A palavra profética de Jeová mediante Cristo Jesus diz: ”Esta geração
[de 1914] de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram.”…
E Jeová, que é a fonte de profecias inspiradas e infalíveis, fará com que
as palavras de seu Filho se cumpram num prazo de tempo relativamente
curto. – A Sentinela de 15 de novembro de 1984, pág. 7.
PROFECIA NÃO REALIZADA todos os fundadores faleceram ...não se deu
o fim do mundo antes (quem errou? ) quem se prejudicou ? quem se
beneficiou?
A
geração que não passará
janeiro 27, 2021Ronald E. Frye
Já por uns 50 anos [em 1984], a liderança das Testemunhas de Jeová vem pregando
que a geração de pessoas que testemunharam os eventos de 1914 não passaria até
que chegasse o fim completo do mundo. Argumentou-se por muito tempo que a
duração de uma geração era de 70 ou 80 anos — a expectativa média de vida da
maioria das pessoas:
O dicionário completo de Webster (em inglês) define, em parte, a palavra geração
deste modo: “A média do tempo de vida do homem, ou período comum de tempo em
que uma ordem sucede à outra ou o pai é sucedido pelo filho, uma era. Considera-
se, geralmente, uma geração como tendo cerca de 33 anos.” A Bíblia, porém, não é
específica. Não dá o número de anos para uma geração. E em Mateus 24:34,
Marcos 13:30 e Lucas 21:32, os textos onde se menciona a geração a que se refere
a pergunta, não se nos permite considerar uma geração como sendo a média de
tempo em que uma geração sucede a outra, como explica Webster na sua
aproximação dos 33 anos; antes, porém, deve ser considerada mais no sentido da
primeira definição citada de Webster, “a média do tempo de vida do homem“. – A
Sentinela de 1º de novembro de 1953, págs. 175, 176.
“Ainda que usássemos setenta ou oitenta anos como a duração de uma geração,
isso não nos permitiria determinar o momento do começo do Armagedom. Por quê?
Porque esta guerra de Deus não está marcada para ocorrer exatamente no final
desta geração. Ela vem dentro da geração.” – Despertai! de 22 de
setembro de 1962, pág. 28, em inglês (grifo acrescentado).
“Deve-se notar cuidadosamente que os mais jovens dos que viram com
entendimento a expansão do sinal do fim deste sistema de coisas desde seu
início em 1914 estão agora com bem mais de sessenta anos de idade! Na verdade, a
maior parte da geração adulta que presenciou o princípio dos “últimos dias” já
morreu. A geração a que pertenciam encontra-se agora bem perto de seu completo
término.
O tempo que resta, então, é definitivamente limitado, e é bastante curto. Note,
também, que Jesus disse categoricamente: “esta geração de modo algum passará
até que todas estas coisas ocorram”. Portanto, não precisaríamos esperar até que
todos os membros dessa geração morressem. O fim deste sistema iníquo de coisas
virá antes que todos os membros morram.” – Despertai! de 22 de abril de 1967,
pág. 19. (grifo acrescentado).
Na época em que essa última declaração foi feita, estava sendo argumentado que
1975 seria um ano marcante, quando 6.000 anos de história humana chegariam ao
fim e um descanso sabático de 1.000 anos sob o Reino de Deus começaria. Usava-se
o fato de que a geração de 1914 estava passando rapidamente para reforçar o
conceito de que em 1975 o fim era iminente. O mesmo artigo prosseguiu dizendo
sobre isso:
“Por conseguinte, podemos esperar que o futuro imediato esteja cheio de
eventos emocionantes para aqueles que depositam sua fé em Deus e em suas
promessas. Isto significa que dentro de relativamente poucos anos testemunharemos
o cumprimento das profecias restantes que têm que ver com o “tempo do
fim”.”- Despertai! de 22 de abril de 1967, pág. 20. (grifo acrescentado).
Mas agora, [isto é, em 1984], a liderança das Testemunhas de
Jeová estava tentando prolongar ao máximo possível a geração de 1914.
Nesse processo, eles apresentaram uma mistura de dados sobre o que constitui uma
“geração” que confundia mais do que esclarecia. Eles começaram citando um livro,
“The Generation of 1914” [A Geração de 1914], escrito por Robert Wohl, que
apresenta uma definição filosófica do que constitui uma “geração”. Isto foi seguido
pela afirmação de que Jesus usou a palavra geração em vários contextos e maneiras
e daí foi levantada a seguinte questão:
Mas, que queria [Jesus] dizer quando falou duma ‘geração que não passaria’?
Alguns interpretaram “geração” como um período de 30, 40, 70 ou mesmo 120
anos. Entretanto, a geração relaciona-se realmente com pessoas e acontecimentos,
e não com um número fixo de anos. – A Sentinela de 15 de novembro de 1984,
pág. 5
Depois de citar duas obras de referência que oferecem definições de como a palavra
grega traduzida por “geração” é usada na Bíblia, a revista A Sentinela disse o
seguinte:
Estas definições abrangem tanto os que nasceram por volta da época dum
acontecimento histórico como todos os que estavam vivos na ocasião.
Se Jesus usou a palavra “geração” nesse sentido e se a aplicarmos a 1914, então
os bebês daquela geração têm agora 70 anos ou mais. E outros que estavam vivos
em 1914 estão com seus 80 ou 90 anos, sendo que uns poucos já atingiram a idade
de cem anos. Ainda há muitos milhões dessa geração vivos. Alguns deles ‘de modo
algum passarão até que todas estas coisas ocorram’. — Lucas 21:32. (Ibid., página
5).
Os milhões a que eles se referiram eram bebês e crianças muito pequenas vivas
em 1914. A geração adulta de pessoas, que tinha 30, 40 anos ou mais naquele
ano tinha passado! Mesmo os que estavam na casa dos 20 anos em 1914
eram praticamente inexistentes! É significativo que a liderança das Testemunhas de
Jeová tenha achado necessário continuar a fortalecer a ideia de que a geração de
1914 ainda está entre nós. Isto mostrou sua própria incerteza sobre o assunto, apesar
de toda a retórica. Eles deram prosseguimento a uma história de mais de 100 anos
de proclamações ruidosas duma cronologia errada de eventos proféticos.
Em Lucas, capítulo 21, Jesus não apresentou um plano de eventos que ocorreriam
milhares de anos depois, para que uma geração específica de pessoas soubesse que
estava vivendo nos “últimos dias”. Ele estava se dirigindo à geração que estava viva
e o escutava falar. Ele descrevia eventos dos quais eles deveriam ser testemunhas
oculares e os alertou a não ficarem alvoroçados quando vissem ou ouvissem essas
coisas, porque elas não seriam o sinal de sua presença. As expressões de
Jesus sobre as perturbações cósmicas que marcariam sua volta, contidas nos
versículos 25 a 27 são parentéticas — inseridas para mostrar o contraste entre as
calamidades meramente humanas e naturais (guerras, fomes, doenças, terremotos,
etc.) e as manifestações cósmicas universais dele próprio no final dos tempos. A
geração que ouviu Jesus falar realmente testemunhou os distúrbios humanos e
naturais de que ele falou, que não constituíam o sinal. Aquelas pessoas não
morreram até que todas essas coisas aconteceram. Muitos, senão a maioria, ainda
estavam vivos em 70 D.C., quando Jerusalém e o Templo foram destruídos. “Eu
afirmo a vocês que isto é verdade: essas coisas vão acontecer antes de morrerem
todos os que agora estão vivos.” – Lucas 21:32. – Nova Tradução na
Linguagem de Hoje. Este é obviamente o sentido que Jesus pretendeu
transmitir.
Sua vinda no final dos tempos seria repentina, não anunciada e inesperada, de
acordo com as próprias declarações de Jesus. (Mateus 24:43,44; Marcos 13:32-37;
Atos 1:6-8). Tudo o que a liderança das Testemunhas de Jeová ensina sobre o tempo
do retorno do Senhor é uma contradição do que ele realmente disse.
ATUALIZAÇÃO (1997): A revista Despertai! de 8 de novembro de 1994!
apresentou um artigo intitulado: “O verdadeiro significado de 1914”, no qual eles
continuaram a argumentar que a geração de 1914 veria o fim do mundo e, em
seguida, citam sua própria declaração encontrada na página de título de cada edição
da Despertai!: “Esta revista gera confiança na promessa do Criador de estabelecer
um novo mundo pacífico e seguro, antes que passe a geração que viu os
acontecimentos de 1914.” – página 10. (itálico acrescentado). Observe que isso é
“a promessa do Criador”, não a deles!
Por razões óbvias, eles não mais limitaram a “geração” aos que viram os eventos de
1914 “com entendimento”, como faziam antes. Eles também não enfatizam
mais o fato de que é “dentro” da geração de 1914 que o fim chega. Agora eles
faziam todo o esforço para alongar o tempo da geração e disseram: “Este tempo do
fim, contudo, havia de ser um período relativamente curto — dentro do
espaço de uma geração. (Lucas 21:31, 32) O fato de que estamos agora 80 anos
além de 1914 indica que podemos esperar para breve a libertação que o Reino de
Deus trará.” – Página 10. (itálico acrescentado).
A revista Despertai! de 8 de novembro de 1995 apresentou mais uma alteração
em sua declaração de missão. Agora dizia: “Importantíssimo, esta
revista gera confiança na promessa do Criador acerca de
um novo mundo pacífico e seguro que está prestes a
substituir o presente sistema de coisas perverso e
anárquico.” Dois elementos importantes foram removidos da declaração
anterior: 1) a data 1914 e 2) a palavra geração. Embora não seja provável que os
editores da Despertai! venham a reconhecer algum dia, o fato simples é que a
geração de 1914 já passou e eles devem agora se distanciar de seus ensinos
anteriores.
É improvável que a liderança das Testemunhas de Jeová abandone completamente a
data de 1914, pois esta data define sua razão de existir, mas agora eles estão sendo
forçados a reinventar a interpretação deles seu significado profético.
– Este artigo foi publicado originalmente em The Christian
Respondent (comentando o artigo “1914 – A geração que não passará”,
publicado na revista A Sentinela de 15 de maio de 1984 em inglês [15 de
novembro de 1984 em português], páginas 4-7).
150 anos de especulações proféticas
abril 26, 2021Alan Feuerbacher
1831: William Miller começa a pregar que a volta de Cristo ocorrerá no outono de
1843.
1842: Miller e os seus seguidores começam a publicar um jornal, The Midnight
Cry [O Grito da Meia-Noite].
Fim de 1843: Miller e seguidores desapontados; a primavera de 1844.
Primavera de 1844: Miller e seguidores desapontados; fixam o retorno de
Cristo no dia 22 de outubro de 1844.
Mais tarde em 1844: Miller e seguidores antecipam desapontamento.
21 de outubro de 1844: Miller diz: “Eu disse a alguns dos meus irmãos que
Cristo não viria amanhã” porque a Segunda Vinda ocorreria “numa hora em que eles
não pensam”. Ele não se responsabiliza pelo engano: “Ninguém pode dizer
honestamente que foi enganado por mim. O meu conselho tem sido sempre que cada
um estude por si mesmo a evidência da sua fé.” Deus pode ter planejado a demora para
que as pessoas se voltem para a Bíblia, para estudarem mais e se reconciliarem com
Deus. De qualquer forma, o fato de terem errado a data exata não reduziu a urgência
dos tempos. Cada dia que passa é um dia mais perto do fim.
10 de novembro de 1844: Miller reexamina cuidadosamente a data e
neutraliza qualquer possibilidade de desapontamento: “Fixei minha mente em outro
tempo, e é aqui que pretendo ficar até que Deus me dê mais luz. – E isso é Hoje,
HOJE, e HOJE, até que Ele venha.”
1845: Miller admite o seu erro: “Confesso abertamente que estava errado quanto ao
tempo, e não tenho qualquer desejo de defender o meu proceder senão dizendo que agi
com motivação pura, e isso resultou em glória para Deus. Confio que Deus perdoará os
meus enganos e erros.”
1845: George Storrs, um dos principais seguidores de Miller, declara que Deus não
estava presente no movimento do “tempo específico” e que eles foram “hipnotizados”
por mera influência humana, e que “a Bíblia não ensina de modo algum o tempo
específico.”
Fim da década de 1840: Adventistas do Sétimo Dia, Segundo Adventistas e
muitos outros grupos formam-se a partir de ramificações do movimento de Miller,
elaborando novas especulações proféticas. Alguns decidem que Miller afinal tinha
razão, ele tinha “esperado a coisa errada no tempo certo”.
1860: Nelson H. Barbour descobre que certos cálculos cronológicos mostram que
6.000 anos de história humana terminam em 1873; ele começa a pregar que a Segunda
Vinda do Senhor ocorreria em 1873.
1869: Barbour publica a primeira edição do panfleto Evidences for the Coming
of the Lord in 1873; or the Midnight Cry [Evidências da Vinda do Senhor em
1873; ou o Grito da Meia-noite].
1871: Barbour publica a segunda edição de Evidências.
1873: Barbour começa a publicar um jornal mensal, The Midnight Cry and
Herald of the Morning [O Grito da Meia-noite e Arauto da Manhã].
Mais tarde em 1873: Barbour muda sua predição para o outono de 1874;
encerra a publicação do jornal The Midnight Cry, and Herald of the
Morning [O Grito da Meia-noite e Arauto da Manhã].
1875: Barbour e os seus seguidores decidem que Cristo tinha retornado
invisivelmente em 1874, e dizem que tinham simplesmente “esperado a coisa errada no
tempo certo”; em junho Barbour reinicia o seu jornal, agora com o título Herald of
the Morning [Arauto da Manhã] e lança a base para futuras profecias; na edição de
setembro ele prediz que “os Tempos dos Gentios” terminariam em 1914; em edições
posteriores ele amplia esse tema.
Década de 1870: Charles Taze Russell forma classes de estudo da Bíblia, adopta
muitos ensinos de ex-Milleritas, incluindo George Storrs, e vários especuladores
proféticos.
Janeiro de 1876: Russell lê o jornal de Barbour, convida-o para que Barbour lhe
ensine tudo sobre cronologia bíblica.
Início de 1876: Russell convence Barbour a parar a publicação da revista Herald
of the Morning [Arauto da Manhã], para que possam trabalhar num livro que seria
uma compilação de artigos que de outra forma teriam sido publicados na revista de
Barbour.
Mais tarde em 1876: Na edição de outubro do periódico The Bible
Examiner [O Examinador da Bíblia], de George Storrs, Russell reafirma a predição
de Barbour de que os “Tempos dos Gentios” terminarão em 1914.
1877: Russell e Barbour publicam o livro Three Worlds, and the Harvest of
this World [Os Três Mundos e a Colheita Deste Mundo], predizem que “os santos”
seriam ressuscitados em 1878 e ensinam que a parábola das “Dez Virgens” começou a
se cumprir em 1844 pelos seguidores de Miller; Russell publica o seu folheto Object
and Manner of Our Lord’s Return [O Objetivo e a Maneira da Volta de Nosso
Senhor].
1878: Russell e Barbour recomeçam a publicação do Herald of the
Morning [Arauto da Manhã]; “os santos” não aparecem e assim Russell espiritualiza a
“ressurreição” deles, dizendo que de fato isso tinha ocorrido mas invisivelmente, e que
ele tinha esperado “a coisa errada no tempo certo”, já que Cristo tinha voltado
invisivelmente em 1874; Russell e Barbour discordam na questão de saber se “os
santos” já tinham sido ressuscitados, e isso gera o primeiro grande desacordo entre eles.
1879: Russell e Barbour separam-se; em julho Russell começa a publicar o seu
próprio jornal, intitulado Zion’s Watch Tower and Herald of Christ’s
Presence [A Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo]; Russell
continua a proclamar que Cristo tinha voltado em 1874 e que “os Tempos dos Gentios”
terminariam em 1914; Russell reafirma o seu ensino de que o movimento de Miller em
1844 deu início ao cumprimento “moderno” das profecias do tempo do fim.
Fins de 1880 e início de 1881: Russell prediz que em outubro de 1881
ocorrerá outra “ressurreição dos santos” na terra.
Mais tarde em 1881: Russell espiritualiza a “ressurreição” de outubro, dizendo
que ela encerrou o período da “chamada do alto”.
Década de 1880: Russell refina as suas crenças, incluindo exatamente o que
ocorreria em 1914.
1889: Russell publica o volume 2 da série The Millennial Dawn [A Aurora do
Milênio], intitulado The Time Is At Hand [O Tempo Está Próximo], prediz que em
1914 “o Reino de Deus” terá obtido controle total no céu e na terra, que Cristo estaria
reinando visivelmente, que todos “os santos” seriam ressuscitados, que a cidade de
Jerusalém seria mais uma vez altamente honrada, que “a Batalha do Armagedom” (que
tinha começado em 1878) culminaria em anarquia mundial e daria lugar a “novos céus
e uma nova terra” com bênçãos pacíficas, e que o “Reino de Deus” estaria “na terra e
então derrubaria e esmagaria a imagem gentia” e “consumiria completamente o poder
destes reis”.
1904: Russell decide que afinal 1914 não era necessariamente a data apropriada para
“os Tempos dos Gentios” terminarem, que talvez seria 1915 e que outras coisas que ele
predissera poderiam ocorrer de maneira diferente.
Início de 1914: Russell hesita sobre a certeza do seu esquema de datação e se
pergunta se tinha estado “esperando a coisa errada no tempo certo”.
Fins de 1914: Russell e seguidores decidem que o irrompimento da “Grande
Guerra” é um cumprimento das predições de Russell e que a guerra culminaria na
Batalha do Armagedom.
1916: Russell escreve que algumas das suas predições de fato não se cumpriram mas,
assim como William Miller disse, “certamente elas tiveram um efeito muito
estimulante e santificador sobre milhares, que por essa razão podem louvar o Senhor –
até pelo erro. Muitos, de fato, podem expressar-se como estando gratos ao Senhor
devido à culminação das esperanças da Igreja não ter sido atingida no momento em que
esperávamos; e por nós, como o povo do Senhor, termos oportunidades adicionais de
aperfeiçoar a santidade e de ser participantes com o nosso Mestre na apresentação
adicional da Sua Mensagem ao Seu Povo.”
1917: O livro The Finished Mystery [O Mistério Consumado] prediz que a
Guerra terminaria em breve na Batalha do Armagedom.
1918: A Sociedade Torre de Vigia começa a dar discursos públicos intitulados
“Milhões Que Agora Vivem Podem Nunca Morrer”, título que foi rapidamente mudado
para “Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão”.
1920: No folheto “Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão”, a Torre de Vigia
começa a predizer que 1925 veria a ressurreição dos fiéis profetas da antiguidade e o
começo da Batalha do Armagedom.
1925: O Armagedom não vem.
Fins da década de 1920: Os Estudantes da Bíblia perdem 3/4 dos seus
membros; os que ficam começam a esquecer de 1925.
1940: A revista A Sentinela informa o público que o Armagedom está só alguns
meses à frente.
1942: Depois da morte de J. F. Rutherford, Nathan Knorr anuncia que afinal o
término da Guerra não resultará na Batalha do Armagedom, mas que ele virá em breve.
Década de 1950: A Sociedade diz aos seus seguidores para esperar a vinda do
Armagedom muito em breve.
1961: No livro Santificado Seja o Teu Nome, Fred Franz diz às Testemunhas
de Jeová que em 1942, quando Rutherford, no seu leito de morte, designou Franz e
Knorr para liderarem a Sociedade, o trabalho de “Elias” estava terminado e o de
“Eliseu” começou. Este trabalho, escreveu Franz, começou na década de 1870 com
Russell. Juntando isso com os ensinos de Russell a respeito das “Dez Virgens”, chega-
se à conclusão de que foi William Miller quem realmente começou este trabalho
moderno de Elias e é ele o pai espiritual das Testemunhas de Jeová. É claro que Miller
tem muitas outras “filhas”.
1966: No livro Vida Eterna – na Liberdade dos Filhos de Deus, Fred Franz
diz às Testemunhas de Jeová que 6.000 anos de história humana terminariam em 1975
e que seria bem apropriado o Armagedom vir nessa data.
1967: A Sociedade instrui os Superintendentes de Circuito a fazerem discursos em
assembleias de circuito anunciando que o Armagedom viria definitivamente por volta
de 1975.
1968: A Sociedade institui uma campanha de Estudos Bíblicos com a duração de seis
meses, em antecipação ao grande afluxo de novos convertidos nos poucos anos antes
do Armagedom.
Fim da década de 1960 e início da década de 1970: As
Testemunhas de Jeová informam o mundo que é extremamente provável que o
Armagedom virá por volta de 1975.
1975: A Sociedade informa os seus seguidores que o Armagedom não veio.
1976: Fred Franz lança a culpa sobre a comunidade das Testemunhas de Jeová: “não
veio porque VOCÊS esperavam que viesse”. A revista A Sentinela lança a culpa
sobre a comunidade das Testemunhas de Jeová por ter sido desapontada em resultado
de ter dado ouvidos a isso.
Fim da década de 1970: Muitas Testemunhas de Jeová abandonam o barco.
1980: A Sociedade admite ter tido alguma culpa pelo desapontamento.
Década de 1980: A comunidade das Testemunhas de Jeová e os líderes da Torre
de Vigia esquecem de 1975; alguns esperam o Armagedom em 1984 ou em 1994, com
base nos 70 ou 80 anos da geração de 1914; algumas publicações da organização dão a
entender ou declaram abertamente que “tudo estará terminado” por volta do ano 2000.
Década de 1990: Muitas Testemunhas de Jeová esperam quietamente “o fim”
por volta do ano 2000; a liderança da organização mantém as expectativas delas com
declarações vagas do tipo “agora muito próximo”.
1995: A Torre de Vigia muda o seu ensino sobre a “geração” mas mantém o tema do
“agora muito próximo”.
A cronologia resumida apresentada acima documenta uns 170 anos em que se gritou
“lobo'” através de especulações proféticas. Nem uma única dessas predições se
cumpriu. Contraste isto com o que ocorreu quando Deus falou através de Moisés –
“tudo se cumpriu.” (Josué 21:45)
Ainda que alguma das predições dos especuladores proféticos de hoje se cumprissem,
seria puramente acidental, assim como quando o lobo vem depois de o rapaz ter
“gritado “lobo” todos os dias, durante anos. Isso não traz qualquer crédito para o rapaz.
Na verdade, visto que Jesus disse que “o Filho do homem vem numa hora em que não
esperais”, qualquer pessoa que “prediga” taxativamente o momento da vinda dele não
pode ser seu seguidor. Da mesma forma, ninguém que seja verdadeiro seguidor de
Jesus terá a presunção de fazer essas predições.
William Miller por fim aprendeu da maneira difícil a ter a atitude correta: “Fixei minha
mente em outro tempo, e é aqui que pretendo ficar até que Deus me dê mais luz. – E
isso é Hoje, HOJE, e HOJE, até que Ele venha.”
A “Vida Após a Morte” no Conceito Bíblico – Parte 5
Nenhuma religião verdadeira na terra até 1919? – O conceito
dos líderes das Testemunhas de Jeová sobre a história da
igreja
"Alguns esperavam". O Corpo Governante tenta dar a impressão
de que só "alguns" tinham falsas expectativas, quando na verdade
a Sociedade incutiu em todos as esperanças injustificadas!
"Esperanças injustificadas". Quem tivesse dito, antes do
fracasso da profecia, que estas esperanças eram injustificadas,
teria sido considerado como rebelde e espiritualmente fraco.
A Sociedade chama tudo isso de provas e peneiramento, mas
isso não partiu de Jeová (Tiago 1:13), nem de Satanás, nem do
mundo, e sim do próprio Corpo Governante, que profetizou sobre o
ano de 1925.
Então, o que foi escrito sobre 1925 era "simplesmente uma
opinião expressa"? Mas quando homens alegam ser "porta-
vozes" de Deus, ou "canal de Deus" na terra, certamente eles não
têm direito de expressar "simples opiniões" ao mesmo tempo que
afirmam que o que dizem é apoiado por Deus e Sua palavra e
deve ser aceito como tal, sem questionar!
De fato, não era razão para deixar de servir o Senhor, já que não
foi Ele quem profetizou sobre 1925. Era razão, todavia, para deixar
de seguir os falsos profetas do Corpo Governante . E foi o que
muitos fizeram após 1925. Cerca de metade dos membros
deixaram a Organização.
A conclusão é exatamente esta: O Corpo Governante não tem
orientação divina. O que ele ensina, era e continua a ser
"simples opinião expressa", às vezes baseada na Bíblia e outras
vezes não! Não se pode aceitar cegamente o que ele diz, como se
viesse do próprio Jeová!