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hierarquias - que passou por mais de 30 aproximações desde seu início, em 1970/ 71, até chegar à configuração atual.

Ele apresenta imperfeições que podem ser atribuídas principalmente à urgência exigida na realização do mapeamento e às inúmeras dificuldades inerentes ao estágio dos conhecimentos da época em que foi concebido. Seu mérito principal está em haver dado à fitogeografia do Brasil uma característica mais realista. Assim, as formações vegetais nacionais foram identificadas, melhor detalhadas e nomeadas de maneira uniforme e sistemática. Atribui-se ao eng. agrônomo prof. Henrique Pimenta Veloso (in memoriam) o crédito de idealizador desse sistema. Sob sua orientação e coordenação, trabalharam inúmeros profissionais brasileiros (botânicos" engenheiros florestais e agrônomos, biólogos, naturalistas, geógrafos e climatologistas, além de outros), todos partícipes de um Projeto que teve a oportunidade ímpar de reunir geólogos, geomorfólogos, pedólogos e tantos outros profissionais, para a imensa tarefa de mapeamento temático

o de bioma e o biomas do Brasil
Angela Maria Studart da Fonseca Vaz1

Referências

bibliográflc

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aos estudos de Ecologia Dinâmica, sucessão e formação clímax em 1901 (apud TANSLEY, 1935). Segundo CLEMENTS (1928: 127), a formação clímax é o organismo adulto, ou seja, equivale à comunidade clímax, plenamente desenvolvida, ocupando uma área natural marcada por um clímax climático. A comunidade clímax é delimitada principalmente pelo seu desenvolvimento' mas este só pode ser investigado e analisado por meio da fisionomia, florística e habitat (CLEMENTS I.c.:128). Além disso, para se classificar as formações (= comunidades clímaces) seria necessário estudar os estágios sucessionais e também conhecer a origem histórica das comunidades no passado, embora reconhecesse que não se teria como ter esses dados, naquela época, a não ser em termos especulativos (CLEMENTS l.c.: 145). Em 1929, Weaver & Clements asseguraram que "food rather than physical factors control animals" e, pelo fato de que as plantas são o alimento direto ou indireto de todos os animais, a comunidade biótica mantém sua unidade através das relações alimentares (apud SHELFORD, 1931). She1ford (1931) afirmou que, devido ao fato de que animais de maior porte e mais influentes tendem a ocorrer em unidades de tamanhos de formações mais amplas, incluindo os respectivos estágios seriais, o bioma ou formação biótica seria a unidade ecológica natural que possuiria algumas propriedades, as quais seriam bem ilustradas pela comparação
',,1111 ,l/llllU. E-mail:avaz@jbrj.gov.br

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SIMPÓSIO

23. MAPEAMENTO

lIA

I
I do not realise that various "111111 , the whole webs of life adjusted 1III com um organismo. Nesse caso, seria cular complexes of environm 111111 conveniente comparar o bioma (= fortors, are real "wholes", often " "lil mação planta-animal) a um organismo tegrated wholes, which are 1111 I amebóide, ou seja, uma unidade de parnuclei of systems in the sensc ol \Ii tes, crescendo, se movimentando e masicist. .. I prefer to regard 111 '111I nifestando processos internos (SHELther with the whole of the elT vII FORD, 1931:456). A seguir, o autor sical factors involved, simply as y I apresentou uma figura mostrando um A seguir, cunhou o termo" '\I I diagrama do bioma floresta decídua do (== ecossistemas). Os ecossislllll leste dos Estados Unidos. Esse diagrama mariam uma categoria do sisll 111' representa a delimitação do bioma includo universo, o qual abrange di' 11 indo não só três prováveis comunidades verso como um todo até o áWIIIl1 clímaces centrais como, também, várias comunidades subclímaces seriais adjasistemas, no casO os ecossl \ I centes (SHELFORD, 1931: Figura 3). desenvolveriam gradualmenll I I tornando mais altamente illl I Esse bioma foi interpretado como tendo mais delicadamente ajustadll 1I se expandido para o sul, durante a idade brio. O clímax represental'ill 11111 glacial, e tendo recuado e avançado nos estágio de integração e o illll I períodos interglaciais. A floresta clímax do perfeito equilíbrio dinfilllll decídua foi interpretada como que estivesse avançando sobre o campo subclíderia ser atingido por um I I senvolvido, sob dadas c011\1 max adjacente. As áreas de disjunção da os componentes disp 11V I floresta úmida clímax de coníferas foram consideradas como se fossem porções modo, Tansley acreditava 1"1 sível isolar sistemas menlll\\II ingeridas e resultantes dos movimentos propósitos de estudo, tal l 1111' dos biomas em períodos recentes. TANSLEY (1935) chamou a atenfeito para o caso de comul1\1I1I11 tas. O isolamento dessa 1\11111' ção para o fato de que há outros tipos de clímaces além do climático, tais como al, mas é o único caminh I 111 clímax edáfico, clímax fisiográfico (deprocedermos, segundo 'k, 1" I sistemas isolados menlllll\l \11 terminado pela topografia ou relevo), clídem com os sistemas físl 1I max de fogo (região com vegetação comCLEMENTS & II posta apenas de espécies que resistem (1939:20) voltaram a [11111\1111 ao fogo), etc, O conceito de "organismO ma ou formação planltl 1\11111 complexo", do modo como vinha sendo aplicado para o conceito de bioma, foi dade básica de comunidllll existem duas comunidtldl II recusado por TANSLEY (l.c). Não aceitou, também, o conceito de "comunidamal separadas em un) I 111 formação planta-anin1lll I11 de biótica", que diz ser "unnatural bede uma matriz de pllll1\ I 1I I cause animals and plants are too different in nature to be considered as memtotal de animais inclu dll bers of the same community". Atribuiu espécies maiores c n\ll 111\ dem se distribuir pelu 111 li 11 esse uso a ecologistas zoólogos, nos seus orna, incluindo suas 11\1111 campos de trabalho com as comunidades animais que vivem em uma dada cogios de desenvolvim '11111 munidade de plantas, e afirmou: "This caráter do bioma 1'01'11111 refusal is however far from meaning that
SIMPÓSIO 23. MAPEAMI NIII I 302 .

I til' vegetação . .'" (= amp I paras 111111 us animais acompanhan1111I pradaria, estepe, tund 11 1111::'\ I de coníferas, flores;:~

ER (1975) afirmou que dll Terra ' os org amsmos . , " '1111111 formam uma pelí'mtes ' I II IIINI 'ra" . A segUir, enume. d, 111 mas do mundo . E ntã ao 11111 agrupamento d e ecos- ' 11I li' 'S. em um d a d o conti. I1 milares em: a) estrutura 111111lsl. nornia: ,nas I b) . maioI\I ""11 lente ao qual es t a es11111 P ta " e aind a,. c ) ai guI II lil IIS das suas co muru id a1\ IIITTAKER, I.c.). (1I)H8, trad. 1997) orgaII 111IIIIH iado nos resu Ita d os 1111 uti nal Forum on BiN 111111 acional sob re B'10,N I'"ll1l'1do em Washi mgton vv: I I1 uuspfcios da Nationai I \ I'IH':CSe do Instituto I 1'111'\1 foi idealizado por m 11111 duziu o termo bi.:. 11111' 1111 '. o ferece uma visao h ItIIlt·111lógica e "trazum It '1111\.stamos alterando 11111111 que criaram ntes Itllllllsdevidaporm' ais 111 ,1\ biodiversidade 111 0111I1I1~lI1to espécies das 1111111111 organismos e , T til '1"1' sses sere s VIVOS . 11 tiS ecológicos dos I I I conceito de diverI' 'percussões tão I' tratou de biomas 1111 ração a singuItI I 1\ til' destruição do I 1111111110. I I ) 'lu' ificou a coIllutl til' 11(;rdo c omos IIt rllvcrsldade (di11 di 'I' diverso , di 11\1

I

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ferença desse Ih diferenç' as na mrl~qança , variedade): a) . ueza d e es ' . diferença nos pad roes de d' pecies;. -b) _ t ib resultando ._ IS n Ulçao, demi em regioes florístic ermsmos: c) dif as e enAs diferenças na erenças na vegetação. I . vegetarão . Vidas ao fato d '" senam derem dentro de que asdplantas que ocore uma eter . d ' formam agrupa rruna a area nidades as qua.mentos sociais ou comufunci IS representam u id d uncionais integrad as (em especi a es ru I . os animais associad _. Ia, se Exemplos d bi os sao incluídos). e tomas do m d . foram: floresta luvia ~n o citados estacional tro ~ I I tropical; floresta "d pica; savana i I' d ry woodland": d ' nc um o (1991'367) '. eserto; etc. TALLIS trai d~ ecoss;~:~I:nou o con~eito centado de equilíbrio d;~~ acre~lt~ no estante e que via a dese m~?slç~O consresultado de pe t b st~blhzaçao como r ur açao n di sentes pelo homem os ias prehistória da cobert . Segundo o autor, a dos últimos 65 ~Irha_ vegetal, ao longo rm oes de an ' racterizada por fi uxo (-" os, . cae change") _ continual do prováv:1 nao pela estabilidade, senção d que ISSOcontinue na dire(I.c.: ;7~m) ffjuturo previsível. TALLIS a irmou que a da diversidade d . manutenção evena ser vista u~a estratégia primordial de co como çao. A perspectiva da Paleoecol n~ervagere que essa estratézi . ogla suno contexto d gia seja adotada e certas p . foram listadas em id remissas que aI. (2001) segui a. OLSON et . apresentam 14 bio remos biogeogr a ICOS para o mas e 8 áfi .. m d inseridos nesses estão 867 u~_ o; (ver sítio wwf) WOO ecorreglOes . DWARD I et a . ( 2004) criticam as d f . _ tradicionais d bi e iruçoes estáticas e ioma e d f novo ,superbioma global fo~~:~m um grammeas e pobre d e espécies o por ' . "I (== grass and super-biome") cada vez mais sob ' que avançam das desde o H I re as areas floresta, o oceno de .do antrópicas (pasto . ' . VI o as açoes reio, agncultura, etc.).
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--.----~--------~--------~

o mapa de Biomas do Brasil, na escala 1:5.000.000 (IBGE, 2004), a partir da base cartográfica do mapa de vegetação do IBGE, foi elaborado com o suporte de um sistema fitogeográfico hierarquizado, o qual foi proposto pelo Projeto RADAMBRASIL (VELOSO et aI., 1975; VELOSO & GÓES-FILHO, 1982) e adotado pelo IBGE, com modificações, a partir da década de 80 (VELOSO et aI., 1991; VELOSO, 1992; IBGE, 1993, mapa Vegetação). Essa classificação da vegetação brasileira RADAMBRASIL/IBGE - é abordada por Pedro Furtado (ver resumo neste Simpósio). O mapa de vegetação do IBGE e o mapa de biomas expressam duas aproximações de uma mesma realidade. O mapa de vegetação busca a equivalência com os sistemas universais, aplicados para faixas climáticas correspondentes na África, proposto pela escola francesa, e enfatiza a individualização das formações vegetais propriamente ditas. O mapa de Biomas do Brasil (primeira aproximação) busca dar sentido a conjuntos de comunidades de plantas com a respectiva fauna associada, ocupando áreas geralmente contíguas, de acordo com as condições físicas predominantes, sejam climáticas, litológicas, geomorfológicas, pedológicas e expressando uma história compartilhada de mudanças no tempo geológico, a qual resultou em uma diversidade biológica singular para cada um dos biomas. Foram contemplados os seguintes conjuntos (área aproximada entre parênteses): Bioma Amazônia (4.196.943 km"), Bioma Atlântica (1.110.182 km") , Bioma Cerrado (2.036.448 krn''), Bioma Caatinga (844.453 km"), Bioma Pampa (176.496 km-), Bioma Pantanal (150.355 km'') (lBGE, 2004; ver José Enílcio Collares, resumo neste Simpósio).
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•.::.S;;;/M;;.PÓS/023.MAPEAMEN/()/

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SIMPÓSI023

Mapa de biomas do Brasil

.1\1 III'f1Hil, conceito leva ao o , 11111 que um bioma: li, 11I11111111 ' njunto de tipos de ve\I hh'lIlil"icável em escala reI \\1111 uas flora e fauna asso,,1.1,1 P 'lu' condições físicas 1IIIIIIII\'s, ejam climáticas, li1\1111rfológicas, pedológi1111 '"1110 uma história evoluI"I"lIllIhuda; e '"I diversidade biológica
I

Em meados de 2003, o MiljllI I ~ do Brasil escala 1:5.00l1l1\ A reocupação com co~servação e o getaçao '. ~ \ nhe~imento da biodiversldade buscam tava em fase fmal de reVJsao~ellllll I o que possibilitou a elaboraça 11 I I ~~s biomas um recorte region~1 de e~~ · do Brasil - primeira ajll" li do e planejamento. Nesse sentido, o B remas 'I . té '0 do Meio Ambiente (MMA) tem itado ao IBGE na epoca 1" 1\ rus ert 'bli que so lic de B' .r: I I o por meio de políticas pu cas , 10ul atuad atraves da Secretaria · ~o susten. a' conservação e ut ilizaça Florestas. Para que isso p~d '. I Visam . I" tendo tável da diversidade bio ogica. . t· do foi feita uma mmu ,\" 1\, crenzaco. "I como referência os diferentes blOmas bibliográfica relativa ao .C~I~'" I' " relatada neste sermnanll 1\1 'I brasileiros. ~ ma, . \11 A demanda por uma re~resentaçao Vaz (ver resumo neste sunp H 11 carto ráfica dos principais b~o~as reconos conceitos históricos, f 1'11111 nhecfdos no território ~rasüelro resulcidos os critérios para a conl 111 limitação e denomirlação? s 11 'I I tou em uma apro~açao en~tre o IBGE visando a produçao do p tinentais brasileiros, cujas di \11 ~~ Biom;s do Brasil. Para a consoli~~foram feitas tomando com 1111' ~ desse mapa, tornou-se necessano . s vegetacionais registradll 11' çao . d IBGE um engla "S' \ Vegetação do Brasil. O I~I 111 ' estabelecer, no âmbito o .' de bio· to amplo do conceito sifica ão da vegetação braslh li I ten d irnen . I ~ im como as possíveis corre açoes do n;ste seminário por P dl'llllll ma aSSI il . . 111 exi~tentes entre os biomas bras erros e te (ver resumo neste S1l11\ os conceitos fito geográficos qu.e define~ a classificação utilizada pck I 11 Ii do mapeamentos de veg 111 1I Mapa de Vegetação 2004 Brasil - esca a o ~ q'ue cons1:250.000 até 1:5.000. 1:5.000.000, versao . -, a a nal ~o M p Mediante tais consllli I , titui a base técnica operaclO de Biomas do Brasil. Esses dOIS mapas âmbito do IBGE, passOu I , são complementares, pois expressam mente de que bioma, P 1\11 . ~ d ma mesma reado grego bio - vid~, e 011I I duas aprOlumaçoes e u ~ r d de' o primeiro retrata a vegetaç~o pressupõe generahzaç~"1 1 I I a . 'd equivalência . brasileira atraves a su~ I T _ Jun to) deve ser enten Iid\1 o, . os sistemas universais de c as.sldl~~ dade biótica de maior • I 11 com ão da vegetação, en fati atizan do a .m IV!fica, compreendendo / I 11I ~ualização das formações vegetais prâdes em diferentes esldl \I . mente ditas. O segundo, o mapa e porém denominada d.'11\11111 pna id s granbi as procura dar senti o ao . de vegetação domll:,"11 d:sr:o~juntos bióticos continentais que 1990). Assim, na conf 1111'

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um

ocorrem no país.

1'"11111' n iderados, 11111111 IS continentais 1101,11lm denomina11111, lIIoma Mata III "11", Bloma CerII 111 1\11\ Pampa.

A nomenclatura adotada levou em consideração as denominações tradicionalmente mais usuais e populares ligadas à fitogeografia brasileira. Portanto, o que dá sentido à configuração dos biomas como grandes conjuntos bióticos é a ocorrência de uma tipologia vegetal característica, dominante em escala regional. Com exceção do 8ioma Pantanal, que é condicionado pela inundação anual de grande extensão e longa duração, que imprime modificações de vulto aos meios físico e biótico, o que foi considerado fator determinante para a sua individualização como um bioma. A representação cartográfica resultante, em conformidade com a legenda do mapa, mostra os diversos biomas em cores diferenciadas, tendo como fundo as respectivas tipologias (linhas e letras) originais consideradas na delimitação de cada bioma. As tipologias se referem às Regiões Fitoecológicas e Áreas de Vegetação com as respectivas formações vegetacionais remanescentes, e os Refúgios Ecológicos, extraídos do Mapa de Vegetação do Brasil (escala 1:5.000.000), estando indicadas também as áreas já antropizadas. Portanto, os biomas representados não se encontram em sua forma primitiva original; em menor ou maior graus estão modificados, de acordo com a forma e a intensidade da ocupação de suas respectivas áreas de ocorrência. Isso não interfere nos limites finais dos biomas, que, com poucas exceções, seguem a delimitação original das tipologias vegetacionais que os compõem. Dessa forma, as disjunções vegetacionais, ou seja, as repetições em escala menor de um tipo de vegetação diferente da Região Fitoecológica dominante, são consideradas como parte do bioma circundante; e as Áreas de Formações Pioneiras estão incluídas nos biomas aos quais estão inseridas ou contíguas. Como resultado, as savanas (Cerrados) encon307

.• . , IBGE/Diretoria de Geooenoas-

coordenação

b lai ,I de Recursos Naturais e Estudos Am len

'"111

tradas na Região Amazônica são parte do Bioma Amazônia, as Florestas Ombrófilas Abertas (brejos) do sertão nordestino são parte do Bioma Caatinga, os campos do Planalto Meridional são parte do Bioma Mata Atlântica e os mangues e restingas estão incluídos nos respectivos biomas cujos limites tocam o Oceano Atlântico (Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Pampa). Tal critério não descaracteriza a tipologia que se encontra disjunta no bioma dominante; pelo contrário, reforça sua condição de diferença e, como tal, para efeito de conservação, deve ser alvo de atenção especial. Por outro lado, ao manter as tipologias vegetacionais originais como informação de fundo, o mapa demonstra que a composição de cada bioma inclui outr,os ecossistemas de menor extensão, associados à tipologia dominante, que demandam tratamento diferenciado. Dentre eles estão as áreas de transição, os refúgios vegetacionais, os ecossistemas costeiros, a campinarana e as pequenas disjunções.

A consideração de prinu I' mação conferida ao mapa \ pll. 11 conhecimento da necessidruh I sões periódicas visando S 'li 111' mento, a partir da disp n /111/1 conhecimentos mais preciso "I ra e a fauna do país. Outra qll I considerada é a inclusão di' marinhos, buscando a repr 111 todos os biomas do territ 1'111" No processo de aperfeiçunm Mapa de Biomas do Brasil, I 111 Ihidas críticas, sugestões (' 111 ções diversas, como contribu li feiçoamento das próximas VI I Os diferentes tipos d V 'I I tratados no Mapa de Veg 111 ' sil, escala 1:5.000,000, qu '11 cada bioma e as respectiv I I gens de área pretérita reprc II1I assinalados no quadro a S 'tJlIII Uma iniciativa que tr ti I I importantes para esse pr '(' .' I vantamento da Coberturu Biomas Brasileiros (ano bu I cala 1:250.000, elaborado I' I
I I "

I

IIlIdlv rsidade e Floresfi 1< ) 13/O - Projeto de IIt ""-lição Sustentável da 111. ,I" 1 'ti Brasileira, cujas , lido apresentadas neste ,. I,' P ictivos grupos resI " Vllllléll11entos.O IBGE I 111 IlIi .iativa prestando 1111 IIII/ização da Classifi111, na elaboração da "1' '/1/ I' na edição final das

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Dentre os desdobramentos advindos desse levantamento, está a imediata delimitação dos biomas na escala I :250.000, sendo necessário ratificar previamente os critérios e princípios de delimitação, visando atender a conceituação do bioma.

f,'

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Porcentagem de Área das Unidades da Federação por Bioma*

% DE AREA DE CADA U.F. POR BIOMA (Mil hôcs de ha) 100 % UF (%) 111 " 9(49,3) AC, AP, AM, MA(34), MT(54), RO(98,8),TO(9) PA,RR 111 ,01(13,0) ES, R/, SC CE AL(52), BA(l9), 00(3), MS(14), MO(41), PB(8), PR(98), PE(l7), RN(5), RS(37), SP(68), SE(51) AL(48), BA(54), MA(I), MO (2), PB(92), PE(83), PI(63), RN(95), SE(49) BA(27), GO(97), MA(65), MT(39), MS(61), MG(57), PR(2), PI(37), RO(0,2), SP(32), TO(91) MT(7), MS(25) RS(63)

n IlAS(%)

IH ,'14(9,9)

b4(23,9) I ,IlHI,8) 1/, h~(2, I)

DF

Tipos de vegetação que compõem os Biomas Continentais
Tipos de Vegetação Amazônia Mata Atlântica Floresta Ombrófila Densa - D Floresta Ombrófila Aberta - A
11

Brasil

1111

Biomas Cerrado Caatinga
I'UII

1'11'"1111 1\I0l11as o Brasil, escala 1:5.000.000 (IBGE, 2004). d

50% 22,9%

18,9% 1,5% 15,1%

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0,04% 0,5%

Floresta Ombrófila Mista - M Floresta Estacional SemidecidualFloresta Estacional DecidualC F 1,6% 0,1% 2,5% 2,4% - T 0,2%

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40,5% 8,3%

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Campinara - L SavanaS

I
I

2,1% 0,06% 4,5%

67,2% 0,03%

2% 66,1%

Savana-estépica Estepe - E

I.

1(1

I!

Formações pioneiras - P Refúgios Vegetacionais Contatos - r

2,1% 0,1% 15,4% 2,4%

1,3% 0,01% 5,8% 1,9%

0.5% 0,2% 22,8% 0,6%

0,5% 0,6% 25,2% 0,9% II I

II

entre Tipos de Vegetação

II

Superfície com água

I

"De acordo com o Mapa de Biomas do Brasil, escala 1:5.000.000 (lBOE, Assinala as três tipologias com maior porcentagem de área

• 1/111

1111111111

I: ,000.000, pode ser visualizado através do endereço' lOCicllcias/recursosnaturais/mapas/l11apas_doc 1.sh·tm?c=9

308

SIMPÓSI023

Bioma Amazônia

\I
\

I
\

Localizada a norte do continente sul-americano, dos pouco mais de 6 milhões de km2 que se estima ser hoje a área total da Floresta Amazônica na América do Sul, 67% estão em território brasileiro. O restante está distribuído entre a VenezueIa, Suriname, Guianas, Bolívia, Colômbia, Peru e Equador. O Bioma Amazônia abrange no Brasil uma área em torno de 4.871.000km2• Apesar de sua grande dimensão, da riqueza de espécies e diversidade de habitats, as lacunas no conhecimento sobre flora, fauna e processos ecológicos nesta região são enormes, tornando o processo de escolha de áreas para a conservação da biodiversidade um desafio (http://www.amazonia.org.br) . A FUNCATE, Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais, vem desenvolvendo o subprojeto "Uso e Cobertura da Terra no Bioma Amazônia", visando realizar o Mapeamento dos Remanescentes e Ocupação Antrópica e Implantação de uma Base de Dados Digital correspondente (Figura 2). Para gerar esse mapeamento, foram realizadas diferentes atividades: 1. Mapeamento e histórico das atividades desenvolvidas no Bioma realizado através do levantamento de acervo bibliográfico para a área de estudo, tanto em formato digital quanto em papel. Essa atividade teve como meta levantar tra, Ora., Eng. Agrônoma, Funcate. E-mail: cferr;@funcate.org.br

balhos realizados nesse bi 11111 I' de geoprocessamento e sei I 1111, remoto e levantamento de 11 , ocorreram trabalhos com d I I" pos de vegetação, trabalhos SIIIII cobertura da terra, entre oul!" Verificou-se que, em divl'l , do país, existem órgãos alllllllll, mente com o Bioma Amaz 11111 2. Os remanescentes 1'1111 , ocupação antrópica no biouui I vantados através de int 'I'JlIII imagens de satélite, em 11111 I, dados georeferenciado, nLlI /1'1,1 11 imagens Landsat, através til' Spring. Para interpretação das 111' elaborada uma chave de 1111 'I onde a tipologia de uso • 111 foi associada às caract 'I' I' , terpretativas destas. EssII 111 I exemplos de tipos de 1I~\II (tanto imagens como cln 11 fitofisionomias descritas 111111 RADAM) e a respectiva 11 textura, cor, matiz, padrüu i I ses tipos. Para permitir a c 1'1'1'111 1i ção do uso, a área rnfuhun t mento utilizada para a d\'1111 florestamento foi de 40 11 I drão cartográfico accitu 11,1 da escala, 125 m, para 1)11' identificáveis. O trabalho de Call1Jl11 1"1, para tirar dúvidas nãu 1111' I material disponível e 'UIIII res. Foram programadll 111 locais onde o reconherhu li'

pasto, cultura, etc.), fomentando, assim, a atualização dos dados e mapas referentes ao Bioma Amazônia. Todo o trabalho de interpretação foi auditorado por equipe especializada para verificação de erros e da qualidade da interpretação, tendo como resultado o masaico apresentado na Figura 1. 3. O processo seguinte da interpretação das imagens foi a geração das cartas 1 :250.000 do recorte do IBGE. 4. Os resultados e produtos finais gerados foram: 294 cartas da cobertura vegetal do Bioma, recorte IBGE 1:250.000; 294 cartas imagem do Bioma, recorte IBGE 1:250.000; 294 arquivos do tipo shapefile da cobertura vegetal; 294 arquivos raster das imagens digitais; 1 mosaico das imagens utilizadas 1 mosaico da cobertura vegetal do bioma 23 sub-rnosaicos, recorte I: 1.000.000 • Arquivos fotográficos contendo 8.000 fotos provenientes da videografia; • Arquivos fotográficos contendo 15.000 fotos georeferenciadas, referentes às fotos laterais tiradas durante o trabalho de campo;

1111111 tio Irabalhode mapeamentoda vegetaçãodo BiomaAmazônia.

Relatório Final contendo a .descrição de cada ativida?~ realizada e um relatório da acuracia do mapeamento.
Referências bibliográficas

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ção orientada a objetos no IAA1mento cobertura vegetal do da Mata Atlântica, Brasil
dete Madureira Cruz" Raúl Sánchez Vicens2, Otto ber', Vinícius da Silva Seabra', Rafael 8albi Reis" Monika Richter ', Marcelo Araújo3

II IIlkll é considerada, atu111 ruu

dos mais ricos con, I t 'mas em termos de 1111'1 I 'li do planeta. Distri,di mais de 230 de latitu1111 Mata Atlántica 1111
42"O'O"W

+

--------~+~--------r--i
42"O'O"W 36"OU·W

de (Figura 1), esse bioma é composto de uma série de fitofisionomias que propiciaram uma significativa diversidade ambiental e, como conseqüência, a evolução de um complexo biótico de natureza vegetal e animal altamente rico (MMA, 1998). O trabalho aqui apresentado é resultado de uma iniciativa do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira - PROBIO, do Ministério de Meio Ambiente- MMA, que tem como ob+ jetivo elaborar o mapeamento, em mesa escala de detaIhamento (1 :250.000), dos + remanescentes da cobertura vegetal do bioma Mata Atlântica. + Embora a maioria das experiências em análise orientada a objetos tenha sido + realizada com imagens de alta resolução em aplicações ""•c'.!.CO••••••• """" • urbanas (ANTUNES & LINGNAU, 2005; DE PINHO et aI., 2005; FRAUMAN & WOLF, 2005), no
~"Oo·W

111'" 1,111ro,Institutode Geociências, Depto. de Geografia, Grupo de Sensoriamento Remoto 1 I ItlllI 1,111, _madureira@msn.com - cmad@domain.com.br "'111 1'111', 1 1 Instituto de Geociências, Depto. de Geografia. I '"1111"'11\isdo Sul da 8ahia (lES8).

312

I
II

trubulho busc II-S \ I U 1111111 de 't~1mel d 1 itl n I11Up 'H 111 »uo da cobertura vegetal através de irnag 118 Landsat. O sistema eCognition<!l> .ibipos lita o manuseio de múltiplas resoluçõe de imagens, além de dados temáticos, tais como hipsometria, geomorfologia, solos e vegetação, o que favorece a caracterização e identificação de diferentes classes da cobertura vegetal. O presente trabalho se propõe a apresentar as experiências obtidas no mapeamento de uma área de ampla distribuição espacial, para a qual foi necessário processar 96 cenas ETM/Landsat e 10 cenas CCD/CBERS. Para otimizar o processamento digital, as cenas foram agrupadas e equalizadas em mosaicos seguindo o recorte da Carta Internacional ao Milionésimo, diminuindo, dessa forma, os esforços direcionados para o processo de edição entre folhas. São abordadas as principais dificuldades encontradas na geração dos subsets de imagens, distribuídas em um intervalo de cinco anos (2000 a 2005), o qual dificulta o processo de equalização. A proposta metodológica é justificada pelas dimensões da área, refletida num elevado número de imagens, e pela complexidade da legenda final, que será trabalhada através do estabelecimento de uma hierarquia e agrupamento de classes. A possibilidade da adoção de descritores temáticos, ou de outra natureza, em auxílio à diferenciação entre classes espectralmente muito parecidas, se apresenta como forte candidata na otimização da classificação digital. Pretende-se, ainda, iniciar o delineamento de uma biblioteca de modelos descritivos para as classes que apresentarem boa resposta, o que vem a facilitar operações de monitoramento. O Sistema Fisionômico-Ecológico de Classificação adotado, segundo o Manual Técnico de Vegetação do IBGE,
'S 'ltI '

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de, vermelho, infra-vermelho próximo, médio e médio-distante), brilho (brightness), assim como algumas razões iratios) entre bandas. Finalmente, foram utilizados descritores topológicos (Position), de forma (Generic shape features) e temáticos, na identificação de todas as fisionomias da cobertura vegetal.
Referências
ANTUNES,

bibliográficas
C. Determinação da acurá-

F.; LlNGNAU,

cia temática de dados oriundos

da classificação

digital de objetos por meio de lógica fuzzy. Anais do X!! Simpôsio Brasileiro de Sensoriamento Remoto. Gciânia, Brasil, 16-21 abril 2005, INPE. DE PINHO, eM., automática FEITOSA, F.;KUX, H.). ClassificaÇ<'ío de cobertura do solo urbano em ima-

gem IKONOS: Comparação entre a abordagem pixel-a-pixel e orientada a objetos. Anais do XII

Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto.
Goiânia, Brasil, 16-21 abril 2005, INPE. FRAUMAN, E.; WOLFF, E. Segmentation spatial resolution for segments-based and ImpactAnalysis" banAreas Symposium (URS 2005). 2005. of very high satel/ite images in urban areas c1assification. In: ProceedinSettlements Syrnpo. 3rd International

gs 01' the ISPRS WG VIII 1 "Human

sium Remote Sensing and Data Fusion Over Ur(URBAN 2005) and 5th InternationaJ Remote Sensing of Urban Areas 14-16 Tempe, AZ, USA. March

314

NO MAI>[AMENTO

DA COBERTURA VEGEr"'éL DO B/OMA MATA

A TLÂNT/CA, BRASIL 315

~M"""""

I
ussão
pio, OS diferentes tipos de cerrados observados em campo, assim como os dife1, o Pantarentes tipos de pastagem nativa (campo, 111fltII· uma interseção de campo limpo, campo sujo, caronal, camI Ik /. os Fitoecológicas pina e campo alagado). De maneira se, 111 Ilstacionais Decídumelhante, as fitofisionOmias com influI IlIdonais Semidecíduas, ência fluvial e/ou lacustre identificadas "111/11) , avana Estépica em campo, tais Como buritizal, espinhei, ,1" I 'nsão ecológica ou ral, cambarazal, pirizal, saranzeiro, ma,,," "1111' essas Regiões e cega, pateiral, pimenteiral, pombeiral, 111 11,/ I de vegetação pioI caetezal, brejo, bacero e campo sujo se'li " fluvial e flúvio-lacus_ rão todas englobadas na Formação Ve111 IlhH uvadas, compondo getação Pioneira. O Sistema Fitogeográ_ ." IIlIlbientes que abriga fico Brasileiro preconiza a individuali_ /tI.11I de espécies de planzação dessas Formações em Buritizal IIllIflllldos à dinâmica de(Palmeiras), Arbustiva, Herbácea e Ar11111" '/os pulsos de inunP bórea (Par); no entanto, no mapeamen_ I" to ora em andamento, tais formações não I 11111 a legenda da veIra serão individualizadas. A pouca discri" 11I/"para o Pantanal, até minação observada para esses alvos nas / IlllllIação para algumas imagens de satélite e o pouco tempo para ,,/11 I '1\ • Como exemplo, a execução do mapeamento e para le'I , /IINSCfitofisionômica vantamentos de dados de campo não I Id" .om floresta-de_ga_ permitiram exaustivas tentativas de clas", 11 Fitoecológica Sasificação para a obtenção de todos os I " /ol'lnação arborizada resultados de acordo Com o Sistema Fidll, 'errado, Cerrado togeográfico Brasileiro. "'/'lIlllação com floresta-

em Vegetaçao do Pantanal _ esca a reglon ai associada ao _ _I Sistema Fitogeográfico Brasi erro
I va Joao d os Santos Vila da S"I 1, Myrian de Mour

I" 1"11' 11Tabe/a

Introdução
Pantanal está localizado no centro da América do Sul e sua área cobre ~~r~e il B lívia e Paraguai. No terntono do Bras, o ._ Centrobrasileiro, ele situa-se na Região 'fi do . 'do na bacia hidrogra ica Oeste, msen , da BAP Alto rio Paraguai (BAP) .~;rea ndo que no Brasil é de 361.666 , s,e , _ area, e re 382% ou. 138 183 krn? dessa " r~se~tada pela planície alagavel contl~ ~ua do Pantanal [1]. Estudos ~a vegeta - o do Pantanal remontam ao seculo XIX, ça a V\ll d a dos botânicos. europeus; tpo. com a ' mapeamentos surgIram somen e remt~ da de'cada de 70 do século XX. Por par Ir .d . ada muito tempo a vegetação foi enormn d "Complexo do Pantana, I" mas , mes. que aos poucos ela vá sendo conhecida o seu mapeamento é bastante com. I, tal a diversidade fitofisionômica. p exo,mapeamentos d e vege t a ção recores I )o mapa brem integralmente o Pantana :Aa bit do milionésimo elaborado no am I o aEot do para o Desenvolvimento Integrad s u Bacia do Alto Paraguai . _ EDIBAP da o ao [2]' b) o mapeamento d as t res folhas d ,.

o

de Conservação da Bacia di' li guai - PCBAP [6, 7]). Atuuln contra-se em execução o qllllll mento regional do Pantanal, 1II1 deste trabalho é a~resenllll' II I ve etação que esta sendo 111 1I g Ia 1'250 .000 '. assochul I I a esca . ma Fitogeográfico Brasil '11'u li' IBGE [8,9]. Esse mapcuuu m . do proJe t o "Mapeamento . d" tes dos biomas brasil (' 11' cen nado pelo Programa de 1111 Utilização Sustentável dll 11 Brasileira - PROBIO, 10 ~Ii, Meio Ambiente.
I

I

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Material e métodos
Para definição da k:H amento da vegetação Ili uinte seqüência mctoduh. I ~se dos mapeamentos 111'1 lise do Sistema Fitogcopu 1i ([8] [9]); c) análise du 111' tais obtidas pelo satélit ' I 1111,1 considerando os elcm 111111 tais como textura, C~I', I'"d, localização (distribuiçlu I d) informações ge 1'/' ,li I' I GPS obtidas em lmhllll" referentes à florísti .''', fisionomia, além dc 101111I

A

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Intérprete

identifica

" "'H 'tação ao longo dos 1'1111111não a individ uali' "" '. / as 61 classes fitoI li/li na Tabela 1, há pos11111 Ias não serem inli 1/" 11111 final: Savana .nro 1,11111/ Aluvial e Vegetação Ilu Fitoecológica SaPl'Ímeira pelo peque1"11observada e a seII/dllde de identificação 1I111/1tc.
II que se observa em " , /11 I imagem de saté/I 11da resolução espa'li dll resolução espec. lido seu mapeamento. IIIdnlln-se, por exem-

A

' milionésimo que compoe a. planície o _ Pantanal efetuado pelo projeto Radam brasil [3, 4, 5] e; c) o mapeamento na I de 1 :250.000, executado pela esca a Embrapa e Inpe no am bit o do Programa I
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Outras classes podem ser diferenciadas pelas informações dos sensores orbitais utilizados, porém, devido ao seu pequeno tamanho, não atendem as exigências mínimas de unidade de mapeamento requerida pelo escala de trabalho. Como exemplo, citam-se as inúmeras baías existentes na planície pantaneira, que deveriam pertencer à classe água, mas, no entanto, serão englobadas no tipo fisionômico que as envolve. Nas observações em campo, foi possí-

vel verificar a existência de ecótonos de Floresta Estacional Semi-decidual/For_
mações Pioneiras (Mata); Savana/Forma_ ções Pioneiras (Cerrado, Campo Sujo, Cambarazal) e de Savana Estépica/For_ mações Pioneiras (Chaco, Campo Sujo). Caso se confirme a individualização dessas formações no mapeamento final, suBRASILEIRO

Informática Agropecuária.Av. AndreTose 11 209 , Cidade Universil,111". I . o, 'PesquisadordaEmbrapa . _ . llll'III'" 970. E-mail:jVilla@cnPtla.embrap~.br nal de Pesquisas Espaciais, Divisão de senso;,a:enp~ 111 1 Pesquisador sênior do Instituto aoo SP CEP 12201-970. E-mail: mynan@ uo.m , 1758, Jardim da Granja. São Jose dos Campos. • Apoio financeiro: CAPES e CNPq.

LA REGIONAL ASSOCIADA

AO SISTEMA FITOGEOGRAFICO

gere-se a inclusão das mesmas no Sistema Fitogeográfico Brasileiro, pois esse Sistema contempla esses tipos de ecótonos apenas para áreas de Restinga. Outras questões decorrentes da definição da legenda e do conseqüente mapeamento foram identificadas: a) a substituição de pastagem nativa por pastagens cultivadas realizadas em áreas de Sg ou de Sa em murundu, sem o desmatamento de arbóreas, constitui-se num padrão difícil de ser identificado; b) áreas de vegetação arbórea desmatadas anteriormente, sem apresentar um padrão linear, em contato com Sa aberta ou Sg são de difícil identificação; c) a dificuldade de identificação aumenta nessas duas situações, caso essas áreas encontrem-se inundadas ou queimadas; d) a ocupação de áreas de pastagem nativa por vegetação pioneira, em áreas de Savana (Sg ou Sa com Sg), impossibilita a identificação das fitofisionomias originais. Isso foi observado nos municípios de Cáceres, Poconé e Barão de Melgaço e, e) a diferenciação entre as formações de influência fluvial ou flúvio-lacustres (Mata CHiar, Pioneiras, Carandazal) nem sempre é possível. Nas regiões de Porto Murtinho e Nabileque, essas áreas são muito freqüentes.

Referências

bibliográfl

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Nomeciatura

t ,1,1MIIIII iliar, Floresta-de-galeria) ao longosdos flúvios :a
I1 ,I (MUla) 111111 (MtI~110,)~-----------------~F;b~---= 1111'11)11111 Oecidual 111,1, Mllla Ciliar) I li (MIIIII, Mata Seca,Mata Calcá ria) IlIhl (Muta, Mata Seca,Mata Calcá ria) I 1'1'11110) I I 1I'l'II'IIi(ldTIrtic00)------------------s~----= Fs Ca C Cb Cs Sd

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111111' Cerrado,Cerrado, CerradoAberto) 1,1 ti ;;lIrclc;;:ri;ia;-....:.:..:....:==:.:::c~~~~~~~-----~s~a~---.~~;------------------~s~a~s~----1,1II' f{lIlcria I Saf Sp Spf

I ." 111,IInjiqueiral, Paratudal) ' I I til Ilulcria 1,1 f{;II:iilc;;:ri;ia;------------------~S~p~s~----til' (Campo Campo Limpo,po Cam I , 11 I IIIHU , S' UJO,

11111'111 , C CampoAlagado) I, til ",hlc;;:ri;ia;--'-...:...::==~------------~S~gL---1,1 !{(~uj(lc;;:rGia;------------------~S~g~S~--til
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""1 lulluência Fluvial e/ou Lacustre (Buritizal,

SIMPÓSIO 23. MAPEAMENTO

I

,.I

A REGIONAL ASSOCIADA

AO SISTEMA FITOGEOGRAFICO

BRASILEIRO

319

318

Espinhciral, Cambarazal, Pirizal, Saranzeiro, Macega, Pateiral, Pimenteiral, Pombeiral, Caetezal, Brejo, Bacero e Campo Sujo) VI Areas de Tensão Ecológica ou Contatos Florísticos

1'/1

florística nos Rio Grande do Sul
IIsi lob Boldrini'

~3~2 ~S~a~v~an~a~/~F~lo~r~es~t~a~E~s=ta~c=io~n~a~I~D~e~c=id~u~a~I~(M~a~ta~) __ ~ ••N 33 Savana/Floresta Estacional Semidecidual (Mata) . NI 34 Floresta Estaciona! Semidecidual/Formações Pioneiras (Mata) 35 Savana/Formações Pioneiras (Cerrado, Campo Sujo, Cambarazal) 36 Savana Estépica/Formações Pioneiras (Chaco, Campo Sujo) 37 Savana Estépica/ Floresta Estacional Decidual (Mata) 38 Savana Estépica/ Floresta Estacional Semidecidual (Mata) 39 Savana/Savana Estépica (Mata) Encrave 40 Savana/Floresta Estacional Decidual (Mata) 41 Savana/Floresta Estacional Semidecidual (Mata) 42 Savana Estépica/Floresta Estacional Decidual (Mata) 43 Savana/Savana Estépica (Mata) 44 Savana/Savana Estépica (Arborizada) VII - Refúgios Vegetacionais (Comunidades e1íquias) 45 Refúgio submontano herbáceo (Campo) VIII - Areas Antrópicas Vegetação Secundária 46 Vegetação Secundária de Savana 47 Vegetação Secundária de Floresta Estacional Decidual de Terras B/llxlI~ 48 Vegetação Secundária de Floresta Estacional Decidual Submontann , 49 Vegetação Secundária de Floresta Estacional Semidecidual Submontnun 50 Vegetação Secundária de Floresta Estacional Semidecidual A1uvial 51 Vegetação Secundária de Savana Estépica Florestada Agricultura 52 Agricultura na Região de Floresta Estacional Decidual de Terras Bul 11 53 Agricultura na Região de Savana Pecuária (Pastagem plantada) 54 Pastagem plantada na Região de Floresta Estaciona! Decidual de Terras Baixas 55 Pastagem plantada na Região de Floresta Estacional Decidual Submontana 56 Pastagem plantada na Região de Floresta Estacional Semidecidual A1uvial 57 Pastagem plantada na Região de Floresta Estacional Semidecidual Submontana 58 Pastagem plantada na Região de Savana 59 Pastagem plantada na Região de Savana Estépica IX - Outras Areas Antrópicas 60 Influência Urbana 61 Degradadas por mineração x - Outros 62 Massas d'água (rios, córregos, corixos, vazantes, baías, salinas)

neas altas, pertencentes aos gêneros Andropogon, Aristida, Schizachyrium, Elyonurus e Trachypogon, enquanto os do sul formados por gramíneas baixas pertencentes aos gêneros Paspalum, Axonopus, Coelorhachis, Leersia e Luziola. Os campos do Rio Grande do Sul estão inseridos em dois biomas brasileiros: bioma Mata Atlântica e bioma Pampa (IBGE, 2004). As informações sobre a biodiversidade dos campos não são precisas. BOLDRINI (1997) estimou 3.000 espécies campestres para o Estado, das quais em torno 400 seriam gramíneas, 600 pertenceriam às compostas e 150 às leguminosas. Por outro lado, LONGHIWAGNER (2003) cita 523 gramíneas, MATZENBACHER (2003) 357 compostas, MIOTTO & WAECHTER (2003) 250 espécies de leguminosas e ARAÚJO (2003) destaca mais de 200 espécies de ciperáceas para os campos do Rio Grande do Sul. Bioma Mata Atlântica No bioma Mata Atlântica, estão inseridos os Campos de Cima da Serra, no nordeste do Estado, no sul do planalto sul-brasileiro. Esses campos se apresentam como "encraves" no domínio da floresta comAraucaria angustifolia, formando extensos mosaicos de campo e floresta que identificam a paisagem típica. Muitas espécies hibernais ou hiberno-primaveris são endêmicas e/ou raras

,.,. , 111H( I • E-mail: ilsi.boldrini@ufrgs.br

320

S/MPÓS/O

23. MAPEAMI

N/lI/

nessa regiao. Há uma dominância de espécies cespitosas eretas e de ciclo estival, destacando-se o capim-caninha, Andropogon lateralis, que fornece uma coloração amarelada, especialmente no outono, associado aAxonopus siccús, Paspalum maculosum, Schizachyrium tenerum e Schizachyrium spicatum, A família Asteraceae se caracteriza pela expressiva diversidade florística, onde Baccharis uncinella é endêmica e compõe o estrato superior. Dentre as leguminosas, a maioria apresenta xilopódios desenvolvidos, possivelmente uma adaptação ao fogo, prática usual entre os produtores. Cabe destacar a presença de espécies hibernais de Lupinus eAdesmia, em como de Trifolium riograndense. Talvez a leguminosa mais freqüente da região seja Macroptilium prostratum. A família Apiaceae, representada principalmente pelo gênero Eryngium, com 18 espécies, é fisionomicamente muito importante. Nas baixadas úmidas típicas do planalto, a fisionomia é dada por Eryngium pandanifolium. Já nos campos secos e alterados, principalmente pelo uso do fogo, são características grandes populações de Eryngium horridum, Os banhados são cobertos por Eleocharis bonariensis e Rhynchospora tenuis. Entre as demais famílias, destacamse, na fisionomia, espécies de Petunia, como Petunia altiplana (Solanaceae), e de Glandularia, como Glandularia megapotamica (Verbenaceae), pela beleza de suas flores. Algumas espécies de monocotiledôneas também se destacam pelo potencial ornamental, como Hippeastrum breviflorum, Hippeastrum santacatarina (Arnaryllidaceae) e Alstroemeria isabelleana (Alstroemeriaceae). No trabalho desenvolvido por BOLDRlNI et aI. (2006), encontraram-se 36 espécies ameaça das de extinção (SEMA, 2003), as quais foram classificadas segundo os parâmetros gerais adotados
322
SIMPÓSIO

pela União Internacional p 11'11 I vação da Natureza (lUCN, ti 11 I
Bioma Pampa

Os campos desse biorna, 11,1 versidade biológica (flora, ilIY\11 peixes, répteis e anfíbios, <IV' ros), além dos fatores abi li 11 antrópica a que estão SUb11 I 11 contemplados como área d 'I " portância biológica para cc I1,I' regiões da Campanha Ga(I\'111l Sudeste e Planície Costeira I " to alta importância biológi ' I 11011 vação, os Campos do Planult« pos de Baixada de Bagé (M~l Os campos, situados I "' I Estado são conhecidos 1.:1111111 de barba-de-bode", com ""11111 Aristidajubata no estrat "1" I míneas estoloníferas e riW11I1i1 palum notatum, Paspaluin 1/11 ' nopus affinis) constituirulu 111 inferior contínuo. POUCI! 11' es endêmicas ocorrentcs 111 mesmo porque a regiã t' II I caracterizada. De acordo com B 1(1 I os "pampas" e os campo " Rio Grande do Sul COII I 1 , mistura de espécies rn 'fI"Ii 'I crotérmicas, com UIlI 1'1'" primeiras. A presença '1111111111 cies C' , característicn Ili I cal, e de espécies C', di' 11111 do, num ambiente úni 'I I, I" conservação. Os campos meridkuuil oeste, sobre solos raso /11'1 estrato contínuo de 1'11111111 sas e estoloníferas, COIl 1'1\, 1 tum (capim-forquilha) 1\ \ ' (grama-tapete), entrem: Ild, nosas também estolon I I I chis burkartii (amen 10 111 II 11 mia bicolor (babosa-do i 111111
I

1111111 mais profundos I ,dlll participação de I" 1i li stacando-se as 111,,11//1/, Stipa setigera e ",'1, 11 .nbelos-de-por1/'/, ,1/, 11' 'Piptochaetium I 'li (ltI mia bicolor, /1, ,1/",/ltI smia incana, ,,' Irll'smia latifolia), 11,,1 \I 7l-ifolium poly1,10cios areais, situaI 10 1111 Rio Grande do ",,",, l'aspalum stella'/,"11I11 i Acanthosper, 'li IlIpl 'h -do-campo, I1 'Id'II l'S de solos are11(111), 1'111111111 ul-riogranI níuulmente cober, , IIIIIP.stre, original1111I' cupadas por I 10 I II'V res de baixo I I" 11 \'08 foram sendo 1 I" I .ruupliando as áre1111 IIi cns (GIRARllil I 'li!) I), Espécies cesI IIlIi""S, como as bar",/,'II/Ilata, Aristida fi0/ 1/11, Aristida circi1//1 /1/1/), Andropogon ,111 ,\I'IIvanus e Stipa 11 ) frcqüeutes, em
II
I

beira de estrada, junto da vegetação arbustiva, destacando-se Lathyrus pubescens, Rhynchosia diversifolia, Clitoria nana, Adesmia punctata, Galactia neesii e Eriosema tacuaremboense. Os campos arenosos do litoral são dominados por vegetação baixa, prostrada, radicante, caracterizada por Ischaemum minus, Axonopus affinis, Axonopus obtusifolius, Paspalum dilatatum, Paspalum pauciciliatum, Paspalum modestum, Paspalum pumilum e Panicum aquaticum. Muitas leguminosas são comuns nessa região, destacando-se Stylosanthes leiocarpa, Indigofera sabulicola, Desmodium adscendens, Desmodium barbatum, Desmodium incanum, Adesmia latifolia, Vigna longifolia e Vigna luteola. GARCIA (2005) cita como espécies mais comuns na região Ischaemum minus, Paspalum pumilum, Axonopus affinis e Pycreus polystachyus. Esses campos desenvolveram poucos endemismos, como Axonopus parodii, que é dominante nos solos mais arenosos do litoral na margem externa das lagoas.
Referências bibliográficas

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________________________________
24. CAMPOS DO RIO GRANDE 00 SUL: CARACfERIZAÇAO I I \ IN

~

323

nfvclCIII:Illp://www.lbllu.Huv.llI.lI I '~MMO 111 () clcjun.2006. . 1 (,', CNER H.M.2003.Diversidade 01' llCII 1 s LONCHI-WA , .. eae ln: 540 aI/doscampossul-brasileiros: oac .. P ,. gresso Nacional de Botânica. SociedadeBotamca do BrasilBelém.117-120. _. MATZENBACHER.\. 2003.Diversidadelorística os N f d campossul-brasileiros:Asteraceae.[n: 54° C~~gresso Nacional de Botânica. SociedadeBotamcado Brasil.Belém.124-127 .. MIOTTO,S.T.S., .WAECHTERJ.L. 2003. Diversida-

di' lilpllNlhll i"lIllll1l'ilN 1'1"11 d 0,,1 lIu,111: I" ('II/1}{II',WI MII/"'" / Soclcdud \ 1101 dil 1111111I 111m 11 MMII, 2002, IJlotf/jl(I/,\ltI//l/I' /I,,, /1, ill '"lijiCII~'(o d(' (fI'II.'I' "~I'"~ I
COIISl!l'lIaç o. 11/11/:111'1111 ," "fII

a estratégia para a ---WILIO dos campos
Carlos Nabinger1
ciada ao uso dos Campos Sulinos, decorre, fundamentalmente, do mau maI "IIIPOS d sul do Branejo imposto a este recurso. Entenda" 1/11" I C fauna, e sua se por "manejo" todas as ações que se1\1 1.1 1\, preservação do jam desenvolvidas com o fito de produ,.tI, I' C ntradizem à zir sem destruir, ou seja, de forma susI1 li' IIml/l ti esse ecossistentável e, em muitos casos, devolven" 1/1111"através da pedo à pastagem natural sua inata capaII illIlural - a base cidade de produzir produto animal, preI 1111, inda mais conservar o solo, as águas, a flora e a fauna ,,, dll t""'ura do gaúcho coexistente. Nesse sentido, a principal ,,, "" 1'/ 'fi paisagem dos e mais determinante prática de manejo 1/ hllllh· pccuária associé o controle da desfolha, ou seja, da pres" I 111 'stado pelas tasão que o pastejo exerce sobre as plan11111 desse recurso, 111 tas presentes através da remoção pre1111111 'arrendo numa U ferencial de espécies e de porções desI I () mil ha por ano e tas plantas. Essa prática é conseguida 111 " tlll1iu proporções através do controle da carga animal, que 11 11,IIIIi'lI~, Isso decorre deve ser feita em função daquilo que a Ividade pecuária pastagem oferece como forragem e da hl.,d, igrfcolas e, em capacidade de consumo daqueles ani11 IH'lo IlVanço das áremais. Portanto, é uma prática que não 111 ' crcida pelo culI envolve investimentos de capital, mas 11'/ 't't' 'l1temente, pelos que tem reflexos importantes no retor1111'1I uucnto industrial, no financeiro, como veremos adiante. I 11111" 'terminante ti da Outras práticas que potencializam a I ." vldade pecuária é produção animal, obtida através do ade"" li/ti fl remuneração quado controle da carga animal, ainda /1' I" produto animal, podem ser utilizadas, tais como o difeI" I Ihllidades de lucro rimento de pastos, o controle de espé" IIlividades alternacies indesejáveis, a fertilização do solo, 11111,I P 'squisa tem de/ a sobressemeadura de espécies cultiva" pl'illcipal motivo da das de crescimento hibernal e a suple",,11, (/11pecuária, assomentação.

//tul/li'l '1/'"/' si/eiros.l3ra-Oio, MMII/, til 11111 RAMBOB. 1952.Aji'/(illl/l/l'/'/" I, , . 11 Jesuítas 110 SII/ do 111'/1.11/ v I1 gre.394p.
dos ben '[feios
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11"1 PlantasForrageiras Agrometeoro/09ia a UFRGS. IICl. e d e-mai/:nabinger@ufrgs.br '1101 deForragem, relaciona capacidadedeconsumodoanimalemtermosdeseupesovivo, a " 111,1,' to. t expressacomo kgde MS/l00kgde peso vivo/dia. Máximo (l,) consumoé obtido I, I,,,()v zesa capacidademáximade consumodiário.
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324

S/MPÓStO

24. CAMPO S DO RIO GRANDE DO SUL: CARAGERIZAÇÃO

E E.I/IIM

2. O controle da desfolha via ajuste da carga animal A eminência de desaparecimento de muitas espécies forrageiras nativas, o processo de "arenização" em alguns pontos do RS e a invasão dos campos por Eragrostis planna são exemplos claros de que a pastagem nativa é sensível a essa pressão atual. Essa sensibilidade está associada ao fato de que o impacto do pastejo sobre a biodiversidade é muito maior que em outros biomas pastoris, como, por exemplo, nos de clima árido e semi-árido, Esa assertiva está baseada no modelo de MILCHUNAS et aI. (1988) que apresenta a resposta de diferentes ecossistemas terrestres à ação do pastejo (intensidade), segundo duas dimensões: o histórico de co-evolução do ecossistema na presença de grandes herbívoros e a condição climática preponderante na região, Esse modelo prediz que as pastagens típicas de climas subúmidos com curto histórico de co-evolução com herbívoros são relativamente resilientes e perdem diversidade lentamente com a intensificação do pastejo, Por outro lado, nas pastagens de clima subúmido, o modelo prediz uma relação unimodal da diversidade com a intensidade do pastejo. Nessa condição de clima, as espécies dominantes são gramíneas altas que competem com outras espécies, sobretudo por luz, Pequenas alterações na intensidade de pastejo, nos ecos sistemas de clima subúmido e curta história de co-evolução com a herbivoria, como é o caso dos Campos Sulinos, implicam em fortes alterações em sua diversidade florística e, conseqüentemente, em sua produção, De um modo geral, a biodiversidade aumenta em intensidades de pastejo moderadas e diminui em intensidades de pastejo muito altas ou muito baixas, sendo que a amplitude ótima para maior diversidade florística é bastante estreita, Apesar da importância dos de326
SIMPÓSIO

mais fatores condicionante di tação, centraremos, inicialnu 111, sente análise no efeito da il1l" I pastejo, tendo em vista qu ' 11 mas pastoris do sul do Bnllllllr I" no histórico de co-evoluçâo 1'111 herbívoros, o que os enqumhn I' de ecossistema mais vuln 'I' I I I sidade de pastejo. O uso de cargas anim I tem causado perda de coh 11111 tal, invasão de espécies ind« 11 são do solo e impacto arnh I 111 coloca o pastejo como s I1dll ti central no funcionamenlo dOI I ajuste da carga animal em 1l111i ponibilidade de pasto? t 1'/111 do, a variável-chave na di" 1111 geração ao determinar O 11111 vidade e a intensidade da d I A aplicação desse '0111 11 I nejo da pastagem nativa 1111 I Central do Rio Granel' ti" talvez os primeiros mod '1\1 ,I da produção primária c ti I 1'1 cundária nesse bioma, cunlser observado na Figura I I do-se os ganhos observ 11111 ao nível da média dos 111'1111111 70 kg de peso vivo/ha/tnuu que tanto o ganho p I' 111111" ganho por área, podem I 1\\ duplicados, conforme O 111 I de forragem que dis] 111\111 animais, E isso a cust ZI 111 houve qualquer outra IJtlh sumo além do man jo tI\ controlar o nível de 1'111111 , notar que praticamente 111,1 veis estudadas, tanto 111\I' ' ao animal quanto à p[\ 111 tram suas respostas I 11111 oferta em torno de I r\" I , foi obtida para a divcr 111111 índice de riqueza csp '11/1 a Figura 2 (CARVAU I ) I Nas ofertas de 12% c 11\\
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O ~aior estoque de matéria orgânica ver~flcado nos solos sob pastagens naturaIs bem maneJ'adas e' Ore fl exo da , capaCIdade que esses ecos sistemas têm

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Figura I, Parâmetros relativos à produção animal e da pastagem nativa da Depressão al do RS, em função de distintas ofertas orragem (adaptado de MARASCHIN

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16 12 Nível de oferta de forragem. kg MS/100 kg PV

Figura 2, Índice de diversidade H'( t) função d dif na s em f e 1 crentes níveis de oferta de ;rrag~m em pastagem natural da Depressão entra do RS, (CARVALHOet a1., 2003),

24, CAMPOS DO RIO GRANDE DO SUL: CARACTERIZAçAO

de seqüestrar C, e pode ser mais um serviço que os mesmos podem disponibilizar para a humanidade. Fica, portanto, evidente o papel central da intensidade de pastejo na maioria dos parâmetros do ecossistema, a começar pela sua diversidade florística, em acordo com o modelo de MILCHUNAS et aI. (1988). Embora não mensurados, outros taxa também devem apresentar respostas de magnitudes semelhantes, conforme verificado por vários autores (GUEVARA et aI., 1996; DAMHOUREYEH & HARTNETT, 1997; CAGNOLO et al, 2002; KRUESS & TSCHARNTKE, 2002; READ, 2002), evidenciando que o equilíbrio funcional do ecossistema depende da inter-relação entre os vários componentes abióticos entre si e com o seu meio físico. Naturalmente, o trabalho acima referido na Figura 1, conduzido por cerca de quinze anos com níveis de oferta fixos ao longo de todo o ano, moldou perfis diferenciados na pastagem. Desse modo, os níveis médios a altos de oferta de forragem determinaram uma típica estrutura em duplo estrato, ou seja, um estrato inferior formado por espécies de porte baixo, estoloníferas e/ou rizomatosas e um estrato superior formado por espécies cespitosas como capim caninha, cola-de-zorro, barba-de-bode, etc. Estas são induzidas a florescer entre meados a final da primavera. Em altas ofertas começam a ser rejeitadas e isso altera ainda mais a estrutura (grande número de colmos floríferos), fazendo com que formem touceiras altas com alta proporção de colmos e que são rejeitadas pelos animais quando a oferta é alta. A partir dessas constatações passou-se a estabelecer uma nova hipótese de trabalho que completasse as idéias até então desenvolvidas, que é a que segue: se esses colmos induzidos fossem consumidos logo que iniciassem a elongação (o
328

que ocorre quando o perfilh lil a florescer), a planta permano 111 alta proporção de colmos v' I I portanto, com uma estrutura 1'1 folhas que colmos. Essa altcru I' tenderia ao longo do ano, COI1li '11 l seqüências sobre o desemp 1111" A única forma de "incentivar" sumo seria através do aum '11111 I animal, ou seja, da diminuiç 11" antes. que essas espécies c 111I I rescer; portanto, na primavu , alterações na oferta ao I IW I I1 ções do ano foram testada 11I 2000, visando essa rnudançn I I mas os melhores resultado 11 mento tem sido obtidos qUIIIII, tém ao longo do ano uma 01 11' diminuindo para 8% apcnu II de primavera. Os resultadu I RESetal.(2005)eAGUIN t , obtidos em anos diferente /I área, são eloqüentes em di 111 enorme benefício resulrnun I tratégia de mudança de 011'11 , mitiu elevar o patamar de 111' Pv/ha/ano (conforme d '1111'/1 Figura 2) para cerca de '111 ' ha/ano; portanto, tripli '1I1Idl vidade média da regiâ ( /11I ano) ainda a custo zerol I" essa mudança na estrut \1111 I, permitiu, agora, mant 'I' 1111 de até 350 kg de PV/h I 1111 , ríodo de inverno e aind I 11'/1' peso nesse período, qllllllil necessário diminuir '1 '111 , 180 kg durante o perí (i1 I I li I1 que não ocorressem 111111 acentuadas. Portanto, nesse lipo ti I" fator a ser controlado \ 11" tancialmente os mcd 111 baseados exclusivann-uu I oferta de forragem '/I I " pastagem pode apr 'M '111111 seqüência primeira dll~11 1111,1

I li, 1111111111 tência de /I exi " 111'11k vegetação, mas I I I 1111 luncialmente pela , I" '"1 l'JH, pelo nível de 111" /I IH' 'I S de manejo IlIh 11 dlltl, c freqüência , "11111I ispécie e cate( 11/1 Ido de pastoreio e li 1111110 roçada, uso a Idlllul,IO, também tem 111111 118 interações I 11111'lu-m conhecidas.

compreender os fenômenos de dinâmica vegetacional em pastagens de diferentes graus de heterogeneidade. O estudo dos processos de consumo e seleção de dietas é central para o entendimento dos processos que resultam nas respostas produtivas. Ainda, se considerarmos a importância da combinação de diferentes espécies e raças animais, como, por exemplo, a ovinocultura teve em "moldar" a fisionomia da maioria das formações campestres do sul do país, o estudo de seus efeitos associados também necessita ser considerado neste tipo de estudo. A região subtropical do Brasil apresenta características particulares de dima e, até certo ponto, de solos, que a colocam em posição privilegiada em relação a outros ecossistemas naturais. Esses ecos sistemas são importantes para a qualidade da atmosfera e da hidrosfera, assim como para a biodiversidade e porque compõe a maior parte da ecologia do território. Eles não podem mais ser considerados apenas como um meio para obter produtos animais, a fim de atender às demandas alimentares da população humana, Ecossistemas pastoris devem ser manejados com múltiplos objetivos, correspondentes às diferentes funções que esses ecos sistemas desempenham: ambiente, biodiversidade, ecologia do território e produção agrícola com benefícios socioeconômicos.

4. Referências bibliográficas
principal dispastoris mais IIdlll1l1nl dos objetivos 111I 1 'S devem cum'li I 111d 'ntificação das l IIIIIIi udividuais e de I J1lln .ipalrnente em I 111I""111, procurando
••

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SIMPÓSIO 24. CAMPOSDO RIOGRANDEDO SUL:CARACTERIZAÇÃO1\ I

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C:oNSERVAÇAOOSCAMPO''';S----------·--------D

329

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de estudo quantitativo pífita
Rodrigo de Andrade Kersten 1

Em um dos trabalhos pioneiros no mundo a quantificar o componente epifítico, WAECHTER (1980) dividiu os forófitos em intervalos regulares de 3m de altura (Figura 1), nos quais anotou a presença de espécies, sem considerar indivíduos. O valor de importância foi calculado pela média das freqüências relativa sobre os indivíduos e sobre as espécies forofíticas [NRi= 100Nfi(INfi)·I; SRi= 100Sfi(ISfi)·I; VIE=(NRi+SRi).2·', onde NRi = ocorrência nos forófitos, Nfi = número forófitos com a espécie, SRi = ocorrência sobre espécies forofíticas, Sfi = número de espécies forofíticas com a espécie epifítica, VIE = valor de importância epifítico (percentual de importância de MUELLER-DUMBOIS & ELLENBERG, 1974)]. A diversidade (índice de Shannon) foi calculada sobre a ocorrência nos indivíduos forofíticos. Em 1992, Waechter repetiu a metodologia em dois sítios do Rio Grande do Sul. A análise de distribuição espacial, nos três casos, foi considerada como sendo a distribuição horizontal (a variação entre forófitos individuais e específicos) e a distribuição vertical (estratificação). DISLICH (1996) quantificou a flora epifítica sem trabalhar com estratificaçâo, considerou as freqüências nos forófitos e nas espécies forofíticas para o cálculo do VIE. SCHÜTZ-GATTI (2000) mescla a metodologia de WAECHTER (1980) com a de STEEGE & CORNELISSEN (1989), dividindo o fuste em

I' li, I I 1\ 1<1 Biológicas e da 5aúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Rua I' 11111 V"III/. Centro de Ciências Ambientais e da Saúde. Curitiba, PR CEP 80215-90l.

330

SIMPÓSIO

24. CAMPOS DO RIO GRANDE DO SUL: CARACTERIZAÇÃO E I \ IIIAI

intervalos regulares de 2 m de altura e a copa em ramos primários, secundários e externos (Figura 1). Utilizou, para o cálculo do VIE, as freqüências nos intervalos, forófitos e parcelas. KERSTEN & SILVA (2001) basearam seus estudos no trabalho de WAECHTER (1980) e incluíram a freqüência nos intervalos para o cálculo do valor de importância [VIE=(FRi+FRj+FRe).3" sendo: FR = freqüência relativa, i= sobre os forófitos, j= sobre as espécies forofíticas, e= nos estratos]. O cálculo deste último parâmetro segue a lógica dos demais. Trabalhando também com quantificaçâo e distribuição espacial, GIONGO & WAECHTER (2004) calcularam as freqüências relativas por segmentos (copa e fuste) e consideram o valor de importância epifítico como a média destas freqüências. Calcularam também a diversidade por segmento e discorreram sobre a distribuição espacial das espécies. Tais métodos não consideraram a diferença de biomassa entre os indivíduos. Assim um Hymenophyllum podem ter o mesmo VIE de uma Aechmea, conquanto suas freqüências sejam semelhantes. Tentando atenuar esse problema, KERSTEN & SILVA (2002) e GONÇALVES & WAECHTER (2002) incluíram estimativas de dominância em seus levantamentos. KERSTEN & SILVA (2002) dividiram a árvore em três "regiões ecológicas": fuste-baixo, fustealto e copa (Figura 1) e atribuíram notas

de estimativas de dornin 111I I I espécies nesses interval s (I de pequeno porte e isola I I , de porte mediano ou granrh pequenas espécies e 3 grande porte ou espéci 'N 11 grande cobertura). O VII\ 1111 unicamente sobre ti 111111 [VIE= 1OOvt.(I,vt) ,I , senti" I tória das notas obtidas III 11 GONÇALVES & WAE '11'11 I consideraram valores de '1111 " bre todo o forófito, em H ' 0% - 15% - 30%·4591: .11111 100%. Utilizando o valor 1111 di, classe e a freqüência sobre \I I1 forofíticos, calcularam o VII KERSTEN (2006) 11111111 111 notas de dominância CQIIIIII" fitossociológico, diferem '1111111 trabalho anterior (KER "1'1'N 2002) considerou cinc 11111 notas, mais esparsament '11 1II1 3, 5 , 7 e 10 - Figura ) I dividiu os forófitos em (I( \ I 111 nas (fuste baixo, médio (' 11111 terna e externa - Figu ru I) " I do da abundância de ep 11111 " tas estudadas. A atribuição de notas 111111 parâmetro "dominância' 111111 1 gia arbórea, calculado sobn- I' li expresso em m2/ha. Dcssn 1111111 maior a biomassa da árvuu 11' sua dominância. A mcsm I 11,I zada para a atribuição di' 111'1 '

1llllII':;p6cic maior a nota. 1" Idl' I' atribufda tanto a ti, • I 111 porte quanto a I' 1111111 indivíduos de méli' I 11 Illdhuição de cinco de I, 10), sã atribuídas três tll"l' S indivíduos pe11I11 Idlll):; médios ou muitos 111I111)'7 - indivíduos de 1111 1l111i( indivíduos de 111111 .ssc , adiciona-se d 1'111111livíduos pequenos 1 II I) I' iutra para indivíduI, 1IIIIIHlÍlosindivíduos de 111I1111 Alguns pressu10). I 'I I 1 rh 'Iecidos: uma VriI ,I. 1"11'.xcmplo, nunca re'1111 r freqüentemente 11111/1 Peperomia sempre 11111 I \11'[ue recubra granI 111111, rchidaceae mai/I 1111/,111,11 exemploi recer 11111111 ,as Grammitida1 I I 111111 .cbern 1, e assim 1"
I

Metodologias que consideram parâmetros relativos são também aplicadas em outras sinúsia e mesmo em outras ciências. No estudo de espécies herbáceas, é comum o uso de estimativas de cobertura (BRAUN -BLANQUET, 1979) com parâmetros indicados por números: 1 = indivíduos isolados, 2 = pequenos grupos, 3 = grandes grupos, 4 = grandes massas, 5 = população contínua, e o índice de herbivoria (DOMINGUEZ & DIRZO, 1995) considera escalas numéricas para avaliar o grau de predação de uma folha. No melhoramento genético de populações, uma técnica consagrada utiliza-se de "notas de vigor" (DESTRO & MONTALVÁN, 1999) como critério de seleção para os indivíduos. Na atribuição de notas, e aconselhávelo uso de um intervalo maior de notas (1-10, não 1-3), Ao trabalhar-se com menor intervalo, superestima-se a freqüência, em detrimento da abundância. Espécies de porte pequeno podem facil-

kJ"

1 1 Orchidaceae 2 PoIypodium 3 V'iesea 4 4 Araceae

11

Cada espécie receberia nota 3

.".,<,.11..•.,•......

'_"<~'.
WAECHTER 1980 STEEGE

\1"

'~"'."

s CARNELlSSEN 1989

SCHOrZ-GAm

2000

KERSTEN &

OU IJA

Cada espécie receberia nota 10

Figura 1. Metodologias utilizadas por alguns pesquisadores em estud distribuição espacial do componente epifítico vascular.
332

I

I

, oIl1~ll~h'-C de notas de abundância utilizados no levantamento quantitativo p 01'1 Iguaçu, Paraná (valores contabilizando o forófito como um todo). 11110

mente, pela repetição, obter maior valor de importância que espécies de grande porte. Uma espécie de tamanho mínimo (Peperomia sp, por exemplo), sendo registrada em três zonas consideradas (1 + 1+ 1), recebe a mesma dominância que uma Aechmea de grande porte registrada somente na copa (nota máxima 3), enquanto, na verdade, a biomassa da segunda é bem maior que a da primeira. Para iniciantes no estudo do epifitismo, aos quais atribuição de notas pode ser complicada, recomenda-se utilização de classes de cobertura (GONÇALVES & WAECHTER, 2002). Caso a utilização de notas ou classes de cobertura não sejam possíveis, recomendase divisão da árvore em intervalos de 1 ou 2 m, pois aumentando-se as "repetições", aumenta-se ,a precisão do método. Em áreas com epifitismo pouco conspícuo, os valores de dominância podem tornar-se inócuos (KERSTEN et a!. submetido). Quando anteriormente ao levantamento quantitativo é realizado o levantamento florístico, a atribuição de notas torna-se mais fácil, por já serem conhecidos os padrões dos indivíduos de maior porte e dos de menor porte. Além disso, com uma florística completa, já sendo conhecidas também as espécies raras, não é estritamente necessária a estabilização da curva do coletor, mas sim a estabilização do valor de importância das principais espécies. Ou seja, quando sua importância parar de variar, o levantamento está estabilizado. Por experiência (Kersten d.n.p.), cerca de 50 forófitos são necessários para isso. A divisão da árvore em regiões ecológicas tenta retratar o que é apresentado pela própria natureza. O fuste é, de forma geral, a região da árvore menos propícia ao estabelecimento de epífitas (maior dificuldade no estabelecimento pela chuva de "sementes" e menor acú334

mulo de umidade). O fusl '11" ' próximo do solo, apresentu 11111 diferenciadas para o estab I' 111I epífitas, sendo comum o r !l li. pécies herbáceas norrnalmeuu I tres (umidade mais constante 11 do dia). A porção superior d 1111' " ser tratada como um tod (I 111 & SILVA, 2002) ou dividida 1111 (KERSTEN, 2006). Essa divl I' I ca-se em regiões com epifitl 1111 dante e representa o ambicnu I' pelas espécies que "desceram" ti I em geral por crescimento Vl'Il1 11 copa pode também ser tratadn uun única região ou dividida em plllll interna (caso considerada) 111 primeira bifurcação (galhos illltl grossos e protegidos), a COlHI engloba os ramos mais nov lN I 111 postos; pode-se, ainda, cons 111 I copa média entre estes. Considera-se que o m 111,11 " de quantificação até agora I ' IlItI da divisão da árvore em "Wllil rais", acompanhado de esthn 111 abundância, como em I I II (2006) e GONÇALVE' I CHTER (2002). Como sel;(l11 1 1I metro, sugere-se a freqüên ' I1 indivíduos forofíticos. Ouaruh pregadas estimativas de d01l1 1'" utilização da freqüência nos t' I1., zonas) é menos recornend 11111 qüência nas espécies for r I I1I geral, parâmetro com varilll; li pequena, e, por tanto, tamb '111 li mendada. O número de zonas cI VI acordo com o "grau de cpll I1 11 formação. Em Floresta 011111" 1/11 sa, é recomendado a divis li ti" em, ao menos, cinco zonas; \1111111 de SCHÜTZ-GATTI (2000 ti I do fuste em intervalos regulm I copa em zonas (Figura I), 1'111 I ções com epifitismo men N 1,.11

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S/MPÓS/025

Composição Florística e Ecologia Pteridófitas Epifíticas em Cyathea no estado do Rio Grande do Sul, B
Jairo Lizandro

Introdução As pteridófitas constituem um importante grupo de plantas com cerca de 9.000 a 12.000 espécies vivas distribuídas em todo o mundo (TRYON & TRYON, 1982), das quais cerca de 2.600 são epifíticas (KRESS, 1986). As samambaias arborescentes servem de suporte mecânico para a ocorrência de epífitos, sendo que vários estudos citam espécies de pteridófitas que crescem exclusivamente ou preferencialmente sobre o cáudice dessas plantas, tal como realizados por CORTEZ (2001), WINDISCH (2002), SCHMITT & WINDISCH (2005) e SCHMITT et aI. (2005). No sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, com exceção de Dicksonia sellowiana Hook. (Dicksoniaceae), todas as espécies de samambaias arborescentes são ciateáceas: Alsophila capensis (LJ.) J.Sm., A. setosa Kaulf., Cyathea atrovirens (Langsd. & Fisch.) Domin, C. corcovadensis (Raddi) Domin, e C. delgadii Sternb. Apesar do epifitismo destacar-se dentre as pteridófitas, existem poucos estudos que tratam especificamente da pteridoflora epifítica (SOTA, 1971; 1972; MÜLLERet aI. 1981; LABIAI(& PRADO, 1998), de epifitismo sobre samambaias arborescentes (BEEVER, 1984; HEATWOLE, 1993; MEDEIROS et al., 1993; CORTEZ, 2001;

SCHMITT & WINDIS('" SCHMITT et al., 2005) 11 di 1,1 tas epifíticas em samambaia 1111", tes e angiospermas (MOlt 2003). Diante desse cont 'xiii, I I te estudo apresenta a ptcrklulh 'I tica em cáudices de Cyathcm I "' , Grande do Sul, enfatizando 1111 sição florística, seus aspecto 1111, ficos e sua distribuição v '1'1 1'/11 Material e métodos Durante o período de j 1111 11 a maio/2005, foi realizado () li, 11111 to florístico em diferentes "\'P , gráficas e tipos vegetaciouu 1 Grande do Sul. Para a idcnt 111 , espécies epifíticas, foi utilizatku 1 '11 o sistema de classificação ti' I I TRYON (1982). Espécim 'S I I, encontram-se depositados 1111 11 Anchieta (PACA), da Univc: ,", Vale do Rio dos Sinos. Os 'plll, I classificados quanto ao liplI 111 , com o forófito em categoria 11 1,1 propostas por BENZING (I )llIlI I analisados forófitos de to 111M 1i 1 de Cyatheaceae do Estado, I 1'"

ção deAlsophila

capensis que

11

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contrada nos trabalhos de '111111" Para o estudo dos aspc '111. 111 gráficos, as espécies de pl 'I' tllIlll , fíticas foram distribuídas '111 1111 ,

, Docente e pesquisador E-mail: jairols@feevale.br

do Centro Universitário

Feevale, RS-239, 2755, CEP 93352-DOO, Novo 11,111111111I

mente ou preferencialmente em samambaias arborescentes, a conservação dessas plantas merece especial atenção no que tange à conservação de espécies. As pteridófitas arborescentes na floresta ombrófila densa (17), formações pioneiras (16), floresta ombrófila mista (17) e estacional semidecidual (21) foram mais ricas em epífitos de que a floresta estacional decidual (12). Alsophila setosa apresentou grande heterogeneidade de pteridófitas epifíticas associadas em relação às Cyathea spp., indicando uma forte influência dessa espécie forofítica como causa de diferenciação florística. A Encosta Inferior do Nordeste apresentou o maior número de espécies epifíticas (23), sendo que geralmente as regiões fisiográficas com maior número de pteridófitas epifíticas coincidiram com aquelas que apresentaram também os tipos vegetacionais mais ricos em epífitos e espécies forofíticas. A riqueza de espécies epifíticas, bem como de Cyatheaceae registra das em relação à longitude, constituiu uma seqüência decrescente em direção oeste, diminuindo gradativamente com o aumento da continentalidade, em direção às regiões mais secas e interiores do Estado. O número mínimo, máximo e a média de espécies por cáudice foram, respectivamente, um, sete e 2,34. A correlação fraca entre altura do forófito e número de espécies (r = 0,326; p<0,001, n = 281) indicou apenas uma pequena tendência de aumentar a riqueza em plantas mais altas. As famílias com menor amplitude vertical foram aquelas com espécies que preferem ou toleram muita umidade e pouca luz (Hymenophyllaceae), hemiepifíticas (Blechnaceae) ou holoepífitas acidentais (Pteridaceae). O contrário foi observado para Aspleniaceae e Polypodiaceae, cujas espécies são predominantemente holoepífitas habituais e que possuem adaptações para tolerar menos umidade e mais exposição à luz.

••

iicXOGIA

DE PTERIDÓFITAS EPIFíTlCAS EM CYATHEACEAE NO ESTADO

DO RIO GRANDE DO SUL

337

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I"" I,~,h ,,111 d,,11I1I '11111111 I1 ~1111i1l11l11I1"IIIiIlIIl~dl '''"1 li' ,,""1 VII 11111'I" 11 11,,111 11 IIN' I' I" I "" 1111111111111 '/lI. 1\ 'lIl. ~1I'fliffHI" 1':f()UI'I,I,f,: Nfllll(StlN SI I )~ffl'll'flflflll'"llIfll/flfllfI" l'plp"yl 'H 01111;111: ' (I 1//(/1""1/ HPp.) IInd "li " «( }VII"c I 'OUJli!tI) II'e' f II'II~11111fllWIIIIIIIIuin f I'CSI. efúyalla 14: 71f r 74,199 , M flAN, R. ,.: KLfMAS, S.; CARLSEN, M, Low-trunk cplphyltc fcrns 011tree ferllS versus angiosperms " 111 osta Rica, Bio/ropica 35 :48- 56 2003 M ULL.ER, L.; STARNECKER, C.; WINKtER, Zur Okologie epiphytisher Farne in Südbrasilien. I. Saugschuppen. Flora 171 :55-63, 1981. SCHMITT, J.L.; BUDKE, J.C.; WINDlSCH, P.C.As-

~spécic ASPLENIACEAE Asplenium claussenii Hieron. Asplenium gastonis Fée Asplenium harpeodes Kunze Asplenium inaequilaterale Willd. Asplenium incurvatum Fée Asplenium mucronatum C.Presl Asplenium scandicinum. Kaulf. Asplenium serra Langsd. & Fisch. BLECHNACEAE Blechnum binervatum (Poir.) C.Y.Morton & Lellinger Blechnum confluens Schltdl. & Chamo DRYOPTERIDACEAE Ctenitis sp." Las/reopsis amplissima (C.Presl) Tindale Polystichum sp." Rumohra adiaruiformis (G.Forst.) Ching HYMENOPHYLLACEAE Trichomanes anadromum Rosenst. Trichomanes angustatum Carmich. Trichomanes polypodioides L. Trichomanes radicans Sw. PTERIDACEAE Adiantum raddianum C.Presl Doryopteris pedala (L.) Fée POLYPODIACEAE Campyloneurum austrobrasilianum. (A1ston) de Ia Sota Campyloneurum nitidum C.Presl Microgramma squamulosa (Kaulf.) de Ia Sota Microgramma tecta (Kaulf.) Alston Microgramma vacciniifolia (Langsd. & Fisch.) Copel. Niphidium rufosquamatum Lellinger Pecluma paradiseae (Langsd. & Fisch.) M.G.Price Pecluma pectinatiformis (Lindm.) M.G.Price Pecluma recurvata (Kaulf.) M.G.Price Pecluma truncorum (Lindm.) M.G.Price Pleopeltis angusta Humb. & Bonpl. ex Willd. Polypodium catharine Langsd. & Fisch. Polypodium hirsutissimum Raddi VITTARIACEAE Vittaria lineata (L.) Sm. TOTAL

A I roA HAB A I HAB HAB HAB ACI HMS ACI ACI ACI ACI FAC HAB HAB HAB HAB ACI ACI HAB FAC HAB HAB HAB FAC ACI HAB HAB HAB HAB HAB HAB HAB

S.

X X

X

X
X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X 31

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OGIA DE PTERIDOFITAS EPIFfnCAS

EM CYATHEACEAE NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL