Oficina – Projetos Colaborativos e Comunidades de Aprendizagem

José Aires de Castro-Filho1, Betânia T. Soares da Rocha1, Claudenice de Freitas Souza1, Gerardo S. Viana Júnior1
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Instituto UFC Virtual – Universidade Federal do Ceará (UFC)

j.castro@ufc.br, rochabetania@uol.com.br, sclaudenice@hotmail.com, gerardovianajr@yahoo.com.br

Abstract. The purpose of this workshop is to study how to work with collaborative pedagogical projects and the management of virtual learning communities, using as support an Internet-based environment and the interactive web-based tools available on the site of Núcleo Humanas of Federal University of Ceará. Moreover, we intend to discuss the interdisciplinary aspects of working with projects and communities. Resumo. O objetivo desta oficina é discutir o trabalho com projetos pedagógicos colaborativos e o gerenciamento de comunidades virtuais de aprendizagem, usando como suporte um ambiente baseado na Internet e ferramentas Web de interação disponibilizadas no Portal do Núcleo Humanas da Universidade Federal do Ceará. Além disso, pretendemos discutir os aspectos interdisciplinares do trabalho com projetos e comunidades

1. Introdução
Na sociedade atual, há uma necessidade crescente por formação continuada de professores. Diversos programas têm sido realizados pelos governos como a Rede Nacional de Formação Continuada, o pró-letramento, etc (Brasil, 2004). Um dos grandes desafios é como criar uma cultura de formação que seja sustentável e caminhe além da participação em cursos, seminários, oficinas etc. Embora essas iniciativas sejam componentes essenciais, é importante também que os professores possam ter instrumentos capazes de torná-los autores de suas próprias formações. No final da década de 1990, inicia-se a utilização da Internet como apoio virtual ao trabalho do professor em sala de aula, nos mais diferentes níveis de ensino. Neste período surgiram projetos que envolviam o desenvolvimento de softwares educativos e de ambientes de aprendizagem no meio virtual, estimulando o uso da tecnologia e da interação entre alunos e professores, através do uso da Internet (Fagundes, 1996). Atualmente, muitos desses espaços virtuais de aprendizagem buscam evoluir na forma das inter-relações possíveis no ambiente e são tratadas dentro do sistema digital sendo denominadas como “comunidades virtuais de aprendizagem.” Nestes ambientes de aprendizagem, foram inseridas ferramentas de interação síncronas e assíncronas entre os usuários, como por exemplo, as ferramentas de chat, fórum, listas de discussão, “murais digitais”, agendas compartilhadas, bem como espaços onde os usuários podem construir suas próprias páginas digitais.

Net. facilmente.com) ou o Gazzag (http://www. por parte de seus integrantes (Costa e Franco. Foi escolhida essa plataforma de desenvolvimento por apresentar independência de sistema operacional. O portal também se distingue das ferramentas de comunidades virtuais atuais.Na verdade. 2005). é fundamental discutir o que caracteriza esta estrutura social de interação. mas sim. sistemas já conhecidos hoje tanto em instituições de ensino. O Portal Humanas não deve ser confundido com Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA).br). 1 2 ECMA: European Computer Manufacturers Association.br/portalhumanas). A ferramenta de projetos e comunidades.Net faz parte do framework . no âmbito educacional. a de possibilitar a criação colaborativa e a distância de projetos. aprender a gerenciar comunidades de aprendizagem executando essas atividades dentro do Portal Humanas. O portal foi desenvolvido em ASP. não possui esta finalidade. ISO: International Organization for Standardization .ufc.orkut.Net.gazzag. usando como suporte um ambiente baseado na Internet e ferramentas Web de interação disponibilizadas no Portal do Núcleo Humanas da Universidade Federal do Ceará. A proposta de trabalho nesta oficina será desenvolvida em caráter presencial de maneira que os participantes possam. denominado Portal Humanas (www.com. de linguagem utilizada. proposto pela Microsoft (Ahmed et alii. uma vez que alguns grupos mais parecem aglomerados de pessoas do que comunidades efetivas. quanto em setores de treinamento corporativo. (Lemos. acessando banco de dados de um Servidor SQL (Structured Query Language – Linguagem de Consulta de Dados). a maior parte das interações observadas nas denominadas comunidades virtuais de aprendizagem são muito pouco consolidadas. percebe-se uma grande ênfase no trabalho com projetos. Hoje. proposta pelos presentes autores. simples agregações com vínculos comunitários. que são ambientes usados exclusivamente para a criação de comunidades. visto que a simples disponibilidade de ferramentas de comunicação não garante o estabelecimento de uma comunidade. tais como o Orkut (http://www. 2002) e cujas especificações foram assumidas pelos órgãos internacionais de padronização ECMA1 e ISO2. bem como de comunidades de discussão ligadas a estes projetos. 2004) Esta oficina objetiva discutir o trabalho com projetos colaborativos a distância e a formação e o gerenciamento de comunidades virtuais de aprendizagem. 2005).vdl. O ASP. A concepção de comunidade é estabelecida tanto a partir das relações entre seus participantes quanto a projetos comuns entre eles. além de elaborar um projeto pedagógico. Confundimos. não possuindo recursos que possibilitem a criação automatizada e colaborativa de projetos (Castro-Filho et al. 2002). envolvendo os elementos interdisciplinares e transdisciplinares das diferentes áreas de conhecimento (Nogueira. bem como. por sua codificação orientada a objetos. Portanto. Estes AVA integram tecnologias de Informação e Comunicação com a finalidade de criar um ambiente baseado na Internet que possibilite o processo de construção de conhecimento e autonomia.

Participa também de um projeto de intercâmbio internacional com as Universidades do Estado de São Paulo (UNESP). Possui 5 softwares educativos desenvolvidos. Atualmente é Professor Adjunto III da Universidade Federal do Ceará. University of Georgia (UGA) e State University of UTAH (USU). Agregado a esse ambiente. Publicou 10 artigos em periódicos especializados e 50 trabalhos em anais de eventos. periódicos especializados e em anais de evento. utilizando-se para estas atividades o Portal Humanas: ambiente colaborativo para criação de projetos e comunidades . participa de do projeto de pesquisa desenvolvido pelo Núcleo Humanas/UFC. Orientou 2 dissertações de mestrado além de ter orientado 36 trabalhos de iniciação científica nas áreas de Educação. vinculado ao Instituto UFC/Virtual que desenvolve trabalhos na área de Informática Educativa com ênfase em Educação a Distância e formação continuada de professores da rede pública de ensino. psicóloga. nas áreas de Informática Educativa e Educação a Distância abordando temas como aprendizagem colaborativa e uso de computadores como recurso de aprendizagem. Recebeu 3 prêmios e/ou homenagens.2. coordena o curso de extensão Projetos Colaborativos e Comunidades de Aprendizagem. elementos Estruturantes de um projeto. 4. Ementa: Conceito de projetos colaborativos e comunidades virtuais de aprendizagem. o qual já foi ofertado a mais de 100 professores. Atua na área de Informática Educativa. concluiu o mestrado em Educação pela Universidade Federal do Ceará. 3. no qual coordena o grupo que desenvolve o Portal Humanas: Um ambiente colaborativo para criação de projetos e comunidades virtuais para a área de Humanidades. Em suas atividades profissionais interagiu com 86 colaboradores em coautorias de trabalhos científicos. psicopedagoga. Exerceu por muitos anos a função de professora do ensino fundamental e de Informática Educativa na rede particular de ensino. Tem trabalhos publicados em capitulo de livro. desenvolvimento de utilização de ferramentas interativas como Objetos de Aprendizagem e Ambientes Virtuais. Equipe Proponente: José Aires de Castro Filho concluiu o doutorado em Mathematics Education University Of Texas At Austin em 2000. É coordenador pedagógico do Instituto UFC virtual. Firefox etc) e Data show. Psicologia e Ciência da Computação. No momento orienta 3 alunos de mestrado e 3 de doutorado. financiado pela CAPES/FIPSE. com uma tese sobre Novas Tecnologias e Formação de Professores.UECE. Betânia Tenório Soares da Rocha. com ênfase em Educação a Distância. Atualmente coordena o projeto de pesquisa "Ambientes Interativos e Aprendizagem de Conceitos Matemáticos". atividades de utilização dos recursos do Portal Humanas/UFC para criação e gerenciamento de projetos colaborativos e comunidades de aprendizagem. Executou trabalho de assessoria pedagógica em Informática Educativa no Colégio Militar e na Faculdade UNICE. Infra-Estrutura Necessária: Computadores ligados a Internet e com um navegador instalado (Explorer. planejamento dos procedimentos e ações a serem desenvolvidos em um projeto. em Fortaleza. Atualmente faz um trabalho de orientação de monografias em curso de especialização da Universidade Estadual do Ceará .

F. PEIXOTO. LOUREIRO. Participa também de um grupo de pesquisa do Instituto UFC virtual que desenvolve trabalhos na área de Informática Educativa com ênfase em Educação a Distância e formação de professores e utiliza o Portal Humanas: um ambiente colaborativo para criação de projetos e comunidades virtuais para a área de Humanidades.cinted. R C. PEQUENO. PETITTO. está vinculado ao Instituto UFC/Virtual que desenvolve trabalhos na área de Informática Educativa com ênfase em Educação a Distância e formação continuada de professores da rede pública de ensino. 6. Brasília: Ministério da Educação – MEC. o qual já foi ofertado a mais de 100 professores e como Tutora do Curso de Formação de Tutores em EAD. Neste ambiente. Juiz de Fora.pdf. T. Tem trabalhos publicados em periódicos especializados e em anais de eventos. P S. ROCHA. atua como professor do curso de extensão Projetos Colaborativos e Comunidades de Aprendizagem. F. Fatores relevantes à formação e manutenção de comunidades virtuais facilitadoras da aprendizagem. SP: PAPIRUS. PAULA.ufrgs. Portal Humanas: Um ambiente colaborativo para criação de projetos e comunidades virtuais para a área de Humanidades. Atualmente. B. Claudenice de Freitas Souza é Pedagoga. nas áreas de Informática Educativa e Educação a Distância abordando temas como aprendizagem colaborativa e listas de discussão como recurso educacional. Nilbo R. Campinas. Aprendendo com projetos. Possui dois trabalhos publicados nesta área. CINTED-UFRGS. H S L. W W F. atua como professora do curso de extensão Projetos Colaborativos e Comunidades de Aprendizagem. G S. (acesso em 22/03/2006) CASTRO-FILHO. Anais do XVI Simpósio Brasileiro de Informática na Educação. Disponível em http://www. 2005.M. Neste ambiente. M. formada pela Universidade Federal do Ceará.virtuais para a área das Humanidades. utilizando-se para estas atividades o Portal Humanas: ambiente colaborativo para criação de projetos e comunidades virtuais para a área das Humanidades. durante a realização da oficina e por um período de pelo menos três meses após o seu encerramento.br/renote/maio2005/artigos/a9_comunidadesvirtuais_revisad o. VIANA-JÚNIOR. SARMENTO. Pedagogia dos Projetos: Uma . D. Viana Júnior é Bacharel em Ciências da Computação pela Universidade Estadual do Ceará e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará com pesquisa na área de Informática Educativa. MG. Rio Grande do Sul. 5. Coleção Informática para Mudança na Educação. 2003NOGUEIRA. L E. J A. HAETINGER.pdf (acesso em 22/03/2006). exerce a função de professora de informática educativa na rede particular de ensino.. Projetos de trabalho em informática: desenvolvendo competências. S. Gerardo S. FONSECA-JÚNIOR.ufsc.br/~edla/mec/livro04. Além disso. Bibliografia Recomendade: ALMEIDA. LIMA.inf. Disponível em www. Considerações Finais: O Instituo UFC Virtual se compromete a disponibilizar o planejamento e material didático da oficina em sítio eletrônico próprio da instituição proponente para acesso irrestrito. S.

L. C. LOUREIRO. RIOS. COSTA.jornada interdisciplinar rumo ao desenvolvimento das múltiplas inteligências. A. 2002. R C. Referências: AHMED. PEIXOTO.br/educadi/relat/apresent. Disponível em http://www. FRANCO. J.gov. Artigo publicado nos anais do GCETE 2005 – Global Congress on Engineering and Technology Education. (Acesso em 27/09/2005) LEMOS.br/renote/maio2005/artigos/a25_ambientesvirtuais.pdf (acesso em 20/07/2005). Disponível em http://portal. L.) Disponível em: http://www. (Acesso em 22/03/2006) CASTRO-FILHO.ufrgs. C.. 2002 . PAULA. T. R.php?t=007 (acesso em 22/03/2006) 7. S. Editora Alta Books. B. Portal Humanas: Um ambiente colaborativo para criação de projetos e comunidades virtuais para a área de Humanidades.crmariocovas. FAGUNDES. Significado e Pressupostos do Projeto Pedagógico (s. L E.php?option=content&task=view&id=203. H S L. 2005.d. REPÚBLICA FEDERATIVA DO (2004).sp.psico. LIMA. C.cinted. ASP. M.html. Projeto EducaDi . T. PAYNE. Cibercultura.br/prp_a. SARMENTO.NET Guia do Desenvolvimento Web. Brasília: Ministério da Educação. GARRET. ROCHA. Juiz de Fora.mec. 2004. A. Disponível em http://www. Anais do XVI Simpósio Brasileiro de Informática na Educação. Segunda Edição. A. Ambientes Virtuais de Aprendizagem e suas Possibilidades Construtivistas. K. G S. VIANA-JÚNIOR. LEC/UFRGS. MG. C. BRASIL. J A. da..ufrgs. 2005. FAIRCLOTH.gov.br/seb/index.CNPq/97-98: Educação a Distância em Ciência e Tecnologia. Editora Érica. W W F.. PEQUENO. Rede Nacional de Formação continuada: Orientações Gerais. P S. S. 1996. tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina.

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