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naturais de Araucaria angustifólia no Rio Grande do Sul, mostrou como a diversidade liquênica é afetada por reflorestamento com espécies nativas e exóticas de árvores. Encontra-se em finalização uma tese de Martins sobre a distribuição da comunidade liquênica em arvoretas de Dodonaea viscosa na restinga de Itapuã (RS), com estudo da distribuição das espécies ao longo dos ramos, galhos e tronco. Estudos sobre monitoramento da qualidade do ar são ainda mais escassos, e o maior destaque deve ser dado à série de trabalhos publicados pela equipe de Saiki, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (lPEN, São Paulo/Sl'), em colaboração cÇlm Marcelli (Instituto de Botânica, São Paulo/SP). Esses trabalhos trataram de selecionar uma espécie indicadora entre várias candidatas que ocorrem em zonas urbanas de todo o Brasil, particularmente do Estado de São Paulo. A espécie escolhida para estudos mais detalhados, e que já havia sido indicada anteriormente por Marcelli, foi Canoparmelia texana (Tuck.) Elix & Hale, uma Parmeliaceae altamente tolerante à poluição que ocorre na maioria das zonas urbanas do país. Os estudos foram realizados através de Análise por Ativação Neutrônica, que requer apenas uma pequena quantidade de material. Como existia absolutamente nada a respeito da espécie (como bioindicadora) e pouquíssima coisa acerca da adaptação da metodologia para o estudo de liquens, os estudos partiram desde o procedimento de limpeza do material até a análise de espécimes de várias regiões poluídas e não-poluídas do Estado de São Paulo.

Recentemente, foi aprc 1111 , dissertação utilizando C. 11'111/' biomonitora da distribuição " tos químicos na atmosfera dll giões do município de SUl! I' 11 estabeleceu novo patamar di 'I dade do método e do us d em estudos de poluição do \I 11 Existem dados recent H "I" bilidade da comunidade 1111" , árvores do sul do Estado d' I1 rais, demonstrando sua l1ullll' to acima da esperada, ao I 1i 11'" anos e de acordo com as 111 I máticas. Uma alta porcentu 111 víduos e mesmo espéci S li mente substituídas a cadu 111' dinâmica insuspeitada p ,111 111 Entretanto, esses dados aind" tram sob sigilo contratual. Em termos de persp 'I 11I que a utilização de líquens 111111 nitores no Brasil poderá I 'I 111I ção no futuro. Porém, 11111 I, básica de conheciment <111 do comportamento ecol6 I' I pécies ainda necessita S 'I' di embora nada impeça lU' ti I tipo de trabalho possa S I' 11111 de já por quem quer que' 111\ do a identificar correram '1111 es e domine o conhecim 111111 ,I controle que esses expcriiu 111 Uma coisa preocupauh sultados preliminares exlMl1 111 que a legislação brasilcirn 1"1" de poluição atmosférica, 1"'1 indústrias, que parecem I I para excluir toda a coniuu li I I ca de uma localidade (pl 11'I em relação ao S02)' e fi 11111 biológicas desse fato s I I' 11 ganismos, inclusive os 1'11 são uma questão séria 1\ I ,I

paisagem ção ambiental
Ademir Reis'

de vida, geralmente ervas e arbustos, que exercem o papel de facilitadoras. Estas melhoram as condições ambientais, retomando gradativamente ao ambiente conforme sua capacidade suporte do cli~ ma e solo local. A utilização de espécies nucleadoras (YARRANTON & MORRISON 1974), denominadas facilitadoras po; RICKLEFS (1996), bem como espécies que apresentam maior probabilidade de proporcionar encontros interespecíficos (HURLBERT, 1971), podem acelerar o ritmo sucessional, promovendo maior biodiversidade. Conforme MILLER (1978), a capacidade de nucleação de algumas plantas pioneiras é de fundamental importância para a restauração de áreas degradadas. Alguns autores aplicaram os princípios da nucleação em técnicas de restauração ambiental, concluindo que: a nucleação facilita o processo sucessional natural, tornando-se mais efetiva quanto mais numerosos e diversificados forem os núcleos (REIS et al., 2003); os núcleos promovem incremento sucessional, introduzindo novos elementos à paisagem (ROBINSON & HANDEL 1993). Quanto maior a capacidade d~ uma comunidade em produzir biomassa (produtores), atrair, nutrir, abrigar e possibilitar reprodução de animais (consumidores) e de reciclar os compostos produzidos (decompositores), mais rápida será a restauração (REIS et al.,

2003).
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I mall: areis@ccb.ufsc.br

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Como se objetiva reconstituir a área degradada o mais próximo possível de sua condição original. componente de grande importância nos ecossistemas. arbusli" l. Anais do sesobre recuperação temâtico Leira de resíduos florestais • Transposição de solo Poleiro artificial torre de cipó fL\. KAGEYAMA. ItI tI'l 11 cnicas nucleado1"11111 orte da área em p I propieiando que a I I . principalmente 470 SIMPÓSIO quando se trata de transporti 1111 mentos de vegetação. ~I(. fungos micorrízicos. ten11111 I I) sucessional na.1 as áreas degradadas. vi lu (ervas. através de um processo natural de sucessão. bactérias nitrificantes. Restaurar áreas degradadas é a forma de proporcionar resiliência e de permitir níveis de conectividade. entre eles: pai '1111 ro vivo. constitui uma das fonnn de atrair sementes em ár 'o 11 Recomenda-se a implnutu . 3. pois se espera que as espécies apresentem adaptações genéticas semelhantes. responsável pela sustentação da vegetação. li 11nucleação. PADRÕES E PROCESSOS DE VEGETAçAO LENHOSA EM MOSAICOS DI 1111/1 •••• 'AO AMBIENTAL ~~-----~~~~------~-471 . algas. importantes na ciclagem de nutrientes. meso e macro fauna/flora do solo (microorganismos decompositores. Referências HURLBERT. tendo I. A entrada natural de cada uma das espécies de produtores. 11rem e frutificarem li 111 ruusumidores.) e o monitora" I1 11 1I11 . "torre de cipó" e j1llhli aéreo.. * :. 1971. Poleiro artificial de pinus anelado o o. formar e manter populações naturais através de séries sucessionais temporais. Quando o nível de degradação estiver tão acentuado. ~. como defendido 1'''1 I (1999) e KAGEYAMA . poliI '" I ' dccornpositores 1111111 s. consumidores e decompositores nas comunidades representa a expressão natural da paisagem em recrutar. prin: I' I1 fragmentos vegetacionais I111 ses coletores distribufdos 1111 des vizinhas das áreas d"11 . Poleiros artificiais: aves e morcegos são os animais mais efetivos na dispersão de sementes. Plantio de mudas de nativas o 1lllllllllIlli~iioe técnicas de restauração ambiental através do método de d 34.). Transposição de chuvuit tes: uma das formas de f. ond ' 1111111 nos núcleos com folhas I' tro das áreas degrada 111 4.. sementes e propágulos de espécies vegetais pioneiras.. PY. I" ilhas. No sentido de propiciar núcleos envolvendo os três compartimentos da biodiversidade (produtores. leiros artificiais para descan I1 aves e morcegos dispers r' 11 como técnica de nucleaçâ ) 1'"1.1 Propõe-se diversos tipn li artificiais. prcsse da melhor 1111111 11'monstra a FiguIIt Iltlll 1111 restauração de IIlIld"l) expressado na 11'11. The nonconcept versity: a critic and alternative parameters. Plantios de mudn 11 alta diversidade: a implllllll das produzidas em viv'lllI 11 uma forma de gerar Illklll' atrair maior diversidade 111. 1-. minhocas. A ocorrência de fluxo gênico entre fragmentos dentro de uma paisagem representa uma forma de restauração de médio a longo prazos com efetiva capacidade de conservar in situ a biodiversidade dos fragmentos.lcadoras. 2003. Conforme KAGEYAMA (2003) e REIS s. captam parti' ti ' sementes nesses ambi '1\1 I do uma diversidade d 1111111 de espécies e de variabilhhul O material captado nos '1IIiI· . íuuração.I mente no campo. com I1I " diam-se por toda a área I' 111. consumidores e decompositores). buscando a sustentabilidade das mesmas. de forma a não mais existir fragmentos representativos na paisagem. o material genético utilizado na restauração deve também representar geneticamente o ambiente em que a área está inclusa.1 " "IIi I' Idas plantas de d. Essa técnica parte do solo. etc. ração de grandes áreas ab '1111 I nica resulta em núcleos d '11 'I redor dos poleiros que. IIlIils efetiva quanto ti versificado forem 11111' 'c ssistemas de I'" "111I um desafio no I 11111r cesso de sup 111111111111 ' possível com di 11 I bibliográficas of species di- S.(1I11I1I1I tecimento de sementes dllllllll ano. formando comunidades diversificadas biologicamente que tendam a uma estabilização o mais rapidamente possível com a mínima entrada artificial de taxas energéticas. I distintos níveis de sue 'S li' I secundária. (2000) sugere a fo r111\ 111 11 . Reflexos e potenciais da resoluçãoSMA-21 biodiversidade minário de21/11/2001 na conservação da de áreas específica e genética. geralmente com I I I). para canteiros de sem '11I111I (sementeiras) ou ser SI'IIiI . 2.wr ESBAUER (2006). reestruturação e fertilização do solo. Pr p I 111 tes para que estes animais 111' sar. tem-se utilizada técnicas de nucleação envolvendo: L Transposição de solo: a transposição de pequenas porções (núcleos) de solo não degradado representa grandes probabilidades de recolonização da área com microorganismos. Ecology 52(4):577-586. os processos naturais. A transposição reintroduz populações de diversas espécies da micro. o ideal é coletar sementes na própria área ou em áreas de vegetação remanescentes próximas. este autor sugere que devam ser definidas áreas que apresentem características ambientais similares. e de forma diversifluul I cação de coletores de S '1111 111 nentes dentro de comunkhul cionais estabilizadas.

YARRANTON.B. A econolllhl/I.83-92.". predominam as formações campestres (Pampa). 1996. Na região da Serra do Sudeste (Escudo Cristalino S ul. Será o padrão semelhante ao de zonas de transição com áreas secundárias. P.. 322-327.Y. ME1ZGER.).K. Canadian Land Reclama/LOnAssociation.Baccharis spp.P. M. Heterothalamus spp. os mosaicos ocorrem com a Floresta Estacional Semidecidual [10].B. 9]. Na região do Planalto Sul-Brasileiro. REIS.. N. A. G. com áreas que foram desmatadas e então abandonadas? 'I 111 1"1 11 rid Ecologia. MORRlSON. No Rio Grande do Sul (RS). R.. Consequências genéticas da fragmentação sobre populações de espécies arbóreas. KAGEYAMA. In: Proceedings of/he J'" Annual Meeting.1. e o contato com florestas ocorre principalmente em ambientes ripários. a formação de mosaicos é mais proeminente. PR:FUPEFd d'llI . o queéecologiadepaisagens? Biota Neotropica htp://www. A vegetação campestre varia de campos limpos. MYERS.E.HANDEL.S. na porção meridional. com o objetivo de descrever padrões espaciais de espécies arbóreas florestais na transição floresta-campo nativo. 357-35~. serão apresentados alguns resultados sobre um estudo realizado em áreas de ecótono natural de floresta e campo.Rio-Grandense). p. N.degradadas. no nordeste da Serra do Sudeste. GANDARA. F.Brasil. J.. O UHII li resturação ambienta!.br MILLER. livro-texto em ecologia básico 1111 Guanabara/Koogan. A method of establishing nativevegetation on disturbed sites. Pomar de sementes de '~I'I . orto Alegre. 1998. 32(12):65-70. Restauração de áreas degradadas: a nuc\eaçao como base para os processos sucessionais. Neste capítulo. VIElRA.2001.G.B.Universidade Federal do RioGrande do Sul. 1978. species by bird dispersa'.Curitiba. (m\! /I " 7:271-278. pacial de espécies lenhosas m ecótono natural de ampo Sandra Cristina Müller' no regime de manejo (intensidade. et aI. 9500.br P 472 --- StMPóStO 34_ PADROES E PROCESSOS DE VEGETAÇÃO LENHOSA EM MOSAICOS DE FLOIf/ .biotaneotropica. Biodiversity hotspots for conservation priorities. Natu- reza & Conservação.org. Série Técnica IPEF. consistent with the theory of nuc\eation.ufrgs.I\ 11 I dynamics of a primary successi 111 1111 nal of Ecology 62:417 -428. vassourais (fisionomia arbustiva . 7. freqüência) ou sob a exclusão de tais fatores. I ItIIXlO. A. R1CKLEFS. com padrões de transição freqüentemente abruptos [8.. nativas. sendo a Floresta Ombrófila Mista descrita em conjunto com os Campos.N. 200~.. ESPÍNDOLA. e Dodonaea viscosa) a "matinhas subarborescentes" [9]. M.12. .Av. In: H I I\' A 1I I (org.E-mail:smuller@ecologia. RS. 28-36 c li 11 I REIS. ROBINSON. WIESBAUER. GA.R:. Nature 403:853-858. isto é. Funda' 11111' Proteção à Natureza.IIIIII I ration on a closed landfill rBpld 11I1. 2000.. .Bento Gonçalves.

Mycu= . 11111 celas situadas próximo do 11II resta (junto à borda) prnlh un queimaram. obtido a partir da éll1" .f6 $ Mycu ~ Dados Avaliados Os dados foram coleta dos em 12 transecções de 58. t'lll "li 2002. As legendas . Os resuluulu dos referem-se a indivkluu arbóreas. O levantam '11111 I florestal foi realizado 111 11111 bro de 2003 e da campc I1 bro de 2003. A classificação do RADAMBRASIL [10] define o local como Área de Tensão Ecológica. 1). e a outra mantidn 111 Havia. eujas áreas de topo e de encosta norte são principalmente cobertas por campos.75 a 39. pois. pares de transecções for 1111 1I três áreas.50m perpendiculares à transição floresta-campo.· . os dominantes arbóreos dessas florestas são característicos da Floresta Ombrófila Densa.I 1/'11//(1 serrata. denominada 1I topo-sul. interior da floresta. sendo sete na porção relativa ao campo e seis na floresta. enquanto outras eOIIl' I ".42 bc 9. Psle= Psychotria /eiocarpa.5m) consecutivos. eixo I: 23% '1.5 x 4. Gradiente borda-flor ~. Há justamente o encontro das formações florestais Estacional Sernidecidual e Ombrófila Densa com as formações campestres. Cabe I I' I Idllll· c densidade de espécies arbóreas nos QGs da porção florestal d'l "!II'dé~.25 ab 30. til 111 ramente um gradiente tllI I.90 cd 1. depois. '111. PADRÕES E PROCESSOS DE VEGETAÇAO LENHOSA EM MOSAICOS Dr r II "1 t RESTAIS EM ECOTONO NATURAL DE FLORESTA E CAMPO 475 ..III'~. O solo é Argisolo Distrófico Vermelho-Amarelo e a rocha matriz o granito./1 ta). •• e~ Guop cn f2 ~f3 ~Za~ ~f4 ~f5 . O clima é tipo Cfa.Expansão florestal e o gradiente campo-borda-floresta Os três padrões fisionômicos das áreas de estudo (topo-sul. O limite entre floresta e campo foi defmido pela presença do último indivíduo arbóreo adulto. Segundo levantamentos locais.1' trar indivíduos menores.09 Ix: 1. das quais "IWIIII arbustivas. que corresponde à porção mais nordeste da Serra do Sudeste. dos OGs.0 I) entre a posição dos quadros no gradiente borda-floresta fi f2 f3 f4 f5 f6 55 52 44 37 40 4\ 16. RS (30°03' S. Sorocea bonp/andii. altitude máxima: 311m). que o fogo foi restrito a . I nadas principais (PC A) " I densidade das espécies. topo-oeste e norte) foram determinantes nas diferenças estruturais e florísticas de espécies lenhosas nas porções de campo. . Myll .00 bc 25. 10m.75 c 42. 111). f6: QG mais distante do limite). enquanto nas encostas meridionais predominam florestas.5 xl .li 86 espécies. inclusive na composição florística (Fig.67 c 8. A I1 foram demarcadas aos pnu .17 c 19. O diagrama d"11 I 1).91 cd 1. pequenos capões e matas ciliares. Porto Alegre. No meio 474 Considerando os s '1 II tes à porção florestal dus I 1I' foram amostrados 31 ".o (PC?A) dos QGs do gradiente borda-floresta.50 a 2.I I Local do Estudo Os resultados apresentados são oriundos de uma tese [11] realizada no Morro Santana. quatro 111111 cém-queirnadas e quatr pllll área topo-oeste.66 d ~ Padrões Observados lu A. é verificada uma homogeneização em todos os parâmetros considerados.75 c 22. OP= entre 111 altura. AI 111111 têm maior densidade 11(1 "" ximos à borda tSebastian I1 .42 c 8. Os valores médios e as '" 1111 1'"lnl. Aled= Allophy/us edulis. pela classificação de Kêippen. a partir da " I)(:~ ~c critos ~ela ?ensidade deespécies lenhosas. área topo-oe t 'I I Nas áreas topo-sul e n 1'11 111 secção de cada par foi sulnu 11 queimada experimental. Matacões são freqüentes na superfície.30 ab 2.lvos os QGs das 12 transecções. bastante diversa e influenciada por queimadas recorrentes [13]. 11" pequenos (OP= 1. portanto. Leia: Gyco= .58 ab 12.1.58 a \4. Os morros graniticos da região de Porto Alegre possuem formas suavemente arredondadas. foram estabcl .92 c 2. as qual I'\! I1 queimaram em janeiro de 11111 o tempo pós-fogo era il1ll'll11 definidas anteriormente..li 1. Guop= Gua- thoxylum rhoifolium. 51°07' W. sendo os efeitos das queimadas secundários.111. 11" 1)(" 11 é o mais próximo do limite com o campo. Cada transecção era composta de quadros grandes (OG= 4. composta por uma flora insular [12]. Letras diferentes indicam a 11. Os campos são considerados uma vegetação relictual de períodos cujo clima era mais seco e frio. com médias anuais de 1400 mm de pluviosidade e 19°C de temperatura. B. em duas escaln em de altura.I/I~lhoxy/wnrhoifolium. SIMPÓSIO 34.

. grossa) [11). 111111 [1] PUYRAVAUD.. Grasslandforest boundaries in southern Brazil. sob 1111I lento em comparação às áreas do topo- contradas no campo. Um padrão de locais onde a intcnald "I intermediário foi observado nas transecmenor (próximo da b I'dll . 3A). As áreas do norte cões) .2 0..8 0.4 O -. A. 2003. sendo a capacidtult li apresentaram maior densidade de esatributo fundamental plllll I pécies arbóreas' florestais na porção do [15). DUFOUR. 476 SIMPÓSIO Sul. S. pelo fato dll 1\" drão de transição mais abrupto.i \ oeste e do norte. isoladas ou em pequenos agrupamentos./ournal ofVegetation Seience 14:145-152. What controls South African vegetation cJimate or fire? Soutn African [oumal of Botany 69(1):1-13. Estas são. tiveram a menor propormação de pequenas il"" " ção de lenhosas no campo. [9] RAMBO.g. 1999.111 I salientar que me refiro aos eventos ocormais drenado (men r 1111\ ridos durante o estudo e não ao fator maior proporção de 'I I 111 fogo como um distúrbio histórico [14). Austral ecology 31 :520-528. . eu j S .F. F. F.I " poucas lenhosas. 3C).' ções do topo-oeste. Nas áreas de campo.. Shrub Invasions ofNor- E Q) th American Semiarid Grasslands. WOODWARD.31:197-215. L.M. funcionalmente espécies pioneiras. \'11111 Três tipos de trajetórias na transição camsaico natural de flore lil I' I 111 I po-borda-floresta foram observados nas cesso de expansão n I" I 11 análises multivariadas [11).. \1111 do limite florestal (Fig. Syst.2 otropical savanna vegetation with particular reference to lhe Brazilian cerrados. típicas de campo contribuem no processo de expansão florestal como pioneiras anemocóricas de vida curta (e.1-30em 50em _> ~ 2. Global Ecology and Biogeography Letters 8:223-241. As transecdo pela composição e dl'l! " ções do norte.1-50em .g. Boletim Paranaense de Geoeiêneias 33:67-88. Esse processo. Letras diferentes indicam 011'1'1111 entre os valores dos QGs conforme a posição no gradiente. p " 11I após o fogo. Baccharis dracunculifolia e Heterothalamus psiadioides) ou localmente "persistentes" devido à capacidade de rebrote (e.. Annu. 2006. as trané maior) e distúrbios <:01111' secções do topo-sul apresentaram o paAlém disso. . Por outro lado.. PA. [4] P1LLAR. \0 1l0om ~.E. 1997. [ournal of Biogeography 30:1067-1080. Southern Brazilian phytogeographic features and the probable influence of Upper Ouaternary climate changes in the floristic distribution. 16 12 [6] VANAUKEN. há uma tendência ao I l'lI I cuja profundidade e teor de argila foação florestal (Fig. Eupato- rium ligulaefolium. [3] FURLEY.·P. W. et aI. [7] DUARTE. Referências bibliográficas C. 31\). Thenatureanddiversityofne- c::::J 10.4 2 1.L. apresentaram uma transidicionados por fatores l. VD.C. ARAVAjY. [8] KLEIN. sugerindo que arbórea florestal na n1l111 o processo de expansão florestal é mais [16). que. 1975. As áreas de topo-sul. 2000. QUADROS. das espécies) entre as parcelas da flodensidade de gramín li . MIDGLEY. A fisionomia do Rio Grande do Figura 2. . Uma vez estabcler li I campo (Fig. G. classes de diâmetro basal (legenda superior). p.w.. Rev. Porto Alegre: Selbach. ). O. 34. uma vez rem recorrentes no lu '111 que as parcelas de campo apresentavam arbóreas que consegu '111 .. PADRÕES E PROCESSOS DE VEGETAÇÃO LENHOSA EM MOSAICOS DI I1 ( . Outras tantas são citadas para área ocupando manchas insulares florestais inseridas no campo e a maioria apresenta dispersão zoocórica [16). et aI. B.S. mesmo a seis metros desenvolver no campo. ~1-10em r36 32 28 24 20 3. espécies arbustivas.1I1 ção mais gradual (variável: densidade umidade e profundidlldl 1. Shrub encroachment in Argentinean savannas.Eco/. [5] CABRAL. 2003.! 30.I. Baccharis cognata.1-20em c::::J 20. Portanto. Rain forest expansion mediated by sueces- sional processes in vegetation thickets in lhe Western Ghats of India. Coenoses 12 Ê 2...> SOem Vernonia nudiflora) após distúrbios de fogo [15)... R. 11 resta e do campo. Role of nurse plants in 'U 'U '(ji '" 8 4 c Q) 'U ~La+iJJ~~~~~~~~~O f1 a f2 f3 f4 f5 ab be c c f6 c gradiente borda-floresta (f1: borda) Araucaria Forest expansion over grassland in south Brazil. Densidade média de espécies arbóreas no gradiente bordu-Ilu .-< 1em [.6 1. independente do tempo triz campestre.). "" ram maiores. portanto.lI. 2003. [2] BOND. 1956.8 o o ~ !:-'" 'õ 'Q) M (2-3):119-126. sendo f1 0111111"" 1 com o campo.

Porto Alegre: I'I\IHII'" duação em Ecologia/UFR 'S. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.]'I' m torno da cultura baseada periência em área de Mata o Rio Grande do Sul Rumi Kubo' sistência do próprio homem sobre a Terra. G.etal. RS.E. [16] MÜLLER S. M. 2005. [lI] MÜLLER. [ournal of Vegetation Science 16:655-664. Dessa forma.C. neste trabalho busco algumas reflexões em torno das relações entre natureza e cultura. da localidade de Solidão. IBGE. I" II I1I . Tese (Doutorado) . .br 478 SIMPÓSIO 34: PADRÕES E PROCESSOS DE VEGETAÇAO LENHOSA EM MOSAICOS De II1 JIl . através de seus saberes em relação ao seu meio.Proteção e manejo da vegrtt/I. encontra-se no limite austral da FloresMAr ANAMA . 1954. tion Science. Vegetação. Por outro lado. [13] OVERBECK. no prelo.I' gião de Porto Alegre. O município de Maquiné. município de Maquiné. passam a ser consideradas como atores sociais por excelência.ONLlNI:11I I tional types of woody specics I ·1111 I bance in forest-grassland CCOIIIII' gy 10. [14] BEHUNG.com todo esse contexto de preocupação com a preservação ambienta!. E-mail: rumikubo@bol. Através do questionamento aos olhar a transvestidos na categoria "populações tradicionais".1007/s11258-006-9I(1' . baseado no universo empírico que envolve os coletores de samambaia-preta. H. et aI.UFRGS).C. Essa mudança nas formas de sentir e pensar a natureza impõe novas posturas diante dos padrões de consumo e uso dos recursos naturais. História da flora do litoral riograndense. B. com /m'l padrões e dinâmica da 1I0~ '111 português).C. Rio de Janeiro: IBGE.eta!. in Por- to Alegre. • . 2005. Padrões de espectes e tipos funcionais de plantas lenhosas em bordas de floresta e campo sob influência do fogo. I I' grassland mosaics in the hillslIll' a study case of forest expansh 1111 tana hill.Departamento de Ecologia. "as populações tradicionais" passam a ser consideradas como um paradigma fundamental nesse processo e representam um conceito que permite vislumbrar um determinado olhar direcionado às relações homem-natureza.541-632. [15]MÜLLERS. 1986. [12] RAMBO. S.e da etnobiologia em sentido mais amplo . FORNECK.. southern Brazil u••li I 111 management and conservatlun I. Fine-scale postfire dynamics in southern Brazilian subtropical grassland.com. no contexto das políticas e projetos socioambientais. interagindo com ecossistemas que apresentam alta biodiversidade. é inevitável reconhecer esse imbricamento entre a emergência da etnobotânica . situado no litoral norte do Rio Grande do Sul (RS).[10] TEIXEIRA. 2005. In: Levantamento de recursos naturais.B. Rio Grande do Sul. pp. Late Holocene vegetation and fire dynamics ofMorro Santana. et ai. Ed. Sellowia 6 (6): 113-172. É nesse contexto que as populações tradicionais e locais.

Vida digna não somente do ponto de vista econômico. onde estão imersos as preocupações mundiais com a preservação e qualidade de vida. do ponto de vista da legislação.. onde se mobilizam saberes e práticas tradicionais. em que abrangia a inserção dentro deste debate ecológico. 2003. era necessário reconhecer as especificidades socioculturais locais (o fato de serem agricultores familiares. Tal proposta compreendia um fortes movimentações 11\ 1"1 estudo sobre a auto-ecologia da espécie blematização da ativi 111(\1 (Anama/SEMA. Nesses termos. A partir ONG Anama ligado a plll\ol dessa situação. popularmente conhecida como tado do RS. extrativistas e m 1'11111 I sa. '111 I gistros. CONSERVAÇÃO SOBAI'III até então executados (dependente de mão-de-obra familiar. para os olhares dos Fundos da Solidão. 2003). ti 11111 dos sobre a atividade na região. Esse abandono das roças é o que verdadeiramente propiciou a regeneração da vegetação e. a samambaia apresenta-se como espécie dominante. 2002). GS. restringindo o uso dos recursos naturais. RS-Rural.. 2000). ilegal. seja por não estarem inseridos nesse contexto conservacionista moderno). ligada ao conceito de cidadania.1'11 baia-preta. mas do ponto de vista local. resula sustentabilidade da til V d I tando na proposição do projeto Samambilidade de sua legalizaçllll. aliado à possibilidade de uma vida digna para os moradores destas áreas. Forst) extrativismo de samambnln 1'1 Ching. Essa situação. situação social dos exA realização deste 1111111111 trativistas) e outras atividades presentes mos abrangentes. adaptando-se às exigências de um mercado emergente. incompreensível. apesar dos 111111 da legislação ambiental em vigor. ecológicas e paisagísticas. O que se dade às demandas surg dll constatou foi a inexistência de tais reexecução do projeto.Núcleo de Estudos em Dese tornar alternativa parti 11 IIi senvolvimento Rural e Mata Atlântica çâo de renda destas cornuuul ligado ao Programa de Desenvolvimento manecendo este grupo cin \11 Rural da UFRGS (Anama/PGDR. Sobretudo nesse debate é que estavam manifestos os DA EM UMA EXPERIÊNCIA EM ÁREA DE MATA ATLÁNTICA NO RIO GRANDE DO SUL 481 480 . buscou-se levantar dada atividade extrativista. 1\ 1111 os principais sistemas produtivos existenem um diagnóstico prévio.UFRo presente momento ( '( 11 . e realizando uma atividade extrativista. tervenção direta (junt II 111 Paralelamente aos resultados da pesquilocais. desde 1992. I' ta Ombrófila Densa. o PI'II I servação no litoral norte (MARCUZZO brava também a abertura d \ I I et aI. apesar di' postas pela ONG. Um diagnóstico prévio efetuado centivo à atividade artesannl numa parceria entre ONG Anarna e o da fibra de bananeira c 11\ I" I DESMA . seja pelo fato da espécie se apresentar em abundância. onde o "amarelo das roças de milho" se transformou no "verde do mato de hoje". 1998). o que resulta em uma legislação específica. zona núcleo da Reserva da Biostica. projeto. articulando p' 11'1 samambaia-preta ou simplesmente satituições de pesquisa) com I1 mambaia. sendo res e envolvidos na cad '111 I' uma das áreas em melhor estado de preAtento a essa situação. deia produtiva. com a produção voltada para a manutenção do grupo doméstico). visando à proteção e regeneração das áreas naturais. desencadeando um interessante processo de instauração de uma nova atividade.UFRGS. utilizada em arranjos florais. mas também sobre 11 I torno da Reserva Biológica da Serra ambiental e preservação do I Geral. nesse processo de regeneração. Mata Atlântica. visto que se enquadrava como não se resolveu a qucst \lI 1 atividade ilegal dentro dos parâmetros trativistas. a própria interação com a comunidanal do tempo de execuçno d de. a situação desmente haver mudanças V I ta atividade na região (manejo local. buscou levantar e descrever SOUZA et aI. surgiu também PI' . Sobrepõe-se a esse processo a gradativa importância que essa área adquire em termos conservacionistas para o Brasil. ligados a uma agricultura de aprovisionamento. 11 llilf está localizado em área reconhecida pela criou-se uma apreensão 1\111\1 UNESCO. demonstravam a prepesquisa-ação propost '1111 sença e a importância de debruçar-se permanece um grupo do 111 sobre essa atividade peculiar. Apresenta Áreas Núcleo 1 o debate não somente em I 1i e Ilde biodiversidade. conflitos sociais ligacl H 1I I 1I visando possíveis alternativas de renda uma nova sensibilidad ' (' dli para os extrativistas (Anama/PGDR51MPÓ510 35. localiza-se no endade. tes no municípío de Maquiné. c 1m 1\ I no âmbito dos sistemas produtivos locais. incorria numa alteração drástica da paisagem. caçâo dos extrativistas. baixa mecanização. como Reserva por parte da população I '11 I da Biosfera da Mata Atlântica. mas que incorria também em uma ação ampla. e esses questionamentos. identifise propunha a ser um in 11\1 cando a presença do extrativismo da esaprofundamento sobre (I I I pécie Rumohra adiantiformis (G. na forma das diferentes ações proconsidera-se que. Dentro do âmbito cla~ 111 fera da Mata Atlântica.

Forest.UFRGS. Incorre correm ainda aposentadot"i I li assim em reconhecer que. constlllil ra também matiza suas identidades. 108p. abóbora. a concxuu ti. SE~. bem-estar socivismo de fibras vegetais. Secretaria de Agricultura e Abastecimento RS.Forst.(. ANAMA. a resposta a. extrativista.Avaliaçãoet· da samambaia(C.estmdo o tradicional de determinada ~ma~em ocidentalizada e permeada dos ideais conservacionistas modernos distante da realidade dessas populações? Ao ~esmo ~empo. Porto Alegre: Relatório Final Pesquisa por DemandaRS RURAL. cício. ou seja. e questionarmos. No processo relatado. azulejista II !tlll cluindo parcelas da população. 1\11111 al. principalmente '\111 II A cada uma dessas identidades corsituação a luz de uma '1\1' responde um conjunto de atividades. mas nérica e abrangente '111111 que juntos se apresentam configurando tradicionais. Porto Alegre: Relató2002. mo da samambaia insere-os II I Nas análises. esses questionamentos apresenta-se ainda de forma bastante provisória e nos c~loca diante da complexidade das relaço~s natureza-cultura e. mas também "samambaieimentação da atividade. que caracterizado por uma r -111 ! regem a distribuição de tarefas e de tercom o meio ambiente em IIII! ras. onde a 1111111 um saber fazer. encontramos os princado amplo. portanto. do objeto de estudo da etnobotânica. milho e. valor da vida sença do artesanato baseado 1\1' humana e não humana. persistem desigualdades e que. que se tornou tão importanglobal. feijão. 2003. Diagnósticosocioeconômi- \1 I1 1 SIMPÓSI035. 111 p. PG. etnobiológica Projeto Samambaia-preta: e etnoecológica avaliação da samambaia(C. conforme dcnuui I cipais elementos que forjam a identidaRlBAS et al 2002. buscaram adapdiretrizes conservaciolllt III tações com a adoção de uma atividade râneas. em que medida não estamos trans. Dentro tamos sobrepor ao debatr " desse contexto se auto-identificam como avaliação da sustentabilidllll "colonos". cornp sll! I de social dos moradores dessa comuniintermediários até chegar 111 dade. colocada de outra forma qual a medida ~e entre acatar a lógic~ dos saberes lOCaISe de uma intervenção t~~no. cujos bém se verifica a comer '11111 conceitos considerados como partilhachás ou outros produtos pl I dos ainda não estão presentes ou se partir plantas medicinais. paradigm I 111 um sistema produtivo local. sobrepõe-se às especificidades de gicos e simbólicos. que. Ainda para U \I do amplo. quando preconizamos sua presença em áreas de grande biodiversidade. batata-doce.DR. amendoim. Secretaria mumClpLO de Maquiné. RS. o trabalho e a sociabilidaconsumidores urbanos d H. PGRD-UFRGS. CONSERVAÇÃOS08Ai'/lf !:IA EM UMA EXPERltNc/A EM AREA DE MATA ATLÂNTICA NO RIO GRANDE DO SUL 483 482 . marcado pelo trabalho pria9ão do meio apresentu lml duro e do convívio e dependência do meio to. ANAMA. E nesse contexto que cabe refletirmos sobre as idéias que giram em torno de populações tradicionais. de. N\I I ros". banana) ao extrai I conflitos mais profundos.tllll é índice também de uma certa astúcia sigam abarcar essa sillllll I (DE CERTEAU. A sociabilidade cimentada nos laços Encontramos aqui uni plll familiares e de pertencimento local. Do ponto de vistn ti. percebemos como a natu~eza é trazida para a ordem da c~ltura. buscasaber fazer de agricultor.hortaliças. noções bastante subjetivas e que topara a complementação de 1111 cam na estetização do mundo. diante do mente o que preconizlllll I contexto de mudança. E dentro desse quad ro Iti I natural ao qual estão imersos. oriunda deste modo genérico. Essa sobreposição de identidades legislação.) Ching) ANAMA. coleta de alguns outros gên \11' mas implicam em questionar conceitos banana em roças abandonadll como direito de propriedade. onde ambas as parte devem ceder e~ cujo processo perftlam mudanças d~ atitude e de sensibilidades. ao edades maiores e prestandll falarmos em "nós". 2003). te do ponto de vista econômico que agoceitual e teórico. em cionais" (DIEGUE . 111111 menor escala. preta (~umohra nobioíôgica e socioeconômica adiantiformis na regwo da Encosta Atlântica do Estado.cientifico baseada no saber cientifico i Baseada na experiência acima relatada e ainda em processo. pois. Assim. I tura para o estabelecimento de um diálogo. ) I I! apresentam de forma fragmentada. cabe perguntar em que medida tais experiências baseadas no ~odo tradicional podem realmente ser~tr de base para propostas de manejo das areas ~e grande importância para a preservaçao ou. estas modificações rumo a sumo verüfca-se a presença de 11111 uma sensibilidade ecológica incorrem vidades ligadas à criação d ' 11111 não apenas na valorização da natureza. apesar de inidosos e a venda da mão-dc-ol« tegrarmos um mundo moderno e comma de trabalhos temporários 11\1 plexo.) Ching no Estadual do Meio preta ~umohra adiantiformis no de Pesquisa· Ambiente (SEMAl. em sentisamambaia-preta. podemos estar excomo pedreiro. sobreda qual formulamos 'si I" põe-se uma agricultura primordialmente Diante do acima ' 1''' I para autoconsumo ou trocas (plantio de ce-se que a categoria "1'"1'" aipim. buscam-se bl. ou seja. arroz. Referências bibliográficas RS·RURAL.

2003. COELHO DE SOUZA. t• 11 c da Mata Atlântica.. . 111I' I RIBAS. Flonanopolis. que busca soluções para problemas que envolvam o uso de recursos vegetais. S. fazer. Petrópolis: Vozes. Discutindo a etnoconservação. populações tra ICICUNHA.. 20. numa perspectiva mais aplicada e de desenvolvimento. (org. 2001. é pressuposto a existência de alguma organização e articulação política da população local. tradicional ou indígena.2003. lera • I da Biosfera da Mata AtlãntiClI.2. P.br SIMPÓSIO 35. A. do que manejar processos naturais".et aI. I [SEESULSimpósio de vimento sustentave . I 1I . C . Considerando as dimensões continentais do Brasil e a diversidade de populações locais. no sentido de incorporar os pressupostos da conservação biológica na etnobotânica e de efetuar estudos etnobotânicos direcionados para problemas de conservação biológica em coerência com as necessidades das populações locais. MARCUZZO. tradicionais ou indígenas. E-mai!:natalia@Ccb. li••I' loologia.I Porto Alegre: Relatório de pesqUIsa. . p.M DECERTEAU. essas situações devem ser mais exceções do que regras. 1994.). ~. Estudos etnobotânicos e etnoecológicos podem ser originados a partir de duas situações básicas.M.do artesanato como alternatLVa preta e a ques tao . d' . I . ln 11111 e ambiental do Município de Maquiné . ALMEIDA. Para tanto. Biodiversidade na Amazônia brasilel~a: · ção e ações prioritárias para a conservaça~.P. onatê e conservaçao a .Situação ..I 'I zadas entre pesquisadores com "objetivos conservacionistas" e pesquisadores com "objetivos etnobotânicos". M. . " '" . d de renda: subsídios para uma reflexão dtante ~~ ostas de uso de recursos naturaIS e desenvo prop . CEP88010-970.Ainvençáodol'lll/d'.. SC p 291-300.184-193. Conselho Nacional_. •• amca e conservação: manejar naturais ou manejar postos? Natalia Hanazaki' . peet/vas. Um desafio para os pesquisadores que trabalham nessa interface é reduzir as distâncias entre essas duas visões. \ 11 DIEGUES. eta!.Universidade Federal de Santa Catarina. CONSERVAÇÃO SOB A PERII" 484 . ental. Centro de Ciências Biológicas. roten t ave. um estudo etnobotânico pode vir da demanda da própria população local. S. 00 108 .B. ava IIa fíci São uso sustentável e repartição de bene ICIOS.ln: Capobianco. PAGEL. MW. IIIAI'II A Reserva da Biosfera da MllltI \11 G ran de do Sul.C. J. p. G. Aspectos econÔl1IllIl deia da samambaia-preta (RIU""" mis (G. Reitoria de PesqUIsa da UFRGS.153-166.Paulo: Estação Liberdade. Se. Forest) Ching) na regi 1111 ti tica do Estado do Rio Grande d" ' n. 2002. muitas vezes opostos. Diegues [7] afirma que "trata-se mais de administrar visões e interesses humanos.11. Primeiro.1111'1\10115. O Projeto Samam ta.A Etnobiologia e Etnoecologia da Reglao S~I: spectos humanos da biodiversidade. tradicional ou indígena. .RS: ~~rspectivas para um desenvolvimento rural spu~. " _ mbientaJ.\/1101 I .I. O mito da naltlf(' Paulo: Nupaub/USP.ufsc. R. Série 1111".

mas também deve estar atenta ao seu papel de ciência básica integrada às diversas demandas aplicadas locais. pois sofrem pressões diretas devido à expansão imobiliária em áreas litorâneas. Rodrigues. AC. 2004. Apesar do avanço em estudos etnobotânicos no litoral brasileiro. Earthscan. que compreendem. M.. . 14 /.argumento de KROEBER [15] há mais de 80 anos e que tem se popularizado nas últimas décadas [16] . R. [9] KRUEL.Numa segunda situação.. Biologia E. as interfaces entre a etnobotânica e a conservação são frutíferas e podem ser consideradas como informações para o desenvolvimento de estratégias de manejo a curto.. formações herbáceas. [3] NAZAREA. 1995.Curso de Pós-Graduação Vegetal.23. Earthscan. situated kno- lives.'111 áreas cujo prin"1 11J111~lo. des Press. 1999. RODRlGUES.S. Peroni por sugestões e críticas para este texto. até '111111 sua proximidade com pesqul 11I1 utilizavam a unidade d \'1111 como área para estudos b 111 diferentes naturezas. serão utilizados alguns exemplos de estudos etnobotânicos direcionados para problemas de conservação biológica. Florianópolis. EtnobotâniMarinha de Arraial do Brasilica. D.C. devido às mudanças crescentes e rápidas que estão transformando as áreas rurais nas últimas décadas. The scope and aims of ethnobo. 111 s estudos descrititi 1111 klcrar a importância 111 utras palavras.com. subarbustivas e arbustivas. estão resultanI '"I !ll' políticas públicas I 11II'I-\Idizaçãoda ativida11111/1 característica imI rudes é o direcionaI IIh'o para a compreen. People. [2] TOLEDO. IIp logías de extrato1Iontre informações de " IIk'il. NABHAN.P 2001. 2001. [4] CUNNINGHAM. Extrativismo pessoal. [6] SOULE. Dissertação trado) . N UIIIII situação. ocorre a identificação de um problema de pesquisa por parte do pesquisador acadêmico.P C. I 1111 I/lltnicípio de São I Ii (1111 grupo de agri"" d" su região. F. 10da extração vegetal . Etnoconservação. No entuuhtuações distintas foram enC011111I I uma delas. G. principalmente.M. 8].ti sociando a atiI "'11 () P tencial de conh I1 ulruvés do replantio " 11.onjuntos de es'li' '1111'11NUmser usadas em 11111 /lN. mostranI ". What is conservation biology? Bioscience. São Paulo: Hucitec. o conhecimenl I li" espécies da vegetação local "I" do pelos moradores. médio e longo prazos. Comunicação [13] SOUZA. London. Applied Ethnobo- tany: people. Y. Essas áreas são particularmente vulneráveis. J.. What is ethnoecology? scope and implications of a rising discipline. poucos estudos enfatizam áreas particularmente frágeis como as restingas [9]. da natureza nos trópi- J.21. Atualmente.br) [12] CAPORAL.plants and protected areas: a guide to in situ management. Agradecimentos Agradeço a N. G. da co~servação. Ethnobotany. Novos rumos para a conservação cos. Etnobotânica de restinga em (Mes- da Ilha do Cardoso (SP) e da Ilha em Biologia pessoal de Santa Catarina (SC). H"lItI tório etnobotânico centrudu II es introduzidas e cultivadu 111 Este último caso refletiu. como 11 II agrícolas praticadas no pus 111" ceira situação.. movido por uma curiosidade pessoal ou por uma pergunta ou hipótese formulada. 1111\ conflitos entre a população li I1 dade de conservação. ruiu 11" observado com a mesma illl 11 dois primeiros [10]. ca na Reserva Extrativista AL.. também são comuns os estudos etnobotânicos que possuem o caráter básico de resgate e de registro de um conhecimento sobre plantas que está na iminência de ser perdido. 1992. di' . 3001'. Brasil. isses exemplos mos1I11111H etnobotânicos po1I1/llribuições a dar para 11" 1i')gica./I I analisando o conhecim 11111 I co associado à explora '1111 " vegetais para confecçã dll uma armadilha de pescu.E. Esse estucI I 'I uma demanda da unidud I ti ção por compreender as 1"1111 1111I Ilquuras.E. I" IIloral norte do Rio I /lllos anos de estudos . estão "\'111110111 etnobontos 1III I' urbóreas nativas IIII1II1I~tldasno sombreI I II 'I. alguns avanços têm sido observados [4. em área de Reserva OU MANEJAR INTERESSES OPOSTOS? 487 . Portland: DioscoriOrigins. Ainda que a etnoconservação seja considerada como uma construção ainda incipiente e fragmentada [7]. 2000. R. 18 I Ihlll.S. 2001. a etO: MANEJAR PROCESSOS NATURAIS Cabo. originada mais freqüentemente por um interesse acadêmico. Etnoecológica. [7] DIEGUES. PEIXOTO. [II]OUVEIRA. In: SCHULTES. Londrina: E. Abordagens etnobotânicas podem fornecer respostas importantes tanto para problemas de conservação biológica como para questões direcionadas para o desenvolvimento local.. Tucson: University of AriAB. UFSC. I c1ui desde entrevistas SOhl1 11 da armadilha e as espéci ' zadas até o acompanhunu-nt ções vegetais e o mapcaun-nt de extração. objetivo dessa 11111/1 . OUVI.35:727_734. poucas SIH I I eram de fato conhecidas. Y. 1985. R). [8] TUXlLL. Em ambas as situações. [10] MIRANDA. [5] PRlMACK. Em uma área COIllUIIl1111 MlRANDA [10].486 [10] selecionou como área di comunidades que estavam I1 dentro de unidades de con 'I'VIII ques Estaduais) e que p I~'IIII tinham interação com a v '1-\ I restinga. Nesta apresentação. tany ina developing world. Comunicação (flc_oliveira@yahoo. VON REIS. comunidades T. S. Visando estudar a etnobotânica de restinga.'xl ração de samamli IIllIlI'dugens de diferen111Iu indo abordagens l I1 . Ethnoecology: wledge/located zona Press. Acta Botânica (1):177·190. Referências bibliográficas [I] ALCORN. p. 277p.. predominantes nas áreas de duna frontal e adjacências.S. wild plant use and conservation. 2006.' ('/Ida em estudos que I IllIbilidade ecológica e '''''Ii no botânica deve ser endereça da para preocupações para "além das listas de espécies" . com o I1111111/lls Ulividades em 111" Ilhll'liv eonserva11"1 1111'111 pesquisa deliti ' I '" /I ti 'mandas locais 11I I1'/11' IDnistas está sen. London. o conheciment NIIIII es vegetais nativas estava I'" 1111 conjunto pequeno de espé '" I mente devido à reduçã di II que implicavam em uma illllll ta com a vegetação. I (1):5.39. foram feitos levantamentos descritivos em duas regiões distintas nos Estados de Santa Catarina e São Paulo [10]. especialmente . de natureza eco"'11/11 genética. MlRANDA .B. Uma das proposta 11 I do foi efetuar o registro de 11111111 etnobotânicas que pudess 111 poradas nas informações plll I I vação de tais áreas. Y.