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Curso Perfuração Direcional

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO À PERFURAÇÃO DIRECIONAL

Professor: João Carlos Ribeiro Plácido

Sumário

1.1. Aplicações de Poços Direcionais 1.2. Definições Básicas 1.3. Classificação de Poços Direcionais 1.4. Sistemas de Referência

1.1 - Aplicações de Poços Direcionais

Definição: Perfuração direcional é uma técnica utilizada para se atingir objetivos que não estão localizados abaixo da locação da sonda, ou seja, os objetivos estão localizados em coordenadas diferentes daquelas da cabeça de poço. Muitas vezes a técnica de perfuração direcional é usada para manter a verticalidade de poços em função da acentuada inclinação das camadas dos sedimentos. Algumas formações também apresentam forte tendência de desvios, que pode ser controlada com estas técnicas de perfuração direcional. É uma das técnica ligadas a indústria petrolífera que mais evoluiu nos últimos anos.

1.1.1 .Poços direcionais usados para atingir alvos de difícil acesso Sonda na terra. alvo no mar .

1.1.Poços direcionais usados para atingir alvos de difícil acesso Alvo em área urbana .1 .

1.Poços direcionais usados para atingir alvos de difícil acesso Sonda no mar.1.1 . alvo em área inóspita .

1 .1.1.Poços direcionais usados para atingir alvos de difícil acesso Alvo em área montanhosa .

1. em que se faz um desvio a partir de um poço já perfurado. . Recorre-se a esta técnica para se desviar de peixes. reperfurar poços perdidos e também para aproveitar um trecho de poço em que não se conseguiu atingir o alvo na primeira perfuração.1.Sidetrack Técnica típica da perfuração direcional.2 .

1. Com base em novas interpretações da sísmica. etc. o fluido de perfuração. os revestimentos.Poços direcionais para exploração Poços perfurados para obter informações de uma área ainda não conhecida. pois aproveita-se a cabeça de poço. a seção mais profunda do poço é abandonada e faz-se um desvio (sidetrack) para alcançar um outro objetivo. as brocas. . Um exemplo é o caso de um poço que não atingiu a formação desejada.3 .1. minimizando assim os custos.

.1. tem-se os clusters (conjuntos de guias) ou template.Poços direcionais perfurados a partir de uma plataforma única Esta técnica tem sido muito freqüente.1. Neste caso otimiza-se as linhas de produção. Como exemplo.4 . A perfuração dos poços direcionais pode ocorrer simultaneamente à fabricação da plataforma final de produção.

Poços para exploração de novas reservas As vezes utiliza-se clusters ou plataformas fixas para explorar.1.1. delimitar ou até mesmo investigar reservatórios adjacentes.5 . .

Poços agrupados em cluster (em uma ilha por exemplo) para atingir um alvo abaixo de uma cidade. .6 .Poços em áreas urbanas e de proteção ambiental . .1. com vista a evitar a poluição auditiva do ambiente causada pelos motores da sonda.Poço agrupados em cluster dentro de um prédio.1.

1.1.Poços direcionais em zonas fraturadas com objetivo de conectar fraturas.Poços em zonas fraturadas e em áreas de domos salinos .7 . Esta é uma alternativa para retardar a produção de água o que implica melhorar a produtividade do óleo. .

.1.7 .Poços em zonas fraturadas e em áreas de domos salinos .Perfuração através de um domo salino pode comprometer a estabilidade do poço (efeito da fluência).1.

.8 .Poços para controle de blowout Também chamados poços de alívio.1. um fluido de peso específico e propriedades apropriadas é injetado para controlar a erupção. as vezes é a única forma para se controlar um blowout.1. Uma vez que o poço em blowout é atingido.

1. .1.Poços multilaterais e horizontais Multilaterais: Estes poços consistem de pernas ou ramos perfurados de um mesmo poço de origem ou poço-mãe.9 .

Poços multilaterais e horizontais Horizontal: Poços que atingem inclinações próximas de 90°. Possibilitam a exposição de longos trechos do reservatório aumentando a produtividade.1. .1.9 .

1. estratigrafia do reservatório ou as profundidades das camadas de melhor permeabilidade.10 . contatos óleo/água e gás/óleo.Poço piloto Perfurados com o intuito de verificar o topo do reservatório.1. .

1.2 .1 – Definições Gerais a)Afastamento É a distância horizontal em relação à linha que passa pelo objetivo (target).2. Cada profundidade terá um determinado afastamento em relação à cabeça do poço.Definições básicas 1. .

2.1 .1.Definições Gerais b)Trajetória Direcional É o caminho percorrido pela broca partindo da cabeça do poço até atingir o objetivo (ou o final do poço). .

.Definições Gerais c) Profundidade Vertical e Profundidade medida A Profundidade Vertical (PV=TVD=True Vertical Depth) é distância vertical da mesa rotativa a um ponto.1 . A Profundidade medida (PM=MD=Measured depth) é a distância percorrida pela broca para atingir a profundidade vertical.2.1.

2. Alvo e Raio de Tolerância O objetivo é o ponto no espaço que a trajetória deve atingir. O alvo é a área definida pelo raio de tolerância. uma área ao redor do objetivo onde se considera que este será atingido.Definições Gerais d) Objetivo.1. ou seja.1 . . Geralmente é definido pelo geólogo ou engenheiro de reservatório e pode ser um ponto em uma profundidade ou mesmo uma seção inteira da formação.

pode variar de 5 a 50 m.1 . o raio fica em torno de 100 m. Para poços direcionais exploratórios.Definições Gerais d) Objetivo. Alvo e Raio de Tolerância O uso da raio de tolerância é uma maneira de compensar as várias incertezas geológicas e outras associadas à perfuração. .1.2.em geral. nos poços de desenvolvimento.

Por convenção.2. 0º é o ângulo para um poço vertical e 90º para um horizontal.1. .Definições Gerais e) Inclinação É o ângulo entre o vetor local gravitacional e a tangente ao eixo do poço.1 .

O rumo varia de 0º a 90º usando como referência os quadrantes NE.1. Essa direção pode ser representada como Azimute ou como Rumo. . NW. SE. O azimute varia de 0º a 360º medindo no sentido horário a partir do norte geográfico.Definições Gerais f) Direção Base do Poço.2.1 . Azimute e Rumo A direção do poço é o ângulo formado entre a projeção horizontal do poço e o norte geográfico verdadeiro. SW.

A=60º Sudoeste(SQºW). Noroeste(NQºW) . Fórmula: A=Q . Exemplo:N60ºE. A=120º . Fórmula:A=360-Q Nordeste (NQºE).1.Definições Gerais f) Direção Base do Poço. Fórmula: A=180-Q Exemplo:S60ºE. Fórmula:A=180+Q Exemplo:A=180+60º . A=240º Sudeste (SQºE). Azimute e Rumo Fórmulas para transformar a direção em quadrantes(Q) para Azimute(A) e vice versa.2.1 .

a partir do ponto highside.2. no sentido horário. Varia de 0º a 360º. .Definições Gerais g) Orientação da Tool Face É definida pelo ângulo formado pela face da ferramenta direcional e o lado alto (highside) do poço.1.1 .

1. c) 3D ou Vista em 3D é a representação do poço no espaço. Os eixos são. a profundidade vertical e o afastamento horizontal em relação a um determinado azimute do plano de projeção. b) A seção vertical permite observar a projeção vertical do poço.2. respectivamente.2 .Projeções Horizontal e Vertical a) A projeção horizontal possibilita uma visão do topo do poço direcional. . Usa-se esta projeção para visualizar e corrigir a direção durante a perfuração.

inclinação do poço e direção do poço (azimute). c) Ângulo máximo do trecho reto Ao final da seção de ganho ou perda de ângulo.2. . Inclinação e Direção do poço a cada estação Estação é um ponto de medida de profundidade.3 – Definições Específicas para Poços Direcionais a) KOP (kickoff point) Começo da seção de ganho de ângulo (buildup section). atingese um ângulo máximo que é mantido constante no trecho reto.1. a) Estação.

na qual α inclinação do poço a cada estação varia com a profundidade.1.3 – Definições Específicas para Poços Direcionais d) Buildup. Buildup rate (BUT) é quando na seção buildup ocorre uma taxa de ganho de ângulo constante. .2. End-of-Buildup (EOB) é o final do buildup e ocorre quando o trecho reto é atingido. Buildup rate e End-of-Buildup: Buildup é a seção onde acontece o ganho de ângulo. e é expressa em graus/30 metros (ou graus/100 pés).

2.3 – Definições Específicas para Poços Direcionais BUR=K(α1-α2)/(M1-M2) Onde: K=30 para BUR(graus/30 m) α1 =inclinação do poço na estação 1 α2 =inclinação do poço na estação 2 M1=profundidade medida do poço na estação 1 M2=profundidade medida do poço na estação 2 .1.

f) Início do Drop off (perda de ângulo) Profundidade onde o poço começa a perder ângulo. g) Seção de Drop off Trecho do poço onde ocorre perda de ângulo.1. . caso necessário.3 – Definições Específicas para Poços Direcionais e) Seção Tangente ou Slant É a seção onde a inclinação é mantida até atingir o objetivo ou até que haja uma nova seção de ganho ou perda de ângulo.2.

2.3 – Definições Específicas para Poços Direcionais h) Dogleg (β) e Dogleg Severity (DLS) O Dogleg é o ângulo no espaço formado por dois vetores tangente à trajetória do poço em dois pontos em consideração de dogleg. pelo . O DLS refere-se ao ângulo dividido comprimento perfurado ou a ser perfurado.1.

1.2.3 – Definições Específicas para Poços Direcionais

i) Raio de curvatura (R) Raios dos arcos de circunferência usados nos cálculos dos trechos de buildup e drop off.

j) Giro da Broca ou Bit Walk Mudança da direção do poço como conseqüência da rotação coluna e da broca e normalmente ocorre para a direita. k) Ângulo Guia ou Lead Angle Ângulo entre a direção do objetivo e a direção para qual a Tool Face está apontando no início do intervalo de curvatura.

1.3. Classificação dos poços direcionais

É muito comum classificar os poços direcionais de forma a se identificar o grau de severidade de cada um. As classificações mais comuns são quanto ao raio de curvatura, ao afastamento e ao giro.

1.3.1 - Classificação quanto ao raio de curvatura Quanto ao raio de curvatura, os poços podem ser classificados como sendo de raio longo, intermediário e curto. Conforme mencionado anteriormente, Buildup Rate (BUR) indica quantos metros de poço deverão ser perfurados para que haja uma variação de um grau na inclinação do poço.

que neste caso é dado pela expressão abaixo: R = (360 / 2Π) x (K / BUR) .3.1. o resultado é um arco de circulo com um determinado raio de curvatura “R”.Classificação quanto ao raio de curvatura Como a variação da inclinação é considerada constante ao longo deste trecho do poço.1 .

Classificação quanto ao raio de curvatura Raios longos com BUR variando de 2 a 4 graus/30m são os mais comuns na indústria.1 .1. e são geralmente poços mais suaves .3.

1 . classificação da trajetória quanto ao raio.3.1. .1.Classificação quanto ao raio de curvatura Classificação Raio longo Raio médio Raio intermediário Raio curto Buildup rate (BUR) em (º/30m) 2-8 8-30 30-60 60-200 Raio (m) 859-215 215-57 57-29 29-9 Tabela 1.

Esta classificação está relacionada com a razão entre o afastamento e a profundidade vertical (PV).2 .Classificação quanto ao afastamento do objetivo Quanto ao afastamento do objetivo. .ERW (servere extended reach well).3. onde AG é a altura da mesa rotativa em relação ao nível do mar. Grande afastamento ou ERW (extended reach well) e Afastamentos severos ou S . descontando a lâmina de água (LA) e Air Gap (AG) para poços marítimos. os poços podem ser classificados em: Convencional.1.

1.2 .3.Classificação quanto ao afastamento do objetivo Tipo de poço Convencional De grande afastamento De afastamento severo Afastamento / (PV-LAAG) <2 2-3 >3 .

1.3. Poços classificados como designer wells podem ter grandes profundidades medidas e relativamente pequenos afastamentos. Esses últimos são conhecidos como designer well ou poço de projetista.3 .Classificação quanto ao giro Quanto ao giro os poços podem ser classificados como aqueles que ficam em um único plano (2D) ou os que cortam vários planos (3D). .

Classificação quanto ao giro Designer Well .3.3 .1.

o que em termos de perfuração direcional significa saber a posição do poço a cada metro planejado e perfurado.Sistemas de referência Coordenadas são elementos que servem para determinar a posição de um ponto em relação a um sistema de referência. .4 .1.

Neste tipo de representação todos os pontos são localizados pelo cruzamento de duas linhas imaginárias.4 . . separadas em intervalos regulares e medidas em graus: latitude (ou paralelos) e longitude (ou meridianos).Sistemas de referência O sistema de coordenadas geográficas é provavelmente o tipo de representação mais familiar para a maioria das pessoas.1.

A rotação da terra estabelece um eixo imaginário.Sistemas de referência As latitudes ou paralelos são linhas paralelas ao equador. O meio do caminho entre os pólos é a linha do equador.1. . com distâncias medidas em graus partindo do próprio equador.4 . cuja interseção com a superfície terrestre estabelece os dois pólos. variando de 0 ate 90º norte e sul.

que tem como referência o meridiano que passa pelo observatório astronômico real inglês. Os meridianos são linhas imaginárias medidas em graus. estabelecido em 1884 por acordo internacional.4 . partindo de Greenwich (0º) até 180º para oeste e leste. próxima a Londres na Inglaterra . na cidade de Greenwich.Sistemas de referência As longitudes ou meridianos são linhas paralelas ao meridiano de Greenwich.1. Meridiano de Greenwich é o meridiano inicial ou zero.

Em uma superfície esférica recebem a denominação de coordenadas geodésicas. e sobre a qual são desenvolvidos todos os cálculos das suas coordenadas. As coordenadas geradas por estes sistemas podem ser apresentadas de 2 formas. .1. a qual está associada.Sistemas de referência Uma maneira de identificar a posição de objetos na superfície da Terra é através de sistemas de referência terrestres ou geodésicos.4 . Em uma superfície plana recebe a denominação da projeção. que estão associados a uma superfície que mais se aproxima da forma da Terra.

1 .Sistemas de referências geodésicos As coordenadas referidas aos sistemas de referência geodésicos são normalmente apresentadas em três formas: Sistema Sistema Sistema Sistema de coordenadas planas de coordenadas cartesianas de coordenadas geodésicas (ou elipsoidais) local de referência .1.4.

a) Sistema de coordenadas planas As coordenadas referidas a um determinado sistema de referência geodésico podem ser representadas num plano através dos componentes norte (northing) e leste (easting) e é o tipo de coordenadas regularmente encontrado em mapas. .

Para se usar mapas de projeção. é necessário definir os chamados datums geodésicos. Diferentes projeções poderão ser utilizadas na confecção de mapas. .a) Sistema de coordenadas planas Para representar as feições de uma superfície curva em plana. são necessárias formulações matemáticas chamadas de mapas (ou métodos) de projeções.

O seu uso. não é comum na indústria do petróleo. por exemplo. Este método é usado nas regiões de médias latitudes. EUA. no entanto. .a) Sistema de coordenadas planas Os métodos de projeção para transformar o globo terrestre em um plano são: Projeção cônica A projeção cônica de Lambert é feita através da projeção em cone. e as coordenadas são geralmente dadas em pés.

a) Sistema de coordenadas planas Projeção cônica de Lambert .

Não é usada na indústria do petróleo. . o que ocasiona distorções nos pólos. ▪ Projeção de Mercator Padrão Neste método. um cilindro envolve o globo na linha do equador. Neste tipo de projeção o globo terrestre é envolvido em um cilindro para realizar as projeções e é dividido em dois tipos: padrão e transverso.a) Sistema de coordenadas planas Projeção Transversa de Mercator O mapa de projeção mais comum é denominado Transversa de Mercator (TM).

a) Sistema de coordenadas planas Projeção de Mercator Padrão .

. Neste método. minimizando as distorções no pólo.a) Sistema de coordenadas planas Projeção Mercator Transverso (UTM – Universal Transverse Mercator) ▪ O mapa de projeção mais usado no mundo é a Universal Transverse Mercator. Este método irá gerar as coordenadas UTM que são amplamente utilizadas na perfuração de poços. mais conhecida como UTM. um cilindro envolve o globo no meridiano.

a) Sistema de coordenadas planas Projeção Mercator Transverso (UTM – Universal Transverse Mercator) .

. cuja largura é de 6º.a) Sistema de coordenadas planas Não é indicado em latitudes acima de 84º norte e 80º sul. chamadas de “zona”. A UTM projeta seções do globo sobre uma superfície plana. onde se utiliza o “universal polar stereographic” (UPS).

a) Sistema de coordenadas planas Zonas UTM .

a) Sistema de coordenadas planas Qualquer posição de um objeto em coordenadas UTM é descrita através de três elementos: (a) zona em que ela está. Northing é uma medida norte/sul e corresponde grosseiramente a latitude. (b) easting e (c) northing. Easting é uma medida de leste/oeste e corresponde grosseiramente a longitude. .

000.000 m no extremo Leste. Os valores do Oeste para o Leste de 0 m no stremo Oeste até 1.000 m.000 m e os valores diminuem na direção sul.000. ▪ Easting (X): o meridiano central corresponde o valor de 500.a) Sistema de coordenadas planas ▪ Northing(Y): mede-se sempre a partir da linha do equador. Abaixo do equador inicia-se com 10. . Acima do equador inicia-se com zero metro e os valores aumentam na direção norte.

a) Sistema de coordenadas planas Intervalos de valores Northing e Easting para cada zona UTM .

.y. A associação de um sistema cartesiano a um sistema de referência geodésico recebe a denominação de sistema cartesiano geodésico.b) Sistema de coordenadas cartesianas Um sistema de coordenadas cartesianas no espaço 3D é caracterizado por um conjunto de três retas (x.z) denominados eixos coordenados mutuamente perpendiculares.

positivo na direção de longitude 0º ▪ O eixo Y: coincide com o plano equatorial. as coordenadas são denominadas de geocêntricas.b) Sistema de coordenadas cartesianas ▪ O eixo X: coincide com o plano equatorial. positivo na direção de longitude 90º ▪ O eixo Z: é paralelo ao eixo de rotação da terra e positivo na direção norte ▪ Origem: se está localizada no centro de massas da terra (geocentro). . usualmente utilizadas no posicionamento de satélites.

y.b) Sistema de coordenadas cartesianas Figura – Coordenadas cartesianas geocêntricas (x.z) .

c) Sistema de coordenadas geodésicas As definições de coordenadas geodésicas de um ponto qualquer P na superfície do elipsóide são: ▪ Latitude geodésica: é o ângulo contado sobre o meridiano que passa pelo ponto P. ▪ Altitude elipsoidal: Corresponde a distância de P a superfície do elipsoide medida sobre a sua normal. compreendido entre o meridiano de Greenwich e o ponto P. . ▪ Longitude geodésica: é o ângulo contado sobre o plano equatorial. compreendido entre a normal passante por P e o plano equatorial.

c) Sistema de coordenadas geodésicas Figura – Coordenadas Geodésicas (Latitude e Longitude) .

Um exemplo comum do sistema local de referência é quando se refere à posição dos poços ou aos objetivos com relação à coordenada central da plataforma. . e chamados aqui sistemas de referência oficiais.d) Sistema local de referência Geralmente um sistema local de referência tem a sua origem posicionada em um ponto já identificado em um dos sistemas de referência descritos anteriormente.

4. também conhecido pelo termo datum geodésico.2 . é um conjunto de parâmetros que definem o tamanho e a forma da terra e a origem e a orientação do sistema de coordenadas usado para mapear a própria terra. ou simplesmente datum. .1.Referencial Geodésico (Datum) Referencial geodésico.

É importante ter em mente que referenciar coordenadas geodésicas a um datum errado pode resultar erros de centenas de metros.2 .4.Referencial Geodésico (Datum) Os data evoluíram de formas esféricas para modelos elipsoidais derivados de anos de medições feitas por satélites.1. .

da definição da unidade de comprimento a ser usada.Referencial Geodésico (Datum) Um datum geralmente consiste: .da região da superfície da terra de onde se pretende fazer medições.1. . . .4.de um nome oficial. .2 .da definição de um elipsóide.da definição da relação deste elipsóide com a superfície da terra. .

Referencial Geodésico (Datum) Figura – Aproximação da topografia da superfície da terra por um modelo baseado num elipsóide .2 .1.4.

4.2 . Isto faz com que cada região deva adotar como referência o elipsóide mais indicado. medidos nos vários pontos da terra. .1.Referencial Geodésico (Datum) Os estudos geodésicos mais recentes mostraram valores diferentes para elementos do elipsóide.

FIM .