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Escola Secundária da Maia

Geologia – 10º Ano

Ficha de Trabalho nr. 1

Departamento de Ciências
Experimentais

1. Leia atentamente o texto seguinte, que propõe uma explicação para a


extinção dos dinossauros, e responda às questões.

Esqueçam o cometa!

Os dinossauros não morreram por causa da colisão de um cometa ou de um meteorito


com a Terra. Morreram por falta de oxigénio. Esta, é pelo, menos a teoria que três
cientistas americanos vão hoje submeter aos seus colegas no âmbito do congresso
anual da Sociedade Americana de Geologia, que decorre esta semana na cidade de
Boston.
A sua teoria tem como ponto de partida a análise de ar contido em várias dezenas de
fragmentos de âmbar (resina fóssil segregada por algumas plantas no passado, muito
dura, intransponível aos gases, translúcida, de cor amarelada ou acastanhada),
recolhidos no estado do Montana, nos EUA. Os fragmentos têm entre 62 e 68 milhões
de anos de idade — ou seja, abrangem o fim do período Cretácico e o início do
terciário. Este é exactamente o período que interessa a todos aqueles que tentam
perceber o fim dos dinossauros, pois começa uns milhões de anos antes e acaba uns
milhões de anos depois do hipotético choque de um corpo celeste com a Terra,
ocorrido há 65 milhões de anos, que teria provocado, segundo a teoria que tem,
actualmente, mais aceitação, a brusca extinção dos dinossauros. [...]

O que vemos no âmbar, pela primeira vez, são sobretudo flutuações na abundância de
oxigénio — flutuações de seis a oito por cento ao longo de poucas centenas de
milhares de anos, que são períodos de tempo extremamente curtos à escala geológica.
Esse tipo de flutuações equivaleria a pegar em seres que vivem confortavelmente ao
nível do mar e colocá-los, subitamente, a uma altitude de 2400 metros. Segundo Rigby
e os seus colegas, foram essas flutuações que acabaram por provocar a morte dos
dinossauros, pois o sistema respiratório era «extremamente intolerante» a este tipo de
mudanças. [...]

Mas a que se devem as flutuações do oxigénio? Segundo estes cientistas, a processos


geológicos terrestres totalmente naturais — e, em ultima análise, a violentas erupções
de vulcões submarinos que se verificaram nessa altura e que trouxeram para a
superfície rochas e gases vindos das entranhas do globo. [...]
As grandes linhas da nova teoria são as seguintes: uma erupção vulcânica submarina é
um acontecimento muito violento que liberta enormes quantidades de dióxido de
carbono (C02) na atmosfera. A abundância de dióxido de carbono (C02) faz aumentar a
actividade das plantas, que, por fotossíntese, produzem oxigénio, fazendo aumentar os
níveis deste segundo gás. Quando a erupção acaba, o nível do mar — que tinha subido
durante a erupção — desce, expondo à oxidação grandes extensões de matéria
orgânica que se encontravam submersas. A oxidação desta matéria consome oxigénio
e o nível deste gás desce.
Público, 21 de Outubro de 1993 (adaptado)

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1.1 De acordo com a explicação apresentada no texto, qual terá sido o fenómeno que
desencadeou a série de transformações que viria a originar a extinção dos
dinossauros? Vulcanismo (submarino).

1.2 De entre os subsistemas terrestres geosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera,


refira aqueles que terão interagido nas seguintes transformações defendidas pelos
cientistas americanos.

A — «[...] uma erupção submarina é um acontecimento muito violento que liberta


enormes quantidades de dióxido de carbono (C02) na atmosfera.»
A — Geosfera e atmosfera
B — «A abundância de dióxido de carbono (C02) faz aumentar a actividade das plantas
[.. .]> B — Atmosfera e biosfera.
C — «[...] por fotossíntese, produzem oxigénio, fazendo aumentar os níveis deste [...]
gás.» C — Biosfera e atmosfera

D — «Quando a erupção acaba, o nível do mar — que tinha subido durante a erupção
— desce D — Geosfera e hidrosfera

E — «A oxidação desta matéria consome oxigénio e o nível deste gás desce.»


E — Biosfera e atmosfera
1.3 Com base nesta proposta, qual terá sido a causa directa da extinção dos
dinossauros?
Variações significativas do teor de oxigénio atmosférico, num intervalo de tempo
relativamente curto (poucas centenas de milhares de anos).

1.4 Em que dados se baseia a proposta da equipa de investigação americana?


Em dados relativos à composição do ar contido em fragmentos de âmbar, com idade
entre os 62 e os 68 milhões de anos.

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