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IMPACTOS DO TURISMO: OS EFEITOS DO ECOTURISMO EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Marcello Soares 1

marcello@ifes.com.br

Resumo

O crescente interesse por atividades ligadas à natureza, especialmente a partir da década de 80, fez com que o ecoturismo se tornasse um representativo segmento turístico. No entanto, nem sempre a atividade tendo como base o meio natural gera benefícios para este. Muitas vezes os prejuízos suplantam os poucos benefícios gerados pela atividade. O presente trabalho apresenta alguns impactos positivos e negativos gerados pela atividade ecoturística em diferentes destinações do Brasil e do mundo, dando especial destaque para aquelas praticadas em Unidades de Conservação, e também discute a necessidade do correto planejamento de qualquer atividade ligada à natureza para que os prejuízos ao meio ambiente sejam mínimos ou até mesmo inexistentes.

Palavras-chave: Ecoturismo, Impactos, Planejamento Unidades de Conservação.

Abstract

The increasing interest in activities connected to nature, especially from the 80’s on, caused the ecotourism to become a significant tourist segment. Nevertheless, not always the activity having as basis the natural environment generates benefits for this one. Many times the damages supplant the few benefits generated by this activity. This study presents some positive and negatives impacts generated by the ecotourism activity in different destinations within Brazil and abroad, giving especial emphasis for those practiced in Conservation Unities, and discusses either the necessity of a correct planning of any activity connected to nature in order the damages for the natural environment can de minimum or even inexistent.

Key-words: Conservation Unities, ecotourism, impacts, planning.

1. INTRODUÇÃO

O turismo é considerado um grande negócio, pois gera um impacto significativo sobre a economia de um determinado destino. Conforme Archer e Cooper (2001), durante muito tempo os estudos referentes ao impacto do turismo sobre uma determinada destinação se concentravam na análise de aspectos econômicos. No entanto, diversos destinos tiveram os seus benefícios econômicos neutralizados em função das conseqüências ambientais e sociais decorrentes da atividade turística. Archer e Cooper (2001) citam que a dificuldade em quantificar os impactos ambientais e sociais retardou o desenvolvimento de metodologias de mensuração desses impactos e conseqüentemente a produção de estudos sobre esses temas. Somente com o surgimento do ambientalismo e a conseqüente preocupação com os ambientes naturais é que se verificou que os custos sociais e principalmente os ambientais superam seus benefícios econômicos.

1 Biólogo, Mestre em Turismo e Hotelaria (UNIVALI) e Professor do Instituto Cenecista Fayal de Ensino Superior - IFES.

Em virtude da amplitude dos impactos sociais e ambientais provocados nas diferentes atividades turísticas, o presente trabalho apresenta apenas uma análise dos impactos ambientais provocados por um segmento do turismo, o ecoturismo.

2. DEFININDO ECOTURISMO

O ecoturismo é considerado por muitas pessoas, profissionais ou não do turismo, como

qualquer tipo de atividade turística realizada em ambientes naturais. O crescimento do interesse por atividades ligadas à natureza fez com que também se popularizasse o ecoturismo. No entanto, nem sempre o que é vendido ou praticado como ecoturismo está de acordo com sua concepção teórica.

Segundo Boo (1990), o termo ecoturismo é usado para definir o tipo de atividade que não provoca distúrbios, não contamina áreas naturais e que procura admirar o cenário natural, assim como qualquer manifestação cultural. Na concepção de Lucas apud Valentine (1984), o ecoturismo busca o aproveitamento e observação de áreas naturais, com baixo impacto no meio ambiente, gerando uma contribuição social e econômica para a comunidade. Para o Instituto de Ecoturismo do Brasil (IEB) o ecoturismo é definido como “a prática de turismo de lazer, e desportivo ou recreacional, em áreas naturais, que se utiliza de forma sustentável dos patrimônios natural e cultural, incentiva sua conservação, promove a formação de consciência ambientalista e garante o bem estar das populações envolvidas” (apud PIRES, 1998, p. 83). A Associação de Ecoturismo da Austrália (EAA) também prevê a sustentabilidade na atividade ecoturística, que é definida como “o turismo ecologicamente sustentável que fomenta a apreciação, valorização e conservação do meio ambiente e da cultura” (apud SINDIGA, 1999, p. 111). Segundo a Organização Mundial do Turismo, o ecoturismo é uma forma controlada de turismo na natureza, em que se enfatiza a conservação da natureza e para a educação ambiental (WTO, 2001). A partir dos diferentes conceitos apresentados, pode-se verificar que a proposta do ecoturismo é que ocorra o mínimo ou até mesmo a ausência de impacto ambiental e que conseqüentemente se garanta a conservação da natureza. Infelizmente o ecoturismo conceitual na maioria das vezes não coincide com o ecoturismo praticado, fazendo com que essa atividade também ocasione sérios impactos ao meio ambiente.

3. AS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E O ECOTURISMO

Desde a criação da primeira unidade de conservação, o Parque Yellowstone, em 1872, nos Estados Unidos, a idéia de proteção ambiental está intimamente associada à contemplação da natureza, do lazer e, conseqüentemente, do turismo (SERRANO, 2001). Com o crescimento da preocupação com a proteção da natureza, o conceito de parque nacional, assim como a definição de outras categorias de unidades de conservação, ganha novas dimensões, buscando, além da proteção ambiental, o desenvolvimento e pesquisa científica, a preservação do patrimônio genético e a busca cada vez maior do contato com a natureza. Isso ocasionou uma proliferação e popularização das unidades de conservação pelo mundo.

A associação das unidades de conservação com a atividade turística, em especial o

ecoturismo, possibilitou a difusão do ecoturismo nessas áreas protegidas, fazendo com que muitos dos principais destinos ecoturísticos ocorram em unidades de conservação. Como exemplos, podem ser citadas as Ilhas Galápagos, as reservas e parques nacionais do Quênia e da

Tanzânia, as áreas protegidas da Costa Rica, que, segundo Morera (1998), correspondem a 31,2% do território do país, os parques nacionais e reservas da Biosfera do Chile e México, entre inúmeras outras destinações. No Brasil, as áreas protegidas, principalmente os parques nacionais, estão entre as principais destinações de turismo ecológico e ecoturismo. Tanto é que o Sistema Nacional de Unidades de Conservação contempla a prática de atividades turísticas, no caso, o turismo ecológico. Apesar de as unidades de conservação serem locais destinados à conservação ambiental, exercício da educação ambiental, pesquisa científica e contemplação da natureza em seu estado original ou mais próximo deste, a prática da atividade turística muitas vezes não atende esses princípios. Segundo Furlan (1999), isso é ocasionado pelo fato de o turismo ter se tornado uma importante fonte de captação de renda para as unidades de conservação, que geralmente contam com recursos exíguos para suas atividades, especialmente no Brasil e nos países em desenvolvimento, portanto desencadeando a mercantilização do ecoturismo. Esse fato faz com que os planos de manejo de muitas unidades de conservação sejam feitos simplesmente para atender a demanda turística e conseqüentemente podem comprometer a manutenção dos ambientes naturais contemplados por estas unidades.

4. IMPACTOS NEGATIVOS DO TURISMO EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

A massificação do dito ecoturismo ou até mesmo a prática mal planejada dessa atividade

está ocasionando uma série de impactos negativos. Conforme cita Serrano (2001), mesmo que a

exploração turística das Unidades de Conservação (UCs) se faça de acordo com os critérios

previstos nos seus planos de manejo, ela dificilmente deixará de provocar impactos negativos.

A seguir, são apresentados alguns dos principais impactos ocasionados pelo turismo em

UCs. As informações são baseados em Valentine (1992), Sserrano (2001), com pequenas adaptações:

- mudanças no comportamento dos animais ocasionados pelo número excessivo de visitantes em uma determinada área;

- erosão, distúrbios no comportamento dos animais, perda de habitat da fauna e comprometimento da qualidade visual da paisagem em função da construção de infra- estrutura, de áreas para descanso e da abertura de trilhas e acessos;

- alterações no comportamento dos animais e empobrecimento de sua dieta, ocasionados pelo hábito dos visitantes de alimentar os animais;

- interferência no ambiente sonoro , visual e olfativo típico da área, resultantes do barulho, excesso de cores e odores estranhos dos visitantes;

- poluição do solo, dos cursos d’água e interferência na alimentação dos animais, ocasionados pela deposição inadequada do lixo;

- destruição da vegetação, morte de animais e empobrecimento do solo, ocasionados pelos incêndios;

- remoção de atrativos naturais (pedras, vegetais, pequenos animais) para servirem de souvenirs

para os visitantes.

Esses impactos são os mais comuns ocasionados pela atividade turística nas várias categorias de UCs. Tratando especificamente de uma UC e os impactos do turismo sobre ela pode ser citado o caso de Fernando de Noronha.

O Arquipélago de Fernando de Noronha, situado no oceano Atlântico Equatorial, é

composto por 21 ilhas e ilhotas com uma área total de 26 km², com 65% dessa área fazendo parte do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Pelo fato de a economia do arquipélago estar centrada no turismo (36% da população economicamente ativa tem o turismo como fonte de renda), existem sérios conflitos entre a questão ambiental e a atividade turística (COSTA LIMA, 2000). Esses conflitos se agravaram principalmente a partir da década de 90 com o aumento desordenado do número de turistas. Os impactos gerados pelo aumento da demanda turística podem ser observados no aumento da quantidade de lixo e esgoto, assoreamento de áreas de manguezal, erosão, descaracterização da paisagem natural em função da infra-estrutura requerida pelo turismo, sobrecarga aos frágeis ecossistemas presentes nas ilhas, pisoteio de corais e alteração na dinâmica populacional de algumas espécies (golfinhos, tartarugas e aves marinhas). Segundo Costa Lima (2000) esses impactos podem não ser resultantes apenas da atividade turística, mas foram agravados pelo crescimento turístico. Juntamente com a falta de planejamento, organização e controle do turismo em Fernando de Noronha, as atividades previstas no plano de manejo do parque nacional não foram implementadas, especialmente as referentes à educação ambiental. Segundo Furlan (1999), outro aspecto que agrava os impactos negativos do turismo é o fato de a lei que é aplicada para o zoneamento dos parques nacionais continentais ser a mesma que regulamenta o parque nacional insular de Fernando de Noronha. Esse fato traz inúmeras conseqüências para Fernando de Noronha, já que os ambientes insulares apresentam uma dinâmica totalmente diferente dos ambientais continentais, além da fragilidade típica dos ambientes insulares. O caso de Fernando de Noronha é um dos inúmeros exemplos de que o que está previsto nas leis e nos planos que regulamentam as UCs, na maioria das vezes, não é respeitado e muito menos implementado, fazendo com que o turismo tenha um impacto altamente negativo sobre esses ambientes.

5. BENEFÍCIOS DO TURISMO EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

O turismo em UCs, em especial o ecoturismo, pode ser responsável por uma série de

benefícios tanto para a área protegida em questão, como para a comunidade local e os visitantes.

De acordo com Serrano (2001), esses benefícios são:

- difusão de informação ambiental por meio de programas de educação ambiental;

- integração das UCs com as comunidades locais e com a sociedade;

- geração de recursos, oriundos das taxas de visitação, que podem ser importantes na manutenção e no financiamento de programas dentro das UCs;

- aumento da oferta de espaços de recreação e lazer em ambientes naturais.

Existem inúmeros casos em que o ecoturismo foi o grande responsável ou contribuiu de forma considerável para a manutenção de uma determinada área natural. Como exemplos dessa situação podem ser citados os casos do Quênia e das Ilhas Galápagos.

O Quênia sempre teve em seus recursos naturais o principal atrativo turístico. No

entanto, desde o início da expansão da atividade turística no país (em 1963) até o início da década de 90, o que foi praticado no Quênia foi o turismo de massa, comprometendo principalmente os

seus recursos naturais. Como conseqüência dessa prática, o que se observou foi a decadência da atividade turística no país no final dos anos 80 e início da década de 90. De acordo com Sindiga (1999), apesar de o Quênia sempre ter tido a natureza como base de suas atividades turísticas, a idéia do ecoturismo no país só começou a ganhar força na década de 90, principalmente com a realização de workshops e a formação de entidades ligadas ao ecoturismo.

A formação inicial da Sociedade Queniana de Ecoturismo e de outras entidades ligadas

ao ecoturismo e à conservação da natureza permitiu não só a organização do ecoturismo no país, mas também uma ação conjunta visando ao desenvolvimento da atividade ecoturística aliada à participação das comunidades locais e à conservação da natureza.

O modelo adotado no Quênia mostra que o turismo pode ser o fator responsável pela

conservação da natureza, pela educação ambiental de visitantes e das comunidades locais, além

de gerar benefícios financeiros para essas comunidades. As Ilhas Galápagos são outro destino bastante conhecido de turismo na natureza. Segundo Rojas (2000), se o ecoturismo for entendido como uma atividade recreativa de observação natural de ecossistemas marinhos ou terrestres, em pouca partes do mundo esta atividade pode ser executada com mais naturalidade do que nas Ilhas Galápagos. As particularidades dos ecossistemas e especialmente da fauna de Galápagos fazem com que um grande número de visitantes, em especial estrangeiros provenientes de países

desenvolvidos, procurem as ilhas como destino turístico. O crescimento do turismo em Galápagos faz com que um grande número de migrantes proveniente do Equador continental procure as ilhas anualmente em busca de oportunidades de trabalho oferecidas pelo próprio turismo. De acordo com Candisini (2001), atualmente o arquipélago é habitado por mais de 16.000 pessoas, número bem superior ao desejado.

O crescimento populacional das ilhas, aliado à degradação dos recursos naturais em

função de crescimento desordenado do turismo, desencadeou algumas medidas com o objetivo de reverter essa situação em Galápagos. Uma dessas medidas é a reestruturação da atividade e de espaço turístico nas ilhas. Segundo Rojas (2000), nessa reestruturação estão previstas as seguintes medidas:

- capacitar de forma sistemática a população local para que esta possa competir no mercado turístico;

- determinar a capacidade de carga tanto das áreas naturais quanto de regiões próximas ao centros povoados, e fechamento temporário das áreas que tenham ultrapassado sua capacidade de carga, evitando dessa forma impactos irreversíveis;

- estabelecer um monitoramento ambiental (biológico e social) para avaliar os efeitos provenientes da atividade turística nas áreas de visita e nas estruturas urbanas;

- estimular uma demanda por produtos produzidos pela próprias ilhas, originados a partir de uma produção sustentável, seja da pesca artesanal, agricultura ou pecuária. Esses produtos seriam reconhecidos através de um selo verde. Estimular também o artesanato local que utilize como motivação a paisagem local;

- controlar a participação da renda gerada pelo turismo, para que uma parte significativa dos recursos obtidos nas atividades turísticas seja revertida ao Parque Nacional Marinho de Galápagos e às comunidades locais.

A implantação dessas medidas objetivam simplesmente uma adequação das pessoas e de

suas atividades às áreas naturais e não o que geralmente ocorre, em que as áreas naturais são adequadas de acordo com as pessoas.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir do que foi exposto, pode-se verificar que o ecoturismo vendido e praticado é muito diferente da sua proposta conceitual. A partir do momento em que a atividade ecoturística for planejada e praticada seguindo os princípios básicos de educação ambiental, conservação da natureza, valorização das manifestações culturais locais e envolvimento das comunidades locais, os impactos negativos gerados por essa atividade provavelmente serão mínimos ou até mesmo eliminados e seus impactos positivos serão potencializados. Cabe destacar que atividade turística, quando praticada em ambientes naturais, deve ser muito bem planejada, pelo fato de que os efeitos sobre os ambientes naturais, em especial sobre a fauna, são muitas vezes irreversíveis. De acordo com Anderson e Keith (1980), o crescente interesse do homem em observar animais em seu habitat natural está provocando um grande prejuízo ambiental, já que o desenvolvimento de atividades turísticas ou educacionais em épocas ou locais inadequados está provocando alterações no comportamento de algumas espécies animais, comprometendo inclusive o ciclo reprodutivo de algumas espécies de animais em famosas destinações turísticas. Segundo esses autores, a perda de biodiversidade de uma destinação compromete não só o ambiente natural, como também pode resultar em terríveis impactos estéticos e morais para a localidade. Para reverter a atual situação ou visando evitar os possíveis impactos negativos do turismo sobre os ambientes naturais, é necessário incorporar o ambiente ao planejamento, mas não simplesmente agregá-lo na forma de um capítulo especial. Conforme cita Almeida et al. (1999), o planejamento ambiental consiste em uma análise sistemática durante todo o processo do planejamento, analisando as oportunidades e potencialidades, bem como os riscos e perigos inerentes da utilização dos recursos ambientais por parte da sociedade. Somente com um conhecimento detalhado do ambiente que se vai utilizar em uma atividade turística é que se poderá planejar a forma mais adequada de utilização turística dessa destinação ou até mesmo evitar a sua utilização caso seja ambientalmente muito vulnerável.

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