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SIMPÓSI038

Espécies exóticas invasoras no nor Brasil: impactos nos ecossistema

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luvasora que pesquisaI" !.III, Essa espé1111111

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nordeste brasileiro apresenta uma grande heterogeneidade ambiental, o que se reflete numa ampla e complexa diversidade de paisagens e faciações de vegetação. As formações vegetais do nordeste abrangem desde as tipologias mais exuberantes, representadas pela floresta ombrófila densa, até as faciações mais abertas da savana estépica ou caatinga nordestina. Nesse vasto território de mais de um milhão de km", povoado por mais de 40 milhões de habitantes, não é fácil identificar todas as espécies exóticas invasoras e, menos ainda, listar os impactos decorrentes dessas invasões. Entretanto, algumas espécies de plantas exóticas, introduzidas intencionalmente, ou não, no nordeste brasileiro, já representam graves problemas de invasões biológicas, que exigem estudos e medidas de controle. Dentre essas espécies podemos citar algumas herbáceas, a exemplo de Cyperus rotundus L. e Sporobolus indicus L. além de diversas macrófitas aquáticas. Não obstante a amplitude do tema, vamos nos ater, porém, às espécies claramente já identificadas como invasoras ou potenciais invasoras da caatinga e ecossistemas associados. Entre as herbáceas, Cyperus rotundus é certamente a espécie que causa maiores impactos, quer sejam biológicos ou econômicos. Essa espécie invade áreas cultivadas e se dispersa principalmente através de propágulos misturados ao

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devido à 1'IIIlios que apre" "h,(//o revelouI I'llhld as, par111 unlurais do 11 li, açudes e 11 ultimos anos, I' .ic já ultra1111111 'ia restrita I IIdll S 'I' encon1""lloS das pai111111 rlnra indica10Ii 11111' um sério , I nr Iuturo pró-

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Prof., Doutor em Ciência Florestal. Universidade

Federal da Paraíba - CCA - DF

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pri~eiras sementes de algaroba foram trazidas do Peru, em 1942, e que apenas quatro plantas teriam sido estabelecidas no Município de Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. Na segunda me~ade dessa mesma década, duas novas introduções estão registradas, desta vez ~o Estado do Rio Grande do Norte, eujas sementes foram trazidas do Peru e do Sudão. Co~s.iderando a excelente adaptação da /especle e as potencial idades a ela atribuídas, a sua expansão para os demais estados do Nordeste foi uma questão de pouc~s anos. Em 1951, autoridades estaduais do Rio Grande do Norte promov~ra~l a distribuição de sementes para técnicos, produtores rurais e prefeitos do Estado: Na década de 60, a difusão de conhecimentos sobre a espécie se estendeu pa~a todo o Nordeste, e o Ministério da Agricultura efetuou distribuições de mudas de algaroba para os Estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Piauí. No final da década de 70 e início dos anos _80, novo incentivo foi dado à expansao dessa espécie, tendo sido criado em 1984, o Projeto Algaroba, no âmbit~ do Programa de Apoio ao Pequeno Produtor - PPAP, sob a coordenação da Secre/t~ria N aci?~al /d.e Produção Agropecu~na, d~ Ministério da Agricultura. As maiores areas plantadas concentraramse nos Estados da Paraíba, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. Com o fim do incentivo governamental à :xpansão da cultura e com a const~ta~ao de que a espécie não correspondia as expectativas geradas, particularmente no qu: se refere a sua adaptação em todas as areas do semi-árido, grande pa:te dos plantios deixaram de ser manejados. Ainda no final dos anos 80 o c~ltivo da algaroba entrou em decadênera e a espécie, antes vista como uma grande aliada da economia regional, transformou-se em mais um problema.

Ecologia Vegetal. E-mail: landrade@cca.ufpb.br

Schinopsis brasiliensis Eng~. ___ o Avaliação dos impactos causados pela alga(Sw. arbóreo nas áreas ínvadidas I I _ o êxodo rural e a crise enfrentada no conjunto ele indivíduos !li 11111 pela agricultura nordestina nas últimas para os regenerantes. et. A fr. econômicos.julifiora no 1111 quantitativo da extensão do problema. Muitas espécies típicas ~a ca~tmga não foram encontradas nas areas invadidas . principalmendidas. Taperoá..A. de conservação da d'lverSlid a d e .~ Astron. e a estrutura da caatinga Ed. aI. / b~olo~lca .equenc.•. a exemplo de C ntid oscolus phyllacanthus (Pol) Mill ' Arg . 55p. assim. Daí a sua ocorrência generalizada ao longo dos rios (matas ciliares). Nestas áreas. CCNUFPB. Considerando que a invasão biológic~ constitui a segunda causa de extinçao de espécies no planeta atualmente ~. julifiora. Isso é válido t~~to para as espécies já claramente identificadas como invasoras quanto para aq~elas que se mostram potencialmente perigosas: a exemplo de todas as que fora~ ~qUl mencionadas.iun: urundeuva (Fr. os impactos da mvasao so tendem a se agravar com o passar do tempo. invasora. Nos ESI 1111' raíba e do Rio Grande d NIIII sas áreas anteriormente . constisentavam dezenas de esp' I tui um meio eficiente para expansão da ções assim foram registratlu " espécie. . Carnaúba dos DlIlIllI I '. SIMPÓS/O 38. sempre com a facilitação proba e do Rio Grande do NOIIt porcionada pelos rebanhos. AlJ.5% 1'''' -ru s pertenciam à Ifi Ih'Hullados semelhan1111 lidos para todas as áre1'0111'111 nenhuma delas a I I di 'I 'v' uma Densidade 11I 11HO%. já 1111111 lhões de hectares. mostraram-se inviáveis: a espécie não se desenvolveu adequadamente. Levantamento efetuadu 11 Embora não exista um levantamento invadida por P. E. Prosopis juliflora sobre a fitodiversidade (Sw. 72p. Relatório de Pes~uis~ do Projeto Financiado pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza. de Proteção à Natureza. PLANTAS EXÓTICAS INVASORAS: DESAFIOS PARA A CONSERVAÇAII' flora ~ill. 11I Monteiro.) D. havendo casos em que I I apenas de duas a cinco 'SI' ' I vores convivendo com a 111' expandir. Situações assim estau I I1 quisadas pelo autor desl I1I colaboradores.Os plantios efetuados em terras mais altas. Areia Ed CCA/UFPB. EHHII ' décadas contribuíram para manter a esfoi feita em toelas as áreas " I11 pécie nas áreas invadidas.11\1 exploradas com pecuária '1111'111 completamente ocupadas por 1"'I de algaroba. se oportunamente adotadas. profundos e com 11111 Iti água.Prosopis juliflora (Sw.IItllninação biológi1IIIIIIIIIga em futuro próI I1I -rvcnha com medi- outros. Não obstante o insucesso nesses locais.) D. Z'lzyp h us . resultarao em considerável economia de recursos financeiros. caprinos e muares. qu~ um~ vez instalada. L. u 1111 espécies nativas é drasti ' 11111 " zido.mquestIonavel o caráter invasor de p ju. sobre a fito- 526 .2004a. .~i~o~a no semi-árido nordestino. os núcleos de dispersão da mataú e elo Seridó. Relatório de PesquiS~ do Projeto Financiado pela Fundação O Boti ' . que germinam A redução do componeuh abundantemente em suas fezes. _. São J 1111 1I Acari.da c~atinga cujas conseqüências sao amda imprevisíveis. Referências bibliográficas ANDRADE. roba . açudes e nas baixadas sedimentares ou áreas de solos mais bem desenvolvidos.ta sobre as conII 1III. 2005. em trabalh 1 ti sa que vêm sendo realizado I sos municípios dos Estad H dll I do Rio Grande do Norte. Tal comportafi li' xividade da espécie di ItI . joazetro Mart. não produziu como se esperava e grande parte dos indivíduos morreu no decorrer dos anos. sobre a fitodiversidade e a estrutura da caatinga. de modo que a espécie invasora encontrou espaço livre para se certamente as áreas de CHlII11 I minadas por P.a e a extensão das áreas invadidas revelam a gravidade de um problema . especialmente nas manchas de Neossolos Flúvicos ou aluviões. A invasão da caatinga pela algaroba foi favorecida por uma série de circunstâncias que reúnem fatores políticos. multiplicanregiões fisiográficas do '11111 I do.. '111til! níveis de intensidade.Prosopis juliflora e.) Poir.). spcioculturais e ambientais. icano __ . haja vista que esses animais se cípios de Barra de Santu 1' alimentam dos frutos da algaroba e disCuité (PB) e Carnaúba d H 1111 persam as sementes. C.IIIIII~revelou que 91. ou de semi-aridez mais acentuada. quanto que áreas de caatiu] 11I _ a pecuária extensiva.rgente a necessidade de estudos para avaliar as conseqüências deste problema nos ~cossistemas nordestinos e buscar medidas mitigadoras.e. tais como: _ o governo cortou os incentivos para o plantio e não ofereceu qualquer meio de controle da espécie nas áreas onde a mesma havia sido introduzida. a espécie adaptou-se de maneira surpreendente aos sítios mais úmidos da caatinga e às áreas de solos mais profundos.) D. _ grande parte da cobertura vegetal nativa da caatinga havia sido eliminada para ceder espaço às atividades agrícolas e à pecuária. Avaliação dos impactos causa· dos pela alg~roba . ao redor de nascentes. Tais medidas evitariam a perda de patrimônio genético ~. Algumas dessu 110 'I chegam a ocupar dezenas ti ' 11 I cularmente quando situad I planos. localizadas nas adjnr 1111 te de bovinos. nos E~llIlh. Avaliaçãod~s impactos causados pela algaroba . entende-se como sendo u. Estudos realizados I1lll constataram sérios impu '111 componente arbustivo-arbon ' tinga nas áreas invadidas \lI11I nos Estados da Paraíba e du \11 do Norte.

sado Projeto Financiado pela Fundação ° Areia. OIS. ~CNUFPB.' Botlcano de vegetais exóticas invasoras tas no Rio Grande do Sul Cláudio Augusto Mondin 1 ProteçãO à Natureza.M.Bahia. PEREIRA. PLANTAS EXÓTICAStNVASORAS: 528 DESAFIOS PARA A celN . As ervas constituem o segundo grupo em número de espécies. Ligustrum lucidum (ligustro).PE p ..etal.Eco b GADO C.. . 2002. Ed. 2000. com seis I 111111" 'flC e Poace111111 I 11' 111 11 t 11.I) II "'11 espécies exótiimnospermas trlhufdas em 33 I' l. seguida da África com quase um quinto das espécies (11 representantes ou 19%). correspondendo a 22%. Efeitos da invasão da algaro a. 0i>~1111I . C F' UMA. " f.M. pelo fato de serem facilmente notadas. Paraíba. Areia. .B. r i a família 111111 I qu 'za.20. C. C. 'd habitats in Norteast BraiJ1vas/On o se/11!-~rt • S Advanced zii. I. \ 06f . '0 e a estrutura do CSIIIlII composlça I bóreo da caatinga. sendo elas o Asparagus setaceus (aspargo-samambaia). C ourse ) . . Areia. com 26 registros (44% do total).' PEREIRA.C. 70f. abrangendo 43 representantes. PEGADO. A Ásia é o continente de origem de quase metade das espécies registradas (28 espécies ou 47% do total). c. . o que corresponde a 73% do total. Relatório de pesq~. Arei \2 n 3 I) 44\-450.igustrum fo- 111 li 111 111' rcpresentati- I Ihlll [uatro e três. . I. 2004b. CJwracteristics of ProsOp/s I . Acta botânica brasíiica. \ 997. Hedychium caranarium (lírio-dobrejo). . sobre a compoS/- lica. florística e a estrutura da caaunga nO m~/çao . 'ul/'flora (Sw) D. 2006. Condições climáticas compatíveis entre o Rio Grande do Sul e a Ásia (principalmente o sudeste asiático) devem estar envolvidas nas causas do sucesso dos processos de colonização destas espécies no sul do Brasil. Efeitos da inv~" ' I algaroba .A. cuja posição de destaque deve-se.S. floreslalllll rosop/Sl . de l'11onteiro Para!'b a. seguidas pelos arbustos e trepadeiras. ao seu porte. em parte.1998. 11111 1 11 11C 111 1111 II \lI" o grupresente le- vantamento. . . . com 13 representantes. ela. 72p./1/ deantropismo. . 76f. /UC/PIO ' no.sertação (Mestrado em Agrollllllll d'versidade e a estrutura da caatinga. Lanicera japanica (madressilva). I.L.L. 2004 . 11111 . ambos com sete (12% cada). /111'('11'. Olssertaçao (M. . Levantamento do 1"tI'" arbóreo e análise da estrutlllll 111 de ecossistema de caatinga so/l . v. Contentossociologia de uma área de caatm~a em • das do Sincorá . P. . Todas apresentam regis- SIMPÓSIO 38. A 'til I. tossociológica Composll. As espécies frutíferas ocupam a segunda posição. A grande maioria das espécies levantadas teve como causa da introdução a sua utilização como planta ornamental. . Pinus taeda (pínus) e Tecama stans (guarã-guarã).M. Pinus elliattii.Prosopis julLflora (S I I . I. f . 'uliflora LVA A. et a\. Impatiens walleriana (maria-semvergonha). .A. Oito espécies destacam-se pela alta agressividade como invasoras em florestas no Rio Grande do Sul. Microrreglao homog~nea da Chapada Oiamantina. CCNU FI' 11111 em AgronOlrua) . Composição flonstlcae 1UMA. SI .aoll de componcnll' 111 " 1111 . Bignoniaspécies cada. logy University of Orurham. M. I de um remanescente p.24 \ -369. v. com 18 representantes (30%). Acta Botanica Brasilieo.

Quebra-ventos Família Fabaceae Fabaceae Poaceae Asparagaceae Apiaceae Lauraceae Rutaceae Rutaceae Rutaceae Rutaceae Iridaceae Cupressaceae Ebenaceae Rosaceae Rosaceae Myrtaceae Agavaceae Araliaceae Zingiberaceae Zingiberaceae Rhamnaceae Hábito Árvore Árvore Erva Trepadeira Erva Árvore Árvore Árvore Árvore Árvore Erva Árvore Árvore Erva Árvore Árvore Arbusto Trepadciru Erva Erva 11111111111111111 11'lldllh 111111 Erva AJ'busto Erva Erva Trepadeira Árvore ÁJvore Árvore Árvore Trepadeira Erva Erva Arbusto Erva 1'/1111111111111 111111111111111 11111'11111'111111. Diminui!' tornar e crlru da biodiversidade dos brasileiros seu território de cada I 111111111111 1 IVI I tllI" llru 11111111111'111111.lIlal esp 'I " ncc • I Il'pl I 111 11' I . Norte Am. de alerta espéserão se evitem exótias anos. presumir duzidas poderão futuro Como as espécies portamento o histórico e. número introduzidas sua em invasoras demonstra apresentam em lugares deve servir pesquisa I1 frut I 111 tornando-as di 1"'1 plll'llljI é das consumidor. Norte Am. 111 Cinnamomum burmannii Citrus aurantium Citrus limettioides Citrus Iimonia"' Citrus reticulata Tropaeolaceae Fabaceae Fabaceae Crocosmia crocosmiiflora Cupressus sempervirens Diospyros virginiana Duchesnea indica Eriobotrya [aponica'": Eucalyptus Furcraea gigantea Hedera helix Hedychium coccineum Hedychium coronarium" Hovenia dulcis" Árvore 530 S/MPÓS/O 38. e estúnulo espécies perda invasões cidas tes em sua flora ornamentais. rnamental 11"11 1111. crca-viva I "li}. Sul Europa Eurásia zes de maneira Rio não-governamentais senvolvimento plantas o mercado tais nativas. Frutífera I. ao uso tempo. Central Am..Nortee AJn.Nortee Am. Frutífera Ornamental. dediqu 111 Grande se converter próximo. 1IIIIIIIIIl'IHul 1 ••lhllllll /1111111111 '''"lIrltu '''''"111111 IIIIlnlllllltul Erva Árvore Árvore Arbusto Erva Erva Tr-epadeira Erva Árvore Árvore Árvore Árvore Trepadeira Erva Árvore Tabela 1. Ornamental Ornamental Frutífera Frutífera Frutífera Frutífera Ornamental Ornamental Frutífera Ornamental Ornamental. Florestal. processo que então.Norte África Am.Sul África Am.Sul África Ásia Am. Frutífera I 11I11I1I1"l1lal.Central Am. Frutífera. por durar luga- alienígenas praças estado utilizadas áreas num em 11(1 1 res do mundo. constatação é inaceit VI I que instituições de gOV'1111I 1II'"'I/I('l1lal I""IIHl. suas de drn introdução eliminação para que dessas à utiliza. a observação invasoras invasor invasivo a não mesmo corretas invasões. o duplo encontradas em 11111 asterisco indica ' I' 1. cies novas até decisões freqüentemente pode e outras inserido públien I país qLI(' de esta sário di I parte da biodiversidad ' ti. PLANTAS EXÓTICAS INVASORAS: DESAFIOS PARA A CONIIII 1/ (l/I! 5 rAS NO RIO GRANDE DO SUL 531 .Central África África África Eurásia e Am. Florestal Ornamental Ornamental Medicinal. 11111 . rnamental I '1IIflllll\f}11l1 O grande cas invasoras plantas para o enorme de espécies para chama de as C~"II .Central Am.Norte Austrália Austrália Ellrásia e Am. Frutífera I hlll"II~. assim. Florestal I ""ilHrlllt 1111I1I11('"IUI. que no as espécies uma vários muitas Disso espécies do Sul fase de veintroainda num que comdiversos. Norte Am. Relação asterisco indica poder invasivo Espécie Acacia longifolia Acacia mearnsii Arundo donax Asparagus setaceus' Centella asiatica?" das espécies vegetais espécie com alto poder exóticas invasoras invasivo. rnamental 1IIIII'"I~111111 11111111111'111111 1""11111 'Jllul "111111111'"1111 1111111111 '111al f 1IIIIIIIll'lIlu! Balsaminaceae Fabaceae Oleaceae Oleaceae Oleaceae Arecaceae Caprifoliaceae Magnoliaceae Meliaceae Poaceae Moraceae Moraceae Rutaceae ConvaUariaceae Poaceae fllssifioraceae Poaceae Lauraceae Pinaceae Pinaceae Pittosporaceae Bignonjaceae Lamiaceae Myrtaceae Poaceae Euphorbiaceae Convallariaceae Lamiaceae Cucurbitaceae Fabaceae Bignoniaceae Myrtaceae Bignoniaceae Acanthaceae Commelinaceae Erva Arbusto Árvore Arbusto Arbusto flllmeira Trepadeira Árvore Árvore se expandem explosiva. pode-se passam latência quando. uso como a atenção espécies ornamentais ções culturais r HI 111 I contingente de destaque.tros como No invasoras em diferentes de invasão. Central Ásia Ásia ~uropa e África Asia Ásia Ásia Ásia África Ásia Ásia Ásia Ásia África Am. muitas das Áftica Am. 11 IlUdi11 111111I1111 11"111111."/1111111 '1111111111 tllllllllll'1I11I1 11111111111111111 IIIIIdlll111lful Usos Ornamental Ornamental. alternativas Ao mesmo governos bientais. Florestal Ornamental Ornamental Ornamental Ornamental Ornamental. repensem no sentido quanto nativas. biológicas.it·II. 11'"'11111'111111.

a malOna (em y. preponderantemente' Taxo As galhas entomógenas brasileiras têm a longo tempo chamado atenção de pesquisadores e viajantes (e. CURTIS. tais estudos têm cunho taxonômico.fI"11 1 ta completa das referên 111 incluindo àquelas do 11(11'" I 1988 1991 1994 noclatura e re . encontram-se listados em SILVA et a!. hlstologla. exploratória. os registros correspondentes eram esparsos na literatura. COSTA LIMA. bem como a biologia e ecologia destes. Acta Botân "I vista Brasileira de Zo III~III sileira de Entomolo I" Sociedade Entomoló i '11 ti complemento. TAVARES. " Brasileira de Biologia. foi consultado li I I maioria dos pesquisadon área no Brasil (plataf ""'" 1 . Com tai tI"d. um . podem ser utilizadas como fonte inicial.-Ana . porem. A A • rrua . nos úl! 111 (1981-2005). 0111111' nesses artigos. resistência e" . 1859). descrição detalhada do inseto indutor. 1835. correspondendo a levantamentos sobre a ocorrência de galhas. Tais referências. insetos galhadores e plantas hospedeiras e contendo descrições biológicas sucintas (e. Os dad tomo~enas ocorrentes Bram os. 1945. 1915. . foram incorporadas por ordem taxonômica na obra Insetos do Brasil.g. embora exíguas e necessitando de revisão taxonômica em grande parte. no dia I . ' Foram encontradas som ref:rências bibliográficas de a~~te 18.Av. As fonl 'H di lizadas foram os principal I' sileiros das áreas de 111 . se contribuir para o estnlu l prioridades de pesquisas. ou III uenCIa do di o rndutor. I{I 1 de Botânica. Neste simpósio.br """1111'de artigos científicos . 0.es~nçao topográfica das _ lhas. Lepidoptera. e ga a ores rência de Ih .história de vida d galhador. 9500 . histoquím' d ga VImento' B' I' rca e esenvol. Até então. re a hospedeiro sobre . 1926). Sucessores econômica.10 ogia .Porto AI E-mail: grpmoreira@ufrgs. . WILLE. somente no final do século passado. Impacto do galhador b o planta. Ecologia _ lIlamlca de popula ões d estudos em nível de c.. 1917). Bento Gonçalves. (1968). envolvendo a anatomia e fenologia de uma dada galha. Trabalhos intensivos. os registros correspondentes. apr« I forma preliminar.01 1997 2000 2003 2006 1 Depto. inclusive das plantas hospedeiras..SIMPÓSI039 Galhas entomógenas no Brasil: oportunidades de estudo sobre interação inseto-planta z~das.s especlficos .1288..6417 p e 0.6494x .e ImportanCta A. e cr'llltul na Internet. Instituto de Biociências/UFRGS . fi so.111 I Zoologia e Entomologiu. nomenvisao a cerca d lh d e parasitóides destes e . Em parte. no estudo a cerca das galhas entomógenas no Brasil.cnpq.(levantamentos)' . Em sua grande maioria.WWW. Padrão emergente lon~i~~d:d~ de g:ade c h' e va:laun o evolutlvo' sobre parasitóides' e de i . AVÉ-lALLEMANT. corresp "di 111 científicos publicados. com base 'li' I (portal Google .6 entlficos e capítulos d r gos CIde galhas en ' e tvros a respeito sil. últimos anos.I 2006.1/111 (1985-2005) pubhcados sobre gaJhas entom' . 1950) e. mostraram clara ednte que o número de trabalhos publi~ ca os vem crescendo r últimos 20 anos (Fig 1) INnearm~n~e nos .artigos sobre descri ãr d~entes de altitude e çao na diversidade e Outros ' inquilin.g.5 R2: • •• 0.regIstros de ocortorni orma d ga as .m ido galhador. até então. os estudos a cerca dessa guilda de herbívoros tiveram impulso substancial em nosso país.br). ogenas do I . tivo sobre a evolução do 11" das galhas entomógenas I" .g.. de Zoologia. ç o. as informações biológicas disponíveis a respeito. '. I"d. 11111 vir de auxílio a aqueles 1111 iniciar nesta área de al\1I1 I Procedimentos O estudo teve como "" bibliográficas. são raros (e. .g. com as respectivas referências bibliográficas.www. Porém. de Ângelo da Costa Lima (e.

1'111 ' 1990. Variação em frequen~la. ora famílias. Ill'Ís."dll~11 'em ambienI" 111 ('umo aqueles de . NO CONHECIMENTO DE GAIIIA'. dos artigos U número expressivo . a seja reflexo de baixa 1II1 are . frente a Uma eventual tentaIIlnda incipiente. Tal aspecto aumenta a relevância da carência rdll ~ubstancialmente apontada. 2005). . m .ft 'I" 1I logia. . III1II1H calcados na bior tlullltli . em r '111I ç itude) de e Iongituoe).. YUKAWA & ROHFRITS_ CH. contendo apenas dois laboratórios especializados atuando no Brasil. por ordem taxonômica. . Várias 11111'1110 encontram_se 1111 pioradas. o I11111 'omportamental e ""II'IIS.) disseram respeito à área torno de 40 ~ . . há poucos trabalhos publicados nesse nível de detalhamen_ I 1110. 52% correspone domyii ae .. De forma semelhante. que "bem ao gor " e "hipersensibilidade". nas dif er entes categorias de I assunto. com relaçao as p t das por diversas ' f m represen a quals. guilda de insetos no Brasil. t tam diretarnen aqueles que r~ de galhas foram itóid dos mdutores rasitói es de 5%) (Fig. como. 'ulIIl1 pa ecológico. 2). FERNANDES & 1'111 1991. m linos e sucessores. dor . 'I 40 ""' .('11 F ernan. IlIv I . Em tiva de reversão na tendência correspon_ " /I' I cxistência de poudente. .e cificarnente T os sobre inqui10%). . FERNAND~S ~t ti.[an 1'1 na. de caráter geral. Outros biourn ' exemp 10. no estabelecimento de padr 11 ão na diversidade.. 11" nas trê laboratórios PIOIH1I res Ecologia e Biologia -:. meu ver. n?.1IIIIIcnte desprezíI . Anatomia Biologia 1 Hymenoptera 11 111 freqüência. I a Mata Atlântica (I 11 'I I 50 mente expressivo de trabalhos de cunho taxonômico no presente estudo (Diptera: Cecidomyiidae). também.Valeria Cid Malll. seg d ) Uma " torno de 20% ca a . e S~ 1'111 da Universidade de ao " Gran d e p arte dos 11'111 ". neste nível de especialida_ . 1111111 lOuco explo1111. or e~s m adrão numérico foi evidenciado u p d 'as as .:R o '-" '(3 ro 30 c (Q) :::s Q) o- 20 'LL 10 o Taxonomia. 'I ia e Ecologia cordas categonas BIOog d nho teórico tudos e cu respondeu a es " ( na valie"ou a testes de hipóteses e'~'t'eAncia de ' dação de teorias qua nto a rests "vitange como plantas a insetos. 11 t balhos teve vínculo dll'(111I ra . condições bãsira e transmissão. tana. constitui-se numa área de relativamente pouco interesse profissional. área do nosh últimos 20no 1 ~ (11' Figura 2. principalmen_ /I N 'rem estabelecidas te aqueles que contemplem a histoquí_ I'/lra registrar apenas 'ti IIIf1isimportantes _ a mica e microscopia eletrônica (varredu_ ''''/lllIlia. IRASIL: OPORTUNIDADES DÚSTUDO SOBRE INTERAÇÃO INSETOPLANTA imento .. II «(/tII10às plantas .I. Trabalhos especi IC esmo foram raros te dos pae. Cabe ressaltar aqui. Em especial. I Não houve indicativo (li " 'mero de trabalho ZIid o nu . filogenia. 3 17% a HeHymenoptera e . A"ANÇOS •. se considerarmos que os cecidomídeos constituem_se no grupo de artrópodes galhadores mais diverso existente (GAGNÉ.li Imen t e aqueles de n. há uma 'I '~pecialistas nesta carência enorme de trabalhos de cunho 11/1 prioridades de pesanatômico em escala fina.. referiramiot " rmp era. DeSCOnheço o grau de interesse dos Iluaisquer nessa guilbotânicos por essa área. dt' invasoras e uso I "lI(' uutros).. no total de artigos científicos publiIlIlIillde insetos galhadores do Brasil nos últimos 20 anos (1985-2005) . e ou se a levantamentos.. mas certamen_ 1111e insetos galhadod te não se forma profissionais em anator ""1l1ero quantitativa_ mia vegetal. I publicados sobre gaIhas entomogenas 534 SIMPÓSIO 39. des Universi 111111 . Dentre poucos (menos Affi1'CO mais da d nho taxono. 2004. para os 'Iqlllll d insetos galhadores fOIIII osm modelo de estudo (e. emI cados (GRAZIA et ai" 1999). outras. aqueles e eu d dípteros (Cecid t atavam os meta iid r ) Apenas 9 . que infelizmente hoje a taxonomia de insetos COmo Um todo. BIOlogia (em Ia destes referiu-se espep~~uena parc~ Anatomia (menos d.g. (F' 3) Não d de Insecta Ig. I II Minas Gerais. a Floresta 'IAn 111 . para o a to). I' Anatomia .o/r. deram a Em torno d e 20% . Tal nÚmero é muito baixo. IN 535 . ~II. foram nUme. co-autoria) ou m diIre t o (11111 estu d an tes egressos) COIII I . 1111111 . pordo Brasil con eCl an . verificando_se nela um decréscimo no número de artigos publi" IlIlIheeimento a cerca 1111"lIuS no Brasil. lantas hospe elr . mas sim do 111111 pesquisa pequeno de Pesquisador 'S 11111 . teve abran~ IIi I1 C erra do . uidos por Ecologia e de Taxonomia. Taxonom I dae .

A. diversas vezes. Escola Nacional de Agronomia. Reise DurchSud-Brasilien. Cecídias brasil . LABANDElRA. [trad.w.. WITHERS. SCHAEFER. Em DES.. RAMAN et shers.. Hyperscu 111 " ted plant resistance mechanism II~IIIII íntima da interação inseto-planta. cs«. em pouco tempo. 1991. São Paulo. J. 2005). I'. 200'. 15: 18-40. Em grande parte. tal escala the gaUs of a plant near to MOIIII 1I de abordagem. poGAGNÉ. NewYork. Enfield. Itatiaia. J.M. lIl/Il pesquisa são incontáveis. Lythraceae e ArlocllIl'j/1 Zool. R.Jnsetos do Brasil.A.1835. Biologyofinsect-indueed ~II" ___ o CURTIS. London 1:311-314. Morph. Mais.0naspeciesofm 111111111 I .«. 2004. senbivores.I" TIlIlIiI 111 ros e Inimigos Naturais. cr«. 1926. as galhas têm se constituCARNEIRO.W 1990. Lepidópteros. a meu ver. ROI-IFnt'l . ra. Mem. J.A. Science Publishers. Cecidlllll\1I1 gous modifiers and parasituul I à vasta extensão territorial de nosso país.I' 11 ram ainda nem mesmo descritos. Estudos neste nível de compleFERRAZ. F.de.Ascecícl·[I l"tlIo nas plantas da família Mulw I1'111 Ser. Qllar/1I1 .A.w. 536 SIMPÓSIO 39. 11111 IIII 1i 11. p. Ed. parasitóides destes. Entomol. A.J. parte. Escola Nacional de Agronomia.F. 19: I I 7' I I do básico e imprescindível para o resFERNANDES. et aI. A catalog of '\1 \lI demos afirmar que centenas de galhadoworId. Belo Horizonte. Col. 7). 1945. Env. SILVA.. SCHAEFER.F. p. eeology. TAVARES.: WIIIIII estudos no Brasil. em harshness and plant nutrienl Sllllll 1 PRICE. aI. p. LEWINSOI-IN. T. Insetos do Brasil.) Biology. 379p. GONÇAI.S. Enflllld 1992. 2003). 6" tomo. Assim.2.VI 1 do desta. PRICE.!t /I 1\11' tas das famílias das COJ"llp[I~1I111 1 ceae. AVANÇOS NO CONHECIMENTO DE GALHAS fN 1I IL' OPORTUNIDADES DE ESTUDO SOBRE INTERAÇÃO INSETO-PLANTA 537 . 1\ .) Planl-alllllllll geral. 420p. I Referências bibliográficas AVÉ-LALLEMANT. alta diversidade de flora e de biomas.) Biology. Soe. 1859. (eds. vols. Biologyand 11111111 (" 'i lomyiidae (Dipte1 ralo p. ecology.~I \I li' em estudos com enfoque ecológico-evohypotheses. 1968. C. SCHAEFER. WILLE. 20:433-437. FERractions involving a gall mi I~I'AI RAZ & MONTEIRO. Porém. In: RAMAN. c.2005. dentre outros. 2'. 622p.1I1 " especificidade quanto à planta hospedeiregions. carecem de alizados em entomologia. lU JI~ I xidade são raros em nosso meio (e. As oportunidades de (eds. lutivo. Zeits. (Série Didática. Wll'llI II sos níveis tráficos e/ou assembléias Biology... 1C)~~ I1 pectivo entendimento. 17] COSTA UMA. parte. C. Rio de Janeiro.w. Reconquista do Brasil (Nova Série). G. 15:113-181. 5" tomo.G.. (Série Didática./. 1111"/11 RAMAN.J. bem como em relação a partes ou teciFERNANDES. I I inúmeras linhagens de artrópodes. Comparison of tropk 11I" Sabe-se que o hábito galhador evoluiu galling species richness: the rol '111 ' independentemente. podendo envolver relações de diverA.1915. Eniomol. os indutores de galhas exibem alta evolutionary ecology in Iro(1I(. R. ___ o1917. em qualquer área inducing arthropods. pertencentes a diúltimos 10 anos em periódl I" 1" versas linhagens de insetos.W (eds.. Rio de Janeiro. cingarthropods.69 /111 I xos. A. particularmente em gaZool. 8). tos. A. et a\. 11 l). Teodora Cabra!. dada eaensis Maia (Diptera. 1\lodl I da Agricultura. de fato.. [.j. Parte 11. ___ o Univesity Press. Artigos em taxolllillllll sucessores de galhas.D. and ellollll/llll (SHORTHOUSE & ROHFRITSCH. Viagem pela Provínciado Rio Grande do Sul (1858). situa-se. 41 7p. vol. and evolution of gall-inducing arthropods. 1950. Oecologia 76: 161 11./I que vivem nas plantas do 11/. principalmente cal gradientes in galling spcci .t I I I do conhecimento pertinente a esses insePublishers. Lepidópteros. Cecidoses ennnlu! I .273-304. EDUSP. na fronteira FERNANDES.1 11 predadores. 11'r1 111 res em si.0.MONTElRO.[ ega.w.. inquilinos e GRAZIA. lhas. Soe. M. Wiley. Zool. 2002.. eles não foSHORTHOUSE.g. eeology. vol. G.I ído historicamente em hábitats compleeffects on the diversity 01' gllll 1111" in the Brazilian Cerrado.