Faculdades de Direito de respeito internacional e em outras unidades da USP. em somatório com a esquizofrênica montagem de horários. Que se note: a grade curricular atual. Diante deste quadro. seminários e trabalhos finais. Desse modo. é prejudicial também aos docentes. é importante que se entenda que o problema levantado aqui não é a possibilidade de escolha. principalmente nas seguintes disciplinas:           Psicologia Forense (2º ano) Criminologia (4º ano) Direitos Fundamentais II (4º ano) Temas Fundamentais do Direito Penal II (5º ano) Criminalística (5º ano) Biodireito (5º ano) Administração Indireta (5º ano) Controle de Constitucionalidade (5º ano) Direito Civil Aplicado II (5º ano) Direito do Trabalho e Sociedade (5º ano) Apesar dos esforços. requerendo a matrícula em turmas lotadas sob pena do requerente não conseguir se formar. de modo a viabilizar a ampliação das vagas disponibilizadas. com a Seção de Alunos e com os Professores responsáveis pelo oferecimento das disciplinas.carência de vagas nas matérias de 4º e 5º ano gerou um sem-número de ofícios a professores e à Comissão de Graduação. Alegou-se que os departamentos não ofereciam mais turmas da mesma disciplina em outro horário ou novas disciplinas. a comunidade acadêmica da Faculdade de Direito da USP sofreu com problemas possibilidades que dão mais margem ao aluno mostrar o conhecimento adquirido. enfrentou-se resistência da administração da Faculdade em expandir as vagas oferecidas. a Representação Discente procurou dirimir este problema atuando conjuntamente com a Comissão de Graduação. e que poderia ser evitado sem inibir a opção dos alunos.

a médio prazo. os alunos tenham efetivamente maiores possibilidades de escolher as disciplinas optativas. de maneira ainda mais intensa. aprovada e implementada. 11 . ao longo do período letivo. seminários e grupos de estudo. Tais medidas eram importantes para sanar parte dos vícios gerados pela grade de 2007. a Comissão de Graduação se viu forçada a suprimir o limite de vagas em muitas das matérias mais concorridas. com a participação dos alunos – um conjunto de medidas emergenciais para evitar que a situação se repetisse. e) Os professores e funcionários devem fazer um esforço para que as notas sejam lançadas antes da última interação de matrícula no sistema ‘Júpiter’.intermináveis relacionados ao conflito de horário entre disciplinas. em cada um. não oferecimento de optativas. possibilitando que a grade atual funcionasse até que uma nova matriz curricular fosse pensada. d) Os departamentos deverão se organizar para que. para que os alunos que tenham a intenção de se especializar numa determinada área tenham a real oportunidade de fazê-lo. para evitar a sobreposição de horários e. b) As matérias deverão ser distribuídas. um novo modelo do ensino jurídico da São Francisco. o pacote foi aprovado na Comissão de Graduação e na Congregação e previa. Os critérios de escolhas de horário não podem desrespeitar esses blocos tampouco prejudicar o aspecto pedagógico do curso. entre outras medidas: a) Os Departamentos devem aumentar substancialmente o número de disciplinas optativas oferecidas. em três blocos de duas aulas cada. Após exaustivos debates. dentre outros. discutida. Sob pressão. haja pelo menos 2 salas de aula para a realização de disciplinas com poucos alunos (graduação e pós-graduação). e a requisitar à Subcomissão de Grade e Projeto Político-Pedagógico – encarregada de estruturar. [vide anexo 4 e anexo 5. a alegada falta de espaço físico. enquanto a grade nova não fosse implantada. com isso. Informes Eletrônicos da RD nº 14/2011 e 15/2011]. c) As disciplinas optativas oferecidas por um mesmo departamento não devem ser oferecidas no mesmo horário. no primeiro semestre de 2012.

há que se esclarecer alguns pontos:  O levantamento teve como base as informações disponíveis a todos os alunos.4. No meio dos problemas da grade.  Estas ponderações. a Representação Discente se viu na necessidade de fazer um levantamento da carga horária dos docentes para analisar a possibilidade do aumento das disciplinas optativas. Neste momento. sistema oficial da USP. Não podemos deixar de frisar que é responsabilidade da Faculdade e direito dos estudantes que as informações a respeito de oferecimento de matérias.pdf).usp. realizamos um levantamento prévio da carga de aulas dos docentes da Faculdade de Direito.br/cert/portariagr3150. quando formalmente requisitado. com o material fornecido pelo próprio site da Faculdade e pelo JúpiterWeb. É costumeira a queixa de professores de que estariam responsáveis por uma excessiva carga de aulas. não foram consideradas nas severas críticas que a Representação Discente sofreu em sala de aula. Quando tais pontos foram levados à Congregação. evidentemente. bem como seus programas e docentes sejam divulgadas de maneira correta e precisa nos espaços institucionais da Faculdade e Universidade.  Qualquer imprecisão nos números divulgados é reflexo da deficiência de publicidade desses dados oficiais aos alunos. A fim de verificar essa informação. prática infelizmente comum em nossa Faculdade. Levantamento da carga horária dos docentes para checagem da possibilidade de aumento do número de optativas. de acordo com o mínimo de 6 horas de aula exigido pela Portaria GR 3150/99 (http://www. foi determinado o levantamento oficial por parte dos 12 . bem como da alteração de informações no decorrer do processo de matrícula.  Isto ocorreu porque muitos Departamentos não forneceram à RD o levantamento da carga horária. embora tenham sido declaradas de início. e que isso seria uma das razões do baixo oferecimento de optativas.

Departamentos. servir de base ao incentivo da criação de muitas das matérias que.Conforme decisão da Câmara Curricular e do Vestibular. Porém. no momento. Criação de disciplinas optativas e o não cumprimento do pacote de medidas emergenciais. embora ainda não tenham surtido efeito. o que não ocorreu e nem foi informado na época6. por disposição do docente. objetivo. quais sejam: nome. para o semestre seguinte. ementa.Proposta da Comissão de Graduação apresentada na Congregação em agosto de 2011] para serem levadas ao Conselho de Graduação (CoG). as modificações deveriam ter sido feitas até setembro de 2011. 6 Artigo 3º . existe a limitação de modificar apenas três disciplinas por semestre. estão pendentes de aprovação no Conselho de Graduação da USP e que. 5.até o final de março do ano em curso. trazendo a pauta dos horários à ordem do dia. Com o apoio de considerável parcela dos docentes. desde que não acarretem alteração de crédito das disciplinas e não afetem o projeto pedagógico do curso. avaliação. Algumas terão inclusive oferecimento informal enquanto isso. b) para disciplinas de 2º semestre . O primeiro resultado em resposta do pacote de medidas emergenciais foi o ofício pedindo a criação de novas disciplinas optativas aos departamentos. respeitando os prazos abaixo: a) para disciplinas de 1º semestre . Os Representantes Discentes. foram positivas. muitas dessas discussões foram levadas à CG e puderam. Quinze disciplinas foram criadas [ver anexo 6 .  As consequências após tais manifestações. serão aceitas. posteriormente. embora não tenham tido o mesmo espaço de divulgação. bibliografia e criação de disciplinas optativas. devem trazer avanços quando estabelecidas. puderam.até o final de setembro do ano anterior. Além disso. 13 . As alterações somente serão aceitas em número máximo de 3 disciplinas por curso. conforme a Resolução nº 5389 do Conselho de Graduação. nas reuniões departamentais. programa. que não foi enviado à Comissão de Graduação. pequenas alterações em disciplinas. confrontá-la com o concomitante problema da crise na formação dos alunos de quinto ano. como mandava a decisão.

pressionaram o Diretor e a Comissão de Graduação para evitar que o cenário de 2011 se repetisse este ano. no final de 2011. foram. sobre a não efetivação da matrícula dos alunos que não estavam em suas salas originais nas matérias obrigatórias [ver anexo 7. não passaram por deliberação em nenhum órgão da Faculdade e sobre as quais nenhum aluno pode ser ouvido. A solução encontrada pelo Presidente da CG foi ocultar os nomes dos professores no Júpiter. sobrecarregados por conta de salas superlotadas. alertando os alunos sobre os problemas estruturais da grade. Cabe o questionamento: se nem mesmo as determinações do órgão deliberativo máximo da Faculdade são respeitadas. sem autor identificado. ou desprestigiados com salas vazias. recorreu aos departamentos para conseguir estes nomes e disponibilizou-os no blog da RD. foto do aviso]. As medidas aprovadas na Congregação não foram respeitadas na montagem dos horários de 2012. ignorando-se o trabalho de uma Subcomissão institucional. Informes RD nº 19/2011 e 20/2011]. Essas medidas. o que será necessário 14 . foi lançado aviso pela Faculdade. Apesar dos esforços para garantir o equilíbrio entre as salas. por acreditar ser direito do aluno ter acesso a tais informações. o problema não foi resolvido. da CG e da própria Congregação. À época. perpetuando-se vícios da grade atual: matérias do mesmo departamento conflitam e algumas são oferecidas apenas em um período. que trata especificamente do assunto) pela Congregação e da criação das disciplinas optativas. que vão muito além do travamento da matrícula nas salas originárias [vide anexo 8 e anexo 9. ou em horários totalmente prejudiciais aos alunos e docentes. a RD entrou em contato com a Assistência Acadêmica a fim de tentar colaborar no bom funcionamento da matrícula. Ao mesmo tempo. foi afirmado que o pacote de medidas para as matrículas não estava sendo desrespeitado. à força. implementadas no decorrer da matrícula deste semestre. que. ao contrário das anteriores. A Representação Discente. no entanto. professores.Apesar da aprovação do pacote com medidas emergenciais (ver item II. como forma de inibir a matrícula dos alunos fora de suas salas originais.

Matrícula 2012. (2) não aplicação do pacote das medidas emergenciais aprovadas pela Congregação para que tal insuficiência fosse temporariamente sanada. 7 Alertamos a todos que tais mudanças na matrícula dos alunos vêm ocorrendo em virtude dos vários fatos explicitados acima: (1) insuficiência no fornecimento de matérias optativas. Além disso. num momento em que todos os alunos são afetados pela grade de 2007. Vê-se. e de maneira nenhuma deve se subestimar sua capacidade de protesto neste momento7. A maioria deles não apresentou justificativa plausível. assim. portanto. 15 . na tentativa de sanar o problema do número de alunos por sala.para que se dê o devido valor à voz dos estudantes? É intolerável o momento de descaso que os estudantes da Faculdade de Direito enfrentam. foi determinado o travamento do aluno na sala originária (ou seja. Após uma análise dos problemas desde 2008. cerca de 8 (oito) professores mudaram seus horários de aula junto à Assistência Acadêmica. bem como (4) reclamações de alunos matriculados em várias salas sobre horários de provas que conflitaram. após a terceira interação de matrículas e duas semanas antes do início das aulas. bem como do número de alunos por disciplinas. Problemas decorrentes de uma grade horária não planejada e de uma estrutura de organização dos docentes com sérios vícios. mas conseguiram a mudança mesmo assim. o resultado trágico dessa nova e já fracassada grade. apenas dificultando o trabalho dos funcionários e restringindo a liberdade dos alunos de escolherem disciplinas ou professores. vê-se que tais medidas em nada ajudam os estudantes. sala em que o estudante ingressou no 1º ano). (3) reclamações por parte dos docentes sobre a quantidade de alunos nas salas. Foi nesse contexto que se deram os problemas atuais das matrículas. 6. a instituições judiciárias? Os alunos de todos os anos neste momento sentem-se desrespeitados pela forma que vêm sendo tratados. em 2008. Chegamos. Frise-se que em 2012 forma-se a primeira turma que cursou a grade desde sua implementação. Será necessário recorrer a instâncias superiores da Universidade e expor as mazelas de nossa Faculdade? Será necessário se recorrer à Imprensa. Prova disso foi que.