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PORTUGUÊS PARA CONSULTOR DO SENADO FEDERAL EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

Olá, prezado aluno! Como foram esses dias que antecederam esta aula 1? Para mim não foram fáceis. Imagino que para você também não. Apesar do corre-corre diário, precisamos acompanhar as notícias sobre o concurso do Senado. A esta altura, você já leu o edital de cabo a rabo, certo? Ou só procurou saber quanto irá ganhar depois que for aprovado? Bem, o fato é que agora sabemos exatamente o caminho que percorreremos até o dia da prova, prevista para o dia 11/3/2012. Até lá, você não pode esmorecer. Além das óbvias questões extraídas de provas anteriores da FGV, eu continuarei acrescentando ao material questões de outras bancas examinadoras. Farei isso para que você tenha uma quantidade satisfatória de exercícios de fixação do conteúdo estudado. Assim, tentaremos abranger todos os detalhes, de modo que você não seja surpreendido com uma inesperada pergunta do examinador. Mas hoje é dia de resolvermos exercícios sobre o conteúdo da nossa aula. Ele está discriminado abaixo:

AULA

CONTEÚDO

1

Texto Significação contextual de palavras e expressões

Leitura, compreensão e interpretação Coesão e coerência Equivalência e transformação de estruturas

Então, mãos à obra!

[

]

A

escolha,

a

decisão,

que

é

manifestação

de

nossa

liberdade, só

é

possível

tendo

por

fundamento

o

mundo

PORTUGUÊS PARA CONSULTOR DO SENADO FEDERAL EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

axiológico,

a liberdade. Não se pode estimar sem alternativas possíveis.

tanto

quanto

este

tem

por

condição

de

possibilidade

Na

medida

em

que

se

escolhe,

se

avalia

para

obter

a

consciência

do

que

é

preferido.

Ao

escolher

um

caminho,

pondera-se

que,

de

algum

modo

ou

sob

algum

prisma,

é

o

melhor

em

relação

a

outro;

o

caminho

escolhido

mata

outras

possibilidades.

Na

escolha

não

pode

haver

indiferença.

Ela

está

dirigida

à

ação,

à

exteriorização,

à

tomada

de

posição.

Isto

significa que

normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra. [

a

escolha,

a

decisão,

nos

leva

à

determinação

]

(Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. As categorias da ética. In: www.centrodebate.org)

1.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) A escolha, a decisão, que é manifestação de nossa liberdade, só é possível tendo por fundamento o mundo axiológico.

Considerando o contexto da frase, o vocábulo sublinhado tem significado equivalente a:

(A)

das normas.

(B)

dos mercados.

(C)

dos indivíduos.

(D)

das liberalidades.

(E)

das verdades.

Comentário – o adjetivo “axiológico” (de axiologia = teorias, avaliações, análises e estudos que abordam a questão dos valores, especialmente valores morais). Segundo o contexto, seu melhor significado aproxima-se do significado da expressão das normas. Releia o final do segundo parágrafo transcrito: “Isto significa que a escolha, a decisão, nos leva à determinação normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra.” Resposta – A

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2.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) De acordo com o contexto, observa-se emprego não-literal de vocábulo ou expressão em:

(A)

Isso não ocorre com os animais brutos.

(B)

supõe a avaliação de múltiplos fatores.

(C)

Na escolha não pode haver indiferença.

(D)

o caminho escolhido mata outras possibilidades.

(E)

O fenômeno ético não é um acontecimento individual.

Comentário – Emprego de linguagem “não-literal” é o mesmo que linguagem CONOTATIVA (o contrário seria linguagem DENOTATVA, literal). Não precisamos ir ao texto para percebermos que a letra D contém dois vocábulos

com sentido figurado: “caminho” e “mata”. O primeiro simboliza um meio de atingir certo objetivo (literalmente, indicaria faixa de terreno por onde passam ou podem caminhar pessoas ou animais ao irem de um lugar para outro). O

segundo

escolhas

expressa

a

extinção

de

mais

alternativas,

opções,

(literalmente, poderia significar tirar a vida, assassinar, causar mortandade). Resposta – D

] [

 

A

economia

é

um

nível

essencial

da

realidade

histórica;

nela,

os

seres

humanos

agem,

fazem

escolhas,

tomam

 

iniciativas.

Não

nada

de

inexorável

em

seus

movimentos.

Os marxistas

se

dispuseram,

 

então,

a

discutir

as

motivações

75

dos

sujeitos

que

modificam

a

realidade

objetiva.

Passaram

a

debater idéias extraídas de Gramsci, Lukács, Adorno.

] [

(Leandro Konder. Esquerda e direita no Brasil, hoje. Folha de São Paulo, 13/04/2006)

3. (FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) A palavra inexorável (L.73) só não pode ser substituída, no texto, sob pena de alteração de sentido, por:

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(A)

implacável.

(B)

indelével.

(C)

inelutável.

(D)

perituro.

(E)

sempiterno.

Comentário – O vocábulo inexorável pode ser substituído por: rigoroso, indelével (= indestrutível), inflexível, inelutável, implacável; também pode ser trocado por sempiterno (= inesgotável, que não teve princípio nem jamais terá fim; eterno, perpétuo). Já o vocábulo perituro denota aquilo que é perecível, que há de acabar. Resposta – D

] [

Ainda

de

acordo

com

DaMatta,

a

informalidade

é

também

exercida

por

esferas

de

influência

superiores.

Quando

uma

autoridade

"maior"

vê-se

coagida

por

uma

"menor",

45 imediatamente ameaça fazer uso de sua influência; dessa forma,

buscará

dissuadir

a

autoridade

"menor"

de

aplicar-lhe

uma

sanção.

] [

(Jeitinho. In: www.wikipedia.org – com adaptações.)

4.

(FGV/BADESC/ADVOGADO/2010) Observando a frase “buscará dissuadir a autoridade ‘menor’ de aplicar-lhe uma sanção” (L.46-47), assinale a alternativa em que a substituição da palavra sublinhada mantenha o sentido que se deseja comunicar no texto.

(A)

obrigar.

(B)

desaconselhar.

(C)

persuadir.

(D)

convencer.

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EXERCÍCIOS COMENTADOS

PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

(E) coagir.

Comentário – A frase integra o texto intitulado Jeitinho, que aparecerá na

íntegra mais abaixo.

Eis o significado contextual do vocábulo “dissuadir”: fazer

alguém mudar de ideia, opinião ou intenção; tirar de um propósito;

despersuadir, desaconselhar: Queria fazer a viagem, mas a mulher o

dissuadiu.

Resposta – B

Quero apresentar a você uma singela relação de homônimos e

parônimos, os quais podem influenciar o sentido do texto. Confira!

acender = atear fogo ascender = subir acerca de = a respeito de, sobre cerca de = aproximadamente há cerca de = faz aproximadamente afim = semelhante, com afinidade a fim de = com a finalidade de amoral = indiferente à moral imoral = contra a moral, libertino, devasso apreçar = marcar o preço apressar = acelerar arrear = pôr arreios arriar = abaixar bucho = estômago de ruminantes buxo = arbusto ornamental caçar = abater a caça cassar = anular cela = aposento sela = arreio censo = recenseamento senso = juízo cessão = ato de doar seção ou secção = corte, divisão sessão = reunião chá = bebida = título de soberano no Oriente

coser = costurar cozer = cozinhar deferir = conceder diferir = adiar descrição = representação discrição = ato de ser discreto descriminar = inocentar discriminar = diferençar, distinguir despensa = compartimento dispensa = desobrigação despercebido = sem atenção, desatento desapercebido = desprevenido discente = relativo a alunos docente = relativo a professores emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrante = o que sai imigrante = o que entra eminente = nobre, alto, excelente iminente = prestes a acontecer esperto = ativo, inteligente, vivo experto = perito, entendido espiar = olhar sorrateiramente expiar = sofrer pena ou castigo estada = permanência de pessoa estadia = permanência de veículo

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EXERCÍCIOS COMENTADOS

PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

chalé = casa campestre xale = cobertura para os ombros cheque = ordem de pagamento xeque = lance do jogo de xadrez comprimento = extensão cumprimento = saudação concertar = harmonizar, combinar consertar = remendar, reparar conjetura = suposição, hipótese conjuntura = situação, circunstância infligir = aplicar pena ou castigo infringir = transgredir, violar, desrespeitar intemerato = puro, íntegro, incorrupto intimorato = destemido, valente, corajoso intercessão = súplica, rogo interse(c)ção = ponto de encontro de duas linhas laço = laçada lasso = cansado, frouxo ratificar = confirmar retificar = corrigir soar = produzir som

flagrante = evidente fragrante = aromático fúsil = que se pode fundir fuzil = carabina fusível = resistência de fusibilidade calibrada incerto = duvidoso inserto = inserido, incluso incipiente = iniciante insipiente = ignorante indefesso = incansável indefeso = sem defesa suar = transpirar sortir = abastecer surtir = originar sustar = suspender suster = sustentar tacha = brocha, pequeno prego taxa = tributo tachar = censurar, notar defeito em taxar = estabelecer o preço vultoso = volumoso vultuoso = atacado de vultuosidade

As categorias da ética

fundamentalmente

ética. Os conceitos éticos "bom" e "mau" podem ser predicados a

todos os

é

os animais brutos. Um animal

A

vida

humana

se

caracteriza

por

ser

atos humanos, e somente a estes.

que ataca

e

Isso não ocorre com

come o

outro

não

5

considerado maldoso, não há violência entre eles.

 

Mesmo

os

atos

de

caráter

técnico

podem

ser

qualificados

eticamente.

Esses

atos

sempre

servem

para

a

expansão

ou

limitação do ser

humano.

Sob

a perspectiva ética, o que importa

nas

ações

técnicas

não

é

a

sua

trama

lógica,

adequada

ou

10

eficiente

para

obter

resultados,

mas

sim

a

qualificação

ética

desses resultados.

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A

eficiência

técnica

segue

regras

técnicas,

 

relativas

aos

 

meios,

e não normas

éticas,

relativas

aos

fins.

A

energia

nuclear

pode

ser

empregada

para

o

bem

ou para

 

o

mal.

Na

verdade,

ela

15

é

investigada,

apurada

 

e

criada

para

algum

resultado,

que

lhe

confere validade. Não vale por si

mesma, do ponto de vista ético.

Pode valer

pela

sua

eventual utilidade, como meio;

mas

o

uso

de

energia nuclear, para ser considerado bom ou mau, deve referir-

se

aos fins humanos a que se destina.

 

20

Vê-se,

pois,

que

o

plano

ético

permeia

todas

 

as

ações

 

humanas.

Isso

ocorre

porque

o

homem

é

um

ser

livre,

vocacionado

para

o

exercício

da

liberdade,

de

modo

consciente.

Sem liberdade não

ética. A liberdade supõe a operação sobre

alternativas;

ela

se

concretiza

mediante

a

escolha,

a

decisão,

a

25

consciência

do

que

se

faz.

Isso

implica

refugir

à

determinação

unilinear

necessária,

à

determinação

meramente

causal.

É

a

afirmação

da

contingência,

da

multiplicidade.

 

Diante

da

multiplicidade

de

caminhos

a

nossa

disposição,

 

avaliamos

e

escolhemos.

 

30

Na

verdade,

somos

obrigados

a

escolher.

Somos

obrigados

 

a

exercer a liberdade.

Assim, a decisão supõe a possibilidade

e,

paradoxalmente,

a

necessidade

de

estimar

 

as

coisas

e

as

ações

humanas

para

atender

 

as

nossas

demandas;

supõe

a

avaliação

de

múltiplos

fatores

que

perfazem

uma

situação

humana

35

complexa.

Aí,

portanto,

temos

também

 

compreendida

a

esfera

do

valor.

Não

liberdade

sem

valoração.

 

Essa

esfera,

entretanto,

é

muito

ampla,

pois envolve

não só

o mundo

da ética,

mas também o da utilidade, da estética, da religião etc.

 
 

Sob

o

ângulo

especificamente

ético,

 

não

haverá

escolha,

40

exercício

da

liberdade,

 

definição

ética

quando

não

houver

avaliação,

preferência

a

respeito

das

ações

humanas.

Eis

por

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que

na

base

da

ética,

como

dissemos,

encontram-se

 

necessariamente a liberdade e a valoração; a ética

se

põe

no

mundo da liberdade, da escolha entre ações humanas

avaliadas.

 

45

A

escolha,

a

decisão,

que

é

manifestação

 

de

nossa

 

liberdade,

é

possível

tendo

 

por

fundamento

o

mundo

axiológico,

tanto

quanto

este

tem

por

condição

de

possibilidade

a liberdade. Não se pode estimar sem alternativas possíveis.

 

Na

medida

em

que

se

escolhe,

se

avalia

para

obter

a

50

consciência

do

que

é

preferido.

Ao

escolher

um

caminho,

pondera-se

que,

de

algum

modo

 

ou

sob

algum

prisma,

é

o

melhor

em

relação

a

outro;

o

caminho

escolhido

mata

outras

possibilidades.

Na

escolha

não

pode

haver

indiferença.

Ela

está

dirigida

à

ação,

à

exteriorização,

à

tomada

de

posição.

Isto

55

significa

que

a

escolha,

a

decisão,

nos

leva

à

determinação

normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra.

 
 

O

mundo

oferece

resistências

e

determinações

 

necessárias

 

e,

por

meio

destas,

as

ações

éticas

se

realizam

precisamente

enquanto

as

contrariam.

As

ações

éticas

brilham

 

justamente

60

quando

se

opõem

às

tendências "naturais"

do

homem.

Assim,

a

liberdade

não

se

contrapõe

à

necessidade,

 

como

sua

negação, mas também existe em função desta. Não há liberdade

sem

necessidade.

Não

ética

 

sem

impulsão,

sem

desejo.

A

melhor

prova

da

liberdade

é

o

esforço

de

superação

 

da

65

necessidade,

afirmando-a

e

negando-a

dialeticamente,

 

a

um

tempo.

Então,

o

mundo

ético

é

possível

no

meio

social,

no

bojo das determinações sociais.

 
 

O

fenômeno

ético

não

é

um

acontecimento

 

individual,

 

existente apenas no plano da consciência pessoal. Isso porque o

70

ente singular do homem só se manifesta, como ser autêntico, em

suas

relações

universais

com

a

sociedade

e

com

a

natureza.

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Esse

fenômeno

é

resultante

de

relações

sociais

e

históricas,

compreendendo

também

o

mundo

das

necessidades,

da

natureza. A ética só existe no seio da comunidade humana.

 

75

e

os

meios

de

circulação

econômica

dos

bens

possuem

maior

liberdade

do

que

aqueles

que

não

têm

 

o

poder

desse

controle.

Por aí

se vê também

que a liberdade

e

a

ética não

se reduzem a

fenômenos

 

meramente

subjetivos;

elas

têm

sempre dimensões

sociais, históricas e objetivas.

 

80

Há, assim, um grande esforço, um esforço ético-político para

 

se

obter

uma

distribuição

igualitária

 

dos

direitos

entre

os

homens,

quer

dentro

das

comunidades,

quer

entre

as

comunidades.

Na

verdade

existe

uma

ética

sobre

a

ética,

uma

meta-ética.

 

A

meta-ética

é

utópica,

 

crítica,

subversiva

e

85

transcende

as

condições

mais

imediatas

da

vida

social.

No

entanto, ela precisa ser

pena de se perder como uma utopia de meros sonhos.

possível no mundo dos fatos sociais, sob

(Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. In: www.centrodebate.org)

5.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) A partir da tese defendida pelo autor, é correto afirmar que:

(A)

a ética é condicionante da existência humana e fundamenta qualquer tipo de ação que envolva uma escolha entre “certo” e “errado”.

(B)

o conceito de ética aplica-se sobretudo aos seres humanos que praticam atos de natureza técnica e atuam profissionalmente.

(C)

a violência entre animais brutos decorre da inexistência de uma noção ética que regule suas relações.

(D)

as noções de “bom” e “mau” estão na base das organizações sociais, sejam elas humanas ou não.

(E)

o princípio ético que orienta os atos técnicos está menos nos seus resultados e mais na própria concepção desses atos.

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Comentário – Alternativa A: a tese (ou ideia central) de um texto normalmente surge logo no primeiro parágrafo (parágrafo introdutório). De acordo com ela, a ética é a característica fundamental da vida humana e, consequentemente, é nela que os atos humanos devem estar baseados. Item

certo.

Alternativa B: o conceito de ética aplica-se a todos os seres humanos, inclusive aos que são caracterizados conforme esta assertiva. Item

errado.

Alternativa C: ainda de acordo com o primeiro parágrafo, “não há violência entre eles”, pois estão destituídos de qualquer concepção ética. Item errado. Alternativa D: essas noções dizem respeito exclusivamente às organizações humanas (não há como relacionar essas noções a organizações não humanas). Item errado. Alternativa E: o segundo parágrafo é fundamental para respondermos adequadamente. Segundo ele, os resultados têm grande importância do ponto de vista ético: “Sob a perspectiva ética, o que importa nas ações técnicas não é a sua trama lógica, adequada ou eficiente para obter resultados, mas sim a qualificação ética desses resultados. Item errado. Resposta – A

6.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Com relação aos terceiro e quarto parágrafos, analise as afirmativas a seguir.

I.

O objetivo principal do terceiro parágrafo é conceituar regras técnicas e normas éticas.

II.

O plano do terceiro parágrafo inclui uma exemplificação para sustentar a tese anteriormente explicitada.

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III. O início do quarto parágrafo apresenta uma conclusão acerca das ideias apresentadas no terceiro.

Assinale:

(A)

se somente a afirmativa I estiver correta.

(B)

se somente a afirmativa II estiver correta.

(C)

se somente a afirmativa III estiver correta.

(D)

se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

(E)

se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

Comentário – É impossível que as afirmativas I e II sejam corretas, pois elas se excluem. Portanto você deve imediatamente descartar a letra D. A leitura atenta do terceiro parágrafo nos fará entender que nele existe um exemplo do que foi dito sobre “os atos de caráter técnico”. Conclui-se com isso que: se a afirmativa II é correta, a I é incorreta e também deve ser desprezada. Exclua, então, a letra A.

Eis abaixo um exemplo 1 de parágrafo desenvolvido com o objetivo de conceituar algo:

Cespe/TRT 10ª Região/2005 – Tipologia: dissertação argumentativa

Tema: o aperfeiçoamento dos procedimentos é fator prescindível para a democratização efetiva da justiça.

“A necessidade da desburocratização da justiça

Entende-se por democratização da justiça a possibilidade de que a todos seja prestada, de fato, a junção jurisdicional tal qual na Constituição Federal: com celeridade e qualidade. [ ]”

Breve comentário – O candidato iniciou o parágrafo com um conceito, explicando o ponto-chave do tema: a democratização da justiça.

1 O exemplo foi extraído de uma redação de candidato a concurso público. Por questões óbvias, a identidade dele está preservada.

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Vamos analisar o item III para decidirmos entre as letras B, C e E. A afirmativa está correta e o autor deixou uma dica ao candidato: a conjunção “pois”. Quando surge isolada por vírgulas e após o verbo da oração que integra, essa conjunção constitui segmento de caráter conclusivo. Item correto, assim como o item II. Resposta – E

7.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Da compreensão adequada de conceitos apresentados pelo texto, analise as afirmativas a seguir.

I.

O senso-comum de liberdade é reconstruído e passa a incluir a noção de que nem todos são livres na mesma medida.

II.

O conceito de ética fundamenta-se numa perspectiva naturalista e põe em segundo plano seu viés social.

III.

As ideias de liberdade e obrigação não são concepções excludentes; ao contrário, envolvem implicação necessária.

Assinale:

(A)

se somente a afirmativa I estiver correta.

(B)

se somente a afirmativa II estiver correta.

(C)

se somente a afirmativa III estiver correta.

(D)

se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

(E)

se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

Comentário – Afirmativa I: está sustentada na seguinte passagem: “Os homens ou grupos de homens que controlam a produção e os meios de circulação econômica dos bens possuem maior liberdade do que aqueles que não têm o poder desse controle.” Afirmativa correta. Afirmativa II: não! Esse conceito se opõe a essa perspectiva, repare: “As ações éticas brilham justamente quando se opõem às tendências ‘naturais’ do homem”. Além disso, o viés social é o que possibilita a manifestação da ética, tendo, portanto, importância significativa: “o mundo

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ético só é possível no meio social, no bojo das determinações sociais”. Afirmativa incorreta. Afirmativa III: é verdade, conforme se depreende do seguinte trecho: “Na verdade, somos obrigados a escolher. Somos obrigados a exercer a liberdade. Assim, a decisão supõe a possibilidade e, paradoxalmente, a necessidade de estimar as coisas e as ações humanas para atender as nossas demandas”. Item correto. Resposta – D

8.

(FGV/SEFAZ-RJ/FISCAL DE RENDAS/2010) Da leitura do quarto parágrafo, deduz-se que o autor:

(A)

afirma-se perplexo ante a unilateralidade das escolhas.

(B)

contraria a ideia de liberdade como ação racionalmente concebida.

(C)

opõe-se à aceitação do determinismo como fonte das ações humanas.

(D)

defende a vocação como forma de realização pessoal.

(E)

situa na determinação causal a origem da infelicidade humana.

Comentário – Alternativa A: o autor se posiciona contrariamente à unilateralidade das escolhas sem demonstrar perplexidade. Item errado. Alternativa B: não, o autor defende essa liberdade, para cujo exercício ele está vocacionado. Item errado.

Alternativa C: sim, essa é linha argumentativa do autor. Releia, por exemplo, o seguinte trecho: “A liberdade supõe a operação sobre

alternativas; ela se concretiza mediante a escolha [

determinação unilinear necessária, à determinação meramente causal.” Item

Isso implica refugir à

].

certo.

Alternativa D: não está presente no quarto parágrafo argumento favorável ou contrário à realização pessoal. Item errado. Alternativa E: também não é tratada no quarto parágrafo a origem da infelicidade humana; esta alternativa e a anterior são descabidas.

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Resposta – C

Esquerda e direita no Brasil, hoje

 

Ninguém

pode

pretender

negar

diversos

progressos

no

 

movimento

da

história.

A

humanidade,

hoje,

se

beneficia

de

conquistas

importantes

na

área

da

medicina,

por

exemplo.

Podemos

ser

operados

com

anestesia,

suavizar

dores

com

5

analgésicos.

Dispomos

de

meios

de

transporte

rapidíssimos,

helicópteros,

aviões.

Nossas

casas

têm

luz

elétrica,

água

encanada,

esgoto.

Vemos

filmes,

acompanhamos

seriados

na

TV,

ouvimos

rádio.

E,

cada

vez

mais,

utilizamos

os

computadores, a internet.

 

10

Tal

como

está

organizada,

a

sociedade

gira

em

torno

do

 

mercado,

de

acordo

com

um

sistema

que

alguns

chamam

de

"economia

de

mercado",

e

outros,

de

"capitalismo".

Até

hoje,

não

surgiu

nenhum

sistema

tão

capaz

de

fazer

crescer

a

economia.

As

experiências

feitas

em

nome

do

socialismo

não

15

manifestaram

força

própria

suficiente

para

competir,

no

plano

do crescimento econômico, com o capitalismo.

 
 

O

modo

de

produção

capitalista

não

tem

vocação

suicida,

 

e

nada

indica

que

ele

esteja

a

ponto

de

morrer

de

morte

natural.

Seus

representantes

na

arena

política

recorrem

à

20

repressão

quando

necessário

e

fazem

concessões

quando

conveniente.

Os

trabalhadores

 

têm

feito

 

conquistas

significativas,

do

século

20

para

cá;

visivelmente

não

sentem

saudades

do

tempo

em

que

eram

obrigados

a

jornadas

de

trabalho de 12 horas.

 

25

Parte

dos

trabalhadores

mais

que

no

passado

chega

 

mesmo

a

integrar-se

à

burguesia.

Esse,

porém,

é

um

caminho

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que

pode

ser

percorrido

por

poucos.

Alguns

progridem.

Faz

parte

da

lógica

do

sistema,

 

contudo,

 

que

as

massas

permaneçam

excluídas.

A

cooptação

de

setores

da

30

representação

política

das

classes

médias

está

sendo

mais

resoluta,

 

mais

eficiente.

O

individualismo

característico

dessas

confusas

camadas

intermediárias

as

torna

muito

vulneráveis

à

sedução das classes dominantes.

 
 

Temos

uma

situação

histórica

favorável

ao

bloco

35

conservador.

Nas

atuais

condições,

 

a

direita

vem

administrando

suas

contradições

 

internas.

 

A

política

econômica

do

governo

do

PT,

as

posições

neoliberais

do

PSDB

e

as

diferentes

tendências

reunidas

no

PMDB

tranqüilizaram

a

direita

nos últimos

anos. Tanto

no

PT como

no

40

PSDB

e

no

PMDB

os

líderes

posicionados

 

um

pouco

mais

à

esquerda

 

(não

quer

dizer

que

eles

sejam

de

esquerda)

foram

marginalizados.

 
 

A

esquerda

está

desarticulada.

O

naufrágio

da

União

 

Soviética

 

não

arrastou

os

partidos

comunistas:

mais

de

15

45

anos

se

passaram,

e

o

estilhaçamento

ainda

afeta

dolorosamente diversas organizações socialistas.

 
 

No

Brasil,

o

quadro

é

complexo,

angustiante.

pessoas

 

de

esquerda

no

PT,

no

PC

do

B,

no

PSB,

no

PDT

e

até

no

PSDB.

muita

gente

de

esquerda

circunstancialmente

sem

50

partido.

E

a valente iniciativa

da senadora Heloísa

Helena, o

PSOL.

Mas

ainda

não

um

programa

alternativo

maduro

que

se

contraponha

à

euforia

do

programa

conservador,

aplicado

por gente que foi de esquerda e aplaudido pela direita.

 
 

Nas

atuais

condições

em

que

exerce

a

sua

hegemonia,

a

55

direita

"moderada"

conseguiu

infiltrar

seus

critérios

no

discurso

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da

esquerda

"moderada".

Os

"moderados"

dão

o

estilo.

O

conteúdo é dado pela "leitura" oficial da economia.

 
 

Antigamente,

eram

os

marxistas

que

polemizavam

em

 

torno

da

economia,

apoiados

no

"materialismo

histórico".

60

Alguns

chegaram

a

falar

num

"materialismo

 

econômico".

Tinham

a

convicção

de

que

estavam

na

crista

de

uma

onda

que

os

empurrava

inexoravelmente

para

adiante,

para

promover

a

transformação

das

relações

de

produção

e

o

crescimento das forças produtivas.

 

65

A

determinista

na

dinâmica

da

economia

contribuiu

 

para que a esquerda tradicional, despreparada, sofresse

contundentes

derrotas.

Duras

lições

da

história

política

convenceram

a

esquerda

a

conviver

com

sua

diversidade

interna,

em

sua

luta

pela

ampliação

das

liberdades

e

pela

70

superação das desigualdades.

 
 

A

economia

é

um

nível

essencial

da

realidade

histórica;

 

nela,

os

seres

humanos

agem,

fazem

escolhas,

tomam

iniciativas.

Não

nada

de

inexorável

em

seus

movimentos.

Os

marxistas

se

dispuseram,

então,

a

discutir

as

motivações

75

dos

sujeitos

que

modificam

a

realidade

objetiva.

Passaram

a

debater idéias extraídas de Gramsci, Lukács, Adorno.

 
 

Curiosamente,

no

momento

em

que

os

marxistas

(e,

com

 

eles,

a

esquerda

em

geral)

sublinhavam

a

significação

crucial

dos

valores,

da

ética,

a

direita

assumia

a

centralidade

da

80

economia

e

passava

a

acreditar

que

possuía

a

chave

da

compreensão

correta

(e

da

solução)

dos

problemas

que

 

nos

afligem no presente.

 
 

Essa

chave

é

o

instrumento

simbólico

mais

eficiente

da

 

ideologia

dominante

(que,

como

dizia

Marx,

é

sempre

a

85

ideologia

das

classes

dominantes):

é

ela

que

insiste

em

 

nos

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convencer

que

as

desigualdades

sociais

são

naturais,

que

não

alternativa

para

o

capitalismo,

que

o

socialismo

foi

tentado

e

fracassou.

É

ela

que

sustenta

que

as

liberdades

precisam

se

enraizar

nas

elites

para

depois,

lentamente,

90

chegar

ao

povão.

Empunhando

a

chave,

com

a

costumeira

cara-de-pau,

a

direita

pede

paciência

aos

trabalhadores

e

promete

que,

com

o

tempo,

eles

vão

se

beneficiar

de

melhores

condições

materiais

 

de

cidadania,

 

tal

como

aconteceu

com

as

conquistas

da

medicina,

os

aviões

e

os

95

computadores, que demoraram, mas vieram. Permito-me perguntar: vieram mesmo?

 

(Leandro Konder. Folha de São Paulo, 13/04/2006)

9.

(FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) Assinale a alternativa que apresente comentário pertinente ao texto

(A)

O texto apresenta um desabafo a respeito da situação política do Brasil, apontando, perspicazmente, por comparação, os motivos por que não teria êxito a instauração de um regime socialista.

(B)

O texto discorre sobre a situação histórico-política internacional, objetivando analisar especificamente o caso brasileiro no tocante à falta de espaço para o surgimento de partidos políticos renovadores, capazes de revelar o discurso falho da extrema direita.

(C)

O texto reafirma a ineficácia do socialismo como forma de governo e aponta, no capitalismo, tanto no cenário internacional quanto no doméstico, a supremacia dos blocos moderados, de esquerda e direita, ditando falaciosamente a democracia ao povão.

(D)

O texto aponta, no cenário político doméstico, o processo de desarticulação da esquerda, como resultado do fim do modelo socialista e da supremacia da direita ao ditar a interpretação da economia.

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(E) O texto questiona se os valores apontados como conquistas pela direita de fato aconteceram, observando que a interpretação falaciosa da realidade atraiu antigos esquerdistas a sobejarem teorias que explicassem as falhas no processo democrático historicamente.

Comentário – Alternativa A: O desabafo e a comparação existem, mas a perspectiva em relação ao socialismo é sobre os fatos passados que não sustentaram esse regime, e não sobre uma possibilidade futura de implantação dele: “As experiências feitas em nome do socialismo não manifestaram força própria suficiente para competir, no plano do crescimento econômico, com o capitalismo.” (l. 14-16) Alternativa B: a crítica feita no texto não é à “extrema direita”, mas sim à “direita moderada”. Observe: “Nas atuais condições em que

exerce a sua hegemonia, a direita ‘moderada’ conseguiu infiltrar seus critérios no discurso da esquerda ‘moderada’. Os ‘moderados’ dão o estilo.” (l. 54-56) Alternativa C: a supremacia é da direita moderada, como se lê no fragmento apresentado no comentário acima. Alternativa E: o verbo sobejar significa suprir-se com superabundância. A explicação não é sobre as falhas no processo democrático; é sobre a falha de “diversas organizações socialistas”. O que achou do texto? E das alternativas? Vamos ser

sinceros: tudo muito extenso, complexo, difícil

, você se acostumar, pois a FGV não perdoa ao escolher seus textos. É claro que ela pode facilitar as coisas, mas não se surpreenda ao se deparar com um texto e uma questão como estes. Resposta – D

não é mesmo? Mas é bom

10. (FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) O nono parágrafo, em relação ao oitavo, apresenta-se como:

(A) explicação.

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(B)

exemplificação.

(C)

complemento.

(D)

desdobramento.

(E)

oposição.

Comentário – A relação estabelecida entre eles é de oposição. Contrastam-se os discursos atuais e antigos sobre a economia. Hoje em dia, os moderados dão o estilo; antigamente, eram os marxistas. Resposta – E

o estilo; antigamente, eram os marxistas. Resposta – E (Angeli. www2.uol.com.br/angeli) 11. (FGV/SEFAZ-MS/FISCAL

(Angeli. www2.uol.com.br/angeli)

11.

(FGV/SEFAZ-MS/FISCAL DE RENDAS/2006) Ao associar-se a charge com o seu título, percebe-se que a interpretação é possível pela via:

(A)

alegórica.

(B)

fática.

(C)

lúdica.

(D)

metonímica.

(E)

sofística.

Comentário Charge é um desenho caricatural com ou sem legenda, publicado em jornal, revista ou afim, que se refere diretamente a um fato atual

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ou a uma personalidade pública e os satiriza ou critica ironicamente. A associação dela com seu título permite-nos interpretar o texto pela via alegórica, que é a expressão do pensamento ou da emoção muito comum por meio da pintura e da escultura. Fática: tem a ver com a função da linguagem que busca assegurar o contato entre falante e destinatário, como no uso de expressões como Alô? Está me ouvindo? Lúdica: a partir de jogos, brinquedos/brincadeiras. Metonímica: decorrente de linguagem baseada no uso de um nome no lugar de outro, pelo emprego da parte pelo todo, do efeito pela causa, do autor pela obra, do continente pelo conteúdo etc. (por exemplo:

beber um copo no lugar de beber a cerveja do copo). Sofística: leva em consideração argumento ou raciocínio aparentemente lógico, mas na verdade falso e enganoso; falácia: Toda mulher gosta de rosa; com exceção de algumas. Ainda que uma quantidade irrisória não goste de rosa, a verdade é que nem todas as mulheres gostam dela. Resposta – A

 

Jeitinho

 
 

O

jeitinho

não

se

relaciona

com

um

sentimento

revolu-

 

cionário, pois aqui não

o

ânimo

 

de

se

mudar o

status quo.

O

que

se

busca

é obter

um