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Negritude e Gênero na Amazônia

O documento discute a presença histórica e a contribuição das mulheres negras na Amazônia, desafiando a visão tradicional que minimiza a influência africana na região. Utilizando o Pensamento Feminista Negro, a pesquisa revela como essas mulheres constroem suas identidades em um contexto de marginalização e complexidade racial. O texto enfatiza a necessidade de reconhecer a diversidade das negritudes amazônidas e a importância de contar suas histórias de forma autêntica.

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O documento discute a presença histórica e a contribuição das mulheres negras na Amazônia, desafiando a visão tradicional que minimiza a influência africana na região. Utilizando o Pensamento Feminista Negro, a pesquisa revela como essas mulheres constroem suas identidades em um contexto de marginalização e complexidade racial. O texto enfatiza a necessidade de reconhecer a diversidade das negritudes amazônidas e a importância de contar suas histórias de forma autêntica.

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02/06/2023 Fazendo Gênero 12 - Mulheres Negras Amazônidas Frente à Cidade Morena

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Mulheres Negras Amazônidas Frente à Cidade Morena


Flávia Danielle da Silva Câmara (UFPA - Universidade Federal do Pará)

Resumo/Resumen: Paira no imaginário social a ideia de que a Amazônia é terra de fauna, flora e “índio”. Ela ficou esquecida pela historiografia
tradicional, que considerava irrisória a presença africana negra na configuração racial da região. Contudo, há tempos pesquisadores locais vêm
recolocando em suas pesquisas a importância da região no panorama nacional, ressaltando a contribuição dos africanos negros traficados para
o Grão-Pará. Assim, contrariando o imaginário, o último censo do IBGE (2010) apontou que 76,7% dos paraenses declararam-se negros (69,5%
pardos, 7,2% pretos), dados que demonstram uma racialidade fortemente marcada pela mestiçagem, em que o embranquecimento dificulta a
(auto) identificação de negritudes amazônidas. Nesse sentindo, adotou-se o Pensamento Feminista Negro enquanto epistemologia para se
compreender como mulheres negras constroem suas negritudes na Amazônia, em particular, na Região Metropolitana de Belém. Percebeu-se
que as relações raciais são complexas e que na intersecção gênero-raça, mulheres negras seguem marginalizadas. Embora as racializações
ocorram no mesmo jogo das relações raciais brasileira, a constituição própria da história na Amazônia, as redes culturais e materiais dos
antepassados negros legaram construções de negritudes diferentes, portanto, a negritude ontológica é inexistente e as mulheres negras
existem em uma diversidade. Logo, cabe o compromisso ético de contingenciar, as histórias da Amazônia e do Brasil em seus próprios
discursos.

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