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SIMPÓSI029

Tendências da restauração ecol baseada na Nucleação

P r omover um a n ova di nâmi ca d e s u-

c essã o eco l óg i ca , o nd e ocorra m ní ve i s i n -

t e n sos d e int eraçõe s e nt re pr o dut ores,

co n s u m id ore s e d eco mp os ito r es , num c i-

cl o c o n t í nu o d e n asc i me nt os e m or t es , é

p ri n c ípio f und a me n ta l p ara a rest a u ra -

çã o eco l óg i ca. Po r é m , a m a n e i ra pr ag m á-

ti c a d e " apressar " a s u cessão, e / o u e n-

c u rtar ca d a u m d e seu s e s tág i os , t e m s id o obj e ti vo b ási co e m m uit os p ro j e t os para

rec u pe r ação d e áreas degrada d as . "Mo-

d e l o s " si m p li s t as, qu e se r estrin ge m , b a -

si c a m e n te , à d e fmi ção e à in terpretação

qu e a s u ce s são n a tur 11111'

a r . O q ue q uer e m S " I 11

t a ur ação? Recr i a r (;1111111111

r a i s o nd e os pr oce ss o I' I

m a nt e n e d ores d e ' s l l Il " l ll ência. Conce p çõ e s d l l 11,1

" limpa, orga ni z ad a o 1111

s

p r etada co m o p l a i I i o l i, 'I linh a e man t i d o l imp n

m e n os p rezam a s e l up l l 111 ces s o s u cessi o n a l I"" 01 importâ n cia d es se s ch 111 I

od i ve r s id a d e c o m o 11111 I

I

d

os g ru pos eco l óg i cos e da forma de u sar

so

c ied a d e com UII 1 \ 1'"

e

associar a s p l a n tas d esses gr u pos e m

d

e qu e só a f l o r c s t \ 111

p

la nt i os conve n c i o n a i s são t rad i c i o n a l-

e

n tend er as c o m p i t o 11 11

m e n te u ti li zado s para s i m ul ar as con di -

ç õ es da reg e n eração na t u ra l . No d ese n-

vo l vime n to d e s ses mo d e l os, a preoc u pa- ção é t ão somen te a d e qu a r-se à fac ilita- ção do tra b a lh o o peracional e re du z ir

c u s t o s de imp l a n tação em gran d e e s ca l a ,

b asea d os e m téc ni c a s s ilv i c ul t u ra i s qu e garantam pro dut ivi da de e m aior bi o m as-

s a v egeta l . Os p l a n tio s d e mudas , n a fo r-

ma qu e ve m send o p ra t i c a d a há d eze n a

d e ano s, mos t ra-se in s u f i c i e nt e p ara ga -

r a nt ir a m a nut e n ção da var i a bilid a d e ge -

né t ic a d o m at e r i a l i nt ro du z ido . Ness e sent ido, t a i s ações in i b e m i n t e r a ções es - senc ia i s d a co munid a d e , implica nd o e m

os vár i o s e l eme n t o d l l \

n

mir a t arefa d e , p r 1111 " "

trui r n ossa c o n 'I''. 11' I,

d ep o i s d isso r c s unu r n I

a natur eza " é c h n u un I ' I

misso éti co CO I 1 1 1 11 I til

Pe n sa n d o n u 1'1' 111111 processo d e l o n o 1"11 tem se u pap e l pur I " I

munid a d e s, a c ' I '1/11 ,

t

o process o d e 1'(' 111111

na co n s t r u çã

e m d a r d i r ec i n t un 111,

a - s e um corn p r

111

a p er d er funçê ,

11

t i ' \ I '111 I

b

a i xa di vers id a d e e fo rm as d e v id a , es -

l

es

qu e corr SI tlI l l I iIrl

tag n a nd o a s u cessã o n a tu ra l .

t

u ra l d a p a i a g '111 N I'

De nt ro d esse co nt ex t o , d eve m os re-

z

a r o re s t ab I ' t ' 1111111

p

e n sar: o qu e é r est aur a r ? Res t a u rar

b

r e a p rodu t i v id

1"1

"

s

i g ni f i ca a mpl iar as poss ibilid a d es p a r a

n

i festa ção d a s r I

1111

I Doutoranda em Recursos Genéticos Vegetais, UFSC. E-mail: tres_deisy@yahoo.c

." I.r

s u ce s são , os q ua i s a t en d a m ao co n cei t o

e es t a b i lidad e (PI MM, 1 99 1 ). A área

?

Im p act~d a d e v e se r c o n s id era d a p o n t o

d

e part i da para o restabele c i m e n to d e

n

o v as espécies q u e , ao se i m pl a nt arem e

c

o mpl etare m seu c i c I o d e v i d a , m o d ifi-

c

am . as con di ç ões físi c as e b i o l óg i cas d o

a

m bient e , p ermi tind o qu e o utr os o r ga -

ru s m os m a i s e x igen t e s possa m co l o n izá - 10. R esgatar p rin cípios e co l óg i co s b ási -

cos ba sea d os e m pr o duti vi d a d e d e n í v ei s

t r ófico s, e n tra d a e f lu x o de e n erg i a e re la ç õ es a lime n ta r es ( ODUM , 196 8) é

f und a m e ~ta l e d eter mi nan t e em proje -

t o s qu e . v i sem r e staurar áreas d egrada -

d , a s' . A li ar e s sas t eor i as à a p l ic ação d e

t é c ni ca s de nu c I eação, qu e pro m ova m

~ m a um e nt o n o r it mo s u ce ss i ona l a p a r -

t

consu mid o r e s e decompos i tores é gara n ~

t

com pl ex id a d e d e int e r ações .

ir d a cone ct ân ci a e ntr e p r o dut o r es

ir um a bi o di ve r s id a d e e l eva d a e um a

A apl i cação d o pri n cípio da nu c I ea -

ção e ~ p r og r a m as d e res t a u raç ã o a mbi -

~ta l m d u z a u ma h e t e r oge n eida d e d e

e

nu .c I eos co m d isti n tos ri t mos s u ce ss i o -

n a i s, pr o p icia n do u ma mai o r r e sili ê n c ia

a m . b i enta l e conse qü enteme nt e

mai or es t a b i l i d a d e di n â m ica d os ecos-

~ i s te m as~ As s oc i ado a esse princí pi o, a

mt . ro du çao d e conceitos d e eco l ogia d a

u m a

p

a i sage m vem . per mitind o a in tegraçã o

d

a h eteroge n e ld a d e e s p ac i a l e d o c on-

c

e it o d e esca l a n a a n á li s e eco l ógica, tor -

n

a nd o . o s t :a b al h os d e r esta ur ação a in-

d

a ma i s a pl ica d os à reso lu ção d e pr o bl e -

m ~s a mbi e nt a i s . A in c o r p o r ação do s co n- ce rt o s d e frag m e n tação , permea bil i d a d e

d a m a t riz , c?n~ c tivida d e d a paisagem,

co rr e ~ o r es b io l ó g i c o s, f lu xo gê n i c o e d e

orga m s m os faz avançar a v i são d e res - taur ação d e mo d o qu e as ações em áre -

as d e g ra d a da s se j a m ma is e f ic i e n tes.

A in corporação d e co n ce it os d e s u-

c

e ssão eco l óg i ca e eco l ogia da pa i sage m

e

~ t r ~b a l~o s s ob re res t a u ração te m t r a -

z

id o s l gmf i cativa s m ud a n ças meto d o l ó -

gic as para es t as a tividad es.

U m a d e l as é

da s , pro p õem- s e

a aplicaçfio di I

a

sina l ização da i mpor tâ ncia

de s e reali-

de nucleação através da i l 1l l ' l lIlll

zar diagnósticos

d a s á re as e m es tudo ,

módulo s de r estaur açã o 1 1 1 1/ lI !

a n t e s d a a p licação d e q ualqu er t é cnica

rem r e s t a ur a d as (2 . 50 011 1 I

p ar a definir a

m

e co s sistem a, h á n e c ess id a d e

lhor entendimento

cessos ecológicos que oco r rem n a comu-

nidade . Dess a forma , a a v ali aç ão

tencial de regeneração

r e levantes in f o r m a ções

de decisões sobre as ações mais apropri-

adas n a r e st au r a ç ã o

área degrad a d a . O banco e a chuva de

s e m e nt e s ex press a m a dinâmica natur a l

da v egetaç ã o e s ão indic a dores do p o - tencial de r es i li ê nci a de uma comunid a -

d

das para a restaur aç ão

dadas , pode- s e defi n i r como um a p ri -

de re st aur a ção .

P ort a n t o ,

elhor e st ra tégia

p a r a r e s t a ura r

d

um

e um m e -

de um a sé r ie de pro-

do po -

pode f orne c e r

para a tomada

eco l ó g i c a

de um a

e. Na def i n i ç ã o

d e es traté gias

a dequa-

d e á reas de g ra -

5

seguin t e s

, 92 %

da ár ea deve se r u l i l l ~l I d II

d u a s 1 1 ' 1 1 11I

técn i c a s:

de g a lh a ria

p a ra a brigo d a fauna - 1 8 111 ) ) , 'I

po s i ç ões de solo (20m 2 ), I b I 1

A

tiva s c o m fun ç ões nucl ead t 1 / 1 doi s tipos de poleiros artificlnl I um poleiro de pinus anel a d o ( I' pol e iro s de t o rr e d e c i p ó (vlvu)

( Ie iras de r e s ld u u

11

nde rs on (agrupamen t o s

d i ' 1 1111

A ap li c a ç ão

das té cni '1 1 "

sã o ecológica t em mo st rad o 1 1'1I dad es e m a um e nt a r a bi o I l w l 1I

pr odut o r e s

v

d a de adv i ndo s d e fragmenta

prese rvado s.

p a r a a área d c l ' l l d l l l l

de núcleo

1 1 1

és d a f ormação

O s uc es s o 1 1 ( 11 1 1 11 0 1

meira e tap a de diagn ó stic o ,

a av ali a ç ão

d

e té c n i c as nu c l ea dor a s

1 1 1 1I li ll

do banco de s e m e n t e s e da chuva d e se -

d

e d e p e nd e rá

d e algu n s

r 1 i I 1

mente s . P o s te r iorm e nt e ,

adoras podem s er p ro post as pa r a po te n -

c

té cnic as n u c l e -

d es s as áreas.

i a liz a r a res t a ur aç ã o

como o g r a u d e d e g ra d a ç ã d / l \I

ximid a d e ou nã o de ár ea s 1 1 1 ( " ' "

t a d as q u e s e r vem co mo S U l " 111

O

a p or t e d e se m ent es d e ár ea s di ag -

p

rop á gulos , a e x i st ên ci a

I ' 1 1 11111

nosticada s p o d e r epr e s en ta r a pot en cia-

p

a z es d e t ra nsport á -lo s

e t i

\

I

lid a d e de suc e s sã o

l oc a l at ra v é s da dis -

pl a ntas mantenedor a s e I ' 1 1111

persão alócto n e e a u t óctone

da

d i vers i dad e g ené tic a re gion a l at r avés do

fluxo g ê nico . O f luxo d e s e m e n te s t em capacidade d e man t e r o dinam i smo do banco de s eme nte s e do banco de pl â n -

tulas, d a ndo continuidade

tes e , con s e q üen t emente,

de ' se m en -

o a umento

ao processo

sucess i on a l . E m paisagens com poucos reman es cen t es f lores t ais , os fragmentos

adjac e nt e s às áreas degrad a das são a

m e lho r fo n te de propágulo s

ner a ção, sendo u m fator important e p ara

para a rege-

a

colon i zação do local e o início do pro -

c

e sso suc e ssional s ecundário.

A partir dos r e s ultados alcançados

a e tapa de diagnóst i co e seguindo a pro -

n

post a de RE IS et aI . (2003), além da sucessão n a tu r al das á re a s diagnost i c a -

406

dur a nt e

s e com animai s, e os polinizaduu

vem-

todo o a no . A s 1 ' 1 1 11 111

e

m v á rio s

nív e i s di' 1111

em um papel fund a me n t a l 1 1 11I1

de r e staur a ç ã o, g aran t i n d

co e a formação de sernent "

1 1 1

O 11 11

T

écnic as d e nucleação

para r e s tauração ecológica:

de sol o : t i 1 1 1 111I

de pequenas porções d e solo 111 dado repre s enta gran d e s P I ' II " "III de r e coloniz a ção d a ár ea C UI I I11 1

ganismo s ,

pécies vegetais pion e i ra s. A I ' 1 11"

sidade de micro , me so e 1 11 ! H ' 1 I1 mos , o solo cont é m u m CS I IIl I Il

men t es

a

T

r a n s posição

sementes e p r o p I ""

viáveis , d e sd e a s U 1 1 "1

mais profunda , I

t é c am adas

I t i l I o u s c mpo n e nt e s ,

IIl h

1I

I II I t l I I , 11 intro dução

o

i ' lI\ mtes. E m comu-

de

o r i g inais , via

11

1111d1ud1 c

a ve l oci -

\11 11 111ec l ó g i ca , por per -

"1 1 1 1 1 1 ' 1 1 1e l e es p é cies I t i l vklu. Es s e s núcleo s

11 1I ' " . rnat iv a s eficien-

I 1111, n um c nta

de

11111 11 1lI11 111' am a ior resili-

1

11d l l s á r ea s degr a d a -

I 111h 111~ rv ir c omo tram-

I 1 1 dl l ll ' i b u í dos

na paisa -

II Il Il d ll (l Ilu x o g ê nico do s

11111 I I I I l I 1 l l Se , con s eqü e n -

1I1 1 1 1 1 dtl\i co nect i vidade

hl ] lll l l ' , e l e que a parti r

,

t i l

I I I I ! l lI S, u m

uúclc

s de solo d e novo ritmo

1 1 11r1n a li za do na área,

I t i l I u l rl b u tos e funções

11 1 1 1111 1c' 1o1n1se<rvado. :

11 11 111 1 'u n i s mos (R E IS

1

e

ecológicos, o s quais po-

tencializ a m os fluxos d e organismos en -

d

a , trampolins

tre h á bita t s e aume n t a m

d

e d a paisag e m .

a con e ctivida -

A

grup a mentos

de espécies nativas

com f unções nucleadoras : forma çã o de

pequeno s planta s d e distintas

va

mente com pr e cocidad e para florir e m e

núcleos onde são col o cadas

formas de vid a (er-

lianas e árvores),

geral-

s, arbu s to s ,

r ut i fic a r e m

f

d e f orma a atr a ír e m pred a -

dor es, polin i z a dores,

compo s ito res

I s so g era, r a pid a m e nte , condições de

e de-

di s p e r s ores

p ara o s núcl e os fo r m a dos .

adaptaç ã o e repr odução d e o ut ros o r ga -

ni s mo s . A e f e tividade do

nú c leo s cri a dos a tr a v és do s a gru pa men -

to

dad e , q u ando

núcleo s pr e vir um a con t ínua produç ã o

de alimento dur a nt e todo o ano da for -

m a mais d i v er sif i cada possí v el . O plane -

conjunt o

de

s concr e tiz a - s e

em s ua máxim a ativi -

o planej a m e n t o

d es t es

j

a

m e nto in c lui a s v ariações fenológicas e

a

s formas de vid a . É des e j áve l que o ma-

t

e rial genético a ser colocado

nas áreas

d

egr a d a d a s , p r incipalmente p ar a formar

o

s agrupamentos , tenha a maio r het e ro -

zigo s idade possív e l, poi s a s ucessão da

área dep e nderá

produzido l ocalm e nt e nas gerações s e-

guint e s. A di s tribuição de a ç ões nu c le a doras

na pa i sag e m

cializam o resgate de seqü ên cias básica s da cadeia alimentar . Tr a z e r de volta à á rea

uma b i odiversidad e d e produtore s gara n - tirá a chegad a futur a de consumidores

decompositores ,

contínuo de nascim e ntos e mortes. Tão

importante quanto res gatar o aspecto es -

é trazer de volta

à área

digma qu er emos para a restauração eco -

do material g e nético

a ser r e staurad a

poten-

e

p e rmitindo um fluxo

t r utural da comunidade

a sua funcion a lidade. Qu a l para-

l

ógic a ? Seguir " modelos " que parecem

a

p r e ssar

a sucessão , " s altando" f a ses, ou

p

e rmitir

uma s e qüência natural das co-

munid a d e s , restituindo a diversidad e, não

só e m aspec t os est r utu r ai s, m as co n sid e -

ra nd o o s d i fere n tes n ic h os, f or m as e f un-

çõe s ? A ap li cação de " mo d e l o s" artific i - ais, b aseados em p l antios co n ve n c i onais

d eve s er r e p e n sada , po i s se m o s tra limi-

ta

d a em atrair b io d iv e rsi d a d e de fragmen -

to

s adjac e nt es, i mp lican d o em e stagna -

ção do s proce ssos s u cess i o n a i s p rim ár i o s

e s ec u ndários .

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A . L . Coelho Netto 1 , R.C . M. Montezuma 2 ,

A. D' Ávila ChiroP e A. B . Negreiros 4

ção de des li za m e nt os ocorr i do s e m fe -

vere i ro de 1 988, so b a fl o r es t a sec un dá -

r ia t ard i a do Pa rqu e Na ci o n a l da T iju ca. A me n or de l as (3. 000 m- , 25 x12 0 m ) s i - tu a-se n a b ase do Mi ra nt e d a V i s t a do A lmirante; a m a i or (18 . 000 m " ,

45 x4 00m) s i t u a - se ao lado d a c h a m a d a

Vista C h i n esa. Esta ú l tima fo i a nt er i or - men t e est ud a d a por Ro ch a Leão [ 1] , após sete anos d e s u a oco r rênc i a , qu a n-

d o a revege t ação n a c l ar eir a m ostro u s e r

m a i s efic i e nt e n a porção m é d io inferior (zo n a depos i ciona l ) , e no i n terior da c l a- reira j u nto às bor d as . Este est ud o desta- co u que a at i v i dade eros i va s u perfic i al re s tringe o processo d e revegetação na -

t u ra l o u i ndu z id a .

Material e m é todos

Os est u dos foca l izam a estru t u ra d a vegetação arbórea , o pi so fl o r esta l (ser - rap ilh eira) e o to p o d o so l o (até 5 em d e

p rof un dida d e) . Os d o i s últ i m os cons t i - tu em o compar t i me n t o re g ul ador d os

I I 1'lllliI',lora titular, pesquisador 1B/CNPq, coordenadora do GEOHECO/Laboratório de Geo-

1111111ti0 Geografia, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Av. 11,1111d o11Fundão, Rio de Janeiro CEP 2 1 9 41 - 59 0. E-mail: ananetto@acd.ufrj.br , 111111111p,rofessora assistente, Departamento de Geografia e Meio Ambiente da PUC-RJ.

"

 

I , '""oIlI,tOm

I' I . h IIlIol,lndo/Geografia

e bolsista CNPq no Programa de Pós-Graduação em Geografia-UFRJ

I I" 11I)C,-IGEO-UFRJ. E-mai!: achilleschirol@terra.com.br "1101110b1olsista CNPq no Programa de Pós-Graduação em Geografia-UFRJ e vinculado ao '1111111 mai! andrebnegreiros@hotmail.com 1111"I1 ,11 CT-Hidro) e FAPERJ(Cientista do Estado e PRONEX).

I I

I

I

1

I1

I

I

I

m

eca ni s m os

d e c i c l age m

d e nut r i e n tes

e

d

os m eca n is m o s

d e infiltra ção d a ág u a

e

d

a erosão s u perfic i a l d o so l o. Na V i s ta

d

r

C hin e s a o p rin c ip a l

r

o A lm ira n t e, pr i orizo u- se o est ud o das

n a V i s ta

e l açõe s b iota-so l o , e n q u a nt o

e es t r u t ur ação

foco reca iu s o b r e a

b io t a- s o l o - ág u a .

A . Clar e i r a da Vista do Almir a nte

Fora m a n a li sa d a s a es t r utur a

d a ve -

e es t o qu e d e serra pi -

getação , pro du ção

Ih e ir a e as co ndi ções m ic r oc lim át i cas

p

a

e

n

a

d o

art i r d a lum inosi d a d e; temp era tu ra

r a 1 , 5 0 m , s up erfície d o pi so fl oresta l ,

nt re a se r ra pilh ei r a

e o s olo org a n o -r ni -

e r a l (O em ) , 5 e 10 em no s olo; u mi d a -

d

e r e l a ti va do ar , do s o l o (0 - 5,0

e m e

5

,

0 - 10 , 0

em) e cap a cid a de

d e r e t e n ção

hídric a d a serra pilhei ra .

v

du

e

d a

egetação

os com DAP :: ::5 , 0 e m) fo i l evan t a d a

m 10 parce l as d e lO x5 m , n as qu ais se bt eve a m ostras me n sa i s d e se r ra pilh e i -

A estru t ur a

(a ltu ra e tam a nho

do s indi v í-

o

r a (3 co l etores

mm d e malha de ny l o n em ca d a parc e l a)

e men s u rações do est oqu e e m d u a s

amostr as

verão e inver n o. No piso f l o r es t a l , as amos t ras

separadas

d

ma teria i s foram co l e ta d os

n a c i catr i z

d e 0 , 5 0 x O , 50 m com 0 , 2

m rea li za d as

no

fora m

L ( r e c é m -caí -

de 0 , 5 x O ,5

nas cam ad as

as) , F (decompostas)

e to p o d o so l o. O s

eros i va em 4 do m í nio s

( D ): DI e D2 n a

po

r ção s up er i or d o d es li z am e nt o ,

o nd e

a

ação hid ro - e r osiv a

é m a i s in te n sa ;

D3

n

a p o r ção m éd i a, in s erid a n a zon a d e

d epos i ção;

zon a d e d epos i ção ,

e r os iv a é m e no s inten s a . Como á r ea c on -

tr o l e p róxi m a foi escolhida

Ar

ri a t ar di a . Ca da domínio contém 6 p o n -

( o ri -

e D 4 na ba s e d a c l are ir a e d a

onde a aç ão hid ro -

a M a t a d o

por florest a se cund á -

c h er, reco b er t a

t os a m os t ra i s; os m i cro ar trópod es

b át id os e gamas id a) fo r am c o let a d os co m

a n e l d e Kopec k ( 5 c m d e d iâ m e tr o; 5c m

d

e p rof undid a d e)

e col o cado s

e m tub os

410

d e PVC d e 15cm d e a l tu ru , l i'

5m m n o fundo

num extra t or do e tr i a da s .

car b o n o , ni tro gê n io , fósfor 1. I " , I

e po r ce nt age m

p ara se r \ 11 1

do tip o B c r l e I 11

In cl u í ram - s e

d e agr eg a d u

1 111

. 1

pr

im e i ros ce ntím etro s

d

~ II I I I '

mos po n tos

da s co l et a s

di I

acordo com EMB R AP A - S

1 I I

s

o

l

os fo r a m co l e t a d o s n

1 11Ii1

b

or

d a s d a c la re ir a . Outr a s

11 11 '

ram co l e tad as

t

me n to

co

verão e inverno.

so b f l or c s t I

a

ar di a e s ubmetid as

nt ro l e) .

11 1 111

p ar a fin s d e c o mi 11 1 1

As co l e t as

r a i ~I II ,

B. Clareira da Vista Chin e

A es trutur a

da vegctnç 11 I I

tada

(

r

teve atrasa da

n t er f erê n c i a

i

est r a d a . A f a i x a co r ta a ' 1 1 1111

d as e u ma ex ten são d e 2 1 1 111

e m

dua s

faixas

1 I li'

n u 1 11' 1

10 x 100m

e 10 x 84 m)

i or d a c l a r e ira ;

a r ev e g ' 1 1 1 , no ce n tr o t i I I ••

d e um drcn I l i

fl oresta d o . M ediu- se a a lli ll l l

t ro d o s indi víd u os arbórco

tro a a ltu ra d o p eito (PI\ I' I

5c m. A mo s t r a s d o top o c i o 1, 1

I I ' I.

p rof . ) fo r a m co l e t a d a s em 11

re

d or d as p a r ce l as hi dr o

1 1'

creve u- se

a g ra nul om c t rl u

• •

d os e a p o r os i dad e em l i 1 \ ' 1 1 I seg undo o método d a EM 1 11 /

O es coam e nto

s u p t ' I ' 1 1 1 1

s

tip o G e rl a ch

fere nte s domínios sucesslnunl

sec undária tardia ( FS T,

tifi caç ão de copas, in d i vk l u u

por t e e s errapilheir a e ~ lr l ll ill l ll esq u er d a da c lar e ir a ( B l i , I i I

d o m í ni o de e s pé cies pi o n - 1 1 ' 1 I

• I

espessa (L) d e di fíc il d e c . : o ll ll ll '

úni co es trato ,

u ra d o

em p a r c el as

hidru 1 I

(2 x 3 m) i n ~ 1 1 i1 1 l 1 i

( 1 " 1 ,

,

ca m ad a

d i '

11 , 1( 1 1 1 ) , 4 ° ) c o l o n i -

I

' ltl lI l \ I ' I S P u co d e -

1 11" 111 1 ' 1 1is' 1 1t ru t ur a d a '/11;/1 i oi e nt e (RI,

1

.",

As co ndi ções o b serva d as no s i ste m a

vegetac i o n a l assoc i a d o às carac t e r ís ti cas

í s i cas r ef l etiram n a rees trutu ração

f

do

piso f l ore s ta l , acarre t a nd o

u m menor

'

" 1

I p " I "

a rbóreas

es

t o qu e d e serrapi l hei r a,

p orém ,

co m

11

I I I I \ ' ( ' s i , c o m p re -

m

a i or es tr u t ur ação

e m ca m a d a s

n o T

 

I

I

umnrnbaias

r as -

(in ve rn o: 3 . 92 1 , 7±

1 . 6 4 1 , 5 kg. h a' : v e -

II

lt I 1 " 1 1 · t o e, f in a l-

rão: 1 . 634 , 8 ±

1 . 036 , 6 kg . h a ', 1 00 % d as

 

,

I , / " I "m'ira (BD , 2 4 ° )

a

m ostra s

com a s cam ada s

01 (o u L) e

"

\&

plo n c ir as m e no s

02 (o u F) d o qu e na zo n a d e p os i c i o n a l

I " I I ll 1l1 f ni o BE , c o m

11111

1 11 111. ' 11p lu vi ô m e -

'

I . 1 , 11 1 \1 / 1 c o u tros t rês

" 1 1 11I l i nd o e m á r ea

11111 11u ilu d os ao redor

1

" 11 1 11 1 1msuração

1111111/1>.

d a

I \ s co letas fo-

Iltl t I ckladc d e vinte e

'

1 ''' d l l l ' l ' u lri z (T) e z o n a 1'1 " 1 11 '1 11da" e x i s t ê n c ia

, /111 I tll . r l c r e m no d e- • 1 1 1 1u n u l , c omo a p o n- 1 I. Na Z D , oco rr e

. 11 I I Il t l l I i r n d o i s dom í -

(

r

a

in ver n o : 6.2 7 8 , 6 ±

ão: 1 . 254 , 8 ± 918 , 4

m o s t r a s co n te nd o

1 . 85 5 , 2

k g. h a ': ve -

kg .h a': 6 0 % d a s

a p e n as a ca m a d a L) .

qu e a s

A n á li s e d e var i â n c i a demon s tr o u

di fer e n ça s fora m s i g nif ica ti vas t a n to en -

tr

qu a nt o em r e l ação a os me s e s d o a n o ( F=

e o s d o míni os

(F = 5 , 15 ; P = 0 , 024 )

11,08; P = 0 , 000) e e ntre os domíni os e

o

s m eses ( F = 2 , 37 ; p

= 0,008) . N o v e-

r

t

ã o, fo i reg i s t ra d a

o qu es : o t opo d a cicatri z apr ese nt o u

uma inve rs ão n os es -

um

1 ,3 vezes

acúmulo

d e m a t e rial decíduo

m

(32 . 695 , 6

a i o r

d o q u e n a zo na

kg. h a' co ntra

d e p osic i o n a l os 2 5.0 95 , 6

kg. h a ' da z o n a d e p os i c i o nal ),

áre-

a s te n ha s i d o í n fima. E m amb as as est a -

çõe s , a dif e rença

s

di fere n ç a e ntre a s mé di as da s du as

em b o r a a

foi

e nt r e o s d om í nio s

ig n if i ca tiva

( i nve rn o :

F = 7 , 0 9 ; P =

0 , 0 09 ; ve rão : F = 8,5 6 ; P = 0 , 01 9) .

"di ndivíduos ( 12 % )

 

A estr utu ração

e estocagem

n o pi s o

I. 111I ' i ll ur a m aior qu e

flo

r e s ta l i n tervêm na ca pa c idad e

d e r e -

I 11111' 1 1d' o t o po da cica-

t

enção h í d rica

e nt re

os d o m í n io s

(T :

10

, 1 1 ' 1 1 1 ;2 2 % d os in-

5

9,3 a 1 . 39 1 , 6 % ;

Z D: 81, 5

a 561 , 8 % ) ,

11111

11111 li r q u e 8 , 0 m ) .

aca

r re t a nd o

d ife r e n ças

n a c o ndi ção

m i-

1111 ' , 11 irnbiente é mai s

c r o c lim á ti ca

do p i so f l ores t a l ,

t a n to n o

1

1

. 1 I 1 , 4 ° ) , co m bai -

1 " l )ü

lu x a o sol) e

1

1 1 1 " "

7 0 ,3 ±6 , 0)edo

I

11,"

I I ll I J l l l lI l

, 5; 5,0 - 1 0,0 q u e a zona

qu

2

°

20

°

e

co n ce rn e

à t e mp e r at ur a

(T :

3 , 9± 1, 2

° C ; 21 , 8 ±0 , 6

° C ; 21 , 2 ±0 , 3

° C ;

C ; 2 1 , 1 ±0 , 2

, 0±0 , 8

° C; ZD 20 ,5 ±1 , 1

° C; 19, 5 ±0 , 5

° C; 19 , 3 ±0 , 4

C, n a se qü ê nc ia s uperfície , Ocm , 5,0 em

I 1 III II U " 8 e m e nosquen-

e

10 , 0 e m) qu an to à umidade do s olo , o

"I I ,rIO

), c om mais

qu

e cor r obora

a exis t ê ncia de dif ere n-

I 1J III l l u x ' 1 0 so l) e umi-

ç a s q u a li ta ti vas

d o materi a l .

E s sa din â -

H

I

5

, 4) e do s olo

em

I I , 8; 5 , 0-1 0 , 0

mi

co

co

ca aca b a t am b é m

e s pe lh a ndo

p o r ter r ef l exos

na

munid a d e d e microa rtróp o d es , co m a

a s m e lh o r es c o n -

mp os i ção

flEIHAS GERADAS POR DESLlZAMENTOS EM ENCOSTAS INGREMES

411

di

tra d os na zo n a d e d epos i ção .

ç õ es

e m t er m o s

d e r ec ur s os

e n co n-

A di s t ri bui çã o

ve rti ca l d a f a un a é fo r -

Ao s 1 8 a n os d e r e cs u utn vege t ação n a p orção s u p r l u l l i "

os dom í ni o s acima d esc ri t o

t

e m e nte co n tro l ada

p e l o reg im e d e c hu-

ra

m , po r é m co m a l t e r a ç õ e

11

vas, co n c e ntr a nd o - s e m ai s n o t o p o

d o s o l o

m

é di o s

d e di â m e tr o

a a l u u «

n

o p e r í o d o m a i s sec o , e du ra n te

o ma i s

(

DA P) e a ltura (A ) , ta l coin«

 

úmid o , n a ser r a pilh e ir a.

n á li se d e nu tr i e n t es e ri or d a c l a r e ira

s res ul ta d o s d a

n as b or d a s e n o in-

O

a

t

área co n t r o le fl o r es t a l: ap r e se n t a m - se s i g- nifi ca ti va m e n t e in fe ri or e s p ar a fósforo e

p ot áss io n a b or d a es qu er da (P = 1 , 42 ppm ;

K =9 , 6 ppm) e par a c ar bon o e nitrog ê nio

na p o r ç ã o m é di a - s u per i o r d a c l a r eira t a n-

t

( C= 16 , 9 g / k g e

N = 1 , 2 8 g / k g) . No prim e i ro c a so , o s va -

lor e s de P e K ap on ta m par a um p r o c e ss o

d e g e n e rati v o.

a

n o r e s v a l o r e s d e C e N e m assoc i ação

men or d e n s id a d e

d as a s cam a d as d a se r rap i l h e i r a e t o p o do

s o l o , a p o nt a m um d esa ju s t e no s ub - s i s te-

sã o bem di st int os

d a

o n o verã o (C = 15 , 1

kg ) c o m o n o inv e rno

g / k g ; N = 1 , 04

g /

N o se gund o caso , os m e -

dos o r ib át id o s,

e m to -

fl

6

D

o r e s t a

, 32c m e A = 6 , 89 m ; b I d ll AP = 7 , 43cm e A = 6 , 4t 1 1 1 1I

s ec und ár i a

t a l ' 1 1 1

r e it a , D A P = 5 , 47c m e A

d e r e c o l o ni zação ini ci a l ,

e A = 4 , 30m. Es t e úl t im o a p l l

d

p

di verso s indi ví du o s v e g e t al , 1111

a

' U I H1I

Ob se r vaçõe s d e cam p o I um e l eva d o núm e ro de á r v n '

r u p tu ra d o t ronc o , n o e nt 1 ' 11 111\

r e d u ç ã o d o escoamento

A I '

ec ré s c im o

no s v a l o r es a n u i 1 1 I 1

o d e s e r a tr ibuíd o ao apm u 1 11

p ós o fec h a m e nt o

d o d r e n I t i l

(FST) : 7 c as os n o t r a n s e c ío I I

e 1 2 c a s o s n o t ra ns ecto 2 . A l I 1111

r e s est ã o c a íd a s com d e s t I 1 111

m a d eco mp osi tor ;

i s so s u g e r e um a s u -

r a í ze s n o tr a n s e cto

1 (n =

)

I

I

cessão m a i s l e nta d o qu e o es p er a do

c

lar e i ras n a tu ra i s

d e fl o r es t a s.

e m

sec to 2 (n = 6). E s ses f a t um ef e i t o da c l ar e ir a q u e t 'a v l I lI dir eta d e ve nt o s fo r t es sob I ' ' \I I

I

I I

B. Cl a reira da Vista Chinesa

 

E

m r ela çã o ao top o

d 0 8 s u l l I

 
 

p

re domi na um s o lo ar e n o so

 

I

Apó s s e t e ano s d e r e v e ge t a çã o ,

RO -

d

e agreg ad o s

m a i or es qu e

 

1 111

C

H A LEÃO e t aI . [4] i d e nt i fic a r a m

di -

B

E , B D e RI ocorr e um s 1 0 1 1••

f e rent es domí nio s de r e ve ge t ação n essa

c

dári a ta r di a ;

se

c up e r ação v ege tal , por co nt a d o acú mu-

s e c un-

l a r e i ra:

o entor n o

so b fl ore s ta

a z on a d e a cu m ula ção

em a va nç a d o

de

dim e nt os

es t á gi o d e r e -

1 0 d o m ate ri a l ge n é tic o ; a s b o rd as in te r-

no s o , com b a i xo per ce n tu a l t i l I

(BE = 41 % ) ,

B D= 4 6 %

o bt eve - se u m 111111

e R I

a n t c rl ouu

e I { I

p

BE (66 % ) e na RI (61 % ) ' 11 1 1 1 1

va

R oc ha L e ã o ( B E = 5 5 %

oros id a d e ,

l o r e s e n co n tra d os

n

a s d a c l a r e i ra co m reve get aç ão por es -

b

or da direit a o s va lo r es sã p l l I 1 1

p

é c i e s p io n e ir as ,

p o r co nta da p rox imi-

d

o i s e s tud os , ou s e j a , e m I 1 1 1 1·I

d

a d e do e nt o rn o flor e s tad o; a ár e a de

A p r o po rç ã o

do e s c o a m \ 1 11 1

re

v eget a ç ão indu zi da c o m l e gumino sa s

ci

a l e m r e l aç ã o

à chu v a ( 1 ' 1 1l1i

e

b a mbu ( intr o du z i da l og o ap ó s o d e s li-

100) va ri a num a p rop o r ç ã o

t lll

z

a m e n to)

n a porção s u pe ri or d a c ic atr i z

as c hu v as . E m t e rm o s m é d i o ,

I'

e

a áre a d e so lo exp o s t o c o m r eve g eta -

O / P n o dom í nio F S T é d a l ' t l l 111

ção limitada

pe l o e xc e ss o d e l av a ge m

% , mo s t r and o

um c o m p o r t u u u 111

s up er f i ci a l alim e n ta do po r um d re n o d e

á g ua da es trada durant e a s chu va s .

412

la r ao q u e fo i a n te ri o rm e n l

COE L H O

' 11 1 , 1

NETT O

[ 5] n u 1 , 1 1 1 1

d

ç a e s tru t ur a l e n t r e o s d o i s dom í ni os . Tais

fatos r e v e lam qu e a s uc ess ã o

m

r

p o uco es p ess o s .

d a s c l a -

a s c l a r e ir a s , o qu e co r ro b o r a

ais l e nta n a p orção

s u p e ri o r

e ir as , o nd e p r e va l ec e m

a dif e r e n-

v ege tal é

s o l o s re s i du a i s

O

u a nt o a re s ultan t e hidrol ó g i ca ,

p er -

c

e b e u - s e

qu e, e mb o r a

a p r opo r çã o

d e

es

coam e nt o

superfi c ial

no i n teri o r

d a

c

l a r e ir a ( V i s ta C hin es a )

a ind a es t e j a um

po u co aci m a d o s v a l o r e s c ar a c t e r í s tic o s

o s

va l or es s ã o muit o b a i x os ( inf e ri o r e s a 8 %

I ss o p o d e se r d e -

d ir e ta d a s fr a -

d

c

do s so l o s f l ore s ta d o s ,

n o c o njun to ,

o t ot a l d as c h uva s ) .

o rr ê n c i a

da influ ê n c ia

tu ras n o so l o r e s idu a l r e man es c e nt e,

a s

qu a i s c o n s tit u e m

v i a s pr e f e r e n c i a i s

d e

in fi ltr ação d a ág u a plu via l , t a l c om o ob -

se rvad o p or O S W AL DO

C RUZ [ 6 ]

A g r a d ecime ntos

a o C N P q e a

FAPER J p e l o apo i o f in ance i ro e a o I B A -

MA - Pa rqu e Na c i on a l da T iju c a - R ] .

O

s a ut ore s agra d ec e m

R e f e rênc i as bibliográfic a s

[I]

[2]

[3]

ROCHA LEÃO, O.M. Potencialidades e limitações da revegetação 1 10 controle da hidrologia e ero- são de solos. 1997. Dissertação (Mestrado) -Prog. Pós-Graduação em Geografia, UFRJ, 142p.

EMBRAPA. Manual de Métodos de análise de solo, 2ed., editado pela EMBRAPA, Rio de Janeiro, 1997,

212p.

GUARlGUATA, M.R. J 990. Landslide disturbance and forested regenerationin the Upper LuquiUo Mountains of Porto Rico. [ournal of Ecolo-

gy , 78 :8 14- 83 2 .

[4] ROCHA LEÃO, O.M.R. et alo 1996. Reativação ero- siva em cicatriz de movimento de massa, Maciço da Tijuca, RJ. Revista Sociedade e Natureza, Uber- lândia,MG. [5] COELHO NETTO, A.L. J 987. Overlandtlow pro-

duction in a tropical rainforest catchment: the role

ofliter cover", CATENA. [6] OSWALDO CRUZ, J.C.H. 2003. Dinâmica hidro- erosiva superficial e revegetação em uma cicatriz de movimento de massa. Maciço da Tijuca, RJ. Mo- nografia (Graduação) em Geografia, UfRJ.

SIMPÓSI029

Restauração ecológica e inter ven humana: análise do caso Garab i-It

Gera l do Ceni Coelho 1, Osó ri o Antônio

Introdução

A R es t a ura çã o

u per a ção

E co l ógica

tem s id o de auxi l iar a

qu e fo i

definid a como " o processo

rec

d e um ecossistema

T

da p o r e ste s , Es tima - se qu ' / 11 " I

am er índ i a apre se ntav a ,

l

torno d e 80 m ilh ões d e pc '"

er r a Prometida

an s i o sa m ' 1 11 I

à ' 1 " 11I

qU I

10

ombo, um contingent e

degrad a do , dani f ic a do ou de s tru í do " [1],

m

a i or es d e ns i d a de s

e m c ' 1 / 11

Se

u objetivo principa l po d e ser o retorno

como a pení n s ul a

d e Y u c a í nu I

de u m eco s si s tema

no sen tid o

de u m a

r e gião norte d os A n d es (111 1 ' 1I1

aproximação à s ua con d ição estr u t u r a l

 

ve l mente ,

o utr as áreas c 1 1 1 11I

e

funcional

anterior a o da no ocorrido ,

nia, E n tre t an to ,

em pou ca s d i I I I

m

as t ambém

po d e in c l uir a c r iação

de

popu l ação redu z i u - se

a 111' 11 "

u m novo ecossistema q u e n unca t er ia

d e s e u c o nt inge n t e

original, / 11 1I

ex

a

t á v e l . Para compreender

c

se

mo s a n a l i s a r a lgun s pre ss u po s to s ,

i s t ido a nte s

[2 ] , Na prática,

pode - s e

firmar que e s t a s egunda opção é i ne v i-

me lh or e ssa

a ract e rí s tic a ,

qu e e ntendemo s

intrín -

Eco l ógica, p re ci sa -

ca à R es taur aç ão

pr

[3] . T I ni 11'1

cia

f e r ê ncia hu mana pré-c o l I Il h lll l l

naram inconspíc u a s ,

c

l

en

in c i pa l

ca u sa a disseminu

I

ç a s contag i o s as

, a s marcas

ess ão s ecundá r i a ,

caract er ísf ' 1 1 I

e m 1 ' 1 11I1 1

c o m

p l ' 1 1

óg ica s cujo ac h ado r equ ' I ' 11 111

A

. A floresta virgem como ref erê ncia

gaç ã o

m a i s ac ur ada

[ 4] . 1 1 1 11

 

s

o s, o b se rva - s e

que a

inl ' I ' / t I 1 II

Em n o s sa c u l t u ra (científic a ou n ã o)

o

lítica a u mentou

a f e rtili d I 1 1

p e rm a n ece

a id é ia de um e co ss i s t e ma

ê ncia do s ecoss i stema s

t r 1 1 I 11

ref e r e nc ia l , a nt e rior à interfer ê nci a

hu-

o

ca s o da Amazôni a [ 5]

du l] I

m

a n a , Na m e did a e m q u e a cu l t u r a e u -

p

i c a l asi á tica [6 ] . E m e c o s I 1'1

rop é i a se e x p a ndiu

pe l o p l aneta , partin -

p

e rado s amer i canos , ob s ' I VI I

do d e um contin e nt e caracter i zado eco ss i s t e ma s já profu n dame n te

do s pel a civi l ização, b u sco u- se a natur e -

za intoc a da ,

a

por l t e ra-

e d ê n i ca ,

l ivre de ma l es e

i

ro

o u tro l ado, e m cont e x t

es tab e l ecime n to de r e s ' I ' VI I

nflu ê ncia , inc lu i n do

u um aum e nto

o US\I I " I

de di v c n 11 1 1 1 1 1

N 1 1 11'I

pecado s , A Amér i ca, p ra t icamente des-

mi

n a d os a m biente s

morh I I I

con h e cida

ao s o lh os e u r o pe u s

até o sé -

a

ntro p izad o s

po dem

t e r "11 11

c u l o xv, dev e ri a se r , q u i se sse o u não , a

neg a ti v as so b re a b iod i v ' I ' d 1 0 1

I Departamento de Biologia e Química, UNlJuí; Cx. P. 560, Rua do Comércio, 3000, DBQ, UNIIIII, IJI

E-mail: coelho@unijui.tche.br 2 Departamento de Estudos Agrários, UNIJUI; Cx. P.560, Rua do Comércio, 3000, DBQ, UNIJUI, 98/ 0 1 1M1

E-mai!: osorio@unijuLtche.br Apoio financeiro: UNIJUI, FAPERGS.

1

11I l I l ' l ' l Il ' q u e a evo -

I r utur a d o s ecos - , I I 1 I 1 1 1s e ndo i nf lu- 1 111II1I ! j l Ia ações d e

1 1 '1 1I m e n o s ) o fim

i

I

"

1.1

I ' O Il H. q üe nt e men -

• , li I ti I S p é c ie s sem 111 ' IIHl ' . n ta -s e como

t

nat u r ez a produz s e m a in t erven ç ão

mana diret a.

p l antad as a dquir e m maior valor s imb ó li-

co do q u e as f loresta s

De ss a form a , a s flore s ta s

o a o espontâneo,

ao q u e "o resto da "

hu-

n ão-plant a das

[17 ] , r eve l ando - s e

na s af i rma ç õ es d e u m

certo int e r ve nt o r: " Aq u e le mato (no se n-

tid o p e j or a ti vo )

vés d e - "a qu e l a flore s ta fui e u que p l an-

v eio por con t a " - ao in-

I

11 1 1 11 1 1d0e , r es ta u ra r a

t

e i " . Tal ve z p o r i ss o a im pl antação

de flo-

 

1

1 11 1 11t i

H . sapiens,

re

s ta s exó tic as, como e s tratégia

de pre -

" ' , !I I I t 1 I int e rferê n c i a

• l i ll 1 11 1 1fi1c a ) tor n o u - 1 11 lIl l I l l ld , s u rge u ma

se rva ção d a biodi ve r sida d e

ex atam e nt e o e f e i to contrár i o [18] .

l oca l , gera

 

ti" I , ou dif e r e nciar,

o

C .A importâ n cia d a p a r ticipa ç ão h u man a

I ' 1 " 1

m a l é f i co [10] ,

l i I 111 ou o ecoss i s te-

 

Re s ta u r a ção é impor t a n te não por -

1 1 1 I diant e d e u m a

qu e ofer e ce u m ca m i nh o para reso l v e r

t

I I I Ino t a mbé m r e fe-

os prob l e m as

da per d a d e h á bi tat,

em

l

i I I vl ll ll l çã o eco l óg i ca

t

odas a s s i t u açõe s , mas po r qu e oferec e

1 l l l I t l l ld l ' ) ap r es e n ta m

a

po ss ibi li d a d e de a t iva m en t e rever t er o s

I 111f tl·imitada

ao

[1 1 ] . É

d

ano s cau s ado s ao a mb ie nt e [ 19]. Tr a -

ti I l i ' tlluir

m u ndo

ba l ho s re c en t es t ê m abo rd a d o

da i mpor t ância

psico l óg i ca ,

a q u e s t ão

1 11 11 11li , n s iderarmo -

s oc i a l e cu l -

1I 1 111 11 ' cimplza ica e m

t ura l d a part i c i p a ção

hum a n a , em div e r -

lI ! tl i n i v c ntura das c i -

I 1" I 1 I ) l e inte l igi b i l i-

II lIl I l t l l I o c i d e nta l " [ 12 ] .

s o s nív e i s d e inten s ida d e do en v olvim e nto

d

taurati vo [20].

O qu e c a b e aqui re s sa l tar é q u e e s ta

particip aç ã o

l

o r ees t a be l e cim e nto do conte x to ecol ó -

gico- evo luti vo da s e s péc i es , como tam -

bém aum e nt a a v iabi li dade da re s taura -

ção e m l arg a es ca l a (no espaç o e no tem -

a l igação afet i -

va gerad a p e l a pa r t i c i pação c r ia v a l or e s

s i mbó l ico s qu e forta l ecem a viab i l i dade da restaur a ção .

pa r a

não só tor n a o proc esso mai s

l ocais n o proce ss o re s -

as c omunidad es

e gítimo , v i s t o q u e e l a é nece ss ár i a

po). F u nd a m e nt a l m e n te ,

o projeto Garabi-Itá : uma experiência de restauração florestal na interação com as comunidades rurais

ta

O proj e t o

s de se n v o l ver

Garabi-Itá t eve como m e -

u m tra b al h o

de repo s i -

ç

ão flor es t a l (280 mil mudas) ass oci a d o

à

e duca ção a mbient a l . Foi de s en v olvid o

p

e

l a F ID E N E / U N lJUÍ , atr avés d e uma

e

quip e multidi s ciplin a r . O público e n vo l-

vido s e c on s tituiu d e produtore s

s

d e e n s in o f und a m e ntal

c

ru ra i s e

u as f a mília s , es tud a ntes e prof essore s

os , ex t e n s i o ni s ta s

t é cni-

e autoridad es a dmi-

e m é di o,

ni

s tr a ti vas

l oc ai s . O trabalh o

e n vo l ve u

di

ve r sos e ncontr os d e org a niza ç ã o

e p l a -

n e j a m e nto , o bj e tiv a ndo a cons titui ção d e

comit ês loc a i s para c ondução

lho d e r ec up eração

partir d esses e nc o ntro s

ça

es cola , micr o b a ci a hidrográfica , igr e ja ou

do trab a -

d e matas cili a r es . A

com as lider a n -

do " local "

(d e um a

s e comunidade

conjunto d e p e s s oas) , desenvolveu - se

o

trab a lho d e motivação ambienta l ,

com

pale s tras , ex posições , dias de campo p a r a

p a ra es tu -

d a nt es ( es p ec i a lment e de ensino funda-

ment a l) , e nf o c a ndo a con s cie ntiza ç ã o

ambi e nt a l , a imp o rt â nci a

ori e nt a r

o s pl a ntio s ,

cursos

da flo res t a na -

ti va e as t é cnic as de pl a ntio e c o ndu ção

do s r e fl ores t a m e nto s .

O s m o d e l os d e plantio f o r a m m o nt a -

d

os co m um a co mbina ç ão d e es p éc i es

d

e di fe r entes ca t ego ri as

co m ênfase n a qu e l as

s uc ess i o n a i s , de oc o rr ê n c i a

l o -

c a l . As m u das fora m p rodu z id as a t ravés

d a co l eta de se m e nt es dentr o d e um a

a mpl a rede d a reg i ão de a tua ção in c luí-

d a n o tra b a lh o ( o it o munic í pi os d o n oro - es t e d o Rio Gra nde do Sul). O s pl a nti os

f o r a m t o d os r ea li z ados pela comunid a-

d

pr o f essores ) ,

r e ta e efe ti va n o proc es so.

por L U C-

e (p ro dut o r es ,

familiare s, es tud a n tes ,

di-

v i s ando a parti c ipa ção

Mai s det a lh es

s obr e o pr oj e to s ão descritos

CHE S E

e t a I . (2003) [21] .

A. Os principais desafios ao t r abalho:

res t auração ecológica como um proces s o social

O t r a b a lh o munid a d es

foi mai s efeti v o n as co -

p rev i a -

qu e a p r e se nta v am

41 6

m e nt e gr a nde capacid ad e

d I ' I ' I

ç

ã

o s o c ial e confian ça

m ( 1 I1 1 1 1

so

ci a l) , o que já foi ob ser va c k I 11

c

o

nt ex t os [22] . Ass im , a c n I 1111

co mi tês locai s foi fund am

e c o n t inui d a

so

c

1 1 1 1 111

!l' 1 1 I

r e dibilidade

d e re po s i ç ão

fl oresta l c r Vli ll

d

o a mbi e nt e

n a tur a l :

esp ' I 1 11

f

l

o r e s ta e o s r e cur sos

h íd ri ' I I

E

ntr e

os d esa fio s

a S ' I ' , I11

d os , ve ri f i c a- se qu e o en s i n o 1111

t

a

l e m é dio é f re qü e nt em

nl t ti

da

r ea lidade

loc a l , m es m o

1 1 1 1 1

G

eogr afia ,

Biologi a e H i s t I 1 1 I

se

qu e o s prof esso r es

d e s ' 1 1 1 11,

d

os s obr e o entorno

d a s ' NI I , I,

t ais como o nome do s ri o« , I 1

flor es tais Comumente,

ra is é pouco va l oriz a d o

r es, qu a ndo a e quip e d e I r o l

m e io urbano , trabalh a n d

na s no s momento s n ec c s s 11I'

e se m v incula ç ão

comunidade.

e os probl e m as

1 1 11 1 1

o tr a balh o n l l I

P l I ! ,

11 1 1 1

m oti va ' 11 1 1

Junt o a o s p ro du tor es 111 1,

r e j c i ç l i' •

co

es

d e pl a ntio , l ev and o , e m 1 1 1111 1

ex c lu s ão d as e s p éc i e s r e j ' 11 1 1 1 1,

m o do ge r a l , e ssa r ej e i çf , I"

r

rú s ti cas e de c res cim e nl

p

u -se

um a g rand e

p éc i es c ompon ente s

d

111 11

e l aç ão

e n sá v e i s

à s es p é ci es

p r ' 111 I.

1 1 11, 11

no ca s o d e é lllll i 1 1,1

d

e gr a dado s .

Citam o s CO II I II

p

a ta - d e -vaca

Bauhinia } (I I/ I 01'

minos a e),

as aroeir a s d o s I' 11

nus e Lithraea (Anacardlnu I

brin a ou forquilhe i r a R',w'iIIl I

(

Ap ocynaceae).

N o c a so di I.

re j e iç ã o

n

a

um a o bje ç ão e m relaçâ

mais fort e o c 1 ' 1 ' 1 ' 11111

o n d e t i I ' 1 ''

1

11'I,

os município s

bund a nt e .

D essa f o r n t n

1 1 11 1 11' I''1i z a r a cultura " 11 111 1 'l0ado, es p é cies 1, 11 / n-nd . m a se r mai s

11 li , 11 pr d u to r es prio-

d i I ' P i c i cs d e madei r a

1111,, 1 1 1 1 11-"p a r d o (Cordia

"I li ( ' e dr e l a f iss ili s) e a

, 1'·/llt'lIrpCl).

R ess alta- se

.111II I I ( I o r <vol l tava a o s " 10-

I 1 '1 11 1ve1 rificação da s v ir-

11 11d o s p r o bl e ma s v erif i - " t i l' impl a nta ç ão , onde

111 11 11in1 1c'i1a da diver s ida-

'li 11 1 1t i ' c r esc imento d as

IU II I- n tc re j e it a das ", ou

11 111I"j u s t e d e conta s" com

11

111 1 1o1p. r o cesso de inter-

11

1111 1I 1ca1 l.

dos

11I 11 1 I i)i c sso pedagógico, em

h

ulu , 11 ( r e )construç ã o

11I 1I1 s l l Id$o projeto traba-

1 I11I 1I1co1 Im o s produto r e s ,

, 1 " ' 1 ' < 1' r o se ntido m e todo-

h U I , I de dif e r e nte s

"

II

e s p é -

1 11i l oca l) e a o m es mo t e m- uurlor m o ti vação p or parte

I

11'11ro n p l a nti o gero u g r a n- I f I ' I C m o tr a b a lh o e uma

11 1 1 11S r es ult a d os . Mes m o

" 1"1 ' l á ri o d a á r ea n ão este -

11 1 1e nvo l v id o n a re p os i ção

11 I11 ' 1 I · sque e o u t r os p e r so na-

1 11 1 1 11ao1 p roce s so, d e f o rm a

111 pu s s a a adqu ir ir va l o r s o ei- ill S s, o ví n c ul o m a i s fo r te " v o munid a de es c o lar .

1

1 111do que pod er i a ser con -

1 111i1d e a l no se ntido de uma

I 1 1 t 1s d os pl a nti os

muit as

I i l l ~ es t r u t ur a

florística 10-

p

n rt e de s c o nh ec id a

). N o

na não

l i Il l 'é ld açã o d a p a is ag em, 'U ' os, p oss i ve lm e nte

Il Il U res t a ur ação espo n tâ ne a

/ li r azoáve l .

E m lo ca i s n o s

n

e r aç ão espo nt â n ea

fo i te n-

tad a, a tr avés do i s olamento

ver i f ic a - se o pr e d o mínio

v asoras , e s pec ialm e nt e gramín eas c o m o

Brachiaria sp p . , Cynodon dactylon e Pen-

de e s p éc i es in -

da s á r e a s

nisetum s pp . Ess a s imp e d e m

a r ege n e -

r a ção f l o r esta l e , p or o utro l a d o , p ro m o -

ve m , e m di ver s as s itu aç õe s,

ção d e r oe d o r es

a i s , qu e pas s a m a a taca r a s l avo ura s v i z i- nh a s, o qu e l eva à r e j e i ç ã o d o p r ocesso

r esta u rat i vo .

a pr o l ifer a-

n oc i v o s à s c ultur as a nu -

C . Agroflorestas regenerativas

M

uit os p ro dut o r es,

na m e did a s ua s propri e d a d es,

e m

qu e r e fl o r esta v a m

inclu s iv e e m á r eas d e mata cili a r , p assa -

r

tre l inh as. V e rificou-se

a m a i or i a

d

vo s d e l a v o u ra b e neficiar a m

a m a c o ndu z i r

outr as culturas

n as e n- que e ss e s culti-

[23] , g er and o

ao

as es p éc i es ar bór e a s

m es m o t e mp o m a i o r e fici ê nci a e r e t o rn o

ec on ô mi co . Se p e n s armo s

tu

d

n

ecos s i s t emas

co n ce it o de S i ste m a A grofl o r es t a l Re-

n a

r e s ta ur ação

ge n erat i vo [ 2 4] se ap lica e fic az m e nt e

que a a gr icul -

ra é p a rt e d a ec olo g i a do s tr ó pi cos h á

eze n as d e milh ares at ur a l qu e in ser i-Ia

d e ano s, nad a m a i s na recup e ra ção d os

f l ores t a i s.

De s sa form a,

o

d e m a t as c iliare s . O u so e c o -

nômico das Á r eas d e Pre se r vaç ã o

m a n e n te,

Per -

n o se ntid o d e g e rar m e lh o ri as

eco l óg i ca s,

q u e ve m se ndo d isc utid o

a

n

íve l n ac i o n a l

n os último s

a no s

[25] ,

e

n co nt ro u

eco e m recente re s olu ção

d o

C

O NAMA [ 26 ] , o que pode s e r um

pe -

qu e n o ava n ço n o t e r r eno jur í dic o ,

s

um a p oss ibil i d a d e b e néf i ca e não n e c es -

sar

p as-

a ação humana co mo

and o a co n s id erar

iam e nt e

d e m á -f é.

D . L iç õ es e p ers p ec t ivas

M ui to a l ém de exi gir uma b ase té c -

d e re -

n

fl ores t amento , a Res t a ur aç ão E c o l óg i ca

requer f u ndame nt ação

i ca a d equ a d a

para um trabalh o

fil osó fi ca , socia l

CA E INTERVENÇÃO HUMANA: ANÃLlSE DO CASO GARABJ./TÃ

417

e p e dagóg i ca . O traba l h o de re s tau ra-

ção ati v a , sej a qu a l for s u a metodo l ogi a ,

apr ese nt a cu s t os finan c eiros r e l ati v a -

m e nt e a lto s. A v in c ul aç ão comunitár i a

co n so lid a e v i a biliz a o proc ess o , g e ran-

d o um a n ova re l ação c o m o s outr os e l e-

m e nt os d a n a t u r eza . I sso r e qu e r mu-

dan ç a s d e p a r a di g ma s

mu l t i di scip l ina r , tant o na p esqui s a co m o

n a ex t e n são .

e u m enf o qu e

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/ , , /, , / ' I I / I III '( I ~:A gestão ambien-

110111111i111NI/uf,p.111-118.

1/11111/1111'1I e Florestasrprinci- ,/" 1'1111/. uaíba-RS: Editora

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Brasil.

SIMPÓSI029

11"

H(,

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'111 Il) l i ,

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11'(0 IH 1'11

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's i . n dld S li

pUI'1I1' t i ' 1 7 I un i ' I S v i l a ' c v i l a r c ] s .

,

111 t i a p l i c a çã o n i ag i o m c r a d o s u r b a -

n

s int c ri o r a n o s , f o i d e s e n vo l v id o u m

m a n u a l p a r a a p li c açã o e m n ív e l n ac i o n a l

qu e , e m 1 986 , fo i publi ca d o n a for m a d e

um Prog rama Bá s ico , at u a li za d o e co n -

v e r t i do e m um p ro gr a m a o f i c ial qu e en- trou e m v i gor a p a r t ir d e 1 993 [ 5 ] . Na E u ro p a , o m ape am e n to d e Bióto-

p os v e m s e ndo utiliza d o p o r inúm e r os

paí se s , e x is t i nd o int e n sos co nt atos n o qu e

di z r es p e it o às di sc u ssões m e t o d o l ó g i-

c as e c o n v er são d os re s ul ta d os p ara a

prát i ca . Na F ra n ça , o m éto d o é d e n o m i - nado de m a p e am e nto d e Geóto pos , co m

o e m p r ego d e m e t o d o l ogias se m e lh a n-

t es ' n o e nt a nt o , co m os m es m os o bj e t i -

v o s . N o s últim os a n os , t e m h av id o c r e s - ce nt e int e r câ mbi o co m paí ses s ul- ame -

o mapeamento de biótopos com o para a restauração de áreas degr a pela mineração do carvão no sul d Santa Catarina

A s a ti v id a d e s assoc i a d as ao u so d a

r

pr i e d a d e s q uímic as d o s • 11

a qu á t icos e t er r estre s , l 1'111111 I

n ível , a o m e i o a mbiente , '1('1111111

a d a n as min a s d e ca r v ã " li , I

co

s , pr in c i pa lme n te m e tal I "

co

rp ora d os à mat r i z r oc h I 11

à

j

azid a d e ca r vão . D ifc r '11" 1I

o

u

tras a tiv id ades , o e sg o t a m I11

fre n te d e lavra n ão impl i c a 1111 l i"

terra s ão acompa nh adas d e um a s ér ie

de a l te r ações n a d i n â mi ca do s e lem e n -

t os fí sicos, bi o l óg i cos e a nt r ó p ico s, e m

funç ã o da int e g ri d a d e e da s co mplexas

í n te r aç õ es e x i s t e n tes ent re os m es m os ,

n

c ontínuo d ese n vo l v i me nt o , represe n t a-

o p e la pa i sagem [1 ] . A p a i s age m é co n-

id era da c o m o a e x pressão m orfo l óg i ca

d e dif ere n tes f o rm as d e oc u p a ção

tr

tado d o p r ocesso d e oc u p a ção e gestão ,

di a nt e de qu a l q u er ação d e manejo qu e

pro p orc i one u ma a l teração m orfo l óg i ca

s

e

d

a f o rma ç ã o d e um s i st em a natur a l e m

ce

s so p o lui dor, p oi s , n a s 11 Il

I

ric

a n os , e ntr e os qu a i s o B r as il , a l é m de

ercâ mbi o co m o c o n t in e nt e a s i át i co,

das e não restaur a d a s ,

I

int

m a n ecem reati v os po r mu l l u I I

r

m e n tos tóx i cos q u e compr 1111 I

a nd o d re n age m ácid a

I "

I

I

u t u ro d a área.

f

D i ve r sas téc ni ca s têru

p

p

tra b a lh os d esenvolvid o s t ' fi 11111"

a s p r á ticas agríco l as trud

l evar em co nt a as variaçô o 1111

ção d os s ub s tra t os, pr c s '!l~1I l i

a r a a resta u ração d e á r ' l i ti

e l a m i n eração do c arv ão , II I

'"

t

os tóxico s , de s e s trutu r aç 11 d,

t

re outros fa t o r es. Ta i s 111111111

s

emp re fora m d es e nv o l v i d o

cie nt ífi co o u n ão fora m nl(IIlI1 I

t emp o s u fic ien t e p a r a l i VII 11," da de d as téc n icas er n pr 'p,I1I1, Técnicas m odern a s d '11 I'

á reas d egradadas l e v a m l ' II I

n e j o in tegra d o do s ec o s s i 11111'

junto à á r ea d e gr a d a 1[1 1 " 1 ' I

ond e estão s e nd o p la neja d os o u exec u-

ta d o s p r oj e t o s se m e lh a nt es . Para f ac ilitar a co mpr e s são hu ma n a

d a na t u reza , n as s u as m ais di ve r sas f o r - m as de apr e s entação , é pre c iso c ornpar -

t im e nt ar d a d o s . E x is t em in ú meras f o r-

ma

co nt e x t o. Qu a nd o d a an á li se a mbi e nt a l

d e trec h os d e um a pa i sage m o u s up erf í -

cie t opo g r á f i ca , pa sso u- se a a d o t ar o es-

t ud o d e parc e l a s da s m es m a s , c l assi fi - ca nd o - as co n for m e as ca r ac terí s ti ca s

qu e a s di fe r e n c i a m [7 , 8 ] . A lgun s a uto -

r es d e n o m ina m essas p a rc e l as d e uni -

dade s da p a i sage m o u d e p a rce la s ho - m ogê n ea s [7 ,8 ] o u , a ind a , d e z on as ho-

mó l ogas [ 7 , 8, 9 , 10] , ca r ac t e ri za d as

c onf o rm e se u s c o mp o n e nte s fís i c o s , a n- tróp i co s e bi o l óg ic os [ 7 , 8, 9 ] . O r eco nh ec im e nto d e unid a d es d e

e sp aç o e m á r e a s d e g r adada s p e l a mine-

r a ção d o carvão com c ara ct erís ti cas co - mun s so b a ótic a do c o n c ei t o d e bi ó to- pos, e c ó t o p os, g eót op os o u zo na s homó-

s q u e

a c i ê n c i a es t a b e l ece u n esse

a n sfo rm ação d o a mb ie n te , co m o resul -

so br e a m e s ma [2 ] . Rep re s e nt a um a uni -

d a d e dist i nta e me n s ur áve l , co m di ve r -

sas ca r acteríst i cas ec ol óg ic as , n a qu a l s e

re p e t em , por to d a a s up e r fíc i e , u m mo -

saico de e coss iste m a s l oca i s ou u sos di s -

tint os d a t e rra e de reg i me d e di s túrbi os

[ 3 ,4] .

A p e s ar d e i mp orta nt e r ec u rso e c o -

n ô mi c o , a s a ti v id a d es d e m i n eraçã o d o

carvão na Bac i a Car b o n í f era Ca t a r inen -

s e gera r a m , a p r o x im a d a m e nt e, 2. 000 h a

de á r eas d egra dad as, co mpr o m e t e nd o a qu a li dade d o so l o , d a s ág u as e d o a r n as

três b ac ia s hid r o g r áf i c a s qu e t e m co nta- to a d o r i o T ub arão , r i o Ur u s sa n ga e rio

A r ara n gu á , A l ém d a a lt e r açã o d as pro-

p r ie d a d es f ísicas , a dre n age m ác id a ge-

,

PPG-CA (Mestrado) e coordenador do Laboratório de Ecologia de Paisagem da Universidade do I xiII III

Av. Universitária, 1105, Bloco S, Sala 23, Criciúma, SC, CEP 88806-000. E-mail: jjz@unesc.net

Professor adjunto do Departamento de Ciências Biológicas, do Programa de Pós-Graduação ' I ti ( I I

Iogas encontra

mesmo em ambientes drasticamente

modificados

mineração são extremamente modifica-

das), conjuntos característicos

respaldo no fato de que,

pelo homem (e as áreas de

de orga-

féricas, clima e biota, qu " di 1111

fatores, contribuem

sua identidade ou status

dada paisagem, em funçiio di

rísticas de sua cobertura,

para t i di llil

'01" I

111111

nismos podem ser encontrados em áre-

presentada

por um co n ju r u u 01

as que apresentem composição química,

pos, sendo

que todos, tarulu ru

física e biológica semelhantes, recorren-

rentemente não

relevam ' , "

tes no espaço, o que permite abordar de

forma indistinta as paisagens naturais

e

funções a mbie nt a i s esp c

ma. Por esse motivo, não é Nldli I

11111 ,

aquelas sujeitas a variados graus de in-

partes isoladas

de uma 1'11111

tervenção humana, como as áreas de uso

bam tratamento

ou mancj

I 11I, I

rural, áreas urbanas

e áreas mineradas

de metodologias

vez que é parte integrante

• 1111

de carvão. A adequação

de

qualidade de um espaço 1111'I11I No mapeamento de bi 1111111.

mapeamento de biótopos, para o empre-

nóstico é feito

por meio do di 11

go no diagnóstico de áreas mineradas

mento de uma determina 111'1'1'

de carvão não restauradas

das, introduz um importante elemento no zoneamento' e na gestão ambiental

de tais áreas, pois oferece a oportunida- de ímpar para o exercício da multidi s c i-

plinaridade,

restauração de áreas degradadas não

uma vez que um projeto de

e abandona-

pode ser concebido sob a ótica de uma única área do conhecimento. Temos tido

diversos exemplos de fracassos

de pro-

jetos ambientais, quando concebidos in- dividualmente. De outra forma, projetos

sob a ótica da tem tido maiores

ambientais concebidos multidisciplinaridade

Ioga em unidades

cartográficas) de composlç li I 111

de substrato,

fauna semelhantes,

te descritas

onalmente, é gerado um '11111111'1

formações básicas, com vi 1II I Jecimento dos procedim 11111 I

nharia, de correção de S U I W I 111I

reção e construção

da vegetação que serão IIdlllllol O principal fator de dl l '111' metodologia de mapearn '111" I homólogas [11] ou map '(11111111

de estutlu li

solo, cob 1'111111

send t ' 1111I

suas c a ra c t c r I" ,

do 0111 I

chances de êxito. A metodologia

de ma-

topos, em relação a outro

111

peamento de biótopos oferece esta opor-

diagnóstico

e de avalia' 111"

tunidade de troca de saberes.

reside na s i s t e mati za ç ã o I ",